Jornal APASE

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Jornal APASE
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Ano XXII nº 220 - Março de 2012
Novos Supervisores de Ensino escolhem cargos
A Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de
Estado da Educação realizou, na tarde do dia 14 de fevereiro, a Sessão de
Escolha de 122 cargos vagos de Supervisor de Ensino, no auditório da EE
Zuleika de Barros Martins Ferreira, na Capital, com a convocação de 168
candidatos, classificados na lista geral de número 732 a 900. A Sessão
transcorreu conforme o previsto, porém com o grande número de ausências
sobraram nove vagas na Capital, sendo duas na Diretoria Sul 2 e sete na
Sul 3. Por esta razão, a CGRH fez uma nova convocação de candidatos (do
no 901 a 940) para mais uma Sessão de Escolha na manhã de 27/02, na
sede da Coordenadoria.
O Sindicato-APASE foi representado por sua Diretora-Presidente, Neli
Cordeiro de Miranda Ferreira, que recepcionou todos os Supervisores. Após
a escolha, as Diretoras, Maria Conceição Macedo Alves F. de Paula, Maria
Clara Paes Tobo e equipe de funcionários APASE prestaram esclarecimentos e assessoria aos candidatos. Esse concurso teve sua validade
prorrogada até 27/11/2012, conforme Resolução SEE no 64, publicada em 29/09/2010. Veja a cobertura do evento na página 05.
XXVI Encontro
Estadual APASE
Conheça as Atividades
de Enriquecimento
programadas para
ampliar conhecimentos
de caráter culturais
PESQUISA - As atividades
agendadas para a tarde do dia 17
de maio dependem de prévia
manifestação, para reserva dos
respectivos lugares.
Para tanto, solicitamos informar
seu interesse até dois de maio, pelo
tel. 11 3337-6895 ou pelo e-mail
[email protected]
Mais informações na página 04.
Mulher, parabéns pelo seu dia, 08 de março
Esta edição do Jornal APASE faz uma homenagem especial a todas
as mulheres pelo 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Para este
tributo, algumas editorias da publicação fazem referência à mulher
educadora, sindicalista e lutadora em artigos e poesia produzidos
por filiados. Parabéns a todas e boa leitura!
Palestra Saúde
Dia 15 de março, 13h30
“Memória no envelhecimento
Como manter a
memória
saudável?”
com Eva Bettine,
gerontóloga pela USP
Inscrições até 09/03
Dia 23 de março - Reunião Conselho Deliberativo
seguida de Assembleia Geral Ordinária
O estudo da nova Estrutura da Secretaria de Estado da Educação
de São Paulo será o primeiro item da pauta da Reunião do
Conselho Deliberativo
Índice
. Curta - ........................................... 05
. Editorial - 3Comunicação, Ações APASE
e Dia Internacional da Mulher ............ 02
. Jurídico ............................................... 06
. Política Sindical - 3 Convite: Que tal
abandonar a heteronomia? ............... 03
. Em foco - 3 A mulher e o movimento
sindical ......................................... 08
. Ação - 3Sindicato-APASE continua visitas
às Diretoria de Ensino ....................... 04
. Fala, Supervisor - ........................ 08 à 10
No mês de junho
Viagem ao Vale do Café
3Programa de residência médica do HSPE é
eleito o melhor do País ................... 04
Leia mais sobre o passeio em
Cultura & Lazer, pág. 12
3 Frente Nacional discute rumos das PECs
no 555 e 270 ................................. 05
. Legislação ......................................... 07
3 Essência e Existência 3 Um pouco da
história APASE 3 A Presença Feminina na
Educação – Luta e Coragem 3Azul e Branco
. Acontece ........................................ 11
. Cultura & Lazer .............................12
220 - Março de 2012
Filiado à FESSP-ESP
e ao DIEESE
220 - Março de 2012
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Jornal APASE
Editorial
Comunic
ação, Ações AP
ASE e
Comunicação,
APA
Dia Internacional d
a Mulher
da
E
A comunicação é fundamental para a vida sindical, a participação fortalece e legitima a representação, objetivo primordial APASE
Escrever este editorial, a cada mês, neste espaço do Jornal APASE, constitui-se
em oportunidade importante de falar e conversar sobre a vida sindical APASE.
Momento em que se faz uma reflexão sobre as ações já realizadas, em andamento e
se programa novas ações, sempre fundamentadas nas finalidades do Sindicato.
Representação legítima da categoria, APASE age na sua defesa e valorização. Iniciase o mês de março, com programação das datas das reuniões da Comissão Paritária
instituída pela Resolução SE 60, de 30/08/2011. A Resolução SE, de 8/02/2012,
em seu artigo primeiro, determina as datas e horário da realização das reuniões, as
quais ocorrerão às segundas-feiras, às 15 horas, no Gabinete do Secretário de Estado
da Educação, nos dias 5/03, 26/03, 2/04, 16/04, 30/04 e 7/05 do ano de 2012. As
discussões sobre a regulamentação dos institutos da evolução funcional e da promoção
dos profissionais da educação do Estado de São Paulo terão prosseguimento nestas
reuniões já previstas para este semestre. Os meios de comunicação do SindicatoAPASE serão os canais para divulgação do desenvolvimento das discussões e
deliberações ocorridas nas reuniões semanais da Comissão, com a participação
efetiva da categoria nas mesmas. A comunicação é fundamental para a vida sindical,
a participação fortalece e legitima a representação, objetivo primordial APASE.
Nos critérios para evolução acadêmica e não acadêmica na carreira do Magistério,
um longo caminho a percorrer, os estudos foram iniciados em 2011, há muito que
se discutir. Envie suas sugestões para o Sindicato! Até este momento, não há notícias
sobre o pagamento do bônus mérito.
APASE participou das Sessões de Escolhas de vagas de cargo de Supervisor de
APASE
SINDICATO DOS SUPERVISORES DE ENSINO DO
MAGISTÉRIO OFICIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
GESTÃO 2011-2014
Diretoria Executiva:
Neli Cordeiro de Miranda Ferreira - Diretor-Presidente
Maria Lúcia Lanza - Diretor 1º Vice-Presidente
Márcia Delfim Borges - Diretor 2º Vice-Presidente
Maria Conceição Macedo Alves Ferreira de Paula - Diretor de Secretaria
Nereide de Miranda Marques Pereira - Diretor Geral de Finanças
Maria José dos Santos - Diretor de Finanças
Albertina de Fátima Esteves Passos - Diretor de Organização Sindical
Selma Denise Gaspar - Diretor de Assuntos Educacionais (afastada)
Aparecida Antonia Demambro - Diretor de Assuntos Educacionais
Maria Clara Paes Tobo - Diretor de Legislação e Normas
Maria José Antunes Rocha Rodrigues da Costa - Diretor de Comunicação
Vera Maria Rosa Zuffo Rossetti - Diretor de Cultura e Lazer
Suplentes da Diretoria Executiva:
Eliene Bonetti, Marco Aurélio Bugni, Luiz Augusto Olberg e Sonia Maria Busnardo Almeida
Conselho Fiscal:
Vicente Diniz Filho - Presidente
Maria Inês Sani Franco
Lourdes Gomes Macário
Suplentes do Conselho Fiscal:
Ivanilde Elias Zamae, Elisabeth Lerussi Gomes e Marcia Strazzer de Novais
Conselho Deliberativo:
Rosângela Aparecida Ferini V. Chede - Presidente
- Vice-Presidente
Irene Machado Pantelidakis - Secretário
Conselheiros:
Grande São Paulo - Centro: T-Alfredo Sérgio Ribas dos Santos, S-Wilson Alves Ferraz Sobrinho; CentroOeste: T-Flávia Geni Zeraik, S-Dilma Terezinha Rodrigues Franchi; Centro-Sul: T-Maria do Carmo Rodrigues
Del Bianco Pedroso, S-Maria Alice Rosmaninho Perez; Leste 1: T-Gisele Kemp Galdino Dantas, S-Lucilia Ap.
de Freitas Costa; Leste 2: T-Fátima Regina Preti, S-Neuci do Carmo Daniel Azevedo; Leste 3: T-Margarida
Masetto Manzano; Leste 4: T-Tânia Maria Gomes Stocco, S-Luís Alberto Alves; Leste 5: T-Rodolpho Marques
Filho, S-Ivany Theodósio Lérco Flygare; Norte 1: T-Maria Cecília Soares da Anunciação, S-Norma Sueli
Ghiraldi Paladini; Norte 2: T-Robinson Felix Augusto de Oliveira, S-Joana Vera Simacek Paulesini; Sul 1: TDiego Antonio Arsenio Brea Fernandez, S-Célia Regina Martinatti; Sul 2: T-Francisca Alves de Lima, S-Edilene
Ferreira Antunes de Souza; Sul 3: T-Eliana Pahim Martins Gomes, S-Francisco Fernandes Campos; Caieiras:
T-Alcides Domingues, S-Ana Maria Cesário Moraes; Carapicuíba: T-Benedito Vieira; Diadema: T-Elisa Sonoe
de Avila Ono, S-Maria Lucia Franco Florentino; Guarulhos Norte: T-Alexandre de Paula Franco, S-Marisa
Regina de Camargo Semansin; Guarulhos-Sul: T-Maria Angélica Onoda, S-Valdete Estevinho Rinaldi; Itapecerica
da Serra: T-Ives Banqueri da Silva; Itapevi: T-Joyce Marins Araújo Santos, S-Jurandir Monteiro de Souza;
Itaquaquecetuba: T-José da Conceição Nogueira, S-Juarez Bernardino de Oliveira; Mauá: T-Maria do Carmo
Santana Alves, S-Rita de Oliveira Nunes Franco; Mogi das Cruzes: T-Araci Nunes Camargo, S-Teresinha
Cristina Alves da Silva; Osasco: T-Irene Machado Pantelidakis; Santo André: T-Ana Maria Bôa Ventura
Fabian, S-Maria Antonia de Oliveira Vedovato; São Bernardo do Campo: T-Luis Amauri Caratin, S-Helenir
Marossi Georgetti; Suzano: T-Marco Antonio de Carvalho, S-Iracema Costa da Silva Mariano; Taboão da
Serra: T-Graciete Galvão de Paula Leite, S-Mirna Elisa Bonazzi.
Ensino, nos dias 14 e 27 de fevereiro, acolhendo os colegas que passarão a integrar
a categoria, dando-lhes boas-vindas.
Comemoramos, neste mês, o Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março.
No magistério, a mulher ocupa lugar de destaque, a grande maioria de profissionais
femininas caracteriza a carreira, desvalorizada socialmente, portanto há que se refletir
se este é o motivo dos baixos salários; refletir sobre a situação da mulher no contexto
atual, fundamentando-se em sua qualificação profissional, escolarização e condições
de vida o que deve levar a firmar posição pelo reconhecimento de sua igualdade
social. Há muito que ser feito ainda, muitas são as mulheres arrimo de família, mas
não assim consideradas nas diversas carreiras. No Magistério, muito pouco pensadas
são as condições de trabalho, de carreira e de salário, muitas são as mulheres que
trabalham longas horas fora de casa e acumulam com as atividades domésticas. A
participação política feminina ainda é muito reduzida, seja ela nos partidos políticos,
seja em outras organizações, pois esse acúmulo de funções da mulher dificulta esse
envolvimento. O aperfeiçoamento da democracia brasileira passa pelo engajamento
político das mulheres, maioria dos eleitores, mas com reduzida participação política.
A formação política deve ser iniciada na infância, na família e na escola. O Brasil
avançou muito, pois elegeu Presidenta, mas há muito que avançar ainda.
Parabéns, companheiras, pela conquista de igualdade de gênero. Parabéns pelo
Dia Internacional da Mulher! A luta continua, companheiras!
Neli Cordeiro de Miranda Ferreira - Diretora-Presidente
Interior - Adamantina: T-Anita Alcoba Montialli, S-Maria da Penha Oliveira Schuindt; Americana: T-Luis
Antonio Nunes, S-Célia Maria Benati Veríssimo; Andradina: T-Maria de Fátima Moises Tobal; Apiaí: T-Carla
Ceriani; Araçatuba: T-Jane Fátima Paiva Furtado Bedran de Castro, S-Faustina Amorim da Silva; Araraquara:
T-Marli Aparecida da Silva Vigoti, S-Maria Auxiliadora Pinto Schiavone; Assis: T-Marlene Aparecida Barchi Dib,
S-Rosinei Cristina Ribeiro Victor Alves; Avaré: T-(...); Barretos: T-Sandra Sueli de Castro Lacerda, SCleuvanir Aparecida Tojeira Firmino Carlos; Bauru: T-Maria Manoela Maschietto Brito, S-Maristela Bárbara
Rodrigues de Lima; Birigui: T-Maria Noemi Gonçalves do Prado, S-Vera Marcia Saes Coghi; Botucatu: TMaria Nazareth Gonçalves, S-Regina Littério de Bastos Ferrari; Bragança Paulista: T-Rosangela Aparecida
Ferini Vargas Chede, S-Elenira Martins Sanches Garcia; Campinas-Leste: T-Corintha Aimbiré de Moraes
Santos Batista Carlos; Campinas-Oeste: T-Clarete Paranhos da Silva, S-Maria de Jesus Ferreira Martins
Taveira da Gama; Capivari: T-; Caraguatatuba: T-Maria de Lourdes Pace de Barros; Catanduva: T-Márcia
de Campos Barbosa, S-Rita de Cássia Baldan Batista; Fernandópolis: T-Rosângela Caparroz Garcia;
Franca: T-Sônia Lúcia da Silva Rodrigues, S-Aurélio Luis da Silva; Guaratinguetá: T-Terezinha Maria de
Souza Alves Nunes, S-Nice Hornburg da Silva Sampaio; Itapetininga: T-Elídia Vicentina de Jesus Ribeiro,
S-Telma Elizabete de Moraes; Itapeva: T-Maria Alcione Marques da Silva Batista; Itararé: T-Maria Aparecida
da Rocha, S-José Maria Ferreira; Itu: T-Rita de Cássia Kühne Império, S-Maria Cristina Urban Telles de
Menezes; Jaboticabal: T-Maria Dalva Bertani de Freitas, S-Edna Apparecida Soares de Carvalho; Jacareí:
T-Benedita Raimunda da Silva, S-Elsa Pereira Timoteo; Jales: T-João Luiz Sene, S-Errivaine Aparecida
Ferreira; Jaú: T-Silvana Regina da Cruz Bueno Ribeiro Branco, S-Maria Medianeira de Almeida Pacheco
Fraga; José Bonifácio: T-Anália Fernandes da Rocha, S-Célia Aparecida Mendes Machado; Jundiaí: TRosaura Aparecida de Almeida; Limeira: T-Heide Lambertucci; Lins: T-Ana Lúcia Zanotte, S-Luciene Pereira
Paiva Marchioreto; Marília: T-Maria Regina Pereira de Araújo, S-Rosa Virgínia Muff Machado; Miracatu: TLourdes Maria Baptista da Costa Silva; Mirante do Paranapanema: T-Marisa Bezerra de Melo, S-Joceli
Sevilha Gonçalves Barbeto; Mogi Mirim: T-Josimeire Ricardo da Rocha, S-Sueli Mara Scarin Barzon;
Ourinhos: T-Edson Machado, S-Ednéia de Fátima Evangelista; Penápolis: T-Zilce Aparecida Maciel, S-Vania
Maria Soares; Pindamonhagaba: T-Ailton José Agostini; Piracicaba: T-Luiz Carlos Marconi; Piraju: TMargareti de Fátima Quinteiro Carneiro da Silva; Pirassununga: T-Marta de Fátima Silva Forsan, S-Lucimeire
dos Santos; Presidente Prudente: T-Dorlei Aparecida Maurício Geremias; Registro: T-Alencar Neves Gato,
S-Eugênio Dodecézino Berto; Ribeirão Preto: T-Ana Cláudia Sampaio dos Santos Ribeiro; Santo Anastácio:
T-Luciene Pereira Barreto; Santos: T-Irene Weller de Holanda, S-Sandra Faria Fernandes; São Carlos: TLeila Leane Lopes Leal, S-Aparecida Fátima Martins da Silva; São João da Boa Vista: T-Helena Leal
Sampaio Delbin, S-José Milton Pavani Parolin; São Joaquim da Barra: T-Eduardo Aparecido Ambrozeto, SKenia Colombo Colmanetti; São José do Rio Preto: T-Márcia Rita Mesquita Ferraz de Arruda, S-Marilda
Machado Tebar Palhares; São José dos Campos: T-Sheila Roberti Pereira da Silva, S-Luz Heli Maria de Paiva
Oliveira; São Roque: T-Catarina da Penha de Albuquerque Quadros Altieri; São Vicente: T-Ariadeney
Valente Ferreira, S-Evelyn Soares Urquieta; Sertãozinho: T-Gláucia Bertelli dos Reis; Sorocaba: TRosangela Quequetto de Andrade Arcos, S-Helena Aparecida de Lima; Sumaré: T-Alice Maria Gerolamo
Gonçalves, S-Marisa Cortez Rangel; Taquaritinga: T-Chelsea Maria de Campos Martins, S-Simone Andrela;
Taubaté: T-; Tupã: T-Marilza Andrêo Corrêa Emed; Votorantim: T-Evelize Assunta Padovani Monteiro;
Votuporanga: T-Nelson Valdo Moreira.
Periódico mensal de divulgação do Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo
Comissão responsável: Neli Cordeiro de Miranda Ferreira, Maria José Antunes Rocha R. da Costa e Albino Astolfi Neto.
As matérias publicadas, nesta edição, são de inteira responsabilidade dos autores.
Jornalista Responsável e Editoração Eletrônica: Rose Stefanelli - MTb. 22.810
Colaboradora : Lúcia Yoco Hatanaka
Impressão: Neo Graf Indústria Gráfica e Editora Ltda - Tiragem - 4.600 exemplares
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SINDICATO DOS SUPERVISORES DE ENSINO DO
MAGISTÉRIO OFICIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
Rua do Arouche, 23, 1º andar - CEP 01219-001 São Paulo/SP Tel/Fax.: (11) 3337 6895
site: www.sindicatoapase.org.br / e-mail: [email protected]
Jornal APASE
Convite: Que t
al abandonar
tal
a heteronomia?
Se observarmos algumas representações
referentes ao sindicato ficará nítido como,
muitas vezes, agimos como bois, isto é
“desconsideramos a força que temos”.
Tentam nos fazer crer que somos
anacrônicos e ultrapassados. Porém, o que
desejam é que percamos a capacidade de
resistir e de nos organizarmos. É, pois como
seres de práxis e só enquanto tais, ao assumir
a situação concreta em que estamos, como
condição desafiante é que somos capazes
de mudar-lhe a significação por meio de
nossa ação (FREIRE, p.157).
Ora, será que pensarmos em condições de trabalho dignas, plano de carreira que contemple
os profissionais (que até então suportaram a triste realidade da Educação do Estado de São
Paulo) e valorização profissional são assuntos ultrapassados? É engraçado, falar em salário, por
exemplo, parece uma blasfêmia. Ora, não vivemos no Capitalismo, na sua fase mais avançada,
fase essa em que conhecimento tem alto preço?
Os professores somos imprescindíveis! Já estamos em falta. Não adianta discurso que promete
atratividade para a carreira docente. Podem esquecer, a realidade destrói quaisquer palavras ocas
que não se sustentam no dia a dia. Também podem esquecer que os Administradores de
Empresas, os Economistas, os Advogados ou os Contadores resolverão os problemas educacionais
que vivenciamos. Tudo bobagem! O tempo dirá que temos razão. Lembremos a fadada
Progressão Continuada. Pois é, ela não resolveu o problema da aprendizagem nas nossas
escolas. Por que será? Talvez, porque as condições reais para que desse certo foram desconsideradas.
O fato é que, nós, os educadores, temos a razão nessa história. Fomos humilhados, falaram que
éramos elitistas, depois, que éramos mal formados, que não sabemos nada de educação, mas o
tempo evidenciou que os problemas são outros, por exemplo, falta de investimentos nas
escolas, salas superlotadas, falta de professores etc.
Pois bem, a discursiva ideológica neoliberal tenta incutir na nossa cabeça que tudo está
bem. Vivemos a Democracia. Isso é uma falácia, pois as medidas implementadas há anos vão à
contramão dos interesses dos profissionais da educação, mais que isso, vão contra os educandos,
cada vez mais analfabetos funcionais. Quaisquer ações trazem no bojo elementos que levam à
destruição da carreira do magistério e mais do que isso, gera desunião. Por exemplo, há
profissional que fez prova mérito e obteve aumento salarial, o que feriu o princípio de isonomia
salarial, ele até pode se sentir recompensado pelo Governo, mas não pode acreditar que é
superior aos colegas, que é mais inteligente. Na verdade, se ele pensar assim, ele aderiu à lógica
da pseudo meritocracia. Contudo, muitas vezes nem ele se dá conta disso. Quem pensa assim
foi consumido pelo Capitalismo, são os sujeitos acríticos, vítimas da rinoceronite1.
A participação ativa (talvez isso seja um pleonasmo) é condição sine qua non para tentarmos
uma intervenção radical. Todavia, a tentativa de fazer com que as pessoas acreditem que, no
século XXI, não há mais espaço para a mobilização, para a reflexão crítica, para movimentos de
oposição e luta pelos direitos dos trabalhadores são tentativas de desconstrução do alicerce que
é o sindicato. É impossível a existência de qualquer resistência sem organização, que é o cerne
do sindicato. Por outro lado, também não podemos acreditar na concessão de “democracia
mínima”, isto é, o chamamento para “pactuar”, pois são aceitos na estrutura posta apenas frágeis
e caricaturais mecanismos de consulta e de deliberação. Temos que lutar contra o solilóquio,
pois conforme denuncia Gentili: “as democracias podem garantir, de forma pacífica e consensual,
os mesmos objetivos que os dos governos autocráticos e ditatoriais; ao mesmo tempo em que
oferecem a possibilidade de voltar a eles, caso não tenham sido cumpridas as metas esperadas”
(GENTILI, 1998, p. 62).
Na verdade, não sabemos muito bem exercer a democracia. Muitas vezes pensamos que
ela é a maneira pela qual escolhemos nossos representantes. Sim, a democracia contempla
isso, é um passo. Mas, ela vai além disso, democracia na forma radical é alimentada pelo
comprometimento com os pares e pela participação. É muito fácil criticarmos quaisquer
ações do Sindicato, mas permanecermos no aconchego do lar, esperando que outras pessoas
ajam da maneira como imaginamos que deva ser. Por que não a discussão frutífera rumo à
construção de um consenso legítimo? Por exemplo, nas eleições APASE alguns colegas
indagaram porque houve uma chapa. A pergunta deveria ser outra: Por que eu não participei
de uma chapa?
Talvez, a resposta a essa questão revela a nossa acomodação e/ou ingenuidade política.
Porém, aos colegas que possuem plena consciência da necessidade e legitimidade do sindicato,
é importante ressaltar mais uma vez o árduo papel que lhes cabe, pois vivemos os tempos da
“imbecilização planetária promovida pela indústria cultural de massas, como diria Theodor
Adorno” (ALVES, p.8). Vivenciamos a barbárie social do capital, produzindo sujeitos humanos
incapazes de uma intervenção prático-sensível radical. Eis as palavras de ALVES:[...]”Pensar é
perigoso, na ótica do capital. Por isso, a construção cultural da ordem burguesa é reduzir a
formação humana a mera conformação/adaptação aos requisitos da ordem burguesa que produz
(e reproduz) “escravos assalariados” (ALVES, 2011, p.08).
Assim, a ausência de um enunciador coletivo que tenha crédito ou, nas palavras de Alves,
“uma democracia sem povo organizado e consciente é o sonho dourado das classes dominantes
da ordem burguesa. Uma democracia sem democratização radical é o anseio oculto do capitalismo
histórico” (ALVES, 2011, p.09).
Precisamos ir além da tomada de consciência de uma situação de opressão, pois isso não
basta para mudar a realidade opressiva, temos que desenvolver uma política de organização
com uma estratégia capaz de orientar uma ação de transformação social e política. Isto é, cabe
a nós. Esse é o desafio posto. Precisamos da inteligência de todos para não cair no risco de
legitimar decisões tomadas por outros.
Quanto a isso conseguimos recentemente uma vitória em nosso sindicato ao elaborarmos
no Fórum Sindical as nossas teses. Precisamos deixar claro pelo que nós lutamos. Isso foi um
avanço na nossa organização.
Vivenciamos anos de autoritarismo, perdemos a voz. Recentemente, fomos chamados para
participar. Porém, o significado dessa participação é responsabilidade coletiva nossa. Lembremse “APASE somos todos nós”. Não adianta criticar os rumos tomados se não nos comprometermos.
Nas palavras de Gentili:
[...] realizar a necessária crítica aos mecanismos de consenso educacional não supõe, creio
desistir do desafio imprescindível de mudar a escola que temos. Ao contrário, é aceitar
que essa mudança deve ocorrer; ainda que só será genuinamente democrática se a atividade
política deixar de se reduzir a um jogo de simulacros, tornando-se um mecanismo legítimo
de transformação social e de emancipação, a serviço do bem-estar das maiorias (GENTILI,
1998, P. 70).
Portanto, cabe a TODOS NÓS, SUPERVISORES, construirmos um discurso contrahegemônico, realizando todas as etapas possíveis de elaboração, desde a desmontagem da
ideologia dominante até a criação de uma fala nova, capaz de exprimir a crítica das ideias e
práticas existentes, capaz de mostrar a todos as ilusões do senso comum e, sobretudo, de
transformar o interlocutor em parceiro e companheiro para a mudança.
Gisele Kemp Galdino Dantas - Supervisora de Ensino, Conselheira APASE - DE Leste 1
REFERÊNCIAS
ALVES, Giovanni. Formação humana e reprodução social para além do capital (prefácio). In: BATISTA,
Eraldo Leme; NOVAES, Henrique (orgs). Trabalho, Educação e Reprodução Social: as contradições
do capital do século XXI. Bauru, São Paulo: Canal 6, 2011.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. 11 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006
GENTILI, Pablo. A falsificação do consenso: simulacro e imposição na reforma educacional do
neoliberalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
IONESCO, Eugène. O Rinoceronte. São Paulo: Abril Cultural, 1976.
1
Ionesco na peça “O Rinoceronte” conta a história de uma cidade pacata que se transforma
completamente após a passagem de um rinoceronte por suas ruas. À medida que a origem do
paquiderme é discutida e em alguns casos rebatida, ele, misteriosamente vai se proliferando de
maneira incontrolável, até finalmente notarmos que os próprios cidadãos da cidade vão aos poucos
se metamoforseando em rinocerontes. Nas entrelinhas, é claro que o rinoceronte vem simbolizando o
conformismo na qual a sociedade está estacada. Essa metamorfose sofrida pelos habitantes é a
rinoceronite, uma analogia ao processo continuo de mediocrização que a sociedade vem sofrendo há
tempos, um processo que nos dias atuais vem se agravando. (http://anatoli-oliynik.blogspot.com/
2009/07/o-rinoceronte.html).
3
220 - Março de 2012
“(...) uma democracia
sem povo organizado e
consciente é o sonho
dourado das classes
dominantes da ordem
burguesa. Uma
democracia sem
democratização radical é o
anseio oculto do
capitalismo histórico (...)”
Política Sindical
220 - Março de 2012
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Ação
Sindicato-APASE continua visitas às
Diretoria de Ensino
No mês de fevereiro, foram cinco as Diretorias de Ensino visitadas pela
Diretora-Presidente, Neli Cordeiro de Miranda Ferreira, duas delas
acompanhada pela Assistente de Diretoria, Sueli Ripa Nayme. Nos dias 6 e 7,
aconteceram as visitas às DEs Leste 2 e Leste 3, situadas na capital paulistana.
As outras três, DEs de Marília, dia 27/02, Assis e Ourinhos, dia 28, ocorreram
após o fechamento desta edição.
Essas visitas propiciam a aproximação da entidade com seus filiados e,
principalmente, com os que ainda não aderiram. Estes recebem as orientações
sobre as ações da entidade, tiram dúvidas sobre questões administrativas e
informam-se sobre os
serviços disponibilizados
aos sindicalizados. Alguns
desses Supervisores, presentes à reunião, preencheram a ficha de filiação
e dessa forma engrossaram as fileiras da
categoria na luta pela
melhoria na educação, por
melhores condições de
trabalho, salário digno,
entre outras reivindicações.
As visitas foram iniciadas
no mês de janeiro, a partir
de quatro DEs do interior.
Os Grupos de Supervisão
de Itu, Votorantim, São
Roque e Sorocaba, receberam a Diretora-Presidente.
Com essa ação, Neli Ferreira
cumpre item do Plano de
Ação proposto para 2012.
Os Conselheiros das demais regiões que desejarem
pré-agendar uma visita do
representante APASE devem
entrar em contato com Secretaria APASE (11 3337-6895) ou pelo e-mail
[email protected]
Jornal APASE
Atividades culturais enriquecem
Encontro APASE 2012
As tradicionais atividades culturais promovidas nos Encontros APASE mais
uma vez estão presentes nesta 26a edição. A noite de abertura contará
rojeto Guri - PPolo
olo Barra Bonita
com a apresentação da Orquestra “P
“Projeto
Bonita”” ,
composta por jovens da comunidade.
No segundo dia do Encontro, o artista Silvionê Chaves encenará o
Cardápio Rubem Alves
monólogo “Cardápio
Alves”, homenagem ao escritor e aos
educadores, e, na sequência, o momento de integração dos participantes
no Coquetel de Confraternização.
A costumeira Visita à Comunidade terá, desta vez, mais duas opções
na tarde do dia 17 de maio. Uma é o Passeio de Barco, incluindo a eclusagem,
pelo Rio Tietê, saída às 14h30,
e, logo depois, a visita ao
Território do Calçado, em Jaú.
Os interessados em realizar
estes passeios devem confirmar
a participação no ato da
inscrição ou até 02/05
02/05,, tendo
em vista a reserva de lugares
no barco e no transporte para
essas atividades.
Neste mesmo dia, no período da noite, haverá também a exibição do filme
As Melhores Coisas do Mundo
Mundo, e um debate com a participação de
Cláudia Mogadouro, historiadora e educadora audiovisual do Projeto
Educativo Tela Brasil, idealizado por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi, diretora
e roteirista do filme.
O XXVI Encontro Estadual APASE será realizado de 15 a 18 de maio
de 2012
2012, no Hotel Estância Barra Bonita
Bonita,, na cidade de Barra Bonita/
SP, com o tema “Educação contemporânea: desafios frente à lógica da
mercadoria”.
Hospedagem no final de semana
Os participantes interessados, incluindo familiares, em permanecer no
hotel após o evento, de 18 a 20/05, poderão se inscrerver desde já com
preços promocionais oferecidos pelo Hotel Estância Barra Bonita:
Programa de residência médica do
HSPE é eleito o melhor do País
A representante APASE na Comissão
Consultiva Mista do IAMSPE, Maria Antonia
de O. Vedovato encaminhou a informação
de que o programa de residência médica
em neurocirurgia do Instituto foi eleito o
melhor do País entre 50 outros cursos da
área pública e privada.
A avaliação foi feita pela Sociedade
Brasileira de Neurocirurgia que analisa
a nota média obtida pelos residentes
(76,6 - média do IAMSPE) na prova anual
aplicada pela SBN e a visita que a entidade
realiza, a cada dois anos, aos programas
de residência. Por sinal, é grande a
procura pelos cursos de residência do
Instituto, realizados há 44 anos.
Para Maria Antonia, é um fato relevante
que merece ser divulgado para que os
contribuintes, detentores do patrimônio
IAMSPE, saibam da importância do ensino
nele desenvolvido e da qualidade técnica
e acadêmica dos seus profissionais. Ao
mesmo tempo, diz ela, que sirva como
incentivo na luta pelas reivindicações da
CCM, entre elas a defesa da contribuição
paritária do Estado ao Instituto, bem como
a implantação do Conselho de Administração com a participação dos servidores
na gestão do IAMSPE.
Consulte o site APASE, www.sindicatoapase.org.br, para saber dos valores,
condições de hospedagem e formas de pagamento para o período do
Encontro.
As inscrições deverão ser feitas por meio da internet (é só clicar no quadro do
Encontro) ou mediante o envio, para o Sindicato-APASE, por correio ou fax, da
Ficha de Inscrição, disponível no mesmo site, acompanhada do comprovante de
depósito da primeira parcela. O montante relativo à inscrição e hospedagem
poderá ser parcelado conforme a data da inscrição. Esta só será cadastrada no
sistema após o recebimento do comprovante de quitação da primeira parcela,
por meio de depósito bancário ou cheque.
Jornal APASE
O Sindicato-APASE esteve presente, em 03 de fevereiro, na primeira reunião de 2012 da Frente
Nacional São Paulo pelas PECs n o
555 (proposta dispõe sobre o fim
da contribuição previdenciária para
aposentados e pensionistas) e n o
270 (institui a aposentadoria integral para servidores aposentados
por invalidez).
A Diretora-Presidente, Neli
Cordeiro de Miranda Ferreira, representou APASE na reunião
realizada na sede do Sindicato
Nacional dos Funcionários do
Banco Central (Sinal), em São
Paulo, cujo objetivo foi avaliar o
momento político e traçar as
estratégias de ação, já em
fevereiro, para a aprovação, em
segundo turno, da PEC 270 e
para que a PEC 555 seja colocada
em votação no Plenário.
Grupo APASE visita exposição Roma
“Roma - A Vida e
os Imperadores”,
exposição em cartaz
no MASP, foi o programa dos supervisores de ensino que
formaram o grupo APASE, organizado pela Diretora de Cultura
& Lazer, Vera Rosseti, na tarde de 14/02 (acima, parte do grupo).
Dia 14 de fevereiro, a Coordenadoria de
Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de
Estado da Educação realizou a Sessão de
Escolha de 122 cargos vagos de Supervisor de
Ensino. Das vagas oferecidas (77 nas Diretorias
da Capital, 34 nas da Grande São Paulo e 11
nas Diretorias do interior do Estado), devido ao
grande número de ausências, restaram nove
Diretora-Presidente APASE
vagas na Capital, sendo duas na Diretoria Sul 2
apresenta-se aos candidatos
e sete na Sul 3. Para completar essas vagas
momentos antes da escolha
remanescentes, a CGRH fez nova chamada para
Escolha dia 27 de fevereiro, tendo sido escolhidas as nove vagas, sendo o
número 916 a última candidata a escolher.
Além do Sindicato-APASE, estiveram presentes no dia 14/02 para
recepcionar e desejar boas-vindas aos colegas ingressantes, representantes
dos Grupos de Supervisão das DEs Centro, Leste 3, Norte 1 e Sul 3. Esse
trabalho já rendeu algumas filiações de imediato e expectativa de novas
adesões após a posse.
De acordo com informação fornecida pela
Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos,
a publicação no Diário Oficial do Ato de
Nomeação dos Supervisores ingressantes está
prevista ainda em fevereiro (após o fechamento
desta edição) e a perícia para fins de Laudo
Médico agendada para os dias 1o ou 5 de março.
Veja todas as fotos da Sessão de Escolha no
site APASE.
Para Vera, esta rica exposição, repleta de elementos que
permeiam três séculos da história romana, não pode deixar de ser apreciada.
Diretoria APASE reúne-se ordinariamente
Na manhã de 25 de fevereiro, na sede APASE, os membros da Diretoria
Executiva reuniram-se conforme calendário para tratar de pauta específica.
Entre os informes: 3 a concretização da filiação APASE ao DIEESE; 3o processo
de alteração estatutária do Sindicato-APASE; 3 a participação APASE na Sessão
de Escolha para ingresso de Supervisores; 3 as visitas da Diretora-Presidente
às Diretorias de Ensino do interior e
Capital atrelada à campanha de
filiação; e o andamento do projeto de
reformulação do site APASE. A
escolha do Diretor de Assuntos
Educacionais esteve entre os itens dos
Assuntos Sindicais e a nova representante é a suplente Aparecida
Antonia Demambro.
Conselho Fiscal - Os integrantes
do Conselho Fiscal APASE fizeram sua
reunião mensal no dia 29 de fevereiro
(após o fechamento desta edição), na
sede, para analisar os balancetes de
dezembro/2011 e janeiro/2012. As
conclusões desta reunião serão divulgadas na próxima edição do Jornal.
Dia 27/02, as Diretoras Maria Conceição de Paula e
Maria Clara Tobo recepcionaram as candidatas.
ANUÁRIO DA MULHER BRASILEIRA O Sindicato-APASE recebeu do
Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) o
Anuário da Mulher Brasileira,
produzido em parceria com a
Secretaria de Políticas para
Mulheres (SPM). O anuário
apresenta indicadores referentes a temas como
demografia e família; trabalho e autonomia da
mulher; trabalho doméstico; infraestrutura e
equipamento social; educação; saúde; espaços de
poder; e violência. No tópico educação, por
exemplo, há o percentual da distribuição das
mulheres e meninas que frequentam escola ou
creche. Os interessados podem consultar essa
mídia na sede APASE ou solicitar o envio do
material em PDF, por e-mail.
Neli Cordeiro de M.
Ferreira, Maria Bernadete
Souza (representante da
DE Centro) e sua futura
colega de Diretoria,
Mônica Menin Martins (a
dir.), primeira candidata a
escolher em 14/02.
5
220 - Março de 2012
Frente Nacional discute rumos das
PECs no 555 e 270
Ação
APASE presente nas Sessões de
Escolha dos novos Supervisores
220 - Março de 2012
6
Jornal APASE
Jurídico
Posse e Exercício
Instruções para o ingressante
O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado, Lei nº 10.261, de
28 de outubro de 1968, institui o regime jurídico dos funcionários públicos
civis do Estado de São Paulo.
Os artigos 46 a 55 estabelecem regras para a posse e os artigos 57 a
75, regras para o exercício.
Posse
Prazos
A posse do ingressante deverá se verificar no prazo de 30 dias, contados
sequencialmente da data da publicação do ato de nomeação, conforme
dispõe o artigo 52 da Lei 10.261/68.
Esse prazo poderá ser prorrogado por mais 30 dias (§ 1º do citado artigo
52), mediante requerimento do interessado. A autorização para essa
prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado.
Sugere-se que, ao pedir a prorrogação, se faça constar que a mesma
deve ser a partir do 31º dia da publicação da posse.
Atenção – Comparecer na Diretoria de Ensino em que foi nomeado
antes do 30º dia, para pedir a prorrogação, para que a nomeação não
seja tornada sem efeito (§ 3º do mesmo artigo 52).
Os prazos citados devem ser contados em dias corridos, não se
computando o dia inicial e, prorrogando-se o vencimento, que incidir em
sábado, domingo, feriado ou facultativo, para o primeiro dia útil seguinte
(Parágrafo único do artigo 323 da Lei 10261/68).
Documentos
Para tomar posse, o nomeado deverá apresentar ao superior imediato,
original e cópia, de cada documento, abaixo elencado:
3 cédula de identidade (RG), comprovando ser brasileiro;
3 título de eleitor e prova de que votou na última eleição ou de que
pagou a respectiva multa ou, ainda, de que se justificou perante a Justiça
Eleitoral;
3 comprovante de estar em dia com as obrigações militares;
3 declaração, de próprio punho, de boa conduta e de não ter sofrido
penalidades, dentre as previstas nos incisos IV, V e VI do artigo 251 da Lei
10.261/68;
3 se pai/mãe ou responsável por criança em idade escolar, comprovante
de que a mesma está matriculada em estabelecimento de ensino;
3 documento comprovando a habilitação para a investidura no cargo,
rigorosamente de acordo com o previsto nas Instruções Especiais SE – 3/
08, que regem o presente concurso, ou seja:
a)diploma, devidamente registrado, de licenciatura plena em Pedagogia;
b) diploma de Mestrado ou Doutorado, na área de Educação;
c) certificado de conclusão de curso de especialização na área de
educação, destinado a licenciados, criado e aprovado nos termos de
normas específicas do Conselho Estadual de Educação.
3 documento em que comprove atender ao requisito temporal
estabelecido no Anexo III a que se refere o artigo 8º da Lei Complementar
836/97, ou seja, ter no mínimo de 8 (oito) anos de exercício, efetivamente
prestado no Magistério, desde que exercido em escola devidamente
autorizada e reconhecida pelo órgão do respectivo sistema, dos quais 2
(dois) anos no exercício de cargo ou função de suporte pedagógico
educacional ou de direção de órgãos técnicos, ou ter, no mínimo, 10 (dez)
anos de Magistério.
3 Certificado de Sanidade e Capacidade Física (laudo médico) declarandoo apto ao exercício do cargo, expedido pelo Departamento de Perícias
Médicas do Estado (DPME).
No ato da posse, o ingressante deverá, também, informar se exerce ou
não outro cargo/função no serviço público.
Exercício
O exercício do ingressante dar-se-á no prazo máximo de 30 dias,
contados da data da posse, podendo este prazo ser prorrogado por igual
período, mediante requerimento do interessado e com autorização do
superior imediato, a ser publicada no Diário Oficial do Estado.
O ingressante que pretenda exercer o cargo em regime de acumulação,
somente poderá assumir o exercício após ato decisório favorável/legal
devidamente publicado em Diário Oficial, conforme dispõe o artigo 19 do
Decreto 53.037/08.
Observação
A Instrução DRHU-1, de 25 de novembro de 2010, que uniformiza os
procedimentos relativos à posse e exercício está disponível no site APASE.
Caso seja publicada outra instrução relativa a este ingresso, será
prontamente disponibilizada.
Ações Ganhas
Pleiteando a equiparação de vencimentos de Delegado de Ensino
para Dirigente Regional:
O Tribunal de Justiça, mantendo sentença de 1ª instância da 5ª Vara da Fazenda
Pública, garantiu a Clélia Maria Uchoa Falcão, Célia Regina De Marchi Bauduco,
Ivone Bergamasco Calore, Ivone Galvani Gomes de Almeida, Maria Carolina
Pilan, Marilena Rissuto Malvezzi e Suely Natali Pacheco o direito a receber os
décimos incorporados, com base na remuneração do cargo de Dirigente
Regional de Ensino e não na remuneração de Delegado de Ensino. (1824)
Pleiteando a atribuição de vagas, nos termos da Resolução SE
57/08:
Sentença de 1ª instância, da 12ª Vara da Fazenda Pública, em Mandado de
Segurança, garantiu a Fátima Regina Preti, em estágio probatório, o direito à
atribuição de vagas, nos termos da Resolução 57/08. (1942)
Pleiteando o pagamento correto do art. 129 da Constituição
Estadual:
O Tribunal de Justiça, confirmando sentença de 1ª instância da 6ª VFP,
garantiu a Hélio José dos Santos, Jair Lopes Fiamengui, Lolita Andrade
Leal Dantas, Márcia Helena Martins Lopes dos Santos, Maria José Liduena,
Mércia Cristina Zoqui Frugoli, Paulo Cesar Cedran, Roseli Aparecida Peghin
Cenale e Wanderlei Sebastião Gabini o direito a receber a 6ª parte incidindo
sobre as Vantagens Incorporáveis. (1860)
Ação Ordinária distribuída
Pleiteando a equiparação de vencimentos de Delegado de Ensino
para Dirigente Regional:
Processo encabeçado por Mario Basacchi
Autores: José Mauricio Grothe, Maria Inês Gonçalves de Oliveira Bancatelli,
Maria Ozélia Moreira Figueiredo de Souza, Moacyr da Silva, Roberta Froncillo,
Washington Luiz Freire e Zilá Cerizze Marcondes.
A ssistência
Jurídica
Plantão
Às terças
-feiras, das 9 às 11 horas
terças-feiras,
às quintas-feiras, das 14 às 16 horas
_ [email protected]
a_
Jornal APASE
Legislação
A íntegra da legislação pode ser encontrada nos sites: www.sindicatoapase.org.br, www.in.gov.br (Federal) e www.imesp.com.br (Estadual)
Federal
Lei 12.593/12, DOU 19/01/12 (pág. 01 e 02)
Institui o Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015.
Lei 12.594/12, DOU 19/01/12 (pág. 03 a 08)
Institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase),
regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a
adolescente que pratique ato infracional; e altera as Leis no 8.069, de
13/07/1990 (ECA); 7.560, de 19/12/1986, 7.998, de 11/01/1990,
5.537, de 21/11/1968, 8.315, de 23/12/1991, 8.706, de 14/07/1993,
os Decretos-Leis nos 4.048, de 22/01/1942, 8.621, de 10/01/1946, e
a CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º/05/1943.
Resolução CNE/CEB 01/12, DOU 24/01/12 (pág. 10)
Dispõe sobre a implementação do regime de colaboração mediante
Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE), como
instrumento de gestão pública para a melhoria da qualidade social
da educação.
Resolução CNE/CEB 02/12, DOU 31/01/12 (pág. 20 e 21)
Define Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Parecer CNE/CEB 05/11 – homologado por Despacho Mlnisterial,
publicado em 24/01/12 (pág. 10)
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Parecer CNE/CEB 14/11, DOU 13/02/12 (pág. 20)
Diretrizes para o atendimento de educação escolar de crianças,
adolescentes e jovens em situação de itinerância.
Estadual
Decreto 57.733/12, DOE 11/01/12 (pág. 01 a 21)
Fixa normas para a execução orçamentária e financeira do
exercício de 2012.
Decreto 57.769/12, DOE 08/02/12 (pág. 01)
Dispõe sobre o expediente nas repartições públicas estaduais
pertencentes à Administração Direta e Autarquias, relativo aos
dias que especifica.
Resolução SEE 05/12, DOE 20/01/12 (pág. 23)
Dispõe sobre a reorganização curricular do Ensino Fundamental,
nas Escolas Estaduais de Tempo Integral.
Resolução SEE 06/12, DOE 20/01/12 (pág. 23 e 24)
Altera dispositivos da Resolução SE nº 06, de 28/01/2011, que
redireciona as diretrizes do Projeto "Revitalizando a Trajetória
Escolar" nas classes de ensino fundamental e médio em funcionamento
nas Unidades de Internação - UIS, da Fundação CASA, instituído
pela Resolução SE nº 15, de 3/02/2010.
Resolução SEE 07/12, DOE 20/01/12 (pág. 24)
Dispõe sobre o exercício das atribuições de Professor Mediador
Atualizando o SAS - 03/2012
Pág. 49 – 10 – Atribuição de Classes / Aulas
-Resolução SE 08/12 - Dispõe sobre a carga horária dos docentes
da rede estadual de ensino.
-Resolução SE 10/12 - Altera dispositivos da Resolução SE 03/11,
que dispõe sobre o processo de atribuição de classes, turmas e aulas
de Projetos da Pasta aos docentes do Quadro do Magistério.
-Portaria CGRH 02/12 - Fixa datas e prazos para cadastramento e
divulgação da classificação para o processo de atribuição de classes
e aulas do ano letivo de 2012.
Pág. 56- 26 – Currículos
Comunicado CGEB, de 18/01/12 - Objetiva orientar as equipes escolares
e gestoras responsáveis pela implementação das diretrizes contidas na
Res. SE 81/2011, que trata da organização curricular do EF e do EM.
Pág. 68 – 40 – Ensino Fundamental
Resolução SE 05/12 - Dispõe sobre a reorganização curricular do
Ensino Fundamental, nas Escolas Estaduais de Tempo Integral.
Escolar e Comunitário do Sistema de Proteção Escolar.
Resolução SEE 08/12, DOE 20/01/12 (pág. 24)
Dispõe sobre a carga horária dos docentes da rede estadual de
ensino.
Resolução SEE 09/12, DOE 21/01/12 (pág. 20 e 21)
Estabelece diretrizes para a organização curricular e atribuição de
aulas da modalidade Ensino Médio integrado à Educação
Profissional Técnica de Nível Médio.
Resolução SEE 10/12, DOE 25/01/12 (pág. 47)
Altera dispositivos da Resolução SE 03, de 28-01- 2011, que dispõe
sobre o processo de atribuição de classes, turmas e aulas de Projetos
da Pasta aos docentes do Quadro do Magistério.
Resolução SEE 11/12, DOE 01/02/12 (pág. 50)
Dispõe sobre a composição do Grupo Setorial de Planejamento,
Orçamento e Finanças Públicas e de sua Equipe Técnica.
Resolução SEE 12/12, DOE 01/02/12 (pág. 50)
Institui o Projeto Escola Estadual de Ensino Médio de Período
Integral e estabelece diretrizes para a organização e funcionamento
das Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral, de que
trata a Lei Complementar 1.164, de 4 de janeiro de 2012.
Resolução SEE 16/12, DOE 09/02/12 (pág. 21)
Acrescenta dispositivo à Resolução SE 44, de 7 de julho de 2011,
que dispõe sobre a elaboração do calendário escolar anual das
escolas da rede estadual de ensino.
Resolução SEE 17/12, DOE 09/02/12 (pág. 21)
Dispõe sobre o calendário de reuniões da Comissão Paritária
instituída pela Resolução SE 60, de 30 de agosto de 2011.
Resolução SEE 18/12, DOE 11/02/12 (pág. 21)
Acrescenta dispositivo à Resolução SE 44, de 7 de julho de 2011,
que dispõe sobre a elaboração do calendário escolar anual das
escolas da rede estadual de ensino.
Resolução SEE 19/12, DOE 11/02/12 (pág. 21)
Altera dispositivo da Resolução SE 44, de 18/04/1997, que institui
Núcleo de Educação Indígena.
Resolução SEE 21/12, DOE 14/02/12 (pág. 32)
Dispõe sobre a implementação do Programa “Aprimoramento da
Gestão Participativa”, destinado às Associações de Pais e Mestres –
APMs, instituído pela Lei 14.689, de 4/01/2012.
Resolução SEE 22/12, DOE 15/02/12 (pág. 33)
Dispõe sobre as atribuições de Professor Coordenador nas Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral.
Resolução Conjunta SGP/SES 02/12, DOE 01/02/12 (pág. 03 e 50)
Institui grupo de trabalho com objetivo de definir atribuições e
responsabilidades, e elaborar instrumento jurídico destinado à
cooperação entre as Secretarias de Gestão Pública e de Educação
Pág. 69 – 41 – Ensino Médio
-Resolução CNE/CEB 02/12 - Define Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio.
-Resolução SE 09/12 - Estabelece diretrizes para a organização
curricular e atribuição de aulas da modalidade Ensino Médio
integrado à Educação Profissional Técnica de Nível Médio.
-Resolução SE 12/12 - Institui o Projeto Escola Estadual de EM de
Período Integral e estabelece diretrizes para a organização e
funcionamento das Escolas Estaduais de EM de Período Integral, de
que trata a LC 1.164, de 4/01/2012.
-Parecer CNE/CEB 05/11 - Diretrizes Curriculares Nacionais para EM.
Pág. 72 – 46 – Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei Federal 12.594/12 - Institui o Sistema Nacional de
Atendimento Socioeducativo (Sinase), regulamenta a execução das
medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato
infracional; e altera as Leis nos 8.069, de 13/07/1990 (ECA); 7.560,
de 19/12/1986, 7.998, de 11/01/1990, 5.537, de 21/11/1968, 8.315,
de 23/12/1991, 8.706, de 14/07/1993, os Decretos-Leis nos 4.048,
para a implementação do Programa Interdisciplinar de Atenção à
Saúde dos Servidores da SEE/SP.
Portaria CGRH 02/12, DOE 31/01/12 (pág. 24)
Fixa datas e prazos para cadastramento e divulgação da classificação
para o processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2012.
Portaria SPPREV 25/12, DOE 31/01/12 (pág. 21)
Dispõe sobre novo procedimento para concessão de aposentadoria
no Estado de São Paulo, determinando o envio de Processo de
Aposentadoria SPPREV, que deve reunir documentos essenciais e
suficientes para concessão do benefício de aposentadoria através
de trâmite digital monitorado pelo Sistema de Gestão de Benefícios
Previdenciários - SIGEPREV, e posterior fiscalização do Tribunal
de Contas do Estado, tornando o procedimento dinâmico e célere.
Portaria Conjunta CGEB/CGRH, de 01/02/12, DOE 02/02/12
(pág. 59)
Altera o Anexo II da Portaria Conjunta COGSP/CEI/CENP/
DRHU de 11, publicada em 12/11/2011( ficha de inscrição para
regularização de vida escolar de alunos procedentes de escolas e
cursos cassados).
Comunicado CGEB, de 18/01/12, DOE 19/01/12 (pág. 79)
Objetiva orientar as equipes escolares e gestoras responsáveis pela
implementação das diretrizes contidas na Resolução SE 81/11,
que trata da organização curricular do EF e do EM.
Comunicado Conjunto CC/SF/SGP 01/12, DOE 04/02/12 (pág. 17)
Disciplina procedimentos a serem adotados até a implantação do
regime de providência complementar no âmbito do Est. São Paulo.
Comunicado SPPREV, DOE 31/01/12 (pág. 21)
Comunica que, até que não esteja disponível para utilização o
atestado de frequência no SIGEPREV, previsto na Portaria
SPPREV 25/12, fica mantida situação anterior com relação à
Certidão de Contagem de Tempo, modelos 101 e 102.
Comunicado CGEB/CIMA, DE 08/02/12, DOE 09/2/12 (pág. 24)
Comunica a realização de provas de Língua Portuguesa e Matemática
para Avaliação da Aprendizagem em Processo.
Comunicado SEE, DOE 15/02/12 (pág. 33)
Comunica a distribuição de exemplares da obra “Reorganização da
Secretaria da Educação”aos Dirigentes Regionais, Supervisores de
Ensino e Diretores de Escolas.
Instrução Conjunta CGEB/CGRH, de 03/02/12 DOE 04/02/12
(pág. 29)
Instrui sobre seleção e classificação do Professor Mediador Escolar
e Comunitário, escolas contempladas e atribuição de aulas.
Convocação da CGRH, DOE 02/02/12 (pág. 145)
Convoca os candidatos aprovados e classificados, para sessão de escolha
de vaga para provimento de cargos de Supervisor de Ensino/2008.
de 22/01/1942, 8.621, de 10/01/1946, e a CLT, aprovada pelo DecretoLei nº 5.452, de 1º/05/1943.
Pág. 84 – 67 – Projetos e Programas
-Resolução SE 06/12 - Altera dispositivos da Res. SE nº 06, de 28/
01/2011, que redireciona as diretrizes do Projeto "Revitalizando a
Trajetória Escolar" nas classes de EF e EM em funcionamento nas
Un. de Internação - UIS, da Fundação CASA, instituído pela
Resolução SE nº 15, de 3/02/2010.
-Resolução Conjunta SGP/SES 02/12 - Institui grupo de trabalho
com objetivo de definir atribuições e responsabilidades, e elaborar
instrumento jurídico destinado à cooperação entre as Secretarias de
Gestão Pública e de Educação para a implementação do Programa
Interdisciplinar de Atenção à Saúde dos Servidores da SEE/SP.
Pág. 87 – 76 – Sistema de Proteção Escolar
-Resolução SE 07/12 - Dispõe sobre o exercício das atribuições de
professor Mediador Escolar e Comun. do Sist. de Proteção Escolar.
-Instrução Conjunta CGEB/CGRH, de 03/02/12 – Instrui sobre
seleção e classificação do Professor Mediador Escolar, escolas
contempladas e atribuição de aulas.
220 - Março de 2012
Legislação - Ementas das publicações do período de 16/01 a 15/02/2012
7
220 - Março de 2012
8
Jornal APASE
Em foco
A mulher e o movimento sindical
“Se por um lado essa característica feminina de ‘olhar apurado’ e ‘atuação quase maternal’ traz ao Magistério vantagens, por outro lado, por ser
formado na sua grande maioria por mulheres, carrega todo o estigma de discriminação que historicamente tem sido dispensado às mulheres...”
O mês de março, em que se celebra o “Dia Internacional da
Mulher”, é oportuno para pôr em foco o papel da mulher na sociedade
e, em especial, o da dirigente sindical, realçando, sobretudo, o olhar
feminino nesse fazer político. E passo a fazer isso na exata medida de minhas
experiências como mulher, mãe, educadora, funcionária pública, sindicalista
e, em particular, como dirigente sindical.
A princípio quero falar da data que, pinçada da história de luta de mulheres trabalhadoras,
apesar de controvérsias, constituiu-se, por relembrar evento de máximo desrespeito e violência à
dignidade da pessoa humana, num marco para movimentos que se levantaram para fazer valer os
direitos de homens, mulheres e crianças, de grande significado político para a emancipação
feminina, em todas as suas dimensões, inclusive a sindical.
Já quanto ao papel da mulher e da mulher dirigente sindical na sociedade, quero falar do
lugar de minha praxis, do lugar da Educação, mais especificamente do lugar do Magistério, que
no Brasil, histórica e culturalmente, é por excelência feminino.
Ao contrário de outros ramos, em que o aumento da participação das mulheres como força de
trabalho e na luta sindical só se deu entre as décadas de 1970 e 1980, no Magistério, pelo fato de
por muito tempo o trabalho docente não ter sido considerado uma profissão e sim uma atividade
de menos valor, uma extensão mesmo dos trabalhos da mulher no lar, e aí está presente nas escolas,
até hoje, o “tia”, que não me deixa mentir, a participação da mulher foi sempre preponderante e,
por consequência, tivemos também uma grande sindicalização feminina.
Se, por um lado, essa característica feminina de “olhar apurado” e “atuação quase maternal”
traz ao Magistério vantagens, por outro lado, por ser formado na sua grande maioria por mulheres,
carrega todo o estigma de discriminação que, historicamente, tem sido dispensado às mulheres
em quase todos os cantos do mundo. Educação e Mulher, historicamente, receberam em nossa
sociedade de tradição machista quase sempre o mesmo tratamento: periférico e secundário.
No movimento das mulheres trabalhadoras em geral, a maior adesão à vida sindical pode ser
explicada pelo novo sindicalismo, consolidado como ator coletivo, a partir dos anos 80. Também
contribuíram para essa maior adesão os movimentos de mulheres das associações de bairro, das
comunidades eclesiais de base, surgidos na mesma época e que lutaram pela anistia, por berçários e
creches e levantaram, ao mesmo tempo, a problemática dos direitos de homens, mulheres e crianças. É
o novo momento do sindicalismo, denominado por alguns estudiosos de classista autêntico e combativo,
em que as questões de gênero passaram a ter importância e a constar de suas pautas de luta.
Já no Sindicalismo da Educação, do Magistério, a maior adesão das mulheres talvez tenha
vindo mais da predominância da presença feminina nessa carreira e menos dessa maior consciência
da problemática social. Presença feminina que carrega todas as consequências nefastas da
discriminação das mulheres na sociedade, presente no próprio conceito de classe trabalhadora
enquanto categoria universal, uma vez que tudo que se refere ao universo do trabalho traz desde
suas origens uma visão masculina de mundo, na qual as mulheres aparecem como subordinadas
e que, por conseguinte, precisa ser rompida.
E na busca da ruptura dessa subordinação de classe e de gênero, as sindicalistas procuram essa
representação do poder no espaço público, sobretudo, pela viabilização do discurso da capacidade
da mulher para ocupar espaços de fala, de tomada de decisões e de poder, antes reservados aos
homens dentro da estrutura sindical. Busca essa que tem ocorrido em qualquer tipo de sindicato,
inclusive nos do Magistério, que tem se constituído em espaços de aprendizagem de uma nova
postura política de cidadania.
E quanto a essa aprendizagem, podemos dizer que a participação das mulheres tem crescido
no movimento sindical, porém com incorporação que ocorre de forma lenta. A cultura masculina
que reserva ao homem o espaço público e os cargos de direção, funciona também nas instituições
e sindicatos. Trata-se de um quadro de dominação masculina, de difícil alteração, pois supõe
mudança de consciência de homens e mulheres, uma vez que tal dominação está fortemente
impregnada nas práticas cotidianas, na ocupação e divisão do espaço e na organização do tempo
de cada indivíduo, seja homem ou mulher.
De difícil alteração, sim, pois ao lado das tarefas na esfera pública existem outras da esfera
privada, onde as mulheres se cobram e são mais cobradas, pesando aí também a concorrer com a
militância sindical, seus papéis como trabalhadora, como mãe e esposa na educação dos filhos e
nos afazeres domésticos, bem como a discriminação por estar saindo de casa, indo do espaço
privado para o público. É o sindicato, ainda, um espaço muito masculino, onde a participação
das mulheres é vista apenas como apêndice nas lutas presididas por homens, pois a educação as
preparou para a subordinação aos pais, irmãos e maridos, isto é, participar do poder sempre pela
intermediação desses homens, que não querem de maneira nenhuma abrir mão de seus espaços e
nem estão dispostos a dividir o poder com elas.
Apesar de tudo que já falamos, resta afirmar que, apesar dos últimos avanços das lutas das
mulheres e das novas estruturas das direções dos sindicatos, nota-se ainda muita discriminação
em relação a elas. Isso, no entanto, não é tão gritante nos sindicatos da educação, nos quais tive
possibilidade de militar. E, isso ocorre pela presença maciça de mulheres na docência, direção e
supervisão das escolas, também presente nas entidades sindicais onde acabam participando como
sindicalistas ou até como dirigente sindical.
Mas essa participação, embora “mais feminina”, não é suficiente para eliminar preconceitos e
hábitos masculinos nas práticas sindicais, pois a mulher, devido à socialização “machista” a que foi
submetida, acabou por incorporar algumas práticas dos homens, “as aceitas pela sociedade”,
inclusive pelas próprias mulheres, para exercitá-las nas direções sindicais.
Tais praticas “machistas” muito têm prejudicado o trabalhos sindical, uma vez que não levam
em conta o que o olhar e a prática feminina podem trazer de benefícios para esse fazer, inibindo,
ao mesmo tempo a participação feminina, na medida em que fica difícil elaborar um contra
discurso, em que as mulheres ficassem mais à vontade para se expor e debater questões ligadas a
gênero, à classe e ao próprio conteúdo de ocupação da categoria que deu origem ao sindicato.
Maria Antonia de Oliveira Vedovato - Supervisora de Ensino, Santo André
Fala, Supervisor
Essência e Existência
“É o que um vereador sorocabano disse há uns trinta anos e que caracteriza bem, não só Sorocaba,
mas o Brasil: ‘Nóis tá por cima, nóis fais o que qué’. É o mito do poder.”
A diferença entre o ser humano e o animal é que além
da ação que ambos podem fazer, o homem é também
capaz de refletir sobre a sua ação. Com isso o homem
desenvolve a temporalidade, criticidade e as relações de
transcendência. A criticidade desencadeia a liberdade de
opções. A teoria da pedagogia libertadora de Paulo Freire
esclarece que a educação ou é autoritária ou libertadora;
a educação ou é massificante ou direcionada à libertação,
ou seja, ela pode manipular ou personalizar.
Essa educação libertadora também não acontece por
meras denúncias verbais. É uma tentação na qual se cai
muito facilmente. Em geral, ocorrem manifestações contra
as falhas existentes na escola, por meio de artigos
publicados e pronunciamentos verbais, como por
exemplo, os que ocorrrem no Dia do Professor, e ou
durante reuniões, como as da Associação de Pais e
Mestres (APM). No entanto, para uma parcela do corpo
docente, dos diretores de escola e supervisores de ensino,
a verbalização não gera, automaticamente, um processo
de reflexão e ação direcionado a resultados concretos.
Por essa razão, as denúncias escritas e ou verbais,
embora verdadeiras e corajosas não solucionam os
problemas identificados. Essa indignação ética, esse “pôr
para fora”, com toda verdade e coragem aquilo que se
pensa que está errado, e, realmente, muitas vezes está,
em geral, não transformará o contexto escolar com a
solução dos problemas identificados. Como se realiza,
então, a pedagogia libertadora? Segundo o pensamento
de Paulo Freire, pela ruptura com a situação vigente.
No entanto, ao adotar-se a ruptura com a situação
vigente, ou seja, uma nova forma de agir, não significa
que as mudanças sejam instantâneas, porque as mesmas
exigem um longo processo de reflexão e ação. Contudo,
é imprescindível que haja uma ruptura com a situação
vigente. Qual é essa situação vigente? O que se passa
neste momento no Brasil, em São Paulo, no Sindicato
Apase? Qual é a situação vigente, na qual estamos
“mergulhados”? Alguns indivíduos totalmente
“mergulhados” outros menos; alguns com a “cabeça
para fora”, mas, até certo ponto ainda “mergulhados”?
A situação vigente é uma situação mitificada, porque
ninguém quer tocar nela, ela está mitologizada. Ela está
Jornal APASE
sobre o mundo, sobre a realidade e nosso cotidiano.
Ação e reflexão são concomitantes. Pode haver
momentos mais intensos de ação do que de reflexão,
como pode haver momentos mais intensos de reflexão
do que ação, mas o ideal humano é sempre de ação
e reflexão sobre o mundo.
O que se propõe neste artigo é o interesse pelo inédito
viável, quer dizer, em alguma coisa nova que vai se
concretizando na medida em que vamos agindo e
pensando e ou pensando e agindo. Isso é que é práxis.
Os filiados da Apase querem uma práxis da comunicação
e participação. Práxis da comunicação e participação
por quê? Por causa da vocação histórica e ontológica do
ser humano. Ontológico é aquilo que define o nosso ser
existência, porque não somos chamados apenas a ser,
mas somos chamados também a existir. Os seres
humanos não apenas são, mas existem.
Para refletirmos melhor o que é existir, é bom pensarmos
no que é desistir. O prefixo “de” no termo desistir induz ao
significado “saltar de lado; tirar o corpo fora”; “tirar o time
de campo”. A palavra existir, em latim “exsistere”, quer
dizer estar firme, sustentar-se. O ser humano é um modo
de ser que sabe que existe. Eu não só existo, mas eu sei
que existo. Eu não só existo, mas eu posso refletir sobre o
meu existir. É por isso que para o ser humano existir é o
existir cultural. O homem faz cultura, faz história.
Então a vocação ontológica de toda a pessoa é
existência, é cultura e é história. Então – é vocação
Um pouco da história AP
ASE
APASE
Colegas Supervisores. Faz algum tempo que não escrevo para o Jornal APASE,
mas, retomo a minha colaboração porque acredito, e venho reafirmando, “é importante
conhecer a história para não repetir seus erros”, ou cometer novos.
Para quem não sabe, a entidade nasceu fruto de muita luta, inclusive na justiça.
A associação APASE foi resultado do encontro dos antigos Inspetores de Ensino
Secundário e Normal, Inspetores Escolares (destes alguns já concursados por títulos e
provas) e nós da 1ª turma do Concurso de Supervisores de Ensino para o 1º e 2º
Graus (pós 1971- Lei 5692/71- LDB). Alguns de nós fomos parar no Dops, no auge
da repressão, porque nesses tempos qualquer reunião de pessoas, mesmo que fossem
poucas, era considerada pelo regime militar como sendo.subversão. Algumas pessoas
costumavam delatar outras como suspeitas de estarem contra a ordem estabelecida ,
de modo que os sindicatos foram perseguidos e as pessoas pertencentes a associações
como a nossa que visavam transformação, mudanças, humanização, eram chamadas
compulsoriamente a prestar esclarecimentos e/ou serem fichadas.
E as dificuldades continuavam surgindo: sala alugada, despesa por nossa conta, móveis
emprestados ou doados. Reuniões noturnas para a nossa organização. Os colegas foram
se agregando e muitos dos que atuam hoje, são daquele tempo, outros já partiram; não
vou citar nomes, não por receio de esquecer alguém, mas por sermos muitos os que
realmente vestiram a camisa. Vieram os Coordenadores Pedagógicos, apoiados por nós,
já que sempre acreditamos e lutamos por supervisão em nível de sistema e de unidade.
Primeiro Jornal, em mimeógrafo, montado e pago por nós tanto o material
quanto o despacho. Não havia nenhum dinheiro. Buscamos sócios. Alguns se
aproximaram por interesse, logo se afastaram, outros até ficaram.
Primeiro advogado, o Inspetor Escolar Aldo Bergamasco, fez um trabalho praticamente
voluntário. O pagamento para locomoção era quase briga. A conquista da assistência
Jurídica APASE foi e continua sendo a nossa esperança de justiça.
Campanha salarial, greve, reconhecimento da Categoria – Helena Albuquerque e
eu em Brasília, por nossa conta em albergue, longas caminhadas – não havia dinheiro
para o táxi.
Participação em Congressos em outros Estados com outras entidades como a
FENASE – Federação Nacional de Supervisores de Ensino com Aurelina sendo a
primeira Presidente (Maceió) e o Vice Pedro Nocci (APASE); Fóruns, Sessões de
Estudos. Respeito sempre. Na garra fomos aprendendo. O que imperava era a
ontológica e histórica. Todo ser humano faz história até
mesmo “o que está sendo levado”, sem saber ao certo
onde pretende chegar. Esta é uma outra forma de fazer
história. Cabe a cada um contribuir para a construção da
história, alguns com mais consciência que outros, em busca
de uma finalidade, de um objetivo, de um futuro melhor.
Pretende-se neste artigo, reforçar a importância da
comunicação e participação porque, culturalmente,
enquanto seres humanos, devemos exercitar o processo
de ação, reflexão e ação, interagindo com os nossos
pares para a solução de problemas, segundo os princípios
da pedagogia libertadora. A partir dessa vocação
ontológica, histórica e dialética, consegue-se
compreender e transformar a realidade e o nosso
cotidiano. Quem respeita e segue as premissas da teoria
de Paulo Freire, pode nelas encontrar a dimensão
filosófica-pedagógica das ações que o sindicato se
propõe, ou seja, a nossa essência enquanto seres
humanos e as razões de nossa existência à transformação
da nossa realidade e cotidiano social e político.
Maria José Antunes Rocha Rodrigues da Costa - Diretora de
Comunicação, Supervisora de Ensino e Mestre em Educação
Maria Lúcia Morrone - Super. de Ensino e Doutora em Educação
Fontes de Referência: FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50ª edição.
São Paulo: Editora Paz e Terra, 2011.
VANNUCCHI, Aldo. Prefácio nº 2 da obra FREIRE, Paulo ao vivo. São
Paulo: Editora Loyola, 1983, p.20 a 43.
relação harmoniosa com as demais entidades. Greves. Quase a entrega da nossa
entidade para outra. Já houve e ainda poderá haver essa situação: o desaparecimento
da nossa e este momento que vivemos é grave, temos que estar atentos.
Transformação da Associação em Sindicato, compra da primeira sede. Dispensa
de ponto para a participação, afastamentos. Precisamos que APASE continue, acima
de tudo, ética na defesa da educação e da categoria. Cabe a nós, filiados, coibir
abusos e estarmos alertas.
O Jornal APASE é a maior forma de comunicação, sem censura. O Suplemento
de Legislação, hoje extinto, também é importante instrumento de subsídio ao
Supervisor. Na minha opinião deve ser reeditado. Independência dos partidos políticos
e do Governo, uma bandeira.
Nossos funcionários, conquista. Tem havido sempre respeito e colaboração. Quando
de nossas dúvidas e inquietações eles têm esclarecido por estarem sempre presentes.
O cuidado com nosso Estatuto e reformulação (sempre precisando de atualização) é
uma necessidade. Neste momento é para se pensar na importância de abrir a eleição do
cargo de Diretor-Presidente para os aposentados – bandeira que nunca defendi, mas que
hoje visto a camisa. Vivendo e mudando. Heráclito – sábio. Assumo minha culpa.
Grandes desencontros com a Secretaria da Educação, presença na Praça da
República, Sessões de Cinema, Palestras, almoço de final de ano, comemoração ao Dia
do Supervisor de Ensino, Mostra com Arte, todas as nossas atividades são fruto do nosso
amadurecimento e aprendizagem. O que tem pautado a nossa organização é o respeito,
harmonia, discussão aberta, democracia, enfim.
Existe também uma expectativa em relação à edição de um livro sobre a história
APASE. Alguns colegas já fizeram horas de pesquisa em jornais, atas, fotos e outros
documentos e entrevistas. Foram dias e dias de pesquisa na sede, seleção e organização
dos dados. Textos já foram redigidos e há outros de colegas nossos já publicados em
revistas ou livros que merecem ser incluídos. Eu mesma já tenho um texto pronto.
Acredito que, mesmo com as dificuldades de tempo e agenda, a equipe já existente (e
outros colegas que queiram se agregar) deverá retomar os trabalhos porque esse rico
acervo não poderá ser perdido. O livro precisa ser publicado. Isso tudo denota que o
Sindicato está vivo e os colegas aposentados estão prontos a participar.
Este é só um pedaço da história. Como já sou história, tenho mais para contar.
Não esqueçamos que hoje os aposentados são uma grande força e estão sempre
presentes quando deles precisamos. E os colegas, hoje na ativa, são a grande força
para a existência do Sindicato-APASE. Meu abraço a todos.
Tereza Maria dos Reis Toledo - Supervisora de Ensino, São Paulo
9
220 - Março de 2012
se autodefendendo, constantemente, por determinados
mitos. Entre os mitos, está o do poder. O mito do poder é
um dos mitos que garante a situação. É o que um vereador
sorocabano disse há uns trinta anos atrás e que caracteriza
bem, não só Sorocaba, mas o Brasil: “Nóis tá por cima,
nóis fais o que qué!”. É o mito do poder.
Normalmente, na escola, quem está no poder?
Evidente, é a Direção: o poder dos poderes! Depois, o
poder mais ou menos do Supervisor (que não tem poder
de decisão, mas de orientação e às vezes de inspeção),
o poder médio dos professores, um poder mais ou menos
do servente, do inspetor de alunos. Todo mundo quer
uma fatia do poder. Por quê? Porque é mais fácil usar o
poder, do que a razão.
Retomando à questão da ruptura com a situação
vigente, deve-se considerá-la como a desmitificação dessa
situação. Como isso acontece? Pela criação de algo novo.
Em que consiste esse algo novo? Segundo Paulo Freire é
o inédito viável, ou seja, o que ainda não foi editado, o
que ainda não foi “dado à luz”. Se tivermos certeza de
que esse inédito é válido, muita coisa muda no nosso
cotidiano. Esta criação de algo novo possível, viável, se
faz pela práxis da comunicação e da participação.
Práxis não é uma palavra nova. Aristóteles já a
empregava. É a palavra que se encontra, inclusive,
no novo testamento em grego. Práxis não é a mesma
coisa que teoria e não é a mesma coisa que prática. É
uma palavra riquíssima que supõe ação e reflexão
Fala, Supervisor
220 - Março de 2012
10
Jornal APASE
Fala, Supervisor
A Pr
esença Feminina na Educação – Luta e Coragem
Presença
A alta porcentagem de mulheres
na educação vem de longa data.
O fato é que da convivência
uterina, com a passagem para a
amamentação e para a assistência materna na primeira
infância, criou-se a ideia de que
a mulher tem a vocação para o
ensino. Daí a impressão de que não
se trata de uma profissão. Trata-se, para alguns, de
uma forma de as solteiras realizarem seus instintos
maternais, de as casadas se valorizarem com a ajuda
financeira no lar, colaborando com o “chefe da casa”.
Já seriam bem pagas por isso somente... O conceito
de “professorinha”, ou “tia” paciente internalizou-se
como ideologia. Muitas vezes se ouve que o
magistério é um trabalho suave, mais apropriado à
delicadeza das mulheres – quanta ideologia.
Entretanto, se formos voltar no tempo, veremos
que, entre 1930 e 1945, ampliou-se o número de
escolas rurais, com alunos de faixas etárias diversas
agrupados em uma única sala – fato impensável
nos dias de hoje. As professoras enfrentavam
estradas perigosas e se submetiam a condições de
hospedagem muitas vezes ruins, sem nenhum
conforto, precária alimentação, para levar o ensino
aos filhos dos lavradores e prover o seu próprio
sustento. Algumas contraíam doenças: malária,
febre tifoide, e definhavam lá mesmo; outras, só
anos depois, viriam a saber que haviam contraído
o Mal de Chagas, fatal, pois as moradias de madeira
escondiam o temível “barbeiro”, transmissor do
trypanosoma cruzi. Que aventura perigosa para
mulheres, até então abrigadas na casa paterna.
Com a urbanização crescente, as escolas
ampliaram-se e o ambiente tornou-se mais
acolhedor para os educadores. Houve um período
de grande respeito pela figura do mestre.
Infelizmente não durou muito. Podemos até
concluir que quanto mais se passou a exigir de
preparo profissional, menor consideração passou
a haver com os profissionais. Concursos, bibliografia quilométrica, inversamente proporcional ao
tamanho dos salários.
Aos poucos, foi diminuindo a presença de
homens no Magistério, em busca de carreiras mais
bem remuneradas.
O próprio Ministério do Trabalho informa, nas
palavras de seu ministro: ”quanto maior é o nível
de escolaridade, como nas regiões Sul e Sudeste,
maior é a diferença salarial entre homens e
mulheres. É mais barato contratar uma mulher do
que contratar um homem".
Corroborando isso, há poucos dias, a mais
antiga mulher na composição atual do STF, ministra
Carmen Lúcia, durante seu voto, fez uma apreciação
muito reveladora. Sobre sua própria experiência,
observou que ainda hoje sofre preconceito por ser
ministra. “Acham que juízas desse tribunal (o STF!)
não sofrem preconceito, mas sofrem. Há gente que
acha que isto aqui não é lugar de mulher” – foram
suas palavras para a mídia.
É óbvio que a discriminação de gêneros existe.
Mediante tais evidências, ouso perguntar algo
que me renderá muitas antipatias e hipócrita
indignação: seria a Educação um setor tão
Azul e Branco
Aposentado, um tanto distanciado do sítio em que exercitava minhas
atividades, hoje, apenas de quando em quando, me reúno a grupos de
colegas, a quem chamo de “lirios do campo”, devido à cor dos cabelos
acariciados pelo tempo. Este distanciamento, porém, não me tirou o prazer
de participar da festa, mais do que sabiamente instituída do “Dia Internacional
da Mulher”. Contudo, perdoem-me, sinto-me tolhido de me referir à mulher
moderna, que já alcançou sua autonomia e ocupa seu devido lugar no mundo
atual. Tenho uma dívida, que sufoco há anos, e a cada dia em que abro os
olhos e aprecio a beleza do mundo, dói-me o peito e sinto necessidade de
resgatá-la. E é prazerosa a missão.
Fecho os olhos, eis-me numa sala de aula do Instituto de Educação “Mons.
Bicudo”, de Marília, rodeado de meninas de azul e branco, do “Curso
Normal”. São as meninas do meu tempo dos bancos escolares. De um grupo
de 30 alunos, havia apenas dois rapazes. Nesta época, não era fácil escolher
um curso pós-ginasial. Dizia-se que o Curso Normal era limitado, pois visava
“apenas” à preparação de professores do Curso Primário, motivo pelo qual
seu programa oferecia matérias pedagógicas básicas que não abrangeriam
o conhecimento geral. “Serviria para ensinar a cuidar de crianças, por isso
tão atraente para moças”, ouvi de um professor, ao saber de minha escolha.
Mas tive outros motivos: cursar uma escola pública de qualidade; alcançar
um status profissional valorizado e, sobretudo, ser professor que, na época,
era respeitado, ponto de referência e admiração, liderança e exemplo para
juventude. Modelo que motivou por muitas décadas a escolha da profissão.
menosprezado pelos governantes não fosse
desenvolvida por maioria de mulheres? Deixo que
esta maioria responda, pois as corajosas
professoras não se esquivarão de refletir sobre o
assunto. E os homens respeitáveis que desenvolvem
seu trabalho nesta área conhecem seu próprio valor
e também o do contingente feminino. Sim, porque
a diferença de salários entre homens e mulheres
em outros setores profissionais, estatisticamente
comprovada, vem dizer-nos que se trata de um
problema de gênero, de preconceito, gerado pelo
machismo caduco, que resiste, ainda que velado.
Pergunto mais: quem, em sã consciência, iria
economizar no material dos alicerces de um grande
edifício? Entretanto, para o edifício humano, que
começa na infância, não há licitações, os números
são aleatórios, nada tendo a ver com a real
necessidade do setor. Só podemos deduzir que os
governantes já se esqueceram de seus tempos de
escola e de suas professoras.
Mas as mulheres, determinadas e cheias de
coragem, continuam em seu trabalho diário a
demonstrar que, mais que “professorinhas”,
formam indispensável segmento profissional, o
das educadoras, dedicado a encaminhar mentes
para caminhos mais seguros, sob a luz da ética,
tendo como guia a cultura criativa, eliminados os
preconceitos, para o bem de toda a humanidade.
Só poderemos comemorar o Dia Internacional
da Mulher quando as razões pelas quais ele foi
criado deixarem de existir. Paradoxo? Não realidade e esperança.
Sonia Adharias S. Bruno - Supervisora de Ensino, Santos
Convivi, de forma intensa, no vigor da mocidade, durante três anos, neste
universo, quase totalmente feminino. Compreendi o significado das diferenças
individuais e a importância de respeitar os limites pessoais; aprendi a
compartilhar nossos problemas e administrar nossas precariedades.
Organizamos bibliotecas circulantes para dividirmos livros didáticos; grupos
de leitura, para discussão das obras literárias; montamos e encenamos peças
teatrais infantis que levávamos às escolas da cidade. Nosso coral era famoso
e solicitado nas festas cívicas. Ah, “meninas do meu tempo”, quanta
responsabilidade; quanto compromisso com construção do espírito
profissional; quanta dedicação para criar uma pedagogia que, mais pelo
afeto, despertasse nas crianças o amor pelo estudo. Foi nesta interatividade
que conheci a visão feminina no tratamento com o mundo e a beleza da
visão integral da educação. Quanta razão quando se dizia que, no curso, se
aprendia a cuidar das crianças: sim, da criança diferenciada que existe na
alma de cada ser humano; da criança que é este nosso país, ainda
adormecido “em berço esplêndido” e que tanto negligencia a educação. Ah,
minhas valentes professorinhas de quem nunca me esqueci e cujas faces,
hoje as projeto nas mestras com quem trabalhei pela vida e a quem tanto
devo pelas lições delas recebidas.
A vocês, meninas, do Curso Normal, que vestiam azul e branco e hoje, de
cabelos branquinhos, hão de se orgulhar da missão executada, das sementes
de autonomia lançadas pelas suas mãos e que hoje brotam, viçosas. A vocês,
minhas amigas, mestras e esposa, que me propiciaram o orgulho de ser
normalista, a vocês, minha homenagem tardia e a esperança sempre presente
de um brasil azul e branco, dos nossos sonhos.
Vicente Diniz Filho - Presidente do Conselho Fiscal e Supervisor de Ensino - SP
Jornal APASE
Acontece
Balancete referente Dezembro/2011
Valor R$
Balancete referente Janeiro/2012
Receitas
Valor R$
Contribuições de Sócios
122.479,05
Rendimentos de Aplicações Financeiras
1.105,43
Receitas Eventuais
Despesas Recuperadas
Total das Receitas
123.584,48
Contribuições de Sócios
123.119,28
Rendimentos de Aplicações Financeiras
1.368,81
Receitas Eventuais
Despesas Recuperadas
Total das Receitas
124.488,09
DESPESAS
Despesas Administrativas
Despesas Operacionais
Total das Despesas
68.949,23
43.141,34
112.090,57
DESPESAS
Despesas Administrativas
Despesas Operacionais
Total das Despesas
ASSISTÊNCIA JURÍDICA
Receitas Custas Judiciais
Despesas Assist. Jurídica
Resultado Líquido Depto. Jurídico
793,75
6.714,05
(5.920,30)
ASSISTÊNCIA JURÍDICA
Receitas Custas Judiciais
Despesas Assist. Jurídica
Resultado Líquido Depto. Jurídico
ENCONTRO APASE
Receitas Encontro APASE
Despesas Encontro APASE
Resultado Líquido do Encontro
7.159,48
1.280,65
5.878,83
45.277,55
30.270,45
75.548,00
472,25
266,75
205,50
ENCONTRO APASE
Receitas Encontro APASE
Despesas Encontro APASE
Resultado Líquido do Encontro
8.144,29
2.440,50
5.703,79
325.921,66
323.638,58
2.283,08
PLANO DE SAÚDE UNIMED
Receitas de Conveniados
Despesas de Conveniados
Resultado Líquido Plano Unimed
326.517,20
321.369,92
5.147,28
RESUMO
Saldo Anterior
(+) Receitas
Subtotal
(-) Despesas
(+) Resultado Líquido Unimed
(-) Resultado Líquido Depto. Jurídico
(+) Resultado Líquido Encontro APASE
Saldo Atual
301.419,65
123.584,48
425.004,13
112.090,57
2.283,08
5.920,30
5.878,83
315.155,17
RESUMO
Saldo Anterior
(+) Receitas
Subtotal
(-) Despesas
(+) Resultado Líquido Unimed
(+) Resultado Líquido Depto. Jurídico
(+) Resultado Líquido Encontro APASE
Saldo Atual
315.155,17
124.488,09
439.643,26
75.548,00
5.147,28
205,50
5.703,79
375.151,83
DEMONSTRATIVO DO SALDO
Caixa
Santander - Ag. República
Banco do Brasil - Ag. V. Buarque
Banco do Brasil S/A - Fundo Curto Prazo
Contas a receber
IRRF a compensar
600,00
92.632,97
19.357,38
201.048,02
1.516,80
DEMONSTRATIVO DO SALDO
Caixa
Santander - Ag. República
Banco do Brasil - Ag. V. Buarque
Banco do Brasil S/A - Fundo Curto Prazo
Contas a receber
IRRF a compensar
600,00
155.492,18
15.126,02
202.416,83
1.516,80
TOTAL DO DEMONSTRATIVO
315.155,17
TOTAL DO DEMONSTRATIVO
375.151,83
PLANO DE SAÚDE UNIMED
Receitas de Conveniados
Despesas de Conveniados
Resultado Líquido Plano Unimed
São Paulo, 31 de dezembro de 2011
Jorge Costa – CRC – 1SP132311/07
Dia 01 – Reunião CCM – IAMSPE
Dia 05 – Reunião Com. Paritária – SEE
Dia 15 – Pal. Memória Saudável – sede
Dia 21 – Cine Café – sede
Dia 23 – Reuniões Diretoria Executiva,
Conselhos Deliberativo e Fiscal – sede
– Assembleia Geral Ordinária – sede
Dia 26 – Reunião Com. Paritária – SEE
Dia 27 – Reunião Comitê de Ética em
Pesquisa – IAMSPE
Dia 29 – Reunião CCM – IAMSPE
Novos Filiados - Mar/2012
3Edna Caldeira Martins Guellere
3Eliane Leal Novaes Pereira
3Fátima Martins Broslavschi
3Marília Santos Carvalho de Polillo
3Tereza Cristina Adami Latuf Ayres
Parabéns pela adesão. A luta é Nossa!
São Paulo, 31 de janeiro de 2012
Jorge Costa – CRC – 1SP132311/07
CONSELHO FISCAL: Vicente Diniz Filho, Maria
Inês Sani Franco e Lourdes Gomes Macário. OBS:
Estes balancetes foram analisados pelo Conselho
Fiscal em 29 de fevereiro/2012, após o fechamento
desta edição. As conclusões serão publicadas no
mês de abril. Os documentos referentes aos
balancetes estão à disposição para análise dos
filiados, na sede deste Sindicato.
ATENÇÃO COLEGA APOSENTADO - Neste mês de aniversário, seu recadastramento em qualquer
agência do Banco do Brasil é obrigatório. A não realização implica em suspensão de
pagamento. Recadastre-se por meio do www.gestaopublica.sp.gov.br/recadastramentoanual
Dia 01 - Angelina Pagés
Ribas, Chelsea Maria de Campos
Martins, Eliana Albarrans Leite, Jacy Yeda de Souza,
João Eduardo Gomes, Luís Alberto Alves, Maria
Aparecida dos Santos Moutinho, Maria José dos
Santos, Marilena Morais Bassetti, Teresa Lucia dos
Anjos Brandão e Vera Byczynski de Souza.
Dia 02 - Altimar Costa da Silva, Antonia dos Santos,
Antonio Machado Pontes, Dazila Noronha, Helena
Itália Carobrez Pozza, Ilca Oliveira de Almeida Vianna,
Lucia Yoco Hatanaka, Maria Alice Zomenhan Silva,
Maria Inês Martinez, Marlene de Lourdes Mendonça,
Nanci Trojeckas, Orlenia Rodrigues Alves Barbera,
Roberto Bueno Sobrinho e Tânia Maria Gomes Stocco.
Dia 03 - Aparecida Gizelda P. Ventura, Armando
Josi Suda, Célia Maria M. Viam Rocha, Célia Regina
T. Marcozo, Helenice M. Sbrogio Muramoto, Luci
Ap. Cabral Costa, Maria Ap. Sanches Cardoso Neves,
Maria Beatriz C. Klapka e Paulo Antonio de L. Caldas.
Dia 04 - Dirce Merichello Ramos, Iracema do Carmo
Soares Vieira de Paula, Maria José da Silva Nicolosi,
Regina Cátia Spada L. dos Santos, Walderi Biolcati.
Dia 05 - Irene Manteli, Joselene Feitosa da Silva,
Marcia Cortellini Abrahão, Marcia Helena Martins
Lopes dos Santos, Maria Josefina Jesus, Marlene
Herbst Florenzano, Sérgio Farias Moraes, Sueli Maria
Sabadin Gatto, Sylvia Apparecida Rodrigues Paulini.
Dia 06 - Ademir Antonio de Freitas, Alda Maria N.
Figueiredo, Eliana Val Nogueira Cruz, Ermelinda
Abrahão Branisso, Helena M. Claro Saniotti, Maria
Adelia Santucci, Maria Ivonilda Boccoli, Sônia Dias
Martins, Vilma T. Casari e Wilma Rodrigues Camargo.
Dia 07 - Adenir Ap. da Silva, Benedita R. da Silva,
Conceição Martin Moreno, Flávia Pereira Valério,
Maria E. Pereira de Souza, Maria J. de Moura, Maria
Leonor L. Thomatieli e Neuza M. Bortolan.
Dia 08 - Cicera de L. Simões Yoshida, Horma
Costa, Lela Chaddad Yamin, Marciana A.
Fernandes Ribeiro, Maria Celia T. de Andrade,
Maria do Carmo C. Fragnani, Miladi C. Coelho
Barrionuevo e Tereza Pachioni.
Dia 09 - Aparecida Souza da Veiga, Dagoberto Buim
Arena, Evangelina Alcântara Moreira, Ivana Muller,
Ivana Ramirez Urizzi, Lúcia Climene Giannasi, Marcia
Rodrigues da Costa, Olinda Jesus da Silva Souza,
Pedro Carlos Lorenço Garcia e Vera Mineco Komatsu.
Dia 10 - Arlette Octaviano Rodrigues, Celina Rosa da
Silva Nascimento, Elaine Cristina Torres, Eliana Selma
de C. Cremm, Júlio Marcos P. Rocha, Lygia Ferraz,
Márcia Bozza Gomez, Maria Inês Borelli Marin, Maria
Resina Rotoli, Marlene de Lima, Regina Helena Bueno
de Assis e Valquíria Estevinho Bitencourt.
Dia 11 - Domingos Amato, Hilza Ap. Gouvêa
Carvalho, Júlio José Campigli, Lineu Sergio M. Siqueira,
Malory S. Delapria, Maria Izabel F. dos Santos, Myriam
José C. Nassar, Patrícia H. Bonati, Rosemary T. Nicácio,
Sônia R. Alves Cordeiro e Vera Lucia R. Pinto.
Dia 12 - Anna Thereza M. Lovera, Cairbar de O.
Mendonça, Carmen Dalpino R. Mendonça, Edna Ap. S.
de Carvalho, Elisa Sonoe de A. Ono, Enedina S. Jardim,
Eni Pontes Alonso, Iene H. Villa Tucunduva, Maria Gloria
Monge, Maurílio Ap. Gabriel e Norival Perez.
Dia 13 - Adriana G. Mariano, Angélica M. Magri, Celso
de Carvalho, Lais Falleiros da S. Faggioni, Marcia Regina
O. Foger, Mercedes Ap. Segura Bertoli, Neiva Ap. Ferraz
Nunes, Neusa L. Nascimento, Neusa M. de O.
Dorriguello, Sonia M. Liette Sprenger e Vilma M. Lucci.
Dia 14 - Aiko Suzuki, Antonietta S. Vieira, Célia Nicolau
G. Izidoro, Inês Sbicca S. Felix, Laura J. Marquete, Maria
Celia P. Arena, Maria Regina Tridapalli, Marta M.
Campos, Nilda M. L. Costa e Roseli Ap. Peghin Cenale.
Dia 15 - Denise L. Gomes, Dirce F. Cury da Silva,
Geralda I. Garbin, Ivette G. Moreira, Maria Rute P.
de Souza, Tânia M. Scapin Murias, Wilma F. Borghi
e Yolanda S. dos Santos Martins.
Dia 16 - Eunice Falasco, Idemercia D. Bochembuzio
Ribeiro, José Rubens de O. Fortes, Maria Lucia S. da
Silva, Maria Sueli P. Barboza, Mariza Lauretti, Moisés
Gouveia, Osmar Scucuglia, Silvia Ap. B. Masutti e
Zulmira I. Dorgam.
Dia 17 - Egle B. da Cunha, Maria Cristina R. de Oliveira,
Maria de Fátima R. César, Miriam M. Inácio, Odila M.
B. Cansian, Suely J. Smarzaro e Valéria de P. Lima.
Dia 18 - Helenice Dias M. Rocha, Isabel C. de
Castro Bacile, Ivanil B. da Silva, Maria Helena T.
Faustino e Maria José H. De Nardi.
Dia 19 - Adriana A. Ribeiro, Cleide B. de Souza, Edna
Ap. Guidugli Carneiro, Francisca de A. Carlos, José
Antonio Guariglia, Malvina A. Gruppi, Maria Ignes N.
Parise, Maria S. de Souza Malta, Maria Tereza M. Vilicev,
Maristela Romano, Mitiko I. Kawata, Nazira Ap. Gibim
Sabbag, Regina de F. Ponciano, Rubens J. Monteiro,
Silvia F. Simão, Uziel Gião e Wanderlei J. Dias.
Dia 20 - Carmen Amália C. Costa, Ivone M.
Morokuma, Ligia Regina M. de Castro, Marisa Regina
de C. Semensin e Mary S. Camargo.
Dia 21 - Deise M. Bellandi, Maria Regina de A.
Pinto, Miguel J. Caram, Nadir Fonseca, Nilza Ap.
Berlinga, Sueli T. Pereira e Tirza P. Guimarães.
Dia 22 - Ana T. Diniz, Elena M. Júdica, Kenia C.
Colmanetti, Maria da Penha O. Schuindt, Nobuko
Okuma Shinzato e Odinalva Teixeira.
Dia 23 - Adriana Franco Neme Siqueira, Ana Maria
Pires Romão Saggioro, Eugenio Antonio Grecco,
Marinel Pereira Abbade, Paulo Cesar Cedran e Sônia
Michelletti de Araújo.
Dia 24 - Carla Luciana Pereira de Almeida, Eny
Terezinha Gazzoni, Ilda Maria Fernandes Rosas,
Iracema de Oliveira Kondo, Layde Rodrigues Martins,
Nelza Maria Fiani Gentil e Solange de Oliveira.
Nota de Falecimento
Com pesar, noticiamos o falecimento
do Supervisor filiado APASE
Perdemos...
Dia seis de dezembro de 2011, perdemos
o Prof. Acácio Pereira, sócio fundador do
Sindicato-APASE. Nascido em Botucatu, o
jovem filho de ferroviário veio morar em São
Paulo, onde realizou os estudos no antigo
Curso de Mestria na Escola Técnica Getúlio
Vargas, formando-se na segunda metade dos
anos quarenta. Em 1955, momento em que
trabalhava na ETI de Sorocaba, conheceu sua
futura esposa, a Sra. Luzia Joanna, que
lecionava na mesma Unidade.
Contraíram núpcias dois anos após e
passaram a residir e trabalhar na ETI de
Botucatu. Convidado pela Diretoria da
extinta DRECAP, Acácio abraçou mais um
desafio em sua carreira. Inicia-se então sua
empreitada em São Paulo como Inspetor de
Ensino na Primeira IREP.
Com denodo e dedicação, nosso professor
terminou sua carreira, já na condição de
Supervisor Pedagógico, prosseguindo ainda
por mais treze anos como Diretor de Escola
em instituição particular. Deixou esposa, dois
filhos e cinco netos.
Paulo de Tarso Pereira
Coord. Pedagógico
Dia 25 - Celia de Castro Malavazi, Cleusa Trasse de
Oliveira Barbosa, Delmira Julio Monteiro, Dilma
Terezinha Rodrigues Franchi, Dirce Maiolli Bueno,
Dirley Aparecida Malavazi Martins da Silva, Gabriel
Archanjo Amorim, José Carlos Francisco, Maria Paula
Ferreira, Rosa Rodrigues e Valtílio Alves dos Anjos.
Dia 26 - Ana Maria Borges, Antonio Luiz Pioltine,
Deise de Sales Rustichelli, Eulalia Bonamini Lima,
Maria Ozélia Olivetti, Milma Alves de Menezes Diogo,
Renato de Azevedo e Zacarias Pereira Borges.
Dia 27 - Aurea Calestini Rodrigues Martinho,
Caetano Antonio Camargo, Elenira Martins Sanches
Garcia, Ester Ribeiro da Silva Hortense, Evelize Assunta
Padovani Monteiro, Faustina Amorim da Silva, Luzia
Aparecida dos Santos Sodré, Magdalena Mendonça
Garcia, Maria Lucia Porto Scavone, Maria Teresa da
Silva Braga, Nassim Mahamud, Nidia Mara Rando e
Therezinha de Jesus Nogueira.
Dia 28 - Adelaide Nóbrega Arraes Foizer, Ebe Bruno
Massafelli Caprara, Maria Eliza Harteman Torrichelle,
Maria Helena Avino, Maria Lídia Simões Dias de
Carvalho, Maria Lucia de Aquino Chad Ramos, Maria
Noemi Gonçalves do Prado, Maristela Yuriko Aoki,
Nadir Aparecida Prado de Abreu, Salim Andraus
Júnior e Shirley Pascucci Loffel.
Dia 29 - Claudete Thomaz Ferreira Lindquist, Leda
Coletti, Leonor Isolina Bertanha Lopes Silva, Maria
Helena Cadioli, Mariana Guimarães Zimmermann,
Neusa Marques Bessa, Newton Ramos de Oliveira e
Rosana Tobias Melo dos Santos.
Dia 30 - Aparecida Roeda G. Zambroz, Cinira C.
Magoga, Eni Béra G. Bizarra, Helena de Carvalho,
Maria Alice A. Cunha, Maria Helena de Amaral,
Marli Ap. Russo Toselli, Rosa M. Fortes Mestrinelli,
Roseli Lara M. Aguirra e Silvia Molnár Casseb.
Dia 31 - Alda Lúcia Lousada Dias, Elenice Maria de
Alcântara Dalbon, Helena Fátima Lazari Ruiz
Lourenço, Iaci Bertolaso do Valle, José Bronzeri
Camargo, José Julião de Almeida Ramos, Márcia
Strazzer de Novais, Maria Ângela Paié Rodella
Innocente, Marisa Novaes de Miranda e Mitã Guaçu
Amorim Ribeiro.
220 - Março de 2012
Receitas
11
Cultura & Lazer -
Eu recomendo...
Um momento de lazer recheado de
história e cultura: a viagem ao Vale do
Café e Conservatória, de 7 a 10 de
junho. O passeio reserva a visita a
fazendas tradicionais do Vale do Paraíba, retrato vivo da típica arquitetura
rural, da memória social e parte da rica história desse período. São casas
grandes, senzalas e capelas construídas pelos senhores do café; móveis,
peças e utensílios que retratam o cotidiano de seus antigos moradores.
Além do roteiro pelas fazendas, haverá um tour pela cidade de
Conservatória, nesta que é considerada a “capital mundial das serestas e serenatas”. No local respira-se
versos, música e sonho, responsáveis por manter vivas importantes tradições como os seresteiros.
Entre seus pontos turísticos há a Ponte dos Arcos que dava passagem à antiga estrada de ferro, com 55
metros de comprimento, 12 de altura e 4 de largura. Ela foi construída pelos escravos entre 1880 e
1883 com pedras, ferro, chumbo fundido e óleo de baleia, que dava liga às pedras na falta do cimento.
Os interessados em fazer parte desse grupo devem contatar
Maria Aparecida Sonia (11 2507-4127); Luiza Helena (11 35864127; ou Shirley (11 3685-2674), organizadoras do evento. O
pacote dá direito a transporte, lanche durante a viagem de ida,
hospedagem, café da manhã, 3 almoços e 3 jantares. Valores:
3Quarto Duplo – 7X R$ 125,00 ou 6X R$ 145,00
3Quarto Triplo – 7X R$ 120,00 ou 6X R$ 138,00
Maria Conceição M. A. Ferreira de Paula - Diretora de Secretaria
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Nuvem - “Ficar nas nuvens” não é mais uma mera
expressão. Em plena praça, lá estão elas, e nós a passear
e fluir como uma, entre elas. A instalação Nuvem,
Exposição
integrante do Projeto Arte na Cidade, apresenta cinco
Guerra e Paz, de
caixas de luz com cerca de 5m x 5m, com a imagem de
Portinari - Os dois
uma nuvem seccionada. As lacunas entre esses painéis,
painéis de 14m de
por onde o público passeia, dão a ideia de que é possível
altura por 10m de
atravessá-la. As laterais espelhadas permitem que a
largura, realizados por
estrutura das caixas se camufle, reforçando a ideia de
Candido Portinari
leveza que se tem de uma nuvem. Toda essa ilusão é
entre 1952 e 1956 e
obra do carioca Eduardo Coimbra. Além do Brasil, o
presenteados à ONU
artista já realizou exposições na Inglaterra, EUA,
pelo Governo Brasileiro, finalmente podem ser Espanha, Portugal, Áustria e Argentina. Nuvem está
vistos pelo grande público, após mais de 50 anos na Pça. Charles Miller, Pacaembu. Grátis. Até 08/04.
no hall de entrada da Assembleia Geral, de acessso
apenas aos delegados das Nações, por questões de
segurança. No Brasil desde 2010, para restauração
em ateliê no Rio de Janeiro, Guerra e Paz chega a
São Paulo juntamente com cerca de 100 dos estudos
preparatórios do artista para a obra. Memorial da
América Latina, Av. Auro Soares de Moura
Andrade, 664, portão 1, Barra Funda, tel. 38234600. De ter. a dom., das 9 às 18 horas. Grátis.
Até 21/04.
Dicas do mês
O colega filiado Fernando Souto de Castro, residente em Santos, foi o autor da cativante
poesia Mãos, publicada no Vida Viva da edição do Jornal APASE de fevereiro/2012.
Parcerias e Convênios APASE
Com descontos ou preços especiais para filiados
Saúde
Plano de Assistência Médica Hospitalar Confed. das
UNIMEDS - fone (11) 3337-6895
GÉIA Consultoria e Corretora de Seguros - fones (11)
3660-2000 / 2691-7601
AESP Odonto - fone (11) 2813-5656
Educação:
COGEAE/PUC-SP - Cursos, fone (11) 3670-3300
Jornal APASE
Domingas M. do Carmo Rodrigues Primiano
○
220 - Março de 2012
12
Cultura e Lazer:
APEL Turismo fone (11) 4508-6549
US Tour fone (11) 3815-8262
Club de Férias - hospedagens para filiados em diversas regiões do país, (11)3101-0002/4002, www.clubdeferias.com.br
Hotelaria:
San Raphael Hotel Largo do Arouche, 150,
Centro, São Paulo fone: (11) 3334-6000
Seguros Autos e residência
ALFAMARC Av. Conde de Porto Alegre, 1884 sl 4 Campo
Belo São Paulo fone: (11) 3079-3977
Canto Aberto
Provação
Clarice Lispector (1920-1977/Ucrânia)*
Agora entendo o que é provação. Provação:
significa que a vida está me provando. Mas provação:
significa que eu também estou provando. E provar pode
se transformar numa sede cada vez mais insaciável.
*Conheça mais lendo: “A Paixão Segundo G.H.",
Ed. Rocco - Rio de Janeiro - 1998
Colaboração: Editoria de Cultura & Lazer
Vida Viva
Universo Feminino
Somos todas
únicas
carregadas de paixão
carreamos
estrelas
ao nosso destino
solitário.
Falar sobre mulheres não é tarefa simples, mesmo para
quem é mulher. Gostaria de tratar do tema de maneira poética.
Seria mais leve e sedutor o enfoque. Infelizmente, temo não
conseguir fazê-lo.
A complexidade de papéis desempenhados e o modo como
expressamos nossos sentimentos, é de difícil compreensão para
quem não pertence ou não compreende o mundo feminino.
Vislumbramos isso no modo como são referidos certos
transtornos hormonais que nos acometem sazonalmente.
Já os encontros e desencontros amorosos dizem mais acerca
das nossas idiossincrasias, que anos e anos de pesquisa sobre
comportamento, aliás, ditados culturalmente e absorvidos através
da educação reproduzida, infelizmente na maioria das vezes, por
mulheres. Portanto, é necessária uma visão crítica e todo o cuidado
possível para não repetirmos valores que tanto questionamos.
Temos conseguido através dos tempos grandes conquistas.
Não para todas, é verdade. Mas, para muitas, o que é positivo
e também verdadeiro. Pouco a pouco ganhamos importância e
consideração de muitos homens e mulheres.
Já temos presidenta. Em que pese à questão gramatical e a
polêmica desnecessária criada em torno do tema, deixem que ela
seja chamada como quer: presidenta. O que realmente importa é o
olhar feminino em um universo escandalosamente masculino e que
nossa expectativa de um governo solidário e justo, se concretize.
Paradoxalmente, há ainda, o preconceito da mulher para
com a mulher. É a rivalidade, um grande entrave para que
nossas conquistas se alarguem e se solidifiquem.
Mas, planando acima das dificuldades, do acúmulo de funções
exercidas cotidianamente e que levariam à exaustão qualquer outro
personagem que não a mulher, podemos ainda, sermos lindas,
leves e soltas. Encantadoras. Quando queremos. E somente quando
esse é o nosso desejo.
Para todas as maravilhosas mulheres que conheço e às que
ainda não me foram reveladas, minha profunda e sincera
homenagem, não por um único dia, e sim, por todos os outros dos
quais somos merecedoras.
Merli Maria Garcia Diniz - Poeta, cronista, professora,
advogada e supervisora de ensino - São José do Rio Preto

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