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do jornal em Pdf
Nº 68 - jul./ago./set. de 2014 - ANO XVI
Associação de Deficientes Visuais e Amigos
João Maia
pode fotografar
sem ver
Profissão pág. 8
Um admirável mundo
novo em 4 rodas
pág. 10
Convivaware
E-Hipermídia:
acessibilidade na web
pág. 7
Parceiros
OPINIÃO
Editorial
Direito, Dever e Preconceito
Muito se fala sobre direitos: que devemos nos
conscientizar deles, reivindicá-los, lutar por eles.
Concordo. Porém, tenho notado que, não raro, tenta-se
fazer do direito uma obrigação.
Meses atrás, um amigo com deficiência visual sofreu
enorme constrangimento em um ônibus simplesmente
pelo fato de não querer ocupar o assento preferencial
reservado a “gestantes, idosos, pessoas com
crianças de colo e pessoas com deficiência”.
Será que ele é obrigado a isso? Suponhamos
que ele quisesse ceder seu lugar a um
idoso ou a uma gestante, por respeito
e gentileza. Não tem esse
direito?
E quando as pessoas
com deficiência não
querem ficar em uma fila
preferencial de bancos
ou repartições públicas
quando as outras filas estão
menores e são obrigadas,
elas estão “desfrutando”
um direito? Onde está seu
direito à livre escolha, ao
livre arbítrio?
O direito sobre o qual
estamos falando é chamado
pelos juristas de Direitos
Subjetivos. Segundo a
Wikipédia, é a “faculdade
concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica
a favor de seus interesses”. Ora, se alguém faz de um
direito uma obrigação, esse direito passa a ser um
dever, perdendo, portanto, sua função.
Muitas vezes, as pessoas com deficiência visual
são impedidas de abrir contas em bancos, assinar
determinados documentos, sem que estejam acompa-
Expediente:
Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185).
Colaboradores: Ivan de Oliveira Freitas, Laercio Sant’Anna, Lothar
Bazanella, Lucia Maria, Lúcia Nascimento, Markiano Charan Filho,
Miguel Leça (fotos), Sidney Tobias de Souza. Correspondência: rua
São Samuel, 174, Vila Mariana, CEP 04120-030 - São Paulo (SP) telefones: 11 5084-6693/6695 - fax: 11 5084-6298 - e-mail: [email protected]
adeva.org.br - site: www.adeva.org.br. Diagramação: Fernanda
Lorenzo. Revisão: Célia Aparecida Ferreira. Fotolitos e impressão:
cortesia Garilli Artes Gráficas Ltda. - tel.: 11 2696-3288 - e-mail:
2
[email protected] Tiragem: 1.000 exemplares. DISTRIBUIÇÃO
GRATUITA.
nhadas de testemunhas. Mas no Artigo III do Código
Civil Brasileiro não há nenhuma menção à incapacidade ou à relativa capacidade por parte das pessoas
com deficiência visual, o que não dá amparo legal a
qualquer lei, decreto ou norma que muitas instituições
insistem em invocar.
Refletindo sobre esses fatos, me pergunto: qual
será a razão desse comportamento
corriqueiro de tornar um direito uma
obrigação? Primeiramente, creio haver,
por parte de muitos, a falta de esclarecimento do que é
realmente um direito
e, por não terem
isso claro, querem
impor às minorias
sociais seu “desfrute”.
Pressupõem,
na
maioria das vezes,
que as minorias
desconhecem seus
direitos ou que não se bastam para
garantir sua segurança.
Pensando dessa forma, inconscientemente, estão praticando um
pré-conceito, pois acreditam que essas
parcelas da sociedade são ignorantes,
ou que não têm condições de cuidar
de si mesmas. Mas... quem melhor para
cuidar de sua segurança do que o próprio
sujeito, seja alguém com ou sem deficiência?
Tornar um direito uma obrigação é colocar as
pessoas com deficiência visual, ou qualquer outra
minoria social, à margem do exercício pleno da
cidadania. É cercear, portanto, o direito ao exercício
do Direito.
Markiano Charan Filho, diretor-presidente da ADEVA
Índice:
Opinião|Editorial............................p. 2
Lazer|Estive lá e gostei!.............p. 3
Adeva|Em foco............................p. 4
Talentos...........................p. 6
Parceiros..........................p. 7
Mercado de Trabalho|Profissão:.........................p. 8
Esporte|Um direito de todos.........p. 9
Tecnologia|Convivaware....................p. 10
Na rede............................p. 11
Literatura|Outros olhares.................p. 11
Espaço poético................p. 12
Mais!|Para seu lazer..................p. 12
LAZER
Estive lá e gostei!
A Alemanha
nas ruas de São Paulo
Comida e cultura alemãs podem ser
desfrutadas em festas e clubes típicos
Por Sidney Tobias de Souza | [email protected]
O hino nacional da Alemanha é a música que
os fãs das corridas de Fórmula 1 mais têm ouvido
ultimamente pelo bom desempenho das equipes e
dos pilotos alemães.
Entre os fãs de música clássica, porém, as obras
de Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven e
Richard Wagner são mais apreciadas.
Mas há outro gênero de música alemã muito querido
e popular: a polca. E foi acompanhado com um chope
e um espeto de einsbein que ouvi uma bandinha de
polca na MaiFest, festa multicultural que acontece
anualmente nas ruas do Brooklin no mês de maio e
faz parte do calendário oficial de eventos da cidade
de São Paulo. Nesta 15ª edição, o tema central foi a
Alemanha.
Festas típicas de rua
Para o visitante da MaiFest, os organizadores
oferecem mais de 160 barracas com grande variedade
de artigos para comprar ou apenas admirar.
Este ano, bandinhas itinerantes de polca se
misturavam com o público e, em palcos estrategicamente distribuídos, podia-se apreciar música popular,
música de coral e a performance de grupos de dança
folclórica alemãs.
Assisti à apresentação do Gold und Silber (abaixo,
na foto), grupo folclórico alemão fundado em 1983.
Seus 38 integrantes exibem danças de várias regiões
da Alemanha e da Áustria, com repertório que vai do
popular ao erudito.
A ColôniaFest é uma festa alemã tradicional
que acontece sempre no último final
de semana de junho e no
primeiro de julho. Na
rua Jackson Pollock, no
bairro de Colônia, os
shows folclóricos,
as apresentações
de danças típicas,
exposições e a
gastronomia
alemã,
procuram resgatar a cultura
e os costumes dos colonos que
chegaram a essa região em 1829.
Clubes
A Sociedade Filarmônica Lyra, associação cultural
de origem alemã fundada em 1884, localizada na
rua Otávio Tarquínio de Souza 848, no Campo Belo,
é sede e local de ensaios do Gold und Silber. Para
preservar suas tradições, a Filarmônica Lyra oferece
também cursos e disputas de skat, um jogo de cartas
originário da Alemanha e popular em toda a Europa.
O Clube Transatlântico, outra associação
representante da comunidade alemã em São Paulo,
fica na rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio.
Mostras regulares de arte, de cinema e concertos
musicais e seu restaurante Weinstube são abertos
ao público em geral.
Gastronomia
Dos variados e típicos pratos da cozinha alemã,
os mais conhecidos são o einsbein, joelho de porco
servido com batata; o kassler, uma bisteca de porco
defumada; e as salsichas artesanais, como a weisswurst
(salsicha branca) e a bratwurust (salsicha de carne
de porco e vitela), que se degustam acompanhadas
com chucrute (repolho fermentado) ou purê de maçã,
“arrematadas” com um chope claro ou escuro bem
gelado.
Na hora da sobremesa, um dos destaques é o
apfelstrudel, uma torta de maçã com massa folhada,
passas e canela. Tem também o dresdner stollen, um
bolo de frutas polvilhado com açúcar de
pasteleiro; o blechkuchen, uma panqueca
de massa de bolo coberta com fruta
da época; e o welfenspeise, feita com
vinho e sabor de baunilha. Outra opção
é o kartoffelpuffer, uma panqueca de
batata frita com vários recheios doces
e salgados.
Experimentei e aprovei o kartoffelpuffer com geleia de morango. Uma
delícia!
3
ADEVA
Em Foco
Alunos do cu
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Curso de
fotografia
O fotógrafo João Kulcsár, responsável pelo projeto Alfabetização Visual do Centro
Universitário Senac Campus Santo Amaro, ministrou um curso de fotografia para alunos
com deficiência visual da ADEVA, em seu Centro de Treinamento, entre os dias 6 e 8 de
maio último. As fotos farão parte da exposição sobre acessibilidade que será inaugurada no
Memorial da Inclusão em 7 de outubro próximo, integrando um evento em homenagem
à Sandra Maciel, fundadora e vice-presidente da ADEVA, falecida em fevereiro último.
Com o patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), da Garilli Artes Gráficas,
da Pé da Fama Brasil e da Sintonia Consultoria de Imagem e Estilo,
a gráfica da ADEVA imprimiu 1.000 tabelas dos jogos da Copa
Fifa 2014 em braille e em fonte ampliada. A distribuição, gratuita,
beneficiou seus alunos, entidades afins e bibliotecas públicas.
MarcusVDT / Shutterstock.com
Copa Fifa 2014
Como colaborar com a ADEVA
Você pode colaborar com nossos projetos de duas maneiras: fazendo uma
doação em dinheiro pelo sistema PagSeguro através deste link http://www.
adeva.org.br/comocolaborar/doacoes.php no nosso site, ou doando
sua Nota Fiscal Paulista sem CPF ou CNPJ (no caso de empresas)
para a ADEVA e enviando-a via Correios para nosso endereço:
rua São Samuel, 174, CEP 04120-030, Vila Mariana, São Paulo
(SP). A ADEVA agradece!
4
ADEVA
Em Foco
Acesso para Todos
O projeto Acesso para Todos, criado pela
ADEVA, pelo escritório de design E-Hipermídia
e pela empresa de sistemas Web2Business, oferece
a construção de websites
acessíveis segundo os
padrões da W3C, comunidade
internacional que estabelece
os padrões da web.
Para mais informações e
orçamento, visite o site http://
www.acessoparatodos.com.br
Programa Via
Rápida Emprego
Estão abertas as matrículas para os cursos de
assistente administrativo e montagem e manutenção de
computadores, direcionados a pessoas com deficiência
visual, no Centro de Treinamento da ADEVA, na rua
São Samuel, 174, Vila Mariana.
Para mais informações e
inscrição, entre em contato
pelos telefones: 11 5084-6693
/ 5084-6695.
Comissão
de Cultura
Mão na Massa: conhecendo o museu por
outros sentidos, primeiro evento da recémconstituída Comissão de Cultura da ADEVA
aconteceu no Museu de Arte Sacra de São
Paulo dia 24 de maio passado. Os participantes
conheceram o acervo do Museu, em visita
guiada e acessível, e participaram de uma
oficina de produção de escultura em argila.
5
ADEVA
Talentos
Valdir está na “porta
de entrada” da ADEVA
Ao telefone ou face a face, sua recepção é sempre gentil
Por Lúcia Nascimento | [email protected]
“Valdir, ADEVA, bom dia!” É com
esta frase, e com simpatia, que
Valdir Donizete Faria, 55, atende
às chamadas telefônicas para a
ADEVA. Ele é o recepcionista da
entidade. “Gosto do que faço e
procuro atender a todos tão bem
como fui recebido. Geralmente,
sou o primeiro contato de quem
procura a ADEVA.”
Dedicado e responsável, assim
que começou a frequentar a ADEVA,
Valdir conquistou a confiança da
diretoria, a amizade dos colegas
e o respeito dos alunos. No início,
como aluno, completou os cursos
de orientação e mobilidade e de
informática básica pela ADEVA, e
de operador de call center
e auxiliar de escritório
no Programa Via Rápida
Emprego.
Na ADEVA
6
Valdir conheceu a ADEVA
por meio da sua filha, Tatiane,
em uma busca na internet.
“A ADEVA surgiu na
minha vida na hora certa.
Quando cheguei aqui, as
pessoas tinham medo até
de me oferecer café! Hoje,
me sinto realizado com
tudo o que aprendi com
os colegas e com a saudosa
vice-presidente,
Sandra
Maciel. Ela foi uma mãe
para mim. Por isso, posso
afirmar que o trabalho que
a ADEVA realiza com os
deficientes visuais é muito
importante, pois muitos
chegam com depressão,
mas logo começam a andar
sozinhos, a se ‘virar’. Sou um
exemplo disso.”
“A ADEVA também me
deu um ‘anjo da guarda’, a
Rosana, minha colega de
trabalho. Ela me ajuda desde que
cheguei à entidade. Uma vez, até
me citou como um exemplo de
superação para um aluno dela. A
ADEVA é minha segunda casa e a
Rosana é tudo para mim, o amor
da minha vida.”
Família
Valdir passou parte de sua
infância em Cornélio Procópio (PR),
sua cidade natal, e outro tanto em
São Paulo, no Campo Limpo, bairro
da zona sul da capital.
Ele é um dos doze filhos de
Emídio e Adelina. “Eu era um
menino arteiro e apanhei bastante,
mas fui um adolescente tranquilo,
caseiro, cujo único ‘vício’ era o
futebol. Fiz testes no São Paulo, na
Portuguesa Santista e até cheguei a
jogar em times nos Estados Unidos,
mas, por problemas no joelho, tive
de desistir do esporte.”
Já foi casado e tem três filhos, a
Tatiane, o Caio César e a Carolina,
“minha ex-enteada, que vive nos
Estados Unidos”.
Vida profissional
Antes de um período morando
fora do Brasil, Valdir trabalhou por
cinco anos na Trevisan Auditores
Independentes, como comprador,
encarregado de almoxarifado, do
setor de xerocópias e do arquivo
técnico.
Por ter parentes nos Estados
Unidos, decidiu tentar a sorte
por lá. De 1995 a 2009, foi
pintor de paredes. “No início,
ganhava US$ 22.50 por hora,
depois, com a ajuda de mais
duas pessoas, montei uma
empresa e cheguei a ganhar
entre US$ 12 e US$ 13 mil
por mês. Porém, a diabetes e
um descolamento de retina
mudaram minha vida e meus
planos. O tratamento era
muito caro nos EUA e decidi
voltar para o Brasil.”
“Vim para ficar dois
Jogo rápido com Valdir
Donizete Faria
meses, mas uma hemorragia
Signo: Libra. | Cor preferida: Azul. | Hobby: Hoje,
provocou a perda da
é pensar no meu amor. | Um filme: A lagoa azul
visão do olho esquerdo e
(1980). | Um livro: O alquimista, de Paulo Coelho.
comprometeu bastante o
| Estilo de música: Sertaneja. | Uma música:
direito. Daí, veio o medo. Eu
Você foi tudo que eu pedi a Deus, da dupla Jean e
só ficava na cama, cuidado
Geovani. | Cantoras preferidas: Paula Fernandes
pela minha filha e minha
e a norte-americana Cyndi Lauper. | Cantores:
irmã, que me davam tudo
Leonardo e o canadense Bryan Adams. | Sobre
na mão. A cirurgia para
a deficiência: Superação. | Religião: Católica. |
Deus: É tudo. | Amigos: Os poucos que tenho são
implante de uma lente no
muito importantes para mim. | Amor: É vida. |
olho direito, realizada no
Esporte preferido: Futebol. | Time do coração:
Hospital São Paulo, me
São Paulo Futebol Clube. | Família: Minha filha e
devolveu 10% da visão. Foi
meu amor. | Um sonho: Casar com meu amor. |
então que decidi enfrentar
O que fazer para viver melhor? Fazer aquilo que
minha nova realidade e
se gosta. | Uma frase: Deus abençoe vocês!
morar sozinho.”
ADEVA
Parceiros
e-hipermídia
Um escritório de design comprometido com a acessibilidade na web
O primeiro contato entre Cláudia Nascimento, proprietária do escritório de webdesign
E-Hipermídia, e Markiano Charan Filho, diretor-presidente da ADEVA, foi informal, em um
curso onde ambos eram alunos. “Nos intervalos, conversa vai, conversa vem, o Markiano me
perguntou se eu teria interesse em reconstruir o site da entidade para torná-lo visualmente
bonito, funcional e, principalmente, acessível. Aceitei a tarefa voluntária, que era também um
desafio, pois até então pouco trabalhara com acessibilidade na web.”
Depois de pesquisar e estudar o tema, e de várias reuniões para conhecer as necessidades
e especificidades desse cliente especial, a webdesigner Cláudia Nascimento construiu um site
totalmente novo e acessível para a ADEVA.
“Empreguei recursos e informações atualizadas dinamicamente e construí um site 100%
conformado aos padrões internacionais de acessibilidade definidos pela W3C, organismo
de padronização da web. A equipe da ADEVA que me assessorou agregou valor à minha
proposta, trazendo sua experiência na capacitação de pessoas com deficiência visual e no
uso de softwares leitores de tela.”
Por tudo isso, o novo site da ADEVA pôde se inscrever e participou do [email protected] 2012,
primeiro prêmio de acessibilidade na web promovido pelo escritório brasileiro da W3C. “Ficamos
entre os cinco finalistas na categoria Projetos Web, subcategoria Governo/Instituições.”
Acesso para Todos
Após esse primeiro bem sucedido
trabalho conjunto, “decidimos formalizar
uma parceria para oferecer a terceiros,
pessoas físicas e jurídicas, o serviço de
criação de sites acessíveis”. Nasceu,
então, o projeto Acesso para Todos,
que ganhou um terceiro parceiro, a
Web2Business, uma empresa de sistemas
de Vitória (ES).
“Vimos nessa parceria uma ampliação de possibilidades de negócios para todos os três
envolvidos, pois o Acesso para Todos atende uma demanda crescente de mercado”, esclarece
Cláudia. A partir do Decreto Federal nº 5.296 de 2004, todos os portais e sites dos órgãos da
administração pública devem atender aos padrões de acessibilidade digital, e essa obrigatoriedade foi estendida a quaisquer sites por meio da Lei nº 12.527 de Acesso à Informação
sancionada em novembro de 2011.
“Apesar dessa legislação vigente, o panorama ainda não está plenamente sintonizado com
a acessibilidade universal, mas acreditamos que é uma questão de tempo. Para nós, do Acesso
para Todos, é um dever fazermos a nossa parte, trabalhando por uma web igualitária, sem
barreiras de comunicação e interação, consoante um paradigma novo nas relações comerciais:
crescimento em favor do sucesso e da sustentabilidade de todos os envolvidos”.
Escritório E-Hipermídia
Cláudia Nascimento trabalha com internet desde 1998. Seu projeto de pesquisa de mestrado
em estética e história da arte pela Universidade de São Paulo (USP) foi aprovado com menção
de distinção e louvor pela originalidade e alto nível. Em 2011, sua biografia foi publicada no
Who’s Who in Research, série de eBooks da Intellect Books (UK).
Criou o escritório de webdesign E-Hipermídia (http://www.e-hipermidia.com/) em 2005
com a proposta de contribuir para a criação de um mundo mais humano, inovador, criativo e
sustentável por meio do design e das mídias digitais.
Hoje, atende desde profissionais liberais até multinacionais. Oferece criação de logomarca,
de websites, design responsivo (adaptável a diferentes dispositivos e tamanhos de tela), acessibilidade, sistemas dinâmicos com banco de dados e gerenciamento automático de conteúdo,
vendas online, marketing digital, estratégia de publicação de conteúdo e criação ou adaptação
visual de perfis de redes sociais.
7
MERCADO de TRABALHO Profissão: professor
João Maia pode fotografar sem ver
Deficiente visual, ele conquistou seu lugar num mundo de imagens
João Maia e, acima, uma
das fotos tirada por ele
Por Lúcia Nascimento | [email protected]
“Minha visão é uma grande aquarela e a fotografia
é um quadro que vou pintando com os meus clicks.” A
declaração é de João Batista Maia da Silva, 39, deficiente
visual e fotógrafo.
João Maia se deparou com a fotografia na adolescência. “Fiz um curso por correspondência pela Fuji
Film; na época, eu não tinha dinheiro para comprar
uma câmera profissional, mas tinha uma compacta e
usava filme fotográfico. Não podia errar, pois o filme
era caro e a revelação ainda mais!” Quando veio para
São Paulo, lá de Bom Jesus, no Piauí, onde nasceu,
comprou uma câmera semiprofissional, uma Zenit.
Começou a perder a visão aos 28 anos, devido
ao glaucoma e a uma uveíte bilateral. Mesmo assim,
completou o curso de História no Centro Universitário
UniSantana, mas achou que não poderia fotografar mais.
Foi então que descobriu o Alfabetização Visual,
um curso livre e gratuito de fotografia idealizado pelo
fotógrafo João Kulcsár, do Centro Universitário Senac
Santo Amaro em 2008. “Com o apoio dos alunos e
professores da Faculdade de Fotografia do Senac, não
existia mais limites para a minha fotografia.”
“Minha fonte de inspiração foi o esloveno Evgen
Bavcar, considerado o maior fotógrafo cego do mundo,
com quem tive algumas aulas durante os anos em que
frequentei esse curso. Ele mostrou ao mundo que a
fotografia não é só para quem enxerga, mas que é
possível relacionar imagens com os outros sentidos.”
E o que era hobby virou profissão. João Maia já
fotografou casamentos, batizados, aniversários e
eventos esportivos.
A técnica
8
“Para facilitar o trabalho de um fotógrafo cego,
como ainda não existe nenhum programa de voz ou
leitor de tela na câmera, o primeiro passo é conhecer
o equipamento, cada botão, saber segurar, enquadrar
e fazer a composição”, explica João Maia.
“É importante também ter um bom assistente,
pois, em alguns momentos, é preciso ajustar a câmera
conforme as necessidades da foto. Depois, é só deixar
a imaginação e a criatividade atuarem juntas e os
outros sentidos fazerem o resto.”
João Maia trabalha com uma câmera profissional
Canon e seu assistente é o Edson, “que também é meu
atleta guia nos treinos e provas de corrida de rua”.
Paratleta
João Maia é paratleta e participa das competições
de arremesso de peso, lançamento de dardo e corrida
de rua, na categoria F12, para atletas com baixa visão,
pela ONG Força no Pé.
Já conquistou ótimos resultados em campeonatos no
estado de São Paulo, mas ainda não tem patrocinador.
“Treino três vezes por semana no Centro Olímpico
de Treinamento e Pesquisa (COTP) da Prefeitura da
Cidade de São Paulo e estou tentando obter um índice
brasileiro para poder solicitar uma bolsa-atleta do
Ministério do Esporte.”
Seu recado
Ao encerrar esta entrevista, João Maia deixa um
recado aos leitores do CONVIVA. “Quando disserem
que você não pode fazer algo, então, faça! O limite
é saber do que somos capazes. Com estudo e muita
dedicação, vamos nos adaptando às necessidades. Por
exemplo, com meu iPhone, já fiz uma selfie. Quando
a câmera aparece, um aplicativo avisa se o rosto está
centralizado. Então, eu aperto o botão de disparo,
que pode ser o do volume do celular.”
“Faço as minhas fotos no meu tempo e a imagem
será tão bela como o sorriso de uma criança e o
nascer do pôr do sol!”
ESPORTE
Um direito de todos
Chico é um paratleta
polivalente
Atletas paralímpicos contam sua história e suas vitórias II
Por Ivan de Oliveira Freitas |
[email protected]
Na terra do futebol, o
paratletismo tem crescido de
forma fantástica. Desde que o
Comitê Paralímpico Brasileiro,
com o patrocínio da Caixa Loterias,
começou a investir na modalidade,
o Brasil passou a ser reconhecido e
respeitado no cenário internacional.
O
CONVIVA
entrevistou
Francisco de Assis Melo e Santos,
nacionalmente conhecido como
Chico, um dos principais paratletas
brasileiros, vitorioso em inúmeros
campeonatos regionais, abertos,
do estado de São Paulo, Circuitos
Caixa, meetings internacionais etc.
Chico está no paratletismo
desde quando nem se pensava
que a modalidade pudesse ter
patrocinador e seus praticantes
treinavam “na raça”, investindo
recursos próprios para participar
de competições.
Mesmo agora, chegando aos
50 anos de idade – nasceu em 4
de outubro de 1964 – continua
sendo um paratleta de relevo nas
provas que disputa, superando os
mais jovens e se mantendo entre
os primeiros no ranking nacional.
CONVIVA: É um imenso prazer
tê-lo conosco nesta edição.
Conte um pouco da sua
trajetória no paradesporto.
Chico: Comecei no paradesporto
em 1993 no atletismo, depois
conheci o futebol de 5, joguei
alguns anos, fiz natação e joguei
goalball, chegando até a seleção
brasileira. Disputamos um panamericano na Argentina, obtendo a
segunda colocação. Hoje, pratico
apenas o atletismo nas provas
de salto em distância, e tenho
conseguido bons resultados.
CONVIVA: Você tem
patrocinador?
Chico: Não, nunca tive.
CONVIVA: Sua deficiência
visual é total ou parcial?
Chico: A deficiência visual me
acompanha desde criança e foi
evoluindo até que tive perda total
da visão aos 26 anos.
CONVIVA: Como ficou sabendo
da prática de modalidades
paradesportivas?
Chico: Por meio das assistentes
sociais da antiga Divisão de
Reabilitação Profissional de
Vergueiro (DRPV), hoje, Divisão de
Medicina de Reabilitação (DMR),
do Hospital das Clínicas de São
Paulo. Foi lá que conheci os diversos
tipos de deficiências e cheguei à
conclusão que a minha não era
nada diante do que eu vi.
CONVIVA: Como é
seu treinamento?
Chico: Treino regularmente cinco
vezes por semana. No meu treino
diário tem aquecimento, condicionamento físico, alongamento e
treinos táticos e técnicos com
muitas repetições.
CONVIVA: Como são as
provas de pista e as provas
de campo para um paratleta
com deficiência visual?
Chico: Na prova de pista,
o deficiente visual total corre
acompanhado por um atleta guia,
ambos segurando uma corda, ou
cordão, ou qualquer outra coisa
que os mantenham unidos durante
todo o percurso. Nas provas de
campo, o paratleta é posicionado
no local do arremesso/lançamento
e o guia se coloca distante dele para
emitir um som orientador, com a
voz ou com palmas, para que ele
posicione o lançamento.
CONVIVA: De quais provas
você já participou? De
quais está participando?
Chico: Já participei dos 200m
rasos, 800m, 1500m e lançamento
de dardo. Hoje, participo das provas
de salto em distância.
CONVIVA: Há quanto tempo
você é paratleta e qual foi seu
momento mais marcante?
Chico: Há 21 anos. Os momentos
mais marcantes da minha carreira
foram os Jogos Parapanamericanos
de 1995, onde ganhei medalha
de prata em goalball, e os
Parapanamericanos de 2001, nos
Estados Unidos, onde consegui
medalha de ouro em salto em
distância, salto triplo e pentatlo.
Mas minha principal conquista, na
realidade, foi ter voltado à vida.
Antes de conhecer o paradesporto,
eu vivia preso dentro de casa, sem
a ajuda de ninguém e não conhecia
nenhum outro deficiente nem
nenhum outro tipo de deficiência.
No paradesporto, fiz bons amigos,
voltei a trabalhar, enfim, voltei a ter
uma vida normal.
CONVIVA: Qual é o segredo
para estar há tanto tempo
competindo e vencendo?
Chico: O segredo é manter um
bom condicionamento físico, uma
boa alimentação e uma rotina de
treinos frequentes. Mas o mais
importante é a vontade de vencer.
CONVIVA: Quais são suas
metas para o futuro?
Chico: Minha meta é chegar nas
Paralimpíadas de 2016 competindo
de igual para igual com a molecada.
CONVIVA: Deixe sua mensagem
para os nossos leitores.
Chico: Nunca desista de seus
objetivos, acredite em você, faça
por merecer e boa sorte!
9
TECNOLOGIA
Convivaware
Um admirável
mundo novo
em 4 rodas
Os carros autodirigíveis já são
realidade no Brasil
Por Laercio Sant’Anna | [email protected]
Estima-se que mais de um milhão de pessoas
morrem em acidentes nas ruas e estradas do mundo
a cada ano, fora os milhões de mutilados e feridos. A
maioria dos acidentes é causada por erros humanos.
Segundo estudos que “pipocam” por aí, isso deve
acabar a partir do momento em que os carros forem
guiados por computadores.
Carros autônomos se transformaram na bola da vez
no setor automobilístico, com empresas de tecnologia
e montadoras se unindo para construir veículos que
revolucionarão a forma de locomoção.
Pode parecer futurista demais, mas seus desenvolvedores defendem que os benefícios são tangíveis e
chegarão em breve. Montadoras sustentam que esses
veículos evitarão 90% dos acidentes automobilísticos.
Especialistas dizem que, quando toda a frota estiver
sendo autodirigida, a velocidade será mais constante
e a distância entre os carros será facilmente sincronizável, acabando com os engarrafamentos. Aquela
história de dar seta e o carro ao lado não deixar
passar, atravancando o tráfego, terminará.
Controlados, no caso de afunilamento de duas
pistas, o sistema fará com que passe um carro de
cada vez, alternadamente, permitindo que as duas
filas andem.
Imagine aproveitar a viagem ao trabalho para, ao
invés de dirigir, checar e-mails, auxiliar as crianças nas
lições de casa, assistir a um filme ou mesmo dormir!
Esses novos veículos também devem revolucionar
o conceito de propriedade. Por que um carro para
cada indivíduo se, por exemplo, os filhos podem ser
levados para a escola enquanto os pais se arrumam
para serem transportados ao local de trabalho quando
o único carro da família retornar ao ponto de partida?
Por que comprar um carro se posso contratar um
serviço de táxi autônomo para me apanhar em casa
pela manhã, me levar ao trabalho e, em seguida, atender
uma chamada estrategicamente selecionada a partir
do local em que me deixou?
Não tenho dúvidas de que teremos menos carros
nas ruas, sendo mais eficientes e com menos riscos
e preocupações.
Um Mercedes-Benz
10
Há mais de 15 anos, a corrida por lançar no mercado
de massa o primeiro carro autodirigível é grande. O
novo modelo S500, da Mercedes-Benz, dirigiu sozinho
cem quilômetros na Alemanha em agosto do ano
passado, guiando-se com sucesso por rotatórias,
semáforos e eventuais ciclistas.
O Carina
Batizado de Carina, o Carro Robótico Inteligente
para Navegação Autônoma foi o primeiro veículo
do tipo a andar em vias públicas na América Latina.
O carro autônomo desenvolvido por pesquisadores
da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos,
no interior paulista, embora ainda apresente freadas
bruscas e não consiga seguir as marcações das faixas
da rua com precisão, andou por dois quilômetros de
ruas na manhã do dia 22 de outubro de 2013.
Equipado com câmera com sensor laser que
monitora 70 mil pontos ao redor do carro dez vezes por
segundo, GPS de grande precisão e dois computadores,
sendo um de bordo, o protótipo deixa evidente que, se
ainda não está pronto, já não é algo do outro mundo.
Já me imagino entrando no carro e dizendo... “ir
para a ADEVA”. Em seguida, começo a tomar o meu
café da manhã ouvindo um audiolivro que escolhi por
comando de voz enquanto desembrulho o meu lanche.
Assim que chego na ADEVA, como sei que a minha
esposa precisa ir para o trabalho, saio do carro e digo:
“voltar para casa”. Assim que estiver próximo do final
da reunião do CONVIVA, pelo celular, aciono a vinda
do carro para me buscar.
Maravilha das maravilhas este admirável mundo
novo!
O vídeo de exibição do protótipo Carina está
disponível em: http://www.youtube.com/watch?
v=DNagM7avpYo&feature=player_embedded
TECNOLOGIA
Na rede
LITERATURA
Outros olhares
Machado de Assis, obra completa
O portal Domínio Público e o Núcleo de Pesquisa em
Informática, Literatura e Linguística, da Universidade
Federal de Santa Catarina, organizaram, sistematizaram,
complementaram e revisaram as edições digitais dos
escritos de Machado de Assis existentes na rede. Neste
site, os usuários da internet podem se embrenhar na sua
obra completa em edições confiáveis e gratuitas.
http://machado.mec.gov.br
DescolaAí
DescolaAí favorece uma prática sustentável, pois
possibilita que se troquem objetos, se contrate um
serviço ou se alugue algo por um tempo determinado,
estimulando, assim, o consumo colaborativo. Em um
artigo da revista Time (EUA, 2011), o consumo colaborativo
é citado como uma entre as 10 coisas que vão mudar o
mundo. O empréstimo ou aluguel é intermediado pelo
site, que garante segurança a seus usuários.
http://www.descolaai.com/
O Beijo
Amor
O João conta que sempre foi o preferido da
avó Maria entre os doze netos e ela nem tentava
disfarçar: “Esse menino é a minha vida”, dizia.
Eram para ele os telefonemas mais longos, os
presentes mais caros, os abraços mais apertados
e os doces mais gostosos. “A gente era criança e
os primos, na hora da briga, diziam que é porque
eu nasci cego”, explica o João, rindo.
Das visitas à casa da avó, ele se lembra do
papagaio que avisava quando chegava gente e do
assoalho rangendo quando entrava, mais o som
oco de sua bengala fazendo tum, tum, tum. Aí ela
vinha quase correndo da cozinha, toda feliz, e ele
ficava até tonto de tanto beijo e tanta pergunta.
Como a avó Maria fazia doces “pra fora”, como
se dizia na época, a casa cheirava a baunilha,
canela e chocolate e o João fala que até hoje
basta um deles para bater um vazio misturado
com uma saudade danada daquele tempo.
Ele foi crescendo e a avó, aos poucos, foi se
esquecendo. Um dia de uma coisa, outro dia de
outra. Do doce no fogo, do ferro na tomada, do
caminho de casa e, por último, do neto preferido.
Dedicado às artes visuais brasileiras, este site reúne
informações a respeito do mundo artístico da cidade
de São Paulo, com roteiro completo das principais
instituições, museus, centros culturais, galerias, espaços
alternativos e arte pública. Traz também informações
sobre novas mostras, entrevistas com artistas, resenhas
de livros, promoções, vídeos, exposições virtuais e
detalhes sobre editais, concursos e bolsas.
http://obeijo.com.br
Um dia, na última visita, o João, já homem feito
há muito tempo, entrou no quarto bem devagar e
sentou-se na beira da cama, pertinho dela. Sentiu
a pequena mão da avó acariciar seu rosto e seus
cabelos. Foi aquele silêncio, até que ouviu a voz
que docemente sussurrou: “Eu não sei quem você
é... Mas eu te amo”.
Lucia Maria é jornalista, audiodescritora e autora do blog
Outros olhares (outrosolhares.blog.terra.com.br)
11
LITERATURA
Espaço poético
Um dedo de trova
Tu lês os versos que eu faço,
e nem sequer adivinhas
o segredo que eu te passo
no espaço das entrelinhas...
Selma Patti Spinelli – SP
Afinal, que te aproveita
o labor que te consome,
se não doas, da colheita,
uma parte a quem tem fome?…
A.A. de Assis – PR
Foi um choque e muita mágoa
para quem acreditou:
a tua barriga d’água
com nove meses chorou...
Edmar Japiassu Maia – RJ
Amor em dois tempos
Rompendo a neblina que embaça o passado,
o sol em minha alma desperta a saudade
e eu volto contente à feliz liberdade,
ao álacre jogo do tempo encantado,
do idílio inocente, do beijo apressado,
temendo os olhares do pai da beldade.
Depois uma flor do gentil namorado
no peito da amada era a felicidade!...
Não sei em que ponto perdeu-se o lirismo
do amor que os “ficantes”, em seu modernismo,
mataram o encanto e a pureza ideal.
E enquanto eles “ficam”, ao som da balada,
o amor vai perdendo a feição encantada,
mudando-se em coisa sem graça e banal.
Thalma Tavares
Por Lothar Bazanella
MAIS!
Para seu lazer
Exposição
O Museu da Língua Portuguesa,
sintonizado com a Copa Fifa 2014, recebe a exposição “Futebol na Ponta
da Língua”, que fica em cartaz até 17
de agosto, de terça a domingo, das
10h às 17h, com entrada gratuita.
Praça da Luz, s/nº, Luz-Centro, São
Paulo (SP), tel.: 3326-0775.
Festa na rua
A BrooklinFest acontece no bairro paulistano do Brooklin sempre em outubro. Este
ano, a Alemanha é o país e tema de destaque.
Apresentações musicais, dança, teatro, circo,
artesanato e a gastronomia típicos se entremeiam com exposições e a exibição de filmes
alemães ao ar livre. Dias 18 e 19, das 10h às
22h, no quadrilátero das ruas Bernardino de
Campos, Joaquim Nabuco, Barão do Triunfo e
Princesa Isabel.
Concertos
Até novembro deste ano, a Jazz Sinfônica do Estado de São
Paulo cumpre a temporada 2014 na companhia de diversos
artistas convidados. Em setembro, apresenta-se com o grupo Trio Corrente, ganhador de um Grammy. Os concertos
acontecem no palco do Auditório do Ibirapuera e os ingressos
custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Dias 26 e 27, às 21h. Av.
Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 2, Ibirapuera, tel.: 3629-1075,
São Paulo (SP).
ADEVA - Associação de Deficientes Visuais e Amigos
Correspondência: rua São Samuel, 174, Vila Mariana, CEP 04120-030 São Paulo (SP) | e-mail: [email protected] - site: www.adeva.org.br
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