João Carvalho – Universidade de Aveiro: “O bom, o mau ou o vilão

Сomentários

Transcrição

João Carvalho – Universidade de Aveiro: “O bom, o mau ou o vilão
O bom, o mau ou o vilão? A gestão cinegética como
promotora da biodiversidade
João Carvalho, João Santos, Rita Torres e Carlos Fonseca
Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro
Campus Universitário de Santiago, 3810 – 193 Aveiro
1
Historicamente caçadores
2
3
"We abuse land because we see it as a commodity belonging to us. When we see land as a
community to which we belong, we may begin to use it with love and respect."
Aldo Leopold
“Game management is the art of making land produce sustained annual crops
of wild game for recreational use”
4
Espécies cinegéticas em Portugal
a) Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus);
b) Lebre (Lepus granatensis);
c) Raposa (Vulpes vulpes);
d) Saca-rabos (Herpestes ichneumon);
e) Perdiz -vermelha (Alectoris rufa);
f) Faisão (Phasianus colchicus);
g) Pombo-da-rocha (Columba livia);
h) Pega-rabuda (Pica pica);
i) Gralha-preta (Corvus corone);
j) Pato-real (Anas platyrhynchos);
l) Frisada (Anas strepera);
m) Marrequinha (Anas crecca);
n) Pato-trombeteiro (Anas clypeata);
o) Arrabio (Anas acuta);
p) Piadeira (Anas penelope);
q) Zarro-comum (Aythya ferina);
r) Zarro-negrinha (Aythya fuligula);
s) Galinha-d’água (Gallinula chloropus);
t) Galeirão (Fulica atra);
u) Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria);
v) Galinhola (Scolopax rusticola);
x) Rola -comum (Streptopelia turtur);
z) Codorniz (Coturnix coturnix);
aa) Pombo -bravo (Columba oenas);
ab) Pombo -torcaz (Columba palumbus);
ac) Tordo -zornal (Turdus pilaris);
ad) Tordo -comum (Turdus philomelos);
ae) Tordo -ruivo (Turdus iliacus);
af) Tordeia (Turdus viscivorus);
ag) Estorninho -malhado (Sturnus vulgaris);
ah) Narceja -comum (Gallinago gallinago);
ai) Narceja -galega (Lymnocryptes minimus);
aj) Javali (Sus scrofa);
al) Gamo (Dama dama);
am) Veado (Cervus elaphus);
an) Corço (Capreolus capreolus);
ao) Muflão (Ovis amon).
Diário da República Portaria n.º 137/2012, de 11 de Maio (DR n.º 92, Série I).
5
Espécies cinegéticas em Portugal – Caça maior
6
Espécies cinegéticas em Portugal – Caça menor
•
Residentes
7
Espécies cinegéticas em Portugal – Caça menor
•
Migradoras
8
Gestão cinegética e Biodiversidade
A gestão cinegética tem sido, e continuará a ser, um
largo incentivo para a gestão, restauro e criação do
habitat de numerosas espécies.
C.O’Gorman
9
Caça ordenada
•
Fonte de rendimento;
•
Gera bases científicas;
•
Fomento das populações cinegéticas e não
cinegéticas;
•
Fornece dados decisivos no combate a
epizootias que afectam a vida selvagem e que
podem ser transmitidas ao gado e ao ser
humano;
•
Controlo de danos no habitat através da diminuição de efetivos.
É um importante contributo para a conservação dos recursos naturais
10
Atualmente, a gestão cinegética exige uma ação constante, dedicada, persistente,
baseada na gestão e no conhecimento
Em Espanha, o sector da caça gera cerca
de
6 mil milhões de euros.
Em Portugal, tem-se registado uma melhoria na gestão (i.e.
ordenamento) dos recursos cinegéticos mas insuficiente se a
compararmos com as potencialidades por explorar.
11
Caça (+)
Acções sobre as
próprias
populações
Acções sobre o
habitat
• aumento da quantidade e qualidade de
alimento disponível;
• gestão da predação (controlo
de predadores);
• aumento dos pontos de água;
• gestão demográfica;
• instalação de culturas em clareiras;
• gestão genética;
• criação de mosaicos;
• reintroduções.
•…
•…
12
Caça (-)
1. Caça indiscriminada
2. Caça selectiva
Troféus
Pressão orientada aos mais fortes
Seleção contrária à selecção natural
13
Seleção contra os animais mais vigorosos
Caça (+/-)
2. Caça selectiva
Animais mais velhos/doentes
Animais com características que não se quer
manter na população
Selecção a favor da selecção natural
Selecção a favor dos animais mais vigorosos
14
Aumenta a taxa de
transmissão de patógenos:
doenças partilhadas e
zoonoses
Sanitários
Danos sobre o solo e
vegetação, modificando-se a
estrutura de paisagem
Augustine & DeCalesta 2003
Gortázar et al. 2006
Sobre a
própria
espécie
Diminuição do fitness 
animais em pior
condição, piores troféus
Stewart et al. 2005
Tomando como exemplo
as espécies de caça
maior, elevadas
densidades trazem
consequências… Como
controlar?
Sobre outras
espécies
Sobre o meio
Danos sobre espécies
vulneráveis
Canut et al. 2003
15
16
Obrigado…

Documentos relacionados

Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Agricultura e

Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Agricultura e Artigo 3.º 1 – Na época venatória 2015/2016, é permitida a caça às seguintes espécies: a) Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus); b) Codorniz (Coturnix coturnix); c) Galinhola (Scolopax rusticola); d...

Leia mais

Edital Pico - DRRF-RAA

Edital Pico - DRRF-RAA Zona 2 – Na restante área da Ilha a cotas acima dos 200m. Artigo 2.º 1 – Na época venatória 2013/2014, é permitida a caça às seguintes espécies: a)

Leia mais

Ler todo o documento aqui - alvorada

Ler todo o documento aqui - alvorada A utilização dos recursos da vida selvagem, se sustentável, é uma ferramenta de conservação importante porque os benefícios sociais e económicos derivados do seu uso, incentiva as pessoas para a su...

Leia mais

Tordo-ruivo Turdus iliacus Ruiva, Tordo

Tordo-ruivo Turdus iliacus Ruiva, Tordo Tordo-ruivo Turdus iliacus Ruiva, Tordo-bravo Estatuto de Conservação em Portugal – Pouco preocupante. Estatuto de Conservação mundial – Pouco preocupante. Distribuição mundial – Nidifica no norte ...

Leia mais