Dona Milá - Banco de Poupança e Crédito

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Dona Milá - Banco de Poupança e Crédito
Jornal
(Curiosidade)
DOBANCÁRIO
Ano 1 | Número 03 | Novembro 2009 | Director: Paixão Júnior Directores. Adjuntos: Sónia Antas e Filipe Makengo • www.bcp.ao
ABC
DO CHEQUE
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(Novas Técnologias)
COMÉRCIO
ELECTRÓNICO
Pág. 8>>
Pág. 16
Social
(Nossa gente)
Dona Milá
Homenagem
à Maria Eulália Martins
ENTREVISTA
AO DR. JOÃO NETO
DIRECTOR DA FÉNIX
Pág. 10>>
O JORNAL DO
BANCÁRIO ESTÁ
DE NOVO CONSIGO.
É UMA GRANDE
OPORTUNIDADE
PARA PARTILHARMOS
CONSIGO A GRELHA
DE INFORMAÇÕES
QUE LHE SUGERIMOS
NESTA EDIÇÃO
Ao longo da nossa viagem comunicativa encontrará certamente algumas notícias desactualizadas,
resultantes do atraso da publicação do nosso magazine. Por isso, pedimos as nossas sinceras desculpas,
na certeza de que o amanhã será melhor. Acredite!
Assim sendo, trazemos para o nosso leitor um interessante artigo sobre a beleza e cultura de Cabinda, através do qual tomará conhecimento das manifestações
culturais deste Povo, localizado no Norte de Angola.
Nesta edição, abordamos igualmente a problemática das crises das pontocom e dos fundos na década
de 1990 e veiculamos notícias sobre as inaugurações
das Agências de Kalandula (Malange), Zango I e II,
Camama e Kandjanguito (Huíla).
A reabertura do processo de concessão de crédito
retraído por alguns meses, devido a crise financeira e
económica que afectou largamente o mercado financeiro internacional, se reflectiu também na nossa economia; a participação do BPC na 26ª edição da Feira
Internacional de Luanda (FILDA), a saúde, o sorteio
de uma viatura, a organização do CAN 2010, a homenagem à Maria Eulália Martins (Dona Milá), a longa e
esclarecedora entrevista com o Director da Fénix, o
premio Literário António Jacinto que teve como vencedor o Escritor Batchi constituem matérias do Jornal,
que ora lhe apresentamos.
Ficha Técnica
Propriedade
Banco de Poupança e Crédito
Jornal do Bancário
Sede
Largo Saidy Mingas, Luanda
República de Angola
222372529 | Fax 393790
E-mail
[email protected]
Número de Contribuinte
0003556/00-0
Registado no Ministério
da Comunicação
Social Sob o número
MCS-489/B/2008
Edição
Banco de Poupança e Crédito
Director
Paixão Júnior
António Panguila
3
Directora Adjunta: Sónia Antas
Fotos
Direcção de Marketing e Imagem
Redactores
Ogueth Rosa, Silvio Costa,
Rildo Manuel, Valdemiro João,
Marilina de Freitas e Mário Dialamicua
Coordenação e Produção
Direcção de Marketing e Imagem
Design
Sofia Marques
Impresão
Edições de Angola
(Curiosidade)
ABC do cheque
(Por: Edson Pinto de Almeida | Extracto retirado da internet)
O cheque é, disparado, o meio mais utilizado na hora
de pagar do pão na padaria a compra bilionária de uma
empresa num leilão de privatização.
• A origem: de onde vem o nome? Há controvérsia
sobre o surgimento da palavra. Para os franceses,
vem do inglês to check (conferir). Já os ingleses
devolvem a bola, alegando que vem de Échiquier,
em francês, que quer dizer tabuleiro de xadrez –
que corresponderia ao formato das mesas usadas pelos primeiros banqueiros. De toda forma,
sabe-se que franceses e ingleses foram os primeiros a legislar sobre o cheque, no século XIX.
• Conta conjunta: a responsabilidade do cheque sem fundos numa conta desse tipo é de
quem assina, e não de ambos. Por isso é sempre bom verificar o saldo, para não descobrir
tarde demais que a mulher (ou o marido) já
gastou tudo.
• Cheque ou dinheiro?: o cheque é uma ordem
de pagamento à vista (um título) e não substitui
o dinheiro, que é a moeda legal corrente no país.
Ninguém é obrigado a aceitar cheques, embora
essa seja a prática mais comum. Os próprios bancos não aceitam cheques de outras instituições
para pagamento de contas. Caso um comerciante
se recuse a aceitar um cheque seu, não há nada a
fazer. É direito do comerciante.
• Cheque cruzado: é aquele que, por meio de dois
traços paralelos riscados, só é válido para depósito
em conta corrente. Não pode, portanto, ser descontado no caixa. Se o nome do banco estiver indicado entre os dois traços significa que o cheque
só pode ser depositado naquela instituição. Outra
forma de impedir que o cheque seja descontado é
escrever no verso “para crédito em conta”. Nesse
caso, ele vale só para a conta da pessoa que recebeu o cheque, quando for nominal.
• Cheque em branco: a lei só protegerá o emitente
de cheque em branco caso o documento tenha
sido obtido de forma ilícita.
• Cheque em moeda estrangeira: se você receber um cheque em dólar, pode depositá-lo em seu
banco. Basta apresentar comprovantes da origem
do pagamento e endossá-lo. Ele será descontado
em reais na cotação do dia.
• Cheque nominal: é uma garantia para quem
o emite, pois evita que vá parar em mãos erradas e seja usado, por exemplo, para lavagem de
dinheiro.
• Cheque visado: é obtido junto ao banco, que dá
garantia de que seu pagamento será honrado. Para
visar o cheque, e portanto garanti-lo, o banco faz a
devida reserva do valor estipulado com o dinheiro
disponível na conta do emissor.
• Corrida pelos fundos: se dois cheques chegarem ao mesmo tempo na compensação e não
houver dinheiro suficiente para pagar a ambos,
o banco confere primeiro a data. O mais antigo
recebe antes. Se as datas forem iguais, aquele cujo
número de série for menor leva a quantia.
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• Cheque sem fundos: pelo Código Penal,
a emissão de cheque sem fundos pode
ser interpretada como crime de estelionato, passível de prisão. Além disso,
cabe sobre ele uma acção executiva com
penhora de bens.
(Notícias em Destaque)
BPC, arrasta muitas
pessoas ao Stand Filda
2009
UMA BOA NOVA
PARA OS CLIENTES
O Banco de Poupança e Crédito, fez-se presente na
26ª edição de Feira Internacional de Luanda, que se
realizou de 14 à 19 de Julho de 2009, com variadíssimas atracções sob o lema “Os desafios do Agronegócio”.
Ao longo dos dias da FILDA, as muitas pessoas que
visitaram o stand BPC, tiveram a oportunidade de preencherem uma ficha e responder à um questionário
por escrito, habilitando-se ao sorteio de uma Viatura
Spark e a cinquenta mil kwanzas.
Em ternos de instituições bancárias presentes no
recinto da FILDA, o BPC foi o que mais visitantes recebeu, segundo uma fonte presente no local.
O BPC encerrou o último dia (Domingo), a sua participação na 26ª edição Feira Internacional de Luanda,
com o sorteio de uma viatura de marca Spark e de
um valor financeiro de cinquenta mil Kwanzas.
Para além dos produtos (BPC escola, Crédito Jovem,
micro-crédito BPC, BPC automóvel e BPC Crescer),
também foi possível fazer a consulta de saldo no stand
BPC e colher outras informações relativas aos produtos e serviços da instituição.
Uma das maiores atracções do BPC nesta edição da
Feira Internacional de Luanda foi a sua mascote “A
Galinha de Angola”. Justificando o porque da escolha, um dos responsáveis do BPC fez saber que tal como
a Galinha de Angola, o BPC acolhe os seus clientes
sem distinção, quer sejam eles pensionistas, estudantes e trabalhadores da função pública.
Em declarações à imprensa o Presidente do Conselho
de Administração, Paixão Júnior, referiu que a iniciativa visou partilhar momentos de alegria com os clientes do banco e visitantes que se deslocaram ao espaço
da instituição.
É o BPC - o Seu banco de sempre, melhorando o
atendimento aos seus clientes e dando passos firmes
para ajudar a erguer esta bela pátria que se chama
Angola.
Matala já tem BPC
No âmbito do seu programa de expansão da rede de
balcões, de serviços bancários e visando o melhoramento das condições de atendimento e comodidade
aos seus clientes e público em geral;
O BANCO DE POUPANÇA E CRÉDITO inaugurou no
dia 03 de Julho do corrente ano mais uma Agência
bancária nomeada; Kandjanguito, localizada no
Município da Matala - Província da Huíla.
que ira dar aos seus militares mas também a toda a
população da zona e aqueles viajam para o Kuvango,
Jamba, Menongue e outras localidades.
O protagonista do evento agradeceu ao BPC, à sua
Administração e Direcção Regional pelos esforços
empreendidos na construção do referido Balcão e
frisou o quanto é benéfico para os militares destacados na Matala que evitarão abandonar o quartel para
fazerem os seus movimentos bancários.
O Banco de Poupança e Crédito
(BPC) retomou, em Agosto último,
o processo de concessão de crédito, suspenso no princípio do ano,
devido a crise económica e financeira
mundial, informou o Presidente do
Conselho de Administração da instituição, Paixão Júnior.
Em declarações à impressa, no fimde-semana, Paixão Júnior, que não
revelou montantes disponíveis para
crédito, disse que o banco passou por um processo de ajustamento interno orientado pelo Banco
Central, tendo em conta a crise, pelo
que já se encontra em condições de
conceder empréstimos.
Segundo o Presidente do BPC, foram
feitos reajustes em função da revisão do Orçamento Geral do Estado
(OGE), nos planos de investimento,
nas taxas de juros e comissões, adiantando que paulatinamente a instituição vai voltar ao seu funcionamento
normal.
“Vamos continuar a ceder créditos,
mas não como no ano passado. Este
ano, estamos a trabalhar de forma
condicionada e vamos dar crédito
num ritmo menos acelerado”, disse
o responsável, garantindo que o BPC
vai continuar a oferecer todos os
seus serviços.
Presidiu o acto de inauguração s/ Exa. General Jorge
Barros N´guto, chefe de Estado Maior do Exercito.
Paixão Júnior adiantou que o banco
vai continuar a efectuar todos os
tipos de serviços nesta área como
o crédito social, escolar e adiantamento de salários, entre outros.
Na cerimónia estiveram presentes o General Apolo
Yakuvela, comandante da Região Militar Sul, Sr.
Manuel Capenda, Administrador Municipal da Matala
e neste acto a representar o Governador Provincial da
Huila para além de outras entidades militares e civis.
O General N´guto no seu discurso, fez alusão á importância do BPC naquela localidade não só pelo apoio
Apesar da crise, disse, os seus clientes dos anos anteriores, continuam
a realizar o seu reembolso, apesar
de se notar uma desaceleração por
parte de alguns clientes que, na sua
óptica, também estão a ser afectados
pela crise.
6 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
(Notícias em Destaque)
Viatura sorteada
pelo BPC
já tem dono
A viatura de marca Chevrolet, modelo spark,
azul metalizada sorteada pelo Banco de Poupança
e Crédito, na 26ª edição da FLDA, já tem dono.
O sortudo chama-se Daniel José Migueje e é natural
de Luanda.
Em declarações a imprensa na altura da entrega
da viatura, era visível a alegria estampada no rosto
do jovem.
Lembrar que o Banco de Poupança e Credito (BPC),
foi uma das instituições financeiras que mais recebeu
visitantes ao longo da 26ª edição Feira Internacional
de Luanda.
O BPC esteve a vender na FILDA os produtos BPC
escola, Crédito Jovem, Micro-crédito BPC, BPC automóvel e BPC Crescer, bem como colocou multicaixa
para consulta de saldos de conta, através de caixas
automáticas montadas no recinto.
O certame realizou-se de 14 a 19 de Julho sob o lema
“Os desafios do Agro-negócio”.
Mais agências
nos arredores de Luanda
O BPC abriu muito recentemente três agências bancárias nas lojas da rede PRESILDE, mais propriamente
nas chamadas lojas de proximidade Poupalá.
Tratam-se das agências Zango I, Zango II e Camana,
localizadas nos municípios de Viana e Kilamba-kiaxi,
respectivamente.
O Banco de Poupança e Crédito com a abertura dessas agências, faz jus a sua a posta em expandir os seus
serviços e produtos, bem como na melhoria de atendimento aos seus clientes.
Recordar que O Programa de Reestruturação do
Sistema de Logística e Distribuição de Bens Essenciais
à População (PRESILDE) tem como objectivo organizar e modernizar a actividade comercial em todo o
território nacional, de forma a ampliar a oferta de produtos essenciais à população e diminuir a pobreza.
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(Cultura)
Para além de ser um entontecimento de beleza singular em África, que entusiasma qualquer humano.
Cabinda defende a sua cultura com garra e determinação, não permitindo que a mesma desapareça e
fazendo de tudo para que ela se mantenha cada vez
mais forte.
A pala disto encontra-mos os BAKAMAS, que são grupos culturais com seitas próprias, localizados na província de Cabinda. Existem, segundo a história, quatro
conhecidos grupos de Bakamas, que são: os doKizo,
do Kinzazi, do Susu e do Ngoyo, sendo que alguns
deles encontram-se extintos e, dentre eles, o grupo
do Kizo é o mais conhecido e notável.
Os Bakama, caracterizam-se por total sigilo acerca dos
que estão por trás das mascaras e pelos seus rituais
sobrenaturais. Aparecem com frequência, em festas
históricas da cidade como folclore. São tidos como
um dos símbolos históricos dos povos de Cabinda.
Os homens que fazem parte desses grupos, não se
vem os rostos, eles aparecem sempre escondidos
por trás de mascaras pintadas, com o corpo todo
revestido por folhas de bananeiras secas e carregam
consigo uma vassoura feita com nervuras de folhas
de palmeiras. Detalhe importante é que nunca são
conhecidos os nomes das pessoas que estão por trás
das mascaras.
Cabinda
Beleza e Cultura
A Cultura de um povo
determina a fortaleza
do mesmo, pois um povo
sem cultura é considerado
desprovido de raízes.
Angola é um País que contém 18 províncias e cada
uma delas possui a sua cultura, penetrando um
pouco mais na definição de Cultura podemos defini
-lá como:
Acto, efeito de cultivar, desenvolvimento intelectual,
saber, utilização Industrial de certos produtos naturais, estudo, elegância, esmero, conjunto dos padrões
de comportamento, das crenças, das instituições e
de outros valores morais e matérias características de
uma determinada sociedade, civilização.
Dentro da diversidade cultural de Angola, encontramos hábitos e costumes diferentes, esta junção de
vários aspectos que marcam uma determinada sociedade é cultura.
Angola de Cabinda ao Cunene é um País rico e detentor de uma profunda e invejável cultura, pela sua fortaleza tem a capacidade de embebedar e levantar o
pelo de arrepio de quem a visita.
A nossa viajem dentro do paraíso cultural, vai até
Cabinda. Província mais a norte de Angola, que se situa
na costa ocidental de África, limitada a norte, nordeste
e noroeste pela Republica do Congo (Brazzaville), a
leste, nordeste e sul pela Republica Democrática do
Congo (Kinshasa), e a oeste é banhado pelo Oceano
Atlântico.
Os Bakamas também são tidos como defensores das
ordens e das leis, pelo que são chamados a resolver, entre outros casos, os de violação de seus territórios. Tomemos como exemplo as leis do Luzunzi:
no que diz respeito a moralidade pública, como é o
caso de uma jovem engravidar antes de passar pelo
Tchicumbi, também conhecido como casa das tintas.
Segundo a tradição BAOIO (KYOIO) a instituição dos
BAKAMAS foi inspirada pelo LUZUNZI.
Possui uma superfície aproximadamente de, dez mil
quilómetros quadrados, correspondente a cerca de
quinze vezes a superfície da ilha da Madeira, vinte
vezes maior que as ilhas de Seicheles, cinco vezes
mais extensa que as Ilhas Maurícias, nada mais, nada
menos, que a segunda maior floresta do mundo
depois da Amazónia do Brasil. Tem uma população
estimada em quinhentos mil habitantes residentes no
interior.
Por dentro desta infinita beleza cultural a província
de Cabinda é um território muito rico. Para além do
petróleo, o subsolo de Cabinda possui Úrano, ouro,
diamantes, fosfato, manganês, ferro, entre outros
mineiros. Também possui uma agricultura muito
rica, o território de Cabinda reúne todas as condições para várias espécies de pecuária. Ao longo da
sua costa e em alguns rios e lagoas tem uma invulgar
riqueza piscícola.
8 BPCNEWS
CABINDA
nº 03 | Novembro 2009
(Novas Tecnologias)
Comércio
Electrónico
Conhecida pelo mundo da Internet como C2C,
abreviação simplificada de “Consumer to Consumer”,
a transação on-line realizada entre pessoas
físicas é uma espécie de “terceira onda”
do comércio eletrônico.
No início dos negócios na Internet, predominaram as transações entre empresas; em um segundo
momento, assistimos a um forte crescimento das
transações entre a empresa e o consumidor, e agora
começa a se destacar também o comércio eletrônico realizado diretamente entre pessoas físicas. Essa
ordem de evolução faz sentido se considerarmos que
as empresas, por sua característica de inovação, estavam inicialmente mais preparadas para desbravar o
novo ambiente de negócios. A partir do momento
em que as pessoas físicas ganharam confiança na
Internet, começaram a transacionar com as empresas
e também diretamente com outras pessoas. É interessante lembrar que a economia tradicional também
apresenta ambientes de negócios do tipo C2C, como
é o caso do jornal de Angola que possibilita a compra e a venda de produtos por meio de anúncios. Na
Internet, a grande líder do mercado C2C é a empresa
norte americana ebay.
Os negócios C2C são realizados por meio de uma plataforma eletrônica na Internet e intermediados por
uma empresa que oferece a infra-estrutura tecnológica
e administrativa. Tanto o comprador quanto o vendedor devem estar cadastrados no sistema e podem ser
avaliados por todos os membros da comunidade de
negócios pela quantidade de transações que já realizaram e pelas notas que receberam em cada transação,
numa espécie de ranking dos bons negociadores.
Existem assim vários factores de sucesso para qualquer projecto de comércio electrónico, esses factores podem tentar dar ao comprador um preço mais
competitivo quando efectua uma compra na Web do
que quando não a efectua electronicamente, conseguir oferecer um bom serviço e um bom desempenho, ter um (site pagina Web) de acesso com um
bom ambiente gráfico de modo a cativar os usuários
e dar aos mesmos um incentivo para voltarem a usar
o serviço, este incentivo vai desde a vales descontos
a ofertas especiais, fornecer aos clientes do serviço
atenção, ou seja, deixar sugestões de compras por
exemplo, oferecer uma zona de convívio entre os utilizadores do serviço , conseguir fornecer fiabilidade
e segurança.
Informação encriptada, e ter firewall, estes são alguns
dos factores mais importantes em ter em conta para o
sucesso de um projecto de comércio electrónico.
Consegue ter o acesso global, não existe a barreira
da distância
Consegue-se ter uma entrega eficiente e de rapidez
acentuada,
Responsabilidade, os utilizadores gostam de informações sobre onde estão a comprar e gostam de respostas rápidas é só procurar no site onde se está a tentar
efectuar a compra.
Disponibilidade de produto, a Internet nunca fecha,
existe sempre informação disponível e pode-se comprar a qualquer hora do dia.
Apesar destas vantagens enumeradas, existem ainda
factores que impedem alguns utilizadores de usarem
o comércio electrónico.
Como qualquer sistema informático, o sistema de
comércio electrónico tem defeitos, maior parte destes são descobertos por investigadores que primeiramente são indicados às companhias de software e
estes corrigem os problemas antes de intrusos saberem destes. Embora maior parte das vezes aconteça
assim, também pode acontecer que os sites de comércio electrónico nem sempre consigam corrigir os
erros ou mesmo saber que eles existam.
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Assim o comércio electrónico está em todo lado,
já se alterou o modo como os negócios podem vir
a ser executados, sendo bem preparado o comércio
electrónico trás grandes vantagens competitivas a
outros negócios sendo estes pequenos ou grandes.
“
EXISTEM VÁRIOS
FACTORES DE
SUCESSO PARA
QUALQUER PROJECTO
DE COMÉRCIO
ELECTRÓNICO,
ESSES FACTORES
PODEM TENTAR DAR
AO COMPRADOR
UM PREÇO MAIS
COMPETITIVO
QUANDO EFECTUA
UMA COMPRA NA
WEB DO QUE QUANDO
NÃO A EFECTUA
ELECTRONICAMENTE
“
(Nossa Gente)
...A FÉNIX FOI
CONSTITUÍDA PARA
AJUDAR A DESENHAR
UM ADEQUADO PLANO
DE PENSÕES...
Entrevista
ao Dr. João Neto
Director da Fénix
J.B: Quem são os principais intervenientes de um fundo de pensões e qual
a principal diferença entre eles?
Com base na constatação da grande verdade de que apesar de se deixar
de trabalhar não se deixa de ter necessidades e no âmbito da política de
gestão dos recursos humanos e na sua adequação ao desenvolvimento da
vossa instituição, a FÉNIX foi constituída para ajudar a desenhar um adequado Plano de Pensões, a criar o Fundo de Pensões para os seus trabalhadores, e a implantar, finalmente, o seu Sistema de Previdência Social
Privada, complementar ao Sistema de Segurança Social Público.
O Jornal do Bancário, na qualidade de veículo de informação de uma das maiores instituições bancárias de Angola, foi ao encontro do seu Director (FENIX –
PENSÕES), Sr. João Neto, para perceber bem os contornos do fundo de pensões.
Jornal do Bancário: Poderia ajudar-nos a entender o conceito de fundos
de pensões?
Dr.João Neto: São patrimónios autónomos e exclusivos, que têm por objectivo a
realização de um ou mais Planos de Pensões.
Ou seja, em linguagem mais clara, podemos afirmar que são patrimónios que têm
como objecto único e exclusivo a realização do que se estabelece num determinado plano de pensões, não devendo, em caso algum, os valores desse património ser utilizado para outros fins.
Dr. J.N: Os principais intervenientes de um fundo de pensões são:
Associado: Entidade que constitui e financia o fundo de pensões.
Participante: Trabalhador com direitos previstos no plano de pensões.
Beneficiário: Aquele que recebe a pensão, (participante cônjuge, descendentes ou
ascendentes, conforme for o desenho do plano de pensões).
A grande diferença que existe entre eles reside no facto do associado ser o que
constitui, conjuntamente com a gestora o fundo de pensões, e o financia, no todo
ou em parte, geralmente a maior parte, enquanto que o participante é aquele que
usufruirá dos direitos previstos no plano, portanto, o trabalhador. Finalmente, o
beneficiário será, primeiramente o trabalhador, depois de reunir os requisitos para
tal, ou seja depois de atingir a idade de reforma e, em caso do seu falecimento,
caso seja assim previsto no plano de pensões, o cônjuge, os descendentes e os
ascendentes.
J.B: Que tipos de fundos de pensões existem?
Dr.J.N: Existem dois tipos de fundos de pensões: Fundos de Pensões Fechados e
Fundos de Pensões Abertos.
Fundos de Pensões Fechados: Dizem respeito apenas a um Associado ou existindo vários Associados exista um vínculo de natureza Empresarial associativo,
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nº 03 | Novembro 2009
(Nossa Gente)
profissional ou social entre os mesmos e que seja necessária a aceitação destes
para a inclusão de novos Associados no Fundo.
Exemplos: Fundos de Pensões do BPC, da Sonangol, do BAI, etc.
Fundos de Pensões Abertos: São os que não exigem a existência de qualquer vínculo entre os diferentes aderentes do Fundo, dependendo a adesão ao Fundo unicamente da aceitação pela entidade gestora.
Exemplo: Fundo de Pensões “Fénix Prudente” e “Fénix Dinâmico” a serem lançados proximamente pela nossa empresa a Fénix, Sociedade Gestora de Fundos de
Pensões, SARL.
J.B: Qual deles se aplica aos trabalhadores do BPC?
Dr. J.N: O exemplo que brindamos, ao respondermos a pergunta anterior, responde também a esta terceira. Ou seja, o Fundo de Pensões do BPC é um fundo
fechado, exactamente porque só tem um Associado que é o Banco de Poupança
e Crédito, SARL.
J.B: Depois deste esclarecimento sobre os fundos fechados e abertos e
qual deles se aplica ao caso do BPC, pode, por favor, dizer-nos qual o
peso, em termos financeiros, para o banco?
Dr.J.N: Esta pergunta que nos coloca é bastante pertinente e com uma importância que devemos sublinhar.
O esforço financeiro do Banco de Poupança e Crédito para com o seu fundo de
pensões é bastante grande. Veja que o estudo actuarial, ou seja o estudo que se faz
para se apurar o valor das responsabilidades passadas e futuras dos trabalhadores, o
nível necessário de contribuição etc., apontava, (para a população laboral e nas condições em que se encontravam, à data de 31/12/2006) para os seguintes valores:
a) Responsabilidades passadas não financiadas -----------Usd 44.724.555;
b) Contribuição relativo ao ano de 2006 ----------------------Usd 3.067.286;
c) perfazendo a “módica” soma de ------------------------------Usd 47.791.841.
Portanto, com o estudo reportado à data de 31/12/2006, o esforço financeiro do
Banco de Poupança e Crédito para com o seu fundo de pensões era de “somente”
48 milhões de dólares dos EUA.
Permita-me que sublinhe também que quanto mais indivíduos forem admitidos
e sempre que houver aumentos salariais, este valor desloca-se para cima, ou seja,
aumenta.
J.B: Com a constituição do fundo de pensões do BPC, que vantagens se
podem vislumbrar quer para o Banco com para os seus trabalhadores?
Dr.J.N: Olhe, antes de responder concretamente a sua pergunta, permita-me que
faça uma pequena incursão sobre os factores explicativos que motivam as entidades a constituírem fundos de pensões. Na generalidade são:
a) Desejo de atrair e reter empregados de elevada produtividade.
b) Desejo sincero de providenciar segurança financeira aos empregados reformados e de protecção contra:
Risco de uma taxa de substituição do salário inadequada;
Risco de longividade;
Risco de redução dos benefícios da segurança social;
Risco de investimento;
Risco de inflação.
c) Saneamento da população laboral.
d) Benefícios fiscais.
Respondendo concretamente a sua questão, diríamos então que as vantagens, para
a empresa, resumem-se no facto dos fundos de pensões:
a) Serem um poderoso instrumento de gestão de recursos humanos;
e permitirem:
- O aumento da credibilidade e reputação da empresa;
- A contabilização dos custos ao longo do período activo e não quando se pagam
as pensões (Princípio da especialização do exercício);
- A diminuição do turnover de pessoal, ou seja, dimunição do fluxo de entradas e
saídas constantes de pessoal, provocando dessa maneira instabilidade da população laboral;
- O Rejuvenescimento do pessoal;
- Redução dos custos directos com o recrutamento e a formação de
trabalhadores;
- Encorajamento à reforma e lealdade à empresa; e
b) Provocarem maior motivação e interesse dos trabalhadores no sucesso da
empresa;
Quanto as vantagens para os trabalhadores podemos afirmar o seguinte:
a) Qualquer trabalhador que seja participante do fundo de pensões do BPC,
estará a poupar para a reforma, o que lhe permitirá melhorar o nível de vida
na reforma, dado que terá acesso a rendimentos complementares à pensão da
segurança social que receberá do INSS;
b) O Fundo está separado da Empresa. Em caso de dificuldades na empresa há
muito maior protecção;
c) As promessas de pensões ficam contratualizadas através dos contratos de constituição, de gestão e dos seus anexos e complementos;
d) Não paga impostos (Incentivos fiscais);
e) Protecção contra inflação.
J.B: Sabemos que o fundo de pensões do BPC gere valores. Como estamos nesse sentido? Há rendimentos? Os investimentos são os mais
aconselháveis?
Dr.J.N: Volta a levantar outra questão bastante pertinente que carece de
esclarecimento.
Apesar do Fundo de Pensões do Banco de Poupança e Crédito ser um património,
ele não tem personalidade jurídica. Daí a necessidade de se usar uma entidade,
devidamente autorizada e com a devida capacidade, que o faça em seu nome, portanto, do fundo.
Assim, e em jeito de conclusão, podemos afirmar que quem gere o fundo de pensões do BPC é a FÉNIX, Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SARL, ou simplesmente FÉNIX-Pensões.
Como estamos, em termos de gestão do fundo? Questiona-nos. Estamos bem. A
nossa empresa vem gerindo o Fundo de Pensões do BPC desde o dia 06 de Julho
de 2006, altura em que o Banco realizou a primeira contribuição, tendo efectivado
a segunda aos 28 de Setembro de 2007 e apresentamos, à data de 31/12/2007, uma
rentabilidade líquida de 10,84%. Portanto, há rendimentos e de bom nível, em qualquer mercado.
Quanto aos investimentos achamos que podemos diversificar mais. Fá-lo-emos
tão logo as condições assim o aconselharem. Sublinhe-se que prospecções foram
e continuam sendo feitas para que possamos melhorar, ainda mais, as performances dos investimentos que vimos efectuando.
J.B: Geralmente os fundos de pensões são patrimónios com valores avultados. Podemos concluir que eles trazem vantagens para a nossa economia, queremos dizer economia angolana?
Dr.J.N: Não temos qualquer dúvida que o desenvolvimento dos fundos de pensões em Angola proporcionará uma grande contribuição para o desenvolvimento
da economia. Contudo, podemos resumir as vantagens, para a economia, claro, dos
também chamados investidores institucionais, nos seguintes tópicos:
a) São uma importante fonte de capital;
b) É capital angolano, que pode ser investido nas empresas angolanas;
c) Concorrem para a dinamização dos mercados de capitais, financeiros e
outros;
d) Cada kwanza fica investido muito mais tempo do que em qualquer outra fonte
de financiamento;
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(Nossa Gente)
e) Os gestores investem nas empresas bem geridas, com boas perspectivas: é um factor de
progresso.
J.B: Existem condições de reembolso dos
valores do Fundo de Pensões do BPC?
Dr.J.N: Olhe só para esta resposta. Não e sim.
Respondido desta forma é, no mínimo, ambíguo.
Vejamos então, primeiramente porque não.
Se nos situarmos do lado do Associado, o Banco
de Poupança e Crédito, redondamente não. Apesar
do BPC ter, conjuntamente com a FÉNIX-Pensões,
porque a lei assim o exige, constituído o Fundo de
Pensões e a partir daí passar a alimentá-lo com valores, diga-se avultadíssimos, não poderá jamais reaver tais valores sob nenhum pretexto. As normas que
regulamentam a actividade de fundos de pensões não
o permitem.
Agora, se nos situarmos do lado do participante, sim,
mas sob condições que estão previstas no Plano de
Pensões, nomeadamente:
a) Se já tiver mais de 15 anos de serviço contínuo
adquire e conserva os direitos do plano de pensões e, em caso de saída do Banco por outra razão
que não a reforma ou falecimento, o participante
(trabalhador) tem direito de conservar o valor dos
seus direitos. Este valor pode, por sua (dele, do
trabalhador) opção ser transformado numa adesão individual ao fundo do BPC ou transferi-lo
para outro fundo de pensões.
b) Contudo, se ainda não tiver 15 anos de serviço
contínuo e, em caso de saída do Banco por outra
razão que não a reforma ou falecimento, o participante (trabalhador) tem direito de conservar o
valor dos seus direitos mas, somente os resultados dos descontos no seu salário e outras contribuições voluntárias, actualizadas financeiramente
para o momento da saída à taxa de rendimento do
Fundo verificadas no período em consideração.
J.B: Disse-nos que é a FÉNIX-Pensões quem
gere o Fundo de Pensões do BPC. Afinal o que
é a FÉNIX-Pensões? Quando é que foi constituída e qual o seu enquadramento legal?
Dr.J.N: A FÉNIX, Sociedade Gestora de Fundos de
Pensões, SARL, ou simplesmente FÉNIX-Pensões é
uma empresa do BPC, especializada em gestão de
fundos de pensões, no sistema de capitalização, e
foi constituída legalmente a 27 de Janeiro de 2004,
com um capital de Kz: 98.750.000,00, correspondente, a taxa de câmbio oficial dessa data, a USD
1.250.000,00, subscrito e totalmente realizado e licenciada aos 03/09/2004 pelo Ministério das Finanças –
CERTIFICADO DE LICENÇA Nº 03/ISS/MF/04.
Do ponto de vista de enquadramento legal, podemos
dizer que a FÉNIX-Pensões é uma sociedade comercial de capitais públicos.
1 2 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
(Nossa Gente)
J.B: Quais os objectivos que nortearam a sua criação? Qual o seu objecto
e quem são os seus associados?
onde se enquadra, o segurador e o dos fundos de pensões, se encontram ainda em
embrião, nalguns casos, claro.
Dr.J.N: O principal objectivo que norteou a criação da FÉNIX-Pensões foi, antes
de mais, a constituição e gestão do Fundo de Pensões do BPC. Contudo, permitanos sublinhar que a FÉNIX, Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SARL é uma
empresa especializada em gestão de Fundos de Pensões no sistema de capitalização. Exerce esta actividade devidamente autorizada e controlada pelo Instituto de
Supervisão de Seguros do Ministério das Finanças de Angola, podendo, portanto,
gerir outros fundos de pensões. Aliás este tem sido um dos nossos propósitos que
embora com algumas dificuldades auguramos alcançar tão logo seja possível.
O objecto social da FÉNIX-Pensões é o exercício da actividade de constituição,
gestão, administração e representação de fundos de pensões, de todo o tipo e
natureza, bem como o desenvolvimento de actividades conexas, nomeadamente a
elaboração de estudos de planos de pensões, de planos técnico-actuariais e a prestação de serviços actuariais e de consultoria financeira nessa área.
Quando nos questiona sobre os nossos associados, queremos entender que nos
solicita que esclareçamos sobre os sócios da FÉNIX-Penões. Se esse nosso entendimento subjaz na questão que nos coloca, respondemos dizendo que a FÉNIX,
Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SARL, como sociedade comercial e anónima que é, o seu capital proveu dos seus accionistas, onde o BPC é o accionista
maioritário.
J.B: O que mais lhe fascina na actividade seguradora e de fundos de
pensões?
J.B: Depois de nos termos debruçado sobre o Fundo de Pensões do Banco
de Poupança e Crédito e sobre a FÉNIX-Pensões, permita-nos que falemos
um pouco de si. Em que ano ingressou na actividade que exerce?
Dr.J.N: Estou na actividade de seguros e fundos de pensões desde Abril de 1990.
O meu primeiro contacto com este mundo fascinante foi no actual Instituto de
Supervisão de Seguros, depois de ter passado por núcleo, direcção e Gabinete.
J.B: Ao longo dos anos de trabalho, teve momentos altos e baixos. Contenos um pouco da sua experiência.
Dr.J.N: Sinceramente, tenho muitas dificuldades de falar sobre a minha pessoa.
Creio que o momento mais alto que tivemos foi quando vimos aprovado o primeiro instrumento legal que abriu o mercado segurador para outros operadores,
a Lei nº 1/00-Geral da Actividade Seguradora, que quebrou, desta forma, o sistema
monopolista da actividade seguradora. É que ainda tivemos o privilégio, embora
de forma bastante insignificante, de participar na preparação de uma boa parte das
normas que hoje regulam o mercado segurador e de fundos de pensões. Por isso,
cada vez que fosse aprovado mais um instrumento legal, funcionava como se fosse
a realização de mais um sonho.
O outro foi quando conseguimos fazer eleger o primeiro administrador Angolano
junto da África-Ré, a Sociedade Africana de Resseguros.
Finalmente, o momento marcante mais recente foi o lançamento do Fundo de
Pensões do Banco de Poupança e Crédito que aconteceu no dia 20/04/2006.
Quando se tem o privilégio de poder fazer acontecer algo que até então era generalizadamente expectante devemos efectivamente sublinhar.
Os momentos baixos que tivemos foram todos aqueles que interferiram negativamente e proporcionaram, certamente, algumas frustrações. Não pergunte quais
porque sinceramente não nos vem à memória.
Dr.J.N: Respondendo-lhe do ponto de vista empresarial, portanto micro, o que
mais nos fascina nestas actividades, são os desafios e as expectativas permanentes.
Imagina, isso mais na actividade de gestão de fundos de pensões, você prometer
um rendimento aos clientes e ver que algo lhe mostra o contrário, devido a uma
alteração negativa imprevista dos investimentos que lhe são inerentes. Veja-se o
fenómeno “subprime”.
Portanto a atenção e os desafios permanentes e constantes são o que mais nos fascinam neste mundo.
J.B: Fale um pouco da sua trajectória profissional.
Dr. J.N: Mais outra grande dificuldade. Contudo deixa-me informar-lhe que já passei por algumas profissões, nomeadamente a de marceneiro, serralheiro e comerciante. Aproveito para sublinhar, também, que estou há mais tempo na profissão de
técnico de seguros, onde cheguei a atingir a categoria ocupacional de assessor.
J.B: Como concilia a vida profissional com as responsabilidades
familiares?
Dr. J.N: Este é um dos maiores problemas que enfrentei. Depois de ter sido bolseiro da minha família restrita tenho, muitas vezes, privado da atenção que devo
brindá-los. Mas, como ela é a melhor do mundo, compreende-me perfeitamente.
Não pense, no entanto, que a minha vida é só trabalho. Tenho encontrado sempre
aquela “porção de tempo” que nunca deixo passar para entregar o meu peito, em
jeito de almofada, para que nele seja derramado tudo o que os membros do meu
agregado familiar tem para entornar e, vice-versa. Também cobro e faço questão
disso, quando preciso jorrar alegrias e/ou tristezas, solicito, quantas vezes o exigi,
porque sem o qual não vivo, a atenção, o carinho e até mesmo o ralhete.
J.B: Que mensagem deixa para os demais trabalhadores da instituição
que dirige?
Dr. J.N: Que sejamos cada vez mais unidos, mais perseverantes, mais solícitos e
mais camaradas como sempre fomos.
Saiba que uma das coisas que nos caracteriza, na FÉNIX-Pensões, é a aceitação do
outro como ele é, desde que a sua forma de ser não interfira negativamente do
bom desempenho da instituição que temos o dever e o privilégio de conduzir. A
outra é o apelo à consciência das pessoas, a responsabilização pessoal. Cada um
deve saber situar-se, ou seja, deve saber ser e estar
J.B: Depois de muitos anos de actividade seguradora e de fundos de pensões, sente-se realizado?
Dr. J.N: Não. Afinal, todos os dias, também concluímos que sabemos que nada
sabemos. Aliás este mundo todos os dias proporciona-nos lições, todos os dias
aprendemos. Tanto mais não seja porque se trata de uma actividade bastante
recente no nosso País, onde os mecanismos e elementos do mercado financeiro,
13
(Conheça o seu Banco)
Como está
constituído
o Balcão Central
do BPC
1ª Área Administrativa
A área administrativa do balcão central desempenha um papel preponderante para o funcionamento
do mesmo. Nessa área se desenvolvem as seguintes
tarefas:
- Arquivo dos Recursos Humanos.
- Contabilidade (Exposições)
- Controlo das aberturas de contas
- Inserção de assinaturas.
2º Gabinete do director do balcão central
O Gabinete do Director do balcão central tem interferência directa em todas as áreas do balcão central.
3º Área de contagem
Nessa área efectuam-se pagamentos de valores altos,
e futuramente será a área para pagamento de salários
de trabalhadores da instituição.
4º Direcção de Operações
Está área ocupa-se do Orçamento Geral do Estado
(OGE), enquadrando-se as seguintes tarefas:
- Depósito a prazo de moeda nacional
- Ordens de saque
- Estatística do balcão central.
- Controlo de chegues depositados
5º Gabinete da Subdirectora para área
Operacional
Como o nome diz, a subdirectora para a área
operacional.
6º Caixas
Os caixas fazem o trabalho de tesouraria, ou seja
movimentos com valores no pagamento e depósitos
de valores.
Dentro do balcão central, encontram-se dois supervisores que têm as suas jurisdições devidamente
estabelecidas.
7º Área de Posições
Dentro do balcão central encontramos a área de
O balcão Central da sede do Banco de Poupança e Crédito
encontra-se devidamente estruturado e organizado,
mas havendo interligação de todas as áreas.
posições, vem dar corpo a estrutura do mesmo e
onde desenvolvem-se as seguintes tarefas:
- Viso de cheques
- Transferência conta-a-conta
- Controlo de cheques visados.
- Recepção de documentos do balcão central
- Abertura de contas
- Controlo de Multicaixa
- Emissão de Multicaixa
- Estrangeiro
Uma das áreas que desempenha as suas funções dentro do balcão e a do estrangeiro que se ocupa de:
- Transferência conta-a-conta para outros bancos
bem como para o exterior.
- Venda de moeda estrangeira
- Conversão
- Depósito em cheque de moeda.
8. Área Tesouraria Empresas
Depois da área do Estrangeiro, encontra-se a tesouraria que faz pagamentos somente de empresa
9. Área Comercial
Área comercial ocupa-se de créditos ao consumo e
outros.
10. Gestores de Contas:
Os gestores Contas trabalham tanto para particulares
como para empresas.
11. Caixa Forte
A caixa forte tem a função de receber todo o dinheiro,
movimento pelos caixas.
Em linha de conclusão, e de uma forma resumida, o
Balcão Central, assim como os demais balcões a nível
nacional exerce um papel de extrema Importância
para o Banco de Poupança e Crédito, e com maiores
responsabilidade uma vez que é na sede onde estão
as Direcções do BPC.
1 4 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
(Saúde)
“
…SÃO VÁRIOS OS CASOS
DE PACIENTES QUE RECORREM
AOS SERVIÇOS MÉDICOS
DE MUITOS HOSPITAIS
NO NOSSO PAÍS, MAS SEM
SUCESSO…
cirurgia
maxilo-facial
e plástica
serviço, tanto públicas como privadas
são as fendas palatinas de fundo bilaterais, defeitos de desenvolvimento e de
acabamento dos lábios ou da abertura
da boca.
J.B: existe uma percentagem para
esses casos?
Dr. E. M: A percentagem que tenho
reparado a nível de Angola nomeadamente Luanda e não só, porque recebo
doente de quase todas as províncias é
altamente elevada.
Angola conta já com uma equipa de
médicos para cirurgia maxilo-facial
e plástica.
Em entrevista ao Dr. Egídio Mendonça,
o médico dá a conhecer dados importantes ao Jornal do Bancário.
“…São vários os casos de pacientes
que recorrem aos serviços médicos de
muitos hospitais no nosso país, mas
sem sucesso…”.
O jornal do bancário foi até ao hospital
Américo Boavida para saber a partir do
Dr. Egídio Mendonça quais as verdadeiras dificuldades na área de Cirurgia
Maxilo – Facial e plástica.
Jornal do Bancário: Dr. Faça algumas considerações sobre cirurgia
Maxilo – Facial e plástica e fale –
nos também dos efeitos embriólogos a nível da cabeça e pescoço.
Doutor Egídio Mendonça: Uma
das grandes situações que mais tem
aparecido nas clínicas em que presto
J.B: já temos especialistas suficientes nesta área?
Dr. E. M: não temos ainda especialistas
suficientes nesta área espalhados pela
maior parte do país, razão pala qual
alguns dos doentes chegam já a idade
adulta com um nível de enfermidade
acentuada, com defeitos de formação
e até depois do aprendizado porque
são capazes de falar adequadamente
17
“
e sobretudo também com problemas
de auto – estima muitas vezes são
estigmatizados por causa dos defeitos
(boca torta, cara torta, não tem lábios
e nariz.)
J.B: O nosso entrevistado lamentou
o facto de não terem ainda especialistas suficientes nesta área espalhados pela maior parte do País,
razão pela qual alguns dos doentes chegam já a idade adulta com
um nível de enfermidade acentuada, com defeitos de formação e
até depois de aprendizado porque
não são capazes de falar adequadamente e sobretudo também com
problemas de auto – estima.
Dr. E. M: felizmente os casos que vão
aparecendo um pouco por todo país,
vão sendo resolvidos, porque já se conseguiu organizar um protocolo razoável, uma vez que já tem uma equipa
angolana, que integram também
dois estrangeiros (um russo e outro
egípcio.)
“Devo referir também que já temos
uma estatística francamente boa que
pudemos de certa forma apresentar
qualquer conferência a nível internacional”. Concluiu.
(Social)
Prémio António
Jacinto
abre as portas
a novos talentos
Este ano, o hall do Banco de Poupança e Crédito
testemunhou o anúncio do vencedor da edição 2008
do prémio António Jacinto.
O escritor Batchi, pseudónimo literário de Basílio
Tchindombe, arrebatou o galardão com a obra ”O
que a África não disse”.
Segundo Abreu Paxe, “o escritor Batchi conquistou
o galardão com a obra O que a África não disse, pela
abordagem histórica, domínio do texto, criatividade
estética, num enredo que prende o leitor do princípio ao fim”.
Avaliado em cinco mil dólares norte-americanos, o
prémio foi instituído em 1993 pelo Instituto Nacional
do Livro e do Disco (INALD) e visa incentivar a criação literária entre os jovens, bem como homenagear
o poeta António Jacinto, falecido em 1991.
António Jacinto do Amaral Martins, nascido em Luanda
aos 28 de Setembro de 1924 e falecido em Lisboa a 21
de Junho de 1991, fez os seus estudos no Golungo
Alto e em Luanda, onde concluiu no liceu Salvador
Correia o curso complementar de Ciências.
Foi galardoado com o Prémio Lotus em 1979; com o
Prémio Nacional de Literatura em 1987, com o Prémio
Noma e com a Ordem Félix Varela de 1.ª Classe, do
Conselho de Estado da República de Cuba.
Desde 1993, o Instituto Nacional do Livro e do Disco
(INALD), do então Ministério da Cultura, instituiu o
“Prémio Literário António Jacinto”.
Já foram vencedores: Em 2003 - O troféu foi atribuído
à Carla Queiroz, com a obra “Os botões pequenos”,
em 2002 - Teresa de Sousa Gouveia, ganha com “A
01
Derradeira Chance”, em 2001 - Any Pereira José dos
Santos, vence com “Os botões sonham com o mel”,
em 2000 - Ana Maria Queiroz. Obra - “A canoa”, em
1999 - Maria de Fátima Gonçalves (Leba). Sagra-se
vencedora com a obra “Uma vez só não basta”, 1998
- Distinguida a obra poética “Noites por Dia”, de
Armindo Jaime Gomes, 1997 - Silvério Conceição e
Ana Branco, com as obras “Ambiguidade dum destino” e “Meu Rosto, Minhas Mágoas”, respectivamente,
1996 - Roderick Nehone, com a obra “Génese”.
“
O ESCRITOR BATCHI
CONQUISTOU O
GALARDÃO COM
A OBRA O QUE A
ÁFRICA NÃO DISSE,
PELA ABORDAGEM
HISTÓRICA,
DOMÍNIO DO TEXTO,
CRIATIVIDADE
ESTÉTICA, NUM
ENREDO QUE
PRENDE O LEITOR DO
PRINCÍPIO AO FIM
01 Livro vencedor
02 Entrega do cheque simbólico
03 Ministra da Cultura, cumprimenta o vencedor
02
03
“
1 8 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
(Social)
01
Dona Milá
Homenagem
à Maria Eulália
Martins
FOI COM PROFUNDA
DOR E CONSTERNAÇÃO
QUE TOMAMOS
CONHECIMENTO
DA MORTE
DA SRA. MARIA EULÁLIA
MARTINS, OU COMO
ERA CARINHOSAMENTE
CHAMADA PELOS MAIS
PRÓXIMOS DONA MILÁ
2 0 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
(Social)
Maria Eulália Martins, dedicou parte da sua vida profissional ao banco, o que não invalidou a sua vida
pessoal, tendo uma família de nove irmãos, incluindo
marido, três filhos e quatro netos que preenchiam o
seu quotidiano.
Dona Milá, enquanto cidadã angolana, preocupava-se
com os problemas sociais que o nosso país enfrenta
talvez – como dizia - por influência do seu marido que
dedicou toda a sua vida a causas sociais.
Quando abordada pelo J. B meses antes da sua morte,
Dona Milá, disse que a “banca privada compreendia,
na altura, cerca de sete instituições de crédito, cujo
quadro de pessoal era maioritariamente composto
por profissionais portugueses”.
Fazendo referência à época em que começou a trabalhar no banco, Dona Milá disse: “ a banca viu-se confrontada com uma forte oposição de trabalhadores
progressistas que se organizavam em fábricas, empresas e serviços, levando por diante um movimento
grevista que foi enfraquecendo as estruturas bancárias existentes, provocando, assim, uma certa debilidade…”. Conclui.
Quando questionada sobre a sua participação pessoal
no processo da tomada da Banca, a nossa entrevista
disse: “ … digo-lhe com toda a franqueza, que não tive
uma participação muito notória nesse processo”.
02
Dona Milá desempenhou um papel preponderante
na transmissão de conhecimentos básicos aos muitos trabalhadores bancários da nossa praça, que
naquela altura iniciavam a sua carreira e que hoje são
homens e mulheres de referência no sistema bancário angolano.
Segundo Dona Milá de um dia para o outro, era visível a fuga de trabalhadores bancários portugueses,
restando no meu sector apenas duas pessoas para
desenvolver um trabalho que era realizado por cinco
pessoas.
Infelizmente, o Banco de Poupança e Crédito perde
uma das suas pioneiras.
Que a sua alma descanse me paz
01 Dona Milá
02 Momentos de alegria de Dona Milá
no recinto da Banca
21
(Lazer)
1
2
COELHO
3
4
SERPENTE
SOMBRAS
CHINESAS
PERU
CARANGUEJO
Para quem nunca brincou com as mãos e projectou imagens na parede, aqui vão
algumas dicas para se divertirem com este passatempo.
Para quem já conhece este jogo, nunca é demais relembrar esta técnica que consiste em sombras projectadas na parede.
Coloca-te entre um foco de luz, por exemplo: uma lâmpada ou uma vela, estica
os braços, coloca os teus dedos nas posições indicadas nas imagens e vê as figuras aparecerem na parede!
É fácil e muito divertido. Experimenta com os exemplos que se seguem e rapidamente descobrirás novas figuras. Se quiseres partilhar as tuas novas descobertas
com os amiguinhos do PiTiTi.com., poderás enviá-las para aqui e logo, logo será
publicado com a referência do teu nome.
1 Coelho
2 Peru
5
TRAVA-LÍNGUAS
1. A Graça disse à Graça uma graça
que não teve graça.
2. Três pratos de trigo para três
tigres tristes.
3. O rato roeu a rolha da garrafa do
rei da Rússia.
6
CANGURU
(contributo de Helena Miguel)
4. Eu vi um tigre, dois tigres, três
tigres a dormirem.
(contributo de Cármen Pacheco)
5. O original nunca se desoriginou
e nem nunca se desoriginalizará.
6. Era uma vez um caçador,
furunfunfor, triunfunfor,
misericuntor;
E foi à caça,
furunfunfaça, triunfunfaça,
misericuntaça;
E caçou um coelho,
7
CARACOL
CAVALO
furunfunfelho, triunfunfelho,
misericuntelho;
E levou-o a uma velha,
furunfunfelha, triunfunfelha,
misericuntelha.
7. Pardal pardo, porque palras?
Eu palro e palrarei,
porque sou o pardal pardo,
palrador de el-rei.
8. Padre Pedro
Prega pregos
Prega pregos
Padre Pedro
9. O tempo perguntou ao Tempo
quanto tempo o Tempo tem.
O Tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o Tempo tem.
10. Qual é o doce que é mais doce
que o doce de batata doce?
Respondi que o doce que é mais
doce que o doce de batata doce
3 Serpente
é o doce que é feito com
o doce do doce de batata
doce.
11. A sábia não sabia que o
sábio sabia que o sabiá sabia
que o sábio não sabia que o
sabiá não sabia que a sábia
não sabia
que o sabiá sabia assobiar.
12. Num ninho de mafagafos,
cinco mafagafinhos há!
Quem os desmafagafizá-los,
um bom desmafagafizador
será.
13. Sabendo o que sei e
sabendo o que sabes
e o que não sabes e o que
não sabemos,
ambos saberemos se somos
sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos
sabedores.
2 2 BPCNEWS
nº 03 | Novembro 2009
Para fazer a língua, corta duas
tiras de papel e prende-as entre
o dedo anelar e o médio.
3 Caranguejo
Para que o teu caranguejo
ande, mexe os dedos à medida
que te deslocas para o lado.
Não te esqueças que o caranguejo move-se de lado.
3 Canguru
6 Cavalo
Para o teu cavalo galopar, sobe
e desce as tuas mãos, movendo-as sempre em frente.
6 Caracol
Se moveres lentamente as tuas
mãos, verás o teu caracol em
andamento.
Ao moveres os dedos da mão
direita, as antenas do caracol
mover-se-ão.
(Desporto)
Estamos de olho no
O futebol é o desporto
mais popular no mundo.
Praticado em centenas
de países, este desporto
desperta interesse
em função de sua forma
de disputa atraente.
Um pouco da história do futebol
Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios
dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes
jogos de bola ainda não era, o futebol, pois não havia
a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de desporto
desde os tempos mais remotos.
O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e
baliza para que em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir. Na rua, na escola, no clube, no
campo do bairro ou até mesmo no quintal de casa,
desde cedo começa-se a praticar em vários cantos do
mundo” o futebol”.
A Organização do CAN 2010 por Angola
Falta menos de um ano para a festa do futebol africano que é já em Janeiro de 2010 e paira na mente de
muitos angolanos como uma data histórica.
Depois de outros países, pela primeira vez o nosso
País terá o privilégio de organizar o Campeonato
Africano das Nações – CAN, que será uma reputação
prestigiante para ANGOLA, sendo um país que já é de
se respeitar no desporto não só em África como no
resto do mundo.
Angola está a preparar-se para receber o maior
evento desportivo do continente a Taça das Nações
Africanas.
2010 Será o ano do Futebol Mundial em África atendendo que a seguir o CAN terá a Copa do Mundo que
realizar-se-á na África do Sul.
A visão terá ímpeto através das nossas atitudes, da
preparação e planeamento, e da execução a todos os
níveis o que engloba as políticas ambientais da federação angolana de futebol e o compromisso social para
com o povo de Angola.
CAN 2010
No que diz respeito aos estádios de futebol que farão
parte do evento a Federação Angolana de Futebol,
pretende construir quatro estádios de futebol, sendo
um para 40.000 lugares em Luanda e os demais com
cerca de 20.000 lugares nas províncias de Benguela,
Cabinda e Huíla.
Na província do Lubango o Estádio Nossa Senhora do
Monte com a capacidade para 10.000, o projecto global de restauro implicará revisão de outras infra-estruturas gerais, o Estádio do Ferrovia albergará 9.000
espectadores e com boas infra-estruturas para a prática da modalidade.
O programa funcional dos estádios cumpre o estabelecido no caderno de encargos da confederação
Africana de Futebol em todos os requisitos no âmbito
das exigências dos modernos parâmetros de tecnologia e qualidade, em conformidade com os requisitos
e recomendações técnicas para a construção de novos
estádios elaborados pela FIFA e UEFA.
Quanto ao transporte aéreo as delegações da família
do futebol terão acesso a Angola através do Aeroporto
4 de Fevereiro em Luanda.
Distinguem-se pela sua especificidade os vários tipos
de utilizadores:
Público, VIP`s, Deficientes, Comunicação Social, jogadores, Equipa Técnica e Árbitros, Forças da Ordem e
Serviços de Emergência, Administração, Serviços.
Em termos de segurança, a determinação das larguras
úteis e a localização das saídas, nos locais de permanência de público foram desde já avaliadas para permitir a expectativa evacuação do recinto em condições de segurança.
A instalação de iluminação desportiva do estádio será
concebida atendendo a que se destina a competição
de alto nível com transmissão televisiva.
Os campos de treino, em cada cidade serão oferecidos pelo menos dois estádios ou campos relvados para treinos das equipas de cada grupo, assim
as equipas que joguem no mesmo dia podem treinar em situação de simultaneidade e em pisos reparados e tratados.
Em Luanda está proposto o Estádio dos Coqueiros,
recentemente restaurado e tem a capacidade de 5.000
lugares, o estádio 22 de Junho tem capacidade para
9.500 lugares.
Para Benguela o Estádio Municipal tem a capacidade
para 4.000 lugares e já tem beneficiado de relva natural, reparação de balneários para as equipas e árbitros,
o Estádio do Buraco ainda em fase de restauração das
infra-estruturas como: reinstalação de relva natural ou
artificial, balneários, acessos, bancadas e iluminação.
Em Cabinda o Estádio do Tafe, tem a capacidade para
5.000 espectadores, mas requer novo programa de
restauração geral das infra-estruturas antes do CAN.
25
O transporte das equipas e delegações desportivas
para as províncias far-se-á essencialmente via área. As
delegações de membros da CAF como: presidente,
executivos da CAF, patrocinadores e outros convidados VIP`s ou grupos apoiantes queiram deslocar-se
para as províncias podem contratar voos charter executivos, com serviço dedicado simples ou serviço
dedicado.
As operadoras domésticas de aviação como: Taag,
Sonair, Air Gemini, Deixim e a Sal oferecem aviões
de grande porte tais como Boeing 727, 737, DC9
e outros aviões do tipo Beechcraft B2250, B1900,
Cessna C500etc.
Nas telecomunicações podemos contar com a operadora telefónica Angola Telecom E.P como operadora
pública que opera em todo país oferecendo serviços mais diversificados desde serviços de voz, dados,
acesso a internet, vídeo-conferência, etc.
Angola é também membro do consórcio do cabo submarino SAT-3WASC/SAFE que liga África, Europa, e
Á sai, tendo concluído em 2006 o upgrade da estação da estação de 2,5 giga bites/ por seg para10 giga
bites/sg.
A mascote responde pelo nome de Palanquinha que
é a alcunha mascote oficial inspirada num dos símbolos nacionais de Angola a Palanca Negra Gigante.
Vestida com as cores da bandeira nacional, a mascote
vai receber os adeptos que cheguem a Angola tendo
pela frente o divertido desafio de agradar adultos e
não só.
CURIOSIDADES
Você sabia que é a 19 de Julho que se comemora o
Dia do Futebol?
Para finalizar caro leitor desejamos boa sorte e que
Deus ajude a nossa selecção.