Homeostase

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Homeostase
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Organização Geral do Corpo
Um organismo vivo está
organizado em pequenas unidades
chamadas células. Estas estão integradas
estrutural e funcionalmente. Algumas
células são mais especializadas.
feedback é um sinal informativo, que
expressa o mecanismo utilizado para
estabelecer ou manter alguma variável no
nível desejado. O feedback é chamado
negativo porque a resposta induzida é
negativa em relação à alteração inicial.
Compartimentos
Regulação das Funções
Os líquidos corporais são
encontrados dentro ou fora das células
(meio intra e extracelular). O espaço
extracelular é dividido em compartimento
vascular (ou plasma), e compartimento
intersticial (intercelular).
Aproximadamente 65% do peso corporal
consistem de água (3/4 são
intracelulares).
Homeostase
Para funcionarem perfeitamente,
as células necessitam de um meio
ambiente constante. O líquido intersticial
(derivado da corrente sangüínea) que
circunda cada célula, é chamado de meio
interno do corpo. Para um bom
funcionamento celular, é necessário
manter esse meio interno constante.
O termo homeostase define as
condições de equilíbrio, que são mantidas
por processos fisiológicos coordenados.
Alguns mecanismos de controle
homeostático são aqueles responsáveis
pela manutenção das concentrações
normais dos elementos sangüíneos, da
temperatura corporal, do volume e pH dos
líquidos corporais, da pressão arterial e da
freqüência cardíaca. Todos os mecanismos
de homeostase do corpo atuam por um
processo de feedback negativo. O
Coordenação do Corpo
A coordenação das funções do
corpo ocorre por mecanismos internos de
regulação. Estes podem ser classificados
em nervoso e hormonal. O sistema
nervoso central (SNC) age como um
integrado, recebendo mensagens da sua
rede de nervos sensitivos e enviando-as,
através de seus nervos motores para
compensar qualquer distúrbio ou
desequilíbrio detectado.
O sistema hormonal é composto
por um certo número de glândulas
endócrinas, que secretam substâncias
químicas chamados hormônios. Estes são
transportados dos líquidos extracelulares
para todas as partes do corpo, auxiliando
na regulação das funções.
O SNC trabalha através de reações
rápidas. O Sistema Endócrino atua por
meio de reações de duração mais longa. O
Sistema Endócrino complementa o SNC.
Transporte Através da Membrana
O transporte através da
membrana celular, por meio da bicamada
lipídica ou por meio das proteínas, ocorre
por dois processos básicos: difusão (ou
transporte passivo) e transporte ativo.
Difusão Simples
Difusão significa o movimento aleatório de
substâncias, molécula a molécula, seja
pelos espaços intermoleculares da
membrana, seja em combinação com uma
proteína carreadora.
O transporte ativo é o movimento
de íons, ou de outras substâncias, através
da membrana, em combinação com uma
proteína carreadora, porém, contra um
gradiente de energia.
sem necessidade de fixação a proteínas
carreadoras.
A difusão facilitada exige a
interação de proteínas carreadoras com a
molécula ou íon, a ser transportado. A
proteína carreadora facilita a passagem
das moléculas ou íons, através da
membrana, por se prenderem
quimicamente a eles.
Difusão por Canais Protéicos
Todas as moléculas e íons nos
líquidos corporais (moléculas de água
como as das substâncias dissolvidas),
estão em movimentação constante.
Difusão
A difusão através da membrana
celular é dividida em difusão simples e
difusão facilitada. Difusão simples significa
que o movimento cinético das moléculas
ou íons ocorre pelos orifícios ou pelos
espaços intermoleculares da membrana,
Esses canais têm forma tubular e
vão da extremidade extracelular até a
intracelular. Dessa forma, as substâncias
passam por difusão simples, de forma
direta, de um lado da membrana para
outro. Costumam ser seletivamente
permeáveis a certas substâncias e, podem
ser abertos ou fechados por “comportas”.
Um dos mais importantes de
todos os canais protéicos é o canal de
sódio (canal rápido). As superfícies
internas desse canal são revestidas
intensamente por cargas negativas.
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Difusão Facilitada
Outro grupo de canais protéicos
são os canais de potássio (canais lentos).
Esses canais caracterizam-se por não
terem cargas negativas.
O processo de movimento efetivo
da água, causado por diferença de
concentração (da própria água) é chamado
de osmose.
Difusão Facilitada
Assim, pressão osmótica é a força
que puxa água de uma solução
concentrada. A pressão osmótica exercida
pelas partículas de uma solução
(moléculas ou íons), é determinada pelo
número de partículas/volume unitário do
líquido.
Também chamada de difusão
mediada por carreador. Uma substância
transportada dessa forma não pode, na
maioria dos casos, atravessar a membrana
sem a participação de uma proteína
carreadora específica. O carreador facilita
a difusão da substância.
A diferença básica entre difusão
simples e difusão facilitada é que conforme
aumenta a concentração da substância, a
velocidade (ou intensidade) da difusão
simples aumenta proporcionalmente. Na
difusão facilitada há uma limitação na
velocidade de passagem (difusão).
Osmose (Difusão Efetiva de Água)
A mais abundante substância a se
difundir através da membrana celular é a
água.
Cada partícula em solução,
independentemente de sua massa, exerce
a mesma quantidade de pressão sobre a
membrana. Ou seja, todas as partículas
estão se chocando umas com as outras,
em média com a mesma energia.
Transporte Ativo
Entre as substâncias que são
ativamente transportadas através da
membrana temos: os íons sódio, potássio,
cálcio, ferro, hidrogênio, vários açúcares
diferentes e a maior parte dos
aminoácidos.
O transporte ativo é dividido em
dois tipos, de acordo com a fonte de
energia usada para provocar o transporte.
São eles, o transporte ativo primário e o
secundário.
No transporte ativo primário, a
energia é derivada da degradação de ATP
ou de algum outro composto de fosfato com
alta energia.
No transporte ativo secundário, a
energia deriva da energia que foi
armazenada sob a forma de diferenças de
concentração iônica, criadas por transporte
ativo primário.
O transporte ativo também
depende de proteínas carreadoras. Estas,
neste caso, são capazes de transferir
energia para a substância transportadora,
movendo-a contra o gradiente
eletroquímico.
Gradiente de Concentração
Transporte Ativo
Quando a membrana celular
transporta molécula ou íons contra a
corrente, contra um gradiente de
concentração, o processo é chamado
transporte ativo.
A Favor
Contra
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Transporte Ativo Primário
A bomba de sódio e potássio é
um processo de transporte que bombeia
os íons sódio para fora e, ao mesmo
tempo, bombeia os íons potássio para
dentro da célula. Essa bomba existe em
todas as células do corpo e é a
responsável pela manutenção das
concentrações de sódio e potássio através
da membrana celular, bem como o
estabelecimento do potencial negativo
intracelular.
A proteína carreadora é um
complexo formado por duas proteínas
globulares distintas.
exterior e trazendo os íons potássio para o
interior da célula.
Uma das funções mais
importantes da bomba é controlar o
volume das células. Sem o
funcionamento dessa bomba, as
células do corpo iriam inchar até
estourar.
Outro mecanismo importante de
transporte ativo primário é a bomba de
cálcio. Os íons cálcio são mantidos em
concentrações baixas no citosol
intracelular de praticamente todas as
células do corpo.
Transporte Ativo Secundário
Funcionamento da bomba:
quando 3 íons sódio se fixam à parte
interna da proteína carreadora, a função
ATPásica (da mesma) é ativada. Uma
molécula de ATP é quebrada em ADP,
havendo liberação de energia. Essa
energia é usada para provocar alteração
conformacional na molécula da proteína
carreadora, levando os íons sódio para o
Quando íons sódio são
transportados para fora das células por
transporte ativo primário, há um grande
gradiente de concentração de sódio
(concentração aumenta fora da célula e
diminuiu em seu interior). Esse gradiente
representa armazenamento de energia. Em
condições apropriadas, essa energia de
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difusão do sódio pode, atrair outras
substâncias (junto com o próprio sódio)
através da membrana celular. Esse
fenômeno é chamado de co-transporte.
No contra-transporte, os íons
sódio tentam difundir-se para dentro da
célula, devido ao seu aumento no
gradiente de concentração.
Potencial de Membrana
Existem potenciais elétricos
através das membranas de todas as
células do corpo. Algumas células, como
as neurais e as musculares, são
“excitáveis”, ou seja, são capazes de
autogeração de impulsos eletroquímicos
em suas membranas. O potencial de
membrana é a diferença elétrica entre
o meio intra e extracelular.
Potenciais de Membrana Resultantes
da Difusão
Graças ao grande gradiente de
concentração do potássio de dentro para
fora, há uma forte tendência para que os
íons potássio se difundam para o exterior.
Devido à saída de muitas cargas positivas,
o exterior da célula fica carregado
eletropositivamente, o interior da célula
fica carregado eletronegativamente. Essa
diferença de potencial (+ fora, - dentro),
repele os íons potássio (que estão se
difundindo para fora) na direção oposta;
de fora para dentro. Essa alteração do
potencial é suficiente para bloquear
qualquer difusão para o exterior, devido ao
alto gradiente de concentração do íon
potássio.
A bomba de sódio e potássio
ajuda a manter a diferença de
concentração entre sódio Na+ e potássio
K+.
Quando a membrana for
permeável a vários íons diferentes, o
potencial de difusão estabelecido, depende
de 3 fatores: da polaridade da carga
elétrica de cada íon, da
permeabilidade da membrana a cada
íon e das concentrações dos íons
respectivos dentro e fora da
membrana. A bomba de sódio e potássio
é uma bomba eletrogênica, porque um
número maior de cargas positivas é
bombeado para fora do que para dentro da
fibra nervosa.
O equilíbrio dinâmico se
estabelece quando o número de cargas
elétricas que sai é o mesmo que entra.
A bomba de sódio e potássio
mantém o volume celular. Ela mantém
mais sódio fora do que potássio dentro
(3:1).
A bomba eletrogênica de sódio e
potássio mais o papel da difusão,
estabelecem um potencial de membrana
de aproximadamente -90mV.
Potencial de Ação
Os sinais nervosos são
transmitidos por potenciais de ação, que
são variações rápidas do potencial de
membrana. Cada potencial de ação
começa por uma alteração abrupta do
potencial de repouso (negativo), para um
potencial de membrana positivo,
retornando depois, rapidamente, ao
potencial negativo.
Etapas do Potencial de Ação
Estado de repouso: corresponde ao
potencial de repouso da membrana, antes
que comece o potencial de ação. A
As bolinhas são os neurotransmissores. Apesar de todos serem iguais, não pense que só há um tipo,
porque são vários! Como exemplo podemos citar os mais comuns, como a acetilcolina e noradrenalina, ou
outros como as dopaminas (um excesso está relacionado a esquizofrenia e uma falata está ligado ao mal
de Parkinson) e as endorfinas (ligadas à memória e ao aprendizado - são secretada também na relização
de exercícios físicos - também se relacionam com a supressão da dor).
membrana está “polarizada”, devido o
grande potencial negativo da membrana.
Canais de Sódio e Potássio
Dependentes de Voltagem
Etapa de despolarização: a membrana
fica permeável aos íons sódio, permitindo
o fluxo destes (em grande quantidade)
para o interior da célula. O estado
polarizado de -90mV, desaparece, com o
potencial variando no sentido positivo.
Isso é chamado de despolarização.
O agente necessário para a
produção da despolarização e da
repolarização da membrana é o canal de
sódio dependente de voltagem. O canal de
potássio dependente de voltagem tem
participação no aumento da velocidade de
repolarização da membrana. Esses canais
dependentes de voltagem atuam junto
com a bomba de sódio e potássio e com
os canais de vazamento (sódio/potássio).
Etapa de repolarização: após a
membrana ficar muito permeável ao sódio,
os canais deste íon começam a se fechar,
enquanto os canais de potássio se abrem
mais do que o normal. Há a rápida difusão
de íons potássio para o exterior, o que
restabelece o potencial normal (negativo)
de repouso da membrana. Isso é chamado
de repolarização da membrana.
Ativação do canal de sódio:
quando o potencial de membrana varia de
-90mV para zero, ele atinge uma voltagem
entre -70 e -50mV. Essa variação provoca
alteração conformacional da comporta de
ativação, abrindo-a. Durante este estado
há um aumento da permeabilidade da
membrana ao sódio.
Inativação dos canais de
sódio: após o canal de sódio ficar aberto
por certo tempo, ele se fecha e os íons
sódio não podem mais passar para dentro
da membrana. Então, o potencial de
membrana começa a voltar ao estado de
repouso, o que constitui o processo de
repolarização.
Um segundo fator, responsável às
vezes, pelo platô, é a abertura (mais lento
que o usual) dos canais de potássio. Eles
se abrem, geralmente, próximo ao fim do
platô. Isso retarda o retorno do potencial
de membrana ao seu valor de repouso.
positivas). Isso gera alteração do potencial
da membrana da fibra muscular, chamado
de potencial da placa motora. Esse
potencial da placa desencadeia um
potencial de ação na membrana muscular,
ocasionando a contração do músculo.
Placa Motora
Canais de potássio
dependentes de voltagem e sua
ativação: durante o estado de repouso, a
comporta do canal de potássio está
fechada e, os íons potássio ficam
impedidos de passar para o exterior.
Quando o potencial de membrana varia de
-90mV em direção ao zero, essa variação
produz uma alteração (lenta)
conformacional, abrindo a comporta e
permitindo a difusão de maior quantidade
de potássio para o exterior. Os canais
lentos de potássio só se abrem após o
fechamento dos canais rápidos de sódio.
A fibra nervosa ramifica-se,
próximo sua extremidade, para formar um
complexo de “terminais” nervosos
ramificados que se invaginam na fibra
muscular, porém permanecem por fora da
membrana plasmática da fibra. Essa
estrutura é chamada de placa motora.
A acetilcolina é rapidamente
removida do espaço sináptico pela ação da
enzima acetil-colinesterase. E, também,
pequena quantidade de acetilcolina
difunde-se para fora do espaço sináptico,
não podendo mais atuar sobre a
membrana da fibra muscular. O curto
período que a acetilcolina permanece no
espaço sináptico é suficiente para excitar a
fibra muscular.
A diminuição do fluxo de sódio
para dentro da célula e o aumento,
simultâneo, do fluxo de potássio para fora
da célula, aceleram a repolarização,
levando à recuperação do potencial de
repouso da membrana.
Platô
A causa do platô de alguns
potenciais de ação é uma combinação de
vários fatores. Primeiro, dois tipos de
canais atuam no processo de
despolarização: os canais rápidos de sódio
e os lentos de cálcio (permitem a difusão
de íons cálcio e, também, de alguns íons
sódio). A abertura dos canais rápidos
produz o componente rápido do potencial
de ação, enquanto a abertura dos canais
lentos é a principal responsável pela parte
do platô do potencial de ação.
No terminal do axônio existem
muitas mitocôndrias, que fornecem
energia para a síntese do transmissor
excitatório acetilcolina. Esta excita a fibra
muscular. A acetilcolina é sintetizada no
citoplasma do terminal axônio e, absorvida
por muitas vesículas sinápticas.
Quando um impulso nervoso
atinge a junção neuromuscular, as
vesículas de acetilcolina são liberadas no
espaço sináptico.
Quando o potencial de ação
invade o terminal axônio, abrem-se canais
de cálcio, permitindo a difusão de grande
quantidade de cálcio para o interior do
terminal. Posteriormente, as vesículas
sinápticas se fundem com a membrana
neural, eliminando a acetilcolina (no
espaço sináptico), por exocitose.
Acetilcolina
O principal efeito da abertura dos
canais acetilcolina-dependentes de
voltagem é permitir a passagem de grande
quantidade de íons sódio para dentro da
fibra (elevando grande número de cargas
Acoplamento-Excitação-Contração
Túbulos Transversais
Os túbulos T são muito pequenos
e transversais às miofibrilas. Eles
começam na membrana celular, passam de
um lado da fibra muscular para o lado
oposto. No ponto de origem dos túbulos T
(membrana celular) eles se abrem para o
exterior. Os túbulos T são extensões
internas da membrana celular. Portanto,
quando um potencial de ação se propaga
pela membrana da fibra muscular, ele
também se propaga, por meio dos túbulos
T, para o interior da fibra muscular. As
correntes do potencial de ação em torno
dos túbulos T desencadeiam a contração
muscular.
O retículo sarcoplasmático (RS) é
formado por longos túbulos longitudinais,
paralelos as miofibrilas, chegando em
grandes câmaras chamadas de cisternas
(que estão acopladas aos túbulos T). O
acoplamento das cisternas com os túbulos
T, forma as tríades. Estas, são formadas
71
por um pequeno túbulo central e uma
grande cisterna de cada lado.
Liberação de Íons Cálcio
Uma das características especiais
do RS, é que, dentro de seus túbulos
vesiculares, há íons cálcio em alta
concentração e muitos desses íons são
liberados quando há um potencial de ação
no túbulo T adjacente.
O potencial de ação do túbulo T
provoca um fluxo de corrente através das
cisternas, acopladas ao túbulo T. Esse
sinal, do túbulo para as cisternas, provoca
a rápida abertura de canais de cálcio nas
membranas das cisternas e dos túbulos
longitudinais do retículo sarcoplasmático.
Esses canais permanecem abertos durante
um certo tempo, liberando os íons cálcio
(responsáveis pela contração muscular) no
sarcoplasma que banha as miofibrilas.
Os íons cálcio liberados, difundemse para as miofibrilas adjacentes, onde se
fixam com a troponina C, desencadeando a
contração muscular. Essa contração
persistirá enquanto os íons cálcio
permanecem em concentrações elevadas
no líquido miofibrilar.
Porém, uma bomba de cálcio,
localizada nas paredes do retículo
sarcoplasmático, afasta os íons cálcio das
miofibrilas, bombeando-os de volta para
dentro dos túbulos sarcoplasmáticos.
Sendo assim, imediatamente após um
potencial de ação, a concentração de íons
cálcio nas miofibrilas, é mantida em valor
extremamente baixo. Portanto, em estado
de repouso, o complexo troponinatropomiosina mantém as miofibrilas em
estado muscular de relaxamento. Com a
excitação dos sistema túbulos T – retículo
sarcoplasmático, há liberação de íons cálcio
suficientes, aumentando sua concentração
no líquido miofibrilar, para produzir a
contração muscular.
Músculo Liso
O músculo liso possui fibras bem
menores, comparadas às do músculo
esquelético. Muitos dos processos de
contração vistos para o músculo
esquelético, são aplicáveis para o músculo
liso. O mais importante é que as forças de
atração entre os filamentos de actina e
miosina, produzem a contração no
músculo liso, como no músculo
esquelético. Mas, a disposição interna das
fibras musculares lisas é bem diferente.
Contração do Músculo Liso
Base química: O músculo liso
possui filamentos de actina e miosina,
porém, não contém o complexo normal da
troponina.
A actina e a miosina derivadas do
músculo liso interagem entre si e, o
processo contrátil é ativado por íons cálcio
e, a energia utilizada na contração deriva
da degradação do ATP em ADP.
Base física: O músculo liso não
apresenta uma disposição estriada dos
filamentos de actina e de miosina. Estes,
estão presos aos chamados corpos densos.
Alguns deles estão fixos na membrana
celular. Outros estão dispersos pelo
interior da célula, sendo apoiados por uma
rede de proteínas estruturais, que os
interligam entre si.
Alguns corpos densos na
membrana de células adjacentes, também
estão unidos entre si por pontes protéicas
intercelulares. É, talvez, por meio dessas
ligações que a força de contração é
transmitida de uma célula para a seguinte.
A maioria dos músculos
esquelética se contrai e relaxa
rapidamente. Já a maior parte das
contrações dos músculos lisos são
prolongadas e tônicas.
No músculo liso, a rapidez de
fixação entre actina e miosina e, em
seguida a liberação da actina, é muito
menor que no músculo esquelético. Porém,
a fração de tempo em que os filamentos
de actina e de miosina permanecem
fixados (o que, é o fator principal na
determinação da força de contração), é
muito maior no músculo liso.
Uma possível razão para essa
longa, duração do ciclo, é que as cabeças
de miosina teriam menor atividade
ATPásica, de modo que a degradação do
ATP (fonte de energia) é mais lenta.
Acredita-se, que seja necessária apenas
uma molécula de ATP, para energizar cada
ciclo de contração no músculo liso.
Essa economia de energia pelo
músculo liso, é muito importante para a
economia geral de energia pelo corpo, já
que órgãos como intestinos, bexiga
urinária, vesícula biliar e etc., devem
manter contrações musculares tônicas de
forma quase indefinida.
Apesar dos poucos filamentos de
miosina no músculo liso e da longa
duração dos ciclos de contração, a força
máxima de contração no músculo liso é,
muitas vezes, maior que a do músculo
esquelético. Acredita-se que essa grande
força de contração resulte do longo
período de fixação das cabeças de miosina
aos filamentos de actina.
Um aumento da concentração dos
íons cálcio intracelulares, desencadeia a
contração do músculo liso.
No lugar da troponina, as células
musculares lisas contém grandes
quantidades de uma proteína denominada
calmodulina. Os íons cálcio se fixam à
calmodulina. Essa combinação ativa a
miosinoquinase (enzima). Uma das cadeias
leves de cada cabeça de miosina é
fosforilada. Assim, a cabeça de miosina
adquire a capacidade de se fixar ao
filamento de actina, produzindo a
contração muscular.
Controle Neural e Hormonal da
Contração do Músculo Liso
O músculo liso pode ser
estimulado a contrair por diversos tipos de
sinais, como, por exemplo, neurais, por
estímulos hormonais, por estiramento do
músculo, etc. Isso, porque a membrana do
músculo liso contém muitos tipos de
receptores protéicos, capazes de
desencadear o processo contrátil. Outros
receptores protéicos inibem a contração do
músculo liso.
As fibras nervosas que inervam o
músculo liso, em geral se ramificam
difusamente sobre uma camada de fibras
musculares. Na maioria dos casos, essas
fibras nervosas não estabelecem contato
direto com as fibras musculares lisas,
formando junções difusas que secretam
substância neurotransmissora na matriz
que reveste o músculo liso. Então, a
substância neurotransmissora se difunde
até as células. Onde há várias camadas de
células musculares, as fibras nervosas
muitas vezes só estimulam a camada mais
externa e, a excitação das camadas mais
internas se dá pela condução do potencial
72
de ação ou por difusão subseqüente da
substância neurotransmissora.
As vesículas das terminações das
fibras nervosas, no caso do músculo liso,
contêm acetilcolina e noraepinefrina. Mas,
elas nunca são secretadas pelas mesmas
fibras nervosas. Quando a acetilcolina
excita uma fibra muscular, em geral a
noraepinefrina a inibe. E, vice e versa.
Os dois neurotransmissores
excitam ou inibem o músculo liso, por se
ligarem a um receptor protéico na
superfície da membrana da célula
muscular. Alguns desses receptores são
excitatórios, outros são inibitórios. Dessa
forma, o tipo de receptor determina se o
músculo liso é inibido ou excitado e, por
qual neurotransmissor.
Potencial de Ação no Músculo Liso
Potencial em ponta: Esses
potenciais de ação podem ser produzidos
por estimulação elétrica, por ação
hormonal sobre o músculo liso, pela ação
de substâncias transmissoras liberadas por
fibras nervosas, pelo estiramento da
própria fibra muscular.
Potenciais de ação com platôs:
O início desse potencial de ação é
semelhante ao de um potencial em ponta.
Porém, a repolarização da membrana da
fibra muscular, é mais demorada. A
importância do platô, é que ele pode
explicar os prolongados períodos de
contração de certos tipos de músculo liso.
A membrana da célula muscular
lisa tem muitos canais de cálcio
dependentes de voltagem e poucos canais
de sódio. Por isso, o sódio tem pequena
participação na geração do potencial de
ação dos músculos lisos. Há o fluxo de
73
Retículo Sarcoplasmático
Os canais de cálcio se abrem mais
lentamente que os canais de sódio, mas
permanecem abertos por mais tempo. Isso
explica, em grande parte, os potenciais de
ação lentos das fibras musculares lisas.
A concentração de íons cálcio no
líquido extracelular é relativamente alta e,
o potencial de ação do músculo liso é
causado principalmente pelo fluxo de íons
cálcio para a célula muscular. Como as
fibras musculares lisas são muito
pequenas, esses íons cálcio podem
difundir-se para todas as partes do
músculo liso, promovendo a contração.
Algumas células musculares lisas
contêm um retículo sarcoplasmático
moderadamente desenvolvido. Em geral,
quanto mais extenso for o RS na fibra
muscular lisa, mais rapidamente ela se
contrairá, porque a entrada de cálcio
através da membrana celular é bem mais
lenta que a liberação dos íons cálcio pelo
R.S.
A entrada de cálcio para as células
musculares, também, sobre o mecanismo
contrátil do músculo liso, para provocar a
contração.
Cálcio adicional pode entrar na
fibra muscular lisa por meio de canais de
cálcio hormônio dependentes; esse cálcio
também causa contração.
Na maioria dos tipos de músculos
lisos quase todos os íons cálcio,
promotores da contração entram na célula
muscular, vindos do líquido celular, por
ocasião do potencial de ação ou de outros
estímulos.
Normalmente, a abertura desses
canais não produz um potencial de ação e,
por vezes, só alterações mínimas do
potencial de repouso da membrana, já que
potássio (em quantidade suficiente) passa
para o exterior, mantendo um potencial
de membrana quase normal.
Quando a concentração de íons
cálcio no líquido extracelular baixa, a
contração do músculo liso quase cessa.
Portanto, a força da contração do músculo
liso é muito dependente da concentração
de íons cálcio no líquido extracelular.
íons cálcio para o interior da fibra, é o
principal responsável pelo potencial de
ação.
A Bomba de Cálcio:
Para que haja o relaxamento da
contração muscular lisa, é necessária a
remoção dos íons cálcio dos líquidos
intracelulares, que banham os filamentos
de actina e miosina. Essa remoção é
realizada por bombas de cálcio, que
retiram os íons cálcio da fibra muscular
lisa, devolvendo-os para os líquido
extracelular ou para o interior do retículo
sarcoplasmático.
Fontes de textos e figuras:
1. Online Biology Book
© The Online Biology Book is hosted by Estrella Mountain
Community College, in sunny Avondale, Arizona. Text ©1992,
1994, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, M.J. Farabee, all
rights reserved. Use for educational purposes is encouraged.
2. Anatomia e Fisiologia Humanas
© Ana Luisa Miranda Vilela (www.biologia.cjb.net)
3. Fisiologia on-line
© Prof. Malaghini (PUC-Paraná) (www.geocities.com/~malaghini)

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