RMP-5 - Pedro Mamede

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RMP-5 - Pedro Mamede
ANÁLISE
RMP-5
da Roland
A Roland do Brasil lançou na última Expomusic o RMP-5, um instrutor de
ritmos avançado com sons internos, ou simplesmente um super pad de
estudo.
Cesar Conti
[email protected]
A
Roland construiu o RMP-5 compartilhando algumas características de seu antecessor, o RMP-3.
Possui corpo inteiriço, com pad e cérebro
integrado, pele do tipo “mesh head” (tela
sintética) com regulagem de tensão por
parafusos de afinação, como num tambor
acústico. Com esse recurso, o usuário
pode escolher entre praticar com mais ou
com menos rebote de baquetas.
O painel de controle frontal funciona
de forma simples e prática e é equipado
com um mini alto-falante, botão metrônomo para ajuste do tempo, start/
stop que inicia e pára o metrônomo,
botão de volume, botão “coach”
que seleciona o modo “treino”, botão de valor de parâmetro (+ ou -), indicador de “beat” (pulso), e uma tela
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de cristal líquido que dá todas as informações e opções ao praticante. Além da
regulagem de tensão da pele, um sensor
interno permite que os toques possam
ser executados com diferentes acentos
e dinâmicas.
O painel lateral possui cinco controles:
- Botão Power (liga/desliga).
- Midi In Jack para conectar uma fonte externa de som (CD, MD, etc.) para
tocar acompanhando.
- Conector Ext Trig In, permite usar
outros pads (prato, bumbo, hi-hat, etc).
- Output para fones de ouvido, amplificadores ou sistemas de áudio.
- Conector do adaptador AC.
Como opção, o RMP-5 pode ser usado sobre o PDS-2, que é um tripé, semelhante a uma estante de caixa de bateria acústica, e é vendido separadamente. É um bag com espaço para o aparelho, o tripé, a fonte, e ainda alguns acessórios como pares de baquetas e caderno de música.
A lista de sons é formada por 54 tipos entre caixas, pratos, tons, bumbos, timbales, triângulos, blocks,
claves e sons eletrônicos.
O tempo do metrônomo
pode ser regulado entre 20
e 260 batidas por minuto. O “click
ANÁLISE
sound” (som de cada batida) tem 15
opções, como cowbell, voice count
(voz humana que conta o tempo),
“hand clap” (palmas), “finger snap”
(estalo de dedos), instrumentos de percussão ou a possibilidade de combinação entre dois sons ao mesmo tempo.
São 48 ritmos de estudo (rhythm) diferentes, desde semibreve, mínima, semínima, passando por sons clave, rumba
clave, até shuffle, disco, jazz ou samba.
Além dos 15 tipos de beats, você
pode ajustar o andamento do metrônomo tocando na pele ou em outro pad
conectado, apertando o botão “metronome” e, ao mesmo tempo, batendo no
andamento desejado, que imediatamente muda a pulsação.
A função Rhythm Coach testa a habilidade técnica do baterista ou percussionista. Quando ativado o botão “coach”,
uma tela aponta quando os toques estão
atrasados ou adiantados em relação ao
“centro” (click).
- Para a checagem da sua performance de tempo usa-se o parâmetro
“time check”.
- Precisão do tempo, “accuracy check”.
- Para desenvolvimento de senso de tempo, “quiet cout” (contagem silenciosa).
- “Auto up/down” são exercícios que aumentam e diminuem a velocidade do pulso.
- “Rhythmic notes” ensina os valores
das figuras rítmicas dentro dos compassos.
- A função “stroke balance” checa a
força e dinâmica dos toques.
Em todas essas funções existem subdivisões e diferentes graus de dificuldade
que você pode programar de acordo com
sua evolução técnica.
O RMP-5 vem com manual em português com linguagem clara e objetiva.
Com pouco tempo, o usuário já dominará
todas as funções do aparelho.
Além de ser usado como pad de estudo para iniciantes, amadores e profissionais, o RMP-5, por oferecer toda
essa variedade de sons, também pode
ser integrado a um setup de bateria ou
percussão para apresentações em
shows e gravações.
A Backstage convidou os bateristas Marcelinho da
Costa, Márcio Cohen, Pedro Mamede e Edu
Lissovsky para testarem e opinarem sobre o RMP-5.
Marcelinho da Costa
(Roberto Frejat/ Dani Carlos)
humana, cowbell, contra-tempo, ride,
etc. Sem contar com a grande vantagem
de poder ser usada ao vivo em shows,
como pad.
Como pode ser usada com fones de
ouvido, oferece conforto para quem está
utilizando e também para quem está ao
redor e não deseja ser incomodado.
É um produto altamente recomendável
para quem quer fazer um upgrade de equipamento e know how dentro da carreira.
Márcio Cohen
Chegou às minhas mãos uma belíssima ferramenta de trabalho para o músico baterista ou percussionista que me
deixou totalmente entretido durante sua
estadia em minha casa. O pad de estudos
Roland RMP 5 já começa bem na apresentação com sua prática softcase contendo uma estante, fonte e manual de
utilização, além de um compartimento
na frente para baquetas e afins.
“Como pode ser usada
com fones de ouvido,
oferece conforto para
quem está utilizando
e também para
quem está ao redor
e não deseja ser
incomodado”
(Banda Ecletics)
Explore bastante as funções do Rhythm
Coach e divirta-se estudando entre elas.
Time Check: o resultado da checagem
do tempo aparecerá na tela e você verá
se seu andamento é consistente. Accuracy Score: divirta-se neste teste de
precisão do tempo, em que o resultado
é indicado na tela e nos “ouvidos” também, dependendo da sua performance,
claro. Quiet Count: ótimo exercício
para que tenhamos o andamento sempre em mente. Auto up/down (variação do andamento): atente para o
exercício SPd (checagem de velocidade) – bem que poderia dar uma nota
ao término do exercício. Rhythmic
Notes: bom para exercícios tradicionais. Stroke Balance ou calibrador visual: ótimo para que tenhamos o controle de cada golpe das baquetas. Preciso para estudo de toques mão direita
e esquerda.
Apresentando um bonito design e de
fácil manuseio, o forte vem da grande
variedade de sons (caixas, bumbos, pratos, etc.), do “real touch feeling” da sua
pele batedeira e dos inúmeros tipos de
contagens em qualquer compasso ou
tempo; podendo-se ainda escolher em
que som deseja-se essa contagem: voz
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ANÁLISE
Pedro Mamede
O aparelho também possui entrada
mix que permite tocarmos com aparelhos
de áudio e conexão trig para que possamos conectar até dois pads.
Enfim, o RMP-5 é uma engenhoca
bem interessante da Roland e de fácil
manuseio que tem a acrescentar ao nosso estudo de bateria.
Edu Lissovsky
(Banda Celebrare)
Eu poderia começar dizendo saudosamente: “Ah! Se no meu tempo tivesse isso!”
O visual é moderno sem ser exagerado. Todos os comandos estão facilmente
localizados. O nome já diz tudo Rhythm
Coach (Técnico de ritmo). Lá estão todos os parâmetros que se precisa para um
estudo levado a sério.
Além do básico como um metrônomo
(onde se pode escolher o som do click),
regulagem de compassos simples e compostos, ele te diz se você está tocando
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adiantado ou atrasado, se você está mantendo a mesma acentuação nas duas
mãos, te dá também exercícios com mudança de figuras rítmicas, andamentos,
entre muitas outras coisas.
A sensibilidade ao toque é maravilhosa. Pode-se conseguir desde um simples
toque de semínimas até um rufo perfeito.
Tudo isso escolhendo entre vários sons disponíveis internamente (bem honestos).
Como se não bastasse, também dá para
“trigar pads” externos onde você pode
montar um pequeno “set” com Caixa,
Bumbo e HiHat, e ainda regular a sensibilidade de cada um individualmente (o
cabo para as ligações não está incluído).
Dá para usar com AC ou bateria 9 Volts.
Tem uma observação, que não é nada
grave, mas os sons internos só podem ser
ouvidos ou com fone ou se a RMP-5 estiver ligada a um amplificador. Caso contrário, você ouve apenas o bip do metrônomo. O manual em português é bem
prático. Parabéns Roland.
(Oswaldo Montenegro/ Kelly Key)
Praticar é preciso!
E se a ordem é praticar, aí está um
equipamento que veio para ajudar. Começando pelas peles, as “mesh heads”
dão uma sensação muito mais real do
que o velho borrachão, principalmente
na hora de estudar rulos fechados, ou
qualquer coisa com um rebote mais sensível. Uso uma V-Drums já há algum
tempo e por isso posso atestar a durabilidade da pele também.
O RMP-5 ficou firme na estante que
veio com ele e a carcaça é robusta, mas
não é pesada; tranqüilo para transportar
e, diga-se de passagem, a bolsa que veio
com ele é muito prática, pois cabem o
RMP-5, a estante de montagem, a fonte
de energia, as baquetas, além de ter lugar para um caderno de partituras, e ainda sobra espaço para colocar um pad eletrônico junto.
E isso é só o começo! Achei a interface
muito simples de usar e sem o manual
consegui testar todos os modos de uso do
RMP-5. É claro que depois revi tudo com o
manual para checar os detalhes. Leiam
sempre os manuais! Por mais fácil que pareça a interface, no manual sempre tem
coisas que você não descobre sozinho.
“A sensibilidade ao toque é maravilhosa.
Pode-se conseguir desde um simples toque de
semínimas até um rufo perfeito. Tudo isso
escolhendo entre vários sons disponíveis
internamente (bem honestos)”
ANÁLISE
cio, de modo que, se você sair do tempo
nestes compassos silenciosos, quando o
click voltar a tocar denunciará se adiantou ou atrasou. É uma prova cruel quando escolhidos 8 ou 16 compassos de silêncio, pois a máquina não erra.
Outro medidor de precisão é o Time
Check, que analisa se você está tocando
cada nota junto com o metrônomo. E você
pode especificar a divisão a ser analisada.
Por exemplo, pode analisar só a semínima
enquanto toca semicolcheias, ou analisar
todas as semicolcheias tocadas e no final a
RMP-5 lhe dará um percentual de acerto.
Cruel, muito cruel.
Mas vamos
à parte prática:
Na hora de estudar, já vem a primeira
facilidade: o Tap Tempo. Esta função serve para você descobrir o bpm que deseja.
Basta manter um botão pressionado e
bater o tempo na pele que o RMP-5 indica o andamento.
A partir daí começa a prática, é só
apertar o start e seguir o beat. O click
tem apenas três volumes (o que não
achei muito legal) e qualquer alteração
que você queira fazer (em volume ou
figura rítmica) deve-se navegar pelo
menu até a opção e então mudar o
parâmetro. Em outros metrônomos isso é
bem mais simples.
Mas isso não é grande problema levando em consideração os benefícios oferecidos, como Quiet Count, por exemplo.
Esta função faz o RMP-5 tocar alguns
compassos com click e outros em silên-
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“Gostei muito dos
sounds internos, que,
apesar de não serem
muitos, arriscaria usálos em algumas gigs
que precisassem de
um bumbo ou caixa
eletrônicos”
quiálteras, etc…), e o Auto Up/Down,
que faz o tempo acelerar e voltar enquanto você toca.
Gostei muito dos sounds internos,
que, apesar de não serem muitos, arriscaria usá-los em algumas gigs que precisassem de um bumbo ou caixa eletrônicos, pois, além de ter um bom som, o
RMP-5 é simples de transportar e montar (e, quando não ligada à tomada, a
bateria de 9v agüenta por muito tempo,
menos 1 fonte para montar). Também
usei o RMP-5 com o KD-7 e achei excelente para malhar exercícios de coordenação. É uma pena que ela não tenha
entrada para o HiHat foot control (você
pode acoplar 1 pad e 1 pedal comum
cabo “y” stereo, ou 2 pads, ou pedais)
pois se tivesse seria possível malhar
grooves com o uso do hi-hat com o pé
também. Quem sabe no “RMP-7”?
Concluindo, achei uma mão na roda,
levei para alguns shows e consegui praticar no hotel e antes do show com o prazer
de não estar batendo numa borrachinha
presa à minha coxa!! Muito bom.
Para saber mais
www.roland.com.br
O RMP-5 também analisa a força
que se aplica em cada baquetada
(Stroke Control). Excelente para toques simples onde por vezes a mão boa
toca involuntariamente um pouco
mais forte que a outra, mantendo assim
um toque mais uniforme. E ainda tem
mais duas funções legais: o Rythmic
Notes, onde o click muda de intervalo a
cada dois compassos (passando por
e-mail para esta coluna:
[email protected]

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