Curso Sisem_Módulo Curadoria_Parte1_B_Aula_APN

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Propostas inovadoras das exposições de vanguardas e desdobramentos Curso de capacitação para museus: módulo curadoria . Papel das exposições ligadas à vanguarda internacional na primeira metade do século XX. . Exposições temporárias que apresentavam protó>pos de design, modelos arquitetônicos e inovações das instalações técnicas ou na maneira de posicionar o homem perante a arte e o objeto arDs>co, ou seja, novas formas de organizar as exposições como um todo. O Armory Show Nova York, Chicago, Boston (Estados Unidos) 1913 . A arte de vanguarda para as massas; . Exposição introdutória da arte moderna nos Estados Unidos; . Concepção original da exposição: arte progressiva transformada em uma tribuna de fes>vidades a favor do radicalismo europeu; . Organizada pela Associação Americana de Pintores e Escultores, especialmente por Arthur B. Davies (1862-­‐1928) e Walt Kuhn (1877-­‐1948), ambos ar>stas norte-­‐americanos; . 500 obras estrangeiras e mais de 1000 obras de ar>stas americanos; . Contou com catálogo; . O galpão do arsenal (em Nova York) se transforma em um labirinto de salas; divisórias separam os espaços forrados com tecido de juta e decorados com folhagens; Destaque para Nu descendo a escada, de Marcel Duchamp (1887-­‐1968). Curso de capacitação para museus: módulo curadoria O Armory Show, The Interna0onal Exhibithion of Modern Art [Exposição internacional de arte moderna], 69º Regiment Armory, Nova York, de 17 de fevereiro a 15 de março de 1913. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 7. Úl,ma exposição futurista – 0,10 Petrogrado 1915 . Kazimir Malevitch (1878-­‐1935) apresenta Quadrado negro sobre fundo branco; . Realizada em uma galeria comercial. Os ar>stas Ivan Puni (1892-­‐1956) e sua esposa, Ksenia Boguslavskaïa, organizam e patrocinam a exposição; . Par>cipantes: Liubov Popova (1889-­‐1924), Olga Rozanova (1886-­‐1918), Vladimir Tatlin (1885-­‐1953) e Malevitch, entre outros (ao todo 14 par>cipantes, sendo 6 mulheres); . 2ª exposição do grupo futurista russo; . Ocasião em que Malevitch publica o manifesto Do cubismo ao suprema>smo. O novo realismo na pintura ; . Tatlin monta relevos murais. Salas de outros ar>stas separadas de Tatlin pelo colorido. Parte mais importante da exposição é a sala dedicada à produção de Malevitch: 36 quadros totalmente abstratos feitos de quadros, linhas e círculos. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Vista da Exposição futurista 0,10 – Petrogrado, 1915. Sala com trabalhos suprema>stas de Malevitch. In: L ART de l exposi0on, p. 129. Primeira Missa [Feira] Dadá Berlim 1920 . Úl>ma grande manifestação Dadá em Berlim, que se amplia nessa cidade e passa a ter conotações polí>cas; . Intenções internacionais não concre>zadas; . Conseguem o patrocínio de Oso Burchard para alugar uma galeria; . Organizadores: George Grosz (1893-­‐1956), Raoul Haussmann (1886-­‐1971) e John Hearwield (1891-­‐1968); . Cobravam entrada [a exposição vivia vazia]; . Catálogo em grande formato (reproduções dadaístas e não obras de arte, para os dadaístas), e alguns nomes ficDcios em meio aos expositores reais; . Quase tudo o que foi exposto não existe mais ou está muito deteriorado, ou ainda Dtulos alterados. . Sobre as paredes colocados grandes cartazes: Dadá é contrário a tudo que é estranho na vida Dadá é polí>co Dadá é contra a men>ra arDs>ca do impressionismo Dadá está ao lado de cada um Abaixo a arte, abaixo a espiritualidade burguesa . Não há diferença entre o original e o impresso: pôsteres e pinturas colocados lado a lado . A sala maior era dominada por duas grandes pinturas a óleo que denunciam a herança da 1ª Guerra Mundial (ambas destruídas) . Do teto pende um boneco que representa um oficial prussiano Curso de capacitação para museus: módulo curadoria A Primeira Missa – Dadá Internacional – Berlim, 1920 | Vernissage da Missa Dadá. Da esquerda para a direita: Hannah Höch (1889-­‐1978), Raoul Haussmann, Oso Burchard, Johannes Baader (1875-­‐1955), Wieland (1896-­‐1988) e Margarete Herzfelde, Oso Schmalhausen, George Grosz e John Hearwield. Na parede esquerda: 45% de capacidade de trabalho, Oso Dix (1891-­‐1965); à direita: L Allemagne un conte d hiver [A Alemanha, um conto de inverno]; à extrema direita, a montagem de Grosz e Hearwield, Le philis0n HearSield [O filisteu Hearwield]; pendurado no teto, montagem de Hearwield e Schlichter, Anjo prussiano In: L ART de l exposi0on, p. 137. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria A primeira Missa – Dadá Internacional – Berlim, 1920 Sobre os três cartazes, da esquerda para a direita: Raoul Hausmann, John Hearwield e George Grosz. No centro, sobre as bonecas de Hannah Höch, o Dedafez Maximus de Max Ernest e, ao lado direito, sobre a porta, Les avis au public du superdada de Johannes Baader In: L ART de l exposi0on, p. 138. Film und Foto [Cinema e fotografia] SMutgart 1929 . As exposições dos anos 1920-­‐30 das vanguardas muitas vezes exibiam produção de fotografias experimentais; . Organizada pela Deutscher Werkbund; . Apresenta fotografias e filmes como meio de revolucionar a percepção e a cultura; . Nova visão: fotografia como exposição – novas perspec>vas, técnicas e usos da mídia (como as fotos áreas, por exemplo); . Fotógrafos profissionais e amadores da Europa e dos Estados Unidos. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria László Moholy-­‐Nagy (1895-­‐1946), Room One ou Espaço zero, na exposição Film um Foto, Stusgart, 1929. Exibida na primeira sala: fotografias organizadas em conjuntos, em linhas brancas, sem nenhuma informação textual, sem nenhuma hierarquia entre as obras. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 46. Exposição Internacional do Surrealismo Paris 1938 . Importância dos objetos; . Local: Galeria de Belas Artes, dirigida por Georges Wildenstein (1892-­‐1963); . Catálogo com oito páginas; . Organização: André Breton (1896-­‐1966) e Paulo Eluard (1895-­‐1952); . Árbitro: Marcel Duchamp (1887-­‐1968); . Conselheiros especiais: Salvador Dalí (1904-­‐1989) e Max Ernest (1891-­‐1976); . Exposição dividida em três sessões: entrada (obra de Dalí); Plus belles rues de Paris [As ruas mais bonitas de Paris] (manequins arrumados de maneira surrealista); peça central de Duchamp – princípio da colagem sobreposto ao espaço; . Referências do mundo interior e exterior, alusões ao sexo, ao inconsciente; . Rejeição da sala branca de exposição; renúncia da apresentação do neutro; Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Exposição Internacional do Surrealismo – Paris, 1938. Detalhe da obra Taxi pluvieux [Táxi chuvoso] de Dalí: an>go automóvel em ruínas, coberto de mato, onde uma ducha violenta cai sobre dois manequins. In: L ART de l exposi0on, p. 177. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Exposição Internacional do Surrealismo – Paris, 1938: 1.200 sacos de carvão no teto e braseiro no chão; teto incluído para a colocação de obras. Projeto de Marcel Duchamp. Sala principal, com as obras de Man Ray (1890-­‐1976), Max Ernest, Miró (1893-­‐1983), Dalí, Tanguy (1900-­‐1955). In: L ART de l exposi0on, p. 176. First Papers of Surrealism [Primeiros documentos do Surrealismo] Nova York 1942 . Local: Whitelaw Reid Maison; . Exposição organizada por André Breton, como uma espécie de retrospec>va; . Para o vernissage, Duchamp coloca 16 milhas de fio entre as obras (1.610 m de fio conDnuo), que ele denomina de Milha de fio. Posteriormente, Duchamp e Breton incen>vam algumas crianças a dançar na sala, dificultando ainda mais os convidados de verem as obras; . Fio afasta o espectador da obra de arte, ziguezagueando por toda a sala. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Marcel Duchamp, Milha de fio, First Papers of Surrealism, Whitelaw Reid Mansion, 1942. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 24. As exposições de Ludwig Mies van der Rohe (1886-­‐1969) e Lilly Reich (1885-­‐1947) . Colaboração a par>r do final da década de 1920; . Arranjos assimétricos espaciais, ar>culando planos, criando sensação de movimento; plano livre e fluido. Visibilidade do conteúdo e da forma; . The Dwelling [A morada], Ssutgart, 1927: modelos de casas e de apartamentos. Reich organiza para a exposição o saguão e outras oito instalações. A exposição incluía produtos industriais para a casa em geral (cozinhas, vidros, têxteis etc.); . Displays marcados pela clareza, enfa>zando os produtos; . The Velvet and Silk Café [O café de veludo e seda], Berlim, 1927: curvatura com tubo de aço cromado com cor>nas de seda (cor de ouro, cor de prata, preto e verde limão) e veludo (preto, laranja e vermelho); no interior, cadeiras modulares patenteadas pelo casal (área de descanso); . German Building Exhibi0on [Exposição da construção alemã], Berlim, 1931: configurações de casas e apartamentos e de materiais, como a sala de exposição da madeira; . German People/ German Work [Povo alemão/ Trabalho alemão]: promovida pelo Par>do Nacional Socialista a respeito de doutrinas sobre raça e trabalho: desenharam exposições para os estandes de vidro, de mineração, de indústrias e ambientes domés>cos Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich, Living Room: Plate-­‐Glass Hall [Sala: hall em vidro laminado],em The Dwelling [A morada], Stusgart, 1927. Placas de vidro patrocinadas pela indústria do vidro; espaços com paredes de vidro transparentes e alguns coloridos. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 42. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich. The Velvet and Silk Café [O café de veludo e seda]. Women's Fashion Exhibi0on [Exposição de moda feminina], Berlim, 1927. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 41. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich. Material Show: Wood Exhibi0on [Exposição de materiais: mostra de madeiras], The Dwelling in Our Time [A morada em nosso tempo], Berlim, 1931. Madeiras compensadas no chão, em frente à parede. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 42. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich. Mining Exhibit [Exposição de mineração], German People/ German Work [Povo alemão/ Trabalho alemão], Berlim, 1934. Paredes pintadas de rosa pálido; marrom e preto betuminoso e uma totalmente preta. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 43. Instalações de Frederick Kiesler (1890 -­‐ 1965) Arquiteto, ar>sta, professor, designer e cenógrafo Transfere-­‐se para Nova York em 1926 Exposições e elementos concebidos de maneira integral, muitas vezes sugerindo a interação do espectador e experiências dinâmicas 1924 Interna,onal Exhibi,on of a New Theater Technique, Viena [Exposição internacional do novo teatro técnico] . Importante eventos que reuniu muitos membros das vanguardas internacionais [El Lissitzky (1980-­‐1941), Alexandra Exter (1882-­‐1949), Natália Goncharova (1881-­‐1962), Fernand Léger (1881-­‐1955) e, Francis Picabia (1879-­‐1953) entre outros]; . A mostra foi organizada por Frederick Kiesler, e também inclui trabalhos de sua autoria; . Proposta para a separação da exposição (enquanto conjunto) do ediƒcio e da ornamentação circundante; . Para esta exposição, cria um novo >po de instalação, com suportes que ele denominou L e T [diferentes letras do alfabeto para formar palavras]. O sistema L e T possibilitou diferentes configurações, além de serem desmontáveis [a exposição i>nerou (1924 em Viena e 1926 em Nova York) – pois era formada por unidades adaptadas para cada novo espaço]. O T era basculante, possibilitando que as obras se adequassem ao olho do espectador. . A exposição contou com mais de 600 desenhos (sem colocação de molduras), pôsteres, marionetes, fotografias, objetos de design e peças de teatro de vanguarda; . Projeta ainda um sistema de iluminação, destacando algumas obras (individualmente ou em conjuntos); o espaço possuía transparência e sobreposições. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, Interna0onal Exhibithion of New Theater Technique [Exposição internacional do novo teatro técnico], Konzerthaus, Viena, 1924. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 5. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, Interna0onal Exhibithion of New Theater Technique [Exposição internacional do novo teatro técnico], Konzerthaus, Viena, 1924. O display L , 1924, com o display T formavam os elementos do sistema com funções como as letras do alfabeto; diferentes combinações criam diferentes formas. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 5. Exposi,on Interna,onale des Arts Décora,fs et Industriels Modernes [Exposição Internacional de Artes Decora>vas e Industriais Modernas] Paris 1925 . Aspectos do sistema L e T no projeto City in Space [Cidade no espaço]: espécie de modelo futurista de cidade em vermelho, branco e preto, formada por pilares e vigas, que serviam também como displays de exposição. A ideia original era a construção de um arranha-­‐céu; . Sistema de horizontais e ver>cais, planos, u>lização de número reduzido de cores e especialmente, o aberto, o senso expansivo de espaço [influências do movimento De S>jl]; . Projeto utópico: uma cidade elevada, afastada do solo – pensamento de época; realizações visionárias para o futuro. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, City in Space [Cidade no Espaço], Austrian Theater Sec>on [Seção austríaca], Exposi0on Interna0onale des Arts Décora0fs et Industriels Modernes [Exposição internacional de artes decora>vas e industriais modernas], Paris, 1925 In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi>ons Installa>ons at the Museum of Modern Art, p. 13. Art of This Century [Arte deste século] Galeria Peggy Guggenheim, Nova York 1942 – 1947: Exposição semipermanente” . Cerca de 170 trabalhos de 68 ar>stas – coleção de Peggy Guggenheim (1898 -­‐1979) adquirida na Europa especialmente no final da década de 1930; . Frederick Kiesler cria o móveis com 18 funções (influência do sistema L e T ): espécie de cadeira antropomórfica – foi criada e u>lizada em diferentes áreas da exposição (biblioteca de pinturas, área de estudo, galeria (sala) surrealista, a galeria (sala abstrata) e a galeria (sala) ciné>ca. Eram u>lizadas de maneiras várias, individualmente ou combinadas (assentos, bases, ): experimento em criar um sistema aberto; . Talvez influências do projeto de Lázló Moholy-­‐Nagy para o ambiente do Museu de Hanover, The Room of Our Time [O espaço/ sala do nosso tempo]: intera>vidade e experiência engajada com a arte; . A instalação apresenta ainda relação direta com as exposições dos Dadaístas e dos Surrealistas, do irracional, do sonho. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler: dezoito funções para uma cadeira, 1942. Kiesler concebeu este múl>plo como um unidade ou combinado com idên>cas unidades onde específicas funções podem ser determinadas pelo uso, contexto ou sintaxe. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 9. Art of This Century [Arte deste século] Galeria Peggy Guggenheim, Nova York Galeria dos Surrealistas . Amplo apelo sensorial (visão, audição e toque); . Iluminação semicircular em apenas metade das obras em metade do tempo, contando cada trabalho com um spot de luz, que era desligado em intervalos constantes; . A cada 2 minutos, o ruído de um trem na sala; . As pinturas eram montadas em espécies de paredes falsas, semicirculares de madeira, côncavas, uma espécie de túnel, e possuíam dobradiças, possibilitando que os visitantes as movimentassem; . Obras instaladas sem molduras. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler na Galeria Surrealista, Art of This Century, Nova York, 1942. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi>ons Installa>ons at the Museum of Modern Art, p. 11. Art of This Century [Arte deste século] Galeria Peggy Guggenheim, Nova York Galeria de Arte Abstrata (e Cubismo) . Recoberta de tecido azul escuro, não de maneira plana, mas sinuosa e com pontos de a>rantamento; . Muitas das pinturas e esculturas suspensas no ar por delgadas colunas triangulares, em que as pinturas também podiam ser deslocadas pelo espectador. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, Galeria Abstrata (e Cubismo), Art of This Century, Nova Iorque, 1942. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 12.
Art of This Century [Arte deste século] Galeria Peggy Guggenheim, Nova York Galeria Ciné^ca . Com a movimentação de uma grande roda, no interior era possível ver a série de reproduções da obra de Marcel Duchamp, Boite-­‐en-­‐valise, 1941. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, Galeria Ciné>ca, Art of This Century, Nova York, 1942. Peggy Guggenheim diante da obra de Marcel Duchamp, Boite-­‐en-­‐
Valise, 1941. In: L´ART de l´expositon: une documenta0on sur trente exposi0ons exemplaires du XXe siècle, p. 196. Art of This Century [Arte deste século] Galeria Peggy Guggenheim, Nova York Biblioteca e área de estudo . Obras que não estavam nas outras três salas eram disponíveis ao público sob a forma de sala de consulta, em que as pessoas podiam manipular os trabalhos livremente. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Frederick Kiesler, Art of This Century: visitantes olham as obras na biblioteca e área de estudo, Nova York, 1942 In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 10. Alexandre Dorner e a reformulação do Landesmuseum (Museu Estatal) de Hannover Alexandre Dorner (1893 -­‐ 1957) . Alinhado com o espírito das vanguardas; . Em 1923 começa a trabalhar no Museu e em 1925 passa a ser diretor da ins>tuição. Começa a reorganizar todo o Museu, a par>r do que ele chamou de Atmosphere Rooms [ambientações], com espaçamento entre as obras e informações para os visitantes; . Amplo programa didá>co para o Museu de Hannover: um museu de caráter enciclopédico com obras de vários períodos: da Idade Média até a arte produzida aquele momento; . Promovia jovens ar>stas, comprando obras e convidando-­‐os para expor no Museu; . A estratégia apresentada era a de evocar o espírito de cada época, colocando o visitante em contato com isso e com cada cultura específica. Por exemplo: . Galerias da Renascença: branco e cinza enfa>zam a perspec>va; . Galerias do Barroco: paredes cobertas de veludo vermelho e pinturas com molduras douradas; . Galerias Rococó: paredes em cor de ouro e branco. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Dome Gallery, Museu Estatal de Hannover, 1917, antes da reformulação empreendida por Alexandre Dorner. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 19. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Primeira exposição na Dome Gallery, depois da reorganização do Landesmuseum (Museu Estatal) de Hannover por Alexander Dorner, 1930. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 18.
Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Galeria 43, antes da reorganização do Museu Estatal de Hannover por Alexander Dorner, início dos anos 1920. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 18. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria Galeria 44, depois da reorganização do Museu Estatal de Hannover, por Alexander Dorner, final dos anos 1920. O banco central é projeto de Lázló Moholy-­‐Nagy. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 18. 1927-­‐8 Espaço dos abstratos para o Museu Estatal de Hannover El Lissitzky (1890-­‐1941) . Uma arquitetura de exposição – espaço no qual são montadas as obras; . Não são as obras o centro da preocupação, mas o espaço. Os quadros podem ser cobertos e descobertos, num jogo entre espaço e obras; . Comportamento a>vo do visitante; . Espaço Proun (1923): anuncia o programa que aplicará em outras pesquisas em toda a década de 1920; . El Lissitzky incumbido por Dorner para criar um espaço semelhante ao Proun para expor a arte dos abstratos do Museu Provincial de Hanover. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria El Lissitzky, espaço Proun, da grande exposição berlinense de 1923. Remontado posteriormente na Exposição Internacional de Dresden, 1926. Recons>tuição do Museu Van-­‐Abbe, Eindhoven, 1965. In: L ART de l'exposi0on, p. 152 Curso de capacitação para museus: módulo curadoria El Lissitzky, sala dos constru>vistas, Exposição Internacional de Dresden, 1926. In: L ART de l exposi0on, p. 153. 1927-­‐8 Espaço dos abstratos para o Museu Provincial de Hannover El Lissitzky . Considerada a primeira galeria de arte abstrata em um museu; . Área de 20m², recoberta de laminados metálicos pintados de branco de um lado e de preto do outro, produzindo diferentes texturas e padronagens dependendo da posição do espectador. Paredes cinzas. No projeto original, paredes brancas e pretas e moldura das obras cinza; . Colocação dos quadros: ritmos também geométricos, dispostos segundo linhas horizontais e ver>cais em espécies de níveis ; . Painéis cobriam e descor>navam as pinturas, dependendo do movimento feito pelo visitante; . Instalação de vitrines com textos e exemplos de quadros des>nados à explicação das obras apresentadas e documentação de disciplinas afins: arquitetura, design e >pografia; . As esculturas eram colocadas com espelho nas partes do fundo, possibilitando serem vistas de diferentes ângulos. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria El Lissitzky, Espaço dos abstratos, Museu Estatal de Hannover, 1927-­‐8. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 17. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria El Lissitzky, Espaço dos abstratos para o Museu Estatal de Hannover, 1927-­‐8: vista da parede lateral esquerdam, anos 1930. In: L ART de l exposi0on, p. 151 Curso de capacitação para museus: módulo curadoria El Lissitzky, projeto para o Espaço dos Abstratos, no Museu Estatal de Hannover, 1927. In: L ART de l exposi0on, p. 152. 1927-­‐8 Espaço dos abstratos para o Museu Provincial de Hannover . Alexandre Dorner modificava constantemente a sala. Eram expostos os constru>vistas russos, os futuristas, os expressionistas, o grupo De S>jl, Kurt Schwisers (1887-­‐1948) e os ar>stas surrealistas; . O Espaço dos abstratos foi desmontado em 1937 pelos nacionais socialistas (III Reich). Toda a coleção de arte daquele momento (contemporânea) foi destruída ou vendida ao exterior. Uma grande parte das obras foi exibida na mostra Arte degenerada de 1937. Alexander Dorner, como muitos outros alemães, emigrou para os Estados Unidos; . O Espaço dos abstratos foi reconstruído em 1968 no Museu Regional de Basse-­‐Saxe e depois no Sprengel (como também foi reconstruído o Merzbau de Kurt Schwisers). c. 1930 Espaço dos contemporâneos (Room of Our Time) para o Museu Estatal de Hannover – Lázló Moholy-­‐Nagy . Foi parcialmente instalado; . Moholy-­‐Nagy projeta um ambiente com aparelhos de projeção e máquinas luminosas, apresentando documentários (sobre a natureza e a arte abstrata), reproduções de arquitetura, fotografias e elementos >pográficos. Para ele, não exis>a diferença entre original e cópia; . No centro da sala: Light Machine [máquina de luz] : projeção de padrões abstratos luminosos; . Painéis cobriam e descor>navam as pinturas, dependendo do movimento feito pelo visitante. . Instalação de vitrines com textos e exemplos de quadros des>nados à explicação das obras apresentadas e documentação de disciplinas afins: arquitetura, design e >pografia; . As esculturas eram colocadas com espelho nas partes do fundo, possibilitando serem vistas de diferentes ângulos. Curso de capacitação para museus: módulo curadoria László Moholy-­‐Nagy, desenho, The Room of Our Time [A sala ou espaço do nosso tempo], cerca de 1930. In: STANISZEWISKI, Mary Anne. The Power of Display: a History of Exhibi0ons Installa0ons at the Museum of Modern Art, p. 21.