A Fotografia Cap. V

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A Fotografia Cap. V
A TEORIA DA LUZ
© Thomaz. W.M. Harrell
CAPITULO V: A TEORIA DA LUZ
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CAPITULO V
© Thomaz. W.M. Harrell
1. A LUZ
a) O Espectro Eletromagnético
O que conhecemos por LUZ representa apenas uma pequena parte - menos de uma vigésima parte - do total de energia
eletromagnética existente no universo e que chamamos de espectro eletromagnético . Como se sabe, o espectro eletromagnético é composto de uma grande variedade de ondas de energia
que vão desde os raios gama, e raios x até ondas de rádio e TV. (
ver Fig 3.1.)
A parte visível do espectro eletromagnético (Fig. 3.2.) é a que
mais nos interessa na fotografia, no cinema, no vídeo e portanto quando falarmos de luz estaremos nos referindo ao espectro
visível assim como a uma pequena faixa da luz ultra-violeta e
infra-vermelha que embora invisíveis afetam o filme e os processos fotográficos em geral.
De maneira muito elementar podemos dizer que aquilo que
chamamos da teoria da luz se tange nessa pequena faixa de
energia eletromagnética para a qual os nossos órgãos receptores (olhos) são sensíveis. Também é de se notar que as outras
formas de energia tem a sua própria nomenclatura e não recebem mais o nome de luz. (Ver ilustração 3.1)
Fig 5.2 O ESPECTRO VISÍVEL
R
A
I
O
S
C
Ó
S
M
I
C
O
S
RAIOS X
RAIOS GAMMA
1x
42
100X
R
A
I
O
S
X
C
U
RAIOS
R ULTRAVIOLETA
T
O
S
5nm
L
U
Z
INFRAVERMELHO C
400 a 700nm
A
L
O
R
R
A
D
A
R
1/10mm 1cm
FIG.5.3 O ESPECTRO ELETROMANGNÉTICO
ONDAS DE RÁDIO E T.V.
ONDAS LONGAS
10m
A TEORIA DA LUZ
Na pagina anterior vimos que o espectro visível se coloca aproximadamente no centro do especto eletromagnécito e que ele
é composto por radiações entre 400 e 700 nm. Cada radiação dentro destas faixas corresponde a uma cor do espectro.
Visualmente, quando percebemos radiações de todas as faixas a sensação é de luz branca. Veremos o fenômeno da cor
em maior detalhe um pouco mais adiante neste capitulo.
2. AS CARACTERISTICAS DA LUZ
A luz visível possui diversas características pelas
quais podemos descreve-la . Entre estas qualidades as mais
importantes para a nossa discussão são: comprimento de
onda e frequencia , assim como a sua intensidade, e temperatura em graus kelivin.
Vejamos estas caracteristicas mais detalhadamente:
1. Comprimento de Onda e Frequencia
Embora estajamos acostumados a descrever a luz como
sendo composta de raios esta é na realidade Composta de
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS que se propagam
em linha reta do seu
ponto de origem no espaço à incrível velocidade de 299,796 km por segundo. Fora do espaço a
velociade da luz é menor
devido à resistência encontrada com meios físicos como o ar o vidro ou
a água ( a regra diz que
Fig. 5.4 As ondas de luz se movem
a velocidade da luz diminuma determinada direção de forma
rectilínea
nui em proporção á den-
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sidade do meio que
ela atravessa).
A melhor maneira de se fazer a
descrição de uma
onda de luz é de
trazermos à tona a
lembrança de uma
curva sinoidal. Este
tipo de curva deve
ser mais do que conhecido por todos Fig. 5.5 O Comprimento de Onda é a medida
que ja olharam na da crista de uma onda para a outra
tela
de
um
osciloscópio. (Fig.
3-3). Estas ondas se comportam de uma forma análoga ou
semelhante às ondas do mar. As ondas do mar como todos
sabem tem altos e baixos e viajam numa determinada direção (geralmente do mar afora para a costa).O comprimento
de onda da luz é a medida que separa a crista de uma onda
da outra . (veja Fig. 3-4.). A fequencia é determinada em
termos de quantas cristas passam por um ponto num determinado tempo. Por exemplo se temos um poste no mar o
número de ondas que batem nele durante um minuto, seria
a frequencia.
No tocante à luz estas medidas são extremamente pequenas e são utilizadas medidas especiais para descreve-las
como; MICRONS (u) e MILIMICRONS (mu). Hoje porém é muito
mais comum encontrarmos o termo Nanometro (nm) que é
equivalente a um milimicron (mu) ou 10-6 mm.
UM MICRON EQUVALE A UM MILESIMO DE UM MILIMETRO. ( u = 1/
1OOOmm)
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UM MILIMICRON EQUIVALE A UM MILHONÉSIMO DE UM mm (mu =
1/000000mm)
As ilustrações 3.3. e 3.4. mostram a direção das ondas
de luz e a forma com que é feita a medida do seu comprimento de onda. 1 Na figuras 3-1 e 3.2. vemos que sómente as
frequencias entre 400 e 700 nm (Nanómetros) são visiveis ao
olho humano sendo que as outras, desde os raios gamma até
as ondas de rádio e T.V. são totalmente imperceptiveis `a
nossa visão. Esta faixa entre 400 e 700 nm é o espectro
vísível
2. Intensidade
Já vimos que a luz é uma forma de energia como as
outras formas de radiação do espectro eletromagnético. Normalmente a luz é associada à inacandêscencia ou seja por
estar em intensa atividade molecular, uma fonte de luz geralmente emite calor ao mesmo tempo que emite luz . O sol
e o fogo são os melhores exemplosde fontes naturais de luz
que emitem calor . Sabemos que o sol está em constante e
violenta ebulição. O resultado desta ebulição emite calor e
luz. Normalmente quanto maior a atividade maior é a quantia de luz emitida. As lâmpads elétricas recebem energia
eletrica e isso faz incandecer um filamento no seu interior.
Esse filamento é feito de tungstênio, um metal que queima
ou incandesce dento de um vácuo, com muita estabilidade
de onde vem o termo "luz de tungstênio" ou lâmpadas
incandecentes.
Na fotografia, o termo intensidade diz respeito
ao fluxo luminoso emitido por uma fonte que atinge uma
determinada area ou que é refleitdo por sua superficie. Para
medirmos a intensidade da luz são utilizados instrumentos
de medição chamados de fotômetros ( Veja As Unidades
Fotomêtricas ).
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3. Temperatura de Cor
Na discussão sobre comprimento de onda e frequencia
vimos que a frequencia determina a cor da luz (Veja a ilustração 3.2 , Oespectro visível). Em matéria de fotografia porém a escala utilizada para descrever a cor produzida por
uma determinada fonte de luz é a ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA DE LUZ . Na escala Kelvin a luz branca fica por
volta dos 5. 500 graus (Luz do sol ao meio dia). O conhecimento da temperatura da luz é inestimável na fotografia pois
filmes, câmaras de video, fontes de luz de estúdio são calibrados em Grauz Kelvin. Norlmalmente os filmes são balanceados para luz dia (5.500 0K) ou para luz de estúdio (quartzo-halôgeno) (3.200 0K).
O conçeito de "temperatura" da luz procede do fato que
esta medida é derivada do aquecimento de um instrumento
de laboratório chamado de corpo preto. Quando o corpo preto é aquecido a uma temperatura de 5.500 graus ele produz
luz com as mesmas carracteristicas da luz do dia ou seja
aquilo que nos conhecemos por luz branca. De forma geral
pode-se afirmar que as temperaturas para cima de 5.500 oK
(daylight ou luz dia ) tendem para o azul e as que se encontram para baixo tendem para o vermelho.
É por isto que na figura 3.7. a luz do ceu tem uma temperatura de 18.000 graus Kelvin e a luz de vela apenas 1.500.
Ao conhecermos a temperatura de uma fonte de luz podemos determinar com bastante precisão qual será o resultado
que será obtido no filme.
Os instrumentos utilizados para medir a temperatura
da luz emitida por uma fonte seja ela o sol ou luzes de estúdio são chamdos de kelvinometeros ou simplesmente de
fotometros de temepratura da luz. Ao se fazer uma medida de
uma fonte de luz que não esteja de acordo com o filme sendo
utilizado é possível fazer correções por dois métodos. Em se
A TEORIA DA LUZ
tratando de corrigir a luz do dia, utilizam-se filtros corretivos
diante da objetiva corrigindo assim a temperatura da luz que
passa para o filme. Estes filtros recebem o nome de Filtros
c.c. (Color Correction). O segundo método é utilizado quando
se trabalha no estúdio ou em situações de luz mista. Nestes
casos é possível colcar filtros diante das fontes de luz para
corrigir a sua matiz. Estes filtros recebem o nome de Filtros
L.B. (Light Balancing). Normalmente os kelvinometros possuem a capacidade de indicar não somente qual é o desvio
de uma fonte de luz mas também o tipo e quantidade de
filtragem necessária para corrigi-la.
Fig 5.6
Kelvinometros da
GOSSEN e da
MINOLTA. estes
fotometros medem as
três cores primárias e
dão leituras com a
filtragem necessária em
densidades cc para se
obter o resultado
desejado.
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FONTE DE LUZ
TEMPERATURA EM GRAUS KELVIN
FONTE
TEMPERATURA EM GRAUS KELVIN
18.000 0K
Luz do Ceu
5.500 0K
Luz do sol (ao meio dia)
5.000 0K
Arco voltáico
5.500 0K
Flash Eletrônico para fotografia
3.400 0K
Photoflood de 500 watts
3.200 0K
Photoflood de 500 watts (fotografia)
2.980 0K
Lampada comum 200 watts
2.800 0K
Lampada comum 60 watts
2.650 0K
Lampada comum 40 watts
1.500 0K
Luz de Vela
Fig. 5.7 Algumas fontes de luz e suas respectivas temperaturas em
Graus Kelvin.
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c) Cor: As Cores Primárias do Espectro.
Torna-se necessário tornarmos mais clara a discussão das cores
em relação a luz. Nas páginas anteriores vimos que a luz é apenas uma das formas de energia do espectro eletromagnético. Vimos também que sómente a faixa entre 400 e 700 nanometros é
visível ao olho humano e que a faixa determina a cor da luz. Por
exemplo podemos ver que luz por volta dos 400nm se aproxima
mais do azul ou do violeta. Do outro lado está a luz que se aproxima do vermelho por estar associada ao infraverfmelho cuja faixa
do espectro está bem próxima dos 700nm.
Vimos também que não é prático descrever a cor de uma
determinada fonte de luz por sua faixa no espectro embora isto
seja possível. Em lugar disto o método utilizado é o sistema de
temperatura da cor em Graus Kelvin. E sistema nos da uma forma bastante precisa de determinar a cor de uma fonte de luz.
Deve ficar claro que aquilo que chamamos de luz (melhor
dizer luz b ranca) é na realidade uma mistura de todas as faixas
do espectro de 400 a 700 nm. Este fato ja foi habilmente comprovado por Newton com brilhandte simplicidade ao decompor a luz
branca por meio de um prisma. (ver fig 3.8 ) O mais importante
de tudo isto é que ao decompor a luz tornou-se evidente que com
sómente três cores é possível criar ou recompor todas as outras
cores. Estas três cores recebem por este motivo o nome de cores
primárias. As cores primárias do espectro visível são portanto:
„
„
„
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Vermelho (R
ed)
(Red)
V
erde
(Geen)
Verde
Azul
(Blue)
Esse sistema fundamentado nas cores primárias é a base de
muitos processos de reprodução das cores incluindo a fotografia
positiva e a televisão. Este sistema é conhecido como o sistema
RGB ou Sistema Aditivo de Cores. Toda a teoria da fotografia em
cores é fundamentada no princípio da decomposição da luz em
tres cores primárias e suas complementares.
Fig 5.8
A luz
branca pode ser
decomposta nas tres
cores
primárias
(velmelho, verde e
azul ) ao passar por
um prisma.
d). Cor: O Processo Aditivo e O Processo
Subtrativo;
Acabamos de mencionar que existem as cores primárias e
as suas complementares. As cores complemetares recebem esse
nome porque são produzidas pela complementação de duas das
cores primárias. Se projetarmos as três cores primárias numa
tela as cores complemetares aparecerão onde duas cores primárias se sobrepõem (veri figs.3.9 e 3.10) Onde as três cores primárias se sobrepõem, haverá luz branca. Onde duas das cores primárias se sobrepõem cria-se uma cor complementar.
As cores acomplementares produzidas são o amarelo onde o azul
e o verde conicidem, o magenta onde o azul e o vermelho se
complementam, eo ciano onde o amarelo e o azul se complemenam.
Este é chamado de sistema ou processo aditivo de cores .
A TEORIA DA LUZ
Por outro lado se três filtros de cores complementares
forem vistos contra uma luz branca estes formarão as cores
primárias em seus diferentes pontos de conicidência. Onde
as três complementares se tocam haverá total bloqueio da
luz. Haverá portanto preto. este sistema é chamado do
processo subtrativo de cores.
Se pensarmos um pouco a respetio das origens dos nomes destes processos será bastante fácil lembrar a sua função. No processo aditivo as cores primárias combinam ou
somam para criar as cores complementares. As três cores
primárias combinadas em quantias iguais dão luz branca
(uma soma de todas as cores- processo aditivo).
Por outro lado, as cores complementares cancelam ou
subtraem das cores primárias. Uma combinação de quantias iguais das tres cores complementares dá preto (ausência
de luz -processo subtrativo).
VELMELHO
VERDE
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Tanto na fotografia em preto e branco como na fotografia a cores os filtros funcionam de maneira similar , ora absorvendo ora transmitindo cores de diferentes faixas do espectro. Da mesma forma vemos na Fig 5.10 abaixo que os
filtros são muito eficazes para bloquear ou absorver determinadas cores e transmitir outras. No primeiro exemplo, vemos que o filtro de cor MAGENTA bloqueia o VERDE e transmite o AZUL e o VERMELHO. O filtro AMARELO por sua
parte bloqueia sómente o AZUL e permite a passagem do
VERMELHO e do VERDE. Já o filtro CIANO permite a passagem do AZUL e do VERDE mas bloqueia o VERMELHO. Si
no lugar dos filtros complementares fossem usados filtros
primários sómente uma cor poderia passar. O vermelho
bloqueraria tanto o azul como o verde. O Verde bloquearia o
azul e o vermelho e o Azul bloquearia o verde e o vermelho.
Sabendo disto podemos ver que uma completa manipulação
das cores se torna possível.
Fig 5.10
AZUL
Fig 5.9 O processo aditivo de cores. As cores primárias do
espectro visível quando rcombinadas produzem luz branca
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PROCESSO ADITIVO
Fig. 5.11. O processo
aditivo (cores primárias) e
o processo subtrativo (cores complementares).
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DE CORES
Onde duas cores primarias coincidem
cria-se uma cor complementar. No ponto de convergência das três ha soma
portanto luz branca é o produto das
três.
SISTEMA
SUBTRATIVO DE
CORES
Onde duas das cores complementares se sobrepõem cria-se uma cor primária. No ponto de convergência das
três não há passagem de luz portanto
a cor é preta.
A TEORIA DA LUZ
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2. O COMPORTAMENTO DA LUZ: VELOCIDADE,
REFRAÇÃO, REFLEXÃO , ABSORÇÃO E DISPERSÃO
É de nosso interesse avaliar o comportamento da luz
em diferentes circumstâncias. As fontes de luz mais comuns
são os corpos incandescentes ou corpos luminosos. O sol é
um corpo luminoso por exemplo. Uma lâmpada elétrica ou
uma vela também são corpos luminosos mas estes são artificiais porque foram inventados pelo homen.temos portanto
luz natural e luz artificial.
a) VELOCIDADE
Também sabemos que no espaço a luz se propaga de
forma livre, rectilinea e em altissima velocidade (386,000
km segundo). Mas quando a luz atinge outros meios transparentes ou opacos ela muda o seu comportamento. Ela viaja mais devagar e pode mudar a sua trajetoria De forma
geral podemos dizer que a luz pode ser Absorvida, Refletida
ou Refratada.
Placa de vidro
Fig. 5.12. REFRAÇÃO: A luz ao passar pelo vidro (ou outro meio transparente) é refratada (dobrada ou desviada) de acordo com a densidade do meio e do
ângulo de incidência.
Fig. 5.13. REFLEXAO E ABSORÇÃO DA LUZ: O livro vermelho absorve a luz nas faixas azul e verde e reflete sómente o vermelho.
b) REFRAÇÃO:
Em meios mais densos como a agua ou o vidro ela pode
sofrer os efeitos da REFRAÇAO. quando a luz é refratada
ela é dobrada ou desviada de sua trajetória . (ver fig 3.11.)
c) REFLEXÃO:
A luz também pode ser REFLETIDA. qualquer objeto
que se inteponha na trajetoria da luz a não ser que seja
absolutamente preto irá refeltir uma parte dessa luz. Vemos no exemplo acima (Fig. 312) que a cor de um objeto
pode absorver certas faixas do espectro e refletir outras. O
livro absorve as faixas verde e azul e reflete unicamente o
vermelho.
d) ABSORÇÃO:
O mesmo exemplo do livro serve para exemplificar a
absosrção da luz. Naturalmente um objeto preto absorve
maior quantidade de luz e um objeto branco não absorve
quase nada. Na figura 3.13. vemos que a luz pode ser refletida, refratada e dispersa quando atinge a agua do mar.
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Fig. 5.14. Exemplo de luz sendo refletida, refratada absorvida e dispersa.
e) DISPERSÃO: Quando um feixe de luz atinge uma superficie
refletora desigual os raios são aquebrantados e refletidos em muitas direções criando uma luz difusa ou despersa.
3. OUTROS ASPECTOS DO COMPORTAMETO DA LUZ
a) A Lei da Queda da Luz nos diz que: "a queda
da luz é igual ao inverso do quadrado da distância que ela
percorre". Esta lei aparentemente complicada significa simplesmente que a luz perde a sua energia com muito maiz
rapidez do que pensamos. Por exemplo, se temos um objeto
que se encontra a um metro de distância de uma fonte de luz
pensariamos que a dois metros ( o dobro da distância) ele
receberia a metade da luz. A verdade porém é que a luz seria
quatro vezes menos. Isto pode ser fácilmente verificado com
o uso de um fotometro. Na fotografia da Fig. 3.19., vemos
que o fotómetro colocado a 5cm da vela da uma leitura bas50
tante alta para um filme ISO 100; f22. Já a uma distância de
15cm a leitura caiu bastante para f8 ou seja quase nove vezes menos. A 30cm a leitura ja está indicando f2.8 ou seja
quase 64 vezes menos luz do que a 5cm.
b) A Falha da Reciprocidade Este fenômeno acontece quando um filme é exposto com uma velociade de obturador muito mais curta ou muito mais longa do que o normal.
Nesta circumstância a sensibilidade do filme não é mais reciproca à velocidade do obturador resultando numa condição de sub-exposição. Esta condicão é chamada de Falha da
reciprocidade. Para se resguardar de tal efeito é necessário
consultar o guia do filme sendo utilizado ou tabelas
publicadas pelo fabricante. Muitos filmes vem acompanhados de uma bula com recomendações de exposição filtragem
e revelação para taos situações. Normalmente estas bulas
também possuem recomendações de exposição para compensar a falha de reciprocidade com longas ou curtissimas
exposições.
c) A relação de contraste da luz refere-se a diferença
de luz existente entre as altas luzes e as sombras de uma
cena. Si a diferença de ilulminação entre as altas luzes e as
sombras de uma cena for de um diafragma, a cena possui
uma relação de contrase de 1:2 (um por dois). Ou seja; as
sombras tem duas vezes menos luz que as altas luzes. se a
diferença é de um diafragma e meio a relação é de 1:3 (um
por tres). Ainda; se a diferença é de dois pontos de diafragma a relação é de 1:4 (um por quatro). Normalmente filmes
comerciais e cenas na maioria dos filmes são feitas com uma
relação de contraste de entre 1:3 e não ultrapassando 1:4.
A classica relação hollywoodiana de 1:2 do tipo A Noviça Rebelde ou os filmes de Doris Day, é hoje considerada muito
suave quando não ridicula.
A TEORIA DA LUZ
1.
2.
3.
Fig 5.15. A fotografia mostra como a queda da luz segue a lei do inverso
do quadrado caíndo radicalmente na medida em que a distância aumenta.
Posição 1). fotômetro a 5 cm da vela. Posição 2). O fotômetro a 15 cm da
vela Posição3).O fotômetro a 30 cm da vela. Neste último exemplo a luz é
sessenta e quatro vezes mais fraca que a 5 cm.
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Sueprficie com um pé qudrado a um pé de
distâcnia da vela
Fig. 5.16. As unidades fotometricas : O Pé Vela e o Lux são medidas realizadas com
uma vela especial fabricada sob condições muito rigorosas. O Pé Vela equivale ao
fluxo luminoso recebido por uma seperficie com um pé qudrado a uma distância de
um pé. O lux representa um metro quadrado a um metro de distância. O fluxo
luminoso recebido por essas superfícies equivalem a um pé vela e um lux
respectivamente.
d) As Unidades Fotometricas
O sistema de unidades fotomêtricas utilizado para medir a
quantidade ou intensidade de luz existente é os sistema conhecido como Unidades Fotométricas. A unidade fotométrica internacional hoje é o lux mas também se utiliza muito a medida anglosaxônica conhecida como pé vela (footcandle), ( Ver figura 3.16.).
Porém poucos fotometros hoje são calibrados para medir a
luz em qualquer um desses dois sistemas.
A maioria dos fotometros de hoje registram a luz em unidades chamdas de Valores de Exposição ou E.V. (Exposure Value).
Estes valores vão de -8 até 24 . Para termos uma ideia de como
este sistema funciona uma cena ilumiada ao meio dia num dia
ensolarado, teria um E.V. de entre 7 e 8. Apontar o fotometro
diretamente para o por de sol daria um valor de 17 e um valor de
-2 iria requerer uma exposição de mais de 1 minuto para cada
fotograma de filme com um filme ISO 100. A maioria dos fotometros
sómente indicam um determinado E.V. sendo que o resultado des-
51
CAPITULO V
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tas medidas é automaticamente mostrado na forma de uma abertura necessária para a correta exposição do filme.
e) Fotometros
Como já dizemos o fotometro é o principal; instrumento
utilizado para determinar a quantidade de luz disponivel no
momento de uma tomada ou de uma fotografia. Porém a
quantidade ou intensidade de luz acaba sendo sómente um
fator importante para o fotógrafo ou cinegrafista . O
fotógrafo,diretor de fotografia ou operador de câmara desejam mesmo saber qual é a intensidade de luz de uma cena
para tranformar esta informação num resultado prático que
é a abertura de diafragma necessária para obter uma exposição correta do filme. O fotômetro moderno funciona como
um calculador de exposição pois nele são registrados dados
sobre (1) a sensibilidade do filme, (2 ) a velocidade da tomada
(do obturdor), que no ato de se medir a luz, irão resultar
numa indicação de abertura do diafragma. (veja figs. 3.9 e
3.10.)
Hoje em dia, fotômetros podem ser tão pequenos que
são embutidos dentro do sistema optico da câmara de forma
a avaliar a quantidade de luz que passa para o filme ou para
o dispositivo de captação da câmara. Algumas câmaras até
regulam o diafragma automáticamente de acordo com esta
ponderação.
Embora este tipo de dispositivo facilite muito a operação de leitura da luz e exposição correta do filme, poucos
diretores de fotografia se apoiam exclusivamente nestes resultados e fazem as suas próprias leituras com fotometros
manuais para conferir ou modificar as aberturas indicadas
pelo sistema automático.
Isto se deve principalmente ao fato de que é necessária
uma larga experiência para interpretar leituras de fotômetro
52
em relação ao efeito a ser obtido no filme. Uma leitura automática sómente pode dar um valor médio ou aproximativo.
Ainda outro fator importante diz respeito ao equilibro das
luzes sendo utilizadas para uma tomada. Via de regra o diretor de fotografia trabalha com diferentes intensidades para
controlar a relação de contraste de uma cena. Para isto ele
precisa ter uma idéia concreta de intensidade de cada uma
das suas fontes de luz. O fotometro é o instrumento utilizado para esta finalidade.
Fig 5.17 O sistema de fotocelula incorporado na maioria dos fotometros
possui (1) a celula fotovoltaíca que ativada pela luz envia carga ou postiva ou
negativa para um galvanômetro ( 2 ) este por sua vez está ligadoa uma agulha
que mede luz numa escala ( 3 ).
A TEORIA DA LUZ
Entrada de luz
Agulha medidora
Velocidade do obturador ( em frações de segundo, segundos ou minutos)
Abertura de diafragma a ser utilizada
Sensibilidade do filme (Sistema
ASA)
Fig. 5.18 Fotómetro da marca Gossen . O fotómetro possui uma fotocelula
(ver fig. 3.10) que mede a quantidade de luz sendo recebida e a compara com 1.) a
sensibilidade do filme (ISO), 2.) a velocidade do obturador e fornece uma abertura
de diafragma a ser utilizado.
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f) Fotometria e exposição:
De forma geral a fotometria e a exposição estão estreitamente ligadas ao resultado final de uma fotografia e por isso tem grande importância. Grandes fotografos sempre se preocuparam com
esta questão porque sabiam que a super exposição quando não
vela o filme produz exesso de contraste na cena. Por outro lado a
sub-exposição quando consegue produzir uma imagem o faz com
baixo contraste e quase nada de altas luzes. A exposição correta
portanto é primordial para se ter uma fotografia bem equilibrada e
vibrante seja ela preto e branco ou colorida.
Sabendo disso os fabricantes tanto de filmes como de equipamentos não pouparam esforços para resolver o problema. Hoje
as câmaras mais avançadas utilizam sistemas de fotometria
matriciais e ponderados. Isto quer dizer que não somente um
ponto da imagem é medido mas diversos pontos são avaliados
simultâneamente (5 ou mais) dentro da area do visor de forma
que uma exposição incorreta é quase impossível. Somado a isto,
os filmes também tem passado por uma evolução tão radical que
poderiamos chamar de revolução. A descoberta dos grãos T diminuiu a granualaridade a pontos infinitessimos e a latitude dos
filmes é tão grande que mesmo errando por varios diafragmas
obtem-se resultados aceitaveis.
De qualquer maneira todos ainda concordam que uma exposição correta fornece os melhores resultados e a pergunta mais
ouvida é como melhor medir a luz? Este capítulo nos fornecu
informações sobre os sistemas de meidição e sobre os fotometros
mas a questão de como medir a luz é uma quastão de técnica e
será abordada no capitulo “trabalhando com a câmara”.
53