tecnologia da informação e comunicação (tic)

Сomentários

Transcrição

tecnologia da informação e comunicação (tic)
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)
COMPUTADOR E INTERNET COMO FERRAMENTA
EDUCACIONAL
Kelly Cristina Campones- [email protected]
Eluise Caroline Gayer- [email protected]
RESUMO
Este trabalho está intitulado como Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
computador e internet como ferramenta educacional, onde a pesquisa foi realizada em
instituições de ensino do município de Ponta Grossa – Pr, sendo uma da rede municipal (A) e
outra privada (B). A presente pesquisa teve como objetivo geral compreender o uso do
computador e da internet no processo de ensino aprendizagem, que na atualidade passa ser um
dos recursos para auxiliar o docente na construção do conhecimento do discente e como
objetivo específico, analisar o uso do computador junto com a internet no processo de ensinar,
sendo assim, buscando relacionar a prática docente com a utilização da TIC. Assim, é de
grande importância para o processo de ensino/aprendizagem e também para uma educação de
qualidade a ligação entre a escola e as TIC’s. Portanto, buscou compreender por meio da
pesquisa qualitativa, de modo compreensivo sobre o uso da tecnologia da informação e
comunicação no cotidiano escolar. Para complementar este trabalho, foi utilizado à pesquisa
quantitativa, para analisar e comparar os dados coletados na pesquisa de campo. Em relação
ao tema proposto vários autores embasaram essa pesquisa, tais como Morin (2000), Novoa
(1999, 2013), Tozetto (2008), dentre outros que corroboram com suas teorias sobre a TIC no
ambiente escolar.
Palavras-chave: Tecnologia da Informação e comunicação; educação;inovação; ensinoaprendizagem.
ABSTRACT
This work is titled as Information and Communication Technology (ICT) computer and
internet as an educational tool, where the research was conducted in educational institutions in
the city of Ponta Grossa - Pr being a municipal network (A) and other private (B ). This
research aimed to understand the use of computers and the internet in the process of teaching
and learning, which today passes to be a resource to assist teachers in building the knowledge
of the student and as a specific objective to analyze computer usage together with the internet
in the process of teaching, therefore, trying to relate the teaching practice with the use of ICT.
Thus, it is of great importance to the teaching / learning process and to quality education the
connection between the school and the ICT. Therefore sought to understand through
qualitative research in a comprehensive manner on the use of information and communication
technology in everyday school life. To complement this work, we used the quantitative
research, to analyze and compare the data collected in the field research. On the subject
proposed several authors embasaram this research, such as Morin (2000), Novoa (1999,
2013), Tozetto (2008), among others that corroborate their theories of ICT in the school
environment.
Keywords : Information Technology and Communication ; education; innovation; teaching
and learning .
INTRODUÇÃO
Compreender o processo da comunicação, da linguagem, da maior e mais complexa arte de
transmitir uma mensagem é necessário entender que desde o princípio, houve a necessidade
de buscar a melhor forma de comunicar, buscando alternativas de expressar o conhecimento
de várias formas, Segundo Berlo (1991, p. 33), o próprio termo processo já indica mudança:
Se aceitarmos o conceito de processo, veremos os acontecimentos e as relações
como dinâmicos, em evolução, sempre em mudança, contínuos. [...] Não é coisa
estática, parada. É móvel. Os ingredientes do processo agem uns sobre os outros;
cada um influencia todos os demais.
Pode-se perceber que a comunicação não para, está em processo contínuo, interminável e
buscando sucessivamente a troca de informações, influenciando e facilitando a vida; a
revolução da comunicação e a tecnologia aliada à internet que nos últimos 20 anos vem se
transformando de maneira surpreendente, evoluindo a passos largos, pois, o que se observa
são pessoas cada vez mais conectadas ao mundo. Essas ferramentas de interação
desencadeiam cada vez mais a possibilidade de conhecer culturas diversas, pessoas de todos
os lugares, possibilita o fácil acesso a toda e qualquer informação em apenas alguns segundos.
O processo de comunicação já nasce com o ser humano. Se observarmos o desenvolvimento
das crianças podemos perceber que utilizam várias formas para se comunicar, antes de falar
utilizam de gritos, grunhidos e gestos.
Na atualidade, a comunicação se apresenta em várias formas, desde um panfleto de mercado
até uma conversa informal nas redes sociais. Portanto, hoje tudo se apresenta como
linguagem, comunicação.
No presente momento, nas palavras de Telles (2014) na sociedade da tecnologia entende-se
que vem provocando diferentes impactos nos setores complexos da sociedade, da educação,
da economia e da política e especialmente a comunicação vem se apresentando como peça
chave, uma vez que o objetivo principal é se comunicar com mais pessoas em menos tempo.
Nesta perspectiva, a tecnologia nos proporciona diversas situações, mudando o modo de
pensar e de se relacionar com as pessoas.
Na figura 1, apresenta a comunicação bem sucedida se mostra como um processo contínuo
que pode auxiliar no comportamento, conduta pessoal e profissional, sendo assim,
melhorando o ambiente, seja ele, profissional ou pessoal.
Figura 1 – Representação de uma comunicação advinda.
Fonte: A Linguagem e os Processos de Comunicação – Lopes (2013)
Dessa forma, a comunicação é um dos fenômenos mais importante da sociedade, que por sua
vez apresenta elementos que são interligados e inseparáveis como a linguagem, tecnologia e a
cultura. Menezes (1973) afirma que o processo de comunicação poderia ser avaliado como
fundamento da vida social:
Com efeito, num plano lógico de consideração dos fatos, o processo da comunicação
humana poderia ser encarado como o fundamento da vida social e não o contrário,
conquanto do ponto de vista da natureza ou da estrutura de tais fenômenos os dois se
manifestam de forma nitidamente inseparáveis e, mais que isso, interdependente.
(MENEZES 1973, p.147)
Assim, pode se perceber que a comunicação é um processo importante e que tem função de
alicerce na vida social. A partir desse raciocínio, podemos relacionar que os computadores e a
internet podem auxiliar na comunicação entre educador e educando, facilitando trocas de
informações, abrindo portas para as inúmeras alternativas de entreter, obter a atenção do aluno
usando o imaginário, suas formas criativas de construir o conhecimento no processo de ensino
aprendizagem.
Nos dias atuais, o computador bem como o uso da internet, nos permite uma interação
instantânea com nossas necessidades, vontades e desejos, podemos obter diversas
informações e/ou apropriação de conhecimento em questão de segundos. Bancos de dados,
cadastros online nos conectam a todas as regiões do país para que possa haver trocas de
informações sobre doadores, por exemplo, lojas virtuais, comércios que nos disponibilizam
venda online de água, gás de cozinha, fastfoods tudo dentro de casa, basta um click para o
produto possa chegar às residências.
Se para a sociedade o uso da internet tem trazido novas formas de interação com o mundo,
busca-se nesta pesquisa entender a relação da escola atrelada ao desenvolvimento
educacional, utilizando a internet como ferramenta para a construção do conhecimento
delimitando análise com os discentes do 4° serie do Ensino Fundamental.
Contudo, a internet também pode se tornar fundamental no processo de ensino aprendizagem?
Diante do surgimento da tecnologia, em específico a criação dos computadores com auxílio
da internet, o processo da comunicação vem se intensificando cada vez mais, neste sentido,
pode se perceber que a utilização dos computadores no processo de ensino aprendizagem
pode proporcionar os indivíduos desenvolver a capacidade de refletir, criar e recriar.
Com o surgimento das primeiras redes de computadores, surge a internet no início
dos anos 90. Vinda para possibilitar a troca de informação, lazer, interatividade e
comunicação entre o mundo globalizado, a internet possibilita desde um bate-papo
até Formação de Professores em cursos de Graduação. (SOUZA, 2010, p. 15)
A utilização da internet nas salas de aula pode tornar significativa, animada, atraente aos
olhos do educando, neste sentindo, o docente pode formar discentes autônomos para refletir,
pensar, falar e agir.
Enfim, na atualidade, a comunicação através do uso do computador e da internet tudo é
possível. Busca-se assim entender que a internet pode se tornar um dos processos
fundamentais da educação, ajudando a fortalecer a construção do pensamento de assumir a
responsabilidade na transmissão de conteúdos de forma interessante, atraindo os educando,
leitores e ouvintes para que as informações sejam assimiladas de forma significativa. Vale
destacar que os meios de comunicação são atrelados à educação, uma vez que existe
influencia na criação, nos valores e nos interesses sociais.
Embora ainda a escola tenha buscado repensar constantemente na melhor forma que está
utilizando a internet nas salas de aula e considerando como parte fundamental para aprimorar
o ensino aprendizagem observa-se dicotomicamente a preocupação em como atrelar essa
ferramenta trazendo, sobretudo melhora no processo de ensinar, pois, entende-se que vivemos
em uma sociedade globalizada que exige que o aprender seja continuo, a fim de alcançar um
ensino de qualidade.
O campo educacional está percorrendo caminhos de transformação, de modo que a sociedade
não para de se modificar, ampliando seus modos de se comunicar. Para Saviani (1994, p. 63),
“a educação deve adequar o homem à sua época e que isso, na atualidade, corresponde a
desenvolver uma educação para o futuro.” Dessa forma, as novas perspectivas em relação à
educação requerem gestores e uma equipe pedagógica,
No mínimo uma cultura geral mais ampliada, aptidão de aprender a aprender,
competência para saber agir na sala de aula, habilidades comunicativas, domínio da
linguagem informacional, saber usar meios de comunicação e articular as aulas com
a TIC. (LIBÂNEO, 2002, p. 28)
O processo de comunicação tem relevância para aprimorar o processo de ensino
aprendizagem, pois, uma escola pautada com uma proposta educacional deverá ter professores
com consciência no que falam, escrevem e do que pensam, sendo assim, uma educação
voltada para pensamentos críticos e proativos. Com esse pensamento, pode se considerar que
a internet ganha importância e pode auxiliar o docente e o discente ter aulas mais amplas, com
explicações eficaz, se tornando possível a interação entre o educando e o educador. Desse
modo, a comunicação simples já se torna importante dentro das salas de aula, mas pode ser
aprimorada com auxílio do computador.
1. USO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO
PROCESSO DE ENSINAR
No século XXI, a tecnologia da informação e comunicação estava conformada em repassar
informação. Dessa forma, os professores formados apenas tinham o livro como fonte de
conhecimento, deixando o aluno sem possibilidade de questionar, pois, não tinham outra fonte
além do livro que foi entregue e que muitas vezes, geralmente nas escolas públicas, eram
sempre os mesmos e apenas era repassado para outros discentes.
Na atualidade, pode se perceber a diversidade de tecnologia que hoje nos cercam, basta parar
e refletir no dia a dia, uma vez que utilizamos vários meios para obter informação, tais como:
jornais, revistas, panfletos, livros, computadores entre outros, embora a realidade da maior
parte da população ainda não tem acesso a essa diversidade.
Com essa diversidade pode se possibilitar ao educando e os próprios educadores ampliarem
suas leituras, buscarem novos conhecimentos, novas formas de explorar culturas a partir de
meios que antigamente eram desconhecidos como a interação em uma rede online.
Antigamente o conhecimento era exposto principalmente pelos livros, mas com a internet a
leitura pode ser com heterogeneidade de línguas e autores de vários países, mas também abre
a possibilidade da produção da escrita.
Com o grande fluxo de informações e sobre variados temas a leitura vai se adaptando e
evoluindo de acordo com os novos tempos, formar opiniões sobre assuntos críticos nos
possibilitando questionamentos, enriquecendo argumentos. Portanto é preciso saber o
caminho para se desenvolver a educação do futuro, sendo assim, teremos um ensino renovado
com uma visão de transformar os paradigmas que cerca a atual educação.
Mas por onde começar esse desenvolvimento? Podemos começar pelos educadores e
utilizando uma das indagações feita por Marx (1978) que provoca reflexão: “Quem educará os
educadores?”. Neste processo de desenvolvimento podemos perceber a importância de que
educadores sejam preparados para utilizar e alcançar os objetivos de um ensino de qualidade,
utilizando à formação continuada, buscando estratégias cognitivas e complexas. Sendo assim,
os docentes deverão utilizar uma prática,
... que não priorize o trabalho individualizado,segmentado e fragmentado, mas uma
ação pedagógica que possibilite à criação o contato e a interação com a totalidade de
conhecimentos, que lhe apresentem o mundo tal como ele é, um mundo concreto
complexo e contraditório. Ao apresentar à criança essa realidade concreta, criamos
nela a necessidade de compreende – lá na sua complexidade e totalidade. (SOUZA,
2007, p. 125)
Nesta perspectiva, Morin (2000) relata que quem vai educar o professor do futuro será a
minoria dos educadores que tem pensamentos e são estimulados pelo complexo. Portanto,
não podemos falar em Educação do Futuro sem relacioná-la com a tecnologia, que hoje ainda
se torna complexa para muitos educadores. Na atualidade podemos utilizar a tecnologia como
aliada para a construção do conhecimento, buscando sempre formar educando crítico e
pesquisador, pois o ensino básico não satisfaz mais a geração atual.
A tabela abaixo apresenta quatro estratégias baseadas na concepção do autor Laurillard
(1993,2002) para que os educadores e educandos interajam entre si, se adequando ao novo e
refletindo sobre o aprender e como aprender. Sendo assim, as estratégias discursivas,
adaptativa, interativas e reflexivas poderão ajudar nesta inclusão digital no processo de
ensino.
Estratégias
Discursiva
Estratégia que facilitam a troca de informação, esclarecimento de duvidas.
Adaptativa
Estratégia para que o educando aprenda adaptar as ações em função dos
objetivos e interesses de aprendizagem.
Interativa
Reflexiva
Estratégia que resultam das interações estabelecidas com uma variedade de
recursos (tecnológicos e humanos) e se manifesta na capacidade de o
estudante gerir autonomamente a aprendizagem.
Estratégia cognitivas e metacognitivas mobilizadas pelos estudantes para
abordagem dos tópicos que estão a estudar.
Tabela 1 – Estratégias de Laurillard (1993,2002).
Fonte: VII Conferência Internacional de TIC na Educação – Artigo A Gestão De Um Ple Na
Perspectiva De Estudantes Do Ensino Superior (2011, p. 327).
Neste contexto, Tozetto (2008) considera que as TIC’s não se resume apenas à internet, uma
vez que a escrita, livros, revistas, jornais entre outros também são considerado tecnologia e se
apresentam como uma metodologia de trabalho com o objetivo de incentivar à criação e a
utilização de espaço pessoal como computadores, tablets, smartphones que hoje estão
presentes no cotidiano de toda esfera terrestre.
Segundo Silva (2014, p. 33) é raro um educando que não vai ter acesso, contato com o
computador e a internet:
Mesmo aqueles que não têm acesso imediato e cotidiano a computadores vão crescer
e viver em um mundo conectado o que torna a alfabetização digital indispensável
para evitar a exclusão e prover a formação para uma cidadania plena. Todas as
crianças precisam ter acesso à tecnologia de seu tempo para que desenvolvam as
competências necessárias à vida no século XXI.
Dessa forma, tendo em vista como conceito de portfólio de aprendizagem (Barrett,2000), a
maneira que a tecnologia de informação está sendo inserida atualmente observa se que pouco
está sendo feito, pequenos avanços no uso, na forma de ensino utilizando aparelhos
tecnológicos conciliado ao aprendizado, situa um processo de trabalho e reflexão sobre a
ligação entre a tecnologia e a construção do conhecimento, junto ao avanço tecnológico, que
hoje a nos proporciona, mas infelizmente fora do nosso alcance.
As dúvidas sobre o papel do professor somam com as expectativas, atribuindo a ele a maior
parte “da responsabilidade pela condução do processo de consolidação de novos paradigmas
científicos, éticos e culturais”. Hoje o computador e a internet nos proporcionam o acesso
imediato de notícias, um fluxo de informações instantâneas, simultâneas sobre qualquer lugar
do planeta, qualquer região remota, aliando tecnologia como um sistema cultural de
representação de pensamentos, contribuindo para evolução do letramento em vários exemplos
como visual, sonora, hipermídia e etc. (NOVOA, 1999, apud UNESCO, 2004, p. 17)
Mas nem sempre as escolas possuem recursos ou estruturas adequadas para oferecer essa
condição de ensino, talvez por se tratar de uma região isolada, como baixa infraestrutura, mau
investimento do governo, professores necessitam de meios alternativos, outras formas de
envolver os alunos utilizando de jornais, revistas levando a informação, o conhecimento de
uma forma mais simples que nos traga relação com nosso cotidiano.
Segundo Perrenoud (2000, p. 139) “mais do que ensinar, trata de se fazer aprender,
concentrando se na criação, na gestão e na regularização da aprendizagem”. Com esse
pensamento, pode se perceber que não basta o professor entender a tecnologia, mas sim, saber
aplicar e conhecer as potencialidades pedagógicas e os modos de integrá-las ao
desenvolvimento, contribuindo efetivamente ao ensino, sabendo ensinar, criando situações
que favoreçam o aluno para se identificar, criar relação com o assunto.
2. UTILIZAÇÃO DO COMPUTADOR E O PAPEL DO PROFESSOR FRENTE A
ESSA TECNOLOGIA
Para Candau (1991, p. 22), “os professores são os principais agentes de inovação educacional.
Sem eles, nenhuma mudança persiste, nenhuma transformação é possível”. Sendo assim, o
professor é à base do trabalho pedagógico, sem o seu envolvimento, essa transformação não
acontece. Portanto, para que a transformação seja significativa, será necessária a inclusão dos
aparelhos tecnológicos nas escolas e profissionais qualificados para ensinar a manipular as
tecnologias. Embora a geração atual já nasça com a tecnologia em suas mãos, mas muitas
vezes não tem habilidade para fazer pesquisa de qualidade e assimilar as informações para
transformar em conhecimento científico.
Os alunos hoje são crianças e adolescentes que já nasceram nesta sociedade
tecnológica, portanto, pertencem à geração digital, interagindo, intimamente, com os
instrumentos culturais da atualidade, indicando sinais de um novo processo de
produção de conhecimento, ainda praticamente desconhecido pela escola (PRETTO,
1999, p. 79).
Na atualidade, percebe-se que as escolas de ensino público estão engatinhando em relação ao
uso dos computadores, fato esse observado pelos estágios supervisionados estabelecidos na
grade curricular do curso de Pedagogia. Muitas vezes, as escolas possuem recursos para
utilizar os aparelhos eletrônicos, todavia faltam qualificação e vontade de alguns educadores.
O modelo educacional de ensino, de maneira geral, não tem acompanhado as
mudanças proporcionadas pelas tecnologias digitais. Esse descompasso faz com que
a maioria dos professores universitários não consiga incorporar as Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) como ferramentas úteis para a sua prática docente
cotidiana. (TOZETTO, 2008, p.52)
A autora Tozetto relata os desacertos que os professores universitários possuem com a
tecnologia, embora esta realidade esteja também no Ensino Fundamental. Contudo, é preciso
ficar atento com as inovações da tecnologia e criar novas práticas de ensino, para
transformar o sistema da escola mais eficaz. Esta realidade vai exigir dos docentes
repensarem constantemente suas práticas, embora muitos se sentem impotentes perante a
tecnologia, se tornando incapazes de trabalhar com os educandos usando os computadores,
que seria uma ferramenta para facilitar seu trabalho didático. Segundo Tozetto (2008, p.14)
“não é que os professores, necessariamente, estejam à margem do desenvolvimento
tecnológico”, pois, uma vez que utilizam para atividades e pesquisas pessoais, mas não
conseguem incorporar o uso em suas práticas didáticas.
Com esses pensamentos e sem valorizar as inovações tecnológicas, manteremos a crença de
cada indivíduo terá capacidade de resolver os problemas. Na escola, a equipe gestora junto
com os professores deverá encontrar meios para que a tecnologia seja inserida com sucesso
no sistema de ensino e aprendizagem.
Ser docente vai além de ser um profissional da educação. O termo profissionalidade
tem sido introduzido nas últimas reflexões sobre a formação profissional e se traduz
na idéia de ser a profissão em ação, em processo, em movimento (TOZETTO, 2008,
p. 52).
Neste sentido, podemos perceber a importância do trabalho do docente, uma profissão que
precisar estar atualizada, consecutivamente aprendendo, se informando e buscando sintonia
com o mundo para retirar as melhorias que a sociedade oferece. Na atualidade, os
computadores junto com a internet, passam a fazer parte da vida contemporânea exigindo
qualificação do docente. Sendo assim, deverá ser verificada o referencial pedagógico para dar
suporte para os educadores profissionais.
Ao assumir esta nova atitude, o educador deverá adotar novas metodologias, buscando
inovações para trabalhar os conteúdos tornando a prática significativa. Mas este processo só
vai ter valor se existir a troca de experiência. Portanto, é necessário que os docentes
compartilhem experiências, as dúvidas e as incertezas para que possibilite reflexão sobre as
práticas de ensino e aprendizagem.
A formação não se faz antes da mudança, faz-se durante, produz-se nesse esforço de
inovação e de procura dos melhores percursos para a transformação da escola. É
essa perspectiva ecológica de mudança interativa dos profissionais e contextos que
dá um sentido às práticas de formação de professores centradas na escola. (...). Mas
hoje em dia nenhuma inovação pode passar ao lado de uma mudança ao nível das
organizações escolares e do seu funcionamento. (NÓVOA, 1995, p. 28)
O educador deve proporcionar momentos de reflexão sobre sua prática didática. Trata-se de
auto questionar o que fazem e como fazem, qual é a função da escola, questionar sua própria
competência profissional, com isso, pode facilitar os ajustes necessários induzidos por alunos
cada vez mais exigentes em virtude dos tempos novos que vivemos.
Podemos perceber que a internet junto com os demais aparelhos eletrônicos, se destaca por
facilitar a vida do educador nas práticas cotidianas com a utilização de aparelhos tecnológicos
transformando suas aulas e interagindos com o educando, buscando atingir a meta principal
da escola, formando indivíduos críticos e pensantes. Mas será que isto está acontecendo? Será
que os docentes enxergam a tecnologia aliada para ensino aprendizagem ou ainda acham que
os computadores podem substituí-los? Essas incertezas dificultam a inserção da TIC no
processo escolar.
Contudo, podemos perceber facilmente a evolução da tecnologia, alcançando mais rápido o
educando, sendo assim, os métodos utilizados em sala de aula por um educador, sem
ampliação de conhecimento, vai se tornar ultrapassado e desinteressante. Neste aspecto
podemos perceber que a assunto fundamental é ajustar as inovações tecnológicas aos métodos
pedagógicos. Portando as TIC’s podem ser um instrumento para romper paradigmas, visando
um educando crítico e reflexivo que possa ser autônomo e buscar informações que acrescente
em seu processo cognitivo.
Desta maneira, o objetivo da inclusão das tecnologias nas escolas é desenvolver novas
práticas de ensino. A tecnologia pode ajudar na integração das disciplinas e na comunicação
dos educadores, desta forma estabelecendo à eterna interdisciplinaridade. Sendo assim, a
escola pode se tornar interessante aos olhos do educando e preparando-os para o futuro.
Sabemos que o cenário tecnológico e informacional requer novos hábitos, uma nova
gestão do conhecimento, na forma de conceber armazenar e transmitir o saber,
dando origem a novas formas de simbolização e representação do conhecimento.
(BRITO, 2008, p. 23)
Portanto, a possibilidade dos computadores junto com a internet serem inserida na
multidisciplinar das práticas de ensino vai exigir uma postura do sistema de ensino e a equipe
pedagógica renovada, sempre priorizando a relação professor e aluno.
Hoje com o livre acesso à internet, a geração “nativos digital” que estão conectados, obtendo
informações e se comunicando, tal classificação de Silva (2014), dessa maneira os
computadores interligados com a internet viram referência para pesquisas e saciar
curiosidades desta geração.
Para isso, o docente inicialmente deve procurar informações, se aprimorar e buscar
experiências de colegas que obtiveram sucesso com o uso do computador em sua prática
educacional. O professor deve procurar se familiarizar com o mínimo que a tecnologia
oferece, sendo assim, planilhas eletrônicas, editores de texto e correio eletrônico, que são
considerados o básico em relação ao uso do computador.·.
É justamente pela falta de convivência e familiaridade com as tecnologias mais
atuais (principalmente os computadores e a internet) que se cria a resistência de
segmentos de educadores ao uso das TIC. (TOZETTO, 2008, p.14)
Dessa forma, demonstra a importância da coexistência que o docente deve ter em relação ao
uso da tecnologia, especificamente com a utilidade do computador e da internet. Vale apena
ressaltar que existem programas de formação para os docentes se aprimorarem em relação ao
uso da TIC nas práticas didáticas, tais como o ProInfoIntegrado (Programa Nacional de
Formação Continuada em Tecnologia Educacional).
Para utilizar os recursos e tornar a tecnologia um processo significativo no ensino e
aprendizagem, deve-se considerar que as apresentações de vídeos, Power Point que podem
deixar a aula mais atraente e os joguinhos dos computadores que apenas têm a função
recreativa para os discentes, são apenas formas de incrementar as aulas.
Vale apena lembrar que não podemos esquecer que muito discente, geralmente em escolas
públicas de zona isolada, não possui recursos e aparelhos tecnológicos e os docentes devem
utilizar de outros meios da TIC para que a aprendizagem seja significativa, de maneira que os
educandos utilizem o conhecimento na sua vida pessoal.
Pode se considerar que o uso do computador e da internet se torna uma dúvida na prática
docente, pois apenas cursos de carga horária pequena não garantem a confiança plena do
professor para usar o computador em sala de aula, porém, alguns educadores já percebem que
utilizar as TIC’s como ferramenta educacional pode aprimorar o ensino aprendizagem e pode
ajudar na interação e aproximação do professor e aluno. Portanto, este processo para utilizar
os aparelhos tecnológicos, especificamente o computador e a internet, requer trabalho e
reflexão de ambas as partes (educador e educando).
O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura em nossas
teorias e ideias, e estas não têm estrutura para acolher o novo. Entretanto, o novo
brota sem parar. Não podemos jamais prever como se apresentará, mas deve-se
esperar sua chegada, ou seja, esperar o inesperado. E quando o inesperado se
manifesta, é preciso ser capaz de rever nossas teorias e ideia, em vez de deixar o fato
novo entrar à força na teoria incapaz de recebê-lo. (MORIN, 2000, p. 30)
Com esse pensamento de Morin (2000), leva a refletir que muitos docentes estão fechados em
doutrinas, ideias e teorias, deixando de lado as inovações que a tecnologia oferece, porém,
alguns educadores se fecham para o novo, pois ainda há incertezas e dúvidas. Para essa
dúvidas e incertezas serem eliminadas, o professor junto com a equipe de gestores deve
procurar qualificação, cursos de formação para aprimorar seus métodos.
Para Petrini (2005) a tecnologia e informação (TI) têm uma tipologia sistematizada em
diferentes níveis de organização, como o conhecimento que requer diversos tipos de
informação do gerencial e operacional em uma demanda de distintos sistemas de Groupware
que apresentam característica e solução para o uso das tecnologias, que seria:
Apoio ao trabalho em grupo em três dimensões: (1) comunicação: envio de
informações, solicitações e instruções (exemplo: correio eletrônico, chat e
videoconferência); (2) colaboração: compartilhamento de informações em projetos
ou processos comuns (exemplos: Gerenciamento Eletrônico de Documentos – GED
– e Intranet); (3) coordenação gerenciamento automatizado de tarefas (exemplo:
workflow - automação do fluxo de trabalho). (PETRINI, 2005, p. 127)
Dessa forma, pode se perceber que a tecnologia da informação auxilia no trabalho em grupo
buscando a conexão de todos os envolvidos, portanto, a equipe gestora junto com os
professores poderá exercer uma prática e uma comunicação eficaz.
Na atualidade, o Google desenvolveu um aplicativo com a finalidade de auxiliar o professor Google Play para Educação. Com este aplicativo o professor poderá utilizar nas salas aulas os
tablets ou a sala de informática tornando a aula diferente e atraente.
Mas o professor não precisa ficar preso apenas aos aplicativos e Software oferecidos na
internet, o educador pode elaborar atividades diversas para utilizar os computadores entre as
disciplinas.
Dessa forma, apresentam vários exemplos de atividades para utilizar nas salas de aula de
informática, uma delas o educador pode elaborar um e-mail ou blog para turma, uma prática
que já existe no ambiente escolar, onde os educandos poderão acessar e verificar as atividades
que serão realizas durante a aula, que poderá ser um questionário, um desafio para pesquisar,
um texto, entre outras que poderá ser encaixada conforme o planejamento, tema, disciplina ou
assunto da aula. Sendo assim, utilizando as estratégias Laurillard (1993, 2002) adaptativa e
interativa, o educando terá acesso ao correio eletrônico, adaptando suas capacidades e
utilizando recursos diferenciados, tornando a aula mais atraente e significativa.
O uso do computador pode ser um ponto de partida para os professores compreender a
interdisciplinaridade, dessa forma, os educadores deverão se adaptar para utilizar os
computadores, bem como aprimorar a comunicação entre si, com isso, poderão utilizar de
forma adequada expandindo e construindo o conhecimento dos educandos.
Para que o uso do computador com auxílio da internet seja significativo no ensino
aprendizagem deverá estar inserido em um ambiente escolar ativo, onde professores, gestores
e discentes estejam trabalhando juntos. Mas para isso, primeiramente os educadores e os
gestores deverão ter conhecimento dos programas, aplicativos, software, nível de ensino e os
objetivos a serem alcançados com os recursos alternativos. Dessa forma, o educador saberá
extrair a potencialidade das informações e permitirá que os educandos sejam autores de seu
próprio conhecimento, com isso, o professor sentirá realizado profissionalmente, uma vez que
seu papel e objetivos estão sendo alcançados.
2.1 O COMPUTADOR E A INTERNET NO CURRÍCULO ESCOLAR
A inserção do computador e da internet no ambiente escolar contribuiu para quebrar
paradigmas no currículo escolar, com tudo, pode ser uma ferramenta para aumentar, estimular
a motivação dos discentes em aprender.
Nas palavras de Valente (1993, p.27) “possibilidade de uso do computador como ferramenta
educacional está crescendo e os limites dessa expansão são desconhecidos”, nesta perspectiva
pode se perceber que ainda tem muito a ser vencido e descoberto, uma vez que muitos
docentes ainda são resistentes a novos métodos e outros não sabem o tamanho de sua
expansão, pois, o computador, a tecnologia tem muita para oferecer se for utilizada de forma
correta, bem como facilitar o ensino aprendizagem.
Portanto o currículo escolar deverá ser flexível, alterado de modo que as vantagens que o uso
do computador com a internet oferece, sejam utilizados em diferentes disciplinas e não apenas
nas aulas de informática.
O computador pode ter papel de agente transformador nos métodos do currículo escolar,
tornando uma ferramenta eficaz, facilitando o trabalho do educador e auxiliando na
construção do conhecimento dos educandos.
A internet pode se tornar um recurso precioso no ambiente escolar, embora algumas escolas
ainda não possuísse este recurso, todavia a internet é considerada a mais completa, abrangente
e complexa ferramenta educacional, pois coloca à disposição dos docentes e discentes uma
imensa quantidade de informações e culturas. Dessa forma, professores e alunos poderão se
manter atualizados trocando informações e experiência.
Se o currículo escolar for flexível às mudanças, a escola poderá elaborar sites com os
conteúdos escolares para os educando ter acesso, sendo assim, os professores poderão
trabalhar juntos de forma que estabeleça a interdisciplinaridade. O PPP da escola também tem
que ser maleável e ter a participação da equipe pedagógica, sendo assim, o projeto pedagógico
poderão auxiliar e ajudar a interligar as disciplinas.
A construção do projeto pedagógico na escola é um trabalho coletivo de professores
e pedagogos empenhados em colocar sua profissão a serviço da democratização do
ensino em nosso país (...). A organização escolar é, por assim dizer, o conteúdo do
trabalho coletivo de professores e pedagogos na construção do projeto pedagógico projeto este com clareza de seus fins, que se efetive no cotidiano; por isso é
construção, não está pronto, acabado, mas se faz com profissionais
competentes/comprometidos. (PIMENTA, 1992, p. 17 e 22)
Nesta ótica requer que o PPP seja elaborado de forma coletiva, ou seja, com a participação de
todo o corpo docente, sendo assim os professores poderão nortear o projeto pedagógico e
trazer assuntos, ideias e necessidades que a comunidade está apresentando. Portanto, se os
discentes e a comunidade estão apresentando dificuldades em relação o computador e a
internet, está é à hora do docente apresentar um projeto para incluir no PPP. Dessa forma,
percebe-se que o PPP não é um documento concluído e sim aberto a mudanças com o objetivo
de qualificar o ensino aprendizagem.
3. ANÁLISE DO CAMPO DE PESQUISA
Esta pesquisa de caráter quantitativo e qualitativo buscou verificar a utilização das TIC’s em
sala de aula envolvendo o processo de ensino/aprendizagem através do uso de várias mídias,
softwares ou outros dispositivos tecnológicos.
A presente pesquisa foi efetuada em duas escolas sendo uma da rede pública (A) e outra
privada (B) no município de Ponta Grossa (PR) com 46 alunos e 7 professores da 4° série do
ensino fundamental. Inicialmente, foi aplicado um questionário constituído por com quatro
perguntas objetivas e três discursivas para o docente e seis objetivas para os discentes. Com o
objetivo de verificar quais eram as TIC’s utilizadas pelos professores em suas aulas e qual
seria a relação do uso dessas TIC’s no desenvolvimento das aulas.
A partir da análise das respostas do questionário inicial, realizou-se uma análise de conteúdo
de todo o material produzido, avaliando a concepção da utilização das TIC’s por parte dos
discentes e docentes.
Na escola A, foram entregue 10 questionário para os educadores e 40 para os educandos, dos
quais retornaram preenchidos 02 questionários dos docentes e 22 dos discentes.
17%
Entregues
Retornou
83%
Gráfico 01 - Porcentagem de respostas obtidas para o questionário do educador escola A
Fonte: autores (2014)
35%
Entregues
Retornou
65%
Gráfico 02 - Porcentagem de respostas obtidas para o questionário do educando escola A
Fonte: autores (2014)
Já na escola B foram deixados os mesmo números de questionário, dos quais retornaram
preenchidos quatro dos educadores e 24 dos educando.
29%
Entregues
Retornaram
71%
Gráfico 03 - Porcentagem de respostas obtidas para o questionário do educador escola B
Fonte: autores (2014)
38%
Entregues
Retornaram
62%
Gráfico 04 - Porcentagem de respostas obtidas para o questionário do educando da escola B
Fonte: autores (2014)
Constatou-se que nas instituições em que foram realizados os questionários a taxa de
respostas foi abaixo da média, ou seja, nas pesquisas levantadas a escola B teve um percentual
maior de entrega dos questionários, tanto dos docentes como dos discentes, onde o resultado
foi mais bem aproveitado e pôde ser estabelecida a comparação das respostas.
A questão 03 apresenta alguns recursos a serem utilizados em sala de aula, segundo Souza
(2007, p.111), “Recurso didático é todo material utilizado como auxílio no ensino
aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado, pelo professor, a seus alunos”, uma
vez que a importância de se utilizar recursos diferenciados torna aula mais atraente, bem
como ajuda o discente compreender com mais facilidade os conteúdos.
Utilizar recursos didáticos no processo de ensino- aprendizagem é importante para
que o aluno assimile o conteúdo trabalhado, desenvolvendo sua criatividade,
coordenação motora e habilidade de manusear objetos diversos que poderão ser
utilizados pelo professor na aplicação de suas aulas. (SOUZA 2007, p.112-113).
Na atualidade o processo de ensinar está exigindo cada vez mais dos educadores, para que as
aulas se tornem dinâmicas e ajude no desenvolvimento dos alunos. Portanto, o quadro negro e
os livros didáticos não são mais suficientes para produzir uma aula produtiva e objetiva.
Desta forma, “O uso de recursos didáticos deve servir de auxílio para que no futuro os alunos
aprofundem, apliquem seus conhecimentos e produzam outros conhecimentos a partir desses
recursos” (SOUZA, 2007, p. 113).
Dessa forma, os recursos alternativos podem auxiliar o educando a descobrir uma maneira
mais fácil para adquirir conhecimento e de esclarecer suas dúvidas. Contudo, segundo Souza
(2007, p.111) “o professor deve ter formação e competência para utilizar os recursos didáticos
disponíveis e muita criatividade”, sendo assim, o educador tem que estar capacitado e planejar
para utilizar os recursos alternativos, pois, pode se tornar uma ação recreativa e o objetivo
principal, que é a construção do conhecimento do educando, não é alcançado.
O uso de materiais didáticos no ensino escolar deve ser sempre acompanhado de
uma reflexão pedagógica quanto a sua verdadeira utilidade no processo de ensino e
aprendizagem, para que se alcance o objetivo proposto. Não se pode perder em
teorias, mas também não se deve utilizar qualquer recurso didático por si só sem
objetivos claros”. (SOUZA 2007, p.113).
O educador deve procurar variar o máximo os recursos, adequando cada recurso para cada
momento ou fase do processo de ensino aprendizagem e para que aula seja significativa. Vale
apena ressaltar que o professor deve ficar atento e considerar a heterogeneidade da turma e se
determinado recurso vai ajudar no desenvolvimento cognitivo. Para isso, o educador deverá
conhecer seus alunos para que possa encaixar os recursos certos em seus planejamentos
diários.
O gráfico seguinte está representando quais os recursos são mais utilizados em sala de aula.
Na instituição A 99% dos discentes responderam, os recursos mais utilizado pelo seu
professor são o quadro negro e o computador o que corresponde com as resposta dos
docentes. Os discentes ainda mencionaram que outros recursos que eles mais utilizam é o
caderno.
25
20
15
10
5
0
Discentes
Docentes
Gráfico 05 - Quais os recursos mais utiliza em sala de aula (escola A)
Fonte: Autores (2014)
Comparando com a escola B, conforme a figura 7, o recurso mais utilizado pelos educadores
em sala de aula conforme o questionário preenchido seria as mídias e as apostilas de forma
que as respostas dos professores corresponderam.
25
20
15
10
5
0
Discentes
Docentes
Gráfico 06 - Quais os recursos mais utiliza em sala de aula (escola B)
Fonte: Autores (2014).
Neste momento, a comparação é inevitável, pois podemos perceber que na instituição A os
discentes colocaram que o educador utiliza mídias em sala de aula, mas na resposta dos
docentes as mídias não foram citadas, dessa forma abrimos uma reflexão: o que os discentes
da instituição A entendem por Mídias?
A tabela a seguir demonstra que na atualidade apresenta vários tipos de mídias, que pode ter
gerado o desencontro das respostas do discente e dos docentes da instituição A.
Mídias
Digital
Tecnologia digital com internet
Eletrônica
Televisão, rádio, cinema entre outros.
Impressa
Jornais, revistas, livros, folders entre outros.
Tabela 2 - Tipos de Mídias
Fonte: A importância de utilizar as mídias na educação, Victor Monteiro (2014).
Comparando os discentes e os docentes da escola B, pode perceber que as respostas
corresponderam, uma vez que o recurso mais utilizado em sala são as mídias.
Dessa forma, pode se perceber que existem lacunas entre as escolas. Vale lembrar que são
duas instituições de ensino com verbas e infraestrutura diferentes, uma vez que uma é pública
e outra privada.
A questão quatro foi elaborada com finalidade de saber se há laboratórios de informática e se
está sendo utilizado pelos professores e alunos, tanto os discentes como os docentes da
instituição A responderam que existe o laboratório e que a frequência das aulas é de duas
vezes por semana.
O uso do Laboratório de Informática como ferramenta educacional exige do
professor uma reflexão crítica sobre o valor pedagógico da informática, as
transformações da escola e o futuro da educação. Cabendo ao professor tornar-se um
agente ativo no sistema educacional, ser um profissional que sabe lidar com
diferentes situações, ser flexível, multifuncional e estar sempre aprendendo.
(SOUZA, 2010 p. 35)
Neste sentido fica claro que o professor deve estar preparado para administrar as aulas no
laboratório de informática. Portanto o educador deve se atualizar, se capacitar para utilizar o
laboratório de forma correta.
Já na instituição B, conforme questionário respondido pelos professores e a maioria dos
alunos, a instituição não possui sala de informática, dessa forma não há aulas durante a
semana, mas oito discentes responderam que há sala de informática e as aulas são uma vez na
semana.
Sim
Não
16
8
1
Quanto dias na
semana
Gráfico 07 - Sala de informática na escola B
Fonte: Autores (2014).
Dessa forma, podemos concluir que os docentes estão desinformados ou os discentes estão
confundidos com as aulas que utilizam os computadores, pois, na questão cinco do
questionário dos discentes tem como intuito saber se os computadores estão sendo utilizado
em outras disciplinas, além das aulas de informática, uma vez que para o computador se torne
uma ferramenta educacional deverá ser utilizados por todas as disciplinas. Portanto na escola
B, conforme a resposta dos discentes, os computadores são utilizados em todas as disciplinas.
O uso da tecnologia não como “máquina de ensinar”, mas, como uma nova mídia
educacional: o computador passa a ser uma ferramenta educacional, uma ferramenta
de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade de
ensino (VALENTE, 1993, p. 5).
Assim podemos perceber que o computador é uma ferramenta com vários benefícios, que
podem auxiliar e aumentar a qualidade de ensino aprimorando o cognitivo dos discentes.
Infelizmente na instituição A isto não ocorre, 100% dos questionários dos discentes que
retornaram preenchidos a resposta foi negativa, o computador é apenas utilizado nas aulas de
informática.
Já na questão seis dos discentes, representada nos gráficos 08 e 09, que foi a única elaborada
diferente do questionário dos professores, o objetivo era saber qual era a finalidade do uso da
internet para os alunos, se era apenas diversão, entretenimento ou para adquirir conhecimento.
Vale apena lembrar que muitos discentes ainda não possuem internet em sua residência.
Na escola A alguns discentes utilizam as duas finalidades apontadas no questionário,
mas ainda a diversão e o entretenimento estão em vantagem sobre o estudo e conhecimento.
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Gráfico 08 - Utiliza a internet com a finalidade (escola A)
Fonte: Autores (2014.)
Na mesma questão, os discentes da escola B foi o inverso, maioria respondeu que a internet
tem como finalidade para o estudo e conhecimento, porém alguns alunos consideram as duas
finalidades.
25
20
15
10
5
0
Conhecimento/Estudo
Diversão/Entretenimento
Gráfico 09 – Utiliza a internet com a finalidade (escola B)
Fonte: Autores (2014.)
Em um dos questionários dos discentes desta instituição, que afirmaram que utilizam as duas
finalidades, apresentaram as seguintes justificativas:
Discente 1B “Na escola para aprendermos e estudarmos, mas fora da escola para
diversão e entretenimento;
Discente 2B “Pois uso mais para estudo e um pouco menos para jogar”;
Discente 3B “Pois tem aplicativos de diversão e aplicativos de conhecimento”;
Discente 4B “Porque temos pesquisas e no final podemos jogar”.
Dessa forma, podemos perceber que os alunos dessa instituição tem consciência que a internet
tem utilidade para o estudo e para adquirir conhecimento.
Na última questão para os discentes que é semelhante a questão 6 dos docentes se refere se
existe orientações sobre sites confiáveis, da equipe gestora para os professores e dos próprios
educadores para os educandos.
Nesta questão, a escola A chamou atenção pelo fato que a instituição não possuir internet,
embora isto seja realidade de várias escolas. Tanto no questionário dos professores como dos
alunos a justificativa foi à mesma: “Porque não têm internet na escola”. Com essa resposta
podemos questionar como os discentes estão sendo preparados para lidar com a internet, pois
este recurso hoje está presente no mercado de trabalho e se tornou peça chave para pesquisas,
além dos livros e outros recursos.
Portanto, a orientação sobre sites confiáveis deveria existir mesmo com a falta de
infraestrutura da escola, pois muitos professores utilizam a internet no seu espaço pessoal e já
possuem contato com os sites.
A internet é considerada um emaranhado de informações que pode disseminar o
conhecimento, ou seja, uma ferramenta extremamente abrangente que necessita de orientação.
Portanto os educadores devem ser orientados e orientar seus alunos a pesquisar utilizando
fontes seguras, sendo assim, filtrar as informações.
O gráfico 10 representa a mesma questão na escola B, que apresentou uma variação mínima,
pois, 92% dos alunos confirmaram que recebem orientações por parte da instituição sobre
sites confiáveis. Nesta mesma perspectiva, os professores também responderam que existe
orientação, tanto da equipe diretiva como dos próprios educadores.
4% 4%
Sim
Não
As vezes
92%
Gráfico 10 – Existe orientação da equipe diretiva, bem como sua sobre os sites confiáveis serem
pesquisados? (escola B)
Fonte: Autores (2014.)
No questionário dos professores foram elaboradas duas questões diferentes do questionário
dos discentes. Uma delas tem a finalidade de descobrir quais as formas que a instituição está
encontrando para acompanhar a evolução das TIC’s que estão provocando mudanças no
ambiente escolar. A seguinte questão apresenta a finalidade para saber na opinião dos
professores quais são as vantagens e desvantagens que a internet ocasiona no processo de
ensino aprendizagem.
Ambas não foram respondidas pelos professores da instituição A, um dos educadores
respondeu com mesma justificativa da questão 6: “Porque não têm internet na escola”.
Já a instituição B, as professoras responderam a questão 7 da seguinte maneira:
Professora 1B: “Capacitação de professores e todos os profissionais envolvidos com
o uso das TIC’s”
Professora 2B: “Desenvolvimento de metodologias aprimoradas, capacitação do
corpo docente, uso amplificado das mídias, etc.”
Professora 3B: “ Capacitação dos profissionais envolvidos com o uso de IPOD”
Professora 4B: “Capacitação de professores e todos os profissionais envolvidos com
o uso das TIC’s”.
Com estas respostas podemos perceber que a escola utiliza a formação continuada e
capacitação para todos que estão envolvidos como um dos meios para acompanhar a evolução
e as mudanças que as TIC’s estão provocando.
A última questão para os educadores tem a finalidade de saber a opinião que eles matem sobre
as vantagens e desvantagens que a internet ocasiona no processo de ensino aprendizagem. Os
professores apresentaram as seguintes opiniões:
Professora 1B: “Vantagens: Melhor compreensão dos conteúdos pelos alunos.
Desvantagens: Falta de controle do acesso dos alunos.”
Professora 2B: “As vantagens são inúmeras conforme as intenções tanto do
professor quanto do aluno. Em sala de aula o uso da internet se tornando
fundamental. Não há desvantagens”.
Professora 3B: “Vantagens: Melhora a compreensão e o desenvolvimento das
atividades pelos alunos. Desvantagens: Falta de controle de acesso que o aluno
realiza.”
Professora 4B: “Vantagens: Melhor compreensão dos conteúdos pelos alunos.
Desvantagens: Falta de controle de acesso que o aluno utiliza”.
Com essas opiniões semelhantes das educadoras da escola B, podemos perceber que a
internet, como ferramenta educacional, tem a vantagem de melhorar a compreensão dos
conteúdos e auxilia no desenvolvimento das atividades pelos alunos. Mas como tudo tem seus
dois lados, a internet apresenta desvantagens, embora na opinião da P2 não há desvantagens,
as demais professoras mencionaram a falta de controle sobre os acessos que os alunos
realizam na internet, pois como tem sites confiáveis, entretenimento, jogos e conhecimento,
também apresenta perigos com sites não confiáveis.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na atualidade deparamos com as transformações que a tecnologia está provocando na
sociedade, trazendo desafios para as práticas dos docentes, uma vez que as informações
chegam antes dos discentes entrarem na sala de aula.
Com a presente pesquisa, podemos perceber que o computador aliado com a internet pode
acrescentar como ferramenta educacional no processo de ensino aprendizagem e se tornar
uma prática dos docentes. Contudo, os métodos da TIC’s no ambiente de algumas escolas
estão em processo de evolução, uma vez que possuem o computador, mas não tem auxílio da
internet. O cotidiano educacional tolera que o educador reflita sobre a sua prática para incluir,
utilizar o computador junto com a internet, pois, esta ferramenta pode colaborar para construir
o conhecimento do educando de forma significativa. Portanto o corpo docente deve se manter
atualizado e habilitado para utilizar o computador na prática docente, pois muitos educandos e
até os próprios educadores estão sentido que algumas aulas convencionais estão ultrapassadas.
Com a coleta de dados podemos perceber que há uma lacuna entre os métodos utilizados na
instituição privada e da pública. Um dos motivos dessa lacuna aberta, que foi apresentada
pelos educandos e educadores da instituição A, é a falta de infraestrutura que as escolas
públicas apresentam. Perante todos os objetivos levantados ao decorrer desta pesquisa,
concluo que compreender o processo das TIC’s no ambiente escolar privado acontece de
maneira completa, pois uma vez que o corpo docente procura estar capacitado para as
inovações que a tecnologia oferece. Infelizmente a instituição pública está engatinhando em
relação a novos métodos que a tecnologia proporciona para que as aulas se tornem mais
atraentes e significativas, pois há computadores, mas não tem auxílio da internet, sendo assim,
um dos motivos que o processo das TIC’s está incompleto nesta instituição.
Diante das transformações e das novas exigências que a tecnologia vem provocando no
ambiente escolar, as mudanças precisas não dizem a respeito apenas a diversificação de
métodos para aulas, mas sim uma necessidade de uma nova concepção de educador. Portanto,
o professor terá que refletir sobre o seu papel na escola e sobre suas práticas.
Utilizar o computador e a internet como recurso diversificado pode gerar resultados
satisfatórios para aprendizagem do aluno, mas isso requer esforço e preparo do docente.
O objetivo do uso do computador e da internet na prática educacional não é modernizar as
escolas, uma vez que a finalidade da escola é formar inteiramente seus discentes. Portanto, a
finalidade da escola é fazer com que os alunos aprendam e utilizem seus conhecimentos
durante a vida, dessa forma, o computador e a internet podem auxiliar facilitar e promover
novos conhecimentos.
O computador só mudará o sistema de ensino se a instituição e os professores se apropriarem
desta ferramenta, integrando com os outros recursos didáticos.
Esta ferramenta está presente em nossas vidas, seja no trabalho, seja na diversão, na vida
profissional e pessoal e agora se tornou uma das ferramentas primordial no ensino
aprendizagem.
Na atualidade existem programas governamentais para que cada educando da rede pública
possua um computador portátil (UCA) que tem como objetivo de intensificar as tecnologias
da informação e da comunicação (TIC) nas escolas.
A presente pesquisa não está finalizada, ainda há lacunas que não foram averiguadas, pois
sabemos que há utilização de computadores nas duas escolas, tanto na pública com na
privada, mas de que forma está sendo utilizado? Quais os programas educacionais estão sendo
utilizados no laboratório de informática? Como está sendo estabelecida a interdisciplinaridade
como o uso do computador? De que forma é estabelecida a orientação sobre sites confiáveis?
Além do computador, os educandos utilizam os celulares, que muitos já possuem internet,
será que o celular e outros aparelhos tecnológicos podem se tornar uma ferramenta para
auxiliar o ensino aprendizagem? Entre outras indagações que podem ser levantadas com está
pesquisa.
REFERÊNCIAS
BERLO. David K. O processo da comunicação. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
BRITO, G. S.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias um re-pensar. 2.
ed.Curitiba: Ibpex, 2008.
CANDAU, Vera Maria F. Informática na educação : um desafio. Tecnologia Educacional,
Rio de Janeiro, v. 20 (98/99), p. 14-23, jan./abr. 1991.
COSTA, Fernando Albuquerque; CRUZ, Elisabete; VIANA, Joana. Estratégias e
dificuldades de Gestão Pessoal da aprendizagem em ambientes virtuais. Inst. De
Educação da Universidade de Lisboa. Portugal. VII Conferência Internacional de TIC na
Educação 2011.
LAURILLARD, D. (1993). Rethinking University Teaching. A framework for the effective
use of educational technology. London: Routledge.
LAURILLARD, D. (2002). Rethinking University Teaching. A framework for the effective
use of educational technology. (2nd ed.). London: Routledge Falmer.
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos para quê? São Paulo:Cortez, 2002.
MENEZES, E. Diatay Bezerra. Fundamentos sociológicos da comunicação. In: Adísia Sá
(Coord.). Fundamentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 146-205.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários á educação do futuro. Tradução de Catarina
Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.
Título original: Les sept savoirs nécessaires à l’ education du futur.
NOVOA, A. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das
práticas. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 25, n. 1,p. 11-20, jan/jun. 1999.
NOVOA, Antônio (Coord.). Os professores e a sua formação. 2 ed. Lisboa: Dom
Quixote,1995.
PIMENTA, Selma Garrido, Série Idéias nº8. São Paulo: FDE/Governo do Estado, 1992
PRETTO, Nelson de Luca. Educação e inovação tecnológica : um olhar sobre as políticas
públicas brasileiras. Revista Brasileira de Educação, nº 11, p. 75-84, maio/jun./jul./ago.
1999b.
SAVIANI, Nereide. Saber escolar, currículo e didática. São Paulo, Ed. Autores associados,
1994
SILVA, Patrícia Konder Lins. Roda de conversa: Os nativos digitais chegaram à escola.
Revista Pátio – Educação Infantil. Ano XII n° 38, p. 32 – 34, Jan/Mar. 2014.
TELLES, Adeíldo.Tecnologias Educacionais. Universidade do Estado de Amapá. 2014.
Disponível
em:
http://pt.slideshare.net/AdeildoTelles/tecnologias-educacionais-ii34463438?related=1 Acesso em: 06/10/2014
TOZETTO, Joseli Monteiro. Formação docente, prática pedagógica, Tecnologias da
informação e comunicação: Rupturas e transformações em uma instituição do Ensino
Superior. Pontifícia Universidade Católica do Pr. Curitiba 2008.
UNESCO. O perfil dos professores brasileiros: o que fazem, o que pensam, o que almejam.
Pesquisa nacional UNESCO. São Paulo: Moderna, 2004.
ALARCÃO, I. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2003.
AMARAL, L. H; AMARAL, C. L. C. Tecnologias de comunicação aplicadas à educação.
In ____ Interações Virtuais: Perspectivas para o ensino de línguaportuguesa à distância. São
Carlos: Claraluz, 2008.
BARRETT, H. 2000. Electronic teaching portfolios: multimedia skills+portfolio
development=powerful professional development. Retrieved April, 5, 2010, from
CEREJA,
William
Roberto;
MAGALHÃES,
Tereza
Cochar.
linguagens/literatura, gramática e redação. 2.ed. São Paulo : Atual. 2004.
Português:
GODOY, A. S. São Paulo: Atlas, 1999. Introdução à pesquisa qualitativa e suas
possibilidades. In: Revista de Administração de Empresas.p. 58.
GOOGLE
PLAY.
Disponível
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.magtab.eRevistaPortalEducao
Acesso 19/10/2014
em:
LOPES, Wenderson. A Linguagem e os Processos de Comunicação Disponível em:
http://www.coladaweb.com/portugues/a-linguagem-e-os-processos-de-comunicacao Acesso
em: 20/102014
MARX, Karl. Os pensadores. Tradução de José Arthur Giannotti. São Paulo, Abril Cultural,
1978.
MONTEIRO, Victor. A importância de utilizar as mídias na educação Disponível em
: http://www.cpt.com.br/cursos-metodologia-de-ensino/artigos/a-importancia-de-utilizar-asmidias-na-educacao2#ixzz3JyvUYGen Acesso: 19/11/2014
MUSACCHIO, Cláudio de. Cloud Groupware - gestão do conhecimento. Disponível em:
http://www.baguete.com.br/colunistas/colunas/824/claudio-de musacchio/14/12/2011/cloudgroupware-gestao-do-conhecimento Acesso em 11/11/2014.
OLIVEIRA, Emanuelle. Interdisciplinaridade. InfoEscola Navegando e aprendendo.
Disponível em: http://www.infoescola.com/pedagogia/interdisciplinaridade/ Acesso em
30/10/2014
Perrenoud, P. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
2000
PRENSKY, M. Digital Natives, digital immigrants. On the Horizon. V. 9 n. 5, p. 1-6, 2001.
PRETTO, Nelson de Luca. Educação e inovação tecnológica: um olhar sobre as políticas
públicas brasileiras. Revista Brasileira de Educação, nº 11, p. 75-84, maio/jun./jul./ago.
1999b.
PROINFO
INTEGRADO.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13156:proinfointegrado&catid=271:seed Acesso em 20/10/14
Projeto
um
computador
por
aluno
(UCA).
Disponível
http://www.fnde.gov.br/programas/programa-nacional-de-tecnologia-educacionalproinfo/proinfo-projeto-um-computador-por-aluno-uca
em:
RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas,1989.
ROSENTAL, Claude; FRÉMONTIER-MURPHY, Camille. Introdução aos métodos
quantitativos em ciências humanas e sociais. Porto Alegre: Instituto Piaget, 2001.
SOUZA, M. C. B. R. de. A concepção de criança para o enfoque histórico-cultural. Tese
(Doutorado em Educação) – Universidade Estadual Paulista. Marília, 2007
SOUZA, Daiany Ferrão Pires de. LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA: Ferramenta de
Aprendizagem nos Anos Iniciais. Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul Faculdade De
Educação , 2010
SOUZA, S. E. O uso de recursos didáticos no ensino escolar. In: I Encontro De Pesquisa
em Educaçao, Iv Jornada de Prática De Ensino, XIII Semana de Pedagogia da UEM:
“Infancia e Praticas Educativas”.
Maringá, PR, 2007
VALENTE, José Armando. Computadores e Conhecimento: repensando a Educação.
Campinas: Unicamp. 1993.
WOOD Thomaz Jr; PETRINI, Maira de Cassia. Gestão Empresarial: Comportamento
Organizacional. O impacto da tecnologia 1°Ed p. 127 2005.