Maria Feliz - XVIII Congresso de Medicina Popular

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Maria Feliz - XVIII Congresso de Medicina Popular
XXVIII CONGRESSO DE MEDICINA POPULAR DE VILAR DE PERDIZES
Maria Feliz
- Aconselhadora na Medicina Natural
- Autodidacta na ciência das plantas e na
medicina antiga;
- Formadora
- Presidente da Associação Pró Hildegarda
von Bingen
o Em 1979 troca a vida profissional pela vocação
o Desde então que trabalha em Medicina Natural e todos os seus produtos são
feitas artesanais
o Dá consultas gratuitas
o Vive desde 1986 em Portugal onde fundou 11 anos depois, juntamente com
feliz, a Albergaria Sta.
Hildegarda que mudou 2012 à EREMITAGEM
o Participou desde 1993 no congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes,
com palestras e exposições
o Em 1999 é constituída a Associação Pró Hildegarda von Bingen, juntamente
com feliz
o Desde 2002 que é convidada por escolas, na qualidade de palestraste e para
acções de várias formações entre outros sobre: “Sabedoria Popular”, “Inter-
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ÁreasTerapêuticas”, “Ervas Medicinais”
“Um modo de Vida”, projetos de
promoção e educação para a saúde
o Em 2003 a Associação desenvolve um novo projecto, o Jornal “Apelo da
Terra”, no qual Maria Feliz desempenhou funções de Directora durante 2 anos,
numa tentativa de acordar o povo português e tocar o Alerte
o Em 2006 frequentou o Curso de Formação de Formadores ministrado pelo IPJ
– Instituto Português da Juventude
o Orientou acções e sensibilizações entre outros no Auditório do Centro de
Informação e Interpretação de Vila Real, integrada num curso EFA – Educação
e Formação de Adultos – nível B3, promovido pelo Centro Social e Paroquial
de S. Tomé do Castelo
o Realizou uma sessão de sensibilização intitulada “Uma diferente filosofia de
Vida/Viver e Amar a Natureza” do curso EFA B3, de Práticas Administrativas,
promovido pela Associação Comercial e Industrial de Vila Real
o Desde 2006 está ao público no Mercado Municipal de Vila Real para dar apoio
o povo com os seus produtos e conselhos (às Sextas Feiras de manhã)
o Desde juventude que ocupa com os estudos da medicina antiga e Medicina
Popular. Entre outros do Codex Bambergensis Medicinalis 1 de Século VIII,
Paracelsus e Hildegard von Bingen
o Em 2012 realizou juntamente com feliz um vídeo – Os Felizes – MystikEuropa
–
o Desde algum tempo ocupa com estudos e práticas de Alquimia Vegetal –
Espagíria
o 2013 organizou um seminário na sede de Associação “Medicina de Paracelsus”
– um intercambio sobre conhecimentos, eperiencias e investigações dos
remédios da Idade Media com membros de uma Associação alemã
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o Em 2013 realizou em conjunto o feliz e o jornalista José Paulo Santos o
documentário “Além da sala de espera” que foi apresentada em 2014 no
programa “Curtas Extra Concurso” de Festival European Short Films
Amarante
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ALQUIMIA VERDE – ESPAGÍRIA VEGETAL
É estranho que, contrariamente ao que acontece, por exemplo, com a
homeopatia, remédios espagíricos não sejam conhecidos em Portugal.
A Espagíria existe há bastante mais tempo que a homeopatia e é
interessante verificar que tanto na medicina tradicional chinesa como na
Ayurveda se encontram os mesmos princípios alquímicos existentes na medicina
tradicional europeia, a Espagíria.
A Espagíria é um antigo processo de produção de remédios globais isentos
de efeitos secundários.
Através dos seus métodos de trabalho, o espagírista associa a eficácia de
plantas, minerais, metais e animais (p. ex. corno de veado) no plano da
substância, da alma e do espírito, para assim ser possível atingir toda a sua força
curativa. O objectivo do processo é a purificação e o aumento da eficácia.
No universo das plantas medicinais, “alquimia verde” é a aplicação de
conhecimentos e métodos alquímicos ou paraquímicos milenares, que têm como
objectivo a preparação de tinturas, essências e outros produtos,
preferencialmente a partir de plantas e ervas.
Existem actualmente muitos e variados sistemas de remédios espagíricos
"modernos". Por esse motivo, as regras para a sua produção também são
diferentes, o que se vai reflectir nas suas possibilidades de aplicação.
Quem actualmente trabalha segundo o sistema espagírico recorre ainda a
alguns processos de produção originais dos antigos filósofos e médicos.
Infelizmente, são já muito poucos os espagíristas que produzem os seus
remédios segundo a "Mestra Natureza".
O médico alemão da Idade Média Theofrastus Bombastus von
Hohenheim, que viveu aproximadamente entre 1493 e 1541 e se auto intitulava
PARACELSUS, é conhecido como o fundador da espagíria na Europa.
Paracelsus não foi apenas médico, mas também filósofo, teólogo, astrólogo,
naturalista e alquimista, tendo produzido diferentes remédios ao longo da sua
vida, desde simples preparações de ervas oriundas da medicina popular até
famosas preparações altamente complexas de plantas, metais, animais (por
exemplo, veneno de cobras) ou pedras preciosas. Isso tem de ser entendido
como um altíssimo escalão de arte hermética, que não deve ser confundido com
a ideia histórica da "arte de fazer ouro". Aqueles que então curavam
verdadeiramente quiseram diferenciar-se, adoptando a designação de
"espagíristas".
Os primeiros passos da verdadeira arte hermética ainda hoje são
desconhecidos, embora se saiba que as formas de preparação herméticoespagírica eram já do conhecimento de muitas culturas antigas, como por
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exemplo, na antiga China, na Índia e entre os antigos Egípcios. A medicina
indiana Uñani foi levada pelos muçulmanos para a Índia, constituindo um
avanço da antiga medicina grega. A alquimia das escolas ocidentais surgiu
principalmente da tradição egípcia. Os Árabes foram os principais agentes da
transmissão da alquimia teórica e prática aos Europeus, que vieram a fundi-la
com a tradição cristã. Entre as fontes históricas europeias sobressaem os escritos
de PARACELSUS, havendo até vários institutos que têm o seu nome.
Da medicina popular, conhecemos, entre outros produtos, chás
medicinais, cataplasma, pomadas, xaropes, óleos e tinturas. Enquanto na
preparação de tinturas simples os resíduos de plantas após a extracção não têm
qualquer outra utilização, preparações espagíricas de plantas mantêm sempre os
sais obtidos por incineração seguida de calcinação dos resíduos das plantas.
Esses resíduos, por sua vez, eram tornados visíveis mediante um determinado
processo e utilizados para a preparação do remédio. A experiência tem mostrado
que esses sais possuem grandes poderes curativos, pelo que também são
frequentemente utilizados sozinhos.
Tal como todos os métodos alquímicos de preparação, a espagíria
considera os três "PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS", também designados de
"ESSENCIAIS", como sendo os suportes essenciais das forças curativas. A estes
três essenciais foram dados os nomes de "MERCÚRIO", "ENXOFRE" e "SAL",
mas não devem ser confundidos com o significado corrente dessas palavras na
química dos nossos dias, pois são de certo modo apenas pseudónimos ou
disfarces.
Actualmente é habitual que tudo o que é oculto nos seja explicado com
uma aparente ligeireza. A mente das pessoas encontra-se por assim dizer
bloqueada para pensar de uma determinada maneira; os antigos mestres da arte
utilizavam tais conceitos com a intenção de obrigar a mente a concentrar-se nos
símbolos, até que a sua sementeira amadurecesse na psique, permitindo, por fim,
a colheita do fruto da cura.
Através de processos especiais ao longo de vários meses, e considerando
sempre a posição da Lua e dos planetas, esses essenciais podem ser extraídos
das espécies utilizadas para esse fim (SEPARAÇÃO). Seguidamente é feita a
limpeza (PURIFICAÇÃO), para se chegar à fase final, que é a nova união
(COOBAÇÃO ou CASAMENTO QUÍMICO). Após essa união há a exaltação
através da "PELICANIZAÇÃO", com a qual o remédio é levado a um nível
subtil da matéria e da energia. A Ciência ainda hoje não consegue explicar por
que motivo uma "PELICANIZAÇÃO" ‒ e especialmente a ritmada ‒ conduz a
uma elevação do produto.
Todos estes métodos milenários de execução nada fácil são utilizados por
espagíristas para a obtenção de uma essência espagírica de acção
verdadeiramente global para o corpo, para a mente E também para a alma.
A terapia espagírica é aplicada no caso de doenças graves, inflamações,
problemas crónicos, ferimentos e chagas, doenças gerais e do foro anímico,
como medicina preventiva e também na cosmética.
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A utilização dos remédios por via oral é feita com um pouco de chá, água,
caldo de carne ou vinho diluído numa colher ou num copo, a fim de se reforçar a
sua acção. Para a maior eficácia, estes produtos devem ser tomados meia hora
antes das refeições ou então entre refeições, mantendo-os alguns instantes na
boca.
A aplicação externa pode ser através de compressas, fricção, pomada,
compressa para os olhos ou algodão, sempre com o produto diluído de acordo
com as indicações de cada produto.
Esta resenha pretende, por um lado, aumentar o conhecimento sobre
remédios espagíricos em Portugal e, por outro, dar-vos a conhecer um mundo da
medicina verdadeiramente sem limites.
Graças à vida
Maria Feliz
Autodidata
Septembro 2014