MAXIMIZANDO SUA EFICÁCIA

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MAXIMIZANDO SUA EFICÁCIA
AUBREY
MALPHURS
M A X I M IZ A N D O
SUA
E F I C Á C IA
COMO DESCOBRIR
E DESENVOLVER
SEU DESÍGNIO DIVINO
2
©1995, 2006 por Aubrey Malphurs
Publicado por Baker Books
Baker Publishing Group
Malphurs, Aubrey.
Maximizando sua eficácia: Como descobrir e desenvolver seu desígnio divino.
– 2 Ed. Baker Books, 2006.
Título Original: Maximizing your Effectiveness: How to discover and develop
your Divine design.
Traduzido por: William & Livia Fernanda de Oliveira, Florianópolis, SC.
3
CONTEÚDO
Prefácio de Carl George 6
Introdução 8
Parte 1 Descobrindo Seu Desígnio Ministerial 16
1 O conceito de seu Desígnio Divino 17
Quem Você Pensa que É?
2 A Importância de seu Desígnio Divino 32
Que Diferença Isso Faz?
3 Os Componentes de seu Desígnio Divino 48
Quais são as peças de seu quebra-cabeça?
4 A Descoberta do seu Desígnio Divino 90
Você sabe quem você é?
Parte 2 Determinando Sua Direção Ministerial 126
5 O conceito de Direção Ministerial 127
Cada membro é um ministro?
6 A Descoberta da sua Direção Ministerial 151
Qual é o seu Ministério?
Parte 3 Direcionando seu Desenvolvimento Ministerial 170
7 Iniciando o Plano Ministerial 171
O que você pode aprender com um professor ou um Pastor?
8 Projetando o Plano Ministerial 179
Como você projeta o seu Plano Ministerial?
9 Trabalhando o Plano Ministerial 224
Como você implementa Plano Ministerial?
Apêndices
4
5
PREFÁCIO
As
três
gerações
dominantes
de
americanos
que
agora
desempenham papéis importantes na sociedade em geral, estão todas
necessitadas de orientação. A geração Sponsor (mantenedora) deve lidar
com as conseqüências de uma longevidade sem precedentes. Os Boomers 1
são atingidos com a revolução digital resultando falência das empresas e
deslocamentos de empregos. A crescente Geração X2 enfrenta um mundo
em que os mais velhos mal conseguem lidar com as situações, muito
menos dar conselhos. Estes estão lutando para encontrar a direção e
1
A atual definição de Baby Boomers, se refere aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que durante a guerra houve uma
explosão populacional.
2
Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980. A
Geração X é formada pelos filhos da Geração Baby Boomers, formada logo após a Segunda Guerra Mundial e pelos pais
da Geração Y.
6
muitos deles vivenciam colapsos de paradigmas familiares em quase todos
os campos de atuação. Há uma ampla necessidade de reavaliação pessoal.
Cada vez mais, a busca incansável e incessante de sentido pessoal
que caracteriza grande parte da vida contemporânea atinge toda a
sociedade e a igreja.
Uma indústria do setor de publicação em auto-ajuda aborda a
questão: Do que sou capaz? Qual é o meu potencial? Por que estou aqui?
No que tenho me tornado? Existe um significado e propósito para minha
vida? Como faço para encontrar satisfação? Em que tipos de atividades
que vou ser bom? Como posso fazer uma contribuição para a vida dos
outros?
Como
posso
aproveitar
ao
máximo
meus
talentos
e
oportunidades?
O devoto cristão acrescenta a estas perguntas: O que Deus espera
de mim? Que pistas ao chamado de Deus encontram-se na compreensão
de como Deus me fez? Como posso colaborar com o Criador, para trazer
os seus planos para mim e para o mundo à existência?
Este livro é um manual que fará você compreender a si mesmo e o
que você deve fazer consigo mesmo. Este estabelece um processo para
analisar as questões que lhe dá uma orientação prática e simples para
aqueles que vão ter o tempo para trabalhar pacientemente por ela. Tem
feito o uso de teste de dons espirituais e tipo de personalidade que tem
ajudado às igrejas por mais de duas décadas.
O cristão que ora, disposto a ouvir, bem como perguntar, será
desafiado pelas implicações impressionantes de perceber o que a
administração de uma vida pode significar, em termos de realização
pessoal, bem como benefício para a humanidade. A obra de Dr. Malphurs
em “Aumentando Sua Eficácia” prestativamente marca um caminho para
essa realização.
7
Carl George
INTRODUÇÃO
Carol estava animada com sua nova igreja e com o ministério
autêntico que tinha em sua vida. Ela e seu marido haviam crescido na
igreja Batista no sul do Texas, onde a igreja era um modo de vida e
profundamente enraizada em seus ossos. Mas ele foi transferido, e agora
eles se encontraram em outra parte do país participando de uma nova
igreja, intencionalmente diferente. Ela foi informada que a igreja crescera
rapidamente e havia sido implantada há cinco anos com um "novo
paradigma" de igreja - indiferente ao que significava. Independentemente
disso, os sermões do pastor teve um profundo impacto em sua vida. Ela
tinha ouvido a pregações bíblicas antes, mas não com tanta integridade,
vulnerabilidade e relevância.
8
Acima de tudo, ela ficou espantada com o número de pessoas
apaixonadas de sua idade que estavam envolvidos "até os cotovelos" em
um de ministério ou de outra atividade. A pequena congregação da
igrejinha atrás da casa sempre insistia em dizer que o ministério era
trabalho do pastor e não deles, e estes o pagavam para isto! Ela se
lembrava de ser persuadida a dar aula aos entediados adolescentes que
odiavam cada minuto. Quando ela se demitiu um ano depois, jurou que
nunca mais seria “abusada” assim novamente. Ela quase deixou a igreja.
Mas esta situação era completamente diferente.
Todos os seus amigos
estavam de alguma forma envolvidos significativamente no ministério e
amavam a cada minuto. Chamaram-no de ministério autêntico: eles
estavam fazendo o que Deus havia planejado que eles fizessem. Mas o que
ela poderia fazer? Onde ela poderia servir? Seria "mais uma experiência
desagradável? E como ela poderia descobrir as respostas para estas e
outras questões semelhantes?
Ultimamente Tom estava tendo problemas para dormir. Uma vez ele
estava debaixo das cobertas e virou grande parte da noite acordado. E
quando caia no sono, um carro passando ou cachorro do vizinho latindo
facilmente o acordava. Isto foi bastante incomum. Antigamente, quando
encostava sua cabeça no travesseiro, não se lembrava absolutamente de
nada até seu fiel alarme o despertar cedo na manhã seguinte. Mas a vida
agora era diferente, tinha tomado um novo rumo. Dois anos antes, Tom se
convertido ao Salvador através do ministério da Cruzada Estudantil para
Cristo. Um estudante que sentava ao seu lado na aula de Inglês 101, o
convidava frequentemente para um encontro informal, no dormitório.
Finalmente, quando ele disse a Tom que uma jovem atraente sentada
atrás deles estaria lá, Tom mordeu a isca. Naquela noite o coração de Tom
clamou por Cristo, e as coisas não têm sido as mesmas desde então.
Embora tivesse crescido em uma igreja, coisas espirituais nunca tinham
sido experimentadas até aquela noite especial quando estavam todos
reunidos.
9
Embora
não
tivesse
sido
uma
experiência
profundamente
comovente, e ele não era uma pessoa sentimental, sentiu uma lágrima
brotando no canto do olho quando se rendeu ao Salvador.
Depois daquela noite, a vida rapidamente assumiu uma nova
perspectiva. Era como se Tom finalmente tivesse encontrado o que estava
procurando. A peça que faltava no quebra-cabeça de sua vida havia
surgido. Ele calmamente sentiu que as coisas seriam diferentes a partir
daquele momento. Era tanto um pouco assustador como emocionante.
Um dos diretores da Cruzada observou as habilidades de Tom e viu muito
potencial para a obra de Cristo. Ele se aproximou de Tom e começaram a
cultivar sua nova fé.
Agora, dois anos mais tarde, a formatura havia passado e Tom
estava lutando com a vida depois da faculdade. Deveria ele perseguir o
que parecia ser um futuro decente para o mercado? Ele poderia voltar ao
seu uniforme antigo e ir para casa ajudar seu pai no posto de gasolina por
um tempo. Ou ele poderia seguir num ministério cristão profissional. O
que ele deveria fazer com o resto de sua vida, e como ele poderia discernir
qual era a melhor escolha para ele em suas circunstâncias? Ele seria um
bom empresário, gerente de posto, ou pastor? Onde ele poderia melhor
glorificar o seu Salvador? Onde ele usaria melhor os dons, talentos e
habilidades que Deus lhe dera? As chances eram boas, ele não teria outra
boa noite de sono, até que ele resolvesse essas questões.
Como Tom, David teve sua cota de insônia. Mas suas situações
eram diferentes. David era um cristão que tinha se formado no seminário,
se casou com a namorada da faculdade, e tinha sido um pastor por dois
anos que ele descreveria como os anos mais difíceis da sua vida.
Quando se inscreveu para o seminário, perguntaram-lhe sobre seus
planos profissionais. Ele não tinha a menor ideia. Inicialmente como um
cristão comprometido, ele quis saber mais sobre a Bíblia e sobre a
teologia. A resposta foi satisfatória pois um mês depois ele recebeu a sua
10
aceitação por e-mail. No final do seminário, ele escolheu o pastorado
porque alguns de seus amigos influentes tinham feito o mesmo, e sob
pressão, teve que tomar uma decisão ou atrasar a conclusão do seu
último ano.
Após a formatura, ele e sua noiva aceitaram um chamado para uma
pequena igreja em uma cidade pacata, não muito longe de onde seus pais
moravam. É aí que o pesadelo começou. O primeiro ano foi tolerável. Ele
passou a maior parte de seu tempo em seu escritório fazendo o que ele
mais gostava: estudar e preparar sermões acadêmicos e mensagens para
domingo de manhã, domingo à noite, e quarta-feira na reunião de oração.
O que ele não gostava eram as interrupções: casamentos, funerais, e as
visitas pastorais.
Com o tempo a crítica começou a crescer como uma onda que caía
em cima de um banhista solitário em alguma praia deserta. As queixas
mais comuns do seu povo eram: "Nosso pastor deveria ter sido um
professor, não um pregador Ele ama seus livros mais do que o seu povo."
Puxa! Isso dói! Mas no fundo em seu coração, ele sabia que eles estavam
certos. Ele não parecia se encaixar. Ele não estava exercendo um
ministério autêntico. O que deveria fazer? O que poderia fazer? E se ele
havia feito a escolha errada no seminário? Ele deveria deixar a igreja e
achar outra igreja? Ele deveria mesmo permanecer no ministério? Ele
deveria prosseguir estudos de doutorado? Estas e outras questões
enchiam seus pensamentos na hora de dormir e muitas vezes não lhe
deixava dormir.
Carol, Tom e David representam o futuro da Igreja de Jesus Cristo
na América e no exterior. E que promete ter um futuro maravilhoso,
porque todos, em diferentes contextos, têm um profundo desejo que Deus
lhes deu para servir o Salvador em algum ministério específico e
importante. Mas não tinham certeza de como o fazer. Por toda parte as
perguntas são as mesmas: Como posso servir melhor o Salvador, tanto
como um leigo em minha igreja ou em um ministério pastoral integral?
11
Como posso servir a Deus de forma autêntica, isto é, com a sensação de
que a pessoa como fui criada se conecta com o que estou fazendo? Estou
convencido de que os crentes não experimentarão a alegria e a satisfação
de um ministério autêntico até que eles estejam servindo a Cristo em
ministérios consistentes com a forma de como Deus os projetou, com seus
dons espirituais, paixões, temperamentos, talentos, habilidades e estilos
de liderança.
O problema reside na resposta, ou melhor, na falta de uma
resposta. O povo cristão comprometido deseja descobrir seu verdadeiro
lugar no corpo de Cristo, mas não como acha-lo. Por acaso se achará a
resposta em algum tipo de jogo de adivinhação com Deus? É sério um
envolvimento no ministério cristão num processo de tentativa e erro?
Escrevi este livro para ajudar os cristãos sérios, como Carol, Tom e
David para encontrarem algumas respostas às suas perguntas e para
descobrirem seus lugares no corpo de Cristo, seja parcial ou em tempo
integral. Afinal o que eles estão procurando é uma direção ao seu
ministério - ministério pessoal direcionado. A vida para o crente não deve
ser vazia, sem propósito. Em vez disso Cristo oferece significado e
importância ao seu serviço. A chave é descobrir o seu ministério pessoal.
E o resultado é um autêntico ministério.
Nossa visão é tanto para nível ministerial como a nível institucional.
A visão institucional se relaciona diretamente com o ministério pessoal.
Escrevi
“Developing a Vision for Ministry in the 21 st Century”
(Desenvolvendo uma Visão para o Ministério do século 21) para ajudar os
líderes a desenvolverem uma visão institucional única, feita sob medida
para as organizações em que estão envolvidos. “Maximizing Your
Effectiveness:
How
to
Discover
and
Develop
Your
Divine
Design”
(Aumentando sua eficácia: Como descobrir e desenvolver seu Designío
Divino) é o volume planejado para ajudar as pessoas a descobrir as
direções de seu ministério pessoal. Uma vez que os cristãos têm
determinado a sua direção pessoal, o sensato é
12
se identificar com um
ministério que tem uma visão organizacional que mais se alinha com a
visão de ministério pessoal. Isso evita que o ministério adormeça e em
tempo atinja um maior impacto, porque a sua visão está embasada pela
visão do ministério. Várias igrejas nos Estados Unidos tornaram-se
pioneiras
no
desenvolvimento
de
programas
para
ajudar
a
suas
congregações a descobrirem seu ministério pessoal. Bruce Bugbee deu à
luz ao programa Networking bem concebida para as pessoas na Willow
Creek Community Church localizada a noroeste de Chicago, e tem sido bem
sucedido. O mesmo vale para o pastor Rick Warren, que implantou o
programa SHAPE na Igreja de Saddleback, em Mission Viejo, Califórnia.
Além disso, os centros de avaliação do ministério já existem em várias
partes do país para ajudar aqueles que consideram o ministério integral,
principalmente implantadores de igreja, a determinarem suas visões de
ministério. Apesar de Willow Creek e Saddleback serem grandes, igrejas
influentes, é difícil que Carol, Tom, David, e toda América sejam ajudados
por esses ministérios. Os centros de avaliação profissional podem ser
muito úteis tanto para a maioria das pessoas, especialmente os leigos,
provavelmente não irão procurar os seus valiosos serviços.
Este livro foi concebido precisamente para estas pessoas. Descobrir
o nosso lugar no corpo de Cristo é um processo constituído por três fases
distintas que se relacionam diretamente com as três partes deste livro.
Parte 1, Descobrindo seu projeto para o Ministério, é o local de partida
lógica. Este se concentra em seu desígnio ministerial e responde à
pergunta: Quem é você?
A Parte 1 é composta por quatro capítulos que vai ajudar os cristãos
a compreender como Deus tem um propósito único para o serviço
espiritual dentro ou fora dos muros da igreja. O Capítulo 1 introduz o
conceito bíblico de desígnio divino, mostrando a partir das Escrituras
como Deus tem exclusivamente arquitetado e equipado a cada um de nós
para o ministério em seu propósito e plano divino. O Capítulo 2 enfatiza a
importância de descobrir que Desígnio, o que resulta em saber quem você
13
é, como você é, e sendo quem você é. O Capítulo 3 apresenta os diferentes
componentes que compõem o plano cristão, como dons espirituais, a
paixão, temperamento, talentos e habilidades naturais, e estilo de
liderança. O Capítulo 4 apresenta e aplica as várias ferramentas
disponíveis para auxiliar no processo de discernir seu plano divino
original.
A Parte 2, Determinando sua Direção Ministerial, baseia-se na parte
1 e aborda a questão principal do livro, O que posso fazer? Depois que as
pessoas conhecem e compreendem a sua concepção de ministério, o
próximo passo é descobrir a direção de sua missão ministerial e visão de
seu ministério pessoal.
A Parte 2 consiste em dois capítulos. O Capítulo 5 explica o conceito
bíblico de que Deus tem um lugar único, cumprindo o ministério para
cada pessoa no corpo de Cristo. O Capítulo 6 leva-os através do processo
de determinação de seu dom ministerial.
A Parte 3, Direcionando Desenvolvimento Ministerial, apresenta o
terceiro passo lógico do processo. Uma vez que sabemos que o nosso
ministério designado e direção ministerial, precisamos responder à
questão: Como devo me preparar para minha direção ministerial? Qual é o
melhor plano, considerando o meu projeto, para me ajudar a realizar
melhor esta minha direção? O Capítulo 7 se concentra em como iniciar o
seu plano. O Capítulo 8 auxilia na elaboração de um plano de treinamento
exclusivo para o seu ministério, e o capítulo 9 ajuda você a implementar
este seu plano.
A descoberta da Direção Ministerial pessoal e organizacional ajuda
os cristãos em geral e em particular os líderes a determinarem seu futuro
papel no ministério do corpo de Cristo. Consequentemente, este livro
adicionado a seriedade cristã, seja em um nível leigo ou profissionais, que
desejam ser chamados servos de Deus. Eu suspeito que isso se identifica
com você, ou você não teria lido até aqui. Eu sugiro que você leia este livro
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com seus amigos cristãos e as pessoas em sua igreja ou ministério
pastoral. Certifique-se de discutir o assunto com eles, porque a sua visão
sobre sua vida será de grande valia para você. Depois de ler e entender o
seu sentido pessoal para o ministério, leia Desenvolvimento de uma Visão
para o Ministério do século 21 para determinar a sua visão organizacional
para o ministério que está inserido, ou conduzindo. Em seguida, responda
a pergunta, estou servindo em uma instituição ministerial que melhor usa
o meu ministério e visão?
15
PARTE 1
DESCOBRINDO SEU DESÍGNIO
MINISTERIAL
A primeira parte deste livro é destinada a ajudá-lo a compreender
que Deus criou você de uma forma maravilhosa e única para o serviço no
corpo de Cristo. Além disso, ele vai ajudar você a entender o que o seu
desígnio divino é. Este é um pré-requisito necessário para determinar sua
direção ministerial. “Quem você é” é tão importante quanto o que você faz.
O Projeto para o ministério precede a direção ministerial.
A chave para determinar o que você pode fazer no corpo de Cristo é
descobrir quem você é, sua identidade ministerial em Cristo.
16
1
O CONCEITO DE SEU
DESÍGNIO DIVINO
Quem você Pensa que É?
A maioria das pessoas possui um desejo profundo de realizar algo
de importância com suas vidas durante sua breve estada no planeta
Terra. Eles querem mais do que qualquer coisa uma vida produtiva e
significativa. A realidade é que poucos irão alcançá-lo. Os consultores
Ralph Mattson e Arthur Miller dizem: "Em algum lugar entre 50 e 80 por
cento dos trabalhadores norte-americanos ocupam empregos errados, de
acordo com pesquisas publicadas.” Eles fornecem alguns exemplos:
17
Na profissão docente, descobrimos que, pelo menos, dois
terços não são motivados para ensinar, e temos sido
criticados por serem conservadores em nossas estimativas.
Examinando os gerentes e executivos, descobrimos que
apenas um em cada três aparece em harmonia com seu
trabalho. Muitos clérigos não são dotados de requisitos
fundamentais como a pregação, ensino e evangelismo. Se
quer saber, é ruim tanto para garçonetes, médicos,
banqueiros, eletricistas, e trabalhadores da montagem.3
Infelizmente isto é verdade para muitos dos que compõem a
comunidade cristã. Muitos não sabem quem são, o por quê que estão
aqui, e o que eles devem fazer com suas vidas. O resultado é o
cristianismo nominal. Poucos cristãos parecem satisfeitos e levam o que
eles acreditam para ser feliz, uma vida produtiva para Cristo.
Em vez disso, muitos passam por esta vida com um sentimento de
ter perdido alguma coisa, de ter nunca conhecido o seu potencial para o
reino de Deus. Os principais culpados são os modelos seculares de
comportamento humano e um modelo de igreja falsa. Escolas públicas,
faculdades e universidades, até mesmo a mídia, espelha esses conceitos
seculares para que o cristão, sem saber, absorve-os regularmente. O
resultado é muita confusão entre os cristãos e um mal-entendido de como
Deus as criou. Mas quais são esses modelos seculares e o modelo falso de
igreja, e o mais importante, o que a Bíblia tem a dizer sobre as pessoas e
seu desígnio? Quem você pensa que é?
Problema: Modelos Não-Bíblicos
Enquanto vários modelos da natureza do homem surgiram ao longo
dos séculos, duas têm afetado a mente cristã em particular. " Essas duas
visões são pólos opostos que exerceram uma grande influência de fora da
igreja sobre como as pessoas em geral, em particular os cristãos, se vêem
e seus papéis e seu potencial para a realização nesta vida. "O terceiro
modelo -
falso modelo de igreja - exerceu uma grande influência dentro
da igreja.
3
Ralph Mattson e Arthur Miller, Finding a Job You Can Love (Nashville: Thomas Nelson, 1982, 123)
18
O Modelo Determinístico
Pesquisadores
sobre
comportamento,
que
promovem
o
determinismo ou mecanicista, acreditam que uma pessoa nasce neste
mundo como um pedaço de argila ou uma tela em branco. Várias forças
no ambiente, tais como pais, professores, colegas e ambiente de trabalho,
atuam como oleiros ou escribas para moldar e dar forma ou escrever sobre
a pessoa e, em essência, determina em grande medida que ele ou ela é. O
ponto é que as pessoas se tornam quem são em resposta “a” e “sob” a
influência primária de outros. A perspectiva comportamental que sustenta
este modelo teve sua origem em meados do século XX e foi influenciado
pelo trabalho de homens como BF Skinner. Embora modificada até certo
ponto, esta continua no presente e exerce um enorme impacto sobre o
mundo psicológico.
Um
grande
problema
é
que
este
modelo
remove
qualquer
responsabilidade pessoal por suas ações. Quando uma pessoa comete
pecados,
ou
mecanicistas
mesmo
são
algum
rápidos
crime
para
hediondo
reunir
ao
contra
redor
a
dessa
sociedade,
pessoa
e
argumentam que ele ou ela não é o culpado por esse comportamento. Eles
argumentam que, ao invés deles, a sociedade em geral ou o ambiente do
indivíduo é o culpado. A pessoa está simplesmente se espelhando a
sociedade em toda a sua “feiúra” e injustiça. A pessoa não deve ser pagar
o crime, ao invés, a sociedade está em última análise, pagando por seus
crimes contra a humanidade.
Como tantas ideias divergentes sobre o mundo, essa visão do
homem tem algum mérito. Pouca dúvida existe de que as pessoas são
afetadas por seu ambiente, especialmente por pais e colegas. As
Escrituras contém numerosas exortações que abordam este ponto.
Provérbios 22:6 encoraja os pais e outros: Ensina a criança no caminho
19
em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.
Provérbios 22: 24-25 adverte de nossos pares: Não fazer amizade com um
homem de temperamento quente, não se associe com um irritado
facilmente, ou você pode aprender os seus caminhos e obter-se
ludibriadas.
Ao mesmo tempo, as Escrituras não isentam as pessoas de seus
crimes ao transferir a culpa para os outros. Em vez disso, a Bíblia coloca a
culpa no agressor. Um caso é o confronto do profeta Natan com Davi
depois do pecado deste contra Urias e Bate-Seba (2 Samuel 12:1-10).
O principal efeito que esse modelo tem sobre o cristão, no entanto, é
que se concentra sobre a sociedade ou ambiente e não em Deus em
determinar quem o cristão é. A Bíblia ensina que Deus tem projetado
inicialmente cada pessoa em termos de seus dons, talentos e habilidades.
O modelo mecanicista coloca a culpa e dá crédito aos pais, colegas e
professores. Consequentemente, os cristãos podem olhar para a influência
de outros no processo, ao invés do único desígnio de Deus.
O Modelo de Desenvolvimento
Defensores do modelo de desenvolvimento acreditam que as pessoas
podem tornar-se, essencialmente, quem ou o que eles querem ser nesta
vida. É possível para as pessoas desenvolverem suas habilidades e
talentos e se tornar o tipo de pessoas que admiram e querem ser. Assim, a
ênfase é no desenvolvimento pessoal. Um livro de psicologia defende esta
forma: “Ao contrário dos comportamentalistas e psicanalistas, que
acreditam que seu comportamento é determinado por seu ambiente ou
suas necessidades inconscientes, os humanistas acreditam que você tem
o controle do seu destino e são livres para se tornarem o que são capazes
de ser.
O movimento New Age adotou essa perspectiva humanista e
promoveu-o entre seus seguidores. Eles ensinam que como as pessoas são
divinas, elas têm potencial ilimitado de ser tudo o que desejam. Este ponto
20
de vista foi refletido por um presidente americano que, quando aceitou a
indicação de seu partido para concorrer ao mais alto cargo da nação, disse
que uma parte do seu sonho para cada criança do país era que algum dia
estas seriam capazes de crescer até se tornarem o que eles queriam ser.
Inúmeros problemas existem neste modelo. Em primeiro lugar o modelo
mecanicista o ignora Deus como parte do processo. O foco está totalmente
sobre o homem, sem qualquer referência à instrução divina. Isso é
inaceitável para o cristão.
Segundo, alguns debatem a ideia de que as pessoas podem e devem
crescer e desenvolver seus talentos, habilidades e capacidades. De acordo
com Lucas 2:52, o Salvador fez isso. No entanto, esta visão não consegue
olhar a pessoa está para começar. A ênfase é sobre o futuro. No entanto,
se o homem é basicamente bom ou mesmo divino, por que ele tem que se
tornar algo diferente do que já é?
Em terceiro lugar, a visão falha no reino pragmático. Não funciona.
Embora
alguns
tenham
sido
ajudados,
as
coisas
não
mudaram
significativamente desde que este ponto de vista tornou-se popular. Em
geral, as pessoas continuam a lutar com os mesmos velhos problemas de
auto-estima e significado. As pessoas se concentram tanto em quem ou o
que eles querem tornar-se que eles não conseguem discernir e estar
satisfeitos com quem eles são.
Finalmente e mais importante para os crentes é que não podemos
ser ou tornar-se quem nós queremos. Como o restante deste capítulo irá
mostrar, Deus criou a todos nós como indivíduos únicos, talentosos e
dotados de dons que não precisam se tornar diferente do que já somos.
Nada está errado com a maneira como Deus criou-nos. A questão é
descobrir e desenvolver quem você é, não se tornando quem você não é.
Apesar dos muitos problemas, é comum ouvir-se que o modelo de
desenvolvimento
está
perpetuado
na
comunidade
cristã.
Em
universidades cristãs, e até mesmo seminários, os estudantes sinceros
que desejam servir o Salvador decidem o que pretendem fazer com suas
21
vidas com pouca consideração para o que Deus planejou que eles sejam.
Como descrito na introdução, um jovem seminarista, como David
planejava ser um pastor, sem nunca fazer a pergunta de como Deus tem
me concebido com os dons, talentos e habilidades necessárias para
exercer no ministério pastoral? Tanto o ponto de vista de Mattson como de
Miller, o problema é que muito pastores atualmente "não são dotados de
requisitos fundamentais como a pregação, ensino e evangelismo."? Outros
seguem um determinado tipo de ministério pastoral, como a plantação de
igrejas ou revitalização de igrejas, sem perceber que diferentes situações
exigem diferentes estilos de liderança e habilidades. Além disso, não há
duas congregações iguais. Lyle Schaller conclui: "Essas diferenças entre
as congregações também influenciam no estilo de liderança ministerial
que
é
apropriado
para
uma
congregação
em
particular
em
um
determinado estágio de sua vida. Essas diferenças fizeram também
obsoleto o velho clichê:" Cada ministro deve ser capaz de servir a qualquer
congregação.”
O modelo Falso de Igreja
Além dos dois populares modelos seculares, existe um modelo de
igreja falsa. Ela ensina que na igreja o pastor, não o povo, deve fazer o
trabalho do ministério. Traçando a rota ao passado, vê-se que o
catolicismo romano o sacerdote (clero) era responsável por ministrar ao
povo (leigos). No século XX e agora do século XXI, eu descobri que a
geração mais velha da igreja protestante tem realizado e promovido esta
visão. Eles acreditam nisso por várias razões. Primeiro, o pastor é aquele
que foi treinado para o ministério. Alguns foram até mesmo para o
seminário. Segundo, Deus chamou o pastor para o ministério. Terceiro,
muitos pastores são ordenados, ao passo que os leigos não são. Quarto, é
que nós pagamos o pastor para fazer.
Estou convencido de que essa visão, que é tão contrário à Escritura
(cf. Ef. 4:11-13), trouxe a igreja no século XX, de joelhos, fazendo com que
22
muitas igrejas fechassem suas portas. Se os trabalhadores da General
Motors tivessem essa opinião, construiriam poucos carros, e a empresa
iria sair do negócio. Esperamos corrigir isso no século XXI.
O Modelo Bíblico
O que as Escrituras dizem sobre a humanidade e seu desígnio?
Quem somos nós? Qual o papel que Deus no nosso processo de
desenvolvimento? Tanto o Antigo como o Novo Testamento, oferecem uma
imagem diferente da humanidade daqueles retratados pelos modelos
deterministas e de desenvolvimento. A Bíblia articula uma teologia que
coloca selo de Deus na sua criação. Ambos os Testamentos colocam Deus
como responsável e ensinam que Ele que nos formou com um desígnio
maravilhoso e único. A ênfase bíblica não é sobre o papel da formação do
nosso ambiente ou uma pessoa se tornar outra coisa. Em vez disso, o
impulso das Escrituras é sobre quem você é como expressão criativa de
Deus. Portanto, a questão não é só, Quem você pensa que é? É também,
que Deus diz que você é?
O Antigo Testamento
O Antigo Testamento reflete um desígnio teológico. O conceito de
Deus como Criador é exibida ao longo de sua criação. No Salmo l: Davi
escreve: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a
obra das suas mãos." Deus é o Criador soberano, cuja obra é evidente não
só na beleza do universo físico, mas na sua concepção, a partir da função,
posicionamento preciso, e circulação do sol, Lua e os planetas (Gen. 1:1419;. Ecles 1:5), pelos padrões de circulação dos ventos e mares (Ec 1:6-7),
até à intrincada estrutura de uma folha.
O mundo animal reflete o projeto de Deus. Ele criou a vida animal
nos dias cinco e seis (Gen. 1:20-25). Ele dividiu o reino animal em várias
23
espécies distintas para reproduzirem, “segundo a sua espécie." Cada
imagem de Deus é única na Criação, como ilustrado pela história "Um
coelho na equipe de natação."
Certa vez, os animais decidiram que iriam fazer alguma coisa
significativa para enfrentar os problemas do novo mundo. Então eles
organizaram uma escola. Adotaram um currículo de atividades de corrida,
escalada, natação, e voo. Para tornar mais fácil de administrar o currículo,
todos os animais tomaram todas as disciplinas. O pato era excelente em
natação, na verdade, ele era melhor do que o seu instrutor. Mas somente
ele tinha notas satisfatórias em voo e era muito ruim na corrida. Como era
lento na corrida, ele teve de abandonar a natação e ficar depois da aula
para praticar. Isso fez com que seus pés palmados fossem mal usados e
passou a ser mediano na natação. Mas médio foi bastante aceitável,
ninguém estava preocupado com isso, exceto o pato. O coelho começou
como o primeiro de sua classe em corrida, mas desenvolveu um tique
nervoso nos músculos da perna por causa do esforço na natação. O
esquilo era excelente em escalar, mas encontrou constantes frustrações
na classe de voo porque seu professor o fez começar do zero ao subir na
copa de uma árvore. Ele desenvolveu um calo por causa do esforço
excessivo, e por isso teve apenas um C em alpinismo e um D em corrida.
A águia foi uma criança problemática e foi severamente disciplinada para
ser um não-conformista. Nas aulas de escalada bateu todos os outros no
topo da árvore, mas insistiu em usar o seu próprio caminho para chegar
lá.? A lição é óbvia. Deus criou cada animal com um desígnio único para
realizar uma finalidade distinta. Ele projetou patos a nadar, coelhos
para executar, esquilos a subir, e as águias a voar. Nós, também,
refletimos um projeto especial de Deus. Gênesis 1:27 registra a criação do
homem, não à imagem e semelhança do reino animal, mas à imagem e
semelhança de Deus.
Assim,
foram
criados
e
projetados
para
funcionar
como
representantes de Deus na Terra, com domínio sobre a terra (Gen. 1:2624
28, Salmo 8). Deus colocou Adão no jardim "para trabalhar e cuidar dele
"(Gn 2:15). Para Adão havia um claro senso de significado e propósito à
sua existência.
Várias passagens do Antigo Testamento apresentam Deus como o
Oleiro e as pessoas como os vasos de barro moldados (Jó 10:8-9; Sl
119:73;. Is 29:16; 64:8). A primeira implicação dessa metáfora é que Deus
é o Criador e Senhor soberano sobre o homem. A figura em si indica o
desígnio. Moldagem e modelagem implica conceber. Como um oleiro que
molda cada vaso de barro, assim como Deus nos projetos da criação da
humanidade.
Este projeto se relaciona com os nossos aspectos imateriais e
materiais. No Salmo 139:13-16 o salmista escreve: "Por que você criou o
meu interior, você me teceste no ventre de minha mãe eu te louvo porque
eu estou com medo; suas obras são maravilhosas, eu sei que
muito bem. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando me foi feita
no lugar secreto. Quando eu era tecido nas profundezas da terra, os teus
olhos viram meu corpo ainda informe". Na passagem Davi está enfatizando
a soberania de Deus e superintendência sobre os processos criativos
relativos à reprodução, mesmo o imaterial ou espiritual, bem como a
física. Contudo no meio deste gráfico, na linguagem figurativa, a criação,
tricô, tecelagem, e fazer, e a maravilha de tudo, o aspecto de desígnio,
embora de forma alguma a ênfase, está presente.
O desígnio criador de Deus também se reflete em nossas habilidades
e talentos. No processo de construção do tabernáculo, o Senhor designou
alguns artesãos, em especial Bezalel e Aoliabe, para envolver-se em suas
áreas de especialização de tomada de desenhos artísticos para o ouro,
prata e bronze; o corte e fixação de pedras, e trabalho com madeira (Êxodo
31: 1-5). O versículo 3 diz que Deus encheu Bezalel com o Espírito e deu
habilidade especial, dons e conhecimento para executar o projeto. O
mesmo é encontrado em outros textos: Êxodo 28:3; 35:30-36: 1. Eram
todos artesãos qualificados por dom divino. Se essas habilidades eram
25
uma parte de seu projeto inicial desde o nascimento não deixa claro, pois
o texto não indica tal. Eu suspeito que eles eram, e é por isso que eles
foram selecionados para começar. Independentemente disso, Deus deulhes as competências e habilidades necessárias ou habilidades adicionais
e capacidades para realizar o projeto do templo.
Várias outras passagens e algumas passagens paralelas nos
Evangelhos e nas Epístolas também sugerem um Deus único, de desígnio
pessoal que pôs um selo sobre as pessoas. Em Jeremias 1:4-5, o profeta
escreve: "A palavra do Senhor para mim, dizendo:" Antes que fosses
formado no ventre te conheci, antes de você nascer te santifiquei; te dei
por profeta para as nações. " O mesmo é dito de João Batista (Lucas 1:1317), o Messias (Isa.49: 1 .... 6), e Paulo (Gl 1:15). A questão é se estes são
casos únicos que não seria o caso para resto de nós. Deus sabe tudo sobre
nós e nossos projetos, porque ele determinou- os de antemão. No entanto,
ele escolheu para revelar seu projeto de uma maneira especial a Jeremias,
Zacarias e Paulo por causa de suas circunstâncias únicas.
O Novo Testamento
O Novo Testamento reflete uma teologia de desígnio também. É
comunicada através do conceito do corpo de Cristo, a parábola dos
talentos, e o ensino sobre dons espirituais. Em 1 Coríntios 12:12-27 e
12:4-5 e Romanos, Paulo faz uma analogia entre os crentes que formam a
igreja, o corpo de Cristo, e o corpo humano. Como desígnio de Deus é
evidente no corpo humano, por isso é no corpo espiritual, composto de
todos os que estão em Cristo. Dons espirituais no corpo da igreja reflete o
princípio do desígnio (1 Cor. 12:1-11,28-31).
O que significa esta ilustração sobre nossos projetos? Primeiro,
Deus soberanamente nos fez do jeito que somos, Deus é o Arquiteto, o
Designer Mestre, o Oleiro. Se você é uma orelha ou um olho, 1 Coríntios
12:18 ensina: "Deus dispôs os membros no corpo, cada um deles, assim
26
como ele queria que eles fossem." Portanto, não há necessidade de ficar
chateado com o nosso lugar ou função no corpo de Cristo. Em vez disso,
há muita satisfação em saber que estamos ministrando, de acordo com o
projeto e propósito de Deus para nossas vidas. A chave é descobrir qual
parte do corpo é, então o funcionamento estará de acordo com esse
desígnio.
Em segundo lugar, Deus nos fez diferentes, uma mão, uma orelha
ou um olho (1 Cor. 12:14-17). Enquanto os cristãos podem ter projetos
similares, não há dois que têm o mesmo desígnio. Quando se trata de
tornar as pessoas, Deus não está a “nos cortar” dos negócios, pois cada
um de nós somos únicos. Consequentemente, os cristãos precisam
descobrir seus diferentes modelos e locais de serviço, não pode-se fazer
qualquer coisa que queiram. Como a história "Um coelho na equipe de
natação" ilustra, Deus projetou patos a nadar e coelhos a correr. Ao tentar
que patos ou coelhos tentem nadar, eles estão funcionando fora do seu
projeto pretendido, e assim desenvolvem sérios problemas. O mesmo vale
para as pessoas. Um olho não pode servir a Deus eficazmente como uma
orelha, nem pode servir como um ouvido atento.
Em terceiro lugar, enquanto Deus nos fez diferentes, todos nós
somos necessários para o corpo funcionar bem (1 Cor. 12:14-17). Um
grande problema para a igreja no século XXI é "desemprego". Muitos
cristãos abandonaram a Igreja, unindo-se às fileiras dos sem-igreja em
toda a América. E os remanescentes tendem a ser envolvidos como
espectadores. Larry Richards e seus colegas pediram cinco mil pastores
que as maiores necessidades são de fortalecimento da igreja. A partir de
uma lista de itens, quase 100 por cento deram primeira ou segunda
prioridade ao item "Envolver meu povo leigo nos ministérios com homens
e mulheres." Eu suspeito que uma das principais razões para este
problema é a insistência da Igreja sobre os crentes colocando em posições
de ministério para o qual eles não são projetados como colocar pinos em
orifícios quadrados. Em um curto período de tempo, eles queimam e caem.
27
Descobrir o nosso desígnio divino é a chave para a implementação , de
Efésios 4:11-12, na igreja.
Outra passagem do Novo Testamento que toca em desígnio divino de
Deus é a parábola dos talentos em Mateus 25:14-30. Nesta parábola um
senhor (Deus) decide fazer uma viagem, deixando três servidores
encarregados de sua propriedade. De acordo com a capacidade de cada
um, ele dá uma certa quantidade de dinheiro (talentos) para investir. (Aqui
o termo talento não deve ser confundido com dons naturais ou
habilidades.) Um homem duplicou seus 5 talento para 10 e foi bem
recompensado quando o senhor voltar (vv. 19-21). Outro duplicou seus
dois e também foi compensado (vv. 22-23). No entanto, o terceiro não
realizou nada com seu único talento, e o senhor o repreende e dá esse
talento para o primeiro servo (vv. 24-28).
Várias observações são importantes para o conceito de desígnio
divino. Primeiro, esta parábola é uma das duas parábolas que segue a
pedido dos discípulos de Jesus para explicar a destruição do templo, o
sinal de seu retorno, e no final dos tempos (Mateus 24:1-3). As duas
parábolas parecem abordar a vida como ela estará em seu retorno. A
parábola dos talentos aborda como professos servos de Deus devem usar
suas habilidades dadas por Deus para Ele até que ele volte.
Segundo, todos os servos têm diferentes habilidades. Tanto o
primeiro e o segundo são altamente elogiados e recompensados, mas eles
não são os mesmos. Isto é válido para os cristãos. Todos têm várias
habilidades dignas de elogio e recompensa do Senhor, mas alguns têm
mais capacidade do que outros.
Terceiro, o senhor compreende as habilidades de cada servo e
distribui o dinheiro de acordo. Aquele com a maior habilidade é dado os
cinco talentos e aquele com o mínimo é dado apenas um talento. Deus
também, aparentemente, distribui oportunidades de ministério sobre a
base de nossas habilidades. Deus como Criador entende o desígnio de
28
cada pessoa e não nos pede para realizar mais na vida com as habilidades
naturais do que somos capazes de fazer. Ele não deu cinco talentos para o
servo que foi capaz de lidar com apenas um.
Quarta, o duro tratamento do último servo envolveu sua falha em
discernir quem é Deus, que levou à sua mão a enterrar seu único talento.
Seu fracasso não foi porque era uma pessoa com um talento. Deus
recompensou os outros dois não de acordo com seus talentos, mas suas
habilidades. O ponto chave nos versos 24-26 é que este homem não
percebeu o verdadeiro caráter de Deus e não conseguiu usar sua
habilidade em conformidade. Deus não é duro em querer algo que você
não semeou. Baseado em sua incompreensão do verdadeiro caráter do
senhor, o servo não arriscaria nada e falhou em investir sabiamente o seu
talento. É muito importante que os cristãos procurem usar suas
capacidades dadas por Deus com sabedoria, compreendendo a verdadeira
natureza de Deus. Uma vez que descobrimos o que são essas habilidades,
devemos entender a provisão de Deus e assumir riscos de usar essas
habilidades ao máximo para Cristo. Embora sejamos julgados por Deus,
não será tão duro conosco como foi com o servo mau, que provavelmente
não era um crente verdadeiro (v. 30). O trabalho para o Salvador não deve
ser negligente.
A terceira parte do Novo Testamento que contribui para o conceito
de projeto divino é o ensino bíblico sobre dons espirituais. Para muitos no
corpo de Cristo isto não é um tema contido na Bíblia. Consequentemente,
eles passam pela vida sem nunca perceber que Deus derramou sobre eles
habilidades especiais para fazer uma contribuição vital para o seu Reino.
Quando individualmente, crentes talentosos não estão cientes de seus
dons espirituais e não ministram com eles, todo o corpo de Cristo é
dificultada em sua eficácia (1 Cor. 12:20-26). Alguns confundem os dons
espirituais com outras áreas afins da sua concepção, tais como a
capacidade de trabalhar com uma determinada faixa etária. Outros
confunde-os com o fruto do Espírito em Gálatas 5:22-23.
29
O relato dos dons espirituais de Deus são encontrados em 1
Coríntios 12, Romanos 12, Efésios 4, e 1 Pedro 4. Dons espirituais são
habilidades dadas por Deus para servi-lo de uma forma especial em seu
Reino. Eles são dados por Deus para serví-lo (1 Coríntios 12:7;. Ef 4:7-11).
Ele as deu soberanamente para que cada cristão, pelo menos um, como
parte de seu desígnio divino (1 Cor. 12:11). Eles são distribuídos a cada
um individualmente para fazer uma contribuição distinta para o corpo
como um todo (v. 7).
Planilha
1. Você tem um forte desejo para viver uma vida plena e significativa
enquanto estiver na terra. Você sente uma compulsão interior para
realizar algo de importância com a sua vida? Por que ou por que
não?
2. Você acredita que até este momento você fez alguma contribuição
significativa para a sua comunidade, igreja ou família? Você já tem
um profundo senso de significado? Por que ou por que não?
3. Você sabe quem você é - como Deus criou você? Você sabe por que
você está aqui, e o que Deus quer realizar em sua vida? Você já
percebeu o seu potencial para o Reino de Deus? Por que ou por que
não?
4. O mais provável é que você tenha sido exposto, direta ou
indiretamente, com as idéias de que o ambiente tem exclusivamente
formado você naquilo que você é (modelo determinístico) ou que
você pode ser ou fazer qualquer coisa que queira (modelo de
desenvolvimento). Você também foi ensinado, por exemplo, que o
pastor, não o povo, deve fazer o trabalho do ministério. Qual o
modelo que mais tem influenciado você? Quando e onde isso
30
aconteceu? Será que essa exposição vem através de seus pais,
professores, colegas, a mídia, sua igreja?
4. Tem a sua exposição a esses modelos influenciaram o seu
pensamento sobre suas próprias habilidades para servir a Deus?
Em caso afirmativo, explique.
5. Quais são algumas das passagens ou conceitos na Bíblia que ensina
o desígnio divino? Enquanto você lê este capítulo, alguma outra
passagem veio à sua mente? Em caso afirmativo, quais são eles?
6. Você pode pensar em quaisquer argumentos ou razões que não os
da Bíblia que implicam ou ilustram o conceito de desígnio divino?
31
2
A IMPORTÂNCIA DE SEU
DESÍGNIO DIVINO
Que Diferença Isso faz?
Havia pouca dúvida na mente de Carol que Deus queria que ela
fosse uma advogada. Ela começou sua carreira no campo como uma
funcionária a tempo parcial durante seu primeiro ano na faculdade de
direito no sul do Texas. E ela era boa nisso. Não demorou muito tempo
para a empresa perceber o seu potencial, por isso, e até se formar estava
praticamente trabalhando como advogada com dois funcionários e uma
secretária -embora ela não tivesse feito o exame (OAB, no Brasil). Ela
amava cada minuto de tudo isso, o desafio, a intriga, e as pessoas.
Quando seu marido tinha uma transferência de trabalho, ela facilmente se
32
mudou e rapidamente adaptada a uma posição semelhante em uma
empresa filial em sua nova cidade.
Embora tivesse totalmente dedicado sua vida a Cristo, Carol
acreditava que seu ministério de tempo integral era para ser uma boa
advogada. Ainda assim, ela ansiava por envolvimento significativo em sua
igreja por muitas razões. Seu ministério tornou-se importante para ela e
seu marido. Muitas coisas interessantes foram acontecendo, convencendoa que Deus tinha planos maravilhosos para esta congregação que crescia
rapidamente. Carol ficou emocionada quando vários de seus amigos no
trabalho visitou a igreja e com o tempo se entregaram ao Salvador. Como
ela e seu marido não podiam ter filhos, decidiram investir uma parcela
significativa de suas vidas no ministério na igreja. Eles haviam se tornado
cristão sérios, com a intenção de realizar o ministério autêntico para o seu
Salvador. Eles não tinham muito tempo livres, no entanto, de forma que o
que estava disponível precisava ser investido com sabedoria.
Um item de imensa importância na vida de Carol era seu desígnio
divino, a sua identidade ministerial. Estava entendendo que isso
determinaria o que Cristo faria em sua vida e ministério através do
trabalho e na igreja.
O conceito de desígnio divino é importante tanto para Carol como
para seu marido, e todos os que estão servindo seriamente a Cristo, seja
parcialmente na igreja ou ministério vocacional cristão.
O primeiro é
pessoal e o outro é institucional.
A importância do conceito de projeto divino para cada cristão é
praticamente ilimitado. Três áreas, no entanto, se destacam.
Conhecendo quem você é
Primeiro, é importante que você saiba quem você é. Inicialmente,
este poderia representar uma ameaça. Você pode temer sondando seu
desígnio, porque no passado você ter realizado testes focados no
psicológico e não descoberto problemas patológicos (problemas de pecado).
33
Embora isso possa provar uma espiritualidade valiosa, também pode ser
uma experiência assustadora e desconcertante. Há um lado de análise
para avaliação, muitas vezes associada com o campo do aconselhamento
psicológico, que usa ferramentas como o Inventário de Personalidade
Multifásico Minnesota (MMPI) para descobrir anormalidades emocionais
ou de comportamento disfuncional (estes são os problemas na área da sua
"carne" ou "natureza pecaminosa" descrito em Gal. 5:16-21). Se você usar
essas ferramentas ou não, é fundamental para qualquer ministério de
Cristo que você entenda onde os problemas de seu pecado e que você lidar
com eles.
Por outro lado, não só devemos descobrir o que está errado conosco,
como podemos e devemos descobrir o que está certo conosco. O primeiro
explora a nossa depravação, que está além do escopo deste livro, enquanto
o segundo explora a nossa dignidade, que é o propósito deste livro. " E é
este último que representa o lado positivo de saber a nossa identidade,
quem realmente somos. A seguir colocará isto em perspectiva.
Desígnio divino
Descobrir quem você é envolve discernimento sobre
seu desígnio
divino. O processo investiga suas capacidades. Suas capacidades são seus
dons espirituais, a paixão, temperamento, talentos e dons naturais, e
outras habilidades que você tem de Deus. Eles residem com cada um de
nós que conhecemos a Cristo como Salvador pessoal e estão esperando
para serem descoberto para que eles possam ser usados no serviço de
Cristo. Na verdade, parece estranho que os crentes não estejam animados
e extremamente interessados em descobrir as habilidades com o qual
Deus tem abençoado. Todo mundo é 10 em algum lugar. E descobrir seu
desígnio o ajuda a descobrir onde você poderá ser 10!
Embora você possa crescer e se desenvolver em muitas áreas, as
suas capacidades são soberanamente atribuídas por Deus e não vão
mudar com o tempo. Eles não mudam na sua essência, antes ou após a
34
conversão. Os consultores Mattson e Miller defendem que: Nossa
evidência demonstra que os padrões motivacionais não mudam quando
uma pessoa se torna um cristão. Os ingredientes vistos antes da
conversão são vistos após a conversão. Isso é preocupante para as
pessoas que esperam que seja de outra forma, mas talvez possamos
entender melhor a nossa posição em Cristo, se vemos que a intenção de
Deus para nós não é a substituição de quem somos, mas a redenção de
quem somos. A nossa criação por Deus, incluindo o nosso padrão básico
de motivação, não é ruim .... A conversão tem nos modelado de verdade e
estamos habilitados para tornar aquilo que originalmente fomos criados
para ser, ao invés de tornarmos alguém completamente diferente. A
renovação ocorre quando somos ressuscitados na conversão e
a
santificação provoca uma mudança radical, não no dom que temos, mas
na sua finalidade e utilização.
Por isso, seria um desperdício de tempo para pedir a Deus para nos
dar diferentes dons espirituais ou nos mudar para outro temperamento.
Caráter Pessoal
Descobrir
quem
você
é
envolve
discernir
o
seu
caráter.
Seu caráter é o alicerce de seu ministério, seja você um ministro leigo ou
alguém envolvido no ministério cristão profissional. É o elemento essencial
que o qualifica para ministrar aos outros. Ao contrário de seu desígnio
divino, Deus não predeterminou seu caráter. Pelo contrário, este está
sujeito
a
alterações
e
devem
ser
desenvolvidos.
Na
verdade
o
desenvolvimento do caráter cristão é um processo da vida.
Caráter envolve ser e importa ao seu coração, enquanto que seu
desígnio envolve fazer que envolvem seus dons, talentos e habilidades.
Para ser eficaz no ministério a longo prazo, o ser deve preceder o fazer,
porque o que você faz (o ministério) sai de quem você é (seu caráter). Se o
fazer sempre exceder o ser, então, o desenvolvimento e o exercício de seu
desígnio irá sugar a vida do seu coração.
35
Os pontos fortes de nosso caráter são os traços positivos que estão
em conformidade com o caráter de Cristo. A Bíblia dá várias referências a
respeito das qualidades de caráter que melhoram a vida do crente. Paulo
apresenta uma lista de qualidades do caráter em 1 Tessalonicenses 2:2-8
que qualifica seu ministério. Uma qualidade descrita no versículo 2 é a
coragem. O Ministério tem seus altos e baixos. Nos tempos difíceis,
homens e mulheres de coragem estão dispostos a assumirem riscos para
servir com fé o Salvador. Em Hebreus 11 mostra um povo de coragem que
confiaram em Deus durante o ministério .
Outra qualidade no versículo 2 é a perseverança. Aqueles que
servem a Cristo, não devem desistir facilmente. Na maioria das vezes é
através da perseverança em situações difíceis que nós aprendemos nossas
maiores lições espirituais. Um estudo rápido sobre aqueles que têm
alcançado ministérios importantes, revela que estes têm a capacidade de
perseverar ao invés de fugir.
No versículo 3 Paulo revela qualidades de caráter como a
integridade, a pureza e a honestidade. Se tiver algum problema nessas
áreas, o ministério inteiro sofrerá as consequências. O Ministério cristão
na década de 1980 e 1990 sofreu negativamente nas mãos de ministros
que professavam a Cristo publicamente, mas careciam de integridade
pessoal, pureza, e honestidade.
Finalmente no versículo 7, Paulo descreve a brandura e a afeição,
comparando a uma mãe cuidadosa. No versículo 8, ele assegura sua
afeição àqueles que estavam sob seu ministério. É incrível o que os outros
podem fazer quando sabem que nós os amamos.
A Bíblia também cita qualidades de caráter específicos essenciais
para os líderes e seguidores de Cristo. Em 1 Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9,
encontramos qualidades essenciais para presbíteros e diáconos, como
auto-controle, respeito, disciplina, hospitalidade, gentileza, honestidade e
confiabilidade. Encontramos mais qualidades de caráter para os líderes
em Atos 6:3-5, tais como serem cheios do Espírito, fé e sabedoria. As
Escrituras incentivam a todos os cristãos a trabalharem em direção à
36
maturidade e semelhança de Cristo (1 Cor 11:1;.. Gal 4:19;. Ef 4:13), viver
pelo Espírito (Gl 5:16), e que os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domíniopróprio (vv.22-23).
Circunstâncias da vida
Descobrir quem você é envolve discernir as circunstâncias da sua
vida. Este processo examina áreas como a sua idade, estado civil, raça,
educação, gênero e saúde.
IDADE
Nunca estamos jovens ou velhos de mais para ministrar no corpo de
Cristo. Ministrar em tempo parcial é possível para qualquer cristão,
independentemente da idade. No início de sua vida, o desígnio divino de
uma criança é perceptível e os pais deveriam observar os traços
ministeriais de seus filhos para começar a incentivá-los a exercer certos
ministérios na igreja. Acredito que precisamos envolver as crianças e os
jovens no ministério e não apenas ministrar a eles. Talvez isso ajudaria a
conter a onda de seu abandono da igreja após a conclusão do ensino
médio.
No ministério em tempo integral, no entanto, tem algumas restrições
de idade. Particularmente no ambiente da igreja, a tendência atual é
recrutar pastores entre vinte e cinquenta anos de idade, com excepção
dos ministros seniores. Na década de 1990, a idade média para entrar nos
seminários era no máximo trinta anos, e um número crescente de cristãos
buscavam o ministério pastoral vocacional como uma segunda carreira. A
maioria dos pastores do passado ficavam no púlpito até que Deus os
levasse para casa. Esta prática nas Igrejas atuais são desanimadores, pois
tendem a não contratar homens como pastores titulares que estão na casa
dos cinquenta ou mais.
37
ESTADO CIVIL
Para a maioria das posições ministeriais, as pessoas casadas têm
preferência sobre os solteiros e não divorciados sobre divorciados,
especialmente no ministério profissional (a tempo integral remunerado).
No passado, isso foi porque havia mais casados do que solteiros e mais
não-divorciados do que divorciados, mas os números estão mudando. Os
Cristãos
divorciados
carregam
um
certo
estigma
com
eles,
independentemente de sua situação. As gerações Baby Boomers e a
Geração
X,
no
entanto,
parecem
aceitar
melhor
pastores
que
experimentaram o divórcio. Enquanto os teólogos debatem o impacto do
divórcio sobre as qualificações dos que buscam o ministério cristão
profissional no ministério pastoral em geral e em particular, a maioria
concorda que isto não nega a própria concepção divina.
Independentemente disso, é muito mais fácil para os cristãos
divorciados ministro não vocacionalmente do que vocacionalmente.
RAÇA
A raça do cristão não deve afetar seu trabalho para Cristo.
Enquanto as Escrituras reconhecem a diferença entre as raças (por
exemplo, judeus e gentios), não coloca qualquer raça acima da outra (Gl
3:28). A Bíblia relata que não é tolerável a discriminação racial, e a igreja
primitiva agiu em tais situações (Atos 6:1-7).
A questão da raça se torna importante na ministério pastoral
vocacional quando consideramos o princípio homogêneo desenvolvido pelo
missiólogo Donald A. McGavran. O princípio afirma que: "Os homens
gostam de se tornarem cristãos sem cruzarem
barreiras raciais,
lingüísticas, ou classe".! Com efeito, ele ensina que o ministério é o mais
eficaz entre aqueles que são da mesma raça, língua, classe social ou como
ministro, especialmente na evangelização dos perdidas. Isto tornou-se um
dos princípios mais controversos no Movimento de Crescimento de Igreja,
e seus críticos tinha-os como racistas e classistas. Para ser justo com
McGavran, no entanto, devo dizer que ele não está argumentando que esta
38
é a maneira como as coisas deveriam ser, ou que os ministérios devem
discriminar com base em raça, classe ou língua. Ele argumenta que na
maioria das situações as pessoas da mesma raça, língua, ou classe
tendem a ministrar melhor um ao outro, seja para cristãos ou não
cristãos.
Há várias razões para isso. Uma delas é que as pessoas do mesmo
grupo entendem melhor a cultura, necessidades e aspirações da maioria
dos outros como eles. Outra é que as pessoas sem Cristo geralmente
pensam e agem com a consciência de raça e cultura. Será mais atraído
para uma igreja onde as pessoas são como eles, de alguma forma. Refirome a isso como um fator de afinidade. A terceira razão é que nenhuma
igreja pode ser culturalmente neutra, e a maioria das pessoas são atraídas
para uma igreja que está mais próxima de sua cultura.
Independentemente, é um imperativo bíblico que a igreja nunca
deve discriminar, por qualquer razão alguém com base em raça, classe, ou
língua.
EDUCAÇÃO
Nosso nível educacional tem impacto em nosso ministério. Se certo
ou errado, alguém com uma educação inferior terá dificuldades em
ministrar para aqueles com uma educação excepcional. Com uma
educação ou a falta desta afeta a credibilidade ministerial do indivíduo.
Num dia em que o profissionalismo for um prêmio, aqueles que são
considerados pouco profissionais estão em clara desvantagem. Na maioria
das situações, as pessoas preferem que os ministros tenham uma
educação que seja equivalente ou além delas mesmas. Isto é verdade em
termos de ministério não vocacional e especialmente para aqueles no
ministério profissional. É difícil perseguir um ministério ou formação
profissional ministerial sem as credenciais básicas de educação, um
ensino médio ou diploma de graduação.
39
GÊNERO
No passado as mulheres eram a maioria das pessoas que ativamente
serviam a Cristo no ministério não vocacionado. Aqueles que cresceram na
igreja normalmente se lembra de uma mulher que teve um impacto em
sua vida espiritual - mas não um homem, além de um pastor: ministério
profissionais e cargos mais altos da liderança, no entanto, têm sido
dominados por homens.
Na segunda metade do século XX, este quadro começou a mudar.
Mais mulheres têm alcançado posições profissionais em equipes de
ministério. Algumas igrejas têm mulheres nos conselhos de liderança
servindo como presbíteros e diáconos. A ala evangélica da igreja tem
debatido o que a Bíblia ensina sobre o papel das mulheres no ministério,
em geral, e da igreja em particular. As mulheres podem ser pastores de
igrejas ou anciãos? Podem ensinar aos homens? Cada cristão e cada
ministério tem que avaliar esta questão e acompanhar, através do seu
sentido ministerial.
SAÚDE
Por razões óbvias aqueles em boa condições de saúde física têm
uma vantagem sobre os possuem problemas de saúde.
Independentemente do desígnio divino de uma pessoa ou caráter
espiritual, a saúde ou deficiência pode limitar o ministério de várias
maneiras. Por exemplo, alguém confinado a uma cadeira de rodas pode ter
dificuldade ao ministrar como um evangelista itinerante, e alergias podem
limitar alguns ministérios em estados como o Arizona. Não somente a
própria saúde afeta a um ministério, como a saúde precária de um
cônjuge, filho ou um parente idoso pode ter o mesmo efeito limitante. A
coisa importante a ter em mente em qualquer uma dessas situações é que
Deus é soberano em nossos assuntos (Dan. 4:17, 25, 32). Devemos tentar
servi-lo da melhor maneira possível no contexto de todas as limitações
particulares de saúde.
40
Gostar de Quem Você É
Um segundo benefício pessoal de saber quem você é, é gostar de
quem você é. Os cargos de conselheiros cristãos e pastores são inundados
com as pessoas que estão lutando com a baixa auto-estima. O crescente
número de livros de auto-ajuda e artigos que indicam que o problema está
se tornando epidemico em proporção. Muitos cristãos olham no espelho e
não gostam do que vêem. Em muitos casos, habitualmente avaliam-se em
termos de sua depravação e não a sua dignidade. Eles têm pouco
conhecimento de si mesmos e não gostam daquilo que conhecem. O
resultado é um profundo sentimento de insignificância e baixa autoestima.
O Comando
A Escritura ensina de uma forma positiva que devemos amar a nós
mesmos. Jesus ordemou: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mat.
19:19). Paulo transmite o mesmo princípio quando ele diz " maridos amai
suas esposas como seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa ama a
si mesmo. Afinal, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, mas ele se
alimenta e cuida, como também Cristo faz com a igreja ". (Ef 5:28-29) E
novamente no verso 33 ele escreve:" No entanto, cada um de voces
também deve amar sua esposa como ele ama a si mesmo, e a esposa
respeite ao marido. "
O Problema
Quando Paulo e Jesus ordenou aos cristãos amar os outros como
eles amam assim mesmo, eles estão defendendo alguma forma de
narcisismo? Isso claramente estaria contra a verdade bíblica. A Bíblia
sagrada mostra que a nossa responsabilidade é colocar o interesse dos
outros em primeiro lugar. Em Filipenses 2:3-4, Paulo exorta os crentes:
"Não faça nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente
41
considerem os outros superiores a si mesmo. Cada um de vocês deve
olhar não apenas para seus próprios interesses, mas também aos
interesses dos outros." E no versículo 21, ele fala negativamente daqueles
que põem seus próprios interesses em primeiro lugar: "pois cada um olha
para seus próprios interesses, e não para os de Jesus Cristo." Novamente
em 1 Coríntios 10:24, Paulo escreve: "Ninguém deve buscar o seu próprio
bem, mas o bem dos outros." Finalmente, uma das qualidades do amor
mencionado no grande capítulo do amor da Bíblia, 1 Coríntios 13, é que
"não busca seu próprio interesse" (v. 5).
A Solução
A solução para esta aparente contradição está, como de costume em
uma manipulação cuidadosa dos textos em seu contexto. As passagens
chave para desvendar o mistério são Efésios 5:29 e 33. Paulo segue sua
exortação ao amor a si mesmo no versículo 28 com o versículo 29, que
esclarece o significado do conceito abstrato de amor com um exemplo
concreto para cuidar e alimentar o corpo físico. Certamente os atos físicos
de cuidar e alimentar um corpo físico são auto-centradas. No entanto, a
maioria concorda que elas são necessárias e vitais para os demais atos
que estão outras pessoas focadas e, portanto, não deve ser considerada
narcisista. O Versículo 33 lança mais luz sobre o significado do "amar a si
mesmo" conceitua e introduz o elemento emocional. Depois que Paulo diz
ao marido "amar sua esposa como ele ama a si mesmo", também segue
com uma declaração concreta que ajuda a definir o que ele quer dizer com
o termo abstrato amor. Ele acrescenta: "e a esposa respeite ao marido." O
termo-chave aqui é o respeito. É da compreensão de Paulo de que ele
entende por amor próprio-que envolve auto-respeito. Consequentemente,
amar
a
si
mesmo
envolve
cuidar
de
si
mesmo
fisicamente
e
emocionalmente. Esses são requisitos necessárioa para funcionar bem no
ministério.
42
A implicação
Um fator crítico para amar a nós mesmos biblicamente é gostar de
nós mesmos. E é aí onde o nosso discernimento do desígnio divino é tão
importante. Ela revela os nossos dons, talentos e habilidades em uma luz
favorável. Descobrimos o que é bom sobre nós mesmos, bem como o que
não é tão bom. Nós mantemos um equilíbrio saudável na consciência de
ambos, tanto depravação quanto nossa dignidade, então, uma vez que
nosso desígnio é implantado no ministério pessoal, temos um sentido, um
senso poderoso de significado e incentivo para um ministério que encanta
as nossas almas e honra ao Salvador.
Ser quem você é
Um terceiro benefício pessoal de conhecer o seu desígnio divino é o
fato de saber e gostar de quem você é, naturalmente, leva a ser quem você
é.
O Problema
Pessoas que não gostam de quem são, muitas vezes, tentam evitar
quem são ou tentam ser outra pessoa. Eles colocam falsas máscaras e
assumem outros papéis para que outros não venham a descobrir a sua
identidade e desmascarar sua “feiúra”. Eles temem que, se as pessoas
descobrirem quem são, não gostarão deles e vai rejeitá-los. Se eles não
gostam de si mesmas, então é apenas lógico que os outros não vão gostar
deles também. A dor seria insuportável e deve ser evitado a todo custo. A
coisa mais distante de suas mentes é viver autenticamente ou modelando
vulneravelmente.
A Solução
A solução é discernir o nosso desígnio divino. Quando descobrimos
quem somos em Cristo e como Deus tem um designio único, cada um de
43
nós podemos contribuir de forma significativa para o seu reino, pois nós
somos livres para sermos autênticos. Mas o que é autenticidade? É a
integridade do núcleo para a crosta? O que você vê é o que é a sua
realidade pessoal. Devemos tirar nossas máscaras e parar de representar
papéis fictícios porque sabemos quem realmente somos e não temos
vergonha do que Deus fez. O resultado? Uma vida autêntica, que produz
ministério autêntico. Outro subproduto é a vulnerabilidade. Aqueles que
não sabem ou quem eles são, cristãos ou não cristãos, não são pessoas
vulneráveis. Vulnerabilidade significa compartilhar a força de Cristo no
contexto da nossa fraqueza. William Lawrence escreve: "É a imagem
apropriada de um irmão mais velho ou irmã piedosa que esta focada em
Cristo em sua convicção, fidelidade, graça e benção, de tal forma que a a
sustenta e desenvolve e motiva o crescimento na confissão e impacto"?
Apenas quando nos convencemos da maravilha e beleza do nosso designio
e nos aceitar como Deus nos aceita, poderemos realmente ser vulneráveis.
Ao longo do tempo nossa auto-imagem floresce e amadurece à
medida que descobrimos uma nova liberdade em Cristo que nunca pode
se
realizar
no
passado.
Em
João
8:31-32,
Cristo
diz:
"Se
vós
permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos.
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Verdade tem um efeito
libertador. E a verdade de conhecer, gostar e ser o que Cristo nos projetou
para libertar-nos e nos tornar um povo especial de seu Reino.
A Importância da Organização de seu Designio
Como poderia o conceito de designio divino ajudar as organizações e
ministério em geral e as Igrejas em particular? Quando os líderes e as
pessoas em uma igreja ou outras organizações cristãs descobrem seus
desígnios divinos, beneficia o ministério como um todo.
44
O Princípio
O ministério do Novo Testamento é o ministério de equipe. O
conceito é espalhado por suas páginas. Primeiro, Cristo ministrou em um
contexto de equipe. Ele é Deus, assim ele poderia ter realizado seu
ministério com um comando simples. Ele preferiu ministro e perseguir os
Padres vontade através de um pequeno grupo de discípulos vacilantes
palestino. Ele começou a viajar e ensinar de aldeia em aldeia, chamando
os Doze (Marcos 6:7). Mais tarde, de acordo com Lucas 10: 1, nomeou
outros 72 e os enviou em pares. Posteriormente Paulo ministrou através
de uma equipe. Ao invés de tentar cumprir o mandato da Grande
Comissão sozinho, ele optou por ter uma equipe. A equipe inicial era
composta por Barnabé e Paulo (Atos 11:22-30). Na jornada de plantação
de igrejas em primeiro lugar, Paulo acrescentou Marcos para a equipe
(13:2-3,5). Depois, Silas (15:40), Timotio (16:1-3), Lucas (Atos 16), e
outros (Atos 18) se uniram aos três. Finalmente, as pessoas foram
adicionadas e formaram novas equipes (Atos 19-20).
O Problema
A realidade ensina que as pessoas, mesmo os cristãos comprometidos,
podem experimentar dificuldades na tentativa de trabalhar juntos. Isto era
fato também para o Salvador, que estava constantemente desapontado
com os discípulos, Pedro negou-o, e Judas o traiu. Antes de iniciar a
segunda viagem missionária, Paulo e Barnabé tiveram uma discordância
sobre se deviam ou não levar João Marcos novamente na equipe. De
acordo com Atos 15:37-40, eles concordaram em em buscar ministérios
separados. Curiosamente, enquanto Paulo e Barnabé escolheram não
trabalham juntos, eles não abandonaram o conceito de equipe (vv. 39-40).
Se os homens piedosos como Paulo e Barnabé lutoram como uma equipe,
então os leigos e ministros sérios com certeza devem lutar juntos também.
Além dos problemas pessoais entre os membros da equipe, há o problema
45
de colocar a pessoa errada na posição errada na equipe. Cada equipe
ministerial vai experimentar diferenças de opinião. Algumas igrejas
agravam o problema mesclando os membros da equipe. Todos nós já
experimentamos o êxtase de trabalhar em uma boa equipe e da agonia de
trabalhar em uma equipe ruim. Como no atletismo, é fundamental que o
jogador certo seja colocado na posição certa, a fim de se obter uma boa
equipe ministerial. Enquanto o zagueiro joga em sua posição, a equipe
tem uma chance de ganhar. Se o treinador decide mudar o sua defesa
para enfrentar na ofensiva, os resultados podem ser desastrosos.
O fato dos ministerios serem organizações voluntárias não ajuda. .
Leigos de equipe num contexto de igreja tem a opção de sair e ir para
outro ministério à menor provocação. Os que são da equipe ministerial
não possuem a mesma liberdade. Eles têm mais a perder, e, portanto, as
chances são melhores do que aqueles que vão trabalhar fora para a
solução de seus problemas.
A Solução
A solução para os problemas do trabalho em equipe é a descoberta
do nosso desígnio. As Escrituras fazem uma analogia entre o corpo
humano e a igreja (Romanos 12 e 1 Coríntios 12). Assim como o corpo tem
várias partes, como uma mão, um olho, braços e pernas, que são
necessários para o corpo funcionar bem na vida, a igreja é composta de
diferentes partes do corpo que são cruciais para o funcionamento de todo
o corpo no ministério (1 Coríntios. 12:27).
O objetivo de um programa de qualidade de avaliação é ajudar as
mãos cristãs a descobrirem que são as mãos para começarem a funcionar
como mãos e não como pés ou dedos. A organização ministerial ou da
igreja determina o que desejam realizar. Em seguida, recrutam-se os
leigos e as pessoas profissionais que melhor se adequam a uma função
das várias posições na equipe ministerial. O resultado é menos problemas
entre membros da equipe e mais eficiência no ministério. Se um ministério
quer chegar aos moradores de rua em uma área urbana, deve-se procurar
46
alguém com uma paixão por isso, dons de liderança e de misericórdia. Se
uma organização decide plantar uma igreja, ele procura por um plantador
de igrejas. Se uma igreja quer mudar o seu curso e lançar uma nova visão
para o ministério, ele deve encontrar alguém com paixão para reavivar
igrejas.
Planilha
1. Você já fez testes psicológicos que detectam problemas emocionais?
Como está descobrindo o seu desígnio divino?
2. Quais são alguns dos recursos que compõem o seu desígnio divino?
Você pode mudar as suas capacidades? Explicar.
3. Quão importante é o desenvolvimento de seu caráter? Deus pré
determina o sua personalidade? Quais são alguns dos pontos fortes de
sua personalidade?
4. Como sua idade, estado civil, raça, educação, sexo, ou saúde afetam
seu ministério?
5. Neste momento em sua vida, você gosta de quem você é? Por que ou por
que não? Que efeito as exortações ao amor a si mesmo em Mateus 19:19 e
Efésios 5:28-29, 33 tem no seu gosto quem você é? Explicar.
6. Você tem usado máscaras e encenado papéis para esconder o que você
realmente é? Por quê? Que impacto isso tem sobre sua capacidade de ser
autêntica e um ministro autêntico? Como isso tem afetado a sua
vulnerabilidade?
7. Você está atualmente tem ministrado em um contexto de equipe? Por
que ou por que não? Se você está em uma equipe ministerial, como estão
trabalhando juntos? Como você explicaria esta situação?
47
3
OS COMPONENTE DE SEU
DESÍGNIO DIVINO
Quais são as peças do seu quebra-cabeça?
Tom estava dormindo como um bebê. Foi tão bom acordar de
manhã sentindo-se descansado e revigorado. Nenhum cão latindo ou
carro que passava poderia tirá-lo de seu sono. O que mudou tão
dramaticamente suas noites e afugentado sua insônia? A simples mas
monumental resposta
não se trata apenas por ter se graduado, mas
porque ele também tinha que tomar uma decisão sobre sua vida após a
faculdade.
48
Sua
decisão
foi
seguir
o
ministério
cristão,
e
ficou
profundamente animado com isso. A resposta do propósito de sua vida
tinha sido revalado a ele.
Quais foram as circunstâncias que afetaram a decisão de Tom para
o ministério em tempo integral? Os estudos bíblicos que participava em
um dormitório do campus começou um estudo sobre dons espirituais.
Antes disso, ele não tinha idéia de que Deus lhe tinha dado certas
habilidades servir aos outros.
Mas Tom revelou apenas uma parte de tudo o que Deus fez por ele
em seu desígnio divino para o ministério. Este propósito é como um
quebra-cabeça composto por um número de peças. Neste ponto, apenas
uma peça do quebra-cabeça - dons espirituais - está no lugar. Quais são
as outras peças? Alguns componentes além dos dons espirituais são: a
paixão, o temperamento, o papel de liderança e estilo, o estilo de
evangelização, e dons naturais e talentos. Leia este capítulo com cuidado e
em oração, porque você irá utilizar seu conteúdo como um veículo no
próximo capítulo para descobrir o seu desígnio divino.
Dons Espirituais
Discernir seu ministério pessoal envolve descobrir seus dons
espirituais. Eles são um importante componente ou peça do quebra
cabeça de sua vida. Mas o que são dons espirituais? A quem são dadas?
Quais são os dons individuais?
A definição de Dons Espirituais
Um dom espiritual é capacidade dada exclusivamente por Deus para
o serviço cristão. Em primeiro lugar, um dom espiritual é único. Nem todo
crente tem o mesmo dom espiritual. Em 1 Coríntios 12, Paulo faz uma
analogia entre o corpo humano e o corpo de Cristo, a igreja. No versículo
14 ele se concentra no corpo: "Mas o corpo não é composto de uma parte,
49
mas de muitos," Nos versículos 15-17 ele aponta para a singularidade das
várias partes do corpo por destacar o pé, mãos, ouvidos, olhos. No
versículo 27, ele aplica essa "verdade do corpo" para a igreja: "Agora você é
o corpo de Cristo, e cada um de vocês é uma parte dela." Nos versículos
29-31 ele encerra o capítulo com uma série de questões que apontam para
a singularidade dos dons de cada pessoa: "São todos apóstolos? São todos
profetas? São todos os professores? Todos realizam milagres? Todos têm
dons de cura fazer? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? " A
resposta para cada pergunta é não. "O maior valor de dons espirituais é
que elas são únicas e complementares. O corpo humano funciona mal
com somente um olho ou uma orelha (v. 17). Todas as partes do corpo são
necessárias para funcionar plenamente com a máxima eficácia. Da mesma
forma, a Igreja de Jesus Cristo funciona melhor quando dons diferentes
são unidos para complementar um ao outro no ministério de Cristo. Além
de ser único, um dom espiritual é dado por Deus. Segundo as Escrituras,
todos os três membros da Trindade estão envolvidos na distribuição de
nossos dons espirituais. Primeiro Deus Pai tem uma parte na atribuição
de nossos dons. Em Romanos 12:3 Paulo adverte os cristãos contra o falso
orgulho. Ele encoraja-nos, em vez de pensarmos sobre nós mesmos
sobriamente. Em seguida, ele acrescenta, "de acordo com a medida da fé
que Deus lhe deu." Em segundo lugar, Jesus Cristo, o Filho, atribuiu dons
para nós. Paulo escreve em Efésios 4:7-11: "Mas a cada um de nós foi
repartida a graça por Cristo .... Ele deu dons aos homens .... . Foi ele
quem designou uns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres ". Terceiro, o Espírito Santo
distribui dons. Em referência aos dons espirituais, Paulo escreve em 1
Coríntios 12: 11: "Tudo isso é o trabalho de um e o mesmo Espírito, e ele
dá-lhes a cada um como quer. "
A razão para o envolvimento de todos os três membros da Trindade
na distribuição dos dons para o corpo não é declarado nas Escrituras. No
entanto, outras situações demonstram que o envolvimento divino foram
profundos em ocasiões especiais como na obra da criação e da cruz. Isto
50
sublinha a importância do conceito bíblico dos dons espirituais e incentiva
a sua descoberta. Outra parte da definição dos dons espirituais é que eles
são habilidades que Deus deu. Os cristãos têm dons espirituais que
concede-lhes a capacidade de realizar funções de vários ministérios. Neste
sentido eles têm muito em comum com os dons naturais ou talentos. Um
crente pode ter a habilidade natural de cantar bem, a tocar um
instrumento musical, escrever romances ou poesia, ou para pintar
retratos. De forma semelhante Deus dá aos cristãos habilidades incomuns
e capacidade em áreas como o ensino, de auxílio, de pastoreio, e
evangelismo. A diferença é que o primeiro está, de alguma forma, presente
no nascimento e associada ao nascimento natural, enquanto a segunda é
dada no momento da conversão e estão associados ao novo nascimento.
Como uma pessoa cresce em direção a vida adulta, pode ser emocionante,
tanto para cristãos ou não cristãos, descobrir os talentos e habilidades
naturais que Deus deu. Um indivíduo pode descobrir habilidades
incomuns no basquete ou tênis. A mesma emoção e satisfação podem
estar presentes quando os crentes descobrem e experimentam seus dons
espirituais. Por que não conhecer e exercer uma habilidade especial
divina?
Finalmente, os dons espirituais são únicas, são habilidades dadas
por Deus para ser usado para o serviço. Embora a Escritura reconhece
que nem todos os cristãos se envolvem em tempo integral na obra de
Cristo, não se perdoa o não envolvimento. Qualquer pessoa que professa a
Cristo devem ser envolvidos no serviço de Cristo. Deus não nos tem dado
habilidades espirituais especiais que nos permitam ficar à margem, ele
nos quer no jogo (1 Pedro 4:10). Uma vez que estes dons são dons
espirituais, eles são usados para o serviço espiritual. Por exemplo, o dom
de ensinar envolve o ensino da Palavra de Deus e não apenas
conhecimento sobre qualquer assunto. Somente os cristãos têm a
capacidade dada por Deus para ensinar a Bíblia com o poder espiritual e
discernimento.
A
capacidade
de
ensinar
outras
disciplinas,
como
Matemática, Inglês e História, são dons naturais não dons espirituais.
51
Deus deu estas capacidades naturais para os incrédulos, assim como os
crentes para o bem da humanidade (graça comum).
A Direção dos dons espirituais
Os dons espirituais são dirigidos aos crentes e não-crentes. Em
quatro passagens das Escrituras, três escrita por Paulo e uma por Pedro,
deixa claro que Deus tem dado os seus dons a cada crente. Note o uso de
“cada um ", nos versículos seguintes (os grifos são meus):
Mas a cada um de nós a graça foi dada por Cristo (Ef.4: 7)...
Agora a cada um a manifestação do Espírito é dada para o bem comum (1 Cor.
12:7).
Todos estes são o trabalho de um mesmo Espírito, e ele dá-lhes a cada um, assim
como ele determina (1 Cor. 12:11).
Cada um deve usar o dom que recebeu para servir os outros, administrando
fielmente a graça de Deus em suas várias formas (1 Pedro 4:10).
O fato de que Deus dá a cada crente um dom implica que cada um
tem pelo menos um. A evidência bíblica indica, no entanto, que alguns,
senão a maioria, têm dons múltiplos. Paulo identifica pelo menos três de
seus próprios dons em 1 Timóteo 2:07 e 2 Timóteo 1:11: um arauto
(pregador), um apóstolo e um professor. É possível que ele tenha os dons
de evangelismo, liderança, e dom transcultural, pois sua paixão foi pregar
o evangelho aos gentios (Ef 3:7-8, Atos 22:21; 26: 17), e parece ter sido
um líder de equipes de vários ministérios (13:07; 15:40, 16:3). Um
conceito útil para determinar multiplos dons é Gift-mix e Gift-clusters. Giftmix (vários dons)é um termo que descreve todos os seus dons espirituais.
Gift-clusters ( dom dominate) descreve um dom claramente dominante,
que é apoiado por outros dons. Por exemplo, o seu Gift-mix pode consistir
os dons de liderança, administração, evangelismo, ensino e ajuda (figura
52
1). O seu Gift-clusters conterá um único dom dominante, neste caso,
evangelismo, que é apoiado pelos outros quatro dons (figura 2).
Embora muitos crentes tem muitos dons, nenhum crente tem todos os
dons. Novamente a metáfora do corpo em 1 Coríntios 12 torna esta
especial. O corpo de Cristo é composta de uma multiplicidade de partes,
porque nenhuma parte única e suficiente por si só. O ponto é que nós
precisamos desesperadamente de um outro (Vil. 21-22). A pequena igreja
de Carol no sul do Texas é biblicamente imprecisa quando se espera que o
pastor faça todo o trabalho do ministério (afinal pagamos a ele!). O fato de
que cada crente é abençoado com dons argumenta que cada crente é
necessário. Quando as pessoas têm de sair de um ministério, afeta todo o
corpo de Cristo, assim como eles mesmos.
Figura 1
Gifted Mix
ensino
Administração
Liderança
Ajuda
Evangelismo
53
Figura 2
Gifted - Cluster
Liderança
Administração
Evangelismo
Ajuda
Ensino
A Descrição dos Dons Espirituais.
O fato de que a Divindade tem soberanamente concedido a cada
cristão um ou mais dons espirituais levanta várias questões: Quais são os
dons? Conhece algum, já encontrou em si mesmo ou em outra pessoa?
Antes de responder a essas perguntas, preciso abordar brevemente duas
questões. O primeiro diz respeito ao número de dons. Todos os dons
mencionados na Bíblia estão disponíveis para todos os cristãos? Não
existem outros dons espirituais que não são encontrados nas Escrituras?
A Bíblia parece indicar que pode haver outros dons. Tanto em 1 Timóteo
2:07 como em 2 Timóteo 1: 11: Paulo menciona pregação ("arauto"),
juntamente com os dons apostólicos e de ensino. Apesar de pregação não
está listado entre os dons em Romanos 12, 1 Coríntios 12, ou Efésios 4,
54
na prática, é evidente que alguns têm uma habilidade especial para
transmitir as Escrituras melhor do que outros. "Provavelmente existem
muitos outros dons. No entanto, devemos ser cuidadosos. Podemos falar
com certeza e autoridade sobre os dons presentes na Bíblia, mas com
menos certeza e autoridade sobre aqueles que não estão lá. A outra
questão é, são todos os dons mencionados na Bíblia ainda estão
disponíveis para os cristãos de hoje? O foco desta questão é os dons de
curas, milagres, línguas e interpretação de línguas. Uma abordagem mais
positiva é examinar os dons que a maioria das pessoas concorda que estão
disponíveis hoje.
Infelizmente a Bíblia não oferece uma definição precisa de cada
dom espiritual. Talvez Paulo e outros não sentiam necessidade de tentar
isso, pois seu uso era comum no primeiro século. Eu baseio as seguintes
descrições sobre o que a Bíblia diz sobre os dons e na minha experiência
pessoal com o ministério cristão.
ADMINISTRAÇÃO (1 COR. 12:28)
O dom de administração é a capacidade que Deus lhe para
gerenciar ou organizar os assuntos de uma igreja ou organização
eclesiásticos. Pode envolver diversas áreas. Trabalhar com líderes para
determinar metas ministeriais, em seguida, elaborar um plano e
orçamento para realizá-los. Outra é a criação de uma estrutura
organizacional em torno do plano e de pessoas que estruturam um
ministério. Monitorar o plano e resolver problemas que possam surgir em
outras áreas. Muitas vezes a marca de um administrador é a capacidade
de realizar essas funções de "maneira apropriada e ordenada" (14:40).
Este dom não deve ser confundido com a de liderança (Rm 12:8), como os
dois se distinguem na Bíblia. As Escrituras apresentam exemplos de
pessoas com dons administrativos. Aqueles que se destacam por suas
habilidades administrativas no Antigo Testamento são José e Jetro. Há
55
apontamentos em Tito de que Paulo tinha o dom espiritual de
administração: "A razão que te deixei em Creta foi para que você pudesse
endireitar o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade,
como já te mandei" (Tito 1:5 ). O dom de administração teria sido útil
durante as reuniões da igreja em Corinto (1 Cor. 14:40).
APOSTOLADO (1 Cor 12:28;. EPH 4:11.)
O dom do apostolado está incluído aqui, mas não como o dom
principal exercido pelos doze apóstolos. Eles são os homens que Deus
usou, junto com os profetas do Novo Testamento, para estabelecer as
bases da Igreja (Ef 2:20), e cuja autoridade ministerial foram autenticadas
por certos dons de sinais (2 Coríntios. 12:12). Eles literalmente
testemunharam a ressurreição de Cristo (Atos 1:8).
O dom do apostolado é usado aqui em um sentido secundário de
pessoas como Barnabé (Atos 14:4, 14), Silvano e Timóteo (1
Tess 1:1;
2:6.), e Andrônico e Júnias (Rm 16: 7). Estes eram indivíduos talentosos
que foram aparentemente enviados pelas igrejas para o ministério de
plantação de igrejas que. Este dom pode ter incluído a capacidade para
ministrar para outros povos (Ef 3:7-8).
EVANGELISMO (Ef 4: 11)
O dom de evangelismo é a capacidade de comunicar com clareza o
evangelho
de
Jesus
Cristo
(1
Cor.
15:1-4)
para
os
incrédulos,
individualmente ou em massa, resultando que as pessoas respondam e
aceitem a Cristo. Crentes com este dom possuem cuidado e paixão aos
perdidos e têm um forte desejo de vê-los chegar à fé. Possuem compaixão
por estes e autenticamente resolvem seus questionamentos e dúvidas.
Assim, os “perdidos” respondem positivamente a sua presença. Pessoas
com o dom de evangelismo se frustram quando ficam por um longo
56
período de tempo sem compartilhar sua fé e obter grande satisfação em
preparar outros para compartilhar sua fé. No Novo Testamento, Felipe
tinha o dom de evangelismo e era conhecido como "Felipe, o evangelista"
(Atos 21:8). Ele é visto em Atos 8 testemunhando individualmente para o
eunuco etíope. Timotio também pode ter tido esse dom. Em 2 Timóteo 4:5
Paulo encorajou-o a fazer "o trabalho de um evangelista". De acordo com
Efésios 4:11-12, uma função primária de pessoas com o dom de
evangelismo é preparar outros no corpo de Cristo para o evangelismo.
ENCORAJAMENTO (Rm 12:8)
O dom de encorajamento (ou exortação) envolve incentivar, consolar
e, quando necessário, confrontar e admoestar os outros para que sejam
beneficiados espiritualmente em sua caminhada com Cristo.
Cristãos com esse dom têm uma sensibilidade incomum e são
atraídos para aqueles que estão desanimados ou enfrentando lutas. As
pessoas tendem a persegui-los para o conselho. Como resultado de seu
ministério, os crentes são levados para mais perto de Cristo ou são ganhos
de volta para Cristo. Um excelente exemplo é Barnabé. Seu nome significa
Filho da Consolação (Atos 4:36). Ele encorajou os homens como Paulo
(9:27) e João Marcos (15:39).
FÉ (1 COR. 12:09)
O dom da fé é a capacidade de visualizar o que precisa ser feito e
confiar em Deus para realizá-lo, mesmo que pareça impossível para a
maioria das pessoas. Aqueles com o dom da fé têm um forte senso de que
Deus é capaz e irá realizar algo importante. Eles acreditam literalmente
Romanos 8:28 e veem obstáculos como oportunidades de Cristo para
cumprir seus propósitos neste mundo. Eles confiam em Deus até mesmo
em situações impossíveis quando outros estão prontos para desistir. Este
dom pode estar relacionado com o dom da liderança e pode ser encontrado
57
em alguns cristãos visionários que sonham alto, oram fervorosamente, e
tentar grandes coisas para o Salvador (Ef 3:20). As Escrituras apresentam
vários exemplos de pessoas com muita fé. No Antigo Testamento, Josué e
Calebe eram homens de fé incomum que liderou Israel na conquista e
posse da Terra Prometida. Neemias demonstrou sua fé quando ele se
aproximou de um rei hostil e pagão e se atreveu a pedir permissão para
reconstruir Jerusalém. A viúva pobre em Lucas 21 :2-4 mostrou grande fé,
quando colocou praticamente tudo o que tinha (duas pequenas moedas)
no tesouro do templo para Deus. No Novo Testamento, Deus pode ter dado
a Estevão o dom espiritual da fé,pois Lucas o descreve como "um homem
cheio de fé" (Atos 6:5).
DOAR (Rm 12:8)
O dom de dar é a capacidade de se doar, com sabedoria,
generosidade
e
sacrifício
para
os
outros.
Independentemente
da
quantidade, as pessoas com este dom realmente veem seus tesouros,
talentos e tempo como um empréstimo de Deus e não como sendo seus.
Eles acham que Deus leva-os a dar àqueles com necessidades genuínas.
Eles têm prazer especial em dar de si mesmo para outros. Tabita pode ter
exercido o dom de dar, pois Lucas a descreve como "sempre fazendo o bem
e ajudar os pobres" (Atos 9:36). Também é possível que alguns na igreja
em Filipos ministravam a Paulo através do dom de dar (Filipenses 4:1418).
AJUDA (COR 1. 12:28) e SERVIÇO (Rm 12:7)
Esses dois dons parecem ser o mesmo e envolvem a capacidade de
reconhecer e prestar assistência na satisfação das necessidades práticas,
tornando a vida um pouco mais fácil para os outros. Muitas vezes, este
dom é sacrificial, por trás das cenas de assistência e outros benefícios,
libertando-dos
ministérios
vitais.
Pessoas
com
esses
dons
foram
necessários em Atos 6:1, onde havia uma disputa na igreja primitiva sobre
58
sua incapacidade de servir as viúvas hebraicas. Febe provavelmente
exercido o dom de ajuda / serviço, de acordo com Romanos 16:1.
Onesíforo
pode
ter
exercido
este
dom
na
vida
de
Paulo
(2 Tm. 1:16), como fez a família de Estéfanas (1 Cor. 16:15). O termo
diácono é uma forma de trabalho para o serviço (1 Tm 3:8.), E assim
aqueles que são atraídos para o ofício de diácono pode ter o dom espiritual
de ajuda / serviço.
LIDERANÇA (Rm 12:8)
O dom de liderança é encontrada em pessoas que têm uma visão
clara e significativa e são capazes de comunicá-la publicamente ou em
particular, de tal forma que eles influenciam outros a exercer essa visão.
Eles tendem a gravitar em direção a "ponto" em um ministério especial e
guiam de tal forma que os outros têm confiança neles e em suas
habilidades. Este dom não deve ser confundido com o dom de
administração (1 Cor. 12:28). As Escrituras estão repletas de exemplos de
pessoas com habilidades de liderança.
No Antigo Testamento, Deus usou pessoas como Abraão, Moisés,
Josué, Calebe, Davi, Daniel, Neemias, e alguns juízes e reis ao conduzir o
seu povo. Os Evangelhos apresentam o exemplo mais notável e modelo de
liderança – O Salvador. Ainda no Novo Testamento há excelentes
pessoas que provavelmente tinha o dom espiritual da liderança que foram
Paulo, Pedro e Jaime.
MISERICÓRDIA (Rm 12:8)
O dom de misericórdia é a capacidade de sentir e expressar
compaixão e simpatia incomum por aqueles em situações difíceis ou de
crise e prestar-lhes ajuda e apoio necessários. Eles têm a capacidade de
empatia e sentem a dor e encargos que outros carregam. Eles não param
59
por aí, no entanto, pois possuem o desejo de abraçar e fazer a diferença na
vida das pessoas. Barnabé pode ter tido esse dom por ter demonstrado
misericórdia a Paulo em Atos 9:26-27, quando o levou para dentro e
defendeu-o antes dos outros discípulos. Dorcas também pode ter exercido
o dom de misericórdia, pois ela "estava sempre fazendo o bem e ajudando
os pobres" (v. 36).
PASTOREIO (EF 4:11)
O termo significa literalmente pastor. Portanto, com base na função
de um pastor palestino, o dom envolve liderança, carinho, cuidado e
proteger o rebanho de Deus. Este dom é comumente associado com
aqueles que ministram profissionalmente na igreja na posição de pastor.
No entanto, Deus concede o dom de pastor sobre o povo, bem como,
incluindo as mulheres. Na verdade a maioria dos pastores na igreja pode e
deve ministrar aos leigos. A recente ênfase bíblica em pequenos grupos
incentiva este ministério. Alguns argumentam que o dom de pastorear
deve estar associado com o dom do ensino, de acordo com Efésios 4:11.
Eles acreditam que os dois aspectos ou dimensões estão combinados em
um dom. Assim, alguém com o dom de pastorear terá o dom de ensinar,
enquanto o contrário não pode ser verdadeiro. Embora seja possível que
esses dons podem se unir (como é possível para qualquer um dos dons
espirituais), a língua original não as exige como em Efésios 4: 11,6.
À luz de sua função, o dom de pastorear é importante para aqueles
que ocupam a posição de liderar a igreja. Em Atos 20:28, Paulo instrui os
anciãos da igreja de Éfeso a "serem pastores da igreja de Deus". Em 1
Pedro 5:2 Pedro exorta os anciãos a "serem pastores do rebanho de Deus
que está sob seu cuidado."
ENSINO (RM 12:7; 1 COR 12:28;EF 4:11.)
O dom do ensino é a capacidade que Deus deu de compreender e
comunicar a verdade bíblica. Como afirmado anteriormente, não é
60
simplesmente a capacidade de ensinar alguma verdade, porque Deus dá a
não-cristãos a capacidade de ensinar a verdade geral em áreas como
negócios, medicina, informática, ou música. O bom ensino, no entanto,
não envolve apenas a comunicação de conteúdos da Bíblia, mas centra-se
na visão que traz e sua relevância e aplicação à vida dos ouvintes.
A importância do ensino é evidente no Novo Testamento. No irmão Tiago
3:1
Jesus
adverte
aqueles
que
seriam
os
professores
da
grave
responsabilidade de sua posição de ensino. Em Hebreus 5: 12 o escritor
usa o ensino como um teste de maturidade espiritual. Em 1 Timóteo 5:17
certos anciões não eram apenas responsáveis pela liderança da igreja,
mas também para pregar e ensinar para a igreja.
Paixão
Discernir seu desígnio para o ministério envolve também discernir a
sua paixão. É a segunda peça de quebra-cabeça de sua vida e marca a
diferença entre a mediocridade e a excelência. As referências sobre paixão,
estão em Atos 18:25; Rom. 12:11 e 15:20; Romanos 15:20. Paulo usa a
ambição como termo para descrever sua paixão para anunciar o
Evangelho aos gentios. Mas o que exatamente é a paixão de uma pessoa
ou ambição? Por que é importante? Há bons exemplos na Bíblia?
A definição da Paixão
A paixão é um dom divino que tem a capacidade para envolver
emocionalmente algo ou alguém (pessoas, uma causa, uma idéia, ou uma
área de ministério) durante um período prolongado de tempo para atender
a uma necessidade. Vários elementos compõem esta definição.
EMOÇÃO
Paixão envolve as emoções. É um conceito de sentimento. É o que
61
você sente fortemente e se preocupa profundamente. É "um desejo
ardente, até mesmo ao ponto de ser irracional." Outros a descreveram
como uma "sensação de queimação no fundo da sua alma" ou como
"arder” por certo ministério, que é o lugar mais importante que Deus quer
que você esteja."
FOCO
A paixão tem um objeto. Dizemos que uma pessoa tem uma paixão
por alguém ou por algo. Assim, a paixão serve para concentrar os nossos
dons espirituais. Pode incluir pessoas: os perdidos, os povos sem igreja,
por batismos, por pobres e oprimidos, ou não alcançados. Paulo tinha
uma paixão para os gentios, e para Pedro os judeus (Gl 2:7). Pode incluir
uma causa ou uma questão, como o aborto, direitos civis, direitos das
mulheres, o evangelho, a clareza do evangelho, ou a família. Pode ser uma
situação ou condição, como a pobreza, a opressão, abuso, dependência,
disfunção, ou legalismo. Pode ser uma perseguição particular, tais como
teologia, pregação, ou de ensino. Poderia incluir um lugar, como uma área
urbana, suburbana ou rural ou possivelmente uma cidade específica,
estado ou país.
POSSE
A paixão tem posse, que permanece com você por um longo período
de tempo. Devemos ser cuidadosos para distinguir entre paixão e
interesses passageiros. Paixão perdura enquanto que interesses vêm e
vão. Paulo escreve: "Sempre foi minha ambição para pregar o evangelho
(Rom. 15:20).
Alguns dos que estão envolvidos em um ministério especial
reconhece que queriam estar em um ministério por muito tempo. Esta é a
posse da paixão.
62
NECESSIDADE
Paixão muitas vezes se desenvolve a partir de um forte senso de
necessidade. Esta necessidade captura nossa atenção e a pressiona em
nossos corações. Desta forma solicita o exercício de nossos dons. Pode
envolver nossas próprias necessidades, as necessidades dos outros, ou
ambas. Deus usou a experiencia da prisão de Chuck Colson prisão
convencê-lo das necessidades daqueles que estão atrás das grades. Deus
usou o ambiente opressivo racial no Mississippi para solicitar a John
Perkins para o exercício da Voice of Calvary Ministry.
A Importância da Paixão
Enquanto os nossos dons espirituais nos fornecem as ferramentas
ou habilidades especiais para o nossa atuação, nossa paixão se concentra
e motiva os dons espirituais.
FOCO
A Paixão nos fornece a direção para o ministério em geral e para os
dons espirituais em particular. Assim, ele serve para focar o nosso
ministério. Três pessoas podem ter o dom de evangelismo. Uma pode ter
paixão por crianças, outra para estudantes universitários, e a terceira
para as pessoas da Ásia. A primeira pessoa poderia exercer o seu dom
evangelístico com Evangelismo Infantil. A segunda poderia ministrar em
uma Cruzada Estudantil para Cristo. E a terceira poderia ir para campo
missionário
no
Extremo
Oriente
ou
o
ministério
de
estudantes
internacionais nos Estados Unidos.
MOTIVAÇÃO
A Paixão também nos dá a motivação necessária para exercer a
nossa função. Esta tem a maneira de catalisar e nos empurra ou puxa-nos
para fora de nossas zonas de conforto. Ela nos obriga a tomar algumas
63
açãos definitivas. Impele-nos a atividade. Constrói um incêndio em nossa
alma que só é saciada momentaneamente pela atividade ministerial.
Alguns exemplos de Paixão
O apóstolo Paulo dá um exemplo de paixão. Sua paixão foi pregar o
evangelho aos gentios (os sem-igreja do primeiro século). Ele descobriu a
sua paixão rapidamente (Atos 9:06, 15), mas foi refinada e aguçada
durante um período prolongado de tempo. Inicialmente, sua paixão era
para pregar o evangelho (1 Co 9:16-23.) tanto para os judeus como para
os gentios (Atos 9:15; Rom 9:1-3;. 10:1). No entanto, devido à rejeição dos
judeus, mais tarde ele se concentrou exclusivamente nos gentios (Atos
22:21; 26:17, Rm 1:5;. 11:13). Foi ainda mais aprimorado para pregar o
evangelho aos gentios em lugares onde Cristo não era conhecido (Rm
15:20-21). Em seu livro Honest to God? Bill Hybels dá vários exemplos de
homens e suas paixões. Dr. James Dobson, fundador da Focus on the
Family’s
Ministries,
tem
uma
poderosa
paixão
pelas
famílias.
O
Evangelista internacional Luis Palau tem uma paixão pelos perdidos. John
Perkins, fundador da Voice of Calvary Ministry, tem uma forte paixão para
as
minorias
pobres
e
necessitadas.
R.
e
C.
Sproul,
teólogo
e autor, tem uma paixão "para estudar e ensinar as verdades mais
profundas da fé cristã."!
Temperamento
Discernir o seu desígnio inclui a compreensão divina de seu
temperamento dado por Deus e dons espirituais fornecem as habilidades
especiais para os nossos ministérios. A paixão dada por Deus supre a
longo prazo a direção e motivação para essas habilidades.
64
No entanto, temperamento dado por Deus fornece as características
únicas pessoais e as tendências para o ministério. Temperamento é outra
peça vital do quebra cabeça. Mas o que é temperamento? Por que é
importante?
A definição de Temperamento
Uma leitura cuidadosa da literatura geral sobre o desenvolvimento
humano e da psicologia revela que muitas vezes o temperamento e
personalidade são termos usados como sinônimos. Consequentemente,
qualquer definição de temperamento também deve elencar sobre sua
relação com o conceito de personalidade.
Examinando os dois termos perce-be-se que existe uma distinção.
Embora não haja diferença de opinião entre os estudiosos do campo do
desenvolvimento humano, Fergus Hughes e Lloyd Noppe indicam que o
temperamento de uma pessoa é o fundamento e o precursor de sua
personalidade. Eles vêem temperamento como uma predisposição e
precursão, que contribui para a nossa composição da personalidade e seu
desenvolvimento. Se temperamento de uma pessoa contribui para a
personalidade, então o que é uma definição do temperamento? Eu defino o
seu temperamento como único, dado por Deus (desde o nascimento).
Hughes e Noppe definem temperamento como sendo “características
comportamentais natas." O termo nato implica que as características do
temperamento estavam presentes ao nascimento. Em Parenting Isn’t for
Cowards, James Dobson escreve: "Suponho que esses temperamentos são
pré-embalados antes do nascimento e não têm que ser cultivados ou
encorajados!".
Desde
o
nascimento
é
evidente
que
as
pessoas
têm certas características comportamentais já existentes que são básicos
e exclusivos para sua composição. É possível que isto que Jeremias se
refere em Jeremias 1:5 e Paulo em Gálatas 1:15.
Portanto, Temperamento está relacionado ao comportamento. Em
geral, o temperamento é baseado em ações de uma pessoa ou um estilo de
65
comportamento. Cada pessoa tem um padrão único de comportamento ou
estilo que envolve uma forma distinta de pensar, sentir e agir. Este
comportamento pode ser motivado por necessidades de uma pessoa ou
valores. O primeiro afeta o modo como uma pessoa age, este último por
pela atitude de uma pessoa. As caracteristicas do temperamento motivam
o comportamento.
Finalmente, o temperamento se concentra nas características
comportamentais natas de pessoas, tais como inteligência, iniciativa,
autoconfiança, etc. Vários termos são usados além de características, tais
como tendências ou traços. Independentemente do termo exato, essas
características
natas
determinam
semelhanças
e
diferenças
no
comportamento das pessoas. Em última análise, as várias organizações
desses traços comuns constituem um temperamento individual pessoal.
Em geral, estas características de um temperamento permanecem
constantes ao longo de um período de tempo e não são permanentemente
alterados por pressões temporárias de um ambiente.
A Importância do Temperamento
O conhecimento do temperamento é importante por uma variedade
de razões. Primeiro, podemos aprender muito sobre nós mesmos e sobre
os outros quando nós exploramos os vários temperamentos e seus tipos
de comportamento.
Embora
a
Bíblia
não
defina
diretamente
temperamento
ou
personalidade, este conceito serve como uma forma conveniente e útil
para compreender e descrever as características pessoais e as tendências
de cristãos e não cristãos, que influenciam seus pensamentos, emoções e,
finalmente, o seu comportamento. Em segundo lugar, o ministério envolve
o trabalho com todos os tipos de pessoas diferentes e estilos de
comportamento. Ao identificar os nossos estilos de comportamento e os
estilos dos outros, temos o potencial para aumentar a eficácia do
66
ministério. Isso afeta diretamente nossa serventia. Quando entendemos
outro temperamento cristão, somos mais capazes de servir a ele ou ela
(Marcos 9:35; 10:43;. Phil 2:3-8).
Em terceiro lugar, devemos entender que as pessoas são diferentes
em aspectos fundamentais e isto é bom. Eles têm desejos, necessidades,
motivações, objetivos e valores diferentes. O problema não são essas
diferenças, mas que as coisas que são destrutivas. Nossa tendência é ver
as diferenças dos outros como falhas, especialmente onde se diferem de
nós. Nós queremos mudar as pessoas e torná-las como parecidas conosco.
Os resultados podem ser desastrosos no casamento, família ou ministério.
A Descrição de Temperamento
Uma série de modelos diferentes de temperamento veio à tona nos
últimos anos. A maior parte deles deriva de um dos dois protótipos. O
primeiro é baseado no modelo dos quatro temperamentos tradicionais
desenvolvidos por Hipócrates há dois mil anos. Ele acreditava que uma
temperamento de uma pessoa foi baseada na mistura de fluidos diversos,
tais como sangue e bile, no corpo humano. Ele nomeou os quatro
temperamentos: colérico, sanguíneo, melancólico e fleumático.
O perfil pessoal baseada no modelo dos quatro temperamentos está
crescendo com popularidade no mercado e em muitas organizações
cristãs. Foi desenvolvido por John G. Geier e E. Dorothy Downey, com
base no trabalho anterior de William Marston, que popularizou o modelo
do DiSC. DiSC (sigla das abreviações dos temperantos em inglês) é um
acrônimo para os quatro temperamentos comportamentais: Dominante,
Influentes, Estáveis e Compatíveis. Estas são subdivididas em quinze
padrões de perfis.
Outra ferramenta útil é o Perfil Bíblico Pessoal, desenvolvido por Ken
Voges. Ele usa a mesma terminologia e metodologia como o perfil pessoal,
mas aplica-se os perfis de personagens bíblicos na fase interpretativa.
67
Ambas as ferramentas permitem que os indivíduos analisem o seu
comportamento em nove categorias específicas:
1. Tendências emocionais
2. Objetivos
3. Os critérios utilizados para julgar os outros
4. Os meios utilizados para influenciar os outros
5. O valor percebido em uma organização
6. A tendência de fazer uso excessivo de certos traços
7. A reação típica sob pressão
8. Medos
9. O que se precisa fazer para aumentar a eficácia pessoal
Outro protótipo é o Myers-Briggs Type Indicator (MBTI). Esta se
tornou a ferramenta mais utilizada pelo público não-psiquiátras nos
Estados Unidos. É preciso uma abordagem diferente dos dois perfis acima
mencionados, que nos ajuda a discernir nossas preferências inatas em
quatro principais áreas funcionais da vida.
Primeiro, o MBTI procura determinar a nossa preferência por
extroversão ou introversão. Isso ajuda a saber onde concentrar a nossa
atenção (o mundo interior ou exterior) e o que nos energiza (pessoas ou
idéias).
Segundo, o MBTI nos ajuda a descobrir como podemos perceber ou
adquirir informações. Nós preferimos ou sentimos, que envolve receber
informações através dos cinco sentidos, ou intuição, onde reúne
informações intuitivamente ou além dos sentidos (uma espécie de sexto
sentido). Pessoas caracterizadas pelo ver as coisas com os olhos tendem a
ser menos visionárias. Este último veem as coisas em suas mentes e são
os visionários do mundo. Terceiro, o MBTI nos ajuda a descobrir como
processamos as informações que tomamos ou como tomamos decisões.
Isto envolve uma preferência por pensar ou sentir. Estes termos
podem ser enganosos. Há os que preferem pensar, tomar decisões
baseadas na lógica e na análise objetiva. E também há aqueles que
68
preferem sentir para tomar decisões baseadas mais nos valores pessoais e
julgamentos. Isso não significa que o primeiro não tem valores ou que este
último não pensa. Finalmente, o MBTI ajuda a determinar o estilo de vida
que adotamos para lidar com o mundo exterior. Isto envolve uma
preferência para julgar ou perceber. Mais uma vez os termos podem ser
confusos. Aqueles que preferem julgar as pessoas não são julgadores, mas
prefirem ter uma abordagem planejada, organizada para a vida. Eles
gostam de objetividade e tomam decisões rápidas. Pessoas que preferem
perceber, sentir, são adaptáveis e teem uma abordagem espontânea,
flexível para a vida. Eles não gostam de ser tão objetivos, preferindo
esperar até que todas as informações
sejam obtidas para tomar uma
decisão final.
Uma versão abreviada do MBTI é o Keirsey Temperament Sorter
(KTS). Fui treinado e estou totalmente qualificado para aplicar o MBTI. No
entanto, eu prefiro usar o KTS. É mais fácil de comprar, mais barato,
e dá-lhe praticamente a mesma informação. Vou dizer mais sobre ele no
capítulo 4.
Alguns exemplos de Temperamentos
Bill Hybels dá vários exemplos do impacto do temperamento de
certos homens e seus ministérios. James Dobson é um homem
extrovertido e relacional que se preocupa profundamente com este país,
seu povo e suas necessidades. Ele é conselheiro de pessoas. Coloca em
sua rádio à disposição e atrai o interesse dos ouvintes do mundo todo,
especialmente aquelas que possuem famílias com dificuldades. Luis Palau
é uma pessoa animada, empolgante, cuja visão, foco e intensidade de
atraem o público e sua atenção. RC Sproul é um excelente comunicador à
frente de uma platéia, é organizado nas tarefas e prefere estar sozinho por
horas para estudar, pensar e fazer pesquisa. Finalmente John Perkins é
calmo, gentil, suave homem. Hybels escreve: "Ele só entra e se encaixa no
69
grupo. Certamente que essa é uma das chaves para seu sucesso de seu
trabalho com os oprimidos. Seu temperamento é suave o suficiente para
ser ameaçadora e encorajador! "Hybels em si é uma pessoa extrovertida,
que energiza as pessoas por perto. É um visionário (um intuitivo) que viu
Willow Creek Community Church em sua cabeça muito antes de fundar.
A Justificação Teológica de Temperamento
Os cristãos costumam ser hesitantes em usar ou ser avaliados por
ferramentas que podem ser influenciados pelos chamados “modernos
princípios psicológicos”. Estes princípios poderiam ser baseados em
pressuposições
extra
bíblicas.
A
pergunta
é:
As
ferramentas
de
temperamento, como o Personal Profile, o MBTI e o Keirsey Temperament
Sorter se enquadram nesta categoria?
Revelação Geral e Especial
Teólogos evangélicos reconhecem dois domínios da revelação. Um
deles é a revelação especial, que se refere ao conhecimento de Deus como
encontrado em Cristo (João 1:18) e as Escrituras (1 João 5:9-12). A outra
é revelação geral, que se refere ao conhecimento de Deus como encontrado
em sua criação: a natureza, ciência e história. O primeiro é o domínio
teológico, o outro é o domínio tanto de cientistas, como de teólogos. Os
cristãos não têm problemas com o conhecimento baseado em sua
formaçãp. A maioria aceita a Bíblia como Palavra de Deus, de confiança e
autoridade. O problema reside no conhecimento baseado na revelação
geral, que pode ou não ser compatível com as Escrituras. Testes
psicológicos e de temperamentos se enquadram na categoria de revelação
geral.
70
Toda Verdade é a Verdade de Deus
Apesar de todo o conteúdo da Bíblia ser verdadeiro (2 Tm 3:. 16),
nem toda verdade é encontrada na Bíblia. Por exemplo, os cientistas
descobriram que se as pessoas escovarem seus dentes regularmente, terão
menos cáries. Eles também descobriram que o cigarro é prejudicial à sua
saúde. Ambas as verdades não são encontradas na Bíblia, mas poucos
contestam a sua veracidade. Poderia citar muitos outros exemplos. O
ponto é que toda verdade é verdade de Deus em última instância. O
problema reside em discernir a verdade do erro no domínio da revelação
geral. Quando a Escritura aborda um tema, nós temos a verdade de Deus
sobre o assunto. Mas como podemos discernir a verdade de Deus sobre
algo que as Escrituras não falam, seja em relação a escovação e o uso do
fio dental em nossos dentes, ou fumar cigarros, ou por questões de
temperamento? Ao lidar com o conhecimento baseado na revelação geral,
o cristão deve proceder com cautela. A chave para a veracidade de
qualquer temperamento ou perfil psicológico é o seu grau de precisão em
detectar
corretamente
estilos
comportamentais.
Aqueles
que
são
confirmados ao longo do tempo são mais prováveis com base em última
instância, a verdade de Deus, independentemente da sua fonte, mas
aqueles que não se confirmarem não são baseados na verdade divina.
Consequentemente, a validação de uma ferramenta de temperamento é
importante para o cristão que está buscando a verdade de Deus no
domínio da revelação natural.
Tanto o Biblical and Personal Profiles como o MBTI demonstraram
alta confiabilidade, com base em estudos profissionais para sua validação.
O perfil pessoal passou por um rígido processo de validação, e os
resultados estão disponíveis em The Kaplan Report.
Katharine Briggs e
Isabel Myers, bem como outros apresentaram o MBTI a padrões rigorosos
de validade. É por isso que é usado tão amplamente hoje na população
não-psiquiátricas. Aqueles que têm trabalhado com essas ferramentas ao
71
longo dos anos comprovam com precisão esses estilos comportamentais a
partir das experiências pessoais.
Sabedoria Tradicional
O Antigo Testamento contém vários livros classificados como
literatura de sabedoria hebraica - Provérbios, Jó, Eclesiastes e alguns
salmos que lidam especificamente com o tema da sabedoria. O conceito
hebraico de sabedoria era essencialmente prática. Não havia distinção
entre o intelectual e o prático, ou o religioso e o secular. Para os hebreus
toda a vida era para ser visto a partir da experiência religiosa, e a
sabedoria era relevante para todas as áreas da existência do homem.
Segundo estudiosos, a literatura da sabedoria bíblica reflete mais
influência do Oriente Próximo que outras literaturas na Bíblia. Roland
Harrison escreve: "Parece claro, portanto, que não apenas a sabedoria
hebraica longe de ser um fenômeno isolado, literária ou didática,
mas que na verdade era parte de uma herança cultural comum aos
grandes de todo o mundo antigo.” No entanto, Harrison tem o cuidado de
salientar que os escritores hebreus não dependiam inteiramente de outras
fontes de sabedoria oriental antiga para uma contribuição. Em seu
comentário sobre Provérbios, Derek Kidner acrescenta que paralelos com o
Livro dos Provérbios mostram que homens sábios de Israel vasculharam e
assimilaram algumas das tradições da sabedoria do Oriente Póximo.
David Ward explica esse processo e como ele interage com a
inspiração:
Sob inspiração divina, Salomão e outros, por vezes, tomou sábias lições de
vida em provérbios composto por sábios pagãos, e esses conselhos
reorientou os seus sob o quadro de referência apropriada. Ou seja, o temor
do Senhor. Viver a sabedoria tinha mais a ver com a vida bem sucedida
neste mundo do que com qualquer visão redentora de um paraíso futuro.
Portanto, quando o sábio era visto a ajudar a viver para o verdadeiro Deus
72
de forma mais eficaz, era adotado como verdade de Deus de qualquer
maneira.
O ponto é inerrância de Deus, a palavra de autoridade está sob a
inspiração divina, mostrando lições de verdade e sabedoria das culturas
vizinhas. Mais uma vez o motivo é que toda verdade é verdade de Deus,
independentemente de onde é encontrada. Consequentemente, a validação
cuidadosa de instrumentos de temperamento confiáveis tem estreito
paralelo com o processo de sabedoria dos sábios de Israel.
Temperamento e Dons Espirituais
Um excelente trabalho está sendo feito em descobrir como os dons
espirituais combinando com os temperamentos diversos, especialmente o
tradicional, os quatro modelos de temperamento representado pelo perfil
pessoal (DiSC) e o perfil bíblico pessoal (Biblical Personal Profile). Por
exemplo, o dom de ensino vai funcionar de modo diferente com os vários
temperamentos. Aqueles que combinam o temperamento D (forte, direto,
confiante) com o dom de ensinar, são professores altamente dedicados,
que irão desafiar os alunos fortemente. No entanto, eles terão de trabalhar
duro com seus alunos em um nível pessoal. O temperamento I (influente,
expressivo, entusiasmado, persuasivo) com o dom de ensinar, vai inspirar
os alunos e influenciá-los. Essas pessoas são muito articuladas e revelamse excelentes comunicadores. No entanto, podem exagerar em suas idéias
e serem manipuladores. O temperamento S (estável, confiável, relacional)
com o dom de ensino tende a ser um especialista que é consistente e age
bem com os alunos. No entanto, tais professores não respondem bem ao
conflito em sala de aula, e as pessoas podem discordar ou desafiar suas
idéias. Finalmente, aqueles com o temperamento C (lógico, persistente,
consciente) com o dom de ensinar, é metódico, analítico e profundo. Eles
valorizam os estudos. É importante para eles ser correto, e gostam de
desenvolver métodos para ajudar as pessoas a abordarem uma disciplina
73
em particular. No entanto, estes podem tornar-se criteriosos em demasia.
No capítulo4 você irá descobrir qual é o seu temperamento.
Liderança
Discernir o seu desígnio divino envolve a descoberta de suas
habilidades de liderança. Os líderes cristãos são servos piedosos (caráter )
que sabem onde estão indo (direção) e tem seguidores (influência).
Determinar sua capacidade de liderar é vital para o seu futuro
ministerial e envolve duas áreas principais: o seu papel de liderança (se
você é um líder) e seu estilo de liderança (como você conduzirá). Ambas
são peças importantes do quebra-cabeça de seu desígnio divino.
Papéis de Liderança
Determinar o seu papel de liderança envolve descobrir se você é um
líder
ou
um
a
ou
uma
combinação
de
ambos.
Liderança
é
fundamentalmente diferente da gestão ou administração. As Escrituras
fazem uma distinção entre o dom de liderança (Rom. 12:08) e o dom de
administração (1 Cor. 12:28). Muitos estudantes de liderança fazem a
mesma distinção. Em a Harvard Business Review, John Kotter escreve: "A
liderança é diferente de administração, mas não pelas razões que a
maioria das pessoas pensam." Ele explica que a liderança e a gestão são
dois sistemas distintos e complementares em ação. Cada um tem sua
própria função e características. Escritores como Ted Engstrom, Zaleznik
Abraham, Jones Bruce, TrameI Maria, Helen Reynolds, e outros também
reconhecem esta distinção.
LÍDERES
Tremenda mudança (mega mudança) está varrendo a América do
Norte e irá impactar tudo em seu caminho, incluindo a igreja e ministérios
74
eclesiásticos. Uma característica de uma boa liderança é a capacidade de
lidar
com
as
mudanças
que
vem
de
fora
da
organização
e
canalizá-los para gerar as mudanças necessárias dentro da organização
ministerial. O resultado é que os ministérios cristãos relacionam
relevante, eficaz e biblicamente a sua cultura contemporânea.
O modo dos líderes realizarem a mudança é através da influência. A
liderança envolve influenciar as pessoas a mudar de direção em máxima
semelhança com Cristo e eficácia ministerial.
Como os líderes influenciam as pessoas? A resposta é encontrada na
definição de um líder cristão. Eu tenho definido líderes cristãos como
pessoas piedosas que sabem onde estão indo e tem seguidores. Líderes
que têm seguidores exercem influência. Se ninguém está seguindo a sua
liderança, então você têm pouca ou nenhuma influência. A chave para
influenciar é o primeiro dos dois aspectos de liderança: a piedade (carater)
e direção (visão). Pessoas que são servos piedosos, com carater
semelhante
a
Cristo
atraem
seguidores.
Pessoas
visionárias
são
entusiastas e sabem onde estão indo na vida, também atraem seguidores.
E quando o caráter e a visão combinam em uma pessoa, que o líder exerce
uma poderosa influência sobre os outros.
Além disso, os líderes são adeptos a desenvolverem visão e as
estratégias para os seus ministérios, e motivam as pessoas para realizar
essas visões através de suas estratégias. São visionários que tendem a
pensar indutivamente mais do que dedutivamente. Eles também são mais
pró-ativos do que reativos, e muitos têm simultaneamente um dom
espiritual e natural de liderança.
GESTORES
Gestores complementam e trabalham melhores abaixo de líderes
que não mudam facilmente. Na verdade, a maior distinção entre o papel
de líderes e gerentes é que enquanto o primeiro lida com a mudança, o
75
gestor lida com a complexidade que a mudança traz. Gerentes ou
administradores tentam trazer ordem e consistência a essa complexidade.
Em Leaders, Warren Bennis e Burt Nanus têm outra distinção entre
líderes e gestores. Eles escrevem: “Os gestores são pessoas que fazem as
coisas direito e os líderes são pessoas que fazem a coisa certa.” A diferença
pode ser resumida como atividades de visão e julgamento - eficácia versus
atividades
de
dominar
rotinas
-
eficiência.
A
distinção
pode
ser que os líderes exercem funções intuitivamente. No processo do
ministério, eles naturalmente fazem as coisas direito. Da mesma forma,
em The Effective Executive, Peter Drucker aborda a diferença entre eficácia
e eficiência em organizações. Eficácia é a capacidade de obter as coisas
certas, enquanto que a eficiência é a capacidade de fazer as coisas direito.
"Líderes intuitivamente tendem a exercer primeiramente sua função e
depois de tornam gestores.
Gestores trazem ordem e consistência para a complexidade de
mudanças através de atividades como planejamento, orçamento e
organização. São pessoas piedosas (caráter) que nos ajudam a chegar
onde estamos indo (plano) e maximizam nossos recursos para chegar lá
(orçamento, organização, recursos humanos, controle). Gestores pensam
mais dedutivamente do que indutivamente. Frequentemente também são
mais reativos do que pró-ativos e podem ter os dons espirituais e naturais
de administração (1 Cor. 12:28).
76
Figura 3
Os Papés do Líder - Gestor
Líder
Gestor
Líderes e gestores
Uma pessoa pode ser um líder nato ou gerente, a maioria tendem a
ter ambas qualidades. Um cristão pode ser principalmente um líder com
algumas habilidades administrativas ou vice-versa (ver figura 3). Peter
Wagner concorda: “Poucos pastores são líderes natos e administradores.
A maioria é uma mistura dos dois. Mas eu tenho observado que os
pastores que tendem a ser líderes ou não, também são administradores,
provavelmente serão pastores de igreja em crescimento, pastores que
vêem a si mesmos para serem administradores e usam esse tipo de estilo
de gestão de manutenção orientada. Tendem a ser, certificando-se que as
funções da igreja estejam de forma suave e harmoniosa, onde geralmente
um gestor está. Um líder, por outro lado, está disposto a assumir riscos e
perturbar o status quo, a fim de se mover em direção a novos horizontes."
Em Leaders, Bennis e Nanus pesquisou noventa grandes líderes em
77
uma tentativa de descobrir o que é preciso para ser um líder eficaz, bem
como um gestor. Uma conclusão interessante é que a maioria das
organizações são bem gerenciadas e submissas. Eu diria que isto é
verdade para a maioria das igrejas na América do Norte também.
Estilos de liderança
Depois de identificar se você é mais líder ou gestor, ou mais
provavelmente, uma combinação dos dois com uma mais dominante do
que outra, o próximo passo é identificar o seu estilo de liderança. A
abordagem do estilo de liderança enfatiza o comportamento dos líderes e
como este afeta as pessoas de forma consistente ao liderava uma igreja ou
organização. A Liderança é composta essencialmente de dois tipos gerais
de comportamento: trabalho e relacionamento. O comportamento trabalho
centra-se na realização de um ou vários objetivos. Um exemplo seria a
missão da vida de Paulo: "No entanto, eu considero que minha vida vale
nada para mim, se eu posso terminar a corrida e completar a tarefa que o
Senhor Jesus tem me dado, a tarefa de testemunhar o evangelho da graça
de Deus" ( Atos 20:24).
O comportamento relacional se concentra em como as pessoas se
relacionam consigo mesmos e com os outros. Um exemplo são os
comentários de Paulo sobre seu ministério para a igreja de Tessalônica (1
Ts. 2:7-12). Ele diz: "Fomos brandos entre vós, como uma mãe cuida de
seus filhos pequenos" (v. 7). As metáforas de liderança e imagens do Novo
Testamento
preenchem
um
das
duas
categorias:
trabalho
ou
relacionamento.
Líderes utilizam tanto
o trabalho como o relacionamento, ou às
vezes ambos, para influenciar seguidores a realizar a missão do ministério
dada por Deus. Estes dois comportamentos , entretanto, são separados e
independentes. O comportamento do trabalho, que enfatiza as realizações
do ministério, envolve atividades de como descobrir e articular valores
78
fundamentais,
determinando
uma
missão,
a
formulação
de
uma
estratégia, pregação e ensino da Bíblia, organização do ministério,
fornecendo
estrutura,
definindo
responsabilidades
e
expectativas,
agendamento atividades ministeriais, a definição de políticas, atribuição
de cargos e avaliar o desempenho ministerial. O Comportamento
relacional responde às preocupações e necessidades das pessoas, envolve
atividades de estabelecer amizade, desenvolver confiança, desenvolver
equipes,
motivar
seguidores,
proporcior
condições
para
um
bom
ministério, incentivar e apoiar os seguidores, criar uma comunidade
bíblica, a promover relações interpessoais, aconselhar aqueles que
precisam direção, confortar os aflitos, encorajar os desanimados, e muitas
outras funções bíblicas (ver 1 Ts. 5:14-15).
A Liderança eficaz depende de como o líder equilibra as tarefas e os
comportamentos relacionais com as pessoas em seu contexto ministerial
ou cultural. Diferentes contextos de ministério ou culturas requerem
diferentes estilos de liderança. Todos os líderes terão um estilo de
liderança inerente principal, mas também terá de ajustar, tanto quanto
seu estilo inerente permitirá, ao contexto em que exercem liderança, seja
por cima ou dentro da igreja ou organização. Para crescer e amadurecer,
algumas situações exigem um estilo de ministério relacionado com a
tarefa, outros exigem um estilo relacional, enquanto a maioria exigem
uma combinação dos dois. Os líderes sábios e a congregação irão avaliar
os líderes e os contextos ministeriais e tentarão alinhar os melhores
líderes para o ministério em uma situação em particular. Eu vou dizer
mais sobre isso no capítulo 4.
Evangelismo
Discernir sua aparência divina inclui também descobrir seu estilo de
evangelismo. É uma peça importante frequentemente ignorada do quebracabeça de sua vida. Quando a maioria dos cristãos, incluindo muitos no
ministério profissional, ouve o termo evangelismo e
79
associam com um
estilo somente. Tem a imagem estereotipada do evangelista com a Bíblia
nas mãos levantadas perante alguma alma indefesa e gritando no topo de
seus pulmões: "Arrependei-vos". Estes concluem que o evangelismo não é
para eles e evita-o. O Evangelismo é um estilo de confronto e resultou em
um número válido de pessoas que vêm à fé no Salvador. No entanto, não é
para todos. Em Honest to God? Bill Hybels escreve:
Apenas uma pequena fração dos incrédulos neste mundo será alcançada
por um evangelista. O mundo incrédulo é composto por uma variedade de
pessoas: jovens e velhos, ricos e pobres, cultos e incultos, urbanas e rurais,
com diferentes
raças, personalidades, valores,
sistemas políticos,
e
formações religiosas. Não é óbvio que seria necessário mais de um estilo de
evangelista para alcançar uma população tão diversificada?
É aí que entramos. Em algum lugar nesse grupo multifacetado há
uma pessoa que precisa ouvir a mensagem de Cristo a partir de alguém
como você ou eu. A pessoa que precisa de um evangelista de sua faixa
etária, o nível de carreira, e de compreensão espiritual, ou minha
personalidade exata, fundo, e os interesses.
Então
Hybels
confrontacional,
aponta
intelectual,
para
os
testemunhal,
seis
estilos
relacional,
evangelísticos:
apelacional
e
serviçal.
O Estilo de Confronto
O estilo de confronto é ilustrado por Pedro em Atos 2. Pedro encara
mais de três mil judeus com esta verdade: "Você, com a ajuda de homens
perversos, colocá-lo à morte" (v. 23). E, posteriormente, no versículo 36 ele
diz: "Portanto, que toda Israel tenham certeza disto: Deus quem fez este
Jesus, a quem vocês crucificaram, Senhor e Cristo." As testemunhas de
Pedro descaradamente disseram a esse grande grupo do horror que
cometeram, com pouca preocupação quanto à forma que reagiriam. O
80
estilo de Pedro pode ser descrito como confiante, polêmico, desafiador,
frontal, corajoso e direto.
Depois de comentar sobre o estilo e abordagem de Pedro, Hybels,
que é um evangelista de confronto, escreve: "Algumas pessoas só vêm a
Cristo se "baterem com a cabeça na verdade" e se confrontados por
alguém como Pedro. Felizmente, Deus dotou certos crentes com
a combinação de personalidade, dons e desejos que a tornam natural para
enfrentarem os outros.
O Estilo Intelectual
O estilo intelectual é ilustrado por Paulo em Atos 17. O cenário é
uma sinagoga judaica em Tessalônica. Paulo entrou na sinagoga e
"debateu com eles sobre Escrituras, explicando e provando que o Cristo
devia sofrer e ressuscitar dentre os mortos" (vv. 2-3). Mais tarde, em
Atenas (vv. 16-17), Paul novamente "debate na sinagoga com os judeus e
os gregos tementes a Deus." O mesmo caracteriza seu sermão aos filósofos
atenienses no Areópago (vv. 18-31). O estilo de Paulo é melhor descrito
como educado, inteligente, convincente e bem fundamentado, lógico e
exato. Sobre o estilo intelectual, Hybels pergunta: "E você? Você poderia
ser um evangelista intelectual? Você é um debatedor eficaz? Você gosta de
examinar provas e raciocínio através de uma conclusão? Você gosta de ser
confrontado por perguntas difíceis? Você ama quando cultistas vêm a sua
porta?
Então
pegue
a
sua
vocação
como
evangelista
intelectual
seriamente. Leia, estude e treine.
O Estilo Testemunhal
O estilo testemunhal é ilustrado pela história da cura do mendigo,
em João 9. Jesus curou um homem cego no sábado, que causou uma
divisão entre os fariseus. Alguns pensaram que ele era um pecador, outros
pensavam que ele era de Deus. Quando perguntou ao homem curado o
81
que ele pensava sobre Jesus, ele respondeu com um depoimento: "Se ele é
pecador ou não, eu não sei. Uma coisa que eu sei eu era cego mas agora
vejo..!" (V. 25). Este estilo é animado, confiante, firme, pessoal, biográficos,
simples, honesto, conciso e poderoso. Pessoas que usam o estilo
testemunhal tem uma história pessoal para contar de como Cristo fez a
diferença em suas vidas, e dizem o que praticamente todos irão ouvir.
Hybels escreve: "evangelistas de estilo testemunhal nem confrontam nem
intelectualizam. Eles simplesmente contam a história da obra milagrosa
de Cristo em sua vida. Eles dizem: 'Eu estava espiritualmente cego, mas
agora vejo. Jesus Cristo mudou minha vida, e Ele pode mudar a sua. Isso
pode ocorrer entre dois homens durante o almoço, com dois vizinhos, ou
entre as donas de casa à espera dos seus filhos depois da escola.”
O Estilo Relacional
O estilo relacional é ilustrado pelo relato do homem possuído por
demônios em Marcos 5, que viveu entre os túmulos. Jesus encontrou-o e
lançou os demônios para fora. Como resultado do que Cristo havia feito, o
homem pediu o Salvador para levá-lo ao longo de suas viagens pelo
ministério (v. 18). Marcos afirma que, "Jesus não o deixou, mas disse: Vá
para casa para sua família e diga-lhes o quanto o Senhor fez por você, e
como ele teve misericórdia de ti" (v. 19). Este estilo é muito pessoal,
famíliar, emocional, paciente, apaixonado, e local. Hybels acrescenta:
"Jesus, com efeito, disse, 'Não vá bater à porta evangelismo com pessoas
que você nem conhece. Você tem família e amigos que precisam saber o
que eu fiz em sua vida. Vá para casa e viva uma vida transformada em
sua presença. Diligentemente ore por eles, e depois espere pela
oportunidade divina para contar sua história. Estar disponível quando
alguém diz: "Como eu posso ter o que você tem?''.
82
O Estilo que Convida
Este estilo é ilustrado pela história da mulher samaritana em João
4. Jesus encontrou uma mulher promíscua de Samaria e depois de uma
longa conversa se apresentou como o Messias (vv. 25-26). Em sua
empolgação ela deixou seus potes de água, voltou para sua cidade, e
convidou todas as pessoas: "Venham ver um homem que me disse tudo
quanto tenho feito. Este pode ser o Cristo?" (V. 29). O resultado é
encontrado no versículo 39: "Muitos samaritanos daquela cidade creram
nele, por causa do testemunho da mulher, "Ele me disse tudo quanto
tenho feito." Este estilo é de certa forma persuasivo, persistente,
oportunistas, e eficazes para aqueles que não são bons em articular a sua
fé.
Hybels descreve o estilo evangelístico da mulher: "A mulher
samaritana foi uma evangelista que convida. Ela sabia que não estava
preparada para articular a mensagem de uma maneira poderosa.
Convidou seus amigos e conhecidos para virem e ouvirem alguém que
pudia explicar de maneira eficaz." Então Hybels mostra de seu próprio
ministério: "Estimo que cinquenta por cento das pessoas que escrevem e
me dizem sobre a sua experiência de conversão dizem algo assim:" Eu
estava perdido. Eu estava confuso. Eu estava sozinho. Então, alguém me
convidou para um culto de domingo a um concerto, ou a um evento
especial. Continuei voltando, e com o tempo quis conhecer a Cristo de
uma maneira pessoal.”
Estilo que Serve
O estilo que serve é ilustrado por Dorcas em Atos 9. A Bíblia a
descreve como um discípula, "que estava sempre fazendo o bem e
ajudando os pobres" (v. 36). Aparentemente, ela passou uma grande parte
do seu tempo servindo outras pessoas de várias maneiras não detalhadas
no texto. Ela também teve um grande impacto sobre os pobres. Este estilo
83
é caracterizado pela atenção, a ternura, a compaixão, amor, paciência,
energia, hotelaria, serviços e força sutil. Hybels comenta que "Dorcas era
um evangelista que servia. Ela usou seu único dom para servir com
expressões tangíveis da mensagem do Evangelho. Como ela, você pode ter
um espírito terno e coração útil. Você pode ter dons de misericórdia,
ajuda, hospitalidade, doação e aconselhamento.
Você pode ser muito
eficaz como evangelistas compartilhando Cristo servindo as pessoas.
Há inúmeras maneiras de evangelizar através do serviço. Podemos
cortar grama dos vizinhos enquanto ele está fora da cidade ou levar
comida para quem não tem o que comer. Podemos ajudar um colega de
trabalho no reparo de seu automóvel ou dar uma carona para o trabalho
enquanto seu veículo está na oficina.
Os seis estilos de evangelismo servem apenas para introduzir o
conceito de descobrir nosso estilo pessoal natural. Como existem muitos
estilos, uma vez que existem diferentes tipos de cristãos. Um estudo mais
profundo das Escrituras, especialmente as biográficas, revela outros
estilos também. Um cristão pode ter vários estilos de evangelismo. Paulo
exibia não somente o estilo intelectual, mas também um estilo de
confronto (Atos 13:46, 14:3; 16:18). Ambos os estilos de convite e
testemunhal são encontrados na mulher samaritana (compare João 4:29
com 4:39).
Dons e Talentos Naturais
Desígnio de Deus discernimento envolve descobrir seus dons e
talentos naturais. Eles são um componente mais óbvia de seu projeto de
Deus e fornecer outra peça que faltava do quebra-cabeça. O que são dons
naturais e talentos? Eles são habilidades que Deus distribui a todas as
pessoas independentemente da sua condição espiritual para o benefício de
84
toda a humanidade. Vamos olhar para a sua fonte, a essência e os
destinatários.
A fonte dos Dons Naturais
Tanto os dons naturais, como dons espirituais provém de Deus.
Como o Criador e Mestre, Deus delega a cada pessoa talentos e dons. Ao
contrário dos dons espirituais, no entanto, que são dados na conversão,
dons naturais estão em vigor desde o nascimento. Em algumas crianças
podem manifestar-se em tenra idade, como visto na criança que tocam
piano ou
pintam extraordinariamente bem, ou a criança que tem a
capacidade de multiplicar facilmente na mente.
A Essência do Dons Naturais
Dons e talentos naturais são habilidades ou capacidades. Muitos
dons espirituais têm correspondentes dons naturais. Muitos incrédulos
têm habilidades naturais para liderar, administrar, doar, incentivar,
mostrar misericórdia, ajuda, confiança e ensinar, mas não podem ter
discernimento espiritual. Quando um dom natural e um dom espiritual
são combinadas em um cristão, ele ou ela pode exercer um forte impacto
no dons ministeriais.
Os Dons Naturais podem ter alguma coisa em comum com os dons
espirituais. Refiro-me a talentos como a capacidade de escrever, desenhar,
cantar,
tocar
um
instrumento
musical,
participar
em
atividades
desportivas, analisar um problema, desenhar, conceber idéias, persuadir
as pessoas, e muitos outros.
Os destinatários dos Dons Natural
Deus deu talentos e dons para todas as pessoas, não apenas os
cristãos. Através da observação natural e experiências, bem como a
85
história nos diz que os incrédulos são tão talentosas como os crentes.
Dons naturais e talentos são para o bem de todos, uma graça comum de
Deus a todos com base na sua bondade e benevolência, e não para a
valorização pessoal ou mérito (Mateus 5:45). As pessoas sem Cristo estão
fora dos caminhos do Senhor e por causa da graça comum de Deus não
são esquecidas.
Outros componentes
Considero os seis componentes a seguir como as principais áreas de
avaliaão do designio divino- dons espirituais, a paixão, o temperamento,
papel de liderança e estilo, o estilo de evangelização, dons naturais e
talentos. No entanto, há componentes adicionais do desígnio. Mencionarei
brevemente cinco.
Estilo de crescimento espiritual. Muitos livros foram escritos sobre
como atingir a maturidade espiritual, e muitos também prescreveram
métodos ou regras para todos seguirem, independentemente de como
Deus os tem conduzido. Mattson e Miller têm uma perspectiva diferente:
Os tipos de técnicas que são abraçados por uma questão de disciplina
espiritual precisa ser individual. Um conjunto de regras feitas para
disciplinar uma pessoa que tem um padrão motivacional, pode realmente
incentivar a expressão de um outro não santificado. A Escritura não relata
um específico, um programa passo-a-passo que visa amadurecer todos os
cristãos. Cada indivíduo requer uma estratégia única. O que uma pessoa
precisa não vai funcionar em outra. O que pode “aleijar” um cristão, pode
ser um sinal de saúde para outro. Isto é preocupante para aqueles que
querem que os cristãos tenham um pacote padronizado. Deus, entretanto,
nos criou como seres únicos e não se cansa de ministrar a todas as nossas
necessidades.
Estilos de Aprendizagem. Tendemos a assumir que os outros a
aprender como nós fazemos. Isso simplesmente não é o caso. Assim como
temos estilos diferentes de liderança e evangelismo , também temos
86
diferentes
estilos
de
aprendizagem.
Educadores
têm
encontrado
pelo menos quatro tipos, mas acredito que existem muitos outros, assim
como os outros componentes abaixo. Independentemente disso, conhecer
o seu estilo de aprendizagem é crucial para a sua própria aprendizagem.
Estilo de gestão de conflitos. Norman Shawchuck reconhece pelo
menos cinco estilos de se resolver conflitos. “O conhecimento de seu estilo
e a capacidade de reconhecer o estilo de um outro, pode fazer a diferença
entre trabalhar harmoniosamente com outro estilo de cristão ou se tornar
um desastre.
Estilo de Pensamento. Pesquisas indicam que as pessoas têm uma
estilo preferido de pensar dentre as cinco areas. Às vezes, podemos usar
todos esses estilos ou uma combinação destes.
Estilo de Equipes. Pesquisas descobriram que há quatro estilos de
eaquipes. Cada membro contribui de diferentes maneiras para a
realização dos objetivos estabelecidos. Além disso, cada estilo tem um lado
negativo que pode distrair o time de realizar sua visão. Desde o Novo
Testamento trabalham com equipes ministeriais e os cristãos irão
beneficiar de descobertas e implementações de seus estilos.
Planilha
1. Você sabe como Deus criou você para o ministério? Por que ou por que
não?
2. Como você define um dom espiritual? Sua definição é diferente do que
87
apresentada
neste capítulo? Se sim, qual é a diferença? Qual é a
diferença entre dom natural e dom espiritual?
3. Que argumentos você daria para a importância dos dons espirituais?
Por que uma pessoa não quer identificar os seus dons espirituais? Qual é
a diferença entre um gift-mix e um gift-cluster? Você acredita que existem
outros dons além dos citados na Bíblia? Por que ou por que não? Que
outros dons poderiam haver?
4. Qual é a justificação bíblica para o conceito de paixão? Por que é
importante ter paixão para o desígnio ministerial? Você pode identificar
que Deus lhe deu outras paixões, não abrangidos neste capítulo?
5. Por que seu temperamento é importante para o seu desígnio divino? É o
temperamento um conceito bíblico? Será que este deve ser? Por que ou
por que não? Nomeie várias pessoas no ministério, não abrangidos neste
capítulo e identifique seus temperamentos. Como seus temperamentos
ajudaram ou atrapalharam seus ministérios?
6. Qual é a sua definição de líder? É diferente da definição apresentada
neste capítulo? Se sim, como? Quão importante é a influência da
liderança? Qual é a chave para influenciar?
7. Qual é a diferença entre o papel e o estilo de liderança? Existe uma
diferença entre liderança ou administração? Se sim, quais são algumas
diferenças? São alguns estilos de liderança neste capítulo melhor ou mais
correto do que os outros? Explique.
8. Qual é a sua reação natural ao evangelismo de confronto? O que
88
poderia sobre o seu estilo de evangelismo? O evangelismo confronto é
ruim ou bom? Quais outros estilos evangelísticos que existem além dos
abordados neste capítulo? Você pode encontrar outros na Bíblia?
89
4
A DESCOBERTA DO SEU
DESÍGNIO DIVINO
Você sabe quem você é?
Como Tom, David começou a dormir à noite. Ele apresentou sua
renúncia ao conselho da igreja, e seu pesadelo como pastor estava prestes
a terminar. Ele havia feito uma aplicação a um seminário como um
estudante de doutorado e foi aceito. Quando a boa notícia chegou pelo
correio, seu coração disparou em um sentimento de alegria que não tinha
experimentado quando foi votado como o novo pastor da igreja. Claro, ele
sabia que as coisas não seriam fáceis. Ele estaria comprometido com o
programa de doutorado pelos próximos três anos, e depois seu futuro
ainda estaria incerto. Os cargos de ensino na América do Norte são
poucas e distantes umas das outras, então ele provavelmente iria ensinar
em o campo missionário estrangeiro. Mas ele não estava preocupado
porque pela primeira vez ele sentiu uma sensação de auto-estima e de
importância, pois estava prestes a realizar o que realmente queria fazer
90
em sua vida. O que motivou essa mudança de direção? Certa manhã, uma
carta de ex-alunos do seminário interrompeu seu sermão, oferecendo um
pacote de avaliação que ajudaria graduados interessados a descobrir seu
lugar no ministério. Foi intitulado: "Discovering Your Personal Vision
Ministery" ( Descobrindo sua visão ministerial pessoal). Poucos minutos
depois, David entrou em contato com o diretor por telefone, e o pacote de
avaliação estava a caminho. David levou várias semanas para completar o
processo de descoberta de seu desígnio divino, mas quando terminou, ele
sabia melhor quem ele era e por que ele tinha que arriscar uma mudança
de ministério. Qual foi o processo que David passou? Como ele descobriu
sua direção ministerial, e como você pode? Tudo começa com o
discernimento de seu desínio ministerial - os componentes descritos no
capítulo 3 - dons espirituais, a paixão, o temperamento, o papel de
liderança e estilo, o estilo de evangelização, e dons naturais e talentos.
Descobrindo Seus Dons Espirituais
Até este ponto você percebeu que há vários tipos de dons
espirituais, e você tem uma descrição de desses vários tipos de Dons da
Bíbia. O próximo passo é descobrir seus dons espirituais.
A Importância de Descobrir Seus Dons
O interesse pelos dons espirituais teve seus altos e baixos por
muitos anos. É a tentativa de descobrir nossos dons espirituais
simplesmente mais um modismo cristão ou é bíblica? As Escrituras
ensinam que é realmente importante, por duas razões.
Em 1 Timóteo 4: 12-16, Paulo instrui Timóteo a manter sua
integridade e continuar sua pregação e ensino da Bíblia, e depois Paulo
conclui: "Seja diligente nessas coisas; dar-se inteiramente a elas, para que
todos possam ver o seu progresso . " Em 2 Timóteo 1:6 Paulo instrui a
91
Timóteo para "reavivar o dom de Deus." Paulo está exortando Timóteo a
envolver-se fortemente no exercício do seu dom. Ambas as passagens
assumem que Timoteo identificou seus dons. Em I Corinthios 12:31,
Paulo conclui uma discussão sobre dons espirituais com este imperativo:
“procurai com zelo os melhores dons". No capítulo 13 ele então descreve a
nossa busca do amor um para com o outro. Então em 14:1 Paulo traz as
duas idéias juntas: "Siga o caminho do amor e ansiosamente os dons
espirituais." Isto levanta duas questões: Como puderam procurar
ansiosamente os dons espirituais, se eles não sabiam o que eram, e por
que eles os desejariam se não fossem importantes?
O Processo de Descoberta de Seus Dons
Em meu ministério descobri oito passos para o processo de
descoberta dos sons. Trata-se de oração, estudo, o desejo, a análise,
experiência, satisfação, confirmação e frutos.
ORAÇÃO
John Bunyan disse: "Você pode fazer mais do que orar uma vez que
já tenha orado, mas você não pode mais até que você tenha orado." O
lugar para começar a descobrir o seus dons é através da oração. Na
verdade, todo o processo deve ser banhado em oração. Ore por sabedoria e
discernimento para o seu ministério pessoal em geral e seus dons
espirituais em particular. Peça a Deus para revelar-lhe seus dons de
qualquer maneira que julgar conveniente. Ao mesmo tempo, ficar atento
para que você não perca nenhuma resposta ou oportunidades que ele
pode enviar por seu caminho (Ef.6: 18).
Esta oração também deve ser intencional. Sugiro que você reserve
um horário regular para a oração a cada dia e inclua pedidos específicos
para a identificação de seus dons e habilidades. O Salvador deu um
exemplo para nós. De acordo com Marcos 1:35 ele praticou a disciplina
92
espiritual de despertar de manhã e viajar para um lugar deserto, onde ele
poderia orar sem interrupção. Quando ou como você faz isso, no entanto,
não é tão importante quanto o fato de que você deve fazer isso.
Finalmente, seu tempo de oração é um bom momento para uma
verificação da integridade. Periodicamente se perguntar: Por que quero
descobrir meu desígnio e os dons espirituais? Quais são os meus
verdadeiros motivos? Estou fazendo isso por Deus ou por mim mesmo? O
motivo correto é glorificar a Deus e não a nós mesmos. Se houver um
problema, resolva-o antes de continuar.
ESTUDO
Mais um passo no processo da descoberta de seus dons é fazer um
estudo bíblico dos dons espirituais. Por sua vez, leia e ore em sua Bíblia
os capítulos sobre os dons espirituais (1 Coríntios 12, Romanos 12,
Efésios 4, e um Pedro 4). Embora as Escrituras não sejam claras quanto
ao significado de todos os dons, tente discernir a natureza de cada dom e
como ele foi utilizado.
No capítulo 3 deste livro eu dispus uma lista de dons espirituais.
Neste ponto, retorne a essa lista e a leia com cuidado. Você se encontra
atraído por qualquer um dos dons? Se for assim, estude esses dons
detalhadamente. Aprenda o máximo possível sobre cada um. Encontre
alguém com estes dons e aprenda com eles sobre seu uso. Esta é uma
abordagem subjetiva para identificar seus dons e devem ser seguidos com
cuidado. O problema é que você pode selecionar um dom baseado não em
suas habilidades reais, mas em seus desejos. Algumas pessoas desejam
dons e ministérios que admiram em outros, mas que não servem para
eles. Por exemplo, muitos cristãos admiram o ministério de Billy Graham e
seu dom de evangelismo, e querem ser como ele. No entanto, não possuem
os seus dons e perderiam muito do seu ministério pela tentativa do
ministério de evangelismo.
93
DESEJO
Em seguida, você deve examinar os seus desejos pessoais.
Pergunte a si mesmo, O que eu realmente quero fazer? Isso é altamente
subjetivo e pode enganá-lo, como no exemplo acima Billy Graham, na
descoberta de seus dons. Davi diz: "Agrada-te do Senhor e ele vos dará os
desejos do teu coração" (Sl 37:4). Em The Dynamics of Spiritual Gifts,
William McRae escreve que, de acordo com esta passagem, Deus coloca
certos desejos no coração do crente. Esta passagem está especificamente
ensinamento que Deus nos dá certos desejos, mas ensina que Deus pode
honrar os desejos de nosso coração. Conseqüentemente, um desejo
específico para ensinar, evangelizar, ou mostrar misericórdia pode ser de
Deus ou honrado por Deus. Mais uma vez temos de examinar os motivos
por trás do desejo.
ANÁLISAR
Análisar é o próximo passo no processo de descoberta. Este é o lado
objetivo do processo de descoberta dos dons que podem servir para
equilibrar os elementos subjetivos. Trata-se de fazer um teste dos dons
espirituais, que estão agora disponíveis. Eu sugiro que você faça mais de
um, pois cada teste tem um formato e abordagem ligeiramente diferentes.
Muitas vezes, os dons estão divididos em dois grupos. O primeiro consiste
naqueles que teste todos os dons, incluindo os dons de sinais, tais como o
Wagner-Modified Houts Questionnaire. O outro grupo é composto de testes
que excluem os dons de sinais, como o Houts Inventory of Spiritual Gifts
ou Basden-Johnson Spiritual Gifts Analysis.
Está disponível dois testes para descobrir seus dons espirituais nos
apendices A e B. É importante perceber que você é o juiz final de seus
dons, não algum teste.
94
Por uma série de razões, o Spiritual Gifts Inventory, ou qualquer
outro mencionado neste capítulo, podem não refletir com precisão o seu
designio. Se você duvida dos resultados, faça-o agora e depois de alguns
meses o faça novamente.
EXPERIÊNCIA
É difícil, senão impossível, descobrir seus dons ao se sentar em sua
mesa de jantar em casa ou em um banco na igreja. Se você é um
estudante, será difícil discernir os seus dons. Se você gastar todo seu
tempo na biblioteca da escola ou na sala de aula (a menos que você tenha
tido vários anos de experiência no ministério antes). O processo acontece
muito mais rápido e com mais precisão se você estiver envolvido no
ministério. Em The Making of a Leader, Robert Clinton escreve: "Dons
normalmente surgem em contextos de pequenos grupos ou quando um
líder tem uma atribuição num ministério. A maioria dos líderes leigos vai
descobrir dons, utilizando-os, sem reconhecer que estes são dons
espirituais. '"O mesmo é verdadeiro para aqueles que desejam o ministério
profissional em tempo integral. Se, após as etapas anteriores, você
acredita que Deus lhe deu o dom de evangelismo ou de ensino, então você
precisa compartilhar sua fé ou se envolver em um ministério de ensino.
Embora a experiência poderia ser estranha inicialmente, dado um pouco
de tempo, você vai saber se você tem o dom.
Clinton acrescenta outros dois elementos úteis. Primeiro, ele
escreve, "os líderes potenciais são atraídos intuitivamente aos líderes que
têm os mesmos dons espirituais". Por exemplo, você pode sentir uma
atração forte para os aspectos da pregação ou ensino de ministério
pastoral. Ou você pode se sentir atraído por um leigo que ministra com o
dom de ajuda num hospital.
Segundo,
Clinton
escreve,
"os
líderes
potenciais
respondem
intuitivamente aos desafios do ministério e as atribuições que exigem o
95
seu dom espiritual, mesmo que não estão explicitamente conhecidos." Por
exemplo, você pôde encontrar-se com a oportunidade de pregar, liderar
um ministério, administrar um projeto, ou, incentivar um grupo de
cristãos.
CUMPRIMENTO
O próximo passo após a experiência é o cumprimento. Como você se
concentrar em dons específicos, e ministros, e experiência com o seu dom,
haverá o sentimento de satisfação pessoal e um sentimento de
importância. Você acredita que o que você está fazendo é especial, que o
corpo de Cristo é melhor por causa de você e de seus dons, e que você
estaria perdido se deixasse de ministrar com seus dons. Embora a
motivação
para
usar
nossos
dons
seja
altruísta,
seu
principal
propósito é glorificar a Deus (1 Coríntios. 6:20), e estes são para o bem
comum (12:07) não para nós mesmos (13:5), este sentimento de satisfação
é um importante subproduto que nos encoraja na exercício de nossos
dons.
CONFIRMAÇÃO
A Confirmação de seus dons vem de duas fontes: suas habilidades e
outras pessoas. Primeiro como você se envolveu em vários ministérios,
com o tempo os seus dons e habilidades aparecerão. Quando você se
concentrar
e
usá-los,
deverá
ver
uma
melhoria
e
um
desejo
correspondente a desenvolvê-los ainda mais. Você vai começar a perceber
que estes são, de fato, dons especiais de Deus para você e irá vai olhar a
frente a seu uso.
Segundo, outras pessoas vão confirmar o seu talento. A aprovação e
o conselho de outros é uma característica da sabedoria: "Os planos
fracassam por falta de conselho, mas com os muitos conselheiros há
sucesso" (Pv 15:22). Conselheiros incluem pessoas como pastor, esposo,
família, amigos, e aqueles a quem você ministra. Dê total atenção para
96
aqueles que falam a verdade em amor. Você não precisa de alguém que
lhe diz o que você quer ouvir ou alguém que é cáustico e sempre negativo.
Você precisa de confirmação de pessoas que se preocupam com você e tem
seus melhores interesses no coração.
FRUTOS
Quando você descobrir seus dons e exercê-los, verá os frutos ou os
resultados. Você precisa perguntar, Quando eu exerço meus dons, há
algum fruto? Se o Espírito Santo está operando através de seu dom,
haverá fruto. Se você tem o dom de evangelismo, as pessoas virão à fé, ou
você irá preparar as pessoas que trazem os outros à fé (Ef 4, 11-12). Se
você tem o dom de ensinar, seus ouvintes vão crescer no conhecimento
das Escrituras e visão bíblica, e irão aplicá-lo em suas vidas. Também a
sua classe ou pequeno grupo, na maioria das circunstâncias, crescem
numericamente. Se você tem o dom da liderança, as pessoas vão segui-lo.
Descobrindo sua Paixão
De acordo com o capítulo 3, a sua paixão a capacidade dada por
Deus para anexar-se emocionalmente a alguém ou algo durante um
período prolongado de tempo para atender a uma necessidade. Você terá
de seguir simultaneamente uma abordagem objetiva e uma abordagem
subjetiva para descobrir a sua paixão.
A abordagem Objetiva
Leia as perguntas a seguir com atenção. Reflita sobre essas
questões com tempo e sinta-se livre para retornar a elas periodicamente.
Lembre-se, o processo de descoberta terá lugar durante um período
prolongado de tempo. Você não precisa responder todas as perguntas
abaixo, não há certo ou errado, mas várias dessas devem catalisar o seu
pensamento e a descoberta final de sua paixão.
97
1. . Faça uma lista de tudo sobre o que você sente fortemente e se
preocupa profundamente.
2. Você tem uma "convicção ardente" que um certo ministério é o
lugar mais importante que Deus quer que você esteja? Se assim
for, qual é?
3. Será que
seus
dons estão
em uma determinada direção
profissional ou não vocacional? Por exemplo, Billy Graham tem
óbvios dons no evangelismo, pregação e liderança. Seu dom
principal é a evangelização, que é apoiado pelos seus outros dons.
Estes são apontados vocacionalmente para a liderança de um
ministério evangelístico que envolve pregação.
4. Você tem um "desejo ardente" para chegar a um grupo de
articular de pessoas, tais como os perdidos, sem igreja,
novos
convertidos, pobres, jovens oprimidos, crianças, universitários,
adultos, moradores de rua, alcoólatras, homossexuais, portadores
de AIDS, estrangeiros, refugiados, um determinado grupo étnico,
cultos, mães solteiras, pais solteiros, casais jovens, solteiros,
divorciados,
gangues
de
rua,
militares,
moradores
de
condomínios?
5. Você tem um forte desejo de prosseguir em uma questão
específica no seu ministério? Qual das causas o envolve
emocionalmente: a família, aborto, abuso físico e emocional,
problemas emocionais, divórcio, abuso de drogas, o alcoolismo, os
direitos civil, política, pobreza, AIDS, crianças morrendo de fome,
o legalismo, a clareza do evangelho, demonismo? Incluia um
determinado
problema
que
aconteceu
em
sua
igreja
ou
comunidade.
6. Qual área temática específica te interessa? Exemplo: apologética,
seitas, teologia, a lei, negócios, liderança, política, governo,
finanças, artes.
98
7. Você encontra-se fortemente atraído para uma área geográfica
específica, como áreas urbanas, suburbanas ou rurais localizadas
em uma cidade específica, município, estado ou país estrangeiro?
8. Você tem uma atração significativa para uma determinada área
do ministério em sua igreja, como líder de um pequeno grupo,
dando uma aula, ministrando a um grupo etário em particular ou
na manutenção do templo?
9. Se a família, dinheiro, e tempo não são fatores, o que você quer
fazer para o resto de sua vida em seu trabalho, m seu ministério,
em sua igreja?
10.
Você tem uma ambição secreta, algo que você sempre quis
fazer mas tem medo de contar a ninguém?
A abordagem Subjetiva
Volte para a seção sobre paixão no capítulo 3. Quando você lê esta
seção, você tem uma noção do que a sua paixão pode ser? Leia novamente
a seção focalizando os elementos da paixão: a emoção, foco, gestão,
necessidade. À luz destes elementos, anote qualquer pensamentos a
respeito de sua paixão.
Descobrindo seu Temperamento
A identificação de seu temperamento irá ajudá-lo a aprofundar sua
compreensão de si mesmo e de outros, que lhe permite ver mais
claramente os pontos fortes e fracos para seu ministério. A abordagem
para descobrir seu temperamento será objetiva e subjetiva.
A Abordagem Objetiva
99
A Abordagem Objetiva envolve a utilização de um teste de
temperamento e deve ser mais válida do que a abordagem subjetiva. O
problema com a abordagem subjetiva é que intencionalmente ou não, você
pode
influenciar
os
resultados.
Você
pode
escolher
um
tipo
de
temperamento que melhor parece a você, mas não reflete quem você é. A
abordagem objetiva tenta eliminar o elemento subjetivo, sugerindo uma
série
de
perguntas
aleatórias
que
mostram
sua
identidade
e
temperamento real. Há dois testes de temperamento objetivo nos
apêndices deste livro.
O Indicador de Temperamento 1 usa os quatro
descritores que estão no modelo 1 abaixo. O Indicador de temperamento
2 usa os descritores que estão no Modelo 2 abaixo. Vá ao Indicador 1 no
apêndice C e conclua-o antes de ler.
Eu recomendo que, além destes testes faça o Biblical Person Profile
ou o Personal Profile. Estes foram cuidadosamente refinados e são
instrumentos sofisticados que irão resultar em uma avaliação muito mais
precisa do seu temperamento. Se você pegar um dos dois perfis e seus
resultados se diferenciarem dos indicadores 1, em seguida, use os
resultados do perfil à luz da sua validade. Também são uteis alguns livros
que são baseados no modelo dos quatro temperamentos. Além de tomar
um dos perfis, leia Understanding How Others Misunderstand You de
Voges de Braud, e The Delicate Art os Dancing with Porcupines de Philips.
Agora vá ao Indicador de Temperamento 2 no apêndice D e concluao antes de continuar. Além do indicador 2, você deve fazer o teste de
Temperamento Myers-Briggs Temperament Inventory (MBTI) .
Como os
dois inventários acima, é um instrumento confiável e vai entrar em uma
profundidade muito maior do indicador 2. Uma forma mais curta do MBTI
e que é mais fácil de obter é o Keirsey Temperament Sorter (KTS). Se você
deseja obter mais informações sobre ambas as formas, compre um
exemplar do livro Please Understand me de David Keirsey e Bates Marilyn
em uma livraria local. Este livro contém Keirsey Temperament Sorter
100
(KTS).
Se
os
resultados
de
qualquer
um
desses
inventários
se
diferenciarem do Indicador 2, use os resultados do MBTI ou o KTS.
Depois de aplicar o MBTI ou Keirsey Temperament Sorter (KTS),
vários
livros
podem
ser
úteis.
Please,
Understand
Me
dá
mais
conhecimento e discernimento sobre o seu temperamento, baseado no
MBTI. Outro trabalho que se aplica o material MBTI para profissionais
ministériaio livro Personality Type and Religious leadership de Roy Oswald
e Otto Kroeger.
A Abordagem Subjetiva
A abordagem subjetiva para descobrir seu temperamento é uma
abordagem de afinidade que envolve a leitura da descrição geral dos
temperamentos e determinação do que melhor define você.
MODELO 1
O Model1 (assim chamado por causa de discussão) usa os quatro
tradicionais descritores de temperamento que remontam a Hipócrates e é
uma variação do Personal ou Biblical Personal Profile. Leia as descrições a
seguir e determine como melhor te define: cumpridor, influenciador,
relator, ou pensador.
CUMPRIDORES
Os cumpridores tentam controlar ou superar seu ambiente para
realizar a visão do ministério ou missão. São pessoas catalíticas que
amam um desafio e não têm medo de assumir riscos. Estes tomam
decisões rápidas e com resultados imediatos. Eles preferem a mudança e
amam desafios. Em seu ambiente ministerial, precisam de liberdade de
controle e supervisão, e desejam oportunidades para as realizações
individuais. Eles trabalham na linha de frente e nos bastidores . Eles são
101
D no perfil bíblico pessoal ( Biblical Personal Profile). Um exemplo bíblico é
Paulo.
INFLUENCIADORES
Os Influenciadores tentam persuadir as pessoas a realizarem a visão
do ministério. São mais orientadores do que orientados. Estes são
persuasivos e promovem suas idéias de chamar outros à aliança com eles.
Os Influenciadores desfrutam do contato com as pessoas e desejam
apresentar uma impressão favorável. São articulados, motivacionais e
entusiastas. Também preferem mudança. Em seu ambiente ministerial
precisam de liberdade do controle para funcionar em seu ministério com
eficácia máxima. Os Influenciadores, assim como os cumpridores,
trabalham na linha de frente e nos bastidores. Eles são geralmente um I
no o perfil bíblico pessoal (Biblical Personal Profile). Um exemplo bíblico é
Pedro.
RELATORES
Os Relatores cooperam com os outros para realizarem sua visão.
Eles são mais orientadas do que orientadores e preferem o modo como as
coisas são, a menos que hajam boas razões para mudar. São pacientes,
ouvintes fiéis e bons. Eles são amáveis e agradáveis. Ministram melhor em
um ambiente seguro do que com pouca segurança, onde recebem crédito e
apreço por suas realizações. Enquanto eles podem servir na frente, eles
preferem permanecer nos bastidores. Eles o perfil no S no Biblical
Personal Profile. Exemplo bíblico é Abraão.
PENSADORES
Os Pensadores tendem a serem diplomáticos com as pessoas e
cumprim com autoridade. Eles moldam o seu ambiente ministerial através
da promoção de alta qualidade e precisão na realização da visão do
102
ministério e missão. Os Pensadores são orientadores do que orientados.
São pensadores analíticos e críticos que se concentram em detalhes
importantes e precisos. Em seu ambiente ministerial desejam trabalhar
sob circunstâncias conhecidas e preferem o ambiente sem mudanças.
Como os relatores, podem ministrar à frente, particularmente, como
professores e pregadores, mas muitas vezes eles preferem ministrar nos
bastidores, especialmente em termos de liderança. Elas são muitas vezes o
perfil C no perfil bíblico pessoal ( Biblical Personal Profile) . Um exemplo
deste tipo é Moisés.
MODELO 2
O segundo modelo é o do Inventário de Temperamento Myers-Briggs
(Myers-Briggs Temperament Inventory) . Este modelo pressupõe que as
pessoas abordam em quatro áreas-chave da vida de maneiras diferentes,
mas igualmente corretas. Estas áreas são chamadas preferências, pois
cada pessoa prefere um a outro, tanto quanto nós preferimos jogar uma
bola com ambas as mãos ou a direita ou a esquerda. Leia atentamente as
seguintes descrições e determine que mais precisamente o que descreve
suas preferências.
EXTROVERTIDOS/ INTROVERTIDOS
A primeira área atenta para onde as pessoas gostam de concentrar
suas atenções e interesses e que é sua fonte de energia emocional.
Extrovertidos gostam de trabalhar com o mundo exterior de pessoas
e coisas. Preferem variedade e ação. Eles são energizados pelo contato com
um grande número de pessoas e são bons em cumprimentar as pessoas.
Quando estão sozinhos durante longos períodos de tempo, tornam-se
fatigados
e
procuram
pessoas
que
as
estimule
e
revitalize.
Consequentemente, eles têm muitos amigos e conhecidos. Geralmente se
comunicam livremente e agem rapidamente, às vezes sem pensar.
103
Os Introvertidos gostam do mundo interior de conceitos e idéias.
Eles preferem passar o tempo sozinhos lendo, estudando ou meditando e
estão emocionalmente se rodeados de muitas pessoas por um longo
tempo. Se fizarem cansados, são revitalizados pelo "ficar longe de tudo."
Muitas
vezes
têm
dificuldade
para
lembrar
nomes
e
rostos.
Conseqüentemente, eles têm um número limitado de conhecidos e apenas
alguns amigos íntimos. Eles são cuidadosos com detalhes e gostam de
trabalhar em projetos para longos períodos de tempo sem interrupção.
SENSITIVOS/ INTUITIVOS
A segunda área analisa a forma como as pessoas tomam e
processam informações.
Pessoas sensitivas preferem tomar informações através de seus
sentidos. Eles se concentram em fatos e detalhes que podem ser
observados através dos cinco sentidos, através de toque, que podem ver,
ouvir, cheirar, ou degustar. São pessoas práticas, que preferem o
ministério prático, em vez de ministério de estudo, e gostam de seguir as
formas estabelecidas, as tradicionais. Eles são trabalhadores estáveis que
gostam de acompanhar os sistemas e procedimentos para chegar a
conclusões com um passo de cada vez. Habitam sobre a realidade
presente (o aqui e agora), precisam do "ver para crer". Um exemplo na
Bíblia é Thomas, que precisou ver e tocar o Salvador a acreditar (João
20:24-25).
Pessoas intuitivas assimilam as informações de forma holística,
preferindo o mundo das idéias, possibilidades e relações. Eles são grandes
tipos de imagem que coíbem fatos meticulosos. Gostam de resolver
problemas
e
trabalham
com
explosões
de
energia,
movidos
pelo
entusiasmo. Não se importam com sistemas e procedimentos, mas
preferem buscar mudanças e novas idéias. Os intuitivos preferem seguir
suas inspirações, sejam boas ou más. São pessoas visionárias que se
concentram sobre o futuro possível (o que poderia ser). Para eles,
104
"acreditar é ver." Um exemplo bíblico é Neemias, que podia ver os muros
de Jerusalém reconstruída antes que havia sido reconstruída.
PENSADORES/ SENSÍVEIS
As terceira área diz respeito ao que você faz com a informação que
você toma, ou como você toma decisões.
Os pensadores tomam decisões com base na lógica e na análise
objetiva e são relativamente insensíveis. Eles preferem conquistar as
pessoas por sua lógica. Têm uma abordagem mais impessoal para tomada
de decisão no ministério e são tidos, por vezes, como insensíveis e não
estão interessados nos sentimentos das pessoas. A verdade é importante
para eles, e são orientados pela tarefa. Não são pessoas que agradam e
pode ministrar em um ambiente de equipe, onde há alguma desarmonia
entre a equipe do ministério.
As pessoas sensíveis tomam suas decisões com base em valores
pessoais e motivações. Se preocupam com outras pessoas e seus
sentimentos. Preferem conquistar as pessoas através da persuasão. Esas
pessoas adotam uma abordagem pessoal para a tomada de decisões e se
comunicam com calor e harmonia.
Os valores humanos são importantes, conseqüentemente são
pessoas mais orientadas. Agradam as pessoas e preferem um ambiente
ministerial onde há harmonia entre a equipe.
JULGADORES/ PERCEBEDORES
A última área diz respeito da forma de orientar para o mundo
exterior e para a estrutura e tempo que demora a tomar decisões.
Pessoas Julgadoras preferem uma abordagem mais estruturada
para a vida, devido o desejo de controlar e regular a vida. Assim, eles são
105
organizados e lidam com o mundo de forma planejada e ordenada.
Ministram melhor quando podem planejar seu trabalho e seguir esse
plano sem alteração ou interrupção. Eles podem não ver as coisas novas
que precisam ser feitas, no entanto. Preferindo ter as coisas resolvidas e
atrás
deles,
buscam
encerramento
e
tendem
a
tomar
decisões
rapidamente.
Pessoas percebedoras procuram entender a vida e se adaptar a ela,
assim têm uma abordagem menos estruturada da vida. Estas são
adaptáveis, flexíveis e espontâneas. Tendem a começar muitos projetos e
têm dificuldade em terminar. São curiosas e gostam de explorar novas
idéias e ministérios. Têm pouca necessidade de encerramento e preferem
tomar decisões somente depois de todos os fatos estarem prontos.
Descobrindo seu papel de liderança e estilo
A liderança é fundamental para o sucesso de qualquer trabalho para
Cristo. Como a liderança de um ministério anda, assim anda o próprio
ministério. Duas áreas importantes de liderança são o seu papel de
liderança e estilo.
Seu papel de liderança
Existem dois principais papéis de liderança: liderança e gestão ou
administração. Mais provável que você tenha alguma combinação de
ambos, mas um desses irá dominar. Descobrindo o seu papel de liderança
envolve primeiro uma abordagem objetiva e, em seguida, uma abordagem
subjetiva.
A Abordagem Objetiva
Para ajudar você a descobrir o seu papel de liderança, eu projetei
uma ferramenta chamada Leadership Role Indicator (Indicador de Papel da
106
Liderança). Vá para o Indicador de Papel da Liderança no apêndice E.
Complete e veja a pontuação.
A Abordagem Subjetiva
Volte para a seção de papéis de liderança no capítulo 3. Enquanto
você leu esta seção, você se identificou com a liderança ou com a gestão?
Cuidadosamente releia esta seção com atenção especial nas descrições
dadas por líderes e gestores. Observe as definições, diferenças, e
possibilidades de que você pode ser uma combinação de ambos aspectos.
Neste último caso, o que é mais forte liderança ou gestão?
Seu estilo de liderança
Enquanto muitos não possuem o dom da liderança, a maioria das
pessoas se encontra em situações em que precisam liderar. Um exemplo
seria o pai em casa. O seu estilo de liderança reflete como você conduz as
pessoas, independentemente das circunstâncias. Antes de peosseguir a
leitura, vá ao apêndice F e faça o Teste de Estilo de Liderança ( Leadership
Style Inventory - LSI). Depois de concluí-lo, a seguinte explicação sobre os
estilos de liderança ajudará você a compreender os resultados.
O que tudo isto significa?
Há quatro estilos de liderança dominantes que caracterizam todos
os líderes. Eu organizei cada estilo em torno de três áreas: o contexto
ministerial ou situação em que o estilo em particular é mais eficaz, os
pontos fortes do estilo, e as fraquezas do estilo. Um dos seguintes estilos
será o seu estilo de liderança primária e deve descrever com precisão você
e como você costuma influenciar ou afetar as pessoas em determinados
contextos. Você pode achar útil para sublinhar as características que
descrevem
107
você,
e
outras
que
não.
Provavelmente,
algumas
das
características do segundo e, possivelmente, o terceiro estilo de liderança
vão ajudar a formar o seu estilo de liderança. Leia atentamente as
informações que descrevem os outros estilos e tente determinar qual é seu
verdadeiro estilo.
DIRETORES ou ADMINISTRADORES - O ESTILO DE LIDERANÇA FORTE
Contexto. Diretores orientam para a tarefa os líderes e trazem essa
força para os ministérios que precisam de orientação. No ministério os
diretores muitas vezes gravitam à posição de liderança. Eles fazem bons
líderes de ministérios nas igrejas e nas configurações paraeclesiásticas. Se
você quer algo bem feito, atribua-o a um diretor. Ele ou ela adoram um
desafio e farão o trabalho.
Administradores são pró-ativos, correm o risco, cobram duro,
desafiam os líderes para definir um ritmo rápido para seus ministérios.
Estudos indicam que, assim como pastores, estes são bons plantadores e
revitalizadores
de
igrejas,
especialmente
se
possuirem
algumas
características de Inspiradores, que são fortes no relacionamento com
pessoas. Estes são frequentemente orientadores para a mudança e tentam
trazer a mudança para contextos ministeriais. Também lideram bem em
uma situação de crise.
Pontos fortes. Administradores excedem os aspectos de orientação
para realizar uma tarefa. Alguns são visionários e podem definir metas
elevadas para seus ministérios e depois regularmente desafiam as pessoas
para realizarem essas metas. São agentes de mudança que questionam o
modo como a instituição está e lutam com as tradições, especialmente se
as tradições impedem a instituição de cumprir sua missão. Também são
trabalhadores que buscam oportunidades de realização individual e
buscam o alto desempenho pessoal em seus ministérios. São rápidos em
reconhecer e aproveitar as oportunidades que Deus traz em seu caminho.
Eles destacam na gestão de problemas e enfrentam situações complexas e
108
tomam decisão rápida com a capacidade de avaliar uma situação com
rapidez e agir sobre ela. Muitas vezes aqueles que evangelizam adotam
uma abordagem direta, e aqueles que pregam com impacto as desafiam a
viver para Deus.
Pontos Fracos. Administradores são fortes, orientadores, e se
esforçam frequentemente com o lado relacional de liderança. Eles têm que
resistir à tentação de assumir o controle de um ministério a frente de um
ministerio. Podem intimidar as pessoas para controlar ou sair e procurar
outro
ministério.
Tambem
podem
ser
mandoes,
tomam
decisões
precipitadas, e parecem frios e insensíveis.
Alguns precisam aprender a relaxar e desfrutar das pessoas. Devem
considerar as necessidades dos outros, assim como suas próprias. Eles
têm a tendência de julgar as pessoas baseados unicamente em sua
performance ministerial. Consequentemente, os ministérios podem ser
muito orientados para a tarefa com pouca atenção para as questões
relacionais. Podem equilibrar um pouco isso, trabalhando duro no
desenvolvimento de habilidades pessoais. Estes poderiam se beneficiar da
parceria com aqueles que têm habilidades ministeriais comp1ementares e
ouvir os sábios conselhos.
O ESTILO DE LIDERANÇA INSPIRADOR
Contexto. Os inspiradores líderes orientadores que trazem a força
para os ministérios que necessitam de uma orientação mais relacional.
Como os Administradores, os inspiradores muitas vezes gravitam para
liderar posições, especialmente em contextos igreja. Eles atuam melhor
em situações que exigem inspiração, motivação, que atraia pessoas,
emocionante sincero. Eles preferem trabalhar em equipe, onde eles podem
usar suas habilidades de liderança. Os inspiradores nao agem bem em
ambientes controlados onde há pouca liberdade para liderar e expressarse. Eles vão trabalhar duro para mudar tais circunstâncias. Na verdade,
109
são agentes de mudança que estão abertos a novas formas de ministério,
estabelecendo um ritmo rápido para os ministérios que lidera. Sao bons
pastores
em
uma
variedade
de
situações,
tais
como
na
plantação e revitalização de igrejas em contextos eclesiásticos. Eles lutam
tanto em situações difíceis, onde as pessoas estão lutando uns com os
outros e trabalham duro para uni los. Têm melhor desempenho em
situações
onde
tem
o
controle
moderado
(as
coisas
estão
nem
completamente sob nem para fora de seu controle) em oposição a um
controle muito alto ou mínimo. Estudos indicam que Inspiradores com
qualidades são muito bons em revitalização.
Pontos fortes. Esses tendem a serem líderes naturais, relacionando
bem com as pessoas. As pessoas que trabalham com estes apreciam suas
capacidades
visionárias
Inspiradores
tem
um
e
se
faro
relacionam
para
novas
pessoalmente
com
eles.
oportunidades.
São
bons
solucionadores de problemas diante de uma e têm a capacidade de
inspirar as pessoas a trabalharem unidas com bom humor. Muitas vezes
são articulados, e quando pregam ou ensinam, falam com emoção, e seu
estilo de evangelismo é muito relacional. Na verdade se relacionam com as
pessoas num nível mais emocional do que intelectual. Em suas
mensagens
procuram
inspirar
e
motivar
com
uma
visão
a partir das Escrituras. Gravitam em torno de alguns e desfrutam de
aconselhamento e apoio a outros.
Pontos
Fracos.
Alguns
inspiradores
podem
ser
fortes
e
desagradáveis. Gostam de ser o centro das atençoes, e que muitas vezes
incomodam seus seguidores. Enquanto os inspiradores são fortes
relacionalmente, podem ter dificuldades em realizar tarefas de liderança
necessárias. Começam projetos que nunca podem terminar, pois quando a
novidade passa, ficam entediados e inquietos.
Inspiradores lutam com detalhes, regras e tarefas desagradáveis.
Muitas vezes perdem prazos, ignoram a papelada e não administram bem
seu tempo também. Querem ser queridos por todos e, conseqüentemente,
110
procuram agradar as pessoas. Isso significa que evitam falar diretamente
e enfrentar aqueles que são problemáticos. Estes precisam ser mais
objetivo ao tomarem decisões e fazerem menos promessas.
DIPLOMATAS - O ESTILO DE LIDERANÇA DE APOIO
Contexto.
Os
Diplomatas
são
orientadores
que,
como
os
Inspiradores, trazem uma orientação relacional ao contexto ministerial.
Atuam melhor em situações que exigem necessidade de cuidado solidário,
amigável, e paciente.
Os diplomatas são jogadores fortes em uma equipe, que lideram
bem em áreas especiais, como pequenos grupos, aconselhamento e outras
configurações semelhantes de apoio a pessoas. No entanto, muitas vezes
ministram melhor em funções de apoio, e não em posições de liderança
organizacional. Estes agem em situações em que há brigas, desarmonia e
incerteza sobre seu futuro. Preferem um ritmo um pouco lento com os
procedimentos operacionais de padrão. Resistem à mudança porque estão
preocupados com os riscos que a mudança traz e como esta irá afetar as
pessoas.
Pontos fortes. Outros líderes louvom os Diplomatas por sua lealdade
e apoio, especialmente em tempos difíceis. Esses mesmos líderes apreciam
suas instruções de direcionamento, aceitando e seguindo as sem
hesitação. Os Diplomatas são mais hábeis em ministrar para acalmar os
que estão perturbados e descontentes. São bons ouvintes para que as
pessoas se sintam atendidas e compreendidas. São grandes jogadores de
uma equipe que cooperam bem com seus companheiros na realização de
tarefas ministeriais. As pessoas também as admiram por sua abordagem
de senso comum para o ministério. Os Diplomatas são muito pacientes, e
são os líderes de suporte, que se dão bem com a maioria das pessoas na
organização do ministério. (Se você não consegue ficar proximo com um
diplomata, o problema não é com ele mas com voce). Assumem a
111
responsabilidade
de
bom
grado
e
acompanham
através
de
suas
promessas. Como evangelistas, preferem um estilo relacional. Aqueles que
falam ou pregam para consolar, confortar e encorajar os outros atraves
das Escrituras.
Pontos Fracos. Algumas pessoas reclamam que os Diplomatas são
tão legais que não se iram com aqueles que deveriam para não magoa los.
Eles podem ser tão leais a seus líderes e ministérios, que perdem
oportunidades dadas por Deus. Podem ter um coração tão mole que não
conseguem enfrentar e lidar com pessoas difíceis. Precisam trabalhar duro
para desenvolverem tarefas orientadas, tais como serem mais assertivos e
aprenderem a dizer não quando passam do limite. Também devem
aprender a não culpar a si mesmos quando os outros falham. Em
situações difíceis tendem a buscar acordos, em vez de consenso. Os
Diplomatas ganhariam em ser mais pró-ativos, tomando a iniciativa no
ministerio.
ANALÍTICOS - O ESTILO DE LIDERANÇA CONSCIENTE
Contexto. Os Analíticos são líderes orientadores. Assim podem trazer
alguns complementos, orientados para a tarefa em contextos ministeriais.
São pessoas analíticas, factuais, observadoras e detalhistas. Estes são
ativos nos ministérios numa demanda de alta qualidade, como um
ambiente acadêmico ou no ensino em uma escola bíblica ou seminário,
também funcionam bem como pastores de igrejas que conduzem um
púlpito
forte,
Ensino bíblico.
caracterizado
por
um
modelo
de
profundo
Muitas vezes você ira encontrar um analitico no
ensino da escola dominical e classes semelhantes em igrejas onde as
pessoas querem um forte ensino da Bíblia.
Os Analíticos tendem a trabalhar melhor em posições de apoio, onde
sabem o que se espera deles, tendo a responsabilidade de realizações
individuais, como a preparação e aulas. No entanto, eles preferem não
112
trabalhar com líderes fortes, tais como Administradores, que muitas vezes
se concentram mais em alcançar as pessoas e criar ministérios do que na
qualidade de ministério.
Pontos fortes. Os Analíticos são conscientes, auto - disciplinados e
líderes que são auto - realizadores. São bons em programas de avaliar a
sua igreja e ministério, mantendo as igrejas nas bases teológicas. Pessoas
que trabalham com analíticos apreciam a sua capacidade de serem
consistentes e confiáveis, pois estes mantêm a palavra. Preferem tarefas
que requerem habilidades analíticas e críticas na resolução de problemas.
Analíticos se relacionam com as pessoas mais intelectualmente do que
emocionalmente, e muitas vezes perguntam "porquê" e ajudam os outros a
refletirem. Preferem fazer evangelismo como apologistas mais do que como
os de confronto ou relatores. Algumas pessoas são atraídas por analíticos
por seu cuidado no ensino da Bíblia. Os Analíticos que pregam preferem
usar a Bíblia em profundidade, usando fatos e detalhes para apoiarem
suas conclusões.
Pontos Fracos. Em seus papéis de liderança, os analíticos tentam
manter o estado tradicional. Em situações onde há insatisfação e muitos
conflitos, como em um contexto de revitalização, não conduzem bem.
Estes lutam contra as mudanças rapidas, pois estão preocupados de como
a mudança pode afetar a precisão e a qualidade do ministério.
Conseqüentemente podem não ver a necessidade de avançar para o futuro
e considerar abordagens novas ao ministério. Os Analíticos podem lutar
com outras funções vitais para a liderança organizacional, tais como
lançamento da visão, desenvolvimento de equipes, gerenciamento de
mudanças,
a
direção
e
de
assumir
riscos,
todos
os
quais
são
fundamentais para o ministério no século XXI. Muitas vezes as pessoas se
queixam de que analíticos são muito exigentes e tornar-se tão envolvidos
na obtenção de fatos precisos e detalhes que não conseguem completar as
tarefas do seu ministério. Os Analíticos têm uma tendência a serem
críticos em relação aos líderes inovadores que fazem o ministério de forma
113
diferente, e podem até provocar sentimentos negativos em relação a eles.
Muitas vezes os analíticos precisam trabalhar duro para os aspectos
relacionais do ministério, pois tendem a subjugar e intimidar as pessoas
com sua lógica e profundidade de informações. Às vezes são frios,
distantes e reservados. Em outros momentos, podem querer agradar as
pessoas. Isso torna difícil para outros que querem conhecer melhor os
analíticos e aqueles que trabalham com estes em equipes. Mais se
beneficiariam
se
desenvolvessem
fortes
habilidades
relacionais
no
ministério.
Estes estilos de liderança se combinam para formar pelo menos
dezesseis estilos diferentes, e a maioria das pessoas terão uma
combinação de dois ou mais dos quatro estilos primários de liderança. Por
exemplo, o estilo Administrador poderia ter qualquer das seguintes
combinações:
Administrador
Inspirador,
Administrador
Diplomata,
e Administrador Analitico.
Que diferença tudo isto faz?
Uma vez que você conhece seu estilo de liderança, seu contexto
ideal, e seus pontos fortes e fracos, você pode se perguntar que diferença
faz na sua liderança e ministério e o que você deve fazer com esta
informação?
Seu Contexto Ideal
O teste Leadership Style Inventory ajudará você a conhecer o seu
contexto ideal. O próximo passo é analisar o contexto atual. É sua
situação atual uma boa opção? Um bom ajuste fornece a você a
oportunidade de fazer o que você faz de melhor, praticamente todos os
dias.
Se a sua situação atual não é uma boa opção ou se é questionável,
você pode ajustar o seu estilo suficientemente em um melhor contexto? Se
114
não, seria sábio procurar um contexto mais próximo de seu contexto ideal
e que se alinhe com o seu estilo de liderança. Se você não está envolvido
em um ministério, mas quer estar, seria sábio avaliar as várias
oportunidades à luz do seu contexto ideal.
Seus Pontos Fracos
Os resultados teste Leadership Style Inventory trarão à tona
algumas de suas fraquezas. Seus pontos fracos são aquelas competências
e habilidades que você não possui, mas precisa para realizar bem o seu
trabalho. Existe um mito popular e suposição comum que diz que para se
tornar forte você deve melhorar ou, pelo menos, minimizar seus pontos
fracos. No entanto, você não pode sobressair na liderança por apenas
fixação ou minimizar seus pontos fracos. Você deve maximizar seus
pontos fortes. Isso não significa, entretanto, que você simplesmente ignore
suas fraquezas. A solução é trabalhar em torno deles sempre que possível.
Existem várias maneiras de fazer isso. Primeiro, você deve perceber
que você não pode ser proficiente em tudo. Deus não criou você para se
destacar em todas as áreas do ministério. Essas áreas fora da sua
concepção não são limitações ou fraquezas. Se for necessário para um
ministério eficaz, uma limitação torna-se uma fraqueza. A solução é
trabalhar suas limitações e fraquezas. Encontre pessoas que são fortes
nas áreas de suas limitações e deixe-os ajudá-lo.
Conhecendo suas limitações você pode trabalhar a seu favor no
ministério de duas maneiras. Uma vantagem é que evita que seu
ministério esmoreça. Envolver-se em um ministério ao qual foi chamado
num desígnio divino é diferente de sua própria vontade. Em um curto
período de tempo, leva o ministério a esmorecer e a abandonar o
ministério.
115
A outra vantagem é que conhecer suas limitações ajuda você a
trabalhar em direção a eficácia máxima de seu ministério. Ao saber o que
você não faz bem, você pode concentrar tempo significativo neste em
relação ao que faz bem. Um importante subproduto do processo é que
você aprende quando dizer não. Para conduzir seu ministério bem, há
certas habilidades que você deve ter. Se você é fraco nessas habilidades
necessárias, não tem escolha, mas pode tentar melhora-los. No entanto,
você deve ter em mente que você sempre luta nessas áreas até certo
ponto, por isso não seja muito duro consigo mesmo quando não se tornam
fortes. Você também pode tentar contornar suas fraquezas. Se você tiver
dificuldade para lembrar as boas idéias, mantenha um pedaço de papel e
uma caneta para escrevê-las quando vêm para você. Se você quiser
lembrar de orar por alguém, escreva o seu nome em um post-it e colá-la
no painel de seu carro.
Seus Pontos Fortes
Os resultados do teste Leadership Style Inventory permite que você
conheça seus pontos fortes como um líder. Esta é a característica mais
útil deste topico. Para se destacarem na liderança e dar uma maior
contribuiçao para a sua organização e para o reino de Deus, você precisa
conhecer e cultivar e, assim, maximizar seus pontos fortes. Os bons
líderes são alunos que continuam a buscar o crescimento em sua
experiência como líderes. O maior espaço para seu crescimento pessoal e
competência cada vez maior nestas áreas são seus pontos fortes. Você
deveria focalizar sua formação e desenvolvimento na construção de seus
pontos fortes, não trabalhando somente em suas fraquezas. Quando você
sabe seus pontos fortes como líder, considera as seguintes perguntas:
Como posso desenvolver melhor cada ponto forte? Existe um curso que
posso fazer, um livro que posso ler, ou uma prática que devo seguir?
Talvez a resposta seja um mentor que compartilhe os seus pontos fortes.
Independentemente da sua resposta, é imperativo que você desenvolva e
116
busque um plano de desenvolvimento pessoal de liderança e deve começar
o mais rapido possível. Outra questão é como aqueles a quem você
ministra percebem seu estilo de liderança? Como você se depara com os
outros? Seu povo responderá à sua liderança, com base em como eles, não
você, percebem o seu estilo. (Esta é uma boa razão para que outros
realizem o teste também)
Muito provavelmente você vai ser uma combinação de dois dos
quatro temperamentos no perfil bíblico pessoal ou o perfil pessoal. Uma
será primária e a outra secundária, e seu estilo de liderança resultante irá
refletir as características de ambas. Por exemplo, o seu estilo pode ser
primariamente democrática e também autocrático. Para uma visão ainda
mais na liderança, em geral, encorajo-vos a consultar os meus livros Being
Leaders e Building Leaders, ambos publicados pela Baker Books.
Descobrindo o Seu Estilo de Evangelismo
Pouco tem sido escrito sobre o estilo cristão de evangelismo.
Portanto, esta abordagem para descobrir o seu estilo ou combinação de
estilos é mais subjetiva do que objetiva.
A abordagem Objetiva
Uma pista para o seu estilo de evangelismo é como você se relaciona
com as pessoas em geral. Portanto, um dos testes de temperamento mais
objetivos, como Indicador de Temperamento 1 (Temperament Indicator 1),
o perfil bíblico pessoal (Biblical Personal Profile), ou o perfil pessoal
(Personal Profile), pode lhe dar uma visão sobre como você prefere
evangelizar. Tenho observado uma correlação entre um temperamento D
e o estilo evangelístico de confronto. Aqueles que usam um estilo de
confronto experimentam muita rejeição - portas batidas na cara e pessoas
rudemente dizendo que não estão interessadas. Enquanto todos os
117
temperamentos lutam com a rejeição, os D tendem a lidar melhor com
isso. Também vejo alguma correlação com o estilo testemunhal. Aqueles
que a usam principalmente lidam com os fatos. Por exemplo, o cego
curado em João 9 respondeu a seus interlocutores, "Uma coisa eu sei. Eu
era cego e agora vejo" (v. 25). Os D também dão grande valor aos fatos.
Tenho observado uma alta correlação entre os temperamentos I e R
ou S e os estilos de temperamentos relacionais e os que convidam. Tanto
R quanto os S são pessoas de temperamentos que lideram orientando, e
possuem os estilos relacionais e os que convidam, envolvendo tempo e
interação com as pessoas. Eles se concentram em ganhar familiares e
amigos para Cristo. Em Marcos 5 Jesus disse ao homem liberto de
possessão demoníaca: "Vá para casa para sua família e dizer-lhes quanto
o Senhor fez por você, e como ele teve misericórdia de ti" (v. 19). Em João
4 a Samaritana voltou para o seu povo e disse: "Vinde ver um homem que
me disse tudo quanto tenho feito. Poderia ser este o Cristo?" (V. 29).
Tenho observado uma correlação entre os temperamentos T e C e o
estilo intelectual. Aqueles que possuem o estilo intelectual tendem a
ser extremamente inteligentes, analíticos e capazes de reunir bons
argumentos para os seus sistemas de crença. Eles gostam de refletir sobre
as perguntas mais difíceis do cristianismo. Pessoas com temperamentos T
ou C são analiticos e inteligentes. Cada temperamento tem pontos fortes e
fracos no evangelismo. Um temperamento D com o dom de evangelismo
será um grande ganhador de almas. Essas pessoas poderao ser vistas
como arrogantes e agressivas, no entanto. Um temperamento I no
evangelismo será uma testemunhal, entusiasta e articulador que se
relaciona bem com os incrédulos e ganhara muitos a Cristo. No entanto,
tendem a se preocupar muito com o que os outros pensam sobre eles. O
temperamento S com o dom evangelístico será uma testemunha
constante, fiel a Cristo e se dara muito bem com os não-cristãos. No
entanto, ele ou ela tende a ser facilmente intimidados e não correr riscos,
como os do tipo O ou I. Finalmente, o temperamento C com o dom de
118
evangelismo é cuidadoso no testemunho aos perdidos. São analíticos e
preocupados com os detalhes. É importante que tenham as respostas
corretas para todas as perguntas que um descrente possa vir a perguntar.
No entanto, eles podem ser muito cautelosos e inflexíveis.
A abordagem Subjetiva
Para determinar o seu estilo subjetivamente, releia a seção sobre os
estilos de evangelismo no capítulo 3 e pense sobre sua atividade ja
realizada na evangelização, que lhe dara uma idéia do que funciona para
você e o que não funciona.
Se você já teve alguma experiência de evangelismo, o mais provável
é que tenha sido exposto ao estilo de confronto. Você pode ter batido na
porta de alguem, ou testemunhar em um dormitório da faculdade ou
entreguar folhetos em uma esquina. Ou você é atraído por este estilo ou
repelido por este.
Você precisa expor-se a outros estilos também. Sua igreja pode ser
um bom lugar para começar. Se a sua igreja não oferece oportunidades
para o evangelismo, tenho duas sugestões. Primeiro, olhe para as pessoas
em
sua
igreja,
que
individualmente compartilham
sua
fé. Muito
provavelmente, eles ficariam felizes em ajudar a envolvê-lo em alguma
forma de evangelismo. Em segundo lugar, entre em contato um ministério
eclesiástico em sua área especializada em evangelismo. A maioria está à
procura de trabalhadores e estaria disposta a ajudá-lo, no entanto, esteja
ciente de que algumas igrejas e ministérios eclesiásticos se especializam
em apenas um estilo de evangelismo: o de confronto.
Descobrindo seus Dons e Talentos Naturais
Sem dúvida, você deve ser ciente de seus dons e talentos naturais
que Deus te deu como componentes do seu designio divino. Desde que
119
inatos, você tem vivido muito tempo com esses dons espirituais. Também
o mundo ao seu redor se concentra mais sobre essas habilidades e sua
descoberta do que algumas das outras áreas de seu designio, por isso são
mais familiares e reconhecíveis.
A abordagem Objetiva
Vá aos Dons Naturais e Teste de Talentos no apêndice G e conclua o
inventário antes de prosseguir. Se você pretende seguir em tempo integral
o ministerio pastoral, você pode precisar considerar um tempo adicional
fora da igreja. Isto aplica-se ao ministério pastoral em particular.
Atualmente a oferta de pastores é maior do que a demanda. Também a
maioria das igrejas na América do Norte são pequenas. Muitas vezes, os
pastores precisam de um emprego extra para complementar seus salários.
Tambem disponibilizei no apêndice H os testes Natural Gifts e Abilities
Indicator. Se você não antecipou sua vocação pastoral, este indicador pode
ajudá-lo a continuar a identificar suas habilidades naturais para a sua
vocação presente ou futura. Vários indivíduos e organizações têm
desenvolvido uma série de ferramentas ou criaram organizações para
ajudar as pessoas a descobrirem suas habilidades. Uma ferramenta útil é
Campbell Interest and Skills Survey. Além disso, você pode querer contatar
um conselheiro profissional ou um serviço de testes vocacionais em sua
comunidade, localizada em alguma escola pública, colégios comunitários e
universidades.
A abordagem Subjetiva
Dependendo de sua idade, você já determinou muitas de suas
habilidades naturais. Por exemplo, você pode ter tido aulas de piano ou de
voz começando na infância e ter determinado a sua capacidade de tocar
um instrumento ou cantar. No entanto, você tem outras habilidades que
você ainda não descobriu. Para continuar o processo de trazê-los a tona,
120
releia a seção sobre dons e talentos naturais no capítulo 3, especialmente
a parte sobre a essência dos dons.
Uma ferramenta útil para descobrir e confirmar suas habilidades
naturais e os outros componentes de seu projeto é o "mapa da vida" ou
"tábua de salvação", que é uma representação pictórica de sua vida desde
o nascimento até o presente. Um exame cuidadoso do passado serve para
trazer à tona os padrões consistentes de comportamentos que cada um
possui, onde revela o seu talento e vários estilos de lideranca através do
qual você opera. Para desenvolver o seu mapa de vida, trace sua vida
desde o passado como pode se lembrar até hoje, em busca de pistas e
dicas que ajudam você a descobrir seus dons espirituais , paixão,
temperamento e olhar para realizações importantes, hobbies, trabalhos,
interesses e tendências que revelam capacidades naturais e outros
elementos do desígnio divino. O mapa da vida, muitas vezes mostra
superfícialmente características de sua vida. Você pode descobrir que tem
sido motivado a começar coisas novas. Por exemplo, na escola você pode
ter organizado um negócio de jardinagem no verão para ganhar alguns
dólares extras. Em seguida, na escola você começou um serviço de office
boy. Mais tarde, você começou outro negócio, sem mencionar que num
bairro que também comecou a dar estudos Bíblicos.
Este padrão demonstra que uma parte significativa de seu designio
está em comecar novos ministérios, seja como leigo ou profissional em
uma igreja ou ministérios eclesiásticos. Em O Desafio da Liderança,
Kouzes e Posner apresentam uma versão útil e abreviada de um exercício
de salvação desenvolvido por Shepard e Hawley.
Em um pedaço de papel em branco, desenhe sua "tábua de
salvação". Inicie escrevendo sobre seu passado, o que voce se lembra e
pare no presente. Desenhe a sua salvação como uma gráfico, com os picos
representando as elevações em sua vida e os vales que representam os
pontos baixos. Ao lado de cada pico, escreva uma palavra ou duas
identificando a experiência. Faça o mesmo para os vales. Agora volte por
121
cima de cada pico. Para cada pico, faça algumas anotações sobre o por
que isso foi uma experiência de pico para você. Analise suas notas. Que
temas e padrões são revelados pelos picos em sua vida? Que importantes
forças pessoais são revelados? O que informam estes temas e padrões de
sobre o que você é provável?
O mapa de vida pode assumir diversas formas. Kouzes e Posner
sugere um gráfico. No entanto, você pode encontrar uma outra figura que
faz mais o seu estilo. Algumas pessoas têm usado uma linha de tempo em
linha reta, um saca-rolhas em espiral de dentro para fora, ou uma
imagem (veja a figura 4). Independentemente da forma que você usa, a
composição de seu mapa de vida é fundamental, em última análise para
descobrir e compreender o seu desígnio divino. Este vai abrir os olhos
para como Deus tem maravilhosamente projetado você (Sl 139:14) e vai
motivá-lo a usar o designio em seu serviço. Antes de prosseguir com o
exercício seguinte, certifique-se de desenvolver seu mapa de vida de
acordo com as orientações acima.
122
Figura 4
Mapa da Vida
Linha o Tempo
Nascimento
Graduação
Ensino Médio
Colegial
1976
1983
1961
Círculo
Gráfico
X
Y
123
Planilha
Para ver um quadro completo de como Deus criou você, coloque
todas as informações recolhidas a partir deste capítulo sob cada tópico
apropriado.
1. Quais são os seus dons espirituais? Qual o dom primário e os que dão
suporte a este? Se assim for, liste primeiro e círcule.
A.
B.
C.
D.
E.
2. Qual é a sua paixão (s)?
3. Qual é o seu temperamento? (Circule as letras apropriadas.)
a. Indicador de temperamento 1: DIRT
b. O perfil bíblico ou pessoal: DiSC
C. Indicador de Temperamento 2
E
I
S
N
T
F
J
P
d. O Teste de Temperamento Myers-Briggs
124
E
I
S
N
T
F
J
P
4. Qual é o seu papel de liderança?
a. Líder
b. Administrador
c. Líder-administrador
d. Gestor-lider
5. Qual é o seu estilo de liderança? Se você expressa dois estilos, círculo e
sublinhe o que é dominante.
a. Diretor
b. Inspirador
C. Diplomata
d. Analítico
6. Qual é o seu estilo evangelístico (s)?
7. Quais são os seus dons e talentos naturais?
8. Opcional: Qual é o seu estilo de crescimento espiritual, aprendizagem,
resolução de conflitos, pensamento e trabalho em equipe?
9. Liste observações relevantes sobre o seu desígnio divino.
125
PARTE 2
DETERMINANDO SUA DIREÇÃO
MINISTERIAL
A segunda parte deste livro vai ajudar você a entender que Deus tem
uma gama limitada de ministérios para você no corpo de Cristo. Depois de
ter descoberto sua identidade ministerial (parte 1), o próximo passo é usar
esta informação para determinar qual ministério Deus tem para você
(parte 2) - que é o objetivo final deste livro.
126
5
O CONCEITO DE DIREÇÃO
MINISTERIAL
Cada membro é um ministro?
Carol se sentou com uma xícara fumegante de café preto e com a
correspondencia do dia, sentindo-se confusa e um pouco conturbada. O
consultor de igrejas, Bruce Smith, tinha enviado os resultados de seus
testes
de
dons espirituais.
Nenhuma
explicação
acompanhava
os
resultados, apenas uma nota dizendo: "Venha me ver para conversarmos
sobre seus resultados e sua direção ministerial." O teste dizia que Deus
lhe dera os dons espirituais de liderança, misericórdia, e pastorado. Os
dois
primeiros
ela
compreendeu.
No
entanto,
ela
tinha
alguma
preocupação com o dom do pastorado, o que isso significava? Ela não
acreditava que as mulheres poderiam ser pastoras de igrejas, e pensava
127
que tinha que ser "chamado" para se tornar um pastor. Nunca antes havia
tido uma experiência emocional profunda quando voltou para casa no sul
do Texas, onde Deus falou em uma visão e chamou uma pessoa para o
ministério pastoral de uma igreja. Não é isso que uma "visão do
ministério" é?
Recentemente o novo pastor de Carol havia dito que o mais
importante para as pessoas deste novo paradigma de igreja do é que
"Cada membro um ministro". Mas o que isso significa? Ela estava
perfeitamente feliz como uma procuradora - estaria Deus dizendo-lhe
para mudar de profissão? Amanhã a primeira coisa que farei, ela pensou, é
ligar e marcar uma consulta com Bruce Smith.
Depois de voce ter discernido como Deus tem projetado seu
ministério (o seu desígnio divino ou identidade ministerial), o próximo
passo é descobrir o seu sentido ministerial (sua direção do designio base).
Agora que você tem algum conhecimento de quem você é, você precisa
descobrir o que você pode fazer. Mas antes de tentar isso, precisamos
responder a várias questões. Primeiro, quem deve ser envolvido no
ministério? Cada membro pode ser um ministro? Todos devem buscar o
ministerio pastoral? Segundo, o que é uma visão de inistério? É uma
experiência emocional em que Deus fala a você em um sonho e lhe diz o
que fazer? Finalmente, vamos olhar para várias questões que giram em
torno do conceito de direção ministerial, tais como: Será que uma pessoa
tem que experimentar um chamado divino para envolvido no ministério?
Quem está envolvido no Ministério?
Até agora, este livro tem defendido que cada cristão deve estar
envolvido em alguma forma de ministério seja integral ou em tempo
128
parcial. Mas a Bíblia ensina isso, e está a maioria dos crentes envolvidos
em algum tipo de ministério?
O Plano de Mobilização Ministerial
Cada membro é um ministro? Sim! Deus deseja que todos os que
conhecem ao Salvador estajam envolvidos no ministério em algum grau. O
Plano de nosso Pai amoroso é para nos abençoar e a outros através do
nosso envolvimento no serviço dele e da igreja. Deus não reconhece a
divisão entre leigos e clerigos que tem caracterizado a igreja por tantos
milhares de anos. Clerigos não são pagos para fazer o trabalho do
ministério em nosso lugar. Esta é a evidencia de muitas realizações
divinas de Deus em nossas vidas.
1.
Deus criou cada um de nós com um designio único (Gn
1:26-28; 2:15; Êxodo 31:1-5; Ps 119:73; 139:13-16;. Jer
01:05; Lucas 1 : 15; Gal 1:15). Isto inclui o nosso
temperamento e talentos e dons naturais.
2.
Deus derramou o Espírito Santo em cada um de nós no
momento da nossa conversão a Cristo. Deus, o Espírito
Santo, habita em cada um de nós (1 Cor 3:16; 6:19),
fornecendo-nos o poder que precisamos para realizar nossa
direção ministerial neste mundo (Ef 3:16, 20).
3.
Cristo colocou a cada um de nós em uma relação única em
uma comunidade, chamado o corpo de Cristo (1 Coríntios
12). Neste contexto, Ele também tem dado a cada um de
nós um ou mais dons espiritual, que são uma adição ao
nosso plano divino quando chegamos nos chegamos a Ele
(Ef 4:7-11).
129
4.
Todos nós somos sacerdotes, devido à nossa posição em
Cristo (1 Pedro 2:5-9; Rev. 1:6) e estamos aqui com o
propósito de servirmos a Deus.
5.
O Pai tem colocado a todos nós em várias situações difíceis
na vida para um serviço mais eficaz (2 Coríntios. 1:3-7).
Ninguém experimentará todas as dificuldades da vida. Em
vez disso, Deus permite que cristãos diferentes passem por
provações ou tragédias para depois usá-los para ministrar
aos outros em situações semelhantes. Por exemplo, uma
mãe que experimentou a morte de seu filho pode ter um
ministério significativo na vida de outras mães que
passaram por essa situação.
6.
Cristo nos deu alguns indivíduos talentosos (profetas,
evangelistas, pastores e professores) "para preparar para os
santos para a obra do serviço" (Efésios 4:11-12).
Nunca estamos mais parecidos com Cristo do que quando servimos
a Ele, e essas realizações divinas nos permitirá ministrar Sua graça na
vida dos crentes e dos não crentes. Deus deseja mais de nós do que
simplesmente aparecer no culto aos domingos, e preencher um banco.
O Problema da Mobilização Congregacional
Há muitos cristãos
que
não estão
envolvidos em qualquer
ministério, enquanto outros não estão devidamente envolvidos, e tem sido
colocados em posições contrárias aos seus desígnios. Você deve se
lembrar do capítulo 1, onde Larry Richards e seus colegas entrevistaram
cinco mil pastores sobre as maiores necessidades em suas igrejas. A partir
de uma lista de 25 itens, quase 100 por cento dos pastores selecionados
como prioridade máxima ou segunda "Envolver meu povo leigo nos
130
ministérios com homens e mulheres." É por isso que pastor de Carol
desenvolveu o slogan "Cada membro é um ministro." Ele não está
sugerindo que todo a congregação desista de suas profissões atuais e
busquem o ministerio pastoral. Seu desejo é de mobilizá-los para o
ministério no corpo de Cristo (Efésios 4:11-12). Há várias razões para a
inatividade ou atividades erradas. Uma delas é o típico culto norteamericano que ocorre no domingo de manhã, principalmente nas igrejas
que colocam ênfase no ensino sobre adoração. Ensinar é uma função
necessária, mas passiva que pode incentivar a passividade por parte dos
cristãos. O pastor ou professor faz todo o trabalho enquanto a
congregação se senta e escuta. Na maioria das igrejas este é o principal
evento para toda a semana, tudo empalidece sem importância.
A segunda razão é a forma como algumas igrejas recrutam pessoas
para o ministério, o processo é baseado na emoção ou coerção. O pastor
ou um bem-intencionado superintendente da Escola Dominical joga com
as emoções dos membros, até que, eles concordam em servir. Eles podem
incomodar membros ou pregar sermões sobre servir até que os membros
finalmente cedam e concordem em assumir a classe de alunos do quinto
ano.
Uma terceira razão para o "desemprego" é a falta de conhecimento e
experiência dos pastores que fazem o recrutamento. Estes simplesmente
não sabem o que estão fazendo. Seu seminário ou escola bíblica nunca
ofereceu um curso sobre a mobilização de leigos.
A quarta razão por que os leigos, muitas vezes, não respondem é
que estes estão esperando por um convite pessoal. Muitas igrejas fazem
um anúncio sobre as necessidades da igreja e depois sentam e esperam as
pessoas responderem. Algumas pessoas o fazem, mas muitos não. Eu
descobri no ministério que as pessoas respondem mais a um convite
pessoal, privado. Eles não se opõem ao envolvimento, eles simplesmente
querem que alguém venha e pergunte a eles.
131
A quinta razão é que alguns pastores não reconhecem o valor do
ministério dos leigos. Agem como:" Se que fazer bem, faca voce mesmo."
Alguns
acham
que
uma
vez
que
foram
para
o
seminário,
são responsáveis para fazer toda a obra do ministério, afinal, que é o seu
trabalho? Outros tentam um ministro de co-dependência. Fazem todo o
trabalho ministerial pois se sentem bem quando os outros precisam deles.
A sexta razão que está por trás da inatividade dos leigos é que
muitos estão convencidos de que o trabalho ministerial é responsabilidade
dos pastores. Este é o inverso da razão de número cinco. Esta é atitude
do povo da igreja de Carol no sul do Texas. Uma vez que o pastor estudou
para isso, este é responsável para fazer todo o trabalho ministerial. A
obrigacao dos leigos estaria em apenas ser fiel e comprometido, o que
significa aparecer na manhs de domingo e devolver o seu dízimo.
A descoberta do seu desígnio divino e direção pessoal ministerial é
uma grande solução para estes problemas. Deus quer que todos os
crentes estejam envolvidos no ministério, porque é benéfico tanto para
eles como para o corpo de Cristo. A descoberta adequada de seu desígnio
divino e a direção pessoal ministerial, não irá apenas motivá-lo para a
participação, mas também para conhecer o tipo certo de envolvimento no
ministério.
O que é uma Direção Pessoal Ministerial?
Uma coisa é perceber e aceitar que Deus deseja o envolvimento de
todos os cristãos no ministério. Outra coisa é entender o que esse
envolvimento implica. Desenvolver o seu ministério pode dar-lhe esse
entendimento.
A direção ministério pessoal se assemelha a uma direção ministerial
organizacional. Ambos envolvem pessoas. Uma diferença entre eles, no
entanto, é que a direção organizacional afeta todas as pessoas que
compõem essa organização, já a direção pessoal afeta principalmente ao
132
indivíduo. Em meu livro Advanced Strategic Planning (Planejamento
Estratégico Avançado), discuto sobre essa direção organizacional. Não
deve ser confundida com o propósito da organização do ministério. O
mesmo é verdadeiro para o sentido do ministério pessoal.
Propósito
Assim como uma organização ministerial tem um propósito para
sua existência, o mesmo acontece com cada cristão. O propósito de ambos
é glorificar a Deus, assim como o propósito da nação de Israel era
glorificar a Deus (Sl 22:23; 50, 15; Is 24:15). O termo hebraico para esta
idéia significa honra ou valor, alguém que é digno de respeito e
obediência. A honra ou o valor destes é para aumentar a sua reputação
privada ou pública. No Novo Testamento o propósito da igreja também é
glorificar a Deus (Rm 15:09; 2 Coríntios 9:13). O termo no Novo
Testamento também significa honra ou valorizar alguém e é literalmente
traduzida como "honra" em 1 Coríntios 6:20. Consequentemente, o povo
de Deus aqui na Terra deve valorizar e honrar a Deus em suas vidas,
melhorando a sua excelente reputação diante de um mundo que os
assiste.
Este é o nosso propósito na vida - é para isso que nós existimos. É a
chave para o significado de toda a nossa existência. É o fio que percorre a
história de cada um de nós,
ligando todos os seus eventos e
relacionamentos, dando o verdadeiro sentido à nossa vida. Sem ele a vida
se torna superficial, vazia e sem sentido (leia Eclesiastes!). Embora cada
evento e cada pessoa em nossa vida tenha um propósito único, todos
estão reunidos sob um propósito maior: a glória de Deus. Perder esse
propósito maior é perder a vida por completo, pois tudo na vida está
centrado em Deus e não em nós (Col. 1,15-20; Heb 1,1-4). Infelizmente,
isso é difícil de ver e de se perceber a partir da nossa visão limitada da
vida.
133
Em Atos 13:36 Paulo resume toda a vida de Davi com as palavras:
"Pois, quando Davi havia cumprido o propósito de Deus em sua geração,
descansou, e foi sepultado com seus pais e seu corpo deteriorado." A vida
de Davi cumpriu os propósitos de Deus. Mais do que ele fez (certamente
não tudo) trouxe honra a Deus e grande reputação de Deus diante dos
outros. É por isso que Davi existiu.
Entender seu propósito de vida é fundamental para a descoberta de
sua direção de vida. Faz com que você entenda o motivo que você existe.
No entanto, a sua direção ministerial não deve ser confundida com o seu
propósito. Em vez disso, esta serve para realizar o propósito de Deus. A
Direção ministerial não tem a mesma finalidade, mas é parte integrante
dessa finalidade.
Direção Ministerial
Sua direção ministerial é o mesmo que a sua direção de designio
base, ou, em termos mais contemporâneos, o portfolio de seu ministério. É
onde você se encaixa no corpo de Cristo. É o seu ministério específico ou
alguns ministérios - o que pode fazer para servir o Salvador.
Crentes, como organizações ministeriais, têm uma missão na vida. A
missão da igreja é a Grande Comissão (Mateus 28:19-20, Marcos 16:15),
que tem como propósito maior glorificar a Deus. A missão de cada cristão
é desenvolver seu lugar especial na realização da Grande Comissão.
Portanto, como propósito do cristão, eu poderia usar os termos visão
ministerial ou missão ministerial. Há algumas semelhanças e distinções
entre os dois. Os dois respondem a questão "qual": Qual é o meu
ministério em obediência à Grande Comissão? No entanto, sua missão
ministerial pessoal é mais direcionada. É uma declaração curta e simples
do que você faz que pode ser encontrada em uma descrição do trabalho:
Sou um professor de escola dominical, um líder de pequeno grupo, um
professor de adultos, uma recepcionista, um pastor, um líder de louvor.
134
Sua visão ministerial pessoal articula qual ministério se parece com
você e a forma como vê ou tenta comunicar aos outros. É o que você vê
quando pensa sobre a sua missão. Geralmente é mais longa e contém
mais imagens do que a declaração de missão. É como o tipo de coisa que
você iria ler em uma descrição do trabalho, ou o que você pode ver em um
folheto promocional. Por exemplo, uma pessoa que vai para o ministério
pastoral vocacional como um plantador de igrejas, pode ter a seguinte
missão ministerial: "Minha missão na Grande Comissão é plantar igrejas
em toda cidade de Dallas, Texas." Considerando a visão do ministério,
poderia ser "Minha visão de ministério para a Grande Comissão é
significativa para o nascimento de igrejas em toda a cidade de Dallas,
onde os perdidos se renderão ao Salvador e famílias serão restaurauradas
e voltarão a Cristo. Estes também implantarão outras igrejas reproduzindo
com o resultado em 15 anos a influência cristã em todo o estado do Texas,
e no exterior."
Uma missão ministerial para um leigo pode ser " eu ensino uma
classe de juniores em nossa igreja." Ou poderia ser expandida para a
seguinte declaração: "Passo muitas horas por semana proporcionando
uma visão espiritual e sabedoria das Escrituras para um grupo de jovens
que estão em um momento crítico de desenvolvimento em suas vidas" A
visão é a declaração da missão concretizados em termos imaginativos,
descritivos da comunidade e das pessoas que nela vivem.
A distinção entre uma missão e visão pessoal pode parecer
semelhante, mas há uma diferença. Em alguns casos, a diferença é a
forma como o declaração afeta o ouvinte. O que poderia ser uma
declaração de missão para um, poderia ser uma declaração de visão para
outra provocando uma forte imagem mental de como o ministério ficará.
Consequentemente, os termos visão e missão podem ser usados como
sinônimos neste livro, juntamente com outros termos, tais como direção
ministerial, função ministerial, trabalho ministerial, portfolio ministerial.
135
Por razões claras vou tentar fazer uma distinção entre a missão e visão
ministerial, bem como direção.
Independentemente disso, você deve tomar um tempo em sua
ocupada agenda para começar escrever a sua visão ministerial pessoal,
começando o processo que acabou de ver neste capítulo para tê-lo
completamente desenvolvido até o final do capítulo 6. Esta é uma parte
muito importante da formação da sua visão ou missão. Eu sugiro que você
reserve uma manhã ou duas de cada semana para este processo, ou,
melhor ainda, passe um dia ou dois num local tranquilo, talvez nas
montanhas ou na praia, pense e escreva o sua visão ministerial pessoal. O
formato não é importante. Talvez uma das amostras acima seja útel.
Questões sobre Direção Ministerial
Grande parte da confusão de Carol na introdução deste capítulo
decorre de várias questões que foram coletadas ao conceito do ministério
cristão. Algumas das questões que afetam o conceito de direção
ministerial são chamando verus designio, velhos versus novos paradigmas,
igrejas versus comunidades, e dons contra gerenciamento.
Chamado Ministerial versus Designio Ministerial
O conceito do chamado de Deus é amplamente utilizado por muitos
como um fator indispensável para determinar a vontade de Deus na vida
dos crentes em geral e a busca deste por uma vocação, em particular. O
Pastor Kent Hughes escreve: "Meu chamado para o ministério foi real! E
eu estou convencido de que Deus chama alguns de seus filhos para este
serviço especial. Para ter certeza, a experiência que tive com meu
chamado não é norma para outros. Para a experiência do chamado Divino
é tão variado como existem pessoas, apenas a realidade é a mesma".
136
Nesta perspectiva, o ministério profissional é uma vocação maior
para os cristãos tanto quanto as profissões como advogados ou bancários.
Na verdade, é o "mais elevado chamado." Hughes cita Dr. Will Houghton,
um ex-pastor: "O mais alto chamado de um homem é o chamado para o
ministério cristão. Embora seja verdade que todo cristão é convocado para
o trabalho juntamente com Cristo, também é verdade que ele escolheu
alguns para realizar um serviço especial em sua época e geração."
Nesta visão, Deus emitiu um chamado especial para o ministério
profissional na vida de determinados indivíduos que Ele escolheu. Mais
uma vez Deus está ativo na escolha, enquanto o homem recebe
passivamente. Na maioria das vezes o chamado é para o ministério
vocacional de um pastor ou missionário. Deus realiza este apelo em uma
variedade de maneiras, a maioria dos quais são descritos como um
subjetivo "chamado interior". Por exemplo, o Espírito Santo pode chamar
os homens através de uma convicção interna especial, uma vontade
incomum de pregar o evangelho, ou imprimindo uma determinada
passagem da Escritura sobre a mente.
Independentemente do que constitui um chamado especial ao
ministério profissional ou como isso é realizado, a verdadeira questão é se
o conceito é bíblico ou não. Hughes acredita que sim. Ele escreve:
"Aqueles que negam ou minimizam o fato de que Deus chama cada cristão
para um serviço especial deve não só descontar os fatos da experiência
humana, mas a evidência das Escrituras, que registra os chamados de
Moisés, Isaías, Jeremias, Paulo e o comissionamento dos apóstolos."
O texto clássico de apoio a esta idéia é Isaías 6:1-13, onde Deus
chama o profeta Isaías. Hughes acredita que este chamado em particular
tem todos os elementos clássicos comuns à experiência daqueles que
obedecem ao chamado de Deus para ministrar: uma visão da santidade de
Deus, uma visão de nossa santidade, o perdão dos pecados e a obediência.
137
No entanto, um exame mais aprofundado da Bíblia indica que o
conceito de um chamado especial divino é questionável e não é
biblicamente normativo para todos os crentes por diversas razões.
Primeiro, defender este conceito por motivos subjetivos só levanta
problemas e questões que a maioria dos que defendem esse ponto de vista
reconhecem. Sua validade deve embasar em evidência bíblica. Para
argumentar a favor de um chamado interna especial, aqueles que
abraçam o conceito tem de demonstrar que as experiências de Moisés,
Isaías, Jeremias e Paulo são experiências normativas para todos os que
buscam o ministério pastoral vocacional de todas as idades. Porque esses
profetas do Velho Testamento e alguns apóstolos tiveram um chamado
especial de Deus não significa necessariamente que os outros devem
receber desta maneira.
Também estes foram profetas que proferiram a palavra de Deus e
profetizaram eventos futuros (Is 1:1; 07:14 ; 9:6; Jeremias 1:7-9). Paulo
era um apóstolo com autoridade apostólica para anunciar a revelação
divina. Nem profetas do Antigo Testamento, nem apóstolos do Novo
Testamento equivalem ao trabalho pastoral contemporâneo.
Segundo, os postos ou posições de presbíteros e diáconos no Novo
Testamento equivalem mais próximo ao posto do pastor de hoje. À luz da
dimensão significativa do início, das igrejas do primeiro século, os anciãos
passavam muito tempo com seus ministérios e eram compensados por
eles (1 Tim 5:17-18;. 1 Pedro 5:2). Muito do ministério envolvia o pastorear
o rebanho de Deus (Atos 20:28, 1 Pedro 5:1-2), bem como a pregação e
ensino da Palavra (1 Tm 5:17). Dos quinze ou mais qualificações para
anciãos e diáconos listados em 1 Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9, nenhum
chamado especial interno é mencionado. Além disso, 1 Timóteo 3: 1 indica
que as pessoas podem "desejar" ou definir em seu coração ser um ancião.
Este ensina claramente a pró-atividade pessoal por parte do crente e
contradiz a idéia de que Deus está ativo no chamado divina enquanto o
homem permanece passivo.
138
Em terceiro lugar, o Novo Testamento usa o termo chamado mais de
150 vezes. No entanto, o termo é usado principalmente no chamado divino
para a salvação e, por sua vez, o envolvimento do ministério eclesiástico.
Se houver um chamado para o ministério, o chamado para a salvação é a
chamado para o ministério. Assim, todos são chamados ao ministério.
Em quarto lugar, na analogia que o Novo Testamento faz entre a
igreja e o corpo humano (1 Coríntios 12), nenhuma parte do corpo é
separado para um ministério especial ou isolado. Quando menciona a
cabeça, não há nenhuma indicação de que era uma parte do corpo
especial ou divinamente "chamado".
Em quinto lugar, o Novo Testamento ensina o sacerdócio de todos os
crentes (1 Pedro 2:9-10; Ap. 1:6). Não há menção de uma casta sacerdotal
especial ou uma hierarquia dos poucos que estão reservados para o
serviço pastoral ou missionário.
Outro conceito que é importante aqui é a confirmação de outros no
corpo de Cristo. Falei sobre isto em Confirmação no capítulo 4 e tratei um
pouco em A Fase de Consulta no capítulo 6. Na determinação de sua
direção ministerial é importante que você tenha a bênção dos que estão no
corpo, especialmente aqueles que são espiritualmente maduros. É
imperativo que você consulte a estes, pedindo-lhes para confirmar sua
concepção e direção ministerial. Se questionarem suas conclusões, você
deve ser sábio e revisar o processo.
O ponto mais importante deste breve estudo é a mesma feita
anteriormente neste capítulo - todos os crentes devem estar envolvidos no
ministério. A chave para a natureza exata de que o ministério não é um
chamado especial interno de Deus, mas o designio divino de uma pessoa.
Portanto, os homens que desejam o ministério pastoral em particular, não
precisam esperar por um chamado para este posto, mas precisam
determinar às melhores maneiras para projetá-los a tal posição. Muitas
139
vezes, este projeto pastoral consiste em dons de liderança, tais como
administração, ensino e pastorado.
Tudo isso quer dizer que Deus não pode emitir um chamado
especial para o ministério? Minha resposta é não. Como vimos, Deus tem
feito isso com alguns, como alguns profetas do Antigo Testamento. No
entanto, um chamado não segue padrões normativos a todos que vão para
ao ministério. Claro, é possível para Deus chamar alguém hoje através de
um movimento subjetivo de seu espírito. Eu não negaria isso. O ponto é
que você não deve deixar a falta de tal experiência impedi-lo de sair e
servir a Deus através dos dons e habilidades que Ele Te deu.
Velhos Paradigmas versus Novos Paradigmas
Um termo freqüentemente utilizado na literatura sobre liderança e
ministério é paradigma. Um paradigma é um conjunto compartilhado de
suposições e crenças de uma mentalidade ou ponto de vista, sobre a
realidade ou como as coisas são. Cada ministério representa um
paradigma. Os Paradigmas de uma igreja são as suposições e crenças
particulares, ou pontos de vista sobre a realidade, adotados e partilhados
em comum pela congregação. Inclui não apenas as crenças doutrinárias
da Igreja, mas o que a congregação pensa sobre outras áreas de sua vida,
como o estilo de sua música, onde as pessoas se sentam no culto, o que
usam para neste culto, como as ofertas são recolhidas, etc. Em suma, "É
como vemos e pensamos." Conseqüentemente os paradigmas da igreja
servem como um par de óculos através dos quais seu povo vê o mundo e a
realidade. Esta afeta tudo o que veem e fazem.
Duas igrejas não têm precisamente o mesmo paradigma. No
entanto, um número de igrejas possuem paradigmas semelhantes. Um
grande número são referidas como igrejas tradicionais, pois preferem a
músicas que favorecem os longos hinos antigos de fé tocados em um
órgão; os sermões podem durar 45 minutos a uma hora e pode ser
140
pregado a partir de uma tradução especial da Bíblia , os homens usam
ternos e gravatas, e as mulheres de vestidos, há um culto no domingo de
manhã e a noite, bem como uma reunião de oração na quarta-feira a
noite. Estas são igrejas do velho paradigma, porque veem e fazem a igreja
na forma como era feito na América do Norte há cinquenta anos atrás.
Outras igrejas veem a vida através de um conjunto diferente de
óculos. Preferem um estilo de música que é mais otimista, e usam
instrumentos como guitarra e bateria. A adoração consiste em hinos
louvor contemporâneos que são impressos no boletim ou projetados em
telas colocadas à frente do santuário, e as pessoas se vestem tanto
casualmente como formalmente.
Os sermões são muito mais curtos e tentam contextualizar com a
época.
Estes
são
comumente
referidos
a
igrejas
de
paradigma
contemporâneo ou novo. Enquanto as igrejas do novo paradigma podem
ser
ministérios
restritivos
(têm
oportunidades
limitadas
para
os
ministérios leigos), a maioria parece oferecer um cardápio mais amplo do
que as igrejas do velho paradigma. Por exemplo, poucas igrejas do velho
paradigma incluem as artes plásticas como uma parte do culto ou
ministério (ballet, teatro, pintura, escultura), como resultado perdem as
pessoas que naturalmente são dotadas nestas áreas, desta forma não são
atraídas em encontrar um lugar para exercer estes dons quando vêm a fé.
No
passado,
os
paradigmas
provaram
virilidade.
Uma
vez
estabelecidos, prevaleciam por anos, décadas ou mesmo séculos. No
entanto, hoje, com as alterações ocorrem em ritmo acelerado, os
paradigmas estão se alterando ao longo de mais igrejas com freqüência.
Conseqüentemente as igrejas contemporâneas em breve serão as de
paradigmas tradicionais de amanhã, e novas congregações com novos
paradigmas
aparecerão
em
contemporâneas e emergentes.
141
cena
e
serão
chamadas
de
igrejas
Os cristãos que servem em qualquer capacidade num ministério
devem estar cientes de seu paradigma preferencial. Enquanto algumas
pessoas nos paradigmas antigos tentam argumentar que seu paradigma é
o paradigma bíblico correto correspondente à igreja do primeiro século,
não existem paradigmas bíblicos corretos. A questão real na maioria das
igrejas evangélicas não é o que é bíblico ou não - mas que paradigma você
prefere. Uma igreja do velho paradigma pode não ter um lugar para
alguém cujo ministério é teatro ou liderar um pequeno grupo. E uma
igreja do novo paradigma pode não ter um lugar no ministério para
alguém cujo ministério envolve tocar órgão ou cantar em um coral. A
questão em ambos os exemplos não é o que é bíblico, nem o que é
proibido segundo as Escrituras, mas qual você prefere. O mesmo se aplica
para as pessoas interessadas em um ministério profissional cristão.
Aqueles que desejam se tornarem pastores de uma igreja, devem estar
cientes de seu paradigma preferencial, bem como a da igreja. O mundo
ministerial está cheio de histórias horríveis, como o que aconteceu com
um jovem pastor com uma mentalidade de novo paradigma que tentou
ministrar numa igreja com uma mentalidade do velho paradigma.
Igrejas versus Para-eclesiásticos
Você deve ministrar em uma igreja ou em uma configuração paraeclesiásticos? Antes de prosseguir, preciso definir esses termos. A chave
do termo paraeclesiásticos é o prefixo "para", que significa "ao lado de".
Para-eclesiásticos, literalmente significa "ao lado da igreja." Aqui o termo
igreja refere-se à igreja local e não o corpo universal de Cristo (a
comunhão de todos os crentes).
Na última década, alguns começaram a usar o termo igreja paralocal em vez de para-eclesiásticos. Neste livro eu uso os termos
paraeclesiásticos ou igreja para- local para qualquer ministério que não
seja o de uma igreja local. Isso pode incluir ministérios tais como uma
organização de missões, faculdades cristãs, universidades e seminários,
142
ministérios jovens, ministérios de crianças, ministérios de estudantes
internacionais, ministérios para os alunos universitários, ministérios dos
cultos, ministérios aos militares, ministérios aos atletas, ministérios a
grupos étnicos, ministérios evangelísticos, ministérios de aconselhamento
e ministérios de publicação.
Alguns indicam que o início do movimento para-eclesiásticos se deu
com os pietistas por de volta 1669, embora as causas que promoveram
esses movimentos eram evidentes antes disso. No século XX o movimento
experimentou sua maior expansão desde 1860. Leith Anderson escreve
que um grande número de organizações para-eclesiásticas nasceram e
floresceram após a II Guerra Mundial "Baby Boom". No entanto, ele
acredita que no final da década de 1980 muitos desses grupos
eclesiásticos alcançaram seu auge: "Mas, assim como os baby boomers,
estas organizações estão começando a mostrar sinais de envelhecimento.
Muitos dos fundadores já se foram, muitos irão em uma ou duas décadas.
E a atual geração de líderes, que muitas vezes parecem pacar contra a
visão dos fundadores, são acusados de meramente gerencionar os sonhos
de outros?" Ainda assim, eu suspeito e espero que o movimento paraeclesiásticos continue a ministrar eficazmente neste mundo até que o
Salvador retorne. Na verdade, no início do século XXI, os ministérios
eclesiásticos parecem estar "se segurando".
Ao decidir onde seguir sua visão ministerial, se na igreja local ou
para-eclesiástica, você pode achar útil considerar as vantagens e
desvantagens de ambas. Existem inúmeras vantagens para o ministério
na igreja local. A maioria das igrejas, especialmente as grandes, oferece
uma série de oportunidades de diversos ministérios, o que lhe fornece
mais configurações em que ministrar e o que receber destes ministérios.
Outra vantagem é a responsabilidade do ministério. Mesmo se um crente
unir a um ministério para-eclesiásticos, ele ou ela também deve ser parte
de uma igreja local, onde tem o maior potencial para ministrar e ser
143
respaldado por um vasto número de cristãos responsáveis por suas vidas
e cultos.
A terceira vantagem do ministério na igreja local é que as igrejas
oferecem ministérios para uma ampla gama de pessoas. Enquanto as
pessoas são atraídas para uma igreja em particular, com base em alguma
afinidade, a maioria das igrejas, especialmente nas igrejas maiores,
refletem algumas variedades de pessoas com variedades raciais, linhas
educacionais, sociais e econômicas. A quarta vantagem é a teologia
consistente. A maioria das igrejas tem uma declaração doutrinária de suas
crenças que é abraçada por seus membros. A quinta vantagem é que
muitas dessas igrejas observam alguma forma de ordenança. Jesus Cristo
ordenou aos crentes serem batizados e participarem dos elementos da
Ceia do Senhor. A igreja local oferece estas coisas para seu povo.
Há algumas desvantagens no ministério da igreja. Primeiro, algumas
igrejas se concentram em seus edifícios e não no seu povo. Muito tempo,
dinheiro e energia podem ser investidos em tijolos e argamassa, em vez de
investidos em pessoas. Segundo, existe uma tendência em algumas igrejas
a colocarem todos os seus ministérios nas mãos de alguns profissionais.
Isto cria um excessivo trabalho clerical e um passivo e letárgico trabalho
leical. Terceiro, a maioria das igrejas são lentas para mudar. Elas estão
presas em ministérios do velho paradigma que tendem a ser ministérios
restritivos. Quarto, as igrejas norte-americanas estão tendo pouco ou
nenhum impacto evangelístico, especialmente na comunidade sem igreja.
Em The Church and The ParaChurch (A Igreja e os Para-eclesiásticos)
Jerry Branco enumera várias vantagens do ministério para-eclesiástico.
Primeiro, as agências missionárias independentes tem sido as principais
responsáveis por desenvolver e iniciar ministérios de missões ao longo dos
últimos dois séculos. Em segundo lugar, uma vez que os leigos estão no
cerne da maioria dos ministérios para-eclesiásticos, esses ministérios têm
feito um bom trabalho de preparar e envolvê-los no ministério. Terceiro,
organizações paraeclesiásticas tem feito um bom trabalho envolvendo
144
mulheres,
tanto
paraeclesiásticos
solteiras
se
como
tornaram
casadas.
especialistas
Quarto,
em
como
ministérios
penetrar
e
evangelizar os grupos originais que compõem a nossa cultura. Em quinto
lugar, muitas das melhores instituições de ensino, que vão desde a escola
básica ao ensino de pós-graduação, são de ministérios pára-eclesiásticos.
Sexto, ministérios paraeclesiásticos parecem mais abertos à mudança e
inovação, percebendo que tem todos os tipos de ministérios para alcançar
todos os tipos de pessoas.
White também lista várias desvantagens. Primeiro, em algumas
dessas organizações não existe a prestação de contas, exceto para a
própria organização. Em segundo lugar, as organizações paraeclesiásticos
muitas vezes não se relacionam bem ou apoiam a igreja local. Terceiro,
por as organizações para-eclesiásticos serem independentes, há uma
duplicação desnecessária de alguns ministérios e da falta de coordenação
outros. Quarto, a maioria das organizações começa com foco em uma
pessoa cuja visão guia o ministério. Isso pode resultar em um controle
obsessivo e o potencial para um culto de uma personalidade. Quinto, os
ministérios paraeclesiásticos são especializados, focando apenas em parte
das necessidades dos crentes, e não nas suas necessidades totais. Assim
um foco especial pode ser suprido acima da proporção, enquanto que
outras áreas estão totalmente insatisfeitas".
Dons versus Cargos
Uma última questão que afeta a implementação de sua visão no
ministério em uma igreja em particular - é a diferença entre dons
ministeriais e cargos da igreja.
Cada igreja é constituída por um corpo de cristãos que têm um
conjunto de dons espirituais (1 Coríntios 12, Romanos 12). Portanto o
ministério da igreja é responsabilidade de todas as pessoas na igreja. O
145
ministério corporativo de qualquer igreja só será eficaz com os ministérios
individuais dos crentes daquela igreja.
Cada igreja também terá ofícios. A maioria alega que, segundo a
Bíblia só existem dois ofícios: o ancião (1 Tim, 3:1-13) e o diácono (vv. 813). Alguns gostariam de incluir as mulheres no diaconato (v. 11) e aponta
para Febe como um exemplo (Rm 16:1). Uma visão única identifica quatro
ofícios da igreja: Cristo como a cabeça (. Col. 1:18, Ef 1:22), presbíteros (1
Timóteo 3), diáconos (1 Timóteo 3), e sacerdotes (1 Pedro 5:9 ). Este último
inclui todos os crentes.
Com a exceção do último, a maioria concorda que nem todos os
cristãos na igreja irão realizar um ofício ao qual são encorajados (1 Tm
3:01). Esses ofícios, no entanto, apresentam certas qualificações. Não
somente deve ser cristão com verdadeiros dons espirituais, mas também
ser um cristão maduro (vv. 2-13; Tito 1:5-9).
As diferenças entre dons espirituais e ofícios da igreja são evidentes.
Todo crente terá um ou mais dons espirituais, mas podem talvez nunca
ocupar um cargo na igreja. Os cristãos não precisam buscar os dons
espirituais, mas é preciso procurar por um ofício, pelo menos, um cargo
de presbítero. A única qualificação para os dons espirituais é a fé em
Cristo,
enquanto
que
para
manter
um
ofício
é
preciso
possuir
qualificações específicas.
Muitos confundem cargos com dons. Por exemplo, existe confusão
entre o dom do pastorado e o cargo de pastor. A razão para isto é que a
prática comum na maioria das igrejas ser lideradas por um indivíduo
chamado de pastor. Na verdade este é mais um fenômeno cultural do que
um imperativo bíblico. Uma busca exaustiva das Escrituras revela que
esta prática não é bíblica. Isso não significa que ele está errado ou deve
abandonar o ofício, significa apenas que a sua prática não pode ser
defendida pela Bíblia. Isto é fato nas igrejas na manha de domingo. Muitas
146
coisas que as igrejas fazem são ditadas pela cultura e não pelas
Escrituras.
Confundir dons com ofícios afetam sua visão de ministério. Por
exemplo, muitos acreditam que o cargo de pastor em uma igreja deve ser
preenchido por um homem e não por uma mulher. Diante de tudo isso,
concluímos que uma mulher nunca poderia ser um pastor em uma igreja.
Embora seja verdade que uma mulher não deve exercer o ofício de pastor
(ou melhor, presbítero), esta pode possuir o dom do pastorado e exercer
esse dom na igreja local, especialmente com as outras mulheres da igreja.
A
maioria
das
igrejas
na
América
do
Norte precisa
desesperadamente de mulheres com dons e visão ministerial pastoral para
pastorear outras mulheres. Uma pessoa com o dom do pastorado, seja
homem ou mulher, não necessariamente tem que trabalhar como o pastor
de uma igreja, mas pode pastorear em um pequeno grupo ou em qualquer
outro contexto.
O ofício do pastor deve ser preenchido por alguém com o dom do
pastorado e depende da função pastoral que irá desempenhar em uma
igreja em particular. Na maioria das pequenas igrejas, o pastor deverá ter
habilidades
de
cuidados
pastorais,
pois
as
pessoas
querem
ser
alimentadas. Pequenas igrejas devem procurar alguém com o dom de
pastorado e com uma visão do ministério pastoral. Nas igrejas maiores, no
entanto, o pastor é requerido que seja líder, pastor e professor. Não se
espera que ele seja pastor de todas as pessoas individualmente devido o
tamanho da igreja. Essas grandes igrejas devem procurar um homem com
os dons apropriados e visão ministerial.
Finalmente, num designio do ministério pessoal poderiam incluir
um ofício e dons espirituais. Este seria o caso do cargo de ancião. Em Atos
20:28 e 1 Pedro 5:1-2, os anciãos são instruídos a pastorear ou cuidar do
povo de Deus. Enquanto o dom do pastorado não seja necessariamente
147
um requisito, a sua presença no indivíduo aumenta seu desempenho de
forma dramática.
Ministério Vocacional versus Ministério não vocacional
Em geral, os termos vocacional e não vocacional, quando usado no
ministério, não fazem distinção entre aqueles que recebem um chamado
divino e aqueles que não (de acordo com a discussão acima). Em vez disso
uso os termos neste livro para distinguir entre aqueles que trabalham
regularmente em que o ministério e aqueles que não.
Isso envolve vários componentes. Um é o tempo. Muitas vezes, os
termos tempo integral e tempo parcial são usados pelo envolvimento de
pessoas no ministério. Se a maioria do seu tempo é gasto no ministério,
em vez de outra, então você é considerado de tempo integral. Mas se a
maioria do seu tempo não é gasto no mesmo ministério, então é de tempo
parcial.
Outro componente é a renda. Aqueles que estão no ministério
profissional derivam sua renda principal desta função. Aqueles que estão
num ministério não-vocacional procuram outras fontes de renda primária,
uma profissão. No entanto, um advogado ou um carpinteiro deve
considerar suas profissões como ministérios para o Senhor. Aqui, a
tradicional linha traçada entre o sagrado e o secular sai do eixo.
Certamente as habilidades de construção de Bezalel e Aoliabe foram
usadas para o Senhor (Êx 36:1-3). Consequentemente, a distinção não é
encontrada necessariamente na Bíblia, mas nas atitudes e expectativas de
ambos, cristãos e não cristãos para o ministério e suas profissões em
geral.
Em termos de sua direção ministerial, você deve tomar duas
decisões. Primeiro, você deseja passar a maior parte do seu tempo
perseguindo sua direção ministerial ou em apenas uma parte do seu
148
tempo? Segundo, você vai receber sua renda a partir da busca da sua
direção ministerial ou alguma outra fonte? Para você que acredita em um
chamado divino para o ministério, a resposta depende se você tem ou não
esse chamado. Se você não acredita em um chamado divino interior, a
resposta a essas duas perguntas pode ser mais difícil. Para algumas
direções ministeriais, pouca ou nenhuma posição paga existe, e a resposta
é simples. Um exemplo seria uma mulher com o dom do pastordado em
uma igreja pequena.
Responder a estas questoes é mais difícil quando você considera as
posições que envolvem remuneração. Se cada cristão deixar o mundo do
trabalho para buscar um ministério em tempo integral na igreja local, os
resultados seriam desastrosos.
O mesmo aconteceria com o exemplo inverso. Eu sugiro que você
determine a área em que você acredita que pode ter o maior impacto para
a Salvador - seu trabalho ou seu ministério.
Planilha
1. Você se categorizar como um cristão ativo ou nominal? Por quê? Você é
um dos "empregados" que está envolvido no ministério, ou entre os
"desempregados"? Se você está entre os "desempregados" qual é a razão?
2. O que a Bíblia diz sobre a razão pelo qual você existe? Você concorda
com isso? Por que ou por que não?
3. Qual é a missão bíblica da igreja? É esta a sua missão na igreja? Qual é
a sua missão ministerial? Você já começou o processo de escrevê-la?
Como essa se relaciona com o seu propósito? Qual é a diferença entre o
sua missão ministerial e a sua visão ministerial?
149
4. Você acredita num distinto chamado Divino interior a aqueles que estão
para ir para o ministério vocacional? Por que ou por que não? Você
recebeu esse convite? Se sim, descreva-o.
5. O que é um paradigma? A sua igreja é um ministério de velho ou novo
paradigma de acordo com este capítulo? Qual é o seu paradigma
preferencial? Por quê?
6. Qual é a diferença entre uma igreja e um ministério para-eclesiástico
(ou para-igreja local)? Você pretende ministrar em uma igreja ou
emministério para-eclesiástico? Por quê? Cite algumas das vantagens e
desvantagens que você irá enfrentar neste ministério.
7. Qual é a diferença entre um ministério vocacionado e um não
vocacionado? Você pretende seguir qual destes dois? Por quê?
150
6
A DESCOBERTA DE SEU
DIRECIONAMENTO MINISTERIAL
Qual é o seu Ministério?
Embora Tom não estivesse ciente disso na época, a descoberta de
seus dons espirituais foi apenas o ponto de partida. O propósito do estudo
Bíblico no dormitório era mais do que descobrir seus dons espirituais - era
para ajudar os estudantes universitários a descobrirem seu desígnio
divino e, desta maneira, determinar sua direção ministerial pessoal. A
151
organização cristã que patrocinava o estudo Bíblico no campus valorizava
altamente este conceito, e por isso trouxe um especialista que vivia na
comunidade para ensinar e trabalhar com os estudantes desta área.
Como resultado, Tom viu o resto das peças de seu "quebra-cabeça"
começando a se encaixar. Não apenas identificou seus dons espirituais,
como também descobriu sua paixão, temperamento, habilidades de
liderança, e alguns dons naturais. O próximo passo no processo, de
acordo com o especialista, foi determinar sua visão ministerial pessoal de
que ele deveria seguir para seu designio divino. Há duas etapas
cronológicas para descobrir o direcionamento ministerial pessoal: a etapa
de identificação do direcionamento e a etapa de confirmação deste.
A Identificação de Seu Direcionamento Ministerial
A etapa de identificação ajuda a determinar com maior precisão a
sua direção ministerial pessoal. Muito provavelmente esta não fechará
com exatidão sua visão, mas fornecerá um processo para finalizar um dia
tal visão. Esta etapa é composta por duas fases que irão lidar
separadamente, mas que, de fato, trabalharão em conjunto. Um foca em
cargos ministeriais e outro em pessoas ministeriais.
Posições Ministeriais
O
foco
das
posições
ministeriais
envolve
dois
conceitos
fundamentais: o ministério correspondente (Ministry Matching) que começa
com a posição para o ministério e, em seguida, passa para a pessoa que
está mais apta a preencher essa posição, e o projeto ministerial que
começa com a pessoa e depois passa para a posição ministerial.
152
MINISTÉRIO CORRESPONDENTE
O Ministério correspondente começa com as várias posições na
organização do ministério e os lança para o projeto ministerial pessoal do
indivíduo, por exemplo, uma igreja local pode ser a adição de um
programa de pequenos grupos em sua gama de ministério e precisa de
pessoas para liderarem e pastorearem esses grupos . Primeiro, este foca a
posiçao ministerial de um líder de grupo pequeno, a elaboração de uma
descrição do ministério razoavelmente detalhado (similar a uma descrição
do trabalho) que consiste nos dons espirituais necessários, a paixão,
temperamento, e assim por diante. Então procura-se alguém com
características que mais se aproxima de um líder de pequeno grupo.
Matching presume que dois eventos importantes devem ocorrer.
Primeiro, a organização ministerial precisa ter identificado as suas
posições ministeriais e elaborar as descrições de ministério para cada
posição. A igreja fará muito mais do que anunciar no boletim: "Temos uma
vaga aberta para professor de escola dominical parta meninas juniores". A
Willow Creek Community Church, localizada a noroeste de Chicago,
desenvolveu uma descrição do ministério para cada um dos ministérios na
Igreja. Esta descrição de ministério que contém uma declaração concisa
do que a pessoa deverá fazer, os dons espirituais necessários, a paixão, os
requisitos mínimos de maturidade espiritual, os talentos e habilidades
necessárias, o temperamento Myers-Briggs preferido (como ENTP ou ISTJ),
o Ministério alvo (adultos, crianças), o compromisso do tempo necessário,
e onde o ministério terá lugar. Também pode ser acrescentado a
pontuação do Biblical ou Personal Profile.
Este é um processo crítico que fará com que o povo de Cristo seja
mobilizado a realizar um ministério mais eficaz (Efésios 4:11-12). Muitas
vezes a regra de ouro consiste em preencher uma abertura com um corpo
quente. Por exemplo, uma igreja que possui uma vaga no seu conselho de
liderança, muitas vezes, preenche essa posição com um indivíduo que tem
sido fiel aos cultos e tem mostrado interesse nos assuntos da igreja. Em
153
vez disso, a igreja deve olhar para um cristão com os dons espirituais /
naturais de liderança, uma vez que a posição exige um líder. Aqueles que
são responsáveis por encontrarem pessoas para o ministério, devem
cuidadosamente pensar e articular o tipo de designio necessário para
realizar tal ministério com máxima eficácia e semelhança a Cristo. Se não
há ninguém que supra, então a organização não está pronta para o
ministério particular. Então Cristo levantará a pessoa certa com designio
correto.
Em
segundo
lugar,
a
organização
ministerial
precisa
ter
implementado um programa eficaz para descobrir o designio divino dos
fiéis. É a chave para a mobilização e assimilação de seu povo. O programa
pode consistir em três estágios. A primeira é educação, que irá fornecer
aos crentes as instruções sobre os diversos elementos do designio divino
(encontrados no capítulo 3) e depois ajudá-los a determinarem seu
direcionamento ministerial (como neste capítulo). A segunda etapa é a
consulta, na qual as pessoas se encontram com um leigo ou profissional
que fornece consulta ministerial pessoal individualmente ou em um
pequeno grupo. A terceira etapa é a mobilização, onde o consultor ajuda a
determinar onde os fiéis podem ministrar dentro da organização
ministerial e então os conecta a esse ministério.
PROJETO MINISTERIAL
O
Projeto
Ministerial
também
ajuda
a
determinar
o
seu
direcionamento ministerial. Você deve praticar tanto no Projeto Ministerial
como no Ministério Correspondente porque ambos trabalham juntos para
determinar o seu melhor ajuste ministerial. O Projeto Ministerial envolve
projetar sua posição ministerial a partir do seu desígnio divino. Ao
contrário do ministério correspondente, ele começa com a pessoa e depois
olha para a posição. Por exemplo, se você tem o dom de evangelismo, você
deve olhar para um ministério que envolve evangelismo. Você examina
cada peça do quebra-cabeça concluído de seu ministério (dons espirituais,
154
a paixão, e assim por diante) e tenta projetar ou determinar o que Deus
pode fazer com estes em um contexto ministerial. Em essência, você
constrói a posição em torno da pessoa. Seu projeto Divino dita a sua
direção para Deus.
Seu designio ministerial traduz o seu estilo ministerial, e cada estilo
é único. Adoção de outro modelo ministerial é um grave erro. Por exemplo,
imitar o ministério evangelístico de Billy Graham muito provavelmente
resultará em fracasso, mesmo que tenha praticamente o mesmo designio.
Por causa de sua singularidade, você deve permitir que o seu modelo de
ministério tome forma com base no seu designio. Pastores que estão
plantando ou revitalizando igrejas em alguma parte do país, muitas vezes
tentam fazer uma replica de outra igreja bem sucedida, esperando que
tenha o mesmo sucesso. Existem inúmeros problemas nisso. Um deles é a
não autenticidade e que não fui a partir do estilo dos líderes, mas a partir
de outros. Podemos aprender alguns princípios dos ministérios dos
outros, mas copiá-los trará conseqüências desastrosas.
Ao projetar sua direção ministerial pessoal, você pode descobrir um
sentido único e preciso, como liderar e pregar em uma organização
evangelística.
No
entanto,
você
também
pode
descobrir
que
seu
direcionamento inclui várias posições relacionadas. O conceito de Faixa
Ministerial pode ser útil neste processo (ver figura 5). Uma Faixa
Ministerial consiste em diversos ministérios (representado pelas cruzes)
em
uma
organização
ministerial
em
particular
sequenciado
por
ministérios que compõem o seu melhor ajuste na extrema esquerda, um
ajuste questionável no centro, e não se ajustam na extrema direita.
FAIXA MINISTERIAL
Melhor Ajuste
155
Ajuste Questionável
Não se Ajustam
É possível, como a área de melhor ajuste apresentada na figura
5,
que
várias
posições
ministeriais
relacionadas
caem
por
seu
direcionamento ministerial. Um leigo pode descobrir que poderia servir
melhor ao Salvador em uma igreja como recepcionista nas manhãs de
domingo e como conselheiro voluntário por duas noites a cada mês. Outro
pode descobrir que poderia servir a Cristo em tempo integral como pastor
sênior em uma igreja ou por ensino homilético (pregação), na liderança da
igreja, ou outras funções ministeriais em um seminário. Ele precisa
decidir qual prefere seguir.
Depois de projetar sua posição ministerial predileta, você pode
descobrir sua igreja ou organização ministerial que ainda não possue um
cargo que acomode o seu designio específico e que se beneficiaria muito
com isso. Ore para que líderes criem novas posições ministériais.
Pessoas Ministeriais
O conceito de Pessoas Ministeriais se move a partir da posição do
ministério para a pessoa. Ele se concentra não nos vários cargos
ministeriais, mas na pessoa que está ministrando em uma posição de
ministerial em particular. Está centrada na pessoa, não no ministério.
Empregando o conceito pessoas ministeriais, além de ou juntamente com
o conceito de posições ministeriais ajudam você ainda mais na detecção de
sua visão ministerial pessoal.
O CONCEITO
O conceito Pessoas Ministeriais é atribuido aos indivíduos a quem
Deus escolheu para abençoar um ministério em especial ao longo dos
anos. É óbvio que Deus está realizando através destes suas visões
ministeriais.
156
Por um lado, eles podem ser tão conhecidos como Billy Graham,
Swindoli Chuck, Madre Teresa, Charles Colson, Hill EV, Elisabeth Elliot,
Bill Bright, James Dobson, Anthony Evans, ou Joni Eareckson Tada. Por
outro lado, podem ser conhecidos apenas em uma área em particular, ou
podem até mesmo não ser bem conhecido. Mais provável, uma pessoa
ministerial é alguém numa igreja: o pastor, um líder piedoso, ou o
guardião da igreja. Seria um erro supor que aqueles que são bem
conhecidos são mais espirituais ou fiéis do que aqueles que não são.
Devemos tomar cuidado quando consideramos figuras bem conhecidas do
ministério. Deve-se estar ciente de seus motivos. Seu designio e
direcionamento ministerial realmente aproximam-se da pessoa que é, ou
você está tentando ser alguém que não é? Muitos seminaristas adorariam
ter um ministério como o de Chuck Swindoll por uma variedade de razões,
algumas boas e outras nem tanto. Mas só há um Chuck Swindoll.
O conceito pessoas ministeriais tem a pessoa como foco. Com base
na similaridade dos designios, analise se as instruções do ministério são
semelhantes. Você pode ter os dons de evangelismo, liderança e pregação.
Soa familiar? Esse é o ponto! Uma vez que você e Billy Graham têm os
mesmos dons, existe a possibilidade que você tenha um direcionamento
ministerial similar. Ou você pode descobrir que tem os mesmos dons que
seu pastor, ou o diretor de teatro, ou com a conselheira em tempo parcial.
Conseqüentemente, você pode cuidadosamente sondar seus ministérios
para descobrir se sua direção ministerial é o mesmo ou similar
destes.
Outro exemplo é um dinâmico pastor que trabalha com plantação de
igrejas. Descobriu seu ministério por causa do impacto que teve sobre os
descrentes em sua comunidade. Muitos vieram a Cristo tem sido
discipulados, incluindo o prefeito. Quando você analisa o desígnio divino
deste pastor, você descobre que tem muito em comum - dons similares,
paixão, temperamento, e assim por diante. O conceito de pessoas
ministeriais ensina que, à luz desta afinidade, você deve considerar a
157
liderar em uma equipe de plantação de igrejas ou em um ministério
semelhante ao que acabamos de descrever. Também é bem possível que
Deus te use de forma semelhante, com algumas diferenças, devido as
diferenças de seu desígnio divino. Independentemente disso, você se
beneficia do processo de visão pessoal e economiza tempo.
Onde o conceito de pessoas ministeriais é mais eficaz e benéfica
para determinar sua direção ministerial são os ministérios que fazem um
bom trabalho em conjunto, que ajudam as pessoas a descobrirem todos os
seus projetos e suas direções ministeriais. Muito provavelmente estas
serão organizações que empregam programas de instrução, consulta e
implementação dos estágios mencionados acima, exigindo de todo povo,
ou pelo menos disponibilizando a eles. A vantagem é que os responsáveis
por este ministério terão ciência e informações de todas as pessoas com os
mesmos ou similares designios e irão utilizá-los como indicadores
potenciais de direção ministerial pessoal.
A PESQUISA
Recentemente, aqueles que pensam e trabalham no campo da
avaliação fizeram algumas contribuições significativas para o conceito de
pessoas ministeriais. A maioria das pesquisas tem se concentrado em dois
ministérios em tempo integral: revitalização de igrejas e plantação de
igrejas. Grande parte das igrejas tomando no século XXI trabalham nestas
duas áreas.
Revitalização de Igrejas. Robert Thomas escreveu uma tese de
doutorado que tenta responder à pergunta "Quais os tipos de traços de
personalidade caracterizam um eficaz pastor de revitalização?" Entre
outras coisas, o estudo procurou desenvolver um perfil de trabalho para o
uso na identificação de pastores designados para o ministério de
revitalização de igrejas.
158
Em sua pesquisa com vinte pastores batistas da Conferência Geral
(pessoas ministeriais) que possuiam
um
histórico comprovado de
renovação igrejas, Thomas usou o Perfil Bíblico Pessoal (Biblical Personal
Profile) para identificar traços específicos de sua personalidade ou
características de temperamento. Ele descobriu quinze padrões possíveis
de todos os pastores estudados: o padrão persuasivo. A descrição de
temperamento seguinte define este perfil:
Pessoas persuasivas trabalham com e através das pessoas. Ou
seja, se esforçam para fazer negócios de uma forma amigável para lançálos a frente, a fim de vencerem seus próprios objetivos. Possuindo um
interesse nas pessoas, os persuasivos têm a capacidade de ganhar o
respeito e a confiança de vários tipos de indivíduos. Esta habilidade é
particularmente útil para os persuasivos
em ganhar posições de
autoridade. Além disso, buscam as atribuições de trabalho que oferecem
oportunidades para fazê-los com bom aspecto. Trabalham com pessoas,
tarefas desafiadoras, com uma variedade de trabalhos e atividades que
exigem mobilidade, proporcionando um ambiente mais favorável. No
entanto, eles podem ser muito otimistas sobre os resultados dos projetos e
do potencial das pessoas. Pessoas persuasivas também tendem a
superestimar sua capacidade de mudar o comportamento dos outros.
Enquanto buscam a liberdade da rotina e arregimentação, precisam ser
fornecidos com dados analíticos, de forma sistemática. Quando são
alertados para a importância de "coisas pequenas", a informação
adequada os ajuda a controlar a impulsividade.
O trabalho de Thomas validou que tanto o Perfil Bíblico Pessoal
(Biblical Personal Profile) ou o Perfil Pessoal (Personal Profile) podem ser
usados para ajudar os pastores a determinarem se seus designios
ministeriais condizem com
a visão estabelecida
do ministério
de
revitalização de igrejas. Voges escreve: "O Perfil Bíblico Pessoal (BPP)
medem tendências comportamentais. Você e outros não "devem se
comportar" como o seu perfil preescreve. No entanto, é uma ferramenta
bastante precisa. Você "tende" a se comportar como o perfil descreve. "
159
Plantação de igrejas. Em Planting Growing Churches for the 21 st
Century, o título de um capítulo pergunta: "Você é um plantador de
Igreja?" Enquanto um número de projetos é adequado para aqueles que
seriam parte de uma equipe de plantação de igrejas, há um projeto
original para aqueles que gostariam de plantar individualmente. Este
projeto inclui dons espirituais como liderança, fé, evangelismo e pregação.
Sua paixão é ,muitas vezes, pelos perdidos e os sem igreja. No Perfil
Bíblico Pessoal (Biblical Personal Profile), no Perfil Pessoal (Personal
Profile) e no Indicator 1 contidos no apêndice C, estes tendem a ser o
perfil I ou D, ou uma combinação dos dois.
A Christian Churches/ Disciples of Christ (Igrejas cristãs/ Discípulos
de Cristo) realizaram uma pesquisa usando o perfil pessoal (Personal
Profile) para correlacionar os tipos de personalidade de 66 plantadores de
igrejas (pessoas ministeriais) com o crescimento de suas igrejas. A
pesquisa revelou os plantadores tipo D tiveram um comparecimento médio
de 72 pessoas após o primeiro ano e de 181 após de 5,2 anos. Os do tipo
I tiveram uma média de 98 após o primeiro ano e uma média de 174
depois de 3,6 anos. Os do tipo S tiveram uma média de 38 após o primeiro
ano e 77 após 6,3 anos, enquanto quos do tipo C tiveram uma média de
39 após um ano e 71 depois de 4,3 anos. Isto revela que, se o sucesso de
plantação de igrejas fosse medido em termos de alcance às pessoas, então
os do tipo D e I tem a vantagem no plantio tanto por iniciativa própria
como liderando uma equipe.
Existem alguns elementos adicionais do designio. Em termos de
liderança, plantadores de igrejas são primeiramente líderes com alguma
capacidade
de
gerenciar
e
inspirar,
ou
uma
combinação
dos
os dois estilos.
Robert Thomas faz o seguinte comentário sobre o uso do perfil
bíblico pessoal para aqueles que querem se dedicar ao ministério em
tempo integral:
160
Este perfil tem sido aplicado para atender a uma necessidade
importante para muitos executivos denominacionais. O desenvolvimento de
outros perfis operacionais pode ainda auxiliá-los na difícil tarefa de
selecionar candidatos para o ministério. Sugere áreas para estudos mais
aprofundados para o perfil de plantador de igrejas, o perfil de pastor
interino, perfis de pastores de igreja de pequeno, médio ou grande porte, e
perfil de ministro de associado. É interessante que os poucos pastores de
grandes igrejas disseram que sao orientadores e possuem o perfil D.
Há necessidade, no entanto, de realizar um trabalho de pesquisa
semelhante na área de direção ministerial por leigos. A quantidade
limitada de pesquisa até agora tem se concentrado no ministério
profissional. Tal pesquisa será vital para mobilizar todo o corpo de Cristo
para o poderoso ministério no século XXI.
A confirmação de Seu Direcionamento Ministerial
Enquanto que a etapa de identificação serve para ajudar você a
descobrir seu direcionamento ministerial, a etapa de confirmação visa
validar a exatidão de sua descoberta. É composta de três fases distintas,
mas
que
devem
trabalhar
em
conjunto
para
confirmar
a
sua
direcionamento ministerial.
A fase de Observação
A fase de observação envolve a auto-observação com base no
conhecimento de seu comportamento consistente ou experiência no
ministério. Você examina cuidadosamente os resultados do processo de
identificação e se perguntar: Este realmente sou eu? É isso que eu acho
que posso fazer? A razão pela qual esta fase é tão importante é que são os
que determinam a precisão de qualquer fase de qualquer programa de
avaliação. Podemos usar ferramentas altamente sofisticadas, como
Biblical Personal Profile (perfil bíblico pessoal) ou Myers-Briggs Type
161
Indicator, para determinar nosso designio, mas refletem apenas as
informações nós damos. Se as informações para a nossa direção está
baseada no que queremos fazer ou no que pensamos que deveríamos
fazer, então na melhor das hipóteses não nos diz nada e na pior das
hipóteses é que nos fará mal. Ao lado de nosso Deus onisciente, que são
os que nos conhecemos melhor. O peso dos resultados de todas as
avaliaçoes é nossa responsabilidade para poder determinar a sua precisão
com base na nossa auto-observação.
No entanto, existe o sempre presente problema da subjetividade.
Estamos trabalhando com base em como nos sentimos ou o que
pensamos. Por várias razões, temos o potencial para distorcer a
informação. Duas outras fases nos ajuda a detectar nosso direcionamento:
as fases de consulta e experimentação.
A fase de Consulta
A fase de consulta envolve procura intencional e aceitar sábios
conselhos e conselhos de outros em relação à precisão de sua direção
ministerial. Sua finalidade é confirmar ou corrigir sua direção ministerial
com a ajuda e a participação de outras pessoas. Esta fase não é
temporária, mas dura uma vida inteira por causa da constante
necessidade de avaliar e aperfeiçoar a direção do nosso ministério à luz do
discernimento pessoal adicional e experiência no ministério. Inicialmente,
deve consumir muito tempo e energia e então gradualmente diminuem a
intensidade ao longo dos anos.
A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA
As Escrituras nos aconselham a procurar o conselho de pessoas
sábias. Provérbios 15:22 diz: "Os planos fracassam por falta de conselho,
mas com os muitos conselheiros há bom êxito." Na maioria das vezes o
162
conselho dos outros traz sabedoria. Provérbios 19:20 aconselha: "Ouve o
conselho e recebe a correção, e no final você será sábio." Outras
passagens incentivam o mesmo (12:15; 13:14,20; 20:18; 24:5-6; 27:9).
Aceitar conselhos acrescenta um elemento objetivo para o que, de
outra forma, pode ser uma experiência subjetiva. Podemos racionalizar e
distorcer o feedback que recebemos de vários indicadores e ferramentas,
porque queremos ser ou fazer algo diferente do que temos sido projetados
para ser e fazer. O Sábio conselho serve para compensar e corrigir este
problema.
Uma terceira razão para a consulta é que algumas pessoas estão
confusas quanto ao que elas realmente são. Estas podem ter crescido em
uma situação em que foram pressionadas a ser quem não são. Paul e
Barbara Tieger explica, "As crianças são particularmente vulneráveis às
expectativas dos outros e muitas vezes suprimem suas
próprias
preferências naturais, a fim de adaptar-se e serem aceitas." Novamente
escrevem: "As crianças que são desencorajadas a usar seus pontos fortes
inatos podem crescer confusas e ambivalentes sobre suas percepções e
inclinações, e essa confusão pode afetar todos os aspectos da vida adulta,
incluindo questões de carreira." Outras pessoas podem ver através de
tudo isso e ajudá-los a descobrir a sua verdadeira identidade.
AS FONTES DE CONSULTA
Devemos procurar o conselho das pessoas certas, entretanto. Bons
conselheiros apresentam características diversas. Primeiro, eles são as
pessoas que o conhecem razoavelmente bem. No topo da lista é o seu
cônjuge. Seu marido ou esposa pode conhecê-lo melhor do que qualquer
outra pessoa em sua vida, e por isso eu sugiro seu cônjuge também
aplique os testes (localizados nos apêndices) em você. Se os resultados
forem semelhantes ou o mesmo que o seu, então você provavelmente terá
a sensação exata de quem você é. Se forem diferentes, então seria sábio
163
discutir essas diferenças e, possivelmente, repetir o processo. O mesmo
vale para a confirmação da sua direção ministerial. Outras pessoas que
poderiam te ajudar como conselheiros são seus pais, amigos próximos,
filhos, e seu pastor.
Uma segunda fonte de bons conselhos são aqueles envolvidos em
um ministério semelhante àquela para a qual você tem uma visão. Uma
vez que essas pessoas estão servindo no ministério primeiro, elas podem
lhe dar uma idéia de tudo o que está envolvido. Muitas vezes vemos
apenas a superfície de uma obra, ou o que queremos ver. Nós não temos
idéia do que acontece nos bastidores. Assim, a nossa imagem de um
ministério pode estar distorcida ou totalmente imprecisa. Passar algum
tempo interagindo com aqueles que exercem um ministério, ajuda a
conhecer a realidade e dá uma oportunidade de nos conhecer melhor e
determinar se estamos preparados para esse ministério.
Uma terceira fonte são os cristãos que têm demonstrado sabedoria
incomum na vida e que exibem aguçada percepção das pessoas. Eles têm
a habilidade incomum de ver as coisas em você que outros, inclusive você,
não consegue ver. Eles não podem confirmar somente os dons e talentos,
mas as habilidades latentes e trazê-los à nossa atenção para que
possamos cultivá-las no ministério de Cristo.
A quarta fonte para confirmar sua direção ministério é com as
pessoas sinceras, que contam a verdade.
Estes não lhe diz o que você
quer ouvir ou o que você realmente quer ouvir. Dizem a verdade. Alguns
vão falar a verdade com amor, outros vão dizer a verdade com
pouca consideração por seus sentimentos. Contanto que não sejam duros
demais, estarão lhe fazendo um favor. Não cometa o erro de rejeitar seus
conselhos por causa do modo que eles comunicam seus pensamentos.
A quinta fonte são as pessoas que estão do seu lado. Em geral, você
quer perseguir aqueles que possuem melhores interesses no coração, que
164
são "sua equipe." Eles desejam o melhor de Deus para você, não somente
na vida em geral, mas o seu ministério.
Uma sexta fonte de confirmação é o consultor. Algumas igrejas
começaram a usar consultores, quer de dentro ou fora da congregação, na
mobilização de seu povo para o ministério. Se esta for sua situação,
considere-se abençoado e utilize os serviços prestados. Se esta não for sua
situação, procure um consultor em uma igreja próxima ou encontre uma
on-line.
AS PERGUNTAS PARA CONSULTORES
Quando você procurar o conselho de outra pessoa você deve
perguntar algumas questões específicas. Uma delas é: O que você me vê
fazendo ou não da vida? As palavras fazendo e não fazendo os deixa a
vontade para ajudá-los a abordar a questão sob as duas perspectivas. A
mesma pergunta feita de forma diferente é: Se você estivesse no meu
lugar, com meu designio, como você serviria a Cristo? Depois de ter feito
uma pergunta, sente e deixe a pessoa falar. Resista a interrupção, exceto
para esclarecer quaisquer pontos que você não entendeu. Você pode ter
que avisar o consultor num primeiro momento, deixar que ele ou ela saiba
que quer ouvir a verdade, seja ela qual for. Ao fazer isso você dá a
permissão para a pessoa relaxar e narrar a verdade.
Após o consultor terminar, diga algo como: "Eu estou pensando em
trabalhar em certo ministério. Valorizo sua opinião e quero saber o que
você acha. Em sua opinião, eu deveria ser professor de escola dominical,
líder de pequeno grupo, evangelista, ou pastor de uma igreja)?" Preste
atenção aos sinais visuais ao ouvir suas palavras. Eles podem dizer uma
coisa e sinalizar outra. Quando este for o caso, busque também o
conselho de outros.
Outra pergunta é: Por que você sente desta maneira em relacao a
minha visão ministerial? A razão por detrás da resposta positiva ou
165
negativa pode ser tão importante quanto a própria resposta. Por exemplo,
um amigo de confiança pode aconselhar a não prosseguir ao ministerio
pastoral vocacional como um evangelista. O motivo: o evangelismo requer
alguém com habilidades desenvolvidas - as pessoas esperam um ano ou
dois até que tenha mais tempo para desenvolver suas habilidades
pessoais.
A fase de Experimentação
Seguir o conselho e a sabedoria dos outros para confirmar a sua
direção
ministerial
deve
provar
muita
validade.
A
terceira
fase
complementar envolve experienciencias com sua visão, obtendo desta
maneira experiência ministerial.
O VALOR DA EXPERIMENTAÇÃO
A vida ministerial proporciona "experimentação." Uma coisa é
pensar e conversar com outras pessoas sobre seu designio, outra é
experimentá-lo. Você precisa passar algum tempo experimentando seu
ministério antes de reivindicar a posse. Você não sabe com certeza se você
pode dirigir um carro apenas por ouvir uma palestra em uma aula de
formação de condutores. O verdadeiro teste vem quando você desliza atrás
do volante e pega a estrada. Como você se envolve em um ministério, você
deve sentir uma sensação de significado e realização de pelo menos 60 por
cento. Se for abaixo de 50 por cento, as chances são boas de que você irá
experimentar o cansaço e acabará abandonando.
Isso não significa que o seu ministério nao terá problemas. Cada
ministério tem suas "comadres". No entanto, quando você está no
ministério certo, até mesmo os penicos parecem mais fáceis de limpar, e
os problemas são menos ameaçadores.
166
OPÇÕES
Os ministérios que visam trabalho profissional em uma igreja ou
para-eclesiásticos devem buscar um estágio. A regra geral é quanto mais
tempo o estagio, maior será a aprendizagem. Pouco tempo de estágio deve
ser equivalente a cerca de um semestre da escola, de quatro a seis meses
ou um verão.
No entanto, este é mínimo e funciona melhor em organizações de
qualidade que valorizam a formação de homens e mulheres para o
ministério. Os melhores estágios duram de um a dois anos, pois este
período de tempo permite que o ministério processo de adequacao a um
lugar. Os Leigos precisam de experiência também. Bruce sugere dar às
pessoas três oportunidades. Primeiro, se a pessoa não se ajusta a certo
ministério, então a esta deve tentar outro. Cada ministério é responsável
por treinar uma nova pessoa "no trabalho". Se nenhuma posição é
adequada ao designio de alguém, então um novo ministério pode ser
projetado em torno dessa pessoa.
SUGESTÕES
Para a experiência no ministério revelar-se útil na confirmação de
sua direção, esta deve ocorrer com as pessoas certas no contexto certo.
Com a busca de sábios conselhos, e não apenas como um ministério
qualquer a fazer. Procure uma organização de qualidade. Você quer ser
treinado na melhor situação possível. Procure também um ministério que
se adapta à sua direção ministerial. Se você planeja ministrar em uma
igreja do novo paradigma, em seguida, faça sua formação em um cenário
similar. Procure por uma equipe ministerial que está comprometida com a
formação do seu povo. Concordar com as expectativas do treinador com
antecedência. Isto irá prevenir grandes problemas mais tarde. Desenvolver
167
um plano de formação ministerial. Sem um plano claro e personalizado
você irá perder seu tempo e o dos outros.
Planilha
1. Será que o ministério está possui uma descrição detalhada do de cada
posiçäo ministerial? Se não, por que?
2. Será que o seu ministério tem um programa para ajudar as pessoas a
descobrir seus desígnios divinos? Se sim, como é eficaz? Se não, por que?
3. Você está ciente da maioria das posições ministeriais em sua igreja?
Como você pratica seu ministério, qual a posição do ministério (s) que
melhor corresponde ao seu designio ministerial?
4. Com base no seu designio divino, que tipo de ministério você deve
prosseguir. Possui vontade de começar um?
168
5. Você conhece uma pessoa ou pessoas a quem Deus está abençoando no
ministério que possuem um desígnio divino semelhante ao seu? Qual é o
seu ministério? Você sente alguma afinidade por esse tipo de ministério?
6. Se voce está considerando um ministério pastoral vocacional, é seu
designio similar a de um pastor envolvido na renovação de igrejas ou de
plantação de igrejas? Qual dos dois tipos considera seu ministério?
7. Neste momento no processo de descoberta, qual é a sua direção
ministerial (missão e visão)? Você já escreveu isso no papel? Não importa
o quão precisa seja sua declaração, o mais importante é que você comece
o processo de escrevê-lo antes de terminar este capítulo. Esta pode passar
por uma série de revisões, mas que faz parte do processo de articulação de
uma direção ministerial. Use o formato fornecido pelos exemplos no
capítulo 5 como seu guia inicial.
8. Você já consultou alguém sobre a confirmação da sua direção
ministerial? Se não, por que? Se sim, quem? Será que eles atendem às
qualificações de uma boa fonte de conselhos? Qual foi a resposta?
9. Que experiências ministeriais estão disponíveis para ajudá-lo a
confirmar seu designio? Qual é a atitude das pessoas desses ministérios
que trabalham com você? À luz de seu designio, qual é o ambiente
ministerial que melhor testa sua direção? Tem alguma experiência, até
agora, que confirma ou contradiz sua missão e visão do ministério?
169
PARTE 3
DIRECIONANDO SEU
DESENVOLVIMENTO MINISTERIAL
A última parte deste livro irá ajudá-lo a definir ou realizar sua
direção ministerial pessoal. Agora que você sabe quem você é (a sua
identidade ministerial) e o que Deus quer que você faça (sua direção
ministerial), o terceiro e último passo no processo centra-se em seu
desenvolvimento ministerial. Este responde a pergunta: Como posso me
preparar melhor para o meu ministério ou ministérios? A resposta é a
concepção de um único plano de formação pessoal ministerial.
170
7
INICIANDO O PLANO
MINISTERIAL
O que você pode aprender com um professor ou um Pastor?
David está de volta ao seminário. Ele gasta muito de seu tempo na
biblioteca em silêncio fazendo uma pesquisa em preparação para seus
cursos de doutorado. Às vezes pensava que havia morrido e ido para o
céu. Ele ama o que está fazendo, e Deus está provendo as necessidades
materiais de sua família. A empresa onde sua esposa trabalhou durante
seus
estudos
havia
a
recontratado
e
seu
salário
aumentou
substancialmente. Uma vez que eles não possuem filhos, devem ser
capazes de se manterem financeiramente até que termine o seu programa.
Nos últimos dois anos no pastorado revelaram-se rentáveis. Não só
Deus usou esse tempo para dirigi-lo para o ministério de ensino, como
171
também David ganhou conhecimento ministerial prático, experiência e
algumas habilidades ministeriais suficientes para que fosse convidado a
pregar regularmente em uma pequena
igreja localizada 30 milhas do
centro da cidade. Através do conhecimento de sua concepção do
ministério e da descoberta de sua direção ministerial (missão e visão),
David está ciente de que boa parte de sua preparação ministerial irá
envolver uma sala de aula. Ele está se preparando para um ministério
profissional que exige um grau de pós-graduação de uma instituição
teológica.
Mas a preparação ministerial é necessário tanto para Tom e leigos,
como Carol, para realizar seus sonhos ministeriais? Na verdade, David,
Tom e Carol estão à frente de muitos no processo. A maioria dos cristãos
atravessa o processo na ordem inversa. Eles sabem que querem servir ao
Senhor, mas não sabem como. Então começam o processo com o estágio
de preparação na esperança de que em algum lugar ao longo do caminho
irão encontrar seu direcionamento ministerial. Eles podem se inscrever
em uma faculdade ou seminário cristão, embora não têm visão futura de
um ministério ou um mal definido, impreciso. Por haver tão pouca
informação disponível sobre o conceito de designio divino, podem nunca
considerar a fase de concepção e ainda não descobrirem seus dons,
temperamentos e habilidades naturais. David, Tom, e Carol estão à frente
no processo, porque tomaram cada passo na ordem correta. Primeiro, eles
descobriram seus desígnios divinos para o ministério (capítulos 1-4). Em
seguida, com base nesses
desígnios, determinaram
suas
direções
ministeriais (capítulos 5-6). Agora é hora de desenvolver seu ministério
(capítulos 7-9), que envolve a preparação de um plano de ministério. À luz
de quem você é (seu projeto), como você pode melhor se preparar para
realizar a sua visão ministério pessoal (sua direção)? Você pode
responder a essa pergunta através da concepção de um plano de formação
pessoal feito sob medida para a sua situação ministerial individual. Este é
o conceito por trás da fase de desenvolvimento. Este plano foi concebido
para levá-lo de onde quer que esteja para a posição em que almeja no
172
ministério. Esta é composta por três etapas: o início do plano (capítulo 7),
elaboração do plano, (capítulo 8), e Desenvolvendo o plano (capítulo 9).
O restante deste capítulo envolverá o início do plano. Ele irá abordar
o conceito e diretrizes para o plano.
O Conceito do Plano
Seu projeto Divino
Um plano de treino pessoal pressupõe que você tenha um
conhecimento razoável de seu desígnio ministerial. Isso depende de onde
você está no processo de descoberta de desígnio. Algumas pessoas se
conhecem bem. Eles sempre foram sensíveis e atentas para quem são.
Desta forma estão à frente no processo. Outros, porém, não sabem. Por
inúmeras razões pelas quais estes podem não ter sido tão observadores,
acabaram ficando atrasados no processo. Estas pessoas são geralmente
bloomers tardios. Descobrem sua concepção e se tornam produtivos no
ministério mais tarde na vida. Outros olham para eles e são surpreendidos
com a mudança. Isso muitas vezes contribui para a visão equivocada de
que as pessoas podem mudar seus temperamentos, quando, na realidade,
eles descobrem e desenvolvem a sua verdadeira identidade.
Independentemente
se
você
está
avançado
no
processo
da
concepção divina ou não, você é único e maravilhoso, e irá continuar a
descobrir e aperfeiçoar seu projeto para o resto de sua vida.
Sua Direção Ministerial
O
desenvolvimento
de
seu
plano
ministerial
pressupõe
um
conhecimento razoável de sua direção ministério (sua missão e visão
pessoal). Desde a descoberta e desenvolvimento de seu desígnio que é um
processo contínuo, você precisará regularmente refinar e ajustar sua
direção. É como focar um projetor de filme em uma tela.
173
O tempo está a seu favor. Quanto mais você pensa e trabalha com
os conceitos deste livro, estes se tornam mais claras. Tenha em mente que
este é um processo que não ocorre da noite para o dia.
Seu Desenvolvimento Ministerial
Com um conhecimento razoável de seu plano e direção ministerial,
você está pronto para prosseguir o seu desenvolvimento ministerial. Todo
mundo
precisa
de
preparação.
Mesmo
se
é
uma
pessoa
extraordinariamente talentosa, você está ciente de sua necessidade atual
para o desenvolvimento do seu ministério. E isto, também, não ocorre da
noite para o dia. Assim como a descoberta de seu desígnio e direção, é
preciso tempo e trabalho duro. Um homem com o talento natural para
tocar piano precisa ter aulas e praticar regularmente. Uma mulher com o
Dom de evangelismo terá alguma instrução e experiência em compartilhar
sua fé.
Muito provavelmente você já teve conhecimento sobre o seu
desenvolvimento ministerial. Na verdade, você pode ter, sem saber,
começado o processo neste momento, em vez de com o designio e as fases
de direcionamento. Por exemplo, você pode estar na escola com pouca
idéia de seu desígnio ou direção. Se este for o caso, você pode precisar
fazer alguns pequenos ajustes ou mudanças importantes. Você pode ter
pensado que Deus queria que você fosse um contador, mas agora percebe
que Ele o projetou para pastorear uma igreja. Você está matriculado na
cuso de administração, preparando-se para ser um CPA. Você pode
precisar sair deste para seguir a formação no seminário. Outros podem
precisar sair do seminário e começar a treinar para se tornar um
administrador, agricultor, ou encanador. Não só todos precisam de
preparação, como precisam pensar em termos de uma vida inteira de
preparação. Aqueles que são sérios sobre a servir o Salvador, seja leigo ou
profissional, necessitam se adaptar a um programa de treinamento por
toda a vida. Muitas vezes as igrejas e escolas olham para a formação como
174
uma "preparação final", como uma introdução, como se aqueles que estão
no ministério, de alguma forma não têm mais a necessidade de
desenvolvimento. Igreja e ministérios para-eclesiásticos podem se orgulhar
do fato de que oferecem treinamento para o seu povo, embora muitos nas
não progrem. Quantas vezes um recente recrutado professor de escola
dominical da terceira série entrega um livro de lição e aponta na direção
da classe? Ainda assim, muitos que progrediram além deste ponto não
conseguem ver a necessidade de educação continuada na vida. David
Ludeker escreve sobre o ministro profissional: "A passividade do clero no
planejamento de metas de aprendizagem é amplamente conhecida. Há
uma heresia na cultura americana, que tem permeado a Igreja: 'Que a
formação profissional termina com a formação inicial'. O resultado é que
muitos clerigos não conseguem ver a necessidade do planejamento de um
programa de aprendizagem para toda a vida." O resultado é que estes
envelhecem e ficam parados no tempo. Leigos e profissionais que são
sérios sobre o ministério deve se encarregar do processo de adaptar um
programa de formação ao longo da vida que vai equipá-los para os seus
vários cargos ministeriais.
À luz da velocidade da mudança no início do século XXI, esse
planejamento é longo. Exige planejamento e replanejamento periódico ao
longo de nossa vida, pois as circunstâncias mudam. A vida é muito curta
para esperar que igrejas ou escolas ofereceçam os programas necessários:
em vez disso, devemos planejar proativamente e buscar a formação
necessária. Isso não será fácil. Como qualquer outra coisa que vale a
pena, irá exigir o seu tempo e atenção. É imperativo que você se discipline
para permanecer na vanguarda.
As Diretrizes para o Plano
Construir sobre seus pontos fortes
No capítulo 4 discuti o: conceito de pontos fortes e fracos. Na
verdade, prefiro usar o termo limitações sobre o qual irei dizer mais
175
abaixo. Você tem alguns pontos fortes com base em como Deus tem criado
você. E você sabe quais são, agora que conhece seu desígnio divino. Estes
irão ajudá-lo a seguir seu ministério e sua direção, a fim de fazer a maior
contribuição para o reino de Deus. Seu objetivo é ter o maior impacto
possível para Cristo sobre toda a sua vida, e isso só pode acontecer
quando se concentrar na idéia de que Deus lhe deu forças pra fazer o
melhor. Além disso, você se sentirá mais energizado e desafiado quando
você se concentrar em seus pontos fortes. Antes de ler este livro, é mais
provável que ou já conhecia alguns de seus pontos fortes. Pense em como
você se sentiu quando foram ativados vários desses pontos fortes. Você
sentiu-se otimista em relação ao seu serviço e ganhou um sentimento de
autoconfiança de uma maneira maravilhosa. Por estas razões, seria mais
sábio descobrir seus pontos fortes e desenvolvê-los.
Nosso Deus é um Deus de graça que nos tem abençoado
imensamente. É minha opinião que a descoberta do nosso desígnio divino
em geral e as nossas potencialidades particulares, é um processo
contínuo.
À
medida
constantemente
que
descobrindo
nos
envolvemos
novos
aspectos
no
de
ministério,
como
vamos
Deus
tem
nos moldado, com forças que não sabíamos que tínhamos. À medida que
empregamos estas forças para Ele, vamos experimentando o que Davi
experimentou - a sensação de que Deus está nos usando para servir aos
seus propósitos nesta geração (veja Atos 13:36). Servos bons são alunos
que continuam a buscar o crescimento em suas experiências como
servidores no corpo de Cristo. O maior espaço para seu crescimento
pessoal e competência cada vez maior que é glorificar a Deus em suas
potencialidades.
Você
deve
se
concentrar
a
sua
formação
e
desenvolvimento para construí-los, e não em melhorar seus pontos fracos.
Apenas desenvolvendo as limitações necessárias
Todos nós temos limitações. Estas são as nossas áreas onde não
somos fortes, as áreas que estão fora do nosso designio. Deus não criou176
nos a fazer tudo bem. Como Paulo descreve em 1 Coríntios 12, uma orelha
não é um olho. Nossas limitações consistem em áreas em que não somos
talentosos. O problema é que cada ministério vai exigir que nós possuimos
algumas áreas com limitações, para que possamos fazer nosso trabalho
bem. A limitação torna-se uma fraqueza, mas necessária para o ministério
eficaz. Há uma visão que defende que para se tornar forte e servir bem,
você deve melhorar ou pelo menos minimizar suas fraquezas ou
limitações. Portanto, você deve se concentrar em melhorar suas limitações
não os seus pontos fortes. No entanto, como eu disse anteriormente, você
não pode se destacar em sua direção ministerial, apenas fixando ou
minimizando seus pontos fracos. Para sobressair você deve maximizar
seus pontos fortes. Isso não significa, entretanto, que você simplesmente
ignore suas limitações, algumas são necessárias para a eficácia no seu
contexto ministerial. No entanto, você deve ter em mente que você sempre
lutará até certo ponto nestas áreas, por isso não seja duro consigo mesmo
quando não se tornarem fortes. E acima de tudo, não gaste tanto tempo
tentando desenvolvê-las como você gasta no desenvolvimento de suas
potencialidades.
Estabelecer Prioridades
Depois de ter desenvolvido seu plano de treinamento, você terá de
estabelecer prioridades. É impossível trabalhar e implementar todo o seu
plano ao mesmo tempo. Se você não compreender isso, irá frustrar a si e
aos outros e provavelmente vai se afastar do processo por completo. Aqui
estão algumas questões para responder: O que você precisa desenvolver
agora que irá se empenhar melhor para servir a Cristo e realizar a sua
direção ministério? O que deve chamar sua atenção? Você precisa
desenvolver uma área de seu caráter, ou se concentrar em uma habilidade
específica? O que é mais importante e necessário implementar para fazer a
maior diferença agora? Sugiro que depois de concluir parte do seu plano,
reveja e atribua prioridades. Concentre-se em não mais que cinco ou seis,
dependendo do tempo que você tem.
177
Permanecer flexível
As pessoas fazem planos de modos diferentes. Estão relacionados a
como Deus nos criou e nosso temperamento. Por exemplo, os pensadores
são suscetíveis a serem melhor que os planejadores praticantes em termos
de disciplina para projetar um plano de desenvolvimento. Assim, a idéia
de que tudo se encaixa não é válido na formulação de um plano para o
futuro. É um processo muito pessoal com base em seu designio divino.
Nos próximos dois capítulos, apresentarei algumas idéias para
ajudar a determinar seu plano de desenvolvimento. Como você sabe, o
plano de trabalho e a realização das metas de desenvolvimento devem ser
acrescidos em sua agenda ocupada. Faça o melhor que pode, em suas
circunstâncias individuais. Para o plano não falhar, faça um esforço para
desenvolver e acompanhar seu plano, mas não bata em si mesmo se você
não realizá-lo.
178
8
PROJETANDO O PLANO
MINISTERIAL
Como você projeta o seu Plano Ministerial?
David, Tom, e Carol estão animados sobre como Deus tem
direcionado seus ministérios, e estão encantados na direção de suas
visões pessoais ministeriais. Talvez pela primeira vez, eles se sentem com
um forte senso de propósito e significado espiritual. Muitas das peças que
faltavam no quebra-cabeça se encaixaram. Como o Rei Davi (Atos 13:36),
eles têm um enorme desejo de servir o propósito de Deus em sua geração.
Pretendem prosseguir os seus ministérios dirigidos por Deus com uma
paixão. Eles estão convencidos de que precisam desenvolver um plano
ministerial, um mapa de estrada para se deslocar de onde estão para onde
esperam ir. Este capítulo se concentrará em três áreas que compõem o
179
plano de formação. O primeiro são considerações de designio. Esta aborda
três áreas que você deve considerar ou manter em mente para projetar seu
plano. O segundo são os ingredientes principais do projeto, que são as
competências que compõem o plano. Há quatro: caráter, conhecimento,
habilidades e emoções. O último é o formato que o plano tomará. Existem
duas opções: o formato de resposta curta e o formato de resposta longa ou
prosa.
As considerações de desígnio
Ao trabalhar com o processo de desenvolvimento, existem três
considerações de projeto que você deve manter em mente: seu estilo de
aprendizagem, seus métodos de treinamento e circunstâncias de sua vida.
Todos os três terão um impacto importante sobre o produto final.
Seu estilo de aprendizagem
Como você aprende? Você sabe? Algumas pessoas estão mais
conscientes de seu estilo ou estilos de aprendizagem e outras não.
Independentemente disso, você tem um jeito preferido de aprendizagem,
mais nato a você. Você deve saber o que o estilo é muito importante no
processo de planejamento. Uma pesquisa aponta que as pessoas
aprendem melhor quando usam seu estilo particular de aprendizagem.
Existem várias ferramentas disponíveis para ajudar você a descobrir o seu
estilo de aprendizagem (ver http://www.learningfromexperience.com e
http://www.haygroup.com).
Eu desenvolvi um que consiste em quatro estilos de aprendizagem: o
estilo dinâmico, o estilo imaginativo, o estilo de bom senso, e o estilo
analítico. Há duas maneiras de descobrir qual é o seu estilo. A primeira é
a abordagem mais subjetiva. Leia as seguintes descrições dos estilos e
tente determinar qual você se encaixa ou se sente bem com base em sua
180
experiência de vida. A segunda é rever a sua pontuação no Indicador de
Temperamento 1, bem como Os estilos de aprendizagem, e compará-las
favoravelmente com os quatro temperamentos bem como aqueles que
compõem o Perfil Pessoal ou ferramenta DiSC. Tenha em mente que você
provavelmente vai ter uma combinação de dois, ou possivelmente de três
estilos.
Os alunos do senso comum
1.Temperamento: Fazedores (o temperamento D do Perfil Pessoal)
2. Vida-orientação: Objetivo / finalidade
3. Características: Realistas, práticos, lógicos, competitivos, impessoais,
fazedores, decisivos, persistentes, diretos, eficientes, correm riscos,
solucionadores de problemas: vêem o cristianismo em termos de ação,
leem a Bíblia para ter informações, interessados na "vida real".
4. Conceito chave de aprendizagem: Estes alunos não querem falar
sobre alguma coisa, eles querem fazê-lo. Eles são pragmáticos. Eles
gostam de práticidade, abordagens hands-on (práticas) à aprendizagem.
5. Sua pergunta de aprendizagem: Como isso funciona?
6. Ambiente de aprendizagem: Eles não gostam de palestras, preferem
trabalhar sozinho, são competitivos, visionários, inovadores, e querem
liberdade de controle.
7. Métodos de ensino: resolução de problemas, desafio de estudar,
independente, projetos, problemas de lógica, as atividades de habilidade
física, demonstração.
Alunos dinâmicos
1. Temperamento: Influenciadores (o temperamento que eu sobre o Perfil
Pessoal)
2. Vida-orientação: Pessoas / relacionamentos
181
3. Características: Os líderes naturais, flexíveis, perspicazes, curiosos,
inspiradores,
expressivos,
direcionados
ao
futuro.
Entusiástas,
imprevisíveis, correm riscos, intuitivos, otimistas, bons comunicadores,
divertidos, carinhosos, falantes, populares, fortes, de que gozam as
pessoas e possuem um bom senso de humor.
4. Conceito chave de aprendizagem: Estes alunos aprendem com
aplicativos exclusivos criativos.
5. Sua pergunta de aprendizagem: O que isso pode se tornar?
6. Ambiente de aprendizagem: Experimental, criativo, motivador,
paciente, estudante-dirigido, pois preferem opções.
7. Métodos de ensino: Dramatizações, desafios (práticos), estudos de
caso em discussão aberta, resolução de problemas, dilemas morais,
projetos.
Os alunos imaginativos
1. Temperamento: Relatores (o temperamento S sobre o Perfil Pessoal)
2. Vida-orientação: Pessoas / relacionamentos
3. Características: São pessoas idealizadoras, gostam de ouvir e falar,
estar com pessoas, ver fatos em relação às pessoas, pois são calmas,
sociáveis,
sinceras,
bondosas,
compassivas,
confiáveis,
simpáticas,
em
com
contato
compreensivas,
sentimentos,
pacientes,
orientadas pela experiência. Leais, solidárias, estáveis, agradáveis,
simpáticas, sem confrontos, submissas, quietas.
4. Conceito chave de aprendizagem: Essas pessoas aprendem melhor
ouvindo e compartilhando idéias. Eles gostam de estar pessoalmente
envolvidas no processo.
5. Sua pergunta de aprendizagem: por quê? e Por que não?
182
6. Ambiente de aprendizagem: Em pequenos grupos, com outras
pessoas consistentes, estáveis, de pouco conflito.
7. Métodos de ensino: Eles não gostam de leitura e memorização.
Aprendem
com
esquetes
como
pantomimas,
fichas,
discussões,
criatividade e narrativa.
Os alunos analíticos
1. Temperamento: Pensadores (o temperamento C do Perfil Pessoal)
2. Vida-orientação: Objetivo / finalidade.
3. Características: Eles estão interessados em idéias e conceitos,
coletores de dados, ler a Bíblia para os conceitos e idéias, factuais,
analíticos,
completos,
sinceros,
perfeccionistas,
intelectuais
precisos, lógicos, teóricos, detalhados, disciplinados, emocionalmente
reservados, responsáveis, sérios, programados, compatíveis, céticos.
4. Conceito chave de aprendizagem: Estes alunos só querem os fatos.
Para eles a aprendizagem ocorre através de pensamentos e idéias para
formar a realidade. Sua pergunta aprendizagem: O que eu preciso saber?
6. Ambiente de aprendizagem: Calmo, planejado, previsível, de risco
baixo, com as políticas e procedimentos claros.
7.
Métodos
de
ensino:
palestra,
memorização, listas, informações técnicas.
Resumo de Estilos de Aprendizagem
Alunos de senso comum - Fazedores
Alunos Dinâmicos - Influenciadores
Alunos Imaginativos - Relatores
Alunos Analíticos - Pensadores
183
auto-estudo,
demonstrações,
Seus métodos de treinamento
Eu desenvolvi quatro métodos ou meios para a formação do
ministério pessoal: Treinamento auto-formação, baseado em conteúdos de
formação, mentoriação, formação e experiência impulsionando a formação
de Trabalho, através das seguintes descrições de cada um e determinam
qual método seria mais eficaz para você desenvolver seu ministério.
Alguns dos métodos estarão disponíveis para você, enquanto que alguns
não podem, como os que envolvem a escola.
TREINAMENTO DE AUTO-FORMAÇÃO
O treinamento de auto-formação é onde os crentes assumem a
responsabilidade de seu próprio crescimento. A questão da formação é:
Quem é responsável pela formação do indivíduo? A resposta óbvia é o
próprio
indivíduo.
A
auto-formação
tem
a
finalidade
de
auto-
desenvolvimento de caráter, conhecimento das emoções, habilidades e
assim por diante. Pode ser planejada ou não, podendo ocorrer em
qualquer ponto ao longo da semana, dependendo da programação do
indivíduo. Este treinamento é para todos que querem iniciar sua própria
formação. Rara é a igreja ou ministério que é intencional na formação de
seus ministérios, pois a maioria das pessoas precisa assumir a
responsabilidade e acabam assumindo a responsabilidade para isso. O
que os líderes e servidores precisam fazer por conta própria para
funcionar melhor ou de forma mais competente em seus ministérios não
vocacionados ou profissional? Aqui estão algumas sugestões:
• Leia livros e periódicos sobre suas áreas de ministério.
• Ouça as fitas e visualize vídeos por líderes proeminentes que ensinam
conhecimentos e habilidades ministeriais.
• Faça consultas e entrevista com pessoas experientes, com os servidores
competentes.
184
• Participe de aulas, seminários e conferências que se concentram em
liderança e desenvolvimento ministerial.
• Visite igrejas na sua área geográfica que Deus está abençoando, observe
o que eles fazem e faça muitas perguntas.
A ênfase da auto-treinamento é que as pessoas buscam essas
oportunidades ou por iniciativa própria ou por sugestão de um líder
estagiário.
ENSINO DIRIGIDO DE FORMAÇÃO
Ensino
dirigido
de
formação
centra-se
na
transferência
de
conhecimentos. O "ensino-dirigido" significa que alguém que não seja o
aluno tem estruturado um conjunto de informações que determina a base
para a experiência da formação. Assim, um determinado esboço guia, ou
plano de aula, ou currículo é o processo da formação. Este treinamento
envolve uma abordagem com palestra ou uma comunicação de mão única
de uma pessoa experiente para alguém que busca o conhecimento. A
maioria dos seminários, salas de aula, e conferências são espaços de
treinamento
praticamente
de
conteúdo-dirigido.
criado
para
esta
O
treinamento
categoria.
Afinal
de
de
liderança
contas,
foi
obter
conhecimento básico da tarefa do ministério é um ponto de partida
importante para qualquer ministério e liderança. O treinamento de ensino
dirigido vem de todas as formas e tamanhos. Por exemplo. O conteúdo
pode ser relativamente concentrado e apresentado em um seminário de
três horas. Ou o conteúdo pode ser abrangente o suficiente para exigir um
período de três anos. Além disso, a natureza do treinamento varia muito
de formal para informal.
O Treinamento informal, em uma das
extremidades, inclui uma miríade de treinamento baseado na igreja e
voluntários liderados. Treinamento formal, em e outra extremidade, inclui
programas de graduação credenciados e até mesmo formação no
seminário. Vamos dar uma olhada rápida em ambientes formais e
informais para o treinamento. Treinamentos baseados em conteúdos
185
informais ocorrem a qualquer momento numa igreja, ou indivíduo
desenvolve
o
conteúdo
do
treinamento
e
ensina
os
outros
em
um contexto do ministério local. Geralmente esse treinamento ocorre em
curtos períodos de tempo, é planejado e supervisionado, e não resulta em
algum tipo de grau académico ou credencial. O objetivo da igreja ou
ministério eclesiástico é treinar seu povo intencionalmente para a
liderança e ministério.
Um exemplo de formação informal é o pastor ou uma pessoa da
equipe que utiliza uma sala de aula dentro da igreja para ensinar os
membros e frequentadores sobre a igreja. A ênfase está no conteúdo
ministerial ou informações além das experiências reais. Um líder pode
usar o contexto de sala de aula para contar a história da igreja, qualquer
denominação, filiação política, teologia e filosofia do ministério, valores
básicos, missão, visão, estratégia, posição doutrinária, e assim por diante.
Além disso, o pastor, membros, ou um professor de uma faculdade ou
seminário podem ensinar a uma classe de internos ou líderes voluntários
as habilidades do estudo da Bíblia, sobre os vários livros da Bíblia,
teologia sistemática, história da igreja, como pregar e ensinar a Bíblia,
educação cristã, formação espiritual, missões, bem como outros assuntos.
Treinamento
baseado
em
conteúdos
formais
é
usado
em
treinamento para melhor preparar para a liderança e ministério.
Faculdades, universidades e seminários fornecem treinamento formal que
preparam líderes para vários tipos de ministério. Sua duração é maior do
que outros e envolve a formação acadêmica, que culmina com um diploma
ou título, como o grau de bacharel (BS ou BA), mestre do ministério (M.
Min.), um mestre de teologia (M. Div.), um doutor em teologia (Th . D.), um
médico do ministério (D. Min.), ou um doutor em filosofia (Ph.D.) Líderes
em particular deve perguntar se o treinamento formal é vital para a sua
preparação ministerial.
Programas clássicos que tentam preparar futuros pastores para o
ministério fornecem treinamento intensivo principalmente em áreas como
186
a Bíblia, línguas, teologia e história da igreja. Algumas organizações,
especialmente as principais denominações, podem exigir que um pastor de
uma de suas igrejas tenha um grau de formação teológica credenciado.
Assim, a educação formal serve para credenciar líderes em potencial para
estes ministérios. Sérias desvantagens de treinamento baseados em
conteúdos formais são de que tendem a ser demasiados academicos,
ignorando o treinamento de liderança e as habilidades pessoais, tendendo
a ser fora contexto cultural, não envolvendo o aluno suficiententemente
com a experiência no ministério. Além disso, a maioria dos programas de
formação ainda exige que o líder emergente se desloque para onde a
instituição está localizada
para receber o
treinamento.
Em suas
pesquisas, Kouzes e Posner indicaram que a educação formal estão
"distantes" em comparação ao valor da prática da "tentativa e erro", que
valoriza a experiência e a ajuda de outras pessoas, tais como treinadores e
mentores.
As exceções são o mestre do ministério ou o médico de programas
de ministério que as escolas têm concebido e adotado por aqueles do
ministério profissional. Estes programas centram-se sobre os aspectos
práticos do ministério. Além disso, algumas escolas estão adotando
programas de ensino à distância que permitem que líderes emergentes
permaneçam onde vivem e ministrem em suas igrejas, enquanto fazem um
grau académico pela Internet. Tornou-se a prática de algumas mega
igrejas para selecionar e contratar pessoas para cargos de liderança para a
igreja, que provaram a sua capacidade, ao invés de ter uma chance com
um seminário pós-graduação com pouca experiência. Os futuros líderes
que buscam treinamento formal deveriam investir pesadamente no
ministério enquanto frequentam o curso.
TREINAMENTO DE FORMAÇÃO MENTORIAL
O terceiro tipo de formação tem lugar quando um líder ou membro
trabalha intencionalmente e em estreita colaboração com um mentor ou
treinador. O envolvimento de um treinador distingue este dos tipos de
187
formação. Por exemplo, alguém, como o pastor de treinamento de
liderança, reúne líderes aspirantes com liderança comprovada, e os treina
atrav direta ou indiretamente. O treinador ou mentor poderia envolver o
líder na real experiência prática ou em um contexto de sala de aula ou em
ambos. O treinador está lá para o líder emergente, aconselhando e
direcionando ele ou ela. A supervisão de um mentor experiente e piedoso é
inestimável. Em minha própria experiência, tive contato com líderes
pobres em ensinar. No entanto, devemos também aprender com líderes
competentes e piedosos. Bons líderes que sirvam de modelo para a
liderança, que nos desafiem, que confie em nós, e que estejam dispostos a
gastar tempo de qualidade conosco são os mais instrutivos. Líderes em
potencial seriam sábios para identificar líderes em suas comunidades para
formar um relacionamento de mentoriação. Se inicialmente o líder se
recusa a assumir um papel de mentor, o líder emergente deve persistir,
perguntando o que seria necessário para estabelecer essa relação e
mostrar um compromisso sincero de crescer como um líder. O que
exatamente os mentores fazem com os líderes e demais participantes no
treinamento? Existe um processo que eles seguem? Bons mentores levam
seus estagiários através dos quatro passos seguintes:
1. Instrução. Mentores devem fornecer ao seu povo o conhecimento necessário
para liderar e ministrar ao seu nível especial no ministério, englobando o
segundo núcleo de competência ou conhecimento intelectual, mas que não
exclui os outros três (caráter, habilidades e emoções). Irei dizer mais sobre
essas competências mais adiante. O líder emergente precisa de instrução em
todas as quatro principais competências. Novamente, a pergunta chave é: o que
ele ou ela deve saber para liderar a nível ministerial? O mentor terá alguns
desses conhecimentos, mas também usará outros recursos, tais como livros,
seminários, e outros profissionais.
2. Modelo. Transmitir o conhecimento por si só não é suficiente. Bons mentores,
sempre que possível, ensinaram seus alunos através de modelo. Este move o
aluno
de
conhecimentos
teóricos
para
a observação
de
experiências
ministeriais reais ou simuladas. A ênfase está no núcleo de competência de
habilidades, mas não exclui os outros.
188
3. Observação. Não só bons mentores instruem sobre o modelo competente de
liderança e ministério, como observam servidores emergentes e tentam que
sejam modelados. Eles permitem o desenvolvimento de líderes e ministros, os
envolvendo no processo.
4. Avaliação. Aqui é onde o formador e o formando avaliam como está
progredindo. O inclui aqui porque este é o lugar natural no processo. No
entanto, uma boa avaliação é aspergida em todo o processo. Depois de um
treinador ter ministrado, eles precisam saber o quão bem conseguiram uma
habilidade em particular. Periodicamente, também precisam de momentos em
que o mentor avalia o seu desempenho de modo geral, olhando em particular
para os pontos fortes mais de suas fraquezas. Isso é para ser uma experiência
estimulante para o aprendiz.
FORMAÇÃO EXPERIMENTAL
Na formação experimental, a ênfase está na experiência prática do
ministério. O ministério pretende oferecer os tipos de experiências que irão
ajudar os líderes a liderar e servir as pessoas de forma mais eficaz. O foco
está
na
prática
e
na
experimentação
de
habilidades
em
um
contexto em que a pessoa está praticando o ministério - como líder de um
pequeno grupo, no aconselhamento de uma pessoa com perturbações,
visitando os doentes, dando uma aula, na realização de um batismo,
consolando os enlutados, dando boas-vindas aos visitantes da igreja,
apresentando o evangelho a uma pessoa perdida, e muitas outras
experiências.
Você não pode aprender um ministério em uma sala de aula ou um
seminário exclusivamente. Seu melhor aprendizado é quando está
realmente envolvido no ministério. Então você pode aplicar e avaliar
qualquer sala de aula ou seminário em situações reais. Em seu livro O
Desafio da Liderança, Kouzes e Posner referem-se a seus estudos, bem
como aqueles feitos pela Honeywell Corporation e do Centro de Liderança
Criativa. Eles concluem: "O que é bastante evidente de todos os três
estudos é que, se você está falando de gestão ou de liderança, a
189
experiência é, de longe, a oportunidade mais importante para o
aprendizado." Continuam, "Simplesmente não há substituto adequado
para o aprender fazendo. Acrescentam ainda: "A primeira prescrição, para
se tornar um líder melhor é ampliar sua base de experiência." No entanto,
você não pode limitar as orientações da formação de experiência sozinho.
A aprendizagem ocorre em um contexto ou ambiente. Na verdade, o
ministério sempre ocorre em um contexto mais amplo que também
contribui para a aprendizagem baseada em experiência. Os valores
pessoais, personalidades, atitudes, percepções do ministro aspirante são
modelados através do ambiente. O ambiente inclui interações espontâneas
e não planejadas, relações que contribuem para a atmosfera geral da
igreja ou ministério. Grande parte deste ambiente é intangível, como o
entusiasmo coletivo do povo ou um valor claramente demonstrado pela
excelência. A singularidade do ambiente é que sempre influencia as
pessoas e a maioria não percebe isso. A igreja ou ministério eclesiástico
deve perguntar como seu ambiente de treinamento inconscientemente
direciona seu povo para a liderança e ministério. Tenha em mente que
esse treinamento consiste em tudo os alunos são expostos para aprender
com a experiência total durante o tempo de treinamento. Com muito que
ocorre no contexto do ministério. Por exemplo, a aprendizagem ocorre,
mesmo que nós não possamos estar cientes disto, quando estamos
participando de uma reunião de adoração, uma reunião do conselho, ou
simplesmente de pé ao redor e falando com as pessoas após um evento do
ministério. Coisas que são ditas ou a maneira que dizem ensinam os
alunos como as pessoas se sentem sobre o pastor da igreja, outros líderes,
programas, e as principais áreas do ministério. Tudo isso resulta da mera
exposição ao meio ambiente.
190
Seu Contexto de Vida
Outra consideração para a formação é seu contexto de vida, um
conceito que eu discuti no capítulo 2. Um aspecto vital de descobrir o seu
desígnio divino é discernir sua situação de vida. Com o seu desígnio divino
e direção em mente, considere cuidadosamente cada uma das seguintes
áreas,
e
colete
informações
pertinentes
que
irão
impactar
o
desenvolvimento do seu plano de formação.
IDADE
À luz de sua idade atual, como você deve se preparar para o seu
ministério? Se você estiver com vinte anos ou menos, você tem sua vida
pela frente. Se decidir que uma formação formalcom conteúdo direcionado
irá desempenhar um papel significativo no seu plano, então você precisa
persegui-lo neste momento de sua vida. Seu objetivo é ter o maior impacto
para Cristo durante o breve tempo que você tem sobre a terra (1 Coríntios
9:24-27;. Atos 13:36), e possui uma vantagem em decidir perseguir neste
momento ao invés de nenhum treinamento formal no início, pois poderá
ser mais difícil ir à escola mais tarde. No entanto, evite a tentação de
buscar essa formação na exclusão de um treinamento de formação
experimental, baseado em ministério. Embora possa demorar um pouco
mais para terminar o curso, você não precisa ter pressa. Se você é um
leigo, a sua igreja terá muito prazer em usar suas habilidades e
capacidades, independentemente de quanto tempo você leva para concluir
o processo. Se você está se preparando para o ministério profissional, tais
como o pastorado, você descobrirá que a maioria das igrejas estará mais
interessada em seu ministério quando você é experiente e em seus trinta
anos. Use seus vinte anos para completar a maioria de seu treinamento
formal em sala de aula e para obter o máximo possível de orientação pela
experiência do ministério. Se você pretende pastorear, considere um
estágio de um ou dois anos em uma igreja bem estabelecida antes de
mergulhar no ministério. Se você está em seus trinta anos, você ainda tem
uma
191
parcela
significativa
de
seu
ministério.
É
sábio
perseguir
treinamentos formais orientados em sala de aula, a educação básica, mas
fazê-lo o mais rapidamente possível. É imperativo que você tenha um
treinamento de formação experimental, um treinamento baseado em
ministério, pois você entrará no ministério, mais cedo do que se estivesse
em seus vinte anos. Se você estiver em seus quarenta, cinqüenta, ou mais,
e é um leigo, você está se aproximando de um horário nobre para o
ministério. Você tem experiência suficiente de vida para amadurecer e
ganhar muita sabedoria. Os Ministérios Paraeclesiásticos e igrejas
receberão os seus serviços de braços abertos. No entanto, se você estiver
considerando começar um ministério profissional, você pode não ter muito
tempo para uma educação formal, a educação em sala de aula.
Infelizmente muitos ministérios ignoram aqueles que estão em seus
quarenta e tantos anos e, especialmente, os seus cinqüenta, a menos que
eles já possuam um ministério significativo.
ESTADO CIVIL E FAMÍLIA
Se você é solteiro e disciplinado, você pode ter mais tempo para
investir em preparação para seu ministério do que aqueles com
responsabilidades familiares. A educação formal, um treinamento em sala
de aula, deve ser uma parte de sua preparação e tente completar o
máximo possível antes de se casar. Misturar um horário de trabalho
pesado com o curso é duro em casamentos. No entanto, se você é casado,
você precisa considerar vários fatores críticos. Primeiro, é importante que
o seu cônjuge apoie os planos de seu ministério. Às vezes você pode
ministrar como um amador, sem o apoio do parceiro. No entanto, esse
apoio é essencial para o ministério profissional. Se o seu cônjuge não é a
favor, peça a Deus para mudar seu coração. Se isso não acontecer, fique e
ministre em suas circunstâncias atuais.
Segundo, se você tem crianças, você deve considerá-los nas
circunstâncias em seu plano. É mais fácil buscar a escola, enquanto eles
192
são jovens, enquanto você gasta tempo com eles. No entanto, se eles estão
na adolescência e na escola, você pode querer adiar os planos de se mover
ou freqüentar uma escola até que tenham graduado. Movendo as crianças
de um lugar para outro durante a adolescência pode revelar-se prejudicial
à sua saúde emocional e espiritual.
Terceiro, pessoas divorciadas enfrentarão problemas no ministério.
Isto tornou-se um problema comum nos ministérios da igreja, pois um
número significativo de cristãos têm aderido ao divórcio. Pode não ser um
problema para aqueles que estão buscando um ministério paraeclesiásticos. No entanto, poucas igrejas consideram pessoas divorciadas
para o pastorado e em alguns casos, para os cargos.
EDUCAÇÃO ANTERIOR
A educação que você adquiriu até este momento em sua vida irá
afetar seu plano de ministério. Se você é jovem e ainda não concluiu o
ensino médio, então você precisa fazê-lo o mais rapidamente possível. Um
diploma do ensino médio ou seu equivalente é fundamental para o
ministério eficaz na maioria das situações na América do Norte
América. A pergunta que você deve considerar é: Você tem a formação
básica de ensino para a formação num ministério? A resposta a esta
questão se relaciona diretamente com os seus planos para um conteúdo
mais dirigido, a educação em sala de aula. Se você tem um diploma de
ensino médio ou seu equivalente, a faculdade pode ou não ser necessária.
Certamente uma educação universitária irá melhorar em algum grau
qualquer ministério, mas há muitas situações onde você pode ministrar
sem um. Em nossos dias de profissionalismo, no entanto, um grau da
faculdade tornou-se quase uma necessidade, se você pretende liderar uma
organização ou o trabalho em equipe com uma igreja local, ela lhe concede
um certo grau de credibilidade.
GÊNERO
193
Embora as mulheres tenham estado na base do ministério cristão
durante séculos, os homens têm dominado as fileiras do ministério
profissional na América do Norte. Isto começou a mudar na segunda
metade do século XX. A maioria dos colégios e seminários cristãos fazem
seus programas de graduação disponíveis para as mulheres, tanto para o
mestrado como para o doutorado. Também alguns seminários evangélicos
têm agora algumas mulheres em suas faculdades. Existem algumas
escolas evangélicas que não permitem que mulheres prossigam os estudos
pastorais. Independentemente disso, um número crescente de mulheres
nas igrejas evangélicas está preenchendo cargos como ancionato,
diáconato, diretora de culto, conselheira e diretora de educação cristã.
Se você é uma mulher, terá oportunidades de um ministério
profissional no século XXI por experiencias de algumas mulheres no
passado. Portanto, é imperativo que você determine o papel bíblico das
mulheres no ministério. Você precisa chegar a respostas a perguntas tais
como: posso servir como pastor sênior em uma igreja? A Bíblia permite
que mulheres ocupem funções no presbitério ou diaconato? As mulheres
devem ensinar aos homens? Independente de sua resposta, você deve
estar pronta para defender sua posição a partir das Escrituras.
SAÚDE E DEFICIÊNCIA
Um fator importante em seu plano ministerial será sempre a sua e a
saúde de sua família e entes queridos idosos. Saúde envolve tanto
dimensões físicas como emocionais. Aqueles em boa saúde física têm
prioridade sobre aqueles que possuem problemas de saúde. Ministério
profissional e não vocacional muitas vezes exigem longas horas. Isto trará
uma constante tensão sobre você e sua família, tanto física quanto
emocional. Se você está lutando com alguma dificuldade emocional séria,
você não deve perseguir o ministério. A principal prioridade em seu plano
ministerial é obter ajuda. Mas não desista da esperança para um
ministério futuro. Um número de pessoas que tiveram dificuldades
194
emocionais experimentou a cura e serviram ao Senhor profissionalmente,
como alguns leigos e excelentes conselheiros profissionais.
Se você tem uma deficiência, irá descobrir que um número de
ministérios está disponível a você. O problema é encontrar um ministério
disposto a contratar um cristão com deficiência. Apesar de muito
progresso, muitos cristãos ainda não entendem ou têm medo das pessoas
com deficiência. A realidade é que a maioria irá escolher uma pessoa que
não está totalmente apto. Portanto, esteja preparado para a decepção e
rejeição até que você seja capaz de encontrar a configuração que
reconhece e valoriza seus dons originais para o ministério. Infelizmente,
pessoas com diferentes tipos de deficiências são muitas vezes ignoradas
pela maioria dos ministérios cristãos, mas fornecem um campo de missão
de atividade para aqueles que os compreende e tem uma paixão para
alcançá-los.
FINANÇAS
A preparação para o ministério pode ou não sair caro. A maioria dos
leigos envolvidos em ministério parcial incorre em poucas despesas. A
maioria das igrejas está disposta a dar formação sem nenhum custo para
o estagiário. No entanto, o inverso também é fato se você desejar
ministério em tempo integral.
De qualquer formal, a educação em sala de aula é cara, e é melhor
obter sua educação sem ter um emprego a tempo parcial. Uma maneira de
conseguir é para arrecadar fundos para cobrir suas despesas. Quando
você fizer pedido para uma determinada escola, pergunte sobre algum
programa de bolsas disponíveis ou subvenções. Converse com seu pastor
e amigos sobre um possível apoio.
195
Os Componentes do Desígnio Maior
Competência e autenticidade no ministério andam de mãos dadas.
Cristãos que são incompetentes no que fazem faltam autenticidade, e
como resultado, as pessoas não confiam neles. Você não iria confiar em
um cirurgião cardíaco incompetente, não importa quão bom caráter ele ou
ela possua. Portanto, todos os que servem a Cristo deve esforçar-se para a
competência máxima nessa esfera de serviço. Há quatro componentes
principais do projeto que compõem as competências necessárias para o
ministério
eficaz:
sua
personalidade
(ser),
conhecimentos
(saber),
habilidades (fazer), e as emoções (sentimento). Você precisará determinar
como todos estes se encaixam em seu plano de vida ministerial
pois todos são necessários para uma competente autoridade, o ministério
de alto impacto.
Desenvolvimento seu Caráter
Um plano de desenvolvimento autêntico ministerial começa com o
desenvolvimento contínuo de sua personalidade, e você deve começar com
a questão de caráter – o que eu preciso ser? Como brevemente indicado no
capítulo 2, para você ser eficaz em qualquer ministério, o ser (ou caráter)
precede o fazer (ou ministério). Não podemos dirigir com um tanque vazio.
Deus realiza através de nós o que ele tem feito em nós. Fazer o contrário é
ser culpado do que Howard Hendricks descreve como "o tráfico de verdade
não vivida." Embora não seja necessário que você tenha experimentado
pessoalmente tudo o que você deverá fazer no ministério, é fundamental
que você tenha experimentado uma caminhada autêntica com Deus. É
possível descobrir o desígnio divino e direção para o ministério e deixar de
cultivar seu coração e alma para estes. É emocionante descobrir que Deus
lhe deu dons espirituais e talentos, começar a usá-los, e ter um impacto
significativo na vida das pessoas. No entanto, é fácil se distrair com tudo
196
isso e permitir que sua alma murche durante o processo. Inicialmente o
resultado de tal abordagem é um ministério burnout (queimado), que é o
sistema de Deus de alerta precoce. É a incapacidade de tomar nota e
responder apropriadamente em decorrência do tempo no ministério.
Deus não usa e abusa de seu povo. Ele deseja realizar um trabalho
em sua vida que vai fornecer tudo que você precisa para ministrar na vida
de outros. Como você tem um impacto duradouro sobre os outros, Ele
deseja ter um impacto duradouro sobre você. Portanto, o tempo deve ser
anulado em sua vida para desenvolver o seu caráter bem como empregar
seus dons, talentos e habilidades. Isso pode ocorrer em dois contextos. O
primeiro é privativo e individual. Trata-se de um saudável e robusto tempo
a sós com Deus. O Salvador deu o exemplo (ver Marcos 1:35, Lucas 6:12;
9:18). Neste caso, normalmente inclui a oração, adoração e estudo da
Bíblia. O segundo é público e corporativo. É um erro enfatizar a
abordagem devocional com a exclusão da abordagem comunitária. Pois
a abordagem devocional privadas pode alimentar o apetite independente e
competitivo
que
já
predomina
na
preparação
do
ministério
prático. Mas Cristo realiza muito mais na comunidade do que em
particular. Isto inclui a formação espiritual em contextos como mentoria,
pequenos grupos e cultos, que incorporam a proclamação da Escritura.
Ampliando sua base de conhecimento
Um plano de desenvolvimento ministerial realista também inclui a
expansão da sua base de conhecimento para o ministério. Você deve
perguntar: O que eu preciso saber? Apesar do ser (caráter) preceder o
fazer (ministério), o saber (conteúdo) deve andar de mãos dadas com o
fazer. Por um lado, há o problema da formação de pessoas em uma sala de
aula para o ministério (com conteúdo dirigido, em sala de aula), sem o
equilíbrio da experiência no campo (orientadas pela experiência de
formação). Esta circunstância acarreta sobre aqueles que se preparam
para o ministério profissional exclusivamente em escolas cristãs e
197
seminários. Por outro lado, existe o problema de envolver as pessoas no
ministério sem uma base de conhecimento adequado. Este problema afeta
tanto os leigos como profissionais que exercem o ministério sem o
conhecimento suficiente para serem competentes no que fazem. Essas
pessoas
aprendem
como
ministrar
por
tentativa
e
erro,
que
é
aproximadamente análogo ao aprender a dirigir por uma série de
acidentes. Ambas não são satisfatórias e podem revelar-se dolorosas.
Que tipo de conhecimento complementa a experiência? Servos de
Cristo deve ter um conhecimento de trabalho em uma variedade de áreas.
Um deles é o conhecimento das Escrituras. A Bíblia é a fonte da verdade
divina que fala com autoridade para a fé dos crentes e prática. Todos os
crentes precisam saber o conteúdo e a mensagem da Bíblia, bem como
para dominar habilidades básicas de estudo da Bíblia. Um conhecimento
básico de teologia também é importante. Junto com o conhecimento da
Bíblia e da teologia você precisa de um conhecimento sobre as pessoas
dos ministérios. Você pode fazer isso, tornando-se um estudioso em
pessoas e temperamentos. Eu sugiro que você comece lendo livros sobre
temperamento e habilidades pessoais.
Finalmente, você irá precisar de um conhecimento sobre os
elementos essenciais específicos para a sua direção ministerial. Primeiro
precisa estar ciente do que é essencial para o ministério em geral, e então
você vai precisar refinar aqueles que são essenciais e exclusivos para a
sua visão ministerail. Por exemplo, um professor de segundo grau de
escola dominical irá lucrar por ter um conhecimento da educação cristã
em geral, mas ainda mais um conhecimento de como discipular esses
alunos em particular. Um líder de pequeno grupo deve saber algo sobre o
processo em pequenos grupos. Um plantador de igrejas deve saber algo
sobre os princípios e o processo de plantação de igrejas.
198
Aquisição de competências Ministeriais
O plano ministerial induz a aquisição e desenvolvimento das
habilidades necessárias para realizar um ministério. A questão de é: O que
eu preciso fazer? Muitos não conseguem perceber que a incapacidade para
o exercício de determinadas competências está relacionada com o grande
potencial nos lancar fora do ministério, como a falta de caráter ou um
conhecimento insuficiente da Bíblia. Um pastor ou líder leigo na igreja que
não tem habilidades interpessoais pode falhar em seu ministério, pois este
muito está relacionado com as pessoas.
Uma variedade de habilidades você terá que dar uma atenção
constante para o desenvolvimento dos servos de Cristo: o Estudo da
Bíblia, a comunicação (leitura, escrita, fala e escrita), resolução de
conflitos e problemas, construção de consenso, planejamento e definição
de metas, gerenciamento de reuniões, prestação de contas, recompensas e
reconhecimento, visão clara, trabalho e formação de equipe, processo de
grupo, avaliação, gestão do tempo e valores esclarecidos.
Abordando suas emoções
As emoções dos líderes são seu trabalho de coração, refletem o que
sentem. No ministério você deve perguntar: O que eu preciso sentir? As
Escritura tem muito a dizer sobre as emoções, a partir de Gênesis, quando
Adão e Eva experimentaram a vergonha devido ao seu pecado (Gênesis
3:11-12, quando sentiram vergonha, em comparação com Gênesis 2:24) e
estendendo-se através Apocalipse, onde João, que descreve a Nova
Jerusalém, escreve: "Ele enxugará toda lágrima de seus olhos. Não haverá
mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois a antiga ordem de
coisas passaram." (Apocalipse 21 : 4).
As emoções de um líder afetam o humor dele ou dela. E pesquisas,
bem como experiência no ministério, nos dizem que o humor dos líderes é
contagioso, espalhando-se rapidamente por todo um ministério. O bom
199
humor é caracterizado pelo otimismo, inspirando e afetando as pessoas de
forma positiva. No entanto, um mau humor é caracterizado pela
negatividade e pessimismo que irá prejudicar o povo e causará sérios
danos ao ministério.
Questões-chave são: Que emoções são passivas para o seu
ministério? Quais as emoções que você tem que lidar para criar um clima
harmonioso em seu ministério? Novamente, este livro não tem a intenção
de entrar em grandes detalhes sobre as emoções. No entanto, o seguinte
resumo deve ajudar a catalisar o seu pensamento nesta área. Para
desenvolver o bem-estar emocional e estabelecer um clima saudável
espiritualmente para o ministério, os servos devem cultivar duas áreas
principais: suas emoções e as das pessoas, com e para quem ministram. A
primeira área se relaciona com suas emoções em duas etapas.
Área 1: Profissionais e ministros leigos devem compreender e gerenciar
suas próprias emoções. A Compreensão de suas emoções envolve quatro
passos:
Passo 1: Devem aprender a reconhecer as suas próprias emoções.
Passo 2: Devem identificar as suas emoções. Enxergue a raiva, ansiedade,
tristeza,
medo,
vergonha,
desânimo,
surpresa,
alegria
e
amor.
Passo 3: Devem começar a lidar com as emoções que são nocivas, tais como
raiva, ansiedade e medo.
Passo 4: Eles vão querer explorar por que estão experimentando certas
emoções.
Uma vez que os líderes e leigos no ministério começam a entender seus
movimentos, devem aprender a gerir as suas emoções. Para conseguir isso,
precisam se lembrar de duas coisas:
1. Não podem controlar sendo derrubados por suas emoções. A razão é que
a mente emocional, muitas vezes substitui a mente racional, como quando
perdemos o nosso temperamento.
200
2. No entanto, eles podem controlar a forma como respondem ou lidam com
suas emoções quando ocorrem. Eles podem reconhecê-los e lidam
biblicamente com eles no poder do Espírito Santo.
Área 2: Líderes devem não só estarem atentos e trabalharem em suas
próprias emoções, mas também devem reconhecer as emoções dos outros
e ajudá-los a gerenciá-los também. Isto é comumente referido como
empatia. A maioria de nós já estivemos em situações em que uma pessoa
emocionalmente saudável, seja em uma posição de liderança ou outro
ministério, afeta um contexto ministerial negativamente. É imperativo que
os líderes e quaisquer outras pessoas envolvidas num ministério com
essas pessoas por causa do ministério, bem como de forma individual. Isto
pode ser feito ajudando essas pessoas a passarem pelas quatro etapas
acima e depois incentivá-los a gerir as suas emoções. Ajudar a lidar
biblicamente com suas emoções pode ser realizado através do exemplo e
trabalhando idiviualmente com estas. A suposição é que as pessoas ou
nossos ministérios querem ajudar. Quando uma pessoa precisa de ajuda,
seja emocional ou espiritualmente, e s torna disfuncional a disposição
para trabalhar sobre as questões, o líder pode ter obter ajuda profissional.
Competências Desenvolvidas pelo líder
Caráter (ser)
Trabalho da Alma
Conhecimento (saber)
Trabalho da Mente
Habilidades (fazer)
Trabalho das Mãos
Trabalho do Coração
Emoções (sentimento)
201
O Formato do Desígnio
O que o plano ministerial se parece? Você reuniu a sua informação e
está pronto a usá-lo para escrever o seu plano ministerial final. Você pode
ser tentado a pular esta etapa, especialmente se é favorecido com uma
abordagem mais verbal do que escrita. No entanto, escrever seu plano te
ajuda a pensar e articular de uma maneira que não é possível se apenas
verbalizá-la. Você vai selecionar um dos dois formatos, o formato de
resposta curta ou o formato de prosa. O formato de resposta curta pode
melhor se adequar ao seu estilo. É para aqueles que não gostam de
escrever e compor, que envolve respostas curtas e precisas para as
perguntas: Quem? O quê? Onde? Quando? e Como? A resposta à
pergunta Quem? inspire-se fortemente a partir de circunstâncias de sua
vida e considere as pessoas que lidam principalmente com o seu plano de
ministério, como a sua família e parentes. A resposta à pergunta O que?
inclui
um
breve
resumo
de
seu
projeto
(incluindo
o
estilo
de
aprendizagem) e a direção seguida por suas competências ministeriais ( o
conhecimento de seu caráter, habilidades, e as emoções), conforme
determinado acima, no processo de designio.
A resposta à pergunta Onde? concentra-se em contextos do auto
aprendizado e mentoração, como também acima determinado no processo
de desígnio. A resposta à pergunta Quando? introduz o fator tempo,
pedindo-lhe
para
planejar
quando
irá
começar
o
processo
de
desenvolvimento e inclui quaisquer outros fatores pertinentes ao tempo. A
resposta à pergunta Como? concentra-se principalmente sobre as
finanças, perguntando como você pretende cobrir todos os custos
envolvidos em seu plano ministerial. O termo prosa descreve a língua
comum ou vulgar, encontrados em falar ou escrever, em contraste com
outras formas de linguagem, tais como poesia. Eu a uso aqui para
descrever a abordagem defendida por aqueles que gostam de escrever com
profundidade. Ao invés de escrever respostas breves às cinco perguntas,
202
este permite que você escreva extensivamente sobre cada item incluindo
quaisquer outros fatores importantes para o seu plano.
Você pode compor tanto uma página como até dez páginas. Tem a
liberdade para escrever tanto quanto você deseja e incluir o máximo de
detalhes que desejar. Neste ponto você deve ter uma boa idéia sobre o
processo de desenvolvimento de um plano ministerial que irá para o
produto final.
No entanto, vários exemplos de planos servirão para esclarecer estas
questões. Como seriam os planos de Carol, de Tom, e de David nos
formatos de respostas curtas e em prosa?
O formato do plano de Carol em respostas curtas ficaria assim:
1. Quem? Eu sou uma advogada de 32 anos na ativa. Sou casada com
minha paixão desde a infância, e não temos filhos. Estamos em excelente
saúde. Os pais de meu esposo estão vivos e auto-sustentáveis. Minha mãe
é viúva e, ocasionalmente, precisa de alguma ajuda financeira.
2. O quê? Meu desígnio divino inclui os dons espirituais de liderança,
misericórdia e pastorado. Tenho uma paixão em pastorear mulheres. Meu
temperamento é um I elevado (Influenciadores) com um D secundário
(Fazedores), e minha pontuação Myers-Briggs é ENTJ. Meu estilo de
aprendizagem é dinâmico e senso comum. Minha direção ministerial é
dupla: dirigir como um leigo as igrejas com programas de pequenos grupos
e levar meu próprio pequeno grupo de mulheres à igreja. Para desenvolver
meu caráter tenho um tempo de silêncio a cada dois dias e tenho investido
pesadamente em meu ministério de pequenos grupos, que se reúne uma vez
por semana. Para ampliar meus conhecimentos, eu estudo a Bíblia
regularmente durante o meu tempo sozinha e com o meu marido antes de
irmos para a cama à noite. Estou começando a entender melhor as pessoas
através do meu trabalho com pequenos grupos e meu treinamento para este
ministério. Confesso que preciso de um melhor conhecimento dos trabalho
de fundamentos de certos ministérios, tais como aconselhamento e o
203
processo em pequenos grupos. Espero conseguir desta vez fazer um curso
oferecido na faculdade local de minha comunidade. Para melhorar minhas
habilidades, eu tomei um inventário de habilidades oferecidos pelo meu
pastor. Eu sei onde estou fraca e onde eu sou forte. Em particular eu preciso
trabalhar em minhas habilidades nas áreas de resolução de conflitos e
construção de equipes. Sinto que, em geral, estou emocionalmente madura,
mas eu me esforço, pois às vezes tenho raiva e ansiedade. Eu pretendo
abordar estas com a ajuda do meu pequeno grupo.
3. Onde? Eu decidi que qualquer formação formal em uma sala de aula é
uma baixa prioridade neste momento. Passei muito tempo na escola ao
longo dos anos. Atualmente, estou envolvido num auto treinamento, mas o
que eu realmente preciso é alguma formação orientada para a experiência
na supervisão do programa e liderança de pequenos grupos. Então, a
formação de orientação para a experiência é uma prioridade pra mim agora.
Também tenho dado uma alta prioridade ao informal, de treinamento
baseados em conteúdos, pois há um seminário excelente disponível sobre o
processo em pequenos grupos, bem como diversos livros e periódicos sobre
resolução de conflitos e construção de equipes. Tenho uma confissão. Às
vezes me pergunto se alguém na igreja ficará chateado com uma mulher
dirigindo este programa!
4. Quando? A Igreja deseja obter o programa de pequenos grupos no lugar o
mais rápido possível, para que eu tenha comece a trabalhar logo. Tenho
gasto tempo em visitar várias igrejas em nossa comunidade que
recentemente implementaram programas de pequenos grupos. Já comecei a
reunir me com um pequeno grupo formado por mulheres de minha igreja e
na vizinhança.
5. Como? A igreja reservou uma pequena quantidade de dinheiro para me
ajudar a cobrir algumas despesas. No entanto, estou disposta a gastar
dinheiro do meu próprio bolso para conseguir este programa instalado e
funcionando.
204
O formato de resposta curta aplicado a situação Tom poderia ficar
assim:
1. Quem? Sou um recente graduado de 26 anos de idade. Considerando
minha formação de colarinho azul, a graduação tem sido a grande
conquista depois de ter aceitado a Cristo. Não sou casado, mas eu estou a
procura. Como venho de uma família grande, com vários irmãos e irmãs,
quero ter muitos filhos algum dia. Meu pai está prestes a se aposentar
devido problemas de saúde. Ele atualmente possui e administra um posto
de gasolina em nossa casa rural da comunidade. Ele e minha mãe tem
algum dinheiro guardado ao longo dos últimos anos para a aposentadoria,
então não devem precisar de minha ajuda.
2. O quê? Meu projeto divino consiste com os dons espirituais de liderança,
administração, evangelismo, fé e ensino. Minha paixão é para os sem igreja,
as
pessoas
perdidas
e
os
cristãos
que
estão
espiritualmente
fracos. Meu temperamento é D elevado com um I secundário, e minha
pontuação na Myers-Briggs é ENFP. Meu estilo de aprendizagem é de bom
senso e dinâmico. Minha direção ministerial é para gastar o resto da minha
vida pastoreando a mesma igreja, seja em plantação de igrejas ou de um
contexto de renovação.
Para desenvolver a minha personalidade tento ter um tempo diário
tranquilo. Além disso, vou estar envolvido em um grupo de formação
espiritual exigido para todos os estudantes do seminário por três semestres.
Depois pretendo ter uma responsabilidade com outro seminarista onde
iremos encorajar uns aos outros a nos tornarmos semelhates a Cristo e para
atingirmos nossas metas espirituais.
Para expandir minha base de conhecimento, especialmente na Bíblia,
estou dependendo principalmente do seminário e das aulas que tenho,
juntamente com o ensino de minha igreja. Espero também aprender muito
sobre o ministério do meu pastor pelos próximos anos.
205
Para adquirir e melhorar as habilidades de meu ministério, eu estou
dependendo do seminário e treinamento para o ministério na igreja. Devo
confessar que eu luto com minha imaturidade emocional. Pretendo resolver
este problema com a ajuda do meu grupo de formação espiritual e meu
amigo responsável.
3. Onde? Por eu estar sendo um cristão recente, meu treinamento está
voltado para o conteúdo formal em um contexto de sala de aula, por isso
pretendo inscrever me em um seminário neste outono. Tenho dois anos de
experiência na evangelização e discipulado com a Cruzada Estudantil. No
entanto, vou fazê-la uma prioridade para investir em minha vida em uma
boa igreja, e no seminário durante os verões, porque eu preciso
desesperadamente obter alguma formação orientada pela experiência na
igreja local. Também pretendo assistir a vários seminários sobre plantação
de igrejas e lideranças que serão oferecidos na comunidade, enquanto estou
no seminário. Já li vários livros sobre liderança pastoral e crescimento de
igreja, e acompanho um Jornal de Liderança. Também pretendo encontrar
um
mentor
na
minha
igreja,
possivelmente
um
dos
líderes.
4. Quando? Começo o seminário no outono. Tenho também uma excelente
igreja localizada na área onde irei que trabalham na evangelização e
discipulado durante o primeiro ano. O pastor indicou que se as coisas
correrem bem, poderei ser capaz de fazer um estágio com esta igreja
durante os meses de verão. Independentemente disso, ele pretende ajudarme elementos essesnciais do ministério e no meu desenvolvimento de
competências. Também me inscrevi para um seminário no outubro para a
pregação dos sem igreja.
5. Como? Tenho levantado apoio suficiente para cobrir o meu primeiro ano
no seminário. Vários líderes da Crusada me ensinou a levantar fundos e me
ajudou no processo. Alguns amigos da faculdade também indicaram um
desejo de ajudar me depois que estiverem estabelecidos em suas carreiras.
Meu desejo é levantar fundos suficientes para cobrir todas as minhas
206
despesas para que eu possa dedicar todo o meu tempo de seminário e
igreja (e procurando uma esposa!).
Finalmente, o formato de resposta curta para David poderia ficar
assim:
1. Quem? Tenho 28 anos de idade e, recentemente, pastor de uma pequena
igreja em uma cidade pacata situada nos subúrbios de uma cidade de porte
médio. Sou casado e minha esposa e eu decidimos não ter filhos até que eu
terminei todos os meus estudos. Recentemente, voltei para o seminário para
mais treinamento. Ela está solidamente me dando suporte neste meu desejo
de servir ao Senhor, e está disposta a trabalhar até que eu termine um
programa de doutorado.
2. O quê? Meu projeto consiste nos dons espirituais de administração,
ensino e possivelmente pregação. Tenho uma paixão por ensinar a Bíblia
para as pessoas que estão profundamente interessadas em suas verdades
e desejo explorá-las profundamnte. Meu temperamento é T elevado
(Pensador), com um D secundário (fazedor), e do Myers-Briggs sou um ISTJ.
Até recentemente, pensei que deveria ser um pastor. Meu estilo de
aprendizagem é analítico e de senso comum. No entanto, à luz da minha
avaliação, agora acredito que eu deveria buscar um ministério de ensino em
nível de faculdade ou seminário. Pretendo ensinar em uma escola no campo
missionário, pois há poucos cargos de ensino disponíveis na América do
Norte. Para desenvolver meu caráter, tenho um momento de silêncio todos
os dias. Também tenho um mentor, um de meus professores, e estamos
estudando a vida de Cristo. Para expandir minha base de conhecimento,
vou continuar a estudar a Bíblia por conta própria para completar meus
estudos de doutorado no departamento de exposição da Bíblia. Onde
trabalho
preciso saber e compreender as pessoas. Já me
inscrevi na
formação sobre temperamento que me qualifica para administrar os perfis
pessoais e bíblicas das pessoas. Eu também sinto que preciso de mais
conhecimento dos fundamentos de certos ministérios, como a formação de
líderes. Nunca me ensinoram como fazer isso no seminário. Finalmente,
207
devido à minha experiência limitada no ministério, acredito que eu sou fraco
em muitas das habilidades críticas para o ministério, especialmente no
ensino. Espero que para desenvolver estes enquanto no programa de
doutorado. Eu luto com maturidade emocional, e meu professor que
concordou em me orientar desejos para resolver este problema.
3. Onde? Com uma visão pessoal focada em um ministério de ensino,
formal, a formação de conteúdo orientado em sala de aula é uma prioridade
muito alta. Vou precisar de um doutorado para ensinar na maioria das
instituições no exterior, e eu gostaria de fazer alguns cursos de educação
que irá orientar-me para o mundo da educação em geral, e ajudar-me a
conhecer a arte de ensinar. Um amigo missionário sugeriu que, uma vez eu
sei em que país irei ensinar, eu deveria começar a aprender a língua local.
Também tenho colocado como prioridade na orientação pela experiência, a
formação baseado no ministério. Embora agora tenho dois anos de
experiência no ministério pastoral, eu não possuo qualquer experiência em
sala de aula. Espero conseguir este tipo de experiência, enquanto cursar
meu doutorado. Finalmente, coloco uma menor prioridade na formação
complementar. No entanto, faço planos de assistir a algumas reuniões (da
Sociedade Teológica Evangélica e Sociedade de Literatura Bíblica),
patrocinados por algumas organizações na minha área acadêmica, bem
como ler uma série de livros e artigos em periódicos.
4. Quando? Minha esposa e eu estamos atualmente vivendo nas moradias
do seminário, e tenho começado a trabalhar no meu doutorado, que deverá
levar quatro anos para ser concluído. Atualmente, estou no processo de
escrita e entrevistas com missões e vários representantes que patrocinam
colégios e seminários em outros países. Espero concluir estes estudos em
pouco tempo para que possamos começar a nossa preparação linguística.
Eu pretendo terminar todo o trabalho em sala de aula até o final do meu
terceiro ano e completar a tese a tempo até o final do quarto ano. Permiti
dois anos para aumentar o apoio, por isso espero estar em campo em seis
anos.
208
5. Como? A empresa onde minha esposa trabalhava durante meus estudos
no seminário, contratou-a novamente com um aumento substancial de
salário. Ambos de nossos pais são cristãos comprometidos, e estão nos
apoiando também. Com o trabalho da minha esposa e ao apoio adicional
dos pais, devemos ser capazes de satisfazer todas as nossas despesas
para os próximos quatro anos.
O formato de Prosa
Se Carol tivesse optado pelo formato de prosa, ficaria assim:
Tenho 32 anos de idade e tenho praticado a legislatura nos últimos
dois anos. Gosto da profissão jurídica e acredito que é onde eu posso
melhor servir ao Senhor. Ser uma advogada não é trabalho fácil, mas me dá
a liberdade de ter tempo para perseguir o que eu acredito que ser um
ministério importante na igreja. Me casei com Bob pouco depois de ambos
nos formarmos no ensino médio. Atualmente não temos filhos. Nós tentamos
ter uma família, mas os médicos dizem que nós dois temos um problema de
infertilidade. Caso contrário, estamos em excelente saúde. Por agora temos
desistido de filhos, talvez um dia nós adotares. Bob e eu temos pais vivos.
O pai de Bob está prestes a se aposentar por uma empresa de engenharia
no sul do Texas, e sua mãe sempre foi dona de casa. Por causa de sua
renda de aposentadoria e benefícios, vão viver confortavelmente. Meu pai
morreu há vários anos e deixou minha mãe com renda suficiente para
atender às suas despesas básicas de vida. Bob, eu e meu irmão tentamos
ajudá-la financeiramente ao longo do tempo. Nossos pais, no entanto, não
representam problemas para meus planos ministeriais.
Estou muito satisfeita com a forma como Deus tem me guiado. Ele me
abençoou com os dons de liderança, misericórdia e pastorado. Tenho uma
paixão para trabalhar com mulheres, especialmente aquelas que precisam
de alguém para ouvi-las e mostrar-lhes cuidado e preocupação. Meu
temperamento I e D secundária, e de acordo com o Myers-Briggs sou um
209
ENTJ. Meu estilo de aprendizagem é senso comum com alguma influência
com o dinâmico. Meu papel de liderança é líder-gestor, e meu estilo é uma
combinação de Inspiracional e Administrador. Meu estilo de evangelismo é
relacional,
embora
às
vezes
eu
consiga
confrontar.
Não
estou
completamente certa de todos os meus dons naturais, mas tenho talento
para a arte, que vem do meu pai, apedar de não procurar desenvolvê-la.
Lay, consultor de Bruce Smith, sugeriu que eu deveria dedicar tempo para
pensar em como isso poderia ser usado para o Senhor. À luz do meu
desígnio e com a ajuda de Bruce Smiths, determinei que minha direção
ministerial
pessoal
é
liderar
um
programa
de
pequenos
formado
principalmente de mulheres da igreja e do meu bairro. Quando penso sobre
esse ministério durante a noite antes de eu ir para a cama, fico tão
animada! Não consigo dormir. Com o tempo eu posso ter de abandonar a
liderança do pequeno grupo. A igreja está crescendo rapidamente, e,
eventualmente, terá que trazer uma pessoa em tempo integral para dirigir o
ministério. Nesta época então poderei dirigir outro grupo ou ajudar o novo
diretor. Gosto de pastorear mulheres em meu grupo pequeno. Elas possuem
muitos problemas tanto espirituais como emocionais, e as mulheres do meu
bairro ainda não cristãs. Me procuram para liderar e aconselhar. Estou
convencida de que o desenvolvimento do meu caráter é essencial para
qualquer ministério que desejo buscar na igreja. Desta forma tenho a
certeza de que devo ter um tempo de silêncio a cada dois dias, apesar da
minha agenda lotada. Meu pequeno grupo também serviu para melhorar o
desenvolvimento do meu caráter. Elas constantemente oram, encorajar-me,
e me confrontam sobre certas falhas espirituais em minha vida. Não sei
como sobreviveria espiritualmente sem elas. Preciso desesperadamente de
um melhor conhecimento das Escrituras, então estudo durante o meu tempo
de silêncio. Apesar de que eu aprendo mais quando meu marido e eu
estudamos a Bíblia juntos à noite. Nós dois temos um apetite voraz pelas
Escrituras e estudamos tanto quanto possível. Nós também mergulhamos
no ensino da Bíblia em nossa igreja. Estou ganhando uma melhor
compreensão das pessoas através de minha formação para o ministério de
210
pequenos grupos. Estou estudando os diferentes tipos de temperamentos e
como eles se relacionam entre si. Preciso trabalhar em alguns dos
fundamentos do ministério para o meu ministério singular. Em particular,
preciso de mais conhecimento sobre o processo de aconselhamento e de
pequenos grupos. Encontrei um livro sobre cada tópico na biblioteca pública,
e pretendo trabalhar com os exercícios na parte de trás de cada livro ao
longo dos próximos meses. Também pretendo fazer alguns cursos nestas
áreas oferecidas na comunidade local no próximo ano. Estou convencida da
importância do desenvolvimento de habilidades para o meu ministério.
Apliquei um inventário de habilidades e sei que preciso desenvolver
habilidades nas áreas de resolução de conflitos e formação de equipes.
Marquei baixos pontos nessas duas áreas e percebo sua importância para
meu ministério. Não tenho certeza ainda como vou conseguir isso. Muitos
me disseram que sentem que sou uma pessoa emocionalmente madura, e
com toda a honestidade, sinto que este é um dos meus pontos fortes. No
entanto, eu luta de vez em quando com raiva e ansiedade. Acho que
desenvolvi um pouco de raiva por meu pai enquanto crescia. Também acho
que tenho a tendencia a me preocupar muito. Tenho compartilhado isso
com meu pequeno grupo, e estão me ajudando a controlar estas duas
emoções. Grande parte da minha formação profissional ocorreu nos
contextos de graduação e pós-graduação. Minhas graduações são na
história americana e na legislatura, desta forma experimentei muito a
formação formal, com conteúdos de aprendizagem em sala de aula
conduzidos ao longo dos últimos anos. Estou aberta a um pouco mais deste
tipo de treinamento, mas não vejo como uma alta prioridade para a minha
visão ministerial. Com o tempo, posso ter uma aula ou duas, como
mencionado acima, em um colégio da comunidade local. Por enquanto eu
coloco como alta prioridade a experiência direcionada. Tenho reuniões
agendadas com alguns leigos e diretores profissionais de pequenos grupos
em programas igrejas locais. Meu plano é aprender o máximo que posso
com eles. E se encontrar tempo, posso tentar ganhar experiência com os
programas em suas igrejas. Em dois meses vou participar de um seminário
211
sobre pequenos grupos, que será realizado em nossa cidade. Também
assino uma revista que se concentra em pequenos grupo e comprou vários
livros sobre o assunto. Disseram-me que algumas pessoas na igreja
acreditam que as mulheres não devem estar em quaisquer papéis de
liderança. Eu me pergunto como irão se sentir sobre a minha posição como
líder do programa de pequenos grupos. Eu li a maioria dos textos bíblicos
sobre o tema do papel da mulher no ministério e
não vejo qualquer
problema com o que estou fazendo. Também tenho o apoio total da equipe
pastoral e do conselho da igreja. Quando perguntei ao pastor para quando
ele gostaria que iniciasse o ministério de pequenos grupos estivesse em
funcionamento, respondeu: "Para ontem!" Então eu deixei vários projetos
menores de lado e dei prioridade no programa desde então. Enquanto
vários pequenos grupos já se formaram por conta própria, espero ter o
programa formal em menos de um ano. O pastor e o conselho estão por trás
desse ministério, e deram dinheiro de seus próprios bolsos. Atualmente
tenho dois mil dólares para trabalhar. Por ora este montante deve ser
suficiente para cobrir os custos de minha viagem, o seminário, os livros e
revistas. Acredito no que estou fazendo e tenho prazer em tirar dinheiro do
meu próprio bolso para implementar o Programa.
Se Tom tivesse escolhido o formato de prosa, poderia ter se
assemelhava ao plano a seguir:
Tenho 26 anos de idade e poderia ter me formado na faculdade com
23, mas tive que trabalhar alguns anos no posto de gasolina do meu pai
para economizar dinheiro suficiente para ir á faculdade. Somos os que
alguns chamam de uma família de colarinho azul, e sou o primeiro na
minha família a me graduar na faculdade, que considero um grande feito.
Meu pai trabalhou a maior parte de sua vida em um posto de gasolina local.
Ele começou como um garoto de bombeamento de gás.
Eventualmente,
aprendeu a ser um mecânico. Finalmente, foi capaz de economizar dinheiro
suficiente para comprar o posto de gasolina. Ele trabalhou duro a vida toda,
mas nunca teve dinheiro suficiente para mandar qualquer um dos seus
212
cinco filhos para a faculdade. Ele e mamãe estão orgulhosos do meu
diploma universitário, embora nunca enfatizaram a importância da escola
quando estávamos crescendo. Está prestes a se aposentar devido a um leve
ataque cardíaco e artrite reumatóide. Queria ter um filho universitário de
pós-graduação para assumir a operação do posto, mas aceitou o fato de que
meu irmão mais velho irmão terá que fazer isso.
Estou fascinado com a forma de como Deus me criou. Ele escolheu
dar-me os dons espirituais de liderança, administração, evangelização, fé e
ensino. Tenho uma paixão para alcançar e passar tempo com os sem igreja.
Também tenho uma paixão para ajudar os cristãos que parecem estar "em
ponto morto" no seu crescimento espiritual. Meu temperamento é D e I
secundário, e sou um ENFP no Inventário de Myers-Briggs. Meu estilo de
aprendizagem é de senso comum e dinâmico. Meu papel de liderança é
líder-gestor, e meu estilo é uma combinação de Diretor e Inspirador. Após
dois anos no ministério evangelístico com a Cruzada Estudantil, é óbvio
para todos que o meu estilo de evangelismo é de confronto. Eu mesmo fui
até o presidente da faculdade um dia, e para surpresa de todos, falei com
ele sobre sua salvação. Acho que tenho um dom natural para a liderança,
tocar violão, e algumas pessoas me dizem que eu canto bem, embora nunca
tivesse nenhum treinamento formal em música ou voz. Membros da
Cruzada e o consultor do ministério concordam que a minha visão pessoal
ou direção ministerial é para ser um pastor do novo paradigma. Eles
esperavam que eu fosse para a equipe da Cruzada, mas percebi que Deus
estava dirigindo-me para longe do ministério da igreja local. Penso que
liderar e pastorear uma igreja deve ser emocionante, embora eu não tenha
a certeza ainda se eu devo ir para a plantação de igrejas ou renovação de
igrejas. Uma vez que eu ver a necessidade do ministérios e preferir o novo
paradigma, acredto que serei um plantador de igrejas. Também meus dons
e experiência no evangelismo são adequados para a plantação de igrejas.
Reconheço a importância
de desenvolver meu caráter. A Cruzada
Estudantil fez um excelente ministrando para que eu “tente” ter um
213
momento de silêncio todos os dias. Digo "tentar" pois stou sempre ocupado
ocupado. Além do meu tempo de silêncio, o seminário exige que todos os
estudantes do seminário se envolvam em grupos para a formação espiritual
de três semestres. Estes grupos irão me ajudar a me concentrar em minha
dignidade como cristão. Quando eu terminar os requisitos de formação
espiritual, espero me tornar um líder de um grupo. Também pretendo formar
uma relação de prestação de contas com outro seminarista. Vamos reunir
uma vez por semana e nos responsabilizarmos mutuamente para a nossa
caminhada com Cristo e o cumprimento das metas espirituais que
estabelecemos para nós mesmos a cada mês.
Preciso expandir meu conhecimento da Bíblia e na doutrina. Na
verdade, essa é uma razão pela qual me inscrevi no seminário. Apesar de
eu ter sido envolvido em ministério para-eclesiásticos, tenho estudado a
Bíblia, e quero trabalhar sistematicamente através das Escrituras e da
teologia com professores que são exaustivamente treinados em suas áreas
de especialização. Se o currículo do seminário cumpre seus requisitos, eu
deveria realizar este objetivo. Devido à minha formação eclesiástica,
descobri que tenho um bom conhecimento em muitos dos aspectos
essenciais do ministério. Espero ganhar alguma ajuda no que diz respeito
especificamente à igreja local, através de um pastor, alguém na igreja que
freqüento ou no seminário. Em particular, vejo a necessidade de saber mais
sobre plantação e renovação de igrejas. O seminário oferece disciplinas
eletivas nestas duas áreas, que devem me dar a base de conhecimento
fundamental para meu futuro.
O que disse sobre o conhecimento dos fundamentos do ministério,
também se aplica às minhas habilidades ministeriais. Quanto mais eu
trabalho no meu plano ministerial, mais eu aprecio minha experiência no
ministério eclesiástico. Estou espantado com as habilidades que tenho
desenvolvido ao trabalhar com Cruzada no campus da faculdade. Sinto-me
forte na minha comunicação, resolução de problemas e habilidades de
resolução de conflitos. Meu objetivo é descobrir onde eu sou fraco para me
214
tornar um pastor com habilidades necessárias para servir uma igreja.
Espero conseguir ajudar com estas na igreja que freqüento e no seminário.
Devo confessar que luto com minha imaturidade emocional e espiritual.
Tendo uma luta, em especial, com a vergonha, a raiva e o medo. Ao me
formar, me sintia um pouco envergonhado por minha raiz de “colarinho
azul” e às vezes me sinto inferior aos outros ao meu redor. Tenho a
tendência de ficar irritado com pequenas coisas. Por alguma razão são
importantes demais para mim. Também acho que tenho medo que, se os
outros realmente me conhecerem, irão me rejeitar. Um pastor concordou em
orientar-me e abordar estas questões comigo. Minha formação profissional
ocorreu na faculdade em um nível de graduação no curso de administração.
A minha licenciatura é em administração de empresas. Apesar de eu ter
completado quatro anos de formação em sala de aula,
só foram salvos
pelos dois anos de treinamento na Bíblia, teologia e história da igreja.
Assim eu coloco como alta prioridade na formação formal, a educação de
conteúdo orientada em sala de aula. Já me decidi perseguir no seminário o
depedartamento de plantação e renovação de
igrejas. Coloco como alta
prioridade também a orientação pela experiência. Conheci um pastor de
uma igreja excelente, não muito longe do seminário, que concordou em
permitir-me liderar um grupo de leigos nas áreas de evangelismo e
discipulado, e indicou estar disponível em orientar-me através de vários
estágios de verão. Ele é o único que mencionei acima. Também está
interessado em usar sua igreja para plantar outra no município mais
próximo em dois ou três anos. Além de todas estas coisas, tenho lido livros
sobre o ministério pastoral, crescimento, liderança, igrejas, e uma
assinatura de quatro anos para Leadership Journal - presente de formatura
de minha irmã. Por um tempo pensei que deveria tentar trabalhar em minha
área para cobrir minhas despesas no seminário. Mas vários dos
funcionários da Cruzada me chamou de lado e me ensinou a levantar
fundos. Me disseram para ser natural. Em um período de seis meses eu
levantei dinheiro suficiente para cobrir um ano de despesas enquanto
estivesse no seminário. Uma parte significativa veio de várias pessoas a
215
quem eu ganhei para Cristo. Outros indicaram um desejo de envolver-se
financeiramente comigo quando se tornarem mais estabelecidas no
mercado. Meus pais disseram que queriam ajudar, mas a aposentadoria de
meu pai não é suficiente.
Finalmente, suspeito que David, que gosta de escrever, vai optar
pelo formato de prosa. Seu plano será algo parecido com isto:
Tenho 28 anos de idade e acabei de completar dois anos no
pastorado de uma pequena igreja que provou ser um desastre. Estes foram
os anos mais frustrantes de minha vida. Se não fosse minha maravilhosa
esposa, eu poderia não ter sobrevivido, assim como tenho. Estou convencido
de que Deus usou esses dois anos para me mostrar que não sirvo para ser
um pastor, como nossos pais pensavam. Ele
também usou esta
oportunidade para me fornecer com experiência no ministério valioso.
Obviamente, sou casado. Na verdade nós só comemoramos nosso quarto
aniversário. Optamos por não começar uma família, até eu complete meus
estudos de doutorado. Isto será difícil para a minha esposa, por ser de uma
grande família e adorar crianças. Mas nós dois concordamos que eu deveria
estudar, e ela está plenamente empenhada em trabalhar e sustentar-nos
até eu terminar. Deus tem nos abençoado com pais maravilhosos. Ambos os
pais são pastores que amam o Senhor e O servem em suas igrejas. Minha
mãe trabalha, enquanto quea mãe de minha esposa é uma dona de casa.
Eles oram por nós regularmente e sempre nos dá sábios conselhos, exceto
quando me aconselharam a me tornar um pastor. Acho que ambos eram
cegos pelo desejo de ver alguém na família, um filho, ou pelo menos, um
genro, tornar-se um ministro. Estou impressionado como Deus me criou. Eu
só queria ter descoberto mais cedo na vida. Me deu os dons espirituais de
administração, ensino, e, possivelmente, um dom em missões (sou
fascinado com pessoas de outras culturas). O ensino é o principal dom.
Enquanto o meu passado a frente de uma congregação questionou minhas
habilidades pessoais, muitas vezes me parabenizaram por meu ministério
de ensino, pois aprenderam muito da Bíblia ao longo dos últimos dois anos.
216
Creio que uma razão para isso é a minha paixão por ensinar a Bíblia para
aqueles que querem investigar a fundo suas verdades espirituais. Meu
temperamento é T elevado (Pensador), com um D secundário (Fazedor).
Meus estilos de aprendizagem são analíticos e de senso comum. O MyersBriggs indica que eu sou um ISTJ. Meu papel de liderança é de Gestor, e
meu estilo é analítico. Devo confessar que eu sou fraco na área de
evangelismo, mas acho que meu estilo é intelectual. Tenho vários dons
naturais, como agir, falar, cozinhar e manusear peças mecânicas de
automóveis, o que poderia servir bem no campo missionário.
Minha direção pessoal ou visão é a de buscar o ensino em nível de
faculdade ou seminário com uma organização de missão numa cultura
estrangeira. A maioria das organizações de missões preferem alguém com
doutorado para ensinar em suas escolas. Isso dá mais credibilidade a
organização aos olhos de governos estrangeiros. Consequentemente, eu
coloco uma alta prioridade na formação formal, a educação de conteúdo
orientada em sala de aula. Também gostaria de prosseguir os estudos no
campo da educação. Não estou realmente ciente do que ocorre em uma
instituição educacional, por isso preciso fazer alguns cursos na área de
metodologia de ensino. Com o meu dom de administração, pretendo também
seguir um ou dois cursos de administração educacional. Provavelmente,
Deus vai me usar em uma posição administrativa, além do ensino. Um
amigo missionário sugeriu que uma vez que eu soubesse qual o país onde
vou ministrar, eu deveria começar a preparação da linguagem de maneira
formal ou informal. Este é um conselho excelente.
Percebo agora a importância de desenvolver meu caráter. Eu digo
"agora" porque enquanto estava no seminário, todos conversávamos sobre
isso, mas não muitos alunos estavam fazendo algo a respeito. Não
houveram grupos de formação espiritual quando estive no seminário, e eu
não conseguia ver a importância de um tempo regular em meditação com
Deus. Em vez disso, eu consegui me convencer de que eu poderia realizar
minha formação espiritual, fazendo minha lição de casa com um devocional.
217
Não funcionou, e eu paguei caro por isso no primeiro ano do meu pastorado.
Agora vou aproveitar a minha compulsão obsessiva, e eu raramente perco
minha hora a sós em silêncio, mesmo em férias! Tenho também
desenvolvido uma estreita amizade com um dos meus professores. Nós nos
reunimos uma vez por semana para almoçar e estamos atualmente
estudando a vida de Cristo juntos, com ênfase na aplicação das verdades
em nossas vidas. Tenho uma boa base de conhecimentos nas Escrituras (o
meu problema, como tantos outros, está a aplicar as verdades em minha
vida).
Me formei em teologia no seminário, e estou trabalhando no meu
doutorado na mesma área. Continuo a expandir meu conhecimento através
do estudo pessoal e de meus cursos de doutorado. Após dois anos difíceis
no ministério, descobri que preciso de um melhor conhecimento das
pessoas. Realmente não entendo porque as pessoas fazem algumas das
coisas fazem. Pretendo fazer o treinamento profissional que prepara as
pessoas para administrar tanto os pessoais como o perfil bíblico. Isso vai
orientar-me completamente sobre os quatro temperamentos. Também
concordo em ouvir mais atentamente minha esposa, que entende bem as
pessoas. Minha experiência no ministério também mostrou que sou fraco no
meu conhecimento de alguns fundamentos e habilidades ministeriais. Não
sei como treinar líderes, e não sei o suficiente sobre liderança, já que quase
não tratou sobre estas questões em minha formação no seminário. Devido à
minha limitada experiência no ministério (de alguma forma eu saí do meu
estágio no seminário), não desenvolvi adequadamente as habilidades
importantes para o ministério. Pretendo pegar um pouco disso em minha
igreja. Essa inadequação se aplica especificamente ao ensino. Espero que
esta informação seja contemplada em alguma discipina no programa de
doutorado. Enquanto o programa não requer nenhum trabalho no ensino ou
na educação (o que parece estranho), pretendo fazer um estágio de ensino
com meu amigo professor.
218
Luto às vezes com as minhas emoções ou sua aparente falta. Trato
as pessoas de um modo um pouco distante e indiferente. Não que eu não
goste de pessoas. Eu só luto em saber como me relacionar com elas. Em
especial, eu quero trabalhar na empatia. Tenho um amigo professor na
escola que concordoum, não somente me orientar, mas para ajudar a me
concentrar na abordagem destas emoções. Por um tempo coloquei uma
baixa prioridade na formação com experiência no ministério da Educação.
Pensei que só precisava para o pastorado ou algum outro ministério prático.
No entanto, tendo observado um número de excelentes professores no
seminário, estou convencido de que iria me beneficiar de um estágio com um
deles. Afinal, a melhor maneira de aprender a ensinar é ensinando. Como
já mencionado, pedi a um professor, e ele consentiu em trabalhar comigo.
Junto com esta oportunidade, estamos participando e ministrando em uma
igreja hispânica a fim de ganhar experiência com pessoas de outra cultura.
É um benefício tanto pra mim como para minha esposa. Ela está aberta
para o campo missionário, mas quer e precisa de mais exposição ao
contexto transcultural. Pretendo terminar meus estudos e assumir uma
posição de ensino no campo missionário em seis anos. Normalmente o
doutorado leva quatro anos para ser concluído, que inclui três anos de
preparação em sala de aula e um ano para pesquisar e escrever a
dissertação. Espero selecionar e ser aceito por uma agência missionária
adequada no final do meu segundo ano. Minha esposa e eu também
determinamos começar a aprender sua língua e cultura até o final do
terceiro ano. Meu objetivo pessoal é ter um conhecimento prático da língua
até a graduação. Durante os últimos dois anos, viajarei para várias igrejas
e me reunirei com as pessoas para levantar o nosso apoio. Eu sei o valor da
rede para atender muitos cristãos ao longo dos próximos quatro anos, tanto
dentro como fora do seminário. Alguns já manifestaram interesse em nosso
futuro, especialmente da igreja de nossos pais. Estou atualmente a fazer
uma lista de pessoas que temos ministrado ou que recentemente conheci
que poderão envolver-se em nosso apoio. Temos cometido esse calendário
219
para o Senhor e acredito que Ele irá nos dirigir à sua soberana e
maravilhosa vontade (Tiago 4:13-15).
Minha esposa concordou em trabalhar pelos próximos quatro anos
como o nosso principal meio de apoio. Assim como seu antigo patrão soube
que ela estava voltando para a cidade, ele me ligou e se ofereceu para
aumentar seu salário e os benefícios de forma significativa. Quando
chegamos na cidade, ele nos levou para um restaurante e confessou que
não sabia do seu valor para a empresa até que ela havia ido embora. Minha
esposa ficou encantada e decidiu voltar ao trabalho. Outra fonte de renda
são os nossos pais. Eles nos apoiaram durante o nosso tempo antes no
seminário e quer fazê-lo novamente. Na verdade suas igrejas que têm
servido, concordaram recentemente em apoiar com um número limitado de
alunos envolvidos no ministério de preparação. Eles (juntamente com a
maioria das igrejas na América do Norte) nunca fizeram isso antes. Suspeito
que a pressão de nossos pais e as dos outros alunos se preparando para o
ministério tinha muito a ver com a mudança de coração.
Projetando seu Plano de Ministério Pessoal
1. Quais são as circunstâncias de sua vida?
a. Idade:
b. Estado civil e da família:
c. Formação:
d. Sexo:
e. Saúde e deficiência:
f. Finanças:
g. Outros:
220
2. Anote brevemente os principais ingredientes de seu projeto divino.
a. Dons espirituais:
b. Paixão:
c. Temperamento:
d. Papel e estilo de liderança:
e. Estilo de evangelismo:
f. Talentos e dons naturais:
3. Identificar o seu estilo de aprendizagem (s)-senso comum, dinâmico,
criativo, analítico:
4. Qual é a sua direção ministério pessoal?
a. Missão Ministerial:
b. Visão Ministerial:
5. Para o bem de sua competência ministerial, o que você está fazendo
para crescer e se desenvolver nas seguintes áreas?
a. Sua personalidade:
b. Sua base de conhecimento (Bíblia, pessoas, ministérios essenciais, e
outras áreas):
c. Suas habilidades ministeriais:
d. Suas emoções:
6. Quais são os contextos de formação para a sua visão?
a. Treinamento de Auto aprendizado
221
A exigência?
Prioridade?
Alta_
Media_
Baixa_
Onde e como?
b. Treinamento Formação Dirigida
A exigência?
Prioridade?
Alta_
Media_
Baixa_
Onde e como?
c. Treinamento de Mentoriação
A exigência?
Prioridade?
Alta_
Media_
Baixa_
Onde e como?
d. Orientadas pela formação de experiência
A exigência?
Prioridade?
Alta_
Media_
222
Baixa_
Onde e como?
7. À luz das informações acima, escreva o seu plano ministerial usando o
formato de resposta curta ou o formato de prosa. Certifique-se de
considerar o seguinte:
a. Quem está envolvido no seu plano (cônjuge, filhos, pais, parentes)?
b. O que está envolvido no seu plano (direção, designio, estilo de
aprendizagem e competências)?
c. Onde você vai perceber esse plano (contextos)?
d. Quando você espera implementar este plano?
e. Como você vai implementar este plano (finanças)?
223
9
TRABALHANDO O PLANO
MINISTERIAL
Como Você Implementa Seu Plano Ministerial?
Quando saímos de David, Tom, e Carol, no último capítulo, eles
tinham concebido um plano de formação de vida pessoal feito sob medida
para suas situações ministeriais. Agora é hora de se mover de onde estão
para onde eles acreditam que Deus quer que eles estejam. É hora de
trabalhar o plano.
Trabalhar o plano envolve a implementação do plano ministerial
pessoal. Você pode até vir com o melhor plano para você e para onde você
acha que Deus quer que você esteja, mas se você não executar o plano,
224
tudo será em vão. Foi um processo fascinante e gratificante que tem
consumido seu tempo e talvez algumas despesas, mas tem levado a algum
lugar.
A diferença entre o sucesso e o fracasso está trabalhando o seu
plano. Implementação é o grande problema sem solução no mundo
ministerial de hoje. Acredito que sua ausência é a principal causa da
maioria das decepções que muitas vezes são erroneamente atribuídas a
outras causas.
O problema é que a maioria assume que a implementação
simplesmente
irá
acontecer.
Muito
pelo
contrário,
você
deve
intencionalmente trabalhar o plano para o seu plano de trabalho. Como
você trabalha o seu plano? Neste capítulo vou apresentar o problema de
implementação e, em seguida, fornecer uma solução, que consiste em
quatro aspectos que irão orientar e permitir-lhe realizar o seu plano:
prática, foco, persistência, assistência.
O Problema
O problema que enfrentamos na execução de nossos planos está em
nossa velha maneira e hábitos de fazer as coisas que nos tornamos
acostumados ao longo do tempo. Estes são altamente resistentes à
mudanças. Dependendo de sua idade, você tem praticado certos
comportamentos ao longo de um período significativo de tempo e eles
tornaram-se ligados em seus circuitos cerebrais. É natural para você faça
essas coisas de determinadas maneiras.
Isto tem muito a ver com a forma como nossos cérebros estão
conectados. Um exemplo seria andar de bicicleta. Pense em como era a
primeira vez que tentou andar de bicicleta. Não foi uma experiência
natural para você, então persistiu com medo e trepidação. Mais provável
que você não estava com pressa. No entanto, hoje quando você a um
passeio de bicicleta, você simplesmente salta e anda, sem pensar na
225
mecânica de como montar uma bicicleta. Isto é devido à prática constante
e a repetição que têm sido codificadas em seu cérebro. Trabalhar o seu
plano será como aprender a andar de bicicleta ou dirigir um carro. Você
vai ter que reconfigurar o seu cérebro.
A Solução
Então, como você pode lidar com o rompimento de alguns dos seus
velhos hábitos, especialmente quando se trata de executar o seu plano? A
resposta é a mesma que aprender a andar de bicicleta. Você terá que
trabalhar nisso, criando novos caminhos neurais, até que essas novas
formas estejam firmemente codificados em seu cérebro, Os quatro
aspectos da solução que seguem práticas, foco, persistência e de
assistência irá ajuda-lo no processo.
Prática
Para começar, você tem que tomar uma atitude. Você deve começar.
Por exemplo, antes de realmente escrever este livro, eu planejei. No
entanto, houve um momento que eu tive que começar a bater nas teclas
do meu computador ou você não teria este livro diante de você. Descobri
que quanto mais eu demorava, mais difícil tornava colocar este trabalho
no
papel.
Vemos
o
mesmo
nas
Escrituras.
O
apóstolo
Paulo
cuidadosamente e estrategicamente planejou suas viagens missionárias.
No entanto, chegou a um ponto em que era hora de parar de planejar e
começar a avançar (Atos 13:01-21:16). O mesmo vale para você. Você pode
ser pego na fase de projeto e nunca chegar à parte de trabalho. Se você
está lutando para começar, isto pode ser que você tenha perdido sua
paixão. Lembre-se que sua paixão é o que você se importa profundamente
e sente fortemente. Esta afeta suas emoções profundamente e deve
conduzir e motivar o seu plano de trabalho. Se este não for o caso, então
226
revisite
a
seção
no
capítulo
4
sobre
paixão
e
veja
se
há
algum problema.
Outro motivo que poderá estar atrasando você de começar é que
você pode ter falhado para determinar suas prioridades, e a montanha
parece grande demais para a escalada. Não há nenhuma maneira para
fazer tudo de uma vez. Se este for o caso, volte ao capítulo 7 e releia a
seção sobre definição de prioridades.
Uma terceira razão para o adiamento pode ser de natureza
espiritual. Na correria da vida, você pode ter esquecido de confiar em Deus
e na obra do seu Espírito para permitir que o processo de trabalhar o seu
plano, e você pode estar fazendo por você mesmo (veja Zac. 4:6). Se for
esse o caso, então, resolva este problema agora, antes de ler mais. É
essencial que você ore por seu plano e execução e, em seguida, dê um
passo de fé, dependendo do Espírito Santo para capacitá-lo. Há pelo
menos três linhas de orientação para a tomada de ação em seu plano.
Primeira, intencionalmente e conscientemente escolha de forma prática os
componentes de seu plano. Por exemplo, quando você avaliou suas
competências emocionais, você pode ter descoberto que tinha um
problema com ansiedade, e que tornou-se um item prioritário a ser
tratado. A resposta a este problema é encontrada em Filipenses 4:6-7,
onde Paulo nos aconselha a deixar nos de ser ansiosos e, então, diz-nos a
tomar os nossos pedidos a Deus em oração e ação de graças, e Ele nos
dará paz que nos tranqüilizará de nossas preocupações.
A segunda diretriz é intencionalmente aproveitar as muitas
oportunidades
diárias
de
trabalhar
o
seu
plano.
Você
pode
intencionalmente trabalhar seu plano ou seu ministério. Deixe seus
colegas de trabalho ou companheiros de equipe do ministério saber o quê
você está fazendo e solicitar ajuda. Você pode trabalhar o seu plano com
sua família. Verifique se o seu cônjuge sabe que você está fazendo, e peça
sua ajuda. E incluir os seus filhos no processo. Você pode trabalhar o seu
227
plano com seus amigos e aqueles que você passa o tempo, e solicite sua
ajuda também.
A terceira diretriz é o que alguns chamam de ensaio mental. O
pesquisador Daniel Goleman escreve: "Estudos sobre o cérebro têm
mostrado que algo que é imaginado pode incendiar algumas células do
cérebro que elas estão atualmente envolvidas em alguma atividade.
Assim, ele sugere que você visualize os seus componentes de primeira
prioridade, que teré o mesmo benefício como se estivesse realmente
fazendo os componentes, e você irá sentir menos estranho quando você
tenta fazê-las. Um grande exemplo são os mergulhadores olímpicos que
pensam através de toda o mergulho, cada movimento, antes mesmo de
chegar na borda. O mesmo é verdadeiro para os patinadores do gelo,
ginastas, e outros. Então, se você irá ensinar uma classe da sexta série
uma lição sobre a santificação, você deve planejar primeiro na sua mente
antes de se encontrar com a sua. Pense em algumas situações e o que
você faria. Antecipe algumas questões e pense em como você responderia.
Foco
Em seguida é o foco. Assim como você praticar o seu plano, você
deve estar focado. Mais uma vez, a determinação de prioridades em seu
planejamento será uma grande ajuda para se concentrar em seu plano. O
ponto é você não estar tentando fazer todo o plano ao mesmo tempo, mas
estar focado nas partes que, quando implementadas, têm o maior impacto
para você, seu ministério, e no Salvador. Você deve ter em mente que seu
tempo e energia são limitados. Você tem apenas 24 horas e muita energia
a cada dia para investir em seu plano ministerial. Ter Foco irá permitir
que você use seu tempo e energia com sabedoria.
O problema será distrações, especialmente quando você perde
tempo com outra coisas. Quando você gasta tempo apagando fogo e gasta
pouco tempo realizando o que é realmente importante. Distrações pode
228
igualmente consistir de oportunidades para perseguir outras direções na
vida que pode parecer mais emocionante do que de executar seu plano.
Então, o que deve fazer com distrações? Primeiro, você tem que
determinar se uma interrupção é séria. Algumas coisas vão legitimamente
chamar sua atenção de imediato, como uma emergência médica. A
maioria, entretanto, não será uma emergência real, e você deve
disciplinar-se
a
dizer
não.
Deve
perceber
que
dizer
sim
a
uma coisa significa que terá que dizer não para outra coisa. Assim faça-o.
O problema, para aqueles especialmente no ministério, é que estes não
gostam de desapontar as pessoas. Tenho observado que isto é uma
realidade dos líderes com o temperamento Influenciador. O que deve
entender é que você não pode deixar todos felizes ou agradar a todos.
Outro problema é a sua rotina diária atual. Se você for como a
maioria das pessoas, seu dia é preenchido com todos os tipos de
atividades, algumas mais importantes que outras. E é a essas que não são
importantes, que podem gastar seu tempo e energia. Então o que você
pode fazer? A resposta é criar um "pare " para sua lista. Reveja um dia
típico e identifique os desperdiçadores de seu tempo. Em seguida,
coloque-os em seu "pare" e mantenha isso com você.
Persistência
A terceira diretriz em seu plano de trabalho é a persistência. Um
grande
exemplo
bíblico
de
persistência
é
o
apóstolo
Paulo.
Ele
escreve: " Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou
prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também
alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja
alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que
atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo
pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses
3:12-14). Para Paulo, a persistência foi "prosseguindo para o alvo". Isso
229
pode ser um problema porque você encontrará decepções e fracassos ao
perseguir o seu plano. E estes podem desanimá-lo e fazer querer que você
desista do processo por completo. Paulo certamente experimentou
fracassos e decepções em seu ministério. Se você não está convencido
disso, leia 2 Timóteo 4:9-18 por exemplo. No entanto, note como ele lidou
com decepções: " mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas
que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para..."
Paulo esqueceu o que se passou. Eu não acho que ele estava dizendo que
simplesmente se afastou de seu passado. Acredito que estava dizendo que
seu passado não era suficiente para desencorajá-lo de seu plano para
prseguir a Cristo. A chave é aprender com o passado, não viver no
passado. Viver no passado é como tentar dirigir em algum lugar olhando
no espelho retrovisor. É quase impossível. A chave então para superar o
fracasso é não ser oprimido por seus erros, mas tratá-los como
oportunidades de aprendizagem. Paulo prosseguiu para o alva. Ele tinha
um objetivo que queria realizar, e estava apaixonado por ele. Seu objetivo
era ganhar o prêmio na qual Deus o havia chamado. Creio que foi para
cumprir o seu propósito e sua missão (v. 10, Atos 20:24) e então para
morrer e estar com Ele (seu objetivo é similar ao de Davi em Atos 13:36).
Se em seu plano ministerial for verdadeiramente descoberto e
aproveitado em sua paixão, então ele irá motivá-lo e pressioná-lo. Sua
visão do que você pode ser do que você pode ter não deixará você desistir.
Muitas vezes é útil ter um herói-alguém que você admira, que te inspira
na tentativa de realizar algum objetivo semelhante ao seu. Eu sugiro que
você faça de Paulo seu herói e memorize Atos 20:24 e Filipenses 3:12-14.
Deixe Deus conduzir sua mente e então dessa manaira você poderá
perseverar em seu desenvolvimento.
230
Assistência
Um quarto aspecto do processo é obter alguma ajuda na busca de
trabalhar o seu plano. Caminhar sozinho é difícil até mesmo para o
introvertido e solitário. Você precisa cultivar relações de apoio com
pessoas que estarão ao seu lado enquanto você trabalha em seu plano.
Que tipod de apoio? Como você se reconhece como pessoa diante dele ou
dela? Abaixo estão modelos de pessoas que podem te ajudar:
• São pessoas que entendem e que você pode contar para incentivá-lo no
processo. Você saberá quem são, muito provavelmente a sua família e
amigos próximos. Às vezes nós nos iludimos e acreditar erroneamente que
algumas pessoas são nossos amigos, mas na realidade uma relação com
eles é tóxico. Não só essas pessoas tendem a ser negativas, mas
propositadamente tentam nos desanimar, porque estão com inveja de nós,
estão competindo e assim por diante. Você não precisa de amigos assim.
• São pessoas que irá fornecer-lhe com o que eu chamo de "zonas de
segurança", onde você pode resolver o impensável, mesmo questões que
desafiam a nossa fé. Estas zonas são também lugares onde podemos
desabafar e podemos ser ouvidos.
• Essas pessoas vão dar-lhe feedback honestos e sinceros. Eles vão dizer a
você que que é necessário que você saiba e o que você
precisa ouvir.
Fazem isso porque te amam, sabm quem é você e se preocupam muito
com você. De verdade eles te amam e têm as melhores intenções do
coraçãpara ajudá-lo e dizer, mesmo que você não goste do que vai ouvir.
• Talvez o mais importante, essas pessoas vão responsabilizá-lo para
trabalhar o seu plano ministerial. Você sabe que se você tentar em algum
momento desistir, eles o confrontarão e os desafiarão. Você poderá se
afastar do processo, mas eles não facilitarão.
• Essas pessoas podem ser um grupo de outros alunos que também estão
buscando um plano de formação e entendem o que você está fazendo. Eles
231
poderiam ser pares ou mesmo mentores que podem ou não estar
envolvidos em sua igreja.
Planilha
1. Você acha difícil implementar as coisas uma vez que você planejou? Por
quê?
2. Você acha mais fácil ou difícil agir depois de ter feito planos? Se difícil,
você perdeu a sua paixão? Você priorizou os vários componentes do seu
plano? Você tem estado operado na carne e não o Espírito?
3. Você tem intencionalmente e conscientemente optado por realizar o seu
plano ministerial? Por que ou por que não? Você aproveita as muitas
oportunidades diariamente para trabalhar o seu plano? Por que ou por
que não? Já tentou o ensaio mental? Por que ou por que não?
4. Você é uma pessoa muito focada? Você enfrenta muitas distrações em
seu trabalho ou ministério? Como você lida com eles? Você é bom em dizer
não às pessoas? Por que ou por que não? Seria fácil criar um “pare” em
sua lista? Se sim, você fará?
5. Será que você mesmo e outros consideram que você é uma pessoa
persistente? Por que ou por que não? Quão difícil será para você aderir ao
plano? Como você normalmente lida com decepções e fracassos? Você
aprende com seus erros? Por que ou por que não? Como podem estes
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afetar seu planejamento? Você tem algum herói? Se assim for, quem são e
como eles podem servir para encorajá-lo a realizar seus objetivos de
planejamento?
6. Você prefere trabalhar sozinho ou gosta de estar rodeado de pessoas?
Quem realmente te entende e pode incentivá-lo? Você tem alguém em sua
vida que irá fornecer uma "Zona de segurança"? Você tem amigos a quem
você pode confiar para dar-lhe um feedback honesto sincero? Quem você
tem na sua vida que pode e irá responsabilizá-lo a realizar o seu plano? O
que você vai fazer se você não tiver pessoas assim na sua vida?
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