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Centro Universitário Adventista de São Paulo
Fundado em 1915 — www.unasp.edu.br
Missão: Educar no contexto dos valores bíblicos para um viver pleno e para a excelência no servirço a Deus
e à humanidade.
Visão:
Ser uma instituição educacional reconhecida pela excelência nos serviços prestados, pelos seus elevados
padrões éticos e pela qualidade pessoal e profissional de seus egressos.
Administração da Entidade
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Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas
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Campus Eng. Coelho
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Faculdade Adventista de
Hortolândia
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Campus Hortolândia
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Imprensa Universitária Adventista
Editor: Rodrigo Follis
Editor Associado: Felipe Carmo
Conselho Editorial: José Paulo Martini, Afonso Cardoso, Elizeu de Sousa, Francisca Costa, Adolfo Suárez,
Emilson dos Reis, Rodrigo Follis, Ozéas C. Moura, Betania Lopes, Martin Kuhn
A Unaspress está sediada no Unasp, campus Engenheiro Coelho, SP.
Criação, evolução e teologia: uma introdução aos métodos científicos e teológicos
Imprensa Universitária Adventista
Caixa Postal 11 – Unasp
Engenheiro Coelho-SP 13.165–000
(19) 3858–9055
http://unaspress.unasp.edu.br
Editoração: Rodrigo Follis, Matheus Cardoso
Revisão: Felipe Carmo
Normatização: Giulia Pradela, Vinicius Fonseca
Programação visual: Fabio Roberto
Capa: Wallace Neves
1ª edição – 2014
1.000 exemplares
Todos os direitos reservados para a Unaspress.
Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo
em breves citações, com indicação da fonte.
Todo o texto, incluindo as citações, foi adaptado
segundo o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde
janeiro de 2009.
Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Criação, evolução e teologia : uma introdução aos métodos científicos e teológicos / Fernando Canale ; tradução Matheus Cardoso. -- Engenheiro Coelho, SP : Unaspress - Imprensa
Universitária Adventista, 2014.
Título original: Creation, evolution and theology : the role of method in theological accommodation.
ISBN: 978-85-89504-98-0
Bibliografia
1. Criação 2. Criacionismo 3. Evolução - Aspectos religiosos 4. Religião e ciência I. Título.
14-08978
CDD-215
Índices para catálogo sistemático:
1. Teologia e ciência 215
Editora associada:
Sumário
7
Prefácio
9
Introdução
11
Formação do conhecimento
15
O que é método?
17
Método nas ciências empíricas
27
Resultados do método científico
37
Pós-modernidade e metodologia científica
47
O método científico e a teoria da evolução
69
Método na teologia
75
A estrutura da metodologia teológica
93
A teoria da evolução e as teologias cristãs
101
A teoria da evolução e a teologia adventista
107
A teologia bíblica e a história do tempo profundo
117
A tarefa à frente
123
Referências
Palavras iniciais
No início de 2002, eu não sabia que estava prestes a escrever um livro sobre criação, evolução e teologia. Estava pesquisando e escrevendo sobre as áreas de método teológico, revelação e inspiração, hermenêutica e doutrina de Deus. Foi então que recebi
um convite para preparar um trabalho sobre a maneira de chegar a conclusões racionais,
e apresentá-lo no primeiro encontro do Congresso Internacional de Fé e Ciência, organizado pela Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, por meio do Instituto de
Pesquisa em Geociência.
Eu não estava ciente do debate acadêmico sobre criação e evolução que estava
acontecendo entre cientistas e teólogos adventistas do sétimo dia. Por causa de sua importância e da natureza complexa das questões envolvidas na compreensão das origens,
a administração da igreja decidiu lidar com esse tema de maneira séria e aberta por
meio do Congresso Internacional de Fé e Ciência, que durou três anos. As sessões de
abertura (Ogden, Utah, EUA, agosto de 2002) e de encerramento (Denver, Colorado,
EUA, agosto de 2004) tiveram a presença de representantes do mundo inteiro. As divisões mundiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia organizaram encontros regionais
para discutir com seus próprios cientistas e teólogos as questões identificadas na sessão
inaugural de 2002.
Escrevi a maior parte deste livro para uma apresentação de 45 minutos no encontro inaugural de Utah. Obviamente, eu havia escrito muito mais do que seria possível
apresentar naquele momento. Depois do encontro, o periódico acadêmico Andrews
University Seminary Studies publicou uma versão revisada e ampliada em uma série de
três artigos (CANALE, 2003, p. 65-100; 2003, p. 165-184; 2004, p. 5-48). Com exceção
do capítulo 12, este livro aproxima-se bastante do conteúdo desses artigos. A fim de
aprimorar o desenvolvimento do conteúdo deste livro, mudei ligeiramente a ordem da
apresentação que segui nos artigos. Incluí também no capítulo 12 conteúdos de minha
apresentação em Denver, ocorrida em agosto de 2004 (CANALE, 2004, p. 93-103).
Agradeço ao Dr. Jim Gibson pelo convite para participar do Congresso de Fé
e Ciência. Essa experiência me ajudou a ampliar minha compreensão das questões
Criação, Evolução e Teologia
defrontadas por todas as denominações cristãs ao nos relacionarmos com o atual desenvolvimento do pensamento científico. Agradeço também ao Dr. John McVay, decano
do Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, Andrews University (EUA),1 por me
encorajar pessoalmente e tornar possível minha presença nos encontros. Meu colega,
o Dr. John T. Baldwin, professor de teologia no Departamento de Teologia e Filosofia
Cristã no seminário, gentilmente me ajudou a compreender as questões envolvidas no
debate sobre criação e evolução enquanto eu pesquisava o material para este livro. Sou
grato por sua amizade e disposição de compartilhar seu conhecimento especializado na
área das relações entre ciência e teologia. Quero expressar meu agradecimento a Niesha
Bailey e Roger Hagen, meus assistentes de pós-graduação, por sua leitura cuidadosa do
texto original e por suas valiosas sugestões para aprimorá-lo.
Finalmente, agradeço ao Deus criador por seu amparo e bênçãos abundantes que
Ele concede diariamente a mim e a minha família. A Deus sejam o poder, a honra e a
glória, agora e para sempre.
8
As funções indicadas correspondem à época da elaboração original desta obra. (N. do T.)
1
Introdução
Durante os últimos 150 anos, a teoria da evolução tem se tornado a explicação
teórica padrão para a história da vida, bem como o centro de uma nova cosmologia que
outras ciências aceitam dogmaticamente quando desenvolvem métodos de pesquisa e
interpretações da realidade. A teologia cristã, como um empreendimento científico, não
é exceção à regra. A evolução repudia a criação divina como um mito não científico.
Para evitarem essa acusação, muitos teólogos têm proposto diversas versões de harmonização e evolução teísta.
Contudo, devemos perguntar: essa reação é a única que nos está disponível? Precisamos escolher entre a fé mitológica e a verdade científica? A fé na criação implica
necessariamente no sacrifício do intelecto? Qual deve ser a reação dos teólogos e acadêmicos adventistas diante da doutrina da evolução?1 Numa época em que a teoria da
evolução molda tanto a ciência como a cultura popular, precisamos considerar cuidadosamente essas questões.
O debate criação-evolução, inclusive a tentativa teológica de harmonização, geralmente ocorre no nível das conclusões, sem considerar-se a natureza dos processos por
meio dos quais teólogos e cientistas chegam a suas respectivas crenças. Isso indica que
o problema não tem que ver com o conflito entre fé (ou seja, experiência religiosa) e
ciência, mas com as diferenças entre dois empreendimentos científicos: a teologia cristã
e as ciências empíricas. O processo por meio do qual a ciência chega a conclusões é
bastante complexo. Este estudo pretende apresentar uma breve discussão das principais
estruturas e características da ciência e da teologia com o objetivo de facilitar o diálogo
interdisciplinar e ajudar a igreja a obter uma perspectiva realista da atual situação intelectual do debate.
Essas perguntas foram sugeridas a mim pela comissão organizadora do Congresso Internacional de Fé e
Ciência patrocinada pela Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Ogden, Utah, Estados Unidos,
23-29 de agosto de 2002.
1
Criação, Evolução e Teologia
10
Portanto, este livro não consiste numa análise das crenças da evolução e da criação, mas num estudo do processo racional que leva a essas formulações.2 Meus objetivos
são: examinar como os seres humanos chegam às conclusões e mostrar de que forma
as Escrituras servem como fundamento da verdade. Isso será feito fornecendo-se uma
introdução à complexa matriz da racionalidade humana e ao método científico envolvidos na concepção e formulação das doutrinas teológicas e científicas. Conhecer o cenário intelectual por trás do conflito de interpretações pode nos ajudar a compreender
melhor os desafios defrontados e a elaborar planos apropriados para enfrentá-los de
maneira fiel à revelação bíblica, com integridade intelectual.
Esta obra avaliará o relacionamento entre a teoria da evolução e a teologia a partir
de uma perspectiva metodológica ao delinear a base racional e a estrutura do método
científico. Isso será feito da seguinte forma: iniciaremos estudando o padrão geral por
meio do qual os seres humanos geram conhecimento (capítulo 1) e examinando a estrutura geral do método (capítulo 2). Então, analisaremos a metodologia científica empírica (capítulo 3) e seus resultados (capítulo 4). Em seguida, iremos considerar algumas
críticas pós-modernas à metodologia científica (capítulo 5) e examinar o molde específico que a metodologia científica adota para construir a teoria da evolução (capítulo
6). Prosseguiremos refletindo sobre o papel que o método desempenha na formação do
conhecimento teológico (capítulo 7) e sobre a estrutura da metodologia teológica (capítulo 8). Com esse fundamento em mente, examinaremos a maneira pela qual a teoria
da evolução se relaciona com a teologia cristã em geral (capítulo 9) e com a teologia
adventista em particular (capítulo 10). A conclusão salientará a incompatibilidade da
história evolutiva do “tempo profundo” com a teologia bíblica/adventista (capítulo 11)
e antecipará algumas tarefas que os pensadores adventistas devem realizar à medida que
enfrentam o desafio apresentado pela teoria da evolução (capítulo 12).
Essa abordagem pertence à pesquisa filosófica na área de epistemologia e hermenêutica.
2

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