UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Programa Nacional

Сomentários

Transcrição

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Programa Nacional
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica
Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica
EXPOSIÇÃO DE TÍTULO NA SALA DE PROFESSOR: UM INCENTIVO A
PRÁTICA DE LEITURA.
NELMA CALDEIRA RIBEIRO FERNANDES
Relatório analítico apresentado como
exigência parcial para conclusão do
curso
sob
a
orientação
das
professoras: Mestre Ana Carmem e
Dr. Magda.
Conceição do Tocantins, outubro 2011
1 - Introdução.
O presente trabalho, relatório reflexivo, aborda algumas formas de motivar o
professor em adquirir a prática da leitura, que foi desenvolvido ações no ambiente
escola para favorecer essa prática. E esse trabalho foi solicitado, como TCC, pela
orientadora do curso de especialização em coordenação pedagógica, ministrado
pela Universidade Federal do Tocantins.
Uma das funções do coordenador é primar pela formação continuada do
educador. Por isso, que foi escolhido este tema com intuito de abordar maneira de
motivar a leitura em espaço e tempo do trabalho escolar. E para ter embasamento,
foi elaborado e aplicado um Projeto de intervenção, que em sua estrutura constava
cinco ações. Sendo que, uma delas deu a origem do titulo, por ter executado com
mais propriedade. A exposição de títulos na sala de professores, acompanhado com
um mural Fala Leitor.
O Projeto de Intervenção (PI) foi elaborado pelas cursistas do curso de
Especialização em coordenação pedagógica turma Arraias ao longo de 2011.
Intitulado como ―Professor Leitor- um incentivo a prática de leitura significativa.‖
Desenvolvido no Colégio Estadual Coronel Jose Francisco de Azevedo, cadastrada
no MEC/INEP/FINEP sob o nº 17033705, situado na zona urbana, na Praça Capitão
Lindolfo Rocha, nº. 84, no centro de Conceição do Tocantins–TO é a única
instituição escolar no município que oferece a segunda fase do ensino fundamental
e o ensino médio básico e atende um numero de 615 alunos em seus 03 turnos de
funcionamento. Atualmente o Colégio apresentou uma grande queda no IDEB
saindo da pontuação de 3,7 em 2007 para 2,9 em 2009.
Sendo, uns dos pontos positivos da escola:

Recurso pedagógico, que são bastante diversificados, dando oportunidade ao
educador dinamizar a aula com intuito de garantir o ensino aprendizado do
educando.

75% de um número de 16 professores são efetivos e todos com
especialização na área que atua, minimizando a rotatividade de educador na escola,
facilitando assim, o processo de transmissão do conhecimento ao aluno.

Este trabalho teve grande contribuição para escola e na formação do
conhecimento da função de coordenação pedagógica da cursista. Pois, a prática da
leitura é a ponte que liga a teoria com a prática do dia-a-dia no trabalho do
professor, onde possa buscar resposta às demandas gerada no cotidiano escolar e
favorecendo ao cursista habilidade da função.
A elaboração e execução do PI objetivou o incentivo ao hábito da leitura entre
professores da unidade escolar (U E). Que teve o período de duração de Abril a
outubro. Desenvolvido em momento de formação continuada e dias pedagógicos.
As ações executada tiveram como objetivos:

Criar espaço de sugestão e troca de experiência das leituras realizadas;

Manter o professor atualizado em relação ao acervo bibliográfico da escola;

Conhecer novas estratégias de leitura para usar em sala de aula com os alunos.
Durante a realização do PI contou-se com a parceria: da gestora, bibliotecária
da unidade escolar (UE) e municipal na realização das ações e os professores,
sendo eles o foco do referido projeto. Ao executar as ações do projeto, teve algumas
dificuldades, sendo um delas a mudança de função e local de trabalho,
comprometendo assim, no acompanhamento e desenvolvimento das ações.
Ao elabora este relatório reflexivo foi realizado estudo bibliográfico para
fundamentar teoricamente
os dados colhidos no PI. Através das ações
desenvolvidas com professores da escola já mencionada, os instrumentos utilizados
foi conversa direta com os professores e direção da escola, ficha de
acompanhamento dos livros lidos e observação na participação nas atividades
desenvolvida pelas cursistas.
Em fim, o trabalho está organizado em tópicos e sub tópicos: Revisão da
literatura, relato das ações, desenvolvidas no PI, discursão e analise dos resultados
e considerações finais.
2 - Revisão da literatura
Prática de Leitura do Educador.
Descrever sobre a prática de leitura de professor, logo vem em mente às
questões: Qual tempo?
Onde acontecer esse processo de leitura a benefício e
aperfeiçoamento da prática pedagógica? Quem é o responsável para incentivar
essa prática de leitura? Essas e outras perguntas são motivos de pesquisa ação,
para que a prática de leitura de professor possa ser desenvolvida em prol do
conhecimento atualizado, saber como resolver situações problemas gerada no
ambiente de trabalho pelos educando e dinamizar as aulas.
O tempo do professor deve ser planejado, para que possa ter o espaço de
praticar a leitura, pois passa a maior parte de seu tempo em sala de aula, como diz a
mestre Castillo (2011, p. 48) ―O professor não tem tempo para ler, pois está sempre
em sala de aula‖.
Diante desta situação entra a importante função do Coordenador Pedagógico
em intervir na formação continuada do professor. Formação essa que ocorre em um
tempo de construção coletiva no ambiente de trabalho, com uma relação entre grupo
de
professor
e
coordenador
para
que
haja
reflexão
do
cotidiano
com
aprofundamento teórico de acordo a carência do grupo. E esse tempo deve virar
rotina, criando assim o hábito de estar sempre encontrando para que possa garantir
o ensino de qualidade do educando. Desta maneira também estará motivando o
professor a estar sempre lendo em busca de resposta das dúvidas e angústias do
dia-a-dia.
Para motivar a prática de leitura tanto no aluno como no professor, é
importante que saiba diferencia entre: saber ler e formar leitor.
"Saber ler", isto é, decifrar a mensagem simbólica expressa pelas sílabas e
palavras e "formar um leitor" e, assim, induzir o indivíduo que está
aprendendo a ingressar no misterioso universo do pensamento de outra
pessoa — o autor — para com esta compartilhar pensamentos, aceitandoos ou negando-os‖. (Antunes Celso, 2011)
Por se tratar de leitura de professores, cabe ressaltar a importância de
dialogar com o autor em busca de resposta para as dúvidas e angústias do
cotidiano.
Pois, a leitura tem grande importância para o professor, porque é através da
leitura que aumenta seu conhecimento e ajuda na dinâmica das aulas. Por isso,
deve motivar o educador o hábito da leitura. Kriegl (2002) afirma que ―ninguém se
torna leitor por um ato de obediência, ninguém nasce gostando de leitura‖.
Baseado nesta afirmação , assim como o responsável de incentivar a leitura
do aluno é o professor, o coordenador é o responsável para motivar a leitura dos
professores. Para isso deve deixar a sala dos professores um ambiente ―recheado‖
de material que favoreça a leitura de diversos gêneros e indicar texto, de acordo a
necessidade do momento; promover momentos agradáveis de leituras em tempo de
trabalho, dias pedagógico e outros momentos de encontros como reuniões e
planejamentos coletivos. Se a motivação da leitura for contínua o processo passa a
ser natural. Criando assim o hábito da leitura de forma prazerosa como afirma a
escritora Mistral (prêmio Nobel de literatura) ―Deve-se ler como se come: todos os
dias, até que a leitura seja como o olhar, exercício natural, mas sempre prazeroso.‖
Portanto, motivar o hábito da leitura não é apenas desenvolver momentos
uma vez por outra, e sim ser um trabalho constante e criativo. Principalmente,
quando se fala em leitura de professor, que é um indivíduo atarefado de trabalho de
aluno para ler e avaliar. Por isso, é que o coordenador deve estar sempre atento
para desenvolver ações que levantem a autoestima do professor, de forma a buscar
resposta dos problemas na teoria e relacionando com prática, praticando assim,
ação- reflexão- ação.
3- Processo de pesquisa-ação e metodologia.
O presente relatório reflexivo foi elaborado com estudos bibliográfico e
pesquisa campo, conversa direta com os professores e direção da escola e
observação da participação nas atividades desenvolvida pelas cursistas. No intuito
de obter dados para elaboração do relatório.
A pesquisa campo foi realizada através da elaboração e execução de um PI,
intitulado como: ―Professor Leitor‖. Este PI teve como finalidade motivar à leitura dos
professores do Colégio Estadual Coronel José Francisco de Azevedo. Que em seu
boja constava 05 ações para contribuir na autoestima dos professores, para estar
sempre lendo de forma a manter atualizado e como formação continuada da sua
profissão, mesmo em uma rotina de trabalho tão corrida e atarefada. As ações
executadas foram:

Exposição de livros na sala dos professores;

Mural falar leitor;

Roda de leitura;

Oficina de Leitura;
Sendo que, na exposição dos livros, foi utilizada ficha para controlar a entrada e
saída dos livros e coletar informação para elaboração do relatório.
O projeto foi desenvolvido em dias pedagógico e formação continuada. Que
tiveram como publico alvo os professores da U.E.
Portanto, foi elaborado com os dados colhido no PI e estudos bibliográfico
para confrontar a teoria com a prática.
4.- Discussão dos resultados.
O PI teve resultado relevante, para escola já mencionada, pois as ações
aplicadas teve grande aceitação pelos docentes e elogios pela iniciativa e
criatividade das atividades. Os professores alegaram a falta de tempo para dedicar à
leitura, preocupando somente com o aluno.
De acordo com este comentário, percebe-se que faltava iniciativa da
coordenação em contribuir com a formação do professor, de incentivar a leitura
através de exposição mais visível, sendo que, para desenvolver o hábito de leitura
dos educados, o espaço escolar é recheado de matérias como: panfleto, cartaz,
frases de incentivo à leitura, livros de fácil acesse, eventos destinados à leitura, por
exemplo, o dia D da leitura, dentre outras. E o professor? Fica só na função de
incentivar os alunos a cultura da leitura? Com certeza não, pois, segundo Ezequiel
Theodoro da Silva, o cerne do desenvolvimento da identidade de um professor é,
sem dúvida, a leitura.
Sendo assim, cabe ao coordenador pedagógico exercer sua função de formador
"acompanhar o projeto pedagógico, formar professores, partilhar suas ações,
também é importante que compreenda as reais relações dessa posição‖. (LIMA et
al,2009)
Outro ponto que trouxe contribuição para a pratica dos docentes foi o trabalho com o
gênero jornalístico, sendo uma das ações desenvolvida no PI. Pois, esta prática
desenvolve no leitor a capacidade de criticar, opinar, ou seja, ter capacidade de
posicionar diante dos temas real como em jornal, revista, TV e Internet.
A imprensa ocupa lugar relevante em nosso cotidiano, divulgando notícias,
formando opinião ou proporcionando entretenimento. Por isso, é necessário
formar leitores críticos para os jornais e revistas, estejam eles em sua forma
impressa, televisiva ou na internet. Quanto mais conscientes forem os
leitores, melhor aproveitarão as informações oferecidas pelos meios de
comunicação. Sendo assim, é preciso ensinar gêneros jornalísticos,
principalmente àqueles que informam (como notícias e reportagens) ou
formam opinião, como os artigos de opinião assinados, os editoriais, as
cartas de leitor. (AMARAL E GAGLIARDI, 2009)
Uma vez que, o jornal é um meio de comunicação que transmite informação do que
acontece ao nosso redor e ajuda os nossos alunos, principalmente os da 3ª série
Ensino Médio, na elaboração de redação para vestibular, provas de concursos,
enfim atualizar os discentes dos acontecimentos que circulam no Brasil e no Mundo.
Portanto, o PI desenvolvido no Colégio Estadual Coronel José Francisco de
Azevedo, trouxe contribuição para prática do docente, mostra a necessidade de
estar sempre lendo em busca de novo conhecimento e nova metodologia de ensino.
5- Relato das ações do PI.
5.1- Exposição de Título na sala do professor:
Esta foi a 2° ação desenvolvida do PI, sendo a primeira a apresentação do
projeto aos professores e direção da escola, com objetivo de manter o professor
atualizado em relação ao acervo bibliográfico da escola. Desse modo foi feito a
exposição de livros pedagógicos, revistas jornais e livros literários, com a parceria da
bibliotecária da escola para estar sempre atualizando os livros e controlando a
entrada e saída dos livros expostos. Acompanhado a essa exposição teve o mural
fala leitor que serviu como espaço de sugestão e troca de experiências das leituras
realizadas.
5.2- Roda de leitura.
A roda de leitura é uma atividade que permite o leitor adquirir entendimento
de determinado assunto sobre orientação do leitor- guia. Este guia lê em voz alta,
pausadamente, enquanto todos acompanham a leitura no seu respectivo texto.
Depois inicia o comentário em tom de diálogo.
De acordo a orientação de como realiza a roda de leitura, foi desenvolvida esta
ação com os professores do colégio, já citado, com objetivo de conhecer novas
estratégias de leitura para usar em sala de aula com os alunos e incentivando a
prática da leitura no ambiente de trabalho. O tema trabalhado foi abordado à
necessidade do momento. Sendo o leitor - guia a gestora da unidade escolar. Esta
ação foi realizada duas vezes
5.3- Oficina de Leitura.
Esta ação foi desenvolvida com os professores de língua portuguesa, arte, e a
gestora da U E, que teve como objetivo mostrar novas estratégias de leitura para os
professores trabalhar
em sala de aula com os alunos. A oficina de leitura foi
ministrada pela bibliotecária do município, formada em Letras. Uma das estratégias
foi como trabalhar com o jornal.
A atividade foi dividida em grupo, sendo escolhido um tema para ser
analisado, um único assunto em três meio de comunicação diferente. Para que o
leitor pudesse observar a diferença que cada redator expressa o mesmo tema. Com
objetivo de causar impacto e provocar no leitor a criticidade. Foi uma oficina que
causou muita discursão durante a execução.
6-Concideração Final.
O PI ―Professor Leitor‖ elaborado pelas cursista e executa no Col. Est. Cel.
José Francisco de Azevedo, objetiva incentivar o hábito da leitura entre professores
da U.E criando espaço favorável para que isso aconteça na própria instituição. E
essa leitura foi utilizada nos momentos de formação continuada e dias pedagógicos,
para desenvolver a maioria das ações proposta no PI.
O projeto surgiu a partir da reflexão e analise feita no grupo de professores da
U.E. em ter dificuldade de desenvolver no aluno uma conduta leitora. Logo, foi
questionada a postura do professor diante da leitura, mediante o corre-corre do diaa-dia para prática de leituras significativas, prazerosas de forma a compartilhar com
seus colegas.
Com base nesta reflexão foi problematizada a necessidade de ‗Como criar
espaço de incentivo à leitura na escola para os docentes?‖
Em busca de resposta foi elaborado cinco ações de leitura e desenvolvida
com os docentes da U.E com intuito de motivar o hábito da leitura. Percebe-se que,
não é uma tarefa fácil e nem acontece de uma noite para um dia, isso requer
persistência e acompanhamento. Acredita-se que com as ações desenvolvidas
repercutiu um pouco na mudança de postura de alguns dos professores desta UE.
Pois, passaram a se preocupar mais com o relacionamento com o aluno, procurando
conhecer a situação individual do educando. Isso aconteceu após a exposição de
livros na sala do professor.
Outra mudança percebida foi à utilização de recurso para desenvolver a
leitura crítica nos educandos. Isso ocorreu com o desenvolvimento da ação, oficina
de leitura.
Ao avaliar o PI, foi percebido que há possibilidade de praticar a leitura em
ambiente de trabalho, desde que o coordenador fique atento a essa função em
momento pedagógico e formação continuada. Percebeu-se, ainda, que há uma
distância muito longa de um dia pedagógico e formação continuada para outra. Pois
como já foi citado acima, pela escritora chilena Gabriela Mistral: ―Deve-se ler como
se come: todos os dias.‖ Como esse processo de encontro em nossa realidade é
impossível, sugere-se realizar o momento de leitura em planejamento coletivo, que
deve acontecer semanalmente. Embora, nesta unidade escolar, ainda, não acontece
planejamento coletivo e sim individual; outra ação seria, então, um texto indicado
pelo coordenador, de acordo a necessidade do professor. Podem-se criar estas
ações para ajudar no processo de motivação a leitura.
Portanto, este projeto teve uma grande contribuição na prática da função do
coordenador, por ter um contato direto com os professore na realização de uma das
funções do coordenador. Outra contribuição no conhecimento desta função foi no
decorrer do curso com a leitura solicitada nas realizações das atividades e
elaboração do PI e relatório.
7- Referências Bibliográficas
.
AMARAL, Heloisa; GAGLIARDI, Eliana et al. O gênero textual artigo de opinião
jornalístico.
.
Disponível
em:
<http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=arti
cle&id=4643&catid=18:artigos&Itemid=148.>. Acesso em: 20 out. 2011.
ANTUNES,
Celso
et
al.
SER
LEITOR.
Disponível
em:
<http://www.educacional.com.br/articulistas/celso_bd.asp?codtexto=467>.
Acesso
em: 16 out. 2011.
Castillo Del Torres María Rosa. ENSINO DE QUALIDADE TEM A VER COM
RELAÇÃO PEDAGÓGICA, E NÃO COM INFRAESTRUTURA. Nova Escola: Abril,
n. 245, set. 2011. Mensal.
LIMA, Gomes Paulo; SANTOS, dos Mendes Sandra. O COORDENADOR
PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. Revista
de Educação: Abril, v. 02, n. 2596, 04 Julho 2007. Semestral. Disponível em: <
<http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/uft/mod/data/view.php?id=2596.1310-2011.
LIMA, Suelen Silva et al. O-papel-e-atribuicoes-do-coordenador-pedagogicodentro-da-escola. Disponível em: <http://www.artigonal.com/educacao-artigos/>.
Acesso em: 13 out. 2011
MISTRAL, Gabriela chilena. BRASIL - Bibliotecas e criatividade são apontadas
como
recursos
para
incentivar
a
leitura.
Disponível
em:
http://www.oei.es/noticias/spip.php?article2494&debut_5ultimasOEI. Acesso em: 09
nov. 2011.