SEGUE-ME À CAPELA

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SEGUE-ME À CAPELA
é um colectivo de sete mulheres que trabalha a música tradicional portuguesa numa
perspectiva contemporânea, usando a voz como principal instrumento. A percussão e alguns elementos cénicos reforçam os
climas gerados a partir do canto. O grupo existe há 15 anos, realizou inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro,
colaborou com vários artistas, designadamente em discos e concertos, tendo editado o seu primeiro CD no ano de 2004, em
edição de autor e no final de 2015 um cd/livro.
Cantamos sons antigos e sons novos dessa arte fugidia com que se embalam os meninos, se encomenda a alma, se
evoca o divino e o terreno, se espanta a fadiga, se anima o corpo…
Somos 7 mulheres… 7 são também as maravilhas do mundo, os dias da semana, as notas musicais, os orifícios do
rosto humano e … 7 são os pecados mortais e os segredos da dança dos 7 véus…7 é quase tudo o que há de bom e
quase tudo o que há de mau!
E cantamos música tradicional portuguesa… amando estas cantigas, amadurecidas de vida, plenas de força telúrica
na sua singeleza. Como o amanhecer da primeira primavera. Cantigas que são histórias, contas de vida, heranças
forjadas por quem trabalha, na sua expressão mais universal e instintiva, o canto a capella das mulheres que se juntam
para trabalhar, rezar, festejar e sonhar…
Do repertório fazem parte cantares tradicionais recriados a partir de recolhas de Michel Giacometti, José Alberto
Sardinha, Judith Cohen, Ernesto Veiga de Oliveira e do GEFAC.
E cantamos a capella, porque gostamos de ouvir os lugares das vozes, os silêncios e a harmonia surpreendente que
estas cantigas guardam. Muitas vezes acompanhadas por instrumentos de percussão como o adufe, a caixa, a tarola, o
bombo e por alguns elementos cénicos, pretendemos evocar a memória de ambientes que não queremos ver perdidos.
Em Março de 1999, num bar de Aveiro, o Botirão, demos o primeiro espectáculo. Foi um começo de cantar, de uma
certa maneira, num certo sentido, com a vontade própria de quem quer ver nascer uma personalidade vincada nos palcos
e na cenografia das vidas comuns, como uma pintura que se esboça através de significados e afetos, que tentamos que
outros intuam e partilhem connosco.
Mas, sobretudo, gostamos de cantar juntas, com quem quiser seguir-nos, sempre a capella…
Ananda Fernandes
Catarina Moura
Joana Dourado
Margarida Pinheiro
Maria João Pinheiro
Mila Bom
Sílvia Franklin
O grupo Segue-me à Capela é uma perspectiva da música tradicional portuguesa traçada pela voz. E a voz desdobra-se
para lá do canto, para recriar cenas de trabalho, romaria e também folia, cruzando o sagrado e o profano e
ultrapassando limites geográficos e locais, navegando pelo galaico-português, pela Espanha, pela diversidade do canto
português e indo beber a árabes e judeus numa confranternização que o canto sabe juntar.
Embora procure reproduzir os arranjos vocais registados nas recolhas que aborda, Segue-me à Capela reinventa-os,
acrescentando-lhes novas linhas que conferem aos temas uma imagem diferente e modernizada, sem perder o sabor
ancestral das versões originais.
Os instrumentos que caraterizam o grupo são as vozes. Foi precisamente o fascínio do mais antigo instrumento
musical humano que fez mover este projecto de revitalização da música tradicional portuguesa. A percussão que
integram nos seus espetáculos, com especial destaque para o adufe, reporta-se sobretudo à cultura popular
portuguesa e amplia o papel das vozes, reforçando os climas ora de drama, ora de festa, recriados pelo canto.
PLANO DE PALCO
 VOZES:
SM 58 x 7
 PERCUSSÃO:
Total de Microfones
2 SM 57
Micros
1 D112 AKG
1 CK 91 AKG
2 grandes
Tripés
3 pequenos
-
11
Total de Monitores -
4
O CD-LIVRO
O CD-livro foi lançado no dia 22 de Dezembro de 2015, está dividido em 7 capítulos, tal como 7 são os dias da semana, as fases
lunares, os pecados mortais, as notas musicais. Demos a esses capítulos o nome de artes fugidias. Artes, porque da arte de
cantar se trata, fugidias porque, nunca imutáveis, abrem-se a novas explorações e experiências musicais.
Nele evocamos o São João, o santo das folias e dos amores, cantado de norte a sul do país, o santo do solstício de verão, dono da
noite em que o ar tem mil sacrilégios e da água onde repousam os deuses das ervas, numa junção perfeita entre as vestes cristãs
e os rituais pagãos.
Cada uma das artes fugidias tem um texto introdutório escrito por escritores portugueses contemporâneos, tendo como paisagem
de fundo a Mulher.
Do repertório fazem parte cantares tradicionais recolhidos por Michel Giacometti, José Alberto Sardinha, Ernesto Veiga de
Oliveira, Judith Cohen (dois temas sefarditas) e pelo GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra.
Sobre o 1º Cd - Segue-me à Capela...
Eleito pelo Blitz como um dos melhores álbuns nacionais do ano 2004
Há um arrepio qualquer que sobe da espinha e fica encravado algures entre a aorta e a
traqueia quando se ouvem muitas vozes a cantar muitas canções vindas do mais fundo e
mais antigo e mais puro que nós, portugueses, temos. E é tão bom que elas existam e
resistam (ainda) assim.
Blitz
O álbum homónimo e primeiro (ed.autor) das Segue-me à Capela, é um disco lindíssimo
onde se recuperam- só com o recurso a um coro de sete vozes femininas, algumas
percussões e alguns apontamentos “laterais” (lenga-lengas, diálogos...)- temas tradicionais
de várias zonas do país recolhidos por Michel Giacometti, José Alberto Sardinha ou o GEFAC, e algum do repertório de José Afonso. O álbum
de estreia das Segue-me à Capela é uma das maiores revelações dos últimos anos da música tradicional portuguesa.
António Pires, Blitz
A beleza pode ser infinita. Trata-se de um dos mais extraordinários lançamentos de 2004, este disco que reúne um colectivo de vozes
femininas e algumas percussões.
Ao escutar-se este disco de estreia, é possível elevar ao expoente máximo alguns dos temas tradicionais portugueses, mesmo os mais
conhecidos do público. Um feito que resulta da mestria superior deste excelente colectivo, que revela quão estimulante pode ser a música
portuguesa. Infinitamente bela, aquela que se pode escutar neste disco.
As Segue-me à Capela são autoras de um dos mais belos discos portugueses da música tradicional dos últimos tempos.
José Miguel, At-Tambur
As Segue-me à Capela munem-se e fazem-se valer fundamentalmente da voz. E são nisso um prodígio de técnica vocal e beleza harmónica. O
repertório é notável e de altíssima qualidade,(...),este é um disco de extraordinária beleza e maior interesse documental.
Magazine Artes
Sobre Segue-me à Capela...
En los conciertos nocturnos la calidad artística fue de primer rango, destacando especialmente la sorpresa de las portuguesas Segue-me à
Capela, que tuvieron cautivados, los tres días, a todos los festivaleros.
Andrea Martín, Folkesí
Voces de mujer impecablemente conjuntadas, algunas de ellas extraordinariamente bellas, que en ciertos momentos, sobre todo en los cantos
religiosos, llegaron a sobrecoger a las cerca de 150 personas que se dieron cita en la iglesia de San Juan de los Caballeros. Un concierto que
sin duda, los aficionados tardarán en olvidar.
Ana San Romualdo, El Adelantado de Segovia
Segue-me à Capela é um dos projectos mais originais no universo da música tradicional portuguesa. O que distingue o projecto de outros são
os fantásticos arranjos vocais.
Luís Bizarro Borges, Jornal de Notícias
Enriquecen su puesta en escena con un cuidado, vestuario ajeno a tipismos y muestran, sin papanatismos ni afán pedagógico, un hecho
cultural latente en la vida portuguesa.
Jaime Lafuente, El Norte de Castilla