FACULDADES INTEGRADAS DO BRASIL

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FACULDADES INTEGRADAS DO BRASIL
FACULDADES INTEGRADAS DO BRASIL - UniBrasil
EMILY CRISTINE KRAVETZ
INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA JOVENS E
ADOLESCENTES
CURITIBA
2014
EMILY CRISTINE KRAVETZ
INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA JOVENS E
ADOLESCENTES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como
requisito para obtenção do grau de bacharel em
Jornalismo das Faculdades Integradas do Brasil
UniBrasil.
Orientadora: Profª Me. Elaine Javorski
CURITIBA
2014
TERMO DE APROVAÇÃO
Emily Cristine Kravetz
orientação profissional para jovens e adolescentes
Trabalho de conclusão de curso aprovado com nota 10,0 como requisito parcial
para a obtenção do grau de bacharel em Jornalismo pelo UniBrasil Centro
Universitário, mediante banca examinadora composta por:
Prof.(a) Elaine Jarvoski orientadora e presidente
Prof. Hendryo André
Prof. Felipe Harmata
Curitiba, 14 de dezembro de 2014.
tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito
Eclesiastes 3:1
AGRADECIMENTOS
Em um ano e meio de planejamento e desenvolvimento do Trabalho de
Conclusão de Curso, eu pude contar com atenção, sugestão e contribuição de várias
pessoas que enriqueceram meu trabalho e também a minha vida. Por isso, aqui ficam
registrados meus singelos agradecimentos.
Acima de tudo sou grata a Deus que me deu força, graça, sabedoria, equilíbrio,
concentração e inspiração do início ao fim.
Aos meus pais Altair Luiz Kravetz e Rosângela Jeanine Kravetz que em todo
tempo me incentivaram e acreditaram na minha formação como pessoa, aluna e
profissional. Que me deram toda a estrutura emocional, me motivando a prosseguir e
ter fé no projeto e nas pessoas. A meu irmão Israel Alberto Kravetz que com tanto
carinho expôs sua visão e sugestão para que o projeto caminhasse na direção certa.
Ao meu namorado, Raphael Moroz Teixeira, que esteve ao meu lado quando o
trabalho ainda era sem forma e vazio. Acreditou desde o início em mim e no projeto
e me concedeu todo apoio necessário nos momentos mais difíceis que enfrentei.
Compartilhou comigo sua experiência e amor ao jornalismo, me lembrando sempre
da essência e propósito de tudo.
Aos meus orientadores: Ivana Paulatti, que esteve ao meu lado no ponto de
partida, na criação do tema e me fez compreender com precisão o que era e para que
servia a metodologia de pesquisa; Hendryo André, que dividiu comigo seu entusiasmo
pela temática e me guiou em cada ponto a ser desenvolvido e a Elaine Javorski, que
esteve ao meu lado na elaboração do produto e na construção da coerência entre a
teoria e a prática.
Ao meu grande amigo, João Luiz Vicente Junior e família, que cederam seu
tempo e dedicação para que o site saísse do papel e ganhasse vida. Com muita
paciência se colocaram à disposição para fazer os ajustes que fossem necessários,
além de acrescentar sugestões que foram fundamentais para os aspectos visuais da
plataforma.
Aos meus colaboradores, Angélica Pimenta, Carolina Emerenciano, Camile
Kogus, Camila Nichetti, Franciele Fries e Henrike Rebelo, que levaram o projeto a
sério e foram a campo para produzirem cada conteúdo com vontade e qualidade. E
especialmente por estarem à disposição em meio a tantos imprevistos que tivemos
que enfrentar.
Ao Colégio Nossa Senhora do Sion e Colégio Estadual Professora Maria Aguiar
Teixeira, que abriram suas portas para que a pesquisa de grupo focal fosse realizada
e também, na continuidade, a oportunidade que os alunos fossem entrevistados para
o site, e contribuindo diretamente com o processo de escolha profissional destes
adolescentes.
Aos meus colegas de trabalho, Allan Marba, Juliano Pedrozo, Pamella Garcia,
Patrícia Casagrande e minha coordenadora Núria Bianco, que acompanharam os
bastidores da minha produção e deram sua opinião seja nos aspectos de conteúdo ou
na parte visual, sempre entenderam as pressões dessa etapa final da graduação.
À minha coordenadora de jornalismo, Maura Martins que sempre se colocou à
disposição nos empecilhos que eu poderia enfrentar. Fornecendo toda assistência
necessária nas fases que precisei.
Aos meus colegas de classe que tiveram expectativa com meu trabalho, que
me corrigiram, comentaram e compartilharam os conteúdos que divulguei nas
plataformas. Aline Pereira, Adriana Agne e Noele Dorneles que várias vezes
contribuíram com muita paciência na edição de vídeos e áudios. E também aqueles
que não foram citados os nomes, mas que contribuíram com entrevistas, sugestões e
até mesmo com palavras de incentivo e carinho, aqui ficam registrados meus sinceros
reconhecimento e agradecimento.
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo auxiliar jovens e adolescentes que estão em processo
de escolha profissional, por meio de uma plataforma jornalística multimídia. Além do
site, são utilizados como ferramenta de apoio as redes sociais. Visto que o principal
meio de comunicação utilizado por esse público é a internet e que o acesso ocorre
cada vez mais cedo foi necessário observar seus hábitos, comportamentos e
preferências na web. Além disso, também investigou-se os aspectos mais subjetivos,
como por exemplo, a visão dos adolescentes sobre as futuras profissões. O método
adotado para chegar a essas respostas foi uma pesquisa de grupo focal, em conjunto
de aplicação de um questionário, no segundo ano do Ensino Médio da rede pública e
particular. Os principais teóricos consultados do jornalismo para reflexão deste
trabalho foram: Malini (2008), Silva (2012), Fonseca e Lindemann (2008), Graça
(2002) e Nogueira (2009). Este trabalho resultou na promoção de um espaço onde os
jovens podem adquirir conhecimento, questionar e descobrir uma identidade
profissional. Pode-se também experimentar o que funciona ou não, nos aspectos da
linguagem na web, promover experiência da produção jornalística aos voluntários e
reunir um panorama de conteúdos que podem contribuir em futuras pesquisas sobre
a transformação do mundo profissional e a reconfiguração do papel do jornalista, em
meio às novas tecnologias.
Palavras-chave: adolescentes; jornalismo na web; profissões.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14
2. DELIMITAÇÃO DO TEMA ................................................................................. 16
2.1. O mundo profissional na modernidade ........................................................... 16
2.1.1. A quebra da rotina .................................................................................... 17
2.1.2. A busca pelo profissional flexível ............................................................. 19
2.1.3. O risco no mundo profissional .................................................................. 21
2.1.4. A quebra do tabu do fracasso .................................................................. 22
2.2. Resgate histórico da orientação profissional no Brasil .................................... 23
2.2.1. Métodos para orientar profissionalmente os adolescentes ...................... 24
2.3.
........................................................ 26
2.3.1. Mídia: Um instrumento de orientação profissional para adolescentes ..... 27
2.4. OBJETIVOS .................................................................................................... 30
2.4.1. Objetivo geral ........................................................................................... 30
2.4.2. Objetivos específicos ............................................................................... 30
3. JUSTIFICATIVA ................................................................................................. 31
3.1. Relevância social: a informação contra a evasão no ensino superior ............. 31
3.2. Relevância para o jornalismo: o jornalismo no ritmo das tendências da web . 33
3.3. Relevância para o produto: segmentação e participação do público .............. 34
4. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 36
4.1. A cultura da participação e o jornalismo colaborativo ..................................... 36
4.2. Mídia colaborativa ........................................................................................... 37
4.3. A reconfiguração do papel do jornalismo e do jornalista ................................. 39
4.4. O jornalismo no rumo da segmentação de conteúdos .................................... 40
4.5. Linguagem jornalística na web ........................................................................ 41
5. METODOLOGIA PESQUISA ............................................................................. 44
5.1. Pesquisa exploratória e bibliográfica............................................................... 44
5.2. Pesquisa quantitativa ...................................................................................... 45
5.2.1. Perfil das escolas: pública e privada ........................................................ 46
5.2.2. Descrição e análise do questionário estruturado ..................................... 47
5.3. Pesquisa qualitativa: grupo focal..................................................................... 48
5.3.1. Preparação e desenvolvimento da entrevista .......................................... 49
5.3.2. Número de pessoas ................................................................................. 50
5.3.3. Sobre os participantes.............................................................................. 51
5.3.4. Tempo estimado e número de encontros ................................................. 51
5.3.5. Considerações sobre o local .................................................................... 51
5.3.6. Análise dos resultados alcançados .......................................................... 52
5.4. Descrição e análise do grupo focal ................................................................. 52
5.4.1. Da infância para adolescência: As mudanças na escolha profissional .... 53
5.4.2. Opinião dos familiares e amigos: críticas e reforços positivos ................. 54
5.4.3. Estereótipos de profissões e profissionais ............................................... 54
5.4.4. Referências profissionais ......................................................................... 55
5.4.5. Visão e preferência sobre faculdade ........................................................ 55
5.4.6. Hábitos de leituras, preferências na web e compartilhamento ................. 56
5.4.7. Observações da moderadora ................................................................... 57
6. DELINEAMENTO DO PRODUTO ...................................................................... 58
6.1. Considerações gerais sobre a plataforma ....................................................... 58
6.2. Nome do projeto.............................................................................................. 58
6.3. Logo, layout e cores ........................................................................................ 59
6.4. Canais ............................................................................................................. 64
6.4.1. Fan page .................................................................................................. 64
6.4.2. YouTube:.................................................................................................. 65
6.5. Colaboradores................................................................................................. 65
6.6. Equipamentos para a produção de conteúdos ................................................ 67
6.7. Etapas da produção de conteúdo ................................................................... 67
6.7.1. Elaboração das pautas ............................................................................. 67
6.7.2. Reunião de pauta ..................................................................................... 68
6.7.3. Entrevistas ............................................................................................... 68
6.7.4. Produção de conteúdos ........................................................................... 69
6.7.5. Correções ................................................................................................. 70
6.7.6. Decupagem e edição ............................................................................... 71
6.7.8. Publicações .............................................................................................. 71
6.8. Publicidade ..................................................................................................... 72
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 73
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 77
9. APÊNDICES ....................................................................................................... 88
APÊNDICE 1
Manual de produção de conteúdos para colaboradores ............... 88
A)
Dicas de texto ........................................................................................... 89
B)
Dicas de vídeos ........................................................................................ 90
APÊNDICE 2
Questionário quantitativo .............................................................. 91
APÊNDICE 3
Gráficos com respostas do questionário quantitativo ................... 95
1) Qual faixa etária você pertence? .................................................................. 95
2) A qual Rede de Ensino você pertence? ........................................................ 96
3) Quanto tempo você passa na internet diariamente? ...................................... 97
4) Em qual horário você costuma acessar a internet? ....................................... 98
5) Por qual meio/equipamento você acessa a internet? (Pode responder mais de
uma opção) ........................................................................................................ 99
6) Quais atividades você mais realiza na internet? (Pode responder mais de
uma opção) ...................................................................................................... 100
7) Qual a plataforma que você mais usa para buscar informações? ............... 101
8) Quais redes sociais você mais utiliza? (Pode responder mais de uma opção)
......................................................................................................................... 102
9) Quais motivos levam você a utilizar as redes sociais? (Pode responder mais
de uma opção) ................................................................................................. 103
10) Em qual dos meios de comunicação abaixo você mais confia? ................ 104
11) Que tipo de informação você costuma buscar? (Pode responder mais de
uma opção) ...................................................................................................... 105
12) Em qual local você costuma acessar? (Pode responder mais de uma opção)
......................................................................................................................... 106
13) Possui cadastros em mecanismos automáticos para receber informações?
Se sim, em quais? (Pode responder mais de uma opção) ............................... 107
14) A que tipo de notícia você prefere ter acesso? (Pode responder mais de
uma opção) ...................................................................................................... 108
15) O que você costuma compartilhar nas redes sociais? (Pode responder mais
de uma opção) ................................................................................................. 109
APÊNDICE 4 - Questionário qualitativo ............................................................... 110
OBJETIVO 1: Identificar as influências ............................................................ 110
OBJETIVO 2: Detectar possíveis estereótipos sobre as profissões e os
profissionais ..................................................................................................... 110
OBJETIVO 3: Conhecer as preferências.......................................................... 110
OBJETIVO 4: Refletir sobre possíveis formatos .............................................. 111
10. ANEXOS ........................................................................................................... 112
ANEXO A
Organograma ................................................................................... 112
ANEXO B -
................................... 113
ANEXO C
................................................. 114
ANEXO D
.................................................................. 115
ANEXO E
....................... 116
ANEXO F
......................... 117
ANEXO G
............................................ 118
ANEXO H
.................................................................. 119
ANEXO I
..................................................................... 120
ANEXO J
Fan page do Fábrica de Profissões .................................................. 121
ANEXO K - Alcance e envolvimento das publicações .......................................... 122
ANEXO L
tador
......................................................................................................... 123
ANEXO M
............................................................................................................. 124
ANEXO N - Publico atingindo no Facebook: ........................................................ 125
ANEXO O
Página principal YouTube: ............................................................... 126
ANEXO P
Trechos do vídeo mais visualizado no YouTube: ............................. 127
ANEXO Q
Declarações dos responsáveis pelos alunos que participaram do
................................................................................................. 128
14
1.
INTRODUÇÃO
A adolescência é uma fase instável e ao mesmo tempo decisiva no que tange
à escolha profissional. Segundo Faria (2011), fatores políticos, econômicos, sociais,
educacionais, familiares e psicológicos influenciam nesse período do ciclo vital. Silva
(2004) acrescenta que os meios de comunicação também atuam na maneira de
pensar e atuar dos sujeitos. Ao buscarem direção, os jovens comumente pesquisam
meios que forneçam informações e permitam a reflexão sobre a decisão profissional.
Devido ao fato de que os jovens acessam a internet e procuram orientação
profissional cada vez mais cedo, surgiu o desafio de entender como o jornalismo na
web pode ajudá-los na escolha profissional. Além disso, é importante ressaltar que,
na última década, foram efetivados vários projetos que facilitam o ingresso de
adolescentes em cursos de graduação, o que os estimula a escolher uma área de
atuação profissional.
Por isso, propõe-se, neste trabalho, a produção do site Fábrica de Profissões1,
que reúne as principais dúvidas sobre as profissões que os adolescentes pretendem
seguir e as responde por meio da produção de conteúdos jornalísticos (textos, áudios,
vídeos e infográficos). Como conteúdos complementares, são produzidos textos com
informações sobre palestras, debates e oficinas que discutam a realidade do mundo
profissional, provoquem reflexões sobre profissões que podem entrar em extinção e
listem clínicas de orientação profissional que proporcionam atendimento gratuito ou a
preços baixos.
Para que esse processo fosse exequível, foi formado um grupo com seis
acadêmicos de jornalismo das Faculdades Integradas do Brasil (entre o segundo e o
sexto período) a fim obter ajuda na produção de conteúdo e também promover
experiências aos estudantes sobre a realidade da profissão de jornalista. A partir das
visões de Sennett (2003), Cianconi (1991), Strassburg (2007) e Fraga (2005),
estudou-se, no decorrer desta pesquisa, as mudanças que ocorreram no mundo do
trabalho e no perfil do profissional, o desenvolvimento da orientação profissional no
Brasil
desde o surgimento nas clínicas de psicologia, passando pelas escolas
públicas, feiras de profissões universitárias até chegar no ambiente da web, com os
fundamentos de Abade (2005), Bosi (1982) e Terêncio e Soares (2003).
1
www.fabricadeprofissoes.com.br
15
A reflexão teórica sobre a comunicação se baseou na cultura da participação,
com Shirky (2011), o processo colaborativo de Abreu (2003) e as consequências
positivas e negativas para o jornalismo, bem como a maneira de se trabalhar a
linguagem na internet Barbosa (2001), Canavilhas (2001) Silva (2006), Júnior (2008)
e Nogueira (2009).
Para a sustentação da plataforma, foi necessário ir a campo e coletar dados
quantitativos e qualitativos. Por meio de um questionário estruturado, aplicado a 26
alunos (13 de um colégio público e 13 de um privado), pôde-se conhecer o
comportamento do adolescente no ambiente virtual e suas preferências e
necessidades. Mediante um grupo focal, foi possível compreender aspectos mais
subjetivos de 12 jovens (seis de colégio público e seis de colégio privado), que
representaram uma amostragem das aspirações profissionais.
Percebeu-se que o produto resultante deste trabalho, além de contribuir para
os jovens, auxiliando na prevenção a futura evasão do ensino superior, representa
uma oportunidade de se refletir sobre a cultura da participação, a reconfiguração da
profissão e a importância da produção de um site especializado no processo de
escolha profissional, que trabalhe diretamente com seu público-alvo e seja
direcionado a ele. Nesse sentido, o ob
que também conta com dois canais complementares (fan page2 e YouTube3)
é
auxiliar no processo de escolha profissional de jovens e adolescentes. A plataforma
soundcloud4, só foi utilizada como ferramenta de armazenamento de áudio, sem
intenção de divulga-la como a mesma intensidade das outras duas redes sociais.
2
https://www.facebook.com/fabricadeprofissoes
3
https://www.youtube.com/channel/UCYXj6nP4em3S4kowj9_47ig
4
https://soundcloud.com/f-brica-de-profiss-es
16
2.
DELIMITAÇÃO DO TEMA
2.1. O mundo profissional na modernidade
A expansão do capitalismo na modernidade trouxe uma série de mudanças no
ambiente de trabalho e no perfil do profissional. Sennett (2003, p. 9) afirma que a
-se
assim que os trabalhadores sejam ágeis, estejam abertos a mudanças a curto prazo,
assumam riscos continuamente, dependam cada vez menos de leis e procedimentos
Segundo Cianconi (1991, p. 2
Strassburg (2007, p. 99) acrescenta que é importante que os profissionais
acompanhem as mudanças que ocorrem no mercado e no mundo
medida em que forem ocorrendo às mudanças econômicas, sociais e tecnológicas, as
funcionários passam por um processo de adaptabilidade para alcançar bons
resultados. Estes, por sua vez, refletem na imagem da empresa (STRASSBURG,
2007).
Sennett (2003, p. 13) realiza uma entrevista com Enrico, pai de Rico
gerações no mundo do trabalho. Enrico, um homem que atuou como faxineiro durante
muitos anos, tinha a representação do tempo de forma linear5 e previsível. No entanto,
Ibid),
que gerava outra concepção do tempo e da vida.
O jovem conquistou o sonho da família, o que resultou numa série de
mudanças, entre elas, a troca de residência de acordo com as oportunidades
profissionais. No entanto, o medo e a instabilidade passaram a fazer parte desse novo
oje, um jovem americano com pelo menos dois anos de faculdade pode
esperar mudar de emprego pelo menos onze vezes no curso do trabalho, e trocar sua
2003, p. 22).
5
Refere-se ao uso do tempo de forma disciplinada, com expectativas a longo prazo.
17
A ideia de seguir um único percurso profissional tem sido considerada
retrógrada na sociedade, pois, a cada ano, surgem novas profissões e
especializações que podem levar o jovem a optar por um novo rumo profissional. Da
mesma forma, outras atividades profissionais têm deixado de existir. Nesse ambiente
ificados pelas
faculdades e universidades em um determinado momento pode se tornar obsoletos
(id).
O adolescente por estar em uma época de transformações físicas e
psicológicas, pode acabar fazendo escolhas inadequadas, segundo Filizatti (2003,
amplo, com informações sobre quais são os passos da escolha profissional, os
eventos que estão ocorrendo em universidades que permitem ao jovem conhecer as
disciplinas de uma graduação e a realidade do mercado de trabalho. Além de
apresentar uma lista das clínicas de orientação profissional que existem dentro das
universidades e que cobram nas consultas um valor simbólico e contribui com a
reflexão e decisão da profissão mais adequada para o adolescente.
2.1.1. A quebra da rotina
As novas tecnologias, além de exigirem mudanças no perfil dos profissionais
nas últimas décadas, também comprometeram o ritmo e organização do trabalho.
rotinas diárias, implementando a precisão dos resultados obtidos e, sobretudo,
ampliando as possibilidades de acesso à informação em
(KRZYZANOWSKI, 1997, p. 56).
Outra questão descrita por Sennett (2003, p. 19) é o fato de a sociedade
um agente paralisador do trabalho, governo e outras ins
século XVIII surgiram opiniões a respeito dos efeitos positivos e destrutivos que o
trabalho repetitivo poderia causar. Enquanto Diderot (apud SENETT, 2003) acreditava
que a rotina no trabalho era igual a qualquer outra forma de aprendizado por repetição,
18
o liberalista Adam Smith (apud SENNETT, 2003) entendia que a rotina embotava o
espírito.
Outra referência que se pode encontrar na história do trabalho é o fato de que
a rotina esteve fortemente relacionada à produção de massa, no qual o tempo era
controlado e os trabalhadores tinham de se adaptar ao ritmo das máquinas,
contribuindo para a fabricação de produtos homogêneos. Vale ressaltar que o sistema
fordista se apropriava desse sistema frenético e rotineiro para aumentar as vendas.
Como disse José de Souza Martins (apud
cabia pensar no seu trabalho, mas apenas reagir interpretativamente aos movimentos
A partir do século XX, o sistema fordista enfraquece e surge o sistema produtivo
eram submetidos. Desse modo, os japoneses trabalhavam com uma série de
inovações, dentre as quais se podem citar a transfer
conceito de parceria utilizado com os fornecedores, [...] construindo, com isso, uma
relação de longo tempo. Conseguiu-se, assim, integrar toda a cadeia produtiva, num
o com Wood (1992, p. 14), o
tornavam-se especialistas multifuncionais e criava-
mento
cooperativo entre os gerentes e os trabalhadores, ou seja, uma hierarquia
Na visão de Diderot (2003 apud SENNET), a repetição e o ritmo fariam o
trabalhador alcançar a unidade mental e manual.
De form
operação em particular, se descobre como acelerar ou moderar a atividade,
fazer variações, manejar os materiais, desenvolver novas práticas (DIDEROT
apud SENNETT, 2003, p. 38).
Adam Smith pensava mais nos termos humanos do que nos materiais e dizia
-se autodestrutiva, porque os seres humanos
perdem o controle sobre seus próprios esforços; falta de controle sobre o tempo de
trabalho significa mor
apud SENNETT, 2003, p. 41). A divisão do
19
trabalho passa, então, a ser impulsionada por novas estruturas de mercado e a rotina
pode ter um efeito pacificador sobre o caráter, como conclui Sennett (2003).
2.1.2. A busca pelo profissional flexível
Conforme explicado por Terêncio e Soares (2003), as profissões vêm mudando
vertiginosamente, sendo que algumas se tornaram, de certa forma, desnecessárias,
enquanto outras surgiram em resposta às inovações científicas e tecnológicas. Não
se valoriza mais o profissional que permanece por um longo período na mesma
empresa;
em
contrapartida,
procuram-
adaptabilidade e que acumulem em seu currículo uma ampla variedade de
equipe [e] ser flexível do que ser muito inteligente e um bom técnico em determinado
colegas, ou seja, ele valoriza as relações interpessoais.
As empresas com funcionários profissionalmente capazes não oferecem uma
continuidade e nem estabilidade, afinal, o que reina é a flexibilidade. Caso necessário,
funcionários são demitidos e novas estruturas se
mercados modernos, a demolição de organizações 6
2003, p. 58). Tanto os funcionários quanto as instituições passam por um processo
que o autor denomina como especialização flexível, que tem como objetivo dar uma
nesse novo processo produtivo é a disposição de deixar que as mutantes demandas
03,
p. 60). Outra flexibilização apontada por Casaca (2005) é a questão do tempo.
Dependendo da cultura da empresa, os profissionais não precisam cumprir uma rotina
padronizada. Cada funcionário pode exercer o expediente em horários diferentes,
desde que cumpram os quesitos préhorários, isenção de horários, trabalho a tempo parcial por turnos, realização de horas
6
Os empreendedores são um bom exemplo dos profissionais que desfazem as organizações e se
reinventam. Marcelo Sales, em s conexões que movem a vida , canal YouTube que pode ser
acessado através do link http://www.youtube.com/watch?v=JR7Omeoatek, conta a experiência de
quando pediu demissão da própria empresa e, ao começar do zero, obteve resultados mais
significativos.
20
(CASACA, 2005, p. 5) são características dessa nova relação de
trabalho.
Na questão da flexibilização do espaço, no século XVIII, auge da Revolução
Industrial, ocorre uma das maiores divisões do trabalho, que foi a separação entre o
trabalho e a casa. Nas últimas décadas da modernidade ocorre o processo inverso:
os profissionais voltam a trabalhar em casa, unificando novamente o processo. Um
exemplo disso foi a aprovação, em 2008, do Projeto de Lei 4505/08, que regulamenta
o trabalho a distância pela Câmara dos Deputados Federais. Segundo a proposta, o
cliente e um empregado ou trabalhador autônomo e é realizado regularmente a
DEPUTADOS, 2010).
o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do
empregado e o realizado a distância, desde que sejam caracterizados os
No que se refere à flexibilização do espaço, o Jornal da Globo (2012) publicou
uma matéria cujo
milhões de trabalhadores no Brasil, dez milhões de pessoas trabalham a distância
pelo menos uma vez por semana.
Em outra pesquisa encomendada pela Citrix Systems e feita pela Vanson
Bourner com mais de mil profissionais sêniores de Tecnologia da Informação em 11
As empresas acreditam que, oferecendo os meios para que seus
colaboradores trabalhem em diferentes locais, aumentam a produtividade de
suas equipes e atendem melhor os clientes, além de ser uma prática de
atração e retenção de talentos e uma possibilidade de reduzir os custos
(JORNAL VALOR ECONÔMICO, 2012).
Lotte Bailyn (apud
do tempo é mais um benefício concedido a trabalhadores favorecidos (...) do que um
direito trabalhista; é um benefício distribuído de maneira desigual e estritamente
21
-se, assim, uma aparência de liberdade e uma capacidade de se
desprender do passado. O mundo do trabalho se desenvolve dentro dessas
fragmentações, e ser um profissional flexível exige uma mudança no estilo de vida do
sujeito. Isso, por sua vez, pode levá-lo a assumir condição de riscos. A flexibilidade
no trabalho e no perfil do profissional, apesar de aparentemente vantajosa, traz
também uma série riscos e incertezas.
2.1.3. O risco no mundo profissional
Sennett (2003, p. 89) parte para a busca de experiências para explicar as
relações de riscos que podem surgir na esfera profissional. O autor encontra Rose,
uma mulher de meia idade e viúva que resolve investir o que tinha na compra do Trout
Bar
um estabelecimento localizado em uma velha fábrica do Soho, em Nova Iorque.
A pequena empreendedora conta que o segredo para ser bem sucedido não é apenas
Em uma fase de instabilidade nos
negócios, Rose ficou afastada do estabelecimento
disposição de arriscar fosse incomum, embora o ramo mídia seja incomumente fluido
e superficial, seu fracasso ilustra algumas confusões mais gerais sobre a orientação
Id, 2003, p. 93), ou seja, a profissional não sabia o
que fazer e nem como suportar a possível queda.
O psicólogo Tversky (apud ARAÚJO; SILVA, 2007, p. 51), constatou que as
percebem gan
estado de risco pode gerar uma opressão nos sentimentos humanos, principalmente
modo como as instituições moldam
(SENNETT, 2003, p. 99). Na visão de outros teóricos, passar por fases de riscos
permite que o caráter dos profissionais seja aperfeiçoado, como explica o economista
se
desenvolvem
vivendo
Id, 2003, p. 94).
No cenário em que ocorrem as contratações e demissões, as pessoas que
estão na faixa dos 40 anos são as que mais sofrem com a redução da oferta de
22
emprego, entrando, portanto, na zona de risco. Entre os fatores destacados na
pesquisa realizada por Raffa e Bortolossi (2007), está o fato de que as empresas
preferem os jovens pelo dinamismo, por aceitarem mais facilmente os salários baixos
e por serem mais criativos e motivados e menos resistentes às mudanças. Todos
esses itens revelam a dificuldades enfrentadas para recolocação no mercado dos
profissionais maduros.
a social geralmente eram travestidas de
envelhecimento profissional gerado pela incapacidade de adaptação às novidades
espaço para os mais novos. Esse novo regime se concentra na capacidade imediata,
sendo que a rápida mudança de qualificação virou norma. Segundo Grun (1999), o
Brasil empresarial, no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, recebia
influências do estilo norte-americano, em que o jovem era valorizado na liderança.
Mesmo com esses pontos positivos, ainda existe, por parte do jovem, medo de
fracassar, uma vez que ele apresenta dificuldade em lidar com seus impulsos
emocionais.
2.1.4. A quebra do tabu do fracasso
O fracasso se tornou um grande tabu na sociedade. Junto com essa expressão
o emprego, de acordo com Castelhano (2005), coloca o trabalhador em uma posição
violência, embutida na repressão explícita, o medo é de perder o prestígio, de
Em entrevista aos funcionários da IBM, Sennett (2003) identificou que quando
se falava a respeito da carreira, a atenção desses sujeitos estava voltada mais para o
fracasso do que para o controle. Após uma série demissões na empresa, o sentimento
de incerteza em relação ao futuro profissional tomou conta.
Os homens da IBM começaram a censurar-se7 por terem ficado
demasiadamente dependentes da empresa, por terem acreditado nas
7
Em outro momento do texto, Sennett (2003, p. 154) explica que censurar equivale a culpar-se.
23
promessas da cultura empresarial, por terem desempenhado um roteiro da
sua própria criação (SENNET, 2003, p. 154).
Isso é o reflexo do que muitos jovens passam após depositarem suas
expectativas em uma profissão, sem levarem em consideração as pressões que o
sistema capitalista impõe sobre a economia e as próprias instituições. No âmbito da
escolha profissional, tais medos de fracassar são indícios de uma insegurança que
limita o indivíduo e o mantém em um estado de desinformação sobre si mesmo e
sobre as possibilidades do mercado.
Tendo em vista todas as transformações no mundo do trabalho e no perfil do
profissional, entende-se que o jovem em fase de escolha profissional se sente
pressionado, mesmo com pouco conhecimento a respeito do curso e sabendo da
probabilidade de desistir na metade da graduação. Desse modo, as forças sociais e
econômicas trabalham para que o sujeito, de alguma forma, tome iniciativa, não
importando para onde ele vá. Segundo Basso, Rocha e Esqueda (2008, p. 5), os
adolescentes sentem uma preocupação intensa para alcançar uma aprovação social,
como um todo exige muito deste adolescente em relação a sua
na cultura moderna, o fato de não ter decisão pode ser sinal de fracasso.
2.2. Resgate histórico da orientação profissional no Brasil
Em uma revisão histórica da orientação profissional no Brasil, Abade (2005)
expõe que, nas décadas de 1960 e 1970, no que se refere à orientação profissional,
o atendimento aos jovens e adolescentes ficava mais restrito as clínicas de psicologia
e aos testes vocacionais. Por volta de 1980, esse cenário sofre algumas alterações, e
a psicologia começa a redefinir as práticas de orientação. Bosi (1982) conta que a
orientação profissional começa a ser incentivada a sair dos consultórios para alcançar
escolas públicas através do contato dos alunos de psicologia com a educação popular.
Em 1980, ocorre no Rio de Janeiro, o I Seminário de Informação Ocupacional
do Centro de Informação Ocupacional (CIPO), que reuniu comunicadores sociais e
psicólogos. Figueiredo (apud ABADE, 2005) explica que as discussões do seminário
giravam em torno da necessidade de construção de um banco de dados com
informações sobre as profissões.
24
No final da década de 1990, pesquisadores passaram a focar no
comporta
nas consequências para as questões de identidade. Nesse sentido, a internet passa
a ser uma fonte para buscas profissionais que vem aperfeiçoando a variedades de
formatos para a produção de informação.
[...] o fato é que os jovens que hoje buscam ingressar no mercado de trabalho
precisam desenvolver essa característica, qual seja: uma identidade
profissional bem-definida, mas, ao mesmo tempo, fluida, capaz de se
transformar com o rápido passar do tempo, ou ainda tornar-se múltipla, ou
seja, duas, três ou mais identidades profissionais convivendo diariamente em
diferentes contextos de trabalho, de preferência com o mínimo de conflitos
entre si (TERÊNCIO; SOARES, 2003, p. 144).
Terêncio e Soares (2003) afirmam o conceito de que a mídia não é apenas um
instrumento tecnológico e de informação, mas também uma ferramenta para
expressão e transformação da identidade pessoal do adolescente. Em análise feita
pelos autores foi constatado que as profissões acompanham as mudanças
tecnológicas.
No ano de 2000, surge na Universidade Federal do Paraná a Feira de
Profissões que até hoje tem atraído diversos jovens de vários municípios e estados
brasileiros (FEIRA DE CURSOS E PROFISSÕES UFPR, 2013). Além dela, outras
instituições particulares também passaram a realizar eventos com objetivo de
apresentar os cursos de graduação e atividades relacionadas àqueles que pretendem
ingressar o ensino superior. Estes encontros normalmente são abertos ao público e
contam com uma série de estandes informativos distribuídos nos campos das
universidades junto com alunos de diferentes cursos à disposição dos visitantes para
esclarecer eventuais dúvidas e apresentar as possibilidades de atuação no mercado
de trabalho.
2.2.1. Métodos para orientar profissionalmente os adolescentes
A orientação profissional é um campo de pesquisa complexo, que envolve
experimentações, descobertas, autoconhecimento e conhecimento do mundo do
trabalho, que são considerados por Jordann (1963) requisitos fundamentais para a
escolha profissional. Portanto, diferentes autores fazem pesquisas a fim de levantar
25
os motivos das desistências, dificuldades de decisão dos cursos de graduação e
métodos mais eficazes de se contribuir no processo de escolha profissional.
Um estudo realizado por Lehman (apud
quase metade dos estudantes que desistem da graduação apresentou problemas no
sobre a faculdade ou sobre o mercado, 44,5% dos alunos acabam abandonando o
sonho de realização profissional.
Ribeiro (2003) aponta que existe um sentimento de desinformação por parte
dos alunos quanto à futura profissão. A falta de material que possa esclarecer sobre
as oportunidades do mercado de trabalho e a necessidade de um trabalho voltado
para a orientação profissional foram outros elementos mencionados. Sparta (2003)
realizou um estudo sobre os processos da orientação profissional e como esta se
desenvolveu no Brasil. Nela apresenta o uso de testes vocacionais como um método
para a realização dos diagnósticos profissionais de jovens em fase de escolha
profissional.
Carvalho (1995) propõe um método para se trabalhar com a orientação de
educação profissional com adolescentes. O modelo consiste em cinco encontros de
três horas de duração, nos quais são trabalhados: conhecimento do próprio processo
de escolha, autoconhecimento e conhecimento do mundo do trabalho. Nesse
contexto, cada grupo teria um coordenador e um observador, que anotaria o conteúdo
dos encontros ocorridos.
Em outra pesquisa, Carvalho (apud SPARTA, 2003), que foi a primeira
professora da disciplina de Seleção e Orientação Profissional do curso de Psicologia
da Universidade de São Paulo, trata da introdução das Estratégias Clínicas de
Orientação Vocacional no Brasil. A autora foi a responsável por incluir as ideias
desenvolvidas (1977/1996) do pioneiro em orientação profissional no Brasil, o
psicanalista Rodolfo Boholosvisky. Além disso, propôs os processos grupais
(atendimento psicodinâmico que promove a aprendizagem de escolha profissional)
como alternativa ao modelo psicométrico (simples aplicação de testes, sem nenhum
tipo de outra intervenção).
Por outro lado, Ferreti (apud SPARTA, 2003, p. 7) propôs um novo modelo de
orientação profissional dentro do processo de ensino e aprendizagem, capaz de
lletier (apud Ribeiro,
26
2003) entende que a orientação profissional está em constante processo de
redefinição, o que é considerado por ele uma boa oportunidade para rever paradigmas
e modelos de atuação. Para tanto, o autor apresenta uma proposta de agregar à grade
curricular do ensino médio, disciplinas que viabilizem o contato gradativo com o
mundo do trabalho e, assim, fazer com que os adolescentes desenvolvam habilidades
para escolherem o curso que pretendem seguir.
No que diz respeito às implicações no processo de orientação profissional,
Mueller (1988) aponta que chegar a uma escolha vocacional supõe um processo de
tomada de consciência de si mesmo e a possibilidade de fazer um projeto que significa
pensar antecipadamente em uma ocupação profissional. O autor compreende que,
por meio da orientação profissional, é possível contribuir para que o adolescente
perceba as influências que sofre nos ambientes em que vive e, assim, tome uma
decisão mais consciente.
Muller, Silva e Carvalho (apud, RIBEIRO, 2003, p. 149) concordam que existe
um discurso recorrente a respeito da orientação profissional e afirmam que ela
ad
infinitum
-se, então, que existe uma
preocupação com as bases da orientação profissional, com a inovação das estratégias
de orientação e com as possibilidades de ascensão e consolidação profissional dos
estudantes.
2.3.
Em uma entrevista Tapscott (2008) conta que a nova geração de profissionais,
de 1970 e meados dos 1990, em meio avanços tecnológicos e prosperidade
econômica. E por isso, lidam muito bem com a interatividade, hiperestimulação e
ambiente digital. Segundo o pesquisador, estes jovens têm a expectativa de entrar em
O jornal Folha de São Paulo divulgou em 2010, uma pesquisa que fornece uma
) Considerando o quadro total de funcionários das empresas,
27
mais de 40% dos empregados são dessa faixa etária, o dobro da parcela observada
do Brasil também pertençam a essa geração (FOLHA DE SP, 2010).
Embora essa geração tenha grandes vantagens em frente ao mercado de trabalho,
a necessidade de obter resultados imediatos, por exemplo, pode fazer com que
algumas etapas sejam puladas. Oliveira (2010) conta que outra tendência dessa
geração é a rotatividade nos empregos e uma redução na formação de líderes. E como
acrescenta a matéria do jornal O Globo (2014) essa geração também é reconhecida
pode causar estranhamento ao universo corporativo
normalmente, cheio de
aprenda a identificar suas características e trabalha-las para que os favoreça em sua
produção e comportamento profissional.
Considerando esse perfil, os jovens antes de chegar as empresas, precisam trilhar
o caminho para a escolha profissional, que não é nada fácil. Para isso, eles percorrem
a diferentes meios, mas especialmente a internet para obter algumas informações,
como se pode ver no tópico a seguir.
2.3.1. Mídia: Um instrumento de orientação profissional para adolescentes
Segundo Pinto (1997), as novas tecnologias podem ser classificadas em mídia,
multimídia e hipermídia. A mídia é caracterizada por conter um só elemento, como,
por exemplo, a caixa de som, que tem a capacidade de transmitir apenas o áudio. Já
no caso das hipermídias, que são fundamentadas na palavra latina media, referem-se
(PINTO, 1997, p. 4). Por
(id).
texto ou uma canção, mas não tinha os meios para torná(SHIRKY, 2011, p. 59). Segundo o autor, os que tentavam contrariar essa lógica não
recebiam tanta confiança. Entretanto, hoje, os comportamentos participativos se
28
tornaram
Outro ponto chave apresentado por Pinto (1997, p. 5) é que a sociedade atual
contraria o passado, que percebia os computadores e os aparatos tecnológicos
dentro dos lares, e saber operá-los constitui-se em condição de empregabilidade e
to frequente com
eles desde a infância colabora para o domínio dessas tecnologias.
Na pesquisa realizada pelo Tic Kids Online Brasil8 (2012), foi constatado que
44% usaram a internet pela primeira vez abaixo dos 10 anos, mas cerca de um terço
(31%) tinha começado a usar com 11 ou mais anos. Entre as crianças que acessam
a Internet, o domicílio destaca-se como o principal local de acesso (60%). Em outro
trecho da pesquisa explicam-se os motivos que levam o jovem a se aproximar cada
vez mais cedo das inovações tecnológicas:
Este quer usufruir de seus benefícios, sociabilizar-se, conversar com pessoas
de origens diferentes, e isso é fundamental para o processo de
desenvolvimento de seus interesses e vocações. Para isso, tem que
conhecer, experimentar, investigar, testar, posicionar-se, ter feedbacks
principalmente de seus pares
e, infelizmente, a escola nos moldes
tradicionais de ensino não é mais o espaço fundamental para isso (TIC KIDS
ONLINE BRASIL, 2012, p. 45).
tidade
profissional deve ser entendida numa contínua interação entre os fatores internos e
enfim, poder fazer a escolha profissional os adolescentes recorrem às mídias, que
8
Tic Kids Brasil é um livro eletrônico, fruto de uma pesquisa realizada com crianças e adolescentes a
respeito do uso da internet, em 2012.
29
cada vez estão mais aperfeiçoadas pela tecnologia. De acordo com Silva (2004) é
importante considerar que a mídia gera necessidades:
valores e maneiras de ser. Os meios de comunicação social, ou, melhor dizendo, o
acesso a eles (principalmente a TV) cresceu tanto e com tanta força que, pode-se
dizer, divide largo espaço, na formação dos sujei
(SILVA,
2004, p.64).
visa com
2001, p.123). Agência de Notícias dos Direitos da Infância (2011, p.68) acrescenta
de curto prazo, outros se manifestam indiretamente e a longo prazo. Igualmente,
alguns efeitos se relacionam a comportamentos, enquanto outros dizem respeito
ser ou querer ser ou até a forma como se comportam pode estar associada àquilo que
eles têm consumido.
Em essência, a mídia exerce um papel importante na sociedade democrática.
N
refletir a complexidade da questão, explorar o contraditório, garantir espaço para as
distintas visões, mostrar a temática está relacionada à vida das pessoas, enfim,
estimular os
(SILVA E SCHOMMER,
2009, p.2).
Portanto, a mídia sempre vai poder promover tanto efeitos positivos quanto
negativos na formação da opinião dos jovens adolescentes. Como já diz Alexandre
e somos bombardeadores e envolvidos por informações
através de imagens e sons que, de uma forma ou de outra, tentam mudar ou cristalizar
à sociedade e ao próprio jornalismo ficarem
atentos a estas influências, apontá-las e se possível questioná-las, para que haja um
discernimento por parte desses jovens do que eles são e o que querem ser.
Considerando todos os projetos que estimulam e facilitam a imersão de
estudantes no ensino superior e levando em consideração o fato de que a internet tem
sido o principal meio em que jovens se mantêm informados, coloca-se a seguinte
pergunta: em quais aspectos o jornalismo de web pode contribuir para o processo de
escolha profissional de adolescentes brasileiros que cursam o ensino médio?
30
2.4. OBJETIVOS
2.4.1. Objetivo geral
Produzir uma plataforma jornalística multimídia que contribua no processo de
escolha profissional dos adolescentes.
2.4.2. Objetivos específicos
Traçar um perfil sobre o consumo de mídia dos jovens para que se possa
produzir um site que atenda às necessidades de informação, debate e reflexão
do mundo profissional;
Utilizar canais interativos como Facebook e YouTube, onde os jovens possam
comentar e compartilhar conteúdos, a fim de sanar as dúvidas dos
adolescentes sobre as profissões que pretendem seguir;
Proporcionar experiências aos acadêmicos de jornalismo, a partir do exercício
de conteúdos jornalísticos: texto, foto, vídeo, áudio e infográfico;
Experimentar uma linguagem atrativa e dinâmica de jovem para jovem;
31
3.
JUSTIFICATIVA
3.1. Relevância social: a informação contra a evasão no ensino superior
web
busca-se atingir o interesse social de auxiliar jovens e
adolescentes que estão em fase de escolha profissional. De acordo com o
levantamento realizado pelo Censo Escolar da Educação Superior (2011-2012), do
Ministério da Educação, publicado no Portal do Ministério da Educação(2013), houve
um crescimento de 4,4% das matrículas no ensino superior, superando sete milhões
de estudantes.
Em dez anos, a quantidade de ingressantes no ensino superior teve alta de
91,9%, de acordo com Mercadante. Saltou de 1,431 milhão em 2001 para
2,747 milhões em 2012 (...) As universidades são responsáveis por mais da
metade das matrículas (54%). As faculdades concentram 28,9%; centros
universitários, 15,4%; instituições federais de educação tecnológica, 1,6%
(PORTAL G1, 2013).
Em um censo mais recente, Ministério da Educação9 informou que de 2012
para 2013, a rede privada cresceu 4,5% e a rede pública aumentou 1,9%. Os números
de matrículas nas instituições privadas cresceram acima da média em 2013 e já
7,3 milhões de brasileiros estão matriculados em cursos
superiores no país, número 85,6% maior do que o de dez anos atrás . Percebe-se que
várias medidas têm sido realizadas no país que justificam os aumentos no número de
matrículas citados acima. Na primeira década do século XXI, o estado brasileiro
desenvolveu projetos que facilitam o acesso dos alunos à educação superior. O
Programa Universidade para Todos (Prouni)10 foi criado em 2004 para conceder
bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de
formação específica. De acordo com o Portal Prouni (2013), o programa, desde sua
criação até o segundo semestre de 2013, já atendeu mais de 1,2 milhões de
estudantes, sendo 69% com bolsas integrais. O projeto é dirigido aos estudantes
egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular nas condições de
9
http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/09/ensino-superior-registra-mais-de-7-3-milhoes-deestudantes
10
http://prouniportal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=124&Itemid=140
32
bolsista integrais, que possuem renda familiar per capita máxima de três salários
mínimos.
Para aqueles que não se encaixam na condição citada acima, ainda existe
outras opções como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies),11 que nasceu em 2001 com o objetivo de financiar a educação superior de
estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação. Para
candidatarinstituições privadas, cadastradas no programa e com avaliação positiva nos
Em 2007, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)12
foi lançado com a proposta de antecipar o vínculo de futuros mestres e as salas de
se dedicarem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se
comprometam a trabalhar no magistério da rede pública de ensi
iniciativa, o Pibid faz uma articulação entre a educação superior (por meio das
licenciaturas), a escola e os sistemas estaduais e municipais.
Devido à oferta de projetos que atendem diferentes condições financeiras e
sociais, os jovens são estimulados a ingressar no ensino superior. No entanto, estar
matriculado não significa completar o curso ou estar realizado na profissão.
Considerando esses aspectos, foi identificado em um estudo divulgado na internet, a
média de evasão13 entre 2008 e 2009 no país: 20,9%, segundo o Censo do MEC.
Além disso, apenas 47,2% dos estudantes se titularam após quatro anos de curso.
Conforme Silva Filho et al. (2007), desistir dos cursos pode ocasionar desperdícios
sociais, acadêmicos e econômicos.
No setor público, são recursos públicos investidos sem o devido retorno. No
setor privado, é uma importante perda de receitas. Em ambos os casos, a
evasão é uma fonte de ociosidade de professores, funcionários,
equipamentos e espaço físico (SILVA FILHO et. al, 2007, p. 642).
11
http://sisfiesportal.mec.gov.br/fies.html
12
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=233&Itemid=467
13
Segundo Silva Filho et. all (2007), a evasão anual média serve para medir a percentagem de
alunos matriculados em um sistema de ensino superior, ou em um curso que, não tendo se formado,
também não se matricularam no ano seguinte.
33
Uma forma de se combater a evasão seria prevenindo-a. Por isso, a
informação, o conhecimento e o esclarecimento são relevantes para que o jovem
escolha uma profissão com segurança e evite alguns possíveis transtornos durante a
graduação. Nesse contexto, a plataforma jornalística multimídia proposta torna-se
relevante aos adolescentes e à sociedade por atender a uma demanda crescente de
alunos que pretendem se matricular em universidades, faculdades ou até mesmo em
ensino tecnológicos no Brasil e precisam de um meio para conhecer o universo das
profissões.
3.2. Relevância para o jornalismo: o jornalismo no ritmo das tendências da
web
De acordo com Abramo (1997), as temáticas mais destacadas e exploradas na
mídia são cultura (música), comportamento (moda) e esporte. Da mesma forma foi
constatado no grupo focal que os jovens tanto de escola pública quanto privada
utilizam a internet mais para consumir entretenimento do que para se informarem a
respeito do mundo profissional. Isto pode indicar que, o mundo profissional por estar
em pouco evidência na mídia, consequentemente é pouco explorado pelos
adolescentes. Outro elemento investigado foram os canais que esses jovens mais
acessam (Facebook e YouTube) e o que desperta atenção e leva-os a compartilharem
com outras pessoas. Descobriu-se que são conteúdos que acham engraçado, que se
identificam e que possa interessar seus amigos e familiares, deste modo pode-se
trabalhar pontualmente nesses quesitos.
Por isso, para toda a produção da plataforma foram levados em conta os
aspectos citados acima. Nesse sentido, foram criados banners digitais com imagem
atrativas e frases com interrogação, na sequência publicadas no Facebook para que
despertasse a curiosidade do público para acessar o conteúdo completo no site. Os
estão no ensino médio e que têm questionamentos sobre a profissão a seguir, com a
intenção de mostrar que muitas vezes diferentes pessoas podem apresentar as
mesmas dúvidas, e desta forma despertar uma identificação entre jovens.
Nas reflexões teóricas levantadas pode-se obter um panorama de informações
que podem servir como fonte de pesquisa a acadêmicos e profissionais de diversas
áreas do conhecimento, especialmente aos jornalistas. Afinal, por meio da relação do
número de matrículas e evasão na graduação, é possível conhecer o cenário do
34
ensino superior no Brasil. Com a reflexão sobre a relação do jovem com o meio digital
junto a pesquisa de campo do grupo focal e pesquisa quantitativa encontram-se
formas de se trabalhar com esse público a fim de obter resultados significativos. As
descrições das mudanças que ocorreram no mundo profissional, flexibilização do
trabalho e no perfil do profissional, permitem que os jornalistas formulem pautas,
escrevam textos opinativos, reportagens em profundidades entre outras coisas. Com
as descrições das transformações na rotina da profissão e do papel do jornalista é
possível entender a necessidade do profissional a se adaptar as novas tecnologias e
o que funciona ou não dentro da atividade, seja nos aspectos técnicos ou até mesmo
conceituais.
Considerando que o estágio durante o curso de jornalismo só é permitido a
partir do 6º período ou 3º ano de graduação, segundo a Convenção Coletiva de
Trabalho dos jornalistas (SINDIJOR, 2014), a experiência proporcionada por este
trabalho, como por exemplo, produção de conteúdo: textos, fotos, áudios e vídeos,
permite que os colaboradores tenho contato com a área, desenvolvam habilidades e
preencham essas lacunas.
3.3. Relevância para o produto: segmentação e participação do público
Quando se fala sobre o jornalismo e orientação profissional para adolescentes
não é tão fácil de encontrar canais multimidiáticos que articulem essas duas ideias.
No entanto, em uma observação breve, em umas destas plataformas, o Guia do
Estudante14, referência na área de educação, percebeu-se que apesar de trabalhar
com a temática orientação profissional, ele atende diversas fases da vida dos jovens,
uma vez que outros assuntos como Pós-graduação, que um período posterior a
qualificação profissional é trabalhada.
Já o foco do Fábrica de Profissões está nos primeiros passos da escolha
profissional do jovem e adolescente, considerando que esse é um processo complexo.
A fim de atendê-los na melhor maneira,
influências que o jovem deve ficar atento para que saiba separar o que é dele, o que
14
http://guiadoestudante.abril.com.br/
35
das feiras de profissões, palestras entre outros programas que tratam do que se
aprende em determinadas graduações e qual é a realidade do mercado de trabalho.
listados endereços e outras informações para contato, das universidades que dispõe
de atendimento de orientação profissional cobrando um valor simbólicos e ajudando
comunidades. Entre outros elementos que visam oferecer a reflexão necessária para
uma escolha profissional.
Além disso, essa plataforma trabalha diretamente com seu público alvo, os
adolescentes, que apresentam suas dúvidas que são respondidas por profissionais
especializados no assunto. Esse produto se destaca por agregar diversas mídias
(texto, áudio, vídeos, infográfico) e por oferecer um leque de opções para consumo
dos adolescentes.
Uma vez que os jovens entrevistados neste estudo passam em média de uma
hora por dia na internet e que a principal plataforma utilizada é o celular este produto
além de poder acessado em computadores, também possui as adaptações para ser
aberto numa plataforma mobile, como é o caso do aparelho celular. Portanto, o jovem
pode acessá-lo de qualquer ambiente e em qualquer horário, e além disso, emitir seus
comentários, seja através do site os dos outros canais de extensão: fan page e
YouTube.
36
4.
REFERENCIAL TEÓRICO
4.1. A cultura da participação e o jornalismo colaborativo
O ambiente digital promoveu dois fenômenos: o processo colaborativo e mudanças
no comportamento do indivíduo e da sociedade contemporânea, ambos estimulam a
cultura da participação. Segundo a definição de Abreu (2003), baseado no teatro, o
processo colaborativo é:
[...] um processo de criação que busca a horizontalidade nas relações entre
os criadores do espetáculo teatral (...) todos esses criadores e todos os outros
mais colocam experiência, conhecimento e talento a serviço da construção
do espetáculo de tal forma que se tornam imprecisos os limites e o alcance
da atuação de cada um deles (ABREU, 2003, p. 1).
Com o processo colaborativo a informação deixa de ser centralizada, unilateral,
e passa a ser distribuída e desenvolvida por diferentes agentes sociais. Os
adolescentes, em especial, conectados ao universo digital recebem uma diversidade
de possibilidades de atuação. Eles não querem apenas consumir, mas também
produzir e compartilhar. Até pouco tempo a mídia tradicional premiava apenas uma
delas, o consumo. De acordo com Lemos (2003 apud LEMOS, 2008), outro fator que
contribui no estímulo da produção de conteúdo textuais e audiovisuais foi o
desenvolvimento dos dispositivos móveis
essa produção só faz sentido em conexão (princípio em rede); e essa conexão
Em virtude desse novo cenário tecnológico, o jornalismo passa também por
atualizações; as fronteiras entre autor e leitor já não são mais as mesmas. Estes se
tornam aliados na produção de conteúdo, formando assim, o jornalismo colaborativo.
ocorrendo apuração, produção e publicação em conjunto, configura-se um espaço
No que se refere aos aspectos negativos, Malini (2008, p. 4) entende que a
cultura da colaboração em rede pode apresentar alguns problemas como efeitos
do processo de informação. Já Silva (2012, p. 13) entende que a internet transformou
37
tanto o modo do jornalista fazer jornalismo quanto as formas de se consumir notícias.
Sob essa condição, o profissional precisa abrir a mente e se permitir experimentar
novos formatos, levando em considerando o conhecimento e a criatividade das
pessoas que passam a contribuir com esse novo processo.
Por muito tempo, a teoria do agendamento (agenda-setting) foi usada para
explicar a relação com o receptor. Por meio dela, se compreendia que o jornalismo
tem capacidade de influenciar
apresentadas. Segundo essa teoria, os meios de comunicação determinam a pauta
(agenda) ao darem destaque a determinados temas e preterir, ou simplesmente
ignorar, outros. No entanto, o que se vive nesse advento do jornalismo colaborativo é
um processo inverso. Hoje, os jornalistas e a grande mídia não são os únicos a pautar
sobre o que as pessoas vão conversar. Pelo contrário, de acordo com Fonseca e
O modelo convencional de produção era emissor-meio-mensagem-receptor.
participação é, justamente, descentralizar a emissão, oportunizando que mais vozes
a (apud, LAGO ;
BENETTI, p. 84) explica que a agenda-setting
uma condição de reles massa de manobra à de sujeito capaz de produzir sentidos
-se, portanto, a ideia de que a
tenta, diariamente, e sob as mais variadas maneiras, incluir temas nesse espaço
(id, p. 85). A relação que se estabelece nesse contexto é em rede, e não mais
em uma ordem contínua, previsível e padronizada, cria-se a possibilidade de uma
interatividade efetiva.
4.2. Mídia colaborativa
Com as inovações tecnológicas, o consumo da informação passou por
transformações. O surgimento da internet trouxe consigo novas possibilidades de
38
interação e, nesse contexto, os jovens estão sendo estimulados a participarem do
consumo e da produção de conteúdos. O relato de Shirky (2011) sobre o envolvimento
de adolescentes da Coreia do Sul em movimentos representa bem esse fenômeno.
Depois de cinco anos de bloqueio das importações de carnes bovinas americanas
devido à contaminação da doença da vaca louca, a Coreia do Sul voltou com as
negociações, que provocaram uma reação negativa por parte da sociedade coreana.
Nesse sentido, o autor conta a experiência de uma jovem adolescente que foi atraída
para a manifestação na rua, não pelos meios tradicionais, mas após ver uma
divulgação no site de uma banda que gosta
espécie de envolvimento público ou político. O site apenas deu àquelas meninas uma
Nota-se, nesse ponto, a necessidade que os jovens possuem de ter voz, um
lugar e um motivo para se sentirem agentes de uma sociedade, saindo de uma
posição passiva para assumirem uma função ativa. Além disso, o autor explica que,
por meio da internet, os conteúdos que são divulgados podem ser definidos de acordo
com o que os participantes desse espaço querem.
Além de opinarem, os jovens também procuram informações para basearem
suas visões de mundo. Conforme afirma Lassance (1987, apud LOBATO, 2003),
quando adolescente procura conhecimento sobre a profissão que pretende seguir,
normalmente ele está carregado de estereótipos na mente, que podem ser
provocados justamente pela mídia.
(...) a escolha profissional é uma decisão difícil, acentuada pela valorização e
idealização de tantos modelos profissionais veiculados na mídia e de
estereótipos profissionais, que determinam divisões e hierarquias entre
etnias, sexos, gêneros e padrões socioeconômicos (LOBATO, 2003, p. 1).
Por isso, é necessário que se descubra o que os jovens pensam e, desse modo,
trabalhar em satisfazer as necessidades de informação e quebrar, dentro do possível,
preciso produzir um texto, vídeo ou áudio com boas técnicas e ferramentas, levando
em consideração os diferentes públicos e deficiências que possam apresentar para
consumir o conteúdo. Ao satisfazer os interesses dos internautas, se ganha um aliado
no compartilhamento das informações e, consequentemente, a expansão da imagem
39
Davenport (1998) explica que compartilhar é o ato voluntário de colocar a
troca involuntária
as pessoas procuram um grupo que lhes dê uma sensação de pertencimento e
integração. Conforme Gallahue e Ozmun (2003) na adolescência essa necessidade
costuma ser mais forte.
4.3. A reconfiguração do papel do jornalismo e do jornalista
Nas últimas três décadas, o desenvolvimento das plataformas na web provocou
uma série de mudanças no ambiente e no perfil jornalístico, o que não significa que o
jornalista perdeu seu papel. Pelo contrário, ele apenas passou a ser reconfigurado.
Para Graça (2002, p. 1229),
on-line, dados com pouca
margem de manobra para selecionar, classificar, hierarquizar e, sobretudo, interpretar
Doug Millison (apud Aroso, 2005) explica que, em meio às opiniões e
propagandas que permeiam a internet, o papel dos jornalistas profissionais torna-se
mais importante do que nunca.
Dentre os fatores que estimulam o jornalismo colaborativo na web, estão:
(...) o maior acesso à Internet e interfaces simplificadas para
publicação e cooperação online; popularização e miniaturização de
câmeras digitais e celulares; a "filosofia hacker" como espírito de
época; insatisfação com os veículos jornalísticos e a herança da
imprensa alternativa (PRIMO; TRASEL, 2006, p. 39).
O que se percebe nessas circunstâncias é que é preciso pensar, questionar e
se reestruturar em relação a esse novo processo. Além disso, é necessário levar em
conta que até a própria produção jornalística passou por transformações. Quando os
leitores enviam conteúdos textuais ou audiovisuais, por exemplo, cabe ao jornalista
investigar a veracidade das informações obtidas, filtrá-las e, por fim, compartilhá-las.
Dessa forma, ocorre uma ampliação da conexão, dos vínculos comunitários, do
controle sobre gestão do tempo e também do espaço na fase pós-massiva da
40
informação populares que só funcionam graças à colaboração dos usuários na
Desse modo, Silva (2012, p. 13) entende que a internet transformou tanto o
modo do jornalista fazer jornalismo quanto às formas de se consumir notícias. Sob
essa condição, o profissional precisa abrir a mente e se permitir experimentar novos
formatos, levando em considerando o conhecimento e a criatividade das pessoas que
passam a contribuir com esse novo processo.
4.4. O jornalismo no rumo da segmentação de conteúdos
Embora a cultura da participação na era tecnológica tenha incentivado mais a
participação das pessoas e adaptado o papel do jornalista houve outras mudanças
significativas à produção de conteúdos. Quando o rádio e a televisão surgiram, os
conteúdos por eles desenvolvidos eram voltados para atingir consideravelmente a
massa. Já as plataformas multimidiáticas nascem com outra perspectiva, que é
trabalhar com a segmentação do público.
A colaboração crescente dos usuários na produção de conteúdos para sites
públicos e comun
subvertem ou ainda divergem daqueles emitidos pelos veículos da mídia de
massa (MALINI, 2008, p. 2).
A experiência do jornalismo participativo na internet está de acordo com a
necessidade que o público apresenta. Maffesoli (2004 apud Silva, 2012) descreve que
a criação de sites de cooperação,
ou grupos segmentados que discutem assuntos préprodução de conteúdo não está preocupada em atingir a todos, mas em atender a
interesses de um público específico. O próprio conceito de comunicação de massas
ao receptor das
mensagens uma posição muito mais ativa, com muitas mais opções para selecionar
De acordo com Fonseca e Lindemann (2008, p. 92), nesse contexto existem
-se que a nova prática jornalística seja a possibilidade de
41
produção segmentada estabelece uma relação de maior proximidade com seus
colaboradores, criando, assim, uma parceria entre ambos.
4.5. Linguagem jornalística na web
linguagem é algo dinâmico que se renova, que traz novos significados e
usos
Durante o curso de jornalismo, o estudante é treinado para
desenvolver habilidades que aperfeiçoa a trabalhar com linguagens distintas. No
ambiente da web, a linguagem é variada, acelerada e o jornalismo precisa
acompanhar esse ritmo, afinal não basta apenas trabalhar com uma diversidade de
formatos sem entender o papel e a distribuição de cada um. As críticas apontadas por
Nogueira (2009) sobre a produção de conteúdo na web são relevantes para aprender
a usar as linguagens sonoras, textuais, visuais e audiovisuais em harmonia. Para o
autor, deve-se evitar redundância informativa, isso significa não repetir no texto as
mesmas informações na versão textual na audiovisual e vice-versa como se fosse
uma espécie de transcrição literal, mas completando o assunto.
Outro ponto importante é a falta de hierarquização capaz de organizar os
conteúdos sejam eles, textos, áudios, fotos ou vídeos, esse processo não deve ser
aleatório, pois corre o risco de deixar a produção fragmentada. Portanto, cada recurso
da linguagem oferece potencialidades a serem exploradas e que podem evitar que a
leitura seja cansativa. A linguagem é um elemento fundamental para a construção do
conhecimento dos indivíduos e se bem planejada pode atrair os internautas e ampliar
a visão deles sobre um determinado assunto, caso contrário, pode confundir mais
ainda.
Sobre a construção do texto na internet Jacob Nielsen e John Morkes (apud
CANAVILHAS, 2001, p. 3) explicam que 79% das pessoas que navegam no espaço
digital não leem as notícias palavra po
-se a fazer uma leitura por
Barbosa (2001)
esclarece que a própria leitura se tornou dinâmica na web, especialmente pela
integração de elementos multimidiáticos que induz a uma leitura-não linear. Nesse
sentido, o internauta acessa os conteúdos que mais chama sua atenção. "Se por um
lado a leitura de um texto implica um trabalho específico de imaginação, por outro
lado, a percepção das imagens não prescinde da capacidade de elaboração de um
discurso" (RODRIGUES 1999; 122).
42
Dube (apud FERRARI, 2012) explica que para escrever texto na internet é
necessário conhecer o público e manter o foco nas necessidades e hábitos dos
leitores. E os jornalistas precisam pensar nos conteúdos diferentes e em como eles
podem ser completados. No que se trata do uso de textos, Canavilhas elabora
algumas diretrizes para webjornalistas para que a leitura seja completa e fluente.
a) Destacar palavras-chave através de hiperligações ou cores, por
exemplo;
b) Utilização de subtítulos;
c) Exprimir uma ideia por parágrafo;
d) Ser conciso;
e) Usar listas sempre que a notícia o permita. (NIELSEN e MORKES,
apud CANAVILHAS, 2001, p.2).
o aquele que
integra as matrizes de imagens e de sons de forma a criar uma narrativa que priorize
(MAIA, 2012, p. 4). Até pouco tempo atrás o equipamento usado para
fazer vídeos não era muito acessível e também tinha um custo elevado para tanto
alugar quanto comprá-lo. Com os avanços tecnológicos essa ferramenta passou
integrar novos meios, como é o caso das plataformas móveis, entre eles o celular, que
é fácil de manipular, possui uma boa capacidade de armazenamento e qualidade de
imagem.
(...) o celular/smartphone é o primeiro que desvincula a comunicação do lugar
e, por isso, a tecnologia móvel incide de forma decisiva no movimento. A
conectividade já não depende do lugar, e sim da pessoa. Daí, a importância
dos dispositivos móveis como dispositivos pessoais, como um complemento
insubstituível do sujeito social (AGUADO; CASTELLET, 2010, p. 128-129).
Os sites que produzem conteúdos exclusivos para o meio digital ainda
experimentam os primeiros passos em direção a uma gramática própria. Existe uma
carência na formulação das narrativas adequadas que aproveitem os recursos que o
universo digital possibilita as multimidialidades e a interatividade. Conforme Nogueira
(2009, p.9), no webjornalismo ainda o que predomina é uso de textos, para mudar
função de destaque na vida dos indivíduos da contemporaneidade, nada mais natural
que ela também comece a ser um elemento cada vez mais presente nas produções
jornalística na web . Para Ferrari (2012) ao usar fotos no espaço digital é interessante
evitar as que trazem muitos detalhes, para que possam ser enxergadas nitidamente
43
quando reduzidas no monitor. Júnior (2008) revela que a imagem tem capacidade,
poder de promover a persuasão, convicção e até mesmo mobilizar a mente ação. Por
isso, o recurso imagético deve ser bem aplicado e considerado dentro das diferentes
plataformas.
Em relação ao áudio, Dube (apud Mielniczuk, 2012, p.185) diz que esse
mecanismo deve ser utilizado quando a palavra escrita não é adequada para
expressar o conteúdo. O autor sugere o uso do áudio para declarações de experts,
Ferrari (2012) conta que o áudio é uma forma de eternizar a entrevistas,
devido aos elementos como a tonalidade de voz e as sensações do entrevistado
disponibilizadas na internet ao alcance de todos os leitores.
Outro recurso na web apontado por Dube (apud Mielniczuk, 2012, p.185) foi o
uma maneira muito simples de apresentar uma sequência de
imagens pode servir ou para narrar uma sequência de fatos ou, simplesmente, como
um ensaio fotográfico sobre um assunto (id). E também, esse formato não deixa de
ser uma forma atrativa de atrair os leitores para as matérias principais de um site.
44
5.
METODOLOGIA PESQUISA
5.1. Pesquisa exploratória e bibliográfica
Para atingir os objetivos deste trabalho, primeiramente se fez uma pesquisa
exploratória na internet para compreensão do cenário do ensino superior no Brasil.
Por meio dela, pôde-se obter uma visão geral sobre o assunto a ser discutido e criar
uma aproximação com o tema. De acordo com Gil (2008, p. 27), esse tipo de pesquisa
tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis
Após identificar, no site do Ministério da Educação dados oficiais sobre o
crescimento de matrículas e da evasão, buscou-se, por meio de uma leitura e
delineamento bibliográfico, entender as mudanças que ocorreram no mundo do
trabalho e no perfil do trabalhador. Na ocasião, foram consultados Sennet (2003) e
Schwartzman (2007), que discutem a respeito de como as mudanças na modernidade
podem levar o jovem a optar por um novo rumo profissional. Na sequência, foi feita
uma apuração sobre como os jovens consomem informação e como, cada vez mais
cedo, as crianças estão adotando as inovações tecnológicas (TIC KIDS, 2012).
Escolher um assunto por si só não é suficiente para iniciar uma pesquisa
bibliográfica. É necessário que esse assunto seja colocado em termos de um
problema a ser solucionado. Essa problematização, por sua vez, não constitui
tarefa simples. Requer experiência, leitura, reflexão e debate. É algo que
decorre da vivência intelectual do pesquisador (GIL, 2008, p. 27).
procurar, recolher, analisar, interpretar e julgar as contribuições teóricas já existentes
seguiu-se então para uma investigação mais
ampla em livros, artigos científicos e endereços eletrônicos que discutem a temática
da mídia e adolescência (SILVA, 2004), cultura da participação (Shirky, 2011) e o
jornalismo colaborativo, com Primo e Träsel (2006), que foram essenciais para se
compreender a integração da plataforma multimidiática com o jornalismo e
adolescência.
45
Pôde-se perceber, a partir de Sparta (2003), como a orientação profissional se
desenvolveu no Brasil e através do site oficial do governo federal foram identificados
os projetos que surgiram nos últimos anos e que estimulam a entrada dos jovens no
ensino superior. Dessa forma, chegou-se, por meio da consulta a Ribeiro (2003), à
problematização de como o jornalismo de web pode contribuir com as demandas de
orientação profissional no ensino médio dos colégios públicos e privados.
Em busca dessas respostas realizou-se uma pesquisa quantitativa, com
aplicação de um questionário em formato estruturado e outra pesquisa qualitativa com
abordagem fenomenológica no formato de grupo focal. Neves (1996) esclarece que
os métodos qualitativos e quantitativos servem para se complementar. Para realizar
as pesquisas foram escolhidas duas turmas do segundo ano do ensino médio, uma
da rede pública e outra da privada, respectivamente o Colégio Estadual Professora
Maria Aguiar Teixeira e o Colégio Nossa Senhora do Sion. Houve um encontro com
cada escola e, no total, vinte e seis alunos foram selecionados para a pesquisa
estruturada (treze de cada escola) e para o grupo focal foram doze alunos (sendo seis
de cada colégio, três meninos e três meninas).
5.2. Pesquisa quantitativa
Para Novelli (2011, p.164), a pesquisa quantitativa ultrapassa os limites da
técnica de pesquisa e se torna a própria expressão da opinião pública. Além disso, ela
serve para que o pesquisador forme referências bem estruturadas e responda
algumas hipóteses sobre fenômenos e situações que foram definidas inicialmente.
Para identificar hábitos, comportamentos e preferências dos adolescentes na web
elaborou-se um questionário quantitativo (apêndice 2) com 15 perguntas fechadas e
que, em alguns casos, era permitido responder mais do que uma opção.
O questionário foi desenvolvido através do formulário do Google Docs, que fica
dentro da plataforma gmail e impresso para 26 alunos, sendo 13 do Colégio Estadual
Professora Maria Aguiar Teixeira e outros 13 do Colégio Nossa Senhora do Sion,
como pode ser observado no apêndice 2. Depois de coletar as respostas, foram
utilizadas as mesmas ferramentas do Google para conseguir a porcentagem e, enfim,
fazer uma análise comparativa entre o ensino público e privado, notando as
semelhanças e diferenças. Para Gil (1989), o questionário é uma das mais
46
importantes técnicas para obtenção de dados, pois é
como objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses,
Entre as vantagens deste método e abordagem, segundo Quaresma (2005,
p.74), é que e
m
grande número de dados (...) ele garante também uma maior liberdade das respostas
em razão do anonimato, evitando viéses potenciais do entrevistador. Geralmente,
através do questionário, obtêm-s
. Falcão e Régnier
técnicas e algoritmos destinados a auxiliar o pesquisador a extrair de seus dados
subsídios para responder à(s) pergunta(s) que o mesmo estabeleceu como objetivo(s)
Destaca-se nesta pesquisa que algumas somatórias não foram exatas
justamente pela possibilidade dos participantes responderem mais do que uma
alternativa. No entanto, as mesmas não foram desconsideradas, por revelarem
coerência de respostas em outras questões.
5.2.1. Perfil das escolas: pública e privada
O Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira, localizado no bairro
Capão da Imbuia, em Curitiba foi escolhida por representar o típico perfil das escolas
públicas, pessoas que estão em condição econômica inferior, com muitas ideias para
melhorar o ensino, mas poucos investimentos por parte do governo. Sustentada
muitas vezes, por apoio solidário de comunidades e por profissionais da educação,
, o que exige da escola trabalhar
a diversidade em sala, é claro, mas também permitir que os grupos se manifestem em
Estima(id).
Entre 2005 e 2009, o Colégio Estadual citado acima passou de 3,4 para 3,7 no
Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb). Em 2010, a média no Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) esteve acima dos 400 pontos necessários previstos
pelo ProUni para concorrer a bolsas de estudo no ensino superior. Isso significa, que
aos poucos o colégio vem crescendo em termos de educação (GAZETA DO POVO,
47
2012). Na pesquisa, do grupo focal percebeu-se que o perfil dos alunos desta escola,
são de jovens inseguros quanto ao futuro profissional e que pouco enxergam seus
potenciais.
Colégio Nossa Senhora do Sion, no bairro Solitude, em Curitiba, de ensino
alunos, com liberdade e responsabilidade. O aluno é preparado para ampliar a sua
capacidade de organização, trabalhar em equipe, racionalizar o trabalho e tomar suas
se que estes alunos expressam muito mais influências nas escolhas profissionais do
que a escola pública, mas de certa forma se sentem mais seguros sobre a perspectiva
de futuro, embora também apresentem pouco conhecimento sobre si mesmos e o
mundo profissional.
5.2.2. Descrição e análise do questionário estruturado
Os resultados dos questionários15 aplicados para descobrir o comportamento
na web dos alunos de colégios público e privado mostraram que diariamente meninos
e meninas passam cerca de uma a três horas conectados à internet, sendo a noite o
período de mais acesso. O celular foi apontado como meio/equipamento mais utilizado
no colégio particular (85%), igualmente pela rede pública (46%). Todos os alunos da
escola particular acessam a internet em casa, diferente da escola pública (79%).
Nesse contexto, a escola foi mencionada como segunda opção de acesso,
praticamente a mesma porcentagem no colégio público (16%) quanto no particular
(15%).
A plataforma Google foi a mais indicada como mecanismo de busca por
informações na internet em ambos os colégios, com uma diferença de 6%, no colégio
particular (96%) e no colégio público (86%). A atividade mais realizada na internet no
colégio público foi assistir vídeos (30%) e a menos comum foi ler notícias (8%). Os
estudantes do ensino privado contabilizaram uma porcentagem mais expressiva em
assistir vídeos (77%), e mesmo assim, a leitura apesar da baixa porcentagem, é mais
frequente do que a escola pública (16%).
15
As perguntas podem ser consultadas na página 89 e os resultados em texto no parágrafo a seguir
ou no formato de gráficos na página 93.
48
Em relação às redes sociais mais usadas, houve diferenças expressivas entre
os colégios. Enquanto os estudantes do público optam mais por ver vídeos no
YouTube (32%), no colégio particular a preferência é por ver vídeos no Facebook
(77%). O principal motivo que leva os estudantes a utilizarem as redes sociais no
colégio público é manter o contato com os amigos (35%), em contrapartida, os alunos
do particular preferem como passatempo (85%).
Os jornais e revistas foram
mencionados no colégio público (33%) e no colégio particular (69%) como veículos
que mais passam confiança no que diz respeito à informação. As redes sociais e blogs
ficaram em segundo lugar no colégio público (27%), enquanto na rede de ensino
particular a televisão e portais de notícias (15%) foram apontados. O entretenimento
- englobando novelas, filmes e séries, são os conteúdos mais procurados pelos
estudantes do colégio particular (77%), em contraste do colégio público (37%).
Temas culturais atraem mais os alunos do colégio particular (69%) do que o
público (20%). Sobre o mundo profissional há uma procura baixa em ambos os
colégios, em média 6,5%. Em relação aos mecanismos automáticos para receberem
informações, tanto colégio público (93%) quanto particular (85%), afirmaram não
utilizar google alerts, feed RSS e newsletter. Constatou-se que os adolescentes da
rede particular se interessam mais pelo que acontece no mundo (100%) do que no
colégio público (63%). Na escola pública, os entrevistados costumam compartilhar
mais informações pessoais, frases, hobbis e fotos (24%), enquanto no colégio
particular existe mais uma cultura noticiosa (62%), seguida pela procura de vídeos e
música (38%).
5.3. Pesquisa qualitativa: grupo focal
Com objetivo de completar as informações da pesquisa quantitativa se fez uma
pesquisa qualitativa com abordagem fenomenológica e entrevistas no formato de
grupo focal a fim de tornar o estudo mais profundo e completo. Neves (1996) esclarece
que os métodos qualitativos e quantitativos não se excluem.
Embora difiram quanto à forma e à ênfase, os métodos qualitativos trazem
contribuição ao trabalho de pesquisa uma mistura de procedimentos de
cunho racional e intuitivo capazes de contribuir para melhorar a compreensão
dos fenômenos (NEVES, 1996, p. 2).
49
O grupo focal para Dyniewicz (2007, p. 89) volta-se mais para os aspectos
E abordagem fenomenológica, segundo Gil (2008),
parte do cotidiano, do entendimento do modo que as pessoas vivem, além de resgatar
os significados atribuídos pelos sujeitos ao objeto que está sendo estudado. Aaker
(apud DIAS 2000, p. 2) explica que o propósito da abordagem fenomenológica é
com que experimente as mesmas sensações, necessidades e satisfações da
agem e o
vocabulário do grupo e obtém as informações necessárias para a pesquisa por meio
da interação estabelecida no ambiente com as pessoas (DIAS, 2000).
A preocupação básica do cientista social, segundo Martins (2004,
estreita aproximação de dados, de fazê-lo falar de forma mais completa possível,
abrindo-se à realidade social para melhor aprendê-la e compreendê-
flexível entre pesquisador e os
Nesse sentido, notou-se que, além de
identificar o que os adolescentes pensam sobre as profissões que pretendem seguir,
também seria possível alcançá-los na continuidade deste trabalho como público-alvo,
no que diz respeito ao acesso à plataforma sobre tendências profissionais.
Conforme Lervolino e Pelicioni (2001, p. 116), o grupo focal consiste
dados a partir da discussão focada em tópicos específicos e diretivos (por isso é
identificados os paradigmas que os adolescentes carregam a respeito dos cursos
técnicos, das graduações e das próprias profissões que pensam seguir. Pode-se
conhecer os profissionais que esses jovens admiram, as dificuldades em escolher a
profissão e o sobre os meios acessados para decidir a ocupação profissional. Gomes
(2005) entende que a técnica de pesquisa de grupo focal está sendo cada vez mais
usada em pesquisas na área da educação, estando em sintonia com a exploração
deste trabalho. Para realizar o grupo focal, seguiu-se uma série de instruções.
5.3.1. Preparação e desenvolvimento da entrevista
50
Antes de começar a entrevista, Glaser e Strauss (apud BAUER e GASKELL,
perguntar (a especificação do tópico guia) e a quem perguntar (como selecionar os
re os
assuntos que serão discutidos, levando em consideração os objetivos específicos da
haja dispersão ou desvio do tema pesquisado, sem, no entanto interromper
bruscamente a interação entre os participantes (DIAS, 2000, p. 4).
De acordo com Dias (2000), os participantes convocados para o grupo focal
devem ser informados sobre o objetivo geral deste e sobre seus direitos.
Dentre os direitos mais comuns, destacam-se o direito de confidencialidade;
de ser tratado com dignidade; de não ser obrigado a responder a todas as
perguntas; de saber que a sessão está sendo gravada, se esse for o caso; e
de receber compensação ou recompensa (Id, p. 5).
De acordo com Bauer e Gaskell
a primeira tarefa do moderador será apresentar a si próprio, o assunto e a ideia de
fique atento para não perder o foco da conversa, mas também não se limite às ideias
propostas inicialmente. O objetivo geral é estabelecer um debate aberto e acessível a
todos; por isso, é necessário levar em consideração vários elementos.
5.3.2. Número de pessoas
A dimensão dos grupos, segundo Ressel et. all (2008), depende dos objetivos
de cada estudo. No geral, orienta-se que o grupo focal seja formado por um número
entre 6 a 15 pessoas; por isso, quando se desejar aprofundar a temática da discussão,
é aconselhável optar por um grupo menor. Essa preocupação com o número é
importante para que exista uma interação entre todos, de forma relativamente
ordenada.
(...) pode-se considerar que 6 pessoas são suficientes para promover uma
discussão. Com menos de seis pessoas, as ideias e interações tendem a ser
mais esparsas e há maior probabilidade de algumas pessoas se sentirem
intimidadas pelas mais extrovertidas. Grupos com mais de 10 pessoas, por
outro lado, são mais difíceis de serem gerenciados quanto ao foco da
51
discussão e à distribuição do tempo disponível para a participação efetiva de
todos (DIAS, 2000, p. 3).
Outra consideração apontada pelos autores Bauer e Gaskell (2002, p. 70) é
pesquisador deve usar a imaginação social científica para montar a seleção dos
de ser feita em
fases.
5.3.3. Sobre os participantes
No que se refere à seleção dos participantes para a realização do grupo focal,
Ressel et al (2008) dizem que é necessário que haja, pelo menos, um ponto de
semelhança entre os participantes. Nesse sentido, o ponto em comum nesta pesquisa
decisão de participar de um grupo focal deve ser individual e livre de qualquer coação,
daí a importância de uma cuidadosa seleção das pesso
(ASCHIDAMINI; SAUPE, 2004, p. 10).
5.3.4. Tempo estimado e número de encontros
Em relação ao tempo estimado para a discussão, se propõe que o encontro
o em
função do cansaço e desgaste mental, pois esse tempo possibilita a discussão das
(DE MAZZA et al, 2009, p. 184). No que diz respeito ao
número de encontros, Bauer e Gaskell (2002, p. 71) aconselham a não promover
inúmeros encontros, uma vez que as novidades surgem nas primeiras entrevistas e
as representações tendem a se repetir, pois as experiências individuais acabam sendo
fruto de processos sociais.
5.3.5. Considerações sobre o local
Na fase de planejamento do grupo focal, define-se o local mais apropriado para
52
quaisquer objetos que possam desviar atenção do grupo ou interromper a discussão
participantes estejam em cadeiras dispostas em círculo ou até mesmo sentados ao
(TEIXEIRA et. al, 2009, p. 2).
5.3.6. Análise dos resultados alcançados
A análise dos resultados não consiste apenas em transcrever o que foi dito no
disso, Duarte (2007, p. 80) esclarece que, depois da conclusão da discussão e da
-se proceder, tanto num caso quanto no outro, à
é sugerido que o guia de entrevistado seja usado para a estruturação do relatório.
5.4. Descrição e análise do grupo focal
Os Colégios Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira e Nossa Senhora do
Sion foram os locais de pesquisa do grupo focal. Doze alunos foram selecionados
(sendo seis de cada colégio, três meninos e três meninas), especificamente do
segundo ano do ensino médio. Com esse número de participantes pode-se promover
interação e explorar um pouco de cada entrevistado. O moderador da pesquisa foi o
próprio autor do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
O colégio estadual foi a primeira instituição a contribuir com a entrevista, no dia
08 de agosto de 2014. A seleção dos participantes ocorreu de forma individual e
espontânea deixando que os próprios alunos demostrassem interesse em colaborar.
No dia 15 de novembro de 2014, ocorreu a segunda pesquisa no Colégio Nossa
Senhora do Sion (particular), onde grande parte dos alunos demonstrou interesse em
participar. Nesse caso optou-se por um sorteio para selecionar o nome dos
interessados. Não foi necessário agendar novos encontros nas escolas, pois as
discussões duraram aproximadamente 40 minutos e obtiveram uma participação ativa
de todos os voluntários. Os locais onde ocorreram os encontros foram a sala dos
53
professores e os alunos ficaram sentados em cadeiras organizadas em círculo, para
que todos pudessem enxergar quem estivesse falando e se sentissem mais à vontade
em contribuir.
Um questionário com 15 perguntas16 foi elaborado e traçados cinco objetivos,
dentre os quais estão identificar as mudanças que ocorreram da infância para a
adolescência no que diz respeito à escolha profissional. As opiniões de familiares e
amigos sobre a decisão profissional dos adolescentes. Os estereótipos de profissões
e profissionais. E buscou-se conhecer a visão e as preferências sobre faculdade e
especializações e também comportamento na web dos estudantes.
5.4.1. Da infância para adolescência: As mudanças na escolha profissional
O primeiro questionamento feito na pesquisa de grupo focal teve como objetivo
identificar as aspirações profissionais da infância para adolescência. Percebe-se
nesse sentido que na rede de ensino público os alunos ainda consideram algumas
profissões que almejavam na infância e que as informações obtidas pelos meios
multimidiáticos
acabam
influenciando
a
decisão
profissional
mesmo
que
inconscientemente. Essa percepção foi possível justamente porque a própria narração
dos jovens era composta por referências a programas ou personagens de programas
televisivos. Dentre as possibilidades apresentadas estavam: perita criminal (devido à
influência da série americana CSI), dançarina (a programas de televisão), professor e
lutador (devido atividade externas ao colégio), web designer e dono de mercado
(cursos profissionalizantes), engenheiro mecatrônico (feiras de profissão) e veterinária
(paixão por animais). Apesar de citarem as profissões, apenas um dos candidatos se
expressou com convicção e conhecimento da área que pretende seguir.
No colégio particular, a maioria dos alunos descarta os sonhos de infância, mas
também são influenciados pela mídia. As profissões que pretendem seguir são:
designer gráfico (influência de amigos), mangá (desenhos de televisão), designer de
interiores (pesquisas na internet e habilidade adquirida), designer de jogos
(passatempo preferido), arquitetura (prima que atua na área) e piloto (filmes e
documentários). Em ambos os colégios percebeu-se um baixo nível informativo sobre
as futuras profissões.
16
As instruções para o grupo focal, os objetivos e perguntas podem ser consultadas na página 108.
54
5.4.2. Opinião dos familiares e amigos: críticas e reforços positivos
No caso dos alunos do colégio particular, a opinião dos familiares na infância
tinha mais importância do que atualmente. No geral, as famílias do colégio particular
tendem a expor mais suas preferências profissionais para os adolescentes, mesmo
que haja resistência por parte deles, do que da rede de ensino público. Em um dos
depoimentos, uma jovem disse que o pai queria que ela seguisse a mesma área que
a família, direito. No entanto, a jovem insiste em ir contra ao optar por Arquitetura.
inião das pessoas
mais próximas, mas que não influenciam na decisão profissional. Percebe-se que os
comentários não são para que os filhos sigam a mesma área, em contrapartida são
uma espécie de alerta sobre as dificuldades a serem enfrentadas. E outros casos,
uma das alunas conta que sempre ouve dos pais
- o que
promove, segundo a estudante, uma sensação de segurança. Seja em qualquer
situação, os estudantes dizem que estão abertos a sugestões, mas que de forma
alguma isso vai influenciá-los, apresentando o mesmo comportamento dos estudantes
do ensino privado.
5.4.3. Estereótipos de profissões e profissionais
Outras considerações feitas no encontro com alunos do colégio estadual estão
relacionadas com a prática da profissão. A que deseja ser dançarina, por exemplo,
conta que iria adorar viajar com as bandas e não ter raízes. Já a futura perita diz que
se imagina bem ocupada, atendendo às pessoas para resolver casos criminais:
O relato das jovens revela percepções das profissões associadas aos estereótipos
formados por programas televisão, filmes, documentários e páginas na internet. Já
outro jovem diz que, apesar da profissão que pretende seguir parecer cansativa, fazer
o que gosta compen
55
mundiais, sul-brasileiros, mineiros e europeus, dando curso e tendo o nome bem
Já os jovens da rede de ensino particular, quando questionados sobre
aparência e rotina da
advogado que tem que usar terno, jaleco, pelo contrário, é uma profissão que você
fica mais livre, no jeito de se vestir, no jeito de ser
publicando um livro por semana, só que desenhado. Eu já li várias vezes que Mangá
É uma responsabilidade grande, porém, eu
escolhi porque não vai ter uma rotina, nem ficar preso em um escritório, vou poder ir
. Todas as declarações demonstraram que os jovens estão
preocupados em seguir uma área que reflita os aspectos pessoais e o próprio estilo
de vida que pretendem levar. Além disso, todos os adolescentes costumam retratar a
profissão de forma generalizada e superficial direcionada ao comportamento dos
profissionais.
5.4.4. Referências profissionais
No que diz respeito às referências profissionais, tanto colégio público quanto
privado há uma escassez de inspiração profissional. No colégio público as poucas
personalidades apontadas não estão associadas à escolha profissional. Apenas uma
participante do colégio particular citou o pai como referência de vida e profissão.
Elementos como a origem social e desafios profissionais foram mencionados como
característica que gostariam de saber sobre profissionais da área que pretendem
seguir.
5.4.5. Visão e preferência sobre faculdade
Em entrevista, todos os participantes revelaram o interesse em fazer faculdade,
principalmente devido à credibilidade e respeito que o título oferece no mundo
técnico
jovens. Enquanto, no particular disseram
56
hoje em dia, para ter um salário considerável que dê para viver também é necessário
refletem a opinião de familiares, professores e amigos.
5.4.6. Hábitos de leituras, preferências na web e compartilhamento
Ao longo da conversa com os estudantes pode-se apurar se existe ou não
hábito de leitura e as páginas mais acessadas na web, a fim de identificar como está
a procura por informações sobre o futuro profissional. No colégio público os jovens
contaram que não leem com frequência por falta de vontade, interesse, tempo e as
próprias distrações do dia-a-dia, ao contrário dos alunos do colégio particular, que
recebem mais estímulos dentro e fora de casa para o exercício da leitura. E quando
leem, são conteúdos das páginas do Hotmail (entretenimento) e outras que encontram
a partir de pesquisas no Google. Já os adolescentes da rede de ensino particular
compartilharam que têm o hábito de ler sobre diferentes temas em sites de notícias.
As páginas mais navegadas são Gazeta do Povo, Portal G1, Terra e Folha de São
Paulo. Na televisão, assistem programas jornalísticos como, por exemplo, o Paraná
TV 2ª edição e, à noite, o Jornal Nacional, que são associados à emissora Rede Globo.
As feiras de profissões foram um recurso em comum entre os jovens de
diferentes colégios, como os meios para adquirirem informações e esclarecerem
dúvidas sobre universo profissional. Portanto, no colégio estadual a procura não
ocorre na internet e no particular, o acesso a web é dirigido a outros assuntos. Ao
questioná-los sobre as preferências de formatos de conteúdo que mais consomem na
internet, contaram que geralmente os atrai mais imagens, vídeos e recursos
interativos. No entanto, reconheceram que só vídeos ou só texto deixaria a página
muito cansativa, sendo ideal mesclar os formatos. Sobre o conteúdo em si, revelaram
que gostariam de conhecer histórias de profissionais sendo narradas as dificuldades
e superações vividas, salários e depoimentos de alunos que estão em graduação.
No geral, os adolescentes compartilham em suas redes sociais assuntos que
eles concordam, acham engraçado e que se identificam ou que possam se interessar
a outras pessoas (amigas e familiares). Quando não gostam ou não concordam,
compartilham apenas para criticar o conteúdo. Segundo os jovens, matérias sobre
57
profissões em extinção é interessante para poder saber se o curso deles já não está
ultrapassado e se estão investindo na área errada. Sobre a linguagem que consideram
agradável citaram a revista Superinteressante e Mundo Estranho que atraem atenção
e os levam a dividir com outras pessoas.
5.4.7. Observações da moderadora
Ao perceber um desconforto inicial dos alunos em relação à moderadora, para
compartilhar os sonhos e possibilidades profissionais, a pesquisadora optou por
contar um pouco sobre sua trajetória, para que os alunos se familiarizassem mais com
o assunto e se sentissem mais à vontade. Na ocasião, disse que dos 10 aos 15 anos,
participou de um grupo de vôlei, que contribui nos aspectos pessoais, como trabalhar
em equipe, ser disciplinada e também para se conhecer. Em certa altura da atividade,
teve que repensar seu futuro, quando optou por prestar vestibular para Relações
Públicas, por identificar suas características: comunicativa e gostar de se relacionar.
Depois da feira de profissões da UFPR, trocou ideias e conheceu o Jornalismo, no
qual se encontrou profissionalmente. Após isso, houve um envolvimento maior dos
entrevistados, a partir do qual foi possível coletar as diferentes narrações e visões
sobre o mundo profissional.
Cumpriu-se aqui o papel do moderador em um grupo focal, o de assumir uma
posição de facilitador do processo de discussão e dar ênfase nos processos
psicossociais que foram surgindo (DUARTE, 2007). Desse modo, se conseguiu
coletar as informações necessárias para entender os jovens e trabalhar na produção
de uma plataforma jornalística multimidiática a fim de auxiliá-los no processo de
escolha profissional e preencher algumas lacunas existentes.
58
6.
DELINEAMENTO DO PRODUTO
6.1. Considerações gerais sobre a plataforma
O produto proposto é um site com uma estrutura de blog que utiliza recursos
multimidiáticos para tratar sobre o processo de escolha profissional dos jovens e
adolescentes. A plataforma conta com três canais de comunicação: fan page, e-mail
e YouTube. O soundcloud17 só foi utilizado como ferramenta de armazenamento de
áudio, sem intenção de divulgá-la como a mesma intensidade das outras redes
sociais. Para alimentação de informação no site, optou-se por trabalhar com o
jornalismo colaborativo, onde foram selecionados sete acadêmicos de jornalismo que
estão entre o segundo e sétimo período na UniBrasil. Em um primeiro momento, os
vídeos dos adolescentes foram gravados pelos colaboradores e futuramente esperase que os jovens produzam e enviem. O site foi desenvolvido com ajuda de um
programador sob a orientação da idealizadora do projeto de término de curso, dentro
da plataforma Online Wordpress. E seu grande diferencial, é que pode ser acessado
também por plataformas mobiles, como o caso celular, o meio mais utilizado pelos
adolescentes constatado em pesquisa (item 7.2.1 deste trabalho).
6.2. Nome do projeto
De acordo com o Dicionário Online de Português18, fábrica significa o
estabelecimento industrial onde se transformam matérias-primas em produtos
destinados ao consumo ou que se dedica à produção de outras mercadorias. Nesse
sentido, o site
fábrica por entender que
assim como uma produção em uma fábrica, diariamente novas profissões estão
surgindo no mercado, outras estão se reformulando e também entrando em extinção.
Espera-se através deste produto gerar um ambiente informativo, dinâmico e interativo
entre os colaboradores (estudantes de jornalismo) e os internautas (adolescentes a
procura de um futuro profissional).
17
Estima-se que em alguns anos, essa plataforma não exista mais, por isso, não se deu tanta
visibilidade a ela em relação as outras duas plataformas trabalhadas.
18 Dicionário Online de Português - é um dicionário de Língua Portuguesa contemporânea, composto
por definições, significados, exemplos e rimas que caracterizam mais de 400.000 palavras e verbetes.
Pode ser acessado através do link <http://www.dicio.com.br/>.
59
6.3. Logo, layout e cores
A logo foi produzida a partir de um site chamado iconfinder 19que disponibiliza
ícones gratuitos. Optou-se por usar duas imagens bem representativas
uma fábrica
e um bonequinho segurando um dispositivo móvel. A animação do homem é maior
do que a fábrica intencionalmente, a fim de representar a importância da pessoa e de
sua decisão. O dispositivo móvel se refere o uso da tecnologia por jovens que buscam
informações sobre o mundo profissional. Trabalhou-se tanto na logo e em outras
partes do layout com a cor azul após uma consulta sobre a psicologia das cores feitas
no site Capov Design20. Esta empresa, por ser especializada em serviços que tratam
de visual de ambientes digitais, explica que a cor azul possui um grande poder de
atração, não cansa a vista e é utilizado normalmente em empresas de tecnologia.
Preocupou-se nesse aspecto em não se trabalhar com muitas cores, para não gerar
um aspecto infantil, uma vez que as próprias fotos e vídeos são ricos em cores, já
sendo suficiente para harmonização da página.
Para organizar a estrutura das postagens do site e deixá-lo o mais agradável
possível, o layout foi dividido em cinco partes: cabeçalho, menu principal, coluna longa
a direita, blocos de textos, imagem e vídeo à esquerda e nota de rodapé.
No cabeçalho criaram-se as seguintes categorias:
FIGURA 1- CABEÇALHO
Home: página inicial ou de entrada do site. Por meio dela os internautas podem
conferir os principais conteúdos da plataforma. Nele se encontram as chamadas que
são pequenos textos com imagens para atrair os adolescentes para conferirem o
conteúdo completo das matérias.
19
20
https://www.iconfinder.com/
http://www.capovdesign.com.br/index.php/component/k2/item/107-psicologia-das-cores
60
Quem somos: página que apresenta um breve texto contando sobre origem
do site e sua finalidade.
Colaboradores: página destinada à reunião de todos os colaboradores, com
fotos e um breve perfil.
Contato: página com endereço, e-mail e ícones dos canais de comunicação
que direcionam ao soundclound, fan page e YouTube. A escolha por usar o
soundclound foi no último momento do projeto, mas o foco está no site e nas outras
duas redes sociais.
Na sequência, foi desenvolvido um menu principal com categorias principais e
subcategorias, de modo a facilitar a procura por conteúdo. A divisão ocorreu da
seguinte forma:
FIGURA 2 - MENU PRINCIPAL
Ciências: Nessa categoria abrem-se outras subcategorias que são Biológicas,
Exatas, Humanas, Jurídicas, Saúde e Tecnológicas. Cada uma destas opções
direciona para uma página que contém vídeos de até 8 minutos, fotos, textos ou
áudios com opinião de especialistas que trabalham com as profissões classificadas
como tendências profissionais e que respondem as dúvidas apresentadas pelos
jovens. Nesses conteúdos, os colaboradores ficaram à vontade para experimentar a
61
linguagem mais adequada, com um formato mais solto, com uma linguagem simples
e direta, pensando em uma produção direcionada para a web.
Eventos: Esta categoria também direciona para outra página, onde meninos e
meninas podem encontrar uma agenda de palestras, eventos e feiras de profissões.
Os textos são objetivos e contêm as informações de serviços, como por exemplo,
data, horário e local.
Clínica de orientação profissional: Este item leva para uma página que
contém informações sobre instituições que oferecem atendimento presencial de
orientação profissional e eventos de orientação profissional, sejam estes pagos ou
gratuitos. Dentre as informações destacadas estão nome da instituição, telefone, email e um breve texto falando sobre como funciona o atendimento clínico.
Profissões em extinção: Essa página é composta por matérias em formato
de texto ou áudio e servem para abrir um debate e reflexão sobre profissões que
podem entrar em extinção. Logo em baixo dos conteúdos existe um espaço para que
os jovens comentem sobre o assunto retratado.
Notícias: Esse espaço é destinado para resumir as principais notícias que o
Fábrica de Profissões localizou em pesquisa na web. Desde matéria de serviço com
informações de vagas de profissões até mesmo dicas que os colaboradores
produziram sobre graduação e até mesmo curiosidades, portanto, cheio de
variedades.
Vídeos: Esse espaço reúne todos os vídeos produzidos para o site.
Do lado direito do site ficaram:
62
FIGURA 3
COLUNA VÍDEOS, ÍCONES DAS REDES SOCIAIS E BOX INDICADOR
Você na fábrica: É um vídeo produzido pelos colaboradores com um
depoimento de um adolescente contando sobre a escolha profissional e pontuando as
dúvidas que possui a cerca do futuro da profissão que posteriormente serão
nesse item até que se obtenham respostas. No futuro, espera-se que os próprios
adolescentes produzam seus vídeos.
Ícones do Facebook e do YouTube: São hiperlinks que direcionam o
internauta às redes que agem como instrumento de extensão do site.
Conselho de orientador profissional: É um vídeo exibido semanalmente com
dicas e orientações de um psicólogo especializado em orientação profissional. Caso
o internauta queira conferir mais vídeos é só clicar no título, que abrirá a página com
63
todos os conteúdos audiovisuais ou pode acessá-lo pela home page. A princípio existe
apenas um vídeo, mas futuramente pretende-se manter uma regularidade nas
postagens.
Box indicador: Logo em baixo do conselho de orientador profissional ficou um
box indicando as matérias mais populares, recentes, os comentários e tags.
Blocos de textos à esquerda:
FIGURA 4
NOTÍCIAS, MATÉRIAS (PROFISSÕES EM EXTINÇÃO E EVENTOS) E VÍDEO DOS
COLABORADORES DO SITE
Notícias: Neste item os jovens encontram uma página de matérias em
diferentes formatos que já foram divulgadas por diferentes veículos na internet e
também produzidas pelos próprios colaboradores. Esse item é o mesmo já explicado
acima.
64
Profissões em extinção: É o mesmo conteúdo explicado no menu principal, o
que difere nesse espaço é que ele é composto por título e chamada.
Eventos: Nesse espaço há uma seleção do principal evento da semana, com
título e chamada.
Conheça nossos colaboradores: Nesse espaço haverá um vídeo com breves
depoimentos dos colaboradores dizendo o motivo de terem escolhido cursar e seguir
a profissão de jornalistas.
Na parte inferior do site, no rodapé, haverá do lado esquerdo e-mail do site sem
hiperlink, mas outros ícones de redes sociais que se pretende usar no futuro.
FIGURA 5 RODAPÉ DO SITE
6.4. Canais
Após um estudo realizado sobre as vantagens das redes sociais, chegou-se à
conclusão de que as melhores ferramentas de divulgação e extensão do site seriam
fan page (página no facebook), também identificada como a rede mais usada pelos
adolescentes do colégio particular no grupo focal e YouTube, que foi apontado no
colégio público como o canal mais acessado. Os resultados dessas páginas podem
ser conferidos no anexo J (Fan page) e anexo O ( YouTube).
6.4.1. Fan page
Dentre as vantagens da fan page estão o número ilimitado de amigos, por meio
das curtidas, a customização de negócios que traz relatórios para medir as mudanças
e até mesmo o número de pessoas que estão sendo alcançadas com a publicação.
De acordo com o último levantamento realizado pelo site Olhar Digital (2014), o
Facebook, registrou 66,3 milhões de acesso e foi considerado o segundo espaço mais
visitado por internautas brasileiros. Desse modo, a fan page proposta aqui serve como
65
ferramenta de divulgação e atração dos jovens e adolescentes para o site e é
alimentada por chamadas (textos curtos que resumem as informações das
reportagens principais) junto com imagens atrativas.
6.4.2. YouTube:
De acordo com o site Diffen (2013), o YouTube chega atingir cerca de 1 bilhão
de usuários, comparado ao site concorrente
Vimeo, que atinge 20 milhões de
usuários. Além disso, o YT foi considerado o terceiro site mais acessado no mundo,
com 721 milhões de visitantes, ficando atrás apenas da rede social Facebook (1º),
com 836 milhões de visitantes únicos, e do Google (2º), com 782 milhões de visitantes
em 2012 (TECMUNDO, 2012).
Com dois bilhões de visualizações por dia, o YouTube tem uma
audiência maior do as três maiores emissoras de TV dos EUA juntas.
Se nenhum novo vídeo fosse adicionado, uma pessoa precisaria de
mil anos para ver todo o conteúdo disponível no site (TECMUNDO,
2010).
Além disso, outro diferencial desse canal de vídeo é o fato de que, em 2010,
cada usuário gastou em média de 900 segundos por dia no canal, o que chegou a
corresponder a 10% do tráfego da internet. (Id.).
6.5. Colaboradores
Considerando as transformações que a internet provocou na comunicação, se
pretende por meio da plataforma desenvolvida, trabalhar com o jornalismo
colaborativo. A partir de uma reunião com alunos entre o 2º ao 7º período de
jornalismo das Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), formou-se uma equipe de
sete alunos, que gostam de internet, da temática tendências profissionais e que
estavam dispostos a contribuir com a plataforma durante o período de um mês,
semanalmente, com a produção de conteúdo para os três canais.
Para gratificar a colaboração dos acadêmicos foi acordado com coordenadoria
do curso de Jornalismo da UniBrasil o benefício das horas complementares
exigência para a formação no ensino superior. Do mesmo modo, os mesmos
ganharam experiência na área de produção de conteúdo para web e permitiu que o
site fosse sustentado e atualizado.
66
Angélica Pimenta (20 anos): Aluna do 2º período de jornalismo da UniBrasil. Decidiu
fazer esse curso por gostar muito da área da comunicação. Atualmente faz teatro e
atua como modelo na empresa DM Managementadora.
Adora conversar com
pessoas e produzir vídeos para web.
Camila Nichetti (20 anos): Aluna do 6° período de jornalismo da UniBrasil. Escolheu
fazer jornalismo por adorar ouvir as histórias dos outros, conhecer pessoas e escrever.
Atualmente, trabalha em uma assessoria de comunicação, mas sua paixão é o
jornalismo esportivo.
Camile Kogus (20 anos): Aluna do 6° período de jornalismo da UniBrasil. Escolheu
essa área por ser extremamente curiosa e adorar saber um pouco de tudo. Trabalha
como redatora em um site de marketing promocional, algo que a proporciona uma
grande gama de informações todos os dias. Pretende seguir o ramo do jornalismo
cultural ou de comportamento. Acredita que o futuro do jornalismo está na inovação
constante e que a cada dia devemos descobrir novas formas de informar.
Carolina Emerenciano (32 anos): Aluna do 2º período de jornalismo da UniBrasil.
Formada em Medicina há cinco anos, buscou entender o ser humano e ajudar a aliviar
a dor e o sofrimento das pessoas. Decidiu fazer jornalismo por ser curiosa, adorar
aprender, perguntar, discutir e questionar.
Fernando Garcel (19 anos): Aluno do 4º período de jornalismo da UniBrasil. Escolheu
o curso pela necessidade constante de escrever e contar histórias. Com o curso pode
aperfeiçoar a arte de ouvir, elemento que considere essencial para o desempenho na
profissão. É apaixonado por fotografia, mas não gosta de aparecer nelas.
Franciele Fries (19 anos): Aluna do 4° período de Jornalismo da UniBrasil. Descobriu
que queria ser jornalista quando ainda estava no Ensino Fundamental. Apesar de
estar estagiando pela segunda vez em assessoria de imprensa, pretende seguir a
área do jornalismo televisivo. É fascinada por aprender e servir ao público,
combatendo sempre o sensacionalismo.
67
Henrique Ribelo (21 anos): Aluno do 4° período de Jornalismo da UniBrasil. Escolheu
jornalismo por acreditar que seja por meio de uma matéria, crônica ou no discurso, o
trabalho jornalístico traz pautas para se discutir como vivemos hoje e, como podemos
melhorar tudo à nossa volta. A área que mais tem afinidade é o jornalismo impresso.
6.6. Equipamentos para a produção de conteúdos
Para a produção do conteúdo na plataforma multimídia foram necessários três
equipamentos: câmera fotográfica, câmera filmadora e gravador. Levando em
consideração que o trabalho foi direcionado totalmente para o ambiente da web, todas
as imagens e vídeos foram realizados os dispositivos móveis (celulares e câmera
digital) dos próprios colaboradores.
6.7. Etapas da produção de conteúdo
6.7.1. Elaboração das pautas
Levando em consideração a alta procura por cursos de graduação na
Universidade Federal do Paraná, o primeiro passo para a construção das pautas
(assuntos das matérias) a serem desenvolvidas nesta plataforma foi entrar no site da
instituição e definir quais ciências seriam desenvolvidas. Nesse sentido, foram
selecionadas as ciências humanas, exatas, jurídicas, saúde, biológicas e
tecnológicas. Depois disso, foi feita uma consulta no processo seletivo da UFPR
2013/201421, e com apoio da assessoria de imprensa da instituição, constatou-se que
os cursos mais concorridos foram Publicidade e Propaganda, Engenharia Civil,
Direito, Medicina e Educação Física. Devido ao setor de tecnologia não se encaixar
em uma classificação própria, mas em ciências sociais foi utilizado outro critério, foi
levado em conta o curso de jogos digitais foi mencionado por um adolescente durante
21
Resultado do processo seletivo da UFPR 2013/2014
http://www.nc.ufpr.br/concursos_institucionais/ufpr/ps2014/candidato_vaga_ps2014.htm
68
o grupo focal e o curso de estética também por outra aluna, por ter uma classificação
variável, dentro dos aspectos físicos, biológicos, foi optado por inserir essa profissão
em ciências da saúde.
Na sequência, os colaboradores foram a campo para conversar com os
adolescentes que pretendem seguir as áreas citadas acima, e assim, colocá-los em
uma posição de produtores de perguntas para as entrevistas que na continuidade
foram respondidas por profissionais. Portanto, no que se refere à interação este
trabalho criou-se um relacionamento contínuo com os internautas, desde a construção
de pautas (assuntos que podem ser abordados nas matérias) até a fidelização do
público. Conforme Quadros (2001, p. 8), a interatividade entre o jornalismo e a internet
é o poder de discutir ideias, trocar experiências, podendo se comunicar de uma forma
espaço existentes em outros meios de
6.7.2. Reunião de pauta
Durante o período de duas semanas, a editora do projeto de TCC elaborou
formalizou as pautas, agendou as entrevistas e distribuiu entre os participantes de
acordo com afinidade com a temática. Com a pesquisa de grupo focal se teve acesso
aos vários colégios onde se pode entrar em contato com os adolescentes e coletar as
dúvidas a fim de esclarecê-las. A pauta ficou semi-definida, deixando aos
colaboradores que confirmassem ou adaptassem o assunto a ser desenvolvido junto
aos adolescentes. Não houve um dia fixo para se encontrar com os contribuintes do
site, devido o ritmo da graduação, mas na medida em que foram surgindo dúvidas
ocorreram os encontros pessoalmente e virtuais, por e-mail e facebook.
6.7.3. Entrevistas
Logo após a seleção dos colaboradores foi definido um prazo de um mês para
que todas as entrevistas fossem realizadas e editadas, sendo a data 10 de outubro o
prazo final de entrega. No total, cada participante assumiu três pautas, sendo um
vídeo, um texto e uma descrição de evento. Todas as entrevistas que exigiam vídeo
foram feitas pessoalmente e as que eram textos, poderiam ser realizadas por e-mail
69
e telefone, mas sempre valorizando as entrevistas presenciais. As fotos de produção
própria foram priorizadas, no entanto, caso houvesse alguma dificuldade os alunos
foram orientados a colocar os respectivos créditos das imagens.
No que se refere à produção de matérias, Ringoot apud Adghirni e Moraes
(apud, LAGO E BENETTI, 2008, p.237) concordam ao dizer que as representações
temporais são uma das maiores revoluções da imprensa on-line. No entanto, esta
Ringoot (ibid) é impossível transmitir a informação ao mesmo tempo que os fatos
a
É preciso um certo tempo para elaborar, digitar e disparar o mecanismo
tecnológico que vai distribuir a informação, mesmo que sejam segundos depois do
fato ocorrido . (ibid)
Por isso, os alunos tiveram o tempo suficiente para realizarem cada etapa do
processo de produção das matérias. Já sendo informado desde o início como
funcionaria o trabalho colaborativo. Caso sobrasse tempo, outras pautas e matérias
seriam desenvolvidas pelos alunos.
6.7.4. Produção de conteúdos
Como já explicado anteriormente, um dos objetivos na produção do conteúdo
foi trabalhar com uma linguagem atrativa e dinâmica. Para que isso ocorresse,
inicialmente os colaboradores receberam algumas diretrizes do Manual de produção
de conteúdo22 elaborado com dicas de textos e vídeos, mas nada que impedisse que
os jovens experimentassem diferentes formas de linguagem. O colaborador Fernando
Garcel, por exemplo, fez o vídeo de ciências humanas, sobre o curso de publicidade
e propaganda, e procurou tornar a linguagem mais pessoal possível. Quando ele abre
Fábrica de
Profissões veio até a UniBrasil conversar com Ney Queiroz, coordenador do curso de
dessa tentativa de aproximação. Na sequência, a imagem do repórter caminhando foi
acelerada na edição, justamente para que a reportagem ficasse mais dinâmica. Além
22
O manual completo pode ser acessado na página 86.
70
texto enquanto o coordenador fala, tem como intenção reforçar as áreas possíveis de
atuação desse profissional. E no fim do vídeo, como proposta de atrair mais
adolescentes para a plataforma, é feito um convite para que os outros jovens mandem
suas dúvidas.
Em outro caso, a reportagem em formato de vídeo da Camile Kogus e Camila
Nichetti sobre a profissão de perito criminal começa com imagens de um trailer da
série CSI. Optou-se por tirar o áudio original e colocar questionamentos dos
adolescentes, narrados por uma das repórteres, como estratégia de atraí-los a partir
do que eles já conhecem sobre a profissão. No entanto, a tentativa de inovar não
funcionou em todos os casos. No vídeo sobre jogos digitais, devido a problemas com
enquadramento, só pode ser aproveitado o áudio. Na reportagem sobre estética que
era em vídeo acabou transformada em texto.
Já nos textos, procurou-se fazer parágrafos curtos com uma linguagem
conversada, com uso de intertítulos que indicam o que vem a seguir e ajuda a quebrar
blocos
CONTRA e A FAVOR
a fim de indicar quais são os argumentos das pessoas que
concordam ou discordam com a extinção do cargo de cobradores. O formato de lista,
uma alternativa encontrada para transformar um texto que poderia ser longo e
cansativo em uma leitura atrativa e de fácil compreensão.
Em relação aos títulos, optouDescubra o que as séries
americanas não contam sobre a profissã
Superinteressante,
Mundo estranho e Guia do Estudante. Já as fotos, tanto as que foram tiradas pelos
colaboradores quanto as pesquisadas na internet foram selecionadas para atrair os
internautas a conferirem a matéria completa.
6.7.5. Correções
Cada texto, vídeo, foto ou qualquer outro material que foi produzido passou
pela editora da plataforma para que fossem feitas as considerações necessárias. Essa
medida ocorreu também para que fossem evitados erros de português ou qualquer
71
tipo de condição adversa que prejudicasse a credibilidade do trabalho e da equipe
envolvida. Na sequência os conteúdos foram publicados pelos colaboradores nos dois
canais de informação: fan page e YouTube.
6.7.6. Decupagem e edição
Após a filmagem das entrevistas, os colaboradores passaram pelo processo de
découpage, derivado do verbo
découper, recortar
é no audiovisual, no cinema e na comunicação, a divisão do
(INFOESCOLA, s,a). Em outras
palavras significa:
(...) selecionar os melhores planos, local da fita bruta onde
está a imagem desejada, e o tempo que cada um deve ter de
apresentação. Na ilha de edição, sala onde está o
equipamento para montagem das cenas, esta organização
economiza tempo e trabalho (PIRAGIS; PICHELLI 2004, p.
07).
Na sequência, os materiais decupados foram editados em sua maioria na ilha
de edição da Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), que dispõem do programa
de edição Adobe Soundbooth CS4.
sincronizar áudio de projetos com acabamento profissional (...) O Soundbooth também
possui uma boa biblioteca de efeitos que vão ajudar a sua edição a ficar cada vez
Neste estúdio os alunos apenas passavam as
orientações necessárias e acompanharam os serviços prestados pela técnica em
edição de vídeos da instituição. No entanto, os alunos também ficaram livres para
fazer a edição em outros programas como o Windos Movie Maker e Sony Vegas,
portanto, que houvesse as orientações da idealizadora do trabalho.
6.7.8. Publicações
Futuramente, espera-se que as reportagens especiais sobre tendências
profissionais que ficam dentro das categorias ciências fiquem agendadas para serem
publicadas nas segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto as que tratavam das
profissões em extinção e o vídeo do (a) orientador (a) profissional para as sextasfeiras. Os eventos e outras matérias no estilo lista e em outros formatos serão
publicadas diariamente.
72
6.8. Publicidade
A princípio, o site não contará com publicidade, pois é necessário que a página
cresça em número de acessos e fidelize público antes de organizar um planejamento
de marketing. Um espaço no cabeçalho da plataforma foi deixado caso futuramente
uma parceria seja estabelecida e eventuais banners sejam colocados.
73
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este Trabalho de Conclusão de Curso buscou resolver o seguinte problema: em
quais aspectos o jornalismo na web pode contribuir no processo de escolha
profissional dos jovens? Em busca de respostas, realizou-se uma pesquisa
quantitativa para conhecer o comportamento do adolescente na internet e uma
pesquisa qualitativa no formato de grupo focal
para averiguar o nível de informação
que os jovens têm a respeito do curso que gostariam de fazer e da carreira que
pretendem seguir. Percebeu-se que, apesar de os adolescentes permanecerem
conectados até três horas por dia, a maior parte desse tempo é usada para o
entretenimento (passatempo) e a interatividade (conversa com amigos). Esse fato
reitera o que Abramo (1997) defende: as temáticas mais destacadas e exploradas na
mídia são cultura (música), comportamento (moda) e esporte. Portanto, uma das
explicativas possíveis é de que o acesso dos adolescentes ao mundo profissional não
é tão frequente justamente pelo fato desta temática não ganhar tanta visibilidade da
mídia.
Ao identificar que o canal mais utilizado na internet no Colégio Estadual
Professora Maria Aguiar Teixeira é o YouTube, e, no Colégio Nossa Senhora do Sion.
o Facebook, optou-se por usar estas redes sociais para atrair atenção desses jovens,
e também com a intenção de usá-las como ferramenta de extensão do site
das duas plataformas mencionadas, obtve-se uma
fidelização do público, uma vez que, ao curtir a fan page, por exemplo, o internauta
recebe, em sua timeline, as atualizações de conteúdo da página em questão, o que
permite a ele acompanhar as novidades e se relacionando com a plataforma através
do post de comentários,
curtidas e de compartilhamentos. Da mesma forma, o
canal do YouTube permite que a pessoa se inscreva e receba as atualizações de
vídeos por e-mail.
Ao associar a leitura bibliográfica à pesquisa com os adolescentes dos colégios
estadual e particular, notou-se que os jovens buscam, na mídia, um meio de construir
sua identidade pessoal e profissional. E um pouco mais profundo do que isso que a
escolha profissional, não deixa de ser uma expressão do que a pessoa é. No entanto,
considerando que adolescência é uma fase onde ocorrem diversas transformações
físicas e psicológicas, percebem que é muito comum em ambas as escolas o baixo
nível de autoconhecimento e de informação, sendo que isso, segundo Lehman (apud
74
FARIA, 2011) isso pode provocar frustração profissional e desistência de curso, que
consequentemente causam prejuízos pessoais e econômicos para o Estado. Na
busca desenfreada por abordar as vocações profissionais, a mídia costuma atuar de
forma positiva, mas muitas vezes deixa de explorar o contraditório, de mostrar
temáticas relacionadas à vida das pessoas e de estimular o debate entre os cidadãos.
Identificou-se que o jornalismo pode contribuir no combate do sentimento de
desinformação que os adolescentes carregam no que se refere à escolha profissional
ao produzir conteúdos atrativos e interativos e ao esclarecer esse público a respeito
de suas dúvidas profissionais. Nesse sentido, como objetivo principal deste trabalho,
propôs-se a produção de uma plataforma jornalística multimídia, a qual se nomeou
Fábrica de Profissões . Para tanto, optou-se por trabalhar com o jornalismo
colaborativo, sendo que seis acadêmicos do curso de Jornalismo da UniBrasil
ganharam experiência ao produzirem conteúdos multimidiáticos
texto, foto, vídeo, áudio e infográfico
que mesclaram
e se envolveram com as mais variadas áreas
do conhecimento humano, entre elas, as ciências biológicas, exatas, humanas,
jurídicas, da saúde e tecnológicas. Considerando que o estágio no curso de jornalismo
só é permitido a partir do 6º período de graduação, de acordo com a Convenção
Coletiva de Trabalho dos jornalistas (SINDIJOR, 2014), o trabalho colaborativo é uma
forma de proporcionar experiência a estes estudantes e também ter apoio na
elaboração de conteúdo.
O fato de trabalharem com matérias que foram publicadas na web permitiu que
os jovens elaborassem conteúdos mais soltos, sem a formalidade que a televisão
exige. Isso significa que várias matérias foram gravadas pelo celular (áudio e vídeo)
sem uso de tripé e microfone, o que, vale citar, refletiu na qualidade de alguns
materiais. Os colaboradores também tiveram de lidar com imprevistos dos
entrevistados, desistências e remarcação de encontros. Nesse sentido, o trabalho em
si, desde a produção de pautas até a edição, proporcionou uma experimentação da
rotina da jornalística e exigiu a disposição e persistência dos participantes. E exigiu
que muitos conteúdos que a princípio eram para ser vídeos se tornassem podcast
(áudio) a fim de tentar reaproveitar o material produzido, devido a perda de qualidade
de imagem e enquadramento.
Além disso, as obras de Sennett (2003), Cianconi (1991), Strassburg (2007) e
Fraga (2005) contribuíram para que se verificasse como as tecnologias impulsionaram
uma série de adaptações no perfil dos profissionais e mudanças no ritmo e na
75
organização do trabalho. Diante disso, é importante ressaltar que as informações
levantadas e disponibilizadas na parte teórica do presente trabalho se propõem a
servir como material de pesquisa para acadêmicos e profissionais que buscam
conhecimento sobre as mudanças no mundo do trabalho e no perfil do profissional,
bem como sobre a relação dos jovens com a mídia.
E pessoalmente esta foi uma experiência enriquecedora, que só foi possível
por meio de relacionamentos, dedicação e persistência. Afinal, um trabalho de
conclusão de curso é um reflexo de toda uma graduação, onde habilidades vão sendo
trabalhas e a própria de ideia de perfeição vai sendo reformulada. Uma vez que o mais
importante não é ser perfeito, mas ter um coração ensinável, disposto aprender em
cada circunstância, aprender seja com os erros ou com desafios.
A relação com o tema especificamente foi transformadora, onde meu ponto de
partida foi perceber que nem todos que cursavam a graduação comigo estavam
realizados e muito outros deixavam a graduação para atrás para seguir outros rumos.
Cursar uma graduação ou atuar em uma determinada profissão é um entrega
psicológica, física, de tempo e dinheiro. E tudo isso me fez questionar, como teria sido
na hora de escolher o curso? Será que havia faltado informações? Que tipo de
referências e reflexões foram feitas antes de tomar a decisão? Será que alguma coisa
poderiam ter sido feitas para que essa decisão fosse orientada e com mais
segurança? Para responder essa e outras dúvidas, me dispus a pesquisar, ler,
conversar com as pessoas, tentar entender suas dificuldades e correr atrás de
respostas.
Além de tudo isso, estar nessa posição de idealizadora da plataforma e também
de gerenciadora de uma equipe foi uma grande responsabilidade, mas ao mesmo
tempo uma grande realização, levando em consideração de que o que estava em jogo
eram as dúvidas e expectativas de jovens e adolescentes que procuravam encontrar
um caminho por meio da decisão profissional.
Percebi também que a escolha profissional é um processo muito complexo, e
que não basta ler uma matéria e se levar pela emoção de que está fazendo a coisa
certa. Pelo contrário, é necessário que vários pontos sendo considerados e
trabalhados na mente desse jovem que procura uma identidade ocupacional. Por isso,
ter acesso a essas pessoas e poder servi-las através da informação, do
conhecimento, debate e reflexão é uma oportunidade de servir ao jovem e também ao
76
futuro da sociedade que tanto precisa de profissionais qualificados, mas também
realizados por aquilo que são e que fazem.
77
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Acesso em: 09/03/2014.
88
9.
APÊNDICES
APÊNDICE 1
Manual de produção de conteúdos para colaboradores
MANUAL DE TEXTO E VÍDEO PARA
A WEB
www.fabricadeprofissoes.com.br
89
A) Dicas de texto
1. Os títulos e subtítulos devem ser claros, atrativo e simples.
2. Usar técnicas de escrita da pirâmide invertida, começando com a conclusão e
terminando com os detalhes.
3. Elaborar um título que seja atraente, caso ao contrário, podemos perder visitas
no site. Um recurso interessante é para pontuação, quando usamos o ponto de
interrogação, por exemplo, fazemos com que o internauta acesse ao site para
obter respostas.
4. Devemos evitar parágrafos longos. Grandes blocos de texto tendem a dificultar
a leitura de um texto. Portanto, é interessante que a cada três linhas haja um
ponto, e a cada cinco linhas feche um parágrafo.
5. A linguagem do texto em geral deve ser simples e informal para que a leitura
seja fluída. Como nosso público são os adolescentes, para entender um pouco
mais
sobre a
estrutura
de
linguagem
é
importante
ler a
revista
Superinteressante, Mundo estranho, Guia do Estudante, que trabalham com
diálogos, questionamentos e de forma atrativa.
6. O uso de intertítulo em alguns parágrafos pode ajudar a dirigir os olhos para
"pontos de entrada", onde os usuários podem começar a ler. Estes devem
indicar o que vem a seguir. Eles também ajudam a quebrar blocos de texto em
partes gerenciáveis.
7. Textos em formato de listas é outra forma eficaz de quebrar uma matéria longa
para facilitar a leitura e atrair a atenção, pois facilitam a compreensão da
direito
90
B) Dicas de vídeos
1-
ORIENTAÇÕES PARA OS ENTREVISTADOS
Antes de começar a entrevista é importante passar algumas orientações para o
entrevistado, por exemplo: ele pode olhar diretamente para câmera, enquanto
responde as perguntas, uma vez que estamos trabalhando com o jornalismo de web,
e isso transmite um aspecto de diálogo com o internauta. É engraçado isso, mas
acontece. Antes de gravar oficialmente a entrevista é interessante apresentar ao
entrevistado o assunto que será abordado, enquanto uma faz isso, a outra pode fazer
umas imagens de detalhes, onde não será usado o som, só imagem em si, por
exemplo, imagens das mãos, do entrevistado conversando, podem ficar bem à
vontade para explorar diferentes ângulos.
2-
AMBIENTE
É importante se preocupar com o ambiente onde será filmado. Seja em relação a luz
(excesso ou falta), pois prejudica a qualidade do vídeo e pode fazer com o público não
queira mais acessar outros conteúdos audiovisuais. Além disso, é necessário pensar
no áudio, verificar o melhor ambiente a ser gravado, sem muita circulação de pessoas
ou barulhos de trânsito.
3-
ENQUADRAMENTO
O enquadramento é outro ponto fundamental para produzir um vídeo. Nele você tem
que selecionar os elementos de interesse, ou seja, tem que ter cuidado para não fazer
uma imagem que fique sobrando espaço.
4
PARTICIPAÇÃO DO REPÓRTER
O repórter para aparecer no início (apresentação do tema e do entrevistado) e no fim
da gravação (chamando para a próxima matéria). Se tiver uma dupla durante as
gravações será melhor ainda, assim não corre o risco da imagem ficar tremida.
91
APÊNDICE 2
Questionário quantitativo
1) Qual faixa etária você pertence? (Classificação segundo o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA).
( ) Criança (até 12 anos incompletos)
( ) Adolescência (12 a 18 anos)
( ) Juventude (19 aos 29 anos)
2) A qual Rede de Ensino você pertence?
( ) Rede de Ensino Privado
( ) Rede de Ensino Estadual
( ) Não estou estudando no momento
3) Quanto tempo você passa na internet diariamente?
( ) Menos de uma hora
( ) De 1h a 3 horas
( ) De 4h a 7 horas
( ) Mais que 7 horas
4) Em qual horário você costuma acessar a internet?
( ) No período da manhã
( ) No período da tarde
( ) À noite
( ) Madrugada
( ) Várias vezes ao dia
5) Por qual meio/equipamento você acessa a internet? (Pode responder mais de
uma opção)
( ) Computador
( ) Notebook
( ) Celular
( ) Tablet e outros
92
6) Quais atividades você mais realiza na internet? (Pode responder mais de uma
opção)
( ) Assistir vídeos
( ) Ver fotos
( ) Ler blogs
( ) Ler notícias
( ) Fazer compras
( ) Administrar um perfil da rede social
( ) Nenhum
7) Qual a plataforma que você mais usa para buscar informações ?
( ) Google
( ) Bing
( ) Yahoo
( ) Pelo próprio navegador www
8) Quais redes sociais você mais utiliza? (Pode responder mais de uma opção)
( ) Facebook
( ) Twitter
( ) YouTube
( ) LinkedIn
( ) Instagram
( ) Outra
9) Quais motivos levam você a utilizar as redes sociais? (Pode responder mais
de uma opção)
( ) Ler notícias
( ) Divulgar meu próprio conteúdo
( ) Manter contato com meus amigos
( ) Utilizar como passatempo
( ) Fazer amizades
( ) Outros
10) Em qual dos meios de comunicação abaixo você mais confia?
93
( ) Jornais e revistas
( ) Televisão
( ) Portais de notícias
( ) Rádio
( ) Redes Sociais e blogs
11) Que tipo de informação você costuma buscar? (Pode responder mais de uma
opção)
( ) Entretenimento (novelas, filmes e séries)
( ) Tecnologia
( ) Esporte
( ) Conteúdo Educacional (complemento das aula)
( ) Cultura (música, pintura, história)
( ) Mundo profissional
( ) Outros
12) Em qual local você costuma acessar? (Pode responder mais de uma opção)
( ) Casa
( ) Estágio
( ) Escola
( ) Trabalho
( ) Lan House
( ) Outros
13) Possui cadastros em mecanismos automáticos para receber informações ?
Se sim, em quais? (Pode responder mais de uma opção)
( ) Google alert (alerta do google)
( ) Feeds RSS (resumo de notícias)
( ) Newsletter (boletins informativos via internet)
( ) Podcast (conteúdo em áudio e vídeo pela internet)
( ) Não
14) A que tipo de notícia você prefere ter acesso? (Pode responder mais de uma
opção)
94
( ) O que acontece na cidade
( ) O que acontece no Brasil
( ) O que acontece no mundo
15) O que você costuma compartilhar nas redes sociais? (Pode responder mais
de uma opção)
( ) Informações pessoais (frases, hobbys e fotos)
( ) Notícias de seu interesse
( ) Vídeos e músicas
( ) Todos os itens citados acima
95
APÊNDICE 3
Gráficos com respostas do questionário quantitativo
1) Qual faixa etária você pertence?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (100% ADOLESCENTES)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (87% ADOLESCENTES, 7% JOVENS)
96
2) A qual Rede de Ensino você pertence?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (100%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (100%)
97
3) Quanto tempo você passa na internet diariamente?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (1H À 3H
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (1H A 3H
69%)
47%)
98
4) Em qual horário você costuma acessar a internet?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (À NOITE
38%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (À NOITE
53%)
99
5) Por qual meio/equipamento você acessa a internet? (Pode responder mais
de uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (CELULAR - 85%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (CELULAR
87%)
100
6) Quais atividades você mais realiza na internet? (Pode responder mais de
uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (ASSISTIR VÍDEOS - 77%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (ASSISTIR VÍDEOS
73%)
101
7) Qual a plataforma que você mais usa para buscar informações?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (GOOGLE
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (GOOGLE
92%)
80%)
102
8) Quais redes sociais você mais utiliza? (Pode responder mais de uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (FACEBOOK
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (YOUTUBE
80%)
77%)
103
9) Quais motivos levam você a utilizar as redes sociais? (Pode responder mais
de uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR
(UTILIZAR COMO PASSATEMPO
85%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (UTILIZAR COMO PASSATEMPO E MANTER CONTATO COM
AMIGOS
73%, CADA UM)
104
10) Em qual dos meios de comunicação abaixo você mais confia?
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (JORNAIS E REVISTAS
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (JORNAIS E REVISTAS
69%)
33%)
105
11) Que tipo de informação você costuma buscar? (Pode responder mais de
uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (ENTRETENIMENTO -77%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (ENTRETENIMENTO -73%)
106
12) Em qual local você costuma acessar? (Pode responder mais de uma
opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (CASA - 100%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (CASA
100%)
107
13) Possui cadastros em mecanismos automáticos para receber informações?
Se sim, em quais? (Pode responder mais de uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (NÃO - 85%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA NÃO - 87%)
108
14) A que tipo de notícia você prefere ter acesso? (Pode responder mais de
uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (O QUE ACONTECE NO MUNDO
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (O QUE ACONTECE NO MUNDO -80%)
100%)
109
15) O que você costuma compartilhar nas redes sociais? (Pode responder
mais de uma opção)
FIGURA 1: ESCOLA PARTICULAR (NOTÍCIA DE SEU INTERESSE -62%)
FIGURA 2: ESCOLA PÚBLICA (TODOS OS ITENS CITADOS
53%)
110
APÊNDICE 4 - Questionário qualitativo
INSTRUÇÕES PARA O GRUPO FOCAL
1- Apresentar-se, o assunto e a ideia de uma discussão grupal;
2- Não obrigar os candidatos a responder todas as perguntas;
3- Número de pessoas no grupo focal: seis alunos (3 meninos e 3 meninas);
4- Tempo estimado: entre 40 minutos e 1 hora;
5- Número de encontros: um em cada escola (no total, serão duas escolas: uma de
Ensino Público, outra de Ensino Privado);
6- Considerações sobre o local: ambiente tranquilo
disposição de cadeiras em círculos
para promover interação entre os participantes;
7- Análise dos resultados alcançados: resumo dos comentários mais importantes,
conclusões e recomendações do moderador.
OBJETIVO 1: Identificar as influências
1- Vocês estão no segundo ano, quase completando o ensino médio e provavelmente já
tenha passado na mente de vocês algumas possiblidades de profissão. Quais foram
elas?
2- De onde surgiram essas ideias?
3- O que suas famílias, seus amigos e as pessoas próximas a vocês acham dessas
ideias?
OBJETIVO 2: Detectar possíveis estereótipos sobre as profissões e os profissionais
4- Como vocês se imaginam dentro dessa profissão? Fazendo o quê?
5- Quais são as referências de profissões que vocês têm? Quem vocês admiram? Por
quê?
OBJETIVO 3: Conhecer as preferências
6- Para atuar nessa área, vocês pretendem fazer uma faculdade ou um curso técnico?
Que tipo de formação vocês pretendem adquirir? Por quê?
111
OBJETIVO 4: Refletir sobre possíveis formatos
11 Qual o principal meio que vocês utilizam para se informar a respeito da futura
profissão (pais, amigos, professores, feiras de profissões, consultório de psicologia,
internet)?
12
Vocês têm o hábito de ler matérias? Caso não, o que os impede de fazer isso (falta
de tempo, interesse, linguagem, repetições, falta de inovação)?
13
Quais recursos vocês gostariam que houvesse em um site de profissões (textos,
vídeos, fotos, enquetes, troca de e-mail, redes sociais)?
14
Quais informações não podem faltar sobre a profissão de interesse de vocês? O que
mais interessa vocês?
15
O que leva vocês a compartilharem uma informação (o fato de a informação ser
engraçada, interessante, inédita)?
112
10. ANEXOS
ANEXO A
Organograma
113
ANEXO B - Página
114
ANEXO C
OBS: Além dessa página existem outras cinco denominadas ciências que são:
Biológicas, Exatas, Jurídicas, Tecnológicas e Saúde.
115
ANEXO D
116
ANEXO E
117
ANEXO F
118
ANEXO G
Página do site
119
ANEXO H
120
ANEXO I
OBS: A contabilização dos acessos não pode ser realizada devido o site ter sido
divulgado na semana seguinte do protocolo do TCC.
121
ANEXO J
Fan page do Fábrica de Profissões
122
ANEXO K - Alcance e envolvimento das publicações
A publicação que teve mais alcance, até o dia 30 de outubro de 2014, foi o
vídeo da orientadora profissional sendo atingidas 1.600 pessoas, com 173 cliques na
publicação e 144 curtidas, comentários e compartilhamentos. Em segundo lugar ficou
o banner sobre a expectativa e realidade da profissão de jornalista, sendo alcançadas
457 usuários do facebook, com 121 cliques em publicações e 35 curtidas, comentários
e publicações.
123
ANEXO L
124
ANEXO M
125
ANEXO N - Publico atingindo no Facebook:
A partir do quadro acima, percebe-se que a fan page, cumpriu seu objetivo
atingir jovens e adolescentes. Segundo o relatório, a faixa etária que mais acessa a
página é entre 18 e 24 anos, sendo a maioria mulheres (75%), e homens (25%).
Apesar de a maioria ser de Curitiba (136), conseguiu-se atingir outras partes do Brasil:
São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, levando em consideração que a web
tem esse poder de alcance.
126
ANEXO O
Página principal YouTube:
127
ANEXO P
Trechos do vídeo mais visualizado no YouTube:
128
ANEXO Q
Declarações dos responsáveis pelos alunos
129
130
131
132
133
134
135

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