Uma das grandes - Revista Nascente

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Uma das grandes - Revista Nascente
Ano XXI • No 125
Iyar / Sivan 5773 • Abr / Jun 13
www.revis anascen e.com.br
Iyar / Sivan 5773
Órgão de Divulgação da Congregação Mekor Haim
1
2
Iyar / Sivan 5773
Shavuot – no momento da leitura da Torá
"
...‫מי שברך‬
‫להחלימם‬
‫לרפאותם‬
‫להחזיקם‬
‫ולהחיותם‬
"
Os grandes Rabanim
Shmuel Halevi Wosner shelita
Rav Chaim Kanievsky shelita
e Rav Aharon L. Shteinman shelita
Rav
orarão e recitarão
um “Mi Sheberach”
perante o Sêfer Torá para
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ESTERN
R
Iyar / Sivan 5773
Editorial
Uma das grandes
Uma das grandes obrigações de todo
judeu é influenciar os outros de maneira positiva, assumir responsabilidades
quanto a seus semelhantes e ajudar outros judeus a cumprirem as mitsvot.
Todo judeu precisa ter consciência
de que faz parte de um povo e que tem
responsabilidades para com ele: Yisrael arevim zê lazê ­– Os Filhos de Israel
são fiadores um do outro. Ou seja, um
judeu é cobrado também pelas ações
de seus irmãos. Nossos sábios dizem
que alguém que pode exercer alguma
influência positiva e não o faz, será
cobrado no Mundo Vindouro por sua
omissão. Às vezes, uma pessoa pode
influenciar a outra simplesmente com
seu próprio exemplo.
Conta-se que o grande sábio Rav Yisrael Meir Hacohen, o Chafets Chayim,
costumava dizer que um jovem que estuda um pouco de Torá em Radin, a cidade
onde ele vivia, contribui para que um judeu dos Estados Unidos se afaste de um
pecado. O Rambam, Maimônides, ensina
que cada pessoa deve ter consciência de
que, por meio de seus atos espirituais,
pode definir, sozinha, o destino de todo
o mundo.
Com a ajuda de D’us, a revista Nascente completou vinte anos. Durante estes anos nos esforçamos para que um pouco da luz da Torá entrasse em milhares
de lares judaicos. Se, em todo este tempo, apenas alguns judeus tivessem se
aproximado um pouquinho mais da Torá
graças à publicação, todos os nossos esforços já teriam sido válidos. No entanto,
nosso retorno tem sido animador. Muitas
vezes, quando o trabalho se torna extenuante, recebemos uma carta ou ouvimos um pequeno comentário que renova
nossas forças e faz com que redobremos
Iyar / Sivan 5773
os cuidados para que a publicação obtenha sucesso.
O Rabino Avraham Kalmenovits zt”l
era o diretor de uma importante yeshivá
nos Estados Unidos. Conta-se que quem
o influenciou a abrir esta yeshivá foi o
Chafets Chayim. O argumento do grande
tsadic foi o seguinte:
“Quantos sapatos consegue produzir
um sapateiro sozinho manualmente? E
se ele comprar equipamentos, contratar
funcionários e montar uma fábrica? Se
você se sentar e estudar Torá sozinho,
estudará dez vezes o Talmud, ou talvez
até vinte vezes. Porém, se você abrir uma
yeshivá, conseguirá um mérito mil vezes
maior, por intermédio do estudo de seus
alunos. É impossível que uma pessoa sozinha consiga fazer tantas mitsvot como
aquele que mezakê et harabim – causa
méritos para muitos.”
É assim que nos sentimos em relação
à Nascente. Cada palavra de Torá lida
nos torna sócios da grande mitsvá de
estudo da Torá. Cada mitsvá realizada
graças a esta leitura nos faz cúmplices
em sua atuação. Isto é maravilhoso e
esta é, certamente, nossa maior recompensa.
Gostaríamos de prestar uma homenagem a todos aqueles que fazem parte desta grande sociedade. Os rabinos,
anunciantes, colaboradores, funcionários e, principalmente, os leitores que lêem
a revista não apenas como um simples
passatempo, mas sim com o intuito de
aprimorarem-se espiritualmente – todos vocês fazem parte desta fábrica de
mitsvot!
Que D’us nos permita continuar este
sagrado trabalho por muitos e muitos
anos e, em breve, com a vinda do Mashiach.
7
o
Ano XXI • N 125
Iyar / Sivan 5773 • Abr / Jun 13
www.revis anascen e.com.br
Órgão de Divulgação da Congregação Mekor Haim
Nº 125
Capa:
Plantas Tóxicas
Variedades,
pág. 35.
14 Comportamento I
“Lições que você pode
aprender dos cães”.
10 Dinheiro em Xeque
“Bomba Relógio”.
A lei judaica sobre casos
monetários polêmicos do
dia a dia.
Expediente
A revista Nascente
é um órgão bimestral de divulgação da
Congregação Mekor Haim.
Rua São Vicente de Paulo, 276
CEP 01229-010 - São Paulo - SP
Tel.: 11 3822-1416 / 3660-0400
Fax: 11 3660-0404
e-mail: [email protected]
supervisão: Rabino Isaac Dichi
diretor de redação: Saul Menaged
colaboraram nesta edição:
Ivo e Geni Koschland, Abraão Roizenblit
e Silvia Boklis
projeto gráfico e editoração: Equipe Nascente
editora: Maguen Avraham
tiragem: 11.500 exemplares
O conteúdo dos anúncios
e os conceitos emitidos nos artigos
assinados são de inteira responsa­bilidade
de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião da diretoria da
Congregação Mekor Haim ou
de seus associados.
21 Comportamento II
“Quase uma visita
importante”.
23 Comportamento III
“Antídoto de bolso para
rancores”.
R. Efraim Dines.
45 Datas & Dados
Datas e horários
judaicos, parashiyot e
haftarot para os meses
de iyar e sivan.
13 Era uma Vez
“Moedas ou Pedras”.
18 Histórias do
Tanach
“Chizkiyáhu e Sancheriv”.
49 De Criança para Criança
“O Melhor Aluno da Classe”.
Chayim Walder
Os produtos e estabelecimentos casher
anunciados não são de responsabilidade da
Revista Nascente. Cabe aos leitores indagar
sobre a supervisão rabínica.
A Nascente contém termos sagrados.
Por favor, trate-a com respeito.
8
Iyar / Sivan 5773
21 Leis e Costumes
“Baruch Hu Uvaruch
Shemô e Amen”.
Rabino I. Dichi
35Variedades
“Plantas Ornamentais Tóxicas”.
Ana Cristina Tasaka
42Mussar
“Presente Para
Quem Errou”.
Rabino Zvi Miller
52Infantil
“Uma Simples
Pergunta”.
30 Nossa Gente
Acontecimentos que foram destaque na colônia.
16 Pensando Bem I
“O Dia da Morte e o Dia do Nascimento”.
24 Pensando Bem II
“Pensamentos”
43 Ponto de Vista
“Começo de Uma
Nova Vida”.
25 Visão Judaica
“Nosso Comportamento
na Diáspora”.
Rabino I. Dichi
Iyar / Sivan 5773
9
Dinheiro em Xeque
Bomba-Relógio
Efráyim era um
Uma história fictícia
Efráyim era um ladrão profissional.
Numa linda manhã ensolarada ele arrombou
um luxuoso carro e conseguiu fugir para fora da
cidade.
Na estrada, resolveu dar uma paradinha para
alguns de seus amigos, que decidiram colocar
uma bomba-relógio no chassi do seu carro.
A explosão não causou nenhum dano físico a
ninguém. Porém o carro ficou reduzido a pó.
comer algo e esticar as pernas. Estacionou o carro
Eitan acabou descobrindo quem havia
no acostamento e dirigiu-se a um quiosque de
roubado seu carro e agradeceu profundamente a
beira de estrada para comprar algo para comer
Efráyim, seu novo “amigo”, por ter salvo sua vida.
e beber.
Mesmo assim não deixou de cobrar dele o valor
Neste momento aconteceu algo incrível!...
do carro. Alegou que “amigos, amigos; negócios
Uma grande explosão fez tremer todo o lugar! O
a parte”. Se Eitan roubou seu carro inteirinho,
“carro novinho” de Efráyim havia explodido!
deveria devolvê-lo inteirinho também.
Acontece que o carro roubado pertencia a Eitan, que tinha muitos “amigos” suspeitos.
10
Alguns dias antes, Eitan se desentendera com
Efráyim, por sua vez, não quis pagar. Argumentou que uma vez que o carro já estava “enIyar / Sivan 5773
Dinheiro em Xeque
gatilhado” antes do roubo, é como se ele
não tivesse roubado nada!
Aguardamos sua visita!!!
Restou-lhe limpar o local, retirando
os cacos e o whisky derramado.
Com quem está a razão?
Assim que Moti terminou a limpeza,
chegaram dois fiscais da Receita Fede-
Antes do veredicto sobre este inci-
ral e vasculharam toda a loja à procura
dente, cabe citar outro caso parecido e
de mercadorias ilegais não declaradas.
seu veredicto:
Os fiscais procuraram muito, mas
Moti era um comerciante, pro-
não acharam nada. E tudo isso, graças
prietário de uma delicatessen. Certo
a Pini, que havia quebrado todas as gar-
dia, um freguês chamado Pini começou
rafas contrabandeadas de whisky. Se
a discutir com ele por causa de uma
ele não as tivesse quebrado, Moti esta-
partida de futebol.
ria encrencado com a Receita Federal e
Pini era um sujeito “estourado”. No
teria que pagar uma multa várias vezes
calor da discussão, quebrou todas as
superior ao prejuízo pela perda da mer-
garrafas de whisky importado que ha-
cadoria.
via na loja e foi embora, deixando Moti
com um grande prejuízo.
w w w. j oi a s e vo c e . c o m . b r
A pergunta que surge é a seguinte:
Será que Pini tem que ressarcir Moti
Moti ficou arrasado. Aquelas garra-
pelas garrafas quebradas?
fas quebradas tinham sido contraban-
Este caso foi apresentado a alguns
deadas por ele quando regressara de
rabinos. Eles afirmaram que Pini de-
uma viagem à Escócia. Faziam parte
veria pagar, pois no momento em que
de uma produção especial, sendo muito
quebrou as garrafas criou uma dívida.
valiosas.
O que aconteceu depois, quando acabou
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Iyar / Sivan 5773
11
Dinheiro em Xeque
salvando Moti de uma enorme multa, é
ro recebido, já que foi uma transação
algo distinto, e não o isenta de pagar
fraudulenta.
pelo prejuízo causado anteriormente.
Portanto, Efráyim está isento de
pagar a Eitan. É como se ele tivesse
Chag Samêach
O Veredicto
comprado um ferro velho, um carro
Aparentemente podemos aprender
explodido.
do segundo incidente para o nosso caso.
Um carro com uma bomba oculta
Poderíamos afirmar que, no momento
pronta para explodir a qualquer mo-
em que Efráyim roubou o carro, com-
mento, não vale um centavo!
prometeu-se a devolver o bem roubado
ou pagar o valor dele. Portanto, apesar
de ter salvo a vida de Eitan, Efráyim
estaria obrigado a pagar-lhe o valor do
carro roubado.
No entanto, o Rav Yitschac Zilberstein disse que há uma grande diferença entre os dois casos. No caso do
automóvel, a bomba-relógio estava colocada no carro antes de ter sido roubado. Sendo assim se, por exemplo, Eitan
o tivesse vendido para alguém naquele
momento e depois o carro explodisse,
ele estaria obrigado a devolver o dinhei-
12
Do semanário “Guefilte-mail”
([email protected]).
Traduzido de aula ministrada pelo Rav
Hagaon Yitschac Zilberstein Shelita
Os esclarecimentos dos casos estudados no
Shulchan Aruch Chôshen Mishpat são facilmente mal-entendidos. Qualquer detalhe
omitido ou acrescentado pode alterar a sentença para o outro extremo. Estas respostas
não devem ser utilizadas na prática sem o
parecer de um rabino com grande
experiência no assunto.
Iyar / Sivan 5773
Era uma vez
Moedas ou Pedras?
Em uma visita
Em u ma v isita tu r ística por antigos
castelos europeus, um homem ficou para
trás e acabou trancado numa torre muito
alta. O homem subiu uma rampa interna à
torre e, chegando quase no topo, encontrou
uma sacada.
Da sacada ele avistou os demais turistas saindo do castelo e começou a gritar por
socorro, mas de nada adiantou. De tão alta
que era a torre, ninguém escutava seu apelo.
Rapidamente procurou encontrar uma outra solução para o seu problema. O visitante
percebeu, então, que tinha muitas moedas no
bolso. Imediatamente começou a atirá-las
para baixo na esperança de chamar a
atenção dos companheiros. Ele foi jogando uma a uma, mas ninguém olhava para
cima. Algumas pessoas até encontravam
as moedas no chão, mas pegavam-nas e continuavam a caminhada alegremente, sem olhar
para cima.
Quando acabaram as moedas o homem
começou a atirar algumas pedrinhas que encontrou no alto da torre. A primeira pedrinha
caiu próximo a um dos turistas, que imediatamente olhou para cima. Indignado, ele queria
saber quem lhe atirava pedras. Logo avistou
o outro visitante acenando desesperadamente do alto da torre e foi pedir ajuda
para libertarem seu companheiro.
* * *
Muitas vezes, quando D’us nos
concede opulência e fartura, não olhamos para cima, reconhecendo e
agradecendo a Quem realiza tantas
bondades. Porém, quando D’us nos
atira uma pedrinha, tentando chamar
nossa atenção, logo olhamos para cima
indignados.
Iyar / Sivan 5773
13
Comportamento
Foto: Christoph van der Bij / SXC
Lições que você pode
aprender dos Cães
O Talmud pergunta
lições de vida dos animais, que foram criados
• Seja leal!
• Em dias quentes,
por D’us, para que precisamos da Torá? E res-
na sombra.
O Talmud pergunta: “Se podemos aprender
ponde: “Poderíamos aprender as lições erra-
• Durma bem e espreguice antes de se levan-
das!”. Qual seria um exemplo de lição errada?
tar, mas seja ágil!
Que tal a falta de recato e pudor dos cachorros
• Aproveite
ou sua infidelidade com sua parceira? Eis agora
puro e o vento no rosto com satisfação.
experiências simples como o ar
alguns pontos positivos que podemos aprender
• Não
dos cães:
uma simples caminhada com a família.
• Quando
desperdice momentos de alegria como
• Evite morder quando um simples “rosnado”
seus amados chegarem em casa,
sempre corra para recepcioná-los.
• Para seu próprio benefício, seja obediente.
• Fique alerta quando invadirem seu território, defenda seus princípios. Se o que você
quer estiver “enterrado”, cave até descobri-lo!
• Não finja ser algo que você não é.
14
beba muita água e fique
resolve.
• Não importa quantas vezes você for repreendido, não se sinta pessoalmente humilhado.
• Volte e procure fazer amigos.
• Divirta-se e tenha bom proveito
das coisas
simples, mas maravilhosas, da vida!
Iyar / Sivan 5773
Iyar / Sivan 5773
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Pensando Bem I
O Dia do Nascimento
Um dia, passeando
Um dia, passeando ao longo de um porto, um
sábio avistou dois navios – um ao lado do outro.
O primeiro acabava de chegar de um longo
cruzeiro. O outro ia partir para o alto-mar.
Ele percebeu que o barco que partia estava
rodeado por uma multidão alegre e barulhenta, que
saudava-o calorosamente.
16
No entanto, o navio que atracava não era objeto
de nenhuma manifestação, nem aclamação, nem
votos de boas-vindas.
“Que estranha atitude da multidão!”, pensou o
sábio.
“Por que esta alegria em torno do barco que
parte? Pode-se predizer sua sorte?
Iyar / Sivan 5773
e o Dia da Morte
Acaso se conhece todas as provas que ele terá de
Conhece-se, entretanto, todas as atribulações e
ultrapassar, as tempestades que ele deverá afrontar,
vicissitudes que estão reservadas ao recém-nascido?
os ventos contrários que o ameaçarão?
Não é talvez o dia da morte, quando o homem
Não se deveria, talvez, aclamar o navio que entra
c u mpr iu s eu de s t i no, c omplet ou s u a m i s s ã o
no porto são e salvo após ter suportado tantas provas
espiritual e temporal, que tem direito às nossas
e após tê-las superado vitoriosamente?!”.
aclamações e às demonstrações de nossa satisfação
A ssi m é o compor t amento dos homens em
e respeito?
relação ao dia do nascimento e ao dia da morte.
O primeiro é sempre objeto de alegrias.
Iyar / Sivan 5773
Midrash sobre Cohêlet
17
Histórias do Tanach
Chizkiyáhu e Sancheriv
As dez tribos do reino de Yisrael foram capturadas e exiladas.
Até hoje o paradeiro destas tribos permanece desconhecido.
Durante muitos anos
Durante muitos anos o povo de Israel ficou
Bêt Hamicdash e chegou até mesmo ao cúmulo
dividido em dois reinos. Ao sul e no centro, o
de colocar uma estátua para idolatria dentro do
reino de Yehudá, constituído pelas tribos de
Templo Sagrado.
Yehudá e Binyamin, e ao norte, o reino de Yisrael, constituído pelas tribos restantes.
Após a cisão entre as tribos do povo de Israel, uma sucessão de reis governaram sobre
No entanto, o filho de Achaz, Chizkiyáhu,
não seguiu o caminho de seu pai perverso.
Chizkiyáhu era um grande tsadic e sábio. Quando
Achaz morreu, Chizkiyáhu ocupou o seu lugar.
Yisrael e, ao mesmo tempo, outros reinaram so-
Chizkiyáhu acabou com toda a idolatria
bre Yehudá. Alguns destes reis eram tsadikim e
deixada por seu pai e puniu severamente aque-
cumpriam com exatidão as recomendações da
les que continuavam a praticá-la. O amor de
Torá. No entanto, houve também reis que eram
Chizkiyáhu pela Torá e pelos que a estudavam
reshaim. Estes, além de praticarem a idolatria,
não tinha limites. Ele reabriu as escolas que
faziam com que o povo também seguisse seu
tinham sido fechadas por seu pai e construiu
caminho perverso.
outras para que os jovens pudessem estudar
A cidade de Jerusalém e o Bêt Hamicdash,
Torá. Além disso, distribuiu azeite dos depósi-
o Templo Sagrado, ficavam no reino de Yehudá.
tos reais para os que queriam estudar à noite.
Achaz foi um dos reis perversos que reinou so-
Chizkiyáhu também enviou professores para
bre Yehudá. Entre outras determinações, Achaz
todos os cantos de seu reino. Assim, até as
proibiu os cohanim de fazerem sacrifícios no
crianças que moravam nos lugares mais afasta-
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Iyar / Sivan 5773
Historias do Tanach
dos poderiam estudar a sagrada Torá.
de Yisrael. As dez tribos deste reino
os sábios e magos, conselheiros de
Graças a todos estes esforços,
foram então capturadas e exiladas de
Sancheriv, avisaram-lhe que ele de-
durante o seu reinado, até mesmo
sua terra. Até hoje o paradeiro destas
veria conquistar a cidade antes do
as crianças pequenas sabiam as leis
tribos permanece desconhecido.
escurecer daquele mesmo dia. Por
mais difíceis da Torá – as leis relativas
Depois disso, durante oito anos
isso, Sancheriv não deixou seus ho-
a pureza e impureza. Nestes tempos,
Sancheriv esteve ocupado com outras
mens descansarem até chegarem em
o reino de Yehudá marcou um período
guerras e deixou de lado os planos
Nov, perto de Yerushaláyim. Os exér-
áureo da história do povo de Israel.
para a conquista de Yehudá. Ao fim
citos de Sancheriv percorreram, em
Nesta época, o império assírio se
destes anos, Sancheriv novamente vol-
apenas um dia, uma distância que
encontrava em franca ascendência. O
tou sua atenção para a terra de Israel.
normalmente seria feita em dez dias.
rei dos assírios, Sancheriv, tornou-se
Nesta época, conseguiu conquistar
Quando Sancheriv avistou a ci-
um grande conquistador. Entre outros
cento e cinquenta cidades das tribos
dade de Yerushaláyim, observou-a
propósitos, nos seu planos se encon-
de Yehudá que ficavam na fronteira
por cima de suas muralhas e julgou-
trava a conquista da terra de Israel.
entre os dois reinos.
-a frágil e desprotegida. Espantado
Para concretizar este anseio, pri-
Para a g uerra contra o rei de
e decepcionado por ter ajuntado um
meiramente Sancheriv se voltou con-
Yehudá e a conquista de sua capi-
exército tão grande para conquistar
tra as tribos do reino de Yisrael. O
tal, Yerushaláyim, Sancheriv juntou
uma cidade tão pequena, Sancheriv
povo do reino de Yisrael não visitava
um exército incontável. O midrash
resolveu deixar seus soldados des-
mais o Bêt Hamicdash, tinha se afas-
conta que eram tantos os soldados
cansarem para que a conquista de
tado das leis da Torá e praticava a ido-
do exército assírio que as águas do
Yerushaláyim fosse grandiosa. Ape-
latria. Estas tribos foram duramente
rio Jordão secaram antes que todas
sar das advertências de seus magos,
castigadas por D’us. Sancheriv guer-
as tropas pudessem matar sua sede.
que exigiam uma invasão imediata,
reou e conquistou facilmente o reino
No caminho para Yerushaláyim,
Sancheriv disse para seus exércitos:
Iyar / Sivan 5773
19
Historias do Tanach
“Vocês estão cansados do longo caminho que percorremos. Dormiremos
livrasse do perverso inimigo.
aqui esta noite e, amanhã pela ma-
D’us ouviu a prece do rei e do povo
nhã, cada um de vocês me trará um
de Israel e ordenou que o anjo Gavriel
dos tijolos das muralhas que cercam
descesse à Terra e matasse todo o
a cidade. Depois nós a invadiremos e
exército de Sancheriv. Enquanto todos
a destruiremos. Não deixaremos ne-
dormiam, o anjo Gavriel passou pelo
nhum resquício de Yerushaláyim e de
acampamento dos soldados e cantou
seus habitantes.”
em seus ouvidos o cântico dos anjos. A
O Rei Chizkiyáhu, dentro de Ye-
santidade de tal música fez com que a
rushaláyim, rezou com todo o povo
alma dos soldados abandonasse seus
para que D’us os salvasse do enorme
corpos e, então, todos morreram.
exército que estava prestes a destruí-los.
Pela manhã, de todo o gigantesco
acampamento, só haviam sido poupa-
Quatro grandes reis do povo de Is-
dos Sancheriv e seus dois filhos. Espan-
rael pediram para que D’us guerreasse
tado e com medo, Sancheriv peram-
por eles e foram atendidos:
bulou pelo acampamento desolado e
O Rei David pediu: “Perseguirei
repleto de cadáveres. Sem outra alter-
meus inimigos e os alcançarei e não
nativa, viu-se obrigado a voltar para
voltarei até destruí-los”. D’us conside-
sua terra. O rei, que no dia anterior era
rou sua vontade e entregou os inimigos
o mais poderoso e temido soberano do
em suas mãos.
mundo, agora era apenas um homem
O rei Assa se colocou frente a D’us
20
zando para que D’us os ajudasse e os
fraco e humilhado.
e pediu: “Não tenho força para matar
Mesmo depois de ter presencia-
meus inimigos. Peço a Ti, D’us! Eu os
do tamanho milagre, Sancheriv não
perseguirei e Tu os matarás!”. Assim
abandonou seu amor à idolatria. No
aconteceu de fato; Assa perseguiu os
caminho de volta, Sancheriv encon-
cushim e D’us os matou.
trou uma das tábuas de madeira que
O Rei Yehoshafat rezou: “Por fa-
havia sido parte da arca de Noach.
vor, D’us; não tenho força para matar
Ajoelhando-se frente ao pedaço de
nem para perseguir meus inimigos.
madeira, disse: “Se eu voltar a ser po-
Eu direi louvores perante Ti e Tu farás
deroso como antes, sacrificarei meus
no meu lugar e guerreará com eles”.
dois filhos para esta tábua, pois ela é
Imediatamente, cantou louvores a D’us
santa como um deus.” No entanto, os
e Ele deu em suas mãos os reinos de
filhos de Sancheriv ouviram assom-
Amon e Moav.
brados sua promessa. Então, numa
O Rei Chizkiyáhu, um dia antes da
hora em que ele estava desprevenido,
invasão do exército assírio, pediu pe-
agarraram-no por trás e mataram-no.
rante D’us: “Senhor do Universo! Não
Depois disso, os filhos de Sanche-
tenho força para perseguir nem para
riv foram morar na cidade do Cardo,
matar Sancheriv e seus exércitos! Nem
onde havia uma grande colônia ju-
mesmo tenho força para dizer louvo-
daica, e se converteram com amor
res. Eu dormirei em minha cama e o
e devoção ao judaísmo. Eles se tor-
Senhor fará por mim”.
naram verdadeiros servos do Todo-
A noite em que Sancheriv acampou
-Poderoso e tiveram o mérito de que
às portas de Yerushaláyim era a noite
dois grandes tsadikim fossem seus
do Sêder de Pêssach. Chizkiyáhu e todo
descendentes: os sábios Shemayá e
o povo de Israel passaram a noite re-
Avtalyon.
Iyar / Sivan 5773
Comportamento II
Quase Uma Visita
Importante
Rav Isser Zalman Meltser (1870–1953)
foi um grande gênio judeu,
rosh yeshivá e possec. Ele também é
conhecido como o “Êven Haêzel” – título
de seu famoso comentário sobre a obra
Mishnê Torá do Rambam.
Nasceu na cidade
Nasceu na cidade de Mir, na atual Bielo-
– O Rabi Mibrisk, em pessoa, está vindo
-Rússia. A partir dos 10 anos de idade estu-
nos visitar?! – exclamou a rabanit emociona-
dou com o rabino Yom-Tov Lipman, o rabino
da. Rapidamente, ela se pôs a colocar água na
da cidade, e na Yeshivá de Mir. Com 14 anos
chaleira e a servir pedaços de bolo nos lindos
foi estudar em Volojin com o Netsiv e com o
pratos de Shabat.
rabino Chayim Soloveitchik, onde permaneceu
por sete anos.
Em 1894 tornou-se maguid shiur na Yeshivá
O Rabi Isser Zalman também correu para o
armário, pegou seu capote, seu chapéu de Shabat e foi para o portão receber o grande sábio.
de Slabodka, onde permaneceu por três anos.
Quando a porta da casa se abriu, todos pu-
Depois passou a liderar uma yeshivá na cidade
deram ver Rabi Isser Zalman entrando com o...
de Slutsk. Em 1903 foi apontado como o rabino
de Slutsk, cargo que ocupou por 20 anos.
– Espere! Mas ele nem se parece com o
Rabi Mibrisk! – sussurrou a filha nos ouvidos
Rav Isser Zalman Meltser também foi dis-
da mãe. – Nós já vimos o grande Rabi Velvel
cípulo do Chafets Chayim e do Rav Natan Tsvi
Mibrisk em várias oportunidades! Uma vez ele
Finkel. Ele era o sogro do rabino Aharon Ko-
até veio passar o Shabat em nossa casa! Como
tler. Em seus últimos anos foi o rosh yeshivá da
pode ser?!
Yeshivá Ets Chayim em Jerusalém.
Rabi Isser Zalman entrou com o convidado
e levou-o para a cabeceira da mesa.
Efráyim, um dos alunos do Rabi Isser Zal-
– O que eu posso lhe servir? Talvez um copo
man Meltser, subiu ansiosamente as escadas da
de chá e um pedaço de bolo? – perguntou com
casa de seu mestre e exclamou afoito: “O Rabi
respeito o sábio. – Talvez o senhor está com
Mibrisk está chegando!”.
fome. Gostaria de fazer uma refeição?
– O Rabi Mibrisk, o grande sábio da nossa
– D’us me livre de incomodar o rosh yeshi-
geração, está vindo visitá-los! – repetiu o jovem.
vá de Ets Chayim! – gaguejou o convidado com
Iyar / Sivan 5773
21
Comportamento II
espanto. – Eu apenas... apenas estou
– Muito obrigado, rabi – respondeu
de viagem marcada para os Estados
o visitante despedindo-se. – Não preci-
Unidos. Pretendo pedir a ajuda de
sava ter se incomodado tanto!
pessoas simples.
– Porém, nós, com nossos pecados
– continuou o sábio – desprezamos
meus parentes para casar a minha
O anfitrião sorriu afetuosamen-
as mitsvot e fazemos diferença entre
filha mais velha. Então, antes de par-
te e levantou-se para acompanhá-lo;
um homem respeitado com grande
tir vim solicitar ao rabino o favor de
não apenas poucos metros, mas até
conhecimento da Torá e um homem
me dar uma carta de recomendação...
o portão.
simples. Hoje aconteceu um impre-
O Rabi Isser Zalman trouxe o chá
Quando voltou para casa, todos os
visto vindo dos Céus. Eu me enganei
fervendo na xícara de porcelana que
seus alunos e sua família o rodearam,
e preparei-me para receber um dos
era usada somente em ocasiões espe-
perguntando:
grandes sábios da nossa geração. Na
ciais. Depois que o convidado fez as
– Por que se incomodar tanto com
realidade, o visitante era um homem
berachot, comeu do bolo e tomou um
o convidado? Ele não era alguém im-
simples. Talvez por causa disso eu
gole de chá, Rabi Isser Zalman pegou
portante!
deveria abandonar a minha intenção
um papel, uma caneta e o carimbo
– Ouçam, meus filhos – falou o
de receber o convidado com o res-
da yeshivá. Então, escreveu a carta
rabino. – Receber hóspedes é uma
peito devido aos reis? Só porque ele
de recomendação para que dessem
grande mitsvá. Nossos sábios expli-
não era o Rabi Mibrisk? Eu deveria
ajuda e apoio para aquele senhor e
cam no Pirkê Avot: “Que seja o res-
desistir de praticar um bom ato so-
assinou-a.
peito de seu amigo querido para você
mente porque o convidado era um ju-
O rabino entregou a carta nas mãos
como o seu.” Portanto, devemos nos
deu simples? E, por acaso, existe um
do visitante e disse calorosamente:
comportar com todo homem do povo
judeu que é simples? Além do mais,
“Que você consiga obter sucesso e tenha
de Israel, seja quem for, como se ele
se alguém foi confundido com o Rabi
o mérito de receber de todos os seus
fosse um grande sábio. Avraham Aví-
Mibrisk, certamente foi um sinal dos
descendentes muito nachat – muita sa-
nu deu muito respeito aos seus convi-
Céus indicando que lhe cabia grande
tisfação”.
dados, mesmo pensando que fossem
respeito naquele momento!
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22
Iyar / Sivan 5773
Comportamento III
Antídoto de Bolso
Para Rancores
Mesmo as pequenas dores, desconfortos ou constrangimentos
provêm da vontade Divina e têm um propósito.
Recite esta pequena oração nos momentos apropriados e dê
sentido à sua dor, eliminando rancores. Assuma a situação!
São poucas linhas que tornarão momentos difíceis mais suportáveis e sua vida mais agradável de uma forma geral.
Existem grandes
Existem grandes e pequenas dores. Todas,
mesmo as mais insignificantes, surgem da vontade Divina: o desgosto por um vestido que não
ficou perfeito, mesmo depois de muitas provas;
a dúvida de retirar ou não as meias que foram
colocadas do lado avesso; a vergonha por não
encontrar a moeda para pagar a passagem no
ônibus... Em todas as situações dolorosas o importante é assumir a situação, reconhecer e aceitar a vontade Divina – lembrar que existe um
propósito para cada situação.
A oração ao lado, para assumirmos os diversos problemas cotidianos, foi escrita por um
dos tsadikim da nossa geração, Rav Aharon
Rato. Recorte, plastifique e guarde esta prece
em sua carteira para recitá-la nos momentos
mais adequados: no escritório do dentista ou
quando não estiver encontrando um cartão de
embarque, por exemplo.
Cabalat Yissurim
Eu creio com fé completa que esta dor, este sofrimento, é uma providência particular de D’us para comigo. Eis que a recebo e aceito com amor, sabendo que
advém por causa de meus muitos pecados. Tu és justo em
relação a tudo o que me sucede e fazes o que é apropriado; e fui eu mesmo que me prejudiquei.
Que seja Tua vontade que estas dores expiem minhas transgressões. Ainda que eu devesse especificar e
arrepender-me pelas transgressões que provocam esta
angústia, Tu sabes que eu não possuo o conhecimento
para defini-las.
Que seja Tua vontade, meu Pai que está no Céu, que
apagues e retires minhas faltas, desvios e rebeldias que
provocam doenças, e se adoce Tua justiça sobre mim e
sobre todo o Povo de Israel. E combinem-se todas as letras para o bem. E concedas grandes piedades manifestas para nós e para toda a Casa de Israel enternamente.
Amen.
Shomer Emunim
Discurso da Providência Pessoal
Rav Efraim Dines na “Joveret”
Yeshivat Jajam Nissim Cohen
Iyar / Sivan 5773
23
Pensando Bem II
Pensamentos
Para quem acredita na bondade Divina não há perguntas.
Para quem não acredita, não há respostas.
Rabi Yaacov de Rezimin
Necessitamos da fé para saber que D’us está
oculto no Universo.
Sabendo isso, Ele deixa de estar oculto!
Rabi Pinchas de Korits
Nunca precisei de nada até tê-lo em mãos,
pois enquanto não o possuía, certamente
não precisava dele.
Rabi Yechiel Michel de Zlotochov
Quem não tem o sustento assegurado vive
da confiança no Criador.
E aquele que tem o sustento garantido, vive de quê?
Rabi Simcha Bunim de Peshischa
24
Iyar / Sivan 5773
Visão Judaica
Nosso Comportamento
na Diáspora
Uma orientação de Yaacov Avínu a seus filhos – uma grande
lição para todos nós nestes tempos de diáspora.
Rabino Isaac Dichi
O livro Olelot Efráyim
O livro Olelot Efráyim é de autoria do Ra-
de Êrets Yisrael (“mizimrat haárets”, que é
bino Efráyim Margaliyot zt”l – o mesmo au-
a Torá e suas mitsvot, conforme disse o Rei
tor do comentário clássico da Torá Keli Yacar.
David no Tehilim 119:54: “Zemirot háyu li
Neste livro, o Rav Margaliyot faz um brilhante
chukêcha”). E levem até o Criador (“Ish” – ho-
comentário sobre uma orientação específica
mem – neste caso, é referência ao Criador, que
de Yaacov Avínu a seus filhos (e a todas as ge-
é chamado de “Ish Milchamá” – Homem Guer-
rações futuras) antes de descerem ao Egito (à
reiro), minchá.” Minchá refere-se à oferenda
diáspora). O comentário é sobre um trecho em
oferecida no Bêt Hamicdash. Nossos sábios
Parashat Mikêts (Bereshit 43:11-14).
disseram que quando não há Bêt Hamicdash,
O primeiro versículo desta passagem diz:
o Templo de Jerusalém, quem estuda Torat
“Vayômer alehem Yisrael avihem im ken
Minchá – o estudo das leis referentes a esta
efô zot assu kechu mizimrat haárets bichle-
oferenda – é como se estivesse oferecendo a
chem vehorídu laísh minchá, meat tsori um’at
própria oferenda.
devash, nechot valot, botnim ushkedim – E
Yaacov continua dizendo a seus filhos para
disse-lhes Israel, seu pai: ‘Já que é assim, isto
que levem “meat tsori um’at devash” – um pou-
fazei: tomai do melhor da terra em vossas va-
co de ervas curadoras e um pouco de mel. O mel
silhas e levai de presente ao homem; um pou-
é uma referência aos prazeres deste mundo. As
co de bálsamo, um pouco de mel, cera e goma
pessoas devem saber dosar seu comportamento
odorífera, pistaches e amêndoas’.”
e não cometer excessos relacionados aos praze-
Vejamos o que nos ensina este versículo:
res materiais. Assim, evitarão o uso de “tsori”
E disse Israel (Yaacov Avínu) a eles – a
– os remédios para se curarem das consequên-
seus filhos:
cias dos excessos cometidos.
“Uma vez que é necessário ir ao Egito (ou
Quando fossem ao “Egito” (referência às
a outros lugares da diáspora em diferentes
diásporas), deveriam levar também para o
épocas), isto fazei (esta é a forma com que o
“Ish” (o Todo-Poderoso, como já explicamos)
Povo de Israel poderá se proteger das influên-
“nechot valot”. Rashi traduziu “nechot” na
cias estranhas): levem com vocês do melhor
parashá anterior (Bereshit 37:25) como um
Iyar / Sivan 5773
25
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e família
desejam
a cada pessoa de
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aglomerado de especiarias. É uma
te (43:12) diz: “Vechêssef mishnê
referência à necessidade de, durante
kechu beyedchem veêt hakêssef ha-
os anos de sua vida, o indivíduo acu-
mushav befi amtechotechem tashí-
mular “maassim tovim” – boas ações.
vu beyedchem ulay mishguê hu” – E
Diz o “Olelot Efráyim” que “lot”
dinheiro em dobro tomai em vossas
– goma odorífera – é uma referência
mãos e o dinheiro devolvido à boca
à alma, que é eterna, em contraposi-
de vossos sacos devolvereis com vos-
ção ao corpo, que é limitado. O bom
sas mãos, talvez seja um engano.”
desenvolvimento e elevação espiritu-
“Kêssef mishnê” – dinheiro em
al da alma (“lot”) depende do estudo
dobro – é uma alusão ao estudo da
da Torá e das boas atitudes – “ne-
Torá , “ kechu beyedchem” – peguem
chot”– que o indivíduo faz durante os
em vossas mãos (os estudos “adqui-
dias de sua vida neste mundo. Sendo
ridos” pelas pessoas são de sua pro-
a alma eterna, cabe à pessoa procu-
priedade eterna).
rar desenvolvê-la ao máximo, dando
“Veêt hakêssef hamushav befi
muito mais importância a ela do que
amtechotechem” – e o dinheiro de-
ao corpo.
volvido à boca de vossos sacos – re-
“Botnim” – pistaches – tem a mes-
fere-se aos bens materiais que o in-
ma raiz da palavra “ bêten” – barri-
divíduo adquiriu durante seus anos
ga – e é referência ao estudo da Torá,
de vida. Muitas vezes, no mundo dos
conforme disse o Rei David (Tehilim
negócios, acontece de lesar-se ma-
40:9): “Vetoratechá betoch meay” – E
terialmente o próximo. Portanto, o
Tua Torá está dentro de minhas en-
versículo segue: “tashívu beyedchem
tranhas.
ulay mishguê hu” – devolvereis com
“Ushkedim” – amêndoas – tem a
vossas mãos, talvez seja um engano.
mesma raiz do verbo “lishcod” – per-
Cabe à pessoa devolver aquilo que
sistir – e é uma insinuação para que
porventura, de forma involuntária,
a pessoa seja persistente no estudo
tenha chegado às suas mãos ilegal-
da Torá e cumprimento das mitsvot,
mente, dada a fixação pela corrida
conforme o versículo (Mishlê 8:34):
gananciosa atrás de bens materiais.
“Lishcod al daltotay yom yom” – ser
“Veêt achichem cáchu vecúmu
persistente em minhas portas (por-
shúvu el haish (43:13)” – E tomai
tas dos batê midrash) dia a dia.
vosso irmão e levantai-vos e voltai ao
Continuando com as orientações
homem. A mesma linguagem é utili-
de Yaacov Avínu, o versículo seguin-
zada pela Torá quando D‘us dirige-
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26
Iyar / Sivan 5773
Visão Judaica
-se a Moshê: “Cach et Aharon achi-
mitsvot entre nós e o Criador.
incorporar-se ao Povo de Israel com
cha” – Aproxima teu irmão Aharon
O último versículo desta orienta-
a Gueulá Atidá – a Redenção Futura
(através de palavras). Portanto, este
ção de Yaacov Avínu (Bereshit 43:14)
– com a vinda do Mashiach. “Acher”
versículo nos ensina que cada um de
diz: “Vekel Shakay yiten lachem ra-
é uma referência à tribo de Yehudá.
nós deve procurar conciliar-se e pe-
chamim lifnê haish veshilach lachem
Portanto, a mensagem é: Se procede-
dir desculpas ao próximo. Enquanto
et achichem acher veêt Binyamin va-
rem segundo estas instruções, D’us
não nos retratamos com nosso com-
ani caasher shachôlti shachálti – E
agirá com misericórdia e revelará as
panheiro por eventuais faltas e não
D’us, o Todo-Poderoso, fará com que
dez tribos perdidas (“e soltará vos-
devolvemos a ele o que por direito
haja misericórdia para com vocês
so outro irmão”, conforme consta
lhe pertence (dívidas, indenizações,
diante do homem e soltará vosso ou-
no versículo) para ajuntarem-se às
etc.), nem mesmo o Yom Kipur pode
tro irmão e a Benjamin. E se eu ficar
outras duas conhecidas (Yehudá e
nos perdoar, con for me expl ica o
desfilhado, desfilhado ficarei.
Binyamin). Binyamin é citado expli-
“Vekel Shakay yiten lachem ra-
citamente no versículo (veêt Binya-
“Vecúmu shúvu el haish” – E le-
chamim lif nê haish” – E D’u s, o
min) e a palavra “acher” – outro – é
vantai-vos e voltai ao homem: Sabe-
Todo-Poderoso fará com que haja
uma alusão a Yehudá.
mos que “Ish” refere-se ao Criador,
misericórdia para com vocês diante
“Vaani caasher shachôlti sha-
portanto: e voltem ao Criador, façam
do “Homem”. Se vocês procederem
chálti” – e se eu f icar desf ilhado,
teshuvá (arrependimento) perante
assim, o Todo-Poderoso fará benfei-
desfilhado ficarei – é uma alusão aos
o Todo-Poderoso. Depois de termos
torias a vocês; “veshilach lachem et
dois Templos que seriam destruídos.
corrigido as mitsvot “ ben adam la-
achichem” – e soltará vosso irmão.
O Terceiro Templo, porém, quando
chaverô” – entre o homem e o pró-
Esta é uma referência às dez tribos
reconstruído, será de forma defini-
ximo – cabe então corrigirmos as
do Povo de Israel que ainda hoje es-
tiva. Que seja em breve, ainda em
mitsvot “ ben adam Lamacom” – as
tão desaparecidas e que voltarão a
nossos dias, amen veamen.
Rambam em “Hilchot Teshuvá”.
Iyar / Sivan 5773
27
Leis e Costumes
Baruch Hu Uvaruch
Shemô e Amen
O acróstico de amen é El Mêlech Neeman – D’us, rei confiável.
Assim, quando alguém pronuncia a palavra amen, está expressando
sua crença na soberania e confiabilidade de D’us.
Por esta razão, qualquer pessoa, mesmo uma criança pequena, que diz
amen, adquire o ingresso no Mundo Vindouro.
Nossos sábios
Rabino Isaac Dichi
Nossos sábios z”l disseram:
guinte: as pessoas que desejam eximir-se da
“Quem responde amen é superior até mes-
obrigação da berachá que está sendo pronunci-
mo à própria pessoa que recitou a bênção
ada (e é como se eles próprios a tivessem pro-
(Berachot 53b)”.
nunciado) devem fazer cavaná (ter a intenção
“O menor de idade garante o seu Olam Habá
durante a recitação da berachá) que desejam
no momento que responde amen (San’hedrin
eximir-se desta berachá ora pronunciada, e
110b)”.
igualmente, o oficiante deve ter em mente que
“O pai deve incentivar seus filhos a respon-
a berachá que está proferindo eximirá também
derem amen de berachot, Cadish e Kedushá, e
todos os que a estão ouvindo e estão tendo a
é grave a pena imposta ao pai que deixa seus
intenção de eximirem-se com ela. Caso tenha
filhos falarem banalidades na sinagoga (Taná
respondido baruch Hu uvaruch Shemô neste
Devê Eliyáhu 1, 13)”.
caso, a posteriori (bediavad), cumpriu com a
obrigação.
Baruch Hu uvaruch Shemô
Quando alguém ouvir uma berachá que outro esteja recitando, ao escutar o nome de D’us
deverá dizer baruch Hu uvaruch Shemô.
Toda berachá que uma pessoa ouvir, ao
escutar o seu término deverá responder amen
Se estiver rezando e encontrar-se num pon-
(a não ser que esteja durante as orações em
to depois de Baruch Sheamar (até depois da
um lugar onde não pode interromper para
Amidá), ou se estiver no meio de Keriat Shemá
responder).
e suas bênçãos (tanto em Shachrit como em Arvit), não poderá responder baruch Hu uvaruch
Shemô mesmo entre um capítulo e outro.
O pensamento na hora de responder amen
difere:
- Quando o assunto for louvor ao Criador,
Em todas as ocasiões que ouvir uma bera-
como no Baruch Sheamar e em Yishtabach, de-
chá que queira eximir-se por meio do ofici-
ve-se ter em mente que é verdade o que acaba
ante, como o Kidush, a berachá do shofar ou
de dizer o pronun­ciante e que acredita piamen-
da meguilá, não poderá responder baruch Hu
te nisso.
uvaruch Shemô.
Nestes casos, para que a berachá seja válida
também para aqueles que a ouvem (e devem
ouvi-la completamente), deve-se observar o se28
Amen
- Quando forem bênçãos de pedido, deve-se
ter em mente que é verdade e que seja a vontade
do Criador que ela se concretize.
Quando surgir uma oportunidade de resIyar / Sivan 5773
Leis e Costumes
ponder amen sobre duas berachot di-
não deverá responder amen mesmo
dendo amen, mesmo que não a tenha
ferentes deve-se preferivelmente dizer
que souber qual berachá o outro aca-
ouvido, poderá responder ( junto)
amen veamen.
bou de proferir, e não poderá eximir-se
quando ouvir o público ou outro in-
Ao responder amen deve cuidar-se
com a berachá que acabou de ser reci-
divíduo respondendo. Esse é o costume
em responder da forma correta. Entre
tada (pois não a ouviu completamente).
dos ashkenazim.
outros, deve cuidar para não efetuar
Mesmo não necessitando daque-
nenhum dos erros que trazemos nos
la berachá (para eximir-se de uma
próximos parágrafos.
obrigação), se não souber qual berachá
7a) Não responder amen chatufá,
ou seja, amen com o álef pontuado com
o outro proferiu, também não poderá
responder amen.
shevá (emen) em vez de camats (amen),
Não necessitando da berachá, mas
pois o correto é pronunciar todas as
ciente sobre qual berachá está respon-
Do livro “Vaani Tefilá”.
Todas as fontes pesquisadas são
citadas na referida obra.
Os interessados podem adquirir
gratuitamente um exemplar
na secretaria da Congregação.
três letras com sua devida pontuação.
Deve também aguardar o término
da última palavra do oficiante para
então responder amen. Há pessoas
q ue começam a responder amen
enquanto ainda está sendo pronunciada a última palavra da berachá, o
que é proibido.
7b) Por sua vez, o chazan não
se deve prolongar no f im do texto
da berachá, para não causar que o
público responda amen antes que ele
termine completamente a berachá.
O mesmo se aplica ao recitar o Cadish. Não se deve prolongar no final
dos trechos nos quais o público responde amen, para não lhes causar que
respondam amen chatufá.
Da mesma forma, na Kedushá o
chazan não se deve prolongar ao dizer
“leumatam meshabechim veomerim”
e ao dizer “uvdivrê codshechá catuv
lemor”, para não causar ao público
responder “baruch kevod” e “yimloch
Hashem leolam” antes que ele conclua
totalmente a frase.
Não responder amen ketufá, ou
seja, pronunciar a palavra amen sem
o nun, sem o álef ou sem o mem. Igualmente não fazer uma pausa entre as
sílabas, ficando a palavra entrecortada
(a-men).
Não responder amen yetomá:
Quando a pessoa necessita eximir-se
de uma berachá proferida por outra e
ele não ouviu a berachá ou parte dela,
Iyar / Sivan 5773
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Nossa Gente
Nascimentos
• Mazal tov pelo berit milá para as famílias: R. Ariel Soued, R. Richard Tamezgui, Alan Mouadeb, Aron Torres, Morris Hakim, Yoni Stern,
Joseph Telio e Mark Kattan.
• Mazal tov pelo nascimento da filhinha para as famílias: Bruno Kuperman, Daniel Kalansky e Jack Shakrouka.
No berit milá do filho de Morris Hakim
No berit milá do filho do R. Ariel Soued
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Iyar / Sivan 5773
Bar Mitswá
• Mazal tov aos jovens benê mitsvá: Alberto Menaged, David Menaged, Fernando Setton, Haim Zeev Thalenberg, Jacob Hefetz, Moshê
Abarbanel e Moshê Hamoui.
Foto Azul
No bar mitsvá de Moshê Hamoui
No bar mitsvá de Fernando Setton
Iyar / Sivan 5773
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Nossa Gente
No bar mitsvá de Alberto e David Menaged
32
Iyar / Sivan 5773
Nossa Gente
No bar mitsvá de Haim Zeev Thalenberg
No bar mitsvá de David Pripas
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Nossa Gente
Casamentos
• Mazal tov pelos noivados para as famílias: Katz e
Eskinazi (Daniel e Tsipora), Gross e Haifaz (Steve e Sandra),
Harari e Michanie (Dan e Rachel), Kluger e Picciotto (Renato
e Bella).
• Mazal tov pelos casamentos para as famílias:
Chachamzedek e Benroubi (Ariel e Haviva), Goldsztajn e
Rosenberg (Guershi Avi e Dvorah), Phillips e Slonim (Zalman
e Haya), Meta e Behar (Josi e Dina), Wajnsztejn e Pikelaizen
(Alexandre e Brenda), Rosenberg e Schechter (Yehuda Arie e
Ilana), Laufer, Orlean, Kittman e Coifman (Raphael e Marina),
Czerwinski, Barmak e Schwarz (Daniel e Juliana), Lipceac,
Zslejf e Godfarb (Avraham Tsvi e Sara).
No casamento de Avraham Tsvi e Sara Lipceac em Israel
No casamento de Yehudá Arie e Ilana Rosenberg
Rabino Daniel Faour em Siyum Massêchet Moed Catan na Congregação
34
Leonardo Zajac em Siyum Massêchet Kidushin
no Colel Simchat Adar
Pensando Bem I
PLANTAS
ORNAMENTAIS
TÓXICAS
Os quintais e jardins, além dos
vasos distribuídos em casas e
apartamentos, encontram-se
repletos de belas e floridas
plantas, aparentemente
inofensivas como as prímulas
da foto ao lado e as bicos-depapagaio da próxima página.
Entretanto, algumas plantas
podem conter substâncias
químicas que, muitas vezes,
se consumidas em quantidade
suficiente, causam desde um
simples mal-estar até mesmo
a morte.
Iyar / Sivan 5773
35
A curiosidade na fase infantil é muito
grande. Portanto, os pais e responsáveis
por crianças devem tomar alguns
cuidados com relação ao ambiene onde
elas se encontram e de como prevenir
situações de risco.
Caso contrário, podem estar incorrendo no pecado de (Devarim 22:08):
“Lô tassim damim bevetecha – Não ponhas culpa de sangue em tua casa”.
PLANTAS QUE CAUSAM
SINTOMAS OROFARÍNGEOS
Entre as várias plantas potencialmente tóxicas ao nosso redor, as mais
comuns são as capazes de produzir
irritações locais na mucosa oral. Estas
irritações, quando severas, podem até
ser fatais. Um grande número de plantas ornamentais da família das aráceas
produzem sintomas clínicos tóxicos. Entre
elas, as conhecidas como comigo-ninguém-pode, costela-de-Adão, copo-de-leite e o filodendro.
Estas plantas ornamentais são muito
encontradas em interiores, por suportarem bem o ar condicionado, e também
em jardins, por possuírem folhas muito
vistosas. Momentos após sua ingestão
já existe a evidência de dor e irritação.
As membranas mucosas incham muito,
principalmente a língua e a
glote.
36
Copo-de-leite
Olho-de-cabra
A língua pode
se tornar tão inchada
que sai para fora da cavidade oral.
A glote, caso seja severamente afetada, poderá levar à asfixia, shelô nedá.
Casos menos graves podem deixar o
indivíduo sem voz por um pequeno período ou alterar o tom de voz, além de
também ocasionar dispneias – dificuldades na respiração.
Este tipo de intoxicação normalmente
não leva a lesões graves, já que,
geralmente, basta uma pequena mordida
para que a pessoa sinta a dor causada
na língua e na boca,
fazendo com que ela
cesse a ingestão.
A indução de
vômito deverá ser
evitada, já que a
ação cáustica
poderá lesar
ainda mais
a mucosa
esofágica
e oral.
Comigo-ninguém-pode
Iyar / Sivan 5773
PLANTAS QUE CAUSAM SINTOMAS GASTROINTESTINAIS
Outro grupo contém plantas capazes de
promover alterações do trato gastrointestinal, levando a vômitos e diarreias.
Seus principais representantes em nosso
meio são a mamona ou carrapateira e o
olho-de-cabra (jequiriti, olho-de-pombo
ou tento) cuja semente é muito atrativa, de
coloração avermelhada intensa.
Nestes casos, em vez de uma irritação
das mucosas da boca e esôfago, os sintomas
são preferencialmente de vômito e diarreia.
A ingestão das sementes da mamona
e do olho-de-cabra só é importante caso
tenham sido mastigadas ou tenham sua
casca rompida, caso contrário, o material
tóxico não será absorvido pelo organismo.
Os sintomas se tornam aparentes após
um período de mais ou menos 24 horas,
com uma leve depressão e uma pequena
elevação de temperatura. Os indivíduos
acometidos se mostram sedentos e com cólica leve. Com o tempo, poderão apresentar
transpiração, vômito, dor abdominal, diarreia profusa e cianose. Em casos de intoxicação severa, poderá se verificar convulsão
e morte por colapso cardiocirculatório.
Uma das plantas ornamentais mais conhecidas da população é a azaleia.
O princípio tóxico está presente em todas as partes desta planta.
Dentro das muitas
variedades de azaleias o grau de toxicidade é muito diferente. Os sintomas
clínicos incluem
falta de apetite, deglutições
repetidas,
salivação,
depressão,
náusea e vômito. Nestes casos
Azaleia
de intoxicação
não é necessário
nenhum tratamento
específico.
As plantas que possuem látex também
são temidas como plantas tóxicas. O princípio
tóxico é proveniente da substância leitosa dos
caules e folhas, que é irritante para a pele e
conjuntiva ou, se ingerida, para o estômago
e intestino.
Muitas plantas da família das euforbiáceas liberam látex quando seu tecido é rompido.
Poucas são cultivadas como ornamentais,
como a bico-de-papagaio (flor-de-papagaio,
flor-de-sangue) e a dois-irmãos (bem-casados, dois-amigos). No homem, os
vômitos e diarreias associados
a dermatites caracterizam a síndrome.
Bico-de-papagaio
Mamona
Iyar / Sivan 5773
37
PLANTAS QUE CAUSAM
SINTOMAS CARDÍACOS
Um outro grupo importante de plantas
tóxicas é aquele relacionado aos efeitos tóxicos
cardíacos.
No Brasil, um dos representantes
mais importantes é a espirradeira, um
arbusto que atinge até 4 metros de altura, muito utilizado como planta ornamental de casas, ruas e parques.
Casos de toxicidade estão relacionados à utilização dos galhos da espirradeira como espeto para salsichas ou
carnes assadas.
Os efeitos tóxicos devem-se ao aumento da contração da musculatura cardíaca. Inicialmente os sintomas incluem
náusea e vômito, sendo que a diarréia
e o tenesmo também costumam ser verificados. Os sintomas de intoxicação
costumam persistir por
menos de 24 horas após
a lavagem gástrica.
Outra importante
planta com ação
cardíaca é a
dedaleira ou digital.
A dedaleira
é uma planta
ornamental
muito apreciada,
principalmente
na Europa,
devido à sua
floração
muito
vistosa de
coloração
púrpura ou
amarela.
38
Dedaleira
Espirradeira
Seus graves efeitos
tóxicos
cardíacos
fazem com
que o uso
ornamental seja
orientado de forma a não ser plantada
ao alcance de crianças
ou animais.
Os sintomas são náusea,
dor de estômago, diarréia, dor de
cabeça, batimento cardíaco e pulso irregulares, tremores e, em casos graves,
convulsão e morte.
A oleandro-amarela (bolsa-depastor, chapéu-de-napoleão) é uma
pequena árvore bastante comum no
Brasil, principalmente como planta
ornamental em praças e parques.
O seu látex é irritante, podendo causar
dermatites, sendo que a sintomatologia
é basicamente cardíaca e assemelha-se
à da espirradeira.
Árvore da espirradeira
Iyar / Sivan 5773
PLANTAS QUE CAUSAM
SINTOMAS HEPÁTICOS
O confrey, utilizado como planta medicinal, costuma ser encontrado no
quintal de muitos domicílios.
Devido aos bons resultados
como cicatrizante, tem sido
utilizado indiscriminadamente na forma de chás e
mesmo na forma de
saladas. A população deve estar
consciente de
que esta planta
contém substâncias tóxicas – os alcalóides pirrolizidínicos.
Confrey
Se ingeridas de forma contínua
por idosos ou crianças, poderão
causar problemas hepáticos.
PLANTAS QUE CAUSAM
DERMATITE DE CONTATO
A prímula é uma planta ornamental de
vaso, muito comercializada em floriculturas.
Os indivíduos que constantemente entram
em contato com a planta – para retirada
de flores e folhas mortas, transplante de
mudas – estão predispostos a apresentarem
lesões, principalmente nos dedos.
Pessoas
alérgicas
não deverão
entrar em
contato
com este
tipo de
planta.
Outra
importante
planta deste grupo
Prímula
é o filodendro. Muitos
casos de conjuntivites de
severidade moderada acontecem pelo
fato de se coçar os olhos com a mão
logo após entrar em contato com o
sumo da planta.
PLANTAS QUE CAUSAM
ALTERAÇÕES DO SISTEMA
NERVOSO
O tabaco é comercializada sob várias
formas: Cigarros, Charutos, Tabaco de
Mascar, etc.
O tabaco possui como princípio tóxico
a nicotina. Os sintomas da intoxicação
pela ingestão podem iniciar em alguns
minutos ou demorar horas para se
desenvolver. Costuma-se verificar náusea e
salivação, seguidas de vômito e diarréia.
Variedades de prímulas
Tabaco
Iyar / Sivan 5773
39
Os sintomas
de alucinação,
devido a
alterações
no sistema
nervoso,
predominam e
incluem agitação,
tremores, cambaleios,
saia-branca
fraqueza e prostração.
A respiração se torna fraca
e lenta, sendo que a morte, se houver,
decorre do colapso respiratório dentro de
um período de 2 a 3 horas.
É relativamente frequente a intoxicação
de crianças devido à ingestão de cigarros
e charutos espalhados dentro de casa;
porém, os casos de intoxicação só não são
mais graves porque a absorção de nicotina
pelo estômago é lenta o suficiente para que
antes ocorra vômito, o que elimina o tabaco
restante do organismo. A alcalinidade da
nicotina pode causar inflamação local na
boca e estômago.
A saia-branca (zabumba-branca,
trombeteira, trombeta-de-anjos, figueira-do-inferno, estramônio) é uma planta
frequentemente encontrada em beiras de
estradas, margens de rios e mesmo em
quintais de casas. Todas as espécies desta
planta são tóxicas.
Apesar de haver diferenças morfológicas entre as variedades, mantém em
comum o mesmo tipo de floração: grande,
tubular, em forma de trombeta e de coloração que varia do branco até o rosa, sendo,
neste caso, denominada de “saia-roxa”.
O cozimento para a ingestão na forma de
chás não altera a atividade
química do preparado.
Tabaco
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40
Iyar / Sivan 5773
Nos indivíduos acometidos verifica-se sede intensa devido à secura da orofaringe, taquicardias, hipertensão, febre
e retenção urinária.
Convulsões violentas podem até
mesmo progredir para o estado de coma
e o indivíduo perde a habilidade para
funções. Os sintomas poderão persistir
por vários dias.
Em casos de emergência, em auxílio quanto
aos primeiros cuidados médicos e para
maiores informações em São Paulo, entre
em contato com o Centro de Controle de
Intoxicações pelo telefone (11) 5012-5311
Ana Cristina Tasaka,
especial para a Nascente
Profa. de farmacologia e mestre em
patologia pela FMVZ – USP
RELAÇÃO DE ALGUMAS
PLANTAS TÓXICAS
NOME CIENTÍFICO
NOME POPULAR
PRINCÍPIO ATIVO
PARTE TÓXICA
Abrus precatorius
Olho-de-cabra
Toxalbumina abrina
Semente
Allamanda cathartica
Alamanda
Toxalbumina curcina
Semente
Arnica montana
Arnica
Toxalbumina curcina
Semente
Atropa belladona
Beladona
Glicosídeo cardiotóxico
Flor e Folha
Buxus sempervirens
Buxinho
Buxina
Folha
Codieaeum variegatum
Cróton
Alcalóide crotina
Semente
Datura metel
Saia roxa
Alcalóide daturina
Semente
Datura suaveolens
Saia branca
Alcalóide daturina
Semente
Delphinium spp
Esporinha
Alcalóide delfina
Semente
Dieffenbachia spp
Comigo-ninguém-pode
Estricnina
Folha e Caule
Digitalis purpúrea
Dedaleira
Digitoxina e digitaleína
Folha e Flor
Euphorbia milii
Coroa-de-Cristo
Toxalbumina
Látex
Ficus spp
Fícus
Glicosídeo doliarina
Látex
Jatropha curcas
Pinhão Paraguaio
Toxalbumina curcina
Semente e Fruto
Nerium oleander
Espirradeira
Glicosídeo oleandrina
Toda planta
Plumeria rubra
Jasmim-manga
Quinina
Flor e Látex
Ricinus communis
Mamona
Toxalbumina ricina
Semente
Ruta graveolens
Arruda
Alcalóide rutina
A planta toda
Vinca major
Vinca
Glicosídeo vinceína
Flor e Folha
Iyar / Sivan 5773
41
Mussar
Presente Para
Quem Errou
Em honra ao Rabino Yisrael Salanter, trazemos um artigo
impresso em seu livro “Or Israel”
Rabino Zvi Miller
Em certa ocasião
Em certa ocasião, Rav Yisrael seguia pela
do o presente – continuou explicando o rabino.
rua levando um presente. Um colega o encon-
– Certo indivíduo agiu de forma abusiva e é
trou e perguntou:
meu dever falar com ele sobre seu comporta-
– Para onde o senhor está levando este
presente?
mento. É uma mitsvá emular este atributo do
Todo-Poderoso. Porém, uma vez que preciso
Rav Yisrael respondeu:
lhe dizer que agiu inadequadamente, devo
– Estou levando-o para um determinado
lembrar e falar que ele tem outras ótimas ca-
indivíduo.
racterísticas. Portanto, estou honrando-o com
Seu amigo perguntou:
um presente, mesmo que em outras ocasiões
E por que não enviar o presente com um
eu não iria, necessariamente, fazê-lo. No en-
mensageiro?
tanto, sob estas circunstâncias sou obrigado,
Rav Yisrael respondeu:
porque “no momento do julgamento devemos
– A Torá me obriga a entregar pessoal-
mencionar suas boas ações”.
mente o presente.
O amigo ficou intrigado:
– Creio que não estou familiarizado com
esta lei...
Yisrael! Quão profundos eram seus pensamentos, a ponto de inspirá-lo a encontrar este
Rav Yisrael explicou:
atributo precioso do Todo-Poderoso e condu-
– O Talmud (Yevamot 78b) nos diz que quan-
zir-se em conformidade.
do D’us julga uma pessoa por um delito, naque-
A natureza humana dita justamente o
le momento Ele recorda as boas ações da pes-
oposto deste raciocínio. Quando uma pessoa
soa. Entendemos daqui que, se alguém fez algo
guarda ressentimento contra outra, ela es-
de errado, é importante refletir sobre suas boas
quece todos os pontos positivos da pessoa que
ações. Desta forma, não perdemos nossa pers-
a magoou!
pectiva real da pessoa. Em vez de ampliar sua
Que possamos perceber a importância vital
conduta imprópria, iremos enxergá-lo como
de manter a perspectiva correta em todos os nos-
uma boa pessoa que cometeu um erro.
sos relacionamentos, mencionando e lembrando
– Esta é a razão pela qual estou entregan-
42
Quão elevados eram os caminhos de Rav
sempre as boas qualidades dos demais!
Iyar / Sivan 5773
Ponto de Vista
Começo de Uma
Nova Vida
Certamente há muitas pessoas como eu...
Escrevo nesta revista
Escrevo nesta revista de forma anônima
muito não tinha, sentei-me em frente ao compu-
para pessoas que, como eu, vão à sinagoga sem
tador e comecei a imaginar como poderia relatar
saber o porquê; que têm um sentimento mas não
o fim de uma etapa e o início de uma nova vida.
sabem bem qual é; que querem ensinar a seus
Desta vez eu tinha um modelo de vida so-
filhos algo que, por vezes, não estão preparadas.
bre o que escrever, uma história que eu queria
Enfim, escrevo para mulheres judias que têm
compartilhar, mas tive medo de parecer piegas.
um laço forte com a Torá e nunca se dispuseram
Enfrentei minhas dúvidas e resolvi olhar para
a dar uma chance a ela.
trás, analisar a riqueza dos fatos e esperar por
Nas próximas linhas retratarei um pouco da
minha história.
um futuro melhor.
Não recrimino meus pais pela educação li-
Acredito que hoje estou encerrando uma
beral que me deram. Muito pelo contrário, sei
etapa da minha vida. A partir de agora, pretendo
que eles me prepararam para a vida da úni-
virar uma página da minha biografia.
ca maneira que sabiam. Deram-me liberdade
Há algum tempo atrás fui a um seminário.
para escolher meu caminho, transmitiram-me
Fiquei de fato maravilhada com tantas coisas
valores morais importantes na vida e, além de
novas que pude aprender e perceber. Lembro-
tudo, ensinaram-me a respeitar o próximo, suas
-me bem que todas nós, participantes, saímos
idéias e convicções.
do evento de uma maneira diferente daquela
Hoje tornei-me uma pessoa mais responsá-
que entramos. Houve pessoas que absorveram
vel, optei pelo meu próprio caminho e nele tento
mais intensamente e outras um pouco menos
seguir. Com a ajuda de pessoas maravilhosas
os ensinamentos, mas nenhuma de nós saiu in-
que estão ao meu lado e de um meio de Torá,
diferente.
creio estar trilhando o caminho certo. Ainda
Apesar de conhecer a declaração “naassê
não posso dizer que estou “sentindo” o judaismo
venishmá” – cumprir mesmo sem entender –
completo, mas acredito estar mais próxima dele.
eu sempre procurei uma explicação para tudo;
A cashrut já não me incomoda tanto e certos
não necessariamente religiosa, mas algo em que
princípios judaicos já me são mais aceitáveis do
eu pudesse me agarrar. Sei que muitas pessoas
que eram há anos atrás. Digo isso baseada numa
pensam da mesma forma.
vivência, tanto a minha quanto de tantas outras
Já tratei destes assuntos, sempre de forma
pessoas que fizeram e fazem teshuvá a cada dia.
anônima, em outras oportunidades. Pois bem,
Recentemente deparei-me com situações às
aqui estou eu novamente tentando transmitir o
quais sempre me senti mais bem preparada do
que sinto para os leitores da Nascente.
que as “jovens observantes”, mas agora percebo
Hoje foi um dia diferente para mim. Sem ter
o quanto me enganei. Sempre ouvi, por exemplo,
muito o que fazer, e com uma disposição que há
que o casamento era uma coisa normal e que,
Iyar / Sivan 5773
43
Ponto de Vista
simplesmente, todos um dia se depa-
lugares ou que não se relacionassem
ram automaticamente com ele. Hoje
com determinadas pessoas. Percebo
vejo como me enganei profundamente.
hoje quanto mais preparadas estão as
Enquanto eu estava preocupada em
pessoas que não viveram a vida efême-
aproveitar a vida – no sentido literal da
ra que eu vivi. Vejo como elas são muito
palavra – frequentando discotecas, ci-
mais felizes do que eu. Dou o braço a
nemas, bares e restaurantes, deixei de
torcer a cada vez que sinto dificulda-
dar atenção a algo primordial: a insti-
de em tomar uma nova decisão que
tuição do casamento, a relação familiar
as pessoas observantes encaram com
e a importância de uma vida saudável.
mais facilidade e mais naturalidade.
Em nenhuma hipótese eu recrimi-
Não sei se tenho direito, mas deixo
no meus pais pelas decisões que toma-
aqui um conselho às pessoas que afir-
ram referentes à minha educação, mas
mam “Eu vivo melhor do que aqueles
hoje tenho certeza de que uma vida ba-
religiosos que seguem uma Torá escrita
seada na Torá é muito mais saudável
há milhares de anos.” Eu mesma, mui-
do que aquela que vivi. Meus amigos
tas vezes declarei que a Torá era uma
me recriminam quando digo isso, mas
velharia, que era atrasada e que podia
posso garantir que todas vocês, mu-
ser boa para os outros, mas não para
lheres observantes que ensinam seus
mim. Para estas pessoas digo o quanto
filhos segundo os padrões morais e os
estamos (incluo-me também) errados
critérios judaicos, estão mais corretas
e quão correta e verdadeira é a nossa
do que meus pais ou mesmo meus avós.
herança.
Nós, da “geração livre,” frequentamos lugares e fazemos coisas que ou-
44
Registro aqui um novo começo de
vida.
tros não fazem, tudo para sentirmo-nos
Parabenizo aquelas pessoas que
vivos... No entanto, hoje percebo quão
acordam de manhã e sabem como agir,
fúteis foram aqueles momentos e que
como viver e como enfrentar proble-
nada nos acrescentaram.
mas, que nunca imaginaram, com a
Ao deparar-me com eventualidades
cabeça erguida. Parabenizo as pessoas
que são de difícil solução para mim,
que confiam nas escrituras sagradas e
percebo como é sábia a nossa Torá, que
que sabem tirar o máximo proveito de
as previu e preveniu.
sua sabedoria.
Reconheço hoje como estavam cer-
Desejo aos leitores da Nascente
tas aquelas mulheres que recomenda-
que, assim como aconteceu comigo,
vam aos filhos para não irem a certos
descubram o seu verdadeiro caminho!
Iyar / Sivan 5773
Datas e Dados
Iyar
5773
11 de Abril de 2013 a
9 de Maio de 2013
ROSH CHÔDESH
Quarta e quinta-feira, dias 10 e 11 de abril.
Não se fala Tachanun no dia e em Minchá da véspera.
Acrescenta-se Yaalê Veyavô nas amidot e no Bircat Hamazon.
Acrescenta-se Halel Bedilug em Shachrit.
Acrescenta-se a oração de Mussaf.
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BIRCAT HALEVANÁ
PERÍODO PARA A BÊNÇÃO DA LUA
Início (conforme costume sefaradi):
Quarta-feira, 17 de abril, às 18h21m
(horário para São Paulo).
Final: Manhã de quinta-fera, 25 de abril,
às 6h24m (em São Paulo).
PÊSSACH SHENI
Quarta-feira, 24 de abril – não se fala Tachanun.
Na época do Bêt Hamicdash, esta data representava
uma segunda chance de trazer a Oferenda Pascal
a quem não tivera a oportunidade de fazê-lo em Pêssach.
LAG BAÔMER
Domingo, 28 de abril – não se fala Tachanun
(nem em Minchá da véspera).
Lag Baômer é uma alegre comemoração realizada no 33º dia da
Sefirat Haômer.
A Sefirat Haômer é a contagem de 49 dias desde o dia
em que era realizada
a oferenda do Ômer no Bêt Hamicdash, no segundo dia de Pêssach,
até a festa de Shavuot. Esta contagem é uma mitsvá da Torá. Durante
os dias da Sefirat Haômer procuramos nos elevar espiritualmente,
aprimorando nossas virtudes interiores, para que estejamos preparados para o dia de Shavuot, no qual se comemora a outorga da Torá.
Dois motivos tornam o dia de Lag Baômer festivo:
1. Neste dia cessou a epidemia que atacou os discípulos
de Rabi Akivá.
2. É o dia da morte do grande sábio Rabi Shimon bar Yochai.
Antes da sua morte, Rabi Shimon pediu que o dia
de seu passamento fosse
comemorado com grande alegria e não com tristeza.
Iyar / Sivan 5773
45
Datas e Dados
Sivan
5773
10 de Maio de 2013 a
08 de Junho de 2013
ROSH CHÔDESH
Sexta-feira, 10 de maio.
Não se fala Tachanun no dia e em Minchá da véspera.
Acrescenta-se Yaalê Veyavô nas amidot e no Bircat Hamazon.
Acrescenta-se Halel Bedilug em Shachrit.
Acrescenta-se a oração de Mussaf.
TACHANUN
Não se recita Tachanun
nos 12 primeiros dias de sivan,
até 21 de maio, inclusive.
SHAVUOT
Quarta e quinta-feira, 15 e 16 de maio. Recita-se o Halel
completo nos dois dias.
Shavuot comemora o majestoso acontecimento testemunhado
pelo povo de Israel sete semanas
depois de sua saída do Egito, quando estava acampado
ao pé do Monte Sinai. Nesta ocasião,
D’us manifestou Sua vontade a Israel e nos revelou os
Dez Mandamentos.
Embora estes mandamentos não cons­tituam toda a Torá,
que consiste de 613 mandamentos – taryag mitsvot – eles são
o seu fundamento. Esses dez mandamentos se tornaram a base
das leis de grande parte da civilização ocidental. O nome Shavuot,
pelo qual a Torá se refere a esta data, significa sim­plesmente
“semanas” e deriva do fato de Shavuot ser observado
depois de se contar sete semanas completas, a partir
do segundo dia de Pêssach.
Ticun Lêl Shavuot: Durante a primeira noite de Shavuot
existe o bonito costume de se passar a noite em claro,
estudando Torá e mishná. Este ano, o estudo se realizará
no sábado à noite, 26 de maio.
Shavuot é chamada também de “Chag Habicurim”
(Festa das Primícias), “Chag Hacatsir” (Festa da Ceifa do Trigo)
e “Zeman Matan Toratênu” (Época da Outorga da nossa Torá).
BIRCAT HALEVANÁ
PERÍODO PARA A BÊNÇÃO DA LUA
Início (conforme costume sefaradi):
Madrugada de sexta-fera, 17 de maio,
a partir das 2h49m (horário para São Paulo).
Final: Noite de sexta-feira, 24 de maio,
até as 9h11m (horário para São Paulo).
46
Iyar / Sivan 5773
Datas e Dados
HORÁRIO DE ACENDER AS VELAS DE
SHABAT E YOM TOV EM SÃO PAULO
12 de abril
19 de abril
26 de abril
03 de maio
10 de maio
14 de maio
-
-
-
-
-
-
15 de maio -
17 de maio -
24 de maio -
31 de maio -
07 de junho -
14 de junho -
17h36m
17h29m
17h24m
17h19m
17h15m
17h13m
a partir de 18h12m
17h11m
17h09m
17h07m
17h07m
17h07m
Próximas Comemorações Judaicas
Jejum 17 de Tamuz (17/tamuz/5773)..............25/jun/13.............Terça
Jejum Tish’á Beav (9/av/5773).......................16/jul/13..............Terça
1º dia de Rosh Hashaná (1/tishri/5774) .........05/set/13 ..........Quinta
2º dia de Rosh Hashaná (2/tishri/5774) .........06/set/13.............Sexta
Jejum Tsom Guedalyá (4/tishri/5774) ............08/set/1 ...........Domingo
Yom Kipur (10/tishri/5774) ............................14/set/13 ...........Sábado
1º dia de Sucot (15/tishri/5774) .....................19/set/13 ..........Quinta
PARASHAT HASHAVUA
13 de abril -
20 de abril -
27 de abril -
04 de maio -
11 de maio -
18 de maio -
25 de maio -
01 de junho -
08 de junho -
15 de junho -
22 de junho -
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Parashat:
Haftará:
Tazria - Metsorá
Vearbaá Anashim
Acharê Mot - Kedoshim
Halidrosh Oti Atem Baim (sefaradim)
Emor
Vehacohanim Halviyim
Behar - Bechucotay
Hashem Uzi Umauzi
Bamidbar
Vehayá Mispar Benê Yisrael
Nassô
Vayhi Ish Echad
Behaalotechá
Roni Vessimchi
Shelach Lechá
Vayishlach Yehoshua Bin Nun
Côrach
Hashamáyim Kiss´i (Rosh Chôdesh)
Chucat
Veyiftach Haguil’adi
Balac
Vehayá Sheerit Yaacov
2º dia de Sucot (16/tishri/5774) .....................20/set/13 ............Sexta
Hoshaná Rabá (21/tishri/5774).....................25/set/13 ..........Quarta
Shemini Atsêret (22/tishri/5774)....................26/set/13 ..........Quinta
Simchat Torá (23/tishri/5774) ........................27/set/13 ............ Sexta
1º dia de Chanucá (25/kislev/5774)...............28/nov/13.........Quinta
Jejum Assará Betevet (10/tevet/5774) ...........13/dez/13............Sexta
Tu Bishvat (15/shevat/5774)..........................16/jan/14........ Sábado
Jejum Taanit Ester (11/adar II /5774) .............13/mar/14......... Quinta
Purim (14/adar II /5774)................................16/mar/14......Domingo
Shushan Purim (15/adar II /5774)..................17/mar/14.......Segunda
1º dia Pêssach (14/nissan/5774)....................14/abr/14 ............Terça
2º dia Pêssach (15/nissan/5774)....................15/abr/14 .........Quarta
7º dia Pêssach (21/nissan/5774)....................21/abr/14 .......Segunda
8º dia Pêssach (22/nissan/5774)....................22/abr/14 ............Terça
1º dia de Shavuot (6/sivan/5774)...................04/jun/14..........Quarta
2º dia de Shavuot (7/sivan/5774)...................05/jun/14..........Quinta
HORÁRIO DAS TEFILOT
Shachrit -De segunda a sexta-feira -20 min. antes do nascer do Sol (vatikim), 06h20m (Midrash Shelomô Khafif), Minchá
Arvit
06h50m (Zechut Avot) e 07h15m (Ôhel Moshê).
Aos sábado - 08h15m (principal), 08h20m (Zechut Avot), 08h40m (infanto-juvenil). e 08h45m (ashkenazim).
Aos domingos e feriados - 20 min. antes do nascer do Sol, 07h30m e 08h30m.
- De domingo a quinta - 15min. antes do pôr do sol.
- De domingo a quinta - 10 min. após o pôr-do-sol e 19h00m.
MINCHÁ DE ÊREV SHABAT
12 de abril - 17h36m
19 de abril - 17h29m
26 de abril - 17h24m
03 de maio - 17h19m
10 de maio - 17h15m
17 de maio - 17h11m
24 de maio - 17h09m
31 de maio - 17h07m
07 de junho - 17h07m
14 de junho - 17h07m
Iyar / Sivan 5773
MINCHÁ DE SHABAT
13 de abril - 17h15m
20 de abril - 17h05m
27 de abril - 17h00m
04 de maio - 16h55m
11 de maio - 16h50m
18 de maio - 16h50m
25 de maio - 16h45m
01 de junho - 16h45m
08 de junho - 16h45m
15 de junho - 16h45m
47
Datas e Dados
TABELA DE HORÁRIOS • IYAR / SIVAN 5773
Junho
Maio
Abril
Alot
São Dia HasháPaulo char
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Nets
Sof Zeman Keriat Shemá Sof Zeman Amidá
Zeman Hachamá
Minchá Sof Zem. Mussaf Pêleg Haminchá Shekiá
Tefilin (nasc. Sol) de alot de alot a do nets de alot do nets Chatsot Guedolá de alot do nets do nets de alot (pôra tset tset (72m) à shekiá a tset à shekiá
a tset à shekiá à shekiá a tset do-sol)
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Iyar / Sivan 5773
De Criança para Criança
“O Melhor da Classe”
Chayim Walder
Não vou contar meu nome para não acharem que eu estou me gabando.
Sou considerado o aluno mais aplicado da classe.
Presto atenção a todas as aulas, participo e respondo a todas as perguntas.
Nunca aconteceu de o professor me fazer uma pergunta que eu não soubesse a
resposta correta.
Termino as provas em primeiro lugar e recebo sempre um “excelente”.
Quando algum dos alunos da classe tem alguma dúvida sobre a matéria, sabe
que pode me procurar para obter uma boa explicação.
Também dizem que minha escrita é a mais bonita da classe.
A cada início de ano, o professor do ano anterior pede-me os meus cadernos.
Meus cadernos ajudam o professor e também são usados como exemplo para os
novos alunos da série. Isso me deixa lisonjeado.
Mas o problema é que há aqueles que me invejam. Às vezes, percebo crianças
conversando sobre mim em voz baixa dizendo palavras como estas:
Iyar / Sivan 5773
49
“Grande coisa! Ele simplesmente sabe a matéria. Nem precisa se esforçar
para ser aplicado”.
Até parece que os anjos me trazem os conhecimentos como um presente celestial... Que eu não preciso me esforçar...
Gostaria de contar a vocês que isso não é verdade. Certamente não é!
A verdade é que vivo em constante medo e tensão.
Eu simplesmente não sou capaz de entrar em uma aula sem estar pronto. Tenho medo de que o professor me pergunte algo que eu não saiba. Todos se acostumaram de tal forma ao fato de que eu sempre sei tudo, que, se uma vez não
souber, todos comentarão e farão gozações. E é isso que temo.
A verdade é que o segredo que está por trás de meus conhecimentos é o
trabalho que invisto nos estudos em minha casa. Sei que há crianças na classe
que têm mais talento do que eu, mas que não se esforçam como eu para serem
aplicadas.
Às vezes, tenho dificuldades com os estudos. Às vezes não entendo a matéria.
Nestes casos, fico sentado estudando e revisando a lição até tarde da noite.
Papai me diz que é maravilhoso ser estudioso e a aplicação é muito importante, mas
que é uma pena que minha vontade de ser persistente provém do medo de falhar.
“Ficarei feliz também quando você tirar nota 8 ou 7”, ele diz. “Vou amá-lo e
orgulhar-me de você mesmo se você não for o primeiro da classe.”
Mas, mesmo assim, tenho dificuldade em superar meu medo.
Acreditem, não é fácil ser o primeiro da classe!
O professor confia em mim e frequentemente me envia para realizar missões
50
Iyar / Sivan 5773
de responsabilidade.
Meus pais também me tratam com seriedade e sinto-me bem com isso.
Não pensem que sou um garoto que não sorri, ou algo assim. Pelo contrário;
vocês poderão me ver dando uma gostosa gargalhada, correndo e chutando bola.
Um garoto deve brincar, não pode ser como um adulto. Mas, para ter sucesso na
vida, é preciso acostumar-se a pensar antes de cada coisa que fazemos.
Contei a vocês um pouco do meu mundo.
Ainda não sei como resolver meu problema – meu medo de ser alvo de zombarias caso decepcione com minhas atitudes e conhecimentos.
Também não sei o que vai acontecer emocionalmente comigo se algum dia eu
falhar.
Espero que em meu amadurecimento eu encontre as respostas e soluções que
estou procurando.
Agora vocês entendem um pouco sobre o mundo do “melhor aluno da classe”.
Tradução de Guila Koschland Wajnryt
Permissões exclusivas para a Nascente
Iyar / Sivan 5773
51
Infantil
Uma Simples
Pergunta!
No século XIX, os judeus da Rússia viviam sob
o domínio do poderoso czar, sendo quase sempre perseguidos
e oprimidos pelo governo.
Além das perseguições
Além das perseguições do czar, os judeus
da por um poritz que era assessorado por um
ficavam também sob outro poder – o poder do
perverso conselheiro. Este conselheiro susten-
poritz. O poritz era um conde ou príncipe, um
tava um ódio mortal contra os judeus. Ele vivia
nobre que dominava uma ou várias cidades e
preparando tramas contra os judeus daquela
as terras que as rodeavam. Ele prestava contas
região, e há muito tentava convencer o príncipe
sobre suas atitudes somente ao czar.
a expulsar todos os judeus das cidades que ele
Uma dessas regiões da Rússia era domina-
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governava.
Iyar / Sivan 5773
Infantil
O pr í ncipe, no entanto, t i nha
para finalmente expulsar todos os
que elas contrariam frontalmente as
reservas quanto à expulsão dos ju-
judeus daquela região. Sabendo que
nossas leis nacionais. Estudando pro-
deus defendida pelo conselheiro. Os
as melhores vodcas seriam servidas
fundamente sua Torá, eu constatei
judeus da cidade exerciam cargos
à vontade durante a refeição, esperou
vários insultos às nossas crenças e
importantes para o desenvolvimento
até que todos, inclusive o poritz, es-
ao nosso governo!
econômico da sua província e, o que
tivessem ligeiramente bêbados, para
era mais importante, eles eram bons
fazer sua investida maldosa.
Todos os presentes se viraram
para o poritz, curiosos sobre qual se-
pagadores de impostos. Assim, o po-
Quando os brindes pela longa vida
ritz sempre resistia às tentativas de
do czar estavam no seu auge, o con-
– Eu sei que você gostaria que
ser convencido por seu conselheiro
selheiro viu que chegara o momento
eu expulsasse todos os judeus dessa
neste assunto.
propício para seu pequeno discurso.
região – disse o príncipe, esboçando
ria sua reação àquelas palavras.
Todos os anos, na data em que o
– Caros am igos! – começou o
um riso meio bêbado no rosto. – Mas
czar comemorava seu aniversário, o
conselheiro em voz alta, para que
eu não tenho tanta certeza quanto
poritz realizava um suntuoso banque-
todos o ouvissem. – Todos nós hoje
você da veracidade de suas palavras.
te em homenagem ao czar. Para o
nos rejubilamos pelo aniversário do
Afinal, os judeus afirmam que suas
banquete eram convidadas as pessoas
czar. Porém, nem todos na grande
crenças e sua religião não interferem
mais importantes daquela província,
mãe Rússia compartilham desta ale-
em nada no cumprimento das leis da
bem como os nobres das regiões vizin-
gria. Os judeus, por exemplo, odeiam
nossa amada pátria.
has. Naquele ano, o conselheiro mal-
o czar. Eles odeiam nossa pátria e
Neste momento, um dos presentes,
vado também se encontrava entre os
nossos líderes. Estas pessoas fazem
um nobre de outra cidade, interferiu
convidados da grande festa.
de tudo para prejudicar nossa ama-
na discussão com uma sugestão:
O conselheiro percebeu no banque-
da terra em seu próprio proveito. Eu
– Meu caro amigo, por que você
te a oportunidade que tanto esperava
conheço muito bem suas leis e sei
não realiza um debate entre seu con-
Iyar / Sivan 5773
53
Infantil
selheiro e um representante dos ju-
lado, ele poderia utilizar sua com-
deus? Se ele é tão sábio quanto diz,
provada eloquência para fazer per-
certamente poderá provar facilmente
guntas que confundissem os judeus,
dessa forma suas acusações.
fazendo com que o poritz acreditasse
O poritz, alterado pela bebida,
achou a sugestão muito boa.
que eles não sabiam as respostas.
Assim, o conselheiro voltou naquela
– Ótima ideia! – exclamou o príncipe levantando da sua cadeira. – Se
noite para sua casa confiante em sua
vitória iminente.
você conseguir vencer os judeus em
Quando os judeus souberam no
um debate – disse o príncipe apon-
dia seguinte do terrível decreto que os
tando para o conselheiro – eu expul-
ameaçava, ficaram apavorados. Todos
sarei todos eles das cidades de meus
sabiam que o perverso conselheiro do
territórios. Mas você terá que pro-
poritz era um grande erudito. Ele re-
var que conhece suas leis melhor do
almente possuía vastos conhecimen-
que eles mesmos. Se os judeus não
tos nos mais diversos assuntos, e era
puderem responder a contento as
tido entre os goyim como um expert
perguntas que você formular sobre
no Tanach e no Talmud. Ele conhecia
os ensinamentos da Torá deles, eu
também o lashon hacôdesh, tendo es-
acreditarei na sua acusação de que
tudado as escrituras sagradas no seu
você a conhece muito bem e que ela
texto original. Além de tudo – o que
afronta nossas crenças e nossas leis.
mais assustava os judeus – ele era pos-
Porém, se você não puder responder
suidor de uma retórica incrível, sendo
as perguntas sobre as leis e a religião
conhecido em toda a Rússia por sua
judaica, estará provando sua igno-
magnífica oratória, uma habilidade
rância no assunto e eu deixarei os
que ele já utilizara muitas vezes para
judeus viverem em paz, sem lhes fa-
convencer grandes públicos sobre
zer nenhum mal.
suas teorias.
O consel hei ro f icou sat isfeito
Os rabinos das localidades domi-
com a proposta do rei. Ele acredita-
nadas pelo poritz decretaram dias de
va que poderia facilmente vencer os
jejuns e luto. Os judeus passaram a se
judeus em tal debate. Afinal, o juiz
aglomerar nas sinagogas, chorando e
do debate seria o próprio príncipe,
rezando para que D’us os ajudasse e
e o que ele sabia da Torá e do Tal-
os salvasse daquela terrível ameaça.
mud para entender se suas respostas
Os sábios e rabinos da região mar-
estavam erradas ou não? Por outro
caram uma reunião urgente para re-
Desejamos Chag Shavuot Samêach para
todos os nossos amigos e clientes
54
Iyar / Sivan 5773
Infantil
solver quem iria ser o representante
– Meu nome é Eli. Eu sou um ju-
bate finalmente chegou, o represen-
dos judeus no debate, mas nenhum de-
deu simples e inculto, mas tenho cer-
tante dos judeus era ninguém menos
les se sentia apto para ser voluntário
teza que posso vencer o conselheiro
que Eli, o aguadeiro de uma pequena
em tal missão.
no debate.
aldeia da região.
Na realidade, o que os rabinos
Eli realmente era um homem muito
Uma peq uena mu lt idão de
receavam não era o conhecimento
simples. Ele trabalhava de manhã até
pessoas se aglomerava para assistir
de Torá do conselheiro malvado. Eles
de noite tirando água de um poço e ven-
ao debate. Grande parte da audiência
temiam sua incontestável habilida-
dendo-a na aldeia onde morava. Assim,
era formada pelos próprios judeus,
de para falar e convencer os que o
sobrava-lhe muito pouco tempo para o
apreensivos, já que seu futuro de-
ouviam. Os sábios estavam certos de
estudo da Torá. Ele era considerado um
pendia daqueles próximos instantes
que, invariavelmente, mesmo que pu-
completo ignorante.
de contestações. Muitos não judeus
dessem responder todas as pergun-
Os sábios ficaram perplexos com
também estavam presentes, simples-
tas do conselheiro corretamente, ele
a sugestão de Eli. Como um homem
mente para assistir ao “espetáculo”.
encontraria um modo de fazer pare-
como ele poderia vencer o conselheiro,
Entre eles, havia alguns torcendo pelo
cer a todos – e inclusive ao príncipe
um erudito, um intelectual respeitado
conselheiro.
– que ele respondia corretamente e
internacionalmente?
O poritz estava bastante conten-
os judeus de forma errada. Assim,
No começo os rabinos não leva-
te com o sucesso da festa que orga-
concluíram tristemente os sábios, o
ram a sugestão de Eli a sério, mas o
nizara. Vários de seus amigos nobres
debate estava perdido antes mesmo
pobre homem continuou insistindo
também compareceram para assistir
de começar.
que ele poderia vencer o debate. Sem
o curioso debate. O conselheiro, no en-
Quando os rabinos já haviam che-
muita escolha, como ninguém mais
tanto, estava furioso com a escolha do
gado a um impasse, sem saber quem
assumia aquela responsabilidade, os
representante dos judeus.
os representaria no debate, um homem
sábios acabaram aceitando sua pro-
– Veja que ousadia deste povo, al-
irrompeu na sala de reuniões e disse:
posta. Afinal, a vitória ou a derrota,
teza! – disse o conselheiro, indignado.
– Desculpem minha intromissão.
a salvação ou a desgraça estavam, de
– Eles desprezam e ofendem o prínci-
Eu v i m hu m i ldement e p e d i r a
fato, exclusivamente nas mãos do To-
pe e o povo russo, enviando como seu
permissão dos senhores para repre-
do-Poderoso. Talvez Ele tivesse escol-
representante um simples camponês!
sentar os judeus no debate contra o
hido aquele homem para ser Seu men-
Um homem semianalfabeto que mal
conselheiro do poritz.
sageiro e salvar os judeus da expulsão!
sabe escrever o próprio nome!
– Mas quem é você? – perguntou
um dos rabinos.
Iyar / Sivan 5773
Quem poderia saber?
Assim, quando o grande dia do de-
– Com a ajuda de D’us – respondeu Eli calmamente – um simples
55
Infantil
camponês pode vencer o mais sábio
dois fortes soldados com suas espadas
Eli, esperando ansiosamente sua pri-
dos homens.
desembainhadas. Eles estavam pron-
meira pergunta.
– É o que veremos! – gritou o con-
tos para fazer valer as regras combi-
– Você diz que conhece profunda-
selheiro, irado com a afronta de Eli. –
nadas logo que o primeiro debatedor
mente as leis judaicas, assim como o
Alteza, minha confiança de que posso
não soubesse responder corretamente
texto hebraico das escrituras sagra-
vencer este homem é tão grande que
à pergunta de seu adversário.
das na íntegra – começou Eli. – Res-
eu estou disposto a apostar minha
Quando finalmente todos os pre-
ponda-me, então, a uma pergunta
vida nesta vitória. Mudemos um po-
parativos para a disputa estavam
simples. O que quer dizer este trecho
uco, pois, as regras do debate. Aquele
prontos, o príncipe ordenou que o
de um dos versículos do Tehilim: “Va-
que primeiro deixar uma pergunta de
debate começasse.
ani váar velô edá” (Tehilim 73:22)?
seu adversário sem resposta deverá
ser imediatamente executado.
– Para demonstrar minha gene-
O conselheiro soltou uma sonora
rosidade – disse o conselheiro, com
gargalhada e depois exclamou, gesticulando com desdém:
O poritz, que confiava largamen-
um sorriso perverso no rosto – eu
te em seu conselheiro, viu naquela
deixarei que o judeu faça a primeira
sugestão uma oportunidade de tor-
pergunta, pois provavelmente estas
nar o espetáculo ainda mais emocio-
serão também suas últimas palavras
nante, e concordou prontamente.
neste mundo!
– Mas que pergunta estúpida! Judeu idiota! Eu ignoro e não sei!
Se uma chuva de moedas de ouro
tivesse caído naquele instante, não
Eli, ao contrário de seus aflitos
O silêncio tomou conta do grande
teria causado maior tu mu lto q ue
irmãos que o observavam da plateia,
salão onde estava sendo realizado o
aquela resposta. Os rabinos presen-
demonstrava extrema tranquilidade,
debate, de tal forma que uma peque-
tes perceberam imediatamente a su-
e também aceitou a proposta.
na mosca poderia ser ouvida em toda
tileza da pergunta de Eli. A respos-
Então, atrás de cada um dos par-
a plateia. Todos dirigiram seus olhos
ta do conselheiro estava correta. A
ticipantes do debate, posicionaram-se
para a bancada onde se encontrava
tradução literal das palavras citadas
era realmente aquela: “eu ignoro e
não sei”. Os goyim, no entanto, que
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não conheciam a língua hebraica,
entenderam a resposta de outra maneira. De todos os cantos surgiram
exclamações de espanto. Alguns nobres começaram a rir disfarçadamente, e todos os judeus da plateia
começaram a vaiar o inimigo e soltar
brados de vitória.
O poritz, por sua vez, levantouse, lívido, e gritou furioso enquanto
o tumulto aumentava:
– Como você não sabe responder
à primeira pergunta de um simples
camponês judeu e ainda confessa
sua ignorância com uma gargalhada? Você não tem vergonha?! Isso é
uma completa desonra ao seu cargo de conselheiro e à minha própria
reputação!
O conselheiro percebeu, assustado, que sua resposta havia sido
mal interpretada. Naquele instante,
porém, o medo da fúria do príncipe
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Infantil
e a enorme confusão causada pelo
mento de aperto. O humilde Eli foi
ambiente hostil que se formou ao seu
carregado triunfante pelas ruas do
redor, fizeram com que ficasse ainda
bairro judeu, recebendo toda espé-
mais atrapalhado. Gaguejando, ten-
cie de saudações e manifestações de
tou se explicar:
gratidão.
– Ma... mas alteza... a pergunta é
imbecil!... Eu já dei a resposta!
No dia seguinte, quando todos já
tinham se acalmado, Eli se prepa-
Mas, entre vaias, gargalhadas,
rava para voltar para sua pequena
aplausos e ofensas – de judeus e não
aldeia. Então um dos rabinos lhe
judeus – ele nem podia mais ser es-
perguntou:
cutado.
– Diga-me uma coisa, meu amigo.
Antes que o conselheiro pudesse
continuar se explicando, o poritz interrompeu-o, exclamando furiosamente:
Como você teve a ideia de fazer uma
pergunta tão iluminada?
– Rabi – respondeu Eli com um
largo sorriso no rosto. – Eu possuo
– Cale-se! Ninguém humilha im-
em minha casa um livro de Tehilim
punemente um príncipe russo! Ma-
traduzido. Para todas as palavras e
tem este homem!
versículos ele traz a tradução cor-
O conselheiro ainda tentou deses-
reta. Somente neste versículo, para
peradamente salvar sua vida. Mas mal
este trecho, o homem confessa que
havia aberto a boca para se justificar
ignora e não sabe seu significado. Se
e o soldado às suas costas obedeceu à
o homem que escreveu esse livro, que
ordem do príncipe, fazendo valer as
certamente era um grande sábio, não
novas regras do jogo. O conselheiro
podia traduzir estas palavras, segu-
fora derrotado em poucos segundos
ramente o conselheiro também não
de debate.
poderia traduzi-las!
Antes de abandonar o salão, o
Somente então o rabino percebeu
príncipe declarou ainda que, enquan-
a grandeza do milagre que D’us ha-
to vivesse, os judeus poderiam morar
via lhes proporcionado. Da grande
tranquilamente em seus territórios,
ignorância daquele pobre camponês,
sem que ninguém os incomodasse.
D’us lhes havia trazido a salvação em
Os judeus explodiram em júbi-
seu infortúnio.
lo, fazendo u ma g rande festa em
Baruch Hashem leolam amen
agradecimento ao Todo-Poderoso,
veamen! – Bendito seja o Eterno para
que os havia ajudado naquele mo-
sempre!
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