Betti Grebler - Escola de Teatro da UFBA

Сomentários

Transcrição

Betti Grebler - Escola de Teatro da UFBA
Maria Albertina Silva Grebler (Betti Grebler) é bailarina, coreógrafa, fundadora e
diretora artística da Companhia de Dança Tran-Chan, que produziu mais de 15
espetáculos coreográficos e que foi premiada repetidas vezes pelos editais da
Fundação Cultural, Funarte e mais recentemente pela Secretaria de Cultura do
Estado da Bahia para o Edital de Manutenção de grupo. A Companhia se
apresentou no Brasil, Chile (Espaço Oz e Estacion Mapocho), Alemanha
(TanzTangente) e Estados Unidos. Neste país também fez residências no MTI
(Movement Theater International) e no Painted Bride, na Filadélfia, e no La Mama,
em NYC. Entre seus espetáculos: Quase com certeza, Muito pelo contrário, A ponto
de..., Over-dose, Filtro absoluto, Sombra, Prosa Caótica, Dance Box, Coisas mudas,
O que o olho diz ao cérebro, Do lado de dentro. Além da criação e produção dos
espetáculos, Betti se apresentou como solista em várias de suas peças entre as
quais: Slowly, Prólogo pra meu beijo, Do lado de dentro, Jonas’s blues, E você não
manda em mim. Professora da Escola de Dança da UFBA nas disciplinas de
Técnicas da Dança Moderna e Contemporânea, Métodos e Técnicas da Criação
Coreográfica, Condicionamento, Treinamento Individual com o Método Pilates, e da
Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Teatro e Dança da Universidade
Federal da Bahia, lecionando Formas do Espetáculo, Coreografia, Seminários e
Tópicos Especias: Coreografia e Corporeidade. Responsável pelo Projeto de
pesquisa Coreografia e Corporeidade, coordenadora do Projeto de Extensão
universitária Pilates da casa.
Projeto de Pesquisa Coreografia e Corporeidade
Estudo relacionado à teoria, estética e história da dança, seus textos fundadores,
definições que originaram o conceito de coreografia e da arte da dança, e sua
evolução moderna e contemporânea. A arte coreográfica atual demonstra um
distanciamento acentuado em relação a seu desenvolvimento no século 20, quando
acumulou uma série de práticas processuais fundamentadas na improvisação e nas
aproximações com outras formas artísticas para geração de um material original de
movimento. Tendo surgido na virada do século 19, como uma arte nova e
insubmissa às regras da tradição clássica, a dança moderna assumiu um lugar de
destaque junto aos movimentos da vanguarda européia. Ela foi em sua origem
amplamente influenciada pelo pensamento do filósofo Nietzsche em sua crítica da
sociedade burguesa, e pela descoberta do inconsciente freudiano. Portanto, desde o
início, os criadores da dança moderna pensaram o corpo como um lugar de
confluência entre mente e corpo: este sobretudo, seria o meio de acesso às
camadas interiores do indivíduo. Desse modo, eles perseguiram a invenção de um
movimento ancorado na psicologia e na realidade do indivíduo. O trabalho pioneiro
dos primeiros criadores modernos se manifestou sob a forma de estudos de
movimento totalmente à margem da dança institucional, como uma busca de
corporeidades modernas. A Dança Moderna, assim como a Contemporânea,
operam na densidade de um corpo simultâneo e transmitem-se através da
exploração de linhas de pesquisa e na abordagem do movimento humano em sua
capacidade de destilar sua polissemia e duplicidade histórica para finalmente
mostrar-se como visão pessoal de um criador. Este, sem deixar de ser uma
corporeidade fabricada é também um fabricante de corporeidades que inventa a
partir de sua própria experiência psicomotora. Este projeto buscará a compreensão
de processos coreográficos através de obras originais e textos fundadores com o
intuito de repensar os caminhos tomados pelos coreógrafos modernos e
contemporâneos: seus textos, conceitos e obras servirão como um roteiro material
para abordar a teoria, a transmissão e a criação coreográfica no âmbito acadêmico
institucional de modo a associar as atividades de Pesquisa, Graduação e PósGraduação.
Destaques na produção acadêmica nos últimos três anos
Bibliográfica: Nos Anais da Abrace Corpo e encenação, os instrumento do ator e do
bailarino (2007); nos Cadernos do GIPE-CIT Dança Moderna e Tanztheater, a
gênese de uma forma coreográfica (2008), e colaborou com o capítulo Pina Bausch
e Maguy Marin, teatralidade e corporeidade contemporânea, no primeiro volume da
coleção Dança Cênica (Joinville: Editora Letra d’Água, 2008).