Ministérios Globais

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Ministérios Globais
Conferência Geral A Igreja Metodista Unida
Volume 2
Nashville, Tennessee
Junta Geral dos Ministérios Globais
I. VISÃO GERAL
A Junta Geral dos Ministérios Globais é a agência
global de missão da Igreja Metodista Unida, das suas conferências anuais, conferências missionários e congregações
locais.
John Wesley definiu em 1739 o tom do trabalho de
missão na tradição Metodista, quando escreveu: “Considero
todo o mundo como a minha paróquia.” As raízes institucionais dos Ministérios Globais nasceram com a denominação da Junta de Missões Estrangeiras, formada em 1834.
Actualmente, como a agência de missão a nível mundial da
Igreja Metodista Unida, os Ministérios Globais têm colaboradores, projectos e parceiros em mais de 136 países.
A Grande Comissão é bastante clara: “Ide . . . Pregai e
fazei discípulos . . . em todas as nações. . . .” Os Metodistas
Unidos compreendem este mandato de incluir o testemunho
de Jesus Cristo através da palavra, ética no tratamento com
os outros e assistência a todos quantos dela necessitem. A
capacidade de pregar, fazer discípulos e prestar assistência
depende da graça de Deus em Jesus Cristo, nas bênçãos de
Deus, e em responder à dádiva da graça.
Como a agência de missão para uma igreja global, os
Ministérios Globais enviam missionários de qualquer parte do
mundo para qualquer parte do mundo, uma realidade salientada em Edimburgo 2010, onde se celebrou o 100º aniversário
da conferência que desencadeou o movimento missionário do
século XX. Os padrões de assistência no século XXI são
diferentes dos praticados nos séculos XIX ou XX, sobretudo
devido ao facto de o centro de gravidade cristã mudou para a
África central. Porém, a necessidade de assistência missionária profissional não se alterou. Os missionários encarnam
a mensagem universal da igreja, partilhando a sua fé em terras
longínquas, evocando as suas novas experiências e transformando-se eles mesmos, a igreja e o mundo.
Uma organização de missão não pode fazer todo o trabalho missionário que Deus apelou aos Metodistas Unidos.
Através da ligação com a energia missionária que vibra nas
conferências anuais e centrais; congregações, pequenas e
grandes; escolas e colégios; hospitais; e redes étnicas, raciais, geográficas e sociais, os Ministérios Globais represen-
tam o papel de facilitador de missão—apaixonado pela
parceria e aberto ao que outros entendem por missão.
No ministério no seu todo, os Ministérios Globais traz
à discussão aqueles que estão em parceria com uma conferência ou grupo de congregações, a fim de partilhar o
trabalho, definir prioridades em conjunto, e alcançar o
máximo de transparência e responsabilização possíveis.
As parcerias com a Large Churches Initiative (Iniciativa
das Grandes Igrejas), a Sociedade Missionária nos EUA e
as juntas missionárias de outras igrejas, como a Igreja
Metodista da Grã Bretanha ou a Igreja Unida do Canadá,
estão a encetar novas relações na Ligação. Com a ajuda
dos Volunteers in Mission (Voluntários em Missão), centenas de milhares de Metodistas Unidos dedicam-se, todos
os anos, às oportunidades de assistência não só nos EUA
como no resto do mundo. Estas parcerias dão aos
Ministérios Globais a oportunidade de expandir o âmbito
de ministério, alternando a energia entre o trabalho missionário e a facilitação de missão—ministrando com as
comunidades em vez de para elas.
s direcções dos Ministérios Globais com a
Mission Society (Sociedade Missionária)
reuniram-se em Agosto de 2010, a fim de iniciar conversações sobre as possibilidades de cooperação e colaboração mútuas. Foram dados passos
importantes com vista à interacção prática entre as
organizações, particularmente no modo como isso se
relaciona com os colaboradores e as relações de
parceria em situações missionárias. Em 2008, a
Conferência Geral decidiu que os Ministérios Globais
consultassem a Mission Society. A sociedade criou
nos últimos anos uma identidade não denominacional
e deixou de usar a frase “. . . da Igreja Metodista
Unida” na sua promoção pública.
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o coração da missão dos Ministérios Globais está o ministério com as pessoas mais vulneráveis do universo. Em qualquer momento, colaboradores e missionários põem as suas
vidas em perigo por estarem ligados a ideais de justiça e de paz. Trabalhar e ministrar junto
às comunidades significa partilhar os riscos e os sacrifícios. Embora a Ministérios Globais não tenha
perdido nenhum seu colaborador no campo em 20 anos, em 2010 a organização perdeu três pessoas que estavam a responder às necessidades de um mundo em ruptura.
N
Em Agosto de 2010, Dan Terry, um cooperante que durante 30 anos trabalhou e viveu no
Afeganistão como parte da comunidade, foi assassinado juntamente com outras 10 pessoas. O Rev.
Sam Dixon, responsável pela Comissão de Assistência da Igreja Metodista Unida, e o Rev. Clinton
Rabb, que chefiou os voluntários da missão para a Ministérios Globais, morreu em Janeiro de 2010
como consequência do mesmo terramoto que roubou as vidas de quase 300.000 haitianos. O Rev.
James Gulley, consultor dos Ministérios Globais, que sobreviveu após ter estado preso durante 55
horas com os dois homens, diz: “Lembramos que todo o bem com que contribuíram durante a sua
vida foi multiplicado através do Espírito de Cristo a trabalhar para o reino de Deus na cura, integralidade e relações justas . . . pegamos nos seus mantos e continuamos o seu trabalho.”
Os Ministérios Globais têm por objectivo quatro missões. Os quatro objectivos resumem as responsabilidade dos
Ministérios Globais, conforme definido no Livro da
Disciplina da Igreja Metodista Unida e nas atribuições
concretas do programa feitas pela Conferência Geral. São os
seguintes esses objectivos:
Objectivo nº 1: Fazer discípulos de Jesus Cristo
Objectivo nº 2: Reforçar, desenvolver e renovar as
congregações e comunidades cristãs
Objectivo nº 3: Aliviar o sofrimento humano
Objectivo nº 4: Buscar alcançar Justiça, Liberdade e
Paz
A. Plano estratégico dos Ministérios Globais
Durante o quadriénio, os Ministérios Globais atravessaram um processo de planeamento estratégico. O objectivo
do processo foi dar resposta a três questões principais:
1. O que sabemos ser verdade acerca dos Ministérios
Globais?
2. O que esperamos ser verdade para os Ministérios
Globais no futuro?
3. Para que isso aconteça, o que deve ser feito?
Como resultado do processo, os directores dos
Ministérios Globais tomaram três medidas principais inter-
relacionadas. Essas medidas afectaram o número de directores e as relações com as Mulheres Metodistas Unidas, e
criaram uma visão para o futuro.
Os directores votaram pela redução de dois terços no
seu número de efectivos, ou seja, de 92 para 32, apesar de se
manter o equilíbrio entre os membros dos EUA e as conferências centrais. Foi defendida também a preocupação da
diversidade dos seus membros, há muito alvo de discussão,
assim como do e raça.
O plano estratégico cobre assuntos como operação programática e administrativa, principais áreas de execução e
declarações formais de teologia e propósito.
Teologia da Missão
A Equipa de Planeamento Estratégico elaborou um
relatório de teologia da missão que orienta a participação
dos Ministérios Globais no Missio Dei. Esta teologia da
missão foi elaborada como base para o trabalho da organização. Constitui a fundação da visão e do objectivo da missão. Estrutura o papel dos Ministérios Globais dentro da
missão da denominação para que os discípulos de Jesus
Cristo possam transformar o mundo. O poder de transformação pertence a Deus e os Ministérios Globais têm por
missão testemunhar o que Deus fez e faz, e aprender do que
Deus está a fazer em todos os países onde existem discípulos trabalhando em nome de Jesus Cristo.
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Missão de Deus desde a Criação até à Conclusão
A Missão de Deus reclama a vida de todas as criaturas
e salva toda a criação para o fim desejado por Deus. As
Escrituras Sagradas testemunham a missão que se inicia
com Deus, pertence a Deus e será completada por Deus no
momento final. O Espírito de Deus, que caminhou sobre as
águas do caos na criação, e a Palavra de Deus, que encarnou
em Jesus Cristo, leva à plenitude do propósito de Deus.
O auto-esvaziamento da vida de Jesus Cristo ao serviço dos
que têm menos e são os últimos
Em resposta à Missão de Deus para Ele, Jesus—a quem
nós Cristãos reconhecemos como Filho de Deus e como
Cristo, ungido de Deus e nosso salvador—veio para servir
toda a humanidade, esvaziou-se a ele próprio, assumindo as
provas e os riscos da limitação humana. Com compaixão,
Jesus identificou-se com toda a humanidade e viveu em fé
extrema segundo o desejo de Deus. Tornou-se obediente até
à morte—mesmo numa execução pública humilhante. Ao
ressuscitar Jesus dos mortos, Deus mostra a vontade e o
poder de reconciliar toda a criação e restaurar o mundo ao
seu propósito divino.
A igreja como uma comunidade de servidão em Missão
O Espírito Santo de Deus apela à Igreja para a sua missão. A Igreja é um sinal da presença de Deus no mundo e da
intenção de Deus para a criação. Em resposta ao apelo de
Deus e do Espírito Santo, homens e mulheres, jovens e
idosos de todas as nações, estações e raças, em todos os
tempos e lugares uni-vos como corpo vivo de Cristo na
Missão de Deus de redenção, testemunhando a Sua presença
no mundo. Esta comunidade de fé aspira a viver o potencial
de uma nova vida em Cristo entre todos os seres humanos
agora, antevendo o cumprimento do Reino de Deus e a conclusão da Missão de Deus. A Igreja experimenta e dedica-se
à Missão de Deus ao dar-se aos outros, pronta a ultrapassar
qualquer barreira, apelando à verdadeira dignidade humana
entre todas as pessoas, especialmente entre aqueles olhados
como os menores dos filhos de Deus, enquanto faz discípulos de Cristo para a transformação do mundo.
Graça no trabalho em toda a parte
Na nossa tradição Wesleyana, aceitamos a Graça de
Deus posta nos nossos corações e actuando no mundo antes
de qualquer atitude da nossa parte. Em resposta, aceitamos
e proclamamos a graça que nos coloca no caminho certo da
obediência para com a Mundo tornado carne em Jesus
Cristo. Esta graça chama-nos ao arrependimento e para a fé
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activa e boas obras em Cristo. A fé activa participa no aperfeiçoamento e cumprimento da graça de Deus, que invoca e
implementa as promessas de Deus junto dos explorados e
oprimidos, restaurar a santidade e a integridade da criação
de Deus, e reconciliar a divisão dos lares de fé e entre povos
e nações da terra, assim como todos os gemidos da criação
para redenção. A expectativa Wesleyana de “perfeição no
amor” atrai os redimidos para relações adequadas, activas e
transformadoras de integridade e unidade com Deus, todas
as pessoas e a criação. O arrependimento e a fé levam tanto
à salvação como à transformação social e cósmica.
Testemunha transformativa
A Igreja em Missão ergue o nome de Jesus em pensamento, palavra e acto, proclamando Jesus Cristo como “O
Verbo se fez carne” através da sua própria vida encarnada,
actos de amor e serviço, cura e renovação. Ao representar a
revelação de Deus em Cristo através do verbo e dos actos, a
Igreja permanece fiel ao Grande Mandamento de que
amamos a Deus com todo o nosso coração, alma, mente e
força; e amar o próximo como a nós mesmos; e o Grande
Mandamento de que fazemos discípulos de todas as nações.
A Igreja como comunidade fiel move-se plena de fé em
direcção à transformação do mundo e o dia em que a Missão
de Deus será cumprida.
A anterior presença de Deus, a nossa resposta actual
A luz de Deus brilha em qualquer canto da terra e a
Missão de Deus estende-se por toda a criação. Não existem
lugares onde a graça de Deus não tenha estado sempre presente, apenas lugares onde Deus em Cristo não é reconhecido, servido ou observado. Porque a imagem de Deus está
presente em todo o ser humano e em qualquer parte do
mundo, a parceria missionária abraça o testemunho em
todas as culturas, tradições, situações políticas, estruturas
económicas e idiomas. Parceiros na Missão de Deus, procuramos escutar a Sua voz, descobrir os sinais de movimento
do Espírito Santo pelo mundo, e testemunhar a actividade de
Deus—cobrindo passado, presente e futuro—em qualquer
sítio ou cenário.
A surpreendente actividade do Espírito
O Espírito está sempre em movimento para conduzir a
Igreja a uma nova época missionária. Com abertura e
gratidão, aguardamos que o Espírito nos conduza em caminhos ainda não vistos porque Deus continua a trabalhar nos
Seus propósitos neste mesmo dia de uma nova maneira.
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OBJECTIVO E VISÃO
Missão da Igreja Metodista Unida
A fazer discípulos de Jesus Cristo para a transformação do mundo
Objectivo da Junta Geral dos Ministérios Globais
Ligar a Igreja em missão
Visão da Junta Geral dos Ministérios Globais
A Junta Geral dos Ministérios Globais mune e transforma as pessoas e os lugares para a Missão em todo
o mundo.
Valores organizacionais
Os valores seguintes foram desenvolvidos com base nas
informações e feedback dos colaboradores da agência e do
Conselho de Administração.
Valores organizacionais dos Ministérios Globais
Sabemos que os valores da organização são expressos
pela maneira como agimos uns com os outros, os nossos
parceiros, os nossos constituintes e aqueles a quem servimos. Como tal, articulamos valores importantes que guiam
as nossas acções e fundamentam o nosso trabalho.
Afirmamos a nossa história, tradição, mandato de empenho
no ministério com os pobres, porque servimos a Jesus Cristo
como Senhor e Salvador do mundo.
Adoptamos os convénios com Deus de Amor e Justiça
e dedicamo-nos em ministério com pessoas e grupos pobres
e marginalizadas.
Temos a responsabilidade de ser proveitosos no nosso
trabalho e fiéis na administração dos recursos que nos são
confiados.
Respeitamo-nos uns aos outros pelas oferendas e talentos que cada um de nós traz aos nossos ministérios individuais e ao chamamento comum.
Colaboramos e construímos Confiança com os nossos
parceiros de missão, conferências anuais, igrejas locais e
comunidades que servimos.
Abordamos o nosso trabalho com humildade e integridade, aprendendo daqueles com quem estamos em missão.
Praticamos a Liderança Servidora no nosso trabalho.
Nova relação proposta entre os Ministérios
Globais e a Divisão Feminina
Os Ministérios Globais e a United Methodist Women
(UMW (Mulheres Metodistas Unidas) tomaram medidas
para se tornarem estruturalmente separadas embora mantendo-se ligadas em missão. A medida reflecte uma ênfase
denominacional na necessidade de congregações renovadas
e vitais e uma organização da igreja no séc. XXI. A proposta para uma governação e estrutura de colaboradores individualizadas será apresentada na Conferência Geral de 2012
e irá ser posta em vigor no próximo quadriénio. As disposições incluem:
Parceria: Os Ministérios Globais e a UMW continuarão a trocar informação através de mesas redondas e
equipas trans-funcionais, aprofundando a sua colaboração
na missão e no ministério.
Conselho de Administração: Cinco membros do conselho de administração de 32 elementos dos Ministérios
Globais seriam nomeados pela UMW, enquanto que os
Ministérios Globais nomeariam cinco membros para o novo
Programa do Grupo de Aconselhamento. Assim se criariam
as condições para uma sinergia ao nível da governação, de
modo a apoiar a colaboração ao nível do pessoal.
Missionários: Na qualidade de agência de envio de
missionários da Igreja Metodista Unida, os Ministérios
Globais continuarão a dar apoio ao processamento dos missionários regionais da UMW.
Missionalmente unidas: As áreas de sinergia entre as
duas operações seriam reforçadas com estratégias concretas
desenvolvidas nas condições referidas acima. O Church
Center for the United Nations (CCUN) (Centro Evangélico
para as Nações Unidas), de que a UMW é proprietária, continuaria a servir de união dos Ministérios Globais para as
NU e a comunidade das ONGs. Dois colaboradores dos
Ministérios Globais continuariam a trabalhar no corpo editorial da UMW, tratando sobretudo os recursos para educação missionária. A missão anual do Prayer Calendar
(Calendário de Oração) continuaria a representar o trabalho
missionário de toda a Igreja. Por outro lado, os Ministérios
Globais ajudariam a promover e cederiam pessoal para ensinar nas Igrejas das Missões Cristãs.
B. O Avanço
O Avanço para Cristo e a Sua Igreja (“O Avanço”) é o
braço designado responsável da Igreja Metodista Unida que
garante a 100% que cada uma das ofertas é utilizada para o
fim a que se destina, i.e., trabalho missionário ou ministério.
O trabalho de O Avanço completa as necessidades físicas e
espirituais mediante uma série de parcerias espalhadas pelo
mundo, com o fito de alcançar objectivos comuns que
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causem um impacto duradouro de mudança da vida das pessoas. As ofertas para O Avanço representam a dádiva da
segunda milha - contribuições que são dadas depois de uma
congregação ter cumprido a sua responsabilidade da
“primeira milha”, de apoio às missões e ministérios da
Igreja Metodista Unida através do Serviço Mundial e outros
fundos repartidos. Esta dádiva da “segunda milha”, além do
envio repartido, é um sinal exterior de um amor interior por
Cristo e pela igreja.
O Avanço funciona com a máxima responsabilização,
integridade e transparência:
• A Junta Geral dos Ministérios Globais tem um sistema de responsabilização a funcionar, de maneira a
que todas as dádivas oferecidas através de O Avanço
cheguem à respectiva missão ou ministério.
• Com o auxílio de transferências bancárias desaparecem muitos dos riscos inerentes ao envio por correio
ou transporte de fundos para projectos directamente.
• As dádivas podem ser rastreadas até ao tostão e à data.
• Os Ministérios Globais realizam auditorias através de
um sistema de auditores regionais e sob a supervisão
de uma comissão de auditoria independente, assegurando o uso correcto dos fundos.
• Desde 2009, O Avanço exige um relatório anual de
cada projecto, contribuindo para controlar a responsabilização, aumentar a promoção, e comunicar com as
respectivas partes interessadas espalhadas pelo mundo.
No dia 10 de Outubro de 2010, os Ministérios Globais,
através de O Avanço, lançaram a “10-Fold”, uma reunião missionária global interactiva pela internet que durou 10 dias.
Através da 10-Fold, mais de 275.000 pessoas de mais de 90
países visitaram o sítio www.10-fold.org, conversaram com
chefes missionários pela internet, tornaram-se defensores de
projectos dos Ministérios Globais, incentivaram outros a
aprender o que são os ministérios e angariaram apoios para
estes projectos incrivelmente valiosos das missões. Um plano
de 12 meses influenciou especialmente o momento impulsionador ao prosseguir com a reunião entre apoiantes missionários e liderando o evento 10-Fold para 2011.
C. Conferências Missionárias
As Conferências Missionárias constituem oportunidades especiais de missão em áreas de potencial associação e recursos limitados, têm necessidades ministeriais e
de liderança exclusivas e podem incluir considerações
estratégicas regionais ou linguísticas. Os Ministérios
Globais relacionam-se com estas conferências mediante orientação e assistência. As conferências missionárias são
organizadas do mesmo modo que as conferências anuais e
estão sob supervisão episcopal. São quatro as conferências
missionárias: Oklahoma Indian, Red Bird, Alaska e Malawi.
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A Conferência Missionária de Oklahoma Indian
engloba cerca de 6.000 membros e 84 igrejas, tendo várias
destas congregações mais de 100 anos. Oklahoma alberga a
maioria das congregações. Contudo, a conferência tem
somente uma igreja em Dallas e três igrejas e uma associação no Kansas.
A Conferência Missionária de Red Bird está em
ministério com as famílias apalachianas que vivem na
região do carvão a sudeste do Kentucky. As Igrejas na
Conferência Missionária de Red Bird estão a ensinar e a
formar chefes locais e a criar discipulados a longo prazo.
A igreja e as pessoas envolvidas trabalham diligentemente com crianças no campo e em grupos de jovens.
Ensinam a Bíblia a adultos e actividades associadas. A
Appalachian Local Pastors School dá formação aos pastores locais.
A Conferência Metodista Unida do Alasca é um
grupo de 28 igrejas, duas instituições comunitárias e dois
campos que vivem e servem junto dos nativos do Alaska.
Os ministérios dedicam as suas actividades aos jovens,
estudantes, capelania militar, povos indígenas, música,
saúde, economia, meio ambiente, alívio global e missões
gerais.
Em 1 de Janeiro de 2009, a Igreja Metodista Unida
do Malawi celebrou a sua condições de nova
Conferência Missionária da Igreja Metodista Unida.
Cresceu a partir de um punhado de igrejas até uma
próspera conferência de 22 circuitos e mais de 140 igrejas, reflectindo a paixão de John Wesley e o empenho de
pregar as boas novas àqueles que vivem nos meios rurais
mais afastados.
D. Missões da Conferência Geral
Programas Especiais de Estratégia Holística
para a América Latina e Estratégia Holística em
África: 2009–2012
O Grupo de Coordenação de Estratégia Holística para a
América Latina e as Caraíbas reuniu em diversas ocasiões
ao longo do quadriénio, sob a orientação do Bispo Peter D.
Weaver. Representantes de todas as agências gerais do programa apresentaram os seus relatórios referentes ao envolvimento das suas agências na América Latina e nas Caraíbas.
A Junta Directiva do CIEMAL e presidente da Igreja
Metodista nas Caraíbas e Américas forneceu informação
vital. As partes legislativas e os estudos denominacionais
foram debatidos sob a direcção dos bispos MU participantes
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e representantes da MARCHA. Foi preparada uma minuta
da agenda concertada e orientações programáticas para o
futuro. Os Ministérios Globais deram o seu apoio ao processo em termos de informação de contexto, financiamento,
logística, recursos de culto e tradução, e de outras formas.
Como indicado numa petição da Conferência Geral de
2008, a Estratégia Holística para o Plano Especial Africano
permite às agências gerais trabalharem em conjunto acerca
dos assuntos relacionados com África, com supervisão e
apoio administrativo da Junta Geral dos Ministérios
Globais. O programa constitui um fórum onde os responsáveis máximos possam discutir assuntos relacionados com
as conferências centrais em África (i.e., a pobreza,
VIH/SIDA, fortalecimento da educação teológica, etc.) para
troca de informação pertinente, dando e recebendo feedback, tomando medidas sempre que necessário, e comunicando à Igreja através do Conselho dos Bispos. Esta
estratégia tem como propósito apoiar a IMU em África, fortalecendo e expandindo o testemunho e o ministério no continente, reforçando os laços entre as conferências anuais em
África e as da Europa, EUA e outras, com vista a apoiar o
testemunho e serviço, em particular na criação de modelos
efectivos de desenvolvimento da igreja.
Ao tomarem parte na tomada de decisões importantes e
mediante apresentação de propostas, estas necessidades
podem ser trazidas à presença da Igreja com um apoio mais
amplo em nome da igreja em África. Uma nova direcção será
constituída com base nos elementos de sucesso do antigo
Programa da Igreja e Desenvolvimento em África (concluído
em 2006 após 10 anos), a fim de dar à Estratégia Holística
para o Programa Especial em África a vitalidade, o poder persuasivo e o dinamismo trazido da abordagem essencial do
anterior programa. O fórum dará atenção a muitos assuntos
cruciais necessários à elaboração de um plano estratégico
holístico que possa servir de base à colaboração em áreas
como a educação teológica e superior, aprendizagem à distância, saúde global, editorial e pensões para os pastores.
Os Ministérios Globais foram incumbidos pela
Conferência Geral de 2008 de supervisionar os vários ministérios intencionalmente criados para grupos específicos.
Estas são iniciativas de toda a igreja administradas pelos
Ministérios Globais. Relatórios completo fazem parte da
adenda. Salientamos alguns dos aspectos do seu trabalho:
1. O SPSARV (The United Methodist Special Program
on Substance Abuse and Related Violence) (Programa
Metodista Unida sobre a Violência e Substâncias
Relacionadas), através do seu Grupo de Trabalho da
Comissão Permanente Inter-Agências, coordena a
resposta global da denominação no que se refere ao
álcool, abuso e dependência de substâncias químicas e
violência relacionada. Trata-se de uma iniciativa geral
da igreja, administrada pelos Ministérios Globais. O
SPSARV prepara o clero, responsáveis leigos e profissionais da igreja a estarem devidamente informados e
serem participantes compassivos para com as necessidades de indivíduos e famílias vítimas da doença de
dependência. O SPSARV fornece recursos através do
sistema de ligação conexial a congregações, distritos,
conferências, instituições e parceiros ecuménicos.
2. Ministério com os deficientes auditivos: A
Comissão Metodista Unida para os Ministérios com
os Deficientes Auditivos, Surdez Tardia, Dificuldades
Auditivas e Surdos-Cegos (DHM-United Methodist
Committee on Ministries with Deaf, Late-deafened,
Hard of Hearing and Deaf-blind People) trabalha tanto
a nível local como global. Mediante dádivas e outros
fundos de O Avanço, os projectos foram apoiados
durante o quadriénio nos EUA (Texas, Arkansas,
Virgínia, Baltimore-Washington, Maryland e
Pensilvânia) e, de modo global, na ( Coreia do Sul,
Honduras, Haiti, México, Sri Lanka e Índia). Foram
atribuídos fundos parciais para acampamentos jovens
de estudantes com deficiência auditiva, para um
campo de surdos-cegos e para pessoas procurando
empenhar-se no ministério através da certificação e de
formação de resposta a catástrofes.
A comissão iniciou os seus trabalhos com a
Divisão dos Adultos Sénior e o Grupo de Trabalho
Nacional para os Ministérios com Deficiências. Foi
definida a prioridade para a Resposta ao Haiti e
foram feitos contactos com a comunidade de deficientes auditivos em Port-au-Prince.
3. O Pacific-Islander Ministry Study, ou Estudo do
Ministério nas Ilhas do Pacífico, explorou vias de
atribuição de poderes aos Metodistas Unidos das
Ilhas do Pacífico de modo a participarem completamente na vida da IMU e se tornarem agentes do
amor e do serviço Cristão na comunidade mundial;
permitir aos Metodistas Unidos das Ilhas do
Pacífico propagarem a sua fé nos seus novos ambientes, incorporando as suas dádivas oriundas dos
lares espalhados pelas respectivas ilhas com os
recursos apropriados no seu novo lar; reunir todos
os membros da IMU trazendo as diferentes e diversas dádivas à mesa das discussões; e afirmar o legado comum dos povos das Ilhas do Pacífico.
4. O National Plan for Hispanic/Latino Ministry
(Plano Nacional para o Ministério Hispano-Latino)
funciona em quatro áreas de ministério para cumprir
a sua missão: implementação de novas congre-
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gações, ministério da imigração e outros temas sociais prementes, a conferência anual e a estratégia da
igreja local, assim como a formação sobre liderança.
A 2009–2012 Eight-Priority Conference Strategy,
ou Conferência para a Estratégia das Oito
Prioridades de 2009–2012, é o Plano Nacional para
enfoque intencional sobre o Ministério HispanoLatino acerca dos recursos em áreas com o maior
índice populacional hispano-latino e outros membros do clero hispano-latino, igrejas e recursos.
5. O Korean-American National Plan, ou Plano
Nacional Coreano-Americano, reforça os
Ministérios Coreanos-Americanos dentro e fora da
igreja, administrando os fundos para projectos de
desenvolvimento e suporte. O Plano Nacional
Coreano-Americano foi estabelecido pela
Conferência Geral Metodista Unida de 2000 com o
objectivo de fortalecer os ministérios coreanos dentro e fora da igreja.
6. O Asian-American Language Plan, ou Plano dos
Idiomas Asiático-Americanos, cobre as preocupações
do ministério asiático-americano em quatro áreas:
desenvolvimento de recursos, desenvolvimento de
lideranças, desenvolvimento congregacional e desenvolvimento comunitário. No último quadriénio assistiu-se ao esforço tendente a reunir jovens adultos
asiático-americanos de todos os 10 sub-grupos asiáticos em atmosfera de cultro, estudo e camaradagem.
II. QUATRO ÁREAS DE ACÇÃO
Os Ministérios Globais possuem uma longa herança de
trabalho nas quatro áreas de acção definidas para as
Agências Gerais no quadriénio de 2009-2012 pela Mesa
Conexial e Conselho dos Bispos: implementação dos líderes
Cristãos, criação de novos lugares para novas pessoas,
empenhamento no ministério com os pobres e tratamento
das necessidades globais no campo da saúde. Por esse motivo, a parte central do relatório está organizado em torno
destas quatro áreas de acção.
A. Desenvolvendo líderes Cristãos com princípios para a Igreja e o mundo
Os Ministérios Globais cultivam e fortalecem os líderes
religiosos, assegurando uma igreja crescente e mais vibrante
em todo o mundo. Os estudos missionários, Escolas de
Missão Cristã, e programas de formação nos EUA e no
estrangeiro aumentam o alcance e a acessibilidade para
acções de formação em todos os pontos Metodistas Unidos.
Programas de ensino prático, como internatos de verão e
voluntariados individuais, dão oportunidades para uma
experiência prática do que é ministério.
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1. Jovens missionários
Os Ministérios Globais pretendem aumentar o número
de jovens missionários e o seu modo de actuar no campo da
missão, cooperando com agências e centros missionários,
quer no estrangeiro quer nos EUA. O ano de 2011 celebra o
60º aniversário do programa US-2. Este canal de serviço
agora venerável enriqueceu as vidas de milhares de jovens
mulheres e homens e através do seu testemunho tocaram
inúmeros outros jovens e adultos.
O entusiasmo entre os jovens e os jovens adultos é
enorme. Os Ministérios Globais são bastante experientes
na preparação de jovens para o trabalho missionário—
dispondo de vasta rede de contactos para recrutamento de
participantes e de colocações. Estes responsáveis trabalham em comunidades que enfrentam problemas como a
pobreza, a violência, o abuso de substâncias, o racismo, as
violações dos direitos humanos, a imigração, saúde, cuidados materno-infantis, justiça ambiental e justiça criminal.
Os programas de jovens missionários dão uma contribuição notória para moldar os líderes éticos e cristãos
proféticos. Adquirem a experiência em primeira mão do
que é a base do trabalho missionário num mundo pleno de
injustiças e carências, são incentivados a uma reflexão
teológica disciplinada e estão munidos do chamamento de
Deus para as suas vidas.
Estes jovens e jovens adultos não só são a esperança
das igrejas no amanhã, como actuam também como responsáveis dos Ministérios Globais em igrejas e ministérios hoje
em dia. Com energia, visão, entusiasmo e profunda fé, os
jovens e jovens adultos informam e transformam a direcção
da Igreja Metodista Unida, marcando mundialmente uma
posição de diferença.
2. Desenvolvimento da liderança
Uma média de 225 estudantes de 50 países diferentes
beneficiaram em cada ano deste quadriénio de bolsas para
formação no desenvolvimento de lideranças através dos
Ministérios Globais. O investimento total excedeu os 5 milhões de dólares. Estas oportunidades no domínio da educação munem homens e mulheres para papéis de liderança
tanto na igreja como nas comunidades, levando a mensagem
de esperança de Cristo pelo mundo. Estudam em programas
de nível equiparado ao ensino superior e obtêm os seus
diplomas em qualquer parte do globo. Todos os anos há
novos estudantes: por exemplo, em 2010–2011 houve 51
novos estudantes e 173 outros que prosseguiram os seus
estudos.
Uma proporção substancial dos estudantes são World
Communion Scholars (Bolseiros da Comunhão no Mundo)
(ex- Crusade Scholars), financiados pela World Communion
Offerings Scholars nas igrejas metodistas. Este programa
apoia pessoas de minorias raciais/étnicas internacionais e
dos EUA, facultando-lhes o acesso a mestrado ou doutora-
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mento nos mais diversos campos, entre eles medicina, educação, direito e teologia. Todas as áreas de estudo devem
responder de uma maneira ou de outra às quatro áreas de
acção: eliminação da pobreza, saúde global, liderança e
desenvolvimento congregacional. Os restantes fundos para
bolsas advêm de Trusts fiduciárias.
No ano académico de 2011–2012, 69 dos estudantes
estrangeiros vinham de África, 32 da Ásia, 16 da
Europa/Eurásia e 66 da América Latina e Caraíbas, incluindo 12 do Haiti. Dos estudantes de grupos raciais/étnicos dos
EUA 21 eram afro-americanos, 10 asiático—americanos e
10 hispano-latinos—uma verdadeira paróquia global de bolseiros.
5. Programas para diaconisas/pregadores Leigos
O Gabinete da Divisão Feminina das Diaconisas e dos
Pregadores Leigos existe para laicidade na Igreja Metodista
Unida que se sentem chamados por Deus a uma vocação a
tempo inteiro junto dos marginalizados e os necessitados no
mundo dos nossos dias. As diaconisas, mulheres leigas, e os
pregadores leigos, formam uma comunidade de compromisso com raízes nas Sagradas Escrituras, informados pela
história, guiados pelo espírito de missão, ecuménicos nas
acções e globais no seu alcance. Esta comunidade de leigos
respondeu ao chamamento de Deus nas suas vidas e foi
incumbida pela Igreja Metodista Unida a uma vida de ministério no amor, na justiça e no serviço.
3. Recrutamento missionário e novas categorias
6. Escolas de Missão Cristã e seminários
Com novos colaboradores e renovado entusiasmo de nacionais
missão, foi implementada uma campanha intencional a fim
de promover, guiar e convidar as pessoas a responder ao
chamamento de servir como missionários da Igreja
Metodista Unida através dos Ministérios Globais.
A partir de meados do ano corrente, o número de missionários que dão apoio normal ronda os 220. Além disso,
49 trabalhadores eclesiásticos e comunitários dedicam-se ao
auxílio aos pobres e aos excluídos nas zonas rurais e
urbanas nos Estados Unidos. Há outros 20 missionários
actuando segundo o Plano Nacional para os Ministérios
Hispano-Latino.
Há várias categorias de missionários e serviços de pessoal missionário que vão além das categorias referidas
acima. Incluídas estão parcerias ou concessões para e com
conferências anuais, conferências centrais, igrejas autónomas e núcleos missionários de contextos específicos. Entre
eles, 370 Nacionais em Missão (Nationals in Mission) (“exPersons in Mission”).
4. Assembleia de 2010: Fé • Esperança • Amor
em acção
As Mulheres Metodistas Unidas reúnem-se todos os
quatro anos para celebrar, elevar, aprender e regressar às
suas comunidades melhor preparadas para as suas missões. Dezenas de milhares de mulheres têm-se reunido
deste modo desde 1942 num esforço conjunto para se
manterem na linha da frente no trabalho a desenvolver
tanto local como globalmente, tanto sistematicamente
como em caridade, a fim de melhorar e sustentar as vidas
de mulheres, crianças e jovens. A Assembleia de 2010
teve por tema Fé • Esperança • Amor em acção e realizouse em St. Louis, no Missouri, entre 30 de Abril e 2 de
Maio. Com mais de 6.500 participantes, englobava culto,
um dia de serviço do Ubuntu, um pavilhão experimental e
uma assembleia.
As Schools of Christian Mission (Escolas de Missão
Cristã) foram criadas em meados dos anos trinta pela
Woman’s Home Missionary Society (Sociedade Missionária
Leiga da Mulher). Todos os anos mais de 20.000 pessoas
participam nas Escolas de Missão Cristã. Realizam-se em
todas as conferências Metodistas Unidas e são organizadas
pelas Mulheres Metodistas Unidas. As Escolas de Missão
Cristã são oportunidades de estudar temas actuais de
impacto social baseados em tópicos de estudo de missão
recentes. Cada escola oferece aulas sobre um tópico
cobrindo crescimento espiritual, estudo geográfico e um
tema social. Nas Escolas de Missão Cristã, os alunos aprendem a compreender a missão da igreja no contexto do
mundo moderno. Os estudos dão particular atenção às
responsabilidades das mulheres no trabalho missionário da
igreja. As escolas incluem grupos de culto e de interesse em
volta dos temas mais actuais, formação de nível médio e
eventos de associativismo.
O United Methodist Women National Seminar
(Seminário Nacional das Mulheres Metodistas Unidas) é um
evento de desenvolvimento de lideranças e educação na
justiça social para membros das Mulheres Metodistas
Unidas em todo o país. Trata-se de uma oportunidade de
explorar as actuais realidades no mundo e o diálogo de
como responder aos desafios como pessoas de fé.
B. Iniciar novas congregações e renovar outras
já existentes
Os Ministérios Globais associaram-se no quadriénio
2009–2012 para a implementação de 400 novas igrejas e
comunidades religiosas fora dos EUA, primeiramente com
iniciativas missionárias recentes em África, Ásia, América
Central e Europa de Leste. Esforços adicionais por parte dos
Ministérios Globais para o desenvolvimento congregacional
incluem o fortalecimento das congregações étnicas e raciais
nos EUA, patrocinando academias para o crescimento da
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Ministérios Globais
igreja em África, implementando parcerias missionárias
entre congregações dos EUA e as de outros países e enviando missionários que prestam apoiam aos líderes indígenas,
a fim de estes começarem as suas novas igrejas.
1. Iniciativas Missionárias
Novas igrejas estão a ser construídas em novos locais
através das iniciativas missionárias dos Ministérios Globais
em: Cambodja, Camarões, Ásia Central(Cazaquistão,
Quirguizistão, e Uzbequistão), Honduras, Letónia, Lituânia,
Malawi, Mongólia, Nepal, Rússia, Senegal, e Sudeste
Asiático (Laos, Tailândia, Vietname). São uma maneira de
viver um mandato bíblico e disciplinar forte para fazer discípulos em todas as nações, unindo as comunidades Cristãs
num sistema conexial. Mais de 300 novas igrejas foram construídas desde 2009, o que sugere que o objectivo inicial de
400 igrejas fora dos EUA será ultrapassado até ao final de
2012. Posteriormente, algumas destas congregações
poderão formar conferências anuais ou centrais da Igreja
Metodista Unida, ou poderão optar por ficarem comunhões
Metodistas autónomas.
Citamos seguidamente alguns exemplos de ministério
desenrolando-se em iniciativas missionárias:
a. Sudeste Asiático: A iniciativa missionária no
Cambodja representa uma metodologia missionária única,
dado que cinco diferentes comunhões Metodistas desenvolveram a missão em conjunto: a Igreja Norte-Americana
Metodista Unida através dos Ministérios Globais, a Igreja
Metodista Unida na Suíça e na França, a Igreja Metodista
em Singapura, a Federação Mundial das Igrejas Metodistas
Chinesas e a Igreja Metodista Coreana. A cooperação internacional entre Metodistas possibilitou a construção de escolas, igrejas e ministérios comunitários. Desde 1989, quando
a iniciativa começou com três igrejas Metodistas, a comunidade no Cambodja cresceu para 150 congregações servidas por mais de 20 missionários Metodistas e Metodistas
Unidos, 10 diáconos ordenados e 100 líderes leigos. Em
2016 os Metodistas no Cambodja tencionam estar constituídos como uma igreja Metodista autónoma.
Desde 2002, mais de 200 igrejas Metodistas Unidas
foram fundadas com mais de 12.000 participantes nas 39
províncias do Vietname. Baseando o modelo de desenvolvimento da igreja nas reuniões de assembleia de John Wesley,
pequenos grupos reúnem-se para “fomentar o associativismo, o culto a Deus, o estudo da Bíblia e evangelizar.” Na
reunião anual de 2011, foram admitidos 284 líderes de grupos-célula devidamente formados e foi comissionado o
primeiro grupo de 12 pastores missionários. A primeira missão a nível nacional foi recebida e partilhada de três formas:
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desenvolvimento da nova igreja, Wesley Theological
College na Cidade de Ho Chi Minh, e trabalho missionário
no Laos. A missão está a trabalhar para o reconhecimento
oficial do governo vietnamita. Estima-se que em 2012 a
constituição e a legislação seja aprovada e que seja possível
começar a eleger líderes. Em 2010, os Ministérios Globais
inauguraram a Centro Missionário na Cidade de Ho Chi
Minh.
b. África: A Igreja Metodista Unida no Malawi iniciou
a sua actividade em 1987, tendo sido a primeira missão ao
alcance da IMU do Zimbábue. Seis pastores malauianos,
formados nas escolas do Zimbábue, iniciaram 12 circuitos
Metodistas no Malawi em 1998. No presente, a igreja
cresceu para 22 circuitos com 150 congregações e 19.000
membros. Está a ser ponderada a aprovação de uma conferência anual provisória na Conferência Geral de 2012.
As 30 comunidades vibrantes de fé da Iniciativa
Missionária dos Camarões convidaram o Bispo Benjamin
Boni, da Costa do Marfim, para celebrar a ordenação dos
seus primeiros nove pastores Metodistas Unidos, entre eles
uma mulher. Os Metodistas Unidos dos Camarões patrocinaram clínicas oftalmológicas, oferecendo gratuitamente
óculos a mais de 1.000 pessoas. Em 2010, a igreja formou
14 equipas de cinco pessoas cada nos ministérios da saúde,
para um total de 70 novos colaboradores. As equipas da
saúde facultam tratamentos e promovem acções de consciencialização do HIV/SIDA assim como meios de prevenção através da educação.
c. América Latina: A Iniciativa Missionária das
Honduras teve início em 1994. Actualmente, La Iglesia
Metodista de Honduras, uma comunidade de homens, mulheres e crianças procurando a Deus nas Honduras construiu
12 congregações. A igreja procura servir a sua comunidade
fornecendo pão, água e cuidados de saúde com os seus programas de cuidados de saúde com base na própria comunidade.
d. Europa de Leste e Eurásia: A Igreja Metodista
Unida na Letónia tem 13 igrejas organizadas (11 falando
letão e 2 russo). Dois dos seus programas mais importantes
são o Wesley Camp, uma propriedade de 12.000 hectares
nas costas do Mar Báltico; e o Hope Center, que dá abrigo
aos sem-abrigo e grávidas menores de idade. O Metodismo
chegou à Letónia no início de 1921, crescendo para 20 congregações, e em 1925 enviou o seu primeiro missionário
para a Índia. A Segunda Guerra Mundial e o período soviético reduziram a igreja a praticamente nada até a Letónia ter
voltado a ganhar a sua independência em 1992.
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A Iniciativa Rússia, que abarcava a Rússia, Ucrânia,
Moldávia e Bielorrússia, começou no inverno de
1991–1992. É a iniciativa mais antiga e mais madura, com
125 congregações com pastores indígenas, um seminário
teológico em Moscovo e uma geração de jovens adultos
educados no seio da igreja. Hoje em dia esta igreja formou
a Igreja Metodista Unida da Eurásia que engloba também
congregações no Cazaquistão, Quirguizistão e Uzbequistão.
A IMU Eurásia criou um mapa de estradas para se tornar
auto-suficiente em 2015.
2. Em Missão Juntos e o 400 Fund
As iniciativas missionárias da Junta Geral dos
Ministérios Globais inspiram uma resposta apaixonada das
igrejas locais, conferências e voluntários de missão. A
chamada da Great Commission (Grande Comissão) (Mateus
28:18-20) levou muitos a darem generosamente para a fundação de novas igrejas e ministérios numa ligação crescente
dos Metodistas Unidos.
Uma rede vital de entidades Metodistas Unidas dos
EUA e alguns países europeus formou parcerias com várias
iniciativas missionárias através do programa “In Mission
Together” (Em Missão Juntos). Uma equipa de coordenadores organiza consultas e acções de formação periódicas
que incluem a participação tanto de apoiantes como membros da própria iniciativa.
O 400 Fund foi lançado em 2008 com uma garantia inicial de USD 400.000 (USD 1.000 para cada nova congregação) de Mary Watson, uma mulher de negócios de
Atlanta. Outros doadores contribuíram para este fundo
desde 2008, tornando possível promover acções de formação também para leigos nas áreas de iniciativa missionária. A atribuição de poderes a leigos provou ser um
método extremamente eficaz para desenvolver comunidades
de fé.
O programa In Mission Together chama a atenção para
a necessidade de uma abordagem aberta e equilibrada a
parcerias—que respeite e utilize as dádivas de todos os
envolvidos e trate de problemas de dependência. Ao requerer um “50/50 Partner Church Covenant” (Pacto 50-50%
entre Parceiros e Igreja), os Ministérios Globais estão activamente empenhados na mutualidade e responsabilização
entre parceiros.
INICIATIVAS MISSIONÁRIAS
C. Envolvimento no ministério com os pobres
O ministério com os pobres vai muito mais fundo na
herança da igreja como um compromisso fundamental de
John Wesley. A ênfase recai em “com” e não no ministério
“para” os pobres. A abordagem envolve todas as pessoas na
vida da fé em Jesus Cristo e assume-se na criação de estraté-
gias de combate à pobreza. Os Ministérios Globais
esforçam-se por superar as causas da pobreza mediante a
defesa e medidas políticas e económicas. Esse trabalho
começa por escutar e incluir aqueles que são afectados pela
pobreza como membros de valor da nossa comunidade
mundial.
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Ministérios Globais
1. Resposta à pobreza
Os Ministérios Globais e vários parceiros foram escolhidos e deram início a um trabalho substancial em seis modelos de combate à pobreza em África, Ásia, América Latina
e os EUA. Cada um dos projectos é uma fase diferente de
implementação.
a. “Move the Mountains” Circles©: Algumas conferências anuais, entre elas a Western North Carolina
Conference e as igrejas locais Metodistas Unidas deram início aos sítios “Move the Mountain” Circles©. Circles© funciona a nível local para permitir às famílias de menos
recursos melhorarem a sua situação com o envolvimento de
um modelo comunitário.
Nestes sítios é possível encontrar acções de formação
para famílias de baixos recursos e para aliados na comunidade para construir pontes sustentadas de capital social.
Num esforço assente na comunidade para o seu sucesso, as
famílias são aliadas a pelo menos dois aliados que compartilham apoio não financeiro, dando as ferramentas
necessárias para quebrar o ciclo da pobreza.
Os Ministérios Globais concederam concessões ao
“Move the Mountains” Circles©, incluindo uma concessão
de financiamento de acções de formação de 10 Metodistas
Unidos que são já formadores Circles© credenciados e que
estão disponíveis para apoiar as conferências anuais e as
igrejas que desejam iniciar um sítio “Move the Mountain”
Circles© no local. Acresce que os Ministérios Globais
financiaram um missionário para trabalhar com o programa
Circles© em Wadesboro, North Carolina.
b. Kamina, República Democrática do Congo
(RDC): O ministério de Kamina na RD do Congo usa um
modelo de desenvolvimento integrado de trabalho missionário para resultados sustentáveis. Esta abordagem faz
uma união estratégica entre os programas UMCOR de
saúde, agricultura e nutrição, bem como água e saneamento,
com programas das ONG, identificando os prestadores de
cuidados de saúde através da iniciativa de voluntários do
Centro de Saúde de Kamina.
A fase da agricultura é composta pela formação de 30
prestadores de cuidados de saúde comunitários ou membros de famílias em práticas integradas em colheitas ou de
pó-gestão. Os formandos também se organizaram para
começarem agricultura em grupo. Receberam formação
para obterem melhores colheitas e aprenderam a fazer
uma agricultura de seca para legumes e leguminosas, aplicando métodos sustentáveis e economicamente viáveis.
Além de que aprenderam também os benefícios da cultura
da soja e das árvores Moringa para melhor nutrição.
Finalmente, os prestadores de cuidados de saúde da
comunidade receberão formação em unidades de filtragem de água potável que podem ser fabricadas local-
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mente e comercializadas também pela população local. As
acções de formação serão dadas por voluntários e o tema
será o uso e a importância da água potável segura. Serão
construídas cisternas ou perfurar-se-ão furos nas comunidades locais no futuro.
Entre os objectivos para o programa integrado multianual estão maior segurança nos produtos alimentares e
nutrição através de técnicas agrícolas sustentáveis; saúde
melhor com sistemas de água e saneamento melhores; e
melhor nutrição, condições de vida e saúde dos formandos
e suas famílias e as comunidades onde se integram.
c. Filipinas, Área de Laiban: Trabalhar com os indígenas Dumagat nas Filipinas significa compreender os
desafios que enfrentam. As crianças Dumagat palmilham
longas distâncias de caminhos traiçoeiros pela montanha
para ir à escola, a qual pode ou não ter livros escolares,
materiais ou professores qualificados. Em algumas
aldeias aqueles que adoecem podem ser deitados rio
abaixo dentro de um tubo que chega à estrada, que por sua
vez os fará chegar à clínica mais próxima. Durante cerca
de 30 anos falou-se da construção de uma barragem que
encheria e deslocaria várias das aldeias Dumagat, o que
sombreou quaisquer passos para melhorar a sua situação
tão difícil.
O povo Dumagat e o Harris Memorial College, um
Colégio Metodista nas Filipinas, associaram-se aos
Ministérios Globais, incluindo a UMCOR, a fim de desenvolver um programa abrangente que englobe educação,
agricultura sustentável, saúde com base na comunidade e
projectos de condição de vida. O Harris Memorial tem
vindo a trabalhar junto do povo Dumagat há já alguns anos
e estabeleceu relações de confiança com eles através do programa comunitário chefiado pela Diaconisa Angie
Broncano.
Um dos primeiros programas a ser implementado melhorará o acesso das crianças Dumagat à educação. Em
colaboração com o Ministério da Educação, está a ser
implementado nesta área um sistema de aprendizagem alternativo. Os Dumagats receberão formação para seres os professores locais. Melhor acesso à educação será uma das
primeiras vias para o povo Dumagat melhorar as suas circunstâncias e retribuir às suas comunidades o que aprenderam durante muito anos.
d. Honduras, Projecto Mariposa em Talanga: Esta
iniciativa relativamente nova expandir-se-a e integrará ministérios locais já existentes. Uma parceria com a Missão
Metodista Unida nas Honduras, este projecto tem como
meta a consignação de poderes a mães solteiras através da
educação; formação vocacional e comercial; serviços de
saúde; desenvolvimento cultural, comunitário e económico.
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A comunidade local implementará o projecto com o apoio
do pessoal da missão e com a ajudar das instituições governamentais existentes. Os membros da igreja estarão profundamente envolvidos no Projecto Mariposa com uma visão
missionária.
e. Ministério com os Roma (“Ciganos”): O Bispo
Patrick Streiff classificou o ministério com os Roma como
a prioridade ministério-com-os-pobres na Conferência
Central e Central Europeia do Sul. Os Ministérios Globais
participaram numa consulta de dois dias em Budapeste,
em Fevereiro de 2011, organizou e conduzida pelo Bispo
e seus colaboradores, entre pastores da Igreja Metodista
Unida e supervisores distritais da Hungria, Eslováquia,
Bulgária, Sérvia, Macedónia e a República Checa.
Funcionários do estado, académicos e ONGs que lidam
com os Roma também tomaram parte. Imediatamente
antes da consulta, os Ministérios Globais e a Connexio
foram acompanhados numa visita de três dias às igrejas
dos Roma e às comunidades da Eslováquia Oriental e
Hungria pelos colaboradores do bispo e clero Metodista
local. O bispo e os seus colaboradores estão em conversações com os Ministérios Globais sobre os próximos passos a dar para o desenvolvimento de uma iniciativa
colaboradora no ministério com os pobres na comunidade
Roma. A educação e a formação do povo indígena Roma
será provavelmente uma prioridade neste novo projecto
piloto.
DCA Edição Avançada
com os Pobres” pela Igreja Metodista Unida, após muitos
meses de diálogo e trabalho com um grupo de trabalho interagências. Liderado pelos Ministérios Globais, cada uma das
13 agências gerais foi activamente inserida neste projecto,
incluindo várias ao mais alto nível. Deste esforço conjunto
resultou a With* Campaign (Campanha Com*).
Criada em parceria com o grupo de trabalho Ministério
com os Pobres, um novo sítio da Internet—
ministryWith.org—fornece os recursos multimédia
necessários para descarregar informação, como folhas de
factos, vídeos e podcasts. Estudos sobre culto e a Bíblia
concebidos para inspirar, desafiar e mobilizar a oferta de
música, reflexões bíblicas, questões e discussão e orações.
O Ubuntu Day of Service Toolkit (Kit de ferramentas do dia
de assistência Ubuntu), originalmente criado pela Divisão
Feminina, é uma ferramenta eficaz e amiga do utilizador
para formação sensível com voluntários.
Além de ser um portal de acesso a informação, melhores práticas e recursos, o sítio With* incentiva contactos e
mobilização. Cria momentos e mobiliza as pessoas a
tornarem-se discípulos activos—desenvolvendo ministérios
liderados pela comunidade e aumentando os ministérios
existentes com novas parcerias. As oportunidades de voluntariado e consciencialização, vídeos missionários, pedidos
de oração, assim como futuros eventos, são partilhados de
uma maneira que encoraja a comunidade e a conversação.
Reflexões sobre missão e ministério com os pobres são editados por líderes religiosos enquanto que os leitores são
convidados a estabelecer conversação com os seus comentários e submetendo recursos.
f. Imigração e migração global: Edificando sobre o
trabalho do Grupo de Trabalho dos Ministérios Globais para
a Imigração e o Grupo de Trabalho Metodista Unido sobre
Imigração, presidido pelo Bispo Minerva Carcaño, os
Ministérios Globais estão a apoiar as igrejas locais e outros
grupos nos EUA, que estão a trabalhar para entender e
avaliar o impacto económico, familiar e dos direitos
humanos das actuais políticas de imigração dos EUA que
emergem e contribuem para as condições de pobreza e sofrimento humano.
Os Ministérios Globais estão a analisar como um leque
abrangente de programas existentes na agência se relacionam com a migração global; analisando as preocupações
da imigração nos EUA num contexto global; e explorando
as causas que originaram a migração. Estão a ser utilizadas
concessões do Programa da Justiça Restaurativa dos
Ministérios Globais, a fim de apoiar as organizações associadas no tratamento por parte dos Metodistas Unidos das preocupações ligadas à justiça restaurativa, nomeadamente
referentes à detenção e deportação.
Ubuntu é uma palavra africana e um provérbio que quer
dizer “Eu sou humano porque tu és humano.” As Ubuntu
Explorer Journeys (Jornadas das Exploradoras do Ubuntu)
são oportunidades de serviço a curto prazo para membros
das Mulheres Metodistas Unidas para interagir com o
mundo através de parceiros de missão, lidando temas sociais e descobrindo novas maneiras de trabalhar em conjunto,
apoiando-se mutuamente e crescendo espiritualmente. As
Exploradoras do Ubuntu expandem o seu entendimento dos
assuntos que causam impacto no mundo e na sua própria
comunidade através da aprendizagem mútua com mulheres
de outras culturas. Cada Jornada Ubuntu é uma maneira das
mulheres aprenderem para onde vai a Missão Dar das
Mulheres Metodistas Unidas, que apoia mais de 200 programas em 75 países. As Jornadas Ubuntu realizaram-se no
Zimbábue, Cambodja, Hong Kong/China, Costa do Marfim
e Bolívia, entre outros países.
2. Campanha With*
4. Instituições Missionárias Nacionais
Em Janeiro de 2011, foi publicado um conjunto de
“Princípios Orientadores e Fundações Acerca do Ministério
Os membros das Mulheres Metodistas Unidas
dedicam-se à missão diariamente com as suas orações, vol-
3. Ubuntu Explorer Journeys
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Ministérios Globais
untariado e Dar como Missão. A sua fé e esperança está a
dar frutos em nome de e junto a mulheres, crianças e jovens
nas comunidades locais mediante o trabalho de Instituições
Missionárias Nacionais. Quase 100 Instituições
Missionárias Nacionais dos EUA apoiados pela dádiva das
Mulheres Metodistas Unidas estão a atribuir poderes a mulheres, cuidando de crianças, educando e formando os
jovens, cuidando dos abandonados e negligenciados,
defendendo temas da justiça social, criando oportunidades
económicas e mudando de bairros ou locais. Entre as
Instituições Missionárias Nacionais contam-se centros
comunitários, escolas, colégios, unidades de saúde e
residências de mulheres que oferecem um leque de serviços.
D. Melhorando a saúde globalmente
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A UMCOR Health recebe e revê as aplicações de
concessão e recomenda doentes à comissão executiva do UMGAF. A UMCOR Health controla e avalia
posteriormente os projectos financiados, revendo
relatórios e fazendo visitas locais.
Em Outubro de 2010 o funco lançou nova campanha, a 20/20: Visioning an AIDS-Free World (20/20:
Visionando um Mundo Livre sem SIDA), incentivando
à dádiva nominal de USD 20,00 ou mais para marcar
a diferença nas vidas daqueles que sofrem ou afectados pelo vírus do HIV/SIDA.
Uma conferência anual pode utilizar 25% dos fundos angariados para projectos de combate à SIDA
locais ou globais que seleccione.
1. UMCOR Health
A UMCOR Health (Saúde UMCOR) dedica-se à formação de competências em universidades e hospitais em
África. Durante o quadriénio fundou um curso de Laboratório
Médico Técnico na Africa University, Zimbábue, e tomou
parte no Dental Care to the World (Cuidados Dentários para o
Mundo) para dar início a um curso de dois anos de
Enfermagem Dentária no Hospital Ganta na Libéria.
Na América Latina, a UMCOR Health estabeleceu uma
clínica cujo modelo segue o projecto de Revitalização do
Hospital Africano. Financiou durante três anos a construção,
os equipamentos e a administração do Clinton Rabb Health
Post em Brisas del Mar, na Colômbia. Os Ministérios
Globais financiaram ainda a construção da clínica e uma
residência simples para o pessoal médico. A clínica serve
cerca e 3.000 pessoas, que de outro modo teriam de viajar
14 milhas (22 km) por estradas más para uma consulta de
rotina ou mesmo de emergência. A área remota viveu aterrorizada durante anos por bandos paramilitares.
GLOBAL AIDS FUND
(FUNDO GLOBAL CONTRA A SIDA)
Conferência Geral de 2004 criou, e a
Conferência Geral de 2008 deu-lhe seguimento,
o United Methodist Global AIDS Fund (UMGAF)
(Fundo Global Metodista Unido contra a SIDA) para
apoiar programas sobre educação de combate contra
o vírus do HIV/SIDA, prevenção, tratamento e cuidados de saúde não só nos EUA como no resto do
mundo. Foi criada uma Comissão UMGAF para supervisionar a promoção, uso, supervisão e distribuição do
fundo. Em meados de 2011 mais de 3 milhões de
dólares haviam sido angariados, com concessões distribuídas a 185 projectos em 37 países.
A
IMAGINE NO MALARIA
(IMAGINE SEM MALÁRIA)
magine No Malaria (INM) (Imagine Sem Malária)
representa uma intersecção da Iniciativa da IMU
Global Health com o Ministério com os Pobres. São
dois os objectivos do INM: angariar fundos para combater a malária e outras doenças causadas pela
pobreza em África até 2015—reflectindo áreas de prioridade
sublinhadas
pelos
Objectivos
de
Desenvolvimento do Milénio das N.U., e a formação
de competências e base de recursos dos sistemas de
saúde Metodistas em África.
A UMCOR tem sob a sua alçada a responsabilidade do esforço do INM em África, trabalhando com
as Conferências Centrais da IMU a fim de criar painéis
de saúde, entidades de governação e sistemas de
supervisão em cada um dos países. Os painéis de
saúde indicam propostas de projecto de controlo da
malária e orientam o uso responsável dos fundos do
INM. Além da distribuição de redes mosquiteiras,
antes apoiada pela campanha Nothing But Nets
(Nada mais além de redes), os beneficiários do INM
formam educadores de saúde na comunidade (3.500
receberam formação até meados de 2011); aquisição
de medicamentos essenciais à vida; reforço da infraestruturas clínicas e hospitalares; apoio à pulverização intra-domiciliária; questões de água e
saneamento ao nível comunitário.
Entre o lançamento do INM, em Abril de 2009, e
meados de 2011, a UMCOR tomou parte em conferências centrais com o fim de distribuir mais de 3,2 milhões de redes mosquiteira com tratamento insecticida
em quatro países. Na Serra Leoa, que recebeu o
maior quinhão de redes mosquiteiras, as crianças
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com menos de 5 anos receberam ainda vacinas contra a poliomielite, vitamina A e desparasitarias. Em
Agosto de 2011, uma workshop do INM na Africa
University, no Zimbábue formou e solicitou comentários de todas as conferências IMU em África acerca
das expectativas técnicas para os programas INM e
processo de proposta; o processo de concessão do
INM foi lançado em Outubro de 2011.
A Igreja Metodista Unida, fazendo parte do
Imagine No Malaria (Imagine Sem Malária), foi a
primeira organização de fé a associar-se ao Fundo
Global de Combate à SIDA, Tuberculose e Malária.
Os Ministérios Globais atestam a importância das
organizações comunitárias e de fé e sensibilizam
para o seu papel no combate à SIDA, malária e
tuberculose—em particular pelo modo como afecta
os índices de mortalidade materno-infantil. Existem
igrejas nas aldeias mais remotas e pequenas, sem
estrada ou electricidade. Têm presença e influência. Os Ministérios Globais estão empenhados em
activar essas comunidades, apoiando o Fundo
Global e os esforços nacionais de combate contra a
pobreza.
2. Desenvolvimento Global Integrado
Através dos seus escritórios de campo não governamentais em oito países, a ONG UMCOR continuou os seus
programas ao nível comunitário de higiene, água e saneamento, nutrição e segurança alimentar, construção e equipamentos escolares, tráfico humano e resposta de emergência,
entre outros. Neste quadriénio, a ONG UMCOR expandiu o
seu programa de segurança alimentar realizando distribuições em larga escala de refeições de milho no
Zimbábue; fundando cooperativas agrícolas na Arménia; e
dando acções de formação sobre agricultura, sementes e
moinhos na RD do Congo. Levou assistência a refugiados e
colocou internamente gente na RD do Congo, Afeganistão,
Indonésia, Sri Lanka e Sudão em resposta a emergências
naturais e causadas por mão humana. A ONG UMCOR
apoio o regresso de refugiados no Afeganistão, limpando
milhares de quilómetros de túneis e construindo escolas,
abrigos e clínicas de saúde. Os programas de distribuição de
medicamentos na Geórgia e na Arménia beneficiaram centenas de milhares de pessoas.
Os dois escritórios de campo da UMCOR Indonésia e
Azerbeijão— completou o seu período missionário. O
DCA Edição Avançada
escritório de campo do Zimbábue foi aberto em 2009 e o do
Haiti em 2010 (ver Auxílio a Vítimas de Catástrofes, na
página 1101). A ONG UMCOR planeou em 2011 o estabelecimento de um escritório de campo no Sul do Sudão (ver
Auxílio a Vítimas de Catástrofes, na página 1102).
3. Tráfico humano
No Human Trafficking Awareness Day (Dia de
Sensibilização para o Tráfico Humano) em Janeiro de
2011, o sítio da internet das Mulheres Metodistas
Humanas foi transformado num slideshow interactivo e
informativo dedicado à sensibilização do tráfico humano.
As contas das Mulheres Metodistas Unidas no Facebook e
no Twitter dedicaram igualmente este dia à troca de informações sobre tráfico humano, chamando assim até si as
atenções de outras agências Metodistas Unidas, um
aumento de 700 utilizadores activos na página do
Facebook e 30 no Twitter.
O programa anti-tráfico da UMCOR na Arménia é o
único programa naquele país que presta serviços a longo
prazo e com reintegração a mulheres, crianças e homens
que já sofreram o tráfico humano, cooperem ou não com
as forças policiais. O pessoal deste programa no abrigo
prestam cuidados médicos e psicossociais, apoio jurídico
e formação de competências vocacionais. Deste modo, os
sobreviventes recebem o apoio de que precisam para que
não continuem a ser vítimas fáceis dos traficantes outra
vez.
As Mulheres Metodistas Unidas ajudaram a UMCOR a
lançar a campanha Not Without Hope (Não Sem Esperança)
em apoio do abrigo na Arménia. A parceria entre a UMCOR
e as Mulheres Metodistas Unidas dá protecção e um leque
de serviços para a reabilitação e reintegração de pessoas
vítimas de tráfico humano.
4. I Believe You Documentário
Como parte do trabalho das Mulheres Metodistas
Unidas para a sensibilização nas congregações locais
quanto à violência doméstica, as Mulheres Metodistas
Unidas juntaram-se às Mulheres Presbiterianas, a Igreja
Evangélica na América, ao New York Board of Rabbis, e
à Islamic Society of North America, a fim de realizarem
um comentário interfé de uma hora intitulado I Believe
You (Creio em Ti): Resposta de Fé para Violência do
Parceiro Íntimo (Intimate Partner Violence). I Believe You
dá voz às histórias de sobreviventes, tornando clara a
assistência que os grupos de fé podem dar e dando coragem e orientando as mulheres que continuam ainda presas a relações abusivas. Explora as histórias de mulheres
que sentiram na pele o abuso e os programas que os grupos de fé criaram para lidar com estas necessidades. O
documentário foi transmitido pela cadeia a de televisão
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ABC entre Janeiro e Março de 2011 e inclui entrevistas
com a Secretária Geral Executiva da Divisão Feminina,
Harriett Jane Olson.
III. AUXÍLIO A VÍTIMAS DE
CATÁSTROFE
A. Estados Unidos
Quando a catástrofe bate à porta, as igrejas locais estão
no sítio para darem a primeira resposta às suas comunidades. Este entendimento básico—que a catástrofe é sempre local—é onde assenta a formação e a resposta da
UMCOR dos EUA. Antes de mais, a UMCOR é um recurso
para a reposta local, unindo- se às conferências locais para
oferecer a apoio necessário e como meio de erguer reunir
ajuda em toda a igreja.
Os Fundos de Resposta a Catástrofes da UMCOR dos
EUA financiam uma média de situações de emergência
todos os anos em resposta a acontecimentos que, ao longo
do quadriénio, incluíram o Deep Water 2011, desastres
múltiplos de magnitude histórica que percorreram todos os
EUA. No espaço de 10 semanas a UMCOR emitiu 23 concessões a 16 conferências anuais em resposta a tornados,
cheias, tempestades graves e incêndios. A Relief-Supply
Network da UMCOR, criada em 2010, embarcou mais de
10.200 baldes de limpeza para as áreas afectadas. O pessoal
da Resposta à Catástrofe da UMCOR deslocado para áreas
afectadas em Joplin, Missouri; Tuscaloosa, Alabama; e
Raleigh, Carolina do Norte, entre outras, em apoio das conferências anuais e das comunidades. O pessoal da UMCOR
deu formação como primeira resposta, cuidados espirituais
e emocionais e gestão de casos, assim como apoio no local
às equipas de resposta à catástrofe da conferência.
Durante o quadriénio o programa Resposta à Catástrofe
da UMCOR continuou os seus efeitos de recuperação a
longo prazo depois dos furacões Katrina e Rita em 2005, distribuindo os últimos US$25 milhões de um total de US$66,3
milhões contribuídos para essas agências. A UMCOR
respondeu com gente e financiamento (quase 2 milhões de
dólares) depois dos furacões Gustav e Ike em 2008.
O financiamento foi um desafio à resposta da UMCOR
às recentes tempestades. Após os furacões Gustav e Ike de
2008, as condições atmosféricas nos EUA eram relativamente brandas e as doações foram direccionadas para outros
desastres industriais. Isso criou um desafio ao financiamento à resposta da UMCOR às tempestades de 2011.
B. Haiti
O terramoto de janeiro de 2010 no Haiti causou
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destruição e perda de vidas de uma forma desproporcionada à sua magnitude 7.0 na escala de Richter com
mais de 1 milhão de deslocados e centenas de milhar de
mortos. Em meados de 2011 os Metodistas Unidos angariaram mais de US $45 milhões para o Haiti Emergency
Advance, fornecendo centenas de milhar de kits de saúde
e apoio da UMCOR. A UMCOR financiou para uso imediato via concessões, projectos piloto e a criação de um
escritório de campo ONG UMCOR em Port-au-Prince.
Um Plano de Resposta ao Haiti de três anos foi elaborado
pelos Voluntários Metodistas Unidos em Missão
(UMVIM) e o gabinete de Voluntários Missionários dos
Ministérios Globais, em cooperação com a UMCOR, em
coordenação com a Eglise Methodiste d’Haiti (EMH).
O Rev. James L. Gulley foi nomeado coordenador dos
Ministérios Globais e da UMCOR, agindo como ligação
estratégica entre a EMH, a UMCOR Haiti, o UMVIM e a
unidade de resposta à catástrofe da UMCOR. O Padre
Gulley coordena ainda os outros parceiros Metodistas,
incluindo a Igreja Unida do Canadá, a Igreja Metodista da
Grã Bretanha, e outras igrejas e grupos, dinamizando os
esforços de auxílio.
A reposta ao Haiti permaneceu na fase de emergência
durante um ano inteiro. Desafios importantes para o auxílio
incluíram a perda significativa de pessoal do governo do
Haiti para tomadas de decisão; remoção de terras e posse de
terras, instabilidade política; competição para os recursos
humanos entre milhares de ONGs no Haiti; e uma epidemia
de cólera, para mencionar apenas alguns.
A estratégia da UMCOR no Haiti é construir e alavancar parcerias e redes que forneçam tanto apoio imediato
como recuperação a longo prazo, e trabalhar com organizações de fé e parceiros seculares de auxílio e desenvolvimento. Existem projectos em implementação nos campos da
saúde e sistemas de saúde; educação e formação; agricultura, micro-crédito e subsistência; construção e reconstrução habitacional, escolas e hospitais; nutrição e
segurança alimentar; apoio a crianças, jovens e jovens adultos; e nos EUA apoio aos imigrantes, refugiados haitianos
assim como evacuados médicos.
Estes esforços são optimizados via mesas redondas
com parceiros, a fim de vislumbrar, analisar e coordenar
medidas, e via fóruns com especialistas em sectores concretos que contribuem para a elaboração de projectos inovadores. São informados segundos os critérios, como ajudar
o Haiti a “voltar a reconstruir-se”, auxiliando a economia
local, escutando as necessidades, determinando os projectos
de sustentabilidade e ficando preparados para ficar no Haiti
por muito tempo.
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C. Japão
Em março de 2011, uma tripla catástrofe sem precedentes—terramoto, tsunami e contaminação nuclear numa
central—assolou o Japão. A rede missionária dos
Ministérios Globais foi importante na resposta Metodista
Unida, cooperando com missionários servindo no Japão,
auxílio e desenvolvimento através da UMCOR, e parceria
com a Divisão Feminina do Wesley Center e o Asia Rural
Institute, um parceiro bastante antigo e bolseiro dos
Ministérios Globais.
O resposta de emergência da UMCOR financiou provisões de água potável, comida, roupas e cuidados médicos;
apoio na reconstrução urgente; limpeza de escombros e
reparação de danos em casas causados pelos tsunamis.
Em Junho de 2011, doadores contribuíram com 9 milhões de dólares para a Emergency Advance no Japão. Um
consórcio de igrejas e organizações Cristãs no Japão
emergiu, apelando a participantes numa Assembleia
ecuménica de Solidariedade, que contou com a presença dos
Ministérios Globais. O consórcio serve agora de canal de
coordenação do auxílio e financiamento de organizações de
fé. A UMCOR está a trabalhar no consórcio e com parceiros
seculares e em meados de 2011 preparava-se para elaborar
uma estratégia de auxílio e recuperação.
D. Paquistão
Em Julho de 2010, o Paquistão as piores cheias de há 80
anos. A época das monções trouxe chuvas torrenciais e provocou terríveis cheias em todas as províncias. Cerca de 20 milhões de pessoas foram afectadas, um total superior ao tsunami
do Oceano Índico em 2004, o terramoto no Paquistão em 2005
e ao terramoto do Haiti em 2010, juntos. A UMCOR levou
auxílio mediante parceiros da Norwegian Church Aid/Diocese
of Peshawar, Muslim Aid e a GlobalMedic. O grosso do financiamento da UMCOR foi para o Church World Service destinado a cuidados de saúde, programas de recuperação e
subsistência e programas de segurança alimentar.
E. Chile
Um terramoto de magnitude 8.8 assolou o Chile em
Fevereiro de 2010. Graças à formação de respostas a
catástrofes da UMCOR quatro meses depois, a Iglesia
Metodista de Chile (IMECH) tomou imediatamente medidas. A IMECH corroborou que a formação fora “fundamental” para a sua capacidade de resposta. Como resultado,
formara o seu próprio braço de resposta, devidamente credenciado pelo governo chileno; tornou-se líder na Comissão
de Emergência Ecuménica fundado após o terramoto; e teve
um papel preponderante na minuta e implementação de um
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apelo a capital ACT. Os Metodistas Unidos angariaram US
$705.515 para o Chile Emergency Advance, que estão a ser
aplicados na ajuda das pessoas mais vulneráveis afectadas
para reparação ou reconstrução das suas casas, construção
de abrigos temporários e apoio emocional aos que
enfrentam o trauma.
F. Filipinas
A formação de resposta a catástrofes da UMCOR foi
também vital para que a Conferência Anual das Filipinas
pudesse dar resposta aos tufões de Ketsana e Parma. A
UMCOR deu esta formação e abriu um gabinete de resposta a catástrofes próximo de Manila em Julho de 2009; os
tufões assolaram o território em Setembro.
Um ano depois, o tufão Megi assolou as Filipinas e o
gabinete pôde responder mais uma vez. A UMCOR
Filipinas possui também um ministério de presença, actua
como núcleo de comunicação entre as conferências
Metodistas Unidas nas Filipinas e com os EUA, oferecendo
instalações de armazenagem no local para armazenagem de
mercadorias e outros fornecimentos de auxílio,
G. Sudão
A UMCOR abriu as portas do seu escritório de campo
da ONG na capital sudanesa de Cartum em Fevereiro de
2005, cerca de um mês depois do governo no Norte e os
rebeldes no Sul terem formalmente findado as hostilidades
de 20 anos e assinado um Acordo de Paz Abrangente em
2005. O acordo deu lugar a um referendo sobre a independência do Sul e a votação foi em Janeiro de 2011. Mais
de 98% dos sudaneses do sul escolheram a independência,
que se efectivou em Julho de 2011.
Necessidades de prioridade e oportunidades no Sudão
do Sul foram consideradas numa mesa redonda organizada
pelos Ministérios Globais em Agosto de 2011, na qual participaram missionários Metodistas Unidos na área e cujo
anfitrião foi a Conferência Anual da África Oriental. Entre
os participantes contavam-se a IMU Sudanesa, a
Conferência de Holston, a IMU Ginghamsburg no Ohio, os
Ministérios Globais, a UMCOR, a Divisão Feminina e os
Voluntários Metodistas Unidos em Missão.
A UMCOR está a planear abrir um escritório de campo
em Juba, capital do novo paí, mantendo embora o outro em
Cartum, o seu trabalho no Dafur e os seus programas nas
cidades de Aweil e Yei no Sudão do Sul. De igual modo, os
Ministérios Globais estão a associar-se para espalhar igrejas
e enviar missionários para a nova nação.
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IV. CONCLUSÃO
Através do planeamento estratégico e outros fóruns, os
Ministérios Globais estão a tomar medidas para uma maior
sensibilização da necessidade de aprofundar e expandir a
confiança na missão. As iniciativas missionárias são motivo
de celebração e existem dezenas de novos lugares onde as
iniciativas dos Metodistas Unidos podem fazer parte da
transformação. O metodismo tem uma mensagem clara e
confiante: Deus ama-nos, um amor expresso na criação.
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Deus através de Jesus Cristo torna-nos aceitáveis aos
olhos de Deus por mais arredados que tenhamos andado da
fé, e Deus no Espírito Santo mantém-nos quando aceitamos
Deus. Vivendo para um modelo flexível de facilitação de
missão, os Ministérios Globais estão a destacar-se de modo
notório para virem a ser uma agência missionária global
para uma igreja global assente na graça e na confiança no
chamamento de Deus.
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Relatório do Programa Especial sobre
Abuso de Substâncias e Violência Conexa
A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a
trazer; a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei;
(Ezequiel 34:16, JFA)
Testemunhando o amor e a graça de Deus, o Programa
Especial da Igreja Metodista Unida sobre o Abuso de
Substâncias e Violência Conexa (SPSARV, do inglês United
Methodist Special Program on Substance Abuse and
Related Violence) é uma resposta de saúde global ao abuso
e dependência de álcool e químicos e à violência daí resultante. Através do Grupo de Trabalho da Comissão
Permanente e Inter-agências, o SPSARV prepara líderes da
igreja local—clérigos,guias leigos e profissionais da igreja—para serem agentes de transformação, informados e
compassivos, para todos os filhos de Deus, viciados/alcoólatras e entes queridos, que experimentam a fragilidade da
doença da dependência.
O SPSARV concede subvenções, modelos, experiências de educação em toda a Igreja, ferramentas de apoio a
políticas públicas, oportunidades de formação com base nas
capacidades e recursos de rede em toda a conexão global
que:
• diminuem o estigma associado à dependência;
• promovem respostas do ministério no que diz
respeito à prevenção, intervenção, tratamento, recuperação e/ou política pública;
• nutrem redes de Metodistas Unidos empenhados no
ministério da dependência e
• celebram a integridade e recuperação da destruição.
O SPSARV prevê um mundo onde o quebrantamento
da doença da dependência é substituído pela promessa de
Deus de esperança, cura, saúde e integridade.
CONTEXTO
Desde o séc. XVIII, a Igreja Metodista Unida e as suas
denominações antecessoras têm tido um longo legado de
ministérios de cura e de saúde, defendendo esforços, como
a abordagem de questões como o álcool e as drogas. Já na
Conferência Geral de 1916, a Igreja Metodista Episcopal
criou a Junta de Temperança, Proibição e Moral Pública
para ser uma testemunha social e liderar os esforços de defesa contra o uso excessivo de álcool e outras drogas. Em
1990, na continuação do seu testemunho corajoso sobre esta
epidemia de saúde pública, o episcopado da Igreja
Metodista Unidade reconheceu a difusão da dependência e
a morte e destruição que esta deixa no seu rasto e questio-
nou: “Onde está a igreja e qual é o seu papel nas drogas e
violência com elas relacionada?” Nesse ano, o Conselho dos
Bispos liderou a denominação na sua resposta à crise e
lançou a Iniciativa dos Bispos sobre Drogas e Violência
Conexa.
Em resposta às constatações do Conselho dos Bispos, a
Conferência Geral de 1992 criou o Programa Especial
sobre o Abuso de Substâncias e Violência Conexa
(SPSARV) para responder, “num esforço de cooperação” ao
problema de consumo de drogas a um nível nacional e internacional. Durante o primeiro quadriénio, o SPSARV trabalhou com a liderança Metodista Unida nos EUA e na Europa
e foi reafirmado na Conferência Geral de 1996, fazendo
deste ministério uma iniciativa contínua da denominação.
Até à data, os esforços para produzir recursos importantes para os Metodistas Unidos e parceiros ecuménicos
foram significativamente extendidos pelos EUA, Europa e
África. O SPSARV continua a disponibilizar o seu programa através do sistema conexional da Igreja Metodista
Unida.
O QUADRIÉNIO 2009-2012
Trabalhando a partir dos cinco componentes dos seus
programas, nomeadamente, subvenções, replicação de modelos, educação, defesa, e formação, o SPSARV aprofundou
o nível de compreensão da doença da dependência. A equipa
do ministério do SPSARV ofereceu ferramentas para
respostas do ministério, especialmente no âmbito das congregações e conferências, e teve como objectivo efectuar
uma mudança sistémica facilitando um maior empenho em
respostas na forma de políticas públicas.
Subvenções
O SPSARV atribuiu mais de 30 subvenções num total
de mais de 340.000 dólares a Metodistas Unidos, organizações ecuménicas e a outros parceiros nos EUA, Europa e
África para trabalhos relacionados com a prevenção, intervenção, tratamento e recuperação. Através do programa de
subvenções, o SPSARV promoveu o desenvolvimento de
novas respostas de ministério de igreja local e reforçou
respostas já existentes, servindo as necessidades dos paroquianos e da comunidade.
Modelos
O SPSARV apoiou o lançamento de dois modelos de
ministérios, incluindo o Better Community Development,
Inc. (BCD), o ministério de tratamento congregacional
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Centro de Empoderamento e a replicação da Escola de
Dependência Química de Oklahoma (OCDS do inglês
Oklahoma Chemical Dependency School ), uma experiência
educacional intensiva com duração de 12 dias para líderes
clericais e leigos. O BCD, Inc. será mentor de congregações
que, dentro da conexão, pretendem apoiar e oferecer um ministério de tratamento. A OCDS foi adoptada para ser utilizada
na Jurisdição Sudoeste dos Estados Unidos, na Europa e em
África. O total de graduações nestes novos programas é de
aproximadamente 100. Para além disso, o SPSARV continuou a sua expansão do Modelo de Aconselhamento de Pares.
O modelo foi lançado em todas as 12 áreas episcopais em
África, tendo alcançado mais de 1.000 jovens em todo o continente. A liderança na Europa e nos Estados Unidos também
planeja adaptar e utilizar este recurso, que ajuda os jovens a
fazer opções de vida saudáveis e a tornarem-se modelos positivos para os seus pares.
EUA, o SPSARV criou um estudo da Bíblia para os que
fazem parte da Igreja Metodista Unida e não só utilizarem à
medida que vêem o filme.
Educação
Advocacia
Através de cinco esforços na área de marketing e educação, o SPSARV intensificou os seus esforços para ajudar
a promover um entendimento da dependência e o seu
impacto no viciado/alcoólatra e na sua família. O SPSARV
alargou a sua campanha de consciencialização anual em
Setembro através do lançamento de uma iniciativa de educação global. A iniciativa anual inclui uma série de informações apresentadas no sítio de internet da Junta Geral de
Ministérios Globais e noutros sítios interessados na área da
comunicação, a distribuição de um recurso a centros de conferenciais de comunicação para uso contínuo por parte de
clérigos e leigos no âmbito das conferências anuais, e os
esforços de reconhecimento especial para ajudar Metodistas
Unidos que trabalham com ministérios do vício.
Através de quatro acções de formação de carácter congregacional, o SPSARV estabeleceu uma parceria com a
Junta Geral da Igreja e Sociedade e com os Parceiros da Fé,
Inc., para oferecer aos líderes clérigos e leigos, de três conferências anuais, formação sobre a continuidade existente
entre as respostas dos ministérios de misericórdia e da
justiça. Estas formações deram mais informações aos participantes das Jurisdições Ocidental, do Sudoeste e do
Nordeste acerca da importância do apelo de Cristo à igreja
para que sejam defensores de uma mudança sistémica.
O SPSARV lançou um círculo de leitura online—o
Círculo da Esperança, Cura e Saúde- que apresenta uma
selecção de leitura a cada trimestre para os interessados em
aprender mais acerca das respostas a uma dependência.
Através do uso de recursos online, o SPSARV oferece uma
oportunidade para os membros do círculo de leitura colocarem as suas reflexões nas selecções de livros online.
O SPSARV também lançou uma nova publicação,
boletim informativo electrónico Esperança, Cura e Saúde,
que mantem actualizados sobre as actividades do SPSARV
e outros esforços da Igreja em geral os interessados neste
ministério.
O SPSARV fez uma parceria com a organização
Perdidos e Achados na América (LAFIA, do inglês Lost
And Found In America) para disponibilizar o seu comovente
documentário “Lost In Woonsocket.” O documentário capta
a vida de dois homens e as suas jornadas para a recuperação.
Para além de apoiar a divulgação deste filme em ecrãs dos
Por fim, o SPSARV produziu um recurso de estudo
quaresmal para pequenos grupos sobre os temas universais
da esperança, cura, saúde e integridade. O recurso foi desenvolvido através de um convite aberto feito à igreja em geral
para contribuições de metodistas unidos em toda a denominação. Os membros do Conselho dos Bispos emprestaram a
sua liderança para o desenvolvimento desta publicação, com
quatro bispos a oferecer apresentações para um tema comum
representado nesta ferramenta. O pequeno grupo de estudo
destina-se a oferecer um ponto de discussão que ajude todos
os compreender a singularidade do vício e o seu impacto nos
indivíduos e os pontos comuns de todos os filhos de Deus
que procuram a integridade durante o tempo da Quaresma.
Formação e networking
O SPSARV realizou oportunidades de formação e de
networking através da conexão global, dando ajuda na organização de conferências, seminários, plenários e promovendo
workshops. Para além disso, o SPSARV ofereceu bolsas de
estudo a clérigos e a leigos para formações seleccionadas com
base em competências oferecidas por outras organizações.
Nos EUA, o SPSARV ajudou aproximadamente 400
cleros e leigos nas cinco jurisdições. Através dos membros
da equipa de liderança do Grupo de Trabalho Africano, o
SPSARV atingiu mais de 2.500 clérigos, leigos, mulheres,
seminaristas e jovens representando todas as 12 áreas episcopais de África. Na Europa, o Conselho Europeu, patrocinado pelo SPSARV, lançou a primeira replicação da Escola
de Dependência Química de Oklahoma fora dos EUA
servindo 23 participantes, incluindo um superintendente
distrital como visitante por um dia.
O SPSARV colaborou com outras entidades Metodistas
Unidas, incluindo:
• Junta Geral de Igreja e Sociedade—oferecendo formação congregacional;
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• O Centro de Retiro do Mount Sequoyah no
Arkansas—formação de membros nos sistemas
familiares na Jurisdição Central do Sul;
• Escola de Dependência Química da Conferência de
Oklahoma—fornecendo uma experiência de ensino
sobre a dependência e o papel da igreja em servir os
indivíduos e as suas famílias e
• Planos e convenções étnicos/raciais da Igreja
Metodista Unida—adaptando recursos às necessidades específicas.
Para além da Igreja Metodista Unida, o SPSARV trabalhou com a Associação Nacional para os Filhos de
Alcoólatras (NACoA, do inglês National Association for the
Children of Alcoholics) e os Perdidos e Achados na América
(LAFIA, Lost And Found In America). Através da parceria
com ambas as organizações, o SPSARV forneceu uma
imagem completa do impacto do vício nos indivíduos,
famílias e comunidade em geral. A NACoA ofereceu formação em sistemas familiares e em respostas pastorais,
enquanto a LAFIA realizou uma tournée nacional do seu
documentário fascinante, “Lost In Woonsocket”, patrocinada pelo SPSARV, a qual narra a vida de dois homens nas
suas jornadas para a recuperação.
O ministério do SPSARV tem crescido à medida que as
suas redes têm continuamente evoluído com uma programação avançada e infra-estruturas reforçadas.
Grupo de Trabalho Africano
O Grupo de Trabalho Africano (GTA) do abuso de substâncias e violência relacionada, uma rede do SPSARV nas
conferências centrais, reforçou a sua infra-estrutura para
melhor servir as áreas episcopais que representa. O GTA
desenvolveu estatutos e criou processos para gerir a sua programação e divulgar a sua política. Em termos de programação, o GTA expandiu a sua utilização do Modelo de
Aconselhamento de Pares, garantindo que todas as áreas
episcopais equipassem os jovens com este recurso. O GTA
aumentou a sua oferta de recursos aos clérigos e aos leigos,
a partir do modelo da Escola de Dependência Química de
Oklahoma. Por último, o GTA iniciou planos para criar uma
resposta de tratamento com base no modelo alemão
Comeback, assim como em modelos africanos. O GTA fez
do tratamento baseado na fé uma prioridade para o seu trabalho contínuo.
Conselho Europeu
O Conselho Europeu ajudou mais de 25 ministérios
fornecendo apoio técnico e financiamento em 10 países da
Europa. O financiamento apoiou programas de prevenção,
intervenção, tratamento e de apoio à recuperação. Foi dada
ênfase à educação sobre a doença da dependência e ao apoio
de jovens na tomada de decisões ponderadas. O conselho
também experimentou uma mudança na liderança e respectivos membros. Tais mudanças no organismo levaram a
sessões de visionamento e a um plano para serviços acrescidos para grupos alvo em toda a Europa.
Redes de Jovens e Jovens Adultos
O SPSARV colaborou com a equipa Devozine na Junta
Geral do Discipulado para lançar uma compilação de devocionais existentes relacionados com abuso de substâncias,
um recurso para os jovens que lidam com a dependência. A
publicação intitulada “HadEnough”, capturou testemunhos
e reflexões novos ou anteriormente submetidos por jovens.
O devocional está disponível em formato electeónico para
transferência para jovens, líderes da juventude e pais.
Administração
Durante o quadriénio, a estrutura de pessoal do
SPSARV mudou e é agora constituída por quatro funcionários a tempo inteiro que apoiam actualmente mais de
75 conferências na Europa e em África com uma expansão
planeada para outras partes do mundo.
O SPSARV actualizou todos os materiais de educação
e marketing num esforço dedicado para assegurar que o seu
sítio de internet seja mais acessível e informativo.
O SPSARV tem explorado continuamente oportunidades para colaborar com agências, conselhos, redes de
toda a Igreja para o ministério de campus, advocacia, educação de seminaristas, novos clérigos e pastores locais, bem
como para alcançar várias lideranças raciais/étnicas e
globais em toda a igreja.
RECOMENDAÇÕES PARA 2013-2016
O SPSARV, através de vários departamentos da sua
agência administradora, a Junta Geral dos Ministérios
Globais, vai defender as recomendações do seu Grupo de
Trabalho de Inter-agência e Comissão Permanente para continuar a:
• consciencializar em relação aos problemas com o
álcool, outras drogas e violência relacionada com
especial atenção para as implicações da doença da
dependência sobre a saúde.
• equipar clérigos, leigos e jovens/jovens adultos com
recursos para o ministério.
• Desenvolver uma liderança Metodista Unida eficaz
de advocacia para impulsionar campanhas de
mudanças sistémicas em todo o mundo.
Os objectivos específicos incluem:
• Atribuir pelo menos 30 subvenções para apoiar o
desenvolvimento e/ou fortalecer o ministério da prevenção, intervenção tratamento e apoio da recuper-
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Ministérios Globais
•
•
•
•
ação da dependência e/ou políticas públicas com
ênfase nas respostas ministeriais congregacionais.
Replicar pelos menos dois novos modelos de resposta à dependência em toda a igreja com um alcance
global nas conferências nos Estados Unidos, Europa,
África, Ásia e América Latina.
Aumentar a visibilidade das respostas do ministério
às questões relacionadas com o álcool, outras drogas
e violência conexa, e da compreensão da epidemia de
saúde pública através de uma estratégia de educação
a todos os níveis da igreja—episcopado, conferência,
distrito e igreja local—utilizando-se vários meios de
educação.
Fornecer pelo menos três oportunidades para a igreja
global se envolver em políticas públicas globais de
raiz para responder ao marketing/publicidade de
venda de álcool e tabaco de forma a proteger aqueles
que são mais vulneráveis.
Alargar o networking e oportunidades de formação
para as respostas holísticas do ministério a pelo
menos 1.000 leigos, 500 clérigos e 200 profissionais
de igreja em toda a conexão global.
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• Proporcionar a formação em grupos de pares, recursos impressos e electrónicos para jovens sobre álcool
e outras drogas que permitem a advoccia a si próprio,
a familiares e pares.
ACÇÕES/RECOMENDAÇÕES PARA 2012
Que o Grupo de Trabalho de Inter-agência e Comissão
Permanente relacionado com o SPSARV seja renomeado
para Conselho Global da Igreja Metodista Unida para a
Dependência de Drogas e Álcool (UMGCDAA, do inglês
United Methodist Global Council on Drug and Alcohol
Addiction) para reflectir com mais fidelidade as entidades
representadas neste organismo de liderança. Além disso,
que seja obrigatório que em cada quadriénio o SPSARV
convide, de acordo com a abordagem de toda a Igreja original que a Conferência Geral de 1992 vinculou, cada agência
de igreja e/ou conselho, representantes que geograficamente
reflectem os constituintes servido, e outras redes seleccionadas para aceder à equipa de liderança.
Que o SPSARV seja reafirmado e que receba recursos
para o quadriénio de 2013-2016.
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Relatório sobre os Ministérios dos Surdos,
Surdos-Cegos, e dos que têm Problemas de Audição
O Comité Metodista Unido sobre os Ministérios dos
Surdos e Com Problemas de Audição (The United
Methodist Committee on Deaf and Hard of Hearing
Ministries—DHM) trabalha no ministério com pessoas que
sofrem de surdez, surdez tardia, com deficientes auditivos e
com deficientes audiovisuais, tanto a nível local como a
nível mundial. Através de ofertas do The Advance (O
Avanço) e outros fundos, os projectos foram apoiados
durante o quadriénio nos EUA (Texas, Arkansas, Virginia,
Maryland, e Pensilvânia) e globalmente (Coreia do Sul,
Honduras, Haiti, México, Sri Lanka, e Índia). Foram providenciados fundos parciais para um acampamento para deficientes audiovisuais, para acampamentos de adolescentes
para estudantes que sofrem de surdez e para pessoas que
procuram entrar no ministério através de certificação e formação de resposta a desastres.
O comité começou por trabalhar com a Divisão de
Adultos mais Velhos e a Força de Trabalho Metodista Unida
sobre Ministérios dos Incapacitados. Foi dada prioridade à
resposta ao Haiti, e o comité entrou em contacto com a
comunidade surda de Port-au-Prince.
Os DHM mantêm um site (www.umcdhm.org) com
recursos para os nossos grupos alvo, assim como igrejas que
queiram iniciar ministérios com a nossa população. Os
DHM mantêm o seu estatuto como projecto Advance
(Avanço), que ajuda a obter dinheiro para os ministérios
crescentes.
A nossa segunda conferência global de surdos ocorreu
em Seoul, Coreia do Sul, com representantes de nove países e 29 participantes dos Estados Unidos. Uma terceira conferência global está a ser planeada para Nairóbi, Quénia, em
2013, em cooperação com a Igreja Metodista do Quénia e a
Pastora Margaret Mukami, presidente da Federação
Mundial dos Metodistas com Deficiências Auditivas.
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Relatório sobre os Nativos das Ilhas do Pacífico
Plano Abrangente para o Estudo do Ministério
Preâmbulo
É com grande humildade, respeito e agradecimento
que os Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico passam o
limiar da Conferência Geral da Igreja Metodista Unida
como parceiros, no tarefa de criação de discípulos de
Jesus Cristo para a transformação do mundo.
Respondemos à chamada da Grande Comissão “ide e
fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19-20) e
reconhecemos que “as igrejas locais são a arena mais significativa através da qual ocorre a criação de discípulos”
(O Livro de Disciplina da Igreja Metodista Unida, 2008,
p.87). Trazemos dons e graças inatos que criaram e
moldaram uma cultura holística durante centenas de anos.
Esses mesmos dons e graças levaram-nos pelos oceanos e
permitiram-nos praticar e proclamar o amor do Senhor
ressuscitado na nossa nova Casa, os Estados Unidos, e em
todo o Mundo. E apesar dos desafios universais que
definem a experiência dos imigrantes numa nova terra
afectem a nossa existência, temos perdurado com alegria.
É com alegria que oferecemos o seguinte relatório à
Conferência Geral e convidamo-lo a participar na nossa
jornada, unindo-se a nós para melhor equipar a comunidade dos Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico para
continuar a tarefa de fazer discípulos de Jesus Cristo para
a transformação do mundo.
Antecedentes e Mandato
Em 2008, a Conferência Geral da Igreja Metodista
Unida respondeu a uma petição da comunidade
Metodista Unida das Ilhas do Pacífico com um voto para
adoptar Um Plano Abrangente dos Nativos das Ilhas do
Pacífico para o Estudo do Ministério (Estudo), designando a Mesa dos Secretários Gerais para agir segundo o
seguinte mandato:
O estudo irá (1) pesquisar e estudar as necessidades nas
comunidades das Ilhas do Pacífico; (2) desenvolver
recomendações para lidar com essas necessidades; e (3)
estabelecer prioridades que terão início para desenvolver ministérios nas comunidades que chegariam aos
Americanos das Ilhas do Pacífico. Estes resultados seriam apresentados como recomendações à Conferência
Geral de 2012.
A supervisão administrativa e de financiamento do
Estudo, que leva à preparação final de um plano do ministério, foi atribuída à Junta Geral de Ministérios Globais.
O Plano Abrangente para o Metodismo Unido dos Nativos
das Ilhas do Pacífico representa o primeiro plano
abrangente submetido à Conferência Geral da Igreja
Metodista Unida, procurando a afirmação da Igreja
Metodista Unida e apoio aos esforços dos Metodistas
Unidos das Ilhas do Pacífico para fortalecer o crescimento dos ministérios e discípulos de Jesus Cristo nos Estados
Unidos e globalmente.
Activos
De acordo com a informação do Censo EUA de 2010,
pelo menos, 1.1 milhão de pessoas originárias das Ilhas do
Pacífico vivem nos Estados Unidos. Muitos deles estão cá
há, aproximadamente, quatro décadas sendo que outros
são imigrantes recentes. As pessoas originárias das Ilhas
do Pacífico representam uma população em rápido crescimento com diversas histórias, culturas, línguas e perfis
demográficos, incluindo associações políticas ao governo
dos E.U.A. Os havaianos nativos são descendentes das
pessoas indígenas do estado do Havaí, mas como cidadãos
dos E.U.A. têm acesso total aos privilégios e direito aos
programas associados à cidadania dos E.U.A. Por outro
lado, outros Nativos das Ilhas do Pacífico são representados pelos migrantes de territórios dos E.U.A.—Samoa
Americana, Guam, Ilhas Marianas do Norte e Estados
Livremente Associados—Estados
Federados
da
Micronésia, República das Ilhas Marshall e República de
Palau, bem como imigrantes de países independentes das
Ilhas do Pacífico —Fiji, Samoa, Tonga, Toquelau, Tuvalu,
Kiribati, Vanuatu, Ilhas Salomão, e Papua Nova Guiné. Os
Nativos das Ilhas do Pacífico nascidos nos Estados Unidos
são cidadãos e os migrantes dos E.U.A. dos Territórios do
Pacífico podem viajar livremente para o país e são, frequentemente, empregados nos Estados Unidos sem a
necessidade de uma licença para trabalhar. Os imigrantes
de nações independentes das Ilhas do Pacífico têm os mesmos desafios e regulamentos que todos os residentes
estrangeiros que entram nos Estados Unidos, quer em termos de tempo de estadia ou objectivo da visita.
A cultura das Ilhas do Pacífico e modo de vida são os
elementos que alimentam o crescimento do Metodismo
Unido dos Nativos das Ilhas do Pacífico. O metodismo nas
Ilhas do Pacífico remonta ao ano de 1822 quando a Igreja
Metodistada Austrália enviou os primeiros missionários a
Tonga. O metodismo cresceu nas Ilhas do Pacífico porque,
desde os seus primeiros dias, os Tonganos partilharam a
evangelização de não apenas Tongamas também outras ilhas
na região. O trabalho de evangelização continua hoje, na
medida em que os Nativos das Ilhas do Pacífico se encon-
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tram em novas condições e procuram tornar a sua experiência de fé relevante e aplicável a uma vida num novo país e
cultura. Este desafio não prejudicou o crescimento dos ministérios das Ilhas do Pacífico nos Estados Unidos. De facto,
os Nativos das Ilhas do Pacífico abraçaram o Metodismo
Unido com fervor e paixão, e o Metodismo Unido das Ilhas
do Pacífico beneficiou do sentido de lealdade das pessoas a
Deus, que foi incutido no seu ambiente nativo e afirmado e
reafirmado nas suas experiências de vida. Os Nativos das
Ilhas do Pacífico vivem uma vida onde a cultura e fé se
unem e formam uma fundação forte e resistente que os
impulsiona a abraçar o Metodismo Unido e toda a sua carga.
Nestes tempos difíceis, uma fé vibrante e resiliência que
nasce de um modo de vida provado são bens necessários
para a Igreja Metodista Unida.
Os Nativos das Ilhas do Pacífico vivem a sua fé consistente com uma teologia de abundância, e isto é um bem para
a ligação Metodista Unida na medida em que se esforça para
suprir grandes necessidades com poucos recursos. Os
Nativos das Ilhas do Pacífico não são limitados pelos recursos existentes. Isto é provado pelo crescimento do
Metodismo Unido das Ilhas do Pacífico apesar da falta de
apoio financeiro institucional. Os ministérios das Ilhas do
Pacífico foram criados de acordo com a premissa que Deus
irá providenciar os meios para espalhar a palavra e, apesar
de ser necessário dinheiro, não é a base da construção de
ministérios. O sistema de mutualidade que suporta a cultura
e vida das Ilhas do Pacífico tem um papel importante em
assegurar que todos participam no trabalho da construção do
ministério.
Para os Nativos das Ilhas do Pacífico, viver uma teologia de abundância leva a uma abundante hospitalidade. Em
resposta aos cada vez menos recursos, a igreja como instituição é, por vezes, vista como afastada e desligada. Os
Nativos das Ilhas do Pacífico podem providenciar lições de
hospitalidade, mesmo no meio de poucos recursos. É sabido
que o trabalho da igreja, missão e evangelização deve ser
baseado na construção de relações efectivas. Dentro do contexto comunal dos Nativos das Ilhas do Pacífico, as relações
são valiosas e todos têm direito à hospitalidade. E, é frequentemente o caso quando o fim é afirmado e celebrado, os
meios sempre seguem.
O Metodismo Unido das Ilhas do Pacífico irá ajudar a
assegurar o crescimento de membros mais novos na Igreja
Metodista Unida. É um facto conhecido que os participantes
na Igreja Metodista Unida, particularmente nos Estados
Unidos, estão a envelhecer. Como mencionado anteriormente, um dos factos conhecidos acerca da cultura das Ilhas
do Pacífico é que a geração mais jovem está ligada à geração
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mais velha através de um sistema de obrigações mútuas. A
participação em qualquer comunidade de fé é um assunto
familiar que liga, não só os pais, mas todos os membros da
família, resultando em membros mais jovens nos bancos da
igreja. O facto que é que os jovens nas Ilhas do Pacífico
estão na igreja e isso é um activo para a Igreja Metodista
Unida.
O Metodismo Unido das Ilhas do Pacífico é um bem
para a Igreja Metodista Unida na medida em que irá ajudar
a informar a resposta da igreja face à natureza global
cresceste da denominação. À medida que a Igreja
Metodista Unida se torna numa igreja mais global, será
importante afirmar as diversas teologias e pluralistas
empregues por uma diversidade de membros para dar significado e relevância ao seu caminho de fé. Os membros
globais da Igreja Metodista Unida desafiam qualquer afirmação singular de um conceito teológico correto ou superior. Em vez disso, ao afirmar as diversas interpretações e
práticas da formação de discípulos Cristãos, toda a ligação
é afirmada e fortalecida.
Razão Impulsionadora para Criar
um Plano Abrangente
A criação de um Plano Abrangente para o Metodismo
Unido das Ilhas do Pacífico é consistente com o facto da
Igreja Metodista Unida querer viver o seu mandato de
“fazer discípulos para a transformação do mundo”. A tarefa de fazer discípulos deve envolver uma compreensão de
quem são os discípulos pretendidos. Tal compreensão irá
orientar e informar o processo de fazer discípulos e irá
assegurar que tal processo seja contextualmente adequado,
levando a um alto grau de eficácia e sucesso. Assim, o
Plano Abrangente para o Metodismo Unido das Ilhas do
Pacífico é a ferramenta mais eficaz a ser utilizada para
fazer discípulos das Ilhas do Pacífico que trazem uma
riqueza de bens para a denominação para a transformação
do mundo.
No contexto das Ilhas do Pacífico o conceito de parentesco manifestado através de uma ordem relacional independente é central à identidade das Ilhas do Pacífico. O
processo de migração, em vez de destruir esta realidade,
solidificou-a. Como os Nativos estão dispersos em diferentes partes do mundo, encontraram modo de manter o sistema de parentesco, como mencionado anteriormente, a
igreja tornou-se um dos meios principais de manutenção
deste sistema. É de dentro deste contexto que o Metodismo
Unido das Ilhas do Pacífico floresceu, à medida que os
membros encontravam a força para viver o seu Cristianismo
dentro deste sistema de parentesco. A Igreja Metodista
Unida irá beneficiar ao adoptar uma abordagem abrangente
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que pode aproveitar a força que é encontrada dentro do
Metodismo Unido das Ilhas do Pacífico. Aproveitar esta
força irá aumentar a visibilidade das congregações existentes e ministérios, e mais importante, irá providenciar uma
plataforma significativa para os Nativos das Ilhas do
Pacífico partilharem este dom com o resto da denominação.
Isto requer um esforço concertado para criar uma ferramenta que é consistente com esta importante característica dos
Nativos das Ilhas do Pacífico, na medida em que irá melhorar a capacidade destes em utilizar este recurso ao máximo.
A alternativa de não ter uma ferramenta ou plano abrangente
irá isolar ainda mais os Nativos das Ilhas do Pacífico e adicionar um esforço significativo aos seus esforços para formar ministérios eficazes e viáveis. Navegar na estrutura do
Metodismo Unido pode ser desafiante, particularmente para
as pessoas que são novas no sistema. Isto resultará numa
perda de crescimento prospectivo nos membros e a perda de
força e activos que poderá ter uma influência e impacto significativos na denominação.
Outra necessidade crítica para a criação de uma abordagem abrangente é ajudar a responder à demografia em
alteração na comunidade Metodista Unida das Ilhas do
Pacífico. Como mencionado acima, o sistema de parentesco
permanece forte e resistente mas existem alterações do ciclo
de vida que irá, inevitavelmente, alterar o sistema. Uma
abordagem abrangente irá viver nessas alterações e encontrar os meios mais apropriados para criar ministérios,
mesmo no meio de alterações. As conferências anuais,agências e outros intervenientes na denominação, por eles mesmos, estarão mal preparados para responder, de forma
pró-activa a estes, e os Nativos das Ilhas do Pacífico ficarão
à mercê da boa vontade e sorte. Um exemplo de uma
demografia em alteração que providencia uma forte razão
para criar uma ferramenta abrangente é a mudança de geração. Como declarado anteriormente, hoje em dia, os jovens
das Ilhas do Pacífico estão suficientemente ligados à geração dos seus pais através do sistema relacional de reciprocidade e como resultado existe uma crescente participação
da juventude das Ilhas do Pacífico e jovens adultos. Um
plano abrangente irá ter os recursos adequados para responder proactivamente às necessidades deste sector dos participantes e assegurar que a denominação vai ao encontro das
suas necessidades e assegura a sua viabilidade e crescimento. Investir neste processo irá trazer muitos frutos, na medida em que existem fortes indicadores de crescimento dentro
deste sector da comunidade das Ilhas do Pacífico.
A necessidade para criar uma ferramenta abrangente
para o ministério foi claramente identificada pelos
Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico como uma grande
necessidade. Na informação existente compilada por este
Estudo, a maioria dos que responderam indicaram que os
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Nativos das Ilhas do Pacífico deverão trabalhar em conjunto, como um grupo, de modo a serem mais relevantes
através da participação na vida da Igreja Metodista Unida e
para partilharem mais eficazmente a sua mensagem junto do
resto da igreja. Esta não é uma descoberta surpreendente, na
medida em que os Nativos das Ilhas do Pacífico encontram
força uns nos outros e ao trabalharem em conjunto.
Outra forte razão para a criação de um plano
abrangente prende-se com o facto do mandato Wesleyano
fazer o bem e não o mal. Os Metodistas Unidos Nativos das
Ilhas do Pacífico estão ansiosos por se tornarem uma parte
vital da Igreja Metodista Unida e da ligação, mas encontram-se numa teia de desorientação devido às diferenças da
estrutura da igreja, contexto cultural, linguístico e outras
barreiras associadas. A estrutura da Igreja Metodista Unida
é um órgão quasi-político que é impulsionado por uma variedade de diferentes forças e influências consistentes com o
paradigma sócio-político Ocidental. Como imigrantes de
primeira geração, os Nativos das Ilhas do Pacífico encontram-se fora deste paradigma, o que ainda aprofunda a sua
existência nas margens da Igreja Metodista Unida. Criar
uma ferramenta abrangente para ajudar a diminuir este
espaço é simplesmente “fazer o bem” e irá diminuir a
divisão existente entre a estrutura Metodista Unida e o
Metodismo Unido dos Nativos das Ilhas do Pacífico. A hospitalidade Cristã é mais do que apenas abrir a porta, mas
requer um esforço intencional para oferecer compaixão e
justiça. O profundo desejo de atingir a equidade na Igreja
Metodista Unida é outra conclusão básica na informação
recolhida pelo Estudo.
O desejo profundo dos Nativos das Ilhas do Pacífico em
atingir a equidade na Igreja Metodista Unida é uma necessidade fundamental. O caminho de onde estão agora para um
futuro onde são valorizados e sentem que têm espaço na
mesa, deve pressupor a sua participação na criação da missão e ministérios com orientação e apoio da denominação.
Para ser eficaz, os Nativos das Ilhas do Pacífico devem
tomar a liderança neste diálogo e tomar a iniciativa na criação de uma plataforma onde é feita a tarefa de trabalhar
para a equidade. Como um meio necessário de auto-determinação, o plano abrangente irá permitir aos Nativos das
Ilhas do Pacífico participar na criação de uma ferramenta
eficaz para a missão e ministérios para os mesmos. Tal ferramenta irá resultar dos esforços conjuntos dos Nativos das
Ilhas do Pacífico e os líderes Metodistas Unidos, juntando o
melhor de dois mundos, e assim fortificar todas as partes
envolvidas. A equidade real ocorre apenas quando os
Nativos das Ilhas do Pacífico tiverem a formação e orientação adequadas, permitindo-lhes ter uma participação mais
completa na vida da igreja. A igreja é fortificada pela partilha de responsabilidade e poder através da ligação. Esta
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necessidade é ainda afirmada na informação recolhida à
medida que os Nativos das Ilhas do Pacífico reconhecem a
necessidade de trabalhar como parceiros dentro do actual
sistema através do voto, e ao serem uma voz activa na política e disciplina da Igreja. A auto-determinação e participação
leva a um nível mais elevado de responsabilidade por parte
dos Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico.
Outra razão para criar um plano abrangente é o de
aproveitar a ligação da Igreja Metodista Unida ao providenciar uma abordagem unificadora para criar a missão e ministério com os Nativos das Ilhas do Pacífico. Actualmente,
os Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico permanecem
comprometidos com as estruturas e práticas do seu país
natal, e sem uma abordagem abrangente, a liderança
Metodista Unida estará em desvantagem ao tentar cumprir
as suas necessidades, que terá a sua base, muito provavelmente, numa variedade de práticas no seu país natal.
Naturalmente, as estruturas e práticas que os Metodistas
Unidos das Ilhas do Pacífico transplantaram para a Igreja
Metodista Unida fazem parte de um complexo conjunto de
redes culturais e sociais que não são facilmente compreendidas por outros fora da cultura. A complexidade aprofundase quando estamos a lidar com várias Ilhas do Pacífico com
práticas particulares. Uma abordagem unificadora tem em
consideração estas diferenças regionais mas providencia
uma união necessária usando os valores orgânicos que estão
presentes em todas as pessoas na Oceania. Mas, talvez, o
maior desafio é que isto não é meramente acerca das estruturas e práticas existentes. Em último lugar, é sobre uma
forma de vida e um ethos, em particular. Daí a necessidade
fundamental de uma ferramenta que é criada por aqueles
que compreendem esse ethos, em particular, e o modo de
vida em parceria com o pessoal e recursos da denominação.
Processo e Pesquisa
No primeiro ano, um comité de planeamento com dez
membros foi formado para desenvolver um plano de trabalho, estrutura, identificar prioridades, recolher e analisar
informação e escrever o Plano Abrangente para o
Metodismo Unido das Ilhas do Pacífico. No início do
processo, o comité contratou o Dr. Sela V. Panapasa do
Instituto de Investigação da Universidade do Michigan para
providenciar orientações como consultor para os trabalhos
do comité. O comité realizou um total de 10 reuniões presenciais em locais seleccionados pela igreja e realizou várias
chamadas em conferência. Foram utilizados métodos e
abordagens científicas para assegurar uma ampla participação pelos membros da igreja, assim como informação
equilibrada. Ao todo, foram utilizadas cinco fontes
primárias para obter estes recursos:
1. Perfil demográfico da população Americana das
Ilhas do Pacífico usando dados nacionais recolhidos
2.
3.
4.
5.
pelo US Census Bureau (Agência de Recenseamento
dos EUA);
Estudo do clero Americano das Ilhas do Pacífico e
da igreja local;
A base de dados da Junta Geral de Ministérios
Globais nas comunidades da igreja onde os Nativos
das Ilhas do Pacífico normalmente vivem e rezam;
Entrevistas de grupos de discussão de jovens, mulheres e homens Metodistas Unidos Americanos das
Ilhas do Pacífico em congregações geográficas
seleccionadas e congregações sub-étnicas das Ilhas
do Pacífico—Fiji, Samoa, e Tonga; e
Estudo online dos bispos Metodistas Unidos em
conferências anuais seleccionadas onde o maior
número congregações da Igreja Metodista Unida das
Ilhas do Pacífico residiam e rezavam.
Em Fevereiro de 2010, a Consultoria sobre o Plano do
Ministério das Ilhas do Pacífico e as reuniões da Convenção
Nacional Anual de Nativos das Ilhas do Pacífico dos
Metodistas Unidos (PINCUM) em Los Angeles, Califórnia,
uniram mais de 150 líderes das Ilhas do Pacífico e providenciaram o local para administrar alguns dos métodos de
pesquisa acima mencionados.
Estado das Congregações das Ilhas do Pacífico
Ao todo, existem 81 igrejas Metodistas Unidas das Ilhas
do Pacífico espalhadas por sete conferências—Alaska
Missionary, California-Pacific, California-Nevada, Central
Texas, Desert Southwest, Oregon-Idaho, Pacific Northwest,
Rocky Mountain. As conclusões do Estudo mostraram uma
distribuição da percentagem do total de igrejas Metodistas
Unidas das Ilhas do Pacífico em 10 estados com 50 por cento
das igrejas na Califórnia, seguido por 25 por cento no Havaí,
e menos de 10 por centro localizadas nos restantes estados.
Como esperado, os resultados reproduzem a distribuição
geral da população Nativa Havaianadas Ilhas do Pacífico e
reforçam as áreas geográficas onde as comunidades de
Nativos das Ilhas do Pacífico estão mais concentradas. As
congregações Metodistas Unidas das Ilhas do Pacífico são
principalmente representadas por quatro grupos étnicos. Os
Tonganos têm a maior parte das congregações (72 por cento),
os Samoanos (15 por centro) e Nativos das Fiji (11 por cento)
atrás e uma congregação Chamorro com base em Guam.
Recomendações e Propostas
Desenvolvimento de Liderança
O desenvolvimento de liderança é uma necessidade
fundamental dentro do ministério da Igreja Metodista Unida
das Ilhas do Pacífico. No geral, os Nativos das Ilhas do
Pacífico estão cá nos Estados Unidos há, aproximadamente,
quatro décadas, sendo que muitos deles chegaram como
recentes imigrantes. Em linha com o estado da recente imi-
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gração, temos um ministério Metodista Unido das Ilhas do
Pacífico que é jovem e fluído. Como resultado, muito do
ministério das Ilhas do Pacífico que existe hoje é um ministério híbrido. É semelhante ao ministério no país natal e
remanescente da estrutura da Igreja Metodista Unida e
política, como praticado aqui nos Estados Unidos. Existe
uma grande diferença entre o sistema da Igreja Metodista
Unida, como praticado e vivido, e os ministérios Metodistas
Unidos das Ilhas do Pacífico como existem aqui nos Estados
Unidos. Isto deve-se ao facto da maioria dos líderes, leigos
e clero, terem sido formados no seu país natal e apoiaramse, principalmente, nessa formação para a administração da
igreja. De facto, 78 por cento de todo o clero das Ilhas do
Pacífico foram formados fora dos Estados Unidos, e de
acordo com tendências existentes na educação entre os
Nativos das Ilhas do Pacífico, poderá ser expectável que este
padrão seja replicado pela população leiga.
A liderança pastoral é fundamental para construir fortes
congregações sustentáveis. De acordo com as conclusões do
Estudo, a maioria das igrejas Metodistas Unidas das Ilhas do
Pacífico são lideradas por pastores séniores não nativos das
Ilhas do Pacífico (56 por cento), com 33 por centro de pastores séniores sendo de etnicidade Tongana e menos de 10
por cento de pastores vindos das comunidades Samoanas,
Fiji e Chamorro. Os Nativos das Ilhas do Pacífico valorizam
a auto-determinação e procuram participar nos ministérios.
Contudo, estão mal equipados para participarem totalmente
devido à falta de conhecimento e experiência.
Como esperado, a distribuição dos pastores das Ilhas do
Pacífico reflecte o número de congregações de igreja por
etnicidade. Entre o número total de pastores Metodistas
Unidos das Ilhas do Pacífico e leigos, 52 por cento são
Tonganos, 15 por cento Samoanos, 11 por centro das Fiji e
os de Chamorro são os menos representados entre estes grupos das Ilhas do Pacífico. Como estas populações irão continuar a crescer rapidamente, haverá, novamente, a
necessidade de haver um aumento do recrutamento para
pastores Metodistas Unidos das Ilhas do Pacífico, e existem
várias oportunidades para providenciar formação adequada
e oportunidades de encorajar estes indivíduos a servirem as
suas comunidades.
Desenvolvimento de Liderança de
Jovens e Jovens Adultos
O desenvolvimento de liderança de jovens e jovens
adultos é um foco principal no trabalho do ministério das
Ilhas do Pacífico. O ministério existente das Ilhas do
Pacífico providenciou mais do que uma casa espiritual para
a primeira geração de nativos das Ilhas do Pacífico. A igreja foi também o centro da vida comunal, assegurando que
existe continuidade de tradições culturais, costumes e práticas. O benefício desta realidade é visto nas vidas da
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primeira geração de nativos das Ilhas do Pacífico. A igreja
torna-se um local de segurança, onde uma pessoa é acolhida espiritual e socialmente. Na maioria das vezes, a igreja
das Ilhas do Pacífico têm a capacidade de cumprir as necessidades espirituais e sociais dos seus membros adultos, mas
falha, miseravelmente, em cumprir as necessidades da
segunda geração. De acordo com a informação recolhida em
todos os grupos de discussão jovens, foi claro que enquanto
a primeira geração encontrou tudo dentro das quatro paredes
da igreja, os jovens, por vezes, tentaram encontrar fora da
igreja um local onde se inserir e para encontrar coisas que
preencham a profunda necessidade de pertença e afirmação.
Como segunda geração, são rejeitados a vários níveis,
começando por casa onde o embate cultural leva a que a
primeira geração rejeite as suas crianças de segunda geração, e mesmo fora de casa, em escolas e locais de trabalho,
onde a cultura principal rejeita-os por serem diferentes. No
final, estes jovens de segunda geração procuram meios
destrutivos tais como gangs, abuso de substâncias, violência
e sexo, de modo a sentirem-se aceites e afirmados. O resultado é visto em todo o ministério das Ilhas do Pacífico.
Ministério com os Pobres
Como imigrantes de primeira geração, os Nativos das
Ilhas do Pacífico identificam-se com os pobres neste país e as
suas necessidades estão alinhadas com as necessidades dos
mesmos. Como com qualquer novo grupo de imigrantes, existe
uma grande necessidade, entre os novos emigrantes, à medida
que transitam do seu meio nativo para o novo meio com recursos limitados. A igreja é, depois da família, o ponto fulcral das
vidas dos imigrantes das Ilhas do Pacífico. Com base nisso, a
igreja está na melhor posição para fornecer os recursos que
podem ser usados para aliviar os efeitos de pobreza nas vidas
dos seus membros, e mesmo para pessoas na comunidade. As
pessoas que vão chegando aos Estados Unidos precisam,
muitas vezes, de apoio para encontrar emprego e sustentar as
suas famílias. A nível mais básico, podem necessitar de apoio
para se deslocarem entre os sistemas governamentais e comunitários, por vezes complexos, para coisas tão simples como a
inscrição nas escolas e coisas tão difíceis como obter cuidados
de saúde adequados para as suas famílias. Estas barreiras
podem, muitas vezes, tornarem-se intransponíveis quando são
combinadas com uma falta de fluência da língua inglesa e uma
relutância para procurar ajuda sozinho. A igreja pode desempenhar um papel vital não apenas para desenvolver as necessidades espirituais da comunidade mas também para ajudar os
membros recentemente chegados a estabelecerem-se nas suas
comunidades para que, por sua vez, possam tornar-se membros
produtivos da própria igreja. A pobreza é uma área onde os
Nativos das Ilhas do Pacífico requerem uma ajuda considerável como parte do ciclo vicioso da pobre educação, salários
baixos, e necessidades não correspondidas que podem encurralar famílias uma geração atrás da outra.
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Saúde
Os Nativos das Ilhas do Pacífico têm grandes dificuldades relacionadas com a saúde. As mudanças no estilo de
vida e alimentação levaram a taxas elevadas de graves
doenças crónicas, incluindo a insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão e diabetes, nos Nativos das Ilhas do
Pacífico, e no entanto, encontram-se entre o número mais
elevado de pessoas sem seguro nos Estados Unidos. A igreja pode fazer parte da solução para tentar acabar com esta
descida em espiral da qualidade de vida, devido às fracas
condições de saúde, e acabar com este ciclo para que não
seja afectada a segunda geração da mesma forma crítica.
Adicionalmente, à medida que a primeira geração de imigrantes envelhece, vai necessitando de cuidados de saúde
urgentes. A igreja precisa de desempenhar um maior papel
na ministração das pessoas das Ilhas do Pacífico nesta área.
Muito do trabalho de prevenção e educação pode ser
administrado como parte do trabalho programático da igreja para os seus membros, assim como alcançar a comunidade, no geral. A igreja é o centro da vida para a maioria
dos Nativos das Ilhas do Pacífico, e por conseguinte, as pessoas estariam, naturalmente, inclinadas para obter esta
informação da igreja, se a mesma tiver recursos para a
fornecer. Adicionalmente, a maioria das igrejas imigrantes
das Ilhas do Pacífico estão localizadas em áreas economicamente deprimidas e, por conseguinte, este serviço seria
também uma ferramenta excelente de alcance para a comunidade.
A língua é um grande obstáculo para os imigrantes e
serve para desencorajar as pessoas em obter a ajuda de que
precisam. Apesar de isto ser verdadeiro para todas as necessidades, tais como ministério com os pobres e outras áreas,
é fundamental em áreas de saúde, uma vez que pode ter o
efeito de salvar vidas. Ter acesso à informação na sua língua
nativa é importante especialmente em áreas de necessidade,
tal como problemas de saúde críticos, e como tal, salvará
vidas.
Desenvolvimento Congregacional
Desenvolver novas congregações e revitalizar congregações existentes é uma prioridade para o ministério das
Ilhas do Pacífico. Até agora, conseguimos manter as comunidades da igreja existentes, que foram, na maioria, transplantadas do país natal. Na maioria dos casos, as pessoas
encontram-se em comunidades que foram formadas de acordo com a família, vila e laços regionais dos países natais, e
por conseguinte, foi fácil ligá-los entre si na igreja através
da sua afiliação existente. Até agora, não houve um esforço
intencional no desenvolvimento e início de novas congregações. A população das Ilhas do Pacífico e a demografia
em constante mutação dentro dessa população exige que a
igreja responda à mesma ao encontrar formas adequadas
DCA Edição Avançada
para desenvolver novas congregações das Ilhas do Pacífico.
O desenvolvimento congregacional deve ser uma resposta
para as necessidades orgânicas dentro da comunidade e não
pode ser uma abordagem universal. É fundamental para os
Nativos das Ilhas do Pacífico encontrar os meios adequados
para desenvolver congregações e procurar as melhores práticas para realizar o trabalho essencial dentro do contexto das
pessoas e comunidade das Ilhas do Pacífico. Este é um
grande desafio para o trabalho do Plano Compreensivo e
exige recursos substanciais para garantir que este trabalho é
efectuado. O Plano visa iniciar e revitalizar 10 novas e existentes congregações no próximo quadriénio.
Recursos linguísticos
Como imigrantes recentes, os Nativos das Ilhas do
Pacífico têm grandes necessidades de recursos linguísticos.
A maior parte dos Nativos das Ilhas do Pacífico falam apenas a sua língua nativa e entendem muito pouco da língua
inglesa. Contudo, os seus números não são suficientes para
requerer muita atenção por parte do governo local e recursos da comunidade existente. Por conseguinte, não existem
ou são muito poucos os recursos disponíveis para eles. Uma
vez mais, a igreja pode ser instrumental ao fornecer recursos nesta área. Actualmente, não existem recursos
Metodistas Unidos em nenhum das línguas das Ilhas do
Pacífico. A maioria das congregações existentes dependem
dos recursos do seu país natal para as suas necessidades
diárias aqui nosEstados Unidos.
Igreja como Comunidade
No contexto Ilhas do Pacífico, a igreja é a comunidade
e a família é a comunidade. Isto é certamente um dom e
queremos usá-lo para dar continuidade ao trabalho da igreja. Gostaríamos de aumentar o papel das igrejas nesta área
ao sermos capazes de providenciar recursos que vão garantir a preservação deste valor dentro da comunidade das Ilhas
do Pacífico. Ao mesmo tempo, esta noção pode tornar-se um
obstáculo ao crescimento neste novo cenário. O reconhecimento de que isto é um dom que os Nativos das Ilhas do
Pacífico podem oferecer à denominação e à comunidade
daqui, é importante explorar formas de que a cultura e a
tradição dos Nativos das Ilhas do Pacífico podem ser relevantes para este novo cenário, e por isso contribui para a sua
preservação a longo prazo. Projectos possíveis incluem
parentalidade, assistência a idosos, prevenção da violência
doméstica, e conhecimento e preservação cultural.
Organização e Implementação
No sentido de implementar o Plano Compreensivo para
o Metodismo Unido dos Nativos das Ilhas do Pacífico, deverá ser definida um comité. É recomendado que o comité
seja composto pelos seguintes:
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• Duas pessoas de cada um dos grupos sub-étnicos das
Ilhas do Pacífico (actualmente, aproximadamente 10
pessoas)
• Um membro do pessoal do Gabinete dos Ministérios
da Ásia Pacífico da Administração Geral dos
Ministérios Globais
• Um membro do pessoal da Convenção Nacional dos
Nativos das Ilhas do Pacífico Metodistas Unidos
• Outras pessoas, se necessário (a ser determinado pelo
comité)
o desenvolvimento destes ministérios no próximo
quadriénio.
2013-2016 ORÇAMENTO PROPOSTO
É recomendado que um orçamento de $790.000 seja
aprovado para suportar o desenvolvimento de novas congregações Americanas das Ilhas do Pacífico, desenvolvimento
e formação de nova liderança, desenvolvimento de saúde
comunitária e ministérios de pobreza, e desenvolvimento do
recurso linguístico.
Recomendação
O Plano Compreensivo dos Nativos das Ilhas do
Pacífico para o Comité de Estudo do Ministério, recomenda
ORÇAMENTO
2013-2016 Plano Nacional das Ilhas do Pacífico para o Metodismo Unido
Desenvolvimento de Liderança
2013 Evento de Formação
2015 Evento de Formação
Concessões
(conferências, grupos étnicos, mulheres, igrejas, etc.)
Bolsas de Formação
(desenvolvimento congregacional, educação cristã, etc.)
Total
Programas de Jovens e Jovens Adultos
Bolsas para Participar em Eventos de Jovens
Formação de Jovens/Jovens Adultos
Desenvolver os Recursos Educacionais dos
Nativos das Ilhas do Pacífico
Educação e Sensibilização de Jovens
(intervenção em gang, educação de abuso de substâncias, e prevenção de
gravidez na adolescência, etc.)
Total
$ 30.000
$ 30.000
$100.000
$ 20.000
$180.000
$15.000
$15.000
$10.000
$20.000
$60.000
Ministério com os Pobres
Formação sobre o Ministério de Sensibilização com os Pobres
Recursos de Formação (linguagem específica)
Concessões para Igrejas que Providenciem
Ministério com os Pobres
$40.000
Total
$60.000
Saúde
Formação de Linguagem Específica em Vida Saudável
(prevenção, diabetes, hipertensão, etc.)
Concessões para igrejas locais/serviços comunitários
(parentalidade paroquial/serviços de saúde como sensibilização comunitária, etc.)
Desenvolvimento de Recursos (linguagem específica)
Total
$15.000
$ 5.000
$20.000
$35.000
$ 5.000
$60.000
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Desenvolvimento Congregacional
Iniciar novas congregações/reforçar as congregações já existentes
(20 a $10.000 cada)
$200.000
Total
$200.000
Recursos Linguísticos
Traduzir/criar recursos nas línguas dos Nativos das Ilhas do Pacífico
(administração, tradução da política, turma/pequeno grupo, materiais de jovens,
currículo para jovens, discipulado, material de formação nas línguas —Tonganês, Samoano, Fiji)
Total
$40.000
$40.000
Igreja como Comunidade
Formar igrejas para fornecer serviços à comunidade
(aulas sobre paternidade, assistência a idosos, prevenção da violência doméstica,
conhecimento cultural, etc.)
Bolsas para igrejas para serviços comunitários
$25.000
Total
$45.000
Despesas Administrativas
Serviços de Apoio do Programa
Despesas Administrativas
(reuniões do comité, etc.)
Serviços de Consultoria
$20.000
$65.000
$35.000
$45.000
Total
$145.000
TOTAL
$790.000
Membros do Comité:
Rev. Eddie Kelemeni (Tonga)
Rev. Sione Veikoso (Tonga)
Rev. Havili Mone (Tonga)
Srª Latu Koloto (Tonga)
Rev. K.F.Kaleuati (Samoa)
Sr Tu`ua Tu`ua (Samoa)
Srª Tala Fetui (Samoa)
Sr Inoke Qarau (Fiji)
Pessoal/Recurso:
Monalisa S. Tuitahi (PINCUM)
Kathleen Thomas-Sano (PINCUM)
Nam-Jin Jun (GBGM)
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Relatório Sumário do Plano Nacional
para o Ministério Hispânico/Latino
Há vinte anos, a Igreja Metodista Unida sonhou com
uma comunidade de fé que incluiria todos os filhos amados de Deus e com esta visão começou a servir as comunidades Hispânicas/Latinas nos Estados Unidos através de
um plano nacional para o ministério Hispânico/Latino.
Desde a Conferência Geral de 1992, e em cooperação com
a Junta Geral de Ministérios Globais, Junta Geral do
Discipulado, Junta Geral do Ensino Superior e Ministério,
Junta Geral da Igreja e Sociedade, e muitas conferências
anuais, o Plano Nacional para o Ministério
Hispânico/Latino ajudou a criar igrejas e revitalizou congregações existentes. Também formou líderes e criou
recursos de formação contextualizados. Hoje em dia estão
envolvidas
mais
conferências
no
ministério
Hispânico/Latino do que antes. Agradecemos a Deus todo
o apoio que a Igreja deu ao plano.
Contudo, os Estados Unidos continuaram a crescer
em população e a mudar em complexidade social,
desafiando a igreja a ter uma resposta às novas realidades
sociais. A população Hispânica/Latina compreende, hoje
em dia, cerca de 50,6 milhões de pessoas nos Estados
Unidos (16,3 por cento de toda a população) e irá compreender 30 por cento da população total no ano 2050.
Infelizmente, as pesquisas demonstram que os
Hispânicos/Latinos nosEstados Unidossão mal servidos,
têm poucos privilégios e pouco representados.
Esta realidade afectou fortemente o contexto do
ministério das igrejas Hispânicas/Latinas nos Estados
Unidos e as vidas dos seus membros. Além disso, colocou nos ombros da Igreja Metodista Unida a necessidade
de adoptar estratégias sem precedentes e implementar
novas iniciativas para alcançar todas as pessoas com as
boas novas de Jesus Cristo. Apesar dos nossos esforços
para equipar e mobilizar os nossos irmãos e irmãs
Hispânicos/Latinos para realizarem o trabalho de Deus,
existe muito trabalho a ser feito para desenvolver novas
comunidades Hispânicas/Latinas nas nossas conferências anuais, e para providenciar liderança bem preparada
para o ministério Hispânico/Latino responder aos
desafios que as demografias e realidades globais apresentam hoje em dia.
Apesar da recessão económica, sentimentos anti-imigrantes e um sistema de imigração problemático que tem
consequências negativas na sociedade dos E.U.A., as
comunidades e congregações Hispânicas/Latinas conseguiram manter-se e avançar na fé e esperança. Graças ao
bom trabalho das conferências anuais, agências gerais e
pessoas de toda a conexão que estão empenhadas nos ministérios com e entre pessoas Hispânicas/Latinas, o Plano
Nacional para o Ministério Hispânico/Latino foi capaz de
conseguir muitos dos objectivos definidos para o
quadriénio que agora termina.
ALGUMAS DAS NOSSAS METAS
ATINGIDAS
• Desde o início de 2009 até agora, o gabinete nacional
tem trabalhado em parceria com mais de 23 conferências anuais em todo o país sobre a criação de 57
novas congregações Hispânicas/Latinas, reflectindo a
mistura de culturas e gerações com as suas preferências únicas de liturgia e oração.
• Mais de 132 novas comunidades de fé foram criadas,
providenciando oportunidades para formar e praticar
os novos lideres desenvolvidos em resposta ao crescimento continuado das nossas comunidades em termos demográficos.
• Actualmente, foram inscritas no processo de mobilização 104 congregações existentes de quatro conferências anuais, criando um novo movimento na
vida da liderança dos clérigos e leigos.
• Em parceria com os Ministérios Globais, a
Conferência Anual do Sudoeste do Deserto designou
um missionário nacional para ministérios da fronteira
e imigração.
• Continuamos a contribuir para a Equipa de Trabalho
Interagência sobre Imigração.
• O Plano Nacional colaborou no desenvolvimento de
30 Equipas de Resposta Rápida ao nível da conferência anual.
• Trinta e uma conferências anuais trabalharam com
consultores do Plano Nacional no desenvolvimento
de estratégias de conferência para o ministério
Hispânico/Latino.
• Actualmente, 22 missionários do Plano Nacional
foram colocados em 14 conferências anuais para
efectuar o ministério em diferentes níveis.
• Mais de $600.000 foram atribuídos a 10 conferências
anuais para desenvolver novas comunidades de fé e
outros Ministérios Hispânicos/Latinos.
• Sessenta centros comunitários foram criados para
ajudar as pessoas sob significativos níveis de stress,
devido a uma variedade de causas, incluindo
assistência de cuidados de saúde, habitação e estado
de imigração.
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• Foi realizada uma série de consultorias jurisdicionais
com o objectivo de testar e avaliar modelos alternativos da educação teológica para Hispânicos/Latinos
no seu percurso até à ordenação. Concluímos estas
consultorias com uma reunião nacional na Escola de
Teologia Perkins nos dias 11-13 de Abril de 2011.
O Comité Nacional do Plano Nacional para o
Ministério Hispânico/Latino acredita que uma continuação
do trabalho nas quatro prioridades em que o Plano Nacional
trabalhou nos últimos quatro anos, responde bem às necessidades das conferências anuais e igrejas e congregações
Hispânicas/Latinas nos Estados Unidos. Deste modo, o
Comité Nacional recomenda que a Conferência Geral continue com as mesmas prioridades básicas que lideraram o
presente quadriénio, nomeadamente, Desenvolvimento
Congregacional, Ministério de Imigração e Outros Assuntos
Sociais, Estratégia de Conferência Anual e de Igreja Local e
Formação de Liderança.
O Comité Nacional do Plano Nacional para o Ministério
Hispânico/Latino continua a recomendar que este trabalho
seja guiado por um gabinete nacional e um coordenador
nacional, localizados nos Ministérios Globais sob direcção
de um comité nacional e do seu comité executivo.
Recomendamos ainda que o trabalho do Plano Nacional seja
implementado em colaboração com as quatro agências de
programa da Igreja Metodista Unida - Ministérios Globais,
Junta Geral da Igreja e Sociedade, Junta Geral do
Discipulado e Junta Geral do Ensino Superior e Ministério.
Em último lugar, o Plano Nacional do Ministério
Hispânico/Latino solicita que a Conferência Geral de 2012
aprove $3.152.788,00 para a implementação do Plano
Nacional durante o quadriénio de 2013-2016. Esta quantia
será atribuída às quatro agências do programa geral
(Ministérios Globais, Junta Geral da Igreja e Sociedade,
Junta Geral do Discipulado e Junta Geral do Ensino
Superior e Ministério) em consultoria com o Comité
Nacional do Plano Nacional para o Ministério
Hispânico/Latino.
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Relatório sobre o Plano Nacional
para o Ministério Hispânico/Latino:
¡Vengan al Banquete! Venham ao banquete!
I. INTRODUÇÃO
A. A nossa visão: Servir a todos o Povo de Deus!
A jornada do Plano Nacional para o Ministério
Hispânico/Latino (PNMHL) começou com uma visão
intemporal. Há mais de duas décadas, a Igreja Metodista
Unida idealizou um mundo em que todas as culturas iriam
ouvir falar dos actos salvadores de Deus e dar testemunho
dos mesmos nas suas respectivas línguas. Com os olhos postos neste destino, a igreja começou a servir as comunidades
hispânicas/latinas nos Estados Unidos através de um plano
nacional para ministério Hispânico/Latino. Em linguagem
bíblica, a igreja sonhava com uma comunidade de fé que
incluiria todos os amados filhos de Deus e intensificou os
seus esforços no sentido de construir uma igreja enriquecida pela beleza de todas as raças e culturas.
aos guias e criou recursos de formação contextualizados. Há
hoje mais conferências envolvidas no ministério
hispânico/latino do que alguma vez aconteceu antes. O apoio
dado por toda a igreja permitiu que o plano servisse pessoas
necessitadas; necessitadas de cura e integridade, um lugar ao
qual pertencer e com necessidade do amor de Deus. Estamos
gratos a Deus por nos abençoar e nos usar como canais deste
amor infindável.
Trabalhámos arduamente ao longo de duas décadas.
Fizemos o melhor que pudemos. Aprendemos lições
valiosas. Olhando para trás com gratidão e alegria, do topo
da montanha de 2010 para o vale de 1992, temos que dizer
como Samuel “O Senhor nos ajudou a chegar até aqui!” (1
Samuel 7:12). Deus tem sido o nosso Ebenezer, a rocha a
que nos agarramos.
B. Um Novo Desafio: O Maior Grupo
Minoritário e Mais
Como um só em Cristo, ousámos proclamar-nos como
um ministério que iria servir todos os filhos de Deus. Juntos,
empenhámo-nos em trabalhar com a esperança de que, um
dia, todos “viriam do leste e do oeste e do norte e do sul”
para “ocupar o seu lugar no banquete no reino de Deus”
(Lucas 13:29, Nova Versão Internacional). A promessa de
uma grande Fiesta preparada para todos foi o que guiou os
nossos passos, recordando os ensinamentos: “. . . quando
deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos
e os cegos. E serás abençoado por eles não terem com que te
retribuir; ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos”
(Lucas 14:13-14).
No entanto, desde 1992, os Estados Unidos têm crescido em população e complexidade social. Novas realidades
desafiam a igreja como nunca até agora. O que deveremos
dizer, então, sobre as pessoas que somos chamados a servir
hoje em dia nos Estados Unidos? Em que contexto tem lugar
hoje, 20 anos depois de termos começado, a visão de Deus
de salvação e transformação? O que significa ser uma igreja para todos os amados por Deus no séc. XXI? Quem está
Deus a convidar para o seu banquete celestial por meio da
nossa colaboração e testemunho?
Com fé e esperança num futuro promissor à medida que
começava a explosão demográfica da população
hispânica/latina, a Conferência Geral de 1992 ratificou o
compromisso de apoiar um plano nacional que se dedicaria
às necessidades da comunidade hispânica/latina. Desde
então, a nossa igreja tem sancionado entusiasticamente o
plano nas Conferências Gerais de 1996, 2000, 2004 e 2008 e
feito face aos desafios e oportunidades com que foi confrontada em cada quadriénio. Em cooperação com a Junta
Geral dos Ministérios Globais, a Junta Geral do Discipulado,
ao Junta Geral de Educação Superior e ministério, a Junta
Geral da Igreja e Sociedade e muitas conferências anuais, o
plano ajudou a fundar igrejas e comunidades de fé e a revitalizar congregações já existentes. Também deu formação
A população hispânica/latina nos Estados Unidos
mudou radicalmente. De acordo com o Gabinete do Censos
2010, há hoje nos Estados Unidos aproximadamente 50,6
milhões de hispânicos/latinos, o que representa mais de
metade do crescimento global do país na ordem de 27,3 milhões de pessoas ao longo dos últimos 10 anos.
Hispânicos/latinos constituem agora 16,3% de toda a população e serão 30% da população dos EUA dentro de apenas
algumas décadas. Na realidade, a população hispânica/latina cresceu 43% desde 2000. Uma em cada seis pessoas a
viver actualmente nos Estados Unidos é de descendência
hispânica/latina, calculando-se que, em 2050, três em cada
10 pessoas serão hispânicas/latinas.1 Estes número não consideram as pessoas que se encontram nos Estados Unidos
1. Consulte www.census.gov
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sem documentação legal, um número que se calcula situarse entre 10 e 15 milhões. Assim sendo, a população hispânica/latina efectiva é maior do que o que reporta o
Gabinete do Censos.2
•
Anteriormente a população hispânica/latina estava concentrada em nove estados; agora está dispersa por todo o
país, particularmente nas áreas metropolitanas do Oeste e do
Sul dos Estados Unidos. Alguns dos maiores aumentos
ocorreram no Alabama, Louisiana e Carolina do Norte onde
os imigrantes fizeram grandes incursões. É surpreendente
que cidades como Boston, Baltimore, e Milwaukee já não se
encontrem entre as 20 MAIS em termos de população.
Foram ultrapassadas por cidades como El Paso, Texas e
Charlotte, Carolina do Norte, onde o crescimento da população hispânica/latina tem sido significativo.
•
•
À medida que os Estados Unidos se vão tornado racial
e etnicamente mais diversificados, estudos indicam que o
crescimento explosivo da população hispânica/latina—causado principalmente pelas elevadas taxas de nascimentos
mas também pela migração—não é acompanhado, a par e
passo, por um progresso de ordem social. A recessão
económica dos EUA parece que apenas piora a já difícil
situação social de hispânicos/latinos. A investigação revela
que hispânicos/latinos nos Estados Unidos têm sido consistentemente sub-servidos, desprivilegiados e sub-representados.3 Vamos observar alguns factos surpreendentes:
• Apenas 13% de hispânicos/latinos têm um diploma
universitário ou superior, em comparação com a
restante população dos EUA, que se situa nos 30%.
• A taxa de conclusão do ensino secundário para hispânicos/latinos é de 58%, enquanto as percentagens
para outros grupos étnicos é muito superior (caucasianos—94%, asiáticos/nativos das ilhas do
Pacífico—96% e afro-americanos—88%). Cerca de
41% dos adultos hispânicos/latinos de idade igual ou
superior a 20 anos não possui um diploma de conclusão do ensino secundário.
• A taxa de abandono escolar entre as crianças hispânicas/latinas é de cerca de 28%; quase o triplo da
percentagem de abandono escolar para afro-americanos (8,4%) e caucasianos (5,3%).
• De acordo com o Departamento de Estado para a
Educação dos EUA (2005), um número calculado de
11 milhões de adultos dos EUA não possui as habilitações literárias para desempenhar tarefas diárias, ao
•
•
•
passo que 40% de hispânicos de idade igual ou superior a 16 anos não possui conhecimentos básicos de
inglês e têm enorme dificuldade em ler e escrever na
sua própria língua materna.
Desde 2007, a taxa de desemprego de hispânicos/latinos mais do que duplicou, aumentando de 6,3% para
12,6% ou um total de 2,0 milhões de pessoas.
Naturalmente, estes números não incluem a população sub-empregada ou desempregada e sem documentos, o que torna a situação ainda mas desafiante.
A pobreza entre hispânicos/latinos—nascidos nos
EUA e no estrangeiro—atinge cerca de 23%.
Mulheres e crianças hispânicas/latinas estão consistentemente no nível mais baixo da pirâmide
económica, sendo quem sofre os mais graves
impactos da pobreza.
Aproximadamente 76% de hispânicos/latinos nascidos nos EUA e 84% de hispânicos/latinos nascido no
estrangeiro afirmam que a sua situação financeira
actual é razoável ou má.
Hispânicos/latinos ainda representam o sector mais
jovem da sociedade dos EUA. Hispânicos/latinos
representam actualmente quase 25% das crianças
com menos de 18 anos. Em pelo menos dez estados,
crianças de cor representam mais de 50% da população infantil, uma subida relativamente aos cinco
estados em 2000. Estes incluem Mississippi,
Georgia, Maryland, Florida, Arizona, Nevada, Texas,
Califórnia, Novo México e Hawaii.
Dezenas de milhares de famílias foram separadas
devido à legislação anti-imigração a nível estadual e
acções de represálias conta imigrantes ilegais.
Sob a administração Obama, o número de rusgas a
locais de trabalho que empregam hispânicos/latinos e
deportações de imigrantes duplicaram relativamente aos
números das anteriores administrações. Nos últimos
dois anos, foram deportados perto de 400.000 imigrantes.
As representações acima são sintomas de realidades
social mais alargadas que economistas e especialistas em
ciências sociais interpretam como o impacto da globalização. Hispânicos/latinos, entre outros, foram afectados negativamente pela vulnerabilidade da globalização que faz uma
distribuição não uniforme dos bens e recursos. Muitos imigrantes são forçados a migrar porque o impacto dos acordos
económicos globais e regionais injusto podem beneficiar
alguns mas sabotam os recursos e a sobrevivência de
2. Tendo em conta que quem elabora o censos não faz a diferenciação entre quem responde com base no respectivo estatuto de imigrante, é impossível determinar quantas pessoas se encontram nos Estados Unidos sem documentação legal.
3. Consulte www.pewhispanic.org
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Ministérios Globais
muitos. O Acordo Norte-Americano para o Comércio Livre
(North American Free Trade Agreement) é um dos tais acordos regionais que teve um impacto negativo sobre os mexicanos que, subsequentemente, imigraram para os Estados
Unidos num esforço para sobreviver.4 Alterações climáticas,
guerra e as vantagens que a globalização empresarial realmente disponibiliza também contribuem para um factor
“puxa-empurra” que força as pessoas a mudar-se de um
local para outro em busca de segurança e bem-estar. As pessoas também migram na esperança de que, também elas,
venham a ter a oportunidade de provar um pouco da
abundância de Deus.5
Esta realidade global afectou de maneira particularmente forte o contexto do ministério das igrejas
hispânica/latinas nos Estados Unidos e o contexto de vida
dos seus membros. Além disso, colocou sobre os ombros da
Igreja Metodista Unida a necessidade de adoptar estratégias
sem precedentes e implementar novas iniciativas para chegar
a toda a gente com a boa-nova de Jesus Cristo. Apesar dos
nossos redobrados esforços de equipar e mobilizar os nossos
irmãos e irmãs hispânicos/latinos para a prática do bem do
próprio Deus, ainda há muito trabalho a fazer para desenvolver novas comunidades de fé hispânicas/latinas nas nossas conferências anuais e fornecer guias bem preparados
para o ministério hispânico/latino para fazer face aos
desafios com que as actuais realidades demográficas e
globais nos confrontam. O crescimento da população hispânica/latina nas cinco jurisdições dos EUA e em todas as
nossas conferências anuais nos EUA exige uma resposta.
O que é que as recentes mudanças demográficas e realidades globais significam, 20 anos depois da Igreja
Metodista Unida ter criado o seu PNMHL? De que forma
está Deus a falar através dos sinais do nosso tempo? Que
caminho devemos percorrer para servir todos o povo de
Deus? Que acções e iniciativas específicas devemos imaginar e implementar? Que mudanças adaptativas tem a Igreja
Metodista Unida que fazer para conseguir convidar e acolher genuinamente hispânicos/latinos no baquete de Deus?
Que barreiras institucionais temos que derrubar para sermos
1121
os anfitriões hospitaleiros que Cristo pretende que sejamos?
As páginas que se seguem contêm recomendações de
um sonho posto em prática. Cremos que dá corpo ao próprio
sonho de Deus para os nossos irmãos e irmãs de descendência hispânica/latina que vivem hoje nos Estados Unidos.
Estas recomendações têm por base o bom trabalho conseguido durante o quadriénio de 2009 a 2012.
II. O PLANO NACIONAL PARA O
MINISTÉRIO HISPÂNICO/LATINO
A. Definição
O Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino
(PNMHL) é o primeiro esforço abrangente, coordenado e
sistemático da Igreja Metodista Unida para servir as comunidades hispânicas/latinas residentes nos Estados Unidos.
Através do PNMHL, A Igreja Metodista Unida procurou
convidar pessoas hispânicas/latinas para o discipulado em
nome de jesus Cristo e para se converterem em membros da
Igreja Metodista Unida.6 Com este objectivo visionário
específico em mente, o PNMHL trabalhou em colaboração
com quatro agências de programas da Igreja Metodista
Unida para auxiliar as conferências nacionais nos Estados
Unidos a chegar com maior eficácia às pessoas
hispânicas/latinas.7 Também se esforçou no sentido de ajudar a Igreja Metodista Unida a crescer na sua competência
cultural através de módulos de aprendizagem e desenvolvimento de guias no contexto hispânico/latino do ministério.
B. Metodologia
Desde a sua concepção, o PLMHL baseou o seu trabalho numa metodologia que reconhece que as pessoas não são
depósitos vazios que é preciso encher mas sim homens e
mulheres com profundas experiências de vida, sabedoria e
mesmo fé. Inspirado no trabalho pedagógico inovador de
Paolo Freirre, o PNMHL tem encorajado os que pretendem
realizar o ministério hispânico/latino a VER, JULGAR e
AGIR. Para realizar um ministério eficaz, é necessário querer ver a realidade social em que vivem os hispânicos/latinos.
No entanto, ver só nunca é suficiente. É necessário dar o
4. Por exemplo, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, etc.
5. Sobre este assunto, consulte Aquiles Ernesto Martinez, “Migração e A Igreja Metodista Unida: Mapa e Direcções”
(Dezembro de 2010). Trata-se de uma análise e de uma série de recomendações apresentadas aos principais líderes da
delegação que participou na Fórum de Acção Popular Global sobre a Migração, Desenvolvimento e Direitos Humanos
em Novembro de 2010 na Cidade do México. Para uma análise mais detalhada sobre a globalização e suas ligações às
migrações, consulte Raúl Delgado Wise, Humberto Márquez Covarrubias, e Rubén Puentes, Reframing the Debate on
Migration, Development and Human Rights: Conceptual Framework (México: INEDIM, 2010).
6. Para informações detalhadas sobre a visão e a missão do plano, consulte os relatórios anteriores dirigidos à Conferência
Geral da Igreja Metodista Unida.
7. Contrariamente a algumas opiniões populares, o Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino não é um programa, uma agência ou uma instituição de concessões.
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passo seguinte da avaliação crítica da realidade social que
temos perante nós. Como pessoas de fé cristã, esta avaliação
crítica tem sempre que ser feita à luz das Sagradas
Escrituras e da fé. Por último, é necessário determinar que
medidas tomar. A acção tem sempre por base o entendimento da vontade de Deus para o seu povo. O objectivo final
é a transformação de pessoas e do mundo em nome e no
poder de Cristo Jesus.
C. Valores essenciais
Estreitamente relacionados com as características distintivas referidas acima, o PNMHL defende alguns valores
essenciais. Dito de forma mais simples, o PNMHL é holístico, centrado nas pessoas, conexional, engenhoso e profético.8
Holístico
Desde o seu início, o PNMHL tem vindo a insistir num
ministério que seja Wesleyano em espírito e carácter. Os
esforços para auxiliar as conferências anuais na formação de
guias, mobilizar congregações e criar novas comunidades de
fé entre e com hispânicos/latinos têm estado integralmente
associados a ministérios devotados à comunidade e à justiça.
A piedade pessoal e a santidade social são efectivamente
inseparáveis na perspectiva e no trabalho do PNMHL.
Centrado nas pessoas
Com base na sua fundação e intervenção teológicas,
PNMHL procura reforçar o movimento do povo de Deus em
missão e ministério. Embora reconhecendo a importância da
igreja institucional, a sua prioridade é permitir que o povo
de Deus esteja profundamente empenhado em realizar o trabalho de Deus no mundo. Quer se trate de guias, da fundação de novas comunidades de fé ou da mobilização de
congregações existentes, o PNMHL apoia o trabalho do
povo de Deus por meio de um processo intencional de
acompanhamento—acompañamiento—ou caminho em
conjunto.
Conexional
O PNMHL está profundamente enraizado no etos da
conexão da Igreja Metodista. Procura reforçar os elos
conexionais, tanto através do ensinamento como da prática.
Trabalhando em parceria com agências de programas e conferências anuais da Igreja Metodista, trabalha diligentemente para reunir guias de todas e cada uma das
conferências anuais para formação e elaboração de estratégias. Uma rede conexional de guias leigos e clericais formado serve para facilitar o trabalho contínuo de chegar às
pessoas, famílias e comunidades hispânicas/latinas.
Engenhoso
Crendo que “el pueblo,” as pessoas em si são o melhor
recurso com o qual a igreja pode contar, o PNMHL formou
milhares de leigos para o ministério hispânico/latino, permitindo-lhes o sacerdócio de todos os crentes. Estes missionários leigos, trabalhando em conjunto com pastores
mentores, deram origem a um movimento que fundou novas
comunidades de fé através da conexão e alargou ministérios
de compaixão e justiça a comunidades em todo o território
dos Estados Unidos. Durantes este último quadriénio, o
PNMHL trabalhou em parceria com o Path 1 para atingir o
objectivo denominacional de fundar 650 novas igrejas nos
Estados Unidos. O compromisso é de que 75 destas fundações de novas igrejas serão congregações hispânicas/latinas. Devido aos laços globais da comunidade
hispânica/latina, o PNMHL procurou também contribuir
com percepção e apoio para trabalhar com membros de língua espanhola e portuguesa fora dos Estados Unidos, sobretudo com as igrejas Metodistas da América Latina e das
Caraíbas.
Profético
Uma característica distintiva do PNMHL tem sido os
seus esforços no sentido de ensinar a igreja institucional que
servir as comunidades hispânicas/latinas nos Estados
Unidos requer que a igreja esteja disposta a dizer palavras
proféticas sobre justiça e esperança no meio das graves preocupações sociais que mais afectam estas comunidades. Um
compromisso para com o bem-estar holístico de pessoas e
comunidades é bíblico e necessário se a igreja pretender ser
fiel.
III. RELATÓRIO DA EVOLUAÇÃO PARA O
QUADRIÉNIO 2009-2012
Em conformidade com o estipulado pela Conferência
Geral de 2008, o Comité Nacional do PNMHL tem trabalhado muito diligentemente para conduzir a Igreja Metodista
Unida no trabalho realizado em quatro áreas objectivas do
ministério: Desenvolver Novas Congregações, Ministério
para a Imigração e Outras Questões Sociais Essenciais,
Estratégia de Conferências Anuais e Igrejas Locais e
Formação de Guias.
Apesar da recessão económica, dos sentimentos antiimigrantes e das políticas de imigração quebradas que criaram o caos nas comunidades e congregações
hispânicas/latinas, as comunidades e igrejas hispânicas/
latinas conseguiram manter-se à tona e avançar na esperança
e na fé. Graças ao bom trabalho das conferências anuais,
8. Trata-se de um esforço para resumir o que foi dito em relatórios anteriores sobre os elementos distintivos do Plano
Nacional para Ministérios Hispânicos/Latinos bem como de destacar os desenvolvimentos mais recentes.
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agências gerais e pessoas de toda a conexão que estão
empenhadas no ministério com e entre pessoas
hispânicas/latinas, o PNMHL conseguiu alcançar muitos
dos objectivos definidos para o quadriénio que agora termina. Os testemunhos e histórias deste trabalho encorajam a
igreja a fazer mais, Partilhamos, deste modo, uma breve
visão dos resultados dos nossos esforços colaborativos ao
longo dos últimos quatro anos.
A. Desenvolver Novas Congregações
Estamos gratos pelo que Deus nos permitiu realizar
através do PNMHL. A fundação e o crescimento de igrejas
tem sido uma das áreas para as quais direccionámos o trabalho do PNMHL que Deus abençoou ao longo dos últimos
quatro anos.
1. Concretizações
• Em parceria com 31 conferências anuais dos EUA e
o Path 1, o PNMHL ajudou a estabelecer 57 novas
congregações hispânicas/latinas que reflectem a
diversidade das culturas e gerações hispânicas/latinas
com os seus contributos exclusivos para o culto e a
pregação, discipulado, associações em prol do estabelecimento de comunidades e testemunhos sociais.
• Em parceria com o PATH 1, o PNMHL tem vindo a
desenvolver critérios e objectivos para a fundação de
novas congregações, revitalizar as já existentes e
apoiar congregações vitais e em crescimento que são
sensíveis e respondem aos valores culturais e necessidades de comunidades hispânicas/latinas. Em cooperação com a Junta Geral do Discipulado, estamos a
desenvolver um novo currículo para fundadores de
igrejas e missionários leigos bem como redes.
Membros do clero e leigos de muitas conferências
anuais participaram em campos de treino para fundações de novas igrejas e outros formas semelhantes
de formação. Fornecemos o financiamento da formação de missionários leigos e workshops.
• Através da liderança de guias missionários leigos
devidamente formados, foram criadas mais de 132
novas comunidades de fé.9
• Em colaboração com os guias de quatro conferências
anuais, o PNMHL trabalhou com 104 congregações
através dum processo de mobilização da igreja que
está a revitalizar igrejas, clérigos e guias leigos.
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2. Histórias
Histórias de fidelidade e resultados conseguidos em
toda a conexão nos Estados Unidos dizem-nos que Deus
está a realizar o seu trabalho entre nós. Na Conferência do
Minnesota, a Igreja Metodista Unida La Puerta Abierta, sob
a liderança do Rev. Nohemí Ramirez, é uma congregação
que sofreu uma revitalização em apenas dois curtos anos.
Com uma participação média no culto de 25 pessoas, esta
igreja cresceu para uma média de 85 e está a avançar no sentido de se tornar uma congregação multicultural. Foram criados ou reactivados programas de sensibilização da
população. Programas como Pepper Kids, Angel Food e
Blessing Basket chegaram a uma comunidade mais vasta.
A Conferência do Norte do Illinois também assumiu
seriamente ministérios multiculturais. Equipando membros
do clero e leigos, fundando novas congregações e prestando
mentoria aos jovens fizeram parte do bom trabalho que
desenvolveram. A Igreja Metodista Unida El Mesías, desde
1980, é conhecida por enviar missionários para fundarem
novas congregações. Graças ao seu apoio e à iniciativa dos
guias da Igreja Metodista Unida Epworth, a congregação La
Luz de Cristo foi fundada sob a orientação do Rev. Rubén
Rivera. Esta congregação cresceu em resultado do trabalho
árduo do Rev. Rivera que passou muito tempo a visitar pessoas e famílias na comunidade e a convidá-los depois para
visitarem a sua casa onde iniciou comunidades de fé. A
Igreja Metodista Unida Bethel sob a orientação do Rev.
David Sanchez também está a trabalhar com afinco para
chegar a pessoas hispânicas/latinas.
As conferências California-Pacific, Desert Southwest e
North Georgia desenvolveram estratégias de conferência
abrangentes para ministério hispânico/latino, trabalhando
em estreita proximidade com pessoal dos Ministérios
Globais e da Junta Geral do Discipulado e em conjunto com
o departamento nacional do PNMHL. A cada uma foi concedida a quantia de 75.000 USD para implementar as
respectivas estratégias.
Na Conferência da Geórgia do Norte foram dados passos para fazer avançar, de forma mais intencional, as congregações de missão existentes no sentido de se tornarem
congregações organizadas. O seu coordenador de conferência para o ministério hispânico/latino, auxiliado pelo repre-
9. Uma comunidade de fé é um pequeno grupo de crentes que, associados a uma igreja local e sendo uma extensão da
mesma de uma maneira orgânica, chega aos seus vizinhos, reforça o ministério de patrocinar a igreja local e, com tempo
e crescimento, pode passar a ser uma igreja organizada propriamente dita. Uma comunidade de fé é “a igreja em
miniatura,” um conjunto equivalente à tradicional banda ou núcleo familiar.
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sentante do seu gabinete, contaram com a ajuda do PLMHL
numa série de diálogos com pastores hispânicos/latinos
para avaliar os respectivos 21 ministérios hispânicos/latinos,
na esperança de os fazer avançar para níveis mais elevados
de resultados. Para melhor ajudar esta conferência, representantes do gabinete nacional do PNMHL reuniram-se e
trabalharam com o bispo desta conferência e os membros do
seu gabinete.
A Conferência de Rio Grande, por recomendação do
respectivo bispo e gabinete, foi submetida a um processo de
mobilização congregacional facultado pelo PNMHL. Dois
distritos, os distritos Central e do Noroeste, concluíram a
primeira fase do processo para um total de 50 congregações
locais que receberam formação em conjunto com o seu
superintendente distrital. As 40 congregações locais do
Distrito Sul estão também a preparar-se para se submeterem
ao processo de mobilização congregacional. Estes são apenas exemplos do tipo de trabalho que o PNMHL tem vindo
a desenvolver com a ajuda de Deus.
3. Reflexão
Embora muito se tenha alcançado na área da fundação
e crescimento de igrejas, ainda há muito por fazer. Algumas
observações para nos ajudar a melhorar o nosso ministério.
O número relativamente pequeno de igrejas hispânicas/latinas e o número reduzido de membros hispânicos/latinos na Igreja Metodista Unida actualmente mostra a
necessidade de melhorarmos consideravelmente o nosso trabalho. O relatório estatístico de 2010 do Conselho Geral de
Finanças e Administração indica que existem apenas 67.537
membros leigos hispânicos/latinos nos Estados Unidos num
total de 7.774.420 membros dos EUA. Isto representa apenas 0,9% do número total de membros. Das 33.307 igrejas
Metodistas Unidas dos EUA, apenas 374 são congregações
hispânicas/latinas.10 Isto representa apenas 1,1% das igrejas Metodistas Unidades sediadas nos EUA.11 A Igreja
Metodista Unida tem de continuar a ter em consideração
estas estatísticas reveladoras a para do crescimento da população hispânica/latina. Como parte da sua missão de convidar todos os povos para o banquete de Deus, a Igreja
Metodista Unida tem também de continuar a responder
intencionalmente à enorme oportunidade que uma população hispânica/latina em expansão proporciona. Tem de
continuar a recrutar, formar e desenvolver guias para o ministério hispânico/latino, fornecendo, ao mesmo tempo, a
estes guias e ministérios o apoio financeiro e espiritual adequado. Na implementação do PNMHL foram também
detectadas outras fontes de preocupação.
DCA Edição Avançada
As conferências anuais têm que procurar, intencionalmente, formas de encaminhar as comunidades de fé hispânicas/latinas para se tornarem congregações organizadas.
Muitas destas comunidades de fé e respectivos guias não
sabem como dar este passo importante mas têm o desejo de
crescer e contribuir para o trabalho de toda a Igreja.
Está na altura de os guias da conferência anual
reforçarem o seu empenho no acompanhamento a estas
comunidades de fé. Pode ser necessário aprender ainda mais
sobre o ministério hispânico/latino; de maneira semelhante
ao ministério da cultura dominante, o ministério hispânico/latino tem-se tornado mais complexo ao longo dos últimos 20 anos. Através do seu trabalho conexional, a
Comissão Nacional do PNMHL tem vindo a ser alertada
para as dificuldades e o isolamento com que os coordenadores da conferência do ministério hispânico/latino são
frequentemente confrontados.
Encorajamos as conferências anuais a dar mais
assistência e apoio mais concreto a estes coordenadores.
Devido ao défice de guias pastorais hispânicos/latinos na
Igreja Metodista Unida, muitos pastores hispânicos/latinos
vêm de outras denominações. Embora muitos deles se tenham tornado pastores fortes e fiéis na Igreja Metodista
Unida, outros não conseguiram abraçar as normas da Igreja
Metodista Unida ou o seu etos, abandonando frequentemente a sua denominação de maneiras que prejudicam o
ministério do qual fazem parte.
Temos de continuar a descobrir formas de melhor
equipar os pastores hispânicos/latinos para o ministério,
encontrando meios mais eficazes de auxiliar pastores que se
juntam a nós, vindos de outras tradições de fé, a tornaremse inteiramente Metodistas Unidos. O grande desafio que a
Igreja Metodista Unida enfrenta em termos de liderança
pastoral para ministério hispânico/latino é criar os seus
próprios guias. Embora a partilha de instalações entre congregações estabelecidas e novas congregações hispânicas/
latinas tenha melhorado consideravelmente, continua a
haver desafios. Não devemos partir do princípio que as nossas congregações saberão facilmente como conceder graciosamente hospitalidade a pessoas hispânicas/latinas ou
que estas saibam como assumir as respectivas responsabilidades numa situação de instalações partilhadas. Questões de
controlo das propriedades, ausência de compreensão mútua
e mesmo racismo continuam a surgir em ministérios que
partilham instalações. Estes acordos de partilha de instalações têm de ser cuidadosamente feios e monitorizados por
oração e apoiados por guias da conferência anual que possam intervir e ajudar no momento adequado.
10. Isto não inclui as 54 igrejas do actual quadriénio.
11. Nomeadamente, 463 novas congregações e 3000 comunidades de fé, desde 1993 até 2007.
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O compromisso recente da Igreja Metodista Unida de
fundar novas igrejas fez-nos constatar, uma vez mais, o
facto de que os modelos de fundação de igrejas da cultura
dominante são frequentemente estranhos e, dessa forma,
pouco úteis na fundação de igrejas hispânicas/latinas. Uma
fundação de igrejas que seja culturalmente sensível é tão
necessária entre comunidades hispânicas/latinas como o é
para outras comunidades. O PNMHL vai continuar a cooperar com o Path 1 no desenvolvimento de modelos culturalmente adequados para a fundação de igrejas no contexto
hispânico/latino, mas será necessário que todos nós trabalhemos intencionalmente sobre este assunto para que a Igreja
Metodista Unida venha a fundar eficazmente novas igrejas
nas comunidades hispânicas/latinas.
Um dos efeitos desta ampla mistura de esforços antiimigração sobre o trabalho do PNMHL foi prejudicar e, em
muitos casos, por em perigo os esforços dos guias e das
igrejas hispânicas/latinas no desenvolvimento dos respectivos ministérios não só entre a comunidade imigrante ilegal
nos EUA mas também em toda a comunidade hispânica/latina. Também fez esfriar a vontade de muitas das congregações da denominação, baseadas em cidadãos, de exercer,
de qualquer forma, o ministério no seio da comunidade imigrante hispânica/latina. Por outras palavras, a questão
exclusiva da imigração não autorizada prejudicou a missão
de toda a nossa denominação junto da comunidade hispânica/
latina.
Os ministérios brasileiros têm sido um aspecto em
desenvolvimento do trabalho do PNMHL mas estes ministérios também necessitam de mais apoio da igreja em
geral. A Comissão Nacional do PNMHL tem conhecimento
da necessidade de continuar a trabalhar num plano estratégico para a fundação de igrejas no contexto hispânico/latino e
compromete-se a auxiliar a igreja na preparação desse
plano.12 Louvamos Deus pelo que já foi conseguido. Na verdade, o Espírito Santo tem sido fiel, tocando muitas vidas
com a graça de Jesus Cristo.
Embora o Plano Nacional continue a apoiar esforços
para ministrar em várias questões sociais que afectam os
imigrantes hispânicos/latinos, durante este quadriénio a imigração tornou-se o centro das atenções e consumiu uma boa
parte do tempo e energia do plano. Embora as coisas possam
parecer não ter solução para muitos imigrantes, o plano vê
sinais da presença e orientação de Deus. O nosso Deus é um
Deus peregrino que caminha com todos os migrantes em
todo o mundo e é o mesmo Deus que caminha com a igreja
enquanto esta serve estes migrantes. Devido à fidelidade de
Deus no meio das grandes dificuldades humanas, testemunhámos fortes sinais de esperança.
B. Ministério da Imigração e Outras
Preocupações Sociais Críticas
A concentração do Plano Nacional sobre a imigração é
uma resposta à concentração da Igreja Metodista Unida no
ministério junto dos pobres. Ao longo das décadas anteriores, a incapacidade dos Estados Unidos de lidar de forma
adequada com os desafios que a imigração representa condenou muitos imigrantes, tanto legais como ilegais, a uma
vida na sombra da pobreza.
A política de imigração dos EUA está desactualizada e
é ineficaz e sujeito tanto a população imigrante como a
economia nacional a uma carga injusta. Ao longo da última
década, as agências governamentais dos EUA, encarregadas
de remover imigrantes ilegais, viram crescer exponencialmente tanto os seus orçamentos como os seus índices de
expulsão. Mais recentemente, forças anti-imigração ao nível
estadual, emitiram uma quantidade enorme de legislação
destinada a reforçar e, por vezes, a ir para além do mandato
federal.
1. Histórias
Um sinal de esperança surgiu na Conferência de Desert
Southwest. Em resposta à dura lei anti-imigração SB 1070
do Estado do Arizona, que entrou em vigor em 2010, a conferência ajudou a orientar a denominação sobre assuntos relativos à imigração, através da liderança do Bispo Minerva
Carcaño e com a ajuda do novo missionário do Plano
Nacional para as questões de imigração e fronteiras, o Rev.
Jim Perdue. Das dificuldades enfrentadas por esta conferência, surgiram muitos recursos e experiências que podem
beneficiar o ministério de todas as nossas conferências.13
Outro sinal de esperança surgiu mesmo de entre os
desafios sócio-económicos da comunidade imigrante, da legislação estadual anti-imigração em vários estados, rusgas a locais
de trabalho e deportações. Durante mais de um ano no Centro
Mi Familia14 na Conferência North Georgia, imigrantes tiram
cursos de Inglês-como-segunda-língua como parte de um
processo mais alargado de integração e participação social. O
12. Sobre estas questões, consulte Marigene Chamberlain (Presidente), Elías Galván, Mary Silva, Helene Slessarev-Jamir,
Héctor Soto Vélez e Michael Rivas (consultor), Relatório de Avaliação apresentado ao Plano Nacional para o
Ministério Hispânico/Latino, 31 de Outubro de 2006, revisto.
13. Tais recursos estão disponíveis para transferência em www.desertsouthwestconference.org/immigration
14. Mais informações disponíveis em www.ngumc.org/news/detail/604
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ministério do centro inclui aulas após depois do período escolar, feiras de saúde, clínicas de imigração, mobilização e
esforços sistemáticos para preparar os migrantes para a eventualidade de uma reforma abrangente da imigração. Luis
Velasquez, um voluntário e membro de um programa no centro designado por LEAD (Latino/as com poder de Agir e
Sonhar), recebeu recentemente um Prémio do Concurso de
Ensaios César Chávez.
Um terceiro sinal de esperança surgiu no meio da separação de uma família e do medo em Winchester, Virginia,
onde muitos Cristãos Metodistas unidos arranjaram tempo
para se voluntariar e ensinar os filhos de imigrantes.15 Na
Conferência de Virginia, Amor y Paz (Amor e Paz), a Igreja
Metodista Unida recebe apoio de oito outras igrejas locais
para pôr em prática um programa de Verão para filhos de
imigrantes dos 6 aos 12 anos. O programa inclui estudo da
Bíblia, contar histórias, canções, oração, trabalhos manuais,
actividades educativas, espectáculos de marionetas e actividades ao ar livre. Estes voluntários são sinais do amor
incondicional de Deus.
Um quarto sinal esperança veio da Igreja Metodista Unida
Ypsilanti16 da Conferência de Detroit onde a Pastor Pastor
Melanie Carey e outros membros da igreja descobriram que
Jasmine Franco, uma estudantes de 18 anos, teve que abandonar
a escola para trabalhar e tomar conta da sua irmã mais nova. Os
pais da estudante tinham sido deportados para a Guatemala.
Depois de Jasmine ter sido forçada a enviar a sua irmã mais
nova, cidadã americana, para a Guatemala para viver com os
pais, ficou sozinha nos Estados Unidos. A igreja passou rapidamente a ser a família adoptiva de Jasmine, dando-lhe apoio e
alojamento para que pudesse terminar o liceu. Desde então,
tornou-se numa estudante universitária brilhante, estando a
planear uma carreira em Medicina. Quando os membros da
igreja viram Jasmine começar a ter esperança e a crescer e progredir novamente, centraram as suas atenções no quadro mais
amplo. Estão a consciencializar as pessoas para a necessidade
de alterar as políticas de imigração dos EUA para que famílias
imigrantes não venham a ser separadas como foi a família de
Jasmine. A igreja Ypsilanti tem agora um entendimento diferente da sua própria comunidade, bem como do seu ministério
junto da comunidade imigrante.
•
•
•
•
2. Concretizações
• O PNMHL estabeleceu uma pareceria significativa com
a Força de intervenção Interagências para a Imigração
•
da nossa denominação, da qual faz parte e partilha, em
conjunto com outras agências denominacionais, a formulação e concretização de estratégias de imigração.
Desde o início do actual quadriénio, com assistência à
organização e coordenação por parte da Junta Geral de
Igreja e Sociedade, a força de intervenção tem supervisionado a formação de Equipas de Resposta Rápida em
34 conferências anuais. A Equipa de Resposta Rápida
de cada conferência tem defendido a reforma da política de imigração dos EUA, têm-se oposto à legislação
anti-imigração dos órgãos legislativos dos respectivos
estados e auxiliou mais de 60 imigrantes individuais,
apanhados em rusgas e procedimentos de deportação, a
defender os seus direitos.
Muitas conferências anuais escreveram as suas resoluções sobre a imigração e o PNMHL trabalho
inserido na Força de Intervenção Interagências para a
Imigração no apoio a estas resoluções, bem como no
acompanhamento a conferências e a estudantes sem
documentos legais em todo o país nos seus esforços
de fazer aprovar a Lei do SONHO AMERICANO.17
No enquadramento da Força de Intervenção
Interagências para a Imigração, o PNMHL começou
também a trabalhar em colaboração com o programa
Justiça para os nossos vizinhos (Justice for Our
Neighbors (JFON)), coordenado através da
Comissão Metodista Unida de Auxílio. O programa
JFON está a criar uma rede de clínicas de imigração
legal em todos os United States para ajudar os que
caem nas malhas do sistema de imigração dos US.18
Noutros trabalhos com a Junta Geral de Igreja e
Sociedade durante o actual quadriénio, o PNMHL
produziu dois módulos sobre imigração e deu formação sobre imigração a seis conferências anuais e
uma jurisdição, auxiliando assim um número significativo de participantes.
O PNMHL também criou parcerias com a Rede
Metodista d Missão Fronteiriça (Methodist Border
Mission Network (MBMN)) em que ajuda a criar, coordenar e apoiar ministérios de defesa e auxílio para imigrantes ao longo da fronteiros EUA-México, em conunto
com as cinco conferências Metodistas Unidas e as três
cobnferências da Igreja Metodista do México localizadas
ao longo da fronteira entre os EUA e o México.
Em cooperação com outras organizações religiosas e
de cidadãos, em especial a coligação Interfaith
15. Mais informações disponíveis em www.vaumc.org/Page.aspx?pid=948
16. Pode aceder à história de Jasmine em www.detroitconference.org/videos/detail/23. Pode ser necessária a aplicação
QuickTime para abrir o ficheiro.
17. Aceda à história e mais informações em www.wikipedia.org/wiki/DREAM_Act
18. Mais informações sobre JFON disponível em http://new.gbgm-umc.org/umcor/work/immigration/jfon/
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Ministérios Globais
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•
Immigration Coalition, o PNMHL tem apoiado Dias
de Defesa Ecuménica e manifestações a nível local e
nacional pa a reforma da política de imigração. A criação de redes e coligações são partes essenciais do
seu trabalho.
Numa parceria em três vias com os Ministérios
Globais e a Coneferência Desert Southwest, o
PNMHL formou e tem apoiado a nova posição do
Missionário Nacional para Questões de Imigração e
Fronteiras. Como primeiro missionário dos
Ministérios Globais e Plano Nacional nomeado para
este cargo, o Rev. Jim Perdue ajudou igrejas e conferências anuais a saber como se apresentar à mesa
das negociações para a discussão da questão da imigração. Produziu também recursos úteis como a
Reforma da Imigração, Considerações Bíblicas
sobre a Imigração e um curso online entitulado
Imigração: A Comunidade Religiosa e as Sagradas
Escrituras e o Projecto da Santa Conversação. O seu
trabalho está disponível para todas as conferências
em toda a conexão.
Em 2010, o PNMHL colaborou com os Ministérios
Globais para enviar uma numerosa delegação à Cidade
do México para se reunir com a Acção Popular Global
sobre Migração, Desenvolvimento e Direitos
Humanos.19 Esta rede global de agências sem fins lucrativos reúne-se em conjunto com o Fórum Global das
Nações Unidas para a Migração e o Desenvolvimento.20
Está agora a ser concebido um plano de acção para ajudar a nossa denominação a compreender os problemas
de imgração individuais de cada nação no âmbito mais
alargado da migração global.
O Plano Nacional tem acompanhado conferências anuais e igrejs locais no desenvolvimento de 60 ministérios
comunitários para ajudar a satisfazer algumas das necessidades prementes das suas comunidades e na criação de
cinco centros que servem as comunidades por meio de
ministérios de serviços sociais e de justiça.
Acompanhado pelo PNMHL, a Conferência de
North Georgia também abriu um centro de justiça
comunitária que ajuda pessoas hispânicas/latinas.
3. Reflexão
• Ao longo do último quadriénio, o Plano Nacional
aprendeu algumas lições importantes. Em primeiro
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•
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•
•
•
•
•
lugar, aprendemos que vale mais coordenar os nossos
esforços através da Força de Intervenção
Interagências para a Imigração e a coligação
Interfaith Immigration Coalition, para obter mais
poder no sentido de implementar a reforma da política de imigração dos EUA que iria beneficiar todos os
intervenientes.
Em segundo, nem o Congresso dos EUA nem a
administração tem vontade política para realizar a
reforma da políica de imigração dos EUA num futuro
próximo.
Terceiro, a cultura dos EUA está polarizada por um
impasse entre frentes ideológicas à esquerda e à direita
do espectro político. Como estas frentes protegem o
poder em torno de mais questõs de divisão cultural do
que a imigração, nenhuma cede um milímetro no
impasse durante tempo suficiente para explorar soluções
para a imigração nos US passíveis de serem trabalhadas.
Quarto, a cultura dos EUA tem passado por um
período de intensa incivilidade dese meados dos anos
90 mas esta incivilidade poderá estar a chegar ao fim
do seu percurso na cultura.
Quinto, A Igreja Metodista Unida é atingida tanto
pela polarização como pela incivilidade. Ao longo
dos últimos 15 anos, a igreja não conseguiu encontrar
a saída desta confusão nem aprendeu a funcionar e
ministrar no meio dela.21
Sexto, a imigração dos EUA é impulsionada tanto
pela pressão dos imigrantes como pelas circunstâncias desastrosas dos seus países de origem e a pressão
das necessidades de crescimento de uma economia
americana envelhecida. Mas o debate da política de
imigração ignora consistentemente a tragédia huma
dos imigrantes que são apanhados no meio deste pântano da política de imigração. A igreja não deve evitar mais esta tragédia.
Sétimo, o trabalho de organização mais produtivo no
sentido da reforma da política de imigração dos EUA
está a verificar-se agora no meio da perspectiva
política em que se encontra a vasta maioria dos
Metodistas Unidos.
Por último, se se trata de ajudar a desenvolver poder
dentro da comunidade hispânica/latina dos EUA no sentido de para onde esta se dirige em vez de onde tem estado,22 o PNMHL tem de embarcar agora num processo
19. Ainda não foi publicado na Internet o resumo informativo sobre o vento no México. Para informações sobre Peoples’
Global Action, consulte www.mfasia.org/pga/PGAMDHR.html
20. Consulte www.gfmd.org/mexico-2010/index.php?lang=en
21. Esta opinião é de Gilbert R. Rendle, Convénio Comportamental em Congregações e Jornada no Deserto: Vida Nova
para Igrejas de Primeira Linha.
22. De acordo com as projecções do Censos dos EUA, em 2050 quase três em cada dez residentes dos Estados Unidos
serão hispânicos/latinos.
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de previsão e construção da sua estratégia e rede organizacionais próprias em torno das necessidades das comunidades de imigrantes hispânicas/latinas.
Esta rede terá de solcitar ajuda de quem tem um percurso feito na organização do poder de base institucional
para mudança da política de imigração. Isto ajudará a rede a
aprender como conservar e nivelar o seu poder através da
Força de Intervenção Interagências para a Imigração, bem
como a saber como e quando comunicar, trabalhar em rede
e mobilizar para concretizar as sua visão e a sua missão em
concertação com os seus aliados.
A Igreja Metodista Unida possui um entendimento
claro das suas responsabilidades no que se refere ao sofrimento humano sentido por muitos migrantes em todo o
mundo.23 Com estas ligações, o PNMHL continua a colaborar com agências gerais, conferências anuais, igrejas locais
e organizações cívicas e de cidadãos para ajudar a criar um
movimento que conduzirá a uma reforma justa da política
de imigração dos EUA, abrindo assim caminho para que a
comunidade imigrante consiga escapar à probreza.
O PNMHL incentiva a Igreja Metodista Unida a apoiar
resoluções e iniciativas que denunciem e que trabalhem no
sentido de mudar as rusgas indiscriminadas a locais de trabalho, detenções, exploração, criação de perfis raciais e
crimizalização de migrantes. Incentivamos ainda a Igreja a
apoiar as prioridades da reunificação familiar e a protecção
dos direitos de mulheres e crianças.24
O PNMHL continua a expandir-se na área do ministério
baseado na imigração e comvida toda a igreja a juntar-se-lhe
neste ministério de hospitalidade a todos os hispânicos/latinos, uma hospitalidade que afirma e defende a dignidadee e
os direitos de todos os imigrantes, independente do seu
estatuto migratório. Da mesma maneira, pede a toda a igreja
que se esforce por lembrar o que significa realmente estar
numa igreja num contexto de imigração, tanto na forma como
se relaciona entre os seus próprios membros como na forma
como realiza o seu ministérios junto da comunidade imigrante, idependentemente do resultado de debates políticos
governamentais sobre a questão da imigração.
Rejubilamos pelo facto de, apesar a atmosfera negativa dos EUA, durante este quadriénio e com a graça de
Deus, conseguimos contribuir e alcançar muitos objectivos
na área de incidência do ministério da imigração e outras
preocupações sociais. Damos graças a Deus por as crises
darem, por vezes, à igreja novas oportunidades de crescimento. Continuamos a depositar a nossa esperança em
Deus que “é a nossa paz”. Cremos que Cristo está já a
unificar-nos, derrubando os muros que nos separam e reconciliando-nos a todos com Deus como um só corpo
através da sua própria cruz. Cristo matou realmente a nossa
hostilidade (Efesos 2:14-16).
C. Conferência Anual e Estratégia
Local da Igreja
O PNMHL festeja o progresso substancial que conseguiu nesta área de colaboração e parceria com conferências anuais para desenvolver estratégias da desenvolver
ministérios hispânicos/latinos.
1. Concretizações
• Cento e quatro congregações locais das nossas conerências anuais estão sob o processo mobilização a
longo prazo que promove a revitalização e a transformação da igreja.
• Trinta e uma conferências anuais têm estado a participar no processo de acompañamiento, que inclui
assistência técnica no desenvolvimento de estratégias
para os novos ministérios hispânicos/latinos; 17
coordenadores para o ministério hispânico/latino
estão a servir em metade dessas conferências.
Esperamos aumentar estes números.
• Consultores formados pelo Plano Nacional foram
destacados para trabalhar com 29 conferências anuais
nas respectivas estratégias de conferência para o ministério hispânico/latino.
• Dezanove missionários relacionados com o PNMHL
começaram a prestar serviço em 14 conferências
anuais.
• Foi criada uma parceria entre o PNMHL e o Colégio
de Bispos da Jurisdição Ocidental para desenvolver
estratégias para chegar a hispânicos/latinos no
Oeste.
23. Consulte “Migração Global e a Demanda pela justiça,” O Livro das Resoluções da Igreja Metodista Unida, 2008.
Resolução n.º 6028, pgs 754-63.
24. Consulte Martinez, “Migração e A Igreja Metodista Unida: Mapa e direcções;” “Migração Global e a Demanda pela
Justiça,” O Livro das Resoluções da Igreja Metodista Unida, 2008, Resolução n.º 6028, pgs 754-63; “Acolher o
migrante nos EUA,” O Livro das Resoluções da Igreja Metodista Unida, 2008, Resolução n.º 3281, pgs 412-20;
Declaração da Situação da Imigração nos EUA, Conselho dos Bispos, A Igreja Metodista Unida, Maio de 2009;
Resolução para a Protecção de Famílias e Crianças Imigrantes, Conselho dos Bispos, A Igreja Metodista Unida,
Novembro de 2009; Jim Perdue, Reforma da Imigração 101: Um Projecto Conjunto da Conferência Desert Southwest
e do Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino da Igreja Metodista Unida (Phoenix, Arizona, 2010).
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• Foram atribuídos mais de 600.000 USD a 10 conferências anuais para desenvolver novas comunidades
de fé e outros ministérios hispânicos/latinos.
2. Histórias
A colaboração com 31 conferências anuais foi uma
dádiva significativa para o PNMHL tanto em termos de
reforçar os elos de ligação como de alcançar objectivos que
foram essenciais para o ministério das conferências anuais.
Em parceria com várias agências, o PNMHL prestou auxílio
aos esforços da conferência anual para desenvolver ministério hispânico/latino sob quatro áreas de incidência que
foram consideradas as prioridades do PNMHL ao longo do
último quadriénio, nomeadamente, Desenvolvimento
Congregacional, Ministério para imigração e Outras
Preocupações Sociais Essenciais, Estratégia de
Conferências Anuais e Igrejas Locais e Formação de Guias.
As conferências anuais receberam assistência no desenvolvimento de estratégias de conferência para ministério
hispânico/latino. Foram atribuídas bolsas a conferências
anuais para suportar o seu trabalho de fundação de igrejas.
Missionários do PNMHL foram enviados a conferências
anuais para as auxiliar no trabalho com as comunidades hispânicas/latinas. Foram realizadas sessões de formação para
auxiliar no desenvolvimento de guias do clero e leigos para
o ministério hispânico/latino.
3. Reflexão
O passo mais significativo dado pelo Plano Nacional
neste quadrénio na área de inciência da Estratégia de
Conferências Anuais e Igrejas Locais foi a decisão estratégica de dedicar intencionalmente atenção prioritária às oito
conferências anuais, a California-Pacific, Desert Southwest,
Río Grande, Texas, Northern Illinois, Greater New Jersey,
North Georgia e Florida. Estas conferências anuais representam áreas geográficas com o maior crescimento de população hispânica/latina nos Estados Unidos e uma liderança
de conferências que está empenhada e a investir no ministério hispânico/latino. Embora tenhamos ainda muito mais
trabalho a fazer com estas conferências anuais, durante este
quadriénio trabalhámos arduamente para acompanhar e
apoiar os ministérios hispânicos/latinos destes conferências
anuais, na esperança de sermos melhores prestadores de
serviços dos recursos da igreja, chegando mais eficientemente a comunidades hispânicas/latinas e impusionar mais
intencionalmente o crescimento da igreja. É a esperança de
que, através do reforçar destas oito conferências anauis alvo,
o PNMHL venha a criar parcerias mais profundas com esta
conferênias anuais e ser capaz de as chamar a servir como
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mentoras e como apoio de outras conferências anuais em
toda a conexão. O conexionismo é um dos maiores pontos
fortes da Igreja Metodista Unida. Se conseguirmos continuar a insistir neste recurso de conexionismo, estamos confiantes de que Deus abençoará os nossos esforços,
ajudando-nos a impulsionar os nossos ministérios hispânicos/latinos.
D. Formação de Guias
Não há qualquer dúvida de que as igrejas
hispânicas/latinas necessitam de mais e melhores guias,
tanto do clero como leigos. Uma área de incidência do
PNMHL ao longo deste quadriénio foi precisamente a formação de guias, com ênfase no aumento e reforço dos nosso
guias clericais para o ministério hispânico/latino.
1. Concretizações
• Em resposta às alterações demográficas nos Estados
Unidos e ao chamamento de Deus para dotar os santos do equipamento necessário para o ministério, o
Plano Nacional e a Junta Geral de Educação Superior
e Ministério convocou uma série de conferências
regionais, culminando numa consulta sobre
Desenvolvimento Nacional de Guias Hispânicos/
Latino que envolveu os vários segmentos da Igreja
Metodista Unida que desempenham papéis fundamentais na formação de guias hispânicos/latinos.
Esta consulta realizou-se na Escola de Teologia de
Perkins em 11 a 13 de Abril de 2011. Mais de 70
guias participaram neste importante evento. Esta consulta proporcionou um fórum para converas entere as
pessoas envolvidas nos programas da Escola de
Cursos de Estudo, educação em seminários, faculdades e universidades, escolas preparatórias, Juntas
do Ministério Ordenado e gabinetes. Foi apresentada
um lista de recomendações formais à Junta Geral e ao
PNMHL para consideração e trabalho em curso na
área de formação de guias. As recomendações mais
importantes apontam para várias necessidades a que
há que atender: 1) uma revisão completa do Curso de
estudo de Espanhol; 2) assegurar uma base financeira
para suportar as matrículas e acesso de hispânicos/
latinos a faculdades e universidades; 3) exploriar a
possibilidade de estabelecer um fundo de dote para
suportar a educação teológica hispânica; 4) reforçar
ligações e vias de infromação para facilitar a matrícula de finalistas de escolas preparatórias em faculddes
da Igreja Metodista Unida; e 5) tornar o processo de
ordenação mais acolhedor para hispânicos/latinos.25
25. Consulte Relatório dirigido ao Plano Nacional para Ministérios Hispânicos/Latinos das Consultas Nacionais de
Guias Hispânicos/Latinos, A Igreja Metodista Unida 2008–2011, pgs 1-2.
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O PNMHL comprometeu-se a certificar-se de que
estas recomendações serão implementadas o mais
rapidamente possível.
Foi desenvolvida uma parceria colaborativa entre a
Junta Geral de Educação Superior e Ministério e o
Seminário Latino Americano da Costa Rica para proporcionar um B.A certificado em espanhol, representando o fruto de muitos anos de negociação e um
passo em frente na educação teológica para hispânicos/latinos residentes e cidadãos dos Estados Unidos
que têm o espanhol como primeira língua. Este programa está agora a ser testado. Estão também a ser
considerados alguns modelos relacionados com as
faculdades que concedem crédito académico a aulas
de Cursos de Estudo.
Num esforço para dotar a Igreja de recursos, o
PNMHL atribuiu bolsas à Hispanic Youth Academy,
Mi Familia Center e ao jornal Apuntes.
Foram atribuídos mais de 150.000 USD para apoiar
Academias Hispanas (Academias Leigas) que dão
formação a mentores leigos e pastores.
Foram desenvolvidos novos recursos de formação
incluindo
Módulos
de
Desenvolvimento
Congregacional, Jornada de Pentecostes: Um Guia
de Planeamento para Congregações não hispânicas/Latinas, Cantometodista.com, um recurso de
culto e outros.
O PNMHL organizou 35 workshops em diversas
conferências anuais para formar membros do clero e
leigos para o ministério. Estas formações beneficiaram mais de 800 participantes.
Em cooperação com os Ministérios Globais e a Junta
Geral do Discipulado, o Plano Nacional produziu
recursos para auxiliar ainda mais no desenvolvimento de guias para o ministério de igrejas locais que
prestam serviço a hispânicos/latinos.
2. Histórias
Um empenho na formação de guias foi a força orientadora constante do PNMHL desde o seu início. Estamos
felizes e gratos pelo que Deus nos permitiu concretizar.
Algumas notícias inspiradoras encorajam-nos a fazer um
esforço adicional para convidarmos outras a virem e alimentarem-se na abundância da mesa de Deus.
Foram feitos progressos significativos na Conferência
de Northern Illinois com a incorporação de módulos de formação na sua Harvest Academy. Pela graça de Deus, eles
continuama implementar a estratégia da sua conferência
para ministério hispânico/latino e a encontrar novas formas
de colaboração com o Plano Nacional no estabelecimento
de novas comunidades de fé e congregações e equipando
membros do clero e leigos.
Com o mesmo espírito de urgência e colaboração de
equipar os santos para o ministério, o PNMHL fez grandes
esforços no sentido de trabalhar como pessoal e o gabinete
da Conferência de California-Pacific. Durante o mês de
Novembro de 2010, em resposta a um pedido feito pelo
Distrito de Riverside, o gabinete nacional do PNMHL coordenou uma formação de um dia para mais de 125 participantes sobre a estrutura, doutrina, liturgia e sistema de
itinerância da Igreja Metodista Unida.
A Conferência de Tennessee também assumiu muito
seriamente a tarefa de equipar e suportar pastores hispânicos/latinos. Oito dos seus pastores hispânicos/latinos foram
enviados para a Escola de Cursos de Estudo no Seminário
Evangélico de Garrett. Em cooperação com Cal Turner Jr.,
Centro para Guias da Igreja no Martin Methodist College,
também patrocinaram a Academia Hispana/Latina para la
Formación Cristiana y Capacitación de Líderes onde
disponibilizaram os Workshops de Módulos I, II, III e outros para preparar pastores e leigos para o ministério pastoral.
Numa sociedade global, saber mais do que uma língua
é um bem poderoso para transpor fronteiras transculturais
para Deus. Em Rockford, Illinois, vários pastores da
Conferência de Northern Illinois tiveram aulas de espanhol
para reforçar os respectivos ministérios. São um excelente
exemplo para todos nós.
Parceria tem sido a chave para muitos eventos de formação para leigos. A Conferência de Virginia e a
Conferência Baltimore-Washington, em parceria com o Path
1 e o Plano Nacional, ofereceram uma série de seminários
que deram formação a mais de 40 leigos sobre como fundar
novas congregações. Noutra expressão de colaboração, este
evento realizou-se no Seminário Teológico de Wesley.
A Conferência Greater New Jersey continua a trabalhar
com a implementação da sua estratégia recentemente desenvolvida para equipar os guias e as igrejas para o ministério
hispânico/latino. Entre os seus esforços, está uma iniciativa
de desenvolver um novo ministério brasileiro.
Na Conferência de Florida, realizaram-se várias consultas com o respectivo gabinete alargado para desenvolver
uma estratégia ao nível de conferência que incluiria a formação de missionários leigos. Para conferir poderes e
equipar os seus guias pastorais para o ministério hispânico/
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latino, a Junta do Ministério Ordenado desta conferência
permite a pessoas em processo de ordenação apresentar o
seu trabalho em espanhol.
A Hispanic Leadership Academy (HYLA), um programa piloto do Programa Mexicano-Americano na escola de
Teologia de Perkins, tem trabalhado com alunos de nível
secundário e universitário num esforço de os equipar para o
ministério, modelando o tipo de trabalho que a igreja necessita de desenvolver junto de jovens e jovens adultos hispânicos/latinos.
3. Reflexão
A liderança é o coração dos ministérios hispânicos/latinos. Sem ela, a igreja não consegue estabelecer novas congregações e alimentá-las, abordar questões sociais
essenciais e oferecer soluções ou desenvolver estratégias
para trabalhar com conferências anuais e igrejas locais. A
igreja compreende que a formação de guias pastorais é uma
prioridade. No entanto, os actuais membros indicam que
estamos atrasados nesta área crítica. O número de membros
do clero ordenados, por exemplo, é inadequado e a maioria
das igrejas hispânicas/latinas são servidas por elementos
não ordenados do clero. O quadro que se segue ilustra este
ponto.
RELATÓRIO DA GCFA 2008 SOBRE
POPULAÇÃO CLERICAL HISPÂNICA/LATINA
NA IGREJA METODISTA UNIDA
Clérigos ordenados
Membros associados
Pastores locais a tempo inteiro
Pastores locais a tempo parcial
418
47
106
113
61,3%
6,8%
15,4%
16,5%
Total de ministros
hispânicos/latinos
684
100%
Este relatório merece algumas observações. Quando
comparamos o número total de clérigos ordenados em ligação total (418 ou 61,3%) com o número total de membros
associados (47 = 6,8%), pastores locais a tempo inteiro (106
= 15,4%) e pastores locais a tempo parcial (113 = 16,5%)
(266 no conjunto, o que constitui 38,9%), o quadro geral
não levanta, à primeira vista, quaisquer grandes problemas.
No entanto, estes números são um pouco enganadores. Em
primeiro lugar, o total de 418 clérigos ordenados não especifica os que se encontram em ministérios de extensão, estão
reformados ou estão ao serviço de congregações não latinas.
Este número é, assim, inferior se considerarmos o número
de clérigos ordenados que estão a servir congregações his-
pânicas/latinas. Em segundo lugar, embora reconheçamos
que, durante os últimos anos, tem havido um ligeiro aumento no número de clérigos hispânicos/latinos ordenados, este
número manteve-se relativamente estacionário durante anos
e não acompanhou o crescimento drástico da população hispânica/latina. A oferta de pastores é inferior à procura. Em
terceiro lugar, cremos que o número de 418 clérigos ordenados podia já ser maior, mas algumas Juntas do Ministério
Ordenado não possuem a competência cultural para trabalhar efectivamente com hispânicos/latinos ao tentarem navegar no complexo processo de ordenação na Igreja Metodista
Unida. Além disso, a Igreja Metodista Unida carece de
estratégias de recrutamento claras para as necessidades do
ministério hispânico/latino.
Em quarto lugar, este relatório não indica o número de
pastores a tempo inteiro e a tempo parcial que foram nomeados nos últimos três anos. O nosso trabalho em campo levanos a suspeitar que o número de pastores locais
hispânicos/latinos aumentou ao passo que o número de
clérigos hispânigos/latinos ordenados se manteve estático.
Se a Igreja Metodista Unida pretender aumentar fielmente o
seu ministério hispânico/latino, tem de prestar séria atenção
ao recrutamento, equipamento e credenciação de pessoas
hispânicas/latinas para o ministério ordenado. A chamada,
no entanto, é dirigida a toda a igreja e não apenas às pessoas
hispânicas/latinas.
Toda a igreja é chamada a prestar o compromisso de
liderança para o desenvolvimento do ministério
hispânico/latino. Responder fielmente a esta chamada vai
exigir que a Igreja Metodista Unida continue a confrontar o
racismo institucional na sua vida e trabalho que corrompe e
torna deficientes os seus esforços para chegar não só aos
hispânicos/latinos mas a todas as pessoas de cor. Exigir
competência cultural e um mínimo de bilinguismo de todos
os que aspiram a ser ordenados clérigos na Igreja Metodista
Unida beneficiará a igreja nos seus esforços de construir a
igreja de inclusão que proclamamos que o próprio Deus pretende que construamos.
IV. O QUADRIÉNIO 2013-2016: SONHOS E
OBJECTIVOS
Após muita oração e análise, a Comissão Nacional do
PNMHL recomenda à Conferência Geral que continue com
as mesmas prioridades básicas que conduziram o presente
quadriénio,
nomeadamente
Desenvolvimento
Congregacional, Minsitério da Imigração e Outras
Preocupações Sociais, Estratégia das Conferências Anuais e
Igrejas Locais e Formação de Guias. Antes de mais, ainda
nos encontramos nas fases iniciais de processos de implementação para estas prioridades ou áreas de incidência do
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ministério. Em segundo lugar, cremos que a continuação do
trabalho nestas prioridades é a melhor resposta às necessidades das conferências anuais conforme determinado por
uma avaliação de 2006 realizada com guias de conferências
anuais.26 Em terceiro lugar, a actual realidade social de hispânicos/latinos confirma a necessidade de continuar a trabalhar nestas quatro prioridades. Cremos que sejam o meio mais
útil de centrar o nosso ministério entre as pessoas hispânicas/latinas. Recomendamos, no entanto, alguns ajustes a
objectivos específicos. Recomendamos respeitosamente as
seguintes prioridades e objectivos para o quadriénio 20132016:
A. Desenvolvimento Congregacional
O PNMHL dotará as conferências anuais com recursos
para:
• Estabelecer 50 novas congregações hispânicas/latinas
• Estabelecer 250 novas comunidades de fé
• Acompanhar 50 congregações no processo de mobilização congregacional para revitalizar os seus ministérios.
B. Ministério da Imigração e Outras
Preocupações Sociais Críticas
O PNMHL irá:
• Continuar a desenvolver e a apoiar um missionário
para questões da imigração e fronteiras para auxiliar
a conexão a abordar esta área crítica do ministério;
• Continuar a colaborar com a Força de Intervenção
Interagências para a Imigração para liderar a conexão
na resposta à necessidade de uma reforma da imigração abrangente nos Estados Unidos e no desenvolvimento de ministérios de compaixão que servem
imigrantes e respectivas famílias e comunidades;
• Reforçar a nossa colaboração com o projecto JFON
desenvolvendo e implementando conjuntamente um
plano específico de colaboração para acompanhar um
número maior de conferências anuais que estão a
braços com questões de imigração nas suas comunidades.
C. Estratégia de Conferências Anuais e Igrejas
Locais
O PNMHL irá:
• Auxiliar e acompanhar conferências anuais na desenvolvimento, implementação e avaliação contínua de
planos estratégicos abrangentes para o ministério his-
pânico/latino nas suas áreas;
• Dotar as conferências anuais de recursos nos processos
de mobilização de igrejas locais para congregações hispânicas/latinas a necessitar de revitalização;
• Reforçar e desenvolver workshops de Módulo III e
outros recursos para auxiliar as conferências anuais
no desenvolvimento de guias para os respectivos
ministérios hispânicos/latinos.
D. Formação de Novos Guias
O PNMHL irá:
• Continuar a fornecer liderança para o ministério hispânico/latino, trabalhando em parceria com os
Ministérios Globais para recrutar, formar e desenvolver 25 missionários comissionados para auxiliar
as conferências anuais especificamente nas áreas de
desenvolvimento congregacional, acompanhamento
da conferências anuais, mobilização de igrejas locais
e imigração e outras preocupações sociais críticas;
• Continuar a equipar a e suportar missionários leigos
e equipas de mentores-pastores, facilitadores, consultores e outros líderes para o ministério hispânico/latino;
• Formar e equipar comissões de conferências sobre
Ministério Hispânico/Latino, pessoal da conferência
e outros guias leigos e clericais nas prioridades do
PNMHL;
• Auxiliar a Igreja Metodista Unida a fazer crescer um
conjunto educado e ordenado de clérigos para o ministério hispânico/latino.
V. ESTRUTURAS E RECURSOS DE
SUPORTE
A Comissão Nacional do PNMHL continua a recomendar que este trabalho seja orientado por um gabinete
nacional e um coordenador nacional localizado nos
Ministérios Globais sob a direcção de uma comissão
nacional e respectivo comité executivo. Recomendamos
ainda que o trabalho do PNMHL seja implementado em
colaboração com as quatro agências de programas da Igreja
Metodista Unida—Ministérios Globais, Junta Geral de
Igreja e Sociedade, Junta Geral do Discipulado e Junta
Geral de Educação Superior e Ministério.
A. Agências Gerais
O PNMHL tem uma longa e frutífera história de colaboração com as quatro agências de programas da Igreja
Metodista Unida. Estamos entusiasmados com uma parceria
26. Consulte Relatório de Avaliação Apresentado ao Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino.
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continuada com estas agências. Em consulta com as quatro
agências de programas da Igreja Metodista Unida, recomendamos o seguinte plano para o nosso trabalho de colaboração.
1. A Junta Geral de Igreja e Sociedade irá:
• Colaborar como a Comissão Nacional do Ministério
Hispânico/Latino na abordagem à necessidade de
uma reforma abrangente da imigração nos Estados
Unidos.
• Em consulta com a Comissão Nacional do Ministério
Hispânico/Latino, conceber e implementar workshops de Módulo III que abordem questões sistémicas e estruturais relacionados com hispânicos/latinos
e com questões de imigração, cuidados de saúde,
educação, desemprego e alojamento;
• Em consulta com a Comissão Nacional do Ministério
Hispânico/Latino, conceber e implementar orientação e oportunidades de formação para guias hispânicos/latinos para a aquisição de competências de
promoção para tratar de questões sociais críticas que
as comunidades hispânicas/latinos nos Estados
Unidos enfrentam.
• Colaborar com a Comissão Nacional no PNMHL
para conceber, testar e aperfeiçoar programas modelo e recursos para responder às necessidades identificadas na implementação do PNMHL.
•
•
•
•
2. A Junta Geral do Discipulado irá:
• Em consulta com a Comissão Nacional do
Ministério Hispânico/Latino, conceber e actualizar
workshops de Módulo III em áreas do ministério
relacionadas com o desenvolvimento de novas congregações e comunidades de fé para a transformação
do mundo, através do discipulado, em nome de Jesus
Cristo;
• Em colaboração com os Ministérios Globais, conceber e produzir recursos multimédia e implementar
workshops para formar e apoiar a comissão da conferência anual responsável pelo ministério hispânico/latino;
• Em colaboração com os Ministérios Globais, conceber e produzir materiais de recurso e implementar
workshops para auxiliar guias de conferências anuais
e de igrejas locais na fundação e reforço de novas
congregações hispânicas/latinas;
• Colaborar com a Comissão Nacional no PNMHL
para conceber, testar e aperfeiçoar programas modelo e recursos para responder às necessidades identificadas na implementação do PNMHL.
3. A Junta Geral dos Ministérios Globais irá:
• Fornecer um processo de acompañamiento para
•
•
•
auxiliar conferências anuais a desenvolver e avaliar
planos estratégicos para o ministério hispânico/latino com base em directrizes desenvolvidas em conjunto com o PNMHL e fornecer bolsas
correspondentes para a implementação destes
planos estratégicos;
Em consulta continuada com a Comissão Nacional
do PNMHL, conceber e actualizar workshops de
Módulo I e II para os missionários leigos e equipas
de mentores-pastores e conceber e implementar
workshops de Módulo III nas áreas de ministério
relacionadas com criar discípulos de Jesus para a
transformação do mundo;
Dotar de recursos a revitalização de congregações
hispânicas/latinas, em particular através do Processo
de Mobilização Congregacional do PNMHL;
Em colaboração com a Junta Geral do
Discipulado, conceber e produzir recursos multimédia e implementar workshops para formar e
apoiar comissões de conferências responsáveis
pelo ministério hispânico/latino; • Em colaboração
com a Junta Geral do Discipulado, conceber e produzir materiais de recurso e implementar workshops para guias de conferências anuais e igrejas
locais na fundação e reforço de novas congregações hispânicas/latinas;
Em consulta com a Comissão Nacional do PNMHL,
actualizar, conceber e implementar o Módulo III em
áreas do ministério relacionadas com ministérios
comunitários;
Em consulta e colaboração com a Comissão
Nacional do PNMHL, identificar oportunidades de
colocação para missionários para apoiar o trabalho
do Plano Nacional e recrutar, formar, comissionar,
desenvolver e acompanhar, pelo menos 50 missionários;
Promover e administrar o Fundo Nacional de
Desafios para Ministérios Hispânicos;
Colaborar com a Comissão Nacional do PNMHL
para conceber, testar e aperfeiçoar programas modelo e recursos para responder às necessidades identificadas na implementação do PNMHL.
4. A Junta Geral de Educação Superior e
Ministério irá:
• Em colaboração com a Comissão Nacional do
Ministério Hispânico/Latino e de acordo com as
directrizes estabelecidas pela Comissão Nacional,
fornecer bolsas para permitir consultas com os
directores e as escolas de Cursos de Estudos de
língua espanhola para auxiliar a melhoria destas
escolas;
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• Em consulta com a Comissão Nacional do
Ministério Hispânico/Latino, produzir recursos e
oportunidades de formação na doutrina, história e
política Metodista Unida bem como no contexto dos
EUA do ministério para pastores hispânicos/latinos;
• Sob a direcção da Comissão Nacional do PNMHL,
constituir uma força de intervenção para conceber,
testar, implementar e avaliar pelo menos um modelo
alternativo de educação teológica para guias pastorais hispânicos/latinos com colégios, seminários
e/ou centros de formação de ensino básico que
facilitem a evolução destes pastores no sentido da
ordenação na Igreja Metodista unida;
• Conceber e disponibilizar workshops de Módulo III
em conferências anuais para reforçar a compreensão
da Igreja Metodista Unida sobre a teologia, espiritualidade e ethos hispânicos/latinos bem como a sua
compreensão sobre a contribuição da comunidade
hispânica/latina da Igreja Metodista Unida para o
ethos e ministério geral Metodista Unido;
• Colaborar com a Comissão Nacional do PNMHL
para conceber, testar e aperfeiçoar programas modelo e recursos para responder às necessidades identificadas na implementação do PNMHL.
B. Coordenação Nacional
Para suportar e coordenar a implementação do
PNMHL, recomendamos a continuação de um gabinete
nacional liderado por um coordenador e orientado por uma
comissão nacional. Vários factores contribuem para que a
coordenação do gabinete nacional e o coordenador para o
PNMHL seja uma função importante e necessária. É
necessário um coordenador para trabalhar com as quatro
agências de programa geral da Igreja Metodista Unida e
todas as conferências anuais nos Estados Unidos. Um gabinete e um coordenador nacional é necessário para facilitar a
colaboração interagências exigida às quatro agências de
programas para a implementação das prioridades e objectivos do PNMHL. Também se provou que um gabinete e um
coordenador nacional é um meio essencial de dotar as conferências anuais com os recursos enquanto estas desempenham o seu papel na implementação do PNMHL nas
respectivas áreas. Investigação contínua necessária, recolha
de dados e análise para suporte do trabalho da igreja no ministério hispânico/latino fazem-se mais eficazmente a partir
de um gabinete nacional sob a direcção de um coordenador
a nível nacional para uma utilização eficaz e eficiente.
Recomendamos que o gabinete e o coordenador nacionais
do PNMHL continue a estar colocado nos Ministérios
Globais.
C. A Comissão Nacional do Ministério
Hispânico/Latino
1. Organização
• Recomendamos que a Comissão Nacional do PNMHL
continuam a ser a entidade responsável por supervisionar
e orientar a implementação do Plano Nacional e que esta
seja composta por 15 membros, como segue:
• Dois bispos, nomeados pelo Conselho dos Bispos,
assistentes, financiados pelo Fundo Episcopal;
• Um representante da e nomeado pela MARCHA
(Metodistas Associados Representando la Causa
Hispano-Americana);
• Um representante da e nomeado pela Conferência do
Rio Grande;
• Um representante da e nomeado pela Iglesia
Metodista de Puerto Rico;
• Um membro eleito da junta, das agências de programa geral: Ministérios Globais, Junta Geral de Igreja
e Sociedade, Junta Geral do Discipulado e Junta
Geral de Educação Superior e Ministério; todos a
serem seleccionados e financiados pelas respectivas
agências;
• Até sete membros externos, seleccionados pela
Comissão Nacional do PNMHL para reflectir a constituição diversificada da Igreja Metodista unida no
que se refere a sexo, idade, estatuto de leigo ou clerical e hispânico/latino e não hispânico, também com
inclusão jurisdicional. Pelo menos um membro deverá ser uma pessoa envolvida nos ministérios
brasileiros da Igreja Metodista unida nos Estados
Unidos;
• Para além dos membros da comissão, pelo menos um
membro do pessoal de cada agência de programa que
tenha
responsabilidades
nos
ministérios
hispânicos/latinos dentro da agência geral de programas (e outras pessoas do pessoal de recursos, conforme necessário) será convidado a servir na
comissão, com voz activa mas sem direito a voto,
todos a serem seleccionados e financiados pelas
respectivas agências;
• Um representante da Casa Publicadora Metodista
Unida, das Comunicações Metodistas Unidas, da
Comissão Geral de Religião e Raça e da Comissão
Geral sobre o Estado e Papel da Mulher. Estes dois
últimos servirão como monitores, serão convidados
para reuniões da comissão, todos a serem seleccionados e financiados pelas respectivas agências.
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Ministérios Globais
2. Funções e Responsabilidades
• Definir a política e a orientação para o desenvolvimento, a implementação e a monotorização e avaliação do PNMHL;
• Guiar a igreja no desenvolvimento de directrizes para
bolsas e programas para ministérios hispânicos/latinos com as agências gerais, seminários, conferências
anuais, centros de formação e outros responsáveis
pela implementação de componentes do PNMHL;
• Coordenar respostas ao trabalho do PNMHL de todas
as agências gerais e conferências anuais e facilitar a
colaboração interagências;
• Monitorizar e auxiliar nos programas de avaliação no
ministério hispânico/latino por parte de agências
gerais e conferências anuais;
• Fornecer orientação e apoio ao gabinete nacional do
PNMHL;
• Assumir iniciativas de programa em resposta a
necessidades identificadas em colaboração com as
agências de programa geral, seminários, centros de
formação e conferências anuais e dar a aprovação
final da distribuição de fundos de financiamento
atribuídos ao Plano Nacional;
• Rever as directrizes existente, conforme necessário,
para o Fundo de Desafio e para auxiliar na promoção
do fundo;
• Promover e apoiar a investigação em curso
necessária sobre questões que afectam as comunidades hispânicas/latinas e a missão da Igreja
Metodista Unida junto destas comunidades;
• Criar uma relação forte com o Plano Holístico para a
América Latina e as Caraíbas da Igreja Metodista
Unida;
• Enviar um representante para a Força de Intervenção
Interagências Metodistas Unidas para a Imigração e
trabalhar em colaboração com esta força de intervenção; e
• Fazer um relatório oral, para além do relatório
escrito, à Conferência Geral de 2016 da Igreja
Metodista Unida.
VI. RELATÓRIO QUADRIENAL
Solicitamos a aprovação da Conferência Geral de 2012
para uma verba de 3.152.788,00 USD para a implementação
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do Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino durante
o quadriénio de 2013-2016. Este montante será atribuído às
quatro agências de programa geral (Ministérios Globais, Junta
Geral do Discipulado, Junta Geral de Igreja e Sociedade e a
Junta Geral de Educação Superior e Ministério)em consulta
com a Comissão Nacional do PNMHL.
Os fundos atribuídos às quatro agências de programa
geral através do PNMHL, com excepção dos fundos designados para o gabinete nacional, o coordenador e a Comissão
Nacional do PNMHL, serão utilizados para iniciativas de
programa para reforçar e apoiar os ministérios de conferências anuais e igrejas locais com pessoas hispânicas/latinas,
de acordo com prioridades e critérios do PNMHL.
Para exercer o trabalho do PNMHL, um gabinete
nacional será continuado com um elemento do pessoal executivo, isento de encargos, a tempo inteiro, com pessoal adicional conforme for necessário e financeiramente possível,
colocado administrativamente dentro dos Ministérios
Globais sob a direcção da Comissão Nacional do PNMHL.
O executivo será seleccionado pela Comissão Nacional do
PNMHL em consulta com os Ministérios Globais. A
Comissão Nacional do PNMHL fará a supervisão do executivo do PNMHL ao abrigo das políticas de pessoal dos
Ministérios Globais.
Uma parte das iniciativas do programa delineado no
PNMHL será financiada por orçamentos das várias agências
de programa geral da Igreja Metodista Unida e respectivos
corpos gerentes, incluindo o financiamento para conferências anuais. O orçamento quadrienal seguinte reflecte as
principais iniciativas do programa do PNMHL para o
quadriénio 2013-2016. Todos os fundos atribuídos através
do PNMHL serão designados como itens separados dentro
das agências de programa geral.
Recomendamos que estes fundos sejam atribuídos às
agências de programa geral de acordo com as responsabilidades atribuídas a cada uma, sendo a atribuição final determinada pela Comissão Nacional do PNMHL em consulta
com o Conselho Geral de Finanças e Administração. (Veja o
orçamento na página seguinte.)
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ORÇAMENTO 2013-2016
I. Junta Geral do Discipulado
300.000,00 USD
1. Novo Desenvolvimento Congregacional
2. Desenvolvimento de Novas Comunidades de Fé
II. Junta Geral de Igreja e Sociedade
80.000,00 USD
1. Novos Guias e Desenvolvimento de Recursos
2. Imigração e Outras Preocupações Sociais Críticas
III. Junta Geral de Educação Superior e Ministério
391.000,00 USD
1. Desenvolvimento e Acompanhamento de Liderança Pastoral
2. Desenvolvimento de Guias Leigos
IV. Junta Geral dos Ministérios Globais
2.381.788,00 USD
1. Bolsas a Conferências Anuais
2. Mobilização e Desenvolvimento de Novos Guias
3. Gabinete de Coordenador de Programa
4. Formação da Conferência da Comissão Hispânica/Latina
5. Custos Administrativos
Total Geral
VII. OBSERVAÇÕES FINAIS:
RECEBAMOS TODOS NO
BANQUETE!
Com as suas mudanças e desafios drásticos e acelerados, o século actual representa outra possibilidade para os
Metodistas Unidos de mostrar se somos todos pessoas de
mentes abertas, corações abertos e portas abertas e se os que
são em menor número entre nós, incluindo milhões de hispânicos/latinos são pessoas que Deus e a igreja recebe à
mesa do banquete do Reino de Deus. É certo que profes-
3.152.788,00 USD
samos a crença de que Deus acolhe todos os mais pequenos
de entre nós e nos chama a abrir as nossas mentes, corações
e portas a estes. Sejamos então fiéis àquele que designamos
por Senhor e Salvador e façamos o bom trabalho de acolher
todos à mesa do banquete da abundante misericórdia e graça
de Deus. ¡Vengan todos al banquete! Venham todos ao banquete!
Abençoado seja Abençoado seja aquele que comer no
festim do reino de Deus.
Lucas 14:15 (Nova Versão Internacional)
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Relatório sumário sobre o Plano do Ministério Coreano:
Avançar ministérios metodistas unidos entre os coreanos
“A nossa visão é integrar a tradição wesleyana e a
espiritualidade coreana para criar discípulos de Jesus
Cristo para a transformação do mundo.”
O Plano Nacional Coreano-americano, denominado,
“Advancing United Methodist Ministries Among Korean
Americans,” (Avançar Ministérios Metodistas Unidos entre
os coreanos-americanos) representa a primeira iniciativa de
missão nacional abrangente da Igreja Metodista Unida para
desenvolver e vivificar os ministérios coreanos-americanos
na América do Norte. O crescimento das Igrejas Metodistas
Unidas Coreanas-americanas representa o crescimento de
toda a Igreja Metodista Unida! Esta afirmação expressa o
espírito central do Plano do Ministério Coreano. A intenção
do plano é que as igrejas e ministérios coreanos sejam uma
parte activa e integrante da vida conexional da Igreja
Metodista Unida e que efectuem contribuições importantes
para vitalizar a vida, missão e ministério de toda a denominação para a glória de Deus.
O Plano Nacional Coreano-americano para o
quadriénio de 2009–2012 foi desenvolvido para criar,
fomentar e permitir que as comunidades da fé sejam ministérios de criação de discípulos, construtores de pontes em
ministérios interculturais e entre gerações e agentes da
justiça social. Desenvolver ministérios de pequenos grupos
foi um dos principais objectivos neste quadriénio. A Igreja
Metodista Unida Coreana alcançou esta visão ao concentrar-se no desenvolvimento de três principais áreas nas suas
igrejas:
• Desenvolvimento, fomentação e revitalização das
congregações
• Formação de liderança
• Ministérios da próxima geração
O Plano do Ministério Coreano inclui a seguinte
declaração da visão: “A nossa visão é integrar a tradição
wesleyana e a espiritualidade coreana para criar discípulos
de Jesus Cristo para a transformação do mundo.”
Para alcançar esta visão, o Plano do Ministério Coreano
identificou seis principais áreas de concentração para o
próximo quadriénio de 2013–2016:
• Desenvolvimento de congregações: O principal
enfoque desta área é criar novas congregações viáveis e
depois fomentar as mesmas de forma a tornarem-se igrejas
auto-suficientes. As novas congregações também serão
mobilizadas e equipadas com recursos e formação para ministérios de pequenos grupos de forma a tornarem-se agentes
de criação de discípulos.
• Formação de liderança: A formação de liderança
dos clérigos e leigos é uma parte vital da sustentabilidade e
crescimento da igreja. O objectivo do desenvolvimento de
liderança é identificar, recrutar e formar quer os líderes actuais, quer os futuros líderes. Será implementada uma estratégia de liderança abrangente e dedicada para pequenos
ministérios agrupados para sacerdotes e leigos. Também se
apoiam projectos e eventos nacionais e regionais de formação de liderança para clérigos e leigos.
Plano do Ministério Coreano para 2013–2016:
O Conselho Metodista Unido para os
Ministérios Coreanos
• Criação de ministérios da próxima geração: A
próxima geração de coreanos-americanos é uma população
de diversas etnias, uma vez que a segunda e terceira gerações de imigrantes coreanos incluem cada vez mais
famílias inter-raciais. São necessárias igrejas e ministérios
novos e inovadores para criar novos discípulos a partir desta
demografia crescente. O incentivo de membros jovens do
clero e liderança leiga através do suporte de programas e
eventos é um componente central para os Ministérios da
próxima geração.
Durante os últimos três quadriénios, o Plano Nacional
Coreano-americano serviu fielmente a Igreja Metodista
Unida ao fortalecer os ministérios coreanos-americanos
quer dentro, quer fora da igreja. No entanto, recentemente,
os ministérios coreanos tornaram-se influentes não só na
igreja nacional, como também a nível global. Sob a liderança do Conselho Metodista Unido para os Ministérios
Coreanos-americanos, decidiu-se alterar o nome do “Plano
Nacional Coreano-americano” para o “Plano do Ministério
Coreano” para o próximo quadriénio de 2013–2016 para
reflectir a natureza global do nosso ministério.
• Desenvolvimento de recursos para o ministério:
Para a Igreja Metodista Unida Coreana, o objectivo de
desenvolver novos recursos para o ministério não é apenas
para publicar em coreano, mas também para criar recursos
culturalmente relevantes. Os recursos para formar novos
líderes de pequenos grupos são publicados não só em coreano, como também serão traduzidos para o inglês para utilização em toda a Igreja Metodista Unida. Os recursos do
ministério específicos à igreja coreana serão publicados em
coreano em várias áreas do ministério. A investigação
contínua e a actualização de dados e estatísticas nacionais
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também serão uma fonte essencial de informação como
parte do desenvolvimento de uma estratégia para o futuro
das igrejas Metodistas Unidas Coreanas.
• Trabalhar com os pobres: O Plano do Ministério
Coreano, em parceria com outras agências e organizações,
irá focar-se em ministérios relacionados com a justiça ao
prestar apoio aos imigrantes e suas lutas, bem como na
advocacia de mudanças na política de imigração. Também
defenderá a ordenação dos coreanos-americanos e outras
pessoas de outra origem racial/étnica.
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• Incentivo de parcerias globais: Como imigrantes, a
igreja coreana-americana compreende a importância de
estar associada a parcerias. A parceria com organizações
globais e ecuménicas, especialmente com denominações
Metodistas autónomas não só irá reforçar os ministérios da
igreja coreana-americana, como também irá expandir o trabalho da Igreja Metodista Unida. A colaboração com as conferências centrais também fortalecerá o trabalho da missão
contínua das igrejas coreanas existentes em todo o mundo.
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Relatório sobre o Plano do Ministério Coreano:
Avançar os Ministérios Metodistas Unidos Entre os Coreanos
“A nossa visão é integrar a tradição Wesleyana e
espiritualidade Coreana para fazer discípulos de Jesus
Cristo para a transformação do mundo.”
O Plano Nacional Americano Coreano, intitulado,
“Avançar os Ministérios Metodistas Unidos entre os
Coreanos Americanos”, representa a primeira missão
nacional abrangente da Igreja Metodista Unida para desenvolver e vitalizar os ministérios Coreano-Americanos na
América do Norte. Após um estudo abrangente de quatro
anos sobre os problemas, necessidades e oportunidades de
missão para a comunidade Metodista Unida CoreanoAmericana, a Conferência Geral de 2000, bem como a de
2004 e 2008, aprovaram consecutivamente, de forma entusiasta, o Plano Nacional. Para o quadriénio de 2013–2016, o
Plano Nacional Coreano-Americano passará a denominar-se
“Plano do Ministério Coreano: Avançar os Ministérios
Metodistas Unidos Entre os Coreanos”, para reflectir a
natureza global da Igreja Metodista Unida e o seu ministério.
O crescimento das Igrejas Metodistas Unidas
Coreano-Americanas traduz-se em crescimento
para toda a Igreja Metodista Unida!
Esta declaração expressa o espírito do Plano do
Ministério Coreano. A intenção do plano é que as igrejas e
ministérios Coreanos sejam uma parte integrante e activa da
vida da Igreja Metodista Unida e farão importantes contribuições para vitalizar a vida, missão e ministérios de toda
a denominação para a glória de Deus. O Plano Nacional
Coreano-Americano para o quadriénio 2009–2012 foi
desenvolvido para criar, fazer crescer e permitir que as
comunidades de fé sejam ministérios fazedores de discípulos, que sejam construtores de pontes em ministérios transgeracionais e trans-culturais, e agentes da justiça social. O
objectivo principal neste quadriénio foi desenvolver um
pequeno grupo de ministérios. A Igreja Metodista Unida
Coreana (Korean United Methodist Church, KUMC) atingiu
esta visão focando-se no desenvolvimento de três áreas principais nas suas igrejas:
• Desenvolvimento Congregacional, Crescimento e
Revitalização
• Formação sobre Liderança
• Ministérios da Próxima Geração
Com base nestas áreas, foram implementadas as
seguintes estratégias específicas durante o quadriénio
2009–2012:
Desenvolvimento Congregacional,
Crescimento e Revitalização
No primeiro quadriénio, grande parte da nossa energia
e recursos foi focada no desenvolvimento de novas congregações. No segundo quadriénio, continuámos a desenvolver
novas congregações enquanto permitíamos que a missão
existente das congregações se tornasse auto-suficiente e participantes activos no suporte da missão, no geral, e ministério da Igreja Metodista Unida. No actual terceiro
quadriénio, focamo-nos no desenvolvimento congregacional e revitalização ao implementar estratégias de ministério eficazes a partir das lições aprendidas durante os
últimos dois quadriénios. Também equipámos as igrejas
existentes e novas congregações para mobilizar e servir
como agentes empenhados na criação de discípulos, equipados com recursos e formação para ministérios de pequenos
grupos. Conseguimos estes objectivos do seguinte modo:
• Desenvolvemos 16 novos ministérios de língua
Coreana em total parceria com as conferências anuais, superintendentes/directores de missão Coreanos
jurisdicionais e congregações locais Metodistas
Unidas Coreanas, utilizando os princípios dos ministérios de pequenos grupos.
• Fizemos crescer as igrejas existentes e recentemente
inauguradas para que cresçam na sua vida e missão
congregacional.
• Implementámos com sucesso a “Matching Fund
Campaign” no valor de 1 milhão de dólares para
novas igrejas.
• Participámos na “1,000 Church Campaign” (a
Campanha de 1000 Igrejas) da Convenção Coreana
Nacional da Igreja Metodista Unida.
Formação de Liderança—Ministério de Pequenos
Grupos
A Igreja Metodista Unida Coreana sabe que a formação
em liderança para o clero e leigos é uma parte vital da sustentabilidade e crescimento da igreja. Assim, durante este
quadriénio, a Igreja Metodista Unida Coreana desenvolveu
e implementou um recurso de formação de líderes de
pequenos grupos e um sistema (módulo) para pastores e leigos. Contudo, descobrimos no início da implementação do
Plano Nacional que a formação em liderança precisa de ter
um âmbito lato na sua abordagem, uma vez que a liderança
do Ministério Coreano se tornou cada vez mais diversa em
termos de idade, etnia, antecedentes, estilo de liderança e
orientação cultural. Assim, é necessária uma abordagem
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multifacetada para desenvolver a liderança de um pequeno
ministério de grupo. Os objectivos que conseguimos para
apoiar a formação de liderança encontram-se listados em
baixo:
• Desenvolvemos uma estratégia de desenvolvimento
de liderança nacional e abrangente para um ministério de grupos pequenos para pastores e leigos que
estão directamente envolvidos com o ministério de
língua Coreana.
• Formámos 250 pastores e 1000 leigos para ministérios de grupos pequenos, utilizando o recurso
publicado Ansiosos Por Conhecê-lo: Formação em
Liderança de Ministério de Pequeno Grupo (Longing
to Meet You: Small Group Ministry Leadership
Training).
• Desenvolvemos um manual e programa de formação
para ministérios trans-culturais e formámos um
número cada vez maior de clero e seminaristas
Coreano-Americanos que servem em nomeações
trans-culturais na Igreja Metodista Unida.
Ministérios da Próxima Geração
Os Ministérios da Próxima Geração que servem
Coreano-Americanos de segunda geração tornaram-se mais
multi-étnicos, com um aumento contínuo em casamentos e
famílias interraciais nas congregações. Assim, é uma benção,
bem como um desafio ajustar e desenvolver novas estratégias
para um ministério mais eficaz. Providenciando mais serviços
de apoio para os pastores para evitar esgotamento, é também
essencial para a manutenção destas congregações.
Deste modo, os Planos Nacionais Coreano-Americanos
para o quadriénio 2009–2012 incluíram vigorosos planos de
recrutamento para recrutar e desenvolver uma nova geração
de líderes espirituais entre os leigos para ministério na
Igreja Metodista. É também fundamental que a próxima
geração de líderes seja equipada e apoiada à medida que
lidam com estas novas tendências. Neste contexto, foram
desenvolvidas e implementadas as seguintes estratégias:
• Desenvolvemos sete novas congregações de língua
inglesa em total parceria com as conferências anuais,
superintendentes/directores de missão Coreanos
jurisdicionais e congregações locais Coreanas.
• Vitalizámos o Ministério de Transgeração da Igreja
Metodista Unida, o corpo de coordenação nacional
para o clero e leigos da Próxima Geração, que existe
desde 1982.
• Fortalecemos a Iniciativa Jovem e lançámos dois
novos programas estratégicos para desenvolver
líderes da Nova Geração; Iniciativa Universidade e
Iniciativa do Ministério das Crianças.
Plano do Ministério Coreano para 2013–2016:
O Conselho Metodista Unido sobre os
Ministérios Coreanos
Durante os últimos quatro quadriénios, o Plano
Nacional Coreano-Americano serviu a Igreja Metodista
Unida no fortalecimento dos ministérios CoreanoAmericanos, quer dentro ou fora da Igreja. Contudo, recentemente, os ministérios Coreanos tornaram-se influentes,
não apenas na igreja nacional, mas também a nível global.
Sob a liderança do Conselho Metodista Unido sobre os
Ministérios Coreano-Americanos, foi tomada a decisão de
alterar o nome do “Plano Nacional Coreano-Americano”
para o “Plano do Ministério Coreano” para o quadriénio
2013–2016, para reflectir a natureza global do nosso ministério. O Plano do Ministério Coreano inclui a seguinte
declaração de visão: “A nossa visão é integrar a tradição
Wesleyana e espiritualidade Coreana para fazer discípulos
de Jesus Cristo para a transformação do mundo.”
Para o conseguir, o Plano do Ministério Coreano identificou seis grandes áreas de concentração para o quadriénio
2013–2016:
Desenvolvimento Congregacional
O principal foco desta área é lançar novas e viáveis
congregações e depois fazê-las crescer para se tornarem
auto-sustentáveis. As novas congregações serão também
mobilizadas e equipadas com recursos e formação para ministérios de pequenos grupos para se tornarem agentes fazedores de discípulos. Para além do financiamento do Plano
do Ministério Coreano, é colocada uma alta prioridade na
formação de parcerias intencionais com conferências anuais
juntamente com o Caminho 1, superintendentes/directores
de missão Coreanos jurisdicionais e Igrejas Metodistas
Unidas Coreanas locais para, eficazmente, desenvolver
novas congregações.
Formação em Liderança
A formação em liderança para o clero e leigos é uma
parte vital da sustentabilidade e crescimento da igreja. O
objectivo do desenvolvimento de liderança é identificar,
recrutar e formar os líderes actuais e futuros. Será implantada uma estratégia de desenvolvimento de liderança
abrangente e focada para ministérios de pequenos grupos
para pastores e leigos. Os eventos e projectos de formação
de liderança para clero e leigos, regionais e nacionais, são
suportados ao providenciar financiamento directo e recursos
de liderança, adicionalmente à colaboração com vários grupos de ministério, tal como o “Grupo de Parceria de Igreja
Ministério” da comunidade Coreano-Americana nacional e
agências de programa geral.
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Ministérios Globais
Fazer Crescer os Ministérios da Próxima Geração
A próxima geração de Coreano-Americanos é uma
população multi-étnica, na medida em que a segunda e terceira geração de imigrantes Coreanos incluem mais e mais
famílias interraciais. São necessários novos e inovadores
ministérios e igrejas para fazer novos discípulos a partir
desta crescente demografia. Apoiar a jovem liderança do
clero e leigos através do apoio de programas e eventos é o
componente chave para os Ministérios da Próxima Geração.
Desenvolver Novos Recursos para os Ministérios
Para a Igreja Metodista Unida Coreana, o objectivo do
desenvolvimento de novos recursos de ministério não é apenas só publicar em Coreano, mas também criar recursos culturalmente relevantes e contextualizados. Os recursos para
formar líderes de pequenos grupos não são apenas publicados em Coreano, mas serão também traduzidos para Inglês
para a utilização em toda a Igreja Metodista Unida. Os
recursos do ministério específicos à igreja Coreana serão
publicados em Coreano em várias áreas do ministério. A
contínua pesquisa e actualização da informação e estatísticas nacionais serão também uma fonte importante de informação como parte do desenvolvimento de uma estratégia
para o futuro das Igrejas Metodistas Unidas.
Trabalhar com os Pobres
O Plano do Ministério Coreano, em parceria com outras agências e organizações, irá focar-se em ministérios
relacionados com justiça ao providenciar apoio aos imigrantes e às suas dificuldades, bem como na defesa de alterações na política de imigração. Irá também apoiar a
ordenação de Coreano-Americanos e outras pessoas étnicas/raciais.
Apoiar Parcerias Globais
Sendo composta por imigrantes, a igreja CoreanoAmericana compreende a importância de estar ligada a um
mundo global. A parceria com organizações globais e
ecuménicas, especialmente com denominações Metodistas
autónomas, não só irá fortalecer os ministérios da igreja
Coreano-Americana, mas também expandir o trabalho da
Igreja Metodista Unida. A colaboração com conferências
centrais irá também fortalecer o trabalho contínuo da missão
de igrejas Coreanas existentes em todo o mundo.
Objectivos do Plano do Ministério Coreano
para 2013–2016
Os objectivos do Plano do Ministério Coreano para
2013–2016 reflectem três das quatro áreas de foco da Igreja
Metodista Unida: Desenvolvimento de Liderança,
Crescimento da Igreja e Ministério com os Pobres. Os
seguintes são nove objectivos do Plano do Ministério
Coreano.
1141
I. Área de Foco: Desenvolvimento de Liderança
Objectivo 1: Ministério de Pequenos Grupos
O primeiro objectivo é implementar uma estratégia de
desenvolvimento de liderança de pequenos grupos para pastores e leigos. Tentaremos atingir este objectivo através dos
seguintes programas:
a. Colaborar com vários grupos do ministério da
comunidade Coreano-Americana nacional, tal como
“Nexus”, “Partnership Ministry” (Ministério de
Parceria), “Cross-Cultural Ministry” (Ministério
inter-cultural), e as agências de programa geral na
concepção e implementação de eventos e projectos
de formação de liderança de leigos e clero.
b. Distribuir material de formação de liderança de
pequenos grupos, Longing to Meet You (Ansioso por
Conhecê-lo), desenvolvido pelo Plano do Ministério
Coreano.
c. Providenciar financiamento directo e recursos de
liderança para formação de ministério de pequenos
grupos regionais e nacionais.
d. Providenciar recursos de ministério de pequenos
grupos e formação especializada relacionada para
contextos individuais; tal como mulheres no clero,
nomeações trans-raciais e congregações de língua
inglesa.
Objectivo 2: Ministérios da Próxima Geração
(Estágio YI/CI/CMI/Nexus)
O segundo objectivo é criar e apoiar programas e oportunidades de formação para os Ministérios da Próxima
Geração. Este objectivo será atingido através dos seguintes
programas:
a. Apoiar a Iniciativa Jovem (YI), uma conferência de
liderança nacional para a Juventude Metodista Unida
Coreano-Americana.
b. Providenciar bolsas para apoiar a formação de pastores do campus e líderes universitários através da Iniciativa
Universidade (CI).
c. Providenciar bolsas para apoiar a formação de pastores de crianças e professores através da Iniciativa
Ministério das Crianças (CMI).
d. Apoiar o Ministério Nexus e o Programa de Estágio
Nexus, um corpo de coordenação nacional para o clero e leigos da Próxima Geração, o qual também administra o programa de estágio para os estudantes universitários e
seminaristas.
e. Continuar a apoiar os grupos de rede regionais e
nacionais para os pastores e seminaristas da Próxima
Geração, bem como os ministérios do campus.
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Objectivo 3: Liderança Eficaz para o Clero e Leigos
(Mulheres no Clero, Trans-Racial, Liderança Leiga)
O terceiro objectivo é apoiar uma liderança eficaz do
clero e leigos através das redes nacionais existentes, incluindo mulheres no clero, pastores que servem em nomeações
trans-raciais, e a Rede Nacional de Mulheres Metodistas
Unidas Coreanas. Este objectivo será alcançado através dos
seguintes objectivos:
a. Utilizar redes nacionais existentes para desenvolver
mais a formação de mulheres no clero e clero que
servem em nomeações trans-raciais (Associação
Nacional de Mulheres no Clero CoreanoAmericanas e Associação Nacional de Pastores
Metodistas Unidos Coreano-Americanos que
Servem em Nomeações Trans-Raciais).
b. Desenvolver a liderança leiga feminina Coreana
através da colaboração com as Mulheres Metodistas
Unidas Coreanas Nacionais.
c. Implementar programas de tutoria para mulheres no
clero e clero recém-ordenado servindo nomeações
trans-raciais.
Objectivo 4: Liderança Transformacional
(Transformação de Conflito, Academia para
Formação Espiritual, Escola de Pastores).
b.
c.
d.
e.
Caminho 1, a Campanha de 1000 Igrejas (1000
Church Campaign), e congregações locais para
localizar sítios, obter financiamento e identificar
pastores para novos igrejas.
Desenvolver novos ministérios de língua Coreana
com base nos princípios de ministério de pequenos
grupos.
Providenciar apoio directo a novas congregações à
medida que desenvolvem métodos inovadores para
fazer crescer a sua vida congregacional e missão.
Providenciar gratuitamente materiais de formação
para pequenos grupos a novas igrejas. Formar o clero,
bem como guias leigos, em ministérios de pequenos
grupos no sentido de iniciar novas congregações.
Apoiar novas congregações e congregações existentes para que se tornem auto-sustentáveis a curto
prazo.
Desenvolver oportunidades para alcançar a comunidade e ministério de justiça para igrejas locais ao
providenciar recursos adequados.
Objectivo 6: Criar Novas Congregações de
Língua Inglesa
O quarto objectivo é desenvolver uma liderança eficaz na
igreja Coreana através de programas de formação de liderança do clero e leigos que apoie o crescimento espiritual e
permita um desenvolvimento saudável da igreja. Tentaremos
atingir este objectivo através dos seguintes programas:
a. Desenvolver um programa eficaz da escola de pastores
em parceria com a Convenção Nacional Coreana.
b. Desenvolver uma equipa de trabalho e providenciar
liderança para desenvolver uma formação de transformação de conflito para encorajar o ministério de
reconciliação.
c. Desenvolver uma equipa de trabalho e providenciar liderança na parceria com a Sala Superior para o desenvolvimento da Academia da Formação Espiritual.
O sexto objectivo é criar sete novas congregações
Coreano-Americanas de língua Inglesa em parceria com as
conferências anuais, superintendentes/directores de missão
Coreanos jurisdicionais e congregações locais. O objectivo
será atingido através dos seguintes programas:
a. Parceria com conferências anuais, superintendentes/directores de missão Coreanos jurisdicionais e
congregações locais para localizar sítios, obter financiamento e identificar pastores para novas igrejas.
b. Providenciar apoio directo a novas congregações à
medida que desenvolvem métodos inovadores para
fazer crescer a sua vida e missão congregacional.
c. Fortalecer as congregações da Próxima Geração e
apoiar o crescimento dos ministérios actuais que já
estão estabelecidos e em vigor. Conceber equipas de
consultoria para providenciar apoio para as igrejas
locais da Próxima Geração.
II. Área de Foco: Crescimento da Igreja
Objectivo 7: Desenvolvimento de Recursos para o
Ministério
Objectivo 5: Criar Novas Congregações de
Língua Coreana (Inicio de Novas Igrejas)
O quinto objectivo é criar 12 novas congregações de
língua coreana em parceria com as conferências anuais,
superintendentes/directores de missão Coreanos jurisdicionais e congregações locais. O objectivo será atingido
através dos seguintes programas:
a. Parceria com conferências anuais, superintendentes/directores de missão Coreanos jurisdicionais,
O sétimo objectivo é desenvolver materiais para o ministério, culturalmente relevantes, e dados nacionais sobre as
igrejas e pastores Metodistas Unidos Coreano-Americanos.
Este objectivo será atingido através dos seguintes programas:
a. Continuar a rever e melhorar os recursos dos
pequenos grupos que são culturalmente sensíveis à
comunidade de fé Coreano-Americana. Traduzir o
recurso de pequenos grupos, Ansioso por Conhecê-lo
(Longing to Meet You), para Inglês de modo a serem
utilizados por um maior leque de comunidades de fé.
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b. Apoiar e providenciar liderança para a publicação
de recursos de ministério em Coreano em áreas tais
como culto, turmas de novos membros, reza matutina, dízimo, obtenção de financiamento, ofertas
espirituais e desenvolvimento do site da igreja.
Promover mais ligação com a Igreja Metodista
Unida através da versão Coreana do IMU 101.
c. Apoiar a base de dados nacional para ajudar na
união de todo o clero.
d. Manter um site do ministério para todos os ministérios Coreano-Americanos nosEstados Unidose
não só.
III. Área de Foco: Ministério com os Pobres
Objectivo 8: Ministério da Justiça no Contexto
das Necessidades Emergentes
O oitavo objectivo é envolver a igreja em ministérios
relacionados com a justiça, tal como assuntos relacionados
com a imigração, providenciando apoio aos imigrantes e às
suas lutas, assim como a defesa das alterações da política de
imigração. Tentaremos atingir estas metas através dos
seguintes objectivos:
a. Procurar a colaboração junto de outras agências e
organizações, tais como a Comissão Geral de
Religião e Raça, Junta Geral da Igreja e Sociedade e
a Equipa de Trabalho Metodista Unida sobre
Imigração, que se centra nos ministérios com imigrantes.
b. Sensibilizar sobre os assuntos relativos aos imigrantes. Desenvolver parcerias para providenciar
programas educativos, pelo menos, uma vez por
ano, com um foco em assuntos relativos à imigração
que surgem nos Estados Unidos para a comunidade
Coreano-Americana.
c. Apoiar as congregações locais que têm ministérios
compostos por imigrantes. Recolher e partilhar os
recursos disponíveis para ajudar imigrantes ilegais,
especialmente na comunidade Coreano-Americana.
d. Apoiar a ordenação de Coreano-Americanos e pessoas de outras etnias/raças.
Objectivo 9: Parcerias Globais
O nono objectivo é desenvolver novas relações com
organizações de forma global, para expandir o ministério do
Plano do Ministério Coreano para além dos Estados Unidos.
Esta meta será conseguida através dos seguintes objectivos:
a. Desenvolver e manter relações com organizações
globais e ecuménicas, especialmente com denominações Metodistas autónomas.
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b. Criar novas igrejas e iniciar novos projectos de missões a nível internacional, através de uma parceria
com organizações ecuménicas globais e denominações Metodistas autónomas na América Latina,
Sudoeste Asiático e Coreia.
c. Colaborar com conferências centrais, com congregações Coreanas existentes, ao iniciar uma relação e
providenciar recursos para fortalecer as comunidades de fé dos Metodistas Unidos Coreanos em
todo o mundo.
ANEXO I: INÍCIO DE NOVAS IGREJAS
(2009–2012)
I. Novos Ministérios de Língua Coreana
• Beautiful Korean United Methodist Mission
(Honolulu, Havaí)
• Broken Builders Ministries (Nova Iorque, Nova
Iorque)
• Federal Way Korean United Methodist Church
(Federal Way, Washington)
• Hesperia Korean United Methodist Church
(Hesperia, Califórnia)
• Huntsville Korean United Methodist Church
(Huntsville, Alasca)
• Jesus-Love Korean United Methodist Church of
Chicago (Skokie, Illinois)
• Korean Central United Methodist Church (Frisco,
Texas)
• Korean Church of Cumming, United Methodist
Church (Cumming, Geórgia)
• Korean Church of Norcross (Norcross, Geórgia)
• Korean United Methodist Church of Fayetteville
(Fayetteville, Carolina do Norte)
• Lighthouse Korean United Methodist Church of
Philadelphia (Glenside, Pensilvânia)
• Los Angeles Gospel United Methodist Mission (Los
Angeles, Califórnia)
• New Life Mission United Methodist Church
(Findlay, Ohio)
• Rapid City Korean United Methodist Church (Rapid
City, Dakota do Sul)
• Temecula Korean United Methodist Church
(Temecula, Califórnia)
• Wesley Korean United Methodist Church (Charlotte,
Carolina do Norte)
II. Ministérios da Próxima Geração
• Bell Memorial United Methodist Church Next
Generation Congregation (Rowland Heights,
Califórnia)
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• Bible Korean United Methodist Church Next
Generation Congregation (Dix Hills, Nova Iorque)
• Emmaus United Methodist Church at Stratford Hills
English Ministry (Richmond, Virgínia)
• Good Seed United Methodist Church Next
Generation Congregation (Fairview, Texas)
• Journey Together Community Church (Wheeling,
Illinois) Korean Central United Methodist Church
Next Generation Congregation (Prospect Heights,
Illinois)
• Korean United Methodist Church of South Florida
Next Generation Congregation (Fort Lauderdale,
Flórida)
ANEXO II: ORGANIZAÇÃO (2013-2016)
Membros do Conselho
3 Bispos nomeados pelo Conselho de Bispos
1 Director Executivo (ex-officio)
2 Representantes da Associação Nacional de Metodistas
Unidos Coreano-Americanos
3 Coordenadores da Equipa Ministerial da Área de
Programa
1 Representante da Associação Nacional de Pastores que
Servem em Nomeações Trans-Culturais
1 Representante do Ministério Transgeracional CoreanoAmericano
1 Representante da Associação Nacional de Mulheres do
Clero Coreano-Americanas
1 Representante das Mulheres Metodistas Unidas
Coreanas Nacionais
1 Representante dos Homens Metodistas Unidos
Coreanos
Nacionais
2 Leigos (1 homem e 1 mulher) escolhidos pelo Conselho
de Bispos
Membros temporários, se necessário
voz, mas sem voto). Representantes de agências de programa geral e outras agências relacionadas da Igreja Metodista
Unida; bispos que representam a Jurisdição Central do Sul e
Jurisdição Sudeste. Um de cada do Junta Geral de
Ministérios Globais, Junta Geral do Discipulado, Junta
Geral de Educação Superior e Ministério, Junta Geral da
Igreja e Sociedade, Comissão Geral de a Religião e Raça,
Casa Publicadora Metodista Unida e Comunicações
Metodistas Unidas que participarão à custa das respectivas
agências.
5 Superintendentes da Missão Coreana
1 NFAAUM
6 membros no total
Equipas Ministeriais da Área do Programa
7 Desenvolvimento Congregacional
7 Desenvolvimento de Liderança
5 Ministérios da Próxima Geração
19 membros no total
Comité Executivo
1 Presidente
2 Vice-presidentes: programa/finanças
3 Coordenadores da Área de Programa
1 Ex-Officio: Director Executivo (pessoal—sem voto)
2 Membros Temporários:
1 Convenção Nacional
1 Mulher do clero
9 membros no total
Comité de Avaliação de Financiamento
16 membros no total
Pessoas de Recurso
1 Presidente
3 Coordenadores da Área de Programa
1 Ex-Officio: Director Executivo (pessoal—sem voto)
As seguintes pessoas de recurso/ligação são convidadas
a participar nas reuniões do conselho, se necessário (com
5 membros no total
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Relatório sobre a Língua Asiático-Americana
Estudo do Ministério 2009–2012
Preâmbulo
No dia 10 de Maio de 1869, foi concluída a primeira
linha férrea transcontinental, ligando as linhas Central e da
Union Pacific em Promontory Summit, Utah. Em falta, nas
fotografias comemorativas tiradas nesse dia, estão os cerca
de 25.500 trabalhadores chineses que trabalharam por 26 a
35 dólares por mês, 12 horas por dia, 6 dias por semana para
concluir esta tarefa gigantesca.
Esta mancha na história dos EUA reflecte o microcosmo que são os próprios Estados Unidos em relação à totalidade da história humana. Isto é o mesmo que dizer que este
evento mantém em tensão aquilo que sempre esteve em tensão: fronteiras de inclusão e exclusão (quem tem direito a
ficar na fotografia?), questões da dignidade e valor humano
(qual é o verdadeiro valor de um trabalhador no campo?) e
a luta básica para definir o que significa lutar por um bem
comum (quem é meu irmão? Minha irmã? E serei eu o/a
seu/sua protector/a?).
Este relatório do Estudo do Ministério da Língua
Asiático-Americana (AALM, do inglês Asian-American
Language Ministry) é partilhado na esperança de que ajude
a expandir o álbum de fotografias da família Metodista
Unida, falando dos desafios de dignidade e valor enfrentados pelos imigrantes e refugiados asiáticos e sobre os dons
que os asiático-americanos trazem para a parte do corpo de
Cristo a que chamamos Igreja Metodista Unida.
“Chín ngu’oi, mu’oi y,” diz um provérbio vietnamita “Nove pessoas, dez ideias”. Juntos seremos sempre mais do
que a soma das nossas partes.
Contexto
No dia 7 de Maio de 1992, com 94 votos contra 5 (com
6 abstenções), a petição GM-12225-3000-M$ recebeu a
recomendação para concorrência por acção da Comissão da
Conferência Geral. A petição convida à formação de uma
Comissão Nacional de Estudos para os Ministérios da
Língua Asiático-Americana. Esta comissão iria avaliar, conforme apresentado na petição, “determinados mal entendidos, problemas e desafios” provenientes de “diferentes
línguas e culturas”, seguido de recomendações imediatas e
apropriadas para permitir que a Igreja alcance a população
em rápido crescimento de imigrantes e refugiados asiáticos
com maior fidelidade e fecundidade (Item de Calendário
573 Conferência Geral de 1992—Louisville, Kentucky).
Quatro anos depois, a petição do Estudo do Ministério
da Língua Asiático-Americana 21344-GM-NonDis-0$ foi
aprovada na comissão com 107 votos contra 0, com 1
abstenção (Item de Calendário 441, Conferência Geral de
1996—Denver, Colorado). Este plano nacional para
alcançar as comunidades já existentes e recentemente formadas de imigrantes e refugiados asiáticos concentrou-se
em quatro áreas de desenvolvimento: (1) recrutamento e formação de líderes pastorais e leigos; (2) novas congregações;
(3) ministérios de comunidade e (4) recursos e materiais de
língua. Foi atribuído um montante de 900.000 dólares para
o desenvolvimento e implementação destes programas e
ministérios ao longo do próximo quadriénio.
Desde 1996, as Conferências Gerais (2000, 2004 e 2008)
continuaram sucessivamente a apoiar o plano nacional de
AALM que parte em defesa das populações crescentes de imigrantes e refugiados asiáticos. Representando 10 subgrupos
étnicos (Cambojanos, Chineses, Filipinos, da Formoso,
Hmong, Japoneses, Coreanos, Laosianos, Sul asiáticos e
Vietnamitas) e 15 grupos de idiomas diferentes, o trabalho do
AALM continua a ser administrado através da Junta Geral dos
Ministérios Globais (GBGM, do inglês General Board of
Global Ministries) em conjunto com a Federação Nacional de
Metodistas Unidos Asiático-Americanos (NFAAUM, do inglês
National Federation of Asian-American United Methodists).
Questões essenciais
A resolução surgiu na sessão plenária da Conferência
Anual de 2008, em Virgínia, que convidou à implantação de
250 novas comunidades de fé nos 30 anos seguintes. Esta
iniciativa foi apelidada de “All Things New.” O seu desafio?
Restaurar a vitalidade e objectivo da igreja à medida que
alcançamos mais pessoas, mais jovens e a pessoas mais
diversificadas . . . tudo por Jesus.
O que aconteceu na Conferência Anual em Virgínia não
é um acto isolado. O relatório “Apelo à Acção” e as
recomendações antes desta Conferência Geral dizem que as
mudanças estão mesmo a acontecer. Estão a ser realizadas
novas análises fundamentais. E essa busca de alma não é
exclusivamente Metodista; está a implantar-se em todos os
aspectos da vida através dos contextos mundial, económico,
político e religioso actuais.
E, por isso, o Estudo do Ministério da Língua AsiáticoAmericana deve fazer perguntas fundamentais acerca do seu
próprio trabalho:
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• O que mudou na dinâmica e nas necessidades das
comunidades de imigrantes asiáticos e das gerações
sucessivas a partir de 1992?
• Existem ainda “determinados mal entendidos, problemas e desafios” provenientes de “diferentes línguas e culturas” que exijam o cuidado e atenção da
Conferência Geral?
• Onde estão os asiático-americanos na fotografia
nacional actualmente? Quais são os desafios relativamente à dignidade e valor que os imigrantes asiáticos
ainda enfrentam? E o que é que os asiático-americanos trouxeram para a construção e fortalecimento
da mesa comum?
Para ter notícias do coração, pergunte ao rosto, como
diz um ditado do Camboja. Podemos parecer diferentes
quanto às nossas características, soar diferentes nas nossas
línguas, mas as nossas expressões de riso e lágrimas são
todas muito humanas.
Observamos primeiro a realidade física dos imigrantes
e refugiados asiático-americanos e das suas gerações sucessivas aqui nos Estados Unidos. Depois, analisamos a
condição dos seus corações.
O Censo de 2010 dos EUA
Qualquer perito em estatística irá confessar até ao limite fundamental da sua disciplina: conhecer os números não
é o mesmo que conhecer a história. É aqui que entram os
teólogos!
Contudo, aqui estão alguns números interessantes do
Censo de 2010 (com a teologia ocasional de lado), que se
podem encontrar em http://2010.census.gov/2010census/:
• 3 = Número de línguas asiáticas nas quais os questionários do Censo de 2010 estavam disponíveis:
Chinês, Vietnamita e Coreano;
• 13 = Número de línguas asiáticas nas quais os anúncios do Censo de 2010 estavam disponíveis: Bengali,
Chinês (Mandarim e Cantonês), Hindi, Hmong,
Japonês, Khmer, Coreano, Laos, Tagalo, Tailandês,
Urdu e Vietnamita;
• 19 = Número de línguas asiáticas nas quais os Guias
de Ajuda ao Censo de 2010 estavam disponíveis:
Bengali, Birmanês, Cebuano e chinês (tradicional e
simplificado), Hindi, Hmong, Ilocano, Japonês,
Khmer, Coreano, Laos, Malayalam, Tagalog, Tamil,
Telugu, tailandês, Urdu e Vietnamita.
Nota: Se o Censo dos EUA fosse interpretado como
um evento do Pentecostes, em que a “cada um na sua
língua nativa” é dada a oportunidade de ouvir e responder,
o que deveria a Igreja aprender a partir deste evento?
• 14,7 milhões = O número de residentes nos EUA que
se identificaram apenas como asiáticos (outros 2,6
milhões identificaram-se como asiáticos em combinação com uma ou mais etnias);
• 4,8% = A percentagem da população total dos EUA
que é asiática (5,7% quando combinada com outra
etnia);
• 43,3% = O aumento de percentagem do número de
residentes dos EUA que se identificaram como asiáticos de 2000 a 2010 (em comparação, a comunidade
hispânica/latina cresceu 43%, a comunidade negra ou
os afro-americanos cresceram 12.3% e os brancos
cresceram 5,7%);
• 11% = A percentagem de municípios nos EUA em
que as minorias étnicas representam mais de 50% da
população;
• 40,6 milhões = O número previsto de residentes nos
EUA em 2050 que se identificarão como asiáticos ou
de descendência asiática (representando 9% do total
da população dos EUA).
Nota: Os asiáticos representam o maior grupo de pessoas não evangelizadas no mundo (considerando a China e
a Índia). O que precisa mudar, se quisermos ser fiéis ao
comissionamento de Cristo para fazer discípulos de todas
as nações, especialmente quando as nações estão a migrar
para os Estados Unidos? Como seria responder a “a seara
é grande, mas os trabalhadores são poucos, portanto peça
ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a
seara”?
• 68.780 dólares = O rendimento médio familiar para os
asiáticos em 2009, o mais elevado entre todos os grupos de pessoas (no entanto, este número variava muito,
entre os subgrupos asiáticos; por exemplo, os índioamericanos ganhavam 90.429 dólares enquanto os
americanos Bangladesh ganhavam 46.657 dólares);
• 12,5% = A taxa de pobreza dos asiáticos em 2009,
subiu de 10,6% em 2007 (a taxa nacional de pobreza
em 2009 era de 14,3%);
• 50% = A percentagem de asiáticos, com idade igual ou
superior a 25 anos, que têm um bacharelato ou grau
superior (em comparação com 25% para todos os residentes nos EUA com idade igual ou superior a 25 anos);
Nota: A percepção é que os asiático-americanos estão
a dar-se muito bem em comparação com outros imigrantes
e grupos étnicos. A realidade é mais complexa.
Internamente, o que significaria para os grupos asiáticos
que experienciaram épocas de estabilidade, vitalidade e
crescimento serem kyoudai/shimai (japonês para
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Ministérios Globais
“irmãos/irmãs”) daqueles que estão com dificuldades e
ainda se estão a ajustar à vida nos Estados Unidos?
Externamente, o que significaria para os asiático-americanos verem-se a si próprios como ashirvad (Hindu para
“uma benção”) para toda a Igreja Metodista Unida e para
todos os Metodistas Unidos receberam e olharem para as
pessoas com contextos culturais diversos como necessários
para a vitalidade e saúde da Igreja universal?
As pessoas Hmong contam a história de uma cheia que
destrói toda a vida excepto uma irmã e um irmão. Têm de
recomeçar a raça humana. E, para isso, têm de ter uma criança. Mas esta criança parece-se mais com um ovo. E quando é cortado em pedaços, cada pedaço dá à luz uma nova
tribo de pessoas. Mas não só pessoas. Todas as formas de
vida são criadas a partir deste ovo-criança. E assim, o
mundo é novamente cheio. O Censo de 2010 dos EUA pinta
o rosto de uma nação tremendamente diversificada no que
diz respeito às suas características. O nosso desafio teológico será abordar esta diversidade com abertura, humildade e
amor mútuo, apoiando-nos na verdade bíblica de que todos
os filhos e filhas são amados por Deus.
Condições do Coração
Para conhecer o coração da comunidade ásio-americana, basta apenas escutar. Eis aqui as suas histórias, cada
uma na sua própria voz.
Chinese Comunidade (Pastor Puong Ong Lau)
A Rev. Fuxia Wang cresceu na China como ateísta e
converteu-se ao Cristianismo enquanto tirava o seu mestrado na Universidade de Central Oklahoma. Tornou-se Cristã
através de um convite para participar no Ministério Chinês
da Igreja Metodista Unida em Edmond, Oklahoma. Wang
foi convidada a trabalhar a tempo inteiro no ministério e trabalha agora como missionária com a Junta Geral dos
Ministérios Globais, como trabalhadora da Igreja e da
Comunidade em contacto com a comunidade chinesa em
Norman e South Oklahoma City, Oklahoma. É a primeira
missionária da China continental a ser comissionada pelos
Ministérios Globais. Seguindo o seu próprio percurso para
encontrar a fé, a Rev. Wang também conseguiu trazer a sua
família para a China para se encontrarem com Cristo.
A história da Rev. Wang é apenas um exemplo de como
o apoio do Ministério da Língua Asiático-Americana não só
converteu Wang ao Cristianismo como também também
converteu muitos membros da sua família na China, trazendo-os também para Cristo.
Nota: O número actual de Cristãos na China é desconhecido, mas estima-se serem entre 10 a 54 milhões de pes-
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soas (menos de 4% da população total). O que significaria
para os metodistas unidos ver cada nova igreja sino-americana indo não apenas ao encontro das necessidades da
comunidade local étnica, mas servindo o objectivo missionário de efectivamente partilhar boas notícias com a
família, parentes, amigos e colegas na China? Numa comunidade global onde os imigrantes viajam frequentemente
indo e vindo, cada comunidade de fé asiático-americana
que consiga trazer uma pessoa ou membro da família para
a fé está, ao mesmo, a tempo criar um missionário que terá
impacto noutras vidas além-mar.
Comunidade Filipina (O Rev. Dr. Vivencio L. Vinluan,
Presidente do Projecto Centennial Project, Associação
Nacional de Metodistas Unidos Filipino-Americanos)
O Ministério da Língua Asiático-Americana é uma
história missionária de sucesso com filipino-americanos.
Teve um tremendo impacto sobre a nossa narrativa como
uma comunidade de fé - no crescimento da nossa consciência, no nosso processo contínuo de nos tornarmos parceiros
no ministério dentro da Igreja Metodista Unida em vez de
objectos da missão, na ampliação dos limites do nosso
crescimento em números e na determinação da qualidade da
presença de filipinos nas igrejas dentro da conexão nos
Estados Unidos.
Quando utilizamos o termo “narrativa”, referimo-nos a
uma auto-consciência consistente, colectiva e coerente dos
filipino-americanos como uma presença significativa na
Igreja Metodista Unida na América. Dada a demografia
peculiar que mostra a presença preponderante de filipinoamericanos no Ocidente e em algumas grandes cidades na
costa leste, foi e é o AALM que torna possível a criação de
um sentido aglutinador de plenitude que agora existe.
Agora, esse sentimento de coesão abrange não só os centros
de maior população do Oeste e da costa leste, mas todo o
país na sua totalidade.
O AALM tornou isto possível para os filipino-americanos de várias maneiras. Uma delas é o advento das
Convocações Bienais realizadas pela Associação Nacional
dos Metodistas Unidos Filipino-Americanos. Estes eventos
são ocasiões em que o AALM estabeleceu uma parceria
connosco, como uma comunidade de fé, no desenvolvimento de líderes com princípios, na procura de abordagens criativas e inovadoras para o ministério, no recrutamento e
inspiração de líderes pastorais fortalecidos, na transformação de pessoas leigas em discípulos efectivos e na criação de discípulos de Jesus Cristo. Este impacto (do
AALM) nos filipino-americanos é ainda mais significativo
devido à ausência de quaisquer outros meios de recurso significativos. Isto é semelhante ao que os hispânicos e core-
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ano-americanos têm nos seus respectivos programas especializados - a disponibilização de recursos no âmbito dos
mandatos da Conferência Geral, que estão em curso agora
durante vários quadriénios.
O benefício que o AALM tornou possível, e continua a
tornar possível, para os filipino-americanos redunda, afinal,
em benefício de toda a conexão. Na medida em que os filipino-americanos são habilitados e empoderados, a conexão
inteira é abençoada pelo testemunho vibrante da profunda
participação dos filipino-americanos no ministério total da
igreja.
Nota: Os ministérios filipino-americanos realizam o
que chamam “Christmas Institute” (Instituto de Natal) para
a juventude e para os jovens adultos. Funcionam como
lugares de ligação, onde os desafios da cultura, idioma e
conflitos de gerações são enquadrados por princípios e discussões teológicos, onde as verdades bíblicas e ensinamentos se envolvem com realidades socioeconómicas e políticas
enfrentadas pelos Estados Unidos e pelas Filipinas. Como
seria para a Igreja Metodista Unida investir em futuras gerações de jovens adultos filipino-americanos e em filhos de
imigrantes, para formá-las e prepará-las para serem: reconciliadoras e agentes de cura das divisões no mundo,
pontes de ligação entre a piedade pessoal e a santidade
social e alunos e discípulos astutos de uma teologia prática renovada para falarem aos verdadeiros desafios do dia?
Comunidade Japonesa (Pastor Michiko Nishinosono,
Pastor Associado, IMU Wesley, San Jose;
um missionário de UCCJ)
Vim da Igreja Unida de Cristo no Japão como missionário para servir na IMU de Wesley em San Jose. A IMU
de Wesley está situada em Japantown, uma das três cidades
japonesas remanescentes nos Estados Unidos. Existe um
monumento na rua principal no qual podemos ler algumas
palavras em inglês e em japonês. São palavras que os Issei
(primeira geração de nipo-americanos) costumavam dizer:
“KANSHA—gratidão,”
“GAMAN—perseverança,”
“KODOMO NO TAME NI—para o bem das crianças.”
Muitos imigrantes Issei e Nisei (segunda geração) trabalharam duramente como agricultores, sem férias. Alguns
foram encarcerados em campos de concentração durante a
Segunda Grande Guerra Mundial. Conseguimos ver as suas
vidas de dificuldade quando olhamos para estas palavras no
monumento.
A IMU de Wesley foi construída por estes Issei em
1895. O Nichigo-bu (primeiro culto em língua japonesa) era
para estes primeiros Issei e subsequentes Nisei. Agora, o
serviço em língua inglesa tornou-se maior do que o
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DCA Edição Avançada
Nichigo-bu. Temos cerca de 740 membros na IMU de
Wesley e cerca de 40 são membros do Nichigo. Os membros
de língua inglesa suportam o Nichigo-bu, porque estes
foram e são os seus pais e avós (os Nisei e Issei). Mas
muitas igrejas nipo-americanas já não têm o Nichigo-bu.
Um dos meus deveres é ajudar e servir não só os membros
de língua japonesa em Wesley mas também todos aqueles
que se encontram na área de San Francisco Bay que não têm
um pastor que fale japonês na sua igreja local.
O ministério japonês tem a sua quota de problemas,
mas tem também um grande potencial. Existem muitas pessoas e jovens famílias que não fazem parte da nossa igreja
que falam japonês e que se encontram na área de San Jose e
de San Francisco Bay. Estes nipo-americanos e imigrantes
mais recentes estão interessados em programas japoneses
para as suas crianças, como por exemplo o nosso programa
de contar histórias em japonês. Mesmo sabendo que alguns
deles irão regressar ao Japão em alguns anos, podemos sempre semear o Evangelho. Os japoneses têm mais oportunidades de ir à Igreja aqui nos EUA do que no Japão.
Precisamos de arranjar formas de chegar até eles aqui.
Antes da Segunda Grande Guerra Mundial, os missionários Metodistas Americanos foram para o Japão para
espalhar o evangelho; agora, os missionários japoneses vêm
para os EUA para trabalharem com as congregações japonesas. No entanto, o número de missionários americanos e
japoneses está a diminuir. Apesar de ser um desafio difícil,
acredito que o ministério japonês vai conseguir encontrar
uma forma de continuar e crescer.
Nota: Apesar de haver tantos imigrantes japoneses
hoje a dirigirem-se para os Estados Unidos como havia há
cem anos atrás, quando as Igrejas Metodistas NipoAmericanas estavam a crescer, existem apenas dois pastores
de língua japonesa (Nichigo-bu) a trabalharem a tempo
inteiro actualmente na IMU. O que significaria para nós
investir no desenvolvimento e formação de pastores
bilingues e plantadores de igrejas, como o Pastor Michiko
Nishinosono, para viver a visão de Pentecostes de permitir
que o povo de Deus ouça e receba a boa notícia na sua língua nativa?
Comunidade Vietnamita (Pastor Cuong M. Nguyen,
Presidente da Convenção Nacional Vietnamita)
Durante o último quadriénio, têm sido alcançadas
muitas metas notáveis pela Convenção Nacional Vietnamita:
•
• Envio de duas equipas em missão para a Malásia,
uma por um grupo de jovens adultos em 2008, e
outro por um grupo de jovens em 2009;
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Ministérios Globais
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• Criação de uma Academia para Clérigos Metodistas
em 2009 na IMU de Wesley em San Diego,
California;
• Apoio e construção de um Centro Metodista em
Saigão, Vietname;
• Apoio anual da Missão Médica do Bom Samaritano;
• Fase final do projecto “Novo hinário metodista vietnamita”, iniciado em 2007;
• Novos ministérios em Minneapolis, Minnesota;
Atlanta, Georgia; Seattle, Washington e Las Vegas,
Nevada;
• Revitalização da IMU do Bom Pastor em
Westminster, Califórnia e de um ministério satélite
em San Marcos, Califórnia.
E muito mais está a ser planeado:
• Criação de um Ministério Nacional Vietnamita para se
concentrar no desenvolvimento de ministérios eficazes
entre as comunidades de fé vietnamitas; libertando
assim a Convenção Nacional Vietnamita para concentrar as suas energias em matérias de advocacia;
• Criação da Academia Metodista Vietnamita, com o
objectivo de formar novos líderes (pregadores leigos,
pregadores leigos certificados, ministros leigos certificados e pastores locais) na língua vietnamita.
Nota: À semelhança do projecto “Novo hinário
metodista vietnamita”, o Rev. Bau Dang concluiu recentemente um projecto de tradução da Bíblia para o Vietnamita,
como a duração de 16 anos, e está neste momento à espera
de autorização por parte do Governo vietnamita para a sua
publicação e impressão no Vietname. De igual forma, o
hinário Hmong está já a ser utilizado em Laos e noutros
locais do Sudeste da Ásia. Os Metodistas asiático-americanos e as igrejas Metodistas não estão apenas a formar
ministérios étnicos aqui nos Estados Unidos, estão também
a produzir um impacto nas vidas de pessoas a milhares de
quilómetros de distância em comunidades rurais e urbanas
da Ásia. Como poderemos continuar a apoiar este trabalho
de ver o Evangelho semeado até aos “confins da terra”?
Conclusão
Existem muitas histórias tornadas possíveis por vocês,
membros da Conferência Geral, durante o último
quadriénio, através das vossas orações, da vossa presença,
dons, serviço e testemunho. E os 10 subgrupos étnicos estão
profundamente gratos pela vossa parceria e por nos confiarem a alegria e a missão partilhada de formar discípulos de
Jesus Cristo para a transformação do mundo. Estamos verdadeiramente a alcançar o mundo juntos.
Gostaríamos de partilhar convosco uma última história.
Ao longo do último quadriénio, assistimos ao desenvolvimento e início de um esforço para juntar os jovens adultos asiático-americanos dos 10 subgrupos étnicos asiáticos na
adoração, estudo e companheirismo. Designado por
Ministério de Jovens Adultos asiático-americanos, este
esforço reuniu os jovens adultos e crianças cujos pais têm passados longos ou curtos de imigrantes. Representou grupos designados por “minoria modelo” e grupos designados por
“refugiados”. E, acima de tudo, representou uma mistura de
nações com longas histórias de divisão, guerra e conflito uns
com os outros, abrangendo milhares de anos de história.
E, no entanto, encontrámos em Cristo uma fé comum,
uma língua partilhada e um amor mútuo. E nas nossas
histórias e narrativas diversas de imigração e “bi” isto e “bi”
aquilo, descobrimos que éramos todos filhos de Deus, diferentes quanto às características, mas iguais nas nossas
expressões de esperança e desejo do bom propósito de Deus
para sermos mais e mais realizados ao longo das nossas vidas.
O AALM está empenhado em acreditar que as nossas
diferenças, por mais significativas que possam ser, não são
e não devem ser barreiras para a nossa humanidade partilhada e renovada em Cristo. Ao mesmo tempo, afirmamos
que as nossas diferenças podem ser e são verdadeiras dádivas que nos aproximam uns dos outros, que a plenitude da
criatividade de Deus pode ser resgatada não em parte, mas
como um todo. Que Deus continue a manter e a abençoar
todos os ministérios da Igreja Metodista Unida.
Comissão de Estudo do Ministério da Língua AsiáticoAmericana:
Sr. Donald L. Hayashi, Presidente
Rev. Saman Nget
Rev. David Kann
Rev. Puong Ong Lau
Rev. Peter Lau
Sra. Laddie Perez-Galang
Sra. Ruby Bago
Sr. Patrick Huang
Rev. Danny Huang
Rev. Toa T. Thao
Rev. Tsuchue Vang
Rev. Mariellen Yoshino
Rev. Michico Nishinosono
Rev. Gloria H. Kymn
Rev. Paul Thongsouk Tran
Rev. Sonxay Chanthasone
Rev. Timothy Rathod
Rev. Jacob S. Dharmaraj
Rev. Bau Ngoc Dang
Rev. Cuong M. Nguyen
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Estratégia Holística para o Programa Especial da
América Latina e das Caraíbas
Introdução
A Estratégia Holística para o Programa Especial da
América Latina e das Caraíbas (Holistic LAC, do inglês
Holistic Strategy on Latin America and the Caribbean
Special Program) foi iniciada em conformidade com o parágrafo 703.10 do Livro de Disciplina, 2008 e aprovado pela
Conferência Geral de 2008, conforme estipulado no DCA,
Item de calendário número 604, p. 2165, petição GM52NonDis-N!. A petição desafia a IMU a prestar mais atenção
às necessidades críticas na América Latina e nas Caraíbas
(ALC) e a responder às oportunidades de missão aí presentes. A legislação também convida a IMU a incluir os seus
esforços de ministério e as suas missões prioritárias que
respondem ao número crescente de pessoas pobres, sendo as
mulheres e as crianças as pessoas mais afectadas, uma vez
que as situações sociais e económicas em muitos países na
região continuam a ser críticas.
Administração e Reuniões
A Holistic LAC foi presidida pelo Bispo Peter D.
Weaver da área episcopal de Boston em nome do Conselho
de Bispos. Os Ministérios Globais realizaram a supervisão
administrativa, o programa e apoio financeiro.
O Grupo de Coordenação da Holistic LAC reuniu-se
regularmente durante o quadriénio 2009–2012, conforme
foi proposto na sua estratégia de implementação. O Grupo
de Coordenação reuniu-se antes da reunião do Conselho de
Bispos da IMU para fins de mordomia e conexão.
Participaram representantes das seguintes agências gerais
relacionadas com o programa: Igreja e Sociedade,
Discipulado, Ministérios Globais e Educação Superior e
Ministério. Também participaram representantes da
América Latina e das Caraíbas do Conselho de Igrejas
Metodistas Evangélicas na América Latina e nas Caraíbas
(CIEMAL) e da Igreja Metodista nas Caraíbas e nas
Américas (MCCA). Outras entidades Metodistas Unidas,
como as Comunicações Metodistas Unidas e os Associados
Metodistas em representação da Causa dos hispano-americanos (MARCHA) também fizeram parte dos encontros.
Trabalho do Grupo de
Coordenação da Holistic LAC
O grupo de Coordenação da Holistic LAC processou
informações sobre as realidades actuais nos países da
América Latina e Caraíbas. Avaliou igualmente o envolvimento das agências nos países da América Latina e
Caraíbas. Numerosos relatórios detalhados apresentados
por todas as entidades representadas relacionadas tanto
com os países como com os contextos da igreja foram
revistos e discutidos. Foram também discutidas em várias
ocasiões outras matérias de grande interesse para a região,
incluindo o Estudo sobre a natureza global da Igreja
Metodista Unida pedido pela Conferência Geral e a iniciativa Chamada para a Acção: Reordenar a vida da Igreja do
Conselho de Bispos e da Mesa Conexional da IMU.
Também foram discutidas matérias sobre a Comissão
Permanente sobre Assuntos das Conferências Centrais relativamente aos países da América Latina e Caraíbas. Foi
também dado algum feedback sobre estas matérias aos
organismos competentes no espírito da conexão e parceria.
Foi também apresentado, durante o quadriénio, um
relatório para a Mesa Conexional sobre os desenvolvimentos do trabalho do Grupo de Coordenação.
Uma vez partilhadas as informações contextuais básicas, foi determinado um plano estratégico inicial.
Prioridades programáticas foram estabelecidas e um conjunto coordenado de orientações estratégicas foi acordado
especialmente nas áreas de comunicação, desenvolvimento
de liderança e partilha de recursos.
Os principais resultados pretendidos pela legislação de
2008 da Holistic LAC que foram cumpridos incluíram:
1. Organização de um grupo para se reunir periodicamente para a coordenação da missão e do ministério
na região (Grupo de Coordenação Holístico);
2. Foram estabelecidas conexões programáticas com a
“Comissão para o estudo da relações com as Igrejas
Autónomas na América Latina e nas Caraíbas”;
3. Foi criado um espaço sagrado no qual as questões da
missão e do ministério relacionadas com os países
da América Latina e Caraíbas promoveram uma
maior consciencialização dos desafios e possibilidades na região;
4. Foram estabelecidas prioridades programáticas e
direcções estratégicas de coordenação para o resto
do quadriénio e para o futuro, especialmente nas
áreas da comunicação, desenvolvimento de liderança e partilha de recursos.
Recomendação:
a. Que a Conferência Geral continue a sua Estratégia
Holística para o Programa Especial da América
Latina e das Caraíbas no próximo quadriénio e
que o Grupo de Coordenação continue a reunir-se
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Ministérios Globais
regularmente sob a coordenação da Junta Geral de
Ministérios Globais.
b. Que a Estratégia Holística para o Programa Especial
da América Latina e das Caraíbas receba financiamento administrativo no valor de 25.000 dólares
para facilitar a participação dos representantes da
América Latina e das Caraíbas.
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Submetido por
Bispo Peter D. Weaver, Presidente do Holistic LAC
Rev. Jorge L. F. Domingues, Ministérios Globais
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DCA Edição Avançada
Relatório sumário quadrenal do Fundo Global da Igreja Metodista
Unida contra a SIDA
Durante mais de 30 anos, a terra foi devastada pela
crise da saúde global conhecida como VIH e SIDA. Durante
esses 30 anos, quase 30 milhões de homens, mulheres e crianças morreram. Até mesmo hoje em dia, mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com VIH e SIDA.
São demasiadas vezes ignorados, estigmatizados e abandonados, tal como os leprosos na época de Jesus. O Fundo
Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA (UMGAF,
do inglês United Methodist Global AIDS Fund) está a trabalhar para acabar com esta epidemia. A sua igreja está disposta a dedicar, pelo menos, 30 minutos a abordar esta
pandemia?
A Conferência Geral de 2004 aprovou a criação de um
Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA para
obter suporte financeiro para os ministérios de educação, de
advocacia, de eliminação do estigma, de prestação de cuidados de saúde e de prevenção, com o objectivo de erradicar a
SIDA do mundo.
Foi estabelecido o Avanço Especial #982345 através da
Junta Geral dos Ministérios Globais e foi pedido a cada conferência anual jurisdicional que estabelecesse um objectivo
de contribuição de 1 dólar para cada membro da conferência. As conferências responderam com resultados extraordinários. Até à data, foram angariados mais de 3 milhões
de dólares, ultrapassando-se o objectivo proposto na legislação original. Nos próximos anos, esperamos angariar, pelo
menos, mais 5 milhões de dólares.
Para além da angariação, o UMGAF também se dedica
à educação e à advocacia. Desde 2008, o UMGAF organizou três diferentes Conferências: Lighten the Burden III
(Aliviem o Fardo III), Seminary HIV/AIDS Colloquium
(Coloóquio sobre o VHI/SIDA no Seminário) e AfricanAmerican Women & HIV/AIDS Conference (Conferência
de mulheres Afro-americanas sobre VHI/SIDA). A próxima
conferência, Lighten the Burden IV (Aliviem o Fardo IV),
ocorrerá no dia 23 de Abril de 2012 na Igreja Metodista
Unida de Hyde Park em Tampa Bay, Florida, no dia anterior ao início da Conferência Geral. Todos os delegados e visitantes são convidados a participar.
Num esforço para continuar a educação por toda a
denominação, bem como para angariar mais de 5 milhões de
dólares para os programas contra o VIH e SIDA em todo o
mundo, o UMGAF lançou uma nova iniciativa, 20/20:
Visioning an AIDS-Free World (Visionar um mundo sem
SIDA). A visão 20/20 perfeita requer mais do que a mera
visualização; requer acção. Esta iniciativa é uma forma para
os Metodistas Unidos e os seus amigos agirem na tentativa
de erradicação do VIH e SIDA. As suas orações dão esperança às pessoas infectadas ou afectadas pelo VIH. Uma
oferta de 20 dólares é capaz de parar a transmissão do VIH
de uma mãe para um filho, manter os pais vivos para evitar
que as crianças se eduquem a si próprias e ensinar aos
jovens e a outras pessoas como prevenir o VIH.
As pessoas que participarem na Conferência Geral de
2012 poderão agir para um mundo sem SIDA ao votar para
aprovar resoluções que:
1) Reautorizem o Fundo e Comissão Global da Igreja
Metodista Unida contra a SIDA,
2) Apoiem a iniciativa de angariação de fundos 20/20:
Visioning an AIDS-Free World (Visionar um mundo
sem SIDA). Isto implica:
a) que cada igreja dedique, pelo menos, 30 minutos
a falar sobre o VIH e SIDA,
b) que se incentive as Conferências Gerais de 2016
e 2020 a dedicarem, pelo menos, 30 minutos
concentrados no que as Metodistas Unidas está a
fazer quanto ao VIH e SIDA, e
c) que se convide cada Metodista Unido a dar 20
dólares ou mais a partir de agora até 2020 para
ajudar a erradicar o VIH e a SIDA.
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Ministérios Globais
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Relatório do Fundo Global da Igreja Metodista Unida
Contra a SIDA
2009-2012
Durante mais de 30 anos, a
terra foi devastada pela crise da
saúde global conhecida como
VIH e SIDA. Durante esses 30
anos, quase 30 milhões de homens, mulheres e crianças morreram. Até mesmo hoje em dia,
mais de 30 milhões de pessoas
em todo o mundo vivem com VIH e SIDA. São demasiadas
vezes ignorados, estigmatizados e abandonados, tal como os
leprosos na época de Jesus. A sua igreja está disposta a
dedicar, pelo menos, 30 minutos a abordar esta pandemia?
cional acerca do VIH e da SIDA que levou ao desenvolvimento de redes de líderes e programas para a prevenção
através de projectos de Avanço Especiais. O Fundo Mutti
contra a SIDA fez doações para apoiar respostas pioneiras
nos Estados Unidos da América.
No entanto, foi apenas em 2004 que a Conferência
Geral estabeleceu um esforço maior de angariação de fundos cujo objectivo era o apoio de projectos em cada conferência na conexão global, assim como com parceiros
ecuménicos.
Missão de cura de Cristo
Os Metodistas Unidos acreditam que “a missão da
Igreja é criar discípulos de Jesus Cristo para a transformação
do mundo proclamando as boas novas da graça de Deus e
exemplificando o mandamento de Jesus para amar Deus e o
próximo, procurando assim a plenitude do reino de Deus e o
seu reinado no mundo.” (Livro da Disciplina, ¶ 121)
Com profunda compaixão, Jesus estendeu a mão para
trazer a cura e a plenitude a todos aqueles que tinham
grande necessidade. O Evangelho de Marcos relata que ele
começou o seu ministério acalmando uma pessoa com um
espírito perturbado, arrefecendo a febre da sogra de Pedro e
livrando um homem da dor e estigma da lepra. Jesus
chamou discípulos para continuar o seu ministério de cura,
evitando sempre a estigmatização e a discriminação.
Como Cristãos, os Metodistas Unidos continuam as
pisadas de Jesus e dos seus primeiros discípulos. Também
nós estamos empenhados num ministério de cura. Durante o
actual quadriénio, foram identificados os quatro focos de
testemunho e serviço. Um desses focos é a “Saúde Global”
e o Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA
é uma dimensão vital desta iniciativa da Igreja.
Passos Iniciais da Igreja
Metodista Unida
No início da pandemia, a Igreja Metodista Unida
tomou medidas para criar um ministério educacional cujo
objectivo fosse consciencializar e fornecer factos que permitissem a compreensão do vírus. A Junta Geral do
Discipulado criou materiais informativos para utilizar na
Escola Dominical e com grupos de jovens. A Junta de
Ministérios Globais promoveu uma conferência interna-
Trabalhar para Irradicar a
SIDA do Mundo
A Conferência Geral de 2004 aprovou a criação de um
Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA para
obter suporte financeiro para os ministérios de educação, de
advocacia, de eliminação do estigma, de prestação de cuidados de saúde e de prevenção, com o objectivo de erradicar a
SIDA do mundo.
O Avanço Especial n.º 982345 foi estabelecido através
da Junta Geral de Ministérios Globais e foi pedido a cada
conferência anual jurisdicional que estabelecesse um objectivo contributivo de 1 dólar por cada membro da conferência. As conferências responderam com resultados
extraordinários. Até à data, foram angariados mais de 3 milhões de dólares, ultrapassando-se o objectivo proposto na
legislação original. Nos próximos anos, esperamos angariar,
pelo menos, mais 5 milhões de dólares.
Do dinheiro angariado, 25% pode ser guardado pelas
conferências anuais para apoiar uma variedade de ministérios dentro dos seus limites. Cada conferência anual foi
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DCA Edição Avançada
autorizada a criar uma comissão para orientar os esforços de
consciencialização, angariação de fundos e distribuição de
apoios.
Uma comissão inter-agências, a Comissão do Fundo
Global contra a SIDA, supervisiona o esforço de angariação
de fundos e processa os pedidos de apoio. O Dr. Donald E.
Messer é o Coordenador da Comissão durante o presente
quadriénio. Outros membros: John Culp, Diane Degnan,
Earlene Gladney (já falecidos), Oliver Green, Kim Jenkins,
Patricia Magyar, Molly McEntire, Kent Millard, Bispo Fritz
Mutti, Etta Mae Mutti, Ida Powell, Shane Stanford e Linda
Bales Todd. Outras pessoas de grande utilidade são Eduardo
Campana, Michael Christensen, Bridget Hayes, Greg Jenks,
Caroline W. Njuki e Judith Santiago. (Os nomes dos cleros
estão nos itálicos.)
Em 2010, os bispos Metodistas Unidos e os seus cônjuges testemunharam a importância de fazerem um teste ao
HIV no seu encontro em Columbus, Ohio. Ao incentivar que
todos deveriam saber o seu resultado do teste de HIV,
procuraram promover o tratamento e ultrapassar o estigma e
o medo. Betty Wandabula, esposa do Bispo da Zona
Africana Oeste Daniel Wandabula declarou que “Cristo iria
querer que estivesse hoje aqui. Mesmo se as pessoas descobrirem que são portadoras da doença, a igreja ficará do seu
lado. Cristo ama-los com ou sem a doença.”
EDUCAÇÃO E ADVOCACIA
A educação e a advocacia são dois focos principais do
Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA.
Estes dois focos foram principalmente abordados através de
dois meios:
* Comunicações electrónicas, www.umglobalaidsfund.org, www.2020AIDSFreeworld.org, publicações gerais da igreja e a Rede SIDA GBCS—mais
de 4000 Embaixadores da SIDA
* Lighten the Burden (Aliviar o fardo) e outras conferências orientadas para estas questões.
As conferências Lighten the Burden começaram em
2006. O evento inicial teve lugar em Washington, DC com a
participação de aproximadamente 150 pessoas. Um segundo
evento de um dia em Ft. Worth, TX, foi promovido no dia
anterior à Conferência Geral de 2008 que reuniu 70
Metodistas Unidos de todo o mundo para aprender mais
sobre a SIDA e de que forma a igreja pode fazer a diferença.
A partir desses eventos, os participantes comprometeram-se
a agir como embaixadores da SIDA, defensores voluntários
para as políticas públicas positivas e para os níveis de financiamento que tornem possível a prestação de cuidados, o
tratamento e a prevenção da SIDA.
QUADRIÉNIO 2009–2012
Lighten the Burden III . . . Dallas
A terceira conferência internacional sobre a SIDA promovida pela Comissão do Fundo Global da Igreja Metodista
Unida contra a SIDA foi realizada nos dias 14, 15 e 16 de
Outubro de 2010, em Dallas, TX. Os 170 participantes de
todo o mundo foram convidados a agir através de apresentações, seminários e adoração.
Os palestrantes incluíram: O Dr. Musa W. Dube, teólogo
e estudioso bíblico, da Universidade de Botswana; a Dr.ª
Pauline Muchina, conselheira sénior da parceria, UNAIDS; a
Bispo Minerva G. Carcaño, líder episcopal da Conferência
anual do Deserto do Sudoeste; o Sr. Jeffrey Crowley, director
do Escritório da Casa Branca da Política Nacional contra a
SIDA e o Rev. O Dr. Tyrone Gordon, IMU da Comunidade St.
Luke, Dallas. (Os nomes dos cleros estão nos itálicos.)
As sessões de seminário da conferência incluíram:
“Olhar para a SIDA através de contextos culturais,” “SIDA
e Comunidades de cor—Como pode a Igreja responder?,”
“Criando Recursos para Ministérios para a SIDA nas Igrejas
locais e Conferências Anuais” e “Intersecção da SIDA com
o Planeamento familiar.”
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Ministérios Globais
O Dr. Donald E. Messer, presidente do Fundo Global
contra a SIDA da IMU, disse que a conferência ajudou a
“despertar o gigante adormecido chamado Igreja Metodista
Unida” ajudando a encontrar formas práticas de se envolver
na educação, prevenção, prestação de cuidados e tratamento. “Ao fazê-lo, cumprimos o mandamento de Deus de
“curar toda a sorte de doenças e enfermidades”, disse
Messer.
Durante a conferência Lighten the Burden III, um
orador que homossexual vivendo com SIDA e ex-presidiário, proclamou que não sabia que existia uma igreja que
recebesse uma “pessoa como ele”. Continuou dizendo que
se sentia feliz por fazer parte do encontro onde se sentia
aceite. O seu testemunho do poder do amor foi profundo—
não algo que possa ser quantificado, mas certamente uma
história de ressurreição e de uma nova vida.
O financiamento desta conferência proveio das taxas de
inscrição e das contribuições do GBGM, GBOD, DMYP,
GBCS, GBHEM, GCORR, GCSRW, UMCom e GCCUIC.
Um financiamento adicional de UMGAF e UMCOR apoiou
o orçamento geral.
Envolvendo os nossos seminários
Incluído na conferência Lighten the Burden III, estava
o “Colóquio sobre VIH/SIDA no seminário” que juntou pela
primeira vez estudantes e membros de faculdade das escolas de teologia da Igreja Metodista Unida. O objectivo era
encontrar formas de fortalecer o currículo e a vida comunitária do seminário e envolver a igreja numa resposta mais
dinâmica à crise do VIH e SIDA. O Bispo Fritz Mutti foi o
coordenador. Nove seminários enviaram participantes.
Também os Crusade Scholars, em representação da igreja
internacional, participaram neste colóquio.
Os participantes prepararam um “Apelo para Acção” que
foi enviada para todos os administradores dos seminários,
faculdades e curadores convidando-os especificamente a agir
para desenvolver planos para envolver mais empenhadamente
o seminário no esforço de educar e advogar para um mundo
sem SIDA. As escolas de teologia cobriram as despesas dos
estudantes e dos membros da faculdade.
Conferência de Mulheres
Afro-americanas sobre o VIH/SIDA
Com as taxas de VIH e da SIDA a subirem a pique
entre a população de mulheres afro-americanas nos EUA,
uma segunda conferência foi promovida pela UMGAF nos
dias 3, 4 e 5 de Março de 2001 em Columbia, SC. Esta conferência mobilizou pessoas na região Sul dos EUA e não só
para examinar as causas do aumento das taxas do VIH e da
SIDA nas mulheres afro-americanas e de que forma a igreja pode ajudar. O Rev John Culp, um membro da Comissão
1155
UMGAF, foi o coordenador local.
A agenda para este evento inclui oportunidades para:
* partilhar e explorar estratégias bem sucedidas e
recursos para prevenir e responder ao VIH e à SIDA
na comunidade afro-americana;
* abordar questões relacionadas com o estigma, discriminação, comportamento cultural e factores
socioeconómicos que promovem a disseminação do
VIH e da SIDA;
* desenvolver redes de apoio.
Esta conferência foi financiada pelas agências
UMGAF, UMCOR, GBGM e GBCS.
Lighten the Burden IV . . . Tampa Bay
A quarta conferência internacional sobre a SIDA promovida pela Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA Unida será realizada a 23 de Abril de 2012, antes
da Conferência Geral em Tampa Bay, FL, na Igreja
Metodista Unida de Hyde Park. Todos os delegados e visitantes são convidados a participar. Para mais informações e
para inscrições devrão contactar Linda Bales-Todd através
do e-mail [email protected]
O Processo de Elaboração
de Subvenções
A Comissão do Fundo Global da Igreja Metodista Unida
contra a SIDA nomeou uma Comissão de Subvenções para
encorajar os pedidos de apoio e analisá-los tendo em conta as
suas directrizes de aprovação. Os membros do pessoal de
UMCOR Patricia Magyar e Bridget Haye efectuam a primeira
análise dos pedidos de apoio com a ajuda de outros e submetem as propostas de subvenções a realizar em cada mês. O
UMGAF já atribuiu mais de 200 subvenções em 38 países até
Junho de 2011. Uma vez que este relatório foi escrito muito
cedo, é difícil fornecer um quadro financeiro total à
Conferência Geral. A título de ilustração, no entanto, o
seguinte cenário é fornecido a partir de 2010.
Cenário regional das Subvenções
atribuídas em 2010
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Por continentes: África: 66%; Ásia: 20%; Europa: 2%;
América Latina: 5%; América do Norte: 3%; Global: 4%.
Subvenções por países
África: República Democrática do Congo: 94.235
dólares; Quénia: 70.000 dólares; Ruanda: 20.000 dólares;
Serra Leoa: 40.000 dólares; África do Sul: 10.000 dólares;
Tanzânia: 7.500 dólares; Uganda: 40.350 dólares; Zâmbia:
12.000 dólares e Zimbabué: 26.000 dólares.
Ásia: China: 10.000 dólares; Índia: 27.000 dólares;
Nepal: 20.000 dólares; Paquistão: 10.000 dólares; PapuaNova Guiné: 10.000 dólares; Sri Lanka: 20.000 dólares.
Europa: Arménia: 10.000 dólares.
América Latina: República Dominicana: 6.500
dólares; Guatemala: 9.948 dólares; Haiti: 10.000 dólares.
América do Norte: EUA: 15.000 dólares.
Global: Publicações de Cenáculo: 10.000 dólares;
Acção global para com o envelhecimento: 10.000 dólares.
O Fundo Global da Igreja Metodista Unida contra a
SIDA tem o objectivo de conceder subvenções a todas as
conferências anuais nas conferências centrais. Os bispos
foram convidados a trabalhar com a liderança para desenvolver propostas de apoio que irão de encontro às necessidades existentes nas suas áreas. Os membros do pessoal da
Junta Geral de Ministérios Globais estão disponíveis para
dar aconselhamento no que diz respeito ao processo de criação de propostas de subvenções. Os apoios são aprovados
todos os meses com base no seu mérito. A prioridade é para
conferências anuais que ainda não tenham recebido qualquer apoio.
20/20: Visionar um Mundo sem SIDA
A visão 20/20 perfeita requer mais do que a mera visualização; requer acção. 20/20: Visionar um mundo sem
SIDA é uma forma de os Metodistas Unidos e os seus amigos agirem para erradicar o VIH e a SIDA. Implica transformar dinheiro em medicamentos e ministério e
transformar de moedas em cuidados e compaixão. A erradicação do VIH e da SIDA irá requerer o envolvimento de
todos os leigos e clérigos: Mulheres Metodistas Unidas,
Homens Metodistas Unidos, bispos, superintendentes dis-
tritais, seminaristas, juventude e adultos. As suas orações,
doações e encorajamento a outros a doar são formas de contribuir para a iniciativa 20/20: Visionar um mundo sem
SIDA.
As suas orações dão esperança às pessoas infectadas ou
afectadas pelo VIH e pela SIDA. Uma doação tão pequena
como 20 dólares pode salvar uma vida. Uma oferta de 20
dólares é capaz de parar a transmissão do VIH de uma mãe
para um filho, manter os pais vivos para evitar que as crianças
se eduquem a si próprias e ensinar aos jovens e a outras pessoas como prevenir o VIH. As congregações e as conferências anuais podem envolver-se das seguintes maneiras:
* Colocar um artigo no boletim informativo da sua
igreja ou Conferência,
* Dedicar um Domingo à consciencialização sobre o
VIH e SIDA,
* Utilizar boletins juntamente com um envelope de
oferta especial que pode ser encomendado através da
Cokesbury,
* Pedir aos membros que contribuam com pelo menos
20 dólares,
* Apresentar o vídeo informacional Esperança antes
ou durante um culto,
* Promover um estudo da Bíblia utilizando o Kit
Educacional,
* Colocar um poster na sua igreja para relembrar às
pessoas de que a iniciativa Visionar um mundo sem
SIDA é um esforço contínuo,
* Promover um evento divertido e educacional, para
angariação de fundos,
* Subscrever resoluções [nota ao editor],
* Tornar-se amigos do Fundo Global da Igreja
Metodista Unida contra a SIDA no Facebook.
Poderá encontrar estas sugestões e muitas mais no sítio
www.2020AIDSFreeworld.org.
As doações para a iniciativa 20/20: Visionar um mundo
sem SIDA podem ser efectuadas de várias formas: 1)
Poderá enviar cheques para United Methodist Global AIDS
Fund, PO Box 9068, New York, NY 10087 indicando
Advance #982345 na linha apropriada. 2) Pode contribuir
no website da UMCOR umcor.org. 3) Cheques emitidos a
favor de United Methodist Global AIDS Fund indicando
Advance #982345 na linha apropriada podem ser colocados
na sua oferta local. Os cheques enviados pela sua igreja
local vão para o escritório da Conferência e vinte e cinco
por cento ficam na conferência anual para utilização em
projectos e programas especiais contra a SIDA. Contacte
[email protected] se tiver alguma questão
ou quiser mais informações.
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Ministérios Globais
Conferência Geral de 2012
Faça algo na Conferência Geral de 2012 para alcançarmos um mundo sem SIDA. Vote para aprovar resoluções
que:
1) Reautorizem o Fundo Global da Igreja Metodista
Unida contra a SIDA,
2) Apoie a iniciativa de angariação de fundos 20/20:
Visionar um mundo sem SIDA. Isto implica:
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1157
a) que cada igreja dedique, pelo menos, 30 minutos
a falar sobre o VIH e SIDA,
b) que se incentive as Conferências Gerais de 2016
e 2020 a dedicarem, pelo menos, 30 minutos
concentrados no que a Igreja Metodista Unida
está a fazer quanto ao VIH e SIDA, e
c) que se convide cada Metodista Unido a dar 20
dólares ou mais a partir de agora até 2020 para
ajudar a erradicar o VIH e a SIDA.
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Alterações Propostas ao Livro da Disciplina
¶536.
Número de petição: 20032-GM-¶536; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
MMU na jurisdição
Alterar ¶ 536 do seguinte modo:
¶ 536. Constituição das Mulheres Metodistas
Unidas na jurisdição
Artigo 1.º Nome—Em cada jurisdição existirá uma
organização da jurisdição designada por Mulheres
Metodistas Unidas, auxiliar directamente relacionada da
Divisão Feminina da Junta Geral de Ministérios
Globaiscom a organização nacional das Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 2.º Autoridade—Cada organização da
jurisdição das Mulheres Metodistas Unidas terá autoridade
para promover o seu trabalho de acordo com o programa e
as políticas da Divisão de Mulheres da Junta Geral de
Ministérios Globaisda organização nacional de Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 3.º Estado de membro—A organização da
jurisdiçãoO estado de membro votante da organização da
jurisdição das Mulheres Metodistas Unidas será composto
pelos membros do grupo de planeamento central; da Equipa
de Liderança da Jurisdição, seis delegados de cada
organização da conferência, os quais serão todos
responsáveis da conferência; membros da Divisão de
Mulheres residentes na jurisdição; um representante da
Associação de Diáconas/Missionárias Locais jurisdicional;
e todos os bispos da jurisdição.três membros eleitos por
cada organização da conferência, membros do conselho de
administração das Mulheres Metodistas Unidas e os
membros do Grupo Consultivo do Programa de Mulheres
Metodistas Unidas em organizações dentro da jurisdição;
um representante da Associação de Diáconas/Missionárias
Locais/Missionários Locais da jurisdiçãojurisdicional; e
todos os bispos activos da jurisdição.
Artigo 4.º Reuniões e eleições—a) Terá lugar uma
reunião da organização da jurisdição das Mulheres
Metodistas Unidas durante o último ano do quadriénio.
Nessa altura, o presidente da jurisdição, e outros
responsáveis do Grupo de Planeamento Central serão
eleitos, membros da Equipa de Liderança da Jurisdição e
membros do conselho de administração da Divisão de
Mulheres organização nacional de Mulheres Metodistas
Unidas serão eleitos de acordo com a Disciplina (¶¶ 647.6d,
1325).
b) Podem ter lugar outras reuniões outros encontros
conforme necessário para cumprir o Objectivo.
Artigo 5.º Emendas—As emendas propostas à
constituição serão enviadas para o secretário de registos da
Divisão de Mulheres antes da última reunião anual do
quadriénio. das Mulheres Metodistas Unidas para
consideração do conselho de administração. A última data
para consideração de quaisquer emendas será a última
reunião regular do conselho de administração antes da data
limite para apresentação da legislação proposta para acção
da Conferência Geral.
Fundamentação da petição:
Incorpora referências às novas estruturas nacionais e
permite flexibilidade de organização ao nível da jurisdição.
¶600.
Número da petição: 20908-GM-¶600-G; Alegria, Raul EUA para Metodistas Associados para Representação da
Causa dos Hispano-americanos.
Comissão CA dos Ministérios hispânicos/latinos
Adicionar um novo ¶ após o ¶ 654 actual e renumerar
conforme necessário:
¶ 655 Será composta uma comissão da conferência
anual dos Ministérios hispânicos/latinos ou outra estrutura
para apoiar o desenvolvimento, implementação e avaliação
de um plano de acção abrangente dos Ministérios
hispânicos/latinos e as estratégias para trabalhar com os
cidadãos hispânicos/latinos de todas as gerações na
comunidade. Os membros da comissão serão nomeados e
eleitos através dos procedimentos estabelecidos da
respectiva conferência anual. A comissão incluirá, pelo
menos, 1/3 de pessoas, clérigas e leigas (homens e
mulheres) hispânicas/latinas.
O plano abrangente da conferência para os Ministérios
hispânicos deverá estar pronto até à sessão de 2014 da
conferência anual. O plano de acção deverá incluir
estratégias para: (1) reforçar os ministérios e congregações
existentes, (2) iniciar novas congregações e ministérios,
incluindo ministérios intencionais com crianças e jovens,
(3) identificar, equipar e designar presbíteros, pastores
locais, missionários leigos, ministros leigos certificados e
outros líderes leigos que possam servir nesta missão e
ministério, (4) identificar os recursos financeiros e
materiais para apoiar e manter a sua implementação. O
plano deverá ter por base uma análise clara das realidades
socioeconómicas, culturais e religiosas da comunidade
onde a conferência está localizada.
O plano deverá ser apresentado, pelo menos, antes da
Conferência Anual de 2014. O Conselho dos Bispos, a
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Ministérios Globais
Mesa Conexional e a Comissão Nacional dos Ministérios
hispânicos/latinos deverão monitorizar o desenvolvimento
do plano da conferência anual e a sua implementação.
Fundamentação da petição:
De acordo com o censo dos EUA de 2010, a população
hispânica/latina aumentou 56% nos últimos dez anos com
um total estimado de 50,5 milhões. Isto apresenta à nossa
igreja um grande campo de missão e a oportunidade para
criar Discípulos de Jesus Cristo. Esta legislação apela a que
as Conferências Anuais dêem prioridade aos ministérios
com...
¶647.
Número de petição: 20033-GM-¶647; Olson, Harriett Jane,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de Ministérios
Globais - Divisão de Mulheres.
MMU na conferência anual
Alterar ¶ 647 do seguinte modo:
¶ 647. Mulheres Metodistas Unidas—Constituição
das Mulheres Metodistas Unidas na conferência
Artigo 1.º Nome—Em cada conferência anual existirá
uma organização da conferência designada por Mulheres
Metodistas Unidas, auxiliar das organizações jurisdicionais
de Mulheres Metodistas Unidas e da Divisão de Mulheres da
Junta Geral de Ministérios Globais.directamente relacionada
com a organização nacional e jurisdicional das Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 2.º Função—A função da organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas consistirá em
trabalhar com as organizações distritais e unidades locais
organizações locais e distritais de Mulheres Metodistas
Unidas de forma a desenvolver programas que vão ao
encontro das necessidades e interesses das mulheres e das
preocupações e responsabilidades da Igreja global;
incentivar e apoiar o crescimento espiritual, a sensibilização
missionária e a acção social cristã; e promover os planos e
responsabilidades da Divisão de Mulheres. da organização
nacional das Mulheres Metodistas Unidas.
Artigo 3.º Autoridade—Cada organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas terá autoridade
para promover o seu trabalho de acordo com os planos,
responsabilidades e políticas da Divisão de Mulheres da
Junta Geral de Ministérios Globais. da organização nacional
das Mulheres Metodistas Unidas.
Artigo 4.º Estado de membro—A organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas será composta
por todos os membros das unidades locais dentro dos limites
da conferência pelos
membros das Mulheres Metodistas Unidas existentes
na conferência. O bispo residente será um membro um
membro ex-officio da organização da conferência das
1159
Mulheres Metodistas Unidas e da respectiva comissão
executiva.da respectiva Equipa de Liderança ou estrutura
equivalente.
Artigo 5.º Responsáveis e comissões Equipa de
Liderança—A organização da conferência elegerá um
presidente, um vice-presidente, um secretário, um tesoureiro
e uma comissão de nomeações. Serão eleitos ou nomeados
responsáveis de acordo com os planos da Divisão de
Mulheres os líderes necessários para cumprir o Objectivo,
incluindo pelo menos um presidente, um tesoureiro, um
secretário e uma Comissão de Nomeações. Poderão ser
formadas comissões e equipas adicionais para cumprir o
Objectivo de acordo com a presente constituição e
orientação da organização nacional das Mulheres Metodistas
Unidas, conforme definido nos estatutos da organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas.
Artigo 6.º Reunião e eleições.
Terá lugar uma reunião anual da organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas, . em que será
apresentado um programa concebido para ir ao encontro das
necessidades das mulheres da conferência em harmonia com
o objectivo, planos e responsabilidades da Divisão de
Mulheres da Junta Geral de Ministérios Globais. Serão
eleitos responsáveis e a comissão de nomeações, realizadas
as actividades necessárias e feitos compromissos para o ano
seguinte. Na reunião anual, a Equipa de Liderança avaliará
os eventos e prioridades da conferência relativos ao ano
anterior, proporá um plano de actividades e prioridades para
o ano seguinte, incluindo um orçamento de apoio, elegerá os
membros da Equipa de Liderança conforme necessário para
implementação do plano e definirá o montante do
compromisso para o ano seguinte.
b) O organismo votante da reunião anual da
organização da conferência será composto por
representantes das unidades em igrejas locais composto por
membros das organizações de Mulheres Metodistas Unidas
existentes dentro dos limites da conferência, conforme
determinado pela organização da conferência; pelos
responsáveis distritais determinados pela organização da
conferência; os responsáveis da conferência e presidentes
das comissões; membros das equipas de liderança distritais e
da conferência; Divisão de Mulheres e responsáveis pela e
membros do conselho de administração das Mulheres
Metodistas Unidas e do Grupo Consultivo do Programa de
Mulheres Metodistas Unidas e organização jurisdicional a
equipa de liderança da jurisdição residente dentro dos
limites da conferência.
c) Na reunião anual da organização da conferência
anterior à reunião quadrienal da organização jurisdicional da
jurisdição, serão eleitos seis responsáveis da conferência três
membros da Equipa de Liderança ou respectivos
representantes de acordo com as disposições do ¶ 536.3 para
o estado de membro na organização jurisdicional da
jurisdição.
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d) Na reunião anual da organização da conferência
anterior à reunião quadrienal da organização jurisdicional da
organização da jurisdição, a organização da conferência
nomeará três duas mulheres como membros da Divisão de
Mulheres do conselho de administração das Mulheres
Metodistas Unidas, cujos nomes serão apresentados à
organização da jurisdição de acordo com o ¶ 536.4.
Artigo 7.º Relações.
O presidente da organização da conferência das
Mulheres Metodistas Unidas é membro da conferência
anual, conforme definido no ¶ 32.
b) Responsáveis
nomeados
representarão
a
organização da conferência nas várias agências A
organização da conferência nomeará representantes entre os
seus membros para funções nas várias juntas, conselhos,
comissões e comités da conferência da conferência anual,
conforme disposto pelas constituições e estatutos dessas
agências.
c) A organização da conferência incentivará as
mulheres a participar em todas as áreas da vida e trabalho da
Igreja e apoiá-las-á na tomada de posições de
responsabilidade e liderança.
Artigo 8.º Emendas. As emendas propostas à presente
constituição poderão ser enviadas para o secretário de
registos da Divisão de Mulheres antes da última reunião
anual do quadriénio da divisão. da organização nacional das
Mulheres Metodistas Unidas para consideração do conselho
de administração. A última data para consideração de
quaisquer emendas será a última reunião regular do conselho
de administração antes da data limite para apresentação da
legislação proposta para acção da Conferência Geral.
Fundamentação da petição:
Incorpora referências às novas estruturas nacionais e
permite flexibilidade de organização ao nível da conferência.
¶669.
Número de petição: 20034-GM-¶669; Olson, Harriett Jane,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de Ministérios
Globais - Divisão de Mulheres.
MMU no distrito
Alterar ¶ 669 do seguinte modo:
¶ 669. Mulheres Metodistas Unidas—Constituição
das Mulheres Metodistas Unidas no distrito
Artigo 1.º Nome—Em cada distrito existirá uma
organização distrital designada por Mulheres Metodistas
Unidas, directamente relacionada com a organização da
conferência das Mulheres Metodistas Unidas e a Divisão de
Mulheres da Junta Geral de Ministérios Globais.com a
organização nacional e da conferência das Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 2.º Responsabilidades—As responsabilidades
da organização distrital das Mulheres Metodistas Unidas
consistirão em trabalhar com os membros das Mulheres
Metodistas Unidas e as unidades locais para desenvolver
programasas organizações locais de Mulheres Metodistas
Unidas existentes no distrito para desenvolver programas
que vão ao encontro das necessidades e interesses das
mulheres e das preocupações e responsabilidades da Igreja
global; incentivar e apoiar o crescimento espiritual, a
sensibilização missionária e a acção social cristã; e
promover os planos e responsabilidades da organização da
Divisão de Mulheres e da conferência da organização
nacional e da conferência das Mulheres Metodistas Unidas.
Artigo 3.º Autoridade—Cada organização distrital das
Mulheres Metodistas Unidas terá autoridade para promover
o seu trabalho de acordo com os planos, responsabilidades e
políticas da organização da conferência e da Divisão de
Mulheres da Junta Geral de Ministérios Globais.da
organização nacional e da conferência das Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 4.º Estado de membro—Todos os membros das
unidades organizadas de Mulheres Metodistas Unidas nas
igrejas locais do distrito serão considerados membros da
organização distrital. A organização distrital das Mulheres
Metodistas Unidas será composta pelos membros das
Mulheres Metodistas Unidas existentes no distrito. O
superintendente distrital será um membro um membro exofficio da organização distrital das Mulheres Metodistas
Unidas e da respectiva Comissão Executiva. Equipa de
Liderança da respectiva Equipa de Liderança ou estrutura
equivalente.
Artigo 5.º Responsáveis e comissões. Equipa de
Liderança—A organização distrital elegerá um
presidente como líderes os indivíduos necessários para
ajudar a organização a cumprir o Objectivo, incluindo
pelo menos um presidente, vice-presidente, um
secretário, um tesoureiro, um secretário e uma comissão
de nomeações Comissão de Nomeações. Serão eleitos ou
nomeados responsáveis e comissões adicionais de acordo
com os planos da Divisão de Mulheres, conforme
definido nos estatutos do distrito da presente constituição
Poderão ser formadas comissões ou equipas adicionais
para cumprir o Objectivo de acordo com a presente
constituição e orientação da organização nacional
organização nacional e da conferência das Mulheres
Metodistas Unidas.
Artigo 6.º Reuniões e eleições—Terá lugar uma reunião
anual da organização distrital das Mulheres Metodistas
Unidas, em que será apresentado um programa para adoptar
um programa concebido para ir ao encontro das
necessidades das mulheres do distrito em harmonia com o
objectivo Objectivo, os planos e as responsabilidades da
organização da conferência e da Divisão de Mulheres da
Junta Geral de Ministérios Globais. Serão eleitos os
responsáveis e a comissão de nomeações, realizadas as
actividades necessárias e feitos compromissos para o ano
seguinte.das organizações nacionais e da conferência de
Mulheres Metodistas Unidas para eleger os membros da
Equipa de Liderança e da Comissão de Nomeações, realizar
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as actividades necessárias e receber os compromissos feitos
para o ano seguinte.
Artigo 7.º Relações—a) Responsáveis nomeados
representarão a organização distritalA organização distrital
das Mulheres Metodistas Unidas nomeará membros para
funções nas várias juntas, conselhos, comissões e comités do
distrito e/ou da Conferência Anual, conforme disposto pela
constituição e estatutos dessas agências.
b) O presidente do distrito será o único representante do
distrito com voto na comissão executiva da conferência um
membro com voto da Equipa de Liderança da conferência.
c) A organização distrital incentivará as mulheres a
participar em todas as áreas da vida e trabalho da Igreja e
apoiá-las-á na tomada de posições de responsabilidade e
liderança.
Artigo 8.º Emendas—As emendas propostas à presente
constituição poderão ser enviadas para o secretário de
registos da Divisão de Mulheres da Junta Geral de
Ministérios Globais antes da última reunião anual do
quadriénio da divisão. da organização nacional das Mulheres
Metodistas Unidas para consideração do conselho de
administração. A última data para consideração de quaisquer
emendas será a última reunião regular do conselho de
administração antes da data limite para apresentação da
legislação proposta para acção da Conferência Geral.
Fundamentação da petição:
Incorpora referências às novas estruturas nacionais e
permite flexibilidade de organização ao nível do distrito.
¶821.
Número da petição: 20360-GM-¶821-G; Kumar, A. Moses
Rathan,- Nashville, TN, EUA, pelo Conselho Geral de
Finanças e Administração.
O Avanço
Alterar o ¶ 821.1 da seguinte forma:
O Avanço para Cristo e a Sua Igreja (a seguir designado
por Avanço) é um programa oficial dentro da Igreja
Metodista Unida através do qual o auxílio pode ser atribuído
para projectos aprovados pelo Comité de Avanço da Junta
Geral de Ministérios Globais (doravante referida como o
Comité de Avanço.) O incentivo para o Avanço será através
de canais da iIgreja outros que não as Mulheres Metodistas
Unidas, que dispõem de outros meios de dádiva de missão.
Alterar o ¶ 821.2c da seguinte forma:
Em vez de ser dada a um programa específico, uma
Dádiva de Avanço Especial pode ser dada para os seguintes
programas de unidades designadas para os programas de
missão das unidades da Junta Geral dos Ministérios Globais:
Área de Programa de Evangelização e Crescimento da
Igreja, Área de Programa dos Ministérios Institucional e da
Comunidade, Área de Programa de Contextos das Missões e
Relações, Área de Programa de Pessoal de Missões e Comité
de Auxílio Metodista Unido ou o Comité de Auxílio
Metodista Unido Em tais casos, a unidade de programa
determinará o(s) projecto(s) Especial(is) de Avanço para o
qual tal dádiva será atribuída, informará o dador onde a
dádiva foi investida e, na medida do possível, estabelecer a
comunicação entre dador e beneficiário.
Alterar o ¶ 821.3c da seguinte forma:
Os fundos Os donativos atribuídos pelo dador,
recebidos através do Avanço serão utilizados exclusivamente
para projectos de ajuda e não podem ser utilizados para a
administração geral da Igreja ou custos promocionais. Pode
haver uma taxa de transacção para as contribuições
electrónicas como encargo da instituição financeira.Aos
dadores será dada a opção de fazerem uma contribuição
adicional para cobrir as despesas administrativas.
Alterar o ¶ 821.3e da seguinte forma:
Após a recepção dos fundos para um Avanço Especial
genérico, cada unidade de programa administrante da Junta
Geral de Ministérios Globais deverá comunicar prontamente
com o dador, confirmando o recebimento da doação e sugerir
formas para a comunicação, se a comunicação ainda não
tiver sido estabelecida.
Alterar a última frase do ¶ 821.4 da seguinte forma:
As pessoas podem remeter directamente para as
respectivas unidades de programa em condições
determinadas pelo tesoureiro do Conselho Geral de Finanças
e Administração, incluindo doações electrónicas, com essas
remessas reportadas ao tesoureiro da conferência anual pela
respectiva unidade de programa do Conselho Geral de
Finanças e Administração.
Fundamentação da petição:
Estas alterações reflectem a estrutura organizacional
revista da Junta Geral de Ministérios Globais que tem a
responsabilidade de implementar o trabalho apoiado pelo
Avanço. Estas também esclarecem alguns dos
procedimentos
administrativos
relacionados
ao
processamento e confirmação do recebimento de doações,
incluindo a utilização de novas tecnologias.
¶822.
Número da petição: 20361-GM-¶822; Kumar, A. Moses
Rathan,- Nashville, TN, EUA, pelo Conselho Geral de
Finanças e Administração.
Apelos para o avanço
Alterar a primeira frase do ¶ 822.4 da seguinte forma:
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O apelo para os Avanços Especiais, devem ser
canalizados através dos bispos, superintendentes de distrito,
e pastores e outras entidades.
Eliminar o ¶ 822.6.
Fundamentação da petição:
Estas alterações, reflectem a estrutura organizacional
revista da Junta Geral de Ministérios Globais que tem a
responsabilidade de implementar o trabalho apoiado pelo
Avanço. Estas, também esclarecerem, alguns dos
procedimentos administrativos relacionados com o
processamento e confirmação do recebimento de doações.
¶1301.
Número da petição: 20519-GM-¶1301-!-G; Skinner, Cal,Crystal Lake, IL, EUA.
Transferência da sede da JGMG
O primeiro sub-parágrafo do parágrafo 1301 da
Disciplina é alterado conforme se segue:
Parágrafo 1301. Deve existir uma Junta Geral de
Ministérios Gerais, doravante referida como a junta, sendo a
finalidade da mesma encontrada dentro da expressão de
missão total da Igreja. É o instrumento missionário da Igreja
Metodista Unida, das suas conferências anuais, conferências
missionárias e congregações locais no contexto de uma
configuração global. De forma a desempenhar a sua missão
numa configuração global, a sede e o pessoal da junta serão
transferidos para África. O mais tardar até 1 de Julho de
2013, os Bispos de África, por sua própria deliberação e sem
restrições, devem determinar por maioria de votos a
localização da nova sede em África e devem transmitir essa
determinação por escrito ao presidente e ao secretário geral
da junta. A junta deve então alugar ou de outra forma
adquirir instalações adequadas e deve concluir a
relocalização o mais tardar até 15 de Janeiro de 2015. ...
Fundamentação da petição:
Cerca de 35% dos membros da comunidade Metodista
global estão em África, onde a frequência da Igreja está a
crescer rapidamente, enquanto sofre um declínio constante
nos Estados Unidos. Transferir a sede de Nova Iorque para
África irá apoiar as missões africanas importantes, e ao
mesmo tempo reduzir os custos da igreja e despesas de
subsistência do pessoal. O...
¶1302.
Número da petição: 20384-GM-¶1302.8-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Responsabilidades da JGMG
Alterar o ¶1302.8 da seguinte forma:
¶1302. Responsabilidades—
8. Para expressar resolver as preocupações das
mulheres organizadas para a missão e para ajudar a munir as
mulheres para a plena participação tanto local como
globalmente dentro da Igreja e no mundo.
Fundamentação da petição:
As revisões propostas são o resultado da separação
estrutural proposta para a Divisão das Mulheres da JGMG.
As Mulheres Metodistas Unidas organizadas para a missão
desejam expressar as suas preocupações directamente.
¶1304.
Número da petição: 20385-GM-¶1304-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Autoridade da JGMG
Alterar o ¶1304 da seguinte forma:
¶1304. Autoridade—A junta deve ter a autoridade para
fazer os estatutos e regular os seus procedimentos em
harmonia conformidade com o Livro de Disciplina. Os
estatutos podem ser alterados por uma maioria de votos de
dois terços dos membros presentes e votantes nessa mesma
petição numa reunião regular ou especial, desde que o
pedido de notificação de tal alteração tenha sido previamente
distribuído aos membros. A junta deve ter o poder e o direito
de fazer toda e qualquer coisa que esteja autorizada pelos
seus estatutos, excepto quando houver duplicação de
actividades de uma agência para outra. Ela deve ter a
autoridade para desenvolver e cumprir as suas
responsabilidades, conforme descritas no ¶ 1302; comprar,
adquirir ou receber por doação, testamento ou legado— real,
pessoal e misto; para possuir, hipotecar, vender e dispôr de
forma harmoniosa de acordo com os ¶¶806-807; para
desenvolver e manter relações ecuménicas que levem a cabo
as suas responsabilidades; e para administrar os seus
assuntos através da junta e das suas várias unidades e
comités.
Fundamentação da petição:
As revisões propostas promovem a clareza e tornam
este parágrafo consistente com a lei aplicável no estado de
Nova Iorque (ver §709(c) NY N-PCL).
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Ministérios Globais
¶1305.
Número da petição: 20386-GM-¶1305-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Incorporação da JGMG
Alterar a ¶1305.1 da seguinte forma:
¶1305. Incorporação — 1. A Junta Geral dos
Ministérios Globais A junta será incorporada e funcionará
através dos seus quadros e das suas unidades, executará as
suas responsabilidades através da sua estrutura corporativa e
das estruturas corporativas das entidades que controla ou que
são organizadas administrativamente como divisões ou
departamentos da junta.
Alterar a ¶1305.2 da seguinte forma:
2. A Junta Geral dos Ministérios Globais da Igreja
Metodista Unida A Junta ou outra entidade descrita na
¶ 1305.1 deve ser a sucessora para as seguintes corporações:
a Junta das Missões da Igreja Evangélica dos Irmãos Unidos,
a Casa das Missões e Igreja para o Desenvolvimento da
Sociedade da Igreja dos Irmãos Unidos em Cristo, a
Sociedade Missionária Estrangeira dos Irmãos Unidos em
Cristo, a Associação Missionária das Mulheres da Igreja dos
Irmãos Unidos em Cristo, a Sociedade Missionária da Igreja
Evangélica e, a Junta de Ampliação da Igreja da Igreja
Evangélica e, como tal sucessora deve ser e, está autorizada
e com poderes, para receber das corporações referidas suas
antecessoras todos os fundos fiduciários e activos de todo o
tipo e carácter—real, pessoal ou misto—possuídos por elas,
e deve, e pelo presente está autorizada, a administrar tais
fundos fiduciários e fundos em conformidade com as
condições sob as quais foram anteriormente recebidas e
administradas pelas referidas corporações antecessoras.
Alterar as primeiras e últimas frases do ¶1305.3 da
seguinte forma:
3. Ela A junta ou outra entidade descrita na ¶ 1305.1
deve ter controle de todo o trabalho anteriormente
administrado e controlado pelas seguintes: a Junta dos
Ministérios da Saúde e Bem-estar; a Junta das Missões da
Igreja Metodista Unida; a Junta das Missões e Extensões da
Igreja da Igreja Metodista; a Sociedade Missionária, a Junta
das Missões Estrangeiras, a Junta das Missões Nacionais e
Extensões da Igreja, a Sociedade Missionária de Mulheres
Estrangeiras, a Sociedade Missionária de Mulheres
Nacionais, a Associação de Serviços Wesleyanos e as
Sociedades de Auxílio às Senhoras da Igreja Metodista
Episcopal; a Junta das Missões, incluindo a Sociedade
Missionária de Mulheres, a Junta de Mulheres das Missões
Estrangeiras, a Junta de Mulheres das Missões Nacionais, o
1163
Conselho Missionário de Mulheres, e a Junta de Extensões
da Igreja da Igreja Metodista Episcopal, Sul; a Junta de
Missões da Igreja Protestante Metodista; a Junta das Missões
da Igreja Metodista; essas outras divisões e departamentos
incorporados ou não incorporados e seus antecessores
conforme foram fundidos na Junta; e essas outras
corporações ou agências da Conferência Geral que fazem
um trabalho semelhante; mas esta lista não deve ser
interpretada como exclusiva como exaustiva.
Alterar o ¶1305.5 da seguinte forma:
5. A Junta terá o poder a autoridade para criar estas
unidades subsidiárias ou secções necessárias no
cumprimento das funções designadas, após a aprovação da
junta.
Fundamentação da petição:
As revisões propostas promovem a clareza e reflectem
a proposta separação estrutural da Divisão de Mulheres da
JGMG tal como recomendado pelo conselho de directores de
cada organização.
¶1305.
Número da petição: 20776-GM-¶1305; Shillady, William
S.,- New York, NY, EUA.
Donativos Condicionais
Adicionar novo sub-parágrafo após o parágrafo 1305.2:
No caso de administrar “donativos condicionais
assegurados por acordos fiduciários e hipotecas.” emitidos
antes de 1980, a Junta Geral de Ministérios Globais da Igreja
Metodista Unida pode negociar o pagamento de menos do
valor original de quaisquer notas extraordinárias que estejam
associadas a subvenções condicionais anteriores ou a
donativos assegurados por acordos fiduciários ou hipotecas.
Fundamentação da petição:
Este parágrafo refere-se a condições históricas que
proíbem a JGMG de aceitar o pagamento de menos do que o
valor nominal de acordos fiduciários e hipotecas de 5000
dólares americanos ou mais. Os montantes em dinheiro não
foram alterados desde 1968. Deve ser dada autoridade para
que os responsáveis da JGMG negociem o pagamento de
fundos para o investimento futuro da Missão.
¶1306.
Número da petição: 20387-GM-¶1306-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
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Comissão Executiva da JGMG
Alterar o ¶1306 da seguinte forma:
¶1306. Comissão Executiva — Haverá uma Comissão
Executiva, que deverá exercer os poderes da junta
temporariamente, e cuja composição e responsabilidades
serão determinadas pelos estatutos da junta.
Fundamentação da petição:
A revisão proposta promove a clareza.
¶1307.
Número da petição: 20388-GM-¶1307-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Dirigentes Corporativos da JGMG
Alterar o ¶1307 da seguinte forma:
¶1307. Dirigentes Corporativos—A junta deve eleger
como seus dirigentes corporativos um presidente, três vicepresidentes, um tesoureiro, um secretário relator um vicepresidente, um tesoureiro geral, um secretário corporativo e,
outros tantos dirigentes quantos considere necessários. A
junta deve determinar os poderes e deveres dos seus
dirigentes dos dirigentes.
O presidente, secretário geral e tesoureiro da junta são
membros ex officio de todas as unidades e das suas
comissões executivas e comités permanentes da junta, sem
direito de voto. A Divisão das Mulheres deve eleger a sua
presidente, que será um dos três vice-presidentes da junta.
Fundamentação da petição:
A supressão da descrição como membros ex officio é
proposta, uma vez que está abrangida pelos estatutos da
JGMG. A proposta de supressão da eleição da Dirigente da
Divisão das Mulheres reflecte a separação estrutural
proposta da Divisão das Mulheres da JGMG. Algumas
revisões no presente parágrafo destinam-se a promover a
clareza e corrigir títulos de cargos.
¶1308. Membros Eleitos—1. O Gabinete da Junta—
a) A junta deve eleger o seu secretário geral anualmente o
secretário geral para um mandato quadrienal por
escrutínio. Como oficial chefe da equipa da junta, o
secretário geral deve ter envolvimento directo na selecção
dos membros.
b) A junta deve eleger, para mandatos quadrienais,
um secretário geral adjunto para a administração, um
máximo de cinco outros secretários gerais adjuntos e um
conselho, um tesoureiro geral e tantos secretários gerais
adjuntos e secretários gerais associados quantos a junta
pensa serem necessários para realizar o seu trabalho.
Além disso, a Divisão de Mulheres deve designar a sua
secretária geral da junta para eleição pela divisão e pela
junta após consulta com o presidente e o secretário geral
da junta.
c) O comité de pessoal da junta O comité de pessoal da
junta, em consulta com o secretário geral da junta,
recomendará os candidatos para os cargos de secretários
gerais adjuntos e tesoureiro da junta, para eleição pela junta
descritos no anterior sub-parágrafo b.
d) O secretário geral pode adicionar cargos para o
gabinete em consulta com o comité de membros da junta.
Excluir o ¶1308.2.
Excluir o ¶1308.3.
Fundamentação da petição:
As revisões propostas reflectem os termos de eleição
quadrienal dos membros executivos relevantes. A
supressão proposta da eleição da Secretária Geral da junta
da Divisão de Mulheres reflecte a separação estrutural
proposta para a Divisão das Mulheres da JGMG. A
Autoridade do Comité de Pessoal foi alargada para incluir
a contratação de Secretários Gerais Associados e outros
cargos de Gabinete.
¶1310.
Número da petição: 20390-GM-¶1310-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Propriedades, Fundos e Anuidades da JGMG
¶1308.
Número da petição: 20389-GM-¶1308-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
Membros eleitos da JGMG
Alterar o ¶1308.1 da seguinte forma:
Alterar o ¶1310 da seguinte forma:
¶1310. Propriedades, Fundos e Anuidades—1. Todas
as propriedades, fundos fiduciários, fundos de anuidade,
fundos permanentes e doações agora feitas ou anteriormente
possuídas e administradas pela…ou pelos seus sucessores
devem ser cuidadosamente salvaguardados. A Junta Geral
dos Ministérios Globais da Igreja Metodista Unida A junta
esforçar-se-á para investir em instituições, empresas,
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Ministérios Globais
corporações ou fundos que possam dar um contributo
positivo para a realização dos objectivos descritos nos
Princípios Sociais da Igreja Metodista Unida e para
administrar tais investimentos no melhor interesse dessas
pessoas e causas, para as quais esses ditos fundos foram
criados. Essas propriedades, fundos fiduciários, fundos de
anuidade, fundos permanentes e doações devem ser
transferidos para a Junta Geral dos Ministérios Globais da
Igreja Metodista Unida a junta, a partir da fusão de juntas e
sociedades, apenas quando tais transferências possam ser
feitas em conformidade com as leis dos Estados onde as
várias juntas e sociedades estão sediadas e com a
recomendação da junta e a aprovação de tais juntas e
sociedades. Os fundos da junta e das suas corporações e
sociedades predecessoras que estejam sujeitos a dotação
devem ser apropriados apenas por recomendação da junta.
(Consultar o ¶ 806.11).
2. As anteriores agências de missão da Irmandade
Evangélica Unida, localizadas dentro dos Estados Unidos
não directamente possuídas pela Junta Geral dos Ministérios
Globais junta ou pela Divisão de Mulheres da junta e que
recebam mais de 50% dos seus donativos de caridade através
de canais de doação da Metodista Unida devem ser dirigidas
por um conselho de curadores ou directores, dos quais dois
terços dos seus membros eleitos com direito de voto devem
ser membros da Igreja Metodista Unida.
3. Os assuntos financeiros da junta devem ser da
seguinte forma:
a) Os rendimentos da junta, exclusivos da Divisão de
Mulheres, devem ser provenientes de contribuições,
tributações ou peditórios distribuídos para jurisdições,
conferências anuais e encargos pastorais pelo processo de
elaboração orçamental da Conferência Geral, de forma
estabelecida pela Conferência Geral, e das escolas
paroquiais, ofertas, doações, ofertas voluntárias, anuidades,
legados, particulares e outras fontes da qual os fundos
missionários e de benevolência são geralmente derivados,
em harmonia de acordo com O Livro de Disciplina e as
acções da Conferência Geral. Os fundos para o cumprimento
das responsabilidades da Divisão de Mulheres devem ser
provenientes de compromissos voluntários anuais, ofertas,
dádivas, testamentos, legados, anuidades ou dinheiro
recebido através de ocasiões especiais e de reuniões
realizadas no interesse da divisão.
Fundamentação da petição:
As revisões propostas reflectem a sugerida separação
estrutural da Divisão de Mulheres da JGMG, tal como
recomendado pelos conselhos de directores de cada
organização.
1165
¶1314.
Número de petição: 20035-GM-¶1314; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
Diácona e missionário local
Alterar ¶ 1314.1 do seguinte modo:
1314. Disposições gerais—1. Existirá na Igreja
Metodista Unida o Ofício de diácona e missionário local.
O objectivo do ofício de diácona e missionário local Ofício
de diácona e missionário local consistirá em exprimir de
forma representativa o amor e a preocupação da comunidade
pelas necessidades do mundo e em permitir, através da
educação e do envolvimento, o ministério e missão
completos do povo de Deus. As diáconas e os missionários
locais funcionam através de diversas formas de serviço
voltado para o mundo de modo a tornar o nome de Jesus
Cristo conhecido na plenitude do Seu ministério e missão,
que determinam que os Seus seguidores:
a) Aliviem o sofrimento;
b) Erradiquem as causas de injustiça e tudo o que privar
a vida de dignidade e valor;
c) Permitam o desenvolvimento total do potencial
humano; e
d) Partilhem a construção da comunidade global através
da igreja universal.
Adicionar novo sub-parágrafo após o ¶ 1314.1:
2. O Ofício de diácona e missionário local consiste
numa ordem de leigos da Igreja Metodista Unida conforme
a ordem é definida no ¶ 306: “uma comunidade em convénio
dentro da igreja para apoiar, cuidar e responsabilizar
mutuamente os seus membros em prol da vida e missão da
igreja”.
Fundamentação da petição:
Demonstra que a comunidade de diáconas e
missionários locais constitui uma ordem da igreja, conforme
definido no ¶306. Este fundamento é igualmente consistente
com o Manual da IMU sobre o Ministério, Interpretação
2009-2012, que declara que “O objectivo de organizar a vida
da igreja consiste em fornecer um instrumento através do
qual o ministério...
¶1314.
Número de petição: 20036-GM-¶1314; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
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Diácona e missionário local
Alterar ¶¶ 1314.2, 1314.3 e 1314.7 do seguinte modo:
2. 3. As diáconas, que são mulheres leigas, e os
missionários locais, que são homens leigos, são indivíduos
profissionalmente qualificados que foram guiados pelo
Espírito Santo a dedicar as suas vidas ao serviço cristão sob
a autoridade da Igreja. São aprovados pela Junta Geral de
Ministérios Globais São aprovados através de um processo
estabelecido pelas Mulheres Metodistas Unidas,
consagrados e comissionados por um bispo numa sessão da
junta ou num contexto aprovado por esta. em contextos
aprovados pelo conselho de administração das Mulheres
Metodistas Unidas. Manterão uma relação contínua com a
Igreja Metodista Unida através da Junta Geral de Ministérios
Globais das Mulheres Metodistas Unidas.
As diáconas e os missionários locais estão disponíveis
para serviços em qualquer agência ou programa da Igreja
Metodista Unida. As diáconas e os missionários locais
também poderão servir em agências ou programas além da
Igreja Metodista Unida, desde que a aprovação seja recebida
seja dada pela comissão pelas Mulheres Metodistas Unidas
em consulta com o bispo da área em questão.
3. 4.
O serviço a tempo inteiro é a norma para o
ministério de uma diácona ou de um missionário local, o que
significa que a totalidade do tempo vocacional do indivíduo
é dedicada ao ofício do ministério na área de trabalho para a
qual foi nomeado pelo bispo.
a) O ofício do programa processará nomeações As
nomeações de diáconas e missionários locais serão
recomendadas em consulta com o bispo da área, de acordo
com as políticas e procedimentos da Junta Geral de
Ministérios Globais das Mulheres Metodistas Unidas.
b) A nomeação será fixada pelo bispo (¶ 415
<http://localhost:49152/NXT/gateway.dll?f=id$id=414416Spec.Respons.ofBishops$t=documentframe.htm$3.0$p=>.7) durante a sessão da conferência anual
e impressa na lista de nomeações das actas da conferência
anual.
c) O secretário da conferência anual irá:
(1) Manter um registo de todos os indivíduos na
conferência anual que foram comissionados e/ou
consagrados para o Ofício de Diácona ou Missionário Local.
(2) Publicar anualmente nas actas da conferência anual
a lista de nomeações de diáconas e missionários locais.
...
7. As diáconas e os missionários locais estarão
sujeitos à autoridade administrativa do programa ou à
agência para a qual foram nomeados. Relativamente à sua
nomeação, estão sujeitos à autoridade da Junta Geral de
Ministérios Globais das Mulheres Metodistas Unidas e não
poderão celebrar contratos de serviço que possam anular esta
autoridade.
Fundamentação da petição:
Relação das diáconas e missionários locais alterada da
Junta Geral de Ministérios Globais para as Mulheres
Metodistas Unidas. Em conformidade com a utilização
histórica e da conferência central de consagração e
comissionamento. O compromisso das diáconas e dos
missionários locais em dedicar as suas vidas ao serviço
cristão sob a autoridade da Igreja é...
¶1314.
Número de petição: 20038-GM-¶1314; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
Diácona e missionário local
Alterar ¶ 1314.5 do seguinte modo:
5. 6. As diáconas e os missionários locais terão assento
nas sessões da conferência anual com voz e voto enquanto
membros leigos da conferência anual, de acordo com os
¶¶ 32 e 602.4.
Eliminar ¶ 1314.6.
Fundamentação da petição:
Esta petição reúne o conteúdo relacionado do ¶1314.5 e
do ¶1314.6.
¶1314.
Número da petição: 20635-GM-¶1314-G; Lomperis, John
S.A.,- Arlington, VA, EUA.
Restrição de Diaconisa
ADICIONAR uma nova secção no fim da Disciplina no
¶1314:
11. Nenhuma pessoa será nomeada como diaconisa ou
missionária interna para qualquer trabalho que seja
incompatível com os padrões doutrinais ou os Princípios
Sociais da Igreja Metodista Unida.
Fundamentação da petição:
A criação desta lei explícita da igreja é necessária para
corrigir a história recente das violações deste padrão,
incluindo uma diaconisa apontada actualmente como
Directora Executiva Associada da Rede dos Ministérios de
Reconciliação, cujo objectivo principal é anular a posição
bíblica da IMU sobre a moralidade sexual. Tal hipocrisia
institucional embaraçosa diminui a IMU.
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Ministérios Globais
¶1314.
Número de petição: 20037-GM-¶1314.4; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
Diácona e missionário local
Alterar ¶ 1314.4 do seguinte modo:
4. 5. Uma diácona ou um missionário local será
membro da igreja numa igreja local dentro da conferência
onde se localiza a respectiva nomeação e será um membro
votante da conferência do cargo dessa igreja. Aqueles que
tiverem posições de funcionário numa junta geral ou agência
conexional da Igreja Metodista Unida poderão ser membros
da igreja numa conferência anual a uma distância razoável
da sede da junta ou agência para a qual trabalham. Aqueles
que sirvam em nomeações numa junta geral ou agência
conexional da Igreja Metodista Unida ou onde os limites de
uma da conferência anual se encontrarem poderão ser
membros da igreja numa conferência anual a uma distância
razoável do local do ofício que prestam. Uma diácona ou um
missionário local cuja nomeação se localize fora dos limites
de uma conferência anual poderá ser membro da igreja numa
igreja local da respectiva conferência local ou na igreja local
da conferência anual onde foi membro da igreja da última
vez.
Fundamentação da petição:
Uma vez que a tecnologia continua a tornar os ofícios à
distância mais eficazes, esta alteração permitirá aos
funcionários administrativos e dentro dos limites da
conferência permanecerem activos numa Conferência Anual
próxima.
¶1314.
Número de petição: 20039-GM-¶1314.9; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral de
Ministérios Globais - Divisão de Mulheres.
Diácona e missionário local
Alterar ¶ 1314.9 do seguinte modo:
9. Pode ser solicitada uma licença de ausência. Esta
será concedida por motivos de saúde, responsabilidades
familiares ou reavaliação vocacional ou por falta de emprego
numa profissão auxiliar ou numa vocação relacionada com a
igreja. A aprovação da licença de ausência será concedida
anualmente. Normalmente, essa licença não excederá os
cinco anos. Circunstâncias excepcionais que exijam uma
licença prolongada serão analisadas em consulta com a
Equipa de Recursos Humanos da Área do Programa de
Pessoal da Missão da Junta Geral de Ministérios Globais.
Uma diácona ou um missionário local poderá solicitar uma
1167
licença de ausência de acordo com as orientações e
procedimentos administrativos das Mulheres Metodistas
Unidas.
Fundamentação da petição:
Esta petição elimina as questões administrativas da
Disciplina; as políticas administrativas fornecem orientações
detalhadas sobre a Licença de ausência. Também altera a
relação do Ofício de diácona e missionário local alterada da
Junta Geral de Ministérios Globais para as Mulheres
Metodistas Unidas.
¶1316.
Número da Petição: 20040-GM-¶1316; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA - Junta Geral dos Ministérios
Globais - Divisão de Mulheres.
Diaconisa e Missionária Nacional
Emendar o ¶ 1316, como segue:
¶ 1316. Comissão de Diaconisas e Serviço de
Missionárias Nacionais e Serviço Missionário Nacional –
1. Existirá uma Comissão do Serviço de Diaconisas, que
será o órgão conselheiro para a Junta Geral dos Ministérios
Globais. A organização nacional das Mulheres Metodistas
Unidas organizará a Comissão de Diaconisas e Serviço de
Missionárias Nacionais.
2. 1. A Comissão de Diaconisas e Serviço de
Missionárias Nacionais será composta por um bispo, que é
membro da Junta Geral dos Ministérios Globais; um total de
seis diaconisas no activo, missionárias nacionais escolhidas
por votação das diaconisas no activo e missionárias
nacionais relacionadas com a junta; e quatro directores da
Junta Geral dos Ministérios Globais, sendo que pelo menos
dois deles serão também directores da Divisão de Mulheres.
(no activo ou aposentados) nomeados pelo Conselho dos
Bispos; duas representantes da Ordem de Diaconisas e
Missionárias Nacionais, nomeadas pela Ordem; duas
representantes das Mulheres Metodistas Unidas, nomeadas
pela administração das Mulheres Metodistas Unidas; e uma
representante da Associação Nacional de Diaconisas,
Missionárias Nacionais, nomeado pela Associação. A
comissão poderá nomear outros membros, se assim entender
necessário, sendo que o total não poderá exceder doze
membros.
Outros membros podem ser co-optados, conforme se
entenda necessário, pela Comissão do Serviço de
Diaconisas.
3. 2. Haverá Poderá haver uma comissão executiva e
outras comissões, conforme for necessário, para executar as
funções da Comissão no Serviço das Diaconisas e
Missionárias Nacionais e Missionárias Nacionais.
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4. 3. O trabalho da comissão será realizado de acordo
com os estatutos aprovados pela Junta Geral dos Ministérios
Globais pelo conselho de administração das Mulheres
Metodistas Unidas.
Fundamentos da petição:
Situa a Comissão das Diaconisas na organização
nacional das Mulheres Metodistas Unidas e revê a
composição dos membros em conformidade. Actualiza o
nome da comissão de modo a incluir as Missionárias
Nacionais.
4. Poderão existir organizações jurisdicionais
nacionais de diaconisas e missionárias nacionais e
respectivos apoiantes, que funcionarão de acordo com as
políticas aprovadas pela Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Fundamentos da petição:
Estabelece a relação entre as Mulheres Metodistas
Unidas e organização nacional, associações jurisdicionais e
o gabinete administrativo para o Gabinete de Diaconisas e
Missionárias Nacionais. Elimina o termo “Gabinete do
Programa” para evitar confusão.
¶1317.
Número da Petição: 20041-GM-¶1317; Olson, Harriett
Jane,- Nova Iorque, NY, EUA - Junta Geral dos Ministérios
Globais - Divisão de Mulheres.
Diaconisa e Missionária Nacional
Emendar o ¶ 1317, como segue:
¶ 1317. Gabinete do Programa de Diaconisas Apoia o
trabalho das Diaconisas e dos Missionárias Nacionais –
Haverá um gabinete do programa para as diaconisas e
missionárias nacionais para representar as diaconisas e os
missionárias nacionaisA organização nacional das Mulheres
Metodistas Unidas manterá pessoal cuja primeira tarefa
será representar as diaconisas e as missionárias nacionais a
nível nacional e manter uma comunidade de pessoas
profissionalmente competentes empenhadas em servir sob a
autoridade da Igreja. A secretária executiva do gabinete do
programa será uma diaconisa. Pelo menos um membro do
pessoal executivo nomeado para o trabalho de diaconisa e
missionária nacional será uma diaconisa ou missionária
nacional.
1. Todas as políticas e procedimentos administrativos
que se prendam com o gabinete das diaconisas e
missionárias nacionais aplicar-se-ão também ao gabinete da
missionária nacional e serão administradas pelo Gabinete do
Programa de Diaconisas às missionárias nacionais e serão
administradas pelo pessoal executivo com primeira
atribuição ao trabalho com diaconisas e missionárias
nacionais (¶¶ 1314-1317).
2. A Junta Geral dos Ministérios Globais designará a
administração do gabinete do programa à Área do Programa
do Pessoal da Missão (Mission Personnel Program Area) ou
a outra unidade, conforme seja decidido (¶ 1303.1b) Poderá
existir uma associação nacional de diaconisas e missionárias
nacionais em relação com as Mulheres Metodistas Unidas.
3. Poderão existir organizações jurisdicionais
nacionais organizações jurisdicionais de diaconisas e
missionárias nacionais, que funcionarão de acordo com as
políticas aprovadas pela Junta Geral dos Ministérios
Globais. e seus apoiantes.
¶1327.
Número da petição: 20394-GM-¶1327-G; Kemper,
Thomas,- Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos
Ministérios Globais
UMCOR (Comité de Auxílio Metodista Unido)
Alterar o ¶1327 da seguinte forma:
SAÚDE E AUXÍLIO COMITÉ DE AUXÍLIO
METODISTA UNIDO
¶ 1327. Disposições gerais—
a) Propósito—AUnidade de Saúde e Auxílio O
Comité de Auxílio Metodista Unido (“UMCOR”) existe
para ajudar os Metodistas Unidos e as igrejas a
empenharem-se globalmente nos ministérios da saúde e
bem-estar e no ministério directo com as pessoas
necessitadas através de programas de auxilio, reabilitação e
serviço, incluindo questões de refugiados, fome e pobreza e
resposta ao desastre; e para ajudar as organizações,
instituições e programas relacionados com as conferências
anuais e outras unidades da Igreja Metodista Unida no seu
envolvimento, no atendimento directo às pessoas
necessitadas através de ambos os ministérios, residencial e
não-residencial.
b) Autoridade —A Unidade de Saúde e Auxílio, uma
única unidade administrativa com duas áreas funcionais —
O Comité de Auxílio Metodista Unido e os Ministérios de
Saúde e Bem-Estar—UMCOR é uma corporação sem fins
lucrativos de Nova Iorque, cujos directores são eleitos pela
Junta Geral de Ministérios Globais. O UMCOR deverá
operar sob as políticas de forma consistente com as políticas
definidas pela Junta Geral de Ministérios Globais e de
acordo com os estatutos da Junta Geral de Ministérios
Globais e do UMCOR.
c) Composição— A composição da Saúde e Auxílio
deverá ser constituída de acordo com os estatutos da Junta
Geral de Ministérios Globais.
2. Comité de Auxílio Metodista Unido—
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Ministérios Globais
a) c) Responsabilidades —As responsabilidades do
Comité de Auxílio Metodista Unido da UMCOR devem ser
as seguintes:
(1) De tentar resolver as necessidades humanas dentro
do espírito de Jesus Cristo.;
(2) De fornecer auxílio imediato às necessidades
humanas agudas e para responder ao sofrimento das pessoas
no mundo,causado por desastres naturais, ecológicos,
políticos e civis.;
(3) De trabalhar cooperativamente com as unidades de
conferência apropriadas, corpos ecuménicos e agências
inter-denominacionais, na identificação da defesa e
assistência, para com os ministérios de refugiados, da fome
e pobreza e resposta a desastres.;
(4) De administrar estes os ministérios descritos acima
no sub-parágrafo três (3), dentro do espírito de Jesus Cristo,
preservando a dignidade das pessoas sem ter em conta a
religião, raça, nacionalidade ou género e deve procurar
melhorar a qualidade de vida da comunidade humana.;
(5) De trabalhar em cooperação com A Comissão Geral
de Comunicação na promoção das ofertas em Uma Grande
Hora de Partilha.;
(6) De iniciar a produção de material impresso,
audiovisual, electrónico e outros recursos, para interpretar,
apoiar e comunicar com as conferências e as igrejas acerca
dos pedidos de ajuda e informação, relacionados com os
ministérios dos refugiados, da fome e a pobreza e de resposta
a desastres.;
(7) De ajudar e treinar os coordenadores de conferência
para abordarem os problemas emergentes e em curso
relacionados com os ministérios dos refugiados, as
principais causas da fome e da pobreza, auxilio de desastres
e reabilitação.;
b) Apoio Financeiro— A proveniência dos fundos deve
incluir: ofertas voluntárias, ofertas vindas de Uma Grande
Hora de Partilha, Ofertas de Progresso Especial, ofertas
complementares das Mulheres Metodistas Unidas,
peditórios em toda a igreja feitos pela autoridade do
Conselho de Bispos e do Conselho Geral de Finanças e
Administração e designados fundos de benevolência. A
proveniência dos fundos para as funções administrativas da
Junta Geral dos Ministérios Globais deve ser diferente da
fundos designados para o Comité de Auxílio Metodista
Unido.
c) Consulta— A resposta do Comité de Auxílio
Metodista Unido para se desenvolver para além dos
desastres naturais ou civis deve ser efectuada a pedido do
organismo adequado relacionado com A Igreja Metodista
Unida. A reparação e reconstrução da propriedade da igreja
local e outras propriedades relacionadas com a igreja, deve
ser incluída na resposta de financiamento do Comité de
Auxílio Metodista Unido, somente quando tal resposta tenha
sido inserida no apelo feito para fundos ou para as Ofertas de
Progresso Especial, efectuados para essa finalidade. Quando
1169
esta condição for verificada, o Comité de Auxílio Metodista
Unido responderá em cooperação com a Junta Geral dos
Ministérios Globais da seguinte forma:
(1) O UMCOR, em consulta com os coordenadores de
conferência de resposta a desastres, bispos e
superintendentes de distrito, devem identificar os locais
específicos onde a propriedade da igreja local e as
propriedades relacionadas com a igreja tenham sofrido
danos.
(2) Estas informações devem ser transmitidas para a
Junta Geral de Ministérios Globais, a qual deve contactar o
coordenador de conferência de resposta a desastres para
organizar uma visita ao local de avaliação dos danos e iniciar
um processo consultivo contínuo.
3. Ministérios da Saúde e Bem-Estar—a)
Responsabilidades —As responsabilidades dos Ministérios
da Saúde e Bem-Estar devem ser:
(1) De (8) apoiar as unidades de conferência em
abordar as questões de saúde global em curso e emergentes,
incluindo cuidados de saúde primários abrangentes baseados
na comunidade, VIH/SIDA, ministérios com pessoas com
condições físicas e mentais exigentes, saúde ambiental e,
particularmente, as necessidades de saúde das mulheres,
crianças, jovens, comunidades de cor nos Estados Unidos e
comunidades étnicas e raciais globalmente.;
(2) De fornecer (9) a pedido da respectiva unidade de
conferência, fornecer serviços de consultadoria a instituições
existentes e emergentes de saúde e bem-estar e a programas,
e às unidades jurisdicionais, de conferência, de distrito e da
igreja local.;
(3) De (10) apoiar as igrejas locais, distritos e
conferências anuais para desenvolver ministérios da saúde,
cura e integridade.;
(4) De (11) fornecer ajuda para as conferências e
instituições de saúde e bem-estar, para clarificarem as suas
relações umas com as outras, incluindo questões de
responsabilidade jurídica e financeira e, ajudar as
instituições de saúde e bem-estar a empenharem-se num
ministério de alcance global.;
(5) De fornecer programas para (12) agir como
facilitador em relação às conferências anuais, distritais e
igrejas locaisque para incentivarem a consciencialização das
capacidades e necessidades das pessoas com deficiência e
para promover a liderança e o emprego em todo o sistema de
conexialidade das pessoas com deficiência; e
(6) De (13) iniciar a produção de material impresso,
audiovisual, electrónico e outros recursos para interpretar,
apoiar e comunicar com as conferências e as igrejas
relativamente ao desenvolvimento dos ministérios da saúde e
bem-estar e promoção da Golden Cross e ofertas similares.
b) Suporte Financeiro—As fontes dos fundos deve
incluir o apoio financeiro do Serviço Mundial e de outros
fundos designados para o programa dos ministérios da saúde
e bem-estar, incluindo uma proporção das ofertas não
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designadas, como pode ser determinado pelo conselho e, das
ofertas, testamentos e fundos fiduciários dados
especialmente aos Ministérios da Saúde e Bem-Estar. Os
Ministérios da Saúde e Bem-Estar estão autorizados a
receber subsídios financeiros e fundos de fundações privadas
e fundos de agências públicas e têm poderes para actuar
como administrador de gestão de tais legados.
d) Resposta a Pedidos de Financiamento de
Desastres—A UMCOR deve responder a um pedido de
financiamento para além de desastres naturais ou civis,
somente se o pedido de tais fundos vier tanto de, (i) um
organismo adequado relacionado com A Igreja Metodista
Unida, preferencialmente uma conferência anual, ou (ii) um
organismo adequado equivalente, de uma entidade que não
esteja relacionada com a Igreja Metodista Unida. Depois de
receber um pedido de financiamento, a UMCOR deve, em
consulta com os coordenadores de conferência de resposta a
desastres, bispos e superintendentes de distrito da Igreja
Metodista Unida, ou com pessoas em posições semelhantes
em organismos equivalentes de entidades que não estejam
relacionadas com a Igreja Metodista Unida, identificar as
localizações específicas onde a propriedade da Igreja local e
as propriedades relacionadas com a Igreja tenham sofrido
danos e, organizar uma visita ao local para avaliar e dar
início a um processo consultivo quando necessário.
c) e) A relação com a Associação Metodista Unida dos
Ministérios da Saúde e Bem-Estar—Os Ministérios da
Saúde e Bem-Estar O UMCOR deve trabalhar com a
Associação Metodista Unida dos Ministérios da Saúde e
Bem-Estar no desenvolvimento de liderança e podem
disponibilizar serviços para a associação.
f) Limitação de Responsabilidade —Os Ministérios da
Saúde e Bem-Estar O UMCOR não será responsável,
legalmente ou moralmente, pelas dívidas, contratos ou
obrigações ou por quaisquer outros compromissos
financeiros realizados, de qualquer carácter ou descrição,
empreendidos ou assumidos por qualquer instituição ou
interesse, relacionados com uma unidade da Igreja
Metodista Unida, quer sejam ou não, tal instituição ou
interesse, aprovados, aceites ou reconhecidos pelos
Ministérios da Saúde e Bem-Estar pelo UMCOR ou
associados com os Ministérios da Saúde e Bem-Estar o
UMCOR, ou quer sejam ou não, a promoção ou a criação
dos mesmos, aprovadas pela constituição dos Ministérios da
Saúde e Bem-Estar do UMCOR. Nenhuma instituição ou
interesse, relacionados a uma unidade da Igreja Metodista
Unida e, nenhum delegado ou membro dos Ministérios da
Saúde e Bem-Estar do UMCOR terá qualquer autoridade,
seja qual for, para tomar qualquer acção directa ou
implicitamente em desacordo com, ou desviante, da
limitação contida na frase anterior, salvo os Ministérios da
Saúde e Bem-Estar o UMCOR poderá possuir directamente
e gerir uma instituição em seu próprio nome.
DCA Edição Avançada
Fundamentação da petição:
As revisões propostas reflectem a eliminação de todas
as referências à entidade corporativa Ministérios da Saúde e
Bem-Estar, dado que o UMCOR é agora a responsável por
este trabalho. Com a eliminação da unidade de Saúde e BemEstar, deixa de ser necessária a secção de Saúde e Auxílio.
Detalhes relativos a finanças...
¶1327.
Número da petição: 20473-GM-¶1327.3-G; Oduor, Ralph
R.R.,- Lawrence, MA, EUA para a Conferência Anual da
Nova Inglaterra. Shaffer, John J.- Stanwood, WA, EUA para
a Conferência Anual do Noroeste do Pacífico; Harriott,
Michael M., NJ, para a Conferência Anual de Grande Nova
Jérsia; Myers, Kevin Rice- Sun Prairie, WI, EUA para a
Conferência Anual do Wisconsin. 1 petiçõ similar.
Criar Comissão de Ministérios da Incapacidade
A Conferência Geral de 2012 decidiu o seguinte:
→ O parágrafo 1327.3 (5) é alterado mediante o
acréscimo de uma nova frase:
(5) Oferecer programas para as conferências anuais,
igrejas locais e distritais que fomentam a sensibilização para
os dons e necessidades de pessoas com incapacidades e
promover a liderança e emprego em todo o sistema
conexional de pessoas com incapacidades. A UMCOR de
saúde (antigamente designada por Ministérios de saúde e
assistência social) deve criar, manter e oferecer apoio
pessoal e financeiro à Comissão de Ministérios de
Incapacidade Metodista Unida para promoverem a defesa,
educação e capacidade de liderança da Igreja Metodista
Unida na criação de uma cultura em que as pessoas com
incapacidades são completamente incluídas em todos os
aspectos do culto, liderança e ministério.
→ O financiamento actual da Junta Geral dos
Ministérios Globais para o trabalho expandido da comissão
permanente recentemente criada será completado por um
financiamento adicional de uma alteração proposta no
Domingo de Consciencialização da Incapacidade de um
Domingo aprovado para a Observância da Conferência
Anual para um Domingo especial com dádiva comum a toda
a Igreja (ver petição separada).
Fundamentação da petição:
Os Ministérios de saúde e de assistência social da
Junta Geral dos Ministérios Globais promove e financia
o Grupo de Trabalho Metodista Unido sobre os
Ministérios da Incapacidade (antigamente o Grupo de
Trabalho Nacional Metodista Unido sobre Incapacidades
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de desenvolvimento) desde 1994. A legislação proposta
estabelece o “Grupo de Trabalho” como uma comissão
permanente com recursos de financiamento
apropriados...
¶1327.
Número da petição: 20651-GM-¶1327.3a1-G; Paige,
Peggy,- Iron Mountain, MI, EUA pela Irmandade Rural da
MU.
Cuidados de Saúde para as Populações Emigrantes
Alterar o ¶ 1327.3.(1) por acréscimo, da seguinte forma
3. Ministérios da Saúde e Bem-Estar — a)
Responsabilidades — As responsabilidades dos Ministérios
da Saúde e Bem-Estar devem ser:
(1) Apoiar as unidades de conferência em abordar as
questões emergentes de saúde global em curso, incluindo
cuidados de saúde primários abrangentes baseados na
comunidade, VIH/SIDA, ministérios com pessoas com
condições físicas e mentais exigentes, saúde ambiental e,
particularmente as necessidades de saúde das mulheres,
crianças, jovens, todas as populações emigrantes, as
comunidades de cor nos Estados Unidos e as comunidades
étnicas e raciais globalmente.
Fundamentação da petição:
As Escrituras Hebraicas e os evangelhos apelam em
muitas das suas passagens para o cuidado para com os
destituídos de poder e para com os despojados. Os princípios
sociais no ¶162 V declaram “Nós acreditamos que os
cuidados de saúde são um direito humano básico” e como tal
“todas as populações emigrantes” necessitam ser incluídas,
conforme declarado no nº.3201 do Livro de Resoluções.
◊
◊
◊
◊
◊
Legislação Non-Disciplinare Proposta
Número da petição: 20270-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Programa Especial sobre Abuso de Substâncias e
Violência Conexa
O Programa Especial sobre o Abuso de Sustâncias e
Violência Conexa deve continuar sob a alçada da Junta Geral
de Ministérios Gerais.
No quadriénio de 2013–2016, a Igreja Metodista Unida
afirma e apoia a missão do Programa Especial de Abuso de
Substâncias e Violência Conexa: diminuir o estigma
associado à doença do vício; patrocinar respostas do
ministério de prevenção, intervenção, tratamento,
recuperação e/ou política pública; promover redes de
Metodistas Unidos responsáveis envolvidos no ministério do
vício; celebrar a integridade, a recuperação dos
quebrantados.
Que o Grupo de Trabalho Inter-agências e a Comissão
Permanente relacionado com o SPSARV seja renomeado
para Conselho Global da Igreja Metodista Unida para a
Dependência de Drogas e Álcool (UMGCDAA, do inglês
United Methodist Global Council on Drug and Alcohol
Addiction) para reflectir com mais fidelidade as entidades
representadas neste organismo de liderança. Além disso, que
seja obrigatório que em cada quadriénio o SPSARV convide,
de acordo com a abordagem de toda a Igreja original que a
Conferência Geral de 1992 vinculou, cada agência da igreja
e/ou conselho, representantes que geograficamente
reflectem os constituintes servidos, e outras redes
seleccionadas para se juntarem à equipa de liderança.
O SPSARV deve ser reafirmado e os recursos
providenciados para o quadriénio de 2013–2016 devem
constar na proposta de orçamento da JGMG.
Fundamentação da petição:
A Junta Geral dos Ministérios Globais recebeu a
notificação de que o Programa Especial sobre o Abuso de
Substâncias e Violência Conexa está a solicitar que a
Conferência Geral de 2012 mantenha o SPSARV sob a
alçada da JGMG. A JGMG submete esta petição como apoio
a este pedido do SPSARV.
Número da petição: 20271-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Comité MU sobre Ministérios para Pessoas Surdas e
Com Dificuldades Auditivas
A Conferência Geral de 2012 aprova a continuação do
Comité Metodista Unido sobre Ministérios para Pessoas
Surdas e Com Dificuldades Auditivas.
Fundamentação da petição:
Estabelecido na Conferência Geral de 2000 como
Comité de Orientação devotado à conexão entre a Igreja
Metodista Unida e a grande comunidade de pessoas surdas,
o Comité sobre Ministérios para Pessoas Surdas e Com
Dificuldades Auditivas Metodista Unido providenciou
orações, recursos e financiamento à conexão de forma a
ajudar as igrejas a conectar-se com surdos...
Número da petição: 20272-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
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Plano de Ministério da Língua Ásio-Americana
Plano de Ministério aos habitantes das Ilhas do Pacífico
A Conferência Geral de 2012 aprova a continuação do
Plano de Ministério da Língua Ásio-Americana para o
ministério Ásio-americano.
Fundamentação da petição:
O Plano de Ministério da Língua Ásio-Americana tem
servido como um importante recurso para o
desenvolvimento de novos ministérios assim como para o
fortalecimento dos existentes na comunidade ásioamericana. Através de recursos providenciados pelo Plano
de Ministério da Língua Ásio-Americana, a Igreja Metodista
Unida tem conseguido atingir muitos ásio-americanos...
A Conferência Geral de 2012 aprova o Plano de
Ministério aos habitantes das Ilhas do Pacífico para o
Ministério aos habitantes das Ilhas do Pacífico.
Fundamentação da petição:
A Conferência Geral de 2008 aprovou que um comité
de estudo nacional fosse criado com o objectivo de estudar
as necessidades, desafios e dons dos habitantes das Ilhas do
Pacífico nos EUA. O comité de estudo nacional executou a
sua tarefa e elaborou o Plano de Ministério de habitantes das
Ilhas do Pacífico. O Plano de ministério de habitantes das
Ilhas do Pacífico procura...
Número da petição: 20273-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Número da petição: 20321-GM-NonDis-$-G; Weaver,
Peter,- Lawrence, MA, EUA para o Grupo Coordenador da
Estratégia Holística para o Programa Especial da América
Latina e das Caraíbas. 1 petiçõ similar.
Plano de Ministério Coreano
A Conferência Geral de 2012 aprova a continuação do
Plano Nacional Coreano. O Plano Nacional Coreano deve
ser renomeado para Plano de Ministério Coreano.
Fundamentação da petição:
O Plano de Ministério Coreano, estabelecido pela
Conferência Geral da Igreja Metodista Unida em 2000, para
o fortalecimento dos Ministérios Coreanos dentro e fora da
igreja, com a visão de “Para integrar a tradição Wesleyana
e Espiritualidade Coreana para fazer Discípulos de Jesus
Cristo para a transformação do mundo”...
Número da petição: 20274-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais. 1 petição similar.
Plano Nacional para o Ministério Hispano-Latino
A Conferência Geral de 2012 aprova a continuação do
Plano Nacional para o Ministério Hispânico/Latino.
Fundamentação da petição:
O último relatório do centro nacional incluiu 49
Conferências Anuais Metodistas Unidas de um total de 61
que trabalha para a concretização dos objectivos do Plano
Nacional para o Ministério Hispânico/Latino, incluindo o
desenvolvimento de estratégias de conferência para o
Ministério Hispânico/Latino, o desenvolvimento de novos
espaços para o culto e comunidades de fé, o...
Número da petição: 20275-GM-NonDis; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Estratégia Holística para o Programa Especial da
América Latina e das Caraíbas
A Conferência Geral de 2012 continua a Estratégia
Holística para o Programa Especial da América Latina e das
Caraíbas para o próximo quadriénio. O Grupo Coordenador
irá continuar a reunir-se regularmente sob a coordenação da
Junta Geral de Ministérios Globais.
A Estratégia Holística para o Programa Especial da
América Latina e das Caraíbas irá receber financiamento
administrativo no valor de 25.000 dólares para facilitar a
participação dos representantes da América Latina e das
Caraíbas.
[Dados de Apoio (¶507.4): O pedido de 25.000 dólares
irá cobrir parcialmente as despesas de sete representantes
das igrejas parceiras na América Latina e nas Caraíbas.
Espera-se que despesas dos representantes do Conselho dos
Bispos da IMU e Agências Gerais MU sejam cobertas pelo
Conselho e pelas Agências, respectivamente.
Existirá pelo menos uma reunião anual presencial.
Existirão reuniões adicionais durante o quadriénio via
telefone/internet. O custo médio para cada uma das sete
pessoas que viaja da América Latina e das Caraíbas para
viagem de avião, alojamento, refeições, transporte local e
imprevistos será de aproximadamente 850 dólares por reunião.
O que irá representar um total de 5.950 dólares anuais, 23.800
dólares por quadriénio. Estima-se que as despesas relacionadas
com as reuniões, tais como impressão, despesas de salas de
reuniões, etc., sejam de aproximadamente 350 dólares por
reunião; um total de 1.400 dólares por quadriénio.]
Fundamentação da petição:
O Grupo Coordenador de Estratégia Holística para o
Programa Especial da América Latina e das Caraíbas
(Holistic LAC) reuniu regularmente durante 2008–2012 e
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Ministérios Globais
iniciou a organização do trabalho de parceria das agências
gerais MU na região, conforme tem sido reportado em
separado (consulte o relatório entregue). Este Grupo
Coordenador...
Número da petição: 21070-GM-NonDis-G; Lomperis, John
S.A.,- Arlington, VA, EUA. 1 petição similar.
Retirar o Estado de Membro
A Junta Geral de Ministérios Globais (JGMG) deve
retirar o seu estado de membro na Campanha dos EUA ao
1173
terminar a Ocupação Israelita e terminar quaisquer
contributos financeiros, incluindo a participação do pessoal.
Fundamentação da petição:
Conforme visto no sítio web da coligação unilateral
(www.endtheoccupation.org), este grupo ignora as
preocupações de segurança de Israel, procura “isolar Israel
económica, social e culturalmente”, promove o
“desinvestimento total” contra Israel, associa-se a activistas
que se opõem à continuação da existência do estado de Israel
e omite a agressão anti-Israel enquanto denuncia Israel com
retórica incendiária.
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DCA Edição Avançada
Resoluções Propostas
R3009.
Número da petição: 20217-GM-R3009; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
Comissão Directiva
Emendar a Resolução 3009 como se segue:
3009. A Igreja e a Comissão Directiva dos
Ministérios para os Surdos a Comissão Directiva dos
Ministérios para os Surdos
Um tempo para Acção
Estratégia e Estrutura para o Fortalecimento da
Conexão com a Grande Comunidade de Surdos para o
Novo Século.
Uma nova era exige uma nova abordagem. Uma vez
que a grande comunidade de surdos deseja servir a igreja e
tornar-se num recurso para toda a conexão, recomenda-se
que a Conferência Geral de 2000 aprove o plano proposto,
para “Reforçar a Conexão com a Grande Comunidade de
Surdos para o Novo Século”.
As pessoas surdas de nascença, com surdez adquirida,
com dificuldades de audição ou surdas-cegas, desejam
servir a igreja e tornar-se num recurso para toda a conexão.
Estrutura
1. Uma Comissão Directiva será estabelecida por um
membro designado da Junta Geral de Ministérios Globais.
2. 1. Haverá uma Comissão Directiva composta por
dez (10) membros recrutados para a Comissão Directiva
por um membro designado da JGMG da seguinte forma:
duas pessoas que são surdas, duas surdas com surdez
adquirida, duas com deficiência auditiva, uma surda-cega,
um profissional do ministério institucional para os surdos,
e dois clérigos com experiência no ministério com a grande
comunidade surda pessoas que são Surdas, que têm surdez
adquirida, com dificuldade de audição, ou surdas-cegas.
3. 2. É extremamente importante que a comissão seja
A comissão deverá ser inclusiva no que respeita ao género,
etnia, jurisdições, e a diferentes linguagens gestuais e
capacidades auditivas.
4. 3. A reunião inicial será convocada pelo membro
da Junta Geral de Ministérios Globais, durante o primeiro
ano do quadriénio e os Os membros da Comissão Directiva
elegerão os seus próprios oficiais: presidente, vicepresidente e secretário.
4. O Comité trabalhará em ligação com o membro da
UMCOR (do inglês, United Methodist Committee on
Relief, Comissão Metodista Unida de Auxílio) para a
Saúde.
Tarefas e Objectivos da Comissão Directiva
1. A reunião inicial de Orientação A Comissão deverá
estabelecer e organizar definir uma agenda global e um
orçamento para o quadriénio.
e será incumbida de
responsabilidades, que incluem: Esta agenda incluirá dois
eventos de formação em que a Comissão Directiva, e outros
membros convidados da grande comunidade de surdos, e
consultores jurídicos ouvintes serão formados em diversas
áreas onde se inclui, mas não se restringe a:
• apresentação e capacidades de defesa para fortalecer
a ligação com a grande comunidade de surdos;
• transformando-se em recursos para a igreja em
geral, conferências anuais, comunidades de fé, e para as
igrejas locais;
• trabalhar com as juntas gerais e as agências para
reforçar a ligação com a grande comunidade de surdos;
• criação de planos de acção e legislação para as
conferências anuais e a Conferência Geral.
2. A Comissão Directiva deverá também identificar as
juntas gerais e as agências, bem como as conferências
anuais e os seminários alvo para fortalecer a ligação com a
grande comunidade de surdos.
3. Todas as pessoas formadas deverão servir em
equipas de dois ou mais elementos, para providenciar
recursos, liderança e uma presença para a grande
comunidade de surdos nas reuniões anuais das juntas gerais
e agências, conferências anuais e seminários alvo.
4. As juntas gerais e agências alvo proporcionarão
tempo adequado de agenda nos seus encontros anuais
durante o quadriénio 2000-2004?, para essas equipas
formadas para educar, informar, e liderá-las no
fortalecimento da sua ligação com a grande comunidade de
surdos.
5. As conferências anuais alvo concordarão em
fornecer tempo adequado e acesso ao pessoal da
conferência e gabinete para educar, informar, e liderá-los
no fortalecimento da sua ligação com a grande comunidade
de surdos.
6. Os seminários alvo concordarão em fornecer tempo
adequado e acesso à administração, faculdade e ao pessoal,
para educar, informar, e liderá-los no fortalecimento da sua
ligação com a grande comunidade de surdos.
7. As equipas deverão reportar à Comissão Directiva
para acompanhamento e desenvolvimento, à medida que o
processo de fortalecimento da ligação com a grande
comunidade de surdos continua através do quadriénio.
• providenciar recursos para a igreja em geral,
conferências anuais, comunidades de fé, e igrejas locais; e
trabalhar com as juntas gerais e agências, e actuar na
cooperação inter-agências, especialmente com a divisão
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Ministérios Globais
dos adultos idosos e com a grupo de trabalho dos ministérios
com as pessoas portadoras de deficiências.
• Desenvolver a liderança Cristã entre a comunidade de
pessoas com surdez de nascença, com surdez adquirida, com
dificuldade de audição e surdas-cegas. Isto inclui ter a
capacidade frequentar seminários ou outros sistemas de
credenciamento para entrar no ministério pastoral, seguindo
a chamada de Deus.
• encorajar e acarinhar os jovens que são surdos, com
surdez adquirida, com dificuldades de audição ou surdoscegos a envolverem-se neste ministério
• criação de novos lugares de culto para as pessoas que
procuram o culto juntamente com as pessoas que são surdas
de nascença, têm surdez adquirida e são surdas-cegas
• empenhamento no ministério com pessoas que
tenham sido historicamente sub-educadas e subempregadas
• melhorar a saúde global através de missão, incluindo
a comunicação em linguagem gestual ou outros meios de
comunicação, tais como dispositivos auxiliares de audição
Responsabilidade
A Comissão Directiva do “Reforço da Ligação com a
Grande Comunidade de Surdos para o Próximo Século” A
Comissão será responsável perante uma secção designada da
Junta Geral dos Ministérios Globais, na partilha de relatórios
anuais de progresso e de avaliação. O Comissão Directiva
também reportará ao Congresso Metodista Unido de Surdos
para discussão, partilha de informação, e planos de
implementação.
Resumo
Como a Igreja Metodista Unida se prepara para entrar
num novo século, uma das nossas preocupações mais
prementes é fortalecer a nossa ligação uns com os outros e
com o nosso mundo. O Metodismo tem uma longa história,
desde as suas origens com John Wesley, de compromisso
com a sua ligação às comunidades esquecidas do nosso
mundo. A ligação da Igreja Metodista Unida com a grande
comunidade de surdos é uma história de episódios
esquecidos e de pessoas esquecidas. Nunca houve um
momento tão importante para agir como povo de Deus e
fortalecer a nossa ligação com a grande comunidade de
surdos para o próximo século. Na Igreja Metodista Unida, o
ministério com as pessoas com com surdez de nascença,
com surdez adquirida, com dificuldade de audição e surdascegas é uma parte vital das nossas quatro áreas de acção,
desenvolver líderes e criar novos lugares de culto, incluindo
pessoas excluídas no culto, melhorar a saúde global e
participar no ministério com os pobres.
R3101.
Número da petição: 20218-GM-R3101; Kemper, Thomas, Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
1175
Liderança do Ministério Nacional Cooperativo
Alteração da Resolução 3101, da seguinte forma:
3101. Liderança do Ministério Nacional
Cooperativo
CONSIDERANDO que, a eficácia dos projectos
cooperativos, ministeriais e paroquiais, para efeitos de apoio
congregacional, cujo alcance nas comunidades pobres e
marginalizadas, e que testemunham os compromissos
cristãos em comunidades rurais, urbanas e suburbanas, tem
sido reconhecida, e
CONSIDERANDO que, A Igreja Metodista Unida está
a experienciar um declínio no número de clérigos ordenados
e terá que encontrar formas de recrutar e formar pessoas para
novos modelos de ministério, estando entre tais modelos
aqueles que procuram trabalhar em projectos, ministérios, e
paróquias cooperativos; em cumprimento do mandato da
Conferência Geral de 2008 “para planear e levar adiante uma
consulta nacional paroquial cooperativa, a fim de facilitar
um uso mais amplo de formas de cooperação existentes e a
incorporação de novos padrões e processos que continuam a
surgir em toda a igreja “, um evento conhecido como “Alto
Crescente: Ministérios Cooperativos Transformadores de
Vidas, Congregações e Comunidades” foi realizado em
Huntsville, AL, em 2009. Sob a coordenação da Associação
Rural de Capelães, este encontro reafirmou a necessidade e
o potencial para aproximar as pessoas para a rede, formação
e a celebração;
Seja, portanto, deliberado que a Junta Geral dos
Ministérios Globais, a Junta Geral do Discipulado, a Junta
Geral de Educação Superior e Ministério, e a Comissão
Geral de Unidade Cristã e Assuntos Inter-religiosos sejam
chamados a trabalhar em conjunto para fornecer liderança
para o desenvolvimento contínuo da entrega de formas
cooperativas de ministério para a Igreja Metodista Unida e
ecumenicamente; fornecer apoio, incentivo financeiro e
trabalhar com grupos que estão na vanguarda dos ministérios
cooperativos. Isto incluirá eventos de formação que ampliem
o uso eficaz de padrões cooperativos e processos dentro da
Igreja e ecumenicamente;
Seja ainda deliberado, que as conferências anuais,
distritos e igrejas locais da Igreja Metodista Unida sejam
chamados a implementar processos que possibilitem
resultem em entendimentos de como iniciar projectos,
ministérios, e paróquias de cooperação necessários e a
facilitar o seu movimento em direcção à missão local, global
e ministério.
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R3102.
Número da petição: 20206-GM-R3102; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Eliminação
Eliminar a Resolução 3102.
Fundamentação da petição:
Disposições pertinentes da presente resolução estão
propostas para incorporação nas revisões à R3105, “Apoio
ao Ministério Cooperativo em toda a Igreja”, tornando a
R3102 redundante.
R3103.
Número da petição: 20207-GM-R3103; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Eliminação
Eliminar Resolução 3103.
Fundamentação da petição:
Disposições pertinentes da presente resolução estão
propostas para incorporação nas revisões à R3105, “Apoio
ao Ministério Cooperativo em toda a Igreja”, tornando a
R3103 redundante.
R3144.
Número da petição: 20905-GM-R3144-G; Alegria, Raul EUA para Metodistas Associados para Representação da
Causa dos Hispano-americanos.
Encontro com Cristo na América Latina e Caraíbas
Substituir a Resolução 3144 actual pelo seguinte:
CONSIDERANDO QUE a Conferência Geral de 2008
estabeleceu um Grupo de Coordenação da Estratégia
Holística para o Programa Especial da América Latina e das
Caraíbas de forma a desenvolver parcerias missionárias com
as Igrejas Metodistas e Unidas de toda a América Latina e
Caraíbas; e
CONSIDERANDO QUE o Grupo de Coordenação,
composto pelos bispos da Igreja Metodista Unida e
bispos/presidentes das Igrejas Metodistas e Unidas da região
da América Latina/Caraíbas, as agências gerais Metodistas
Unidas relacionadas com o programa e os representantes do
MARCHA (Metodistas Associados em Representação da
Causa dos Hispano-americanos) afirmaram a importância
crescente da nossa missão e ministério partilhados; e
CONSIDERANDO QUE o fundo permanente do
Encontro com Cristo (025100) administrado pela Junta
Geral dos Ministérios Globais é a principal fonte de apoio
financeiro à nossa parceria missionária, tendo montantes de
juro de cerca de trezentos e setenta e cinco mil dólares
apoiado já cerca de cinquenta projectos missionários
conjuntos nas igrejas Metodistas e Unidas de vinte e um
países e quatro entidades regionais locais; e
CONSIDERANDO QUE uma dimensão única do
Encontro envolve um processo de tomada de decisões
relativamente à utilização dos montantes de juro em nome da
missão partilhada entre os líderes do CIEMAL (Conselho de
Igrejas Metodistas Evangélicas na América Latina e nas
Caraíbas) e da MCCA (Igreja Metodista nas Caraíbas e
Américas) e a Junta Geral dos Ministérios Globais; e
CONSIDERANDO QUE os bispos/presidentes e
outros líderes do CIEMAL e da MCCA transmitiram,
durante a reunião da Conferência de Bispos Metodistas no
Panamá em Novembro de 2010, a importância crítica do
Encontro para a nossa parceria missionária, e
CONSIDERANDO QUE o processo de globalização e
imigração nos aproximou ainda mais dos irmãos e irmãs
Metodistas da América Latina e das Caraíbas; e
CONSIDERANDO QUE o MARCHA, juntamente
com um grupo de outros Metodistas Unidos, apoiou o
desenvolvimento do fundo permanente do Encontro 025100
e o Avanço Especial do Encontro 14729 A desde o início do
esforço da missão:
SEJA, PORTANTO, decidido que a Conferência Geral
celebre o feito de ter conseguido reunir a quantia de 1,5
milhões de dólares no fundo permanente do Encontro
025100 e apele às conferências anuais, igrejas locais e
indivíduos para renovarem e aumentarem o seu
compromisso com o Encontro como a principal forma de
exprimirmos juntos a nossa solidariedade na missão e no
ministério com a América Latina e as Caraíbas.
R3241.
Número da petição: 20269-GM-R3241; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NY, EUA para a Junta Geral dos Ministérios
Globais.
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Ministérios Globais
Um Convénio para Cuidar: SIDA nos EUA
Parágrafo da actual Resolução 3241 conforme se segue:
#3241 Um Convénio para Cuidar: Reconhecer e
Responder a Muitas Facetas da SIDA nos EUA
Os Metodistas Unidos estão no ministério desde o
início da pandemia VIH/SIDA. Seguiram a forma de cura,
ministério, hospitalidade e serviço demonstrado por Jesus
Cristo. De acordo com o Evangelho de Lucas (4:16-21),
Jesus identificou-se a ele próprio e à sua missão com a do
servo do Senhor, o que foi enviado para trazer boas
esperanças aos aflitos, esperança aos infelizes, liberdade aos
presos e conforto aos que choram, dando-lhes o óleo da
alegria e o manto de apreço em vez de um espírito vão (Isaías
61:1-3). A Palavra de Deus chama-nos para um ministério de
cura, um ministério que compreenda a cura não só em
termos fisiológicos mas também como um todo de ser
espiritual, mental, físico e social.
O Contexto do Ministério de Cuidados nos Estados
Unidos
Nos últimos anos, a SIDA nos Estados Unidos tem tido
menos destaque nos media mas isso não significa que a
doença tenha desaparecido. Apesar dos medicamentos
poderem prolongar a vida das pessoas que tenham sido
infectadas, não existe uma cura para a SIDA. O nosso
compromisso para o ministério deve não só continuar como
também pode ser expandido, particularmente na área de
educação de prevenção.
O VIH/SIDA afecta e infecta uma ampla secção da
população nos Estados Unidos e Porto Rico: todas as idades,
todas as raças, ambos os sexos, todas as orientações sexuais.
O número cumulativo de casos de SIDA reportados aos
Centros para Controlo de Doença (CCD) desde Dezembro
de 2001 2008 é de 816.149 1.106.391. Os casos de adultos e
adolescentes com SIDA totalizam 807.074 com 851.974
entre homens e 141.048 211.804 entre mulheres.1
Nos primórdios dos anos 80, a maioria das pessoas com
SIDA eram homens brancos homossexuais. As incidências
totais de novos casos de SIDA aumentaram rapidamente nos
anos 80, com o pico nos primórdios dos anos 90 e depois
diminuíram. Contudo, os novos casos de SIDA entre afroamericanos aumentaram. Em 1996, foram reportados mais
casos de SIDA foram reportados entre os afro-americanos do
que em qualquer outra população racial/étnica. O número de
pessoas diagnosticadas com SIDA também aumentou entre
Hispânicos, Asiáticos/ Ilhas do Pacífico e Americanos
Nativos/Nativos do Alasca. com os Índios Americanos e
Nativos do Alasca em 3º lugar em 2005, a seguir aos Afroamericanos e Hispânicos.2 Em 2001 2005, a taxa de casos
adultos/adolescentes de SIDA por população de 100.000 era
de 76.3 71.3 entre Afro-americanos, 28.0 27.8 entre
Hispânicos, 11.7 10.4 entre Nativos Americanos/ Nativos do
Alasca, 7.9 8.8 entre brancos, e 4.8 7.4 entre Asiáticos/Ilhas
do Pacífico.2 Apesar dos dados de controlo não registarem a
1177
condição de audição de pessoas com VIH/SIDA, o
Departamento de Saúde e Serviços Humanos acredita que as
pessoas surdas ou com dificuldades em ouvir têm sido
desproporcionalmente infectadas com o VIH.3
Em Dezembro de 2001 2006, de acordo com as
estimativas da DDC, 850.000 a 950.000 mais de um milhão
de pessoas nos Estados Unidos foram infectadas com VIH.
Um quarto destas não tinha conhecimento do seu estado!
Aproximadamente 40.000 56.300 novas infecções de VIH
ocorrem a cada ano: cerca de 70 75 porcento de homens e 30
25 porcento de mulheres. Destas novas pessoas infectadas,
cerca de metade são Afro-americanos, quase metade tem
menos de 25 anos. Quase metade dos homens são afroamericanos, 30 porcento são brancos, 20 17 porcento são
hispânicos.
Entre as mulheres recém-infectadas,
aproximadamente 64 porcento são afro-americanas, 18
porcento são brancas e 18 por cento são hispânicas. Uma
pequena percentagem de homens e mulheres fazem parte de
outros grupos raciais/ étnicos.4 O VIH já não é uma doença
de homens brancos homossexuais ou da costa este ou leste;
não o é já há mais de uma década. Em 2001 2007, 39 40
porcento de pessoas com SIDA viviam no sul, 29 porcento
no Noroeste, 19 20 porcento no Oeste, 10 11 porcento no
Meio-oeste e 3 porcento nos territórios dos EUA.5
As igrejas Metodistas Unidas, distritos e conferências
podem ajudar a parar o aumento de VIH/SIDA ao
providenciar educação preventiva adequada à idade
educação preventiva adequada à idade e culturalmente
sensível sonante e exaustiva, incluindo a informação de que
a abstinência de tanto de sexo como da utilização de drogas
injectáveis é a forma mais segura de prevenir VIH/SIDA.
Adicionalmente, a igreja pode providenciar bases em valores
Cristãos, algo que não pode ser feito nas escolas públicas ou
em publicações governamentais sobre o VIH/SIDA.
Jovens e Jovens Adultos: A SIDA está cada vez mais a
afectar e a infectar a nossa própria geração de líderes, em
particular entre as minorias raciais e étnicas. Nos Estados
Unidos, o VIH é a quinta causa principal de morte em
pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos.
Entre homens afro-americanos nesta faixa etária, o VIH tem
sido a principal causa de morte deste 1991. Em 1999, entre
mulheres afro-americanas, entre os 25 e os 44 anos, o VIH é
a terceira principal causa de morte. Muitos destes jovens
adultos foram infectados na sua adolescência ou na faixa
inicial dos 20 anos. Estima-se que pelo menos metade de
todas as novas infecções de VIH seja entre pessoas com
menos de 25 anos com a maioria das infecções a ocorrer por
contacto sexual. Em 2007, os negros afro-americanos e os
latinos/hispânicos contabilizaram 87% de todas as novas
infecções de VIH entre as idades de 13 a 19 anos e 79% das
infecções de VIH entre as idades de 20 a 24 anos nos Estados
Unidos, apesar de, juntos, representarem apenas cerca de
32% das pessoas nessas idades.6
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Minorias Raciais e Étnicas: Os afro-americanos,
hispânicos
e
nativos
americanos
têm
sido
desproporcionalmente infectados com VIH/SIDA.
Representando apenas uma percentagem estimada de 12%
da população dos EUA total, os Afro-americanos perfazem
quase 30 porcento metade, 45 porcento de todos os casos de
SIDA reportados no país. Quase 63 porcento de todas as
mulheres reportadas com SIDA eram afro-americanas.
Enquanto existem menos novas infecções de VIH entre
mulheres negras do que homens negros em 2006, a nova
análise de DDC revela que as mulheres afro-americanas são
mais afectadas por VIH do que as mulheres de outras raças.7
É fulcral prevenir padrões de comportamentos de risco que
possam levar à infecção de VIH antes que estes tenham início.
As conversas esclarecedoras entre pais e os seus filhos acerca de
sexo, drogas e SIDA são um passo importante. A educação de
prevenção com base na igreja, escola e comunidade é outro
passo. Os jovens e os jovens adultos devem ser activamente
envolvidos neste processo, incluindo educação de pares.
A maior e mais crescente população hispânica nos
Estados Unidos está também fortemente afectada pelo
VIH/SIDA. Em 2000, os hispânicos representavam 13
porcento da população dos EUA (incluindo residentes em
Porto Rico) mas representavam 19 porcento do número total
de novos casos reportados
de SIDA nesse ano. Apesar dos hispânicos
representarem 14,4% da população dos Estados Unidos em
2005, representavam 18,9% das pessoas que receberam um
diagnóstico de SIDA.8
Mulheres: A SIDA entre as mulheres tem sido
principalmente uma “epidemia invisível” apesar das mulheres
terem sido afectadas e infectadas desde o início. A SIDA
aumentou mais drasticamente entre mulheres de cor. As
mulheres de cor tem sido especialmente afectadas pela
doença.9 As mulheres afro-americanas e hispânicas juntas
representam menos de 25 porcento de todas as mulheres nos
Estados Unidos, porém representam mais de 75 porcento dos
casos reportados de SIDA. Em 2000, as mulheres afroamericanas e hispânicas representaram uma proporção ainda
maior (80 porcento) de casos de SIDA reportados em
mulheres. Das mulheres recém-infectadas em 2001,
aproximadamente 64 porcento eram afro-americanas e 18
porcento eram hispânicas. A maioria das mulheres adultas e
adolescentes que vive com o diagnóstico de VIH em 2008
foram infectadas com o vírus através de contacto heterossexual
(73%). Estima-se que 15% das infecções de VIH
diagnosticadas em 2009 entre as mulheres foram atribuídas à
utilização de droga injectável.10 Do número total de novas
infecções de VIH nas mulheres nos EUA em 2009, 57%
ocorreu em negras, 21% em brancas e 16% em
hispânicas/latinas.11 Em 2000, 38 porcento das mulheres
diagnosticadas com VIH foram infectadas por contacto sexual
com homens VIH positivos enquanto a utilização de drogas
injectáveis representou 25 porcento dos casos. Juntamente com
os riscos directos associados às drogas injectáveis (partilha de
agulhas), o uso de drogas está também a influenciar o aumento
da epidemia entre os heterossexuais. Uma proporção
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DCA Edição Avançada
significativa de mulheres infectadas por contacto sexual foramno por homens que utilizam drogas injectáveis. A redução da
taxa epidémica entre as mulheres irá requerer esforços para
combater o uso de substâncias e a redução dos
comportamentos de risco do VIH.11
Pessoas que são surdas de nascença, que ensurdeceram
mais tarde ou que têm dificuldades de audição: Nos Estados
Unidos, onde se estima que mais de 40.000 surdos e indivíduos
com dificuldades de audição vivam com a doença de VIH. os
estudos sobre as pessoas surdas ou com dificuldades de audição
são limitados e não se sabe claramente quantas pessoas nesta
sub-população vivem com o VIH/SIDA. As estimativas recaem
num largo espectro de 8.000 a 40.000 pessoas.12 Os peritos de
saúde suspeitam que a prevalência de VIH na comunidade
surda possa ser superior à da comunidade sem problemas de
audição, mas faltam dados exaustivos. Um indicador é de que
uma em cada sete pessoas surdas tenham um histórico de abuso
de substâncias, em comparação com uma em cada dez pessoas
sem problemas auditivos. O Centro Nacional para a Estatística
de Saúde reporta que os adultos com perda auditiva tenham uma
saúde mais pobre e estão expostas a um risco aumentado de se
envolverem em comportamentos de risco para a saúde do que
os adultos sem problemas auditivos. A taxa de distúrbios de uso
de substâncias entre as pessoas surdas ou com dificuldades de
audição é mais alta do que entre a população em geral. Por sua
vez, o uso de substâncias é relacionado com um risco mais
elevado de infecções VIH.12
As pesquisas também
demonstraram que os estudantes do ensino secundário surdos
têm muito menos conhecimento acerca da transmissão de VIH
do que os seus colegas sem problemas de audição. Os
estudantes universitários surdos tiveram um resultado mais
baixo no Índice de Conhecimento sobre o VIH/SIDA do que os
estudantes universitários sem problemas auditivos. Esta falta de
conhecimento sobre a doença do VIH contribui para o facto de
que as pessoas surdas não são frequentemente diagnosticadas
com VIH até que apresentem sintomas e falecem mais cedo do
que os indivíduos sem problemas de audição.12 Porque 75
porcento da comunidade surda utiliza culturalmente a
Linguagem Gestual Americana (ASL) como seu meio de
comunicação principal, a ASL é o meio mais eficaz de
comunicação da informação sobre VIH/SIDA para este grupo;
mas a mensagem deve ser clara. Num evento Metodista Unido
sobre VIH/SIDA em 2002, um orador declarou que faleceram
pessoas surdas e que outras tiveram o seu tratamento clínico
com atraso porque pensavam estar saudáveis quando viam o
gesto para “VIH“ e “positivo” expresso em ASL. Pensavam que
VIH positivo significava um “bom resultado” e não percebiam
que lhes estava a ser dito que estavam infectadas. Muitas
pessoas assumiram erroneamente que os utilizadores de
Linguagem Gestual Americana (ASL) têm uma proficiência
alta em Inglês, mas a verdade é que a ASL tem a sua própria
gramática e sintaxe e comunica por conceitos. Por isso, os
materiais sobre a prevenção de VIH e tratamento são
frequentemente desadequados culturalmente e linguisticamente
incompreensíveis para surdos e para pessoas com dificuldades
auditivas.12 Também deve ser realçado que mais de 98 porcento
das pessoas com perdas auditivas, incluindo muitas pessoas de
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Ministérios Globais
mais idade, não conhecem qualquer linguagem gestual. Em
contextos de educação preventiva, os sistemas e aparelhos de
audição de apoio, como os “faladores de bolso” devem ser
utilizados para ajudar aqueles que apresentam dificuldades
auditivas. O desenvolvimento de métodos de comunicação
adequados para pessoas surdas ou com dificuldades de audição
pode ajudar a reduzir os comportamentos de risco para a saúde
nesta população e assegurar o acesso equitativo aos serviços de
saúde. Estes métodos podem incluir comunicação entre pares, à
medida que a pesquisa sugere que os surdos irão mais
provavelmente aprender uns com os outros do que com as
fontes de informação formais.12
Adultos mais velhos: O número das pessoas com 50 ou
mais anos infectadas com VIH está a aumentar ao dobro da
taxa daquelas com menos de 50 anos, de acordo com peritos
de envelhecimento na Universidade Medicina Baylor em
Houston que estão a direccionar-se para Americanos mais
velhos para educação de sexo seguro. O número de pessoas
com 50 anos de idade ou mais velhas que vivem com
VIH/SIDA tem aumentado nos últimos anos.13 O mito de
que as pessoas mais velhas não têm vida sexual activa tem
provocado consequências nefastas. Os riscos de
comportamento mais prevalecente para as pessoas mais
adultas são vários parceiros sexuais e ter um parceiro com
comportamento de risco. Dado que não estão preocupados
com a gravidez, os casais mais velhos têm menos
predisposição para utilizam preservativos e, por isso,
aumentam o seu risco de infecção. A maioria das pessoas
mais velhas acredita erroneamente que se são heterossexuais
e não injectam drogas, não podem ser infectados com SIDA.
Em 2005, pessoas com 50 anos ou mais representavam 24%
das pessoas que viviam com VIH/SIDA (aumento de 17%
desde 2001). Algumas pessoas mais velhas podem ter menos
conhecimento acerca do VIH/SIDA e por isso estarem
menos predispostos a proteger-se.13 Fazer chegar mensagens
de prevenção de VIH a este grupo de pessoas significa
explorar locais como a igreja, grupos de apoio a viúvos em
lares de terceira idade e Clubes Golden Age em centros da
comunidade e igrejas.
Transmissão de VIH associada a drogas: Desde que a
epidemia começou, a utilização de drogas injectáveis (UDI) tem
directa ou indirectamente representado mais de um terço (36
porcento) de casos de SIDA nos EUA. As minorias raciais e
étnicas nos EUA são fortemente afectadas por SIDA associada
a UDI. Em 2000, a SIDA associada à UDI representava 26
porcento de todos os casos entre os afro-americanos e 31
porcento entre adultos e adolescentes hispânicos, em
comparação com 19 porcento de todos os casos entre jovens
adultos/adolescentes brancos. As drogas não injectáveis como a
cocaína também contribuem para o aumento da epidemia dado
que os utilizadores utilizam o sexo em troca de drogas ou
dinheiro, ou envolvem-se em comportamentos sexuais de risco
que não teriam caso estivessem sóbrios.14
A prevenção e tratamento de VIH, prevenção do uso de
drogas, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e
serviços de prevenção devem ser integrados de forma a
1179
melhor retirarem vantagens das múltiplas oportunidades de
intervenção - em primeiro lugar, para ajudar as pessoas não
infectadas para que o continuem a ser; em segundo lugar,
para ajudar pessoas infectadas a manterem-se saudáveis e,
em terceiro lugar, para ajudar indivíduos infectados a iniciar
e a sustentarem comportamentos que lhes irão permitir que
continuem seguros e a prevenir a transmissão para outros.14
Esforços, tais como os programas de troca de seringas,
devem ser implementados e/ou expandidos de forma a
reduzir o aumento do VIH.
O desafio para o Ministério
Ao longo dos Estados Unidos, em pequenas e grandes
igrejas, pastores e laicado perguntaram “O que pode a minha
igreja fazer?” As Igrejas podem continuar em áreas que estão
já a correr bem; podem estabelecer convénios para cuidar. As
igrejas e outras organizações Metodistas Unidas têm de
continuar ou começar a ser um ministério compassivo com
pessoas que vivem com VIH/SIDA e os seus entes queridos.
Em termos de educação preventiva, os Metodistas Unidos
têm a oportunidade de ensinar não só os factos acerca da
transmissão de VIH e como prevenir a infecção, mas
também de relacionar estes factos com valores cristãos. As
congregações podem fazer a educação preventiva de
VIH/SIDA em contextos mais alargados, tais como
sexualidade humana e saúde holística, assim como endereçar
problemas sociais, tais como racismo, sexismo, vício e
pobreza.
Chamamos os Metodistas Unidos a responder:
1. As Igrejas devem ser locais de abertura e de
cuidados para pessoas com SIDA e os seus entes queridos.
Pedimos que as congregações trabalhem para ultrapassar
barreiras de atitudes e comportamentos na igreja e na
comunidade que possam criar estigma e discriminação de
pessoas com SIDA e dos seus ente queridos. As
congregações podem oferecer hospitalidade cristã e
tornarem-se arcas de refúgio para todos. Devemos lembrarnos que:
• a face que a SIDA tem é sempre a face de uma pessoa
criada e amada por Deus;
• a face que a SIDA tem é sempre a face de uma pessoa
que é a mãe ou o pai de alguém, marido ou mulher, filho ou
filha, irmão ou irmã, amado ou melhor amigo;
• a face que a SIDA tem é sempre a face de uma pessoa
que é a pessoa mais importante na vida de uma outra pessoa.
2. Cada congregação e conferência anual, através dos
seus comités de Igreja e Sociedade, deve mobilizar pessoas
para advocacia legislativa a níveis locais, estatais e nacionais
para apoiar as iniciativas VIH/SIDA nos Estados Unidos.
Estes esforços de advocacia serão reforçados através de
parcerias com organizações/coligações com aqueles que
estejam envolvidos neste problema.
3. Os esforços educativos sobre a SIDA devem utilizar
informação médica e científica sobre a doença, transmissão
e prevenção. Devem ser também incluídos recursos
espirituais para permitir que as pessoas enderecem
problemas relacionados com o discipulado, ministério,
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sexualidade humana, saúde e integridade, e morte e
falecimento. A educação ajuda a preparar congregações para
responderem devidamente quando souberem que um
membro foi infectado pelo vírus do VIH ou diagnosticado
com SIDA. Pode conduzir ao desenvolvimento de políticas
sólidas, materiais educativos e procedimentos relacionados
com a escola da igreja, enfermarias e outros aspectos de
participação institucional. A educação preventiva pode
salvar vidas.
4. Cada congregação deve discernir a resposta
adequada para o seu contexto. Devem ser desenvolvidos
ministérios, sempre que possível, em consulta e em
colaboração com os departamentos locais de saúde pública e
com outros grupos Metodistas Unidos, ecuménicos, inter-fé
e com base na comunidade sobre a pandemia VIH/SIDA. As
congregações podem organizar apoio espiritual, emocional,
físico e/ou financeiro para aqueles na sua comunidade que
cuidam, em casa ou em qualquer outro local, de uma pessoa
que tenha SIDA. Os projectos podem incluir fazer eventos
como o Dia Mundial da SIDA (1 de Dezembro) e a Semana
de Oração para a Cura da SIDA e dos seus entes queridos na
Igreja Negra, desenvolvendo programas da igreja fortes, para
crianças e jovens, que também incluam a educação sobre a
SIDA, aconselhamento pastoral, recrutamento de
voluntários e proporcionamento de espaço para encontros
para as organizações com base na sociedade, incluindo
grupos que estão a tentar ultrapassar o uso de substâncias e
vício sexual.
5. A Igreja Metodista Unida tem um ministério
congregacional de VIH/SIDA denominado Programa de
Convénio para Cuidar, cujo princípio base é “Se tiver
VIH/SIDA ou se for o ente querido de uma pessoa que tenha
VIH/SIDA, é bem-vindo aqui.” Louvamos aqueles que
tenham estado no ministério ao longo deste programa e
recomendamos o “Convénio para Cuidar” a todas as
Organizações Metodistas Unidas. Mais informação
disponível no sítio web da Junta Geral dos Ministérios
Globais em <http://gbgm-umc.org/health/aids/>.15
6. Advogados para Jovens. <http://advocatesforyouth.org
/component/content/article/430-young-people-and-hiv>
7. Centros de Controlo de Doença e Prevenção, “VIH/SIDA
entre afro-americanos.” 2006 <http://www.cdc.gov/hiv/topics/aa/>
8. Centros para Controlo de Doença e Prevenção,
“VIH/SIDA entre hispânicos nos Estados Unidos.” 2006.
<http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5640a4.htm>
9. Centros de Controlo de Doença e Prevenção, “VIH/SIDA
entre mulheres nos EUA.” 2008. <http://www.cdc.gov/hiv/topics/
women/>
10. Prevenção (Prevenção de VIH e SIDA). <http://www.
avert.org/usa-transmission-gender.htm>
11. Centros de Controlo de Doença e Prevenção, “VIH/SIDA
entre mulheres nos EUA.” 2009. <http://www.cdc.gov/
women/pubs/std.htm>
12. Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA,
Centro VIH/SIDA 2008. <http://hab.hrsa.gov/abouthabpopula
tions/deafhardofhearingfacts.pdf>
13. Centros de Controlo de Doença e Prevenção, CCD VIH/
Relatório de Vigilância, 2005. <http://cdc.gov/hiv/topics/over50/
resources/factsheets/over50.htm>
14. Centros de Controlo de Doença e Prevenção, “O
contágio de VIH associada a drogas continua nos Estados Unidos,”
2002. <http://www.cdc.gov/hiv/resources/factsheets/idu.htm>
15. Para mais informação sobre o Programa de Convénio
para Cuidar ou sobre a Igreja e Ministérios VIH/SIDA, contacte
UMCOR, Junta Geral dos Ministérios Globais, Sala 1500, 475
Riverside Dr, New York, NY 10115; Telefone: 212 870 3871;Fax:
212 870 3624; TDD:212 870 3709. <http://www.gbgmumc.org/health/aids/>.
Notas de Rodapé:
1. Centros para Controlo de Doença e Prevenção (CCD).
Relatório
de
vigilância
de VIH/SIDA
de
2008.
http://www.cdc.gov/hiv/surveillance/resources/reports/2008report/
2. Instituto Nacional de Alergologia e Doenças Infecciosas
(INADI), Folha de dados: Estatísticas VIH (Dezembro de 2005).
<http://www.niaid.nih.gov/factsheets/AIDSstat.htm> (31 de
Janeiro de 2006)
3. Departamento de Saúde e Serviços Humanos (DSSH)
“Programas: Pessoas surdas e com dificuldades auditivas com
VIH/SIDA.” http://hab.hrsa.gov/programs/factsheets/deaffact.htm
(4 de Março de 2003)
4. Instituto Nacional de Alergologia e Doenças Infecciosas
(INADI), Folha de dados: Estatísticas VIH (Dezembro de 2002).
<http://www.niaid.nih.gov/factsheets/AIDSstat.htm>(31 de Janeiro
de 2003)
5. Centros para Controlo de Doença e Prevenção, “Casos
reportados de VIH e SIDA nos EUA até Dezembro de 2007
Relatório de Final do Ano.” <http://www.cdc.gov/hiv/resources
/factsheets/geographic.htm>
Alterar a Resolução 3244, da seguinte forma:
nº. 3244 Fundo Global da Igreja Metodista Unida
contra a SIDA Distribuição
CONSIDERANDO que, durante vinte quase trinta
anos a Conferência Geral da Igreja Metodista Unida tem
falado com compaixão profética sobre as questões globais
do HIV/SIDA. As nossas resoluções, no entanto, não têm
nem sempre têm sido acompanhadas por uma vontade de
alocar recursos financeiros significativos e confessionais na
luta pela educação, prevenção, tratamento e cuidados na luta
mundial contra o HIV/SIDA; e
CONSIDERANDO que, a Organização das Nações
Unidas declarou agora a pandemia uma “emergência
global”, ao dizer que a vida humana está ameaçada em todo
o lado e a segurança mundial está em risco quando o planeta
enfrenta a pior crise da saúde em 700 anos; e
R3244.
Número da petição: 20220-GM-R3244; Kemper, Thomas, Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Fundo Global da Igreja Metodista Unida
contra a SIDA
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Ministérios Globais
CONSIDERANDO que, com 42 33 milhões de pessoas
infectadas, mais de 20 25 milhões já falecidas, e 16.000
aproximadamente 7.500 novas infecções por dia, os líderes
de todas as nações do mundo pediram unanimemente às
organizações religiosas para se juntarem a eles na batalha
pela salvação da vida humana; e
CONSIDERANDO que a Conferência Geral de 2004
estabeleceu o Fundo Global da Igreja Metodista Unida
(UMCOR Avanço nº. 982345) e que a Conferência Geral de
2008 reafirmou esta iniciativa de saúde global, a qual, em
2010, financiou 175 projectos HIV/SIDA, em 37 países,
orientados pela a igreja e centrados em Cristo e vários
projectos de Conferências Anuais sobre SIDA; e
CONSIDERANDO que, até esta data a resposta dos
cristãos, incluindo os Metodistas Unidos, tem sido mínima,
principalmente em comparação com os nossos recursos e
outros compromissos; e
CONSIDERANDO que, a Comissão do Fundo Global
da Igreja Metodista Unida para a SIDA lançou uma
campanha em curso chamada “20/20: Visão de um Mundo
sem SIDA,”
Seja, portanto, deliberado, que a Conferência Geral de
2004 de 2012 compromete-se a estabelecer compromete-se
com o Fundo Global para a SIDA da Igreja Metodista Unida
(UMGAF).; Durante o quadriénio 2009-2012, os Metodistas
Unidos irão angariar 3 milhões de dólares americanos,
através de contribuições e conjugar essa verba com o
montante adicional de 5 milhões de dólares americanos,
através de doações de Avanço;
Seja ainda deliberado, que do total do dinheiro
angariado em cada conferência anual para UMGAF, 25 por
cento serão retidos pela conferência anual que o angariou,
para ser utilizado em programas de combate ao HIV/SIDA
na sua região e em outros projectos conexionais globais.
Cada conferência anual designará uma agência adequada
para a promoção e a distribuição desses fundos.
Seja ainda deliberado, que do total do
dinheiro angariado em cada conferência anual para o Fundo
Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA, 75 por
cento será ser remetido pelo tesoureiro da conferência para o
tesoureiro do Conselho Geral de Finanças e Administração
Gabinete do Avanço da Junta Geral dos Ministérios Globais
para distribuição para um novo Comité Global de Iniciativas
contra a SIDA pelo UMCOR em consulta com a Comissão
inter-agência do Fundo Global da Igreja Metodista Unida
contra a SIDA. (Com não mais de dez representantes totais
da A comissão de dez membros será composta por um
representante de cada uma das seguintes: Junta Geral dos
Ministérios Globais, do Conselho dos Bispos, da Junta Geral
da Igreja e Sociedade, da Divisão do Ministério para a
Juventude, dos Ministérios da Juventude e Jovens Adultos,
da Comissão Geral de Unidade Cristã e Assuntos Interreligiosos, e das Comunicações Metodistas Unidas, e três
quatro pessoas que não servem que não estão a servir com
1181
em qualquer uma destas agências), escolhidas pela comissão
pela a especialidade e diversidade.
Seja ainda deliberado, que esta Comissão Global de
Iniciativas contra a SIDA será responsável pela promoção,
utilização, supervisão e distribuição destes fundos. O Fundo
Global da Igreja Metodista Unida contra a SIDA A
Comissão do Fundo Global contra a SIDA da Igreja
Metodista Unida:
1. auxiliará as congregações locais e conferências na
identificação e criação de parcerias globais para o mútuo
ministério HIV/SIDA;
2. proporcionará apoio a projectos patrocinados por
congregações locais ou organizações relacionadas com a
Igreja Metodista Unida, parceiros autónomos das igrejas
Metodistas e da igreja ecuménica;
3. incentivará parcerias entre as congregações e as
conferências nos Estados Unidos e as congregações
Metodistas e as organizações ecuménicas a nível mundial
que estejam empenhadas na luta contra o HIV/SIDA;
4. defenderá a justiça social, particularmente
relacionada com o aumento do financiamento
governamental e não governamental e questões sobre o papel
das empresas farmacêuticas; para o HIV/SIDA, a
tuberculose e a malária;
5. desenvolverá materiais promocionais adequados e
directrizes de financiamento; e
6. Envolverá a liderança de uma pessoa com
competências adequadas para uma missão especial global
contra a SIDA (nº. 4091c). providenciará recursos para os
Metodistas Unidos através da formação e de oportunidades
de trabalho em rede; e
7. procurará financiamento de várias fontes para as
operações da Comissão.
R3395.
Número da petição: 20650-GM-R3395; Paige, Peggy, - Iron
Mountain, MI, EUA pela Sociedade Rural MU.
Eliminar a Resolução
Eliminar a Resolução 3395, Afirmação dos Capelães
Rurais.
Fundamentação da petição:
A actualização da Resolução 3396 inclui informação
contida actualmente na Resolução 3395. Sendo assim, a
Resolução 3395 deve ser excluída do Livro da Resoluções.
R3396.
Número da petição: 20649-GM-R3396-G; Paige, Peggy,Iron Mountain, MI, EUA pela Irmandade Rural da MU.
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Capelães Rurais
Eliminar a actual resolução 3396 e substituir pela
seguinte:
Ministérios de Capelães Rurais:
Considerando que, a Conferência Geral nos quatro
quadriénios anteriores apoiou a Associação Rural dos
Capelães e os ministérios de capelães rurais, e apelou à
Igreja Metodista Unida para a preparação de capelães rurais
como um meio significativo para permitir a renovação das
cidades/vilas e igrejas e comunidades rurais de uma forma
global; e
Considerando que, a Associação Rural dos Capelães é
composta por mulheres, homens, leigos e membros do clero,
dos Metodistas Unidos e ecuménicos, dos EUA e alguns da
comunidade internacional; e
Considerando que, os capelães rurais são leigos e
pessoas do clero que intuíram a chamada para viver,
trabalhar, e advogar em cidades e com pessoas rurais,
famílias, congregações e comunidades rurais; e
Considerando que, é dado ênfase especial na advocacia
para questões da justiça entre todos os povos, não obstante a
etnicidade, o género, a idade ou o estatuto económico; e
Considerando que, os capelães rurais efectuam um
encontro anual para apoio, incentivo, trabalho em rede,
informação sobre recursos, e o enriquecimento pessoal das
aptidões de capelão, por meio de eventos, compreensão da
Bíblia e exposições de assuntos problemáticos, relacionados
com imigração, a migração de trabalhadores; trabalho rural,
negócios e comunidades rurais; e
Considerando que, os capelães rurais trabalham a nível
local com outras pessoas/grupos que professam outras
religiões e que estão comprometidos a longo prazo no
envolvimento objectivo de recursos locais e externos, no
auxílio à transformação das vidas das congregações e das
comunidades rurais; e
Considerando que, a Associação Rural dos Capelães
fortalece grandemente o desenvolvimento da liderança leiga,
o qual serve uma forma unilateral de reconhecimento os
dons e as graças da população rural, e liberta novas
possibilidades para que o espírito de Deus se movimente
através das zonas interiores; e
Considerando que, os capelães rurais são um bem
activo da Junta Geral de Ministérios Globais no seu
ministério, com os quatro ênfases da Igreja Geral, e
especialmente com o contínuo relacionamento dos capelães
rurais
com
a
Rede
Urbana
Rural
(EM
FUNCIONAMENTO); e
Considerando que, a Associação Rural dos Capelães
continua a trabalhar para expandir as suas ligações
internacionais/globais, expondo os participantes à vida
cultural, económica, política, ecológica e religiosa da sua
população;
Seja, portanto, deliberado que os capelães rurais
continuam a ser reconhecidos como tendo um
relacionamento especial com a Junta Geral de Ministérios
Globais, como sendo aqueles que responderam à chamada
para servir os outros; e
Seja ainda deliberado que a Igreja Metodista Unida
elogia e reafirma o seu compromisso para com a Associação
Rural dos Capelães, cujos capelães rurais continuam a levar
os seus ministérios à população e comunidades feridas; e
Seja ainda deliberado que a Junta Geral de Ministérios
Globais seja incentivada a prolongar no futuro um
relacionamento activo com a Associação Rural dos
Capelães.
R3411.
Número da petição: 20222-GM-R3411; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NI, EUA, pela Junta Geral dos Ministérios
Globais
Plano Ministerial Rural e Urbano
Alterar a Resolução 3411, da seguinte forma:
3411. Audácia Santa: Percursos para a
Transformação 2009-2012 2016
Um Plano Ministerial Urbano dos Metodista Unidos
Um Plano Ministerial Rural e Urbano dos Metodista Unidos
para a Formação de Discípulos de Jesus Cristo para a
Transformação do Mundo
Rever o terceiro parágrafo da seguinte forma:
CONSIDERANDO QUE, o objectivo principal do
Plano implica a Igreja Metodista Unida fornecer uma visão
para o futuro: identificar as áreas de foco e colaboração;
organizar e mobilizar recursos recursos financeiros e
humanos;
Rever o décimo primeiro parágrafo e os parágrafos
subsequentes da seguinte forma:
CONSIDERANDO QUE, a transformação urbana
exigirá esforço colaborativo um esforço colaborativo
ecuménico e inter-religioso pelas igrejas locais, trabalhando
em cooperação com outros membros confessionais da
família Metodista e outras denominações, organizações
comunitárias, empresariais e instituições governamentais; a
colaboração terá de ocorrer para além dos limites da cidade,
através da colaboração com as igrejas para além da área
suburbana as igrejas que partilham desafios semelhantes e
igrejas em áreas suburbanas que tenham pessoas
empenhadas, recursos e raízes relacionais em bairros
urbanos, em que todos reforcem o ministério; e,
CONSIDERANDO QUE, a colaboração também terá
de ocorrer a nível nacional com o Conselho Nacional de
Estratégia Urbana com o Conselho Consultivo de Rede
Rural e Urbana e equipas da agência geral (Ministérios
Globais, Igreja e Sociedade, Discipulado, Educação
Superior e Ministério, Religião e Raça, e Comunicação) a
trabalharem juntos para identificar estratégias comuns que
poderão realizar mutuamente; as estratégias nacionais em
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Ministérios Globais
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conexão com as estratégias locais e as suas necessidades; a
colaboração nacional envolvendo os planos do ministério
étnico já adoptados pela nossa Igreja com uma sensibilidade
especial para com aqueles que são pobres; e finalmente,
colaboração nacional envolvendo outros organismos
ecuménicos e inter-religiosos e recursos urbanos nacionais;
SEJA, PORTANTO, DELIBERADO que apelamos às
agências gerais, ao Conselho Nacional de Segurança Urbana
ao Conselho Consultivo de Rede Rural e Urbana, redes
jurisdicionais, conferências anuais, distritos e,
especialmente, às igrejas locais para terem a autoridade e a
responsabilidade em serem santas e audazes para realizar as
metas e objectivos do Plano; e
SEJA AINDA DELIBERADO que a Junta Geral do
Gabinete dos Ministérios Globais do Ministério Urbano a
Junta Geral do Gabinete dos Ministérios Globais da Rede
Rural e Urbana será responsável pela coordenação e
implementação do plano. Os objectivos e as medidas de
acção foram desenvolvidos e serão implementados
consoante o financiamento for disponibilizado; e
SEJA AINDA DELIBERADO, como forma a facilitar
esta coordenação e implementação, o Gabinete dos
Ministérios Urbanos o Gabinete de Rede Rural e Urbana
disponibilizará cópias do plano para qualquer um que deseje
participar neste esforço, e que, com a ajuda de Deus,
possamos recuperar as nossas cidades para a Igreja
Metodista Unida e, no processo, encontrar Cristo nas ruas
caminhando com o seu povo.
Eliminação
Eliminar a Resolução 6049.
Fundamentação da petição:
Pertinentes disposições da presente resolução estão
propostas para incorporação na nova resolução, “Haiti
Reconstrução e Desenvolvimento”, tornando redundante a
resolução 6049.
R6070.
Número da petição: 20211-GM-R6070; Kemper, Thomas, Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Eliminação
Eliminar a Resolução 6070.
Fundamentação da petição:
Disposições relevantes da presente resolução estão
propostas para incorporação numa nova resolução sobre
Cuba, tornando redundante a resolução 6070.
R9999.
Número da petição: 20212-GM-R9999; Kemper, Thomas, Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
R3412.
Número da petição: 20208-GM-R3412; Kemper, Thomas,Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Eliminação
Eliminar Resolução a 3412.
Fundamentação da petição:
Disposições relevantes desta resolução estão propostas
para incorporação nas revisões à R3411, que está proposta a
ser renomeada, “Caminhos para a Transformação 20092016: Um Plano Ministerial Metodista Unido Rural e
Urbano para a Criação de Discípulos de Jesus Cristo para a
Transformação do Mundo”, tornando a R3412 redundante.
R6049.
Número da petição: 20210-GM-R6049; Kemper, Thomas, Nova Iorque, NI, EUA, para a Junta Geral dos Ministérios
Globais
Reconstrução e Desenvolvimento do Haiti
Adicionar uma nova resolução no Livro de Resoluções,
da seguinte forma:
Reconstrução e Desenvolvimento do Haiti
Salmo 11:3 “Se os fundamentos são destruídos, o que
pode fazer o justo?”
A história do Haiti é feita de espírito e luta. O Haiti
tornou-se a primeira república negra independente e
continua a ser o primeiro e único país a conquistar a
independência da escravidão. Séculos de opressão
estrangeira, ditadura e dívida contribuíram para um
enfraquecimento das infra-estruturas do país, para serviços
sociais inadequados e para condições persistentes de
empobrecimento. Muitas pessoas emigraram do campo para
a cidade capital à procura de emprego, e centenas de
milhares de haitianos restabeleceram as suas vidas e meios
de subsistência noutras paragens.
Todas estas condições contribuíram para a destruição
em massa ocorrida a 12 de Janeiro de 2010, quando um
terremoto de magnitude 7,0 atingiu o Haiti. O desastre tirou
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a vida a mais de 300.000 pessoas, incluindo 17 porcento dos
funcionários do governo e destruiu praticamente todos os
edifícios governamentais. Mais de 300.000 pessoas ficaram
feridas, aumentando a pressão sobre um sistema de saúde já
de si frágil. Mais de um milhão de pessoas ficaram sem
casas. As pessoas por todo o Haiti e os da Diáspora Haitiana
continuam a lidar com as consequências e estão a construir
o caminho para a cura.
No meio da crise existem oportunidades para mudar os
ciclos que têm contribuído para as lutas do Haiti. O povo
haitiano é a maior força do Haiti. O terremoto, apesar das
suas dimensões trágicas, obrigou-os, e também à
comunidade internacional, a examinar as causas do
subdesenvolvimento e empobrecimento crónico do Haiti.
Proporciona uma oportunidade para o povo haitiano
reivindicar e trabalhar em direcção a um futuro diferente,
fruto das sementes plantadas e parcerias forjadas hoje.
A Igreja Metodista Unida está profundamente
comprometida numa parceria de longo prazo com a Igreja
Metodista do Haiti (Eglise Méthodiste d’Haiti - EMH) e
outras organizações, cuja ajuda perdure para além do tempo
de auxílio às necessidades imediatas. Continuamos a
colaborar com os haitianos e a comunidade global no
fornecimento de assistência humanitária e aumento do poder
económico. No ano seguinte ao terremoto, foram feitas
contribuições significativas pela Igreja Metodista Unida. Os
fundos estão a ser investidos na reconstrução do Haiti de
uma forma que fortalece a capacidade das pessoas e
desenvolve uma infra-estrutura sustentável.
À medida que colaboramos com o povo do Haiti,
abraçamos a fé e a esperança retratada pelo profeta Isaías:
“O Senhor guiar-te-á continuamente e satisfará as tuas
necessidades em lugares ressequidos e fará os teus ossos
fortes…As tuas ruínas ancestrais devem ser reconstruídas;
Deverás erguer as fundações de muitas gerações; Deverás ser
chamado de reparador da divisão, o restaurador de ruas para
viver.” (Isaías 58:11a & 12)
Para este efeito, a Conferência Geral da Igreja
Metodista Unida:
1. Partilha a tristeza por todas as vidas perdidas no
terremoto e continua a orar com o povo haitiano para o
fortalecimento contínuo do espírito.
2. Reconhece a necessidade dos haitianos de liderarem
os esforços de reconstrução do seu país e apela aos governos,
às Nações Unidas e instituições multilaterais que trabalhem
com o governo Haitiano, com a sociedade civil haitiana e
com a Diáspora Haitiana, para reconstruir o país de uma
forma mais forte do que era antes do terremoto.
3. Incentiva o apoio financeiro através do Avanço, para
garantir que 100% dos fundos são utilizados para ajuda de
longo prazo e para os esforços de desenvolvimento de forma
fiável e responsável.
DCA Edição Avançada
4. Apela aos governos e instituições multilaterais que
não tenham perdoado as dívidas contraídas pelo Haiti a fazêlo e a conceder subvenções ao invés de empréstimos para a
reconstrução.
5. Apela às organizações não-governamentais que
trabalham para o desenvolvimento no Haiti para usar uma
abordagem baseada nos direitos, respeitando a dignidade de
todas as pessoas; a fortalecerem os sectores governamentais,
empresariais e da comunidade; e a dar valor e voz igual a
mulheres, crianças e jovens.
6. Garante que as mulheres desempenhem papéis
significativos, de forma sustentada e formal nos esforços de
reconstrução a longo prazo e na concepção, implementação
e monitorização dos programas de ajuda; devem ser tomadas
medidas para proteger as mulheres da violência sexual,
particularmente em acomodações temporárias; permitir que
organizações de base e outras organizações de mulheres
construam a sua capacidade de funcionar eficazmente como
promotoras de desenvolvimento e justiça social.
7. Exorta o governo dos EUA a criar de forma acelerada
um Programa Condicionado de Reunificação da Família
Haitiana para permitir aos milhares de haitianos que residem
legalmente nos EUA, muitos como cidadãos dos EUA, que
tragam os seus familiares do Haiti para os EUA (como parte
da chamada geral da Igreja de apoio à reunificação de
famílias, consulte “Acolhendo os Emigrantes para os EUA”
2008 Livro de Resoluções #3281).
8. Apela aos Metodistas Unidos que criem programas
locais que aprofundem a consciência e compreensão do
Haiti, a sua história e cultura e a envolvam os membros da
Diáspora Haitiana EUA nesses programas.
9. Convida aqueles que procuram acompanhar os
nossos irmãos e irmãs no Haiti, respondendo directamente às
necessidades do Haiti a discutir estratégias de recuperação
com os Ministérios Globais e a coordenar os esforços através
de EMH e em cooperação com a Comissão de Auxílio da
Igreja Metodista Unida.
10. Exorta a Igreja Metodista Unida e suas
congregações a colaborar com a EMH, Hospital Grace para
Crianças, Acção Global de Saúde e outros parceiros para
aumentar a capacidade a longo prazo da infra-estrutura de
saúde do país.
R9999.
Número da petição: 20435-GA-R9999-G; Pasion, Earlie,Cidade de Cauayan para a Assembleia Global Legislativa e
de Convocação dos Jovens.
Trazer Justiça ao Genocídio de Gatumba
Adicionar uma nova resolução para o Livro de
Resoluções da seguinte forma:
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Ministérios Globais
CONSIDERANDO que, na noite de 13 de Agosto de
2004, num campo de refugiados no Burundi, África,
chamado de Gatumba, 166 pessoas inocentes da República
Democrática do Congo (RDC) foram impiedosamente
massacradas por facções armadas e 116 outras vítimas foram
mutiladas e feridas;
CONSIDERANDO que, quase todas as 166 pessoas
mortas e as 116 feridas eram membros da tribo
Banyamulenge, que anteriormente tinha sido forçada a sair
de suas casas na região de Kivu Sul da RDC;
CONSIDERANDO que,o relatório S/2004/821 de 5 de
Outubro de 2004, das Nações Unidas missão de manutenção
de paz na RDC, concluiu que o massacre dos Banyamulenge
no acampamento de Gatumba foi planeado e apenas os
Tutsis congoleses foram visados. O relatório dos direitos
humanos declarou também que o massacre dos
Banyamulenge no acampamento de Gatumba foi planeado e,
consequentemente somente as pessoas de etnia
Banyamulenge foram visadas;
CONSIDERANDO que, Pasteur Habimana porta-voz
do FNL-PALIPEHUTU de Agathon Rwasa, reconheceu a
responsabilidade deste movimento no massacre dos
refugiados Banyamulenge.
CONSIDERANDO que, há provas de que os massacres
foram perpetuados pelo FNL-PALIPEHUTU, FDLR
compostas por Interahamwe que cometeram o genocídio no
Ruanda e os Mai-Mai sob a autoridade dos Coronéis
Nakabaka, Baleke, Ekofo, em conjunto com soldados da
RDC presidida pelo General Budja Mabe e Coronel
Mutupeke;
CONSIDERANDO que, não houve ninguém que fosse
apresentado à justiça pela RDC, governo do Burundi ou pelo
Tribunal Penal Internacional; e
CONSIDERANDO que, ainda há violência sob a forma
de massacres, incêndio de casas, violações e terror
perpetrados contra o povo Banyamulenge;
CONSIDERANDO que, o International Rescue
Committee lançou um estudo em Janeiro de 2008, que
concluiu que o conflito e crise humanitária no Congo pode
ter reclamado a vida de 5,4 milhões de pessoas desde 1998
e, continua a causar 45.000 mortos a cada mês — tornandoa a crise mundial mais mortífera desde a II Guerra Mundial;
CONSIDERANDO que, o povo da Igreja Metodista
Unida não pode permanecer em silêncio quando confrontado
com actos de genocídio;
CONSIDERANDO que, o povo da Igreja Metodista
Unida não pode permanecer em silêncio quando há violência
perpetrada contra homens, mulheres e crianças inocentes; e
CONSIDERANDO que, embora a procura de justiça
para o genocídio de Gatumba, não irá abordar todas as
questões actuais da violência na RDC, enviará uma
1185
mensagem de que tais actos, flagrantemente planeados, não
serão tolerados pela comunidade internacional e, irão parar
os indivíduos específicos trazidos perante a justiça de
cometer atrocidades semelhantes no futuro; agora, portanto,
SEJA DELIBERADO, que a Assembleia Global
Legislativa e de Convocação dos Jovens reunida em Berlim,
Alemanha, apele ao Tribunal Penal Internacional, ao
governo do Burundi e ao governo da República Democrática
do Congo para investigarem o ataque de 13 de Agosto de
2004, ao campo de refugiados de Gatumba, para nomearem
os indivíduos e grupos responsáveis e, para trazerem esses
indivíduos à justiça; e
SEJA AINDA DELIBERADO, que a Assembleia
Global Legislativa e de Convocação dos Jovens apela à
próxima Conferência Geral da Igreja Metodista Unida,
solicite ao Tribunal Penal Internacional, ao governo do
Burundi e ao governo da República Democrática do Congo,
que investiguem o ataque de 13 de Agosto de 2004, ao
campo de refugiados de Gatumba, nomeiem os indivíduos e
grupos responsáveis e tragam esses indivíduos à justiça.
Fundamentação da petição:
Colocar pressão internacional para levar os
perpetradores do genocídio de Gatumba à justiça com o
propósito de tomar uma posição contra o genocídio, a cura
das famílias das vítimas e prevenir que futuras atrocidades
aconteçam.
R9999.
Número da petição: 20443-GM-R9999-G; Sachen, Kristin
L.,- São Francisco, CA, EUA para a Conferência Anual de
Califórnia-Nevada.
Turquestão Oriental
Seja decidido que a Igreja Metodista Unida apoia a
autodeterminação e a independência das pessoas e do
território do Turquestão Oriental (Região Autónoma
Xinjiang Uyghur, República Popular da China);
Seja decidido que a Igreja Metodista Unida apoia os
esforços das Nações Unidas para proteger os direitos
humanos de todos os Uyghurs e de outros povos do
Turquestão Oriental (Xinjiang) (incluindo prisioneiros
políticos) onde quer que vivam e para preservar a herança
religiosa, cultural e linguística distinta do povo do
Turquestão Oriental; e
Seja decidido que as juntas gerais e agências da Igreja
Metodista Unida continuem a monitorizar esta situação e a
providenciar oportunidades para os membros da igreja
Metodista Unida defenderem a justiça para o povo do
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Turquestão Oriental (Xinjiang), incluindo prisioneiros
políticos.
Fundamentação da petição:
Seguindo os nossos Parágrafos dos Princípios Sociais
162.III de 2009-2012, A Comunidade Social B) Direitos de
Minorias Religiosas; 164.V. A Comunidade Política A)
Liberdades Básicas e Direitos Humanos; e 165.VI. A
Comunidade Mundial A) Nações e Culturas, decidimos o
seguinte:
R9999.
Número da petição: 20478-GM-R9999-G; Jackson, Fredric
O.,- White Plains, NY, EUA para a Conferência Anual de
Nova Iorque. 1 petição similar.
Uma Convocatória para a Marcha pela Paz
CONSIDERANDO QUE O Livro de Resoluções
contém “Coreia: Paz, Justiça e Reunificação,” uma resolução
abrangente sobre a paz na Coreia, adoptada em 1988 e
alterada e readoptada em 2000, 2004 e 2008; e
CONSIDERANDO QUE o ano 2013 assinala o 60.º
aniversário do armistício da Guerra da Coreia; e
CONSIDERANDO QUE o ciclo de 60 anos marca um
novo início na Ásia, um conceito similar ao Jubileu bíblico;
e
FICA DECIDIDO que a Igreja Metodista Unida irá
proclamar a mensagem da paz e reconciliação de Deus na
Península da Coreia a 27 de Julho de 2013 no 60.º
aniversário do armistício da Guerra da Coreia e
recomendamos as acções que se seguem:
a. Organização de uma marcha pela paz na Zona
Desmilitarizada da Coreia a 27 de Julho de 2013 liderada
pelos líderes episcopais Metodistas Unidas.
b. Organização de uma marcha pela paz em
Washington D.C. a 27 de Julho de 2013.
c. Angariação de apoios para estas marchas pela paz
da Igreja Metodista Coreana, do Conselho Metodista
Mundial, do Conselho Nacional de Igrejas dos Estados
Unidos da América e do Conselho Mundial de Igrejas.
d. Organização de um grupo de trabalho para a paz na
Coreia para se proceder à preparação para estas marchas pela
paz.
R9999.
Número da petição: 20506-GM-R9999-G; Ryder, Jack E.,LaGrange Park, IL, EUA para a Conferência Geral de
Illinois Norte.
Coreia
Acrescentar a nova resolução ao Livro de Resoluções
conforme abaixo se descreve:
• A Igreja Metodista Unida apoia um envolvimento
diplomático pacífico entre os Estados Unidos (EUA) e a
República Democrática Popular da Coreia (RDPC) para pôr
fim à Guerra Coreana.
• Os EUA e a RDPC assinam um tratado de paz e
normalizam as suas relações.
• Os EUA apoiam o processo de recuperação e
reconciliação entre as duas Coreias para uma reunificação
pacífica com meios mutuamente aceitáveis.
• Os EUA cooperam com outras nações no processo de
desenvolvimento de um regime de paz viável e duradouro no
Extremo Oriente e Países do Pacífico.
Fundamentação da petição:
Os EUA e a RDPC estão oficialmente em guerra ao
abrigo do Acordo de Armistício de 1953, ameaçando a paz e
a estabilidade da Coreia e o Nordeste da Ásia. A divisão da
Coreia do Sul e do Norte devastou a vida dos coreanos e
provocou a separação de dez milhões de famílias, que nunca
mais se viram desde então.
R9999.
Número da petição: 20510-GM-R9999-G; Sidorak, Stephen
J. Jr.,- Nova Iorque, NY, EUA para a Comissão Geral de
Unidade Cristã e Assuntos Inter-religiosos.
Desenvolvimento de Arrependimento e Cura
CONSIDERANDO QUE, a Igreja Metodista Unida e
os seus predecessoras reconheceram um desejo histórico de
espalhar as boas notícias do culto mesmo que, em muitos
casos, tenham provocado indignação, genocídio cultural e
atrocidades contra povos tribais, e
CONSIDERANDO QUE, Deus esteve presente com
todas as pessoas desde a criação, e através da graça
preveniente tem sido um Espírito vivo e presente nas
diversas culturas do mundo; e em muitas partes do mundo,
para uma pessoa se tornar um Cristão, isso pode significar
que essa pessoa tem que abandonar a sua cultura e religião
tradicional, o que resulta em tensão e divisão dentro das
famílias e tribos, e na perda da identidade única associada à
família e ao clã incluindo, em alguns locais: a obrigação de
parar de falar o seu próprio idioma, mudar as roupas e o e o
modo de usar o cabelo, e interromper a sua participação em
cerimónias de culto nativas e em muitas actividades
culturais, como música e dança, e
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CONSIDERANDO QUE, a Igreja Metodista Unida
adoptou a Resolução 3222 [Confissão para os Nativos
Americanos] em 1992 e readoptou ao mesma em 2004 e
2008 reconhecendo o valor e a dignidade de todas as pessoas
e a participação da nossa igreja na destruição do povo nativo
americano, e sua cultura e práticas religiosas, e
CONSIDERANDO QUE, a Igreja Metodista Unida
adoptou a Resolução 135 [Apoiar a Restituição para as
Tribos Cheyenne e Arapaho de Oklahoma para o Massacre
de Sand Creek] em 1996, reconhecendo o genocídio de cerca
de 200 pessoas, principalmente mulheres e crianças, num
ataque a um campo de paz dos EUA liderado por um
pregador Metodista, Cor. John Chivington, e
CONSIDERANDO QUE a Igreja Metodista Unida
adoptou a Petição 80158 [Apoio ao Local Nacional
Histórico do Massacre de Sand Creek] em 2008 para
contribuir com $50.000 para a construção do Centro de
Investigação Nacional Histórico do Massacre de Sand Creek
e do Centro Pedagógico para a promoção do conhecimento
do local e da sua utilização para os serviços Nativo
Americanos de recordação e comemoração, e
CONSIDERANDO QUE a Igreja Metodista Unida
adoptou a Resolução 121 [Cura de Relações com Pessoas
Indígenas] em 2000, readoptou a Resolução 133 em 2004, e
reviu e readoptou como Resolução 3323 em 2008 que
reconheceu que a história de expansão do Cristianismo em
todo o mundo foi frequentemente acompanhado por acções
que prejudicaram a cultura, modos de vida e espiritualidade
de pessoas indígenas, e
CONSIDERANDO QUE, a Resolução 3323 orienta a
Conferência Geral de 2012 da Igreja Metodista Unida para
que promova uma Lei de Serviço de Arrependimento para a
Cura de Relações com Pessoas Indígenas que irá lançar o
estudo, diálogo e actos de arrependimento em todas as
conferências no quadriénio seguinte, e
CONSIDERANDO QUE, um serviço de Acto de
Arrependimento é o primeiro passo para o lançamento de um
processo de cura de relações com pessoas indígenas em todo
o mundo, para que sejam o corpo vivo e ressuscitado de
Cristo no mundo, e
CONSIDERANDO QUE, uma chamada de
arrependimento é seguida de confissão, e uma confissão é
seguida de uma chamada para uma mudança para melhor,
como resultado do remorso ou contrição dos pecados de uma
pessoa, e
CONSIDERANDO QUE, a Comissão Geral de
Unidade Cristã e Assuntos Inter-religiosos (CGUCAI) foi
encarregue, na Resolução 3323, da responsabilidade de
planeamento do evento da Conferência Geral de 2012; o
estudo necessário; desenvolvimento de recursos, modelos e
orientações para a construção de relações com pessoas
indígenas na preparação de um processo para ouvir, de
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arrependimento e cura; e fazer com que esses recursos
estejam disponíveis a conferências e congregações locais,
Por isso, seja decidido, que a Igreja Metodista Unida dê
início a um processo de relações de cura com pessoas
indígenas, que continue ao longo do quadriénio e mais além,
que inclua necessariamente actividades como a utilização de
guias de estudo e recursos; auto-exame, descoberta de
impactos contínuos de traumas históricos; confessar a nossa
própria participação nos efeitos continuados desse trauma;
construir relações com as pessoas indígenas onde quer que
nós, a igreja, estejamos; construir essas relações escutando e
estando presente entre pessoas indígenas; trabalhar ao lado
das pessoas indígenas para encontrar soluções para
problemas actuais; defender e recorrer a programas que
sejam auto-determinados pelas pessoas nativas e indígenas,
para que sejam parte do processo de cura, e realizar um Acto
de Serviço de Arrependimento para a Cura de Relações com
Pessoas Indígenas em cada conferência, e
Seja também decidido, que cada conferência, e cada
congregação local da Igreja Metodista Unida desenvolva e
nutra relações com as pessoas indígenas no local onde a
conferência tenha lugar através de um processo de audição e
aprendizagem profundas, e
Seja também decidido, que cada conferência e cada
congregação local da Igreja Metodista Unida seja
incentivada para a implementação de acções específicas para
demonstrar uma atitude genuína de arrependimento, tal
como 1) incentivar e proporcionar a educação e formação de
uma liderança indígena incluindo laicado e pastores,
providenciando ambientes de aprendizagem culturalmente
sensíveis, 2) onde quer que a igreja detenha terras e/ou
propriedades fiduciárias, considerar transferir parte dessas
terras e/ou propriedades ou das suas receitas para os
projectos das pessoas indígenas e 3) em conjunto com o
parágrafo 2547.2, sempre que uma entidade da conferência
estiver a concluir um cargo ou detiver terras em excesso,
considerar transferir qualquer terra ou propriedade para uma
comunidade indígena, e
Seja também decidido, que a total implementação das
recomendações neste parágrafo são propostas ao Conselho
dos Bispos para consideração, e
Seja também decidido, que os Bispos da Igreja
Metodista Unida providenciem uma liderança espiritual e a
orientação pastoral para a concretização deste trabalho
essencial para curar a alma da nossa igreja, do nosso povo e
da terra.
Fundamentação da petição:
Esta Resolução é fruto da direcção da Conferência
Geral na Resolução 3323, “Curar Relações com Pessoas
Indígenas”. As disposições criadas na mesma para assegurar
que o Acto de Arrependimento de 2012 seja seguido de
resultados tangíveis.
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R9999.
Número da petição: 20831-GM-R9999-G; Marshall, Anne,OK, EUA para os Líderes Internacionais NativoAmericanos.
Doutrina de Descoberta e os seus efeitos nos Povos
Indígenas em todo o mundo. Para a Igreja Metodista Unida
repensar os seus pecados passados, precisa estar consciente
desta doutrina antiga...
Doutrina de Descoberta
R9999.
DOUTRINA DE DESCOBERTA
Considerando que, as Nações Unidas em 2007
passaram a “Declaração de Pessoas Indígenas” que são
chamadas para a questão da validade da Doutrina de
Descoberta Cristã, que , durante séculos, serviu a
fundamentação “legal” para roubar a terra e desumanizar
pessoas aborígenes, assim como a justificação para os
estabelecimento de internatos ao longo da América do Norte
para “civilizar” as crianças índias; e
Considerando que, em 2009, o Presidente Obama
apelou, ao povo nativo, o apoio dos Estados Unidos da
“Declaração de Pessoas Indígenas”; e
Considerando que, “A Declaração de Pessoas
Indígenas” procura corrigir os erros históricos através da
utilização da Bula Papal da Igreja Católica Romana que são
decretos oficiais pelo Papa que sancionam o aproveitamento
de terras indígenas em todo o mundo; e
Considerando que, em 1452, o Pontífice Romano da
Bula Papal, declarando guerra contra todos os não Cristãos
em todo o mundo, sancionando e promovendo a conquista,
colonização e exploração de nações não-Cristãs e dos seus
territórios; e
Considerando que em 1453, foram concedidos direitos
de conquista e domínio de uma parte do globo a Espanha, e
da outra a Portugal; e
Considerando que, em 1823 a Doutrina Cristã de
Descoberta foi adoptada como lei pelo Supremo Tribunal
dos E>U> (Johnson V. McIntosh). O Presidente da suprema
Corte observou que as nações cristãs europeias assumiram o
domínio nas terras da América após a descoberta, e os índios
perderam os seus direitos à soberania total como nações
independentes e detiveram um mero direito de ocupação nas
suas terras.
Seja por isso decidido, que a todos os níveis a Igreja
Metodista Unida é chamada a condenar a Doutrina de
Descoberta como documento legal e como base de
aproveitamento dos territórios nativos e abusos dos direitos
humanos das Pessoas Indígenas; e
Seja também decidido que a Igreja Metodista Unida irá
trabalhar para eliminar a Doutrina de Descoberta como
forma de subjugar os povos indígenas das suas propriedades
e territórios.
Fundamentação da petição:
Para dar atenção e para educar a Igreja Metodista Unida
sobre os resultados nocivos e implicações adicionais da
Número da petição: 20870-GM-R9999-G; Perez-Galang,
Laddie, - Vacaville, CA, EUA pelo Comité de Coordenação
Inter-Étnico da Jurisdição Ocidental.
Ministério das Fronteiras na Jurisdição Ocidental
Considerando que, há um número sem precedente de
deportações a ocorrerem actualmente, que afectam
dramaticamente as vidas de milhões de pessoas nos EUA e
no México, a Igreja Metodista Unida necessita criar
parcerias com a Igreja Metodista do México, no ministério a
estes deportados deixados nas cidades fronteiriças sem
nenhuns recursos para se deslocarem para os seus lugares de
origem. De Janeiro de 2009 a Julho de 2011, tinha havido
1.107.415 deportações [Descarregado em 13 de Setembro de
2011< http://www.ice.gov/doclib/about/offices/ero/pdf/eroremovals.pdf >]. Porque atravessar para os EUA sem a
documentação apropriada transformou-se num esforço
titânico, os nossos vizinhos do sul recebem um número
maciço de deportados todas as semanas, e
Enquanto que, os emigrantes em todo do mundo são
forçados a sair dos seus lares por razões económicas e, as
políticas externas dos países desenvolvidos agravam o seu
estado económico já afectado, com os mais de 240 milhões
de pessoas em movimento em todo o mundo continuamente
à procura de uma vida melhor e, um número estimado de
23% da emigração do mundo chega à América do Norte, e
Considerando que, o número de mortes de
trabalhadores emigrantes clandestinos que querem
atravessar para os EUA alcançou um número sem
precedentes, com uma média de 200 mortes registadas a
cada ano no deserto do Arizona e entre 1995 e 2004 mais de
2.640 emigrantes morreram ao tentarem cruzar a fronteira do
México com os Estados Unidos, e desde 2004 mais do que
um emigrante clandestino morreu por dia no esforço de
atravessar, e
Considerando que, o número de deportações (desde
2009 a Julho de 2011 as deportações totalizaram 1.107.415:
389.834 em 2009, 392.862 em 2010, e em 324.719 em 2011,
mais do que o número das deportações somadas dos últimos
dez anos) continuam a causar impacto em ambos os lados da
fronteira dos EUA e do México enquanto as famílias dos
EUA estão a ser separadas dos membros da família; os
nossos vizinhos do sudoeste recebem um número maciço de
deportados todas as semanas, estimando que 1.000 destes
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vagueiam à beira da fronteira de Tijuana todos os dias sem
nenhuma ajuda, e os programas que tentam abordar esta
necessidade são demasiado poucos para proporcionarem a
ajuda para muitos deles, e
Considerando que o medo crescente de ataques terroristas
mobilizou o Department of Homeland Security (Departamento
de Segurança Interna), para fazer com que o atravessar da
fronteira para trabalhadores emigrantes clandestinos seja um
esforço Hercúleo, pois existem quase 21.000 agentes da
patrulha de fronteira neste momento, mais do dobro dos que
havia em 2004 a trabalharem para parar a emigração
clandestina; a partir de Maio de 2011, 17.659 destes foram
colocados ao longo da fronteira sudoeste com o México, que é
o factor contribuinte para o declínio constante nos fluxos de
emigração clandestina nos anos recentes (o relatório anual de
Novembro de 2006 feito pelo Office of Immigration Statistics
(Gabinete de Estatísticas de Emigração) refere que as
apreensões, detenções de cidadãos estrangeiros foram reduzidas
drasticamente de 1.291.000 em 2005 [Descarregado em 14 de
Setembro de 2011 de http://www.dhs.gov/xlibrary/
assets/statistics/yearbook/2005/Enforcement_AR_05.pdf] para
517.000 em 2010 [Descarregado em 14 de Setembro de 2011
de http://www.dhs.gov/xlibrary/assets/statistics/publications/
enforcement-ar-2010.pdf]) forçando os que atravessam a
fronteira clandestinamente a caminharem no deserto do Arizona
onde perdem a sua vida, e
Considerando que a nossa tradição Metodista baseada
nos valores Judaico-Cristãos lembra-nos que devemo-nos
importar com os visitantes amando-os como a nós próprios e
providenciar para o seu bem-estar em vez de os oprimirmos
(Levítico 19:30), assim como Jesus modelou para nós e
identificado com eles e, chama-nos para fornecer
hospitalidade aos visitantes (Mateus 25:38 - 40), porque diz:
“O que quer que tenha feito pelo menor destes, fê-lo para
mim,” (Mateus 25:40); e fazendo assim espalhamos a
santidade escritural por toda a terra e participamos na nossa
própria salvação, e
Considerando que, sem abordar a reforma da
emigração, a repressão, criminalização, aprisionamento e
deportação de emigrantes clandestinos produtivos,
continuará a ocorrer, e a separação das famílias, morte no
deserto, divisão das comunidades, e frustração do futuro de
tantos Sonhadores talentosos continuará a ocorrer,
Portanto, a Conferência Geral pede que o grupo de
trabalho Inter-Agência e agências gerais específicas
nomeadas abaixo, tendo demonstrando um compromisso
profundo a, e sucesso em abordar questões relativas à
emigração, mobilize e responda aos impactos da deportação
fora dos Estados Unidos e especificamente no México
incluindo mas não limitada às seguintes medidas:
1) O Grupo de Trabalho Inter-Agência para a
Emigração, em representação do Conselho dos Bispos,
Agências e convenções raciais/étnicas:
1189
a) Incluir o impacto da deportação no lado Mexicano
da fronteira, planeando intencionalmente e fornecendo
recursos para responder às necessidades das famílias que são
apanhadas na luta fronteiriça.
b) Trabalhar para desafiar a criminalização dos
emigrantes por agentes da lei no México, em resultado da má
propaganda originária dos EUA que somente os emigrantes
com registos criminais são deportados.
2) A Junta Geral da Igreja e Sociedade, a Comissão
Geral sobre Religião e Raça e a Junta Geral dos Ministérios
Globais e a Divisão das Mulheres:
a) Trabalhem com organizações nacionais e
internacionais dos direitos civis, dos direitos humanos e dos
direitos dos emigrantes para desenvolverem recursos e
materiais de advocacia para uso nas cidades fronteiriças no
México que sofrem o impacto do número sem precedentes
de deportações.
b) Mobilizem as congregações para apoiarem
programas fora dos EUA que estão a responder ao impacto
da deportação.
c) Trabalhem em colaboração com a CONAM
(Comisión Nacional de Asuntos Migratorios) da Igreja
Metodista do México para educar e defender os direitos das
mulheres, homens e crianças que enfrentam os desafios de se
adaptarem a uma nova forma de vida em consequência da
sua deportação.
R9999.
Número da petição: 20871-GM-R9999-G; Perez-Galang,
Laddie,- Vacaville, CA, EUA.
Mettre fin à l'impunité dans les Philippines
“De facto, as matanças extra-judiciais, os
desaparecimentos forçados e outras formas de violação
dos direitos humanos foram conduzidos com impunidade,
enquanto os perpetradores permanecem em liberdade e à
margem da justiça enquanto as vítimas são vilipendiadas e
descartadas como subversivas e indignas de qualquer
forma de justiça. . . . As pessoas foram ofendidas,
profanadas, e ultrajadas pelo trabalho de um artista.
Contudo, que maior ofensa, profanação e ultraje pode
haver do que a violação e a destruição, com impunidade,
da mais real e viva imagem de Deus—o ser humano? . . .
Os efeitos da impunidade continuarão a marcar o povo
deste país, danificando seriamente as relações familiares e
da comunidade agora e no futuro, sejam eles os filhos,
parentes, e amigos das vítimas ou os filhos, parentes e
amigos daqueles que perpetraram abusos dos direitos
humanos. Nós vimos e continuamos a ver, os resultados
trágicos na nossa fibra social—relações de comunidade
destruídas, a migração forçada do nosso povo, a destruição
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dos nossos recursos naturais e soberania e, a dignidade
nacional seriamente comprometida.
Tem de ser
interrompido.” Padre Rex R.B. Reyes, Jr.—Secretário
Geral do Conselho Nacional das Igrejas nas Filipinas.
“O compromisso manifestado pelo Presidente Aquino
para os direitos humanos está a começar a revelar-se.
Enquanto o registro da anterior Presidente MacapagalArroyo permanece imbatível, estou receoso que o registro do
Presidente Aquino poderia tornar-se pior dado o aumento
dos abusos dos direitos humanos sob a sua supervisão,”
afirmou ele.
“A anterior presidente Gloria Macapagal Arroyo faria
bem em responder a muitas perguntas a respeito da sua
responsabilidade, não apenas pela corrupção e fraude
maciças sob a sua administração, mas também na sua
responsabilidade pelas violações brutais dos direitos
humanos sob a sua supervisão,” afirmou Cristina Palabay,
organizadora da Aliança para o Fim da Impunidade.
Sob a administração de Arroyo, Karapatan diz que
documentou 1.206 vítimas de matanças extrajudiciais, 206
vítimas de desaparecimentos forçados e mais milhares de
vítimas de outras formas de abusos.
Desde que Aquino assumiu o cargo em 1 de Julho de
2010, até 21 de Julho de 2011, Karapatan diz que já
documentou 50 casos de matanças extrajudiciais, oito casos
de desaparecimentos forçados e mais de cem casos de
apreensões e de detenções ilegais.
“A impunidade prevalece porque ninguém foi posto
atrás das grades pelas violações, até ao presente. Deste
modo, é importante que os indivíduos que amam a liberdade,
apelem à administração de Aquino para parar decisivamente
as violações dos direitos humanos no país e terminar o clima
reinante de impunidade assegurando às vítimas que será feita
justiça.”
(fonte: <http://www.ucanews.com/2011/08/18/acti
vists-launch-impunity-campaign/>)
Seja, portanto, deliberado, pela Igreja Metodista Unida
para persuadir o Presidente Filipino Benigno “Noynoy”
Aquino, Jr., a pôr fim à impunidade e a parar as violações
dos direitos humanos nas Filipinas.
Seja ainda deliberado, pela Igreja Metodista Unida para
persuadir o Presidente Filipino Benigno “Noynoy” Aquino,
o Jr., a ordenar os latifundiários (Cojuangcos, Arroyos,
Ayalas, Sys, etc.) a devolverem as terras aos seus legítimos
proprietários, os agricultores.
Seja ainda deliberado pela Igreja Metodista Unida para
apoiar, endossar, e ajudar a promover os “Challenges for
Democracy” (“Desafios para a Democracia”) da fundação
IBON para:
• Investigar e processar a anterior Presidente Gloria
Macapagal-Arroyo e seus aliados por fraude eleitoral,
corrupção, em conjunto com polícias e militares, por graves
violações dos direitos humanos
DCA Edição Avançada
• Realizar uma investigação independente às eleições
de 10 de Maio de 2010
• Suspender e rever o Visiting Forces Agreement
(Acordo das Forças Visitantes); expulsar as forças dos EU
• Retomar imediatamente e avançar genuinamente as
conversações de paz formais com o NDFP e MILF.
R9999.
Número da petição: 20872-GM-R9999-G; Perez-Galang,
Laddie,- Vacaville, CA, EUA.
Prosseguir as Conversações de Paz Formais
A Philippine Ecumenical Peace Platform (PEPP)
(Plataforma Ecuménica Filipina da Paz), a formação
ecuménica mais alargada de líderes da igreja que defendem as
negociações formais de paz entre o Government of the
Philippines (GPH) (Governo das Filipinas) e a National
Democratic Front of the Philippines (NDFP) (Frente
Democrática Nacional das Filipinas), está alarmada sobre os
recentes pronúncios de ambos os lados, que não são um bom
presságio para a continuação das conversações formais de paz.
Após a centelha da esperança que foi causada pelas
conversações de paz formais entre GPH-NDFP de Fevereiro
último, que produziu a Declaração Conjunta de Oslo de 21
de Fevereiro de 2011, as recentes declarações aos meios de
comunicação social quer do GPH quer do Presidente do
Painel de Paz Atty. Alex Padilla e o porta-voz do painel de
paz da NDFP, Fidel Agcaolli, prevêem outro adiamento das
conversações formais. As conversações já foram adiadas em
Junho último e sentem que um outro adiamento pode
verdadeiramente descarrilar as negociações de paz.
A PEPP incentiva também ambos os lados a manterem
por sua própria reafirmação, a validade e o efeito obrigatório
de todos os acordos bilaterais precedentes, como indicado na
Declaração Conjunta de Fevereiro.
Um dos desenvolvimentos principais em Fevereiro
último, foi o acerto de um calendário para as negociações.
Para os defensores, os prazos indicados no calendário podem
ser marcos para a paz. Apelam a ambos os painéis a
trabalharem duramente a fim de cumprirem os prazos
propostos. Se ambos os lados respeitarem, e tentarem
construir pontes em vez de obstáculos, e reiterarem isto—
através de negociações de princípios—o nosso país apreciará
o que o Salmista prometeu, “um futuro aguarda por aqueles
que procuram a paz” (Salmos 37:37).
(fonte: Most Rev. DEOGRACIAS S. INIGUEZ, JR.,
D.D.—Chefe de Secretariado; ANTONIO J. LEDESMA
Arcebispo, SJ, DD Sra. SHARON ROSE JOY RUIZDUREMDES—Co-presidentes 28 de Agosto de 2011)
Seja, portanto, deliberado, que a Igreja Metodista
Unida incite o Presidente Filipino Benigno “Noynoy”
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Ministérios Globais
Aquino, Jr., que ordene a continuação imediata e um avanço
genuíno das conversações de paz formais com NDFP e o
MILF.
Seja ainda deliberado, que a Igreja Metodista Unida
incite o Presidente Filipino Benigno “Noynoy” Aquino, Jr.,
e a sua administração, a aceitarem a “10-Point Proposal for
a Concise Agreement for an Immediate Just Peace”
(“Proposta de 10 pontos para um acordo conciso para uma
paz justa e imediata”) do NDFP:
1. Unir o povo Filipino através de uma aliança
abrangente de forças patrióticas e progressistas e, um
governo de coligação limpo e honesto para a independência
nacional genuína e, democracia contra todo o domínio ou
controle estrangeiro e contra a subserviência.
2. Dar poder às massas trabalhadoras de operários e
camponeses respeitando os seus direitos democráticos e,
promovendo a sua representação significativa nos órgãos do
governo de coligação e, auxiliar as organizações, os
programas e os projectos das massas trabalhadoras.
3. Manter a soberania económica, realizar a reforma
da industrialização nacional possuída pelas Filipinas e a
reforma da terra e, opor-se à pilhagem imperialista e à
corrupção burocrática e militar a fim de desenvolver a
economia nacional.
4. Cancelar a dívida externa e reduzir as dotações para
as forças armadas e outras organizações armadas do GRF a
fim de proporcionar recursos e poupanças adequados para o
desenvolvimento económico, melhoria dos meios de
subsistência, alívio da pobreza, realização da igualdade do
género, promoção dos direitos das crianças do bem-estar e
ambiente saudável.
5. Promover e apoiar uma cultura patriótica, científica
e pró-povo através do sistema educativo, meios de
comunicação de massas e organizações de massas, estima
pela herança cultural da nação Filipina e de todas as
comunidades etno-linguísticas no país.
6. Reconhecer o direito à auto-determinação e à
autonomia das minoridades nacionais, assegurar a
representação proporcional nos órgãos do governo de
coligação e nas instituições e proporcionar acção positiva
para compensar a discriminação e os erros de longa duração.
7. Investigar e julgar os representantes do governo que
são responsáveis por traição, corrupção e violação dos
direitos humanos.
8. Levar a cabo uma política externa verdadeiramente
independente para a paz no mundo e desenvolvimento
económico, opor-se aos actos imperialista de pilhagem,
agressão e intervenção estrangeira e, impedir a instalação de
tropas e armas de destruição maciça estrangeiras no país.
9. Manter as relações comerciais e diplomáticas
normais com todos os países e, desenvolver o estreitamento
de relações com outros países da ASEAN, China, Coreia do
1191
Sul e Norte, Japão e Rússia, salientando a troca uniforme de
mercadorias, adquirindo matérias primas para a
industrialização e garantindo fontes de energia.
10. Inaugurar uma trégua entre as forças antagónicas
do GRF e do NDFP com a finalidade de uma aliança e,
outras finalidades construtivas como acima indicado.
R9999.
Número da petição: 20957-GM-R9999-G; Carlsen,
Jonathan,- Arcadia, FL, EUA.
Liberdade religiosa
Adicionar nova resolução:
Liberdade religiosa
A Igreja Metodista Unida, como uma denominação
mundial, declara a liberdade religiosa e a liberdade de crença
como um direito humano básico.
Base Bíblica/Teológica da liberdade religiosa
A liberdade religiosa tem as suas raízes na Bíblia. As
nossas convicções a respeito da liberdade religiosa
descendem directamente do que a Bíblia ensina sobre os
deveres recíprocos entre o governo e o indivíduo e sobre
como Deus lida com cada individuo.
Jesus Cristo ensinou: “Dêem ao imperador as coisas
que são do imperador, e a Deus as coisas que são de Deus
(Marcos 12:17). Isto significa que tanto o governo como
Deus têm reivindicações justas em relação ao indivíduo. Mas
quando o governo reivindica para si mesmo o que pertence
apenas a Deus—culto ou a consciência religiosa—o governo
ultrapassa os seus limites. O governo é o instrumento
escolhido por Deus para manter a ordem e executar a justiça.
Pode cobrar impostos e regular o comportamento (Romanos
13:1-7). Mas não pode comandar a consciência.
Além disso, a Bíblia ensina claramente que Deus deu às
pessoas o livre arbítrio. As pessoas são livres para Lhe
obedecer ou desobedecer. Podem seguir “o caminho recto e
estreito” ou o trajecto amplo para a Destruição. Deus não
comanda o culto religioso de ninguém. Consequentemente, é
presunçoso, se não blasfemo, para os mortais comandarem o
que Deus não comanda.
A Bíblia ensina ainda que a igreja experimentará a
perseguição até ao retorno do Senhor (Mateus 5:11-12, 24:914; 2 Timóteo 3:12; Apocalipse 6:9-11) e esta perseguição é
a realidade dos nossos dias, de modo que mais Cristãos
morreram pela sua fé no século vinte do que no conjunto dos
dezanove séculos anteriores.
Como Metodistas Unidos, nós conhecemos esta
realidade. Os nossos antepassados espirituais dos
movimento Wesleyano, Evangélicos, e da Irmandade Unida
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enfrentaram a perseguição desde o começo. Em ambos os
lados do Atlântico, Metodistas, Evangélicos e pregadores da
Irmandade Unida sofreram ataques das multidões e sanções
impostas pelos governos por pregarem o Evangelho. Nas
possessões britânicas nas Caraíbas, os primeiros
missionários Metodistas viram-se aprisionados como
“perturbadores da paz”. Os Nossos irmãos e irmãs na
Alemanha só viram a sua liberdade de culto assegurada com
o unificação dos estados alemães em 1871. Ainda
actualmente, entre conflitos civis em vários lugares, a nossa
gente vê-se vítima de atrocidades cometidas por apoiantes de
uma ou outra facção.
Consequentemente, nós lamentamos quando alguns na
nossa denominação ou nas nossas igrejas irmãs negam ou
minimizam a extensão da perseguição em todo o mundo,
ignorando-a como desvarios da direita religiosa. Nós
lamentamos que alguns menosprezem a questão, chamandoa de “um obstáculo ao diálogo”, e subordinam a sua
compaixão por aqueles que são perseguidos a outras
questões. Sobretudo, nós contestamos a correlação e a
confusão de uma paixão ao Evangelho com o fanatismo
religioso. Tais delírios despoletam especulações e
difamações irresponsáveis que o desejo expresso de
conquistar povos não Cristãos para Cristo pode conduzir os
Cristãos a cometer crimes do ódio e que as perseguições
ocorrem porque as igrejas são demasiado fervorosas no seu
evangelismo.
Princípios básicos da liberdade religiosa
Princípios aceites internacionalmente. O preâmbulo da
Declaração Universal dos Direitos Humanos declara que o
“advento de um mundo em que os seres humanos apreciarão
a liberdade de expressão e de crença foi proclamado como a
maior aspiração das pessoas comuns”.
Os padrões mínimos dos direitos de crença são
amplificados pela comunidade internacional na Declaração
sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e de
Discriminação Baseadas na Religião ou Crença, adoptada
pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 25 de
Novembro de 1981. Declara que o direito de liberdade de
pensamento, de consciência, de religião ou crença são
básicos para as seguintes liberdades:
1. reunir-se e prestar culto;
2. estabelecer e manter lugares para aquelas finalidades;
3. estabelecer e manter instituições de caridade,
humanitárias e de acção social:
4. produzir e possuir artigos necessários aos rituais e
aos costumes de uma religião ou crença:
5. escrever, publicar e difundir publicações relevantes;
6. ensinar crenças religiosas;
7. solicitar e receber contribuições financeiras
voluntárias e outras de indivíduos e instituições;
8. formar, nomear, eleger ou designar por sucessão
líderes necessários;
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9. respeitar dias de descanso e comemorar feriados e
cerimónias de acordo com os preceitos da própria religião ou
crença;
10. estabelecer e manter comunicações com os
indivíduos e as comunidades religiosas em matérias da
religião e crença, aos níveis nacional e internacional.
A declaração estabelece ainda o direito dos pais de
providenciarem formação religiosa para os seus filhos.
Livre de ataques. O nosso teste de liberdade religiosa
não é limitado por estes padrões. “Nós consideramos os
governos responsáveis pela protecção dos direitos dos
povos” (Princípios Sociais, ¶ 164A); consequentemente,
acreditamos que os governos não devem apenas permitir aos
povos as liberdades acima mencionadas, mas também devem
proteger as pessoas religiosas das ameaças, da intimidação,
da coerção, da difamação, da violência, do roubo, do
vandalismo, das falsas acusações e dos falsos litígios de
outros.
Liberdade para duvidar, evangelizar e converter-se.
Acreditamos também que a liberdade religiosa inclui a
liberdade para duvidar ou negar a existência de Deus, e
para abster-se de observar práticas religiosas. Além disso,
acreditamos que as pessoas de fé têm o direito de propagar
a sua fé através da divulgação do evangelismo e, se assim
for, então as pessoas também têm o direito a converter-se
de uma fé para outra. Às pessoas deve-lhes ser permitido
viver dentro das restrições e exigências das suas
convicções. Acreditamos que é direito de uma pessoaserlhe permitido seguir a chamada da consciência quando se
torna impossível viver quer pelos ditames da posição quer
pela decisões da fé.
Ameaças à liberdade religiosa
A liberdade religiosa envolve muito mais do que o
direito de prestar culto dentro das paredes de uma casa de
culto. Os indivíduos e as instituições religiosas e os seus
membros têm o direito—certamente, a obrigação—de
participar em testemunhos baseados na fé em questões de
estado e sociedade. Deve ser permitida uma latitude ampla
na definição desta função religiosa.
A experiência de vinte séculos de perseguição
ensina que a liberdade religiosa está ameaçada por
diversos quadrantes. Já mencionámos o assédio e as
perseguições por grupos não governamentais—outras
religiões, sociedades anti-religiosas, até mesmo a nossa
família e amigos (Mateus 10:34-39), mas os governos
também ameaçam as pessoas religiosas de muitas
maneiras.
Teocracias e outros governos e sociedades que dão
privilégios especiais aos aderente de uma religião ou
ideologia, demasiado frequentemente, procuram reforçar um
monopólio de expressão ou crença religiosa. Todos os
governos têm uma responsabilidade particular em assegurar
e garantir não apenas os direitos e a espiritualidade religiosa
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Ministérios Globais
de grupos indígenas, mas também os direitos políticos,
económicos, sociais e culturais daqueles que não são
membros do grupo favorecido.
Uma ameaça grave à liberdade religiosa existe nas
nações onde todas as formas de associação voluntária—
mesmo para fins privados de culto religioso—são limitadas
ou proibidas. Em tais situações, o compromisso especial que
usa a Declaração das Nações Unidas como um padrão
mínimo, deve ser assumido para o cumprimento das funções
religiosas.
A liberdade religiosa é ameaçada de outras formas. Os
governos ou movimentos políticos usaram instituições ou
organizações religiosas para os seus próprios fins,
comprometendo o seu pessoal através da oferta de poder, ou
pela manipulação, infiltração ou controle. Os governos
também subvertem organizações religiosas por meio de
vigilância das suas actividades legitimas, através do uso de
informadores, buscas secretas da propriedade religiosa, e de
ameaças politicamente motivadas à segurança dos líderes
religiosos ou à operação financeira de instituições
religiosas.
Os governos também podem infringir a liberdade
religiosa com acções que são mais insensíveis do que
conscientemente hostis. Os regulamentos de governos locais
sobre zoneamento, por vezes, restringem injustamente a
capacidade de uma igreja de se expandir, melhorar ou
deslocar a sua propriedade. A prossecução com um
propósito único dos objectivos de política pública sem a
consideração apropriada do seu impacto na religião,
constitui uma ameaça multifacetada à liberdade religiosa.
Quer o objectivo seja angariar dinheiros públicos tributando
as igrejas para manter a separação entre a igreja e o estado,
proibindo a discussão religiosa nas escolas, ou para
compensar credores forçando as igrejas a reembolsar os
donativos que lhes foram dados por aqueles que foram à
falência, representam a remoção da religião da corrente
principal da sociedade e a despromoção da liberdade
religiosa de um direito inalienável a um privilégio especial a
ser concedido ou retirado à discrição de um governo.
Nós empenhamo-nos nos nossos esforços contínuos
para protecção contra estas actividades.
Nós reconhecemos que existem situações em que as
práticas religiosas parecem ameaçar a saúde ou a segurança
de uma sociedade. No entanto, a importância da liberdade
religiosa dita que as limitações das práticas religiosas que
são alegadamente contrárias à política do governo na
presunção de que a saúde e a segurança pública podem ser
ameaçadas, devem ser atentamente examinadas. Os
governos devem apresentar um teste de interesses
convincentes (isto é, a saúde pública e a segurança poderiam
ser afectadas por determinadas práticas religiosas) perante
qualquer acto do governo que coloque um fardo substancial
nas práticas religiosas sinceras. Isto é, os governos teriam de
provar com uma razão convicente o facto de
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sobrecarregarem uma prática religiosa bem como provar que
está a perseguir a sua razão convincente de uma forma que
sobrecarregue ao mínimo a religião.
Acção denominacional para expandir a liberdade
religiosa
A Igreja Metodista Unida coloca uma alta prioridade no
esforço para manter a liberdade de crença e prática religiosa
em todo o mundo. Sempre que, por causa da sua fé religiosa,
aos indivíduos e aos grupos são-lhes negados os seus
direitos, os nossos membros têm a obrigação de falar em seu
nome.
Para este fim, a Comissão Geral de Unidade Cristã e
Assuntos Inter-Religiosos, em cooperação com o Conselho
dos Bispos compilará um relatório anual sobre a liberdade
religiosa em todo o mundo. Este relatório dedicará atenção
especial aos casos de opressão religiosa e ao estado dos
Cristãos perseguidos. Para preparar este relatório, a
comissão consultará e manterá ligação com a Amnistia
Internacional, a Solidariedade Cristã Internacional dos EUA,
a Convenção dos Direitos Humanos do Congresso, a
Freedom House, o Instituto de Religião e Democracia, a
Open Doors, o Instituto Puebla, a Sociedade de St. Stephen,
o Comité de Aconselhamento da Liberdade Religiosa
Externa do Departamento de Estado, a Voice of the Martyrs
e outras autoridades quanto à questão dos direitos humanos
internacionais. Este relatório será realizado todos os anos, a
tempo para que um sumário apareça na introdução de
Setembro do The Interpreter para ajudar as igrejas locais a
prepararem-se para o International Day of Prayer for the
Persecuted Church (Dia Internacional de Oração pelas
Igrejas Perseguidas), realizado a cada Novembro.
Além disso, quando a comissão ou o Conselho dos
Bispos ou os seus membros tomarem conhecimento de um
líder da igreja que negue, minimize, ou desculpe a opressão
ou perseguição religiosa, devem admoestar o ofensor do seu
erro, seguindo as orientações enunciadas em Mateus 19:1517 e Gálatas 6:1-2. Se, após duas admoestações, o ofensor
não se desculpar publicamente, emitirão uma repreensão
pública.
Além disso, apelamos aos nossos membros, agências e
instituições para:
1. afirmarem e apoiarem estas preocupações pela
liberdade religiosa nos grupos ecuménicos nos quais
participamos;
2. perseguirem a aplicação destes padrões mínimos
sobre os direitos humanos da liberdade religiosa em todas as
sociedades e esforçarem-se em prol de condições em que as
unidades governamentais não inibam nenhuma religião em
particular nem, inclusivamente, o ateísmo;
3. actuarem através da oração, educação e acção
política, para conquistar a liberdade religiosa em todos os
lugares onde esta esteja em falta;
4. estenderem o ministério de compaixão da Igreja às
pessoas que sofrem porque as autoridades religiosas ou
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governamentais procuram negar-lhes estes direitos,
assumindo uma responsabilidade especial de trabalhar em
nome dos “sem registo”, além das instituições religiosas
aprovadas governamentalmente;
5. educarmo-nos de modo a que identifiquemos e
respondamos às violações da liberdade religiosa tanto na
nossa como em outras sociedades;
6. Apoiarem todas as actividades das Nações Unidas
para promover a liberdade religiosa e para reduzir a
intolerância religiosa; e
7. Participarem com todo o coração com as igrejas em
todo o mundo no cumprimento do International Day of
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Prayer for the Persecuted Church (Dia Internacional de
Oração pelas Igrejas Perseguidas).
Fundamentação da petição:
Esta resolução, uma excelente inserção no Livro de
Resoluções desde 1988, desapareceu em 2008 ao abrigo da
regra dos oito anos (¶ 510.2a). Esta versão caracteriza uma
melhor fundamentação teológica, uma perspectiva histórica,
uma lista mais completa das ameaças e dos recursos da
liberdade religiosa e apoio ao International Day of Prayer for
the Persecuted Church (Dia Internacional de Oração pelas
Igrejas Perseguidas).