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Publicada por la Asociación
Octubre - Diciembre de 2011
Panamericana de Infectología
Volumen 13 • Número 4
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Publicada por la Asociación
Octubre - Diciembre de 2011
Editor-Jefe
Sergio Cimerman (São Paulo, SP, Brasil)
Editores Asociados
André V. Lomar (São Paulo, SP, Brasil)
Angel Escobedo (Habana, Cuba)
Angel Minguez (Córdoba, Argentina)
Eduardo Gotuzzo (Lima, Perú)
Gabriel Levy Hara (Buenos Aires, Argentina)
Germán Ambasch (Córdoba, Argentina)
Guillermo Acuña (Santiago, Chile)
Hélio Vasconcellos Lopes (São Paulo, SP, Brasil)
Jaime Torres (Caracas, Venezuela)
Jesus Feris Iglesias (Santo Domingo, República Dominicana)
Roberto Focaccia (São Paulo, SP, Brasil)
Comité Editorial
Ângela Maria da Silva (Aracaju, SE, Brasil)
Anibal Sosa (Boston, USA)
Antonio A. G. Meliço Silvestre (Coimbra, Portugal)
Arnaldo Colombo (São Paulo, SP, Brasil)
Carlos Brites (Salvador, BA, Brasil)
Charles C. Parchment Hendy (San Pedro Sula, Honduras)
Ciro Maguiña (Lima, Perú)
Cléa Bichara (Belém, PA, Brasil)
Duilio S. Núñez (Asunción, Paraguay)
Daniel Stamboulian (Buenos Aires, Argentina)
Dominique Peyramond (Lyon, France)
Eduardo Sávio (Montevideo, Uruguay)
Flavio de Queiroz Telles Filho (Curitiba, PR, Brasil)
Gabriel Schimunis (Washington, USA)
Gustavo Kouri (Habana, Cuba)
Hélio Arthur Bacha (São Paulo, SP, Brasil)
Henrique Lecour (Porto, Portugal)
Hércules Moura (Atlanta, USA)
Hugo Eduardo Pezzarossi (Ciudad de Guatemala, Guatemala)
Panamericana de Infectología
Volumen 13 • Número 4
Ian M. Gould (Aberdeen, Reino Unido)
Isidro G. Zavalla Trujillo (Guadalajara, México)
John Ehrenberg (Washington, USA)
José Angel García Rodríguez (Salamanca, España)
José D. Pedreira Andrade (La Coruña, España)
José E. Vidal Bermúdez (São Paulo, SP, Brasil)
José Ignácio Santos (Ciudad de México, México)
José Ivan Albuquerque Aguiar (Campo Grande, MS, Brasil)
José Luiz de Andrade Neto (Curitiba, PR, Brasil)
José M. L. C. Campelo Calheiros (Porto, Portugal)
Juan Gestal Otero (Santiago de Compostela, España)
Juan González Lahoz (Madrid, España)
Julio C. Medina (Montevideo, Uruguay)
Julio S. Castro Mendez (Caracas, Venezuela)
Lessandra Michelin (Caxias do Sul, RS, Brasil)
Luis Bavestrello Fernandez (Viña del Mar, Chile)
Luís Enrique Morano Amado (Vigo, España)
Luis Thompson (Santiago, Chile)
Marcelo Simão Ferreira (Uberlândia, MG, Brasil)
Maria Luiza Moretti (Campinas, SP, Brasil)
Maximo O. Brito (Chicago, USA)
Monica Thormann (Santo Domingo, República Dominicana)
Naftale Katz (Belo Horizonte, MG, Brasil)
Pedro Cahn (Buenos Aires, Argentina)
Rafael Nájera Morrondo (Madrid, España)
Raul E. Isturiz (Caracas, Venezuela)
Richard Guerrant (Virginia, USA)
Rui Sarmento e Castro (Porto, Portugal)
Sherwood L. Gorbach (Boston, USA)
Sigfrido Rangel-Frausto (Ciudad de México, México)
Susana Cabrera (Montevideo, Uruguay)
Sylvia Lemos Hinrichsen (Recife, PE, Brasil)
Teresita Mazzei (Florencia, Italia)
Vicente Soriano (Madrid, España)
Walter Tavares (Rio de Janeiro, RJ, Brasil)
REVISTA PANAMERICANA DE INFECTOLOGÍA. Publicación trimestral de la Asociación Panamericana de Infectología. Correspondencia a: Office Editora e Publicidade Ltda. R. Gen. Eloy Alfaro, 239 - CEP 04139-060 - Chácara Inglesa - São Paulo - SP - Brasil - Tel.: 55-11-5594.1770/5594.5455 - Fax: 55-11-2275.6813 e-mail: [email protected] - Producción, edición y revisión: Office Editora e Publicidade Ltda. - Director Responsable: Nelson dos Santos Jr. - Directora Ejecutiva: Waléria Barnabá - Director de Arte: Roberto E. A. Issa - Departamento Juridico: Martha Maria de Carvalho Lossurdo (OAB/SP 154.283) - Publicidad: Adriana P. Cruz, Rodolfo B. Faustino e Denise
Gonçalves - Periodista Responsable: Cynthia de Oliveira Araujo (MTb 23.684) - Redacción: Flávia Lo Bello, Luciana Rodriguez e Eduardo Ribeiro - Gerente de Producción Gráfica:
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Lopes HV • 7 bilhões de habitantes e os contrastes mundiais
PUNTO DE VISTA/PONTO DE VISTA
7 bilhões de habitantes e os contrastes mundiais
7 billion people worldwide and contrasts
Hélio Vasconcellos Lopes*
* Professor Titular da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Professor Assistente da UNIMES (Universidade Metropolitana
de Santos). Coordenador do Comitê de Uso
Racional de Antibióticos da Associação PanAmericana de Infectologia. Membro do Comitê de Antibióticos da Sociedade Brasileira
de Infectologia.
Rev Panam Infectol 2011;13(4):61.
Conflicto de intereses: ninguno
Segundo recente relatório da Organização Mundial da Saúde, o planeta computou 7 bilhões de habitantes em 31 de outubro último. Alguns dados mostram
um progresso fantástico: por exemplo, a expectativa média de vida passou de 48
anos - no início da década de 50 - para 68 no início deste século. A mortalidade
infantil caiu de 133/1.000 – na década de 50 – para 46/1.000 no período entre
2005 a 2010. A taxa de natalidade (número de filhos por mulher), nesse espaço
de tempo, caiu de 6,0 para 2,5.
No entanto, percebe-se que em quase todos os países o espaço entre ricos e
pobres está aumentando. Veja-se a África subsaariana, extremamente pobre, ainda apresentando os maiores índices de natalidade do mundo, em torno de 4 a 5.
Pesquisando-se os países com elevadas taxas de natalidade, constata-se a existência
de 39 deles na África, 9 na Ásia, 6 na Oceania e 4 na América Latina.(1) Paradoxalmente, nos países desenvolvidos (e ricos) as taxas não alcançam 2 partos por mulher.
Evidencia-se, aqui, uma nítida relação entre taxa de natalidade e pobreza:
nos países pobres, as altas taxas de natalidade prejudicam o desenvolvimento e
perpetuam a pobreza; dessa forma, o rápido crescimento da população torna difícil
escapar da pobreza e da fome.(1)
O inverso também é verdadeiro: a pobreza estimula a taxa de natalidade, isto
porque está associada à baixa escolaridade e a uma clara deficiência nos serviços
de saúde, resultando na falta de programas de controle de natalidade e na indisponibilidade de medicamentos anticoncepcionais, preservativos e afins.
Vejamos outro contraste neste mundo de 7 bilhões: de 1975 a 2004 foram desenvolvidos 1.556 medicamentos, mas apenas 21 deles (1,3%) destinados às doenças
negligenciadas.(2) E estas doenças - com destaque para calazar, febre amarela, malária,
doença do sono, doença de Chagas, esquistossomose e tuberculose – afetam centenas
de milhões de habitantes deste planeta, especialmente as populações pobres ou miseráveis. Os medicamentos atualmente disponíveis para estas doenças, em geral, têm
potencial tóxico elevado, eficácia baixa e utilização difícil e cara. O baixíssimo nível de
pesquisa de medicamentos para as doenças negligenciadas é compreensível: o interesse
da indústria farmacêutica é pequeno, pois o lucro com medicamentos para doenças em
populações pobres é baixo; concomitantemente, existe falta de financiamento por parte
dos governos dos países em desenvolvimento devido a seus baixos produtos internos
brutos (PIB) somados à habitual corrupção administrativa nesses países.
Atualmente, 40% da população mundial não dispõe de rede de esgotos (no
Brasil, 54%) e 99% das crianças que morrem por diarreia habitam países pobres,
sem saneamento adequado. A malária produz 1 óbito a cada 30 segundos, perfazendo 3.000 crianças todos os dias.(3)
Estes e outros contrastes estão fundamentalmente centrados na crescente
diferença entre ricos e pobres nos países do globo. Alguns exemplos: O índice per
capita de Myamar é de 1.100 dólares, do Haiti 1.300, do Paquistão 2.600 e da
Indonésia 4.000. Já este índice é de 47.000 dólares nos EUA, 36.000 na Austrália
e 33.000 no Japão. Está explicado?
Referências
Recibido en 3/11/2011.
Aceptado para publicación en 14/11/2011.
1. Organização Mundial da Saúde. Relatório sobre o balanço da população mundial. Publicado
em 25 de outubro de 2011.
2. Chirac P, Torreele E. Lancet 12 may 2006, p. 1560.
3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acesso em www.ibge.gov.br, site países@. Dados
de 2009 e 2010.
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