- Revista Mercado Rural

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- Revista Mercado Rural
JUNHO - 2016 • Nº 19
Exposição Nacional
da Raça Simental
Exposição Estadual
Agropecuária
Expocachaça
ExpoZebu
Agrishow
Entrevista:
Jorge Salum, presidente
da ABCCCAmpolina
Megaleite
Karakul
Nelore
pintado
LinkGen Laboratório
xxxxxxxxxxxxxxxx
20 anos de compromisso
com a excelência
J U N H O - 2016
Redação
Unique Comunicação e Eventos
Tel.: (31) 3063-0208
[email protected]
Diretor Geral
Marcelo Lamounier
[email protected]
Diretor Comercial
Marcelo Lamounier
[email protected]
Tels.: (31) 3063-0208 / 9198-4522
Jornalista responsável
Sabrina Braga Bellardini - MTB 09.941 JP
[email protected]
Direção de Arte
Otávio Vieira Lucinda
[email protected]
Assinaturas
Unique Comunicação e Eventos
Periodicidade
Trimestral
Tiragem
5.000 exemplares
Impressão
Gráfica Del Rey
www.revistamercadorural.com.br
GESTÃO E NUTRIÇÃO de equinos
– alimentação correta reduz custos
36
AGROTÓXICOS: Manuseio e descarte
corretos podem evitar muito problemas
38
Investir no controle biológico reduz infestação
da MOSCA DOS CHIFRES
40
EXPOZEBU: 82ª edição
movimentou milhões em leilões
42
LINKGEN: laboratório de
biotecnologia veterinária recebe
Certificado de Acreditação do Inmetro
E D I TO R IAL
Apresentamos a vocês, leitores amigos, mais uma edição da Revista Mercado Rural.
É com muita satisfação que lançamos mais um número e agradecemos a cada um
de nossos anunciantes que, por confiarem em nosso trabalho, nos ajudam a tornar
possíveis as publicações.
Procuramos melhorar a cada edição, trazendo sempre assuntos relevantes e variados
sobre o mundo que envolve a agropecuária. A cada edição, um motivo de muita alegria.
Conversamos com o novo presidente da ABCCCampolina, Sr. Jorge Salum, que falou
sobre sua paixão pela raça Campolina e sobre sua atuação na associação. A cantora e
compositora Paula Fernandes participa desta edição na seção personagens e fala sobre
sua infância no campo e da paixão pela música.
A nossa matéria de capa traz o laboratório de biotecnologia veterinária Linkgen, referência em exames que utilizam a tecnologia DNA, que recebeu recentemente o Certificado de Acreditação. Confiram a matéria completa sobre a atuação do Linkgen.
Na seção Como Fazer, ensinamos os passos para fazer uma horta caseira em pequenos espaços. A beleza das carpas Nishikigois estão na Seção Exótica. A esperteza e devoção do Pastor Belga de Malinois podem ser conferidas na Seção Pet. A história da bebida
que é a cara do Brasil, a caipirinha, você encontra da editoria Bebidas. E já que falamos em
bebida, confira a cobertura da Expocachaça, Expozebu, Exposição Agropecuária Estadual,
Agrishow e MegaLeite.
Temos ainda a beleza dos nelores pintados, os ovinos Karakul, cacau, gengibre,
cambucá, peixes ornamentais, brucelose, mosca-dos-chifres, agricultura biodinâmica, agrotóxicos e muito, muito mais.
Vale a pena conferir esses assuntos interessantes
que agora estão a sua disposição, que elaboramos com
muito carinho para os nossos leitores.
4
6
Entrevista: JORGE SALUM,
presidente da ABCCCAmpolina
PERSONAGEM: Paula Fernandes
10
COMO FAZER: Horta caseira
12
CAMBUCÁ, pouco conhecida
e muito saborosa
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KARAKUL: ovino oferece carne e
pelagem de primeira qualidade
16
BRAQUIÁRIA: África recebe curso
ministrado por pesquisadora brasileira
18
EXPOSIÇÃO NACIONAL
DA SIMENTAL revela melhor
expositor e criador de Minas
Valeu pela revista, a cada edição
fica cada vez melhor!
Tamiris Cristina - Piraju, MG
Marcelo Lamounier
Parabéns, Marcelo! A Mercado Rural
traz assuntos diversificados
e interessantes!
Rosali Oliveira - Itapecerica, MG
Após ter tido oportunidade de conhecer a Revista Mercado
Rural, na sua edição de março/2016, que apresenta em sua
capa o titular do plantel MAAB, confesso que me encantei
Acesse o Facebook e deixe
com as matérias e seus conteúdos. Como criador de Nelore
sua crítica ou sugestão
Excelente a qualidade e a
e Campolina, tomei então a iniciativa de entrar em contato
Mercado Rural
quantidade de informações que Parabéns pela edição.
e solicitar a minha inclusão no quadro de criadores que têm
essa revista transmite. Parabéns. A revista ficou excelente!
o privilégio de recebê-la periodicamente.
Curta nossa página
Márcio Pires - Belo Horizonte, MG Augusto Lobato - Belo Horizonte, MG Carlos Augusto Carvalho Patrocínio - Teixeira de Freitas, BA
Sr. Lamounier, fico grata em ter recebido em minha casa a sua belíssima revista Mercado Rural. Fiquei maravilhada
pelos conteúdos que propõe para nós leitores, fora a quantidade de conhecimento e curiosidades que ela nos dá em
relação ao mundo agropecuário. Há coisas que eu não conhecia e passei a conhecer, informações as quais tive o prazer
de acompanhar e pesquisar. Contudo, parabéns por essa maravilhosa revista. Estou admirada. Agradeço de coração.
Any Lopes Silva - Pará de Minas,MG
Estou muito impressionado, não sabia que a
publicação da revista estava tão consistente com
tantos anunciantes de segmentos diferentes, matérias
diversas e diagramação tão caprichada. Parabéns!
Eduardo Mascarenhas Soares - Belo Horizonte, MG
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SESSÃO ECONOMIA: alta do dólar
contribui para aumento da exportação de café
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SESSÃO MEIO AMBIENTE: Grafite
esfoliado extraído em Minas gerais pode
substituir o silício na produção de eletrônicos
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MADEIREIRA E SERRALHERIA
SÃO GERALDO é tradição familiar
em cidade do interior
68
ALTA GENETICS lidera
mercado de inseminação artificial
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EXPOCACHAÇA:
Feira alcança 38 milhões em negócios
70
BEBIDAS: Caipirinha: a cara do Brasil
72
TURISMO: Rede de resort Iberostar
encanta por beleza e infraestrutura
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QUEIJO DE TIRADENTES
é escolhido o melhor de Minas Gerais
em concurso
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AUTOMÓVEIS: Duster Oroch oferece
qualidades de um SUV e versatilidade
de uma picape
48
AGRISHOW 2016: centenas de marcas
apresentam novidades para o setor agrícola
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DICAS DA AGROSID
52
78
RECEITA: Caldo verde de batata baroa
CACAU: Agricultores otimistas com
aumento da produção
80
SESSÃO PET: Pastor Belga Malinois
ASSOCIAÇÃO DOS
PISCICULTORES:
Piscicultores cobram incentivo
54
Recorde de público na
56ª EXPOSIÇÃO ESTADUAL
AGROPECUÁRIA
82
CRIAÇÕES EXÓTICAS:
Carpas Nishikigoi
26
MEGALEITE: Evento reúne cadeia
produtiva e quebra de recordes
58
NELORE PINTADO atrai
criadores por sua beleza e rusticidade
27
SOJA BRASILEIRA exportada
em grande volume para a China
84
EVENTOS:
Leilões Maab e Feira de vinhos Super Nosso
28
BRUCELOSE:
Prevenir é a melhor solução
Boa leitura.
A Revista não se responsabiliza
por conceitos ou informações contidas
em artigos assinados por terceiros.
[email protected]
32
20
GENGIBRE: Raiz terapêutica
de benefícios curativos
22
AGRICULTURA BIODINÂMICA:
Modo de cultivo com recursos biodegradáveis
ganha força no Brasil
87
GIRO RURAL
88
AGENDA RURAL
REVISTA MERCADO RURAL
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ENTREVISTA
Jorge Salum
Presidente empossado para o triênio 2016-2018 da
ABCCCampolina, Jorge Salum é apaixonado por cavalos e
tem uma admiração especial pela raça Campolina. À frente
da associação em uma época de crise política e econômica,
Jorge tem planos de restaurar financeiramente a ABCCC,
além de aumentar o número de associados.
Em entrevista à Revista Mercado Rural Jorge fala de seu trabalho
e dá dicas para quem deseja iniciar sua criação de campolina.
MR: De onde vem a paixão pela
Raça Campolina e qual o diferencial
dessa raça em relação às outras?
Jorge Salum: A paixão vem de muito
tempo atrás, desde que as exposições da
Campolina, Manga Larga e Pega eram juntas. Mas quem me iniciou, quando comecei a me interessar por criar Campolina foi
meu primo Emir Cadar, que foi presidente
da Associação por 12 anos.
A Raça Campolina se difere das outras
raças por ser de porte médio a grande e de
uma beleza inquestionável. É uma raça de
marcha pura que mantém o seu dna preservado, por não ter livro aberto.
MR: Como surgiu a ABCCCampolina e como a associação atua?
Jorge Salum: A associação foi fundada pela separação das raças em eventos
oficiais. Inicialmente partiu do Sr. Bolivar
de Andrade que foi o primeiro presidente
da ABCCC e que gerou o nome do Parque
da Gameleira com muita honra. A ABCCC
atua como uma instituição cartorial onde
cadastra, registra e controla todos os animais da raça que tem origem e registros.
Outra função da associação é a de promo-
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ver eventos e divulgações no site orientando seus associados a terem informações
corretas e úteis. Também na área técnica,
oferece cursos para formação profissional
com juízes e técnicos de registro.
MR: Quais os principais eventos realizados pela Associação?
Jorge Salum: A ABCCC tem dois
eventos anuais. O primeiro é a Brasileira do
Cavalo Campolina que é itinerante, realizado cada ano em um estado da união.
O segundo evento é a Nacional do
Campolina, sempre realizado no Parque
da Gameleira, anualmente. Este visa ser um
evento de grande porte premiando os melhores da raça em toda função de marcha
e morfologia, além de objetivar também
ser uma festa de união dos criadores onde
promovemos leilões e premiamos os grandes campeões da raça.
MR: Qual a atuação dos sócios na
ABCCCampolina?
Jorge Salum: Os sócios são ligados à
associação pelos serviços cartoriais da raça
como comunicado de nascimento, registros provisórios e definitivos. Os sócios es-
colhem os juízes da Nacional Campolina e
levam seus animais na pista. Participam de
convenções do cavalo onde são discutidos
os rumos e o futuro da raça.
Creio que estas ações contribuirão para
maior visibilidade da ABCCC e, principalmente, para que a Raça Campolina alcance maiores patamares.
MR: Para que a raça continue avançando no cenário nacional são necessários investimentos. Neste tempo de
crise econômica nacional houve alguma queda tanto em arrecadação quanto em realização?
Jorge Salum: A última gestão da associação foi de realizações, mas deixou muita
dívida que aos poucos temos que pagar.
Juntando com a inadimplência pela crise
atual do país, nos limitou a fazer muitas
coisas que planejamos.
MR: E quanto ao mercado, é promissor? Quais dicas você daria para
quem quer iniciar a criação dessa raça
de cavalo?
Jorge Salum: O mercado é promissor
sim, ficou retraído pela crise, mas é uma situação de momento e teremos que estar
preparados para numa melhor oportunidade, termos o produto certo para oferecer
ao futuro criador.
Para quem deseja iniciar a criação é
necessário, inicialmente, identificar qual a
finalidade da criação: lazer, esporte, pista
ou cavalgada. Antes da compra do animal
é importante procurar a ABCCC para obter informações sobre as características e
mais informações sobre a raça. Além disso,
a pessoa precisa saber dos custos para a
compra e tratamento de um cavalo.
Cavalo em geral é um animal maravilhoso. O desenvolvimento da humanidade está ligado ao dorso do cavalo, lazer,
esporte e uso em lidas e trabalho. O cavalo é um laço importante da interação
social familiar, onde formamos grandes
amizades, além do prazer enorme de termos este belo animal como amigo. Quem
tem cavalo fala isso e nunca se arrepende
de ter um na sua vida.
Fotos: Revista Força Campolina - Arquivo
MR: Quais são as principais propostas em seu mandato?
Jorge Salum: Pretendo em meu
mandato recompor a vida financeira da
associação; expandir a raça para todos os
estados da União, aumentando o número
de associados; proteger e fomentar os núcleos do cavalo em todo o país e melhorar o marketing do cavalo para dar melhor
viabilidade para expansão de mercado.
REVISTA MERCADO RURAL
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PERSONAGEM
A fama não a afastou
de suas raízes
EM ENTREVISTA À MERCADO RURAL, PAULA FERNANDES
RELEMBROU A INFÂNCIA NA ROÇA
E FALOU DO AMOR À MÚSICA
A cantora que hoje arrasta multidões e
emociona por onde passa teve suas raízes
na roça, sentindo cheiro de mato, em contato com a natureza e os animais. Quando
criança, Paula Fernandes conta que morou
às margens da Serra do Cipó, numa casa
bem modesta. “Tinha córrego nos fundos,
curral, pocilga, galinheiro, engenho de
cana de açúcar, moinho e horta. Morávamos numa casinha bem simples”.
Para passar o tempo Paula lembra
que “passava o dia inteiro no meio dos
bichos, subindo em árvores de fruta”. Ela
conta também que adorava andar à cavalo e desbravar lugares desconhecidos.
“Creio que tenha vivido a melhor fase de
minha vida lá, onde a natureza é quem
colocava os limites. Aprendi a amá-la e
respeita-la como meu lar”.
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JUNHO 2016
A paixão da cantora por animais fez
com que ela e sua família criassem dentro
de casa um bezerro, nascido de sua vaca Canara. O animalzinho, chamado Canarinho,
nasceu muito fraco e precisava de cuidados especiais. Paula teve vários animais de
estimação. “Tive uma porquinha chamada
Pedrica que acabou virando meu apelido”.
Além do bezerro e da porquinha, ela teve
muitos cachorros e um cavalo em especial,
o Queimado, de quem ela lembra com muito carinho. “Esse cavalo relinchava quando
me via e vinha sempre em minha direção.
Eu era a única pessoa em casa que buscava o bichinho no pasto sem usar nenhum
artifício para atraí-lo, como açúcar, cenoura
ou milho pra agradar. Ele vinha até mim, eu
colocava o cabresto e subia no cupinzeiro,
para montar no pelo e voltar pra casa”.
Mas havia outra paixão na vida de Paula Fernandes: a música. Ainda criança, aos
8 anos, cantava em festas e casas de show
de sua cidade natal, Sete Lagoas (MG) e arredores. “De lá pra cá não parei mais. Cresci
ouvindo música sertaneja de raiz. Amava artistas maravilhosos como Tião Carreiro. Mas
gosto de tudo, sou eclética para escutar
música. No carro tenho alguns artistas estrangeiros como John Mayer e Taylor Swift”.
O incentivo para seguir a carreira veio
da família, principalmente de sua mãe. A
inspiração para compor é intuitiva. “O meu
processo para compor músicas envolve
histórias vividas por mim, ou que eu escuto, ou vejo acontecer. São inspirações que
estão ao meu redor, procuro sempre estar
atenta para registrar tudo, para não perdê-las”. Mas não é apenas isso. Paula Fernan-
des explicou o que é necessário para dar
certo “a letra tem que mexer comigo e me
emocionar. Creio que a poesia cantada é
melhor assimilada pelas pessoas”.
Paula Fernandes está na carreira musical há 24 anos trabalhando sua arte com
disciplina e dedicação, mas conta que não é
fácil. “Sempre enfrentei muitas barreiras por
ser mulher, compositora e instrumentista.
Mas creio que esta realidade esteja mudando, já que a mulher tem mostrado com
muito talento suas capacidades pra exercer
sua profissão, independente da área”.
Paula alcançou o sucesso, é querida por
todos os brasileiros e chama atenção por
sua beleza singular. Fato que poderia,
em função dos inúmeros compromissos, afastá-la de suas raízes. Poderia, mas não foi o que aconteceu.
Sempre que tem uma folga
procura ficar com a família, os amigos e o
namorado, mas sem abrir mão de um ambiente mais rústico, rural, já que adora cavalgadas. “Procuro sempre manter minhas
raízes, o campo não sai de mim. Tenho uma
propriedade em Minas Gerais aonde crio
meus bichos com muito carinho. Lá tenho
pavões, galinhas, cachorros, cavalos, marrecos, peixes, garnisés, galinha de Angola, e alguns animais livres como Tucanos que escolheram algumas árvores de lá para chocar.”
Apaixonada por seu estado, Minas
Gerais, Paula Fernandes sente orgulho
em representar sua terra e poder levar
para o mundo suas riquezas.
A mineirinha alcançou
o sucesso e atribui a isso
ingredientes valiosos: determinação, disciplina,
garra, honestidade, humildade, amor, família, parceria, talento
e sonho. “Tudo isso
me ajudou muito
a superar as tantas
barreiras e continuar batalhando pelo
que eu sempre
Fotos: Guto Costa
quis, e o sonho é fundamental, pois enquanto você ainda tiver sonhos a realizar
você batalha para conquistar todos eles”.
E ela não pára. Sempre envolvida em
projetos, o foco no momento é a divulgação do disco e da turnê “Amanhecer”.
O DVD deste álbum foi gravado recentemente em São Paulo e também será
lançado em breve. “Logo vou contar mais
algumas novidades para vocês. Mas há
muito pra se fazer, aprender, conquistar.
Meu universo criativo não para”.
Ping Pong
Família: Tudo
Viagem: Recife
Comida: Quase todas
Um lugar: Minha casa
Uma companhia: Meu namorado
Música: Gosto de muitas
Filme: Antes de partir
O que te distrai:
Ouvir música, andar a cavalo
Felicidade: Momentos felizes
Tristeza: Ver o quanto os valores
têm se perdido com o tempo
Cavalos: Paixão
REVISTA MERCADO RURAL
7
PHD Pace Hospital
Referência em Atendimento de Ortopedia
O PHD Pace Hospital comemorou seus
15 anos de fundação com a inauguração
do Serviço de Ortopedia, oferecendo ao
paciente o que há de mais avançado na
área, além de outras especialidades, sempre com qualidade e tratamento humanitário, características do PHD Pace.
Agora, os resultados são outro motivo
de comemoração. Entre setembro de 2015
e junho de 2016 foram realizados 183 procedimentos cirúrgicos da equipe de ortopedia.
Um dos principais diferenciais do Serviço de Ortopedia do PHD Pace Hospital é
sua infraestrutura que conta com equipamentos de ponta, como o Intensificador de
Imagens, além do que há de mais inovador
em instrumentais, como aqueles para artroscopia. Todas as subespecialidades da
ortopedia integram o Serviço de Ortopedia
do PHD Pace Hospital, tais como cirurgia
de mão, coluna, quadril, joelho, pé e tornozelo, ombro e traumatologia esportiva.
Equipe de Ortopedia e Cirurgia Bucomaxilofacial
CIRURGIAETRAUMATOLOGIA
BUCOMAXILOFACIAL
A especialidade Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial é uma área da
Odontologia que diagnostica e trata o
trauma, a patologia bucal e as malformações faciais na região. A especialidade
complementa o Serviço de Ortopedia
no PHD Pace Hospital oferecendo ao pa-
ciente um serviço completo e de muita
qualidade. O número de pacientes, vítimas de trauma da face vem aumentando
a cada dia. Na maioria das vezes, o trauma da face está associado a lesões em
outras partes do corpo, principalmente
em membros superiores e inferiores.
O atendimento de urgência de Ortopedia e Cirurgia Bucomaxilofacial funciona de
segunda a sexta das 07:00 às 19:00 horas.
Serviço de Ortopedia do
PHD Pace Hospital
Rua Conde Linhares, 20
Cidade Jardim
Belo Horizonte
Telefone: 31 3343-6615
Site: www.phdpacehospital.com.br
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JUNHO 2016
REVISTA MERCADO RURAL
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COMO FAZER
Horta
Ter uma horta caseira, além de ser uma
opção muito saudável, é fácil, pois é
possível mantê-la em espaços variados:
lote vago, quintal e até mesmo em vasos, pneus ou caixotes. Independente do lugar onde a horta será
cultivada, alguns cuidados devem ser observados para se conseguir uma boa produção, seja através do
Sistema SAT, sem uso de agrotóxicos com utilização de adubos minerais solúveis e fontes orgânicas; ou
do Sistema Orgânico, com utilização de insumos de acordo com a legislação vigente.
Compilamos algumas dicas importantes disseminadas pela Emater-MG para que você possa fazer a
sua horta, veja:
LOCAL DA HORTA
ADUBAÇÃO E PLANTIO
• Opte por um local que receba sol nos períodos
da manhã e tarde
• Escolha um terreno plano ou com leve inclinação e livre de encharcamento
• O local deve estar afastado, no mínimo, 5 metros
de esgotos, chiqueiros ou instalações sanitárias
• Para o Sistema SAT pode-se utilizar o adubo NPK 04-14-08
e para o Sistema Orgânico, composto orgânico.
PREPARO DO TERRENO
• Cave ou are o terreno na profundidade de 20 cm
• Com uma enxada desmanche os torrões para
que o terreno fique bem fofo
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TRATOS CULTURAIS
• Capinas: retire sempre que necessário o mato que nascer entre as
plantas para que o desenvolvimento das hortaliças não seja prejudicado.
• Fofamento: o fofamento dos canteiros deve ser feito sempre que se
apresentarem muito compactados.
• Irrigação: A irrigação periódica é muito importante. De modo
geral, para cada m² de área cultivada o ideal são de 2 a 5 litros de
água por dia.
CANTEIROS
CUIDADOS
• Faça os canteiros com altura entre 15 a 20 cm
• Comprimento e altura são variáveis em função
do tamanho do terreno
• Dê uma distância de 30 a 40 centímetros entre
um canteiro e outro
• Observe validade, variedade e procedência das sementes
ao comprá-las
• Utilize técnicas preventivas contra pragas e doenças
• Após cada colheita ou encerramento de uma cultura, alterne com o
plantio de outra hortaliça de família botânica diferente.
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REVISTA MERCADO RURAL
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OS SABORES
DE UM
cambucá
“Quem tem um amigo, tem tudo. Quem
tem um cambucá, tem muitos amigos.”
Quem já experimentou o sabor de um Cambucá sabe muito bem o significado deste
ditado popular. Uma fruta brasileira, típica
da Mata Atlântica, das áreas litorâneas da
Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná
e Santa Catarina. Para muitos, o gosto é uma
mistura de maracujá com jabuticaba, outros
definem seu paladar como algo que lembra
o mamão papaia e a manga, juntos. Certo é
que o Cambucá tem sido considerado uma
das frutas mais saborosas do Brasil, embora
muita gente nunca tenha ouvido falar.
Assim, como várias espécies da Mata
Atlântica, o Cambucazeiro (Plinia edulis)
tem se tornado cada vez mais raro devido
à ação humana. Bela e frondosa, sua árvore,
da família Myrtaceae, pode alcançar de 5 a
10 metros quando cultivada e até 20 metros na floresta primária.
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Com a redução da Mata Atlântica, diversos institutos de pesquisa e projetos
ambientais buscam incentivar o plantio e
a popularidade do Cambucá. Tanto que na
região é comum ver árvores desta espécie
plantadas em sítios, fazendas e quintais.
CARACTERÍSTICAS
O livro “Colecionando Frutas”, do autor e
dono da maior coleção de plantas frutíferas
do país, Helton Josué Teodoro Muniz, traz
um relato de 100 espécies de frutas nativas
e exóticas, entre elas não poderia faltar o
Cambucá. A publicação é um registo técnico/cientifico, histórico e cultural dessas frutas e ainda reúne dicas de cultivo e plantio.
De acordo com o autor, o Cambucazeiro
é uma árvore de crescimento lento, mais de
fácil cultivo, podendo ser plantada em todo
o Brasil. “A planta prefere climas chuvosos,
mas resiste a baixas temperaturas (até - 4
graus), vegeta bem em altitudes superiores
a 500 m, embora frutifique no nível do mar
no litoral onde o clima é quente e chuvoso.
O solo deve ser profundo, úmido, neutro (5,0
a 6,5), com constituição arenosa ou argilosa
(solo vermelho). É preciso plantar no mínimo
duas plantas para uma melhor produção. O
Cambucá é muito exigente a água”, informa.
Os frutos tem de 4 a 7 cm de diâmetro,
são arredondados e achatados nos polos,
tem a casca lisa, com sulcos de leve relevo
longitudinais e coloração intensamente amarelo-alaranjada. A polpa é suculenta com sementes grandes, e a frutificação inicia-se com
oito a 11 anos para as com tronco vermelho
e 20 anos para variedade de tronco creme. Os
frutos amadurecem de janeiro a março. Outra
característica é o belo efeito ornamental desta árvore, que possui copa densa e piramidal.
O termo cambucá vem da língua indígena tupi-guarani e significa “fruto de mamar”, o
que explica bem a forma de degusta-la, pois a
polpa precisa ser sugada da casca. Por ser uma
espécie que anda muito limitada no Brasil, então se você tem espaço no quintal, no sítio ou
na fazenda, que tal plantar um cambucá?
REVISTA MERCADO RURAL
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Karakul
CONHEÇA SOBRE O OVINO DE CARNE E PELAGEM DIFERENCIADAS
Originária do Oriente médio, na região do deserto de Bukhara, a raça Karakul
é considerada a primeira raça de ovinos
domesticada pelo homem. De porte médio, especializada em lã escura e carne,
foi introduzida no Brasil pelo gaúcho Joaquim Francisco Assis Brasil, sendo o estado do Rio Grande do Sul o detentor dos
maiores planteis. De conformação angulosa, é um animal esperto e ágil. O Karakul
integra o grupo das raças de cola grossa,
com armazenamento de gordura para ser
consumida em períodos de restrição alimentar, já que esta é uma característica
adquirida do clima de origem e da grande
amplitude térmica diária.
Por ser oriunda de uma região seca,
com temperaturas extremas entre 36º e
46ºC, se adaptou perfeitamente à Serra
Gaúcha, exigindo especial atenção às doenças respiratórias e de cascos. Apresenta
maior rusticidade que os outros ovinos, a
algumas doenças, inclusive à verminose.
Talvez o menor acometimento de endoparasitos também seja atribuído ao seu hábito de pastejo que não lhe permite permanecer muito tempo no mesmo lugar, pois
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JUNHO 2016
a busca por novos pastos afasta-os de suas
fezes e isso diminui sua provável infestação.
Seus derivados movimentam uma indústria lucrativa na Rússia, Afeganistão e
África, sendo que a Namíbia possui o maior
rebanho mundial. A pele dos cordeiros neonatos é chamada Astrakan e é utilizada na
confecção de roupas caras, por sua resistência e qualidade. A lã é ideal para artesanato por ser naturalmente colorida. A gordura da cola é muito apreciada na culinária
exótica e a carne é considerada uma das
proteínas de origem animal mais saborosas e saudáveis, pois, assim como o camelo,
armazenam a gordura fora dos músculos .
Muito precoces, seus cordeiros ficam
em pé logo após o parto e apresentam
desenvolvimento rápido, superando os 20
kg de carcaça aos cinco meses de idade.
Sua carne de sabor gourmet e sua maciez
alcançam um preço diferenciado no mercado, fato que também ocorre em relação ao
valor da pele, atingindo faturamento superior ao dobro do alcançado nas outras raças
ovinas. Este fato faz do Karakul uma das melhores alternativas da ovinocultura brasileira.
A criação de ovinos naturalmente co-
loridos tem se tornado moda na região Sul
do País. Muitas raças originalmente claras
têm buscado o gen preto, na tentativa de
resgatar o mercado perdido para o Karakul
na venda de pelegos e artesanato. Mesmo
assim, a raça apresenta o diferencial das
inúmeras tonalidades: preta, cinza, lilás e
marron. Outro ponto a ser ressaltado é a
apresentação de dois tipos de fios em seu
couro, um comprido e medular considerado pelo e outro fino e mais curto considerado lã legítima. A proporção dessas duas
fibras é que define seu valor comercial,
sendo o ideal de dois terços de pelos longos e um terço de lã curta.
Largamente utilizado em cruzamentos, o Karakul tem uma predominância de
suas características que padroniza rebanhos em três gerações. Esse fator tem despertado o interesse de investidores em um
mercado competitivo onde o diferencial é,
muitas vezes, o responsável pela sobrevivência do empreendimento.
Responsável pelas informações:
Dr. Gustavo Herter Terra,
Médico Veterinário, MSc.Reprodução Animal.
MBA Gestão Empresarial, FGV.
REVISTA MERCADO RURAL
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Pesquisadora
brasileira
MINISTRA CURSO SOBRE
braquiária
Arquivo Pessoal
na África
Referência em melhoramento genético
vegetal no Brasil, Cacilda Borges do Valle, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, em
Campo Grande, Mato Grosso do Sul rompeu
fronteiras e foi convidada a ministrar um treinamento no Centro Nacional de Pesquisa de
Gado de Gado, no Quênia, na cidade de Nakuru que fica a 160 km da capital Nairóbi. No
Quênia a braquiária ocorre naturalmente, mas
instituições de pesquisa da África ainda precisam de informações para desenvolver materiais adaptados às condições do continente.
Pesquisadores de várias instituições do
país receberam um treinamento ocorrido
em março através de um programa de melhoramento desenvolvido através da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA,
sigla em inglês) – ligada à Organização das
Nações Unidas (ONU).
Cacilda auxiliou no planejamento de
um passo-a-passo para o melhoramento de
braquiária irradiada e mostrou aos pesquisadores africanos, por exemplo, como é feita a determinação do modo de reprodução.
“Se eles estão enviando material assexuado
para ser irradiado pode ser que a radiação
quebre a apomixia e apareçam plantas sexuais, então eles precisam saber como determinar se a planta está se reproduzindo
por modo sexual ou assexual”, explica.
Ainda este ano, dois pesquisadores das
áreas de melhoramento e produção de sementes, que participaram do curso, devem
visitar a Embrapa Gado de Corte em busca
de mais conhecimentos. “É interessante
porque comecei minha carreira trabalhando com uma gramínea africana então agora, em final de carreira, tenho a chance de
retribuir pelo que o Brasil lucrou com isso”,
finaliza a pesquisadora.
Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte do Quênia
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REVISTA MERCADO RURAL
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ra Amica, Dois Córregos - SP. O 3º Melhor Macho foi Patrol AS Alamabary TE, do expositor
e criador David Jesus Gil Fernandez, Fazenda
Alambary, Botucatu - SP.
MELHOR CRIADOR E
EXPOSITOR NACIONAL
Alan Fraga, Marisa Saad, Paulo Marques, Luísa Oliveira, Leonardo Machado, Leonardo Pinheiro e Gustavo Pinheiro
25ª Exposição Nacional
da Raça Simental
Pelo segundo ano consecutivo, Paulo
de Castro Marques fez a dobradinha máxima da Nacional do Simental. Na categoria
Melhor Criador ele venceu com 1.243,33
pontos. Na categoria Melhor Expositor Paulo
de Castro Marques somou 2.035,00 pontos.
LEILÃOEVOLUTIONSIMENTAL
MINEIRO CONQUISTA
PELO SEGUNDO
ANO CONSECUTIVO
OS TÍTULOS DE
MELHOR EXPOSITOR
E CRIADOR 2016
Bela Vista, Boituva - SP. O título de 3ª Melhor
Fêmea da raça ficou com PWM New Rose
AS também do criador e expositor Paulo de
Castro Marques. No Grande Campeonato de
Machos, o Grande Campeão foi LGPM Salvattore, do criador Leonardo Pinheiro Machado
e expositor Paulo de Castro Marques, tendo
como Reservado Grande Campeão o touro
Sutil de Amica, de Eolo José Vicentini, Cháca-
Promovido pela Agropecuária Anguita,
Casa Branca Agropastoril e Simental Alambary, o Leilão Evolution Simental negociou
R$ 196,5 mil com a venda de 21 animais Simental PO, fechando em R$ 9,3 mil a média
por animal. Lote de maior cotação, a fêmea
Realeza do Anguita, de 22 meses, pertencente a Júlio César Anguita foi arrematada
por R$ 26,4 mil pelo criador David Fernandez, da Simental Alambary.
A 25ª Exposição Nacional da Raça Simental foi realizada durante a Emapa 2016,
em Avaré- SP, entre os dias 21 a 25 de junho, promovida pela Associação Brasileira
de Criadores das Raças Simental e Simbrasil
– ABCRSS e pelo Centro Paulista da Raça Simental – CPRS. Na pista, animais de plantéis
de São Paulo e Minas Gerais. O evento também foi palco do Leilão Evolution Simental,
um dos grandes destaques da Feira.
Grande Campeão Simental
2016 - LGPM Salvattore
Grande Campeã Simental
2016 - PWM On Dance AS
Reservado Grande Campeão Simental
2016 - Sutil de Amica
Reservada Campeã Simental
2016 - Realeza do Anguita
GRANDE CAMPEONATO
No Grande Campeonato de Fêmeas,
PWM On Dance AS, pertencente a Paulo de
Castro Marques, da Casa Branca Agropastoril,
Fazenda Água Limpa em Fama - MG, conquistou o título de Grande Campeã, seguida por
Realeza do Anguita, como Reservada Grande
Campeã, de Júlio César Anguita, Fazendinha
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REVISTA MERCADO RURAL
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Gengibre
A RAIZ TERAPÊUTICA
Há séculos o gengibre tem sido utilizado em vários países por conter características medicinais. No Brasil, relatos apontam
que esta poderosa planta herbácea chegou pouco tempo depois do descobrimento pelos portugueses. Hoje, os maiores
cultivadores do gengibre estão localizados
no litoral do Espírito Santo, Santa Catarina,
Paraná e no sul de São Paulo, devido aos
fatores climáticos e solo adequado.
Originário da Índia e da China, o gengibre é responsável por diversos benefícios
para a saúde. A lista é grande e a parte mais
usada da planta para fins medicinais e terapêuticos é a raiz, que pode ser consumida
“in natura”, em sucos ou como tempero.
Entre os benefícios curativos do gengibre,
diversos sites sobre medicina alternativa e
natural destacam sua ação como antioxidante e anti-inflamatória.
Acrescentar o gengibre na dieta também ajuda a combater resfriados e inflama-
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JUNHO 2016
ções, mas atenção, o consumo
deve ser em
doses certas, em
formas de chá, em
pó ou em pequenas
lasquinhas em conserva. Muitos especialistas defendem ainda o uso
do gengibre para diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia ou durante a gravidez.
No Japão, é usado para massagens.
Neste caso, utiliza-se o óleo de gengibre
para problemas de coluna e nas articulações. Chamada de rizoma, no Brasil e “Gan
Jiang”, na China, a raiz do gengibre ainda é
utilizada contra a perda de apetite, diarreia,
vômitos e dores abdominais, podendo aliviar a dor nos ciclos menstruais.
Para quem ainda não incluiu o gengibre em sua dieta, vale a pena conferir mais
alguns benefícios curativos desta planta,
altamente recomendada por nutricionistas e especialistas em fitoterapia: alívio de
problemas digestivos, náuseas e dores; redução da inflamação e do risco de doença
cardíaca; diminuição dos níveis de colesterol e auxílio nas funções cerebrais.
Depois de tantos benefícios encontrados no gengibre, que tal pensar em
adicionar esta rica planta em seus hábitos
alimentares? Na internet é possível encontrar diversas receitas de como utilizar
o gengibre em sucos, temperos e chás.
Vale a pena escolher uma.
REVISTA MERCADO RURAL
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Agricultura Biodinâmica
HARMONIA COM A
NATUREZA E ISENÇÃO
DE TOXINAS
Muitos já devem ter ouvido falar sobre
agricultura biodinâmica, mas poucos sabem
exatamente do que se trata. Diferente da agricultura orgânica, este tipo de cultivo utiliza os
recursos biodegradáveis disponíveis existentes na área e os preparados biodinâmicos
que, de acordo com João Carlos Ávila, professor, agricultor e consultor credenciado pela
Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, “funcionam como catalisadores que
direcionam os processos que acontecem na
pilha de composto e na planta gerando um
produto de qualidade superior e com maior
valor nutritivo, maior imunidade às doenças e
maior resistência às pragas, além de apresentar maior tempo de conservação ou tempo
de prateleira no pós colheita”.
Com o manejo biodinâmico a planta
desenvolve, segundo João Carlos, “uma
imunidade natural de forma a se constituir
no alimento ideal para as necessidades nutricionais e espirituais do ser humano mo-
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JUNHO 2016
derno”. Mas o que parece simples, não é. O
consultor explica que este tipo de agricultura não pode ser praticado por qualquer pessoa e nem em qualquer terreno. “A prática
da agricultura biodinâmica pressupõe uma
formação do ser humano voltada para seu
interior, de modo que ele se capacite sobre
os processos naturais que promovem a evolução da Terra e do homem”. Para entendermos sobre a colocação de João Carlos, precisamos entender o conceito deste processo.
O movimento biodinâmico nasceu a partir de oito conferências por Rudolf Steiner, em
1924, na atual Polônia e pressupõe a harmonia com a natureza e o cosmos. A designação
“biodinâmica” significa que se trabalha em
consonância com as energias que criam e
mantêm a vida. A palavra tem raízes em duas
palavras gregas, “bios”, vida e “dynamis”, força.
A biodinâmica vem ganhando força no
Brasil, apesar da maioria dos agricultores
alternativos optarem por métodos orgânicos ou agro ecológicos no cultivo da terra.
“O número de pessoas que se abrem para
as alternativas biodinâmicas está crescendo. Essas pessoas se dispõem a praticar os
princípios básicos desse método tais como
a confecção e a aplicação dos preparados
no solo, na planta e no composto”.
Agnaldo Martins é mentor em oficinas,
cursos e palestras sobre o assunto, além de
ser o idealizador do Cestão Biodinâmico
Orgânico, uma rede de distribuição dos
alimentos biodinâmicos produzidos na
região de Campinas por pequenos agricultores familiares e baseado no modelo de
economia colaborativa sustentável. “Desde
2014 trabalhamos o Cestão em Campinas
e região e a partir daqui expandimos para
outras cidades e estados do Brasil.”
Outro projeto importante, segundo
Agnaldo, é o Curso de Agricultura Biodinâmica “A magia da Terra”. “Através do curso
pode-se praticar e vivenciar os fundamentos da Agricultura Biodinâmica em 5 módulos com duração de 6 meses. O curso
é ministrado numa fazenda centenária na
cidade de Itatiba próximo a Campinas”.
REVISTA MERCADO RURAL
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Peixes ornamentais
PISCICULTORES COBRAM INCENTIVO
A piscicultura ornamental começou a
ganhar força no Município de Patrocínio do
Muriaé, em Minas Gerais, em 1999 e desde
então vem se consolidando como a principal
atividade e fonte de renda do produtor rural.
Hoje, os produtores estão organizados
em uma associação que surgiu em 2006
com o apoio do executivo municipal e do
Sebrae. Atualmente a AAQUIPAM – BMA Associação dos Aquicultores de Patrocínio
do Muriaé e Barão do Monte Alto – conta
com associados dos 80 piscicultores localizados nos dois Municípios.
Atualmente cada associado produz
cerca de quatro mil unidades de peixes por
mês, volume que ainda não é suficiente
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JUNHO 2016
para atender à demanda nacional, uma vez
que os peixes ornamentais são cada vez
mais procurados como um pet. De acordo
com o presidente da Associação, Getúlio
Dias Leite, o apoio governamental seria
uma forma dos aquicultores aumentarem
a produção. “O governo deve incentivar
fornecendo profissionais que prestem assistência técnica ao produtor, além de criar
linhas de créditos específicas para a atividade, pois isso acontece apenas em algumas regiões e não abrange a todos”.
Apesar da importância da piscicultura
ornamental região da Zona da Mata enquanto fonte de renda para a agricultura
familiar, para Getúlio, a atividade ainda não
tem a força que deveria ter. Fato que pode
se modificar a partir da instalação do Polo,
já previsto em lei. “Esperamos que com a
efetiva criação do Polo os piscicultores tenham acesso à assistência técnica especializada e que haja colaboração no processo
de registro da piscicultura”.
As variedades produzidas são Betta,
Colisa, Guppy, Molinésia, Tricogaster, Acarás Bandeira e Disco, Mexerica, Melanotaenia, Oscar, Plati, Carpa e Kinguio.
REVISTA MERCADO RURAL
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Megaleite 2016
A 13ª edição da Megaleite que sempre
acontecia em Uberaba (MG) foi transferida
para Belo Horizonte e os resultados foram
positivos. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a Megaleite reuniu toda a cadeia produtiva do leite em torno do grande evento e mostrou
a potencialidade do setor, tanto que foi
registrado faturamento superior a quatro
milhões com as vendas em oito leilões e
dois shoppings, mais que o dobro em relação ao evento realizado em 2015. Aproximadamente 75 mil pessoas passaram pela
Megaleite, que aconteceu entre os dias 21
e 26 de junho no Parque da Gameleira.
LEILÕES E SHOPPING
No ano passado foram realizados quatro leilões que geraram
R$1.818.020,00. Este ano o valor total dos
leilões ultrapassou R$ 3 milhões com a
venda de mais de 300 lotes.
Animais Girolando e Holandês foram
negociados durante toda a Megaleite pela
Fazenda Barreiro Alto no Shopping Genética
do Futuro. Também foram realizadas vendas
diretas de animais, de material genético e
de diversos produtos pecuários pelos expositores e 80 empresas presentes na Megaleite. De acordo com a assessoria do evento,
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FATURAMENTO 127,8%
MAIOR E QUEBRA
DE RECORDES
os valores gerados com essas vendas ainda
não foram totalmente contabilizados, mas
informações preliminares apresentam cifras
que ultrapassam R$10 milhões.
TORNEIO LEITEIRO
Outras marcas batidas são em relação
ao número de Girolando inscritos e à produção de leite no concurso. Várias raças
competiram na pista da Megaleite, que reuniu no total 1.400 animais de mais de 240
expositores. A 27ª Exposição Nacional de
Girolando contou com 781 animais inscritos, novo recorde de participação da raça.
No Torneio Leiteiro, com 24 fêmeas
participantes, houve a quebra de 4 recordes. A vaca Capitu FIV Agro SD conquistou o título de Grande Campeã ao atingir
uma produção de 270,540 kg/leite em 9
ordenhas e média de 90,180 kg/leite. Com
esse desempenho, ela passa a ser a nova
recordista (entre as vacas 5/8) de todas as
edições da exposição. Entre as fêmeas 1/4,
a recordista é a vaca Liberdade FIV Teatro
que produziu 150,700 kg/leite. A recordista
entre as fêmeas 1/2 é a novilha Solar do Engenho Bélgica que, além de ser recordista
da Megaleite, é recordista nacional.
A raça Gir Leiteiro realizou durante a
Megaleite sua 8ª Exposição Internacional
e contou com 358 animais inscritos. A raça
Holandesa teve 152 animais inscritos para
a 25ª Exposição de Gado Holandês de Minas Gerais – Exphomig 2016, que ocorreu
dentro da programação da Megaleite. Já
a 32ª Exposição Nacional da Raça Pardo-Suíça teve julgamento 64 animais. Além
disso aconteceu a Mostra Especial da Raça
Jersey com 45 exemplares.
A Megaleite seguiu ainda com assinatura de convênio de acordo internacional.
Associações de criadores de Honduras e
Costa Rica receberão a assistência técnica
da entidade brasileira para que possam registrar animais Girolando em seus respectivos países. O compromisso foi firmado por
meio de convênio de cooperação técnica.
Projetos educacionais voltado para
crianças em espaço didático e interativo foi
montado no evento. Outro evento ocorrido na Megaleite foi o Concurso Queijo Minas Artesanal, com matéria nesta edição da
Revista Mercado Rural. Homenagens foram
feitas a várias entidades pela contribuição
ao crescimento da raça Girolando que
completa 20 anos em 2016.
Soja
RECORDE BRASILEIRO DE EXPORTAÇÃO
No primeiro trimestre de 2016 o Brasil
vendeu 38,5 milhões de toneladas de soja.
Deste total, 75% foi destinado às exportações para a China. Em 2015, no mesmo período, o volume de exportações registrou
32,2 milhões de toneladas do grão, dos
quais 76% foram para os orientais.
Representantes da Associação Nacional
dos Exportadores de Cereais (Anec) acreditam que as recentes compras da China
parecem reforçar o estreitamento da relação com o Brasil. As expectativas na Anec
é que o país fechará o ano com 75 milhões
de toneladas embarcadas ao exterior, 4%
mais que o volume exportado em 2015. O
aumento da produtividade está associado
aos avanços tecnológicos, ao manejo e eficiência dos produtores.
Cultivada especialmente nas regiões Centro Oeste e Sul do país, a soja
se firmou como um dos produtos mais
destacados da agricultura nacional e na
balança comercial. Os municípios que
mais produzem soja no Brasil estão nos
estados do Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Paraná e Goiás.
REVISTA MERCADO RURAL
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Brucelose
A VACINAÇÃO É A MELHOR FORMA
DE PREVENIR A DOENÇA
Retenção da placenta, juntas inchadas
(artrite), bolsa escrotal inchada e aborto
entre o sétimo e nono mês de gestação
são os sintomas de uma grave doença que
ataca bovinos, suínos, equinos, caprinos e
ovinos: a brucelose.
Causada pela bactéria chamada Brucela, a doença não tem cura, pode ser transmitida aos seres humanos e a vacinação é
a única forma de evitá-la.
De acordo com informações do Ministério da Agricultura, a brucelose bovina é uma
das zoonoses mais difundidas no mundo e
tem como principal sinal clínico o aborto,
com consequente queda na produção de
carne e leite. No Brasil, a doença é endêmica
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e existe heterogeneidade entre as regiões
quanto a sua prevalência, variando de 0,06 a
10,2% de fêmeas infectadas. As incidências
mais baixas estão nos estados da região Sul.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Grácia Maria Soares
Rosinha, “as principais perdas econômicas
estão relacionadas a abortos, baixos índices reprodutivos, ao aumento no intervalo
entre partos, à diminuição na produção de
leite e morte de bezerros”.
TRANSMISSÃO
Quando a fêmea infectada aborta ou
dá cria, a bactéria causadora da doen-
ça contamina os alimentos, estábulos,
água, pastagens e até mesmo outros
animais. Isso ocorre por meio dos restos de placenta, do feto abortado ou do
corrimento vaginal.
A brucelose causa prejuízos importantes à pecuária e pode ser transmitida para
o homem. Os humanos são infectados
ao entrar em contato com os animais, ou
consumir produtos animais contaminados com a bactéria, em especial laticínios
produzidos com o leite não pasteurizado.
Os sintomas, no homem, são similares aos
da gripe, incluindo febre, dores e fraqueza.
Nos casos mais graves, pode acometer os
rins, fígado e coração.
VACINAÇÃO E PREVENÇÃO
A vacina é aplicada somente uma vez
em bezerras com idade entre três a oito
meses. No Brasil, é aplicada a vacina B19,
por profissionais autorizados. Uma única
dose protege a fêmea por toda a vida. Os
machos não são vacinados.
Para prevenir a contaminação, os fetos
abortados devem ser enterrados, assim
como restos de placenta e animais mortos.
A aquisição de bezerras deve ser cautelosa,
com exigência da vacinação ou certificado
negativo para a Brucelose.
REVISTA MERCADO RURAL
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REVISTA MERCADO RURAL
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Equinos
Para que os equinos desempenhem
bem suas atividades, seja em trabalho,
competições, lazer ou terapias, é imprescindível que o criador invista em uma
nutrição equilibrada. De acordo com o
zootecnista e especialista em nutrição
animal, Cláudio Augusto Pinto, a alimentação dos equinos corresponde a um
percentual significativo do total de custos, mas que pode apresentar custo menor. “Conhecer os tipos de alimentos que
podem ser utilizados na dieta dos animais, bem como suas limitações de uso
para atender a exigência nutricional dos
animais, reduz custos sem que haja perda no desenvolvimento, desempenho e
no bem estar dos equinos”.
Para a implantação de um programa
nutricional adequado, criadores e técnicos
devem trabalhar em conjunto em todas as
etapas envolvidas na alimentação animal,
desde a produção do alimento que compreende o volumoso e os grãos, passando pelo
controle de qualidade, análise bromatológica, balanceamento, mistura adequada, estimulação do consumo e monitoramento do
desempenho até chegar no equilíbrio entre
alimentação e saúde dos animais.
NUTRIÇÃO EQUILIBRADA E BOA
GESTÃO PODEM REDUZIR CUSTOS
ALIMENTAÇÃO
BALANCEADA
O zootecnista explica ainda que,
em relação ao balanceamento entre
alguns nutrientes e minerais essenciais
na alimentação dos equinos, “é imprescindível que pelo menos 50% da energia digestível da dieta venha do volumoso e a água limpa e disponível pode
ser um fator limitante da dieta, pois são
consumidos pelo animal de 2 a 3 litros
de água para cada quilo de matéria
seca consumido”.
Outros fatores limitantes na dieta
total listados por Cláudio Augusto são a
matéria prima da ração, a relação entre
cálcio e fósforo e as porcentagens de
amido, gordura, fibra bruta e óleo.
Diante disso, independente do processo de fabricação, fica fácil entender
que as rações balanceadas apresentam
inúmeras vantagens quando comparadas às tradicionais misturas de sementes, uma vez que oferecem, ainda, maior digestibilidade e destruição
de organismos patogênicos, além de
maior palatabilidade.
ROTINA DE ALIMENTAÇÃO
Quanto à rotina de alimentação que
deve ser aplicada aos equinos, Cláudio explica que, para animais em manutenção são
necessários dois tratos; três para potros, garanhões e trabalho leve e quatro tratos para
animais em trabalho intenso. “A rotina do
trato também é de suma importância observando o horário certo e a não interrupção de
dias. É interessante que a primeira refeição do
dia seja o concentrado com intervalo de pelo
menos uma hora para novo fornecimento
de volumoso o que melhora a absorção e
aproveitamento do concentrado”. Fornecer
o concentrado para o animal em completo
jejum, segundo o veterinário, pode levar ao
que é denominado boom de fermentação.
Cláudio explica ainda que um bom planejamento alimentar é necessário principalmente quando se trata de equinos, pois é um
animal cuja fisiologia não condiz com seu “estereótipo”. “Vários fatores deverão ser levados
em consideração mas, o mais importante é
saber entender a natureza do animal, um herbívoro, com milhares de anos, mas ainda em
plena evolução, evolução essa que não acompanhou a evolução das tecnologias”, conclui.
RT - Cláudio Augusto Pinto
Nutrição Animal - CRMV 1963-Z
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REVISTA MERCADO RURAL
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ventilado e ao mesmo tempo fechado. Identificar o produto como tóxico é importante.
APLICAÇÃO
Agrotóxicos
UTILIZAR COM SEGURANÇA
EVITA ACIDENTES E MULTAS
Os agrotóxicos químicos utilizados em
controle das pragas que atacam a agricultura são considerados veneno e, como tal,
devem ser manuseados com muita cautela. Cuidados especiais tanto na comercialização quanto no uso do produto podem
evitar a toxidade para o homem, para os
animais e para o meio ambiente.
Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de
Agropecuária (IMA) é a autarquia responsável pela fiscalização do comércio, armazenamento e uso dos agrotóxicos liberados
para uso. Para exercer este papel com eficiência é cobrada a aplicação de normas
legais e de segurança, inclusive com possibilidade de penalidades ao infrator.
Minas Gerais se consolida como referência na fiscalização de agrotóxicos no país. Embora seja o sexto do ranking brasileiro no consumo desse insumo agrícola, o Estado lidera
as ações de fiscalização com 27% do total nacional. Com estas ações, o Instituto Mineiro
de Agropecuária (IMA) reforça o objetivo de
manter uma oferta de alimentos de qualidade
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e coibir o uso indiscriminado de agrotóxicos.
A primeira importante observação diz
respeito à aquisição comercial do agrotóxico que só pode ser adquirido mediante
apresentação de receita agronômica emitida por profissional habilitado. Na receita
deve conter informações sobre a quantidade, época de aplicação, cultura indicada,
destino das embalagens vazias, período de
carência e também sobre a proteção do
trabalhador e do meio ambiente.
TRANSPORTE E
ARMAZENAMENTO
Adquirido, é hora de transportar corretamente. É importante que o produto seja bem
acondicionado para que não haja danificação
de sua embalagem. A nota fiscal deve sempre acompanhar o agrotóxico e este nunca
deve ser transportado juntamente a pessoas,
alimentos, animais e outras mercadorias.
O armazenamento ideal é em prateleiras,
em locais exclusivos, sem umidade, iluminado,
Durante o manuseio e aplicação de agrotóxico é obrigatório usar Equipamento de
Proteção Individual (EPI) para proteção contra risco de intoxicação. Máscara protetora,
óculos, luvas, avental, botas, capacetes e roupas compridas compõem um bom aparato.
Obedecer às instruções da receita e
orientações da bula, ao intervalo de segurança e ao período de exposição de pessoas e animais às áreas tratadas é primordial.
A pulverização deve ser feita nas horas mais
frescas do dia e sempre a favor do vento.
EMBALAGENS VAZIAS
No estado de Minas Gerais, por lei, toda
e qualquer embalagem vazia de agrotóxico
deve ser devolvida em postos ou centrais
de recebimento pelo prazo de até um ano
após a compra. Em caso de não cumprimento desta obrigação, por exemplo, o usuário pagará multa no valor de R$ 3.278,91.
Já a produção, manipulação, comercialização, armazenamento e utilização de
agrotóxico sem registro gera uma multa de
R$ 10.641,00, de acordo com a Lei nº 10.545/1991.
INTOXICAÇÃO E ACIDENTE
Em caso de acidente, a parte do corpo em
contato com o produto deve ser lavada com
água e sabão neutro em abundância. No caso
dos olhos, usar apenas água. O atendimento
médico deve ser providenciado com urgência.
Em derramamento do agrotóxico no
chão, deve-se jogar cal virgem no local e
fazer a limpeza após 48 horas. O caso deve
ser informado ao órgão responsável.
REVISTA MERCADO RURAL
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Mosca-dos-chifres
BESOURO AFRICANO
GARANTE CONTROLE
BIOLÓGICO
Considerada uma das piores pragas de
bovinos no Brasil, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é um inseto hematófago
que possui picada dolorosa que causa irritação nos animais gerando perda de 60ml
de sangue por dia, além de perda de peso
e queda na produção de leite.
A mosca vive aproximadamente de
quatro a seis semanas. Na região central do
Brasil, desenvolve-se durante todo o ano,
diminuindo a produção no período mais
seco. Em picos de infestação, pode haver
de 5 mil a 10 mil moscas em cada animal,
o que causa muitos danos aos animais e
consequentemente à produção.
O ciclo de desenvolvimento das moscas é influenciado pela temperatura ambiente e pela umidade e qualidade do bolo
fecal, uma vez que elas se desenvolvem nas
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fezes frescas de bovinos. No inverno, o ciclo
de desenvolvimento é prolongado por até
30 dias. Em épocas de chuva esse intervalo
cai para 9 dias. Assim sendo, a orientação de
especialistas é que os tratamentos estratégicos de combate ao inseto sejam iniciados
na primeira quinzena de outubro e na última de março. Por tratamentos estratégicos
entendem-se os banhos de pulverização
com medicamentos apropriados ou aplicação de inseticidas no dorso dos animais. Essas ações conseguem controlar a infestação
no período chuvoso que é o mais propício
para infestação da mosca-dos-chifres.
BESOURO AFRICANO
Além dos tratamentos estratégicos,
outra medida que auxilia no controle das
moscas é a manutenção de um ambiente
favorável ao desenvolvimento do besouro africano, também conhecido como
“rola-bosta”. O besouro também utiliza as
fezes frescas para construção das peras
de gestação e também para alimentação
de suas larvas. Os machos constroem galerias no solo, abaixo do bolo fecal, levando as fezes. Essa eficiência no enterrio das
fezes compromete o desenvolvimento
das larvas das moscas.
A utilização dos besouros podem reduzir em até 40% as moscas-dos-chifres, além
de diminuir a liberação de amônia presente
nas fezes, que é um elemento tóxico à pastagem. Também favorece a rebrota do capim
e melhora a fertilização do solo, uma vez que
as fezes enterradas favorecem a absorção de
nutrientes pelas raízes das pastagens.
Fonte de pesquisa:
Boletim Técnico – nº 94 – 2010 - Epamig
REVISTA MERCADO RURAL
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ExpoZebu 2016
Entre os dias 30 de abril e 7 de maio
de 2016, Uberaba (MG) sediou a 82ª ExpoZebu, promovida pela Associação Brasileira
dos Criadores de Zebu (ABCZ) e maior exposição da pecuária zebuína no mundo. O
tema desta edição foi “Genética Capaz de
Mudar”. Com extensa programação voltada
para o setor, a exposição apresentou também rodeios e shows de diversos artistas.
De acordo com a organização do evento mais de 160 mil visitantes passaram pela
exposição, dentre eles muitos estrangeiros.
Os leilões de animais são o maior atrativo aos
criadores e movimentaram neste ano mais de
34 milhões de reais em 24 leilões. Faturamento superior ao de 2015 na ordem de 11,3%,
mesmo diante do cenário de crise econômica
nacional. “Foi um resultado excelente. A ExpoZebu comprovou, mais uma vez, a força da
pecuária zebuína de corte e leite. Os negócios
em leilões e das empresas de insumos, produtos e serviços comprovam o bom momento da pecuária, em que pese as adversidades
da economia brasileira”, assinalou Luiz Claudio
Paranhos, presidente da ABCZ.
EXPOZEBU DINÂMICA
A Expozebu Dinâmica, mostra especializada em soluções para a pecuária e
apresentações práticas de equipamentos,
cultivares e insumos comprovou sua força.
Este evento recebeu mais de 3 mil visitantes
e obteve crescimento de 30% no número
de empresas participantes e resultados de
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MAIOR EXPOSIÇÃO DA
PECUÁRIA ZEBUÍNA DO
MUNDO MOVIMENTOU
MILHÕES EM LEILÕES
negócios em relação a 2015. “Os pecuaristas
podem acompanhar demonstrações sobre
as características das máquinas, dos cultivares, dos insumos, a área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, produção de leite e
pasto”, complementa Luiz Claudio Paranhos.
CONCURSO LEITEIRO
Tradicional e valorizado, o Concurso
Leiteiro da 82ª Expozebu premiou vacas em
categorias por raças: Gir, Guzerá, Sindi e a
raça Guzolando que participou do concurso pela primeira vez. Além do Concurso Leiteiro Natural 2016 que teve como grande
campeã em produção de leite a vaca adulta
Geada FIV Badajós (Gir), com produção total
de 105,12 kg e média diária de 21,02 kg.
NOVIDADES DO PMGZ
Os novos indicadores genéticos dos
rebanhos participantes do PMGZ -Programa de Melhoramento Genético Zebuíno
– foram divulgados na ExpoZebu: implementação de cinco novas características
(DEPs): peso ao ano, perímetro escrotal ao
ano, stayability, área de olho de lombo e
acabamento de carcaça; módulo avançado:
reposição e descarte de matrizes, mudanças
fenotípicas anuais, origem das matrizes e
impacto da genética materna; e fenótipo
de animais FIV/TE nas avaliações genéticas:
as pesagens dos animais oriundos das biotecnologias de FIV ou TE, desde que os produtos tenham sido gestados em vaca zebuína, foram incluídas nas avaliações genéticas.
PRESTÍGIO POLÍTICO
O Conselho Nacional dos Secretários
de Estado da Agricultura, o Conseagri, reuniu o Secretário de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz
Reis Filho; secretários estaduais de Agricultura de dez estados e representantes
de entidades importantes, como Embrapa Brasília, Epamig Oeste, Emater, IMA e
Secretaria Municipal de Desenvolvimento
do Agronegócio de Uberaba. A realização
de uma conferência nacional para propor
nova sistemática para a agricultura nacional, como a implantação da ATER (Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e Pesquisa Agropecuária e Inovação,
Defesa Agropecuária, Abastecimento e
Segurança Alimentar e sobre o Cadastro
Ambiental Rural foi assunto da pauta.
A reunião teve a participação do deputado Federal e presidente da Frente
Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA),
Marcos Montes, e do presidente da ABCZ,
Luiz Claudio Paranhos.
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Laboratório LinkGen
CREDIBILIDADE, QUALIDADE, ÉTICA E RESULTADO
As atividades do Laboratório LinkGen
Biotecnologia, com sede em São Paulo, foram iniciadas em 1996 e marcaram o pioneirismo na realização de exames usando a
técnica de DNA para a verificação de vínculo
genético na área veterinária na América do
Sul. Naquela época um ou outro produtor
rural conhecia a técnica que, na verdade, não
se difere do DNA feito em humanos. A realização do teste é igual com os animais, o que
ocorre é que regiões específicas são analisadas, já que são espécies diferentes. “Em 1996
muita atenção era dada ao teste de DNA na
área humana no Brasil e, como no exterior o
teste de DNA já estava sendo usado na área
veterinária, surgiu a ideia de atuarmos neste
segmento no qual a comprovação de vínculo genético era feita por tipagem sanguínea,
um teste bem menos preciso do que a técnica de análise do DNA”, explica Sergio Paulo
Bydlowski, sócio da empresa.
Um trabalho de divulgação do serviço
foi realizado com afinco e mostrou que a
análise do DNA gerava resultados mais
confiáveis. De acordo com Cynthia Rachid
Bydlowski, sócia na LinkGen, “a Associação
Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha se interessou e introduziu, no
início de maneira tímida, o teste de DNA
para a verificação de parentesco em casos
onde a paternidade não era comprovada.
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Consideramos este início nossa maior conquista. Não foi um trabalho fácil. Vencer as
resistências naturais a qualquer mudança
foi nosso maior obstáculo”.
ACREDITAÇÃOPELOINMETRO
Atualmente o laboratório realiza o
exame de Genotipagem (perfil genético) para a verificação de parentesco em
equinos, bovinos, ovinos e caprinos, assim
como testes para verificar a presença de
genes para doenças genéticas: HYPP em
Equinos, BLAD, DUMPS, CITRULINEMIA e
deficiência de fator XI em bovinos; para
cor de pelagem em equinos: homozigose para tobiano, preto e tordilho; e o mais
recente, sexagem de aves e genotipagem
para comprovação de parentesco de aves
e cães. Tudo sempre obedecendo à legislação brasileira, cumprindo todos os requisitos para o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura (MAPA). Tanta ética,
compromisso e responsabilidade conferiram ao LinkGen o Certificado de Acreditação pelo Inmetro segundo à ISO 17025.
A acreditação laboratorial demonstra a
seriedade e a qualidade dos serviços prestados. Exames só podem garantir resultados precisos se forem utilizados métodos
e técnicas que garantam a qualidade e os
resultados. E disso o LinkGen entende.
Para a realização dos testes são usados
equipamentos importados de última gera-
ção. “Trabalhamos para oferecer alta qualidade técnica e de atendimento aos nossos
clientes, associações e criadores interessados na identificação genética e outros testes genéticos. A identificação é necessária
para o Registro Genealógico e também
agrega valor na comercialização do animal.
Nosso atendimento é personalizado: para
nós cada cliente é único”, comenta Cynthia.
A IMPORTÂNCIA
DO EXAME DE DNA
Ainda segundo Cynthia Bydlowski, a
técnica de análise de DNA mais utilizada
hoje no Brasil e regulamentada pelo Ministério da Agricultura (MAPA) para a comprovação de parentesco é a de microssatélites.
“Esta técnica consiste na detecção de pequenas sequências de DNA nas amostras
em processo de análise. As sequencias
denominam-se marcadores moleculares.
A comprovação do vínculo genético faz-se pela comparação dos marcadores de
determinado produto (filho) com os marcadores de seus genitores”.
A análise de DNA, por ter maior precisão, aumenta a confiança na comprovação
de origem para obtenção do registro genealógico. E isto, consequentemente, interfere no valor comercial dos rebanhos. “Este
aumento na confiança, gerando uma maior
segurança no registro genealógico, possibilitou que técnicas como Inseminação
Artificial, Transferência de Embrião e outras
fossem mais utilizadas. Estas técnicas possibilitam um aumento do rebanho em menor tempo, uma seleção genética melhor,
além de possibilitar a fecundação de uma
matriz através do sêmen de um touro com
características genéticas desejáveis mesmo
depois de sua morte”, explica Cynthia.
APRIMORAMENTO
O Laboratório LinkGen conta com
uma equipe de profissionais especializa-
Equipe Linkgen
da e está sempre preocupado com sua
base científico-tecnológica. Tanto que
já realizou quatro projetos de pesquisa
com o apoio da Fapesp (Fundação de
Amparo a Pesquisa do Estado de São
Paulo). “Estes projetos visam um aprimoramento da técnica, assim como o
desenvolvimento de novos testes para
serem oferecidos aos clientes. Nós inves-
timos em pesquisa na área de inovação
tecnológica, contando, para isso, com
apoio de instituições, além de recursos
próprios. Temos como essência de trabalho o bem estar dos nossos clientes, seja
no atendimento, no desenvolvimento do
trabalho ou na pós-venda. Essas características fazem parte da identidade da
LinkGen”, finaliza Cynthia.
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Queijo de Tiradentes é o melhor
queijo artesanal de Minas
A Emater-MG em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura e com
a Associação Brasileira dos Criadores de
Girolando promoveu o 9º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. A disputa
aconteceu no dia 23 de junho, no Parque
da Gameleira, em Belo Horizonte, durante
a Megaleite 2016. Foram escolhidos os cin-
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co melhores queijos de Minas Gerais, entre
27 concorrentes. O Concurso Estadual do
Queijo Minas Artesanal tem como objetivos valorizar e divulgar uma das mais tradicionais iguarias de Minas Gerais.
O queijo vencedor é de Tiradentes, região
do Campo das Vertentes, produzido por Lúcia
Maria Resende que fabrica, em média, dez
queijos por dia, comercializados na região.
Sabor da Serra é o nome do queijo vencedor
que foi avaliado, juntamente aos outros, de
acordo com critérios de apresentação, cor,
textura, consistência, paladar e olfato. A comissão julgadora do concurso foi formada por
nove integrantes. Entre eles, profissionais da
extensão rural, inspeção e gastronomia, além
de pesquisadores e professores universitários.
Participaram do concurso concorrentes das sete regiões produtoras de Queijo
Minas Artesanal: Serro, Canastra, Araxá,
Campo das Vertentes, Cerrado, Triângulo
Mineiro e Serra do Salitre. Todos os produtores recebem orientação da Emater-MG e
têm suas queijarias cadastradas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Durante a premiação, a produtora Lúcia
Maria Resende, foi representada pelo técnico
da Emater-MG, Odair José Gerônimo, responsável pela assistência técnica na região.
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Agrishow 2016
FEIRA BATE RECORDE DE VENDAS E APRESENTA
NOVIDADES PARA O SETOR AGRÍCOLA
Entre os dias 25 e 29 de abril foi realizada em Ribeirão Preto (SP) a 23ª edição da
Feira Internacional de Tecnologia Agrícola,
a Agrishow 2016, que se consolidou não
apenas como a mais importante vitrine de
inovações, tendências e lançamentos para
o agronegócio, mas também como o local
ideal para que produtores rurais de todo o
Brasil encontrem boas oportunidades para
fechamento de negócios. Na feira é possível
ver máquinas e implementos que estarão
nas plantações, levando cada vez mais produtividade para o campo e, consequentemente, mais competitividade para o setor.
RECORDES
A realização de negócios no evento,
até o último dia da feira, contabilizados em
curto prazo, somava R$ 1,95 bilhão, superando a edição de 2014 que fechou em
R$1,9 bilhão. Já a 17ª Rodada Internacional
de Negócios obteve um recorde de US$ 18
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milhões de vendas, entre negócios fechados e futuros, com prospecções para os
próximos 12 meses, o que representa um
incremento de 23% em comparação com
a rodada anterior.
Outro recorde alcançado foi em relação
ao número de empresas nacionais inscritas:
46 fabricantes. O fato culminou na realização de mais de 400 reuniões com compradores da Argélia, Canadá, Colômbia, Egito,
EUA, Etiópia, México, Quênia, Senegal,
Tailândia e Zimbábue. Trata-se do Projeto
Comprador, organizado pelo Programa
Brazil Machinery Solutions, em parceria com
a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e
a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).
As 800 marcas expositoras presentes realizaram os lançamentos do ano na
Agrishow 2016. Os 152 mil visitantes, predominantemente compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande
portes do Brasil e do exterior, puderam ver
novidades em máquinas e implementos
agrícolas, tecnologias para a agricultura
de precisão, soluções para irrigação e agricultura sustentável, insumos para diversos
tipos de culturas, lançamentos para a pecuária, além de tendências inovadoras para
o agronegócio do futuro.
PRÓXIMA EDIÇÃO
Para a edição 2017, a organização pretende trazer novidades em termos de infraestrutura e soluções tecnológicas que
contribuam para a visitação dos profissionais
do agronegócio. Neste ano, por exemplo, foi
implantada a venda de ingressos online, que
facilitou a entrada dos visitantes; foram inseridas novas ferramentas no APP da Agrishow,
que trouxeram mais agilidade e organização
para uma visita organizada do produtor rural;
e foi desenvolvido o canal de conteúdo exclusivo com informações relevantes do setor.
A Agrishow 2016 é uma iniciativa das
principais entidades do agronegócio no
país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq– Associação Brasileira da
Indústria de Máquinas e Equipamentos,
Anda – Associação Nacional para Difusão
de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo
e SRB - Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Exhibitions, integrante
do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento
do mundo com capital aberto.
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Cacau
MELHORIAS NA
PRODUÇÃO REACENDE
OTIMISMO DOS
AGRICULTORES
Uma cifra de R$14 bilhões por ano é
o que movimenta o agronegócio do cacau no Brasil, segundo dados da Comissão
Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira
(Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A safra estimada para este ano é de 263
mil toneladas, conforme levantamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números trazem otimismo
aos produtores, pois em 2015 foi registrada
uma queda para 255 mil toneladas em relação a 2014, que fechou com 278 mil.
O relatório da Ceplac, publicado em
2015, registrou safra recorde nos últimos
19 anos. “Depois da queda da produção em
1995, que se encontrava em 296,7 mil toneladas, foi parar no fundo do poço com 170
mil toneldas em 2003, com recuperação no
decorrer do período”, aponta o documento.
EXPORTAÇÕES
A retomada das exportações é outro
fator importante que aumenta a expectativa dos produtores. A Bahia, principalmente
o Sul do estado, maior produtor de cacau
do país, ficou afastada do mercado externo
por causa da “vassoura-de-bruxa”, uma praga que deixa os ramos do cacaueiro secos
como uma vassoura velha e arruinou as lavouras da região por longos períodos,
forçando o país a importar o produto.
Com o retorno à exportação de
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amêndoas de cacau, os produtores brasileiros
buscam investir cada vez mais em tecnologia
e melhoria da produção, trabalhando de forma integrada com órgãos governamentais e
empresas de assistência técnica no setor. No
ano passado, foram exportadas pelos agricultores baianos, 6,6 mil toneladas de amêndoas
de cacau – avaliadas em R$ 15 milhões.
PRODUÇÃO
O município de Canavieiras é considerado o berço do plantio de cacau na Bahia,
mas é em Ilhéus, devido ao clima e solo
favoráveis, que se encontra a maior produção da fruta, 95% do cacau brasileiro está
na região. O segundo maior produtor do
país é o Pará. De acordo com o Ministério
da Agricultura, a produtividade das lavouras é de 416 kg/hectare por ano.
PREOCUPAÇÃO
De acordo com a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), um dos grandes entraves
é o risco fitossanitário decorrente
da entrada do produto importado
no Brasil, já que outras pragas vindas de fora podem amea-
çar novamente as lavouras. Sobre a vassoura-de-bruxa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
reforça que o controle desta praga deve ser
feito logo no início, porque ela se espalha de
forma muito rápida pelo vento e pela água.
RESULTADOS
A Ceplac atribui os bons resultados às
formas inovadoras no manejo da lavoura,
que incluem sistemas de fertilização e fertirrigação e às conquistas com as pesquisas
de melhoramento genético do cacaueiro,
que permitiram o uso de clones de alta
produtividade, disponibilizando aos produtores uma série de 55 cultivares e nove
linhagens de cacaueiros já registradas.
No Brasil, o dia do Cacau é celebrado em
26 de março e reverenciar esta fruta sem lembrar do chocolate é praticamente impossível.
A expectativa é que o mercado desta gostosura movimente cerca de R$ 2,7 bilhões neste
ano. Em 2015, os números foram de 2,67 bi.
Além do otimismo na produção de cacau
e do crescimento do mercado, a fruta possui
propriedades antioxidantes e benefícios para
a saúde, assunto que podemos retomar em
outra edição. Por enquanto, vamos torcer para
que os números positivos e o aprimoramento das lavouras se consolidem.
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56ª Exposição Estadual Agropecuária
RECORDE DE PÚBLICO
E NOVAS ATRAÇÕES
Tradicional em Minas Gerais, a Exposição
Estadual Agropecuária realizou sua 56ª edição entre os dias 31 de maio e 5 de junho,
no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte
(MG). Pecuaristas, produtores rurais, profissionais do agronegócio e estudantes de áreas
afins se uniram a um público recorde de 55
mil pessoas, durante os seis dias de evento.
Neste ano, além dos tradicionais julgamentos de raça e leilões, uma série de
novas atrações surpreendeu o público que
respondeu positivamente. Foram ministrados diversos cursos e palestras técnicas sobre temas como sanidade animal, doenças
nos rebanhos e crédito rural. A mostra e o
concurso de peixes ornamentais, a exposição de flores e folhagens, bem como a
Feira do Pró- Genética e Pró-Fêmeas, agradaram em cheio aos participantes.
1ª FEIRA PRÓ-GENÉTICA
E PRÓ-FÊMEAS DE BH
Promovida pela primeira vez, a feira
disponibilizou para venda animais da mais
alta qualidade de criadores filiados à As-
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sociação dos Criadores de Girolando e à
Associação Brasileira dos Criados de Zebu
(ABCZ). Foi dada a oportunidade a pecuaristas de pequeno e médio porte de adquirirem animais de padrões elevados geneticamente para melhoria do rebanho.
Segundo o coordenador de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, os animais comercializados “são livres de
doenças como brucelose e tuberculose, e
possuem registro genealógico”. Foram vendidos oito machos das raças guzerá, senepol e tabapuã e oito fêmeas meio sangue.
ACARÁS E GÉRBERAS
Nos aquários, exemplares das espécies
betta, guppy, acará bandeira e killifish,
entre outros. Participaram do Concurso
Nacional de Peixes Ornamentais criadores
de Minas, Rio Grande do Norte, Paraná, São
Paulo e Rio de Janeiro entre outros. O aquário mais bonito eleito pelo voto do público
foi o de Belo Horizonte que apresentou espécies acará disco e neon innesi, ambas de
origem brasileira, oriundas de água doce.
Já no espaço das flores, a beleza e a
riqueza das espécies de flores do campo
representadas por crisântemos, gérberas e
lisianthus, arrancaram suspiros. As flores tro-
picais também chamaram a atenção com
destaque para as helicônias, bastão do imperador e sorvetão (Zingiber spectabile griff ),
apresentados por produtores de Rio Casca e
Região Metropolitana de Belo Horizonte. O
público ainda participou de minicursos de
arte floral, produzindo belos arranjos.
LEILÕES E VENCEDORES
Foram realizados três leilões que renderam a venda de 84 animais, totalizando
R$ 874 mil. O destaque foi para o leilão de
jumentos pega que contabilizou R$ 395
mil. Porém, o animal mais caro foi Rambo
de São João, um campolina arrematado
por R$ 45 mil.
Animais de diversas raças de criadores
de vários estados do país e de Minas Gerais desfilaram no gramado do parque. O
pônei Kojac D’Luca de Sergipe ficou com o
título de grande campeão nacional da raça
e também o de campeão dos campeões. A
novilha Brahman Miss 2322 Portobello, do
Rio de Janeiro, ficou em primeiro lugar na
categoria novilha menor. Ela tem 12 meses
e pesa 328 quilos. Já a fêmea guzerá Nanda
FIV Tiata, tem 20 meses e pesa 620 quilos.
De Curvelo (MG), o animal foi premiado
como a grande campeã da raça. .
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Nelore pintado
BELEZA EXÓTICA E FUNCIONALIDADE
Beleza, rusticidade e elegância definem bem a raça que representa 80% da
força produtiva da indústria da carne no
Brasil: nelore. Em sua maioria brancos ou,
vez ou outra, totalmente vermelhos, a mistura em pintas das duas cores marca o exotismo do Nelore Pintado.
Diferindo-se do nelore branco e dos vermelhos apenas na pelagem, o nelore pintado
existe há muitos anos no Brasil, mas apenas
recentemente em níveis históricos passou a
ser mais disseminado. De acordo com Adalton Pires Rodrigues, criador de Nelore Pintado no estado do Pará, “o nelore pintado veio
da Índia assim como o nelore branco na importação da década de 60 e ficou por muito
tempo concentrado na região sul do Brasil,
especificamente falando no Mato Grosso do
Sul. Mas como tinham poucos criadores selecionando a raça, pela dificuldade de opção
genética de acasalamento, o nelore pintado
não ficou tão conhecido na época”.
Com a consolidação da raça e a contribuição do marketing, os produtores, com
o passar do tempo, adquiriram maios conhecimentos e passaram a investir na raça.
“Nós, criadores de nelore pintado, passamos a usar touros da linhagem branca que
produzem filhos manchados para melhorar o gado pintado. Estamos difundindo a
raça e já temos vários criadores espalhados
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por quase todo o Brasil, como é o meu caso
aqui no Pará”, afirma Adalton.
MANEJO E ALIMENTAÇÃO
Por serem animais de clima tropical, a
adaptação do nelore pintado foi tranquila
em todas as regiões do Brasil, de acordo com
o criador. “Tanto no Sul que é mais frio, quanto aqui no Norte, ele responde e desenvolve
muito bem seu papel reprodutivo”. Os cuidados de manejo são os de praxe: vacinas,
tratamentos de rotina e oferecer uma vida
sem stress aos animais. “Procuramos não
estressar os animais e isso tem nos rendido
bons frutos nos índices reprodutivos como:
taxa de fertilidade, prenhes, natalidade, peso
no desmame, peso ao sobre ano, idade ao
primeiro parto e intervalo entre partos”. De
acordo com Adalton, foi feita recentemente
em seu plantel de nelore pintado um diagnóstico de gestação das matrizes e obtida
taxa de prenhes de 96,22%, quando a média
nacional da taxa de prenhes é 80%.
Adalton destaca ainda a adaptação do
animal em sistemas de criação extensiva.
“Se saíram muito bem em pastagens forrageiras e não precisam de grãos como complemento de suas dietas alimentares diárias”.
REPRODUÇÃO E MERCADO
Com o aumento do número de criadores aumentou as opções de touros nas centrais de sêmen e isso, consequentemente,
gerou mais facilidade na reprodução da
raça e disseminação do nelore pintado.
A comercialização do nelore pintado
encontra-se, segundo Adalton, numa situação onde a oferta é muito menor do que
a procura. “Desta forma o criador consegue
agregar mais valor ao produto. Temos que
enfatizar que o nelore pintado tem um valor
bom não só em decorrência de sua beleza
e pelagem diferenciada, mas porque, assim
como o nelore branco ou como o vermelho,
é excelente para corte e produção leiteira”.
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ECONOMIA
Café
COOPERATIVA AUMENTA VOLUME DE PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES
O aumento das exportações e a valorização do dólar incrementaram os negócios
da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), maior cooperativa de café arábica do mundo, que fica na
região Sul de Minas Gerais. O faturamento
da cooperativa em 2015 foi 57% maior do
que a receita gerada em 2014, contabilizando R$ 4 bilhões. Com isso, liderou mais uma
vez as exportações de café arábica no país.
As exportações cresceram 26%, o equivalente a 4,1 milhões de sacas de 60 quilos
de café verde tipo arábica, mesmo em um
ano de quebra da produção de café, que
foi prejudicada pela estiagem rigorosa.
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Para este ano, se a moeda americana continuar valorizada e se as condições climáticas
continuarem favoráveis, a meta da Cooxupé
é de faturar R$4,6 bilhões. Isso significa que
terão que ser exportadas 4,8 milhões de sacas de café de um total de 6 milhões de sacas,
o que representa alta de 15,38% em relação a
2015, ano em que foram comercializadas 5,6
milhões de sacas. Deste total, 5,2 milhões de
sacas forma entregues pelos cooperados, valor 15% maior do que a safra de 2014.
Pelo jeito a meta deverá ser alcançada,
pois a Cooxupé informou que a colheita da
safra de seus cooperados atingiu 34,5 por
cento da área total em 1° de julho de 2016,
em patamar mais avançado que no mesmo período do ano passado. No mesmo
período do ano passado a área dos cooperados correspondia a 21,9%.
Com faturamento em alta, os investimentos aumentam também. No ano
passado a área de atuação da cooperativa
foi ampliada com abertura de escritórios
em quatro municípios mineiros: Lambari,
Andradas, Nepomuceno, Cássia, e no município paulista de Altinópolis. Com o aumento de cidades na rede, o número de
cooperados também subiu. O ano de 2015
foi encerrado com 12.666 associados, 705 a
mais que em 2014.
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MEIO AMBIENTE
Grafeno
O extrativismo mineral sempre foi uma
das maiores atividades econômicas de
Minas Gerais, considerado o mais importante estado minerador do país, atividade
presente em mais de 250 municípios. Entre
a grande variedade da produção de bens
minerais, o grafite vem despertando grande interesse de pesquisadores, indústria e
governo. Mas não é em sua forma natural
e sim aliada à nanotecnologia, pois Minas
possui capacidade técnica e científica para
desenvolver algo bem mais valioso a partir
da esfoliação do grafite, o grafeno.
De acordo com a revista “Scientific
American Brasil”, o grafeno, uma das formas
cristalinas do carbono, é o material mais
forte já demonstrado, cerca de 200 vezes
mais resistente que o aço. É uma folha bem
fina e possui a espessura de um átomo. De
olho neste potencial econômico, considerado o novo “ouro negro” de Minas Gerais,
uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), por
meio do laboratório de Química de Nano-
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GRAFITE ESFOLIADO
DESPONTA COMO NOVO
OURO NEGRO DE MINAS
estruturas de Carbono (LQN); Universidade
Federal de Minas Gerais e o Governo do
Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig)
criou a primeira planta piloto do Brasil para
a produção de grafeno a partir da esfoliação do grafite. A iniciativa pioneira prevê
investimento de R$ 21,3 milhões em três
anos, para desenvolver a tecnologia e implantar a produção em escala piloto.
A produção de grafeno a partir do grafite natural agrega enorme valor a este mineral. Para se ter uma ideia deste potencial,
uma tonelada métrica de grafite é comercializada por cerca de US$ 1 mil no mercado internacional, uma tonelada métrica de
grafeno chega a valer quase 100 vezes esse
valor, podendo atingir US$100 por grama.
Um estudo realizado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG identificou cerca
de cem empresas relacionadas ao grafeno
no mundo. Se depender da qualidade dos
pesquisadores da área de nanotecnologia e
da disposição do governo em incentivar a
pesquisa para potencializar a produção mineira para além da extração, Minas Gerais
tem tudo para se despontar no desenvolvimento de grafeno, pois uma das maiores
reservas mundial de grafite está em Minas.
GRAFENO
Trata-se de camada plana de átomos
de carbono, da família do grafite e diamante. Possui propriedades muito interessantes: resistente, leve, flexível, quase transparente, e como excelente condutor poderá
substituir o silício na produção de alguns
equipamentos eletrônicos, tornando-os
mais rápidos, compactos e eficientes.
As aplicações do grafeno parecem infinitas: nanotecnologia, acesso mais veloz
à Internet, baterias mais duráveis e recarregáveis em poucos minutos, além de filtros
de água mais eficientes, cimentos mais
resistentes, motores mais econômicos e
menos poluentes.
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Madeireira e Serraria São Geraldo
TRADIÇÃO FAMILIAR GARANTE EXCELÊNCIA NOS NEGÓCIOS EM ITAPECERICA
Tudo começou por causa do carvão. O Sr.
Geraldo Arantes trabalhava com carvão e era
construtor. Montar uma madeireira não parecia ser um mau negócio e não foi. Em 1965
era inaugurada a Madeireira e Serraria São
Geraldo, em Itapecerica, município que fica
a 180 km da capital mineira, Belo Horizonte.
Apesar das dificuldades encontradas
como qualquer novo negócio encontra, a
Madeireira persistiu e passou pelas mãos
de outras pessoas da família. Logo depois
de Sr. Geraldo, quem assumiu foi seu filho, o
Sr. José Alves Arantes Neto, mais conhecido
como “Zé Gordo” e é ele quem relembra que
houve uma época em “que o transformador
da companhia de energia elétrica não suportava que todas as máquinas fossem ligadas”. O carregamento de caminhões foi
outro desafio, conforme relata o genro de
Zé Gordo e atual proprietário da Madeireira,
Ismael Elias Oliveira. “Havia esforço dobrado
para carregar os caminhões de tora. Não tinha o equipamento adequado e todos os
funcionários eram levados para o meio do
mato para carregar o caminhão”.
Mas a persistência falou mais alto e com
muito planejamento a empresa permanece
firme. Na Madeireira são comercializadas madeiras para telhado, telhas, porteiras, móveis
rústicos, portas e mourões. O atendimento
abrange a região de Itapecerica e toda a
zona rural. Atualmente são empregados 12
funcionários que mantém as regras de bom
atendimento e rapidez na entrega, fatores
chave segundo Ismael para adquirir a confiança dos clientes e torna-los fieis à empresa.
A esposa de Zé Gordo, Sra. Inês Aparecida Mendes Arantes foi quem administrou
o empreendimento antes do genro assumir.
Ela conta que as grandes parcerias feitas no
início foram importantes para que o negócio
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da família prosperasse. “Conseguir grandes e
importantes clientes nos primeiros anos foi
essencial para que nos firmássemos. Já fornecemos material para a Siderúrgica, Eletro
Manganês e para a prefeitura”, explica.
A falta de crédito que atinge o mercado
da construção civil em decorrência da atual
crise econômica afetou os negócios da famí-
lia que teve jogo de cintura para contornar
a situação. “Fizemos alguns ajustes de custos
e estamos conseguindo manter o negócio.
Acima de tudo, manter a excelência em nosso trabalho é primordial”, esclarece Ismael.
Para “Zé Gordo” manter o negócio criado pelo pai é gratificante, assim como perceber a satisfação dos clientes. “A Serraria
virou uma tradição da família e acho que
era um desejo do meu pai vê-la prosperar.
Hoje, somos reconhecidos e muito gratos
ao esforço de todos nossos colaboradores
e preferência de nossos clientes”, conclui.
REVISTA MERCADO RURAL
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20 ANOS NO BRASIL E LÍDER NO
SEGMENTO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
A Alta Genetics completa 20 anos no
Brasil e comemora os resultados positivos.
Em 2015 a empresa produziu seis milhões
de doses de sêmen, além do recorde de
2014 que foi quatro milhões de doses vendidas no mesmo ano. Números que colocam a empresa como líder no segmento
de inseminação artificial. “E ainda temos
muito para crescer já que 89% das matrizes no Brasil não são inseminadas. Temos
um longo caminho pela frente e estamos
confiantes já que a Alta conta com uma
equipe técnica qualificada que entende a
realidade do mercado e busca as melhores opções”, destaca Heverardo Carvalho,
Diretor da Alta Genetics.
De origem canadense, a empresa atua
em mais de 90 países com nove centrais
de coleta: Brasil, Estados Unidos, Canadá,
Argentina, Holanda e China. No Brasil, a
empresa está estrategicamente localizada
em Uberaba/MG e recebe mais de 12 mil
visitas por ano, sendo inclusive ponto turístico e conhecida pelos bonitos girassóis.
A central tem capacidade de 300 touros e
atende todas as exigências da Organização
Mundial de Saúde Animal e do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Tem ainda 88 escritórios regionais pelo País
e 700 técnicos em campo. A empresa também faz parte da Koepon Holding, uma das
maiores organizações privadas da agricul-
38 MILHÕES EM NEGÓCIOS
tura e agronegócios do mundo, com um
rebanho holandês de cinco mil matrizes.
Pensando no futuro, a empresa procura estar à frente do mercado e apresenta
novidades para o desenvolvimento da
pecuária brasileira: o Peak Genetics é um
programa inovador e exclusivo da empresa. O principal objetivo é a produção de
touros que se posicionem no topo da raça
em potencial genético, suprindo assim
a maior parte de demanda gerada pela
Alta e parceiros. A Alta também passa a
fornecer ao mercado colostro em pó para
a bezerra, logo após o nascimento. É indicado em casos em que a quantidade de
colostro materno seja inadequado para
atender às necessidades de transferência
passíveis ao bezerro. “O colostro também
pode ser usado após o primeiro dia de
vida como um ingrediente complementar
para a alimentação dos recém-nascidos”,
detalha Fábio Fogaça, Gerente de Leite
Importado da Alta Genetics.
Outro projeto importante é o ConceptPlus Corte. Este projeto exclusivo identifica
os touros de maior fertilidade em programas de Inseminação Artificial em Tempo
Fixo (IATF). Cerca de 700 fazendas parceiras,
com média de 550 inseminações cada, contribuem com informações para a central.
Após a coleta, os dados são expostos a um
criterioso método bioestatístico para reconhecer e validar o índice de fertilidade do
touro. Atualmente há mais de 80 técnicos
distribuídos pelo Brasil, sendo veterinários
da equipe da Alta, autônomos e de fazendas parceiras que cedem as informações de
IATF para compor a base do ConceptPlus.
Mais uma edição da Expocachaça aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 9 e
12 de junho, no Expominas. Dois importantes acontecimentos da cena cultural da
capital mineira dividiram harmoniosamente
o mesmo espaço pelo segundo ano: a Expocachaça e o BrasilBier. Em formato de feira e festival, os eventos uniram o que há de
melhor em entretenimento, diversão, gastronomia, cultura e negócios. Os visitantes
da Expocachaça apreciam desde 2015 outra
cadeia produtiva: a da cerveja artesanal.
O evento reúne toda a cadeia produtiva
do agronegócio da cachaça, de micro e peFotos: Whelington Nemeth
Alta Genetics
26ª Expocachaça:
quenas empresas, produtores, associações
e sindicatos e entidades do setor, empresas
de insumos, serviços, equipamentos, entre
outras.Durante os quatro dias, o Expominas
recebeu 41.532 visitantes, entre pagantes e
convidados, que puderam apreciar os 110
estandes, distribuídos em uma área 30%
maior em relação ao ano passado. O espaço ocupado neste ano foi de 10.000m².
Entre os produtos expostos, cervejas e cachaças para todos os gostos. Foram 83 marcas
de cerveja e 465 marcas de cachaça, de produtores de 22 estados brasileiros, entre eles
Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande
do Sul, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais,
Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
A praça gastronômica apresentou pratos de restaurantes tradicionais do estado.
Bandas de diversos estilos musicais como
sertanejo, rock e MPB animaram a festa
com shows em todos os dias do evento.
Considerando as negociações realizadas durante e após a feira em insumos,
equipamentos, serviços e produtos, a estimativa é que o evento alcance o número
de R$ 38 milhões em negócios gerados.
Esse número reforça ainda mais a importância da Expocachaça, já consolidada
como a maior e mais importante vitrine
do agronegócio da cachaça, tendo sido
responsável pela promoção e divulgação
da bebida nos mercados interno e externo.
Em 19 anos de evento, a Expocachaça
recebeu cerca de 2 milhões de visitantes e
ofertou 86 mil empregos. A maior feira de cachaça do mundo gerou em negócios, desde
a primeira edição, na feira e pós-feira, o equivalente a R$ 250 milhões em negócios.
Informações fornecidas por Alfapress
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JUNHO 2016
REVISTA MERCADO RURAL
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BEBIDAS
Caipirinha
Embora as pessoas inventem a todo
instante novos sabores e estilos para esta
bebida, não tem jeito, é a tradicional que
sempre agrada mais e até a que identifica
nosso país ao lado dos termos: futebol e do
carnaval. Limão, cachaça, açúcar e gelo, estes são os componentes reais da boa e tão
bem quista caipirinha.
Muito famosa em nosso país, a bebida
já ganhou inúmeras versões e variações:
caipivodka, caipifruta, caipirinha de manga,
de kiwi, de morango, de uva com manjericão, de manga, maracujá e até de pimenta.
Tem com vinho e também com saquê. Está
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JUNHO 2016
DE ONDE VEIO
A FAMOSA
BEBIDA?
em todos os bares e restaurantes brasileiros, para nossa alegria. Mas e qual será a
história dessa bebida?
Reza a lenda que no interior
de São Paulo, em 1918, uma
receita foi criada a partir da receita de xarope contra a gripe
espanhola. Essa receita levava
limão, alho e mel e, às vezes, um
pouco de cachaça. Num certo
dia, alguém resolveu tirar o
alho e o mel e colocar açúcar
para diminuir a acidez do limão.
Agradou! Nascia a Caipirinha.
REVISTA MERCADO RURAL
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TURISMO
IBEROSTAR HOTÉIS
& RESORTS BRASIL
IBEROSTAR Hotels & Resorts é uma rede
de resorts fundada em Palma de Mallorca
(Ilhas Baleares, Espanha) pela família Fluxá,
em 1986. Parte integrante do Grupo Iberostar, um dos principais consórcios turísticos
espanhóis com mais de 80 anos de história,
IBEROSTAR Hotels & Resorts tem atualmente
mais de 100 hotéis ao redor do mundo. Atualmente, a rede possui três grandes empreendimentos no Brasil, todos trabalhando no
sistema all inclusive, no qual estão incluídas
no valor da diária todas as despesas com alimentação, bebidas, taxas e gorjetas.
HOTÉIS IBEROSTAR
PRAIA DO FORTE E
IBEROSTAR BAHIA
O IBEROSTAR Praia do Forte Golf & Spa
Resort é um complexo hoteleiro localizado no Litoral Norte da Bahia, composto
por dois hotéis 5 estrelas: O IBEROSTAR
Bahia, inaugurado em 2006, e o IBEROSTAR Praia do Forte, aberto em 2008. O
primeiro está na categoria Premium e oferece cinco piscinas, academia,e atividades
de entretenimento, shows de música ao
vivo à noite e ainda, para crianças de 4 a 12
anos, os programas Miniclub e BabyClub.
A gastronomia de destaca em diferentes
especialidades: japonesa, mediterrânea,
steak house e francesa, além de um buffet
internacional e três bares. Todos os apartamentos têm varanda e vista parcial ou
72
JUNHO 2016
total das piscinas, dos jardins ou da praia.
Já o IBEROSTAR Praia do Forte é um resort de categoria Premium Gold com estrutura exclusiva e independente. Conta com
atrativos como serviço de quarto, restaurantes de diversas cozinhas – francesa, baiana,
oriental e surf & turf – e cinco bares. Tem seis
piscinas e quadras de squash e tênis, além
de brinquedo aquático. Os hóspedes do
IBEROSTAR Praia do Forte podem freqüentar
também a estrutura do IBEROSTAR Bahia.
Os hotéis do Complexo IBEROSTAR
na Praia do Forte possuem uma completa infraestrutura de lazer, com programas
de entretenimento, SPA, campo de golf e
fitness center, para que casais e famílias se
preocupem apenas em relaxar e se divertir.
SPA SENSATIONS BY
SPA COLLECTION
Situado entre os resorts IBEROSTAR
Bahia e IBEROSTAR Praia do Forte, o SPA
Sensations by SPA Collection oferece uma
vasta gama de tratamentos inspirados nas
propriedades benéficas da água e das algas
marinhas, cultivando a beleza e a saúde para
que os hóspedes se sintam como estrelas.
Apresenta excelente estrutura com 14 salas de tratamento, piscinas térmicas cobertas,
sauna e hamman (banho turco), a estrutura
oferece o SPA Kids e SPA Baby, espaços para
que as crianças possam relaxar enquanto seus
pais desfrutam de momentos de bem-estar.
IBEROSTAR GRAND
AMAZON HOTEL-SHIP
O primeiro projeto turístico do GRUPO
IBEROSTAR no Brasil foi o luxuoso navio-hotel categoria Grand Collection, a mais alta
do Grupo IBEROSTAR. Uma aventura pela
selva amazônica com conforto e requinte de um navio de cruzeiro: é isso que se
pode encontrar a bordo e nos passeios por
trilhas na maior floresta tropical do mundo, visitas à comunidade ribeirinha, shows folclóricos da região, pesca e passeios
de lancha. O navio ainda possui piscina e
sala fitness. Saindo do porto de Manaus, o
IBEROSTAR Grand Amazon navega durante o ano todo e opera dois itinerários com
programação exclusiva: um cruzeiro de três
noites pelo rio Solimões e outro de quatro
noites pelo Rio Negro.
NIGHT PASS - JANTAR
DO COMANDANTE
A IBEROSTAR lançou a oportunidade
inédita de visitar o Grand Amazon para o
night pass Jantar do Comandante, para
aqueles que querem embarcar em um
passeio noturno pela Amazônia. Todas as
quintas-feiras, de 19h à meia noite, o navio-hotel está aberto para um jantar de gala,
no sistema all inclusive (jantar, sobremesa,
bebidas alcoólicas e não alcoólicas, nacionais e importadas).
REVISTA MERCADO RURAL
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AUTOMÓVEIS
Duster Oroch
CONFORTO E VERSATILIDADE
A francesa Renault trouxe para as ruas
e estradas brasileiras um veículo que reúne
o conforto de um SUV e a versatilidade de
uma picape: Duster Oroch, boa para vias
urbanas e excelente para estradas, segundo testes já realizados.
O espaço interno corresponde ao SUV
Duster, com bancos ergonômicos e muito espaço. São cinco lugares para acomodação dos
passageiros e quatro portas independentes.
Os bancos possuem ajustes e forrações especiais, além do volante que aparece em versão
mais ergonômica e em couro, com regulagem
de altura, direção hidráulica e teclas do regulador e também de limitador de velocidade.
TECNOLOGIA
Os vidros, tanto o traseiro quanto o
dianteiro vem com função one touch, antiesmagamento e fechamento pela chave
na versão Dynamique.
O piloto automático é um diferencial. Ao
atingir a velocidade pré-estabelecida, o sistema mantém a aceleração permitindo que
o motorista possa “descansar” sem precisar
encostar o pé no acelerador. Quanto ao limi-
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JUNHO 2016
tador de velocidade, o motorista estabelece a
velocidade máxima que deseja e o limitador
não permite que ela seja ultrapassada. Isso facilita muito a evitar multas com radares e limites máximos. A função é desabilitada quando
o motorista pisa fundo o pedal do acelerador.
A função eco-mode, ou seja, modo ecológico, quando acionada reduz em até 10%
o consumo de combustível, mas, limita o
toque e potência do motor e reduz o sistema de ar condicionado ou de aquecimento. Além da própria economia, vale para
aqueles momentos onde se precisa chegar
a um posto para o reabastecimento.
Em meio a tanta tecnologia, não poderia
faltar o computador de bordo. Ele vem com a
função GSI (Indicador de Troca de Marchas) para
realizar uma condução mais eficiente e econômica realizando as trocas no tempo certo.
CAÇAMBA
A picape apresenta ampla caçamba
com oito pontos de fixação para proteger
a carga contra impactos, capota marítima
para manter o material isolado em qualquer
condição climática e a possibilidade de um
extensor: até 2m de diagonal e capacidade
de 650 kg ou 683 litros de carga sem roubar
espaço do banco traseiro. O extensor é vendido separadamente como acessório.
O acesso do estepe da Duster Oroch é
feito por baixo do veículo. O modelo também vem com uma exclusiva tampa com
trava antifurto para garantir mais segurança na hora de deixar o carro estacionado.
SUSPENSÃO MULTILINK
O sistema Multilink é mais estável, mais
confortável e menos barulhento, reduz a vibração e melhora acústica no veículo, mantém excelente capacidade de carga e oferece
conforto para uma utilização em cabine dupla
mesmo em baixas velocidades e pouca carga.
A altura em relação ao solo permite
a entrada e saída de declives acentuados
sem raspar. O novo para choque integrado
aos paralamas, a nova grade de radiador e
nova identidade mundial da marca criam
uma frente mais agressiva. Com todos os
itens de séries, a Duster Oroch é potente
em suas duas versões: 1.6 e 2.0.
REVISTA MERCADO RURAL
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DICAS DA AGROSID
Rebanhos
bovinos
IMUNIZAÇÃO CONTRA
AS DOENÇAS
REPRODUTIVAS
Proteger os animais quanto aos diversos
tipos de doenças infecciosas é uma preocupação constante dos produtores. Muitas enfermidades comprometem o desempenho
reprodutivo e produtivo dos bovinos como é
o caso da IBR (Rinotraqueite Infecciosa Bovina), BVD (Diarreia Viral Bovina) e da Leptospirose. Estas enfermidades são causadoras de
50% das perdas de gestação, segundo estudos. É importante descrever sobre o que tais
doenças podem causar para que criadores e
tratadores saibam identificar e para que, principalmente, imunizem seu rebanho.
IBR (RINOTRAQUEITE
INFECCIOSA BOVINA)
Doença altamente infecciosa que causa distúrbios respiratórios, falta de apeti-
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JUNHO 2016
te, febre, infecções venéreas, problemas
reprodutivos, aborto em qualquer fase
da gestação, conjuntivites, encefalites e
diarreia. A infecção se dá por transmissão
através das secreções orais e nasais, genitais, contato com o feto abortado, e ainda
pode ocorrer o contágio através da respiração, coito ou da inseminação artificial com
sêmen contaminado.
BVD(DIARREIAVIRALBOVINA)
Essa doença está associada a manifestações distintas que variam desde ausência
de sinais clínicos até a Doença das Mucosas, que é altamente fatal. Podem ocorrer
problemas respiratórios, hemorrágicos,
morte dos embriões, abortos, malformação fetal, mumificação do feto e mesmo
nascimento de bezerros inviáveis.
LEPTOSPIROSE
Trata-se de uma zoonose que tem os
animais como hospedeiros primários e que
causam impactos de ordem econômica à
saúde do animal. Nos bovinos essas perdas
estão relacionadas às falhas reprodutivas,
tais como: infertilidade, aborto e queda na
produção de leite e de carne, além de custos com despesas de assistência veterinária, vacinas e testes laboratoriais.
REVISTA MERCADO RURAL
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RECEITA
Caldo verde de
batata baroa
Estamos no inverno e com as
temperaturas mais baixas, a procura
por pratos quentes e caldos é quase
unânime. O caldo verde, tradicionalmente
feito com batatas inglesas, pode ser
preparado também com a batata baroa.
Fica muito leve e com sabor inigualável.
Nada mal para uma noite fria. O melhor
de tudo? O preparo é simples e este
legume traz muitos benefícios à saúde.
A batata baroa, mandioquinha, batata
salsa ou cenoura amarela, como é
conhecida, pertence à família Apiaceae, é
rica em fósforo, vitamina A e em niacina.
É indicada para melhorar a visão, além
de fortalecer unhas e cabelos. Também
contém Vitamina C que melhora a
imunidade e vitaminas do complexo B,
fundamentais para os tecidos.
Ingredientes
• 4 linguiças
calabresas
• 5 dentes de alho
• 1 cebola média
ou alho poró
• 6 batatas
baroas médias
• 2 maços de couve
Modo de preparo
• Refogue as linguiças picadas no alho e na cebola (ou alho poró
fatiado) até que as linguiças fiquem bem fritinhas. Reserve as
linguiças e na mesma panela, aproveitando o sabor do refogado,
adicione as batatas cortadas em cubos, tempere à gosto e cubra
com água. Cozinhe até que as batatas comecem a desmanchar.
• Pode-se utilizar um mixer para bater as batatas cozidas, na
própria panela, ou utilizar o liquidificador. Volte esse creme
ao fogo baixo e acrescente a couve picada bem fininha e as
linguiças fritas. Se estiver muito grosso, acrescente mais água.
Aproveite para acertar o sal.
Quando for selecionar o legume no
mercado, escolha os mais amarelinhos
e mais firmes. Vamos à receita?
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JUNHO 2016
REVISTA MERCADO RURAL
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SEÇÃO PET
quilos. Os belgas podem ter alguns problemas de saúde e desenvolver displasia,
epilepsia e atrofia progressiva da retina. Os
problemas mais frequentes com essa raça
estão relacionados com dermatites, pois o
pelo tende a emaranhar ou sujar, criando
ambientes propícios ao surgimento de
bactérias. É importante escová-lo no mínimo duas vezes por semana.
ALIMENTAÇÃO
Pastor Belga Malinois
CALMA, CORAGEM E VITALIDADE
Embora as variedades das cores do Pastor Belga tenham gerado muitas controvérsias há anos, as opiniões sobre a morfologia,
caráter e aptidão desta raça para o trabalho
não se divergem. De acordo com Confederação Brasileira de Cinofilia, foi em 1910 que
o tipo e o caráter do Pastor Belga tinham
sido fixados. Oriundo da Bélgica é um cão
harmoniosamente proporcionado, juntando elegância e poder, de tamanho médio,
musculatura seca e forte.
O pelo é de comprimento e direção, de
aspecto e cores variadas o que foi adotado
como critério para distinguir as quatro variedades da raça: o Malinois, o Groenendael, o
Tervueren e o Laekenois. Vamos abordar sobre o Pastor Malinois (pronuncia-se malinoá),
que é considerado o representante mais
velho dentre estas variações. Possui pelos
mais curtos e apresenta uma cor que varia de
ruivo-queimado à pinhão-escuro. Possuem
uma máscara negra na face que pode ser
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JUNHO 2016
próxima à boca ou até ultrapassar o limite dos
olhos. É o mais popular entre as variedades.
TEMPERAMENTO
De acordo com o criador de cães do canil
Império das Raças, o Pastor Belga Malinois, é
um cão vigilante e ativo, de muita vitalidade e
está sempre pronto para a ação. “Ele reúne todas as qualidades requeridas para ser um cão
de pastoreio, de guarda, de defesa e de serviço”. De caráter calmo e corajoso, ao mesmo
tempo está sempre alerta. Lealdade e devoção ao criador são outras duas qualidades que
possui. Apesar de contar com um temperamento amigável, age com energia quando é
necessário defender o dono ou a propriedade.
MANEJO
Os cães machos costumam pesar
entre 25 e 30 quilos e as fêmeas 20 e 25
Os cães pastores possuem o apetite
bastante aguçado, por causa de sua vitalidade. Pode consumir em média, 3,5%
de seu peso vivo de ração seca de boa
qualidade. A quantidade varia de acordo
com a qualidade da ração e de seus componentes, da atividade do cão ou fase da
vida. Um cão jovem de 20 quilos em fase
de crescimento, por exemplo, demanda
um consumo de ração maior que um cão
adulto somente em manutenção.
REPRODUÇÃO
A reprodução da raça ocorre a partir do
segundo cio ou com um ano e meio de idade até os sete anos. A gestação dura cerca de
60 dias, podendo variar de 58 a 63 dias. São
produzidos, em média, oito filhotes em uma
única ninhada anual. Os filhotes, que começam a comer a partir dos 25 dias de vida, devem ser mantidos juntos da mãe para amamentação até completarem um mês.
MERCADO
Um filhote de Pastor Belga Malinois custa em média R$ 1.500,00. O retorno ocorre
em torno de dois anos e para criação mínima são necessários duas fêmeas e um macho. Prefira exemplares que assegurem as
características da raça. A ossatura já pode
ser observada a partir de 2 meses de idade,
assim como temperamento, comportamento e aptidão para treinamento.
REVISTA MERCADO RURAL
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SEÇÃO EXÓTICA
das carpas em condições ambientais desfavoráveis em águas de baixa qualidade, no
entanto pode causar aquele “gosto de barro”
em sua carne. As carpas criadas em águas
mais limpas são mais saborosas.
Outra vantagem é que chegam a um
quilo em um ano, com alimentação e manejo
adequado. Quanto à alimentação, as carpas
são omnívoras. As desvantagens, apontadas
por especialistas do ramo, são a concorrência
no mercado, pois não são valorizadas como
a Tilápia, por exemplo, e a conformação das
espinhas, o que dificulta a filetagem.
O BRILHO DAS CORES
E A LONGEVIDADE DAS
MERCADO
A região Sul é a maior produtora de
carpas do País, com maior concentração
no estado de Santa Catarina. Diferentes
espécies desse peixe e sistemas de cultivo
Carpas Nishikigois
Quem nunca parou diante de um lago
para apreciar a beleza das cores e a exuberância dos peixes ornamentais, como se
estivesse diante de um quadro? Na maioria
das vezes, os responsáveis por esta verdadeira aquarela são as carpas, peixes que encantam pela harmonia de suas estampas e
pelo tamanho. Algumas espécies podem
chegar até um metro de comprimento,
atraindo cada vez mais admiradores e criadores de todas as partes do país.
Originárias da província de “Niigata”, no
Japão, as carpas ornamentais possuem duas
espécies diferentes: as comuns e as Nishikigois, estas são resultado de uma variação
genética, aperfeiçoada pelos japoneses,
que obtiveram três tipos híbridos, segundo informações da Associação Brasileira de
Nishikigoi (ABN), fundada em 1978. Os tipos
são: Higoi (carpa vermelha), Asagui (carpa
azul e vermelha) e Bekko (branca e preta).
As carpas Nishikigois chegam a viver
mais de 60 anos, muitas participam de várias
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JUNHO 2016
exposições ao longo da vida e podem valer
até R$ 20 mil, dependendo do tamanho,
tonalidade das cores e do formato das manchas. Outra curiosidade é que cada animal é
único em suas características de cor e estampas, ou seja, não existem duas carpas iguais.
Nos jardins de órgãos governamentais
ou pontos turísticos em várias regiões, as carpas ornamentais são muito comuns devido à
exuberância e brilho de suas cores e o desenvolvimento da espécie em águas pouco profundas. O PH ideal para esses peixes é de 6,5
a 7,5, com temperatura em torno dos 20°C.
Em dois locais bem conhecidos e imponentes, o Palácio do Planalto em Brasília
e o Parque Ibirapuera de São Paulo, existem
exemplares de Nishikigois que vieram do Japão, representando um ato de amizade com
o Brasil, pois as carpas ornamentais também
simbolizam prosperidade e longevidade.
Nas exposições, as Nishikigois são classificadas de acordo com o tamanho, que
varia de 18 cm até as com mais 75 cm. A
mostra mais recente aconteceu nos dias
11 e 12 de junho, no Parque Maeda em Itu,
localizada a 100 km da capital paulista, e
contou com cerca de 200 exemplares. As
fotos das campeãs da 35ª Exposição já foram divulgadas no Facebook da Associação
Brasileira de Nishikigoi.
CRIAÇÃO
A produção de carpas pode ser tanto
para a ornamentação quanto para o consumo, neste caso as espécies são a carpa
comum (Cyprinus carpio), que possuem as
variações “húngara” e “escama”; a carpa-capim (Ctenopharyngodon idella) e a carpa-cabeçuda (Aristichthys nobilis).
Especialistas recomendam alguns pontos importantes como a escolha da área, que
não deve ser um local muito frio e a análise
da água, que envolve quantidade, qualidade, PH, alcalinidade, oxigênio, temperatura e
turbidez. Uma das vantagens é a resistência
diversos são utilizados pelos piscicultores
do Estado, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa
Catarina (Epagri).
Voltando à criação para fins ornamentais, no Brasil existem cerca de 4,5 mil
criadores, do total 450 estão na região de
Muriaé (MG), na Zona da Mata mineira e
200 nas cidades circunvizinhas a Magé (RJ),
com isso Minas Gerais ganha força como
fornecedor de peixes ornamentais, incluindo outras espécies como Betta e Guppy,
um mercado que movimenta mais de um
bilhão de dólares apenas no Brasil.
Diante do cenário promissor e do crescimento da piscicultura ornamental ainda
teremos muitas aquarelas para apreciar,
proporcionadas pela exuberância das cores, a imponência e docilidade das milenares carpas Nishikigois.
As carpas e suas cores
Em 1983 havia 13 variedades de Nishikigois definidas oficialmente:
• Kōhaku. Um koi com padrões vermelhos sobre base branca
• Sanke. Um koi com padrões vermelhos e pretos sobre base branca
• Showa. Um koi com padrões vermelhos e brancos sobre base preta
• Utsurimono. Um koi com padrões vermelhos, brancos ou amarelos sobre base preta
• Bekko. Um koi com padrões pretos sobre base branca, vermelha ou amarela
• Asagui/Shusui. Um koi com dorso azul e abdômen vermelho, sendo o Shusui, um
Asagui doitsu (alemão).
• Koromo. Um koi originado do cruzamento com um Asagui, apresenta segmentos
de escamas azuis
• Kawarimono. Um koi tipo miscelânea. Carpas pretas, amarelas, cor de chá e verdes
• Ogon. Um koi com uma única cor sólida, normal ou metálica, nas cores vermelha,
laranja, platinada, amarela ou creme.
• Hikarimoyomono. Um koi com padrões coloridos sobre base metálica e um koi com 2 cores metálicas
• Hikari-Utsurimono. Um koi resultante do cruzamento do Ogon com Utsuri
• Kinguinrin. Um koi com escamas cintilantes. Literalmente, escamas douradas prateadas
• Tantyo. Qualquer koi com um único círculo vermelho em sua testa. Há o Tantyo Kohaku, Tantyo Sanke, Tantyo Showa e outros mais
REVISTA MERCADO RURAL
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EVENTO/ LEILÃO
EVENTO / FEIRA DE VINHOS
Fotos: Décio Luiz
Leilão MAAB
No dia 4 de maio, na Fazenda da Índia em Uberaba, o
criador Marco Antônio Andrade Barbosa, recebeu familiares,
autoridades, amigos e criadores para o seu tradicional leilão:
14º Leilão Nelore MAAB e o 17º Special MAAB Jumentos Pêga
e Muares. O leilão mais diversificado da Expozebu foi sucesso
de público e de vendas, superando todas as expectativas,
com participação de vários convidados especiais. Foram
comercializados animais da raça Nelore (PO e POI), Nelore
Pintado, jumentos e jumentas Pêga, muares e equinos.
Joana Barbosa, Antônia Barbosa, Marco Antonio e Maria Claudia
Fotos: Flávio Borges
Feira de Vinhos Super Nosso
Entre os dias 14 e 19 de junho, o Espaço Meet recebeu a 7ª edição da
Feira de Vinhos Super Nosso. Ao todo, foram mais de 30 expositores
e 600 rótulos nacionais e internacionais reunidos num dos locais
mais bonitos de Belo Horizonte, com vista para a Serra do Curral. A
novidade deste ano foi o rodízio harmonizado com vinho em uma
palestra guiada pelo professor Eugênio Echeverria, e a presença de
Raúl Pérez, eleito melhor enólogo do mundo, em 2015, pela Le Grand
Tasting Shanghai – China, que ministrou uma das degustações da feira.
Ludmilla Araújo e Euler Fuad Nejm
Iara Marquez, Marco Antônio e Arnaldo Manuel
Ernando Ramos, João Antonio Gabriel e Wilson Gomes
Antônia Barbosa, Lourdinha Barbosa e Marco Antônio
Helder Mendonça, Cristina Teixeira, Jader Kalid,
Ludmilla Araújo, Rafaela Nejm e Fernando Júnior
Flavio Paiva, Joana Barbosa, Bruno Simões Dias,
Marcio Jose, Antônia Barbosa, Marco Antonio e Aysllan Rodrigues
Pedro Nogueira, Fernando Júnior e Fernando Viana
Marco Antônio e Paulo Piau
Juraci Martins, Marco Antônio e Bráulio Ferreira
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JUNHO 2016
Karina Capanema e Rodolfo Nejm
Fernando Júnior e Rafaela Nejm
Ana Dulce, Daniel Vilela, Marco Antônio, João Gabriel e Marcos Resende
Marcio Villela, Marco Antônio, Célia Regina e Vicente Resende
REVISTA MERCADO RURAL
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GIRO RURAL
Desenvolvimento rural sustentável na
região da bacia hidrográfica do Rio Doce
Um termo de cooperação firmado em 10 de maio, em Belo Horizonte, entre a Emater-MG, a
Ruralminas e o Instituto Bioatlântica (IBIO), visa a promoção do desenvolvimento rural sustentável
em municípios pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Doce. O documento foi assinado pelo presidente da Emater-MG, Amarildo Kalil, o diretor presidente do IBIO, Eduardo Figueiredo e o gerente de
Meio Ambiente da Ruralminas, Augusto Duarte Castro.
De acordo com o termo, serão discutidas e implementadas ações de melhoria nos sistemas de
produção agropecuária com a adoção de práticas de manejo sustentáveis, além do desenvolvimento
de projetos técnicos com o acompanhamento dos profissionais da extensão rural.
Por meio desse termo de cooperação, que terá duração de três anos podendo ser prorrogado, serão realizados o registro de estabelecimentos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), cursos
de manejo de pastagem e de esgotamento sanitário rural, proteção de nascentes, implantação de
sistemas agroflorestais em Áreas de Preservação Permanente (APP), instalação de caixas de infiltração
de água no solo e adequação de estradas vicinais.
Alta Genetics é homenageada
durante ExpoZebu 2016
O Gerente de Produto Corte
Zebu da Alta Genetics, Rafael de
Oliveira, foi premiado por contribuir
para o fomento da raça Brahman do
Brasil. A cerimônia de entrega da
Comenda Dr. José Amauri Dimarzio,
foi realizada pela Associação dos
Criadores de Brahman do Brasil durante a ExpoZebu 2016, na Casa da
Brahman, no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, na noite de 1º de maio.
Rafael de Oliveira recebeu o título que outorga a comenda pela primeira vez. O executivo
atua há 11 anos no setor, sendo oito deles dedicados a Alta.
“Estamos orgulhosos com essa homenagem. Nossa equipe sempre discutiu estratégias
para expandir a utilização e passar para o mercado a qualidade da raça. E nós fazemos isso porque gostamos e queremos contribuir com o desenvolvimento da pecuária brasileira”, destacou.
Outro executivo homenageado foi o Gerente da Central da Alta Genetics, Luis Deragon,
pela contribuição da expansão da raça.
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JUNHO 2016
Emater-MG tem
novo presidente
Universalizar o serviço de assistência
técnica e extensão rural no Estado de Minas Gerais é um dos principais desafios
do setor apontado pelo novo presidente
da Emater-MG, Glenio Martins. Para isso,
o presidente dará continuidade aos programas já desenvolvidos pela empresa
em parceria com a Secretaria de Estado
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
como o Certifica Minas Café, Minas Pecuária e o Projeto de Irrigação do Jaíba. Ele
também destaca que é preciso ampliar a
inserção das famílias de agricultores em
políticas públicas dirigidas à educação, lazer, cultura, segurança pública e redução
da pobreza rural.
Outro ponto considerado essencial
nesta nova gestão é o estímulo à inovação tecnológica para levar mais conhecimento aos agricultores. “Nós também
buscaremos trazer os recursos necessários
para o melhor funcionamento da empresa, resultando na boa execução de suas
atividades”, afirma Martins.
REVISTA MERCADO RURAL
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GIRO RURAL
CRI tem campeã e vice
premiadas na Fenasoja
No dia 4 de maio aconteceu o Torneio Leiteira da 21ª edição
da Fenasoja, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. A campeã
e a vice são filhas de touros da bateria CRI Genética. As matrizes holandesas CR 1153 Shampoo e CR 1238 Lazarith produziram 64,380 kg de leite e 59,530, respectivamente.
A campeã é filha do Pine-Tree Martha Shampoo-ET e a vice
tem como pai CO-OP Shottle Lazarith-ET. Elas pertencem ao
criador Sérgio Rodrigues da Cabanha Rottilli Rodrigues que
destacou que o bom resultado é recompensa do trabalho do
criatório na seleção de animais. Ele está na atividade leiteira há 30 anos e há 25 faz acasalamentos com material genético da CRI.
Em sua propriedade, Rodrigues produz diariamente 3.500 litros de leite com 140 animais em lactação. “Nosso plantel é bem conhecido, já tivemos outros
animais premiados na Fenasoja, na Fenasul e estes destaques, além de divulgar, valorizam a nossa propriedade e o nosso trabalho”, afirmou.
JULHO
AGENDA RURAL
04 a 09/07
IV Exponel
Vila Velha
ES
06 a 10/07
Exposição e Leilão da Raça Mangalarga Marchador
Imperatriz
MA
08 e 09/07
6ª Feira de Reposição de Terneiros, Ventres e Reprodutores Selecionados
São José do Ouro
RS
08 a 18/07
51ª ExpoAraçatuba
Araçatuba
SP
13 a 17/07
51ª Expodores
Dores do Indaia
MG
13 a 23/07
35ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador
Belo Horizonte
MG
13 a 24/07
74ª Exposição Agropecuária de Cordeiro
Cordeiro
RJ
14 a 16/07
Minas Lactea
Juiz de Fora
MG
20 a 23/07
Super Leite
Pompéu
MG
26 a 29/07
2º Show Pecuário
Cascavel
PR
Agrifam
Lençóis Paulista
SP
AGOSTO
31/07 a 02/08
03 e 04/08
Interleite Brasil 2016
Uberlândia
MG
05 a 07/08
ExpoVet Minas
Belo Horizonte
MG
08 a 15/08
44ª Exposul
Rondonópolis
MT
15 a 17/08
VI Congresso Andav Fórum e Exposição
São Paulo
SP
17 a 20/08
STA –Semana Tecnológica do Agronegócio
Santa Tereza
ES
20 a 28/08
Expo Genética
Uberaba
MG
23 a 26/08
Fenasucro & Agrocana
Sertãozinho
SP
SETEMBRO
27/08 a 04/09
88
Expointer
Esteio
RS
01 a 04/09
Exposição Agropecuária de Muriaé
Muriaé
MG
02 a 25/09
36ª Festa das Flores e Morangos de Atibaia
Atibaia
SP
06 a 11/09
Expo Serra e 36ª Festa do Peão
Tangará da Serra
ES
13 a 16/09
11ª Mercoagro
Chapecó
SC
17 a 19/09
Expo Cavalos
São Paulo
SP
20 a 22/09
Interconf 2016 – Conferência Internacional de Confinadores
Goiânia
GO
21 a 23/09
Semana Internacional do Café
Belo Horizonte
MG
JUNHO 2016
REVISTA MERCADO RURAL
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JUNHO 2016