MUAY THAI - Combat Sport

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MUAY THAI - Combat Sport
Muay Thai
Texto: Nelson Selleri
Trajetória de
um Campeão
A
Foto: Selleri
história de Júlio César Soterio Borges começa no
ano de 1977, em Londrina, norte do Paraná cidade em que morou até os dois anos de idade, quando seus pais decidiram mudar com a família
para São José dos Pinhais, região metropolitana de
Curitiba, capital paranaense, em busca de melhores oportunidades. Seu pai trabalhou como motorista, sapateiro e
também teve outras ocupações, enquanto sua mãe cuidava dos quatro filhos e da casa.
Era uma criança pequena e rebelde. Para provar que não
tinha medo, o futuro lutador brigava muito na escola e foi
incentivado pela mãe, aos dez anos – para extravasar e
liberar toda energia – a lutar Karatê. Mas, além de os katas
não lhe agradarem, todos os alunos tinham quimono e,
por falta de dinheiro, Borges não tinha o uniforme de luta.
Tudo isso contribuiu para desmotivá-lo com a modalidade.
No entanto, a vontade de lutar nunca saíra de dentro dele.
Ao assistir o filme “O Grande Dragão Branco”, de Van
Dame, e ver um lutador tailandês só de calção e com a
faixa na mão, teve certeza de que era aquilo o que almejava para si, ou seja, o Muay Thai.
Logo em seguida, conheceu a academia Kick Boxing em
Curitiba, através de uma propaganda no rádio. Como levava almoço todos os dias para seu pai, que na época trabalhava em uma banca de jornal na cidade, aproveitou para
conhecer a academia, onde eram ministradas aulas da luta
que o encantara. Seus pais prontamente concordaram que
ele treinasse. O professor era Edimar dos Santos, um dos
primeiros lutadores formados por Rudimar Fedrigo, da Chute Boxe.
Júlio César Borges
é um grande
campeão do Muay Thai brasileiro. Além de
enfrentar feras da Tailândia, foi também um
dos poucos lutadores a ter oportunidade
de se aprimorar com a lenda do Muay Thai,
Ramon Dekkers. Hoje, ele se dedica a treinar jovens atletas para competir na Europa. Conheça a história de tenacidade e
muito empenho desse atleta que se tornou referência nas lutas de contato.
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Após três meses, a família não tinha mais condições de
pagar as aulas. Mesmo com Edimar cobrando, Júlio continuava os treinos e falava que iria pagar as mensalidades. Mas ao ver a determinação e garra do garoto, o professor desistiu de cobrar. Depois de três anos de treinos,
já na graduação para a ponta azul clara, o professor Edimar
foi morar nos Estados Unidos e o futuro campeão ficou
um ano sem treinar.
TRABALHO E TREINO
Durante o período em que ficou sem treinar, Júlio, na época
com 14 anos, começou a trabalhar como office boy em São
José dos Pinhais, cidade em que morava com a família.
A rotina era cansativa: trabalho durante o dia e escola à
noite, com pouco tempo para descansar. Mesmo assim,
Júlio queria manter os treinos. E conseguiu fazer isso intercalando um dia de treino, outro de colégio – onde seus
amigos colocavam seu nome nos trabalhos, mas as notas não eram boas.
Foi nessa fase também que trocou o trabalho de office
boy pelo de servente de pedreiro. A princípio Júlio achou
que não iria dar conta de conciliar ambos. “Mas com o
tempo senti meu corpo se fortalecer pelo trabalho pesado
desta profissão, e com a carga horária menor, podia treinar mais”, relembra.
Pouco tempo depois, graduou-se na faixa azul escura, a
qual o permitia dar aulas. Então, o atleta passou a se
dedicar exclusivamente a tão sonhada carreira das lutas.
Porém, a rotina continuava pesada. “Meu salário não era
alto, e não tinha conseguido comprar nada. Pegava minha
bicicleta, saía de São José dos Pinhais e percorria uma
distância de cerca de 25 km até Curitiba para dar aula.
Nos dias que estava muito cansado pegava ônibus e quando
estava bem fisicamente, ia correndo”, conta.
PRIMEIRAS COMPETIÇÕES
A I Taça Curitiba de Muay Thai, em 1998, foi o primeiro
evento em que lutou sagrando-se campeão. Em seguida,
participou da Taça Bad Boy de Muay Thai, que após duas
edições teve o nome alterado para Storm Muay Thai. Nesta competição, Júlio lutou e saiu vitorioso por onze vezes.
Também lutou boxe profissional e disputou três cinturões
mundiais, lutando na Argentina e em Munique (Alemanha).
Com o ritmo acelerado de treinos e competições, o atleta
não conseguiu dar continuidade à faculdade de Educação
Física, iniciada em 1999, quando terminou o Ensino Médio.
Foto: Arquivo pessoal
E foi trabalhando que avistou a academia Chute Boxe, a
primeira de Muay Thai na cidade, dos mestres João Emílio
e Paulo Henrique.
Lá, o adolescente se dedicou aos treinos por um ano, quando os professores informaram a mudança para Piraju, no
interior de São Paulo. Mas como estava decido a treinar
forte, transferiu-se para a academia do mestre Noguchi –
indicado pelos antigos professores. Logo que chegou, fez
amizade com Katel, Paiva e Anderson Silva, na época, os
principais atletas da nova equipe.
Em 2000, mesmo com as dificuldades, Julio superou
os obstáculos e realizou seu sonho de conhecer o
país berço do Muay Thai
VIAGEM À TAILÂNDIA
Realizado no Japão o Pride Fighting Championships, ou
simplesmente Pride, reunia atletas de todo o mundo para
as competições de lutas de MMA. Muitos brasileiros participaram, inclusive atletas da Chute Boxe, que nesta época
exportou muitos campeões do esporte.
Entretanto, Júlio Borges ficou desanimado por não ter a
mesma oportunidade como atleta de Muay Thai. Mas ao
conversar com Marcelo, um amigo e atleta da mesma
academia, descobriu a Fairtex, uma escola de referência
em Muay Thai, de Bangkok, capital da Tailândia.
Pesquisando mais sobre o local, conheceu Apidej Sit Hirun,
um senhor com mais de 400 lutas em seu cartel, sendo
considerado uma lenda viva da modalidade. Decidido a
treinar no país asiático, Júlio começou a manter contato
com a academia, que até então desconhecia atletas da
modalidade no Brasil.
Durante um ano o lutador se aprofundou na rotina tailandesa
de lutas e, ao buscar informações com nativos, foi sugerida
a ida dele para ficar três meses na Tailândia. Para isso,
era preciso juntar dinheiro, uma vez que o campo de treinamento cobrava USD 130 (130 dólares) semanais. Borges
conseguiu reunir a quantia necessária e partiu para o
oriente no ano 2000. Com ele foram outros dois atletas
brasileiros; Fabiano Paiva e Katel Kubis.
Ao chegar ao país asiático, tanto Júlio quanto os companheiros, ficaram impressionados com a rotina exaustiva
de treinos. O despertar era às 5h da manhã para uma
corrida de 18 km. Em seguida, vinham seis rounds de
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Muay Thai
Thai Pad (cinco minutos cada); seis rounds de saco de
pancada; mais 30 minutos (podendo chegar até uma hora)
de clinch e explosão de chutes; e para finalizar, de cinco a
seis tiros de 100 metros de corrida. A segunda fase do
treinamento diário recomeçava às 16h, com duração de
três horas.
Eram apenas duas refeições diárias. A primeira, servida
apenas após a primeira fase de treinos, entre 11h e 12h,
fez com que Júlio desmaiasse nos primeiros treinos e
perdesse 7kg na semana em que chegou. Para complementar a dieta, Júlio e os amigos brasileiros compravam
frutas e pães para comerem após o almoço.
tailandês, o sonho foi adiado. Somente quando chegaram
no Brasil descobriram que poderiam lutar e ter os custos
abatidos da bolsa que receberiam.
AS LUTAS NO SUDESTE ASIÁTICO
Participar de uma luta no Lumpine, principal e mais disputado estádio do país, o qual recebia apenas as grandes e
melhores estrelas nacionais, tornou-se o maior objetivo
do lutador. Mas, assim como Júlio, milhares de atletas
tinham o mesmo sonho e foi prometido que, se ele tivesse
um bom desempenho durante a estadia no país, teria a
chance de lutar em algum evento de menor porte.
Para participar do torneio, era preciso juntar dinheiro novamente e o lutador foi atrás de patrocínio, vendeu tudo o
que tinha e conseguiu chegar 45 dias antes do início do
evento para treinar na Tailândia.
Na pesagem, os tailandeses estavam com o peso no limite, de 140 libras (65kg), enquanto Júlio estava com 62kg.
Além de ser o mais leve, era também o menos experiente,
com um cartel de 40 lutas, impressionando os
organizadores por ser um cartel considerado baixo para
os tailandeses.
Tanto Borges, quanto os outros atletas brasileiros que
viajaram com ele, tiveram a oportunidade de lutar no terceiro estádio da Tailândia, e de saírem vitoriosos. Isso
impressionou os promotores, que conseguiram vaga para
os três lutarem no consagrado Lumpine dali 15 dias.
Como o dinheiro dos atletas estava contado e duraria
apenas uma semana, e nenhum deles falava inglês ou
Não demorou muito para vir outra oportunidade. Em 2002,
recebeu convite para participar do Toyota Boxing Marathon,
considerado um dos principais eventos anuais. Eram quatro campeões tailandeses contra quatro estrangeiros sendo que a final seria entre o melhor tailandês versus o
melhor estrangeiro - , na disputa que daria USD 10 mil
(dez mil dólares), e dois carros da marca Toyota, um
carro para o lutador e um para camp de treinamento.
Na competição, ganhou a primeira luta de um belga e perdeu a segunda para um francês chamado Timo, com 112
lutas na bagagem e dois anos de vivência na Tailândia
que, foi para a final, sendo derrotado pelo tailandês Buakaw
Por Pramuk, considerado revelação nacional e com cartel
RAMON DEKKERS, A LENDA HOLANDESA
Foto: Arquivo pessoal
Médio pela WPKF e Campeão
O lutador holandês de Muay Thai,
Mundial Peso Médio pela WPKL
Ramon Dekkers, era o estrangeiro
Ativo desde 2006, o intercâmbio de
mais famoso na Tailândia durante
atletas brasileiros no centro de exos anos 90. Tornou-se o primeiro
celência do campeão holandês esestrangeiro a ganhar o “Muay Thai
tava cada vez mais sólido.
Fighter of the Year”, em 1992. Em
Dekkers, inclusive, tinha agendado
seu cartel, 220 lutas, com 186
dois seminários no Brasil, sendo
vitórias, sendo 95 por nocautes, 30
dia 01 e 02 do mês de junho de
derrotas, e apenas 2 empates. Co2013. A primeira seria em Curitiba
leciona diversos títulos:
e a outra em São Paulo. Mas no
Campeão Holandês Peso Pena,
Campeão Europeu Peso Pena pela
dia 27 de fevereiro, Ramon teve um
infarto e faleceu aos 43 anos de
MTBN, Campeão Europeu Peso
Júlio (à esq.) e Ramon Dekkers
idade, em Breda, sua cidade naPena pela NKBB, Campeão Muntal, enquanto fazia sua volta
dial Peso Leve pela IMTA, Camciclística rotineira . “Foi um baque. Era uma das pespeão Mundial Peso Super-Leve pela IMTF, Campeão
soas que me inspiraram e me ajudaram a chegar onde
Mundial Peso Médio-Ligeiro pela FMI, Campeão Muncheguei hoje. Devo muito também a ele”, considera
dial Peso Médio pela WPKL, Campeão Mundial Peso
Borges.
Super-Médio pela WPKL, Campeão Mundial Peso
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de mais de 200 lutas. Buakaw tornou-se, dois anos depois, uma das maiores estrelas do evento japonês, o K-1
Max, que reunia os melhores lutadores do mundo.
O CONTATO COM RAMOM DEKKERS E A VOLTA AO
BRASIL
Júlio Borges voltou ao Brasil realizado, mas sabia que o
Muay Thai não tinha incentivo no país e que enfrentaria
dificuldades. A partir de então, decidiu treinar, lutar e guardar dinheiro para retornar à Tailândia.
Em Curitiba, ele treinava duas vezes ao dia. Pela manhã
os treinos aconteciam na academia Noguchi. À tarde, na
academia Thai Boxe, do mestre Osmar Dias, o primeiro a
conquistar o grau preto na academia de Noguchi. Osmar
foi um grande incentivador de Borges. “Ele era uma pessoa que me incentivava e dizia que eu ia conseguir tudo
que queria, que tinha que batalhar, e que um dia as coisas
iriam melhorar para todos, e também gostava de me contar algumas de suas dificuldades, mas que tudo daria certo”, relembra Júlio.
Em 2006, o lutador decidiu sair da academia de Noguchi e
passou a treinar só com Osmar Dias. A primeira luta pela
Thai Boxe foi no evento Demolition, em São Paulo, contra
o Anderson Coelho. Dedicado e treinando muito, o atleta
saiu vitorioso. Em outra edição do mesmo evento, mesmo
perdendo, realizou o que foi considerado um dos melhores combates contra o duríssimo atleta Gilmar “China”, de
quem havia ganho anos antes no evento Storm de Curitiba.
Mesmo lutando e ganhando no Brasil, Júlio mantinha contato com a Fairtex, na Tailândia. Em uma conversa, questionou se havia algum estrangeiro que treinava e vencia no
país. Foi quando mencionaram o holandês Ramon Dekkers.
O atleta lutava de igual para igual com os maiores campeões e era oferecida uma recompensa para quem o
nocauteasse.
Júlio se tornou fã de Ramon Dekkers, que juntava mais de
40 lutas no Lumpine e 220 no cartel. Teve oportunidade de
conhecê-lo no Shoot Boxing, realizado no Japão, em 2004,
quando trocaram cartões e começaram a manter contato.
Na época, Borges viajou com o parceiro de treino Katel,
que treinava os irmãos Nogueira, no Rio de Janeiro, e foram participar do evento.
TREINANDO NA EUROPA E FORMANDO CAMPEÕES
O brasileiro se tornou um grande admirador do trabalho
realizado na Europa pelo holandês Ramon Dekkers, que
contava ao atleta como eram os eventos em seu país e o
convidava para treinar com ele.
Borges conseguiu viajar para a Europa e ficou hospedado
na casa de Dekkers. Lá, conheceu o pai e treinador do
atleta europeu, Korn Hemmers, que também era técnico
Foto: Arquivo pessoal
A MORTE DE OSMAR DIAS
Tetracampeão brasileiro de Muay Thai, Osmar Dias foi
um dos pioneiros da modalidade em Curitiba, na equipe
Chute Boxe e o fundador da academia Thai Boxe. Ele
também organizou o Torneio Estímulo e o I Campeonato
Paranaense da luta.
Infelizmente, na noite do dia dez
de novembro de 2008, o campeão foi assassinado em frente a sua academia, no bairro
Rebouças, em Curitiba. Júlio
relembra o acontecimento ao
dizer que estava em casa às
onze da noite, quando um aluno da academia ligou para dizer que Dias havia falecido. “Eu
não acreditei. Cheguei lá e vi o
mestre caído, todo mundo desesperado. Foi uma situação
horrível. Ninguém sabia o que
havia acontecido. Ele não tinha
inimizades e o crime até hoje
não foi esclarecido.”
Osmar e Júlio
Após a morte do mestre, realizaram uma reunião para
decidir o destino da equipe Thai Boxe. Foi quando
Júlio assumiu o cargo de treinador da equipe e Elaine
Veiga, viúva de Osmar, a administração da academia. “Foi tudo muito confuso. Os atletas se identificavam muito com Osmar e eu era um lutador, que
tive que virar treinador na marra”, relembra Borges.
Como passava mais tempo treinando os atletas, começou a ter resultados negativos nas competições,
pois não conseguia se dedicar muito aos treinos. Foi
quando decidiu abandonar a carreira de lutador e seguir a de treinador.
Para Elaine Veiga, administradora da Thai Boxe,
Borges foi de fundamental importância para a continuidade do trabalho iniciado por Osmar Dias. “Depois da fatalidade com o Osmar, assumi a academia
e o professor Júlio Borges se tornou meu braço direito, ao treinar os atletas, promover os eventos e
empresariar lutadores fora do país. O Julinho sempre ajudou o Osmar a treinar. É uma pessoa idônea,
honrada com todos seus compromissos, excelente
caráter e que sempre podemos contar”, afirma.
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Muay Thai
da Golden Glory, uma das mais importantes academias
de Muay Thai na Holanda.
Ramon e Júlio treinavam na Team Dekers, que cedia o
local para a Golden Glory no meio do dia. Além de Dekkers,
grandes nomes do esporte também estavam lá, como
Gokhan Saki, Errol Zimermmam, Alistair Overem, Semy
Schilt e Stephan Leko, Jalid de Faust, Sergey Karitonov,
Nieky Holzken e Carlo Dekkers.
O ritmo e o treino holandês eram diferentes de tudo que Júlio conhecia. “Foi uma
outra etapa da minha vida, quando descobri outro método de treino. Na Tailândia,
treinava de seis a oito horas diárias. Na
Holanda, os treinos duravam uma hora e
meia, sendo muito mais intensos e explosivos”, afirma o atleta.
no Brasil fariam uma avaliação para treinar na Golden Glory
e ele seria o empresário deles, uma vez que estava velho
para a carreira de lutador e poderia oferecer muitos benefícios para os mais jovens. Júlio encerrou sua carreira com
64 lutas, 59 vitórias (30 por nocaute) e 5 derrotas, e assumiu o papel de técnico e empresário.
Na Tailândia, treinava de
seis a oito horas diárias.
Na Holanda, os treinos
duravam uma hora e
meia, sendo muito mais
intensos e explosivos
Treinou por dois meses na Europa, onde teve oportunidade de lutar e vencer um holandês - impressionando os
treinadores. De volta ao Brasil, só pensava em juntar mais
dinheiro para retomar os treinos em solo europeu.
Em 2009, foi convidado por Korn Hemmers para lutar no
K-1. Porém, o peso indicado para as competições era
70kg e o atleta estava cinco quilos abaixo. A idade foi
outro fator que pesou em sua decisão: aos 33 anos,
não teria como fazer lutas preparatórias para encarar
os maiores campeões mundiais.
Ao explicar os motivos pelos quais não iria competir no
Japão para Hemmers, Borges propôs um intercâmbio com
os holandeses. Seria assim: os atletas treinados por ele
Muito amigo da família de Korn, Júlio conseguiu trazer Dekkers para ministrar um seminário no Brasil no ano de 2009. E o primeiro atleta a ir para a Holanda, em 2010,
foi Jhonata Diniz, um jovem com potencial,
mas até então, sem oportunidades. Em uma
semana de treinos na Europa, Hemmers já
assinou um contrato de quatro anos com o
atleta. Logo em seguida foi Jonatan Oliveira, o Maloqueiro.
Julio Borges Agradece:
“Primeiramente ao meu pai e a minha mãe que sempre me
apoiaram. Independente de estarem em minhas lutas, me
deram um teto e condições pra treinar. Depois à minha namorada Paula Xavier, que sempre me incentivou e tem paciência quando eu chego cansado e estressado do trabalho. À
minha sogra Alvamir e ao meu sogro Ariel, que me tratam
como filho. Meus atletas que são como filhos para mim. Ao
mestre Osmar, que até o ultimo momento da vida, me estimulou, com carisma e bom humor, e mostrou um coração
enorme em todas situações. Ao Ramon Dekkers e Korn
Hemmers, duas lendas. Eles me acolheram com toda humildade, me incentivaram. Hoje, o pai dele, que é um dos
maiores empresários do mundo, me trata como se fosse da
família deles assim como meus lutadores.”
Fotos: Arquivo pessoal
Contato: www.thaiboxe.com.br
Primeira ida para a Tailandia e
o encontro com o famoso
Apidej Sit Hirun
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Estreitando a amizade com Ramon
Dekker e seu pai Korn Hemmers
Na equipe Golden Glory da Holanda,com
os famosos lutadores Gokhan Saki e
Alistair Overeen