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Mestres budistas do mundo todo vão se reunir
em Três Coroas (RS) para consagrar um novo monumento
de imenso valor espiritual, histórico e cultural
Consagração da Terra Pura de Padmasambava - De 5 a 10 de dezembro
O centro budista Chagdud Gonpa Khadro Ling vai receber em dezembro vinte e quatro mestres
budistas do Tibete, Nepal, Butão e Estados Unidos, muitos dos quais nunca estiveram no Brasil. O
motivo é a consagração da Terra Pura de Padmasambava, um novo templo repleto de imagens sagradas
criadas nos últimos seis anos por um time multicultural de voluntários liderados por artistas residentes
vindos do Butão, Tibete e Nepal.
A Terra Pura de Padmasambava foi o último grande projeto de Chagdud Tulku Rinpoche,
fundador do Chagdud Gonpa Khadro Ling, antes de falecer em 2002. A aspiração de Rinpoche era
criar uma réplica da morada celestial de Padmasambava, o mestre responsável por levar os ensinamentos
do Buda da Índia ao Tibete no século VIII. A construção de uma estrutura tão elaborada e incomum
funciona como um lembrete de nossa pureza inerente. A Terra Pura de Padmasambava é um símbolo
externo de paz interior, compaixão e sabedoria.
Devido à raridade da construção e às cerimônias extensas envolvidas na sua elaboração, a Terra
Pura de Padmasambava também se tornará um local de herança histórica e cultural. A arquitetura deste
Zangdog Palri(o nome tibetano da Terra Pura) é baseada em uma réplica muito bela localizada em
Kongpo, no Tibete. Nenhuma outra Terra Pura de Padmasambava no Ocidente foi construída tão
completamente no estilo tradicional.
Além dos mestres, a consagração receberá cerca de 500 praticantes budistas de várias partes do
mundo. O evento não será aberto ao público. Porém, por sua relevância histórica, cultural e turística, a
manhã do dia 8 de dezembro será reservada para a recepção da imprensa e de autoridades.
Evento: Consagração da Terra Pura de Padmasambava
Local: Chagdud Gonpa Khadro Ling - Três Coroas/RS
Recepção à imprensa e autoridades: 8 de dezembro, 8h
Mais informações
http://www.terrapura.com.br/imprensa
Contato
Rozangela Allves
(55) 3286-0621
(54) 9981-3339
[email protected]
Maíra Rocha
(51) 3546-8233
[email protected]
Perguntas frequentes sobre a Consagração
Qual é o significado da Consagração? Por que isso é necessário?
A motivação para criar a Terra Pura de Padmasambava é cultivar as sementes da compaixão e da
sabedoria em um local específico. Cantar preces e mantras das liturgias, meditar e oferecer comida,
flores, incenso e outras substâncias gera interdependência com a intenção iluminada e incrementa o
poder da compaixão e da sabedoria.
Por que é preciso a presença de grandes mestres para a Consagração?
A presença de mestres renomados com reconhecida prática para evocar bênçãos e permear a
Terra Pura com energia positiva é como ter um jardineiro com habilidades especiais para fazer brotarem
as sementes. Mesmo em países budistas como o Tibete ou o Butão, apenas alguns mestres são treinados
e recebem permissão para executar as elaboradas cerimônias que consagram templos e monastérios.
Qual é a origem do costume de construir a Terra Pura?
A Terra Pura de Padmasambava oferece inspiração para a prática espiritual e relembra nossas
preciosas qualidades interiores como compaixão e sabedoria. A Terra Pura beneficia não só aqueles que
a criaram ou fizeram oferendas para a sua criação, mas também qualquer um que a veja, se lembre dela
ou seja tocado pelos ventos que sopram ao longo de sua superfície.
Por que o trabalho artístico foi executado por butaneses e nepaleses?
Cada aspecto, mesmo os menores detalhes da Terra Pura de Padmasambava, tem um significado
muito especial. As estátuas e pinturas são feitas de acordo com especificações cuidadosas no que diz
respeito a cores, posição, ornamentos e vestimentas. Tudo é feito com extremo cuidado e seguindo as
orientações de uma determinada linhagem espiritual para garantir que aqueles que tenham contato com
o trabalho recebam perfeitamente a mensagem e sua energia.
Que técnicas foram utilizadas nas estátuas?
Devido ao tamanho das estátuas, elas tiveram que ser esculpidas de forma que não necessitasse de
forno para a secagem, diferente da forma convencional de se fazer estátuas. Por esse motivo, os
butaneses e nepaleses usaram uma técnica especial que mistura fibras cruas de algodão com argila.
A cada camada de argila era adicionada uma camada de fibras de algodão. A mistura era
homegeneizada sendo dobrada e batida com um martelo. Depois, era utilizada para cobrir a estrutura de
fios de cobre que deu forma a cada uma das estátuas.
Esse processo requer paciência. A argila seca naturalmente e falhas aparecem repetidamente,
sendo preenchidas com mais da mistura de argila com fibra de algodão. Dia após dia, a estátua é
reparada e sua forma refinada. O mestre do time de artistas, Dendup, trabalhou na criação de imagens
sagradas em templos budistas no Butão, Índia, Tailândia e Nepal. Ele é um perfeccionista, destruindo
em um instante uma escultura na qual trabalhou por semanas caso ela não esteja à altura de suas
exigências.
Todas as esculturas são ocas. Depois de esculpidas, seu interior é preenchido com mantras e
preces em papéis enrolados e também com incenso de junípero - felizmente encontrado no Brasil.
Quando as estátuas são preenchidas e consagradas, elas ganham uma vitalidade que vai além do simples
trabalho artístico.
Depois de completamente esculpidas, as estátuas têm um brilho cinza perolado e pintá-las parece
quase supérfluo. Mas então elas são pintadas com tintas cintilantes como jóias, o que adiciona uma
outra dimensão à manifestação de uma visão luminosa.
Credenciamento de imprensa
Está aberto o credenciamento da imprensa para a cobertura da Consagração da Terra Pura de
Padmasambava. A cobertura vai seguir as seguintes diretrizes:
• A imprensa será recebida no dia 8 de dezembro junto com as autoridades (Governadora,
Secretários de Estado, Cônsul, Prefeitos, entre outros convidados).
• Canais de televisão terão direito a três pessoas: repórter, câmera e técnico.
• Veículos impressos terão direito a duas pessoas: repórter e fotógrafo.
• Veículos online terão direito a duas pessoas: repórter e fotógrafo.
O dia da cobertura seguirá a seguinte agenda.
• 8h30min - Recepção e credenciamento da imprensa – é indispensável chegar neste horário - as
cerimônias não poderão ser interrompidas para a recepção da imprensa após este horário
• 9h30min – Apresentação formal da Terra Pura
• 9h45min-10h05min - Explicação do significado da Terra Pura
• 10h15min - Cerimônia de Consagração
• 10h35min - Coffee Break para autoridades e imprensa
• 10h40 - Continuação da cerimônia
• 11h30 - Coletiva de imprensa com Lamas responsáveis pela cerimônia
• 12h30 - Encerramento
Para credenciar seu veículo e sua equipe, envie e-mail com os nomes completos e número dos
documentos de identidade para [email protected] Coloque o texto CREDENCIAMENTO
TERRA PURA no campo "ASSUNTO" do e-mail.
Atenção
• O credenciamento se encerrará no dia 25 de novembro.
•
Infelizmente, não poderemos oferecer sala de imprensa ou acesso à internet durante a
cobertura.
Obrigado!
Assessoria de Imprensa do Chagdud Gonpa Khadro Ling
Biografia dos lamas convidados
Dzongsar Khyentse Rinpoche
ubten Chökyi Gyamtso, também conhecido como Khyentse Norbu, nasceu no Butão em
1961 e foi reconhecido por S.S. Sakya Trizin como a terceira reencarnação de Jamyang Khyentse
Wangpo, fundador da linhagem Khyentse, e como a reencarnação direta de Jamyang Khyentse Chökyi
Lodrö.
Recebeu iniciações e ensinamentos dos grandes lamas de sua época, incluindo Sua Santidade o
Dalai Lama, o 16º Gyalwang Karmapa, Kyabje Dudjom Rinpoche, seu avô, e Trinley Norbu Rinpoche,
seu pai. Seu principal professor, no entanto, foi Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. Por pertencer à
tradição Khyentse que é não-sectária (Rime), recebeu ensinamentos de mestres das quatro principais
escolas do budismo tibetano. Mais tarde, ingressou na Escola de Estudos Orientais e Africanos de
Londres.
Desde muito jovem trabalha ativamente pela preservação dos ensinamentos budistas
estabelecendo centros de aprendizado, sustentando praticantes, publicando livros e ensinando no
mundo inteiro. Dzongsar Khyentse Rinpoche supervisiona o monastério Dzongsar e centros de retiro
no Tibete Oriental, bem como suas novas faculdades na Índia e no Butão. Também estabeleceu centros
de prática na Austrália, nos Estados Unidos e no Extremo Oriente que são coordenados pela instituição
Siddhartha's Intent. Rinpoche também é cineasta, tendo dirigido os filmes A Copa (1999) e Viajantes e
Mágicos (2003).
Dzigar Kongtrül Rinpoche
Dzigar Kongtrul RinpocheDzigar Kongtrül Jigme Namgyel nasceu no norte da Índia em 1964.
Aos nove anos de idade, perdeu seu pai, o 3º Neten Chokling Rinpoche, quem estabeleceu o campo de
refugiados tibetanos em Bir, na Índia. Logo depois da morte do pai, Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche
reconheceu Dzigar Kongtrül como a reencarnação do grande Jamgön Kongtrul, reconhecimento este
confirmado pelo 16º Karmapa. Dzigar Kongtrül Rinpoche foi entronizado no Chokling Gonpa, em Bir.
Seu professor-raiz foi Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, mas teve também extensa formação sob a
orientação de Tulku Urgyen Rinpoche, Nyoshul Khen Rinpoche e Khenpo Rinchen, um grande iogue e
erudito.
Em 1989, Dzigar Kongtrül Rinpoche se mudou para os Estados Unidos com sua família e de
1990 a 1995 foi professor de filosofia budista na Universidade Naropa. Pouco depois de sua chegada
nos Estados Unidos, fundou Mangala Shri Bhuti, uma organização dedicada ao fomento da prática da
linhagem Longchen Nyingtik. Estabeleceu um centro de retiro nas montanhas ao sul do Colorado
chamado Longchen Jigme Samten Ling, onde passa a maior parte do tempo em retiro e supervisiona a
prática de alunos em retiro extenso. Entre estes está Pema Chödrön, a famosa escritora budista. Sob a
orientação de Dzigar Kongtrül Rinpoche, Elizabeth, sua esposa, também se tornou uma professora
respeitada. Rinpoche é um pintor abstrato admirável e teve sua obra reproduzida no livro Natural
Vitality, juntamente com um ensaio profundo que escreveu sobre a relação entre a arte e a
espiritualidade.
Orgyen Tobgyal Rinpoche
Orgyen Tobgyal Rinpoche Orgyen Tobgyal Rinpoche nasceu em 1951 na região de Nangchen em
Kham, no Tibete Oriental. Primogênito do 3º Neten Chokling Rinpoche e irmão mais velho de
Khyentse Yeshe Rinpoche, Jamyang Gyaltsen e Dzigar Kongtrül Rinpoche, é conhecido como a
reencarnação de Taksham Nuden Dorje, o descobridor da autobiografia da dakini Yeshe Tsogyal. No
final da década de 50, deixou o Tibete e foi para o Sikkim com seus pais, onde viveu por alguns anos.
Após o parinirvana de seu pai, Rinpoche assumiu a direção do monastério Pema Ewam Chögar
Gyurme Ling, em Bir e se responsabilizou pela criação da reencarnação de seu pai, o 4º Neten
Chokling Rinpoche, ao qual investiu plena responsabilidade sobre o monastério em 2004.
Rinpoche também serviu a Khyabje Dilgo Khyentse Rinpoche por muitos anos e, com ele, veio
pela primeira vez ao Ocidente. É famoso por ter uma memória impressionante e pela profundidade de
seus conhecimentos, especialmente no campo das práticas, rituais e história do budismo Vajraiana.
Entre 2004 a 2006, foi duas vezes ao Tibete para reconstruir o monastério de seu pai, o Neten Gön.
Orgyen Tobgyal Rinpoche é membro do Parlamento Tibetano da região de Kham, para o qual
foi eleito pela primeira vez em 2000 e reeleito em 2005, sendo considerado um orador formidável.
Rinpoche mora em Bir e ocasionalmente viaja para a Europa, Estados Unidos e Taiwan.
Jigme Khyentse Rinpoche
Jigme Khyentse Rinpoche é o filho mais novo de Kangyur Rinpoche e na infância foi
reconhecido como uma reencarnação de Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö por Sua Santidade o
Karmapa e por Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. Seus principais professores foram Kangyur Rinpoche,
Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche e Trulshik Rinpoche.
Jigme Khyentse Rinpoche detém a linhagem de Atisha e consumou os ensinamentos de Lojong
(treinamento da mente) do Mahaiana; tem um conhecimento profundo do Vajraiana e demonstra sua
eficácia espiritual mantendo compromissos em todos os níveis. É uma das luzes que guiam o Grupo de
Tradução Padmakara, cujas traduções excelentes incluem O Caminho do Bodisatva de Shantideva, As
Palavras do Meu Professor Perfeito, de Paltrul Rinpoche, e White Lotus, de Jamgön Mipham e e
Treasury of Precious Qualities, de Kangyur Rinpoche.
Gochen Tulku Sang Ngag Rinpoche
Gochen Tulku Sang Ngag RinpocheGochen Tulku Sang Ngag Rinpoche foi reconhecido por
Khyentse Chökyi Lodro Rinpoche como a sexta reencarnação de Gyalwa Gyatso, uma das duas
reencarnações de Drimed Lingpa. Ainda menino, Tulku Sang Ngag estudou com seu pai, Namchak
Tashi, com quem aprendeu a tradição de liturgias e rituais religiosos da sua família, bem como medicina
tibetana tradicional. Aprisionado pelos chineses comunistas durante a Revolução Cultural, passou dez
anos preso na companhia de muitos grandes lamas, tulkus e eruditos, dos quais recebeu mais
ensinamentos.
Ao ser libertado, foi para a Índia e depois, para o Nepal. Durante 14 anos serviu Kyabje Dilgo
Khyentse Rinpoche no Sechen Gonpa, onde também atuou como mestre-vajra e professor por sete
anos. O descobridor de tesouros Padgyal Lingpa o encarregou formalmente da custódia de seus tesouros
revelados e concedeu-lhe iniciações e ensinamentos deste ciclo. Muitos alunos do Chagdud Gonpa nos
Estados Unidos receberam de Tulku Sang Ngag Rinpoche os ciclos de iniciações de Padgyal Lingpa,
que são a base para a prática de Vajrasatva Vermelho que realizam. Dentre suas diversas atividades,
estabeleceu centros nos Estados Unidos e tem sob sua direção um monastério de monjas em Parping,
no Nepal. Em 2001, veio ao Brasil para consagrar as oito estupas do Khadro Ling.
Jigme Tromge Rinpoche
Jigme Tromge RinpocheJigme Tromge Rinpoche, filho de Chagdud Tulku Rinpoche, nasceu em
1964 em Orissa, Índia. Foi reconhecido por Chokling Rinpoche como Tsewang Norbu, seu filho na
vida passada que era uma emanação de Yudra Nyingpo, um dos 25 discípulos de Guru Rinpoche.
Estudou com muitos grandes mestres da atualidade, entre eles Kyabje Dudjom Rinpoche,
Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche e Khenpo Jigme Phuntsok Rinpoche. Estudou também na escola de
filosofia de Penor Rinpoche e com Khetsun Sangpo Rinpoche, além de receber o ciclo completo das
linhagens Duddul e Longsal Nyingpo de Moktza Rinpoche no monastério de Katok, no Tibete.
Rinpoche imigrou para os Estados Unidos em 1988. Após completar o tradicional retiro de três
anos guiado por seu pai, mudou-se para o Ati Ling em 1992 e tornou-se o lama residente. Atualmente,
Rinpoche viaja pela América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa para dar ensinamentos.
Autorizado por seu professor, o mestre de Dzogchen Khenpo Ngagchung, e solicitado por Chagdud
Khadro, Jigme Rinpoche oferece ensinamentos de Dzogchen no Brasil.
Além de compartilhar a responsabilidade sobre monastérios no Tibete e no Nepal, é fundador e
diretor do Padmasambhava Peace Institute e diretor da Fundação Mahakaruna, uma instituição
internacional de caridade.
Lopön Nikula
Lopon NikulaLopön Nikula é butanês e foi aluno de Kyabje Dudjom Rinpoche, a quem
acompanhou e serviu como secretário pessoal por muitos anos além de ter supervisionado a publicação
da obra Collected Works e a revisão da Nyingma Kama deste seu professor. Tendo atuado como umze e
tchödpön, também domina todos os aspectos dos rituais da tradição Dudjom.
Atualmente, é mestre-vajra e lama na corte da família real do Butão. Lopön Nikula é respeitado
pela precisão e perseverança perfeccionista com que desempenha todas as atividades do Darma.
Khenpo Sonam Tashi
Khenpo Sonam Tashi nasceu no Butão em 1952 e foi assistente de Dzongsar Khyentse Rinpoche
entre 1966 e 1983 e conseqüentemente recebeu um treinamento excelente por parte dos tutores e do
avô de Dzongsar Khyentse Rinpoche, o respeitado Lama Sonam Zangpo.
No Sikkim, presenciou a entronização de Dzongsar Khyentse Rinpoche e também o
acompanhou quando este estudou no Royal Chapel Monastery e na Faculdade Sakya. Além de sua
formação filosófica, estudou as artes das rituais com Lama Sonam Zangpo e Lama Chogden, tchödpön
da encarnação anterior e primeiro tutor de Dzongsar Rinpoche após a entronização.
Atualmente, Khenpo Sonam Tashi é o abade do Chökyi Gyatso Institute no Butão, mas com
freqüência acompanha Rinpoche quando este realiza cerimônias e concede ensinamentos.
Lama Rigdzin Samdrub
Lama Rigdzin SamdrubLama Rigdzin Samdrub nasceu no Butão Oriental em 1958 e começou
seu treinamento religioso aos oito anos de idade. Com 15 anos foi estudar com seu tio e também lamaraiz, Lama Sonam Zangpo, o mais elevado iogue do Butão que era também avô de Dzongsar Khyentse
Rinpoche. Lama Sonam Zangpo lhe transmitiu os tantras da tradição Nyingma completos e o treinou
nas Seis Iogas de Naropa. Recebeu ainda treinamento religioso, iniciações e transmissões extensas dos
principais mestres das tradições Drugpa Kagyu e Nyingma, como S.S. Dilgo Khyentse Rinpoche, S.S.
Dudjom Rinpoche e o 16º Karmapa.
Em 1982, Lama Sonam Zangpo ordenou Lama Rigdzin como o responsável pelo antigo templo
de Padma Lingpa de Urgyen Ling. Depois da morte de Lama Sonam Zangpo em 1984, ele completou
dois retiros de três anos. De 1991 a 1996 acompanhou Dzongsar Khyentse Rinpoche em Bir, na Índia,
ajudando-o a construir seu monastério e ensinando.
Foi nomeado por Dzongsar Khyentse Rinpoche como o lama responsável pelo monastério de
Lama Sonam Zangpo. Ao regressar ao Butão, continuou seus treinamentos religiosos, recebendo mais
ensinamentos nyingthig, de Dzogchen e de tsalung de Lama Serpo Rigdzin Palden, um dos detentores
da linhagem de Adzom Drugpa.
Em 2005, Dzongsar Khyentse Rinpoche pediu a Lama Rigdzin que viesse para o Khadro Ling
como lama responsável pelas atividades da consagração do Zangdog Palri. Desde então ele tem se
dedicado completamente à tarefa, multiplicando vastamente as bênçãos da Terra Pura de Guru
Rinpoche.
Lama Sonam Tsering
Lama Sonam TseringEm 1983, Lama Sonam Tsering imigrou para os Estados Unidos a convite
de Chagdud Tulku Rinpoche e em 1988 se tornou o lama residente do Chagdud Gonpa Dechen Ling
em Cottage Grove, Oregon. Por muitos anos trabalhou incansavelmente nos bastidores apoiando as
atividades de muitos lamas no Ocidente, ajudando a estabelecer centros de Darma, ensinando o
significado das práticas, treinando os alunos nas artes dos rituais e amparando o empenho de praticantes
ocidentais em encontrar o Darma verdadeiro.
Começou sua educação no Darma estudando com seu pai no Tibete. Em 1959, sua família foi
para a Índia e vários anos depois se estabeleceram em Orissa, perto do monastério Duddel Rabten Ling
de Kyabje Dudjom Rinpoche, onde Lama Sonam estudou a linhagem Dudjom Tersar, a arte dos rituais
e atingiu a realização dos estágios de criação e perfeição do Vajraiana. Em seguida, estudou no shedra de
Kyabje Dudjom Rinpoche, o Nyingmapa Wish-Fulfilling Center of Study and Practice, onde se
formou após nove anos de estudos intensos. Recebeu também ensinamentos de muitos outros grandes
lamas e khenpos nyingmapas.
Há muitos anos Lama Sonam é um fiel irmão do Darma de archin Rinpoche, quem
estabeleceu a Fundação Vajraiana e o encarregou como dirigente desta organização. Lama Sonam mora
no Pema Osel Ling, mas continua a orientar os alunos do Dechen Ling.
Lama Pema Dorje
Lama Pema DorjeLama Pema Dorje nasceu em 1942 nas margens do rio Ganges em Rishikesh
na Índia, em uma família de iogues cujos ancestrais podem ser traçados à linha paternal de Milarepa.
Sua primeira fala foram sons sânscritos e mantras. Aos quatro anos foi reconhecido como reencarnação
de um mestre indiano realizado e iniciou sua educação budista. Mais tarde, Kyabje Chatrul Rinpoche o
reconheceu como uma encarnação do mahasida indiano Padampa Sangye.
Aos dezessete anos, Lama Pema Dorje encontrou seu guru raiz, Kyabje Dudjom Rinpoche, de
quem recebeu a transmissão completa da linhagem de Dudjom, assim como outros ensinamentos
nyingma. Do mestre butanês Pema Wangchen Rinpoche recebeu ensinamentos de tsalung e tumo,
incluindo os cinco ramos e as seis iogas, abrangendo assim todos os aspectos dos ensinamentos
externos, internos e secretos.
De Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche recebeu tesouros nyingma além de conselhos e instruções
pessoais. De Kyabje inley Norbu Rinpoche recebeu a Iniciação das Três Raízes e instruções de
Dzogchen de acordo com o texto O Estado Búdico Sem Meditação, de Dudjom Lingpa, e outros textos
Ati. Também recebeu transmissões do 16º Karmapa, do 14º Dalai Lama, Kyabje Sakya Trinzen,
Taklung Tsetrul Rinpoche e Sakya Chogyed Rinpoche.
Em 1992, Kyabje Dilgo Khyentse o autorizou e encorajou a espalhar o Darma. Mais tarde ele
aceitou o convite de Chagdud Tulku Rinpoche para ensinar nos Estados Unidos. Desde então tem
ensinado alunos do Brasil, Taiwan, Japão, Tibete etc.
Lama Tsering Everest
Lama Tsering EverestLama Tsering Everest nasceu em 1954 e passou a infância em Helena,
Montana. Interessou-se inicialmente pelo budismo no início dos anos 80 depois de escutar uma série de
palestras conferidas por Sogyal Rinpoche. Recebeu os votos de refúgio de Dudjom Rinpoche.
Encontrou seu lama-raiz, Chagdud Tulku Rinpoche, e tornou-se sua intérprete um ano depois. Com
um estilo bem-humorado e caloroso, reflete o humor e empatia de Rinpoche.
Em 1995, sob a supervisão de Chagdud Rinpoche, Lama Tsering completou um retiro de três
anos e foi ordenada como lama no mesmo ano. Em sua ordenação, Rinpoche declarou publicamente
que ela era uma emanação de Tara e uma detentora da linhagem de Tara Vermelha. Logo em seguida,
foi convidada a dar ensinamentos no Brasil e alguns meses depois se tornou lama residente do dinâmico
centro do Chagdud Gonpa em São Paulo. Desde então, tem dado iniciações e ensinamentos e
conduzido retiros na América do Norte, América do Sul e Austrália.
Lama Chimed Rigdzin
Neten Chokling RinpocheLama Chimed Rigdzin nasceu no Vale de Nyarong em Kham, na
região nordeste do Tibete, e iniciou cedo o treinamento tradicional na linhagem Katog do budismo
tibetano. Esse treinamento incluiu os tradicionais cinco principais campos de conhecimento e um retiro
de 3 anos sob a orientação de seu tio Khenpo Tsultrim Tashin, além de treinamento de Dzogtchen e Tsa
Lung com Khenpo Jigme P'huntsok e ensinamentos de Dzogtchen com Khenpo Ngachung.
Após receber seu Chapéu de Lama no Katog, Lama Chimed fez peregrinações pelo Tibete,
recebeu ensinamentos de roma de Dechen-la, filha de Dudjom Rinpoche, e participou de um retiro
de 3 meses com ela. Aos vinte anos de idade, ele cruzou as montanhas com um pequeno grupo de
monges e lamas e passou os 10 anos seguintes no Monastério Mindroling, na Índia.
Em 2002, Lama Chimed acompanhou Chagdud Rinpoche do Nepal de volta ao Khadro Ling
para ajudar nos ensinamentos e projetos artísticos. Praticante diligente, passou seis meses em retiro
solitário no Uruguai. Desde o parinirvana de Rinpoche, tem ajudado a treinar alunos especialmente em
artes rituais, na prática de Chod de roma e na prática do Buda da Medicina. Atualmente, está
encarregado de um projeto com o objetivo de colocar rodas de oração do Buda da Medicina em todos os
principais países da América do Sul.
Lama Padma Yontan Gyatso
Lama Padma Yontan GyatsoLama Padma Yontan Gyatso começou seu treinamento budista
formal na Índia em 1970 com o Venerável Kalu Rinpoche, grande mestre de meditação. Ao retornar aos
Estados Unidos, entrou no Programa de Estudos Budistas na Universidade de Washington. Nessa época
também recebeu muitos ensinamentos do já falecido Venerável Dezhung Rinpoche, um mestre de todas
as linhagens. Formou-se em 1974 e logo após fez vários retiros de meditação. Em 1982 tornou-se aluno
de Chagdud Tulku Rinpoche que o ordenou como lama em 1996, nomeando-o professor do Chagdud
Gonpa Amrita em Seattle, EUA.
Lama Padma ensina e pratica com grupos de meditação e estudo no noroeste dos Estados
Unidos, entre eles vários grupos budistas em prisões estatais. Há quarenta anos é um ávido praticante
de tai chi chuan e dá aulas e workshops de chi kung. Lama Padma também coordena o
desenvolvimento do Chokdrup Ling, um centro de retiro de 250 acres na região de Four Corners no
sudoeste do Colorado. Fala tibetano fluentemente e traduziu a longa sadana da prática de
Avalokiteshvara da linhagem Tromge, da qual é também detentor da linhagem e autorizado a conceder
iniciações.
Lama Shenpen Drolma
Lama Shenpen Drolma Lama Shenpen Drolma conheceu Chagdud Tulku Rinpoche em 1987 e
desde então trabalhou constantemente com ele como tradutora e no estabelecimento do Rigdzin Ling,
seu principal centro nos Estados Unidos. Escritora conhecida antes de ingressar no Darma, ajudou
Rinpoche a preparar as transcrições de sua autobiografia, O Senhor da Dança, e foi uma colaboradora
próxima do livro Portões da Prática Budista.
Chagdud Tulku Rinpoche a ordenou como lama em 1996 e a autorizou a propagar o
Treinamento Bodisatva para a Paz. Ela tem se focado em tornar tais instruções acessíveis e relevantes
para pessoas que vivem com a violência, conflito e intenso sofrimento, assim como para aqueles que
desejam ajudá-los. Depois do parinirvana de Rinpoche em 2002, escreveu Para Abrir o Coração, obra
baseada nesses ensinamentos.
Como lama ordenada, também aproveita da experiência adquirida com seu trabalho como
ativista na década de 70 para oferecer proteção contra violência doméstica. Ensina jovens em situações
de risco, trabalhadores jovens, mulheres vítimas de abuso, defensores, pacifistas e muitos outros que
trabalham com populações em risco. Além disso, viaja constantemente para muitos centros do Chagdud
Gonpa nos Estados Unidos.
Lama Shenpen é a lama residente do Rancho Iron Knot no Novo México e supervisiona o
desenvolvimento deste centro onde faz retiros extensos e organiza ensinamentos com outros mestres.
Além do Treinamento Bodisatva para a Paz, os seus ensinamentos se focam nas práticas preliminares do
Dudjom Tersar, de T’hröma Ngagmo e em várias transmissões de sadana que recebeu de Chagdud
Rinpoche.
Lama Padma Norbu
Lama Padma NorbuLama Padma Norbu nasceu em Denver, Colorado, em 1948 e se formou
como engenheiro elétrico. Em 1980, conheceu S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, seu professor-raiz, e
em dezembro de 1981 casou-se com Lama Tsering.
Depois de completar o ciclo de ensinamentos e retiros de Dzogchen, foi ordenado lama na
tradição Vajraiana em 1996. Por mais de 20 anos serviu o seu professor com suas várias habilidades –
como tesoureiro e gerente de grandes projetos de construção, incluindo os templos do Khadro Ling e
Odsal Ling.
Completou um retiro solitário de dois anos sob a orientação de Chagdud Rinpoche. Seus
ensinamentos focam-se na integração de princípios budistas com os desafios da vida diária. Excelente
contador de histórias, é profundamente engajado na educação ética das crianças da sanga e na
participação de crianças no projeto social do Chagdud Gonpa, o Sítio Esperança.
Lama Sherab Drolma
Lama Sherab DrolmaOrdenada por S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche em 2002, Lama Sherab
tornou-se uma professora respeitada, cuja profundidade na prática de Guru Ioga e disciplina espiritual
são facilmente perceptíveis. Ela serviu Rinpoche como tradutora, atendente pessoal e como
administradora das suas atividades no Darma.
Lama Sherab é uma das professoras residentes do Khadro Ling e viaja pelo Brasil dando suporte
aos praticantes com ensinamentos, aconselhamento espiritual e prática. É também uma extraordinária
dançarina da dança dos lamas que expressa de forma autêntica o significado da meditação através dos
movimentos.
Lama Rigdzin Dorje
Lama Rigdzin DorjeLama Rigdzin Dorje foi estudante de S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche
desde 1992, primeiramente no Rigdzin Ling, Califórnia, e depois no Brasil. Durante esse período
participou de muitos ensinamentos e retiros, e serviu Rinpoche de várias maneiras. Suas habilidades em
construção e artesanato foram extremamente valiosas durante a construção do templo no Khadro Ling
e, sendo um excelente artista, trabalhou com Rinpoche em projetos artísticos, mais notavelmente na
estátua de Buda Akshobia. Também serviu como tradutor, tchödpön, umze e dançarino de dança dos
lamas.
Professor e líder natural, suas qualidades foram oficialmente reconhecidas por Rinpoche em
2002, quando foi ordenado como lama. Lama Rigdzin e sua esposa, Lama Yeshe, foram convidados
para serem os lamas residentes do Chagdud Dordje Ling em Curitiba, Paraná. São responsáveis
também pelas atividades do Chagdud Gonpa Rigjed Ling, em Florianópolis. Lama Rigdzin se
comunica fluentemente em português.
Lama Yeshe Drolma
Lama Yeshe DrolmaLama Yeshe Drolma foi aluna de S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche desde
1990. Após conhecer Rinpoche no Brasil, viajou para o Rigdzin Ling, Califórnia, onde participou de
muitos retiros importantes e rapidamente aprendeu excelente inglês. Retornou ao Brasil no fim de
1994, e foi tradutora de Rinpoche e de Chagdud Khadro. Durante esse período, também se tornou
uma excelente dançarina das tradicionais danças sagradas do Vajraiana.
Ordenada em 2002, a pedido de Rinpoche, interrompeu um prolongado retiro pessoal para
servir, junto com seu marido Lama Rigdzin, como lama residente no Chagdud Dordje Ling em
Curitiba, Paraná.
Lama ubten Gyatso
Lama ubten Gyatso (Andy Johnston) é tesoureiro da Fundação Mahakaruna, organização
fundada por S.E. Chagdud Rinpoche para sustentar praticantes na Ásia., Trabalhou com Rinpoche por
muitos anos e, posteriormente com Jigme Rinpoche, atual presidente da Mahakaruna, arrecadando e
distribuindo fundos para indivíduos e monastérios, e viajou diversas vezes ao Tibete.
Em 1996, Chagdud Rinpoche o ordenou Lama. Pintor e artista visual consumado, Lama
ubten trabalhou com Rinpoche e outros lamas em projetos de arte tibetana tradicional, enquanto
produzia privadamente luminosas pinturas e obras utilizando pastel.
Lama Trinley Drolma
Lama Trinley Drolma, (Maile Wall) foi aluna devotada de S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche
por quase vinte anos. Praticante muito dedicada, ela recebeu transmissões de Dzogtchen de Rinpoche
muitas vezes, e jamais se afastou da orientação dele, mesmo quando esta se manifestava apontando
direções desafiadoras. Assim como seu esposo, Lama Padma Dorje, ela é uma praticante excelente das
danças sagradas dos lamas e treinou muitos dos dançarinos atuais. Em 1996, Rinpoche a ordenou Lama.
Lama Trinley é uma escritora muito hábil e por vários anos foi editora do Informativo do Chagdud
Gonpa, o Windhorse. Mais recentemente, ela tem atuado como lama residente do Dechhen Ling, em
Cottage Grove, Oregon, e participado das atividades para crianças no Rigdzin Ling com seus dois filhos,
Sam e Ian.
Lama Padma Dorje
Lama Padma Dorje (US)Lama Padma Dorje (Jeffrey Miller) tornou-se aluno próximo de S.
Ema. Chagdud Rinpoche no início da década de 80, quando Rinpoche residia no estado do Oregon.
Eles trabalharam em muitos projetos e Lama Dorje participou de vários retiros de Dzogtchen e
Drubtchens. Um dos principais praticantes das danças dos lamas do Chagdud Gonpa, ele treinou
muitos dos dançarinos atuais.
Por vários anos, ele foi um membro ativo do Comitê de Tradução da Padma Publishing e
dedicou seus recursos à tradução dos Sete Tesouros de Longchenpa, cuja publicação era uma das mais
fortes aspirações de Chagdud Rinpoche.
Em 1996, Rinpoche ordenou Lama Dorje. Atualmente, ele vive com sua esposa, Lama Trinley, e
seus dois filhos em Cottage Grove, no Oregon, onde são lamas residentes do Dechhen Ling, o primeiro
centro de Rinpoche.
Lama Padma Samten
Lama Padma SamtenLama Padma Samten, antes conhecido como Alfredo Aveline, professor de
Física da Universidade Federal em Porto Alegre, convidou S.Ema. Chagdud Rinpoche a ensinar no Rio
Grande do Sul e facilitou a compra das terras do Khadro Ling em 1994. Sua organização, o Centro de
Estudos Budistas Bodisatva (CEBB), fundada em 1986, organizou os primeiros ensinamentos de
Rinpoche no sul do Brasil. Lama Samten recebeu treinamento de professores de diversas tradições
budistas, incluindo o budismo zen, e viajou para a Ásia em várias ocasiões. Ele contribuiu com
extraordinário empenho para trazer mestres, inclusive S.S. o Dalai Lama, para o Brasil.
Reconhecendo suas qualidades de meditador, Chagdud Rinpoche o ordenou como Lama Padma
Samten em dezembro de 1996, no Khadro Ling. Desde então, Lama Samten tem viajado e ensinado
incansavelmente, ajudando a estruturar e manter grupos de prática pelo Brasil. Reside no centro
principal do Instituto Caminho do Meio, o Centro de Estudos Budistas em Viamão, Rio Grande do
Sul. Publicou seus ensinamentos nos livros: Meditando a Vida, Jóia dos Desejos, O Lama e o
Economista, Relações e Conflitos e Mandala de Lótus.
Perguntas freqüentes a respeito
do centro budista Chagdud Gonpa Khadro Ling.
O que significa Khadro Ling?
Em tibetano, Kha significa "céu", Dro significa "mover-se", ir, dançar, Ling significa "local
sagrado". Khadro é a tradução de Dakini, palavra associada a um aspecto da energia iluminada
feminina. Uma tradução possível para Khadro Ling, então, é “Morada das dançarinas do céu”.
Quantas pessoas moram na comunidade?
Cerca de cinqüenta praticantes do Budismo Tibetano Vajraiana moram no Khadro Ling. São
pessoas de vários locais do Brasil e do mundo, de idades variadas, que vieram para cá com o objetivo de
dar prioridade à prática espiritual e auxiliar nas atividades diárias necessárias à manutenção das
atividades da organização Chagdud Gonpa.
Como fazer para morar no Khadro Ling?
Os moradores do Khadro Ling são convidados para participar da comunidade por Chagdud
Khadro, Diretora Espiritual do Chagdud Gonpa Brasil e uma das lamas residentes. Os convites
acontecem de acordo com as necessidades determinadas pela demanda do trabalho realizado na
comunidade e do amadurecimento do praticante na aplicação dos métodos do budismo.
Como o Khadro Ling é mantido?
Toda a estrutura do centro é mantida por doações. A renda gerada pela venda de livros e artigos
religiosos também é usada para manter as atividades do Khadro Ling.
Como posso aprender mais sobre o Budismo Tibetano?
A forma mais segura para aprender sobre o budismo é ouvir a transmissão dos ensinamentos
diretamente de um professor capacitado e autorizado para tal função. Outras formas são: livros, filmes,
textos e vídeos na internet.
Fontes de consulta
Portões da Prática Budista – livro escrito por S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, fundador do
Khadro Ling. Traz os fundamentos da prática do Budismo Tibetano de forma ao mesmo tempo
acessível e profunda.
Biblioteca Multimídia – área do nosso site http://pt.chagdud.org/biblioteca/
Prática para iniciantes – todo domingo às 8h temos uma sessão de meditação seguida de um
espaço para perguntas e respostas.
Centros de Prática – procure o centro mais próximo de você e descubra os dias em que há
práticas para iniciantes. Muitos deles também têm sites com textos, fotos e vídeos para consulta.
http://pt.chagdud.org/centros-de-pratica/centros-de-pratica.html
Quem é o Dalai Lama?
Sua Santidade o Dalai Lama é o líder político do povo tibetano e líder espiritual de todos os
budistas tibetanos. Como líder político, ele dirige o governo tibetano exilado na Índia desde a invasão
comunista no Tibete na década de 50. Em seu papel de líder espiritual, ele serve como referência aos
budistas tibetanos do mundo inteiro através de seus ensinamentos, sua orientação e de seu exemplo.
Site oficial de Sua Santidade Dalai Lama: http://www.dalailama.org.br.
O que significa “lama”?
Lamas são os professores no Budismo Tibetano. São chamados assim devido a sua compaixão.
Em tibetano, “la” significa mãe e “ma” significa elevado. Assim como uma mãe cuida de seus filhos e dá
a eles tudo o que necessitam para a sua vida comum, o lama cuida de seus discípulos. Os ensinamentos
do Budismo Tibetano afirmam que, ao ensinar o caminho para a completa liberdade do sofrimento, o
lama oferece o cuidado mais elevado a seus alunos e, por isso, é chamado de "mãe elevada ou superior".
O que significa Rinpoche?
A palavra “Rinpoche” significa “precioso” em tibetano e é usada para designar professores muito
especiais porque possuem uma realização espiritual elevada.
Budismo é uma filosofia ou religião?
Não existe uma resposta definitiva para essa pergunta. S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche
costumava dizer que o conhecimento da filosofia embasa a prática religiosa. Ou seja, da mesma forma
que é importante saber por que estamos meditando, também é fundamental que coloquemos em
prática nas cerimônias e no dia-a-dia o que aprendemos intelectualmente.
Alguns professores preferem definir o budismo como um estilo de vida. O ponto principal é
chamar nossa atenção para o fato de que a prática espiritual não é distinta ou separada das atividades do
cotidiano.
É comum se considerar a prática espiritual como incompatível com nossas atividades comuns.
No entanto, os grandes mestres afirmam que prática espiritual, em essência, significa termos um bom
coração: desenvolvermos a habilidade e o hábito de lidar com o cotidiano propelidos por qualidades
como a compaixão, bondade, amor, generosidade, paciência, respeito e tolerância. Assim construímos
paz e harmonia internas e nos transformamos em uma fonte de benefício para os outros. Isso é a base
para criarmos a interdependência ou causa para boas experiências no futuro desta vida e em vidas
futuras.
O que é a dedicação de mérito?
No budismo, acredita-se que todo ato benéfico (seja em ações, palavras ou pensamentos),
quando realizado com uma motivação altruísta, geram uma energia positiva chamada mérito. Podemos
"dedicar" o mérito para todos os seres. A dedicação é uma atitude mental. Ela acontece quando
desejamos que, pelo poder da energia positiva criada, todos os seres possam alcançar a completa
liberdade do sofrimento e experimentar felicidade temporária e definitiva.
Esta é uma oração de dedicação de mérito escrita por nosso professor S.Ema. Chagdud Tulku
Rinpoche:
“Ao longo de minhas muitas vidas e até este momento, todas as virtudes que eu tenha alcançado,
inclusive o mérito gerado por esta prática e todas as que vier a conseguir, ofereço para o bem-estar dos
seres sencientes. Possam a doença, fome, guerra e sofrimento diminuir para todos os seres enquanto sua
sabedoria e compaixão aumentam nesta e em vidas futuras. Possa eu rapidamente alcançar a iluminação
para trabalhar sem cessar pela liberação de todos os seres.”
As pessoas que moram no Khadro Ling trabalham fora? Ganham dinheiro?
O trabalho na comunidade é totalmente voluntário. Os moradores se dedicam com
exclusividade às práticas de meditação, retiros espirituais e ao trabalho na comunidade. Para gastos
pessoais, alguns moradores recebem auxílio de familiares ou de outros praticantes que não residem na
comunidade e fazem esse tipo de doação.
Os moradores são monges? Podem casar?
Nem todos os praticantes budistas têm votos monásticos. Entre os moradores do Khadro Ling,
não há nenhum monge e eles podem casar normalmente.
Os moradores têm uma vida normal?
Fora das épocas de retiro, o centro tem uma rotina bastante comum. A maior parte das
atividades diz respeito à recepção de visitantes e manutenção física e administrativa do centro. Embora
o trabalho seja bastante e intenso, todos os moradores do Khadro Ling têm direito a folga e horários
livres para cuidar de seus assuntos pessoais.
Como fazer para ficar hospedado?
O Khadro Ling não tem infra-estrutura de hospedagem a não ser para quem está oferecendo
trabalho voluntário ou então participando de retiros coletivos ou particulares.
Eu posso fazer um retiro?
Existem retiros que são abertos a quaisquer pessoas e retiros que exigem práticas específicas e
iniciações como pré-requisitos. Se você tem vontade de fazer um retiro, conheça o centro mais próximo
de você ou então registre seu e-mail para receber informações sobre os próximos retiros abertos a
iniciantes.
Existem outros grupos de prática?
Sim, aqui você encontra uma lista de centros budistas ligados ao Khadro Ling. Além disso, no
Brasil existem centros de outras escolas e linhagens. O site www.dharmanet.com.br tem uma lista deles.
Tem restaurante?
O Khadro Ling não possui restaurante ou local para lanches. Refrigerantes e água podem ser
adquiridos em nossa loja.
É possível realizar uma cerimônia de casamento no centro budista?
Quando praticantes budistas casam, é comum pedirem bênçãos ao seu mestre. No Budismo
Tibetano, porém, não existe uma cerimônia própria para casamento e nem se costuma realizar
casamentos no Khadro Ling para não-praticantes.
Por que o local é tão colorido?
Os métodos do Budismo Tibetano têm como visão o fato de que nossa verdadeira natureza é
primordialmente pura. O templo, com seus ornamentos e cores, é uma expressão externa das
qualidades dessa pureza. Dessa forma, sempre que olhamos para as cores e detalhes dos ornamentos nos
recordamos das qualidades da nossa natureza autêntica. Cada ornamento, detalhes e cores têm um
significado particular e profundo.