Hábito de chupar dedo ou chupeta. Como perder esta mania?

Transcrição

Hábito de chupar dedo ou chupeta. Como perder esta mania?
Hábito de chupar dedo ou chupeta.
Como perder esta mania?
Pela Dra. Gracia Costa Lopes
O hábito de sucção surge quando
o bebê ainda está na barriga da mãe e
se prorrogar por muito tempo pode ter
várias causas e consequências severas.
Para o recém-nascido, a sucção
oral instintiva promove a sua satisfação
nutricional. No momento da sucção do
dedo, lábios, língua e ou mucosa oral, a
criança experimenta uma sensação de
prazer que constrói as primeiras funções
psicológicas e as relações interpessoais
(mãe-filho), permitindo a exploração do
entorno socioambiental.
Esta fase, pode se estender em média até os três anos de idade. A sucção
faz parte do desenvolvimento normal da
criança, atuando no fortalecimento da
musculatura e no crescimento dentofacial. É a primeira atividade coordenada
da infância.
Entretanto, a persistência dos hábitos de sucção após essa fase, é considerada prejudicial ao desenvolvimento
dos ossos da face e pode ser indicativa
de problemas comportamentais. Com
base na complexidade que envolve tanto a instalação como o prolongamento
dos hábitos de sucção não nutritiva, e
tendo em vista a necessidade de adotar
medidas preventivas para esses hábitos
de sucção, faz-se necessário investigar a
frequência com que esses eventos ocorrem.
Muitas pesquisas comprovaram que
os hábitos orais de sucção podem interferir no padrão regular de crescimento
14
e desenvolvimento dos ossos da face e
no equilíbrio das estruturas e funções do
sistema estomatognático (conjunto de
estruturas bucais que desenvolvem funções comuns, tendo como característica
constante a participação da mandíbula),
trazendo alterações importantes na morfologia do palato duro. As consequências
de hábitos orais deletérios no aparelho
estomatognático dependem de variáveis
como intensidade, duração, frequência,
relação com o padrão de crescimento
do indivíduo, idade (estágio de transição
dentária) e relacionamento social.
Para se obter resultados eficientes
na retirada de um hábito oral deletério,
é necessário agir na causa do problema,
ou seja, investigar junto ao paciente o
que o leva a praticar tal hábito, evitando,
assim, que ele apenas substitua um hábito por outro. A criança pode ser ajudada
a eliminar o hábito de sucção, sem coação e com reforço positivo. Este auxílio
deve ser feito de forma eficaz e precoce,
sendo necessária a compreensão e a colaboração da criança.
Atualmente, profissionais buscam
técnicas que visem a remoção do hábito
por vontade própria. O esclarecimento
e a conscientização sobre as sequelas
podem ser suficientes para a decisão de
abandoná-lo, caso contrário pode ser
necessário o uso de aparelho ortodôntico. Porém, de modo geral, a aceitação da
criança e a colaboração dos pais ou responsáveis é fundamental para o sucesso
do tratamento, prevenindo ou minimizando as possíveis consequências.
Naturale
agosto/setembro - 2012