Estudios sobre Religión

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Estudios sobre Religión
Estudios sobre Religión
No. 11
Newsletter de la Asociación de Cientistas Sociales de la Religión
en el Mercosur
Agosto 2001
La intención de este newsletter es mejorar la comunicación entre los estudiosos de la religión en el Cono
Sur, así como entre ellos y sus pares de otras regiones, acercando noticias sobre publicaciones recientes,
congresos y cualquier otra información que sirva para fortalecer y dinamizar el campo de los estudios sobre el
tema.
Quienes desean colaborar pueden enviar sus comentarios, noticias de eventos o publicaciones que
consideren interesantes. Sugerimos que todos los socios manden un listado de los artículos o libros que hayan
publicado últimamente.
También se puede contribuir con reflexiones sobre temas que consideren deben ser debatidos. Para incluir
varias contribuciones por número, los artículos deberían tener, como máximo, alrededor de 10.000 caracteres aunque pueden tener menos. Los temas deberían ser de interés para la mayor cantidad de miembros posible, o
que les parezcan de relevancia como para que los miembros de la Asociación los conozcan o debatan. Se
pueden enviar reflexiones teóricas; noticias de sucesos relacionados con grupos religiosos presentes en varios
países en el Cono Sur o ideas en general que quieran compartir con sus colegas. Sugerimos que no envíen
etnografías de temas muy locales –a menos que su análisis revele aspectos relevantes del fenómeno religioso
en general. También pueden hacer llegar comentarios de libros (de uno o reunir varios en una reseña) que les
parezcan particularmente importantes.
Forum
El estudio de la religión en el Mercosur: ¿Para qué sirve una asociación académica ? (II)
En las X Jornadas sobre Alternativas Religiosas en Latinoamérica, efectuadas en el año 2000 en la
Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires, se realizó una mesa redonda para reflexionar
acerca del estado actual de la práctica académica dedicada al estudio de la religión en el Mercosur, así como
sobre el aporte que una asociación académica como la ACSRM puede realizar a la misma.
Participaron de la mesa los siguientes miembros de la Asociación: Alejandro Frigerio (Universidad
Católica Argentina) (coordinador); Cecilia Mariz (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil); Cristian
Parker (Academia de Humanismo Cristiano, Chile) y Pablo Wright (Universidad de Buenos Aires). Las
presentaciones de Frigerio y Parker fueron transcriptas en el número anterior del newsletter. Siguen a
continuación las de Mariz y Wright, y luego los comentarios de quienes asistieron al debate.
Dez anos da ACSRM. Avaliação e propostas
Cecília Loreto Mariz. (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil)
Numa avaliação dos dez anos de nossa Associação há vários pontos positivos a destacar. O primeiro
ponto, para mim, é o fato dela ter intensificado a troca entre os cientistas sociais da América Latina. Tanto
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durante as “Jornadas’ como fora delas, a Associação tem alimentado esse intercâmbio. Para ter idéia de como
as coisas mudaram nesse pouco tempo, lembro que quando fui fui às Jornadas pela primeira vez em ‘94 (no
Uruguai), não havia nenhuma informação no Rio de Janeiro sobre esse congresso. Tinha tomado conhecimento
das “Jornadas” em Budapeste, na reunião da SISR (Société Internationale de Sociologie des Religions) onde
conheci Néstor Da Costa. Na época, no Brasil quase não havia informação sobre as “Jornadas”, ao menos, no
Rio de Janeiro não se sabia nada (já no Rio Grande do Sul e São Paulo era diferente). A nossa prática era
encontrar nossos vizinhos em congressos na Europa ou nos EE. UU. Além disso quase nada sabíamos no
Brasil do que se produzia na Argentina, no Uruguai, no Chile. Quase não trocávamos notícias nem informações
no campo das ciências sociais da religião naquela época. Já hoje estamos nos encontrando aqui.
Mas o que dificultava e ainda dificulta essa troca entre vizinhos? Com efeito, a troca com centros norteamericanos e europeus tende ainda hoje a ser privilegiada em nossa vida acadêmica, e há várias razões para
isso. A primeira é bem pragmática. Esses centros têm mais recursos e estão enviando frequentemente
pesquisadores para nos estudar e a nossos vizinhos. Mas os recursos não explicam tudo, eles têm interesses e a
tradição de pesquisar os países periférios. Além do mais, muitos dentre nós (ou nossos professores) se
formaram nesses centros.
Assim, a primeira avaliação positiva é que começamos a falar com nossos vizinhos. Estava lembrando
que em pesquisas nas favelas, uma coisa que sempre chamava atenção era que quando perguntados sobre
“como é a sua relação com os vizinhos?”, o pessoal dizia: “Nenhuma, eu não gosto de amizade com vizinhos.
Vou da casa para o trabalho. Eu não gosto de conversar com meus vizinhos”. Essa é uma atitude que, eu acho,
havia também nas ciências sociais dos países da América Latina: gostávamos de ter como interlocutor
privilegiado o centro, não nossos vizinhos. Isso está sendo superado aos poucos e isso é um dos grandes
méritos da Associação em nossa área de estudo.
O nosso atual desejo de trocar com o nosso vizinho, e de pesquisá-lo e conhecê-lo, revela também uma
melhora da nossa auto-estima. Negar-se a falar com o vizinho, querer evitá-lo por achar que por ser igual a nós
não há porquê se aproximar, ou não há o quê trocar, lembra àquela piada de Groucho Marx: que dizia “eu não
quero participar num clube que me aceite como sócio”. Superar essa mentalidade de “oprimido” é um grande
passo na busca do conhecimento de nossa própria realidade e no desenvolvimento de um pensamento crítico e
autônomo.
Assim Associação pode enfrentar problemas, mas chegou para ficar. Também ela chega meio à reboque
do objeto de pesquisa. O estudo da entrada da umbanda, e depois do pentecostalismo brasileiro, na Argentina e
no Uruguai incentivou maiores trocas acadêmicas. Criou a necessidade de pesquisas em comum. Nesse sentido
a Associação veio meio atrasada porque o objeto de pesquisa a precedeu. Os nossos objetos de estudo -- as
religiões e grupos religiosos, enfim, os campos religiosos em cada um de nossos países estão cada vez mais
interdependentes. Cada vez mais o que acontece a cada um de nós afeta a todos. Nossa realidade globalizada
exige que troquemos informação e trabalhemos em conjunto. O nosso objeto de pesquisa de certa forma se
torna um. Somente através de trabalhos em conjunto, de comparações e troca podemos construir um
conhecimento adequado de nossa sociedade e identificar o quê temos de específico e o quê partilhamos.
Essa aproximação com os vizinhos, propiciada pela Associação via o newsletter , as “Jornadas” e as
revistas, tem nos levado assim a um melhor entendimento de nós mesmos gerado entre outras coisas por, como
chamou atenção Alejandro Frigerio na Newsletter 5, uma crítica ao senso comum acadêmico de cada país. Por
exemplo, o hábito no Brasil de nos compraramos apenas com os EUA e com a Europa tem levado nossos
intelectuais a considerar o sincretismo como algo específico do Brasil. Temos sim sincretismo, é claro, mas
seria ele algo caracteristicamente brasileiro, como Roberto Da Matta e outros sugerem? A comparação do
Brasil com EE. UU faz com que o sincretismo pareça peculiar ao Brasil. Mas quando olhamos para nossos
vizinhos, descobrimos outros aspectos de nós mesmos. Talvez, o quê pensamos ser especifico, não seja tanto.
Por isso sentimos cada vez mais a necessidade de estudos comparativos, como já chamaram atenção Maria das
Dores Machado e Alejandro Frigerio (Newsletter 5).
Outro ponto positivo da associação, é ela ter conseguido abrir um novo espaço de divulgação de
conhecimento onde se expressam outros grupos e propostas distintas daqueles que predominam nas
associações tradicionais de cada país. O Brasil, por exemplo, tem uma grande pluralidade acadêmica (tanto em
termos regionais, teóricos, temáticos e disciplinates), que tenta se expressar nas diferentes associações
acadêmicas nacionais, mas ainda sente-se a necessidade de ampliar esse espaço. Uma associação internacional
e interdisciplinar nas ciências sociais sobre a religião permite a presença de novos grupos, e de novos enfoques.
Por outro lado, a Associação pode nos ajudar também a redefinir a nossa relação com os interlocutores
dos paises centrais. Não apenas, como sugere Cristián Parker (Newsletter 10), na produção do conhecimento
alternativo, quando cria um local para repensarmos teorias e elaborarmos nossas próprias categorias de análise,
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mas de um modo pragmático e político, quando organiza os pesquisadores e dá visibilidade à sua produção. As
revistas Ciencias Sociales y Réligion/ Ciências Sociais e Religião e Sociedad y Religión me parecem assim
fundamentais nesse processo.
Na nossa interlocução com países centrais enfrentamos ainda a dificuldade lingüística. Se quisermos sair
do ghetto dos estudos de América Latina, se quisermos, como Cristian Parker propõe, dialogar com os teóricos,
contribuir para o entendimento do social em geral, temos que traduzir nossos trabalhos. Uma vantagem que
temos na troca entre nós é a semelhança entre o espanhos e português. Podemos facilmente nos comunicar (ou
temos essa ilusão?) sem precisar um aprendizado regular de nenhum desses idiomas. Mas para divulgar nossas
idéias no exterior atualmente é preciso o inglês. Mesmo sem gostarmos disso nem um pouco (claro que
somente gostam disso os povos cuja língua materna é o inglês), o inglês é hoje o latim da Idade Média e
Moderna. Descartes, Newton todos escreviam de Filosofia à Física em latim. Latim era a língua franca. Hoje é
o inglês.
Nas ciências sociais há grande desvantagem ter que se comunicar numa língua que não é a própria.
Enquanto nas ciências duras, o idioma desempenha relativamente pouco papel na defesa das idéias – fórmulas
falam por si próprias—, nas ciências sociais, o estilo do escritor, figuras de linguagem, e a própria linguagem
constróem a teoria e sustentam o argumento. Em nossa área é com alto custo que se defendem idéias em outro
idioma. Mas atualmente temos que reconhecer que para sermos lidos para além do círculos dos latino
americanistas e sermos reconhecidos como algo mais do que especialistas em nós mesmos temos que superar
essa barreira de comunicação.
Há ainda outras dificuldades. Como em todas as associações, principalmente uma associação de
cientistas, de intelectuais, ou seja de pessoas que são treinadas a criticar sempre, a tensão existe e existirá
sempre e deve ser aceita como algo estruturante. Faz parte da dinâmica de produção do conhecimento
científico a procura do erro, a atitude crítica. Mas é sempre ruim ser o criticado e ter um erro apontado. Embora
seja assim a construção da ciência, através do debate, do confronto das idéias, esse é um processo tenso que
gera emoçoes e conflitos. Mas todas associações científicas sempre funcionam assim.
Agora passando para propostas, acho que o uso de Internet é essencial. Muito importante a newsletter
estar na homepage da associação. Informações em inglês podem contribuir para uma melhor divulgação de
nossos trabalhos.
Outra proposta, que já acontece na nossa Associação, é a da abertura para os jovens, não apenas pessoas
jovens, novos sócios, pesquisadores começando carreita, mas novas idéias, novas perspectivas. Importante
também diversificar as instâncias de participação nas atividades e decisões da Associação para que ela
mantenha o folego e continue crescendo, pois há muito trabalho ainda a ser feito.
Descotidianizando el estudio de la religión
Pablo Wright (Universidad de Buenos Aires, Argentina)
Yo soy bastante nuevo en esta asociación, así es que no puedo hablar mucho de su historia. Hice algunos
punteos sobre los factores positivos que ésta tiene y de algunos, quizás, negativos. Sin embargo, querría, en
primer lugar, recordar al colega antropólogo brasileño Luis Alberto Soares, a quien conocí en 1986 acá en Bs.
As., en un congreso de antropología. Luis Alberto, lamentablemente, está ahora exiliado en EE. UU.,
amenazado por la violencia policial en Río de Janeiro. Quería traerlo a colación en este momento porque es un
pensador muy original, muy creativo y muy valiente, y como ser humano también da un ejemplo de cómo
aplicar ciertas utopías importantes de las ciencias sociales en la vida cotidiana -pagando el costo que esa
actitud tiene. Sin duda, es un ejemplo muy importante a seguir.
Como ya se dijo en las tres presentaciones anteriores, creo que esta Asociación tiene una masa crítica
importante. Es como si fuera una especie de circuito Kula que ya está medio entre auto-regulado y con
problemas de reproducción a lo largo del tiempo por causa de la distancia, de la falta de recursos, y de que cada
uno de nosotros estamos atorados de trabajo -si tenemos la dicha de tenerlo- y no tenemos tiempo de realizar
las tareas administrativas necesarias para continuar con la Asociación bien aceitada.
Pero a pesar de todo eso, la Asociación sigue funcionando y ya están estos dos primeros números de su
revista (Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião), así como el newsletter Estudios sobre
Religión que editan Alejandro y Eloísa. Creo que entonces es una experiencia muy rica de redes de intercambio
y reciprocidad académica, donde damos y recibimos en diferentes niveles. El nivel humano es muy importante
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-hay que traerlo a colación, ya que no es sólo lo teórico y conceptual que está en juego. Vernos la cara y tratar
de entender los diferentes lenguajes que hablamos . No sólo el portugués y el español, sino también los
meta-lenguajes de cada disciplina o de cada subdisciplina a la cual pertenecemos. Y eso es bueno porque es
una arena donde ponemos en juego y nos vemos forzados a explicitar muchos lugares comunes que tienen
nuestras propias disciplinas, ante la mirada extraña del Otro académico que puede no entender qué quiere decir
esto de la “secularización” o qué es la “modernidad”. Qué quieren decir estos conceptos, en qué contexto, qué
autores los usan, y esa extrañeza es buena para no seguir reproduciendo esa afinidad electiva sin saber muy
bien qué quieren decir en la práctica.
Creo que es un espacio autónomo e independiente de reflexión, de creación académica que hay que
defender y reforzar con redes suplementarias, extendiendo las relaciones a otros niveles de organización. Por
ejemplo, con la subrama de antropología de la religión de la American Anthropological Association; la SISR
(Société Internationale de Sociologie des Religions); la ALER (Asociación Latinoamericana para el Estudio de
las Religiones); la Asociación Internacional para la Historia de las Religiones (International Association for
the History of Religions) y otras que pueda haber. Sin embargo, lo más importante de todo es mantener este
espacio propio de autonomía e independencia.
Otro tema interesante que se mencionó ya previamente es la importancia de la regionalización de
agendas de investigación. Es decir, no sólo vernos la cara, saludarnos, estar en simposios, en mesas redondas,
sino también leernos y proponer agendas comunes de investigación: comparar tu pentecostalismo con mi
pentecostalismo, tu modernización con mi modernización, o pensar en conjunto qué es la modernización. Ver
si los pensadores radicados en Europa conciben la modernidad de una forma que no se ajusta a la manera en
que se piensa la modernidad en América Latina o en el Nuevo Mundo. Analizar si estas dos maneras de
aproximarse al fenómeno son compatibles o no.
Otro tema importante, además de los estudios comparativos, es crear nuevos objetos teóricos y
conceptuales a investigar. No sólo considerar, digamos, la perspectiva del actor o los diferentes niveles de
análisis más estructurales, sino ver los temas que sean cruzamientos de temas ya existentes, temas emergentes.
Pero uno no puede decir: bueno, nos sentamos a pensar temas emergentes. No, los temas emergentes surgen del
contacto recíproco entre nosotros mismos y también con la realidad con la cual trabajamos.
Otro punto importante de esta asociación es que nos ayuda a des-esencializarnos como ciudadanos de
países y como académicos de países particulares. Esto nos lleva a des-esencializar los temas propios de cada
país que creemos que son exclusivos de nuestras sociedades, de nuestras regiones. Y entonces poder ubicar los
particularismos, si existen, en un decurso histórico geográfico acotado. Como dijeron Cecilia y Alejandro (ver
newsletter 5, mayo de 1998), la comparación que Roberto Da Matta hace entre Brasil y EE. UU., en realidad
podría extenderse a otros países: EE. UU. con Canadá, con Inglaterra y Brasil con el resto de los países de la
región. Es decir, ver qué de peculiar tiene lo nuestro, para así poder tener un ojo en lo universal y otro ojo en lo
particular. Y saber cómo es el proceso de creación del conocimiento, dónde se puede universalizar y dónde no,
dado que lo que heredamos de la tradición europea es justamente una tradición de universalización automática.
Esto es preocupante dado que estas universalizaciones eran. en realidad, aspectos locales que adquirieron una
dimensión universal a través del colonialismo económico y político, y por el colonialismo cultural actualmente.
Es decir, poder leer autores, que son realmente muy respetados y muy importantes, en su contexto y poder
extraer lo que sirve para el nuestro . A la vez, nosotros proponer objetos teóricos y conceptuales alternativos o
en un diálogo de igual a igual con estos investigadores.
El otro punto, como ya se habrán dado cuenta es el hecho político del conocimiento. Conocer no es
solamente lograr un conocimiento, un acercamiento a una realidad a partir de aparatos conceptuales y de
esquemas de universalización, sino que el conocimiento también tiene consecuencias políticas y
epistemológicas. Este, entonces, es también un tema que nos une y nos puede llevar adelante en la
investigación.
En este sentido, creo que en nuestra herencia intelectual tenemos lugares comunes como “el buen
salvaje”; “el mal salvaje”; “el creyente premoderno”; “el creyente moderno”; “el creyente postmoderno”;
diferentes formas de conversión o diferentes formas de “sincretismos”. Esto tiene que ver también con la idea
de que existen “purezas originales”, con lo cual ¿podemos hablar de “sincretismos” o siempre hubo
producciones y reproducciones culturales?.
El euro-centrismo de las ciencias sociales, de las ciencias duras y también de la tradición que nos
constituyó a nosotros y también el urbano-centrismo, que es más amplio que el anterior: generalmente los
académicos provenimos de sectores urbanos de clase media y tendemos a investigar aspectos populares o
rurales con prejuicios burgueses muy arraigados. Por lo tanto, la autocrítica en este punto es muy importante.
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Entonces yo propongo, para ir concluyendo, un par de ideas: una, muy concreta, sería un arreglo entre
diferentes investigadores de esta asociación, que tengan relación con bibliotecas o con producción de
bibliografía, de establecer redes de intercambio, que pueden ser más o menos informales, para garantizar que
podamos leernos entre nosotros sin tener que pasar por Nueva York primero. Obviamente, esto tiene una
racionalidad en los puntajes de la producción académica, que si está publicado en inglés tiene diez puntos, si
está publicado en determinadas revistas tiene más o menos puntos . En este sentido, ya que ese contexto no es
favorable a nuestros idiomas y a nuestra geopolítica regional, quizás deberíamos hacer nosotros, como un paso
de autonomía e independencia académica, nuestros propios criterios de evaluación en la práctica dándole el
valor que tienen a las publicaciones regionales. Hacer entonces nuestra forma de intercambio y así enterarnos
de qué hace el otro y poder utilizar nuestras producciones mutuamente.
En términos un poco más generales, creo que en este espacio autónomo que es esta asociación sería bueno
valorizar el rigor de la indisciplina académica, favorecer también estos malos entendidos creativos entre
discursos entre autores, entre clásicos. Favorecer la alternancia de códigos, no? El fenómeno de la
lingüística, que es no sólo abrirnos a la lengua del otro -ya sea el metalenguaje académico o el idioma diferente
al nuestro- sino también apreciar que en todo contacto lingüístico hay una gran creatividad lingüística y
cultural. Recuerdo una sensación que experimento en ocasiones: cuando escucho a colegas brasileños
antropólogos y me parece que están hablando de cualquier cosa , en realidad están produciendo unas teorías
impresionantes, porque hay verbos que en castellano no se utilizan y cuando los escucho me abren camino a un
mapa mental impresionante. Un ejemplo, nada más: etnografiar, que no existe en castellano, y sin embargo,
existe en portugués -o lo inventaron- y ahora hay un montón de colegas que estudiaron en Brasil y que se la
pasan etnografiando en Argentina, y me parece bárbaro etnografiar. Así como utilizamos ethos o
empowerment, podemos etnografiar, o no? Entonces si nos etnografiamos más mutuamente, nos vamos a
enriquecer y vamos a tener nuestro propio criterio de empowerment, y no tener que decirlo en inglés.
Obviamente, en mi caso, la lengua inglesa es parte de mi tradición familiar, pero palabras como empowerment
tienen un dejo de extrañeza en mi contexto académico local.
Otra actitud interesante sería la de realizar entrecruzamientos históricos, como entrecruzar nuestras
historias académicas, historias personales.
Otro punto es diluir los estereotipos. En este caso, un estereotipo que como antropólogo no entiendo
muy bien es la fuerza que tiene para seguir generando agendas de trabajo el tema de la modernidad y otros
relacionados como secularización, encantamiento, desencantamiento. Yo creo que nunca hubo
desencantamiento, nunca hubo secularización y la modernidad, como bien lo dijeron varios pensadores
latinoamericanos -entre otros Bruner, Lechner, García Canclini y Mariátegui- está totalmente inconclusa en las
zonas en que vivimos. Además, el nuevo mundo fue partícipe central de la génesis de la “modernidad”, entre
comillas, europea. Así la modernidad como objeto teórico, empírico y práctico de trabajo creo que merece una
gran crítica, realmente. Lo mismo postmodernidad o postcolonialidad o como prefieran llamarle. Otro tema
que debería ser sujeto a re-análisis es justamente el de la famosa magia, no? Quién es mágico y quién no es
mágico, o si estamos frente a sólo lógica simbólica.
Y lo último que quería decir es sobre esta supuesta dicotomía actor-estructura, creo que en realidad,
podemos verla desde un punto de vista más flexible. Ya existen muchos desarrollos en relación a esto, pero me
parece que nosotros seguimos hablando ese lenguaje aunque ideológicamente pensemos que eso ya está
superado. Entonces, pienso que debemos ver los actores, las estructuras, como diferentes momentos de un gran
proceso de estructuración. Entonces, en ese punto, nuestras unidades de análisis cambian. Ya no es tanto la
perspectiva del actor o la perspectiva del investigador, o el aspecto estructural, sino diferentes gradientes de un
proceso contingente y sin fin de estructuración general…
Para terminar ya realmente, creo que esta asociación es un hecho muy positivo y lo único negativo sobre
lo que se debería seguir trabajando, es poder abrirnos a los otros idiomas académicos, a los idiomas nativos y
también poder generar la forma de organización que más nos convenga, porque es un espacio de libertad. Pero
justamente al ser un espacio de libertad, provoca angustia el interrogarse acerca de cómo vamos a seguir para
adelante.
Discusión y comentarios del público:
María Julia Carozzi (Argentina) : Yo quería recalcar la idea -esbozada por varios de nosotros estos diasde que crear un campo de estudios de las religiones en el Mercosur es ir contra el hábitus académico. Porque lo
que a cada uno de nosotros nos suele convenir como académicos -en cuanto al prestigio, en cuanto al podergeneralmente va en contra de la creación de un campo de estudio de la religión en el Mercosur. Esto se puede
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apreciar en el hecho de que es más prestigioso invitar a un norteamericano o a un francés para dar una
conferencia o para participar de plenarias o mesas redondas de un congreso que convidar a un académico del
área -a un uruguayo, chileno o brasileño. Lo mismo sucede con invitaciones a dar cursos, o cooperaciones en
proyectos, etc. De modo que crear un campo de estudio de religiones del Mercosur, requiere un fuerte
compromiso, un esfuerzo y requiere ir en contra de las formas usuales de cimentar nuestro propio prestigio
académico.
Algunas cosas que he visto en Argentina en estos últimos años muestran que hubo una mejora en este
sentido. He visto gente que para becas o subsidios ha sido evaluada por sus pares de otros países del Mercosur
y he visto, también, ser evaluado de manera similar a quien tiene un doctorado en EE. UU. y a quien posee un
doctorado en una universidad brasileña. Esto era impensable hace pocos años, de modo que creo que algunas
cosas se han logrado.
Pero creo que además del esfuerzo de crear espacios de interacción, -muchas veces contra nuestro poco
tiempo disponible, a pesar de las dificultades y las pocas posibilidades para hacerlo- se requiere un
compromiso y una decisión política en cada acto que hagamos, respecto a cómo evaluamos un proyecto, cómo
evaluamos un investigador, cómo evaluamos una universidad.
Quería que esto quedara más o menos claro porque, a veces, me parece que esta idea se pierde . También
hay que señalar que, desgraciadamente un académico latinoamericano en Europa o en EE. UU, vale menos que
un académico europeo o americano. Mis diez años de trabajo dentro de esta asociación, entonces, fueron para
crear un campo igualitario de interacción entre académicos que valgamos lo mismo, y no para, a veces sin
darnos cuenta, continuar recreando relaciones de clientelismo con académicos del Centro porque dan más
prestigio. La constitución de un campo de estudiosos de la religión en el Mercosur requiere, repito, de un
esfuerzo conciente por crear un espacio donde primen las relaciones igualitarias y donde no se esté
contribuyendo a la reproducción de relaciones asimétricas entre académicos de diferentes áreas del mundo.
Pablo Semán (Argentina) : Quiero reforzar algunas de las cosas que dijo Marita, principalmente respecto
de algunos peligros en los cuales podemos caer -o hemos caído-. Primero quiero resaltar que para mí las
Jornadas sobre Alternativas Religiosas son sagradas, ya que a ellas concurro desde hace 10 años, y para mí
fueron un ámbito de formación académica muy importante. Con cada una de las personas con las que pude
hablar en ellas he aprendido -con algunos mas y otros menos- y es uno de los espacios de formación más
valiosos que tuve en una carrera universitaria -y sé que otras personas también lo sienten así. Aprendi muchas
cosas en las Jornadas que me sirvieron para, en la práctica, si no desoccidentalizar, por lo menos para poner en
cuestión tanto occidentalismo, tantas perspectivas generadas por gente centrada en experiencias muy locales
del Centro, que por la posición en un foco de poder, como dijo Pablo Wright, llegan a hacerse valer como
universales.
Entonces partiendo del balance positivo, y señalando que ya los epígrafes de mi tesis doctoral hablan muy
bien de las Jornadas, quiero dedicarme a señalar algunas cuestiones que no me dejan muy cómodo . Me
preocupan tres cosas -y voy a retormar algunos argumentos de Marita- que no quisiera que se insinúen como
una tendencia novedosa de las Jornadas
Primero, justamente uno de los problemas del Mercosur y de los actores económicos que lo integran, es
que todos quieren tener relaciones privilegiadas con el Centro -porque como dice Marita, conviene más en el
mediano y en el corto plazo, aunque no en el largo plazo. Y me pregunto si no estamos sintiendo el peso de una
estructura social que constriñe a los actores a hacer eso y nosotros mismos -como académicos- estamos
repitiendo las conductas de las élites que como sociólogos nos complacemos en denunciar. Creo que somos
muy parecidos -algunos más que otros- a ese empresario que describimos como teniendo una visión
cortoplacista.
Un segundo miedo es reproducir el comportamiento que he visto, por ejemplo, en ciencias políticas, del
estudiante argentino que defiende una lectura muy compleja del peronismo cuando está en Buenos Aires, pero
que cuando vuelve de haber estudiado en Europa dice: el peronismo es fascismo. Porque es la única manera en
que se puede traducir este movimiento en ambientes europeos . Esto es porque hay una estructura social que
constriñe y también porque el afán de lograr ventajas curriculares y personales se opone a la profundidad del
conocimiento y a la autonomía del pensamiento.
En las Jornadas anteriores -las IX, en Rio de Janeiro- se hizo una sesión importantísima, en la cual cuatro
panelistas de distintos países del Mercosur discutieron el libro de Cristian Parker “Otra lógica en América
Latina: Religión popular y modernización capitalista” . Esta mesa redonda no sólo nos permitió aprender sobre
un tema muy relevante, sino sobre todo posibilitó una discusión en profundidad y una evaluación muy
profunda y muy discutida, muy reflexionada, sobre un libro que fue producido en nuestro contexto. Y esta vez
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este tipo de actividades no se realizaron y tuvimos en cambio un exceso de invitados estelares. Que no me
parece necesariamente mal, porque yo estoy realizando una investigación sobre la experiencia de las clases
medios en el terreno religioso y me voy a llevar muchísimas ideas positivas de las personas que escuché. Pero
me parece que hubo un exceso de invitados estelares del Centro que le quitaron protagonismo a otros posibles
invitados locales. Y las Jornadas siempre enfatizaron el protagonismo de los investigadores locales por sobre el
de los del Centro.
Hay que enfatizar y recalcar que nosotros ya llevamos varios años de producción local propia y muchas
veces por esa lógica de relación privilegiada e individual con el Centro, nos olvidamos que algunas de las cosas
que se dicen entre nosotros, respecto de algunos temas -como el pentecostalismo- son más importantes que las
que se dicen en el propio Centro. Para poner un ejemplo, la reseña que hicimos con Ari Oro de estudios sobre
Pentecostalismo (“Pentecostalism in the Southern Cone countries: Overview and perspectives”, International
Sociology 15(4), diciembre del 2000) fue publicada en Estados Unidos no porque éramos “los latinoamericanos
de ellos” (no conozco a los editores), sino porque estabamos dando cuenta de la bibliografía latinoamericana a
través de la cual que se podían cuestionar productivamente textos producidos en el Centro.
Quiero enfatizar, entonces, dentro de todo lo positivo que hay -y dentro de ello que las Jornadas son
justamente el lugar donde puedo señalar esto- que es necesario que, para que estas Jornadas sigan funcionando
de la manera en que lo han hecho hasta ahora, estos temas deben ser discutidos, sin etnocentrismos pero con un
criterio de protagonismo local.
Matt Marostica (EEUU) : Quería decir una cosa que ya dijo Pablo sobre los estudios sobre
pentecostalismo en el Centro. En las últimas dos ediciones de un gran congreso especializado a las que asistí,
pude apreciar que las ponencias sobre pentecostalismo en el Cono Sur -o en Latinoamérica- no tuvieron el
nivel de muchas de las presentaciones que se realizan acá en estas Jornadas. Algunas de ellas tenían muy pocos
datos, desconocían la producción académica local sobre el tema, etc. Hay que recalcar que el nivel académico
aquí es muy alto, y tendríamos que exponer esto al mundo de una manera más enfática, mandando nuestros
trabajos a revistas de fuera del área…..
Aldo Ameigeiras (Argentina) : Voy a tratar de ser muy breve. Solamente afirmar lo siguiente: debemos
ser conscientes de lo que han significado estos 10 años, como esfuerzo y como construcción. Y creo que hay
una cantidad de logros que son muy importantes. El haber podido concretar hoy la décima Jornada; la
circulación regular del newsletter Estudios sobre Religión gracias al trabajo de Alejandro y Eloisa; el haber
presentado hoy otro número de la revista Sociedad y Religión y los dos primeros de una revista de la
Asociación. Me parece que son signos que hablan de vitalidad y que muestran la magnitud de lo realizado.
Claro que también hay mucho para hacer.
Ahora, no debemos confundir, me parece, una asociación de académicos con la construcción del campo
académico. El campo académico lo construimos los académicos, los investigadores y va a estar dependiendo
fundamentalmente del trabajo que cada uno siga de nosotros siga haciendo en cada uno de nuestros países. La
Asociación puede ser un punto de referencia fundamental para el campo académico. Puede ser, no sólo un
punto de referencia sino también una ayuda, un soporte que a su vez ayude y contribuya al crecimiento de ese
campo. Pero al campo académico lo vamos a hacer los académicos con nuestro trabajo. Creo que nos falta
mucho, incluso a nivel de cada uno de los países, que tenemos que dar pasos importantes en cuanto a poder
consolidar más el trabajo, y a nivel de la asociación, quizá se debería poder desplegar algo más fluido, que
permita más participación y acciones novedosas, como señaló Pablo Wright. Hay que ir sondeando, viendo las
líneas de interés, las tendencias.
Tenemos que ir buscando la forma de que estos tres dias que tanto nos cuesta organizar, sean lo más
fructíferos posibles. Que no sea sólo una ronda de papers (aunque esto también es importante), sino buscar la
forma más adecuada de que sea lo más fructífero posible. Entonces hay que tener una mirada positiva sobre la
Asociación en el sentido de lo que se ha hecho y lo que podemos hacer.
Creo que la afirmación de la identidad profesional y este carácter claramente latinoamericano -como
decia Marita y con lo que coincido plenamente- son fundamentales. Y es también fundamental desde allí poder
dialogar con otras asociaciones, poder establecer lazos con otros colegas latinoamericanos que aún no hemos
logrado que estén presentes en nuestras reuniones. Por más que seamos la asociación del Mercosur, hay una
vocación latinoamericanista que ha estado siempre presente en nosotros. A todos estos desafíos hay que ir
encarándolos y resolviéndolos.
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María Ester Grebe Vicuña (Chile) : Yo quisiera hacer hincapié en algo que se tocó en la mesa y se
refiere a una bibliografía crítica, como mencionó Cristian Parker. Pienso que en Latinoamérica no hemos
asumido una actitud deferente y agradecida al que nos hace crítica. Durante mi doctorado en Europa, pude ver
que quien no recibía bien la crítica era considerado mal educado y el que no la daba se le reprochaba de no
contribuir al mejoramiento del otro. Y luego me acostumbré, durante otros tres años que estuve en Estados
Unidos, a ver a la crítica como un gran aporte que se le hace al investigador. Es mirar su construcción y su
análisis con otra mirada, con otro enfoque y también ver las limitaciones -que solamente se pueden ver en
reciprocidad- que generalmente uno mismo no capta. Una cosa muy importante a la que también me
acostumbré es a esa manera tan gentil de algunos investigadores extranjeros de agradecer la crítica, y no decir:
“esta persona está siendo poco amable conmigo, o no me quiere porque critica mi trabajo”. Creo que debemos
acostumbrarnos a agradecer al que hace un aporte crítico, porque nos está ayudando a crecer, a reconocer
nuestras limitaciones y a que de esa manera podamos hacer mejor ciencia social. Al pensar que quien critica es
malo -o se transforma en mi enemigo- perdemos el aporte del otro.
Cristian Parker (Chile) : Quiero nada más hacer una breve reflexión a propósito de algunas cosas que se
han venido planteando en esta discusión. Retomar lo que planteaba Aldo de que no vamos a construir un
campo. No somos nosotros como Asociación los que vamos a construir un campo de producción científica. Eso
es distinto a decir que sí podemos conseguir una comunidad científica. Esa comunidad va a estar condicionada
por el campo, real, que existe y que las situaciones de cada país nos den, la posibilidad de estructurar o no, los
recursos, las condiciones institucionales, etc. Es decir, hay elementos que sí están en nuestras manos, pero
otros elementos dependen de cada uno, de cada situación, de cada estructura, de cada institución, de cada
inserción universitaria, de cada nación.
El esfuerzo de construir esta comunidad -además de todo lo que se ha dicho- tiene que ser al mismo
tiempo que muy recíproco en la relación humana, muy riguroso en lo que es la crítica científica. Porque la
única manera que tenemos de dialogar de igual a igual con nuestros pares del norte es que nosotros también
seamos muy rigurosos -en eso adhiero a lo que dice María Ester. Ser rigurosos significa también esfuerzo y
disciplina. Y significa entonces tarea también. Como ha planteado Frigerio en esta mesa: qué tan a menudo nos
leemos a nosotros mismos y asumimos la tarea de hacer una crítica a lo que producen los vecinos ?.
Quería nada más plantear eso, y decir que a pesar de lo que se ha dicho de nuestras limitaciones, también
adhiero a las afirmaciones de que aquí hemos avanzado bastante. Y quiero llamar la atención sobre lo
siguiente: no conozco a nivel de ciencias sociales otro referente en el Mercosur que tenga las características de
este grupo. Es curioso, es paradojal, porque estamos trabajando a contra corriente. El Mercosur es una cuestión
económica, comercial -por lo tanto trabajar una cooperación en ciencias sociales es ir contra corriente. Y
dentro de las ciencias sociales, trabajar temas de cultura y religión es ir más contra corriente todavía. O sea que
los que más estamos a contra corriente, sin embargo somos lo que de alguna manera tenemos sin darnos
cuenta, una responsabilidad que quizás nos excede. Y a lo mejor una tarea demasiado grande que no vamos a
poder asumir. Pero hay que construir una comunidad más amplia de ciencias sociales. En el Mercosur y en
América del Sur. Es parte de nuestro desafío. No nos abrumemos: hay un adelanto que es fundamental y es que
hemos hecho estas diez Jornadas. Y vamos a hacer otras diez porque aquí hay una base fundamental que es
nuestra presencia humana. Ese es nuestro principal recurso. Nuestra presencia no sólo como intelectuales sino
también nuestra presencia humana. Y por qué no decirlo también, hay una cierta amistad, no? Amistad
científica y amistad humana que también es muy importante que cultivemos. Muchas gracias.
Bibliografía reciente sobre religión
Libros
Carnaval da Alma: Comunidade, essência e sincretismo na Nova Era. Leila Amaral. Petrópolis:
Vozes. 2000, 230 págs.
“A cultura New Age tem sido objeto de uma veemente impugnação, em variados campos críticos,
retratada como um produto flagrante de mistificação, cultura do simulacro e fantasias do capitalismo pósindustrial. Assim, muito do trabalho antropológico recente foi dedicada a contra-argumentar que a Nova Era
8
não é simbólica e culturalmente apócrifa. A antropologia de Leila Amaral, porém, não restaura essas
ansiedades com a autenticidade do repertório cultural. A questão organizante deste livro é o exercício da vida
na espiritualidade Nova Era. O sagrado é discutido como uma autoridade indeterminada e contraria a
incompatibilidades inerentes entre individuo, natureza, transformação, repristinação, eros, mercadorias,
tecnologias de mediação e todas as possibilidades de existir no tempo e na morte (…).” (Carlos A. Afonso, en
la presentación del libro).
Os evangélicos. Clara Mafra. Coleção Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001,
88 págs.
Os evangélicos tendem a se identificar e ser identificados, no Brasil, como um povo missionário cristão.
Este livro descreve como esses ‘propagadores e difusores’ do cristianismo se impõem, alargando e estendendo
sua noção de missão a partir da convivência com o catolicismo popular, as religiosidades ameríndias e os
cultos afro-brasileiros.
O Brasil da Nova Era. José Guilherme Cantor Magnani. Coleção Descobrindo o Brasil. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000, 62 págs.
Este livro traça um panorama do fenômeno da Nova Era desde suas origens no movimento da
contracultura até os dias atuais, procurando identificar suas fontes e bases doutrinárias, descrever seus espaços
de atuação e analisar o perfil dos frequentadores.
Inimigos Fiéis: História, Guerra e Xamanismo na Amazônia. Carlos Fausto. São Paulo: EDUSP.
592 pp.
Inimigos Fiéis traz uma descrição detalhada de um povo amazônico e fornece também uma síntese
comparativa do material sul-americano, inserindo o caso estudado no contexto regional. Por fim, combina o
olhar particular e o esforço comparativo com discussões teóricas no campo da antropologia, da teoria social e
da filosofia. Inimigos Fiéis resulta de uma década de pesquisas entre os parakanãs, um povo tupi-guarani que
habita o interflúvio dos rios Xingu e Tocantins e que preservou sua autonomia até o início dos anos de 1970,
quando se viu definitivamente cercado pela fronteira econômica e pelos projetos de desenvolvimento da
Amazônia. Baseando-se na história oral, o autor reconstrói um século de existência do grupo, desde sua cisão
em dois blocos, acompanhando em detalhe as transformações que ocorreram a partir de então nos padrões de
subsistência, nas relações de gênero e nas formas sociopolíticas de cada um dos blocos. O livro alia a
reconstrução histórica a uma fina análise simbólica e estrutural, centrada na guerra e no xamanismo indígenas,
e oferece novas perspectivas sobre esses fenômenos. Revisita temas como o canibalismo e a caça de troféus, o
universo onírico do xamã e seus espíritos familiares, mobilizando pr·ticas e representações nativas, sonhos e
narrativas míticas, para falar de um mundo povoado de inimigos que cabe ao xamã e ao guerreiro tornar fiéis.
Teatro, Templo y Mercado: Comunicacion y Marketing de los Nuevos Pentecostales en America
Latina. Leonildo Silveira Campos. Quito, Abya-Yala, 2001, 427 p.
Este texto tomó como objeto de estudio la multinacional de la fé, la Iglesia Universal del Reino de Dios.
A partir de ese “emprendimiento” religioso (para evitar la palabra Iglesia o Empresa) el autor reflexiona sobre
la organización, marketing y expansión de mega-iglesias pentecostales, a partir de Brasil y de América Latina,
las cuales emplean los modernos medios de comunicación social, adquiriendo y usando con profesionalismo,
preferencialmente, redes de emisoras de radio y de televisión. El libro está dividido en los siguientes 10
capítulos: 1) El pentecostalismo y la Iglesia Universal en el vaivén de las investigaciones y los paradigmas; 2.)
Teatro y religión: la teatralización de lo sagrado en la Iglesia Universal; 3.) Templo y Religión: espacio cúltico
y ritos en la Iglesia Universal; 4) Religión y mercado: La Iglesia Universal y la teoría de la "mercantilización"
de lo sagrado; 5) Marketing y Religión: la "marketización" de lo sagrado en la Iglesia Universal; 6)
Propaganda y religión: la comunicaciónde la Iglesia Universal; 7) Religión y retórica: el discurso de la Iglesia
Universal; 8) Teología de la Iglesia Universal; 9) Organización y religión: administración de la Iglesia
Universal; 10) Cuestiones que desafían el futuro de la Iglesia Universal
Tradição, transmissão e emoção religiosa – Sociologia do protestantismo contemporâneo na
América Latina. Paulo Barrera Rivera. São Paulo, Editora Olho d’Agua, 2001, 299 p.
Este livro, originalmente uma tese de doutorado, toma como marcos referenciais o pensamento de Weber,
as contribuições de Halbwachs para o estudo sociológico da memória, incorporando em suas reflexões
contribuições recentes de Daniele Herviéu-Leger, Jean-Paul Willaime e de seu orientador, o brasileiro Antônio
9
Gouveia Mendonça. As observações de campo foram feitas no templo da Igreja Pentecostal “Deus é Amor”,
em Lima. O livro esta dividido nos seguintes capítulos: Sociologia da memória e sociologia da religião; A
sociologia do poder religioso e a transmissão religiosa; Desencantamento do mundo e “saída da religião”; A
transmissão religiosa no protestantismo recebido; Religião e identidade na modernidade; Da transmissão da
tradição à transmissão por emoção.
Perspectivas del fenómeno religioso. Roberto Blancarte y Rodolfo Casillas R., eds. México:
Secretaría de Gobernación / FLACSO. 1999, 267 p.
El libro reúne conferencias dictadas por un destacado grupo de académicos (mayormente) mexicanos
acerca de distintos aspectos del fenómeno religioso. Con el afán de llevar el conocimiento académico a un
público no especializado, los autores abordan temas como secularización, conversíón, movilidad religiosa,
cambio religioso y el estado actual del Catolicismo. Discuten teorías de autores contemporáneos como Jean
Mayer u Otto Maduro o de clásicos como Max Weber. Aportan trabajos, entre otros, Carlos Garma Navarro,
Patricia Fortuny, Cristina Zuñíga, Manuel Ramírez, Jean P. Bastian y ambos editores.
La modernité religieuse en perspective comparée: Europe latine - Amérique latine. Jean-Pierre
Bastian (org). Paris: Karthala. 2001
El libro, con introducción del propio Bastian y conclusión de Olivier Tschannen, está dividido en tres
partes y comporta 22 artículos. En la primera sección “Processus de Laïcisation” encontramos los siguientes 9
trabajos: 1. Les seuils de laïcisation dans l'Europe latine et la recomposition du religieux dans la modernité
tardive, Jean Baubérot; 2. Les francs-maçons dans le processus de laïcisation de la Belgique (XIX-XXe siècles)
Luc Nefontaine; 3. Franç-maçonnerie, laïcisme et anticléricalisme dans l’Espagne contemporaine, José A.
Ferrer Benimeli; 4. Francs-maçons, libre-penseurs et seuils de laicisation dans le contexte italien, Aldo A.
Mola; 5. Catholicisme et libéralisme : Les étapes de l’affrontement pour la définition de la modernité
religieuse en Amérique latine, Fortunato Mallimaci; 6. Laïcité et sécularisation au Mexique, Roberto
Blancarte; 7. Les étapes de la laïcisation en Colombie, Rodolfo de Roux; 8. Sécularisation et laïcisation dans
l’Uruguay contemporain, Ana-Maria Bidegain; 9. La laïcisation en perspective comparée, Daniele Menozzi.
La segunda parte, “Recompositions du Religieux”, está compuesta por: Le redéploiement de la religion dans
un contexte pluraliste, Roland J. Campiche; Cultures jeunes et religion : réflexions théoriques, Yves Bizeul; Le
redéploiement du religieux chez les étudiants de l’université de Nancy, Antoine Delestre; La religion des
jeunes en Espagne, Javier Elzo-Imaz; La recomposition religieuse de l'Amérique latine dans la modernité
tardive, Jean-Pierre Bastian; Pentecôtisme et changement religieux au Guatemala, Sylvie Pédron-Colombani;
Dynamique des transformations religieuses au Brésil, Marion Aubrée; Questions autour des processus de
recomposition religieuse, Ana-Maria Bidegain; Individualisme ou communautarisme?, Alain Touraine. La
última sección, “Mises en Réseau”, comporta cuatro artículos: Entre Europe et Amérique latine: les
performances des réseaux à l'épreuve des civilités institutionnelles, Ariel Colonomos; Eléments pour une
approche des diasporas de l'exil chilien en Europe et des réseaux religieux liés à la Théologie de la libération,
Juan Matas; Une mise en réseau de la Théologie de la libération, André Corten; Relations entre Belges et
Latino-américains à propos de la Théologie de la libération (1970-1980), Pierre Sauvage.
La globalisation du religieux. Jean-Pierre Bastian, Françoise Champion et Kathy Rousselet (orgs.) .
Paris: L’Harmattan. 2001
Con introducción de los organizadores y conclusiones de Bertrand BADIE y James A. BECKFORD, el
volumen está dividido en cinco secciones temáticas. La primera, “Religions et logiques de déterritorialisation”,
comporta cuatro trabajos: Des missions à l’internationalisation des Églises : évolution ou révolution ?, par
Claude PRUDHOMME; De la guerre sainte (jihâd) au prosélytisme (dacwa) ? Les organisations musulmanes
transnationales d’origine indienne, par Marc GABORIEAU; L’implantation du néo-hindouisme en Occident, par
Véronique ALTGLAS; Déterriorialisation, standardisation, diaspora et identité: à propos des religions afrobrésiliennes, par Roberto MOTTA. “Globalisation et glocalisation” se divide en los artículos de Chantal SAINTBLANCAT: Globalisation, réseaux et diasporas dans le champ religieux y de Danièle HERVIEU-LÉGER: Crise
de l’universel et planétarisation culturelle : les paradoxes de la “ mondialisation ” religieuse. La tercera
parte, “Les pentecôtismes: des mouvements en affinité avec la globalisation”, incluye: Pentecôtismes latinoaméricains, logiques de marché et trans-nationalisation religieuse, par Jean-Pierre BASTIAN; Dynamiques
comparées de l’Église universelle du royaume de Dieu au Brésil et à l’étranger, par Marion AUBRÉE;
Pentecôtisme et transnationalisation dans la Caraïbe, par Laënnec HURBON; Charisme et possession en
Afrique et au Brésil, par David LEHMANN; Globalisation des pentecôtismes et hybridité du christianisme
10
africain, par André MARY. En “Les Églises face à la globalisation : replis identitaires, stratégies œcuméniques,
recompositions transdénominationnelles” encontramos tres artículos: Les recompositions internes au monde
protestant: protestantisme “ établi” et protestantisme “ évangélique”, par Jean-Paul WILLAIME ; Globalisation
et territoire religieux en Russie, par Kathy ROUSSELET; Les stratégies œcuméniques dans un contexte de
globalisation, par Yves BIZEUL. La sección final, “Religions et dépassement des États-nations: le cas de
l’Union européenne”, incluye cuatro trabajos: Identités nationales et institutions globales : la restructuration
des relations entre religion et citoyenneté en Europe, par Matthias KÖNIG; La régulation étatique du religieux
à l’épreuve de la globalisation, par Claire de G ALEMBERT; La constitution d’un espace européen : quels enjeux
pour les juifs et les musulmans en France ?, par Martine COHEN; Intégration européenne et réseaux
transnationaux : le lobbying européen des Églises, par Solange WYDMUSCH.
Des dieux et des signes - Initiation, ècriture et divination dans les religions afro-cubaines. Erwan
Dianteill. Paris, Editions de l'Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, 2000, 375p.
El libro, basado en la tesis de doctorado del autor defendida en 1997, aborda los temas de la iniciación, la
escritura y la adivinación en las religiones afro-cubanas. La primera parte realiza un mapeo sistemático de la
estructura simbólica del campo religioso en La Habana (incluyendo el Espiritualismo, el Palo, la Regla de
Ocha e Ifá) utilizando como referentes teóricos a Levi Strauss y a Bourdieu. La segunda parte analiza la
tradición escrita de la religión, utilizando perspectivas desarrolladas por Ong y Goody.
Catholic Identity: Balancing Reason, Faith and Power. Michele Dillon. New York: Cambridge
University Press, 1999, 283 págs.
" Michele Dillon examina cómo católicos marginalizados o "pro cambio" (pro-change ) negocian las
contradicciones entre las enseñanzas de las Iglesia y sus estilos de vida, identidades y creencias. Dillon se
concentra en datos obtenidos de entrevistas y encuestas en miembros y materiales de tres organizaciones "pro
cambio": Dignidad (una organización católica pro gays y lesbianas), la Conferencia de Ordenación de Mujeres
(una organización feminista dedicada a la ordenación de mujeres) y Católicos por una Elección Libre (una
organización pro derecho de elección/ aborto). Compara los grupos pro cambio con una organización
servadora, la Liga Católica por Derechos Civiles y Religiosos, y un grupo de teólogos católicos. El objetivo
principal de Dillon es entender cómo sus informantes pro cambio son capaces de considerarse a sí mismos
católicos, aun cuando su estilo de vida o las creencias que sostienen son decididamente "no-católicos". (…)
Argumenta que dos cualidades, que denomina 'reflexividad doctrinal' y 'la autoridad interpretativa de los
creyentes religiosos' facilita la negociación de lo que algunos ven como identidades contradictorias. (…) Al
llamar la atención sobre la diversidad dentro del catolicismo, Dillon muestra que la religiosidad es más que la
simple respuesta a las acciones de la institución religiosa." (Melissa Wilde, Review of Religious Research 41
(3) 2000: 426-428)
Why Gods Persist: A Scientific Approach to Religion. Robert A. Hinde. London and New York:
Routledge, 1999, viii + 288 págs.
"A pesar del título, este libro no está referido a la persistencia de Dios, sino más con la perseverancia de
un entero arreglo de fenómenos que comunmente son entendidos como constitutivos de la religión. Estos son
llamados creencias estructurales, narrativas, práctica religiosa (principalmente ritual, oración y sacrificio),
códigos morales, experiencia religiosa y aspectos sociales. (…) El tema principal del libro está dado en la
especificación de las características psicológicas, en la demarcación de su asociación con cada uno de los
componentes de los sistemas religiosos, y en la demostración de la persistencia de esta asociación y, así, de los
sistemas religiosos en el tiempo. (…) Hinde basa la mayoría de sus observaciones en el Cristianismo, aunque
otras religiones son referidas ocasionalmente. La mayoría de la evidencia presentada es contemporánea y
tomada de investigaciones de psicología y psicología de la religión." (Charles Glock, Journal for the Scientific
Study of Religion 39 (3) 2000: 385)
Theorizing About Myth. Robert A. Segal. Amherst: University of Massachusetts Press, 1999, 152 págs.
"Los diez capítulos de este trabajo son revisiones de ensayos que han aparecido en diez diferentes
publicaciones y libros. La descripción del propio autor del trabajo no puede ser mejorada: 'Los ensayos
reunidos en este libro ofrecen una comparación de muchos de las principales teorías modernas sobre mito.
Algunos de estos ensayos son en sí mismos comparativos, pero hasta los que se concentran en una sola teoría
la presentan vis-a-vis otras...' (…) Segal aclara que comparar teorías sobre mito es un proyecto difícil, sino
arriesgado, especialmente porque varios de los principales teóricos tiene visiones ampliamente diferentes de lo
11
que el mito es o hace y sobre cuáles son las preguntas más importantes a hacer sobre este género. (…) Para
Segal, los más interesantes e instructivos de todos los teóricos que interpretan mito son aquellos que
principalmente lo interpretan como una proto psicología -esto es, psicología profunda- principalmente los
freudianos y los junguianos. Bruno Bettelheim es el freudiano a quien Segal da mayor atención." (James Jarret,
Journal for the Scientific Study of Religion 39 (3) 2000: 388- 389)
Gods of the City: Religion and the American Urban Landscape. Robert Orsi, editor. Hoomington:
Indiana University Press, 1999, 392 págs.
"Los autores utilizan métodos etnográficos e históricos para ilustrar la descripción de Orsi de la religión
urbana como formas rituales innovadoras, identidades y cosmovisiones que emergen del compromiso de
tradiciones religiosas particulares con el material complejo y los paisajes sociales que encuentran en la ciudad
(43). ...en su compromiso con el paisaje urbano, los practicantes religiosos re-mapean la ciudad, haciendo de
espacios urbanos seculares, espacios religiosamente significativos; [y] ...en su encuentro con un paisaje social
diverso, los practicantes religiosos redefinen su identidad... (…) McCarthy Brown (cap. 1) explica que los
practicantes haitianos de Vudú experimentan una 'disonancia ecológica', o una falta de armonía entre religión y
su locus, al transportar sus espacios sagrados haitianos al paisaje urbano de New York (86). Waghorne (cap. 2)
argumenta que los hindúes sudasiáticos, en contraste, se sienten 'en casa' en los suburbios de Washington D.C.
(...) En un conciso resumen de su investigación entre cubanos exiliados en el santuario nacional en Miami,
Tweed (cap. 3) describe aquellos símbolos de 'geopiedad' como la piedra de seis lados que se encuentra debajo
del altar que contiene tierra de cada una de las seis provincias de Cuba. (…) Los autores aclaran, sin embargo,
que las prácticas religiosas, cosmovisiones e identidades de los inmigrantes urbanos no están orientadas
exclusivamente hacia sus lugares de origen. Más aún, juegan un rol crucial en la redefinición de las fronteras
de la identidad grupal en espacios urbanos profundamente pluralistas." (Marie Friedmann Marquardt, Journal
for the Scientific Study of Religion 39 (3) 2000: 391- 392).
Re-Forming the Body. Phillip Mellor & Chris Shilling. London, Sage Publications (s/d) 234 págs.
“Los autores han tomado el gran desafío de investigar sucesivas formas de incorporación [embodiment]
atravesando la vida cultural y religiosa en la historia medieval, temprana modernidad y tardía modernidad
Occidental. Señalando momentos históricos particulares de reforma corporal, Mellor y Shilling esperan “dar
una luz refrescante sobre la emergencia, desarrollo y transformación del mundo moderno Occidental”
examinando “aquellos ‘casos críticos’ de incorporaciones humanas asociadas con la emergencia de la
modernidad” (pp. 1, 32 n.8). Si bien su estudio está basado en una perspectiva Durkheimiana sobre las
conexiones entre incorporación, socialidad y lo sagrado, los autores aspiran a una narrativa histórica más
amplia y más matizada, en la cual la formación de las prácticas incorporadas -como un proceso crucial de
construcción de la realidad- es el eje sobre el cual el cambio histórico gira.” (R. Marie Griffith, IN Sociology of
Religion, 60 (2):200- 201)
Ritual: Perspectives and Dimensions. Catherine Bell. New York, Oxford University Press. 1997. xv +
341 págs.
“El libro está dividido en tres partes. En la primera, Bell investiga varias perspectivas sobre el estudio del
ritual organizados en relación a tres agrupamientos mayores. El primer capítulo revisa estudios sobre mito y
ritual de estudiosos como Robertson, Smith, Frazer y Harrison, los estudios fenomenológicos de Otto, Van der
Leeuw y Eliade, y los estudios psicoanalíticos de Freud, Reik, Girard y Campbell. (...) En el segundo capítulo,
revisa los acercamientos sociológicos que analizan de manera variada la relación entre las prácticas rituales y
las formas de organización social (...) en relación a enfoques funcionalistas asociados con Durkheim, Hubert,
Mauss, Radcliffe-Brown y Rappaport, y enfoques estructuralistas asociados con estudiosos como EvansPrichard, van Gennep, Gluckman, Turner, Levi- Strauss y Douglas. (...) En el tercer capitulo reseña enfoques
sobre el ritual, focalizando especialmente el aspecto performativo de los rituales o la forma en que las prácticas
rituales comunican (...) Explica su propia visión del ritual como una práctica incorporada [embodied practice],
enfoque que ha sido influenciado por Bourdieu. (...) En la parte dos, el autor explora la variedad de prácticas
rituales desde dos perspectivas. (...) En la parte tres, Bell explora lo que ella llama la fábrica de la vida ritual.
En el capítulo seis señala la pregunta de por qué algunas sociedades parecen poseer una vida ritual más rica y
más vibrante que otras. (...) En el capítulo siete discute los cambios rituales.” (Frederick Bird, IN: Journal for
the Scientific Study or Religion 38 (4): 566-568)
12
Ritual and Religion in the Making of Humanity. Roy Rappaport. Cambridge, Cambridge University
Press. 1999. xix + 535 págs.
“Como era de esperar, Rappaport trata extensivamente sobre antropólogos como Gregory Bateson y
Victor Turner, pero trabaja también sobre fuentes menos familiares a la mayoría de los cientistas sociales:
Charles Peirce, especialmente, pero también teóricos del habla como J. L. Austin y John Searle. (...) El deseo
de Rappaport de discutir ritual sin la apología a la tendencia nominalista de los estudios religiosos,
ejemplificada por Jonathan Smith y Catherine Bell, quienes consideran el término altamente problemático y
ligado a la cultura, es refrescante. Si el ritual es el acto social básico, entonces uno no necesita disculparlo por
encontrarlo casi en cualquier parte. La primera y altamente condensada definición de Rappaport de ritual es “la
performance de secuencias más o menos invariantes de actos formales y expresiones no enteramente
codificadas por los perfomers” (24)” (Robert Bellah, IN: Journal for the Scientific Study or Religion 38 (4):
569-570)
Disquiet in the Land: Cultural Conflicts in American Mennonite Communities. Fred Kniss..New
Brunswick, Rutgers University Press, 1997 xii + 277 pags.
“El libro está dividido en dos partes. La primera provee un recuento detallado de los conflictos intraMenonitas, dentro de cuatro perídos históricos. Los conflictos internos, en cada período, están en torno a dis
paradigmas que, juntos, definen la cultura Menonita: tradicionalismo y comunalismo. (...) Kniss demuestra que
las luchas sobre cuestiones de conformidad y disconformidad respecto a asuntos como códigos de vestuario,
uso de radio y televisión y la escuela dominical reflejan el cambio de significado del tradicionalismo y el
comunalismo como paradigmas dominantes de autoridad. (...) Kniss nos da un análisis agudo y en momentos
brillante, de cómo el conflicto intra-denominacional connlleva cambio organizacional. Argumentando contra
un enfoque de sistema cerrado, Kniss demuestra cómo conflictos intra-Menonitas se correlacionan
generalmente con disrupciones sociales (por ej, guerra) dentro de la sociedad mayor. (...) Los capítulos 7 y 8
específicamente apuntan al rol de los recursos culturales en los conflictos intra-Menonitas y sus consecuencias
derivadas.” (E. Burke Rochford, Jr. IN: Sociology of Religion, 60 (1): 90-91)
Revistas Latinoamericanas de Religión
*Revista Académica para el Estudio de las Religiones 3 (México) 2000
-Introducción. Elio Masferrer
Primera Parte: La Construcción Cultural de Brujos y Hechiceros en América Latina
- Brujería y hechicería en Latinoamérica: Marco teórico y problemas de investigación. Iris Gareis.
- La satanización de las deidades mesoamericanas (perversiones y fantasías en el imaginario colonial). Félix
Baez-Jorge.
- La Cueva del Diablo: Análisis y reconstrucción de un mito zapoteco. Enrique Marroquín Zaleta.
- Algunos elementos chamánicos entre los iluminados o alumbrados de la Nueva España. Isabel Lagarriga
Attias.
Segunda parte: La crisis de fin de milenio
- Apocalipsis. La angustia del fin del mundo o la esperanza de mil años de felicidad. Emilio Carbajal.
- La conciencia moral y la noción de lo divino en la cultura posmoderna. José Araujo.
- De Guyana a Uganda: Suicidios colectivos rituales. Jorge Erdely.
- Trastorno por estrés postraumático en víctimas de sectas religiosas destructivas. Jorge de la Peña.
- Veintidós años después de Jim Jones y Guyana ¿Qué hemos aprendido?. César Mascareñas
- La Luz del Mundo: El abuso sexual como rito religioso. Sylvia Marcos
- Los orígenes gnósticos e islámicos del concepto de apóstol en la Luz del Mundo. Luis Carlos Reyes.
Tercera Parte: Las Categorías Religiosas en la Construcción del Imaginario Social y Político
- Las nociones de Bien y Mal en la construcción de alteridades en la Revolución Mexicana. Laura Collin
- Entre la visita del Papa y las expectativas del Apocalipsis: Un análisis del campo religioso mexicano 19992000. Elio Masferrer
- La espiritualidad en el último tramo de la vida entre los pentecostales: Un estudio etnográfico en Xalapa.
Felipe Vázquez
- Mercadotecnia y Angelomanía: Ecos del esoterismo de la New Age a fin de milenio. Marco Lara Klahr
13
* Religiones y Sociedad 3 (México) 1998
Número temático dedicado a “Los evangelismos en México”.
- De la “Casa” al “Congreso de Palabra de Fe”: una opción neopentecostal en el mercado regional de la
salvación. Flor Ramírez Leyva.
- Las mujeres en las iglesias pentecostales de México. Carlos Garma Navarro.
- Buscando “Vida”: hechicería, curaciones por la fe y conversión religiosa entre los Huicholes. George Otis.
- Los evangélicos mexicanos y lo político. Rubén Ruiz Guerra.
- Ciudadanos de la fe: doctrina religiosa y conducta cívica en La Luz del Mundo. Paula Bigheri.
- Del protestantismo como objeto sociológico. Jean-Paul Willaime.
* Religiones y Sociedad 4 (México) 1998
Número temático dedicado a “Conflicto y tolerancia”
- Tolerancia religiosa en el Islam. Hernán Taboada.
- El conservadurismo católico: ¿defensa o intolerancia a la otredad? Renée de la Torre.
- Tolerancia política en el episcopado: la propuesta de la CEM. Víctor Ramos.
- Sociedades complejas, democracia y tolerancia: una polémica entre Karl Popper y Herbert Marcuse. Isidro
Cisneros.
- Los Testigos de Jehová: una alternativa para enfrentar el fin del milenio. Patricia Fortuny Loret de Mola.
- La era poscristiana. Emile Poulat.
* Religiones y Sociedad 5 (México) 1999
Número dedicado a la visita de Juan Pablo II a México.
- Juan Pablo II y México: reflexiones en torno a los encuentros. Judith B. Liwerant.
- Las visitas papales y su repercusión en el ordenamiento jurídico mexicano. José S. Fernandez .
- El Sínodo para América (nov.-dic. de 1997). Luis Ramos.
- Impresiones de la cuarta visita del papa Juan Pablo II. Bernardo Barranco.
- La danza de los símbolos: El carisma del papa entre la posmodernidad y el catolicismo popular. José G.
Martinez.
- La refundición de los conventos de monjas: Un episodio en el proceso de aplicación de las leyes
antieclesiásticas a las órdenes religiosas femeninas. Elisa S. Guerra.
- Medios de comunicación y regulación sociocultural del campo religioso. Roland Campiche.
- La cuarta visita de Juan Pablo II a México en la prensa: Cifras. S/A.
* Religiones y Sociedad 6 (México) 1999
- Libertad religiosa: derecho fundamental de la persona humana y principio organizativo del Estado Javier
Saldaña.
- La libertad de religión: Su evolución en las condiciones cubanas. Jorge Calzadilla.
- Testigos de Jehová en el espacio escolar: La batalla de Ensenada. José Molina.
- La cruz, la patria y la sangre: Tres conflictos de los Testigos de Jehová en Colombia. Andrés Ríos Molina .
- La tolerancia religiosa y el congreso constituyente: 1823-1824. Gustavo Santillán.
- Teología de la Liberación y cambio social: Chicanos en la Iglesia Católica. Guillermo Medina.
- Del Patronato al nombramiento de obispos: El inicio de un nuevo entendimiento. Rodolfo Casillas.
* Religiones y Sociedad 7 (México) 1999
- Tipología y clasificación de la vida consagrada en la Iglesia católica Francisco Rodríguez Rico
- Comprensión de la vida religiosa en América Latina. Jorge Dominguez.
- Las órdenes religiosas en la historia de México. Francisco Morales
- Los franciscanos en la sociedad. Efrén Balleño Sanchez
- La orden de los dominicos en México, siglos XVI y XVII, Eugenio Martín Torres
- La Orden de los Predicadores, siglos XVIII-XX, Luis G. Ramos
14
- La Orden de San Agustín en México, Roberto Jaramillo Escutia
- La orden religiosa de los jesuitas: la Compañía de Jesus, J. Jesús Gomez
- Ni secularización ni resacralización, más bien desecularización; la teoría sociológica de la religión ante el
cambio actual, Stefano Martelli
- Sociedades y Religión, sin autor.
- Material bibliográfico sobre las órdenes religiosas en México
* Religiones y Sociedad 8 (México) 2000.
- El movimiento de la Mexicanidad. Yólotl González Torres.
- Tendencias religiosas del Judaísmo en el nuevo milenio. Liz Sutton.
- Los protestantismos indígenas de frente al siglo XXI: religión e identidad entre los Mayas de Chiapas.
Rosalva Hernández Castillo.
- Los nuevos movimientos religiosos: ¿nuevos movimientos sociales? Cristina Gutiérrez Zuñiga.
- Una guerra religiosa de papel: Impresos católicos del siglo XIX sobre protestantismo. Alma Dorantes
González.
- En el principio era la secta. Enzo Pace.
* Estudos de Religião 18 (Brasil) 2000.
Numero temático de la Revista Semestral de Estudos e Pesquisas em Religião, del Curso de Pós-Graduação em
Ciências da Religião, de la Universidade Metodista de São Paulo (Umesp): "Por uma Sociologia do
Protestantismo Brasileiro" con los siguientes autores :
- O protestantismo como objeto sociológico - Jean-Paul Willaime
- A transmissão religiosa na modernidade: elementos para a construção de um objeto de pesquisa - Daniele
Hevieu-Leger
- Mercadolicismo - mercado na religião e religião no mercado - Lisias Nogueira Negrão
- O protestantismo latino-americano entre a racionalidade e o misticismo - Antonio Gouvêa Mendonça
- O milenarismo intramundano dos novos pentecostais brasileiros - Leonildo Silveira Campos
- Tradição, memória e modernidade: a precariedade da memória religiosa contemporânea - Dario Paulo Barrera
Rivera
- O protestantismo presbiteriano e o ideal de progresso: O Mackenzie College e a formação do empresariado
em São Paulo entre 1870 e 1914 - Antonio Maspoli de Araujo Gomes.
* Madrágora 5 (Brasil) 1999.
Publicación anual del Núcleo de Estudos Teológicos da Mulher na América Latina/ NETMAL, del Curso de
Pós-Graduação em Ciências da Religião, de la Universidade Metodista de São Paulo. Número temático
“Religião e Homossexualidade”, presentado por Maria José F. Rosado Nunes y editado por Maricel Mena
López.
Los artículos fueron agrupados en tres grupos: Ética, psicanálise e homossexualidade; posturas religiosas
diante da homossexualidade e Bíblia e homossexualidade. Además de estas secciones hay también otras de
entrevistas y experiencias, espiritualidad, así como reseñas. La correspondencia y los pedidos pueden ser
enviados al NETMAL, Caixa Postal 5150, São Bernardo do Campo, 09731-970 – São Paulo - SP o sino por
Email [email protected]
* Rever 3 (Revista electrónica online. PUC/SP, Brasil) 2001.
http://www.rever.br.ms
- Neurociências e religião: interfaces. Edênio Valle
- Existe uma inteligência existencial/espiritual? O debate entre H. Gardner e R. A . Emmons. Leonice M.
Kaminski da Silva
- Contextuação e descrição de um paradigma da integralidade nos meios populares brasileiros. Maria das
Graças de Gouvêa
15
- Diferentes olhares, diferentes pertenças: Teologia da Libertação e MRCC. Sílvia Regina Alves Fernandes
- Novas formas de legitimação da economia: desafios para ética e teologia. Jung Mo Sung
- Oriente: fonte de uma geografia imaginária. Leila Marrach Basto de Albuquerque
- A Mitologia de um Antropólogo. Entrevista de Victor Aiello Tsu com Clifford Geertz
Revistas Latinoamericanas de Antropología y Sociología
* Revista de Ciencias Sociales 10 (Chile) 2000
- Cantos e himnos en la religiosidad popular: la búsqueda de salud. Bernardo Guerrero.
- La materialidad de la conversión religiosa: del cuerpo propio a la economía política. Silvia Citro
- Modernidad, posmodernidad y la transformación de la religiosidad de los sectores medios y bajos en América
Latina. Daniel Miguez.
* Cuadernos de Antropología Social 11 (Argentina) 2000
- ¿No será una secta?: Imágenes de problemas sociales en programas televisivos de ficción, Alejandro Frigerio
* Cuadernos de Antropología Social 12 (Argentina) 2000
- Cultura social en movimiento: La nueva era en Buenos Aires. María Julia Carozzi.
* Ava 1 (Argentina) 1999
- Urkupiña, la Virgen migrante. Fiesta, trabajo y reciprocidad en el Boliviano Gran Córdoba. Marta Giorgis
- Nueva Era y posmodernidad. Estableciendo puentes. María del Rosario Contepomi.
* Cuadernos del Instituto Nacional de Antropología 18 (Argentina) 1999
- Identidad en movimiento: autónomos y adaptados en la Nueva Era. María Julia Carozzi.
- Del vuelo shamánico a la demanda intercultural. Significado, cambio de tópico e inestabilidad de roles en la
entrevista.
- Nuevos marcos contextuales en la problemática de la identidad religiosa. Mariano Garreta.
- Por qué no le tenés compasión a ese niño que mama? Los niños chonek y un tipo de terapia shamánica entre
los qom (toba orientales) de la provincia de Formosa (Argentina). Florencia Tola.
* Lecturas Económicas y Sociales 31 (Argentina) 1999
- Los evangélicos y la política en la Argentina: Actualización de nuestro conocimiento del tema. Hilario
Wynarczyk .
* Lecturas Económicas y Sociales 34 (Argentina) 2000
Teorías económicas aplicadas al estudio de la religión: Hacia un nuevo paradigma?. Alejandro Frigerio.
* Revista de Investigaciones Folklóricas 14 (Argentina) 1999
- “Nacida una dama, casada una princesa, muerta una santa”: la deificación de Diana en la prensa y en la
opinión popular en Gran Bretaña. Gillian Bennet y Anne Rowbottom.
-El diluvio en los mitos quechuas contemporáneos . Godofredo Taipe.
Sobre los estudios de bandolerismo social y sus proyecciones. Hugo Chumbita.
* Revista de Investigaciones Folklóricas 15 (Argentina) 2000
- Moros y cristianos y mujeres e indios: Tamunangue y las fronteras de la etnicidad . David Guss.
- El milagro en Sodertalje, Suecia: Comunicación de masas, política interétnica y un profusión de textos e
imágenes. Barbro Klein.
- Tirando el mal del otro lado de la frontera: brujería e identidad cultural entre los guaraníes de Bolivia y
Argentina. Silvia Hirsch.
- La leyenda de San Sebastián en Las Ovejas como percepción nativa del control fronterizo argentino-chileno
en el Alto Neuquén. Rolando Silla.
Tesis y disertaciones referidas a religión
16
Pluralismo religioso em famílias populares: poder, gênero e reprodução. Márcia Thereza Couto.
Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de
Pernambuco, sob orientação do Prof. Dr. Russell Parry Scott. Recife, 2001
A tese investiga o crescente fenômeno do pluralismo religioso em famílias populares urbanas.
Objetivando compreender alguns aspectos da relação entre família e religião na contemporaneidade, foi
realizada uma pesquisa num bairro de periferia do Recife-Pernambuco-Brasil, cujo desenho incluiu: 1 estudo
quantitativo (que abordou 381 famílias com finalidade de caracterizar o fenômeno quanto à diversidade dos
arranjos familiares com pluralismo religioso e as diferenciações internas às famílias segundo variáveis como
composição, chefia e curso de vida familiar) e 2. estudo qualitativo com integrantes de 18 famílias sobre os
significados da divergência religiosa na família entre os gêneros e as gerações. A utilização do referencial
conceitual de gênero na interface com as tradições de estudos de famílias e religiões populares norteou a
análise dos dados.
Carismáticos luteranos e católicos: uma abordagem comparativa das performances dos rituais.
Valdir Pedde. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a orientação do Prof. Dr. Ari Pedro Oro. Porto Alegre,
2001.
Esta dissertação procura compreender como a performance ritual contribui na elaboração e sustentação do
'ethos' carismático em duas distintas instituições religiosas: a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no
Brasil e a Igreja Católica Apostólica Romana. Para isso, procuro verificar que recursos de performance são
acionados no ritual de cada um destes grupos carismáticos. Centro a analise na compreensão de como os
artifícios da performance agem sobre os participantes do ritual. A fim de alcançar este entendimento, são
usados os pressupostos de teorias sobre ritual e performance. Alem de estudar o 'fenômeno' supracitado nas
duas igrejas separadamente, esta dissertação propõe uma analise comparativa entre as mesmas. O trabalho foi
construído com base na pesquisa etnográfica realizada junto as comunidades carismáticas das instituições
religiosas em referencia, situadas em algumas cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Nódulos de dádiva: religião, individualismo e comunicação – as redes da nova era. Luciana de
Oliveira. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós -Graduação em Sociologia e Antropologia
da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a orientação da Profa. Dra. Léa Freitas Perez. Belo Horizonte,
2001.
O objeto desta pesquisa são os processos de comunicação entre pessoas que tomam parte da chamada
Nova Era. Parto da hipótese de trabalho de que esses processos de comunicação indicam – ao contrário do que
vem se afirmando como uma possível exacerbação dos valores modernos de modo geral, e do individualismo,
de modo especial – que estamos presenciando uma reconfiguração dos conteúdos significativos destes valores,
alterando as relações sociais constituídas a partir deles. Entendo que os novos movimentos religiosos,
especialmente aqueles de cunho internacional e cosmopolita, como a Nova Era, que eclodem neste fin de
siècle, em que há toda uma rediscussão e mesmo um questionamento do projeto civilizatório moderno, surgem
a partir da diluição dos grandes referenciais que se configuravam como sistemas explicativos da realidade – o
Cristianismo e a Ciência –, engendrando explicações outras para as novas relações sociais que vêm se
apresentando em nossas sociedades. Os processos comunicativos que tomo para análise – que estão, ao mesmo
tempo, na origem e no fim deste rearranjo geral dos valores – não podem ser explicados pelos modelos de
comunicação convencionais, mas pela formação de redes de solidariedade nas quais a troca de informações não
tem um sentido linear, mas multidirecional. Os participantes dessas redes, ao trocarem informações,
experienciam o estar junto e, também, constroem referências identitárias, não se tratando, entretanto, de
identidades rígidas e bem definidas, mas de identificações em curso que conformam um tipo de vínculo social
peculiar ao mundo contemporâneo.
Artículos en revistas europeas (2000)
Tariq Modood: "La place des musulmans dans le multiculturalisme laïc en Grande-Bretagne". Social
Compass 47 (1) 2000: 41-55. (Islam)
17
Albert Bastenier: "Le multiculturalisme séculier et les musulmans en Grande-Bretagne. Réflexions à
propos de la communication de T. Modood". Social Compass 47 (1) 2000: 57-60. (Islam)
Thomas Jansen: "Europe and Religions: the Dialogue between the European Commission and
Churches or Religious Communities". Social Compass 47 (1) 2000: 103-112.
Emiel Lamberts: "La démocratic chrétienne en Europe comme expression politique des religions
chrétiennes: essor et déclin (1945- 2000)". Social Compass 47 (1) 2000: 113-125. (Cristianismo)
N. J. Demerarh III: "The Rise of 'Cultural Religion' in European Christianity: Learning from Poland,
Northern Ireland, and Sweden". Social Compass 47 (1) 2000: 127-139. (Cristianismo)
Kim Knott: "In Every Town and Village: Adaptive Strategies in the Communication of Krishna
Consciousness in the UK, the First Thirty Years". Social Compass 47 (2) 2000: 153-167. (Hare Krishna)
E. Burke Rochford Jr: "Demons, Karmies, and Non-devotees: Culture, Group Boundaries, and the
Development of Hare Krishna In North America and Europe". Social Compass 47 (2) 2000: 169-186. (Hare
Krishna)
Finn Madsen: "Asrama, yukta-vairagya et structure d'organisation chez ISKCON". Social Compass 47
(2) 2000: 187-204.
Nurit Zaidman: The Integration of Indian Immigrants to Temples Run by North Americans". Social
Compass 47 (2) 2000: 205-219.
István Kamarás: "Conscience de Krishna: interprétation hongroise". Social Compass 47 (2) 2000:
221-239. (Hare Krishna)
Silas Guerriero: "L'ISKON au Brésil: la transformations occidentale d'une religion védique et l
'incorporation de ses caractéristiques culturelles á la société locale". Social Compass 47 (2) 2000: 241-251.
Federico Squarcini: "In Search of Identity within the Hare Krishna Movement: Memory, Oblivion and
Thought Style". Social Compass 47 (2) 2000: 253- 271. (Hare Krishna)
Philip A. Mellor: "Rational Choice or Sacred Contagion? 'Rationality', 'Non-rationality' and Religion".
Social Compass 47 (2) 2000: 273-292. (Teoria)
Viajes y Religion
Tahar Labib: "L'islam et la fin du voyage: comment l'Autre est devenu Occident". Social Compass 47
(1) 2000: 11-18.
Nobutaka Inoue: "From Religious Conformity to Innovation: The New Ideas of Religious Journey and
Holy Places." Social Compass 47 (1) 2000: 21-32.
Roberto Cipriani: "Le voyage comme altérité". Social Compass 47 (1) 2000: 33-37.
Gary Gerstle: "American Freedom, American Coercion Immigrant Journeys in the 'Promise Land'".
Social Compass 47 (1) 2000: 63-76.
André Mary: "Voyage visionnaire et errance prophétique: du nomadisem à la fondation". Social
Compass 47 (1) 2000: 77-92.
Lisa Anteby: "Terres rêves brisés". Social Compass 47 (1) 2000: 93-99.
Número dedicado a laicidad:
Yuqui Shiose & Jacques Zylberberg: "Introduction: L'univers flou de la laïcité/ The Fuzzy World of
Laicity". Social Compass 47 (3) 2000: 299- 316.
Yuqui Shiose: "Japanese Paradox: Secular State, Religious Society". Social Compass 47 (3) 2000:
317- 328.
Raphaël Ntambue: "Laïcité et religion en Afrique: sphère d'humanisation?". Social Compass 47 (3)
2000: 329- 342.
Dominique MacNeill: "Religious Education and National Identity". Social Compass 47 (3) 2000:
343- 352.
Bérengère Massignon: "Laïcité et gestion de la diversité religieuse à l'école publique en France".
Social Compass 47 (3) 2000: 352- 366.
Lina Molokotos Liederman: "Religious Diversity in Schools: the Muslim Headscarf Controversy and
Beyond". Social Compass 47 (3) 2000: 367- 382.
Jean-Paul Willaime: "L'enseignement religieux à l'école publique dans l'Est de la France: une tradition
entre déliquescence et recomposition". Social Compass 47 (3) 2000: 383- 396.
Albert Bastenier: "La laïcité comme évasion idéologique: le cas du Parti Socialiste en Belgique".
Social Compass 47 (3) 2000: 397- 409.
18
Théologies de la libération. Alternatives Sud, Vol. VII (2000) 1
Éditorial: Les théologies de la libération, sources de résistance et d’espérance des peuples
Gustavo Gutiérrez (Pérou): Option pour les pauvres : bilan et enjeux
Rubén R. Dri (Argentine): Néo-libéralisme et théologie
Jung Mo Sung (Brésil): Théologie de la libération et exclusion sociale
Franz Hinkelammert (Costa Rica): La théologie de la libération dans le contexte économique et social
de l’Amérique latine
Valère Kambale Kandiki (Congo): Les Églises africaines pour une nouvelle approche de la théologie
de la libération
Mohammed Taleb (Algérie): Enjeux et perspectives de la théologie arabe chrétienne de la libération
Mohamed T. Bensaada (Maroc): Approche socio-historique des théologies islamiques de la libération
Samir Amin (Égypte): Vers une théologie islamique de la libération ? L’oeuvre de Mahmoud
Mohamed Taha
Wilegola Ariyadeva (Sri Lanka): Contribution bouddhiste au concept de libération
Ivone Gebara (Brésil): Théologie de la libération au féminin et théologie féministe de la libération
Leonardo Boff (Brésil): Écologie-théologie : il n’y a pas de ciel sans terre
Pablo Barrera Rivera (Équateur): Les exclus et la crise des paradigmes dans la théologie de la
libération
Document: Des témoins de la théologie de la libération en Asie: Mme Hyun Kyung, de Corée du Sud
et Aloysius Pieris, s.j., de Sri Lanka
Revistas reseñadas: Social Compass y Alternatives Sud
Nuevas autoridades de la Asociación
Durante la asamblea de los miembros de la Asociación de Cientistas Sociales de la Religión , realizada en
la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires, al finalizar las X Jornadas el día 6 de
octubre de 2000, fue escogida la nueva directoría para el bienio 2001-2002. Esta quedó constituída de la
siguiente manera:
Presidente : Cristian Parker, Chile
Vice-Presidente : Maria das Dores Campos Machado, Brasil
Secretario General : Carlos Alberto Steil, Brasil
Tesorero : Daniel Miguez, Argentina
Consejo de Dirección : Pablo Wright (Argentina); Juan Esquivel (Argentina); Cecilia Mariz (Brasil);
Pierre Sanchis (Brasil); Ricardo Salas Astrain ( Chile) y Renzo Pi Hugarte (Uruguay ).
Congresos
XI Jornadas sobre Alternativas Religiosas en Latinoamérica
Santiago de Chile, 3 al 5 de Octubre de 2001
"Crisis de lo religioso o religión en la crisis?"
19
Este evento científico que es organizado por la Asociación de Cientistas Sociales de la Religión del
Mercosur cuenta con el patrocinio del Instituto de Estudios Avanzados de la Universidad de Santiago (IDEAUSACH), del Instituto de Ciencias Religiosas de la Universidad Católica Cardenal R. Silva Henríquez y del
Centro de Estudios de la Realidad Contemporánea- Universidad Academia de Humanismo Cristiano.
Se busca analizar la diversidad del fenómeno religioso latinoamericano en el marco de los cambios
globales. Se pretende privilegiar espacios de intercambio interdisciplinarios en Mesas Redondas y en Grupos
de Trabajo bajo temas trasnversales que agrupen a diversos especialistas.
Comisión organizadora: Coordinadores: Cristián Parker (Universidad de Santiago de Chile) y Evguenia
Fediakova (Universidad de Santiago de Chile). Ricardo Salas (Universidad Católica, Cardenal Silva
Henríquez), Arturo Chacón (Universidad de Chile), Cristián Johansson (Pontificia Universidad Católica),
Bernardo Guerrero )Universidad Arturo Prat), Manuel Baeza (Universidad de Concepción), Hugo Strahsburger
(Universidad Católica Cardenal Silva Henríquez).
Informaciones: Marcela Solis, [email protected], Eugenia Fediakova, [email protected], Cristián
Parker, [email protected]
Asociación Latinoamericana para el Estudio de las Religiones (ALER) y
Seminario
Interdisciplinar de Estudios de la Religión (SIER). IX Congreso Latinoamericano sobre Religión y
Etnicidad : "La religión em el nuevo milenio. Una mirada desde los Andes". Lima, Perú. 5 al 8 de Agosto de
2002
Se invita a los estudiosos a proponer simposios temáticos a partir de estos diez grandes apartados, que
tratan de recoger los temas y las preguntas más importante sobre la religión latinoamericana: 1) teoría,
enfoques y métodos de la religión; 2) las dimensiones del hecho religioso; 3) los cambios religiosos; 4) la
evangelización de América Latina; 5) la herencia de la evangelización: el catolicismo popular; 6) el
pluralismo católico; 7) catolicismo sincrético y religión andina; 8) el complejo mundo evangélico; 9) viejas y
nuevas religiones autóctonas; 10) viejas y nuevas religiones orientales.
Informaciones: Comité organizador del Congreso; Dres. Catalina Romero o Manuel M. Marzal (Pontificia
Universidad Católica del Perú). E-mail: [email protected] o [email protected] o Secretaría
permanente de ALER: Dr. Elio Masferrer. E-mail: [email protected]
Página web del evento: www.pucp.edu.pe/eventos/congresos
III Encuentro Internacional de Estudios Sociorreligiosos. La Habana, Cuba. 3 al 6 de Julio de
2001. Auspicia: Departamento de Estudios Sociorreligiosos, del Centro de Investigaciones Psicológicas y
Sociológicas (CIPS). Informes: Dr. Jorge RamÌrez Calzadilla. Calle B No. 352 esquina a calle 15, Vedado.
Ciudad de La Habana. La Habana 10400, Cuba. Tel: (537)31-3610 y 3-5366. Fax: (537)33-4327. email:
[email protected]
IV Reunión de Antropología del Mercosur. Curitiba, Paraná- Brasil. 11 al 14 de noviembre de
2001. Informaciones: Departamento de Antropologia/ Universidade Federal de Paraná. En internet:
www.idealiza.com.br/antropologia E-MAIL: [email protected]
Simposio (Mesa) Diálogos (extra)religiosos en la cultura contemporánea y Forum (GT) Olhares e
diagnósticos sobre os movimentos religiosos na atualidade . Coordinadores : Alejandro Frigerio y Ari Oro.
Simposio (Mesa): Juventud, Ciencias Sociales y Religión Coordinadores: Pablo Semán, Regina Novaes y
Marcelo Carmuca
The Society for the Anthropology of Religion Spring Conference. Cleveland, Estados Unidos. 5 al 7
de Abril de 2002. Downtown Marriott at Key Center in Cleveland. Informaciones: Tom Csordas, SAR
President. email: [email protected]
The 2002 International Conference Minority Religions, Social Change, and Freedom of Conscience.
Salt Lake City, Utah, Estados Unidos. 20-23 de Junio de 2002. Organizadores: University of Utah y
CESNUR (Center for Studies on New Religions), Turin, Italia, en cooperación con: ISAR (Institute for the
Study of American Religion) y Brigham Young University International Center for Law and Religion Studies.
CALL FOR PAPERS: Enviar tres copias de un CV breve y una propuesta de una página hasta el 31 de Enero
20
de 2002 a los siguientes emails: CESNUR: [email protected]; Michael W. Homer: [email protected] y W.
Cole Durham, Jr., [email protected], o por correo a: CESNUR, Via Confienza 19, 10121 Torino,
Italy; Michael W. Homer, Esq. at SUITTER AXLAND, 175 South West Temple, Suite 700, Salt Lake City,
UT 84101, U.S.A.; W. Cole Durham, Jr., BYU International Center for Law and Religion Studies, Brigham
Young University, 412 JRCB, Provo, UT 84602, U.S.A.
International Cultural Encounter on History, Culture and Society in the African Diaspora. Regla,
Cuba. 2 al 9 de Enero de 2002. Temáticas relacionadas con las religiones Afrocubanas, como Osha-Ifá,
Abakuá y Bantoid. Organizado por el Proyecto Orunmila con la colaboración del Museo de Regla y la
Organización Unidad Abakuá. Auspician: Universidad de Habana, Departamento de Etnología del Centro de
Antropología de la Academía de Ciencias de Cuba, la Asociación Cultural Yoruba de Cuba, la Casa de África
de la Oficina del Historiador de la Ciudad y la Fundación Fernando Ortiz. Envio de resumenes de hasta 250
palabras y pagamento de matrícula hasta el 15 de Septiembre de 2001. Informaciones: [email protected] o
[email protected]
II Jornadas de Religión, Sociedad y Derechos Humanos. Buenos Aires. 7 al 10 de mayo de 2002.
Organizan: Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires y Centro de Derechos Humanos
"Emilio Mignone", Universidad Nacional de Quilmes. Temas propuestos: la relación entre instituciones
religiosas y poder político (perspectiva histórico política), el universalismo de los derechos y los
particularismos religiosos (perspectiva filososófico-antropológica) y el nuevo estilo de creyente y sus posturas
éticas (perspectiva ético sociológica). Informes: Luisa Ripa. Universidad Nacional de Quilmes. Roque Sáenz
Peña 180. (B1876BXD) Bernal, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Tel.: (011) 4365-7100, int. 133; fax
4365-7120 [email protected] y [email protected]
III Congreso Europeo de Latinoamericanistas . Amsterdam, 3-6 de Julio de 2002 . Tema: Cruzando
fronteras en América Latina . Información: http://www.cedla.uva.nl/ceisal-2002
E-mail :
[email protected] Coordinadora Area de Religión: Marjo de Theije (Universidad Libre, Amsterdam). Email: [email protected] DEADLINE para abstracts : 1 de junio del 2001.
2002 Meeting: Association for the Sociology of Religion. 15-17 de agosto. Essex Inn, Chicago,
Estados Unidos . Tema: Freedom and control. Información: ASR Program Chair. Grace Davie, Department of
Sociology, Amory Building, University of Exeter, Exeter, EX4 4RJ, UK. Email: [email protected]
ASR website: www.sociologyofreligion.com . DEADLINE para abstracts : 15 de febrero de 2002.
2002 Meeting: Society for the Scientific Study of Religion. 31 de octubre- 3 de noviembre. Salt Lake
City, Utah , Estados Unidos . Tema: Practicing religion in the 21st. century. Información: SSSR Program
Chair. Penny Edgell Becker. Dept. of Sociology, Cornell University, 323 Uris Hall, Ithaca , NY 14850. EEUU.
E-MAIL: [email protected] DEADLINE para abstracts : 15 de marzo de 2002.
Asociación de Cientistas Sociales de la Religión en el Mercosur
Editores del Newsletter: Alejandro Frigerio y Eloísa Martín
Dirección : Las Heras 3875/11A - (1425) Buenos Aires.
E-MAILS: [email protected] y [email protected]
21

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