DesenvolvimelJto social sólido, abrangente e uto

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DesenvolvimelJto social sólido, abrangente e uto
Nº 20 • De;zembro 2005
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO E AÇÃO COMUNITÁRIA
Experiências den10I1stram que no cOll1bate à pobreza
o microcrédito é inlportanre alternativa de geração de
emprego e desenvolvinlcnto cOITIunirário.
A Assembléia Geral das Naçõe, Unidas
deliberou que 2005 seria O Ano Internacional do Microcrédiro. O objetivo era
consolidar, de maneira irreversível em 0do os continentes, a força de Um imporrante instrumento de promoção' do
desenvolvimento local.
Ao anunciar que 2005 eria o Ano do
MicrocréditO o presidenre Luiz lnácio Lula da Silva reafirmou o clamor crescente de
organizações governamentais e !lã -governamentais no senrido de remover os imensos obstáculos que a população pobre brasileira tem de acesso a recursos finan eiras.
"Estamos facilitando a inclusão bandria
de milbões de brasileiros e brasileiras que
não tinham acesso aO sistema. bancário e
que agora podem ter um einpréstimo sem
mu ita burocracia'" > afirmou o presidente
lembrando que o crédito consignado tem
possibilitado ::l. mjllhões de trabalhadores
an'sso :J (~mpréstimo a juros mais baixos.
O [ ACO, que desde 1999, em parceria
com a Mi:-;cfcur coordena em co}nunidade do mUllidpio do Rio de Janeiro e mais
recentemente na Baixada Fluminense o
Fundo de Crédiro Popular, vem observando um crescimento constante em recursos
emprestados c, também, em reron~os. "Esse 'resultado é fruto da ampliação d{l Guteira de crédiro e da dinamização do projero",
afirma Clesirlene de Oliveira, que integra a
equipe técnica do IDACO coordenando' o
Fundo de Crédito Popular.
i Testa linha, o !DACO, identificando ~m
novo cenário político, durante todo ano de
2005 investiu Ila maior rotatividade _da ca.rteu-a de crédito. A escracégia, vitoriosa, .visava
aumentar as d13nce5 da concrerização do necessário processo da 311to- lIstenrabilidade.
DesenvolvimelJto
social sólido,
abrangente e
uto·sustentável.
pág. 3
Segurança
alimentar e
fortalecimento
da organização
comunitária.
pág. 6 e 7
arati
o
ano de 2006 rem inicio COIll o de envolvim<::nto dt: no- dades produriV'.1S/'demon trativas de ulcivo altel"llativos e
vas ações..ambienráis do IDA O cm Parari. O Projeto De- . ístel11 as 3. roAoresrais, Jrravés do Prodetab, projeto já ém
senvobJ;1tIe1Ito Pal-t;c;/Jl1t;/lQ e )UstCl1tntJeld,IS Co'7mmidad.es fas fll1al. As novidades nas ações que e iniciam são, em
TmL!iciol1ais dJ'J Litoral Sul Fluminense, será excClIrado com -primeiro lugar, a iJ1(cnção de elaborar e aprovar um Plano
recursos do PragTama Pilora para Proteção das HoreSC;ISTI'O- . de MaJlcjo de Produros Floresrais Não Madeireiros para uma
picr:1is 110 Era ·a, através do subprograma Projetos DemoJ1,s- das comunidades a serem bendI iadas e, em segundo, a
tmtilJOS - PDA, gerido peh ecrl'ttll"iíl de Po/ltiL'ns pm'/J o gest.'io companilbada do Projero, através de uma omissão
DesrJllvolvimento SlIstClltflvel do J11in;"',é,.;o do /Vieio Am- Gcstora, in'tegrada pelo rq:ACO, a Univcr- idade FederJ.1
úiente. A per pecriva que s abre é. no 'enrido de dar OJltl- Rural do Rio dc Janeiro - UFRRJ, Asso iação de Morador'cs
nu idade ao naGalho do TDACO, reconhecido Como pio,llci- do Call1pinho - Âmoc t on ·CUlO Municipal cL."1.S Nssociaçães
ro por insrituiç'""e cienrificts ONGs, poder público e 0- de·Moradores de Pano - C,oJllamp. Aprovada em lembro
ciedadc.. erão desenvolvidas a óes de implantação d L1J1l- 'de 2005, a pl'oposm tcm duração de 36 mese .
Funcionários, colaboradores, técnicos e dirigentes .
do IDACO comemoraram, com um encontro na sede
da instituição, a fraternidade que os une no trabalho
cotidiano e que marca as festa, natalinas. As perspectivas
otlmistas para 2006 também estiveram presentes
nos gestos e palavras amigas e no brinde coletívo ao
ano que ~e inicia, com votos de paz e muitas conquistas
sociais extensivos a todos 05 amigos e parceiros.
A todos um Feliz Ano ovo.
ais• ma
-
op~a9
Produtores e cOllsumjdoJ'es, desde 200 1,
esr.'ío unidos em ações de 'ducação ambiellral voltadas pal~l o reapr veiramenro
de materiais e a mudança de hábiros de
'onSUlllO arravés da orgaJlj~" ão da compra coletiva de produros agroecológicos e
da economia solidária. São grupos ou pessoas que têm produção orgáni a ou cco-
ara a peq ena·
lógica c que, vendendo para consul~lidore.s
que prati am Wl1 cOJ}5umo érico, abrem
110VO,' mercados, geram' renda c diversificam a produção. Eles constituem a Rede
Ecológica, que nasc<::u no bairro da Orca,
no Rjo de Jaueiro, <:: hoje coma 0111 mais
6 núcleos ( 1!ull1ait:i, Copacabana, $anra
Tere. a, Tijuca Ja arepagu:í e Terc:stlpolis)
•
I
produ~ão
bu canelo desenvólver a relação direra cnrI" consumidores e pequenos produtores
I'Uq.is urbanos. O lDACa apóia :I produç.ão de aJimemos orgânicos dos as enramemo" e rambém rrabalha p;tr3 o eS[;lbclecimenro de novos canais de venda dos
pequ~no" produtores.
aco
Uma publicação do Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitá.ria. R. Visconde de InhaGma, 134, Grupo 529. Centro, Rio de Janeiro, AJ (Sede Própria).
CEP 20091-000.Telelax: (21) 25168552 f 22334535 I 2233 7727. E-mail: [email protected] Homa-page: www.idaco.org.br. Coordenador Geral:
Agostinho Guerreiro. Equlpe'Técnica: Rodrigo Rocha Barros (Gerente Executivo): Gisélia Polengy; Clesirlene de Oliveira: Georgeton Melo: Marconi
Bezerra. Colaboração: Jean Cl1arle~ Catalan. Voluntaríado: dezenas de voluntários urbanos e rurais. Edição e Produção: Espalllafalo Comunicação. Arte
e ,editoração: Stefano Figa1o. Fotolilos: Universo. Impressão: Reproarte.
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~idaco
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sacia
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o Brasil registrava, erh 1985, o primei- brasileiro, om a eJeiç.áo de um governo núlias pobres do mundo. ria-se ai uma noros Impulsos para a Reforma Agdj'ia den- que tt<J!l para a agenda nacional e interna- \"a dinâmica que permite maior consumo d>
trO de wn 110VO conceito: A visão de colocionaj . priorjdade do om[nre i fome a :llimenração e, con equentcmemc, J~l:J..ior esani7.ação dav:l.lugar a uma per pecriv:l mais prco upação com o social, iDA O acom- m tio, de wu modo gcr-J.!, para ;l agricu1UU":l..
moderna da cstrutura da terra. este mo- panha nas articula..ções, debates nacionais e
Em uma outra dimensão, não menos
mento começava a nascer o IDACO. que, nas áreas onde atua o tOl"ta1ecimenro de imporraJlre) também com forres impaCl'os
voleado pararo meio rural, seria fundado
na área aQrí~oia e tortcs reAexos n:i áTea soprojeros de organizações nao-governamenciaJ, projeto de energia renovável, como o
em 1988 éOI1l o objerivo de fortalecer o
biodie.sc;l, começam a estimular a. produ,
trabaJho JUDtO aos assenramentos, ap,oiar a
ção de paJmeiras e bVOUldS que petmitem a
pcquell~ produção e o desenvolvimento da
exuaç5.o de 6leo e um significativo aumento
agricuJrl.lra orgânica, eone muitas ações
IDACO nasceu
. ' com
do número de empre os no campo, Cresc
que levariam a nov;lS conquistas nest;lS qU<lo debate e a conscíencia da necessidade de
dua décadas.
o objetivo de fortalecer
)
bu.\car ombustíveis renováveis como é o
Ao longo destes 17 anos, também maro trabalho 'junto aos
cou de m:.lJ1eira decisiva :l :1tu:tçáo do
c;lS0 do :ilcool, com a cana-de-açúcar.
O IDACO ;lcompanha a evolução d' tC
IDACO a preocupaÇio C0111 a questão
assentamentos, âpoiar
;ullbi~lltal'Aore'ldl, através da Mata A lân,processo, ciente da nova iruação macroe'conômica, relarivamelHe estável, onde o
rica. Etltre muitos projcws e ações desena pequena produção
volvidas, a iMtituição foi pioneira no nos'governo adora medídas da,maior importân ia na economia ao abril' mão dos mso estado na impbnmção e no acompao desenvolvimento
nhamenro dos u!tivos agroflorestais, torpréstimos do Fundo l\~onetário Illternada agricultura orsânic~,
ciOIJ31, muito embora a.s taxa.s elevadas de
nando-se referênci~ 'nacionaJ para 6rgãos
de pesquisa, uJJiversidades e ourr<l1 orgajuros ai llda aferem o desenvolvimelHo
entre muitas outras ações pais. A perspectiva é que a baixa gradual
nizaçõe não-governúnentais.
, AruaJmente, na lma peh pre ervaçiio do
dos juros venha ;l se cOllsticuir e~ um est(.que levar~m a grandes
que resta de Mata Aclânrica, o IDACO
mula maior para a :lgriculcura e para o
desc1\vo[vimelHo
nacional COmO um todo.
d. envolve amplo projeto, arei uL1do com
conquistas em quase
Neste novo conrexto, o TDACO não
nUI,J1cro os p:ll'ceiro governamentais e
duas décadas.
perde de vista a articulação do desenvolnão-governamellt:lis dos estados de l\1inas
Gerais e São Paulo.
vimcnto 10c.al/regionaJ com o desenvolvimento sustentável e, obrerudo, o desenAlém disso, na busca hist6rica de alternativas à tome> à miséria, (i'uto da ligaçao
volvimento soci:l.1. A con ciência de que as
d:ls áreas de-ReForm:l Agdria com pessoas tais e a implJnr:lção de program:ls gover- políricas sociai~- ainda têm muito que
que habita~';)m fàve1as, o 1DACO passa a namenldi~. Entr tantos outros, desçaca-se . :lY:l.Jlçar sornam-se a bagagem acwl1ulada,
desenvolver rrah:l.1hos m áreas W"banas~ o Pronaf. <Lue libera recurso substanciais a~-experiên ias multiplicadas c a ccneza.dc
Hoje, seu principal projeto lias cidades é o nas áreas de pC<Luena produção e Reforma que h;i muito ,I caminhar.
Com cst:J..';.convieções o IDACO rcm hoje
apoio aos pequenos empreendedores e mi- Agrária e o Bolsa Pam(jia que ;ltinge pocroempeendedorcs através do lUicrocrédi- . pulaç~es hoje na faixa de quase nove a preocupação permanente de influ<mciar
, to, em áreas desfavorecidas, na idade do
milhões de fam(Jias, 110 meio rural e no em políticas públicas que visem, um desenRio de )uneir c na Baixada Fluminense.
meio ul'b'ano apont:1do como o Jnaior pm- volvimento econômjco""é social mais s61ido
Atemo às lllud:1Jlças do cenário' pnlltico gmmu d rransferêncía de renda para fa- mais abmngeute e auto-sustentável.
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o
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Agostinho Gue(reiro
COOl'deJUld'1r Geral do Idllco
idaco ~
,
o Fundo de Crédito
Popular deu (J Elisstllldm
da COl/ceiçíio de-Pau/tI, 110 segundo
semestre de 2005, a possibilidade dr
realizar o sonho de compJ'lJ" o espaço
onde jJoje fimcíona o ,'C1I ,'alJio de
beleza {' fi wja de rouplls e rlc(',~(órios,
em Mlmguinhos.
/
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IDACO faz b~ ,anso
do A o do
M-c oe éd-to
Depoim mos emocionados da' áreas onde vem aruando - no Morro S;Ulr;l Marra,
6wela silUada na Zona S~J do Rio de Janei[O; no Complexo de Manguinhos, onde o
IOACO trabalha direrameme em quatro'
de suas onze comunidades e no onjunro
Habitacional Campinho, na zona oeste cid
cidade - confirmam o que dizem os números: em 2005 o Fundo de récliro Popular
llflanciou 168 projeros roralizancio, de janeiro a novembro de 2005, cerca de
R$ 125,717,00. Deste roral aconr ceram,
só no primeiw se.mesue, 117 liberações,
-num rotai de R$ 84.907.00.
aumento
em r lação ao período anrerior - 2004 - foi
de 61% no que e refere à quanridade de
créditos concedidos e 46,83% em relação
ao volume dos empréstimos. Co)lsiderando a média familiar de 4 pess as por donúcílio nas comwtidades de Manguinhos, Campinho e Santa Mana, aproximad;unenre 468
pessoas foram beneficiadas clir tamente e
rodas as comunidades inJiretameme.
Na comunidade de Manguinho , 24%
de réditos foram par;! novos empreendedores: em ampinho, 34%; e em ama
M~rra, 19%. A média dos emprésrimos
~idaco
em Campinho foi de RS 587,69; cm Mauguinhas, R$ 752,48 e em Sama Marta,
R$795,80. O val?rc máximos emprestados nas 'olllunidades de Santa Mana c
Manguinhos. foram de R$ 2.080,00 e no
ConjuJlto ampinho, de R$ 1.040 00.
Também no primeiro semestre de 2005,
no que se refere ao retol'110 do capital emprestado, houve uma melhora de 80% em
relação ao 10 seme ue de 2004 e 81,75%
em relação ao 2° 'CJnesrre.
Na comunidade de Sama Marra, a comercianre Marta . JaraJino tem em sua
lancllOnere todos o e1etrodoméstico que
precisa aJém dos 3 freelers e já I en a em
novos empréstimos para reaJj7..ar o sonho
d reI' um trailer J ovo. Em eu primeiro
empréstimo, Adrian:1 Araújo ândido invesriu na diversificação do produtos de
sua loja, como podemos conferir nos diversos depoimentos que demonstranl o
quanto o mere;ado i nformal necessita de
apoio para que se concretile o tão desejado desenvolvimemo local.
Desta forma comprando equipamelltOS e produtos ou invesrlndo em lnfra-estrutura, empreendedores de comunidades
o melhor presente que 2005 me dm
jiJí II pOJsibiliçlad.e de mOlltll1' lona
perfim'/llri~ 110 meu JfdtÍo. E a primeira
e, por enquanto, li única em f',1anguinbos. I
Há dez (l110J (01110 ca&elereiro, II!iO tin/;(I
um IlIgar on,.ie pudesse t1'lJbtl!JJ/l/; um
lugar meu para receber clientes. Primáro,
montá o Sfllíio todo com O empréstimos
que pegrui I/fl hl17do e
jd estou rrgistmndo 11 perfillrJllria. A
perspfctil)fl agom é buscllr 11m lugar lI1e//;or e, se der, cow:mltl/· gente. Cada /Jez
mais o que eu quero é melbol'll/:
Luciano Pires, morador de Manguinhos,
,;
empreendedor que esrá em processo
dI.: renovaçao de cr dito no Fundo
de Crédiro Popu!:lr.
pobr' lançam mão de pequenos empréstimos - microcrédiro - para 19araJlrir educ.aç.ão, aúde e qualidade de vida para suas
f~mf1ias. Monram empresas, criam empregos t: desenvolvem e.conomias registrando, a cada ;mo, significativos :tumenros no
número de crédjto concedj~o a noyos Clllprecndcdon;s.
Neste processo, o IDA'CO eon 'tata que
a intensiJicaçlío <h participação, e o apoio
às atividaeles comunitárias e de inrcração
com ourtos arores contribuiram p:ll':l aumentar a co-responsabiJidaae dos par eiras
locai, dos empreendedores e avalistas. Pode-se dizer que sobretudo os avalistas conseguem cer, agora, maior comprecnsa de
seu p:Jpel no processo de dcsenvolvimcnro
da arÍvidacie do empreendedor e da responsabilidade de ambos paraom o projem.
Ouera 'constaraçiío inevitável: aumentam os valores solicitados e isso iI1díca a
perspectiva de uma arividade empreendedora mais consciente, que vaj além da necessidade de sobrevivência. Aponra, ainda,
para horizontes que envolvem plano de negócios, gestáo e m 'rcado.
O projero já 'onseguiu capitalizar recursos da ordem de R$ 280.000,00 arravés do Fundo Rotativo. Estes recursos disponibilizados para retro-alimentação do
Fundo de. Crédito somam-se j busca de
ilOvas parcerias, cõmo a que o IDACO sua melhor djsrribuição. As solicitações de
ln icia com o município de Mesquita, na tlnanciamenros, feiras pelos micfoemBaixada Fluminense. este âmbito, pre- . pree.ndedores e recebidas pelos agentes de
tende-se a construção de uma merodolo- crédito, ão avaliadas de forma criteriosa e
gia' sobre novos c.onceiros de superaç.áo da objet.iva pelos coordenadores locais. São
pobreza, dese.nvolvimenro sócio-econômi- contempladas as soliciraçóes que, mesmo
co local e de acesso ao crédito seja através sendo de pequeno valor, mostrem viabidos ban os oficiais e privados seja arravés lidade económica e social. TriJlta dias após
a concessão do crédico o conrraraJlte co(~a implemenração de polfticas públicas.
Emancipado há 6 anos do municipio de meÇl a realizar a devolução do dinheiro,
Nova 19uaçu, Mesquita é o mais novo mu- parceladamenre, para, se de~ejal', solicirar
nicípio do Estado do Rio de Janeiro. Com novos nnanciarnenros.
tllna população estimada em 180 mil habirames é lima região com pouco desenvo\vimemo econâmico, sem muitas indústrias
ou empresas de grande porte. Há por parA proposta atender
ts: da prcteirurJ--de Mesquita il1teres~'e 'em
a um número cada
incentivar as auvidades de empreendedoris..
• •
omo e cooperanvlsmo como lJ1Srrumenros
maior de pessoas e
de geração d renda e trabalho.
I
Com o apoio da Misereor, agência de
estimular
a
organiza~ão
cooperação inrernacional Ijgada à Igreja
Católica alemã, o Fundo de Crédito Pocomunitária.
pular contribui de maneira decisiva para a
gcra\-:3o de emprego e renda, bem como a
é
vu
Jjllbrdho no /argo d.o anta Marta. O ríltimo
empréstimo que peguei foi de R$' 2.000,00. 1\1fí.() paro de
fazer ej)/<l1Iejar meU?ot'ÚJS no meu fJtllbefecímmto, como
Estou ern mm p'rimeiro emprlstimo e acho muito boa 1/
o blJniJeiro que construí pdM os meus fregueses. Iõdos
ficam satiJjeitos, /l1dhortll7do o comàúo, aumenttJm os
iniciatilJú de um projeto ~ql!e cont;ibui para o sucesso
dflS pessoaJ da comul1idrlde. Fiqu.ei sabendo do projeto
fregueses, dssim como crl!;'cem aI illicilltiwl.' económ/cllJ
da comlmid'lde quando os 'lI/e pegam empréstimos
cumprem com (l- responsabilidade do prlgamemo das
parce/aj do Fundo de CréditO. É dessa forma quI' toria a
comunidllde t! beneficiada.
Marga.rida Uchôa Umbelino, anta Mana.
pc/II l)isita do agente de crédito ao meu comércio. Com o
empréstimo conseguI diIJemjicar os produtos e fltender
melhor fl.$ necessidlldes dos )Jl('/'/s clienteJ', Se soubesse rlllleS,
J'J, (./iria .feito o empréstimo. Os juros são l'IJa.ú l7ai.w,. e não
tem
(I
bUl'Ocmcia'dos Bancos."
Adl'i~a Araújo Cândido, Manguinhos.
idaco ~
ovás for as de
uSão
investem em groecologia
e orga ·zaç
m ·Iá ia
Capacitação técnica) desenvolvimento de novos modos de
produção, mobilização e participação são os principais .
in:gredienres do projeto que arra' cada vez mais produtores.
"
As áreas beneficiadas pelo projeto Segul'ança Alímenrar e Forrale imeIHo CoIllunirário em Dez Assentamentos Rurais
de Reforma Agrária do Estado do Rio de:
Janeiro englobam diretamenre 1500 famÍlias de pequenos produ rores. Desse rotal,
10% vêm recebendo insumo e assí -tência
técnica para n\eUlOria recnológica e dei.
dcmoll rraç50 arrav~s do rrabal~o desenvolvido pelo ldaco desde d"<'CJ11bro de
2003. Com o apoio da instÍtuiÇio e pa"hola Manos Unidas, vêm sendo benefki~da - as comunidades de Boa Esperança
Oaperi) l~a;ocnda Alpina (Tere.~ópolis), Mu-
tirão da paz (Pinheiral) -Sanro fná io (Trajalio de Morai') São Domingo. (Con eição de 1\·1acabu), São José da Boa Morte
(Cachoeiras de Mac3Cu), 50 Roque (Parari), Sol da Manhã (Seropédica) Vala Preta (Magé) e Vitória da União (Paracambi).
A prep . a de dar sustenraç50 técniCl às
comunidades rurais, formadas basicamente de famílias que rêmcomo capital úni o
a força de trabalho c como pl'in ipal maréria-pri ma a rerra cm que plantam e da
qual tiram o susrcnca, vem resultando no
cres ente imcressc dos pequenos produtore pelo dcsellvolvimenca da agricuJwra
org.i.nica e da avi uhura. Isso o arre especi:.t1menl:e nas áre:1.s de maior concel1.tração do u o de agroróxicos, como resultado
da maior cons ientizaç.áo dos producares.
Hoje, 32% des a' famílias já alclllçam
algum nível de renda prov 'nienre da área' eXl'erímen~ais oferecendo produtos orgânicos quI::. as difercll iam no mercado
pel:l clpacir<lqão e a vi'ã do comércio soJid:írio. Os indicadore da avicultura são
mai animador . 70% das famílias beneficiadas contabilizaram algulll:! renda 01'11
a criação de galinha. Muito ~mbor.:t o retornos Dnan eiras a p3rtir das ullidadt~
2005 foi um ano de mlliÚlS vitória.> e conquistas, especialmente lia
criaçã.o orgânica de fango caipim. Meti sítio serviu de model() t'.fói .,-el.eciol1ado
pilm () curso do Serviço Nacional de AprendiZl1gem Rural - Senl1l; afl'lwés d4 I::mater.
fltrtlilldo o ~llteJ"esse de mlútfls ou(:ms pessoas da comunidade. Fiz o curso de avicultul'/l.
e i~1Íciei com 100 cabeça. Hoje estou com 280, já pensa!ldo em dirlel)'ificar rrulI1do
finngos prlrlJ o tlb~te. Slfo rfslllttl.d()s que fazem t1 coml./11idnde perceber que t'stnmos
no c(1,l1Ii/1/;0 ce,·to. Tiujo isso i, com tod.a certeZl1, Futo cio trabalho cI() Idaco. que
tcm 170 ([poiado direto, com capacitaçlio, estimulando fi criação e nos orientando
de todrrs a 1?l(1I1eims possíveis, inclusive quanto rT.o sistema ele flLimentaç!ío e
medicamentos quando temos probLemas de doençrT,s 17rT ClÚFifo.
iJO'< aCOlllptt/2!Jl1l1tW I1qlli /ln
cornul/i.dnde e !em sido muito
importante com os cursos e com
a assessoria que nos dr;, inc/usitle
na bflSC(/ de altemativfls viáveis.
Rosinete Oliveira de Souza
João da Conceição Pimenta - Sol d~l Manhã.
Andrade, Vitória da União.
~idaco
o ld.aco md desde 1999
demoli Trativ,lS de avicultura aindaf não
e t j:un no pammar
d~ejados. na
maior pam' dos casos já há renda posiriva.
O mesmo não ocorre, ainda, na unidades
demon trativ3.$ de agricuJrura.. m sua mai ri~ impl31lt3das com hmas, e.0gindo 11m
tempo bem mai longo para apresentar O'
primeiro resultados.
"Em 2005, foram capacitado (a') -o
agricultor . (as) em cursos de Administra'o de Co perativas e Associações; ) 7 agriultOres (as) em ursos de jvfal1ejo Orgânico de frudfems e OJerícolas e 4 agricultores na criação de gaJjnha' d po~'turi', col11eJl10r.l o t6:11ico do ldaco Gear etoll Melo.
. h res lHe também :l capacidad, d organiução, om um número cada vez maior
de lider'UlÇ<l locais panicipando e 'xer ndo . argo Icrivo com ignificariva presença da mulheres em reuniões c atuando
na unidades dcmonstrariv
conforme
indicun o número; 41 % das unidades
demonsrrarivas de aviculcura são dirigid "
por mulhere ; 19 % ·0 diri id s apenas
por homens 41 % das unidades demonstrativas de avicultura são dirigid:l por ca'sais. Na agriculturà o quadro se inverte e
apenas '18% d~ unjdade demon rrarivas
de agricultUra.:lo diri 'idas por Illulheres.
Ape ar de reduzida. é cres ente a pr sença
feminina também na agricultura.
A aruação do Idace nos assentamentos
de reforma agrária do c lado do Rio F.a7.
parte da história da insriruiç:lo desde :Ua
rjaç50 estimubndo a agroccologia, o desenvol' imcnt local e susrenrável e ampliando o debate com As ooações, judicaros Cooperativas -de Pequeno Produtores Rur:lis, na busca pennanente da ~le­
Ihoria das ondições de vida dos pequenos
produtores do a enramClllOS rurais no
E (ado do Rio de Janeir l.
No tOfal, siJo 78 ftmílias em. Virórifl da União. Muit.//. ain~ t'Spmmd{}
os projetos dflrem certo pa1'll. aí sim. decidirem começm:'Mas tem rt11t1bém
aquelas que acreditam.e faz.em. Eu já recebi 11.. mudas de !monja e (imilo, qUi'
estilo pLantadinha cmninbrmdo para o tempo da coLheita que uflÍ ainda •
demorar 11m pOlIC/i. A agricul!7l1'll orgâniclI é í10lJ/l por aqui, pelo meno,< pra
mim é, ma nós sempr pl'!,nttZmos, sempre lJi'Je/1l0S da ttgritu/rl/1'f/ (! mil/cd
rmbJ1!hl1lnos com adubo qufmico ou umeno. Temos feito parcerias com
diversa instit1tÍçõej~ undo quecrnn o [DA O uem desde /999.1:.11-1200/ /0/
feito 11111 hanricr (intercâmbio com pequl',Ilos prodlllOí"'es franceses) I1.qlli
e em 2002 777ai. uma llez tlue o prilli!lgio de reI' os fimlcesl'J III/ui wno co
promovend{} melhorias na associaçõo.
José Joaquim de Paula, prc~idenr da Associação do Produtor d > Vitória da União.
As unidades
demonstrativas de
avicultura
s~o
as que
têm gc,rantido maior
retorno financelro.\
A maioria é dirigida
por mulheres.
Fiz o curso d. avicultum com o tlCllicos
do / DA O <' comecei fi CI'iflr gn.linhos de
posl1lrll. Em sei.< mesl's já eSI.f/Vf11n botando OJ
OlJOS. Cheguei tZ colher por sen anlt a mlditl de
20 dúzias e muitllS lJezes ultrtrpossfwa e.i'sa
qUl11'ltidade, com IIlJIa j;'egue,';fl muito boa
na UnirJersidade Federal Rum4 O?i
eropldiC/J. Agora elas estilo 11a:J.lldfl fase de
d-lr uma pll/'{/dinha pn.m raomeíar e já estou
(//l1flialldo pra comprar Imnbém galillhl1s
chocadeiras pr,a v lideI' o. pintinhos. que hoje
dlio mais renda que o~ OrJos..
Maria de Fátima dos San os Coelho,
50) da. Manhá.
Na parceria Pesagl'o/1DAeO renho acomplll1!Jtldo 0,< té" icos (' o trabalho do
!DACO> Na região de Magl, desde qllando o projeto integrava o Pronaj,' I:'m
2001. Na ocasião, iniciamos com'2 unidades. 1:.1'11 2002 já ampliamo p/fm maio
4 Ill1idLrdes. O Pl'onafllcabou em 2003 e hojc e.ttllnos com J5 unidades:
surgiram mais I/OVI' 1'.<:ponrJil1C'fls. A ml/ioria d{}s criadorn tem mais de 11m lole II
alguns uilp agregdndo a mãe, a irrnií, o cun!Jado e cfldrr um fica responsável por
lII1ra parte da ('rUirão. Temos estimlllado as mulheres a fi. IImirem a CI-iflriío. 11/'11
tmbrllho mais leve. A grande mllioria tem respondido muito bem, cOm raras
I'xceções. Cada unidade tem um total de /00 pmeas e 1U 111fTchos, com
•acomjJfw!Jfl1J1ento permaneme, que vai desdi' o alimemo dI! qualidtide, fi
produçiio própria de I'flçiío, pflsstZ/1.do pelos concl!Ítm bdsicOJ do {oopemtiuúlliO
, alI fi doaçfío dI! semente.i e () cOl1/rol1! da produção,
Maria Wanda dos Santos pesquisadora da Embrapa, à 9isposição
da Pesagro.
idaco ~
A Rede de Sementes Florestais Rio-São Paulo, da qu.al o IDACO
participa, completou quatro anos de existência com lnais Uln
salto de q4alidade, que resultará na arnpliação de suas açÔes.
"A perspectiva para 2006 é das mais promis oras: a Rede
de Sememcs Fiorestais Rio-Sao Paulo passará a incluir a
implalHação de sistemas agrof1orestais e a recuperação de
áreas degradadas, como estratégia· para amp!iaJ' a oferta c a
demanda de sementes Aoresmis", jnforma Rodrigo Rodla,
Gerente Executivo do rOA O. Além disso, a Rede de Sementes está se estruturando em,d~js eixo geográJi os de
produção de semenres - o eixo Parati/RJ - Vale do Ribeira!Sl~ acompanha.n<!.o a [úxa litoral e o eixo Paratin~J - Passa Qlptro/MG, Este último engloba as regiões firoecológicas da florest:1 ombrófila densa, flores~ ombrófila mista e
floresta e't:lcional semi.decidu.aL
Nesra nova rroposta foram eleitas quatro espécies prioridria, (Jússari - Euterpe edulis, Jequiribá - Cal'iniana sp,
-Pinheiro do Par3Jlá - Araucária 3Jlgusrif61 ia e Candeia Eriallthus sp ) no eixo 'parari/RJ - Passa Quatro/MG, seriamente 3Jneaçadas de exrinç!ío em SU:15 respectivas áreas de
. ocoLTéncia natural. Desta, forma, a Rede de Sementes
pretende contribuir para a recuperação dos estoque
nawrais de espécies :JlllL>aç.."ldas be!ll omo desenvolver a
produçiío dessas espécies a partir de pomares de sementes.
Além do lDACO, integram a rede v~írias ou ras in rituiçóes públicas e orgal\izações não-governamentais do eixo
Rjo~São Paulo. A coordenação das ações é feita por um
Conselho Consultivo. do' qual tàzem parte rodas as instituições da rede.
apoio financeiro vem do l~undo
Nacional do Meio Ambiente - FNlv1.A., por meio d um
projeto de estrutmação coordenado pela Fundação
[<I orem.! de São Paulo.
Ao longo destes quatro anos foram muitas a açóes desenvolvidas, dentre as quais ,destacam-se: workshop sobre marcação' de matrizes realiudo na cid"de de São Paulo; implantação de um sistema web para dif-imdir conhecimentos
sobre oferta de sementes l matrizes cad;l.stradas, instituições
que aruam·no setor,eventos etc; diagnóstico do seror de sementes Aorestais; scmüt:i.rio sobre impl:U1tação de pomares
de sementes realizado em lperó - SP e :1 marcação de marrizes para a produção de semcnces em Pat:ati - RJ.
°
Parcerias:
Fundo Nacional do
M(i(; Ambimte - FNNfA
(ór..~ii() jiildc/ad'()I),
floresta NacionaL
d.e LOrm(1 - I13AMA,
Fundl1çlio FlorestaL d;e Síío
Paulo, Instituto FLorestal
de São Paul.o, Instituto de
Botânica de São Paulo,
UFRR), Flora Tietê, Flora
GmMreir(l, Flora PaS.ífl
Q!/atro, Ong Sen'(l Aci111tl,
Instituto Oi/ws de
AgroecoLogia e o Instituto
Ecoar para (1 Cidadm';'a.

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