ÍNDIA, CHINA E JAPÃO – 2ª PARTE A China Os antigos chineses

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ÍNDIA, CHINA E JAPÃO – 2ª PARTE A China Os antigos chineses
ÍNDIA, CHINA E JAPÃO – 2ª PARTE
A China
Os antigos chineses costumavam designar seu país como Império do Meio, considerando-o o centro do mundo, uma ilha de civilização
rodeada por povos sem cultura. Localizada no Extremo Oriente, a China desponta como uma das maiores potências mundiais. É o
terceiro país do mundo em superfície e o maior em população (mais de 1,3 bilhão de habitantes).
A China é uma potência nuclear e desenvolve tecnologias de ponta, como a produção de satélites artificiais e de foguetes. Seu Produto Interno Bruto (PIB), de 3,4 trilhões de dólares em 2007, era, no mesmo ano, 2,5 vezes maior do que o brasileiro. Possui o maior
exército do mundo (cerca de 2,3 milhões de homens) e é membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações
Unidas (ONU).
Os primeiros povoadores
O povoamento inicial no Vale do Rio Hoang-Ho (Amarelo) se explica pela fertilidade do solo, favorável à agricultura.
Durante centenas de anos, as enchentes do rio e os ventos do deserto depositaram no solo uma camada de loesse, argila que deu o
tom amarelado e o nome ao rio. Percebendo que o loesse era um bom fertilizante, os primeiros povoadores fixaram-se nas planícies
às margens do rio, onde iniciaram o cultivo da terra. Mais tarde, construíram canais de irrigação e diques para controlar as cheias do
Hoang-Ho. Essa prática é semelhante à que os antigos egípcios desenvolveram para aproveitar as enchentes do Rio Nilo.
As aldeias agrícolas deram origem a povoados, que mais tarde se transformaram em pequenos Estados governados por chefes políticos independentes. Depois, alguns desses pequenos Estados dominaram outros e tomaram-se reinos poderosos, de governo hereditário, dando origem ao que chamamos de dinastia.
A dinastia Chang
A primeira dinastia historicamente comprovada foi a Chang, que, segundo pesquisadores, governou do século XVIII a.C. ao século XII
a.C. São desse período os mais antigos registros conhecidos da escrita chinesa, que provavelmente havia sido criada séculos antes. A
produção do bronze, a cerâmica, a tecelagem da seda e outros tipos de artesanato também se desenvolveram nessa época. Por volta
de 1120 a.C., os Chang foram tirados do poder pelos Chou, uma poderosa família do oeste que vinha expandindo seus domínios havia
muitos anos.
A dinastia Chou
Essa dinastia governou por quase mil anos, embora seu poder já mostrasse sinais de enfraquecimento no século VII a.C. Nessa época,
as famílias nobres que governavam cidades ou regiões começaram a ampliar seus domínios, formando principados. No período final
da dinastia Chou, o rei havia se transformado em uma figura decorativa: a China estava dividida em sete principados independentes
que viviam em conflito permanente. Em 221 a.C., a família que governava Chin derrotou os outros principados e assumiu o poder na
China.
O Império Chin
O rei de Chin, Chi Huang-Ti, assumiu o poder e logo buscou ampliar a própria autoridade e diminuir a dos nobres. Adotou para toda a
China a mesma escrita e as mesmas leis, além de um sistema único de pesos e medidas. Dividiu o território em províncias e obrigou os
antigos chefes dos principados a se mudar para a capital e a entregar suas armas.
Com essas e outras medidas, Chi Huang-Ti transformou a China em um Estado unificado, com o poder centralizado no governante.
Por isso ele é considerado o primeiro imperador, de fato, da China. O Império Chin ficou conhecido também pelo início da construção
da Grande Muralha da China, uma obra grandiosa de engenharia, com cerca de 6.400 quilômetros de extensão. Ela foi erguida para
barrar as invasões de tribos nômades da Ásia central, como os hunos e os mongóis.
A dinastia Han
Pouco depois da morte de Chi Huang-Ti, ocorrida em 210 a.C., o território chinês passou a ser governado pela dinastia Han. Os Han
consolidaram o Estado imperial e estenderam suas fronteiras até a Ásia central e o Sudeste Asiático.
A sociedade chinesa
Os primeiros núcleos urbanos chineses já eram densamente povoados. Pesquisadores estimam que Chang-An (Xian), capital da dinastia Han, tinha aproximadamente 1 milhão de habitantes. No período Han, os nobres e os comerciantes ricos viviam perto dos palácios,
no coração da cidade, enquanto a população pobre espremia-se na periferia. Os mais afortunados habitavam amplas casas de dois
pavimentos. Já os trabalhadores urbanos e os camponeses moravam em casas pequenas, com pouca ventilação.
Apesar das diferenças sociais, uma questão cultural unia os chineses: a reverência à família, um dos princípios do confucionismo. Muitos estudiosos explicam a continuidade da civilização chinesa pela posição central ocupada pela família, que teria sido capaz de conservar sua coesão mesmo em meio a tantos conflitos e perturbações políticas.
O comércio
Como em outras civilizações, de início os chineses praticavam o escambo, isto é, a troca direta de mercadorias sem o uso de moedas.
Mais tarde, em locais e épocas diferentes, moedas, barras e peças de ouro e de bronze foram usadas nas relações comerciais.
Durante a dinastia Han, os chineses mantiveram um intenso comércio com o Ocidente: tinham interesse especial por vidro, pedras
preciosas e perfumes e exportavam principalmente especiarias e seda. Havia diversas rotas de comércio, e dentre elas se destacou a
chamada Rota da Seda.
O conhecimento técnico
Desde a dinastia Chang, há mais de 3.000 anos, os chineses conheciam a técnica de produzir seda com motivos em alto-relevo. Nos
séculos seguintes, o Império do Meio inventou instrumentos e desenvolveu muitas outras técnicas que ainda hoje fazem parte do
nosso dia-a-dia: as pipas de empinar, a bússola, o sismógrafo, a porcelana, os palitos de fósforo, a pólvora, os fogos de artifício, o
carrinho de mão, o guarda-chuva, o papel, o papel-moeda, a fabricação de aço e ferro fundido, além de produtos e técnicas medicinais
como as primeiras vacinas e a acupuntura.
Japão
Também situada no Extremo Oriente (como a China), a civilização japonesa desenvolveu-se em um arquipélago do Pacífico, a nordeste da China. Durante muitos séculos, caracterizou-se como um complemento da civilização chinesa, mas por volta do ano 1000 d.C.
adquiriu uma fisionomia própria. Hoje o Japão está entre as grandes potências econômicas do planeta e sua cultura foi muito disseminada por levas sucessivas de imigrantes que se fixaram no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países.
A cultura
Os mais antigos vestígios de ocupação do arquipélago japonês datam de aproximadamente 8000 a.C. e sugerem a existência de grupos que sobreviviam, fundamentalmente, da caça, da pesca e da coleta de frutos e raízes.
Em meados do século III a.C., o Japão passou a receber levas de diferentes povos vindos do continente. A partir do contato com esses
grupos, os japoneses desenvolveram a agricultura e a técnica de construir diques e canais de irrigação, aprenderam a fundir o bronze
e o ferro e adotaram a organização em clãs.
No século V d.C., o clã Yamato controlava quase todo o Japão e começou a estabelecer um governo imperial. O Estado que se desenvolveu foi muito influenciado pela cultura chinesa. Por exemplo: os japoneses passaram a utilizar a escrita chinesa e a própria língua
japonesa absorveu muitos elementos do idioma falado no continente.
Outro elemento cultural levado para o Japão foi o budismo, introduzido no século VI d.C. Após um breve conflito inicial, a nova doutrina coexistiu com o xintoísmo, a religião tradicional japonesa.
No século X, esses diversos elementos culturais já estavam mesclados em uma cultura única. Um ponto fundamental para esse processo foi o desenvolvimento de duas escritas genuinamente japonesas, embora baseadas na escrita chinesa.
Outro elemento cultural que surgiu nessa época foi a figura do samurai, o guerreiro do antigo Japão. Os samurais teriam um papel
cada vez mais importante nos séculos seguintes e se tornariam um dos símbolos mais marcantes da cultura japonesa.

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