6.4. Casa de Petrópolis* 6.4.1. Período identificado

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6.4. Casa de Petrópolis* 6.4.1. Período identificado
COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
6.4. Casa de Petrópolis*
6.4.1. Período identificado de funcionamento
1971-1974
6.4.2. Localização
Rua Arthur Barbosa, 668 (atual n. 50)
Município: Petrópolis
Estado: Rio de Janeiro.
*
A casa de Petrópolis foi objeto de pesquisa específica da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que se
encontra disponível em:
http://www.cnv.gov.br/index.php/publicacoes/454-relatorio-preliminar-de-pesquisa-sobre-a-casa-damorte-de-petropolis
COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
6.4.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao Centro de Operações de Defesa Interna/Destacamento de Operações de
Informações (CODI-DOI) do I Exército (Rio de Janeiro) e ao Centro de Informações
do Exército (CIE).
6.4.4. Equipe responsável
Militares
1. Major Freddie Perdigão. Codinome: “Dr. Roberto”. Morreu em 1997.
2. Major Rubens Paim Sampaio. Codinome: “ Dr. Teixeira”. Atualmente, é
Tenente-Coronel na reserva.
3. Sargento Ubirajara Ribeiro de Souza. Codinome: “Zé Gomes” ou
“Zezão”. Atualmente, é Subtenente de Infantaria na reserva.
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4. Sargento Rubens Gomes Carneiro. Codinome: “Laecato”. Atualmente, é
Segundo Sargento na reserva.
5. Aspirante a oficial R2 Antonio Fernando Hughes de Carvalho.
Codinome: “Alan”. Morreu em 2005.
6. Capitão Paulo Malhães. Codinome: “Dr. Pablo”. Atualmente, Tenente
Coronel na reserva.
7. Tenente-Coronel José Brant Teixeira
Polícia Civil
1. Comissário Luiz Cláudio de Azeredo Vianna. Codinome: “Laurindo”
6.4.5. Linha de Comando
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6.4.6. Vítimas
1. Nome: Carlos Alberto Soares de Freitas
Organização: Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VARPALMARES).
Data da morte: 15 de abril de 1971
2. Nome: Marilena Villas Boas Pinto, a Índia
Organização: Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8)
Data da morte: 3 de abril de 1971
Situação Atual: Corpo entregue à família em caixão lacrado cinco dias após
a data de morte. Enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, Caju, Rio de
Janeiro
3. Nome: Aluízio Palhano Pedreira Ferreira.
Organização: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Provável data do desaparecimento: entre 13 e 15 de maio 1971
4. Nome: Mariano Joaquim da Silva, “Loyola”.
Organização:
Vanguarda
Armada
Revolucionária
Palmares
(VAR-
PALMARES)
Data do desaparecimento: 31 de maio de 1971
5. Nome: Antônio Joaquim de Souza Machado, o Quincas
Organização:
Vanguarda
Armada
Revolucionária
Palmares
(VAR-
PALMARES).
Data do desaparecimento: 15 de junho de 1971
6. Nome: Heleny Ferreira Telles Guariba
Organização: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Data do desaparecimento: 12 de julho de 1971
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7. Nome: Walter Ribeiro Novaes
Organização: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Data do desaparecimento morto em 12 de julho de 1971
8. Nome: Paulo de Tarso Celestino da Silva
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Data do desaparecimento: 12 de julho de 1971
9. Nome: David Capistrano da Costa
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Provável do desaparecimento: 16 de março de 1974
10. Nome: José Roman
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Provável data do desaparecimento: 16 de março de 1974
11. Nome: Walter de Souza Ribeiro
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Desaparecimento: 03 de abril 1974
12. Nome: Ana Rosa Kucinski
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Provável data do desaparecimento: 22 de abril de 1974
13. Nome: Wilson Silva
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Ptovável data do desaparecimento: 22 de abril de 1974
14. Nome: Issami Nakamura Okano
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Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Provável data do desaparecimento: 14 de maio de 1974
15. Nome: Inês Etienne Romeu
Organização: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Situação atual: Sobrevivente
Esteve presa na Casa de Petrópolis entre os dias 8 de Maio e 11 de Agosto
de 1971
6.4.7. Excerto do depoimento de Inês Etienne Romeu sobre a morte de Marilena
Villas Boas Pinto
“A pedido, confirmo integralmente meu depoimento de próprio punho,
sobre fatos ocorridos na Casa de Petrópolis, RJ, onde fiquei presa de 08 de
maio a 11 de agosto de 1971. Esse depoimento é parte integrante do
Processo nº MJ-7252/81 do CDDPH do Ministério da Justiça. Nesse
depoimento está registrado que ‘Dr. Pepe’ contou ainda que Marilena
Villas Boas Pinto estivera naquela casa e que fora, como Carlos Alberto
Soares de Freitas, condenada à morte e executada. Declaro ainda que
estive internada no HCE no Rio de Janeiro de 06 a 08 de maio, que
Marilena Villas Boas Pinto havia chegado morta ao HCE; que no dia 08 de
maio, na casa de Petrópolis, o ‘Dr. Pepe’ disse que Marilena havia morrido
exatamente na mesma cama de campanha onde eu me encontrava,
afirmando também que, embora baleada, Marilena tinha sido dura”
(Depoimento de Inês Etienne Romeu em “Relatório de Prisão” elaborado
em 1981 e ratificado pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos
Políticos – Secretaria Especial de Direitos Humanos. Presidência da
República. (Direito à Memória e à Verdade, p. 154).
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6.4.8. Excerto do depoimento de Inês Etienne Romeu sobre a morte de Mariano
Joaquim da Silva
“Inês disse ter estado com Mariano três vezes, duas na presença dos
carcereiros e uma a sós. Mariano lhe contou que permanecera 24 horas
preso em Recife, de onde chegou com o corpo em chagas. Em Petrópolis,
foi interrogado durante quatro dias ininterruptamente, sem dormir, sem
comer e sem beber. Permaneceu na casa até o dia 31 de maio, fazendo todo
o serviço doméstico, inclusive cortante lenha para a lareira. Inês afirma
ainda, que teve contato com Mariano até o dia 31 de maio, quando, na
madrugada, ouviu uma movimentação estranha e perceber que ele estava
sendo removido. No dia seguinte, indagou a seus carcereiros sobre
Mariano, os quais lhe disseram que ele havia sido transferido para o
quartel do Exército no Rio de Janeiro. Desde então nada mais se soube de
seu paradeiro. Em princípio de julho, o carcereiro conhecido por Inês como
‘Dr. Teixeira’ lhe disse que Mariano fora executado pois pertencia ao
comando da VAR-Palmares e era considerado irrecuperável” (Depoimento
de Inês Etienne Romeu em “Relatório de Prisão” elaborado em 1981 e
ratificado pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos –
Secretaria Especial de Direitos Humanos. Presidência da República.
(Direito à Memória e à Verdade, p. 164-165).
6.4.9. Excerto do General Adyr Fiuza de Castro sobre a Casa de Petrópolis
“Nós (do CODI) cedemos umas dependências na Barão de Mesquita ao CIE
para eles fazerem uma espécie de "cela preta" que aprenderam nos Estados
Unidos e na Inglaterra. Mas o CIE tinha autonomia para trabalhar em
qualquer lugar do Brasil. Eles tinham aparelhos especiais, não oficiais,
fora das unidades do I Exército, para interrogatórios (...). Como a casa de
Petrópolis.” (ARAUJO, Maria Celina CASTRO, Celso. Os Anos de
Chumbo, p. 68)
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6.5. Fazenda 31 de Março
6.5.1. Período identificado de funcionamento
1970 – 1973
6.5.2. Localização
Bairro Emburá, ao sul da represa de Guarapiranga, entre Embu-Guaçu e a represa
Billings, na Grande São Paulo.
Estado: São Paulo.
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6.5.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao Centro de Operações de Defesa Interna/Destacamento de Operações de
Informações (CODI-DOI) do II Exército (São Paulo)
6.5.4. Equipe responsável
Polícia Civil
1. Delegado Sérgio Fernando Paranhos Fleury
6.5.5. Vítimas
1. Joaquim Câmara Ferreira, “Toledo”
Organização: Ação Libertadora Nacional (ALN)
Data da morte: morto em 23 de outubro de 1970
2. Antônio Carlos Bicalho Lana “Cristiano”
Organização: Ação Libertadora Nacional (ALN)
Data da Morte: 30 de novembro de 1973
3. Sônia Maria de Moraes Angel Jones
Organização: Ação Libertadora Nacional (ALN)
Data da Morte: 30 de novembro de 1973
4. Maria de Lourdes Rego Melo. Codinome: “Maria Baixinha”
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Data da prisão: 23 de outubro de 1970
Situação atual: Sobrevivente
5. Maurício Segall
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Data da prisão: 23 de outubro de 1970
Situação atual: Sobrevivente
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4. Viriato Xavier de Mello Filho
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Situação atual: Sobrevivente
6.5.6. Excerto de depoimento de Maurício Segall
“(...) No sítio, bem primitivo, ao qual chegamos de olhos vendados, a
iluminação era de velas, pois não havia luz elétrica. O sítio aparentemente
tinha dois quartos, uma sala/cozinha e um banheiro. Os choques elétricos
aplicados no pau-de-arara eram gerados num aparelho, acionado por
manivela manual. Já estava lá sendo torturado Viriato, recém chegado de
Cuba. (...) Tudo que se passava num dos cômodos, mesmo
com porta fechada, se ouvia nos demais. (...) Quando fui pendurado, o
interrogador era o próprio Fleury. (...) Em meio da minha tortura no paude-arara, já de noite, que vinha durando algum tempo, houve uma agitação
coletiva, colocaram uma espécie de apoio nos meus quadris, de forma que
fiquei só parcialmente pendurado e a maioria dos policiais deixou às
pressas o sítio, deixando apenas dois ou três para trás. Não sei quanto
tempo isto durou (no mínimo 2 horas) mas, a um certo momento, fui tirado
com as pernas totalmente inermes do pau-de-arara, só podendo andar
amparado e fiquei sentado na sala com uma venda nos olhos, mas que
deixava uma fresta na parte de baixo. Logo depois, ouvi uma pessoa
chegando, arfando desesperadamente, com falta de ar, com sintomas muito
parecidos com ataque cardíaco (que eu conhecia pois eram semelhantes
daqueles do meu pai, por ocasião de sua morte). Esta pessoa foi levada
para o quarto que tinha a cama e não o pau-de-arara. Fiquei sabendo que
era Toledo pelos comentários que vinham sendo feitos pelos policiais.
Havia muita agitação entre eles e Toledo não parava de arfar. A um certo
momento, vi pela fresta inferior da venda dos olhos, passarem duas pernas
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vestidas de branco, calçadas com sapatos brancos. Não havia dúvida que
era um médico. Logo depois, Toledo parava de arfar. Muito rapidamente o
acampamento foi levantado e fomos levados de olhos vendados para o
DOPS e, a seguir, para a OBAN. (...) Ouvi diversas manifestações de
irritação do pessoal da OBAN com o pessoal do Fleury devido à morte de
Toledo sem que eles pudessem tê-lo interrogado também (...) Soube depois,
também, que Maria, Viriato e eu termos sobrevivido ao sítio se deveu, em
boa parte, à morte prematura de Toledo”. (Direito à Memória e à Verdade,
p. 135-136.)
6.5.7. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Em 1972, o II Exército, em São Paulo, montou os seus centros clandestinos
de tortura e assassinatos. Durante um curto período, o Destacamento de
Operações de Informações, o DOI, utilizou-se de um sítio na região sul de
São Paulo. Ali foram assassinados Antônio Bicalho Lana e sua
companheira Sônia Moraes, ambos da Ação Libertadora Nacional, a ALN”
(Depoimento fornecido pelo Ex-Sargento Marival Chaves à Revista Veja,
publicada em 18 de novembro de 1992, p.22-23).
6.5.8. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Antônio Carlos e Sônia foram presos no Canal 1, em Santos, onde não
houve qualquer tiroteio, e nem ao menos um tiro, ‘apenas’ a violência dos
agentes de segurança que conseguiram imobilizar o casal aos socos,
pontapés e coronhadas. (...) Eles foram torturados e as- sassinados com
tiros no tórax, cabeça e ouvido.(...) Foram levados para uma casa de
tortura, na zona sul de São Paulo, onde ficaram de cinco a 10 dias até a
morte, em 30 de novembro. Depois disso, seus corpos foram colocados à
porta do DOI-CODI, para servir de exemplos, antes da montagem do
teatrinho”.(Direito à Memória e à Verdade, p. 364)
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6.6. Casa de Itapevi
6.6.1. Período identificado de funcionamento
1974- 1975
6.6.2. Localização
Estrada da Granja, 20.
Município: Itapevi.
Estado: São Paulo.
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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
6.6.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao Centro de Operações de Defesa Interna/Destacamento de Operações de
Informações (CODI-DOI) do II Exército (São Paulo) e ao Centro de Informações do
Exército (CIE).
6.6.4. Equipes responsáveis
Militares
1. Tenente-coronel de Artilharia Aldir Santos Maciel, Dr Silva
2. Major André Pereira Leite Filho, Dr Edgar
3. Cabo Félix Freire Dias, Dr. Magno ou Dr Magro.
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6.6.5. LINHA DE COMANDO
6.6.6. VÍTIMAS
1. Luís Inácio Maranhão Filho
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 03 de abril de 1974
Situação atual: desaparecido
2. João Massena Melo
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 03 de abril de 1974
Situação atual: desaparecido
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3. Élson Costa
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Provável data do desaparecimento: 14 de janeiro de 1975
Situação atual: desaparecido
4. Hiran de Lima Pereira
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 15 de janeiro de 1975
Situação atual: desaparecido
5. Jayme Amorim de Miranda
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 04 de fevereiro de 1975
Situação atual: desaparecido
6. Itair José Veloso
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 22 de maio de 1975
Situação atual: desaparecido
7. José Montenegro de Lima.
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 29 de setembro de 1975
Situação atual: desaparecido
8. Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data do desaparecimento: 08 de outubro de 1975
Situação atual: desaparecido
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6.6.7. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Era uma época de matança febril. No final de 1973, o DOI usou uma casa
no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo. Nesse período montou
outro centro clandestino na estrada de Itapevi. Entre 1965 e 1966,
funcionou ali uma boate chamada Querosene, que pertencia ao irmão do
então subtenente Carlos, fundador da OBAN. Só em 1975, por questões de
segurança, o cárcere de Itapevi foi substituído por uma fazenda na beira da
Rodovia Castelo Branco, a 30 quilômetros de São Paulo. A fazenda era de
um amigo do major do Exército André Leite Pereira Filho.” (Depoimento
fornecido pelo Ex-Sargento Marival Chaves à Revista Veja, publicada em
18 de novembro de 1992, p.22-23).
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6.7. Casa no bairro Ipiranga
A Casa do Ipiranga funcionou como um centro de recrutamentos de infiltrados que,
ao serem capturados, assinavam contratos de prestação de serviços com o Exército.
Esses serviços incluíam a delação de ex-companheiros, relatos de reuniões e o
fornecimento de informações que pudessem levar ao desmantelamento de aparelhos
– pontos de encontro desses militantes, nos quais eram articuladas ações de combate
ao regime ditatorial. Em troca, os infiltrados recebiam proteção policial e, muitas
vezes, importâncias em dinheiro. Não houve registros de torturados e mortos no
local.
6.7.1 Período identificado de funcionamento
Entre 1972 e 1973 - ?
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6.7.2. Localização
Avenida Tereza Cristina, 58
Bairro: Ipiranga
Município: São Paulo
Estado: São Paulo
6.7.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao Centro de Operações de Defesa Interna/Destacamento de Operações de
Informações (CODI-DOI) do II Exército (São Paulo) e a Centro de Informações do
Exército (CIE)
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6.7.4. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Era uma época de matança febril. No final de 1973, o DOI usou uma casa
no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo”. (Depoimento fornecido
pelo Ex-Sargento Marival Chaves à Revista Veja, publicada em 18 de
novembro de 1992, p.22-23).
6.7.5. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Quem coordenava os cachorros era um oficial. Tivemos o doutor Patrício e
o doutor Jairo, que conheço só pelos codinomes. (...) Conheci vários
(infiltrados), Severino Teodoro de Mello, do PCB, João Henrique Ferreira
de Carvalho, o ‘Jota’, da ALN. Sabia também de três infiltrados do PC do
B. Eram Luciano Rosa de Siqueira, o advogado Hamilton de França e o
médico Fiúza de Mello. Todos trabalhavam para o Exército”. (Depoimento
fornecido pelo Ex-Sargento Marival Chaves à Revista Veja, publicada em
18 de novembro de 1992, p.27).
6.7.6. Excerto de depoimento do ex-sargento Marival Chaves
“Teodoro de Mello, por exemplo, foi preso em 1974 e levado para Itapevi.
De lá, foi transferido para outro cárcere na cidade de São Paulo. Depois de
interrogado, ele assinou um contrato de trabalho e recebeu uma
importância em dinheiro” (Depoimento fornecido pelo Ex-Sargento Marival
Chaves à Revista Veja, publicada em 18 de novembro de 1992, p.27).
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6.8. Casa do Renascença
6.8.1. Período identificado de funcionamento
1969 - ?
6.8.2. Localização
Rua Taquari, 508
Bairro: Renascença
Município: Belo Horizonte
Estado: Minas Gerais
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6.8.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao 12º Regimento de Infantaria do Exército e à Secretaria de Segurança
Pública de Minas Gerais.
6.8.4. Equipes responsáveis
Militar
1 . Capitão Hilton Paula da Cunha Portela.
Polícia Militar
1. Major Rubem. Major Rubens.
2. Capitão Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos.
3. Primeiro Tenente Antônio de Pádua Alves Ferreira.
4. Sargento Darcy Rodrigues.
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6.8.5. Linha de Comando
6.8.6. Vítimas
1. Nome: Delsy Gonçalves de Paula.
Organização: Ação Popular (AP)
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Situação atual: Sobrevivente
2. Nome: Laudelina Maria Carneiro
Organização: Ação Popular (AP)
Situação atual: Sem informação
3. Nome: Maria do Rosário Cunha Peixoto
Organização: Ação Popular (AP)
Situação atual: Sobrevivente
6.8.7. Excerto do depoimento de Delsy Gonçalves
“15/06/1969 – às 20:00hs, foi levada pela Polícia Militar a uma casa
desconhecida, no bairro Renascença, onde foi barbaramente espancada pela
capitão Pedro Ivo, capitão Portela, tenente Pádua, sargento Léo e pelo major
Rubem. Após toda sua roupa ter sido violentamente arrancada, sofreu golpes
de karatê no pescoço, estômago e rins; socos no rosto e pontapés.”
(Depoimento de Delsy Gonçalves de Paula fornecido ao Conselho Estadual
de Direitos Humanos no dia 25 de setembro de 2002, Belo Horizonte/MG)
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1. RELAÇÃO E MAPEAMENTO DE OUTRO CENTROS CLANDESTINOS DE
VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS
O ponto de partida desta pesquisa foram as denúncias apresentadas à Comissões de
Direitos Humanos.
7.1. Casa em Olinda
7.1.1. Período identificado de funcionamento
1964 - ?
7.1.2. Localização
Sem informação
7.1.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.1.4. Equipe responsável
Militar
Major da Infantaria Walter Moreira Lima
7.1.5. Vítimas
Sem informação
7.2. Casa em Goiânia
7.2.1. Período identificado de funcionamento
1964
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – 2º andar – Portaria 1
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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
7.2.2. Localização
Município: Goiânia.
Estado: Goiás.
Casa da Vila Militar ou Imóvel próximo ao stand de tiro do polo do 10 Batalhão de
Caçadores, aproximadamente a 8 km de Goiânia. Há a informação, não comprovada
oficialmente, de que este centro clandestino tornou-se o Centro Cultural Martim
Cererê, situado na Rua 94-A no Setor Sul.
7.2.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Ligada ao 10º Batalhão de Caçadores, em Goiânia.
7.2.4. Equipes responsáveis
Militares
1. Tenente-Coronel da Infantaria Danilo Darcy de Sá da Cunha Mello
2. Major da Artilharia Aníbal de Carvalho Coutinho
3. Capitão da Infantaria Vicente Albuquerque
4. Capitão de Infantaria José Carlos Sant´Anna de Oliveira
5. Capitão de Infantaria Marcus Antônio Brito Fleury
6. Tenente da Infantaria Siselísio Gusmão
7. Terceiro-Sargento Guido Fontgalland Ferro
8. Terceiro-Sargento João da Costa Garcia Neto
9. Segundo-Sargento Milburges Alves Ferreira
10. Primeiro-Sargento Moysés Thompson do Nascimento
7.2.5. Reportagem de Márcio Moreira Alves sobre a Casa em Goiânia
“Edith Zacariotti é uma jovem médica chilena (...). Conta que desde a prisão de
seu marido, só deixou de visitá-lo 15 dias, quando o coronel declarou-lhe
encontrar-se ele em súbita de incomunicabilidade. Quando finalmente pode vêlo, em visita que fez em companhia da sogra, Maria de Freitas Zacariotti,
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reparou um lanho da grossura de um lápis que descia de seu pescoço. Após
muito insistir, contou-lhe João Batista haver sido torturado diversas vezes, por
meio de choques elétricos. (...) O Batalhão de Guardas comunicou que
Zacariotti fora entregue à Polícia do Distrito Federal, que o levara para local
ignorado. Em local ignorado este homem se encontra até hoje, apesar dos
esforços da sua família e da Ordem dos Advogados do Brasil”. (ALVES, Márcio
Moreira. Coronel desrespeita o STM: prende advogado. Jornal Correio da
Manhã. Terça-feira, 20 de outubro de 1964. Capa).
7.2.6. Reportagem de Márcio Moreira Alves sobre a Casa em Goiâni
“(...) o Sr. João Batista Zacariotti, preso, repito, desde 29 de julho, no 10º
Batalhão de Caçadores de Goiânia! Precisamente o Sr. João Batista Zacariotti,
sequestrado na última quarta-feira e desde sábado removido para local
ignorado pelo DOPS, segundo informação prestada pelo Exército, ao
representante da Ordem dos Advogados do Brasil.” (ALVES, Márcio Moreira.
Nojo. Jornal Correio da Manhã. Quarta-feira, 21 de outubro de 1964. 1º
Caderno).
7.3. Sítio de São João do Meriti
7.3.1. Período identificado de funcionamento
1968 - ?
7.3.2. Localização
Município: São João do Meriti.
Estado: Rio de Janeiro.
7.3.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
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7.3.4. Equipes responsáveis
Sem informação
7.3.5. Vítimas
1. Nome: João Antônio Santos Abi-Eçab (ALN)
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Data da morte: 08 de novembro de 1968
2. Nome: Catarina Helena Xavier Abi-Eçab
Organização: Aliança Libertadora Nacional (ALN)
Data da morte: 08 de novembro de 1968
7.4. Casa em Recife
7.4.1. Período identificado de funcionamento
Década de 1970
7.4.2. Localização
Há notícias de que este centro clandestino situava-se na atual sede dos Correios
Avenida Guararapes, 250
Bairro: Santo Antônio
Município: Recife
Estado: Pernambuco
7.4.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
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7.4.4. Equipes responsáveis
Sem informação
7.4.5. Vítimas
Sem informação
7.5. Casa em Fortaleza
7.5.1. Período identificado de funcionamento
Década de 1970
7.5.2. Localização
Próximo à lagoa do Cumbuco, nos arredores de Fortaleza.
Estado: Ceará.
7.5.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.5.4. Equipe responsável
Sem informação
7.5.5. Vítimas
Sem informação
7.6. Sítio entre Belo Horizonte e Ribeirão das Neves
7.6.1. Período identificado de funcionamento
Sem informação
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – 2º andar – Portaria 1
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7.6.2. Localização
Estrada entre os municípios de Belo Horizonte a Ribeirão das Neves.
Estado: Minas Gerais.
7.6.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.6.4. Equipe responsável
Sem informação
7.6.5. Vítimas
Nome: Gilse Maria Cosenza Avelar
Organização: Ação Popular (AP)
Situação atual: Sobrevivente
7.6.6. Excerto de depoimento de Gilse Maria Cosenza Avelar
“Às 19h (do dia 17 de julho de 1979), fui conduzida para um sítio policial
cujo lugar não posso informar por não conhecer a periferia despovoada dos
arredores de Belo Horizonte. Tratava-se de uma pequena construção com
três ou quatro salas, na saída de um rodovia, no meio de um descampado,
situado no caminho que leva ao município de Neves (...) Lá, eles me
ameaçaram de torturar minha filha de três meses de idade, caso não
respondesse às suas perguntas.” (MERLINO, L.E.R.; KUCINSKI, B.;
TRONCA, B.; TAVARES, B.B. Pau de arara: a violência militar no Brasil.
Paris: Librairie François Masperu, Cahier Libres, 1971, p.205.)
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7.7. Fazendinha
7.7.1. Período identificado de funcionamento
Sem informação
7.7.2. Localização
Possivelmente um prédio em construção, na entrada da cidade de Alagoinhas, que
seria um Quartel do Exército. Há informações de que atualmente seja o Quartel da
Polícia Militar.
Município: Alagoinhas.
Estado: Bahia
7.7.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.7.4 Equipes responsáveis
Militares
1. General Adyr Fiúza de Castro (Comandante VI Região Militar)
2. Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Codinome: “Dr. Tibiriçá” e “Dr.
Antonio”.
3. Major Antonio Bião Martins Luna.
7.7.5. Vítima
1. Marco Antonio Rocha Medeiros
Organização: Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Data da prisão: 4 de julho de 1975
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7.8. Sítio no Triângulo Mineiro
7.8.1. Período identificado de funciomanento
Sem informação
7.8.2. Localização
Estado: Minas Gerais
7.8.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.8.4. Equipe responsável
Sem informação
7.8.5. Vítimas
Sem informação
7.9. Sítio em Sergipe
7.9.1. Período identificado de funcionamento
Sem informação
7.9.2. Localização
Estado: Sergipe.
7.9.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
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7.9.4. Equipe responsável
Sem informação
7.9.5. Vítimas
Sem informação
7.10. Apartamento em Brasília
7.10.1. Período identificado de funcionamento
Sem informação
7.10.2. Localização
Bloco “J” da superquadra 104 Sul
Cidade: Brasília/Distrito Federal
7.10.3. Posição no interior da estrutura de repressão
Sem informação
7.10.4. Equipe responsável
Sem informação
7.10.5. Vítimas
Sem informação
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