Notícia - Traição: sindicalistas governistas encerram greve dos

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Notícia - Traição: sindicalistas governistas encerram greve dos
Notícia - Traição: sindicalistas governistas
encerram greve dos Correios
Sindicalistas da central CTB, defensores do governo Lula, ignoraram a decisão dos trabalhadores em
manter a greve em São Paulo e decretaram mobilização encerrada.
Na assembleia, 60% dos trabalhadores haviam decidido pela manutenção da greve. Com SP, que é o
maior e mais importante estado nos Correios encerrando a greve, os demais estados se vêem
forçados em acabar com a mobilização. No RJ essa mesma turma já havia encerrado a greve na
semana passada.
Na sexta-feira, dia 18, o presidente Lula deu seu recado aos sindicalistas governistas, exigindo
“coragem” para acabar com a greve. No mesmo dia, os sindicalistas da CTB (Central dos
Trabalhadores e das Trabalhadores do Brasil) no Rio de Janeiro cumpriram a ordem do presidente. O
sindicato de São Paulo demorou um pouco mais, mas, nesta quinta-feira (24), repetiu as manobras
feitas no Rio de Janeiro e em outros lugares, como Mato Grosso do Sul, e declararam a greve
simplesmente “encerrada”.
A assembleia foi um ataque à democracia e um desrespeito com a categoria, que lotou a praça da Sé
em cada um dos nove dias de greve. Primeiro, a CTB chamou o advogado do sindicato, para que este
apresentasse os perigos de continuar com a greve. Foi uma preparação para o que viria depois, uma
tentativa de estabelecer o medo de punições entre os trabalhadores.
Depois, os dirigentes do sindicato, que fizeram discursos inflamados durante vários dias, deixaram
cair sua última máscara e mostraram que também são aprendizes de feiticeiros. Defenderam a
proposta inicial da empresa, de acordo de dois anos, com 9% de reajuste nesse período, que os
trabalhadores haviam rejeitado diversas vezes. Para isso, chegaram a mentir aos trabalhadores,
garantindo que se aprovassem, não haveria o desconto dos dias parados. Algo que não foi dito nem
pela empresa nem pelo governo. Ao contrário, o próprio Lula, em seu recado, havia ameaçado com o
corte do ponto.
Pelego, pelego!
Mesmo com a pressão, os trabalhadores mostraram que têm coragem para seguir lutando. A maioria
levantou os braços, aprovando a continuidade da greve, pelo acordo anual e pelo aumento de R$
300, defendida no carro de som pelo representante da Oposição Nacional Conlutas, Geraldinho
Rodrigues.
Mesmo com cerca de 60% aprovando a continuidade da greve, os dois dirigentes do sindicato
declararam a greve encerrada e desligaram o carro de som. A reação dos trabalhadores foi imediata:
uma chuva de vaias e protestos. Os mais calmos chamavam os sindicalistas de pelegos. Os mais
exaltados, gritavam todo tipo de palavrão para mostrar sua revolta. Alguns trabalhadores, de setores
onde a CTB dirige, se revoltaram e partiram pra cima dos pelegos. O principal dirigente do sindicato
levou um murro no rosto, assim que desceu do carro de som, e os traidores tiveram de deixar a
Praça da Sé escoltada por seguranças.
Para Geraldinho Rodrigues, “O PCdoB desmontou a greve, mesmo quando havia forte disposição
para seguir adiante. Repetiu o que a CUT fez com os metalúrgicos do ABC, aceitando o acordo
rebaixado sem lutar. No final, mostraram mais uma vez que são agentes do governo”.
Ao final, um grupo de trabalhadores se reuniu com a Oposição Conlutas, para avaliar a assembleia e
discutir a melhor forma de denunciar o que havia ocorrido para os demais trabalhadores. O clima de
revolta com o sindicato era grande entre todos. “A traição da CTB foi vergonhosa. Quem estava na
assembleia, saiu revoltado. Além de lutar contra a direção da empresa, que quer privatizar os
Correios, temos de construir uma forte oposição, que derrote essa burocracia traidora, que obedece
ao governo”, afirma Geraldinho.
Ainda nesta quinta-feira, o sindicato de Rondônia também aprovou o acordo com a empresa. Nesta
sexta-feira (25) outros sindicatos, como os de Brasília, Campinas, Rio Grande do Sul e Pernambuco,
avaliam se permanecem em greve.
Texto retirado do jornal Opinião Socialista

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