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BISCOITOS
l
CANDIES
l
CHOCOLATES
l
SNACKS
l
SUCOS E REFRESCOS
28
Nº 238
Agosto 2014
isso é muito
natural
Sucos, néctares e
refrescos arrasam
no consumo plugado
na boa forma
ROBERTET
a lapidação
dos aromas
FEBRACHOCO
veja a tropa de elite
do chocolate
Carta do Editor
A n o X X V I I I - n º 2 3 8 - a g o s t o de 2 0 1 4
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Circulação SETEMBRO de 2014
Membro da Anatec
Associação Nacional das editoras
de publicações técnicas dirigidas
e especializadas.
Consumo com a
mão no freio
P
rovedora global de informações e insights sobre o que os consumidores
assistem e compram, a consultoria
Nielsen investigou no primeiro semestre as
variações de volume, valor e preço de 137
categorias de produtos de consumo de massa, em todas as regiões do país. O resultado
desse pente-fino pode ser conferido no estudo Tendências 1º Trimestre de 2014, divulgado no início de agosto. De um modo geral,
apesar de alguns pontos positivos apresentados no cenário econômico, como a redução
do desemprego (5%), a queda da inadimplência (4,4%) e o aumento da renda real (3%),
os brasileiros apresentaram uma redução de
2,5% na intenção de consumo no primeiro
trimestre, em relação ao mesmo período do
ano anterior.
Essa mudança no comportamento é associada ao aumento da inflação (2,9%), ao
comprometimento da renda (0,3%) e ao endividamento crescente (4,7%). Diante desse
cenário, a classe C foi o público mais afetado
em sua vida financeira, pois apresenta, em
média, um gasto 15% superior à sua renda
mensal. Embora a classe A/B seja quem
mais contribuiu para o crescimento em 2014,
a classe C ainda é o principal grupo consumidor, confirma a sondagem da Nielsen. No
primeiro trimestre, o público em geral reduziu as idas aos pontos de venda (3,6%), mas
aumentou o tíquete médio gasto (8,2%). Por
esse motivo, praticamente todas as cestas
analisadas pela empresa apresentaram um
crescimento em valor em comparação com o
mesmo período de 2013. Bebidas alcoólicas
cravaram alta de 15,6%, enquanto bebidas
não alcoólicas, que é tema da reportagem
especial da presente edição, avançaram
6,6%. Enquanto higiene e beleza assinalaram
5,3%, e limpeza caseira, 6,2%, os segmentos de mercearia doce subiram 3,2%, mercearia salgada, 4,6%, e itens perecíveis,15,3%.
Com o intuito de reagir frente ao aumento
de preços e conquistar o bolso do consumidor, algumas marcas investiram em ações
para reduzir preços no PDV. Duas foram as
ações mais recorrentes bancadas por fabricantes e varejistas para tornar os produtos
atraentes: descontos diretos no preço final e
embalagens promocionais do tipo leve três,
pague dois. Entre as categorias que mais investiram em descontos, sobressaem as cestas de bebidas alcoólicas (83%), bebidas não
alcoólicas (80%), puxadas por sucos prontos, néctares e refrescos em pó; mercearia
doce (70%) e higiene e beleza (61%). Com
as embalagens promocionais, os destaques
foram principalmente higiene e beleza, bebidas não alcoólicas e limpeza caseira. Pela
lupa da consultoria, na mercearia doce, itens
como leite condensado e biscoitos tiveram
o melhor desempenho em volume, com alta
de 13,3% e 3,4%, respectivamente. Já em
mercearia salgada os destaques foram peixe
enlatado (20,7%) e pão (10,4%). Em perecíveis, sorvetes se destacaram das demais categorias, com 35,3% de aumento. Também
o verão mais esticado deu sua contribuição
para o crescimento em volume da cesta de
bebidas não alcoólicas. Os energéticos foram
o destaque do período, com 34,8% de alta,
seguidos de água de coco (30,8%) e sucos
prontos (28,4%). •
Agosto 2014 Doce Revista
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Sumário
28 CAPA
SUCOS PRONTOS E REFRESCOS EM PÓ alto giro nas gôndolas
Associados a hábitos saudáveis, sucos, néctares e refrescos têm o consumo
acelerado com a melhora na renda do brasileiro e oferta compatível com
todos os gostos e bolsos
10 VITRINE ATACADISTA
MADU DOCES se reinventa
Ao ver a demanda de itens de decoração de mesa abocanhar metade do
faturamento da loja, a distribuidora campeã da zona norte paulistana investe
em especialização e espaço exclusivo para artigos de festa
12 INSUMOS
ROBERTET de casa nova
Depois de cinco décadas no mesmo prédio, a divisão de aromas naturais da
companhia francesa instala uma unidade separada da fábrica de fragrâncias
para melhor atender a clientela de alimentos e bebidas
14 EQUIPAMENTOS
GOTESP demanda bem engrenada
Na contramão da desaceleração generalizada nas vendas de máquinas,
a fabricante de embaladoras engorda o seu talonário de pedidos com
encomendas da indústria de guloseimas
16 FEIRA
FEBRACHOCO chocolate fino em foco
Em sua terceira edição, este ano dedicada ao mercado
premium, congresso e feira reúnem na cidade de Gramado
profissionais da indústria chocolateira nacional
SEÇÕES
06 MIX analista da Mintel mostra como gomas com xilitol auxiliam a diminuir a
cárie dental entre crianças na Índia
08 CONSULTORES a análise de especialistas dos mercados de açúcar e cacau
26 DESTAQUE enquete exclusiva apura opinião do trade sobre vendas de bebidas
não alcoólicas
34 GIRO os lançamentos que enfeitam as prateleiras do atacado distribuidor doceiro
38 SAÚDE & BEM-ESTAR Victoria Pagani, gerente de marketing para a América Latina
da Tate & Lyle, avalia as possibilidades de ingredientes funcionais em guloseimas
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Doce Revista Agosto 2014
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MIX
Sorriso saudável
Gomas de mascar com
xilitol auxiliam a diminuir
a cárie entre crianças
na Índia
I
ngredientes que conferem
grama é dirigido às crianças,
propriedades funcionais,
os principais consumidores
sem descaracterizar o sade chicles, com a vantagem
bor da guloseima, ganham
adicional de criar um impacto
cada vez mais espaço no
positivo na saúde oral. Semercado de candies. Foi por
gundo os estudantes, a goma
essa trilha que um grupo de
de mascar não substitui a
estudantes da Universidade
escovação regular e o uso do
da Pensilvânia criou uma so- Ranjana Sundaresan* fio dental, mas atuará como
um “produto auxiliar de hilução simples para combater
problemas de saúde dentário entre con- giene bucal”. A goma com xilitol, em si,
sumidores que vivem com menos de não é uma novidade. O aspecto mais
US$ 2,50 (R$ 5,69) por dia. Batizado de importante dessa ação é garantir que
Sweet Bites (Doces Mordidas), o projeto ela seja acessível aos consumidores de
consiste na utilização de uma goma de baixa renda.
Com produtos no varejo de preços
mascar com benefícios dentários através do xilitol, um substituto do açúcar elevados, o mercado de higiene oral na
comum, com 40% menos calorias e Índia é projetado para crescer em uma
que pode ser consumido por diabéticos CAGR (taxa composta de crescimento
proporcionando ao paladar uma sensa- anual) de 14,7% em valor entre 2014
e 2018. Devido aos preços altos dos
ção de frescor.
Em fase de teste de campo, o pro- produtos, um chicle com preço baixo
jeto está sendo pilotado em Bangalore, e benefícios saudáveis adicionados
na Índia. Para tanto, os pesquisadores provavelmente vai ser atraente e abrir
fecharam uma parceria com um fabri- a categoria de goma de mascar como
cante de goma de mascar à base de um formato alternativo para produtos
xilitol. A distribuição dos chicles é feita de higiene oral. Tem sido comprovado
por meio de grupos de mulheres locais. que o xilitol melhora a saúde dental,
A goma de mascar segue com in- diminuindo a formação de placa carioformações sobre cuidados dentários e gênica. Seu papel na higiene bucal é
a expectativa dos alunos é ensinar os reconhecido por autoridades alimenconsumidores de baixa renda como li- tares. Em 2009, a Autoridade Europeia
dar, de forma geral, com a cárie. O pro- para Segurança Alimentar (EFSA) apro-
vou esse posicionamento saudável e
permitiu que o xilitol fosse usado como
adoçante em gomas de mascar. Estudos recentes têm mostrado que o benefício máximo desse edulcorante nos
dentes é atingido quando de 2g a 3g
são consumidos, pelo menos, três vezes ao dia após as refeições.
O xilitol é cada vez mais aceito como
um adoçante em doces e confeitos. E a
maioria dos produtos que vem com a
substância destaca sua função odontológica. Globalmente, a goma de xilitol
foi responsável por mais de um terço
do total de lançamentos entre 2010 e
2013. Há também oportunidades para
aumentar o consumo dessa modalidade de goma de mascar entre adultos
por meio de ofertas de produtos com
sabores locais populares, tais como o
de cravo.
Na Índia, no entanto, apenas 13%
dos chicles lançados durante esse período contêm xilitol. Caso o projeto Sweet
Bites seja bem sucedido na Índia, seguramente haverá espaço para que seja
expandido a outros países de economia
emergente e regiões com alta prevalência da cárie. •
* Ranjana Sundaresan é analista
do setor alimentício da Mintel.
Fornecedora global de inteligência de mídia, consumidor e produto, por mais de 40 anos a Mintel tem propiciado a compreensão de tendências chaves,
oferecendo dados exclusivos e análises que impactam diretamente nos negócios de clientes espalhados pelo globo. Mais informações sobre esse artigo podem
ser obtidas pelo email: [email protected] ou pelo telefone 0800 095 9094.
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Doce Revista Agosto 2014
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Agosto 2014 Doce Revista
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Consultores
Cacau
Conjuntura volátil
e indefinida
A
tendência de alta iniciada
na segunda quinzena de
julho teve prosseguimento
em agosto. O contrato de dezembro/2014, que passou a ser a base
de referência, registrou ganhos de
US$ 200 entre o início do movimento em 17 de julho e seu ponto
mais alto em 18 de agosto, quando fechou cotado a US$ 3,260, vaThomas Hartmann
lor não visto desde maio de 2011.
Os preços cederam ligeiramente nas duas últimas semanas de
agosto e assumiram feições de consolidação, mas permaneceram acima do importante nível psicológico de US$ 3,200. O
avanço continuou sendo alimentado pelos fundos especulativos, que somaram mais quase 10.000 contratos à sua posição
comprada líquida de 136.800 contratos em julho.
Enquanto isso, o cenário fundamental tornou-se cada vez
mais baixista. As entradas de cacau na Costa do Marfim chegaram a 1.732.000 toneladas (t) na semana terminada em 24 de
agosto e já se tem como certo que sua safra alcançará o total de
1.800.000 t – como também que a safra mundial de 2013/2014
terminará com superávit. Quanto à safra de 2014/2015, um clima
favorável prevalece na maioria dos países produtores, o advento
de um fenômeno El Niño de maior intensidade já está descartado
e os altos preços pagos aos produtores estimulam a melhoria
dos tratos de cultivo das plantações. Embora as previsões ainda
apontem um déficit para esta safra, seu tamanho vem sendo sucessivamente revisto para baixo. Em contraste com isso, as perspectivas da expansão da demanda tornam-se cada vez piores. A
queda do ratio combinado dos produtos de cacau já derrubou a
rentabilidade de muitas indústrias processadoras para o vermelho e os recentes aumentos dos preços dos principais fabricantes
mundiais de chocolate tem o potencial de inibir o consumo. Com
base nos últimos dados, parece pouco provável que o aumento
das moagens na safra 2013/2014 chegue a 2,5% e é possível
que fique abaixo de 2%.
O fato de, mesmo assim, os preços ainda se sustentarem nos
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Doce Revista Agosto 2014
atuais níveis elevados se deve ao respaldo que os fundos especulativos recebem de três fatores. O principal deles é a estrutura
invertida do mercado de futuros. Ela torna lucrativa a rolagem
para frente das posições compradas. Não menos importante é
a confortável condição vendida dos dois principais produtores,
Gana e Costa do Marfim, que já comercializaram o total das
suas safras principais de 2014/2015 e podem se dar ao luxo de
comparecer ao mercado vendedor apenas quando as cotações
estiverem em alta. O terceiro fator é a posição mal comprada das
indústrias, cuja cobertura com preços é avaliada com menos de
seis meses. Isso faz com que entrem comprando no mercado
cada vez que os preços mostram sinal de fraqueza e acabem
sustando sua queda.
Recentemente, somou-se a esses fatores o surgimento da
epidemia de Ebola. Embora ainda não tivesse atingido os grandes países produtores de cacau – com exceção de uma dezena
e meia dos casos na Nigéria – há receios de +-que a doença
possa alastrar-se para as regiões produtoras. Embora seja quase
nula a probabilidade de, mesmo neste caso, a produção de cacau
sofrer uma redução, existe o perigo de distúrbios da infraestrutura nos países atingidos causarem atrasos no escoamento das
safras. Em resumo, a conjuntura do mercado de cacau continua
altamente volátil e indefinida.
Thomas Hartmann é cacauicultor, analista do
mercado internacional de cacau e titular da
TH Consultoria e Estudos de Mercado.
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Açúcar
Viés continua
de baixa
A
o longo de agosto o mercado de açúcar apresentou
um viés de baixa para preços na Bolsa de Nova York. Após se
aproximar do nível de 18 cents/lb
no período anterior, a commodity
só operou em baixa. O excesso
de oferta mundial, com base em
elevados estoques, estão entre os
fatores que têm determinado esse
Ronaldo Lima Santana
movimento baixista.
A safra no Centro-Sul do Brasil (maior região produtora e
açúcar e álcool) segue com expectativa de quebra expressiva
na produção, embora os números, até o momento, não confirmem essa possibilidade.
A partir do momento em que a quebra brasileira começar
a ser melhor visualizada será muito provável a ocorrência de
uma recuperação de preços em âmbito internacional.
O gráfico a seguir mostra o comportamento dos preços do
açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base
o vencimento de outubro próximo.
No mercado interno, para os preços do açúcar (cor até
250 ICUMSA), prevaleceu a pressão de oferta até a primeira
quinzena de agosto, movimento influenciado principalmente
pela queda de preços no mercado internacional. A partir da
segunda metade do mês, o cenário interno passou a “descolar” das cotações internacionais e a apresentar tímida inversão na curva de preços.
Embora os estoques locais sejam relativamente elevados,
a quebra de safra na região se torna cada vez mais evidente,
dando o devido suporte para os preços. Além disso, as exportações de açúcar branco, que se mostram com remuneração
equivalente ao açúcar de mercado interno, e o viés alcooleiro
de safra contribuem para o suporte dos preços verificado na
segunda quinzena do mês. O comprador, por sua vez, ainda
manteve uma postura cautelosa.
O gráfico seguinte apresenta os preços médios semanais
negociados em São Paulo apurados pelo Índice JOB Economia de preços.
A JOB Economia há 20 anos no mercado, através de seus relatórios e trabalhos de consultoria, tem como objetivo principal antecipar movimentos de mercado para um posicionamento correto nas
estratégias empresariais de seus clientes e, por fim, contribuir para
que façam um bom trading.
Solicite um exemplar do relatório e veja como esse trabalho
pode auxiliar na tomada de decisões. Para mais informações acesse
o site [email protected]
Ronaldo Lima Santana é sócio-gerente
da JOB Economia e Planejamento
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Agosto 2014 Doce Revista
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Vitrine Atacadista
Comemoração é com ela
Madu Doces amplia distribuição de candies
com espaço dedicado a artigos para festa
Madu Doces mix de 10.000 itens puxado por artigos de festa.
O
mais recente investimento da
Madu Doces, comércio atacadista de guloseimas da zona norte
paulistana, confirma uma tendência que
vem se intensificando na distribuição
de candies. Em busca de diversificar a
oferta com itens de maior valor agregado, as operações de formato cash and
carry (atacado de autosserviço) têm investido na ampliação do mix de artigos
para festa, sem prejuízo, pelo menos
até o momento, ao espaço dedicado
a chocolates e confeitos. “Como todo
atacado doceiro, mantemos um bom
sortimento de salgadinhos, chocolates
e balas, mas a venda de artigos de festa hoje já atinge 50% do faturamento da
loja”, argumenta Duarte Vasconcelos,
diretor da Madu. Sem abrir valores, ele
inaugurou no início de setembro uma
ala de 600 metros quadrados de área
de venda exclusiva para itens de festa
e brinquedos, na sobreloja construída
especialmente para esse propósito.
A maior dificuldade para expandir as
vendas nesse filão era o espaço físico
na loja principal, compartilhado com
10
Doce Revista Agosto 2014
linhas de guloseimas. “Kits de festa,
coleções licenciadas e artigos personalizados necessitam de área maior para
uma exposição adequada e isso já não
era mais possível junto com os 10.000
itens do nosso mix”, relata Vasconcelos.
Ao perceber nos contatos com a clientela que a Madu poderia se transformar
em uma alternativa à rua 25 de Março, tradicional reduto do segmento de
festas no centro da cidade, ele decidiu
incrementar o mostruário. A introdução
dos brinquedos, no entanto, é por enquanto apenas uma aposta gerada pelo
giro crescente de candy toys.
A Madu Doces abriu as portas 25
anos atrás em um acanhado endereço
da Vila Penteado. Na época, o comércio
de doces Ribeiro & Trentino (R&T) era
quem dava as cartas no ramo, abastecendo as imediações da Vila Brasilândia,
Cachoeirinha e Itaberaba. “Começamos
em um espaço de 75 metros quadrados,
próximo à loja atual, uma Kombi e cinco
funcionários, operando apenas pelo sistema de balcão”, rememora Vasconcelos. Apesar de ofertar itens de mercea-
ria, incluindo higiene e limpeza, ele logo
percebeu a demanda mais intensa por
biscoitos, doces e salgadinhos do tipo
snacks a granel, que adquiria em fardos,
fracionava e vendia em embalagens de
100g. “No início, abastecíamos os estoques com o Trentino ou com o atacado
Macarroni, também aqui da zona norte,
mas com o tempo e o avanço dos negócios a indústria e os distribuidores passaram a nos atender”, relata o atacadista. Com o fechamento da R&T há cerca
de dez anos, a Madu passou a dominar
o comércio local de doces, ao lado da
Ferros Doces, hoje seu principal concorrente na região.
Três anos após iniciar as atividades, a
Madu transformou sua operação de vendas por atacado de balcão em autosserviço, ajustando o mix para guloseimas.
Já nessa época o atacadista se ressentia
de mais espaço para estocar mercadoria, tendo de usar a própria Kombi e a
garagem de sua residência para esse
fim. “Todo dia de manhã, movimentávamos esse estoque de casa para a loja”,
lembra Vasconcelos. Para ele, foi assim
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de 900 metros quadrados para
estoque.“Hoje em dia, cerca de
60% das compras são feitas diretamente da indústria e os restantes 40% de atacadistas e distribuidores”, informa Vasconcelos.
Com crescimento na faixa de 10%
ao ano, o faturamento da Madu é
sustentado pelos artigos de festa
e complementado pela venda de
confeitos (balas, pirulitos, chicles),
Vasconcelos nova ala exclusiva de itens de festa e brinquedos
que abocanham 40% da operaque conseguiu driblar a inflação vigente, ção. “Chocolates e salgadinhos hoje
convertendo capital volátil em estoque representam apenas 10% do giro total”,
de produtos. “Meu dinheiro era toda a repassa o comerciante. Entre os fornecedores que habitualmente fecham
minha mercadoria”, frisa.
Na primeira expansão, em 2001, parcerias e promoções com a Madu,
a Madu passou a ocupar um espaço Vasconcelos destaca a Dori, Mavalério,
com 300 metros de área de venda e Harald, Garoto, Docile e Santa Rita. “Já
mesma metragem para estoque. Dez no segmento de festa, operamos com
anos depois, construiu a sede atual, todas as marcas mais conhecidas, como
que exibe 2.400 metros quadrados de Festcolor, Regina, Pic Pic, Cromus e Piárea de venda, dois terrenos para es- ffer & Cia.”, completa ele.
tacionamento com 35 vagas e área
Pelos menos 500 pessoas circulam
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diariamente pelos corredores da Madu,
calcula Vasconcelos, sem dar pistas
do tíquete médio de compra. Além de
cobrir as vilas e jardins da zona norte
paulistana, o atacado atende clientes de
outros bairros e municípios da Grande
São Paulo que, muitas vezes, cruzam a
cidade para comprar no estabelecimento pelo farto sortimento e preços atrativos. “Ajustamos o mark up à demanda
e, com isso, somos bastante competitivos”, assinala o dirigente, sem abrir
cifras. Embora tenha desfrutado de alguma elevação na demanda no período
da Copa e Festas Juninas, é pela aproximação das datas tradicionais do setor
(Cosme e Damião e Dia da Criança) que
ele esfrega as mãos. “Tivemos uma alta
de 5% no período da Copa, mas ela se
refletiu mais em volumes e não no faturamento, porque o giro ficou restrito
a doces, pipocas, amendoim e salgadinhos de baixo valor agregado”, avalia o
comerciante. •
Agosto 2014 Doce Revista
11
Insumos
Sabor ampliado
Robertet instala unidade de aromas
separada da planta de fragrâncias
Nova unidade da Robertet capacidade laboratorial quintuplicada.
C
om unidade no Brasil desde
1963, a francesa Robertet cintila na cena global de fragrâncias
e aromas enfatizando sua atuação no
filão natural. O posicionamento remonta às origens da companhia há
mais de 160 anos. Ela iniciou as atividades com a extração e destilação
de ingredientes naturais de flores e
plantas. A empresa desembarcou no
Brasil há 50 anos inicialmente com
sua divisão de fragrâncias e, em
1974, instalou a divisão de aromas
na mesma unidade em Barueri (SP).
Com investimento de R$ 3 milhões, a
operação de aromas ganha nova sede
no mesmo município, quintuplicando
assim sua capacidade de desenvolvimento laboratorial, repassa Albertina
12
Doce Revista Agosto 2014
Palmari Bellucci, coordenadora de
marketing da Robertet Brasil.
“O certificado de segurança alimentar conquistado recentemente
pela divisão de aromas exige uma
série de práticas, cuja implementação na ala de fragrâncias se beneficia
com a separação das duas unidades”,
sublinha a executiva, referindo-se ao
certificado FSSC 22000, reconhecido
pela Iniciativa Global de Segurança Alimentar (GFSI) como o sistema de gestão da segurança alimentar de maior
amplitude, incorporando o ISO 22000,
ISO/TS220, HACCP e aplicação de todas etapas do Codex Alimentarius.
Inaugurada em agosto, a nova
unidade de aromas concentra nos
seus 1.200 metros quadrados de
área construída amplos laboratórios
de diferentes capacidades. Eles irão
possibilitar agilidade e especificidade na criação e maior eficiência em
desenvolvimentos, assim como ganho
de agilidade, argumenta Albertina. Ela
frisa que, com a duplicação da área
de produção e armazenamento e as
dimensões quintuplicadas dos laboratórios de desenvolvimento, a Robertet
terá sua capacidade produtiva expandida para 150 toneladas/mês. “Além
de salas de aplicação exclusiva para
bebidas, confeitaria, forneados, chocolates e ala de desenvolvimentos de
aromas doces e salgados, a área de
análise sensorial contará com quatro
cabines de avaliação”, reporta a coordenadora.
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Albertina salas exclusivas para desenvolvimento de chocolates, confeitos e forneados.
Sensações sob medida
A atuação da Robertet no país não
destoa da cobertura aos segmentos
de alimentos e bebidas operada por
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concorrentes, a maioria formada por
corporações multinacionais. Mas sobressai entre os pesos-pesados do
setor justamente pela expertise desenvolvida ao longo de décadas na
extração de frutas
e pelo know-how
acurado em produtos naturais. “Um
exemplo aplicado
ao setor de confectionery
pode
ser aferido na tecnologia Robertet
Sensation, que estimula os sentidos
através da criação
de sabores e sensações
únicas”,
assinala Albertina.
Se o fabricante de
confeito, detalha
ela, almeja personalizar, intensificar
ou promover um
atributo específico,
os aromas da linha
Sensation adaptam-se a qualquer
propósito e até mesmo podem encobrir o after taste indesejado. Frequentemente utilizado em linhas de
candies como balas e chicles o aroma
gelado cria uma sensação de frio na
boca, bem como o quente propicia
sensação de calor e o efervescente
confere efeito de explosão na boca.
Também fazem parte dessa linha o
aroma doce, que mascara o residual,
e o amargo, utilizado na criação de
notas autênticas. Já o alcoólico passa
a impressão de uma bebida destilada
em produtos com baixo teor ou isentos de álcool. Albertina também distingue o aroma que traz um toque de
adstringência ao sabor.
Após três anos de desenvolvimento, a linha Natur-Cell configura uma
tecnologia eficiente em projetos de
formulações em pó, esclarece Albertina. “Trata-se de um processo projetado para aplicações em chocolates,
bebidas e snacks, entre outras guloseimas, que promove uma encapsulação com estrutura granular contínua”, descreve a expert, assinalando
que a sua aplicação estica a vida de
prateleira (shelf-life) dos produtos.
Nos anos 80, já sob o comando da
quarta geração da família Maubert,
fundadora da companhia, a empresa adquiriu a americana Jay Flavors
(atual Robertet Flavors), arrematando não apenas a base de manufatura mas a clientela formada pelos
maiores produtores de alimentos dos
EUA. Anteriormente, ela já havia incorporado a francesa Cavalier, dando
início à sua expansão internacional,
hoje estendida a mais de 50 países.
Além de reconhecida mundialmente
em ingredientes naturais, a Robertet
é pioneira no mercado de matérias-primas naturais. Assim, o grupo hoje
tem 45% do seu faturamento oriundo
das operações com aromas; 35% são
obtidos com o negócio de fragrâncias
e os 20% restantes provêm das vendas de extratos naturais. •
Agosto 2014 Doce Revista
13
Equipamentos
Demanda lubrificada
Apesar da marcha lenta no mercado de máquinas, a Gotesp engata
a quinta e acelera a instalação de empacotadoras para confeitos
Linha flowpack da Gotesp velocidade de 500 unidades por minuto com selagem a frio.
E
m declínio que vem se acentuando nos últimos anos, o setor
de bens de capital fechou o
primeiro semestre com faturamento
bruto real de R$ 34,9 bilhões. O resultado representou queda de 13,2%
em comparação ao mesmo período do
ano passado, repassa a Associação
Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Contrariando a freada
geral nas vendas de equipamentos
industriais, o segmento de máquinas
embaladoras, principalmente as dedicadas ao setor de alimentos, exibe
robustez puxada por incrementos na
produção de guloseimas como confeitos de amendoim e biscoitos. Pelo
menos esse é o motor que vem impulsionando os projetos na Gotesp,
indústria especializada em linhas de
embalagens dos tipos portfólio e flowpack para chocolates, biscoitos e
candies. “De cada dez empacotado14
Doce Revista Agosto 2014
ras portfólio para biscoitos encomendadas hoje no Brasil, oito saem da
nossa unidade”, dimensiona Fabiano
Passarini, engenheiro de vendas da
empresa, sediada em Caieiras (SP).
Entre as recentes investidas na
ala de confeitos, ele insere a estreia
de linhas flowpack horizontais da
marca nas empresas Santa Helena e
Agtal, fabricantes de confeitos à base
de amendoim. Em ambas, a Gotesp
instalou sua embaladora Speed Pack
300 que, além de sistema de troca
de bobinas automático e acionamento por servomotores, incorpora conjunto de automação completo para
alimentação equipado com esteiras
de sincronismo, descreve Passarini.
Lançado há oito anos, acrescenta ele,
o modelo vem ganhando nos últimos
três anos a preferência de fabricantes de confeitos para linhas de pós-processamento de barras de cereais
e de chocolate. “Em embalagens de
bombons e tabletes com selagem
a frio, a Speed Pack atinge até 500
unidades por minuto”, dimensiona o
executivo.
Na Santa Helena, detalha ele, o
equipamento é acionado no acondicionamento de paçocas do tipo rolha
de 15g, podendo alcançar velocidade de até 415 unidades por minuto.
Já na Agtal, as duas linhas instaladas
vem sendo utilizadas no empacotamento das barras Mixed Nuts de 30g,
totalizando potencial de 500 unidades por minuto. “Uma outra aplicação na qual a embaladora tem sido
bastante requisitada é em linhas de
minibolos do tipo Ana Maria”, sublinha Passarini. Além de fornecer para
a Santa Edwiges, fabricante de panificados baseada em Ribeirão Pires
(SP), introduziu recentemente suas
empacotadoras na francesa Jacquet,
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Passarini 30 unidades vendidas em 2013 e
investimentos em corte e dobra.
fabricante de minibolos e minibrownies, instalada desde 2012 em Guarapuava (PR).
Preço competitivo
Operando com prazo de entrega
de oito meses a um ano, no caso de
linhas de empacotamento completas,
a Gotesp colocou cerca de 30 embaladoras Speed Pack no ano passado,
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informa Passarini. Segundo ele, a
prosseguir a boa receptividade para
esse equipamento, a expectativa para
o ano em curso é de pelo menos igualar o número de unidades vendidas.
“Além de ofertar uma máquina nacional com cadastro na Finame (Agência
Especial de Financiamento Industrial)
e preço competitivo, que pode chegar
até 30% da cotação de um modelo
similar importado, oferecemos suporte local que realmente funciona”,
sustenta o executivo. Ele frisa que a
atuação da assistência técnica tem
sido chave na seleção da Gotesp pela
clientela do setor de confectionery.
Outro destaque do mostruário da
Gotesp é a linha de embaladoras do
tipo portfólio Gopack Speed, carro-chefe da empresa e largamente
utilizada na indústria de biscoitos.
Ela opera com velocidade de até 90
pacotes por minuto (ou 180 ppm, no
caso do modelo Double). Com ca-
pacidade para 12 linhas por ano no
caso de projetos de automação completos, desde esteiras de transporte,
calhas vibratórias, carregadores de
produtos a sistemas de transferências, redução e multiplicação de fileiras, a Gotesp investe pesado para
expandir o potencial atual. A mais recente aposta vingou com a aquisição
de maquinário para corte a água de
chapas de aço, encorpando assim a
capacidade de corte e dobra da unidade em Caieiras. “O investimento
foi em torno de R$ 2 milhões, pois
processos de corte e dobra requerem para algumas partes das máquinas cuidado especial e tecnologia de
ponta”, sublinha Passarini, acenando
com a compra de uma estação de
corte a laser ainda este ano. Apesar
de reduzir a dependência de subcontratação, acrescenta ele, cerca de
60% dos serviços devem continuar
terceirizados. •
Agosto 2014 Doce Revista
15
Feira
Chocolate fino
é outra coisa
Febrachoco materializa salto de
qualidade no setor de chocolate em
oportunidade de negócios apesar
da desaceleração do mercado
Recinto de exposição em Gramado expectativa de reunir 4.000 empresários do setor de chocolate.
F
arto em variedades exageradamente
doces, o mercado brasileiro de chocolates vem ganhando produtos reconhecidos pelo status de chocolate fino.
Para se enquadrar nesse conceito, eles
reúnem maior concentração de sólidos de
cacau, ingredientes como a manteiga de
cacau de alta pureza e passam por torra
e processamento de nível superior às variantes convencionais. A produção dessa
matéria-prima, no entanto, ainda é pequena, em torno de 1% da produção nacional.
Questões como essa entram em pauta na
programação da Febrachoco – Feira Brasileira do Mercado de Chocolate, prevista
para 10 a 12 de setembro em Gramado
(RS). Em sua terceira edição, o evento de
maior relevância para o setor chocolateiro do Brasil abre espaço para o projeto
Chocolate Premium Brasil, da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Cacau,
Chocolate, Amendoim, Balas e Derivados).
16
Doce Revista Agosto 2014
“A pesquisa inédita sobre a produção e
consumo de chocolate premium no Brasil
será o grande destaque da apresentação a
cargo da Abicab”, frisa Caio Tomazeli, coordenador da feira e diretor de chocolate
premium da entidade.
Além da divulgação dos dados, análise e projeção dos rumos da categoria no
país, acrescenta ele, a Febrachoco contará
com palestras técnicas, exibição de cases de sucesso de design, comunicação
e marketing, avaliações de potencial de
mercado e inovações tecnológicas, tudo
reunido no recinto de exposição Serra Park,
de Gramado. A feira vai mais uma vez abrigar o Chocolatino – Congresso Latino Americano do Chocolate, que debaterá e avaliará trabalhos e tendências do mercado
de chocolate e suas diversas aplicações
na indústria da alimentação, completa Tomazeli. Na última edição, promovida em
2012, o Chocolatino reuniu durante três
dias profissionais, empresários e estudantes
interessados no
setor e na sua
cadeia de negócios para avaliar
e debater trabalhos e tendênTomazeli pesquisa sobre
chocolate premium será
cias do mercado
ponto alto.
de chocolate,
além das suas diversas aplicações na indústria de alimentação e nos demais segmentos. Entre as atrações programadas,
ganhou destaque o lançamento do Programa de Inovação para Chocolate Gourmet,
do Cereal Chocotec – Centro de Tecnologia
de Cereais e Chocolate, do Ital (Instituto de
Tecnologia de Alimentos). “Além de um importante passo para disseminar esse conceito no segmento de chocolate artesanal,
a iniciativa buscou identificar e aprimorar
produtos de indústrias de chocolate que
buscam focar seus produtos nos segmentos premium”, comenta Tomazeli.
Entre as atrações paralelas da edição
atual, o coordenador destaca a montagem do Espaço Gourmet. Ali estão previstas oficinas de chocolate e sorvete com
apresentações de chefs consagrados,
mostrando na prática como desenvolver
receitas com variedades premium. “Além
disso, os painéis, debates e a divulgação
de informações exclusivas sobre o potencial de chocolates premium no Brasil irão
oferecer às empresas um cenário atualizado para tomada de decisões estratégicas”, acentua o executivo.
Na montagem de 2012, a Febrachoco
registrou um público de 2.500 visitantes,
a maioria constituída por empresários
do setor. “A expectativa para a montagem deste ano é de elevar esse índice
a 4.000 empresários, já que esta é uma
feira profissional”, frisa Tomazeli. Para ele,
o mercado de chocolates no Brasil está
passando por um salto de qualidade e a
missão da Febrachoco é materializar essa
tendência em um evento com conteúdo e
oportunidade de negócios. •
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Feira / Febrachoco
Vanguarda chocolateira
O
cupando em torno de 6.000 metros quadrados, a mostra
de produtos e serviços da Febrachoco 2014 reúne cerca
de 50 empresas da cadeia de negócios do chocolate
e produtos relacionados, como matérias-primas, ingredientes,
coberturas, equipamentos, embalagens, formas e moldes, tecnologias e serviços utilizados pelo setor. Confira aqui os principais expositores e lançamentos no evento.
BARRY CALLEBAUT
Grife número um global de produtos
de cacau e chocolate gourmet, a empresa apresenta o novo blend da marca de
coberturas e chocolate industrial Sicao
e a mais recente reestilização das embalagens dessa linha. Levando em conta
mais de 150 anos de experiência e tradição do grupo Barry Callebaut, os produtos
Sicao resultam de adaptação ao paladar
e receitas brasileiras do mais celebrado
chocolate gourmet do planeta, repassa
Antonio Moreira, gerente de marketing
da companhia no Brasil. “Os chocolates
e a cobertura Sicao são produzidos em
Extrema, no sul de Minas Gerais, com
amêndoas de cacau primordialmente da
Bahia e do Pará”, informa ele. As embalagens Sicao, por sua vez, acabam de ser
renovadas, ganhando ilustrações de receitas do chef chocolatier Bertrand Busquet, consultor técnico da Barry Callebaut
no Brasil, e identidade visual associada a
um código de cores para facilitar a identificação dos produtos nas gôndolas. Outra
novidade da marca é a variante de sabor
denominada Blend – menos amargo que
o Meio Amargo, e menos doce que o Ao
18
Doce Revista Agosto 2014
Leite – ,“bastante equilibrada”, frisa Moreira, para atender diferentes aplicações.
O produto passa a encorpar o portfólio da
Sicao ao lado das versões Ao Leite, Meio
Amargo e Branco. Além dos chocolates, a
Barry Callebaut apresenta coberturas em
formato fácil derretimento (moedas/gotas)
e gotas forneáveis, ideais para receitas
que vão ao forno, como cookies, muffins e
chocotones, arremata o gerente.
CARBER
destaca os envoltórios de papel chumbo
(alumínio) e poli (transparente, metalizado
e perolado), além de sacos nas mesmas
variações do poli. “Também iremos mostrar nosso patenteado papel para trufas e
outros papéis como o de seda, laminado e
celofane incolor, completando o mix com
a linha artesanal composta de caixas decorativas, forma para doces e cup cakes,
sacolinhas, fitas decorativas, etiquetas,
bonecos decorativos e formas especiais
para chocolate”, anuncia o executivo.
CC LIMA
Há 29 anos na cena de embalagens
para datas temáticas como Páscoa, Dia
das Mães e Natal, a indústria gráfica frisa em seu estande o atendimento personalizado de pequenas quantidades
pelo sistema de rotogravura. “Somos a
única no Brasil a operar com esse perfil de clientes, viabilizando embalagens
exclusivas para empresas de chocolate
artesanal, doçarias e indústrias confeiteiras de pequeno porte”, frisa Rogério Ishiy,
da equipe de marketing da Carber. Entre
as novidades especialmente preparadas
para apresentação na Febrachoco, ele
Fornecedora de máquinas para o setor de confeitos (confectionery) na ativa
desde 2011, a empresa se especializou
em linhas dedicadas à produção de chocolates, biscoitos e doces. “Um dos pontos altos da operação é o time de profissionais na ala de projetos, capacitado
a desenvolver as mais variadas linhas
para produção, processo e logística nas
principais indústrias alimentícias do país
e América Latina”, repassa Crenil José
de Lima, diretor da indústria baseada em
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Agosto 2014 Doce Revista
19
Limeira (SP). Outro trunfo que equipara
a CC Lima aos mais renomados fornecedores de equipamentos para o setor
doceiro é a eficiência do corpo técnico, capaz de prestar assistência em no
máximo 24 horas após a solicitação em
todo território nacional, garante o industrial. Além de linhas de cobrideiras de
chocolate (de 220 a 1.600 mm de largura útil de trabalho), acessórios, túneis de
resfriamento linear (de 220 a 2.400 mm
de largura útil de trabalho) e resfriamento vertical para formas, a empresa exibe
em seu portfólio temperadeiras de chocolates, com capacidade de 30 a 3.000
quilos/hora e tanques para derretimento
e armazenagem de chocolate ou similar
para produções de 150 a 33.000 quilos.
Completam o mix unidades dosadoras,
centrífugas, bombas de engrenagens
e formadoras de centros de bombons,
com 320 a 1.000mm largura útil. “Para
esta edição da Febrachoco, exibiremos
a cobrideira de chocolate de 320mm de
largura útil e nossa linha temperadeira
para 100 quilos/hora”, antecipa Lima.
DUAS RODAS
Parada obrigatória para profissionais
que buscam a alta gastronomia e premiunização em suas linhas de produtos,
o estande Selecta, da Duas Rodas, vai
apresentar receitas sofisticadas com
valor agregado, sem deixar de lado a
praticidade e aplicabilidade. “Elas permitirão aos profissionais da gastronomia
e fabricantes de chocolates e derivados
22
Doce Revista Agosto 2014
acompanharem as preparações com
os produtos da marca Selecta”, informa Adriane Gneipel, responsável pelo
marketing da indústria de chocolates
e ingredientes de Jaraguá do Sul (SC).
Entre esses profissionais presentes, ela
destaca o chef pâtissier Alex Santos, que
comandará criações e apresentações de
receitas diferenciadas tanto pelo sabor
quanto pelo design, a exemplo do Brownie Contemporâneo e Tarte Tatin. “Além
e fundadores Valdir e Janete Cardoso, a
marca virou referência de sabor em chocolate caseiro de Gramado, destacando-se também na cena de entretenimento
turístico, com o universo temático visual
presente em suas lojas. Desde 2009, o
de opções de formulações a partir de
chocolates, serão elaborados pratos harmonizados com sorvetes e que prometem
surpreender pela criatividade e sintonia
de textura e sabores”, acrescenta a executiva. Ela esclarece que, para apreciar as
aulas e dicas no Espaço Gourmet Selecta,
será necessária apenas a inscrição para o
ingresso no recinto. Um pré-agendamento poderá ser feito pelo site (www.febrachoco.com.br) da feira.
Parque Terra Mágica Florybal ocupa uma
área de 1.700 metros quadrados e conta
com seções específicas para cada processo e tipo de chocolate. As seis lojas
nas cidades de Gramado e Canela exibem
uma variedade de mais de 400 sabores,
divididos em linhas de bombons, drágeas,
ramas, fondues e itens personalizados.
“Acreditamos que o chocolate proporciona momentos coloridos de prazer e
de alegria. A ideia do parque existe desde
quando iniciamos com as lojas temáticas
e esperamos que cada visitante encontre
seu mundo mágico, de alegria e de entretenimento”, sublinha Valdir Cardoso.
FLORYBAL
LIMAQ
Todo o processo de fabricação do
chocolate artesanal pode ser conferido no
projeto da Florybal, que estará na Febrachoco com estande de divulgação de seu
parque temático. Idealizado pelos sócios
Com mais de 20 anos de janela, a
indústria se dedica única e exclusivamente à fabricação de máquinas e
equipamentos para o setor de alimentos, com foco nos segmentos de cho-
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Agosto 2014 Doce Revista
23
Feira
colates, bombons, biscoitos e doces em
barras (barras de cereais, nuts, orgânicas e de proteínas), além de dispositivos de apoio a linhas contínuas de
produção. “O segmento de chocolate
artesanal está em ebulição e a demanda de linhas auxiliares, como temperadeiras e moldadoras, tem se intensificado”, observa Edmar Dal Pogetto Filho,
gerente comercial da Limaq. Por conta
dessa constatação, a indústria segue
para Gramado com os mais recentes
itens de seu portfólio para chocolate.
Poderão ser conferidos no estande da
Limaq as minitemperadeiras LTF-100
e LTF-30, a minicentrífuga LCTR-4 e a
minimoldadora de bombons LMR-200.
“Também iremos mostrar a minilinha
para cobertura de chocolates modelo
LCC-220, uma das estrelas do mostruário”, adianta Pogetto Filho.
MONTANHÊS
“O carinho do artesão integrado à
qualidade das tecnologias atuais é o
segredo do Chocolate Montanhês, há
35 anos o preferido de Campos do Jordão”, sintetiza Humberto Tomazeli, diretor da grife que leva para Gramado uma
amostra dos quitutes elaborados na
estância paulista. “ Vamos levar, acima
de tudo, uma paixão em forma de bombons, trufas, tabletes, barras, dragas ou
ramas de chocolate branco, ao leite e
meio amargo, com castanhas, amêndoas, nozes, avelãs ou licores”, ilustra ele.
24
Doce Revista Agosto 2014
Esses cobiçados pitéus de Campos do
Jordão, relata, são produzidos em uma
fábrica com 1.500 metros quadrados
de área construída em um terreno de
5.000 metros, com sistema de controle
de temperatura e umidade e modernas
máquinas para a fabricação de chocolates, além de completo sistema de tratamento de efluentes que atendem as
mais rigorosas normas ambientais.
Chocolatino, sob o título “Preparação
Moderna de Chocolates Premium”, informa Ferreira.
NKS
NETZSCH
Motivada pelo avanço da demanda
de chocolate fino ou gourmet, a Netzsch exibe em Gramado as tecnologias Mambo, Tango, Rumba, Salsa e
PreCutter, apresentadas no primeiro
semestre na feira alemã Interpack,
mostra número um global do setor de
máquinas para confeitos (confectionery). “Entre as inovações introduzidas no segmento de doces, sobressai
o sistema Mambo, composto por uma
unidade compacta e completamente
fechada para produção de compounds, recheios e coberturas”, enfatiza
Rafael Ferreira, gerente de vendas da
Netzsch. Outro destaque no estande:
uma planta completa e compacta para
produção de chocolates premium pelo
sistema ChocoEasy, que integra as
etapas do processo clássico de fabricação de chocolate. Enquanto o sistema ChocoEasy é direcionado a pequenas produções (50 até 300 quilos),
projetos para capacidades maiores são
comercializados sob a marca Rumba,
que processa de 750 até 6.000 quilos. “Plantas com essas tecnologias
serão abordadas durante o congresso
A empresa enfatiza o seu sistema de alta precisão e padronização
de dosagens para chocolates e doces.
Desenvolvida com know-how próprio,
a linha completa exibe dosadoras automáticas para indústrias de grande
porte e modelos semiautomáticos para
micro e pequenas empresas, além de
cobrideiras, derretedeiras, centrífugas,
túneis de resfriamento, esteiras e mesas vibratórias, alinha Eduardo Guiné,
diretor da NKS, que assina os projetos
de engenharia dos equipamentos. “Especialmente para a Febrachoco, iremos
exibir em primeira mão: a dosadora
NKS One-Shot, que incorpora um sistema revolucionário de dosagem simultânea de recheio e chocolate para a
produção de bombons e cones trufados,
moedinhas recheadas e garrafinhas de
licor, em uma única etapa, com rapidez
e sem desperdício ou sujeira”, frisa o
empresário. Os fabricantes brasileiros
de confeitos, acrescenta ele, só encontram esse tipo de equipamento fora do
país e, na maioria das vezes, eles são
obrigados a fazer adaptações no formato dos produtos. “Com a NKS One-Shot
isso é passado”, assinala Guiné. Além
dessa novidade, a NKS leva para a Febrachoco ideias e linhas de apoio para
a fabricação de doces, como bolos, bem
casado, cocada, quindim, biscoito tipo
champanhe, mousse, pão de mel, macaron, cupcake, petit gateau, barras de
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chocolate com agregados (amendoim,
granulado, flocos de arroz, etc) e ovos
de Páscoa.
PRAWER
A fábrica que prima pela produção
artesanal há quase 40 anos apresenta
sua nova linha de chocolates gourmet.
Entre as estrelas dessa safra premium
cintila uma série de chocolates com
ingredientes funcionais, a exemplo do
fudge de nibs de cacau e cranberry, repassa Samanta Saraiva dos Anjos, engenheira de alimentos da Prawer. “Conhecida por sua ação no combate às
infecções do trato urinário, a cranberry
é rica em proantocianidina, substância
apontada por estudos como sendo de
15 a 25 vezes mais potente do que a
vitamina E para inibir a aderência de
bactérias E.coli na mucosa da bexiga”, informa a especialista. Já os nibs
de cacau, completa ela, são lascas da
amêndoa do cacau in natura e, portanto, com altas concentrações de antioxidantes e outros benefícios do cacau.
Composto à base de chocolate semiamargo e amargo, com elevados teores
de cacau, a formulação apresentada é
rica em antioxidantes, combate os radicais livres, retardando o envelhecimento, e ajuda a diminuir o colesterol ruim,
além de conter vitaminas A, B, C, D, E e
sais minerais, como o ferro e o fósforo.
Sempre pioneira em conceitos e desenvolvimentos, com inspiração a partir da
Europa e EUA, a Prawer fabrica linhas
diferenciadas, focada exclusivamente
na produção artesanal, com qualidade
e ousadia para inovar
sem o uso de maquinário em larga escala, conclui Samanta.
é possível acompanhar a produção diária de balas e entender a transformação do açúcar em pequenas jóias, com
os desenhos detalhados. A personalização de balas e candies atende desde
casamentos, festas infantis e corporativas, bem como empresas de vários
segmentos que buscam surpreender
colaboradores e clientes com um produto inusitado. Entre as atrações em
Gramado poderão ser conferidos cerca
de 35 sabores de balas, entre os quais
o de maçã verde, butterscotch, menta
e limão siciliano.
SUPER MIX
ROCKY CANDY
Considerada a
primeira boutique de
balas gourmet genuinamente brasileira, a empresa leva
esse conceito e todo
seu multicolorido arsenal de guloseimas
para a estreia na Febrachoco. Paulistana
da gema, a Rocky
Candy abriu sua primeira loja em 2012,
no bairro dos Jardins, e não parou de
conquistar clientes
e entusiastas com
suas balas e candies
com cara de infância. Nessa unidade,
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Capítulo à parte na programação
da Febrachoco, a indústria de sorvete
artesanal ganha diversos eventos paralelos voltados para a atividade. Atenta a essa movimentação, a empresa
Super Mix, especializada em linhas e
equipamentos para o segmento, comparece com seu portfólio, especialmente o direcionado à produção de
sorvetes do tipo soft e frozen, em ascensão no país. Instalada em Ribeirão
Preto (SP), a Super Mix está na ativa
há seis anos. Entre as principais características, reforçadas na feira, poderão
ser conferidos equipamentos que primam pela durabilidade, com boa relação de qualidade e preço.•
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26
Doce Revista Agosto 2014
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Agosto 2014 Doce Revista
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Capa
Colaborou Fernanda de Biagio
Jorro de oportunidades
Beneficiadas pela onda de saudabilidade, as
categorias de sucos, néctares e refrescos avançam
nas prateleiras em ritmo sem precedentes
Sucos de fruta preferência de 97% dos consumidores no Brasil.
A
o deparar com a renda encolhida
pela inflação batendo no topo da
meta estabelecida pelo governo e
com mais dívidas para pagar, o consumidor colocou um freio na compra de
cerveja e refrigerante. Mas, no meio do
caminho de consolidar novos hábitos,
bebe mais suco pronto, chá, água mineral e vodca. Varredura da consultoria
Nielsen, responsável por essa sacada,
capta, por exemplo, que as vendas da
categoria de sucos prontos para beber
(SPB) no varejo nacional cresceram
10,5% em volume no ano passado em
relação ao exercício anterior. A expansão para chá líquido foi de 10,4% e o
de água mineral, 9,8%. Em contrapartida, as vendas de refrigerantes recuaram 4,3% e a produção encolheu 3,7%
em 2013. “O consumo de SPB cresce a
cada ano, independentemente da pressão inflacionária, pois vem se consolidando como um hábito”, observa Fabio
Gomes, analista da Nielsen.
Mas a elevação na renda e a conseqüente expansão do consumo têm seu
28
Doce Revista Agosto 2014
lado perverso. O Brasil já ocupa lugar
de destaque no nada louvável ranking
mundial da obesidade. Para virar esse
jogo, vem tomando corpo a busca por
opções alimentares saudáveis, incluindo as bebidas. É nessa linha que os
refrigerantes, fonte de controvérsias,
podem começar a dar lugar à água mineral e até mesmo para refrescos em
pó e SPB, embora especialistas ainda
discutam se os tipos industrializados
são, de fato, menos nocivos ao organismo que bebidas carbonatadas não
alcoólicas.
Um relatório da consultoria Mintel
sobre consumo de sucos de frutas no
Brasil, por sinal, dimensiona que mais
de 90% dos brasileiros bebem sucos
frescos, e um em cada três tem o hábito de ingeri-los diariamente (ver à pág.
30). Esse alto índice se deve à ampla
disponibilidade de frutas tropicais, que
gera alta expectativa quanto à qualidade dos sucos prontos. O consumo de
néctares de fruta (mistura de polpa com
água e açúcar) fica atrás do de sucos
frescos, com penetração entre 65%
dos consumidores, sendo que apenas
13% bebem diariamente essa variante.
O segmento de néctares, entretanto,
tem apresentado um forte crescimento,
avalia a Mintel. A sua maior concentração de polpa da fruta tende hoje em dia
a atender à demanda dos consumidores, sobretudo os de maior renda, que
podem comprar os produtos do segmento. Para a consultoria, estratégias
de marketing com foco na exaltação
dos atributos naturais dos néctares de
fruta devem continuar a ter papel central na popularização dessa bebida.
Apostas saudáveis
A brasileira Juxx é uma das empresas que aposta no apelo natural e valores nutricionais de seus sucos prontos
e, por conta disso, nota uma crescente
resposta por parte dos consumidores
que buscam cada vez mais saúde e
bem-estar. “Além de deixar refrigerante
de lado, as pessoas estão fazendo mais
exercícios físicos e saindo do sedentawww.docerevista.com.br
rismo”, comenta Edson Mazeto Junior,
diretor executivo dessa indústria. No
ano passado, repassa ele, as vendas
da Juxx saltaram 42%, mostrando que
o posicionamento pró-saúde da empresa se alinha com o atual cenário. Nos
últimos cinco anos, o faturamento foi
multiplicado por 14, contabiliza. Para
Mazeto, o atual menu da Juxx vai exatamente ao encontro do que o consumidor busca. “Mais do que suco, as pessoas desejam bebidas que realmente
façam bem à saúde”, ele intui. Os produtos da marca, prossegue, não contêm corantes, conservantes e aromatizantes artificiais. Ao contrário, levam
alta concentração de fruta, oferecendo
vitaminas e nutrientes. Composto pelas
versões de cranberry, ameixa, romã e
blueberry, o mostruário sobressai pela
alta capacidade antioxidante das frutas.
“Lançamos ainda a versão sem açúcar
de toda a linha, exceto o Antiox, para
alcançar indivíduos com limitações die-
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téticas”, ressalta
o executivo. Ele
considera que
refrescos
em
pó perdem para
SPB nos quesitos
calorias, ingredientes naturais
Junior, da Juxx
e concentração Mazeto
faturamento multiplicado
de fruta. “Porém, por 14.
atingem
uma
grande fatia da população por seu preço acessível”, confronta.
Nos últimos três anos, a queda no
volume de refrigerantes e o avanço de
refrescos em pó também aparecem no
radar da Ajinomoto, apesar dos sucos
em pó serem considerados uma categoria madura e com penetração de
92% nos lares brasileiros, confirma Isabela Ambrifi, gerente das marcas MID e
FIT da companhia japonesa. O portfólio
atual, por sinal, também inclui versões
inseridas no conceito de saudabilidade.
“Há dois anos,
aprimoramos a
formulação
de
toda a linha MID
oferecendo o dobro de vitamina
C”, ilustra Isabela. Outro exemplo
Isabela, da Ajinomoto
bem
sucedido
sucos em pó exibem
penetração de 92%.
nesse campo: o
lançamento da
variante MID Vira Shake, que pode ser
misturado ao leite. “O produto é um
aliado das mães no incentivo do consumo de leite em ocasiões diferenciadas,
como café da manhã e outras refeições,
contribuindo para uma alimentação
mais nutritiva”, ela assinala.
Por ser um produto de baixo desembolso, o mercado de refresco em pó se
beneficiou principalmente do aumento no número médio de vezes em que
um consumidor vai ao ponto de venda
por mês, argumenta a executiva. Com
Agosto 2014 Doce Revista
29
Capa
Pista livre para decolar
“A
s vendas de sucos prontos
devem continuar a apresentar um forte crescimento. A
substituição de sucos frescos e em pó
pelas versões prontas deve impactar no
volume de vendas, seguindo as recentes tendências do mercado”. Esse é o
resumo do relatório Sucos de Fruta Brasil - Dezembro 2013, da consultoria
Mintel, reproduzida aqui com exclusividade. Conforme o documento, o mercado de sucos de fruta cresceu 45%
entre 2008 e 2013. A renda melhorada
dos consumidores, a falta de tempo e o
incremento na oferta de sucos prontos
para beber (SPB) geraram maior atração por esse segmento em detrimento
dos sucos frescos e refrescos em pó.
As vendas no varejo cresceram 41%,
atingindo 1,7 bilhão de litros. Com a
inflação e avanço no consumo local,
essas vendas aumentaram em valores
68% nesse período de cinco anos, atingindo R$ 8,6 bilhões. A troca dos sucos
frescos e em pó pelo SPB vai continuar
impactando o volume total de vendas,
que deve subir 42%, podendo atingir
3,2 bilhões de litros em 2018.
De acordo com tendências do mercado, o valor das vendas no varejo deve
crescer menos em relação às vendas
totais, podendo atingir uma taxa de
34%, representando 2,4 bilhões de litros consumidos até 2018. Avanços nos
preços e no consumo devem contribuir
para um aumento no valor das vendas
no varejo acima do volume de vendas,
em 49%, projetando R$ 12,7 bilhões
para 2018.
A preferência por sucos de fruta de
97% dos consumidores no Brasil reflete
a posição já consolidada dos sucos de
fruta frescos, opção de nove em cada
dez adultos, sendo que um em três
toma a bebida todos os dias. Os sucos
prontos ficam atrás, já que néctares são
consumidos por 65% dos brasileiros. Os
refrescos em pó, preferidos por 69% dos
consumidores, sendo que 30% deles bebem diariamente, é um segmento chave
na categoria. O principal atrativo das bebidas em pó é o seu preço mais baixo em
comparação aos sucos prontos.
Os sucos de fruta são mais consumidos na hora das refeições (44%),
para refrescar (42%) e hidratar (42%).
A popularidade do consumo de sucos
com as refeições explica, em parte, a
demanda frequente dos tipos de sucos
mais populares.
mais poder aquisitivo, esse consumidor
também passou a procurar produtos de
maior valor agregado, por isso, o segmento de refrescos adoçados foi o que
mais cresceu no período, especialmente
comparado aos produtos em que é necessário adicionar açúcar. “O salto verificado em dez anos (2003 a 2013) foi de
123% em volume no total da categoria
de refrescos em pó”, assinala Isabela.
O relatório sobre sucos da Mintel capta
que, enquanto três em cada dez brasileiros declaram consumir sucos frescos
diariamente, a mesma quantidade de
consumidores bebe refrescos em pó
na mesma frequência. O alto consumo
dessa categoria demonstra que o preço
ainda é um fator de escolha importante
para muitos consumidores. O seu baixo
custo e conveniência são os principais
diferenciais dos sucos em pó.
Isabela argumenta que a categoria
como um todo teve elevação de preço
médio pela migração para marcas e
segmentos de maior valor, pois o consumidor almeja sempre melhor qualidade,
observa. Ao mesmo tempo, acrescenta,
o preço médio teve um aumento bem
abaixo da inflação no mesmo período.
Isso foi possível, considera Isabela,
graças ao aumento da escala e da alta
concorrência. Mas nem sempre o ganho de escala é suficiente para cobrir a
inflação sobre os custos, principalmen-
te a elevação dos gastos com mão de
obra. A indústria, por conta disso, vive
o desafio de ser cada vez mais eficiente
para não precisar repassar a inflação e,
ao mesmo tempo, melhorar continuamente a qualidade dos produtos.
Comparando com o último ano, indica a gerente com base em dados da
Nielsen, a categoria de refresco em pó
como um todo vem crescendo 8% em
volume em 2014. Esse avanço cobre os
refrescos adoçados, segmento no qual
são considerados tanto os adoçados
regulares, caso do refresco MID, que
cresce 9%, como os adoçados diet/light, onde se enquadra o FIT, que cresce
12% no período.
30
Doce Revista Agosto 2014
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Segundo Isabela, as marcas da
Ajinomoto possuem uma boa fatia de
mercado dentro dos segmentos em que
atuam. “Ambas estão atrás apenas do
líder”, assinala, referindo-se ao refresco Tang na ala de adoçados e à marca Clight, no filão diet/light, ambos da
americana Mondelez. “No segmento de
adoçados regular, MID tem 10,5% de
market share em volume e FIT sobressai no filão diet/light com participação
de 21%”, ela posiciona.
Mistura com leite
Os refrescos em pó têm grande importância na cesta dos consumidores,
avalia Isabela. De acordo com pesquisas internas da companhia, eles
são percebidos como práticos e estão entre as bebidas industrializadas
mais indispensáveis para o dia a dia.
A categoria melhora continuamente a
qualidade ao longo dos anos e está
presente em mais de 90% dos domi-
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cílios brasileiros. É um item da lista
básica de compras e, nesse universo,
a marca exerce papel fundamental
para a escolha dos consumidores. A
variedade de sabores também é um
atributo muito valorizado na categoria, uma vez que seu consumo é muito frequente e surge a necessidade
de variar, observa a executiva. Além
disso, inovações contribuem para movimentar e melhorar a percepção da
categoria, como foi o caso de MID Vira
Shake, versão especialmente desenvolvida para ser preparada com leite, de textura e sabor diferenciados.
“Introduzida em 2012, essa novidade
trouxe novas ocasiões de consumo,
além de ser uma excelente ferramenta para ajudar na nutrição dos filhos,
uma das principais preocupações das
mães”, ressalta Isabela.
A confirmação dessa percepção
acaba de subir às gôndolas pelas mãos
da concorrente Mondelez, que desen-
Roberta e a novidade de Tang
aposta da Mondelez.
volveu o Tang com leite. “Essa é a nova
aposta da marca que tem relevante
presença na vida das mães e crianças,
sendo líder absoluta no mercado de
refrescos em pó, e a segunda do segmento de bebidas mais presente nos
lares, segundo a pesquisa Brand Footprint 2014, da consultoria Kantar Wordpanel”, repassa Roberta Prado, ge-
Agosto 2014 Doce Revista
31
Capa
Figueiredo, da Jandaia portfólio maior e parque industrial atualizado.
rente de Tang na Mondelez Brasil. Ela
comenta que a proposta é convidar os
consumidores a descobrir sensações,
pois ele pode escolher o seu sabor de
Tang preferido entre as 16 opções da
linha, e fazer experiências diferentes
com a mistura do leite. Além de trazer
o sabor da fruta característico de Tang
em nova forma de consumo, a iniciativa pode servir como um incentivo a
mais para as crianças aproveitarem os
32
Doce Revista Agosto 2014
benefícios do leite, como cálcio e proteínas, nutrientes reconhecidamente
de consumo insuficiente entre o público de 10 e 13 anos, observa Roberta.
“Tang com leite combina perfeitamente com novas ocasiões de consumo
para a marca, como o café da manhã,
além do lanche da tarde e entre as refeições” afirma ela.
Em junho, situa a gerente, a marca
bancou merchandising no programa
A Hora do Faro, da TV Record. No final
de julho, promoveu a mistura de Tang
com leite em várias plataformas: filme
na TV, criado pela agência Ogilvy, degustações em pontos de venda (PDVs)
em todo o país e ativações nos shoppings de São Paulo, Rio Janeiro e Porto
Alegre, entre outras ações. “Além da
nova sugestão de consumo, a identidade visual das embalagens de Tang
foi completamente renovada. Elas estão mais modernas, destacam os sabores das frutas e facilitam a identificação dos sabores no PDV com novos
códigos de cores na frente e no verso
das embalagens”, informa Roberta.
Estratégias para crescer
Já no filão de SPB, estratégias que
tornem os produtos mais acessíveis
podem estimular a experimentação,
percebe Eduardo Figueiredo, diretor
da Sucos Jandaia. Embalagens de tamanho sub-representado, como as de
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500ml e 600 ml, comuns nos segmentos de refrigerantes e água engarrafada, podem impactar com menores
preços os consumidores e promover
a experimentação. Outra: a opção dos
sucos de fruta como acompanhamento para as refeições pode ser aproveitada por meio de itens formatados
especificamente para essa ocasião.
“A categoria de SPB se beneficiou do
fortalecimento no poder aquisitivo da
população nos últimos dez anos e hoje
representa um dos segmentos que
mais cresce no mercado de bebidas
não alcoólicas, exibindo um avanço médio de 15% ao ano”, crava ele.
Durante esse período, acrescenta, a
Sucos Jandaia aumentou seu portfólio
lançando vários produtos e atualizou
o parque industrial. Essa evolução,
observa Figueiredo, vem sendo mantida porque os preços da categoria se
estabilizaram nos últimos anos e os
produtos são práticos e acessíveis.
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Com o ingresso recente de grandes
players da área alimentos, verifica-se
no momento uma explosão na cena
de produtos com a denominação zero,
comenta Figueiredo. “Acompanhamos
a tendência e introduzimos itens de
baixa caloria, como as linhas Uva Light
de 1l e o chá verde de 1l e 200ml”,
sublinha.
Aproximadamente metade dos
consumidores de sucos de fruta consomem os produtos junto com as refeições, nota o dirigente. Segundo a
Mintel, mulheres jovens exibem um
consumo particularmente mais alto da
categoria nas refeições, refletindo um
comportamento pró-saudabilidade.
Produtos formatados e promovidos
para o consumo com as refeições podem auxiliar as marcas de suco a se
aproveitarem mais efetivamente da
popularidade dos sucos de fruta como
acompanhamento para a comida. Já
sucos de fruta com proposta energé-
tica podem atrair os jovens, sugere a
consultoria. Eles são os consumidores
mais frequentes de SPB no Brasil. Contudo, apenas 21% desse público de 16
a 24 anos citam energia como razão
para beber sucos de fruta. Benefícios
energéticos são inerentes a várias frutas tropicais. Inovar em produtos que
utilizem as superfrutas, como açaí e
guaraná, podem ajudar as marcas de
sucos a fortalecer a associação com
a proposta energética. Atrair a atenção para atributos nutricionais, como
cafeína e vitaminas, ajudam os produtos feitos com superfrutas a posicionarem-se como opções de bebida
energética.
As atuais tendências de saúde e
bem-estar influenciam a implementação de ações de marketing voltadas para o mercado.Por conta disso,
o tema da campanha publicitária da
Jandaia para 2014 é Beba Saúde!, arremata Figueiredo. •
Agosto 2014 Doce Revista
33
Giro
QUEM: PRAWER
PRODUTO: COBERTURA GRALATE
GANCHO: TOQUE ARTESANAL
Pioneira do chocolate artesanal no
Brasil, a Chocolates Prawer, de Gramado
(RS), segue o modelo bem sucedido dessa
atividade em Bariloche, na Argentina. Em
1975 começou a operar com uma linha
de barras e ramas de chocolate ao leite
com matérias-primas selecionadas. Em
2005, lançou a marca Gralate e, no final
de 2007, desenvolveu um projeto para a
marca com novas formulações e embalagens adequadas também ao pequeno e
médio varejo, padarias, cafés e confeitarias. O mais recente desdobramento dessa trajetória ganha as prateleiras do trade
em setembro, com a cobertura Gralate ao
leite, elaborada com ingredientes de alta
qualidade. O foco de vendas é o pequeno
varejo, padarias, cafés, confeitarias, delicatessens e restaurantes. Apresentada
em embalagens de 500g e um quilo, com
comercialização em caixas de 6 quilos,
Gralate foi especialmente desenvolvida
para uso profissional de confeiteiros e
afins. Isso, todavia, não impede o con-
34
Doce Revista Agosto 2014
sumidor final de também utilizá-la em
casa. No verso das embalagens, o produto orienta passo a passo como derreter,
temperar e moldar receitas de chocolate.
A linha completa exibe as variantes para
trufas especiais Big Trufa e trufas artesanais de chocolate ao leite, com recheio
especial cremoso nos sabores chocolate
ao leite, avelã, laranja, maracujá, morango, amarula, café, licor de chocolate e
torta de limão.
maciez ao confeito. Única com esse perfil
em sua categoria, a Azedinha está disponível em seis sabores (morango, cereja,
tangerina, melancia, maçã verde e uva)
em embalagens de 150g e 600g.
QUEM: FINI
PRODUTOS: BALAS E MARSHMALLOWS
GANCHO: BEN 10
QUEM: SANTA RITA
PRODUTO: BALA AZEDINHA
GANCHO: SEIS SABORES
Fabricante especializado em candies
de Oliveira (MG), a Balas Santa Rita figura
entre as poucas indústrias do setor que
ousam bancar apostas no reduto de balas. Confome dados oficiais, o segmento
vem enfrentando uma das mais agudas
crises dos últimos anos, com queda
acentuada na produção e consumo. Apesar desse quadro, a empresa reformulou
seu mix de balas mastigáveis e acaba de
colocar nas gôndolas a linha Azedinha,
com nova fórmula que confere maior
As novidades da marca não param
e o semestre começa com uma leva de
lançamentos sob medida para fãs de
marshmallows, balas de gelatina e regaliz, todos com embalagens licenciadas
do Ben10, um dos personagens mais
famosos do universo de desenhos animados da Cartoon Network (CN). A linha
de marshmallows ganha versão verde
e branca, que são as cores do personagem, em embalagens de 50g e 250g
ao preço sugerido de R$ 3,99 e R$ 6,45,
respectivamente. As clássicas balas de
gelatina, carro-chefe da marca, estão
disponíveis em embalagens de 90g com
sabores sortidos e formatos exclusivos
com preço sugerido de R$ 3,99. Já o
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Regaliz Tubes é apresentado em embalagem de 80g nos sabores lima limão e
framboesa, nas cores azul e verde, com
preço sugerido de R$ 3,99. Outra inovação no portfólio são os marshmallows
sabor nata, em formato de borboleta,
que são alternativas para decoração de
mesas de festas. Apresentado em embalagem de 250g, o produto sobe às gôndolas com preço sugerido de R$ 6,49.
QUEM: MONDELEZ
PRODUTO: BUBBALOO
GANCHO: SABOR CEREJA
Bubbaloo, marca de chicle de bola
recheado campeã da Mondelez Brasil, acaba de incorporar o sabor cereja.
Com recheio da fruta, goma macia e a
diversão de fazer bolas, Bubbaloo reúne
os três principais prazeres de consumir
uma goma de mascar. “Cereja é um dos
sabores mais pedidos pelos consumidores e, certamente, vai conquistar os fãs
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QUEM: ARCOR
PRODUTO: BIG BIG
GANCHO:MODERNIZAÇÃO
da marca e dar ainda mais motivo para
brincar”, argumenta Nathalia Tercero,
gerente de marketing de Bubbaloo. Após
três anos sem lançamentos no portfólio,
Cereja é a nova aposta da marca, frisa
ela. Com essa novidade, a linha passa
a oferecer cinco sabores (cereja, tutti-frutti, morango, uva e hortelã). O sabor é
uma edição limitada e já está disponível
nas principais praças – exceto no Norte
e Nordeste –, ao preço sugerido de R$
0,25 a unidade. A embalagem de Bubbaloo Cereja foi desenvolvida pela agência XGuides e tem conceito inspirado na
irreverência e no seu público, jovens de
12 a 14 anos, que estão constantemente
em busca de diversão.
A empresa acaba de modernizar toda
a linha Big Big, campeã no segmento infantil, com o objetivo de aumentar a fatia
da marca no Nordeste, onde detém 57%
de participação. O cenário é favorável,
já que os chicles Big Big estão entre os
preferidos pela criançada, principalmente naquela região. Considerada a linha
mais completas de toda a categoria de
chicles infantis do mercado, conta com
diversos formatos e embalagens, além
de licenciamentos quentes como o Ben
10 e Hello Kitty. Desenvolvida pela agência de design Team Créatif, o redesign da
linha traz para o mercado embalagens
Agosto 2014 Doce Revista
35
Giro
modernas, divertidas e coloridas, que
ganham destaque no ponto de venda.
Com as gôndolas cada vez mais disputadas, a Arcor moderniza um dos principais produtos do seu portfólio, tendo
como proposta estreitar e fortalecer o
relacionamento com o trade e o público
consumidor da marca. Também as figurinhas estão mais atrativas, com frases
e “emotions” que as crianças costumam
utilizar nas redes sociais. “Com o rejuvenescimento queremos agregar ainda
mais valor para o consumidor, além de
aumentar a conexão com as referências
visuais do nosso target”, sintetiza Ciro
Mariani, gerente de marketing de guloseimas da Arcor Brasil.
QUEM: CHOCOLIFE
PRODUTO: SHAKES FUNCIONAIS
GANCHO: NOVAS EMBALAGENS
Presente na cena de alimentos funcionais há mais de 6 anos, a Chocolife foi
36
Doce Revista Agosto 2014
pioneira no desenvolvimento de shakes
hipoalergênicos, bancando versões nos
sabores baunilha e chocolate. “Essa
categoria de shakes exibe blends com
22 vitaminas e minerais, é isenta de
glúten, açúcar e lactose, apresenta 0%
de soja e proteína de leite e, com um
copo de 200ml, substitui parcialmente
uma refeição, com saúde e proteção
contra alergias”, sintetiza Virgínia de
Ávila Dias, diretora da Chocolife. Desenvolvidas pela Wo Desing, as novas
embalagens dos shakes e achocolatado da marca sobressaem pelo viés
sustentável. “São caixas de papel com
formato ergonômico (fácil de pegar) e
com layout que mostra ao consumidor
a leveza do produto”, frisa a executiva,
completando que, além de certificadas
pela FSC (Forest Stewardship Council),
entidade ligada ao manejo florestal,
elas se destacam pelo visual. “Apresentam cores vivas com ênfase no
alimento, proporcionando ao consumidor identificar de pronto os sabores de
cada produto, em especial o chocolate”,
completa Virgínia. Oferecidos em embalagem de 400g, os shakes vêm com
dosador de 25g e preço médio sugerido
ao consumidor de R$ 75,00. Já o achocolatado em pó Chocolife, também em
versão de 400g, tem preço médio sugerido ao consumidor de R$ R$ 35,00.
QUEM: LA RIOJA
PRODUTOS: BALAS E GELEIAS
GANCHO: IMPORTADAS DA ESCÓCIA
A importadora La Rioja amplia a li-
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Rioja traz a linha de balas Mrs. Bridges, com 16 sabores de frutos típicos
europeus, e com a mesma embalagem
sofisticada. Os produtos podem ser encontrados no empório La Rioja ao custo
de R$ 17,90 cada.
nha de produtos gourmet e traz, com
exclusividade, as balas e geleias Mrs.
Bridges. De origem escocesa, a linha de
geleias possui 35% de fruta natural na
composição e não contém aditivos nem
conservantes. Comercializada em embalagens de vidro de 340g, é composta
por dez sabores diferentes, a exemplo
de raspberry (framboesa vermelha),
blueberry, laranja com champanhe e
lima com limão, além da tradicional de
morango. Junto com as geleias, a La
QUEM: ARCOR
PRODUTO: CAIXA SORTIDA
GANCHO: NOVO LAYOUT E MIX
A empresa relança sua caixa de
bombons sortidos com layout e mix
renovados. Com 200g de itens com o
puro chocolate da marca, a caixa do
tipo surpresa combina as marcas Bon
o Bon (15g) nos sabores Beijinho, Original e Brigadeiro; Tortuguita Iogurte
de Morango (17g), Aerada no sabor
Leite (14g), as versões Branca (18g) e
de Leite (18g), e os confeitos Rocklets
(15g) e Snack (12g). “Para ampliar nossa presença na categoria, reunimos os
itens que oferecem ao consumidor as
melhores sensações. Focamos na produção criativa, utilizando a combinação de sabores, que reforça nosso potencial na fabricação de chocolates”,
argumenta Loredana Mariotto, diretora
de marketing da Arcor, lembrando que
a empresa é a terceira maior fabricante de chocolates no Brasil, com 4,5%
de participação de mercado. •
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Agosto 2014 Doce Revista
37
Saúde & Bem-Estar
nos bastidores do bom gosto
Tate & Lyle apresenta ingredientes funcionais
em protótipos de bebidas e guloseimas
F
onte global de soluções e ingredientes alimentícios, a Tate & Lyle
anunciou durante a FiSA 2014
– Food Ingredients South America, feira especializada no setor de insumos,
promovida em agosto em São Paulo, os
resultados de uma pesquisa de testes
de sabor com consumidores, realizada pela Ipsos. O estudo indicou que o
adoçante Tasteva Stevia, lançado no
evento, foi o preferido por praticamente dois entre três consumidores (63%)
em comparação ao Rebaudiosídeo A
(Reb A), ingrediente de stevia frequentemente associado a um sabor residual
amargo, repassa Victoria Pagani, gerente de marketing para a América Latina
da Tate & Lyle. Os participantes do estudo provaram duas bebidas de fruta.
Uma foi adoçada com o Tasteva e a
outra com o Reb A, detalha a executiva.
Além da preferência geral pelo sabor,
a maioria dos consumidores considerou o suco adoçado com o produto da
Tate com gosto residual agradável ou
nenhum gosto residual. Já 54% dos degustadores consideraram que a bebida
adoçada com o Reb A deixou um sabor
residual desagradável. Na entrevista a
seguir, a especialista analisa a importância do estudo e destaca desenvolvimentos recentes da Tate & Lyle no front
de saudabilidade.
DR – Qual a importância desse
estudo?
Victoria – Ele demonstra aos fabricantes que sempre é possível oferecer
ao mercado aprimoramentos, seguindo
as tendências e sem sacrificar o sabor
puro e doce. Os consumidores exigem
produtos com baixo teor de açúcar e
calorias, mas a integridade do sabor
continua sua maior prioridade. Com o
Tasteva, os fabricantes podem atender
38
Doce Revista Agosto 2014
Victoria
ingredientes
para redução de
sódio, açúcar e
calorias.
essa necessidade com custo menor, já
que não são necessários ingredientes
que mascaram o sabor.
DR – Como funcionam os
protótipos de baixa caloria?
Victoria – O chá verde detox e o
sorvete de chocolate foram desenvolvidos para atender às demandas dos
consumidores por produtos com menos
açúcar, ao mesmo tempo em que mantêm as expectativas de sabor. Com 6g
de açúcar e 140 calorias (0,14 Kcal) por
porção de 100g, o sorvete de chocolate
foi uma das formulações que os visitantes da FiSA puderam experimentar
e conferir o doce sabor fornecido pelo
adoçante Splenda, à base de sucralose.
DR – E quanto às novidades na
área de fibras alimentares?
Victoria – A Tate & Lyle também
apresentou sua fibra solúvel de milho
no protótipo de chá verde detox de baixa caloria.Sob a marca Promitor Soluble
Corn Fiber, a fibra solúvel é facilmente
incorporada a uma série de aplicações,
com resultados em testes sensoriais
que mostram o sabor e cor neutra, sem
textura granulada.O ingrediente tem
passado por múltiplos testes clínicos
com consumidores, mostrando excelentes resultados no que diz respeito
à tolerância digestiva, sem causar o
desconforto associado a alguns tipos
de fibras.
DR – Como funciona a tecnologia
de redução do sódio?
Victoria – Além dos edulcorantes,
a Tate & Lyle mostrou o Soda-Lo Salt
Microspheres, ingrediente para redução de sódio. Um protótipo exclusivo foi
desenvolvido para um biscoito cream
cracker, que chegou a reduzir em mais
de 25% o teor de sódio em comparação
com similares disponíveis no mercado
(250mg vs. 340mg por porção). Soda-Lo é à base de sal marinho e tem formato de microesferas cristalinas ocas,
conferindo sabor salgado de forma
eficiente, em quantidade reduzida de
produto, já que maximiza a superfície
relativa do volume utilizado.
DR – Que outras novidades na
ala de saúde e bem-estar a empresa
apresentou?
Victoria – Outro lançamento saudável para o coração é o PromOat Beta
Glucan, ingrediente natural e funcional
oriundo da aveia. Fibra alimentar solúvel da aveia, a beta glucana é um ingrediente único que fornece aos alimentos
e bebidas os efeitos reconhecidos da
aveia, incluindo a redução da absorção
do colesterol. Os visitantes tiveram a
oportunidade de conhecer em primeira
mão esse lançamento no protótipo de
smoothie de frutas vermelhas. Com teor
de beta glucana de 35%, o PromOat
Beta Glucan ajuda na redução da absorção do colesterol, sendo um ingrediente
solúvel que proporciona sabor límpido,
coloração neutra e versatilidade. As autoridades de todo o mundo, incluindo as
do Brasil, começaram a autorizar declarações sobre benefícios à saúde, como
“redução do colesterol” atribuída a beta
glucana de aveia. •
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