Baixar - Guanhães

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Baixar - Guanhães
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- TNVENTÁ O DE PROTEçÃO ÀO ÀCERVO CULTUML
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GUÁ}{HÁ[5 - À{XÂ5 6ERÀ5
FICHA
O1lí0 -
BENS üTATER|A]S
/
CELEBRAçÕES -
20/53
Ánm Oí
DISTRITO SEDE
í, iìllnlcíplo Guanhães
2.
3,
tisttito Sede
Derhrrção Dsfite de 7 de Setembro
,í. Período dê rcatização
Feriado de 7 d€ setembro
5. Espãço dê rêallzação Avenida Alberto CatdeiÍa
6. PROGRÀ'TAçÃO
O desfìle acontece na manhá do dia 7 de setembro, estend€ndo.se peta
tarde. A parada militar ocorre a partir das 07:00 horas da
manhã, e é seguida peto desÍite das fanfarras escotares e da Potícia Mititar, e peta apresentação dos alunos das escolas da rede
pública de Guanhães, que apresentam temas variador, tigãdo6 à historia do Brasil.
7. HISfóRCO
Os desíiÌes
de 7 de Setembro homenagelam a data da Proctamação da lndependência, com o Grito do lpiranga, dado por Dom
Pedro I às maÍgens do Íeferido rio. São uma tíadição mititar brasiteira, ganhando vulto principalmente após a Proclamação da
República, em 1889, e a hegemonia militar no govemo brasiteiro entre 1889 e 1894, O Exército, e verdade, já gozava de grande
prestígio desde a Guerra do Paraguai, quando contava corÌì o Duque de CaxÍas em seu comando. Ësta impoÍtãn€ia, de fato, só
contribuiu pôra que as pressões sobre D. Pedro ll fossem aìnda mais fortes, cutmjnando nas movimentaçôes política9 de novembro
de í 889.
Nos pÍimeiros ano6 da República
o investimento na formação de uma cuttura politica civica por meio de uma forte produção
simbólica foi gÍande. Foí a época dos desflles e paradâs, dos setos e moedâs, dos clubes nacionatistas e patrióticos, das gravurâs e
cartõe5 contendo imagens, aquarelas e ãtegorías repubtlcanas, como as ârmas da R€púbtica, representaçóes de grandes episódios,
como a lndependência do Brasit. Durante todo
o período republicano brasileiro eÌes foram utìlizados como instrumento
educação civica, p.ìncipatmente nos períodos de govemos autoritários, como entre 1889 e 1894, entre 1910 e 1945 e
entÍe
de
1964 e
19E5.
05 Desfìtes de 7 de Setembro Já foram obrigatórios, e depois considerados facultativos. Seu formato, no entanto, continua o
melmo, com a apÍesentação das armas e caÍros, seguido de movimentos marciais dos sotdado6, tiros e a entoação do Hino da
Independência e do Hino Nacioral Brasileiro, com o hasteamento da bandeiÍa.
Nas
pequ€nõ e médìa5 cidades, o desfite teÍrÌ importâncìa cultuÍat especìal.
Se
n6
grandes de6fites a mâgnitude não permìte uma
proximidade maioÍ da comunidade, nos desfiles menores a participação do! moradore! na organização e no próprio d6fite geram
um sentimento de pertencimento mais üvído, servindo methor à dimensão pedagógica que os desfites pos5uem intrinsecamente.
O Desfite de 7 de Setembío de Guanhãe!/Mc teve inicio na decada de 1930
Suas primelras edlções, Ele
Mititar da I
l'
e continua a ser organizado da mesma foma desde
conÌa, inicialmente, com uma paÍada mitltar, com o deíite de carros da
1l'
Delegacia do SeMço
C.S-M, banda Marcial do Exército, manobras mititares dos sotdados e tiro.de-guerra. Em seguida há a apresentação
de fanfarras escolares e da Potícia Mititar, e depols acontecem desfites do6 grupos escolares da €idade, com temas relacionados à
lndependência brasiteirô.
8. DEs€ruçÃO
O Desíite de 7 de Setembro é pÍecedido por um período de ensaios e organização,
A
13" Detegacia do serviço Mititar da 1'1" C.S.M
possui uma banda marcial que realiza ensaios íegutare5, enquanto as escolas da rede pública de ensino iniciam os preparativos de
süas apresentações no início do segundo semestre letìvo, em projetos educacìonais que envotvem diÍeÍentes disciplinas. A
definiçâo dos temas
é de
responsabilidade dos professores, em parceria com 06 diretoíes dos grupos escotares,
principalmente nos personagens da lndêpendência, como José Bonìfâcio de Andrada e Sitva, Dom Pedro
Alguns grupos escolares possuem entre suas disciplinas o ensino de música,
regutares e se ap.esentam
ns
e formam
le
e
focarn
Quintino Bocaiúva.
bandas de fanfarras, mantém eírsaios
desfiles.
€stlLonâcionel
:i
tpac . TNVENTÁR|o DE PROÌEçÃO ÀO ÂCERVO CULTUML
21/53
GUANHÁES - MINÂS GERAIS
O de5íile inicia-se
àl 07:00 horas do dia
7 de setembro, saindo do início da Avenida Atberto Catdeira, rumo à sede da Preíeiturâ de
Guanhães. 05 primeiros a desfilarem ráo os canos
dâ 1l'
Detegãcia do Serviço MiÌitar da 11" C.s,M, tanques e jipes do exército.
Em seguida entram os oíiciajs, que executam manobras e sessões de tiros-de-guena. Àpós jsto, entram as fanfarras escola''es e,
depois, o grupo da Poiicia MìI.ìtar,
A pârte
tinal do desfile âpresenta os grupos escolar€s, que se dìvidem em temas, como "0 Grito do lpjrânga", ou "O Dia do Fico",
ou mesmo "Dom Pedro Primeiro". O desfite termina por volta das15:00 horas, em frente ao predio da Preíeitura Municipat de
Guanhães, onde ocorre o hasteamento da Bandeira do Erasit, acompanhadg do Hino da lndependência
e do Hino
Nacional
BÍesileiro.
9- DO€ürr€NtÁçÃO FOÍOGúfl CA
I
de 7 de Setembro, em Gsanhães/M6.
Acervo da Secretaíia de Cutturã dê Guanhães/^ 6 ' Dezembro/2oog.
seMço Mititar dá 11'C.s.M, Acêrvo dá SecÍetaÍìà de Cultura.
A.ervo dà Secretâriã d€ Culturâ de Guànháes/Mc - Dezembro/2009
Acervo da SecretaÍia dê Cutturâ de GuanhãeslMG - Dezembro/2009
O, PROTEçÃO LE6ÀL EXTSTEÌ{TE
Data:
N'.:
I
Federat
E
Eíaduat
n
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Munìcipât
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Í.
I
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X
PROTEçÃO LEGÀL PROPOSTÀ
.I
Regìstro Fed€Ìal
E
fi org:o ruuico
D PâÌÍocinio
! outros
Registro Estaduat
Registío Mtinicipat
lnvêntárlo
2.
RECURSOS FINANCEIROS
Partjcúiâr
Nentruma
13.INSTRU ENTO5
Os instrumentos utilizados pelas bandas maÍciais
e de fanfarra5 são bumbos, caixas, taróis, pratos, tubas, trombones, trompetes,
saxofones e bombardtDs.
€stiloiìãciônãl
IPAC. INVENTÁRIO DE PROÌEçÃO AO ÂCERVO CULTURAL
22/33
GUÂNHÁES - MINÂS GERAS
í,í. vEsltt ENtas
A banda da 13" Detegacia do Serviço Mititaí da 11'C.s.M apresenta vestimentas mr'titares, assim como os soldados e banda da
PotícÍa Militar. As fanfarras dos grupos escolares de Guanhães trajam camisetas com a identificação das escotas.
Os
partlcipante5 do de5íÍ[e das escolas da rede púbtíca tíajam roupas adaptadas, afim de ilustrar os personagens e acontecimentos
que ÍetÍatam, ou entáo, o5 uniÍormes escolares.
í
5. TRAI{SFORIIAçÕES ÀO LOtiGO DO
0
TEÀ,IPO
Desíite de 7 de Setembro manteve praticamente o mesmo programa desde suas primeiras ediçoes. No príncipìo não havìa a
apÍeientação do GÍupo da Polícia Mititar, so Íoi fundado na década de 1960. A5 escolas paÍtìcipam dos desfites desde a sua
primeira ediçáo, haverdo difeÍenças apenas oo que diz Íespeito a suas vestimeotas, que nem sempre íoÍâm estitizadas.
I
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGúRCAS
Entrevista com Gerâlda Alves da Costa, funcìonária de Prefeitura Munìcipat de Guanhães lMG, em Ml12l2OO9,
EntÍevistâ coÍ$ Roger Roaha, membro do Conselho lúunicipat de Patímôrio Cultural de Guanhães,/Mc, em 04/1212009.
Enúevirta com ALdair Cameiro Earbosa, morador de Guanhães/Mc, eín ú4112120o9.
CARVALHo, José Murito de. Pontos e bordados, Escritos de História e Potítica. Beto Horizonte:Ed, UFMG, 2000.
í7. IÌ{FOR iÀçÕÉs
COTIpLfTaENTARES
Náo há informaçoes complementaÍes.
1
6. F|CH^ ïÉCNICÀ
Levantamento
Raul Amãro de Oliveirã Lanari
Data: Dezembro/2009
Elaborãção
RauL Amaro de
Data: JaneÌo/2010
Rdisáo
I'lêndêr
Oliveira Lãnari
Dãtã: Janeiro/2010
^lárilìs
€stiLOnâdonêl
tpÀc - tNvENTÁRo DE PROTEçÃO ÀO ÂCÉRVO CULTURÀL
CUANHAES . MINAS GERÂIs
FICHAOatl0 -
BENS il,tATERlAlS
1. Munlcíplo
/
CELEBRAçÕES
- ÁREA Oí DISTRITO
SEDE
Guanhães
2. DistÍito Sede
l.
D6ignàção Festa do Cruzeiro
4, P€rfudo d€ reàthàção Primeiía 5emana de maio
5, Esprço dê reãlização Alto do CruzeiÍo, ao redor da Cruz.
6. PROGRAfiAçÃO
 Festa do Cruzeiro começa com uma novena, que conta com a benção do padÍe da Paróquìa de 5ão Miguel e Àtmas de Guanhães.
Durante a reatização da novena ocorrem os ensaios para a Festa, com a preparação de cantigas, danças e saraus de poesiãs. No
último dia da novena, sempre no dia 03 de maio, reatiza'se uma grande festa ao redor do cruzeiro, com barraquinhôs,
agresentações culturais e dis€ursos.
7. H|STóRICO
Contam alguns antigos morâdores, que o primeiro morador do Morro do Cruzeiro foi um escravo foÍÍo de nome Prudêncio, O
terreno peíteÕcia a Antônio Rodrigues Rocha, que foi um fervoroso devoto de Santa Cruz, criando, com isso, â irmandade da
mesma, edificando um cruzeiro de bÍãúna, doando o espaço no entomo da cruz para a lgíeja Catótìca,
Esta
cÍuz tocatizava-re no atto de uma elevação, que ficou entáo conhecida como "Àtto do Cruzeiro",
O
Cruzeiro instatado no topo
do morro era procurado por moradores da região para o pagamento de promessas atingidas, principatmente as que envotviam a
colheit nos âns de estiagem.
 procura pelo CÍuzeiÍo acabou se difundindo, e as muitas graças obtÍdas tevaram os moradores da então Vil.a de São Miguet e
Atmas do Aricanga a organizarèm uma festa ao redor deste Cruzejro. Estas festas,
até as primeiras décadas do sécuto XX, eram
muito sìmptes, contando com os grupos de maÍujadas, caboctinhos e com modas de vtota entoada5 por üoteìÍos da região^ À região
do Alto do CÍuzeira era enÍeitada com lanteÍnas de latáo preenchidas com querqsene, dando ao local um aspecto pitoÍ$co.
Apenas na década de í920 é que a Festa do CruzeiÍo 5e difundiu, quando a Vita d€ São Miguet
e Atmas do Aricanga já havia
se
transformado no município de Guanhães. A emancipação, em si, não teve grande impacto nos festejos, uma vez que eles eÍam
organizados pelos devotos da lrmandade de Santa Cruz. O desenvolvimento da cidade, com a criaçáo de muitos de seus atuais
bairros e a chegada de emigrantes é que acabou aumentando o contingente de pessoas devotadas à lrmandade e desejosas de
participâr dos festejos.
Observou-se, então, até a dócada de 19ó0, um crescimento da importância da Festa do Cruzeiro no MunÍcipio, importância esta
que coincidja com a afirmação do Átto do Cruzeiro como uma região habitada predominantemente por descendentes de escravos e
íorros. Neste espaço dê tempo a comunidade do Morro do Cruzeiro aíìrmou sua identidade dentro da cidade, e a Festa do Cruzejro
erã uma de suai principaìs bandeiras.
Estas festas contavam com a participação de vários grupos fotclóricos, como as marujadas, os caboclinhos, o boi-bumbá, os grupos
de guarda de congado e fotia de reis, violeiros e repentistas, poetas e recitadores. A decoração eía rica, com motivos retigiosos
estampador em estandaries, pintados no chão com areia colorida, nas ianelas das casas em imagens e Íelicârios. A organização da
festa eía dilFrtada pe{6 ÍrÌoradores do }.{orro do CnÍzeiro, ústo que agregava distinção ao cidadão que 5e encarÍegava deta.
No entanto, com o desenvoMmento de Guanháes, o crescimento das cidades vizinhas, o êxodo de paúe de sua população justamente a mais jovem - e o envelhecimento dos tradicionais festeíros, a Festa do Cruzeìro começou a passaÍ por diíicutdades de
Íeatização, Ela foi interrompida por diversas vezes até a decada de í980, quando cessou definitivamente. Somente em 2007 os
moÍadores do Mono do Cnrzeiro, estimutados pela Secretaria Municipal de CultuÍa de Guanhã€6, com€çaram o resgate d€5ta
tradiçáo. As edições de 2007, 2008 € 2009 foram reatizadas às custas dos moradores ìnteressados, e a festa teve proporçoes
pequenas, bem menores do que as observadas nas décadas passadas. lsto não desanÌma, no entanto, os novos organizadores, por
mais que a dispoflibitidade de 'festeìro6" atualmeflte não seja tão grande quanto no passado.
Os
festeiros costumam permaneceÍ no cargo por mais de um ano. Âs eteições sáo difíceis, pois em atgumas ocasiões nào aparecem
€stll.onãcionãl
IPÁC - INVENTÁRIO DE PROTEçÃO ÀO ACERVO CULTUML
GUÁNHÁES - ÀiI}IA5 GÉRÁIS
candidatog. Segundo retatos de moradorer do lilolro ds Cruzeiro, este íatg se dá porque muitos temem não conieguir deseÌnpenhar
adequadamente as atribuiçôes.
L
DESCruçÃO
Àr atividades visando a reatüaçáo da Festa do CÍuzeiro, anualrnente dia 03 de maio, se iniciam no ano ãnteri$ à festa, com
ã
er€otha do "festeiÍo", aquete que cooÍdenârá os pÍeparativos, Esta eteição é feìta resp€ìtando-re a voíìtade das pessoas, que
podem candidatar-se livremente. 05 candidatos são avatiados pelos moradores do Atto do Cruzeiro, tendo grande peso a opinjão
dos mais antigos. O festeiro escoLhido é aquete que demonstra major disponibitidade, participação na vida religìosa da comunidade
e respeito por seus cgncidadãos. Âpó5 a escotha do festeiro, este distribui as responsabilidades entre os moradores do Alto do
C.uzeiro, podendo também ser conüdados para a organização moradores de outras Íegioes de Guanhães.
Os preparativos duram, geralmente, do mês de dezembro a abril. As tarefas realizadas são muitas: convite aos grupos de
marujadas, às irmandades da municípìo, âos moradores dos outros bair.os, às autoridades ecÌesìástìcas, oÍganização da
infraestrutura, com disponibitização de palco
e
sistema de Íom
e
iluminaçáq, aluguel das barÍaquinha!, djstribuìção das
barraquinhas de comida entre os moradores do Alto do Cruzeiro, detegaçáo do organizador da novena, compra de materiais e
obtenção do atvará da prefeitura.
Após concluidos estes preparativos,
o "Íesteiro" recorre ao pároco da Matriz de São Miguel e Atmas, pedindo a bençáo para o
evento- Após a bençáo, no final de ab.il, inicia-se uma novena, com duração de nove dias. Esta novena é realizada na casa de
moradoÍe5 do Atto do CÍuzeiro. DuÍante a reatização da novena, em um terreno pÍóximo ao Cruzeiro, vário5 grupos de marujadas,
caboclinhos, modas de vioLa e boi-bumbá realizam seus ensaios para as apresentaçóes. Os particjpantes da organização delegados
pelo "festeiro" procedem ao embelezamento da via que dá acesso ao Cruzeiío, com a cotocação de bandeirotas, bonecos de pano,
6tàndartes e fitas cotoridas,
A novena termina na tarde do dia 3 de maio, e os participantes seguem em procissão até os pés do Cruzeiro, no que
acompanhados
sào
poÍ gÍande quantìdade de cidadãos de Guanhães. Ao chegarem aos pés do Cruzeiro, entoam cânticos, rezam um
terço e fazem pedidos à Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário e São Miguet, visando prosperjdade, saúde e boas
colheitas.
Apos estes procedimentos, inicia-se a grande festa, que dura toda a noite do dia 03 de maio. Nâ festa, que ocorre ao redor do
Cruzeiro, aprerentam-se os grupos de marujadas de Guanhães, duplas sertanejas, víoleiros conhecidos da cídade, grupos escotares
de dança e poesias recitadàs por várias pessoas. Vários hinos em louvor aos santos são entoados.
Apos
o término da íesta, procede-se à apuração dos ganhos obtidos com a venda do6 píodutos, que são destìnados ao pagamento
das matérias primas, sendo o restante dertinado aos preparativos da festa do ano seguinte.
No mês de junho começa, então, novamente, o processo de escotha do
"festeìro", com a apresentação dos candidatos, que dura
até o finat do ano.
9, DOCU|€|{ÌÀçÂO FOTOGúfl
CA
Viía do CrlfzeiÍo e seu entomo, onde acontêcê a Festa do Cruzêiro
todo o dià 03 de maio, em Guanhães/M6. Fotrígrafo: Raut ÂmâÌo de
Otiveirâ Lanâri - Dezembro/2oog
Foto 2:
I
de maio, em Guanháes/Mc. Fotógrafo; Râll Ámaro
d€ OliveÍrà Lanari . Dezêmbro/2009
anualmente, no dia
€stiLo l_!ãclonàl
IPÀC - INVENÌÁRIO DE PROTEçÀO AO ACERVO CULTURÀL
G'ÌJÁNHÁEs _ MI}IÂs GERÁIs
IH
malo. em Guenháes/rúG. Fot(Eafo: Rãut amaro de Olivêirà LãnaÍi Dezembro/ zm9
1
O. PROTEçÃO LEGAL ÕdSTENTE
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2. Rf CURSOS fl
PROTÉçÃO LEGAL PROPOSTÂ
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Registro FedeÍa(
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1
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Nos5a senhorã
) enaabeçada pelo grupo
Aparecidà, nô Ìnícìo dà Festa do cÍuzeiro de 2008, em Guanháes/Mc.
Acervo da S€cÍeÌaria iúunicipâl de Cuttura de Cúânháes. - Dezembro/2oog.
Registro Eíaduat
Registro Municjpat
NANCETROS
eartlcuÌar
Órgáo Púbtico
Pavocínio
outros
Municipa{
fi]
nentuma
I3.
INSÍRUMENTOS
Na Festa do CÍuzeiro sáo utilizados instrumentos musicaìs como caixas grandes e pequenas, pandeiros, viotões e violas, acordeons,
reco.recos, triângutos, além de alegoÍiôs como santo6 e estandartet variados.
I
.í. VESTIÀiENÍAS
0s organizadores do evento trajam vestìmentas da cor branca, com a imagem de Nossa Senhora Apârecida ou Nossa SenhoÍa do
Rosário, atém de carrêgarêm terços e imagens.
0s grupos de maÍujadas que participam da festa trajôm roupas brancas, com chapéu de pano branco, fitas cotoridas no pescoço e
ÍÌa círtüra, 5apatos brancgs e çarregãm instrumentos adomados com contas e fítas cotoridas,
í5.
TRÁNSFOR TÂçÓES AO LONGO DO TEtilpO
Ocorreíam muitas transformações, tanto na íesta cgmo em seu tocal de reatização. No Atto do Cruzeiro existia uma cruz de braúna
entalhada, nos pes da quat se depositavam vários blocos de pedras, càrregados por íiéis em pagamento de p.omessas. Atuãlmente,
a
cnrl de madeirâ foi substituída por uma de ferro trâbâthâda de maneira que represente
uma peça de mâdeira e foi cercada por
Uma estruturâ de concreto que serve de bancada onde as pessoas se sentam. Procedeu-se ao calçamento das vias, que antes eram
de terra batida, e as casas, que antigamente eram de adobe, foram demolidas, dando espaço a novas construções de alvenaria.
A Festa do Cruzeiro passou por modificaçóes em seu foÍmato e em sua organização, Ântigamente, a semana da novena era
também a épocã do! preparativos, com a fâbrjcação de tantemas de queros€ne, bandeirolas e adereços. Âtualmente, como o Alto
do Cruzeiro já recebe ituminação púbtica e os adereços podem ser encontrados em tojas de festas, não se procede mais à
fabrìcação das peças decorativas, que tânto encantavam os moradores mais antigos. Os festejos também mudaram. Antigamente
as baÍraquinhas erâm imp.ovisadas, os grupos
cultúrais se mistúravam ao púbtico ao redoÍ da cruz e a participação da poputação
era maior. D€pois de um hiato de quase duas décadas,
a FeJta vottou a ser reãlizâda, e os morâdores do Àtto do CÍuzeìro
se
empenham bastante em recuperar esta que é uma das maioÍes tradições dâ cidade de Guanháes.
1
6. REFËRÉNCIAS BIBLIoGúFICÂS
Êntrevista com Roger Rocha, membÍo do consetho ltunicipa{ do Patrimônio Cuttural de Guanhães, em 0l/1212009.
Entrevista com a Sra. Josefa Cardoso, moÍadora do Alto do Cruzeiro, em 03/'1212009.
€stllo lÌàdonãl
IPAC - INVENTÁRO DE PROT€çÃO AO ACERVO CULÌURÀL
ffi*
gntÍe'rlita cün Ana Cláudiâ Cardoso, moi"adora do Atto do Crrzeim, €m 03/12l200t,
Entrevista com llaÍia Aparecida Ramos, moÍâdora do Atto do Cruzeiro, em 03/í212009.
t7, lt{FoR}l çóis Êot'lPtËtiEt{ïÂREs
Não há
informâçõË comptemèntâres.
. flCHA ÍÉC!{CA
L€vüúamênto
Ràul amaro de OtivEira Lãnari
ÉlaborÀçáo Rnut Arnaro de Otiveirâ Lãnari
tevÈão Mãrílk
l,t€odêç
Datâi Dezembro/2oog
Deta: Janeiro/zo10
Dãtâ: Jãneiro/20í0
€stllo Íìãclohàl
tpÀc - tNvENÌÁRto 0E PRorEçÃo Ào ÀcÊRvo cuLÌuRAL
GUÁNHÂES - MINÂS GERÂIS
FICHA
O3/í0 -
l.
BENS I'\{ATERIAIS
I
CELEBMçÓES -
Ána 0í
DISTRITO SEDE
Múnlcípto Guanháes
2, Dlnrito sede
3. Deilgnaçáo Fêstâ dê Aniversário da Cidade de Guanhães
4. Pêíoato dé reâlização Semana do dia 25 de outubro
5. ErpâÇo dê rêrllzâção Avenida Àlberto Caldeira e PaÍque de Exposiçõe5.
6. PRocRAnÁçÀo
Durante os dias úteis da semana do dia 25 de outubro âcontecem apresentaçóes teatÍais na parte da noite. No dia 25 de outubro
ocorÍe um desfile com as íanfaÍÍas das escolas da rede púbtica, painéis sobre o patrimônio cuttural da cidade, e os grupos de
À,laÍujadas. Na noite dos dias 23, 24 e 25 de outubro é realizada uma grande festa no Parque de Exposiçôes de GuanhãeJ. Ao finat
da íesta procede.se à óstribuiçáo dê pedaços de um grand€ bolo, que é simbotiado por uma Íéplica, íeita de compensado de
madeira e pintada de maneira que fique parecefldo um grande boto de aniversário^
7.
Hlsró$co
do aniversário de Guanhãês tiveram inicio há 10 anos, como uma iniciàtiva visando resgatar a história da cidade
A5 cornemoraçóês
e geraÍ um sentímentg de pertencimento à comunidade guanhanense. No início e.a celebrada somente no dia 25 de outubro, data
do aníversário da cidade, mas com o apoio de empresários da cidade a festa ganhou vutto, já se encofltrando em sua décima
edição e atraìndo artistas populares de reconhecimento nacionat.
A
paÍtir de
Z0OB
a Festa da Cidade paisou a contaí com uma progÍamação cultuÍat na semana que antecede o dia 25 de outubro.
Esta programação tem como obietivo vatorizar as manifestações cutturais do município, como
o
"MST
-
Movimento dor Sem
Teatro", que realiza apresentações teatrais e circenses nas ruas de Guanhães, ou os gÍupos de marujadas "Nossa Senhora de
e
Aparecida"
"Zico de Olina", juntamente com os "Caboclinhos"
apreieDtâçóe6 de
úotêirs
eo
"Bumba-Meu'Boì". Também merecem destaque
as
e do6 gÍupo6 de fànfarras das Escolas MuÍlicipais de Guanhães-
A fe5ta faz parte do catendário festivo de Guanhães, e vem íecebendo púbtico cada vez maior, atraindo, inclusive, moradores da5
cidades vizinha!, como Peçanha e Dores de Guanhãe!. Os moradores dos distritos também se fazem presentes, com apíesentações
das escotas e dos üoleiros e duptas sertanejas da região. Os proprietários de fazendas contribuem com materiais para a produçáo
de comidas típicas da Íegião, como a pamonha, broas de fubá, biscoitos caseiro5 e queijos de diversas variedades,
8. DEs€HçÃo
A Festa de Aniversário da Cidade de cuanhães, também conhecida como "Festa da cidade", dura toda a semana do dia 25 de
outubro. Nesta semana, durante os dias úteis, ocorrem atividades cutturais na rua, no horário do almoço e apo5 as 18:00 horas.
Estas atividades compreendem apresentações artísticas, musicais,
Na s€xtâ à
titerárias, e escotares, com desÍite de bandas de fanfarras.
noite ocorre o primeiro evento músicat, no Parque de Exposiçoes, tocatizado fora do hipercentro, Estes shows contam
com apresentações de grupos de samba, axé, pagode e sertanejo, abastecidas por baÍraquinhas de comidas feitas por habitantes
de Guanháes.
No sábado de manhã desíita peta cidade a caravana da
cultura, organizada peta Secretaria Municipal de Cutturã de Guanhães, que
mistuÍa cartazes sobre o patrimônio culturâl do município, fanfãryas escolâres, grupos de marujadas, caboclinhos e boi-bumbá,
movimentos teatrais e titerários. Na noite do sábado há novo evento musical no Parque de Exposiçóes,
No Domingo ocoÍÍe apenas o show no parque. Este evento, no domingo, marcâ o enceffamento da festa, procedendo-se à
dktribüição de pedaço5 de boto aos participantes. AÈÍ o támino dar apresentações musicais ocorre uma grande queima de fogos.
9.
Do€u ExrÂçÃo roÌo€ftÁflca
€stiLofÌàcionãl
IPÂC. INVENTÁRO DE PROTEçÃO AO ÀCERVO CULTUML
GUÁNHÂES - MINAS GERÂIS
dã Cidôde de
2$a, êíÌì 6uãflháes,/1,/€. Â.eÍvo da s€cretaÍiã Auni€rpd{ de
muslcals, na Fêsta clê AnlvêRáÍio dâ Cidade de 2008, em Guanháes/Mc,
A.erto da S€cretariâ Municìpal de Cuttura - Dezembro/zoo9
Festd dà Cidade dê Zfi)8. AceÍvo da S€cretaírà Msnicipal d€ CuLtura de
6LrânhãÊç/MG . Dêzêmbro/2009
Anìversario da Cidade de Guanháes/Mc, em 2008. AcÊrvo da Secretaria
Munjcipãt de CuìtuÍa de cuanhães/Mc - Dezembro/2009
10. PROTEçÃO LEGAL EXISTENTE
11. PROïEçÃo LE6AL PROpOSÌÀ
Datã:
N".:
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Federat
Estadoat
1
2.
RÉCURSOS FINÂNCEIROS
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Pegirtro Federal
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órsão Público
Registro Municipa{
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or-rtros
Munjcipôl
Nenhuma
|I{STRUMEITOS
Ás bandas de fanfarra5 se utitizam de 5uídos, caixa:, taróis, pratos, saxoíones, trompetes, tubas
e bombardinos. Os grupos de
marujadas usam caixas artesanais, pandeiros, meias-luas, agogôs, reco-recos, violôes € acordeons. Os conjuntos musicaie que se
apresmtam no Parque de Exposìções
ie
utìtizâm de equipamento de pal(o compteto, com PAs, Íetomo e mesa de som e
ituminação, inrtrumentação elétrica de banda, com contrabãixo, guitarra, viotáo, percussão, bateÍia e tecLados.
14. VESTIMENTAS
As banda5 de faníarras das escolas se apresentam vestindo os seus respectivos uniformes. Os grupos de marujadas possuem
indum€ntária própria, geralmente em ions branc6, corn adereços, taços e fìtas coloridas amaÍradas ao corpo e aos instrumentos.
t 5, TRÁ|{SFOR AçôES ÂO LONGO DO
ÍEIíPO
A festa ocorria, inicialmente, apenas no dia 25 de outubÍo, data do aniveísá.io da cidàde. A partir de 2005, a íesta passou a
ocupar a s€mana inteira,
cofi
apresentaçóes cutturais, rua de tazer, deíile5 de íanfarras e, no úttimo dia, um grande show. A
€stiloi-1àaionãl
IPAC
. I}IVENTÁBO
GUÁt+ttEs
-
DE PROTEçÃO AO AC€RVO CULTURÂL
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partlr d€ 2009 estes shovrs passaram a ocupar os úttlmos
íó,
3
dia! da Íesta.
REFERâNC|AS BETTOGRÁFICÀS
Entrevista corn RogeÍ Rocha, membro do Consetho ltunicipat do Patrimônio Cultural de Guanháes/ric, em 03/1212009.
€onrlErEruiEs
Í 7. tt{FoRlraçóEs
Não há ínformações coínplementares.
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LévârúàÍnênto
ElôboraÉo
Râu[ Amaro de Olh/eiíâ
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Raul Alnãro de Oliveira LanãÍi
Data: 0êzembro/2009
Dâta; Janêiro/2o10
Dati: Janelro/2ot0
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Consetho ltunicipat do Patrimônio Cutturat de Guanhães/Mc, em 03/1212ü09.
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Não há ínformações
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Raul Arìãro de Oliveira Lanãri
Rêúsão i,lãríl,s líêndés
Data: D€zembro/2009
Datã: Jânêiro/2oí0
Datl: Janelro/2ot0
estiLo necionel
|PAC
-
TNVENTÁRIO 0E PROTEçÃO ÂO ÂCERVO CULTURÂL
GUANHÀES
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o4lí0 -
1.
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A{INAS
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BENs t^{ATERtAts
/ cELEBRAçÕrs - Ánm oí DtsrRtro SEDE
liunl.íplo Guanhães
2. Dlstrito Sede
3. DêrEn ção Carnaval de Guanhãej
,i. Pqríodo dê í€âdzÂção S€manõ do dia 28 de í€./êíeiro
5. Espaço de reôlizaçáo Âvenida Àtberto Catdeira
6.
PROq fiÁçÃO
O Carnayat de Guanhães dura ó dias, de sexta-feira à
quarta.feira de cinzas.
A abertura ocorre na noite de sexta-feira, com queima de íogos e grande baile de abertura, No 5ábado e no domingo ocoÍrem os
desfiles dos blocos. Na segunda e na terça ocorrem fe5tô5 particutares e shows promovídos peta prefeitura, enquanto na quarta-
fei.a ocorl.e o enceramento oÍicial, ao meio dia, na praça cenúal da cidader com discursos e queima de fogos.
7. H|STóRICO
O camaval é um
conjunto de festividades populares que oco.íem ern diveEos países e regiões católicas nos dias que antecedem o
inicio da Quare5ma, principatmente do domingo da quinquagé5ima à chamada terça-feira go.da. Embo.a centrado no disíaíce, na
música, na dança e em gestos, a folia apresenta câracterísticas distintas nas cidades em que se popularizou- Já existia na Grécia
em meado! dos anos ó00 a 520 a.C.. Àtravás dessa festâ os gregos reatizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela
fertitìdade do soto e peta produção. Posteriormente, os gregos e romanos inserìram bebidas e práticas sexuais na íesta, tornando-a
intolerável aos othos da lgÍêja, Com o passaÌ do tempo, o camâvâl passou a ser uma comemoração adotada peta lgreja Católìca, o
que
ôcorrêu
dê fãto em 590
d.C..
 partir da adoção do câmaval poÍ paÍte da lgreja, a íesta passou a 5eÍ comemorada através de cultos oíiciais, o que bania os
"atos pecaminosos". Tat modificação foi fortement€ espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o
festejo peta ategria e pelas conquistas.
O camaval brãsiteiro é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no
entÍudo português, onde, no passador as pessoas jogàvam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entÍudo acontecia num período
anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado tigado à lìberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao 8ía5il por votta do sécuto
países como
)vll e foi
inftuenciado petas festas camavalescas que aconteciam na Euíopa. Em
ltátia e França, o carnaval ocorria em Íormas de desíites uóanos, onde os carnavatescos usavam máscaras e Íantasias.
Perlonagens como a colombina, o pierrô e o Rei lrìomo também foram incorporados ao carnaval brasiteiro.
O carnaval carioca, certamente o primeiÍg do Erasit, surgiu em 1641, píomoúdo pelo governadoÍ Satvador Correia de 5á e
Berevides em hoÍnenagem ao Íei Dom João lV, restaurador do troflo de Portugat. A festa durou uma 5emana, do domìngo de
Páscoa em
diante, com desíite de rua, combates, corrìdas, btocos de sujos e mascarados. Outro camavat importante foi o de í786,
que coincidiu com as íestas para comemorar o calamento de Dom João com a princesa Carlota Joaquina. Mas o primeiríssimo baite
de máscaras aconteces eÍÌ 22 de janeìro de 1840, no hotel ltátìa,
ío
taígo do Rocio, no mesmo tocat em que se eÍgueria depois o
teatro e depois dneína 5ão José, na praça ïiradentes, no Rio.
No finat do sécuto XIX começam a aparecer os primeiros bailes e btocos carnavalescos, e também cordõe5 e os
Estes úttimos,
famoso! corsos'.
tornaram-se mais populares no €omeço dos sécutos XX, As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros
e,
em
grupos, desfilavam petas Íuas das cidades. Está aí a origem dos ca.ros ategórico5, tipico! das es{olas de samba atuaìs.
No sécuto )C(, o camayal foi crescendo é tornãndó-se câda vez mals uma festa popular, Esse crescimento ocorreu com a ajuda das
maróinhas carnavatescas,
As músicas deìxavam o
camaval cada vez mais animado. suígem 'arrastados em casas de famítia, baites
ao ar tivre, bailes infantis e os pré-carnavatescos, baites em circos e matinês dançantes, Aíinat, certos baìl€s ganharam fama
nacionat e até intema€íoÍÌat, ÍeatÈadoi em grandes clubes, hoteis
q! teatros.
As "escotas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadar pobíes da poputaçáo do Rio de Janeiro, em sua quase
éstiLOnêcbnèl
IPÂC -
INVENÌÁ
GUANHÂES
O DE PROTÊçÃO AO ÀCERVO CULTURAL
- MINÀ9
GERÁIS
totâlÌdade n€gt!'s. Reüniam-s" paÍa cuttivar a músìca e a dança do sambô e outros costumes herdados da cuttura africana, e quase
sempre enÍrentavam ostensiva repressão policia(. Para a formaçáo desses redutos contribuiu decisivamente a migração de
poputações ruÍais nordestinas, que, âtraídas para a capitat em fins do sécuto XlX, introduziram um mínimo de organizaçáo e de
sentido grupal ao camaval carioca, até então herdeiro do entrudo português,
À primeiÍa escota de sambã surglu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Faiãr. Foi criada pêìo sãmbistã carioca chamado lsmael
Silva, Anos mais tarde a Deixa Fatar transformou-se na escola de samba Estácio de 5á, A partir dai o carnavaÌ de rua começa a
ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escotas de samba no Rio de Janei!'o e em São Pauto. Organizadas em Ligas de
Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para
verifÌca. quaf escofa de samba era mais bonita e animada,
Os caÍnavais de Íua taInlÉm sempre representaram uma tradição no Brasit. Surgidos no sécul.o XlX, foÍam ofuscados pelo
crescimento do caÍnavat das Escotas de Samba, mas sua realização nunca cessou, com carnavais com mais de 150 anos de
realização. Os btocos tamtÉm sáo uma grande tradição, mantendo-se vivos até hoje.
O Carnãval de Guanhães teye início nas primeiras décadas do sècuto XX, provavelmente entíe a década de 1910 e 1920, segundo o
depoimento de MaÍia de Paula Camargos, de 92 ãnos, uma das moradoras mais antigas de Guanhães. Segundo eta, os camavais dê
Guanhães cgmeçaram a ser organizados por iniciativa popular, com a reuniáo de amigos nas Íuas para as famosas "guerras de
confetes e serpentÌnas", banhos de água e danças. Os primeiros blocos ioram organìzados na década de 1930J com destaque parâ o
"Btoco do Pito", formado em uma região do município onde os moradores trabathavam no bêneficiamento de cigarros. Este bloco
assumiu togo proporção consÍderávet, passando a desfilar todos
oi
anos no centro da pequena cidade. Não possuía uniforme, uma
vez que os seus componentes desfitavam com fantasias absurdas, fugindo do senso comum,
Com o tempo, o número de btocos foi crescendo, e o carnaval de rua passou a íazeÍ parte do calendário da cidade. Grandes bailes
pasçlram a seí organizados, tanto em €lubes da çidade como nas residências do5 moradotes mais itustres. Estes baiies eram
animados com concursos de marchinhas, nos quàig os grupos rivais procuravam desbancar os oponentes por mejo de versos
musicado5. Nesta época tjnham marcante atuação, atém do "Ëtoco do
Pito", o bloco dos "queimados", a blo€o "Arrasta Pé" e
os
grupos de marujadas "Zìco de Otina" e "Marujada do Adão Café", que animavam a festa com as 5uas danças e com o espetácuto do
"boi da cara prêtã"
-
Este camaval tradicionat de rua durou, em Guanhães, até a década de Í980. A partir de então, com o apoio da Prefeitura
Municipal, que passou a organizar o evento, as caracteristjcas dos íestejos mudaram, adquirindo maior vulto. Os desfites dos
btocos passaram a ser coordenados e organizados nas manhás dos sábados e domingos, para que a poputação pudesse comparecer à
avenida centrat para assistir. ag espetáculo, O CaÍnavat passou a contaí com uma festa de encerÍamento, geralmente com a
montalem de um pa{co e apresentações musicais de grupos de samba e música sertaneja. Procedeu-se à distribuição de prêmios,
tanto para os btocos escothidos como para
Segundo Maria
05
metho.es em diversas categorias, quanto para o púbtico participante.
de Paula Camargos, os Íesquícios do carnaval de antigamente ainda podem seí percebidos na forma como
se
comemora este festejo na cidade, mas os novos tempos trouxeram uma forma diíerente de vivenciar esta prática. Antigamente,
iegundo a mesma, o carnavat era mais inocente, mais brincatháo, e menos perigoso, cqmo se pode pe[ceber nas brigas e confusões
que acontecem todos os anos. E[a tambem afirma que o carnaval atualmente se encontra muito sexuaÌizado, e que os carnavais
antigos eÍam mais uma íqrma de sair da rotina, quebrar as hierarquias sociais, rir um pouco de si mesmo e dos outros, enfim, levar
a
8.
üda na brincadeÌra por pelo menos uma semana.
DESCRTçÃO
Os
preparativos iniciam-se no mês de janejro, com a definiçáo dos temas a seÍem apresentados pelos blocos, os preparativos para
os bailes e a organização da
Na
infraestrutura para as apresentações musicais do Parque de Exposiçóes.
sexta-feira, primeiro dia do camaval, ocone um grande baÌle de abertuía, no Esporte Clube Guanhães, locatÍzado no centro da
cidade. No sábado de manhã iniciam-se os deíiles, na Àvenida Àberto CatdeÌÍa. Os primeiros desfìtes sáo os dos blocos infêntis,
organizados petos grupos escotare! nas atiüdades extra-ctasse, Em seguida desíitam os blocos montados de maneira mais
espontânea, poí amigos ou colegas de trabalho. No meio da tarde se iniciam os desfites dos blocos organizados, tradicionais desde
as primeiras décadãs do sécüto XX, Éstes desfiles prosseguem no domìngs durante todo o
dia, acontecendo neste dia um baile para
menores de idade e, em seguida, um grdnde baite de camaval para os adultos, no Esporte Clube Guanhães,
A segunda e a terça-feira de carnaval são dias de íestas nas residências dos moradores da cidade. Estes adornam suas casas,
€stil.onecionãl
IPAC - INVENTÁRIO DE PROTEçÃO AO ACÊRVO CULTUML
GUANHÀEs . MINÂs GERAIS
organizam salões e convidam conhecidos para brincar o caÍnaval, com a pa.ticipação de gÍupos fol.ctórico! da região, como as
maíujadas e os üoleiros. O acesso a estas festas é extremamente disputado pelos moradores de Guanhães. Na parte da noite são
reatizados eventos musicais no Parque de Exposiçóes, onde também se procede à apuração dos votos pâra ã eteição do methor
bloco do caÍnavat. O íesultado é anunciado e depois s€ dão as apresentações musicais, que tem duraçáo de ceÍca de ó horas.
Na quarta feira de cinzas o bloco campeão do carnaval desíjLa novamente pela Avenidã Atberto Câtdeira, sendo saudado pela
poputação, que joga confete, serpentina, papel picado e água nos participantes- O Carnavat de Guanhães tem seu encerramento
oficiâtüôdo ao meio.dia da quàrtà feira.
9 o(}cul
ENTÀcÃo FoToGúFlcÀ
6uânhãês dê 2004. Àcervo da Secretârìã de Cutturô de Gua.hães/Mc .
do "Blo€o Vaj Quem Quer", no Carnaval de Guanhães de
2008. Âcervo da Preíeìturâ Municipãl de Guànháes/Mc - Dezembro/2009
De?emkol2009
A(ervo da Secretarìa
I.
10. PROTEçÃO LEGÂL EXISTE}ÌTE
I
Data:
f]
n Regiltío EsÌãduã(
Ü Registro Municipàt
S lnv€ntário
N'.:
I
E
I
fi
reoerat
Estaduat
de Cultura de 6uarhàes/MG
-
^Áunicipat
DezembÍo/2009
Guânhães/MG - Dezembro/ 2009
PROTEçÃO LEGAL PROPOSTA
Resi5tro Federal
,I2.
E
E
X
fl
RECURSOS FINÀNCEIROS
Pariicular
Orgáo PúbLico
Patrocínio
outros
Municipal
Nenhuma
13. INSTRUAiENTOS
Os btocos particìpantes dos deíiles em Guanhães se utilizam de surdos, taróis, reco-recos, agogôs, tanìborins, pandeiros e
chocalhos. Os folióes carregam consigo matracas e apìtos. Os gtupo6 musicais que 5e apÍesentam no Parque de Exposiçòes se
€stilo
lacionel
IPAC - INVEI{TÁRO DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTUML
GUANHAE.
utitizim
-
NAs GERÁIs
do5 instrumentos .oÍrvÊrìciofiais de bandã5, tais como: contrabÃixo, bateria,
guitãfia, üotáo, microfones, contanto com
amplificação e sistema de som de patco, com PÀ's e caixas de retorno.
t,t.
YESTIIiIENTAS
Os btocos possuem
vestimenta especiíica, geratmente uma camisa de maLha cotorida com as inscriçõe5 do nome do btoco, do tema
do de!íite e dos apoìadoÍes, A camísa do "Btoco do
Pito", por exemplo, é da cor amareta, com motivos carnavalescos e inscrições
em coÍes berrantes.
Os
foliõe9, por sua vez, apresentam uma variedade de Íantãsias que são um espetácuto à parte na ocasião. Muìtos homens vestem-
se de mulher, e a criatMdãde é o grãnde atrativo do cãmâval- Fantâsias mais tuadicionais do carnaval, corÍro de pierÍô, cgtornbina,
odatisca, pirata, sheik, índio e Rei fÌìomo também sáo eÍìfontradas, unindo"se a outras gue satirÈam o cotidiano, como as íântasias
de políticoc brasiteiros, de Osama Bin Laden e Saddam Hussein,
r
s. TRÁNsFORráÂçÕEs
AO LONGO DO TE IPO
O Camaval de Guânháes passou por grôndes transÍormaçõe' ao longo do tempo, mantendo-5e, no entanto, como a principal festa
poputar da cidade. Antigamente era composto por vário5 btocos, montados p€los moradores de diferentes bairros, pgr grupo: de
cotegas de trabatho, grupos escolares e até relìgiosos. Os btocos disputavam entre si entoando cantigas e marchinhas de carnaval,
numa dinâmica de "pergunta e resposta" que era acompanhada petos íolioes de maneira calorosa, ocorrendo grandes rivatidades
entre os blocos. Aconteciam na cidadê diveísos bailes, nos ctubes e resìdências das famíÌias, contando com a particìpação de
gíupos fotclôricos dâ cidade, como os grupos de maíujadas, caboctinhos e congado. Nestes baites eíam comuns ar gueras de
coníete e serpentina, bem como os banhos de tança-perfume.
Atualmente o camava{ de Guanháes adquiriu uma dinâmÍca que mescla a tÍadição dos ôntigos carnavais de rua com as novas
manei.as de se reatizarem festas comemoíatÌvas nas cidades. Ainda existem os desfites dos btocos, que, no entanto, não sáo tão
numeÍosos coÍno antigamente. O bloço mais antlgo da cidade, o "Bloco do Pito", tem cerca de 80 anos, e continua desíitando
todos os ano6, possuindo uma grande quantidade de s€guidores. Na sexta feira de caínaval acontece um baile, que é precedido por
uma "matinê" parâ os menores de idade. Na segunda e terça de carnaval a Preíeìtura Municipat organiza um evento no Parque de
€)Aosições da cidade, contando com grupos de samba, axe, fonó e música sertôoeja, que conta com maciça participação da
paputaçào. Nestes evefitos 9áo sorteados prànìor e e reatìzado um corlcurso de fantasias.
Antigamente as atividades camavalescas eram custeadas com recursos partjcutares, seja dos btocos, a partir da associação de
cidadãos, seja isoladamente, com as famítias procedendo à omamentação de duas residências e confecção de fantasias. Nos dias
atuai!, seÍÌdo o carnaval considerado uma da5 maigres expre$ões culturai! populares do municipio, ete conta com apoio do podere
púbtico, que fomece infraeEtrütura, como banheims quÍmicos, suporte de segurançâ da Potícia Mi{itar, pontos de energia elétrica,
atém de organizarem o! shows musicais no Parque de Exposiçôes.
t 6. REFERÊNChS BIBUOGúFICAS
Entrevistô com Àlaria de Pauta Camârgos, participante dos carnavais antigos de Guanhães, em 03/12/2009.
FERREIRÀ,
Felipe. lnventando CamavàÈ - O Surgimento do Camavat, Rio de Janeìro: Ed.
Uru,
1996.
Gatvao, Watnice Nogueira. Ao Som do Samba - Uma Leitura do Camavat Carioca. 5áo Pauto: Fundação Perseu ÁbÍamo, 2003.
.17. tNFORtiAçÕES COÍpLEME$'ARES
Não há informações cornplementa.es,
t8.
FICHÂ ÏÉCNICÀ
Lêventâmento
Ràu[ Ámàro de otìveiaã Lânari
Data: Dezembro/zo09
Elãbo.açáo
Rau[ Âmaro dê Olivêira Lanari
Dàta: JôneiÍo/20í0
Revisáo Mãrílis Mendes
a
Dâtâ: Jânêì.ô/2010
€stiLo-acionàl
|PAC -
ttwEXTÁflO
DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTURAI
14l53
GUÁNHÃEs - T,{NAS GERÁIs
FIcHA
oslío - BENs tMATERIAts / cELEBRAçórs - Áne^l 01 DlsrRlro
í.
SEDE
Àlunlcíplo Guanhães
2. Distrito 5ede
3.
D*ignrÉo tiarujadas
4. Período dê reallz.ção Durante todo o ano, principalmente
nas festas retigiosas.
5. Espãço de rêalizãção Ruas e praças de Guanhães
ó. PRoGRÂffúç'ro
Os qrupos de marujadas de Guanhães se apresentam durante todo o ano, principalmente ern íestas da cidade e em eventos em
munìcípios vizinhos, como Vìrginópotis, Dores de Guanhães
São Sebôstião,
e Peçanha. Em Guanhães, apresentam-se regutarmente nàs íestãs de
em fevêreiro, na Festa do Cruzeiro, em maio, na Festã de Nossa Senhora dÊ Aparecida, em outubro, no lnvemo
Cuttural, eÍn agoío, e êm Íestividades organtadas peloç membros dos grupos tocais.
7, HtsÍôRco
A Marujadô é uma dança dramática de ìnspiração náutica e origem ibérica, com diversas denominações diferente nàs váriâs
regióe! brasileira! onde se faz píerente. Recebe também a denoÍninaÉo de Nau Catarinetã, Barca, Fandango ou Chegança de
MaÍuios. 5ão danças realizadas através de um atrto dramatizado da tragédia da nau Catarineta, com o domínio do canto sobre a
dança. Os personagens vestem-se marinheiros, o enredo narra as tormentas em alto mar e trabathos a bordo, como também o
epiúdio da "tibertação da Saloia", iniciadas com troca de sinais entre a "Nau Catârineta" e a 'Fortaleza do Diu". Constã o auto de
cantos, recitativos, diálogor e dâ "morte e Íessuíeição do Gaietro"'
A! maÍujadas, ou o fandango, possuem vários sentidos no Brasit. Em alguns estados do nordeste, fandango é o baitado dos marujos
ou marujada, ou ainda, chegança dos marujos ou barca. Em São Paulo e nos estados do sut, Íandango é a festa, baile com danças
Íegionais. Àcredita-se que os portugueses tenham introduzido o fandango no Brasit, sobretudo pelos nomes que as variações dessa
dança recebem no sul do Brasil: marrafa, manjericão, tirana, ciranda, cana verde e outl'as.
A prática da representâção da marujãda remonta, e,r Guanhães, ao jnício de seu povoamento, ainda no periodo lmpel-jai
brasiteiro, No primeiro sécuto da independência, com a observância do sistema escrãüsta, a sociedade era foítemente marcada
pêta distinção de cor e procedêncÌa, A escravidão subordinava o negro que, na sua condição de escravo, erâ tratado de forma
b.uta{, sem ter quem os defendesse ou repíesentasse. VáíioÍ escÍavos se Íevo{tavam contra a situação de humithaçáo, se
rebetando cqttra sËus senhore5. Mesmo coín tanta üolência o negro buscava formas d€ "tibertar-5e", de e)pÍessar seus desejos e
revoltai. Então cantavam, dançavam. Os cantos entoados na mineraçáo, por exemplo, eram chamados de üssungos, que
são
cantos relìgiosos, de protesto, denúncia. A dança aparece neste contexto como uma das maniÍestaçóes culturais mais
representativas da cultura negra, Entre os povos negros que foÍneceram escravos parâ a Atné.ica, a dança era uma ìnstituiçáo nos
auto5 da caça, gueÍÍô, danças s€xuais, funerárlâs, religiosas. Em Minãs Getâìs a dança âteg.ava os mineradores, tinha um foÍte
significado nas festãs retigiosas. No congado os êscravog reüviam episódios de sua terra natal, íaziam suas oraçôes, escothiam seus
reis e rainhas. Segundo o mesmo autor, nas congadas havia uma confratemização, era um momento para tentar apaziguar o
soÍrimento e injustiças que a5sotavam as senzalas.
É possívet encontraÍ âtgumas danças íolctóricas inítuenciadas petai tradições, hábitos
e crenças da raça negra quando não peto
.sincretismo entre o catoticismo europeu e expressões da retigiosidade aíricana", como, por exemplo, acontece no reinado ou
congado, típicos do estado de Minas Gerais. Nas cidades médias e grandes as festas cívicas, históricas ê profanas conquistam um
tugar de c.escerìte importância, enquanto nas pequenas cidades e nos povoados do interioÍ elas ocupam um segundo Plano, e os
festejos tocais e retigio6os povoam quase todo o catendário,
Os primeiros grupos de marujadas organizados em Guanháes dâtam das décadas
de
'1920
e 1930. Nesta época íormaram'se
os
grupos conhecidos como "Grupo do Juca", "Grupo do Oswaldo", "GÍupo do Adão €afé" e, principalmente, o "Grupo Maruiada Zico
de Otina.. Estes grupos faziam diversos festejos, nos quãis se reuniam e dançavam diferentes co.eografias, misturando técnicas e
€sfiLo nãcionãl
- |ÍVENTÁRIO DE PROTEçÃO ÀO ÀCERVO CULTURAL
'PAC
GUA}IHÁr5 - MIHAS GERAS
trocândo informações sobre a prática da marujada, A pa.ticipação era grande, e a variedade de grupos se dava, inctusjve, poÍque
havia pessoas disponíveis para comandar os grupo6, já que a vÍda era mais pacata.
Estes grupo6 tiveÍam grande importância até a década de 19ó0, quando o número de participantes começou a cair. Com â
mudançã nos hábitos dos habitantes da cidâde de Guanhães, gue modemizava.se e passava a adquiÍir ares de cidade de médio
poíte, a! pessqas passaram a teÍ cãda vez menos tempo pâra se dedicar às atividades de tazer. Além disso, os
organizadores das marujadas
antigos
já s€ encont avam com idade avançada, não possuindo mais força e vigor para comandar e participar
dos íestejos e danças. Nas décadas de 1960
e
1970 os grupos citados acima
ence aram suas atividades, e gs remanescentes
tentaram diversas vsze5 mgntaÍ um grupo reunindo aqueles que ainda acreditavam na pÍática. Dois dos principaìs in€entivadores
da p.ática eram, então, Mârconi Santos e Juca Atves. Juca tentara por tÍês vezes orgànizar um grupo com os remane5centes das
marujadas antigas, adotando o nome de "Marujada Zico de Otina", aíim de manter viva a tradição dos grupos do passado. Estas
tentativas esbarravam, no entanto, na íatta de organizaçáo e no comportamento dos participantes, que, em alguns
casos,
eÍnbriaqavam-se antes do5 festejos, ficando incapacitadqs de bailaÍ.
No finat da década de 1970 os antigos "marujos" estavam em üas de desistir. Havia ocasiões em que náo se conseguia reunir o
número minimo de marujos, que é de 20, para os ensaios. Diante de tat situação, uma das fithas de Zico de Olina, conhecida como
"Nma", procura Marconi Santos, que participara das tentativas de mânter vivo o Grupo Zico de Olina, e propõe à organização de
um gfupo €om regras rigidas, para ãfastar a desorganização reinante nas tentativar passadas. MarcoÍri concordô, pedindo, no
entanto para ser o "capitáo" do gÍupo de marujada, uma vez que adquirira experiência com a participação nos grupos instáveis
durànte a5 décadas de 1960 e 1970- Aceita a proposta, decidem continuar com o nome "Zico de Otina", para honrar o principal
grupo do passado de Guanhães, Suas atìüdades iniciam-se no ano de í982, na região de Guanhães conhecida como
O e5tabetecimento destas regía5 contribuiu para que o grupo adquiri5se uma foímação
"Pito".
fixa, começando a se expandir em pouco
tempo, A organização e a beteza do espetácu{o que passaram a oferecer atraíram aquetes que já haviam desistido das marujadas,
e estes passaram a querer fazer pafte do novo grupo. líonicamente, em pouco tempo o grupo passou a ter probtemas com o
grande número de pessoas que aparecìa paÍa os ensaios. As apresentaçóes contavam com os marujos e também com o grupo de
"caboclinhor" de Donã Laura, €onhecidâ festeira de Guanhães.
No Ìnício da década de í990 uma das irmãs de Noca decide montar seu próprio gÍupo, adotando também o nqme "Zico de Olinâ".
Desde então há uma rixa
entre os dois grupos, uma vez que um tado aíírma que não Íora convidada para participar do novo grupo,
enquanto o outro alega ciúmes da oponente.
O
íato é qu€, com a €xistência de dois grupos de mesmo nome, um deles tevê de cedef e mudar sua denominação. Marconì afìrma
que, no intuito de não calsaÍ confusões e distinguir're do gÍupo que foamãva-se, caracterizado pela ugual desoÍganização,
procedeu à escotha de outro nome para o seu grupo- Vários nomes foram sugeridos, como Marujada do PÌto, Marujada de São
Benedito e Marujada de São Miguel, Mas o nome que foì escothido por unanìmidade Íora "Marujada de Nossa SenhoIa Aparecida",
Àssim, Guanhães passou â conta[ colr dois grupos oÍiciais de Mãrujadas, o Grupo Marujada No6sa Senhora Apa.ecida e o Gíupo
Marujada Zico de Oli!â. À rivatìdade entre os gÍupos 5e expressa no fato de que náo é permìtìda a participação em ambos,
devendo-se escother entre um detes, Marconi Atves afirma que proibiu a entradâ de membros do Grupo Zìco dê O{ina porque estes
se
juntavam, pesquisavam as técnicas utilizadas, e depois as passavam para o outro grupo.
E5te5 dois grspos existem
até os dias atuais, e suas coreografias e músicas são bem parecidas, Eler contam com o apoio de
estãb€lecimentos cqnerciais de Guanhãei, que fomecem qs materiair para a coníecção dai roupas, bandeìras, mastÍos, fltas e
adereços. A atuação destes grupos passou a despertar o interesse da imprensa locat, principatmente por meio do jornat "Fotha de
Guanhães", e os gÍupos ficaram bastante conhecidos na cidade, desfitando nos principais festejos Íetigiosos.
O GÍupo l'Aarujada Nossa Senhoía Apaíecida, por ser mais organizado, pos$indo âtôs de fundação, eteiçóes, íeunióes e
documentos dos membros recoflhecendo a fitiação ao grupo, passou a receber da PreÍeitura Municipal em 2008 uma ajuda de
custeio de materiais de aproximãdamente meio
mínimo, com a guat consegue compraÍ os instrumentos, couÍos e tecidos de
'atário
que necessitam, O Grupo li^arujada Zico de Olina conta apenas com os recursos de seus participantes, mas
já está tomando
p.ovÌdências paÍa a oficialização de zua existência, para que possa re€€beÍ também o apoio da Secretarìa de Cuttura da PÍeíeituÍa
lúunicipal.
3. DESC çÃO
ÉstiLo fìãcionãl
IPAC - TNVENTÁR|O DE PROïEçÃO AO ACËRVO CULïURAL
GUÁNHÂES
No6 grupos
. MINAS
GERÂJS
de marujadãs de Guanhães os personagens são predominantemente masculinos, mas há a presença de mutheres em
suar formações. Nas marujadas de Guanhães a organização e a disciplina são exercidas por
o
um'tapìtáo" e poí um "sub-capitão".
É
capitão quem escothe seu substituto, nomeando o "sub-capitáo", que somente assumirá o bastão de direção por moÍte ou
renúncia daquele. Os marujos caminham ou dançam em duas fitas. À frente de um detes o 'capitão", e à frente da outrâ
o
sub-
capitão', empunhando aquele um pequeno bastão de madeira, enfeitado de papel, tendo na extremidade superior uma ftor. Atrás
e ao centro, Íechando as duãs alâs, vão os tocadores e os demais marujos. Em fita, a dança é de
passos
curtos e ligeiÍos, em
volteios rápidos, ora numa direção, ora noutra, ìnversamente. Assim, etes camìnham, tendo os braços tigeiramente levantados
para a írente à altura da cìntura, como se tocassem castanhotas. À dança obedece o compasso marcadg pe{o tambor grande, e que
ditâ o andamento de diversas canções,
As mais
poputares, muito presentes na cultura poputar, sáo as de nome "Peixinhos do Mar",
"Cátix Bento" e "f,larinheiro Só", que, inclusive, ganharam adaptações de artistas consagrados da MPB, e cujos versos sào:
"rr{ãrinheiro Só
ô marinheiÍo, marinheiÍo
(Marinheiro, só)
Ô Quem
te ensinou a nadar
0u foi o tombo do navio
Ou
foi o batanço do mar
Lá vem, tá vem, como vem
faceiro,
Todo de branco - com seu bonezinho..."
"Pêixinhos do lúâr
quem te ensinou a nadar, ô quem te ensinou a nadaÍ
Foi, fol, marinheiro, foi os peixinhos do mar
Ei nós, que viemos de outra
terra, outro mar
Temos pótvora, chumbo e bala: nós queremos é guerrear..."
"Cálix Bento
Oh! Deus salve o oratório,
oh!
Deus sãtve o
oratório
onde Deus fez a morada, oi, ai, meu Deus,
onde Deus fez a morada, oi, ai.,.
D,e Jessé
nasceu a vara, de Jessé nasce! a vara
Dã varã nãsceu a
flor, oi, ai, meu
Da vara nasceu a
E
Dess
flor, oi ai...
da ftor nasceu Maria, e da
ílor nâsceu Maria
De.lúarìa o SalvadoÍ, oi, ai, meu Deus,
de Maria o salvador,
9. DocU ENTAçÂo
oÌ,ai,.,"
ÉoïocúFtcÀ
Grupo Marújada Nossa Senhora Áparecida. Foto: Raut Lanari - Dez/2009
Foro 2: oefíte do Grlpo
1999, em Guanhães/Mc.
,cervo do 5r.
À
ârconi Atves - Dez/2009
éstiLo nãcionãl
tpÂc - tNvENïÁRlo DE pRoÌEçÃo Ào ÀcERvo CULTURAL
GUANHIúS - MINÁS GERÂIS
t
R-
,g:
..
de Ollnã no lnvemo Cultural
de 6uônháes/Mc, no ano de 2008. Acervo Secretaria ]$unícipãl de Cultura
de Guanháes/Mc - DezeÌnbro/2oo9
ío. PRoI.EçÁo
í
LEGÂL EXSTENTE
r.
fl
fl
Ü
X
DÀtà:
N'.:
I rederat
D Estaduaì
I uuniapat
[] xentruma
do Ro5ìírio de 2009, em Guanháes/ÀìG. Âcervo Se<ÍeÌaria Municipat de
Cultura de Guãnháes/Mc - Dezembro/?oo9
PROTEçÁO LE6AL pROPoSTA
1
2.
I
[]
I
I
Regirtro Federa{
Registro ÊstàduâL
Reglíro Munjcipal
lnventário
RECURSOS FINANCEIROS
larticular
órgáo Púbtico
Pâtrocínio
outros
1!.INSTRUMEXTOS
os grupos de ma.ujadas no municipio de Guanhães utilizam os seguintes jnstrumentos musicais: tambores grandes e pequenos,
cuíca, pandeiÍos, üola e cavaquinho.
I
.t. YESï$ENÌÀS
As marujas usam btura brânca, toda pregueada e rendada. Ao invés de
uma
fita
uti[zarem saias, usam uma caÌça branca) tevando a tiracolo
azut ou vermetha. Na cabeça usam um chapéu, com fitas de várias cores, No pescoço usam um colar de contas ou coÍdão
de ouro e medalhas.
Os homens, músicos e acgmpanhantes re apresentãm de cãtça e cãmisa branca ou de
cor, óapé'ti de pano, sendo a aba ürada d€
um dos lados.
't
s,
TRÀNSFORMÁçÕES ÀO LONGO DO ÍEr,rPO
Âs transformaçóes observadas ao lango do tempo referem-se às vestimentas, que antigamente eram confeccionadas com t€€idos
rústicos, doados petos participantê',
e
atualÍÍentê são bem feltas, contando com bom acabamento, adereços cotoridos,
composiçáo adequada e compteta.
Os
instrumentos, que também eram artesanais no passado, hoje em dia são uma mistura de instÍumentos de grandes fabricantes e
outíos feitoi peto6 próprioc participantes, principatmelte a5 caixas.
As marujadas contavam no passado com a paÍticipação dos grupos de caboctinhos, mas
elta prátìca está
cada dia menos presente
nas repÍes€ntaçiles do município.
1
6. REFERÊNCIÀS BIBLIOGRÁFICÂS
Entrevista com MaÍconì Atves, presìdente do Grupo de liarujada de Nossa Senhora da Aparecida, em 04l12l?009
carotina Atmeira, participante do Grupo Marujada Zico de otina, em GuanhãeslM6, em [email protected],
ABREU, Martha . O lmpério do Divino - Festos Religiosos e Cuttura Poputar 1830-í900. 5ão Paulo: Cia, Das Letras, í999.
VANIFAS, Reinatdo & SoUzA, Jutiana.
í
7. ü{FOR}ilÂçÓËS COrlPLEtrlEÌ{T
o Brasil de Todos
os Santos. são Pauto: Jorge zahar, 2005,
RES
Não há informaçóes comptementares.
€stlLoÍràcionàl
. INVENTÁRO DE PROTEçÃO AO ÀCERVO CULTURAL
GUÂNHÀEs . NNAS GÊRAIS
IPAC
I E. FICHÀ TÉCNICA
Levantamênto
Raot Amâro de Otiveira Lanari
Elãborãção Raul AmaÍo dê Oliveira Lanari
R€visão
Data: Dezembro/2oo9
Dãta: Janeiro/zo10
Datar JàneiÍo/2010
€stiLonecionãl
IPAC. INVENTÁR|o DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTURAL
GUANHÀf,5 . MNÂs 6ERÁ'5
FICHA 06110
Í
-
PATRIÀ4ôNIO ARqUÊOLÓG|CO
/
ÁREA 3 DISTR|TO FARTAS
. llunlcíplo Guanhães
2.
oiitrito Farias
3. De!|8n.ção Capixaba
,t. Locôllzâçio PedÍa da Gaforina
5. P.opri6dede
Particular
6, Responsível Prefeitura Municipal de Guanhães
7, SúcâtêÉorla3
pÍé-hjsrórjco n
E}
sítio arqueotoglco
n
ArteÍato arqueológtco
pré.histriico n
8. Certâ topogÍálìcã Cârta do Município de Guanhães
9. Acesso Estrada M. que liga os
- Fonte:
diltritos de Farias
sítio ârgueotrhico hístóÍico
Anefãto àrqueologico hist'irico
IBGE
e Taquaral, na altura do Km 15.
to, DocuIExT çÀo FoToGRÁFrc
GeÍorìnâ,
sitio arqueoló3ico coírh€cido corÍìo "Câpixâba", na Pedra dÀ
distrito de FàÍas. Guãnháes/l G. Foto: Rãul Lanari - Dêzembro/2009.
rí
.
Guanhães/Mc. Foto: p.aul Lanâri - 0ezembro/2009.
DESCRIçÃO
Sítio tocalizado em uma reenBância na formaçáo rochosa que constitui a Pedra da Gaforina, em sua íace laterat esquerda (do
ponto de vista do obse.vador na estrada de tena que dá acesso à P€dra), no sopé do quat há um pequeno deícampado, utilizado
pelos índios Guânahãs para plantarem grãos e se reíugiarem dos portugueses,
0 sítio contém exemplares de utensítios utitizados para o cultivo, como machados, arados de pedra, setas e lanças. Até o momento
apenas um pequerÌo machado foì retirado do sítio, e se encontra com Roger Ro€hã, membro do Consetho Municipat de Patrimônio
de Guanhães. Àcredita-se que trabathos de prospecção e escavação no sitio devam revetar mais objetos, como yasos de cerâmica,
pontas de setas e demais utensítios de pedra, como las€adeiras, potideiras, machados e trituradores. Os ârteíatos que se supôe a
existência se encontram entenados, uma vez que não é possível perceber qualquer vestígio apareÌrte.
í2. PRoTEgo
t^ÊcrAl EqstElrTE
N":
I
I
reaerat
E
tunicipat
I
Nenhuma
rstaduat
í 5, ÂCERVO E/OU
1!.
PROÍEçÃO LE6AL PROPOSTA
Í,í.
ESTÂDO D€
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E
n
n
n
X
Tombarnento Federal
E}
Excetente
ÍombamÊnro Estaduat
!
I
f]
eom
Tornbâríento ttunictpat
Entomo de beÍr tomb.do
Restriçõe de
coxsERv^çÁO
RegulÀr
Pessimo
ìrso e ocupaçáo
hventário
FIEI D€POsITÂÍüO
0 sítÍo arqueológico conhecido como "Capixaba" está dentro do Conjunto Paisagfstico da PedÍa da Gaforinã, de propriedade de
€süLO nàcional
|PAC - TNVENTÁRO DE PROTEçÃO ÂO ÂCERVO CULTURAL
GUANHÁEs
.
MINÂs GENA5
João Gomes de souza, Deodoro Moreira Neto, João Machado, Hetvécio Bicatho Maia, Francisco Magathães, Jeferson MiÍanda e José
de Almeida Leite. Por ser tombada como patrimônio cutturat do município de Guanhães, incluindo-se dentro de seu perímetro, o
sítio também e5tá sob proteçao tegal.
I
6. INFOR ÀçÓES HETóR!G,$ DO
Os primeiÍos habitantes
íïO
da região onde se locãliza a Pedra da Gaforina Íoram os índìos Guanahãs, de origem tapuia e do gÍupo
setvãgem dos Côingangue de Minas Gerais. Este gíupo indigena era confrontado em atgumas ocasiôes petos índios Botocudos, e os
eÍnbates 5e davam princigalmente nô região da divisa do municipio com Dores de 6uanhães, perto do sítio aqui anatisado,
A partir do sécuto XVll a estes inimigos se acrescentaram 05 desbravadoÍes portuguesetr, que travavam diversas batathat para
conquistar os territórios ocupôdos petos Guanahãs, Estes passaram, entáo, a se Íefugiar nas partes mais attas do terreno,
principatmente nos locais conhecidos como Pedra do ljrubu, Pico do quaÍtet - que utitizavam como ponto de vigia conúa a invasão
de inimigos, e a Pedra da Gaforina. Este último lugar tinha uma utitização pecutiaÍ. Seu topo servia de observatorio, assim como o
pico do Quartet, mas o locat também servia de refúgio, uma vez que próximo à Pedra da Gaforina há uma reentrância na rocha
que se assemetha a uma caverna, conhecida como "capixaba". Os inimigos, píìncipalmente os portugueses, que passavam nas
rotas detimitadas pelo relevo, não conseguiam avistar este locat de longe. Este local também eÍa extremamente jmportante para
os indigenas, uma vez que eles plantavam ho.tas no teffeno. "Capixaba", palavra de origem ìndígena, significa "tocal onde se
planta roça", No tocal jã foi encontndo um p€queno machado indigena, que se encontra confiado aos cuidados de RogeÍ Rocha,
membro do Consetho Municipat do Patrimônio Cultural de Guanháes.
O Drocesso de expulsão do6 índios Guanahãs da pedra da Gaíorinã
íoj lento, só tendo terminado na década de í830. A maioria dos
nativos Íoi dizimada nos combates com os cotonizadoÍes, tendo os sobÍeviventes 5e refugiado na região da atual divisa entÍe os
estados de Minas Gerais
e Espírito Santo, A Pedra da Gaforina foi o último tocal de reíúgio
d6
índios a ser conquistado pelas
entradas e bandeiras. Ela teria sido tomada apenas em maio de 1831. Para simbolizar tat conguista, os novos ocupantes do
território instalaram uma cruz no topo da Pedra, ljtilìzado como caminho de peregrinaçáo desde então, ela atrãi diversos fiéis, que
sobem até o atto da Ped.a, carregando pedras no intuito de expiar os pecados ou pagar atguma promessa concedida, depositandoas ao pé de um pequerìo Cfltzeiro constÍuído pelos próprios moradores. O locat, portanto, possui grande importância histórica e
arqueológica, por conter parte da hístória que restou dos indígenas que ocuparam o local antes da colonização, É também
relevante no que toca à história da conquista do território pelos poÍtugueses.
Í7. 6iAU
DÉ
I'{ÌE6RIDÂD€
Por se ìnstatar em uma reeíÌtÍância na rocha, o sítio é de difícit acesso, não sendo utilizado para fins resìdenciais ou econômíco:.
Atém disso, o sítio pertence à ÀPA - Pedra da Gaforina. lsto faz com que ele esteja em excelente estado de conservaçào.
I
I.
ÀNÁLISE DO GRÂU DE INTEGRIDÂDE
O grau de integridade do sítio
/
FÀTOREg DE DEGRADÀçÃO
é bom, náo hãvendo perigos imediatos de danos. 0 desmatamento na região para a instatação de
pastagens contribui, no entanto, parã a descaracterização do entomo da Pedra da Gaíorina, devendo ser contÍotado.
í
9, IHIERVEÌ{çÕES
aReuEoúgcas / ÀTlvtDAoEs DEsNvoLvtDAs
Até o momento não íoram desenvotvidas açoes de prospecção e escavação na área. Não há ações ptanejadas,
20.
n€oD
s
DE
co{sERvaçÃo
Reüsão e aplicação das atiúdades previltas no ptano de manejo da APA
-
Pedra da Gaforina. É necessário imptantar medida! de
controle das bacias hidÍográíicas na região aÍìm de se evitar o desmatamento acentuado e o encharcamento do terreno na estação
chuvosa. Quatquer interveíìçáo ng sítio deve ser acompanhada por pÍofissionais da área de arqueologia.
2í.
REFERÊNCIAS BIBLIOGiÁFrcÂS
Entreüsta como Roger Rocha, membro do Consetho do Pabimônio Cultural de GuanhãeslMG, em 04112/2009,
Do5siè de Tombamento da Pedra da Gaforina. Ertito Nãcionât, 2008.
21, TNFORÀIÀçÕES COÀ,IPLEI,Er{TÁRES
Não há informaçoer cqnptemêntares.
éstlLonãcbnãl
IPAC - INVENTÁruO DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTUML
GUANHÁES MINÂS GERÁIs
23.
FICHA TÉCXKA
Lêventâmênto
Raul Âmãro de Oliveirâ Lànôri
Data: Dezembro/2oog
Elaborâção
Raut Amãro de Oliveirâ Lánarl
Dâta: Dezembro/2009
Rsvlsão
Mendêç
Datã: Dszêmbrô/ 2009
^,lâriliç
€stiLo ÍÌãcionàl
IPAC
. INVEÌ{TÁruO
GUÂNHÁES
FrcHA
-
DE PROTEçÃO ÀO ACERVO CULTURAL
MINÁS GERÁIS
a7t$ - BENs AReurvísrtcos r Ánil s DtsrRtro FARIAS
í. llunlcÍplo Guanhães
2. Dlstrito Farias
3. Deslgmção
Cartório de Registro Civit e Notas do Distrito de Farias
4. Éndêreço Estrada
5. Propriêdade
entre os distritos de EarreiÍa de Guanhães e Farias, Km
17,
Jussara Morais Furbino
6. 96ordinação Adminlstràtiva Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
7. Relponsávêl
Jussara Morais Fu.bÍno
Os documentos
contidos no acervo são púbticos, devendo a consutta no en.
8. Rertrição de Acer5o
tanto ser agendada com a responsável peto cartório.
9. Horário de Atêndimênto Segunda à Sexta, das 09:00 às16:00 horas.
Í
ô. oocu,,tExrÂçÃo [email protected]ÁRcÀ
h
Foto 1: Fachade do cóÍyrodo qlc âbriqa o
do distrito de Farias, em Gúanhães/l,lc. FotogrãÍo: Rãst Ànaro de OtiveÍa
Lanâri - 0e?embro/2009
Cartorio de Registro Ciül e Notãs do dìstÍìto de FariàsJ em Guanhães/Mc.
Fotógrafo: Rãu[ Arnaro de Oliveira Lanãri . Dêzembro/2009
ír. HBTó co
o Cârtorio de RegistÍo Ciüt e Notat do Diltrito de Faria5 tem intima tigaçáo
com a sua fomação administíativa. Foi criado no
mesmo dia da criação do dìstrito, constituindo-se, portanto, em uma das fgntes de documentos mais antigos sobre a {ocatidade.
Ete
foi criado em 25 de mãrço de '1900, quando a tocatidade ainda se chamava "São João Batista dos Farias", e seu primeiro titular
foi Cristiano Pedro da sr'lva.
Na época de sua íundação, o
cartório ficava locatizado no centro da sede do distrito de Farias. Cristiano pedro exerceu a chefia do
cartóílo por 39 anós, quando se afastou por motlvo de dgença. Seu fltho, Netlon Pedro da sllva, assumiu interinamente o cargo,
permanecendo nesta condição até 1941, quando seu pai veio a falecer. Nelson então presta concuíso e assume a titutaridade do
cartório em abrit de 1942, peÍmanecendo em seu comando até o dia 10 de agosto de 1977, quando se aposenta, sua fitha Maria
Circe Morais assume lomo
Em 1986 o caÉóÍio
titular concursada o posto de seu pai.
foì transferido pata um cômodo anexo à residência de Ma.iâ CiÍce, que contjnuou a chefiar o órgão âté agosto
de 2005, quando entregou a titutaridade para sua fitha, Jussara Morais Fuóino, Jussara é a atua[ chefe do cartório, residindo com
sua mãe, seu pai e sua filha na casa ao lado do cartório, a poucos quitômetros da sede do distrito de Farias.
t 2. DÀTÀçÃo
O documento mais antigo do Cartório de Registro Civit
e Notas do Dlstrito de Fariar é um registro de nascimento, datado de 27 de
maio de í900. O cartório possui um arquivo improvisado, onde guaÍda os livros com todos os íegistros desde o dia 25 de maÍo de
í900, data de sua tundação, até os duas atuãir.
€stiLolÌàcionàl
|PAC. TNVENTÁR|O
OE PROTEçÃO ÂO ACERVO CULTURAL
GUANHÀES - ruNAs GERÀIs
í 3.
(
ÉSÍÁdO
DE ORGAT{|ZAçÃO
{ x ) Organizado parçiaÌmente ou em
) Não organizado
organízaçáo (
) Organizado
1,'. C{}ITEúDO
O aceÍvo do CaítóÍio de RegistÍo Civit e Notar do Dìstrito de Farias contém tivíos de íegistro de nascimentos, casamentos,
s€parâçôes e óbítos, inventários com arrolamento de bens, Ìivros de escritura e escrituras de comprã e venda de imóveis, Todos
estes tipos de documentos compreendem o espaço de tempo entre maio de 1900 e os dias atuais.
.t5.
txsrtrur{Êxtot
D€
PEÍursa
Não há instrumentos de pesquisa, como indices ou inventários de aceryo. A única indicação presente
é a que se encontra nos
livros, onde são informados os anos aos quais etes se referem.
1ô,
ÏPO
DE CóHA FORXEqOA
O cartório fomece cópia autenticada no
1
7, T|PO DE SUPORÌE DOCUIIETAL
(x I
{
í
formato de xerox, mediante pagamento de taxa cartorial.
ïextual ÍimpÍ6so e manuscrito)
) Cartográíico (ptantas e mapas)
s. lrENsuMçÃo /
(
(
) Sonoros (disco6, CD, fitas
cassel6l
) lconográfico (fotografia, gravuras)
(
(
l
FilmoqÍáfico {fitmes e üdeo5)
) Eletrônicos (disquetes, DVD)
quaÍrFtc çÃo
O arquivo do CaÍtório de Registro Civit e Notas do DistÍito de Fariar é foÍmado por 47 livro6, dispo6tos em um armário com três
váos de prateleirãs e em uma caixa-a.quivo de metal. Estes liwos possuem, em média, 200 páginas,
í9.
ESÌAOO DE CONSERVAçÃO
O estado de conservação dos tivros do aÍquivo do Cartório é regutaÍ, estando somente os mais recentes em bom estado.
O
armàzenamento inadequado contribui para a degiadação dos livros, com o acúmulo de poeira e a ocorrência de üaças. A fatta de
organìzação também contribui pãra a faltã de cuìdado com o acervo.
20. tt{FoRt'lÁçÕEs coiaPrErrEttÍaREs
Não há informações complementaÍes.
21. FICHÀ TÉCTKÀ
LevãntamenÌo
RàuÌ Âmaro de Otiveira Lônâri
Data: Dezembro/zoog
ElãboÍrção
Raul r,lnaÍo de Oliveiía Lanari
Data: Dezembro/2009
Reüsão l,{àrílis Mende!
Datâ: Jãnêirô/2010
€*iLofìacionàl
IPAC - INVENTÁRIO DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTUML
GI,ÁNHÁES . MINÂs GERÁIS
FICHA
08/íO -
I
BENS ]MATERIÂIS
/
MODO DE FAZER
/
ÁREA 3 DISTRITO FARIAS
. llunicípio Guanhães
2. Dlstrlto Faria5
3. Dê{grìâçio
Fabricação de quÊijos do tipo Cana5tra e Frescal,
4. PeÍíodo dê rê.llz.çáo Durante todo o ano5, Espaço de realizãçáo
Cozinha e quintal da residênciô da sra. Maria Circe Morais.
6. PROGRÂ'JúçÃO
A produçáo não possui calendário fixo, ocorrendo durante todo o ano. Todo o processo dura cerca de uma semana, incluindo o
tempo de maturação, não havendo a necessidade de p.eparativos pretiminare!.
7. Hls óRICO
O processo de produção do queijo canastrô é artesanat e obedece a norrnas regulamentadas que abrangem a p.odução de queijos
artesanais produzidos a partir de teite cru, beneficiados nas queijarias das propriedades rurais) sem utitização de técnicas
industriais, As queijarias
ó
podem maniputar teite da própria Íazenda, portanto, o queiio não é produzido em escala industrial.
PoÍ ser àúesanat, cada pÍodutor segue uma tecnotogìa própÍia, às vezes passada de paìs para fÌthos através de gerações, Essa
flexibitizâção da tecnotogia resulta em produtos 5em uniformidade.
À despeito da regutamentação que determinâ que somente os queijos produzidos na região dos munìcípios de Bambuí, Vargem
Bonita, [email protected]È e Sáo Roque de Minas, possam s€Í denominados queijos tipo "Canôstra", 5ua forma de fabricação é utilizada
eíÍ
dtversar
part$ do
estado de Mlnâs Gerais- Na maioria dos casos, a produção vi5a a comerclalização. Poíém não é difícil
encontrar casos de produçáo üsando apenas a atimentação dos núcteos íamiliares, como é o caso em questáo,
A tradição da produçáo de queijos ora Ínventariada, começou com os avós de Maria Circe Morais, Cristiano e Sophia, que, residirâm
no distrito de Fa.ías entre 1892 até 1942, quando íateceram. No5 primeiíos tempos do
e a maioria
d6
distrito, a tocalidade não possuía armazárs,
atimentos provinha da produçáo obtida nas fazendas. Grande parte das famí{ias produzia derivãdos de leite paía o
uso doméstico, e o ex€edente era trocado com os vizinhos por outros atimentos, comptetando a atimentação dos tares do distrito.
No caso
particular da famílìa de Cristiano Pedro da Silva e sua esposâ, a fabricação de guejjos servia apenas para o abastect'mento
familiar do produto, que era bastante apre€iado, uma vez que a renda do casat provinha das atividades do marido como titular do
Cãrtório de Registro Civil e Notãs de Farias.
Com
a morte de Cristiano em 1941 e de Sophia em 1942, a pequena propriedade do casat, a poucos quilômetros da entrada do
distrito de Farias, passou â ser de posse de Netson Pedro da silva. Nelson era filho do casat, e passou a residir na fazenda com 5ua
esposa, Maria da Craça, e seus filhos. A pÍodução do queìjo continuou, a despeito do prccesso observado na região. Os moradores
passaram a preferir vender o
leite para
a cooperativa de benefíciamento de
teite fundadô na metade do iécuto
)(X
do que produzir
os queijos parâ comercialização em Guanhães. A prática da fabricação do queijo se tornou, então, puramente uma questáo de
tradição famitiar, e as famítÌas que continuaram a produzir queijos 5âo as mesmas até os diãs atuais, No caso da íamilia de Netson
e MaÍia da Graça, a produção não cessou, e os produtos, atém de serem trocados com outros produtores, também passaram a ser
doados paÍa moradoÍes da região,
Os pais de Maria Circe Morais mantiveram viva a
prática de íabricação de queijos até a moÍte, no final da década de í970. Após
este fato, Maria Circe Morais passou a viver na propriedade dos pais com seu marido, Lourival Furbìno, e sua Íitha, Julsara Morais
Furbìno. A faÌnítia continua a pÍoduziÍ queijoc até 06 dias âtuais, empregando as mesmas técnicas iniciadas por Cristiano e Sophia
no Íinal do lecuto XlX, Os materiais utitizados sao outros, como vasithas de ptástico e atumíflio, mas o pÍocesso se mantém o
mesmo, e a finatidade também. Maria Circe Morais afirma que seu maioÍ prãzer é fãbricar os queijos quando da ocasião da yisita
de parentes. Estes, segundo a mesma, elogiam muito o produto, e levam vários para suas casas, em outras cidades de Minas
Geraig,
A prática já está sendo repassada para Laura, íil.ha de Jussara, que atualmente tem
í5
anos e ajuda a máe e a avó nas tarefa!
relacionadàs à fabricaçáo dos queijos. Os queijos produzido5 são vatorizados com muito orgulho peta família Morais Furbino.
€stiLofìàcionãl
rpÀc - tNvENTÁRlo 0E pRoTEçÃo
ao ÂcERvo CULTURÂL
GUÀNHÃFs - /iAINÂS GERÀS
t-
DEICR|çÃO
À fabricaçáo do queijo é um processo que usa bactéria5, enzimas e ácidos Íormados naturalmente para solìdificar as proteínas e a
gordura do leite, conservando.as. Uma vez transformado em queijo, o leÍte pode ser armazenado durante meses ou anos.
Os principais coflservantes que dão ao
ôs
queijo essa longeüdade são o sal e os ácidos, As etapas básicas na fabricação do queijo são
seguintes :
lniciâlmente o leite é inoculado com bacté.ias de ácido táctico e coatho. As bactérias do ácido táctico transformam o açúcar do
teite (lactose) em ácido táctico.
O coatho contém enzimar que modificam as proteínas do
leite. Especificamente, o coatho contém
quimosina, uma enzima gue transíorma uma proteína coinum do leite, chamada "caseinogênio", em "caseína", que não se
dìs5oìv€ em água. A caseína precipita-se como
uffa substância semelhaôte ao gel coõhecida como coaÌhâda. O g€l de
caseina
também captura a maior parte da gordura e do cálcio do teite. O ácido táctico e o coalho fazem o leite coathar' separando em
coathos (os sótidos do
leite, gorduÍas, pÍoteínas, etc.) e soro (principalmente água). Quâtro titros de leite produzem apenas
6009
de queijo - o peso perdìdo é o da água do teite;
Os coathos
e o srro íicam de motho até que as bactérias do ácido táctico criem uma concentíação de ácido láctico que seja
adequada, Nesse ponto, êscoa-se o sor.o e acrescenta-se o sat. Apo5 e5ta etapa, os coathos são pressionados em uma íorma de
queijo - levemente no início parô permitir o escoamento do soro restânte, em segujda, com força (com bastante pressão) para
sotidificaÍ o queijo;
Finalmente, deixa-se o queijo envethecer {amaduÍecer} por âtguns me5e: em um [oca[ fresco, parã methoÍar seu sabor e sua
consistêncla. Um queijo do tipo canastra permanece envethecendo durãnte uma semana. Neste período, as enzimas e âs bactérias
continuam modificando as proteínas, as gorduras e os açúcares do queìjo,
As características de prepaÍo va.iâm entre os diveÍsos tipos de
Morais
-
Canastra
queijo.
As variedades produzidas
na propÍiedade de Maria Circe
e Frescal - possuem modo de preparo semelhantes, variando apenas o tempo de maturação, que no caso do
queijo frescal não existe, devendo o queijo ser consumìdo frescoJ possuindo atto teor de umidade.
Todo o processo é feìto por Maria Ciíce Morais, com a ajuda de sua íitha Jussara Morais Furbìno. A famítja obtém o teite utitizado
no fabrico dos queijos da únìca vaca que possuem, e que pertence ao neto de Maria Circe. À produção atende as necessidades da
íarnitia, sendo utitizada tambérn na troca por outros gêneros atimentícios.
9,
OOCUTI,If NTAçÃO FOTOGNÁfl CA
Foto 1: Vãsithames de
na fàbricàçáo de queijos em sua proprjedâde, no distrito de Farias, em
cuanhàes/Mc. À frente, um dos queijos, de tipo canastrà, truto de seLr
trãbà{ho. Fotógrafo: Raul Amaro de OliveiÍa LànaÍi - Dezembro/2o0g
da massâ que dá origem a5 qleiios prodlzìdos pelâ Sra, Mâria Circe Morâis,
no djstrjto de FaíiasJ em Guanháes/Mc. Fotógraío: Rau[ Âmaro de Oliveira
Lanãri - DezembÍo/2009
€stiLofia<ionel
IPAC - INVENTÁRIO DE PROTEçÀO ÂO ACERVO IULTURÂL
GUANHÃEs MINAS GERAIS
Morais, onde há um pequeno paiot no quat ocorrem as primeiras etapas
produçáo dos quejjos. Djstrìto de Farias, em Guanhães/Mc. Fotógrâfo:
RauL Ámãro de Otiveira Lanari - Dezembro/2009
da
Foto 4: Queijo do tipo canastrâ, pronto para entrãr no processo de
maturação, que dura cerca dê uÍrìã semãna. Parte dos fundos dã residênciâ
dà Sra. Maria Circe MoraisJ no distrito de Farjas, em Guanhã€s/Mc.
Fotóqrafo: Rau[ Amaro de Olivejra Lanari Dezembro/2009.
10. PROÍEçÁO LEGÀL €XISTENTE
11. PROTEçÃO LEGAL PROPOSTÂ
12.
Data:
n
n
E
X
X
n
n
!
N'.:
!
!
n
I
rederat
rstaauat
Regisrro Federat
Registro EstaduaL
Resistro
Mu
nìcjpat
lnventário
RECURSOS FINANCEIROS
Pãrtjcutar
órgão Público
Patrocínjo
outros
Municipal
tlenhuma
13. FERRÂMENTÂS
Utitiza-se poucas ferramentas na fabrjcação ârtesanat dos queijos de tipo canâstra e frescal. A sra. Maria Cjrce Morais se utiliza de
dois recjpientes um de alumínjo e outro de ptástico, para a coalhagem do teite massa do
,
uma penejra ptástica, com â quat prensa a
queijo, uma cother de pau para mexer a massa em processo de coujmento e uma toatha para retiÍar o soro que
se
desprende da massa no processo denominado de "tavâgem" da massa.
14. PECULIÂRIDÂDES
O queijo do tipo Canastra só é produzjdo nos municípios de Bambui, Vargem Bonjta, Detfìnópotis e São Roque de Minas, uma vez
que o cLima e o Lejte obtido nesta regjão dão o sabor caracteristico do produto. Portanto, por mais que empregue o mesmo
processo de produção dos queijos do tjpo Canastra, esta denominação deve servir apenas como referência para o produto obtido
na proprjedade da Sra. Maria Circe Morais. Destaca-se como pecutiaridade da prática inventariada o seu
fim, que não é comerciat.
A pequena pÍodução de Maria Circe Morais destina-se ao consumo doméstico e à troca com os vizinhos, a partir da quât eta obtém
o comptemento atimentar para sua famítia.
15. TRANSFORMAçÓES ÂO LONGO DO TEMPO
As transformações ocorridas ao longo do tempo sáo relacionadas aos materìâis utitizados. Antjgamente
o processo de coalhagem
era feìto artesanalmente, sem a adjção de produtos. Atualmente a responsáveÌ peta prátjca admite que utjtjza-se de um pÍodúto
que faciiita o processo de coalhagem, para economizar tempo no feitio. As antigas formas de madeira aÍruinaram-se, sendo
substituídas por recipientes de metaÌ e ptástico.
1ó. REFERÊNCNS BIBUOGúFICAS
Entrevista com Maria Circe Morais, moradora do distrito de Farias, em Guanhães/MG, em 03/12l2009.
Entrevista com Jussara Morais Furbino, fjtha de Maria circe Morais, em 03/1712009.
I
7. |NFOR^4ÂçóES
COMPLE^,TENTARES
Não há jnformações comptementâres.
18. FICHÂ TÉCNICA
Levantamento
Rau[ Amâro de Otiveira Lanari
Data: Dezembro/2009
Elaboraçáo
Raut Amaro de O(iveira Lanarj
Data: Janeiro/2010
Marì'tis Mendes
Data: Janeiro/2010
Reüsáo
€<tiLo
ãcionãl
IPAC - INVET{TÁRIO DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTUML
GUANHÁES - MINÂs GERÁIS
FtcHA O9lí0 - SfuOS NATURAS / ÁREÂ 5 D|STR|TO TAQUARAL
1. ,itunicipio Guânhãês
2. Distrito TaquaraI
3.
t€slgnição Cachoeira Fria, ou Carranca
4. Locàlizãção Lâtitude
5. cârtâ topogÌáflcâ
42'58' Oeste, tongitude 18"18' Sut.
Carta Topográfica da Área de Prcervação Àmbiental da Pedra da Gaforina
lnstituto Estadual de Ftorestas de Minas Gerais
6. SubcãtegoÍlãs Cachoeirã
7. Proprledâdê
Partic!lar
8. Rêsponrável Raimundo Alves de
9, Acesso
í4. DO€rn E
rlçIO
Brito
EstÍada que liga os distritos de Farias e Taquaral, na altura do Km 23.
FOTOCRÁR€A
Frlâ, oú Carrance, no dlslrito
Guànhãe5/MG, Ácervo dâ Preíeitura Municiltà{ de Guanhães//üG,
,1. PiOTEçÃO
LEC^L EXTSTE TE
Í
N'-:
Tombamento Federat
ft
ret*ruma
Íombamento Estâdlat
Tombàmento Municipat
I,t. ANÁUSE
2. PROTEçÃO LEGÂL PROPOSTÂ
I toolatne,nto feAerat
fl Íonrbammto Estadual
fl Ìombamento Municìpãt
Ü Unldade de uso sostentávet
I Entorno de bem tombado
oata:
[
fl
Guanháer/M6. AceÍvo da Prefeitura Ml]nìcipãt de 6uanháes/Mc.
DO GRAU DË INÏEGRIDADE
/
E]
tnventáÍio
I
outras
13. GRÂU
DÊ INTÊGRIDÀDE
EI
Ex€etente
I
I
I
som
negutar
résstmo
FATORES DE DEGRÂDAçÃO
A Cachoelra Fria, também conhecida coíno "Caríanca", apresenta excelerte grau de lotegridade, com grande parte da mata cltiar
conservada e grande abundância de Ílorestas nativas nos aredores. As íazendas mais próximãs se localizam a quitômetros de
distância, em direção do distrito de Taquaral, e a área e5tá dentro da APA Pedra da Gafurina, regutamentada em 2003.
O acesso à cachoeira é
difícit, de maneira que eta não recebe um número de visitantes que possa pÍejudicar o meio-âmbiente, Não
fo.am encontradas resíduos de tixo ou de õção humana como fogueiras. A água é cristatìna e o clima úmido no tocat, devido à
grande cüc€Ì*râçãE de êipécies arbóreâs no6 arredqres.
í
5.
DESCRTçÃO
A Cachoeira Fria se localiza no teìto do Rlo das Carancas, afluente do Rio Corrente Grande, que Íaz paÍte da bacia hidrográíica do
Rio Ooce. Encontra-se em um ponto de matã attântica bem presewada, €rn sua
transiÉo para o cerrado.
ÉstiLo nãcionãl
IPAC - TNVENÌÁRIO DE PROÌEçÃO AO ACEnVO CULTURAL
GUÂNHÃES - MINÉS GERAIS
As águas do Rio dôs Cafrancas, no polìto orìde
re encontra a Cachoeira Fria, coÍÍe em cima de uma fgrmação rochosa, com baixa
dectMdade, chegando a uma queda de cerca de 20m de attura, formada por várias pedras depositadas umas em cima das outÍas. A
cachoeira é formada por duas quedas paralelas, uma de maior votume e outra de volume reduzido, a mais utitizada petos
banhistas.
A queda de maior votume desagua em uma grande corredeira íormada por pedras que se desprenderam das encostas otl que íoram
carregadas peÌa íorça das águas, Não há poço após a queda dágua, mas sìm pequenas pìscinas delimìtadas petas pedras" O sítìo
apÍesenta alto grau de pericutosidade, o que afasta or visitantes que procuíam trilhas e cachoeiras de nívet mais ameno.
A queda de meÍÌor volume de ágüa se locãliza na porção esquerda da cachoeira, onde pode se observar a ocorrência de espécìes
vegetais entÍe as foímações rochosas, Esta queda desagua
eÍÌ um
pequeno poço, de cerca de 20m,, de grande profundidade,
detimitado por pedras de tamanho grande, que impedem o escoamento totat das águas,
Após a cachoeira,
o teito do Rio segue por uma grande coredeira, onde são encontradas várias pedras, o que toma o banho na
regiáo periqoso. A força das águas
conÌ€Ínplativa, no entânto, é o
é atta, sendo este também um motivo de
preocupação para os visitantes. A paisagem
maior ãtrativo do locaÌ, um dos únicos onde se pode observar grande! pgrçoes de mata attântica
natuÍat preservada.
í ô.
uso
A área tem uso direto irrestrito, coln grande potencial paÍa o turirmo ecológico. Atualmente a cidade de Guanhães conta com
agência5 de turismo que orgônizdn
expdiço€s
às cÀchoeiras da região, oferecendo
diferentes roteìros de acordo com o grau de
diíicutdade desejado,
r
7. ÁsPÊcÍos Fístcós
A
CâchËira FÍia situa-se na bacia do rio CoÍrente Grailde, aftuente pela maÍgerD esquerda do rio Doce, que corta a regiáo onde 5e
locatizam os municípios de Guanhães, Dore5 de Guanhãe5, ViÍginópotis, 5ão Joáo Evangetista, Gonzaga, Santa Êfigênia de Minas,
São Gerôtdo da piedade, Açucena,
Periquito, Governador Valadares e Divlnotândìa de Minas. Segundo a ctassificação ctìmátìca de
Kóppen, o ctima predominante na região e Aw
-
Clima Tropical chuvoso de savana, ou seja, invemo seco e chuvas máximas no
vêrão-
Conforme registros da Ertação Meteorotógica da CENIBRÂ 5.A., tocatizada em Guanhães, paÍa o período de í990 a 2004, a
temperatura médiã anuat foi de 21,7"C e yariou de 17,8'C em jutho a ?4,1"C em fevereiro. A temperatura mínima média anual
neste período foj de 15,9'C, sendo que o menor valor ocorre
en jutho (11,7'C), e o major em janeiro e fevereiro
(18,6"C). A
média anual das máximas foi 27,0'C, o mês de maior valor foi fevereiro (29,6'C) e o de menor jutho 124,2"C]. A umìdade retativa
médiã vârlou de 66,5 X em @tubro a 81,? % em janeiro, s€ndo a média anual de 71,9 9t. À precipitação média anual foj de 1183
mm, sendo o trimestre mais chuvoso o de novembro, dezembro e janeiro, com um totat precipitado de 679 mm, O trimestre mais
seco íol o de junho a agosto, com um acúmuto de 35 mm.
 tegiáo está inserida em uma grande unidade geotóqìca caracterizãda por rochas proterozóicar, que ocupa grande extensão da
bacia do Rio Doce, Locatmente há ocorrêrcia de granitos e itabìritos e rochas magnesiferas, metabasalt*, anfìbolitos, xìstos,
cataitabiritos, rochas básicas e ultrabásicas (CENIBRÂ, 2003).
Os sotos da área
de estudo possuem proíundidade média a attâ, fertítidade baixa, com atta acidez, textura argilo-arenosa, e mâiia
vulnerabitidade quanto à erosáo, compactãçào e pr€sença de cas€alho.
Desde o lnício do plantio de €ucalipto na área, em
Í972, a di5tribuição espacial do uso do solo (áÍeas de res€rva tegat, preservação
permanente, ptantios de eucatipto e represas) não sofreu mudanças significativas, sendo mínlmos os impactos ambientais da
atividade Ítorestat sobre os remanescentes ftorestais nativos, A cobertura vegetat originat onde se insere a áÍea de estudo, ao
teste do Estado de Minas Gerais, está situada nos timites da Ftoresta Âttântica. Entretanto, devido à proximidade com o cerrado, a
cobertura ftorestat desta região sofrÊ inteíferências deste ecossistema, evidenciado peta existência de diversas especies típicâs
deste tipo de ambiente como Byrsonima sp., Cordia setlowiana, Machaerium villosum, Machaerium opacum, dentre outras
,
Às foímações florestais dê ocorrência natural da região pertencem à Região Ecológica da Florerta Estacionat Semidecidual lMata
Semìcaducifólia), s€ndo dominantes nessã região ÍloÍesta os gêneros neqtropicais ïõbebuia, Paratecoma, Cariniana, entÍe outros,
em mistura com os gêneros pateotropicais Termina(ia e Erithrina, e com gêneros austrálicos Cedíeta e Sterculia.
€stiLo fìãclônãl
IPAC " INVENTÁR|O DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTURÂL
GUÂNHÃEs - MINAs GERÁ|S
í E,
A
ÍtDÍoas
DE
co{stRvaçÃo
Cachoeira Fria encontra-se bem preservada, com
o controle dos fatores de
degradação bem etãborado,
A única
ação
recomendávet seria a demarcação da trilha que teva ao sitio e a instatação de placas de identificação, bem como d€ recipientes
para deposito de tlxo e demais resíduos.
19- RÊFEnÊÌ{ct^s
stsuocRlf tcAs
Entrevista com Roger Rocha, membro do Consetho Municipat de Patrimônio de cuanhães, em 04t12t2009.
TONELIO, KELLY CRISTINA. Ânálise Hidroambientat da Bacia Hidrogíáfica do rio Corrente Grande, em Guanhães,Mc. Viçosa/MG:
lese de doutoramento no Programa de Pos-Graduação em Ctência Ftorestal dã
20,
tíFOnfl
UFV, 2005,
çÕ€5 COrrpLErígXTÂiEs
Não há inÍormações comptementares.
2í.
FTCHA TÉCÌ{ICÀ
Lêvântâmefto
Elàboráção
Rêüéo
Râul ÁrÍÈro dè O{iveiÍa
lanaÍi
Data: DezembÍo/ 2009
Raul Amôro de Otiveirâ Lanari
Data: Janeiro/2010
À4âríth
Dâtâ: Janêiro/2010
^4êndêr
€stiLo nè<ionãl
IPAC - I}'VENTÁflO DE PROTEçÃO AO ACERVO CULTURAL
GUÁNHITS - },1I}IÂS GERÂIS
FICHA íOlíO - SÍÏOS NATURAIS / ÁREA ó POVOADO DE BARREIRA DE GUANHÃEs
1.
rtunÍÍt{r
2.
Guãnhães
Dlltrito BarreiÍa de Guanhães
3. Deilgn!ção Cachoeira dos Witus
,í, Locâlizeção Latitude
5.
Clrt top€íáfi(!
42'58' Oeste, Longitude
l8'l8'
Sut.
Carta de Guanhães. Fonte: |EGE
ó. Subcatêgorias Cachoeira
7. PÍopriêd.dê
Púbtica - Parque Estadual do Candonga
E. R€spon!ávêl
IEFIMG
- lnstituto Estadual de Ftorestas de Minas Gera'is
Êstrada que liga a sede do munìcípìo de Guanhães ao distrito de Barreira de
Guanháes, na aÌtura do Km 21, a pouco6 metros da divida com o município de
Dores de Guânhães.
r
o. DocunENTAçlo ForocnÁFlcÀ
G!ânháes, em Guanháes/À4c- Fotólrãío: Reul ÂmàÍo de OtiveiÍà LãnãrÌ De'rembro/2009
I
t.
PROTEçÃO Lf,GAL EXSIENTT
N'.:
I..
Federat
Estadlal
Municipal
À{ÁUsE Do 6nAU
2. PROÌEçÃO LEGAL PROPOÉTA
n Tornbamento Federâl
| Íombamento Estaduat
fl Tombàmento Municipat
f] Unidade de uso sustentávet
E Entorno de bem tombôdo
fil tm'entá;o
f] outrar
Dãtã:
n ToÍnbamento
Ü ToÍnbãmênto
I lombamento
fi Nent u'na
I
Foto 2: Vista Írontal da CàchoeiÊ dos Witu3 ê â v€getação do PãÍque
Eíaduãt do Cãndongà, em Guãnhãe5/MG, Fotoqrãfo: Raut Amaro de
Otiveiíã Lanari - oezembro/ 2009
13. GRAU DE INTEGRIDÀDE
I
Excetente
fi] sot
f]
I
Regular
nésslmo
DE NTEGRIDÀDE I, FAToRES DE DÊGRÀDAçÃo
O bem natqÍat em questão
iê encontra em bom êstãdo de integridade- A região do entorno da Cachqeira do! Witus, no distrito de
Earreira de Guanhães, é caracterizada peta preseïça de íazendas que têm como pi"incipat atividade a agropecuária, com tavouras
de mitho e feijão e a criação de gado leiteiro. Perto da tritha que teva à cachoeira passa uma estrada de terra que liga os distritos
da regiáo à sede do município. Esta estrada vem obseryando um grande cíescimento do fluxo de veículos, principatmente os de
g.ande porte, como caminhões, caminhonetei e jipes 4x4, que mexem o terreno, íormando grandes bancos de tama. Fora isso,
ete5 tambrém podem
contribuir para a erosáo das encostas do curso d'água que forma a cachoeira do5 Mtus.
A considerávet distância da sede do município, faz com que a cachoei[a não seja muito írequentada. lsto contribui para
conseÍvação do
iítio, lma
vez que diminui a
a
hcidâÌcia de tüo acumulado.
€stiLo nâdo'lãl
IPÀC
- INVENTÁ$O
DE PROTEçÃO AO ÀCERVO CULTUR.AL
51/53
GTJANHÀEs MINAS GEMIS
i 5. DES€R|çÃO
Cachoeira no teito do córrego Barreira, afluente do rio Corrente Grande, na bacia hidrográfica do Rio Doce. Sua queda tem cerca
de 35m, e s€ dá por uma grande formação rochosa no meio de uma poíção de mata attântica. À laje de pedra inicia.se na porçào
supeÍioÍ da cadroeira, que forma um tobogã que termina na gíande queda. Abaixo da queda há um poco de aproximadamente 180
m?, de profundidade modeíâdâ, com pedras aparent€s em seu
leito. O córrego Barreiras segue em direção ao município de
Dores
de Guanhães, entrãndo, entra depois novamente no território de Guanhães, no distrito de Barrejra de Guanhães.
seu entomo é caracterizado por uma grande porção de mata atlãntica preservada, locatizando-se no ljmite interno do Parque Estaduat do Candonga, As primeiras fazendas
í
ó
surgem em um raio de
I
Km, em direção à sede.
6. USO
A Cachoeira dos witus tem uso náo restrito, com grande potencial turístico. Devido à distância da sede do municípío
-
cerca de
35Km - eta é pouco visitada, uma vez que carros normais de passeio não conseguem chegar no local.
í
7. ASPECTOS Fí$COS
A Cachoeira dos Mtus sÍtua-se na bacia do rio Corrente Grande, aftuente pela margem esquerda do rio Doce, que dreÍìa
parcialmente a região onde 5e inserem 05 municípios de Guanhães, Dores de Guanhães,Virginópotis, São João Evangelista,
conzaga, sânta Efigênta de Minas, São Geraldo da Piedade, Açucena, Periquito, Govemado. Vatadaíes e Divinotândia de Minâs.
Segundo a classificaçáo ctimática de Kiippen, o c{ima predominante nã região é Aw
-
Clima Tropicat chuvoso de savana, ou seja,
invemo seco e chuvas máximas no verão.
Coníorme registros da Estação Meteorotógica da CENIBRÀ 5.Â., tocatÈada em Guanhães, para
o período de
1990 a 20M, a
tempeÍatura média anuat foi de 21,7'C e variou de 17,8'C em jutho a 24,3"C em fevereifo, A temperatuÍa mínirna média anuat
neste período íoi de 15,9'C, sendo que o menor vator ocorre em jutho (11,7"C), e o maior em janeiro e íevereiro (18,6'C). A
média anuat das máximas íoi 27,0'C, o mês de môior valor foi fevereiro (29,6'C) e o de menor jutho (24,2'C). A umidãde retativa
médìa variou de ó6,5
%
em outubro a 81,2
%
em janeiro, sendo a media anuat de 73,9
%,
A pre€ipitação média aruat foi de 1183 mm, sendo o trimestre mais chuvoso o de novembro, dezembro e janeìro, com um total
precipitado de 679 mm, O trimestre mais seco foi o de junho a agosto, coÍn um acúmuto de 35 mm.
A região está inserida em uma grande unidade geotógica caracterizada por Íochas pÍoterozóicas, que ocupa gÍande extensão da
bacìã do Rio Doce. Localmente há ocorrência de granitos e itabiritos e rochas nagnesiferas, metâbasaltos, anfibolitos, xistos,
cataitabiritos, Íochas bá5icas e ultrabásicas {CENIBRA, 2003),
De acoído com gurta ([email protected]í), o5 solos da área de estudo possuem proíundidâde médiâ a atta, fertilidade baixa, com alta acidez,
textuía arEilo-arenosa, e média yuÌnerabilidade quanto à erosão, compactaçáo e presença de cascalho.
Desde o inícìo do ptantio de eucalipto na área,
em 1972, a distribuição espacial do uso do solo (áreas de íeserva legal, preservaçào
peÍmanente, ptantios de eucatipto e represas) não sofreu mudanças significativas, sendo mínimos os impactos ambiÊntais da
atividâde Íl.orestat sobre or remanescentes florestais nâtivos. A cobertura vegetat original onde 9e inseÍe a área de estudo, ao
teate do Estado de Minas Gerais, está situada no5 timites da Ftoresta Atlãntica. Entretanto, devido à proximidade com o cerrado, a
cobertura florestat desta Íegião sofre interferências deste ecossistema, evidenciado pela existência de diversas espécies típicas
deste tipo de ambiente como Byísonima sp,, Cordia settowìana, MachaeÍium villosum, Machaerium opacum, dentre outras
.
As formaçoes florestais de oconência naturat da região pertencem à Região Ecotógica da Floresta Estacional Semidecìduat {Mata
SemicaduciÍótia), sendo dominantes nessa região ftoresta os gêneros neotropicaìs Tabebuia, Paratecoma, Cariniana, entre outros,
em mistura com os gêneros pateotropicais Terminalia e Erithrina, e com gêneros austrálicos Cedrelã e Sterculia,
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colss*vÂçÃo
A principal medida de conservaçáo a ser tomada seria minimizaÍ as travessias dos cursos d'água por estradas e carreadoÍes, para
que o impacto do tráfego cada vez maior de veículos de gEnde porte não afete o terreno do sitìo.
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9. Rf FERIÌ{{IAS EIBUOGRÁfl
CAS
Entreústa com Roger Rocha, membro do Consetho Municipat de Patrìmônio de Guanhães, em Ul1U2OA9,
KELLY CRISTINA TONELLO, Anátise Hidroambiental da Bacia Hidrográfica
do rio Corrente Grande, em Guanháes,Mc. Viçosa/MG;
Tese de doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ftorestat da UFV, 2005.
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Há a hipotese que o nome da cachoeira oÍiginou-se de um quilombo. Os negros Vltus, de estáturà bem etevada fixaram-se na
região desta cãóoêira, ond€ inctusive eÍstem desceÍÌdentes. Segundo reaatos dlíundldoc no município, estes habitantes tinham
hábitos atlmentares excêntricoE, como o de comer came eÍn putrefação.
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El.boração
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Rêviião Llãriìisltêídês
Oãtã: D€zembro/2009
Datà: Janeiro/zo10
Data: Jânêiro/2ol0
CÉfLonãcblìàl