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ANO
III / Nº 94
PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL
RELATÓRIO DE 11 A 25 DE AGOSTO DE 2014
Núcleo 1 – Chapadão do Sul
Eng.° Agr.° Danilo Suniga de Moraes
Em Chapadão do Sul, 90% das áreas cultivadas com algodão safra já foram colhidas, e apresentam média
aproximada de 305 @/ha de algodão em caroço até o momento; o algodão adensado e/ou de segunda época está
com 75% da sua área colhida e apresenta média próxima a 295 @/ha. As operações de colheita estão em ritmo bom
na Região; tudo indica que até o final do mês de agosto estará finalizada a colheita no Núcleo, mas a certeza
dependerá das boas condições climáticas.
Por exemplo, nesta fase final alguns produtores se depararam com alguns imprevistos na hora de colher os
últimos talhões de algodão, pois muitos encontravam-se com alta quantidade de rebrota decorrente das chuvas do
período, fator este que interfere diretamente na qualidade e classificação da pluma.
Foto 1. Planta de algodão com rebrota prejudicial para a qualidade da fibra.
Ao se colher um algodão com estruturas (folhas e seus pecíolos verdes), além de manchar a pluma na hora
da colheita e beneficiamento, pode ocorrer de o algodão ficar muito tempo no campo antes do benefício e
fermentar na região aonde está diretamente em contato com as estruturas verdes devido a umidade que é liberada
iniciando o processo de fermentação. É recomendado que o produtor fique atento e se notar um excesso de
estruturas verdes juntamente ao algodão colhido faça então o uso de um desfolhante para eliminar a rebrota antes
“Este informativo não representa o endosso da AMPASUL para nenhum produto ou marca.”
www.ampasul.com.br / [email protected]
Rodovia MS 306 km 108 Cx. Postal 134 CEP 79560-000 Chapadão do Sul – MS
Fone/Fax: (67) 3562-3498 / 3562-4563
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de colher. Sob o ponto de vista fitossanitário, as brotações podem hospedar pulgões ou mosca branca que causam
pegajosidade por açúcares indesejáveis.
Foto 2 e 3. Algodão colhido com adesão de estruturas verdes provenientes das rebrotas.
Com a preocupação em manter o controle do bicudo até mesmo após a colheita, algumas propriedades tem
estudado estratégias tais como a criação de armadilhas que atraem e matam a pragas, chamadas de “cata bicudos
caseiras”. Os mesmos são confeccionados nas propriedades e instalados no perímetro das lavouras de algodão e tem
um papel complementar na redução da praga já que oferece alguma redução populacional da praga quando esta
está se deslocando para áreas vizinhas ou áreas de refúgio da praga. Podemos ver alguns modelos nas fotos abaixo.
Foto 4 e 5. Armadilha experimental “cata bicudo” caseira que atrai e gruda o bicudo.
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Núcleo 2 – Costa Rica e Alcinópolis
Eng.° Agr.° Robson Carlos dos Santos
A colheita do algodão safra está na fase final. Sessenta por cento das propriedades da região já finalizaram o
processo de colheita do sistema safra; falta aproximadamente 21 % da área de algodão dessa modalidade para ser
colhida. A produtividade média deste Núcleo até o momento é de 310 @/ hectare de algodão em caroço.
Em relação ao algodão de segunda safra, metade das propriedades fazem o processo de colheita; é previsto
que até na próxima semana todas as propriedades que tem algodão de segunda safra e/ou safrinha tenham
começado a colheita até o momento temos 41% deste algodão já colhido.
Foto 6. Colheita algodão de segunda safra, com espaçamento de 90 centímetros entre linhas.
O bicudo (A. grandis) foi a principal praga da cultura do algodão que exigiu atenção máxima das equipes
técnicas das fazendas durante todo o ciclo da cultura; o número médio de aplicações para o controle da praga na
região variou entre 19 e 25 aplicações, porém, em alguns casos específicos, onde os talhões apresentavam altas
populações da praga, a relatos que foram necessárias realizar mais de 30 aplicações específicas para o controle do
mesmo. Cabe lembrar que tratamentos UBV são mais eficazes para a praga do que as formulações CE, SC, EW e
Zeon.
Pensando em reduzir a população de bicudo no final de safra e consequentemente na safra 2014/15, estão
sendo adotadas estratégias como adicionar inseticidas no momento da desfolha e na destruição química da soqueira
do algodão. Juntamente com essas ações outras medidas como a instalação de armadilhas experimentais que
atraem e grudam o bicudo, sempre visando reduzir a população do inseto com menor custo.
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Foto 7; 8; 9 e 10. Armadilhas caseiras experimentais que atraem e grudam o bicudo.
Além das medidas citadas acima, tentar eliminar e/ou diminuir o número de plantas que germinam nas
margens das rodovias é essencial para o auxílio no combate contra a praga, no entanto é de suma importância
realizar o transporte do caroço do algodão de forma correta, porém é necessário que as algodoeiras ao finalizar o
carregamento do caroço do algodão, realizem uma vistoria e/ou limpeza na parte externa do caminhão para que não
ocorra o derramamento do mesmo as margens das estradas e rodovias.
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Foto 11 e 12. Operação de limpeza da carreta após carregamento com caroço do algodão.
Foto 13 e 14. Carreta dentro dos padrões para transporte de caroço de algodão, isenta de resíduos de caroço de algodão na parte
externa.
Nesta semana foi realizada a colheita do campo demonstrativo do Núcleo 01 (CDN01), que estava localizado
na fazenda Pérola do Planalto, do senhor Adroaldo Guzzela. Na ocasião foram colhidos os materiais FMT 701, FM
975 WS, TMG 82 WS, DP 1228 B2RF e o DP555 BGRR, os resultados de produção e testes laboratoriais serão
divulgado assim que os fardões forem beneficiados.
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Foto 15. Colheita do campo demonstrativo.
Núcleo 3 – Centro e Sul (São Gabriel a Naviraí).
Eng.° Agr.° Guilherme Foizer
Nos municípios de Bandeirantes e São Gabriel do Oeste, finalizou a colheita do algodão safra com média
aproxima [email protected]/ha, sendo que essa produtividade não foi satisfatória, uma vez que, antes das chuvas que ocorreram
no começo do mês, as médias estavam acima de [email protected]/ha. No entanto, a colheita do algodão safrinha está deixando
alguns cotonicultores compensados, já que as primeiras médias parciais estão sendo superiores a [email protected]/ha. Porém,
cabe ressaltar que também existem áreas de safrinha que estão colhendo [email protected]/ha.
Foto 16. Algodão safrinha com média superior a [email protected]/ha.
Essa situação que ocorreu com o algodão de primeira época é semelhante à da safra 11/12, onde os
cotonicultores estavam insatisfeitos com o alongamento do ciclo das plantas de algodão, devido ao grande volume
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precipitado na região, fazendo com que alguns talhões fossem colhidos com 220 DAE. O resultado desta situação foi
um aumento de custo, além de uma grande perda de produtividade devido ao apodrecimento das estruturas
reprodutivas do terço inferior e queda das plumas dos capulhos.
Foto 17. Plumas caídas no chão.
O algodão que será plantado na safra 14/15 já está com cerca de 60% mapeado com GPS, e, assim que o
mapeamento for finalizado, a AMPASUL estará repondo gratuitamente as armadilhas para bicudos da safra anterior
que estiverem danificadas, devendo as mesmas ser instaladas até 09 semanas antes do plantio do algodão. Desta
forma, o monitoramento passa a ser mais confiável, servindo de orientação para as primeiras aplicações em área total
após o B1.
As fazendas estão terminando de destruir as soqueiras do algodão safra já colhido, e, até o momento, todos
estão respeitando as recomendações do Acordo Técnico firmado, que consiste na utilização de inseticida específico
para bicudo nas aplicações de herbicidas para a destruição de soqueira. É importante seguir o Acordo Técnico, que
visa diminuir a população de bicudo, para que na próxima safra se enfrente menos problemas com esta praga.
O Núcleo 3 está com previsão de que sejam semeados seis mil hectares de algodão, sendo que quatro mil
hectares serão plantados na Região Central e dois mil na Região Sul. Se esta previsão for confirmada, haverá um
aumento de 40% na Região Central e de 30% na Região Sul em comparação a safra passada.
Anexo
Foi realizado no mês de agosto em Chapadão do Sul o painel de custo de produção, a pesquisa faz parte do
Projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-ESALQ/USP), tendo como metodologia a identificação da
propriedade típica da região, através do levantamento dos coeficientes técnicos e dos custos de produção.
Para o levantamento das informações do algodão em Chapadão do Sul a realização do painel contou com a
colaboração da Ampasul, Sindicato Rural de Chapadão do Sul, Consultores, produtores e técnicos da região.
Segue abaixo tabelas 1 e 2 que resumem o custo das atividades agrícolas na região de Chapadão do Sul –MS.
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Fonte: CEPEA – CNA.
Aviso: Quem tiver interesse em receber o trabalho acima na integra entre em contato com a Ampasul.
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Redação: Eng.° Agr.° Danilo Suniga de Moraes (Coordenador Técnico da Ampasul), Eng.° Agr.° Guilherme Foizer (Monitor Técnico da Ampasul) e Eng.° Agr.° Robson Santos (Monitor Técnico da Ampasul)
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