A LÍNGUA PORTUGUESA NA LÍNGUA DOS LOCUTORES DE

Transcrição

A LÍNGUA PORTUGUESA NA LÍNGUA DOS LOCUTORES DE
TCC I – Trabalho de Conclusão de Curso I
Universidade Federal de Santa Maria
Centro de Educação Superior Norte – RS
Departamento de Ciências da Comunicação
Curso de Comunicação Social – Jornalismo
27 de junho a 08 de julho de 2011
A LÍNGUA PORTUGUESA NA LÍNGUA DOS
LOCUTORES DE TELEVISÃO: UM ESTUDO DOS
NÍVEIS LINGUÍSTICOS DO PROGRAMA
CENTRAL DA COPA
LAIZE ZANON TURRA
Artigo científico apresentado ao Curso de Comunicação Social – Jornalismo como
requisito para aprovação na Disciplina de TCC I, sob orientação do Prof. Elias José
Mengarda e avaliação dos seguintes docentes:
Prof. Elias José Mengarda
Universidade Federal de Santa Maria
Orientador
Prof. Fabio Silva
Universidade Federal de Santa Maria
Prof. Luciane Figueiredo Pokulat
Universidade Federal de Santa Maria (CAFW)
Prof. Karen Cristina Kraemer Abreu
Universidade Federal de Santa Maria
(Suplente)
Frederico Westphalen, 20 junho de 2011
2
A Língua Portuguesa na Língua dos Locutores de Televisão: um estudo dos níveis
linguísticos do programa Central da Copa
Laize Zanon Turra1
Elias José Mengarda2
RESUMO
Este artigo estuda os níveis de linguagem no programa esportivo e televisivo Central da
Copa, a fim de analisar como os participantes (locutores) se comportam
linguisticamente no contexto comunicativo televisivo. O corpus é formado por quatro
edições do programa Central da Copa, 2010. Foram analisadas cinco categorias (usos
pronominais, marcadores discursivos, apagamento do “r” final, apagamento dos
ditongos e emprego do verbo estar). Foi possível observar que os participantes, com
destaque para o apresentador, usam predominantemente o nível informal (coloquial).
Esperava-se que, por ser um contexto de comunicação televisivo, mesmo sendo de
debate, com participantes de idades variáveis, a linguagem fosse mais formal e não
preponderantemente tão coloquial como os dados analisados revelaram.
PALAVRAS CHAVE: Central da Copa; Linguagem Formal; Linguagem Coloquial;
Usos Linguísticos
1 INTRODUÇÃO
O homem é um ser de comunicação. No seu cotidiano a oralidade e a escrita
desempenham papel fundamental para a sua sobrevivência. O desenvolvimento da
oralidade tem uma longa história e está ligada à evolução da espécie humana. Há mais
ou menos 4 ou 5 milhões de anos, segundo os paleontólogos, nossos ancestrais já
desenvolviam um tipo de linguagem semelhante a grunhidos, a qual eles utilizavam para
se comunicarem. Com a evolução, os ancestrais começaram a fazer desenhos em
cavernas, as pinturas rupestres, que são considerados por muitos como o primeiro passo
para o surgimento da escrita e consequentemente o aperfeiçoamento da oralidade, até
chegarmos na forma como hoje nos comunicamos.
Mesmo com todos os aparatos tecnológicos já desenvolvidos, ainda não se tem
a exata precisão de quando, onde e quem fez surgir a oralidade, quem foi o primeiro a
1
Acadêmica do 7º semestre do curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo da UFSM/Cesnors.
2
Orientador do trabalho. Professor do curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo da UFSM/Cesnors.
3
falar. O que de mais certo podemos afirmar é que sem a linguagem não vivemos. Breton
e Proulx (2006, p. 17) completam: “A linguagem exerce um papel fundamental na
comunicação social. Por isso ela é o ponto de partida, a mais antiga camada
arqueológica [...]”. Linguagem essa que tem como primeira divisão a oralidade e escrita.
Se considerarmos já a linguagem escrita como rica, podemos dizer que a
linguagem oral é ímpar. É tão rica, que dentro de um mesmo estado podemos ter
variações lexicais, sintáticas, morfológicas e fonéticas. Muitas dessas variações são
consideradas como “erradas”, por não seguirem as regras gramaticais. Mas será que
podemos considerar uma palavra que faz parte de uma cultura como errada?
Principalmente se um número de pessoas já a usa no cotidiano e, como consequência,
faz parte das conversas que são entendidas por um grupo? De acordo com Possenti
(apud FARACO e TEZZA, 2007, p. 49), se levarmos em conta somente o conceito da
gramática que cobre apenas uma variedade linguística, quem não seguir essas regras
estará falando de maneira “incorreta”, estará fazendo um uso inadequado da língua
padrão.
Definir língua desta forma é esconder vários fatos, alguns escandalosamente
óbvios. Dentre eles está o fato de que todos ouvimos diariamente pessoas
falando diversamente, isto é, segundo regras parcialmente diversas, conforme
quem fala seja de uma ou outra região, de uma ou outra classe social, fale
com um interlocutor de um certo perfil ou de outro, segundo queira vender
uma imagem ou outra. Esta definição de língua peca, pois, pela exclusão da
variedade, por preconceio cultural (POSSENTI apud FARACO E TEZZA,
2007 p. 49).
Se considerarmos mais fatos linguísticos vemos que a língua varia. Possenti
(apud FARACO e TEZZA, 2007, p. 49) complementa: “Não se sabe de nenhuma língua
que seja uniformemente falada por velhos e jovens, homens e mulheres, pessoas mais
ou menos influentes, em qualquer cirscunstância.”
A língua pode ser considerada um conjunto de variedades (FARACO e TEZZA,
2007). Ela não é uma realidade homogênea ou uniforme. A tradição escolar enfatizou
que as ocorrências linguísticas podem ser divididas em dois grupos: o certo, que seriam
as formas gramaticais escolares (gramática ideal ou língua padrão), e o errado, que seria
a língua (tanto escrita, quanto falada – língua coloquial) que convivemos diariamente.
Mas não podemos definir os usos linguísticos como errados, o que podemos, é dizer que
houve uma inadequação em relação a língua padrão.
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Já quando se fala em jornalismo em um nível geral, a questão formal entra em
destaque. É um ramo que ainda não dá tanta abertura para a linguagem coloquial. Um
dos motivos para isso é que foi condicionado que linguagem formal é a “certa”,
enquanto a coloquial é considerada “errada”. Mas algumas editorias jornalísticas tem
um vocabulário peculiar. A editoria esportiva é um exemplo. Esportes, como o futebol,
têm um linguajar todo particular. No jornalismo televisivo essas gírias futebolísticas
faladas em campo pelos jogadores são passadas aos telespectadores através de
narradores, comentaristas e apresentadores.
Durante a Copa do Mundo de 2010, a Rede Globo lançou um programa
esportivo que ia ao ar antes e após as partidas, e também à noite, para a análise do que
havia acontecido durante aquele dia. O programa intitulado Central da Copa, era
comandado pelo jornalista Tiago Leifert, possuidor de um estilo irreverente na
apresentação, um estilo conversacional. E isso se deve a ele não usar como guia o
teleprompter (equipamento conectado às câmeras de vídeo que exibe o texto a ser lido
pelo apresentador). O que o ajuda na condução do programa é apenas uma folha, com o
assunto que será tratado. O resto é por conta do apresentador, que improvisa na hora
tudo o que vai falar. Outra diferenciação desse programa é a plateia que interage
constantemente com o apresentador, fazendo-lhe perguntas. Sendo assim, ele fica
sujeito a deslizes no português formal, fazendo uso da linguagem coloquial, por não ter
o guia como os demais apresentadores e por ter a plateia interagindo.
Assim, através da análise do programa esportivo Central da Copa, transmitido
pela Rede Globo, que foi ao ar durante os meses em que ocorreu a Copa do Mundo da
África do Sul, pretendemos ver se o apresentador do programa, Tiago Leifert, por não
usar teleprompter como guia na apresentação, e os convidados, tanto comentaristas
quanto a plateia, cometem muitos deslizes na língua portuguesa formal, utilizando- se
de artifícios da linguagem coloquial na apresentação. Outras questões inter-relacionadas
que serão desenvolvidas diz respeito à definição do que são níveis de linguagem dentro
da língua portuguesa, à definição da linguagem televisiva, assim como entender o
porquê da mudança editorial nos programas esportivos da Rede Globo de Televisão.
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2 LINGUAGEM E CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM
A linguagem humana tem diferentes concepções. Koch (2007, p. 7) faz essa
divisão: “a. Como representação (“espelho”) do mundo e do pensamento; b. como
instrumento (“ferramenta”) de comunicação; c: como forma (“lugar”) de ação ou
intenção.” A primeira concepção é a mais antiga e explica que o objetivo da língua é
refletir o pensar do homem e o que ele sabe sobre o mundo. A segunda teoria explana
sobre mensagem, código, emissor e receptor. Assim para haver comunicação precisamos
de um código, que no caso é a língua portuguesa, pelo qual um falante (emissor) vai
transmitir uma mensagem a outro falante (receptor). A última teoria diz que a linguagem
é uma forma de interação, de conhecimento do próximo.
Já Benjamin (apud LEITE, 2010, p. 3) não divide a linguagem. Para o autor tudo
é linguagem:
[…] todas as manifestações da vida intelectual do homem podem ser
concebidas como uma espécie de linguagem. As manifestações na poesia, na
técnica ou na música, seriam linguagem. Essa forma de linguagem estaria
orientada para a comunicação de conteúdos intelectuais, pois toda
comunicação de qualquer conteúdo é linguagem. Benjamin descarta de saída
as posições que propõem a linguagem como apenas uma forma de
comunicação de conteúdos, como mediadora de determinadas significações,
pois ele compreende que a existência da linguagem, não se reduz às
manifestações da vida intelectual do homem, mas acaba por se estender “pura
e simplesmente a tudo.”
De acordo com os pragmáticos ou teóricos da enunciação (FIORIN, 2006),
(KOCH, 2007), não existe a não-comunicação. Ou seja, tudo comunica, mesmo quando
nós não queremos nos comunicar. Um bocejar, pode ser um movimento involuntário,
mas está comunicando que você está com sono. Koch (2007, p. 12) explica que dentro
da comunicação, existem condições de produção que influenciam o que o emissor quer
transmitir através da mensagem. O tempo, lugar, papéis representados pelos
interlocutores, imagens recíprocas, relações sociais e objetivos visados na interlocução,
vão “determinar a que título aquilo que se diz é dito.”
2.1 Língua e Norma
Entende-se por norma os usos linguísticos historicamente e culturalmente
consolidados pelos falantes. Para compartilhar da mesma norma, primeiramente
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precisamos ter um código comum, no nosso caso, a língua portuguesa. Como referido
anteriormente, ela não é homogênea, pois vivemos em um país com muitas culturas,
diferenças sociais, etárias. E essas diferenças, Azeredo (2008) define como norma. Tais
como: norma regional, norma familiar, norma social, norma profissional e norma etária.
Dentro das normas definidas por Azeredo vemos muitas diferenças lexicais.
Quando falamos em norma regional, e fazemos a comparação da linguagem do Rio
Grande do Sul com a do Rio de Janeiro, podemos notar que no sul, o pronome “tu” é
bastante utilizado, já no Rio, isso não acontece. Lá o que se utiliza é “você”, e até
mesmo “cê(s)”. Sobre o assunto, Possenti (apud FARACO E TEZZA, 2007, p. 49) fala:
“Não se sabe de nenhuma língua que seja uniformemente falado por velhos e jovens,
homens e mulheres, pessoas mais ou menos influentes, em qualquer circunstância”.
Mas mesmo não havendo uma forma linguística que seja considerada melhor,
sempre procuramos escolher as palavras mais adequadas ao contexto da fala. E a partir
da fala podemos descobrir detalhes sobre as pessoas.
Nós costumamos “medir nossas palavras”, entre outras razões, porque nosso
ouvinte vai julgar não somente o que se diz, mas também quem diz. E a
linguagem é altamente reveladora: ela não transmite só informações neutras;
revela também a classe social, a região de onde viemos, o nosso ponto de
vista, a nossa escolaridade, a nossa intenção (FARACO E TEZZA, 2007, p.
51-52).
2.2 Metaplasmos: transformações na linguagem oral
Como já referido nos outros itens, a língua passa por muitas transformações ao
longo do tempo, e as transformações no campo fonético, damos o nome de
metaplasmos. Podemos notar isso nas conversas cotidianas, onde formas usuais léxicas
são transformadas. De acordo com Botelho (1993) observamos na língua portuguesa
metaplasmos de aumento, supressão, transposição e transformação, e, assim, novas
formas de vocábulos são criados.
Os metaplasmos de aumento, como o nome já diz, ocorrem quando inserido um
fonema a mais no vocábulo. Os de supressão ocorrem quando retirados, suprimidos
vocábulos. Essa categoria de metaplasmo é dividida em:
a) Aférese: é caracterizado quando, no ínicio do vocábulo, é suprimido um fonema
ou sílaba. Está tranforma-se em tá.
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b) Apócope: esse, ao contrário da aférese, ocorre quando suprimido um fonema no
fim da palavra. Ser transforma-se em sê.
c) Síncope: supressão dos fonemas no meio dos vocábulos. Também vira tamém.
d) Haplologia: é a supressão da primeira de duas sílabas que possuem semelhança
sonora. Ex: entretenimento vira entretimento.
Os metaplasmos por transposição ocorrem quando há deslocamento da posição
dos fonemas ou a mudança do acento tônico de palavras. Já os metaplasmos de
transformação como o nome já auto-explica, acontecem quando um fonema se
transforma passando a ser outro fonema diferente. Essa categoria se divide em
subcategorias, mas aqui serão explicadas apenas as que poderão ocorrer no programa
analisado neste artigo:
Monotongação: ocorre quando um ditongo transforma-se em vogal. Beijo vira
bejo.
2.4 Níveis da Linguagem
Para haver a comunicação a primeira coisa que deve existir é um código comum,
no nosso caso, esse código é a língua portuguesa. Só que a língua portuguesa não é
única, isto é, homogênea. Desse modo, a primeira constatação que devemos fazer em
relação à língua é que ela se apresenta em duas modalidades, ou seja, oral e escrita.
Segundo Vanoye (2007) a “língua portuguesa comporta duas modalidades: o português
escrito e o português falado. Num mesmo nível, as duas não têm as mesmas formas,
nem a mesma gramática, nem os mesmos “recursos expressivos”.
Estudiosos da linguagem, dentre eles, Olso (1997) destaca que a fala é uma
habilidade linguística que se desenvolveu ao longo da história humana. Está
profundamente ligada à evolução da espécie humana. A escrita é uma invenção e é bem
mais recente, ou seja, em torno de uns seis ou sete mil anos. O alfabeto foi inventado
pelos gregos em torno do ano 1000 a.C. A escrita pode ser considerada como a
representação da fala, mas não é possível de fazê-la no total, dada a maior riqueza que a
linguagem oral possui. Nem com ajuda de figuras de linguagem é possível representar
através da escrita, tudo o que a oralidade é capaz de transmitir. Isso se deve ao fato de,
unido à oralidade, estarem expressões faciais e corporais, acrescidas ainda de sons
inarticulados.
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Muitas pessoas relacionam a palavra língua somente à escrita, esquecendo que
antes mesmo do surgimento da escrita, já existia a fala. Fazem isso, porque as regras
gramaticais são escritas, documentos são escritos, tornando-nos, como exemplifica
Faraco e Tezza, em uma cultura “grafocêntica”. Mas é necessário levar em consideração
duas composições:
1. Mesmo na maioria dos povos modernos, apenas uma pequena parcela da
população tem na escrita um elemento essencial da vida. Pense, por exemplo,
no número de analfabetos ou semi-analfabetos do Brasil.
2. Há um número imenso de povos que não conhecem nenhum sistema de
escrita. A cultura desses povos se sustenta na oralidade – e são culturas tão
complexas quanto qualquer outra (FARACO E TEZZA, 2007, p.105).
A linguagem oral é muito mais rica, por ter mais recursos de expressão como a
prosódia, a ênfase gestual e uma gramática em constante transformação. Além disso, os
falantes criam novas palavras, ou dão novos sentidos a outras. Vanoye complementa:
Evidentemente, ninguém fala como escreve, embora um certo senso comum
pense que tanto mais “correta” a fala será, quanto mais se aproxime das
formas da escrita. O fato é que o padrão oral é muito mais flexível e flutuante
que o padrão escrito – e também muito mais difícil de ser definido com rigor
(VANOYE, 2007, p. 53).
Faraco e Tezza explicam ainda outro motivo pelo qual a linguagem oral é mais
rica que a linguagem escrita:
A escrita é mais conservadora que a fala, isto é, as mudanças da linguagem
oral que ocorrem através dos tempos só muito lentamente são incorporadas à
escrita – o que às vezes nos dá a sensação (aliás, verdadeira!) de que
“falamos uma língua e escrevemos outra” (FARACO E TEZZA, 2007, p.
109).
As línguas mudam com o passar do tempo. Há línguas que deixam de ser
faladas, por isso são consideradas línguas mortas. Temos o exemplo clássico do latim.
Outras como o português se transformam com o passar do tempo, e sofrem acréscimos
de palavras novas. Isso acontece com mais frequência, quando nos referimos à
linguagem oral, onde notamos mudanças em quatro níveis: sintático, morfológico,
lexical e fonético. De acordo com Faraco e Tezza (2007, p. 11), as diferenças sintáticas
são decorrentes da mudança da ordem das palavras (ele me disse x ele disse-me) ou dos
modos diferentes de fazer a concordância verbal (tu querias x tu queria). As diferenças
morfológicas dizem respeito a forma da palavra em si (vamos x vamo). Diferenças
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lexicais são os diferentes nomes dados para o mesmo objeto (mandioca x aipim x
macaxeira), e por último as diferenças fonéticas explicitam as pronúncias diferentes da
mesma sílaba, ou letra, como em poRta (com erre aspirado x porta com o erre caipira).
Um dos fatores que influencia na transformação e assimilação de novas palavras
é o regionalismo. Em cada estado do Brasil, pode-se dizer que existe um dicionário
local, e essas diferenças não se dão somente na escrita. As características fonéticas são
muito fortes também, e distinguem os falares locais dos falares de outros centros do
país. Outros fatores são o nível social do falante, a escolaridade, e o contexto da fala.
Nota-se conforme o grau de instrução da população as diferenças no discurso. Por
exemplo, um médico tem um vocabulário específico da profissão que qualquer outra
pessoa que não vivencia o mesmo contexto não entende. Além disso, em cada lugar que
vamos empregamos um nível diferente de linguagem. Se estamos conversando com
nossos pais, falamos de um jeito, com nossos amigos, de outro, na sala de aula, outro e
assim por diante. E são esses níveis que Vanoye explica:
Começaremos por distinguir a língua escrita da língua falada.[...] Admitem os
lingüistas que no interior da língua falada existe uma língua comum, conjunto
de palavras, expressões e construções mais usuais, língua tida geralmente
como simples, mas correta. A partir desse nível têm-se, em ordem crescente
do ponto de vista da elaboração, a linguagem cuidada (ou tendenciosa) e a
linguagem oratória. E no sentido contrário, da informalidade, têm-se a
linguagem familiar e a linguagem informal ou “popular” (VANOYE, 2007, p.
23).
As linguagens que Vanoye descreve, outros autores tratam com outro nome. A
linguagem oratória e a linguagem cuidada são conhecidas também como linguagem
formal, que é a linguagem pregada pela gramática, usada em contextos de fala mais
formais, a norma culta. Já a linguagem familiar e a linguagem informal são chamadas
de linguagem coloquial. Faraco e Tezza explicam desde o que é a gramática e o que ela
considera como certo:
[...] é muito importante que tenhamos uma noção mais clara do que significa
gramática, que o uso comum define apenas como “linguagem certa”,
desconsiderando o fato elementar de que todo falante de uma língua fala de
acordo com um sistema de regras em boa parte comum a seus interlocutores.
Neste sentido, a palavra gramática define o conjunto de regras que organiza
as línguas humanas – um conjunto que já está presente numa criança de dois
ou três anos, por exemplo; e que está presente mesmo entre os povos que
desconhecem os livros, as escolas e qualquer sistema de escrita. [...]
(FARACO E TEZZA, 2007, p. 47).
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Pelos argumentos que os dois autores evidenciaram, a língua portuguesa é
considerada uma das mais ricas existentes no mundo, pelo número de diferentes culturas
que estão presentes no Brasil. Mas, como eles disseram que a linguagem padrão não é
só a definida pela gramática, então qual o uso linguístico que pode ser considerado
referencial nos tempos de hoje para a linguagem formal, quando antigamente era dada
pelos escritores literários? Faraco e Tezza esclarecem:
A extraordinária importância que os meios de comunicação têm nas
sociedades modernas deslocou o foco de prestígio dos usos da língua. Hoje,
não podemos falar em língua padrão sem levar em consideração, de algum
modo, os meios de comunicação social (jornais e revistas, principalmente),
meios esses que têm sido completamente ignorados pelas gramáticas
tradicionais, embora eles representem, de fato, o padrão brasileiro (FARACO
E TEZZA, 2007, p. 55).
E esse padrão brasileiro não sobrevive apenas da linguagem formal. Utilizando
como exemplo o jornalismo televisivo (em que, se o telespectador não entende o que foi
dito na primeira vez, ele fica impossibilitado de rever novamente e, consequentemente
ficará sem entender o assunto), não há como utilizar um palavreado muito complicado,
baseando-se somente na linguagem formal. E ainda deve-se levar em conta que a
televisão é o veículo que atinge todas as camadas sociais, que está na maioria das casas
brasileiras. Então qual a linguagem correta a ser utilizada na TV? Paternostro explica:
As palavras e as estruturas das frases devem ser o mais próximo possível de
uma conversa. [...] Estamos falando de um texto simples, mas não de um
texto pobre ou vulgar; estamos falando de um texto natural e não de um texto
“rebuscado” ou literário (PATERNOSTRO, 2006, p. 94-95).
Pode-se então dizer que não existe uma linguagem considerada certa e nem uma
considerada errada, e sim uma linguagem adequada para cada situação. E assim nos
perguntamos: em um programa esportivo em que há muita conversa e interação com a
plateia, em que o apresentador não usa teleprompter, será que a linguagem coloquial é
muito usada, ou usada de uma forma em que cai em gírias e expressões inadequadas,
vulgares? Essa é a motivação da pesquisa e o que foi descrito no artigo.
2.5 Caracterização do Locutor Ideal
Não são apenas os locutores esportivos que devem ter uma dicção boa, utilizar o
português formal entre outras características. Muitas outras profissões dependem de
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uma boa oralidade, como o professor, o advogado e o padre. Mas antes mesmo de
tornar-se um locutor, todos devem ser bons comunicadores. Comunicadores que não
utilizam apenas da voz, mas sim do gestual, da escrita para passarem para quem os
escuta todas a informações necessárias.
Quando a nossa profissão exige que lidemos com outras pessoas, alguns
requisitos devem ser levados em conta. Ser simpático é um deles. Não só quando
estamos na presença de outros, mas nos veículos de comunicação também. Mesmo não
tendo acesso visual a quem trabalha em rádio, percebemos através da voz quando este
está feliz, nervoso, estressado. Outros requisitos essenciais para ser um bom locutor é a
boa capacidade de leitura, que só é adquirida lendo, também é importante a
desenvoltura para sair de certas situações, ou seja, o improviso. A preocupação com a
locução, a boa dicção, pronunciando corretamente as palavras, nunca esquecendo do “r”
e “s” final são muito importantes. Falar a língua portuguesa corretamente, e usar um
vocabulário adequado ao público, de igual não devem ser esquecidos.
Mas como toda a profissão tem suas especificidades, os locutores não fogem à
regra. O locutor esportivo tem como uma de suas principais características a emoção,
tanto em rádio, quanto na TV. O professor precisa traduzir os conteúdos para uma
linguagem acessível a fim de que os alunos entendam. O advogado deve ter uma boa
argumentação, ser comunicativo e dominar o português formal.
3 PROGRAMAS TELEVISIVOS – BREVE PANORÂMICA
Como descrito no item acima, hoje em dia a mídia tornou-se um referencial na
linguagem padrão brasileira. Mas, analisando os vários programas veículados pela Rede
Globo de Televisão percebe-se que há uma grande diferença na linguagem utilizada
entre eles. Os telejornais, mesmo pertencendo a uma mesma categoria, são diferentes,
tanto no formato dos quadros que os compõem, quanto na linguagem. Um dos motivos
para isso é o horário em que são veículados.
O Bom Dia Brasil, primeiro telejornal do dia, é veículado de manhã. Conta com
comentaristas na áreas de política, economia e esporte, e os apresentadores (âncoras)
também comentam os assuntos. O Jornal Hoje, apresentado depois do almoço, é mais
interativo, usa uma linguagem mais leve, possui quadro com dicas. O Jornal Nacional é
considerado o carro-chefe dos telejornais. Não dá espaço para os apresentadores
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dialogarem, nem comentar as pautas. É composto em grande parte de reportagens, não
tem comentaristas. O último telejornal exibido é o Jornal da Globo. Feito para a classe
social mais alta, conta com colunas sobre música, economia, política e ainda com
charges. Pode-se considerar o mais elitizado dos telejornais.
Britto (apud FARACO e TEZZA, 2007, p. 86) fala sobre a linguagem na mídia:
A mídia é, sabidamente, um dos principais instrumentos de formação de
opinião na sociedade industrial de massa. No que diz respeito à questão dos
usos e representações que se fazem da linguagem, os meios de comunicação
de massa - televisão, rádio e imprensa escrita – têm, em primeira instância,
contribuído para lassear o padrão normativo, com a incorporação em seu
cotidiano de registros linguísticos informais e de diferentes segmentos sociais
e de um crescente vocabulário gírio e anedótico. O fenômeno é
particularmente evidente na fala dos apresentadores de programas de
variedades […] o fenômeno inclusive atinge jornais tradicionais, vê no
interesse comercial o maior responsável pelo rompimento do tabu de uma
linguagem escrita obscena.
Programas de variedades, por terem como público alvo todas as classes sociais e
todas as idades, acabam caindo mais na informalidade, para tentar uma proximidade
maior com os espectadores. O Vídeo Show é um exemplo. Mesmo existindo programas
mais informais com relação a linguagem, a mídia ainda prega muito que se faça uso do
português formal.
Entretanto ao mesmo tempo em que incorpora em sua prática diária uma
forma linguística que garanta a comunicação e o sucesso comercial, a mídia,
paradoxalmente, mantém, em nível doutrinário, a defesa de um português
puro, correto, estabelecido a partir das gramáticas tradicionais, mostrando
grande preconceito particularmente com as variedades populares (BRITTO
apud FARACO e TEZZA, 2007, p. 86-87).
Os programas e as transmissões esportivas têm uma linguagem mais informal
também, além das gírias futebolísticas e o vocabulário específico de cada esporte. Um
exemplo é o Globo Esporte. O programa considerado o telejornal esportivo da Rede
Globo vai ao ao diariamente às 12:45h. A atração mudou de formato diversas vezes.
Primeiramente era mais jornalístico, detinha-se apenas em mostrar os gols, não havia
comentários dos apresentadores que seguiam rigorosamente o teleprompter. Em 2009 o
jornalista Tiago Leifert criou um novo projeto para o Globo Esporte, e essas
características foram incorporadas pelo Central da Copa.
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3.1 Rede Globo e o Central da Copa
A Rede Globo de Televisão3 fundada em 1965 possui tradição pelos programas
esportivos. De um tempo para cá a forma como esses programas são formatados mudou.
Um dos motivos é o fato dos programas serem muito engessados, com matérias apenas
lidas pelos apresentadores, sem nenhuma interatividade com o telespectador, e
consequentemente queda na audiência. Mas em 2009 isso mudou, quando o jornalista
Tiago Leifert4 apresentou uma proposta de novo formato para o programa Globo
Esporte. Nele o apresentador não utilizaria mais o teleprompter e tentaria chamar a
atenção de outros públicos, como as crianças, jovens e principalmente o público
feminino, além do fiel público masculino. Em entrevista à Revista Rolling Stone Brasil
(edição 44, de maio de 2010), Tiago explica o novo formato:
A mudança de rumos surtiu efeitos. Ao ser escalado para a missão de
"introduzir uma nova linguagem ao formato", Leifert focou esforços em atrair
públicos jamais atendidos em um show semelhante. "Um argumento que me
ajudou a convencer os chefes foi de que era possível incluir as mulheres e as
crianças na conversa", ele comenta a nova abordagem: antes focado nos
boleiros, o programa de meia hora se tornou uma mescla de matérias
recheadas de cortes rápidos, montagens inusitadas, vinhetas repetidas à
exaustão e o discurso rascante do apresentador, pontuado por gírias e criado
totalmente no improviso. A fatia do público que antes era rejeitada pelo
segmento se tornou a responsável pela ascensão do "estilo Leifert”.
Esse formato de maior interatividade, parecido mais com uma conversa
informal, deu tão certo que Tiago foi convidado a apresentar durante um mês um
programa voltado para a Copa do Mundo, o Central da Copa.
Rangel (2010, p. 4) fala sobre a linguagem que Tiago Leifert passou a usar no
Globo Esporte e que também foi incorporada pelo Central da Copa:
Mas a mudança mais aparente é realmente a linguagem. O editor Tiago
Leifert aboliu o teleprompter no estúdio o que tornou o Globo Esporte mais
dinâmico e improvisado passando ao público um ar mais de conversa do que
de apresentação de telejornal. “Antes parecia que era tudo muito ensaiadinho,
combinado e acertado, e agora a gente tenta de tudo para que seja
espontâneo, porque todos os repórteres sabem do que estão falando, não
precisa ser ensaiado”, declara Tiago Leifert. Já segundo a editora de textos do
programa, a narrativa também foi focada e pensada numa forma de textos
mais leves e divertidos trazendo muito mais humor às matérias. “Quando
3
Fonte: Site Memória Globo
Aos 16 anos, começou como repórter cobrindo futebol de várzea para o Desafio ao Galo, da TV Gazeta.
Estudou jornalismo e psicologia em Miami e estagiou na NBC. Antes de chegar ao comando do Globo
Esporte, trabalhou na TV Vanguarda, filiada à Rede Globo, e na SporTV. Durante a Copa do Mundo da
África do Sul, apresentou o Central da Copa. (Fonte: Entrevista Revista Época)
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falamos de esporte no nosso dia a dia, geralmente no final de semana ou no
dia do happy hour com os amigos a gente quer se divertir e a gente tenta
colocar isto nos textos do programa. (RANGEL, 2010, p. 4)
Sobre a extinção do teleprompter Rangel (2010, p. 6) afirma:
O teleprompter perde importância, como ocorre nas mesas-redondas e a
conversa é estendida como numa prosa sem perder ritmo, dando mais espaço
ao diálogo assim como numa conversa de amigos discutindo futebol.
O Central da Copa tem o mesmo estilo do Globo Esporte, que é o estilo do
apresentador. Uma conversa engraçada, mas sem deixar de passar informações. O
programa era apresentado do Rio de Janeiro, em três horários: pela manhã, comandado
por Luís Ernesto Lacombe, à tarde e à noite por Tiago Leifert. Foram acrescentados
ainda, os programas de domingo, que iam ao ar após o Fantástico e traziam um resumo
semanal dos jogos e acontecimentos da semana. O programa estreou no dia 11 de junho
e terminou em 11 de julho de 2010, período de duração dos jogos da Copa do Mundo.
O Central da Copa, além de contar com telões interativos (touchscreen),
presença de plateia (composta por até 60 pessoas), convidados, comentaristas, contava
ainda com as mensagens dos telespectadores através da internet.
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para a realização desta pesquisa foram transcritos e analisados quatro programas
do Central da Copa, da Rede Globo de Televisão, entre os meses junho e julho, de 2010,
período da realização da Copa do Mundo. Os programas escolhidos são dos dias 26/06,
28/06, 04/07 e 11/07. O principal motivo da escolha destes é por sempre haver
convidados e plateia. Os programas têm duração média de quase 1 hora, somando no
total, aproximadamente 4 horas, que posteriormente foram transcritos (ver anexos),
conforme a fala dos personagens, não modificando as palavras, sendo elas colocadas da
forma pronunciadas pelos participantes. Na transcrição foram utilizados códigos para o
nome dos participantes. As abreviações A, C, P e M designam respectivamente:
Apresentador (Tiago Leifert), Comentarista (Caio Ribeiro), Plateia e Marina (convidada
argentina). Esses códigos são dos participantes fixos, que estiveram presentes em todos
os programas. Já os códigos C1 (convidado 1), C2, C3 e assim sucessivamente, em cada
programa dizem respeito a um convidado.
15
Analisaremos o corpus a partir das seguintes categorias já descritas no item
Língua e Variação Linguística:
a) Ocorrências dos pronomes você(s), cê(s), tu, nós e a gente;
b) Frequência de uso dos marcadores discursivos né, aí, daí e hein;
c) Frequência do apagamento de ditongos;
d) Uso do verbo estar e suas derivações;
e) Frequência do apagamento da letra “R” em finais de palavras
Após escolhidas as categorias, as transcrições dos programas foram
analisadas, para se fazer o inventário de cada item. Para facilitar a visualização e
entendimento foram feitas quadros. Por exemplo, o programa do dia 26/06 tem cinco
quadros, uma para cada item. Assim se procedeu no restante dos programas.
Por meio da análise das falas, buscou-se observar os usos linguageiros ou
linguísticos do apresentador Tiago Leifert e convidados, ou seja, como o apresentador
flutua entre os diversos níveis de uso da língua portuguesa.
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A seguir, serão analisados os dados do corpus (anexos) a fim de verificar como
os participantes do programa Central da Copa expressam- se verbalmente, levando em
conta que se trata de um contexto de comunicação televisiva. De acordo com os
diversos níveis de uso linguístico já descritos, apresentaremos alguns quadros
demonstrativos das ocorrências e sua interpretação. Usaremos como critério para a
classificação, as categorias já descritas nos procedimentos metodológicos.
5.1 Análise da ocorrência de pronomes
Apresentamos no quadro 1 os usos pronominais (você(s), cê(s), tu, nós e a
gente).
Como percebemos no quadro 1, os pronomes você(s), cê(s) são os mais
utilizados pelos participantes do programa em comparação com o pronome “tu” que
não é mencionado. Os dados confirmam pesquisas anteriores como a de Loregian
(1996) a respeito do emprego do pronome você nas capitais brasileiras, menos Porto
Alegre onde o uso pronominal “tu” é predominante. Se observarmos a mudança desse
16
pronome, a literatura do século XIX o registra como “Vossa Mercê”, depois “você”,
“ocê”. Atualmente, verifica-se o uso de “cê(s)”. Notamos que o uso do “cê(s)” e do “a
gente” é mais usual em conversas coloquiais, ou em usos mais informais. Nos
programas de televisão que analisamos, o apresentador Tiago Leifert realiza esses usos
pronominais.
Você(s) %
Cê(s) %
Tu %
A
166
68,3 91
79,1 0
0
C
19
7,8
7
6
0
0
M
18
7,4
5
4,3
0
0
P
1
0,4
0
0
0
0
C1
6
2,4
4
3,7
0
0
C2
2
0,8
1
0,8
0
0
C3
4
1,6
1
0,8
0
0
C4
21
8,6
4
3,7
0
0
C5
0
0
0
0
0
0
C6
6
2,4
0
0
0
0
C7
0
0
0
0
0
0
C8
0
0
2
1,7
0
0
115
0
Total 243
Quadro 1: Quadro geral dos usos pronominais
Nós
18
9
0
1
0
0
0
7
0
0
0
0
35
%
51,4
25,7
0
2,8
0
0
0
20
0
0
0
0
A Gente
175
9
7
1
18
6
7
8
2
3
0
2
238
%
73,5
3,7
2,9
0,4
7,5
2,5
2.9
3,3
0,8
1,2
0
0,8
A respeito dos pronomes, observamos na fala dos locutores, que o apresentador é
o que mais se utiliza de todos eles, se comparado aos demais. O que chama atenção é o
uso do pronome “a gente” em comparação com o “nós”. No total esse pronome foi
usado 238 vezes, enquanto o pronome “nós”, apenas 35. Das 238 vezes que a expressão
“a gente” foi pronunciada, 173 foram pelo apresentador. Observamos que a variante
popular “a gente” sobressai-se em relação à variante culta “nós”. Pode-se dizer que o
paradigma verbal clássico está sofrendo mudanças.
5.2 Análise do uso dos marcadores discursivos
O quadro abaixo apresenta o número de ocorrências e percentuais quanto aos
usos dos marcadores discursivos (né, aí, daí e hein). Os marcadores discursivos são
usuais ou normais na expressão oral. O seu uso exagerado pode atrapalhar a
comunicação oral. Na escrita esse tipo de marcador não é utilizado, a não ser por
17
crianças que estão se alfabetizando, pois, ainda não fazem a devida diferenciação entre
modalidade oral e modalidade escrita.
Né
%
Aí
%
Daí
%
A
57
51,8
84
73,6
2
66,6
C
9
8,1
7
5,1
0
0
M
5
4,5
3
2,6
1
33,3
P
2
1,8
0
0
0
0
C1
13
11,8
10
8,7
0
0
C2
4
3,6
1
0,8
0
0
C3
11
10
1
0,8
0
0
C4
8
7,2
4
3,5
0
0
C5
0
0
0
0
0
0
C6
0
0
1
0,8
0
0
C7
1
0,9
2
1,7
0
0
C8
0
0
1
0,8
0
0
114
3
Total 110
Quadro 2: Quadro geral dos usos dos marcadores discursivos
Hein
8
1
0
0
0
0
0
3
0
0
0
1
13
%
61,5
7,6
0
0
0
0
0
23
0
0
0
7,6
Os marcadores discursivos apresentam um uso não tão acentuado. Observa-se
que quem mais usa os marcadores discursivos é o apresentador. O marcador que mais se
destaca é o “aí”, que foi usado 114 vezes; dessas ocorrências, 84 são do apresentador.
Como exemplos desse uso podemos destacar: “Aí” a bola fica lá.” “E “aí” eu queria
ouví a opinião de vocêis”, “tapa o ouvido “aí” argentina”.
O marcador discursivo “daí” é o menos utilizado pelos participantes, com apenas
3 ocorrências. O uso exagerado dos marcadores discursivos em geral compromete a boa
comunicação. Às vezes esse costume pode estar relacionado a alguma ênfase que o
locutor queira dar a sua mensagem.
5.3 Análise do apagamento dos ditongos
A seguir, no quadro 3, está descrita a análise do apagamento dos ditongos. Essas
ocorrências indicam uma tendência à monotongação (transformação de ditongos em
vogais). Ou seja, observa-se mais e mais entre os falantes esse fenômeno independente
de região ou dialeto. Há linguistas que mencionam o fenômeno da “economia”
linguística em que os diversos tipos de metaplasmos (síncope, apócope, aférese)
indicam as alterações que muitas palavras podem sofrer ao longo do tempo. Os
18
processos de subtração são mais sensíveis ou percebidos ao ouvido dos falantes do
segmento culto da população.
Frequência dos ditongos %
A
243
67,7
C
29
8,2
M
33
9,1
P
7
1,9
C1
12
3,3
C2
10
2,8
C3
10
2,8
C4
5
1,3
C5
7
1,9
C6
1
0,3
C7
1
0,3
C8
1
0,3
359
Total
Quadro 3: Quadro geral da frequência de apagamento dos ditongos
Na categoria do apagamento dos ditongos, o que se viu é que eles “comem” as
letras das palavras, acabando por transformar os ditongos em apenas uma vogal.
Podemos perceber, através dos quadros com as categorias (vide apêndices I, J, K e L) a
quantidade de palavras que sofreram monotongação. No total foram 359, dessas 243
pelo apresentador, um total de 67,7%.
5.4 Análise do Comportamento do Verbo “Estar”
Nesse quadro (4) analisamos o uso do verbo estar e sua conjugação. Observa-se
que o verbo “estar” está perdendo parte de seus elementos morfológicos, sobretudo a
constituição do radical – estar – por “tar”. Observa-se a perda da sílaba inicial “es”. Os
tempos verbais como “estava”, “está”, “estão”, viraram, respectivamente, na pronúncia
“tava”, “tá”, “tão”, “tamo” “tá”, “tavam” etc.
No programa Central da Copa o verbo estar foi usado de uma maneira
“adequada”, conjugado na sua totalidade 32 vezes. E sem a parte do seu radical 217
vezes. Vemos a disparidade do uso desse verbo pelos falantes. Dos 217 usos, 123 foram
do apresentador., um total de 56,6%. Na maneira “adequada”, dos 32 usos, 26 partiram
do apresentador Tiago Leifert. Estas ocorrências apresentam uma tendência forte de
mudança desse verbo.
19
Maneira
%
“inadequada”
A
123
56,6
C
12
5,5
M
15
6,9
P
0
0
C1
13
5,9
C2
8
3,6
C3
1
0,5
C4
31
14,2
C5
5
2,4
C6
5
2,4
C7
1
0,5
C8
3
1,4
217
Total
Quadro 4: Quadro geral do uso do verbo estar
Maneira
“adequada”
26
1
1
0
1
0
1
1
0
1
0
0
32
%
81,3
3,1
3,1
0
3,1
0
3,1
3,1
0
3,1
0
0
Não foi encontrada uma análise que aprofundasse especificamente o caso do
verbo estar. Mas como já foi abordado na parte teórica, a perda do fonema inical é
chamado de aférese, uma das subdivisões dos metaplasmos de supressão.
5.5 Análise do Apagamento do R
No quadro 5 (vide apêndices Q, R, S e T) observamos o apagamento da letra “r”
no final das palavras. É possível observar que os falantes das diversas regiões do Brasil
apresentam grande tendência a apagar o “r” final em verbos terminados na forma
infinitiva.
Após o início dessa pesquisa, passamos a observar também o falar da região sul
e percebeu-se que o falar gaúcho (dialeto) tende a suprimir menos a consoante “r” em
final de palavras. Não podemos dizer que isso é feito por todos os falantes, mas no sul
do Brasil esse índice é maior se comparado com o Rio de Janeiro, onde o programa
Central da Copa foi produzido. Talvez isso se explique pelo processo de colonização
dessas regiões. O sul foi colonizado por europeus (italianos e alemães) que trouxeram
sua cultura e sua língua influenciando a língua e a cultura regional. Já o Rio de Janeiro
teve forte influência portuguesa, sobretudo com a vinda da corte imperial em 1808. É
por isso que se pode falar da existência de dialetos regionais no Brasil (carioquês,
gauchês, paulista, nortista, caipira).
20
Frequência da letra “R” %
A
321
57,4
C
73
13,6
M
62
11,1
P
4
0,7
C1
34
6,1
C2
7
1,2
C3
37
6,6
C4
11
1,8
C5
2
0,3
C6
4
0,6
C7
1
0,1
C8
3
0,5
559
Total
Quadro 5: Quadro geral da frequência de apagamento da letra R em finais de
palavras
Aqui notamos também a disparidade que existe entre a língua oral e a língua
escrita. Se o apresentador tivesse como guia na apresentação do programa o
teleprompter, certamente iria pronunciar de maneira “adequada” as palavras terminadas
em “r”. Mas como o Central da Copa tem uma concepção interativa, acaba
predominando o nível linguístico informal. Nota-se que essa consoante “r”muitas vezes
é cortada na fala. Palavras como “dizer”, “participar”, “quer” simplesmente viram
“dizê”, “participá”, “qué”. E como nas outras categorias, novamente quem mais faz uso
do nível coloquial é o apresentador. Nessa categoria ele é responsável por 57,4% do
apagamento do “r” em final de palavra.
6 CONSIDERAÇÕES
Ao iniciarmos a pesquisa pensávamos que no programa Central da Copa, como
os outros programas televisivos, e também como aprendido nas aulas de Telejornalismo,
houvesse predominância da linguagem formal. Principalmente por parte do
apresentador que é o condutor e o espelho do programa. Mas o que se descobriu, por
meio da análise e com o subsídio teórico de autores que estudam essa questão, é que
ocorre o contrário. Quem mais usa a linguagem coloquial é o apresentador Tiago
Leifert. Isso pode ser observado nas categorias que foram analisadas, pois em todas elas
quem mais as utilizou foi o apresentador. A categoria que mais se destacou foi a do
apagamento da consoante “r” no final das palavras. Das 559 ocorrências, 321 foram do
21
apresentador. Em segundo aparece o comentarista Caio Ribeiro, com 73 ocorrências. A
disparidade na maneira como eles utilizam palavras que tendem a tranformar o
linguagem em mais coloquial é nítida.
Verificamos que anteriormente os programas esportivos tinham uma linguagem
mais formal, eram mais “sérios”, mais jornalísticos. Só que isso acabava distanciando o
telespectador do assunto. Além desse motivo, a falta de audiência fez com que os
programas fossem reformulados, acabando com o uso do teleprompter. Isso fez com que
o apresentador “conversasse” (interagisse) com a sua audiência, passasse a ser um
programa mais de entretenimento, cativando assim novos públicos e aumentasse a
audiência. Só que com a saída do equipamento guia na apresentação, a linguagem
utilizada também mudou de nível, deixando de ser formal, e passando a ser mais
coloquial, parecida com uma conversa cotidiana entre pessoas na rua. Mas assim
pergunta-se: e a linguagem padrão que tanto se busca, que o jornalismo tanto prega na
televisão e nos outros meio jornalísticos, como fica, ou onde fica? O Central da Copa é
um dos maiores exemplos que temos dessa mudança.
Como já referido acima, pensava-se que os participantes do Central da Copa
utilizassem de uma linguagem formal, por estarem no meio jornalístico e televisivo, em
um contexto mais formal de comunicação. Como a classificação de norma diz que
conforme a escolarização, o sexo, a faixa etária, a profissão, os falantes utilizam
diferentes linguagens, notamos que isso ocorre no programa. O apresentador, por ter
duas formações (jornalismo e psicologia), deveria ter um uso linguístico mais formal. Já
o comentarista Caio Ribeiro, por exemplo, que também tem formação superior e é exjogador de futebol, usa bem mais a linguagem formal do que o Tiago. Percebe-se isso
nos quadros (vide apêndices). Acreditamos que essa mudança na linguagem se deve a
nova linha editorial dos programas esportivos da emissora. Uma linguagem mais leve,
informal, parecida com uma conversa cotidiana e muitas vezes de improviso, com o
intuito de aproximar os telespectadores.
Por fim, pensamos que os programas esportivos podem utilizar uma linguagem
coloquial, mas como afirma Paternostro (2006), uma linguagem coloquial adequada, ou
mais cuidada, conforma orienta Vanoye (2007), levando em consideração as regras do
bom português.
22
REFERÊNCIAS
AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. 2. ed. São Paulo:
Publifolha, 2008.
BOTELHO, José Mario. História e formação do léxico da língua portuguesa. Monografia.
(Mestrado em Letras) – Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica (PUC), Rio
de Janeiro: PUC-Rio. 1993.
BRETON, Philippe; PROULX, Serge. Sociologia da Comunicação. 2. ed. São Paulo: Loyola,
2006.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Prática de texto para estudantes
universitários. 16. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007.
FIORIN, José Luiz. Introdução à Linguística: Objetos Teóricos. São Paulo: Contexto, 2006.
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. A Inter-ação pela Linguagem. 10. ed. São Paulo:
Contexto, 2007.
LEITE, Marcos Vinícius. A Estrutura da Linguagem em Walter Benjamin. In: Revista Ética
e Filosofia Política, Abril de 2010. Disponível em: <
http://www.ufjf.br/eticaefilosofia/files/2010/04/12_1_marcos.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2001.
Linha do Tempo. Disponível em:
<http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,55750,5265,00.html>. Acesso em: 02
nov. 2010
LOREGIAN, Loremi. Concordância verbal com o pronome tu na fala da região Sul.
Dissertação (Mestrado em Letras. Área de concentração: Estudos Lingüísticos), Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis. 1996.
MIYAZAWA, Pablo. Menino de Ouro. In: Revista Rolling Stone Brasil, São Paulo, Maio de
2010. Disponível em: <http://www.rollingstone.com.br/edicoes/44/textos/4257/>. Acesso em:
02 nov. 2010.
PATERNOSTRO, Vera Íris, O texto na TV: manual de telejornalismo. 2. ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2006.
OLSO, R. David, O mundo no papel: As implicações conceituais e cognitivas da leitura e da
escrita. São Paulo: Editora Ática, 1997.
23
RANGEL, Patrícia. Globo Esporte São Paulo: ousadia e experimentalismo na produção da
informação-entretenimento. In: Videre Futura vol. 1. São Paulo, FRB, 2010. Disponível em:
<http://viderefutura.riobrancofac.edu.br/site/Artigos/100302_Globo_Esporte_Ousadia.aspx.>Ac
esso em: 30 out. 2010.
REDAÇÃO ÉPOCA. Tiago Leifert: "Minha ambição é inovar sempre". In: Revista Época,
São
Paulo,
Agosto
de
2010.
Disponível
em:
<
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI161100-15201,00TIAGO+LEIFERT+MINHA+AMBICAO+E+INOVAR+SEMPRE+INTEGRA+PARA+O+SIT
E.html>. Acesso em: 01 nov. 2010
VANOYE, Francis. Usos da linguagem e técnicas na produção oral e escrita. 13. ed. São
Paulo: Martins Fontes, 2007.
24
ANEXOS
25
ANEXO A - Transcrição Programa Central da Copa – 26/06/10
A: Apresentador – Tiago Leifert
C: Caio Ribeiro – Comentarista
M: Marina – Convidada Argentina
P: Plateia
C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico
C2: Zeca Camargo – Apresentador do Fantástico
C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte
C4: Hélio de La Penã – Humorista do Casseta e Planeta
C5: Mafalda – Convidada portuguesa
A: Boa noite começando a Central da Copa especial. Boa noite.
P: Boa noite.
A: Só porque vocês empataram zero a zero cês tão assim. Era só um teste. Era só um
teste do Dunga, gente. Ele tava só vendo como o time se comportava sem ninguém, é
isso que ele tava fazendo. (risos) Ué, é verdade! Convidados hoje: Patricia Poeta do
Fantástico.
C1: Boa Noite
A: Zeca Camargo do Fantástico
C2: Brigada.
A: Cês tão pior que o Caio Ribeiro, cês tão trabalhando muito seguido.
C1: A gente tá quase dormindo aqui.
C2: É uma edição especial, o Fantástico está no ar agora, a gente vai até domingo direto.
(risos)
C1: Quarenta e oito horas no ar.
A: Olha ai, com Caio Ribeiro. Por falar nisso eu tava brincando aqui com o Caio, a Cris
Dias tá aqui também com a gente, a Cris já faz parte da nossa equipe.
C3: Olá
A: Pediria a atenção de vocês, porque tem uma campanha na internet que merece a sua
atenção. E é sobre o Caio Ribeiro. Caio Ribeiro tá trabalhando demais, Caio Ribeiro tá
no ar desde o dia onze. (risos) a música tema de Caio Ribeiro no ar pra você. E este
senhor aqui, como você chama, desculpa?
C4: Hélio de La Penã
26
A: Hélio de La Penã. Este senhor aqui pediu para vir ao programa, porque ele tem uma
mensagem muito importante pra que a gente, depois de salvar a ave galvão, que a gente
já fez isso aqui.
C4: Save galvão birds
A: Pra gente protegê Caio Ribeiro e acima de tudo fazê o que, libertar o Caio. O que
você tem a dizer sobre o Caio Ribeiro?
C4: Libertem o Caio. (risos) Eu acho um absurdo o que tá acontecendo, o cara não
come, o cara não dorme, o cara não troca de roupa, o cara não troca de puff, ele tá
sempre no mesmo puff, então vocês o o pessoal do twitter tá ai me apoiando, eu tô aqui
eu não tô por mim não, eu tô aqui representando muita gente, entendeu? (risos) foram
mais de dezoito mil acessos no meu blog pra apoiar a campanha libertem o Caio, free
Caio. (risos) Falariamos mais sobre isso?
A: É, eu queria mostrá, porque é uma coisa que vocês não sabem, talvez a Globo fique
chateada comigo, mas na verdade não é apenas um Caio, nós temos vários. Eu sou o
presidente da associação brasileira dos criadores de Caio Ribeiro, e a gente tem imagem
do viveiro onde a gente cria os Caios, a gente vai rodar agora pra vocês darem uma
olhadinha, roda por favor. Ó lá. (risos). E com vocês o Caio Ribeiro da noite, que é este
aqui. Cê tá bem né? Cês viram que a gente tem várias opções, tem vários tipos de
ropinha.
C4: Eu fico impressionado assim, eu não consegui entendê como é que vocês
conseguiram fazê o Caio se reproduzí em cativeiro. (risos)
A: Incrível. É incrível. Com apenas um macho.
C4: É incrível.
A: Tá, e esse é o Caio da noite. Cê vê que tem várias roupinhas, tinha com terno, tinha
sem terno meio casual, e tem esse aqui de verde, de uniforme. Esse é o de verdade.
C4: Caio, como é que você tá cara? Gente, ele tá bem. Ele tá legal. Ele tá legal.
C: Sabe o Tom Hanks em Náufrago? Ele tinha o Wilson, eu tenho a minha fiel
companheira.
A: Que bunitinho!
C4: Pois é rapaz.
C: A Jabulani é a única que me entende nessa TV.
C4: Mas você, você dorme mesmo?
C: De vez em quando, é, vira um detalhe.
27
C4: Um detalhe né.
C: Por isso que eu preciso da tua ajuda cara.
C4: Não cara, a gente, a gente, olha, calma, calma, eu vim aqui hoje vê como é que tão
as coisas, se você tá sendo bem tratado, se tá bem alimentado, tá? Mas eu volto na terçafeira com a equipe do Casseta e Planeta e a gente vai tirar você de qualquer jeito daqui.
É vou tirar você de qualquer jeito.
C: Posso contá com o teu apoio?
C4: Pode contá com o meu apoio, entendeu. Inclusive é o seguinte, essa campanha tá
tomando o mundo lá fora você não sabe, entendeu? (risos) você não sabe como é que as
coisas estão lá fora, tá uma ebulição, pessoas me param na rua, me perguntam você vai
mesmo conseguí? Pessoal, galera do twitter ai ó, é ele memo.
C: Conto com o apoio aqui.
C4: Deixa eu dá uma beliscada. É ele.
C: Mais carne do que osso.
C4: O negócio ficou um sucesso tamanho que já tão produzindo um filme.
A: Mostra, mostra o cartaz do filme. É um documentário, uma denuncia né.
C4: É na verdade baseado em fatos reais ó. Eu e o pessoal do Nerds Kamicaze tamô
fazêndo o filme Free Caio tá. Ele não come, ele não dorme, ele não troca de puff.
(risos). Mas o twitter pode salvá-lo. Free Caio, filme baseado em fatos reais entendeu?
Aqui ó participação de Caio Ribeiro, Galvão Bueno, Tadeu Schmidt.
A: E o Galvão, o Galvão de charuto aqui tá genial aqui. Mostra o Galvão de charuto.
C: Esses são os vilões né? Esses dois aqui.
C4: Exatamente. Pessoal entendeu? Nós vamos contar toda a sua história aqui ó, é
muito parecido com o Carandiru, cês podem ver, entendeu. (risos) A situação é
gravíssima, o pessoal pensa que é brincadeira, mas é muito sério isso que a gente,
entendeu? Porque eu acordo de manhã tá lá você.
A: Caio Ribeiro
C4: Aí eu vou almoça, tá você lá. Entendeu?
A: Caio Ribeiro.
C4: De noite eu comecei a escrever isso quando tava de noite é escrevendo um uma
paradinha pro Casseta e Planeta, já era meia noite varada quando eu olhei pra televisão,
Caio Ribeiro de novo, ah não! (risos) no ato fui lá postar a uma hora da manhã o meu
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texto libertem o Caio pelo amor de Deus e tal e as pessoas começaram a dá um
tremendo apoio inclusive eu fui as ruas, se vocês forem no meu blog lá no
globo.com/cassetalapena vocês vão vê que tem um vídeo.
A: As pessoas tão comovidas realmente.
C4: Um vídeo que as pessoas, que as pessoas tão inclusive, é sugerindo viveres de
primeira necessidade para trazer pra você, mas isso a gente não vai fazer hoje aqui não,
mas no Casseta e Planeta eu tô preparando, tamos arrecadando donativos, tá bom?
C: Isso significa que até terça eu continuo aqui?
A: Continua até dia onze de julho. Aliás vamô começa esse programa vai enquanto ele
tá ali conversando com o Caio, é o seguinte dezesseis eliminados, então em homenagem
a você Pedro Bial os dezesseis eliminados da Copa do Mundo pra gente continuar.
Off com música de fundo.
A: E aqui estão os dezesseis sobreviventes. Amanhã tem Uruguai e Coréia as onze,
depois tem Estados Unidos e Gana e aqui embaxo da chave tem mais gente, Holanda e
Eslováquia, Brasil e Chile. Tem um chileno ali na torcida que eu já vi. Vamô lá próxima
semifinal, chegô. Ah como é que chama esse aqui Caio? Esqueci o nome. Esse aqui.
P: Argentina.
A: Argentina tá. Argentina e México. Alemanha e Inglaterra. Paraguai e Japão olha isso
cara. E Espanha e Portugal. E temos uma colônia portuguesa, hoje aqui na nossa plateia
também, pra começá a fala desses sobreviventes vamô fala do jogo da Espanha que
aconteceu hoje a tarde. Cês repararam na animação do treinador da Espanha cada vez
que sai um gol, né. Ele gosta demais, olha só.
Matéria: Vicente Del Bosque não sorri há cinquenta e sete anos, desde que ele nasceu.
Não tem jeito, cê pode driblá todo mundo fazê o gol que for, nada. Concurso de piadas,
stand-up, bebês fofinhos, nada. Espanha e Chile valendo classificação, contra-ataque,
goleiro do Chile saiu mal, a bola ficou quicando, quicando até que o Villa mandou para
o gol de esquerda do jeito que dava. Golaço. Espanha ganhando e Vicente Del Bosque,
nada. Erro na saída de bola, Iniesta roubou, bola pra Villa, pra Iniesta, pra Villa, pra
Iniesta, gol bonito e Vicente Del Bosque comemorou bem rapidinho e voltou, ele
precisa manter a reputação.
A: Quase comemorou, cê viu que ele fez assim, aí ele parou. Cê é chileno mesmo?
P: Isso.
A: É cê teve mais sorte que ela então. (risos)
P: Pelo menos a bandeira é mais bonita.
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A: É, tudo é melhor. Parabéns. Tô falando que o chileno aqui, como somos respeitosos.
Teve o gol do Milar também que a gente vai, vai vê agora e também os erros de saída de
bola. Porque que cês erram tanto a saída de bola mermão?
P: Pois é. Eu não sei. Eu acho que o jogo foi tenso cara. É o Chile entrando pelo empate.
E eu acho que isso acabou atrapalhando um poco a comodidade do jogo.
A: Tava gostoso né?
P: Tava.
A: Cês fizeram um joguinho de cumpadre depois ali que tava bom pra todo mundo.
P: Não. Pra mim tava ótimo né, mas pra quem tava assistindo pelo amor de Deus.
A: Nossa nem o Caio. O Caio não se aguento e falo assim: é isso ai vão ficá tocando
bola né, até terminá isso aqui. Tava chato o jogo.
C: Tava, e são duas seleções que eu gosto muito, viu Tiago. São duas seleções ofensivas
que tão jogando pra frente, em busca do gol. Quando chegô ali perto do trinta minutos
do segundo tempo que o empate bastava, ai elas tiraram o pé mesmo.
A: E pra fazer a nossa lição de casa do otro lado tinha Honduras e Suíça. O dia sem gol
né Helio de La Penã, zero a zero.
C4: O dia sem gol, essa campanha deu certo.
A: Olha a quantidade de gols que eles perderam lá no Honduras e Suíça. É
impressionante. Teve uma hora que a bola passou na frente de todo mundo, ninguém
pegô também. E teve uma boa defesa do Benalio que é o golero da Suíça que faz a
sobrancelha, mas ele é bom, ele é bom golero. (risos) Ó lá cara a cara Honduras, ó olha
o braço do Benaglio, ó defesaça Caio. Bom golero.
C: Muito bom golero.
A: Goleiro do Wolfsburg.
C: Defesa da Suíça já é boa, o golero traz mais confiança ainda quando exigido. Puro
reflexo ai.
A: E aí os dois estão eliminados, e a Suíça ainda bem que foi embora, que a Suíça não
gosta de fazer gol. E que espécie de time é que não gosta de fazê gol.
C: Cê sabe que eu fiquei pensando depois que falou-se muito né que eles, tanto a
Espanha como o Chile num tiveram tanta objetividade é um castigo pra Honduras e pra
Suíça, porque a Honduras entra pra não toma gol, a Suíça entra pra não toma gol.
A: Aí a bola fica lá.
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C: Aí a bola pune. Então quando chegá pegá duas seleções ofensivas aí ela fala assim,
vamô dá o troco nessas duas, agora quem não qué fazê gol somos nós.
A: Tá certo. Foi boa, foi bom, bom argumento. Por isso que ele é tão legal. Ele
conseguiu até justificá o jogo chato do Chile e da Espanha. Foi ruinzinho, foi ruinzinho.
P: Pelo menos o meu time saiu classificado, isso que importa.
C3: Eu queria só pra lembrar o nosso amigo chileno, que assim, fazendo um retrospecto
rápido nas eliminatórias a gente jogô duas vezes contra o Chile, e ganhamos as duas tá
chileno. Assim, só pra lembrar.
A: É isso aí, bom fim de semana pra você.
C3: Lembrando que esse jogo ofensivo de vocês é ótimo pra gente que gosta de jogar no
contra-ataque. Só pra lembrar também, né.
P: Copa é Copa. Eliminatória é eliminatória.
A: Isso em três né? Dois zagueiros e outro como é que chama mesmo? Estrada.
P: O que vai fazer falta é a dupla de zaga. Mas o Chile tem um bom ataque e acredito
que vai compensá.
A: Vamô começá a falá da nossa seleção que é o que mais importa aqui, a maior de
todas. O Estrada gosta de um carrinho. (risos)
C4: Pra isso nós temos o Felipe Melo. Pra dá carrinho não tem igual.
A: Espetacular.
P: Ainda bem que o Felipe Melo vai jogar contra o Chile né. Bom reforço pro Chile.
(risos) Comentário meu.
A: Isso aqui tá ficando cada dia pior Caio. A plateia não tá dando conta disso aqui.
C: Cê tá dando conta pra eles tá vendo. Daqui a pouco a argentina vai chegar com
dezoito amigos aqui.
C4: Voltando ali a falar do Honduras e Suíça. A Suíça tem um time titular ruim, mas tem
o melhor banco né?
A: A muito bom. Falá da nossa vai, a gente foi assistir o jogo da seleção lá no Projac
com o elenco de Malhação. Se você gosta do Fiuk, por exemplo, você vai vê ele
bastante agora. Olha só.
Matéria: Rola a bola na Central Globo de Produção, o Projac. Caiu a bola, vou de novo.
Já? Bem amigos da Rede Globo essa é uma das piores imitações que você já viu. Rola a
bola no Projac, a Central Globo de Produção, e a gente veio até aqui numa cidade
cenográfica acompanhar o pessoal da Malhação, aí todo o elenco assistindo ao jogo do
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Brasil. Arnaldp César Coelho você vai comentar aqui a arbitragem, desse, desse árbitro
que você disse que não dava cartão, já deu doze cartões hein Arnaldo? Pois é, mas o
problema principal não é esse! Eles trabalharam hoje sim, teve gravação normal, mas
como todo o brasileiro ganharam uma folguinha de duas horas pra acompanhar a nossa
seleção. Vamô vê todo mundo junto, depois a gente almoça e já gravando na correria. O
cara vai chegando perto, ó, ó. Vai dando... Você entra no clima? Não total, pô! Você não
tá contracenando agora não? Tira a mão da minha cara ai, tá loco! O Bernardo tá na
Malhação, eu tô aqui, eu sou o Fiuk. O jogo todo mundo já sabe não foi essas coisas. Eu
achei que ia ser mais a flor da pele aqui. Segundo tempo, zero a zero tá, todo mundo
jogou bolão alto, um jogo cinco a zero, outro jogo três a dois, três a um. Pô, tamô ai né
esperando alguma coisa.
A: A argentina tava, como é que é a música da abertura Marina? Canta ai, canta ai! Cê
sabe cantá a música de abertura da Malhação? Tô começando a desconfiar que você não
é argentina não. Canta um pedacinho. Só uma chamada do nosso programa da
reportagem mais legal de hoje. Cês conhecem esse minininho ai que passa o sorvete na
cara? Ó lá. (risos) Que lambança que cê tá fazendo garotão. Isso aconteceu na Copa das
Confederações do ano passado, ai viro vinheta, a gente usa exaustivamente nos Globos
Esportes de todo o Brasil e a gente localizou essa figura e a gente mostra pra você já já,
intervalo rápido na Central da Copa, já voltamos. De volta com a Central da Copa e
agora a vuvuzela está liberada, Vamos cornetar a seleção brasileira, foi muito ruim o
jogo. A gente tá fazendo um teste aqui frequentemente de atenção das pessoas. A gente
já colocô estátua, pra vê se a estátua aguentava e hoje a gente colocô o teste da
popozuda. Pra vocês verem como o jogo tava ruim elas ganharam do jogo da seleção,
que vê, dá só uma olhada.
Matéria: Nossa equipe teve uma ideia brilhante a gente vai até a Cinelândia, no centro
do Rio onde vários homens se concentram pra ver a seleção jogar. Só que a gente vai
com a Mulher Jaca e com a Mulher Melancia. E a gente quer saber se os homens
prestam mais atenção no jogo, ou nelas dançando funk. Enquanto a nossa equipe
preparava o som, a atenção era toda do Brasil. Depois de quinze minutos a revelação,
Melancia, Jaca no meio da Cinelândia. A atração mudou de lugar. Teve até mulher na
roda, não fazia parte da salada gente, é claro. Eu gosto de vê elas dançá, porque eu gosto
de aprendê com elas. Olha realmente é um fenômeno, a gente achava que elas nem
fossem fazer tanto sucesso assim por causa do jogo do Brasil, mas olha aqui, pessoal
abandonô o jogo pra tirá foto com a Mulher Melancia e com a Mulher Jaca, imaginava
isso? Não mesmo, foi um privilégio enorme. Olha pessoal largô o jogo pra vê a gente,
não dá nem pra gente dançá. Jaca, já viu isso, o pessoal abandonô o jogo do Brasil?
Esquecero que é a Copa do Mundo né. O mais importante é as frutas, graças a Deus.
Esqueceram de tudo, não sabiam nem o que rolava lá na África. Foi gol do Brasil. Que
maravilha. E o pessoal embarcou na zuação. Brasil fez gol sabia? Fez, sabia. Saiu um
gol agora. Mas você tá bem? Eu tô bem, e tô vendo a Mulher Melancia bem
maravilhosa. Tamô competindo com o futebol. Viu né Tiago, teve jeito não, as mulheres
ganharam, quer dizer, as frutas ganharam do Brasil.
A: Tá vendo, tá tão ruim o negócio, foi o primeiro teste que a gente ganhô da seleção.
C2: É, mas ali tava fácil né. Até a Mulher Tamarindo ganhava ali qualquer coisa.
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A: Tamirindo é, uma acerolinha, mulher acerola.
C2: É.
A: A gente tem as imagens do duelo da manhã, Felipe Melo contra Pepe. É a coisa foi
feia realmente. E aí eu queria ouví a opinião de vocês, da torcida. Zeca Camargo, aí os
caras soltaram assim: mas que inteligente o Dunga, tirá o Felipe Melo antes de sê
expulso, o inteligente, então o que você acha, sei lá?
C2: Acho que ele tinha que mostrá inteligência, mexendo de otras maneiras ali. Pelo
menos se a gente compará com a última vez que um jogador se comportô dessa manera,
no último jogo.
A: Foi o Kaká.
C2: O Kaká, foi uma decisão no mínimo sábia dele.
C1: Foi rapidinha. Agora, eu acho, não sei o que que você, a gente nem comento né
Zeca, antes de vim pra cá.
C2: A gente tava trabalhando né Patrícia.
C1: A gente tava trabalhando, é bom deixá registrado, a gente tá na turma do Caio ali.
Mas olha, eu acho assim, sinceramente eu acho que, obviamente né o empate já era
suficiente pra colocá o Brasil em primeiro lugar no grupo, mas o torcedor esperava gol,
esperava mais do que isso, esperava aquelas jogadas criativas né , que é a cara do
futibol brasilero. E eu acho inclusive Zera, que faltô ali o Robinho. Faltô o Robinho ali
pra fazê aquelas grandes passadas de bola, pra bola chegá ali na grande área e batê o
gol, porque o que a gente viu muito é aquele chute lá de metros e metros de distância,
aquele chute que não vai prá lugar nenhum né.
A: E a quantidade de passes errados, assustadora.
C2: Inacreditável, o meio de campo inclusive, se fosse todo mundo em cima tá, mas os
cara nem conseguiam passá nem o meio de campo. Sbe que tem uma amigo meu, um
garoto de oito anos, o Diogo que ele gosta de narrá, faz uma brincadera assim, ele já
tinha feito isso na Coréia do Norte e fez isso de novo, a narração dele é basicamente,
pro lado, pra trás, pro lado, pra trás. E hoje o jogo emperro ali. Tava melhor que qualqué
um narrando o jogo, tirando o Galvão aí.
A: Mas tava assim.
C3: Ô Tiago?
A: Diga Cris.
C3: O jogo foi tão empolgante que foi o recorde de cartões amarelos dessa Copa.
A: É verdade.
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C3: Foram sete. Quatro de Portugal e três do Brasil.
C2: Foi o recorde mesmo?
C3: Foi até então.
A: Eu achei que aquele jogo da Alemanha tinha sido nove.
C4: Era só pra distraí a gente.
A: Oi?
C4: Era pra distraí a gente. Pra acontecê alguma coisa né.
C3: Mais impolganti.
A: Pra dá uma quebrada na quantidade de laterais, escanteios e tal. Caio o que é que tá
acontecendo?
C: Eu acho que tá acontecendo o que nós temíamos e já sabíamos, nós não temos uma
seleção fantástica, que vai dá show.
A: Tapa o ovido aí argentina.
C: Quais eram os problemas da seleção antes de começa a Copa do Mundo? Falta de
criatividade no meio de campo.
A: Não tem substituto pro Kaká.
C: Não tem substituto pro Kaká, temos dois volantes de destruição que não tem
qualidade na saída de bola, tudo o que nós dissemos tá acontecendo exatamente à risca.
Então quando a gente pediu um plano b, quando nós pedimos, agora não adianta falá, o
Ganso, o Neymar, o Hernanes, jogadores que podem te trazer alguma coisa de diferente,
era justamente pensando nesse tipo de jogo.
C1: Ô Tiago?
A: Diga, diga.
C1: Só que é bom lembrá também, a sensação que eu fiquei assistindo o jogo, era que o
Dunga estava testando ali, essa outra seleção.
A: Muita gente falô isso.
C1: E assim, eu acho que ele chegô a conclusão de que ela é muito pior né, do que..
C2: Não passa ela no teste. (incompreensível) Eu ando muito de táxi, e vocês com um
olhar mais técnico, que pelo menos eu não tenho mas você não tem muita pra quem
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torcê, não tem um ídolo ali, eu ando de táxi pra caramba, e os taxistas que é uma
categoria que vibra...
A: Não tem um cara como Ronaldo, como Romário.
C2: E eu falo, tá torcendo pra quem? A quem batê lá na bola.
C1: Aquele cara que fica ali na boca do gol esperando pra marcá.
C4: O Robinho é o mais carismático.
C2: Quando aparece um nome é o do Robinho.
A: Então o Robinho, aliás, prepara pra nós aí voz na consciência, onde é que o Robinho,
porque que o Robinho não entrô?
C4: O que que houve com o Robinho afinal de contas?
A: A gente têm imagens do Robinho no banco. Porque que o Robinho não entrô?
C: Porque o Brasil já tava classificado. Alguns jogadores tão sentindo o desgaste do pré
Copa do Mundo e mais o acumulo desses dois jogos. O Robinho, e a Patrícia fez uma
análise perfeita, é o cara que vai dá um toque diferente na nossa seleção.
A: Então brigado Caio, pode í embora, foi um prazer.
C2: Patricia então agora cê fica aqui.
C: Hélio cê viu?
A: É isso, é o passaporte dele pra liberdade. Mas continua, diga lá.
C: Não então, você não pode abri mão de um jogador desse, por que? Porque você sabe
que é o cara que vai dá um drible, como fez nos dois jogos anteriores, é o cara que vai
criá alguma coisa que vai saí do trivial. Então o Dunga sabendo disso não quis queimá e
corrê o risco de um cartão, de uma lesão muscular.
A: E aí o que que aconteceu, que a gente tava sem o Robinho, sem o Kaká e o Elano, e
aí o Lúcio virô o Kaká.
C1: Exatamente. Zaguero.
A: o Lúcio saía com a bola. Por um lado, não é igual aquela porcaria daquele De
Michelis, né Marina? Aquelas coisas que cê tem lá na Argentina, ele sabe joga, ele
dribla.
M: Ai que bom, cem por cento de aproveitamento.
A: É capitão.
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M: Nove pontos. Cem por cento de aproveitamento.
(imcompreensível)
A: Pera só um minutinho, como é que é, o que que você falô? Peraí cê tava falando de
quem, quanto? Que que você falô da Argentina?
M: Eu falei cem por cento de aproveitamento.
A: Porque você fica fazêndo zero assim com a mãozinha, pra mim.
M: Eu falei zero, zero gols que vocês fizeram hoje.
A: Era um teste.
M: Era um teste?
A: Era um teste, com uma seleção top ten. Vocêis como a gente tava conversando aqui
otro dia, vocêis cairam no grupo da morte, só tinha morto. Grécia, Coréia do Sul,
Nigéria, o grupo de morte. Não sei nem como é que classificaram duas, podia eliminá
trêis ali já, só passariam vocêis.
M: Tá bom, a gente vai se vê na final.
A: Tá bom.
M: Lady Gaga tá pronta já?
A: Não, calma, cês tem que ganhá.
M: Tão falando que o Fly vai te treiná.
A: Como é que é?
M: Tão falando que o Fly da Xuxa que vai te treiná.
A: A o Fly da Xuxa que vai me treiná, beleza. Diga Hélio de La Peña.
C4: Pessoal do twitter, que o futebol é um jogo de xadreiz, cê tem a torre que é o Júlio
Baptista, o bispo que é o Kaká e o cavalo que é o Felipe Melo.
A: O Felipe Melo, faiz todo sentido. E aonde estava o Kaká esse tempo todo? O Kaká e
o Elano ficaram na tribuna, e a gente tem uma imagem. O jogo tava bom lá pra eles, ôie.
Legal, bacana. O Kaká tava distraído no momento, mas o Elano é esperto, sabe que a
câmera tava nele, ele olha primero pra lá, depois ele volta, mas ele já deu uma. Ele é
esperto, ele é bom.
C3: Ele deu uma disfarçada boa, mas o Kaká nem olhô né, impressionante, nada.
A: Kaká tava, virô o rosto.
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C3: Focado.
A: Carol deve tê ficado feliz.
C4: Nem pra tê uma inspiração à noite, aquela concentração deve tá braba hein. Te
contá.
A: Então exatamente sobre, que bom que cê me deu esse gancho. O Maicon logo depois
deu uma entrevista pra Globo, pro Tino Marcos, e ele conversô com a família dele. E aí
ele falô uma frase que acho que só o Casagrande pescô e a gente separô de novo. Vamô
escutá então o que disse o Maicon no fim do jogo.
Matéria: Algum recado pro seus pais, seus irmãos? A não, um bejo pra todo mundo, falá
que eu tô com muita saudade, já tô há um bom tempo trancado aqui com os meus
companheiros. Manda uma beijo, que els continuem rezando lá, torcendo pra seleção
brasileira.
A: Maior tempo aqui trancado com os meus companheiros.
C2: Tava mandando recado, ali era, não era nem direta.
C1: Não é só você que tá nessa.
A: Será que.
C4: Tá tranquilo aqui, inclusive eu ouvi dizê que tão até distribuindo rolha né. Pessoal
se precavê, porque né.
A: Que coisa horrível, que vergonha. Cê vê, eu e Caio Ribeiro a gente ficô vermelho
agora. Meu Deus, mas tá atrapalhando.
C: Ele tem essa liberdade aqui?
A: Ele pode, pessoa do Casseta tá liberado.
C: Tá vendo, eu tenho companhero de cativeiro.
A: Só que isso faz mal.
(imcompreensível)
C: Eu acho que isso é reflexo do que aconteceu na última Copa, é houve muito oba, oba,
cê conversa com os jogadores, nós tínhamos uma super seleção, e acho até que Dunga tá
indo ao extremo, podeira sê um poco mais maleável. Podia liberá de vez em quando,
todo mundo é responsável, todo mundo sabe o que tem que fazê, então manhã de folga,
uma tarde de folga, eu não vejo problema nenhum. Agora que o foco é na seleção, que o
foco é na Copa do Mundo, e que mesmo com todas as críticas, porque nós fizemos uma
partida horrível, classificamos em primero. Então, o objetivo mais uma vez foi
conquistado, não temos uma seleção pra dá espetáculo, mas temos uma seleção
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competitiva, essa é a grande mensagem de otimismo que a gente pode passa nesse
momento.
A: Brigado, tamô bem mais feliz agora, vamô dormi bem mais aliviado nessa sextafeira, meia-noite e trinta e sete.
C4: Esse papo do oba oba, quero discordá um poco, porque assim noventa e quatro a
concentração era aberta, todo mundo ía, não tinha problema nenhum, entendeu? Dois
mil e dois também não teve esse problema, agora em dois mil e seis além disso, tinha
coisa que o meu amigo Claúdio Manuel fala, cê tinha dois laterais que somavam setenta
anos, dois atacantes que somavam duzentos quilos, entendeu? Esse problema era bem
maior do que a presença dos jornalistas na concentração.
A: Eu acho que a gente tá levando tudo muito a sério também, por isso que aqui na
Central da Copa a gente já é mais relaxado também. Acho que é só uma entrevista, é só
futebol. Sério eu acho que a gente devia sê mais light, eu acho que o Dunga as vezes
pega pesado no negócio de fechâ um poco demais.
C4: Pois é, uma brincadera.
A: O futebol é diversão pros otros, tem que sê diversão pra eles.
C4: Pra todo mundo.
A: É o trabalho deles, mas eles precisavam sê diverti um poco mais.
C2: Não tá com cara de diversão não.
A: Não tá. Tá um clima tenso.
C1: Posso fala uma coisa, sabe qual foi a cena que mais me chamô atenção nesse jogo?
Eu tava assistindo na Fifa fan fest, ali na praia de Copacabana, então é bom vê a reação
das pessoas né. Na falta de gol tinha que comemorá algo né, então foi o momento em
que o juiz dá o cartão amarelo pro Juan né, e logo depois o jogador português vai
raclamá e pum, dá o cartão amarelo. E a galera urul, assim.
A: Foi ali que explodiu.
C1: Aplauso geral.
A: Vamô dá uma respirada, sabe que todo programa de Copa do Mundo faz uma
reportagem sobre a dificuldade do povo brasilero de vê a Copa, quem não tem acesso a
energia, quem não tem acesso a televisão, e a gente fez a nossa, claro. É obrigação de
qualquer programa de Copa, é claro. Dá só uma olhada.
Reportagem: A gente tá na comunidade de Santo Elias, que fica mais ou menos a uns
quinhentos quilômetros de Manaus. Aqui não há se quer luz elétrica, mas toda essa
gente não vai ficar sem assistir a Copa do Mundo. Um gerador fornece energia pra essa
televisão, e aqui não basta apertá o botão, viu, o esforço pra vê o Brasil é muito maior.
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Este é seu Sebastião, cinquenta e oito anos, pescador, dona da única teve na pequena
comunidade em que vivem, de apenas vinte e oito habitantes. Que aqui nós dependemô
do diesel né, tem que te o diesel pra televisão funcioná, senão não funciona. Véspera do
jogo do Brasil, o diesel não é suficiente pras duas horas da partida, Seu Sebastião vai
viajar, muito. Oito horas de barco até Novo Airão,a cidade mais próxima, outras doze
pra voltar. Gasta uns trezentos reais né. Trezentos reais? Mas e vale a pena? Vale a pena.
Enquanto ele abastece o gerador vamôs pro outro lado da Amazônia, em Rumo Certo
conhecemos Seu Alberto. Tudo bem Seu Alberto? Sem luz elétrica, sem gerador, mas
ele nunca está sozinho. O rádio traz o mundo pra esse senhor de sessenta e nove anos,
um torcedor de uma seleção sem rostos. Não sabe quem é esse jogador, é um jogador da
seleção brasileira. É não sei não. E esse aqui? Também não. E esse aqui? Não. Agora, se
eu falá quem é o Kaká o senhor sabe quem é, de nome o senor conhece? Conheço. Mas
o senhor não sabia que ele é essa pessoa aqui? Não, não sabia. E esse daqui quem é?
Pelé né. A esse aqui o senhor se lembra. São dezesseis anos sem assistir televisão, e
morando sozinho no meio da floresta amazônica. Dia do jogo. Deixa eu apertá aqui pra
não arriá, em Santo Elias Seu Sebastião ajeita a TV, em Rumo certo Seu Alberto procura
a melhor sintonia. Faltô o gol, mas não a alegria com a classificação. Na próxima
segunda tem mais. Tudo de bom, obrigado. Obrigado o senhor. Tchau.
A: Quinhentos quilômetros pra diesel pra vê Brasil e Portugal, coitadinhos. E nossa
equipe na África do Sul também teve dificuldade pra assistí o jogo. Olha só.
Matéria: Tiago vida de repórter itinerante não é fácil, a gente tá acompanhando as outras
seleções da Copa, e agora enquanto o Brasil joga, nós tamôs no treino de Gana do lado
de fora do estádio, tentando vê o jogo do Brasil, mas não tem jeito, é só pelo radinho do
celular. Tá qui o nosso produtor Sérgio Goulart, tá com antena ali na mão. O único
problema Tiago é que a transmissão tá em zulu, não tenho a menor ideia de quanto tá o
jogo. Conseguiu entender alguma coisa aí Sérgio? Nada, por enquanto nada, mas vamô
ouvindo, a hora que saí um gol a gente vai entendê, vai gritá, a gente entendê. Só vai sê
difícil de sabê se foi do Brasil ou de Portugal. Tiago.
A: Caio em grau de fofura só o Pedro Bassan compete com você sabia, e eu gosto do
Pedro Bassan. E a gente falô pro Pedrinho que foi dois a zero pro Brasil e ele tá feliz,
dormiu contente né, porque não sabia o resultado do jogo. Temos aqui um colônia
Portuguesa, nomes, nomes?
P: Teresa, Mafalda e Bárbara.
A: Imagens de Cristiano Ronaldo, jogô bem, foi eleito o jogador da partida, e apesar da
feiura é um bom jogador, acho que é um jogador bacana. Vocês gostaram do Cristiano
Ronaldo?
C5: Não gostei tanto nesse jogo.
A: Não gostô dele nesse jogo, eu achei que foi o melhor dele na Copa, sabia?
(incompreensível) Como é que é o Cristiano Ronaldo em Portugal, cês pegam muito no
pé dele, como a gente pagava aqui no Ronaldinho Gaúcho?
C5: É difícil, porque no momento ele tá na Inglaterra.
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A: É né, não joga lá.
C5: Ou pra Espanha, não joga lá ainda.
A: Mas na seleção, cês pegam no pé dele?
C5: Imenso.
A: Por que?
C5: Acho que porque tem sempre o peso de ser a estrela da equipe, eu por exemplo
farto-me em dizer que não devíamos por tanto peso no do Cristiano Ronaldo e devíamos
pensar mais na equipe, porque se continuarmos a colocar o peso num só jogador, que
ainda por cima só veio melhorar em todas as Copas e em campeonatos europeus, que
antigamente jgava muita mais sozinho, e hoje em dia joga muito melhor. Eu não
concordo em dizer que ele teja a jogar pior ou que não faça um jogo tão bonito, que eu
acho que ele está a melhorar bastante.
A: O Cristiano Ronaldo, eu dei a sorte de nunca assistí um jogo em que ele foi decisivo.
Eu nuca vi, eu sei que ele é, alguém já viu?
P: Não.
A: Eu nunca vi um jogo que ele desequilibrô e falô assim: nossa ele ganhô o jogo pro
time, eu nunca vi. Não sei o Caio, Caio? Assistiu já, cê gosta dele né. Ele joga bola, só
que eu nunca vi ele sê decisivo.
C: Se você pegá a goleada da rodada anterior contra a Coréia do Norte, ele por exemplo,
Coréia do Sul, perdão. Ele não fez gol, ele fez o último gol, mas ele participô de
praticamente todos e aquele gol que saiu...
A: Acho que foi o penúltimo gol né, depois p Tiago, claro né, fez o último.
C: Fez bem pra ele, eu acho que ele tirô um peso das costas.
C5: Eu acho o Cristiano Ronaldo um jogador super generoso, (incompreensível) podia
ter feito o gol, foi burro porque não fez, passô e ofereceu o gol pro (incompreensível).
A: É isso é legal dele. Ele falô um negócio, no final ele falô assim: esse empate com o
Brasil é bom, porque o Brasil não é a estrela da armada, Estrela da Amadora é um time,
aliás cês conhecem o Estrela da Amadora.
C5: Claro.
A: Pra nós acho que é o nosso Ibes. Que que é? O Ibes é nosso pior time.
C5: Não, não é o pior.
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A: Brasil não é a Estrela da Amadora, mas foi bom o empate, que que é o Estrela da
Amadora.
C5: Na verdade eu nem sei porque que ele falô isso, o Estrela da Amadora não é uma
equipe má, mas também não é a melhor equipe de Portugal.
A: O pessoal da Estrela da Amadora deve tá contente.
C5: Não é o futebol Clube do Porto.
A: Se queimô, menos um clube pra ele jogá na carreira dele. Só isso que eu tenho a
dizê.
C3: Agora Tiago.
A: Diga, diga Cris.
C3: Portugal tem que tá comemorando, porque eu tava pesquisando aqui, a Europa tá
numa fase péssima. Desde oitenta e seis que a Europa, as seleções européias não fazêm
uma pimeira fase tão ruim, até então entravam nove, dez seleções européias. Desse vez,
nessa Copa foram apenas seis, sendo que todas vão s enfrentá, ou seja, pras quartas vão
sobrá três.
A: É verdade. Como eu disse aqui ontem, a Copa América é a Copa do Mundo sem
Estados Unidos e Gana, aliás sem Gana e Eslováquia. Copa América é super forte. A
gente tem imagens do treinador de Portugal insandecido hoje, jogando terno no chão.
Roda a imagem aí pra gente voz na consciência. Não sei o que que deu no Carlos
Queirós, ele tava felizão, não é o Vicente Del Bosque né, cê vê que não é aquele estátua.
Tava lá, aqui é pra lá e de repente ó lá, ó, ó, ul, ele é todo seu mulher. Não pelo amor de
Deus, Carlos, Carlos, Carlos.
C2: Tão filmando, e se manda leitura labial pro Fantástico.
A: Cês já fizera a dele? É legal.
C1: Já fizemos semana passada.
A: Essa aí dele arrancando o terno não?
C2: Essa vai no domingo agora, com certeza, a gente não vai perde essa oportunidade.
A: E antes de terminá esse bloco, uma homenagem ao maior goleiro do mundo, Júlio
César, que nos salvou hoje, de novo. Cruzamento do Lúcio e defesa, defesaça do Júlio
César. Ele colocô a mãe, ele tinha milhares de centímetros pra colocá a mão, ele colocô
exatamente onde ele tinha de colocá, tá aí com as costas machucadas. Como é que é voz
na consciência? O melhor golero do mundo, Júlio César não precisa de mais ninguém.
C2: O menino Tiago não percebeu o que ela falô.
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A: O que foi, o que ela falô?
C5: Que falo foi ela, mas eu concordo.
A: A você que falô, que que cê falô? Ela é braba, que que cê falô? Porque que cê tá sem
graça agora.
M: Eu falei que a melhor parte do jogo, era vê a bunda do Júlio César.
A: Meu Deus do céu, mas que fase que nós tamô nesse programa. Susana Werner
mandô um bejo. Mostra o minininho da lambança, porque aqui a poco, depois do
intervalo, a gente vai revelá a história desse minininho fofuchito. Voltamos já.
A: Quem é o minininho que passa sorvete no rosto? É ele, dá só uma olhada!
Matéria: Mexe na bola a Itália. Copa das Confederações de 2009, foi durante um Brasil
e Itália, um dos maiores clássicos do mundo que ele apareceu. Essa coisinha gorducha
apareceu assim toda lambuzada e o mundo se perguntô: mas o que que deu nele? E foi o
mundo mesmo que se perguntô, não é exagero, ficou conhecido de ice-cream boy, o
garoto do sorvete. Essa imagem foi ao ar várias vezes, em várias TVs do planeta.
Galvão Bueno resumiu assim: que lambança que você tá fazendo garotão. Muito
engraçado né, porque é uma coisa completamente diferente, uma coisa que não é normal
num estádio de futebol, mas ele na idade dele tem direito de fazer o que ele qué. Foi
muito bacana, uma lambança gostosa. Já imaginô você sê criança e pode fazê uma
lambança daquela? Uma lambança que deu sorte, o Brasil ganhou da Itália. Quem é o
minininho da lambança? Central da Copa ficou muito curiosa, procuramos na internet,
em redes sociais, nada. Os métodos mais comuns não funcionaram e era hora de
recorrer a um especialista em investigação, só ele poderia nos ajudar. A Central da Copa
convocou César Tralli. Tiago Leifert passou a missão que parecia impossível e a nossa
equipe assim que chegou do Brasil aqui na África do Sul já começou a correr atrás, mais
de quarente dias tentando encontrá o garoto do sorvete. Primeiro a gente ligô pras
estações todas emissoras de televisão, depois também pras estações emissoras de rádio,
nada. Ninguém tinha a menor noção de quem era esse garoto, ninguém nem sabia se ele
era da África do Sul ou não. E aí o jeito foi a gente começa a corre atrás dos jornais
impressos. Nossa produção ligou pros principais jornais da África do Sul, nada.
Procuramos nos estádios, nada. Até que convencemos o jornal Sunday Times a publicar
uma reportagem, procura-se o menino do sorvete, recompensa-se com sorvetes. E deu
certo. Alguém que disse a mãe que tinha visto a fotografia do menino, ligo pro jornal, e
aí o jornal depois me deu o número do telefone da mãe. Quando eu falei com ela, aí a
senhora se emocionou muito. Na conversa pegamos o endereço e o Tralli pegou a
estrada. E aí foi só preparar a isca. Aí está ele. Pe-pe-peraí ainda não. Esse é o
Dominique, com a camisa do Brasil, fã da nossa seleção brasileira, uma alegria e uma
surpresa enorme conseguí achá o Dominique. Dominique mora aqui em Joanesburgo.
Dominique can you show your home for us? Pode mostrá sua casa pra gente? A mãe
dele aqui, how are you? A mãe dele ficou absolutamente surpresa. Primeiro porque a
mãe não sabia, olha só que ele tinha saído na televisão se lambuzando com sorvete. Foi
uma ótima surpresa e agora entendo um pouco mais sobre o povo brasileiro. Os
brasileiros sempre tentam encontrá o ser humano, e dá um olhar diferente pras coisas. É
uma honra podê dizê: oi Brasil, muito prazer, este é o menino do sorvete. Por que é que
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você fez essa lambança aí? Foi pra mãe do meu melhor amigo que tava tirando uma foto
na hora e eu quis fazê graça. Aí eu tava fazendo a lambança e ao mesmo tempo a
câmera do estádio m pegô, e pelo resto do dia eu não limpei meu rosto. Dominique tá
aqui com o amiguinho dele o Baily e a gente vai entrá pra conhecê a casa. Baily eu vou
tê passá o sorvete cê toma tá? Dominique é só depois. Que lambança que você tá
fazendo garotão. No quarto do garoto do sorvete uma foto do Messi. Lençol, colcha,
aqui o tapete do Manchester. Ele é goleiro qué seguí carreira de goleiro. Qual dos
jogadores brasileiros você mais gosta? Júlio César. vamos ao momento prazeroso pra
ele e pra gente que é o replay do que foi aquele momento marcante que tanto é exibido
aí no Brasil, né Tiago? Tiagão tá aí pra vocês especial aqui da África do Sul o nosso
menino do sorvete. Que lambança que você tá fazendo garotão.
A: Dominique que ao final da reportagem já tinha comido cinco sorvetes, segundo o
César Tralli. Comeu tudo. Tá terminando o Central da Copa. Hélio de La Peña obrigada,
a campanha é um sucesso, você troxe um presente pra nós?
C4: Pois é, eu trouxe aqui um presente, o livro do Bussunda, feito pelo Guilherme
Fiuza. Inclusive ontem, sexta-feira foi, seria o aniversário do Bussunda dia vinte e cinco
de junho e aí eu trouxe aqui. Ó Caio pra você lê, você tem tempo de lê aí, enquanto não
tive no ar.
A: O Caio vai tê tempo de lê, enquanto tivé no cativeiro.
C4: Também o Fiuza autografou pra você.
A: Legal, brigado. Muito obrigado.
C: Brigado. Brigado pelo carinho.
A: Hélio vamô salva o Caio véio. Tá bom
C4: Caio terça-feira eu volto aí hein.
C: Conto com você.
A: Patricia Poeta que estará no Fantástico. Coisas boas no Fantástico domingão?
C2: Ô coisas ótimas, como não. Só tem coisas ótimas no Fantástico.
C1: Tem Copa do Mundo. Só queria falar uma coisa, olha tá faltando uma campanha
aqui no seu programa.
A: Qual?
C1: Dança Tiago!
A: Não, não, não, não. Eu já fiz minha parte.
C1: Galvão pedindo e você prometeu.
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A: Não. Espera terminá a Copa.
P: É.
A: Não, não faz isso. Espera terminá a Copa que que que eu prometo que eu danço. Eu
vo dançá.
C1: A gente vai cobrá tá?
A: Cris me ajuda.
C3: Eu quero que você dance.
A: Não Cris. (risos) A todos vocês também meu muito obrigado, vô mostrá também a
agenda de amanhã rapidinho. Dá tempo né voz? A então tá bom, eu tenho um e
quarenta. Aqui é difícil, na TV Globo é tudo assim, é tudo corrido. Eu subi aqui já senti
meu joelho Caio, sô dúvida pra terça-feira.
Olha aqui ó, Uruguai e Coréia do Sul. Eu acgo que o Uruguai passa Caio, onze da
manhã em Porto Elizabeth.
C: Eu também.
A: E ó, vô fala pra vocês com toda a minha imparcialidade estou torcendo muito para os
americanos, gosto da seleção americana, contra Gana, três e meia. Preparador físico dos
Estados Unidos é brasileiro vamô torce por ele também. Estados Unidos e Gana as três
e meia. Está terminando a Central da Copa. Agradecendo a todos vocês, e enquanto a
gente tá terminando por aqui você fica com imagens de Caio recebendo os presentes
que a plateia troxe, um kit de sobrevivência. E é isso. A gente vai encerrando e o Caio
vai recebe. Vamô vê o que é que vocês trouxeram para o Caio. Boa noite à todos. Boa
noite. O que é que vocês trouxeram para o Caio aí? Biografia do Mandela.
P: Pra quando ele tiver encarceirado.
A: Biografia do Mandela, Caio. Valeu.
C: Obrigado.
P: Pra ele cuidar da saúde dele.
A: Uma escova de dente sempre bom.
C: É importante.
A: O papel higiênico, necessário.
C: Brigado.
A: Mais alguma coisa, colchonete? Não. Cobertores?
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P: Loco Abreu titular amanhã?
C: Acho que ainda não.
A: Deixa ele descansá agora. Ficam perguntado pra ele essas coisas. Acabou, já tá bem
agora Caião.
C: Obrigado. Tá vendo, o pessoal tá me apoiando.
A: Vamô assisti o Jornal da Globo agora então.
C: Eu não saio daqui mesmo.
A: É. Valeu.
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ANEXO B - Transcrição Programa Central da Copa – 28/06/10
A: Tiago Leifert – Apresentador
C: Caio Ribeiro – Comentarista
M: Marina – Convidada Argentina
P: Plateia
C1: Luciana Ávila – Apresentadora
C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba
C3: Thiaguinho – Cantor do Exaltasamba
C4: Dona Vera – Vó do Kaká
C5: Galvão Bueno – Narrador
C6: Simone – Mãe do Kaká
A: Apita o árbitro, começa a Central da Copa. Tudo bem? Boa noite a todos, boa noite,
só tenho uma coisa a dizê: ganhamô de novo. Trêis a zero, não tomamô gol hoje, se viu?
M: Vi, vi.
A: Trêis a zero. Tudo bem Luciana Ávila?
C1: Tudo bem Tiago?
A: Tudo bem, Luciana Ávila aqui com a gente e hoje temos a honra de receber o
Exaltasamba, fez show em São Paulo. Péricles e Thiaguinho aqui com a gente, muito
obrigado por terem vindo.
C3: A honra é nossa.
A: Você desculpa, esqueci seu nome, nunca te vi, nunca te vejo por aqui.
C: É estranho porque eu nunca saio daqui.
A: Caio Ribeiro com a gente.
C: E aí Tiagão.
A: Tudo bem?
C: Tudo jóia.
A: Exaltasamba tudo tranquilo?
C2: Tudo.
A: E a vida?
C2: Ótima graças a Deus.
A: Deu pra vê jogo já, não?
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C2: Todos, todos eles.
A: Dá pra vê, depois faz o show?
C2: E o engraçado é que depois dos jogos, logo depois tinha um pagodinho pra galera.
A: Bom, muito bom.
C2: Melhor manera de comemora.
A: E hoje que cês tão aqui a gente tem alguns recados dos jogadores da seleção pra
vocês.
C3: A é?
C2: Olha que legal.
C3: Dexa eu te dá o presente antes?
A: Opa, claro. Esse aqui é rápido em televisão, se viu né, que todo mundo fica por
último, por último e ele já no primero bloco. Muleque bão.
C2: Não podemos perdê tempo.
A: Tá qui ó, mostrá pra minha câmera portátil, cadê? Aqui ó pra vocês. Obrigado, tá
aqui ó. Vão cantá muito ainda. É que aqui não tem dvd pro Caio, e ele não conseguiu
assistir ali atrás onde ele dorme ainda. Recado dos jogadores da seleção para o
Exaltasamba, vamô vê.
C3: A é?
Julio Baptista: Tenho muitos amigos dentro do grupo né. Até queria mandá um grande
abraço pra eles.
Luis Fabiano: A ê galera do Exaltasamba, uma grande abraço pros meus parcero.
Daniel Alves: O Exaltasamba é número um aqui na seleção brasilera.
Julio Baptista: Se pudé cantá uma música aí pra mim, dedica aí.
Ramirez: desse cd deles, dvd ali da Ilha da magia ali, já qualquer uma tá, tá excelenti.
A: O cês tão com moral, tão com moral dentro do busão da seleção ali.
C2: Legal.
A: Parabéns.
C3: A gente sente isso, a gente tem vários amigos na seleção. Além de torcê pra seleção
brasileira porque somos brasileros, torcemos pelos amigos também, que a gente acaba
confundindo né, a gente torce mesmo, e fica feliz. Mandá um grande abraço pra todos
eles.
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C2: Todos eles.
A: Ótimo, vem aí a Holanda. A gente tem os gols da Holanda, desde o começo do
mundial o Caio falava assim: ó ninguém tá falando da Holanda, ninguém tá falando da
Holanda, e olha a Holanda aí. Olha o lançamento do Sneijder espetacular pro Roben.
Roben saiu de titular hoje, ele tava machucado, foi trazendo pra dentro, e só fazem isso
esses holandeses também. Ele bateu, bateu fraquito, mas o golerão aceito. Um a zero
pra Holanda, se tá vendo agora por outro ângulo, três jogadores na marcação, Roben
conseguiu arrumá esse gol. Bateu a falta rápido com efeito, foi o Kuyt que ganho de
cabeça. Como é que fala voz da consciência, você que é holandesa, Kait, e o Sneijder,
Snaidá, como é que é, que vocês são todos frescos, o povo complicado esse holandeses.
A voz na consciência é holandesa, só pra vocês sabê. Mando lá pro Sneidá e ele fez dois
a zero. E aí só pra estraçalhá o bolão, porque eu e o Caio, a gente tinha colocado dois a
zero, me arrumaram um pênalti no fimzinho do jogo, foi o Vitek né que bateu?
C: Vitek.
A: Dois a um, a Holanda está classificada, nosso próximo adversário. Caio Ribeiro o
que esperar da Holanda?
C: Pode esperá jogo dificílimo, muito mais complicado do que foi contra o Chile. É, não
acho que a Holanda vá se expor, que vá vim atacá o Brasil apesar de mantê o mesmo
posicionamento, com três atacantes, com o Sneijder um poquinho atrás e eu acho que a
gente tem condições de passá, porque é uma seleção que apesar dos números serem
impressionantes, são quase dois anos sem perdê, cem por cento nas eliminatórias, cem
por cento na Copa do Mundo.
A: Jogam limpo né, não precisam de gol impedido, não precisam de pênati inventado,
não precisam de gol de mão, pode continuá, eu não resisti.
C1: E o Roben falô ainda que esse aí, esse jogo contra a Eslováquia ainda não foi o jogo
perfeito da Holanda.
A: Que pena então.
C1: O jogo perfeito está por vir, que jogo será esse?
A: É acho que dois mil e quatorze.
C: Não, eu acho que a grande diferença da Holanda, o Roben tá sentindo ainda um poco
a falta de ritmo de jogo, mas é o craque do time, e a gente tem que tê um poco de
atenção com ele. Mas todo mundo, ou muita gente não aposta na Holanda, ou não tem a
Holanda como favorita, pelo fato de nunca tê vencido um mundial. Só que, sempre foi
um time voltado ao espetáculo, esse ano eles tão um poco mais preocupados com o
resultado.
A: É verdade, a Holanda sempre vai pra joga bola né.
C: Sempre.
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A: Só pra participá mesmo né, leva o que eles querem.
C: Acho que chegô uma hora complicada, acho que a gente tem condições de passa, tô
bem otimista, mas vai sê duro.
A: E eles tem aquela jogada típica dos holandeses, do Roben, do Sneijder gosta de fazer
isso, pegá a bola na ponta, vão trazendo, vão trazendo, vão trazendo e batem ó. Esse aí
não foi gol mas é uma jogada muito parecida.
C: E você sabe que o Roben vai trazê pro pé esquerdo, você sabe que ele vai balançá pra
fora e vai trazê pra dentro, só que ele tem um arranque curto muito rápido e define
muito bem então é muito difícil de sê parado.
A: Bom já falamos da Holanda, daqui a poquinho a gente fala mais do nosso adversário.
Marina a gente viu duas grandes injustiças do futebol ontem né.
M: Sei.
A: Primeiro um gol da Inglaterra legitimo, a bola pingô dentro do gol, mas o juiz, só o
juiz não viu, acho que todo mundo viu né, nas suas casas. Quem gritô gol, eu gritei gol,
eu tava no hotel e gritei gol. Cês gritaram gol também? Pois é, e aí teve aquele
impedimento da Argentina, eu falei opa, opa. Cês falaram opa também? Arbitragem tá
perdidinha, e aí perguntaram pra gente, poxa mas porque é que não colocam o tal do
chip na bola, o chip na bola, afinal como é que funciona o chip na bola? Dá só uma
olhada.
Matéria: Lampard gol, gol mas não entrô. Entro sim Luis Roberto, entrô muito, trinta e
três centímetros, você viu, o Fábio Capello viu, o Rooney viu, todo mundo viu, só uma
pessoa não vê, o árbitro, é o único bobo da história, ou melhor, bobos somos nóis né,
obrigados a convivê com a injustiça, dona FIFA é teimosa não aceita a menorzinha das
soluções, um chip na bola, entre o couro e o revestimento um pedacinho de tecnologia
que tornaria o futebol mais honesto. O chip já vem sendo testado no vôlei. São quatro
tótens que ficam um na linha de cada posição, em cada linha da quadra de vôlei, e eles
recebem o sinal da bola, a bola batê no chão, menos de um segundo já tem uma imagem
para o juiz de mesa e também vai um sinal de luz pro juiz que fica monitorando o jogo.
Um procedimento muito semelhante a esse poderia sê usado no futebol. Aquele lance da
jogada da Inglaterra, no momento em que a bola bateu no chão e atravessô essa barreira
tridimensional a gente já teria, através do vibracol o próprio juiz recebendo um pib que
foi gol e também uma imagem no mesmo instante para alguém que está ali, o quarto
árbitro, ou talvez um quinto árbitro possa vir a existir mostrando que de fato a bola
entrô. A fabricante da Jabulani falou que está preparada para a utilização do chip, mas a
FIFA não quer. Diante de tanta polêmica se a bola entrô, não entrô, nesse caso ela entro
muito, mas em outros casos duvidosos lógico que o chip vai ajudar. Sem dúvida daqui
uns anos vão chegá, sem dúvida a esse ponto de coloca um chip na bola. Se vê aí o gol
anulado, o impedimento é bastante complicante, então acho que tem que sê analisado
com bastante carinho a situação.
A: E a fabricante da Jabulani mando pra nós um e-mail sobre esse negócio do chip da
bola, eles disseram o seguinte, eles tão prontos pra usa o chip, tá funcionando, eles
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testaram exaustivamente em dois mil e sete. Vem testando desde então, e disseram que
tá tudo bem. É a FIFA que não qué, eles dexaram isso claro no e-mail que eles
mandaram pra gente e disseram mais, que na última reunião da tal da Internacional
Board, que é quem faz as regras, que o Galvão chama de os velhinhos da Internacional
Board, que eles decidiram que eles vão aumentá o número de juízes em campo, que eles
querem testá pra tê juiz atrás do gol, pra vê se a bola entrô ou não. A FIFA chama o
negócio de emoção, eles falam que o erro faz parte do jogo, o erro isso, o erro aquilo, eu
chamo de injustiça, que que vocês acham, que que você acha, você é a favor da
tecnologia?
P: Sô a favor cara, isso muda totalmente o resultado do jogo.
A: Muda o resultado do jogo?
P: É, o jogo da Inglaterra e da Alemanha eu achei que, sendo bem sincera, no jogo da
Argentina talvez não tivesse sido tão diferente, mas no jogo da Alemanha com certeza a
Inglaterra teria feito aquele dois a dois, teria sido totalmente diferente aquele segundo
tempo.
A: É mas o gol do Tévez, foi o primero gol também.
P: Foi o primero gol com certeza.
A: Abriu a porta para os otros gols também.
P: E o México tava jogando de igual pra igual com a Argentina no início do jogo, a
gente tem que acreditá nisso.
M: Mas em compensação você viu o tercero gol que lindo que foi, maravilhoso.
A: Muito obrigado, eu tenho uma advogada nova.
C1: A FIFA ainda se esquiva um poco ainda dessa discussão, né, hoje pela manhã os
representantes, o porta voz da FIFA foi dá uma entrevista e foi perguntado
exaustivamente sobre essa questão e eles fugiram, o máximo que eles disseram é que
agora vão ficar mais atentos a exibição de lances polêmicos no telão.
A: É engraçado, é o Gerome Valque que você tá falando, secretário de obras? Mas é
chato esse Gerome Valque hein, o cara chato meu, cê dá bom dia pra ele, ele fala mal do
Brasil. Chato de mais, reclama de estádio reclama de tudo. Ele adora o Dunga. Fala
Caio, o que é que foi?
A: Eu acho que o Gerome Valque adora dá uma entrevista, adora criticá os estádios do
Brasil, o planejamento pra Copa daqui a quatro anos e esquece do presente. Esquece de
vê a bola, esquece de vê a arbitragem, é discutível, então avisa um país intero que se
preparô durante quatro anos e perdeu por causa de um chip. É complicado.
A: Complicado mesmo.
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C1: E na questão dos telões também né, os telões dão todo um charme a um jogo de
futebol hoje em dia. Dá pra acompanhá melhor.
A: É tem um telão e eles tão reprisando alguns lances, e as vezes escapa um lance
polêmico. Ontem no caso, todo mundo vaiô muito no fim o primero tempo, e a gente
acha que é porque as pessoas tem televisão no celular, as pessoas tem aplicativos no
celular e elas já sabem, elas recebem sms, já sabem que a bola foi dentro. E aí os caras
vem falá pra gente que faz parte da emoção do jogo. Que que cês acham do uso da
tecnologia no futebol?
C3: Eu acho válido, nesse caso eu acho válido. Até eu vi fala uma época que a FIFA
tinha dito que era melhor a polêmica, pra que o esporte seja mais falado pelo mundo.
A: Melhor pra eles né.
C3: Como o Caio disse quem é injustiçado é difícil de mais, sê injustiçado dessa manera
né, trinta e três centímetros é muita coisa.
A: É mais ou menos o que o Tévez tava impedido, muita coisa trinta e três centímetros.
Calma a gente já vai conversá.
M: Não, eu só vô fala uma coisa, implicância em excesso ou é temor ou é carinho.
A: É carinho, eu acho um absurdo esse negócio de rivalidade, eu acho uma bobagem.
M: Você é muito implicante comigo, não sei porque, mas.
A: É verdade, você tem razão.
M: Então, eu tô querendo dizê o seguinte vô fala, agora vô falá, tô nem aí.
A: Pode falá.
M: O primero gol totalmente impedido.
A: Totalmente impedido.
M: Admito, nem tem o que fala. Mas o terceiro foi belissimo, o segundo nem se fala, o
tercero, não o tercero, o Tévez nem olhô.
A: Pois é o seguinte, nós vamô prová pra vocês daqui a pouquinho, numa reportagem
especial, isenta como sempre, que todos os gols da Argentina foram irregulares até
agora, todos, ou alguém fez contra como no caso da Coréia ou foram irregulares. Mas ó,
sabe o negócio do carinho, sô totalmete contra rivalidade Brasil, Argentina, acho uma
grande bobage, até porque a gente tem cinco títulos, cês tem dois. Não faiz a menos
diferença pra nóis o futebolzinho de vocês, tá, obrigada.
M: Tiago, Tiago se prepara.
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A: Sô contra, não tem porque discutí com vocês, a maior preocupação era a Itália, a
Itália já foi embora, que tava com quatro ali.
M: Ó mais olha, a aposta tá feita e o primero jogo é sexta-feira.
A: Da dança se tá falando? Isso a gente fala mais pra frente.
M: Não esquece.
A: Eu queria mostrá um negócio, pra mostrá como eu gosto de vocês argentinos. Vocês
tem fama de catimberos, certo? Se encosta na pessoa, principalmente quando vocês tão
na frente no placar, cês são pessoas muito sensíveis, cê encosta na pessoa ela já cai, ai ai
meu nariz, não sei o que.
M: Não peraí, o Messi é catimbero?
A: Cai, cai.
M: Nunca simula.
A: Aliás tem uma espécie de Messi aqui do seu lado.
M: Não fala isso, o cara cai, levanta e continua, por favor.
A: Messi aqui é cai, cai. Agora a gente tem alguns lances aqui, tem lances aí de
catimba? Tem, vamô dá uma olhada.
M: Quero vê.
A: Olha esse, o Escudero jogador, ele encostô na bandera e tentô cavá a expulsão do
bandera.
M: Olha o exemplo que você me pega Tiago.
A: Mas isso é verdade, esse é um clássico do Escudero, grande cena do Escudero.
M: Mas é apelá demais.
A: E ele pede a expulsão do banderinha. Ó lá, mais uma, vamô vê, esse eu não vi ainda.
Ataca aí, dueu, eu respeito a sensibilidade de vocês, cês são sensíveis.
M: Lá vem.
A: Sorín, eu gosto do Sorín.
M: A claro né.
A: I ó lá, tava tudo bem, mas ele, hum a virilha, que que é o Cambiasso vai substituì,
olha a confusão que vocêis armam. Porém, eu tenho uma notícia boa pra vocês
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argentinos e pra nós que gostamos de futebol, vocês estão mudando, isso ficô claro no
jogo de ontem, com o Heinze, fiquei muito feliz. Achei que é um amadurecimento do
futebol argentino, vamô vê o lance de novo.
M: Já imagino.
A: Gol do Tévez eu acho, ou foi o gol do Higuaín, o Heinze tum, o que eu acho
fantástico, que ele não pediu a expulsão do cinegrafista, entendeu. Porque a tendência
natural de vocês seria o que, acertá a câmera, caí no chão e pedí a expulsão do
cinégrafo. Ó lá, é uma stedy-cam que a gente chama, câmera estável, que ela fica.
C1: E reagiu rápido viu Tiago.
A: É agora que ele vai dá aquela viradinha, ó lá, pou, o normal seria pedí a expulsão da
câmera, ele não pediu, isso é um amadurecimento, parabéns, cês tão cada dia melhores.
C1: Tiago tem a velocidade que o cérebro faz a reação.
A: Qual que é a velocidade?
C1: Trezentos e oitenta e cinco quilômetros por hora é o tempo que o cérebro leva pra
percebê.
A: Que ele manda o sinalzinho.
C1: Manda o sinal, por exemplo, se você colocá o dedo no fogo, aí vai chega esse sinal
pro seu cérebro, aí o cérebro vai manda um sinal de volta pro músculo pra você tirá o
dedo.
A: O estudo falava sobre os argentinos, não, que demora um poquinho mais lá?
C1: Olha não sei se eles conseguiram, aí são trezentos e oitenta quilômetros por hora,
mais rápido que um carro de fórmula um.
A: Bom reagiu rápido, e não pediu a expulsão da câmera que eu achei fantástico,
parabéns.
M: Brigada.
A: Isso mostra que vocês tão amadurecendo, tão aprendendo a jogá futebol.
M: A é.
A: É, ao invés de ficá deitado lá reclamando. A intervalo né voz da consciência.
Intervalinho, daqui a poco a gente vai falá da nossa seleção. Eeee Brasil, Brasil, Brasil e
mostrá que todos os gols da Argentina foram irregulares. Voltamos já com a Central da
Copa.
53
A: De volta com a Central da Copa, meia noite e dezessete, ao som gostoso do
Exaltasamba, tá bom isso aqui, por mim eles ficavam cantando e eu sentava aqui,
acabava o programa, tá bom. Muito bom, Exaltasamba aqui com a gente na Central da
Copa, só aproveitá, senta aqui comigo, senta aqui, vem aqui minha câmera portátil. Só
mostrá pra vocês uma coisa que nos dá muito orgulho aqui na Central da Copa. Isso
aqui é um i-pad como vocêis sabem, e nós temos, a Globo tá começando a fazê
aplicativos, agora pra i-pad, pra i-phone, está expandindo para todas as mídias, e o
primero aplicativo da Globo pra i-pad é exatamente da Central da Copa. A gente é muito
legal aqui na Central da Copa. Aqui tem todos os resultados, grupos, parece muito com
o I-sim, o nosso aparelhão aqui, parece muito com esse aparelho que a gente usa na
Central da Copa. Temos aqui todas as seleções, informações, tá até funcionando o wi-fi.
Você pode pegá notícias, chega notícia aqui em tempo real, todos os jogos, daí se você
quisé i pras finais, muito parecido com o aplicativo que a gente tem aqui também. Cê
consegue vê todos os resultados, ainda não tem o Brasil na final, só porque a gente é
humilde, diferente dos nossos colegas argentinos. E tá aqui Alemanha e Argentina, dia
três do sete, onze horas, tem todas as informações que você quisé, aqui no i-pad. Todas
as mídias né, tamô em todo o lugar, primero aplicativo. Tem telefone também, telefone
interativo, cê pode assisti teve digital no seu telefone, tem um telefone novo agora que
tem um izinho no aplicativo da Globo, você aperta e tem acesso a várias estatísticas,
enfim, tá qui, i-pad, primero aplicativo é da Central da Copa. E esse i-pad não é meu, é
do Alex que trabalha aqui com a gente, queria agradecê ele pelo presente. Brigado viu,
vô ficá pra mim esse aqui, já vô guardá aqui junto com o dvd do Exaltasamba que é
tudo meu aqui, ai ai. A Luciana cê ia me contá da camisa da seleção italiana que tá com
desconto, como é que é?
C1: Pois é Tiago, esses dias a gente acompanhô muito, a camisa da...
A: Da seleção italiana.
C1: Pois é, então, esses dias a gente tava acompanhando tantas seleções indo pra casa,
chorando né. E aí a seleção italiana o que que acontece quando eles voltam pra casa,
liquidação Tiago.
A: Caramba hein.
C1: Cinquenta por cento de desconto em todas as camisas da seleção italiana, tem até
uma foto aí que a gente separô, do globoesporte.com, olha só, após eliminação,
agasalho da Itália entra em liquidação na África.
A: Legal, vô comprá um.
C1: Cinquenta por cento de desconto.
C: Boa hora hein.
A: Uma boa hora pra compra. É bonito o uniforme, será que aquele terno tava com
desconto também, que aquele terno era bacana. O terno do desembarque era legal pra
caramba. Vô comprá um desse aí, gostei. Falá da nossa seleção então agora. Começando
pelo grande assunto do dia, que foi a entrada do Ramirez no lugar do Felipe Melo.
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Ramirez fez a diferença no jogo, só que ele tá suspenso, qué dizê, a pauta da semana ia
sê, fica cornetando o Dunga pra ele coloca o Ramirez. Ele tem muita sorte o Dunga,
cara. Ele tem muita sorte, o Ramirez não vai podê jogá. Que que mudô Caio?
C: Mudô a saída de bola. Nós quando temos Felipe Melo e Gilberto Silva, são dois
jogadores de destruição, eles robam facilmente a bola e depois não armam. Com o
Ramirez você tem uma saída mais rápida nessa retomada de bola, e foi assim que saiu o
tercero gol do Robinho, ele não só marca, como puxa o contra-ataque. E essa velocidade
era o que tava faltando no nosso meio de campo.
A: Vocês gostaram também?
C2: Muito.
C3: O Ramirez deu uma velocidade a mais na saída de bola, esse gol do Robinho fico
mesmo muito visível, ele tem essa característica de saí com a bola, não que o Felipe
Melo não tenha, mas ele tem essa qualidade a mais.
C: E o nosso time, a nossa seleção era pragmática, era um time que você sabia que ia tê
dificuldade na criação. Hoje a seleção foi o que todos nós esperávamos, rápida, criativa,
fez o melhor jogo da Copa do Mundo. A única noticia ruim é a saída do Ramirez.
A: É nem me fale. E a hora que ele tomô o cartão, a gente tem a imagem legal, que ele
fala em português, com o juiz inglês mesmo. Ele fala assim: mas eu fiz uma falta só.
Mas ó rapa que ele deu no cara também, ele queria tomá amarelo nessa falta por trás?
C: Foi justo.
A: Aí ele chegô: mas eu fiz uma falta só, uma falta que eu fiz ele fala. Aí ele ia fala um
palavrão, a gente cortô. Uma falta só que eu fiz.
C1: O Felipe Melo, só seguindo essa linha aí, ele já divulgô na internet que tava super
triste, que hoje foi o dia mais triste pessoalmente pra ele, porque ele teve que assisti
tudo de longe. E ainda se sentiu injustiçado por se chamado de desleal, porque ele fala
que algumas pessoas tão chamando ele ai de desleal.
A: Você acha ele desleal Caio? Eu não acho ele desleal.
C1: Tá se sentindo injustiçado.
C: Ele é temperamental. Assim, ele perde a cabeça muito rápido, e aí comete faltas e
toma cartões que podem prejudicar a seleção.
A: Deslealdade por exemplo é fazer o que o Simeoni fazia. O Simeoni era um cara
desleal, pra não perde a dexa. Esse era desleal, o Simeoni pisava em quem tava no chão.
M: Suas tiradas tão cada vez mais originais, vô te fala.
A: Cê tá gostando?
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M: Cê falô isso no programa anterior, no otro programa, no otro programa.
A: Então eu vô mudá. Ela tá agressiva, cê viu como os argentinos são agressivos, ela foi
desleal comigo.
C: Eu acho que é medo da Alemanha, Tiago. Eles tão começando a treme com a
Alemanha chegando.
M: Vem cá cês não falaram da puxada que o Heinze levô.
A: Não aconteceu.
M: Como não aconteceu?
A: Isso aqui é um programa super imparcial, porque que a gente ia dexá de mostrá esse
tipo de lance, se tivesse acontecido.
M: Então mostra o lance.
A: É ou não é Messi? Mas eu tava falando do Simeoni, não sei se eu já falei do Simeoni
no programa.
M: Já, já falô uma três vezes.
A: A então tá bom, vô muda, vô fala do Simeoni. O Simeoni era um cara desleal. O
Felipe ele estresso com o Pepe, mas o Pepe também pego pesado com ele, né.
C: Claro que ele entra duro, mas ele não entra pra machuca o adversário, ele perde a
cabeça e ai acaba fazendo faltas mais duras, o Simeoni era maldoso.
A: Temos aqui uma pequena amostragem de treinadores, somos todos treinadores.
Vocês preferiram o Ramirez também?
P: Sim.
A: É. Deixa eu ouvi esse lado, que ainda eu não conversei com vocês. Ramirez?
P: Preferi. Ganhô muito no passe, na qualidade do passe. O Brasil ganhô bastante na
qualidade de passe, na qualidade de bola como o Caio colocô, é o que tava faltando, e a
volta do Kaká também, com ele.
A: E o Kaká voltô bem né.
P: Foi a melhor partida dele.
A: E a gente vai falá do Kaká agora. Bom gancho que cê me deu, porque o Kaká, olha,
opa, cuidado, a nossa girafa tentô atacá o nosso cinegrafista. Mostra a girafa aqui ó.
Peraí, roda o Kaká não, volta aqui rapidinho pra mostrá a girafa ataca o cinegrafista.
Mostra qui girafinha.
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M: É falta.
A: Tá pegando ai, não. Olha aí nossa girafa que bunitinha, nosso estúdio tem uma girafa
gente, mas ela tentô ataca você, eu vi. Sô sua testemunha. Mas falando do Kaká, Kaká
tá bad boy, gostei de vê. Kaká tem sangue nessa veia, ó lá falô um palavrão, não pode.
C: Acontece, acontece.
A: E tá rolando na internet, ó lá ó, tomô bronca e foi ele foi substituído. Opa, palavrão
de novo Kaká, ele foi substituído para não sê expulso, to gostando do Kaká.
C: Eu também.
A: Essa nova versão do Kaká, legal cara.
C: Não era o que todo mundo cobrava, que ele tinha que sê mais vibrante, que ele tinha
que sê um poco mais bad boy mesmo, tá i o que todo mundo queria, eu também to
adorando essa mudança.
A: E com lealdade, isso que é importante. Não sei se eu já falei do Simeoni aqui, que é
um cara muito desleal. Mintira Marina. To gostando mesmo do Kaká, cês viram o Kaká
falando palavrão, não é chocanti pra nós brasileros.
C2: Num caso desse não teria otro jeito, é mais um desabafo né.
C3: Como a Luciana disse da velocidade do raciocínio.
A: Isso aí é quatrocentos quilômetros por hora.
C3: A velocidade do raciocínio (incompreensível) não tem como.
A: Mas é bom, essa nova versão do Kaká cês tão gostando?
C2: Eu até acho, não que ele voltô a joga bola, mas tá indo melhor, porque por exemplo,
a seleção do Chile permitiu que a nossa seleção jogasse bola. O jogo contra a Coréia foi
horrível, porque como a gente diz na linguagem do futebol até o presidente tava dentro
do gol e não tinha condições, a Coréia não jogô.
A: É a Coréia não jogô.
C2: Quando a gente pega um time que joga contra o Brasil, as coisas acontecem.
A: E a gente acompanhô o jogo dentro da casa da vó do Kaká, a gente tava com a vó do
Kaká, vó do Kaká é a maior figuraça a vó do Kaká. A gente tem algumas reações da vó,
que não foram piores e a gente vai vê agora.
C1: É no ritmo das câmeras.
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A: Como é que é, a Simone é a mãe, a dona Vera é a vó, é tipo a câmera da Copa. A foi
bem, agora o mais legal foi ela dando uma cornetada no Galvão, cês chegaram a vê,
não? Ela deu uma cornetada no Galvão no intervalo, a gente tem ai, ó a cornetada só,
olha só.
C4: O Kaká é tudo pra mim. O Kaká eu dei a bola na certeza que ele seria um campeão,
um vencedor.
C5: E ele jogando desse jeito, esse é o Kaká que o mundo inteiro tá acostumado a vê,
que a gente tava aguardando, que a gente tava esperando, diga, fique a vontade, eu
quero ouví.
C4: Pois é, você disse tanto no gol do Luis Fabiano, o passe genial foi do Kaká,
concorda?
C5: Eu concordo, isso é coisa de vó mesmo, tem que sê assim mesmo. Eu sô avô
também.
C4: É tem que falá, passe do Luis Fabiano, gol do Luis Fabiano, com o passe genial do
Kaká.
C5: Tá certo dona Vera.
C6: Olha o Galvão essa é a vó, essa é a vó.
A: Dona Vera que figuraça cara. E o Galvão sabe, o Galvão é muito nosso parcero aqui.
Tô ganhando o bolão, porque eu cravei esse resultado, três a zero. Dois resultados
certos, a um do Caio.
C: Tá sobre júdice.
A: Não tá sobre júdice nada. Qué que eu fale de amanhã? Depois tu fala de amanhã.
C: A gente vai pedí uma auditoria no final da Copa do Mundo.
A: Sô o líder. E aí hoje o Galvão tava narrando, na emoção do jogo, aí ele falo assim:
Luis Fabiano, nesse gol aí, driblô até o juiz, não, o juiz não, driblô o golero. Como a
gente é parcero do Galvão, pra entrá pra história a gente corrigiu.
C5: Luis Fabiano driblô, Luis Fabiano olha o gol, olha o gol, olha o gol, driblô o juiz,
driblô o golero, o juiz ficô pra trás, deu um tapa na bola e saiu pro abraço. Driblo
também o juiz e ponto.
A: Pronto Galvão, tá corrigido o erro. Marina eu sô muito honesto, teve um lance do
Luis Fabiano que você merece fala a respeito, que foi um passe de calcanhar que ele foi
dá, horroroso. Roda aí pra gente vê.
M: Eu não consigo vê por causa da girafa.
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A: Olha o Fabi gol, oiê. Olha, ruim né, eu sei que você achô engraçado, mas volta aqui
voz na consciência, volta aqui, volta aqui, que eu vô explicá pra Marina o que é que
aconteceu, porque você como não entende de futebol porque você é argentina, você não
percebe a genialidade do lance, ele pega na bola, pode rodá agora voz na consciência,
pode rodá. Ele pega na bola, e ó lá, ele vê que tá tudo fechado, todo mundo marcado, o
que que ele faz, se faz de morto, ele fala: vô enganá todo mundo e vô deixá a bola com
eles.
M: A entendi.
A: Olha como ele foi gênio de acertá a própria perna, é difícil isso, ai a gente já adianta
o lance, e na sequência, pode deixá lá, foi o gol. Foi nesse mesmo lance, ele perde a
bola, o Brasil volta pra defesa, recupera a bola, vai lá, daí ele se finge de morto e aí que
ninguém marcô, ele foi lá e fez o gol, no mesmo lance. Você nem conseguiu percebê.
M: Bom Tiago, vô falá uma coisa pra você tá, vô falá agora. Porque falam que eu nunca
falô, então que se dane, mas vô falá, só um breve comentário. É vocês enfrentaram o
Chile, a gente enfrentô o México, e a gente vai enfrentá a Alemanha, eu preferia mil
vezes enfrentá o Chile, tá.
C: Cê sintiu que ela tá com medo, tá com medo.
M: Eu tô, vô admiti pô, a Alemanha tá forte.
A: Eu senti uma tremedera agora ali.
M: Calma que eu não conclui, entendeu. Peraí que eu não tô me justificando gente, não
vô fala bestera.
A: Cês nem perderam ainda Marina.
M: Mas a gente não vai perdê, a gente não vai perdê. Se a gente perdê é, o rebolation, é
o rebolation, aposta do rebolation. Mas, não esqueça que o jogo é sexta-feira, o de vocês
também.
A: É verdade.
M: Contra a Holanda, é antes do meu. Então eu tenho uma chance.
A: Não, a gente colocô no fim de semana pra podê comemorá sábado e domingo.
M: Tá mas eu tenho uma chance antes, entendeu?
A: Tá bom, tá combinado eu vô dançá se vocês forem mais longe. A gente combinô isso
já, tá certo já.
M: Eu tô querendo dizê isso, que o Chile pra mim não é uma seleção. É um timeco.
A: A tá bom.
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M: Do lado da Alemanha, não é uma seleção.
A: Tá bom, aí você que tá na sua casa assistindo, só queria dizê que você teve um
exemplo típico de um argentino. Isso é a típica argentina falando. Mentira minha?
C: Nenhuma.
A: Cês sabem a piada da guerra, não?
M: Não, mas eu não quero sabe.
A: Vô conta a piada da guerra, sei que eu já estorei, agora vô conta a piada da guerra.
Os argentinos, recebi hoje essa piada, foi um amigo meu, o Xandão que mandô. Os
argentinos declararam guerra a China, los tinos, estamos em guerra com los tinos, aí
falando, nós temos aqui setenta aviões, temos setenta navios e cinco mil soldados,
chineses tremam. Aí os chineses falaram tá bom, a gente aceita o pedido de guerra, aí os
chineses falaram, a gente tem aqui sete mil aviões, sete mil navios e vinte e cinco
milhões de soldados. Os argentinos falaram, então a gente desiste da guerra, sabe
porque, porque a gente não tem cama pra tanto prisionero. Isso é típico de argentino,
esse é o típico raciocínio argentino.
M: Tudo bem, só estou justificando que hoje, o problema é o seguinte, não estou
secando o Brasil como muita gente tava dizendo pelo twitter. Não estou secando, até
porque eu quero uma final Brasil e Argentina, acho que seria belíssimo, entendeu. E
também porque acho que o Brasil hoje, acho que jogo respeitando a camisa que ele
veste, porque acho que o Brasil tava sem garra nenhuma, não respeitava nem as próprias
cores.
A: Meu Deus do céu, ela tá ficando pior.
C: Ela tá ficando polêmica.
A: Tá, eu vô rodá o vetê, vô rodá o vetê, vô rodá o vetê. Nosso repórter Ivan Moré, ele
tem um defeito muito grave, não sei se vocês já acompanharam o Ivan Moré ele come
em toda reportagem que ele faz, é um problema de caráter dele. E hoje que era um
restaurante que ele fez a entrada ao vivo lá, ele acabô com o restaurante, dá uma olhada.
Matéria: Falta exatamente uma hora pro jogo do Brasil, a cidade toda se movimentando,
e eu tô chegando numa farmácia, vou me pesar. Setenta e sete ponto nove, porque que
eu tô me pesando? Porque na verdade, a partir de agora, eu vô acompanhá a partida do
Brasil petiscando, comendo, beliscando nos restaurantes da cidade. Jogo não começo, tá
pra começá. Mas a comilança já começô, bolinho. Ele virô a pimenta intera. Bolinho,
delicia hein? Nem fale, eu vô vê se o jogo é tão bom quanto o pastel. Só não vale falá de
boca cheia. O jogo já está rolando, e eu estou numa otra mesa. Linguicinha aqui, e um
carré de cordero do otro lado, ó que bonito ó. Nossa melhor que a linguiça, chegô
picanha. Qual tá melhor a comida, ou o jogo? Por enquanto a comida, mas o jogo vai
começá a melhorá, enquanto isso vamô comendo gente, vamô comendo. Maravilhoso,
mas eu não vô nessa não, eu vô nessa mesa aqui, nessa mesa tem uma ostrinha me
esperando. Só pode comê uma só. Quase saiu o gol ó. Quase, deu sorte, comê otra. O
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Ivan Moré segue, filando bóia. I vamô lá, ânimo. Um franguinho maravilhoso hein, um
pedacinho pro Ivan Moré na boca, franguinho na boca. Se permite? Permito, não tem
problema. O maridão permitiu, vamô lá, vamô lá. Hum, já tô quase de barriga cheia.
Todo mundo fala que o último todo mundo tem vergonha de pegá, mas eu vô pegá, pra
comemorá o segundo gol do Brasil, pode sê? Claro, fica a vontade. Robô da gente?
Tomei, ele me deu. Come, come, come, come. Vitória brasilera e fim da comilança.
Nossa senhora, o peso que tava em setenta e oito e poquinho, tá oitenta ponto nove, fazê
o que, jogo do Brasil gente, mas valeu a comilança. Valeu, fui, um abraço.
A: Ele tem esse defeito grave, ele faz toda vez. Lá em São Paulo, aparece no Globo
Esporte São Paulo a carona do Ivan que ele faz lá, ele come toda vez, ele faz um jogador
pagá a comida pra ele, incrível, que vergonha Ivan César. Queria aproveitá pra começá
uma campanha, não sei se vocês concordam comigo, porque se as eleições fossem hoje
eu votava Lúcio para presidente da república. Ponha os lances do Lúcio, é Lúcio pra
presidente. O Lúcio é armador o Lúcio é lateral, o Lúcio é centro-avante, o Lúcio é
golero, o Lúcio é zaguero, é Lúcio pra presidente Caio Ribeiro.
C: Lúcio é guerrero né.
A: É monstro. Ó o drible que ele deu lá na ponta, o Lúcio é ponta esquerda, o Lúcio é
ponta direita. Lúcio pra presidente. Marina você troca o Demichelis pelo Lúcio? Pode
fala a verdade. Trocaria né, eu sei. Tudo bem.
M: Que que eu tô falando, a garra deles voltô.
A: A gente tem a melhor zaga do mundo. Lúcio é um monstro, quem votaria Lúcio para
presidente da república aqui?
M: Até eu.
A: Lúcio é o melhor, homenagem da Central da Copa a Lúcio. Ó a arrancada do Lúcio,
tem um comentarista americano que eu sigo no twitter, ele falô assim: que o Lúcio
quando sai correndo da zaga parece que ele tá fugindo da prisão. Porque ele sai
desesperado, ele tá possuido, ele vai embora. Lúcio pra presidente, monstro.
C: Jogando muito, ele e o Juan jogaram demais hoje.
A: E pra gente terminá de falá desse jogo, foi muito fácil, foi um jogo treino. Tem um
lance, no último gol, aquele tapa do Robinho, a marcação do Chile, eu não entendi o
que ele fez, ele se joga sozinho no chão. Olha o dois, olha o dois, caiu, que que ele fez?
Ó lá, qui que é isso cara. Que que ele fez?
C1: Tá tentando criá uma armadilha ali.
A: É isso.
C: Na verdade ele tava pra dá, o Ramirez vinha com a bola pela direita, ele achô que
fosse interceptá pela direita, e o Ramirez faz a mudança de movimento.
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A: Eu não entendi nada, muito bom. Ó a Mariah Carrey na sua tela.
C: E a Luciana Ávila.
A: A gente vai pra um intervalo rápido e na volta a gente vai prová pra você que todos,
todos os gols da Argentina foram irregulares. E a gente acompanhô o jogo da Argentina
num lugar cheio de argentinos, perigosíssimo, e a gente descobriu uma coisa
surpreendente que a gente mostra pra vocês já, já. E a gente vai para o próximo bloco ao
som de Exaltasamba.
A: Um dos maiores craques do basquetebol mundial estava na África, vai dá tontura
isso aqui, estava na África do Sul, conversô com a gente e tem um recado importante
Marina, tem um recado importante, olha só.
Matéria: O craque no futebol veste a deiz, no basquete o número é o vinte e quatro,
Kobe Bryant a maior estrela da liga profissional americana é o melhor jogador do
mundo na atualidade, também é apaixonado pelo esporte em que a bola é tratado com os
péis. Veio a África por causa da Copa e demonstrou preocupação com as crianças, foi a
Soweto passar um pouco do que aprendeu. O basquete é só um jogo, o mais importante
é conseguir ajudar as pessoas, afirmou o penta campeão da Liga Americana. Kobe
Bryant nunca esteve no Brasil, morre de vontade de conhecê o nosso país, então se o
Brasil ganhar o hexa e ele também, a comemoração já tem local definido. Estou atrás do
sexto título, quem sabe ano que vem eu não vou ao Brasil para comemorarmos juntos.
Pra dar sorte, mandou uma mensagem discreta para a seleção, projetada num prédio, no
centro de Joanesburgo. Juntos na busca do hexa, mas antes ele tem um desafio, Kobe
aquece a cintura, mas não é ele que tem que mostrá o molejo que deus lhe deu, né Tiago
Leifert. Diz aí: dança Tiago. Tiago é o seguinte, Patrícia Poeta já pediu, um monte de
gente pediu, até o Kobe Bryant pediu, então você não tem mais o que fazê amigo, vai
dança sim. Dança Tiago.
A: Esse é difícil de resistí, porque o Kobe Bryant é ídolo demais. Mas é, aquela nossa
aposta tá valendo ainda.
M: Eu sei.
A: Queria aproveitá agora pra invocá o espírito do jornalismo, o mais puro, mais
imparcial e isento que a Rede Globo é capaz de produzí, e mostra depois de uma análise
profunda, tática, usando nossos computadores, concluímos com toda a isenção do
mundo, que todos os gols da Argentina ou foram contra, ou foram irregulares. Olha só.
Matéria: Argentina ainda não fez nenhum gol no mundial. Argentina e Nigéria, falta do
Samuel. No jogo da Coréia gol contra. Nesse gol aqui tá impedido, tá impedido, veja
que ele está na mesma linha, mas está impedido. Aqui Higuain está impedido duas
vezes, repare que ele não participa do lance, mas está impedido, e depois está impedido,
o próprio jogador da Argentina pede impedimento, repare no momento de lucidez. Neste
gol aqui Higuain empurrou o número quatro da Coréia, o juiz não viu. Contra a Grécia,
a bola bate na mão do Milito, mas não foi intencional, tudo bem, só que olhando com
carinho dá pra reparar que o Demichelis quase arrancô a camisa do adversário, gol
irregular. Aqui o número sete Di Maria empurra acintosamente o jogador grego, falta,
62
gol irregular. Contra o México, não precisa nem falá nada desse aqui. Aqui o mexicano
passô a bola de presente, estranho hein, bem esquisito, daqui a alguns anos a gente
conversa sobre esse lance. E no tercero gol, aqui ó, falta fora do lance, nós não temos a
imagem, mas temos certeza que aconteceu uma falta fora do lance ali ó, gol irregular.
Foi na origem da jogada do Tévez, tudo irregular. Pra vocêis vê, é claro, acho que ficô
claro, eu acho que é uma reportagem clara. Eu achei esclarecedor isso tudo.
M: Caio eu gostaria de te parabenizar pela paciência que você tem, é enorme. O Tiago
como apresentador é uma pessoa legal sabe, mas quando pega no pé.
A: Eu tenho um dever com a verdade, eu sô um jornalista, tenho um compromisso com
a verdade.
M: A é quando o Luis Fabiano faz bracinho, você inventa regras.
A: Foi irregular o gol, não foi irregular o gol. É que como é chapéu anula. A regra diz
que com chapéu anula a mão, já falei pra você. Agora eu queria deixá bem claro, que
essa falta fora do lance é muito falta, é que não deu pra vê porque foi fora do lance, mas
foi muito falta.
M: A entendi.
A: E aí gerô (incompreensível) tudo irregular. Para de roubá.
M: Nem sô eu que to robando.
A: E aí o que que aconteceu, a gente foi assistií o jogo da Argentina num lugar perigoso.
É uma reportagem forte, com imagens chocantes assim, é um filme de terror à meianoite e quarenta e sete, cê vai durmí mal depois de assisti isso. Dá só uma olhada.
Matéria: Conseguimos colocar uma câmera escondida numa caverna repleta desses
seres perigosos: os argentinos. Com exclusividade você vai ver o ritual deles num jogo
de Copa do Mundo. E conforme o tempo foi passando, ele foram entrando em transe e
começaram a delirar, observe. Imagens fortes, e se você olhar com atenção vai achar
algo de muito estanho nas imagens. Repare no sotaque, Argentina, gentina, não seria arrentina. Ó não as autoridades sanitárias precisam tomar medidas urgentes, o vírus está
se espalhando. Manchas na pele, alucinações, meu Deus, há brasileiros contaminados.
Soy aqui de Moca mesmo. Sim, você ouviu corretamente, soy aqui de Moca mesmo. Eu
moro em Embú das Artes e sô argentino de coração. Nasci em Embú das Artes e so
argentino, é brincadera comigo. Os próprios argentinos ficaram assustados com as
mutações que achamos na caverna. És uma cosa que não acredito, muita saudade de
estra fora do país. Tá com saudade de casa filhão? Então toma uma passage pra você
filhão, area, vaza. No fim do jogo eles atingiram o nível máximo de delírio. “Ei Cábron
Tiago és maricón.” O inferno deve ser assim.
A: Eles tinham uma foto minha com a camisa da Argentina. É um pirigo o que tá
acontecendo, e aí a gente recebeu um vídeo que veio pela internet, na verdade é um
ameaça que eu vô mostrá pra vocêis agora, é uma ameaça. Mostra aí voz.
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Vídeo: Tiago Leifert parabéns pelo seu programa. Essa camisa tenho certeza que você e
mais cento e oitenta milhões de brasileiros gostariam de usá.
A: A gente precisa fazê alguma coisa, autoridades que estão assistindo esse programa,
vamos tomar medidas urgentes para conter, eles estão se alastrando, eles estão pegando
a gente de surpresa. vamô melhora o meio campo pessoal, vamô dá uma melhorada
nesse ataque ai, porque senão eles vão começa cada vez mais.
C: Calma, sexta-feira pode sê que acabe essa alegria deles.
A: Cê acha Caio, se acha possível?
C: Acho absolutamente possível, não sei.
A: De novo, fala de novo pra gente durmi bem.
C: Não, a Marina tá nervosa, se viu que ela tá sentindo o peso de pegá a Alemanha.
M: Mas é claro, eu nunca fui tão, né.
C: Eu acho que é absolutamente aberta a disputa, time da Alemanha é um timaço, muito
forte.
A: Timaço.
C: Mas se o Messi tive no dia dele é difícil ganhá da Argentina, o Messi jogando o que
tá jogando realmente fica muito complicado.
M: Caio te adoro, brigada Caio.
A: Agenda de amanhã.
M: Adoro o Caio, é o melhor.
A: Silêncio no estúdio. Agenda de amanhã, Paraguai e Japão, onze da manhã em
Pretória Loftus Versfeld, tudo pode acontecê, segundo Caio Ribeiro, jogo imprevisível.
C: Imprevisível.
A: Imprevisível. E aí Espanha e Portugal, as três e mais na Cidade do Cabo, esse aqui
que que você acha?
C: Acho que dá Espanha.
A: Acho que dá Espanha. O jogo da Argentina é no sábado, e na sexta-feira temos nós.
Eu queria mostrá, mais importante que essa agenda aqui, eu queria mostrá o dia trinta,
não tem nada, é folga Caio Ribero. É folga Caio, cê vai pode saí, Cê vai ganhá
condicional por dois dias, porque dia trinta e dia primero não tem nada.
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C: Eu não acredito.
A: Parabéns, dá um abraço aqui cara, vai pode descansá meu velhinho. Brigado a todos
vocêis, muito obrigado. Exaltasamba, vamô termina ouvindo Exaltasamba, brigado pela
presença aí. Valeu um grande beijo a todos, valeu Thiaguinho, brigado Péricles.
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ANEXO C - Transcrição Programa Central da Copa – 04/07/10
A: Tiago Leifert – Apresentador
C: Caio Ribeiro – Comentarista
M: Marina – Convidada argentina
P: Plateia
C1: Gabriel, o Pensador – Cantor
C2: Gilberto Figueiredo – Treinador
C3: Luciana Ávila – Apresentadora do Esporte Espetacular
C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro
C6: Hélio de La Peña – Humorista
C7:Clícia Oliveira – EE de Bolsa
C8: Thalita Rebouças – Jornalista e escritora
A: Boa noite, começando a Central da Copa neste domingo. Tudo bem gente? Porque
cês tão acenando com o dedinho assim? (risos) A Marina qui que aconteceu?
M: Tá funcionando né?
A: Conseguimos consertar aquele problema que tinha no seu microfone.
M: Entendi. Tá funcionando.
A: Consertô, agora tá super bom o microfone. A gente arrumô um novo pra você,
exclusivo, pra que você posso participar bastante do programa hoje.
M: Cara, que legal, tô muito feliz.
A: Legal né. As pessoas na rua inclusive mandaram um tchau pra você. Qué vê, mostra
aí voz na consciência. Ó lá. (risos) Olha como, que sucesso que você tá fazendo. Olha
quanta gente.
M: Tá bom. Corta, por favor. Brigada.
A: Tá bom. Tá mandando hein, cê viu.
M: Cê gostô.
A: Eu sei que o jogo foi ontem, faz tanto tempo né.
M: Anteontem também teve um outro jogo, mas inclusive você calou minha boca com
rosas e bombons.
A: Não, não, não, minha memória termina sempre um dia antes.
M: Cê tem memória seletiva?
A: É não, ela termina, minha memória a longo prazo é ruim, ela termina sempre no jogo
anterior.
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M: Eu tenho audição seletiva.
A: Então, cês queriam vê de novo os gols da Argentina? É melhor não, eu acho que não,
mas só se vocês pedirem com jeitinho. Que que cês acham? É melhor vê de novo os
gols.
M: Vocês não queriam vê o Tiago dançar? Alguém queria ver o Tiago dançar?
A: Gols de Alemanha quatro, Argentina zero. Olha aí o Podolski olhô, falô pra quem eu
tóco, pra quem eu tóco? Atenção a Miroslav Klose, olha só você aqui sozinho, o que
aconteceu com a zaga da Argentina, a o mesmo de sempre. A então tá bom, gol do
Miroslav Klose.
M: A zaga da Argentina tá uma porcaria como sempre. Isso era completamente de se
esperar.
A: E o Maradona, se ele quisé trabalha aqui na novela ele pode, porque ele é um grande
ator realmente.
M: Pelo menos é mais cativante que o Dunga né. O meu para com isso.
A: Que jogada do Schweinsteiger hein. Que jogada. Olha só, volta aqui, tudo bem chega
de gol. Falá um negócio aqui, queria apresentá Gabriel, o Pensador nosso convidado
hoje. Luciana Ávila com a gente. Caio Ribero como sempre também aqui presente,
muito obrigada Caio Ribero. E aí eu pergunto pra vocês: quem é melhor Schweinsteiger
ou Messi? Porque ó na boa, driblá todo mundo, sê objetivo Schweinsteiger foi o Messi
até agora. Felipe Melo fez um gol, foi contra, mas ele fez um gol.
M: Mas eliminô o Brasil.
A: Mas ele fez um gol. Quantos gols o Messi fez?
M: O Messi não fez nenhum.
A: Pipoquero. Messi pipoquero.
M: Pipoquero, apóio, pipoquero.
A: Como é que é ? Fala de novo, não ouvi.
M: Admito, Messi pipoquero.
A: Ganhei, cabô, vô senta aqui já. (risos) Pipoquero, ó lá. Não acerta uma falta, só tem o
pé esquerdo, faz sempre a mesma coisa. Pipoquero, eu quero Schweinsteiger no meu
time, esse sim é bom.
M: Eu queria fala uma coisa muito importante pra você.
A: Ó lá, força nada. Na mão do golero. Ridículo. Não é possível. Agora, Marina cês não
ganharam nem na ginástica rítmica hoje de manhã.
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M: Deixa eu te falar, é. (risos)
A:Mostra a ginástica rítmica aí voz na consciência. O Brasil ganhô de vocês na
ginástica rítmica do esporte espetacular.
M: Tudo bem, deixa eu te fala uma coisa.
A: Ó lá, atenção, Argentina em segundo. Perdeu. Que fase hein. Agora a gente tem que
fala sério, que a gente tinha uma aposta eu e você né, que quem ficasse antes;
M: A gente tem uma aposta e eu tenho, eu acho que todo mundo aqui qué vê o Tiago
dança.
A: Calma, peraí, só queria dizê o seguinte sobre a aposta.
M: Não só todo mundo daqui, como todo mundo do twitter, que eu queria agradecê
também ao apoio de todo mundo.
A: Vamô conversa sobre isso aqui daqui a pouquinho.
M: Não, não quero não.
A: Porque eu tenho um acordo pra fazê com você.
C1: Mas cê vai dança?
A: Não, eu tenho um acordo. (risos) Eu vou propor um acordo. Daqui a pouco a gente
conversa sobre isso. Gabriel, o Pensador, você está aqui, e você está uniformizado assim
como os seus meninos. Vamô ali, explica pra gente quem são essas crianças que estão
aqui.
C1: A garoto. Posso ir junto aqui, tô com saudade dele. Gilberto Figueiredo nosso
trenador.
A: Tudo bem? Seleção tá sem trenador viu, a gente pode conversá daqui a pouco.
C2: Com certeza vai sê bem melhor.
C1: Aqui a gente trouxe alguns integrantes do time é o Duque Caxiense, é um time que
eu assumi a categoria juvenil, com o Gilberto, com a comissão técnica, com o Luciano,
nosso preparador físico, o Daniel, o Léo. E aqui o César de Pernambuco, o Jeferson lá
de Caxias, o Lucas do Rio Grande do Sul, o Bebucho, o Denilson, daqui do estado do
Rio. Paraíba do Sul, Mateus nosso lateral direito que a gente que ensinô a jogá na lateral
direita. Era atacante e a gente descobriu um fera na lateral.
A: Cuidado, que o próximo passo é o gol.
C1: Só teve que aprendê a arremessá com a gente.
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A: Entendi.
C1: E o Fejão. Fejão veio do Rio Grande do Sul, fera braba. Julin Sandi de Brasília, até
o cabelo antes do Neymar já era assim.
A: Foi você quem inventô?
C1: Foi né. Neymar copiô.
A: A culpa é sua.
C1: Aliás o Julin foi comigo, a gente jogô com o Neymar, com o Edmílson, com o
André Santos. Mandá um abração pra galera. E o amigo que levo lá o Neymar,
Fernando dos Santos gostô do Julin, já vai levá o Julin pra fazê uma temporada lá no
Santos. E a gente já tá trabalhando.
A: A ê. Estaremos juntos no Globo Esporte São Paulo então. Legal.
C1: A gente tá trabalhando assim, o Duque Caxiense como um clube de primera, com
toda a estrutura, mas pensando em cada atleta, no que vai sê feito daqui pra frente.
A: Bom, aproveitando que temos um dirigente aqui nossa comissão técnica intera
despencô, caiu, até o Américo faria caiu, Caio. Não tem mais ninguém, não sobrô nada.
Nossos internautas até mandaram perguntas, não sei porque é que eu sentei, deixa eu até
abri lá enquanto isso. Caio Ribero o que vai acontece com a Seleção Brasileira a partir
de hoje?
C: É uma boa pergunta. Não sei. É, eu sei que tem que haver uma mudança de conceito
de futebol. É vem dando certo ao longo dos anos, não adianta só porque nós perdemos
uma Copa do Mundo falá que tá tudo errado. Acho que não é por aí, mas a gente tem
que recuperá a alegria de jogar futebol, a gente tem que recuperá as nossa raízes que é
um futebol alegre, que é um futebol irreverente, que é importante saber jogar sem a
bola, mas pra frente. Eu acho que essa é a grande lição que eu tiro em relação a nossa
seleção dessa Copa do Mundo.
A: Perguntas enviadas por internautas. Campanha para 2014: Caio para técnico da
seleção. Vitor. (risos)
C: Aí eu vô ficá com saudade de você.
A: A voz na consciência apóia.
C1: Vô te mostrá os garotos aqui que você vai convocá pra 2014.
C: Não, vô começá a dá uma olhadinha.
C1: Vô te mostrá o DVD. A gente tá filmando os jogos, vô te mostrá.
C: Beleza.
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A: Olha aqui, quem será o novo técnico zangado Muricy ou soneca Ricardo Gomes?
Que maldade, como cêis são maus. Rafael de Vilha Velha, Espírito Santo.
C3: Agora Tiago na Argentina tá sendo divulgado nos jornais que o Messi e os
jogadores mais jovens querem que o Maradona continue.
A: Eu também. (risos)
C3: Já a turma mais experiente não gostô muito dessa ideia. Então, tá bem dividida ali a
seleção da Argentina.
A: Eu sô totalmente a favor do Maradona, excelente treinador.
M: Aliás eu gostaria de agradecê que realmente você deve tê enviado um convite ao
Mick Jagger né, porque ele assistiu o jogo.
A: Funcionô. Cê viu.
M: Ele assistiu o jogo. Eu falei assim: nossa Mick Jagger assistiu o jogo.
A: A não.
M: Aí eu vi o Leonardo Di Caprio na plateia, aí eu vi a Sharlize Theron aí eu fiquei. Só
que o Mick Jagger eu falei caramba, deve tê enviado o ingresso.
A: Funcionô, a gente mando a credencial e ele foi. Nomes pra substituí o Dunga que a
gente conseguiu apurá até agora, todo mundo, a imprensa intera. Felipão, a gente tem as
imagens deles aí. Então tá bom. Muricy Ramalho, quem mais? Muricy era uma boa
também, as entrevistas coletivas prometem. Tá aí o Felipão, primero com a camisa do
Chelsea, depois como campeão em 2002. Ricardo Gomes que tá atualmente no São
Paulo, semifinalista da Libertadores, já treinô as seleções da base né?
C: Já.
A: A pré-olímpica. Foi seu treinador no pré-olímpico?
C: Não, não cheguei a trabalhar com ele.
A: Mano Menezes, trenador do Corinthians. Fez um trabalho muito bom no Grêmio, um
trabalho muito bom tá fazendo no Corinthians. E o Leonardo que tava no Milan, ele
tinha um cargo de executivo no Milan, depois virô treinador, perdeu o emprego
recentemente como treinador, mas é muito querido pelos jogadores lá, é muito querido
pelo Milan também né. O que você acha que deve acontecê desses cinco nomes aí?
C1: Tem mais um nome aí pra lista.
A: Opa, opa.
C1: Renê Simões.
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A: Nosso parceiro aqui na Central.
C1: Renê Simões é um cara experiente em competições internacionais, com seleção. É
um trenador que eu gosto também.
A: Tá fazendo campanha? Você que começo, parcerão.
C1: Renê é um cara sério pra caramba, e entende muito. Tem muito treinador bom por
ai, lembrei deste.
A: Que que cê acha que deve acontecê?
C: Eu acho que se você for analisá currículo, quanto tempo eles estão aí trabalhando, os
títulos que eles conquistaram, eu acho que os três melhores do nosso país são:
Wanderley Luxemburgo, Mano Menezes e Muricy Ramalho, na minha opinião são os
três trenadores mais experientes e com um poco mais de bagagem e conquistas. Se você
for analisá postura, eu apostaria no Leonardo, porque eu acho que o Leonardo é uma
cara extremamente, é diferente. Ele é um cara inteligente, é um cara que se expressa
bem, tem o carinho dos jogadores apesar de sê o mais novo em termos de experiência
profissional.
A: Mas e se você colocasse o Leonardo no cargo do Américo Faria como coordenador
da seleção e aí um otro treinador?
C: Eu acho que seria bacana. Eu acho que esses dois nomes eles tem que trabalhá juntos
né, de terem a mesma ideia, o mesmo pensamento em relação a Seleção Brasileira. Mas
eu acho que vem coisa boa por ai. Tô otimista.
A: Algum time grande do país vai ficá sem treinador então? É mais ou menos isso?
C: É bem provável.
A: É, quem vocês querem, quem vocês preferem? Felipão cês gostam?
P: Felipão, Muricy.
A: Muricy? Wanderley? Quem mais? Ricardo Gomes?
P: Felipão.
A: Felipão e Muricy então né tá? Maradona força. Ela tava dizendo que Felipão, não
tem microfone aqui. Ela tava dizendo que o Felipão já foi, podia dá a chance pra um
outro, como Caio Ribeiro por exemplo.
M: Eu apóio totalmente essa ideia.
A: Caio Ribeiro querido demais?
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M: Demais.
A: Sabe que então hoje a gente encerra a era Dunga na seleção brasileira, cabô, né.
Cabaram aquelas coletivas simpáticas. Foi um cara que teve a convicção dele, foi lá fez
o trabalho que ele acreditava, deu certo até certo ponto, perdeu a copa, mas deu certo até
ali. Agora acabô. E o Dunga, ele se tornô o cara que ele é hoje, com aquele cabelo
assim, bravo, depois de um dia. Porque ele não tinha aquele cabelo daquele jeito. Foi
quando ele cortô o cabelo que a vida dele mudo, isso é verdade. Foi uma coisa que a
gente pesquisô aqui nas reportagens. Eu tô falando sério, é verdade. (risos). A gente
pesquisô aqui no arquivo da Globo, e o dia que ele transformô o cabelo dele no cabelo
espetadinho tudo mudô pra ele. E a gente foi resgatá essa reportagem, é uma reportagem
do Tino Marcos, dá só uma olhada.
Matéria: Ele nem sempre foi assim, qué dizê, ele sempre foi durão, raçudo, cabeça dura.
Mas o cabelo, nem sempre foi assim. Dunga era emo. Até que surgiu na vida dele este
homem. Paulo Cesar é o responsável por mudar a imagem da seleção brasilera. Luis
Felipe, Branco, Lúcio, Romário, Tafarel, Dunga. Paulo Cesar surgiu na Copa de 90 pra
corrigir uma emergência. Quando eu entrei pra seleção, o objetivo mesmo foi fazê essas
mudanças, que eles usavam cabelo muito comprido né, e aí pareciam, dava aquela
impressão de argentino. Cada grande mudança no visual, foi responsabilidade de Paulo
Cesar. Cria uma identidade né, é o caso do Gustavo Kuerten que as vezes tá com o
cabelo comprido, as vezes com o cabelo curto, as vezes com o cabelo mais ou menos,
nananana encaracolado, ele nunca criô uma imagem, mas esse é o meu trabalho. Você
telespectador ou telespectadora mais atento ou atenta já percebeu que ele é a favor de
mudanças no visual de todo mundo, mas ele próprio não curte muito, porque passado e
presente são idênticos, tudo bem. Mas ele acha que a mudança no visual dos outros é
imprescindível. Sempre que você faz, e faz uma mudança, você tá preparado pra uma
nova etapa na tua vida. Por exemplo, um exemplo só, o Diego não quis fazer as luzes
que o Paulo Cesar recomendô, que que aconteceu? Não voltô mais pra seleção. Eu pedi
pra ele e ele disse: ah fazê nada não rapá, eu já fui convocado, já tô satisfeito. As vezes a
gente vê o cara quando não vai muito longe, quando você vê realmente que não... aí
você tenta dá uma força pro sujeito, vamô faze um negócio pra você i pra frente, vamô
dá um empurrão, e que isso cara. Voltando ao Dunga, ele tava num momento ruim ali
em 93, cabelo ao vento, gente jovem reunida, e uma crise. O Dunga vinha naquela
época com uma cabelo liso, meio caído, e o pessoal chamava que a seleção tava na era
Dunga, que não ganhava ninguém, que ele vinha mal. De um dia pro otro mudô. E a
vida de Dunga mudô. Era bom que ele tivesse uma imagem assim de uma sujeito mais
agressivo, mais, mais, tipo aquele vingador do futuro, aquela coisa tipo demolidor,
aquela coisa mais agressiva perto da defesa adversária né. Ouça o que disse Tino
Marcos no dia da transformação: com novo visual ele mandou no coletivo, foi quem
mais chutou e a ainda fez o primeiro gol dos titulares. Dunga virou Dunga que a gente
conhece, foi campeão mundial tudo graças ao mago Paulo Cesar, que não foi convocado
pra dois mil e seis e a gente lembra o que aconteceu. Mas depois o jogadores me
contando, olha botaram um francês pra cortá o cabelo, cóbra uma nota, depois todo
mundo escapuliu, escafedeu ninguém quis pagá. Depois também botaram um africano
que foi cortá e mas cortô mal pra caramba também, e todo mundo vazô do salão. E ele
não foi convocado pra dois mil e dez, e a gente sabe o que aconteceu.
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A: Já que ele não foi convocado, ó quem tá aqui com a gente, no nosso camarim, aqui
na TV Globo: Paulo Cesar. Tá me escutando Paulo Cesar?
C4: Estou. Tô escutando você sim, pode falá.
A: Tudo bem aí?
C4: Tudo ótimo, tamô preparando aqui aquele cabelo que cê me pediu.
A: Então, pois é, porque é o seguinte: não tem nenhum corte que chamô a atenção, né,
nessa Copa do Mundo, por enquanto. O que deve acontece é que o corte do David Villa,
que é o artilhero do torneio, jogador da Espanha, deve se o corte mais usado. E aí a
gente encomendô pro Paulo Cesar, um cidadão da plateia, coitadinho, ele veio pra
Globo achando que ele ia sai ileso, mas ele não vai, ele vai virá o David Villa. Tá aí o
nosso David Villa brasileiro.
C4: Vamo fazê uma transformação a lá David Villa.
A: Como é que é então Paulo Cesar, o que cê vai fazê no cabelo dele, vai dá uma
espetadinha aqui em cima né?
C4: É, a linha é mais ou menos, aquela linha que se fazia no cabelo do Pato, Alexandre
Pato, que é batidinho nas laterais e mais arrepiadinho em cima, como tá usando o David
Villa.
A: Te chamaram pra essa Copa ou não?
C4: Não pra essa Copa. Eu calculava que eles fossem me chamá na reta final, como me
chamaram naquela época de dois mil e dois, lá no Japão né.
A: Cê tava na final lá?
C4: É me chamaram no último jogo, depois daquele jogo da Turquia. Quando o Brasil
fez aquele gol de bico com o Ronaldinho, o Ronaldão, o fenômeno né. E aí eu fui, fiz o
cabelo, arrumei o cabelo deles pra o Brasil e Alemanha lá em Yokohama.
A: Você é responsável por aquele corte espetacular do Ronaldo Cascão ou não? (risos)
C4: Não, eu fui pra tirá o cabelo do Cascão, pra modificá. Mas ele conseguiu me
convencê que tava fazendo um esquema de trabalho mais, pra, sei lá, mudá a cabeça do
pessoal, ou tirá aquela linha porque o pessoal tava caindo muito no pé dele por causa
daquela lesão no joelho né. E aí o que que acontece, eu achei que valia a pena testá.
Porque quando os índios se pintam pra guerra também fazem uma coisa meio maluca no
visual deles. E a gente fez um cabelo bem maluco, nós apostamos em três gols contra a
Alemanha, ele fez dois e botô um na trave.
A: É verdade, é verdade. Então tá bom. Vô deixá você trabalhá, daqui a poco a gente
conversa mais.
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C4: Vamô transforma ele então.
A: Transforma então o nosso David Villa brasilero.
C1: E pra treinador funciona pro Gilberto talvez?
A: Que que cê qué? Cê que ir até lá? Hoje é de graça, TV Globo banca pra você. Já fez?
C2: Já.
A: Eu preciso cortá o meu.
C3: O cabelo do Lúcio também tinha um estilo, não se pode esquecer disso. Um estilo
moicano.
A: Como é tava? Raspadinho aqui. Tava meio tipo soldado americano né.
C3: É.
A: Cês viram que o Dunga era emo né? A gente falô na reportagem. E aí o pessoal do
Bola nas Costas, um blog lá do globoesporte.com, eles transformaram todo mundo em
emo. A gente tem até as imagens aí, das fotos que eles fizeram. E esse aí não precisa né,
que esse é o Fucile a gente só pego as imagem dele, ele é lateral do Uruguai, é o único
jogador emo da Copa do Mundo, esse aí não precisa de transformação. (risos). A gente
saiu pelas ruas aqui do Rio de janeiro perguntando pras pessoas o que elas mudariam na
nossa seleção pra deixá os jogadores mais bunitos, inclusive no Lúcio, cê tava falando
do cabelo do Lúcio, e as meninas foram lá e fizeram um retoques, não que precise.
C: Absolutamente. Lúcio pra presidente.
A: Cada baita jogador bonito. Lúcio pra presidente, dá só uma olhada.
Matéria: Eu botaria um cabelo moicano, uma barba, botaria só um pircenzinho
pequenininho no nariz. A Kaká não mudo nada né. Acho que talvez se ele tivesse o olho
mais claro um poco. Gilberto Silva, a ele é meio um caso perdido. A um black ia ficá
legal. Acho que o Elano tá com muita cara de nerd. Podia pegá um sol, tá meio
branquelão. Acho que rola nele um piercing aqui na sobrancelha, cabelo acho que eu
fazia uma chapinha nele. Ramires: olha ele tem que tirá o aparelho, deixá o cabelo
crescê e diminui a cabeça, a cuca, tá muito grande, como seria o cabelo dele? Eu acho
que maiorzinho assim, também encaracoladinho, realmente eu amo isso. Maicon, caso
perdido também. Olha, ele podia diminuí o quexo, tipo a cara dele é muito estreita. A
Maicon podia colocá uma peruca nele né, podia colocá um brinco, dois brinco na orelha
assim né, bem grande e brilhoso. Julio Cesar eu acho muito gato. Não mudaria nada no
Julio Cesar? Nada, nada. Ele é perfeito também, eu não sei se ele tem mulher? Tem,
Susana Werner. Então, podia não tê mulher. Lúcio, ele é muito enrugado, a beleza dele é
meio feia. O que seria uma beleza feia? A eu não sei, eu sô apaixonada por belezas
diferentes. Eu afinaria mais o nariz dele e tirava esse cavanhaque. Cavanhaque tá feio?
Tá, tá muito feio, tá horrível. E o cabelo dele cê deixaria crescê, faria alguma coisa.
Deixava crescê um topetinho, tá bonitinho. Botaria um dente de oro nele aqui, fica estilo
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gangsta e dois brincões também. Cabelo bóta um moicano também pra completa. Eu
botava o que no Robinho? Botava uma trancinha do Love. No Luís Fabiano que que cê
faria pra ele ficá mais bonito? Nasce de novo. Juan diminuiria a boca dele, muito
grande. Nariz também um poco, cabelo um black ia fica estiloso. Mudaria o jeito do
Dunga, ele é muito chato, ele é muito chato. O Dunga, a gente sabe que ele tá com um
visual mais que ultrapassado né. Acho que a gente poderia começá com a iniciativa de
crescimento do cabelo, e depois pensá num clareamento, mais uma mechinhas, de
repente um topete, alguma coisa como moicano. Quem sabe até umas tatuagens no
pescoço. Que tatuagem que ele faria? Num sei, fala pra ele fazer um tribal, acho que
fica legal com sobretudo, estilo europeu.
C3: Viu como é que o moicano tá bombando.
A: Quem é essa figura maluca ai?
C3: Qué fugi.
C1: É o Davi. Deixa eu vê essa chuteira aí.
A: Oi Davi, vem cá. Essa chuteira é style hein. Chega aí Davi. Vem aqui. É o seguinte, a
gente vai pro próximo bloco, fazê o intervalo, e eu sei que você sabe fazê aquele bit
box, e aí eu vô pedi pra você fazê um pouquinho, pro seu pai canta alguma música.
C1: Vô canta o rap do feio em homenagem aos atletas.
A: E daqui a poco a gente vai falá mais de atletas bonitos e feios também. E a gente vai
falá da nossa aposta tá.
C1: Faz a voz, Tiago.
A: Faz aquela voz lá do possuído. Voltamos já com a Central da Copa, muito bom Davi.
A:Tudo bem? Temos aqui quatro pessoas importantes para o programa. Hélio de La
Peña primeiro, tudo bom? Daqui a pouco a gente vai conversá sobre aquela campanha
importantíssima.
C6: Tô ansioso!
A: Clicia, Thalita Rebouças.
C8: Oi.
A: Elas fazem o EE de Bolsa, já fizeram a brincadera com seu nome. Thalita de bolsas.
C8: Já, já fizeram.
A: Elas vieram aqui falá de um assunto que enoja Tiago Leifert e Caio Ribeiro, que é,
são os jogadores mais bonitos da Copa do Mundo.
M: Até que enfim uma coisa importante.
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A: Como?
M: Nada.
A: Quantos jogadores são? Um, dois, três, quatro. A tem mais, cinco, seis, sete, tá legal.
Vamô lá roda as imagens dos mais bonitos que elas vão dizê, as meninas do EE de
Bolsa, lá do globoesporte.com.
M: A ê Higuain.
A: Vocês podem fala também, não precisam deixá só a argentina.
C8: Olha bem bonito, pegável mesmo. Categoria pegável, num sábado assim sabe.
A: Florent Malouda. Malouda?
C7: É gente tem seu valor, né gente. Vamo dá um desconto. A Cristiano Ronaldo. A
Cristiano Ronaldo tá ali, esse é o selo.
C8: A não, faz sobrancelha, não confio em homem metrossexual.
C3: Disseram que faz maquiagem também.
A: Não, pera, segura, só um minutinho voz na consciência, como é que é pera, depois a
gente continua. Para nesse pontinho do EVS aí por favor. Como é que é, cê não confia
em quem faz a sobrancelha?
C8: Porque ele não só faz assim, ele depila, entendeu? Se bobiá ela faz uma coisa leiser,
entendeu? Ele é muito preocupado com aquela sobrancelha, não gosto, pronto, falei.
A: Não dá pra confiá numa pessoa dessa?
C8: Não dá, não confio.
A: Ok, faz a sobrancelha, nada.
C8: Cabô pra mim.
A: Então tá bom. Ok
C1: O Caio não gostô.
A: Cê faz sobrancelha Caio Ribeiro?
C: Olha aqui, fala sério.
A: Mostra a sobrancelha do Caio Ribeiro aqui.
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C: Que traíra cara.
C8: Não, não faz.
A: O Diego Benaglio, golero da Suíça faz a sobrancelha, mas é bom golero.
C8: Não, mas tudo bem. O que eu tô falando, não pode tê aquela monocelha, aquela
profusão de pelos.
A: Como o Lúcio? Lúcio é uma monocelha.
C8: É uma monocelha, é.
A: Então tá bom, já aprendemos então, vocês meninas não confiam em quem faz a
sobrancelha, isso não é legal.
C: E vamos deixá bem claro que eu não faço a sobrancelha, não tem nada a vê.
A: Caio não faz a sobrancelha.
C3: Dizem as más línguas que o Cristiano Ronaldo também faz maquiagem. Eu não sei
não hein. Faz maquiagem antes do jogo.
A: Cê fez hoje? Eu também não fiz hoje maquiage. Cê fez Gabriel?
C1: Mandaram eu fazê aqui nessa espinha ó.
A: Só nisso?
C1: Só, só, só.
A: Aí tudo bem. Tá perdoado.
C3: Corretivo só.
A: Cê faz a sobrancelha?
C1: Não, tá até falhada.
C7: E além disse que o Cristiano Ronaldo usa aquele shortinho, curtinho, rosinha, que
que se acha disso Thalita?
A: Elas tão indo muito bem, muito bem.
C8: Eu acho, cês tão gostando, tá?
A: É isso ai. Esse é o espirito.
C8: A gente tá pronta pra comentá assuntos importantíssimos.
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A: Pode continuá voz da consciência com os bonitões. A gente tava no Sorrinsen né?
Que é o golero da Dinamarca. Esse é bonito.
C8: Ah Carlitos Tévez.
C7: Ah Lugano, tudo de bom.
C8: Bunitinho esse menino hein.
C7: Bunitinho? Ele é lindo Thalita.
M: Opa, adorei essa cena.
C8: Isso é bunito, cês tão vendo.
A: Ah esse arrasô gente, Fábio Canavarro, arrasô.
C8: Esse menino é alto, baxo, médio, me diz?
A: É baxinho. Um e setenta.
C8: Tem cara, tá valendo. Bonito, gosto da careca, cabeça, corpo todo, mão, tatuagem.
C7: Tatuagem, homem sarado.
C8: Tudo bom, todo bom.
A: Cês sabem, que esses são os melhores na opinião de vocês?
C8: Acho que tem outros. Aí eu descobri otro dia vendo o Loco Abreu jogando. A
desculpa gente eu gosto do Loco Abreu.
A: Loco Abreu?
C8: Eu acho que se ele cortasse o cabelo.
C6: Eu gosto do Loco Abreu, não pelo mesmo motivo de vocês. (risos)
C8: Não né, tá. Mas assim gente cortava o cabelitcho, dava uma coisa, eu, eu acho, o
menino fica pegável. Não? Não?
A: Não.
C7: O Benny dos Estados Unidos também. Bem legal.
C8: Bonito.
A: Quem?
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C7: Benny dos Estados Unidos.
A: Benny Mcarthy? Não não, Benny Mcarthy é da França. Qual Benny?
C7: Benny dos Estados Unidos. Ele entrô, ele não era titular.
A: A não era titular. Então não presta, homem bonito que não é titular, não presta.
C1: Na hora de presta atenção, não presta.
C8: Mas a gente tem que presta atenção nessas coisas.
C1: Cês compraram o álbum da Copa?
C7: Não.
A: A o Feilhaber lá, ela tá dizendo que é o Feilhaber, entendi. Tem o Boca Negra que
disseram também que era bonito. Agora, eu acho que o conceito de beleza, cara, sabe,
eu acho que tá errado. Isso massacra as pessoas, isso força as pessoas, a, sei lá, se
encherem de plástica. Eu sô contra isso. Eu sô a favor da beleza natural Caio Ribeiro, e
por isso, diga, diga.
C: Eu prefiro a seleção da Holanda na arquibancada, do Paraguai.
A: Mas eu acho que, essa ditadura da beleza me enoja. E por isso que a gente fez a
seleção da verdadera beleza dessa Copa do Mundo. Porque vocês são bonitos, não
importa o que as pessoas falem. Franck Ribery.
C7: Olha aí gente, não é feio de todo.
A: Essa é a beleza original.
C8: Olha ai gente o Son.
C7: Essa aí não dá, não tem escapatória.
A: É de Camarões, seriam o leões da Copa do Mundo, o predador.
C8: O Rooney, não acho ele feio.
C7: Ele tem cara de lutador de jiu-jitsu.
C8: É o que eu falo, é só ele trocá de esporte.
A: Özil, Özil.
C8: Olha o olho esbugalhado.
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A: Essa é a verdadera beleza. Esse eu não sei nem o nome, mas é muito bonito também.
C8: É feio também, é muito feio, Deus me livre.
A: Eu gostei dele. E esse aí é o Lucas Barrios, jogador do Paraguai, olha aí que
categoria gente.
C8: Ui, que cena linda.
A: Argentino naturalizado, natural que... e vai passa no cabelo, não, eca. Cuspiu na mão.
C8: Não nojo, eles cospem mesmo.
A: Porque que cês cospem tanto?
C: Não sei.
C8: E espera a câmera dá close né.
C6: Eu queria sabê se vocês cospem o tempo todo, ou é só quando tem close?
C: É muito de jogador pra jogador, eu acho que cê sua muito. Mas eu nunca fui de
cuspir muito não.
A: A você é demais. Nunca falô um palavrão, nunca cuspiu, não faz a sobrancelha, cê é
demais.
C: A sobrancelha certeza.
A: Cês acompanharam, e por falar em beleza, cês acompanharam toda a saga de Larissa
Riquelme, né. A modelo paraguaia que disse que andaria nua por Assunción caso o
Paraguai passasse pras semi-finais, não aconteceu. E a gente tinha uma câmera em cima
dela no último jogo, e a gente tem algumas reações de Larissa Riquelme. Senta e relaxa
com essa, com as reações de Larissa Riquelme. Eu gostei, o celular tá legal. Eu queria tê
nascido celular Caio Ribero. Aê, vai Paraguai. E é natural. É natural e acabô.
M: É natural coisa nenhuma, não é natural.
A: Olha que delicadeza, metendo um franguinho pra baixo ali, cê viu? Se vai saí com a
menina, queria comê uma saladinha, não. Come um espeto de frango.
C: Muita mais agradável.
A: Muito mais legal. E aí tem o choque de realidade, Hélio de La Peña, voltamos com
Hélio de La Peña.
C3: Ela não tava fazendo cena para a câmera não, é impressão só.
A: Não tava não né?
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C3: Imagina. Ela tava bem natural, né, natural.
A: Só que olha, além de linda. Esses seios naturais maravilhosos, ela é uma pessoa
generosa. Larissa disse que vai possar nua mesmo assim, mesmo com a eliminação do
Paraguai.
C6: Paraguai fez uma bela campanha.
A: Quase chorei. Me emocionei ao dar essa notícia.
C6: O Paraguai fez uma bela campanha, afinal de contas né. A gente merece no mínimo
um peitinho. (risos)
A: Eu acho, dois grandes motivos pra gente torcê sempre pelo Paraguai.
C3: Falando do Paraguai, a gente lembra da Espanha e lembra de uma outra mulher
também, uma bonitona e que tá fazendo polêmica, que é a namorada do Casillas.
A: A namorada do Casillas, ela tava atrás do gol no primeiro jogo falaram que a culpa
era dela.
C3: Considerada a vilã, como perdeu pra Suíça de um a zero. Mas agora nesse jogo
contra o Paraguai, que que acontece, agora ela depois do jogo, foi dá uma entrevista
coletiva, e essa é a imagem que os jornais espanhóis estão divulgando, como a imagem
símbolo deste encontro.
A: Que é com essa língua pra fora?
C3: Essa língua pra fora.
A: Vocês repórteres.
C3: Eu não tenho nada a vê com isso não.
A: Que isso, mas ela foi perdoada, ela ficava atrás do gol, agora tá tudo bem?
C3: Ela foi perdoada.
A: Hélio de La Peña chegô a hora da gente falá dessa sua campanha incrível.
C6: Pois é, estamos aqui mais uma vez Caio, porque, afinal de contas o Brasil saiu da
Copa, e a gente tá preocupado que você fica abandonado aqui, te botaram no
almoxarifado, te largarem aí, entendeu? Tamos aqui, tamos atento a isso, entendeu?
Trouxe meus filhos, você viu, viemos todos aqui, no final desse programa a gente vai
tirar você de qualquer manera da Globo.
A: Não vai não. Cês fizeram até uma música. A gente pode ouvir a música agora?
C6: O funk do free Caio feito por mim e pelo Mc Kiko que é inclusive muito seu fã.
81
C: Brigada.
C6: Ele inclusive é flamenguista né, curtia muito a sua fase lá no Flamengo.
C1: Eu também.
C6: Você também. Eu curtia sua fase quando você tava no Botafogo.
A: Funk do free Caio.
C6: Vamô lá, o funk do free Caio.
A: Vamô ouvi.
Funk: Eu sô Mc Ferrow, eu sô Mc Deumal ouve só esse recado e retuíta na moral. É em
prol do nosso amigo, o grande Caio Ribeiro, que desde o início da Copa tá preso no
cativeiro. Sempre ali no mesmo puff com a Jabulani na mão e só com ordem suprema
vai mudar de posição. Sete horas da manhã o Caio já tá de pé, vai ficar o mês inteiro
sem visita de mulé. Varre estúdio, passa roupa, o Tiago não tem dó, acho que se fosse
escravo era tratado melhor. Por isso nóis tâmo aqui pra pedir e divulgar: libertem o
Caio, deixem ele respirar. Esse é o funk do free Caio uma forma de ajudar libertem o
Caio geral vai retuítar.
A: Caio Ribeiro você se tornô um ídolo nacional. O povo brasilero nunca se engajô
tanto numa campanha como nessa, é incrível. A gente já teve as mais diversas tragédias
nesse país, mas ninguém abraçô tanto quanto essa causa do free Caio, coisa incrível.
C: Deixa eu queria agradecê as pessoas que participam da campanha, você pela
generosidade e ao Hélio que é o grande mentor da ideia.
A: A brigado, porque acham que eu sô o carrasco, porque acham que eu que seguro
você aqui, ninguém para pra pensá que quando você tá aqui eu tô também.
C: Que não é verdade.
A: A não? Onde você tava hoje?
C: Hoje eu corri dá um bejo na minha esposa.
A: E eu tava preso aqui, tá vendo só como a vida é injusta. Hélio de La Peña eu queria
combiná com você que no fim de semana que vem, que é o último programa dia onze de
julho, que é o dia da final da Copa do Mundo, a gente faz uma cerimônia de libertação
do Caio Ribeiro.
C6: Vamos, vamos. Vamô chamá todo mundo que tá apoiando essa campanha, vamô nos
mobilizar, vem pra porta da Globo, vem recebê o Caio Ribeiro, que finalmente vai vê a
luz do sol. Vai vê a luz do sol porque o programa acaba de noite e não tem sol.
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A: Fica de pé aqui ó, queria mostrá, já que o Caio se tornô um ídolo nacional queria
mostrá uma coisa legal sobre o Caio Ribeiro. O Caio Ribero gosta muito de dançá.
Dançá, alguém falo dançá, daqui a poco. O Caio Ribeiro, só que ele tem um problema, é
sempre o mesmo passinho. A gente tem as imagens aí voz na consciência, é a mesma
coisa, roda aí é sempre a mesma coisa. Ó lá, movimento um, atenção é com a mão pra
cá, movimento dois a outra mão sobe ó. Então é prum lado e pro outro, aí você vê o
Caio lá no carnaval em feverero, Tucuruvi né?
C: Tucuruvi.
A: Acadêmicos do Tucuruvi, assim e assim como é que é o passo do Caião? Se for valsa
como é que é. Peraí faz o passinho.
C: Não não, eu só sei mexe a mãozinha.
A: As pessoas na rua abracaram a causa. As pessoas na rua estão fazendo o passo do
Caião. Que o meu pai falô que é o riberechion. Mostra o riberechion voz na consciência,
as pessoas fazendo o riberechion nas ruas. Ó lá, esse foi o original. Isso foi quando a
gente descobriu que você tinha talento pra dança, ó lá, ó lá.
C: Já deu pra percebê que eu não sei dança, e vocês continuam insistindo nisso.
A: Aí ó, ó, ó, ó é o meu passo, é a mesma coisa, se fosse valsa era igual. Ó lá, é o igual,
igualzinho. Ópera. Macarena, tudo igual. Eletrônica igual. Agora as pessoas nas ruas
abraçaram, estão fazendo o passo de Caio Ribeiro.
C: Deu pra percebê, eu não sei dançá gente, eu juro, eu sô meio duro mesmo.
A: Alguém falô dançá?
C: Acho que a Marina falô alguma coisa, né Marina?
A: Dançá, no próximo bloco a aposta. O final dessa aposta entre Brasil e Argentina.
Vocês repararam que o Caio Ribeiro hoje tá com uma jabulaninha, ele tanto chocô a
grande que nasceu pequinininho. E o Caio tá grávido também, ele vai te filhinho, a
mulher dele tá grávida de cinco meses, então faltam quatro pra nascê o bebê. A gente
precisa corrigir uma informação só, o seu jogador é de Angola.
C1: A o Denilson, Denilson eu falei que ele é do Rio, porque mora aqui há muito tempo,
é angolano.
A: Nasceu em Angola, legal.
C1: E eu tenho aqui uma tatuagem, abraço pros angolanos aí. Essa aqui carrego no
corpo, lembrança de Angola.
A: Cês sabem que a Globo bomba em Angola, a Globo internacional é sucesso absurdo.
C1: Um beijo pro pessoal de Angola aí.
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A: Devem tá assistindo agora a gente.
C1: Saudade de lá, já fui três vezes lá.
A: Luciana você acha que eu devo dançar?
C3: Por favor, todos querem ver.
A: Gabriel, o Pensador acha que eu devo dançar?
C1: Claro.
A: Se acha que eu devo dançá?
C6: Lógico.
A: Tudo bem, só que nossa aposta era a seguinte, quem fosse eliminado antes dançaria.
Não cronologicamente, se vocês chegassem na semifinal e nós nas quartas eu dançaria,
só que problema é que a gente foi eliminado together, todo mundo junto, certo. E aí
curiosamente sai andando na rua hoje, e as pessoas na rua clamam pela dança de
Marina. Olha só, qué vê, dá uma olhada, as pessoas clamam por você.
M: Não, não.
A: Ó vô assisti também.
Matéria: Alô Marina, critério de desempate é saldo de gol. É saldo de gol. É saldo de
gol. É saldo de gol, não tem jeito. Marina foi quatro a zero, vai tê que dança muito.
Marina foi quatro a zero, critério de desempate já era. Valeu Tiago, manda essa pra ela.
Dança Marina. Dança Marina, dança. Rebola nenem, dança Marina, perdeu, quatro a
zero.
M: Tá bom Tiago, deixa eu te fala uma coisa.
A: Peraí, cê viu o que eles te falaram?
M: Eu vi.
A: Que o critério de desempate era saldo de gols.
M: Tá tudo bem, mas isso não tava dentro da aposta. A aposta não foi assim.
A: Eu ouvi, cês escutaram eles falaram que o critério de desempate era saldo de gols.
Então perai, fazendo uma conta rápida.
M: Não, não, não, não, é uma nova criação de regra.
A: Dois a um pra Holanda, saldo de gols quanto é vocês que jogam bola. Dois a um pra
Holanda, saldo de gols pro Brasil? Menos um.
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M: Tá tudo bem, mas...
A: Quatro a zero pra Alemanha, saldo de gols da Argentina? Menos quatro. Voz na
consciência, a gente tem o momento do programa.
M: Eu danço com ele, eu danço, se ele dançar pronto.
A: Mas peraí, o critério era esse, você combinô isso comigo.
M: Não, não, não, não.
A: Pera lá voz da consciência a gente tem essa reportagem ou não?
M: Tá muito malandro.
A: O momento do programa que a gente combinô isso, tem isso ai? Então tá legal. E o
pior é isso Marina, é que você tá vindo aqui muitas vezes, já tá tarde da noite, vô até
senta, você não deve lembrá, mas houve um momento nesse programa que a gente
combinô que o critério seria saldo de gols.
M: Não, não teve esse momento.
A: Não teve esse momento? Então eu provo pra você porque tá tudo gravado.
M: Eu acho que tem duas gravações, de duas pessoas que tão querendo que o Tiago
dance.
A: Eu vi é verdade, tem gente que qué.
M: Tem, tem muita gente que qué.
A: Só que o critério de desempate é saldo de gols.
M: Não, não vai mudá as regras, não tem como mudá as regras.
A: Eu vô mostra pra você o momento em que a gente combinô, eu e você.
M: O Tiago deixa eu te falá um coisa, peraí. Eu passei o dia vendo no YouTube vendo o
vídeo do Parangolé pra dançá contigo.
A: Cê ensaiou?
M: Eu ensaiei, pra dançá contigo. Vai tê que dançá, dança.
A: Eu vô mostrá, de verdade, o momento em que a gente combinô que era saldo de gols,
dá só uma olhada, rodaí.
M: Tipo perdê pro Brasil.
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A: Tá bom. For eliminado nas quartas. Se o Brasil for mais longe que vocês?
M: Exatamente.
A: Que é meio óbvio que vai acontecê.
M: Tá, a gente dança o rebolation.
A: Rebolation, isso ai eu já fiz por nada.
M: Mas, se por um acaso …
P: A Argentina terminá na frente você vai dançá Lady Gaga.
A: Combinado. Então tá bom, mas tem que tê um critério de desempate como sempre,
que vai sê o saldo de gols das quartas de final, de acordo?
M: Ok Tiago, eu topo.
A: Então todo mundo de acordo, saldo das quartas?
M: Ó não, saldo de gols.
A: Marina eu não sei se eu já falei aqui, mas o critério de desempate é saldo de gols das
quartas de final.
M: Isso ai é do programa anterior, do outro programa.
A: É o critério é saldo de gols, vocâ cabô de combiná comigo.
M: Mentira, mentira, isso é uma mentira terrível.
A: Não teve nem edição a reportagem.
M: Teve edição.
A: Não teve nenhuma edição.
M: Isso é terrível.
A: Por favor tem rebolation aí, senão eu canto pra vocês.
C: Posso me metê um minuto nessa aposta?
A: Não.
M: Por favor Caio se mete. Eu tô falando que eu vô dança se você dança.
A: Tem rebolation?
86
M: Eu danço se você dançá.
A: Qué que eu cante? Por favor Marina.
M: Cantá não, é dançá.
A: Bota quatro dedinhos na cabeça que vai começá, põem, põem os quatro dedinhos.
M: Não. Eu só danço se você dançá.
A: Bota quatro dedinhos na cabeça que vai começá, o rebolation, vai Marina. Não vai
pagá a aposta?
M: Você não vai pagá a aposta, cê fez a aposta na frente do Brasil intero, e agora tá
mudando todas as regras como sempre, fazendo montagem.
A: Cê não vai dançá?
M: Lamúrias, o mundo inteiro querendo que você dance, no twitter todo mundo falando
dança Tiago. Aí eu como uma alma generosa, boa, a gente foi eliminado na mesma fase,
to falando eu danço se você dançá.
A: Mais um exemplo típico do que é um argentino. Catimbero, isso aqui é catimba pura,
da mais pura. Catimbero, mentiroso.
M: Não, mentiroso não. Olha a montagem que você fez. Vai dançá sim.
A: Não fiz montagem nenhuma, não tinha nem edição.
M: Tinha edição sim, aquela resposta que eu dei e outro, e outro, outro era de piadinha
do Simeone.
A: Bom, que dia é hoje?
M: Ai meu Deus.
A: Olha, olha o que aconteceu dia três, apertei sem querê, quatro a zero pra Alemanha.
Sem querê disparei o botão. Segunda-feira não tem jogo, tá aqui a agenda. Dia seis,
terça-feira começa tudo de novo, Uruguai e Holanda, três e meia na Cidade do Cabo.
Dia sete, Alemanha e Espanha no Moses Mabhida, as três e meia também. Dia oito não
tem nada. Dia nove não tem nada. Dia dez vai tê disputa de tercero e quarto, dia onze
vai tê a final, ainda não tá marcado, mas já tem então a gente sabe. Caio Ribeiro está de
folga nos dois próximos dias. Gabriel, o Pensador diga.
C1: Quarta-feira, dez da manhã em Xerem, Duque Caxiense, contra Fluminense. Quem
quisé assistí entrada liberada.
A: Fala de novo então quando é.
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C1: Quarta-feira em Xerem, a gente vai jogá contra Fluminense, e eu vô tá lá torcendo
pelo Duque Caxiense, e aí quem quisé i tá convidado. Vamô lá.
A: É muito dirigente né.
C1: E o corte de cabelo do garoto como é que ficô lá?
A: Vamô dá uma olhada, Vamô dá uma olhada no corte de cabelo.
C1: O Fejão ia cortá também.
A: Vem aqui quiridão, com o Paulo Cesar. I é o David Villa, ele meteu uma barbinha,
olha aqui, mostra aqui. Boa Paulo Cesar.
C4: Sobrô um poquinho de cabelo.
A: Genial, ele meteu uma barbinha David Villa, aqui ó, muio bom, excelente. Queria
agradecê a presença de todos vocês, esse é nosso penúltimo programa, muito obrigado
as duas também, beijo. É nóis no próximo Caio Ribeiro. Boa semana a todos, a gente se
vê. Vem cá David Villa, aliás vamô terminá com você, um bejo a todos. Terminô a
Central da Copa, tchau. Mostra o David Villa.
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ANEXO D – Transcrição Programa Central da Copa – 11/07/10
A: Tiago Leifert – Apresentador
C: Caio Ribeiro – Comentarista
M: Marina – Convidada Argentina
P: Plateia
C1: Glenda Kozlowski – Apresentadora do Esporte Espetacular
C2: Léo Santana – Cantor
C3: Ronaldo – Ex-jogador
A: Ó não, nosso último programa. Eu não acredito cabô a Copa do Mundo. Tudo bem
com vocês? Tudo bem? Olha aqui nossos convidados: Caio Ribeiro como sempre no
puff dele oficial. Esse aqui vai ficá vazio, daqui a poco a gente chama. Glenda
Kozlowski você está de volta.
C1: Ô meu rei, tudo bem?
A: E aí como foi de África do Sul?
C1: Foi ótimo, uma experiência ótima assim, muito trabalho, tudo muito intenso, uma
correria danada, mas eu acho que apesar do nosso resultado da seleção brasileira foi
uma experiência única, boa pra contá pros filhos, pros netos, sabe.
A: Com boas histórias?
C1: Com boas histórias, exatamente.
A: Olha quem tá aqui, a Marina, ela tirô a camisa da Argentina.
M: Não, mas eu trouxe a bandera por favor.
A: Ela não tá completamente convencida, mas eu vô dizê pra vocês, e como hoje é um
programa de pega as melhores images, as melhores histórias, nós só vamô fala de coisa
boa, não vamô fala da Argentina. Então cê tá livre. Tá bom?
M: A é?
A: É.
M: Que bom.
A: Só que a gente tem uma dívida. Nós dois com os telespectadores que estão acordados
até meia-noite e quinze. Só que aí ela optou pelo rebolation, você que é do Globo
Esporte de São Paulo sabe que eu já fiz isso quinhentas vezes, já dancei o rebolation
umas quinhentas vezes. E aí a gente tava na dúvida a mas quem vai cantá, a tem CD não
tem, a gente resolveu o problema. Léo Santana por favor, trouxemos o próprio Léo.
Tudo bem?
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C2: Boa noite galera.
A: Vai Marina.
C: Eu faço questão, eu seguro pra você.
A: Cê não qué dança, aquele passinho? O passinho do Caião.
C: Hoje eu tô de camarote Tiagão.
C2: Hoje não tem enrolação, hoje não tem enrolação, ele vai pagá.
C: Léo tira o coro dos dois.
(Música rebolation)
A: Eu sô a dançarina do lado direito. Qui qui é isso, cês tão loco, eu não vô faze isso.
Essa é fácil.
C2: Gente vamô acerta isso aqui Tiago, vamô acerta isso aqui? Vem cá Marina, vem cá,
primeiro vai pro lado direito, tá legal?
M: Eu acertei.
A: A folha de papel da vergonha. A gente fica a tarde inteira pra fazê o espelho do
programa, isso aqui já foi embora, vô rasgá, já foi.
C: A aposta é dos dois.
C1: Ele tá tão nervoso que a mão dele tá suada.
A: Eu suei também.
C: Mas a aposta é dos dois, eu não posso participá. Eu adoraria, mas eu não posso
participá.
C2: Mas hoje tá valendo.
C1: Eu fiquei um mês longe, quero vê isso.
A: Olha o que cê causô o Marina. Fala Léo.
C2: Vamô fazê certinho, vamô lá.
M: Vai Tiago.
A: Faz aí pra aprendê.
C2: Primero joga pro lado direito, depois pro esquerdo, em cima e rebola.
90
A: Meu Deus do céu, cês não vão fazê isso.
C2: Em cima agora, em cima, rebola. Melhorô vai.
A: Léo você que se despencô de Salvador, você veio de Salvador fala aí qual é a boa?
C2: Salvador, viemos de um show lá agora na Bahia. Feliz, brigado pelo convite, agora
não deve mais nada né, tá tudo pago agora.
A: Que vergonha meu Deus do céu.
C2: Brigado, brigado.
A: Tá.
C2: Bota a mão na cabeça que vai começá.
A: Não, não, para Léo. Chega Léo, brigada viu.
C2: Brigada Tiago, valeu. Gente brigada, fiquem com Deus. Boa noite.
A: Cês dão trabalho pra nós brasileiros.
M: O rebolation, tion. Adorei.
A: Posso começá o programa? Então vocês esqueçam tudo que acabô de acontecê, e pra
falá de futebol pra falá da final Espanha e Holanda a gente trouxe um cara que é expert
no futebol holandês, expert no futebol espanhol, o maior artilheiro na história das Copas
do Mundo. Essa Copa que a gente viu de placar magrinho tanana, ele meteu quinze
gols, ele é o maior de todos, que honra hein.
C: É pra fechá em grandíssimo estilo.
A: Que honra, ele é o cara, não tem otro, Ronaldo, o fenômeno, por favor. Bom? E aí?
Meu Deus, sei nem o que falá.
C3: Dexa eu sentá aqui.
A: Ronaldo você jogô nos dois países, foi ídolo nos dois países, e a Espanha pelo que a
gente vê é um país que gosta muito de esporte, né. Tá indo bem no tênis, na fórmula um,
futibol, mas parecia que era uma frustração não tê um título mundial, eu não sei que
tamanho isso tem pra eles que são apaixonados por futibol, como é que deve sê lá ganhá
um título destes, como é que eles devem tá lá?
C3: Eu acho que é fantástico essa conquista pra eles né, porque, principalmente pelo
que eles fazem pelo futebol né, o investimento que eles, é fazem no futebol é algo que
merecia um retorno né, uma premiação. E sem dúvida ele jogaram muita bola também e
mereceram.
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A: A gente, na semifinal, o nosso repórter, o Renato Ribeiro tento gravá uma passagem
que a gente fala, quando o repórter aparece, e cara eles tavam tão ensandecidos já, de tê
passado pra final que não deu certo. A gente vai mostrá como foi isso aí agora.
Matéria: Um país apaixonado por futebol, que tem alguns dos clubes mais importantes
do mundo, como Barcelona, peraí. Pode i? O país. Desculpa vai vai, vai. Um país
apaixonado. O Brasil, Argentina, Uruguai, Inglaterra e França.
A: Isso foi só a semifinal, tava fácil de trabalha. Vamô falá do jogo de hoje, coisa que
mais chamô atenção terminô a partida uuuuuuu pros árbitros. Cada falta horrorosa e
nem um vermelhinho assim, foi dá vermelho lá no segundo tempo da prorrogação. A
gente tem uns lances horríveis já de cara, e o árbitro pelo jeito Ronaldo, cê que convive
com esses caras diariamente, esse aí gostava de falá, nossa mãe.
C3: Essa falta aí foi tremenda.
De Jong.
C1: Ele não tinha atitude, ia lá conversava, conversava, não tinha atitude.
A: Eu tive a impressão de que era um palestrante, ele queria conversa com as pessoas,
discuti a relação.
C3: Cada vez vai se mais difícil arbitrá, porque os jogadores, cada vez eles simulam
mais, cada vez são mais espertos e não é fácil realmente apita um jogo de futebol se os
jogadores não ajudam.
A: Como assim se os jogadores não ajudam?
C3: É qualque tipo de simulação, é um toquezinho já cai, é mais complicado assim.
A: Caio Ribeiro você diria que a Holanda pela catimba e as faltas é a nova Argentina?
Não ia perde né Marina, cê tá aqui parada me olhando a cinco minutos.
C: Não é, eles bateram um pouquinho além do normal por se trata de uma final, e o que
irrita é que o juiz não teve pulso porque a entrada do De Jong no peito do Busquets se
não me enganô, do Xavi Alonso eu não lembro.
A: Acho que foi no Alonso.
C: É do Alonso, era pra vermelho direto, então você espera uma atitude da arbitragem.
Eu acho que o título tá em grandes mãos, eu acho que a Espanha, há uns três anos é a
melhor seleção do mundo, vem mostrando o melhor futebol do mundo, coisas que eu
gostaria de vê na nossa seleção.
A: Alguém aqui não concorda com o título da Espanha, acha que a Holanda jogo
melhor, alguma coisa, não né? A voz da consciência que é holandesa disse que também
não, diga Glenda.
92
C1: Sabe uma coisa que me chamo atenção, a Espanha durante toda a Copa, ela teve
sempre a mesma postura, ela não mudô a carcteristica de joga dependendo do
adversário.
A: Mesmo levando um susto no começo.
C1: Exatamente. Então ela foi sempre a mesma Espanha né, a gente viu que a Alemanha
mudo, enfim outras seleções também mudaram seu esquema de jogo e tal e a Espanha
não, ela sempre foi a mesma Espanha.
C3: E eu trabalhei um ano com o Vicent Del Bosque e ele é um cara fantástico.
A: Au gostei muito dele, achei uma figuraça.
C3: Você pegava no pé dele porque ele não sorria.
C: Ele sorri?
C3: Ele sorri muito. Ele é um cara super brincalhão, e o comportamente dele, ele lembra
muito o Zagalo na intimidade. Um cara que tá sempre se divertindo, brincando, bem
legal.
A: A gente gosto dele, e ele foi corajoso hoje nas substituições. A gente tava falando das
faltas violentas...
C3: Sem conta que ele, a preleção dele, você que jogo também...
A: Comé que é, comé que é?
C3: A preleção dele dura três minutos, é fantástica.
A: Pa, pá.
C: Por isso que todo jogador gosta dele.
C3: Normalmente os trenadores ficam quarenta minutos no nosso ovido, ele três
minutos, pergunta se tá tudo bem e manda pro campo.
A: Ó lá ele sendo jogado pra cima, a gente reparo isso hoje também que ele, ele não fica
cornetando muito do lado de fora, ele é bem quietão, dexa os caras jogarem em paz e tal
e tá aí fazendo a festa. A gente tava falando de faltas violentas, aqui mostra uma falta do
De Jong , falamo desse nosso papa sobre a final que a gente vai interrompe algumas
vezes pra mostra imagens da Copa, e agora a retrospectiva é exatamente sobre as faltas
violentas dessa Copa do Mundo, olha só.
C3: É gol.
A: Entro e comemora e acabô?
C3: Comemora, final de Copa então, desculpa, mas foi mal.
93
A: Teve um festival de furadas hoje, gols perdidos e a gente tem as piores furadas do
jogo, acontece na final da Copa meu amigo sinta-se a vontade pra errar na sua pelada
também.Mathijsen é o mustela como diria o Tadeu né. vamô vê mais uma, nossa mãe
Capdvilla né, foi o Capdevilla Caio?
C: Foi o Capedvila, coincidentemente sempre os zagueiros né.
A: A tá que vocês não erram né, sempre culpa dos zagueiros, entendi. vamô vê então
agora já vemos essas furadas, as três maiores lambanças desta Copa do Mundo. Temos
as três imagens aí a gente vê depois qual foi a pior. De cara já apareceu esta de hoje
mesmo voz da consciência? Vocês tão repetindo, não vocês tão querendo me engana,
bota as três furadas, as três lambanças da Copa do Mundo, como eu disse a gente vai
interrompendo esse papo aqui pra mostra images da Copa e faze uma retrospectiva deste
um mês. Caio não sei se você viu esse jogo aí Caio.
C: Esse aí foi o jogo da Sérvia.
A: Foi.
C: Foi um pênalti praticamente no final da partida, a Sérvia vencia com um homem a
mais a seleção da Alemanha e aí o Podolski acabô disperdiçando.
A: É o minininho da lambança. A esse foi demais, o Polsen né cabeceou nas costas, a
Dinamarca tá que tá. A Dinamarca tinha várias oportunidades que a gente poderia te
escolhido.
C: Primero jogo da Holanda na Copa.
A: E dava risada, só ele acho graça, ó lá, ele não acreditava. E pra mim agora a melhor
de todas cara, o Senderos da Suíça acerto o próprio companheiro se machuco e foi
substituído. Gênio. Esse foi o melhor né. Esse foi dimais cara, e ele machucô o
tornozelo e acabô saindo, esse pra mim foi a pior da Copa. Gols perdidos de hoje, vários
gols perdidos hoje, várias oportunidades na cara do gol, e a gente ficava aqui pensando
meu Deus cadê o Romário, cadê o Ronaldo gente, aliás, o último cara a ganha uma
Copa do Mundo no tempo normal, fazendo gol foi você. Dois mil e seis foi pênalti e
agora foi na prorrogação, segundo tempo, no tempo normal pra resolve foi você e o
Rivaldo.
C3: É o Dunga não me chamo né.
A: É muleque, agora cê pode fala né.
C3: A eu tô brincando, meu Deus.
A: Mas você atropelaria aí hoje vai.
C3: Cara num sei, não, não dá pra fala de hipótese né, num sei.
94
C: Ele tá querendo se humilde, mas eu vô fala, teve um gol que o Roben perdeu cara a
cara com o golero que ele teria pedalado, dexado o golero lá no pau da bandeira e
entrado com bola e tudo.
A: Mostra o Roben então, tem o Roben tá quase no ponto aí, a gente ia mostra os três
gols mais perdidos da Copa que ele vai se arrepia intero, o Ronaldo também, não bota o
Roben, bota o Roben na sequência.
C1: Eram dois se não me engano, ele perdeu duas chances?
A: É uma.
C3: Mas não é fácil fazê gol também não né. Cês tão achando que faz gol é fácil.
A: Ah foi esse aí, esse aí. Esse aí Ronaldo pedalaria pra cima do golero né.
C3: A mas o golero teve sorte, o Casillas.
A: E teve mais esse aí, ele não caiu na puxada do Puyol e aí o Casillas foi super bem.
C1: O Casillas hoje realmente.
C: O Casillas pra mim foi o melhor jogador em campo.
C1: Também, pra mim também.
C3: Muito bom golero.
C: Foi quem decidiu o jogo.
A: Foi né?
C: Foi. É claro que o Iniesta acaba sendo ovacionado né, pelo gol do título, vai se
eternamente lembrado por se o primeiro título da Espanha. Mas no momento mais
difícil do jogo quem segurô as pontas e impediu a derrota foi o Casillas.
A: É verdade, ele tem feito isso com frequência nos jogos da Espanha, até no finalzinho,
contra o Paraguai ele salvô uma que foi a bola da classificação.
C: E pego um pênalti.
A: E pegô um pênalti. Tem as três melhores defesas da Copa do Mundo pra gente dá
uma olhada depois de um mês e sessenta e quatro partidas. vamô vê primero, a essa bola
do Kaká custo muito caro pra gente, defesa do Stekelemburgue, péga muito esse golero
hein Caio?
C: Péga muito, bom golero.
A: Isso aí, esse golzinho teria mudado tudo.
95
C: Seria dois a zero né.
C3: Seria dois a zero.
A: Seria dois a zero, teria matado o jogo. Esse golero pego, esse aí foi o Diego
Benaglio, que na opinião do Caio foi o melhor golero da Copa.
C: É porque ele caiu antes né, então a gente sempre tende a valoriza aqueles goleros, ou
aqueles jogadores que vão mais longe na Copa do Mundo. Mas naquele momento, se
você for analisa a primera fase ele foi um dos grandes destaques.
A: E a melhor defesa da Copa sem dúvida nenhuma foi dele né, Soares, defesaça. Não
tem golero não, Soares fez a defesa da Copa, colocô o Uruguai pra disputa tercero e
quarto depois, ganho de Gana nesse jogo aí nos penâltis. E a gente falô das três
melhores defesas, temo de mostra os três piores goleros. O grande erro é claro que
vocês não vão esquece nunca que foi do Green, vai aparece daqui a poquinho. Esse é
aquele golero da Argélia, Chaouchi acho que é assim o nome dele, eu não sei fala até
hoje. Monte de vogal.
C: Contra a Eslovênia.
A: Contra a Eslovênia, um monte de vogal. vamô vê mais um, a foi o Enyeama, ele
pego tudo, só erro nessa que custô muito caro pra eles, contra a Grécia. Foi uma
jabulanada Caio?
C: Foi, mas ele entra errado pra bola né, se vê que o movimento dele de encaxe é
errado, mas Jabulani tava traindo os goleros.
A: E aí essa, agora vem a maior de todas agora que essa aí não dá, não tem explicação.
C1: Essa é inacreditável mesmo.
A: Coitado desse cara meu. Cê não tem dó né Caio, o Ronaldo? Cê não tem dó não né?
C3: Não, zero.
A: Golero se não tem a menor peninha.
C3: Não tenho dó nenhum de golero não.
A: Ronaldo vamô aproveita que você tá aqui, tamo falando de gols, goleros, vamô vê
seus quinze gols em Copa do Mundo. Cê seco muito o Klose, fala a verdade?
C3: Ao contrário que todos possam imaginar não, não sequei.
A: Não secô, eu sequei.
C3: É.
C: Eu também.
96
C3: Não porque, eu graças a Deus, também não tenho nenhum tipo de vaidade. Então a
minha história eu fiz, e ele que corra atrás da história dele e faça a dele né.
A: Vamô vê os quinze gols do Ronaldo em Copa do Mundo, o maior artilhero da
história das Copas, vamô lá.
(Imagens do gols)
A: E esse último gol do Ronaldo contra Gana parece muito o do Roben hoje. Cê fez o
certo, ele fez o errado, estamos aqui falando mal dele. Aliás ó, vô dizê, respeito muito a
história das pessoas, trabalho com gente que fala assim, o maior que eu já vi foi não sei
quem, o maior que eu já vi foi não sei quem lá, vô te bajula, eu sô geração Ronaldo,
Caio sabe eu tenho vinte e cinco anos né Caio?
C: É.
A: Eu tenho trinta, mas eu sô geração Ronaldo. Tenho certeza que muita gente que tá
assistindo é geração Ronaldo, e é prazer enorme tê você aqui e assisti esse gols agora do
seu lado.
C3: Pô brigado.
A: Dois mil e dois torci por você, dois mil e seis torci por você, noventa e quatro tava te
assistindo pequinininho, noventa e oito também.
C3: Legal
A: Legal tá aqui, brigado por te vindo.
C1: Cê lembrava dos três gols, cê tem na memória os quinze certinho?
C3: Tenho eu lembro de cada jogo.
A: Qual mais querido?
C3: O mais querido, na verdade são dois, os dois da final de dois mil e dois.
A: É né.
C3: É são especiais.
A: Eu lembro que eu tava assistindo, tava comendo um pão de queijo, era de manhã
cedinho e tal, tava comendo um pão de queijo e passaram a semana inteira, a Globo
inclusive, não que o Oliver Kahn é o máximo, Oliver Kahn é o maior golero do mundo.
Ora que cê meteu o gol nele eu peguei o pão de queijo e taquei na tv. Toma Oliver Kahn
cadê o melhor golero do mundo, bateu ropa, ridículo, xinguei ele muito, me empolguei
pra caramba. É isso aí. Agora que a gente viu seus gols, vamô vê os três gols perdidos
desta Copa do Mundo. Tem um da Nigéria que é incrível cara. Vamô dá uma olhada.
97
Esse aí é Paraguai e Espanha né. Esse gol perdido que era um pênalti custo hiper caro,
mas foi uma boa defesa do Iker né?
C: Acertô o canto e encaxô né, que é raro, que é difícil num golero.
A: Foi, Cardoso tá chorando até hoje. Ele chorava muito. Esse aí podia tê custado
caríssimo.
C1: Ai que horror.
A: Coitado cara, na pelada eu botava pra dentro essa ai. Vamô vê o gol de hoje, o gol
que decidiu a Copa do Mundo, segundo tempo da prorrogação. Quem é o melhor
jogador do Barcelona? Quem é o melhor jogador do Barcelona ã? Quem? Iniesta né,
que até ontem era o Messi. Não é o Messi, nem vi. Tá aí no Rio de Janeiro, deve tá
assistindo a Central da Copa.
M: Para com isso, para de implica.
A: Tava aí na prainha tomando sol.
M: Tá bom, já deu.
P: Tiago pergunta pra ela qual o gol que o Messi fez nessa Copa.
A: Pois é a gente procurô, procurô, procurô, tem no youtube não? Porque a gente
procurô, procurô, não vi nada. Então agora isso. Então o melhor jogador do Barcelona
quem é Marina?
M: Continua o Messi e daí.
A: Messi? Tá, o goleador da Copa Messi. Haha. Iniesta.
P: Até o Felipe Melo fez gol.
A: Até o Felipe Melo fez gol, contra.
M: Fez um gol contra.
A: Mas fez um gol. Aí terminô o jogo, aquela festa toda, o Casillas namora uma repórter
né. E ele tava dando uma entrevista pra namorada dele, deve se uma situação
complicada. Vamô vê o que aconteceu. Tá lá todo sério, emocionado, vamô fala da
partida, vamô não e muá, e foi embora. Parece você é verdade, não é a namorada do
Casillas.
A: Traduz ai Marina o que eles falaram.
M: Mas vamô fala um poquinho mais da partida? Não, não vamô não.
A: E aí miau. Legal, bacana.
98
C: Imagem sensacional. Só uma explicação rapidinho, o Casillas vinha sendo criticado
em alguns momentos na Copa do Mundo, porque a namorada e repórter do canal
espanhol ficava atrás do gol.
A: Ficava atrás do gol.
C: E nesses momentos de questionamento você se apóia nas pessoas que cê gosta, então
ele tava sendo criticado profissionalmente e pessoalmente porque a causa era a
namorada. Você é campeão do mundo, fazendo a partida que ele fez, pô maravilhoso,
legal demais.
A: Cê tem a mim Caio, sempre.
C: Sem bejo.
A: Bom por falar nesse amor todo durante a Copa, várias pessoas levaram cartazes do
tipo Cristiano Ronaldo, Kaká. Glendinha me pediram pra você chamar a próxima
reportagem, que é a nossa retrospectiva da Central da Copa, porque senão vai cortá pra
mim mesmo, entendeu? É só chamar a restrospectiva da Central. Pra não ficá estranho.
C1: Ai gente, olha uma pena cabô, a Copa do Mundo acabo e eu tô olhando pra câmera
errada, tô distreinada né gente. Então vamô dá uma olhadinha na retrospectiva da
Central da Copa, por favor.
Matéria: Boa noite plateia, boa noite, boa noite, muito boa noite pra vocês, boa noite a
todos bem vindos a Central da Copa. Marina, Marina ganhamos, Brasil, Brasil,
ganhamos de novo. Sempre tem um asterisco em qualquer vitória da Argentina, olha o
puxão de camisa monstruoso do Demichelis, que é isso gente, gol irregular. Deslealdado
por exemplo, é fazê o que o Simeoni fazia, Simeoni era um cara desleal, pra não perdê a
dexa. Sô totalmente contra a rivalidade Brasil e Argentina, acho uma grande bobagem,
Simeoni pisava em quem tava no chão. Marina a gente tem sido grosso com você, aceite
essa rosa, oi, infelizmente o seu microfone apresentô um pequeno, i tá com defeito. Isso
é pra você, consertá o microfone dela por favor. Dança Galvão. Cala boca Galvão. Há
dias o tópico mais comentado da internet é cala boca Galvão, um grupo de pessoas,
grupo ainda não identificado explicou o seguinte pros gringos: queridos, cala boca em
português significa salve e Galvão é um pássaro ameaçado de extinção. Quem é o
minininho que passa sorvete no rosto? E aí foi só preparar a isca, aí está ele. A
temporada de caça ao repórter, Kiko Menezes versus a torcida do México, Cleber
Machado versus esse momento doloroso que é o adeus. É legal aparecê na tv né meu, é
bacana, dá tchau ali pra vocês aparecê na televisão, todo mundo aê na escola e tal. O
Latino você que é um homem das palavras, o que que ele tá querendo dizê Latino
assim? Ao meu ver, eu tô achando que vocês não vão tê festa no apê. É isso mesmo. Ele
tem uma campanha na internet que merece a sua atenção. Libertem o Caio, eu sô o
presidente da Associação Brasilera dos Criadores de Caio Ribeiro. E está coisa linda,
fofinha que é Caio Ribeiro. Por quatro votos a um, Caio Ribeiro vem fazê um
comentário aqui fora, vem. A Holanda não é nenhum bixo papão. Ninguém tá falando
muito da Holanda. Ninguém tá falando da Holanda. Ninguém tá falando da Holanda.
99
A: Alguns momentinhos do Central da Copa que vai pra seu último intervalo e volta
para seu último bloco, com a cerimônia de libertação de Caio Ribeiro, voltamos já.
A: Aqui está o Vitor que ganhou a promoção sou bra, foi no twitter, colocou uma frase
de apoio a torcida brasilera, qual era a sua frase? Fala pra mim no microfone, fala aí,
rapidinho pra mim.
P: Não criamos o futibol, reinventamos, isso cinco vezes já provamos, cantamos,
gritamos, choramos, amamos, em dois mil e quatorze Brasil, rumo ao hexa nós vamos.
A: Parabéns, ganhô vários presentes da Rede Globo e tá aqui com a gente hoje. E agora
a próxima campanha é: eu quero o puff do Caio. Então cê vai lá, colocá jogo da velha
quero o puff do Caio, e fala porque você qué o puff do Caio que a gente vai sortiá isso
no final, a melhor frase vai levá o quero o puff do Caio. Caio cadê a sua amiga? Tá aqui
ó, estamos encerrando aos poucos o nosso programa, o que será dela? Voz na
consciência vamos direto, vamos direto para a reportagem. O que será desta criança a
partir de amanhã? A Copa acabô e você Jabulani, pra onde você vai?
Matéria: Mais que uma bola, uma Jabulani, um mito, uma marca, a gorduchinha mais
desejada do planeta, mais odiada, mais comentada. Modelo, atriz, participou do BBB e
depois como manda o roteiro das celebridades instantâneas passo pelo Zorra Total,
posou nua, encarou os paparazzi, teve um relacionamento com um jogador famoso, foi
presa dirigindo bêbada, ela foi a estrela da Copa, foi, porque terminô. Sejam bem vindos
ao mundo dos mortais, isso não é mérito, isso é muito bom, isso é saudável, dá uma boa
ligação não é? Com as coisas, com o cotidiano, fazer as coisas comuns, que um cidadão
comum faz, são tarefas que se você enxergar, como as pessoas de um modo geral
enxergam são tarefas prazerosas, são tarefas interessantes, não são tarefas menores, não
precisam ser consideradas como puxa, que coisa triste, o mundo acabô. Carlos
Drummond de Andrade diria: e agora Jabulani a festa acabô, a luz apagô, o polvo
sumiu, a noite esfriô, e agora Jabulani, e agora?
A: Tudo isso pra dizê que essa aqui é minha, vô leva pra casa e que o campeonato
português adotô a Jabulani, ela não está sem emprego, que bunitinha. Caio Ribeiro,
chegô um momento muito especial, queria agradecê a sua participação aqui, todos esses
dias, todas essas horas.
C: Um prazer trabalhá com você Tiagão.
A: Nos vemos no Globo Esporte São Paulo dia dezenove. E você está livre. Caio você
tá livre, ande em direção a luz. Vai lá. Tchau Caio. Sendo recebido pelo homem que
inventô a campanha Libertem o Caio. Caio está livre. Foi embora mesmo gente. Tá livre
o Caio Ribeiro. Muito injusto o que aconteceu neste mês, porque eu recebi um monte de
carinho pela internet, de vocês aqui, nas ruas, o Caio também, eu queria aproveitá esse
minutinho pra dividí o carinho com a equipe que tá atrás da câmera, já que vocês não
enxergam, não vô chora, todos vocês, toda a equipe aqui do Rio que recebeu a gente
com extremo carinho também. Toda a atenção do Ibrain, Renatão, toda a equipe que
cuidô do Isim, nosso equipamento, equipe de edição que eu trouxe de São Paulo,
pessoal do switch muito obrigado a todos. Deu tudo certo, é muito raro isso acontecê,
mas deu tudo certo, a gente não tem uma história de terror pra contá, e eu queria mostrá
100
pra vocês agora o nosso clipe de encerramento, porque se chorei ou se sorri, eliminado
ou não, o importante é que emoções eu vivi, dá só uma olhada. A notícia boa é essa, a
próxima é nossa, a próxima é aqui, é uma Central da Copa muito maior, a Central da
Copa de dois mil e quatorze. Faltam quatro anos, mas passa rapidinho. Plateia muito
obrigado, brigado mesmo, brigado por terem vindo. Marina brigado. Ronaldo
Fenômeno brigado por ter vindo, foi um prazer terminá o programa com você e com a
nossa rainha Glenda, brigado.
C1: Parabéns também.
A: Gente em nome de toda a equipe da Central da Copa muito obrigada a você que fica
até tarde com a gente, acompanhando. Terminô, até dois mil e quatorze, um bejo a
todos, tchau.
101
APÊNDICES
102
APÊNDICE A - Quadro 6: Inventário dos Usos Pronominais (Programa 26-06-10)
Você(s)
A
32
C
4
M
1
P
0
C1
3
C2
2
C3
2
C4
19
C5
0
Total 63
%
50,7
6,4
1,5
0
4,7
3,2
3,2
30,2
0
Cê(s)
20
4
0
0
0
1
0
3
0
28
%
71,4
14,2
0
0
0
3,6
0
10,7
0
Tu
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Nós
5
6
0
0
0
0
0
2
0
13
%
38,4
46,2
0
0
0
0
0
15,4
0
A Gente
34
2
1
0
5
4
2
7
0
55
%
61,8
3,6
1,8
0
9,2
7,2
3,6
12,7
0
A: Tiago Leifert - Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico; C2: Zeca Camargo – Apresentador do
Fantástico; C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte; C4: Hélio de La Penã – Humorista do
Casseta e Planeta; C5: Mafalda – Convidada Portuguesa
103
APÊNDICE B – Quadro 7: Inventário dos Usos Pronominais (Programa 28-06-10)
Você(s)
A
53
C
4
M
6
P
0
C1
2
C2
0
C3
0
C4
1
C5
0
C6
0
Total 66
%
80,3
6
9
0
3
0
0
1,5
0
0
Cê(s)
24
1
2
0
0
0
0
0
0
0
27
%
89
3,6
7,4
0
0
0
0
0
0
0
Tu
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Nós
7
2
0
0
0
0
0
0
0
0
9
%
77,7
22.2
0
0
0
0
0
0
0
0
A Gente
49
4
3
1
3
2
4
0
2
0
68
%
72
5,8
4,5
1,5
4,5
2,9
5,9
0
2,9
0
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Luciana Ávila – Apresentadora; C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba; C3: Thiaguinho Cantor do Exaltasamba; C4: Dona Vera – Vó do Kaká; C5: Galvão Bueno – Narrador; C6: Simone – Mãe
do Kaká
104
APÊNDICE D – Quadro 9: Inventário dos Usos Pronominais (Programa 04-07-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C4
C5
C6
C7
C8
Total
Você(s)
48
5
11
1
1
0
0
1
0
6
0
0
73
%
65,7
6,8
15
1,36
1,36
0
0
1,36
0
8,21
0
0
Cê(s)
31
1
3
0
2
0
0
1
0
0
0
2
40
%
77,5
2,5
7,5
0
5
0
0
2,5
0
0
0
5
Tu
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Nós
1
1
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
3
%
33,3
33,3
0
0
0
0
0
33,3
0
0
0
0
A Gente
47
2
3
0
9
0
1
1
0
3
0
2
68
%
69,1
2.94
4,41
0
13,2
0
1,47
1,47
0
4,41
0
2,94
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada argentina; P:
Plateia; C1: Gabriel, o Pensador – Cantor; C2: Gilberto Figueiredo – Treinador; C3: Luciana Ávila –
Apresentadora do Esporte Espetacular; C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro; C6: Hélio de La Peña –
Humorista; C7: Clícia Oliveira – EE de Bolsa; C8: Thalita Rebouças – Jornalista e Escritora
105
APÊNDICE D – Quadro 8: Inventário dos Usos Pronominais (Programa 11-07-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
Total
Você(s)
33
6
0
0
0
0
2
41
%
80.4
14.6
0
0
0
0
4.9
Cê(s)
16
1
0
0
2
0
1
20
%
80
5
0
0
10
0
5
Tu
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
Nós
3
0
0
1
0
0
0
4
%
75
0
0
25
0
0
0
A Gente
27
1
0
0
1
0
0
29
%
93,1
3,44
0
0
3,44
0
0
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro - Comentarista; M: Marina – Torcedora Argentina; P:
Plateia; C1: Glenda Kozlowski - Apresentadora do Esporte Espetacular; C2: Léo Santana – Cantor; C3:
Ronaldo - Ex-jogador
106
APÊNDICE E – Quadro 10: Inventário frequência de uso dos marcadores
discursivos (Programa 26-06-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C4
C5
Total
Né
15
2
0
2
8
2
2
5
0
36
%
41,7
5,5
0
5,5
22,3
5,5
5,5
13,9
0
Aí
14
3
0
0
0
1
0
4
0
22
%
63,6
13,6
0
0
0
4,5
0
18,2
0
Daí
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hein
0
0
0
0
0
0
0
2
0
2
%
0
0
0
0
0
0
0
100
0
A: Apresentador; Tiago Leifert; C: Caio Ribeiro – Comentarista; P: Plateia; M: Marina – Convidada
Argentina; C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico; C2: Zeca Camargo – Apresentador do
Fantástico; C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte; C4: Hélio de La Penã – Humorista do
Casseta e Planeta; C5: Mafalda – Convidada Portuguesa
107
APÊNDICE F – Quadro 11: Inventário frequência de uso dos marcadores
discursivos (Programa 28-06-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C4
C5
C6
Total
Né
13
1
2
0
3
1
2
0
0
0
22
%
59,1
4,5
9,1
0
13,6
4,5
9,1
0
0
0
Aí
29
2
1
0
7
0
0
0
0
0
39
%
74,3
5,2
2,5
0
17,9
0
0
0
0
0
Daí
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2
%
100
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hein
2
1
0
0
0
0
0
0
0
0
3
%
66,6
33,3
0
0
0
0
0
0
0
0
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Luciana Ávila – Apresentadora; C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba; C3: Thiaguinho Cantor do Exaltasamba; C4: Dona Vera – Vó do Kaká; C5: Galvão Bueno – Narrador; C6: Simone – Mãe
do Kaká
108
APÊNDICE G – Quadro 12: Inventário frequência de uso dos marcadores
discursivos (Programa 04-07-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C4
C5
C6
C7
C8
Total
Né
13
1
3
0
1
0
0
3
0
0
1
0
22
%
59,1
4,5
13,6
0
4,5
0
0
13,6
0
0
4,5
0
Aí
10
0
1
0
3
0
0
0
0
1
2
1
18
%
55,5
0
5,5
0
16,6
0
0
0
0
5,5
11,1
5,5
Daí
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hein
4
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
6
%
66,6
0
0
0
0
0
16,6
0
0
0
16,6s
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada argentina; P:
Plateia; C1: Gabriel, o Pensador – Cantor; C2: Gilberto Figueiredo – Treinador; C3: Luciana Ávila –
Apresentadora do Esporte Espetacular; C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro; C6: Hélio de La Peña –
Humorista; C7: Clícia Oliveira – EE de Bolsa; C8: Thalita Rebouças – Jornalista e Escritora
109
APÊNDICE H – Quadro 13: Inventário frequência de uso dos marcadores
discursivos (Programa 11-07-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C4
C5
Total
Né
16
5
0
0
1
1
7
0
0
30
%
53,3
16,6
0
0
3,3
3,3
23,3
0
0
Aí
31
2
1
0
0
0
1
0
0
35
%
88,5
5,7
2,8
0
0
0
2,8
0
0
Daí
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
%
0
0
100
0
0
0
0
0
0
Hein
2
0
0
0
0
0
0
0
0
2
%
100
0
0
0
0
0
0
0
0
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro - Comentarista; M: Marina – Torcedora Argentina; P:
Plateia; C1: Glenda Kozlowski - Apresentadora do Esporte Espetacular; C2: Léo Santana – Cantor; C3:
Ronaldo - Ex-jogador
110
APÊNDICE I – Quadro 14: Inventário do apagamento dos ditongos (Programa 2606-10)
A
C
P
C1
C2
C3
C4
C5
Maneira
falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
Maneira
falada
Forma Padrão
Nº
ocorrências
ropinha
embaxo
chegô
otro
pegô
golero
virô
colocô
ganhô
falô
entrô
zaguero
conversô
chegô
primero
tirô
poco
comentô
chegô
otras
manera
emperrô
jogô
poco
falô
roupinha
embaixo
chegou
outro
pegou
goleiro
virou
colocou
ganhou
falou
entrou
zagueiro
conversou
chegou
primeiro
tirou
pouco
comentou
chegou
outras
maneira
emperrou
jogou
pouco
falou
1
1
1
2
1
3
3
4
1
8
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
jogô
gostô
equilibrô
queimô
mandô
bejo
troxe
vô
sô
pescô
separô
ficô
poco
companhero
participô
jogou
gostou
equilibrou
queimou
mandou
beijo
trouxe
vou
sou
pescou
separou
ficou
pouco
companheiro
participou
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
faltô
faltou
1
comportô
brincadera
falô
comportou
brincadeira
falou
1
1
1
brincadera
brincadeira
1
A: Apresentador; Tiago Leifert; C: Caio Ribeiro – Comentarista; P: Plateia; M: Marina – Convidada
Argentina; C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico; C2: Zeca Camargo – Apresentador do
Fantástico; C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte; C4: Hélio de La Penã – Humorista do
Casseta e Planeta; C5: Mafalda – Convidada Portuguesa
111
APÊNDICE J – Quadro 15: Inventário do apagamento dos ditongos (Programa
28-06-10)
A
C
M
P
C1
C2
C3
C5
Maneira
falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
Maneira
falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
primero
aceitô
mandô
gritô
entrô
preparô
encostô
ficô
sô
mudô
chegô
dexa
voltô
falô
acompanhô
driblô
marcô
colocô
acabô
poco
mudô
tercero
achô
tercero
olhô
falô
levô
voltô
robando
sô
ganhô
poco
primeiro
aceitou
mandou
Gritou
entrou
preparou
encostou
Ficou
Sou
mudou
chegou
deixar
voltou
falou
acompanhou
5
1
3
1
1
1
1
1
4
1
1
2
1
3
2
golerão
ganhô
pingô
dexaram
intero
vaiô
tentô
poco
vô
tomô
cortô
pegô
achô
jogô
parcero
goleirão
ganhou
pingou
deixaram
inteiro
vaiou
tentou
pouco
vou
tomou
cortou
pegou
achou
jogou
parceiro
1
1
1
1
1
1
3
1
16
1
1
1
1
1
1
driblou
marcou
colocou
acabou
pouco
mudou
terceiro
achou
terceiro
olhou
falou
levou
voltou
roubando
Sou
ganhou
pouco
1
1
1
1
2
1
1
1
2
1
2
1
1
1
1
2
1
perdê
tremedera
combinô
conversô
chegô
robam
guerrero
perdeu
tremedeira
combinou
conversou
chegou
roubam
guerreiro
1
1
1
1
1
1
1
vô
primero
otro
bestera
Sô
vou
primeiro
outro
besteira
sou
4
1
2
1
1
separô
manera
voltô
dexá
manera
driblô
separou
maneira
voltou
deixar
maneira
driblou
1
1
1
1
1
4
primero
primeiro
colocô
colocou
acompanhô acompanhou
divulgô
divulgou
otro
outro
jogô
jogou
brasileros
brasileiros
ficô
ficou
ficô
ficou
1
1
1
1
1
1
1
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Luciana Ávila – Apresentadora; C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba; C3: Thiaguinho Cantor do Exaltasamba; C4: Dona Vera – Vó do Kaká; C5: Galvão Bueno – Narrador; C6: Simone – Mãe
do Kaká
112
APÊNDICE K – Quadro 16: Inventário do apagamento dos ditongos (Programa
04-07-10)
A
C
M
C3
C4
C6
C7
C8
Maneira
falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
Maneira
falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
consertô
pipoquero
verdadera
combinô
engajô
chegô
intera
tercero
bejo
funcionô
brincadera
treinô
começô
otro
abraçô
mudô
transformô
feverero
consertou
pipoqueiro
1
4
arrumô
acabô
arrumou
acabou
1
4
verdadeira
combinou
engajou
chegou
inteira
terceiro
beijo
funcionou
brincadeira
2
4
1
1
3
1
1
2
1
golero
ganhô
trenador
inventô
despencô
sobrô
sô
mandô
primero
goleiro
ganhou
treinador
inventou
despencou
sobrou
sou
mandou
primeiro
3
1
3
1
1
1
1
1
1
treinou
começou
outro
abraçou
mudou
transformou
1
1
1
1
1
1
virô
ribero
tornô
cortô
pesquisô
chamô
virou
ribeiro
tornou
cortou
pesquisou
chamou
1
1
3
1
1
1
fevereiro
1
1
chocô
poco
falô
terminô
vô
poco
eliminô
trenador
copiô
jogô
vô
gostô
botô
poquinho
manera
entrô
otro
chocou
pouco
falou
terminou
vou
pouco
eliminou
treinador
copiou
jogou
vou
gostou
botou
pouquinho
maneira
entrou
outro
1
3
4
1
1
1
1
1
1
1
3
1
1
1
1
1
1
encomendô encomendou
vô
vou
brasilero
brasileiro
pegô
pegou
arrasô
arrasou
trenador
treinador
bejo
beijo
pipoquero pipoqueiro
ensinô
ensinou
gostô
gostou
primera
primeira
ficô
ficou
sobrô
1
sobrou
6
1
1
1
1
1
4
1
2
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada argentina; P:
Plateia; C1: Gabriel, o Pensador – Cantor; C2: Gilberto Figueiredo – Treinador; C3: Luciana Ávila –
Apresentadora do Esporte Espetacular; C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro; C6: Hélio de La Peña –
Humorista; C7: Clícia Oliveira – EE de Bolsa; C8: Thalita Rebouças – Jornalista e Escritora;
113
APÊNDICE L – Quadro 17: Inventário do apagamento dos ditongos (Programa
11-07-10)
A
C
C1
C3
Maneira
Falada
tirô
sô
causô
despencô
tentô
terrminô
reparô
entrô
acertô
intero
salvô
tercero
ganhô
errô
secô
procurô
adotô
inventô
terminô
acabô
vô
dexado
pegô
bejo
chamô
cabô
trenador
jogô
Forma
Padrão
tirou
sou
causou
despencou
tentou
terminou
reparou
entrou
acertou
inteiro
salvou
terceiro
ganhou
errou
secou
procurou
adotou
inventou
terminou
acabou
vou
deixado
pegou
beijo
chamou
acabou
treinador
jogou
Nº
ocorrências
1
2
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
2
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
Maneira
Falada
acabô
vô
melhorô
jogô
chamô
gostô
dexa
achô
machucô
golero
pegô
colocô
falô
custô
encaxô
brasilera
chegô
cuidô
bejo
primero
golero
segurô
encaxe
Forma
Padrão
acabou
vou
melhorou
jogou
chamou
gostou
deixa
achou
machucou
goleiro
pegou
colocou
falou
custou
encaixou
brasileira
chegou
cuidou
beijo
primeiro
goleiro
segurou
encaixe
Nº
ocorrências
mudô
mudou
2
golero
goleiro
2
3
6
1
1
1
1
1
1
1
9
3
1
1
1
1
1
1
1
1
2
3
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro - Comentarista; M: Marina – Torcedora Argentina; P:
Plateia; C1: Glenda Kozlowski - Apresentadora do Esporte Espetacular; C2: Léo Santana – Cantor; C3:
Ronaldo - Ex-jogador
114
APÊNDICE M – Quadro 18: Inventário uso do verbo estar (Programa 26-06-10)
A
C
M
C1
C2
C3
C4
C5
P
Maneira
falada
tão
tá
estão
estava
estou
tava
tá
tão
tá
estava
tava
tão
tá
tá
tão
tava
teja
tava
Forma
Padrão
estão
está
estava
está
estão
está
estava
estão
está
está
estão
estava
esteja
estava
Nº
ocorrências
4
17
2
1
1
2
1
1
2
1
3
1
1
17
3
1
1
3
Maneira
falada
tava
tamô
está
estará
Forma
Padrão
estava
estamos
Nº
ocorrências
10
2
2
1
tão
estão
1
tava
estava
2
tá
está
2
tava
tô
tamô
estão
está
tiver
estava
estou
estamos
4
2
estiver
1
A: Apresentador; Tiago Leifert; C: Caio Ribeiro – Comentarista; P: Plateia; M: Marina – Convidada
Argentina; C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico; C2: Zeca Camargo – Apresentador do
Fantástico; C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte; C4: Hélio de La Penã – Humorista do
Casseta e Planeta; C5: Mafalda – Convidada Portuguesa
115
APÊNDICE N – Quadro 19: Inventário uso do verbo estar (Programa 28-06-10)
A
C
M
C1
C2
C5
P
Maneira
falada
tão
tava
está
estamos
tão
tava
tô
estou
tava
tá
tá
tava
tava
Forma
Padrão
estão
estava
estão
estava
estou
estava
está
está
estava
estava
Nº
ocorrências
8
7
2
1
1
1
4
3
1
1
1
2
2
Maneira
falada
tá
tamô
estão
estava
tá
Forma
Padrão
está
estamos
está
Nº
ocorrências
20
1
4
2
5
tão
estão
1
tão
está
tava
tá
estão
1
estava
está
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Luciana Ávila – Apresentadora; C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba; C3: Thiaguinho Cantor do Exaltasamba; C4: Dona Vera – Vó do Kaká; C5: Galvão Bueno – Narrador; C6: Simone – Mãe
do Kaká
116
APÊNDICE O – Quadro 20: Inventário uso do verbo estar (Programa 04-07-10)
A
C
M
C1
C3
C4
C6
C7
C8
Maneira
falada
tá
tão
está
estaremos
tô
tá
tava
tá
estão
tô
tá
estou
tô
tamos
estamos
tá
tô
tá
Forma
Padrão
está
estão
estou
está
estava
está
estou
está
estou
estamos
está
estou
está
Nº
ocorrências
26
1
3
1
1
7
1
4
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
Maneira
falada
tava
tô
estão
Forma
Padrão
estava
estou
Nº
ocorrências
10
1
3
estão
tô
tão
estou
estão
1
2
1
tamo
tava
estamos
estava
1
2
tá
tava
está
estava
2
1
tão
estão
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada argentina; P:
Plateia; C1: Gabriel, o Pensador – Cantor; C2: Gilberto Figueiredo – Treinador; C3: Luciana Ávila –
Apresentadora do Esporte Espetacular; C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro; C6: Hélio de La Peña –
Humorista; C7: Clícia Oliveira – EE de Bolsa; C8: Thalita Rebouças – Jornalista e Escritora
117
APÊNDICE P – Quadro 21: Inventário uso do verbo estar (Programa 11-07-10)
A
C
C1
C2
C3
Maneira
falada
tão
tavam
está
estamos
tô
tá
tá
tá
Forma
Padrão
estão
estavam
estou
está
está
está
Nº
ocorrências
2
1
5
2
1
1
2
2
Maneira
falada
tá
tava
estão
Forma
Padrão
está
estava
Nº
ocorrências
8
6
1
tava
tô
estava
estou
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro - Comentarista; M: Marina – Torcedora Argentina; P:
Plateia; C1: Glenda Kozlowski - Apresentadora do Esporte Espetacular; C2: Léo Santana – Cantor; C3:
Ronaldo - Ex-jogador
118
APÊNDICE Q – Quadro 22: Inventário do Apagamento do R (Programa 26-06-10)
A
C
M
C3
Maneira
falada
protegê
mostrá
falá
ficá
justificá
qué
sê
í
eliminá
treiná
dormí
divertí
dizê
revelá
tê
salvá
torcê
contá
chegá
qué
dá
falá
criá
queimá
sê
passá
vê
deixá
fazê
batê
marcá
reclamá
mostrá
narrá
qualqué
batê
perdê
enfrentá
entendê
reproduzí
contá
almoçá
distraí
contá
Forma
Padrão
proteger
mostrar
falar
ficar
justificar
quer
ser
ir
eliminar
treinar
dormir
divertir
dizer
revelar
ter
salvar
torcer
contar
chegar
quer
dar
falar
criar
queimar
ser
passar
ver
deixar
fazer
bater
marcar
reclamar
mostrar
narrar
qualquer
bater
perder
enfrentar
entender
reproduzir
contar
almoçar
distrair
contar
Nº
ocorrências
1
2
3
1
1
1
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Maneira
falada
fazê
começá
vê
terminá
cantá
tirá
dá
jogá
ganhá
escutá
fechá
assistí
colocá
tivé
lê
dançá
recebê
tomá
pegá
fazê
começá
abrí
saí
corrê
liberá
Forma
Padrão
fazer
começar
ver
terminar
cantar
tirar
dar
jogar
ganhar
escutar
fechar
assistir
colocar
tiver
ler
dançar
Receber
tomar
pegar
fazer
começar
abrir
sair
correr
liberar
Nº
ocorrências
2
3
7
3
1
1
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
1
1
1
treiná
colocá
chegá
lembrá
falá
cobrá
compará
passá
torcê
mandá
treinar
colocar
chegar
lembrar
falar
cobrar
comparar
passar
torcer
mandar
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
sobrá
fazê
vê
conseguí
dá
acontecê
dizê
sobrar
fazer
ver
conseguir
dar
aconte-cer
dizer
1
1
2
1
1
1
1
119
P
precavê
lê
compensá
precaver
1
ler
1
compensar 1
discordá
tivé
discordar
tiver
1
1
A: Apresentador; Tiago Leifert; C: Caio Ribeiro – Comentarista; P: Plateia; M: Marina – Convidada
Argentina; C1: Patricia Poeta – Apresentadora do Fantástico; C2: Zeca Camargo – Apresentador do
Fantástico; C3: Cristiane Dias – Apresentadora do Globo Esporte; C4: Hélio de La Penã – Humorista do
Casseta e Planeta; C5: Mafalda – Convidada Portuguesa
120
APÊNDICE R – Quadro 23: Inventário do Apagamento do R (Programa 28-0610)
A
C
M
Maneira
Falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
Maneira
Falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
dizê
tomamô
comemorá
sabê
continuá
participá
qué
testá
falá
prová
mostrá
cavá
acertá
pedí
aproveitá
quisé
agradecê
contá
colocá
tomá
mudá
ouví
entrá
rodá
dançá
começá
terminá
invocá
roubá
dormí
acontecê
ganhá
esperá
mantê
perdê
sê
balançá
machucá
interceptá
tivé
dizê
vê
enfrentá
dizer
tomamos
comemorar
saber
continuar
participar
quer
testar
falar
provar
mostrar
cavar
acertar
pedir
aproveitar
quiser
agradecer
contar
colocar
tomar
mudar
ouvir
entrar
rodar
dançar
começar
terminar
invocar
roubar
dormir
acontecer
ganhar
esperar
manter
perder
ser
balançar
machucar
interceptar
tiver
dizer
ver
enfrentar
2
1
2
1
1
1
1
1
10
2
11
1
2
2
2
1
1
3
1
1
1
1
1
5
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
1
1
1
1
2
1
2
descansá
vê
cantá
estraçalhá
jogá
pegá
aumentá
criticá
conversá
discutí
dá
substituí
caí
ficá
fazê
assistí
guardá
comprá
podê
perdê
deixá
atacá
pegá
enganá
pagá
aproveitá
resistí
produzí
assistí
melhorá
podê
descansar
ver
cantar
estraçalhar
jogar
pegar
aumentar
criticar
conversar
discutir
dar
substituir
cair
ficar
fazer
assistir
guardar
comprar
poder
perder
deixar
atacar
pegar
enganar
pagar
aproveitar
resistir
produzir
assistir
melhorar
poder
1
7
1
1
3
2
1
2
1
1
1
1
1
2
2
1
1
3
2
1
4
1
1
1
1
2
1
1
2
1
1
atacá
passá
tê
trazê
tremê
pedí
dá
ganhá
falá
apelá
admití
atacar
passar
ter
trazer
tremer
pedir
dar
ganhar
falar
apelar
admitir
1
1
3
2
1
1
1
1
6
1
1
121
C1
C2
C3
C4
C5
P
perdê
acompanhá
percebê
chegá
tirá
assistí
perdê
torcê
falá
saí
falá
vê
acreditá
perder
acompanhar
perceber
chegar
tirar
assistir
perder
torcer
falar
sair
falar
ver
acreditar
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
dá
colocá
mandá
sê
criá
dar
colocar
mandar
ser
criar
1
1
1
1
1
mandá
sê
mandar
ser
1
1
ouví
ouvir
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada Argentina; P:
Plateia; C1: Luciana Ávila – Apresentadora; C2: Péricles – Cantor do Exaltasamba; C3: Thiaguinho Cantor do Exaltasamba; C4: Dona Vera – Vó do Kaká; C5: Galvão Bueno – Narrador; C6: Simone – Mãe
do Kaká
122
APÊNDICE S – Quadro 24: Inventário do Apagamento do R (Programa 04-0710)
A
C
M
C1
Maneira
Falada
Forma
Padrão
qué
trabalhá
falá
driblá
sentá
conversá
explicá
acontecê
dá
saí
transformá
abrí
pedí
continuá
tê
torcê
mostrá
nascê
lembrá
começá
querê
terminá
falá
começá
trabalhá
agradecê
percebê
metê
vê
qué
mudá
tê
cantá
dançá
aprendê
quer
trabalhar
falar
driblar
sentar
conversar
explicar
acontecer
dar
sair
transformar
abrir
pedir
continuar
ter
torcer
mostrar
nascer
lembrar
começar
querer
terminar
falar
começar
trabalhar
agradecer
perceber
meter
ver
quer
mudar
ter
cantar
dançar
aprender
Nº
ocorrência
s
6
1
4
1
1
3
1
4
3
2
1
1
1
1
4
1
3
1
1
1
2
1
2
1
1
1
2
1
2
2
2
1
1
1
1
mandá
fazê
mostrá
vê
prestá
mandar
fazer
mostrar
ver
prestar
1
2
2
1
1
Maneira
Falada
Forma
Padrão
Nº
ocorrências
vê
quisé
apresentá
sê
dizê
fazê
substituí
ficá
resgatá
deixá
cortá
resgatá
confiá
passá
comê
pensá
dançá
sentá
combiná
pagá
agradecê
ver
quiser
apresentar
ser
dizer
fazer
substituir
ficar
resgatar
deixar
cortar
resgatar
confiar
passar
comer
pensar
dançar
sentar
combinar
pagar
agradecer
4
1
1
1
2
4
1
2
1
2
1
1
1
1
1
1
7
1
1
1
1
recuperá
analisá
deixá
mexê
dançá
recuperar
analisar
deixar
mexer
dançar
2
2
1
1
2
falá
agradecê
dançá
perdê
pagá
jogá
arremessá
levá
sê
convocá
cantá
quisé
falar
agradecer
dançar
perder
pagar
jogar
arremessar
3
1
8
1
1
2
1
levar
ser
convocar
cantar
quiser
1
2
1
1
2
123
C2
C3
C4
C6
C7
C8
P
assistí
sô
qué
dá
falá
chamá
convencê
tirá
transformá
sabê
recebê
dá
bobiá
trocá
terminá
assistir
sou
quer
dar
falar
chamar
convencer
tirar
transformar
saber
receber
dar
bobiar
trocar
terminar
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
cortá
cortar
1
fugí
vê
fazê
modificá
mudá
testá
fugir
ver
fazer
modificar
mudar
testar
1
1
1
1
1
1
chamá
vê
chamar
ver
1
1
comentá
comentar
1
dançá
dançar
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro – Comentarista; M: Marina – Convidada argentina; P:
Plateia; C1: Gabriel, o Pensador – Cantor; C2: Gilberto Figueiredo – Treinador; C3: Luciana Ávila –
Apresentadora do Esporte Espetacular; C4: Paulo Cesar – Cabeleireiro; C6: Hélio de La Peña –
Humorista; C7: Clícia Oliveira – EE de Bolsa; C8: Thalita Rebouças – Jornalista e Escritora
124
APÊNDICE T – Quadro 25: Inventário do Apagamento do R (Programa 11-07-10)
A
C
M
C1
C2
C3
Maneira
falada
ficá
pegá
cantá
dançá
rasgá
começá
tê
ganhá
mostrá
dá
discutí
interrompê
enganá
arrepiá
esquecê
aproveitá
assistí
sortiá
agradecê
chorá
contá
participá
tratá
falá
analisá
implicá
contá
dá
pagá
fazê
sentá
arbitrá
qualqué
fazê
Forma
Padrão
ficar
pegar
cantar
dançar
rasgar
começar
ter
ganhar
mostrar
dar
discutir
interromper
enganar
arrepiar
esquecer
aproveitar
assistir
sortear
agradecer
chorar
contar
participar
tratar
falar
analisar
implicar
contar
dar
pagar
fazer
sentar
arbitrar
qualquer
fazer
Nº
ocorrências
2
1
1
1
1
1
3
2
7
3
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
Maneira
falada
dizê
falá
qué
fazê
aprendê
acontecê
sê
gravá
í
conversá
perdê
vê
resolvê
disputá
aparecê
bajulá
cortá
levá
dividí
acontecê
terminá
fechá
sê
valorizá
trabalhá
falá
jogá
Forma
Padrão
dizer
falar
quer
fazer
aprender
acontecer
ser
gravar
ir
conversar
perder
ver
resolver
disputar
aparecer
bajular
cortar
levar
dividir
acontecer
terminar
fechar
ser
valorizar
trabalhar
falar
jogar
acertá
começá
sê
apitá
contá
acertar
começar
ser
apitar
contar
Nº
ocorrências
3
8
1
4
1
1
2
1
1
1
1
6
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
3
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
A: Tiago Leifert – Apresentador; C: Caio Ribeiro - Comentarista; M: Marina – Torcedora Argentina; P:
Plateia; C1: Glenda Kozlowski - Apresentadora do Esporte Espetacular; C2: Léo Santana – Cantor; C3:
Ronaldo - Ex-jogador