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LEVEDURA E FABRICAÇÃO DE CERVEJA
4
CARACTERÍSTICAS DA LEVEDURA
8
DICAS DE USO
10
GLOSSÁRIO
12
Levedura de Cerveja para fabricação caseira
O segmento de fermentação caseira desenvolveu e adaptou-se aos gostos
de consumidores e hoje oferece uma grande variedade de estilos de cerveja. Esta variedade de estilos de cerveja produzida atualmente pelo mercado de fermentação caseira aumenta a dificuldade de manejo de levedura,
especialmente em cervejarias menores onde os recursos de tempo e equipamentos são limitados. A qualidade da cerveja e a consistência entre lotes
são fundamentais para atender às expectativas dos clientes.
Para ajudar os cervejeiros a realizar esses objetivos, a Fermentis fornece
uma ampla gama de leveduras verdadeiras para cervejaria em forma seca,
pronta para inoculação. As leveduras são produzidas em modernas instalações dedicadas a propagação e em seguida são secas com cuidado para preservar suas características.
A Fermentis foi a primeira fabricante a secar leveduras verdadeiras tipo
lager. Nossas diferentes cepas estão disponíveis a partir de reconhecidas
fontes européias que permitem a produção de cervejas lager de alta qualidade. Uma gama de leveduras especializadas tipo ale também foi desenvolvida para produzir ales com perfis autênticos de aroma.
FABRICAÇÃO DA LEVEDURA SECA
Todas as leveduras secas da Fermentis apresentam longa vida útil proporcionando vantagens tanto de distribuição como de armazenamento. A rehidratação é um procedimento simples e contagens corretas de levedura
são obtidas pela inoculação de um peso conhecido de levedura no mosto.
Nenhuma propagação ou insumo de Laboratório são necessários para uma
inoculação de êxito. A qualidade microbiana é garantida através de cuidadoso monitoramento durante a fabricação. Fermentações rápidas também
tem a vantagem de produção previsível de fermentação, essencial para um
bom planejamento de uma cervejaria com muitos produtos.
VARIAÇÕES DE PRODUTOS PARA FABRICAÇÃO CASEIRA
Safbrew: Para produção de cerveja comum e especial
Safbrew T-58
Safbrew S-33
Safbrew WB-06
Safale: Tanto leveduras tipo ale de floculação na superficie e no fundo para
fornecer a opção de fermentar a ale perfeita
Safale S-04
Safale US-05
Safale K-97
Saflager: Adequada para todas as cervejas lager e pilsen
Saflager S-23
Saflager S-189
Saflager W-34/70
Cada uma dessas cepas está disponível em sachês de 500 gramas. Um pacote
ideal para fins de fermentação caseira
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Levedura e produção de cerveja
Água
cervejeira
MOSTURAÇÃO-FILTRAGEM
Malte
FERVURA
FERMENTAÇÃO – MATURAÇÃO
Lúpulo
Levedura
Este diagrama mostra as etapas mais importantes da produção de cerveja e
em qual estágio cada ingrediente entra no processo. A levedura afeta a fermentação e as etapas posteriores de produção de cerveja. No entanto, há
vários outros fatores já determinados no estágio de sala de cozimento que
influenciarão o paladar final da cerveja.
Esses importantes fatores que influenciam fortemente as características da
cerveja são:
F Minerais da água cervejeira
F Tipos de malte e proporções usadas
F O lúpulo
F A mosturação, filtragem, e adição de lúpulo
F As condições de fermentação da cervejaria
Os cervejeiros podem ainda influenciar sua cerveja no estágio de fermentação. Nas próximas páginas, a Fermentis irá lhe descrever como isso pode
ser feito, dependendo da levedura que selecionar, a forma como re-hidratar
sua levedura, o método de inoculação que utilizar, o controle de temperatura do processo, sem esquecer das boas práticas necessárias de manejo de
sua levedura.
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Efeitos da Taxa de Inoculação
O objetivo é inocular um número suficiente de células viáveis de levedura
para colonizar o mosto rapidamente. Com a Fermentis, é possível converter
com precisão as contagens de células em peso de levedura seca
Contagem de células no mosto
LEVEDURA ALE
LEVEDURA LAGER*
4-6E06 células/ml
8-12E06 células/ml
Dosagem de levedura da Fermentis
50-80g/hl
80-120 g/hl
*Valores fornecidos para fermentação entre 12-15°C.
A dosagem de levedura deve ser aumentada a temperaturas abaixo de 12°C-15°C, até 200 a 300g/hl a 9°C
Baixa Taxa de Inoculação
O uso de uma baixa taxa de inoculação causará o efeito de retardamento do
início da fermentação e aumento da competição de bactérias e levedura
selvagem que estiverem presentes no tanque de fermentação. Foi notado
que o uso de baixas taxas de inoculação amplia os níveis indesejáveis de
aroma como acetaldeído que revelam aromas de grama e maça verde, além
de níveis de ésteres que são caracterizados pelos sabores frutados de banana.
Aliada à baixa taxa de remoção da levedura, uma baixa taxa de inoculação
aumenta o diacetil. Os níveis de diacetil aumentam ainda no caso de infecção com Pediococcus. Além disso, com pHs mais altos, o crescimento de
bactérias influenciará o aumento de Dimetilsulfeto.
Alta Taxa de Inoculação
Uma alta taxa de inoculação gera muito calor e influencia a velocidade do
início da fermentação. Uma alta taxa de inoculação reduz o pH e ajuda a
reduzir o crescimento bacteriano; do mesmo modo, é reduzida a formação
de diacetil.
Re-Hidratação
Antes das células de levedura seca podem iniciar a fermentação, elas precisam absorver a água que perderam no processo de secagem. A figura
abaixo ilustra como as leveduras atuam para recuperar seu formato conforme
elas se reabastecem com água.
A etapa de re-hidratação é feita em um tanque fora do fermentador. O objetivo é reduzir a fase de retardo: o período necessário para leveduras
começarem a fermentar açúcares até o álcool após a semeadura/inoculação
do mosto, o que é feito re-hidratando a uma temperatura maior que a
temperatura inicial de fermentação.
Leveduras são organismos vivos e a temperatura de re-hidratação é crucial para um bom desempenho do fermento. A Fermentis recomenda
que as leveduras de alta fermentação/ale sejam re-hidratadas a uma
temperatura entre 25-29°C e que leveduras de baixa fermentação
sejam re-hidratadas a um intervalo de temperatura entre 21-25°C.
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Re-hidrate a levedura seca até a formação de leite de levedura
aspergindo-a em 10 vezes o seu próprio peso de água estéril ou mosto.
Mexa suavemente e deixe descansar por 30 minutos.
Por último, inocule o leite resultante no tanque de fermentação.
Borrife em 10 vezes Mexa suavemente
seu peso de água
Deixe descansar Inocule o leite resultante no tanque
por 30 minutos
de fermentação
Água ou mosto?
A levedura da Fermentis pode ser re-hidratada com água estéril ou mosto
estéril. Qualquer que seja o material escolhido, é obrigatório que seja garantida sua esterilidade.
Depois que o mosto é fervido por no mínimo 15 minutos, colete o volume necessário para re-hidratação e deixe esfriar até a temperatura
necessária. Re-hidrate a levedura por 30 minutos. A re-hidratação deverá terminar ao mesmo tempo em que iniciar a transferência do mosto
para o tanque de fermentação. Inocule-o imediatamente no tanque
após verificar a temperatura do mosto.
Temperatura na fermentação
A temperatura é um importante fator para o sucesso da fermentação. A
temperatura recomendada (consulte a embalagem do produto ou folhas de
especificações) de cada cepa deve ser respeitada. Quanto mais quente a
temperatura no início da fermentação, mais rápido iniciará a fermentação.
O uso de temperaturas máximas para sua fermentação aumentará a formação de ésteres ou diacetil. Recomenda-se a regulação de temperaturas para
controlar as temperaturas superiores. Também para a reabsorção de diacetil pode ser necessário no final da fermentação permitir que a temperatura
suba. Baixas temperaturas deverão ser usadas no final da fermentação para
alcançar uma boa floculação de levedura.
LAGER TÍPICA
ALE TÍPICA
Temperatura de início
12°C
18-20°C
Temperatura máxima
15°C
21-23°C
Temperatura de descanso
de diacetil
Temperatura
de resfriamento
15°C para 24-48 horas
Reduzir temperatura de 20°C
para 16-17°C por 24 horas
1-5°C resfriado e filtrado
0-12°C por barril condicionado
1-3°C
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LEVEDURA e fabricação de cerveja
mg/l
°P ou ° C
Tempo em horas
Tempo em horas
°Plato (°P)
Temperatura(°C)
Diacetil em mg/l.
Efeito do oxigênio
O oxigênio é necessário para garantir uma multiplicação saudável de células. A oxigenação é obtida com o enchimento até o topo e esguicho de
mosto contra a parede do fermentador, aeração ou injeção direta de oxigênio. Geralmente recomenda-se fazer oxigenação no mosto resfriado. Neste
estágio, é essencial a higiene, pois podem se desenvolver bactérias na aeração. O oxigênio só deve ser acrescentado nas primeiras doze horas de fermentação (9 ppm). O acréscimo de oxigênio no final da fermentação
aumenta os níveis de aldeído e amplia a formação de diacetil. Altos níveis
de oxigênio suprimirão a produção de ésteres. Foi notado que o oxigênio
pode aumentar as concentrações de SO2 em alguns mostos.
Recuperação de levedura após a fermentação e reinoculação
A recuperação de levedura após a fermentação e reinoculação é possível se
a contagem de células for controlada de sorte a fornecer os níveis corretos
de inoculação de levedura. Com o intuito de controlá-los, serão necessários
equipamentos de Laboratório. Da mesma forma e usando os mesmos equipamentos, bactérias podem ser removidas por lavagem com ácido em condições cuidadosamente controladas. Em caso de reinoculação, a levedura não
deve ser armazenada fora da cerveja por períodos maiores, até em baixas
temperaturas, pois os níveis de glicogênio da levedura cairão causando fermentações lentas.
A mutação da levedura ocorre rapidamente em ambientes de fermentação.
A reinoculação pode ser uma operação delicada e pode causar problemas de
qualidade de cerveja em termos de sabor, decantação de leveduras, absorção de diacetil.
Os efeitos da reinoculação podem ser vistos apenas em 3 a 5 cozimentos especialmente em relação à reabsorção de diacetil. Para cervejas ale que são
mais saborosas, os níveis de diacetil são menos críticos.
Pressão Máxima de Fermentação
Se for aplicada pressão superior a 1 bar, é visível uma formação de ésteres
mais altos, o que pode também ocorrer em tanques altos de fermentação
devido à pressão hidrostática. Por outro lado, tanques abertos ou rasos
abaixarão os níveis de ésteres.
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Características da levedura
Cada cerveja possui suas características particulares. Independente de
desejar fazer uma mild ale [ale suave] ou uma stout [cerveja preta forte],
notas de sabor ou éster resultantes de seu cozimento serão diferentes.
A Fermentis classificou suas diferentes leveduras para ajudá-lo a descobrir qual delas está melhor adaptada a sua próxima produção de cerveja.
Com base nas características da cerveja e levedura, a tabela mostra como
a série da Fermentis pode ser utilizada para produzir uma série de estilos
de cerveja . A levedura deve ser escolhida com base em suas características funcionais e em como influenciará a cerveja.
Ale
Safale
Lager
Saflager
Cervejas especiais
Safbrew
8
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W-34/70
S-189
S-23
le
S-04
Ordinary Bitter [amarga comum], English Pale Ale [Ale clara inglesa], Indian Pale
Ale [Ale clara indiana], Scottish Ale [Ale escocesa], Light Porter, Classic Stout
K-97
Ale, Wheat Beers [cervejas de trigo]
US-05
Kölsch, Mild Ale [Ale suave], American Pale Ale [Ale clara americana],
Brown Ale [Ale marrom], Scottish Ale Light [Ale leve escocesa], Porter,
Classic Stout [Stout Clássica]
S-23
Dortmunder
S-189
Bock, Dark Munich [Munich escura], Doppelbock
W-34/70
Pilsner, Light Munich [Munich leve], Vienna [de Viena], Marzenbier, Oktoberfest
S-33
Scottish Ale Export & Strong, Foreign Stout [Stout Estrangeira], Barley Wine [vinho
de cevada], Strong Bitter [Amarga Forte]
T-58
Stout, Barley Wine, condicionada em barril e garrafa
WB-06
Wheat Bier, Weizen Bier
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Dicas de Uso
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Fe
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e
Se o mosto não atenuar
completamente, há duas áreas
possíveis de preocupação:
a) Sala de cozimento
b) Fermentação
Experimente acrescentar levedura seca nova da mesma
cepa em uma quantidade pequena de mosto e arejar vigorosamente. Deixe em uma sala quente por 24 horas e verifique
ce
novamente a gravidade para saber se o mosto pode fermentar
e dia til
d
mais. Se puder trocar a geração da levedura por uma nova,
o
corrigirá o problema. Se não houver mudança, o mosto não pode
ç ã F Deixe descansar a uma
ser fermentado completamente e a culpa é dos procedimentos
temperatura mais alta por 24-48
da sala de cozimento/matérias-primas que levam a um mosto
horas para permitir a redução.
não fermentável.
F Se houver suspeita de alto teor de diacetil,
Se for percebido que um cozimento possui fermentação
agite levemente com nitrogênio
lenta, descarte a levedura e inocule outra geração.
Evite inocular levedura recoberta de fermentações
ou CO2 (não oxigênio). Isto irá re-suspender
de gravidade muito alta, se possível.
a levedura na cerveja, acelerando a redução. Deixe
a
nt
d
e
ad
or iginal (°Pla
to
Antes da
)
vi
decantar novamente no resfriamento.
F Não inocule levedura de geração anterior ou
levedura que anteriormente teve fermentação
lenta pois a reabsorção é mais rápida
com uma levedura saudável.
Gra
o
atenuação? Em fer
e
d
me
ite
nt
lim
aç
ia em
Como
ár
nd
cu
se
det
erm
in
Se optar por fazer a fermentação
ã
secundária, seja em garrafa ou barril,
é fundamental determinar o limite de atenuação
para alcançar o teor certo de dióxido de carbono
na garrafa ou barril.
Segue um teste simples para fazer em cada tanque
de fermentação logo após inocular a levedura para determinar
o limite de atenuação. Este teste pode ser feito facilmente
em 750 ml:
F Encha uma garrafa esterilizada de 750 ml com mosto.
F Adicione uma colher de chá de levedura usada na fermentação principal e acrescente um tampão de algodão.
F Agite vigorosamente
F Armazene a temperatura ambiente (20-25°C)
F Meça a densidade após 24 horas
F A cada 24 horas, meça a densidade.
Após manter-se o mesmo por dois dias seguidos, chegou-se ao limite de atenuação.
ar
o
fermentação, meça a
gravidade específica de seu
mosto usando um hidrômetro. Nesta
medição, seu mosto precisa esfriar a
20°C. Graças a nossa planilha de
fermentação, é possível acompanhar
a evolução da gravidade a cada
dia da fermentação. Lembre-se:°P
= Gravidade Original/4
(cf. glossário).
garrafa ou ba
rril.
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pH
As medições de pH são
feitas geralmente a 20°C.
A primeira medição deve ser processada
no final da sacarificação (feito a 72°C).
O pH do mosto de cerveja deverá estar entre 5,2 e
5,4. Se estiver acima de 5,4, pode ser adicionado
progressivamente um pouco de ácido mineral (HCl ou
H2S04) ou ácido orgânico (ácido lático). A segunda
medição deverá ser processada antes da fervura (100°C)
e o pH deverá estar então entre 5,0 a 5,2.
Se o pH for o acima, corrija com ácido. Neste estágio, o
mosto é muito quente, então precisa ser resfriado muito
rapidamente.
Ao medir o pH, lembre sempre de resfriar a mostura
relativamente rápido (antes do último estágio
de mosturação, o que ocorre com freqüência a 78°C). Obs: Se utilizar malte
acidificado, não adicione
ácido.
ci
a
osto
m
d eDurante a filtragem/la-
Tr a n
sfe
rê
n
vagem, pode ser notada perda
de calor do mosto. Isto ocorre
durante a transferência do mosto da tina
de mosturação até a tina de filtragem. É possível evitar isso aquecendo as diferentes tinas
antes de cada transferência. Também evitará que
o bagaço forme um tipo de geléia. Evite também
o resfriamento da mostura durante a filtragem.
Aviso: às vezes pode ser necessário aspergir
mais uma vez para obter o volume final
do mosto: 1 Kg
de bagaço retém
0,90l de mosto.
d
Me
diç
ão
de
o
de co nversão
o
d
i o Após a sacarificação d e
a
te
Te s
n
ie
o
Hig
id
ária
em garrafa ou bar
11
m
(mosturação), para verificar se o
amido foi convertido em açúcares
fermentáveis, use uma solução de iodo. Tire
uma amostra de mosto a 72°C
e coloque-a em um prato de porcelana.
Em seguida, deposite uma gota de solução de iodo
ejaria
er v
e observe o resultado. Se a coloração do mosto
c
A higiene é essencial
da
ficar azul, a sacarificação não acabou: ainda há
e em todas as salas de fermentação.
amido. É preciso ficar alguns minutos mais a
Alguns truques para ter a melhor higiene:
72°C. Se a coloração for amarela, todo o
Inocule o mosto tão logo possível, após sua
amido foi convertido em
temperatura estabilizar. Use esterilização terminal
em tanques limpos. Sempre verifique se as saídas e a
açúcares.
válvula do tanque estão limpas, enchendo-o com
detergente. Após limpar os tanques, estes devem ser
mantidos vedados. Use um tanque de enxágüe higiênico
para lavar seus utensílios. Para os que trabalham em
tanques abertos, se for possível uma infecção a partir do
ambiente (pó, prédios antigos, moscas) cubra o tanque
com folhas de polietileno presas firmemente.
Faça alguns orifícios de ventilação para permitir
a evacuação de gás. Não re-aproveite a levedura.
Use sempre nova levedura
para sua fermentação
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Glossário
Algumas definições para aprender mais sobre fermentação..............................
A
AAU (Unidade de Ácido Alfa): Medição do potencial amargor do lúpulo,
expresso por seu percentual de ácido alfa. Baixo: 2-4%; médio: 5-7%; alto
8-12%.
Álcool por Volume (v/v): O percentual de volume de álcool por volume de cerveja. Para calcular o teor aproximado do volume, aplique o seguinte método:
Gravidade original (GO)- Gravidade Final (GF) = X
% v/v = X / 0,0075
Ale : Historicamente, uma bebida de malte não lupulada. A Ale é utilizada
atualmente como um termo genérico para cervejas lupuladas produzidas por
alta fermentação.
Aspersão: borrifo de bagaço na mostura com água quente para remover o
açúcar remanescente do malte.
Atenuação: Medição da quantidade de açúcar no mosto que foi fermentado
pela levedura em álcool e gás carbônico.
riginal Gravity
C
Carbonatação: Processo de introdução de gás carbônico em um líquido por
meio de:
F injeção de gás carbônico na cerveja acabada;
F adição de cerveja de fermentação jovem à cerveja acabada para uma
renovação da fermentação;
F priming no mosto fermentado antes de engarrafar e criação de uma
fermentação secundária na garrafa;
F término da fermentação sob pressão.
Cor: Há dois métodos analíticos distintos SRM (Método de Referência Padrão) e EBC (European Brewery Convention) para medir a cor do mosto e da
cerveja. As unidades do SRM são equivalentes a graus Lovibond e são utilizadas pela Associação de Químicos Cervejeiros dos Estados Unidos (ASBC:
Association of Brewing Chemists). EBC são unidades européias.
EBC /1,97 = SRM
D
Densidade: Medição do peso de uma solução comparado ao peso de um
volume igual de água pura.
Dimetilsulfeto (DMS): Um importante composto com enxofre oriundo do
malte. Em níveis baixos, o DMS acrescenta um caráter torrado e em altos
níveis, adiciona sabores de milho ou repolho.
12
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o.....................................................................................................................
E
Ésteres: compostos aromáticos da fermentação constituídos de um ácido e
um álcool. Os principais ésteres são: acetato etílico - odor e paladar frutado – acetato de isoamila – éster de banana – e hexanoato de etila. As
cepas de leveduras de alta fermentação são preferidas por sua capacidade
de produzir determinadas misturas de ésteres.
F
Floculação: Um processo muito importante que faz a levedura sedimentar
no fundo do fermentador no final da fermentação. A floculação inicia normalmente após todos os nutrientes serem usados.
G
Gravidade Final (GF): A gravidade específica que uma cerveja obtém
quando termina a fermentação.
Gravidade Original (GO): gravidade específica de mosto antes da fermentação. A gravidade original é a medição do total de sólidos dissolvidos no
mosto.
I
IBU (International Bitterness Units [Unidade de Amargor Internacional]): unidade padrão usada para medir a concentração de iso-alfa ácidos
em miligramas por litro.
L
Lager: Um longo período frio de fermentação e sedimentação controladas
após a principal fermentação ativa.
M
Malte: Cevada imersa em água, germinada e seca em fornos. Este processo
converte amidos insolúveis em substâncias solúveis e açúcares.
Mosto: Mosto doce é o extrato de mostura. Mosto amargo é a solução de
açúcar lupulado antes da inoculação.
Mostura - Mosturação: Processo de extração enzimática e conversão de
material solúvel de malte em mosto. Na mosturação de infusão, a conversão passa por diferentes fases: o repouso ácido, o repouso protéico, sacarificação e o repouso de filtro.
P
Plato (graus): Expressa a densidade de uma solução em gramas de sacarose
por 100 gramas de solução. Os graus Plato são medidos a 20°C.
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Anotações
14
Ingredientes
Minutos.
Tipo de mostura:
volume de água para lavagem (l)
Volume de mosto (hl):
Teste Iodo-Amido:
Cor (SRM/EBC).
Meta de OG oP
Temperatura e tempo de mostura
Mosturação.
Kg por hL
Malte e adjuntos
Nome da Cerveja:
Estilo da Cerveja:
No de fermentação:
°C
Gravidade (oP):
Tempo no whirlpool:
g/hl
Lúpulo/secagem
Taxa de evaporação (%) :
Hora inicial:
Fervura e lupulação.
% Acido IBU
Hora final:
Temperatura
(oC)
No da lavagem
Volume (l)
Hora final
Hora inicial
Filtragem/Lavagem
Data de cozimento:
Cerveseiro:
No de cozimento:
Planilha diário de Cozimento
tempo de adição
Tempo (minutos)
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Fermentador:
Volume de mosto:
Data de início:
Tipo de leveduras:
Geração:
Temperatura de fermentação (oC):
Taxa de inoculação (g/hl):
Gravidade original (oP):
Cor:
Data:
Cerveja jovem
Odor:
Cor:
Data:
Cerveja pronta para beber
Gravidade (oP)
Data final:
Pressão (bar)
Temperatura do tanque (oC):
Data inicial:
Maturação.
Temperatura do
tanque (oC)
Planilha de fermentação
Odor:
Sabor:
Data/hora
Sabor:
Paladar:
Descrição sensorial
Paladar:
Comentários
Ingredientes
Minutos.
Tipo de mostura:
volume de água para lavagem (l)
Volume de mosto (hl):
Teste Iodo-Amido:
Cor (SRM/EBC).
Meta de OG oP
Temperatura e tempo de mostura
Mosturação.
Kg por hL
Malte e adjuntos
Nome da Cerveja:
Estilo da Cerveja:
No de fermentação:
°C
Gravidade (oP):
Tempo no whirlpool:
g/hl
Lúpulo/secagem
Taxa de evaporação (%) :
Hora inicial:
Fervura e lupulação.
% Acido IBU
Hora final:
Temperatura
(oC)
No da lavagem
Volume (l)
Hora final
Hora inicial
Filtragem/Lavagem
Data de cozimento:
Cerveseiro:
No de cozimento:
Planilha diário de Cozimento
tempo de adição
Tempo (minutos)
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Fermentador:
Volume de mosto:
Data de início:
Tipo de leveduras:
Geração:
Temperatura de fermentação (oC):
Taxa de inoculação (g/hl):
Gravidade original (oP):
Cor:
Data:
Cerveja jovem
Odor:
Cor:
Data:
Cerveja pronta para beber
Gravidade (oP)
Data final:
Pressão (bar)
Temperatura do tanque (oC):
Data inicial:
Maturação.
Temperatura do
tanque (oC)
Planilha de fermentação
Odor:
Sabor:
Data/hora
Sabor:
Paladar:
Descrição sensorial
Paladar:
Comentários
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Índice
A Fermentis tem a satisfação de apresentar "Tips and tricks", seu guia sobre
levedura e fermentação especialmente
imaginado para cervejeiros artesanais.
O objetivo deste projeto é lhes proporcionar
dicas técnicas úteis e receitas genuínas para usar
nossos diferentes tipos de fermentos secos para cervejaria. Eles irão lhe fornecer os fundamentos básicos
para criar suas própria cerveja. Como cada cerveja é
especial e cada cervejeiro artesanal possui seus segredos, a
Fermentis escolheu receitas básicas para lhe propiciar a oportunidade de acrescentar seu toque pessoal. Nunca esqueça que a cerveja
que você produzirá dependerá das condições de fermentação definidas por
matérias-primas, água, equipamentos... Faça uma cerveja com a sua cara!
O conteúdo de nosso guia também pode ser baixado a partir da seção craft brewers [cervejeiros artesanais] no site www.fermentis.com. A seção recipe [receita] será baixada com novas receitas
regularmente. Ales, lagers ou receitas de cerveja especiais... visite nosso site para ver as novas receitas que
a Fermentis imaginou para você!

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