horse society #09 - Horse Society Lifestyle

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horse society #09 - Horse Society Lifestyle
TOP DESTINOS DO
HIPISMO INTERNACIONAL
Aachen
Saint-Tropez
Cannes
Rotterdam
ARTE EQUESTRE
Os cavalos de Roma
ENTREVISTA EXCLUSIVA
Jean Maurice Bonneau
E D I TORIAL
Esporte de alto nível
N
ão nos restam dúvidas de que o coração
do hipismo mundial bate na Europa. É lá
que o esporte equestre de alto rendimento impera soberano, onde todos os finais
de semana, competições de altíssimo nível acontecem em praticamente todos os países europeus, distribuindo milhares de euros em premiações diárias.
conseguimos ir embora da Holanda, país onde o hipismo é fortíssimo! Aproveitamos para dar uma passadinha em Rotterdam, principal polo econômico dos Países Baixos, para ver de perto a performance da equipe
brasileiro na Copa das Nações, competição que serviu
como teste para o PAN 2015 onde, aliás, tivemos um
dos piores resultados da historia do nosso hipismo.
É lá que a seleção brasileira montou a sua base, e a
equipe da Horse Society foi conferir de perto o que
eles estão fazendo e como estão vivendo.
O técnico do time, o ex-cavaleiro francês Jean Maurice
Bonneau, fez uma análise do desempenho do Brasil na
ocasião, e nos contou com exclusividade os detalhes
sobre o trabalho que vem realizando junto à CBH (Confederação Brasileira de Hipismo) para desenvolver o hipismo nacional e formar novos cavaleiros que tenham
condições de competir no circuito de alto rendimento .
Acompanhamos o time Brasil em ação nos torneios
mais importantes do mundo, começando pela Alemanha, no CHIO Aachen, passando pela Riviera Francesa,
onde fomos prestigiar o Athina Onassis Horse Show,
nas proximidades da pequena vila de Saint Tropez.
Também fomos ali, na sua vizinha Cannes, onde aconteceu a 6a etapa do Global Champions Tour, o maior
circuito hípico do mundo. Neste meio tempo, fomos
procurar pelos cavalos no Museu Olímpico, que fica na
cidade de Lausanne, na Suiça, onde também funciona
a sede da FEI (Federação Equestre Internacional) e, em
seguida, passamos por
Roma para apreciar um
pouco das históricas
obras de arte equestre
espalhadas por toda a
lendária cidade.
Ainda na Europa, visitamos a top Camila Mazza
Smit na pequena cidade
de Knegsel e quase não
Entre os que já chegaram lá, trazemos nesta edição,
Marlon Zanotelli, o ginete maranhense que conquistou
a Europa e o Brasil com a sua humildade e determinação, e o paulista Pedro Veniss que defende a bandeira
brasileira desde criança e hoje é o principal cavaleiro
da equipe de alta performance do nosso país.
Voltando para o Brasil, vimos o Nordeste reinar absoluto nas categorias de base e corremos para a nossa
fantástica Bahia para saber o que vai acontecer na
comemoração dos 10 anos de Copa Chuin, sem dúvida a mais bonita festa do mundo hípico nacional.
Quer saber mais? Confira tudo isso e mais um pouco
nas próximas páginas e divirta-se como nós nos divertimos preparando este material!
Um forte abraço,
AIDA DE MENDONÇA NUNES, publisher
@aidamnunes
Com o campeão olímpico
Nino des Buissonnets
Publisher
Aida de Mendonça Nunes
[email protected]
Direção de arte: Nilmon Filho e Aida Nunes
Jornalista Responsável: Amanda Julieta
Foto de capa: Aida Nunes
Fotografia: Aida Nunes
Fotografia de moda: Pedro Accioly
Colaboraram nesta edição: Márcia Nunes, Patsy Zurita, Bruna Matos, Rogério Saito, Elizabeth
Brosnan, Manuela Cunha, Carola May e Sara Paes
Projeto gráfico e diagramação: Nilmon Filho
Contato comercial: [email protected]
Tel. +55 (11) 3078-5840
w w w. h o r s e s o c i e t y. c o m . b r
A Horse Society Lifestyle é uma publicação da Horse Society Lifestyle LTDA. Todos os direitos estão reservados. Fica proibida qualquer reprodução do conteúdo.
Os artigos de opinião são de exclusiva responsabilidade dos autores. A Horse Society Lifestyle não se responsabiliza pelos anúncios e mensagens publicitárias
incluídos nessa edição.
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Sumário
Rapidinhas 10
Horse Society Tour Brasil 12
CHIO Aachen 16
Brazucas pelo mundo 22
Athina Onassis Horse Show 26
62 CHIO Rotterdam
66 O Brasil na Holanda
68 Pan 2015
70 Ping Pong
72 Campeonatos brasileiros
Arte equestre 34
76 Perfil Novos Talentos
Entrevista com Jean-Maurice Bonneau 38
78 Especial: Copa Chuin
Moda 42
82 Filantropia
Global Champions Tour 52
Papo Vet 56
Museu olímpico 58
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RAPID INH AS
Recorde Mundial
Durante a realização do Longiness Rio Equestrian Festival, ao som da música “Maluco Beleza” de Raul Seixas,
o medalhista olímpico Luiz Felipe de Azevedo tentou quebrar os recordes brasileiro e mundial de salto em
altura em muro. O carioca, conhecido como Felipinho, precisava bater sua própria marca, de 2.32m, e a do
cavaleiro alemão Franke Sloothaak, que saltou incríveis 2.40m em 1991. O cavaleiro, infelizmente, acabou
batendo no muro. Não foi dessa vez.
Foto: Marta Villela
Testando
Construído em 2007, o Centro de Hipismo das
Olímpiadas do Rio 2016, em Deodoro, teve o
seu primeiro evento-teste para os jogos, após
uma série de ajustes. A prova, realizada em
agosto, foi vencida pelo cavaleiro Márcio Jorge e acompanhada de perto pelo prefeito do
município, Eduardo Paes. A paisagista e artista
plástica Marta Villela também participou do
evento e assina os obstáculos Paraty e Festa
Junina, que estarão nos percursos montados
nos Jogos Olímpicos.
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De malas prontas
O carioca João Eduardo Ferreira de Carvalho está
pronto para o próximo grande passo da sua carreira. O top está de malas prontas para a Europa e vai
acompanhado da noiva, a amazona Karina Rocha
Mello, que é proprietária do Haras Equiprime.
HorseWorld 3D
Fotos: divulgação
Foto: Carola May
Disponível para os sistemas operacionais Android
e IOS, o HorseWorld 3D é um jogo para quem não
dispensa a diversão com os cavalos nem no mundo
virtual. Neste game gratuito você aprende a cuidar do
seu próprio cavalo, tem aulas no picadeiro e, claro,
participa de competições em busca de prêmios.
Horse Bar
Os amantes do hipismo têm um novo
ponto de encontro em São Paulo, o Horse
Bar. Inaugurado em agosto deste ano na
Sociedade Hípica Paulista, o charmoso
espaço é ideal para quem quer desfrutar de
boas bebidas e bate-papo na companhia
de amigos e familiares. Tudo isso com uma
vista privilegiada para a pista de grama e o
picadeiro coberto.
Curitiba proíbe carroças e charretes
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou em primeiro turno o projeto da Prefeitura que prevê a
proibição do uso de carroças e charretes na cidade. O projeto proíbe o uso de veículos de transporte
de cargas ou de pessoas e a também a exploração dos animais. Quem descumprir a norma pode ter
o animal apreendido definitivamente e pagar multas, que podem chegar a R$ 200mil.
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H S T OU R BR A SIL
Confira o lançamento da edição 8 no Brasil
Mariana Cassetari e Felipe Braga
Ivo Roza
Erica de Lorenzo e Beth Miranda
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Diego Gomes e
Ricardo Castelar
Andre Giovanini, Yane Marques e Carlos Avelar
João Manuel e Cecilia Gentile
João Coelho
Cesar Almeida
Zé Luís Carvalho e Stephanie Foster
Francisco Costa Carvalho e
Stephanie Macieira
Gabriel Marques e Anita Schmidek
Alberto de Souza
Emanuela Canuto
Mário Zanotelli Filho e familia
Gustavo e Luciana Rabelo
Renato Junqueira
Pelé
Thiago e Lara Freitas
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I N T ERNACION A L
Luciana Diniz e Fit For Fun
CHIO AACHEN
A Alemanha foi mais uma vez destaque internacional com a realização de um dos principais concursos
de hipismo do mundo, o Chio Aachen 2015. O tradicional evento, que acontece desde 1924, agitou a
primavera alemã e teve a participação de 70 cavaleiros de 17 nacionalidades diferentes e 180 cavalos,
que competiram nas disciplinas de Salto, Adestramento e Atrelagem.
Q
uem foi a Aachen entre os dias 29 e 31
de maio teve a oportunidade de conferir os melhores atletas do hipismo internacional em ação. Localizada no oeste
da Alemanha, próxima às fronteiras da Bélgica e
dos Países Baixos, esta cidade histórica, que foi
decretada capital do Sacro Império Romano-Germânico pelo imperador Carlos Magno, é referência
mundial no esporte equestre.
Anualmente, Aachen atrai turistas apaixonados
pela equitação vindos de diversos países. Só neste ano, foram cerca de 100 mil espectadores, que
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lotaram o Main Stadium e o Deutsche Bank Stadium para ver de perto as emocionantes disputas
por prize-money de nada menos que 1,4 milhão
de euros.
Além dos prêmios do concurso, os tops internacionais tiveram mais um motivo para correr atrás do troféu na cidade: o Rolex Grand Slam. Trata-se de um
desafio histórico criado em 2013 pelos três maiores
eventos hípicos do mundo, que premia com 1 milhão
de euros o ginete que vencer sucessivamente os GPs
do Chio Aachen, CSIO Spruce Meadows Masters
(Canadá) e CHI Geneva (Suíça).
Com uma estrutura completa, o Chio
Aachen 2015 contou também com uma
programação voltada para o entretenimento e cultura, com a apresentação da
Symphony Orchestra Aachen e o Concours d’Elegance, um desfile de 25 carruagens tradicionais da Alemanha, Bélgica e Holanda, além de uma área gourmet
com o melhor da cozinha internacional e
especialidades regionais.
“Sem dúvida, é o concurso mais
importante do calendário. Eu
acho que aqui é considerada a
Meca do hipismo, então você
sempre quer participar com seus
melhores cavalos”
Rodrigo Pessoa
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I N T ERNACION A L
Kent Farrington
Meca do Hipismo
Mesmo com uma edição mais enxuta em 2015, o
CHIO Aachen continua sendo a menina dos olhos do
hipismo mundial. Rodrigo Pessoa que o diga: ele é o
brasileiro que mais participou da competição na história, estreando nas pistas do evento em 1989.
“Sem dúvida, é o concurso mais importante do calendário. Eu acho que aqui é considerada a Meca do
hipismo, então você sempre quer participar com seus
melhores cavalos, ter um bom desempenho. Ganhar
uma prova aqui quer dizer que você realmente está em
boa forma e que você ganhou de excelentes concorrentes”, avalia o campeão olímpico. Pessoa não saltou
com seu cavalo principal, Status, que teve um abcesso no casco e só pôde saltar nos concursos seguintes
da agenda internacional, em Saint-Tropez e Cannes.
Além dele, o maranhense Marlon Zanotelli também representou o Brasil no concurso, conquistando o 5º lugar na prova a 1.50m e o 3º lugar na prova de cavalos
novos, com obstáculos a 1.45m.
Montando Rock´n Roll Semilly, Zanotelli foi o único
brasileiro a saltar o GP de Aachen, a 1.60m, prova
mais importante do concurso, e terminou na 31ª
posição, com dezesseis pontos perdidos. Quarenta
conjuntos participaram da primeira volta e apenas
os 18 melhores foram classificados para a segunda
rodada. O britânico Scott Brash foi o grande vencedor do Grand Prix após o jump-off, zerando o percurso. O segundo e terceiro lugares ficaram com o
alemão Daniel Dausser e o francês Simon Delestre,
respectivamente.
R E S U LTA D O S
1. Hello Sanctos - Scott Brash, GBR
2. Cornet d´Amour - Daniel Deusser, ALE
3. Ryan Des Hayettes - Simon Delestre, FRA
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4. Chiara 222 - Ludger Beerbaum, ALE
5. Voyeur - Kent Farrington, EUA
6. SFN Zenith N.O.P. - Jeroen Dubbeldam, HOL
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C HI O AACH E N
Scott Brash
Mario Zanotelli
Katty King
Ludger Beerbaum
Elizabeth Madden
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Alexandre Gadelha
Patsy Zurita
Steve Guerdat
Jeroen Dunbledan
Thereza Tourinho
Daniel Deusser
Luciana Diniz
Rodrigo Pessoa
Maristela e Marcel Zanotelli
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BR AZU CAS PE LO M UN DO
Brazucas
pelo Mundo
Quando deixou o Brasil em busca de um sonho, Marlon ainda não sabia, mas esse seria o
passo decisivo que colocaria o seu nome entre
os melhores cavaleiros do país. A vida no exterior tem sido árdua para o jovem maranhense,
mas já começou a render bons frutos: sete anos
depois, ele vive a felicidade de ser o brasileiro
mais bem colocado no ranking da Federação
Equestre Internacional (FEI).
À
frente de nomes de peso como Pius
Schwizer, Michael Whitaker e Eric Lamaze, Marlon Modolo Zanotelli não está entre os 30 melhores cavaleiros do mundo
por acaso. A conquista é o resultado de uma pitada
de sorte e muito trabalho, já que competir entre os
tops internacionais exige dedicação quase que exclusiva ao hipismo. A fórmula para o sucesso pode
até parecer simples, mas é tão difícil, que muitos
atletas acabam desistindo no caminho.
Desde abril de 2008, Marlon vive na pequena cidade de Bolchot, localizada na província de Limburg,
na Bélgica. Cercado por muito verde, o município
faz fronteira com a Holanda e é uma área de grande
importância ecológica, abrigando algumas espécies
de animais em risco de extinção e aves raras. Bolchot também é conhecida no país pela produção de
cerveja e tem até um museu dedicado à bebida.
A região tem a localização perfeita para quem quer
se dedicar ao hipismo na Europa, próxima aos locais onde são realizadas as grandes competições
internacionais. Mas nem tudo são flores. Além das
diferenças culturais entre a Bélgica e o Brasil, o frio
exagerado e a distância da família e dos amigos foram as maiores dificuldades encontradas por Marlon
no continente. O ritmo de trabalho foi outro ponto
ao qual ele teve que se habituar: ao longo do dia, o
cavaleiro monta diversos cavalos e realiza serviços
como limpeza do material e cuidados com os animais. Apesar de não ser comum na terra tupiniquim,
ajudar a executar as atividades relacionadas à equitação é praxe entre os cavaleiros no exterior.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
Para estar no centro do hipismo mundial, treinando
e competindo com atletas de alto nível de diversos
países, Zanotelli acorda cedo todos os dias e, antes
mesmo do café da manhã, já está montando o primeiro cavalo. “Não tenho dia de folga”, diz. Mas o
sacrifício, ele garante que vale a pena.
Marlon abriu um espaço na agenda e recebeu a reportagem da Horse Society na propriedade Asford
Farm, onde trabalha para o empresário Enda Carrol.
O resultado você confere nas próximas linhas.
Entrevista com
Marlon Zanotelli
QUANDO VOCÊ DECIDIU MORAR NA EUROPA? Eu
vim no dia 1º de abril de 2008. Fazia muito tempo
que eu queria vir, mas meu pai, graças a Deus, nunca
deixou. Sempre me fez estudar, aprender o inglês e,
pelo menos, começar minha faculdade.
E COMO FOI O PROCESSO PARA VOCÊ MORAR
AQUI? PARA CONSEGUIR UM VISTO? Nos primeiros três meses, eu fiquei aqui com o visto de turista
e, depois, dei entrada nos meus papéis como independente. Aí que eu digo graças a meu pai, de eu ter
a faculdade, de eu ter terminado meu curso e tudo.
Senão, não conseguiria.
SEM A ESCOLARIDADE, VOCÊ NÃO CONSEGUE?
Não, não consegue. Eu me formei em Marketing.
COMO É A SUA ROTINA DE TRABALHO? Hoje, eu
tenho uma situação bem confortável. A gente conseguiu organizar um “sistema” em que os cavaleiros
começam a montar o primeiro cavalo 7h30, todo dia.
Todo mundo prepara o seu primeiro cavalo. Os tratadores começam às 6h30, limpando a cocheira e
tudo. Normalmente, 8h15, por aí, a gente terminou de
montar esse primeiro cavalo e os tratadores terminaram com as cocheiras. A gente toma café da manhã
juntos, 20 minutos. Mas quando você chega... Acho
que todo mundo passa por isso. Você acorda de manhã e tem que bater seis, sete, oito boxes. Você tem
que preparar, montar, sete a dez cavalos sozinho,
sem tratador. Você tem que fazer tudo. Você tem que
limpar, aprender a tosar um cavalo, faz tudo. Muitas
vezes, quando você chega aqui, você não sabe colocar uma bandagem no cavalo, não sabe botar uma
liga no cavalo. Tudo isso, você vai aprendendo. Essa
experiência, eu acho que não tem preço. Porque o
montar em si é relativamente mais fácil. Essa administração por trás, esse gerenciamento dos cavalos,
eu acho que é o mais importante e o mais delicado.
“Agora, com a questão das
Olimpíadas, a CBH tem
dado apoio financeiro para
os cinco melhores cavaleiros
do ranking mundial.
Então, isso, pra gente,
principalmente pra mim, tem
sido muito importante”
Marlon Zanotelli
A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HIPISMO JÁ TE
APOIOU DE ALGUMA FORMA? COMO É QUE VOCÊ
VÊ O INCENTIVO AO ATLETA POR PARTE DAS INSTITUIÇÕES NO BRASIL? Agora, com a questão das
Olimpíadas, a CBH tem dado apoio financeiro para
os cinco melhores cavaleiros do ranking mundial.
Então, isso, pra gente, principalmente pra mim, tem
sido muito importante.
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BR AZU CAS PE LO M UN DO
COMO É QUE FUNCIONA ESSE APOIO? É UMA
BOLSA? É como se fosse um salário mensal, uma
ajuda de custos em geral.
QUANTO É? PODE FALAR? Não sei se eu posso
falar (risos).
É BOM OU RUIM? Não, é bom. A ideia deles é poder focar nos cavalos, naquela questão de você
não ter que estar preocupado se vai ter dinheiro pra
pagar o fisioterapeuta, se você vai ter dinheiro pra
pagar o seu básico. Pra você ter como estar bem
estruturado se você precisar de um preparador físico, um preparador mental. Pra você ter como ter
essas coisas, entendeu?
E O QUE VOCÊ DIRIA PARA OS CAVALEIROS BRASILEIROS QUE PENSAM EM VIR FAZER CARREIRA
NA EUROPA? Todo mundo fala “ah, é loucura”. Eu
não acho que seja. Você tem que estar consciente
de que você tem que pagar o preço porque você vai
trabalhar muito, as pessoas aqui não te aliviam em
nada. Você tem que fazer tudo. Agora, se é o que
você quer realmente, vale a pena, não tem outro lugar melhor. Tanto é que os americanos estão aqui.
Todo mundo, do mundo inteiro, japonês, o pessoal do Qatar, tá todo mundo aqui. Não é à toa que
aqui é o centro do esporte. Você aprende muito e,
é lógico, tudo tem que caminhar. Você tem que ter
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HORSE SOCIETY Lifestyle
talento, tem que ter força de vontade. São tantos
fatores que influenciam pra você conseguir chegar,
mas o mais importante é você trabalhar e acreditar
que vai conseguir. Muitos vêm e desistem no meio
do caminho. Porque é normal, é complicado, não
é uma coisa fácil. Não só a questão dos cavalos e
você trabalhar muito. Mas também a questão cultural, você está longe da família, você está longe dos
seus amigos, você tem que abrir mão de festa, abrir
mão de fim de semana.
HS
HORSE SOCIETY Lifestyle
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INTERNACIONAL
Vista aérea do
aeroporto de
Nice - França
Athina Onassis 2015
Fruto do casamento e parceria entre a grega Athina Onassis e o brasileiro Álvaro Affonso de Miranda
Neto, o Doda, o AOHS 2015 deu o que falar. Em sua segunda edição fora da Brasil, o evento levou
para a deslumbrante cidade francesa de Saint-Tropez os melhores cavaleiros e amazonas do mundo.
A
Bardot, hoje é frequentada por milionários e estrelas
de diversos setores artísticos, mas mantém os ares
de cidadezinha interiorana. Essa combinação entre
vida pacata, sempre em contato com a natureza, e
eventos luxuosos parece ser o ingrediente do sucesso deste destino turístico.
Não é novidade que Saint-Tropez é, todos os anos,
um dos destinos internacionais mais procurados
por turistas do mundo inteiro. A região, que já foi
uma pacata vila de pescadores e ganhou os holofotes após se tornar a queridinha do ícone Brigitte
Foi nesse clima que aconteceu a sétima edição do
AOHS. O concurso levou para as pistas francesas os
35 melhores atletas do hipismo mundial, no CSI 5*,
mas também abriu espaço para a competição entre
atletas amadores no CSI 2*, incluindo celebridades
como o ator Guillaume Canet e a herdeira real Charlotte Casiraghi. Ao todo, cerca de 119 cavaleiros e
200 cavalos, oriundos de mais de 20 países, competiram nas 14 provas do AOHS, que teve um total de
561 mil euros de prêmios em dinheiro.
temperatura subiu na tropical Praia da Pamplona, localizada no sul da França. De 4 a 6
de junho, a famosa praia naturista se tornou
o centro das atenções em Saint-Tropez, por
um motivo que vai muito além de suas águas transparentes ou do agito de seus clubes. É que a Pamplona
sediou o evento mais badalado do hipismo internacional, o Athina Onassis Horse Show 2015. Foram três
dias de tirar o fôlego de qualquer amante do esporte,
com direito a paisagens incríveis, provas disputadíssimas e, claro, muita elegância e diversão.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
O evento
Como já é tradição, os anfitriões Doda e Athina ofereceram ao público e atletas que estiveram no Athina
Onassis Horse Show um evento completo. Uma área
VIP ofereceu diversas opções gastronômicas em um
espaço que lembrava as tradicionais “boulangeries”
da França, com ingredientes da culinária internacional
e comidas típicas de região. Uma pequena cozinha orgânica servia sucos e saladas e os convidados poderiam se servir à vontade de frutas e amêndoas em uma
cascata de chocolate ou de bebidas como whisky,
champanhe e vinho rosé típico da região Cote d’Azur.
Neste espaço, nomes de destaque internacional marcaram presença, como o sheik árabe e cavaleiro Ali
Bin Khalid Al Thani e o estilista italiano Giorgio Armani, que ofereceu um jantar para Doda, Athina e alguns
convidados em sua casa em Saint-Tropez.
Praia da Pamplona
Seja da área VIP, reservada apenas para convidados,
ou das democráticas arquibancadas, o público teve
a oportunidade de conferir os melhores conjuntos do
mundo nas pistas e o que não faltou foi emoção.
E teve brasileiro fazendo bonito da competição. O
destaque verde-amarelo foi o maranhense Marlon
Modolo Zanotelli, que levou o terceiro lugar no pódio
do Longines Gran Prix, além de conquistar o segundo
lugar no Prix Midway Labs, na quinta-feira, e a sétima
posição no Prix Julius Baer, que aconteceu na quinta-feira. Zanotelli completou o percurso do GP sem
faltas em um tempo de 44s77, saltando obstáculos
a 1.60m com o seu cavalo Zerlin M, e foi o único brasileiro entre os colocados, ficando atrás apenas do
espanhol Sergio Alvarez Moyá e do alemão Marco
Kutscher, grande campeão da prova.
Athina Onassis de Miranda
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INTERNACIONAL
Ainda na série 5*, o cavaleiro olímpico Pedro Veniss
venceu o Prix Ville de Ramtuelle, a 1.45m, montando Rissoa d’Ag Bois Margot. Ele cumpriu a prova
de duas fases sem faltas, desbancando 33 conjuntos. Já Rodrigo Pessoa foi o único brasileiro entre os colocados no Prix Giorgio Armani, prova de
1.50m, alcançando o 9º lugar com o cavalo Ferro
Chin v. Lindenhof.
Para o paulista Pedro Andrade Costa e o seu AD
Argos, que integram a equipe do casal Athina e
Doda, foi só alegria. O conjunto se sagrou campeão do Prix Talent Advisors CSI2*, a 1.45, cumprindo o percurso sem penalidades. Os brasileiros
Nando Miranda, Carlos Ribas, Katty King, Luciana
Lossio e Viviane de Miranda também participaram
das disputas.
Doda Miranda
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HORSE SOCIETY Lifestyle
Este ano, o concurso foi também
a terceira etapa do prestigiado
French Tour da Federação Equestre Francesa (FFE), que reúne oito
competições internacionais de
salto, no nível 5 estrelas (CSI 5*).
As outras etapas do tour são realizadas nas cidades de Bordeaux,
La Baule, Cannes, Paris, Chantilly,
Dinard e Lyon.
Ao final da competição, os cavaleiros comemoraram os resultados
em duas badaladas festas paralelas. A primeira teve um espaço reservado para Doda e convidados
na boate Les Caves de Roi, do Hotel Byblos, um dos mais famosos
de Saint-Tropez. No dia seguinte,
o agito foi à beira-mar e o local escolhido para festejar foi o badalado Bagatelle Beach.
ONDE FICAR: HOTEL BYBLOS
Situado no coração de Saint-Tropez, pertinho do porto e das
praias, o Hotel Byblos é uma boa pedida para quem não
dispensa charme e conforto. O local foi inaugurado em 1967,
com a presença de personalidades ilustres, como as atrizes
Mireille Darc e Brigitte Bardot. Foi lá, em 1971, que o astro do
rock Mick Jagger passou a lua de mel com sua primeira esposa,
a então modelo e atriz Bianca Perez. Além das acomodações
5 estrelas que fizeram do hotel o favorito entre celebridades, o
Byblos mantém o nightclub Les Caves du Roy, spa, fitness center
e oferece deliciosas opções gastronômicas, com o melhor da
cozinha mediterrânea.
ONDE JANTAR: L’OPERA
A vista privilegiada para o porto de Saint-Tropez é apenas uma
das muitas maravilhas do restaurante L’Opera, o lugar perfeito
para passar a tarde ou a noite desfrutando de frutos do mar e
um bom vinho. À noite, o destaque fica com a performance de
dançarinas e apresentação de DJs, sempre acompanhados de
pratos da culinária francesa e drinks de dar água na boca.
Restaurante L’Opera
ONDE CURTIR O DIA: NIKKI BEACH
Quando o assunto é praia, o Nikki Beach é uma das melhores
opções para se divertir em Saint-Tropez. O clube é uma espécie
de “balada na piscina” e, além de bebidas, oferece restaurante,
loja de biquínis e festas temáticas durante a alta temporada.
Localizado na praia da Pamplonne, a apenas 20 metros do
AOHS, o beach club oferece a infraestrutura ideal para quem
quer badalação diurna.
R E S U LTA D O S
1. Cornet’s - Marco Cristallo Kutscher, ALE
2. Carlo 273 - Sergio Alvarez Moya, ESP
3. Zerlin M - Marlon Modolo Zanotelli, BRA
4. Deauville S - Laura Kraut, EUA
5. Olympique Libellule - Timothee Anciaume, FRA
6. Concordija - Sheikh Ali Bin Khalid Al Thani, QAT
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ATHINA ONASSIS HORSE SHOW
Sheik Ali Bin Khalid Al Thani
Maristela, Mario Zanotelli e Claudia Mathy
Alexa Pessoa
Carlos Iaconelli
Ben Maher
Alan Guimarães
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Guilherme Jorge e Angela Covert
Marco Kutscher
Doda Miranda
Maria Luiza Paiva e Luiza Leão
Sergio Moya
Diego Bilbao e Carolina
Drummond
Marlon Zanotelli
Carlos Ribas
Nando Miranda
Pedro Cebulka
Laura Kraut
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O ÍCONE DA HOTELARIA DE LUXO
É TAMBÉM REFERÊNCIA NA ALTA
GASTRONOMIA
Reconhecido por sua excelência nos serviços, o
Copa oferece também experiências gastronômicas
memoráveis. Encante-se com o melhor da cozinha Pan
Asiática no MEE, premiado com uma estrela Michelin.
Para reservas acesse o site belmond.com/copacabanapalace
ou ligue para (21) 2545 8787
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ARTE EQUESTRE
Vista aérea do Vaticano
Coliseu
Cavalos de Roma
Roma é um dos poucos lugares do mundo que proporcionam um contato tão próximo com os
primórdios da civilização oriental. A cidade, que tem um papel de importância única na história
da humanidade, sobreviveu à passagem dos milênios e até hoje guarda objetos e construções
de valor inestimável.
U
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ma cidade cheia de história para contar.
É o mínimo, é claro, que se espera de
Roma, essa simpática senhora milenar,
que contabiliza mais de 2.500 anos. Fundada em 753 a.C, data que ainda gera divergências
entre os estudiosos, a capital da Itália é a quarta cidade mais populosa da União Europeia e já foi cenário
de inúmeros episódios relevantes da história mundial.
uma área que, anteriormente, abrigava o palácio de
Nero, imortalizado nos registros da história como um
imperador tirano e cruel. O governante foi um grande incentivador da cultura e dos esportes, tendo até
mesmo participado dos Jogos Olímpicos de 67, com
o objetivo de melhorar as relações com a Grécia.
Como atleta, Nero quase morreu em uma queda na
competição, ao conduzir um carro de dez cavalos.
Passear pelas ruas da cidade é como mergulhar no
tempo, com destaque para o patrimônio arqueológico e artístico que deram ao Centro de Roma o título de Patrimônio Histórico da Humanidade. Prédios,
monumentos, praças e vielas ilustram a história da
Antiguidade, época em que os imperadores dominavam a região e travavam terríveis guerras pela soberania e expansão territorial.
Os cavalos, aliás, tiveram participação fundamental na história da humanidade. Não se sabe ao certo quando ocorreu a domesticação destes animais,
mas eles acabaram fazendo uma grande revolução
no cotidiano rural e urbano. Os cavalos passaram a
ser usados como meio de transporte, mão de obra
na agricultura e até mesmo como armas de guerra,
recurso muito utilizado na Roma Antiga.
É lá que estão localizados os maiores símbolos do
Império Romano, como o Coliseu, construído em
No combate, o poder equestre poderia determinar o vencedor da batalha. Quanto mais guerrei-
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ARTE EQUESTRE
Estátua equestre de Marco
Aurélio na praça do Capitólio
ros montados, maior a probabilidade de vencer o
inimigo. No início da República Romana, o serviço na cavalaria era exclusivo para os membros
dos équites, uma classe abastada que logo se
tornou uma elite social. Os carros de guerra, ou
bigas, tipo de carruagem que se utilizava da tra-
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HORSE SOCIETY Lifestyle
ção dos cavalos, também foram muito comuns
em Roma, bem como as corridas entre cavaleiros
no circo romano. Reza a lenda que o imperador
Calígula chegou a nomear seu cavalo como cônsul, cargo público oficial que tinha a função de
comandar as tropas.
Pura arte
Não é à toa que os cavalos estão presentes em praticamente todos os lugares da Roma contemporânea. É impossível passear pelas ruas da cidade e
não se deparar com a arte equestre, seja em monumentos, prédios públicos, lojas ou museus. Os equinos têm papel de destaque na cultura romana, que
tem justamente na arte uma das suas manifestações
mais importantes.
Ao longo dos milênios, o berço da arte no mundo,
como é conhecida a Itália, fez o favor imortalizar estes animais através de obras belíssimas. É o caso da
estátua equestre do imperador Marco Aurélio. A obra,
talvez a mais icônica representação da arte equestre
na cidade, é a única estátua de bronze sobrevivente de um imperador romano da era pré-cristã. Ela só
se livrou de ser derretida porque foi confundida com
uma imagem de Constantino, o primeiro governante
católico do Império Romano. A estátua traz Marco
Aurélio no dorso de seu cavalo e, atualmente, está
exposta no Museu Capitolino, com uma réplica na
Piazza del Campidoglio.
O Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, localizado entre o Monte Capitolino e a Piazza Venezia,
também chama atenção pela sua imponência. Projetada por Giuseppe Sacconi em 1885 e inaugurado
em 1911, a obra é feita em puro mármore e apresenta
uma grandiosa estátua de Vítor Emanuel II, primeiro
rei da Itália unificada, além de duas estátuas da deusa Vitória. Do alto do monumento, a altiva deusa, que
era adorada por generais na Roma Antiga, aparece
em uma quadriga, espécie de carruagem conduzida
por quatro cavalos.
HORSE SOCIETY Lifestyle
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ENTREVISTA
foto: Pierre Costabadie
Entrevista com Jean-Maurice Bonneau
O francês Jean-Maurice Bonneau tem muita história para contar. Como cavaleiro, ele integrou a equipe da França nas décadas de 1980 e 1990, quando conquistou importantes títulos. Em 1996, Jean-Maurice deu um passo decisivo em sua carreira e começou a atuar como treinador internacional. A
primeira experiência foi com o Japão e durou quatro anos. Logo em seguida, o técnico passou a treinar a equipe francesa, da qual ficou à frente durante seis anos. Hoje, Bonneau é o técnico responsável
pela equipe de saltos do Brasil e prepara os tops brasileiros para as Olímpiadas do Rio 2016.
HORSE SOCIETY: ENTÃO, JEAN-MAURICE, FALE
UM POUCO SOBRE VOCÊ, SUA CARREIRA, SUA
VIDA COMO CAVALEIRO.
JEAN-MAURICE: Como cavaleiro, eu integrei a equipe
francesa entre as décadas de 80 e 90, fui medalha de
bronze no Campeonato Europeu de equipe, juntamente
com Hervé Godignon, Roger-Yves Bost e Alexandra Ledermann. Minha primeira experiência com o treinamento internacional foi em 96, com o Japão. Eu trabalhei
quatro anos para o Japão. E então, em 2000, depois
de Sydney, eu assinei um contrato de quatro anos na
Federação Francesa para ser treinador “selector” e
Chef d’Equipe. Ganhamos a WEG [Jogos Equestres
Mundiais], em 2002, e também Nation’s Cups como La
Baule, Dublin, Hickstead, Roma, por três vezes, Rotterdam... Vencemos também a Final da Copa do Mundo,
em 2004, em Milão. Enfim, tivemos resultados bastante
consistentes. Eu parei no final do ano de 2006 porque
perdemos os jogos em Atenas. Tivemos dois cavalos
com problemas e, em seguida, as relações dos cavaleiros que não foram selecionados com a federação ficaram um pouco tensas. Então, eu decidi parar.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
HS: COMO VOCÊ FOI CHAMADO PARA SER O CHEFE DE EQUIPE DO BRASIL?
JM: Em 2007, eu voltei com uma vida normal, como
treinador. Eu treinei Luciana Diniz, Simon Delestre,
e, em seguida, Athina Onassis e Doda Miranda. Em
2010, eu fui para o WEG [Winter Equestrian Games]
em Lexington com Doda, como treinador particular, e
eu conheci Betão [Luiz Roberto Giugni] por lá. Então,
Doda me pediu para organizar uma reunião com Betão porque o comitê representante desejava desenvolver um trabalho com novos cavaleiros, para criar
uma nova geração de ginetes. E, então, eu disse: “ok,
me deixe trabalhar nisso e eu te darei um retorno”.
Então, preparei e enviei algumas propostas e eles me
pediram para ser a pessoa encarregada de executá-las. Eu assinei meu primeiro contrato em 2011, até
os Jogos de Londres, em 2012. Depois, eles me pediram para continuar até o Rio em 2016.
HS: MAS NESTE MEIO TEMPO, EM 2012, A FEDERAÇÃO FRANCESA CONVIDOU-O PARA SER DIRETOR.
JM: Sim, como você sabia? Bom, eles me propu-
seram ser o responsável por todo o esporte, gerenciando o salto, “eventing”, “vaulting”, tudo. Eu tinha
a minha experiência como treinador, como chefe
de equipe, mas eles me propuseram algo novo. Foi
emocionante porque era um novo desafio para mim.
Mas eu tinha meus brasileiros e eu amava-os. E, para
mim, era... Como eu poderia dizer?
HS: VOCÊ JÁ ESTAVA ENVOLVIDO COM ELES,
CERTO?
JM: Eu realmente tinha criado uma forte relação
com os cavaleiros, como Doda e Rodrigo, e eu
tinha a sensação de que não era justo deixá-los
sozinhos. Sabia que eles queriam continuar porque
não era uma tentativa qualquer, era realmente para
preparar os jogos olímpicos, já que os dois primeiros anos foram como um pouco de “pagar pra ver”,
entende? Para me sentir confortável ou não com
eles, também para que eles se sintam confortáveis
e para mensurar se eu era a pessoa certa para assumir esta responsabilidade. É uma responsabilidade enorme quando você organiza os jogos em
seu próprio país. Então, eu tenho que dizer que
passei algumas noites em claro para pensar nisso.
E uma noite eu decidi: “Não, eu não posso deixá-los agora, não é justo.” Seria muito difícil para mim
passar por eles e dizer: “eu desisto”. Então, finalmente, era óbvio para mim continuar. Porque foi
algo realmente baseado numa relação de confiança
humana. Eu expliquei isso para a Federação Francesa e eles compreenderam.
HS: NO BRASIL, ALGUMAS PESSOAS ACHAM QUE
O TREINADOR DA EQUIPE DEVE SER BRASILEIRO.
O QUE VOCÊ ACHA DISSO?
JM: Eu acho que eles estão certos! E eu posso entender isso, mas eu não sou a pessoa que escolhe!
Talvez eu tenha que dizer que, quando comecei,
percebi que entre os brasileiros havia muitas histórias, desentendimentos etc. Eu tentei fazer esse
processo de forma pacífica. Estamos aqui para trabalhar em conjunto, para criar boas condições para
que cada cavaleiro, primeiramente, consiga fazer
parte da equipe e, então, para que possa defender
a bandeira brasileira. Esse é o único objetivo para a
Federação e para mim. Então, sim, talvez no futuro
por causa da língua, por causa da cultura. Eu sou
francês, mas eu amo os brasileiros, é verdade! E
isso é importante porque eu não poderia fazer esse
trabalho se eu não me sentisse um pouco brasileiro,
de uma certa forma.
“Eu sou francês, mas eu amo
os brasileiros, é verdade!
E isso é importante porque
eu não poderia fazer esse
trabalho se eu não me
sentisse um pouco brasileiro,
de uma certa forma”
HS: QUAIS SÃO OS REQUISITOS PARA SER O
TREINADOR DA EQUIPE E COMO FUNCIONA ESTE
TRABALHO?
JM: Por causa dos jogos, o Brasil solicitou mais de 30
treinadores estrangeiros para trabalhar para o país até
que eu aceitasse. O meu contrato é pago pelo Comitê
Olímpico através CBH [Confederação Brasileira de Hipismo]. Eu preciso organizar o sistema, acompanhar os
ginetes, ir para o Brasil, porque nós também estamos
tentando elevar o nível do esporte no Brasil. Eu trabalho com Caio Carvalho, que está no comando dos juniores, dos jovens cavaleiros, dos mirins. Normalmente, todos os anos eu venho ministrar clínicas e observar
os campeonatos. Desta forma, podemos acompanhar
as novas gerações chegando. Isto é muito importante
para o primeiro objetivo da Federação, para o desenvolvimento do esporte. No Brasil, temos bons locais,
boas instalações e tentamos elevar o nível com bons
desenhadores de percursos. Eu acho que nós podemos realizar boas competições. Mas não sou apenas
eu, trata-se de um trabalho feito em conjunto com a
CBH, para criar um ambiente positivo para o desenvolvimento do esporte e para que os cavaleiros com base
no Brasil não fiquem muito distantes do nível top. Principalmente neste momento, em que temos um enorme
problema com a doença do mormo. É realmente difícil
enviar os cavalos do Brasil para a Europa e fazer parte
do nosso sistema aqui. Além disso, os cavaleiros no
Brasil têm seus negócios lá, então é difícil vir para a
Europa porque eles não ganham dinheiro aqui, eles ganham dinheiro no Brasil. Eu entendo isso. É uma situação delicada e temos de nos adaptar. Sabe, quando
eu estava no comando da França, que é um país pequeno, era fácil ter todos os cavaleiros por perto. Aqui
eu tenho cavaleiros em três continentes: Europa, Brasil
e Estados Unidos. Então, eu precisei adaptar a minha
forma de trabalho. Hoje eu sei quem eles são, onde
eles estão. Eu sei como eles estão organizados etc.
HORSE SOCIETY Lifestyle
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ENTREVISTA
HS: E, SOBRE O PROBLEMA DO MORMO, VOCÊ
ACHA QUE ISSO VAI SER ALGO PARA SE PREOCUPAR? O QUE AS PESSOAS AQUI NA EUROPA
PENSAM SOBRE ISSO? ELES ESTÃO FAZENDO
PERGUNTAS SOBRE O ASSUNTO?
JM: Eles estão me fazendo perguntas, mas eles realmente não sabem aqui na Europa. Eles não percebem exatamente o que é. Eles apenas se preocupam
com a quarentena para os jogos. Vai ser uma zona
de quarentena, ou seja, não é um problema para os
jogos, mas é um problema para os brasileiros.
HS: ENTÃO OS GINETES BRASILEIROS NÃO PODEM PARTICIPAR DOS JOGOS PORQUE OS CAVALOS NO BRASIL NÃO PODERÃO IR, CERTO?
JM: Sim, eles podem, mas eles têm que vir através de
Estados Unidos ou Argentina. Via Argentina demora
cerca de três meses! Então, é realmente complicado
e custa dinheiro.
HS: E QUANTO À PREPARAÇÃO FÍSICA?
JM: Bem, eu tenho que dizer que com os brasileiros
isso fica muito fácil, porque todos fazem esportes,
fitness. Eles têm essa cultura no Brasil, mas para o
mental que eu gostaria de adicionar, não. Eu preciso do apoio da CBH, mas eu realmente acredito que
isso é primordial, é realmente importante. Como em
todos os campeonatos, eu não sei qual vai ser o resultado, mas eu sei que precisamos oferecer 150 por
cento do nosso melhor. Não 100, mas 150. O meu
papel, meu trabalho, é pensar sobre isso. É criar e
providenciar ajuda. Se precisamos da ajuda em algum lugar, precisamos dar essa ajuda, para atingir os
resultados, o objetivo que temos.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
HS: QUE TIPOS DE POSTURA E DE ATITUDE O CAVALEIRO PRECISA PARA ESTAR NA EQUIPE BRASILEIRA?
JM: Eu quero pilotos com caráter forte. Eu quero cavaleiros que odeiam falhar e que realmente queiram
vencer e possam fazer tudo para vencer. Estou realmente trabalhando para desenvolver o espírito de
equipe. Quando você pratica um esporte individual
como o nosso, é realmente emocionante participar
de uma Copa das Nações ou uma competição por
equipes. Quando você ganha uma medalha de equipe, você pode compartilhar isso com muito mais pessoas e isso para mim é a prioridade. É por isso que eu
peço agora, quando eles montam em um CSI, para
montar em todas as provas com a casaca verde. É
como o exército, quando você está com o mesmo
Facebook/Doda Miranda
HS: EXISTEM OUTROS PROFISSIONAIS QUE TRABALHAM COM VOCÊ NA EQUIPE? NÃO É SÓ VOCÊ
E OS CAVALEIROS, CERTO?
JM: Eu tenho Rogério Saito como veterinário da
equipe. Começamos a trabalhar juntos no início. Eu
o conheci no Brasil e senti que ele estava realmente envolvido, apaixonado. Agora, eu trabalho para
encontrar um treinador mental, porque quando vi
a Copa do Mundo de futebol no ano passado, fiquei decepcionado vendo homens, atletas, chorando como bebês. E eu percebi que, numa próxima
vez, podemos ser nós! No nível top, existem tantos
bons cavaleiros e eles têm mais ou mesmo o mesmo nível, então, uma boa preparação mental pode
fazer a diferença.
HS: EM QUE LÍNGUA VOCÊ FALA OFICIALMENTE
COM OS CAVALEIROS? (RISOS)
JM: Todos falam francês mais ou menos. Caso contrário, nós falamos inglês e falo um pouco de português. Mas, no final, eu falo com o meu coração e eles
entendem isso. (risos)
Eduardo Menezes, Jean-Maurice, Rodrigo
Pessoa, Yuri Mansur e Doda Miranda
“Eu quero pilotos com
caráter forte. Eu quero
cavaleiros que odeiam
falhar e que realmente
queiram vencer e possam
fazer tudo para vencer”
HS: ENTÃO, VOCÊ ESTÁ OBSERVANDO ALGUNS
GINETES. VOCÊ TEM UMA LISTA DE TOP 10 POSSIBILIDADES PARA A EQUIPE BRASILEIRA DE HOJE?
JM: A questão é muito mais interessante para aqueles que serão no futuro. Porque a lista, você tem a
mesma que eu. Porque agora nós estamos há apenas um ano dos Jogos Olímpicos e eu não sou David Copperfield. Não posso mudar nada. É um longo
processo para desenvolver os ginetes, para deixá-los
trabalhar juntos. É por isso que é bom ter quatro anos
para criar isso, para observar como eles se comportam na equipe, como eles se sentem entre eles.
Mesmo que eles não sejam amigos, eles têm de desenvolver esse tipo de atitude. E também para os cavalos, com certeza, não é definitivo ainda. Doda está
em processo de encontrar um cavalo e Rodrigo está
desenvolvendo um novo cavalo também. Pedro com
Quabri é uma combinação forte. E Marlon também
desenvolveu novos cavalos porque Clouwni foi vendido durante o WEG no ano passado. Mas também
temos Eduardo Menezes com Quintol, Karina, Felipe,
Yuri. Mas, então, temos Barcha, temos Zé Roberto.
O problema é como trazer os cavalos aqui para a Europa porque, no final das contas, todos eles sabem,
eu observo no Brasil, mas se eles quiserem estar na
equipe de alto nível, eles precisam vir para a Europa
para competir na série de 1,60m e contra os melhores
ginetes do mundo, o que faz uma enorme diferença.
HS: E SOBRE OS JOGOS OLÍMPICOS, QUAIS SÃO
AS SUAS EXPECTATIVAS?
JM: A minha primeira expectativa é de ser capaz de
fazer uma seleção. Eu não quero apenas poder colocar os “sobreviventes”. Gostaria de realmente fazer
uma seleção, de escolher os quatro melhores dentre
um grupo forte. Esta é a minha primeira expectativa.
foto: CM
uniforme, você se sente mais forte. Todas essas pequenas coisas podem fazer a diferença em um momento. Também quero transparência entre eles e eu
porque, caso contrário, fica difícil criar esse tipo de
espírito. E eu sempre procuro ser claro com eles. Eu
explico o que eu vou fazer e faço o que eu explico.
Claro que, às vezes, é difícil porque você tem alguns
impasses, porque selecionar significa que você tem
também que dizer “não”. E como qualquer atleta de
alto nível, eles precisam entender que, se eles não
estão dentro, poderão estar numa próxima vez. Eu
explico o que eles precisam para melhorar e isso é
assim em qualquer esporte.
Jean Maurice com Caio Sérgio de Carvalho,
“Estamos aqui para trabalhar
em conjunto, para criar boas
condições para que cada
cavaleiro, primeiramente,
consiga fazer parte da equipe e,
então, para que possa defender
a bandeira brasileira”
O sistema criado pelo COB é chamado “Ouro para o
Rio”, então, eu não tenho medo de dizer que eu trabalho para o ouro. Eu sei que é um enorme desafio,
mas se nós não formos para o ouro, temos que ficar
em casa. Eu realmente quero retribuir a confiança
que o Brasil depositou em mim.
HS: QUAL É O SEU PONTO DE VISTA SOBRE OS
BRASILEIROS E O APOIO QUE TÊM OFERECIDO À
EQUIPE BRASILEIRA DE HIPISMO?
JM: Deveria ser melhor. Às vezes, os cavaleiros aqui
na Europa se sentem um pouco sozinhos e eu acho
que talvez seja porque, num primeiro momento, não
temos uma boa comunicação com o Brasil e as
pessoas não conseguem perceber o que estamos
fazendo. Talvez seja uma consequência desta pouca comunicação. Mas eu realmente desejo que, no
próximo ano e também agora que as pessoas estão atrás de nós, nos apoiando, nos concedam este
tipo de energia positiva. Isso pode fazer a diferença. Posso dizer-lhe que os nossos ginetes merecem
isso porque eles são ótimas pessoas, os melhores
desportistas. E eu sei o quão duro meus cavaleiros
trabalham para serem parte da equipe. Eu realmente
espero que a família equestre possa entender isso e
nos apoiar. Nós precisamos disso para conseguir desenvolver, juntos, o hipismo brasileiro!
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INTERNACIONAL
Muito além do
Festival de Cinema
Se Cannes é mundialmente conhecida pelo seu festival internacional de cinema, a cidade em nada
deixa a desejar quando o assunto é hipismo. Durante três dias, a pista de areia montada no Stade des
Hesperides fez as vezes de “red carpet” e verdadeiras estrelas do esporte competiram na região.
S
ituada à beira do Mediterrâneo, na belíssima Cotê d’Azur, a luxuosa cidade de
Cannes sediou, de 11 a 13 de junho, a
sexta rodada do Global Champions Tour
(GCT), conhecido como a Fórmula 1 do hipismo.
O circuito é o maior do esporte e acontece até
novembro, passando por 15 cidades, 13 países e
três continentes.
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Quem foi até a cidade teve a oportunidade de prestigiar os conjuntos do mais alto nível no cenário internacional, além de curtir as maravilhas encontradas bem
no coração da Riviera Francesa. Para possibilitar a
combinação perfeita entre esporte e entretenimento,
as provas mais importantes desta etapa foram realizadas à noite. Assim, o público pôde aproveitar despreocupadamente a badalação da região durante o dia.
Por lá, o clima quente faz um convite irrecusável ao
banho de mar ou ao passeio de barco nas águas incríveis da Costa Azul do Sul da França. Construída no
século 19, a avenida La Croisette, principal rua na orla
de Cannes, é um dos mais belos atrativos da cidade,
onde estão instalados grandes hotéis, lojas de grife,
restaurantes, bistrôs e beach clubs. A baía, decorada
por iates luxuosos, fica a 50 metros de distância do
Stade des Hesperides, estádio onde foi realizada a
sexta etapa do Global Champions Tour.
“La Croisette”
Com um clima cool e tendo o turismo como principal atividade econômica, Cannes tem localização
privilegiada, próxima de Nice, uma das cidades mais
fantásticas da Europa, e a uma hora e meia da paradisíaca Saint-Tropez. Durante o Festival de Cinema
de Cannes, que acontece em maio, a cidade recebe
grande número de turistas, mas continua sendo um
destino badalado o ano inteiro.
Monumento do Palais des Festivals
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INTERNACIONAL
Disputa acirrada
Fundado em 2006 por Jan Tops, o Global Champions
Tour reúne os melhores cavaleiros e amazonas do
mundo em uma disputa que dura praticamente o ano
inteiro, dividida em 15 etapas. A competição passou
por Miami Beach, Antuérpia, Madri, Xangai e Hamburgo antes de chegar a Cannes, onde teve a armação de percurso a cargo dos course designers Uliano
Vezzani e Serge Houtman.
O Longines Global Champions Tour Grand Prix, com
obstáculos a 1.60m, foi dividido em duas fases, sendo somente os melhores 18 conjuntos classificados
para a segunda, em uma disputa para lá de acirrada.
O Brasil, é claro, marcou presença na competição
e foi representado por Doda Miranda, que ficou na
23ª posição montando AD Rahmannshof’s Bogeno,
e Rodrigo Pessoa, que montou o cavalo Status e foi
o 26º colocado, ambos cumprindo a primeira volta
com uma falta. Na noite anterior, 12 de junho, Pessoa
levou o 6ª lugar com zero falta, saltando a 1.50m.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
O prêmio principal do GP, no dia 13, ficou com a
francesa Pénélope Leprevost, montando Ratina
d’la Rousserie, que terminou o segundo round do
GP com zero penalidades e um tempo de 36.86s.
O vice-campeonato ficou com o sueco Rolf Göran
Bengtsson, que, montando Casall Ask, teve o tempo
de 37.82, também sem faltas. O terceiro lugar no
pódio ficou com Luciana Diniz, com tempo de 37.97,
sem penalidades.
O Global Champions Tour passou ainda pelas cidades de Mônaco, Paris, Estoril, Chantilly, Londres,
Valkenswaard, Roma e Viena. Após as 14 etapas,
o inglês Schott Brash segue na liderança, com 279
pontos, e apenas dois pontos o separam do segundo lugar, posto ocupado pela amazona Luciana Diniz,
que acumula 277 pontos. A grande final promete ser
emocionante e será realizada em Doha, capital do
Qatar, de 12 a 14 de novembro.
Porto velho de Cannes
R E S U LTA D O S
1. Ratina d’la Rousserie - Pénélope Leprevost, FRA
2. Casall ASK - Rolf-Göran Bengtsson, SUE
3. Fit For Fun 13 - Luciana Diniz, POR
4. VDL Groep Arera C - Maikel van der Vleuten, HOL
5. First Devision - Sheikh Ali Bin Khalid Al Thani, QAT
6. Argento - John Whitaker, GBR
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P A P O VET
GASTRITE em
equinos de esporte
A
gastrite em equinos ocorre frequentemente
em animais de esporte, como baliza e tambor, salto, corrida, enduro, polo,vaquejada
e Adestramento , mas pode ocorrer também em animais a pasto. A incidência de tal enfermidade normalmente esta associada a estresse, ritmo
intenso de treinamento, viagens constantes, após
uso excessivo de antiinflamatórios , comum em confinamentos e grandes centros hípicos e jockeys.
Os sintomas apresentados por esses equinos são:
diminuição do apetite, da condição física e da performance atlética, além de salivação excessiva, ranger
dos dentes e cólicas.
por Rogério Saito*
O diagnostico deve ser baseado no histórico do animal, manifestações clínicas, resposta a terapia e ao
exame gastroscópico, sendo que o ultimo é a única
maneira de identificar a presença, localização e severidade das ulceras gástricas.
A prevenção da gastrite consiste na eliminação das
causas bases, como diminuir o nível de estresse,
com manejo extensivo e volumoso de boa qualidade
à vontade.
O tratamento consiste na administração de medicamentos que inibem a produção acida que causam as
lesões no estômago.
*Rogério Saito é médico veterinário CRMV-SP: 11.000
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HORSE SOCIETY Lifestyle
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M U S EU OLÍMPIC O
Estátua de bronze do campeão
olímpico de 1988, Jappeloup, que
media apenas 1,58m e foi montado
pelo cavaleiro francês Pierre Durand
nesta ocasião em Seul
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Museu Olímpico
A cidade de Lausanne, na região francófona da Suíça, é a sede de grandes organizações internacionais. Lá se estabeleceram importantes órgãos que atuam no mundo inteiro, como as Organizações das Nações Unidas (ONU), a Federação Internacional de Futebol (FIFA), a Federação Equestre
Internacional (FEI) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), que reconhece oficialmente a cidade
como a Capital Olímpica.
E
m termos de qualidade de vida, não há dúvidas: a Suíça é um dos melhores países
para se viver. A terceira edição do Relatório Mundial da Felicidade 2015, pesquisa
comandada pela ONU, apontou o país como o mais
feliz do mundo, baseada em fatores como expectativa de vida saudável, percepção de corrupção ou
ausência dela no governo, sistema de ajuda social
e PIB per capita.
Apesar de ter um território relativamente pequeno,
se comparado ao de países como o Brasil, que alcançou o 16º lugar do ranking, a Suíça é uma das
principais economias mundiais e um importante
centro financeiro internacional. A movimentação turística na região também merece destaque, sendo
os seus gelados Alpes parte do imaginário de visitantes das mais variadas origens.
Situada em um cenário belíssimo, às margens do
Lago Léman e cercada por montanhas, Lausanne não fica de fora do circuito turístico suíço e
é a combinação perfeita entre cidade comercial
e destino de férias, com grande movimentação
cultural e esportiva. A capital do Cantão de Vaud
abriga a mais importante coleção dedicada aos
esportes do mundo. É lá que funciona o Le Musée
Olympique, fundado em junho de 1993 por Juan
Antonio Samaranch, sétimo presidente do Comitê
Olímpico Internacional.
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M U S EU OLÍMPIC O
Com um incrível acervo de mais de 10 mil
peças, o Museu Olímpico é um dos pontos
turísticos mais famosos de Lausanne e recebe cerca de 250 mil visitantes por ano. Do
lado de fora, já dá para se ter ideia do clima
encontrado em cada metro quadrado das
instalações do museu, que possui inúmeras
obras de arte ao ar livre, todas exclusivamente
com tema esportivo, e até mesmo um pedaço da
calçada da vila olímpica de Barcelona.
Escultura equestre na entrada da
sede da FEI (Federação Equestre
Internacional) em Lausanne
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Passeando pelas galerias do museu, é possível saltar
dos Jogos Olímpicos na Antiguidade até os tempos
atuais em poucos minutos, passando por coleções de
objetos valiosos da Grécia Antiga, documentos, filmes
e até mesmo exposições interativas, que se utilizam de
recursos tecnológicos para ilustrar passado e presente.
Que tal conferir de perto uma coleção de troféus e medalhas olímpicas? Ou, quem sabe, passar na lojinha oficial
de souvenires e levar um pedacinho dos Jogos Olímpicos para casa. Uma coisa é certa: os apaixonados por
esportes vão sair do museu satisfeitos com a mostra,
que é o maior centro permanente de informações sobre
o tema no mundo. Lá, o passeio completo e inesquecível
pela história das Olimpíadas é um prêmio garantido.
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ICNHI
T ERNACION
O ROTTE R DA
A LM
O cavaleiro suíço
Pius Shwizer
Rotterdam
A moderna e histórica Rotterdam promove, anualmente, um tradicional concurso hípico 5 estrelas.
Entre os dias 18 e 21 de junho, a cidade recebeu os melhores cavaleiros e amazonas do ranking internacional no CHIO Rotterdam, que, desde 1948, movimenta o hipismo na região.
L
ocalizada a apenas uma hora a trem de Amsterdam, Rotterdam se estabeleceu como a
segunda cidade mais importante da Holanda,
ficando atrás apenas da capital. O município
está localizado às margens do rio Nieuwe Maas e, atualmente, é a sede do maior porto da Europa.
O destaque na área de transporte marítimo começou
em um período conhecido como o “século de ouro”
dos Países Baixos, no final do século XVII. De lá para
cá, Rotterdam se estabeleceu como o centro financeiro da Holanda, exercendo um papel de grande importância para a economia europeia.
O turismo também é forte na cidade, embora sem o
mesmo furor juvenil da vizinha Amsterdam. E não só
o clima turístico é diferente, mas também o conjunto
arquitetônico da região. Embora seja uma cidade his-
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tórica, Rotterdam é formada por construções modernas e de grande variedade, já que foi completamente
devastada por um bombardeio comandado por Hitler
durante a Segunda Guerra Mundial, no que ficou conhecida como a Batalha dos Países Baixos. Entre os
destaques da arquitetura moderna da região, estão as
famosas casas cúbicas, projetadas em 1977, que atraem diversos turistas curiosos.
Além disso, a cidade respira cultura, com muitas opções de museus e atrações locais. Os coffee shops,
famosos em Amsterdam, também são encontrados por
lá e frequentados por moradores e turistas, embora de
maneira mais escassa e discreta. As características geográficas de Rotterdam favorecem a prática do ciclismo
e é possível visitar praticamente todas as áreas da região de bicicleta, veículo muito utilizado para passeios
casuais e também como meio de transporte cotidiano.
Lucy Davis recebe o prêmio do primeiro lugar
Kralingsee Plas
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I N T ERNACION A L
Copa das Nações
A cidade também é famosa por sediar um dos mais
importantes eventos hípicos do mundo, o CHIO
Rotterdam, um prestigiado concurso 5 estrelas que
completa 67 anos em 2015. O mais antigo evento
esportivo internacional de Rotterdam aconteceu entre os dias 18 e 21 de junho e movimentou as pistas
da Kralingse Bos, um pedacinho de floresta urbana
cheio de charme e belezas naturais, à beira do belíssimo lago Kralingse Plas, em Kralingseweg.
Perfeito para a prática de esportes como corrida, ciclismo, golfe e equitação, o lugar recebeu disputas
de salto e adestramento, com destaque para o Longines Grand Prix Porto de Rotterdam e a Furusiyya
FEI Copa das Nações.
Com um prêmio total de 200 mil euros, o GP de Rotterdam foi disputado no último dia do evento e teve
um jump-off emocionante, com a vitória da americana Lucy Davis. Montando Barron, ela terminou o
percurso sem penalidades, com 39,49s, apenas 0,4
segundo mais rápido que o segundo colocado, o
Karina Johannpeter
Felipe Amaral
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HORSE SOCIETY Lifestyle
Equipe da Grã-Bretanha, campeã da Copa das Nações
alemão Daniel Deusser (39,86). O terceiro lugar ficou com o top alemão Marcus Ehning, montando
Comme II (40,78). O único brasileiro na prova foi o
campeão sul-americano Felipe Amaral, que terminou a segunda volta na 22ª posição, contabilizando
4 faltas e 76,06s.
Yuri Guerios
Pedro Veniss
No dia 19, o Brasil foi representado por uma equipe de peso na Copa das Nações, formada pelos
atletas Felipe Amaral, Karina Johannpeter, Pedro
Veniss e Yuri Mansur, sob o comando do técnico
Jean-Maurice Bonneau. Apesar do esforço, o grupo terminou a prova em 7º lugar, empatado com a
Bélgica, depois de cometer 11 faltas na primeira
volta e 17 na segunda.
A equipe da Grã-Bretanha, formada por Ben Maher,
Joe Clee, Jessica Mendoza e Michael Whitaker, foi a
grande campeã da Copa das Nações de Rotterdam,
levando para casa o prêmio de 64 mil euros. Eles
completaram a segunda volta com 5 penalidades,
deixando para trás a equipe da França, em segundo
lugar, e a Suécia, em terceiro. A equipe da Alemanha,
que completou a primeira rodada sem penalidades e
estava na frente, viu o jogo virar e acabou amargando
o 4º lugar, terminando a prova com 12 faltas.
R E S U LTA D O S
1. Barron - Lucy Davis, EUA
2. Cornet D’Amour - Daniel Deusser, ALE
3. Comme Il Faut 5 - Marcus Ehning, ALE
4. Utamaro D Ecaussines - Joe Clee, GBR
5. Chiara 222 - BEERBAUM Ludger Beerbaum, ALE
6. Giovanni van Het Scheefkasteel - Pius Schwizer, SUI
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RO DENBU RGH STA BLE S
O Brasil na Holanda
Um porto seguro para os cavaleiros brasileiros na Holanda. Assim pode ser chamada a Rodenburgh
Stables, propriedade recentemente adquirida pela paulistana Camila Mazza Smit com seu marido, o
holandês Michiel Smit, e a família dele. Localizado na cidadezinha de Knegsel, a apenas uma hora de
Amsterdam, o empreendimento já começa a movimentar o hipismo na região.
O
ano de 2015 é, sem dúvidas, especial na
vida de Camila Mazza. Radicada na Holanda desde o ano passado e vivendo na
Europa há 18 anos, a amazona olímpica
que é considerada a melhor do Brasil inaugurou, em
fevereiro, um centro hípico que vai dar apoio aos atletas que querem se fortalecer no esporte. A propriedade, comprada pelos sogros de Camila, fica nos arredores de Eindhoven e conta com uma extensa área de
45 mil metros quadrados. “A gente estava procurando
cocheiras pra mandar nossos cavalos e coincidiu de
ele [Elt Smit, pai do marido] achar esse lugar, gostar e
acabar comprando”, conta a amazona.
Além de possuir muito espaço e estar rodeado de
belezas naturais, a coudelaria Rodenburgh Stables
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HORSE SOCIETY Lifestyle
oferece condições excelentes para a prática do
hipismo, com picadeiro coberto, pistas de grama
e areia, piquetes, andador para cavalos, casa de
hóspedes e 40 cocheiras. Destas, 23 são ocupadas
pelo também brasileiro Lucas Coimbra, que vive na
Europa há oito anos e, atualmente, trabalha para
um proprietário árabe.
“A gente divide o espaço e, é claro, um ajuda o outro”, diz Camila. Ela também explica que a propriedade está aberta para outros cavaleiros e amazonas que queiram trabalhar com eles e fazer parte
da equipe. Esta abertura reflete o maior objetivo do
local, que é se tornar uma referência no país para
atletas brasileiros e estrangeiros que queiram se
aprimorar no esporte.
Experiência única
Quem vem do Brasil sabe que ter a oportunidade
de treinar na Europa é uma experiência única: é
lá que estão os melhores cavaleiros e as provas
mais importantes do mundo. A Holanda tem uma
localização privilegiada e fica na região central do
hipismo internacional, ao lado de países como a
Alemanha e a Bélgica.
Mas se engana quem pensa que viver por lá é só badalação. A rotina nos países europeus é bem diferente da brasileira e todo atleta precisa trabalhar muito,
já que a mão de obra no continente costuma ser mais
cara do que aqui. “Quando você chega aqui, você
tem que se dispor a fazer de tudo um pouco, fazer
o trabalho com os cavalos, não importa o que seja”,
conta Lucas. E isso inclui limpar cocheiras, materiais
e preparar sozinho o animal para a monta.
“Hoje em dia, aqui na Europa, tem muito cavaleiro
bom, não são poucos. Então, você tem que trabalhar,
não adianta”, analisa Camila. E foi pensando nisso
que ela começou a organizar clínicas para os brasileiros e atletas de outras nacionalidades, oferecendo
uma infraestrutura completa para o aprendizado.
A ideia da amazona é trabalhar em parceria com os
instrutores do Brasil. “Cada profissional fecharia pelo
menos um grupo entre quatro e sete pessoas, pra dar
uma atenção boa pra cada um. A gente disponibiliza
Camila Mazza
Smit
Michiel Smit
o cavalo, a estadia, com duas refeições, e as aulas”,
explica. O treinamento é intensivo e acontece durante uma semana, na qual os alunos montam todos os
dias, intercalando trabalhos de plano e salto. Além
disso, as clínicas também contarão com a presença
de cavaleiros renomados na Holanda, dependendo
apenas da agenda de trabalho destes atletas.
Com a vida agitada na Holanda, Camila acha cada
vez mais difícil voltar para o Brasil. A ideia é continuar tocando o projeto em Knegsel, que já é a
casa dos brasileiros na
Holanda. “O plano, no
futuro, é ter um time
de cavalos aqui, uma
equipe que represente
a gente. É fazer esse
intercâmbio de gente
vindo não só do Brasil,
mas de outras partes do
mundo também”, conta.
E para quem pretende
se mudar para a Europa
e trilhar o mesmo caminho que a amazona iniciou há quase 20 anos,
ela tem um conselho.
Trabalho, paciência e
humildade são o segredo de tudo.
Lucas Coimbra
HORSE SOCIETY Lifestyle
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PAN 2015
fotos: Elizabeth Brosnan
Pedro Veniss montando Quabri de L’isle
Pan-Americano 2015
Realizados entre os dias 10 e 26 de julho, os Jogos Pan-Americanos de 2015 não foi dos melhores
para o hipismo de salto brasileiro. Após terminar a competição por equipes em quarto lugar, o Brasil
também ficou fora do pódio na disputa individual. Foi a primeira vez desde 1987 que o time de saltos
voltou para casa sem nenhuma medalha.
A
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equipe brasileira de hipismo terminou a
disputa por equipes no Pan Toronto 2015
em 4º lugar, amargando 14 pontos perdidos, apenas dois a mais que os Estados
Unidos, que levaram o bronze. O Brasil competiu
com os cavaleiros Eduardo Menezes, Marlon Zanotelli, Pedro Veniss e Felipe Amaral e teve o medalhista
olímpico Rodrigo Pessoa na reserva.
O técnico da equipe brasileira, Jean-Maurice Bonneau, explicou que os Jogos foram a última oportunidade para testar novos ginetes. “Foi bastante importante fazer isso se considerarmos os Jogos Olímpicos
como uma prioridade. Então, mesmo que o resultado
no Jogo Pan-Americano não tenha sido bom, ganhamos duas Copas das Nações seguidas, o que nunca
aconteceu na história da equipe brasileira”, destacou.
Os canadenses foram os grandes campeões da disputa, realizada no dia 23, e levaram para casa a medalha de ouro, com 7 pontos perdidos. A Argentina,
que tem como técnico o cavaleiro brasileiro Victor Alves Teixeira, perdeu 8 pontos e ficou com a prata. Em
24 anos, esta é a primeira vez que o time brasileiro de
saltos termina o Pan sem medalhas.
No dia 25 de julho, foi a vez da final individual de
saltos. Após Eduardo Menezes ficar em 8o lugar nas
provas realizadas no dia anterior e não se classificar,
o paulista Pedro Veniss era a esperança do Brasil. O
cavaleiro perdeu 4 pontos na primeira apresentação
e zerou a segunda, terminando a terceira empatado
com outros cinco conjuntos, valendo o bronze.
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Foi por pouco. Montando Quabri de L’isle, Veniss acabou cometendo mais
uma falta no desempate e terminou na 5a colocação. “Infelizmente, não conseguimos medalhas, que era o nosso principal objetivo. Mas acredito que estamos no caminho certo para lutar por elas no Rio de Janeiro”, avalia Veniss.
O bronze ficou com a americana Lauren Hough, única a zerar o jump-off pela
medalha. Os Estados Unidos também levaram o ouro no desempate, com
Mclain Ward. O cavaleiro desbancou o ginete Andrés Rodríguez, da Venezuela,
que ficou com a prata e garantiu a primeira medalha na história do hipismo
venezuelano em Jogos Pan-americanos. O cavaleiro Marlon Zanotelli, brasileiro
mais bem colocado no ranking internacional, não chegou a ir para a final. Já
Felipe Amaral, que tem apenas 23 anos, terminou a competição em 11o lugar.
Amaral conta que disputar o Pan-Americano com a equipe brasileira foi a realização de um sonho, ainda mais podendo contar com a ajuda dos experientes
cavaleiros Rodrigo Pessoa e Doda Miranda. “Todos os cavalos chegaram bem,
em forma, e fizemos boas apresentações. Claro que queríamos voltar de lá com
a medalha, mas passamos perto”, destaca.
Para Jean-Maurice Bonneau, o resultado foi positivo, mesmo sem medalhas.
“Estou muito satisfeito com os resultados individuais. Eduardo Menezes fez
bem. Ele estava na liderança pouco antes da final e, infelizmente, o cavalo perdeu uma ferradura e ele fez uma falta. Pedro Veniss terminou em quinto, no
desempate para a medalha. Marlon tem um novo cavalo, Rock’n Roll, que é jovem. Era um teste e ele foi realmente consistente, com apenas uma falta. Felipe
Amaral nos mostrou que ele é muito, muito resistente. E nós aprendemos muito
através desses percursos”, avalia.
Eduardo Menezes saltando com Quintol
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PING PONG
Pedro Veniss
O
paulista Pedro Veniss se aproximou do hipismo ainda garoto, já que seu avô sempre
trabalhou com cavalos. Hoje, aos 32 anos, o
top é uma das apostas do Brasil no esporte
e coleciona títulos importantes, como uma medalha de
ouro por equipe nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007
e o primeiro lugar nos GPs de La Baule e Strazeele,
ambos em 2014.
O galã, que também gosta de andar de skate, jogar futebol e surfar, foi o brasileiro melhor colocado na disputa individual de saltos nos Jogos Pan-Americanos de
Toronto 2015. Junto com a equipe, ele se prepara para
representar o Brasil nas Olimpíadas de 2016.
UM PERFUME: Issey Miyake
UMA MÚSICA: One, do U2
UM FILME: Intouchables
UM LIVRO: Transformando Suor em Ouro
UMA FRASE: A gente colhe o que planta
UM LUGAR ESPECIAL: Praia de Maresias
UMA CIDADE: Barcelona
UM CAVALO: Baloubet
UM AMIGO: O que sempre está ao meu lado
UMA VITÓRIA: Medalha de ouro por equipe no Pan do Rio de Janeiro
UMA DERROTA: A lesão do meu cavalo, dez dias antes do Mundial de Aachen 2006
UM MOMENTO: O dia em que fui pai
UM SONHO: Uma medalha olímpica
UM RECADO PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO NO ESPORTE: Respeite os cavalos
e seja determinado
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HORSE SOCIETY Lifestyle
HS
P R I M E I R A AU L A G R ÁT I S
Venha aprender a arte da equitação sob a supervisão
do cavaleiro olímpico André Luís Giovanini.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
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C A M PEONATOS B R A SIL EIRO S
“O título de
campeão brasileiro
me estimula e mostra
que estou indo na
direção certa”
Paulo Miranda
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O Nordeste
no Topo
O Nordeste tem se destacado no cenário nacional do hipismo e, em, 2015 teve dois nordestinos
no topo do pódio em importantes campeonatos brasileiros. Apesar de competir com poucos
atletas, a região teve participação expressiva com as categorias Pré-junior e Senior. O destaque
ficou com o pernambucano Paulo Miranda e a baiana Lívia Neves, nomes já bem conhecidos do
esporte no Brasil.
Q
uando Paulo Miranda entrou em cena no
percurso desenhado pelo belga Luc Musette, na Sociedade Hípica Brasileira, no
Rio de Janeiro, não teve para ninguém.
O jovem, que exibe uma invejável lista de títulos
nas categorias de base, já pode se orgulhar de uma
nova conquista: o título de campeão brasileiro Pré-junior. Sob o dorso de Charleston, cavalo que monta há dois anos, o queridinho pernambucano fez jus
às expectativas em sua estreia na categoria.
“Treinei bastante desde o início do ano, com as instruções do meu técnico, Alberto de Souza, saltando
provas e participando de clínicas. Achava que podia
ter alguma chance, pois meus cavalos estão em ótima fase”, conta o cavaleiro.
Saltando obstáculos a 1.30m, Paulo Miranda completou a final do Campeonato Brasileiro Pré-junior
sem pontos perdidos, deixando para trás as amazonas Gabriele Fontoura Berger e Giovana Lara de
Freitas, respectivamente em segundo e terceiro lugar. Montando Sydney Método, o cavaleiro também
o ocupou o quarto lugar do pódio, totalizando 8,10
pontos perdidos.
“A vitória foi muito emocionante porque tinham concorrentes muito bons. O título de campeão brasileiro
me estimula e mostra que estou indo na direção certa”, comenta o jovem.
Paulinho tem muito mais a comemorar. É que o Brasileiro Pré-junior, que aconteceu de 7 a 12 de julho,
é última seletiva e observatório para o Americano e
Sul-Americano da Juventude 2015, que será realizado na Argentina entre os dias 6 e 11 de novembro.
“Meu plano, a partir de agora, é focar nos treinos e
ter muita dedicação para chegar no Americano bem
e tentar uma vitória”, diz.
HORSE SOCIETY Lifestyle
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C A M PEONATOS B R A SIL EIRO S
foto: Juliana Ribas
Campeonato
Brasileiro de Seniores
ntre os dias 27 e 30 de agosto, a Sociedade Hípica
Paranaense, em Curitiba, sediou o Campeonato Brasileiro de Seniores, com participação de 48 conjuntos e percurso assinado pelo course-designer Vailton
Jaci Cordeiro (Baíca), com obstáculos a 1.40m. Com
um total de cinco percursos, a competição é a mais
importante e difícil da categoria, levando às pistas
atletas de nível profissional. O título vai para o atleta
que acumular o menor número de pontos perdidos
ao longo dos três dias de provas.
Seguindo na liderança desde a primeira prova, a baiana Lívia Neves terminou a final do campeonato com o
primeiro lugar do pódio, montando seu fiel companheiro Estoril HV. A amazona fez uma campanha elogiável,
com apenas 5 pontos perdidos em toda a competição,
e levou a melhor à frente dos tops Denis Gouveia e Rodrigo Tsau, que ocuparam o segundo e terceiro posto,
com 7,05 e 8,48 pontos perdidos, respectivamente.
“Ganhar esse título
representando a Bahia é
uma honra sem tamanho”
Livia Neves
Apesar da excelente performance ao longo dos três
dias, a vitória foi uma surpresa para a atleta. “Eu me
mantive na liderança o tempo inteiro, mas, de fato,
não esperava ter ganhado no final. Esse campeonato
foi a tradução de um trabalho que vem sido feito já há
muitos anos”, explica.
Inédito na carreira de Lívia, o título também é importante para a Bahia, que tem novamente um representante em primeiro lugar e na categoria Senior.
O primeiro foi o cavaleiro Marcos Ribeiro, campeão
brasileiro Senior Top em 2006, quando era filiado à
RESULTADO GERAL CATEGORIAS
Campeão: Leandro Alecrim
Vice: Maithe Carolina
PRÉ-MIRIM
Campeão: João Victor Custodio
Vice: Maria Luiza Vieira
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Federação Hípica da Bahia. Para Lívia, levar o estado
ao topo do pódio é um privilégio. “Ganhar esse título
representando a Bahia é uma honra sem tamanho”,
conta a amazona.
Além de uma conquista individual, os campeonatos de Paulo Miranda e Lívia Neves são uma vitória
para o hipismo nordestino, que segue mostrando
competitividade na briga por títulos importantes. O
presidente do Circuito Norte e Nordeste de Hipismo
e coordenador regional Norte-Nordeste da Confederação Brasileira de Hipismo, Carlos Avelar, concorda.
“A importância para o hipismo do Nordeste é mostrar
que temos, na nossa região, cavalos de qualidade e
cavaleiros e amazonas de nível nacional e internacional”, avalia. Para ele, os títulos podem atrair mais patrocinadores para os atletas nordestinos.
MIRIM
Campeão: Thales Gabriel Marino
Vice: Felipe Pereira Teixeira
BRASILEIRO YOUNG RIDERS
Campeão: Alberto Sinimbu
Vice: Rafael R. Moderno
PRÉ-JUNIOR
Campeão: Paulo Miranda
Vice: Gabriele Berger
SÊNIOR
Campeã: Lívia Mendonça Neves
Vice: Denis Gouvea
JUNIOR
Campeão: Pedro Backheuser
Vice: Alberto Sinimbu
SÊNIOR ESPECIAL
Campeã: Anna Paula de Noronha
Vice: Thiago Rhavy de Sá e Silva
HS
CLÍNICAS E CONSULTORIAS
Desenvolvimento de programas de trabalho, palestras técnicas
e reciclagem para profissionais e amadores
FORMAÇÃO DE CAVALOS NOVOS
Uma forma racional e qualificada para a “construção”
de seu Cavalo Novo
TREINAMENTO E PREPARAÇÃO TÉCNICA PARA CAVALEIROS
Toda a experiência e Know How na formação de cavalos
e cavaleiros de todas as categorias
Integrante da equipe Olímpica de CCE do Brasil em Athenas 2004 . Campeão Brasileiro do Ranking de senior Top 2013
Campeão FEI World Cup da Liga Sul americana 2014 . Vice Campeão Sul americano de Senior Top 2014
Vencedor do Prêmio Brasil Olímpico/CBH 2010 . 7 vezes Campeão Mineiro de Senior Top . 2 vezes Campeão Brasileiro de CCE
CONTATO: (31) 9208-1006 [email protected]
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PERFIL
Novos Talentos
A GUERREIRA
GIULIA
Giulia Mello está nas pistas para provar que não
veio ao mundo a passeio. Dona de uma determinação admirável, a amazona de apenas 13 anos
teve a sua primeira conquista ainda na maternidade, ao resistir a um parto prematuro. A força e
a coragem passaram a ser, então, uma característica da adolescente, que começa a galgar seu
caminho no cenário do hipismo baiano.
O
amor que Giulia sente pelos cavalos veio,
definitivamente, junto com o DNA. Foi
por incentivo do pai, Luiz Mello, que ela
começou a montar, quando ainda tinha 5
anos. A partir daí, a jovem baiana não parou mais e
segue treinando firme, focada em um sonho: tornar-se amazona profissional.
“Ela é apaixonada pelo esporte e tem evoluído bastante”, conta a mãe da menina, a fisioterapeuta Jaqueline Mello. E ela tem toda razão. No ano passado,
Giulia foi campeã do ranking da Federação Hípica
da Bahia, saltando na categoria de 1m. Em 2015, ela
passou a saltar provas de 1.10m e já se prepara para
competir pela primeira vez no Campeonato Brasileiro
de Amazonas, que acontece em São Paulo.
Para isso, a adolescente concilia os estudos da 8ª série
com um treinamento esportivo no Equus Clube do Cavalo, em Vilas do Atlântico, quatro vezes por semana. Foi
lá que ela viveu o que considera uma de suas maiores
conquistas no hipismo. “Quando eu era da escolinha,
que eu era menor, sempre olhava a pista grande de lá,
com Manu Cunha e Renata Lima saltando. Meu sonho
sempre foi montar naquela pista e, quando eu comprei o
meu primeiro cavalo, eu me lembro da primeira vez que
saltei. Eu me senti o máximo”, relembra Giulia.
É nesta mesma pista, onde saltaram grandes amazonas baianas, que Giulia treina cerca de duas horas por
dia, aos cuidados do instrutor André Giovanini, que é
o maior ídolo da garota, junto com os pais dela. Normalmente, o plano de treinamento inclui saltos uma ou
duas vezes na semana e mais dois dias de cavalete
e ginástica. Não fosse a distância entre sua casa e a
hípica, a atleta garante que treinaria muito mais.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
“Eu sempre quis levar o hipismo
realmente a sério, como
profissão. É muito difícil, mas,
se tiver como levar, eu não vou
desperdiçar a chance”
Giulia Mello
“Ela é muito responsável, focada”, diz Jaqueline. Ela
conta que Giulia também tem um ótimo desempenho
na escola e, mesmo com a rotina puxada de treinos
e estudos, nunca precisou de puxão de orelha. “Eu
acho que o próprio hipismo ajudou muito ela a ter
responsabilidades”, completa.
Apesar da pouca idade, a amazona sonha em disputar uma Olimpíada e já sabe que o hipismo não é brincadeira. Muitas vezes, ela deixa de fazer programas
como se divertir com as amigas para treinar. A garra
é a sua maior aliada no esporte, característica que faz
dela uma amazona destemida.
Com determinação e desenvoltura, Giulia segue saltando os obstáculos das pistas e da vida. O que vai
fazer quando sair da escola, daqui a quatro anos, ela
ainda não faz a menor ideia. Mas de uma coisa, tem
certeza: vai continuar se dedicando ao esporte. “Eu
sempre quis levar o hipismo realmente a sério, como
profissão. É muito difícil, mas, se tiver como levar, eu
não vou desperdiçar a chance”, conta.
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E SPECIAL
10 anos da Copa Chuin
O evento mais badalado do calendário do hipismo brasileiro completa uma década este ano. Para
comemorar, a baiana Lívia Neves vai promover uma verdadeira festa no Centro Hípico Sítio Chuin,
com direito a competições acirradas e muita diversão.
C
onhecida pelo requinte e pelas emocionantes competições entre tops do hipismo nacional e internacional, a Copa JL
Sítio Chuin de Hipismo completa 10 primaveras em 2015. Este ano, o evento será realizado
nos dias 30, 31 de outubro e 1 de novembro, com a
participação de 120 conjuntos convidados.
O lugar é referência entre os amantes do esporte. Localizado em Barra de Jacuípe, Região Metropolitana
de Salvador, o Centro Hípico Sítio Chuin é símbolo de
qualidade e oferece uma estrutura completa para o
evento. Tudo planejado com muito carinho pela amazona Lívia Neves, proprietária do sítio, e sua equipe,
com o objetivo de garantir uma grande festa do hipismo, reunindo amigos e familiares. As instalações
contam com uma pista gramada, duas pistas de
areia, 61 baias, um camarote para 600 convidados,
áreas de lazer, um lounge com capacidade de acomodação de 150 pessoas e uma vila.
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HORSE SOCIETY Lifestyle
Em uma ampla pista outdoor recém-reformada, cavaleiros e amazonas amadores e profissionais vão
competir por um generoso prize money de R$ 302
mil. Os três dias de disputa terão, ao todo, 11 provas,
com séries de 0.90m a 1m45 e percursos desenhados pelos armadores Lúcia Alegria Simões, Moisés
Pereira e Davi Navarro, com apoio dos course-designers Vailton Jaci Cordeiro e Sérgio Villaça de Freitas.
A anfitriã Lívia Neves fala com carinho da trajetória do concurso nestes 10 anos e destaca a sua
relevância para o hipismo baiano e nacional. “Na
Bahia, e eu englobaria o Nordeste também, representa um momento de competição com cavaleiros e amazonas de diversos cantos do país, o que
infelizmente não ocorre com muita frequência no
calendário hípico baiano e nordestino. Nacionalmente, traz aos competidores Brasil afora a representatividade e o valor dos eventos realizados no
Nordeste”, pondera.
Uma grande festa
Localizado a cerca de 20 minutos da capital baiana, o Sítio Chuin foi criado originalmente para servir
como uma casa de veraneio e, em 2004, transformado em centro de treinamento hípico. A primeira
edição da Copa JL Sítio Chuin de Hipismo aconteceu no ano seguinte, com o objetivo de celebrar o
aniversário de Oliveira Neves, pai de Lívia e um dos
organizadores do evento.
O sucesso do primeiro ano se repetiu nas edições
seguintes e, hoje, a competição é uma das mais
aguardadas do calendário nacional. Para o mineiro Pedro Paulo Lacerda, diretor técnico da Copa, o
segredo é a soma da hospitalidade dos anfitriões e
da qualidade técnica das provas. “É um concurso
que todos os cavaleiros gostam de participar porque recebe as pessoas muito bem. Tem todo o jeito
de ser do baiano, de ser alegre, ser receptivo. Tudo
isso sem esquecer a parte técnica, que sempre foi
olhada com critério”, diz.
Em 2015, não será diferente e os convidados podem
esperar disputas de tirar o fôlego e a excelente recepção que já se tornou tradição na família Neves.
“Não queremos ser os melhores, mas a nossa busca é sempre fazer diferente. Nós temos que levantar
essa bandeira, de saber receber bem os convidados
e fazer uma coisa sempre honesta”, explica Oliveira.
Para ele, tratar bem não só o público, mas também
os animais, cavaleiros e tratadores é indispensável
para o hipismo em qualquer região.
A novidade é que, além de ter ganhado um dia a mais
de competições (anteriormente, as provas eram realizadas em dois dias), o tema do evento passa a ser
fixo a partir deste ano, com foco na elegância e aventura da Era Medieval. Além da minuciosa decoração
inspirada em castelos e cavaleiros da Idade Média,
os convidados também podem esperar por competições temáticas, como uma brincadeira com dardos e
argolas, com premiação especial para os campeões.
Em seu último dia, o evento vai ser animado por
disputas de tirar o fôlego pelo Elmo Dourado, nas
séries de 1.30m e 1.45m, que serão realizadas no
dia 1º de novembro, e distribuirão, juntas, uma premiação total de R$160 mil. “O Elmo Dourado vai
estar escondido aqui, vocês vão ver. Ele vai aparecer, mas vamos ver se os cavaleiros medievais
vão conseguir pegá-lo”, conta Oliveira, mantendo
o mistério sobre as provas.
“É um concurso que todos os
cavaleiros gostam de participar
porque recebe as pessoas muito bem.
Tem todo o jeito de ser do baiano, de
ser alegre, ser receptivo. Tudo isso
sem esquecer a parte técnica, que
sempre foi olhada com critério”
Pedro Paulo Lacerda, diretor técnico da Copa
A diversão também está garantida com muita música. Na quarta-feira, antes mesmo do evento começar,
a banda Negra Cor vai animar a festa dos tratadores.
Na sexta-feira, a festa no Sítio Chuin fica por conta
do cantor sertanejo Daniel Vieira. No sábado, o agito
vai ser com a banda Psirico no Tivoli Ecoresort, localizado na Praia do Forte, a 10 minutos da competição. O encerramento da 10ª edição da Copa JL Sítio
Chuin, no domingo, contará com o show da Timbalada, banda ícone da Axé Music.
As expectativas para a comemoração são as melhores
possíveis e o evento promete ser muito especial. “Independentemente do que virá ainda no futuro, representa
o fim de um ciclo. Dez anos não são 10 meses, sequer
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E SPECIAL
10 dias. Honraremos este momento da
maneira mais alegre e festiva possível, afinal de contas, no final, tudo não se passa
de uma grande festa”, garante Lívia.
Para Oliveira, completar 10 anos de
competição é um sonho realizado. “Tivemos vários momentos marcantes. Lívia
abraçou a vontade de fazer as provas,
a vontade de colocar os amigos aqui no
Sítio, fazer essa festa de confraternização”, diz. Ele conta que os preparativos
para a grande festa estão em fase final.
“A expectativa é criar aquele laço de família, com os amigos. Esse, para mim,
vai ser o melhor troféu que nós conquistamos em 10 anos”, completa.
Oliveira e Shirley Neves
“A expectativa é criar aquele laço de
família, com os amigos. Esse, para
mim, vai ser o melhor troféu que nós
Oliveira Neves
conquistamos em 10 anos”
Galeria
Rodrigo Sarmento e Pedro Paulo Lacerda
Davi Navarro e Christian Eckert
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Nelson Pessoa e Lucas Araújo
Larissa Neves e Maria Gabrielle Sampaio
Pedro Zulauf, Fabio Vargas, Diana Martins e Livia Neves
Ana Victoria de
Andrade Palhares
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FILANTROPIA
Cavalo Sem Sela:
um projeto necessário
por Bruna Matos*
Um grupo de pessoas observando situações de
negligência e abandono, e decidindo tentar modificar essa realidade. Foi assim que nasceu o “Cavalo Sem Sela”.
Os cavalos aparecem. São originalmente de “donos” que não os querem mais, não querem mais ter
custos, não acham que o cavalo serve mais e assim, os descartam. Desconhecem absolutamente
suas responsabilidades legais e morais para com
eles. Mesmo porque, no processo todo, ninguém
costuma avisá-los que talvez estejam errados.
Desta forma, parte do projeto envolve ações para
melhoria da consciência e do conhecimento por parte destes proprietários e envolvidos em geral. Quando alguém escolhe ter um cavalo, certas condições
legais vêm junto, e não podem ser ignoradas.
O assunto é moderno no mundo todo. Vemos desde o famigerado Sea World ser processado por
maus tratos às baleias, até um cidadão comum ser
condenado a pagar cestas básicas por ter sido flagrado abandonando seu cão. Então, por que não
“engrossar esse caldo” e procurar caminhos melhores e dentro da lei para nossos cavalos?
Os cavalos do projeto são tratados de suas enfermidades - já que a maioria é abandonada por estar
doente - por um grupo multidisciplinar de profissionais, com seus próprios recursos e com ajuda
de doações de parceiros, enquanto os trâmites de
adoção são concluídos.
O adotante visita seu novo cavalo, fornece fotos
do local para onde ele vai, assina os documentos.
Quando o animal recebe alta , vai para sua casa
nova e continua sendo acompanhado pelo projeto
Cavalo Sem Sela. Notícias gerais dos cavalos são
postadas em nosso Instagram @cavalosemsela e
no blog www.cavalosemsela.wordpress.com.
O próximo passo será formalizar o projeto como
ONG. O nome “ONG” infelizmente já não conta
com a credibilidade da qual gozou 20 anos atrás.
Dentre as aproximadamente 100 mil existentes no
Brasil (muitas ligadas à causa animal), muitas estão
envolvidas em fraudes ou sequer realizam de fato
seus trabalhos. Por isso o projeto conta, desde o
início, com pessoas de reconhecida idoneidade e
assim pretende prosseguir. Além disso, visitações
aos animais podem ser feitas contactando o projeto através do e-mail: [email protected]
Qualquer um pode colaborar acessando o blog,
seguindo e marcando amigos em nosso Instagram, divulgando nossa causa e doando. Os cavalos agradecem.
*Bruna Matos é atleta de hipismo profissional e
responsável pelo projeto Cavalo Sem Sela
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HORSE SOCIETY Lifestyle
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JUNTE-SE
AOS
CAMPEÕES
Há mais de 4 anos, o Centro Hípico Zona Sul
oferece aulas de hipismo para adultos, jovens
e crianças, ministradas por profissionais
competentes e especializados.
www.chzs.com.br
Rua Corumbá, 4000
Candeias, Jaboatão dos Guararapes - PE | 54430-200
Tel. 81 3469-3290 | 8737-5009
e-mail: [email protected]
HS

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