apresenta - Caixa Cultural

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apresenta - Caixa Cultural
apresenta
CAIXA Cultural RJ - Rio de Janeiro - 12 a 24 de abril
Caixa Belas Artes - São Paulo - 14 a 20 de abril
2016
A CAIXA, uma das principais patrocinadoras da arte e cultura brasileira, destina anualmente mais de R$ 80 milhões de seu orçamento para patrocínio a projetos culturais em espaços
próprios, selecionados via edital público. Esta é uma opção da CAIXA para fazer mais democrática e acessível a participação de produtores e artistas de todo o país, bem como também
dar mais transparência à utilização dos recursos da empresa.
A CAIXA Cultural apresenta a mostra Bill Plympton – o Rei da animação independente
que traz pela primeira vez ao Brasil uma filmografia completa do animador, que já foi
indicado duas vezes ao prêmio máximo do cinema, o Oscar.
Esse projeto único conta com a presença de Plympton para a realização de duas master­
classes, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dado o atual momento da animação brasileira, que vem ganhando diversos prêmios nos últimos anos, a mostra trará ao público
a oportunidade de conhecer a obra desse animador, diretor e produtor tão singular e
multifacetado.
Assim, ao viabilizar este projeto, a CAIXA contribui com o pensamento crítico e com a
formação do público, dando mais uma prova do seu compromisso com os brasileiros.
Desde que foi criada, em 1861, ela tem atuado intensamente na melhoria da qualidade
de vida da população. Além de seu papel como banco público e parceiro das políticas
de estado, a CAIXA apoia e estimula a cultura, especialmente na circulação de eventos
pelas sete unidades da CAIXA Cultural.
Não é fácil chegar a tantas pessoas e lugares, mas esse é um desafio que vale a pena.
Afinal, para a CAIXA, a vida pede mais!
Cheatin’
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Sumário
07 Apresentação, Marão
11 Bill Plympton e os mil e um desenhos de animação, Rosana Urbes
15 Sobre um herói maldito da animação mundial, Otto Guerra
22 Entrevista com Bill Plympton
26 Biografia Bill Plympton
32 Premiações
42 Curtas: fichas técnicas e sinopses
43 25 Ways to Quit Smoking
43 30 flash animations
43 America Upper and Lower Case
43 At the Zoo
44 Boomtown
44 Drawing Lesson #2
45 Drunker than a Skunk
45 Eat
46 Gary Guitar
46 Guard Dog
47 Guard Dog Global Jam
47 Guide Dog
48 Helter Shelter
48 Horn Dog
49 Hot Dog
49 How to Kiss
50 Love in the Fast Lane
50 Lucas the Ear of Corn
50 More Sex & Violence
51 One of Those Days
51 Parking
52 Plymptoons
52 Santa: The Fascist Years
53 Sex & Violence
53 Shuteye Hotel
54 Spiral
54 Summer Bummer
55 Surprise Cinema
55 The Cow Who Wanted to Be a Hamburger
56 The Exciting Life of a Tree
56 The Fan and the Flower
57 The Flying House
57 The Loneliest Stoplight
57 The Turn On
58 Tiffany the Whale
58 Self Portrait
59 Waiting for her Sailor
59 Your Face
60 Longas: fichas técnicas e sinopses
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Cheatin’
Hair High
Idiots and Angels
I Married a Strange Person
Mondo Plympton
Mutant Aliens
The Tune
71 Programas das sessões
72 Debates e debatedores
74 Créditos
Apresentação
Marão
Cheatin
Ao me preparar para redigir o texto de apresentação da mostra de filmes que
reúne pela primeira vez no Brasil a maior retrospectiva já realizada dos curtas e
longas-metragens de animação do icônico realizador independente Bill Plympton, assumi que a postura deveria ser sóbria, formal e informativa. O foco desta
introdução deveria ser informar que Bill Plympton nasceu em 1946, na cidade de
Portland, nos Estados Unidos, que ele publicou desenhos e charges em diversos
jornais e revistas (incluindo New York Times e Rolling Stones), que ele produziu em
torno de 60 curtas e sete longas de animação – além de dezenas de vinhetas para
a MTV e múltiplos videoclipes e comerciais – e que ele foi indicado ao Oscar duas
vezes, tendo sido convidado a trabalhar como animador na Disney logo após a primeira indicação (aspiração que ele nutria desde a adolescência), cujo convite ele
declinou, em prol da produção do seu então primeiro longa-metragem animado.
Todavia, assim que comecei a listar os pontos mais importantes de sua carreira
para organizar o texto, foi impossível relatar de forma equilibrada e isenta quaisquer fatos, simplesmente porque eu sou um animador. E – como animador – fui
entusiasmadamente influenciado por ele desde que vi seus primeiros filmes em
festivais de animação. Ele não seguia as regras de design nem de público-alvo
infantil e nem mesmo as regras de 12 ou 24 desenhos por segundo. Os desenhos eram a lápis, sem a arte final limpa e asséptica. Ao contrário: A animação
preservava os traços e rabiscos de construção do personagem, embutindo cada
desenho de muito mais força. E não pintava cores chapadas com tinta; ele pintava
com lápis de cor. E seus filmes tinham uma inédita combinação de intermináveis e
bizarras ideias com a competência de um espetacular e ousado desenhista, capaz
de produzir compulsivamente milhares de desenhos individuais – o que exige disciplina espartana –, sendo o único responsável por todos os desenhos não apenas
em seus curtas mas, inacreditavelmente, também em seus longas! Para o jovem
animador que eu era nos anos de 1990, isso era uma alavanca, um estímulo, um
endosso colossal para eu ter coragem de fazer meus filmes também a lápis, também para o público adulto e também de forma mais autoral, com a expectativa de
conseguir sobreviver fazendo esse tipo de animação independente.
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Quando a produtora Letícia Friedrich me convidou para ser o curador desta mostra
e me disse que a proposta era tentar exibir o mais amplo panorama da produção
autoral do Bill Plympton já feita no Brasil, aceitei imediatamente. E aceitei como
um curador que é muito mais fã do que curador. Montamos uma mostra exatamente da forma como um fã gostaria de ver. Como eu gostaria de ver! Recebemos
o material e minha intenção inicial era exibir tudo que ele já fez na vida! Além de
todos os curtas e todos os longas, há ainda pequenas e neófitas experiências em
animação que Bill realizou na adolescência que fazem parte dos programas. Para
entender a evolução e o trabalho de um indivíduo, é fundamental lançar os olhos
sobre o que ele fez no começo, antes do começo. E é incrível e fascinante perceber – mesmo em testes iniciantes – a intenção que estaria presente nos 30 anos
seguintes.
Estúdios de animação costumam ter centenas de animadores. Um longa metragem de animação costuma empregar por volta de 400 profissionais. Bill Plympton
anima tudo sozinho. Ele é responsável por todos os desenhos de todos os filmes.
Isso fez com que ele optasse por desenhar menos frames por segundo. Ao invés
de 12 ou 24 desenhos por segundo, ele faz em média seis ou oito e fotografa mais
vezes cada um dos desenhos. Inicialmente, isso gera uma estranheza pra quem
assiste pela primeira vez, mas o seu domínio de timing é tão formidável que nos
primeiros minutos o espectador já oblitera essa velocidade diferenciada da retina
e acompanha gargalhando as devastadoras gags. Eu já havia assistido a quase todos os filmes dele no passado, assisti de novo durante esta curadoria e quero ver
novamente na sala de exibição, com a coletividade de emoção. Além das sessões,
haverá debates com animadores sobre a produção do Bill e – como animador –
escolhi para as mesas de debate os animadores mais perturbados e inteligentes
que conheço (que sei que também são fãs do cara!), que também aceitaram imediatamente o convite justamente porque os filmes do Plympton também foram
importantes pra eles. E o termo correto nem seria influência, porque o estilo deles
é bem diferente. O caso é muito mais de instigação, de identificação conceitual, de
atiçamento, de acicate, de espora.
E a cereja do bolo será a presença física do próprio Bill no Brasil, que nos brindará
com dois imperdíveis workshops (um no Rio e outro em São Paulo), onde o público
e os profissionais brasileiros poderão ouvir e conversar com o rei da animação
independente em pessoa. É uma oportunidade única para sabermos mais sobre
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como sobreviver produzindo de forma independente, visto que o Bill sempre é extremamente gentil e generoso sobre todas as informações que ele julga relevantes, sem qualquer receio de concorrência e – ao oposto – feliz em poder compartilhar sua história e aprendizado (artístico, técnico e comercial) e auspicioso pelo
êxito de mais e mais animadores independentes, garridos e lépidos pelo mundo.
Marão, curador da Mostra e animador
Formado na Escola de Belas Artes da UFRJ e diretor de animação, tendo realizado 12 curtasmetragens (Eu Queria Ser Um Monstro, Engolervilha, O Anão que Virou Gigante, Até a China e outros).
Além
da produção autoral, participou de mais de 300 animações para publicidade, internet, TV e cinema
para o Brasil e exterior nos últimos 20 anos. Foi Presidente-fundador da ABCA (Associação Brasileira
de Cinema de Animação), entidade da qual ainda faz parte. Marão também foi professor no curso
de pós-graduação em animação da PUC durante sete anos e desde 2003 é coordenador do Dia
Internacional da Animação.
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Bill Plympton e os mil e um
desenhos de animação.
Rosana Urbes
“Somos cineastas acometidos do desvario de querer tecer cada um dos fotogramas dos nossos filmes”. Com essa introdução, costumo falar de filmes de animação para o pessoal do cinema de imagem viva nos festivais que exibem filmes
dessas duas vertentes.
Mutant Aliens
Construímos cada fotograma dos nossos filmes, em qualquer filme de animação,
seja stop motion, digital, 2D ou 3D. Nos filmes desenhados à mão, entretanto, cada
novo fotograma surge de uma folha de papel em branco e deve ser pensado quase
individualmente, embora seja parte integrante de um conjunto. Esse é o caso das
animações dos filmes do Bill Plympton e é também o meu caso. Costumo dizer
que fazemos animação do jeito que a vovó fazia: Desenhos feitos à mão, um a um,
como fez Émile Reynaud no século XIX. No dia 28 de outubro de 1892, ele projetou
o primeiro desenho animado da história do cinema. Três anos depois, em 1895, os
irmãos Lumière fariam a primeira exibição pública de fotos em movimento com o
cinematógrafo. Essa é, oficialmente, a data mais aceita no meio cinematográfico
para a origem do cinema.
O cinema de animação é uma forma de arte complexa que reúne todas as outras.
É cinema, pois se vale dos recursos da linguagem cinematográfica, como cortes,
enquadramentos e regras de continuidade, na concepção e na realização dos filmes.
Como no cinema com atores, reúne a música, o teatro e também a literatura, ao
contar estórias e desenhar poesias. A animação, porém, compreendeu que as artes
plásticas poderiam ser cinema também. Além da fotografia, usada no cinema de
imagem viva, a animação trouxe a escultura, o desenho e a pintura para os filmes.
Misturou tudo em uma nova linguagem. Trouxe para o cinema o processo artístico
de criar universos estéticos a partir da imaginação. Aplicou o princípio da persistência retiniana e da velocidade de projeção a esses universos gráficos criados, ou
seja, o cinema. Agregou o som. Deu o sopro no nariz dessa criação visual e sonora,
permitindo que o mundo unicamente imaginário pudesse existir no tempo narrativo.
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Nas artes plásticas, usamos a nossa capacidade de transcrever a realidade física, emocional, racional em imagem inventada e formada com as nossas próprias
mãos. Uma espécie de fotografia do imaginário. No cinema de animação, essas
realidades inventadas se tornam estórias com som e tempo narrativo. São uma
ponte direta para a percepção onírica. Sabemos conscientemente que um desenho
não tem vida, não se movimenta. A animação rompe com a nossa compreensão da
realidade racional. Cria universos novos, absolutamente originais e independentes do elo com a realidade física e material. São mundos dos sonhos. Não mais
apenas individuais. Com o cinema de animação, nossa espécie conquistou a experiência do sonho compartilhado.
Quando falamos de animação, parece que falamos de uma só coisa, mas, na verdade, falamos de várias. O cinema de animação está em constante reinvenção.
São muitos os formatos, os materiais, as tintas e as cores. São infinitas as possíveis
combinações que criam diferentes resultados gráficos em filmes de animação.
Bill Plympton tem sido comentado entre os animadores com os quais eu convivi durante a minha carreira, em diferentes estúdios e rodas de animação. Dessa
vasta gama de possibilidades, ele, como alguns de nós, escolheu contar estórias
a partir do desenho.
A animação também trouxe para essa mistura de possibilidades, de certa forma, a
artesania. Em alguns momentos da produção de animação somos como artesãos
tecendo um longo manto. Animadores como o Bill Plympton fazem desenhos que
vão durar 1/12 segundo na tela. São 12 quadros por segundo usados, em média,
numa cena de animação tradicional. Animadores como ele desenham um, dois, três,
mil, 2 mil desenhos. É de grão em grão que um filme de animação enche o papo.
Uma razão importante para Bill Plympton ser lembrado nas conversas de animadores é que ele encontrou uma veia da animação autoral impressionantemente produtiva. São muitos os seus filmes. Trinta mil desenhos foram feitos à mão
por ele, em um de seus longas-metragens; 40 mil, em outro. A arte da animação
quase esbarra no artesanato, sim. Na animação, porém, cada quadro exige um
pensamento, uma inspiração. É preciso sentir para onde ir. Na comparação com o
tecelão, são 40 mil pontos de agulha independentes, analisados um a um enquanto são rabiscados no papel, para formar um longa-metragem de animação.
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O assunto da inspiração nos atinge muito diretamente em qualquer forma de arte,
acredito, e não poderia deixar de ser assim com a animação. Acompanhamos o trabalho uns dos outros. Como a animação é tão abrangente, nos inspiramos em artistas de outras áreas irmanadas com ela, como cineastas, artistas plásticos (as),
cartunistas, ilustradores (as), atores e atrizes, bailarinos (as), trapezistas. A obra
de outros animadores (as) se torna também, inevitavelmente, referência para nós.
A animação é, antes de tudo, uma excelente maneira de estudar a vida. É a arte de
decifrar e sintetizar a expressão das formas em movimento. Estudar o comportamento dos seres vivos, portanto, faz parte da trajetória de artistas de animação. Vivemos com as antenas ligadas para compreender as linhas e as formas dos seres
vivos, como se movimentam e em que tempo se movimentam. Procuramos decifrar como essas linhas, formas e tempos de movimento representam e expressam
sentimentos, intenções e pensamentos.
Depois que animamos nossa primeira cena na vida, nunca mais iremos a um bar,
baile ou jogo de bola com a mesma atitude de antes. Por causa da animação, estamos mais ou menos condenados a buscar compreender como a vida se expressa
por meio da forma: Como se comportam visualmente as atitudes do corpo ou as
linhas do rosto para que uma pessoa pareça orgulhosa ou tímida? Qual a velocidade de deslocamento de um corpo durante um tropeço? Essas são questões que
povoam o pensamento de um animador em qualquer situação, como durante uma
balada, um almoço de família ou um casamento, por exemplo.
A outra fonte dessa investigação e desse estudo, como eu disse, é o trabalho dos
nossos colegas de ofício. A inspiração que leva um animador a se enveredar pelo
processo de comunicar ideias por meio de um filme de animação ou o que leva
esse animador ou animadora a dedicar horas, dias e meses em frente a uma mesa
de desenho para completar ideias e concluir um filme é assunto que sempre nos
interessa. A trajetória de alguns de nós, suas descobertas, avanços, até mesmo a
sua determinação são motivos de inspiração para seguirmos.
Bill Plympton, seu trabalho e sua trajetória, como eu disse, têm sido motivo de
inspiração para muitos da minha geração de animadores. Também como o Bill P.,
eu desenho animação rascunhada quadro a quadro. Gosto de todas as possibilidades estéticas que o universo da animação apresenta, mas não sei como pensa um
animador 3D, por exemplo. Imagino que é tão diferente da animação a lápis, que é
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quase como comparar animar com dançar balé clássico. Sinto que a animação em
si já apresenta situações suficientemente complexas a serem integradas umas às
outras numa cena, como enquadramento, design, perspectiva, atuação de personagem. Pensar também quais comandos e quais shortcuts devo usar (no caso de
animação 3D, no computador) para animar a cena cria, para mim, uma dificuldade
extra que afasta do pensamento da animação em si.
Por isso, a escolha do rascunho. Meu encontro com o ato de fazer animação aconteceu com o desenho a lápis. O movimento sentido e rapidamente esboçado no
papel foi minha primeira e mais autêntica forma de traçar a conversa da cena
animada. Me interessa o rascunho cru, é direto, intuitivo. Gosto de ver o processo
de pensamento deixando rastros no papel. As escolhas que não foram feitas e que
ficam com o traço mais claro. A tensão emocional de um desenho mais complicado, mais rabiscado, mais sofrido.
Tudo isso aparece nos esboços. A animação rascunhada revela o processo de descoberta da cena, o processo de pensamento do animador, suas fragilidades e suas
certezas no desenho que se define.
Pouco tempo atrás, a produção de animação era muito mais difícil do que é hoje.
As escolhas pareciam ser, simplificando um pouco, o cinema absolutamente alternativo, heroico e experimental, por um lado, ou a oportunidade de trabalho em
um grande estúdio, por outro. O Bill Plympton era alguém que encontrava uma
solução intermediária. Fazia cinema autoral, mas encontrava um meio de produzir
muito rapidamente e, assim, continuar fazendo novos filmes autorais. E continuou.
São cerca de 60 curtas e sete longas, todos desenhados à mão e por ele mesmo.
Rascunhados, pensados, sentidos, viscerais. Tudo isso aparece no papel e nos
seus filmes de animação que se projetam nas telas de cinema. Sua capacidade de
realização é um marco para a história da animação.
Rosana Urbes, cineasta e animadora.
Durante anos trabalhou como animadora nos estúdios Disney, fazendo parte da equipe de animação dos
filmes: Mulan, A nova onda do Imperador e Lilo e Stitch.
Atualmente reside em São Paulo, onde tem
seu próprio estúdio e realiza seus trabalhos autorais. Dirigiu recentemente o curta Guida, que ganhou o
prêmio de melhor curta no Festival de Annecy (França), principal festival de animação do mundo.
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Sobre um herói maldito
da animação mundial
Otto Guerra
Me identifico muito com o trabalho do Bill Plympton. O cara navega no mundo underground do desenho animado. Faz filmes para adultos e comédias, tudo de forma independente. Fico à vontade para escrever sobre ele pois nossa pequena produtora aqui no Brasil faz algo bem parecido desde 1978.
A grande diferença é que ele mesmo anima e faz a direção de arte de seus filmes.
Eu animava e fazia roteiros até 1990. Parei de desenhar e assumi que o trabalho
da nossa produtora era coletivo, e também já não gostava mais do meu próprio
desenho. Eu mesmo animei quase todos os 600 filmes comerciais da produtora no início.
Meu desenho perdeu a personalidade, ficou pasteurizado. Eu desenhava sempre
bonecos sorridentes, mentirosos e estúpidos. Enchi o saco.
Mas até hoje me perturba esse fato, o de ter parado de animar. Desde 1990, conto
com colaboradores para desenvolver as minhas ideias, geralmente baseadas em
outros autores com os quais me identifico. Afinal, seria preguiça ou lucidez? Parei
de desenhar e o mundo agradece, acredito. Adoraria voltar a desenhar, no entanto acredito que para isso precisaria de uma
espécie de fé ou de uma ingenuidade qualquer que eu perdi, infelizmente. Talvez
eu encontre de novo essa estranha e irresistível vontade perdida ou, quem sabe,
um fato que me obrigue a voltar a desenhar. Tomara.
Cem mil, 200 mil desenhos que se sucedem numa controlada sequência matemática e sensível que, dependendo da habilidade, funciona ou não. Animação é para
fortes. Bill Plympton é um desses.
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Desculpa eu falar tanto na minha pessoa neste texto sobre o Plympton, mas eu me
amo também, assim como amo esse cara que mal conheço pessoalmente. Amo
seu trabalho.
Voltando, então, a mim. Creio que há grandes chances de existir o tal mundo real e um
outro. Para alguém que desenha, pinta telas, compõe música, literatura ou qualquer
forma de arte, esse outro mundo passa a ser onde habitamos. Quando eu desenhava,
entrava dentro das páginas dos quadrinhos, na história que eu estava contando, ficava
imerso nelas. Fora dali, quando, por exemplo, minha mãe chamava para o almoço ou
eu tinha que ir para o colégio, tudo ficava opaco, cinza e fora de foco. O que seriam esse mundos, afinal? Uma vez, diante do quadro As Meninas, de
Velázquez, percebi que dentro da tela tudo parecia vibrante e vivo. Fora da tela, as
pessoas com seus celulares, quase sem cores, tristes e mortas. Vejam, Bill Plympton está ali, dentro de seus filmes. O que vemos projetado
no screen é seu sangue e suas entranhas. Nada menos que isso.
Admiro o conteúdo, a lucidez, a iconoclastia, a clareza, a graça, o seu inconfundível
estilo, a fluidez e o ritmo alucinante de seus filmes. O cara beira o sagrado. Ou
seria uma manifestação de algo sagrado mesmo?
Bem, de volta ao mundo opaco. Nessa tal vida real, Bill Plympton é uma lenda
da animação mundial. Eu sabia várias histórias suas por meio de conversas com
outros realizadores e até cruzando com ele mesmo, em alguns festivais mundo
afora. Lá estava ele com sua indefectível mala cheia de filmes em DVD, cartazes,
livros, etc., tudo de sua autoria e tudo à venda, com uma assistente sua. Confirmei uma de suas lendas lendo sua biografia. Ele recusou uma proposta milionária
da Disney, teria que assinar um contrato de exclusividade. O mundo agradece! Disney e
Plympton habitam planetas distantes, um ofuscaria o outro. Ou Bill Plympton amenizaria suas histórias e perderia suas principais virtudes ou a Disney teria que se reinventar. Esclareço aqui que admiro também a Disney e seus filmes. Mesmo com todas as
fórmulas que repetem a luta do bem contra o mal, eles foram fundamentais para
que eu acreditasse e me empolgasse com o mundo do desenho animado. Mogli, na década de 1960, me abduziu, mas A Bela Adormecida, de 1959, é meu filme
preferido da Disney. Recentemente soube que esse foi o primeiro longa-metragem
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com diretor de arte contratado, atividade que antes ficava a cargo dos geniais animadores da casa mesmo. Daí o motivo dos filmes da Disney parecerem todos iguais
no quesito direção de arte, além, claro, daquelas fórmulas todas dos roteiros. Mas diante dessa proposta da Disney, aparece o grande conflito que cerca qualquer atividade humana, qual seja. Digamos que exista liberdade ou livre arbítrio,
coisas do gênero. De repente ficar cara a cara com uma escolha que mudará radicalmente sua vida e sua carreira, ter que decidir entre dois mundos, uma proposta
aparentemente libertária em termos financeiros, a vida assegurada até a morte
ou a aposentadoria, ou seguir trabalhando de forma diletante e sofrida. Eu acho
fantástico pessoas que têm opções por méritos. Daí, o Plympton ficou frente a frente com o próprio cramulhão, metaforicamente
falando, que lhe ofereceu uma mala com zilhões de dinheiro e, mais ainda, dentro
da sua área de atividade! Assombroso, sonho realizado. Será mesmo? Analisando profundamente e com muita calma, se por um lado o dinheiro nos
liberta da chinelagem de não ter os meios para produzir os próprios filmes, por
outro nos obriga a entregar tudo a um chefe, nesse caso a Disney. Tudo mesmo,
qualquer trabalho de sua autoria ficaria comprometido, tratando-se de ideias originais de Plympton.
Vivemos num mundo movido a vil metal, sei bem. Mas lembro que um pensador
pré-anarquista, também norte-americano, chamado Henry Thoreau disse, certa
vez, algo assim: No momento em que o dinheiro se interpõe entre uma pessoa
e seu objetivo, essa pessoa está perdida. O dinheiro passa a ser seu objetivo. E o
que o dinheiro significa, em última análise? Em excesso, apenas que precisamos
encontrar formas de gastá-lo e, assim, perder a vida. Pois bem, ele não aceitou. Por experiência própria posso afirmar que filmes são
feitos, antes de qualquer coisa, por paixão. Se houver meios para produzir, melhor,
se não houver, foda-se. Dá-se um jeito de viabilizar.
Quando eu era menino e fazia animações, mandei um pequeno filme em 16 mm
para algumas produtoras e escolas norte-americanas. Aqui em Porto Alegre, animação era universo pra lá de rarefeito. Eu mesmo animava, revelava, sonorizava
e copiava os filmes. 17
Recebi uma proposta de ir dar aulas numa escola que se chamava Pica - Princeton
Institute of Communications Arts. Seria um primeiro passo para trabalhar na meca
da animação ocidental. Mas uma grande amiga minha, bem mais experiente que eu,
me disse naquela ocasião: “Melhor ser a cabeça do rato que o rabo do leão”. E não fui.
Numa recente entrevista, Plympton disse que hoje em dia aceitaria proposta de
um grande estúdio para fazer um filme. Ele assombrou o mundo com seus filmes
desconcertantes e cults. Acho que uma produtora que depende de mercado e de
público grande para pagar os custos não se arriscaria a produzir um filme do calibre das ideias dele. Lamentavelmente.
Se um dia eu tiver uma grande produtora, farei uma proposta para ele. Mas como
os filmes que faço também não cativam o grande público, jamais terei essa chance! E se tivesse uma proposta de trabalho para fazer o filme que eu quisesse, sem
limites de orçamento, eu também aceitaria, mas isso nunca vai acontecer. Não
fiquei impune fazendo os longas Rocky & Hudson: Os Caubóis Gays, Sbórnia ou Wood
& Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll.
Já que citei nosso longa Wood & Stock, lembro que tive a grande sorte de o Bill
Plympton ser presidente do júri de um festival de cinema em Córdoba, na Espanha, em 2007. Havia filmes do planeta todo, nenhuma chance de levarmos qualquer prêmio. Mas ganhamos como melhor filme!
Nos bastidores, outros jurados me falaram que o Bill Plympton havia gostado muito
do nosso filme e o defendeu de forma magistral. Suponho algo que ele deve ter pensado: “Como alguém em sã consciência faria uma comédia adulta, longa-metragem,
em desenho animado sobre dois velhos hippies, gordos e drogados? Merecem!”.
Bem, particularmente, considerando todo esse trabalho, a começar pela criação
dos personagens baseados na obra do Angeli, o roteiro escrito com cerca de dez
tratamentos ao todo, passando inclusive pelo crivo da oficina de roteiros do festival
de Sundance e, o principal, tratando-se de uma animação complexa, trabalho primoroso da maravilhosa equipe da Otto Desenhos Animados, movida a pura paixão,
já que o orçamento do filme todo foi cerca de 300 mil dólares!, é um trabalho único.
Esse prêmio de melhor filme em Córdoba, na prática, considerando minha situação
pré-falimentar naquela ocasião e em termos de imediatismo, foi bem melhor que o
Oscar, pois havia um prêmio em dinheiro de alguns milhares de euros e, como sempre
ao final dos filmes estamos endividados, aquele dinheiro nos salvou da bancarrota. 18
Fui júri em diversos festivais também e sei da dificuldade que é comparar trabalhos díspares e ter que fazer uma escolha. Temos que escolher baseados não só
em questões estritamente técnicas, mas também em gosto pessoal. Obrigado Sr.
Bill Plympton, o senhor tem muito bom gosto! “hehehe”
Hoje, saber que existe um sujeito chamado Bill Plympton que faz um trabalho
admirável e atua de forma independente é um incentivo muito grande para seguir
tocando nossos filmes da forma como fazemos. Creio que a capital do mundo, da civilização ocidental, atualmente é Nova York. E
mesmo lá resiste um criador do calibre dele que não se vendeu à imensa riqueza
da indústria de seu país. Puta alento. Vivo no Brasil, país que tem potência e que detém riquezas imensuráveis em todos os sentidos, materiais e culturais. A riqueza cultural brasileira, a forma com
que contamos histórias, no nosso caso, expressas nos longas de animação, tem
causado espanto no universo do desenho animado, nos mais importantes festivais
nacionais e internacionais. O Menino e o Mundo, do Alê Abreu, recentemente representou o Brasil no Oscar
de longa-metragem de animação como um dos cinco indicados, concorrendo com
grandes produções como a da Pixar. Mesmo o nosso Até que a Sbórnia nos Separe.
Quando ele foi exibido na Dreamworks, onde os animadores costumam tolerar
cinco ou dez minutos nesse tipo de exibição, eles ficaram até o final e depois ainda cercaram nosso diretor de animação e o bombardearam de perguntas: “Como
pode isso?”, “Como vocês fizeram esse filme?”, “Como assim, sem final feliz???”.
Talvez porque nossa cultura e nossa forma de fazer filmes sejam desatreladas das
fórmulas do “cinemão” norte-americano, sem dúvida o melhor e o pior cinema do
mundo, não pareçam também com os clássicos filmes da Europa, muito menos
com os filmes japoneses e orientais. Existe uma bem-vinda originalidade.
Cinema. Mais de 100 anos de evolução. E lá no começo um competente presidente
sabia que a forma de conquistar o mundo todo era através da tal sétima arte. E foi
isso que aconteceu. Crescemos vidrados no audiovisual do grande irmão do norte.
Agora, difícil achar espaço nos cinemas para exibir filmes independentes. Precisamos aprender a contar histórias para o grande público também.
Os filmes do Bill Plympton, que poderiam seguir o padrão da indústria de seu país, são
absolutamente originais, filmes de um autor com forte personalidade e muita autonomia.
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Me arrisco até a citar o trecho de uma letra, creio que de um compositor luso brasileiro chamado João Ricardo e de seu pai, João Apolinário, que penso que tem a
ver com a trajetória de Bill Plympton: E no centro da própria engrenagem
(...)
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera!
Talvez traduzido para o inglês, o sentido mude, sempre me preocupo muito com essa
questão de versões em línguas diferentes, poesia mais ainda. Como traduzir, por
exemplo, o poeta Mário Quintana: “Estes que aí estão atravancando meu caminho,
eles passarão. Eu passarinho!”? Verter isso para qualquer outra língua, impossível. Explicar a poesia? Tentarei de qualquer maneira. Fazer papel ridículo é uma forma
de expressar o amor que sinto pelo trabalho desse incrível criador, Bill Plympton.
E no centro da própria engrenagem (ele mora no país com maior tradição e maior
indústria do mundo, na animação)
(...)
Envolto em tempestade, decepado (poucos meios para realizar seu filmes, passando dificuldades para finalizá-los)
Entre os dentes segura a primavera! (mantém suas convicções e conta as histórias
que quer contar)
Nascido em Porto Alegre, possui uma vasta carreira como diretor de animação. Em 1978, abriu a produtora
Otto Desenhos Animados, onde produziu seu primeiro curta, O Natal do Burrinho (1984), selecionado para
os festivais de Gramado, Bilbao (Espanha) e Oberhausen (Alemanha). Depois vieram filmes como Treiler –
Uma Última Tentativa (1986), O Reino Azul (1989) e Novela (1992) – os três vencedores do prêmio Coral
de Animação no Festival de Havana. Em 1994 lançou o seu primeiro longa como diretor, Rocky & Hudson,
vencedor do prêmio especial do júri no Festival de Brasília. Em 2006, exibiu Wood & Stock: sexo, orégano e
rock’n’roll no 10º Cine-PE, onde o longa ganhou o prêmio especial do júri. Em 2014, lançou o filme Até que
a Sbórnia nos Separe, exibido no Anima Mundi e no Festival de Annecy.
20
Drunker than a skunk
Otto Guerra, diretor e animador.
Entrevista com Bill Plympton
Era fundamental e aguardada para este catálogo uma entrevista inédita com o
Bill Plympton, pelas abundantes abelhudices e interesses que o público e os animadores
nutrem sobre o seu trabalho. Contudo, trata-se de um realizador tão único e incomum que
abdicamos da hipótese de uma entrevista formal, conduzida por um jornalista. Ao invés
disso, optamos por uma proposta tão exótica quanto suas produções: Convidamos oito
distintos e estrambólicos animadores e animadoras do Brasil para que cada um fizesse uma
pergunta. E eu (como curador) e Letícia Friedrich (como produtora da mostra) aproveitamos e
fizemos perguntas também. Não poderíamos perder a oportunidade! E ele respondeu a todos:
[Eduardo Perdido] Quais seus desenhos favoritos de infância e quais os que mais
te influenciaram?
Comecei com os desenhos da Disney, claro. O programa semanal Clube do Mickey
e o programa das noites de domingo, O Maravilhoso Mundo de Disney. Depois disso,
é claro, eu curti Pernalonga, Patolino e Papa-Léguas. Foi quando eu conheci os diretores Tex Avery, Chuck Jones e Bob Clampett. Eu também gostava dos desenhos
do Popeye e do Super Mouse.
The Tune
[Thomas Larson] Por que você faz filmes animados?
É uma ótima pergunta. Apesar de ser bancário, o meu pai era um grande comediante, e me impressionava a forma como ele agradava ao fazer as pessoas rirem.
Eu não sei contar piadas, mas sei criar desenhos que fazem as pessoas rirem.
Para mim, essa é a maior recompensa de fazer filmes animados. Mas, além disso,
eu adoro desenhar. Me divirto quando passo o dia desenhando.
[Fábio Yamaji] Qual a importância do curta para o cinema de animação?
Sei que para o pessoal de Hollywood, o único motivo para fazer curtas é fechar um
contrato com um grande estúdio. Só que eu adoro fazer curtas e acho que eles são
uma forma de arte fantástica. Podemos contar histórias ótimas em poucos minutos.
Foi por isso que eu já fiz uns 60 curtas e continuo trabalhando com curtas até hoje.
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[José Bessa “Elesbão”] Seu estilo, por vezes, me remete aos esboços do quadrinho impresso, os pontos de vista estéticos e conceituais. É algo que sugere proximidade, como se fôssemos os autores em nossos sketchbooks. Você concorda
que essa informalidade, depois acompanhada por outros, exerce um apelo sobre
o público, transformando-nos em codiretores imaginários e mesmo estimulando novos autores? Seria uma desmistificação da animação 2D?
Meu estilo vem do início da minha carreira, de quando eu trabalhava como ilustrador e caricaturista. Eu gosto do visual do lápis ao contar uma história, é muito
elegante. É como ir a um museu e ver as águas-fortes ganhando vida. Não tenho
dinheiro nem tempo para fazer uma animação no estilo Disney, mas também acho
que o público quer ver algo diferente, algo que pareça feito por um artista.
[Marão] Quantos segundos você anima por dia? E quanto tempo por dia (ou por
noite) você passa animando?
Em um dia cheio, posso animar uns vinte segundos. Eu costumo sentar à mesa
às 5h e trabalhar até as 21h, fazendo intervalos para comer e atender o telefone.
[Rosaria] Você contrata pessoas para ajudar na animação? Se sim, você exige
que a pessoa faça por seis (by six)? Você acha que rola uma escola de animação
estilo Bill Plympton?
Com certeza existe um estilo Bill Plympton. As pessoas dizem que sempre reconhecem o meu trabalho. Não tenho assistentes de animação. Faço toda a animação sozinho, além dos storyboards, dos layouts e dos backgrounds. O meu estúdio
é bem pequeno. Tenho um gerente de escritório, um produtor, um diretor de arte,
três coloristas e três estagiários.
[David Mussel] Qual a motivação para usar um timing em six (1 desenho a cada
seis frames)? Foi observando animação japonesa ou experimentação? A produtividade influenciou?
Eu raramente uso um timing em six. Uso quatro frames para cada desenho, se a ação
for lenta, ou três frames por desenho, se for mais rápida. Se a ação for muito rápida,
eu faço dois frames por desenho ou talvez até um. Isso porque não tenho muito tempo
para fazer meus filmes e até gosto do estilo rústico e arrojado de animação.
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[Otto Guerra] Até que ponto o fato de morar na capital do mundo influencia no
seu trabalho, tanto na questão de viabilizar seus filmes quanto em termos de
conteúdo?
Acho que eu posso fazer filmes em qualquer lugar do mundo e ser bem-sucedido.
Eu só gosto de Nova York por conta da intensidade e do absurdo. Essa cidade é
como uma animação.
[Cesar Cabral] Quando você está realizando um filme você pensa no público que
vai assistir? Isso determina o caminho pelo qual você conduz sua direção? E quão
importante é o feedback do público após sua exibição?
Não, o que me inspira são as histórias que eu quero contar, mas é claro que eu
espero que o público goste do filme. Isso é muito importante para mim. O retorno
é muito importante, eu preciso que o público goste dos meus filmes.
[Letícia Friedrich] Sabemos que os filmes de animação independentes (assim
como os longas de ficção que não são produzidos por grandes estúdios americanos) têm grandes dificuldades para encontrar espaço para distribuição. Como
você faz e pensa a distribuição dos seus filmes?
Distribuir os meus filmes é difícil, ainda mais porque não são feitos por um grande estúdio (meus orçamentos giram em torno de US$ 200 mil por filme), não são
animados por computador e não são feitos para crianças. Só que meus filmes são
famosos em outros países, como França, Espanha, Alemanha, Portugal e Coreia.
Eu venho tendo sucesso com a distribuição digital, então esse parece ser o caminho certo, já que tenho muitos fãs na internet.
Obrigado, Bill Plympton.
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26
Biografia Bill Plympton
Nome forte na animação independente norte-americana, Bill Plympton foi indicado
duas vezes ao Oscar, em 1988 e em 2005, recusou um contrato milionário com a Disney, fez em torno de 60 curtas e sete longas de animação, além de outros três em live
action, e se tornou conhecido pelo traço inconfundível, enredos surreais e pela proeza
de produzir, dirigir e desenhar filmes inteiros sozinho e à mão, frame a frame.
O gosto pelo desenho veio na infância, impulsionado pelo tempo chuvoso de Portland, Oregon, sua cidade natal, que o obrigava a passar longos períodos dentro de
casa. Ele brinca que de lá saíram tanto psicopatas quanto artistas como Brad Bird,
animador da Pixar que dirigiu Os Incríveis e Ratatouille.
Bill Plympton por Ben Hider
Aos 13 anos, Bill visitou a Disneylândia pela primeira vez. Aos 14, reuniu seus melhores desenhos do Mickey, do Pato Donald e do Pateta e enviou à Disney, na esperança de ser visto pelo próprio Walt ou, quem sabe, acabar conseguindo um trabalho
por lá – o primeiro contato de Bill com a animação foi pela TV, assistindo à produção
do maior estúdio do gênero no mundo. Em resposta, Plympton recebeu uma correspondência assinada pela equipe Disney em que lhe diziam que seus desenhos eram
promissores, mas que ele era ainda muito jovem para entrar para a equipe.
Anos mais tarde, após a primeira indicação ao Oscar com o curta Your Face, Bill
recebeu a visita de um advogado da Disney de terno e maleta na mão, oferecendo-lhe um contrato de três anos que valia U$ 1 milhão. Era a realização de um sonho,
pensou Bill, a princípio. Impressão desfeita pouco a pouco, ao longo da conversa.
O animador conta que esperava trabalhar para a Disney e, nos fins de semana e
dias de folga, se dedicar aos próprios filmes, a seus projetos não convencionais.
O advogado disse que tudo bem, mas toda a produção dele pertenceria à Disney.
_ E se eu contar uma história engraçada a alguém?
_ Será da Disney.
_ E se eu tiver um sonho?
_ Também – narrou Bill, em uma das inúmeras vezes em que falou sobre o episódio.
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No livro autobiográfico Bill Plympton, Independently Animated, ele conta que, à
época, U$ 1 milhão era uma enorme quantia para um animador independente
e afirma que esse foi o custo aproximado de todos os curtas e longas que fez até
2011. Mas o fato de estar no meio da produção de seu primeiro longa de animação,
The Tune (que Bill acreditava ter tudo para ser o novo hit da cena independente
norte-americana), ter que mudar para a Califórnia (ele mora em Nova York desde
1968) e fechar o próprio estúdio pesaram na decisão. Além disso, o cenário estava
mudando, havia mais financiamento e distribuidores e, caso The Tune fosse mesmo um sucesso, Bill acreditava que poderia se tornar uma espécie de Spike Lee
ou Jim Jarmusch da animação, conseguindo unir popularidade e independência
artística. Plympton queria dizer sim à Disney, mas, devido às condições estabelecidas no contrato, acabou dizendo não.
À época do lançamento do livro, Plympton foi perguntado, numa entrevista, se,
caso uma nova proposta lhe fosse feita, aceitaria um convite para dirigir um filme da Disney. Ele respondeu: “Sim. A resposta (o não dado nos anos de 1980) foi
naquela situação. Eu adoraria. Brad Bird começou como independente, foi contratado pela Pixar e está muito bem. Se a Pixar, a DreamWorks ou a Blue Sky me
chamassem para dirigir um filme, eu adoraria. Se o filme parecesse interessante,
se o dinheiro fosse justo, eu adoraria”.
28
I married a strange person
“Olhando em perspectiva, eu sei que tomei a decisão correta, mas, claro, algum
arrependimento permanece. Eu queria ter tentato, ter tido meu nome em um longa da Disney e ter trabalhado com o grande panteão de artistas Disney. Meu sonho
Disney havia acabado, mas foi substituído por um novo, com um novo caminho pela
frente, cheio de altos e baixos, mas com minhas mãos ao volante”, afirmou, em Bill
Plympton, Independently Animated, publicado em 2011.
“Um problema que eu tenho na minha carreira é que as pessoas conhecem meu
trabalho, meu estilo, elas assistem, mas não conhecem quem fez. Eu sou meio
que um cara anônimo, uma figura cult. Eu queria ser um artista mainstream. Eu
queria exibir meu filme em 200, 300 cinemas ao redor do país, ter muita publicidade, outdoors... Eu quero ser popular, não quero ser um artista underground”,
afirmou Bill.
O traço de Plympton é inconfundível. Seus filmes são em 2D, feitos à lápis ou em
uma combinação de lápis e aquarela. Ele diz que costuma fazer todos os desenhos
sozinho para manter os custos baixos e não acabar ficando apenas com as partes
burocráticas e menos divertidas do processo de produção de uma animação, já
que desenhar é, para ele, a parte mais prazerosa de todo o processo. Hair High,
por exemplo, é um longa feito a partir de 30 mil desenhos. Para não encarecer o
projeto, Plympton também costuma abarcar outras etapas da elaboração de seus
filmes, como a produção.
A carreira de Plympton na animação não se deu apenas no cinema independente.
Ele fez vários trabalhos publicitários para marcas como Taco Bell, AT&T, Nike,
Geico, United Airlines e Mercedes-Benz, além do jogo Trivial Pursuit. Também fez
muitos trabalhos para a MTV e um clipe para Kanye West.
Quando Plympton terminou a faculdade, dizia-se que a animação havia morrido
e, de fato, havia pouca coisa de destaque sendo feita no mundo. Por 15 anos, Bill
deixou de lado o sonho de fazer filmes e atuou como ilustrador e cartunistas. Seus
trabalhos dessa época foram publicados em jornais e revistas como a Vanity Fair, a
Rolling Stone e o The New York Times.
Na animação, Plympton costuma dizer que segue três dogmas básicos: filmes
curtos, baratos e engraçados. Nas entrevistas, costuma contar que o pai era uma
pessoa engraçada e que ele, por não haver herdado o dom da oratória da figura paterna, gostava de fazer os outros rirem por meio dos desenhos. Muitas das ideias
engraçadas que Bill usa nas animações vêm do tempo em que fazia cartoons.
Bill Plympton começou a carreira de animador com curtas-metragens. Com eles,
ganhou vários prêmios, o que o impulsionou a encarar um novo desafio e fazer o
primeiro longa. Mas financiar o projeto não foi fácil e Plympton acabou lançando
partes do filme como curtas para conseguir levantar recursos e viabilizar a obra.
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The Wiseman e Push Comes to Shove, por exemplo, faziam parte de The Tune e foram lançados antecipadamente com esse objetivo. Push Comes to Shove, inclusive,
ganhou o prêmio do júri no Festival de Cannes, em 1991.
Com o dinheiro dos prêmios dos curtas e do trabalho com publicidade, Plympton
conseguiu completar The Tune. O filme fez carreira em festivais e levou o Gold Jury
Special Award no WorldFest, em Houston. Também foi indicado pelo Spirit Award
ao prêmio de melhor trilha Sonora. The Tune foi distribuído nos Estados Unidos
pela October Films.
Depois de desenhar e colorir ele mesmo os mais de 30 mil frames de The Tune,
Plympton resolveu partir para o live action. J.Lyle, seu primeiro filme nesse formato é uma comédia surreal sobre um advogado desprezível que encontra um cão
falante mágico que muda sua vida. “Quando eu estava fazendo The Tune, eu tive
um monte de ideias que eu percebi que não funcionariam bem como animação,
mas poderiam ser muito engraçadas com pessoas de verdade. Eu peguei essas
ideias e fiz J.Lyle. Além disso, depois de desenhar The Tune, minha mão precisava
de descanso”, disse Plympton. Depois de uma carreira de sucesso em festivais,
J. Lyle foi lançado nos cinemas ao redor dos Estados Unidos. Novamente, o filme
foi inteiramente financiado pelo seu criador.
Em 1995, Bill fez um filme com Walt Curtis, autor do livro Mala Noche (uma novela
autobiográfica), que fez sucesso no circuito de festivais de 1997, com grande audiência, e recebeu o nome de Walt Curtis, Peckerneck Poet.
Bill voltou à animação em 1998, com I Married a Strange Person. É uma história romântica sobre um casal na noite do seu casamento. Grant, o marido, começa a ficar estranho e desenvolve poderes supernaturais. Kerry, sua esposa, não consegue lidar com
isso. Quando Grant pensa em alguma coisa, ela se torna real, ainda que ele não saiba
de onde vêm esses poderes mágicos. Novamente, Bill Plympton desenhou e financiou
o filme todo sozinho – dessa vez, uma obra para adultos e politicamente incorreta.
O filme de animação seguinte de Bill é Mutant Aliens, a história de um astronauta
perdido que volta para a Terra após 20 anos no espaço. O longa foi finalizado em
janeiro de 2001 e estreou no Festival Sundance. Ele ganhou o grande prêmio em
Annecy, em 2001, e foi lançado nas salas de cinema em 2002. Foi visto em todo o
mundo com grande audiência.
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O filme Hair High é uma comédia gótica sobre um triângulo amoroso que termina
terrivelmente mal. Sarah Silverman, David e Keith Carradine e Dermot Mulroney
participam das dublagens. Foi coproduzido por Martha Plimpton e Bill dizia que
era seu melhor filme até então.
Plympton transmitiu todos os seus desenhos para o filme ao vivo na internet, no
site www.hairhigh.com. Concluído em janeiro de 2004, foi lançado em mais de 50
cinemas nos Estados Unidos e em DVD, mas não fez o sucesso esperado.
Hair high
O curta Guard Dog teve destaque nos festivais e deu a Bill sua segunda indicação
ao Oscar, em janeiro de 2005. As sequências Guide Dog (2006) e Hot Dog (2008)
também fizeram sucesso. Ao longo da carreira, Bill sempre fez dois a três curtas
por ano, o que permitiu que ele tivesse sólidas vendas ao redor do mundo.
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Premiações
PRINCIPAIS PRÊMIOS
1988 1st Oscar Nomination, Academy Award for Short Animation Your Face
2005 Life Time Achievement (Time Machine Award), SITGES Film Festival
2005 2nd Oscar Nomination, Academy Award for Short Animation Guard Dog
2006 Special Career Award, Fantasporto Film Festival
2007 Winsor McCay Award, Annie Awards by ASIFA Hollywood
2008 Cartoonist of the Year, MoCCA Art Festival
2011 Lifetime Achievement Award, Action On Film International Film Festival
2011 Pioneer in Theatrical Animation Award, Burbank International Film Festival
2011 Lifetime Achievement Award, 20th Annual Cinema St. Louis Film Festival
CURTAS PREMIADOS
The Flying House - 2011
Best Animated Film, Williamsburg Independent FF, Brooklyn, NY, 2011
Guard Dog Global Jam - 2011
ASIFA-East Festival Award - 1st Prize, Experimental category, 2011
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The Cow Who Wanted to be a Hamburger - 2010
1st Prize, Animation, Delray Beach FF, Delray Beach FL, 2010
Grand Jury Award, Best Animation, Florida Film Festival, Maitland FL, 2010
Best in Show, Citrus Cel Animation FF, Jacksonville FL, 2010
Atom.com award - Best Comedy Animated Short, L.A. Comedy Short FF, 2010
1st Prize, Animation, BeFilm Underground FF, New York, NY, 2010
Excellence in Sound, ASIFA-East Awards, 2010
Mention Speciale du Public, Narkolepsy Short FF, Grenoble, Switzerland, 2010
Audience Award, Short Film Animation, Woods Hole FF, Woods Hole MA, 2010
Outstanding Animated Short, Flagstaff FF, Flagstaff AZ, 2010
Golden Cowbell, Best Independent Animation, SoDak Animation Festival, SD, 2010
Best of Fest Awards, Seattle WA, 2010
Best Animated Short Film, Starz Denver FF, Denver CO, 2010
Audience Prize (7-10 year old program), Cine Junior FF, Paris France, 2011
Annie Award Nomination, Best Animated Short, 2011
Best Script, Cellu L’art Short FF, Jena, Germany, 2011
Remi Award (Special Jury award?) Worldfest Houston, Houston TX, 2011
Best Music for Animation, Int’l Trickfilm Festival Stuttgart, Germany, 2011
Horn Dog – 2009
Best Animation, Marin County Festival of Short Film + Video, San Rafael, CA, 2009
First Prize, Int’l Cartoons + Comics Festival, Dervio, Italy, 2009
Best Animated Short, Woods Hole Film Festival, Woods Hole, MA, 2009
Onda Curta Prize, Curticircuito Int’l Short FF, Santiago de Compostela, Spain, 2009
Audience Award, FIKE - Evora Int’l Short FF, Evora, Portugal, 2009
Best Animated Short, World of Comedy Film Festival, Toronto, Ontario, 2010
Best Cel Animation, Garden State FF, Sea Girt NJ, 2010
34
Santa: The Fascist Years – 2008
2nd Place, Animation, BeFilm Underground FF, New York NY, 2009
Excellence in Writing, Independent Films, ASIFA-East Festival, 2009
Best Screenplay, AnimAnima, Cacak, Serbia, 2009
3rd Place, SF ASIFA East
Annual Competition, 2009
Annie Award nomination, Best Animated Short Subject, 2009
Hot Dog – 2008
1st Prize, Independent Short Films, ASIFA-East awards, New York NY, 2008
Best Animation, Maui FF, Hawaii, 2008
2nd Prize, Animated Films, Marin County Festival of Short Film + Video, San
Rafael, CA, 2008
Best Character, Int’l Cartoons and Comics Festival, Dervio, Italy, 2008
Special Distinction for Best Animation, Animanima, Serbia, 2008
Audience Award, Best Short Film, West County FF, 2008
Honorable Mention, Rio de Janeiro Int’l Short FF, Brazil, 2008
Best Animation, Interfilm Short FF, Berlin, Germany, 2008
Best Short Film, London Children’s Film Festival, London UK, 2008
Best Animation, FIKE - Fest. Int’l de Curtas Metragens de Evora, Portugal, 2008
Special Mention, Anima, Int’l Brussels Cartoon + Anim FF, Belgium, 2009
Best Animated Short, Roma Independent FF, Rome, Italy, 2009
1st Place, (Professional) MedienFestival, Villingen-Schweningen, Germany, 2009
Platinum Remi Award, Worldfest Houston, Houston TX, 2009
Best Animated Short, Red Stick Animation Festival, Baton Rouge LA, 2009
Audience Award, Best Short Film, FANT - Bilbao Fantasy FF, Bilbao, Spain, 2009
Best Animated Short, Big Island FF, Hawaii, 2009
4th Runner-Up, Williamstown FF, Williamstown MA, 2009
Shuteye Hotel – 2007
3rd Place, ASIFA-SF screening of ASIFA-East films, 2007
Best Animation, Animanima 07, Serbia, 2007
Runner-Up, Best Animation, Mill Valley Film Festival, 2007
Best Film, Best Director, Edwood FF, Albany NY, 2007
Runner-up, BAFTA award, Mill Valley FF, Mill Valley, CA, 2007
Best Animation, Savannah Film Festival, Savannah GA, 2007
Guide Dog – 2006
1st Place, Animation, USA Film Festival, Dallas, 2006
ASIFA-East Festival, 1st Place (Independent Films), 2006
Best Animation Film/Video, New Jersey Film Festival, 2006
Best Narrative Short, Animation Block Party, NYC, 2006
Best Animation, Int’l Cartoons and Comics Fest in Dervio, Italy, 2006
2nd Place, Best Short Film, Anima Mundi, Rio de Janeiro, 2006
2nd Place, Best Short Film, Anima Mundi, Sao Paulo, 2006
3rd Place, Best Animation, Anima Mundi, Rio + Sao Paulo, 2006
3rd Place, Best Soundtrack, Anima Mundi, Rio + Sao Paulo, 2006
Best Animation, September Shorts Film Festival, Millville, NJ, 2006
Best in Show, ASIFA-SF (screening of ASIFA-East films)
1st Prize, Animated Shorts, Coney Island Film Festival, 2006
Honorable Mention, Ojai Film Festival, CA, 2006
Best Animated Short Film, La Boca Del Lobo Int’l Short FF, Madrid, Spain, 2006
Best Animated Short, Queens Film Festival, NY, 2006
Special Mention, I Castelli Animati, Genzano di Roma, Italy, 2006
Best Animated Short, World of Comedy, Toronto, Canada, 2007
Third Place, Multivision, St. Petersburg, Russia, 2006
Special Mention, Professional Category, Int’l Mediafestival in Villingen-Schwenningen, Germany, 2007
LeBlance Audience Choice Award, Arizona State Univ. Art Museum Short FF,
Tempe AZ April 14, 2007
Miglior Personaggio Award (Best Character), Cartoons on the Bay, Italy, 2007
RAI Sat Smash TV Award, Cartoons on the Bay, Italy, 2007
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Platinum Remi Award, Worldfest Houston, 2007
Best Animated Film, Marin County Festival of Short Film and Video, CA, 2007
Best Animated Film, Dereel Independent Film Festival, Melbourne, Australia, 2007
Best Short under 8 min., Dereel Independent Film Festival, Melbourne, Australia, 2007
Golden Honu Award (Best Animated Short) Big Island Film Fest, Waikoloa, HI, 2007
Jury Award, Excellence in Comedy, Kalamazoo Anim. Festival, Kalamazoo, MI, 2007
The Fan and the Flower - 2005
Philadelphia Film Festival, 3rd Place, 2005
ASIFA-East Festival, 2nd Place (Independent Films), 2005
Best Animation, Plymouth Film Festival, Plymouth MA, 2005
Third Place, Best Soundtrack, Anima Mundi, 2005
Audience Favorite Award, Sao Paulo International Film Festival, 2005
Grand Prize, ASIFA-SF, 2005
Gold Kite, Int’l FF for Children and Youth, Buenos
Aires, Argentina, 2005
Best Original Idea, Festival Int’l de Filmets, Barcelona, Spain, 2005
Best Animated Short Subject, ANNIE AWARDS (ASIFA-Hollywood), 2006
Directors Citation Award (honorable mention), Black Maria Film Festival, 2006
Best Foreign Short Film, Int’l Week of Fantastic Films, Malaga, Spain, 2006
Hida City Award, Hida Int’l Animation Festival, Japan, 2006
Jury Prize, Best Animated Short, RiverRun Int’l Film Festival, NC, 2006
Grand Jury Award, Best Animated Short, Florida Film Festival, 2006
Platinum Remi Award, Worldfest Houston, 2006
Best Film (Golden Medallion), Belgrade Doc. + Short Film Fest, 2006
Best Animated Film, Newport Beach Film Festival, 2006
“Spazio 10”, Morbegno Film Festival, Morbegno, Italy, 2006
Audience Award, New York International Children’s Film Festival, 2007
Best Short Film (Jury Award), Ashland Independent Film Festival, Ashland OR, 2007
Golden Gate Award, Best Work for Kids + Families, San Francisco Int’l FF, 2007
Trofeu Juri Popular, FICA, Int’l Fest. of Environmental Film & Video, Brazil, 2007
Family Choice Award, Ashland FF, Ashland OR, 2009
37
Guard Dog – 2004
Special Mention for Humor, Cartoons by the Bay festival, 2004
Best in Show Award, ASIFA-East Festival, 2004
1st Prize, Best Shorts Category, Anima Mundi, 2004
Best Short Animation, Woods Hole Film Festival, 2004
Special Prize, Hiroshima Animation Festival, 2004
Oscar Nomination, Best Animated Short Film 2004
Best Animated Short, World of Comedy Film Festival, Toronto, 2004
Best Cel Animation, Garden State Film Festival, NJ, 2004
Special Jury Mention, Anima/CordobaAnim.Fest, Argentina 2004
Special Mention, Int’l Competition, Tampere Int’l Short F.F., Finland, 2005
Special Jury Mention, Anifest Trebon, Czech Republic, 2005
Best Animated Film, Festival Int’l de Filmets, Barcelona, Spain, 2005
Parking – 2002
ASIFA-East Award, First Place, Independent Films 2002
Audience Award, ASIFA/S.F. screening of ASIFA-East Festival 2002
Eat – 2001
ASIFA East “Best in Show” award May 2001
Grand Prize for Short Films, Cannes Critics Week 2001
Special Jury Award, Florida Film Festival 2001
Special Mention, Matita Film Festival 2001
Gold Medal, Sequential Category, 45th Ann. Exhibition, Society of Illustrators 2002
More Sex & Violence – 1998
Best Short Film, Festival Internacional de Cine de Sitges, Spain
Sex & Violence – 1997
Best Humor Film, Internationales Trickfilm Festival Stuttgart First Prize for
Animation, ASIFA New York
How to Make Love to a Woman – 1995
Millor Curt Metrage (Best Short Film), Festival de Cinema Fantastic de Sitges
38
Nose Hair – 1994
First Prize for Animation, ASIFA New York Special Recognition, Aspen Film Festival
Push Comes to Shove – 1991
Prix du Jury, Cannes Film Festival
The Wiseman – 1990
First Prize for Animation, ASIFA New York + ASIFA San Francisco B.P.M.E.
(Broadcast Promoters & Marketing Executives) Gold Medallion
Tango Schmango – 1990
First Prize, USA Film Festival (Dallas, Texas)
Plymptoons – 1990
First Prize for Animation, ASIFA New York Grand Prize, ASIFA San Francisco
25 Ways to Quit Smoking – 1989
Prix du Public, Annecy Film Festival
Second Prize, Los Angeles
Animation Celebration
“Summa Cum Laude” Gold Medal, Medical and Scientific Film Festival
How to Kiss – 1989
Best Short of 1989, Aspen Film Festival
One of Those Days – 1988
First Prize, USA Film Festival (Dallas, Texas)
First Prize, ASIFA San Francisco
Best Film of Year, ASIFA New York
Special Animation Award, Zagreb Animation Fest Museum of Modern Art,
New Directors Series Director’s Choice Award,
Sinking Creek Celebration Golden Gate Award, San Francisco Film Festival
39
Your Face – 1987
1988 Academy Award nominee for Best Animation
Official U.S. entry to the Cannes Film Festival
Museum of Modern Art, New Directors Series
First Prizes for Animation + Direction, ASIFA New York
First Prize, ASIFA San Francisco
First Prize, Seattle Film Festival
First Prize, Aspen Film Festival
People’s Choice Award, Los Angeles Film Festival
First Prize, Hiroshima International Animation Festival
Drawing Lesson #2 – 1987
First Prizes for Story + Concept, ASIFA New York
Boomtown – 1985
First Prize, Festival Do Rio
Directors Award, London Film Festival
LONGAS PREMIADOS
Idiots & Angels - 2008
Special Mention at Stuttgart Festival of Animated Films, Germany
Best Feature-Length Film at Anifest, Czech Republic
Viewer’s Choice Monstra Lisboa Animated Film Festival- Lisbon,
Portugal Grand Prize at FantasPorto- Porto, Portugal
Best Feature Film at CINANIMA 2008- Espinho, Portugal
Best Director at the Buenos Aires Red Blood Film Festival- Buenos Aires, Argentina
Best Sound Award at the International Festival for Contemporary Cinema
2MORROW- Moscow, Russia
EX AEQUO Award for the best full-length film in International Competition at
Animadrid - Madrid, Spain
Special Distinction Award at the Annecy Animation Festival 2008- Annecy, France
40
Hair High - 2004
Best Feature Film, Animadrid
Gold Jury Prize, Best Animated Feature, Fant-Asia Festival, Montreal
Official Selection, Annecy Animation Festival
Official Selection, Hiroshima Animation Festival
Official Selection, Ottawa Animation Festival
Official Selection, London International Film Festival
Mutant Aliens - 2001
Official Entry, Midnight Section, 2001 Sundance Film Festival
Grand Prize for Feature Films, 2001 Annecy Animation Festival
Audience Prize, Best Feature film, 2002 Stuttgart Animation Festival
I Married a Strange Person - 1998
Official Entry, Dramatic Competition, Sundance Film Festival
Best Theatrical Film, World Animation Celebration
Grand Prize for Feature Films, Annecy Animation Festival
J. Lyle - 1994
Silver Award, Worldfest (Charleston)
The Tune - 1992
Gold Special Jury Award, WorldFest (Houston)
Golden Palm Award, Fort Lauderdale International Film Festival
Spirit Award Nominee for Best Film Score
41
42
Curtas
25 Ways to Quit Smoking (1989) 5’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera: John Schnall
Som: Full House
Edição: Stephen Barr
Este curta maluco foi inspirado na proposta de um
livro de Bill intitulado “101 maneiras de parar de
fumar”. Embora o livro nunca tenha sido comercializado, este filme passou a ser a sua maior fonte de
renda. A diversão fica por conta das excêntricas “curas”
demonstradas aos fumantes, como contratar um lutador de sumô para saltar sobre sua cabeça ou usar um
lança-chamas como isqueiro. Bill afirma que sua mãe,
que fumou por 40 anos, parou depois de ver o filme.
Parking
30 flash animations (1999-2000) 22’
America Upper and
Lower Case (1969) 2’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Edição: Kristen Chiappone
Curta feito durante o período de estudos na SVA.
At the Zoo (1969) 2’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Música: Hank Bones
Edição: Kristen Chiappone
Também realizado por Bill quando estudante na SVA.
Foi inspirado na música homônima de Simon and
Garfunkel, mas como Bill não conseguiu os direitos
da música, o curta nunca foi finalizado.
Produção, direção e roteiro: Bill Plympton
Animação em Flash: Meredith Scardino
43
Boomtown (1985) 6’
Drawing Lesson #2 (1988) 6’ Direção e roteiro: Bill Plympton
Texto: Jules Feiffer
Edição: Stephen Barr
Produção Executiva: Valeria Vasilevski
Produção: Reduta Deux Ltda.
Música: Timothy Clark
Som: Tom Lopez ZBS Studio
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera e Som: Eric Bongue e Susan Starr
Voz: Chris Hoffman
Edição: Nina Schulman
Originalmente uma música de Jules Feiffer
para a Rádio Pública Nacional, este é o primeiro filme de animação oficialmente por Bill
Plympton.“Boomtown”, como cantado pelo conjunto
Android Sisters, é um musical sobre os absurdos dos
gastos militares da Guerra Fria até o presente.
44
Primeira experiência de Bill Plympton unindo live-action com animação, esta é uma história peculiar
sobre um malfadado romance entre uma linha de
desenho e seu modelo, usando uma rara técnica de
desenho de animação sob a câmera como uma maneira original de contar a história.
Drunker than a Skunk (2013) 4’
Eat (2000) 9’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Bill e Sandrine Plympton
Música: Jonathan Rosen com perfomance de
Jonathan Rosen, Grant Martin e Michael Rosen
Edição: Kevin Palmer, Ilana Schwartz e Sandrine
Plypmton
Cor: Sandrine Plympton
Som: Weston Fonger
Vozes: Jeremy Baumann
Arte: Maryam Hajouni, Kirby Allen, Yujia Liu e
Leo Guzman
Concepção: Walt Curtis
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produtor associado: John Holderried
Câmera: John Donnelly
Edição: Anthony Arcidi
Supervisão Artística: Signe Baumane
Produção: Celia Bullwinkel e Lisa Karp
Pós-produção de Som: World Wide Audio Inc
Vozes: Diana Calderon, Silvia Ballarin, Jon Ehlers e
Maurice Cooper
Música original: Nicole Renaud, Didier Carmier e
Youri Lemeshev
A adaptação do poema de Walt Curtis sobre uma “cidade cowboy” que atormenta um bêbado local.
Um pitoresco e encantador restaurante francês, com
os convidados elegantes e música suave, evolui lentamente para uma cena de caos culinário. Música de
Nicole Renaud.
45
Gary Guitar (2006) 7’
Guard Dog (2004) 5’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Vozes: Lloyd Floyd, Stephen Largay e Becky Poole
Produção: Larry Huber, Fred Seibert e Therese Trujillo
Produção executiva: Kevin Kolde, Biljana Labovic e
Bill Plympton
Música: Hank Bones e Maureen McElheron
Casting: Meredith Layne
Som: Lisa LaBracio
Animação e colorização: Kristen Chiappone, Kerri
Jaworsi e Lisa LaBracio
Direção e roteiro: Bill Plympton
Supervisão de Produção: Biljana Labovic
Composição digital: Lori Samsel
Som: Eric Strausser
Episódio desenvolvido por Bill para a série Random!
Cartoons. Gary Guitar e Vera Violin planejam um
piquenique, mas será que chuva, neve, corvos, formigas, mosquitos, robôs gigantes, um transatlântico ou
Danny Drum vão arruinar seu dia?
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Por que os cães ladram até para criatura inocentes
como pombos e esquilos? Do que eles têm medo?
Guard Dog responde a essa pergunta eterna. Curta
indicado ao Oscar.
Sigmund “Double” Payne, Jose “Bouman” Martinez,
Fatima Yasrebi, Guillermo Martinez Marrufo, Desiree
Stavracos, Christophe Lopez-Huichi, Dave Chai, Una
Marzorati, Larry Loc, Grey S. Wears, Kaitlin Sullivan,
James Sugrue, Merle Koch, Mel Potts, Ben Mitchell,
Metty Jorissen & Wijnand Driessen, David Essman,
Brian McGinnis, Julia Heffernan, Robert Schaad,
Linda Lee, Alta Berri, Julius Liubertas, Camilo Arturo,
Elizabeth Healey, Joshua E. Harrell, Becca Wallace
Re-edição do filme Guard Dog, onde Bill convidou 75
artistas e animadores de todo o mundo para uma relei­
tura de frações desse aclamado filme.
Guard Dog Global Jam (2011) 5’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção executiva: Bill Plympton
Produção: Desirée Stavracos
Supervisão de produção: Biljana Labovic
Som: Eric Strausser
Música: Maureen McElheron e Hank Bones
Animadores convidados: Jeremy Galante, Uli Seis,
Tom Eaton, Rick Farmiloe, Joanne Garcia, Janis
Dougherty, Jaime Rodrguez, Geoffrey Scheele, Billy
Allison, Mike Schneider, Matt Greenwood, Charles
Brubaker, John T. Quinn, Russell Ramey, David
Binn, Seth Nicholas Johnson, Amy Sutton, Kevin
Sean-Michaels, Diego Gambarotta, Bryan Brinkman,
Larissa Thomas, Grace Ahmed, Daniel Fort & Sergio
Arau, Filip Grudziel, Sandrine Flament, Jason Fisher,
Jon L. Webb, Riccardo Denci, Miguel Otalora, Anna
Fyda, Alex Novitski, Ben Kantor, Alex York, Gerry
Mooney, Gunnar Folleso, BC Wall, Jodie Matlock
Hudson, Bryan Timmins, Michael Blackman, Ansar
Sattar, Perry S. Chen, Eva Sempere, Jessica Bayliss,
Guide Dog (2006) 5’45’’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Supervisão Artística: Biljana Labovic
Colorista: Signe Baumane
Assistentes de arte: Kerri Jaworski e Lisa LaBracio
Som: Greg Sextro
Vozes: Cameron Donohue e Mike Pachelli
Guide Dog é a sequência para o curta indicado ao Oscar,
Guard Dog. Dessa vez, esse cão herói ajuda pessoas
cegas com resultados tipicamente desastrosos.
Helter Shelter (1998) 8’
Horn Dog (2009) 5’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Paródia da série Friends, essa é uma comédia atípica
que apresenta três pessoas totalmente diferentes
vivendo juntas.
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção e edição: Biljana Labovic
Supervisão de produção e Composição digital: Kerri
Allegretta
Som: Greg Sextro
Vozes: Mike Juarez, Greg Sextro, Barnold,
Risa, Doc e Bear
Trilha original: Corey A. Jackson
Esse é o quarto curta da famosa série Dog. São mais
desventuras do nosso corajoso canino, que precisa
se defender de um cão obeso, de ostras assassinas e
de um rebelde e assassino arco de violino, enquanto
tenta conquistar o amor da sua vida.
48
Hot Dog (2008) 6’
How to Kiss (1989) 6’35’’ Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção e edição: Biljana Labovic
Composição: Kerri Allegretta
Som: Greg Sextro
Vozes: Mike Juarez, Carrie Keranen, Marc Diraison,
Greg Sextro, Barnold, Doc e Bear
Assistentes d e arte: Lisa LaBracio, Dan Pinto,
Michael Antonucci, Taylor Armstrong, Brenden
Semigran, Matt Stroub e Maggie Duffy
Trilha Original: Corey A. Jackson
Música adicional: Maureen McElheron e Hank Bones
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera: John Schnall
Edição: Stephen Barr
Som: Full House
Voz: Chris Hoffman
Música: Maureen McElheron
Um dos filmes “como fazer “ mais malucos já produzidos, esse curta mostra todas as armadilhas violentas e bizarras do beijo na boca. Um dos mais escandalosos curtas de Bill, o filme usa a técnica clássica
do lápis de cor.
Este é o terceiro curta da série Dog. Nesse episódio,
o nosso destemido herói se junta ao corpo de bombeiros para salvar o mundo dos incêndios e ganhar o
carinho que ele tanto merece. Normalmente, claro,
os resultados nunca saem do jeito que ele planejou.
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Love in the Fast Lane (1987) 3’ Lucas the Ear of Corn (1977) 4’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera: Gary Becker
Vozes: Maureen McElheron
Direção e roteiro: Bill Plympton
Feito durante a faculdade, nunca foi concluído.
Este piloto para uma série TV nunca foi escolhido,
apesar de ser o protótipo para um de seus maiores
sucessos, “I Married a Strange Person”. Bill usa o
estilo de animação de “Scooby Doo” para contar a
história de um casal yuppie recém-casado que promove um jantar para o chefe do marido e sua esposa
– só que a esposa yuppie toma acidentalmente uma
poção do amor!
Por meio da colorida e encantadora técnica de animação cut-out , Lucas, uma jovem espiga de milho,
descobre sobre amadurecer e o sentido da vida.
É uma história para crianças, com um final obscuro
e bem-humorado.
More Sex & Violence 1998) 7’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Supervisão Artística: Signe Baumane
Câmera: John Donnelly
Edição: Anthony Arcidi
Música: Maureen McElheron, Hank Bones e Larry Eagle
Vozes: Karen Skurka
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Com o sucesso sem precedentes de Sex & Violence,
Bill criou, então, More Sex & Violence, uma coleção
de gags curtas ainda mais ultrajantes. Destaque para
Sex Dyslexic e Air Bags.
One of Those Days (1988) 7’50’’
Parking (2002) 5’22’’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera: Andrew Wilson e John Schnall
Edição: Stephen Barr
Som: Full House
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção Artística: Sasha Vetrov,
Biljana Labovic e Andrea Breitman
Produtor Associado: John Holderried
Edição: Rob Hall
Som: Bill Seery
Câmera: John Donnelly
Música: Amy Allison
Como seria viver o dia mais violento e repleto de
acidentes imaginável? Através do uso inteligente
de animação P.O.V. com lápis de cor, este curta permite que você experimente essa dor sem senti-la.
Conhecido internacionalmente pela famosa sequência do “cabelo torrado”.
Quando um estacionamento é invadido por uma folha
de grama, começa uma furiosa batalha pelo domínio
do território.
51
Plymptoons (1990) 6’45’’
Santa: The Fascist Years (2009) 3’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Bill Plympton e MTV Networks
Co-roteirista: Peter Vey
Edição: Stephen Barr
Som: Phil Lee
Câmera: John Donnelly e Bigman Pictures Corp
Elenco: Lorna Munson e Jessica Wolk Stanley
Direção e roteiro: Bill Plympton
Narração: Matthew Modine
Produção e Edição: Biljana Labovic
Supervisão de produção e Composição digital:
Kerri Allegretta
Som: Greg Sextro
Trilha Original: Corey A. Jackson
Bill Plympton começou sua carreira de animador
como chargista para revistas como Rolling Stone,
Playboy, Penthouse e National Lampoon. Em 1990, ele
decidiu animar os seus desenhos mais engraçados e
estranhos para compilá-los em um curta-metragem.
Nós todos imaginamos o Papai Noel como um ser
alegre e feliz. Mas quem poderia saber que ele tem
um passado sombrio e nada feliz? Esse curta descobre e explora o flerte de Papai Noel com a política e a
ganância. Voz de Matthew Modine.
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Sex & Violence (1997) 8’
Shuteye Hotel (2007) 7’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Câmera: John Donnelly
Colorista: Signe Baumane
Edição: Anthony Arcidi
Som: David Rovin
Gerente de produção: John Holderried
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Biljana Labovic
Composição Digital: Lisa LaBracio
Animação 3D: Anna-Maria Jung
Assistentes de arte: Kristen Chiappone e Kerri
Allegretta
Edição: Biljana Labovic
Música: Corey Allen Jackson
Som: Greg Sextro, East West Audio
Vozes: Evelyn Lantto e Mike Juarez
Muitas das ideias de Bill para tirinhas de sexo que
eram demasiado extremas para o mercado de revistas masculinas são animadas nesse curta explosivo.
As rápidas gags de 20 segundos embaralham as
fronteiras entre o bom gosto e o mau humor.
Filme sombrio em que um misterioso assassinato se
passa num hotel de quinta categoria. Enquanto os policiais investigam o horrível assassino, tornam-se vítimas
de uma força maligna. O que Tubarão fez à natação,
Shuteye Hotel vai fazer com suas noites de sono.
53
Spiral (2005) 5’
Summer Bummer (2011) 2’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produtor associado: Biljana Labovic
Produção artística: Kerri Jaworski e Lisa Labracio
Vozes: Evelyn Cyampa e Mark Goulet
Som: Greg Sextro e Mike Juarez
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Desiree Stavracos
Assistente de produção: Lindsay Woods
Scanner: Bora Nah e Julia Altabef
Composição digital: Borah Nah
Música: Corey A. Jackson
Som: Weston Fonger
Uma paródia que Bill fez sobre a animação abstrata,
causando polêmica entre alguns animadores.
Um homem se prepara para nadar mas fica imaginando os horrores que poderiam estar escondidos na
piscina de seu quintal.
54
Surprise Cinema (1999) 7’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Supervisão Artística: Signe Baumane
Produtor associado: John Holderried
Câmera: John Donnelly
Som e Edição: Anthony Arcidi
Música: Hank Bones
Vozes: Karen Skurka
Uma paródia ultrajante de Candid Camera que apresenta, entre outras acrobacias malucas, um homem
tendo relações sexuais com um polvo.
The Cow Who Wanted to Be a
Hamburger (2010) 6’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Biljana Labovic
Supervisão de arte: Kerri Allegretta
Música: Corey A. Jackson e Nicole Renaud
Som: Corey A. Jackson
Colorização: Greg Yagolnitzer, Celeste Lai, Judy Lee,
Che-Min Hsiao e Sandrine Flament
Fábula infantil sobre o poder da publicidade, o sentido da vida e, finalmente, a prova do amor de uma
mãe. Música de Nicole Renaud e Corey Jackson.
55
The Exciting Life of a Tree (1998) 7’
The Fan and the Flower (2005) 7’10’’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Música: Maureen McElheron e Hank Bones
Produção artística: Signe Baumane
Câmera: John Donnelly
Edição: Anthony Arcidi
Direção: Bill Plympton
Roteiro: Bill Plympton e Dan O’Shannon
Produção: Dan O’Shannon
Narração: Paul Giamatti
Produtor associado: Biljana Labovic
Assistente de arte: Lisa LaBracio
Som: Mike Juarez
Inspirado por uma viagem pelos históricos campos de
batalha da França, este curta “politicamente sensível” apresenta o ponto de vista de uma árvore ao longo de séculos de acontecimentos humanos e animais.
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Um malfadado e não consumado romance entre um
ventilador e uma flor magicamente acaba num final
de conto de fadas. Um filme atípico de Bill Plympton.
Escrito e produzido por Dan O’Shannon, com a voz de
Paul Giamatti.
The Flying House (2011) 8’
The Loneliest Stoplight (2015) 6’
Direção: Winsor McCay
Produção: Bill Plympton
Produtor associado: Serge Bromberg
Coprodutor: Society of Illustrators
Produção executiva: Matthew Modine e Adam
Rackoff
Edição: Desirée Stavracos
Vozes: Mattheus Modine, Patricia Clarkson, John
Holderried, Bill Plympton e David Commander
Direção de arte e cor: Linday Woods
Supervisão de restauração: Kerri Allegretta
Composição Digital: Celeste Lai, Judy Lee, Desirée
Stavracos e Lindsay Woods
Música: Thomas VanOosting
Som: Weston Fonger
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Adam Rackoff e James Hancock
Narração: Patton Oswalt
Produção executiva: Cinco Dedos Peliculas
Direção de arte: Francesco Filippini
Som: Weston Fonger
Voz: Ken Mora
Edição: Wendy Cong Zhao
Composição e colorização: Francesco Filippini, Chris
Anne Lindo, Kristin Kemper e Wendy Cong Zhao
Esse é um antigo curta de Winsor McCay’s, de 1921,
chamado Dreams of the Rarebit Fiend: The Flying
House, que foi remasterizado por Bill Plympton
usando tecnologia digital. Foi premiado em 2011
no Second Annual Williamsburg Independent Film
Festival.
A vida e os momentos de um semáforo negligenciado.
The Turn On (1969) – 2’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Filme feito na universidade
Curta feito quando Bill ainda era estudante na SVA.
Tiffany the Whale (2012) 9’
Self Portrait (1969) 15”
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Desirée Stavracos e Lindsay Woods
Vozes: John Holderried, Kate Riley e Anna Rubanova
Música: Julia Altabef e Nicole Renaud
Som: Weston Fonger
Direção e roteiro: Bill Plympton
Filme feito na universidade.
A jovem Tiffany, uma improvável modelo, faz sua estreia no mundo da moda em uma tentativa de voltar a
seu amado modelo Conrad.
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Curta super premiado mas raro onde o artista faz um
auto retrato.
Waiting for Her Sailor (2011) 1’
Your Face (1987) 3’10’’ Direção e roteiro: Bill Plympton
Composição e colorização: Sandrine Flament
Música: Nicole Renaud
Edição: Sopgie Kaars Sijpesteijn
Assistentes: Lindsay Woods e Desirée Stavracos
Direção e roteiro: Bill Plympton
Música: Maureen McElheron
Câmera: Gary Becker
Som: Full House
Edição: Jane Altschuler
À espera do retorno de seu marinheiro, uma mulher
observa atentamente do topo de um penhasco o navio
se aproximando.
Esse é o filme que define o estilo e marca o início da
carreira de Bill Plympton. Um dos curtas mais rentáveis de todos os tempos, ainda é exibido em todo o
mundo. Enquanto um cantor de segunda categoria
canta sobre as belezas do rosto de sua amante, seu
próprio rosto se transforma nas formas e contorções
mais surreais. A música foi escrita e cantada orginalmente por Maureen McElheron e em seguida sua voz
foi manipulada para soar como a voz de um homem,
pois, na época, Plympton não tinha recursos para
contratar um cantor masculino. Em 1988, foi indicado
ao Oscar de Melhor Animação.
59
60
Longas
Cheatin’ (2014) 76’
Cheatin’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Desirée Stavracos
Direção de arte: Lindsay Woods
Produção executiva: James Hancock e Adam Rackoff
Edição: Kevin Palmer
Som: Weston Fonger
Música: Nicole Renaud
Em um fatídico acidente de carro, Jake e Ella se
conhecem e se tornam o casal mais amoroso na
longa história do romance. Mas quando uma mulher
intrigante lança uma cunha de ciúme nesse namoro
perfeito, insegurança e ódio acabam soletrando um
destino prematuro. Com a ajuda de um mágico desonrado e sua proibida “Máquina da Alma”, Ella toma
as formas de inúmeras amantes de Jake, lutando desesperadamente para tentar recuperar seu destino.
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Hair High (2004) 78’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Coprodução: Martha Plimpton
Produtor associado: John Holderried
Gerente de produção: Lori Samsel
Câmera: John Donnelly
Edição: Rob Hall
Som: Bill Seery
Música: Maureen McElheron, Hank Bones e Hasil Adkins
Direção de arte: Celia Bullwinkel, Andrea Dias, Biljana
Labovic e Signe Baumane
Vozes: Dermot Mulroney, Sarah Silverman, Eric Gilliland,
Beverly D’Angelo, Keith Carradine, David Carradine, Martha
Plimpton, Ed Begley Jr, Craig Bierko, Haley DuMond, Jay
Sanders, Justin Long, Peter Jason, Michael Showalter, Tom
Noonan, Zach Orth, Don Hertzfeldt e Matt Groening.
Filme de romance-terror adolescente ao estilo
Carrie, a estranha sobre um triângulo amoroso em que
dois jovens são assassinados e voltam para o baile
de formatura para se vingar do assassino.
62
Idiots and Angels (2008) 78’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: Bill Plympton e Biljana Labovic
Direção de Arte: Bill Plympton e Biljana Labovic
Produção Artística: Biljana Labovic, Kerri Allegretta
e Lisa LaBracio
Edição: Kevin Palmer
Som: Greg Sextro
Música: Hank Bones, Nicole Renaud, Corey Jackson,
Rachelle Garniez, Didier Carmier, 3 Leg Torso,
Tom Waits, Pink Martini
Comédia sobre a batalha de um homem por sua
alma. Angel é um homem egoísta e moralmente falido que quer sair para beber em um bar e repreender
os outros clientes. Um dia, Angel misteriosamente
acorda com um par de asas nas costas. As asas o
estimulam a fazer boas ações, contra a sua natureza.
Tentando desesperadamente se livrar delas, Angel
acaba lutando com aqueles que veem nas suas asas
um bilhete para a fama e a fortuna.
63
I Married a Strange Person (1997) 72’
Direção: Bill Plympton
Roteiro: Bill Plympton e P.C. Vey
Produção: John Donnelly, John Holderried e
Bill Plympton
Música: Maureen McEleron
Som: David Rovin
Câmera: John Donnelly
Edição: Anthony Arcidi
Vozes: Charis Michelsen, Tom Larson, Richard Spore,
Chris Cooke, Ruth Ray, J. B. Adams, Joun Russo
Jr., Jen Senko, John Holderried, Etta Valeska, Bill
Martone e Tony Rossi.
Uma história comovente de um casal de noivos na
noite de núpcias. Grant, o marido, começa a experimentar poderes estranhos e sobrenaturais que Kerry,
sua esposa, não pode lidar. Sempre que Grant pensa
em algo, torna-se realidade, ainda que ele não saiba
de onde vêm esses poderes mágicos. Foi destaque
na Competição de Dramas no Sundance Film Festival
1998, e venceu o Grande Prêmio de Longas no Annecy
Animation Festival de 1998.
Mondo Plympton (1997) 60’
Direção: Bill Plympton
Roteiro: Maureen McElheron, Bill Plympton e P.C. Vey
Elenco: Chris Hoffman, Daniel Kaufman, Ruth
Maleczech, Maureen McElheron, Bill Plympotn e
Richard Kuranda
Música: Timothy Clark e Maureen McElheron
Câmera: Gary Dealer, John Donnelly, Bob Lyons,
John Schnall e Andrew Wilson
Edição: Stephen Barr, Bill Plympton e Nico Sheers
Som: David Rovin
Uma fantástica viagem através do excêntrico cérebro do
animador independente Bill Plympton, com uma compilação de seus clássicos curtas, além de alguns de seus
novos trabalhos e histórias de sua vida animada.
65
Mutant Aliens (2001) 83’
Direção e roteiro: Bill Plympton
Produção: John Holderried e Bill Plympton
Música: Hank Bones e Maureen McElheron
Câmera: John Donnelly
Edição: Anthony Arcidi
Direção de Produção: Delphine Burrus
Som: Georgia Hilton
Efeitos especiais: Paul Zdanowicz
Vozes: Dan McComas, Francine Lobis, George
Casden, Matthew Brown, Jay Cavanaugh, Amy Alisson,
Christopher Schukai, Kevin Kolack e Vera Beren
História de um astronauta americano encalhado no
espaço que retorna à Terra com seu exército alienígena
para se vingar. Música por Maureen McElheron e
Hank Bones.
The Tune (1992) 72’
Direção: Bill Plympton
Roteiro: Bill Plympton, Maureen McElheron e P.C. Vey
Vozes: Daniel Neiden, Maureen McElheron, Marty
Nelson, Emily Bindiger, Chris Hoffman, Jimmy
Ceribello, Ned Reynolds, Jeffrey Knight e Jen Senko
Música: Maureen McElheron
Câmera: John Donnelly
Edição: Merril Stern
Supervisão de Arte: Jessica Wolk-Stanley
Som: Phil Lee, John Marshall e Reilly Steele
Nesse aclamado longa de Bill Plympton, um compositor tem 47 minutos para escrever um hit ou perderá
seu emprego e sua namorada.
67
68
Idiots and Angels
69
PROGRAMAS DAS SESSÕES
Sessão 1 (102’)
Lucas the Ear of Corn (1977) 4’
Boomtown (1985) 6’
Your Face (1987) 3’10’’
Love in the Fast Lane (1987) 3’
Drawing Lesson #2 (1988) 6’
One of Those Days (1988) 7’50’’
The Tune (1992) 72’
Sessão 2 (92’)
How to Kiss (1989) 6’35’’
25 Ways to Quit Smoking (1989) 5’
Plymptoons (1990) 6’45’’
Helter Shelter (1998) 8’
Spiral (2005) 5’
Mondo Plympton (1997) 60’
Cheatin’
Sessão 3 (115’)
Sex & Violence (1997) 8’
The Exciting Life of a Tree (1998) 7’
More Sex & Violence (1998) 7’
Surprise Cinema (1999) 7’
Eat (2000) 9’
Parking (2002) 5’22’’
I Married a Strange Person (1997) 72’
Sessão 4 (117’)
Guard Dog (2004) 5’
The Fan and the Flower (2005) 7’10’’
Guide Dog (2006) 5’45’’
Shuteye Hotel (2007) 7’
Hot Dog (2008) 6’
Santa: The Fascist Years (2009) 3’
Mutant Aliens (2001) 83’
14
Não recomendado
para menores de 14 anos
Sessão 5 (111’)
Horn Dog (2009) 5’
The Cow Who Wanted to Be a Hamburger (2010) 6’
Summer Bummer (2011) 2’
Waiting for Her Sailor (2011) 1’
Tiffany the Whale (2012) 9’
Drunker than a Skunk (2013) 4’
The Loneliest Stoplight (2015) 6’
Hair High (2004) 78’
Sessão 6 (104’)
Self Portrait (1988) 15”
The Turn On (1969) 2’
At the Zoo (1969) 2’
America Upper and Lower Case (1969) 2’
Gary Guitar (2006) 7’
The Flying House (2011) 8’
Guard Dog Global Jam (2011) 5’
Idiots and Angels (2008) 78’
Sessão 7 (98’)
30 flash animations (1999-2000) 22’
Cheatin’ (2014) 76’
Sessão Livre (58’) *
Your Face (1987) 3’10’’
One of Those Days (1988) 7’50’’
25 Ways to Quit Smoking (1989) 5’
Plymptoons (1990) 6’45’’
Parking (2002) 5’22’’
The Fan and the Flower (2005) 7’10’’
Gary Guitar (2006) 7’
The Flying House (2011) 8’
Summer Bummer (2011) 2’
The Loneliest Stoplight (2015) 6’
* Sessão exclusiva da Caixa Cultural RJ
com classificação Livre
Debate sobre a produção
de animação autoral
São Paulo - 14/04
Horário: 18h30
Local: Caixa Belas Artes
Debatedores: César Cabral, Fábio Yamaji,
Rosana Urbes e Thomas Larson
Mediador: Marão
Rio de Janeiro - 21/04
Horário: 18h30
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro
Debatedores: David Mussel, Marão, Sandro
Menezes e Zé Brandão
Mediador: Rodrigo Fonseca
Masterclass com Bill Plympton
São Paulo - 15/04
Horário: 18h30
Local: Caixa Belas Artes
Rio de Janeiro - 17/04
Horário: 18h30
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro
Debatedores São Paulo
Rosana Urbes é cineasta e animadora. Durante anos
trabalhou como animadora nos estúdios Disney, fazendo parte da equipe de animação dos filmes Mulan,
A nova onda do Imperador e Lilo e Stitch.
Atualmente
reside em São Paulo, onde tem seu próprio estúdio e
realiza seus trabalhos autorais. Dirigiu recentemente
o curta Guida, que ganhou o prêmio de melhor curta
no Festival de Annecy (França), principal festival de
animação do mundo.
Fábio Yamaji atua na área de Cinema como animador,
diretor de filmes, montador e fotógrafo, acumulando cerca de 200 trabalhos entre curtas, comerciais,
vinhetas, clipes e séries. Dirigiu 20 vídeos experimentais e os curtas O divino, De repente e Pontos de
vista, além de ter animado para 12 curtas de outros
diretores. Também é professor de Animação e co-fundador da ABCA e do site de críticas Cinequanon.
art.br. Ganhou três vezes o Anima Mundi e competiu
em Annecy com três comerciais.
Thomas Larson, também conhecido como Thomate.
É chargista do jornal A Cidade, de Ribeirão Preto.
Trabalha com animação, cartuns e ilustrações para
diferentes mídias desde 2000. Criou e dirige a série
de animação infantil Lala em exibição na TV Brasil e a
série de desenho animado adulto Rái Sossaith, exibida
no Canal Brasil e no Youtube.
César Cabral é formado em Cinema pela Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo. Atua desde 2002 como diretor, produtor e
animador em projetos para Cinema e Televisão. Em
2008, realizou o curta-metragem em animação stop
motion, Dossiê Rê Bordosa, que conquistou mais
de 70 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Em 2010, dirigiu Tempestade, curta-metragem
72
vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
2011. Tempestade participou, entre outros, dos festivais de Annecy, Havana, Hiroshima e do Sundance
Film Festival. No momento, está em produção da
série animada Angeli the Killer e em pré-produção de
seu primeiro longa-metragem. É presidente da ABCA
– Associação Brasisleira de Cinema de Animação.
Mediador Marão
(animador e curador da Mostra)
Formado na Escola de Belas Artes da UFRJ e diretor
de animação, tendo realizado 12 curtas metragens
(Eu queria ser um monstro, Engolervilha, O anão que
virou gigante, Até a China e outros).
Além da produção autoral, participou de mais de 200 animações
para publicidade, internet, TV e cinema para o Brasil
e exterior nos últimos 18 anos. Foi Presidentefundador da ABCA (Associação Brasileira de Cinema
de Animação), entidade da qual ainda faz parte. Marão
também foi professor no curso de pós-graduação em
animação da PUC durante sete anos e desde 2003 é
coordenador do Dia Internacional da Animação.
Debatedores Rio de Janeiro
Zé Brandão é sócio, cofundador e diretor criativo do
Copa Studio, produtora de desenhos animados. Autor
e diretor da série Tromba Trem (2011-2016), exibida
pela TV Brasil e pelo Cartoon Network Brasil. Produtor
e roteirista da série Irmão do Jorel (2014-2016), campeã de audiência em sua estréia no Cartoon Network
Brasil. Diretor de animação da primeira temporada da
série Historietas Assombradas (2013-2016).
David Mussel é formado em Artes Visuais pela UFMG,
trabalha desde 2010 com animação, tendo colaborado em projetos como Tromba Trem e Historietas
Assombradas. Também atua como storyboarder, tendo
trabalhado para as séries Sítio do Pica-Pau Amarelo,
Historietas Assombradas, SOS Fada Manu, Chico na Ilha
dos Jurubebas, entre outros. Atualmente também se
dedica a ministrar aulas de animação no Senai e é
aluno de Mestrado da PUC-Rio.
Sandro Menezes é artista gráfico formado pela EBA –
UFRJ. Trabalha como profissional de animação há quase
20 anos, com experiência em publicidade, TV e séries,
tendo sido roteirista na série Tromba Trem. Atualmente
leciona na NAVE e desenvolve o roteiro de seu primeiro
longa metragem, vencedor do edital do FSA.
Marão
Mediador Rodrigo Fonseca
Jornalista e crítico de cinema do jornal O Estado de São
Paulo e do portal Omelete. Formado pela UFRJ, Rodrigo
Fonseca é escritor, jornalista e produtor editorial.
Publicou o romance Como era triste a Chinesa de Godard
(2011) e os livros Meu compadre cinema – Sonhos, saudades e sucessos de Nelson Pereira dos Santos (2005) e,
em coautoria com Carlos Diegues e Luiz Carlos Merten,
Cinco cinco – Os melhores filmes brasileiros em bilheteria e crítica (2007). Dirigiu o curta-metragem Corpo de
Cristo, em parceria com Arnaldo Bloch.
73
Presidenta da República Dilma Rousseff
Ministro da Fazenda Nelson Barbosa
Presidenta da CAIXA Miriam Belchior
Realização Boulevard Filmes
Coordenação Geral Letícia Friedrich
Curadoria Marão
Produção Henrique Luiz Schuck
Produção Executiva Letícia Friedrich e Lourenço Sant’Anna
Design Gráfico Marcellus Schnell
Assistentes de Produção Tiago d’Avila e Felipe Mendonça Moraes
Revisão de texto e pesquisa Juliana Colares
Tradução e legendagem eletrônica Dispositiva
Vinhetas Guilherme Begué
Assessoria de Imprensa Genco Assessoria e Comunicação
Site Diversa / Silvana Andrade
Agradecimentos Ade Muri, Casa 138, Janaína Dalri, John Holderried,
Pedro Iuá, Analucia Godoi e Wendy Cong Zhao
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verifique a classificação indicativa dos filmes na programação
Formato: 21cm X21cm
Capa impressa em papel triplex 300g
Miolo impresso em papel couche matte 150g
Tiragem: 2.000 unidades
Gráfica: JSBT gráfica & sinalização
CAIXA Cultural RJ
Avenida Almirante Barroso, 25 · Centro · Rio de Janeiro · RJ
(21) 3980-3815
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
facebook.com/CaixaCulturalRiodeJaneiro
R$4 (inteira) e R$2 (meia)
CAIXA Belas Artes
Rua da Consolação, 2423 · Consolação · São Paulo · SP
(11) 2894-5781
Funcionamento: de segunda a domingo, das 14h às 23:30h
caixabelasartes.com.br/
facebook.com/CaixaCulturalSaoPaulo
R$10 (inteira) e R$5 (meia) / R$30 passaporte para todas as sessões
Acesso para pessoas portadoras de necessidades especiais
facebook.com/mostrabillplympton
baixe o aplicativo da CAIXA Cultural
www.caixacultural.gov.br
A CAIXA está junto com o Brasil no combate ao mosquito #zicazero
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