Dicas BR - Jornal Brasil Mecânico

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Dicas BR - Jornal Brasil Mecânico
Nº25 • Ano 3
Agosto de 2016
O Jornal da
Reparação Carioca
www.brasilmecanico.com.br
Foto: Ilustrativa/Divulgação
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O
EXCLUSIV
gestão br
Planejamento Estratégico, Veja
como montar o da sua oficina PÁG 8
A
FIQUE DE OLHO
Câmbio automático, combustível
dobrado: VERDADE OU MITO? PÁG 22
dicas br
Funcionamento do
catalisador PÁG 34
02 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Sumário
Editorial
COMO A INJEÇÃO
ELETRÔNICA
MUDOU AS
OFICINAS
OLIMPÍADAS DO
TRÂNSITO - RIO 2016
6
A IMPORTÂNCIA
DO MÓDULO
ECM NA INJEÇÃO
ELETRÔNICA
10
REPARAÇÃO NA
E
LONGARINA
DIANTEIRA
20
Tudo que você
precisa saber
sobre correias
12
COBERTURA
28
Eletrônica
Módulo da injeção danificado ..........................
4
GESTÃO BR
Planejamento Estratégico
Veja como montar o da sua oficina ...................
8
FIQUE DE OLHO
Câmbio automático, combustível dobrado:
VERDADE OU MITO? ................................
dicas br
Funcionamento do catalisador ....................
22
34
transportes br
Daimler Buses apresenta ônibus urbano
de condução autônoma do futuro ...............
38
m tempos de Olimpíadas, o assunto no Rio de
Janeiro não poderia se
afastar tanto desse gigantesco
evento. Mas, por incrível que
pareça, o que chama mais a
atenção não são os esportes
e sim os engarrafamentos.
Mas, ainda assim é melhor as
Olimpíadas no Brasil, do que
em outro país qualquer.
A reparação continua esperando que o Megaevento
traga bons ventos para o setor de serviços. Quem sabe,
terminando esse período, o
mercado carioca fique mais
abastecido financeiramente
e a economia local volte aos
patamares ideais. Cabe a nós
torcermos pelo setor de reposição e da reparação automotiva.
O final de ano se aproxima e milhares de reparadores
aguardam o movimento de
suas oficinas aumentarem. Por
falar em espera e em reparadores automotivos, está chegando a hora da premiação
dos
melhores mecânicos e
oficinas do Rio de Janeiro. A
Pesquisa JBM continua. Ainda
dá tempo de participar.
Veja algumas das principais
matérias desta edição:
Eletrônica – Módulo da Injeção Eletrônica danificado: entenda o diagnóstico
Motor – Como a Injeção
Eletrônica mudou as oficinas
Gestão BR – Planejamento Estratégico, veja como
montar o da sua oficina
Eletrônica – A importância
do Módulo ECM
Correias – Tudo o que você
precisa saber sobre Correias Sincronizadoras
Dicas BR – Lei do Farol aumenta gastos dos clientes
e trabalho na oficina
Azamor D. Azamor
“Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas, com a
multidão de conselheiros, se confirmarão”. Pv: 15.22
03 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Autopeças BR 1
Fotos: ilustrativa/divulgação
MONROE LANÇA
47 APLICAÇÕES DE
AMORTECEDORES
A
mortecedores
sofrem
desgaste conforme o seu
uso. Para atender à crescente demanda pelo componente – fato que acompanha o
aumento das vendas de veículos
seminovos – a Monroe lança 47
novos modelos com aplicação
em veículos de 10 montadoras,
entre nacionais e importados.
Com isso, a fabricante amplia
ainda mais a sua participação
no mercado de reposição com
produtos que se destacam pela
alta performance e tecnologia
embarcada.
Os lançamentos incluem
o amortecedor convencional
e, também, a linha premium
OESpectrum de amortecedores
pressurizados, que proporcionam mais conforto e controle
em todas as condições de dirigibilidade.
“A Monroe está sempre atenta às necessidades do mercado
e oferece a seus clientes produ-
tos inovadores que trazem o que
há de mais tecnológico no segmento, levando ao aftermarket
a mesma qualidade oferecida
nos modelos do mercado original”, explica Simone Blancas,
coordenadora de produto da
Monroe.
As novas aplicações complementam o portfólio de mais de
1.000 produtos desenvolvidos
pela fabricante, com aplicação
em 92% da frota circulante no
Brasil.
O amortecedor é um dos
componentes essenciais de
segurança do veículo, responsável pelo desempenho
correto da suspensão e pela
manutenção do contato permanente dos pneus com o
solo, proporcionando estabilidade e boa dirigibilidade.
Além disso, o seu correto funcionamento garante a durabilidade de outras peças do
sistema de amortecimento.
04 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
EXPEDIENTE
Eletrônica 1
Ano III - Agosto 2016 - nº 25
Tiragem 10.000 Exemplares
Distribuição Regional e pontos exclusivos
MÓDULO DA INJEÇÃO
O Brasil Mecânico é um jornal de publicação
mensal, com Distribuição Gratuita nas principais
Lojas de Autopeças do Estado do Rio de Janeiro,
e dirigido ao segmento de peças e informações
para os mecânicos. Seu objetivo é o de promover a intercomunicação no setor, divulgando os
fabricantes e lojistas veiculando informações
para melhor nutrir e para valorizar o segmento
de reparação do Estado do Rio de Janeiro.
DANIFICADO
O
Pegou, mas morreu
Chega um carro na sua oficina, de um motorista que não
aguenta mais a falta de um diagnóstico correto. O veículo pega,
mas logo em seguida (em 1 ou em
até 10 minutos) morre novamente. O mais importante é antes de
tudo manter a calma e entender
o cliente, afinal, ele vem frustrado de tentativas anteriores. Mas,
a culpa não é sua. Por isso, tenha calma para não antecipar um
diagnóstico e entrar na lista dos
que falharam. Caso apareça uma
série de erros na injeção, e até o
módulo já foi condenado, se liga
nos testes que você pode fazer.
Problema
 Motor morre logo após ligar
O que fazer
 O Scanner identificou inúmeros
códigos de erros memorizados na
unidade e após a substituição do
Foto: Divulgação
s defeitos no módulo de
injeção parecem ser cada
vez mais comuns e muitos
reparadores têm sofrido na hora de
diagnosticar os problemas. Então,
qualquer dica pode vir a calhar e
dar uma grande ajuda com esses
diagnósticos. Pensando nisso, o
Brasil Mecânico colheu uma série
de informações e faz questão de
apresentar os resultados mais comuns. Fique ligado.
módulo o defeito desapareceu,
mas após 10 minutos de funcionamento o veículo passou a se
comportar mal e notou-se um
cheiro ruim no escape. Logo depois voltou ao sintoma inicial de
pega e morre.
O ideal é seguir para a avaliação de possível obstrução
de escape, pressão da linha de
combustível e por fim uma análise da sonda devido ao cheiro,
mas não se solucionou.
o módulo de uma forma difícil
de se diagnosticar, pois muitos
defeitos não são previstos pelo
fabricante, ou seja, não geram
um código de erro específico. O
cheiro ruim durante o funcionamento era proveniente da falta
de negativo que alimentava a
resistência da sonda, impedindo assim, seu correto funcionamento.
O que é então?
 Antes da troca de um módulo
 Há maior possibilidade é de
que haja um curto entre o fio negativo do sensor de temperatura
da água e um positivo dentro do
chicote.
Atualmente é muito comum
que o próprio módulo de injeção forneça o negativo para os
sensores do sistema de injeção,
e neste caso um fio positivo
geral que utiliza um fusível de
40Ah entrou em curto ao negativo que sai do módulo para alimentar os sensores, danificando
é preciso investigar o motivo de
sua queima, sem nunca deixar
de avaliar suas alimentações.
O azar neste caso foi um curto
a um positivo geral, pois se isso
ocorresse entre um positivo da
alimentação de sensores, os fusíveis teriam protegido o sistema,
e por isso é preciso ter atenção
em não aumentar a amperagem
de um fusível, pois seu dimensionamento é projetado para proteger o sistema, inclusive a saída
negativa de um módulo em caso
de curto ao circuito.
Considerações:
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Os artigos publicados nas colunas específicas não traduzem a opinião do Jornal, nem
do Editor-chefe.
Sua publicação se deve a liberdade em trazer
novos conceitos com a finalidade de estimular
o debate dos problemas dentro e fora do setor,
abrindo espaço a pensamentos contemporâneos, concernente à reflexão sobre os temas.
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APOIO
www.brasilmecanico.com.br
05 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Autopeças BR 2
Foto: divulgação
LANÇAMENTO DE
AMORTECEDORES
HG NAKATA
A
Nakata,
fabricante
de autopeças para o
mercado de reposição
automotiva com uma linha
completa de componentes
para suspensão, transmissão,
freios e motor, lança amortecedores HG Nakata para
modelos das marcas Dodge,
Fiat, Honda e Hyundai.
Para a marca Fiat, o lançamento atende modelo Fiat
Fiorino de 12/13 a 06/16,
o código HG 33097 para
dianteiro direito, HG 33098
para dianteiro esquerdo e
HG 36087 para traseiro direito/esquerdo.
Já para Honda, é o modelo Honda CR-V de 01/07
a 12/12, o código HG
41073 para dianteiro direito, HG 41074 (dianteiro
esquerdo e HG 41075 para
traseiro direito/esquerdo).
Pela Hyundai, Santa Fé de
01/07 a 12/12, com o código HG 41077 para dianteiro
direito, HG 41078 (dianteiro
esquerdo e HG 41076 para
traseiro direito/esquerdo).
E para a marca Dodge os
modelos Journey de 01/09
a 06/16 e Fiat Freemont de
01/11 a 06/16, com o código HG 41064 para dianteiro
direito, HG 41065 dianteiro
esquerdo e HG 41066 para
traseiro direito/esquerdo.
Fabricado com o selo do
Inmetro, o amortecedor HG
Nakata conta com garantia
de 2 anos ou 50.000 km
para carros de passeio (leve)
e de 6 meses ou 50.000
km para veículos comerciais
(leve ou pesado), o que vencer primeiro.
06 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Motor
COMO A INJEÇÃO ELETRÔNICA
MUDOU AS OFICINAS
A
injeção eletrônica chegou
ao Brasil somente no final
dos anos 1980. Aos poucos, o novo sistema foi aposentando os carburadores na década
seguinte até essa peça virar história em carros mais antigos e alguns
modelos de motocicletas. Com
essa mudança, as oficinas precisaram se adaptar à análise de sensores e sistemas eletrônicos e digitais
dos módulos de injeção em vez do
ajuste fino dos elementos mecânicos do carburador.
Veja o que mais a chegada da
injeção eletrônica trouxe de novo
e como isso mudou o serviço das
oficinas:
vadora, a injeção monoponto já
contribuiu para diminuir as emissões de gases para a atmosfera,
mas não influenciou de forma
significativa no consumo do automóvel. A entrada de elementos
eletrônicos nos motores já sinalizava uma mudança que influenciaria no trabalho dos mecânicos
em todo mundo.
Novas tendências
Em poucos anos, as transformações nos sistemas injetores já atingiram novos patamares. Das injeções
monoponto às multiponto, atualmente alguns modelos já começam
a utilizar sistemas de injeção direta
da mistura no motor. Essas novidades podem diminuir a perda de com-
Transformação
Inicialmente, os dispositivos
eletrônicos de injeção de combustível faziam a mistura em apenas
um dos cilindros. Até então ino-
Diferenças
Ao contrário dos carburadores,
que necessitavam de limpezas periódicas e de regulações constantes
para funcionar sem impurezas, os
sistemas de injeção raramente precisam de uma manutenção mais
severa. Ocasionalmente, os bicos
injetores precisam ser observados,
mas numa intensidade bem menor
que os carburadores.
O controle analógico dos carburadores deu lugar ao controle
inteiramente digital dos módulos de
injeção eletrônica, que fez as oficinas
ficarem ainda mais tecnológicas.
Carburador
Por mais de um século, esse sistema foi o responsável por coordenar a entrada ideal da mistura ar e
combustível no cabeçote do motor.
Os motores a explosão funcionam
com a conjugação da mistura líquida e gasosa e uma centelha,
que queima essa mistura e move
os pistões no cabeçote. Porém, os
carburadores não garantiam uma
mistura homogênea, influenciando no consumo de combustível e
emitindo grandes quantidades de
poluentes.
lizar ainda mais. Apesar das partes
físicas da injeção eletrônica terem
evoluído pouco ao longo dos tempos, os softwares de mapeamento
e de rastreamento do motor deram
mais inteligência aos motores, mudando também o perfil do profissional automotivo.
Aprimoramento
As preocupações com as
emissões de poluentes chegariam às oficinas, já que os sistemas de injetores passaram
por ainda mais transformações.
Em 1997, os sistemas de injeção multiponto, com um injetor
para cada cilindro, conseguiram atender às expectativas de
poluição ambiental e os carburadores foram definitivamente
aposentados nos processos de
fabricação de automóveis.
bustível nas válvulas, beneficiando o
consumo, melhorando o desempenho e diminuindo as emissões.
Técnicas
Em vez de usar os sentidos para
dar o melhor ajuste para o carburador, diversos sensores instalados
no motor e em outras partes dos
veículos passam a fornecer informações para o módulo. A leitura
eletrônica dessas informações alterou o modo de trabalhar dos mecânicos, que tiveram de se especia-
Especialização
Com as constantes transformações e evoluções nos sistemas injetores — ainda mais após a invenção dos carros com tecnologia flex
—, a necessidade de estar sempre
atualizado é importante para garantir o melhor atendimento possível para os donos de veículos, já
que os próprios módulos e softwares de injeção eletrônica são constantemente aprimorados.
Fonte: Chiptronic
08 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Gestão BR
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO:
Veja como montar
o da sua oficina
Análise SWOT
Para definir com clareza os
próximos passos da sua empresa,
é fundamental saber exatamente
onde você está pisando, certo? Por
isso, você deve conhecer bem o cenário externo e interno em que está
inserido. Essa é a análise SWOT,
também conhecida como análise
FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças).
Basicamente, você deve avaliar
o ambiente interno, descobrindo
as forças e fraquezas do seu ne-
gócio. O atendimento pode ser
uma fraqueza, por exemplo, mas
o estoque de peças uma força. Já
no ambiente externo, você deve
conhecer bem as oportunidades e
ameaças. Uma oportunidade pode
ser o próprio crescimento das frotas
de veículos, já uma ameaça o surgimento constante de novas oficinas.
Foto: divulgação
P
ara o administrador de oficinas mecânicas, o planejamento
estratégico nunca foi tão importante, afinal, de acordo com
o último estudo realizado pelo Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista), que contou com dados do Ministério do Trabalho
e emprego, o número de estabelecimentos especializados nesse tipo
de serviço cresceu 47,3% nos últimos anos. Em outras palavras, não
há mais espaço para a gestão amadora e reativa em um cenário
cada vez mais competitivo.
Mas por onde começar esse tipo de planejamento? O que deve
ser levado em consideração? Qual o retorno esperado com esse
tipo de ação e, principalmente, como monitorar todos os resultados
da empresa? Para que você profissionalize ainda mais a gestão do
seu negócio, resolvemos trazer algumas dicas importantes que podem ser úteis na hora de montar um planejamento estratégico para
oficinas mecânicas. Confira a seguir.
estejam realmente dentro da realidade do seu negócio. Por sinal, um
erro muito comum de muitos gestores é justamente não definir com
clareza quais são essas metas. Essa
definição é o que diferencia as empresas reativas daquelas proativas,
que tentam controlar o seu próprio
rumo.
Em uma oficina mecânica, é
ideal que você crie um sistema para
monitorar todas essas metas e objetivos, ou seja, os resultados da sua
empresa. Contar com um software
de gerenciamento hoje é indispensável para que o seu negócio possa
crescer de maneira sustentável.
Metas e objetivos
Desenvolva um
plano de ação
Com a avaliação precisa do
cenário, você começa a desenvolver metas e objetivos realistas, que
Voltando rapidamente às metas
e objetivos e à questão da análise
SWOT, vamos supor que, ao avaliar
o mercado, você percebeu que a
concorrência está oferecendo serviços como reparos em imobilizadores e em módulos de injeção eletrônica, oferta que não está sendo feita
na sua empresa. Após o diagnóstico
da situação, nota que esses serviços
têm atraído mais clientes para as
outras empresas e, ao mesmo tempo, são lucrativos.
Bom, depois de tudo isso, é
chegado o momento de desenvolver um plano de ação. No cenário
ilustrado por nós, seria interessante
você capacitar a equipe de mecânicos e investir em equipamentos
para implementar mais esse serviço,
além de divulgá-lo, é claro. Assim,
com um direcionamento claro do
que deve fazer, você consegue definir com clareza qual caminho seguir
para sanar problemas e crescer!
Fonte: Chiptronic
09 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Sustentabilidade 1
Foto: Divulgação
MP DEVE ESTIPULAR
CRONOGRAMA
PARA ÔNIBUS NÃO
POLUENTES EM SP
E
m aproximadamente três meses, o Ministério Público de
São Paulo deve assinar com a
Prefeitura da maior cidade do Brasil, empresas de ônibus e fabricantes de veículos menos poluentes um
Termo de Ajustamento de Conduta
– TAC para determinar a implantação de uma frota de ônibus menos
poluentes em São Paulo.
A informação foi confirmada
pelo promotor Marcos Lúcio Barreto, que em dezembro instaurou
uma ação para determinar que a
prefeitura estipule um cronograma
de substituição da frota atual movida apenas com óleo por veículos
elétricos, trólebus, híbridos a gás
natural, etanol, biocombustíveis,
entre outras alternativas.
Conforme apurou o Blog
Ponto de Ônibus, o órgão realiza consultas aos fabricantes para
verificar a capacidade produtiva
da indústria deste tipo de ônibus.
Entre os fabricantes ouvidos, estão
os associados à ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico,
que reúne entre os produtores de
ônibus, a Eletra, BYD e Volvo.
Também devem ser ouvidos fabricantes de motores de ônibus a
etanol, biodiesel e gás natural.
A Scania, por exemplo, desenvolve no Brasil a capacidade de
produção de ônibus a biometano
ou GNV na planta de São Bernardo do Campo e está interessada no
mercado paulistano.
Já a Mercedes-Benz junto com
a Amyris desenvolveu a possibilidade de os ônibus serem movidos por
óleo diesel feito a partir de canade-açúcar, que não é etanol e pode
ser usado nos atuais motores.
A lei 14.933/09, chamada Lei
de Mudanças Climáticas, determina que em 2018 nenhum ônibus
da capital paulista dependa exclusivamente de óleo diesel para se
movimentar.
No entanto, a troca da frota deveria ser gradativa desde 2009, com a
substituição de ao menos 10% do total de ônibus da cidade por ano. Hoje
menos de 4% dos ônibus são menos
poluentes, o que inclui 395 veículos
com mistura A10, ou seja, 10% de
cana-de-açúcar ao óleo diesel, 201
trólebus e 60 ônibus a etanol.
10 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Eletrônica 2
O
módulo de controle do
motor (Engine Control
Module ou ECM) execu-
sensor que podem sobrecarregar e
ta uma vasta variedade de funções
(demasiada tensão ou não suficien-
que são necessárias para contro-
te) ou conexões de aterramento com
lar o veículo. Ele é o cérebro do
problemas podem causar o ECM a
sistema de gestão do motor. Ele
ter um mau comportamento. Más
controla a mistura de combustí-
entradas de sensores e outros mó-
vel, ponto de ignição, tempo de
dulos também podem causar mau
câmara de combustão variável e
funcionamento. Corrosão, calor ex-
controle de emissões. Ele monito-
cessivo e vibração também podem
ra constantemente o desempenho
causar danos ao módulo.
danificar o módulo. Problemas com
a fonte de alimentação do módulo
das emissões através da sua OBD
Quando um módulo de con-
(Onboard Diagnosis – Diagnós-
trole do motor falhar, ele pode ou
tico a Bordo) de programação e
não definir quaisquer códigos de
supervisiona o funcionamento da
diagnóstico (CDT). Isso pode fa-
bomba de combustível, ventilador
zer solução de problemas difíceis e
de arrefecimento do motor e siste-
muitas vezes resulta em diagnóstico
ma de carregamento.
errôneo. Muitas vezes o problema
Ele também interage com o
real está fora do computador, como
controlador de transmissão, ABS/
um mau sensor, falha na fiação, relé
tração/sistema de controle de es-
de energia ou emissão de tensão.
tabilidade, o módulo de controle
Falhas completas do módulo são
do corpo, o módulo de controle de
raras, mas as falhas dentro dos
temperatura e sistema antirroubo.
vários subsistemas do módulo de
Em resumo, o módulo de comando
memória são mais comuns. Um
do motor executa uma vasta varie-
injetor de combustível em curto,
dade de funções que são necessá-
por exemplo, pode sobrecarregar
rias para controlar o veículo.
e queimar circuito do injetor den-
Foto: Ilustrativa
A IMPORTÂNCIA DO
MÓDULO ECM NA
INJEÇÃO ELETRÔNICA
Importância do módulo ECM
 O módulo ECM é o cérebro de todo veículo com injeção
eletrônica. Sem ele, o veículo simplesmente não funciona.
 Se um ECM com problemas for diagnosticado com precisão, substitui-lo geralmente requer vários passos. Primeiro, o
computador de substituição deve ser programado para o veículo específico no qual ele será instalado (ano, marca, modelo, motor, transmissão etc). Em alguns casos, o fornecedor de
um módulo remanufaturado pode executar essa etapa, fornecendo-lhes as informações necessárias. Ou então, o módulo
pode ser programado pelo técnico utilizando um dispositivo
de passagem e uma ferramenta de verificação. Programação
requer experiência profissional e equipamento especial, e não
é algo que um “curioso” pode fazer por si mesmo.
 Em carros GM mais velhos e computadores Ford, por
exemplo, a programação está em um chip PROM de calibração (Programa de Read Only Memory). O chip tem de ser
removido do computador antigo e instalado no computador
de substituição.
 Em muitos veículos, também é necessário realizar um procedimento de reaprender depois que o computador foi instalado para que o sistema antirroubo reconheça o novo computador. Caso contrário, o motor pode não iniciar.
eletrônicos
tro do módulo de controle do mo-
dentro de um módulos de contro-
tor. Se a causa subjacente não é
le do motor são bastante robustos,
encontrada e corrigida, ela pode
Bom, percebe-se então, que o ECM é basicamente o cérebro de todo o seu veículo. Sem ele, seu veículo provavelmente
nem andaria.
mas às vezes as coisas podem dar
fazer com que o computador de
Fonte: Carro de Garagem
errado e fazer curtos em circuitos de
substituição falhe também.
Os
componentes
11 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Sustentabilidade 2
SIMEA 2016 DEBATE
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA,
PRIORIDADE DO SETOR
A
pouco mais de um ano de o
setor automotivo comprovar
as metas de eficiência energética compulsórias ou até de suplantá-las com mais benefícios, por
meio do Programa Inovar-Auto, em
outubro de 2017, o XXIV Simpósio
Internacional de Engenharia Automotiva, promovido e organizado
pela AEA – Associação Brasileira de
Engenharia Automotiva, nos dias 5
e 6 de setembro próximo, no Centro de Convenções Rebouças, em
São Paulo, traz o tema “Eficiência
energética e gases do efeito estufa:
impactos da evolução da tecnologia automotiva”.
Quatro anos depois da instituição do Inovar-Auto, que faz parte
do Programa Brasil Maior, fabricantes de veículos automotores,
importadores e indústria de autopeças vão mostrar aos mais de 1.200
profissionais e executivos do setor,
representantes do Governo e membros das principais universidades as
evoluções tecnológicas conquistadas no período.
Entre os palestrantes, Ricardo
Abreu (Mahle), Elmar Hockgeiger
(BMW do Brasil), Gianni López
(Centro Mario Molina - Chile), Ste-
phan Keese (Roland Berger), Sandro
Soares (FCA), William Wills (UFRJ/
COPPE/LIMA), Adriano Griecco,
(AEA/GM), Leonardo Bispo (Michelin), Ron Fricke (Afton), além da participação especial de Carlos Ghosn
(Renault/Nissan), que trazem temas
como “Relevância do Inovar-Auto
para o País”, “Novas tecnologias
de motores e veículos”, “Eficiência
energética e redução das emissões
– Uma visão econômica”, “Programas de eficiência energética no
mundo“, “Eficiência energética –
Não é só questão de motor” e “Eficiência energética e redução dos
gases do efeito estufa – Um cenário
para o futuro”.
O mais importante evento técnico do setor automotivo brasileiro, o
SIMEA 2016 é conhecido também
por suas sessões técnicas, este ano
com mais de 60 trabalhos inscritos
nas áreas de conectividade automotiva, motores, emissões, combustíveis, materiais, veículos virtuais, simulações e segurança.
Na área de exposição do SIMEA, mais de 50 empresas mostram produtos e tecnologias, em
sua maioria correlacionados à eficiência energética veicular.
12 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Correias
Fotos: Divulgação
TUDO QUE VOCÊ PRECISA
SABER SOBRE CORREIAS
Manual sobre correias - Parte 4 - Correias Sincronizadoras
O
Brasil Mecânico chega
a mais uma edição, e
você que nos acompanhou nos últimos meses já sabe
que agora chegou a vez de falarmos de Correias Sincronizadoras.
O componente foi responsável
por uma das várias grandes transformações que os veículos sofreram em sua história. Fique ligado
e aprenda um pouco mais sobre
o item.
Sua aplicação é no comando
de válvula e no eixo balanceador.
Este tipo de correia
é composto por:
 Cordonéis de fibra de vidro - Tem
como função dar resistência a correia.
 Tecido de proteção - Tem a fun-
ção de dar resistência ao desgaste
dos dentes, garantindo a durabilidade da correia.
 Núcleo em composto de borracha (policloropreno e HNBR)
- E a parte da correia que entra
em contato com os rolamentos e
tensores, protege os Cordonéis e
também possui a característica de
manter o formato dos dentes (perfil).
Problemas e Soluções
Trincas no dorso da correia: É
causado pela alta temperatura.
O dorso da correia fica brilhoso e
apresenta trincas.
Solução: Substituir a correia, verificando o modelo adequado da
correia, estado dos rolamentos e
período de troca da correia.
O que é e para que serve
Cortes nos Dentes: Ocorre quanO uso das correias sincronizadas deu-se no início dos anos 60,
substituindo o sistema com correntes. Sua principal característica é
uma transmissão mais silenciosa e
de fácil manutenção.
Tem a função de manter o
sincronismo do motor, entre a Árvore de Manivela (Virabrequim)
e o Comando de Válvulas, garantindo uma ótima queima do
combustível, torque e potência.
do a correia é aplicada com tensão
incorreta, travamento de comando
ou polias gastas.
Solução: Substituir a correia e verificar a tensão e o estado das polias.
Corte na aérea dos dentes: É causado pela presença de elemento
estranho entre a correia e a polia.
Correia Sincronizadora
Solução: Substituir a correia e
verificar limpeza das polias.
13 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Correias
Brilho no dorso: E causado
pelo excesso de tensão aplicado na correia.
como o estado da bomba
d’água e/ou bomba injetora.
Quebra irregular dos cordonéis:
Solução: Substituir a correia e
aplicar a tensão correta.
Ruptura dos dentes: E provocado por polias gastas ou defeituosas.
Ocorre quando a correia é aplicada com excesso de tensão,
por presença de elemento estranho entre a correia e as polias
ou por travamento de algum
componente do conjunto de
transmissão de força. Solução:
Solução: Trocar as polias.
Solução: Substituir a correia
do a correia trabalha com os
componentes de transmissão
desalinhados.
verificando a tensão correta,
o estado das polias e demais
componentes do conjunto de
transmissão de força.
Solução: Substituir a correia e
Desgaste no dorso: Geralmen-
verificar o perfeito alinhamento
das polias e tensionadores.
te causado pelo travamento do
rolamento.
Quebra por vinco: A quebra dos
Solução: Ao substituir a correia
cordonéis de fibra de vidro provoca o rompimento linear da
correia. Essa fibra é quebrada
por dobra ou torção excessiva.
verifique sempre os tensionadores
Desgaste Lateral: Ocorre quan-
Barulho: Ocorre quando a correia trabalha com tensão incorreta (alta ou baixa).
Solução: A correia deve ser armazenada dentro de sua embalagem original. O aplicador só
deve retirar a correia da embalagem no momento da instalação, tomando cuidado com seu
manuseio afim de evitar a quebra da fibra de vidro.
Desprendimento dos dentes:
Ocorre quando há o travamento do comando de válvulas ou
outro componente do conjunto.
Geralmente são desprendidos
os dentes na região da polia do
virabrequim.
Solução:
Substituir a correia e verificar o sistema de
lubrificação do motor, bem
Solução: Aplicar a tensão correta.
Próximas edições:
Na próxima edição, o
Brasil Mecânico vai continuar falando sobre as
Correias Sincronizadoras.
Falaremos sobre os Perfis,
Tensionamento,
Procedimentos Incorretos, Armazenagem e daremos dicas
para a montagem. Até lá!
Edição de Setembro:
Correias
Sincronizadoras
(continuação)
14 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Fique de Olho 1
NÚMERO DE CONVERSÕES
DE GNV CRESCE 113% NO
PRIMEIRO SEMESTRE EM SP
COMGAS registra no semestre 3.483 conversões, 98,9% da totalidade
obtida em todo o ano de 2015 em sua área de concessão
A
alta de preços dos combustíveis líquidos, principalmente no último
trimestre de 2015, fez disparar
o interesse pelo Gás Natural
Veicular (GNV) em São Paulo.
No primeiro semestre, a Companhia de Gás de São Paulo
(Comgás) registrou recorde no
número de conversões de veículos para o GNV na série histórica do período desde o ano
de 2011, quando os números
passaram a ser
tabulados.
Somente entre janeiro e junho, a Comgás
anotou 3.483
conversões, um
crescimento de
113,55% em
relação ao acumulado no primeiro semestre
de 2015. Esse
número representa
98,9%
dos 3.527 obtidos em todo o
ano de 2015 em sua área de
concessão (Grande São Paulo, Campinas e região, Vale
do Paraíba e Baixada Santista).
O principal atrativo é a economia proporcionada a quem
usa o GNV, que chega a ser de
53% frente à gasolina e de 50%
frente ao etanol. O custo médio do quilômetro rodado com
GNV é de R$ 0,16 enquanto
com etanol é de R$ 0,32 e de
R$ 0,35 com a gasolina, de
acordo com preços uma média dos preços registrados no
primeiro semestre pela Agência
Nacional
do
Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis
(ANP).
“Isso significa que, com
R$ 50, quem
roda opta pelo
GNV consegue
rodar 308 km,
enquanto com
gasolina esse
mesmo valor
permite
percorrer 144 km e com o etanol
apenas 154 km. Muitos motoristas profissionais e mesmo
particulares passaram a fazer
Na comparação
do custo por
quilômetro
rodado com o
de combustíveis
líquidos, a
economia do GNV
supera em média
o patamar de 50%
essa conta e estão descobrindo que o GNV proporciona um
rendimento muito maior por
quilômetro rodado”, explica o
gerente de GNV da Comgás,
Ricardo Vallejo.
Oito coisas que
você precisa saber
sobre o GNV
1ECONOMIA
O GNV é comercializado em
metros cúbicos enquanto o etanol e a gasolina são precificados
em litros. Por isso, o que conta
não é o preço da bomba, mas
o rendimento. E o GNV proporciona um rendimento superior.
Na comparação do custo por
quilômetro rodado com o de
combustíveis líquidos, a economia do GNV supera em média
o patamar de 50% no Estado de
São Paulo.
2 INVESTIMENTO
O custo de uma conversão
pode variar conforme a oficina. Atualmente, custa em torno
de R$ 3.990 - valor pode ser
financiado em todas as instaladoras. O investimento é amorti-
15 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Fique de Olho 1
zado pela economia mensal.
Quem roda aproximadamente
2.000 km/mês, por exemplo,
pode recuperar o valor em um
ano e usufruir integralmente da
economia nos anos seguintes.
3 PERFORMANCE
Com o Kit GNV de Geração
5, totalmente eletrônico, a performance do carro praticamente não é alterada - a perda de
potência é de apenas 3%, algo
imperceptível até para um piloto
profissional. Não há prejuízos
para o motor.
4 MANUTENÇÃO
O Kit GNV de Geração 5 eliminou problemas como o ressecamento de mangueiras ou a
necessidade de troca constante
de velas. A partida do veículo
é realizada pelo combustível
original. Após o motor atingir a
temperatura ideal, que gira em
torno de 90ºC, o gás entra em
operação. A manutenção segue o estabelecido no manual
do veículo, sem necessidade de
manutenção adicional.
5 CONVERSÃO
É fundamental fazer a conversão em uma oficina certificada
pelo Inmetro. Existe um selo criado em 2007 para certificar que
as instaladoras de GNV atendem
aos critérios de segurança, qualidade e padronização necessários
para a instalação do sistema. A
certificação é realizada pelo Centro de Tecnologias do Gás, consórcio entre o Senai e a Petrobras.
6 SEGURANÇA
O combustível é muito
seguro. Menos inflamável
que a gasolina ou o etanol,
o GNV é mais leve que o
ar e se dissipa rapidamente
em caso de vazamento. Os
equipamentos do Kit GNV
Geração 5 seguem padrões
internacionais de qualidade e segurança. O cilindro
de GNV é projetado com o
mesmo material e normas,
por exemplo, de um cilindro
de oxigênio hospitalar.
7 REDE DE POSTOS
A Comgás tem uma de
rede de 271 postos com a opção do GNV em sua área de
concessão (Grande São Paulo, Campinas e região, Vale
do Paraíba e Baixada Santista). Somente no município de
São Paulo são aproximadamente 150 postos. Existe um
aplicativo para celular (IOS e
Android) que permite encontrar o posto mais próximo de
GNV, bem como calcular a
economia em relação a outros combustíveis.
8 MEIO AMBIENTE
Os veículos movidos a gás
natural veicular reduzem a
emissão de poluentes. O GNV
emite em média 15% a menos
de CO2 em relação ao etanol
e 20% a menos na comparação com a gasolina, de acordo com teste homologado pela
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
16 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2015
Dicas BR 1
LEI DO FAROL BAIXO AUMENTA
GASTOS DOS CLIENTES E
TRABALHO NA OFICINA
C
om uma assinatura, a
média de horas de utilização da lâmpada do
farol baixo em veículos no Brasil dobrou. Foi exatamente esse
o impacto da Lei 13.290, de 23
de maio de 2016, que tornou
obrigatório o uso de farol baixo
em rodovias durante o dia. Com
isso, a durabilidade média das
peças cai de quatro para dois
anos; E isso vai afetar os serviços
de sua oficina, pois a substituição pode não ser tão simples.
Prepare-se: com a nova lei
que obriga o uso de faróis baixos em rodovias, você terá de
substituir com maior frequência
as lâmpadas dos carros de seus
clientes. Afinal, se até aqui o brasileiro trafegava de 150 a 200
horas por ano com os faróis acesos, agora a média subirá para
350 a 400 horas/ano. Como a
vida útil das lâmpadas é estimada em 800 horas, a durabilidade
deve cair pela metade: de quatro
para cerca de dois anos.
Só que a substituição já não
é mais tarefa tão simples quanto trocar a lâmpada da sala, o
que fará com que seus serviços
sejam mais solicitados.
Trocar lâmpada
=
trabalho complexo
Com conjuntos ópticos elaborados, novas tecnologias de
iluminação e automóveis mais
complexos em termos de construção e desenho, boa parte dos
modelos atuais exige que você
vá até uma oficina para fazer o
que antes parecia simples.
Tal complexidade não é
exclusiva de modelos mais
caros. Um Fit de segunda
geração (2009 a 2014), por
exemplo, requer ginástica e
contorcionismo para solucionar o mesmo problema. É pre-
ciso tirar a peça de proteção
do para-barro para acessar a
parte posterior dos faróis, por
exemplo.
O monovolume da Honda,
inclusive, é um dos mais trabalhosos nesse quesito, está
em uma lista na qual pode-se
incluir também Peugeot 206,
Citroën C4, Mitsubishi L200
e Mercedes-Benz Classe A
(aquele que foi produzido no
Brasil no início dos anos 2000).
LED é a solução
A esperança é que a tecnologia full-LED se torne popular o
quanto antes. Hoje comuns só
em modelos de luxo ou segmentos mais caros -- alguns compactos, como Hyundai HB20 e
Peugeot 208, oferecem a tecnologia só na forma de guia diurno
— as lâmpadas desse tipo têm
duração superior a 10 anos.
Se serve de alento, lâmpadas
veiculares não costumam ser
muito caras. Em modelos compactos e médios, custam entre
R$ 20 e R$ 60 a unidade. Mesmo a da Ranger sai por R$ 40,
com a troca incluída.
O que pode ser negócio, pois
é a mão de obra que costuma
pesar no bolso, com orçamentos
entre R$ 60 e R$ 100. A justificativa está aí: dá um trabalho
danado.
Cuidado:
Boatos circulam pelas
redes sociais afirmando
que a lei foi suspensa,
mas, até o momento,
nenhuma autoridade interrompeu o exercício da
medida punitiva. A Lei
segue em vigor!
Ama
p
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é 10
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18 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Dicas BR 2
DIAGNOSTICANDO
FALHAS INTERMITENTES
Como descobrir a falha do carro quando
não acontece dentro da oficina
sendo uma Simples Mangueira, esta
pode estar longe de sua visão e apenas
um bom equipamento poderá diagnosticar isso. Essa ferramenta pode ser um
Scanner, um vacuômetro ou mesmo a
sua mão.
Outro defeito que não pode-se ignorar, é o do defeito colocado pelos
próprios profissionais. Ao aplicar uma
peça diferente da correta ou mesmo
realizar uma montagem irregular, o profissional pode criar um defeito monstruoso, o que de fato é muito comum.
Foto: Divulgação
Confira mais dicas
O
cliente chega na sua oficina
relatando um problema no
carro, muito preocupado.
Você vai analisar, tentar diagnosticar
e nada do problema aparecer. Como
você bem sabe, o seu cliente não enlouqueceu. Acontece, que muitos problemas no carro acontecem de forma
intermitente. Mas e aí, o que fazer para
descobrir o problema?
Você não vai precisar esperar que
haja uma coincidência e que o problema ocorra na sua frente. Há outras formas de diagnosticar problemas desse
tipo. Dá uma olhada e confira se está
fazendo os procedimentos corretos
nesses casos.
O mais aconselhável é um teste de
percurso. Nele, você terá que ter muita
atenção para analisar da forma correta. Se você busca uma falha no motor, barulho de suspensão ou uma luz
de óleo que acende aleatoriamente, é
preciso descobrir inicialmente, como
fazer o sintoma se aparecer.
Quando o veículo tem uma falha
intermitente ou perda de potência que
se manifesta em torque ou em uma subida, então a dica é o teste de percurso
com os equipamentos adequados.
A injeção eletrônica é a primeira a
sofrer o pré-diagnóstico, mas não se
entusiasme muito, nem tudo que reluz
é ouro. Às vezes, não tem nada a ver
com a eletro/eletrônica. Uma simples
mangueira de vácuo rachada já pode
criar um defeito cabeludo e mesmo
Uma pane seca causada por falta
de combustível pode ser diagnosticada
graças a instalação de um vazômetro e
manômetro na linha de combustível e
a realização de um teste de percurso,
onde ao pegar uma subida, o veículo
falha e a vazão/pressão vai cair e o
profissional vai pegar essa informação
no pulo. Esse exemplo ocorre quando se
pega uma subida, e
o combustível corre
para um dos lados do
tanque, e nesse momento a bomba de
combustível admite ar
em vez de combustível.
Esse defeito pode ser
causado algo dentro
do tanque, defeito no
copo de retenção da
bomba ou mesmo por que o marcador de combustível está ruim e quando
o tanque está vazio ele marcha 1/4 e
você quase fica louco por que confiava
em um marcador mentiroso.
Se o carro for abastecido antes de
chegar a oficina, vai ser difícil você
perceber esse problema! Claro que
existem inúmeros defeitos possíveis na
linha de pressão do combustível, mas
o mais importante da dica acima é a
utilização obrigatória de um vazômetro
em todo e qualquer teste na linha de
pressão.
O Scanner é uma ferramenta
maravilhosa, mas ela por si só não
condena componente algum e sim o
reparador que interpreta as informações que são apresentadas na tela do
equipamento. Em um Teste de percurso
é possível realizar a leitura em tempo
real dos componentes da injeção e pegar defeitos que apenas se manifestam
com o veículo em movimento. Um defeito bastante comum é uma pane no
sensor de oxigênio que provoca inúmeros sintomas e que em muitos casos
teimam em aparecer com veículo em
movimento e se o Scanner não estiver
conectado e mostrando a leitura do
sensor, fica impossível
diagnosticar.
Uma das ferramentas mais baratas
é o vacuômetro e essa
fecha um conjunto de
recursos para diagnóstico de percurso. Ela
fornecerá a informação do vácuo do motor e por ser uma ferramenta analógica, seu
sinal é violentamente
rápido e pode ajudar ao profissional
a detectar defeitos na sincronia do
motor, válvulas defeituosas, entradas
falsas de ar, obstruções no sistema de
escape entre outras. Essa ferramente
Para barulho
de suspensão,
testes de
balanço
lateral e
balanço de
direção são
boas pedidas.
19 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Dicas BR 2
custa menos de R$100,00 e infelizmente muitos profissionais não a
utilizam.
A dica é conectar o máximo de
equipamentos, sair com o veículo
e provocar a falha, para que se
possa realizar os testes e localizar
o defeito. Depois você pode nos
escrever pelo nosso Fórum e tirar
suas dúvidas, sempre munidos
dos resultados destes maravilhosos testes.
O diagnóstico de injeção é bem
mais complexo do que parece, e
o diagnóstico feito com o Scanner
deve ser acompanhado de:
Falhas no motor:
 Ter conferido o ponto da correia
dentada;
 Ter conferido o avanço do
distribuidor caso exista na forma
correta, ou seja, para carros que
precisam de travamento eletrônico, que o processo tenha sido feito
da forma correta e nos informar o
grau aplicado;
Ter aferido a compressão dos pistões;
 Ter conferido o vácuo do motor
com o auxílio de um simples vacuômetro analógico;
 Ter avaliado a possível entra de
ar falso no sistema de alimentação
(coletor e outros);
 Ter avaliado a voltagem da bateria com o motor desligado, ligado e no momento da partida com
o motor ainda frio;
 Ter avaliado o aterramento do
sensor de oxigênio e seu funcionamento como também o código da
peça e ter realizado uma conferência em tabela original;
 Ter avaliado o código dos sensores e atuadores montados no
veículo como também o fabricante
de cada peça
 Ter avaliado a pressão e a VAZÃO da bomba de combustível
como também a estanqueidade da
linha de pressão por 02 minutos;
 Ter avaliado o estado do liquido
de arrefecimento, sua condutividade elétrica e se existe algum vazamento em um teste de pressão de
no mínimo 10 minutos;
 Ter avaliado a existência de
água junto a sensores, chicotes e
módulos de comando;
 Ter avaliado o real estado do
catalisador através de sua desmontagem parcial ou se existem
obstruções no sistema de exaustão
ou vazamentos de gases próximos
a sonda;
 Ter conferido o código das 04
velas de ignição mesmo se forem
novas ou recentemente trocadas;
 Ter conferido o estado dos Cabos de Velas, se a marca é a indicada pelo fabricante e o seu estado quanto a resistência e testes de
fuga de corrente com detector de
fuga liquido incluindo o conector
quando resistivo;
 Ter conferido o estado da Bobina de ignição, seu código, fabricante correto, resistência secundária e primaria e ter feito teste com
detector de fuga de corrente com
liquido condutor em busca de trincas ou outros;
 Ter conhecimento dos serviços
realizados no veículo nos últimos
meses.
 Análise precisa e detalhada de
todos os códigos e leituras informadas pelo Scanner apropriado
ao seu veículo.
Munido das informações acima o
profissional já pode ter um grande
conhecimento do estado do sistema e assim dar um diagnóstico
preciso do defeito, solução para o
problema e um orçamento justo.
Então, todo e qualquer investimento será realmente necessário para
que se finalize o problema do veículo, ou seja, passar o aparelho é
fundamental, mas com certeza não
se pode desprezar os outros fatores
que podem apresentar sintomas
que em alguns casos são idênticos
entre si e que colocam a experiência dos profissionais a prova todos
os dias.
Agosto2015
2016
20 www.brasilmecanico.com.br | Março
Capa
REPARAÇÃO NA LONGARINA DIANTEIRA
A EXECUÇÃO CORRETA É FUNDAMENTAL PARA A SEGURANÇA
Um acidente envolvendo a parte frontal do veículo
normalmente traz muitos prejuízos. Às vezes, danos
irreparáveis, aqueles que comprometem a segurança
do veículo permanentemente. Outras vezes, entretanto,
é algo que pode ser reparado, mas, é fundamental que
as ações para a restauração sejam tomadas da forma
correta. Quando não são, algo que era perfeitamente
reparável, se torna uma dor de cabeça para o
proprietário e um perigo para os passageiros.
H
oje, embaixo do capô de
um veículo, há diversos
componentes: mangueiras
de plástico, engrenagens, fios,
módulos eletrônicos e peças em
geral. Obviamente, em uma colisão frontal esses componentes
são os mais suscetíveis a danos.
Além deles, ainda há os Air-bags,
cada vez mais comuns, e que geram um custo elevado para troca
caso sejam acionados. Mas, é na
estrutura do veículo que fica a
maior preocupação nesse tipo de
acidente.
Caso haja danos muito grandes ao chassis o veículo não pode
ser reparado em hipótese nenhuma. Mas, às vezes o dano fica restrito à parte do choque: as longarinas dianteiras. As longarinas do
veículo são responsáveis por um
dos maiores tabus da reparação
automotiva.
Afinal, o veículo fica
ou não condenado?
Você deve saber que um veículo
com a longarina reparada perde valor de revenda, dificilmente é aceito
por seguradoras e gera temor nos
compradores que buscam trocar de
carro. Mas, por que isso acontece?
Eles estão certos? Para te ajudar
com esse tema tão importante e delicado, o Brasil Mecânico consultou
materiais fornecidos pela CESVI Brasil, a mais tradicional Centro de segurança veicular do país, atrás de informações que possam acabar com
suas dúvidas de uma vez por todas.
Para evitar suspense, já adiantamos que a resposta é: NÃO, o
veículo não é condenado por
ter sido avariado na longarina
dianteira. Afinal, ela está lá, dentre
outras coisas, para isso. É esperado dela que detenha o impacto em
caso de acidente. E, também é importante você, reparador mecânico,
saber que um dos maiores motivos
para que esse mito tenha ganhado
maiores proporções, é o trabalho de
alguns reparadores. Isso mesmo, a
forma como é feito o serviço de reparação do componente, por muitas
oficinas, traz uma visão deturpada
sobre o tal “dano estrutural”.
Portanto, a longarina pode ser
reparada sem maiores complicações. Porém, esse reparo tem que
ser feito da maneira CORRETA.
Para isso, entretanto, é fundamental
que se entenda primeiro qual é o
problema com a forma ERRADA.
do na estrutura. É justamente o que
se espera desse componente. Que
dobre até certo ponto de forma
que amorteça a pancada, tornando mais seguro dentro da cabine, e
evitando até mesmo o comprometimento de outras peças. A rigidez
da longarina é projetada junto com
o veículo, portanto, a quantidade e
a densidade do ferro que forma o
item é estudada e garante o mínimo
dano possível ao veículo.
A forma errada
O que acontece com
a longarina
Estiramento da peça por
aquecimento com maçarico,
reparação das áreas
programadas do componente e
soldagem oxiacitilênica.
Em uma colisão frontal, a longarina amassa para dentro. Ou seja, a
ponta entra e faz um efeito sanfona-
A forma mais utilizada, e errada, de se reparar uma longarina
é basicamente um “jeitinho” que
Longarina reparada de forma inadequada
Longarina original
Longarina reparada de forma adequada
Processo correto de recuperação da longarina
Executando o serviço de forma correta, o reparador pode salvar vidas.
Isso porque em testes da CESVI Brasil,
Centro de excelência em segurança
veicular, foram apontados resultados
definitivos sobre o funcionamento da
longarina em colisões frontais sob
cada condição possível.
Os testes foram realizados com
um veículo colidindo em condições
idênticas contra uma barreira fixa de
32 toneladas a uma velocidade de 18
km/h e com o mesmo ponto de primeiro toque.
 O primeiro teste foi realizado com
uma longarina original. O resultado,
foi uma deformação total de 51 milímetros na longarina.
Fotos: divulgação
 O segundo teste foi realizado com
uma longarina reparada de forma inadequada, sob as condições descritas
acima. O resultado, uma deformação total de 148 milímetros. Mais que
300% acima da deformação inicial.
se dá. Se a longarina está amassada,
qual seria a forma mais correta de desamassá-la com o mínimo de recursos
utilizados? Resolvendo esse problema,
muitos reparadores, por força do hábito ou desconhecimento sobre outros
procedimentos, aquecem a longarina
até que ela se torne maleável e a esticam, deixando-a como “nova”. Porém,
esse método é o ERRADO e há uma
explicação muito simples para isso. O
ferro quando é aquecido ele se torna
maleável, mas, isso se dá porque o
material perde densidade. Em outras
palavras, o ferro perde resistência, se
torna mais frágil. É simples, se fica
mais fácil de esticar, vai ficar também
mais fácil de entortar de novo.
Como fazer
Estiramento a frio, substituição parcial da
longarina removendo a parte afetada, soldagem MIG MAG.
Se a forma inadequada de realizar o serviço é de
fácil acesso e presente no cotidiano da maioria dos
reparadores que trabalham com esse tipo de serviço, o mesmo não se pode dizer da forma correta de
realizar o reparo das longarinas. O primeiro passo
é o estiramento a frio do componente de forma que
não haja comprometimento da composição do material. Em sequência, deve-se substituir toda a parte afetada da longarina, fazendo o corte na região
determinada pela montadora. Depois, encerra-se o
processo com solda MIG MAG.
Obs: Cada montadora especifica qual a parte correta para cortar a longarina.
 O último teste foi realizado com
uma longarina reparada da forma
correta, com o procedimento descrito
acima. Como resultado, a longarina
teve uma deformação de 57 milímetros. Apenas 11,76% mais deformado
que o componente original.
Conclusão
A forma do reparo da longarina é
um fator determinante para a segurança do veículo. A diferença de 288%
pode definir a perda de uma vida. Por
isso, é fundamental que na hora de realizar esse tipo de serviço, você faça a
escolha correta. Reparador mecânico,
a escolha do serviço a ser feito só depende de você.
22 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Fique de Olho 2
CÂMBIO AUTOMÁTICO,
COMBUSTÍVEL DOBRADO:
Fotos: divulgação
VERDADE OU MITO?
V
ocê já ouviu algum cliente
perguntando se é verdadeira a teoria de que carros
automáticos consomem mais do
que carros manuais? É comum
que motoristas, quando pensam
em trocar de carro ou até mesmo
por curiosidade, procurem profissionais com essa pergunta sobre
um tema que impacta diretamente no bolso. A resposta a ser dada
nesses casos é “sim, existe diferença”. Mas, ela depende muito
do modo de condução. No caso
de dois carros idênticos, guiados
da mesma forma, o automático
é um pouco mais gastador, até
15% a mais.
O câmbio automático gasta
mais combustível porque o conversor de torque desperdiça parte da
energia mecânica transferida pelo
motor. Desde que a troca de mar-
chas seja feita em baixa rotação, a
troca manual é mais econômica.
O carro automático, mesmo
que permita troca manuais, é mais
gastador O câmbio manual permite a escolha da marcha correta
para a situação. E ainda pode ser
potencializado caso o motorista
utilize o modo Sport na escolha
do câmbio para a direção. Dessa
forma, as trocas são feitas com rotações ainda mais alta o que gera
um consumo maior, entretanto,
garante um desempenho melhor
para o carro.
De acordo com Cesar Samos,
diretor do Sindirepa-SP, o Sindicato de Reparação de São Paulo, o
câmbio automático é mais complexo e tem como principais desvantagens o consumo maior e a
perda de desempenho. “Mas, com
a evolução tecnológica e assistên-
cia eletrônica, esses fatores foram
muito reduzidos. Hoje, os câmbios
automáticos são excelentes sistemas de transmissão, permitindo
trocas sequenciais comandadas
pelo motorista, programas econômicos e esportivos”.
O gasto maior ocorre porque
o câmbio automático executa as
trocas de marcha em rotações
mais altas do que o necessário
no câmbio manual. No carro automático, o conversor de torque
desperdiça a energia mecânica
transferida pelo motor, ou seja,
ele não usa toda a força obtida
no motor. Além disso, não permite a escolha da marcha correta
para determinadas situações, o
que faz aumentar a aceleração e,
por consequência, mais combustível na câmara de combustão.
Veja abaixo as opções de mar-
cha e seus modos de condução.
Carro manual
Se as marchas forem trocadas
em alta rotação, é bem provável
que o carro gastará mais combustível do que um carro automático.
No entanto, se as marchas forem
trocadas em baixa rotação, como
indicado pelas montadoras, o carro gastará menos.
Carro automático
Por trabalhar em uma rotação
maior, o câmbio automático gasta
mais combustível do que o manual. Se a opção “sport” estiver acionada, o carro automático gastará
ainda um pouco mais porque a
troca de marchas ocorrerá em uma
rotação ainda mais alta.
23 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Mundo
BRASIL E ARGENTINA ASSINAM ACORDO
QUE REDUZ EM 35% O CUSTO DE
CERTIFICADOS DE ORIGEM
O
s ministros Marcos Pereira
e Francisco Cabrera assinaram, no início de agosto, uma Declaração Conjunta entre
o Ministério da Indústria, Comércio
Exterior e Serviços do Brasil e o Ministério da Produção da Argentina,
orientando as áreas técnicas dos países a dar prosseguimento ao Projeto
Piloto do Certificado de Origem Digital (COD). Na avaliação do ministro
Marcos Pereira, o certificado de origem digital representa economia nos
custos de pelo menos 35% na emissão do documento, “uma vez que reduz gastos com logística”, destacou.
O objetivo é aprofundar o comércio bilateral e fomentar a integração entre Brasil e Argentina. A ino-
vação deve gerar também economia
de tempo: atualmente, a obtenção
do certificado leva até 24 horas, podendo chegar a três dias quando a
entidade emissora não se localiza
na cidade da empresa solicitante.
“A expectativa é de que a emissão
eletrônica do COD reduza o prazo
para 30 minutos”, apontou Marcos
Pereira.
Para o ministro Francisco Cabrera, a simplificação dos trâmites contribui para fortalecer o potencial de
comércio das empresas argentinas.
Ele destaca também o interesse em
avançar para construir uma agenda
conjunta entre Brasil e Argentina. “O
plano produtivo do governo para a
geração de emprego tem entre seus
pilares a simplificação da burocracia
e a inserção inteligente no mundo.
Este processo com o Brasil está em
linha com ambos os objetivos”, disse
Cabrera.
O secretário de Comércio Exte-
rior, Daniel Godinho, e o secretário
de Comércio da Argentina, Miguel
Braun, assinaram Memorando de
Entendimento Técnico que vai permitir a aceitação de assinaturas eletrônicas entre os governos.
Superávit da balança comercial
atinge recorde de US$ 28,2 bilhões
D
e janeiro a julho de 2016 o
saldo comercial acumulou
superávit de US$ 28,230 bilhões. O valor é o maior já registrado
para os primeiros sete meses do ano.
No mesmo período do ano passado,
o superávit havia sido de pouco mais
de US$ 4,615 bilhões. O recorde
anterior foi registrado em 2006 (US$
25 bilhões).
No acumulado de 2016, as exportações foram de US$ 106,583 bilhões, com retração de 5,6% em relação ao mesmo período de 2015. As
importações atingiram US$ 78,353
bilhões, o que representa queda de
27,6% sobre o mesmo período do
ano passado. A corrente de comércio
- soma de exportações e importações
- alcançou US$ 184,937 bilhões,
representando queda de 16,4%, no
mesmo período comparativo. Os
números foram divulgados hoje pela
Secretaria de Comércio exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
No mês de julho, as exportações
superaram as importações em US$
4,578 bilhões, valor 91,8% superior
ao alcançado no mesmo período de
2015 (US$ 2,387 bilhões). De acordo
com o diretor de Estatística e Apoio às
Exportações da Secex, Herlon Brandão, este foi o terceiro maior saldo
registrado para meses de julho. Em
2006, o superávit foi de US$ 5,7 bilhões e em 2005, de US$ 5 bilhões.
No mês, as vendas externas brasileiras foram de US$ 16,331 bilhões,
com retração de 3,5% sobre julho
de 2015 e crescimento de 2,2% em
relação a junho deste ano, pela mé-
dia diária. As importações foram de
US$ 11,752 bilhões, com quedas de
20,3%, em relação a julho do ano
anterior e de 3,6% sobre junho último, também pela média diária.
A corrente de comércio alcançou
valor de US$ 28,083 bilhões, com
diminuição de 11,3%, pela média
diária, em relação a julho de 2015.
Brandão destacou que, neste ano,
o mês de julho teve dois dias úteis a
menos que julho do ano passado, o
que influenciou os resultados da balança comercial.
24 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Tecnologia
NISSAN REVELA VEÍCULO ELÉTRICO MOVIDO
A CÉLULA DE COMBUSTÍVEL DE BIOETANOL,
COM AUTONOMIA SUPERIOR A 600 KM
A
Nissan Motor Co. Ltd. revelou
em agosto no Brasil o primeiro protótipo de veículo em
todo o mundo a ser movido por uma
Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC), que funciona através de
energia elétrica de bioetanol, com
autonomia superior a 600 km. O
novo sistema – inédito mundialmente
– apresenta uma “Célula de Combustível e-Bio”, com um gerador de
potência movido por meio de uma
SOFC, que se utiliza da reação de
diversos combustíveis com oxigênio,
incluindo etanol e gás natural, para
produzir eletricidade altamente eficiente.
O CEO e Presidente Mundial da
Nissan, Carlos Ghosn, disse: “A Célula de Combustível e-Bio oferece
transporte ecoamigável e cria opor-
tunidades regionais de produção de
energia... ao passo que utiliza uma
infraestrutura que já existe. No futuro,
a Célula de Combustível e-Bio vai se
tornar ainda mais ecoamigável. Etanol misturado com água é mais fácil
e seguro de manusear do que outros
combustíveis. Sem a necessidade de
se criar nova infraestrutura, isto tem
grande potencial de crescimento de
mercado no futuro”.
O protótipo com a Célula de
Combustível faz parte do compromisso
assumido pela Nissan para o desenvolvimento de veículos com emissões
zero e novas tecnologias automotivas,
incluindo sistemas de condução autônoma e conectividade. A montadora
já tem o carro emissão zero mais vendido do mundo, o LEAF, e é pioneira
em sistemas de mobilidade inteligente,
muitos deles que serão implantados
em uma gama de veículos nos próximos anos.
Neste último desenvolvimento de
tecnologia de emissões zero, o protótipo com Célula de Combustível e-Bio
é abastecido 100% com etanol para
carregar uma bateria de 24kWh que
permite uma autonomia de mais de
600 km. A Nissan vai realizar testes
de campo em vias públicas no Brasil,
usando o protótipo.
Conferência Latino-Americano de Veículos
Elétricos debate incentivos públicos
A
Conferência
Latino-Americana de Veículos Elétricos, a
ser promovida nos dias 1º e
2º de setembro, no Pavilhão Amarelo, do Expo Center Norte, em São
Paulo (SP), será simultânea ao 12º
Salão LatinoAmericano de Veículos
Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que vai até o dia 3, e traz
nesta edição a temática “Emissões
de Carbono e o Ecossistema da Mobilidade Elétrica: Cenários, Impactos
e Soluções”.
Organizada pela ABVE - Associa-
ção Brasileira do Veículo Elétrico, a
conferência tem como objetivo promover o desenvolvimento, a demonstração, a comercialização e a utilização
de veículos elétricos na América Latina, assim como a atualização e disseminação do setor. Em sua abordagem,
temas sobre o universo dos veículos
elétricos e híbridos, além de trocas de
experiências e atualizações tecnológicas por meio de discussões sobre as
oportunidades existentes nos negócios
que envolvem veículos elétricos e suas
regulamentações.
O Conselho Empresarial Brasileiro
para o Desenvolvimento Sustentável
(CEBDS) é uma das entidades confirmadas com a apresentação “Políticas
públicas para mobilidade elétrica para
o transporte coletivo”, a ser ministrada
por Luan Santos.
No conteúdo, a necessidade da discussão das políticas públicas que viabilizem incentivos financeiros, créditos de
carbono ou green bonds (bônus verdes)
já que o setor de transporte no País é
responsável por 14% das emissões de
gases de efeito estufa (GEE), sobretudo
por conta do modal rodoviário e os veículos elétricos, nesse sentido, despontam como uma alternativa viável, pois
além de reduzir o impacto ambiental,
garante maior eficiência energética.
O cenário se mostra ainda mais
relevante ao se considerar o transporte
coletivo, por exemplo, por meio da utilização de ônibus elétricos nas cidades
brasileiras. Outros temas como “Bike
Sharing e Ciclovias”, “Carpooling” e o
“projeto MUV – Mobilidade Urbana Verde” também compõem a programação
da conferência promovida pela ABVE.
25 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Autos BR
O
tão esperado Bugatti Chiron
foi oficialmente anunciado em
Genebra, na Suíça. O sucessor do Veyron teve todas as especificações
técnicas reveladas e os números, claro, impressionam. Não é pra menos: a missão
do novo modelo é substituir o carro que
entrou para o Guinness Book, o livro dos
recordes, como o mais rápido do mundo.
Atualmente, a montadora tem produzido somente quatro modelos, todos
variações do Veyron, fabricado desde
2005 e que entrou para o livro dos recor-
des como veículo mais rápido do mundo
em 2013. A façanha foi agora superada
pelo novo modelo. Segundo a Buggati, o
projeto é totalmente novo e não segue os
traços das versões do antigo detentor do
título de mais veloz do planeta.
O superesportivo virá equipado com
um motor 8.0 de quatro turbocompressores. Não bastasse isso, o Bugatti terá incríveis 1.520 cavalos de potência a 6.700
rpm e 163,1 kgfm de torque entre 2.000
e 6.000 rpm. O câmbio de dupla embreagem é de sete velocidades.
foto: divulgação
BUGATTI CHIRON:
CONHEÇA O NOVO
CARRO MAIS
RÁPIDO DO MUNDO
A aceleração de 0 a 100 km/h também impressiona: ela é feita em apenas
2,5 segundos. A velocidade máxima é
de 420 km/h – 11 km/h mais rápido
que o Veyron. O Bugatti Chiron é 82
milímetros mais comprido, 40 milímetros mais largo e 53 milímetros maior
do que o Veyron. Com 1.995 kg, ele
também é 155 kg mais pesado.
Outro número que impressiona no
novo Bugatti é o preço. O Chiron será
vendido por 2,4 milhões de euros (cerca
de R$ 10 milhões) e terá produção limitada a 500 unidades. Apesar do valor, a
fabricante diz já ter recebido 150 encomendas. O modelo será produzido na
França, na fábrica de Molsheim, e deve
começar a ser entregue em outubro.
foto: divulgação
GT-R 2017 É EXPOSTO
PELA PRIMEIRA VEZ
NO BRASIL
T
razendo um visual renovado
tanto do lado de dentro como
por fora, o Nissan GT-R 2017
foi exibido oficialmente pela primeira vez no Brasil na área exclusiva da
Nissan no Live Site da Barra, local no
qual ocorre a maioria das competições dos Jogos Rio 2016. O superesportivo, que teve os principais itens de
performance da condução aprimorados, foi uma das atrações da marca
no local durante o evento esportivo.
O novo Nissan GT-R traz design
renovado, que se destaca pela frente
com capô e para-choques redesenhados, faróis de rodagem diurna (DRL) e
a assinatura de estilo atual da Nissan
na grade “V-motion”, que traz acabamento cromado fosco. Além disso, o
modelo que começa a ser vendido este
ano no Brasil, traz interior com nível
inigualável e jamais oferecido em ter-
mos de conforto, sofisticação e ergonomia. A potência do aclamado motor
biturbo V6 3.8 24 válvulas foi aumentada em 20 cavalos em comparação à
versão anterior. Agora, ele entrega 572
cavalos a 6.800 rpm, graças, em parte,
ao aumento na pressão do atuador e
a um sistema de temporização da ignição que é controlado individualmente
por cada cilindro, uma tecnologia anteriormente exclusiva do GT-R NISMO
de competição.
A área da Nissan no Live Site do
Parque Olímpico da Barra teve um espaço de 1.000 m², batizado de “Nissan Kicks House”. Os visitantes co-
nheceram as tecnologias da empresa
na área “Intelligent Mobility”, com um
espaço exclusivo para a tocha olímpica, onde o recém-lançado Nissan Kicks foi a estrela principal. O ambiente,
teve telões de LED com transmissão
das competições e visitas de atletas do
Time Nissan. Houve também, no palco
Rio 2016, ações de interações e duas
apresentações por dia do Patubatê,
grupo de percussão que fez sucesso no
Revezamento da Tocha Olímpica Rio
2016 com a Nissan e utiliza peças de
modelos da marca como instrumentos
musicais. O espaço está aberto para o
público desde o dia 6 de agosto.
26 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Fique de Olho 3
VOCÊ ESTÁ POR DENTRO DO CARRO FLEX?
O
s veículos biocombustíveis estão cada vez
mais presentes nas
ruas. O argumento principal
para se ter um flex são as variações de preço de gasolina e
álcool provocadas pela safra de
cana e as oscilações no valor do
petróleo. Mas muita gente não
sabe direito quais as possibilidades desse uso combinado. É o
que a Cesvi Brasil esclarece e o
Brasil Mecânico faz questão de
trazer para você.
Exemplo ilustrativo:
O Uso de apenas álcool
pode causar corrosão?
O carro flex é equipado com
componentes que aceitam ambos os combustíveis sem que
haja qualquer tipo de corrosão
na bomba de combustível ou
em outros sistemas por conta
do uso do etanol – risco comum
nas conversões amadoras de veículos.
Que proporções usar?
Não existe uma proporção
ideal entre os dois combustíveis.
O tanque tanto pode ser abastecido com um único combustível
como com a mistura em proporções diferentes, conforme o
desejo do usuário. A recomendação é que, após uma troca
de proporção muito acentuada
de combustível ou troca completa, o usuário percorra alguns
quilômetros (aproximadamente
5 km) para que o módulo do
sistema de injeção eletrônica
possa identificar as novas lei-
turas feitas pelos sensores.
Com essas leituras, o sistema de injeção se adapta à
nova mistura ou ao novo combustível abastecido, evitando
dificuldades na partida – que,
em muitos casos, é feita somente no dia seguinte.
Para que serve aquele
pequeno reservatório onde
só se coloca gasolina?
Alguns veículos possuem um
reservatório de partida a frio,
que deve ser abastecido com
gasolina. Essa gasolina é fundamental para facilitar e possibilitar a partida do motor, principalmente em dias frios, para os
veículos abastecidos com etanol
ou com uma mistura com grandes proporções de álcool.
Que combustível vale
mais a pena em termos
econômicos?
A escolha por etanol ou
gasolina, na maioria das vezes, está ligada ao preço de
cada combustível e ao rendimento que cada um oferece,
levando em consideração
o consumo em quilômetros
por litro.
Para facilitar o cálculo de
qual combustível vale mais a
pena naquele momento, trabalhe sempre com a relação de
reais gastos por quilômetro rodado, montando uma pequena
planilha com as proporções
abastecidas de cada combustível até conseguir achar a mistura que mais dá certo com a sua
economia.
 Um carro “X” faz 13 km por litro abastecido com gasolina e 8 km por litro abastecido com álcool. No mês de agosto, um
posto aleatório no Rio de Janeiro está cobrando R$ 3,55 pelo litro de gasolina e
R$ 2,67 pelo litro do álcool. Para percorrer 100 km com esse veículo, o motorista
irá gastar 7,67 litros de gasolina ou 12,5
litros de álcool.
Multiplicando a quantidade necessária pelo preço cobrado nesse posto, o
resultado será de R$ 27,23 gastos com
gasolina, ou R$ 33,38 gastos com álcool. Neste caso, especificamente, economicamente a gasolina se torna o combustível mais viável.
100 km/13 km = 7,67 litros de gasolina
 100 km / 8 km = 12,5 litros de álcool
 7,67 litros x R$ 3,55 = R$ 27,23
 12,5 litros x R$ 2,67 = R$ 33,38
Ressaltamos que o consumo dos combustíveis varia de carro para carro e também depende da forma de condução do motorista.
27 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Notícias Br 1
ANFAVEA REVELA DESEMPENHO DE JULHO
DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA
lização nos licenciamentos anima:
“Ainda não é possível afirmar
que atingimos um ponto de inflexão,
mas o fato é que a indústria encontra estabilidade nos últimos meses e
alguns indicadores começam a mostrar sinais positivos. Notamos alguma melhora na confiança do consumidor e do investidor, mas é preciso
esperar um pouco mais para avaliar
se essa retomada terá reflexos nas
vendas. Acredito que esse cenário se
tornará mais evidente após as definições do cenário político”.
A produção registrou alta de
4,7% em julho: foram 189,9 mil unidades contra 181,4 mil em junho.
No comparativo com as 224,1 mil
unidades de julho do ano passado
a indústria apresentou contração
de 15,3%. O total de unidades fabricadas no acumulado está 20,4%
inferior se comparado com o mesmo
período de 2015, com 1,20 milhão
de unidades este ano e 1,51 milhão
no ano passado.
As exportações seguem tendência
de alta: 45,6 mil unidades foram enviadas para outros países em julho,
crescimento de 5% frente as 43,4 mil
unidades de junho e de 61% se com-
parado com as 28,3 mil unidades de
julho do ano passado. A exportação
em 2016 chegou a 272,2 mil unidades, elevação de 20% contra as
226,7 mil de 2015.
Foto: divulgação
A
Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou
no dia 4 de agosto, em São Paulo,
o resultado da indústria automobilística brasileira em julho e no acumulado do ano. O licenciamento no
sétimo mês de 2016 registrou 181,4
mil unidades, o que significa aumento de 5,6% em relação as 171,8 mil
de unidades de junho.
Sobre o mesmo mês do ano
passado, que registrou 227,6 mil
unidades, houve queda de 20,3%.
Na soma dos sete meses transcorridos de 2016 foram comercializadas
1,16 milhão de unidades - baixa de
24,7% contra as 1,54 milhão do
ano passado. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, a estabi-
Roubo e furto de veículos cresceram
5,44% nos últimos 12 meses
O
Grupo Tracker, maior
empresa do segmento
de rastreamento e localização de veículos do Brasil,
registrou um aumento de 5,44%
no número de acionamentos de
veículos roubados ou furtados no
segundo trimestre de 2016, comparado com o mesmo período do
ano passado. Foram 1.324 ocorrências envolvendo automóveis,
caminhões, motos e utilitários entre
abril e junho deste ano.
A modalidade “Utilitários” registrou alta de 11,31%. Foram
336 eventos no segundo trimestre e 298 no segundo trimestre
de 2015. Segundo o diretor Nacional de Operações do Grupo
Tracker, Carlos Alberto Betancur
Ruiz, a crise econômica contribuiu
para este aumento. “A procura por
peças de reposição do mercado
paralelo aumentou, uma vez que
importar peças de veículos ficou
muito mais caro com a alta do
dólar, assim como também os estoques nas concessionárias estão
baixos e com atrasos para a entrega de mais de 45 dias”, explica.
De acordo com a base de dados
da empresa, houve aumento de
roubos de caminhonetes em Goiás, em especial Goiânia; no Para-
ná, com foco em Londrina e Maringá; e em Belo Horizonte, Minas
Gerais.
Nos demais segmentos houve
alta de 4,38% em “Automóveis”,
de 24,21% em “Motocicletas” e
queda de 10,79% nos acionamentos de roubo e furto de “Veículos
Pesados”.
O Grupo Tracker pertence
ao Tracker VSR Group, que está
presente em 13 países, entre eles
Colômbia, Venezuela, América
Central e Espanha. Atualmente é
a maior empresa de rastreamento do país, oferecendo produtos
para os mercados Segurador,
Transporte e Logística, Construção
Civil e Agrícola, além de veículos
de passeio.
Em 15 anos de atividade, o
Grupo Tracker já recuperou mais
de 39 mil veículos, evitando um
prejuízo de cerca de R$ 3,5 bilhões.
A tecnologia utilizada nos rastreadores da Tracker é a radiofrequência, considerada a melhor solução
para roubo e furto e imune à ação
de inibidores de sinais - jammers.
Também oferece produtos baseados no GPS/GPRS indicados para
monitoramento e gestão de frotas.
Todos certificados pela ANATEL,
ANAC e CESVI.
28 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Eventos
FEIRA NO NORDESTE É SUCESSO E TRAZ
CLIMA DE OTIMISMO PARA O MERCADO
F
abricantes de peças e de melhor aconteceu por lá.
equipamentos para autoA feira do setor chegou à
móveis e motos do Brasil sua 15ª edição com uma noparticiparam, em Fortaleza, da vidade; a apresentação da
edição de 2016 da AUTOP. A Zona de Processamento de ExFeira começou no dia 10 de portação do Ceará, conhecida
agosto e seguiu até o sábado, também como ZPE do Ceará.
dia 13. O CenA ideia é fa“As
fábricas
que
vêm
tro de Eventos
zer com que
expor
trazem
tudo
de
do Ceará reuas empresas
tecnologia
e
o
que
há
de
niu peças e
que pretenmais
moderno.
O
que
vai
acessórios audem expandir
acontecer
daqui
a
2,
3
ou
tomotivos de
os negócios
5
anos
no
mercado
está
várias emprepara
mersendo
apresentado
para
sas brasileiras
cados internós
e
para
o
mercado
em 135 estannacionais
em
geral
agora”,
Raniere
des. A estimatiinvistam na
Leitão,
presidente
do
va é de que tezona
com
Sincopeças.
nha havido um
impostos susRaniere
leitão,
presidente
fluxo de negópensos em
do
Sincopeças.
cios de aproxium processo
madamente R$
mais rápido e
80 milhões. E como já é de cos- menos burocrático.
tume, marcamos presença no
“Qualquer
investimento
evento e trazemos em primeira dentro do ZPE, além dos immão, no Brasil Mecânico, o que postos suspensos, ele tem a
garantia de 20 anos sob esse
regime, podendo ser ampliado
por mais 20 anos. Muitas dessas empresas que estão hoje
aqui na Autop já são exportadoras mas não conheciam o
instrumento da ZPE”, detalhou
Antônio Balhmann, secretário
de Assuntos Internacionais do
Sincopeças.
Outra novidade desta edição foi a participação exclusiva
de fabricantes. Uma aposta de
fabricação de grandes negócios. “As fábricas que vêm expor trazem tudo de tecnologia
e o que há de mais moderno.
O que vai acontecer daqui a 2,
3 ou 5 anos no mercado está
sendo apresentado para nós e
para o mercado em geral agora”, afirmou Raniere leitão, presidente do Sincopeças.
O início do evento foi marcado com um encontro de
boas-vindas para organizado-
res e investidores dos setores
automotivos de autopeças.
“Preciso lembrar que a Autop
é um dos eventos do setor de
autopeças mais tradicionais
do Brasil. Ele aglomera e traz
para o Ceará, além de todas,
as mais importantes empresas
de autopeças do País”, explicou Antônio Balhmann.
Durante a cobertura da feira, tivemos a oportunidade de
presenciar um claro otimismo,
diferente dos últimos eventos
do setor. O viés é de alta no
segmento de reposição e quem
ainda não começou a ter resultados melhores espera que em
pouco tempo eles apareçam.
O ambiente positivo facilitou
a realização de negócios, o que
fez com que as estimativas da
organização da AUTOP 2016,
de geração de mais de R$ 80
milhões em volumes de negócio, fosse superada.
29 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Eventos
Cerimônia de posse de Ranieri Leitão para mais
um mandato a frente do Sincopeças Nacional.
A AUTOP 2016 levou dezenas
de empresas ao Centro de
Eventos do Ceará
30 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Eventos
A FEIRA AUTOP 2016
TAMBÉM CONSEGUIU BONS
RESULTADOS ENTRE O PÚBLICO
C
omo já é tradição, há duas décadas, a ASF Editora marcou presença no evento. O Brasil Peças
e o Brasil Mecânico, o último inclusive,
traz nesta edição a cobertura em primeira
mão. Somos o primeiro jornal do setor de
reposição e reparação a trazer a AUTOP
2016 para os leitores.
Sem competir com o turismo
“É um local de muito aprendizado e
muitas oportunidades. Muito boa a
feira da Autop”.
Paulo Henrique Cupim.
Palestras e presidente do
Sincopeças Brasil foram destaques
Além da tradicional troca que ocorre
em eventos do setor, como oficinas modelos, distribuição de materiais técnicos das
Disputando a atenção com as belezas
naturais de Fortaleza, a Feira foi realizada em horário diferente do comercial.
Durante os dias de evento, o público
teve a oportunidade de acompanhar
os estandes entre os horários de
16h e 22h, o que garantiu a participação de mais profissionais
locais e a possibilidade de quem
foi ao Ceará para a AUTOP, conhecer um pouco mais do estado
na parte da manhã.
Entre os participantes, as opiniões foram as melhores possíveis.
“Autop 2016 está de parabéns!
Esse evento foi espetacular”
Isack Almeida
“Muito organizada. Melhorando
a cada edição. Parabéns a todos
organizadores e expositores!”
Samuel Lopes
marcas presentes e os negócios que são
gerados, chamou a atenção na AUTOP
2016 a cerimônia de posse de Ranieri Leitão a frente da Sincopeças Brasil
e a quantidade e a qualidade das palestras dadas por profissionais do mais
alto gabarito e atuantes no setor. Talvez
a mais importante tenha sido com Diego Riquero, profissional do Centro de
Treinamento da Bosch, sobre “Novas
Técnicas Automotivas”.
Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças Brasil, falou sobre o resultado da Feira e destacou os pontos que considerou
positivos.
“O Saldo da AUTOP 2016 foi ainda
mais positivo do que nós esperávamos, deixou, não só a mim, mas a nossa diretoria,
nossa equipe, todo mundo feliz. Espero
que possamos com essa Feira ter contribuído para o fortalecimento do setor
de autopeças e reparação automotiva. Não só no Ceará, mas em todo
Norte e Nordeste do nosso País”.
Ranieri Leitão, aproveitou ainda para fazer um agradecimento
a todos que contribuíram, em um
momento difícil do setor, para o sucesso da Feira.
“Agradeço a todos os nossos expositores, agradeço a todos os participantes, por estarem conosco trazendo
essa energia positiva. E quero parabenizar os negócios que foram realizados na
AUTOP 2016 e dizer, que vamos, já de
agora, nos preparar para fazermos uma
AUTOP 2018 ainda melhor”, finalizou o
presidente.
32 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Montadoras BR
GRUPO AUDI NO PRIMEIRO
SEMESTRE DE 2016: performance
robusta em cenário de desafios
C
rescimento mundial nas
entregas de carros e estratégias financeiras robustas: desde o começo do ano, o
Grupo Audi entregou mais de 950
mil unidades da marca e aumentou
sua receita para € 30.1 bilhões. O
lucro operacional somou cerca de
€ 2,7 milhões, descontando itens
extraordinários, representando um
crescimento de vendas de 8,8%.
Os lucros foram reduzidos devido
a itens extraordinários e totalizaram
€ 265 milhões.
“Apesar do cenário desafiador,
demonstramos a força de nossas
operações de negócios no primeiro semestre do ano”, afirma Rupert
Stadler, Presidente do Conselho de
Administração da AUDI AG. “Estamos alicerçados na nossa principal
atividade e no desenvolvimento de
novas áreas de negócios, trazidos
por megatendências, como a digitalização. Além disso, estamos
investindo em produtos sustentáveis e no desenvolvimento de respostas para questões relacionadas
à mobilidade urbana”, completa.
De janeiro a junho, foram
953.218 carros (2015: 902.272),
volume 5,6% maior que no mesmo
período do ano passado. A montadora alcançou crescimento na
Europa, China e Estados Unidos,
portanto, nas principais regiões em
que opera. A demanda foi estimulada em particular pela nova geração do A4 e pelo Q7.
A receita do Grupo nos seis
primeiros meses do ano aumentou para € 30,134 milhões
(2015: € 29,784 milhões). O
lucro operacional, excluindo os
itens extraordinários, totalizou €
2,666 milhões (2015: € 2,914
milhões), o que representa um
retorno operacional em vendas
de 8,8% (2015: 9,8%). Na comparação com o período anterior,
a queda está parcialmente atribuída às grandes despesas antecipadas, além dos efeitos cambiais. A empresa está iniciando
as operações no México neste
segundo semestre.
CAOA E HYUNDAI MOTOR BRASIL
inauguram Flagship no Rio de Janeiro
A
CAOA e Hyundai Motor Brasil inauguraram, a primeira
Flagship Hyundai do Rio de
Janeiro. O local escolhido para transmitir toda a natureza da marca foi a
Concessionária Hyundai CAOA Barra, localizada na Avenida das Américas nº 4.541, na Barra Tijuca. O conceito foi trazido ao Brasil em 2014.
Na cidade maravilhosa, a
Flagship Hyundai CAOA Barra
tem 4.259 m² de área construída, com espaços especialmente
desenvolvidos para uma imersão
no mundo da marca, possibilitando ao Cliente diversão e mo-
mentos agradáveis com a família.
A Flagship Hyundai CAOA Barra oferece a proposta de um local
novo para o cliente. Na livraria, tem
à disposição diversos títulos, mais de
200 livros relacionados ao automobilismo, personagens e tecnologia e
na boutique pode objetos colecionáveis da marca tais como miniaturas
dos reconhecidos modelos Hyundai,
carteiras, canecas térmicas dentre
outros itens personalizados.
A Flagship Hyundai CAOA
Barra ainda conta com área de
descanso, e um Hyundai New iX35
equipado com um simulador virtu-
al que permite uma experiência de
pilotagem, diferenciada e inesquecível ao visitante.
Com um cuidado tecnológico, a
CAOA Barra conta com conteúdos
digitais sobre história da Hyundai
no mundo, jogos para a garotada
se divertir e também informações
sobre os produtos, tudo disponível
por meio de videowall e tabletes em
cada uma das áreas.
A concessionária também conta com serviços de Pós-Venda. A
ampla área destinada à Oficina de
Serviços possui 13 boxes que visam
garantir a qualidade, eficiência e
agilidade no atendimento, além de
técnicos especializados e treinados
para efetuarem todos os tipos de reparos no menor tempo possível.
PÓS-VENDA
Os Clientes da Barra da Tijuca
e região terão à disposição todos
os serviços de Pós-Venda da Hyundai, com capacidade para realizar
qualquer tipo de manutenção, revisões periódicas programadas,
reparos e instalação de acessórios
originais para toda a gama de modelos da marca.
34 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Dicas BR 3
FUNCIONAMENTO DO CATALISADOR
Obrigatório desde 1997, o componente é responsável por grande
evolução na emissão de gases nos automóveis
A
pesar de saber que a função
injeção eletrônica, alteração da con-
máximo de área de superfície para os
quantidades bem pequenas, convertem
do catalisador automotivo é
trapressão do sistema de escapamen-
gases quentes passarem.
o óxido de nitrogênio em nitrogênio e
converter componentes nocivos
to, aumento do consumo de combustí-
dos gases de escapamento em compo-
vel e a perda do rendimento do motor.
nentes inofensivos, poucas pessoas sa-
Em um carro de passageiros comum,
bem como isso acontece. Entendendo
o catalisador, que tem a forma seme-
Basicamente, para veículos com
Apesar da alta vida útil dos catali-
melhor como este componente opera
lhante à de um silenciador, fica entre
motores de ciclo Otto (álcool, gnv e/
sadores, os defeitos mais comuns en-
e atua conjuntamente com o motor,
o motor e o silenciador, na parte de
ou gasolina), existem dois tipos de ca-
contrados nesta peça são entupimento
acreditamos que você passará a dar
baixo do carro, geralmente abaixo do
talisadores:
ou contaminação. Mesmo quando há
mais importância quando precisar re-
banco do passageiro. Talvez você até
alizar algum tipo de manutenção nele.
já tenha sentido seu calor através do
Catalisadores de oxidação: metais como
dor, não há como diagnosticar isso
O catalisador é desenvolvido para tra-
assoalho em uma viagem longa.
paládio (Pd) e platina (Pt) em quanti-
sem que a peça seja removida para
oxigênio. O óxido de nitrogênio contri-
Catalisador
bui para a névoa fotoquímica, também
conhecida por Smog.
suspeita de entupimento do catalisa-
balhar em sintonia com o sistema de
observar o desempenho do motor sem
alimentação de combustível dos auto-
o componente. Alguns mecânicos re-
móveis, que em bom funcionamento
movem apenas o sensor de oxigênio
são capazes de converter cerca de 98%
(sonda lambda) e, com equipamento
dos gases poluentes e nocivos.
adequado, verificam se há alteração
Os catalisadores são itens de série
no desempenho pois, para funcionar
nos carros americanos desde meados
corretamente, o motor precisa estar
dos anos 70. No Brasil, passaram a
emitindo a mistura apropriada dos ga-
equipar alguns modelos somente a
ses de escapamento e na temperatura
partir de 1992 e tornou-se equipamen-
adequada. Aditivos no combustível,
to obrigatório em todos os veículos a
gasolina com chumbo, válvulas de es-
partir de 1997. O catalisador também
cape danificadas e velas sujas são os
impulsionou a utilização da gasolina
fatores mais comuns na perda de de-
sem chumbo, pois este componente
sempenho do catalizador.
contaminaria o agente catalisador, po-
Principais sintomas:
dendo inutilizar e até entupir esta peça.
Se o combustível utilizado no seu carro
O carro não anda o que deveria
for de qualidade, o catalisador poderá
quando se pisa no acelerador;
ter o mesmo tempo de vida útil do pró-
Aumento de consumo de combustível
prio carro e dificilmente apresentará
Aumento da rotação do motor
problemas de entupimentos parciais ou
totais durante toda sua vida.
Catalisador em corte
quando em marcha lenta
O interior do catalisador é como
dades bem pequenas (para manter o
uma colmeia com passagens ou pe-
catalisador com preço baixo) conver-
Se o catalisador estiver totalmente
quenas contas de cerâmica revesti-
tem os hidrocarbonetos da gasolina
entupido, o motor pode parar de fun-
das com metais catalisadores. Uma
não queimada e o monóxido de car-
cionar depois de alguns minutos por
Remover o “miolo”, usar um ca-
reação química ocorre para que os
bono em dióxido de carbono e água.
causa do aumento da contrapressão
talisador falso ou com defeito, pode
poluentes não sejam tão nocivos. Há
causar diversos problemas ao veículo,
muitas passagens para os gases quei-
Catalisadores de redução: metais como
como a desregulagem do sistema de
mados fluírem, permitindo assim o
paládio (Pd) e ródio (Rh), também em
no escapamento.
Fonte: Motor S/A
36 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Humor
Novo pai
Dois amigos se encontram depois de muitos
anos. Casei, separei e já fizemos a partilha
dos bens. E as crianças? O juiz decidiu que
ficariam com aquele que mais bens recebeu. Então ficaram com a mãe? Não, ficaram com nosso advogado.
Perdendo peso sem esforço
Boletim
Joãozinho chega em casa e diz ao seu pai:
Doutor, como eu faço para
emagrecer? Basta a senhora
mover a cabeça da esquerda
para a direita e da direita
para a esquerda. Quantas
vezes, doutor? Todas as vezes
que lhe oferecerem comida.
– Pai, hoje recebi o meu boletim.
– Então cadê ele? — disse o pai.
– Emprestei!
– Mas por quê?
– Porque meu amigo queria
assustar o pai dele.
Foto: divulgação
“Quase todos os homens são capazes de
suportar adversidades, mas se quiser pôr
à prova o caráter de um homem, dê-lhe
poder”.
A CARROÇA
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque
e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio,
me perguntou:
– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
– Estou ouvindo um barulho de carroça.
– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!
Abraham Lincoln
“Em um determinado dia, em uma dada
circunstância, você acha que você tem um limite.
E então você busca esse limite e encosta nele,
e então você pensa: ‘Certo, esse é o limite’.
Logo que você atinge esse limite, alguma coisa
acontece e de repente você pode ir um pouco
mais longe”.
Ayrton Senna
Perguntei a ele:
– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa
do barulho.
Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
“A liderança é a capacidade
de conseguir que as pessoas
façam o que não querem fazer
e gostem de o fazer”.
Harry Truman
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no
sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e
da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!
Autor desconhecido
Brasilito
37 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Notícias BR 2
REPARADORES
ELEGEM AS
MELHORES MARCAS
DO MERCADO DE
REPOSIÇÃO
A
7ª edição do Prêmio
Sindirepa-SP
acontecerá no dia 3 de
outubro, quando serão revelados os ganhadores de 27
categorias de fornecedores
do setor de reparação e veículos.
O resultado da pesquisa da 7ª edição do Prêmio
Sindirepa-SP, que elege os
melhores fornecedores, entre
autopeças, produtos e serviços, na opinião de reparadores será anunciado, no dia 3
de outubro.
A pesquisa é realizada pela Cinau – Central Inteligência Automotiva – e contou com a participação de
375 reparadores que elegeram as marcas de autopeças, considerando vários critérios.
SINDICATO
DA INDÚSTRIA DE REPARAÇÃO
DE VEÍCULOS E ACESSÓRIOS
DO ESTADO DE SÃO PAULO
Esta edição contempla 27 categorias:
1. Amortecedor
14. Ferramenta
2. Anel
15. Filtro
3. Bateria
16. Lâmpadas
4. Bobina de ignição
17. Mola
5. Bomba de combustível
6. Bomba d’água
7. Bronzina
8. Cabo de vela
9. Condensador
10. Correia
18. Óleo lubrificante
19. Pastilha de freio
20. Pistão
21. Polimento
22. Radiador
23. Rolamento
24. Seguradoras
11. Embreagem
25. Tintas
12. Equipamento
26. Válvula termostática
13. Farol / Lanterna
27. Vela de ignição
Recursos liberados pelo CDC apresentam alta
O
total de recursos liberados em maio na carteira de CDC somou R$
6,2 bilhões, o que representa uma
alta de 5,5% na comparação com
o mês anterior. Esse montante é o
segundo melhor resultado do ano,
superado apenas pelo volume atingido em março, que foi de R$ 6,6
bilhões.
Apesar dessa ligeira alta, o
mercado de crédito para aquisição de veículos ainda reflete as
incertezas do cenário econômico
atual. Segundo dados da ANEF
(Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras),
o saldo das carteiras de CDC e
leasing somou R$ 171,5 bilhões,
o que corresponde a uma queda
de 14,4% na comparação com o
mesmo mês do ano passado e de
1,3% em relação a abril.
Esse indicador correspondeu a
2,9% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,5% no mesmo período de 2015. O resultado representa uma redução de 0,6 pontos
percentuais e equivale a 5,5% do
total de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e de 10,9% do
total das operações de crédito de
recursos livres.
O total de recursos liberados
no quinto mês deste ano atingiu R$
31,8 bilhões, o que equivale a uma
queda de 18,6% nos doze últimos
meses. A demanda continua reprimida, pois o consumidor ainda se
mantém cauteloso e evita contrair
dívidas”, afirma o presidente da entidade, Gilson Carvalho.
Taxas e prazos
As taxas praticadas pelos bancos da montadora continuam mais
atraentes para o consumidor. Em
maio, os índices foram de 1,74%
ao mês e de 23% ao ano, enquanto os bancos independentes ofereceram taxas de 1,93% e de 26,3%
respectivamente.
O prazo médio das concessões
se manteve em 41 meses. Os prazos máximos oferecido pelos bancos é de 60 meses.
38 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Transporte BR
A
maior fabricante de ônibus
do mundo, a Daimler Buses,
constantemente
promove
inovações tecnológicas. Isso está novamente demonstrado pelo Mercedes
-Benz Future Bus com CityPilot, o ônibus urbano que rodou pela primeira
vez de forma autônoma numa rota
de aproximadamente 20 quilômetros
nas proximidades de Amsterdam, na
Holanda. Num trecho da maior linha
de BRT (Bus Rapid Transit) da Europa,
o inovador veículo anda em velocidades de até 70 km/h, com precisão de
centímetros nos pontos de embarque
e semáforos. O veículo sai automati-
camente, atravessa túneis, freia ante
os obstáculos e pedestres e se comunica com os semáforos. O motorista
continua presente e monitora o sistema, mas tem uma tarefa muito mais
fácil do que antes.
Dr. Wolfgang Bernhard, membro do Conselho de Administração
da Daimler AG e responsável pela
Daimler Trucks & Buses: “Há quase
dois anos, mostramos com nosso
Highway Pilot que a condução autônoma tornará o transporte por caminhões em longas distâncias mais
seguro e mais eficiente. Agora, estamos colocando esta tecnologia
Fotos: divulgação
DAIMLER BUSES
APRESENTA ÔNIBUS
URBANO DE CONDUÇÃO
AUTÔNOMA DO FUTURO
em nossos ônibus urbanos com o
CityPilot. Este sistema é um desenvolvimento avançado do Highway
Pilot, especialmente voltado às grandes cidades. Ele nos permite andar
de forma parcialmente autônoma
em faixas de ônibus especialmente
demarcadas. Isso torna o transporte público mais seguro, eficiente e
produtivo. Mais pessoas podem se
deslocar de A para B com mais velocidade, pontualidade e conforto.
Para benefício de todos: frotistas,
motoristas e passageiros de ônibus”.
O primeiro passo rumo a uma
condução totalmente automatizada
com ônibus urbano consiste em linhas BRT com faixas exclusivas. O
Mercedes-Benz Future Bus reconhece se a via é adequada para condução autônoma e informa ao motorista, que precisa apenas pressionar
um botão para ativar o CityPilot.
Uma condição fundamental é que
ele não pressione o acelerador e
nem o pedal do freio e também não
movimente o volante, pois qualquer
uma de suas operações se sobrepõe
ao CityPilot. Aliás, o motorista tem
sempre a responsabilidade sobre a
condução e pode assumir o comando a qualquer momento.
Rodovias devem ter mais segurança
com veículos autônomos
Q
uando os veículos autôno-
De acordo com o estudo, a popu-
países. Entre os entrevistados, 58%
híbridos. Apenas 9% acreditam que
mos estiverem presentes
larização de carros autônomos e táxis
andariam em um carro completa-
serão movidos por combustíveis, as-
no ambiente urbano, tere-
autônomos (carros que se dirigem
mente autônomo e 69% afirmaram
sim como os carros atuais.
mos mais segurança, mais mobilida-
sozinhos e servem como transporte
que pegariam um carro parcialmente
de e melhores condições ambientais.
para o público de ambientes urbanos)
autônomo.
Isso é o que mostra o estudo Self-
resultaria em 60% menos carros nas
Os benefícios também seriam am-
Driving Vehicles, Robo-Taxis, and the
ruas, reduzindo o congestionamento
bientais, com diminuição de 80% na
ainda geram insegurança e apreen-
Urban Mobility Revolution, produzido
e gerando outro grande impacto: di-
emissão de gases poluentes. A pes-
são: A falta de conhecimento sobre a
pelo The Boston Consulting Group
minuição de 90% no número de aci-
quisa também aponta que a maioria
tecnologia (para 27%), a possibilida-
(BCG) em parceria com o World Eco-
dentes entre veículos.
da população espera novas formas
de de ataques virtuais (para 23%) e o
No entanto, os carros tradicionais
ainda são preferência de 46% dos
entrevistados.
Veículos
autônomos
nomic Forum, que analisou os impac-
Para entender o que a popula-
de alimentação para esses veículos.
medo de uma pane geral (20%) são
tos da presença de carros autônomos
ção espera desta tecnologia o BCG
Entre eles, 29% acreditam que eles
preocupações
em ambientes urbanos.
entrevistou 5.500 pessoas de 27
serão elétricos e 37% acreditam que
participantes da pesquisa.
apresentadas
pelos
39 www.brasilmecanico.com.br | Agosto 2016
Venda Mais
4 PASSOS PARA
LIDERAR MELHOR
1
Desenvolva uma cultura corporativa que premie os comportamentos
que você quer – A cultura da empresa vai de cima para baixo. As regras,
costumes e filosofias da organização
eventualmente encontram seu lugar
nas atitudes e performances de todo
mundo dentro da companhia.
Culturas premiam atitudes e comportamentos direta e indiretamente.
Por suas ações (ou falta delas), você
reafirma que alguns deles são aceitáveis, mesmo que não se dê conta.
Uma das coisas mais importantes que
precisa lembrar quando lida com pessoas é que estimula os comportamentos que premia. Comportamentos reforçados normalmente são repetidos.
Foto: Divulgação
L
íderes possuem um impacto tremendo na produtividade dos
seus colaboradores. Bons líderes
têm consciência da maneira como influenciam os comportamentos, ações
e decisões de sua equipe. Além disso,
usam essas armas de forma positiva
não apenas para reforço de seu pessoal como também para comunicarse melhor. Entretanto, as decisões e
ações da gerência podem ser danosas tanto para os funcionários quanto
para a empresa como um todo.
O consultor empresarial Tim Connor aprendeu na prática, com equipes
de vários países, que a diferença entre um bom e um mau líder está nas
decisões que eles tomam. Como, felizmente, podemos aprender com os
erros dos outros, conheça os quatro
mais comuns e veja como evitá-los:
Se você quer mudar algumas maneiras de agir, primeiramente, precisa
avaliar o que é que está premiando ou
reforçando o comportamento que vê
agora. Caso não goste do que vê, não
culpe os colaboradores – para determinar onde exatamente está o problema,
procure analisar (e criticar também)
seu próprio estilo de liderança, cultura
corporativa e como se comunica.
2
Evite a comunicação de cima
para baixo – Rumores, fofocas,
memorandos, e-mails, reuniões, encontros reservados e painel de edital
têm uma coisa em comum: transmitem
informação (alguns de forma mais eficaz e rápida que outros). Se a comunicação na sua empresa só funciona de
cima para baixo, pode ter certeza de
que você não faz ideia da real situação
da companhia, mercado, clientes ou
fornecedores.
Atualmente, um dos maiores desafios que os líderes encontram é comunicar de forma eficaz, com claridade
e consistência, a direção estratégica
para a qual a empresa está se dirigindo. Todo mundo tem o direito e a necessidade de saber isso, mas a maioria
das instituições o faz de forma muito
pobre. Uma maneira de descobrir o
que as pessoas acreditam é organizar
pesquisas internas anônimas sobre atitudes, percepções e opiniões.
3
Use o poder positivo, não a força – Alguns líderes e empresas
ainda trabalham utilizando a coerção
(força e medo). Essa é uma visão improdutiva da motivação. Chefes que
usam a força e o medo contribuem
para moral baixo, alta rotatividade,
baixa produtividade, pessoas desmotivadas, clientes insatisfeitos, vulnerabilidade perante a concorrência, péssima
comunicação interna e cultura organizacional duvidosa.
É de se questionar: por que alguém
gostaria de manter um estilo de chefia
que provoca resultados tão pobres?
É completamente contra a lógica e o
bom senso. Por outro lado, liderar através do poder positivo contribui para:
» Dar mais poder aos funcionários.
» Aumento da criatividade.
» Um ambiente de respeito mútuo.
» Autoestima positiva.
» Colaboradores leais.
» Pessoas dispostas a aprender.
» Alta produtividade.
» Fidelização de clientes.
4
Auto avaliação – Muitas pessoas
ficam presas em antigas formas
de pensar, fazer e acreditar – coisas
que simplesmente não funcionam.
Muitos líderes estão tão preocupados
com detalhes que já não trabalham
mais. Três das perguntas que Connor
geralmente faz aos participantes de
seus seminários são:
» O que você está fazendo na sua
vida, carreira ou empresa que está
funcionando?
» O que você está fazendo que não
está funcionando?
» O que você costumava fazer de certo
que depois parou de fazer?
Essas críticas questões podem
fazer com que você comece a viajar
na direção certa – em todas as áreas
da sua vida – se as fizer frequentemente, prestando bastante atenção
nas respostas.
Por que não investir um pouco
de tempo para descobrir áreas que
precisam de mudanças ou simplesmente estão abandonadas? Se realmente quer mudar o ambiente na
sua empresa, faça essa discussão
em grupo – os resultados serão surpreendentes.
Fonte: www.vendamais.com.br - A Comunidade de profissionais de marketing e vendas na internet.