Curt - Signus Editora

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CUR
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VENDAS
DA
PARMALAT
CAEM
70%
O Brasil é o país mais atingido pela crise financeira que
assolou a Parmalat. As vendas da empresa no mercado nacional apresentaram retração
de 70% no primeiro quadrimestre de 2004.
As vendas caíram, na comparação dos períodos 2003/2004,
de R$ 457 milhões para R$ Vendas da multinacional chegaram a R$ 135,6 mi
135,6 milhões. A
atividade na unidade brasileira registrou prejuízo de R$ 43,8
milhões. Segundo relatório da matriz italiana, o quadro adverso das atividades no Brasil se deve”à série crise financeira encontrada” e “ao fato das autoridades locais não
aprovarem a concordata”, o que fez com que a gestão do
negócio se tornasse mais difícil. O balanço prévio não
auditado, elaborado pela administração judicial brasileira,
confirma que desde dezembro de 2003 os resultados da
companhia vêm se deteriorando.
NOVA
FÁBRICA DE PRODUTOS SUÍNOS DA
SEARA
No final de abril, a Seara Alimentos inaugurou uma nova fábrica de produtos cozidos de carne suína, no município de
Seara, oeste de Santa Catarina. Anualmente, a unidade produzirá 8 mil toneladas de alimentos e irá faturar aproximadamente R$ 60 milhões. O projeto custou US$ 2 milhões e vai
gerar 200 empregos diretos. “O boom momento do agronegócio
brasileiro e o crescimento da demanda por carne suína, tanto
no Brasil como no exterior, foram os principais fatores para
que a Seara decidisse pela construção da nova planta”, disse
Pedro Benur Bohrer, diretor geral de operações da empresa.
CASA VALDUGA É PREMIADA INTERNACIONALMENTE
A vinícola brasileira Casa Valduga foi agraciada com medalhas
de ouro e de prata no concurso Hyatt Wine Awards, realizado
em maio último, no Hotel Grand Hyatt São Paulo. Reconhecido
pela L’Office International de la Vigne et du Vin (OIV), mais
importante órgão do setor no mundo, o prêmio máximo foi
dado ao Casa Valduga Persona Maria Malvasia 2003, vinho de
coloração amarelo esverdeado e aroma frutal. As medalhas de
prata ficaram com os vinhos Casa Valduga Premium Cabernet
Franc 1999 e Premium Cabernet Sauvignon 1999. Neste concurso foram avaliadas 150 amostras brasileiras por um corpo de
jurados da Itália, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Brasil.
COOP
AGORA VENDE HAMBÚRGUER PRÓPRIO
A Coop - Cooperativa de Consumo adicionou um novo produto
ao portfólio de 298 alimentos que levam a marca da empresa.
O hambúrguer bovino Coop Plus, nas versões a granel e em
caixa com 10 unidades, começou a ser comercializado em abril.
Nos 30 dias em que apareceu nas prateleiras das 21 lojas da
Coop no ABC paulista e em cidades do interior do Estado,
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foram vendidas 50 mil unidades do produto a granel. “A qualidade dos nossos produtos é um fator relevante”, ressalta Eduardo Fernandes Jr., gerenciador de marca própria da Coop. Segundo ele, o bom desempenho nas vendas do hambúrguer a
granel deve-se à maior comodidade que o produto oferece em
termos de opção de volume. Até o ano que vem, a Coop pretende aumentar para 400 itens o portfólio de produtos com
marca da própria cooperativa.
TESTE
REPROVA PAÇOCAS
NATURITA
E
RIBEIRÃO
Aproveitando a época de Festas Juninas, a Pro Teste (entidade
vinculada à Associação Brasileira de Defesa do Consumidor)
avaliou a qualidade de 14 marcas de paçocas de amendoim presentes no mercado nacional, em formato de rolha ou tablete:
Amor Sing’s, Covizzi, Deliçoca, Doll, Irlo Crem, Mandubim,
Minduito, Moreninha do Rio, Naturita, Paçoquinha, Paçoquita,
Ribeirão, Rolhitas e Verinha. Dentre elas, as paçocas Naturita e
Ribeirão foram reprovadas no teste que mede a quantidade de
aflatoxinas, que contaminam o amendoim (matéria-prima do
produto) e podem causar graves problemas à saúde do consumidor. De acordo com a Pro Teste, a legislação brasileira é conivente em relação ao fato, uma vez que não estabelece limites
para cada tipo de aflatoxina e o máximo permitido mediante a
soma de todas elas é muito alto. Além disso, não existem normas para avaliação de microorganismos B. cereus, bolores,
clostrídios e S. aureus, cuja presença também pode acarretar
riscos à saúde humana, informa a entidade. A Pro Teste reivindica a revisão da legislação brasileira, utilizando como parâmetro
as normas da União Européia. A entidade recomendou o consumo de duas das paçocas testadas (Rolhitas e Paçoquinha).
SETOR
DE DIETÉTICOS GANHA NOVA FÁBRICA
Especialista na produção de alimentos dietéticos e funcionais, a
Linea acaba de inaugurar a terceira fábrica na cidade de São
Paulo, onde vai produzir as linhas de adoçante líquido e em pó,
bolos, achocolatado líquido e em pó, geléia e shake líquido e em
pó. A nova unidade deve elevar em 30% o volume de mercadorias
fornecidas pela Linea, bem como possibilitar crescimento de 25%
(em quatro anos) da receita anual da empresa, hoje de R$ 12
milhões. Com 550 metros quadrados, vai abrigar os departamentos de produção, qualidade, vendas e administração geral. A empresa, equipada com maquinário de ponta, está em consonância
com as normas de Boas Práticas de Fabricação-BPF e de Higiene
Pessoal e Processo-GMP, já que se dispõe a desenvolver alimentos especiais para dietas e destinados a diabéticos. Há 30 anos
no mercado, a Linea quer aumentar em até 40% a presença de
seus produtos nos principais pontos-de-venda, a partir de 2008.
MESTRINER
É REELEITO PRESIDENTE DA
ABRE
Após dois anos de gestão, Fábio Mestriner foi reeleito presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) para o
biênio 2004/2005, em eleição de toda a diretoria da entidade. Entre os desafios que fazem parte da agenda do executivo
neste mandato estão a continuidade do projeto de inclusão da
embalagem na pauta de exportações do Brasil, o desenvolvimento e regionalização das atividades da entidade e o estímulo à integração de toda cadeia produtiva. Diretor da Packing
BRASIL ALIMENTOS - nº 25 - Maio/Junho de 2004
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Design e professor do curso de Design de Embalagem da ESPM,
Mestriner vai conduzir os projetos da Abre ao lado de um novo
Conselho Administrativo, formado por companhias diferentes
das que participaram da gestão passada. Fundada em 1967, a
Abre abrange toda a cadeia produtiva da embalagem: fornecedores de matérias-primas, agências de design e indústria
transformadora. Nos últimos dois anos de mandato, 90% das
metas programadas pela associação foram atingidas.
SEARA
LUCRA
R$ 10
MILHÕES NO TRIMESTRE
A Seara registrou lucro de R$ 10 milhões no primeiro trimestre
deste ano, 23,5% superior em relação ao mesmo período de
2003. A receita bruta do frigorífico atingiu R$ 556,2 milhões
27,7% a mais que igual trimestre do último ano. Os embarques da Seara subiram 24,6%, somando 107,3 mil
t. A Seara comunicou que o bom
desempenho no
período foi impulsionado pelas
exportações. O
frigorífico informou que houve Melhora no mix de produtos para exportação
melhora no mix de
produtos destinados ao mercado internacional. As exportações
de carne de frango foram favorecidas pela gripe aviária que
assola países asiáticos e os Estados Unidos. As vendas externas
da Seara totalizaram US$ 399,4 milhões, aumento de 35,3% em
relação ao mesmo trimestre de 2003. No mercado interno, a
empresa comercializou menos frango n natura. O volume
comercializado foi de 10,1 mil t, retração de 19,8%. Já os itens
industrializados apresentaram redução de 2,7%, para 28,5 mil
t. A queda das vendas no mercado local, segundo a Seara, devese ao aumento de 10% no preço de produtos industrializados,
pela alta dos custos de produção e aumento da Cofins.
KRAFT FOODS
VENDE MARCA IRACEMA
A Kraft Foods Brasil confirmou a venda de sua marca Iracema,
de negócios de castanha de caju, para o britânico Bond Group.
O contrato já foi fechado e os novos donos assumem as atividades em junho. A operação inclui as três unidades da marca,
localizadas em Fortaleza (CE), e todos os seus ativos. As três
fábricas, juntas, beneficiam 60 mil t/ano do produto. Os 3,2 mil
empregados da Kraft serão absorvidos pelo grupo britânico. O
acordo prevê o fornecimento, por parte da Bond, de 50% da
produção de castanha de caju para a Kraft suprir suas vendas no
mercado norte-americano. O valor da operação não foi revelado. A Kraft Foods também comunicou a desativação de sua unidade de produtos secos - sobremesas e fermento em pó da marca Royal e das bebidas em pó Ki-Suco e Q-Refres-Ko - em Jundiaí
(SP). A empresa disse que toda a produção da fábrica paulista
será transferida para o seu complexo industrial localizado em
Curitiba (PR). O complexo já havia recebido a fábrica da Lacta.
O processo de transferência levará 16 meses. Dos 500 funcionários da unidade de Jundiaí, a empresa aproveitará apenas 100.
BRASIL ALIMENTOS - nº 25 - Maio/Junho de 2004
DEL VALLE
EXPORTA SUCO À BASE DE SOJA
A Sucos Del Valle iniciou a exportação de seu recente lançamento
- o suco à base de soja. Os embarques deverão representar 30%
das vendas externas da subsidiária brasileira em 2004 e 10% da
produção. A empresa informou que já há contratos de venda da
bebida para clientes da Austrália, China, Líbia, Portugal, Bolívia e
Moçambique. Estes mercados já consomem os sucos de frutas
prontos para beber do grupo. A expectativa da Del Valle é que o
suco à base de soja aumente o faturamento da empresa para R$
190 milhões este ano, ante os R$ 165 milhões de 2003.
EXPORTAÇÕES
DE FRANGO CRESCEM
58%
Segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores
de Frango (Abef), as exportações nacionais de carne de
frango em abril registraram US$ 161,8 milhões, 58% superior em relação ao mesmo mês de 2003. Em volume, os
embarques totalizaram 139,7 mil t, retração de 3,2% em
comparação a abril do último ano. No quadrimestre deste
ano, as exportações atingiram US$ 738,1 milhões, aumento de 41,3%. Já em volume, o acréscimo foi de 6,2%, com
os embarques alcançando 680 mil t.
MEL
TEM BOA RECEITA COM EXPORTAÇÕES
Segundo dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (Sebrae-RN), o setor de apicultura
do estado exportou 1 milhão kg de mel em 2003. As vendas
externas do estado potiguar geraram uma receita de US$ 1,43
milhão no exercício. A expectativa é que neste ano a receita
atinja cerca de US$ 2 milhões, com a exportação de 1,5 milhão
kg do produto. De acordo com estudos do Sebrae, o número de
apicultores, em dois anos, saltou de 500 para 3 mil. Isto gerou
aproximadamente 9 mil empregos diretos em quase todos os
municípios do Rio Grande do Norte. As exportações brasileiras
movimentaram US$ 40 milhões no ano passado. O Sebrae comunicou que o crescimento no País se deve à profissionalização
do setor, que criou novas oportunidades para comercializar o
produto no exterior. Apenas o Projeto Apis (Apicultura Integrada e Sustentável), promovido pelo Sebrae-RN, capacitou aproximadamente 2 mil apicultores em um ano e meio.
BRASIL
PODE FORNECER ALIMENTOS À
ONU
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrou ao
diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (PMA/ONU), James Morris, a viabilidade da inclusão das cooperativas de agricultura familiar na pauta de fornecedores do PMA. O dirigente esteve acompanhado de Zoraida
Mesa, diretora do programa para a América Latina. Desde 1995
o Brasil não participava do programa da ONU. A proposta do
governo federal é que a Conab, entidade responsável pela compra dos principais produtos dos agricultores familiares e dos
assentados da Reforma Agrária em todos os estados da federação, articule a venda dos itens à ONU. O PMA é o maior comprador de alimentos do hemisfério sul. Na ONU, é o responsável
pela ajuda humanitária, com distribuição de alimentos a populações famintas de todo o mundo. Em 2003, o programa beneficiou aproximadamente 110 milhões de pessoas afetadas pelos
efeitos da fome e da subnutrição de 82 países.
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MARCAS
DE ACHOCOLATADOS SÃO AUTUADAS
O Instituto de Pesos e Medidas estadual está autuando mais
de dez marcas de achocolatados em pó de todo o País. Segundo o órgão, as marcas possuem espaço vazio nas embalagens
superior aos 10% permitidos pela lei. Os fabricantes alegam
que o problema é técnico e que, durante o transporte, o produto sofre uma compactação. Entretanto, eles defendem-se
dizendo que ocorre alteração no peso líquido - que corresponde
ao mencionado nos potes. O Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualificação Industrial (Inmetro), que solicitou a fiscalização aos Ipems, ainda não tem o levantamento
das marcas autuadas. Entretanto, pesquisa feita pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), alertou que as marcas
Nescau e Nesquik estariam entre as poucas que conseguem
atender às exigências sobre espaço interno. A fiscalização levou redes de supermercados a suspender encomenda de marcas próprias. A Cinalp, empresa de marca própria, foi multada
e está recorrendo junto ao Inmetro. As multas aplicadas pelos
Ipems variam de R$ 300 a R$ 5 mil, dependendo dos critérios
adotados e das irregularidades encontradas.
SADIA
INVESTE
R$ 45
MI EM
PONTA GROSSA
A Sadia está investindo R$ 45 milhões em sua unidade de
Ponta Grossa (PR) para fortalecer as operações de itens de
maior valor agregado como a linha de
pratos prontos e
doces, da marca
Miss Daisy. Do total, R$ 15 milhões
serão destinados
para partos prontos
e doces e R$ 30 milhões serão aplicados na construção Sadia destinará R$ 30 mi para linha doces
de um centro de
estocagem e distribuição, com um armazém de 8 mil m². A instalação terá capacidade de produção de 40 mil t. Para 2004, a Sadia
comunicou um plano de investimentos de R$ 150 milhões.
TROPICAL
INICIA EMBARQUE DE LINHA DE SUCOS
A Tropical Indústria de Alimentos Ltda., fabricante dos sucos
Tial, começou a embarcar em maio a linha de sucos de néctar
de frutas Fresh. Os principais mercados a serem abastecidos
com o produto são Estados Unidos, Angola, Moçambique, Aruba
e Itália. Os novos produtos estão sendo apresentados na 20ª
Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Equipamentos, Produtos e Serviços, promovida pela Associação Paulista
de Supermercados (APAS), de 10 a 13 de maio no Expo Center
Norte. Os sucos de fruta Fresh de goiaba, maracujá, abacaxi,
manga, papaia e pêssego serão comercializados no exterior
antes de chegar ao mercado brasileiro. Nos Estados Unidos, os
produtos terão embalagens em inglês e espanhol, já que o
mercado hispânico é bastante significativo afirma a empresa.
No evento, a Tropical também apresenta ao mercado varejista
o novo néctar de uva Tial. A empresa participa da feira em
conjunto com sua parceira norte-americana Ocean Spray
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Cranberries, Inc. A Tropical fornece os sucos nos sabores
cranberrie tradicional, light, e os mix com uva e pêssego a
Ocean. Estes itens são fabricados na sua unidade fabril de
Visconde de Rio Branco (MG). A linha de produtos Ocean Spray
poderá ser apreciada pelo público do evento.
MT
DESENVOLVE PROGRAMA PARA EXPORTAÇÃO
O governo do Mato Grosso lançará um Programa Estadual para
o Desenvolvimento da Fruticultura até o mês de julho deste
ano. O secretário de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso,
Homero Pereira, afirmou que parte dos recursos será oriunda
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Segundo estudo realizado, em 2001, pela empresa de
consultoria e planejamento Conplan, o estado produz dez frutas — abacaxi, banana, manga, mamão, uva, maracujá, limão, laranja, coco e caju. O secretário disse que o estudo
ajudará o Mato Grosso a construir o projeto para o desenvolvimento da fruticultura, estabelecer um cronograma de trabalho
com visitas em outros estados, absorvendo experiências positivas que possam ser aplicadas ainda no primeiro semestre de
2004. Atualmente, o Mato Grosso importa mais de 70% dos
produtos hortifrutigranjeiros que consome. O programa tem
como objetivo reverter essa situação. Inicialmente, o estado
quer garantir o abastecimento do mercado local para, posteriormente, exportar as frutas para outros países. A Delegacia
Federal de Agricultura de Mato Grosso (DFA/MT) trabalhará em
parceria com o governo estadual na elaboração do programa.
A DFA atuou em uma comissão formada por instituições públicas e privadas, que deu suporte ao trabalho. Participaram da
comissão, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência
Técnica e Extensão Rural (Empaer), o Instituto de Defesa
Agropecuária (Indea), a Universidade Federal de Mato Grosso
e a Sociedade Mato-grossense de Fruticultura.
DUAS RODAS CONSTRÓI UNIDADE NA ARGENTINA
A Duas Rodas anunciou a construção de uma nova unidade em
Buenos Aires, na Argentina, além da ampliação das exportações
e o reforço de suas operações no mercado chileno. A fábrica no
país vizinho terá 6 mil m² e a empresa aproveitará parte da
estrutura de produção existente. A unidade demandará recursos
de R$ 4 milhões. A expectativa da Duas Rodas é que o
faturamento da filial Argentina dobre para R$ 14 milhões em
2005. No Chile, a empresa prevê que a unidade industrial aumente o faturamento em 15% este ano. A Duas Rodas informa
que a subsidiária chilena deve contribuir com receitas de R$ 7
milhões ao grupo. Em 2004, a empresa projeta para o Brasil
investimentos de R$ 25 milhões, que serão aplicados em novas
tecnologias, visando a redução dos custos de produção e a
melhoria da qualidade de produtos exportados, como os flocos
de frutas e o pirê de banana. A empresa tem como objetivo
alcançar um faturamento de R$ 260 milhões em 2004.
STEVIAFARMA
PRODUZIRÁ ISOFLAVONA DE SOJA
A Agência de Inovação da Unicamp (Inova), a Unicamp e a
Steviafarma, indústria especializada em produção de
fitoterápicos, assinarão o primeiro contrato de uma das 300
patentes da Universidade Estadual de Campinas. O contrato
BRASIL ALIMENTOS - nº 25 - Maio/Junho de 2004
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dará a Steviafarma o direito de usar a tecnologia agregada ao
processo de extração da isoflavona de soja. A isoflavona
aglicona tem propriedade anticancerígena, de mama e próstata, é antioxidante e reduz níveis de colesterol ruim que se
acumulam em artérias. A estratégia da Steviafarma é utilizar o
produto no mercado de reposição hormonal, em substituição
ao estrógeno, hormônio feminino usado por mulheres durante
o período da menopausa. A empresa diz que a isoflavona é
melhor no tratamento de reposição hormonal, pois se trata de
um medicamento fitoterápico. Atualmente, grande parte das
mulheres usa hormônios sintéticos. Há suspeitas que estes
embutem o risco de desenvolvimento de cânceres. A companhia informou que começará a produção industrial da isoflavona
a partir de 2005. O contrato de licenciamento de patente será
assinado no dia 26 de maio. O investimento inicial será de R$
100 mil. O produto terá que ter o registro da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser comercializado.
MARS:
DISPUTA PELA
CHOCOLATES GAROTO
O grupo norte-americano Mars entregou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) documento em que expressa interesse na compra da Chocolates Garoto. A Mars informou
que só entra na briga caso o órgão mantenha a decisão de
obrigar a multinacional suíça a vender a Garoto. A única companhia, até então, que tinha anunciado interesse na aquisição
da Garoto era a companhia britânica Cadbury. Segundo a Mars,
essa é a oportunidade de tornar a operação brasileira de chocolates tão interessante quanto no resto do mundo. A Mars não
revela o valor de quanto está disposta a pagar pelos 21% de
mercado da Garoto. A empresa informou que a fábrica capixaba
incrementaria o portfólio de produtos da Mars com os bombons
e as barras de chocolate. Em 2003, o faturamento da Mars no
Brasil foi de R$ 400 milhões. Deste total, apenas 20% foram
oriundos do segmento de chocolates, como o Twix e o M&M.
Cerca de 70% do faturamento veio das vendas de rações para
animais domésticos como a Pedigree, Whiskas e Trill.
MINERVA
INAUGURA UNIDADE EM
GOIÁS
O Frigorífico Minerva inaugura, em maio, sua mais nova unidade
de abate de animais no município de Palmeiras (GO). A expectativa da empresa é de ampliar sua capacidade de abate em 58%,
para 2.700 animais/dia. A Minerva exporta 80% de sua produção
para aproximadamente oitenta países. O mais novo mercado que
a companhia quer ingressar é o Japão, onde prevê uma grande
disputa com produtores australianos de carne. A Minerva informou que a Austrália ficou com praticamente todo mercado nipônico
de carne bovina, depois de constatado um caso da doença da
vaca louca nos Estados Unidos, principal exportador do produto
para o Japão. Atualmente, o grupo está abastecendo o mercado
do Oriente Médio. A Minerva pretende, em médio prazo,
comercializar carne in natura para os Estados Unidos.
MINIFÁBRICAS
DE CASTANHAS DE CAJU NO
CE
A revitalização de três minifábricas de castanha de caju no
Ceará proporcionou aos produtores do estado um aumento na
renda com o beneficiamento da fruta. O produto in natura, que
antes era vendido entre R$ 0,70 a R$ 1,00 o quilo, agora é
BRASIL ALIMENTOS - nº 25 - Maio/Junho de 2004
comercializado, beneficiado, por até R$ 15,00 o quilo. As
minifábricas dos municípios de Pacajus, Chorozinho e Icapuí,
que pertencem ao programa Trabalho e Cidadania, da Fundação
Banco do Brasil, já permitem melhores condições de trabalho a
cerca de 200 famílias. Os produtores ganharam equipamentos,
além de treinamento para dar mais qualidade ao que produzem.
O projeto de revitalização conta com a parceria da Embrapa,
Conab, Sebrae, Incra e Universidade Federal do Ceará. A expectativa é de geração de 166 postos de trabalho diretos e 240
indiretos. O estado do Ceará responde por metade de toda a
área de cajueiros nativos do Brasil - cerca de 364 mil ha. A
expectativa é que, com as minifábricas, a produção alcance 250
kg/dia de castanha, totalizando 120 mil t/ano.
BRASIL
COMERCIALIZOU
12,6
MIL T DE LÁCTEOS
No mês de abril, as exportações de produtos lácteos renderam
ao Brasil US$ 4,6 milhões, 250% a mais que o mesmo período
de 2003. Em volume, as exportações de abril somaram 4,3 mil
t, crescimento de 20,4% na comparação com igual período do
último ano. O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de
Leite da Confederação da
Agricultura e Pecuária do
Brasil, Rodrigo Alvim, acredita que este ano o Brasil
passe de um país importador de lácteos para um
grande exportador do setor.
Isto, caso sejam mantidas
as atuais tendências do
mercado, conclui Alvim. O
Brasil, em abril, ampliou a
venda de produtos de maior valor agregado, como o
leite em pó e queijos, para
o mercado internacional. As
importações de lácteos registraram redução de 31,9% Exportações de lácteos sobem 250%
em abril, atingindo 3,7 mil
t (US$ 5,4 milhões). Já no primeiro quadrimestre de 2004, as
exportações somaram 12,6 mil t de produtos lácteos; 46,6%
superior em relação ao mesmo período de 2003. As importações do quadrimestre somaram 15 mil t, 55,5% a menos que
em igual período do ano passado. A receita de exportações do
período somou US$ 16,5 milhões, aumento de 83,3% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2003. Os principais
mercados dos produtos lácteos brasileiros são o Iraque, Argélia, Angola, Estados Unidos e Trinidad Tobago.
SORVETE DIPPIN’DOTS SERÁ PRODUZIDO NO BRASIL
O microbiologista norte-americano Curt Jones quer trazer para
o mercado brasileiro a produção de sorvetes caseiros congelados. Jones é especialista em criogenia, técnica de congelamento com nitrogênio líquido a baixíssimas temperaturas. O
microbiologista quer construir uma fábrica, orçada em US$ 1
milhão, no Brasil, ainda este ano. O objetivo é produzir o
Dippin’Dots, sorvete congelado pela técnica da criogenia. A
unidade deve ser construída em São Paulo.
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