A Visit to São João da Boa Vista – Home of my ancestors

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A Visit to São João da Boa Vista – Home of my ancestors
A Visit to São João da Boa Vista
– Home of my ancestorsMarch 2003
During the Brazilian Carnaval Holiday in March of 2003, my husband
and I decided to go to São João da Boa Vista, a small city in the State of
Sao Paulo, Brazil to meet some distant relatives and to look for more
information about the German side of my mothers family. The ADLUNG`s.
Osiris e eu resolvemos ir a São João da Boa Vista por ocasião do feriado de
carnaval de 2003, que caiu em março, para encontrarmos meus parentes
colaterais e também continuarmos nossas buscas com relação à família
alemã de minha mãe.
Foram 2 dias muito especiais. Nunca esquecerei os momentos tão
espirituais que lá passamos. The two days we spent there were very
special. I will never forget the spiritual moments that we experienced.
We spent the first day looking for documents that dated before 1875,
because that is when the ancestors we were looking for lived. Since the
Priest that took care of these documents would not allow the Church of
Jesus Christ of Latter-Day Saints microfilm these records, we decided to go
there personally to search for some documentation of a birth or marriage.
No primeiro dia resolvemos ir à Cúria para olharmos os livros de assentos
anteriores a 1875, pois foi somente dessa época em diante que os cartórios
foram estabelecidos. Como o Cônego anterior não permitiu que a Igreja de
Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias micro-filmasse os documentos
católicos, resolvemos ir pessoalmente para ver se conseguiríamos
encontrar alguma certidão de casamento, batismo ou óbito de meus
antepassados nessa cidade, que não fossem do Registro Civil.
When we got there, Ao chegarmos na Cúria, deparamos com um senhor
que tinha o aspecto de um padre que nos atendeu com muita cortesia.
Perguntamos se poderíamos obter a certidão de casamento de meus
tataravôs e ele nos respondeu que sim, mas somente em uma semana,
pois a pessoa responsável por esse trabalho estava viajando – era época de
carnaval. Deu-nos um papel para colocarmos os nomes de meus parentes
e disse que entregaria à secretária quando ela voltasse. Pediu-me o
telefone e percebeu então que éramos da cidade de São Paulo. Disse que
sentia muito e perguntou se era urgente. Nós lhe dissemos que não era
urgente, pois era para nossa genealogia. Ele então se baixou e pegou um
livrinho de capa branca e entregou a Osiris dizendo que ele havia folheado
o livro no dia anterior, e que era da secretária que estava viajando, e que
havia notado que havia um capítulo com genealogia de algumas famílias
de São João da Boa Vista. Osiris folheava o livro enquanto eu dava os
nomes de meus bisavós a ele. Nesse meio tempo chegou um jovem padre,
muito alegre e brincalhão que beijou a mão desse senhor que nos atendia.
Ficamos sabendo que ele era o Cônego Máximo Cid Vaquero – Chanceler
do Bispado. Uma pessoa de destaque na Diocese de São João da Boa
Vista. Osiris então surpreso, folheando o livro, me disse: “Olhe, aqui
está uma pessoa com o mesmo nome de seu bisavô – José Ferreira Rocha”
! Acho que estamos no caminho certo ! O Senhor Cônego então nos
disse brincando: “Viu ? Eu sabia que vocês viriam então resolvi guardar o
livro para vocês !!!”
Ele não tem idéia da verdade que disse ! Não tínhamos nenhuma pista
de onde esse meu tataravô era originário ! Não sabíamos de que cidade
vinha e quais eram seus pais ou parentes. Continuamos buscando o elo
que o une às pessoas mencionadas no livro, mas é quase 99% de
probabilidade que seja ele, ou um parente bem próximo dele, pois o
sobrenome Ferreira Rocha não é muito comum na cidade de São João da
Boa Vista, pois eles vêm da cidade Santa Rita do Passa Quatro no estado
de São Paulo ou então de São João Del Rei no estado de Minas Gerais,
segundo o livro. Foi novamente um outro empurrão dos Céus. Mais uma
vez meu testemunho cresceu nesse novo encontro com meus
antepassados.
Continuando nossas buscas, fomos a muitos lugares e visitamos vários
parentes que não conhecíamos e que nos receberam de braços abertos.
Marcamos então encontro para o dia seguinte com a família Cabral de
Vasconcellos, muito importante na cidade. Não tivemos dificuldade para
encontrá-los, pois são bastante conhecidos no lugar.
No segundo dia, tínhamos esse encontro mencionado e a intenção de
irmos a Águas da Prata, pois tivemos notícia de que minha família alemã,
Adlung, havia vivido por lá.
Nosso encontro com os Cabral de
Vasconcellos seria as 16:30 horas portanto tínhamos a manhã e também
parte da tarde para visitarmos outros lugares. Fomos ao Arquivo da
Cidade, e nos demoramos um pouco porque não conseguíamos encontrar
as pessoas que la trabalhavam.
O tempo passou rapidamente e
percebemos que talvez não teríamos tempo de ir a Águas da Prata nesse
dia
por causa do compromisso com os Cabral de Vasconcellos.
Resolvemos ir almoçar num restaurante chamado Casarão, que fica no
Centro ou bem próximo do centro e depois eu iria a um salão de beleza
para lavar meu cabelo e fazer uma escova, pois havia esquecido de levar
meu secador de cabelos e no hotel não havia nenhum.
Osiris estacionou o carro há alguns metros do Casarão, colocou o cartão
de zona azul para duas horas e rumamos para o restaurante. Ao chegar
no local vimos que estava fechado e que só abriria para o jantar. Fazia
muito calor e ficamos bem desanimados. Não conhecíamos bem a cidade e
não sabíamos onde ir. Lembrei-me então de um lugar onde eu havia visto
muitas pessoas na noite anterior e haviam mesinhas fora, na calçada.
Decidimos ir verificar se estava aberto e subimos uma ladeira até a
avenida principal. Osiris não estava muito disposto a caminhar, pois a
temperatura era realmente muito alta. Chegava à casa dos 40 graus e
fazia muito sol. Eu estava admiravelmente disposta a caminhar, o que é
raro, porque também não gosto de andar no sol quente. Insisti e subimos
a rua. Ao atingirmos o topo da ladeira, não vimos o restaurante, pois
ficava um pouco mais à esquerda e como havia uma pequena curva não
se podia vê-lo. Osiris achou que devíamos desistir e irmos para outro
lugar.
Eu insisti argumentando
que já havíamos estacionado o
automóvel, subido a ladeira e não custava nada irmos um pouquinho
mais adiante, pois eu tinha certeza que era no próximo quarteirão. Ele
não gostou muito, mas foi. Encontramos e estava aberto ! O nome do
restaurante era ‘ Tékenfim ’ – não me lembro como se escreve. Osiris
apontou para a mesa que queria que sentássemos. Era no fundo do
restaurante, em embaixo de um ventilador de teto, pois ele estava com
muito calor e achou que lá seria melhor. Eu não gostei muito, pois queria
sentar-me mais à frente, onde estavam mesinhas mais bonitinhas,
próximas da calçada, mas não disse nada porque já havia insistido muito
em irmos a esse lugar e não queria que ele ficasse aborrecido comigo com
tanta insistência. Consenti em sentar-me onde ele indicou, sem reclamar.
Como esse restaurante ficava numa galeria, a parte de trás dava para um
corredor e outras lojas. Sentamos onde havia uma porta aberta através
da qual podíamos ver um salao de beleza e as moças trabalharem.
Lembrei-me de que tinha que lavar e fazer uma escova no meu cabelo e
achei aquele lugar muito conveniente, apesar de não ser dos mais chiques
na cidade, pois o que não falta em São João da Boa Vista são Salões de
Beleza e Dentistas. Existem muitos ! Mencionei a Osiris que seria bom eu
fazer a escova ali mesmo pois ainda sobrava mais ou menos 30 minutos
de estacionamento. Ele concordou dizendo que era uma boa idéia. Ele me
esperaria, pois não havia ninguém nesse momento no Salão. Então fomos
até a recepcionista e perguntei quanto tempo ela levaria para lavar e fazer
uma escova no meu cabelo. Ela respondeu que levaria meia hora, no que
eu admirada lhe disse : Meia hora ? Mas meu cabelo é curto e seca
rapidamente !
Ela então me disse que talvez 20 minutos seria o
suficiente.
Osiris
decidiu que seria melhor ele ir andando e ir ao
Arquivo da Cidade para entregar uns documentos em vez de me esperar e
que seria mais seguro voltar em meia hora, no que eu concordei.
A moça que lavou meu cabelo e fez a escova, me perguntou se eu estava
fazendo turismo na cidade. Eu lhe disse que minha visita era somente
para fazer genealogia e para conhecer meus parentes que eram muito
antigos no lugar. Disse também que estava muito feliz porque já havia
encontrado alguns parentes.
Ela terminou meu cabelo em 15 minutos. Fui pagar e ao faze-lo brinquei
com a recepcionista, que era a dona do salão e que havia me dito que
levaria meia hora e lhe disse que agora ela teria que me aturar lá no salão
ate´que meu marido voltasse. Ela riu e disse que tudo bem, que não
haveria problema algum.
Disse-me então que havia ouvido eu dizer à
outra moça que me penteou, que eu estava na cidade para fazer genealogia
e que ela também gostaria muito de fazer genealogia para saber de onde
vieram seus antepassados, pois havia descoberto à pouco tempo que
eram da Suécia ao ver um nome estrangeiro na certidão de nascimento de
seu pai. Na ocasião ela perguntou a seu pai que nome bonito era aquele,
pois ela gostaria de ter tido como seu nome. Ele lhe disse que sua avó era
estrangeira e não sabia nada mais.
Eu lhe disse então que se sua bisavó era sueca devia ter sido amiga de
meus bisavós que eram alemães pois é natural que os estrangeiros que
têm origens semelhantes se unam em guetos. E em seguida lhe perguntei
qual era o seu sobrenome, pois sabia que havia um cidadão na cidade, Sr.
Jaime Splettstoser Jr., que estava fazendo um estudo sobre os alemães,
suecos, dinamarqueses e austríacos na cidade e que talvez soubesse
alguma coisa sobre nossos antepassados. Ela então me respondeu que o
sobrenome era um tal de Adelung !
Eu não podia acreditar !!! Adlung ??? Então lhe disse que esse era o
sobrenome de meu bisavô, e que era alemão e não sueco como ela
pensava. E que a sua bisavó devia ser Emília ou Ema !!! Ela me
respondeu que achava que era Ema. Ema era a irmã de meu avô, a que
eu estava procurando, pois era a única que ainda não havia encontrado
até o momento. Comecei a chorar... não podia acreditar que mais uma vez
o outro lado do véu trabalhou intensamente para eu pudesse encontrá-la.
Tudo nos levou a esse salão de beleza. O fato do Casarão estar fechado e
já estarmos com o carro parado em um bom lugar, a minha insistência em
ir ao Tékenfim apesar do calor causticante, a escolha de Osiris ao indicar
a mesa à qual deveríamos sentar, o fato dela dizer que levaria meia hora
para lavar e secar meus cabelos e com isso termos tido a oportunidade de
conversar nesse tempo que restava, a casualidade dela ter lido a certidão
de nascimento de seu pai uns anos antes e ter guardado o sobrenome
Adlung em sua memória, não pode ser por acaso.
Gostaria de mencionar também que já havia perguntado por toda cidade
se conheciam alguém chamado Adlung por lá, mas ninguém conhecia
nenhuma pessoa com esse sobrenome, pois Ema Adlung se casou com
um Silveira no início do século 20, seu filho tinha o nome Silveira e ela ,
a quem eu havia encontrado, se chamava Maria Célia Silveira e seria
difícil de ser identificada como descendente dessa minha tia-avó.
São
João da Boa Vista tem quase 80 000 habitantes, e não seria fácil procurar
em todos os livros da igreja e do cartório os descendentes de Ema, não
sabendo sequer onde eles estavam e se eram mesmo desse lugar. Por
essa razão tínhamos planos de ir a Águas da Prata, pois nos haviam dito
que eles eram colonos numa fazenda nessa cidade antes de virem para São
João da Boa Vista. Tínhamos a esperança de encontrar a certidão de
casamento dela ou outro documento qualquer que indicasse onde eles
estariam.
Sei que foi o Senhor que nos ajudou. Não tenho a menor dúvida disso,
pois Ele tem me ajudado muito todos esses anos na busca de meu
antepassados que seria muito ingrata se os considerasse coincidências.
O Espírito foi tão forte quando Maria Célia me disse que o sobrenome de
seus antepassados era Adlung que comecei a chorar. Ela não entendeu
porque eu chorava. Não sabia que por trás de tudo isso havia muita
oração, anos de procura e muita expectativa. Não tinha idéia que naquele
momento havia muita gente do outro lado véu festejando esse nosso
encontro tão esperado.
O Senhor havia mais uma vez permitido que
encontrássemos nossos parentes e antepassados. Sou muito grata a Ele
por sua misericórdia e amor.
P.S.: Hoje é dia 22 de junho de 2003. Esta semana adquiri uma cópia do
livro do Sr. Jaime Splettstoser Jr. intitulado – ‘Alemães, Suecos,
Dinamarqueses e Austríacos em São João da Boa Vista’ , que foi lançado
a semana passada. Ele fez muita pesquisa nos livros do cartório de São
João da Boa Vista, nos livros da igreja católica e muitos outros livros
históricos da cidade assim também como em muitas outras cidades
vizinhas e não encontrou mais ninguém que fosse Adlung. Colocou
anuncios pelas cidades procurando esses decendentes. Nao encontrou
descendentes de Ema Adlung em São João da Boa Vista . Eu lhe telefonei
para congratular-lhe por seu bem elaborado livro e lhe contei que havia
encontrado Maria Célia e ele ficou admirado, pois havia pesquisado muito
para encontrar os descendentes dessas famílias estrangeiras que
mencionei acima e não havia encontrado mais nenhum Adlung na cidade.
Ele havia nos encontrado em Sao Paulo, atraves da internet e nos escreveu
uma carta mencionando a pesquisa que estava fazendo e perguntando se
teriamos interesse de colaborar com dados sobre a familia Adlung.
Ele nasceu e mora na cidade de Sao Joao da Boa Vista e os
descendentes de Ema também, e nunca souberam ou se identificaram.
Isso aumentou ainda mais meu testemunho sobre essa obra maravilhosa.
Sei que os encontrei em poucas horas porque
meus antepassados
estão orando fortemente do outro lado do véu e o Senhor me guiou até
eles. Ele nos ajudou a encontrá-los como tem feito durante todos esses
anos com as famílias que tenho buscado. Ele tem entregado em minhas
mãos os documentos para eu encontrar meus antepassados e seus
descendentes.
É um milagre atrás do outro. Sou muito grata por Sua
grande e maravilhosa ajuda, pois caso contrário não teria tanto êxito com
tenho tido.
Sou muito abencoada por poder trabalhar nessa obra
maravilhosa !