2.4. Educação - Evento

Сomentários

Transcrição

2.4. Educação - Evento
Anais
Oficina:
Educação
ORGANIZAÇÃO:
Universidade Federal do Pará - UFPA
INSTITUIÇÕES PARCEIRAS
A revisão lingüística e ortográfica, assim como o enquadramento
às regras da ABNT é de responsabilidade dos autores e coautores.
ISBN 978-85-63728-28-9
PARAFERNÁLIAS, ALEGRIAS E COISAS DE ESCOLA
Daniele Noal Gai - UFRGS
Liliane Giordani - UFRGS
Wagner Ferraz - UFRGS
Esta oficina tratará dos modos alegres de viver a escola. Trataremos de parafernálias,
quinquilharias e traquitanas que estão com todos e cada um nos espaços de circulação
escolar. Aqueles trequinhos quebrados, esquecidos, da ordem do não visto, que são
isolados ou excluídos. Buscaremos com as ferramentas das artes e da poesia uma ambiência
lúdica para tratar do que não se quer ver e não se quer falar e se quer esquecer e silenciar na
escola. Mesmo que certas coisas de escola nos provoquem incômodo, perverteremos a
ordem da tristeza e das mazelas, em contrapartida dum entre-lugar, nalgum lugar da nossa
própria alegria. A oficina é um convite ao prazer, ao compartilhamento, à alegria!
Palavras-chave: parafernálias; alegria; inclusão; escola
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ARRAIAS
TÍTULO : Gestão Educacional para a Diversidade: valorização e respeito como garantia de
sucesso na escola
Autor: Mauricio Reis Sousa do Nascimento
Co-autores: Rozilane Soares do Nascimento Queiroz
Maria Santa Ferreira Dos Santos Milhomem
1 – CARACTERIZAÇÃO E JUSTIFICATIVA
Discutir a diversidade no contexto da gestão escolar implica inicialmente reconhecer
que tanto no contexto mundial como no brasileiro muito pouco se discute esta temática
voltada para a organicidade da escola, a despeito dos discursos das autoridades da educação
no que se refere à questão, fundamentado basicamente na necessidade de promoção da
justiça social.
As medidas e ações práticas no campo da diversidade na educação, geralmente
remetem a alternativas orientadas pelo senso comum, que apontam unilateralmente para a
equidade de oportunidades alcançada pela implantação de regulamentos, como mecanismos
de redução das desigualdades. Isto reforçado pela concepção polarizada do termo que reduz a
apenas as questões de gênero e raça uma ampla gama de sujeitos e situações que compõem e
tornam a escola um lugar rico e diverso.
Tem que se levar em conta que a diversidade e a gestão escolar focada na diversidade
devem potencializar o ambiente educativo e a organização da escola como mecanismos
promotores de comportamentos e ações coletivas e individuais criando um clima favorável aos
comportamentos diversos, ampliando a visão sobre a questão no sentido de promover uma
ruptura com a visão dual e polarizada, referida anteriormente, reconhecendo que a
diversidade também se materializa nas diferenças culturais, de religião, de idade, de raça, de
gênero, de orientação sexual.
O termo diversidade assume diversas significações e atualmente, em contraposição a
perspectiva conservadora que a condiciona a grupos ou indivíduos vistos como diferentes,
existe uma série de fatores, critérios e situações que nos fazem pensar a diversidade a partir
de um campo mais ampliado e nisto se traduz o maior desafio da educação e da gestão
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ARRAIAS
educacional para a diversidade hoje, que é dar respostas à sociedade, às múltiplas
determinações que o ambiente diverso impõe, através de projetos educativos dinâmicos e
próprios.
A proposta de execução da oficina GESTÃO EDUCACIONAL PARA A DIVERSIDADE:
valorização e respeito como garantia de sucesso da escola se desenvolve a partir de quatro
eixos: Gestão Escolar e a Diversidade Cultural; Gestão Escolar e a Diversidade de Sexual;
Gestão Escolar e a Diversidade Étnico Racial e a Gestão Escolar e a Diversidade Religiosa. A
presente proposta é voltada para alunos de cursos de licenciatura, professores,
coordenadores, diretores das escolas públicas estaduais e municipais.
O projeto se apresenta como forma de subsidiar o desenvolvimento de uma nova
visão sobre a diversidade e suscitar as respostas diversas a partir da reflexão teórica do tema,
o trabalho com problemas concretos vivenciados pelos participantes e pelas escolas, de
maneira que este público possa discutir e experienciar coletivamente situações que permitam
na prática o desenvolvimento de planos e ações adequadas às situações que envolvam o tema
diversidade e que desafiam cotidianamente a escola e sua gestão.
2 – OBJETIVOS E METAS
2.1 Objetivo Geral
Possibilitar ao público participante a oportunidade de discussão e ampliação do seja o
conceito de diversidade a partir de estudos e atividade práticas com foco na gestão escolar
voltada para a diversidade.
2.2 Objetivos Específicos

Refletir o conceito de diversidade numa perspectiva ampla;

Promover experiências didáticas que levem os envolvidos a ampliar as discussões
sobre o tema diversidade;

Ampliar as possibilidades de atuação/intervenção da gestão escolar em situações
pedagógicas que valorizem as múltiplas experiências e situações da diversidade no
espaço escolar.
3 – METODOLOGA
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ARRAIAS
O trabalho será desenvolvido a partir de grupos formados pelos participantes, segundo
os eixos abaixo:
Eixo 1 - Gestão Escolar e a Diversidade Cultural;
Eixo 2 - Gestão Escolar e a Diversidade de Sexual;
Eixo 3 - Gestão Escolar e a Diversidade Étnico Racial;
Eixo 4 - Gestão Escolar e a Diversidade Religiosa.
Serão distribuídos aos participantes apostilas e estudo de caso com as temáticas e a
partir das leituras serão desenvolvidas atividades orientadas.
Os textos serão fornecidos pelos ministrantes das oficinas e não compõe este anexo,
mas caso haja necessidade pode ser enviado.
6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUDELOS, Domingos Sávio Camico. Educação Indígena. In. CADERNOS DE EDUCAÇÃO. Ano XV
– número 23. Jul/dez. 2010 – 2 ed. Brasília. CNTE, 2010.
ANDRADE, Cristiane P. Concepções sobre diversidade de orientações sexuais veiculadas nos
livros didáticos e paradidáticos de ciências e biologia\ UFBA – 2004.
BRASIL. Lei nº 10.630. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil - acesso em 05 de setembro
de 2011.
BRASIL. Lei nº 11.645. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil - acesso em 05 de setembro
de 2011.
BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional de Valorização dos Conselhos
Escolares. Caderno 3/elaboração Ignes Pinto Navarro [ET-al] – Brasília. MEC, 2004.
BRASIL. Parecer CNE/CP nº 03/2004
FILICE, Renisia Cristine Garcia e SANTOS, Deborah Silva. Ações Afirmativas e o Sistema de Cotas
na UNB. In. CADERNOS DE EDUCAÇÃO. Ano XV – número 23. Jul/dez. 2010 – 2 ed. Brasília.
CNTE, 2010.
SILVEIRA, Rosa Maria Godoy. Diversidade Religiosa. Disponível em www.dhnet.org.br
PLC 122/2006. Disponível em www.naohomofobia.com.br/lei/index.php - acesso em 30 de
agosto de 2011.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ARRAIAS
SANTOS, Celso José dos. E Estatuto da Igualdade Racial. In. CADERNOS DE EDUCAÇÃO. Ano XV
– número 23. Jul/dez. 2010 – 2 ed. Brasília. CNTE, 2010.
Texto Final da CONAE disponível em: http://www.blogeducacao.org.br - acesso em 29 de
agosto de 2011.
TOCANTINS, Conselho Estadual de Educação. Parecer 89/2010 –Palmas – TO, 2010.
OFICINA: Teoria e prática para a preservação e conservação de acervos documentais
Instrutora: Janira Iolanda Lopes da Rosa - Bacharel em Biblioteconomia; Pós-Graduada em
Docência do Ensino Superior; Coordenadora da Biblioteca – Campus de Porto Nacional
Universidade Federal do Tocantins
RESUMO
As Instituições de Pesquisa, Universidades, Museus, Arquivos Públicos, Bibliotecas
Públicas, sejam elas federais, estaduais, municipais ou privadas, devem ter como principal
finalidade, reunir, organizar e preservar acervos de valor histórico, uma vez que são
instituições relacionadas com a cultura e tem como principal tarefa, preservar a herança
documental para gerações futuras. Contidos em suportes diversificados e armazenados em
ambientes, às vezes inadequados ao acondicionamento ideal, os documentos registram a
produção técnico-científica e cultural das comunidades e de toda a humanidade. Daí a
importância da conscientização, do domínio de áreas do conhecimento, pertinentes ao tema
preservação e conservação de registros bibliográficos e não bibliográficos, que devem resultar
em esforço coletivo para evitar os processos de deterioração e de destruição. Um dos grandes
problemas enfrentados na maioria das instituições, é o fato de que suas coleções estão num
crescendo de deterioração. O acervo documental é matéria orgânica e, como tal, tem um
tempo de vida. Diante desse fato, uma outra questão se apresenta, tão clamorosa quanto a
primeira: o binômio preservação - acesso. A principal meta de qualquer programa de
preservação, é tornar a informação acessível e, ao mesmo tempo, assegurar sua longa
sobrevivência. O objetivo geral da oficina é conscientizar todos os interessados, a respeito dos
problemas que colocam em risco a integridade dos acervos, para que cumpram seu papel de
co-responsáveis pela conservação e preservação do patrimônio cultural, interferindo e
orientando, no âmbito do contexto em que estão inseridos, e junto aos prestadores de serviços
terceirizados, sobre medidas preventivas e corretivas. A instrutora apresentará o conteúdo
teórico com duração de 3 horas, utilizando slides e vídeos ilustrativos e, ao final, será
distribuído o Manual de Orientação para Ações de Preservação, Conservação e Restauração
de Acervo.
Pensar a Educação Pensar o Brasil (1822-2022): Sete anos de ações extensionistas
Criado em 2007, o Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão Pensar a Educação, Pensar
o Brasil – 1822-2022 (PEPB) articula projetos em torno da educação pública. É
desenvolvido por um grupo multidisciplinar de professores e alunos dos níveis de
graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), que atuam em diferentes áreas do conhecimento, como pedagogia,
educação
física,
história,
letras
e
comunicação
social.
Objetivo: propor e ampliar ações que possam incidir diretamente no cenário educacional
contemporâneo, sendo espaço de amplo debate e ferramenta de divulgação das mais
distintas abordagens e perspectivas de compreensão do pensamento educacional
contemporâneo.
Ações: Tomando como recurso diferentes ferramentas de mídia, o programa desenvolve
seis ações voltadas para produção, divulgação e registro dos conteúdos produzidos. São
elas: Seminário anual, disciplina da pós graduação, Pesquisa, Publicações, Programa de
Rádio (Rádio UFMG Educativa) e um Boletim on line. Para que as ações aconteçam,
contamos com a participação de intelectuais, estudantes, militantes, profissionais ou
membros da comunidade, que de alguma maneira estejam envolvidos com as questões
da Educação. Fundadas no respeito e na valorização da Educação Pública, as ações do
projeto tornam-se públicas e de acesso universal por meio das redes sociais (Twitter,
Facebook, Youtube, Junstin Tv) e manutenção/atualização de dois web sites.
O “Laboratório de Linguagem Integradas I – Ludicidade e Aquisição da
linguagem de crianças surdas” é um projeto integrado de ensino, pesquisa e
extensão do curso de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS e Língua
Portuguesa L2 da Universidade Federal do Pará, que visa apresentar
atividades de intervenções metodológicas no processo do desenvolvimento
sociocognitivo, linguístico e cultural de crianças surdas. A aquisição da
linguagem de crianças surdas está ligada ao desenvolvimento da imaginação,
habilidades linguísticas (Libras L1 e Português L2) e competência
comunicativa. A oficina do projeto pretende apresentar um estudo teóricometodológico das implicações do lúdico no processo de aquisição da
linguagem de crianças surdas e relatar estratégias metodológicas de uso da
ludicidade na educação linguística de crianças surdas na educação infantil. A
oficina problematizará aspectos das metodologias de intervenção individual, e
coletiva na educação de crianças surdas a partir dos jogos, brinquedos,
brincadeiras, e contato das crianças com a LIBRAS. As estratégias da oficina
serão aplicadas a partir da socialização de estudos teóricos, relatos de
experiências e propostas didático-pedagógicas desenvolvidas pelos bolsistas
no projeto. Espera-se com a oficina, disseminar o conhecimento teóricometodológico do processo de aquisição da linguagem através de atividades
lúdicas, e capacitar educadores para construir estratégias pedagógicas
eficientes na educação infantil de crianças surdas.
JOGOS LÓGICOS DE TABULEIRO:
Módulo I – Jogos de Bloqueio e Alinhamento
Área temática: Educação
Responsável pelo trabalho: Renato Perez Ribas
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Autores: Renato Perez Ribas1; Liliane Ferrari Giordani2
Resumo
A capacidade de raciocínio lógico e de análise da informação têm se tornado
primordiais com o advento da Internet e com o avanço das tecnologias da comunicação.
Esta Oficina envolve atividades com Jogos Lógicos de Tabuleiro, em particular jogos
baseados no princípio do bloqueio e do alinhamento, que corresponde ao primeiro módulo
preparado para este projeto, trazendo aos participantes jogos como Pong Hau K’i,
Madelinette, Shisima, Tapatan, Picaria, Three Men’s Morris e o Nine Men’s Morris, mais
conhecido no Brasil por Trilha ou Moinho. Trata-se de uma atividade organizada de forma
didática, em ordem crescente de complexidade, que conduz o participante à aquisição da
informação de forma lúdica e por etapas. Além da prática no tabuleiro envolvendo cerca de
15 jogos, também serão apresentadas e experimentadas as modalidades do jogo ‘gigante’ e
do jogo ‘vivo’ que dão outra perspectiva a esses jogos de tabuleiro, criando uma relação
interpessoal mais intensa e educativa. Trata-se de uma oficina de 2 horas de duração para
um grupo de no máximo 20 participantes.
1
2
Professor do Instituto de Informática da UFRGS.
Professora da Faculdade de Educação da UFRGS.
Arte e Matemática: O uso de Origamis na Confecção de Sólidos Platônicos.
Temática: Educação
As noções de geometria são fundamentais em todos os níveis de escolaridade na
medida em que está naturalmente integrada no desenvolvimento cognitivo do indivíduo,
favorecendo a relação entre matemática e o mundo real. O origami pode ser utilizado de
diversas formas como um recurso interessante para a exploração de conceitos
geométricos. No processo de construção e de desconstrução de um Origami, são
desenvolvidos aspectos como a observação, o raciocínio, a lógica, a visão espacial e
artística, a perseverança, a paciência e a criatividade. Ao analisar os passos de construção de
um Origami, percebe-se que diversas dobraduras foram utilizadas para se chegar ao
resultado. Quando se observa mais atentamente os passos utilizados e suas combinações,
verifica-se que novos padrões foram gerados. Definições como, plano, ponto, retas
paralelas, retas concorrentes, bissetriz e diagonal, podem ser compreendidas por meio da
visualização dos ângulos e das linhas vincadas no papel. A oficina consistirá em ensinar a
confecção de sólidos platônicos através de origamis. A priori será feita uma apresentação
breve sobre origamis, seu histórico e algumas de suas utilizações, após, iniciaremos as
confecções dos sólidos (Cubo, Tetraedro, Octaedro, Dodecaedro, Icosaedro). Esta oficina
tem por objetivo mostrar a relevância que a arte tem nos conteúdos matemáticos, auxiliar o
professor na obtenção de alternativas de ensino para sua aula.
A educação inclusiva como prática escolar: A inclusão do aluno deficiente visual na
escola regular
A inclusão é um movimento relativamente novo no processo histórico de
escolarização do deficiente, onde no ano de 1994, com a declaração de Salamanca, o tema
ganhou visibilidade no contexto das políticas públicas. Por mais que a inclusão seja um
conceito recorrente no contexto escolar, esta ainda está “engatinhando” na sua aplicação de
fato nas escolas. Deste modo é de suma importância a apropriação dos conceitos que
fundamentam a inclusão, compreender teoricamente o que esta propõe para as escolas para
propiciar uma prática não só docente como de todos os indivíduos participantes dos processos
escolares. Diante da atual realidade as atividades que valorizam a formação moral e ética e
todos os sujeitos sociais ganham relevância no contexto histórico no qual estamos inseridos,
pois, a diversidade é uma realidade e a educação é direito fundamental de todo individuo e
este deve ser respeitado em todas as instituições sociais. Diante do exposto, propomos
desenvolver uma ação extensionista, em forma de oficina, que promova uma oportunidade de
ampliação do conceito na prática de inclusão de crianças com deficiência visual no ambiente
escolar. Deste modo, a atividade que iremos desenvolver terá como objetivo favorecer o
diálogo entre escola e universidade sobre a educação inclusiva de crianças com deficiência
visual tanto para docentes que já atuam nas instituições escolares quanto para professores em
formação. Apresentaremos alguns materiais pedagógicos adaptados para alunos com
deficiência visual, propiciando um momento de construção de conhecimento e a socialização
de experiências de todos sobre o tema abordado.
VÍDEOS-AULAS DE FÍSICA: UTILIZAÇÃO DO PROGRAMA
WONDERSHARE E ATUBE CATCHER.
Área Temática: Educação
Emmerson Xavier LIMA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
Emmerson Xavier Lima1; Vanessa Niely Soares Campos2; Paulo Sérgio Feitosa
Barroso3.
(1) Graduando do Curso de Engenharia Mecânica / Bolsista PIBEX - UEMA; (2) Graduanda
do Curso de Química Licenciatura / Bolsista PIBEX – UEMA; (3) Professor do
Departamento de Física / UEMA.
RESUMO
Dentro de um contexto educacional, a Física como disciplina do Ensino Médio
requer uma atenção especial, em relação à forma de como ela é ensinada aos
alunos. A falta de materiais, recursos didáticos e lúdicos favorecem para o
desinteresse por parte dos alunos. Nesse sentido, o objetivo deste projeto é de
tornar disciplina de Física mais atrativa aos alunos por meio de gravação de
vídeos-aulas e experimentos com materiais do cotidiano. Utilizando recursos
computacionais por meio de dois softwares, na qual um será o Atube Catcher
usado para filmar simulações e animações no computador, enquanto o
Wondershare será para a edição das filmagens. Os passos a serem seguidos
com base nesses softwares, serão a importação de fotos, imagens e filmagens;
da coletânea que será criada no computador por meio de um diretório, para
armazenagem dos documentos, sendo ordenados de forma lógica e compatível
com os respectivos conteúdos de Física. Durante a apresentação dos vídeos
faremos uma breve introdução, de forma bem generalizada, mostrando as
possíveis aplicações no dia a dia; logo em seguida serão explanados conceitos
referentes ao assunto, empregando uma linguagem mais compreensível;
posteriormente serão feitas simulações do respectivo assunto; por fim serão
feitas considerações finais sobre o assunto bem como os agradecimentos.
Com isso a inserção de vídeos-aulas de Física torna-se uma alternativa para
professores e alunos no processo ensino-aprendizagem.
Experimentos de química com materiais do cotidiano: Como
ferramenta de complementação do ensino médio
Orientador: Clarivaldo S. Souza
[email protected]
Joseane Gomes de Jesus
[email protected]
Cintia Albernaz das Neves
[email protected]
Izadora dos Santos Pires
[email protected]
Resumo
A química é uma área de ensino que aborda assuntos complexos,
consequentemente, despertar a curiosidade e a motivação dos alunos torna-se
uma tarefa difícil (SCAFI, 2010). Dessa forma a parte experimental e a
contextualização do ensino de química, representam uma ferramenta de
estímulo e complementação do aprendizado, desenvolvendo o raciocínio
químico e auxiliando na compreensão das ciências exatas e da natureza, bem
como, no diagnóstico de concepções não-científicas (ALMEIDA, 2008). Porém
sabe-se da dificuldade em abordar experimentos práticos, seja por falta de
laboratório ou de equipamentos. Deste modo o PIBID de Química da
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), utilizando materiais
alternativos, almeja mostrar que a educação experimental é uma excelente
ferramenta de ensino. Para alcançar tais objetivos, propomos cinco (5) oficinas
sendo que estas correlacionam temas que são trabalhados no ensino médio.
Por exemplo, utilizando leite, detergentes e corantes alimentícios pode-se
explicar como acontece a dispersão coloidal. As oficinas propostas podem ser
feitas na própria sala de aula sem a necessidade de vidrarias especiais, neste
contexto os experimentos de cinética química, soluções, oxidação e ácido-base
partem do mesmo principio. Desta forma pretendemos mostrar que é possível
levar a prática para dentro da sala de aula de forma simples, e que isso possa
tornar o ensino de química mais atrativo promovendo assim uma melhor
compreensão dos fenômenos químicos.
BRINCANDO E JOGANDO NOSSA INTELIGÊNCIA VAI DESPERTANDO!
Profa. Dra. Nádia Mara da Silveira – IFAL - Campus Maceió
Daniel Ferreira de Souza – IFAL - Campus Maceió (Bolsista de Extensão)
Luiza Emilay Nogueira dos Santos – IFAL - Campus Maceió (Bolsista de Extensão)
Esta oficina, vinculada à linha de pesquisa ensino-aprendizagem, visa capacitar
professores de anos iniciais da escola pública e alunos de licenciatura quanto ao uso
de uma nova metodologia de sala de aula, a construção e utilização de jogos e
dinâmicas estimuladoras de inteligências, a fim de facilitar a aquisição do
conhecimento, em sala de aula. Desse modo, fundamentados em Gardner (1995),
considera-se que todos os seres humanos possuem, desde o seu nascimento,
múltiplas inteligências que são estimuladas a partir de suas interações com o mundo,
com a sociedade. Assim sendo, dependendo dos estímulos recebidos, as inteligências
podem tanto ser expandidas ou ampliadas, quanto reprimidas ou bloqueadas,
resultando no entendimento e na interpretação de mundo que é construído na mente
de cada sujeito. Afinal, essas dimensões de inteligências não são estáticas, pois estão
sempre se redimensionando, se aperfeiçoando, decorrente da idade ou de estágios de
desenvolvimento, conforme Piaget (apud Bee, 1984), e das interações do sujeito com o
mundo onde ele vivencia suas experiências, aumentando sua rede de relações sociais
e a sua zona de desenvolvimento proximal, segundo Vygotsky (1982).
A oficina “Abordagens Metodológicas Aplicadas ao Ensino do Português como
Segunda Língua para Surdos” é resultado do projeto PROINT 2010-2011 realizado no
Campus Universitário de Soure/ UFPA. O projeto visou integrar ensino, pesquisa e
extensão na perspectiva da inclusão sociopedagógica da pessoa surda no processo de
ensino do Português como segunda língua (L2), e promover a capacitação dos
estudantes e profissionais da educação de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari na área
da Português L2 de surdos. A presente oficina visa apresentar algumas propostas de
atividades pedagógicas que foram desenvolvidas durante o projeto ao abordar a relação
entre a Língua Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS, e também analisar
os aspectos textuais do texto em língua portuguesa na modalidade escrita, que é
considerada para o surdo uma segunda língua. A estratégia da oficina terá apresentação
de uma abordagem teórica da educação bilíngue-Língua Brasileira de Sinais/ LIBRAS
(L1) e da Língua Portuguesa (L2) – de surdos, algumas metodologias de ensinoaprendizagem do português para surdos e análise textual escrita de surdos. Espera-se,
que os participantes da oficina percebam a relevância de conhecer os aspectos
linguísticos do português na educação bilíngue de surdos, refletir algumas práticas
metodológicas para potencializar a aprendizagem deles, e promover o fazer pedagógico
a partir das necessidades educacionais especiais dos surdos no ensino-aprendizagem da
Língua Portuguesa.
ENTRE NA RODA, DEIXE-SE LEVAR, VENHA PARA DANÇA CIRCULAR!
ÁREA TEMÁTICA: Educação
Leisi Fernanda Moya1
A dança é a mais antiga manifestação de celebração e comunicação humana, faz parte
da nossa cultura e esta entre nós desde os primeiros registros de nossa humanidade. Para
além de meras celebrações, as danças foram, primeiramente, veículos de uma sabedoria
secreta que sobreviveu à mudança de linguagem, localização, religião e nacionalidade
por centenas e até milhares de anos. O homem dança desde os primórdios, eles se
reuniam em círculo ao redor de fogueiras, para dividir suas experiências do cotidiano,
traçar planos para o amanhã, transmitir ensinamentos aos mais jovens, ouvir histórias
dos mais velhos, e também para comemorar, cantar, dançar, namorar, e se confraternizar
com as tribos vizinhas, dessa maneira se construía a humanidade. Podemos atribuir à
dança uma grande importância devido a seu papel enquanto meio de conhecimento e
aproximação com a cultura dos povos, sua contribuição para melhorias quanto à
socialização, qualidade de vida, capacidades motoras, entre outros. Alguns autores veem
tentando conscientizar os educadores sobre a importância de se incluir o ensino da
dança na escola, de modo sistematizado e organizado, não apenas em dias festivos. Um
exemplo é Isabel Marques (2003), que afirma que com a dança podemos ensinar ritmo,
gestos corporais, consciência corporal, possibilitando ao aluno maior conhecimento
sobre o seu corpo. De acordo como Soares (1992), “considera-se a dança uma
expressão representativa de diversos aspectos da vida do homem” (p.82); podendo a
mesma ser compreendida como uma linguagem social que permite ao homem expressar
seus sentimentos, clamar aos seus deuses, agradecer, socializar-se, exercitar-se, entre
outros. Garcia e Haas (2006), mencionam em sua obra: “Desde que existe o homem,
existe a dança. Alguns autores comentam que, antes mesmo de usar a palavra, o homem
já se servia do movimento corporal para expressar seus sentimentos” (p.65). No caso da
dança circular sagrada, em especial, podemos descrevê-la como danças de roda, que
estão presentes em antigas tradições de diversos povos de todo o planeta, são trazidas de
muitas gerações, tradições e países. Podem ser: meditativas, vigorosas, pacíficas,
lúdicas e instrutivas, curativas e divertidas. São consideradas como danças muito
1
Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú - (IFC-CC)
democráticas pois podem ser dançadas por pessoas de todas as idades e atributos físicos.
Essas danças trazem em suas raízes o passado longínquo, a ancestralidade da dança dos
povos. Reencontram e recuperam a dança como comunhão e transcendência.
Relembram um tempo em que dançar era celebração, participação, encontro e
reafirmação dos ciclos da vida, na tensão entre os mistérios humano e divino. Na
história de sua existência, os homens dançaram todos os momentos importantes da vida:
da guerra à paz, do casamento aos funerais, da plantação à colheita, os ciclos
observados na natureza, a mudança das estações (OSTETTO, 2009) . Na dança, a
comunidade reunia-se e marcava seu pertencimento, vivendo e partilhando valores e
crenças, a dança acolhia a todos (GARAUDY, 1980). Considera-se Bernhard Wosien
(1908-1986) o grande percussor e socializador das danças circulares sagradas. Nascido
na polônia, o bailarino clássico, coreógrafo, pedagogo e pintor, nas décadas de 50/60
percorreu o mundo recolhendo e resgatando as danças, simbologias, tradições de
diferentes povos. Seu desejo era que todos, sem distinção, pudessem dançar e por meio
das danças circulares encontrou um meio para que todos pudessem dançar (WOSIEN,
2000, 2002) . No Brasil, as danças circulares sagradas chegaram por volta de 1983 em
Nazaré Paulista no Estado de São Paulo. Atualmente esse estilo de dança vem se
tornando cada dia mais presente em nossa cultura e tem encontrado espaço em diversos
ambientes, entre pessoas de faixas etárias diferentes e motivações diferenciadas com
relação à prática da dança. No que diz respeito as escolas Ostetto (2010), afirma que é
necessário que o professor passe pelo encantamento para este possa encantar, que é
preciso sensibilizá-lo para ele possa sensibilizar, ou seja, é preciso que o mesmo
experimente, para que possa tornar possível a vivência. É nesse sentido que propomos
essa oficina, com o intuito de possibilitar a vivência, o encantamento, a descoberta de
uma nova possibilidade de dançar aos educadores e envolvidos com a educação, para
que estes, quem sabe, possam também tornar possível esse contato e encantamento por
meio das danças circulares sagradas aos seus alunos. Durante a oficina serão
vivenciadas danças de origens e culturas diferenciadas, dançadas em círculos e em
duplas, com características festivas, comemorativas e meditativas. Mais do que a
preocupação em ensinar coreografias, oportunizaremos, sobretudo a sensibilização por
meio das danças circulares sagradas, difundindo as mesmas e abrindo novos horizontes
e possibilidades para a escola.
REFERÊNCIAS:
GARCIA, Ângela; HASS, Aline Nogueira. Ritmo e Dança. 2.ed. Canoas: ULBRA,
2006.
GARAUDY, R. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
MARQUES, Isabel. Dançando da escola. São Paulo:Cortez, 2003.
OSTETTO, Luciana E. Na dança e na educação: O círculo como princípio. Educação
e Pesquisa, São Paulo, v.35, n.1, p. 165-176, jan./abr. 2009. Disponível em:
http://redalyc.uaemex.mx/pdf/298/29811383013.pdf (acesso em 15 de julho de 2010).
OSTETTO, Luciana E. Para encantar, é preciso encantar-se: Danças circulares na
formação de professores. Cad. Cedes, Campinas, vol. 30, n. 80, p. 40-55, jan.-abr. 2010
Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br (acesso em 24 de fev. de 2014).
SOARES, C.L. Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
WOSIEN, B. Dança um Caminho para a Totalidade. São Paulo: Ed. Triom, 2000.
WOSIEN, M. G. Danças Sagradas: deuses, mitos e ciclos. São Paulo: Ed. Triom,
2002.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
PROJETO PARÁ LEITURA VAI-QUEM-QUER
Eixo de Educação Sexual - EDUSEX
OFICINA
“EDUCAÇÃO SEXUAL - QUANDO A SEXUALIDADE INVADE A SALA DE AULA”
Amanda Dias
Gabriela Costa Faval
Tema Gerador: Sexualidade
Publico alvo: Professores da educação básica.
Tempo Estimado: 02:00h
Resumo: A presente oficina direciona-se a discutir a construção sexual dentro do meio
escolar. Apresentando textos para debate, vídeos e dinâmicas com temáticas voltadas para a
as questões sexuais, objetiva dar a compreender de que forma a criança e o adolescente se
utilizam do meio escolar ou são influenciados por ele, na construção e re-construção de seus
conceitos, ideias, crenças e de sua própria identidade enquanto sujeitos sociais. Assim, visase, também, questionar a limitação imposta à sexualidade dos educandos na sala de aula,
quando se restringem seus questionamentos e dúvidas ao tempo de uma disciplina ou à
presença de determinado docente, negando-se à sexualidade seu caráter histórico,
psicológico, sociológico, cultural, religioso, biológico, ético, filosófico, político e educacional.
Objetivos:
- Debater amplamente a forma como se apresentam as questões relacionadas à sexualidade,
no meio escolar, em todos os níveis educacionais.
- Fomentar a necessidade de capacitação básica para os docentes;
- Debater o cuidado necessário ao se tratar da temática, em cada nível escolar;
- Identificar as dificuldades docentes na abordagem da temática;
-Apresentar as possibilidades de abordagem e de desenvolvimento de atividades
relacionadas à Educação Sexual, vinculadas a todas as disciplinas;
- Defender a utilização do termo Educação em oposição ao termo Orientação Sexual;
Equipamentos: Projetor de multimídia e som.
Desenvolvimento:
Texto – Sacanagem (Martha Medeiros)
Vídeo – Representação de gênero na mídia
Dinâmicas contextualizando o tema
Debate do tema no contexto escolar
Referências:
BRASIL, MEC/SEF. Parâmetros curriculares nacionais: matemática, vol. 03. 1º ciclo
ens. Fund. Brasília, 1997
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e ousadia – O cotidiano do professor. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1986;
A ACCS como estratégia flexibilizadora do currículo
na extensão universitária.
Como preconizado na Constituição de 1988 e regulamentado pela PNE/2001-2010, a participação
do estudante nas ações de Extensão Universitária deve estar sustentada em iniciativas que
viabilizem a flexibilização curricular e a integralização de créditos logrados nas ações
extensionistas. O que hoje nos recomenda as Diretrizes para a Extensão no Brasil, já foi elemento
de inquietação para muitas pessoas no decorrer da história da Universidade Brasileira. A Atividade
Curricular em Comunidade e Sociedade – ACCS surge neste contexto como uma experiência
concreta da extensão e como processo acadêmico de formação do aluno. Esse programa passou por
diversas etapas experimentais e tornou-se uma ação permanente de integração efetiva entre
ensino/pesquisa e sociedade, permitindo que a extensão fosse ressignificada, ao estabelecer o
diálogo entre instâncias acadêmicas, professores, estudantes e atores sociais diferenciados. O
objetivo desta oficina, portanto, é o de socializar estratégias de flexibilização curricular viabilizadas
no âmbito da extensão universitária, estabelecendo a ACCS como conceito macroatrator desta
discussão. A oficina será dividida em dois momentos: O primeiro momento contará com discussões
sobre extensão, currículo e apresentação da ACCS e o segundo momento será composto pela análise
de um Caso Motivado, a fim de levar os participantes a pensar estratégias de adequação e
contextualização das ACCS às realidades das questões que lhes são pertinentes.
OFICINA LÚDICA: O JOGO QUIMUNO NO ENSINO DA TABELA
PERIÓDICA
Área Temática: Educação
Wilma Leandro CARVALHO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
Wilma Leandro Carvalho1; Hataliane Costa Araújo2; Sandra Fernanda Loureiro de
Castro Nunes3
(1) Graduanda do Curso de Química Licenciatura/UEMA; (2) Graduanda do Curso de Química
Licenciatura/UEMA; Bolsista - PIBEX; (3) Professora de Bioquímica/UEMA
Quimuno é um jogo desenvolvido por alunos de Química Licenciatura da
Universidade Estadual do Maranhão, baseado em um jogo de cartas já existente
chamado UNO®. Criado para facilitar a aprendizagem de alunos do ensino médio,
sobre tabela periódica, o qual possui 102 cartas, com o símbolo dos elementos
representativos da tabela periódica e gases nobres, o qual existem cartas de ação:
Coringa (hidrogênio), Coringa comprar +5 (gases nobres), Pescar Duas (metais
alcalino-terrosos), Bloqueio (elementos de transição) e Inverter (elementos artificiais).
No jogo pode-se jogar entre 2 até 7 pessoas, em que são distribuídas sete cartas para
cada jogador. Para iniciar o jogo usa-se uma carta que não seja de ação, os jogadores
podem jogar elementos pertencentes ao mesmo período ou família, sendo cada período
representado por uma cor. Ao serem jogadas cartas de ação comprar, o próximo jogador
deverá comprar e passar a vez, ao menos que tenha também a carta parecida com a
jogada. As cartas coringas podem ser jogadas em cima de qualquer carta, exceto a
coringa Hidrogênio que não pode ser jogada em cima das cartas de comprar. Vence o
jogador que não possuir nenhuma carta em mãos. O objetivo não é ensinar a fazer o
quimuno, mas sim a jogá-lo e, mostrar aos presentes: coordenadores de extensão,
docentes, técnicos, alunos extensionistas e comunidade em geral, que a Química
também pode ser ensinada de uma forma lúdica. Não apenas através da teoria que
deixam os alunos apáticos a essa disciplina.
COMPREENSÃO DO CONCEITO DE CÔNICAS POR MEIO DE
DOBRADURAS E GEOMETRIA DINÂMICA.
Área temática: Educação
Responsável pelo trabalho: Gênesis Andrws Cardias Silva Baía
Instituição: Universidade do Estado do Pará (UEPA)
Autores: Gênesis Anl8pdrws Cardias Silva BAÍA¹; Andrey Uchôa FERNANDES¹; Eliana
Ruth S. SOUSA²
¹Graduandos do Curso de Matemática
²Mestre em Educação
Resumo
Objetivos: O estudo das Cônicas (elipse, hipérbole e parábola) está presente no
conteúdo dos programas do Ensino Médio, porém, seu ensino apresenta-se restrito a
uma abordagem superficial da geometria analítica. Ao observar alunos da graduação em
matemática com dificuldades em operar com tais estruturas geométricas e compreender
efetivamente o conceito, percebemos um descuido no tratamento deste conteúdo, o que
vai de encontro à sua importância histórica para o desenvolvimento das Ciências.
Afirmamos que a necessidade está em compreender o conceito de cônicas como lugares
geométricos indo além das equações que as representam em linguagem matemática.
Com esta oficina pretendemos divulgar maneiras possíveis e acessíveis de abordar o
tema Cônicas tanto no nível médio como no superior, mostrando suas aplicações nas
diversas áreas de conhecimento e construções por meio de software educativo e
dobradura em papel. Assim, objetivamos: Divulgar aplicações e meios de construção
das figuras geométricas cônicas (hipérbole, parábola e elipse); Estudar e relacionar
aspectos algébricos e geométricos das cônicas; Mostrar a construção das estruturas
geométricas cônicas, a partir das definições geométricas dessas curvas, no software
GeoGebra; Construir cônicas por meio de dobraduras em papel.
Palavras-chave: Cônicas, Geogebra, Dobraduras
Oficina: Educador brincante
Apresentação
Este curso foi criado a partir de uma vivência de mais como ator, diretor,
músico, professor, buscando trazer à tona a percepção, a musicalidade e a
linguagem corporal, desenvolvendo seu potencial criativo e comunicativo, tendo
como referência ás expressões dos chamados artistas brincantes. O objetivo é
desenvolver diversos aspectos da linguagem corporal (percepção, ritmo,
intensidade, gestual, etc) e o estímulo da criatividade do participante,
sensibilidade e a formação conjunta de sua capacidade interpretativa,
envolvendo também a criatividade e a reflexão, tendo como base as
manifestações populares, englobando ação cênica, musicalidade, dança, jogos
e brincadeiras diversas.
Intenciona-se também neste trabalho compartilhar e resgatar do imaginário dos
participantes, a espontaneidade criativa e constitutiva do "BRINCAR". Vemos o
brincar como um processo de conhecimento e aprendizagem onde está
presente fundamentalmente o prazer e o reconhecimento de um coletivo, pois a
troca, o relacionar-se, é essencial no acontecimento do BRINCAR.
Ao mesmo tempo em que se procura desenvolver e estimular uma capacidade
criativa individual, temos que fomentar um atitude coletiva de criação. A
colaboração de vários indivíduos, apesar da diversidade de seus pontos de
vista, faz da Criatividade algo bastante significativo na erradicação definitiva
dos conflitos entre os homens. A diversidade de conceitos e formas leva – ao
invés de uma insensível incompatibilidade – ao respeito, reconhecimento e
compreensão.
Conteúdos Propostos
- A Integração Coletiva
- Redescoberta do corpo próprio
- A intenção e a visão periférica
- A liberação emocional
- Percepção corporal e rítmica
- A musicalidade do Corpo
- Percepção Rítmica
- Fala, gesto e expressão
- Cantos e Jogos
- O corpo como linguagem expressiva
- As relações com o ambiente
- Técnica vocal (respiração, dicção e projeção)
- O espaço afetivo do corpo
- A ocupação do espaço cênico
- Utilização de espaços alternativos
- Construção de Jogos Dramáticos
- Prática de improvisação.
Oficina de Introdução à Programação Visual com Processing
Elany M. B. Farias1, Enoque C. M. Alves1
1
Programa Mídias Eletrônicas: Ensino e Inclusão (PROEXT 2014 - MEC)–
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Santarém– PA– Brasil
{elany7,enoque}@gmail.com
Programar é escrever um conjunto de instruções que podem ser compilados, seguindo
uma linha de raciocínio lógico para que uma máquina possa conseguir interpretar e
executar. Devido ao estigma associado ao grau de dificuldade em relação à
programação de computadores, deve-se buscar por ferramentas lúdicas e “amigáveis”
que sejam de fácil aprendizagem.
Processing é uma linguagem gráfica de programação open source desenvolvida no
MIT para pessoas que querem manipular imagens, sons, animações e para ensinar
fundamentos de programação de computadores dentro de um contexto visual, por
possuir uma curva de aprendizado relativamente pouco inclinada.
Objetivo
A proposta de oficina pretende fornecer aos alunos ou interessados em participar,
uma oportunidade de entrar em contato com conceitos básicos de algoritmia e
programação de uma forma visual e acessível. A oficina terá duração de três horas, com
os seguintes temas:

Sistemas de coordenadas

Formas primitivas e Cores

Estruturas de repetição

Variáveis Locais e Variáveis Globais
Recursos
 Laboratório de Informática com 15 PCs
 Software Processing
 Projetor, quadro branco, pincel e apagador
A oficina “Alfabetização em Português L2: estratégias de leitura e escrita de alunos
Surdos” apresenta atividades didático-pedagógicas para desenvolver habilidades de
leitura e escrita de alunos surdos escolarizados na alfabetização em língua portuguesa
como segunda língua (L2). A oficina tem como objetivos apresentar propostas
pedagógicas de leitura e escrita a partir dos domínios da leitura e escrita em seus
diferentes estágios de aprendizado, neste caso, logográfico, alfabético e ortográfico, e
fomentar o processo de alfabetização em Português L2 de alunos surdos. Será usada
como estratégia a exposição da abordagem teórica de Morton (1989) e Frith (1990) que
apresenta as fases de desenvolvimento da leitura e escrita de criança a partir de
atividades logográfica, alfabética e ortográfica, e atividades de ensino e aprendizagem
relacionada ao processo de alfabetização, ou seja, aprendizagem da linguagem escrita. A
estratégia da oficina será realizada a partir da explanação dos fundamentos teóricos,
aplicabilidade da teoria no processo de aprendizagem da leitura e escrita de crianças
surdas na alfabetização, e reflexão das práticas de alfabetização de crianças surdas em
português L2 na escola. Nessa perspectiva, espera-se que os participantes da oficina
conheçam e apreendam os mecanismos de ensinar e potencializar a leitura e escrita em
Português L2 de alunos surdos, e também, conheçam o processo de alfabetização a
partir dos aspectos logográficos, alfabéticos e ortográficos.
Introdução à Linguagem de Programação com Scratch
no Ensino Básico
Oswaldo Tomé de Freitas Júnior, Enoque de Aguiar Castro, Enoque Calvino Melo Alves
O Scratch é um programa educacional desenvolvido pelo Massachusetts Institute of
Technology feito através de um sistema inovador que introduz noções de programação,
matemática e lógica. É uma excelente ferramenta para mostrar a aplicação desses conceitos
no desenvolvimento de jogos, estórias interativas, demonstrações, animações e outras
produções. Esta oficina vem apresentar a ferramenta, Scratch, de forma simples e intuitiva
de modo a desenvolver o aprendizado da sintaxe de programação através da programação
visual, além de preparar os alunos para iniciar em outras linguagens mais poderosas e
profissionais. A metodologia utilizada será composta de uma parte teórica, onde serão
apresentadas a interface e os blocos de comandos do Scratch, e outra parte prática,
utilizada para desenvolver um projeto que trabalhe na forma de um jogo, animação ou
estória interativa. Ao final, esperamos que os alunos sejam capazes de desenvolver
animações, jogos, e ter um bom entendimento das ferramentas que fazem parte da interface
do software.
Brincando com a Matemática: Aprendizado Dinâmico através de Jogos
Nas salas de aula, um dos grandes desafios dos professores é relacionar os conteúdos abordados
com a realidade dos alunos. Em Matemática, essa tarefa, por muito tempo, quase não foi cumprida.
Com as novas visões educacionais e a necessidade de facilitar o entendimento dos alunos, começouse a pensar estratégias para se promover a construção do conhecimento pelos mesmos. O jogo, na
maioria dos casos, é o método utilizado. Pensando nessa metodologia, essa oficina busca apresentar
aos professores da Educação Básica uma sequência de atividades que foram e podem ser
desenvolvidas dentro das salas de aula a fim de despertar nos alunos a atenção e o prazer em
aprender o conteúdo. Nessa proposta didática mostraremos através de jogos que existem maneiras
diversificadas e divertidas de ensinar Matemática. O material utilizado foi elaborado e produzido no
“Laboratório de Aplicações Matemáticas” (LAPMAT), que é vinculado à Universidade Federal do
Oeste do Pará (UFOPA), e é composto por cinco jogos, a saber: Formando Frações e Trilha dos
Inteiros, abordando conteúdos de Aritmética, Jogo dos Palitos, trabalhando com o raciocínio lógico
dos alunos, Dominó da Geometria e Comprimento de uma Circunferência, que apresentam noções
elementares de geometria. Tudo visando destacar a interação professor-aluno e promover um
aprendizado mais eficaz.
MATEMÁTICA EM MOVIMENTO: CÁLCULO EM CINEMÁTICA
Nessa oficina buscamos integrar conceitos físicos às leis matemáticas, mais precisamente: a
Mecânica cinemática ao Cálculo Diferencial, da mesma maneira que Newton ou Leibniz
desenvolveu. Para isso, dividimos as atividades em quatro momentos de quarenta minutos cada: O
primeiro e o segundo apresentam, respectivamente a visão física e a visão matemática do
movimento cinemático, abordando as definições elementares da Cinemática e como o Cálculo
Diferencial e Integral se aplica no movimento. O terceiro momento apresenta propostas de
atividades no ensino de Física e de Matemática para alunos da 1ª série do Ensino Médio. O último
momento aborda situações práticas da Cinemática. A partir dessa oficina objetivamos que os
participantes percebam que existe uma íntima conexão, um entrelaçamento entre as coisas
mensuráveis e as coisas cógnitas e que uma determinada área de pesquisa não se desenvolve
coerentemente sem enxergar no mundo uma justificação, sem enxergar em outra área uma
justificação. A matemática se fez para a mecânica, que se fez para a matemática. É uma junção não
apenas teórica, como prática.
OFICINAS GÊNERO NA EDUCAÇÃO : espaço para a
diversidade no 6º. CBEU
A proposta da oficina é possibilitar aos participantes (professores/as e
acadêmicos/as) a oportunidade de problematizar situações referentes às
questões de gênero, sexo e sexualidade (particularmente a infantil). Com carga
horária de 03 horas, as oficinas procurarão valorizar o conhecimento e a
experiência de vida dos/as participantes e, a partir destas, discutir e debater
teoricamente sobre os temas apresentados. Para subsidiar as atividades das
oficinas, serão utilizados materiais de apoio - um vídeo e um livro pedagógico
(o qual será disponibilizado para os participantes) - como facilitadores para
trabalhar com as questões de gênero, relacionadas à educação e a infância.
Público: professores/as e acadêmicos/as participantes do 6º CBEU.
Vagas: 30 vagas
Informações: [email protected]
Data da oficina: a confirmar
Local: a confirmar
MÍDIA E INFÂNCIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Área temática: Educação
Jessany Andrade de Oliveira Lima
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Bolsista do Programa PIBID
Lucilene Alegar do Nascimento
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Bolsista do Programa Bolsa Permanência
Weslene da Silva Costa
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Bolsista do Programa Bolsa Permanência
Resumo
No que se refere a uma educação de qualidade é premente que o professor saiba
manusear formas que auxiliem no fazer docente. Para isto temos por objetivo
apresentar a relevância da utilização de diversas mídias, principalmente no que se
refere ao uso do cinema em sala de aula. A utilização do filme possibilita o trabalho
de diversas temáticas, como por exemplo, o filme “Os Azuis – da turma da Mônica”,
que aborda a questão da diversidade. Sabemos que apesar deste meio proporcionar e
facilitar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança, muitos
docentes não utilizam ou não sabem utilizar e acabam que de certa forma
caracterizando este recurso como passa tempo. Para o desenvolvimento da oficina se
fará uso de procedimentos metodológicos da pedagogia do diálogo e trabalho em
grupo com os participantes formando uma rede de conhecimento e reflexões a
respeito do uso da linguagem audiovisual em sala de aula. Assim, temos por
objetivos possibilitar o debate e vivências de atividades ligadas à leitura fílmica, que
incentive os participantes a ver o cinema como um importante recurso para o
desenvolvimento infantil e socializar a experiência vivida a partir do Projeto de
extensão Cineclubinho UFToca.
Palavras chaves: Cineclubinho, Criança, Audiovisual.
INTRODUÇÃO ÀS CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS: USANDO RÉGUA E COMPASSO
Na maioria das vezes, veem-se as construções geométricas como um simples ramo da Matemática,
porém é muito importante para o desenvolvimento do raciocínio lógico e, além disso, possui grande
desempenho nas aplicações de desenhos técnicos. A precisão e exatidão de como é exigido um
desenho geométrico, viabiliza a aplicação de conceitos significantes da geometria em diversas áreas
do conhecimento, como, por exemplo, na arquitetura, desenhos industriais e nas engenharias. No
princípio se desenvolveu o método das construções geométricas através de régua e compasso, sendo
aplicada até hoje, que, por conseguinte, é o modo que será aplicado para o desenvolvimento desta
oficina. Assim, nosso objetivo é, a partir das construções geométricas mais elementares, ensinar
Geometria em uma linguagem acessível através da manipulação de instrumentos como a régua, o
compasso e os esquadros.
Oficina “Olimpíada Nacional em História do Brasil”
Em sua sexta edição a Olímpiada Nacional em História do Brasil já se consolidou no circuito das
olimpíadas científicas no Brasil, tornando-se a ainda o maior projeto de extensão realizado
pela Universidade Estadual de Campinas. Pelo segundo ano, a ONHB, além da olimpíada
direcionada para professores e alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e do ensino
médio, conta com um curso de formação continuada on-line que atende aos professores
inscritos no programa e traz temas de grande demanda em sala de aula. Tendo como foco a
divulgação de nossa forma de trabalho e original avaliação, a um público alvo formado
professores de ensino básico e universitário, esta oficina propõe-se a apresentar o programa,
fazer um balanço da principais conquistas, dificuldades, críticas e contribuições da ONHB no
cenário nacional de ensino de História, assim como discutir a importância da atuação da
universidade para além de seus muros. Além disso, proponho realizar em conjunto com os
inscritos a resolução de pelo menos duas questões e uma tarefa que tiveram bastante impacto
nas edições passadas. Para a realização da oficina será necessário a utilização de Datashow e
computador.
GEOMETRIA: UM OLHAR ASTRONÔMICO
O Ensino de geometria é, em muitos casos, um grande desafio para os professores da Educação
Básica. Quando este trabalha as principais propriedades, pouco se consegue abordar, pois os alunos
apresentam grandes dificuldades elementares. Visando estabelecer estratégias diferenciadas para o
Ensino de Geometria para alunos do Ensino Médio propomos esta oficina, que apresenta a
Astronomia como ponte entre a teoria geométrica e as práticas cotidianas de cada discente. Nesta,
professores poderão perceber frutos de uma pesquisa bibliográfica centrada em metodologias e
transmissões de conteúdos físicos e matemáticos e alunos terão outras formas de apreender os
conceitos e aplicações dos padrões geométricos. Abordaremos primeiro uma concisa história da
Astronomia. Depois apresentaremos as ideias físicas envolvidas na Astronomia, seguindo com uma
análise dessa área nos livros de Física para a primeira série do ensino médio. Concluímos o trabalho
explorando essa física do Universo com uma visão puramente geométrica, observando novas
propostas de ensino. Ao final, espera-se que cada um apreenda o máximo de conteúdos tanto para
crescimento pessoal quanto profissional.
PRODUÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA ABORDAGEM
MULTIDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA
Área temática: Educação
1
1
Victor João da Rocha Maia Santos ([email protected]), Fernanda Britto da Silva ([email protected])
1
Departamento de Ciências Exatas e da Natureza, Colégio de Aplicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS)
O uso das tecnologias digitais tem avançado na educação criando novos
espaços de construção e troca de conhecimentos sendo que a aprendizagem
pode tornar-se mais atrativa aos estudantes, na medida em que o educador
utilize ferramentas adequadas. A construção de Histórias em Quadrinhos (HQs)
pode ser uma delas, por se tratar de um tipo de arte sequencial, torna-se um
instrumento muito importante para a área educacional, já que envolve e
promove, principalmente, a criatividade no desenvolvimento do conhecimento,
uma vez que a produção de cenários e personagens deve estar associada aos
textos, promovendo relação com o objeto estudado. Para facilitar a produção
de HQs utiliza-se o programa PIXTON, disponível "on line" na web, tanto em
versões gratuitas como pagas, o qual possui personagens que podem ser
movimentados e manipulados de várias maneiras nos quadrinhos,
possibilitando ainda a adição de novos personagens, cenários e objetos, que
possam não constar na biblioteca desse software. A produção das HQs deve
estar de acordo com o Esquema de Jakobson e envolver os seguintes passos:
escrita do roteiro, descrição de cenários e personagens, esboço da distribuição
dos quadros, diagramação, finalização e publicação do quadrinho. A avaliação
dos quadrinhos produzidos é realizada pelo professor dentro do ambiente do
próprio programa. A grande vantagem é que os quadrinhos produzidos pelos
alunos podem ser utilizados como forma de divulgação científica e como
material auxiliar didático.
OFICINA DE JOGOS TEATRAIS
PÚBLICO ALVO: Professores de educação básica
CARGA HORÁRIA: 3 horas
Resumo:
A oficina tem como proposta levar ao participante uma vivência teatral, com foco
nos jogos teatrais, mostrando que os jogos tornam-se peças fundamentais para o
desenvolvimento da capacidade de criação e o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social,
interferindo na vida intelectual e pessoal do aluno. A oficina também proporá trabalhos em
grupos, possibilitando troca de experiências, liberdade de expressão e estímulos para a
espontaneidade.
Objetivos específicos:
* Proporcionar atividades em grupos, através dos jogos;
* Introduzir princípios básicos da linguagem teatral;
* Explorar a espontaneidade e a criatividade.
Metodologia/Conteúdo:
* Aula prática e dialogada;
* Jogos de desinibição;
* Jogos de concentração;
* Jogos dramáticos;
* Improvisação;
Bibliografia:
Desgranges, Flávio. A pedagogia do teatro: provocação e dialogismo. São Paulo:
Hucitec / Mandacaru, 2010.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura. São Paulo:
Perspectiva, 1988.
SPOLIN,Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1992.
O projeto de extensão da UFPA " Projeto, Implementação e Disseminação de Um
jogo Eletrônico Ambientado em Belém do Pará", é um jogo do tipo aventura e
educativo, com cenários em Belém.Na questão educativa, o objeto a ser repassado ao
aprendiz serão informações históricas e de arquitetura dos cenários do jogo. O jogo está
sendo produzido por alunos do curso de engenharia da computação da UFPA, e
atualmente já foram modelados os cenários e personagens da primeira fase, que deverá
ser finalizada em maio de 2014, quando será disponibilizado na WEB. A oficina
proposta apresentará as ferramentas e metodologias que estão sendo usadas para o
desenvolvimento do jogo a saber: Definição de GAME DESIGN, que gera o
documento do projeto do jogo incluindo concepção, cenários, personagens, público
alvo, jogabilidade, e etc.. Apresentação das ferramentas computacionais que estão sendo
usadas para a construção do jogo: Modelagem 3D, o 3Dmax, tratamento de imagens, o
gimp, e a GAME ENGINE unity 3D. Serão apresentados exemplos do jogo que está
sendo desenvolvido, e a sua versão corrente. Será apresentado como se pretende
disseminar o jogo para estudantes do ensino fundamental e médio de Belém. O público
alvo da oficina são professores e alunos interessado em produzir jogos eletrônicos
educativos e disseminar o jogo entre alunos do ensino fundamental e médio e avaliar o
impacto educacional dessa ferramenta educacional interativa.
Título: Reaproveitamento Alimentar Aliado à Qualidade de Vida
Eronita dos Santos Nascimento 1
Hildivane da Costa Silva1
Iara do Nascimento Nazareno1
Carolina Guimarães Aguiar Moreira
Introdução: A alimentação ideal deve fornecer ao organismo, nutrientes
essenciais para sua manutenção, crescimento desenvolvimento, reprodução,
regeneração dos tecidos nas necessidades nutricionais específicas. A ausência
de uma dieta equilibrada conduz o individuo a desnutrição ao qual se encontra
muitas pessoas atualmente e em especial as crianças. Objetivo: Trabalhar a
redução do desperdício de alimentos, através de soluções alternativas de
reaproveitamento dos mesmos e as novas formas de alimentação com maiores
valores nutricionais, visando à educação da comunidade sobre a importância
da iniciativa de adotar práticas de reaproveitamento alimentar e a qualidade de
vida que irão alcançar com a atual proposta. Este fundamenta-se na
importância da alimentação saudável como componente vitalício ao organismo
para o nosso crescimento e desenvolvimento. Métodos: O presente projeto
cientifica o desenvolvimento e a aplicação de palestras, minicursos e práticas
educativas sensibilizando o público assistido sobre os benefícios que irão
alcançar com o aprendizado teórico-prático sobre reaproveitamento alimentar,
e quais as vantagens terão através das ações propostas. Para isso, optou-se a
abordagem qualiquantitativa, com uma investigação analítica e demonstrativa e
prática, in loco. Resultados Esperados: Buscando resultados positivos com
método aplicado para reeducação alimentar em beneficio de uma alimentação
mais saudável, visando associar com a renda familiar tornando essa mais
sustentável e econômica em relação aos baixos índices de lixo orgânico
produzidos pela população com a implantação da idéia de reaproveitamento.
Palavras Chaves: REAPROVEITAMENTO ALIMENTAR, ALIMENTAÇÃO
ALTERNATIVA, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.
REFERÊNCIA:
Banco de Alimentos e Colheita Urbana, APROVEITAMENTO INTEGRAL DOS
ALIMENTOS, Série MESA BRASIL SESC - Segurança Alimentar e Nutricional
2003.
Disponível
em:
http://www.sescsp.org.br/sesc/mesabrasilsp/biblioteca/aproveitamento.pdf.
Acesso em: 28 de mai. de 2013.
GOULART, R. M. M., DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: UM PROBLEMA DE
SAÚDE PÚBLICA. Disponível: Acesso em 28 de mai. de 2013.
1-Acadêmicas de enfermagem do Centro Superiores de Balsas
2-Enfermeira Especialista
3-Enfermeira mestre em Ciências da Saúde e Especialista em Saúde da
Família
Fábrica de Aplicativos: Apps para dispositivos móveis
Os dispositivos móveis estão cada vez mais no cotidiano das pessoas, servindo não
apenas como meio de comunicação, como também de informação. Desse modo, o
desenvolvimento de aplicativos torna possível integrar esta tecnologia ao âmbito escolar
de uma forma que o professor saiba aproveitá-la trazendo praticidade ao ensino.
A Fábrica de Aplicativos é uma plataforma online para desenvolvimento de aplicativos
para dispositivos móveis (Celulares, Tablets, Smartphones), surgiu como uma proposta
de trabalho de conclusão de curso de alunos de graduação em computação. A
Plataforma utiliza-se de interface gráfica e de blocos funcionais, permitindo ao usuário
que se preocupe apenas com a forma e o conteúdo do seu aplicativo.
Utilizado como prática pedagógica, o professor pode fazer uso dessa tecnologia para
disponibilizar conteúdos didáticos em seus aplicativos, desta forma o aluno tem acesso
ao conteúdo estudado não apenas em apostilas e livros, mas virtual tendo acesso ao
mesmo em qualquer lugar e a qualquer hora.
A oficina terá duração de quatro horas, sendo abordado o que é um aplicativo móvel
(App), como funciona a Fábrica de Aplicativos, etapas de criação de aplicativos,
tratamento de imagens de abertura, cabeçalho e fundo, componentes (guias) e conteúdo.
USO DO SOFTWARE STELLARIUM NO ENSINO DE ASTRONOMIA
Área temática
Educação e Tecnologia
Daniela Mayer Antunes1
Jeferson Vieira2
Trabalhar conceitos básicos de Astronomia pode ser um desafio para o professor, pois esse
conteúdo é bastante abstrato. Porém, existem diversos recursos para sanar essa necessidade.
Um desses recursos é o software Stellarium, este programa proporciona uma visão diferente e
didática dos objetos astronômicos, pode ser instalado em computadores e para seu manuseio
não é necessário acesso à internet. O uso do Stellarium possibilita aos professores que sua
aula seja mais interessante, envolvendo e aproximando os alunos do conteúdo, instigando a
curiosidade dos mesmos. A oficina objetiva demonstrar o uso do Stellarium como uma
ferramenta tecnológica inovadora, desde a instalação até o uso de seus recursos de forma
correta, conciliando os conteúdos em paralelo ao uso do software e articulando maneiras de
como os professores de diferentes níveis podem aproveitá-lo no Ensino de Astronomia, de
modo a mediar o processo ensino-aprendizagem de forma significativa. É proposto dois
momentos para a realização desta oficina, um deles voltado a professores da área de Ciências
da Natureza de todos os níveis de ensino, e outro em espaço público a noite e a céu aberto,
direcionado a toda comunidade. Contamos com o material necessário para realização das
oficinas e distribuiremos um tutorial sobre o programa aos participantes.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino. Astronomia. Stellarium.
CONSTRUÇÃO DO BAFÔMETRO (ETILÔMETRO) COMO FORMA DE
ENSINO E APRENDIZAGEM.
Esta oficina tem como objetivo sugerir aos professores de Química do
Ensino Médio uma possibilidade para que elespossam discutir assuntos de
Trânsito com os alunos edemais membros da comunidade escolar, abordando
um assunto pertencente a Educação para o Trânsito como é o caso dos alto
índices de embriagues. Sabemos que os índices de acidentes por ingestão
deálcool aumenta a cada dia.Por meio da discussão da construção de um
bafômetro podemos interligar a escola, a comunidade escolar e a universidade.
Vale lembrar que a Lei Seca foi promulgada em 2008 com objetivo de
reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados no Brasil. No
entanto, apesar de muitas campanhasterem sido realizadas desde sua
promulgação, elas têm como foco principal os maiores de 18 anos que pela
legislação brasileira são os que estão aptos a consumir bebidas alcoólicas. Por
outro lado, nosso foco é educar aqueles que não entraram na maioridade.
Buscamosinformaros benefícios que a Lei Seca traz para os jovens com o
objetivo de se tornarem adultos conscientes.
Para isto, elaboramos Módulos Didáticos, segundo o modelo dos Três
Momentos Pedagógicos (TMP), para serem implementados em escolas do
Ensino Médio. Perante isso, a construção e utilização do bafômetro tem como
objetivo trabalhar os conteúdos de Químicas e a formação de jovens
conscientes do males causados por quem consome bebidas alcoólicas antes
de dirigirem.
AD
S ID
TADUAL D
O
ES
HÃ O
RAN
MA
UN IV ER
E
S
CI
M
EN
TIA AD VITA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
UNIVERSIDADE ESTADAL DO MARANHÃO
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E ASSUNTOS ESTUDANTIS
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE EXTENSÃO
COORDENADORIA DE EXTENSÃO
1-ÁREA TEMÁTICA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: EDUCAÇÃO
ESCOLA DE EDUCADORES: APOIO E ASSISTÊNCIA PEDAGÓGICA A
EDUCADORES SOCIAIS E ESCOLARES DA REDE LEITORA EM SÃO LUIS.
Terezinha de Jesus Amaral da Silva¹
Maiara Bulhão de Souza²
Mariane Silva Serra³
RESUMO DO TRABALHO
Trata-se de um projeto de extensão vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de
Extensão PIBEX/UEMA que tem como objetivo principal contribuir com apoio e
assessoria pedagógica no desenvolvimento dos projetos educativos da Rede Leitora,
voltados para a formação do hábito da leitura, formação de leitores, a começar dos
educadores sociais e escolares vinculados a essa Rede. A Rede Leitora, um conjunto de
10 escolas e espaços educativos é de forte influencia e impacto educativo no bairro, No
total, as ações pedagógicas do projeto alcançam cerca de 80 educadores, que
multiplicam o que aprendem, através das oficinas realizadas, uma quantidade de 1.400
crianças, nas faixas etárias de 4 a 10 anos. A realização de oficinas implica no eixo
principal de trabalho, momentos de formação em que se adotam dinâmicas de leitura,
exploração da literatura regional, valorização da cultura local, artistas e escritores
regionais e nacionais. São técnicas e métodos de contações de histórias e atividades
subsequentes que podem ser desenvolvidas com as educadoras, num processo formativo
de habilidades de leitura e letramento, a começar dos educadores. É a formação do
professor leitor através de oficinas interessantes e criativas que se deseja demonstrar
neste espaço do 6º CBEU, com vistas a troca de saberes, experiências e enriquecimento
do projeto que ainda em andamento pretende qualificar suas ações.
Palavras chave: leitura – contações – oficinas – educador-leitor – letramento
1-Professora Mestre do Departamento de Educação e Filosofia da UEMA[Digite texto]
2-Aluna Bolsista do PIBEX, 7º período do Curso de Pedagogia da UEMA
3-Aluna Voluntária do PIBEX, 7º Período do Curso de Pedagogia da UEMA
Página 1
Uso de modelos analógicos em biscuit no processo ensino-aprendizagem.
Sílvia Maria Santos Carvalho1, Ana Paula Melo Mariano1, Hellen Karolyne Oliveira
Souza2
1
Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Departamento de Ciências Biológicas; 2Discente
da UESC, Curso de Enfermagem.
Este trabalho trata da realização de atividades, sob forma de oficina, que se prestará à
apresentação de ferramenta de ensino em Parasitologia, através de modelo analógico, com
a utilização de material em biscuit. Objetiva-se, nesse contexto, a interação entre os
participantes, bem como confecção dos modelos propostos e discussão da aplicabilidade do
material produzido. No que se refere a este último, especificamente, será ressaltada a
multiplicidade de ações que podem ser geradas, na sua confecção em ambiente escolar; no
estudo desses modelos nesse mesmo ambiente, na relação do conhecimento teóricoprático; bem como na possibilidade de apresentação do produto gerado nas ações em
comunidades, nos trabalhos voltados para a educação em saúde. E, nessa perspectiva,
inclusive, ressalta-se a sua importância em saúde pública. Ademais, objetiva-se o
entendimento sobre a importância dessa estratégia de ensino aplicada a esta área do
conhecimento, na exploração de competências e habilidades individuais, no manuseio do
material; e a possibilidade de estender essa proposta a demais áreas do ensino.
Modelos analógicos; biscuit; parasitologia
OFICINA MEDITANDO NA INFÂNCIA
Resumo
Muitos são os contextos em que vivem as crianças, conseqüentemente, muitas são as
infâncias que se apresentam. Infâncias que se desenvolvem em contextos de violência,
enfermidades, abandono, dificuldades sócio-afetivas e financeiras, como também, em
contextos de muitos recursos, por vezes somente materiais, com abundância de oportunidades
sem a valorização das mesmas e a preocupação do cuidado e partilha com o outro. Assim, as
crianças diariamente são submetidas a diversos estímulos que provocam stress, ansiedade e
tensão nervosa, entre outros tantos exemplos. Com base nesta problemática, a ONG Mãos sem
Fronteiras (MSF), criou um personagem infantil chamado Manolindo com o intuito de
divulgar um exercício de meditação para crianças de forma alegre e divertida. A meditação é
um exercício de controle corporal, auxiliando a melhorar o foco mental, desempenho
acadêmico, acalmar e proporcionar sensação de equilíbrio. A Universidade Tecnológica
Federal do Paraná (UTFPR), em parceria com a ONG MSF e a Universidade Federal do
Paraná (UFPR), pretendem realizar uma oficina que envolverá: palestra explicativa;
apresentação de vídeo; vivência prática dos exercícios de respiração, concentração e
meditação; participação do personagem Manolindo; apresentação do material de apoio; e
relato de experiências dos resultados obtidos pela aplicação do Projeto de Extensão Meditando
na Infância no município de Curitiba-PR.
DOSVOX BÁSICO
Kamylla Braga de Oliveira1
Karla Nayara Barbosa e Silva2
Raphaella Duarte Lopes de Albuquerque3
RESUMO
Promover condições de acesso e permanência, bem como a qualidade de serviços
especializados de acordo com a especificidade de cada aluno são atribuições do
Atendimento Educacional Especializado (AEE). Na educação superior, tais garantias se
concretizam através do planejamento e organização das ações de acessibilidade
arquitetônica, de comunicação, nos meios informativos e nos recursos didáticos e
pedagógicos. A utilização dos recursos tecnológicos de informação e comunicação
(TICs) contribuem para as atividades de ensino, pesquisa e extensão na medida em que
disponibilizam programas que proporcionam o acesso ao conhecimento. Um dos
recursos que pode ser utilizado é o sistema operacional DOSVOX, este oferece
ferramentas e aplicativos que colaboram para o atendimento das necessidades
especificas da pessoa com deficiência visual. Desta forma, o objetivo desta oficina
consiste no ensino dos procedimentos básicos do sistema DOSVOX. Inicialmente o
programa será instalado por cada participante e explorado nas suas diversas funções,
para o manuseio dos diretórios básicos, bem como a configuração de voz, jogos,
elaboração e organização de pastas, leitor, editor e corretor de textos e a sua conversão
para Mp3.
1
Graduanda de Pedagogia da Universidade Federal do Pará, Campus de Castanhal, bolsista do
projeto Atendimento Educacional Especializado na UFPA-Castanhal (UFPA/PROEXT) e
email: [email protected]
2
Graduanda de Pedagogia da Universidade Federal do Pará, Campus de Castanhal, bolsista do
projeto Atendimento Educacional Especializado na UFPA-Castanhal (UFPA/PROEXT) e
email: [email protected]
3
Psicóloga, Mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Professora da Universidade
Federal do Pará (UFPA), Campus de Castanhal e coordenadora do Grupo de Educação Inclusiva
da Região Amazônica (GEIRA), email: [email protected]
SUSTENTABILIDADE E EDUCAÇÃO
Área Temática: Educação
Responsável: Débora Ferreira da Silva
Instituição: Universidade Federal do Piauí- UFPI
Público Alvo: Jovens
Número de Participantes: 20
¹Débora Ferreira da Silva, Leidiane Negreiros da Rocha ¹, Janailto
Coutinho²
¹ Graduanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas,
Campus Profª Cinobelina Elvas- UFPI.
² Profº Campus Profª Cinobelina Elvas- UFPI.
RESUMO
A oficina intitulada “Sustentabilidade e Educação” têm como objetivo
sensibilizar a jovens sobre a importância e o uso consciente dos materiais reutilizados.
Bem como promover a discussão sobre a importância da Sustentabilidade no seu dia-adia, desenvolvendo o pensamento crítico e sustentável através do reaproveitamento dos
materiais inutilizados.
Para a realização desta oficina será utilizado materiais para a construção de um jogo
didático como reflexão das ações humanas ao ambiente e também a confecção de um
Puff Sustentável.
A atividade da oficina está estruturada em teoria e prática. As discussões teóricas
darão embasamento sobre sustentabilidade, agenda 21, os 8rs do consumo consciente e
conferências nacionais do Meio Ambiente, ou seja, eventos que visam fortalecer as
discussões a respeito de ações da educação ambiental nos sistemas de ensino.
A atividade prática se constitui na construção do jogo didático e da confecção do
Puff Sustentável que nos proporcionará uma forma alternativa e criativa de usar
materiais que não tem utilidade. Esta pratica irá promover a socialização e a interação
do publico alvo da oficina.
A metodologia utilizada na oficina será exposição oral, construção e exposição de
Puffs de materiais reciclados e jogo didáticos. A execução da oficina será pautada nos
itens abaixo:
 Dinâmica de Apresentação;
 Apresentação do Piauí;
1
 Apresentação do Vale do Gurgueia;
 Apresentação do Projeto Uso da Tecnologia da Informação com os Jovens da
Agricultura Familiar.
 Apresentação da Oficina Sustentabilidade e Educação
 Construção do jogo didático
 Dinâmica de Interação (Jogo didático)
 Confecção do Puff
 Dinâmica de Avaliação
Ao final desta atividade espera-se que os jovens possam ter construído um
pensamento mais voltado para ações ambientais e criativo no âmbito sustentável para
serem agentes transformadores e realizadores de alternativas para a utilização de
materiais reciclados, cuidando assim da manutenção do meio ambiente visando a
qualidade de vida e um ambiente mais limpo.
2
Resumo
O Show de Física da UFES tem uma proposta de apresentação em um estilo teatral onde os
experimentos são a atração principal em cada cena. Durante o Show são apresentados
fenômenos mecânicos termodinâmicos, ondulatórios e eletromagnéticos em interação
constante com a plateia.
É conduzido por dois locutores dialogando entre si e integrando a plateia à dinâmica de
apresentação. O público alvo são estudantes e professores de Ensino Médio. O Show se
caracteriza como uma atividade de Divulgação Científica e tem o objetivo de promover a
Popularização da Ciência e também despertar a curiosidade do estudante, motivando-o para o
estudo dos fenômenos físicos abordados. Investigações desenvolvidas pelo nosso grupo tem
demostrado o grande potencial deste tipo de atividade para se atingir o objetivo proposto. As
ações necessárias para a estruturação de um Show, nos moldes do que é feito na UFES, estão
descritas resumidamente abaixo:





Desenvolver um script para a utilização dos experimentos durante o Show.
Disponibilizar espaço adequado para a apresentação.
Viabilizar os experimentos e materiais necessários para a apresentação.
Realizar ensaios periódicos para treinamento da equipe de apresentação.
Preparar o espaço para as apresentações.
A proposta desta oficina é discutir como viabilizar tais ações, apresentar pequenos vídeos
demonstrando as ações desenvolvidas pelo nosso grupo, encenar uma pequena parte da
apresentação e construir um experimento que é utilizado durante no Show.
O XADREZ COMO METODOLOGIA NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA
Com a popularidade das tecnologias ficou mais difícil ensinar alunos que
estão cada vez mais desinteressados pelo ambiente escolar. Assim o ensino
tornou-se mais complicado desafiando o professor a tornar suas aulas mais
atrativas. Um recurso que pode reverter essa atual situação é o uso de jogos
educativos, pois o ato de jogar é algo intrínseco ao ser humano e ainda é possível
ensinar e aprender conceitos matemáticos através deles. Com isso, o Projeto
Mídias Eletrônicas: ensino e inclusão da Universidade Federal do Oeste do Pará
(UFOPA), desenvolveu atividades de matemática utilizando o Xadrez como
metodologia de ensino e aprendizagem, no qual trabalha o autocontrole, a
concentração, a memória, a paciência, a tomada de decisão, aumentando
consideravelmente o seu desempenho escolar. Essas atividades através de
jogos beneficiam muito a educação, pois elas auxiliam o professor a desenvolver
diferentes formas de favorecer o aprendizado, tornando-o mais prazeroso e
dinâmico. Assim, nesta oficina, serão trabalhados alguns conceitos matemáticos
como plano cartesiano, notações algébricas, figuras geométricas,
potenciações, desenvolvidas pelo Projeto Mídias través do Xadrez que, se
utilizados como recursos pedagógicos, proporcionam uma aprendizagem
bastante inovadora para a construção do conhecimento, auxiliando os alunos no
desenvolvimento do raciocínio lógico do conteúdo de Matemática.
1
Titulo
Utilizando o Marcador trigonométrico como ferramenta didática de aprendizado
Área temática
Educação
Responsável pelo trabalho
Marcelo Henrique Belonsi
Instituição
Universidade Estadual de Goiás (UEG)
Nome dos Autores
Marcelo Henrique Belonsi;
Amabile Jeovana Neiris Mesquita
Rogerio Marques Nunes
Resumo
O conteúdo da trigonometria, em sala de aula, muitas vezes é desenvolvida sob a forma
discretizada a partir da sua caracterização geométrica e, de forma mais aprofundada a partir
de sua caracterização algébrica, neste trabalho procuramos desenvolver os conceitos
iniciais de forma mais dinâmica e intuitiva a partir de uma ferramenta didática denominada
marcador trigonométrico, buscando assim, uma assimilação dos conceitos de forma mais
dinâmica e individualizada, no sentido de respeitar o tempo de aprendizado de cada
aprendiz. Assim, neste trabalho buscamos meios de facilitar a aprendizagem dos
aprendizes tornando-os protagonista em seu processo de aprendizagem. Dessa forma,
pudemos perceber que a partir da material didático utilizado os aprendizes se mostraram
mais interessados em buscar as soluções do questionário de atividades de conteúdo e,
ainda, mais satisfeitos quando percebiam que não mais necessitavam utilizar o recurso do
material didático para auxiliá-los na resolução das questões. Assim, concluímos que a
forma de intermediação do professor aliado à ferramenta didática utilizada permitiu tornar
os aprendizes protagonistas tanto no processo de aprendizagem quanto no processo de
avaliação e validação da aprendizagem.
Palavras-chave: Aprendizagem; Material Didático; Trigonometria.
Introdução
A maioria dos livros didáticos desenvolve o conteúdo de trigonometria de forma
algébrica, utilizando figuras geométricas para auxiliar na compreensão dos conceitos
relacionados neste conteúdo, porém, o que se pretende é alterar a forma de abordagem dos
conceitos, utilizando-se como ênfase o material didático, denominado marcador
2
trigonométrico, desenvolvido com fins de buscar enfatizar a trigonometria de forma não
discretizada, permitindo assim, a assimilação do conteúdo de forma mais natural.
A assimilação, do conteúdo, por parte dos aprendizes, se dá em melhor qualidade e
intensidade quando estes se colocam em posição de protagonista no processo de
aprendizagem. Dessa forma, este processo, além de estar vinculado ao grau de aprendizado
já alcançado, propicia sempre uma atividade de interação entre o aprendiz e o conteúdo a
ser compreendido.
Nesse sentido, a matemática quando tratada de forma contextualizada e por meio de
ferramentas e/ou material didático adequado se torna prazerosa e eficiente, pois possibilita
a ação de experimentar, por parte do aprendiz, a estruturação do pensamento lógico, o que
acarreta o aparecimento dos elementos essenciais de uma aprendizagem qualitativa, pois,
segundo Freire “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a
sua própria produção ou a construção.” (FREIRE, 1996, p.52). Dessa forma, buscou-se
desenvolver o estudo da trigonometria mais contextualizada utilizando para isto o
marcador trigonométrico, Figura 1, desenvolvido a partir do projeto de extensão
universitária da Universidade Estadual de Goiás, mais precisamente nas dependências da
Unidade Universitária da Cidade de Goiás, proporcionando ao desenvolvimento do
conteúdo maior naturalidade, tornando-o mais prazeroso e estimulante.
Por outro lado, cabe ao professor, enquanto organizador e facilitador da
aprendizagem, buscar alternativas e meios diferentes de ensino, propiciando uma
readequação das práticas pedagógicas, com intuito de superar as dificuldades de
aprendizagem apresentadas pelos alunos.
Nesse sentido, a presente ação desenvolvida por docentes e discentes de graduação
em Licenciatura em Matemática da Unidade Universitária de Goiás – UEG procurou
estabelecer uma aproximação entre a quadrupla facilitador-aprendiz-conteúdo-material
didático, de forma a possibilitar um aprendizado mais qualitativo aos alunos do 20. ano do
Colégio Estadual de Aplicação Professor Manuel Caiado, situado no Município de Goiás GO, possibilitando assim, o desenvolvimento de habilidades específicas de forma mais
consistente e determinante à aquisição das competências necessárias para a apropriação do
conteúdo de trigonometria.
Material e Metodologia
Na busca de uma metodologia que proporcionasse o alcance dos objetivos e metas
estabelecidas se utilizou a metodologia da engenharia didática (ARTIGUE, 1988), em
conformidade com a Pesquisa-Ação (THIOLLENT, 1996) de forma a produzir os
3
elementos essenciais no processo de ensino-aprendizagem que corroborem enquanto
elemento de ligação entre a quadrupla facilitador-aprendiz-conteúdo-material didático.
Nesse sentido, percebeu-se que a combinação de elementos dessas metodologias, se
mostraram norteadores essenciais na produção dos elementos facilitadores para o
desenvolvimento do trabalho, possibilitando assim, a utilização da ferramenta didática:
Marcador trigonométrico, no sentido de estudo (por meio de material manipulável) dos
fundamentos da trigonometria, de forma, que as mesmas possibilitaram direcionar as ações
de experimentações, no sentido de conduzir, os aprendizes, em seu processo de
aprendizado.
O Marcador Trigonométrico é um material didático manipulável utilizado
especificamente para trabalhar o conteúdo de trigonometria como as funções seno,
cosseno, tangente e a suas inversas, transformações de ângulos da unidade de medida grau
para radiano, bem como trabalhar o teorema de Pitágoras. Este material foi planejado e
desenvolvido para fins de auxiliar o professor, subsidiando este com o suporte necessário
quanto à facilitação do ensino do conteúdo de trigonometria e, de forma consequente tornar
os aprendizes os protagonistas em seu processo de aprendizado. Para fins de construção do
marcador trigonométrico utilizou-se forma metálica de bolo, réguas, porcas, arruelas e
parafusos para fixação, vide figura 1.
Primeiramente os trabalhos se iniciaram com um grupo de discentes de graduação
em Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Goiás, nas dependências da
Unidade Universitária da Cidade de Goiás donde, nesse ambiente, priorizaram-se as
discussões sobre o planejamento, elaboração construção do marcador trigonométrico e
atividades de aplicação em sala de aula. Assim, em segundo momento o material foi
aplicado juntamente com um material escrito
Eixo dos senos
de cunho norteador e avaliativo aos alunos do
Marcador do seno
Marcador do
cosseno
2o. ano do Colégio Estadual de Aplicação
Professor Manuel Caiado, vale dizer que
Eixo dos cossenos
estas
Marcador do angulo
aplicações
se
deram
de
forma
recorrente em diferentes turmas e em
diferentes períodos. Ainda, no sentido de
Escala graduada com resolução de 10
.
Figura 1: Foto de um dos protótipos do marcador
trigonométrico.
Organizador: Belonsi, Marcelo H.
ilustrarmos o desenvolvimento da proposta
perante a comunidade escolar, inicialmente
foi
realizada
uma
breve
explanação
introduzindo historicamente a trigonometria e uma rápida revisão dos conceitos
4
trigonométricos advindos do triangulo retângulo, no intuito de apresentarmos as formas de
determinação do seno, cosseno e da tangente no triângulo retângulo, pontuando as
implicações que levam a utilização do círculo trigonométrico no estudo da trigonometria
como, por exemplo, “a soma dos ângulos interno de um triângulo é 180° graus”,
justificando assim, a utilização do circulo trigonométrico para fins de encontrar o seno,
cosseno e tangente de ângulos superiores a 180°, acarretando dessa forma, a necessidade
de introduzirmos uma forma diferente de obtermos tais valores sem, contudo nos
basearmos na figura de triângulos retângulos.
De forma subsequente solicitamos aos alunos que se organizassem em grupos de
cinco alunos e, em seguida apresentamos o Marcador Trigonométrico aos mesmos,
disponibilizando um marcador trigonométrico para cada grupo formado.
A princípio os alunos tomaram o Marcador Trigonométrico em suas mãos e o
observaram sob várias perspectivas e forma, assim, conforme preconizava Piaget (1999)
quanto a seu conceito de equilibração no sentido do desenvolvimento das abstrações
empírica e reflexiva.
E finalmente com o objetivo de proporcionar aos alunos a experimentação através
da manipulação, ou seja, conduzi-los ao “aprender fazendo” foi proposto aos alunos que
respondessem uma ficha de atividades com utilização do Marcador Trigonométrico e com
auxílio do professor que neste momento desenvolvia o papel de mediador da atividade,
pois conforme Nacarato (2005) nenhum material é valido por si só.
Resultados e Discussões
A proposta de utilizar de materiais didáticos manipuláveis mais precisamente do
marcador trigonométrico para abordar o conteúdo de trigonometria o qual sempre os
alunos apresentam dificuldade, com o objetivo de melhorar esta realidade, mediante
analise de ficha de atividades que foram resolvidas pelos alunos utilizando-se do marcador
trigonométrico e de um questionário que foi preenchido posterior a ficha de atividades foi
possível identificar resultados satisfatórios quanto aos nossos objetivos.
Assim, após de realizada a aferição da atividade avaliativa e tabulados os dados
resultantes, percebeu-se um índice de aproveitamento, da assimilação do conteúdo, da
ordem de 90%, o que nos leva a concluir que o material didático contribui de forma
significativa para a facilitação da aprendizagem do conteúdo, por possibilitar ao aprendiz
ser o protagonista no processo de assimilação da aprendizagem, vale ainda dizer que foi
possível perceber nos alunos uma curiosidade inicial levando, os mesmos, â motivação da
busca pela compreensão do conteúdo a partir da utilização do material.
5
Conclusão
A partir das informações descritas nos parágrafos da seção de Resultados e
discussões acreditamos que os objetivos foram alcançados, contudo temos plena convicção
que tais objetivos podem ser revistos e, incorporados aos mesmos outros elementos com
fins de buscarmos uma a aprendizagem em sua plenitude.
Vale, aqui, mencionar uma característica que inicialmente não havíamos almejado
observar e, ao desenvolver esta proposta tornou-se evidente, característica essa que reforça
o marcador como ferramenta de aprendizagem. Ao aplicarmos a atividade de
aprendizagem tronou-se evidente, certa dificuldade nas primeiras questões da atividade,
fazendo-se necessária, neste momento, a mediação do professor, porém ao passar do tempo
observou-se uma evolução rápida dos alunos passando os mesmos a responder a atividade
de forma rápida e correta, percebeu-se também que à medida que os aprendizes evoluíam
nas respostas das questões menos os alunos ancoravam suas respostas à utilização do
marcador trigonométrico, donde ao final da atividade, praticamente não mais recorriam ao
marcador para encontrar a respostas das questões, por outro lado percebeu-se que quanto
menos os alunos utilizavam o material mais, os mesmos, recorriam a rabiscos de contas e
figuras, corroborando assim, com um dos princípios de utilização do marcador
trigonométrico como ferramenta de facilitação da aprendizagem, mostrando assim como o
marcador trigonométrico contribuiu para a compreensão do conteúdo, e, algo que vale
ressaltar foi a concentração dos grupos ao realizar a atividade avaliativa.
Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
NACARATO, Adair Mendes. Eu Trabalho primeiro no concreto. Revista de Educação
Matemática. Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Ano 9, n.9-10,
(2004-2005),
p.1-6.
Disponível
em
http://vicenterisi.googlepages.com/RevEdMat_gamo.pdf#page=7 Acesso em 10/09/2013.
PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. 24a. Edição – Rio de Janeiro – RJ – Ed.
Forense Universitária – 1999.
THIOLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 7. Ed. São Paulo. Cortez, 1996.
ARTIGUE,
Michèle.
Ingénierie
didactique.
Recherches
Mathématiques, vol. 9, n°3, pp. 281-307. La Pensée Sauvage, 1988.
en
Didactique
des
6ª CONGRESSO BRASILEIRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
TEMÁTICA: EDUCAÇÃO
Docentes responsáveis pela oficina:
Quitéria Mendonça Ataíde Gomes (IFAL – Campus Maceió)
Maria de Fátima Feitosa Amorim Gomes (IFAL – Campus Marechal Deodoro)
Discente participante:
Fernanda da Silva Liberto (IFAL – Campus Marechal Deodoro)
AÇÕES DE EXTENSÃO - TÉCNICAS DE PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DO
WORKSHOP DE GASTRONOMIA E HOSPEDAGEM PARA ALUNOS DO PROEJA
O workshop de Gastronomia e Hospedagem foi planejado para preencher uma lacuna existente
nas atividades voltadas para alunos do PROEJA, que até então eram excluídos da programação
extra sala de aula do IFAL campus Marechal Deodoro. A atividade denominada Oficina de
Planejamento e Execução de Workshop de Gastronomia e Hospedagem, visa demonstrar o
passo a passo na execução de um evento que mobilizou alunos, professores e técnicos não só
do citado campus, como de outros com cursos em áreas afins, empresários locais e interestadual,
prefeitura, Secretaria de Turismo e comunidade, otimizando conhecimentos e firmando
parcerias com a iniciativa pública e privada. Inicialmente o evento foi direcionado aos alunos do
PROEJA, porém, o alcance superou as expectativas, inscrevendo 430 estudantes, inclusive de
nível médio e superior de outras instituições de ensino. Como resultado, os workshops
proporcionaram maior visibilidade dos cursos da modalidade PROEJA perante a instituição, o
corpo docente, discente e a comunidade, contribuindo para a valorização e a inserção social dos
sujeitos em foco e com o processo ensino-aprendizagem. Tais conquistas acarretaram no convite
de professores e alunos para realizarem oficinas em outros eventos realizados no Estado, além
de aumentar a procura pelos curso, hoje, 100% dos alunos desta modalidade de ensino são
moradores da cidade.
Mancala: semeando a cultura negra
Débora Alfaia da Cunha
Claudio Lopes de Freitas
Resumo
O objetivo da oficina é propor estratégias lúdicas para o ensino da cultura africana e
afro-brasileira, tendo o jogo de mancala como foco. Mancala é uma denominação
genérica de uma família de jogos de tabuleiro estilo semeadura (com cavidades em
fileiras) surgida na África, supostamente entre 3.500 a 4000 anos. Na atualidade, este é
jogado em diversas partes do mundo e possui mais de 200 variações. Fora do Brasil, os
campeonatos de mancala auxiliam na divulgação e atualização do jogo e na valorização
da cultura negra. O jogo pode ser encontrado na internet e jogado online, contudo, sua
difusão em nosso país ainda é limitada pelo desconhecimento das regras e pela baixa
diversificação de mancalas disponíveis para venda no mercado brasileiro. Assim, a
oficina busca contribuir para a difusão do jogo e para a efetivação da Lei 10.639/2013,
que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira na escola.
Metodologicamente a oficina se divide em 2 momentos. Primeiro, histórico, tipos e
regras básicas dos mancalas mais jogados (ayo, kalah, giuthi e oware). Segundo,
vivencias lúdicas dos mancalas Ayo e Kalah, Por fim, importa destacar que a oficina é
resultado do projeto Ludicidade Africana e Afro-brasileira (LAAB) do Campus de
Castanhal/UFPA, voltado à proposição de metodologias para a valorização do
patrimônio negro na escola de Educação Básica.
Ch: 03 horas
Público alvo: professores dos anos iniciais, alunos de graduação e comunidade em geral
a partir dos 10 anos.
Vagas: 30
Material necessário: 1 projetor (Datashow), mas, se não for possível, informem que
levaremos impresso os slides.
JOGOS PEDAGÓGICOS VOLTADOS PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA.
Muitas vezes, a Matemática é vista como uma disciplina pronta e acabada, sem
espaço para criatividade, como se o professor fosse o único que detém o saber
e o aluno fosse um mero receptor do assunto que está sendo repassado.
Dessa forma, o ensino torna-se algo monótono para o aluno, o qual não tem
prazer de estudar, ou seja, as crianças só estudam por obrigação. Ao
verificarmos essa situação decidimos criar uma oficina de jogos pedagógicos
com a finalidade de fornecer subsídios para a formação docente de professores
dos cursos de Licenciatura em Matemática e Pedagogia, tornando as aulas
mais atrativas e divertidas com uma proposta diferenciada para o ensino. Neste
minicurso estaremos apresentando os seguintes jogos: Contigo 60, Trilha dos
Preços, Bingo das Frações, Roleta Fracionária, Corrida dos Dez e Jogo da
Senha. Os jogos propostos acima faz uso do raciocínio lógico para a resolução
de problemas simples para tabuada e para conceitos relacionados ao sistema
monetário, noções simples e/ou conceito de frações, probabilidade e análise
combinatória. O objetivo da oficina é apresentar aos professores de
matemática e aos pedagogos uma série de jogos para que possam aprimorar
seu trabalho em sala de aula ao utilizar uma metodologia que permite despertar
o interesse nos alunos pelo mundo dos números. Diante dessas propostas
apresentamos uma Matemática diferenciada que além de aprender o aluno da
educação básica também brinca.
Oficina “TV Leitura”
Ministrantes: Acadêmicas Francisca Girlene Rosa Magalhães e Samara Ribeiro Reis
Ao questionarmos quais as possíveis maneiras de incentivar o prazer pela
leitura/escrita de forma lúdica e criativa, lançamos mão da proposta da oficina “TV
Leitura”, que vem sendo utilizada, como instrumento lúdico-educativo, pelo Projeto
de Pesquisa e Extensão Pará Leitura Vai-Quem-Quer (PPLVQQ), vinculado à PróReitoria de Extensão da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e coordenado pela
professora Izilda Nazaré de Almeida Cordeiro, sendo implementado em uma
escolado do campo, multiseriada. Neste sentido, visamos proporcionar aos
estudantes participantes do 6ª Congresso Nacional de Extensão Universitária (6º
CBEU), o contato direto com a produção da “TV Leitura”. Desta forma, a oficina
objetiva: Socializar o instrumento lúdico-educativo “TV Leitura” aos estudantes
participantes do 6º CBEU; Propiciar a participação dos estudantes na elaboração e
apresentação de trabalhos utilizando a “TV Leitura”; Propiciar espaço de
diálogo/avaliação sobre o instrumento “TV Leitura”, como elemento didáticopedagógico. A metodologia configura-se em 04 momentos distintos, atendendo
sequencialmente: a explanação sobre a proposta (objetivos e estrutura
organizacional de tempo/espaço/materiais); o trabalho com materiais, a fim de que
os grupos de estudantes participem da construção da “TV Leitura”; a apresentação
de trabalhos produzidos pelos grupos; e diálogo/avaliação coletiva da atividade.
TITULO: CONHECENDO MELHOR PILHAS E BATERIAS PORTÁTEIS
TEMA: IMPORTÂNCIA DA COLETA DE PILHAS E BATERIAS E EDUCAÇÃO
AMBIENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE CAXIAS- MA.
AUTORES: Dilma Maria Limeira da Silva
Wenderson Francisco Ferreira da Silva
Orientadora: Dra. Maria de Fatima Salgado
RESUMO
Em sua forma mais simples, uma pilha é um dispositivo que converte energia química em
energia elétrica, compostas por substâncias químicas tóxicas, como: Chumbo; Níquel;
Cádmio; Mercúrio; Cobre; Zinco; Manganês; e Prata, que são perigosas, e se descartadas de
forma inadequada, podem afetar a saúde e o meio ambiente. Pesquisas realizadas com
estudantes do ensino fundamental, verificou-se que 100% dos mesmos usam pilhas e baterias,
89,2% desconhecem os riscos que o descarte inadequado pode trazer a saúde e ao meio
ambiente, 100% descartam estes resíduos no lixo doméstico, e 88,5% não conhecem a
legislação que trata do seu descarte. A pesquisa possibilitou perceber o quanto é grande a falta
de informação e conscientização dos estudantes sobre o uso, cuidados e descarte correto de
pilhas e baterias. Pretendemos realizar uma oficina na qual apresentaremos, aos participante,
os diversos tipos de pilhas coletados, os componentes internos das pilhas e como ela pode
produzir energia, bem como, a legislação que trata do descarte de pilhas e baterias. Este
trabalho corresponde aos resultados obtidos por ocasião da execução do projeto “Importância
da Coleta de Pilhas, Baterias e Educação Ambiental em Escolas Públicas de Caxias- MA”, no
âmbito Programa Institucional de Bolsa de Extensão – PIBEX/CESC-UEMA. Realizado com
estudantes do ensino fundamental para difundir o conhecimento e conscientizar os alunos
acerca dos riscos do descarte inadequado de pilhas e baterias.
CONFECÇÃO DE BONECAS NEGRAS: VALORIZAÇÃO DA CULTURA
NEGRA NAS ESCOLAS
Lori Hack de Jesus
Edna Catarina Jardim Ramos
Waldinéia Antunes de Alcântara Ferreira
UNEMAT – Campus de Juara – MT
Esta oficina objetiva replicar um trabalho artístico e didático-pedagógico realizado no
projeto de extensão “Descobrindo Talentos em uma Escola Municipal de Novo
Horizonte do Norte-MT: Educação e Relações Raciais”, desenvolvido pela UNEMAT,
Campus de Juara. Ela propõe a confecção de bonecas negras, que podem ser utilizadas
em teatros produzidos pelos alunos ou permanecer na brinquedoteca. A oficina aborda a
questão das relações raciais na educação, tendo em vista que elas não se dão de forma
tão harmoniosa, pois pesquisas desenvolvidas em escolas desde a Educação Infantil até
o Ensino Superior têm demonstrado que o racismo permeia as relações nestes
ambientes. Para auxiliar no processo de reeducação e consequente mudança deste
quadro, a lei 10.639/03 institui a obrigatoriedade do estudo dos conteúdos da história e
da cultura africana e afro-brasileira nas escolas e a confecção de bonecas negras e as
ações pedagógicas dela decorrentes contribuirão neste sentido, oferecendo uma
referência afirmativa às crianças negras. Portanto, nosso público alvo são
professores(as) da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, bem
como, os(as) alunos(as) de cursos de licenciatura. (Duração: 3 horas).
Palavras-chave: Lei 10.639/03; Práticas Pedagógicas; Bonecas Negras.
Geometria na Sona africana: do solo à sala de aula
Maria Emilly Silva Nogueira
Débora Alfaia da Cunha
Simone Santana Damasceno
Resumo
O objetivo da oficina é propor estratégias metodologias para o ensino de geometria em
uma abordagem cultural, destacando o patrimônio lógico-matemático africano presente
no traçado da sona. Esta compõe uma tradição gráfica e oral de algumas comunidades
de Angola, Congo e Zâmbia, e consiste no desenho de figuras geométricas traçadas na
areia, com diferentes níveis de complexidade, pelo recurso as linhas, simetria, rotação e
monolinearidade. A proposta se fundamenta na etnomatemática desenvolvida por
Ubiratan D' Ambrósio e Paulus Gerdes. Nessa abordagem, o ensino de matemática
deve, entre outas coisas, se constituir em um programa de pesquisa, voltado a analisar
como, ao longo da história, os diferentes grupos culturais geraram, organizaram e
difundiram técnicas e modelos de cunho lógico-matemático. Para esses autores, o
conhecimento matemático contemporâneo, formal e altamente abstrato, é herdeiro de
tradições muitas antigas, cuja rememoração permite humanizar os estudos matemáticos
e aproximá-los de outras áreas, como a arte, tornando-os interdisciplinares.
Metodologicamente a oficina se divide em 3 momentos: explicação dos princípios da
etnomatemática, apresentação da sona africana e elaboração a partir dos modelos
fornecidos. Por fim, importa destacar que a oficina é resultado do projeto Ludicidade
Africana e Afro-brasileira (LAAB) do Campus de Castanhal/UFPA, voltado à
proposição de metodologias para a valorização do patrimônio negro na escola de
Educação Básica.
Ch: 03 horas
Público alvo: professores de matemática do fundamental, alunos do curso de
licenciatura em matemática, Pedagogia e Arte, bem como comunidade em geral a partir
dos 10 anos.
Vagas: 30
Material necessário: 1 projetor (Datashow), mas, se não for possível, informem que
levaremos impresso os slides.
Arte afro-brasileira: a beleza da mulher negra
Antônia Silmara de M. e Matos
Débora Alfaia da Cunha
Bruna Nayana Souza dos Santos
Resumo
O objetivo da oficina é propor estratégias metodologias para o ensino de arte em uma
abordagem cultural, destacando as técnicas e temas presentes no desenho e na pintura
mural de matriz africana. Busca-se com a atividade tanto apresentar as características da
produção artística africana, quanto valorizar os traços físicos e estéticos vinculados à
negritude, como a cor da pele e o tipo de cabelo. A atividade proposta vincula-se as
orientações das politicas afirmativas, em especial a Lei 10.639/2003, que convocam as
escolas a propor uma pedagogia antirracista, pois muitos estudos comprovam que as
crianças negras brasileiras, em especial as da periferia e as do sexo feminino,
demonstram problemas de autoestima, em virtude da imagem socialmente privilegiada
como bela ser vinculada ao discurso do branqueamento. A oficina se divide em 2
momentos. Primeiro, apresentação e análise de desenhos e pinturas murais
representativas do traço africano, sua influencia na arte ocidental, suas técnicas e temas,
com destaque a figura feminina. Segundo, a produção de obras usando as técnicas
aprendidas, tendo por auxilio moldes com silhuetas variadas. A técnica a ser utilizada é
a mista, com desenho sobre o papel e colagem de tecido coloridos. Por fim, importa
destacar que a oficina é resultado do projeto Ludicidade Africana e Afro-brasileira
(LAAB) do Campus de Castanhal/UFPA, voltado à proposição de metodologias para a
valorização do patrimônio negro na escola de Educação Básica.
Ch: 03 horas
Público alvo: professores dos anos iniciais, alunos do curso de licenciatura em
Pedagogia e Arte, bem como comunidade em geral a partir dos 12 anos.
Vagas: 30
Material necessário: 1 projetor (Datashow),
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA PELA PEDAGOGIA LIBERTÁRIA
Resumo
A Pedagogia Libertária aponta ao antagonismo entre o interior e exterior do homem
e à carência de uma unidade ética de conduta como os sinais mais evidentes desta
cultura humana decadente. Num momento em que a inquietude do espírito humano
se declara contra a imitação dos costumes; da filosofia; da arte; da ciência e do
ensino hegemônicos, manifestando-se ainda, para a desconstrução da cultura
massificada. Concomitantemente, a Aprendizagem Significativa nomeia a junção na
educação de corpo e espírito como sinalizadores da compreensão do objeto de
estudo, sendo a Pedagógica Libertária – dela – a maior aliada nesta empreitada,
sabendo-se politicamente a educação basear-se na igualdade entre os indivíduos e
no direito de todos em desenvolver suas potencialidades, devendo, por si,
apresentar uma postura de transformação e não de manutenção da sociedade. Isso
merece ressalto, porque a Ciência e considerável número de práticas de ensino e
pesquisa, ainda não conseguiram se dissociar do tradicionalismo, significando com
isso, o acúmulo de resultados negativos em todas as esferas educacionais. Como de
práxis, na Pedagogia Libertária a criatividade e a espontaneidade existentes entre
aprendentes, facilitadores e demais docentes ao permitir a aprendizagem de
conhecimentos numa perspectiva integral desenvolve proficientemente o intelecto e
a moral. Em termos pedagógicos acentuam-se a autonomia, a criticidade e a
liberdade dos aprendentes; privilegiam-se o estudo das diferentes ciências numa
perspectiva interdisciplinar, e ainda, prescinde-se da classificação dos estudantes
em moldes hierarquizados. Neste sentido, é correto afirmar, também, que foi a partir
das tentativas de afirmação desta Pedagogia – no Brasil – que surgiram outras
práticas pedagógicas, entre elas a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire. E que
estes coletivos foram e são responsáveis pela formação de milhares de pessoas
num aprendizado laico, pacífico, racional e libertário, contrapondo-se à natural
tendência dogmática e violenta do ensino tradicional, por este se encontrar sob a
referência de uma competitividade exacerbada voltada ao princípio capitalista.
Dentro dos aspectos expostos, ao se observar o propósito educativo da Pedagogia
Libertária é possível compreender o quão de sua congruência e compatibilidade com
a Aprendizagem Significativa, haja vista, não haver significado no que se pretende
conhecer ou saber se não for pela forma isenta com que isso ocorre e, somente, um
aprendente com autonomia e espírito crítico pode alcançar tal intento. Do contrário,
seria expô-lo ao maniqueísmo do ensino tradicional: uma proposta dualista que
sugere a autonomia a partir da conquista de seu espaço pela competição
desmedida, e por outra, o exige cidadão ético e cooperativo. É importante perceber
que a Aprendizagem Significativa baseia-se em mostrar ao estudante o objetivo ao
aprender. Tudo depende ainda, do deixar ser (laisser feer), permitir que o
aprendente seja ele mesmo e vá ao encontro do que busca, visto que, aprender é
fruto do esforço individual. Contudo, é importante que o mediador esteja presente
em todas as fases da aprendizagem para não permitir que o aprendente perca o
foco ou negligencie sobre a necessidade do objetivo a ser alcançado e da
importância de obter o conhecimento. Na Aprendizagem Significativa pela
Pedagogia Libertária se faz necessário ser para aprender. Isso não é apenas
resultante da iniciativa de ser, mais que tudo: é fruto da autonomia de ser. Neste
sentido, deve-se permitir que o aprendente se faça progressivamente autônomo, no
estabelecimento de objetivos e no planejamento das ações que o conduzirão a eles,
segundo os próprios PCN’s. Um conjunto de atitudes que dentro da Pedagogia
Libertária, compõe o que se chama relação de respeito e confiança mútuos, e é a
partir deste contexto acolhedor que se dá a Aprendizagem Significativa. Esse tipo de
aprendizagem, contudo, gera muita expectativa, tanto para o aprendente quanto
para aqueles que o tencionam, sendo o ápice dessa ação o momento em que o
estudante se apaixona pelo conteúdo de estudo e busca de forma independente
aprofundar-se; quando percebe que grandes esforços geram grandes conquistas.
Nesse aspecto, também é papel do mediador manter o estudante motivado,
assinalando os resultados obtidos. Uma vez que, participar das conquistas
individuais dos aprendentes é extremamente prazeroso. Com base nessas
prerrogativas é possível elencar as principais congruências existentes entre a
Pedagogia Libertária e a Aprendizagem Significativa: a Aprendizagem Significativa
se baseia no gosto espontâneo do aprendente pelo conhecimento e em sua
capacidade cognitiva natural que o impulsiona à interação; para Pedagogia
Libertária o desejo de aprender é biológico: como a fome, o sono e a sede, dentre
outros, ele se dá sempre de dentro para fora. É assim que se observa as crianças,
naturalmente, gostarem de “brincar de escola”, ou ainda, observá-las querendo ir à
escola quando ainda nem possuem idade para tal. Para elas a escola além de ser
um espaço de interação e de amizades com outras crianças que desejam conhecer,
é instintivamente onde se obtém informações que podem fazê-las crescer, mais
rapidamente, intelectual e até financeiramente (esta última análise uma forma
equivocada de entendê-la). Na Aprendizagem Significativa sob tutela da Pedagogia
Libertária o professor adquire a função de mediador/facilitador e o aluno de
aprendente. Na proposta pedagógica libertária, o facilitador precisa direcionar ao
conhecimento apenas o que não foi possível ao aprendente fazê-lo sozinho. Dentro
do propósito da Pedagogia Libertária não pode haver Aprendizagem Significativa
que não seja autoaprendizagem e para a ambas o impulso pela busca do
conhecimento é mais importante do que a coisa conhecida. A Pedagogia Libertária e
a Aprendizagem Significativa defendem que os indivíduos são todos diferentes uns
dos outros, inclusive no que tange ao interesse em aprender. Sob os aspectos da
Pedagogia Libertária o estudante apreende tudo sozinho, bastando para isso não
impedi-lo,
somente
precisando
lhe
facilitar
detalhes
técnicos,
ou
mais
acentuadamente, tecnológicos. Existe ainda, congruência entre a Pedagogia
Libertária e a Aprendizagem Significativa quando afirmam que perguntar é o ato
mais espontâneo e o único realmente indispensável na formação sociocultural do
indivíduo. Isso porque, a cultura da oralidade durante séculos foi a única forma de se
fazer História. Permitir a outrem que fale, ao invés de enchê-lo com discursos vazios
ao seu entendimento é – antes de tudo – prudente e eficaz. Na perspectiva da
Aprendizagem Significativa a necessidade de conhecimento é compulsiva, como a
de liberdade e a de oxigênio: o homem vive, cotidianamente, buscando novas
informações (conhecimentos) e isso é o que lhe resguarda a sobrevivência desde os
tempos mais remotos. Foi assim que chegou-se ao fogo, descobriu-se um caminho
marítimo, alcançou-se a lua, encontrou-se a cura para doenças e satisfazem-se os
desejos, inclusive sexuais. Partindo-se de tais assertivas, os resultados objetivados
nesta capacitação em oficina presencial ocorrerão pela construção ativa e
participativa, e pela associação entre teoria e prática, fundamentalmente.
Consequentemente, a opção por determinadas práticas depende dos objetivos
pretendidos, da carga horária estipulada e do planejamento geral da oficina. É sob
tais prerrogativas metodológicas, que a execução da oficina dar-se-á em dois
momentos: no primeiro serão apresentadas as questões teóricas relacionadas aos
campos de estudo, com o objetivo de estabelecer congruências entre a
Aprendizagem Significativa e a Pedagogia Libertária; o segundo será voltado à
elaboração de suportes lúdico-didáticos como mapas conceituais, jogos de cartas,
dominós e jogos de memória. A exposição do assunto será por meio de material
impresso, apresentação de vídeo, confecção de material lúdico e sugestões de
leituras sobre as temáticas abordadas, com a finalidade de possibilitar aos docentes
a construção de recursos didáticos que possam ajudá-los em seus exercícios
cotidianos em sala de aula. Os instrumentos de apoio serão, data show, computador,
pendrive, internet, jogos de cartas (baralhos), dominós, papel cartão, cola branca,
tesouras, papel A4, canetas para quadro magnético. A avaliação do processo
ocorrerá por meio das discussões levantadas sobre os registros teóricos
apresentados, assim como, da própria criação do material lúdico e da construção de
mapas conceituais contextualizados. A realização da oficina será composta em três
etapas, sendo: etapa introdutória (boas-vindas, apresentações, resumo das
expectativas e revisão dos objetivo geral). Subsequentemente, será estipulado um
tempo (cinco minutos) para que cada participante converse com quem está ao seu
lado para criar um ambiente de interação entre os mesmos, após o que, cada um
fará a apresentação do colega participante, com base nas informações coletadas na
conversa inicial. Em seguida, será solicitado que o facilitador apresentado exponha
suas expectativas em relação à oficina. Na etapa de desenvolvimento serão
apresentados os conceitos-chave e proposto o desenvolvimento de habilidades e
avaliação do envolvimento e do progresso dos participantes em relação ao conteúdo
discutido, com atividades participativas (elaboração de material lúdico e mapa
conceitual) e eventuais correções de rumos, em função dessas atividades. Na etapa
de encerramento será feito o resumo de aprendizados significativos obtidos na
oficina, a relação entre os objetivos e os resultados originalmente esperados, e
estabelecido um plano de ação para a aplicação destes aprendizados em sala de
aula (facultativo). Posteriormente, será feita a avaliação da oficina sob a forma de
debate, quando todos terão oportunidade de esboçar suas impressões e de
confrontá-las com as expectativas iniciais com exposição dos resultados obtidos no
desempenho individual de discussões de conteúdos e da parte prática. Em seguida,
será aberta uma atividade de encerramento onde se possibilitará a todos a
oportunidade de expressar agradecimentos, reflexões e comentários finais.
Oficina:
Metodologias de Gestão de Projetos:
Reflexões sobre a Aplicabilidade na Extensão Universitária
Edileusa Medeiros Bezerra ¹
Dahyse de Oliveira e Oliveira ²
Fabiane Louise Bitencourt Pinto³
1 Mestre pelo Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional Gestão e Tecnologias Aplicadas a
Educação - GESTEC, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Especialista em Economia e Gestão
Pública, pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Analista Universitária da Universidade
do Estado da Bahia (UNEB). E-mail: [email protected] ;
2 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano (PPDRU) da
Universidade Salvador (UNIFACS). Analista Universitária da Universidade do Estado da Bahia. E-mail:
[email protected]; [email protected];
3 Mestre em Administração pelo Núcleo de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal da
Bahia (UFBA). Gestora Governamental de carreira da Secretaria de Administração do Estado da Bahia
(SAEB), atualmente designada à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Email: [email protected]
Esta oficina propõe-se a uma reflexão sobre o processo de aprendizagem da elaboração e
implementação de projetos que aproxima, teoricamente e de forma propositiva, as
atividades de extensão à pesquisa e ao ensino de graduação. O conhecimento é abordado a
partir da vivência de gestão da extensão universitária e da formação das autoras em
Administração de Empresas, no campo de uma universidade pública, que fundamentadas
no processo de aprendizagem teórica e aplicabilidade prática, consolidaram conhecimentos
técnicos de gestão de projetos.
Esta proposta é uma oportunidade de reflexão teórico conceitual em torno de uma
metodologia de Gestão de Projetos e tem como objetivo abordar os elementos
caracterizadores da Extensão Universitária. A perspectiva de se trabalhar as relações que se
desenvolvem, e podem se integrar na estrutura de um projeto, potencializando seu
conteúdo teórico e metodológico, visa instrumentalizar os participantes para a condução de
ações extensionistas no âmbito das Universidades, consolidando resultados significativos
para o desenvolvimento regional.
Por ser a extensão universitária uma área dentro de um contexto acadêmico, delineia-se
como um campo de estudo que demonstra o papel institucional da Universidade na
sociedade. A palavra Extensão vem do latim Extensione, efeito de estender, ampliar-se,
aumento; também significa importância, dimensão, tamanho. A extensão, sendo uma das
funções básicas da universidade, promove uma interação sistêmica com a sociedade,
buscando conhecimentos e experiências para a elaboração, implementação e avaliação de
ações, vitalizando o ensino e a pesquisa para o desenvolvimento de regiões.
Afinal, conforme afirma LOYOLA “Extensão é ensinar o que habitualmente não se ensina;
é pesquisar o que não é sabido; é assistir ao que não se demanda. E com estes dados
produzir aprendizado” (2005, p. 432). A vivência pessoal está assim vinculada à
aprendizagem, fato este que transforma o conhecimento em sabedoria. Por meio da
extensão, a universidade socializa e democratiza o conhecimento, levando à comunidade
externa o bem que deveria ser comum a todos, indistintamente.
As atividades de extensão bem planejadas, bem estruturadas e bem
executadas permitem à universidade socializar e democratizar os
conhecimentos dos diversos cursos e áreas. Também permite preparar
seus profissionais, não somente com a estratégia do ensino-transmissão,
mas complementando a formação com uma estratégia do ensinoaplicação. (LOYOLA, 2005, p. 433)
E, nesse cenário, as autoras pretendem com esta oficina potencializar aprendizes
multiplicadores para a gestão de projetos, no campo da extensão, em prol do
desenvolvimento regional.
Essa troca de saberes deve ser marcada pelo diálogo, idealizando uma aliança entre a
Universidade e os movimentos sociais, setores e organizações da sociedade. A produção
desse conhecimento novo deve ter como ponto de partida a prática cotidiana, o fazer
profissional e a vivência comunitária. O foco principal das ações de extensão é a busca da
superação da desigualdade e da exclusão social, voltando-se para a construção de uma
sociedade mais justa, ética e democrática.
Objetivos:
1.
Proporcionar a troca de informações objetivas sobre a dinâmica da Gestão de Projetos
nas unidades acadêmicas entre os proponentes de projetos extensionistas e os responsáveis
pela sua aprovação nas instituições;
2.
Discutir e qualificar as possibilidades de procedimentos necessários que comporão as
áreas selecionadas para desenvolvimento de uma Metodologia de Gestão aplicada a
Extensão Universitária;
3.
Discutir as relações que são estabelecidas através dos elementos que identificam o
grau de padronização dos processos de avaliação dos projetos, por parte dos extensionistas,
e que evidenciem: o objeto; os objetivos das ações; a abrangência e a qualificação da
população-alvo; a significação social e/ou institucional da sua realização através da
interação e das relações com os indicadores consolidados na Extensão Universitária;
4.
Promover a formação e o aprendizado coletivo, possibilitando a formação de uma rede
de estudo sobre as temáticas correspondentes.
O desenvolvimento de uma metodologia adequada à realidade social e institucional dos
atores envolvidos no fazer coletivo da Extensão Universitária, para ser aplicada na gestão
de projetos deve considerar um processo que demande possibilidades de articulação de
diferentes sujeitos, etapas e integração de procedimentos em todas as atividades humanas.
É um processo intencional, pautado na definição prévia de critérios, de referências bem
explícitas e apreendidas pelos envolvidos, no sentido de estabelecer uma conexão integrada
com as propostas de intervenção do local em que atua, com as metas institucionais,
deixando aberto o canal que possibilite a aplicação das práticas transformadoras que
caracterizam a extensão universitária.
É destaque nos processos que integram as metodologias de gerenciamento de projetos a
abordagem que será utilizada nesta oficina priorizando os seguintes conteúdos:
Planejamento, Comunicação, Recursos Humanos, Avaliação e Integração.
Na literatura disponível, a exemplo metodologia de gerenciamento do PMBOK, o
planejamento de projeto orientado pelo escopo sobre Gestão de Projetos, observada na
abordagem de vários autores, ressalta-se o enfoque dado à melhoria permanente e
conseqüente processo de aprendizagem como caminhos para a geração e transformação em
resultados almejados na organização.
Nesse processo de escolhas e a conseqüente tomada de decisão, não se pode deixar de
considerar as dificuldades e limitações dos atores envolvidos. Na compreensão de Carneiro
e Novaes (2010), organização é vista como um conjunto de regras e práticas organizadas,
alicerçado em estruturas de significado e recursos que apresentam certa independência em
relação à rotatividade de indivíduos que a integram e a mudanças no ambiente externo. A
organização é vista, dessa forma, como uma entidade com certo grau de autonomia que age
a partir de suas estruturas de significado – regras, padrões, jargão, lógica de
funcionamento, etc. – para justificar e legitimar regras de comportamento.
O desenvolvimento de uma metodologia para a Gestão de Projetos, incorporada
adequadamente à realidade da Universidade, possibilitará melhor entendimento das ações
de um projeto de extensão, promovendo o acompanhamento e a mensuração dos resultados
de cada ação envolvida no processo e, conseqüentemente a qualidade tanto no
planejamento quanto no processo de comunicação entre os integrantes dos projetos. Além
disso, será possível criar diretrizes para a gestão que minimizem prováveis falhas,
potencializando maior captação de recursos, ampliando parcerias, com maior integração
entre as equipes para otimização dos processos envolvidos.
Metodologia de Ensino Aprendizagem:
O ensino aprendizagem será desenvolvido com a participação ativa dos integrantes da
oficina, na sistematização gerada pelo processo de discussão dos grupos formados para
estudos nas áreas de conhecimento, selecionadas para desenvolvimento da metodologia.
As atividades desenvolvidas seguem a modelagem de trabalho compartilhado entre os
integrantes do grupo que se formarem a realizar-se na perspectiva de continuidade para a
produção de uma proposta consolidada com um roteiro e/ou modelo para a estruturação.
Para a realização da oficina será necessário uma sala com espaço para 30 pessoas,
datashow para projeção de slides e som, quadro branco, pincel atômico.
A realização da oficina contará com participação de 30 Extensionistas (discentes, docentes
e técnicos), membros de comissão de avaliação de projetos, gestores. Pretende-se distribuir
os participantes em 06 grupos de trabalho, de acordo com o critério de distribuição das
áreas de conhecimento selecionadas para análise, o que permitirá maior intercâmbio de
experiências. A seguir, o roteiro sugerido para discussão com os grupos:
- Estabelecer um fluxo comentado dos processos que envolve a área escolhida com
indicadores gerenciáveis, integrando-os e relacionando-os com elementos caracterizadores
das diretrizes da extensão universitária;
- Apresentar estratégias para seu desenvolvimento, aprofundamento e avaliação.
O resultado da atividade desenvolvida nesta oficina servirá de base para a instalação da
discussão sobre o aprofundamento de estudos na gestão de elementos importantes
caracterizadores da ação extensionista nas fases que compõem um projeto. Propõe-se
gerar encaminhamentos com a formação dos grupos colaborativos para a estruturação de
métodos gerenciáveis para a extensão.
REFERÊNCIAS
1. FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS BRASILEIRAS. Política Nacional de Extensão Universitária.
Disponível
em:
http://www.renex.
org.br/documentos/2012-07-13-Politica-
Nacional-de-Extensao .pdf.
2. PMI - Project Management Institute. Um guia do conhecimento em Gerenciamento
de Projectos, 2008.
3. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2007
(Coleção Saraiva de Legislação).
4. Ministério da Educação (BR). Conselho Universitário da Universidade Federal de
Santa Catarina. Resolução nº 98 de 4 de agosto de 1998. Brasília (DF); 1998.
5. LOYOLA CMD et AL R Enferm - Extensão universitária: estratégia de ensino e
aprendizagem - 2005 dez; 9 (3): 429 - 33. Acesso em 01/04/2013 Endereço:
http://www.scielo.br/pdf/ean/v9n3/a11v9n3.pdf
CAIXAS DE FÓSFORO: ATIVIDADES E JOGOS PARA A CONSTRUÇÃO DE
CONCEITOS DE MATEMÁTICA FUNDAMENTAL
Área Temática: Educação
Jorge Ney Pinheiro Dias - 1 Universidade Federal do Pará (UFPA)
Maico Tailon Silva da Silva2 - Universidade Federal do Pará (UFPA)
Osvando dos Santos Alves3 Universidade do Estado do Pará (UEPA)
Responsável pelo trabalho: Jorge Ney Pinheiro Dias e
Maico Tailon Silva da Silva - Universidade Federal
do Pará (UFPA)
PÚBLICO-ALVO: professores da educação básica e estudantes de Pedagogia e Licenciatura
em Matemática.
A utilização de materiais manipuláveis no ensino de matemática, prática conhecida,
divulgada e bem avaliada no meio acadêmico e escolar bem como o sucesso na realização da
atividade na Unidade Pedagógica Nossa Senhora dos Navegantes, na ilha de Cotijuba, nos
inspirou a propor esta oficina. O trabalho foi originalmente concebido no exercício de ações
de regência do Projeto Alfabetização Matemática na Amazônia Ribeirinha: condições e
proposições -AMAR, do Observatório da Educação (CAPES/MEC/INEP – Edital 2010), na
referida escola, quando cumpríamos o período de substituição do professor da sala, que se
encontrava no curso de formação do Projeto AMAR. Devido às formas e possibilidade de
encaixe e à facilidade de aquisição, selecionamos, como material para instrumentar as aulas
de matemática, caixas de fósforo vazias. Objetivos: apresentar e orientar a construção de
estruturas geométricas diversas, formas do cotidiano dos estudantes e formas geométricas
como: triângulo, retângulo, quadrado, pentágono, trapézio; visualizar figuras espaciais e suas
planificações; construir representações da reta numérica; apresentar noções de contagem;
introduzir operações com Números naturais; propor jogos e outras atividades recreativas para
exercitar as operações em matemática; apresentar, construir e interpretar gráficos; discutir
possibilidades para o material proposto.
1
Licenciando em Matemática pelo ICEN-UFPA. Bolsista de IC/CAPES
Licenciando em Matemática pelo ICEN-UFPA. Bolsista de IC/CAPES
3
Doutorando em Educação em Ciências e Matemáticas - PPGCEM-REAMEC-Bolsista de OBEDUC/CAPES
2
OS CINCO SENTIDOS: UMA ALTERNATIVA DE ENSINO ALIANDO OS
CONHECIMENTOS COTIDIANOS DOS ALUNOS
MINISTRANTE: Fernando Almoas Ajala, Pâmela Beatriz Ferrari e Rosicléia
Matias da Silva
RESUMO: A presente oficina tem como proposta uma alternativa para se
ensinar os cinco sentidos, buscando relacionar o que o conhecimento cotidiano
dos alunos com o conteúdo que iremos abordar. Para alcançar tal objetivo
serão realizados diálogos para identificar o conhecimento que os participantes
possuem sobre o tema e então serão apresentados algumas curiosidades,
seguidos de uma dinâmicas que estimulam os sentidos: audição, paladar, tato,
olfato e visão. A dinâmica que envolve a audição, paladar, olfato e tato consiste
em vendar os olhos dos participantes e apresentar objetos ou comidas para
que sejam estimulados o seus respectivos sentidos. Já na dinâmica referente à
visão serão apresentadas imagens que provoquem ilusão ou distorção da
percepção, mostrando que nossa dependência da visão nos torna susceptível a
enganos. Como é através dos sentidos que percebemos o mundo ao nosso
redor é de grande importância conhecê-los para que a relação com o mundo
não seja prejudicado, levando em consideração que desde o nascimento os
seres humanos são estimulados pelos sentidos. Ao final da oficina iremos
lançar um desafio para que os participantes possam estimular mais os cinco
sentidos, evitando a interferência do meio em que esse encontra. Esperamos
que através da oficina os participantes tenham uma experiência divertida e
interessante, que os diálogos ocorridos durante a atividade tragam uma
aprendizagem para ambos os lados e que possa ser empregada em seu
cotidiano.
JOGOS LÚDICOS E A BOTÂNICA: UM MÉTODO DE ENSINO
MINISTRANTE: Eduarda Maria Coltro, Rosicléia Matias da Silva e Ynaê
Paula Schroder Rosa
Os jogos lúdicos são um dos recursos mais eficazes no processo de ensinoaprendizagem, pois atraem com mais facilidade a atenção dos alunos durante
a sua aplicação e acima de tudo garante aos alunos um desenvolvimento
cognitivo, moral, emocional e social. Pensando nisso elaboramos um tabuleiro
que visa ajudar na compreensão e fixação do conteúdo básico de botânica,
pois apresentam conceitos complexos e muitas vezes abstratos. A construção
do jogo é feito maneira simples e com materiais de fácil acesso para facilitar a
metodologia do docente. O jogo é composto por quatro grupos de mais ou
menos dez pessoas cada e escolhe-se uma pessoa para ser o peão e
representar o grupo. O início do jogo se dá por “dois ou um” e isso garante a
ordem de jogados do jogo. O representante do grupo joga o dado, onde se tem
as faces: raiz, caule, folha, carta-bônus, passe a vez e perca a vez. Cada lado
do dado corresponde a uma ação no jogo sendo raiz, caule e folha o tema da
pergunta a ser feito ao grupo e carta-bônus corresponde a uma imagem que o
grupo deve responder que tipo de estrutura é evidenciado na figura. Cada
grupo tem de um à dois minutos pra responder. A pergunta não respondida
passa a oportunidade de resposta para o próximo grupo. O grupo vencedor é o
que chega ao fim do tabuleiro primeiro. Com a aplicação do jogo esperamos
que os participantes da oficinas possam ter uma atividade diferenciada e que o
jogo apresentado possa ser utilizados em suas práticas pedagógicas.
6º CONGRESSO BRASILEIRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Resumo: Oficinas
PROJETO CORPOS EM DEBATE
Esta oficina centra-se em vivenciar e sensibilizar para a tomada de consciência sobre
aspectos da realidade corporal, bem como deflagrar a discussão da reprodução de um
corpo concreto versus a compreensão de corpo como eixo da relação entre o sujeito e o
mundo em suas diversas perspectivas: sociais, culturais, históricas, política, econômicas
etc. Dentro desta perspectiva serão propostas três dinâmicas relacionadas entre si com o
objetivo de refletir sobre padrões estéticos e o papel da mídia na produção de
estereótipos corporais. As dinâmicas desafiarão seus participantes a usar criatividade,
confeccionar com massinha, narrar em terceira pessoa um faz de conta, construir cenas
improvisadas, interpretar corporalmente diferentes estilos e letras musicais, relacionar
variadas imagens de corpos a padrões corporais implícitas ou explicitas do universo
midiático, e por fim refletir sobre estes padrões e o enredo de conflitos gerados a partir
da manipulação visual produzida pela mídia. Esta oficina é direcionada para a
comunidade congressista em geral.
Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC
Centro de Educação a Distância - CEAD
Laboratório Educação e Sexualidade - LabEduSex CEAD/UDESC
OFICINA: MANIFESTAÇÕES DE SEXUALIDADE EM ESPAÇOS
EDUCATIVOS
Ministrantes: Prof.ª Dra. Vera Márcia Marques Santos e Kátia Alexandre –
acadêmica bolsista de Extensão.
Público: professores, licenciaturas e interessados.
Inscrições: 40 pessoas.
A sexualidade é um tema que tem sido amplamente investigado e
discutido nas últimas décadas. No entanto, mesmo sendo inerente ao ser
humano, encontra-se refém dos contornos de um contexto que a tem
banalizado, dificultando o processo educativo que a cerca. Desse modo, a
oficina em questão, pretende sensibilizar seus participantes para a importância
deste processo, onde a educação sexual compreensiva, possa acontecer
intencionalmente, ancorada nos Direitos Sexuais como Direitos Humanos, isso
considerando que esse processo sempre ocorre saibamos ou não, queiramos
ou não, ou seja, nos diferentes espaços interativos sempre educamos e somos
educados, também sexualmente. Sendo a sexualidade dimensão intrínseca ao
ser humano, por isso se desenvolve e se manifesta desde os primeiros dias de
vida de cada ser humano, continuando ao longo de toda a sua vida. Com isso,
percebemos que há uma defasagem na compreensão das diferentes etapas da
sexualidade como fundamentais no desenvolvimento biológico psíquico e
sociocultural de cada indivíduo. Assim, esta oficina objetiva trabalhar com
diferentes dinâmicas, as seguintes temáticas: Sexo e Sexualidade; As
manifestações da sexualidade na infância; Homossexualidade na escola;
Violência Sexual; Que conteúdos trabalhar em Educação sexual, objetivando
fazer com que os participantes percebam a importância de um processo
intencional de educação sexual com pressupostos teóricos-metodológicos
definidos intencionalmente.
Palavras-Chave: Formação inicial e continuada, Educação Sexual, Extensão
Universitária.
Para realização da oficina será necessário um período de 03 horas em
sala com multimídia (data show com som).
Laboratório Educação e Sexualidade - LabEduSex CEAD/UDESC
Coordenadora: Dra. Vera Márcia Marques Santos
Vice-coordenadora: Gabriela Maria Dutra de Carvalho
Email: [email protected] Fone: (48) 33218424
Proposta de oficina
RESUMO
Arte como potência: diálogos entre alteridade e docência
Quem são os outros? Qual o olhar em relação ao outro na arte? Qual o olhar em relação
ao outro na docência? Como a arte opera e provoca rupturas na produção da alteridade
em suas múltiplas manifestações, como: cinema, artes visuais, literatura? Nesta oficina,
através da análise de diferentes manifestações da arte, a partir de variados artefatos
culturais, temos o intuito de pensar a relação entre arte e alteridade, não só analisando a
representação do outro na arte, mas buscando compreender como esta consegue
desestabilizar nossos modos de ver e narrar o outro. Nossa tentativa de capturar o outro
é uma busca eterna. Esse outro que assim como nós é sujeito, sujeito de discurso,
portanto, ser de linguagem. Esse outro que assim como nós é constituído de linguagem
e que procuramos capturar também pela linguagem, seja esta verbal ou visual,
perpassando o dizível ao “indizível”. Entendemos que as produções estéticas se
apresentam como formas potentes de pensar o outro, de conhecer e de nos encontrarmos
em diferentes aspectos do outro que também estão em nós. Pretende-se ainda pensar a
docência contemporânea e seus desafios a partir das manifestações de construção da
alteridade na arte e seu potencial mobilizador como forma de questionamento às
representações estabelecidas. Em síntese, propomos uma oficina que mobilize um
espaço de discussão na interlocução entre arte, alteridade e docência.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL – OS ECOSSISTEMAS DA ILHA DE SANTA
CATARINA
Área temática: Educação
Vera Lúcia Nehls Dias1 (Coordenador da Ação de Extensão)
Vera Lúcia Nehls Dias
Lucas Gonzaga Coelho2
Giovani Silveira dos Santos3
Gabriel Luiz de Miranda 4
Palavras-chave: Educação Ambiental, Ecossistemas, Mata atlântica, Bioma.
Resumo:
Com os cada vez mais frequentes debates sobre questões ambientais, o grupo PET Geografia
da UDESC desenvolveu uma oficina, utilizando e adaptando material anteriormente elaborado
pelos laboratórios NEA (Núcleo de Estudos Ambientais) e LGEM (Laboratório de Geologia e
Mineralogia), a fim de levar às escolas uma formação, tanto para os alunos quanto para os
professores, acerca da temática ambiental e seus desdobramentos. O projeto, que em outros
anos foi aplicado também em aldeias indígenas, deu-se, no ano de 2013, no Centro
Educacional Universo, localizada no bairro Ingleses. O convite partiu da própria escola, que é
privada, tendo tomado conhecimento do bom trabalho desenvolvido pelo grupo PET
Geografia UDESC através de projetos comumente aplicados em instituições públicas. Durante
a oficina são introduzidos os conceitos de bioma e ecossistema, colocando sempre a criança
como agente fundamental da boa manutenção do planeta, estimulando-as, dessa forma, às
boas maneiras frente a questões ambientais. Além das dinâmicas em sala, como a brincadeira
1
Doutora em Geografia Social e Regional. Centro de Ciências Humanas e
Universidade do Estado de Santa Catarina. [email protected]
2
a
Acadêmico da 5 fase do Curso de Geografia. Centro de Ciências Humanas e
Universidade do Estado de Santa Catarina.
3
a
Acadêmico da 5 fase do Curso de Geografia. Centro de Ciências Humanas e
Universidade do Estado de Santa Catarina.
4
a
Acadêmico da 3 fase do Curso de Geografia. Centro de Ciências Humanas e
Universidade do Estado de Santa Catarina.
da Educação.
da Educação.
da Educação.
da Educação.
da teia, que consiste em correlacionar elementos típicos do bioma a quais estão inseridas – a
Mata Atlântica –, as crianças têm a oportunidade de ver na prática tudo o que aprenderam em
sala de aula nos dois dias de oficina, pois no terceiro dia acontece a saída de campo.
Supervisionados pelos bolsistas, os alunos visitam os ecossistemas do bioma Mata Atlântica e
recolhem amostras para, no quarto e último dia, elaborarem uma maquete.
OFICINA ABAPORU: Romero Britto
Ministrante1: Carolina Correa da Silva
Ministrante2: Diana Carolina Trejos Viar
Professora orientadora: Renata Machado.
Instituição: UNILA
Capacidade: 20 pessoas.
Introdução:
Esta oficina pretende mostrar um pouco do trabalho que o curso de desenho
Abaporu realizou em Foz do Iguaçu, mediante o ensino de técnicas de
desenho, e historia de correntes artísticas, tentando assim que os alunos
desenvolvam suas habilidades de acordo com a corrente que se identifiquem
transmitindo assim a ideia de que todos podem desenhar.
Nessa oficina será feita uma breve explicação de quem é o artista Romero
Britto, suas principais obras e técnicas, para logo realizar um trabalho em torno
do explicado em aula, realizando um trabalho com linhas e cores opostas.
Objetivos:
-
Trabalhar o desenho em linhas
Trabalhar com cores opostas.
Público:
-
Todas as pessoas interessadas em participar da oficina.
Carga horaria da oficina:
- 2 horas.
Materiais:
-Lápis de cor, lápis, borracha.
Equipamentos necessários:
- Projetor, quadro negro e apagador, tela branca para projetar.
O Branco mais Branco: Luminescência e o modelo atômico de Bohr.
Esta oficina foi desenvolvida com o intuito de contribuir para a formação
continuada dos professores de química. Maldaner (2003), diz que a formação
continuada é uma necessidade que deve ser inerente a prática pedagógica, tendo em
vista que nem sempre a formação inicial atende as novas exigências advindas do
conhecimento produzido. Ainda tem por objetivo discutir com os professores a
utilização da contextualização e da experimentação problematizadora como recursos
didáticos. Sendo que para Lima (et al., 2000) contextualizar seria problematizar,
investigar e interpretar fatos/dados significativos para os alunos, onde os saberes
químicos pudessem dar suporte à compreensão e à resolução de tais problemas.
Como temática da contextualização proposta pela oficina, será utilizado no
desenvolvimento da experimentação, a observação do fenômeno da luminescência
ocorrente no sabão em pó, água Tônica e clorofila; materiais presentes no cotidiano do
aluno, sendo que a contextualização auxiliará o professor a discutir os conteúdo de
modelo atômico de Bohr e físicos de energia e óptica. Espera-se portanto, que após a
participação na oficina, o professor seja capaz de trabalhar a experimentação e a
contextualização em sala de aula com os alunos. Despertando ainda nos alunos um
pensamento reflexivo, crítico, fazendo os estudantes sujeitos da própria aprendizagem.
Laboratório de Matemática e a aplicação de mecanismos práticos para o ensino e
aprendizagem
Jakelline de Aquino Batista
Graduando no curso de Licenciatura em matemática
UEPA/[email protected]
Rita de Cassia Silva Pinto
Graduando no curso de Licenciatura em matemática
UEPA/[email protected]
Thainá de Nazaré Silva de Lima
Graduando no curso de Licenciatura em matemática
UEPA/[email protected]
RESUMO:
O processo de ensino e aprendizagem de matemática, geralmente é considerado pela
maioria dos alunos como algo de difícil compreensão, onde somente a minoria é capaz
de aprender. Devido a essa dificuldade é necessário que se busque alternativas
metodológicas para romper com as barreiras construídas nesse processo. O laboratório
de matemática surge como uma possibilidade metodológica para a renovação do ensino.
O laboratório de matemática é um local de desenvolvimento e criação de atividades
experimentais, onde estão presentes diversos materiais que auxiliam na aprendizagem
matemática. Por isso propomos esta oficina que tem como objetivo incentivar
professores e alunos da graduação a utilizarem nas aulas de matemática materiais
concretos a fim de contribuir para a prática de ensino de alguns conteúdos de
matemática por meio de atividades que serão realizadas com materiais manipuláveis.
Além disso, faremos uma reflexão sobre a importância de se ter nas escolas um
ambiente em que os alunos possam realizar atividades para torna o processo de ensino e
aprendizagem mais eficaz garantindo que os educandos tenham uma aprendizagem
significativa. Com o desenvolvimento da oficina será realizado atividades para as séries
iniciais e o ensino fundamental utilizando material dourado e atividades para o ensino
médio utilizando teodolito e cubo mágico.
Palavras chaves: laboratório de matemática; aprendizagem significativa; educação matemática.
OFICINA DE BRAILLE
Cleiciane de Fatima Sousa de Jesus 1
Renata do Socorro Lima da Silva2
Rosane Andréia Silva dos Santos3
Para educação inclusiva, é imprescindível que os professores atendam as características
individuais de cada aluno. Para tanto, se faz necessário que conheçam as mais diversas
formas de comunicação. O Braille é um Sistema de leitura e escrita usado por pessoas
com deficiência visual, principalmente por cegos, e considerado como o meio mais
eficiente de acesso à educação e à informação desses indivíduos. Nessa perspectiva,
propõem-se uma Oficina de Braille. Durante o Aperfeiçoamento para o ensino de alunos
com deficiência visual, que foi uma das ações promovidas pelo Grupo de Educação
Inclusiva da Região Amazônica (GEIRA) em 2013, observou-se que os atuais e futuros
docentes desconheciam a realidade de trabalhar com alunos cegos, ainda que
conhecessem os recursos utilizados no processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma,
justifica-se a oferta desta oficina para os profissionais da educação básica e alunos de
Licenciatura para que identifiquem e representem os caracteres Braille na leitura e
escrita de textos. Inicialmente, apresentar-se-á o conceito de Pessoa com Deficiência
(PcD), de deficiência visual e seus tipos (baixa visão e cegueira), breve histórico do
Braille, escrita e leitura Braille. Para encerrar, cada participante escreverá uma frase em
Braille e a colocará em uma caixa para que as frases sejam misturadas dando a
possibilidade de serem trocadas e lidas entre os participantes, posterior a isso,
socializarão a experiência adquirida na oficina.
1
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará e bolsista
do programa Atendimento Educacional Especializado na UFPA- Castanhal (PROEXT 2014). Email:
[email protected]
2
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará e bolsista
do projeto Aprendendo a Incluir (Navega Saberes/PROEX). Email: [email protected]
3
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará e bolsista
do projeto Aprendendo a Incluir (Navega Saberes/PROEX). Email: [email protected]
EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS DA DEFICIENCIA VISUAL
Patrícia da Silva Pessoa1
Hellen Letícia Bezerra Viana2
Raphaella Duarte Lopes de Albuquerque3
Deficiência visual pode ser caracterizada pela cegueira ou baixa visão, seja congênita ou
adquirida. A baixa visão corresponde á acuidade visual de entre 0,3 e 0,05 no olho de
melhor visão e com a melhor correção óptica. Considera-se também baixa visão quando
a medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60 graus ou ainda
quando ocorrer simultaneamente quaisquer das condições anteriores. A cegueira é a
perda total de uma ou mais funções elementares da visão. A baixa visão (ambliopia,
visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de
comprometimentos das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples
percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou
limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. Normalmente não se tem o
costume de usar tanto os outros sentidos quando se tem a visão. Desta forma, essa
oficina está direcionada para docentes, técnicos, alunos extensionistas e comunidade em
geral, proporcionando experiências sensoriais para estimular os demais sentidos com o
intuito de adquirir conhecimentos que possam servir de alicerce na atuação do ensinoaprendizagem de pessoas com deficiência visual. Ao iniciar será apresentado o conceito
sobre a deficiência visual, após esta apresentação os participantes serão divididos em
dois grupos. Para o primeiro grupo será proposto um jogo de dominó adaptado com alto
relevo, no qual os mesmos deverão jogar com os olhos vendados. O segundo grupo
ficará com a vivência da cegueira, onde, vendados serão levados a um percurso de
exploração (do tato, audição, olfato e paladar) no qual poderão identificar através dos
sentidos objetos, cheiros, texturas e gostos diferentes. Portanto, será observada a forma
com que os participantes irão executar as atividades proposta por está oficina devido
todos estarem vendados.
1
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará e bolsista
do
programa
Aprendendo
a
Incluir
(Navega
Saberes/PROEXT
2014).
E-mail:
[email protected]
2
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará e bolsista
do programa Atendimento Educacional Especializado na UFPA-Castanhal (PROEXT 2014). E-mail:
[email protected]
3
Psicóloga, Mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Professora da Universidade Federal do
Pará (UFPA), Campus de Castanhal e coordenadora do Grupo de Educação Inclusiva da Região
Amazônica (GEIRA). E-mail: [email protected]
A UTILIZAÇÃO DO GRAPES COMO AUXÍLIO NA CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS
Os desafios das instituições de ensino de se apropriarem de tecnologias no seu
cotidiano vêm se constituindo como um dos aspectos a ser constantemente ressaltado
na educação. Em relação à Matemática, tem-se em geral uma visão de que, por ser
abstrata, é de difícil compreensão e de que as fórmulas e expressões trabalhadas na
escola não tem utilidade em problemas matemáticos. Neste cenário de incertezas e,
ao mesmo tempo, de avanços da introdução de novas tecnologias no contexto escolar,
cabe ao educador procurar maneiras de atrair o interesse dos nossos alunos,
propondo estratégias inovadoras e repensando seu papel a fim de alcançar resultados
coerentes para a superação de problemas na educação atual. Sabe-se que as
Funções são um dos conteúdos mais importantes da Matemática. A escolha da
utilização do GRAPES foi por se tratar de um software gráfico é acaba conseguindo
tornar um ambiente virtual e os objetos que nele interage o mais próximo da realidade.
Essa utilidade está refletida na sua aplicação como um instrumento potencializador da
construção de conceitos e demonstrações, pois possibilita o aluno visualizar e
manipular os objetos dinamicamente e, se empregado de forma a complementar à
aula expositiva do professor. Estratégias como essa enriquecem o aprendizado e faz
com que o conhecimento possa ser aplicado em situações vividas no seu dia-a-dia.
A LITERATURA DE CORDEL COMO MEIO DE CONSTRUÇÃO DE
DIÁLOGO ENTRE O SABER POPULAR E O SABER CIENTÍFICO
Arilene Maria de Oliveira Chaves1
[email protected]
Janaína Gomes Lisboa2
[email protected]
Nágila Martins da Silva3
[email protected]
RESUMO
Essa oficina objetiva divulgar a Literatura de Cordel como meio de construção dialógica
entre “saberes”, valorizando a cultura e a identidade dos atores sociais envolvidos nas
atividades de extensão universitária, movimentos sociais, entre outros coletivos. Busca
exercitar a prática dos processos de leitura e escrita, de forma lúdica, como metodologia
de trabalho, a fim de sistematizar a execução e avaliação de atividades. Tem como
objetivo geral efetivar a interação entre o saber popular e o saber científico,
possibilitando um conhecimento mais amplo sobre os costumes, histórias e a linguagem
popular como forma de dialogar a partir de cada realidade. Os objetivos específicos são:
discutir a cultura popular e regional; diferenciar a linguagem culta e/ou norma culta
padrão da linguagem regional/local; perceber a importância de fatos históricos
universais e regionais, sejam eles no campo da política, saúde, educação, cultura,
ambiente; e desenvolver o gosto pela arte literária popular. A metodologia utilizada,
inicialmente, se dará a partir da exposição dialogada, onde será discutido sobre a origem
do cordel, versificação, temas, autores e obras. Após essa etapa passaremos a discutir a
temática “O Saber Popular e o Saber Científico no fazer da Extensão Universitária”, a
qual será mote para a escrita de uma ou mais estrofes relacionada ao tema. A atividade
será concluída com a apresentação das estrofes produzidas pelos participantes.
1
Graduanda do 3º período do curso de Pedagogia – Educação do Campo, da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB); bolsista do Projeto de Extensão “Apoio a Articulação do Movimento Popular de Saúde
da Paraíba (MOPS-PB), da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em
Saúde (ANEPS) e da Articulação Nacional de Extensão Popular (ANEPOP)” e voluntária no Projeto de
Extensão “Práticas Integrais da Promoção da Saúde e Nutrição na Atenção Básica (PINAB)” –
COEP/PRAC/UFPB; mestranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e
graduada em Letras pela Universidade Federal do Ceará (UFC);
2
Graduanda do 8° período do curso de Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e
bolsista do Projeto de Extensão “Apoio a Articulação do Movimento Popular de Saúde da Paraíba
(MOPS-PB), da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde
(ANEPS) e da Articulação Nacional de Extensão Popular (ANEPOP)”;
3
Graduanda do 7° período do curso de Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba(UFPB) e
bolsista do Projeto de Extensão “Apoio a Articulação do Movimento Popular de Saúde da Paraíba
(MOPS-PB), da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde
(ANEPS) e da Articulação Nacional de Extensão Popular (ANEPOP)” e voluntária do Projeto de
Extensão “Incubadora de Empreendimentos Solidários (INCUBES)”.
O USO DA TEORIA DE PAULO FREIRE NO AMBIENTE HOSPITALAR:
DIALOGANDO ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS
Milene Vasconcelos Leal
RESUMO
Essa oficina tem por objetivo relatar e analisar a prática pedagógica em ambiente
hospitalar e que viabiliza a inclusão dos sujeitos, outrora excluídos do sistema educacional
e social. Trata-se nessa oficina a questão da exclusão causada por um sistema capitalista de
produção, que seleciona os sujeitos de maneira seletiva e exclui em massa, o que
proporciona um severo processo excludente e desigual e o processo educacional crítico de
base freireana com vistas a superar esse cenário social de exclusão. O locus do estudo é o
Núcleo de Educação Popular Paulo Freire (NEP) da Universidade do Estado do Pará
(UEPA), composto por vários grupos de estudos e trabalho e que realizam atividades em
vários espaços educacionais, como ambientes hospitalares, unidade de acolhimento de
idosos, centro comunitários, comunidades ribeirinhas e escolas publicas. Utilizar-se-á na
realização da oficina o uso de dinâmicas pedagógicas que possibilitem aos participantes
apreenderem as bases teórico-metodológicas da prática educacional do NEP em ambiente
hospitalar, bem como a realização de rodas de conversas para debate sobre as estratégias
metodológicas utilizadas para o processo de inclusão socioeducacional dos educandos
jovens e adultos
e Exposição dialogada para a apresentação do relato da prática
educacional do NEP no ambiente hospitalar.
.
O USO DO SCRATCH COMO AUXÍLIO PARA PROFESSORES
Como podemos perceber ao nosso redor, a tecnologia esta tomando conta de todos os
espaços e, nas escolas não seria diferente. Com essa realidade foi necessário criar
maneiras que façam com que possam acompanhar esse desenvolvimento, com isso
visando propor uma prática pedagógica lúdica. O objetivo desta oficina é fazer com
que os professores possam encontrar uma maneira mais fácil e divertida de ensinar
matemática, utilizando o Scratch, pois, o mesmo contém uma interface gráfica de fácil
entendimento, facilitando assim a aprendizagem dos alunos, porque, como sabemos,
a matemática é considerada uma das disciplinas mais difíceis pelos alunos e com isso,
acabam não gostando da mesma. Podemos, assim, aplicar os conceitos matemáticos
trabalhados em sala de aula, no desenvolvimento de jogos, histórias interativas,
demonstrações, animações e outras produções. Através dele o professor terá mais
uma alternativa diferenciada, oportunizando a contextualização dos conteúdos
matemáticos e o desenvolvimento do pensamento matemático e lógico-dedutivo de
seus alunos. Ao final da oficina observamos que os participantes eram capazes de
desenvolver animações simples e joguinhos evolvendo conteúdos matemáticos tendo,
assim, um bom entendimento das ferramentas que fazem parte da interface do
software, podendo assim ensinar tudo que aprenderam aos seus alunos.
Oficina sobre Masculinidades
Esta oficina1 visa à discussão sobre masculinidades, refletindo sobre a definição
desse conceito e seus possíveis efeitos nas vivências de todos e todas.
Entendendo masculinidade hegemônica enquanto um ideal que oprime em maior
ou menor nível a todos os sujeitos, convidamos às/aos participantes que reflitam
conosco como se dá esse processo. O objetivo da oficina, então, é de
problematizar e desnaturalizar concepções sobre formas essencializadas de ser
homem e ser mulher.
É de fundamental importância que as masculinidades sejam discutidas
em espaços de formação, uma vez que as problematizações sobre elas podem
colaborar para desconstrução das imposições normativas sobre os corpos.
Pensando nisso, esta oficina foi idealizada para aplicação prioritária em
contextos escolares/de formação, tanto para pessoas com pouco conhecimento
sobre a temática de gênero e sexualidades quanto para aprofundamento de quem
já a tenha discutido. Além de ser uma forma descontraída de aprendizagem (por
meio de atividades participativas), propicia também a troca e construção coletiva
– na feitura dos cartazes e no momento final de socialização e discussão da
experiência com todos e todas que participaram.
Método
Para realização dessa oficina da duração de duas horas e meia, utilizaremos
várias ferramentas:
- Exposição de vídeos recentes e antigos que ilustrem a mudança das concepções
de gênero e de um vídeo sobre construção da masculinidade, especificamente.
- Construção, em pequenos grupos, de figuras (com recortes de revista) que
representem masculinidade e feminilidade seguida de exposição do trabalho de
todas as equipes buscando elencar pontos comuns a todas as produções.
- Problematização e discussão sobre a construção histórico-cultural dos papéis
de gênero e sua conseqüente mutabilidade/flexibilidade.
1
A oficina proposta ilustra o trabalho realizado com estudantes de ensino médio de escolas públicas da
Grande Florianópolis dentro do projeto de Extensão Universitária “Papo Sério”.
Papo Sério na Unila – Drag King: reflexões sobre gênero e os símbolos da
interpretação social da masculinidade
Oficineirxs: Ariana Mara da Silva1
Heloisa Lemes Silva2
Vinícius Ruas Maderi3
Orientadora: Letícia Scheidt4
“Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Através dessa frase Simone de
Beauvoir introduz o segundo volume de sua obra mais famosa, O segundo sexo
(1980), obra de impacto nos movimentos feministas dos anos 1960 e 1970 e na
releitura dos estigmas culturais durante todo o século XX. É nesse livro que Beauvoir
evidencia os limites e convenções históricas impostos a mulher pela cultura. A autora,
no decorrer do livro, vai denunciando a opressão que pesa sobre as mulheres e as
dificuldades de se livrarem dessa situação de servidão. A partir do entendimento que a
mulher assumiu o lugar do outro, ao longo dos tempos, e que essa identidade é
determinada pelos homens, Beauvoir apreende a valoração negativa dessa identidade.
A partir dessas análises nasce a oficina Drag King: reflexões sobre gênero e os
símbolos da interpretação social da masculinidade, com o objetivo de fazer perceber
como comportamentos considerados indesejáveis ou socialmente inaceitáveis para as
mulheres não são vistos negativamente se praticados por homens. É uma oficina que
questiona o que é dado ou adquirido no decorrer da construção da identidade feminina.
As participantes vêm outras possibilidades de ser e podem escapar por algumas horas
da construção social da identidade de “mulher”.
1
Acadêmica do curso de História na Universidade Federal da Integração Latino Americana (UNILA) –
[email protected]
2
Acadêmica do curso de Antropologia na Universidade Federal da Integração Latino Americana (UNILA)
– [email protected]
3
Acadêmico do curso de História na Universidade Federal da Integração Latino Americana (UNILA) –
[email protected]
4
Psicóloga e orientadora do projeto “Oficinas Papo Sério e Concurso de Cartazes sobre Lesbofobia,
Transfobia, Travestifobia, Homofobia, Bifobia e Heterossexismo nas Escolas” na Universidade Federal
da Integração Latino Americana (UNILA) – [email protected]
A oficina Drag King é dividida em quatro módulos para facilitar as reflexões
sobre gênero e sexualidade através da percepção que as participantes têm da
masculinidade. Dessa forma, no primeiro módulo ocorre a exibição de um curta, com
duração de 10 minutos para aguçar a percepção sobre o universo masculino e feminino
vigente nas sociedades ocidentais. Ainda nesse módulo, as participantes deverão
descrever situações cotidianas onde para elas ocorrem as discriminações por gênero e
identidade de gênero. No segundo módulo as participantes irão se travestir e ensaiar
modos de comportamento a fim de encarnar tipos masculinos. O terceiro módulo será
feito ao ar livre. As participantes deverão circular travestidas em locais diferentes aos
da oficina com o objetivo de perceber as diferenças de tratamento entre homens e
mulheres na sociedade. É importante nesse módulo que todo o aprendizado sobre
vestimenta, modos e comportamentos ditos masculinos seja colocado em prática. O
quarto módulo será de avaliação e composto de duas partes: na primeira as
participantes deverão relatar de que forma foram sentidas e tratadas a partir dessa
inserção no universo masculino; na segunda parte, através de um questionário
anônimo as participantes deverão informar qual a contribuição da oficina para suas
percepções das discriminações de gênero e por identidade de gênero.
O público-alvo são mulheres, cis ou trans, da comunidade em geral que tenham
interesse em participar da oficina, tendo preferência no caso de muitas inscrições,
mulheres que trabalham na área da educação, pesquisadoras da área de diversidade
sexual e/ou gênero e militantes das causas de gênero e diversidade sexual. As
participantes devem trazer: roupas de homens para a construção de suas identidades
masculinas e bandagem larga para colocar nos seios (nesse caso, bandagem elástica
é mais confortável). Solicitamos à organização do evento computador, projetor e caixas
de som para a exibição do curta no início da oficina.
Referências
BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo. V 2.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
UTILIZANDO O RPG COMO AUXILIAR PEDAGÓGICO
Deryjones de Lima Correia; Luciana Maria de Souza Macêdo
Universidade Regional do Cariri – URCA
A oficina proposta tem com objetivo integrar o jogo Role-Playing Game (RPG) – Jogo de
Interpretações de Personagens – ao processo de ensino-aprendizagem, visando o
desenvolvimento da espontaneidade, da criatividade, do raciocínio lógico e da exposição
dos conteúdos para o contexto do jogo, além de conteúdos de Matemática e Física.
Trabalharemos com professores e alunos da Educação Básica e do Ensino Superior.
Apresentaremos três propostas de trabalho,
onde os participantes irão escolher uma
proposta de jogo. Ao jogar o RPG não estamos apenas nos divertindo ou aprendendo
brincando, mas também estamos nos tornando mais colaborativos e socializando melhor
com as pessoas, pois possui caráter cooperativo. No mesmo, cada participante vive seu
próprio personagem criando uma narrativa, pois tem autoridade para mudar o rumo da
história dependendo dos desafios propostos. É um jogo diferente porque raramente temos
ganhadores e perdedores. É nesse patamar que o jogo RPG se apresenta, rico em
estratégias, planejamento de ações e conhecimento, e vem de encontro com a Educação,
por possuir estratégias utilizadas no cotidiano dos alunos, além de ser uma prática que
envolve várias disciplinas em apenas uma única atividade.
ARDUINO UMA FERRAMENTA DIDÁTICA MULTIDISCIPLINAR,
INCENTIVANDO O ESTUDO DAS DISCIPLINAS DE CIÊNCIAS EXATAS E
NATURAIS POR ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO
Paulo de Souza¹; Gervasio Cavalcante¹
RESUMO
Umas das ferramentas utilizadas nos cursos de graduação em engenharia é o Arduino,
uma placa de circuito eletrônico que tem por objetivo estimular os alunos e facilitar o seu
entendimento em estudos relacionados à linguagem de programação e eletrônica. Esta
oficina tem como objetivo apresentar o Arduino a professores da educação secundária a
fim de que os mesmos possam levá-lo e incorporá-lo ao ensino em escolas públicas e
privadas. Esta experiência já se mostrou eficiente fora do Brasil e muitas escolas que
incorporaram o Arduino à sua grade curricular apresentam um índice maior de alunos
interessados em disciplinas de ciências exatas e naturais, com visível melhora em seus
desempenhos acadêmicos em conteúdos relacionados à lógica e cálculo. Os Arduinos e
computadores serão disponibilizados pelo LDI – Tecnológico do Instituto de Tecnologia
da UFPA. A oficina será dividida em três etapas: A primeira será a de apresentação dos
componentes e programas onde conhecerão a placa de software de edição do Arduino, suas
particularidades e ligações; a segunda será a de prática para familiarização e introdução em
que serão realizadas pequenas experiências eletrônicas, apresentando formas de utilização
do Arduino em sala de aula e; a terceira de utilização em sala de aula com alunos de
escolas de educação secundária no qual o professor poderá visualizar métodos didáticos
para utilização do Arduino e como chamar a atenção do aluno incentivando-o a prosseguir
com os estudos.
¹ Universidade Federal do Pará (UFPA)
Instituto de Tecnologia (ITEC)
Faculdade de Engenharia Elétrica (FEE)
Arte afro-brasileira na escola: O sagrado sincretismo
Odileuza dos Santos Alfaia da Cunha
Débora Alfaia da Cunha
Gleice Tatiane Barros Silva
Resumo
O objetivo da oficina é propor estratégias metodologias para o ensino da Arte afrobrasileira na educação infantil e nos anos iniciais, tendo por destaque a releitura da
produção artística de Mestre Nato. Busca-se com a atividade contribuir para a
implantação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura
afro-brasileira na escola, em especial nos estudos de Arte. Mestre Nato é um artista
visual paraense e um dos representantes da Arte Naïf no estado, ou seja, de uma arte
ingênua, original e instintiva. Suas obras revelam minúcias e detalhes do universo afroamazônico, bem como retratam de forma lúdica as lendas e os orixás. Seus trabalhos
apresentam a mistura de diferentes tipos de materiais, como tecidos coloridos, fitas,
bordados, enchimentos e paetês. Todos esses materiais dão forma às obras de Mestre
Nato, como os estandartes, os quais ele intitula de “Sagrado Sincretismo”. Há nas obras
um ar infantil que permite aproximar facilmente o artista do publico do Ensino
Fundamental. Metodologicamente a oficina se divide em 4 momentos: apresentação do
artista e da obra; análise das principais produções, releitura de obras escolhidas e, por
fim, socialização das produções elaboradas pelos participantes. Importa destacar que a
oficina é resultado do projeto Ludicidade Africana e Afro-brasileira (LAAB) do
Campus de Castanhal/UFPA, voltado à proposição de metodologias para a valorização
do patrimônio negro na escola.
Ch: 03 horas
Público alvo: Professores de educação infantil e series iniciais, alunos do curso de
licenciatura em Pedagogia e Arte, bem como comunidade em geral a partir dos 10 anos.
Vagas: 30
Material necessário: 1 projetor (Datashow), mas, se não for possível, informem que
levaremos impresso os slides.
O LIVRO COMO BRINQUEDO:
EXPERIÊNCIA LÚDICA/TEATRAL PARA CRIAÇÃO DE PRÁTICAS
LEITORAS
A oficina é um desdobramento do projeto de extensão Desempacotando a
Biblioteca Pública de São João del Rei: Jogos, Brincadeiras e Teatro (2013). O projeto
objetiva experienciar ações lúdicas a partir do contato com o objeto-livro. O livro é
entendido como um brinquedo que contém imagens e um universo de signos que pode
narrar histórias, e oferecer elementos que podem ser usados na criação de brincadeiras e de
novas formas de leitura. As ações lúdicas buscam, a partir da estética e da experimentação
teatral, a transformação política dos participantes, pois segundo se averígua, as relações
com os objetos são predeterminadas pelas tendências atuais do capitalismo: os objetos e os
brinquedos trazem em si a priori determinações de manipulações, formatadas pelas
indústrias e instituições de ensino. Essas determinações influenciam as dinâmicas das
relações humanas, comprometendo a apropriação e a reinvenção do cotidiano. O objetivo
da oficina é interromper a coisificação do indivíduo ao explorar novos repertórios de ações.
Os sujeitos envolvidos serão criadores de suas próprias ações ao estabelecer novas relações
com o objeto-livro, fomentando outros regimes do sentir através de ações improvisadas,
retiradas de jogos e de dinâmicas teatrais que trazem o lúdico, a ação dramática e a
criatividade
para
um
ambiente
acolhedor,
proporcionando uma vivência cooperativa.
onde
experiências
poderão
surgir,
Objetivo:
Despertar nos alunos o gosto pelo leitura, através das Lendas do Folclore
brasileiro, fazendo com que os alunos conheçam um pouco sobre as lendas mais
conhecidas promovendo momentos de interação entre os alunos.
Metodologia:
No primeiro momento uma breve dinâmica para maior entrosamento dos alunos
onde os alunos iram escrever em um papel o que ele acha que é folclore, em
seguida esse papel será trocado com o colega do lado, onde cada um ira ler o
papel do outro de modo que todos participem, fazendo assim com que possamos
Investiga o conhecimento prévio dos mesmos, verificando através de
questionamentos sobre o que é folclore e se eles conhecem algumas lendas,
depois desse questionamento iremos explicar e ampliar o conhecimento já
adquiridos desses alunos sobre o assunto, reforçando o que é folclore , através
de amostras de imagens ,livros e vídeos de algumas lendas e iniciando um
dialogo sobre as mesmas. Em seguida pediremos aos alunos que fiquem em
circulo sentados no chão, para a leitura coletiva das lendas. Em seguida iremos
pedir aos alunos que criem individualmente um livrinho sobre alguma lenda
conhecida pelos mesmos, onde deveram ilustra e escrever sua lenda.
Conclusão:
Conclui-se que essa oficina ira proporcionar um conhecimento mais amplo sobre
o que é folclore e sua importância, através dessa metodologia procuramos
incentivar a leitura e a escrita de forma descontraída e dinâmica para que os
alunos possam conhecer as manifestações culturais de seu povo.
Oficina: O que eu faço com minha raiva?
Maria Lúcia Gaspar Garcia1
Clécia Graziely da Silva Bastos²
Eliane da Silva Pinto³
Resumo:
O nível de estresse das pessoas gera irritabilidades que podem desencadear
comportamentos agressivos e violentos, os fazendo ter dificuldade em admitir seus
sentimentos. Logo, faremos uma escuta qualificada sobre a autoanálise dos participantes e
solicitaremos a formação de grupos entre aqueles que têm a mesma indignação, a fim de,
relacionar sua raiva com as violações dos direitos humanos e expor em um painel para ser
socializado. Depois, os participantes retornarão aos seus grupos de origem para propor e
discutir formas de enfrentar as violações dos direitos. Em seguida formaremos um círculo e
um dos ministrantes passará uma caixa pelas mãos de todos para sentir o peso; Quando a
caixa retornar para as mãos do ministrante, ele abrirá e pedirá para cada pessoa retirar um
elemento de dentro da caixa, que à medida que for passando ficará mais leve. Tendo como
objetivo levar os participantes a identificarem/revelarem suas insatisfações. A dinâmica
adotada constitui-se em um momento terapêutico que revela e ameniza a dor ao
compartilhar seus sentimentos. Fazendo os participantes relacionarem estas situações como
formas imperceptíveis de violação de direitos. Além disso, proporcionam formas de
apontar saídas/caminhos de maneira compartilhada, para que futuramente não se tenha
problemas maiores. Este é um meio de intervenção na realidade, incorpora o saber dos
participantes e oferece serviço quando conduz o processo de busca individual, coletiva e
assim gera conhecimento.
Palavras Chaves: Raiva; Direitos Humanos; Violações de Direitos e Intervenção.
¹ Professora e Pesquisadora do curso de Serviço Social da Universidade da Amazônia. Possui graduação em
Serviço Social - Faculdades Metropolitanas Unidas (1979) e mestrado em Serviço Social pela Universidade
Federal de Pernambuco (1997).
²Graduando do 3º semestre do curso de serviço social DA Universidade da Amazônia.
3
Graduanda do 5º semestre do curso de Serviço Social da Universidade da Amazônia.
Oficina: O que eu faço com minha raiva?
Situação-problema: o nível de estresse das pessoas gera uma irritabilidade que geralmente
desencadeia comportamentos agressivos e violentos, além de que há certa dificuldade das
pessoas admitirem sentimentos de raiva.
Metodologia de trabalho:
1. Fazer uma escuta qualificada dos participantes para que cada um revele suas raivas e
em seguida relacione esta sua raiva com uma violação de direito. Desta forma é possível
que percebam que a ausência de garantia de direitos gera violação que desencadeia raiva
expressa em comportamento agressivo.
2. Pedir para que escreva num papel sua raiva e organizar um painel
3. Grupalizar por afinidade de problema apresentado (grupos de 4 a 6 pessoas)
4. Pedir que expressem as formas de violação de seus direitos que geram a raiva
relacionando com direitos humanos num cartaz com uso de papel 40 kgs, cola revista,
tesoura, pinceis atômicos ou dramatização
5. Socializar os trabalhos em plenária
6. Retornar aos grupos para proporem formas de enfrentar suas dificuldades
Objetivo da atividade: Levar os participantes da oficina identificarem/revelarem suas
insatisfações/raivas.
Consideração: A dinâmica adotada se constitui um momento (terapêutico) que revela e
ameniza a dor quando compartilha seus sentimentos e faz com que os participantes
relacionem estas situações como formas imperceptíveis de violação de seus direitos no
nosso cotidiano e que se não cuidadas podem se transformar em problemas maiores.
Proporcionam ainda formas de apontar saídas, caminhos de forma compartilhada com o
grupo. Esta é uma forma de intervenção na realidade, incorpora o saber dos participantes e
oferece serviço quando conduz o processo de busca individual, coletiva e assim gera
conhecimento.
RESUMO DE OFICINA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ/UNIFESSPA
ORIENTADORA: Lucélia Cardoso Cavalcante Rabelo
MINISTRANTES: Anderson P. de Oliveira; Ester Silva Chaves; Maysa Dias da Silva.
OFICINA: Noções de número em Braille e operações no Soroban
PÚBLICO-ALVO: Comunidade em geral do evento.
OBJETIVOS PROPOSTOS PARA A OFICINA: Oferecer, para os professores, espaços
de formação continuada sobre noções de símbolos e conceitos matemáticos em Braile;
Utilizar o sistema decimal no Soroban e propor o ensino de operações matemáticas
como material alternativo; Propor a confecção de materiais didáticos adaptados para o
ensino de operações matemáticas para alunos com deficiência visual. O processo de
escolarização de alunos público-alvo da educação especial nas instituições de ensino
tem demandado a busca de formação que oportunize aos professores, conhecimentos na
área da Educação Especial. Dessa forma, como proposta extensionista, temos investido
na organização e desenvolvimento de oficinas pedagógicas de produção de material
adaptado para alunos com deficiência visual. Por esta razão, propomos a apresentação
de uma oficina, a fim de apoiar a escolarização desses alunos em seu processo de
aprendizagem. Destarte, buscaremos ensinar a representação numérica no sistema
Braille, como se escreve e ler os símbolos mais comuns, como por exemplo, (+,-,×,÷,=
), na linguagem matemática no sistema de escrita Braille.
PROPOSTA DE OFICINA DE EXTENSÃO: JOGOS EXTENSIONISTAS – O JOGO
DA PONTE
Área Temática: Educação
Responsável pelo Trabalho: Viviane Cristina Dias
1
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
Marcos Ramos; Otaviano Neves; Viviane Dias1
Resumo.
O trabalho apresenta uma proposta para uma oficina de extensão utilizando o conceito de
jogos. A partir da experiência em aplicação de jogos extensionistas vivenciada pelos
coordenadores de extensão dos cursos na PUC Minas unidade Barreiro, na qualificação de
professores, alunos e comunidade. Foi possível desenvolver uma oficina “jogo da ponte” com
o propósito de atender as demandas da extensão universitária. A metodologia utilizada para o
desenvolvimento do trabalho consistiu na revisão da literatura sobre o uso dos jogos,
adaptação da metodologia dos jogos para criar a categoria de jogos extensionistas, definição e
criação das regras para o “jogo da ponte” considerando a vivência dos autores e nos conceitos
da teoria dos jogos. A análise dos dados contemplou a abordagem descritiva, a partir das
habilidades que espera-se alcançar.
Palavras-chave: jogos extensionistas, extensão universitária, jogo da ponte
1. Introdução
A teoria dos jogos não é uma novidade, segundo Maria Rita Gramigna (1993) em
estudo sobre a origem dos jogos verificou que estes existem desde os primórdios.
Andréa Cunha (1997), reitera as colocações de Gramigna, quando diz
“Desde os primórdios se tem notícia que o homem brinca. O estudo de impressões
arqueológicas e pinturas rupestres apontam que na antiguidade os jogos já existiam e que os
povos mais primitivos faziam uso de brinquedos.”
Gramigna (1993 :9) faz um histórico sobre a origem dos jogos
“No século IX a.C. foram encontradas bonecas em túmulos de crianças. Nas ruínas
incas do peru, arqueólogos descobriram vários brinquedos infantis...”
“Na idade Média, pajens e filhos de barões feudais simulavam combates de arco e
flecha ou lanças...”
“No século XIX os modelos de simulação com fins de treinamento começaram a ser
usados na área militar. Os jogos de tabuleiro, representando exércitos, serviam de modelo
para os prussianos como forma de antecipar estratégias e táticas aplicáveis em batalhas
reais.”
Estes jogos evoluíram para versões de jogos Empresariais, sendo que o Top
Management Decision Simulation, criado pela American Management Association foi
pioneiro entre os jogos de simulação. Segundo Gramigna (1993:3), “a utilização de jogos
simulados como instrumento de aprendizagem teve seu incremento nos Estados Unidos, na
década de 50, com a finalidade de treinar executivos da área financeira.”
Devido aos resultados positivos, seu uso estendeu-se a outras áreas, chegando ao
Brasil com força total na década de 1980. De acordo com Gramigna (1993), os primeiros
jogos que surgiram no Brasil foram traduzidos, e os modelos eram importados. Atualmente já
existem equipes de profissionais e consultores desenvolvendo simuladores que retratam com
fidedignidade as principais situações empresariais. Na área da extensão tem-se algumas
atividades como proposta em "jogos de extensão" (Ramos, 2012), onde diversas atividades
aplicadas a alunos e/ou professores e/ou comunidade, apresentam situações vivenciadas na
extensão.
Com este trabalho pretende-se mostrar de forma prática e interativa, a correlação entre
a construção de uma ponte e o desenvolvimento de atividades extensionistas, considerando o
pilar ensino/pesquisa e extensão e os atores: a comunidade e a Universidade representada
pelos alunos, professores e comunidade.
2. Jogos extensionistas
Os jogos extensionistas caracterizam-se pela aplicação da teoria de jogos ao contexto
das atividades extensionistas. Esses jogos foram desenvolvidos considerando a teoria clássica
de jogos e nas fases de um jogo empresarial de acordo com o Manual de Jogos de Empresa,
que são:
Preparação: criação de um clima adequado, através de um exercício ou mesmo de
algum tipo de dinâmica. Esclarecimento do objetivo do jogo, como ele pode ajudar os
participantes, a atitude desejável, a atenção para certos comportamentos, etc.
Instruções: é a transmissão dos dados básicos do jogo: definição do cenário e das
regras do jogo por escrito, definição do cenário.
Processamento: análise e discussão das situações vivenciadas no jogo.
Ensaio: em jogos mais complexos é recomendável o uso de ensaios, para o
aquecimento do grupo.
2.1 O Jogo da Ponte
O objetivo para os participantes da oficina é construir uma ponte a partir de materiais
selecionados. Neste sentido, espera-se desenvolver a abstração apresentada na figura1, ou
seja, associar que a ponte é o meio onde podemos ultrapassar obstáculos, transpor paisagens e
lugares. Serve para unir, ligar e transpor. Assim, o objetivo comum da construção, deve ser o
pensamento de todos, extensionistas, professores e comunidade, ao desenvolver um projeto de
extensão. Esta construção deve ser apoiada nos três pilares principais da Universidade:
Ensino, Pesquisa e Extensão.
Figura1: Ponte extensionista
2. Metodologia
Este trabalho em parte tem enfoque teórico bibliográfico que abrange a natureza do
uso de jogos, ressaltando os pontos relevantes, e oferecendo a proposta de desenvolvimento
de uma categoria de jogos aqui classificada como Jogos Extensionistas.
Para a realização do trabalho foi desenvolvido uma metodologia de um jogo
extensionista que fizesse a relação entre ensino, pesquisa e extensão e que fosse possível
aplicar para os diversos públicos da extensão universitária: aluno, professor e comunidade. A
partir da aplicação do “Jogo da Ponte” para os três públicos foram feitas observações a
respeito da participação de cada público e adequações para o desenvolvimento do jogo. A
aplicação do “jogo da ponte” foi realizada na PUC Minas unidade Barreiro, em momentos
diferentes para cada público, os professores participantes do processo fizeram anotações a
respeito do comportamento e adversidades que podem ocorrer durante a aplicação do jogo.
A oficina pode receber no mínimo 20 pessoas, que poderão ser professores,
extensionistas e membros da comunidade, os participantes da oficina são organizados em
grupos no máximo de 5 pessoas, e é dividida em 4 partes:

Preparação: Organização dos grupos, definição e apresentação da tarefa;

Execução de Tarefa: Após se dividirem, os grupos realizam a tarefa. (sem
interferência do moderador);

Processamento: Análise e discussão dos resultados;

Tarefa: Produção de uma cartilha.
Na fase de Preparação as pessoas serão organizadas em grupos de no máximo 5
pessoas, os facilitadores (organizadores da oficina) apresentam a tarefa, ou seja, a partir do
material disponível construir uma ponte com três pilares com as seguintes dimensões: 60 cm
de comprimento, 10 cm de altura, 20 cm de largura. Ela deve suportar o peso do carrinho ao
ser transportado de um lado para o outro, puxado através de um pedaço de barbante, o tempo
para construção da ponte é de 40 minutos.
Com o término do tempo começa a fase de Processamento, ou seja, os participantes
começam o relato da experiência vivenciada. Nesta fase, é feita a exploração do
sentimento/percepção
dos
participantes
quanto
aos
comportamentos
desenvolvidos/observados no decorrer do trabalho que facilitaram ou dificultaram a conclusão
da tarefa.
Na fase de processamento os facilitadores irão formular perguntas do tipo:

O grupo está satisfeito com o resultado alcançado?

Existiram preocupações com o planejamento e organização do grupo?

Quem era o cliente final? Qual a preocupação do grupo em atender a demanda?

Como o grupo interagiu? Utilizou os conhecimentos/habilidades individuais
para execução das tarefas?

Qual o aprendizado que é possível tirar deste exercício?
A partir dessas respostas os facilitadores irão associar as respostas de acordo com as
habilidades extensionistas que deseja-se desenvolver nos participantes. Assim, os facilitadores
começam a formular as perguntas associadas a extensão, por exemplo:


Qual o público alvo da extensão?
Qual o ganho que você percebe os ganhos que envolvem atividades extensionistas
para a sociedade, alunos e professores?
A partir das respostas os facilitadores fazem uma correlação com atividades/fases
executadas no desenvolvimento da ponte, ressalta as dificuldades e desafios que também são
vivenciadas na extensão.
O objetivo é que a partir destes depoimentos, possa-se utilizar esses relatos para
reforçar as falas que virão a seguir e ajudar na construção da tarefa final: construção da
cartilha que apresente propostas ou relatos de ações extensionistas – Projeto, Curso, ou
Atividade/Intervenção/Evento descrevendo a participação de cada ator (professor,
comunidade, aluno).
4. Análise dos Resultados
A partir da tarefa de construção da ponte, é feita a verificação se os grupos
conseguiram ou não concluí-la. Os facilitadores durante o jogo observam o comportamento
dos participantes para serem utilizadas na fase de processamento. Ao final da oficina esperase conscientizar sobre o processo que leva a universidade até a sociedade, ou seja, a
“construção da ponte”, mobilizando os participantes para a necessidade de integração e
dedicação para execução de um projeto extensionista. Salientar como a extensão pode ser
vista como a ponte entre a universidade e comunidade, percebendo as demandas e
aproximando-as. Fazer com que os participantes identifiquem o seu papel em uma atividade
extensionista, e assim apresentar que uma das bases da sustentação de um projeto de extensão
é a integração das pessoas que o executam. Desta forma, a atividade levará os participantes a
vivenciar a importância do olhar criativo na resolução de problemas.
5. Conclusão
Com este trabalho, é possível desenvolver de forma interativa habilidades nos
participantes da oficina, fazendo uma analogia entre a construção da ponte com a extensão
universitária. As situações reais de possíveis fracassos na elaboração e execução de um
projeto de extensão são vivenciadas de maneira simulada.
Os participantes conseguem perceber a importância da metodologia participativa, na
elaboração de execução de um projeto ou atividade de extensão. É desenvolvido nestes, uma
visão holística, sem perda da importância das partes. Com isso, é possível mobilizar os
principais atores participantes da extensão universitária: alunos, professores e comunidade, de
forma que os mesmos entendam a sua participação na articulação de atividades extensionistas.
Levando esses atores a vivenciar a importância do envolvimento de cada um no planejamento
das atividades de extensão, evidenciando a necessidade do planejamento participativo no
ambiente comunitário.
6. Referências
BARTH Peter e MARTINS Roberto C. Aprendizagem Vivencial em Treinamento e
Educação. São Paulo: Intercultural, 1996.
GRAMIGNA,Maria Rita Miranda. Jogos de Empresa. São Paulo: Makron Books, 1993.
Manual do multiplicador, Jogos de empresa. Belo Horizonte: Edições CENTRO CAPE, 2002.
Ramos ; Neves, O. F. ; GOMEZ, S. A. ; DIAS, V. C. . Jogos de Extensão. 1. ed. Belo
Horizonte: FUMARC, 2012. v. 1. 95p
SOUSA, Ana Luiza Lima. O papel articulador da extensão universitária. Revista do Decanato
de Extensão da Universidade de Brasília. Ano 4. número 7, julho de 2000.
CONSTRUÇÃO DE OBJETOS DIGITAIS DE APRENDIZAGEM POR MEIO
DE PLANILHAS ELETRÔNICAS
O uso das planilhas eletrônicas possibilita de forma prática e exata, a
resolução de problemas das mais diversas áreas, ressaltando as que envolvem a
realização de cálculos e também manutenção de banco de dados. Além disso, elas
contribuem para o desenvolvimento de habilidades e de competências como o
raciocínio lógico e pensamento estratégico, necessários também no processo de
construção de objetos de aprendizagem.
A criação de objetos de aprendizagem (OA) permite ao professor de
matemática melhorar o ensino e desafia a planejar os objetivos do seu objeto. A
proposta de se construir objetos de aprendizagem, utilizando a planilha eletrônica do
LibreOffice.Org Calc, surge no intuito de promover por meio desses recursos digitais,
ferramentas auxiliares para o ensino e aprendizagem de matemática. Muito embora
as planilhas eletrônicas não sejam em sua proposta fundamental um software criado
para fins educacionais, este quando fundamentado em uma proposta pedagógica
adequada passa a ser um excelente instrumento para esse fim.
A escolha do Libreoffice.Org Calc deu-se, pois trata-se de um software livre.
Essa escolha baseou-se não somente na questão da alternativa sem custos, mas
principalmente na questão social e moral. Uma vez que o movimento do Software
Livre representa a diferença entre exclusão e inclusão digital, sendo uma das
poucas opções disponíveis para modificar o inexorável “status quo” do software
proprietário.
Um grande entrave para o uso do software livre ainda é cultural. O
desconhecimento dos aplicativos existentes em software livre e as suas
potencialidades, além do hábito de utilizar os programas já conhecidos são fatores
que podem levar a uma resistência à mudança.
Neste sentido, é importante salientar, antes de darmos continuidade a este
pensamento, duas advertências àqueles que pretendem utilizar-se da informática, de
um modo geral, para enriquecer a sua metodologia de trabalho. A primeira é a de
que todos os recursos disponíveis são na realidade um complemento ao bom
resultado do processo de ensino-aprendizagem, e não substituto de algum
profissional. E, a segunda é a de que o essencial não é ter o computador na escola,
mas sim, profissionais que saibam utilizá-lo adequadamente e em prol da educação.
À priori, é necessário averiguar quais as principais mudanças provocadas
com a utilização de objetos de aprendizagem na educação, verificando-se quais as
contribuições ou não da utilização daquela ferramenta na prática pedagógica.
Ressaltando que a aprendizagem, de um modo geral, pode ocorrer de duas formas:
a) a informação é memorizada e b) a informação é processada. Nesta última, ocorre
a verdadeira construção do conhecimento.
No âmbito computacional, esta aprendizagem pode ser realizada quando o
computador ensina o aluno e/ou quando o aluno ensina ao computador os
conhecimentos que considera válido. Valente (1999) explicita muito bem esta
utilização com a afirmativa: “O computador pode ser um importante recurso para
promover a passagem da informação para o usuário ou promover a aprendizagem”.
Entretanto, seu sucesso depende, entre outras coisas, do contexto em que
está inserido, da capacidade produtiva e criativa do professor e de objetivos claros e
bem definidos. Além disso, apresenta inúmeras vantagens, tais como:
•
Facilidade no ensino de assuntos trabalhosos, complexos ou com alto grau de
abstração;
•
Acompanhamento, por parte do professor, da construção de procedimentos
adequados ao aluno;
•
Capacidade de voltar (feedback) e rever determinado assunto mal
compreendido e
•
Oferecimento de diversos recursos para realizar, com êxito, a resolução de
diversos tipos de cálculo.
O projeto RIVED-Brasil, segundo seu portal na Web, segue as definições de
Wiley (2000), que em sua tese “Connecting learning objects to instructional design
theory:A definition, a metaphor, and a taxonomy”, considera os objetos de aprendizagem
como componentes ou unidades instrucionais, reutilizáveis e exclusivamente digitais,
alinhadas aos objetivos educacionais propostos intencionalmente, com o intuito de
estimular, apoiar ou otimizar o processo de ensino-aprendizagem de aulas, presenciais,
à distância ou híbridas, em ambientes informatizados.
Esta visão tradicional de Wiley (2000) considera como objetos de
aprendizagens desde imagens e gráficos, vídeos, sons, ferramentas até qualquer
outro recurso educacional digital a ser utilizado para fins educacionais e que
contenha sugestões sobre o contexto de sua utilização e por isto é preciso planejar
de forma integrada sua produção e uso. Porém a ideia mais geral de um objeto de
aprendizagem, a mais usualmente, compreende um conjunto de tais recursos
básicos, organizados de forma a propiciar uma experiência de aprendizagem e de
sua reutilização.
Polsani (2003) em seu artigo “Use and Abuse of Reusable Learning Objects”,
ressalta a importância de saber planejar adequadamente um Objeto de
aprendizagem e apresenta alguns pontos que devem ser observados neste
processo de construção: conhecer a temática que se deseja trabalhar; determinar a
abordagem pedagógica que norteará sua concepção e uso; saber utilizar
ferramentas de autoria para sua construção; e trabalhar de forma coerente com os
princípios de projeto educacional.
A proposta de se construir objetos de aprendizagem, utilizando a planilha
eletrônica do LibreOffice.Org Calc, surge neste intuito do senso comum de promover
por meio desses recursos digitais, ferramentas auxiliares para o ensino e
aprendizagem e com isso promover situações de aprendizagem, assim como a
desejável reutilização dos mesmos. Muito embora as planilhas eletrônicas não sejam
em sua proposta fundamental um software criado para fins educacionais, este
quando fundamentado em uma proposta pedagógica adequada passa a ser um
excelente instrumento para esse fim.
METODOLOGIA
A oficina será dividida em três momentos:
Iniciaremos com uma atividade de acolhida denominada “Planilha de
Atributos” cujo objetivo é reconhecer a planilha como uma ferramenta que ao
receber instruções e atributos torna-se recurso didático, ao contrário antes, quando
era apenas células vazias.
O segundo momento consistirá na atividade de conhecimento específico
denominada “Criando OA com o Calc”, momento em que iremos apresentar a
planilha LibreOffice.Org Calc, alguns exemplos de objetos de aprendizagem para o
ensino, assim como a importância de se planejar a atividade, escolher o tema, a
construção do objeto e as possibilidades de edição e de programação da planilha,
de modo a torná-la em uma ferramenta criativa e de apoio ao ensino e
aprendizagem.
A culminância desta oficina dar-se-á com a atividade de despedida
“Compartilhando os meus OA”, por meio da socialização dos OA construídos
pelos participantes, assim como socialização das suas opiniões, vivências da oficina
e avaliação feitos de maneira informal e com exposição oral pelos mesmos.
CONSTRUÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS COM O SOFTWARE XMIDS
COMO RECURSO DE APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA.
A proposta de se criar mapas conceituais é fazer com que o aluno possa
chegar a uma aprendizagem significativa, que para Moreira (2005) é atribuir
significados idiossincráticos de certo assunto. Ou seja, não existe um único tipo de
mapa conceitual.
Os mapas conceituais podem ser utilizados em várias situações e para
finalidades diversas, quer seja como uma tática didática ou como um instrumento de
análise curricular, como uma forma avaliativa ou simplesmente como mais um
recurso de aprendizagem (MOREIRA, 2005).
Alguns softwares que são utilizados para a educação, em sua proposta de
desenvolvimento não foram pensadas para esse fim, porém muitas delas após uma
adaptação e um planejamento pedagógico, passam a desempenhar um papel
importante no processo de ensino/aprendizagem, como é o caso, por exemplo, dos
aplicativos que constituem as suites de escritório, como editores de texto, as
planilhas eletrônicas, banco de dados, editores de apresentação, dentre outros.
Ainda que a tecnologia, por si só, não garanta o sucesso educativo, ela pode
revolucionar ou perpetuar modelos pedagógicos existentes, dependendo de quem a
usa e como a usa. (MOURA & CARVALHO, 2007).
Desse modo as
ferramentas computacionais baseadas em mapas conceituais como o XMIND
encontram-se entre às aplicações que podem ajudar a criar e promover ambientes
para o ensino e aprendizagem.
Os mapas conceituais, ou “redes semânticas” como são apelidados por
Jonassen (apud MAGALHÃES & RIO, 2008, p. 73), podem ser compreendidos como
formas de representações espaciais de conceitos e das suas interrelações.
Segundo Moreira (2005) nos “mapas conceituais podem seguir um modelo
hierárquico no qual conceitos mais inclusivos estão no topo da hierarquia (parte
superior do mapa) e conceitos específicos, pouco abrangentes, estão na base (parte
inferior).” (MOREIRA, 2005, p.2).
A utilização de mapas conceituais está cada vez mais frequentes nas
escolas, por isso alguns softwares foram desenvolvidos para simular mapas
conceituais no próprio computador, como: CmapsTools, Imindmap, Nestor,
Mindmanager, Mindmeister, Compendium, Mindomo, Mind42, Kayuda e Mapul.
Para a oficina utilizaremos o software Xmind (http://www.xmind.net) que
adota em sua organização as conceituadas técnicas de Mind Mapping (Mapa
Mental) que o permitem memorizar processos a partir de uma cadeia lógica de
informações.
Uma das principais contribuições que os mapas conceituais fornecem para o
aluno é facilitar a representação e a análise de informações, ajuda a construção do
conhecimento e evidencia o aprendizado do conteúdo proposto (CAMPOS, 2005).
Por isso mapas conceituais estão sendo cada vez mais utilizados para promover
uma aprendizagem significativa.
METODOLOGIA
A oficina será dividida em três momentos:
Iniciaremos com uma atividade de acolhida denominada “Jogo dos recortes”
cujo objetivo é introduzir o conceito de mapas conceituais para os participantes. A
atividade consistirá na criação de um mapa conceitual coletivo, onde todos os
participantes deverão fazer sua contribuição. Partindo-se da temática “Internet”,
disponibilizaremos algumas revistas para que os mesmos possam localizar palavras
ou figuras que estejam relacionadas com o tema proposto. Feitos os recortes, cada
um colará a sua palavra/figura em uma cartolina relacionando-a com o tema,
formando assim intuitivamente um mapa conceitual.
O segundo momento consistirá na atividade de conhecimento específico,
quando iremos fazer um breve histórico sobre mapas conceituais e de como ele
auxilia no processo de aprendizagem significativa. Em seguida iremos apresentar o
software XMind, cuja função é criar mapas conceituais de forma criativa.
Posteriormente, os participantes em trio escolherão um tema para construírem seus
próprios mapas mentais.
A culminância desta atividade será a atividade de despedida com a
socialização dos mapas conceituais elaborados pelos participantes com temáticas
diversas e relacionadas com a preservação da Amazônia.
OFICINA DE TECIDO ACROBÁTICO
Fernanda de Sousa Bomfim
Fernanda Helena Vaz
Priscilla de Cezaro Antunes
Esta proposta de oficina nasce das experiências do projeto de extensão “Práticas
Circenses”, desenvolvido na Faculdade de Educação Física e Dança da Universidade
Federal de Goiás (FEF/UFG). Este visa possibilitar experiências com práticas circenses
diversas, por meio da apropriação de técnicas e exploração de criações artísticas. Seu
objetivo principal é contribuir com a difusão da cultura popular por meio da prática de
artes circenses e demonstrar que podem ser realizadas por quaisquer pessoas,
independente de idade, experiências anteriores com o circo ou padrão corporal. Além de
aulas semanais com a comunidade, o projeto prevê a realização de “Oficinas
Itinerantes”, as quais buscam oportunizar a prática de tecido a diferentes pessoas para
além da UFG. Esta oficina tem como objetivo proporcionar aos participantes uma
experimentação do tecido acrobático, explorar seu aspecto lúdico, estimular a
criatividade e a consciência corporal e oportunizar uma iniciação a técnicas do tecido
acrobático. Iniciaremos com uma abordagem da origem e características do tecido.
Faremos um momento de preparação corporal de solo, com técnicas de educação
somática e alongamentos. Passaremos à exploração do tecido, com atividades de
(re)conhecimento do tecido, voos e técnicas de subida, chave de pé, chave de cintura, nó
e queda do nó. Por fim será feita uma roda de conversa, avaliando a atividade e a
experiência dos participantes.
No município de São Bernardo-MA conforme dados da Prova Brasil de 2011, menos de
7% dos alunos aprendem o que deveriam quanto à Língua Portuguesa e a Matemática. O
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2011 é de 3,6 nas séries
iniciais e de 3,3 nas séries finais do Ensino Fundamental, abaixo da média nacional e
estadual, que é de 4.7 e 3.9 respectivamente. Compreendendo que a leitura e a escrita são
uma necessidade de todos e um direito universal e que o ato de ler e escrever revelam-se
como processos que ocorrem a partir das interações sociais estabelecidas, a oficina
proposta visa trabalhar de forma criativa, lúdica e dinâmica para incentivar a leitura.
Primeiramente será realizada a leitura de um trecho do livro “Vidas Secas’ de Graciliano
Ramos e do poema “O Bicho” de Manuel Bandeira, para em seguida ler a letra e ouvir as
músicas “Comida” do grupo Titãs e “Fome Come” do grupo Palavra Cantada. Após as
leituras haverá uma discussão e análise a respeito dos textos lidos e como as figuras de
linguagens e as metáforas são utilizadas nos mesmos. O vídeo da música “Fome Come”
será passado e analisado os elementos da linguagem visual, bem como uma comparação
da linguagem verbal e não-verbal. Para finalizar a oficina será proposta a aprendizagem
da percussão com copos da música “Fome Come”. Essa oficina reforça a importância de
incentivar a leitura feita com sensibilidade e crítica, segundo a qual a palavra não se
esgota em si mesma mas, é compreendida como uma imensa carga de significações
(BAKHTIN,2006).
GEOGEBRA E FOTOGRAFIA: CONSTRUÇÃO DE ATIVIDADES PARA
ENSINO DE MATEMÁTICA
A construção de atividade a partir de fotografias e com auxilio de software
Geogebra permite ao professor trabalhar um conteúdo matemático relacionando
com a realidade do aluno. Pois, para se aprender alguns conceitos matemáticos é
necessário reconhecer padrões, símbolos abstratos (como números, formas
geométricas) e alguns recursos visuais como gráficos, imagens e tabelas, sendo
auxiliam nesse processo de maneira significativa.
A proposta de se usar fotografias juntamente com o software geogebra surgiu
com o intuito de favorecer as inteligências múltiplas e promover uma aula dinâmica
que oportunize os alunos a perceberem a matemática do entorno, em ambientes que
costumas frequentar nos momentos de lazer ou em atividades diárias e relacioná-los
com a matemática.
O professor de matemática é desafiado tornar os conteúdos de matemática
próximos da realidade do aluno para que a construção do conhecimento aconteça
de maneira prazerosa e que faça cotidiano do aluno. A partir disso, vemos que a
utilização de fotografias que fazem parte do nosso contexto Amazônico contribuirá
para que reconheça a matemática em contextos os quis estamos inseridos. Das
diferentes formas de se representar o conhecimento, entre elas a verbal, a escrita,
matemática, pedagógica e gráfica a única que não utiliza-se de imagens é a verbal,
na
matemática
utilizam
se
de
desenho,
gráficos,
mapas
e
fotografias
(NAHM;MATTOSO;CAMARGO;LICESKI;LUZ;KEHL,2011).
Sardelich (2006) que acredita a utilização de imagens é um mecanismos
educativos presentes e fazem parte desenvolvimento socio - cultural da sociedade,
onde as imagens não cumprem apenas a função de informar ou ilustrar, mas
também de educar e produzir conhecimento. Na matemática a utilização de imagens
contribui bastante na resolução de problemas, pois permite o aluno a descobrir a
solução vendo e refletindo sobre a imagem.
Em seu trabalho Basso, Serres e Corti aplicaram em sala de aula a ideia de
se aprender matemática por meio de fotografias tiradas da internet e ferramentas on
line( http://pbworks.com), onde o conteúdo trabalhado foi funções. Os alunos
puderam traçar sobre as imagens para fazer a representação das gráfica das
funções, já num segundo momento os próprios alunos fizeram registos de fotos fora
da escola e depois utilizaram-se de um software de régua e compasso e nesta etapa
trabalharam outros conceitos matemáticos como a ideia de ângulo.
É importante ressaltar fotografar exigirá do professor a escolha de um
determinado cenário, para que não faça o registro de qualquer paisagem sem antes
ter planejado o provável conteúdo que se deseja trabalhar com aquela imagem.
Caso queira trabalhar com imagens já disponíveis na internet é importante refenciar
a origem, ou fonte, da foto que se esta trabalhando.
O potencial do software Geogebra para se trabalhar com imagens para
o ensino de matemática.
O GeoGebra é um software de matemática dinâmica gratuito e multi-plataforma
para todos os níveis de ensino, que combina geometria, álgebra, tabelas, gráficos,
estatística
e
cálculo
em
um
único
sistema
disponível
no
portal
http://www.geogebra.org.
O software permite trabalhar com gráficos, álgebra e tabelas estão
interconectados e possuem características dinâmicas. Dentre as possibilidades do
geogebra podemos citar:
Interface amigável, com vários recursos sofisticados;
Ferramenta de produção de aplicativos interativos em páginas WEB;
Disponível em vários idiomas para milhões de usuários em torno do mundo;
Software gratuito e de código aberto.
A proposta de se construir atividades, utilizando-se de fotografias e com
auxilio do software Geogebra, surgiu pela possibilidade de utilizar imagens e com o
auxilio de outras tecnologias oferece ao aluno despertar interesse além de contribuir
para a desenvolver habilidades de percepção e resolução de problemas.
O software possui uma ferramenta que permite inserir imagens, que podem
ser utilizadas para ensinar vários conteúdos de matemática como trigonometria,
rotação, translação, homotetia, reflexão, etc. O Geogebra não é apenas uma opção
de software, mas por questões ideológicas se optou por esse recurso por se tratar
de um software livre representa a ideia de inclusão que é um dos principais desafios
da Educação no Brasil, portanto a utilização de softwares livres deve romper
preconceitos que ainda impedem que esses recursos cheguem até a sala de aula.
METODOLOGIA A SER DESENVOLVIDA
A
oficina
será
dividida
em
três
momentos:
Iniciaremos com uma atividade de acolhida denominada “Eu vejo matemática em
tudo?” cujo objetivo é perceber se os participantes costumam contextualizar o
conteúdo matemático com a realidade, faremos a pergunta e pediremos que os
participantes relatem paisagens ou ambientes onde possam ver a matemática. Em
seguida mostraremos algumas fotografias de ambientes da região metropolitana de
Belém e socilitaremos que eles identifiquem o conteúdo matemático que pode ser
trabalhado com aquela fotografia.
O segundo momento consistirá na atividade de conhecimento específico
denominada “Uma imagem vale mais que vários cálculos!”, momento em que
iremos apresentar o Software Geogebra e com as imagens apresentadas
anteriomente, mostraremos alguns exemplos de atividades que podem ser
construídas com o auxilio do software para o ensino de matemática. E ainda,
ressaltaremos a importância de se definir os objetivos da atividade, a paisagem que
se deseja trabalhar, a escolha do software que no caso da presente oficina foi
escolhido o software Geogebra, porém existem outros que podem dar outras
possibilidades como o Scratch e o Inkscape.
A culminância desta oficina dar-se-á com a atividade de despedida “Na
Lente da matemática”, onde os participantes trarão fotos tiradas por eles e
construirão suas propostas de atividade utilizando a imagem e o software geogebra.
Por fim farão a socialização das atividades e a avaliação feitos de maneira informal e
com
exposição
oral
pelos
mesmos.
PLANO DE OFICINA
Dança de Salão a Partir dos Ritmos da Cultura Popular Paraense
Ministrante:
Rullien Gentil Polizeli
Discente do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade Federal do
Pará e Bolsista do Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura do Corpo, Educação, Arte e
Lazer - LACOR.
RESUMO:
A dança de salão, como forma de expressão se adquire no convívio com o
cotidiano, e quando tal arte se une com o conhecimento acadêmico, os aprendizados e a
metodologia para o ensinamento da Dança de Salão se tornam mais dinâmica e com uma
maior base acadêmica. Esta oficina tem como objetivo ensinar e popularizar os ritmos da
cultura popular paraense que envolve a dança de salão a partir de conhecimentos que foram
adquiridos de forma empírica e teórica, promovendo melhorias metodológicas para ensino
aprendizagem em dança e oportunizando aos participantes um olhar educativo sobre estas
práticas. Como metodologia, será ministrada aos alunos a base de vários ritmos da dança
de salão por meio de dinâmicas e técnicas. As dinâmicas são trazidas pelos conhecimentos
adquiridos na UFPA, que facilitará o entendimento de elementos que a envolve já a técnica
irá ser dinamizada pelo mediador através do acumulo de experiências que ele trás pelo seu
convívio
com
tal
arte
por
meio
de
workshops,
oficinas
e
atuação
como
coreógrafo/dançarino/ator em espetáculos e competições e assim podendo ensinar a
condução e movimentações da dança de salão. O Público alvo envolvido será de alunos
universitários, artistas, educadores e comunidade em geral a partir de 15 anos de idade,
tendo como recursos materiais uma caixa amplificada de som, um cabo de áudio para a
conexão da caixa amplificada ao notebook e uma sala ampla com espelhos.
OFICINA: JOGOS TRADICIONAIS DE TABULEIRO COMO
POSSIBILIDADE EDUCATIVA LÚDICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Cleide Maria Velasco Magno¹
[email protected]
Elane Cristina P. Monteiro²
[email protected]
Ana Cristina P. C. de Almeida³
[email protected]
RESUMO
A proposta educativa apresentada nesta oficina é destinada a educadores como
ferramenta metodológica lúdica para auxiliar o ensino e a aprendizagem de estudantes
das séries iniciais, fazendo uso dos jogos tradicionais de tabuleiro e da criatividade.
Nosso objetivo é criar intervenções pedagógicas interdisciplinares, a partir dos jogos
tradicionais apresentados (SEMÁFORO, SENET E UR), reconstruindo tabuleiros e
regras para serem utilizadas em sala de aula de forma lúdica. O jogo possibilita o
desenvolvimento cognitivo do indivíduo, estimula o raciocínio para que organize
elementos com um objetivo, ajuda a identificar, avaliar e prever situações pessoais e
coletivas para o exercício da tomada de decisão diante de fatos concretos. Esperamos
com esta atividade, despertar o interesse das crianças para este tipo de jogo no ambiente
escolar como forma de estimular a concentração, a memória e a criatividade dos
estudantes em áreas de conhecimento da educação básica.
Palavras chave: jogos de tabuleiro, educação básica, ludicidade.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
PROJETO POLITIZAR E PROCESSO LEGISLATIVO BRASILEIRO: uma
questão de comportamento político e participação social
A oficina será ministrada por três facilitadoras que terão como objetivo apresentar e
qualificar o público (estudantes, professores, coordenadores extensionistas, gestores
públicos e comunidade em geral) na formulação de projetos que visem à simulação do
processo Legislativo. Com isso, será possível a problematização de questões sobre
conhecimento político, educação cívica, participação pública e política, fazendo uma
dinâmica com os participantes de modo que ocorra a integração dos participantes, em
assuntos acerca da política dentro da oficina. O eixo condutor da oficina será o Projeto
Politizar que é um projeto de extensão da Universidade Federal de Goiás em parceria com
a Assembleia Legislativa de Goiás que vincula o tripé ensino, pesquisa e formação política.
E tem como objetivo oferecer uma simulação das atividades parlamentares. Logo, baseiase em um processo decisório semelhante ao processo legislativo. Nesta oficina serão
desenvolvidas as seguintes etapas: o objetivo, missão, processos de metodologia de
trabalho e simulação do Projeto Politizar. Assim, deseja-se demonstrar como projetos
como o Politizar pode atuar como instrumento pedagógico e didático para amenizar
questões de sociabilidade política dos participantes envolvidos e de como tal atividade
pode diminuir a apatia política dos cidadãos. Serão apresentados também, resultados da
atividade de extensão Politizar através de vídeos, dados e galeria de fotos.
NO RITMO DAS PALAVRAS
O objetivo da oficina é mostrar uma maneira facilitadora e descontraída,
apresentando a música corporal como recursos lúdicos para o desenvolvimento
de uma produção textual e a participação ativa do indivíduo no processo de
ensino-aprendizagem, demonstrando a capacidade que a música tem de
influenciar o ser física (percussão corporal) e mentalmente (Produção Textual),
trazendo para o espaço educacional a proposta de interdisciplinaridade,
definindo conceitos e conhecimentos, estimulando o aluno a observar,
questionar e produzir textos através do meio em que vive e os eventos do dia a
dia, através da musicalidade. A proposta da oficina é experimentar as
possibilidades de história, sons e ritmo improvisados através da caixa de
palavras e percussão no corpo. Pretende-se desenvolver a criatividade e
percepção musical do aluno, estimulando a leitura e construção de frases e
sons a partir das palavras propostas na “Caixa ?”. Os participantes deverão
formar um círculo, a “caixa ?” estará centralizada no círculo, um primeiro
participante pesca uma palavra dentro da caixa e inicia a história oralmente e
reproduzindo um som no próprio corpo que identifique a identifique, a criança
da direita deve levantar-se e pescar outra palavra e continuar a história oral e
sonoramente. Durante a construção da história, um responsável ficará
encarregado de anotá-la e ao final da oficina será entregue aos participantes.

Documentos relacionados