VOCAÇÕES RELIGIOSAS Jovens que dizem SIM

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VOCAÇÕES RELIGIOSAS Jovens que dizem SIM
Ano VIII - Número 91 - Agosto de 2014
WWW.PAROQUIASANTATERESINHA.COM.BR
em ação
E agora?
Meu filho de 16 anos
vai ser pai
11
Entrevista
Meu filho de 13 anos
quer ser padre
16
VOCAÇÕES RELIGIOSAS
Jovens que dizem SIM
Animal
Você conheceu
Branca Cristina?
14
Palavra do Pároco
A Assunção de
Nossa Senhora
3
Estreia 2014
Você também
pode ser santo
5
Editorial
Chuva de rosas
Duas situações
que imagino serem impactantes na vida de
qualquer pai e mãe: uma, mais comum hoje
em dia, é a do filho adolescente de 16 anos
que chega em casa e avisa que vai ser pai. A outra, já não tão comum
hoje em dia, do filho pré-adolescente de 13 anos que avisa que quer
ser padre, ou a filha adolescente que depois de ter sua festa de 15 anos,
repensa sua vida e avisa que vai ser freira. Como reagir diante disso?
Para a primeira situação, nossa colunista Rose Meire, nos dá algumas
pistas na coluna E AGORA da página 11 e da segunda situação nos relatam como foi nossos entrevistados na última página. Talvez para os
pais, não seja fácil entender uma decisão vocacional tão prematura,
mas são assim as coisas de Deus, difíceis de entender, mas trata-se de
ter fé. Assim como os dogmas por exemplo, cujo último a ser proclamado, só em 1950, o da Assunção de Nossa Senhora, tem uma reflexão
sobre seu sentido apresentada pelo nosso pároco na página 3. Nossa
vida é assim, cercada de coisas em que é preciso ter fé, pois muitas
vezes a dor que um fato simples nos causa tem de ser vivida. Perder
um ente querido por exemplo, é dor. E uso a palavra ente pois essa dor
não se restringe apenas a familiares ou amigos. Ela se estende também
para nossas mascotes de estimação. Depois da leitura, responda se
você não se emocionou com a coluna ANIMAL, em que nossa querida
Raquel, veterinária acostumada à morte de animais, presta uma bela
homenagem à sua gata Branca Cristina, que sem sombra de dúvida,
fazia parte de sua família. Falando em família, estamos neste final de
semana iniciando a Semana Nacional da Família, que vai até dia 16
de agosto, e em nossa paróquia acontecerá de forma magnífica com
diversos eventos imperdíveis, que você confere na programação junto
à coluna E A FAMÍLIA COMO VAI, também na página 11. E o, como se
costuma chamar, “chefe” da família, que neste domingo tem seu dia,
não merece então uma homenagem? Claro que merece e ela está estampada na página 13, da JUVENTUDE, onde os jovens dizem o que
pensam a respeito do pai. E para os jovens, vocacionados religiosos ou
não, fica a dica dada na PALAVRA DE AMIGO, da página 7 sobre sua
missão na igreja. Missionários, muitos já são como demonstra a experiência da Semana Missionária, apresentada junto à coluna CF 2014,
na página 6. Finalmente, nesta edição de agosto, mês em que a Igreja
celebra as vocações, lembramos que a vocação da PASCOM é levar até
você informação e formação capaz de conduzir uma reflexão sobre a
vida de cada um de nós na Igreja. Boa leitura!
SC Carlos R. Minozzi
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facebook.com/pascomst
Expediente
em ação
Santa Teresinha Em Ação
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2 • Santa Teresinha em Ação
Nossa santinha
sempre nos atende
C
ada um de nós pode descobrir por si mesmo
como encontrar e merecer a alegria de receber uma rosa abençoada de Santa Teresinha,
para carregar eternamente no coração.
Para Sonia Campos, a presença de Santa Teresinha em sua vida veio no período consagrado à festa
d’Ela. “Na festa de Santa Teresinha em setembro
do ano passado, em um dos dias da novena me
lembro que estava muito concentrada nas orações
e ao final da missa quando fazemos a oração da novena o meu pedido foi que Santa Teresinha intercedesse junto a Jesus para que o casamento de minha
filha pudesse se realizar com paz, alegria e muita fé.
Quando estava saindo, recebi uma rosa vermelha. A emoção foi grande, entendi isso como um
sinal. Ao chegar em casa coloquei-a em um vaso
junto da imagem de Santa Teresinha, acreditei e
alimentei minha fé que tudo daria certo, que minha filha, meu genro e nossas famílias mereciam
esta felicidade.
Estávamos passando os piores meses de nossas vidas com a partida repentina de meu marido,
que havia falecido de infarto. Tudo estava muito
desajeitado. Tentávamos sair da tristeza mas tinha
momentos que pensava ser impossível e aos poucos com o apoio dos amigos da nossa comunidade, com as orações e principalmente com a nossa
fé, os dias foram melhorando, ainda era muito que
alcançar porém todos em casa foram melhorando.
Horários das Missas
Segundas-feiras, às 16h30 e 19h30
De terça a sexta, às 8h e 19h30
Aos sábados, às 8h e às 16h
Aos domingos, às 7h30, 9h30, 11h, 18h
e 19h30
Adoração: todas as quintas, 8h e 19h30 e,
nas primeiras sextas do mês, às 7h30
E o casamento chegando, muitos detalhes,
muita emoção, recaídas pela saudade, porém nossa fé jamais foi abalada ao contrário ficou mais forte. Acreditei e acredito que DEUS está no comando,
que Jesus nos ama e o Espírito Santo nos inspira
sempre e em todo lugar, só precisamos abrir nosso
coração.
Enfim o casamento chegou, dia 18 de julho minha filha recebeu o sacramento do matrimônio. Foi
uma cerimônia linda, os noivos estavam lindos e
muito felizes, parentes de vários lugares vieram testemunhar e festejar.
Durante a cerimônia elevei meus olhos para
Santa Teresinha e lembrei a promessa que Ela fez,
que derramaria uma chuva de rosas sobre a terra
e ali naquele momento estava sendo derramado
uma chuva de amor e agradeci imensamente o
amor que nossa Santinha tem por nós.
Esta é a foto do casamento de minha filha em
nossa paróquia e uma de minha família que é o tesouro mais precioso que Deus me deu.
Não é difícil descobrir quem sou, estou no meio
com meu marido Cláudio atrás de mim, ladeados
pelos filhos, noras e netos. Esta foto com a família
é do dia 25/01/2013 quando fizemos nossa visita
anual a Basílica de Aparecida, na véspera do falecimento de Cláudio.
Sonia Campos
Horário da secretaria:
De segunda à sexta,
das 8h às 12h e das
13h às 19h30
Aos sábados, das 8h ao
12h e das 13h às 18h
Tel. (11) 2979-8161
Apoiaram
esta edição:
Recolast Ambiental 3437-7450
Bolos da Guria 2978-8581
e outros 6 apoiadores
palavra do pastor
Hora da família!
A
Igreja, seguindo os passos de Jesus, seu Divino fundador, valoriza
e promove a família, e quer fazer
chegar a sua voz e oferecer a sua ajuda a
quem, conhecendo já o valor do matrimônio e da família, procura vivê-lo fielmente; a quem, incerto e ansioso, anda
à procura da verdade e a quem está procurando construir o seu próprio projeto familiar. Sustentando os primeiros,
iluminando os segundos e ajudando os
outros, a Igreja se coloca à serviço da família (cf. FC 01).
A missão evangelizadora em favor
da família, no Brasil, está organizada em
duas grandes áreas de atividades:A primeira é uma ação contínua que acontece no dia a dia das Comunidades e Paróquias através da Catequese, homilia,
Encontros
da
FAMÍLIA
Movimentos, Serviços e Pastorais, sobretudo a Pastoral Familiar; a segunda área
de atividades, que nasce da primeira e é
sua coroação, se concentra na promoção
e celebração dos acontecimentos principais em favor da família, em determinados momentos do ano, como: dia das
mães, dia dos pais, a semana nacional
da família e semana da vida, etc.
Dentre esses acontecimentos, a Semana Nacional da Família, tem sido
uma ocasião especial de promoção da
família. Para melhor refletir sobre a missão da família e a beleza da vida familiar,
todos os anos, a CNBB edita o livro Hora
da Família com um tema geral e temas
específicos voltados para os principais
momentos da vida de uma família. Dom
João Carlos Petrini, Presidente da Co-
24/08 - Domingo - 16 horas
Salão Paroquial
3º Encontro: Família de
Nazaré: Modelo de Espiritualidade
missão Episcopal para a Vida e a Família, apresenta o Hora da Família 2014, do
seguinte modo:
‘É com imensa satisfação que apresento o Hora da Família 2014, o livro
que orienta e fortalece a família cristã no
Brasil e oferece subsídios preciosos não
somente para a semana da família, em
agosto, mas ilumina o ano inteiro. O tema
deste ano é a ‘espiritualidade cristã na família: casamento que dá certo’. Sete roteiros para encontro de famílias ajudam
a valorizar e viver em família gestos de
espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos,
no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova
no dia a dia pelo dom da graça que Deus
derrama com abundância nos corações
de quem O invoca e pelo dom de Si que
cada um faz aos outros, à imitação de Jesus que nos doa sua vida, seu corpo e sangue, para a nossa felicidade e para a nossa
paz’ (Hora da Família 2014, p. 7).
Além disso, no Hora da Família, há
dez roteiros para celebrações: dia das
mães, dia dos pais, dos avós, aniversário
de casamento, momentos difíceis da família, eleições 2014, III Sínodo dos Bispos, família e fraternidade e orações do
dia a dia de uma família de fé.
É um ótimo subsídio para o bem-estar da família e para àqueles que trabalham em favor da família nas Paróquias
e Comunidades, que precisa ser mais
conhecido por todos nós. Caso você não
conheça este rico subsídio, procure o
seu pároco, que ele terá a alegria de colocar em suas mãos mais este serviço à sua
família e à evangelização das famílias na
Paróquia.
Deus abençoe a sua família e a grande
família da qual participamos pelo Batismo. Agora e sempre, é a hora da família.
Dom Sergio de Deus Borges
Vigário Episcopal para a Região Santana
facebook.com/sergio.borges.56211
Palavra do pároco
Elevada aos céus para
continuar conosco
Entre os muitos motivos de
festa e alegria que temos no mês
de agosto, dois se destacam: o
aniversário de dom Bosco e a
festa da assunção de Maria
S
em deixar na sombra o nascimento
do pai e mestre dos jovens, queremos realçar a festa da Mãe de Jesus e
nossa. O Papa Pio XII, ao proclamar o dogma da Assunção, comenta: “Deste modo,
a augustíssima Mãe de Deus, associada a
Jesus Cristo de modo insondável desde
toda a eternidade “com um único decreto” de predestinação, imaculada na sua
concepção, sempre virgem, na sua maternidade divina, generosa companheira
do divino Redentor que obteve triunfo
completo sobre o pecado e suas consequ-
ências, alcançou por fim, como suprema
coroa dos seus privilégios, que fosse preservada da corrupção do sepulcro, e que,
à semelhança do seu divino Filho, vencida
a morte, fosse levada em corpo e alma ao
céu, onde refulge como Rainha à direita
do seu Filho, Rei imortal dos séculos (cf.
1Tm 1,17)”.
O que poderia parecer um privilégio
que afaste Maria da humanidade, na realidade é um incentivo para que cada um
dos seres humanos cresça, até atingir a
plenitude da sua realização, como acentua o Papa Paulo VI: “A Igreja católica,
apoiada numa experiência de séculos, reconhece na devoção a Virgem Santíssima
um auxílio poderoso para o homem em
marcha para a conquista da sua própria
plenitude. Maria, a Mulher nova, está ao
lado de Cristo” o Homem novo, em cujo
mistério, somente, encontra verdadeira
luz o mistério do homem (GS 22)”.
A plenitude humana, entretanto, não
se conquista com um passe de mágica; é
fruto de luta, de esforço. Também nisso
Maria é modelo para nós, como aprendemos de João Paulo II: “Maria, de facto,
presente na Igreja como Mãe do Redentor,
participa maternalmente naquele “duro
combate contra os poderes das trevas ...,
que se trava ao longo de toda a história
humana”. Todavia, os cristãos, levantando os olhos com fé para Maria, ao longo
da sua peregrinação na terra “continuam
ainda a esforçar-se por crescer na santidade”. Maria, a excelsa filha de Sião, ajuda a
todos os seus filhos - onde quer que vivam
e como quer que vivam - a encontrar em
Cristo o caminho para a casa do Pai”.
Aprendamos de nossa querida Mãe, e
com ela caminhemos já agora em busca
da realidade plena, que teremos na eternidade feliz com Jesus Cristo, nosso irmão
e Salvador.
Um abraço carinhoso a todos
Pe. Camilo P. da Silva, sdb
Pároco
www.facebook.com/cpsdb
A plenitude humana não se conquista com um
passe de mágica; é fruto de luta, de esforço
Santa Teresinha em Ação • 3
Sacramentos
O Sacramento da Confirmação
Fala-se na Igreja dos sacramentos
da iniciação cristã, que são três:
o batismo, a confirmação e a
eucaristia
N
a vida vamos fazendo processos em
todos os sentidos, como por exemplo, nosso crescimento. De bebês,
passamos pouco a pouco, através dos
anos, para crianças, adolescentes, jovens,
adultos, idosos. Assim acontece também
na Igreja. Ao nascer, fomos batizados, nos
tornamos filhos de Deus, começamos a
fazer parte da Comunidade. Os pais assumiram o compromisso de nos educar
na fé. Por isso nos inscreveram no curso
para a catequese de primeira eucaristia e
depois, para a catequese da crisma. É isso
que chamamos de iniciação cristã. Vamos fazendo progressos e amadurecendo
a nossa fé. É uma pena que nem todos os
cristãos católicos fazem este processo.
Recebendo a confirmação, aperfeiçoamos a graça do batismo, o Espírito Santo
desce sobre nós, nos incorpora mais firmemente a Cristo. Tornamo-nos sócios da
Igreja e através das nossas palavras e das
nossas obras damos testemunho da nossa
fé como discípulos missionários de Jesus.
Ao lermos a Bíblia vemos que o Espírito do Senhor atuou ao longo da história
da salvação, embora nem todas as pessoas percebessem isso. Mas de modo especial o Espírito Santo estava com Jesus,
já desde a anunciação do anjo à Maria.
Jesus prometeu várias vezes que mandaria o advogado, o intercessor. Ele não
teria instituído este sacramento se não
precisássemos do Espírito Santo. Os Atos
dos Apóstolos nos narram a descida do
Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Diz
o texto que os discípulos de Jesus ficaram
repletos do Espírito Santo, que desceu
sobre eles em forma de línguas de fogo. A
partir de então, quem é batizado, recebe
também o dom do Espírito Santo. No início da Igreja os apóstolos faziam o gesto
da imposição das mãos. Esta é a origem
do sacramento da Confirmação. Depois,
para significar de um modo melhor o
dom do Espírito Santo, acrescentou-se
à imposição das mãos, uma unção com
óleo perfumado (= crisma). Dai surgiu
também o nome de crisma para este sacramento. Comumente usamos o nome
de Confirmação, pois este sacramento
ratifica e consolida a graça batismal, fruto do Espírito Santo. Na celebração do
sacramento da Confirmação, o Bispo estende as mãos sobre os crismandos, invocando a efusão do Espírito, que desce
sobre cada pessoa, distribuindo os dons
da sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor. Em seguida faz uma cruz na testa de cada um
com o óleo do crisma, dizendo: “recebe o
selo do dom do Espírito Santo”.
Um dos principais efeitos deste sacramento é o da força especial que o Espírito
Santo transmite a cada um que o recebe
para que possa difundir e defender a fé
pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para
nunca sentir vergonha em relação à cruz.
Recebemos este sacramento, como
o batismo, uma só vez. Ele imprime em
nós o caráter, que é o sinal de que Jesus
Cristo assinalou um cristão com o selo do
seu Espírito, revestindo-o de força do alto
para sermos suas testemunhas.
Pe. Tarcízio P. Odelli
Secretário Inspetorial de Porto Alegre
facebook.com/tarciziopaulo
Agora é minha vez
Eu escolhi ser crismada e logo me perguntei:
“mas por quê?”. As razões são muitas,e só Deus
sabe o que se passa em meu coração, mas acredito que seja porque nessa fase da minha vida
preciso, mais do que nunca, da força do Espírito
Santo para continuar nesse difícil caminho da fé,
porque a coisa mais bela que me aconteceu foi
meus pais terem me levado para ser batizada, e
eu quero mostrar que agora sou eu que escolho
Jesus, porque chegou a hora de dar algo de mim
depois do tanto que já recebi de Deus e da Igreja, porque sinto que só a ação de Deus pode fazer de
mim uma cristã mais comprometida e renovar tudo que em mim há, porque depois do Batismo e
da Primeira Eucaristia me sinto preparada para ser testemunha da fé e quero crescer e viver nela,
todos os dias, com maior confiança que vou alcançar somente por meio dos dons do Espírito Santo
e porque, não sei explicar, mas Deus me pede mais!
“Assim como Jesus foi ungido pelo Espírito para o desempenho de sua missão também o cristão
é crismado, ungido, para exercer a sua missão no mundo”. A Crisma nos concede os dons do Espírito; sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor a Deus. Na Crisma nos
comprometemos com o projeto de Jesus Cristo e a vida em comunidade, somos transformados e
levados cada vez mais a viver nossa vocação no mundo, buscando integrar nossa relação com o outro e com Deus. Meus pais crismaram ano passado e logo me disseram que na Crisma aprenderam
a dizer “sim” ao chamado de Cristo, deixar-se amar e permitir a realização do Plano de Amor do Pai
em suas vidas. Assim, a Crisma nos une mais solidamente a Cristo e à Igreja e nos dá a força especial
do Espírito Santo para difundir a fé, como verdadeiras testemunhas de Cristo.
O Sacramento da Crisma nos concede a plenitude com o Espírito Santo e resta a nós tornar o
compromisso assumido com Jesus um hábito em nossas vidas, agir como crismados e deixar sempre a marca do cristão que é fazer tudo com amor, pois ele é o alicerce de toda a manifestação do
Espírito e de sua missão para a vida de cada um de nós.
Ruth Beatriz Oliveira, 14 anos
4 • Santa Teresinha em Ação
Os pais de Ruth Beatriz foram crismados em 2013
Estreia 2014
Onde começa a santidade
Queridos irmãos, paz! Novamente
nos encontramos nesta página...
E o nosso diálogo sobre a
espiritualidade a partir de Dom
Bosco continua... Desta vez
vamos refletir sobre o ponto de
chegada de toda a nossa vida
cristã: A SANTIDADE!
À
s vezes, pensamos que a santidade está somente relacionada às
praticas exteriores da nossa vida
de discípulos – missionários de Jesus. Ou
seja, quanto mais “fazemos” pelo Reino
de Deus, mais santos somos. É verdade
que a fé sem obras é morta, mas a exterioridade em si mesma não nos assegura
a salvação. A santidade nasce onde nascem os sentimentos, pensamentos e as
ações mais nobres da nossa vida. E, isso
tudo nasce no coração! Então, vamos ao
coração. Lá nos tornamos homens e mulheres espirituais. Lá no coração Deus é
Santo!
A santidade e o Coração
A palavra coração no sentido bíblico
é usada como o centro da vida pessoal, a
fonte de toda motivação, dos pensamentos e dos desejos, ou seja, o mais intimo
do ser humano. Segundo o ensino bíblico, a santidade começa exatamente no
coração, já que todas as atitudes humanas
são praticamente, reflexos daquilo que se
passa nele. “Assim como a água reflete o
rosto, o coração reflete quem somos nós
(Pv 27, 19)”. “Ame o Senhor, o seu Deus, de
todo o seu coração, de toda a sua alma e
de todas as suas forças (Dt 6, 5)”.
Jesus Cristo em seu ministério insistiu que, se o coração não estiver santificado, todo o exterior não chegou a contemplar a Deus!
Por isso, a análise que melhor fazemos a respeito de nossa vida de santidade começa pelo coração. O Senhor,
contudo, disse a Samuel: “Não considere
a sua aparência nem sua altura, pois eu
o rejeitei. O Senhor não vê como o ho-
mem: o homem vê a aparência, mas o
Senhor vê o coração (1 Sm16, 7)”.
Onde Dom Bosco se tornou primeiramente santo? No seu coração! Sim!
No seu coração “visitado” por Deus! No
seu coração cheio de caridade pastoral.
No seu coração disposto a externalizar
as obras que encheu a sua vida interior
das graças de Deus! Vale sempre lembrar
esta verdade: Dom Bosco é santo, porque a santidade de Deus aconteceu na
sua vida. Só Deus é Santo!
Assim, sendo, se alguém deseja trilhar o caminho da santificação deve começar examinando as suas motivações
interiores, elas devem proceder do coração. A santificação da nossa vida deve
ser uma resposta de gratidão pela graça
recebida.
A santidade vista assim torna-se possível a todos. Não se trata de um “privilégio” para alguns, nem tão pouco um
mérito, um “troféu” conquistado após
terríveis lutas... Não! A santidade como
dizia São João Bosco aos meninos do
oratório de ontem e a nós hoje: Aqui a
santidade consiste em estarmos sempre
alegres, fazermos o bem a todos e o mal
a ninguém! Caminho que percorremos
a partir das virtudes teologais, dos dons
do Espírito Santo, das virtudes infusas e
adquiridas, do esforço ascético... Enfim,
elementos que contemplamos na espiritualidade salesiana e no Sistema Preventivo de Dom Bosco. Olhemos para
o nosso coração... Olhemos para Dom
Bosco. Ele chegou lá... Lá na santidade...
Nós também chegaremos!
Até o nosso próximo encontro... Até o
nosso próximo diálogo!
Abraços, com afeto salesiano,
P. Alexandre Luís de Oliveira – SDB
Diretor da comunidade salesiana
de Lorena - SP
facebook.com/alexandre.luisdeoliveira
Fala,
Francisco!
A Família Salesiana, através de
seus diversos ramos, oferece muitas
oportunidades para sua vocação e
através do desenvolvimento dela,
você alcançar a santidade.
“Não há um curso para se
tornar santo. A santidade é
um dom de Jesus à sua Igreja e
para fazer ver isto Ele escolhe
pessoas em que se vê claro o
seu trabalho para santificar”.
(Homilia da missa de 09 de maio de 2014)
Santa Teresinha em Ação • 5
CF 2014
A CF e a Semana Missionária
Caros amigos e amigas,
Neste mês dedicado às vocações,
gostaria de evidenciar a vocação
missionária de todo cristão
M
érito seja dado à Campanha da
Fraternidade, pois, ao ser lançada no período da Quaresma,
no início do ano, aciona um fator detonador: convoca as pessoas a serem missionárias. Poderia usar um termo mais
ameno dizendo que a CF faz um convite, mas na verdade ela nos provoca, nos
impele a ver realidades diferentes das
encontradas no nosso cotidiano, ampliando horizontes e fronteiras de solidariedade.
O tema desse ano fez exatamente isso
quando apresentou uma constatação
forte e desafiadora: o Tráfico Humano é
um crime contra a dignidade da pessoa e
sua liberdade.
No mês de julho, os Salesianos e Salesianas viveram a Semana Missionária,
que aconteceu no período de 06 a 12.
Em plena Copa do Mundo, jovens e colaboradores puderam experimentar a
vocação missionária, inspirados no “Ide
e Anunciai” de Jesus Cristo.
Um dos pontos fortes da Semana
Missionária é a visita às casas. Através
das visitas, os grupos tiveram a oportunidade e dádiva de retornar ao que a
CF propõe, encontrando irmãos e irmãs
que bem poderiam, por sua fragilidade
social e econômica, estarem entre as vítimas do Tráfico de Seres Humanos.
Os missionários e missionárias se depararam com realidades de desemprego,
falta de comida suficiente, adolescentes grávidas, crianças tristes, jovens que
abandonaram o estudo, subemprego,
problemas de saúde, dependência química, abandono, descaso. Em síntese, famílias em risco, que dependendo da proposta feita, podem cair nas garras da Rede
de Tráfico de Pessoas Humanas por falta
de perspectiva ou por desespero.
A Igreja Missionária que desejamos
tem a possibilidade de aproximar-se
destas realidades. E quão bom seria se
pudéssemos dizer: “Estamos aqui! Não
tenham medo!” E juntos, reencontrarmos o fio da vida e protegê-lo e devolver
o protagonismo e o futuro destas famílias.
Sonho maior seria ver as Igrejas Cristãs unidas para defenderem e promoverem a Vida, sem o proselitismo de quererem que as pessoas mudem de religião
porque consideram a sua melhor.
A impressão que fica é que existe um
resgate a ser feito, uma aproximação a
ser feita, distâncias precisam ser diminuídas. As pastorais da Igreja, com suas
diversidades e engajamento, podem escolher esse caminho da missionariedade, saindo dos espaços já conhecidos e
buscando caminhos de aproximação, de
acolhida, de diálogo. Os desafios podem
ser nossos professores dando sentido ao
que fazemos e ao que buscamos.
Que o Deus da Vida, que não nos desampara, nos ajude a sermos humildes
colaboradores como diz o Profeta Miquéias: “Já foi explicado o que é bom e o
que Javé exige de você: praticar o direito,
amar a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus.” (Mq 6,8) Amém!
Ir. Ana Beatriz Freitas de Mattos (FMA)
[email protected]
Semana Missionária: Eu fui
A semana missionária reúne pessoas, amigos, amizades, carisma,
crença, fé, e principalmente o amor a Jesus Cristo! É com certeza uma das
semanas mais significativas da minha vida. Já pude estar em 2012 em Guaratinguetá, em 2013 por culpa de um acidente eu não pude comparecer
à tao esperada JMJ, e agora, estive na semana missionaria em Diadema!
Posso dizer, com toda propriedade, que essa foi muito diferente. Pelo simples fato de que talvez, essa seja a minha ultima, e por não estarmos no
campo como de costume, mas sim na periferia onde a fé e a esperança das
pessoas muitas vezes é muito pequena. Tem também aquelas familias que
são de outras religiões e mesmo assim, isso não foi um problema pra gente. Algumas dessas familias, mostraram pra gente que o amor à Cristo é o
mesmo, mostraram que só existe um Deus, independente de sua religião.
Os momentos da mística, da saída para levar a palavra, do oratório, das celebrações e da partilha foram todos importantes e significativos, mas para
mim, o momento mais forte foi na missa em que o padre passava com o
santíssimo ao redor da igreja, posso dizer que foi onde eu mais senti Deus
naquela semana missionária! É uma semana onde você cresce espiritualmente , onde você passa a dar valor aos pequenos detalhes e às grandes
conquistas! Foi com certeza uma semana repleta de amor e compaixão
que D. Bosco e M. Mazarello tinham e nos deixaram!
Gabriel Pierre, 17 anos
Vivemos uma semana a serviço de Deus, e que para sempre possamos
levar a esperança para o próximo, e também poder trazer motivações para
nossas vidas. Foi uma semana intensa e muito significativa, com muitos sinais de Deus. Senti o olhar dos nossos guias a todo momento, Dom Bosco
e Madre Mazzarello estavam lá conosco! Por fim, foi muito gratificante e
especial esta semana.
Fabiana Amorim, 17 anos
6 • Santa Teresinha em Ação
A Semana Missionária nos surpreende muito, nos faz enxergar a vida por
outros ângulos. E eu sou muito grata a Deus por Ele ter me dado, novamente, a
oportunidade de viver essa experiência maravilhosa. E, na minha opinião, meus
dias de missionária não ficaram lá em Diadema! Pretendo continuar fazendo
presença Juvenil Salesiana através da Pastoral Escolar, dos movimentos em sala
de aula e na convivência com a minha família. Não se deve guardar tantos aprendizados bonitos e essências, devemos sair pelo mundo e levar a palavra dEle
como significado maior de tudo na nossa vida.
Thainá Cordeiro, 16 anos
Palavra de amigo
O papel da juventude na evangelização
A
vida religiosa surge na Igreja a partir do século IV com o final das perseguições aos
cristãos. Desde então muitos homens e
mulheres inspirados pela Palavra de Deus decidem por uma vida semelhante a dos Apóstolos a
fim de continuarem a missão que receberam do
Cristo: serem as Suas testemunhas até os confins
do mundo.
Essa inspiração perpassa os séculos e vai
atraindo pessoas que trilham um caminho de
discipulado, de santidade. Muitos santos foram
assim reconhecidos após uma autêntica conversão de vida pautada na Palavra de Deus e o mês de
agosto, tradicionalmente, é dedicado às Vocações.
Rezar pelas vocações é mais do que elaborarmos preces desligadas de compromisso, pois a
missão dos Apóstolos continua a ser a missão da
Igreja, de cada cristão da comunidade, de batizados e batizadas que por causa da comunhão gerada no batismo são igualmente responsáveis por
tornar o Cristo conhecido e anunciado em toda
parte.
Para esse anúncio nos dias de hoje, necessitamos de novas formas de testemunho que abarcam o universo tecnológico e por isso a juventude
tem um papel fundamental, além do vigor da idade, estão mais preparados, pois constroem seus
conhecimentos e desenvolvem habilidades rapidamente com o estímulo de um mundo pautado
na globalização onde as fronteiras quase desaparecem.
Enfim, o novo sempre acontece na vida da
Igreja e pede uma linguagem atual para perpetuar
o legado do Senhor - o de sermos as suas testemunhas até os confins do mundo.
Pe. Estevão Ferreira
Assessor eclesiástico para a
Pastoral Familiar na Região Santana
http://programapalavradeamigo.blogspot.com.br
Caminho de emaús
Os Salmos como modelo
de oração pessoal
Os salmos expressam um modelo e forma
de oração significativa para o homem
que busca uma experiência profunda de
intimidade com Deus
D
iante de Deus o salmista expõe com sinceridade o seu pensamento, sua angústia, seus
sentimentos, suas dores e alegrias e também
sua fé na justiça divina. Ele fala com Deus e apela
confiante por sua ajuda como a um ser que realmente lhe assiste diante dos inimigos, dos perigos e
das necessidades. Confessa seus pecados e lamenta
por sua fraqueza, mas reconhece a Misericórdia do
Altíssimo. Conta em detalhes o que seus inimigos fizeram contra ele e quais são os temores se voltar a
cair nas mãos dos adversários. Ao salmista não importa se Deus conhece os detalhes de sua historia e
disserta tudo como a um companheiro. Durante sua
oração Intercede por si mesmo e pelo povo quando
temeroso do resultado de suas infidelidades.
Não é por acaso que a liturgia da Igreja utiliza
constantemente de trechos dos Livros dos Salmos,
reconhecendo neles uma autentica demonstração de
fé e confiança recomendando aos fiéis sua leitura.
É preciso levar em conta que nos Livros do Antigo Testamento, inclusive os Salmos há trechos
que não são muito claros e alguns que apelam por
vingança. A compreensão do espírito da época é
importante para que não se faça julgamentos preci-
pitados e nem se prejudique o modo como devemos
encarar a oração atualizando-a segundo os ensinamentos de Jesus.
Nos retiros espirituais, tanto para sacerdotes
como para leigos, os lideres sempre escolhem determinados salmos para ser utilizado como oração e
meditação. Essa leitura não é utilizada para preenchimento de um espaço de tempo, mas como meio
de auxiliar os retirantes a aprofundar a intimidade
com Deus. Nos encontros programados pelo movimento “Lectio Divina” (Leitura orante da Palavra)
os salmos são constantemente utilizados.
Faça pessoalmente a experiência. Durante seus
momentos de oração escolha um salmo e faça pausad amente sua leitura, meditando cada palavra e
até mesmo se colocando no lugar do salmista que
ora. Você, com certeza irá se surpreender e vai sentir, graças à Ação do Espírito Santo, que durante sua
oração pessoal seu coração se transforma e a oração
será um salmo pleno de louvor e confiança.
Paulo Henriques
[email protected]
www.facebook.com/paulo.henriques.3192
Santa Teresinha em Ação • 7
Destaque
Para viver a vocação
Jovens noviças e quase sacerdotes falam das dificuldade e das alegrias
da escolha; apesar de muitas adversidades, uma unanimidade: não
poderiam ter escolhido outro estilo de vida
Para ambos, rapazes
e moças, a pouca
idade e o desejo de
servir a Deus por
inteiro não intimidava.
As dificuldades
existem sim, mas
o brilho da opção
é muito mais forte
do que a renúncia
A
messe é grande e os operários, realmente, são
poucos. Haja vista o números de padres que existem no
Brasil, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil). Para se ter uma ideia,
são apenas 22.119 sacerdotes
no país, para uma população de
quase 300 milhões. O número
vai crescer, claro, mas ainda não
é nenhum fôlego. No momento,
são 5.698 seminaristas e 3.500 diáconos, também de acordo com
a CNBB. A Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil não soube
informar os números de freiras
que existem no Brasil.
Apesar do número não ser
bom, para quem está no seminário, se preparando para se tornar
sacerdote ou irmã, foi a melhor
decisão da vida. Para o padre Assis, diretor dos formando do Pio
XI, em São Paulo, a escassez de
padres se deve por conta de dificuldade de adaptação, estudo,
mas também porque não é fácil.
“É preciso se entregar e temos
muitas limitações, porém, muita
graça. A nossa opção de vida tem
que ser maior do que a renúncia,
sempre. O que me leva a renunciar alguma coisa é a opção que
faço. E em tudo é assim, não só
na vida religiosa”. Outra justificativa que o diretor dos formandos
do Pio XI dá para a falta de padres é a seleção natural. “Temos
que prezar pela qualidade e não
quantidade. Os que entram no
seminário e ficam são os conscientes, aqueles que serão, de
fato, bons pastores”.
É o caso dos meninos que estão na última etapa da caminhada e que moram no Pio XI. Os
43 rapazes que estão estudando
para o sacerdócio têm, em co-
8 • Santa Teresinha em Ação
Noviças das Filhas de Maria Auxiliadora
mum, as dificuldades de adaptação, de entrega e renúncia, como
João Gabriel, de 28 anos, que
está no seminário desde 2002:
“É um caminho que a gente vai
descobrindo, entretanto, desde
quando tinha 15 anos sabia que
queria ser padre. Toda minha
família sempre foi engajada na
igreja e, numa confissão, um
padre me perguntou se eu queria ser padre. Eu disse “Deus me
livre”, mas a partir daí comecei a
pensar e aqui estou”. Apesar das
As meninas,
diferentes da
maioria dos
meninos, tiveram
dificuldades com
os pais que não
aceitaram logo
de cara suas
vocações
dificuldades, está muito ansioso
para a ordenação que será em
dezembro deste ano.
Marcel Silvestre do Couto, de
32 anos, entrou para o seminário
em 2004. “Sou ex-aluno de faculdade salesiana e participava da
vida da comunidade como aluno e sempre fui de igreja. Eu já
estava formado e trabalhando e,
mesmo assim, fui me envolvendo e amadurecendo a ideia de
ser padre. Larguei tudo e fui para
o seminário. Tive a aceitação dos
meus pais de imediato. Apesar
de ser encantador, tem as dificuldades, saudades de casa, dos
amigos, a adaptação, mas a vida
salesiana é muito intensa, uma
maravilha e não me arrependo,
em nada, da minha opção”.
Para José Sávio Mariano, 33
anos, a caminhada começou em
2004 em Curitiba, sua cidade natal. “Desde criança quis ser padre porque eu sempre fui à missa
e queria ser como eles. Quando
adolescente, sumiu da minha
cabeça a ideia de ser sacerdote. Porém, já adulto e muito envolvido com
os salesianos, como a vida toda, voltou o desejo. Lembro de meu pai me
apoiar, mas me disse para que eu levasse a decisão à sério. Levei e minha
ordenação será em dezembro agora”.
Já para Rafael Galvão, colunista do
Santa Teresinha em Ação que também
está na reta final dos estudos, a dificuldade foi um pouco maior. Rafael é
formado em Turismo e tinha uma vida
muito ativa na profissão. Conhece vários lugares do mundo e, até então,
essa era a vida que ele tinha pedido a
Deus. A vocação veio de uma maneira
tão forte que ele desistiu de toda liberdade do mundo para viver a vida de
Cristo. “Eu nunca pedi permissão para
nada. Sempre fui muito independente
e talvez essa tenha sido a minha maior
dificuldade. Mesmo assim, quando eu
acabei a faculdade e tinha uma expectativa de uma vida cheia de viagens,
era assim até então, eu percebi que
nada disso me faria mais feliz. O que
me fazia feliz, mesmo, era a vida na comunidade, a vida com os salesianos.
Me entreguei. Dia 13 de dezembro me
tornarei padre”.
Não diferente das histórias dos
meninos, as meninas do Noviciado
Inter-inspetorial das Filhas de Maria
Auxiliadora, a Casa Nossa Senhora das
Graças, também na região da Lapa, em
São Paulo, estão na caminhada para
viver a vida religiosa. A maioria bem
jovem, muitas são de outros estados e,
para elas, a maior dificuldade, aí sim
diferente da dos meninos, foi a aceitação dos pais.
Isabelle Alves Scheid, do Rio Grande do Sul, diz que o maior obstáculo
foi dizer para os pais que queria ser
freira. Apesar de serem de igreja, eles
demoraram para assimilar a decisão
da jovem filha. “Eles sofreram bastante, foi complicado, mas hoje me dão
muito apoio”.
Tal como Isabelle, Etiene Oliveira,
Maria Leonora, Aline Laerte, Cassiana
Ferreira e Liv Silva tiveram “proble-
mas” com os pais. “Todas aqui tivemos
dificuldades”, disse Maria Leonora.
Não foi fácil para ninguém dizer para
os pais que iriam sair de casa, bem jovens, e viver com outras irmãs. A maioria delas também não tinha nenhum
caso de vocação na família e foram as
pioneiras, ou seja, mais dificuldade
ainda dos pais entenderem. Já para
Rosemeire Toledo, de 35 anos, a mais
velha da turma de sete meninas, a dificuldade não foi os pais. “Já morava
sozinha, mas sempre trabalhei com as
irmãs salesianas. Comecei a entender
que isso era a minha vida”.
Para a Ir. Rose, diretora das noviças
da Casa Nossa Senhora das Graças, optar pela vida religiosa não é um passo
simples. “No mundo de hoje, aquelas
que querem viver para Cristo têm de
fazer com fé e muita coragem. Não é
comum que uma menina tão jovem
queira ser freira. Querem casar, ter filhos, mas quando Deus chama e elas
ouvem, é lindo e é isso que nos motiva
aqui, todos os dias”, finaliza.
Os quase
sacerdotes
estão, agora,
ansiosos com a
proximidade da
data. Preparação
e frio na barriga
fazem parte do
dia a dia
Seminaristas SDB com
Pe. Aramis e Pe. Assis
Santa Teresinha em Ação • 9
Família salesiana
Início de um ano
mais do que especial
N
o dia 16 deste mês, estaremos como Família Salesiana reunida em Aparecida para
nossa tradicional Romaria da Família Salesiana. Esse ano esse evento será mais do que especial, pois além de coincidir com a data de aniversário de Dom Bosco, iniciaremos o ano do
Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco (1815-2015). Depois de três anos de
preparação estudando a história (20112012), a pedagogia (2012-2013) e a espiritualidade (2013-2014) do sacerdote,
educador e santo dos jovens, podemos
nesses próximos meses celebrar Dom
Bosco. Como faremos isso? Fácil,
tentando ser outro Dom Bosco
para os jovens que atendemos.
Como mesmo disse no inicio
do ano o nosso antigo reitormor, Padre Pascual Chávez
sobre esse ano de festa: “Não um olhar nostálgico
ao passado, sequer um evento ufanista: mas uma
oportunidade para renovar o empenho por alcançar os jovens e acompanhá-los em seus desafios”.
Ser Dom Bosco hoje para mim é fazer parte de
um grande sonho de Deus pelos jovens, maneira
intensa e peculiar que o Espírito Santo escolheu
para comunicar o amor divino a essa parcela tão
delicada da sociedade. Ser Dom Bosco, portanto,
é poder ser um verdadeiro amigo dos jovens, significativo, amado, referência, enfim ser comunicador do amor de Jesus de maneira que atinja em
cheio o coração das crianças, adolescentes e jovens. Esse é nosso presente para o aniversário de
200 anos de Dom Bosco. Iniciemos bem e aproveitemos cada dia...
Dc. Rafael Galvão Barbosa, sdb
facebook.com/rafael.galvaobarbosa
200 anos de Dom Bosco: uma oportunidade
para renovar o empenho por alcançar os jovens.
Experiência Vicentina
Um investimento bem sucedido
A vocação vicentina se
baseia em: “Seguir a Jesus
Cristo, servindo aos Pobres e
necessitados, com esperança
e mediante o contato
pessoal, buscando aliviarlhes o sofrimento e, desta
forma, dar testemunho
do amor libertador de
Deus, cheio de ternura e
compaixão” (Sociedade de
São Vicente de Paulo).
10 • Santa Teresinha em Ação
T
entar a promoção de um pobre nos
convida a ter fé. De maneira que nos
faça acreditar que as pessoas possam ser melhores e, assim, transformarem
suas vidas.
Márcia, assistida pela conferência de
Santo André, trabalhava como manicure
e pedicure. Numa visita vicentina, expôs a
vontade de cursar Podologia.
Vários questionamentos surgiram,
como por exemplo: será que vale a pena
dar uma oportunidade como esta para
uma mulher, que há quase vinte anos não
frequenta uma escola? Ela poderia desistir
no meio do caminho pelas suas dificuldades e, o dinheiro investido (vindo de doações), que poderia ter sido usado para
carreira inicial de um jovem, seria desperdiçado...
Na dúvida, os vicentinos daquela conferência resolveram ir em frente com o
projeto. O Conselho Metropolitano de São
Paulo financiou as mensalidades e o Conselho Central de Santo André deu suporte
na compra do material necessário para finalizar o curso.
Foi um êxito com a graça de Deus,
além do empenho e determinação da
Márcia! Ela se formou, conseguiu montar
o seu próprio salão e aplicar todo o conhecimento adquirido.
Apesar de distante, todos nós da Santa
Teresinha, que ajudamos de alguma forma a Conferência Santa Margarida Maria
Alacoque, estamos colaborando com histórias de sucesso como esta. É uma grande
rede de Caridade.
Se você tem vontade de fazer algo diferente pela vida dos outros, venha conhecer os Vicentinos! Não importa sua idade,
sexo, ocupação... Talvez você descubra
que sua vocação é ser um confrade ou
uma consocia!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado!
Renata Sayuri Habiro
Consócia Vicentina
facebook.com/renata.habiro
E agora?
Vou ser pai,e agora?
J.P. vai ser pai aos 16 anos de
idade. ...”Estou atordoado ainda
,eu e ela não esperávamos por
isso...”
A
gravidez na adolescência está em
declínio no Brasil, porém todos os
dias, 20 mil meninas com menos
de 18 anos dão à luz, e 200 morrem em
decorrência de complicações da gravidez
ou parto. Porém, diante do fato consumado, o jovem casal se vê obrigado a tomar
decisões.
Muitos garotos, amedrontados, tornam-se indiferentes diante das namoradas grávidas. Outros adolescentes querem
exercer a paternidade, mas, vulneráveis
economicamente, sofrem pressões de
toda natureza, principalmente de sua família, para não assumir a criança que vai
nascer.
A adolescência não é o melhor momento para se ter um filho, principalmente
para quem acredita nos próprios sonhos e
nas expectativas que criou para si. Quando
um adolescente está saindo da fase infantil
para a adulta, é um momento de transição,
ainda não há maturidade. São raros os que
possuem uma estrutura psíquica que dê
conta de administrar suas angústias, medos e os cuidados com o bebê.
O drama de uma noticia dessas em
pleno momento de muitas mudanças e
escolhas também faz parte da nova realidade, pois boa parte deles começa a tomar consciência que o período de festas
com os amigos e de descompromisso com
a vida estão com os dias contados. Filhos,
em qualquer idade, significa aumento de
responsabilidades.
A gravidez antes do tempo, em condição inadequada e muitas vezes indesejada, compromete não só o aspecto físico
como o psicológico e social da vida dos
adolescentes e suas famílias.
As garotas são ainda “mulheres/meni-
nas”, e existem órgãos que ainda estão em
desenvolvimento, como o útero.
O forte estímulo da mídia ao prazer,
a banalização do sexo sem responsabilidade,impera atualmente. O adolescente,
por sua vez, está vivenciando uma fase
de transformações físicas, de mudança de
identidade, e não se encontra amadurecido para lidar com este aspecto. O corpo
solicita, mas a mente não está preparada.
A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, álcool,drogas, e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão
importante, é a base que poderá proporcionar , segurança, afeto e auxílio para que
tanto os adolescentes envolvidos quanto
a criança que foi gerada se desenvolvam
saudavelmente. Com o apoio da família,
aborto e outras dificuldades têm seus riscos diminuídos.
E com tanta influência do mundo, o
adolescente precisa de uma vida alicerça-
da em Cristo!
E para J.P. que agora inevitavelmente
será pai, o que dizer? Bem,primeiro... Respire fundo e deixe a poeira baixar.
Não suma do mapa! Assuma a responsabilidade, converse com as famílias, a renúncia e a negação não são o melhor caminho. Você precisa do apoio e confiança
de todos.
Bons amigos podem trazer apoio e incentivo.
Acerte sua vida com a mãe da criança
com respeito.
No mais entregue-se em oração a
Deus e permita que ele norteie seus passos e da nova família que se forma.
Rose Meire de Oliveira
Psicóloga
[email protected]
facebook.com/Rose.rsgo
E a família, como vai?
Espiritualidade e
família: casamento
que dá certo
E
stamos iniciando a Semana da Família, momento forte para a Igreja refletir, relembrar e reforçar a importância da família como bem eclesial, projeto
querido de Deus para o homem, e também
como bem social, o lugar mais adequado
para o desenvolvimento cidadão e para o
aprendizado do respeito, da solidariedade
e do perdão. É a partir da família que podemos entender e desenvolver o profundo
significado do amor cristão: a doação, às
vezes da própria vida.
Viver amorosamente em família exige
mais que a simples vontade. É necessário
perceber e aceitar que a presença de Deus,
família também na trindade santa, é essencial para aliviar as durezas da vida cotidia-
na: “Venham para mim todos vocês que
estão cansados de carregar o peso do seu
fardo, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11, 28)
A prática da espiritualidade tem diversos caminhos. Nós vamos seguir alguns
deles durante esta semana. Veja a programação, venha e traga sua família para participar ativamente. E, se quiser apoio para
aperfeiçoar a espiritualidade pessoal e familiar, venha fazer parte da Pastoral Familiar. Um abraço caloroso e amoroso sempre
estará à disposição para acolher você.
Luiz Fernando e Ana Filomena
[email protected]
facebook.com/anafilomenag
facebook.com/lzgarcialz
Semana Nacional da Família
9 a 16 de agosto
Participe!!!
09/08-AberturanaCatedraldaSé ,meiodia
10/08-DiadosPais,emtodasasmissas
11/08-Sarau&SopacomJovensCasais
12/08-FamıĺiaeJuventude(Crisma)
13/08-EspiritualidadenafamıĺiacomAndré KawahaeRitinha
14/08-AfamıĺiaqueadoraaoSenhor-
Adoraçã oaoSantıśsimo
15/08-MissaSolenecomCoralSanta
Teresinha-Bê nçã odoscasaise
famıĺias
16/08-RomariaSalesianae,paraquemnã o
puderir,MissadeEncerramentoda
SemanadaFamıĺianaIgrejaSantana
à s16:30h,presididaporDomSergio.
Asatividadesdurantea
semanacomeçamsempre
comamissa,às19:30h
Paróquia Santa Teresinha
Santa Teresinha em Ação • 11
Que Delícia!
Alimentar-se sem gluten
Q
uantas vezes já ouvimos “somos o que comemos”? Pura
verdade! E a consequência de
nossa alimentação é uma vida saudável ou nem tanto. Muitas pessoas têm
desenvolvido alergia ao gluten, o que
alguns estudiosos atribuem ao consumo de alimentos industrializados.
Verdade ou mito, a realidade é que a
diminuição da ingestão de gluten, até
para quem não tem alergia ou intolerância pode diminuir a retenção de líquidos, inflamações nas articulações
e também promover uma perda mais
rápida de peso. Sempre, claro, com
orientação médica.
Mas se você ou alguém em sua família tem esta restrição, faça a receita
do bolo deste mês e desfrutem juntos
de uma delícia sem glutem. Mal não
faz!
Rosângela Melatto, chef de cozinha
[email protected]
facebook.com/rosangela.melatto
Naked cake de ameixas e frutas vermelhas
Sem glutem, sem açúcar, funcional (baixa de colesterol por adição de farinha de beringela)
4 porções
Ingredientes:
Massa:
3 ovos grandes
2 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de sopa de farinha de beringela
3 colheres de sopa (rasas) de adoçante
culinário
Recheio (creme)
150 ml de leite desnatado
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de sopa de adoçante culinário
1 iogurte Zero Greco
Recheio de frutas vermelhas e calda:
2 ameixas frescas grandes
1 xícara de água
1 colher de sopa de adoçante culinário
Modo de fazer:
Massa: Bater os ovos na batedeira até
formar um creme e triplicar o volume;
Adicionar o adoçante e continuar a bater
até o ponto de suspiro firme; misturar a
farinha de beringela, o amido de milho, o
fermento e, peneirando, vá colocando aos
poucos sobre a mistura de ovos e adoçante, mexendo lentamente. Colocar em uma
forma de silicone e assar a 180oC, por 1520 minutos. Deixe esfriar, desenforme e
reserve.
Creme: Em uma panela, juntar todos os
ingrediente, menos o iogurte; levar ao
fogo até dar ponto de creme leve e deixar esfriar. Quando estiver frio, misture o
iogurte e bata em ponto de creme (com
a batedeira no máximo). Reserve.
Recheio e calda de frutas vermelhas:
Descascar as ameixar e colocar as cascas para ferver na água por 5 minutos;
enquanto isso, corte as ameixas em fatias finas no sentido do comprimento
e reserve. Depois que a água ferver por
5 minutos com as cascas, coe o caldo e descarte as cascas (você terá um
caldo vermelho, rico em sabor); agora
volte o caldo para a panela e adicione as ameixas e o adoçante. Quando a
ameixa estiver macia, coe novamente
a mistura mantendo as ameixas e teste
a espessura do caldo; se estiver muito
ralo adicione 1 colher de sopa de uma
geléia sem açucar de frutas vermelhas
(morango, amora, ou outra). Reserve.
Montagem:
Corte o bolo em dois, e cubra a metade
com o recheio de creme; sobre o creme coloque boa parte das ameixas e
cubra com a outra parte do bolo; sobre
a segudna metade, espalhe o restinho
da ameixa e escorra a calda (inclusive
para os lados do bolo); pode enfeitar
com suspiros feitos de clara de ovos e
adoçante (comprados prontos ou feitos por você).
Agora é só levar à geladeira para conservar; antes de servir, tire da geladeia
por 10-15 minutos. Bom apetite!
Cidadania
A pena, o tinteiro e o exercício do bem
V
amos novamente visitar o mundo
da poesia. Desta vez através de uma
poetiza portuguesa chamada Marquesa de Alorna (1750-1839) e sua obra:
A PENA E O TINTEIRO
Uma pena presumida
De escrever grandes sentenças
Falava de suas obras
Tão sublimes como extensas.
-“Sem mim, - disse ela ao tinteiro –
Pouca figura farias:
Cheio de teu licor imundo,
Sem mim, triste, que serias?”
12 • Santa Teresinha em Ação
O tinteiro inspirado
Vazou logo a tinta fora,
E voltou-se para a pena,
Dizendo-lhe: “- Escreve Agora!”
Assim responde aos ingratos
Muitas vezes a razão
Muita gente há como a pena,
Como o tinteiro outros são.
A primeira vez que li este poema, tinha
aproximadamente 10 anos. Desde então
diversas vezes em minha vida o releio em
busca de significados.
Hoje, vejo como muitas vezes nos
deixamos levar, de um lado pela soberba,
pela discriminação, pela autossuficiência,
de outro lado pela inveja, pela ira ou pela
vingança.
Mas o que isso tem haver com cidadania? TUDO. Em várias oportunidades
aqui mesmo, afirmei que o exercício da
cidadania é estar a serviço do próximo,
buscando o bem estar coletivo.
Então como podemos estar a serviço
do nosso semelhante, seja no exercício da
cidadania, seja a serviço da igreja, permeados por tais sentimentos negativos?
Se assim estivermos, poderemos até
fazer algo por outras pessoas, mas nossos
corações estarão manchados e marcados
por um enorme “NÃO”...
Busquemos então estarmos ligados a
um grande “SIM”... Um sim a Deus. Um
sim de Maria...
Pense nisso: Não se deixe contaminar.
Busque um bem maior, esteja realmente à
disposição de seu semelhante, despindose daquilo que certamente não pertence
a Deus.
Aloísio Oliveira
Advogado
facebook.com/aloisio.oliveira.54
Juventude
“O papel paterno na vida da juventude de hoje.”
A relação entre o pai e os filhos nos dias atuais
D
entro de um contexto histórico em que o pai é o homem frio, severo, pouco acessível, a juventude de
hoje revela, junto com os “pais atuais” que os tempos mudaram. E como mudaram! Há algumas décadas,
um almoço em família era silencioso, onde o pai tinha
total soberania, os filhos, mal dirigiam-se a ele, e isso mudou. Os filhos dessa época, são os pais de hoje, e talvez tenham sentido a necessidade de fazer diferente, de ter com
seus filhos, a proximidade que não tiveram com seus pais.
Cada vez mais, os pais vêm tentando ganhar seu espaço na vida dos filhos, num simples ato de aprender a usar
o Whatsapp, Facebook... os pais de hoje, estão mais presentes, mais amigos, e, até mesmo, mais jovens, na forma
de falar, de se vestir... o mundo mudou, e a figura do pai,
está se adequando a esse “novo mundo”. Mas sem deixar
para trás a verdadeira essência do pai, o homem com autoridade sobre a família, a quem se deve todo o respeito.
Cada vez mais vemos pais que são realmente, amigos de
seus filhos, e é fato, a proximidade do pai com os filhos é
importante para os jovens e adolescentes de hoje! E deve
ser igualmente importante para os próprios pais. A família, depende da relação de mútuo amor, carinho, e respeito, do pai para com os filhos, e dos filhos para com os pais.
Nunca esqueçamos de nossos pais e de sua importância, pois até Jesus, O Filho unigênito de Deus se fez necessitado de um pai em sua vida terrestre. Temos um Pai,
que está no céu, e devemos agradecer a Ele, por ter dado
a cada um de nós, esse grande presente que é o nosso pai.
Pai, que não importa se é o biológico, pai é aquele que faz
o papel de homem, exemplo e inspiração na vida de seus
filhos, assim como foi São José, na vida de Jesus.
Há tantos significados que se prendem na palavra
“pai”, e, na verdade, nenhum é suficiente. Nem a junção de
todas as palavras seria. Pais são incríveis. Eles nos dão coragem quando ela falta em nós, são amigos e são protetores. Nos inspiram a seguir nossos sonhos. É o companheiro do futebol, ou o príncipe. São eles quem tem o maior
amor do mundo. Tantos significados, tanto sentimento
para uma pessoa única e os jovens da nossa paróquia tentaram definir tanto amor em apenas uma palavra...:
“Qual pai, do meio de
vocês, se o filho pedir
um peixe, em lugar
disso lhe dará uma
cobra? Ou, se pedir
um ovo, lhe dará um
escorpião? Se vocês,
apesar de serem
maus, sabem dar boas
coisas aos seus filhos,
quanto mais o Pai que
está nos céus dará o
Espírito Santo a quem
o pedir!”
Lucas 11,11-13
C
“Eu preciso dizer que te amo...”
Matheus Assaf: Parceiro
Cazuza
Giulia Tavolaro: Exemplo
Natália Paes: Único
Mariana Gomes: Caridoso
Letícia Pozzibon - Vida
Rachel Pozzibon - Tudo
Júlia Cruz: Batalhador
Felipe Iurko: Companheiro
Gustavo Bulgaro: Amigo
Daniela Gonçalves: Companheiro
Ruth Beatriz de Oliveira: Herói
Ricardo de Oliveira: Sábio
Marina Xavier: Base
Carolina Gomes: Meu herói
Victor Naufal: Inspiração
Carolina Mônica: Inspiração
Natália Mônica: Talento
Santa Teresinha em Ação • 13
Envelhescência
na cola do papa
Dois pra lá, dois pra cá
Todo mundo sabe que dançar é bom.
Além de movimentar o corpo e ser
considerado um exercício físico, dançar
também é uma ótima arma contra a
solidão. Talvez por isso cada dia mais
idosos vêm descobrindo os benefícios do
“dois pra lá, dois pra cá”
“A
dança trabalha toda a parte fisiológica da
pessoa, o condicionamento, o setor cardiorrespiratório e a musculatura”, afirma
Simone Florio Goulart, de 41 anos, professora de
dança há 11 anos. Especializada em idosos, Simone
fez o curso de Bases Metodológicas de Atividades
Físicas, onde aborda várias patologias, na Escola de
Medicina da USP.
De acordo com Simone, há vários motivos para
adquirir a dança como atividade física. Além de
melhorar o equilíbrio do corpo, a agilidade e coordenação motora, ela também exercita a mente, a
atenção, a concentração e a memória. Não é a toa
que a dança permite que pessoas na terceira idade
usem o exercício para prevenir doenças como o Alzheimer, por exemplo. A atividade também conta
com o combate dos males como estresse e ansiedade, estimula o convívio social e melhora a timidez.
Com o objetivo de fazer os idosos se divertirem,
Simone diz que muitos procuram a dança para fugir da rotina. “O vínculo é tão forte com o grupo,
que muitos fazem amizade e se encontram fora do
clube, o que ajuda também contra a depressão e
faz muito bem à autoestima”, afirma.
A sensação é de liberdade, de sentir cada movimento do corpo, de se jogar em uma aventura a
ser compartilhada com familiares. E mesmo que
haja poucos homens interessados na atividade física, as mulheres, muitas delas viúvas, sentem-se
imensamente alegres com o resultado. “Poucos
homens procuram a dança como atividade física,
mas todos que começam não querem mais parar.
Algumas mulheres ficavam encostadas nas barras,
todas inseguras e cautelosas, mas, mesmo assim,
faziam bem para elas, já que esses pequenos exercícios fortalecem a base psicológica”, finaliza.
O papa Francisco
fez uma visita
surpresa ao
bandeijão do
Vaticano! Ao redor
de dezenas de
trabalhadores,
que vestiam o
uniforme oficial,
o pontífice foi
visto escolhendo
sua comida e se sentou em uma
mesa comunitária com alguns padres.
O cozinheiro do local, Franco Paini,
afirmou que o papa foi o mais humilde
dos trabalhadores e antes de ir embora,
Francisco abençoou a todos.
Animal!
Branca Cristina: In Memoriam
Nunca pensamos ter
um gato, mas, há
quinze anos, tudo mudou
B
ranca Cristina nasceu em
nossa casa. Escutamos os
miados e descobrimos a
surpresa, quatro gatinhos sob os
cuidados da mãe. Dias depois a
gata foi embora deixando para
trás dois, um com manchas mais
escuras, o preto, e outro com
manchas mais claras o branco.
Recolhemos os filhotes, eu cursava veterinária e sem saber o
que fazer, levei os gatinhos para
a aula. O preto não resistiu e
morreu dias depois, o branco,
era na verdade Branca. Depois
de cuidados intensivos, leite na
seringa, “lambidas” com algodão e água morna e noites sem
dormir ela foi crescendo e nos
ensinando o que é ser dono de
gato. Sempre magra e elegante,
com personalidade forte, arteira
quando filhote e ranzinza depois
de adulta. Dormia no meu colo
enquanto eu estudava para passar nos últimos semestres de faculdade, serviu de modelo para
meus treinamentos das técnicas
de auscultação. No mestrado e
14 • Santa Teresinha em Ação
doutorado dormia em cima dos
livros e artigos me obrigando a
mudar a ordem da leitura porque tirá-la de lá sem arranhões
era impossível. Escreveu comigo
a dissertação e a tese. Cresceu
junto com minha irmã. Ai de
quem coçasse sua coxa. Dava
beijo, esperava todas as quartas
a mãe chegar da feira com o cordão dos ovos. Dormia pela manhã no sol na cama da mãe e a
noite na barriga do pai enquanto
ele assistia o telejornal. Nesses
anos em que estou morando
longe de Sampa conversava comigo pela webcam e dormia em
cima de mim nos feriados que
estava em casa. Na hora de ir embora lá estava ela dentro da mala
como quem dizia: “você já vai
de novo?”. O último feriado que
estive em Sampa no mês passado foi o último que dormiu em
cima de mim. Perder um animal
de estimação é perder uma fonte
de amor. Só quem teve um animal na família sabe o que estou
sentindo. Dedico nossa coluna
a Branca Cristina, Milly (Thaisa
e Thassia), Cindy (Denise), Pipo
(Thais Minozzi), Brad (Veronica
Henriques), Rex Grandão (Ciça),
Millie (Isabela), Milla (Daya) e
tantos outros que foram fonte de
amor em suas famílias.
Raquel Raimondo
Médica veterinária
facebook.com/raquel.raimondo
Acontece
O perfume da terceira idade você
conhece em http://goo.gl/WEyv5L
O sucesso de Maria Chiquinha e
Genaro meu bem você confere
em http://goo.gl/iP9wVW
Os avós dançaram!
Em http://goo.gl/ydukJj
A homenagem ao pároco está
em http://goo.gl/cZHKFG
Noite
da Pizza
Dia 23/08/2014
R$ 30,00 com Bingo
Santa Teresinha em Ação • 15
entrevista
Por Daya Lima
A vocação de servir
N
este mês, dedicado às vocações, fomos buscar
dois jovens vocacionados, atuantes na paróquia
e nas obras sociais, para falarem, um pouco, de
como está sendo esta caminhada rumo à vida religiosa:
Diácono Tiago Eliomar, de 27 anos, e Ir. Ana Luiza, de 31.
Veja trechos.
STA – Como foi, para vocês, o entender a vocação?
Dc. Tiago Eliomar – Desde muito cedo eu participava de
tudo na minha paróquia e no oratório também. Eu me
envolvi bastante na vida litúrgica e fiz uma experiência
de três dias de convivência vocacional com os salesianos à convite do meu pároco. Gostei muito. Eu tinha 13
anos e foi difícil, para os meus pais, entenderem a minha
vocação. Até para mim foi difícil. A Pastoral Vocacional
investia em novas vocações e eu me envolvi muito com
isso. Gostava do estilo de vida dos salesianos e fui absorvendo tudo aquilo. Meus pais foram entendendo junto
comigo e aqui estou, às vésperas da ordenação.
Ir. Ana Luiza – Comigo foi diferente. Eu ia às missas aos
domingos, mas não era assídua. Ia com minha avó ou
quando minha tia me levava. Porém, certo dia, fiz uma
promessa de ir às missas todos os domingos se a minha
festa de 15 anos transcorresse da melhor maneira possível, sem estresse para a minha mãe. Morávamos em Diadema e lá as coisas não eram tão tranquilas. Deu tudo
certo. Com a minha presença mais firme nas missas, eu
atinava mais sobre a palavra e tudo o que o padre ia falando. Foi um dia que ele disse que a “messe é grande
e os operários são poucos” e o padre chamava-nos para
fazer parte dos operários. Isso me chamou muita atenção e fui atrás da messe. Perguntei para o pároco sobre
minha vontade de conhecer mais a Igreja. Ele me deu
um voto de confiança e me deu uma lista de lugares para
ligar. O primeiro telefone da lista era de uma casa salesiana. Nada mais perfeito. Quando falei para minha mãe
da minha vontade, ela me abraçou muito forte e disse: se
você me ama, não vai. Mesmo assim, foi comigo na casa
das irmãs, me deixou lá e saiu chorando. Com o tempo,
foi entendendo minha vocação e, até hoje, traça o caminho comigo.
STA – Cremos então, que o primeiro grande obstáculo foi a
família. Mas, e depois?
Dc. Tiago Eliomar – Eu era muito novo e fui morar com
outras pessoas. Com 13 anos, as crianças moram com
os pais. Meus amigos que tinham ido comigo logo voltaram para casa e eu fiquei. Isso foi difícil. Apesar de gostar
muito de todo ambiente, ficar longe de casa foi complicado para mim. Depois foi quando eu estava no terceiro
ano do ensino médio. Fiquei um pouco apaixonado e
isso foi difícil, claro, mas logo passou. E um último momento de estresse, vamos dizer assim, foi antes dos votos
16 • Santa Teresinha em Ação
perpétuos, no primeiro ano de teologia. Fiquei em dúvida não para sair de vez, mas para pedir um ano. Não o fiz
e agradeço a Deus por isso.
Ir. Ana Luiza – Ficar longe de casa é sempre um problema. Mas eu até que era acostumada, porque eu dirigia
uma loja e viajava bastante para implantar em outros lugares. Então já ficava um pouco fora de casa. Quando a
gente chega no aspirantado tudo é novidade e você tende a achar que é tudo fácil. Mas não é. A nossa realidade,
o cuidado com os jovens é de muita responsabilidade. E
isso foi de uma grande surpresa e desafio para mim.
STA – E com o passar dos anos, desses mais de 10 anos,
qual é o sentimento e a expectativa?
Dc. Tiago Eliomar – De muita alegria e satisfação e de que
eu só poderia ter feito isso da minha vida. Apesar de ter
decidido ela muito jovem, aos 13 anos, foi a melhor coisa que podia fazer por mim. O que Deus escreveu para
mim é encantador, tal como a vida na Família Salesiana. Sinto, ainda hoje, o mesmo encantamento que senti
quando conheci mais de perto os meus irmão. Escolhi
bem quando quis ser que nem eles. Dia 17 de janeiro
próximo é o dia da minha ordenação, com certeza um
dos dias mais felizes da minha vida. Será na minha cidade, com a minha família e amigos que hoje têm muito
orgulho de mim, graças a Deus. Sei que desenvolverei
“O que Deus escreveu para
mim é encantador” (Dc. Tiago)
“Vou para onde Cristo quiser”
(Ir. Ana)
um bom trabalho e conto com a ajuda de todos em oração. Gosto muito de trabalhar aqui na paróquia Santa
Teresinha. Comunidade acolhedora e muito querida
que só me ajuda na caminhada. Aprendo muito com todos. Muito obrigado.
Ir. Ana Luiza – Não tenho dúvida que a escolha de ser
freira foi a mais acertada da minha vida. Apesar de não
ter vindo de uma família religiosa, ter me comprometido
em ir em todas as missas de domingo, com certeza, foi
um plano de Deus para que eu o servisse do jeito que
faço agora. Sou muito grata pelo acolhimento das irmãs
salesianas e gosto muito de aprender com todas. Hoje,
com todo o meu trabalho no colégio e com os jovens,
vejo que não poderia fazer outra coisa da vida. Espero
poder ir mais longe, tenho vocação missionária e espero
conseguir servir deste modo também. Estou aqui para
isso, vou para onde Cristo quiser.

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