Docto. n.° DMT019 Rev. 4.0 (12/03/2015) Instituto Brasileiro

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Docto. n.° DMT019 Rev. 4.0 (12/03/2015) Instituto Brasileiro
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Docto. n.° DMT019 Rev. 4.0 (12/03/2015)
Instituto Brasileiro de Ensaios de Conformidade Ltda.
Rod. Jorn. Francisco Aguirre Proença (SP-101), km 09, s/n° – Cond. Tech Town, Prédio 32
Bairro Chácaras Assay – Hortolândia – SP – Brasil – CEP 13186-904
Telefone: (19) 3845-5965 / Fax: (19) 3845-5964 / E-mail: [email protected] / Site: www.ibec.com.br
Apresentação do
Laboratório de EMC
Sumário
1.
OBJETIVO ........................................................................................................................................................1
2.
AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE (CERTIFICAÇÃO DE PRODUTO)..............................................................1
3.
INTRODUÇÃO & TERMINOLOGIA ..................................................................................................................2
4.
ENSAIOS DE EMISSÃO .....................................................................................................................................5
4.1.
Critérios de avaliação dos resultados obtidos nos ensaios.......................................................................................5
4.2.
Emissão radiada ......................................................................................................................................................5
4.2.1.
4.2.2.
4.2.3.
4.3.
4.3.1.
4.3.2.
4.3.3.
Emissão conduzida................................................................................................................................................11
Normas de referência...........................................................................................................................................................12
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................12
Medida ................................................................................................................................................................................14
4.4.
Ensaios de emissão conforme IEC/CISPR 14-1....................................................................................................15
4.5.
Correntes harmônicas............................................................................................................................................15
4.5.1.
4.5.2.
4.6.
5.
Normas de referência.............................................................................................................................................................7
Configuração e exercício da amostra.....................................................................................................................................8
Medida ................................................................................................................................................................................10
Classificação do equipamento .............................................................................................................................................16
Medida ................................................................................................................................................................................16
Flickers..................................................................................................................................................................17
ENSAIOS DE IMUNIDADE ...............................................................................................................................18
5.1.
Critérios de avaliação dos resultados obtidos nos ensaios.....................................................................................18
5.2.
Descarga eletrostática (ESD) ................................................................................................................................19
5.2.1.
5.2.2.
5.2.3.
5.3.
5.3.1.
5.3.2.
5.4.
5.4.1.
5.4.2.
Configuração e exercício da amostra..................................................................................................................................21
Descarga por contato direto.................................................................................................................................................22
Descarga por contato indireto..............................................................................................................................................23
Imunidade radiada .................................................................................................................................................23
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................25
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................25
Imunidade a transientes elétricos rápidos (EFT&B) .............................................................................................26
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................26
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................27
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i
Apresentação do
Laboratório de EMC
5.5.
5.5.1.
5.5.2.
5.6.
5.6.1.
5.6.2.
5.7.
5.7.1.
5.7.2.
5.8.
5.8.1.
5.8.2.
5.8.3.
Surtos nas linhas de alimentação/comunicação.....................................................................................................28
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................29
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................30
Imunidade conduzida ............................................................................................................................................30
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................30
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................32
Campo magnético..................................................................................................................................................32
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................33
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................33
Imunidade variação e interrupção da tensão .........................................................................................................34
Definições ...........................................................................................................................................................................34
Configuração e exercício da amostra...................................................................................................................................36
Execução do ensaio .............................................................................................................................................................36
6.
ENSAIOS DE RESISTIBILIDADE .....................................................................................................................37
7.
ENSAIOS APLICADOS A EQUIPAMENTOS DE RADIAÇÃO RESTRITA ..........................................................38
8.
9.
7.1.
Faixas de freqüências avaliadas ............................................................................................................................43
7.2.
Condições de operação..........................................................................................................................................44
7.3.
Ensaios aplicáveis .................................................................................................................................................45
ENSAIOS DE SEGURANÇA ELÉTRICA (EQUIPAMENTOS DE TELECOM.)....................................................48
8.1.
Norma de referência ..............................................................................................................................................48
8.2.
Proteção contra choque acústico ...........................................................................................................................48
8.3.
Proteção contra risco de incêndio..........................................................................................................................49
8.4.
Proteção contra choque elétrico ............................................................................................................................50
8.5.
Proteção contra aquecimento excessivo ................................................................................................................51
EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÃO – RESOLUÇÕES ANATEL .........................................................52
9.1.
9.1.1.
9.1.2.
9.2.
9.2.1.
Ensaios de compatibilidade eletromagnética.........................................................................................................52
Resolução ANATEL n.º 442, de 21 de julho de 2006 .........................................................................................................53
Resolução Anatel n.º 506, de 1 de julho de 2008 ................................................................................................................53
Ensaios de segurança elétrica ................................................................................................................................54
Resolução Anatel n.º 529, de 03 de junho de 2009..............................................................................................................54
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ii
Apresentação do
Laboratório de EMC
10. EQUIPAMENTOS ELETROMÉDICOS – (NBR) IEC 60601-1.........................................................................55
10.1.
Resolução da diretoria colegiada – RDC n.º 32, de 29 de maio de 2007 ..............................................................55
10.2.
Instrução Normativa n.° 11, de 16 de dezembro de 2014......................................................................................55
10.3.
Ensaios de EMC – Norma Colateral (NBR) IEC 60601-1-2.................................................................................55
10.4.
Normas Particulares – Série (NBR) IEC 60601-2-xx............................................................................................56
11. METROLOGIA LEGAL – INMETRO............................................................................................................57
11.1.
Portaria INMETRO n.º 236 – Instrumentos de pesagem ......................................................................................57
11.2.
Portaria INMETRO nº 115 – Radar ......................................................................................................................58
11.3.
Cuidados com o projeto para o ensaio de imunidade radiada ...............................................................................58
11.3.1.
11.3.2.
11.3.3.
11.3.4.
Circuito................................................................................................................................................................................58
Aterramento.........................................................................................................................................................................59
Filtros ..................................................................................................................................................................................61
Blindagem ...........................................................................................................................................................................62
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iii
Apresentação do
Laboratório de EMC
1.
OBJETIVO
A finalidade deste documento é descrever os ensaios de Compatibilidade Eletromagnética realizados no IBEC.
2.
AVALIAÇÃO
DE
CONFORMIDADE (CERTIFICAÇÃO
DE
PRODUTO)
Na economia atual, o protecionismo comercial deixa de ter sua base nas barreiras tarifárias através de acordos
como MERCOSUL, ALCA e outros, e passa a ter foco nas barreiras técnicas. Desta forma, torna-se imprescindível
que os países procurem cada vez mais alcançar suficiência tecnológica e industrial, garantindo assim sua
permanência/inserção no mercado internacional, através do desenvolvimento dos níveis de qualidade e
competitividade.
Para o desenvolvimento de tais níveis, torna-se necessário o processo de avaliação de conformidade (certificação
de produto), o qual não deve ser tratado somente como uma barreira técnica a ser superada, mas também com
um mecanismo de melhora qualitativa e quantitativa do comércio interno de um país, inserindo-o, de forma
eficiente e estruturada, na nova ordem econômica mundial.
Para as empresas, a avaliação de conformidade induz a busca da melhoria contínua da qualidade o que gera
maior competitividade, já que torna a concorrência mais justa, na medida em que indica claramente os produtos
que atendem aos requisitos especificados.
A cultura da avaliação de conformidade deve ser difundida, incentivando a percepção da sociedade para
importância do tema e para as oportunidades a serem conquistadas.
Dentre as finalidades/objetivos da avaliação de conformidade, pode-se destacar os seguintes:
9 Propiciar a concorrência justa;
9 Estimular a melhoria da qualidade;
9 Informar e proteger o consumidor;
9 Facilitar o comércio exterior, possibilitando o incremento das exportações;
9 Proteger o mercado interno;
9 Agregar valor as marca.
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Laboratório de EMC
3.
INTRODUÇÃO & TERMINOLOGIA
¾ Ambiente eletromagnético: Conjunto de fenômenos eletromagnéticos existentes em um dado local.
Exemplo de perturbações presentes no ambiente externo:
9 sistemas de telecomunicações e radiodifusão
9 ruídos de ignição
9 perturbações em baixa freqüência (rede AC)
9 descargas eletrostáticas
9 ruídos industriais nas linhas AC
9 descargas atmosféricas
Figura 1 – Exemplo de ambiente eletromagnético – Setor eletromédico
¾ Compatibilidade Eletromagnética (EMC):
Capacidade de um dispositivo, equipamento ou sistema para
funcionar satisfatoriamente no seu ambiente eletromagnético, sem introduzir perturbação eletromagnética
intolerável em tudo que se encontre nesse ambiente.
A compatibilidade eletromagnética pode parecer num primeiro instante um termo complexo, mas está
associada a alguns efeitos que fazem parte do nosso cotidiano, e que são de conhecimento geral, decorrentes
do fato de qualquer aparelho eletrônico e/ou elétrico gerar ruídos.
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Laboratório de EMC
Exemplos desses efeitos são as perturbações visíveis na imagem de um televisor quando um liquidificador
ruidoso (em radiação eletromagnética), que está conectado a mesma rede elétrica, é ligado ou quando
ouvimos no nosso rádio, perturbações provenientes de outras estações de rádio. Existem muitas outras causas
dificilmente identificáveis, mas capazes de gerar efeitos imprevisíveis e que existem potencialmente em
qualquer local ou ambiente, tais como, o lar, a indústria, os hospitais.
O tema “Compatibilidade Eletromagnética”, relaciona-se com a medição e a definição de limites para as várias
perturbações geradas pelo aparelho “perturbador”, de um lado, e de outro lado com a influência dessas
perturbações sobre o aparelho “perturbado”.
¾ Perturbação eletromagnética: Fenômeno eletromagnético capaz de degradar o desempenho de um
dispositivo, equipamento ou sistema, ou de afetar desfavoravelmente matéria viva ou inerte.
¾ Interferência eletromagnética (EMI): Degradação do desempenho de um equipamento, canal de transmissão
ou sistema causado por uma perturbação eletromagnética.
Nota: Os termos “perturbação eletromagnética” e “interferência eletromagnética” designam, respectivamente, causa e efeito, e
não devem ser utilizados indiscriminadamente.
¾ Interferência em radiofreqüência: Degradação da recepção de um sinal desejado causado por uma
perturbação de radiofreqüência.
Nota: Em inglês as palavras “interference” e “disturbance” são freqüentemente usadas com o mesmo sentido. A expressão
“radio frequency interference – RFI” é também comumente usada para designar uma perturbação de radiofreqüência
ou um sinal não desejado.
¾ Equipamento para tecnologia da informação (ETI): Equipamento projetado com a finalidade de:
a) receber dados de uma fonte externa (tal como uma linha de entrada de dados ou de um teclado);
b) executar funções de processamento de dados recebidos (tais como computação, transformação ou
gravação, arquivamento, classificação, armazenamento, transferência de dados);
c) fornecer dados de saída (seja por transferência a outro equipamento ou por reprodução de dados ou
imagens).
Nota: Esta definição inclui unidades ou sistemas elétricos ou eletrônicos que predominantemente geram uma multiplicidade
de formas de ondas elétricas ou eletrônicas, pulsadas binárias, periódicas, e que se destinam a efetuar funções de
processamento de dados tais como: processamento de texto, computação eletrônica, transformação de dados,
gravação, arquivamento, classificação, armazenamento, recuperação e transferência, e reprodução de dados sob
forma de imagens.
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¾ ISM equipment, ISM appliance – Equipment or appliances designed to generate and/or use locally radio-frequency
energy for industrial, scientific, medical, domestic or similar purposes, excluding applications in the field of
telecommunications and information technology and other applications covered by other CISPR publications.
¾ Detector de valor quase-pico: Detector dotado de constantes de tempo elétricas especificadas e que, quando
a ele são aplicados pulsos idênticos regularmente repetidos, fornece uma tensão de saída que é uma fração do
valor de pico dos pulsos, a qual tende à unidade, na medida que a taxa de repetição dos pulsos aumenta.
¾ Rede fictícia (LISN – Line Impedance Stabilization Network): Rede inserida no cabo de alimentação elétrica de
um equipamento sob ensaio e que fornece, em uma dada faixa de freqüências, uma impedância de carga
especificada, para medição de tensões de perturbação e que pode desacoplar tal equipamento da rede
elétrica, naquela faixa de freqüências.
¾ UE: Equipamentos eletromédicos de apoio a procedimentos cirúrgicos, realizando corte de tecidos biológicos e
hemostasia de vasos sangüíneos através da aplicação de corrente elétrica ao corpo humano. Operam na faixa
de 300 kHz a 4 MHz (500 a 700 kHz) e tensões de 100 a 3.000 V
¾ Monitor: Equipamento eletromédico destinado a captação de sinais fisiológicos do paciente. Neste estudo serão
enfocados os monitores cardíacos, os quais captam as informações do paciente através de parte aplicada.
¾ Paciente: Componente do sistema eletrocirúrgico que recebe a energia da UE, emite sinais fisiológicos a
serem captados pelo monitor e pode atuar como meio de acoplamento entre a UE e o monitor.
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4.
4.1.
ENSAIOS
DE
EMISSÃO
Critérios de avaliação dos resultados obtidos nos ensaios
O equipamento sob ensaio deve atender aos limites de emissão estabelecidos pelas normas de referência.
4.2.
Emissão radiada
O ensaio de emissão radiada tem a finalidade de medir o quanto de radiação eletromagnética é emanada de um
equipamento eletrônico qualquer para o ar (faixa e 30 MHz a 1 GHz). Tal emissão não pode ser superior a limites
estabelecidos por normas internacionais e/ou nacionais, já que a extrapolação do limite causaria interferência no
funcionamento de outros equipamentos. Como exemplo, pode-se imaginar a seguinte situação: o que aconteceria
se em um hospital se o celular de um médico emitisse tanta radiação que interferisse na medida de um monitor
cardíaco, provocando a alteração da leitura dos batimentos do paciente? Isso já foi provado como possível, já que
poucos fabricantes de componentes eletrônicos têm preocupação com blindagens a RF que garantam que o
componente sempre funcionará corretamente.
O ensaio de emissão radiada pode ser realizado numa Câmara Semi-Anecóica ou em uma área de campo aberto.
A câmara de EMC (Foto 1) é do tipo Semi-Anecóica, toda
construída em metal, o que lhe confere blindagem a
radiações eletromagnéticas. Internamente, esta é toda
revestida por absorvedores de espuma especiais cobertos por
carbono, material que absorve radiações eletromagnéticas,
exceto o piso que é metálico. O piso da SAC forma um plano
terra elevado, composto por chapas metálicas cobertas por
piso sintético, que permite ampla movimentação de cabos.
Sua função é refletir as ondas eletromagnéticas devolvendoas para o ambiente. No fundo da câmara há uma base
giratória onde é instalado o Equipamento Sob Ensaio (ESE).
Foto 1 – Câmara Semi-Anecóica (SAC)
As características físicas da câmara estão mencionadas abaixo:
ª
Dimensões externas:
22,9 m x 15,7 m x 9,2 m
ª
Espaço útil:
16,60 m x 7,45 m x 6,75 m
ª
Dimensões da porta:
1,20 m x 2,30 m
ª
Absorvedores:
2,40 m (eficientes a partir de 30 MHz até 40 GHz)
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Apresentação do
Laboratório de EMC
ª
Eficiência da blindagem:
70 a 100 dB para a faixa de 0,2 a 1000 MHz
ª
Mesa Giratória:
diâmetro de 4,88 m e capacidade de 3000 kg
ª
Fabricante:
Ray Proof Shielding Systems Corp.
Figura 2 – Esquemático da Câmara Semi-Anecóica
Figura 3 – Esquemático da Câmara Semi-Anecóica para distância de medida igual a 10 m
Figura 4 – Esquemático da Câmara Semi-Anecóica para distância de medida igual a 3 m
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Apresentação do
Laboratório de EMC
O objetivo da SAC é simular um campo aberto ideal, ou seja, um lugar onde as ondas se propagam com reflexão
apenas do solo e sem a existência de nenhum ruído ou sinal eletromagnético externo. Os absorvedores em seu
interior têm a função de evitar a reflexão de sinais eletromagnéticos simulando o campo aberto ideal, onde as
ondas se propagam para o infinito. Estes funcionam como um casador de sinal, e a princípio agem como um guia
de onda. Ao encontrar o cone o sinal só é absorvido quando a largura deste for igual a distância entre os cones,
sendo então transformado em corrente. Como os cones apresentam uma resistência, esta corrente é dissipada
em forma de calor, conforme a Lei de Foucault. A forma cônica dos mesmos serve para aumentar a faixa de
freqüências de absorção da câmara.
Atrás da SAC ficavam os filtros de linha, responsáveis por
filtrar os ruídos das linhas de alimentação do laboratório e
evitar que estes ruídos interfiram nas medidas. Ela também
apresenta uma comunicação por dutos com a sala de
ensaios (TR) que permite a formação de redes de
comunicação, controle ou monitoramento, sem que os
equipamentos de suporte necessitem ficar dentro da SAC.
A caracterização da SAC é realizada periodicamente
conforme método descrito na ANSI C63.4, estando também,
compatível com os requisitos mínimos da IEC/CISPR 16.
Foto 2 – Sala de controle da SAC
4.2.1.
Normas de referência
As normas de referência para este ensaio estão descritas na Tabela 2.
Norma
Descrição
Equipamentos ensaiados
IEC/CISPR 22
Information technology equipment – Radio disturbance characteristics –
Limits and methods of measurement
Equipamento para tecnologia de
informação
IEC/CISPR11
Industrial, scientific and medical (ISM) radio-frequency equipment –
Electromagnetic disturbance characteristics – Limits and methods of
measurement
Equipamentos industriais, científicos
e médicos
FCC CFR 47 Part 15
FCC (Federal Communications Commission) – USA Code of Federal
Regulations, Title 47, Part 15
Equipamento para tecnologia de
informação
Tabela 1 – Normas utilizadas nos ensaios de emissão radiada & conduzida
As normas de referência para o ensaio de emissão radiada determinam duas classes de produtos, conforme a
utilização a qual se destina:
ª Classe A – Equipamentos comerciais e industriais
ª Classe B – Equipamentos de uso doméstico ou genérico
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Adicionalmente, a IEC/CISPR 11 classifica os equipamentos em:
ª Group 1 – Group 1 contains all ISM equipment in which there is intentionally generated and/or used conductively coupled
radio-frequency energy which is necessary for the internal functioning of the equipment itself.
ª Group 2 – Group 2 contains all ISM equipment in which radio-frequency energy is intentionally generated and/or used in
the form of electromagnetic radiation for the treatment of material, and spark erosion equipment.
Desta forma os equipamentos ISM possuem uma classificação do tipo: Equipamento Grupo 1, Classe A.
4.2.2.
Obs.:
Configuração e exercício da amostra
Abaixo é descrito de modo geral, o exercício da amostra durante os ensaios de emissão. Maiores detalhes podem ser
obtidos nas normas de referência.
O ESE deve ser exercitado em sua configuração típica. Cada uma de suas interfaces deve ser conectada a um
periférico, cabo ou carga típica. O periférico e a carga devem ser conectados através de cabos específicos. Nos
casos em que o ESE puder ser conectado a outros sistemas (Redes de Informação, Telefonia), deve-se proceder
desta forma e o(s) equipamento(s) auxiliar(es) deve(m) ser colocados fora da SAC, quando a configuração assim
permitir. Também devem permanecer fora da SAC, e em local apropriado, cargas resistivas com grande
dissipação de calor e que podem influenciar negativamente no resultado, por atuarem como antena.
Todas as interfaces e módulos do ESE devem ser exercitados. A isto se deve à importância dos periféricos,
cargas e cabos no ensaio. Quando um programa de exercício for aplicável, ele deve exercitar não só os módulos
internos (e.g., HDD, a memória e o FDD em um computador) como também os periféricos, realizando operações
de leitura e escrita, envio e recebimento de informações, acessando endereços de memória, enviado dados para
impressão, captando imagens e sons, transmitindo e recebendo dados, etc.
Deve-se garantir que todas as funções internas e externas do ESE sejam exercitadas durante o ensaio. Nos casos
onde isto não seja possível, múltiplas configurações, procedimentos auxiliares, etc., devem ser adotados.
Os monitores de vídeo devem ter seus ajustes como contraste e brilho configurados para o máximo de excitação.
Quando ele for um monitor com capacidades gráficas, devem ser exibidas na tela linhas contínuas com o
caractere ‘H’ maiúsculo no modo rolagem (scrolling H). Quando o monitor exibir apenas texto, deve ser exibido um
texto em modo aleatório (random text).
Obs.:
Abaixo são mostradas exemplos de configurações da amostra nos ensaios de emissão radiada (As figuras foram
retiradas da IEC/CISPR 22). Pequenas variações podem ocorrer conforme a norma de referência utilizada. Maiores
detalhes podem ser obtidos nas normas de referência.
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Apresentação do
Laboratório de EMC
Figura 5 – Exemplo de arranjo para teste para equipamento de mesa – Vista superior
Notas da Figura 6:
1.
Os cabos pendurados (na mesa) a menos de 40 cm do plano de terra
horizontal e que não podem ser reduzidos para o tamanho apropriado,
devem ter seu excesso dobrado sobre si mesmo formando um pacote de
30 cm a 40 cm de comprimento.
2.
As extremidades terminais dos cabos de sinal que não estejam conectados
a algum periférico, devem, se necessário, ser conectadas as terminações
com impedância adequada.
3.
As tomadas de alimentação devem ser instaladas rente ao plano de terra e
eletricamente conectadas a este.
4.
Os cabos de dispositivos operados manualmente, tais como teclado e
mouse, devem ser instalados como se estivessem em uso normal.
5.
Os periféricos e o controlador devem ser dispostos com uma distância de
10 cm entre si, exceto o monitor que pode ser colocado diretamente sobre
o controlador, se esta for a instalação padrão.
6.
Não deve ser usado clamp de ferrite, nas tomadas de alimentação.
Fonte: IEC/CISPR 22: 2005
Figura 6 – Configuração de ensaio: equipamento de mesa
Notas da Figura 7:
1.
Os cabos que não podem se reduzidos para o comprimento adequado
devem ser dobrados sobre si mesmo formando um pacote de 30 cm a 40
cm de comprimento. Se isto não for possível, estes devem ser dispostos
em forma de uma serpentina.
2.
O excesso dos cabos de alimentação deve ser dobrado a partir do centro
reduzindo-se ao comprimento adequado.
3.
As extremidades terminais dos cabos de sinal que não sejam conectadas a
periféricos devem, se necessário, ser conectadas as terminações com
impedância adequada.
4.
O ESE e os cabos devem ser isolados do plano de terra horizontal (até 12
mm). Somente os pontos de terra do chassi e/ou específicos devem ser
conectados ao plano de terra.
5.
As tomadas de alimentação devem ser instaladas rente ao plano de terra
horizontal e eletricamente conectadas a este.
Fonte: IEC/CISPR 22: 2005
Figura 7 – Configuração de ensaio: equipamento de piso
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4.2.3.
Medida
O equipamento sob ensaio é colocado na Câmara Semi-Anecóica (SAC) disposto sobre a mesa giratória, de
acordo com as recomendações das normas de referência, e exercitado de modo a simular uma condição normal
de operação. Feito isso, as medidas de emissão radiada são realizadas conforme procedimento, descrito
resumidamente abaixo:
• O objetivo final da medição é obter os valores de máxima radiação proveniente do ESE, e compará-los com os
limites estabelecidos nas normas de referências. Com a finalidade de se perseguirem os maiores valores, fazse uma prospecção espacial da radiação emitida pelo ESE, que é captada pelas antenas recpetoras.
• Para conduzir essa prospecção, são variadas as posições azimutais da mesa giratória onde se encontra o
ESE, e a altura das antenas receptoras. A seqüência dessa variação é função também do histórico anterior de
medição, e sempre é variada apenas uma coordenada de cada vez. Assim, por exemplo, varia-se a posição
azimutal da mesa (0-360 graus), mantendo-se a altura da(s) antena(s) (1-4 m) receptora(s) fixa, ou vice versa.
• O resultado da medição é calculado automaticamente por um microcomputador que processa os dados
provenientes do Receptor EMI (Electromagnetic Interference). É efetuada a compensação das leituras desse receptor
devido a perda nos cabos e aos fatores de antena, conforme fórmula abaixo:
E=V+K
onde
E – valor de campo elétrico, em dBμV/m
V – valor de tensão recebido no Receptor EMI, em dBμV
K – fator que compensa as perdas e é o somatório das perdas nos cabos (C, em dB) e os fatores de antena (AF, em dB/m), que é
um fator de transdução do sinal de campo elétrico recebido pela antena em sinal elétrico produzido em seus terminais, menos o
ganho do amplificador (G, em dB). Logo, K = C + AF – G, com K em dB/m.
• Os resultados obtidos são mostrados na forma gráfica, que superpõe o limite da norma em questão para a
análise dos resultados.
• São usadas basicamente duas formas de detecção do sinal para este ensaio: pico e Quasi-Peak (ou Average). A
primeira sempre é utilizada inicialmente para conduzir à determinação das freqüências dos sinais de interesse,
e sua respectiva localização espacial. Seu valor é sempre maior ou igual à medida de Quasi-Peak ou Average, e
seu modo de aquisição/operação é mais simplificado. A segunda forma de detecção (Quasi-Peak ou Average) é
utilizada numa fase terminal, e seu valor é o oficial para efeito de comparação com os limites de norma.
• As medições sempre são maximizadas no tempo, utilizando-se para tal a função “Max Hold”. Isto é conseguido
através de um software, que trata as medidas pelo Receptor EMI.
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ESE
Controlador
Receptor
3m/10 m
Figura 8 – Diagrama para o ensaio de emissão radiada
Gráfico 1 – Exemplo de Equipamento que falhou no ensaio de emissão radiada
4.3.
Emissão conduzida
O ensaio de emissão conduzida é semelhante ao ensaio de emissão radiada e tem a finalidade de medir o quanto
de radiação eletromagnética é conduzida de um equipamento eletrônico qualquer para a rede elétrica através de
seu cabo de alimentação. Tal emissão não pode ser superior a limites estabelecidos por normas internacionais
e/ou nacionais, já que a extrapolação do limite causaria interferência no funcionamento de outros equipamentos.
Como por exemplo, quando ligamos um liquidificador e ocorre uma trepidação na imagem do televisor.
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O ensaio de emissão conduzida é realizado na sala de ensaio (TR). Esta área foi construída de acordo com as
especificações da ANSI C63.4 e IEC/CISPR 16, e é composto por dois planos terras, um vertical e outro horizontal,
formando um L. Estes planos são uma referência de terra, estabelecida por norma, para todos os equipamentos
sobre ensaio e para as redes fictícias (LISN), usadas nesta área.
Do lado do plano vertical, um pouco atrás, fica o analisador de espectro usado nos ensaios desta área. Na porção
mediana do site, a 400 mm do plano vertical, fica uma mesa de madeira, usada ou não no ensaio, dependo das
dimensões do equipamento sob ensaio.
Este ensaio pode também ser realizado em terminais de telecomunicação, bastando para tanto, a troca da LISN
por um equipamento semelhante porém de impedância diferente (T-Network) na qual será conectado o terminal
sob ensaio.
Rede Elétrica
ESE
Rede
Fictícia
Receptor
Figura 9 – Diagrama para o ensaios de emissão conduzida
4.3.1.
Foto 3 – Área de ensaios de emissão conduzida
Normas de referência
As normas utilizadas nos ensaios de emissão conduzida são as mesmas utilizadas no ensaio de emissão radiada,
assim como a classificação dos equipamentos.
4.3.2.
Configuração e exercício da amostra
O exercício da amostra é realizado da mesma maneira que no ensaio de emissão radiada.
Obs.: Abaixo são mostradas exemplos de configurações da amostra nos ensaios de emissão radiada (As figuras
foram retiradas da IEC/CISPR 22). Pequenas variações podem ocorrer conforme a norma de referência
utilizada. Maiores detalhes podem ser obtidos nas normas de referência.
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Figura 10 – Exemplo de arranjo para teste para equipamento de mesa – Vista superior
Notas:
1.
2.
3.
4.
Fonte: IEC/CISPR 22, Ed. 5.0 de 2005
Figura 11 – Configuração de ensaio: equipamento de mesa
5.
Os cabos pendurados (na mesa) a menos de 40 cm do plano de terra
horizontal e que não podem ser reduzidos para o tamanho apropriado,
devem ter seu excesso dobrado sobre si mesmo formando um pacote de
30 cm a 40 cm de comprimento.
O ESE deve ser conectado a rede fictícia (AMN).
a) Todos os demais equipamentos do sistema, ditos equipamentos
auxiliares ou de suporte, devem ser conectados a uma segunda
rede fictícia.
b) As redes fictícias e as redes de estabilização de impedância devem
estar a 80 cm do ESE e de outras unidades.
c) Os cabos de alimentação e de sinal devem ser posicionados de forma
que todo o comprimento deles fique a 40 cm do plano de terra vertical.
Os periféricos devem ser posicionados a uma distância de 10 cm dos
demais e do controlador (ESE), exceto o monitor que, se esta for a
instalação usual, deve ser colocado sobre o controlador.
As pontas terminais dos cabos de I/O que não forem conectadas a um
equipamento auxiliar podem ser conectadas a terminais de impedância
apropriados.
Se for usada uma ponta de corrente, esta deve estar a 0,1 m da ISN
Notas:
1.
Os cabos que não podem se reduzidos para o comprimento adequado devem ser
dobrados sobre si mesmo formando um pacote de 30 cm a 40 cm de
comprimento.
2.
As extremidades terminais dos cabos de sinal que não sejam conectadas a
periféricos devem, se necessário, ser conectadas as terminações com
impedância adequada.
3.
O ESE e os cabos devem ser isolados do plano de terra horizontal (até 12 mm).
Somente os pontos de terra do chassi e/ou específico devem ser conectados ao
plano de terra.
4.
O ESE é conectado a uma rede fictícia (AMN).
5.
Os demais equipamentos de suporte ou periféricos devem ser alimentados
através de uma ou mais redes fictícias (AMN).
6.
Se usada, a ponta de corrente deve ser colocada a 0,1 m da ISN (ou terminação
representativa).
Fonte: IEC/CISPR 22, Ed. 5.0 de 2005
Figura 12 – Configuração de ensaio: equipamento de piso
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Laboratório de EMC
Notas:
1.
2.
Os cabos pendurados (na mesa) a menos de 40 cm do plano de
terra horizontal e que não podem ser reduzidos para o tamanho
apropriado, devem ter seu excesso dobrado sobre si mesmo
formando um pacote de 30 cm a 40 cm de comprimento.
O ESE é conectado a uma rede fictícia (AMN).
a)
3.
Fonte: IEC/CISPR 22, Ed. 5.0 de 2005
4.
Os cabos de I/O de equipamentos de piso, os quais devem estar
sob o plano de terra, devem ser encurtados ou ter seu excesso
dobrado. Cabos que não alcançam o plano de terra devem ser
dobrados na altura do conector ou a 40 cm do plano de terra, ou
seja, o que proporcionar a menor distância do plano.
5.
Para equipamentos de mesa a configuração da Figura 11 deve ser usada.
Figura 13 – Configuração de ensaio: equipamento misto
4.3.3.
Todos os demais equipamentos do sistema, ditos
equipamentos auxiliares ou de suporte, devem ser conectados
a uma segunda rede fictícia (AMN).
b) As redes fictícias e as redes de estabilização de impedância
devem estar a 80 cm do ESE e de outras unidades.
c) Os cabos de alimentação e de sinal devem ser posicionados de
forma que todo o comprimento deles fique a 40 cm do plano de
terra vertical.
O ESE (de piso) e os cabos devem ser isolados do plano de terra
horizontal.
Medida
O equipamento sob ensaio é colocado na sala de ensaios (TR) e conectado à rede AC através de uma LISN (Line
Impedance Stabilization Network), de acordo com as recomendações das normas de referência. O ESE é exercitado
de modo a simular uma condição normal de operação. Feito isso, as medidas de Emissão Conduzida são
realizadas conforme procedimento, cujos pontos mais relevantes são:
• A sistemática de detecção é a mesma utilizada no ensaio de emissão radiada: começa-se a utilizar a detecção
de pico para a definição e posterior localização das freqüências de interesse (que estão próximas e/ou
ultrapassando os limites estipulados em norma). Uma vez feito isso, muda-se a forma de detecção para QuasiPeak para, finalmente, proceder as análises e comparações com a norma de referência. Estas análises são
realizadas com auxílio do próprio sistema computacional.
• Conforme exigido, são realizadas ainda medidas de detecção de valor médio (‘Average Measurement’) nos
pontos em que a medida pico estiver próxima ou ultrapasse o limite de Average.
• O equipamento é aprovado se ambos os valores (Quasi-Peak e Average) estiverem abaixo dos respectivos
limites (Note que os limites são diferentes para Quasi-Peak e Average).
• Esse procedimento é repetido para cada uma das fases de alimentação AC do ESE ou acumulativamente.
Para isto, utiliza-se o comando que simula por software a função ‘Max-Hold’ do Analisador de Espectro. Esta
função sobrepõe as medidas, garantindo a obtenção dos valores máximos de cada fase.
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4.4.
Ensaios de emissão conforme IEC/CISPR 14-1
Estes ensaios se aplicam aos aparelhos cujas principais funções são executadas através de motores e
dispositivos reguladores ou chaveados, a menos que a energia de RF seja gerada intencionalmente ou com intuito
para iluminação. Os seguintes equipamentos estão inclusos no escopo desta norma: eletrodomésticos,
ferramentas elétricas, controles reguladores que usam dispositivos semicondutores, equipamento eletromédico
acionado por motor, brinquedos elétricos/eletrônicos, projetores de slide ou cinema, etc.
Também estão inclusos no escopo da IEC/CISPR 14-1, partes separadas dos equipamentos acima mencionados,
tais como, motores, dispositivos chaveados como relés (alimentação ou proteção), entretanto nenhuma exigência
da emissão aplica-se a menos que formulado nesta norma.
São excluídos do escopo da IEC/CISPR 14-1, dispositivos para o qual todos os requisitos de emissão na faixa de
rádio-freqüência são explicitamente estabelecidas em outras normas IEC ou CISPR; controles reguladores e
equipamento com controles reguladores que incorporam dispositivos semicondutores com uma corrente nominal
de entrada maior que 25 A por fase; e fonte de alimentação independente.
Conforme última atualização desta norma, são aplicados os seguintes ensaios:
• Emissão radiada
• Emissão conduzida
• Clicks (apenas se o equipamento gerar perturbações descontínuas)
4.5.
Correntes harmônicas
Este ensaio é aplicável a equipamentos eletro-eletrônicos que tem corrente de entrada menor ou igual a 16 A por
fase, e ao qual pretende-se conectar ao sistema de distribuição público de baixa tensão. Visa verificar o nível das
correntes harmônicas geradas pelo equipamento sob ensaio.
Os requisitos e limites especificados são aplicáveis a terminais de potencia de entrada do equipamento que se
pretende conectar a sistemas de 220/380 V, 230/400 V e 240/415 V, operando em 50 Hz ou 60 Hz. Requisitos e
limites para outros casos, estão sob consideração. Para sistemas com tensão nominal menor que 220 V (Linha –
Neutro), os limites estão sob consideração.
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4.5.1.
Classificação do equipamento
Para propósito de limitação de corrente harmônica, o equipamento é classificado como segue:

Classe A
y Equipamento trifásico balanceado, ou seja, que tem módulo da corrente de linha nominal com diferença
não maior que 20%;
y Equipamento para o lar (residencial), excluindo os classificados como equipamento Classe D;
y Ferramentas, excluindo as portáteis;
y Dimmers para lâmpadas incandescentes;
y Equipamentos de áudio;
y Equipamentos não classificados em uma das três outras classes.

Classe B
y Ferramentas portáteis;
y Equipamento de soldagem à arco, que não seja equipamento profissional.

Classe C
y Equipamento de iluminação (Veja definição 3.19 da IEC 61000-3-2).

Classe D
y Equipamento que tem potência especificada menor ou igual a 600 W, dos seguintes tipos:
− Computadores pessoais e monitores de computadores;
− Receptores de televisão.
4.5.2.
Medida
As correntes harmônicas são medidas de acordo com o seguinte diagrama de blocos:
Figura 14 – Diagrama de blocos da montagem
O analisador de energia fornece a medida das harmônicas, até a 40ª ordem. O tempo de observação depende do
tipo de operação da amostra, e é determinado pela norma.
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4.6.
Flickers
Este ensaio se preocupa com a limitação da flutuação de tensão e flicker no sistema de baixa tensão. De acordo
com a IEC 61000-3-3:
“Flicker: Impression of unsteadiness of visual sensation induced by a light stimulus whose luminance or spectral distribution
fluctuates with time.”
É aplicável a equipamentos eletro-eletrônicos que tem corrente de entrada igual ou menor que 16 A por fase, e o
qual pretende-se conectar ao sistema de distribuição público de baixa tensão, com tensão entre fase e neutro de
220 V a 250 V, e freqüência de 50 Hz, não sujeito à conexão condicional. Para sistemas com tensão nominal entre
fase e neutro menor que 220 V e/ou freqüência de 60 Hz, os limites estão sob consideração.
As medidas de flicker são realizadas de acordo com o seguinte diagrama de blocos:
Figura 15 – Diagrama de blocos da montagem
O analisador de energia fornece a medida solicitadas pela IEC 61000-3-3. O período de observação TP, para o
ensaio é para o valor de Pst, 10 min. e para o valor de Plt, 2 horas. O período de observação deve incluir a parte do
ciclo de operação total, ao qual o ESE produz a mais desfavorável seqüência de variações de tensão.
]]] ^^^
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5.
ENSAIOS
5.1.
DE IMUNIDADE
Critérios de avaliação dos resultados obtidos nos ensaios
A série IEC 61000-4-xx define os seguintes critérios de avaliação:
a) Critério A – Durante o ensaio, o equipamento deve funcionar normalmente atendendo às suas especificações
técnicas.
b) Critério B – É permitido que somente no momento da aplicação da perturbação, ocorram anormalidades no
funcionamento do equipamento. Não deve, no entanto, ocorrer perda de ligação, alarmes ou perdas de dados
memorizados. Após a aplicação da perturbação o equipamento deve voltar a operação normal, atendendo às
suas especificações técnicas.
c) Critério C – É permitido que durante o ensaio o equipamento apresente funcionamento anormal com perdas
de funcionalidade, porém, deve retornar ao funcionamento normal automaticamente ou pela intervenção do
operador.
d) Critério D – Perda do funcionamento ou degradação da performance que não é recuperada, devido a danos
de hardware ou software, ou perda de dados.
Para equipamentos de telecomunicação, por exemplo, sempre que aplicável, os seguintes parâmetros são
verificados na avaliação das características de desempenho do equipamento:
I. indicação de alarmes;
II. possibilidade de estabelecimento ou de interrupção de ligações;
III. taxa de erro nas interfaces digitais;
IV. Frame Error Rate (FER);
V. nas interfaces analógicas ou de voz: nível de sinal diferencial resultante da demodulação da perturbação de
radiofreqüência. Neste caso, na ausência de outra prescrição, adota-se como limite o nível de -40 dBm
sobre uma impedância de 600 Ω (independente da impedância realmente utilizada), medido seletivamente
em 1 kHz, com faixa de passagem menor ou igual a 100 Hz, estando a linha ativa e conectada ao
equipamento auxiliar adequado.
Para equipamentos eletromédico:
“Durante os ensaios de imunidade, cada função do equipamento ou sistema que é associada ao seu desempenho essencial
deve ser ensaiada no modo que é mais crítico pela perspectiva de conseqüência para o paciente, baseado em uma análise de
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risco, utilizando opções do equipamento, layout de cabos e acessórios em uma configuração típica, consistente com sua
utilização normal. Essa análise de risco não é prescrita se todos os modos do equipamento ou sistema forem ensaiados. Se o
equipamento ou sistema não for declarado como de operação contínua, o modo de operação pode ser selecionado de tal
maneira que a operação confiável seja obtida durante a duração do ensaio aplicável.”
Para verificação do atendimento ou não aos ensaios de imunidade são utilizados os seguintes critérios de avaliação:
“Sob as condições de ensaio especificadas em 36.202, o equipamento ou sistema deve ser capaz de fornecer o desempenho
essencial e permanecer seguro. As seguintes degradações associadas com o desempenho essencial e segurança não devem ser
permitidas:
ª
falhas de componentes;
ª
mudanças em parâmetros programáveis;
ª
restauração (“reset”) para os padrões de fábrica (pré-ajustados pelo fabricante);
ª
mudança do modo de operação;
ª
alarmes falsos;
ª
suspensão ou interrupção de qualquer operação desejada, mesmo se acompanhada por um alarme;
ª
inicialização de qualquer operação não-desejada, incluindo movimento não-desejado ou não-controlado, mesmo se
acompanhada de um alarme;
ª
erro de um valor numérico exibido suficientemente grande para afetar o diagnóstico ou tratamento;
ª
ruído em uma forma de onda na qual o ruído é indistinguível dos sinais fisiológicos ou o ruído interferente na
interpretação dos sinais fisiológicos;
ª
artefato ou distorção em uma imagem na qual o artefato é indistinguível dos sinais fisiológicos ou a distorção interfere
na interpretação dos sinais fisiológicos;
ª
falha de equipamento ou sistemas de diagnóstico ou tratamento automáticos em diagnosticar ou tratar, mesmo se
acompanhada de um alarme.
Para equipamento ou sistemas com múltiplas funções, o critério se aplica a cada função, parâmetro e canal.
O equipamento ou sistema pode apresentar degradação de desempenho (por exemplo, desvios das especificações do
fabricante) que não afetem o desempenho essencial ou a segurança.”
5.2.
Descarga eletrostática (ESD)
Eletricidade estática é uma carga elétrica em descanso, que geralmente é criada através da fricção e separação.
A fricção causa calor que aquece as moléculas dos materiais, quando dois materiais são separados, os elétrons
são transferidos de um material para o outro. Com a transferência dos elétrons, a ausência ou excesso dos
mesmos cria um campo elétrico conhecido como eletricidade estática. A separação simples de dois materiais,
como o desenrolar de uma fita adesiva, pode gerar esta transferência de elétrons entre os materiais, criando
campos elétricos estáticos.
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Fontes de descarga eletrostática:
ƒ Caminhar sobre um carpete ⇒ 1.500 a 35.000 volts
ƒ Caminhar sobre um piso de vinil sem tratamento ⇒ 250 a 12.000 volts
ƒ Sentar em um cadeira com estofamento em xinil ⇒ 700 a 6.000 volts
ƒ Utilizar um envelope em plástico comum ⇒ 600 a 7.000 volts
Em um ambiente hospitalar, por exemplo, um médico utiliza luvas plásticas, vai a uma sala de espera acarpetada
e isto o deixa “carregado” de cargas elétricas. É possível então que ao utilizar um equipamento eletromédico,
ocorra a transferência de cargas para este equipamento.
Figura 16 – Causas da descarga eletrostática
O ensaio de imunidade a ESD tem como finalidade simular a transferência de cargas elétricas para o equipamento
e verificar se o mesmo apresenta funcionamento normal após submetido a esta condição. Para este ensaio, o
equipamento deve estar em sua configuração típica e seu funcionamento deve ser monitorado visando atender
aos critérios especificados.
As principais ocorrências neste teste são: variação de parâmetros de leitura, perda de dados, perda de
comunicação, “queima” sensores e/ou placas, reset ou “travamento” do equipamento.
O ensaio de ESD é realizado de acordo com a IEC 61000-4-2 (versão mais recente da IEC 801-2).
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5.2.1.
Configuração e exercício da amostra
O ESE deve ser instalado de acordo com seus requisitos funcionais, atentando-se para que haja uma distância de
pelo menos 1 m entre ele e qualquer parede do laboratório (ou qualquer outra estrutura metálica presente).
O ESE deve ser conectado para o seu sistema de aterramento, de acordo com suas especificações de instalação
(não se permite nenhum aterramento adicional). A disposição dos cabos de energia e de sinais deverão ser
representativos, como na instalação prática real. O cabo de retorno da descarga do gerador de ESD deve ser
conectado ao plano terra de referência.
Para equipamentos instalados em mesas, a mesa de madeira (0,8 m de altura) deve ser utilizada, sendo colocada
sobre o plano terra de referência. Um plano de acoplamento horizontal (HCP) de dimensões 1,6 x 0,8 m, deve ser
colocado acima da mesa. Os cabos do ESE e o ESE deve ser isolado do plano de acoplamento por um suporte de
isolação de 0,5 mm de espessura. A Figura 17 ilustra a montagem para equipamentos instalados em mesas.
Figura 17 – Exemplo de montagem para equipamentos
instalados em mesas segundo IEC 61000-4-2
Figura 18 – Exemplo de montagem para equipamentos instalados
em piso
Foto 4 – Configuração de ensaio de ESD
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Para equipamentos instalados em piso, o ESE e seus cabos devem ser isolados do plano terra de referência por
um suporte de isolação de aproximadamente 0,1 m de espessura. Um exemplo de montagem para equipamentos
instalados em piso é mostrado na Figura 18.
5.2.2.
Descarga por contato direto
As descargas devem ser aplicadas apenas nos pontos ou superfícies do ESE que sejam acessíveis às pessoas
durante o uso normal, salvo se especificado ao contrário. O nível de tensão deve ser aumentado até chegar ao
nível selecionado para o ensaio, para que o limiar para a falha do equipamento seja traçado. O nível final do
ensaio não deve exceder as especificações do produto, para evitar possíveis danos do mesmo. Para a IEC 610004-2, as descargas não são aplicadas para os seguintes itens:
a)
aqueles pontos e superfícies que somente sejam acessíveis sob manutenção. Neste caso, procedimentos
para evitar descargas eletrostáticas devem ser incorporados na documentação que acompanha o produto.
b)
aqueles pontos e superfícies que sejam apenas acessíveis sob serviço pelo usuário final. Exemplos destes
pontos raramente acessíveis são: contatos de baterias enquanto de sua carga, fita cassete numa secretária
eletrônica, etc.
c)
pinos de contatos internos coaxiais e de conectores multi-pinos que são providos de uma carcaça de conector
metálica. Neste caso, descargas por contato deverão ser aplicadas à carcaça metálica do conector. Contatos
com conectores não condutivos (por exemplo, de plástico) e que sejam acessíveis devem ser ensaiados por
descarga apenas pelo ar. Genericamente, seis casos podem ser considerados:
Carcaça do conector
Material de blindagem
Descarga pelo ar
Descarga por contato
Metálica
Ausente
–
Carcaça
Metálica
Isolado
Revestimento
Carcaça, quando acessível
Metálica
Metálico
–
Carcaça e revestimento
Isolada
Ausente
1)
–
Isolada
Isolado
Revestimento
–
isolada
Metálico
–
Revestimento
Nos casos onde uma capa de proteção de ESD esteja incorporada ao ESE para a proteção dos pinos de conectores, sobre estes
deverá haver uma etiqueta de aviso sobre os perigos de ESD, colocada próxima ao conector em que o protetor é aplicado.
1)
d)
Se a norma do produto requer testes para pinos individuais de algum conector isolado, recomenda-se adotar descargas pelo ar.
aqueles pontos e superfícies de equipamentos que sejam inacessíveis depois de instalação fixa ou depois
das instruções de uso seguintes, por exemplo, lado inferior e/ou lado da parede do equipamento ou áreas
“escondidas” por conectores encaixados.
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e)
aqueles contatos de conectores ou outras partes acessíveis e sensíveis a descarga eletrostática, que por
suas razões funcionais sejam dotadas de etiqueta de aviso, por exemplo, entradas de RF para medição,
recepção ou outras funções de comunicação.
O ensaio deve ser realizado com descargas simples. Nos pontos pré-selecionados, devem ser aplicadas no
mínimo 10 descargas (na polaridade mais sensível). É recomendado que o intervalo entre as descargas seja de
pelo menos 1 s (intervalos mais longos podem ser necessários para determinar a falha do ESE ou para permitir
que o mesmo se recupere). O gerador de ESD deve ser colocado perpendicular à superfície da descarga,
devendo-se atentar para que seu cabo de retorno fique a uma distância de 0,2 m do ESE. A ponta do eletrodo
deve tocar o ESE, antes que as descargas sejam aplicadas.
Se o ESE apresentar superfícies pintadas, revestindo por algum substrato condutivo, e que não forem declaradas pelo
fabricante, a ponta do eletrodo do gerador de ESD deve penetrar a superfície, tão somente para fazer contato com o
substrato condutivo. Se forem declaradas pelo fabricante, o equipamento só será submetido às descargas pelo ar.
No caso de descargas pelo ar, o eletrodo deve ser aproximado tão rápido quanto possível (sem causar danos
mecânicos) até tocar o ESE. Depois de cada descarga, o eletrodo do gerador de ESD deve ser removido do ESE.
Esse procedimento deve ser repetido até que o número de descargas esteja completo.
5.2.3.
Descarga por contato indireto
Descargas em objetos colocados ou instalados próximos do ESE devem ser simuladas aplicando-se as descargas
num plano de acoplamento, utilizando os mesmos níveis de tensão para contato direto. Há dois tipos de
descargas por contato indireto: o HCP e o VCP.
As descargas para o HCP devem ser realizadas horizontalmente à borda do HCP, com o mínimo de 10 descargas.
A Figura 17 ilustra a posição correta para as descargas do HCP.
O mínimo de 10 descargas (na polaridade mais sensível) deve ser aplicado no centro da borda vertical do
acoplamento vertical, de acordo com a Figura 17 e com a Figura 18. O plano de acoplamento, de dimensões 0.5
m x 0.5 m, deve ser colocado paralelo a e posicionado numa distância de 0,1 m do ESE. As descargas devem ser
aplicadas frente às quatro faces do ESE.
5.3.
Imunidade radiada
Este ensaio tem como objetivo demonstrar a imunidade do equipamento eletro-eletrônico quando sujeito a campos
eletromagnéticos de rádio-freqüência. Muitos equipamentos eletrônicos são, de alguma forma, afetados por
radiação eletromagnética. Esta radiação é freqüentemente gerada por fontes, tais como, um pequeno rádio
transceptor manual como aqueles usados por operadores, pessoal de manutenção e seguranças, estação de
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transmissão fixa de rádio e televisão, rádio transmissor em veículos, e várias outras fontes eletromagnéticas
industriais.
Em adição à energia eletromagnética efetivamente gerada, também há radiação espúria causada por dispositivos,
tais como, soldadores, tiristores, luzes fluorescentes, interruptores que operam cargas indutivas, etc. Na maior
parte, esta interferência se manifesta como interferência elétrica conduzida e, como tal, é tratada por outras
normas (e.g., IEC 61000-4-6).
O ensaio de imunidade radiada tem a finalidade de garantir o funcionamento do normal do equipamento quando
ele é exposto a uma campo eletromagnético, visando garantir seu correto funcionamento junto a outros
equipamentos como celulares, estações de rádio e TV, etc. Dessa forma o equipamento recebe um “bombardeio”
de rádio-freqüência.
Para garantir a total imunidade do equipamento ao campo eletromagnético, o mesmo é exposto em suas quatro
faces para a antena. Para cada face, o equipamento é submetido a interferências com a antena nas polarizações
vertical e horizontal.
O equipamento é ensaiado em sua configuração típica de uso e deve ser monitorado quanto a falhas no
funcionamento como leituras incorretas, disparos de alarmes, perda de dados e principalmente quanto a falhas
que põe em risco a segurança do paciente e/ou sua vida. Este monitoramento, na maiores das vezes, é feito
através de uma câmara de vídeo.
As principais ocorrências apresentadas neste teste são: disparo de alarmes, variação na leitura de parâmetros
(temperatura, freqüência cardíaca, etc.) e distorção na imagem de displays.
O ensaio de Imunidade Radiada é realizado de acordo com as normas IEC 801-3 ou IEC 61000-4-3.
CÂMARA ANECÓICA
ESE
Gerador
Amplificador
Absorvedores
Figura 19 – Diagrama para o ensaio de imunidade radiada
Foto 5 – Configuração de ensaio de imunidade radiada
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5.3.1.
Configuração e exercício da amostra
O ESE é ensaiado em sua configuração normal de uso. O fabricante deve especificar as configurações na qual o
equipamento será ensaiado.
Para instrumentos de pesagem, por exemplo, a Portaria n.º 236 define que o equipamento deve ser ensaiado com
uma carga mínima, calculada a partir das características do instrumento e sua classificação.
Já para medidores de velocidades, o ensaio é realizado em três configurações: sem simulação de velocidade (0
km/h), com uma velocidade de simulação abaixo da velocidade limite (sem multa) e com uma velocidade acima do
limite de multa (com multa e com registro de fotos). Para equipamentos que utilizam o como principio de
funcionamento o laser ou o efeito Doppler, normalmente não é possível simular velocidade, neste caso, o ensaio é
realizado em uma única configuração (medida da distância de um anteparo).
5.3.2.
Execução do ensaio
O equipamento sob ensaio é montado na SAC, e exercitado em sua configuração normal.
Neste ensaio, a intensidade de campo é ajustada antes do ensaio utilizando-se o método de substituição, que
consiste em posicionar uma antena para medir o campo na mesma posição onde o ESE será colocado durante
o ensaio e levantar uma tabela contendo a tensão necessária no gerador de sinais para atingir o campo
desejado. O ESE é então posicionado no local onde estava a antena, e um software desenvolvido
especialmente para este ensaio, contendo as faixas de freqüências e tensões necessárias para cada faixa,
controla o gerador de sinais.
Figura 20 – Setup de ensaio conforme IEC 61000-4-3
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5.4.
Imunidade a transientes elétricos rápidos (EFT&B)
Os transientes elétricos rápidos são ruídos que são lançados nas linhas de alimentação através de interrupção de
cargas indutivas e chaveamento de relés. Este ruído é conduzido através das linhas de alimentação para os,
demais equipamentos que estão conectados na mesma rede elétrica. Este ruído pode também ser acoplado as
linhas de comunicação e estas devem também ser ensaiadas.
O ensaio de imunidade a EFTB tem como finalidade a verificação de se o equipamento é imune ao tipo de ruído
citado, em suas linhas de alimentação e comunicação.
As principais ocorrências apresentadas neste ensaio são: trepidação na imagem de displays, reset e travamento
do equipamento.
O ensaio de Imunidade a Transientes Elétricos Rápidos & Trens de Pulsos (EFT&B – Electrical Fast Transient &
Burst) é realizado de acordo com a IEC 61000-4-4 (versão mais recente da IEC 801-4).
¾ Transient: Pertaining to or designating a phenomenon or a quantity which varies between two consecutive steady states
during a time interval which is short compared with the time-scale of interest.
¾ Burst: A sequence of a limited number of distinct pulses or an oscillation of limited duration.
5.4.1.
Configuração e exercício da amostra
O equipamento sob ensaio é instalado no plano de referência, e a 0,10 m ± 0,01 m deste. Em casos de
equipamento de mesa, este deve ser colocado a 0,8 m ± 0,08 m acima do plano de terra. A distância mínima entre
o ESE e qualquer outra estrutura condutiva, exceto o plano de terra, deve ser maior que 0,5 m. O comprimento do
cabo de alimentação deve ser de 1 m ou menor. O excesso de cabo deve ser dobrado em pacote de 0,4 m e deve
ser colocado a 0,10 m acima do plano de terra.
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Figura 21 – Configuração de ensaio: Equipamento de mesa e equipamento de piso
O ESE deve ser exercitado em sua configuração típica, de maneira a possibilitar a verificação de sua performance
durante e/ou após a aplicação dos transientes.
Blindagem de
Desacoplamento
Rede A.C.
Gerador de
EFTB
Clamp Capacitivo
ESE
Filtro
Equipamento
Auxiliar
Gerador de
EFTB
Foto 6 – Diagrama para o ensaio de EFTB
5.4.2.
Foto 7 – Setup de EFTB
Execução do ensaio
Com o ESE montado conforme Figura 21, os transientes são aplicados nas polaridades positiva e negativa, entre:
ª
Fase ao Terra (L – GND)
ª
Neutro ao Terra (N – GND)
ª
Terra do gerador ao Terra do ESE (PGND – GND)
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A IEC 61000-4-4 recomenda que o período de aplicação dos transientes seja de 01 minuto. O período deve ser
ajustado de modo a garantir que todas as funções do critério de avaliação exercício do ESE sejam verificadas /
exercitadas. Durante todo o ensaio, o equipamento sob ensaio é monitorado quanto às suas funções, verificando o
efeito dos distúrbios no equipamento.
5.5.
Surtos nas linhas de alimentação/comunicação
Este ensaio tem como objetivo demonstrar a imunidade do equipamento eletro-eletrônico quando sujeito a
distúrbios (surtos) de alta energia no terminal de alimentação ou nas linhas de interconexões. Surtos podem ser
definidos como sendo uma onda transiente de corrente/tensão elétrica ou potência propagando-se ao longo da
linha ou de um circuito e caracterizado por um rápido incremento seguido por um lento decremento.
¾ Surge: A transient wave of electrical current, voltage, or power propagating along a line or a circuit and characterized by
a rapid increase followed by a slower decrease.
Estes surtos podem ser causados por sobretensões originados de chaveamentos transitórios ou descargas
atmosféricas, conforme descrito abaixo.
ª
Chaveamentos transitórios (Switching transients) podem ser separados em transientes associados com:
a.
chaveamentos transitórios do sistema principal de energia, e.g., chaveamento de banco de capacitores;
b.
atividade de chaveamento secundária próxima à instrumentação ou mudança de carga no sistema de
distribuição de energia;
c.
circuitos ressonantes associados com dispositivos chaveadores, tais como tiristores;
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d.
falha de vários sistemas, tais como falha de curto-circuito e formação de arco para o sistema de
aterramento da instalação.
ª
Os principais mecanismos pelos quais as descargas atmosféricas (Lightning transients) produzem surtos de
tensão são os seguintes:
a.
descarga atmosférica diretamente sob um circuito externo injetando altas correntes, que produzem
tensões que fluem através da resistência de aterramento ou através da impedância do circuito externo;
b.
descarga atmosférica indireta (i.e. uma descarga entre ou dentro de nuvens ou sobre objetos próximos,
os quais produzem campos eletromagnéticos) que induzem tensões/correntes nos condutores externos
e/ou internos a um edifício.
As principais ocorrências apresentadas neste ensaio são: “queima” de fusível e “queima” da fonte de alimentação.
O ensaio de Surtos é realizado de acordo com a IEC 61000-4-5.
5.5.1.
Configuração e exercício da amostra
O equipamento sob ensaio deve ser montado na sua condição normal de uso (sobre uma mesa ou diretamente
sob o piso da sala de ensaio). O ESE deve ser alimentado diretamente pela saída do gerador de surtos.
O ESE deve ser exercitado em sua configuração típica, de maneira a possibilitar a verificação de sua performance
durante e/ou após a aplicação dos surtos.
Rede A.C.
ESE
Acoplamento
Equipamento
Auxiliar
Gerador de
Surtos
Foto 8 – Diagrama para o ensaio de surto
Foto 9 – Setup de Surto
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5.5.2.
Execução do ensaio
Para os surtos aplicados no terminal de energia elétrica, o ESE é montado na sua condição normal de uso (sobre
uma mesa ou sob o piso), e alimentado diretamente pela saída do gerador de surtos.
São aplicados cinco pulsos positivos e cinco negativos, entre:
ƒ Line to Line (High to Low) Ö Modo diferencial
ƒ Line to Earth (High to GND) Ö Modo comum
ƒ Line to Earth (Low to GND) Ö Modo comum
Em cada um destes modos, o ângulo de aplicação do surto é variado. A IEC 61000-4-5 recomenda que os pulsos
sejam aplicados nos ângulos de 0°, 90°, 180° e 270° (cruzamento com o zero e no pico da senóide).
Para os surtos aplicados no terminal de telecomunicação, o ESE é alimentado normalmente pela rede de energia,
e os terminais de telecomunicação são conectados ao gerador de surtos. São aplicados cinco pulsos positivos e
cinco negativos, entre Linha-GND. O ângulo de aplicação neste caso não é variado.
O intervalo utilizado entre os surtos é de 01 minuto (recomendação da IEC 61000-4-5). Outros intervalos podem
ser selecionados, conforme solicitação do cliente.
5.6.
Imunidade conduzida
Este ensaio tem com finalidade garantir a imunidade o equipamento quanto a interferência proveniente de ruídos
acoplados em seu cabos de alimentação e telecomunicação. Os cabos do equipamento podem funcionar como
antenas e captar ruído quanto expostos a campos eletromagnéticos (rádio amadores, comunicação sem fio baixa
freqüência), principalmente se o cabo possui comprimento semelhante a um quarto do comprimento de onda do
ruído (freqüência ressonante). Para garantir que o equipamento está imune a este tipo de interferência são
ensaiados os cabo de alimentação e telecomunicação, e este são expostos a ruído eletromagnéticos acoplados
através de um clamp ou CDN.
As principais ocorrências neste ensaio são perda de comunicação, perda de dados, aumento na taxe de erro da
comunicação.
O ensaio de imunidade a interferência conduzida é realizado de acordo com a norma IEC 61000-4-6.
5.6.1.
Configuração e exercício da amostra
A Figura 22 mostra a montagem utilizada para o ensaio.
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Figura 22 – Esquema de montagem para o ensaio
Foto 10– Setup de Imunidade a RF Conduzida
A amostra deve ser exercitada em sua configuração normal de uso, a ser especificada pelo fabricante.
ƒ Se o equipamento é suposto a ser montado em um painel, rack ou cabine, então o mesmo deve ser testado nesta
configuração. O aterramento do equipamento deve ser consistente com as instruções de instalação do fabricante.
ƒ O ESE e o equipamento auxiliar deve ser colocado sob um suporte isolação de 0,1 m (10 cm) de altura, em
cima de um plano de terra de referência. Todos os cabos devem ser elevados a uma altura entre 30 e 50 mm
(3 a 5 cm), acima do plano de terra de referência.
ƒ Os equipamentos auxiliares devem ser mantidos a uma distância de 0,3 m do EM-Clamp e/ou CDN. O ESE
deve estar a uma distância de 0,1 m a 0,3 m.
ƒ Os cabos em que a perturbação será aplicada, devem ser tão curtos quanto possível e não devem ser
dobrados ou enrolados.
ƒ O comprimento total do cabo entre o ESE e o equipamento auxiliar (incluindo cabeamento interno e da CDN
utilizada) não deve exceder o comprimento máximo especificado pelo fabricante.
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ƒ Se o ESE tiver múltiplas portas idênticas (mesmo circuito eletrônico de entrada/saída, carga, equipamento
conectado, etc.), ao menos uma destas portas deve ser testada.
ƒ Para equipamentos com dispositivos operados pela mão do usuário (hand-held) deve ser utilizada uma mão artificial.
5.6.2.
Execução do ensaio
Este ensaio deve ser aplicado no cabo de alimentação do ESE e em todos os cabos de comunicação com
comprimento superior a 3 metros.
O cabo a ser testado é acoplado ao injection clamp e/ou na CDN. O nível de tensão é então aplicado. Durante todo
o ensaio, o ESE é monitorado quanto às suas funções, verificando o efeito dos distúrbios no equipamento.
5.7.
Campo magnético
A norma IEC 61000-4-8 define os requisitos, somente sob condição de operação, para os distúrbios magnéticos da
freqüência de rede relacionada a:
ƒ locais residenciais e comerciais;
ƒ instalações industriais e plantas de potência;
ƒ sub-estações de média e alta tensão.
O ensaio com o campo magnético estacionário pode ser aplicado a todos os tipos de equipamento que pretendese conectar à rede de distribuição de baixa tensão, industrial ou público, ou a plantas elétricas.
O ensaio com um campo magnético de curta duração, relacionado com condição de falha, requerem níveis de
ensaios diferentes daqueles da condição estacionária. O valor mais alto, aplica-se principalmente a equipamentos
que serão instalados em locais expostos ou em plantas elétricas.
O ensaio de campo magnético é realizado conforme a IEC 61000-4-8. Informações sobre seleção dos níveis são
dadas no Anexo C da IEC 61000-4-8. Resumidamente, o seguinte critério é usado:
y Classe 1: Nível ambiente onde dispositivos sensíveis, usando fluxo de elétrons, podem ser usados.
y Classe 2: Ambiente protegido, tais como, lar (ambiente doméstico), escritórios, hospitais, etc.
y Classe 3: Ambiente protegido, tais como, áreas comerciais.
y Classe 4: Ambiente industrial típico.
y Classe 5: Ambiente industrial severo.
y Classe X: Classe especial.
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5.7.1.
Configuração e exercício da amostra
Exemplos de montagem do ensaio são mostrados nas seguintes figuras:
Figura 23 – Exemplo de montagem para equipamentos
instalados em mesas
Figura 24 – Exemplo de montagem para equipamentos
instalados em piso
A amostra deve ser configurado e conectado para satisfazer os seus requisitos funcionais. Todos os cabos devem
ser expostos ao campo magnético por 1 metro do seu comprimento.
Foto 11– Setup de Imunidade a RF Conduzida
5.7.2.
Execução do ensaio
A amostra é configurada em sua condição normal de uso, e instalada no centro da bobina de indução. A corrente
fornecida por um transformador é ajustada a um valor pré-determinado de forma a se obter o campo [A/m]
desejado, e mantido pelo tempo determinado. O ESE é exposto nas três direções de campo abaixo.
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Figura 25 – Orientação do campo magnético
5.8.
Imunidade variação e interrupção da tensão
Este ensaio tem como finalidade verificar o comportamento do equipamento quando este é submetido a variações
na tensão de alimentação. Tais variações são principalmente ocasionados pela variação da carga conectada a
rede elétrica. Tal fenômeno pode também ser observado em residências quando o chuveiro, máquinas de costura
são ligados e ocorre variação na intensidade da luz, a mudança na intensidade deve-se a uma variação de carga
que ocasionou a redução da tensão por um instante. Neste ensaio o equipamento é alimentado através de um
gerador o qual realiza redução/interrupção de tensão. Para este ensaio utilize-se o critério de avaliação B e C.
A principal ocorrência na realização deste ensaio é o reset do equipamento.
O ensaio de imunidade à redução, variação e interrupção da tensão de alimentação é realizado conforme a IEC
61000-4-11.
Definição das classes:
ƒ Classe 1 – Aplica-se às fontes protegidas e que tem níveis de compatibilidade menores que os da rede
pública. Está relacionado ao uso do equipamento muito sensível aos distúrbios na fonte de alimentação, por
exemplo, instrumentação de laboratórios tecnológicos, equipamentos de proteção e automatização,
computadores, etc. A Classe 1 contêm normalmente equipamentos que requerem uma proteção por
instrumento como no-break (UPS), filtros, ou supressores de surtos.
ƒ Classe 2 – Aplica-se aos pontos do acoplamento comum (PCC para sistema consumidor) e in-plant (IPC) no
ambiente industrial em geral.
ƒ Classe 2 – Aplica-se somente para IPC em ambientes industriais.
ƒ Classe X – Nível em aberto.
5.8.1.
Definições
Electrical and electronic equipment may be affected by voltage dips, short interruptions or voltage variations of power supply.
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Voltage dips and short interruptions are caused by faults in the network, in installations or by a sudden large change of load.
In certain cases, two or more consecutive dips or interruptions may occur. Voltage variations are caused by the continuously
varying loads connected to the network.
These phenomena are random in nature and can be characterized in terms of the deviation from the rated voltage and
duration.. Voltage dips and short interruptions are not always abrupt, because of the reaction time of rotating machines and
protecting elements connected to the power supply network. If large mains networks are disconnected (local within a plant or
wide area within a region) the voltage will only decrease gradually due to the many rotating machines, which are connected to
the mains networks. For a short period, the rotating machines will operate as generators sending power into the network.
Some equipment is more sensitive to gradual variations in voltage than to abrupt change. Most data-processing equipment has
built-in power-fail detectors in order to protect and save the data in the internal memory so that after the mains voltage has
been restored, the equipment will start up in the correct way. Some power-fail detectors will not react sufficiently fast on a
gradual decrease of the mains voltage. Therefore, the DC voltage to the integrated circuits will decrease to a level below the
minimum operating voltage before the power-fail detector is activated and data will be lost or distorted. When the mains
voltage is restored, the data-processing equipment will not be able to restart correctly before it has been re-programmed.
Consequently, different types of tests are specified in this standard to simulate the effects of abrupt change voltage, and,
optionally, for the reasons explained above, a type test is specified also for gradual voltage change. This test is to be used only
for particular and justified cases, under the responsibility of product specification or product committees.
It is the responsibility of the product committees to establish which phenomena among the ones considered in this standard are
relevant and to decide on the applicability of the test.
¾ Voltage dip: A sudden reduction of the voltage at the point in the electrical system, followed by voltage recovery after a
short period of time, from half a cycle to a few seconds.
¾ Short interruption: The disappearance of the supply voltage for a period of time typically not exceeding 1 min. Short
interruptions can be considered as voltage dips with 100 % amplitude.
¾ Voltage variations: A gradual change of the supply voltage to a higher or lower value than the rated voltage. The duration
of the change can be short or long with regard to the period.
Figura 26 – Voltage dips
Figura 27 – Voltage variations
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5.8.2.
Configuração e exercício da amostra
O equipamento sob ensaio deve ser montado na sua condição normal de uso (sobre uma mesa ou diretamente
sob o piso da sala de ensaio). O ESE deve ser conectado ao gerador com o menor cabo de alimentação possível,
especificado pelo fabricante do ESE. Caso o cabo não seja especificado pelo fabricante, ele deve ter o
comprimento mais adequado para o tipo de equipamento.
O ESE deve ser exercitado em sua configuração típica, de maneira a possibilitar a verificação de sua performance
durante e/ou após o ensaio. Se necessário, é utilizado mais de uma configuração para a verificação de sua
performance (como por exemplo, aparelhos telefônicos nas condições com e sem chamada estabelecida).
Foto 12 – Setup de imunidade a redução e interrupção de tensão
5.8.3.
Execução do ensaio
A amostra é montada na sua condição normal de uso (sobre uma mesa ou sob o piso), e conectada (alimentada)
diretamente ao gerador. O ESE é submetido a cada uma das combinações de nível de teste e duração
selecionadas, numa seqüência de três reduções/interrupções com intervalo mínimo de 10 s (entre cada evento de
teste). Cada modo representativo de operação do ESE deve ser testado.
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6.
ENSAIOS
DE
RESISTIBILIDADE
Os equipamentos de telecomunicações são conectados as linhas do assinante e podem ser danificados por
sobretensões e sobrecorrentes, as quais são provenientes de condições adversas. A magnitude e probabilidade
de ocorrência destes efeitos variam em função do clima, método de construção, blindagem. As sobretensões e
sobrecorrentes podem ocorrer devido a raios, contato direto entre linhas AC e telecomunicação e descargas
eletrostáticas.
Neste ensaios os limites estabelecidos visam garantir o funcionamento normal de equipamentos de
telecomunicações, quando estes são submetidos a perturbações eletromagnéticas conduzidas, cuja intensidade
seja compatível com seus ambientes de operação. Após a aplicação da perturbação o equipamento deve
apresentar funcionamento normal, de acordo com sua especificações.
Os ensaios de resistibilidade são realizados conforme a Resolução ANATEL n.º 442. Adicionalmente são utilizadas
também as normas IEC 61000-4-5 e ITU-T Rec. k.21 para realização destes ensaios. Estes requisitos aplicam-se
aos produtos para telecomunicações destinados a instalação no ambiente do usuário, e que possuam alimentação
de energia local ou que estejam conectados à rede telefônica por meio de fios ou cabos metálicos. Os seguintes
níveis são definidos no Art. 13 da resolução:
¾ Surto nos terminais de telecomunicação conectados à rede externa: 1,5 kV de pico (pulso 10/700 μs) e
conectados à rede interna: 1,0 kV de pico (pulso 1.2/50 μs)
¾ Acoplamento AC nos terminais de telecomunicação conectados à rede externa: 600 Vef, 60 Hz
¾ Surto nos terminais de energia elétrica: 4,0 kV de pico para o modo comum e 2,0 kV de pico para o modo
diferencial
A amostra deve suportar a aplicação destas perturbações eletromagnéticas nos seus terminais de
telecomunicações e de energia elétrica. Após a aplicação das perturbações, o mesmo deve apresentar
funcionamento normal, de acordo com suas especificações. Para verificação destes requisitos, o ESE é colocado
em funcionamento. A amostra é montada na sua condição normal de uso (sobre uma mesa ou diretamente sob o
piso da sala de ensaio).
Nos ensaios resistibilidade a surtos nos terminais de telecomunicação e energia elétrica, são aplicadas dez
perturbações para cada modo (modo comum e modo diferencial), sendo cinco perturbações na polaridade positiva
e cinco na polaridade negativa. Para a perturbação de corrente alternada (Acoplamento AC) são aplicadas cinco
perturbações para cada modo (modo comum e modo diferencial).
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7.
ENSAIOS APLICADOS
A
EQUIPAMENTOS
DE
RADIAÇÃO RESTRITA
Estes ensaios são realizados conforme a Resolução ANATEL n.º 506. Adicionalmente são utilizadas também as
normas ANSI C63.4, FCC Part 15 e IEC/CISPR 16-1.
Equipamento de radiocomunicação de radiação restrita é termo genérico aplicado a equipamento, aparelho ou
dispositivo, que utilize radiofreqüência para aplicações diversas em que a correspondente emissão produza
campo eletromagnético com intensidade dentro dos limites estabelecidos na Resolução 506. Os equipamentos
tratados por esta resolução são abaixo descritos.
• Seção I – Dispositivos de operação periódica: equipamento que opera de forma descontínua com as características
de duração da transmissão e dos períodos de silêncio especificadas na Resolução 506, destinados, por exemplo, à
transmissão de um sinal de controle tais como aqueles usados com sistemas de alarme, dispositivos de abrir e
fechar porta, chaves remotas. Operam nas faixas 40,66 a 40,70 MHz e acima de 70 MHz.
• Seção II – Equipamentos de telemedição e microfone sem fio: microfone sem fio é composto de um microfone
integrado a um transmissor e de um receptor que visa proporcionar o usuário liberdade de movimentos sem as
limitações impostas por um meio de transmissão físico (cabo). Operam na faixa de freqüências de 88 a 108
MHz, 54 a 72 MHz, 76 a 88 MHz, 174 a 216 MHz, 470 a 608 MHz e 614 a 806 MHz.
• Seção III – Equipamentos de telemedição biomédica: equipamento usado para transmitir medidas de fenômenos
biomédicos humanos ou animais para um receptor, dentro de uma área restrita. Operam na faixa de freqüência
de 174 a 216 MHz. Também podem operar nas faixas de radiofreqüências destinadas a estações de
radiodifusão de sons e imagens. Neste caso, as emissões fundamentais devem estar contidas na faixa de 512
a 566 MHz e o seu uso ser restrito a hospitais. Já Sistemas de Comunicações de Implantes Médicos (MICS)
podem operar na faixa 402 a 405 MHz, desde que a potência e.i.r.p. esteja limitada a 25 μW em uma largura de
faixa de referência de 300 kHz.
• Seção IV – Equipamentos de telemedição de características de material: estes equipamentos operam nas faixas de
890 a 907,5 MHz e de 915 a 940 MHz.
• Seção V – Emissor-sensor de variação de campo eletromagnético: dispositivo que estabelece um campo
eletromagnético em sua vizinhança e detecta mudanças naquele campo como resultante do movimento de
seres vivos ou objetos dentro de sua faixa de atuação. No caso de sistema de proteção de perímetro, o
emissor-sensor de variação de campo eletromagnético emprega linhas de transmissão de radiofreqüência
como fonte de radiação e que são instaladas de tal forma que permitem ao sistema detectar movimentos
dentro da área protegida.
Emissor-sensor de variação de campo eletromagnético, excluindo-se sistemas de proteção de perímetro,
operam nas faixas de 902 a 907,5 MHz, 915 a 928 MHz, 2.435 a 2.465 MHz, 5.785 a 5.815 MHz, 10.500 a
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10.550 MHz e 24,075 a 24,175 GHz.
Já sensores de variação de campo eletromagnético instalados em veículo e utilizados como sistemas de radar de
veículo operam nas faixas 46,7 a 46,9 GHz e 76 a 77 GHz, e seu uso não é permitido em aeronaves ou satélites.
Por fim, o emissor-sensor de variação de campo eletromagnético utilizado em sistemas de proteção de perímetro
pode operar na faixa de 40,66 a 40,70 MHz, desde que a intensidade de campo de qualquer emissão esteja
limitada a 500 μV/m, a 3 metros do emissor. Também pode operar nas faixas 54 a 72 MHz e 76 a 88 MHz, desde
que as emissões fundamentais estejam totalmente contidas nas mencionadas faixas e os limites gerais de
emissão estabelecidos no Art. 9° da Resolução 506 sejam atendidos, mas seu uso não é permitido em residências.
• Seção VI – Dispositivo de auxílio auditivo: aparelho usado para prover auxílio auditivo a pessoa ou grupo de
pessoas com deficiência. Tal dispositivo pode ser usado para treinamento auricular em uma instituição de
educação, para auxílio auditivo em locais de encontros públicos, tais como igreja, teatro, ou auditórios e, em
outros locais, exclusivamente para auxílio auditivo a indivíduos portadores de deficiência. Opera nas faixas 72
a 73 MHz, 74,6 a 74,8 MHz e 75,2 a 76 MHz.
• Seção VII – Sistemas de telefone sem cordão: sistema consistindo de dois transceptores, um sendo uma estação
base fixa que se conecta à rede telefônica pública comutada e a outra uma unidade terminal móvel que se
comunica diretamente com a estação base. Transmissões da unidade terminal móvel são recebidas pela
estação base e transferidas para a rede do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Informações recebidas
da rede telefônica pública comutada são transmitidas pela estação base para a unidade móvel.
Os telefones sem cordão operam nas faixas de freqüências de 43,7 a 47 MHz (Transmissão – Base) e 48,7 a 50
MHz (Recepção – Monofone), e de 902 a 907,5 MHz (Transmissão) e de 915 a 928 MHz (Recepção). A faixa de
1.910 a 1.920 MHz pode ser utilizada para sistemas de telefone sem cordão que utilizem a Tecnologia de
Duplexação por Divisão no Tempo, desde que operem de acordo com as condições estabelecidas na Seção VIII
da Resolução 506. Os sistemas de telefone sem cordão podem utilizar faixas de freqüências diferentes das faixas
estabelecidas acima, desde que atendam aos limites gerais de emissão descritos na Tabela II da Resolução 506.
• Seção VIII – Sistemas de ramal sem fio de CPCT: sistema consistindo de uma estação base fixa que se conecta à
Central Privada de Comutação Telefônica (CPCT) e unidades terminais móveis que se comunicam diretamente com
a estação base. Transmissões de uma unidade terminal móvel são recebidas pela estação base e transferida para a
CPCT. Operam na faixa de freqüência de 864 a 868 MHz, 944 a 948 MHz e de 1.910 a 1.920 MHz.
• Seção IX – Equipamentos utilizando tecnologia de espalhamento espectral ou outras tecnologias de modulação digital:
Espalhamento espectral é uma tecnologia na qual a energia média do sinal transmitido é espalhada sobre uma
largura de faixa muito maior do que a largura de faixa que contém a informação. Os sistemas empregando tal
tecnologia compensam o uso de uma maior largura de faixa de transmissão com uma menor densidade
espectral de potência e uma melhora na rejeição aos sinais interferentes de outros sistemas operando na
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mesma faixa de freqüências.
São considerados os sistemas de espalhamento espectral por salto em freqüência (FHSS), por seqüência
direta (DSSS) e também os sistemas híbridos. No sistema por saltos em freqüência é a energia é espalhada
mudando a radiofreqüência central de transmissão várias vezes por segundo, de acordo com uma seqüência
de canais gerada de forma pseudoaleatória (uma seqüência pseudoaleatória é uma seqüência de dados
binários que tem, na sua formação, ao mesmo tempo algumas características de seqüência aleatória e também
algumas de seqüência não aleatória). Essa mesma seqüência é usada repetidamente, de forma que o
transmissor recicla continuamente a mesma série de mudança de canais. Exemplo: equipamentos que operam
com o padrão Bluetooth.
Enquanto que a seqüência direta é uma técnica na qual se combina a informação do sinal, que normalmente é
digital, com uma seqüência binária de maior velocidade, cuja combinação resultante é então usada para
modular a portadora de radiofreqüência. O código binário (uma seqüência de bits pseudoaleatória de
comprimento fixo que é reciclada continuamente pelo sistema) domina a função de modulação, sendo a causa
direta do espalhamento do sinal transmitido. Exemplo: padrão IEEE 802.11b.
Para os propósitos desta Resolução, sistemas híbridos são os que utilizam uma combinação de técnicas de
modulação em seqüência direta ou outras técnicas de modulação digital e técnicas de saltos em freqüência.
Entende-se por modulação digital, o processo pelo qual alguma característica da onda portadora (freqüência,
fase, amplitude ou combinação destas) é variada de acordo com um sinal digital (sinal constituído de pulsos
codificados ou de estados derivados de informação quantizada). Exemplos de equipamentos que são
enquadrados nesta seção são os sistemas que empregam a tecnologia de multiplexação ortogonal por divisão
de freqüência (OFDM) – Padrão IEEE 802.11a.
Os equipamentos utilizando tecnologia de espalhamento espectral ou outras tecnologias de modulação digital
devem operar nas faixas de 902 a 907,5 MHz, 915 a 928 MHz, 2.400 a 2.483,5 MHz e 5.725 a 5.850 MHz.
Exceto quando estabelecido o contrário, os equipamentos operando de acordo com o estabelecido nesta
Seção podem ser utilizados em aplicações ponto-a-ponto e ponto-multiponto do serviço fixo e em aplicações do
serviço móvel.
As condições estabelecidas nesta Seção, para a faixa 2.400 a 2.483,5 MHz, não valem para os equipamentos
cujas estações utilizem potência e.i.r.p. superior a 400 mW, em localidades com população superior a 500.000
habitantes. Neste caso, as estações deverão ser licenciadas na Agência, nos termos da regulamentação
específica pertinente a esta faixa.
Na faixa 2400 a 2483,5 MHz, será admitido apenas o uso de Tecnologia de Espalhamento Espectral ou
Tecnologia de Multiplexação Ortogonal por Divisão de Freqüência (OFDM).
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• Seção X – Sistema de acesso sem fio em banda larga para redes locais: termo aplicado a equipamento, aparelho ou
dispositivo, utilizado em aplicações diversas em redes locais sem fio que necessitem de altas velocidades de
transmissão, ou seja, de pelo menos 6 Mbit/s, nas faixas de radiofreqüências e potências estabelecidas neste
Regulamento.
Operam nas faixas de rádio-freqüência de 5.150 a 5.350 MHz e 5.470 a 5.725 MHz, e são utilizados em
aplicações do serviço móvel, sendo que as aplicações do serviço móvel a serem usufruídas pelos usuários dos
sistemas de acesso sem fio em banda larga para redes locais serão nomádicas, ou seja, acesso sem fio em
que o terminal do usuário pode se mover livremente dentro da área de cobertura mas que, quando em uso,
permanecerá estacionário.
• Seção XI – Equipamento de localização de cabos: dispositivo usado de forma não contínua com o objetivo de
localizar cabos, linhas, dutos e elementos ou estruturas similares enterrados. Podem operar em qualquer
freqüência entre 9 kHz e 490 kHz.
• Seção XII – Sistemas de identificação por radio-freqüência (RFID): sistema, composto por dispositivo transceptor,
que recebe e envia sinais de RF, quando excitado por um equipamento transceptor interrogador, que tem a
capacidade de efetuar a leitura, escrita ou modificação das informações contidas no dispositivo.
Os sistemas de identificação por radiofreqüências (RFID) podem operar nas faixas 119 a 135 kHz, 13,11 a
13,36 MHz, 13,41 a 14,01 MHz, 433,5 a 434,5 MHz, 860 a 869 MHz, 894 a 898,5 MHz, 902 a 907,5 MHz, 915 a
928 MHz, 2.400 a 2.483,5 MHz e 5.725 a 5.850 MHz.
Já os equipamentos transceptores interrogadores podem operar nas faixas de radiofreqüências 902 a 907,5 MHz,
915 a 928 MHz, 2.400 a 2.483,5 MHz e 5.725 a 5.850 MHz. Por fim, os equipamentos transceptores
interrogadores, dos Sistemas de Identificação Automática de Veículos utilizando técnicas de varredura de
radiofreqüência e operam nas faixas 2,9 a 3,26 GHz, 3,267 a 3,332 GHz, 3,339 a 3,3458 GHz e 3,358 a 3,6 GHz.
• Seção XIII – Sistemas de telecomando: uso das telecomunicações para a transmissão de sinais de rádio para
iniciar, modificar ou terminar, à distância, funções de equipamento.
Operam nas faixas de 26 MHz, 27 MHz, 50 MHz, 53 MHz, 72 MHz e 75 MHz, para uso, exclusivamente, na
operação remota de dispositivos de forma unidirecional. Não é permitida a operação de Sistema de Telecomando
para transmissão de voz, operação de um outro transmissor de telecomando a partir de um ponto que não aquele
onde ele se encontra (operação por controle remoto), e transmissão de dados, exceto aqueles sinais codificados
e usados com o propósito de reconhecimento do dispositivo específico sob controle.
O uso de sistemas de telecomando nas faixas de 50 MHz e 53 MHz está limitado aos portadores de Certificado
de operador de estações de radioamador (COER) de qualquer classe. Para a faixa de 72 MHz, o uso está
limitado à operação de aeromodelos, e nas faixas de 75 MHz, à operação de modelos de superfície.
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• Seção XIV – Equipamento de radiocomunicação de uso geral: unidade portátil com capacidade de transmissão
bidirecional de voz entre duas pessoas. Operam nas faixas de freqüências de 462,53 a 462,74 MHz e de
467,53 a 467,74 MHz.
O uso do equipamento de radiocomunicação de uso geral na forma de transmissão unidirecional é admitido
somente para estabelecer comunicação com outra pessoa, enviar uma mensagem de emergência, prover
auxílio a viajante, ou efetuar um rápido teste.
Em hipótese alguma é permitida a interconexão de equipamento de radiocomunicação de uso geral às redes
que dão suporte aos serviços prestados em regime público ou privado de interesse coletivo. Os usuários de
equipamento de radiocomunicação de uso geral devem ser orientados pelo fabricante do produto que, a
qualquer tempo e em qualquer canal, deve ser dada prioridade a mensagens de comunicação de emergência
relacionadas com a segurança da vida.
• Seção XV – Sistemas rádio de baixa potência operando em 19 GHz: sistemas rádio de baixa potência para
aplicações ponto-multiponto do serviço fixo, utilizados exclusivamente no interior de edificações.
• Seção XVI – Sistema de sonorização ambiental: sistema composto de um transmissor e de receptores integrados
a alto-falantes, que visa substituir o meio físico de interligação da fonte sonora às caixas de som. Operam na
faixa de 225 a 270 MHz, e seu uso deve ser restrito a ambiente fechado dentro dos limites da edificação na
qual está sendo operado.
• Seção XVII – Sistemas operando na faixa 57-64 GHz: a operação na faixa 57-64 GHz, de acordo com esta
Seção, não é permitida para os seguintes equipamentos utilizados em aeronaves ou satélites, e sensores de
perturbação de campo, incluindo sistemas de radar veicular, a menos que o sensor de perturbação de campo
seja utilizado em aplicações fixas. Para os propósitos desta Seção, a referência a aplicações fixas inclui
sensores de perturbação de campo instalados no equipamento fixo, até mesmo se o sensor se mover dentro
do equipamento.
• Seção XVIII – Equipamento bloqueador de sinais de radiocomunicações – BSR: equipamento destinado a restringir
o emprego de radiofreqüências ou faixas de radiofreqüências específicas para fins de comunicações. As faixas
de radiofreqüências devem ser aquelas que o sistema se propõe a efetuar o bloqueio de sinais e devem incluir
as previstas para uso na comunicação entre o terminal de usuário e a estação rádio base ou nodal ou entre
terminais de usuário dos seguintes serviços ou aplicações:
ƒ Serviço móvel celular;
ƒ Serviço móvel pessoal;
ƒ Serviço móvel especializado;
ƒ Serviço de radiochamada;
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ƒ Serviço avançado de mensagens;
ƒ Serviço de comunicação multimídia;
ƒ Acesso fixo sem fio para prestação do serviço telefônico fixo comutado destinado ao público em geral (STFC);
ƒ Serviço móvel global por satélite;
ƒ Sistema de telefone sem cordão, sistema de ramal sem fio de CPCT e equipamento de radiocomunicação
de uso geral;
ƒ Outros serviços ou aplicações que vierem a ser designados em ato específico da ANATEL.
Condições adicionais relacionadas com o uso de equipamento bloqueador de sinais de radiocomunicações
serão objeto de instrumento decisório específico emitido pela ANATEL.
7.1.
Faixas de freqüências avaliadas
A Tabela 2 abaixo foi transcrita do Ato ANATEL n.° 1135 (2013).
Ela mostra o caso geral para determinação da faixa de freqüência de ensaios de equipamentos radiadores
intencionais. Para maiores detalhes, consulte o item 7 do Ato ANATEL n.° 1135 (2013).
Freqüência de operação 1 (maior freqüência gerada ou usada pelo ESE) *
Máxima freqüência de ensaio Menor que 1,705 MHz 9 kHz até 30 MHz Entre 1,705 MHz e 30 MHz Fundamental até 1 GHz Entre 30 MHz e 108 MHz 30 MHz até 1 GHz Entre 108 MHz e 500 MHz 30 MHz até 2 GHz Entre 500 MHz e 1.000 MHz 30 MHz até 5 GHz Acima de 1 GHz 30 MHz a 18 GHz ou a freqüência de operação do Equipamento*
1 (o que for maior) Observações: 1
* A ANATEL recomenda que seja medido, no mínimo, os três primeiros harmônicos (quando aplicável). O IBEC possui capacidade de medida até 18 GHz. Desta forma, a medida de harmônicos, considerando a leitura até o 3° harmônico, poderá ser feita para ESE’s com freqüência fundamental de até 4,5 GHz. O IBEC adota como padrão a leitura até o 3° harmônico. Tabela 2 – Definição das faixas de freqüência a serem medidas no ensaio
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7.2.
Condições de operação
O Ato ANATEL n.° 1135 (2013) complementa a Resolução 506 quanto ao método de exercício do ESE. Nos casos
de ensaio de certificação/homologação, a OCD pode definir o método de exercício da amostra adicionais.
O ESE deve ser ensaiado na freqüência de operação especifica para o dispositivo. No caso em que o ESE opere
em mais de uma freqüência, a menos que se especifique o contrário (em condições especificas), as medidas
deverão ser realizadas nas seguintes freqüências, de acordo com o item 7.2 do Ato ANATEL n.° 1135 (2013).
Freq. de operação do equipamento Fundamental Canais Avaliados Harmônicos e Espúrios Modos de operação Até 1 MHz Central 1 a 10 MHz Inicial e Final Canal Inicial e Final Maior que 10 MHz Inicial, Central e Final Canal Inicial e Final Canal Central O ESE deve ser exercitado de tal maneira que se possa verificar a freqüência da portadora, enquanto às medidas
forem realizadas. Sua configuração deve transmitir a máxima potência de acordo com o estabelecido pela
Resolução 506. Sempre que possível, os ensaios são realizados com o ESE em transmissão contínua.
Exceto menção em contrário, todas as medidas de potência devem ser realizadas com o ESE configurado na menor
taxa de transmissão do ESE. As demais medidas devem ser realizadas na máxima taxa de transmissão do ESE.
Equipamentos que usam técnicas de varredura de freqüência devem ser testados em uma freqüência fixa, em
cada uma das freqüências especificadas acima.
Salvo especificado o contrário, deve ser utilizada a modulação típica do ESE. Se o ESE transmite modulação
pulsada, a modulação deve ser ajustada para produzir o máximo ciclo ativo (duty-cycle) possível durante a medida.
Caso o ESE possua conectores para modulação externa, aplicar sinais típicos de modulação com a máxima
amplitude permitida pela entrada do ESE. Caso o ESE utilize exclusivamente modulação de voz, testar aplicando
um sinal de 1 kHz por meio de acoplamento acústico, sem contato elétrico com o ESE. O nível aplicado deve ser
apropriado para o tipo de ESE e ser capaz de produzir o máximo desvio de freqüência ou amplitude determinado
para a técnica de modulação empregada.
O software de exercício, caso exista e seja fornecido pelo fabricante, deve permitir que o mesmo opere com
transmissão contínua (duty cycle superior a 98%). Além disso, o software deve permitir (mas não se limitar) as
seguintes características:
ƒ configuração e operação em todos os canais disponíveis.
ƒ configuração e operação com todas as modulações disponíveis e taxas de transmissão de dados.
ƒ configuração e operação em todos os níveis de potência disponíveis.
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ƒ para sistemas de salto em freqüência, permitir que a seqüência de salto seja desligada e a transmissão em apenas
um canal seja possível. Adicionalmente, o software deve possuir um modo de salto em freqüência de forma contínua
para a realização das medidas de tempo de ocupação e separação de canais de salto, se aplicável.
7.3.
Ensaios aplicáveis
A Resolução n.º 506 é dividida em diversas seções, conforme descrito acima, sendo que cada seção trata de um
tipo de equipamento em específico e determina os ensaios/limites aplicáveis ao equipamento em questão, além de
um capítulo com as condições gerais que um equipamento de radiação restrita deve atender. De modo geral os
ensaios solicitados por esta resolução são:
ª Limites gerais de emissão e harmônicos
Visa verificar as emissões de um equipamento de radiação restrita. É um ensaio semelhante ao de emissão radiada
(descrito no item 4.2). Neste ensaio, as medidas são realizadas a 3 metros de distância (Antena - ESE). A faixa de
medida é definida conforme descrito acima. Antes da realização das medidas é realizada uma verificação
(maximização) para se encontrar o pior caso de emissão. São variadas, por exemplo, o arranjo do equipamento, o
modo de exercício, os modos de interconexões dos cabos, a altura da antena transmissora do ESE, o tipo de
alimentação (rede elétrica ou baterias) e no caso de o ESE ser um equipamento manual, e.g., radio transmissor portátil,
são verificados a orientação (os três eixos ortogonais) do equipamento que produz maior emissão. As medidas finais
na faixa de freqüência superior a 1 GHz são realizadas em modo de detecção de valor médio (Average).
Gráfico 2 – Faixa de 30 a 1.000 MHz
Gráfico 3 – Faixa acima de 1.000 MHz
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ª Intensidade da freqüência fundamental
Visa verificar a intensidade de campo da freqüência fundamental do ESE. Utiliza-se a mesma montagem e
exercício da amostra do ensaio acima descrito. A diferença se encontra nos limites aplicáveis à freqüência
fundamental (portadora).
ª Largura de faixa
Visa verificar a largura de faixa das freqüências fundamentais. São medidas três freqüências: a menor e a
maior freqüência de operação do ESE (canal), e uma freqüência central. As medidas são feitas com a tensão
nominal e com a bateria totalmente carregada, caso se aplique.
ª Freqüências de operação ou canalização
Para equipamentos que opera em diversos canais, o ensaio visa verificar se estes canais estão operando na
freqüência indicada na Resolução n.º 506. Sintoniza-se a freqüência de operação definida no item 7.2, em
seguida o ESE é desligado. O ESE é ligado e são medidas as freqüências de operação ao ligar, e dois, cinco, e
dez minutos após ligar. Serão quatro medidas no total.
ª Estabilidade da freqüência
Visa verificar a estabilidade de freqüência da portadora. Nos casos em que a seção particular da Resolução n.º
506 não define a estabilidade de freqüência, a freqüência fundamental deve estar no intervalo definido abaixo:
[ f inf − 0,1.( f sup − f inf )] < f < [ f sup + 0,1.( f sup − f inf )]
onde,
finf = valor da freqüência do limite inferior da faixa permitida; e
fsup = valor da freqüência do limite superior da faixa permitida.
As medidas são realizadas ao ligar o equipamento, e 2, 5 e 10 minutos após ligá-lo. Em seguida é calculado a
média aritmética das medidas e o desvio padrão experimental das freqüências medidas.
Em alguns equipamentos e solicitado que a estabilidade de freqüência seja verificada alterando-se a condição
ambiental (−20ºC a +50ºC com tensão nominal) ou a tensão de alimentação do ESE (85% a 115% da tensão
nominal, a 20ºC).
ª Potência efetiva radiada
Visa verificar a potência efetiva radiada pelo equipamento. De acordo com o glossário da ANATEL, EIRP
(Equivalent Isotropically Radiated Power) é o mesmo que potência equivalente isotropicamente radiada. O ESE é
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montado dentro da SAC em sua configuração típica e na configuração de exercício de máxima emissão. As
antenas de medidas são dispostas a 3 m do ESE. Sintoniza-se a freqüência a ser medida, e mede-se o valor
máximo desta freqüência.
As medidas são feitas em dBμV, e convertida para W, através da seguinte fórmula:
E [dBμV] = P [dBm] + 95,2
P [ W ] = 10
P [ dBm ]
10
.10 −3
ª Potência máxima de saída
Visa verificar a potência máxima de saída do equipamento. O ESE é conectado diretamente à entrada do EMI
Receiver. Sintoniza-se a freqüência a ser medida, e mede-se o valor máximo desta freqüência. As medidas são
feitas em dBm, e convertida para W, através da seguinte fórmula:
P [ W ] = 10
P [ dBm ]
10
.10− 3
ª Seleção automática/dinâmica de canais
Visa verificar se o ESE muda de canal (freqüência) automaticamente quando o canal utilizado é perturbado por
algum tipo de interferência ou se está ocupado. Este ensaio somente será realizado quando a amostra possuir
a função de seleção automática ou dinâmica de canal. Seleção automática de canais evita o estabelecimento de
um enlace em freqüência já ocupada, ou seja, quando o usuário liga o ESE para efetuar uma ligação, o mesmo
muda de canal caso haja uma interferência na mesma freqüência do canal. Seleção dinâmica de canais permite
que, mesmo durante a conversação, os canais ocupados sejam monitorados e seja efetuada uma troca, caso
haja um canal em melhores condições do que aquele em uso.
O ESE é montado dentro da SAC em sua configuração típica e as duas antenas utilizadas neste ensaio são
dispostas a 3 metros do ESE. Uma das antenas gera o sinal de interferência (transmissora – Tx) e a outra
verifica o canal (receptora – Rx).
‰
Para o equipamento com seleção automática de canais, gera-se um sinal que simule um canal ocupado,
fazendo com que o ESE não utilize este canal ao ser acionado.
‰
No caso de equipamentos com seleção dinâmica de canais, através de um gerador de sinal conectado a um
amplificador, gera-se um sinal na mesma freqüência do canal em uso, com amplitude tal que interfira no
mesmo e faça com que este mude de canal, ou seja, mude de freqüência.
]]] ^^^
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8.
ENSAIOS
8.1.
DE
SEGURANÇA ELÉTRICA (EQUIPAMENTOS
DE
TELECOM.)
Norma de referência
Os ensaios de segurança elétrica são realizados conforme a Resolução ANATEL n.º 529. Esta resolução aplica-se a
todos os produtos para telecomunicações destinados a instalação em ambiente do usuário.
8.2.
Proteção contra choque acústico
Este ensaio é realizado em equipamentos que possuam saída de áudio, e visam garantir que quando o
equipamento é submetido a certas condições, o mesmo não prejudique a audição do usuário. O equipamento
deve ser acionado de forma a circular a corrente normal de enlace, e o ruído acústico é medido nas condições
normais de uso e quando submetido a perturbações eletromagnéticas permanentes e transitórias (simulação de
surtos nas linhas de telecomunicação). Dependendo do tipo de equipamento são utilizados ouvido artificial ou
microfone para medição do ruído acústico gerado. O equipamento sob ensaio deve atender aos limites
especificados.
Foto 13– Setup do ensaio de proteção contra choque acústico
¾
Regime transitório: Na simulação de operação normal do ESE são verificadas as operações que possam
produzir
impulso
acústico.
Na
simulação
de
perturbações
eletromagnéticas,
os
terminais
de
telecomunicações são submetidos a perturbações com forma de onda 10/700 μs e tensão de pico de 1,5 kV.
O ESE não deve produzir pressão acústica transitória superior a 135 dBA1 de pico.
1
dBA: unidade de medida da pressão acústica correspondente a 20 vezes o logaritmo de base 10 da razão entre uma pressão acústica, calculada ou medida
com a ponderação A, e a pressão acústica de referência. Na Resolução n.0 529, o valor atribuído à pressão acústica de referência é 20 μPa.
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¾
Regime permanente: Na simulação de operação normal do ESE são verificadas as condições nas quais o
equipamento possa gerar tons. Na simulação de perturbações eletromagnéticas nos terminais de
telecomunicações ligados à rede externa, o equipamento é submetido a uma tensão senoidal de freqüência
(1000 ± 20) Hz e amplitude de 10 Vef. O ESE não deve produzir uma pressão acústica em regime permanente
superior a 125 dBA.
8.3.
Proteção contra risco de incêndio
Este ensaio tem como objetivo a simulação de correntes de curto-circuito. Quando submetido a estas correntes, o
equipamento não deve apresentar risco de incêndio. A avaliação deve ser feita de forma visual, evidenciado pelo
aparecimento ou não de chamas no equipamento. O ensaio deve ser repetido nas condições de enlace aberto e
fechado, caso aplicável.
Ensaio aplicável aos produtos que se conectam com a rede externa de telecomunicações através de condutores.
O ESE é colocado na posição normal de uso, sem ser energizado. Para cada uma das correntes de curto-circuito
constante na Tabela 3, o equipamento é submetido à aplicação de uma tensão de 230 Vef (60 Hz) durante quinze
minutos, entre um terminal de telecomunicação correspondente à rede externa e o terminal de aterramento. Iniciase o ensaio com a menor corrente de curto-circuito. Caso não haja risco de incêndio no ensaio realizado, a
corrente de curto-circuito do gerador é ajustada para o valor imediatamente superior e o ensaio repetido,
sucessivamente, até que ocorra risco de incêndio ou seja atingida a corrente máxima especificada.
Correntes de curto-circuito
0,23 A
0,38 A
0,72 A
1,4 A
2,9 A
5,75 A
11,5 A
23 A
Tabela 3 – Correntes de curto-circuito para o ensaio de risco de incêndio
Foto 14– Setup do ensaio de risco de incêndio
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8.4.
Proteção contra choque elétrico
Neste ensaio verifica-se a existência ou não de risco de choque elétrico ao usuário. Tal verificação é feita através
de um dedo artificial (“plug” metálico), através do qual realiza-se a pesquisa nas diversas partes do equipamento.
O dedo artificial é conectado a um instrumento de medição, que identifica os níveis de corrente de fuga do
equipamento.
Neste ensaio são realizadas medições com o equipamento energizado tensão nominal, e nas condições de
sobretensões nos terminais de alimentação e telecomunicação (rede externa).
Foto 15 – Setup do ensaio de proteção contra choque elétrico
Ensaio aplicável aos produtos que se conectam com a rede externa de telecomunicações através de condutores
e/ou são alimentados através da rede elétrica. As seguintes medidas são realizadas:
¾
Medidas nas condições normais:
Na medição da corrente de fuga nas condições normais (tensão nominal), são pesquisadas todas as partes
metálicas não conectadas ao terminal de aterramento que sejam acessíveis com o dedo artificial. Todas as
superfícies externas ao equipamento que não sejam metálicas são pesquisadas utilizando-se uma folha metálica
flexível no formato retangular, com dimensões de 20 cm por 10 cm (esta folha metálica visa simular a mão humana).
¾
Medidas nas condições de sobretensão:
São aplicadas sobretensões com os níveis especificados entre os fios da porta de energia elétrica ou da porta
externa de telecomunicações, curto-circuitados, e o respectivo terminal de teste. Os terminais que determinam
estas configurações correspondem às posições da chave conforme descritos a seguir:
“I – Terminal formado pelas partes não aterradas do equipamento e que são passíveis de serem tocadas pelo usuário durante
o uso normal (por exemplo, o monofone e o teclado de um telefone). Partes não condutoras são testadas com uma folha de
metal flexível em contato com a parte sob teste, onde a folha metálica constitui o terminal de teste;
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II – Terminal formado pelo gabinete do equipamento e demais partes acessíveis externamente, excetuando-se as descritas no
Inciso I deste artigo. A acessibilidade das partes condutoras, conectadas ou não ao terminal de aterramento, é determinada
através do uso do dedo artificial descrito no documento referenciado no inciso II do Art. 2°. Partes não condutoras são
testadas com uma folha de metal flexível em contato com a parte sob teste, onde a folha metálica constitui o terminal de teste;
III – Terminal formado pelos circuitos que serão conectados com outros equipamentos, os quais devem ser curto-circuitados
entre si para formar um terminal. São exemplos destes circuitos: porta de rede (Ethernet), porta de comunicação serial
(RS232 ou USB), etc. Após a realização do teste neste terminal, o curto-circuito deve ser desfeito.”
A corrente de fuga medida nestas condições deve ser inferior 10 mAef.
8.5.
Proteção contra aquecimento excessivo
Neste ensaio o equipamento é alimentado em sua tensão nominal e através de um medidor de temperatura são
registradas as temperaturas nas partes metálicas e não metálicas.
Ensaio aplicável a todos os produtos. O equipamento é energizado com sua tensão nominal, até a estabilização
de sua temperatura. São então realizadas medidas de temperaturas das superfícies do equipamento e a
temperatura ambiente. A elevação de temperatura em relação ao ambiente, de qualquer parte externa do ESE
acessível ao homem, não deve exceder os limites da Tabela 4. Estes valores correspondem à diferença entre a
temperatura de uma superfície e a temperatura ambiente.
Superfície
Superfície metálica
Superfície não-metálica
Partes tocadas freqüentemente
30°C
40°C
Partes tocadas eventualmente
45°C
55°C
Tabela 4 – Limites para elevação de temperatura em relação ao ambiente
]]] ^^^
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9.
EQUIPAMENTOS
DE
TELECOMUNICAÇÃO – RESOLUÇÕES ANATEL
No processo de certificação ANATEL, os equipamentos de telecomunicações são divididos em três categorias. As
categorias abrangem os aspectos de compatibilidade eletromagnética, segurança elétrica e funcionalidade. Cada
um destes requisitos exigem diversos ensaios, visando o completo atendimento do equipamento a estes
aspectos/requisitos. Para todos os equipamentos são exigidos ensaios de compatibilidade eletromagnética,
segurança e funcionais, porém os ensaios executados para garantia destes aspectos/requisitos variam em função
do tipo de equipamento/finalidade do mesmo.
ƒ Categoria I: equipamentos terminais destinados ao uso do público em geral para acesso a serviço de
telecomunicações de interesse coletivo. Exemplo: modem, equipamento de fac-símile.
ƒ Categoria II: equipamentos não incluídos na definição da Categoria I, mas que fazem uso do espectro
radioelétrico para transmissão de sinais, incluindo-se antenas e aqueles caracterizados, em regulamento
específico, como equipamentos de radiocomunicação de radiação restrita. Exemplo: Amplificador de RF,
antena, transmissor, transceptor.
ƒ Categoria III: quaisquer produtos ou equipamentos não enquadrados nas definições das Categorias I e II,
cuja regulamentação seja necessária:
a) à garantia da interoperabilidade das redes de suporte aos serviços de telecomunicações;
b) à confiabilidade das redes de suporte aos serviços de telecomunicações; ou
c) à garantia da compatibilidade eletromagnética e da segurança elétrica.
Exemplo: Acumulador de energia, cabo coaxial, sistema retificador.
Obs.: Os ensaios aplicáveis a cada tipo ou produto de telecomunicações podem ser consultados nos
documentos “Requisitos técnicos e procedimentos de ensaios aplicáveis à certificação de produtos para
telecomunicações de categoria I, II e III”.
9.1.
Ensaios de compatibilidade eletromagnética
Os ensaios de compatibilidade eletromagnética são exigidos através da Resolução ANATEL n.º 442, a qual
abrange os ensaios de emissão, imunidade e resistibilidade. Para equipamentos de radiação intencional (que tem
como finalidade a transmissão de RF, tal como, telefone sem fio) são exigidos os ensaios de compatibilidade
eletromagnética por meio da Resolução ANATEL n.º 506.
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9.1.1.
¾
Resolução ANATEL n.º 442, de 21 de julho de 2006
Título II – Dos Requisitos de Emissão de Perturbações Eletromagnéticas
Os requisitos de emissão aplicam-se aos equipamentos passíveis de certificação compulsória. No caso de
equipamentos que utilizam o espectro radioelétrico, os requisitos de emissão de perturbações
eletromagnéticas radiadas descritos neste regulamento são aplicáveis somente na ausência de requisitos de
emissão intencional de radiofreqüência ou de emissão de espúrios dispostos em regulamentação específica
sobre o produto. Os ensaios especificados são emissão radiada e conduzida conforme a IEC/CISPR 22.
¾
Título III – Dos Requisitos de Imunidade a Perturbações Eletromagnéticas
Os requisitos de imunidade aplicam-se aos equipamentos classificados como produtos para
telecomunicações da Categoria I e Categoria II, desde que destinados ao uso do público em geral. Os
ensaios especificados são:
¾
ª
Imunidade a transitórios elétricos rápidos – IEC 61000-4-4
ª
Imunidade a perturbações de radiofreqüência conduzidas – IEC 61000-4-6
ª
Imunidade a perturbações de radiofreqüência irradiadas – IEC 61000-4-3
ª
Imunidade a descargas eletrostáticas – IEC 61000-4-2
ª
Imunidade a surtos – IEC 61000-4-5
ª
Imunidade à redução e à interrupção da tensão da rede elétrica – IEC 61000-4-11
Título IV – Dos Requisitos de Resistibilidade a Perturbações Eletromagnéticas
Os requisitos de resistibilidade aplicam-se aos produtos para telecomunicações de Categoria I e Categoria
II, desde que destinados ao uso do público em geral. Os ensaios especificados são:
ª
Surto Telecomunicação – IEC 61000-4-5 e ITU-T Rec. k21
ª
Acoplamento AC – ITU-T Rec. k21
ª
Surtos no AC – IEC 61000-4-5
9.1.2.
Resolução Anatel n.º 506, de 1 de julho de 2008
Este Regulamento tem por objetivo caracterizar os equipamentos de radiação restrita e estabelecer as condições
de uso de radiofreqüência para que possam ser utilizados com dispensa da licença de funcionamento de estação
e independentes de outorga de autorização de uso de radiofreqüência.
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Os equipamentos de radiação restrita operam em caráter secundário, isto é, não têm direito a proteção contra
interferências prejudiciais provenientes de qualquer outra estação de radiocomunicação nem podem causar
interferência em qualquer sistema operando em caráter primário. Esta informação deve ser colocada de forma
visível no aparelho ou no manual de instruções.
9.2. Ensaios de segurança elétrica
Os ensaios de segurança são exigidos através da Resolução ANATEL n.º 529, a qual abrange ensaios de choque
acústico, risco de incêndio, aquecimento excessivo e choque elétrico. Estes ensaios visam garantir a segurança
ao usuário do equipamento de telecomunicações.
9.2.1.
Resolução Anatel n.º 529, de 03 de junho de 2009
Este regulamento tem por objetivo estabelecer os requisitos de segurança elétrica a serem atendidos pelos
produtos de telecomunicações, de modo a complementar os regulamentos específicos destes produtos, para fins
de certificação junto à Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL.
Este regulamento aplica-se aos equipamentos para telecomunicações de Categoria I e aos equipamentos de
Categorias II e III destinados à instalação no ambiente do usuário. Conforme Art. 4° da Resolução:
“I – Os Requisitos de Proteção Contra Choque Acústico, descritos no Título II deste Regulamento, são aplicados aos
equipamentos para telecomunicações de Categoria I e de Classes I e III que tiverem saída acústica e porta externa de
telecomunicações.
II – Os Requisitos de Proteção Contra Risco de Incêndio, descritos no Título III deste Regulamento, são aplicados aos
equipamentos para telecomunicações de Categoria I e de Classes I e III, que se conectam com a rede externa de
telecomunicações através de condutores.
III – Os Requisitos de Proteção Contra Choque Elétrico, descritos nos Títulos IV, V e VI deste Regulamento, são aplicados
aos equipamentos para telecomunicações de Categorias I, II e III e de Classes I e II.
IV – Os Requisitos de Proteção Contra Aquecimento Excessivo, descritos no Título VII deste Regulamento, são aplicados
aos equipamentos de Categorias I, II e III e de Classes I, II e III.”
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10. EQUIPAMENTOS ELETROMÉDICOS – (NBR) IEC 60601-1
No dia 01 de março de 2002 a ANVISA declarou que os ensaios de compatibilidade eletromagnética passam a ser
exigidos para a emissão dos certificados de conformidade e, que para produtos já certificados, a adequação será
exigida por ocasião da auditoria anual para manutenção da certificação.
10.1.
Resolução da diretoria colegiada – RDC n.º 32, de 29 de maio de 2007
Esta resolução dispõe sobre a certificação compulsória dos equipamentos elétricos sob regime de Vigilância
Sanitária e dá outras providências.
Art. 1º – Os equipamentos elétricos sob regime de Vigilância Sanitária devem comprovar o atendimento a Resolução que
“Estabelece os Requisitos Essenciais de Segurança e Eficácia Aplicáveis aos Produtos para Saúde”, por meio de certificação
de conformidade no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC) tomando como base as prescrições
contidas em normas técnicas indicadas por meio de Instrução Normativa (IN) da ANVISA.
§1º – Os equipamentos elétricos sob regime de Vigilância Sanitária, inclusive suas partes e acessórios, são os energizados por
meio da rede de alimentação elétrica ou fonte de alimentação interna com finalidade médica, odontológica, laboratorial ou
fisioterápica, utilizados direta ou indiretamente para diagnóstico, tratamento e monitoração em seres humanos, e ainda os
com finalidade de embelezamento e estética.
10.2.
Instrução Normativa n.° 11, de 16 de dezembro de 2014
Estabelece as normas técnicas adotadas para fins de certificação de conformidade dos equipamentos elétricos
sob regime de Vigilância Sanitária.
10.3.
Ensaios de EMC – Norma Colateral (NBR) IEC 60601-1-2
Equipamento eletromédico – Parte 1-2: Prescrições gerais para segurança – Norma Colateral: Compatibilidade
eletromagnética – Prescrições e ensaios
Esta norma especifica as regras gerais e os ensaios de compatibilidade eletromagnética para os equipamentos
e/ou sistemas eletromédicos, como também serve de base para possíveis prescrições e ensaios adicionais de
compatibilidade eletromagnética das Normas Particulares. Os ensaios aplicáveis são:
ª
Emissão radiada e conduzida – IEC/CISPR 11
ª
Correntes harmônicas – IEC 61000-3-2
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ª
Flickers – IEC 61000-3-3
ª
Imunidade a descargas eletrostáticas – IEC 61000-4-2
ª
Imunidade a perturbações de radiofreqüência irradiadas – IEC 61000-4-3
ª
Imunidade a transitórios elétricos rápidos – IEC 61000-4-4
ª
Imunidade a surtos – IEC 61000-4-5
ª
Imunidade a perturbações de radiofreqüência conduzidas – IEC 61000-4-6
ª
Imunidade à redução e à interrupção da tensão da rede elétrica – IEC 61000-4-11
ª
Imunidade à campo magnético – IEC 61000-4-8
10.4.
Normas Particulares – Série (NBR) IEC 60601-2-xx
Para certos tipos de equipamentos e/ou sistemas, estas prescrições são suplementadas ou modificadas pelas
prescrições especiais de uma Norma Particular. Onde existem Normas Particulares, a Norma Colateral não deve
ser utilizada sozinha.
A relação de normas particulares atendidas pelo IBEC pode ser consultada no escopo de acreditação.
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11. METROLOGIA LEGAL – INMETRO
Os equipamentos abaixo listados são de certificação compulsória junto ao INMETRO (Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
Os equipamentos que o IBEC realiza ensaios de EMC para homologação são:
ƒ Instrumento de pesagem não automático (Balança) – instrumentos que necessitam da intervenção de um operador
durante o processo de pesagem, por exemplo, para depositar ou remover do receptor a carga a ser medida e
também para obtenção do resultado. O instrumento permite observação direta dos resultados de pesagem
tanto mostrados como impressos; ambas as possibilidades são cobertas pela palavra "indicação" [Portaria
INMETRO n.° 236]
ƒ Taxímetro – instrumento que baseado na distância percorrida e/ou no tempo decorrido, mede e informa
gradualmente o valor devido pela utilização do veículo-táxi [Portaria INMETRO n.° 201/2002]
ƒ Etilômetro – instrumento que mede a concentração de etanol pela análise de ar pulmonar profundo (ar expirado
pela boca de um indivíduo, originário dos alvéolos pulmonar, normalmente chamado de ar expirado final),
utilizável para fins probatórios [Portaria INMETRO n.° 006]
ƒ Cronotacógrafo – instrumento destinado a indicar e registrar, de forma simultânea e instantânea, a velocidade e
a distância percorrida pelo veículo, assim como os parâmetros relacionados com o condutor do veículo, tais
como: o tempo de trabalho e os tempos de parada e de direção [Portaria INMETRO n.° 201/2004]
ƒ Medidor de velocidade – instrumento responsável pela medição de velocidade de veículos automotivos [Portaria
INMETRO n.° 115].
Dentre os ensaios na área de compatibilidade eletromagnética solicitados para metrologia legal, o IBEC é
reconhecido pelo INMETRO para realização do ensaio de Imunidade Radiada. No entanto, também realiza os
demais ensaios de imunidade conforme pode ser consultado no escopo de acreditação do IBEC.
11.1.
Portaria INMETRO n.º 236 – Instrumentos de pesagem
Esta portaria solicita o ensaio de imunidade radiada com intensidade de campo de 3 V/m, na faixa de freqüência
de 26 MHz a 1.000 MHz.
Para garantir a total imunidade do equipamento ao campo eletromagnético, o mesmo é exposto em suas quatro
faces para a antena. Para cada face, o equipamento é submetido a interferências com a antena nas polarizações
vertical e horizontal.
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A balança é ensaiada com sua carga mínima e durante a exposição ao campo não deve ocorrer uma variação no
display de ± uma divisão. Exemplo: Para uma carga mínima de 100 g, com divisão de 5 g, a variação máxima
permitida é de 95 g a 105 g.
ESE
Gerador
Amplificador
Figura 28 – Diagrama do ensaio de imunidade radiada
11.2.
Portaria INMETRO nº 115 – Radar
Esta portaria solicitação o ensaio de imunidade radiada com intensidade de campo de 10 V/m, na faixa de
freqüência de 80 MHz a 1.000 MHz.
Para garantir a total imunidade do equipamento ao campo eletromagnético, o mesmo é exposto em suas quatro
faces para a antena. Para cada face, o equipamento é submetido a interferências com a antena nas polarizações
vertical e horizontal. Além das quatro faces do radar, o laço indutivo também é submetido a interferência.
O radar é ensaiado em duas condições de operação: radar com simulação de velocidade abaixo da velocidade de
infração e radar simulando velocidade de multa. Durante os ensaios não deve haver registro de infração sem
velocidade de multa. As imagens registradas devem estar legíveis e não deve haver alteração de velocidade no
indicador de ± 1 km/h para valores medidos até 100 km/h e ± 2 km/h para valores medidos superiores a 100 km/h.
11.3.
11.3.1.
Cuidados com o projeto para o ensaio de imunidade radiada
Circuito
A maior parte das interferências são ocasionadas por indução nos cabos de conexão do equipamento. Estes
cabos tornam-se transdutores, particularmente próximo as freqüências ressonantes (comprimento do cabo é
múltiplo de um quarto do comprimento de onda).
O primeiro passo para o desenvolvimento é particionar o sistema. A maioria dos sistemas possuem componentes
e sub-sistemas separados em diferentes áreas da placa ou blindados porém, as interfaces que são conectadas a
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portas externas são afetadas através dos periféricos. O sistema deve ser particionado em circuitos críticos:
circuitos microprocessados, vídeo, circuitos analógicos que operam com baixos níveis e tensão e circuitos não
críticos: fontes lineares, circuitos que não operam com clock.
Sub-Blindagem
Circuito não crítico
Alimentação
Blindagem
Circuitos
Críticos
Circuito não crítico
11.3.2.
Aterramento
A definição clássica de terra é: ponto equipotencial que serve de referência para um circuito ou sistema. Mesmo
quando a corrente é insignificante, induzida devido aos campos elétricos ou ambientes magnéticos, causará
deslocamentos no potencial de terra. Uma definição alternativa para terra: caminho de baixa impedância por onde
a corrente retorna a fonte.
Isto enfatiza o fluxo da corrente e a necessidade conseqüente de uma baixa impedância que torna-se ainda mais
apropriada quando as altas freqüências são envolvidas.
A impedância de terra é determinada por sua indutância em freqüências um pouco maiores que kHz, e a
indutância das trilhas da placa depende principalmente de seu comprimento. Por exemplo: 10 cm de comprimento
e 0.5 mm de espessura corresponde a aproximadamente 60 nH, enquanto 2 cm de comprimento correspondem a
12 nH. Trilhas paralelas podem reduzir a indutância contanto que estejam separadas o bastante para neutralizar o
efeito da indutância mútua. O caminho das trilhas de terra paralelas devem dar forma ao layout do aterramento,
tornando uma estrutura em forma de grade. Isto maximiza o número de diferentes caminhos para circulação da
corrente minimizando a indutância para toda rota dada ao sinal. Quando um número infinito de trajetos paralelos é
fornecido e o condutor de terra é contínuo o aterramento passa a ser chamado de plano terra. Isto é fácil de se
obter em uma placa multilayer e possibilitar uma baixa indutância de terra, utilizando-se de trilhas não
interrompidas. Note que a finalidade do plano terra não é a blindagem mas sim dar um caminho de baixa
impedância paras as altas freqüências.
A regra importante a ser lembrada é que não deve haver nenhuma ruptura na camada plana abaixo das trilhas
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críticas, as quais desviariam o fluxo da corrente de retorno e aumentaria a área eficaz de loop (Figura 2), esta
trilhas também não devem estar situadas próximas às bordas do plano.
O efeito de reduzir a indutância de terra dentro do circuito deve minimizar o ruído deste que é auto-gerado nos
circuitos digitais e para minimizar as tensões de terra diferenciais geradas pela interferência. Mas estes pontos
não podem ser inteiramente eliminados, as correntes da interferência devem ser desviadas afastando-a do circuito
de entrada e dos cabos de saída. O plano de terra da seção digital deve ser separado do analógico e as seções
de I/O ,e o terra digital somente deve ser conectado as interfaces com referência de terra (veja texto abaixo) em
um único ponto. Os cabos de I/O (incluindo os de alimentação) devem ser agrupados juntos e o terra do circuito,
se necessário, deve ser conectado neste ponto (Figura 3). Cabos blindados não devem ser conectado ao 0 V da
placa mas diretamente ao terra de referência através da rota a mais curta.
Uma ameaça principal de EMC a todo o equipamento ocorre em suas interfaces, e tratar das correntes da
interferência em modo comum nestas interfaces é essencial. Isto é obtido criando-se uma estrutura de terra com
baixa impedância de transferência onde ocorra o desacoplamento de RF de todas as linhas de interface. Os
efeitos de interferência e diferença de potenciais através das portas devem ser minimizados utilizando metal ou
placa metálica na montagem dos conectores, ou designando uma parte do placa como um plano de terra da
interface para a mesma finalidade (Figura 3a). Esta referência de terra da interface deve sempre ser uma parte
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integral do projeto mesmo que não apareça em um diagrama de circuito funcional.
11.3.3.
Filtros
As linhas I/O não blindadas devem ser filtradas desacoplando-se o ruído ao terra de referência da interface no
ponto em que entram ou saem da blindagem (Figura 4). A finalidade desta é desviar correntes da interferência de
modo que não fluam nos circuitos ou para fora deste através dos cabos. Os capacitores e os indutores de filtro de
RF são necessários para este caso. Os capacitores devem ser montados com ligações curtas e perto do terra para
minimizar sua indutância, e os indutores devem ser montado de modo a minimizar a capacitância através do
espaçamento existente no enrolamento. Os ferrites da supressão são úteis para reduzir correntes no cabo da em
altas freqüências. Um filtro na alimentação é essencial se você estiver usando uma fonte chaveada.
O mais importante é assegurar-se de que o filtro tenha bom desempenho em alta freqüência e está instalado
corretamente. A conexão de terra do filtro deve fazer um bom contato (baixa impedância) ao terra de referência da
interface e mesmo um comprimento curto de fio (maior de 5 cm) pode ter um efeito desagradável no desempenho
do filtro. O contato metal-metal é altamente desejável.
Há duas maneiras de solucionar o problema de correntes de modo comum em cabos do sinal: selecione-os ou
filtre-os (Figura 4a).
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A técnica pressupõe a existência de interface aterrada. Utilizando-se de cabos blindados: determine qual impedância
de transferência é necessária para o próprio cabo, e certifique-se de que você utiliza cabos do desempenho igual ou
melhor. Crucialmente, o desempenho do cabo é irrelevante se a blindagem for degradada por uma conexão de má
qualidade ao terra da interface. Evite emendas e se certifique de que a blindagem está íntegra, em caso de emendas
faça-as curtas. Se a interface puder ser filtrada, um cabo blindado pode ser desnecessário. Todas as linhas na
interface devem ser filtradas, incluindo as linhas 0 V. Os filtros podem consistir em um paralelo de capacitores 3terminal diretamente ligados ao terra da interface, e indutores ou ferrites, ou a uma combinação de ambos. A
configuração dependerá do impedância de modo-comum em cada lado da interface.
Ou, filtrando no nível do circuito: muitos circuitos analógicos não têm nenhuma dificuldade com interferências,
contanto que sua largura de faixa de operação seja controlada corretamente. Deve-se incluir um filtro RC passa
baixa na linha, em especial entradas; adicionar capacitores de baixo-valor (por exemplo 47 pF) diretamente
através dos pinos da entrada do amplificador e circuitos como comparadores, caso os capacitores comprometam a
estabilidade do circuito pode-se adicionar ferrites em série com as entradas.
11.3.4.
Blindagem
Ou, realizar uma blindagem especial para o circuito mais crítico. Para circuitos muito ruidosos ou muito suscetíveis
esta pode ser uma parte necessária da estratégia total, mas é ineficaz a menos que todas as aproximações
restantes forem também seguidas. As aberturas e outras descontinuidades também podem ser ponto de entrada
para ruído e devem ser tratadas. Cabe ressaltar que preferencialmente nenhuma abertura deve exceder a
dimensão de 3 cm (comprimento de onda em 1 GHz). Os furos de ventilação ou as grades são aceitáveis contanto
que sejam constituídas de diversos furos ou pequenos entalhes. As aberturas, em teclados por exemplo, causam
geralmente a maioria de problemas.
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