Relatório de atividades 2008 – 2010

Сomentários

Transcrição

Relatório de atividades 2008 – 2010
Relatório de atividades
2008 – 2010
Sumário
Índice
2
Diretoria Executiva 2008-2010
3
Carta da Diretoria Executiva
4
Carta da Presidente
6
Missão, Visão e Valores
8
CIAM – uma intenção, uma causa, um grupo... uma solução
CIAM – alinhado com o Brasil e com o mundo
16
22
36
45
Unidade Jaguaré – estimulando o desenvolvimento
Aldeia da Esperança – promovendo a autonomia
Faça parte
49
Parcerias e alianças
54
Balanço Social
56
Ficha Técnica
Diretoria Executiva 2008-2010
Presidente
Anna Abuleac Schvartzman
Vice-presidentes
Fernando Kasinski Lottenberg
Isac Krutman
Abrahão Kerzner
Corpo Diretivo
Diretora Administrativa: Muriel Matalon
Diretor de Patrimônio e Jurídico: Renato Lainer
Schwartz
Diretora de Relações Públicas: Addy Seelmann Heilbut
Diretora Secretária: Paula Sapir Febrot
Diretora Técnica: Bacy Fleitlich Bilyk
Diretores Tesoureiros: William Streit Cunningham Júnior
(em memória) e Fabio Iguelka Assessora da Diretoria: Edna Pinto
Mesa do Conselho
Presidente: Luiz Kignel
Vice-presidente: Eduardo Lafer
Secretário: Gregório Zolko
Conselho Deliberativo
Abrahão Kerzner
Amadeu Aleixo Machado
André Schivartche
Antônio Floriano Pereira Pesaro
Arthur Rotenberg
Beirel Zukerman
Bráulio Pasmanik
Claudia Costin
Daniela Libman
Fábio Faiwichow
Istvan Wessel
Jacques Libman
José Salomão Schwartzman
Luiz Frid
Luiz Alberto Maktas Meiches
Marcelo Berger
Marcelo Drugg Barreto Vianna
Marlene Weissberg
Mauro Dryzun
Miriam Sapir Siag Landa
Mordejai Goldenberg
Pedro Hertz
Renato Ochman
Rochele Toporovski
Rodulph Shafferman
Ruth Goldberg
Sergio Gelman
Sônia Schnaider
Tatiana Serebrenic
Valentim Gentil Filho
Walter Feldman
Suplentes
Elza Janiuk Becker
Jaime Shnaider
Karen Zolko
Selmo Clermann
Tamara Frankel Grosman
Conselho Fiscal
Thomas F. Tichauer
Milton Clerman
Renato Soriano
Claudio Muller
Jacob Jacques Gelman
Miguel Ethel Sobrinho
Carta da Diretoria Executiva
T
antos são os desafios para quem se envolve com o CIAM. De perto ou de longe. Mas também são muitas
as satisfações de ver como a cada dia a instituição se renova, reinventa-se e supera as dificuldades.
Trabalhar para facilitar o dia a dia da pessoa com deficiência em todas as fases de vida é o que os
profissionais, voluntários, consultores e amigos do CIAM fazem. Como diretores da instituição, temos
acompanhado de perto os processos gerenciais e pedagógicos.
Desde a equipe de estimulação precoce do Jaguaré – que conscientiza as famílias de que os exercícios, que
aparentemente não fazem tanta diferença, são essenciais para o desenvolvimento ideal das crianças e sua
preparação para o futuro – até o acompanhamento dos adultos em estado de envelhecimento na Aldeia da
Esperança, tudo é pensado e preparado com cuidado para que o atendido receba o melhor em termos de
dedicação humana e recurso material.
Sempre é possível fazer melhor? Claro! E é nisso que a diretoria, composta por voluntários do CIAM, contribui.
Batemos palmas, mas também apontamos os pontos de melhoria e, nos encontros seguintes, fazemos o
acompanhamento das atividades relatadas e propostas.
Pé no acelerador quando é preciso; no freio? Sempre que há riscos a vista! Lidar com saúde, e de uma parcela
tão sensível da sociedade, requer muito mais cuidado nesta estrada que o CIAM decidiu trilhar.
O Brasil apenas começou sua rota para a inclusão, com as recentes leis e os recentes decretos que beneficiam
as pessoas com deficiência, como a Lei de Cotas no mercado de trabalho e a da inclusão nas escolas. Não
basta incluir; há que se preparar as pessoas e os ambientes para que a inclusão aconteça de forma decente:
para quem entra e para quem recebe.
Neste cenário de início de avanço nos processos de inclusão, no qual a tendência é de que as políticas públicas
sejam cada vez mais abrangentes e cuidadosas, e que a tecnologia evolui em larga escala, acreditamos que o
que cabe ao CIAM é o aprimoramento da sua prestação de serviços, sempre com excelência e articulado com
todos os seus públicos de relacionamento. É para isso que o CIAM vem trabalhando, capacitando educandos e educadores; promovendo parcerias e
alianças intersetoriais; e participando de grupos de estudos de criação de políticas públicas e de pesquisas
sobre envelhecimento precoce de pessoas com deficiência intelectual. E o mais importante: sempre disposto
a repensar o seu papel e se adequar às novas demandas da população a que se propõe a atender.
De nossa parte, temos sempre uma razão muito forte: a causa da deficiência intelectual, que nos intriga e nos
move. O CIAM pode contar conosco.
Diretoria Executiva do CIAM
2
3
Carta da Presidência
“
Não chegamos a cobiçar estrelas, mas sentir a
esperança como a melhor coisa na vida.”
Thomas Mann
Prezado Leitor,
É
o momento de seguir em frente. Depois de uma história de
mais de 40 anos com o CIAM, doando-me como voluntária e
aprendendo sobre a dura realidade enfrentada pelas pessoas
com deficiência intelectual, com os preconceitos e o desconhecimento de suas necessidades presente em suas próprias casas, aprendi que o amor e o carinho são capazes de transformar essa realidade.É
com esse aprendizado no coração que, há 24 anos, assumi a presidência da instituição. Foram muitas aspirações e realizações durante este
tempo. As mudanças no trabalho desenvolvido na unidade do Jaguaré, onde foram iniciados os esforços para um cenário mais favorável
à igualdade, e a esperança reacendida com o trabalho de moradia assistida na Aldeia da Esperança. Este último, um marco nestes anos de
dedicação, tornou-se realidade quando, em 1989, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o decreto, do então governador
Orestes Quércia, que deu ao CIAM a posse por comodato da área de 46
alqueires, em Franco da Rocha, São Paulo. Concretizava-se o sonho da
Aldeia da Esperança.
Dias depois, Lázaro Brandão esparramou em sua mesa de trabalho na
presidência do Bradesco, na Cidade de Deus, as plantas do arquiteto
Gregório Zolko com o desenho da Aldeia. Dr. Brandão, como é chamado
por seus companheiros, depois de me ouvir muito falar sobre o futuro
daquilo que pude observar ao vivo no Kibutz Kfar Tikva, em Israel, per-
4
guntou se com uma doação substanciosa as obras poderiam começar.
A emoção foi grande demais. Afinal, estava na Cidade de Deus e chegava o milagre da bênção que faltava para a materialização da Aldeia.
Mas é hora de passar o bastão. Confesso que, depois destes anos convivendo com o crescimento da instituição, será impossível deixar de
estar sempre ao lado do novo comandante desta empreitada: Abrahão
Kerzner.Tenho a confiança de que nosso trabalho contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos nossos atendidos, residentes e familiares. E mais: orgulho-me do que fiz, apoiada no talento e na
boa vontade de uma equipe inesquecível. Não diretores, mas devotos,
não funcionários, mas amigos, que comungam da mesma crença em
minorar as necessidades do próximo. Passo minha energia para as
mãos seguras de Abrahão Kerzner, que, assim como o romancista Thomas Mann, acredita que “não chegamos a cobiçar estrelas, mas sentir
a esperança como a melhor coisa na vida”. À minha família querida do
CIAM e aos apoiadores devotados, minha eterna gratidão. São os olhares, sorrisos e abraços que recebemos que nos renovam para continuarmos trabalhando por aquilo que acreditamos ser um direito universal:
garantir a todos as mesmas oportunidades, respeitando diferenças e
promovendo a igualdade.
Anna Abuleac Schvartzman
5
Visão
Consolidar-se como instituição modelo de excelência
na prestação de serviços às pessoas com deficiência,
abrangendo todas as faixas etárias.
Valores
Missão
•
•
•
Prestar serviços de qualidade às pessoas
com deficiência, favorecendo a inclusão social
em um processo contínuo de aperfeiçoamento
organizacional.
6
•
•
•
Solidariedade para com os nossos semelhantes,
quaisquer que sejam as condições ou origens;
Crença em que pessoas com deficiência são parte
integrante e ativa da sociedade;
Comprometimento com a defesa de direitos e o
exercício da cidadania;
O desenvolvimento de suas capacidades os torna
membros ativos da sociedade;
Autossuficiência da entidade;
Excelência na qualidade de prestação de serviços.
7
CIAM – uma intenção, uma causa,
um grupo... uma solução
“
Verificamos que a Aldeia é única por suas características, o que
nos mostrou que o caminho que havíamos escolhido para nossa
filha estava certo, pois a proposta da Aldeia não agride o indivíduo
e realça a sua individualidade e a sua criatividade.”
Jorge Carioba, pai da residente Marina Carioba
8
9
H
á 51 anos nascia o Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar,
uma sociedade brasileira sem fins lucrativos, de natureza educacional, cultural e filantrópica, fundada para prestar serviços
a pessoas com deficiência intelectual – “funcionamento intelectual inferior à média (QI) associado a limitações adaptativas, que
abrange muitas habilidades sociais cotidianas e práticas. Essa deficiência se origina antes dos 18 anos” 1 .
Criado depois da instituição da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, que diz que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, o CIAM promove a inclusão social de crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual e deficiências associadas,
apoiando-os, bem como os seus familiares, do nascimento ao envelhecimento.
A história do CIAM começou quando Marjan e Rosa Fromer fizeram a doação da primeira sede no bairro Jaguaré, em São Paulo, em nome do seu pai
Harry Fromer. A doação foi feita em julho de 1959. O objetivo era ter um
espaço adequado para apoiar um grupo desassistido da população, oferecendo atendimento adequado e qualificado às crianças com deficiência
mental*. A fundação oficial homenageou, portanto, a família Fromer e a
sede recebeu o nome de “Instituto Harry Fromer”.
* Até 1994 o termo era conhecido
como “deficiência mental”.
Em 1995, o simpósio “Intellectual
Disability: Programs, and
Planning for the Future”, da ONU,
alterou o termo para “deficiência
intelectual”, por considerar que,
“com a evolução acelerada da
sociedade, pensamentos e conceitos
devem acompanhar o ritmo desse
crescimento para que o ser humano
seja valorizado e compreendido
cada vez mais”. Assim, a “deficiência
intelectual” se diferencia mais
ainda da “doença mental” (quadros
psiquiátricos não necessariamente
associados a déficit intelectual),
termos que sempre geraram
confusão. Em 2004, a “Declaração
de Montreal sobre Deficiência
Intelectual” foi aprovada pela OMS,
e o termo “deficiência intelectual”
teve seu reconhecimento consagrado.
10
O começo do trabalho foi garantido graças ao apoio de voluntários e
especialistas profissionais. Eram médicos, pediatras, neurologistas, psicólogos e outros, que decidiram prestar atendimento de excelência a
essa população.
Com o passar dos anos, o CIAM cresceu e somou ao alto padrão de exigência de seus fundadores e profissionais as adaptações necessárias.
De clínica psicológica e atendimento psicopedagógico, passou a atuar
na educação especial e como centro de reabilitação.
O ano de 1981 foi declarado como o “Ano Internacional da Pessoa Deficiente”. No ano seguinte, a ONU aprovou o “Programa de Ação Mundial
para Pessoas com Deficiência”.
Em 1982, um grande passo foi dado para garantir o atendimento das
demandas da população adulta: o CIAM, baseado em uma iniciativa do
Kibutz Kfar Tikva, de Israel, mudou seu estatuto e incluiu um projeto de
moradia assistida, a Aldeia da Esperança, que foi inaugurada em Franco
da Rocha (SP), em 1993, em um terreno doado em comodato pelo governo do Estado de São Paulo. O CIAM passou a atender, então, em duas
unidades: Jaguaré e Aldeia da Esperança.
1
AAIDD (American Association on Intelectual and Developmental Disabilities)
Os números do CIAM hoje
(média por ano)
• Atendimento para mais de
400 pessoas com deficiência
intelectual de todas as idades;
• Entre clientes diretos (pessoas
com deficiência) e indiretos
(familiares), totaliza o
atendimento de 1.600 pessoas;
• Índice médio de gratuidade
de 55%, sendo 75% na unidade
Jaguaré e 25% na Aldeia da
Esperança.
11
Linha do tempo
Fundação oficial do
CIAM, inicialmente
chamado de Instituto
Harry Fromer.
No mesmo ano, toma
posse a primeira
diretoria do CIAM,
composta por Marjan
Fromer, Mauricio
Petreski, Bertha
Gottlieb, Friedel
Windholz, Abrão
Portnoi, Henrique
Rosset, Herman Sbolh
e Markus Gottlieb.
O trabalho
desenvolvido pelo
CIAM é apresentado
na 20ª. Reunião
Anual da Federação
Mundial para a Saúde
Mental, realizada no
Peru. Dessa forma,
o trabalho do CIAM
extrapola as fronteiras
de São Paulo e passa
a ser reconhecido
internacionalmente.
Implantação do ensino
profissionalizante
para jovens.
1958 1959 1960 1967 1972
O Conselho de Mães
do Departamento de
Educação da Federação
das Sociedades
Israelitas Brasileiras
do Estado de São
Paulo se reúne para
buscar uma alternativa
de atendimento
adequado e qualificado
às crianças com
deficiência intelectual,
que até então não
recebiam atendimento
especializado.
12
Início do Serviço
Ambulatorial (Clínica
Psicológica e Clínica
Psiquiátrica),
provisoriamente
instalado no
consultório do Dr.
Stanislau Krynski.
Inauguração da sede
própria do CIAM, no
bairro do Jaguaré,
com atendimento
em regime de semiinternato.
Início das atividades de
inserção dos jovens no
mercado de trabalho.
O CIAM ganha o Prêmio
Bem Eficiente.
A conquista se repete
em 2002, 2005 e 2006.
O CIAM participa
com 30 trabalhos
da exposição “A
Expressão Plástica da
Criança Excepcional”,
organizada pelo Museu
de Arte Contemporânea
da USP.
1983 1993 1998 1999 2000
Inauguração
da Aldeia da
Esperança, com o
apoio significativo
do Bradesco, na
pessoa do Dr. Lázaro
Brandão.
Realização
do espetáclo
Barishnikov, no
Teatro Municipal
de São Paulo.
Realização do
espetáculo de Ballet
da Ópera de Lyon,
no Teatro Municipal
de São Paulo.
13
Início do Programa de
Inclusão às Avessas, que
proporciona às crianças
com e sem deficiência
o desenvolvimento
em conjunto e
atividades educativas e
recreativas.
Ampliação da Aldeia
da Esperança, com a
construção de mais oito
casas, aumentando
a capacidade de
atendimento para
64 residentes.
Inauguração do Centro
de Reabilitação e
Hidroterapia da Aldeia
da Esperança.
Realização de
espetáculo de
dança-teatro de
Pina Bausch no
Teatro Alfa.
2001 2002 2003 2004 2005
O CIAM promove o
espetáculo Nederlands
Dans Theater, no Teatro
Municipal de São Paulo
14
Inauguração do Centro de
Estimulação Essencial, na
Unidade Jaguaré. Conquista da
certificação da ISO 9001:2000,
recertificada em 2005 e 2009.
Realização da Noite de Gala
“Arte do Bem”, no Teatro
Municipal de São Paulo.
Show de Charles
Aznavour no Via
Funchal.
Parceria com a
Secretaria Municipal
de Educação de São
Paulo para o trabalho
de inclusão escolar
das crianças com
deficiência intelectual.
Realização do show
de Roberto Carlos no
Credicard Hall e da
peça de teatro infantil
“Loja de Brinquedos”.
Realização do
espetáculo “O Rei e
Eu” no Teatro Alfa.
Participação na 1ª
Virada Inclusiva –
Participação Plena,
uma iniciativa da
Secretaria Estadual da
Pessoa com Deficiência.
Assinatura do acordo
de cooperação com
o Grupo de Estudo
do Envelhecimento
Precoce das Pessoas
com Deficiência
Intelectual.
2006 2007 2008 2009 2010
Realização do show
de Dionne Warwick
na Via Funchal e do
musical “My Fair
Lady” no Teatro Alfa.
Realização da comédia musical
“Gloriosa” no Teatro Procópio
Ferreira. Reforma e ampliação
do ambulatório da Aldeia da
Esperança. Participação no 10º
Congresso Nacional – Abenepi,
com divulgação do trabalho do
CIAM e da Aldeia da Esperança.
15
CIAM – alinhado com o Brasil
e com o mundo
“
A partir da Convenção da ONU de 2006, a questão da
deficiência passa a ser considerada um direito humano.
Então, se os seres humanos têm direito à educação, as
pessoas com deficiência também têm, seja qual for a
deficiência. Se têm direito a exercer os seus direitos sexuais
e reprodutivos, a pessoa com deficiência também. E assim
sucessivamente, em todas as áreas.”
Marta Gil, socióloga
16
17
O
Brasil também evoluía no conhecimento da população com
deficiência. No ano 2000, o país descobriu que, diferentemente
da média mundial – divulgada pela OMS, de 10% –, a população
brasileira com algum tipo de deficiência era de 14,5%. Destes,
8% possuem deficiência intelectual.
Em 1975, a ONU estabeleceu uma declaração específica assegurando os
direitos das pessoas com deficiência – a Declaração dos Direitos das
Pessoas com Deficiência. Esse documento tornou-se referência mundial
para a defesa da cidadania e do bem-estar dessas pessoas. Alguns dos
direitos descritos na declaração designam:
Os valores são significativos e, com base neles, o Brasil vem se organizando em termos de dados estatísticos oficiais sobre as pessoas com
deficiência e aprovando leis que tornam obrigatória a inclusão das mesmas na sociedade, garantindo direitos iguais a todos. A Constituição Federal, promulgada em 1988, é um dos documentos que ditam os direitos
fundamentais dos cidadãos brasileiros, e determina que “é competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios cuidar da
saúde e assistência públicas, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências”. Desde a instituição da Declaração Universal
dos Direitos Humanos, em 1948, os direitos das pessoas com qualquer
tipo de deficiência deveriam estar assegurados. A declaração relaciona
os seguintes direitos ao ser humano:
•
•
•
•
•
• Direitos Civis: direito à liberdade e à segurança pessoal; à igualdade
perante lei; à livre crença religiosa; à propriedade individual ou em
sociedade; e o direito de opinião (Arts. 3º ao 19º).
Direitos Políticos: liberdade de associação para fins políticos; direito
de participar do governo; direito de votar e ser votado (Arts. 20º e 21º).
Direitos Econômicos: direito ao trabalho; à proteção contra o
desemprego; à remuneração que assegure uma vida digna; à
organização sindical; e direito à jornada de trabalho limitada
(Arts. 23º e 24º).
Direitos Sociais: direito à alimentação; à moradia; à saúde; à
previdência e assistência; à educação; à cultura; e direito à
participação nos frutos do progresso científico (Arts. 25º ao 28º).
•
•
•
No Brasil, no final dos anos 1980, duas leis estabeleceram os direitos das
pessoas com deficiência: a Constituição Federal de 1988 e a Lei nº 7.853/89,
de 24 de outubro de 1989. Esta última tornou obrigatória a inclusão de itens
específicos nos censos nacionais, como o Censo Demográfico de 1991, que,
pela primeira vez, incluiu questões que atestaram a presença de 2.198.988
pessoas com deficiência, em uma população total de 146.815.750 habitantes, o que representa 1,49% desta. Desde então, outras leis foram criadas
para regulamentar direitos constitucionais relativos aos deficientes.
São algumas delas 2 :
Lei nº 10.048/00 – dá prioridade de atendimento a pessoas portadoras de
deficiência, idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Lei nº 10.098/00 – estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiências ou
com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
2
18
O direito essencial à sua própria dignidade humana;
Os mesmos direitos civis e políticos dos demais indivíduos;
O direito de desenvolver capacidades que as tornem autoconfiantes;
O direito de viver com sua família e de participar de atividades sociais;
O direito à proteção contra toda exploração e todo o tratamento
discriminatório, abusivo e degradante, entre outras.
Fonte: www.planalto.gov.br, acessado em dezembro de 2010.
19
Convenção da ONU de 2006: uma grande conquista
A garantia dos direitos da pessoa com deficiência tem conquistado importantes avanços ao longo dos últimos anos. Para a socióloga Marta Gil, a
maior conquista aconteceu em 2006, com a Convenção da ONU sobre os
Direitos da Pessoa com Deficiência. “Nós fizemos um gol enorme com essa
convenção, pois ela tem uma série de diferenciais. Um deles é que a partir
da convenção o tema da deficiência passa a ser colocado no campo dos
direitos humanos. Isso significa que chega de assistencialismo, de filantropia, de paternalismo. Isso acabou. A questão da deficiência é considerada
um direito humano. Então, se os seres humanos têm direito à educação, as
pessoas com deficiência também têm, seja qual for a deficiência. Se têm
direito a exercer os seus direitos sexuais e reprodutivos, a pessoa com deficiência também. E assim sucessivamente, em todas as áreas”, exemplifica.
“Acabou o tempo de
ela estar escondida,
de a família sentir
vergonha. Isso pertence
ao passado. Por isso
que a gente fala pessoa
com deficiência.
Enfatizamos o fato de
que, em primeiro lugar,
o mais importante é
que ela é uma pessoa.
A deficiência é só mais
uma característica
que ela tem.”
Marta Gil, socióloga
20
Para completar essa conquista, em 2008 o Brasil ratificou a convenção,
usando um mecanismo que consta da Constituição Brasileira. “Isso significa que essa convenção agora tem equivalência de emenda constitucional. Todos os direitos garantidos pela convenção fazem parte da Constituição Brasileira”, explica Marta.
A convenção é um documento de 50 artigos. Ela não cria direitos novos
nem especiais para as pessoas com deficiência, mas é um instrumento
facilitador para o exercício dos direitos universais, em especial à igualdade com as demais pessoas. Tem como objetivo promover, proteger e
assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e
liberdades fundamentais por parte de todas as pessoas com deficiência,
e promover o respeito pela sua dignidade.
O documento estabelece o reconhecimento de que as pessoas com deficiência representam um segmento social marginalizado, cujos direitos
muitas vezes são ignorados ou violados em todo o mundo. Daí se justifica
a aprovação de tratado internacional sobre o tema, pois assegura base
jurídica para o conjunto de direitos civis, políticos, econômicos, sociais e
culturais da pessoa com deficiência.
Princípios gerais da Convenção da
ONU sobre os Direitos da Pessoa
com Deficiência
1. O respeito pela dignidade inerente,
independência da pessoa, inclusive a
liberdade de fazer as próprias escolhas, e
autonomia individual;
2. A não discriminação;
3. A plena e efetiva participação e inclusão
na sociedade;
4. O respeito pela diferença e pela aceitação
das pessoas com deficiência como parte da
diversidade humana e da humanidade;
5. A igualdade de oportunidades;
6. A acessibilidade;
7. A igualdade entre o homem e a mulher;
8. O respeito pelas capacidades em
desenvolvimento de crianças com
deficiência e respeito pelo seu direito a
preservar sua identidade.
21
Unidade Jaguaré – estimulando
o desenvolvimento
“
Ao longo dos anos, observei de perto a evolução
das crianças, a formação de caráter de algumas, a
solidariedade de outras. O resultado do trabalho é
gratificante, e a equipe multidisciplinar que faz parte
do CIAM consegue exercer um excelente trabalho.”
Cristiano Pedroso, psicólogo do CIAM
22
23
C
om uma proposta psicopedagógica específica para os atendidos e com um projeto arquitetônico que favorece o trabalho interdisciplinar e a prática de intervenções terapêuticas
e educacionais para crianças, jovens e suas famílias, o CIAM
Jaguaré, com as ações do CEE – Centro de Estimulação Essencial e do CED
Centro de Educação e Desenvolvimento, oferece opções de estimulação,
reabilitação multidisciplinar e profissionalização. Elas contribuem para a
busca da autonomia e da inclusão sociocultural e educacional dos seus
atendidos. Sua equipe técnica é multidisciplinar, com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, pedagogos, professores de educação física, monitores de oficinas e assistentes sociais.
Como qualquer cidadão, a pessoa com deficiência intelectual tem
o direito à educação pública ou particular de ensino. O Artigo 208 da
Constituição Federal garante o acesso preferencialmente à rede pública de ensino, da educação infantil e ensinos fundamental, médio
e superior a todos os cidadãos brasileiros.
Atendendo à Convenção da ONU, a pessoa com deficiência tem direito,
ainda, de não ser excluída da escola em razão da sua deficiência, tendo
o direito a apoio necessário no âmbito do sistema educacional regular,
com o objetivo de facilitar sua educação em um ambiente inclusivo.
O CIAM, ciente das dificuldades, tanto dos espaços físicos quanto das
equipes formadoras das escolas e das famílias das pessoas com deficiência intelectual, preocupou-se com a capacitação dos formadores
– professores e educadores em geral. Por meio dos programas da unidade Jaguaré, contribui para facilitar o ingresso dos atendidos na escola.
24
CEE – Centro de Estimulação Essencial
Oferece assistência às crianças com distúrbios do desenvolvimento físico, psíquico e emocional desde o nascimento até a primeira infância – 0
a 5 anos. Disponibiliza serviços nas áreas de prevenção, orientação à
família, estimulação, reabilitação e inclusão escolar.
O principal objetivo da equipe multidisciplinar que trabalha com as famílias das crianças é conscientizá-las da importância do trabalho de
estimulação precoce e da construção de alicerces para a inserção social
plena. Desenvolve os seguintes programas:
Programa
de Inclusão
Desenvolvimento
de Tecnologia
Articulação e
adequação de locais
e capacitação de
profissionais das
áreas de educação,
saúde e cultura,
entre outras, para
a inclusão social
e educacional
das pessoas com
deficiência.
Construção e/ou
readequação de
material postural
para lares, escolas,
espaços de lazer e
oficinas de trabalho.
Desenvolvimento de
tecnologia de baixo
custo.
Transferência de
Conhecimento
Acompanhamento
dos responsáveis
pelas crianças,
para que adquiram
mais confiança e
autonomia para os
cuidados essenciais
nas suas atividades
diárias.
25
A equipe técnica do CIAM, que está em constante atualização científica e
mantém contato permanente com universidades para o aprimoramento
do trabalho, atua de forma colaborativa e interdisciplinar, estimulando a
participação dos cuidadores das crianças. O atendimento pode ser individual ou em grupo e envolver uma ou várias das especialidades abaixo:
• Fisioterapia
• Terapia ocupacional
• Fonoaudiologia
• Psicologia
• Pedagogia
CED – Centro de Educação e Desenvolvimento
Direcionado a crianças e adolescentes a partir dos três anos, no CED
são geradas situações educacionais que beneficiam o desenvolvimento
das habilidades e competências dos atendidos, favorecendo a inclusão
social, escolar e profissionalizante.
No dia a dia são trabalhadas as habilidades e competências nas Atividades de Vida Diária (AVD) e nas Atividades de Vida Prática (AVP), além de
noções pedagógicas, capacidade de comunicação e relacionamento e
habilidades físicas e motoras.
No CED são desenvolvidos os seguintes programas:
Inclusão às
Avessas – IA
Atendimento
Educacional
Especializado – AEE
Proposta inovadora
que coloca em um
mesmo espaço
crianças sem e com
deficiência. O objetivo
é que o convívio e as
práticas se tornem
cada vez mais
divertidos, sendo um
aprendizado para
todos. Atividades
voltadas a crianças de
3 a 6 anos.
Atende crianças com
deficiência intelectual
dos 6 aos 14 anos. Tem
o objetivo de promover
o desenvolvimento
global por meio do
acompanhamento do
processo educacional
na escola regular
frequentada pelos
atendidos. O serviço
é oferecido no
contraturno da escola.
Grupo de Oficinas
e Atendimentos
Terapêuticos
Educacionais – Goate
Atende jovens a
partir dos 15 anos de
idade e tem como
objetivo favorecer
a autonomia e a
independência na vida
adulta. Proporciona
a melhoria de
qualidade de vida e o
amadurecimento no
processo profissional.
Inclusão no Mercado
de Trabalho
“Lembro que no início
do tratamento eu tinha
receio de pegar no meu
filho, pois tinha medo
de fazer algo errado
e machucá-lo, mas a
equipe multidisciplinar
do CIAM foi paciente
comigo e me ensinou
a realizar uma série de
atividades que auxiliam
o desenvolvimento
dele. Hoje eu alongo
a perninha do Ângelo
sozinha. Diante disso,
percebi que meu
filho ganhou até mais
confiança em mim.”
Sueli Maris Henrique
dos Santos, mãe do Ângelo,
atendido no CIAM
Atende jovens a partir
de 16 anos, oferecendo
capacitação e
acompanhamento até
o processo inicial das
atividades no mercado
regular de trabalho.
O próprio Ministério da Educação reconhece, por meio de seus documentos, que o atendimento de alunos com deficiência intelectual na
rede regular de ensino é um desafio. O aluno com deficiência tem uma
maneira própria de lidar com seu aprendizado, o que pode não corresponder ao que a escola regular recomenda e está preparada. Essa situação aponta, de forma implícita, a impossibilidade de a escola atingir o
objetivo do apoio à construção do conhecimento desses alunos. E esta
situação acentua a desigualdade, agravando as dificuldades do aluno
com deficiência intelectual.
26
27
“Quando pensamos
numa educação inclusiva,
temos de considerar
que a criança tem
os seus estágios de
desenvolvimento”
Floriano Pesaro
Parceria pela inclusão escolar
Avanços
O Censo Escolar da Educação
Básica3, realizado em 2008,
comprova que os avanços
na educação especial em
relação a 2007 foram bastante
significativos. O total de
matrículas cresceu 0,4%
em 2008, em relação ao ano
anterior. As matrículas em
classes comuns de escolas
regulares passaram de 46,8%
do total, em 2007, para 54%, em
2008. Chega a 375.772 o número
de pessoas com deficiência
matriculadas em classes
comuns do ensino regular e
educação de jovens e adultos,
num total de 61.828 escolas,
o que mostra expressivo
crescimento do atendimento
escolar inclusivo contra as
classes exclusivas. Ainda assim
há muito em que avançar. O
Censo Escolar de 2010 mostra
que apenas 12% das escolas da
rede regular estão aptas para
atender alunos com deficiência
nos anos iniciais.
3
Fonte: www.portal.mec.gov.br,
acessado em dezembro de 2010
28
Nesse contexto, é importante salientar que o papel da educação especial não é de ensino particular ou reforço escolar. O ensino especializado existe para proporcionar a adaptação dos alunos com deficiência
intelectual às exigências da escola regular, fazendo com que os alunos
aprendam o que é diferente dos conteúdos curriculares do ensino comum e ultrapassem as barreiras impostas pela deficiência.
Educação inclusiva x educação especial
Embora muitos especialistas defendam a ideia da inclusão escolar, há
também os que consideram importante manter o ensino especializado.
O vereador Floriano Pesaro, autor da Lei 15.034, de novembro de 2009,
que instituiu o dia 14 de abril como o Dia Municipal de Luta pela Educação Inclusiva em São Paulo, defende a existência dos dois sistemas
de ensino. “Quando pensamos numa educação inclusiva, temos de considerar que a criança tem os seus estágios de desenvolvimento e que
esses estágios podem, em alguns momentos, necessitar de uma educação especial para, em outros momentos, participar de uma educação
inclusiva, numa escola regular”, explica.
Já a deputada Mara Gabrilli reforça ainda mais a educação inclusiva.
“Nosso maior obstáculo será universalizar o ensino nas escolas e incluir
todos os alunos, com e sem deficiência, na mesma sala de aula. Será
uma mudança estrutural, pedagógica e conceitual.”
Segundo ela, a educação regular da pessoa com deficiência intelectual
é um tabu a ser quebrado. “Hoje, ainda é muito difícil contar com instituições de ensino acessíveis para um aluno cadeirante – e olha que o
acesso físico é o mais simples de se resolver. Agora, como incluir um aluno com deficiência intelectual quando não há corpo docente e material
didático adequados? Ou até mesmo quando a instituição impede esse
aluno de ingressar na escola por considerá-lo incapaz?”, questiona.
“Nosso maior obstáculo será universalizar o
ensino nas escolas e incluir todos os alunos.”
Mara Gabrilli
Mercado de trabalho
Em 2010, umas das principais leis que mantêm o direito de inclusão da
pessoa com deficiência no mercado de trabalho fez 19 anos. A Lei de Cotas, que estabelece que as empresas que têm mais de cem empregados
devem reservar de 2% a 5% dos seus cargos a pessoas com deficiência,
agregou à Constituição Federal e à Convenção da ONU sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência o direito dos deficientes a terem trabalho
garantido, sem distinção, desde que tenham habilidades e qualificação
profissional exigidas para as funções a serem exercidas.
A pessoa com deficiência intelectual, em especial, encontra alguns
agravantes para sua inserção no mercado de trabalho. Estereótipos e
preconceitos de muitas empresas e da sociedade criam uma forte resistência às suas contratações. De praticamente 30 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, apenas 323 mil têm emprego com carteira
assinada. “Infelizmente, as empresas ainda praticam uma política de
segregação – mesmo que a principal ideia da Lei de Cotas seja incluir. A
maioria prefere contratar pessoas com deficiência física leve a moderada (neste caso mais que a metade dos contratados – 55%); em seguida
vêm os surdos (24%), depois os cegos (4%) e, por último, as pessoas com
deficiência intelectual (3,5%)”, revela a deputada Mara Gabrilli.
A adaptação, tanto das pessoas com deficiência intelectual quanto do
ambiente das empresas para recebê-los, é, portanto, a maior barreira
para sua inserção no mercado de trabalho.
Desde 2008, dentro do plano de
inclusão escolar, uma parceria que
agregou muito valor aos programas
do CIAM foi o trabalho lado a lado
com a Secretaria Municipal da
Educação. O CIAM é considerado
referência na região oeste de São
Paulo para o atendimento no
contraturno escolar de crianças com
deficiência intelectual que estão
matriculadas no ensino regular.
Sob esse aspecto, o CIAM
disponibiliza 50 vagas apoiadas
pela Secretaria para crianças e
adultos atendidos nessas escolas,
oferecendo não só a oportunidade
de frequentarem as atividades, mas
também disponibilizando às escolas
orientações aos professores na
questão da deficiência intelectual,
levando profissionais para discutir
temas como acessibilidade,
adaptações e tecnologia assistiva,
que podem ser usadas para
melhorar o espaço físico do
deficiente intelectual, as questões
posturais e as adaptações da
atmosfera da escola e dos materiais
didáticos.
A vantagem dessa parceria é
que o CIAM consegue intervir na
educação escolar regular da criança
com deficiência intelectual para
que ela, além de participar de um
programa de sociabilização, evolua
no aprendizado global. O CIAM faz o
contato com as escolas, orientando
os pedagogos, discutindo casos
e fazendo a triangulação entre
família, atendido e rede de ensino.
Hoje o trabalho é realizado com,
aproximadamente, 30 escolas.
Destas, 17 são da rede municipal,
cinco são escolas particulares e oito,
escolas estaduais.
29
Atividades do triênio 2008-2010
ção cognitiva/funcional, a avaliação com o FisiMetrix auxilia na prescrição de tratamentos, atividades físicas, ocupacionais ou sociais e prognósticos de futuras perdas de autonomia e independência.
a. CEE – Centro de Estimulação Essencial
Os benefícios esperados com a aquisição do FisiMetrix são:
Foram 615 crianças e cuidadores atendidos diretamente, de 2008 a 2010,
no CEE do Jaguaré. Sem falar na capacitação da equipe técnica do CIAM,
que sempre está em formação. Três intensos anos, muitas transformações.
• Intervenções terapêuticas a curto e médio prazos no âmbito
multiprofissional da saúde;
• Desenvolvimento de dispositivos de tecnologia assistiva no âmbito
da estrutura das residências e em Atividades de Vida Diária (AVDs),
Atividades de Vida Prática (AVPs) e atividades de lazer;
• Ampliação dos potenciais de detecção de capacidades não
estimuladas ou que possam ser otimizadas com vistas aos processos
inclusivos da família e da sociedade;
• Prevenção de comorbidades que diminuam as relações de
autonomia e independência.
Transformações de vidas, de preocupações em noites de sono... de lágrimas em sorrisos!
O processo de atendimento no CEE inicia-se com a Avaliação Multiprofissional, na qual é realizada a apresentação do CIAM, sua forma de
funcionamento e seus programas. Uma triagem possibilita a coleta de
dados específicos, como condições socioeconômicas e culturais, e a
avaliação técnica da criança.
b. CED – Centro de Educação e Desenvolvimento
Caso ela seja incluída entre os atendidos, a avaliação socioeconômica determina o valor que cada família passará a contribuir com a instituição. Os
grupos são formados e direcionados ao programa adequado ao seu caso.
atendimentos de 2008 a 2010*
Novos casos
(crianças)
“Hoje estou no mercado
de trabalho porque o
CIAM sempre me apoiou.
Toda semana participo do
grupo de trabalho, em que
os profissionais realizam
um acompanhamento
para saber se está tudo
bem, e essa ajuda me
traz segurança! Além
da responsabilidade
no trabalho, eu tenho a
responsabilidade de ajudar
em casa. Aos poucos,
ganhei independência e
estou muito bem com
tudo isso.”
Cleyton Ferreira Santiago, 21 anos,
auxiliar administrativo da Creche Obra
Assistencial Jesus Menino
30
Total de
atendidos
(crianças e
cuidadores)
Total de
Total de
atendimentos atendimentos
(anuais)
(mensais)
Com o objetivo de proporcionar situações educacionais para crianças,
adolescentes e adultos com deficiência, os programas do CED favorecem o desenvolvimento das habilidades e competências do público
atendido, visando ao desenvolvimento integral, à busca pela autonomia, à qualidade de vida e à felicidade plena tanto das crianças e dos
jovens como de suas famílias.
ATENDIMENTOS DO CED NO TRIÊNIO (2008-2010)
2008 157 atendidos
2008
60
148
350
3.510
2009
80
214
380
4.362
2009 157 atendidos
2010
109
253
401
4.413
2010
* Valores médios, entre triagens, avaliações e grupos
Entre 2008 e 2010, a atividade de Desenvolvimento de Tecnologia beneficiou cerca de 100 crianças. Foram produzidas ou readequadas cadeiras de rodas, cadeiras de papelão, planos inclinados e outras adaptações de baixo custo.
Em 2010, a grande novidade ficou por conta da aquisição do software
de avaliação postural FisiMetrix, permitindo a realização de 37 avaliações mais específicas e profundas.
203 atendidos
No programa Inclusão às Avessas, as crianças participaram de inúmeras atividades pedagógicas e lúdicas, oficinas de música e teatro, aulas
de educação física e atividades na piscina, que aconteceram de forma
planejada, com a utilização de recursos modernos em cada área do conhecimento e desenvolvimento.
Em 2009, o programa foi beneficiado com o selo do Fumcad – Fundo Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, ficando apto a receber
apoio de empresas e pessoas físicas, por meio da renúncia fiscal, através do direcionamento de parte do imposto de renda a pagar.
programa Inclusão às Avessas (2008-2010)
FisiMetrix
Adquirido pelo CIAM em julho de 2010, o FisiMetrix é um software que
permite que o profissional realize a Avaliação Postural-Ortopédica através de imagens fotográficas, utilizando medidas e ângulos e auxiliando
no acompanhamento fisioterapêutico do usuário. Em conjunto com o
MIF (Medida de Independência Funcional), outra ferramenta de avalia-
Crianças COM
deficiência
Crianças SEM
deficiência
Total
2008
16
24
40
2009
8
8
16
2010
16
8
24
31
No programa Atendimento Educacional Especializado, a alfabetização busca aproximar os conteúdos da vida prática que são utilizados
como instrumentos de aprendizagem. Com essa metodologia, o atendimento oferecido, somado ao conhecimento sobre o universo e sobre as
atitudes que fazem parte do dia a dia, agrega valor aos atendidos, que
aprendem, ao mesmo tempo, a arte da leitura e da escrita como uma
das formas de inserção social.
Atendimento Educacional Especializado – AEE (2008-2010)
Escolas
atendidas
Conveniados
com a SME*
Total de pessoas
atendidas
2008
2
10
23
2009
4
8
20
2010
29
10
45
c. Produtos feitos PELO e PARA o CIAM
Os jovens atendidos na unidade Jaguaré participam das oficinas profissionalizantes de empacotamento de sacos de lixo. Esse material é revendido para grandes empresas que apoiam o CIAM, gerando renda e
colaborando para a melhoria dos serviços prestados na instituição.
Atualmente, cerca de 120 mil sacos de lixo são revendidos por mês, todos de acordo com as normas exigidas pela ABNT, um dos principais cuidados tomados pelo CIAM para manter a qualidade.
Essa é uma iniciativa importante porque, por um lado, serve como um
espaço de simulação e aprendizado para os jovens que serão inseridos
no mundo profissional e, ao mesmo tempo, é uma forma de divulgar a
instituição e arrecadar fundos.
O que hoje os atendidos do CIAM fazem é a contagem, a embalagem e a
distribuição para as organizações parceiras, tais como:
* Secretaria Municipal da Educação de São Paulo
No Grupo de Oficinas e Atendimentos Terapêuticos Educacionais (Goate) são trabalhadas habilidades sociais, promovendo autonomia e independência dos atendidos a partir dos 15 anos.
Goate (2008-2010)
2008
57
2009
53*
2010
42
•
•
•
•
•
•
•
•
Beith Chabad
Casa Santa Luzia
Fisesp
Grupo Pão de Açúcar
Hospital Albert Einstein
Impacta
McDonald’s
Miller Fast Food
* Dez são conveniados com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Patrícia Luisa Santana, coordenadora
de projetos do Grupo Pão de Açúcar,
uma das empresas apoiadoras do CIAM
No programa Inclusão no Mercado de Trabalho, a meta é identificar as
habilidades e potencialidades de cada jovem, apresentando-as como
competências às empresas nas quais se busca a colocação.
Tanto os atendidos que participam desse programa quanto as empresas que os contratam recebem todo o acompanhamento e assessoria
do CIAM. Os colaboradores das empresas são sensibilizados e conscientizados da importância e das peculiaridades de trabalhar com uma pessoa com deficiência intelectual. Essa é uma das mais importantes ações
de sucesso do CIAM nesse programa.
programa Inclusão no Mercado de Trabalho (2008-2010)
Inclusão no
mercado
32
Acompanhamentos de Total de pessoas
pessoas contratadas
atendidas
2008
4
7
7
2009
1
4
21
2010
3
6
15
“O Grupo Pão de Açúcar
possui diversas ações
no âmbito social com
foco na promoção
do desenvolvimento
humano. No Caras do
Brasil, o Grupo Pão de
Açúcar tem parceria
com o CIAM desde 2005,
comercializando os sacos
para lixo da oficina de
profissionalização da
instituição. Estamos
na expectativa de
ampliar essa parceria e
possibilitar uma maior
visibilidade ao projeto.”
Sua empresa pode ser nossa parceira
O CIAM mantém, nas suas duas
unidades, programas de capacitação
para o ingresso de jovens no
mercado de trabalho.
Nesses casos, a instituição orienta as
empresas para receber a pessoa com
deficiência e faz o acompanhamento
de todo o processo, garantindo
a plena adaptação do jovem ao
ambiente profissional. As empresas
podem colaborar com esse programa
das seguintes maneiras:
• Abrindo vagas para pessoas com
deficiência intelectual;
• Fazendo doações mensais para
a manutenção das oficinas
profissionalizantes do CIAM.
Além disso, o CIAM possui parcerias
com diversas empresas da região
para capacitar funcionários
dessas empresas, de forma que
compreendam o processo de
admissão dos jovens com deficiência
intelectual no meio profissional.
Nos últimos anos, o CIAM contou com
seis empresas parceiras, que fizeram
seleção e colocação dos deficientes
intelectuais:
• Bunge
• Construtora Atlântica
• Cushman & Wakefield Serviços
Imobiliários
• Della Via
• Oba Hortifruti
• Supermercado DIA
33
d. Formação e capacitação de equipes
O CIAM, desde sua fundação, é fortemente orientado por uma visão
científica e considera importante observar, conhecer e acompanhar as
tendências que a academia aponta nas suas áreas de atuação. Como
forma de manter uma prática profissional compatível com as mais
avançadas tecnologias e descobertas humanas, o CIAM estimula seus
profissionais a estarem constantemente em treinamento e participando de eventos nacionais e internacionais de atualização.
Entre os anos de 2008 e 2010 foram realizadas diversas ações e parcerias
para a educação continuada dos profissionais, como o estímulo à participação em cursos e o intercâmbio com instituições de referência na área.
O CIAM também mantém uma política de apoio à capacitação dos seus
funcionários, concedendo bolsas de estudo de até 50% para cursos técnicos e superiores.
Entre as regras estipuladas pelas Normas e Procedimentos para Concessão
de Capacitação Profissional, o benefício é concedido ao funcionário que:
• Tenha, no mínimo, 1 (um) ano de trabalho no CIAM;
• Escolha cursos de interesse do CIAM;
• Tenha desempenho profissional bem avaliado por critérios
previamente definidos.
Concessão do benefício de bolsas de estudo de 2008-2010
Nº de
funcionários
por ano
Cursos aprovados
Graduação
Pós-graduação
Valores
investidos
2008
9
Contabilidade, Enfermagem,
Gestão de Pessoas, Pedagogia e
Terapia Ocupacional
Educação Sexual e Política
e Promoção Social
R$ 22.985,98
2009
6
Contabilidade, Análise Gerencial,
Pedagogia, Enfermagem e Gestão
Financeira
Educação Inclusiva e
Deficiência Mental
R$ 19.340,35
Análise Gerencial, Enfermagem e Gestão Financeira
Educação Inclusiva e Deficiência
Mental, Psicomotricidade e
Mestrado em Distúrbios do
Desenvolvimento
2010
34
5
R$ 22.940,40
Parcerias
Nos últimos três anos, é possível citar a aproximação com alguns parceiros de destaque, tais como:
• Unicid – Universidade da Cidade de São Paulo: é a única
universidade no Brasil que tem um trabalho de fisioterapia voltado
para a questão do atendimento em saúde mental;
• UniAnchieta – Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí (SP):
parceria com os cursos de Terapia Ocupacional, Enfermagem e
Medicina.
O CIAM recebe alunos e profissionais dessas instituições, com as quais
mantém um diálogo constante, além de oferecer visitações e compartilhar conhecimento. É uma parceria para contribuir com a formação
desses profissionais e, em contrapartida, garantir a renovação do conhecimento da equipe da instituição.
Nestes anos, o CIAM também teve uma parceria com a instituição norte-americana The Seven Hills Foundation, que forma profissionais para
serem líderes e empreendedores do terceiro setor. O grupo esteve presente no CIAM participando, por uma semana, de todas as atividades
da instituição.
Grupo de Estudo de Envelhecimento Precoce
O CIAM considera importante a participação na formulação de políticas
públicas, especialmente em relação ao cuidado com a pessoa com deficiência intelectual em seu processo de envelhecimento. Para promover
essa ação, a instituição faz parte do Grupo de Estudo de Envelhecimento Precoce da Pessoa com Deficiência, realizando um trabalho de advocacy, de discussão e de influência na formulação dessas políticas.
35
Aldeia da Esperança –
promovendo a autonomia
“
A experiência que a Aldeia teve nesses 17 anos mostra que é possível
compatibilizar a independência pessoal, dignidade de viver e envelhecer com
as questões que hoje regem a sociedade: dificuldade de você ter, muitas vezes,
um familiar permanentemente disposto a cuidar e atender. Às vezes não é uma
questão de desejo pessoal desse familiar, mas uma impossibilidade frente aos
desafios da vida moderna. O CIAM tem uma história e um resultado que ajuda
o gestor público a pensar uma proposta dentro desses moldes.”
Linamara Battistella, secretária estadual
dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
36
37
A cozinha tem características industriais e é equipada com fogões, forno,
três câmaras frigoríficas e todos os demais utensílios necessários a uma
cozinha profissional de grande porte. Ao todo, são oito funcionários, entre
nutricionista, cozinheiro, meio oficial e ajudante de cozinha.
O cardápio leva em conta as necessidades nutricionais diárias para uma
alimentação saudável. Além disso, os pratos são elaborados pela identificação dos hábitos alimentares dos residentes, mediante sondagem de
preferências, exigências médicas e nutricionais das respectivas dietas e
harmonia dos nutrientes e de suas respectivas características sensoriais.
Na Aldeia da Esperança
são disponibilizados os
seguintes programas:
• Moradia Assistida
• Aldeia Dia
• Aldeia Hotel
• Aldeia Lazer
• Reabilitação e Hidroterapia
• Oficinas Terapêuticas e Profissionalizantes
L
ocalizado em Franco da Rocha, a 50 km de São Paulo, o projeto de
moradia assistida, um conceito inédito no Brasil, foi elaborado para
atender pessoas com deficiência intelectual a partir dos 18 anos, inspirado na experiência do Kibutz Kfar Tikva, de Israel.
Com o objetivo de assegurar uma residência assistida ao adulto com limitação social, os residentes podem viver em um ambiente saudável,
desenvolver suas aptidões e seus interesses e participar de atividades
produtivas, sociais e comunitárias, mantendo e tendo estimuladas sua
individualidade e sua socialização.
A Aldeia da Esperança fechou o ano de 2010 com 53 residentes vivendo em
uma área de 415 mil m². Cada residente mora em sua própria casa, de 36 m².
As casas foram projetadas de maneira a formar praças e alamedas, favorecendo o convívio social e preservando o estilo de vida em saudáveis vilas. O
projeto arquitetônico foi concebido pelo arquiteto Gregório Zolko.
Os residentes são acompanhados por profissionais que desenvolvem
planos individuais e estimulam a autonomia dentro de um ambiente de
liberdade e socialização, respeitando os limites de cada um.
Morar sozinho, mas em grupo
Ao ingressar no programa, o residente e seus familiares, junto com a equipe técnica, traçam um plano de trabalho individual que permitirá ao residente praticar sua autonomia e treinar suas habilidades. Ele viverá em sua
própria casa e terá acompanhamento da equipe especializada 24 horas por
dia. Poderá exercer atividades em ambientes comuns, como academia de
ginástica, oficinas terapêuticas, quadra poliesportiva, horta e pomar, piscinas coberta e aquecida, lavanderia industrial e refeitório.
O refeitório é um espaço amplo e agradável, onde as seis refeições do dia –
café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche
da noite – são elaboradas por nutricionistas, de acordo com um cardápio
balanceado, com produtos de ótima qualidade.
38
Além do cardápio regular, muitos residentes possuem prescrições médicas
para determinado estado clínico (obesidade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias), passando por acompanhamento nutricional e contando com uma opção diferenciada em caso de restrição alimentar. Essa dieta
baseia-se em orientações para ofertar ao organismo debilitado nutrientes
adequados às condições físicas, nutricionais e psicológicas de cada um.
Para os residentes que não possuem restrição alimentar é feita uma orientação nutricional para que observem seus hábitos e se tornem pessoas
mais saudáveis. Às sextas-feiras, o cardápio é diferenciado para o tão esperado happy hour, também considerado como Shabatt entre os residentes.
Lavanderia
Na Aldeia da Esperança, a lavanderia funciona como um posto de trabalho
para os residentes, dentro da proposta pedagógica da instituição. Alguns
desenvolvem tarefas como dar entrada e saída nas roupas, separar por cor
e colocar nos baldes para serem levadas às máquinas, retirar as roupas
limpas das máquinas, estender nos varais as peças que não podem ir para
as secadoras e dobrar e guardar nos armários dos respectivos donos. Tudo
com muito cuidado e carinho.
A área da lavanderia é ampla, organizada e equipada com duas lavadoras,
duas secadoras e uma centrífuga, todas industriais, com capacidade de
lavar, em média, 150 quilos ao dia.
Ambulatório
Para garantir o acompanhamento de saúde dos residentes, a Aldeia mantém um ambulatório chefiado por uma enfermeira que conta com o apoio
de 11 auxiliares. Cada residente tem um prontuário com a sua prescrição
médica. A entrega dos medicamentos é uma das tarefas mais importantes da equipe do ambulatório. Os auxiliares de enfermagem aproveitam
os horários de refeição para medicar cada residente e em alguns casos,
os auxiliares vão nas casas administrar a medicação, para respeitar os
horários de prescrição.
Semanalmente a Aldeia conta com a assessoria da psiquiatra Dra. Gizela
Turkiewicz. A cada quinze dias a equipe reúne-se com a médica para discutir o estado de saúde e bem-estar de cada um dos moradores. Quando
observa-se a necessidade de consultas ou exames complementares, a
equipe do ambulatório envia um relatório detalhado para a família do residente e presta toda a orientação necessária para o cuidado adequado
de cada um.
39
Aldeia Dia
Oferece a
possibilidade
de participar do
programa diário
de atividades.
O residente
chega às 8 horas,
participa de todas
as atividades e
oficinas, recebe as
refeições e retorna
à sua casa no final
do dia. Para esses
usuários, também
é desenvolvido um
plano de ação.
Aldeia Hotel
Oferece a
possibilidade
de passar um
período específico
na Aldeia da
Esperança.
O cliente fica
hospedado
em uma das
residências,
participa das
atividades
e recebe
acompanhamento
dos profissionais.
Aldeia Lazer
Oferece a
oportunidade de
realizar passeios
e viagens. O grupo
é acompanhado
pelos gerentes
e monitores
da Aldeia, que
cuidam da
operação logística,
proporcionando
diversão e inclusão
social.
É importante ressaltar que, para ingressar na Aldeia da Esperança, os
candidatos precisam ter certo grau de autonomia e independência,
visto que irão morar em suas próprias casas, sozinhos, e devem colaborar com a organização dela. Outro critério avaliado é se o candidato
apresenta agressividade, pois em caso positivo ele não se torna elegível para o projeto. Para finalizar a triagem, o candidato realiza alguns
exames e passa por atendimento psiquiátrico, que conclui se está apto
a residir na Aldeia. Para participar do Aldeia Dia, Aldeia Hotel e Aldeia
Lazer também é necessário passar por essas etapas de avaliação.
CRH – Centro de Reabilitação e Hidroterapia
É um espaço moderno, localizado dentro da Aldeia da Esperança, voltado para a prática multiprofissional no atendimento, educação e pesquisa na área física, postural e esportiva. Suas instalações incluem ginásio
equipado para técnicas de reabilitação e condicionamento físico e uma
piscina construída sob criteriosas normas de segurança, acessibilidade
e potencial terapêutico.
Oficinas terapêuticas e profissionalizantes
Oferecem aos residentes e clientes temporários a oportunidade de desenvolver suas habilidades, conviver em grupo e melhorar sua autoestima. Nas oficinas são confeccionados produtos para uso próprio ou para
comercialização, com venda revertida ao CIAM.
As atividades possibilitam identificar as tarefas que cada um consegue
desenvolver com melhor competência e mais aptidão. Nesse processo,
são feitas alterações no ritmo e no conteúdo do trabalho, adequando
as atividades para que a pessoa com deficiência intelectual se adapte e
seja incluída em um sistema de instrução no local de trabalho.
Artesanato
Trabalhos manuais para confecção de produtos como mosaico, pintura,
fuxico, sabonetes, velas artesanais, decoupage, tricô, crochê, ecobags,
utensílios de madeira e miçangas, entre outros.
Confeitaria e Panificação
Produção de chalá, pães diversos, bolos, doces, salgados, pão de mel e
biscoitos para café, entre outros.
Reconhecimento
Mais uma vez, em 2010, a qualidade dos serviços prestados na Aldeia foi reconhecida pelo
certificado ISO 9001-2000. Desde 2003 o certificado aprova o comprometimento com a excelência que o CIAM fez ao se propor a criar
a Aldeia da Esperança. Anualmente, o projeto
passa por auditoria externa e interna.
40
41
Atividades do triênio 2008-2010
Norteada pelo lema da moradia assistida e inclusão, a Aldeia da Esperança manteve 53 residentes em 2010, desenvolvendo planos de trabalho individualizados, visando ao desenvolvimento máximo do potencial de cada um deles. Acompanhamento técnico diário de profissionais
como fisioterapeutas e nutricionista, entre outros, esporte, lazer, oficinas de profissionalização e hidroterapia foram algumas das atividades
realizadas. O apoio técnico e acadêmico tem sido garantido pelas parcerias com instituições de graduação e pós-graduação, o que viabiliza o
aprimoramento nas diversas modalidades terapêuticas oferecidas.
Gestão administrativa
De 2008 a 2010 várias atividades da Aldeia da Esperança foram realizadas com apoio de funcionários, residentes e seus familiares.
Destaques em 2009:
• Busca contínua por parcerias em meio a empresas da região para
manter o trabalho dos residentes no mercado formal;
• Auditoria para manutenção e certificação da qualidade. A Aldeia da
Esperança foi recertificada por não ter nenhuma não conformidade
em seus processos.
Destaques em 2010:
Pesquisa de satisfação com residentes, familiares e funcionários
apontou:
• 96% dos pais/responsáveis consideram o atendimento
oferecido na Aldeia Bom ou Muito Bom;
• 68% dos residentes consideram Bom ou Muito Bom
o tratamento que recebem dos funcionários da Aldeia;
• 98% dos funcionários sentem-se satisfeitos em trabalhar
na Aldeia.
Gestão técnica e capacitação de equipes
A excelência técnica é garantida por meio de uma gestão que entende
que a força está nas pessoas, e estas, motivadas e capacitadas, oferecem atendimento de qualidade 24 horas por dia aos residentes.
Entre 2008 e 2010, o CIAM investiu em algumas contratações para o fortalecimento da equipe da Aldeia da Esperança. A estrutura de gerência
dos residentes, bem como a equipe como um todo, passou por algumas
alterações que geraram resultados significativos na reorganização e no
avanço do trabalho, tais como:
• Reformulação da equipe, de maneira que todos os gerentes agora
podem estar mais próximos dos residentes para acompanhar a
implantação dos planos de ações;
• Integração em rede do prontuário de cada residente, unificando as
informações técnicas, ambulatoriais e de fisioterapia, as avaliações
físicas e o livro de ocorrências;
• Reavaliação e reestruturação das oficinas de artesanato, estufa e
horta, culinária, terceirização, sala de convivência, música e teatro.
Atendimentos
A Aldeia da Esperança atendeu, ao longo de 2010, 53 residentes (média
mantida nos dois anos anteriores), vivendo em suas próprias casas, realizando atividades cotidianas, conquistando independência e sendo
supervisionados por profissionais qualificados durante todos os dias.
Neste período, ocorreram ações que complementaram os atendimentos
dos residentes definidos pelos seus planos de desenvolvimento, tais como:
Oficinas:
• Reestruturação e reorganização do ateliê, oficina de culinária e
artesanato;
• Criação da sala de convivência, para estimular a socialização e o
hábito de leitura.
Atividades de educação física:
• Atividades individuais ou em grupos baseadas nas três capacidades que o ser humano precisa ter para uma boa qualidade de vida,
segundo o Conselho Federal de Educação Física (Confef): motora,
cognitiva e socioafetiva;
• Gincanas;
• Práticas, campeonatos e eventos esportivos internos e externos.
Projeto de Educação Ambiental:
Teve como objetivo conscientizar e implantar a coleta e separação de resíduos de materiais para reciclagem, envolvendo funcionários e residentes.
• Desenvolvimento do projeto, com efetivação em março de 2009;
• Apresentação sobre o tema nas reuniões com residentes;
• Separação de resíduos orgânicos e recicláveis nas áreas comuns
e nas casas dos residentes;
• Reaproveitamento de materiais recicláveis no ateliê e na sala
de convivência.
• Reestruturação do Relatório de Ingresso dos Residentes, com o
objetivo de tornar esse documento mais prático e aplicável;
42
43
Atividades de lazer (internas e externas)
As atividades de lazer propostas pela Aldeia da Esperança vão além da
diversão tão necessária para todo ser humano. Elas têm também o objetivo de promover a autonomia e a socialização dos residentes, dentro
e fora da Aldeia. Sob esse aspecto, em alguns momentos propõem viagens mais longas, proporcionando desde um aprendizado no momento de organizar uma mala de viagem até a vivência de um novo local,
uma nova cultura. Em outros momentos, o objetivo é estimular o contato com o outro de maneira divertida, dentro da própria Aldeia, aproximando e quebrando eventuais barreiras no relacionamento, ou ainda
propondo que cada um mostre os seus talentos, vencendo a timidez.
Conheça algumas atividades realizadas de 2008 a 2010:
Atividades internas
Atividades externas
•
•
•
•
• Carnaval em São Paulo,
no Anhembi;
• Visita ao Aquário em São Paulo
• Exposição “Ecológica”
no Museu de Arte Moderna;
• Trilha com piquenique;
• Viagens para Caraguatatuba,
Salvador, Caldas Novas
e outras.
•
•
•
•
Sessão pipoca;
Karaokê;
Campeonato de pipas;
Jantar romântico para o Dia
dos Namorados;
Aniversários de residentes;
Concurso de piadas;
Show de talentos;
Feriados judaicos, almoço
Pessach e Rosh Hashaná,
entre outras.
Faça Parte
Centro de Reabilitação e Hidroterapia
Entre 2008 e 2010, o Centro de Reabilitação e Hidroterapia realizou estimulações de Atividades de Vida Diária e atividades de trabalho, além
de atendimento em grupo, realização de acompanhamento postural e
entrevistas com os residentes para treino das áreas adaptativas.
A partir da aquisição do FisiMetrix, em 2010 (veja mais detalhes na página
30), o CRH realizou a avaliação postural de pacientes usando essa ferramenta. O desenvolvimento de planos inclinados para uso em casa e no
trabalho, apoio de pés e orientação para cuidadores e oficineiros também contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos residentes.
Centro de Reabilitação e Hidroterapia (2008-2010)
44
Residentes
atendidos
Atendimentos
individuais
Atendimentos
em grupo
2008
24
180
4
2009
24
200
80
2010
25
220
80
“
O trabalho voluntário permite que você crie outras perspectivas
de vida! O CIAM dá muito valor ao trabalho do voluntário e eu vejo
que toda a minha dedicação está sendo retribuída.”
Olívia Alexandria E. Prearo, 18 anos, voluntária
45
H
oje, o índice médio de gratuidade dos atendimentos realizados pelo
CIAM é de 55%, sendo 75% na Unidade Jaguaré e 25% na Aldeia da
Esperança. Em decorrência do custo elevado para a prestação dos
serviços realizados pela instituição, o CIAM busca parcerias e apoio de pessoas e empresas que se solidarizam com a causa.
Existem várias formas de contribuir com a instituição. Conheça algumas delas:
Doações continuadas de pessoas e empresas:
Hoje o CIAM conta com, aproximadamente, 1000 sócios colaboradores
e doadores, entre pessoas físicas e jurídicas. As pessoas podem doar
seu tempo, trabalho e talento, contribuindo para o desenvolvimento
de diversas atividades na instituição, ou fazer aportes mensais, semestrais ou anuais.
Além disso, o CIAM tem o apoio de parceiros que fazem o trabalho profissional pro bono, que atendem a instituição em questões administrativas e institucionais, sem cobranças financeiras.
Como participar
Adote uma criança
Qualquer pessoa pode adotar uma criança do CIAM, colaborando para
que ela realize todas as atividades que a unidade Jaguaré oferece.
Apoie um residente
Na Aldeia da Esperança é possível colaborar subsidiando a moradia de
um residente. Além de toda a estrutura de residência individualizada, o
que estimula a autonomia, os residentes contam com o apoio de uma
equipe técnica que desenvolve diversas atividades terapêuticas e recreativas.
Seja sócio contribuinte
Interessados pelos trabalhos oferecidos no CIAM podem se tornar sócios contribuintes. São vários os valores e as modalidades de contribuição. A pessoa define a periodicidade das doações, o valor que deseja
investir e a forma de pagamento.
PARA EFETUAR O SEU APOIO
AO CIAM POR QUALQUER
UMA DESSAS MODALIDADES,
ENTRE EM CONTATO ATRAVÉS
DO TELEFONE (11) 3760-0068.
46
Doação de itens diversos
Vários materiais são utilizados para oferecer um serviço de qualidade
aos atendidos. A instituição aceita doações de materiais, como: jogos e
livros infantis, DVDs de filmes, material de informática (computadores,
notebooks, jogos educativos, entre outros.
Um caso de sucesso – Nota Fiscal Paulista
Um destaque na captação de recursos do CIAM nos últimos anos foi o
trabalho realizado para estimular as doações através da Nota Fiscal
Paulista. Apesar de ser um movimento novo, essa iniciativa já é um ganho para todos os lados: para as entidades, que recebem recursos importantes, e também no processo de mobilização das pessoas para a
causa, uma vez que elas fazem uma escolha espontânea de doação.
O CIAM foi a primeira instituição da comunidade judaica a fazer esse
trabalho e divulgá-lo. No final de 2010, a instituição foi convidada a
participar de um evento no qual o governador em exercício, deputado
Alberto Goldman, e o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, fizeram um reconhecimento público às instituições que estão realizando
um bom trabalho nessa área.
Hoje o CIAM tem urnas de arrecadação de notas fiscais em 25 estabelecimentos. A estratégia usada para alcançar os bons resultados registrados até agora está baseada na pró-atividade da instituição, que
disponibiliza funcionários para irem aos postos de arrecadação fazer
a coleta das notas e posterior digitação dos dados. Um trabalho que
oferece credibilidade à ação.
Em reconhecimento às empresas que abriram suas portas para receber
a urna de coleta de nota fiscal do CIAM, no final de 2010, foi entregue a
cada uma delas um diploma de agradecimento, gerando um sentimento de satisfação também nos funcionários dessas empresas, por fazerem parte desse movimento social.
O valor arrecadado é investido nas ações de melhoria da infraestrutura
das duas unidades do CIAM.
Como participar – Nota Fiscal Paulista
Existem três maneiras de colaborar através dessa opção:
1. Depositando cupons fiscais nas urnas do CIAM disponíveis nos
estabelecimentos, lojas, escolas, bares e restaurantes, condomínios,
clubes sociais etc.;
2. Enviando os cupons fiscais pelo correio para o CIAM – é necessário
que os cupons cheguem à instituição até o dia 20 do mês seguinte à
emissão, para que seja efetuado o cadastro;
3. Efetuando a doação pela internet, no site do programa Nota Fiscal
Paulista. Nesse caso é preciso que o doador seja cadastrado no
programa da Nota Fiscal Paulista. O cadastro precisa estar com o
status “ativo”. Mais informações www.nfp.fazenda.sp.gov.br.
Projetos apoiados
pelo Fumcad
Cinco projetos do CIAM estão
aprovados pelo Fumcad e podem
receber apoio por meio da
destinação de parte do Imposto
de Renda a pagar de pessoas
físicas e jurídicas:
•Assistência Multidisciplinar,
•
•
•
•
Follow up e Inclusão Escolar de
Crianças e Adolescentes com
Transtorno
Cadeiras da Roda de
Baixo Custo
Escola de Pais
Inclusão às Avessas
Inclusão de Jovens com
Deficiência Intelectual
no Mercado de Trabalho
No site http://fumcad.prefeitura.
sp.gov.br você encontra todas
as informações necessárias para
contribuir desta maneira.
Doações online
Através do site do CIAM (www.ciam.org.br), qualquer indivíduo pode fazer doações online.
47
Iniciativas institucionais para captação de recursos
Eventos – Projeto CIAM mais Cultura
O CIAM é reconhecido como uma instituição promotora de eventos de
qualidade absoluta na área cultural, por meio do projeto CIAM mais
Cultura. Nos últimos três anos, foram muitos os eventos com renda
revertida à instituição e eventos de relacionamento, que contaram com
patrocínio de empresas e parcerias na venda de ingressos. Esses parceiros
são fundamentais para o CIAM, pois, ao contribuir com os eventos
culturais, viabilizam uma ação de captação de recursos importante para
a instituição, ao mesmo tempo em que ajudam a promover uma ação
de democratização da cultura, já que muitos atendidos pelo CIAM têm a
possibilidade de assistir a esses espetáculos.
Programa de Voluntariado
Ampliar o programa de voluntariado tem sido um dos objetivos do
CIAM nos últimos anos. A diretoria acredita que a instituição tem um
potencial grande de agregar pessoas em torno da causa que defende: a
inclusão social da pessoa com deficiência intelectual.
O programa de voluntariado do CIAM tem procedimentos definidos,
que vão desde o ingresso, com a inscrição e o processo de seleção,
até a identificação da atividade que melhor se encaixa ao voluntário.
A metodologia empregada na coordenação do trabalho possibilita
a sistematização do processo de voluntariado, identificando perfis,
interesses, conhecimentos e outras características.
Muitos voluntários passaram e ainda atuam no CIAM. Entre eles, um
destaque especial para os conselheiros e diretores da instituição, além
de um grupo que tem ligação direta com o público e com atividades
ligadas a áreas administrativas.
Na Aldeia da Esperança, a reestruturação do programa de voluntariado
permite o envolvimento de voluntários nas oficinas terapêuticas,
com supervisão de um profissional contratado pela instituição, o que
assegura o foco da atividade, que é o desenvolvimento dos residentes.
Como participar – Seja um voluntário
O CIAM acredita que, doando parte de seu tempo, trabalho ou talento,
muitos serão beneficiados. Os alunos e residentes receberão apoio de
qualidade de pessoas interessadas em colaborar, e a pessoa que se
inscrever fará parte de um valioso grupo de voluntários do CIAM. Para
fazer parte desse trabalho é preciso preencher a ficha de inscrição no
site do CIAM (www.ciam.org.br) e aguardar contato para uma visita.
48
Parcerias e alianças
49
O
CIAM não trabalha sozinho. É importante destacar que a instituição está ativa há mais de 50 anos graças
a um grupo de parceiros nessa caminhada. São alianças com organizações sociais, prefeituras, empresas e pessoas físicas que contribuem financeiramente ou com serviços e bens para a implementação de
projetos e manutenção da instituição.
Para a equipe CIAM, cada gesto de doação é uma grande vitória. Desde ações voluntárias, por meio das quais
pessoas oferecem parte do seu tempo à instituição, até aqueles que associam-se ao trabalho colaborando
mensalmente.
Em nome dos funcionários, diretores, voluntários e atendidos no CIAM, deixamos um agradecimento a
todas as pessoas e empresas parceiras e convidamos aqueles que não fazem parte a juntar-se a nós nesta
caminhada.
Hattori de Lima; Aurea Steinberg; Ava Nicole Dranoff Borger; Avran Secher; B Bacy Fleitlich Bilyk; Bacy Waisman ; Baldomero
Barbara Beto; Beatriz Abraham; Beatriz Monteiro de Carvalho; Beatriz Pasmanik; Beatriz Pimenta Camargo; Bebel Alves de Lima;
Becky Refkan Sarfati; Beirel Zukerman; Benedicto Celso Benício; Benedito Moraes; Benjamim Golcman; Benjamin Mejlachowicz;
Benjamin Wolf Handfas; Benno Thau; Berenice Villela de Andrade; Bernardo Leschziner; Bernardo Szajniak; Betty Karpat; Blanca
Menghini; Boris Ber; Boris Grandisky; Boris Lerner; Boris Szylit ; Borys Barmak; Branca Lafer; Branca Zatyrko; Bráulio Pasmanik;
Bruna Milano Felerico; Bruno Barmak; Bruno Licht; Bruno Setton; C Camillo Nader; Candida Camargo; Carlos E. Terepins; Carlos
Alberto Sobrinho; Carlos Alberto Wanderley;Carlos Blaj; Carlos Blauth Ribeiro Fontes; Carlos Chmerel Graicer; Carlos E. Calfat
Salem; Carlos Eduardo Horta; Carlos Isaac Kibrit; Carlos Mauricio Rosset; Carlos Roberto Neufeld; Carlos Tafla; Carmelita Jose dos
Santos; Carol Fischbac; Carolina Lima; Cassia Ap. B. Bruno; Cássio Roberto Vieira Romano; Cassio Sadi; Cássio Telles; Ferreira Netto;
Catarina Justus Fischer; Cecília Luiza Montag Hirchzon; Célia Opittz; Célia Procópio de Araújo Carvalho; Celso Stringueta; Cesar
Ades; Chaim Goldestein; Chaim Trajber; Charles Grunfeld; Charles Siegmund Rothschild; Charles Tawil; Chella Safra; Chelomo
Venezia; Chulamit Raizen Terepins; Cicero L. de Barros; Clara C. Sancovsky; Clara Gubbay Ades; Clarice Cassab Nader; Clarice Konfino
Castro; Clarisse Zaitz; Claudia Abuleac; Claudia Costin; Claudia Lorch; Claudio Dascal; Claudio Bardella; Claudio Muller; Claudio P. L.
Patronos
Pessoas físicas
Alexandre Arno Abuleac; Anderson Lemos Birman; Anna Sonia Rotinberg; Benjamim Saruê; Eleonora Rosset; Familia Pupo; Fanny
Feffer; Gilberto Meiches; Isaac Dayan; Ivo Rosset; Jack Leon Terpins; Leo Cochrane Junior; Lucia Faria; Maria Zilda Araujo; Miguel
Ethel Sobrinho; Naji Nahas; Olacyr Francisco de Moraes; Renata Camargo Nascimento; Rony Dayan ; William I. R. Trosman.
Pessoas jurídicas
CIP – Congregação Israelita Paulista; Compugraf Comunicação Empresarial; Congregação e Beneficência Sefardi Paulista; CSN Companhia Siderúrgica Nacional; Desenho Animado Confecções; Grupo Doria Associados; DPZ Propaganda; Electro Plastic; Fundação
Beneficente Elijass Gliksmanis; Fundação Filantrópica Arymax; Gap Net Viagens e Turismo; GAS Investimentos; Indústrias Arteb; Já Filmes;
Laboratório Scharaibmann; Rosset & Cia; Szajman Holdings (Banco VR); Unigel Química.
Sonder; Claudio R. Katz; Claudio Roberto Cernea; Claudio Silberberg; Clea Dalva C. Faria; Cornelia Pongracz Rossi; Costanza
Pascolato; Cristina Allegri; Cyro Gandelhman; D Daisy Khoury; Dalio Sahm; Dan L. Waitzbere; Daniel Adler; Daniel Feffer; Daniel
Halbreich; Daniel Klabin L. Wurzmann; Daniel Paes Cavalcante; Daniel Pilnik; Daniel Rafael Hamoui; Daniela Libman; Danilo A. Setti;
Danilo Barbosa Quadros; Danny Sapiro; Dany Artel; David Abuhab; David Acherman; David Schapira; David Alhadef; David Brand;
David Feffer; David Feldman; David L. Mlynarz; David Leo Levisky; Davy Levy; Deborah Lisak Azulay; Decio Len; Decio Goldfarb;
Decio Gurfinkel; Décio Milnitzky; Denise Meirelles; Dib Candi Ajami; Didio Kozlowski; Dinarte Marcelino Pinto; Diva Sanovicz; Dora
Leiner; Dorli Kamkhagi; Dov Grossaman; E Edair Borborema; Eddy Levi; Eden Lam; Edgar Politi; Edgar Safdie; Edmond Haiat;
Edmundo Klotz; Edmundo Safdie; Edo Rocha; Edson Vaz Musa; Eduardo Fischer; Eduardo Lafer; Eduardo Luiz de Brito Neves;
Eduardo M. Mederorut; Eduardo Paulo Boskovitz; Eduardo Reibscheid; Eduardo Ribeiro Rocha; Eduardo Sion Skall; Eduardo Wagner
Edward Gabriel Karic; Edwin Douek; Efrain Zaclis; Egon Katz; Eliaho Yousset Diwan; Eliana Caus; Eliane Aburese; Eliane Hepner;
Eliane Selmi Dei Roxo; Elias Finkelstein; Elias Kirschbaum; Elie Douer; Elie Fiss; Elie J. Chouveke; Elie Wahba; Elie Zaki; Elisabeth
Arbaitman; Ellen Estel Tabacow; Elmira P. N. Batista; Elza J. Beker; Emilio Kalil; Emilio Levin; Enrique M. Chalam; Enrique Mauricio
Berenstein; Eric Roger Wroclawski; Esperança Donio; Esteban Scheinik; Ester Sara Nigri; Esther Bauman, Esther C. de Francesco;
Ettore Barocas; Eugenio Vago; Evelin Ioschpe; Evelyn Joseph Setton; Ezra Alexandre Ades; Ezra Cohen; Ezra Harari; Ezra Negrin;
Patrocinadores de eventos
F Fabio Chilvarquer; Fabio Faiwicmow; Fábio Grossmann; Fábio Maltz Sclovsky; Fabio Marangolo; Fabio Renato Tichauer; Fabrizio
Banco Bradesco; Banco Safra; Bonsucex Holding; GAS Investimentos; General Motors do Brasil; Nestlé do Brasil; Porto Seguro;
Fasano; Família Matalon; Fanny Fix; Fanny Goldflus; Fanny Landesman; Fárida F. Susskind; Feiga Felle; Felice Haberfeld; Felix Nobel;
Tecnisa.
Fernanda Cholchit; Fernando Kasinski Lottenberg; Fernando Rosset ; Fernando Sendik; Fernando Xavier Ferreir ; Flavio Pinho
Apoiadores de eventos
Buffet França; Chandon; Dentsu; DPZ; Cris Ayrosa; Mistral.
deAlmeida; Flora Heilbut; Flora Sapocznik;Francisca Angélica Boschan; Francisco Carlos Gomes; Francisco Delgado Muñoz;
Francisco Dziegiecki; Francisco Villena Cebrian; Frederico B. Mesnik; Frederico Wagner; Fuad Mattar; Fulvio Jose Carlos Pileggi;
G Gabriel Elie Laniado; Gabriel Harari; Gabriel Koch; Gabriela Roxo Ometto; Gad Haztot; Gavril Fischer; George Zausner; Gerard
Weill; Gerd Tykocinski; Gerda Berger; German Adolfo Pipet; German Efromovich; Gian Paolo Corretti; Gideon Erich Freier; Gilberto
Sócios e Doadores
Pessoas físicas
A Abe Kryss; Abraham Graicar; Abraham Laredo Sicso; Abrahão Kerzner; Abram Reaboi; Abram Toplzewski; Abramo Douek; Adalto
Barshad Faiwichow; Gilberto Souza de Toledo; Gina Picciotto; Gisela M. Karic; Golda Pietricovsky de Oliveira; Golda Soriano; Gracia
Ezra; Graziella Mesquita Sampaio; Gregório Kramer; Gregorio Zolko; Greta Feder; Gunther Happ; Gustavo Halbreich; Guy Eskenazi;
H Haim Franco; Hans Becker; Haroldo Sancovsky; Harumi Ohno Dal Porto; Helena Nigri; Helena Tania Katz; Helio Albert Sarfaty;
Helio Majilis; Helio Seibel; Helmut Kaufmann; Heloísa Maluf; Henri Armand Slezynger; Henri Freidhofer; Henri Haim Esses; Henri
Hallak; Henri Nessim Politi; Henri Philippe Reichstul; Henrique Kracochansky; Henrique Bobrow; Henrique Brener; Henrique Cohen;
da Silva Junior; Addy Seelmann Heilbut ; Adelia Nigri; Adelita Scarpa; Adolfo Ernesto Schmukler; Adolfo Picciotto; Adolpho Leirner;
Henrique Eduardo Tichauer; Henrique Klajner;Henrique Timoner; Henry Ourfali; Hermes Marcelo Huck; Hilda Fleischner; Hilton
Adriana Jacobsberger; Adriana Maluf; Adriana R. Adler; Adriane Simis; Ahuva Markovitz Belfer; Aida Zemel; Ailton Bobrow; Airton
Milnitzki; Hugo Tworoger; I Icek W. Czersnia; Ida Finci; Ike Rahmani; Ilana Segal; Iliana Graber; Isaac Hemsi; Isaac Breitbarg; Isaac
Chiurato;Airton Clerman; Alaberto Werebe; Alberto Alcalay; Alberto Bontempo; Alberto Cukier; Alberto Dominguez Azevedo;
Bulach; Isaac J. Misan; Isaac Jordan; Isaac K. Deweik; Isaac L. Rosenblatt; Isaac Peres; Isaac Ralph Michaan; Isaac Ram Dayan; Isaac
Alberto Goldman; Alberto Jacques Picciotto; Alberto Ralph Michaan; Alberto Raphael Mansur Levy; Alberto Salama; Alberto
Selim Sutton; Isac Krutman; Isac Roizenblatt; Isacco Douek; Isaias Steinberg; Isay Weinfeld; Israel Vainboim; Israel Isser Levin ; Israel
Sapocznick; Alberto Sereno; Alberto Toron; Aleksander Mizne; Alessandro Pascolato; Alexandre Leon Teig; Alexandre Roberto R. Fix;
Sapiro; Israel Schachnik; Israel Schleif; Israel Vaiboim; Israel Weitzberg; Issac Mauro Rosset; István Wessel; Ivette F. Tobias; Ivo
Alfredo Daccache; Alfredo Halpem; Alfredo Levy; Alfredo Luiz Kugelmas; Alice Freyberge; Alicja Pfefer Goldlust ; Alper Aburese;
Marino Ferreira; Ivonete Malafaia; J Jack Hazan; Jack Strauss; Jacks Rabinovich; Jacob Adler; Jacob Ari Rozenbach; Jacob Billig e
Amadeu Aleixo Machado; Amauri de Faria; Amilton Jose dos Santos Carvalhal ; Ana Blandina de Almeida Prado; Ana M. da Cruz; Ana
Helga Kaminitzer; Jacob Jacques Gelman; Jacob Werebe; Jacobo M. Missrie; Jacqueline Torres Maluf; Jacques Baharlia; Jacques
Maria Levy Villela Igel; André Charles Frohncknecht; Andre Coji; Andre Gabanyi; Andre Kakhaji; André Schivarthe; André Victor
Cohen; Jacques Libman; Jacques Safra; Jacques Sarfatti; Jacques Steinberg; Jacques Victor Levy; Jaime Blay; Jaime Sarue; Jaime
Neuding; Anette Trompter Curi; Angelo Andrea Frigerio; Anira Isabel Finimundi Verdi; Anira L. Finimunchi Verdi; Anis Ganme; Anna
Serebrenic; Jaime Shnaider; Jaime Zuquim; Jairo Glikson; Jairo Toporovski; Janete Gartner Salfatis; Jayme B. Garfinkel; Jayme Blay;
Abuleac Schvartzman; Anna Helena A. Araujo; Annelise Grumach; Anny Teiman; Antonio Carlos Boscatto; Antonio Floriano Pesaro;
Jayme Bobrow; Jayme Pasmanik (em memória); Jayme Szkelnik; Jayme Wydator; Jeannete H. C. Rahamani; Jechiel Kuperman;
Antonio Henrique Almeida; Antonio José Marques; Antonio Luiz da Cunha SEABRA; Antonio Marcos Moraes Barros; Antonio Stanisci;
Jehochua Moise; Jehoshua Bain; João Doria Jr.; João Kon; João Rossi Cuppoloni; João Sayad; João Ulrich Steinberg; Joel Korn; John
Aref Kayeri; Ari Leon Arates;Ari Sokolovsky; Arieh Albert Hamoui; Arlete Jamous ; Armando Ceravolo; Armando Mesnik; Arnald
Powelat E. Brown; Jorge Jacobo Zalis; Jorge Katz Hohn; Jorge Luiz Baptista Elias; José Alberto Pavani; José Abramovicz; José Agrela de
Disendruck; Arnaldo Curiati; Arnaldo Faerman; Arnaldo Forsait; Arnaldo Segal; Arno Roismann; Aron Bisker; Aron Judka Diament;
Andrade; José Alberto Saruê; Jose Anfrisio dos Santos; José Carlos de Oliveira; José Claudio Barmak; José Elias Cyrulin; José Ermírio
Arthur Deustsch; Arthur Rotenberg; Arthut Meier Mesnik; Artur Bielawski; Artur Malzyner; Arturo Salomon Schprejer; Augusto
de Moraes; Jose Ermírio de Moraes Neto; José Gorenstein; José Henrique Chapaval; Jose Luiz B. Pistelli; José Paulo Schivartche; José
50
51
Radomyler; José Rappaport; José Roberto Kauffman; José Roberto R. Guidi; José Rosenberg; José Rubens Kagan; José Salomão
Ruth Niskier; Ruth Shalem; Ruy Korbivcher; Ryuka Diamant Bachman; S Sabina Ebel; Sacha Abrao Kalmus; Salamita Mychkis;
Schwartzman; José Schnaider; José Szachnowicz; Jose Zaragoza; Josef Engelberg; Joseph Albert Hamoui; Joseph Davidowicz; Joseph
Salomão Guelmann; Salomão Hasenberg; Salomão Sapoznik; Samanta Abuleac Steinberg; Samoel Jardinisky; Samuel Grossmann;
Gross; Joseph Levi; Joseph Nigri; Joviano Pacheco; Juan Figer Svirski; Judel Rivkind; Julian Gartner; Julio Abraham; Julio E. Eghy
Samuel Chernizon; Samuel Kon; Samuel Nahum Neuman;Samuel Nissimof; Samuel Seibel; Samuel Wajsbrot; Samy Hamoui; Sandra
Emod; Julio Elman; Julio Jose Franco Neves; Julio Levenstein; K Kaete Heymann; Karen Hara Sarfaty; Katucha Mellão; Katy
Stad; Sansão Sapoznik; Sara Hazan; Sara Novis Fischer; Sarah Bleicher; Sarah Rabnovitch; Sarita Gorenstein Fichel; Saul Cypel; Saul
Heilberg; KazimierzV. Malachowski; Klaus Wilhelm; Kolman Gotlib; L Laura Marinha Guglielmeli; Laurita Treiger; Lea Beatriz
Krivkin; Saul Olimpico Libman; Saulo Rotenberg; Selma Schuartz Cernea; Selmo Clermann; Semy Dayan; Sergio Windholz; Sergio
Nuss Dbigliani; Leib Kesselman; Lejbus Czeresnia; Lena Perla de D. K. Lebendiger;Lena Strumpf; Lenina Pomeranz; Leo Ernest
Daniel Lerrer; Sergio Epstein; Sergio Gelman; Sergio Iokilevitc; Sergio Jan Medici Hamburger; Sergio Kafel; Sergio Levinzon; Sergio
Dreyfuss; Leo Kupfer;Leon Victor Menache Ades; Leonardo Abramowicz; Leonardo J. G. Ghelman; Leonardo S. Starzynski; Leonid
Melardi; Sergio Saad; Sergio Seeber; Sergio Silva do Amaral; Sergio Suskind; Sergio Tavares Ferrador; Sergio Vaisman; Sergio
Zimilis Barmak; Leonil de Souza Freire Junior; Leslie Fischbein; Lia A. Santos; Liana de Moraes; Lili Katz; Lilian Nigri; Lilian Prist;
Vladimirschi; Shaia Akkernan; Sheila Ap. Pires da Silva ; Shirley Abuleac Bidlovski; Siegfried I. Radomysler; Sigmundo Skilnik; Silvana
Lindinalva Levenstein; Lorenzo Rossignoli; Lucia Len; Luciana Pajecki Lederman; Luciane Scattone de Luiz; Luciano Kirszenworcel;
Lagnado; Silvana Neufeld; Silvana Tinelli; Silvia Ester Dreifus; Silvio Bentes; Silvio Casoy; Sima Lafer Portenoy; Simão Mendel Guss;
Luciano Werthein; Luis Fernando Sá Moreira; Luis Mester; Luis Paulo Cotrin Amorin; Luis Stuhlberger; Luiz Alberto Meiches; Luiz
Simão Priszkulnik; Simon Dicker; Simon M. Franco; Sofia Bassani; Sonia B. Menache; Sonia Dratwa; Sonia Korn Haller; Sonia Lea
Carlos Barbosa Turolla; Luiz David Gabor; Luiz e Andrea Mucerino; Luiz Fernando Serenc; Luiz Fischer; Luiz Frid; Luiz Gandelman;
Shnaider; Sonia Portnoi Sirota; Sony Abraham Douer; Sony Douer; Stefan e Ursula Hamburger; Stela Yara Blay; Stella Alouan; Suely
Luiz Gorenstein; Luiz Israel Febrot; Luiz Jayme Zaborowsky; Luiz Kignel; Luiz Marcelo Dias Sales; Luiz Meiches; Luiz Simantob;
Kleiman Lewi; Suely Zltonik Aisenberg; Susan Feder; Susan Sverner; Susana Leirner Steinbruch; Susanne S. Steinberg; Suzana Maria
Lula P. de Almeida; M Malina Cohen; Manoel F. P. da Costa; Marcel Neumann; Marcelo André Kovesi; Marcelo Berger; Marcelo Blay;
Lopes Medeiros; Suzanne Kanas; Suzy Dreifus; Sylvette Laniado; Syma e Alberto Shayo; Szama Gedala Krybus; Szeja Topczewski;
Marcelo Dias Couto; Marcelo Drugg Barreto Viana; Marcelo Fonseca Santiago Cajamar; Marcelo Gutglas; Marcelo L. Levinzon;
Szprincas Zaindel A. Lane; T Tamara Frankel Grosman; Tania Kulb; Tatiana Serebrenic; Teddy Man; Tedy Joseph Safdie; Teresa
Marcia Baruzzi Bonami; Marcia Cristina Lucena; Marcia Regina Kalim Marcia Zalcman Setton; Marcio A. Cypriano; Marcio Goldfarb;
Bracher; Teresa Marco Nigri; Teresinha Chamma; Terezinha Gabor; Terezinha Pereira de Jesus; Thomas Joseph Mcdonnell; Thomas
Marcio Miritello Santoro; Marcos Arbaitman; Marcos Bader; Marcos Bien; Marcos Karniol; Marcos Schwartman; Marcos Zarzur
Amos Case; Thomas Joseph Mcdonnell; Thomas Neufeld; Thomas S. P. Lewin; Thomas Tichauer; Ticiana Terpins Strozenberg; Tilia
Derani; Marek Flaksberg; Margot Strulovic; Maria Gorski; Maria A. de A. S. do Amaral; Maria Amelia Saldanha da Gama; Maria Cleo
Voloch Rozenberg; Tily Neusa Svartman; Tomas Barth; Tonia Boccalato; Tullio Formicola; U Ubiratan Fernandes Valade; Ubiratan
Vasconcelos Salem; Maria Cristina Allegri; Maria Cytronovitz; Maria da Graça Oppenheimer; Maria do Carmo Morato; Maria E. Bradt
Pedro S. Pina; Ugo Di Pace; V Valentim Gentil Filho; Valéria Bigliani Ferreira; Valter Carvalho; Vera Bardella; Vera Bobrow; Vera
de Carvalho; Maria Eugênia Seixas Sobral; Maria Helena Zilberman; Maria Lourdes Egydio Villela; Maria Lucia A. Segall; Maria
Bontempo; Vera Lucia dos Santos Diniz; Vera Luiza Horta; Vera Terezinha Ponce; Victor Lichwitz; Victor Burd; Victor Nudelman;
Veronilda Andrade Silva; Maria Virginia V. Alhadeff; Marina Bradaschia Corrêa Abul Ghani; Marina Calo Sun; Marina Lafer; Mario
Victor Schubsky; Victor Siaulys; Victoria Regina Bejar; Vitor Facciola; Vivian H. Schlesinger; Viviane Souss; W Waldemar
Ferman; Mario Fleck; Mario Killner; Mario Renato Krausz; Mario Zanon; Marion Liane Stoll; Marita Simy Gama; Mariza Leal de
Gurman;Waldemar Moyses Zuskin; Waldemar Tafla; Waldemar Verdi Jr.; Walter Meyer Feldman; Wanda Jacinto; William Lohn;
Meirelles do Couto; Mark Hotimsky; Marlene Colassuonno; Marli Perola Lebensztajn; Mathilde Meyerhoff; Maurice Eskinazi;
William Streit Cunningham Junior; Wolf José Singal; Y Yara Baumgart; Yves Lautenberg; Yves Osmo; Yvonne Buckingham Selzynger;
Maurice Gian; Maurice M. V. Cesana; Mauricio Biderman; Mauricio Calderon; Mauricio Charles Cohab; Mauricio Fogel; Mauricio
Yvonne M. Freund; Z Zeev Harari; Zilda Botkowiski; Zilda Pasmanik; Zina Kossoy; Zofia Davidowicz; Zsuzsanna Vegh Rubin; Zuleika
Laniado; Mauricio Lax; Mauricio Michaan; Mauricio Monteiro; Mauricio Picciotto; Mauris Klabin Warchavichik; Mauro A.
O. Rocha; Zygfrid Thalenberg.
Herszokovicz Mauro Klecz; Mauro Roberto Terepins; Mauro Sergio Toprorovski; Mauro Varnovitzky; Max Sender; Maximilian Louis
Brieger; Mayer Mizrahi; Meir Skall; Melissa D. F. de Oliveira Mendel Rohman; Michael David Dranoff; Michael Edgar Perlman; Michael
Huli; Michel Abraham Dayan; Michelle B. Pires; Michelle Sasson Salama; Miguel Lafer; Miguel Novak; Miguel Pistilli Neto; Miguel
Srougi; Milly Teperman; Milton Clermann; Milton Cukierkorn; Milton Wagner; Mira Falchi; Miriam Ciocler; Miriam Member; Miriam
Regiane Brichta Ramos; Miriam Sapir Siag Landa; Mirko Alejandro Lebl Price; Mirta Schwarcz; Moacir Ferreira Marques; Moise Politi;
Pessoas jurídicas
A Aceco TI; Água Doce Distribuidora de Bebidas; Alberto Belesso Indústria e Comércio; AMF Feiras de Negócios; Aquitaine
B
Banco VR; BF Utilidades Domésticas; Branyl
Moise Sarue; Moises Basiches; Moises Cohen; Moises Enrique Guindi; Moises Leiner; Moisés Mirocznik; Moises Nigri; Moises Ostrovsky;
Veículos; Arquitetura Julio Neves; Aurora Bebidas e Alimentos Finos;
Moises Schnaider; Monica Jaqueline Elkis; Mônica Miller Neuding; Monica Taubkin; Monika Zolko; Monique Matalon; Mordejai
Comércio e Indústria Têxtil; Brasfilder Indústria e Comércio; Brasil & Movimento; Brasylko Produtos Químicos; Brinquedos
Goldenberg; Moris Zalcman; Mose de Picciotto; Moses Zitron; Mosze Gitelman; Moyses Akerman; Moyses Jayme Broniscer; Moyses Marcps
Estrela; BSI Tecnologia; C Cau Comércio de Chocolates; Ceasa; Central de Equipamentos de Proteção e Soldas; Centro de
Fuchs; Moyses Mincis; Muriel Matalon; Myriam Chansky; N Natalie Klein; Natan Berger; Nauman Engelberg; Neide Helena Moraes;
Estudos Neurológicos Raul Marin; Chem-Dry Paulista Limpeza de Carpetes e Estofados; Clínica Cernea; Clínica Cutait; Clínica
Neide V. Galli; Nelia Rebecca Alhadeff de Carvalho; Nelson Fontana; Nelson Levin; Nelson Ometto; Nelson Rosenchan; Nelson
Pediátrica Toporovski; Colégio Bialik; Comercial Rubaiyat; Conbras Engenharia; Construtora Auxiliar; Construtora Luzar;
Schachamovitz; Nelson Scheinkman; Neyde de Moraes; Nick Dagan; Nidia Duek; Nina Douer; O Ocir Gerson Gorenstein; Ocir
CRAL Artigos para Laboratório; D Darling Confecções; Dayhome Comercial; Denver Borrachas; Distribuidora Sulamericana
Gorestein; Odila Weigand; Olga Krell; Olinda Amazonas Martins; Oscar Americano Neto; Oscar Lafer; Osias Chasin; Oswaldo de
Importação e Exportação; Duráveis Equipamentos de Segurança; E Editora Globo; Efil Equipamentos e Processos de Filtração;
Oliveira Filho; P Paolo G. Bretani; Patricia e David Kattan; Paula Bobrow; Paula Sapir Febrot; Paulina Voloh; Paulo Ari Gartner;
F Frigorífico Pacifico; Fundação Bradesco; Fundação Filantrópica Joseph Safra; Futura Administradora e Corretora de Seguros;
Paulo Cesar Rivetti; Paulo Eduardo M. Santos; Paulo Jacobovicz; Paulo Ludmer; Paulo Malzoni; Paulo Tomas Diament; Pedro
Futura RCB Equipamentos; G Gaja Distribuzione; H Havells Sylvania Brasil Iluminação; Heat up Aquecimentos Industriais;
Knoepfelmacher; Pedro A. Unger; Pedro Armando Ederhardt; Pedro Franco Piva; Pedro Herz; Pepa B. Fichmann; Peter Schott; Pola
Herza Indústria de Roupas; Hope do Nordeste; Hucotex Acessórios Industriais e Têxteis; I Indústria Brasileira de Alimentos e
Hamburger; Primo Roberto Segatto; Priscila Szafir Bochner; R Rabeno Robert Hemsi; Rabino Yosi Schildkraut; Rachel Berger;
Chocolates; Instituto de Pediatria Puer; Instituto Pró Queimados; J J.B. Ferreira e Cia.; Jornal Estado de São Paulo; Josar Indústria
Rafael Jafet; Rafael Halpern; Rafael Levy Salama; Rafael Victor Chayo; Rahmo Shayo; Ralph Michaan Chalam; Raphael Jacob Scharf;
Gráfica; Jourdan Cabeleireiros; JR Delivery Comercial; K Klabin; L Lafer Indústria e Comércio; Laszlo Ferenczi Indústria
Raquel Safdie; Rasel Salfatis; Raul Cutait; Raul Raphael Saigh; Raul Sergio Hacher; Raymundo Durães Netto; Regina Lafer; Regina
e Comércio; Lefort Comercial de Equipamentos Eletrônicos; Linel Construções; Loja Maçônica Perfeita União; M Macfer
Weinberg; Renata Feffer; Renato Campana; Renato de Boer; Renato Glass; Renato K. Soriano; Renato Lainer Schwartz; Renato
Usinagem Equipamentos Industriais; Mad Design Comércio de Móveis; Maringá Passagens e Turismo; Mario Ferrari
Ochman; Renato Pasmanik; Renato Vaisbih; Rene Jorge Silberberg; Renee Behar; Reny Golcman; Reynaldo André Brandt; Ricardo de
Filho – EPP; Mash Indústria e Comércio; Max Eberhardt; Mecânica Torque; Muller Empreendimentos e Participações;
Deus Rodrigues; Ricardo Jorge Metzner; Ricardo Lerner; Ricardo Mauricio Feder; Rita Shammah; Roberto L. Barth; Roberto O.
N
Nadir Figueiredo Indústria Comércio; Nestlé do Brasil; Netter Industrial Comercial;
P
Patrícia Cordeiro
Burstin; Roberto Bitran; Roberto Brotero de Barros; Roberto Bumagny; Roberto Cimpolini Bratke; Roberto Civita; Roberto
Brindes Me; Polipar Participações e Empreendimentos; Portal da Cidade Manutenção de Cortinas e Forrações;
Davidawicz; Roberto Dryzun; Roberto Egydio Setubal; Roberto Friedler; Roberto Levi; Roberto Lorch; Roberto Menache; Roberto
Produtos Eletrônicos Metaltex;
R
R. Yazbek Desenvolvimento Imobiliário; Recreio S/A; Rinnai Brasil Tecnologia
S
SLW Corretora de Valores e Câmbio; Sá Lopes Consultoria de
Ring; Roberto Rudzit Neto; Roberto Suplicy; Roberto Teixeira Costa; Rochele Toporovski; Rodolfo Freyberge; Rodolfo Schwarz;
de Aquecimento; Rowis Indústria Metalúrgica;
Rodrigo de Almeida Veiga; Rodulph Shafferman; Roge David; Rogéria Amato; Rogério Bastos Schimizu; Rolando Laniado; Rolando
Imóveis Industriais e Administrativos; Seven Hills Foundation; Sinagoga Rabi Itzchak Elchanan; Spal Indústria
Mifano; Ronald Fleischner; Ronaldo Seelmann Heilbut; Ronaldo Frug; Ronaldo Pupkin Pitta; Roni Kabbani; Rony Isaac Dayan; Rony
Brasileira de Bebidas; Surf Co.; SW Assessoria Empreendimentos e Participações; Szazi Bechara Advogados;
Raphael Hamoui; Rosa Green Rodrigues; Rosa Olga Galantier; Rosana Camargo A. Botelho; Rosana Malatesta Pereira; Rose Bratke;
T TDB Têxtil; Talent Solutions; Tapmatic do Brasil Indústria e Comércio; Tecidos Salim Daniel; Tecnisa; Tekla Industrial Textil;
Rose Sonder Rosel Rothschild; Rosely Gleser; Rosely Strulovic Levi; Rosely T. Glezer; Rosina Better; Ruben Feffer; Ruben Halaban;
TOK & STOK - Estok Comércio e Representações; Tonbras Indústria e Comércio de Aparelhos Eletrônicos; V Vivo; W Walmart
Rubens Gorski; Rubens Toshinori Hirata; Rudolf Mayer Singule; Rudolf Uri Hutzler; Rui La Laina Porto; Ruth Goldberg; Ruth Malzoni;
Brasil; X Xigotô Pára Raios; Z Zeal Informática; Zitune Empreendimentos Imobiliários.
52
53
Balanço social
Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar: sociedade sem fins lucrativos, de utilidade pública federal, estadual e municipal, isenta de conta
patronal de INSS, certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social, com registro no CNAS, CONSEAS e COMAS.
2010
2009
1. RECEITAS RECORRENTES
Recursos Governamentais (Subvenções)
Doações de PJ e PF
Contribuições
Prestações de serviços e Vendas de Produtos
Outras Receitas (Eventos)
76.742
434.919
597.355
2.953.914
308.836
56.674
491.098
603.807
2.897.839
174.297
Total de Receitas Recorrentes
4.371.766
4.223.715
2. APLICAÇÃO DOS RECURSOS
Pessoal
Despesas Diversas
Outras despesas (Depreciação)
Total de Despesas
2.765.629
1.406.692
328.759
4.501.080
2.567.908
1.012.693
304.741
3.885.342
Capital (Maq. + Instalações + Equipamentos)
7.741.632
7.650.875
3. INDICADORES SOCIAIS INTERNOS
Alimentação
Capacitação e desenvimento profissional
Creche
Saúde
Segurança e Saúde no trabalho
Transporte
Bolsas / Estágios
4. Projetos, ações e contribuições para a sociedade
Educação popular/alfabetização de jovens e adultos(as)
Empreendedorismo/apoio e capacitação
Segurança alimentar/combate à fome
5. OUTROS INDICADORES
Nº total atendidos
Nº de atendidos com bolsa integral
Valor das bolsas (integral)
Nº de atendidos com bolsa parcial
Valor das bolsas (parcial)
138.130
22.940
17.914
125.201
10.061
160.606
39.506
R$ 155.520,00
Nº pessoas beneficiadas: 36
R$ 669.408,00
Nº pessoas beneficiadas: 57
R$ 71.040,00
Nº pessoas beneficiadas: 113
254/mês
21 /mês
R$ 372.752 /ano
188/mês
R$ 1.052.754 /ano
131.151
35.305
14.558
118.100
9.531
144.703
52.904
2010
2009
6. Indicadores sobre o corpo funcional
Nº total de empregados(as) ao final do período
Nº de admissões durante o período
Nº de prestadores(as) de serviço
% de empregados(as) acima de 45 anos
Nº de mulheres que trabalham na instituição
% de cargos de chefia ocupados por mulheres
Idade média das mulheres em cargos de chefia
Salário médio das mulheres
Idade média dos homens em cargos de chefia
Salário médio dos homens
Nº de negros(as) que trabalham na instituição
% de cargos de chefia ocupados por negros(as)
Idade média dos(as) negros(as) em cargos de chefia
Salário médio dos(as) negros(as)
Nº de brancos(as) que trabalham na instituição
Salário médio dos(as) brancos(as)
Nº de estagiários(as)
Nº de voluntários(as)
Nº portadores(as) necessidades especiais
Salário médio portadores(as) necessidades especiais
115
43
5
19,13
63
3,45
39
R$ 1208,51
–
R$ 1058,88
7
NA
NA
R$ 897,49
108
R$ 1160,65
7
50
3
R$ 720,00
123
43
3
15,45
69
3,69
30
R$ 1099,62
41,00
R$ 1004,06
11
NA
NA
R$ 821,79
112
R$ 1050,81
8
49
3
R$ 679,18
7. qualificação do corpo funcional
Nº total de docentes
Nº de doutores (as)
Nº de mestres (as)
Nº de especializados (as)
Nº de graduados (as)
Nº total de funcionários (as) no corpo técnico e administrativo
Nº de pós-graduados (especialistas, mestres e doutores)
Nº de graduandos (as)
25
ND
ND
3
22
115
3
9
25
ND
ND
3
22
123
3
13
Nº de pessoas com ensino médio
Nº de pessoas com ensino fundamental
Nº de pessoas com ensino fundamental incompleto
Nº de pessoas não-alfabetizadas
47
21
13
NA
60
19
6
NA
8. Informações relevantes quanto à ética, transparência e responsabilidade social
Relação entre a maior e a menor remuneração
11%
O processo de admissão de empregados(as) é:
100% por seleção/concurso
A instituição desenvolve alguma política ou ação de
[ x ] sim, institucionalizada
valorização da diversidade em seu quadro funcional?
[ ] sim, não institucionalizada [ ] não
Se “sim” na questão anterior, qual?
[ x ] negros(as) [ x ] gênero [ x ] opção sexual
[ x ] portadores(as) de necessidades
especiais
[ x ] portadores de deficiência intelectual
A organização desenvolve alguma política ou ação
[ x ] sim, institucionalizada
de valorização da diversidade entre alunos(as) e/ou
[ ] sim, não institucionalizada
beneficiários?
[ ] não
Se “sim” na questão anterior, qual?
[ x ] negros(as) [ x ] gênero [ ] opção sexual
[ x ] portadores(as) de necessidades
especiais
[ x ] portadores de deficiência intelectual
Na seleção de parceiros e prestadores de serviço,
[ ] não são considerados
critérios éticos e de responsabilidade social e ambiental:
[ x ] são sugeridos [ ] são exigidos
A participação de empregados(as) no planejamento
[ ] não ocorre [ x ] ocorre em nível de chefia
da instituição:
[ ] ocorre em todos os níveis
Os processos eleitorais democráticos para escolha
[ ] não ocorrem [ x ] ocorrem regularmente
dos coordenadores(as) e diretores(as) da organização:
[ ] ocorrem somente p/cargos
intermediários
A instituição possui Comissão/Conselho de Ética
[ ] todas ações/atividades
para acompanhamento de:
[ ] ensino e pesquisa
[ ] experimentação animal/vivissecção
[ x ] não tem
11%
100% por seleção/concurso
[ x ] sim, institucionalizada
[ ] sim, não institucionalizada [ ] não
[ x ] negros(as) [ x ] gênero [ x ] opção sexual
[ x ] portadores(as) de necessidades
especiais
[ x ] portadores de deficiência intelectual
[ x ] sim, institucionalizada
[ ] sim, não institucionalizada
[ ] não
[ x ] negros(as) [ x ] gênero [ ] opção sexual
[ x ] portadores(as) de necessidades
especiais
[ x ] portadores de deficiência intelectual
[ ] não são considerados
[ x ] são sugeridos [ ] são exigidos
[ ] não ocorre [ x ] ocorre em nível de chefia
[ ] ocorre em todos os níveis
[ ] não ocorrem [ x ] ocorrem regularmente
[ ] ocorrem somente p/cargos
intermediários
[ ] todas ações/atividades
[ ] ensino e pesquisa
[ ] experimentação animal/vivissecção
[ x ] não tem
*Informações oferecidas pela Área Administrativa-Financeira do CIAM
54
55
Ficha Técnica
Coordenação
Ruth Goldberg
Produção Editorial
Lead Comunicação e Sustentabilidade
Textos
Denise Angelo, Fabiana Favero,
Flávia Meira e Janine Saponara
Edição
Janine Saponara
Revisão Ortográfica
Assertiva Produções Editoriais
Design Gráfico
Prata Design
Fotos
Rubens Vieira
Toda a equipe do CIAM colaborou com
a realização deste relatório.
Sua opinião é importante para nós!
Ouvir as suas sugestões sobre este
material e a respeito do nosso trabalho
é muito importante para nós. Envie seus
comentários para o email [email protected]
56
UNIDADE JAGUARÉ
Rua Irmã Pia, 78 - Jaguaré - SP - CEP 05335-050
Tel: (11) 3760-0068
[email protected]
UNIDADE ALDEIA DA ESPERANÇA
Km 47 da Rodovia Tancredo de Almeida Neves
( antiga Estrada Velha de Campinas) - CEP 07780-970
Tels.: (11) 4449-5006/5122/4571
Franco da Rocha - SP
[email protected]
www.ciam.org.br