Philippe Grandjean (1666

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Philippe Grandjean (1666
Philippe Grandjean (1666-1714)
Nascido na cidade de Mâcon, em 1666, Grandjean
foi gravador de punções e conservador da
Fonderie Royale. Destacou-se pela criação da
Roman du Roi.
Os caracteres gravados por Grandjean foram
utilizados pela primeira vez em 1702, em
Paris. A Roman du Roi teve o seu uso restrito à
Imprimerie Royale, mas influenciou a fundição de
tipos comerciais.
Os tipos desenhados por Philippe Grandjean
romperam com a tradição dos caracteres criados
por Jenson, Griffo e Garamond e abriram caminho
para caracteres muito diferentes, baseados em
construções rigorosas, nos quais passa a existir
um contraste muito mais acentuado entre as
hastes grossas e finas.
O Grandjean ou Romain du roi, de certa maneira a primeira das
Didones, foi o único tipo usado na ‘Imprimerie Royale’ até 1811.
Foram gravados 21 corpos entre 1693 et 1745.
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Philippe Grandjean (1666-1714)
No século XVI, em plena Renascença, a melhor
tipografia europeia vinha de França, mas já no
fim do século a herança de Claude Garamond e
Jannon entrou em declínio.
Para ressuscitar o esplendor francês, foi fundada
em 1640 a Imprimerie Royale por decreto real.
No reinado do monarca absolutista Louis XIV,
uma comissão real composta por dez especialistas
investigou e debateu, a partir do ano de 1692,
um tipo totalmente novo: o de Philippe Grandjean
– aprovado em 1702.
Grandjean morre em 1714, em Paris.
O Romain du roi, “o mais belo de todos os tipos”, é baseado em
conceitos matemáticos, construído sobre uma malha ortogonal, rígida
e já não tinha afinidade com os padrões caligráficos de outrora.
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Adobe Caslon Pro,
Carol Twombly, 1990 (1725)
Grandes tipógrafos • Caslon I
William Caslon I
Inglaterra *1692 †1766
Designer de tipos
Puncionista
Impressor
Editor
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William Caslon I (1692-1766)
William Caslon I nasceu em Cradley,
Worcestershire, no ano de 1692. Aprendeu em
Londres o ofício de gravador de espingardas e de
toolmaker.
Na capital montou o seu negócio em 1716, e
mais tarde tornou-se gravador e fornecedor de
punções e ferramentas para os encadernadores
de livros.
Caslon teinha um ótimo tino para o marketing dos
seus produtos e montou em 1720 a sua fundição
ao lado da Oxford University Press.
Caslon, artesão de qualidade e artista de talento, foi também um
bom homem de negócios. Estas qualidades garantiram seu sucesso
profissional e comercial. Foi o fundador do typeface founting britânico.
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William Caslon I (1692-1766)
Os vários tipos de Caslon que apareceram em
1722 eram fáceis de ler e de desenho simples, e
rapidamente se popularizaram no Reino Unido e
nas colónias americanas.
O desenho de tipos de Caslon inspirava-se nos
desenhos holandeses. O forte do typeface design
de Caslon não estava na habilidade de criar
formas de letras perfeitas, mas em criar tipos
robustos.
“Assim como Shakespeare deu à Inglaterra um teatro nacional,
Caslon deu ao país um tipo nacional” — Haley, Alan. History of Type.
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William Caslon I (1692-1766)
No início do século XVIII, os impressores ingleses
compravam e utilizavam as fontes holandesas,
pois a manufactura de tipos na Inglaterra era
insignificante.
Durante o século XVII, os tipos holandeses —
chamados hoje Old Style — preponderaram na
Europa, mas no final do século, cerca de 1692,
Philippe Grandjean, gravador de punções francês,
criou o tipo Roman du Roi.
Caslon 540, Kingsley para ATF.
Distribuida pela Bistream.
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William Caslon I (1692-1766)
Em pouco tempo, a Caslon Letter-Foundry tornouse a mais importante fornecedora de tipos para a
maioria dos impressores de qualidade em ambos
os continentes (a Declaração de Independência
dos EUA viria a ser composta com tipos Caslon
em 1776).
Em apenas dez anos, Caslon tornara-se o
principal fundidor de tipos de metal em Londres.
Caslon lucrou com o seu negócio de tipos; a sua
Letter-Foundry estava organizada para produzir
em série, com uma divisão de tarefas específica –
trabalhando de modo industrial, portanto.
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William Caslon I (1692-1766)
Em 1727 Caslon teve de mudar sua oficina
tipográfica para um prédio maior. Nesse ano o
monarca George II agraciou-lhe com um posto de
Juiz de Paz.
Caslon publicou em 1734 um mostruário com 38
fontes, as quais incluíam 7 Titlings, de 16 até
60 pontos; 14 Romans e Italicks, de minúsculos
5 até 48 pontos, 2 Saxon e 2 Blackletter, além
de Armenian, Coptic, Gothic, Samaritan, Syriac,
Arabic, Hebrew, Greek e seis variantes de Flowers
& Borders. 35 das 38 fontes mostradas tinham
sido gravadas por Caslon.
William Caslon I morreu em 1766.
Caslon I — e os três descendentes da sua estirpe (W. Caslon II, III e
IV) — criaram uma tradição de tipos funcionais que continuou até aos
tempos da Times New Roman.
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Grandes tipógrafos • Baskerville
John Baskerville
Inglaterra *1706 †1775
Designer de tipos
Fundidor de tipos
Impressor
Entalhador de pedra
ITC New Baskerville, Equipe Linotype, 1978 (1757)
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John Baskerville (1706-1775)
John Baskerville nasceu em 1706 em Sion Hill,
Worcester. Por volta de 1723, já trabalhava como
professor de caligrafia e gravador de lápides. No
ano de 1740 iniciou em Birmingham um negócio
de lacas e vernizes — empresa que o tornou
abastado.
Mas foi só em 1750 que começou a fazer
experiências com a fabricação de papel, a
elaboração de tintas, a fundição de tipos e a
impressão – uma espécie de hobby, que cada vez
mais o fascinava (e mais lhe pesava no bolso).
Em 1754, John Baskerville, já com uns avançados
48 anos de idade, desenhou o seu primeiro tipo,
sendo as punções gravados por John Handy,
artesão com o qual trabalhou 28 anos.
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John Baskerville (1706-1775)
Em 1577, a sua primeira obra impressa, a
Bucolica do poeta romano Virgílio, em formato inquarto, causou sensação na Europa.
Em 1758, Baskerville é nomeado impressor oficial
da Universidade de Cambridge, onde publica, em
1763, a sua obra-mestra tipográfica, uma Bíblia
in-folio, impressa com os seus próprios tipos,
tinta e papel.
É curioso o fato de o ateu convicto Baskerville ter
impresso a mais famosa das edições inglesas da
Bíblia.
Os livros impressos por JB eram caros, direcionados à elite. Para
obter uma tiragem de 1.500 exemplares, imprimia 2.000 afim de
selecionar folhas de cor perfeitamente uniforme. Usava os tipos
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móveis que fundia uma única vez.
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John Baskerville (1706-1775)
Nas suas edições, John Baskerville usava poucos
elementos decorativos, e esta tendência sóbria
influenciou profundamente a evolução do design
editorial, tanto nas Ilhas Britânicas, como no
Continente.
A paginação praticada foi radicalmente diferente.
Baskerville usou nos seus layouts espaços entre
linhas bem abertos e páginas com margens
extremamente generosas.
Ele ultrapassou a opulenta ornamentação
tipográfica que então estava em moda. Elegeu
a simplicidade e sobriedade, tanto na feitura
dos seus tipos, como nas suas edições. As
páginas elegantes e sóbrias seguem um layout
enfatizando grandes margens brancas.
A austera e majestosa sobriedade de Baskerville foi uma importante
inspiração para os mestres Didot e Bodoni.
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John Baskerville (1706-1775)
John Baskerville faleceu no ano de 1775 em
Birmingham.
Sua viúva - Mrs. Sara Eaves - manteve a oficina
tipográfica operativa até 1777. Depois vendeu a
maioria dos tipos ao dramaturgo Beaumarchais,
que os usou para imprimir a sua edição de 70
volumes da obra de Voltaire.
Em vida o abastado comerciante de lacas e
vernizes, mestre calígrafo, gravador de letras,
impressor e membro da Royal Society of Arts,
quis superar as letras de William Caslon, dandolhes formas mais largas, redondas e leves.
Foi o inventor de alguns aperfeiçoamentos na
prensa tipográfica e, em conjunto com o papeleiro
James Whatman, introduziu melhoramentos no
papel, tornando-o mais liso.
Entre 1757 e 1775, data da sua morte, Baskerville imprimiu mais de
cinquenta obras.
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Grandes tipógrafos • Bodoni
Giambattista Bodoni
Itália *1740 †1813
Designer de tipos
Puncionista
Fundidor de tipos
Tipógrafo
Impressor
Editor
Entalhador
Bodoni MT, Monotype, 1999 (1798)
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Giambattista Bodoni (1740-1813)
Nasceu a 16 de Fevereiro de 1740 em Saluzzo, no
Piemonte. Ali aprendeu na oficina do pai o ofício
de tipógrafo e a arte de gravar tipos.
Com 18 anos partiu para Roma, para completar
os estudos. Primeiro gravou punções e vinhetas;
de 1758 a 1766 trabalhou como compositor na
editora poliglota Propaganda Fide – o que explica
o seu interesse precoce por idiomas, letras e
culturas estrangeiras.
Estudou línguas orientais na uni­versidade católica
La Sapienza, edita publicações exóticas. Em 1762
imprimiu a sua primeira obra: um missal árabecopta e um Alfabeto Tibetano, do Padre Giorgi.
“Rei dos impressores, impressor dos reis”. O maior impressor e
tipógrafo italiano de sempre foi Bodoni.
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Giambattista Bodoni (1740-1813)
Em 1767, Bodoni foi chamado para dirigir a
imprensa do grão-duque Ferdinando di Parma. Os
seus tipos e as suas elegantíssimas impressões
garantem-lhe a admiração incondicional dos seus
contemporâneos.
Em 1771, Bodoni edita a sua primeira obra
tipográfica, Fregi e Majuscole, com a qual inicia
uma série de ma­nuais técnicos saídos dos seus
prelos. Espalha estes manuais por toda a Europa,
para fazer propaganda à sua Oficina Typografica.
Em 1782, Bodoni foi promovido a impressor régio
por Carlos III de Espanha.
A partir de 1790, o grão-duque de Parma
permite-lhe a exploração de uma oficina
particular. Ali são impressas magníficas edições
dos clássicos gregos, romanos e italianos.
No mesmo ano em que torna-se impressor régio imprime o Essai de
Charactères Russes, composto quando da visita do czar russo à sua
oficina.
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Giambattista Bodoni (1740-1813)
Nos últimos anos, Bodoni trabalhou por
encomenda do rei de Nápoles na edição dos
clássicos da literatura fran­ce­sa: Fenelon, Racine,
La Fontaine, Boileau.
Bodoni morreu no ano de 1813 em Parma; em
1818, a sua viúva publicou em dois volumes,
somando 543 páginas, o Manuale Tipografico, que
Bodoni preparara ao longo de 50 anos.
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Giambattista Bodoni (1740-1813)
Os tipos Bodoni foram o resultado de 250 anos de
evolução no design do tipo romano: linhas finas
e subtis contrastam fortemente com hastes mais
pesadas.
Os caracteres de Giambattista Bodoni também
são determinados pelo seu forte acento vertical.
Com uma alternância estudada do corpo da letra
nas linhas dos títulos e um cuidado especial
na escolha dos papeis e das tintas, a página é
“Os caracteres criados por Bodoni caracterizam-se ampla, simples, com margens e espaçamentos
agora sobretudo pela passagem cuidadosamente
entre linhas generosos e grandes áreas da página
estudada do traço fino ao traço grosso, num jogo em branco.
de claro escuro que é também o jogo em que é
baseada a página bodoniana.
A procura de clareza e luminosidade da página é
reforçada pelo uso de tipos com altura-x reduzida
e longos ascendentes e descendentes.
Esta dialéctica do branco e negro dos caracteres é
já, claramente, neo-clássica.
BICKER , 2001.
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A dinastia Didot
A dinastia Didot marcou ao longo de cinco
gerações de forma indelével a qualidade da
tipografia francesa e europeia.
Os seus membros mais destacados são, por
ordem cronológica:
O filho mais velho de François, foi livreiro a partir
de 1753, tomou a oficina tipográfica e a imprensa
do seu pai em 1757 e começou a pôr em prática
várias inovações técnicas importantes:
1. Os célebres Caracteres Didot;
• François Didot (1699-1757);
• François-Ambroise Didot (1730-1801);
• Firmin Didot (1764-1836).
2. O prelo de um só movimento, que substituiu
a madeira por ferro, mármore e cobre e tornou a
impressão mais rápida e a pressão mais forte;
O fundador do clã, nasceu e morreu em Paris
Entre as suas edições sobressai a Histoire
générale des Voyages de l’abbé Prévost, em 20
volumes in-quarto.
3. O “ponto tipográfico” que a partir de 1757
passou a ser unidade de medida dos tipos;
4. O papier vélin, que mandou fabricar pela
Oficina Johannot. Este papel velino já não
exibe as linhas de rede das formas dos moldes;
substitui o papel avergoado.
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Grandes tipógrafos • Didot
Firmin Didot
França *1764 †1836
Designer de tipos
Puncionista
Fundidor de tipos
Tipógrafo
Impressor
Editor
Linotype Didot,
Adrian Frutiger, 1991 (1784)
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Firmin Didot (1764-1836)
Firmin Didot, o segundo filho de FrançoisAmbroise Didot, nasceu em Paris e morreu em
Mesnil-sur-l’Estrée.
Dirigiu a partir de 1789 a fundição do seu pai,
onde aperfeiçoou ainda mais a qualidade dos
caracteres, aumentando ao mesmo tempo a sua
variedade.
Firmin Didot foi o mais notável tipógrafo da
dinastia Didot, responsável por pôr em prática o
mencionado sistema de pontos.
De 1783 a 1784 produziu a primeira romana
classicista e imprimiu Gerusalemme Liberata, de
Tasso. Este tipos já não eram os que usara o seu
avô François Didot, mas um tipo novo, a primeira
verdadeira “romana classicista”, austera, imperial.
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Firmin Didot (1764-1836)
De 1783 a 1784, a Fundição Didot produziu a
primeira romana neo-classicista e usou-a para
imprimir a obra Gerusalemme Liberata de Tasso.
Já não era a letra que usara François Didot (avô
de Firmin) para vários trabalhos de encomenda,
mas uma romana nova, fácil de ler, apesar de
levar traços e remates muito finos, contrastando
com hastes grossas — e apesar da sua
pronunciada modulação vertical.
O papier vélin proporcionava uma melhor
superfície de impressão necessária aos tipos de
Didot, caracterizados por remates e terminais
ultra-finos — detalhes distintivos das romanas
neo-classicistas francesas e italianas.
Firmin Didot gravou vários corpos e um corte cursivo deste tipo
quando contava apenas 19 anos de idade.
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Firmin Didot (1764-1836)
Nos anos seguintes a 1786, Firmin Didot forçou
ainda mais os contrastes do seu tipo e decidiu
gravar – pela primeira e última vez na história da
tipografia – um jogo de tipos com incrementos de
apenas meio ponto (10,0 / 10,5 / 11,0 pontos,
etc).
O tipo “moderno” de Firmin Didot converteu-se
nos seguintes anos no tipo francês por excelência,
padrão nacional para as publicações francesas.
Firmin Didot passou a ser a suma autoridade
tipográfica em França, e em consequência desta
notoriedade Napoleão Bonaparte nomeou-o
Director da Fundição Imperial, título que
ostentaria até à sua morte, em 1836.
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O que são pontos e como medir caracteres?
Os tipos da tipografia em metal eram elementos
físicos e como tal era impossível não percebe-los
como um conjunto de blocos.
A idéia de relacionar os diferentes corpos de um
mesmo conjunto de desenhos de uma maneira
lógica entre si foi proposta inicialmente pelo
impressor Joseph Moxon em seu Mechanick exercises
de 1683.
Todavia, a primeira ação para sistematizar os
tamanhos dos corpos foi de Jean Truchet da Real
Academia de Ciências Francesa, em 1695.
Um sistema duodecimal baseado na terminologia
e divisões de uma unidade de medida vigente na
época (O Pé do Rei) foi usado pela Imprensa Real.
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Em 1783 François Ambroise Didot (pai do Firmin
Didot) revisou este sistema e batizou sua menor
unidade de points (pontos) e a utilizou para medir
tamanhos de corpos de tipos.
Britânicos e Norte Americanos demoraram para
adotar o sistema de pontos e ao fazerem
promoveram algumas alterações. Em 1872 este
novo sistema foi introduzido pela Marder, Luse &
Co. em Chicago depois de um incêndio que os
obrigou a re-estruturar a fábrica.
Em 1985 com a adoção do formato Adobe de página
pelos softwares Apple o tamanho do ponto foi
estabelecido em exatamente 1/72 poelgadas.
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O que são pontos e como medir caracteres?
12 pontos Didot = 1 cícero (utilizado para medir linhas de texto)
1 ponto Anglo/Americano = 0.166666 polegadas
12 pontos Anglo/Americanos = 1 paica
1 ponto Anglo/Americano = 0.166044 (em 1886)
1 ponto Adobe/Apple = 1/72 polegadas
Existem 12 pontos em 1 paica e aproximadamente 6 picas em 1 polegada.
Logo 1 polegada tem aproximadamente 72 pontos.
1 polegada = 2.54 centímetros
1 ponto Adobe/Apple = 0.035277777778 centímetros
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– fatos importantes até Paul Renner –
1796/97
Litografia
Alois Senefelder, Alemanha
1803
1ª “Fat Face”, por Robert Thorne
1815
Aparição da Slab-Serif (Two Lines Pica) e das letras
tridimensionais (Five Lines Pica, In Shade) de
Vincent Figgins
1816
Introdução do 1º tipo sem serifa.
Two-line English Egyptian,
William Caslon IV
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– fatos importantes até Paul Renner –
1821
Jean François Champollion decifra os hieroglifos da
Pedra Roseta.
1826
1ª fotografia
Joseph Niepce, França.
1827
Tipos display de madeira
Darius Wells, New York.
1834
Pantógrafo
por William Leavenworth, New York.
1855
Fotolitografia,
Alphonse Louis Poitevin, químico françes.
1852
Fotos reproduzidas por reticulagem
Henry Talbot, Inglaterra.
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– fatos importantes até Paul Renner –
1873
Máquina de escrever manufaturada da Remington.
Fontes monoespaçadas
1886
Linotype, Ottmar Mergenthaler
1887
Monotype, Tolbert Lanston
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Barros Melo época (O Pé do Rei) foi usado pela Imprensa Real.

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