Estatuto da Segurança Privada avança

Сomentários

Transcrição

Estatuto da Segurança Privada avança
evento
II ERESP analisa a situação política
e econômica do país e aponta
caminhos para superar a crise
seminário
Especialistas debatem na ALESP
propostas e soluções para o
Sistema Carcerário Nacional
mercado
Estudo inédito da FENAVIST
revela números de postos de
trabalho na segurança privada
R e v i s ta
sesvesp
Ano XVIII– Nº 124 - Set/Out 2015
Estatuto da
Segurança Privada
avança
Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprova parecer
substitutivo ao PL 4.238/2012, que atualiza a regulamentação
do setor. Mas ainda há etapas a vencer no Congresso Nacional
Revista SESVESP | 1
2 | Revista SESVESP
EDITORIAL
Unidos somos
fortes
O
título pode ser clichê, mas o seu conteúdo é verdadeiro, conforme
comprovamos nos dias 9 e 16 de setembro, em Brasília (DF). Num tour de
force, conseguimos a façanha de reunir 29 empresários de São Paulo para
acompanhar a votação do Estatuto da Segurança Privada nessas duas
grandes jornadas na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
Alguns questionarão: “Somente 29, entre centenas de associados do SESVESP, é
razão para tamanho alarde?”. Certamente que sim. O número pode parecer pífio ante a
grandeza do sindicato, e de fato é, mas garanto que é motivo de imensa satisfação, porque
é a primeira vez que conseguimos mobilizar e deslocar tantos empresários paulistas.
Não foram poucas as vezes em que apenas os presidentes ou diretores das principais
entidades patronais, caso do SESVESP, da FENAVIST e da ABREVIS, compareceram a
sessões que tratavam sobre pautas importantes para o nosso setor.
Por isso, todos os empresários que largaram seus negócios nesses dois dias em prol
de uma causa maior do segmento merecem nosso aplauso e nosso reconhecimento.
Muito obrigado!
Tenham certeza de que o contingente expressivo e a postura vigorosa contaram
muito para a aprovação do relatório. Sim, porque os representantes de interesses
laborais estão lá sistematicamente, se não diariamente, fazendo barulho, pressionando
os parlamentares, em prol de sua categoria. E nós, que somos a força motriz, não
podemos nos encolher.
Acreditem, cada um de vocês faz a diferença. Independentemente do porte de suas
empresas, a participação de vocês tem o poder de melhorar a qualidade de nossa
atividade, fortalecer o setor e mudar o país.
E não falo apenas da votação do Estatuto da Segurança Privada, que, até o
fechamento desta edição, tramita no Congresso. Refiro-me à participação em todos os
eventos organizados, patrocinados ou apoiados pelo SESVESP.
Caso do Seminário sobre o Sistema Carcerário Nacional, promovido pelo Conselho
Penitenciário do Estado de São Paulo com o apoio do SESVESP, que se realizará em 23
de outubro na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. É uma oportunidade para
conhecer a posição do SESVESP sobre o monitoramento de sentenciados mediante o uso
de tornozeleiras eletrônicas, mercado esse que entendemos deva ser da segurança privada.
João Eliezer Palhuca
Presidente do Sesvesp
Acreditem, cada
um de vocês
faz a diferença.
Independentemente
do porte de
suas empresas,
a participação
de vocês tem o
poder de melhorar
a qualidade de
nossa atividade,
fortalecer o setor e
mudar o país
Contamos com a participação de todos.
Revista SESVESP | 3
sumário
06
mercado
Estudo inédito da FENAVIST
mostra que as contratações
do setor em todo o país têm
o pior desempenho dos
últimos nove anos
07
gestão
Como manter o
crescimento em um ano
em que a estimativa é de
retração? Quem responde
é o business coaching
Marcos Yabuno Guglielmi
Istock
12
08
CAPA
14
em pauta
Delegacias regionais são
pilares implantados pelo
SESVESP no interior e litoral
para fortalecer o segmento
em todo o estado
Istock
Estatuto da Segurança Privada: parecer aprovado pela Comissão
Especial ainda depende de aprovação da Câmara e do Senado
seminário
Com apoio do SESVESP,
Sistema Carcerário
Nacional é tema de debate
na Assembleia Legislativa
de São Paulo
10
Evento
II ERESP: Palestras de
Cristiana Lôbo e Roberto
Shinyashiki reúnem mais
de 100 empresários no
ABC paulista
13
em foco
Deputado estadual Coronel
Telhada fala sobre o perigo
da descriminalização do
porte de drogas para
consumo pessoal
Presidente: João Eliezer Palhuca
1º Vice-presidente: José Jacobson Neto
2º Vice-presidente: Waldemar Pellegrino Junior
solução
Diretor de Comunicação e Marketing: José Evaldo Vieira
Revista SESVESP
Liqui scilloris alis consequ Produção Editorial: Scritta – www.scritta.com.br
Órgão oficialodistrunt,
do Sindicatoconsequ
das Empresas
Coordenação: Bete Hoppe
de Segurançaodistrunt,
Privada, Segurança
sa commoluptat. Redação: Bete Hoppe
Eletrônica e Cursos
de Formação
do
Revisão: Júlio Yamamoto e Maria Inês Arbex
At volupta
volorem
Estado de São Paulo
Fotos: João Rubens Shinkado
Diagramação: Graziele Tomé – Eco Soluções em
Conteúdo – www.ecoeditorial.com.br
EXPEDIENTE
16
4 | Revista SESVESP
22
opinião
Luiz Marins: “O cliente
simplesmente não espera
mais! Ele tem um valor de
tempo que muitas empresas
não enxergaram”
Jornalista Responsável: Paulo Piratininga –
MTPS 17.095 – [email protected]
Impressão: Referência Gráfica
Tiragem: 2.500 exemplares
Endereço: Rua Bernardino Fanganiello, 691 CEP 02512-000 - São Paulo/SP
Telefone/Fax: 11 3858-7360
E-mail: [email protected]
É permitida a reprodução total ou parcial das
reportagens, desde que citada a fonte.
Notas
CEBRASSE
FÓRUM NACIONAL DO
SETOR SERVIÇOS
Organizado pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), o
Fórum Nacional do Setor Serviços reuniu em São Paulo os principais líderes empresariais para discutir o desenvolvimento do setor no Brasil.
Realizado no Hotel Maksoud Plaza, em 15 de setembro, o encontro contou com a presença do presidente da Federação Nacional das Empresas
Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (FEBRAC), Edgar
Segato Neto, que ressaltou a importância do setor serviços para a economia e geração de empregos, do secretário de Comércio e Serviços do
Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcelo
Maia, do deputado federal Laércio Oliveira e do economista Antonio Corrêa de Lacerda, todos palestrantes. Também foram abordados os painéis
“O ambiente de negócios no Brasil e os impactos no setor serviços” e “A
disponibilização de recursos de órgãos públicos para o setor serviços”.
VIRTUAL
PORTAL DO SESVESP
DE CARA NOVA
Navegar pelo portal do SESVESP ficou mais fácil, ágil
e rápido. Visual clean, informações importantes do
segmento em destaque, menus simplificados e agrupados
de forma coerente deixaram mais intuitiva a busca
pela informação. Além disso, fontes maiores, ícones
e imagens relacionadas facilitam a leitura. A galeria de
imagens foi turbinada, na quantidade e qualidade de
resolução, e o conteúdo agrega uma ferramenta inédita:
a central de relacionamento, que concentra todos os
produtos e serviços do SESVESP, como a área restrita
e as convenções coletivas. “O portal está em constante
aperfeiçoamento, pois ele é muito dinâmico”, explica
Rodrigo Matos, coordenador do departamento de
Tecnologia de Informação do sindicato.
SAVE THE DATE
O jantar anual de confraternização do SESVESP já tem data marcada:
4 de dezembro, no Clube Atlético Monte Líbano (Av. República do
Líbano, 2.267), em São Paulo. A festa começa às 20h e será embalada
pelo show da Banda RodHanna. Animação é a chave para exorcizar
2015 com muito estilo e alto-astral. Programe-se!
iStock
FESTA
ALESP
ESTADO VERSUS CÃES
VIGILANTES
Vetado em 18 de junho pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o Projeto de Lei (PL) nº 55/2015 ganhou uma versão estadual. De autoria do deputado Feliciano Filho (PEN-SP) e publicado em 31 de março, o
PL nº 371/2015 também quer proibir o uso de cães na
segurança e vigilância patrimonial. O SESVESP voltou
a visitar parlamentares para explicar as consequências nefastas para o setor caso o projeto seja aprovado,
mesma estratégia vitoriosa empenhada na esfera municipal. O diretor social do sindicato, Sérgio Borges, e
representantes de canis e adestradores já se reuniram
com deputados e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), apresentando as
razões pelas quais o PL não deve seguir adiante.
Revista SESVESP | 5
MERCADO
Cenário preocupa
Pesquisa inédita da FENAVIST revela queda no número de vagas na segurança
privada no primeiro semestre
S
e “conhecimento é poder”, como
proferiu o filósofo, matemático
e teórico político inglês Thomas
Hobbes (1588–1679) em seu famoso Leviatã, os empresários da segurança privada no Brasil estão mais poderosos.
Estudo inédito da Federação Nacional das
Empresas de Segurança e Transporte de
Valores (FENAVIST) comprova que a crise
econômica do país teve impacto direto no
setor de segurança privada nos primeiros
seis meses do ano.
O primeiro semestre de 2015 segue a
tendência de outros segmentos, de redução de empregos com carteira assinada.
O setor enxugou mais de 10 mil postos
de trabalho. No acumulado dos últimos
12 meses, a queda foi de mais de 6 mil
vínculos empregatícios.
No primeiro semestre, as vagas encolheram em todo Brasil, com destaque
para o Sudeste, que perdeu 5,5 mil profissionais – mais da metade do registrado
no país (-10.297).
De julho de 2014 a junho de 2015, o
Sudeste empregou e demitiu mais mão
de obra na vigilância e segurança privada:
99.890 admissões e 104.746 demissões
(-4.856 vagas). Somado ao total das atividades de transporte de valores (-1.547), a
região reduziu 6.403 postos de trabalho.
A análise das contratações em todo
o país, a partir de 2007, apontou que a
queda em 2015 é o pior resultado nos
últimos nove anos.
“Sabíamos que o mercado de trabalho no
setor de segurança privada vinha acompanhando os demais segmentos econômicos,
reduzindo contratações e demissões, porém, não sabíamos quantificar esse montante. Esse estudo possibilita traduzir a
realidade em números e contribuir para a
tomada de decisões”, analisa o presidente
da FENAVIST, Jeferson Furlan Nazário.
Parâmetro para o setor
A pesquisa foi desenvolvida pelo Departamento de Estatística da Federação
(DEF), em parceria com os ministérios
do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social (MPAS), com o objetivo
de revelar para empresas, entidades
sindicais laborais e patronais, comunidade científica e para a mídia dados
relevantes sobre o mercado de trabalho
no segmento.
É o primeiro levantamento do gênero
no país. “Não temos conhecimento de
estudos similares específicos para o setor
de segurança privada, nem no Brasil, nem
no mundo. O que se tem são estudos mais
abrangentes, como do setor de serviços,
indústria, comércio etc.”, afirma Jeferson
Furlan Nazário.
“É fundamental termos um banco de
dados orientador. As entidades existem
também para produzir conhecimento ligado ao mercado, com informações fidedignas, das melhores fontes, para embasar as ações de seus associados”, avalia o
presidente do Sindicato das Empresas de
Segurança Privada, Segurança Eletrônica
e Cursos de Formação do Estado de São
Paulo (SESVESP), João Eliezer Palhuca.
O estudo será atualizado e divulgado semestralmente. O DEF também pesquisou os
auxílios-doença previdenciários e acidentários e os óbitos consequentes de acidentes
de trabalho ao longo dos anos. E há outras
pesquisas em andamento, mas a federação
ainda faz segredo sobre o conteúdo. Todos
os estudos estão disponíveis na página da
FENAVIST: www.fenavist.com.br/estatisticas/departamento-de-estatistica.
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED / Elaboração: Departamento de Estatística da FENAVIST – DEF
6 | Revista SESVESP
gestão
MARCOS GUGLIELMI
2 segredos para
crescer em 2015
Business coaching da ActionCOACH
P
ara 2015, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Brasil tenha uma
redução de 1% em seu Produto Interno
Bruto (PIB). Até aí, não há muita novidade. O
que muitos empresários estão se perguntando
é: “Como manter o crescimento em um ano em
que a estimativa é de retração?”.
Na hora do fogo cruzado, é bastante comum
perder o rumo, por não se saber de onde vêm
os tiros. Saber isso é essencial, principalmente
neste momento. Se você tomar o rumo errado,
perderá muito tempo e energia em uma direção
que poderá não trazer nenhum resultado. Parece óbvio, mas nem sempre é.
Como saber que rumo tomar? Quais estratégias usar para continuar a expandir a empresa
em um momento de retração econômica?
1 - Meça sua conversão
Um empresário me pediu para analisarmos
possíveis investimentos em publicidade, a fim
de atrair mais clientes potenciais. Em princípio,
parecia ser uma ótima ideia. Perguntei qual era
a Taxa de Conversão da empresa. Ele não sabia
exatamente, mas acreditava ser de 40%.
Taxa de Conversão (TC) é o índice pelo
qual prospectos (clientes potenciais que
ainda não compraram) são convertidos em
clientes efetivos, ou seja, entram em ação e
compram. Exemplo: se 100 prospectos entram em contato com você e, desses, 40 compram, a Taxa de Conversão será de 40%.
Orientei-o a identificar a TC real. Resultado?
Nem perto dos 40% estimados. A conversão
era de 15%. Foi quando ele percebeu algo importante: antes de medir a Taxa de Conversão,
ele não sabia o que fazer para aumentar as
vendas e simplesmente pensou em atrair mais
clientes potenciais. Depois de ter ciência da
taxa correta, as coisas começavam a clarear,
porque não é possível decidir qual rumo seguir em vendas e crescimento sem medição.
Além de evitar desperdício de dinheiro,
pois não faz sentido investir em publicidade com uma baixa eficácia na conversão de
potenciais clientes — no caso, 85%, já que a
Taxa de Conversão é de apenas 15%.
2 - Entenda e modifique sua conversão
Orientei segmentar a medição, para entendermos ainda mais o que ocorria, pois o
negócio tinha três tipos principais de produtos. Descobrimos que as taxas eram diferentes para cada tipo: A, 11%; B, 14% e
C, 19%. A partir disso, analisamos melhor
por que o Tipo C convertia mais e aplicamos estratégias similares aos outros tipos
de produtos. Resultado: a queda de 13% nas
vendas, referente ao mesmo período do ano
anterior, reverteu-se em aumento de 11% e
a Taxa de Conversão total cresceu 24% —
consequentemente, as vendas cresceram no
mesmo patamar.
Estratégias para TC são mais baratas que
para atração de prospectos. Assim, investir em
conhecer sua conversão é essencial para conseguir maior eficácia nas vendas, sem ter de
necessariamente desembolsar mais dinheiro.
Além disso, conversão é um fator causa. Muitas empresas conhecem seu faturamento, que
é fator fim ou consequência (resultado). Mas
para aumentar as vendas é necessário conhecer as causas que levam às vendas.
Taxa de Conversão é um fator causa importantíssimo, que toda empresa possui, e para
99% delas é possivel ser medido e modificado.
Revista SESVESP | 7
CAPA
Vitória significativa
Estatuto da Segurança Privada é aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados
A
pós amplo debate e consenso entre empregadores, empregados, governo, bancos e
parlamentares, o Estatuto da
Segurança Privada – Projeto de Lei (PL)
nº 4.238/12, do senador Marcelo Crivella
(PRB/RJ) – foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, em 16
de setembro.
O texto tramita em regime de prioridade na Câmara, ainda sem data prevista
para ser apreciado no Plenário, e, se aprovado, seguirá para o Senado, para votação
da redação final.
“Sem o apoio de empresários aguerridos, principalmente de São Paulo, não
teríamos conseguido essa vitória importante”, comemora Jeferson Furlan Nazário, presidente da Federação Nacional das
Empresas de Segurança e Transporte de
Valores (FENAVIST), que encabeça essa
8 | Revista SESVESP
empreitada, em parceria com as entidades patronais estaduais. “Mas ainda temos outras etapas a vencer em Brasília.”
A legislação vigente é a Lei nº 7.102,
de 20 de junho de 1983. Nesse ínterim,
o Brasil passou por transformações
econômicas e sociais abissais. A violência e a insegurança cresceram e surgiram as empresas de segurança privada,
como aliadas e complementares da segurança pública.
“A regulamentação do setor precisa
acompanhar e se adequar a esse avanço,
tem de ser atualizada”, explica o presidente do SESVESP, João Eliezer Palhuca.
“Para se ter uma ideia de como a legislação atual está defasada, na época ainda
vigorava a Lei de Segurança Nacional.”
A legislação ultrapassada acarreta uma
série de problemas para o exercício da
atividade das empresas de segurança re-
gularmente constituídas. Por exemplo,
como não prevê sanções contra a clandestinidade, é grande o número de ilegais em
atuação no mercado.
Estima-se que no Brasil existam cerca
de 2 milhões de vigilantes que atuam na
irregularidade. Sem falar que muitos policiais fazem bico e, infelizmente, alguns
morrem prestando serviço para a segurança privada fora do expediente.
A segurança pública não pode prescindir do auxílio das privadas idôneas. A
aprovação do Estatuto não é apenas necessária, mas fundamental para garantir
a paz na sociedade, pois as empresas de
segurança privada legais não protegem
apenas o patrimônio material, mas preservam a vida, sobretudo em grandes
eventos, quando a integridade de multidões está em jogo. E a Olimpíada Rio 2016
está chegando.
Avanços
O Estatuto começou a ser desenhado em 2008, com a discussão em torno do piso salarial de
vigilantes, que deu origem ao
Projeto de Lei nº 4.238/12. Em
razão das muitas propostas para
a segurança privada, que inclui
o Estatuto, o PL foi modificado
para concentrar todas as questões referentes ao setor.
A versão do PL votado na Comissão da Câmara continha 110
projetos apensados e o texto
substitutivo do relator, deputado
federal Wellington Roberto (PR/
PB), foi aprovado com 72 artigos.
“Não é o texto ideal nem final,
ainda há pontos polêmicos, mas
o relatório contém avanços significativos”, avalia o presidente do
SESVESP, João Eliezer Palhuca.
Entre eles, vale citar: 1) Exclusão do artigo que permitia a cooperativa de segurança e de um
posto sem autorização, portanto,
somente empresas autorizadas
podem oferecer segurança privada; 2) Permissão do fornecimento de bombeiro civil pela
empresa de segurança (antes,
não podia); 3) Aumento do capital social da empresa de segurança privada para R$ 500 mil, o
que contribui para acabar ou reduzir as empresas aventureiras e
fundo de quintal; 4) Aumento do
prazo para renovar a autorização
de funcionamento da segurança
privada para dois anos; 5) Estabelecimento do nível superior ao
gestor de segurança, elevando a
qualidade; 6) Determinação de
que cada estado deve negociar
seu piso salarial em convenções
coletivas de trabalho; 7) Previsão de advertência e multa para
quem oferecer e contratar serviço de segurança em desacordo
A aprovação do Estatuto não é
apenas necessária, mas fundamental
para garantir a paz na sociedade
com a lei; 8) Previsão de que é
crime oferecer segurança armada em desacordo com a lei, com
pena de detenção de um a três
anos e multa; 9) Exclusão da necessidade de curso de formação
para os egressos dos serviços
militares; 10) Possibilidade de
segurança em presídio, quando
houver autorização para gestão
do estabelecimento prisional
pela iniciativa privada.
Merece destaque, ainda, o Artigo 2º, que define que os serviços de segurança privada serão
prestados por pessoas jurídicas
especializadas ou por meio das
empresas possuidoras de serviços
orgânicos de segurança privada,
com ou sem utilização de armas de
fogo e com o emprego de profissionais habilitados e de tecnologias e
equipamentos de uso permitido. E
o Parágrafo Único determina que
é vedada a prestação de serviços
de segurança privada de forma cooperada ou autônoma. Esse artigo
representa um grande avanço no
combate à clandestinidade, pois a
Polícia Federal, que fiscaliza a atividade, terá parâmetros definidos
para autuar empresas e vigilantes
irregulares.
Convocação
As entidades ainda têm um trabalho árduo pela frente para tentar mudar o texto final, a fim de
garantir algumas reivindicações.
Para isso, o corpo a corpo com os
parlamentares é fundamental,
pois representantes de interesses opostos marcam presença no
Congresso todos os dias.
“Temos de levar o máximo de empresários para
acompanhar as votações. Se não trabalharmos
juntos, alguns artigos desfavoráveis que foram excluídos da redação podem voltar”, alerta o presidente da Fenavist.
Estamos unidos e diligentes, cobrando e pressionando diariamente. “Estamos aprendendo a
jogar o jogo de Brasília”, conclui o presidente da
Associação Brasileira das Empresas de Vigilância
(ABREVIS), José Jacobson Neto.
Revista SESVESP | 9
eventos
II ERESP: exemplo de maturidade
Encontro Regional das Empresas de Segurança Privada reúne empresários e autoridades no ABC
O
Baby Beef Jardim foi palco
da segunda edição do Encontro Regional das Empresas de Segurança Privada
– ERESP. Organizado pelo Sindicato
das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos
de Formação do Estado de São Paulo (SESVESP), reuniu empresários e
autoridades em Santo André (no ABC
paulista), em 23 de setembro.
“É mais uma oportunidade de integração com a sociedade, um exemplo de maturidade. Continuaremos
a trabalhar em busca desse entrosamento, dado o grande papel que
a segurança privada exerce no dia a
dia da população”, discursou o presidente do SESVESP, João Eliezer Palhuca, na abertura oficial.
João José Andrade de Almeida, delegado regional do SESVESP de São
Carlos, diz que idealizou o evento
para aproximar o sindicato dos associados, empresários em geral e da
sociedade, provendo conhecimento
para fortalecer as empresas e, consequentemente, o setor. “Por isso,
temos sempre uma palestra técnica,
sobre o cenário atual, e uma motivacional, porque não podemos nos intimidar ante as dificuldades”, explica.
A comentarista de política e âncora
do programa Fatos e Versões da GloboNews, Cristiana Lôbo, assumiu o
microfone para falar sobre Brasil: Crise e oportunidade, perspectivas para o
futuro. “É um momento muito difícil,
que combina economia, política e ética. Nada que assombre o brasileiro,
que já superou muitas crises. Ele quer
uma luz. Mas a crise é, sobretudo, de
liderança, de não ter quem aponte um
caminho”, resumiu a jornalista.
Cristiana prevê um cenário desalentador nos próximos dois anos. “É
10 | Revista SESVESP
hora de enxugar, de ajustar as contas
da empresa e de aproveitar as oportunidades que sempre surgem nesses momentos”, aponta. “A política é
feita de ciclos, governos e modelos
se encerram. Não dá para adivinhar
o que vem pela frente, mas é provável que será uma guinada.”
“Adoro campeões”
Ficou a cargo do médico psiquiatra Roberto Shinyashiki levantar
o astral da plateia. Com a palestra
Mente de campeão: O segredo da alta
performance, ele apontou caminhos
para superar os obstáculos. “Tem
de entender que é só mais uma cri-
se, que sempre haverá derrotas na
vida”, acredita
Para superar crises, o segredo é a
programação mental de campeão: “Ele
assume a responsabilidade pelos seus
problemas, não espera que o governo
resolva: decide, planeja e realiza”, afirma. Ainda: “Adapta-se às mudanças,
mantém o equilíbrio, comunica-se
bem e acredita em sua força”.
Homenagens
A entrega da placa de Colaborador
Emérito da Segurança Privada a Percival Aracema e Lelivaldo Benedicto
Marques, em reconhecimento aos serviços prestados, encerrou o II ERESP.
Jornalista Cristiana Lôbo
Médico psiquiatra Roberto Shinyashiki
João Palhuca (E), José Jacobson Neto, em nome de
Lelivaldo Benedicto Marques, e Percival Aracema
Vereador Sargento Lôbo (E), José Jacobson Neto, João Palhuca, Mirian Bazote, Jacymar Dalcamini, Jeferson Furlan Nazário
Gilberto Sacilotti Jr (E), Percival Aracema, Vagner Jorge
James Silva de Azevedo (E), Stella Santos, André Silva de
Azevedo, Marco Antônio Lopes, Marco Cavalcante da Silva
Paulo Jakson e vereador Sargento Lôbo
Helvio Rodrigues (E), o casal Ereni e Sidney Tinoco e
Fernando Bazote Puccia
João e Tatiana Diniz, Felipe Villarinho, Diego Akashi,
Ronaldo Puim Toneloto
José Jacobson Neto (E), Flávio Sandrini, Berardino
Antonio Fanganiello
Autair Iuga (E), Jeferson Furlan Nazário, João Palhuca
João Gabriel (E), Frederico Muniz Junqueira de Almeida,
Eduardo de Pinho Freire
Shirlei Cristina de Melo Ferreira Cruz (E), Camila Ohata,
Elaine Fabrício e Amauri de Oliveira Soares
César Garbus e seu filho Fábio
Público lotou o espaço de eventos em Santo André
Revista SESVESP | 11
Wt
SEMINÁRIO
Sistema Carcerário Nacional
Entidades defendem que monitoramento de tornozeleira eletrônica em presos
seja feito pela segurança privada
O CONSELHO PENITENCIÁRIO DE SÃO PAULO
Tem o prazer de convidá-lo para o
Seminário sobre o Sistema Carcerário Nacional
Vamos debater com especialistas as propostas e soluções para a área.
Bloqueie sua agenda das 9h às 16h30 do dia 23 de outubro (sexta-feira)
No Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa de São Paulo –
Parque do Ibirapuera
Apoiadores:
S
R.S.V.P.
Priscilla L. Coelho
[email protected]
(11) 3858-7360 R. 216
istema Carcerário Nacional é o tema do seminário
que se realizará na Assembleia Legislativa do Estado
de São Paulo com o intuito de governo, instituições
privadas e sociedade em geral discutirem as propostas e soluções para essa área nevrálgica.
Promovido pelo Conselho Penitenciário do Estado de São
Paulo, o encontro conta com apoio da Ordem dos Advogados
do Brasil de São Paulo (OAB/SP), do Sindicato das Empresas de
Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação
do Estado de São Paulo (SESVESP), da Federação Nacional das
Empresas de Segurança e Transporte de Valores (FENAVIST), da
Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (ABREVIS) e
da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos
de Segurança (ABESE).
As entidades patronais defendem que o monitoramento das
tornozeleiras eletrônicas em presos no regime semiaberto seja
feito por empresas de segurança privada, que são capacitadas
e fiscalizadas pela Polícia Federal.
Os profissionais de tecnologia não entendem a complexidade
operacional. “As empresas de segurança privada são capacitadas
não apenas para monitorar, mas também rastrear. Têm estrutura organizacional, como central instalada, efetivo treinado,
processo de atendimento rápido, enfim, são altamente qualificadas”, avalia o presidente do SESVESP, João Eliezer Palhuca.
Nos Estados Unidos, que fazem uso de dispositivos eletrônicos para controle de presos há 20 anos, cerca de 7 milhões de
presos são monitorados por dispositivos eletrônicos, enquanto
12 | Revista SESVESP
aproximadamente 3,5 milhões de encarcerados estão sob
controle do Estado. E o monitoramento compete à segurança
privada. No Brasil, existem em torno de 580 mil presos, mas
cerca de 300 mil condenados estão soltos por falta de vaga
em cadeia, e por volta de 300 mil condenados têm mandado
de prisão não executado (ainda não foram presos).
Insegurança
O preço por comprar o aparelho e não contratar o serviço
especializado é alto. Em Mato Grosso, a reincidência entre
presos com tornozeleira eletrônica chega a 17%, segundo a
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. "No papel, quando
você sai [da prisão], dizem que se você passar do horário ou
deixar descarregar eles te ligam ou vão na sua casa no outro
dia para te buscar, mas até hoje nunca fizeram nada disso
comigo", declarou um detento à TV Centro América. Outro
contou que alguns conseguem burlar o sistema e instalar o
dispositivo em animais, para pegar o batimento cardíaco.
Uma empresa de segurança privada é capaz de monitorar e rastrear 50 mil presos ao mesmo tempo. E, em casos
de emergência, como o de o condenado sair do perímetro
permitido, por exemplo, avisaria a Secretaria de Segurança
Pública em apenas 1 minuto. Hoje, o agente penitenciário
pode demorar até 24 horas para visitar o preso e certificarse de que ele não está infringindo a determinação judicial
nem praticando algum ato criminoso – cada visita custa R$
600 ao Estado, além de R$ 3 mil para manter um preso na
cadeia, enquanto uma tornozeleira eletrônica custa R$ 250.
“Com o monitoramento eficiente, a sociedade se sentiria
mais segura, pois os criminosos perigosos estariam presos
e os outros, sob controle”, diz Palhuca.
SEMINÁRIO SOBRE O SISTEMA
CARCERÁRIO NACIONAL
Data: 23 de outubro
Horário: das 9h às 16h30
Local: Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera
Istock
EM FOCO
Descriminalização do
porte de drogas para
consumo pessoal
E
CORONEL TELHADA
Deputado estadual (PSDB-SP), membro das
comissões de Segurança Pública e de Direitos
Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo
Como combater o
tráfico de um produto
já descriminalizado
por convenção social
e, agora, quase
por legislação?
Como prender um
traficante se basta
ele se apresentar
como usuário para
ser liberado?
m 20 de agosto, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor
da descriminalização do porte
de drogas para consumo pessoal. O julgamento foi interrompido quando o ministro Edson Fachin pediu vista do processo
para analisar melhor o caso. Segundo o
site G1, o voto considera que o artigo da
Lei Antidrogas, que define o porte como
crime, contraria a Constituição, interfere
na intimidade do usuário e não garante a
proteção da saúde coletiva e a segurança
pública. Interessante é a cobrança de autoridades e da sociedade por atitudes no
combate ao tráfico de entorpecentes, em
especial sobre a Polícia Militar, passando a
responsabilidade de debelar o tráfico unicamente à PM. Há anos a nossa legislação
hipócrita e complacente com o crime e os
criminosos permite que usuários de drogas (todas, não só a maconha, como a imprensa vendida e travestida em defensora dos direitos humanos quer fazer crer)
usem livremente entorpecentes em locais
públicos, criando uma cobrança descabida sobre a polícia por "não tomar atitude
e coibir tais práticas".
Cada vez mais os usuários são tratados como vítimas e doentes e a polícia,
como facilitadora da disseminação das
drogas na sociedade. Como combater o
tráfico de um produto já descriminalizado por convenção social e, agora, quase
por legislação? Como prender um traficante se basta ele se apresentar como
usuário para ser liberado? Muitos traficantes são presos com 1 ou 2 quilos
de drogas. Assim, bastaria ele dizer que
precisa dos 2 kg para consumo próprio,
pois utiliza a droga todo dia, várias vezes, e temos mais um usuário liberado
pelo novo olhar da Justiça sobre a lei.
Quando o assunto é responsabilidade,
o Supremo lava as mãos e deixa a responsabilidade para as polícias. O voto de
Mendes não diferenciou os tipos de droga. Poderia valer para qualquer substância, como maconha, cocaína, heroína,
crack, ecstasy...
Em mais uma falha ou desconhecimento da realidade, o ministro analisou que
a punição penal agride de forma "desproporcional" a liberdade da pessoa em
fazer algo que diz respeito somente a si,
à sua intimidade. Mendes nunca viu um
nóia descontrolado em via pública, nem
se defrontou com criminoso drogado
agredindo civis, policiais, agindo contra
toda a sociedade.
Profissionais da segurança pública ou
privada terão mais uma preocupação
em sua rotina e enfrentarão situações
que envolvam pessoas sob efeito de
drogas. Preparem-se para atuar nessas ocorrências, pois, no fim, o drogado
será uma vítima da brutalidade e incompreensão do agente de segurança,
atraindo muitas críticas.
Num Brasil dominado por quem quer
fazer só o politicamente correto em vez
de cumprir rigorosamente a lei, nós da
segurança precisaremos agir com muita
cautela, de preferência com o amparo da
tecnologia, que sirva de prova em nosso
favor ao sermos acusados de violentos e
despreparados.
Revista SESVESP | 13
EM PAUTA
Presença
forte em
todo o estado
Delegacias regionais atualizam
empresários locais paulistas sobre
ações do SESVESP da capital
S
ão Paulo tem 645 municípios espalhados em 248.222,362
km². O trânsito, as distâncias e a vida profissional atribulada muitas vezes impedem o deslocamento dos associados até a sede do Sindicato das Empresas de Segurança
Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de
São Paulo (SESVESP), localizada na Zona Norte da capital paulista.
A distância também é empecilho para que potenciais associados, os empresários do interior e litoral, conheçam a estrutura
ou acompanhem os eventos e cursos do sindicato.
Para disseminar conhecimento e informações relevantes do
setor a todos os empresários, foram criadas delegacias regionais
em seis pontos estratégicos do estado, que cobrem as cidades
do entorno: ABC, Bauru, Campinas, Santos, São Carlos e São José
dos Campos.
“As delegacias são uma extensão do SESVESP, e os delegados,
como seus representantes, têm a missão de orientar e manter os
empresários locais atualizados sobre todas as novidades do setor
e as determinações e ações do sindicato, por meio de reuniões
permanentes e da promoção de cursos e palestras”, afirma o
presidente da entidade, João Eliezer Palhuca.
Acompanhar a evolução do mercado, os novos métodos de
gestão, as inovações tecnológicas, as atualizações na área jurídica
e o cenário econômico e político é fundamental para o empresário
ter uma visão global do seu negócio.
“O papel das regionais é levar ao empresário do interior todo o
conhecimento, as ferramentas disponíveis no SESVESP, para que,
mais capacitado, ele alcance os melhores resultados possíveis”,
explica o diretor de delegacias regionais do SESVESP, João José
Andrade de Almeida.
“À medida que as empresas se fortalecem, mais forte se torna
a entidade. Isso aumenta as possibilidades do sindicato de conquistar mais benefícios não só para seus associados, mas para
todo o setor da segurança privada.”
Papel social
O trabalho dos delegados regionais vai além de levar informações de normas, legislação e formas de práticas comerciais e de
organizar palestras e cursos de capacitação.
14 | Revista SESVESP
Eles têm a função de aproximar os associados do SESVESP da
capital, de divulgar o sindicato entre o empresariado local e de
estreitar relações com a comunidade, fomentando ações sociais.
Exemplo da contribuição social das delegacias é o Programa
de Alfabetização e Suplência Gratuita para Adultos do Centro de
Integração Empresa-Escola (CIEE), parceiro do sindicato desde
2002. O SESVESP mantém duas salas de aula em Santos, no
litoral, com aproximadamente vinte alunos. Em junho passado,
130 alunos do programa, entre eles a turma patrocinada pelo
sindicato, festejou a conquista do diploma.
“O bem mais caro que se pode adquirir na vida é a educação.
Ela é a base de uma sociedade mais democrática e justa. O analfabetismo limita as possibilidades de crescimento profissional e
pessoal, de exercer a cidadania plena”, analisa Palhuca.
Comprometimento
Ser delegado regional é assumir uma grande responsabilidade,
pois o bom desempenho da função é fundamental para a união e o
fortalecimento do setor. “Para ocupar o cargo tem de ser comprometido com o SESVESP e honrar esse compromisso. Com certeza,
não é tarefa para qualquer um”, alerta o presidente do SESVESP.
Linha do tempo
• 19 de fevereiro de 1992: inaugurada a primeira Delegacia
Regional, em Santos – delegado na época, Manoel Santalla
Montoto;
• 29 de abril de 1992: inaugurada a Delegacia Regional de Campinas – delegado na época, Claudionor Cortesia;
• 9 de novembro de 1998: inaugurada a Delegacia Regional de
Bauru – delegado na época, Ricardo Oliveira;
• 22 de novembro de 2000: inaugurada a Delegacia do ABC –
delegado na época, Marco Antonio de Medeiros;
• 12 de julho de 2001: inaugurada a Delegacia de São Carlos –
delegado na época, João José Andrade de Almeida;
• 13 de fevereiro de 2001: inaugurada a Delegacia de São José
dos Campos – delegado na época, Ceneval Cabral.
MIRIAN BAZOTE
MANOEL SANTALLA MONTOTO
REGIONAL ABC
REGIONAL SANTOS
Empossada em 16/12/2003
Empossado em 1992 e em 2010
Diretora da Port Segurança
Diretor da Comando Segurança Especial
Estrutura da delegacia: Sala comercial no bairro Campestre, um dos melhores de Santo André, com toda infraestrutura à disposição dos associados
Metas: Conscientizar e orientar sobre
a necessidade de contratar empresas regularmente constituídas; combate às clandestinas; promover treinamento e cursos de capacitação para os profissionais na área de
segurança privada
Contato: Av. D. Pedro II, 1.641, 5º and., sala 52, Campestre
Tel.: (11) 4991-7297 | E-mail: [email protected]
ERASMO APARECIDO
PRIOSTE
REGIONAL BAURU
Empossado em 16/3/2011
Diretor comercial da Security Segurança e
Serviços
Estrutura da delegacia: Sala comercial no centro da cidade, com toda
infraestrutura e conforto para trabalhar,
receber e atender os associados com dedicação, eficiência e presteza
Metas: Acompanhar licitações públicas, observando a legalidade dos
procedimentos; assessorar os associados com documentações e informações pertinentes ao segmento; promover cursos gratuitos de capacitação
e gestão; zelar pelas boas práticas do mercado de segurança privada; conquistar novos associados; contribuir para as metas do SESVESP de São
Paulo, principalmente as relacionadas à certificação ISO 9001
Contato: R. 13 de Maio, 8-16, sala 4, Centro
Tel.: (14) 3226-1225 | E-mail: [email protected]
MAURO DONIZETTE
DE OLIVEIRA
REGIONAL CAMPINAS
Empossado há 10 anos
Sócio-diretor do Grupo Madri
Estrutura da delegacia: 3 salas
comerciais
Metas: Acompanhar licitações/pregões;
atender as demandas dos associados;
apoio e recrutamento de empresas fora de
Campinas; reuniões com sócios e empresários não associados; aproximar os sócios; estreitar relacionamento com autoridades locais e a
Polícia Federal; aprimorar e desenvolver as empresas da região
Contato: R. Barão de Paranapanema, 146, bloco C, 8º and., Bosque
Tel.: (19) 3237-5028 | E-mail: [email protected]
Estrutura da delegacia: Sala comercial na Vila Mathias, bairro central
Metas: Promover a integração entre
os empresários, facilitar as relações
com a Polícia Federal e autoridades
da região, promover o treinamento
dos colaboradores das empresas e representar os interesses do SESVESP
Contato: Av. Ana Costa, 100, conj. 67, Vila Mathias
Tel.: (13) 3234-6307 | E-mail: [email protected]
JOÃO JOSÉ ANDRADE
DE ALMEIDA
REGIONAL SÃO CARLOS
Empossado em 12/7/2001
Diretor presidente da Engefort Sistema
Avançado de Segurança
Estrutura da delegacia: Sala comercial, com sala de reunião disponível
para os associados
Metas: Atender as demandas e orientar os associados; promover e
divulgar cursos e eventos; apoiar iniciativas de combate às empresas
clandestinas; difundir as ações do sindicato entre os empresários e
a sociedade locais
Contato: R. Eliza Botelho M. de Barros, 257, Vila Nery
Tel.: (16) 3307-5281 | E-mail: [email protected]
CENEVAL CABRAL
REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Empossado em 2001 e em 2015
Diretor das academias para formação de
vigilantes SegMaster, sediada em Taubaté, e Astro Treinamentos, localizada em
São José dos Campos
Estrutura da delegacia: Sala comercial, que ocupa a maior área do tradicional Edifício Ruy Dória, no centro da
cidade, com recepção, secretaria, minicopa, gabinete do delegado e
sala de reunião com capacidade para 12 pessoas
Metas: Promover cursos, palestras e reuniões; representar o SESVESP entre os associados do Vale do Paraíba e litoral Norte; receber
com excelência autoridades da região, para ser um elo cada vez mais
forte entre os associados, a direção central do SESVESP, autoridades
competentes da região, imprensa e a sociedade em geral
Contato: R. Vilaça, 576, Edifício Ruy Dória, Centro
Tel.: (12) 3913-3088 | E-mail: [email protected]
Revista SESVESP | 15
pensata
Lei Anticorrupção e normas
que a regulamentam
DRA. SORAYA CARDOSO SANTOS
Departamento Jurídico da Federação Nacional das
Empresas de Segurança e Transporte de Valores (FENAVIST)
A
Lei nº 12.846/2013, a chamada Lei Anticorrupção, que
entrou em vigor em 2014
e foi regulamentada pelo
Decreto nº 87.420/2015, estabelece
preceitos e punições administrativas
às pessoas jurídicas pela prática de
atos contra a administração pública,
nacional ou estrangeira, às sociedades
empresárias e simples, personificadas
ou não, e às fundações, associações de
entidades ou pessoas, ou sociedades
estrangeiras, constituídas de fato ou de
direito, ainda que temporariamente.
A partir de 2000, o Brasil ratificou e
subscreveu convenções internacionais,
evidenciando a necessidade de lei espe16 | Revista SESVESP
cífica sobre o assunto no país. A Convenção da Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Estrangeiros em Transações
Comerciais Internacionais, firmada em
2007 e ratificada pelo Brasil em 2000,
a Convenção Interamericana contra a
Corrupção, da Organização dos Estados
Americanos, de 1996 e subscrita em
2002, e a Convenção das Nações Unidas
contra a Corrupção de 2005, ratificada
em 2007, por exemplo, influenciaram
fortemente na criação da Lei 12.846,
nos moldes estabelecidos.
Antes da publicação da lei, pessoas
jurídicas flagradas em práticas ilícitas
contra o Erário público, corriqueiramente, alegavam tratar-se de infração
pontual ou motivada por empregado e/
ou funcionário público isoladamente,
restringindo a responsabilidade às pessoas físicas. Após a publicação, as empresas envolvidas em atos de corrupção
também passaram a ser alvo de processos administrativos e civis, com punições severas, multas de 0,1% a 20% de
seu faturamento anual bruto, a desconsideração da personalidade jurídica, a
suspensão ou interdição parcial de suas
atividades e sua inscrição no Cadastro
Nacional de Empresas Inidôneas Suspensas – CEIS e no Cadastro Nacional
de Empresas Punidas – CNEP.
A inscrição no CEIS suspende temporariamente a participação em licitação,
impede licitar e contratar com a União,
estados, Distrito Federal e municípios,
e declara a inidoneidade para licitar ou
contratar com a administração pública.
E, no CNEP, expõe as empresas punidas
com base na Lei Anticorrupção e as que
não cumpriram o acordo de leniência.
O acordo de leniência objetiva a colaboração das empresas com as investigações e o processo administrativo, resultando na identificação dos envolvidos
na infração administrativa e na obtenção célere de informações e documentos que comprovem a infração. A adesão
ao acordo pode acarretar isenção da
obrigatoriedade de publicar a punição e
da proibição de receber incentivos, subsídios, empréstimos do governo federal;
reduzir a multa em até 2/3; e isentar ou
atenuar a proibição de contratar com a
administração pública.
A concessão dos benefícios do acordo
de leniência está condicionada ao Programa de Integridade – Compliance da
empresa, que estabelece mecanismos
e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de
irregularidades e à aplicação efetiva de
códigos de ética e de condutas. Assim, a
Lei Anticorrupção objetiva, também, motivar as empresas a adotarem medidas
preventivas para evitar a prática de atos
lesivos à administração pública, criando
ou alterando, por exemplo, códigos de
ética e conduta, demonstrando seu comprometimento no combate à corrupção.
Em parceria
com a FEBRAC,
disponibilizaremos
em breve uma
cartilha explicativa
da Lei Anticorrupção,
com dicas de ações
preventivas
PONTO DE VISTA
iStock
Escolta armada e sua relevância para
o crescimento ou risco de sucumbência
H
Autair Iuga
Presidente do Sindicato das
Empresas de Escolta do Estado
de São Paulo (SEMEESP)
á tempos o mercado produtor da indústria e comércio atentou para a
importância de utilizar a escolta armada como ferramenta imprescindível para a cadeia de escoamento de cargas que
atraem a criminalidade — pneus, medicamentos, eletroeletrônicos, cigarros, carnes nobres,
metais, bebidas e numerários, entre outros.
Como fortalecer e profissionalizar mais a atividade na medida certa? A diferença entre o veneno e o remédio está na dose.
O novo Estatuto da Segurança Privada, que está
no substitutivo do Projeto de Lei nº 4.238/2012
e seus apensos, pode nortear nossa atividade,
melhorando e atualizando a Lei 7.102/83 e suas
portarias. Temos de estar antenados, saber se as
mudanças ajudam de fato. Interatividade e participação são essenciais; e a aproximação com deputados federais é de suma importância, pois os
laborais fazem isso com maestria, diariamente.
Temos oportunidade única de sair do maldito rodízio de viaturas municipais, pois todas as ações
com a prefeitura paulistana foram infrutíferas.
Herdamos o caos social e os prejuízos financeiros. Como manter um vigilante de escolta armada impedido de dirigir por excesso de pontos em
sua carteira de motorista? E o ônus social...
O trabalho do grupo de estudo da escolta armada está sendo apresentado na Comissão
Consultiva para Assuntos da Segurança Privada
(CCASP), que reúne as entidades representativas
laborais e patronais. O foco é melhorar as condições de trabalho, a proteção dos vigilantes, mas
sem acabar, sucumbir ou neutralizar a atividade,
pois os laborais querem blindar todas as viaturas
de escolta armada. Seria a morte do segmento. O
Exército, que integra o grupo, esclareceu que os
veículos das escoltas armadas são de passeio e
ainda não há norma técnica que permita alterar
a estrutura, para equipá-los com escotilha e seteira, para revidar de dentro da viatura. Some-se
o custo exorbitante, o desgaste de peças excessivo, treinamento, mais mortes em acidentes com
homens presos nas ferragens e temos de ficar
muito preocupados.
Por que contratar escolta armada e caminhão/
carreta se posso contratar um carro forte, que faz o
transporte e é blindado? O alvo do roubo de carga é
o caminhão escoltado, não a viatura de escolta. Claro que a preservação do bem maior, a vida, deve ser
levada em consideração. Mas por que as polícias, o
Exército, a Marinha, a Aeronáutica, a Polícia Federal e outras forças legais não usam carros blindados? Porque o Erário público não suporta. Como os
empresários suportarão? Já é muito difícil vender
e receber escolta armada com veículos de menor
potência e baixo consumo, imagine com viaturas
mais potentes, blindagem, alto consumo, muita
manutenção, treinamento etc.!
Temos de expor nossos objetivos, brigarmos
pela nossa sobrevivência. Se nossas fronteiras
fossem mais bem controladas, não haveria tanto
armamento superior. De novo, o poder público
repassa boa parte de sua responsabilidade ao
setor privado e, pior, quase sem retorno em benefício social, como sempre. Sem falar na crise
econômica e política, baixa produção industrial,
inflação e desemprego altos, juros absurdos e a
negociação da próxima CCT — todos sabem que
muitas empresas nem sequer conseguiram o repasse parcial de janeiro.
Revista SESVESP | 17
artigo
Uma arma contra
a clandestinidade
José Jacobson Neto, presidente da ABREVIS
U
VICTOR SAETA DE AGUIAR, diretor da ABREVIS
18 | Revista SESVESP
ma das maiores aspirações do setor de segurança
privada sempre foram a colaboração e o envolvimento efetivo das autoridades na luta contra as
empresas clandestinas no Brasil.
A clandestinidade é um mal que ataca não apenas as empresas legalmente constituídas. Ela também provoca muitos
prejuízos a toda a sociedade, ao governo, aos profissionais e
aos contratantes dos nossos serviços. Muitas vezes, eles são
induzidos à contratação por meio de artimanhas bem urdidas
pelas verdadeiras arapucas que agem disfarçadas em empresas
prestadoras de serviços. Nós, empresários da segurança privada,
já demonstramos nossa importância para o país.
Ao longo dos anos, o segmento consolidou-se como fator decisivo para a preservação do patrimônio e da vida. A sociedade
aprendeu a nos confiar seus
bens maiores e a ter certeza
da seriedade e responsabilidade com que respondemos
a esse chamado.
Segurança e
tranquilidade
O mercado cresceu e
atingiu tamanha capilaridade, que, para atender as
suas necessidades, exigiu
A clandestinidade é um
mal que ataca não apenas
as empresas legalmente
constituídas. Ela também
provoca muitos prejuízos
a toda a sociedade, ao
governo, aos profissionais
e aos contratantes dos
nossos serviços
das empresas de segurança privada grandes investimentos em tecnologia,
especializações de profissionais, importação de
métodos modernos de controles, e por aí vai...
Somos o suporte para toda a rede bancária nacional e
em diversas atividades ligadas ao setor financeiro.
Os governos federal, estaduais e municipais são grandes
contratantes dos nossos serviços.
A indústria, o comércio, os hospitais, as escolas, enfim,
todas as atividades que compõem o grande tecido da
sociedade produtiva dependem de nossos serviços para
que não se esgarcem as tramas que lhes proporcionam
segurança e tranquilidade.
Diante de tal magnitude de responsabilidades e serviços executados, obviamente existem válvulas de entrada
que fogem de nosso controle. E é por esses canais que
pseudoempresários inescrupulosos invadem o segmento
e oferecem serviços irregulares.
Os contratantes desses serviços são as maiores vítimas,
pois, além de não contarem com a assessoria que esperam na prestação de serviços, correm o risco de serem
envolvidos em ocorrências graves, muitas vezes com
desfechos fatais.
Na segurança privada não há
lugar para clandestinos
Sem contar o passivo
trabalhista que vai se formando ao longo do contrato com essas empresas
inidôneas, que, ao final,
certamente será suportado
pelos contratantes.
Combate intensivo
Sensível a esse clamor do
nosso setor, a Federação
Nacional das Empresas de
Segurança e Transporte de
Valores (FENAVIST), nossa
organização maior junto
às autoridades, a ABREVIS,
além de sindicatos estaduais,
reuniram-se com a Polícia Federal para expor nossos pleitos,
com o intuito de iniciarmos uma atuação oficial e intensiva
no combate aos clandestinos.
Os responsáveis pela fiscalização da Polícia Federal
compreenderam o problema e foi criado um expediente
de ações conjuntas para atacar de frente o assunto.
Uma dessas medidas é a Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Segurança Clandestina, lançada em
24 de junho, em Brasília (DF), em evento marcante na
Academia Nacional de Polícia.
É um sopro de oxigenação que nos dará alento para
continuarmos na nossa luta a fim de tornarmos o setor
legalizado em todas as suas nuances.
Na segurança privada não há lugar para clandestinos.
Repressão aos intrusos
Hoje, esses serviços irregulares ainda podem ser detectados em muitos estabelecimentos comerciais, em bares
e restaurantes, em galerias, em feiras de exposições e
até em provas esportivas, além de jogos profissionais,
nos quais, com muito mais razões, deveriam ser exigidos
serviços regulamentares.
Vamos atacá-los legalmente. Agora temos ao nosso lado
a atuação do Poder maior na repressão aos intrusos.
Respaldados pelo apoio da autoridade que nos regulamenta, organiza e orienta, certamente teremos resultados
muito mais positivos a partir de agora.
Revista SESVESP | 19
ANÁLISE
Gestão de segurança
em empreendimentos
comerciais de grande porte
D
EDILSON CARNEVALI
Gestor de segurança
empresarial, oficial da reserva
do Exército, com MBS e MBA
em Gestão Estratégica, de
Segurança, e expertise em
gestão de segurança, em
multinacionais de grande
porte nos segmentos de
varejo, logística e consultoria
iante de um cenário em que a segurança se torna cada vez mais necessária
e procurada pelos cidadãos, e as pesquisas de mercado apontam como um
fator prioritário no mundo contemporâneo, temos de redobrar a atenção não só com os pequenos delitos, mas também com situações que
possam causar grande impacto negativo, pondo pessoas em risco, danificando o patrimônio
tangível e intangível ou prejudicando o comércio e lazer locais.
Na pirâmide abaixo, apresentada pelo renomado psicólogo norte-americano Abraham
Maslow em sua proposta Hierarquia de Necessidades, a segurança aparece logo após as necessidades fisiológicas, o que inclui a proteção
contra a violência, para saúde, os recursos financeiros e outros.
Autorrealização
Status-Estima
Sociais
Segurança
Fisiológicas
20 | Revista SESVESP
Algumas redes de shopping centers possuem
essa visão, mas outras ainda necessitam aprimorar seus sistemas. A situação política, social
e econômica do país indica uma probabilidade de aumento nos índices de criminalidade
para casos de fraude, estelionato, furto, roubo
e sequestro relâmpago. Hoje, como exemplo,
temos famílias que deixam seus filhos nos shoppings, transferindo a responsabilidade da segurança deles para os centros comerciais.
Atualmente, a segurança é necessária e requer investimentos em bons profissionais
e equipamentos, o que demanda um estudo
detalhado, baseado em ferramentas metodológicas disponíveis no mercado.
Um bom exemplo para mensurar e aumentar o nível de segurança de um empreendimento é a norma ISO 31.000, que fornece
princípios e diretrizes para a gestão de riscos. Como ela é genérica, pode ser utilizada
em qualquer segmento. Permite aumentar a
probabilidade de atingir os objetivos traçados, é parâmetro internacional, favorece a
governança, estrutura planejamentos e norteia a tomada de decisões, além de refletir na
eficiência e eficácia do empreendimento e de
suas equipes.
Algumas medidas devem ser avaliadas,
adotadas e/ou reforçadas:
• Treinamento da equipe de vigilância:
quanto mais capacitada, melhor administrará
as ocorrências;
• Parceria com as equipes de vendas/demais operações: bem orientadas, elas serão
uma extensão da segurança;
• Maior ostensividade da segurança: a palavra-chave é inibir, mas a ostensividade precisa de profissionais inacessíveis fisicamente,
o que será um grande obstáculo para maiores
ações contra o estabelecimento;
• Emprego de equipe velada: jogar com o
fator surpresa a nosso favor;
• Investimento em recursos eletrônicos:
bem dimensionados, podem auxiliar muito; deve-se considerar a utilização de recursos analíticos e o monitoramento externo da central de
observação do shopping;
• Revisão de procedimentos: sempre;
• Revisão e treinamento dos planos de
ação: não adianta um plano de ação se ele nunca é treinado;
• Revisão do planejamento estratégico de
gerenciamento de crise: o que fazer, como,
quando, quem... tudo deve ser previamente
bem definido;
• Ações de marketing da segurança para o
público interno e externo: todos devem saber
que a segurança está presente e atenta.
Importante observar que todas essas ações
devem estar em conformidade com a missão, visão e os valores do empreendimento.
Em resumo: segurança é corresponsabilidade de todos.
cursos
Ainda dá tempo para
se capacitar em 2015.
Agende-se!
Os últimos cursos de capacitação dos profissionais de segurança privada, promovidos pelo SESVESP em 2015, se
realizarão de 21 de outubro a 27 de novembro em seis municípios paulistas.
PNL – Programação neurolinguística na prática; Método brasiliano de análise de risco; Análise e avaliação de risco
– Método quantitativo; 10 passos para reduzir o passivo trabalhista; e Como desenvolver segurança em condomínios
estão entre os temas das classes.
Cortesia do SESVESP aos associados em dia com suas contribuições, as aulas serão ministradas nas cidades do
ABC paulista, em São Paulo, São José dos Campos, Santos, Campinas e São Carlos. Pessoas físicas, empresas não
vinculadas ao sindicato e de outros segmentos também podem participar.
Inscrições pelo site: www.sesvesp.com.br.
Data
Local
Horário
Curso
Instrutor
21/out
São Paulo
9h às 18h
PNL - Programação Neurolinguística na prática
Roberto Costa
22/out
São José dos Campos
9h às 18h
O sucesso do cliente é o seu novo negócio
Marcos Menichetti
23/out
Santos
9h às 18h
Gestão operacional com ênfase na tratativa disciplinar
Vinícius Vaz
27/out
São José dos Campos
9h às 18h
Gestão de risco
Claudio Moretti
10/nov
São Paulo
9h às 18h
Método brasiliano de análise de risco
Claudio Moretti
10/nov
Campinas
9h às 18h
Como superar e vencer resistências internas na gestão de
pessoas
Ricardo Fera
12/nov
São Carlos
9h às 18h
O sucesso do cliente é o seu novo negócio
Marcos Menichetti
19/nov
Santos
9h às 18h
Análise e avaliação de risco - Método quantitativo
Claudio Moretti
19/nov
São Carlos
9h às 18h
Formação de preposto
Silmar Brasil
24/nov
Santos
9h às 18h
Chefia e liderança para gestores da segurança
Vinícius Vaz
25/nov
ABC
9h às 18h
Método brasiliano de análise de risco
Claudio Moretti
26/nov
Campinas
9h às 13h
10 passos para reduzir o passivo trabalhista
Silmar Brasil
27/nov
ABC
9h às 18h
Como desenvolver segurança em condomínios
Marcy J. Campos Verde
Revista SESVESP | 21
OPINIÃO
LUIZ MARINS
"Eu quase esperei"
Antropólogo e escritor (www.marins.com.br)
L
22 | Revista SESVESP
uís XIV, rei da França (1638-1715), o Rei
Sol, monarca absolutista, déspota, que
dizia: "O Estado sou eu", ao verificar que
sua carruagem só chegava na hora exata por ele
marcada, certa vez disse: "J'ai failli attendre", "Eu
quase esperei". O que isso tem a ver com os dias
atuais? Com a empresa e o cliente de hoje? Com a
globalização, a competição acirrada do mercado,
com tantos concorrentes em busca do mesmo
cliente e tantas opções de compra, hoje o cliente
virou um rei. Um rei déspota, intolerante, exigente, que sabe possuir o poder absoluto. O cliente
comporta-se como Luís XIV e diz: "O mercado
sou eu". E espera que todos o sirvam, bajulem,
façam mesuras e rapapés.
Se for mal atendido, o cliente simplesmente
mata a empresa de sua mente e de suas opções
e manda matar essa empresa como fornecedora
de produtos e serviços para seus negócios. Ele
não aceita esperar, quer tudo na hora, já! E quando servirmos e atendermos o cliente na hora e
da forma exata exigida, ele ainda dirá: "Eu quase
esperei...".
É uma realidade sem volta. Essa tirania do
cliente dificilmente passará. Cada vez mais o poder passará das mãos das empresas para as dos
clientes. Ele sabe e saberá cada vez mais fazer
uso desse poder em seu favor, pouco se importando com qualquer dificuldade que a empresa
possa alegar ou justificar.
Essa nova realidade requer um novo comportamento das empresas e dos profissionais: trata-se do senso de urgência. O cliente não aceita
mais esperar. E, se você deixá-lo esperar, com
certeza o perderá.
Quando um cliente lhe disser: "Quando você
se lembrar, puder ou passar pela minha empre-
sa, traga seus catálogos, preços etc. que eu quero dar uma olhada. Não estou sequer pensando
em comprar. É só para conhecer...", por favor, não
acredite!
O que ele quer dizer é traga já! e o que realmente gostaria de dizer, mas não diz, é você já
deveria saber que eu iria querer conhecer
seus catálogos e seus preços, e eles já deveriam estar em minhas mãos!
Se você demorar para levar seu material a
esse cliente potencial, quando lá chegar terá a
surpresa de ver que ele já comprou de seu concorrente. "Mas você disse que não estava sequer
pensando em comprar, por isso só trouxe hoje,
quando passei por aqui." Ele dirá: "É verdade!
Eu não queria comprar, mas seu concorrente
passou aqui ontem e, conversando, fechamos
negócio. Gostaria de comprar de você, mas ele
apareceu antes e...". Você perdeu a venda por
uma hora, um dia, dois dias!
A falta de senso de urgência tem feito com que
empresas percam negócios excelentes. O cliente
simplesmente não espera mais! Ele tem um valor
de tempo que muitas empresas não enxergaram.
Ele quer tudo na hora, já! Não quer mais "quase
esperar", como reclamou Luís XIV.
Em vez de reclamar e chorar, para sobrevivermos nestes novos tempos como empresas e
profissionais temos de servir a esse rei absolutista e déspota que se chama cliente e, mais do
que satisfazê-lo, devemos antecipar seus desejos
e estar com a nossa carruagem onde ele estiver,
antes da hora por ele marcada. Se quisermos
conquistar e manter esse rei como cliente, temos
de surpreendê-lo, encantá-lo. Mesmo assim, ainda podemos dele ouvir: "Eu quase esperei...".
Pense nisso. Corra! Sucesso!
ERP líder no mercado de Segurança Patrimonial, Portaria e Limpeza.
Ele entende a lógica da sua empresa.
E aplica nela a fórmula para que você obtenha:
Mais Produtividade
Mais Segurança
Melhores Resultados!
(51) 3012 .0601
Rua Cel Bordini , 487 - 2º Andar
90440-000 - Porto Alegre - RS
[email protected]
www.gesoper.com.br
Revista SESVESP | 23
‘Na hora de contratar seu
prestador de serviço, exija o
Certificado de Regularidade
em Segurança’.
Ao lançar o CRS em 2002, o SESVESP promoveu uma iniciativa pioneira
nos mercados de segurança paulista e brasileiro. Pela primeira vez na
história do segmento de segurança, as empresas contratantes passaram
a contar com um importante aliado: um documento expedido por
Certificadora Independente, que identifica as empresas com condições
de prestar bons serviços.
CRS. A iniciativa que foi ao encontro de uma necessidade de mercado.
A consolidação desta marca muito se deve a seriedade com
que é tratado o processo de certificação. Com isso as empresas
mantenedora do CRS tem alcançado ainda mais credibilidade
no mercado.
Veja o que a sua empresa ganha ao contratar uma prestadora de segurança com CRS.
Eficiência: garantia de vigilantes treinados
e periodicamente reciclados em cursos de
formação legalmente reconhecidos e aprovados
pelo Ministério da Justiça.
Retorno Social: garantia de que a prestadora
contratada é socialmente responsável, respeita
o piso salarial da categoria e possui situação
regularizada em órgãos públicos.
Tranquilidade: assegura que sua empresa não
será envolvida em eventuais processos criminais
pela contratação de segurança irregular.
NÃO CORRA RISCOS
CONTRATE SEGURANÇA
COM SEGURANÇA.
Para saber quais empresas já possuem o Certificado de Regularidade em Segurança,
ligue para (11) 3858-7360 ou acesse o site www.sesvesp.com.br
Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e
Cursos de Formação do Estado de São Paulo.