Revista Jan Fev 2015

Transcrição

Revista Jan Fev 2015
335 - JANEIRO | FEVEREIRO 2015
Periodicidade: Bimestral
Preço de capa:€1,50
• Conjuntura: Instabilidade gera abrandamento de expectativas de crescimento
• Comércio Externo: Exportações menores, recuperação nas importações
• Ambiente: WEEECycle – Nova entidade gestora de resíduos
• IEP: Riscos Elétricos
• CINEL: Multimédia, um futuro no CINEL
ENDIEL
2015
•endiel 2015
19 a 22 de novembro
na EXPONOR
A
335 - janeiro | fevereiro 2015
ficha técnica
Revista Bimestral
(6 números por ano)
Propriedade e Edição:
ANIMEE – Associação Portuguesa
das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico
Av. Guerra Junqueiro, 11, 2.o Esq. 1000-166 LISBOA
Telef.: 21 843 71 10 – Fax: 21 840 75 25
e-mail: [email protected]
Contribuinte n.o: 500 851 573
sumário
22 Conjuntura
24 Comércio Externo
Execução Gráfica:
Gráfica Maiadouro
Rua Padre Luís Campos, 686 – Vermoim
Apartado 1006 – 4471-909 MAIA
e-mail: [email protected]
N.o de Depósito Legal: 93844/2002
NROCS N.o 117903
Tiragem: 2000 exemplares
janeiro – dezembro 2014
16 Ambiente
Diretor:
J. Marques de Sousa
Redação, Administração e Distribuição
ANIMEE - Delegação Norte
Edifício do Instituto Eletrotécnico Português
Rua de S. Gens, 3717 – 4460-817 CUSTÓIAS
Telef. / Fax: 22 600 86 27
E-mail: [email protected]
4.o Trimestre de 2014
EEECycle
W
Nova entidade gestora de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE)
19 Endiel
E NDIEL 2015
19-22 novembro
20 Feiras e Exposições
ATELEC e GENERA 2015
M
LATINOAMERICA
22 Tecnologia
Como cuidar de um sistema elétrico?
25 IEP
Riscos Elétricos
27 CERTIEL
335 - JANEIRO | FEVEREIRO 2015
30 CERTIF
Periodicidade: Bimestral
Preço de capa:€1,50
• Conjuntura: Instabilidade gera abrandamento de expectativas de crescimento
• Comércio Externo: Exportações menores, recuperação nas importações
• Ambiente: WEEECycle – Nova entidade gestora de resíduos
• IEP: Riscos Elétricos
• CINEL: Multimédia, um futuro no CINEL
ENDIEL
2015
anutenção de instalações elétricas
M
previne incêndios domésticos
•endiel 2015
19 a 22 de novembro
na EXPONOR
ERTIF aumenta clientes em 56 por
C
cento e fatura 40 por cento no exterior
33 CINEL
Multimédia, um futuro no CINEL
35 Empresas
Notícias sobre várias empresas
53 Calendário Fiscal
março e abril 2015
55 Cotações
âmbios e cotações de metais C
novembro e dezembro de 2014
Respeitando a forma de escrever de cada autor, a Revista ANIMEE publica os artigos seguindo os Acordos Ortográficos, o antigo ou o novo, neste período de transição.
conjuntura
Síntese da Conjuntura
Setor Elétrico e Eletrónico
4.o Trimestre de 2014
1. Conjuntura Setorial
Nota: Os índices que se seguem resultam da média aritmética das respostas das empresas associadas, segundo uma escala qualitativa de 1 a 5,
em que 1 corresponde ao valor mais desfavorável e 5 ao mais favorável, na apreciação de cada
um dos itens.
1.1Volume de Negócios
Volume de Negócios
4.o Trim 2014 1.o Trim 2015
Mercado Português
3,1
2,8
Mercado Externo
2,9
2,9
As perspetivas de melhoria na evolução do
Volume de Negócios no mercado nacional concretizaram-se quer no terceiro, quer no último
trimestre do ano; todavia, a instabilidade vivida
na Europa nos últimos meses, a circunstância
de 2015 ser um ano de eleições em Portugal e as
muitas alterações fiscais previstas fazem com
que as previsões para o primeiro trimestre do
ano acusem uma ligeira retração.
1.2Carteira de Encomendas
Carteira de Encomendas
4.o Trim 2014 1.o Trim 2015
Mercado Português
3,0
2,7
Mercado Externo
3,0
3,1
A Carteira de Encomendas reflete o mesmo raciocínio, sobretudo no que toca ao mercado interno
no 1.o trimestre; como sempre, espera-se que a
melhoria da economia europeia se reflita numa
melhoria da carteira de encomendas.
1.3Emprego
Emprego
4.o Trim 2014 1.o Trim 2015
Qualificado
3,0
3,0
Não Qualificado
3,1
3,0
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
2
Não se registaram alterações nos indicadores de
Emprego, que se mantêm estáveis.
1.4Propensão ao Investimento
Investimento
Propensão a investir
4.o Trim 2014 1.o Trim 2015
2,6
2,5
Ainda que modesta, verifica-se uma ligeira
melhoria na previsão de novos investimentos,
também favorecida pela abertura de candidaturas aos fundos comunitários para os programas
operacionais entretanto aprovados.
1.5Situação Financeira
Indicadores
4.o Trim 2014 1.o Trim 2015
Tesouraria/Liquidez
3,5
3,4
Dívidas de clientes privados
3,0
3,0
Dívidas do Estado e Setor Público
2,5
2,5
Acesso ao crédito
2,9
3,0
Custo do crédito
2,7
2,7
Seguro Crédito à Exportação
2,7
2,4
O indicador de Liquidez é o que apresenta
melhores valores, revelando o sucesso dos
esforços das empresas para reequilibrar a sua
Tesouraria. Também estabilizada encontra-se
a recuperação de dívidas de clientes privados,
ao contrário do que sucede com as dívidas do
Estado, para as quais não se prevê melhoria.
Ao fim de vários trimestres, o acesso ao crédito
acusa finalmente algum progresso, infelizmente
não acompanhado pelo custo desse mesmo crédito. O seguro de crédito à exportação continua
com um valor baixo, traduzindo a dificuldade da
sua obtenção.
conjuntura
3. Conjuntura Internacional
1.6QREN
QREN
PIB
4.º Trim 2014 1.º Trim 2015
2014
2015
3,3
3,5
Aprovação de projetos
2,2
2,8
MUNDO Pagamento de comparticipações
2,4
3,0
EUA
2,4
3,6
UE – Zona Euro
0,8
1,2
Alemanha
1,5
1,3
França
0,4
0,9
Itália
-0,4
0,4
O atraso no pagamento de comparticipações do
QREN anterior e na aprovação dos planos do
próximo (QREN 2014-2020) explica uma retração
na aprovação de projetos no último trimestre do
ano; o desbloqueamento esperado desta situação é visível numa melhoria de ambos os indicadores para o 1.o trimestre do ano.
Espanha
1,3
1,7
Portugal
0,9
1,5
Japão
0,1
0,6
Rússia
0,6
-3,0
Brasil
0,3
1,4
China
7,4
6,8
Fonte: FMI – Janeiro de 2015
2. Conjuntura Portuguesa
Apresentam-se as previsões mais recentes do
Banco de Portugal (BdP) para a economia portuguesa.
BdP
2014
2015
PIB
0,9
1,5
Consumo Privado
2,2
2,1
Consumo Público
-0,5
-0,5
Investimento (FBCF)
2,2
4,2
Exportações
2,6
4,2
Importações
6,3
3,1
IHPC
-0,1
1,7
Fonte: Banco de Portugal – Boletim de Inverno 2014
O aumento do Investimento e o crescimento da
dinâmica exportadora são a base que sustenta
a previsão de crescimento do PIB em 2015. Por
sua vez, não se preveem alterações no Consumo
Público nem no Privado, relativamente a 2014: o
governo não conseguiu reduzir mais a despesa
no OE 2015 e a procura interna, face à instabilidade, parece prosseguir uma estratégia de poupança e consumo muito moderado.
O aumento dos custos energéticos e a aceleração da atividade deverão finalmente refletir-se
num aumento da inflação.
O crescimento global para 2015 situa-se em
3,5%, uma visível revisão em baixa marcada
por uma reavaliação das perspetivas na China,
Rússia, Zona Euro e Japão, bem como por uma
atividade mais fraca, em resultado da queda
acentuada dos preços do petróleo de alguns dos
principais exportadores.
Se por um lado o crescimento global receberá
um impulso da descida dos preços do petróleo,
este será mais que compensado, negativamente,
por fatores como o fraco investimento, como
reação à diminuição de expectativas sobre o
crescimento a médio-prazo em várias economias
avançadas e emergentes.
O Japão entrou em recessão técnica no terceiro
trimestre de 2014, devido a uma desaceleração
da procura interna provocada por aumento de
impostos sobre o consumo.
Na China, o investimento deverá abrandar.
Na Rússia, o forte abalo nas projeções refletem
o impacto da queda dos preços petrolíferos e o
aumento das tensões políticas, quer em termos
efetivos, quer de confiança.
A estagnação e a inflação baixa ainda são uma
preocupação na zona euro (e no Japão) acrescendo, recentemente, a depreciação do euro.
Mas são sobretudo as perspetivas de menor
investimento, refletindo em parte o impacto
Revista Animee
3
conjuntura
de um crescimento mais fraco das economias
emergentes no setor das exportações, que explicam a previsão de 1,2% de crescimento na zona
euro em 2015.
A instabilidade e a incerteza relativamente à persistência do efeito dos preços do petróleo, afetam
assim, de forma particular, as perspetivas atuais.
Os EUA são a única grande economia para a qual
as previsões de crescimento melhoraram.
Nos mercados financeiros globais, os riscos
associados a mudanças nos mercados e fases de
volatilidade ainda são elevados.
ANIMEE – Serviço de Economia
comércio externo
Análise ao Comércio Externo de
Equipamento Elétrico e Eletrónico
janeiro – dezembro 2014
Exportações menores, recuperação nas importações
1. Análise global – Setor Elétrico e
Eletrónico
O período de janeiro-dezembro do comércio
externo do Setor Elétrico e Eletrónico (SEE)
saldou-se por uma variação negativa homóloga
das Exportações (-2%) e pelo crescimento homólogo das Importações (4%); assim sendo, a taxa
de cobertura da Importação pela Exportação
(78,8%) diminuiu.
1.1. Balança Comercial Portuguesa
No período janeiro-dezembro de 2014, a
Exportação Portuguesa de Mercadorias reflete
um crescimento homólogo de 1,8%, resultado de
uma recuperação no comércio intracomunitário
(2,6%), ao mesmo tempo que o peso do comércio
com países terceiros praticamente não se alterou face a 2013 (-0,1%).
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
4
A taxa de crescimento da importação atingiu os
2,9%, recuperando-se as trocas com países da
UE (+6,7%), ao mesmo tempo que diminuíram as
compras a países terceiros (-6,9%).
JAN-DEZ
2013
JAN-DEZ
2014
∆%
Exportação (Saídas)
47372
48243
1,8%
Importação (Entradas)
56943
58612
2,9%
Total
UE
Exportação
33321
34204
2,6%
Importação
41112
43866
6,7%
Exportação
14051
14036
-0,1%
Importação
15831
14744
-6,9%
Países Terceiros
Nota – valores em milhões de Euros
Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística IP (N.os preliminares de Comércio Externo)
comércio externo
Vejamos agora a evolução do comércio internacional entre janeiro e dezembro de 2014, a nível
dos principais Grupos de Produtos na economia
portuguesa:
Grupos de Produtos com melhor comportamento:
Grupos de
Produtos
Prod. Alimentares e
Bebidas
Export.
∆%
10,1
Grupos de
Produtos
Material de
Transporte e Acess.
Import.
∆%
15,2
Bens de Consumo NE
noutra categ.
5,7
Bens de Consumo NE
n. categ.
7,3
Máq. e O. Bens de
Capital e Acess.
5,4
Fornecimentos
Industriais NE
n. categ.
1,0
Prod. Alimentares e Bebidas atinge um crescimento de 10,1% nas exportações em 2014, depois
de trimestres sucessivos de bom comportamento;
seguem-se Bens de Consumo NE noutra categ.
(5,7%) e Máq. e O. Bens de Capital e Acess (5,4%),
grupos com maior crescimento ao longo do ano e
abrandamento no último trimestre.
Material de Transporte e Acessórios(15,2%)
mantém-se como o setor com melhor comportamento a nível das Importações ao longo do
ano (15,2%), seguido de Bens de Consumo Não
Especificados (NE) noutra categoria (7,3%).
Grupos de Produtos com pior comportamento:
Grupos de
Produtos
Bens NE noutra
categoria
Combust. e Lubrif.
(P. Transf.)
Forneciment.
Industriais NE n.
categ.
Export.
∆%
-15,3
-1,3
3,6
Grupos de
Produtos
Bens NE noutra
categoria
Import.
∆%
-51,1
Combust. e Lubrif.
(P. Transf.)
-5,6
Prod. Alimentares e
Bebidas
-1,4
Bens NE noutra categoria é o grupo com pior
comportamento em 2014 ao nível das exportações
(-15,3%) e, sobretudo, das importações (-51,1%).
É também negativo, embora numa escala bastante menor, o comportamento de Combustíveis
e Lubrificantes em ambos os lados da Balança;
mantém-se a quebra de (-9,6%), bem como de
Prod. Alimentares e Bebidas (-3,1) a nível das
importações; Por sua vez, Fornecimentos Indust.
volta a apresentar uma evolução positiva e superior à do trimestre anterior, crescendo 3,6% nas
exportações. Em contraste com as exportações,
Prod. Alimentares e Bebidas é o grupo com pior
comportamento nas importações.
1.2. Exportação de Equipamento Elétrico e
Eletrónico
A taxa de -2% das Exportações do Setor Elétrico
e Eletrónico aponta para um melhoramento neste
último trimestre do ano. Vejamos qual o contributo dos subsetores com melhor comportamento:
• Telecomunicações, Eletrónica Profissional
e Informática (23%) – é o subsetor estrela
do SEE, com níveis de exportação muito
constantes ao longo do ano; neste trimestre,
destacaram-se as vendas de distribuidores
e bobinas de ignição (26%) e dos quadros de
comando elétrico >1000 V e < 72,5 KV (22,6%).
• Cablagens (3%) – confirma-se o crescimento
positivo, ainda que bastante menor na segunda
metade do ano.
• Lâmpadas e Material p/Iluminação (10%) –
subsetor em trajetória confirmada de crescimento.
• Aparelhagem Ligeira de Instalação (3%) –
estabilização face ao trimestre anterior, confirmando um abrandamento das vendas no
segundo semestre do ano.
• Eletrodomésticos (11%) – mais um trimestre
de bom comportamento, saldando-se o ano
com um crescimento de 11%.
• Máquinas, Equipamentos e Aparelhagem
Industrial (1%) – mantém-se a viragem para
uma dinâmica positiva, com as compras no
mercado intracomunitário.
• Fios e Cabos Isolados (-6%) – setor em claro
declínio na segunda metade do ano.
Relativamente aos restantes grupos:
• Eletrónica de Consumo (-24%) – mantém-se
o nível de perdas neste setor, muito semelhante ao do trimestre anterior (-25%).
• Componentes Eletrónicos (-15%) – verificou-se uma recuperação no crescimento negaRevista Animee
5
comércio externo
tivo, com aumento das vendas de relés de
vários tipos e de outros processadores e controladores.
1.3. Importação de Equipamento Elétrico e
Eletrónico
O crescimento positivo nas Importações (4%)
mantém-se inalterável, com pequenas variações
nas taxas verificadas no trimestre anterior.
Máquinas, Equipamentos e Aparelhagem
Industrial continua em crescimento (8%),
ao mesmo ritmo de Telecomunicações,
Eletrónica Profissional e Informática (8%). Os
Eletrodomésticos (14%) continuam a destacarse em ambos os lados da Balança.
Cablagens continua a crescer (8%) e Aparelhagem
Ligeira de Instalação mantém-se sem alteração (2%). Em recuperação consumada, temos
Acumuladores e Pilhas (3%).
como também pelo Sudoeste Asiático (15%) e
Restantes Países (4%).
Dentro dos países da UE que contribuíram para
um crescimento das Importações destacam-se
Alemanha (5%), Holanda (5%) e Espanha (3%),
com pesos de 24%, 31% e 12%, respetivamente,
e ainda Reino Unido (5%), Itália (6%) e Polónia
(7%), com pesos entre os 3% e 7%.
4. Perspetivas
2014
2015
MUNDO
3,3
3,5
EUA
2,4
3,6
UE – Zona Euro
0,8
1,2
Alemanha
1,5
1,3
França
0,4
0,9
Itália
-0,4
0,4
Espanha
1,3
1,7
Portugal
0,9
1,5
2.Exportação por Zonas Económicas e
Países Clientes
Japão
0,1
0,6
Rússia
0,6
-3,0
Brasil
0,3
1,4
Para a diminuição das exportações do setor
contribuem com igual peso as diminuições verificadas no comércio intracomunitário e para
países terceiros; ainda assim, esta é em parte
atenuada pelo crescimento das exportações para
os PALOPS e para os EUA. O Sudoeste Asiático e
o Japão perdem ambos um ponto percentual no
seu peso, sendo que no primeiro se verificaram
fortes quebras nas exportações para Hong-Kong
e Coreia do Sul. Exceção feita para Taiwan, onde
se verificou um aumento das exportações de
452%. A Alemanha perdeu 2 pontos percentuais
no seu peso (36%) e a Bélgica um; por sua vez,
a França (10%) e Reino Unido (12%) recuperaram um ponto percentual. Mantendo os mesmos pesos, mas acusando algumas quebras na
exportação, temos Espanha, Itália e Polónia.
China
7,4
6,8
3. Importação por Zonas Económicas e
Países Fornecedores
A UE continua a ter o maior peso no total das
Importações (82%), mas o aumento global das
importações repartiu-se não só pela UE (4,6%),
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
6
PIB
Fonte: FMI (janeiro de 2015)
O crescimento global para 2015 situa-se em
3,5%, uma visível revisão em baixa marcada
por uma reavaliação das perspetivas na China,
Rússia, Zona Euro e Japão, bem como por uma
atividade mais fraca, em resultado da queda
acentuada dos preços do petróleo de alguns dos
principais exportadores.
Se por um lado o crescimento global receberá
um impulso da descida dos preços do petróleo,
este será mais que compensado, negativamente,
por fatores como o fraco investimento, como
reação à diminuição de expectativas sobre o
crescimento a médio-prazo em várias economias
avançadas e emergentes.
Na China, o investimento deverá abrandar, bem
como as suas exportações e importações. Na
Rússia, o forte abalo nas projeções reflete o
impacto da queda dos preços petrolíferos e o
aumento das tensões políticas.
comércio externo
A estagnação e a inflação baixa ainda são uma
preocupação na zona euro acrescendo, recentemente, a depreciação do euro. Mas são sobretudo
as perspetivas de menor investimento, refletindo
em parte o impacto de um crescimento mais
fraco das economias emergentes no setor das
exportações, que explicam a previsão de 1,2%
de crescimento na zona euro em 2015. Se por
um lado a Alemanha e a Espanha apontam para
uma aceleração no final do ano, já França e Itália
retraíram-se no mesmo período.
A instabilidade e desigualdade na evolução económica pautam a conjuntura global da UE.
Os EUA são a única grande economia para a qual
as previsões de crescimento melhoraram, verificando-se diminuição do desemprego, apreciação
do dólar e uma inflação mitigada pelo declínio
nos preços do petróleo.
A instabilidade e a incerteza relativamente à persistência do efeito dos preços do petróleo afetam
assim, de forma particular, as perspetivas atuais.
Portugal registou pela primeira vez, desde 2010,
um crescimento anual positivo (0,9%); no entanto,
o abrandamento nas exportações do último
trimestre levanta também a dúvida sobre uma
tendência de aceleração, ou mera recuperação.
ANIMEE – Serviço de Economia
SAÍDAS E ENTRADAS POR RAMOS DE ATIVIDADE
JANEIRO / DEZEMBRO DE 2014
RAMOS DE ATIVIDADE
SAIDAS
(EXPORTAÇÃO)
2014
2013
∆%
ENTRADAS
(IMPORTAÇÃO)
2014
2014
∆%
Máquinas, Equipamentos e Aparelhagem Industrial
881 362 476
873 057 293
1%
620 612 213
574 085 601
8%
Fios e Cabos Isolados
436 064 604
465 016 799
-6%
192 673 846
193 841 490
-1%
Cablagens
248 289 835
241 896 142
3%
184 519 799
171 436 350
8%
32 638 166
24 747 811
32%
44 198 794
36 802 175
20%
Telecomunicações, Eletrónica Profissional e Informática
658 617 298
535 500 387
23% 1 926 933 088 1 783 797 777
8%
Componentes Eletrónicos
361 696 529
423 962 695 -15%
584 918 508
616 816 202
-5%
Aparelhagem e Sistemas de Medida, Controlo e Automatismo
Acumuladores e pilhas
89 139 194
89 758 390
-1%
86 616 091
83 749 149
3%
Lâmpadas e material p/Iluminação
101 611 889
92 715 652
10%
153 722 391
145 194 583
6%
Aparelhagem Ligeira de Instalação
317 717 675
309 011 576
3%
280 637 287
276 034 928
2%
Eletrónica de Consumo
620 245 747
816 647 881 -24%
560 286 244
591 078 856
-5%
Eletrodomésticos
248 494 114
223 653 552
11%
431 780 331
377 713 121
14%
-2% 5 066 898 592 4 850 550 232
4%
TOTAL
3 995 877 527 4 095 968 178
Fonte: INE – N.os Provisórios
Revista Animee
7
comércio externo
Saídas Áreas Económicas - jan/dez - 2014/2013
Exports Economic Areas - jan/dec - 2014/2013
REST. PAISES
JAPÃO
U.S.A
SUDASIA
2013
2014
PALOPS
EFTA
UNIÃO EUROPEIA
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
Valores em Milhões de Euros
Values in Million Euros
Saídas Áreas Económicas - jan/dez 2014 - Repartição %
Exports Economic Areas - jan/dec 2014 - % Breakdown
EFTA
1%
UNIÃO EUROPEIA
67%
PALOPS
14%
SUDASIA
2%
U.S.A
3,5%
JAPÃO
0,5%
REST. PAÍSES
12%
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
8
3500
comércio externo
Saídas Países UE - jan/dez 2014 - Repartição %
Export EU Countries - jan/dec 2014 - % Breakdown
REP. CHECA
2%
POLÓNIA
2%
ALEMANHA
39%
R.UNIDO
13%
ITÁLIA
5%
HOLANDA
3%
FRANÇA
11%
BÉLGICA
4%
ESPANHA
20%
Saídas Países UE - jan/dez - 2014/2013
Exports EU Countries - jan/dec - 2014/2013
POLÓNIA
REP CHECA
R.UNIDO
ITÁLIA
HOLANDA
2013
2014
FRANÇA
ESPANHA
BÉLGICA
ALEMANHA
0
200
400
600
800
1000
1200
Valores em Milhões de Euros
Values in Million Euros
Revista Animee
9
comércio externo
Entradas Áreas Económicas - jan/dez - 2014/2013
Imports Economic Areas - jan/dec - 2014/2013
REST. PAISES
JAPÃO
U.S.A
SUDASIA
2013
2014
PALOPS
EFTA
UNIÃO EUROPEIA
0
1000
2000
3000
4000
5000
Valores em Milhões de Euros
Values in Million Euros
Entradas Áreas Económicas - jan/dez 2014 - Repartição %
Imports Economic Areas - jan/dec 2014 - % Breakdown
EFTA
0%
SUDASIA
11%
U.S.A.
1%
JAPÃO
1%
REST. PAISES
5%
UNIÃO
EUROPEIA
82%
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
10
6000
comércio externo
Entradas Países UE - jan/dez 2014 - Repartição %
Imports EU Countries - jan/dec 2014 - % Breakdown
HUNGRIA
REP. CHECA 3%
2%
R.UNIDO
5%
POLÓNIA
3%
ALEMANHA
25%
ITÁLIA
7%
IRLANDA
2%
BÉLGICA
2%
HOLANDA
12%
ESPANHA
33%
FRANÇA
7%
Entradas Países UE - jan/dez - 2014/2013
Imports EU Countries - jan/dec - 2014/2013
POLÓNIA
HUNGRIA
REP CHECA
R.UNIDO
ITÁLIA
IRLANDA
2013
2014
HOLANDA
FRANÇA
ESPANHA
BÉLIGICA
ALEMANHA
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
1800
Valores em Milhões de Euros
Values in Million Euros
Revista Animee
11
comércio externo
SAÍDAS (Exportação) – JANEIRO / DEZEMBRO DE 2014
(por ramos de atividade e principais produtos)
RAMOS DE ATIVIDADE
P. PAUTAL
DESIGNAÇÃO
VALOR EUROS
∆%2014/13
Máquinas e Equipamentos e Aparelhagem Industrial
85.03.00.99
O. Ptes das pos. 85.01 e 85.02, excepto as 85030010 e 85030091
85.04.23.00
Transformadores de Dieléctrico Líquido > 10.000 KVA
85.11.30.00
Distribuidores e bobinas de Ignição
83 473 495
26,05%
85.37.20.91
Quadros de comando eléct/distrib > 1000 V e < 72,5 KV
59 486 563
22,60%
85.37.20.99
Quadros de comando eléct/distrib > 72,5 KV
69 270 596
4,81%
38 312 509
-13,71%
192 237 095
-9,60%
90 503 631
4,90%
Fios e Cabos Isolados
85.44.49.20
Outros Condutores Eléctricos < 80 Volts P/ Telecomunicações
85.44.49.93
Outros Condutores Eléctricos < 80 Volts
85.44.49.95
Outros Condutores Eléctricos > 80 V < 1000 V
85.44.49.99
85.44.60.90
161 892 378
-12,16%
69 191 515
-10,40%
Outros Condutores Eléctricos p/ tensão > 1000 V
73 723 980
10,85%
Outros Condutores > 1000 V c/ Out. Condutores
36 870 966
-6,20%
85.36.90.10
Conexões e Elementos de Contacto para Fios e Cabos
26 673 467
-4,50%
85.44.30.00
Jogos de Fios p/ Velas de Ignição e para Veículos Automóveis
85.44.42.90
Outros Condutores Eléctricos < 80 V c/peças de conexão
Cablagens
137 497 567
3,65%
80 359 877
0,94%
Aparelhos de Medida, Controlo e Automatismo
85.37.10.10
Armários Comando Numérico p/Máq. Aut.Proc.Dados < 1000 V
18 038 604
84,01%
85.37.10.91
Aparelhos de comando de memória programável
6 428 622
-10,19%
1 962 506
147,14%
985 946
-2,46%
1 551 228
31,84%
37 430 647
2,00%
124 226 064
48,17%
90.30.39.00
Out. Instrum p/ medida/controle tensão c/ dispos. Registo
90.30.40.00
Out. Aparelh p/ técnicas de telecomunicação
90.30.89.30
Out. Instrum e Aparelh p/ medida eletrónicos
Telecomunicações, Eletrónica Profissional e Informática
84.71.30.00
Máq.A.Pr.D.Digit.Portát, < 10Kg, p.menos 1CPU,1 teclado, 1 ecrã
85.17.12.00
Telefones p/ redes celulares e p/ o. redes sem fio
85.17.62.00
Ap. p/ recção, conversão, transm e regeneração de voz, imagens
e dados, incl. apar. comutas e encaminhamento
85.26.91.20
Receptores de rádio navegação
85.31.20.95
O. Painéis Indicadores c/ disp. LCD ou LED
36 609 499
47,32%
175 215 940
-82,01%
59 551 654
-14,96%
16 185 264
37,94%
Componentes Eletrónicos
85.32.22.00
Condensadores Fixos eletrolíticos de alumínio
85.36.41.90
Relés Tensão < 60 V p/ Intensidade > 2 Amperes
164 720 002
7,85%
85.36.49.00
Outros Relés
17 769 647
313,11%
85.42.31.10
Process e control, mm combin c/ memór, conversor ou o. circ.
28 244 886
-79,54%
85.42.31.90
O. Process e control, mm combin c/ memór, conversor ou o. circ.
41 191 313
1074,17%
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
12
comércio externo
RAMOS DE ATIVIDADE
P. PAUTAL
DESIGNAÇÃO
VALOR EUROS
∆%2014/13
Acumuladores e Pilhas
8504.40.55
Carregadores de acumuladores
3 130 885
25,31%
85.07.10.20
Acumulad. de Chumbo de arranque c/ eletrólito líquido
7 386 857
23,65%
85.07.20.20
Outros Acumuladores de Chumbo q/ funcionem c/ eletrólito líquido
85.07.20.80
Outros Acumuladores de Chumbo s/ eletrólito líquido
85.48.10.91
Desperdícios, resíduos de pilhas, baterias e acumulad. elétricos
2 395 929
0,46%
66 006 450
2,23%
6 086 532
-12,09%
8,01%
Lâmpadas e Material para Iluminação
94.05.10.91
Apar. Iluminação Out. Mat p/ lâmpadas e tubos de incadescência
11 598 851
94.05.10.98
Outros Aparelhos Iluminação p/ lâmpadas de descarga
14 247 232
3,60%
94.05.20.99
O. Candeeiros de outras matérias
5 910 967
5,82%
94.05.40.10
Projectores
94.05.40.99
Outros Apar. Eléctricos de Iluminação de outras Matérias
6 885 162
16,77%
19 189 458
31,41%
Aparelhagem Ligeira de Instalação
85.36.20.10
Disjuntores < 63 A
24 751 219
-1,03%
85.36.50.80
Outros Interruptores, Seccionadores e Comutadores 15 818 089
-13,06%
85.36.69.90
Outras Tomadas de Corrente
20 560 561
-2,09%
85.37.10.99
Outros Quadros de Tensão < 1000 V
185 006 111
1,79%
85.46.90.10
Isoladores de plástico
26 655 083
5,30%
9 987 997
-72,63%
Eletrónica de Consumo
85.25.60.00
Ap. emiss./transm. p/ radiodifusão/televisão inc. apar.receptor
85.25.80.19
O. Câmaras de Televisão
49 746 502
5,92%
85.27.21.20
Ap. Recep/Radiodif, c/ fonte ext.energia, util. automóv., capazdescodificar
sinais RDS e c/ sist. Leitura p/ raio laser
371 295 797
-22,95%
85.27.21.59
Ap. Recep/Radiodif, c/ fonte ext.energia, util. em automóv, capaz descod.
sinais RDS comb. c/ ap. reprod/grav. som
5 568 364
-87,27%
85.29.90.92
O. Ptes de câmaras TV das subpos 85258011, 85258019 e apar
das posições e 8527 e 8528
21 989 915
-36,33%
Eletrodomésticos
84.18.30.20
Outros Congeladores Horizontais < 400 L 18 190 818
4,18%
84.18.30.80
Outros Congeladores Horizontais > 400 L < 800 L 16 539 616
44,46%
85.16.50.00
Fornos Micro-Ondas
17 963 172
-35,92%
85.16.71.00
Aparelhos para Preparação de Café ou Chá
66 133 953
34,60%
85.16.90.00
Partes de Aparelh. Electrotérmicos
20 188 087
28,64%
Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística I.P.
Dados Estatísticos de Comércio Externo (jan-dez 14)
Revista Animee
13
comércio externo
ENTRADAS (Importação) – JANEIRO / DEZEMBRO DE 2014
(por ramos de atividade e principais produtos)
RAMOS DE ATIVIDADE
P. PAUTAL
DESIGNAÇÃO
VALOR EUROS
∆%2014/13
Máquinas e Equipamentos e Aparelhagem Industrial
8428.10.20
Elevadores e Monta -Cargas Eléctricos
30 927 377
10,46%
8503.00.99
O.Ptes das Pos 85.01 e 85.02, excepto a da 85030010 e 85030091
89 980 577
19,05%
8512.20.00
Apar. de Iluminação / Sinaliz. Visual eléctr. utilizados em automóveis
31 090 819
6,73%
8538.10.00
Quadros, Painéis, consolas e o. Suportes da pp 85.37
32 574 101
6,59%
85.48.90.90
O. Ptes elétricas e eletrónicas de Máq e Aparelh NE
27 231 598
-5,35%
26 632 009
-20,94%
Fios e Cabos Isolados
8544.11.10
O. Fios p/ Bobinar de Cobre Envernizados/Esmaltados
8544.49.91
Outros Condutores Eléctricos > 80 V < 1000 V c/ diâm fio > 0,51mm
19 966 167
48,87%
85.44.49.95
Outros Condutores Eléctricos > 80 V < 1000 V
50 420 411
13,09%
85.44.49.99
Outros Condutores Eléctricos p/ tensão de 1000 V
15 555 908
6,19%
85.44.70.00
O. Cabos de Fibras Ópticas
29 153 119
2,55%
8536.90.10
Conexões Elementos de Contacto p/ Fios e Cabos
50 836 348
-0,72%
8544.30.00
Jogos de Fios p/ Velas de Ignição p/ Aeronaves Civis
96 147 378
42,95%
8544.42.90
Out.Condutores Eléctricos < 80 V c/ Peças de Conexão 30 970 902
-31,37%
Cablagens
Aparelhos de Medida, Controlo e Automatismo
8537.10.91
Aparelhos de Comando Memória Programável
10 715 031
-0,86%
9028.30.19
Contadores de Electricidade p/ Corrente Alterna Polifásica
8 225 596
109,04%
9030.39.00
O. Inst. p/ medida ou controle tensão, etc, c/ disp registo
4 139 306
22,25%
9030.40.00
O. aparelhos p/ técnicas de telecomunicação 3 895 019
41,65%
9032.10.20
Termóstatos electrónicos
2 637 733
33,89%
Telecomunicações, Eletrónica Profissional e Informática
8471.30.00
Máq. Aut. Process.Dados Digitais Portáteis Peso < 10K,
Contendo Pelo Menos 1 CPU, 1 Teclado e 1 Écran (Tela)
372 679 441
1,10%
8517.12.00
Telefones para redes celulares e outras redes sem fio
472 472 608
15,52%
8517.62.00
Apar. p/ recepção, conversão e transmissão ou regeneração de voz,
imagens e dados, incluindo aparelhos de comutação e encaminhamento
194 750 007
25,18%
85.38.90.99
O. Ptes quadros, painéis, cons, cabinas, arm e o. suport da pos 85.37
75 060 394
4,97%
85.43.70.90
O. máq. e aparelhos elétricos, c/ função própria
76 025 326
33,27%
47 244 024
-9,40%
Componentes Eletrónicos
8534.00.11
Circuitos impressos de camada múltipla
8541.40.10
Díodos emissores de luz, incluídos díodos laser
30 978 144
28,17%
8541.40.90
O. Disp. Fotosensíveis semicondutores
45 326 841
-11,11%
8542.31.90
O. process. e controladores, mm comb. c/ memór, conv ou o.circ.
121 353 351
-22,57%
8542.39.90
Outros circuitos integrados electrónicos
103 096 218
24,28%
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
14
comércio externo
RAMOS DE ATIVIDADE
P. PAUTAL
DESIGNAÇÃO
VALOR EUROS
∆%2014/13
Acumuladores e Pilhas
8504.40.55
Carregadores de acumuladores
6 128 122
0,09%
8506.10.11
Pilhas Cilindricas Biox.Manganês Alcalinas
8 967 816
21,83%
8507.10.20
Acumuladores Chumbo Arranque c/Electrólito Líquido
36 437 365
-3,49%
8507.10.80
O. Acumuladores Chumbo Arranque 12 607 444
0,58%
8507.20.20
O. Acumuladores Chumbo que funcionem c/Electrólito Líquido 8 241 332
41,33%
Lâmpadas e Material para Iluminação
8539.31.90
O. Lâmpadas Fluorescentes
11 875 474
-19,11%
9405.10.91
Ap. Ilumin o. matérias p/ lâmpadas e tubo incandescência
11 147 533
25,62%
9405.10.98
O. Ap. de Iluminação p/ lâmpadas de descarga
22 350 952
23,87%
9405.40.39
O. Ap. de Iluminação elétricos de plástico
10 303 512
63,74%
9405.40.99
Candeeiros Out. Mat. p/ Lâmpadas e tubos incandescência
12 927 544
-10,91%
Aparelhagem Ligeira de Instalação
8536.50.80
Out. Interruptores Seccionadores e Comutadores 28 686 124
9,58%
8536.69.90
O. Tomadas de Corrente
38 767 934
23,67%
8536.90.85
O. Aparelh p/ interrupção e ligação de circuitos elétricos
18 330 778
-21,74%
8537.10.99
O. Quadros de Tensão < 1000 V
52 468 839
-8,66%
8538.10.00
Quadros, painéis, consolas desprovidos dos seus elementos
32 574 101
6,59%
54 628 361
-17,32%
Eletrónica de Consumo
8522.90.80
Partes e Acess. p/ Apar. reprodução e gravação de som
8525.80.30
Aparelhos fotográficos digitais
8528.72.40
Ap. TV c/ ecrã de cristais líquidos
8529.90.92
8529.90.97
22 985 649
-10,67%
138 979 415
4,11%
O. Ptes Câmaras TV das subposições 85258011, 85258019
e apar. das subposições 8527 e 8528
74 527 855
25,59%
O. Ptes 49 421 043
-1,85%
Eletrodomésticos
8418.10.80
Frioiríficos-congelad.(freezers) c/porta ext. separas >340L
29 758 638
30,18%
8418.99.90
Partes de frigoríficos e congeladores e aparelh de produção de frio
23 605 456
33,93%
8422.11.00
Máq.de lavar louça tipo doméstico
23 277 694
21,77%
170 074
-24,84%
35 402 747
-5,94%
8450.11.90
Máq.de Lavar Roupa Automáticas < 6 Kg. Carregar p/ cima
8516.90.00
Partes de Apar. Electrotérmicos
Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística I.P.
Dados Estatísticos de Comércio Externo (jan-dez 14)
Revista Animee
15
ambiente
WEEECycle
Nova entidade gestora de Resíduos
de Equipamentos Elétricos
e Eletrónicos (REEE)
O mercado nacional vai passar a contar com
uma nova entidade gestora de Resíduos de
Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), a
WEEECycle – Associação de Produtores de EEE. A
WEEECycle é uma associação sem fins lucrativos,
criada por produtores de Equipamentos Elétricos
e Eletrónicos (EEE), com o objetivo de introduzir
no mercado nacional um modelo de gestão de
REEE mais competitivo e que permita às empresas uma redução significativa dos seus custos.
A WEEECycle resulta da ação conjunta da ANIMEE
com outras associações do setor (APIRAC
– Associação Portuguesa de Refrigeração e
Ar Condicionado, AIMMAP – Associação dos
Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e
Afins de Portugal, ANEME – Associação Nacional
das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas e
APISOLAR – Associação Portuguesa da Indústria
Solar), que entenderam que era importante
quebrar o atual duopólio, criando um modelo de
gestão mais centrado nos interesses dos produtores de EEE.
A ANIMEE e as restantes associações estão
representadas no Conselho Consultivo da
WEEECycle, o qual terá como principais competências emitir pareceres nas áreas de gestão
e operacionais, relatórios de contas e planos de
atividades anuais.
A WEEECycle entregou já à APA – Agência
Portuguesa para o Ambiente o seu pedido de
licenciamento, pelo que tem como expetativa que
a sua entrada efetiva no mercado decorra ainda
na primeira metade de 2015.
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
16
Press Release 22 janeiro 2015
WEEECycle
Nova entidade gestora de resíduos de
equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE)
O mercado nacional vai passar a contar com uma nova
entidade gestora de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, a WEEECycle.
A WEEECycle é uma associação criada por produtores de
equipamentos elétricos e eletrónicos (EEE), com o apoio
das Associações mais significativas do setor, tendo como
objetivo introduzir no mercado nacional um modelo
de gestão de REEE mais competitivo e que permite às
empresas uma redução significativa dos seus custos.
Esta Associação já entregou na APA – Agência
Portuguesa do Ambiente nos últimos dias de 2014, o
seu pedido de licenciamento.
A WEEECycle está confiante de que a APA será célere
na apreciação e atribuição da licença. O mercado precisa de um novo dinamismo e Portugal tem que alcançar já a partir de 2015, metas de recolha e tratamento
muito mais ambiciosas.
WEEECycle – Associação de Produtores de EEE, é uma
Associação sem fins lucrativos que tem como empresas fundadoras a COEPTUM, Lda a OLITREM, SA a
OPENPLUS, Lda e conta com o apoio das associações
mais representativas do setor: AIMMAP – Associação dos
Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de
Portugal, ANEMM – Associação Nacional das Empresas
Metalúrgicas e Eletromecânicas, ANIMEE – Associação
Portuguesa das Empresas do Setor Elétrico e Eletrónico,
APIRAC – Associação Portuguesa das Empresas dos
Setores Térmico, Energético, Eletrónico e do Ambiente
e APISOLAR – Associação Portuguesa da Indústria Solar.
Tlm: 934 750 131 – Email: [email protected]
www.edp.pt
Com a nossa visão continuamos
a ser Nº 1 no mundo, nos Índices
de Sustentabilidade Dow Jones.
A EDP ocupa pela 2ª vez consecutiva, a liderança mundial do
Grupo das Indústrias das Utilities (eletricidade, água e saneamento,
e gás). Este resultado vem premiar um trabalho de equipa e é um
estímulo para continuar a aposta na estratégia da sustentabilidade.
endiel
A ANIMEE – Associação Portuguesa das
Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico e a
EXPONOR – Feira Internacional do Porto, voltam
a conjugar esforços no sentido da organização
do mais significativo evento do Sector Elétrico e
Eletrónico realizado em Portugal, o ENDIEL, que
terá lugar de 19 a 22 de novembro de 2015.
Referenciado, há mais de três décadas, como o
ponto de encontro, por excelência, da oferta e da
procura das mais diversas áreas que se reveem
neste sector, o ENDIEL será o palco privilegiado
para o estabelecimento de uma ponte entre as
empresas que desenvolvem atividade industrial,
comercial, investigação tecnológica e/ou formação profissional no âmbito do Sector Elétrico,
Eletrónico, Energia e Telecomunicações e fornecem produtos e soluções nestas áreas e todos
aqueles que procuram fornecedores capazes
que lhes permitam ajudar a desenvolver os seus
negócios.
Para melhor responderem aos desafios competitivos do futuro, a organização do evento optou
por juntar novamente no tempo e no espaço, o
ENDIEL e a CONCRETA – Feira de Construção,
Reabilitação, Arquitetura e Design, potenciando
deste modo o encontro entre a oferta e a procura.
Numa época altamente comprometida com as
questões energéticas, ambientais e de sustentabilidade, consideramos estarem reunidas as
condições ideais para uma adesão significativa
de empresas expositoras, nomeadamente as
que se apresentam com maior representatividade nos seus respetivos mercados, elevando o
potencial de negócio entre os expositores e os
visitantes qualificados que, normalmente, visitam estes eventos.
Alicerçado numa forte componente expositiva, a
organização do ENDIEL desenvolverá um ambicioso programa de atividades paralelas, que
integrarão a realização de conferências, seminários e exposições temáticas, funcionando como
mais um ponto de interesse para os visitantes
profissionais mais qualificados.
Sectores em Exposição
•Máquinas Elétricas e Industriais
• Aparelhagem e Equipamentos
• Fios e Cabos
• Cablagens
• Aparelhagem e Sistemas de Medida, Controlo
e Automatismos
• Aparelhagem e Sistemas Eletrónicos e de
Telecomunicações
• Componentes Eletrónicos
• Pilhas e Acumuladores
• Lâmpadas e Material para Iluminação
• Aparelhagem Ligeira de Instalação
•Eletrónica de Consumo
•Eletrodomésticos
• Aparelhagem Elétrica e Eletrónica para Indústria Automóvel
•Engenharia de Software e Sistemas de Informação
• Serviços de Telecomunicações Complementares e de Valor Acrescentado
• Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho
• Ambiente
• Formação
• Certificação, Qualidade e Normalização
Revista Animee
19
endiel
Perfil do Visitante
• Arquitetos e engenheiros
•Empresários e decisores
• Responsáveis e técnicos de empresas
• Auditores e consultores
• Responsáveis e técnicos da administração local
• Técnicos de laboratório
• Profissionais dos sectores elétrico, eletrónico, energia, telecomunicações e ambiente
• Docentes e investigadores
Para apresentação deste endiel ou para qualquer informação relacionada poderá contactar a ANIMEE – Delegação
Norte, ou diretamente os serviços comerciais da EXPONOR:
Na Delegação Norte da ANIMEE:Na EXP0NOR:
J. Marques de Sousa
Maria Vieira
Tel: 226 008 627
Tel: 229 981 479
E-mail: [email protected]
E-mail: [email protected]
www.endiel.exponor.pt
feiras e exposições
MATELEC e GENERA 2015
LATINOAMERICA
A IFEMA está a organizar os eventos MATELEC,
Salão Internacional de Soluções para a
Indústria Elétrica e Eletrónica e GENERA, Salão
Internacional de Energias Renováveis e Eficiência
Energética, os quais terão lugar no mesmo local
e data: Santiago do Chile, de 7 a 9 de outubro de
2015.
Enquanto associação europeia do sector e ao
divulgar estes eventos, a ANIMEE proporciona às
empresas suas associadas os descontos referidos preenchendo os formulários e selecionando
a opção “Expositor Matelec 2015 e Empresa
associada AFME” (ANIMEE equiparada à AFME)
As empresas associadas da ANIMEE beneficiarão de condições vantajosas, a saber:
• melhor preço. Existe uma oferta de 325 E/m2
de espaço + stand equipado*. O preço normal
para esta opção seria de 340,44 E/m2 e o
custo para stand não equipado 329,10 E/m2.
• Opção de stands de 6 m2 (mínimo oficial é de
9m2).
• melhor situação no hall. Possibilidade de criação de uma “área de empresas da UE”.
* STAND EQUIPADO: estrutura cinzenta com painel de melanina branco, alimentação de 300 W,
feixes de luz, carpete, livre de encargos, armário
inferior, mesa, 3 cadeiras, energia de 100 W/m2
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
20
Para solicitar os respetivos formulários ou para
mais informações contactar:
Vanessa Nunes
IFEMA – Feira de Madrid, Portugal
Telf: (+351) 213 868 517/8
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Há poucas coisas mais ecológicas
e que usam menos energia
do que a gama de motores de
alto rendimento WEG W22.
Poupe energia, poupe dinheiro,
reduza a sua pegada de carbono.
Veja como:
O uso de motores com classe de rendimento IE3
passou a ser obrigatório desde Janeiro de 2015.
Para saber mais visite www.weg.net
tecnologia
Como cuidar de um
sistema elétrico?
A rede elétrica é, normalmente, crucial para as
operações das empresas.
Os seus operadores e responsáveis de instalações
e equipamentos enfrentam, porém, um problema
com duas faces: conjugar
o fornecimento ininterrupto de energia com as
reduções dos orçamenJoão Rodrigues
tos, os ambientes problemáticos e preocupações com a segurança.
regular, quando comparados com aqueles que
estão abrangidos por um plano de serviço, de
acordo com um estudo da autoria da seguradora
Hartford Steam Boiler.
Aquando do desenvolvimento de um programa
de manutenção, é necessário ter em conta os
seguintes fatores:
As reduções nos custos estão normalmente
associadas à redução das equipas de manutenção e ao facto de haver uma abordagem
“caso-a-caso” no que toca às reparações – o que
pode resultar num planeamento de manutenção
arriscado.
Aliás, a principal razão para as falhas nos sistemas elétricos é precisamente a falta de manutenção. Todos os equipamentos elétricos requerem manutenção regular de forma a otimizar
operações, evitar quebras no serviço e garantir
a segurança.
Para complicar ainda mais, a configuração de
muitas infraestruturas já existentes não consegue suportar o aumento constante das cargas.
Por outro lado, há que ter em conta os componentes defeituosos e a utilização de equipamentos pesados. Tudo isto, a somar ao programa
de manutenção – ou falta deste – pode colocar
grandes entraves ao desempenho e à esperança
de vida do sistema elétrico.
A questão não é “se” irá existir uma falha,
mas “quando”. As estatísticas revelam que as
falhas de equipamentos elétricos são três vezes
mais elevadas para componentes que não estão
cobertos por um programa de manutenção
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
22
Manutenção A Pedido:
• Acontece apenas quando solicitada, não sendo
um contrato de serviços a longo prazo
• Não tem prioridade de resposta da parte dos
Prestadores de Serviços
• Raramente inclui problemas relacionados
com o ciclo de vida dos equipamentos
Resumindo: os custos de reparação poderão ser
baixos, mas os riscos de perdas que poderão ser
impactantes para o negócio são elevados.
tecnologia
de vida do equipamento, controlando os custos
totais de propriedade e protegendo a vida humana.
Se necessitar de justificar a mudança de um serviço A Pedido para um Plano de Serviços, comece
pelo seguinte:
Passo 1: registe o número de quebras na eletricidade e o seu impacto nos últimos 5 a 10 anos.
Quantifique o montante gasto na correção de
falhas elétricas através da manutenção A Pedido.
Planos de Serviço:
• Cobrem a manutenção standard e oferecem
“manutenção preventiva” que ocorre com o
sistema em funcionamento, evitando quebras
de produção
• Estima e simula as condições do equipamento
ao longo do seu ciclo de vida para antever riscos de paragem
• Inclui substituição de peças, ajustes ao sistema e limpeza
• Oferece funcionalidades personalizadas para
colmatar necessidades específicas
Resumindo: um programa de manutenção estruturado e planeado pode ajudar na otimização do ciclo
Passo 2: contacte o fabricante do equipamento
elétrico e solicite um plano de serviços adaptado
às necessidades do seu negócio. O plano deverá
garantir intervenções de emergência on-site e
o fornecimento de peças suplentes para ações
corretivas imediatas em caso de paragem
O investimento num plano de serviços previne até
67% das potenciais paragens associadas a problemas elétricos e perdas financeiras relacionadas.
Reduz ainda os custos globais com manutenção e
prolonga a vida dos equipamentos elétricos.
João Rodrigues | Schneider Electric Portugal |
Vice-Presidente do IT Business
Revista Animee
23
excelência técnica
competência, qualidade, rigor e inovação são os pilares de
todas as actividades que disponibilizamos ao tecido empresarial
instituto
electrotécnico
português
O elevado número de reconhecimentos e acreditações,
acumulados ao longo dos anos, são a prova evidente da
isenção, independência e competência que colocamos
em tudo o que fazemos.
Consultoria
Inspecção e Auditoria
Formação e Certificação
Ensaios
Calibração
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delegação
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sala 103/104 | 1600-546 Lisboa
t. 21 471 72 50 f. 21 471 72 52
entidade participada por:
iep
Riscos
Elétricos
O perigo não está só no choque elétrico, são
vários os riscos elétricos que nos podem afetar.
Neste artigo vamos conhecer de uma forma
sucinta as principais causas dos acidentes elétricos, os maiores perigos associados, as medidas
de segurança e de prevenção que devemos adotar para os minimizar.
Pretende-se assim alertar os profissionais desta
atividade para a necessidade da conceção e de
estudos prévios à intervenção em qualquer instalação elétrica bem como à necessária verificação
e manutenção periódica destas infraestruras.
Na utilização e manuseamento de instalações
elétricas exige-se cuidado e conhecimento, uma
vez que quando são negligenciados os devidos
procedimentos de segurança esta fonte de energia pode provocar não só danos materiais, como
também causar lesões permanentes e irrecuperáveis e inclusive, ser fatal para o ser humano ou
animais.
Contacto Direto: Acontece quando um indivíduo
entra em contacto com uma parte ativa de um
circuito que está sob tensão (por exemplo, um
fio condutor nu).
Muito frequente
Contacto Indireto: Acontece quando um indivíduo
entra em contacto com massas acidentalmente
sob tensão (por exemplo, invólucro metálico condutor de um equipamento com defeito)
Causas de acidentes elétricos:
Relativamente frequente.
• Desconhecimento ou ignorância do perigo em
causa.
• Falta de formação para avaliar os riscos elétricos associados a deficientes instalações
elétricas;
• Aparelhos e instalações executadas e montadas sem qualquer conceção técnica de proteção a pessoas e bens;
• Subestimação dos riscos elétricos, após a sua
identificação.
Efeitos da corrente elétrica no corpo
humano
Partindo do princípio de que toda matéria é
formada por átomos, e que a corrente elétrica
é o movimento dos eletrões de um átomo para
outro, o corpo humano é, então, um condutor de
eletricidade.
Principais Perigos Elétricos
Em função da intensidade de corrente, através
do gráfico que se segue previsto na norma IEC
60479-1, podemos observar os efeitos fisiológicos decorrentes de choques elétricos:
Os principais perigos elétricos resultam do contacto entre pessoas e a corrente elétrica. Estes
podem acontecer de forma direta, ou indireta.
Zona 1 – limiar da sensibilidade – habitualmente
não causa qualquer reação à passagem
da corrente elétrica no corpo humano.
Revista Animee
25
iep
Zona 2 – habitualmente não causa efeitos fisiopatológicos perigosos no corpo humano
Zona 3 – possibilidade de efeitos fisiopatológicos
não mortais, habitualmente reversíveis, com possibilidade de paragens
temporárias do coração (sem fibrilação
ventricular); a probabilidade de morte é
inferior a 50%.
Zona 4 – probabilidade de fibrilação ventricular,
paragens cardíacas e respiratórias, bem
como de queimaduras graves; a probabilidade de morte é superior a 50%.
412.2 – Proteção por meio de barreiras ou de
invólucros.
412.2.1 – As partes ativas devem ser colocadas
dentro de invólucros ou por detrás de barreiras
que tenham, pelo menos, um código IP2X; …
413 – Proteção contra os contactos indiretos.
413.1 – Proteção por corte automático da alimentação.
413.1.1.1 – Corte da alimentação.
Ao introduzirmos o tema da segurança elétrica
é preciso entender um pouco mais sobre o disposto nas regras técnicas que temos em vigor
em Portugal.
Deve existir um dispositivo de proteção que
separe automaticamente da alimentação o circuito ou o equipamento quando surgir um defeito
entre uma parte ativa e uma massa…
Em 11 de setembro de 2006, através da Portaria
n.o 949-A foram aprovadas as Regras Técnicas
das Instalações Elétricas de Baixa Tensão –
RTIEBT, na parte 4 destas regras, cujo o titulo é
“4 – Proteção para garantir a segurança” indicam-se as regras a respeitar com vista a garantir
a conformidade das instalações elétricas. – Nas
secções 41 a 46 são indicadas as regras essenciais para garantir a proteção de pessoas, de
animais e de bens.
413.1.1.2 – Ligações à terra.
Resumindo, salientam-se frases mais explícitas
e conclusivas de algumas destas secções:
412 – Proteção contra os contactos diretos.
412.1 – Proteção por isolamento das partes
ativas.
As partes ativas da instalação devem ser completamente revestidas por um isolamento que
apenas possa ser retirado por destruição…
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
26
As massas devem ser ligadas a condutores de
proteção nas condições especificadas para cada
um dos esquemas de ligações à terra….
413.2 – Proteção por utilização de equipamentos
da classe II ou por isolamento equivalente.
a)Equipamentos com duplo isolamento ou
com isolamento reforçado (equipamentos da
classe II);
Os equipamentos elétricos devem assim ser
selecionados e instalados em conformidade
com as regras indicadas da Parte 5 – Secção
512 das RTIEBT, correspondentes às influências externas a que possam ficar submetidos
e que estão indicadas na Secção 32. Quando
diferentes influências externas puderem existir
simultaneamente, os códigos IP e IK devem ser
selecionados para a situação mais desfavorável.
iep
É assim importante não desistir de investir na
formação pessoal, continuar e sempre que possível reforçar a presença em ações com maiores
componentes técnico-práticas, é igualmente
necessário, motivar e sensibilizar os técnicos
responsáveis de que as ações de fiscalização e
inspeção a que são ou possam vir a ser submetidos não devem ser vistas como meras imposições ou obrigações legais, mas que os fazem
evoluir como profissionais do setor, servindo
inclusive essas instalações de montra do seu
próprio trabalho que os fará melhorar e progredir. Ultrapassado este impasse teremos com
certeza instalações elétricas mais eficientes e
mais seguras como todos, no fundo, desejamos.
Gil Maltez
Engenheiro Eletrotécnico
Responsável Técnico – Instituto Electrotécnico Português
certiel
Manutenção de instalações
elétricas previne incêndios
domésticos
Através de um olhar superficial pelo parque
habitacional do nosso país, é possível verificar
que existe uma grande quantidade de casas
construídas durante os últimos quarenta anos.
Embora cerca de 2.8 milhões dessas casas contemplem instalações elétricas concebidas de
acordo com os regulamentos técnicos vigentes
em 1974, apresentando requisitos de segurança
importantes, atualmente estas encontram-se
desatualizadas e, muitas delas, degradadas,
colocando em risco a segurança dos seus utilizadores, e danificando aparelhos elétricos. Só
as instalações concebidas após 2007 estão projetadas de acordo com a legislação atualizada
(RTIEBT), publicada por Portaria em 2006, e
baseada, à data, na mais recente regulamentação europeia.
terem sido concebidas tendo por base legislação
técnica do princípio do século passado, cuja exigência, quer em termos de segurança, quer em
termos do conforto e qualidade, não responde de
todo aos atuais requisitos técnicos. Esta realidade é encontrada também em centros comerciais, lojas, pequenas indústrias, escolas, lares,
etc., edifícios genericamente identificados como
Estabelecimentos Recebendo Público.
Mais grave do que isso, numa avaliação levada
a cabo pela CERTIEL, foi possível constatar que
existem cerca de dois milhões de habitações
com instalações elétricas desatualizadas, dado
Revista Animee
27
certiel
A degradação das instalações elétricas potencia
a ocorrência de acidentes, como os curto-circuitos, que funcionam como ignição para a ocorrência de incêndios responsáveis pela destruição de
bens materiais e pela perda de vidas humanas.
Há efetivamente uma relação direta entre a ocorrência de incêndios urbanos e acidentes elétricos.
De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção
Civil, desde 2010 já morreram 203 pessoas vítimas
de incêndios em habitações, tendo ficado desalojadas cerca de 1.200. Em média, ocorrem 5.900
fogos em habitações por ano, 30.260 num total de
sinistros, sendo que a maioria ocorre durante o
inverno. Perante estes dados é possível estabelecer a relação entre o uso de equipamentos elétricos de aquecimento, que, pela elevada potência
associada ao seu funcionamento, provocam a
sobrecarga das instalações elétricas, sendo que
as mais antigas estão mais suscetíveis de sofrer
danos.
Num estudo que realiza anualmente, reunindo
dados recolhidos em notícias publicadas online
sobre acidentes elétricos, a CERTIEL teve ainda
oportunidade de constatar que, ao longo dos
últimos quatro anos, a incidência dos acidentes
é maior durante os meses do ano de maior frio,
entre janeiro e abril, mas também entre setembro
e dezembro, o que aparentemente poderá estar
relacionado com a utilização dos equipamentos
caloríferos, e o consequente acréscimo do consumo de energia elétrica nas habitações. No que
respeita a 2014, a CERTIEL registou nove mortos
e 39 feridos, resultantes de acidentes com origem comprovadamente elétrica, números a que
se somam 21 mortos, 117 feridos e 246 desalojados, resultantes das 220 ocorrências registadas
em incêndios com origem desconhecida.
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
28
De facto, os acidentes elétricos constituem um
importante elemento a ter em conta entre os
potenciais causadores de acidentes em meios
urbanos. De acordo com os dados obtidos pela
CERTIEL através da análise das notícias publicadas em 2014 nos meios online, dos acidentes
com origem elétrica, 53,93% verificaram-se em
habitações, e 28,08% ocorreram em estabelecimentos abertos ao público. Os acidentes elétricos registados em estabelecimentos de ensino,
edifícios hospitalares e indústria correspondem
a 15,7% das ocorrências. Comparativamente, no
que respeita aos incêndios cujas causas são desconhecidas noticiados em 2014, 70% provocaram
danos em habitações, 16,36% das ocorrências
afetaram edifícios industriais, e 8,6% ocorreram
em estabelecimentos abertos ao público.
Entre o tipo de acidentes que normalmente estão
na origem de incêndios com causa elétrica destacam-se o curto-circuito, a utilização incorreta
de equipamentos, e o contacto direto/falha de
isolamento, bem como a sobrecarga da instalação
elétrica, o que sustenta o facto de haver necessidade de efetuar manutenção, ou pelo menos a verificação, do seu estado. Neste estudo anualmente
desenvolvido pela CERTIEL, são apenas considerados acidentes que foram noticiados nos meios de
comunicação social online, com causa identificada
como sendo elétrica, apesar de ser igualmente
efetuado o registo dos acidentes em edifícios que
são noticiados como tendo origem desconhecida.
No entanto, olhando para a proporção entre os
registos apresentados pela Autoridade Nacional de
Proteção Civil e as ocorrências que são noticiadas,
podemos deduzir que o número dos acidentes relacionados com eletricidade poderá ser muito maior,
uma vez que, de acordo com estudos internacionais, se estima que a cerca de 50% dos incêndios
urbanos se possam atribuir a causas elétricas.
Parceiro de Confiança no seu Negócio
Credibilidade, imparcialidade e rigor reconhecidos
na certificação de produtos e serviços e de sistemas de gestão.
Presente em 25 países
Acreditada pelo IPAC
como organismo de certificação
de produtos (incluindo Regulamento
dos Produtos de Construção),
serviços e sistemas de gestão
Membro de:
Membro de vários Acordos de Reconhecimento Mútuo
R. José Afonso, 9 E – 2810-237 Almada – Portugal — Tel. 351.212 586 940 – Fax 351.212 586 959 – E-mail: [email protected] – www.certif.pt
certif
CERTIF aumenta clientes
em 56 por cento e fatura
40 por cento no exterior
A Certif – Associação para a Certificação registou durante o exercício de 2014 um aumento de
56 por cento na carteira de clientes, superando
largamente todos os objetivos previamente traçados em todas as áreas, disignadamente na da
faturação, 40 por cento da qual foi verificada no
exterior.
A certificação de produtos continuou a ser o
core business e representou 87 por cento da
faturação, com os setores da Construção (163
certificados) e Elétrico e Telecomunicações (64
certificados) a liderarem esta área de atividade.
A certificação de sistemas de gestão e a certificação de serviços têm também importância
significativa na atividade da Certif.
De destacar ainda a emissão de 200 certificados
no âmbito da marcação CE, área em que a Certif
tem clientes em Alemanha, Angola, Brasil,
Chipre, Espanha, Grécia, Itália e Reino Unido.
Certificação de produtos
Embora a CERTIF atue em diversas áreas da
certificação de sistemas de gestão e serviços, a
certificação de produtos continuou a ser o core
business da CERTIF, representando 87% do seu
volume de faturação.
Com uma oferta muito diversificada em termos
de abrangência, o que dificulta a extensão a novos
esquemas, a CERTIF tem vindo a alargar a gama
de certificações por cliente, prova da fidelização e
da importância da certificação no negócio.
Os sectores da construção e elétrico continuam a
ser os mais relevantes, sendo de salientar a dinâmica do setor elétrico com procura sistemática da
certificação de novas gamas de produtos fruto dos
mercados competitivos e exigentes onde compete.
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
30
Interessante realçar o facto de clientes estrangeiros procurarem a CERTIF face ao reconhecimento
dos seus certificados noutros mercados.
A distribuição sectorial é a seguinte:
Área / Setor
Agroindustrial
Esquemas
Produtos
2014 2013 2012 2014 2013 2012
4
4
4
9
9
9
Construção
18
18
18
78
78
77
Elétrico e Telecomunicações
15
15
15
64
63
61
5
5
5
12
12
12
42
42
42
163
162
159
Outros
Total
Nota: Estão apenas contabilizados os esquemas e as categorias
em que há produtos certificados.
Certificação de serviços
A certificação do serviço de instalação, manutenção e assistência técnica de equipamentos
fixos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor que contenham gases fluorados
com efeito de estufa, em conformidade com os
Regulamentos (CE) n.o 824/2006 e n.o 303/2008 e
Decreto-lei n.o 56/2011, de 21 de Abril, representou a área com maior atividade, com uma procura intensa quer de pedidos de esclarecimento
quer de novos processos.
Neste esquema de certificação, de aplicação
obrigatória, foram emitidos durante o ano 250
certificados, existindo ainda muitos processos
em curso.
A CERTIF tem ativas as seguintes certificações
de serviços:
– Consultoria em higiene e segurança alimentar para estabelecimentos de restauração e
bebidas
– Gestão administrativa de recursos humanos
– Serviço de formação profissional
certif
– Serviço de instalação, manutenção e assistência técnica de equipamentos (Reg. 842/2006 e
303/2008)
– Transportes públicos de passageiros
Marcação CE
A CERTIF é Organismo Notificado para o
Regulamento dos Produtos de Construção (CPR)
e para as Diretivas Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) e Baixa tensão (LVD). A atividade
neste domínio foca-se, essencialmente, no CPR,
onde é líder em Portugal. O âmbito de notificação é já bastante extenso, tendo, este ano, sido
alargado apenas aos ETICS, para dar resposta a
solicitações de clientes.
Foram emitidos cerca de 200 certificados relativos a novos clientes e a extensões de âmbito de
clientes já existentes.
Houve lugar à emissão de novos certificados
para normas sobre:
– Elementos de lajes de drenagem para pavimento em estábulos
– Lamas asfálticas
– Sistemas compósitos de isolamento térmico
pelo exterior (ETICS)
No âmbito da marcação CE a CERTIF tem
clientes na Alemanha, Angola, Brasil, Chipre,
Espanha, Grécia, Itália e Reino Unido.
Certificação de sistemas de gestão
A certificação de sistemas de gestão, não sendo
o core business da CERTIF, permite, no entanto,
oferecer aos clientes uma certificação global
com menores custos. A CERTIF tem emitidos
setenta certificados, na maioria a empresas que
certificam o sistema de gestão e os seus produtos ou serviços.
Certificação de pessoas
Esta certificação teve início em 2013, fruto de
uma cooperação com a ADENE, e continuou a
desenvolver-se durante o ano com novos certificados emitidos e com a criação duma nova categoria, Projetista de Térmica de Edifícios.
No final do ano estavam certificados 131 técnicos
nos seguintes domínios:
–
–
–
–
71 Auditores para a norma ISO 50001
20 Instaladores de janelas eficientes
17 Projetistas de sistemas solares térmicos
23 Projetistas de térmica de edifícios
Relações internacionais
A participação internacional da CERTIF, sendo
uma forma de transferência de conhecimento,
tem como principal objetivo o estabelecimento
de acordos que permitem oferecer uma mais
valia aos clientes.
A CERTIF é membro das seguintes associações:
– EEPCA – associação europeia na área elétrica
– IECEE – associação internacional na área elétrica
– IECRE – associação internacional, constituída
em 2014 na área das energias renováveis
– Eurocer-building – associação europeia na
área da construção
– Solarkeymark – grupo que reúne organismos
de certificação, laboratórios e fabricantes na
área do solar térmico
A CERTIF continuou a ser o representante
dos Organismos Notificados nacionais para o
Regulamento dos Produtos da Construção junto
do respetivo Advisory Board ao nível europeu.
A participação da CERTIF em todas estas associações tem sido ativa, nomeadamente através
dos Operation Staff Meetings e grupos técnicos,
procurando sempre a atualização do conhecimento e o estabelecimento de contatos com visto
a reconhecimentos.
A CERTIF aprofundou, durante o ano, as relações
privilegiadas com os seus parceiros no Brasil, em
Chipre e em Itália, onde existem vários clientes.
Foram estabelecidos novos acordos e alargado o
âmbito de reconhecimentos passando a CERTIF
a poder oferecer aos seus clientes exportadores
um serviço certificados com mais valor acrescentado. O valor da faturação no exterior situou-se próximo dos 40%.
Revista Animee
31
cinel
Multimédia, um Futuro
no CINEL
O mundo dos negócios a
nível global está-se a tornar mais competitivo do
que nunca. Como resultado, isso está a forçar as
empresas a procurar novas maneiras de melhorar a sua eficiência, terem
menores custos operacioHelena Passos
nais, a serem mais sensíveis às necessidades dos clientes e trazerem novos produtos ao mercado mais rapidamente. Esta
união para melhorar os resultados resultou num
crescente interesse na gestão da tecnologia que
vai desde a aquisição à exploração de novas tecnologias. Enquanto muitas tecnologias são de interesse primordial para uma ou duas indústrias,
quase todas as indústrias têm interesse na tecnologia da informação (TI). Atualmente, a maioria
das empresas não pode operar sem sistemas de
computadores. Estes têm sido usados em quase
todas as áreas de negócio, da educação, na fabricação e até na construção. As empresas estão a
tomar consciência de que a sua vantagem competitiva pode depender da capacidade dos seus
sistemas informáticos e da comunicação para
responder rapidamente às mudanças. Isso significa que as empresas devem manter-se a par dos
movimentos competitivos no uso de computadores e, em muitos casos, estarem preparadas para
ficar à frente de seus concorrentes. Ter acesso
aos mais recentes avanços tecnológicos pode ser
um fator importante que vai tornar um negócio
mais competitivo.
O mais recente desenvolvimento em tecnologia
que captura o interesse das empresas é a multimédia. Fundamentalmente, a multimédia envolve a mistura de imagens, gráficos, som, voz,
vídeo, texto e informações numa interface humana que usa recursos para aceder e apresentar
informação. A multimédia pode ser utilizada em
videoconferências, formação de pessoal e ser um
mecanismo interativo entre a administração e os
funcionários. Da mesma forma, em sistemas empresariais modernos, a integração de vários tipos
de media, tais como dados, texto, gráficos, animação, voz e vídeo tem um potencial significativo,
considerando as aplicações atuais de computadores em setores da educação e da formação entre outros. Usados de forma eficaz, os sistemas
multimédia pode melhorar significativamente a
comunicação interorganizacional e intra-organizacionais.
Essencialmente, um sistema multimédia permite
ao utilizador final compartilhar, comunicar e processar uma variedade de formas de informação
de uma forma integrada. Um sistema multimédia
autónomo suporta as funções de captura, armazenamento, recuperação e apresentação. Cada
função pode ser utilizada de diferentes modos
para melhorar o desempenho e produtividade das
organizações. Para sustentar a vitalidade económica e crescimento, as empresas dependem
fortemente de uma gestão eficiente e eficaz e da
manipulação e uso da informação para o sucesso.
Neste contexto, O CINEL tem investido fortemente
na formação de multimédia em blocos estruturados de Vida Ativa, nomeadamente Tratamento de
Imagem, Modelação e animação 3D, Web design,
Vídeo e Fotografia Digital e Ilustração. Inicia agoRevista Animee
33
cinel
ra uma fase na formação de técnicos através dos
cursos CET – Curso de Especialização Tecnológica de Desenvolvimento de Produtos Multimédia.
Atendendo a esta necessidade do mercado, cria
igualmente especializações que permitam aos
seus formandos a abertura de negócio próprio
na sua área de interesse. De forma consciente ou
inconsciente a multimédia faz parte do dia-a-dia.
Ela está presente na televisão, nos telemóveis, no
cinema, na música, nos livros e é ela que estimula grande parte dos nossos sentidos. Pouco a
pouco, à medida que evoluímos enquanto seres
humanos, a necessidade de constante informação e atualização tornou a Multimédia num fator
essencial para o nosso crescimento. “Lembrome de em criança ficar fascinado pelos jogos de
computador. Na altura não era qualquer um que
tinha acesso a um computador e recordo as tardes em casa de amigos a descobrir este mundo.”
Isto são palavras do João, formando do curso de
multimédia no CINEL.
Embora o seu ponto de interesse seja outro a Ana
Luísa, formanda da mesma turma, fala com entusiasmo dos filmes de desenhos animados da
Walt Disney. “Ficava horas grudada em frente
à televisão enquanto sonhava um dia conseguir
fazer aquelas coisas. Claro que na altura me ficava pelo desenho no papel e à medida que fui
crescendo, sem nunca me ter desviado do caminho que escolhi profissionalmente, fui aceitando
o meu computador como meu aliado.” Seja nos
jogos, nos desenhos animados, na simples publicidade que nos é entregue por mãos alheias,
a multimédia está presente em todos os lados.
“Embora esteja no desemprego, sou licenciado
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
34
em jornalismo. O que antes era escrito à mão,
hoje é processado em computadores o que facilita em muito a escrita. Optei por este curso para
que os meus horizontes se alargassem e o que
antes era impresso em papel seja agora colocado online e acessível a todos em qualquer parte
do mundo.” Palavras do Luís que chegou até nós
em busca de crescimento profissional. Também
a Lara, embora as suas raízes profissionais estejam enraizadas num local totalmente oposto,
revela a sua necessidade neste curso. “Sou cabeleireira e penso em abrir o meu salão. Enquanto
o sonho não se torna real quis aprender multimédia de forma a poder ser eu a tratar de toda a comunicação e imagem da minha empresa. Porque
nos dias de hoje não é só a beleza física que atrai
o próximo.” O Ruben e o Frederico, de gerações
diferentes, podem não concordar na escolha musical, mas concordam quando é necessário elaborar um vídeo que a acompanhe. “Gosto disto!
Tem coisas giras” – diz o Ruben a ver os últimos
vídeos musicais enquanto o Frederico lê as notícias online nos intervalos do curso.
Por saber a importância da multimédia nos dias
de hoje o CINEL desenvolveu estes cursos de
forma a abrir caminhos e alargar horizontes.
A revista Forbes fez a lista das oito melhores
profissões que não exigem uma licenciatura. Foi
baseada no mercado norte-americano mas marcando uma tendência que se reflete em muitos
países. Entre elas encontra-se a Multimédia.No
CINEL, a atitude é fazer crescer talento e apoiar.
Helena Passos
Ilustrações : Ana Pais e Luís Aragão
empresas
ABB e Solar Impulse
preparam voo histórico
à volta do mundo
ABB e Solar Impulse formaram uma aliança
prévia à viagem histórica do avião solar à
volta do mundo, promovendo o papel da
inovação e tecnologia na redução do consumo
de recursos.
A ABB, empresa líder em tecnologias de energia e automação, orgulha-se de acompanhar a
Solar Impulse e a sua tripulação no voo à volta
do mundo, do avião alimentado exclusivamente
a energia solar.
A Solar Impulse, sediada na Suíça, anunciou que
dará início ao seu histórico voo entre finais de
fevereiro e princípios de março, em Abu Dabi.
Em 2014, a ABB e a Solar Impulse criaram uma
aliança tecnológica inovadora, demonstrando a
sua visão partilhada da redução do consumo de
recursos naturais e da promoção da utilização de
energias renováveis.
Ulrich Spiesshofer, CEO da ABB afirmou: “Solar
Impulse servirá de inspiração a uma nova geração, para que mediante a tecnologia e a inovação,
encontre soluções para um dos maiores problemas com que se defronta o planeta. A ABB
acompanhará a equipa da Solar Impulse a cada
quilómetro da viagem”.
Foram integrados na equipa Solar Impulse três
engenheiros da ABB, contribuindo com a sua
experiência e entusiasmo. Estão empenhados
em melhorar os sistemas de controlo das operações em terra, a eletrónica dos sistemas de
carregamento das baterias do avião e solucionar
imprevistos que possam ocorrer durante a viagem.
Durante o percurso de 40.000 km, os pilotos
Bertrand Piccard e Andre Borschberg irão relatando as escalas que o avião fará em cidades
como Muscat, no Omã; Varanasi e Ahmedabad,
na Índia; Chongqing e Nanjing, na China; e
Phoenix, no Arizona, EUA. Fará escala também
na Europa e no norte de África.
Entre os desafios a enfrentar antes do término
da viagem, em Abu Dabi em meados de 2015,
está previsto um voo de cinco dias sem paragens
da China ao Hawai. A aeronave que será alimentada por 17.248 células solares, voará todos os
dias mais alto do que o Monte Everest, carregando as suas baterias para poder permanecer
no ar durante as noites.
O entusiasmo da ABB com a Solar Impulse nasce
não só da fé partilhada na inovação e tecnologia,
como também no lema da companhia: “Energia e
produtividade por um mundo melhor”. Os valores
da Solar Impulse são um reflexo das aspirações
da ABB em ajudar a melhorar a eficiência operacional, reduzir o consumo de recursos, possibilitar os transportes sustentáveis e melhorar a
penetração da energia limpa e renovável, na rede.
A ABB, que é o segundo fornecedor mundial de
inversores solares e um dos maiores da indústria
eólica, é também líder na integração eficiente e
fiável de energias renováveis nas redes eléctricas. A ABB colabora na construção da mais comRevista Animee
35
empresas
pleta rede de carregamento de veículos elétricos
na Europa, e fornece equipamentos essenciais
para a maior rede mundial de carregadores rápidos de veículos elétricos na China.
Piccard afirmou que a participação da ABB,
com a sua tecnologia de ponta, que possibilita
a produção de energia em projetos de renováveis e também melhora a eficiência, está a ajudar a equipa Solar Impulse no seu esforço por
demonstrar o poder da inovação e da tecnologia
limpa.
“Isto é do que o mundo necessita” acrescentou
Piccard, o pioneiro piloto Suíço que fez parte da
primeira equipa a dar a volta ao mundo em balão,
em 1999. “Se não atuarmos, vamos desperdiçar
todos os nosso recursos naturais”.
Desde 2010, que Bertrand Piccard, presidente
do projeto, e Andre Borschberg, diretor executivo, decidiram alcançar oito recordes de aviação
internacionais, incluindo a maior duração, alti-
©Solar Impulse | Anna Pizzolante | Rezo.ch
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
36
tude e distância voando sobre a Europa, norte
de África e Estados Unidos, num avião protótipo
alimentado apenas a energia solar.
A ABB comemora e partilha esta visão, agora
que a etapa seguinte do projeto desperta um
novo interesse no âmbito da aeronáutica, das
tecnologias limpas e energias renováveis. Ulrich
Spiesshofer afirmou: “Temos que gerir o mundo
sem esgotar os recursos da terra. Em suma: é a
isto que nos dedicamos”.
Para mais informação sobre esta aliança visite o
portal: http://new.abb.com/betterworld
O Grupo ABB, líder em tecnologias de energia
e automação, possibilita às empresas de eletricidade, água e gás, à indústria e às empresas
de transporte e infraestruturas, melhorar o seu
desempenho, reduzindo o impacto ambiental.O
Grupo ABB opera em cerca 100 países e emprega
aproximadamente 145.000 pessoas.
empresas
Relatório da Alcatel-Lucent
sobre malware em 2014
aponta para um aumento dos
ataques a equipamentos e
redes, colocando em risco
a privacidade pessoal e
profissional
Os Motive Security Labs estimam que
16 milhões de equipamentos móveis estejam
infetados por software malicioso, que espia em
segredo os utilizadores, roubando informação
confidencial e furtando dados
A Alcatel-Lucent (Euronext Paris e NYSE: ALU)
apresenta dados que revelam que as ameaças de
segurança a equipamentos móveis e residenciais
e os ataques a redes de comunicação aumentaram em 2014, colocando em risco a privacidade
e a informação pessoal e corporativa.
em 2014 resultou de infeções por malware em
caixas registadoras ou em terminais POS, e não
em lojas online. Isto porque os cartões roubados
a lojas online não são de facto tão valiosos para
os criminosos, uma vez que podem somente ser
usados em compras online.
Os Motive® Security Labs da Alcatel-Lucent estimam que 16 milhões de utilizadores de equipamentos em todo o mundo estejam infetados por
software malicioso – ou “malware” – usado por
cibercriminosos para espionagem corporativa ou
pessoal, roubo de informação, ataques de denial
of service a empresas ou governos, e esquemas
de phishing relacionados com serviços bancários
ou com publicidade.
O relatório Motive Security Labs – que analisou
todas as plataformas móveis mais populares –
descobriu que este tipo de infeções por malware
aumentou 25% em 2014, comparado com um
aumento de 20% em 2013. Os dispositivos com
Android já alcançaram os laptops com Windows,
que eram até agora os alvos primordiais dos
cibercriminosos. Em 2014, as taxas de infeção dividiram-se 50/50 entre os equipamentos
Windows e Android. Muito embora haja menos de
1% no que respeita a infeções de smartphones
iPhone e Blackberry, as novas vulnerabilidades
que apareceram no ano passado deixam claro
que estes equipamentos não são imunes aos
ataques com malware.
O relatório refere ainda que os consumidores
que evitam compras online com medo de que as
suas informações de crédito ou de débito sejam
roubadas estão na verdade a expor-se a um risco
maior: uma série de falhas de segurança na web
Revista Animee
37
empresas
O crescimento do Malware continua a ser alimentado pelo facto de a grande maioria dos utilizadores de dispositivos móveis não tomarem as
devidas precauções de segurança. Um recente
inquérito dos Motive Security Labs descobriu
que 65% dos utilizadores esperam que seja o
prestador de serviços a proteger os seus equipamentos móveis e os computadores que têm em
casa. O relatório conclui que as taxas de infeção
em redes domésticas também aumentaram
significativamente em 2014. O estudo descobriu
malware em 13,6% das residências, um aumento
de 5% face ao ano anterior.
“Com o crescimento dos ataques de malware em
constante crescimento com a utilização de banda
ultra larga, o impacte na experiência do cliente
deve ser considerada uma preocupação principal
para os prestadores de serviço”, disse Patrick
Tan, General Manager de Network Intelligence
na Alcatel-Lucent. “Como resultado, vemos cada
vez mais operadores a aderirem a abordagens
proativas, que alertam os clientes para infeções
de malware nos seus equipamentos, juntamente
com instruções sobre a melhor forma de as
removerem”.
Entre as restantes conclusões do relatório dos
Motive Security Lab, destaque para:
• O índice de infeção móvel de 2014 é de 0.68%.
Baseando-se neste valor, a Alcatel-Lucent
estima que cerca de 16 milhões de equipamentos móveis estejam infetados com
malware em todo o mundo.
• O malware mobile está a revelar cada vez
mais sofisticação, com protocolos de controlo
e de comando mais robustos.
• O malware mobile, usado para espiar o dono
de um telemóvel, está também a aumentar.
Consegue verificar a localização do telefone,
monitorizar as chamadas efetuadas e recebidas, as mensagens de texto, os emails e o
histórico de navegação na Net.
• A taxa mensal de infeção de redes fixas residenciais situa-se pouco abaixo de 14%. Este
número representa um aumento substancial
dos 9% verificados em 2013. A variação fica
a dever-se maioritariamente a um aumento
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
38
nas infeções por adware de nível moderado
de ameaça.
• Ameaças de perfil elevado, como ‘bots’, ‘rootkits’, e ‘banking trojans’ continuam a ser
responsáveis por cerca de 5%.
O relatório dos Motive Security Labs deixa claro
ainda um aumento de ataques Distributed Denial
of Service (DDOS) em 2014 usando componentes
de redes como routers domésticos, modems
DSL, modems de cabo, hotspots WiFi™ móveis,
servidores DNS e NTP. Além disso, verificaram-se os primeiros ataques DDOS a partir de
telefones móveis, sugerindo formas como os
chamados movimentos ”ativistas” que atacam
infraestruturas móveis podem operar no futuro.
Sobre Os Motive® Security Labs
Os Motive Security Labs (anteriormente Kindsight
Security Labs), processam mais de 120.000 novas
amostras de malware por dia e mantêm uma base de
dados de 30 milhões de amostras ativas. Devido à posição única da Alcatel-Lucent nas redes de comunicação,
a empresa pode medir o impacte do tráfego móvel e das
redes domésticas movendo-se nessas redes para identificar código malicioso e ameaças à cibersegurança.
Os Motive Security Labs são uma divisão de análise de
Motive Customer Experience Management.
Links para consulta:
• Motive Security Labs Malware Report – H2 2014
• Blog: Under attack – Malware invades our devices,
data and privacy in 2014
• Motive Security Guardian
Sobre a Alcatel-Lucent
(Euronext Paris e NYSE: ALU)
A Alcatel-Lucent é o especialista líder em redes IP,
ultra-banda larga e cloud. É uma empresa que se
dedica a tornar as comunicações globais mais inovadoras, sustentáveis e acessíveis para as pessoas,
negócios e Governos em todo o mundo. A sua missão é
inventar e entregar redes seguras que ajudem os nossos clientes a libertar todo o seu valor. Cada sucesso
tem a sua rede.
Para mais informações aceda à página de internet da
Alcatel-Lucent: http://www.alcatel-lucent.com, leia os
últimos posts da Alcatel-Lucent no blog http://www.
alcatel-lucent.com/blog e siga a empresa no Twitter:
http://twitter.com/Alcatel_Lucent.
empresas
Efacec Equipos Eléctricos,
com novo reforço
da presença e da marca no
mercado europeu
Fornecimentos de cerca de 150 MW de equipamentos fotovoltaicos, em 2014 e 2015, efetuados através
do promotor Sunedison, para o mercado do Reino
Unido, estão na base deste importante reforço.
Dando corpo a uma caminhada, iniciada em 2011,
na área de exportação para projetos de energias
renováveis, em particular na área fotovoltaica, a
Efacec Equipos Eléctricos (Efacec EE), ampliou
de uma forma excecional a sua cota no mercado
Europeu, com a adjudicação e execução em curso
de aproximadamente de 150 MW no Reino Unido,
consolidando uma forte aliança com o maior promotor solar do mundo, a americana Sunedison.
Com sete parques já executados em 2014 e cinco
em curso no primeiro trimestre de 2015, a Efacec
EE adaptou-se às necessidades do cliente e às
exigências do mercado e país, desenvolvendo
inúmeras soluções distintas, desde a tradicional
solução em edifício pré-fabricado (PucBet) até
a soluções modulares tipo outdoor, com maior
manobrabilidade logística, mas obrigando a permanência e trabalhos on site por períodos alargados de tempo.
Integrando os produtos Efacec de media tensão,
desde o transformador de potência aos equipa-
mentos de media tensão e mini-pucbet, a Efacec
EE agarrou este desafio e assumiu a execução
chave-em-mão, desde transporte, montagem,
ensaios e colocação em serviço, para este importante cliente e parceiro de negócio, já desde o
primeiro projeto desenvolvido na Bulgária, há
cerca de três anos.
Com uma estrutura muito pequena e otimizada a
Efacec EE, assume estes desafios dentro e fora
do seu mercado natural, a península ibérica, mas
sempre buscando o necessário complemento em
exportação, que permita colmatar a crise que
vive atualmente o setor terciário e a construção
civil, de forma generalizada, mas em particular a
nível da península ibérica.
A Efacec EE é um exemplo do empreendedorismo incontornável nos momentos que vivemos,
já que, tendo nascido fundamentalmente para
o mercado da distribuição de energia e especializada num produto com limitações logísticas, tem-se reinventado dia após dia, inovando
tecnicamente, localizando novas oportunidades
e tomando a seu cargo novos desafios, até há
pouco tempo impensáveis, para uma equipa
tradicionalmente orientada para um ”monoproduto” num mercado limitado.
Revista Animee
39
empresas
NEC e DOCOMO alcançam
transmissão de dados seis
vezes mais rápida entre
máquinas virtuais
A NEC Corporation e a NTT DOCOMO, INC. anunciaram a conclusão de testes que confirmaram
a possibilidade de transmissão de dados entre
várias máquinas virtuais com velocidades até
seis vezes superiores, através da utilização de
cartas de interface de rede (NICs) com capacidade de Virtual eXtensible Local Area Network
(VXLAN) offloading.
Os testes comprovaram que um sistema cloud
configurado com o OpenStack Neutron, o controlador de rede cloud open source presente
no promissor software OpenStack de gestão de
cloud, é capaz de garantir transmissões de dados
até 16 Gbps, entre máquinas virtuais residentes
em dois sistemas físicos diferentes.
A NEC e a DOCOMO desenvolveram uma solução
de elevada disponibilidade para o processo de
controlador de rede do OpenStack Neutron. Esta
elevada disponibilidade resulta da capacidade
de substituir instantaneamente um controlador
de rede avariado por múltiplos controladores
de rede. A combinação desta elevada disponibilidade com o incrível aumento na velocidade
de transmissão de dados verificada nos testes,
faz com que o OpenStack Neutron se encontre
agora pronto para uso comercial, com o objetivo
de garantir serviços cloud mais rápidos e mais
estáveis. A DOCOMO espera apresentar comercialmente o OpenStack Neutron durante o ano
fiscal que termina em março de 2016.
Os testes – os de maior escala envolvendo o
OpenStack Neutron – foram conduzidos em cooperação com o National Institute of Information
and Communications Technology, a VirtualTech
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
40
Japan Inc., a NTT Advanced Technology
Corporation, o Japan Advanced Institute of
Science and Technology, a Universidade de
Tóquio e a Dell Japan Inc. Nestes testes, foi utilizado o ambiente StarBED, uma plataforma para
a simulação de ambientes de Internet com mais
de 1.000 servidores físicos.
Mais especificamente, estes testes comprovaram:
1) A estabilidade do Sistema para o provisionamento de até 5.000 máquinas virtuais em 100
servidores físicos.
2) Os níveis de desempenho para NICs com
VXLAN offloading.
3) A configuração de redes com valores de
transmissão superiores a 10 Gbps entre
máquinas virtuais.
4) A funcionalidade de elevada disponibilidade
do OpenStack Neutron com várias redes virtuais separadas.
A NEC e a DOCOMO, no âmbito da sua participação na OpenStack Foundation desde 2012, têm
vindo a disponibilizar especificações e códigos
fonte a esta fundação, como, por exemplo, o
General Bare-Metal Provisioning Framework,
uma tecnologia de gestão de servidores físicos.
Tanto a NEC como a DOCOMO, continuarão a
trabalhar em colaboração com a OpenStack
Foundation, de forma a contribuir para a evolução dos serviços móveis baseados na cloud,
que expectavelmente constituirão o grosso das
aplicações potenciadas pelas redes móveis LTE-Advanced e 5G.
empresas
NEC desenvolve
supercomputador vetorial de
próxima geração
A empresa prevê apresentar, em 2017,
um modelo com um desempenho 10 vezes
superior
A NEC Corporation (NEC; TSE: 6701) anunciou o
início do desenvolvimento de um supercomputador vetorial de próxima geração. O novo modelo
será o sucessor do supercomputador SX-ACE.
Com esta máquina vetorial de próxima geração,
a NEC visa atingir um desempenho por rack mais
de 10 vezes (*1) superior ao do modelo atual, e
um desempenho máximo de sistema 100 vezes
superior, resultando numa melhoria de dezenas
de petaflops na velocidade de processamento (*2).
A NEC pretende aproveitar o know-how e as tecnologias usadas no desenvolvimento do SX-ACE
para reduzir o consumo energético e o espaço
ocupado, permitindo assim melhorias significativas na eficiência operacional. Concretamente, a
empresa quer desenvolver um supercomputador
que consuma menos de 10% (*3) de energia, comparativamente com o modelo atual, e que ocupe
menos de um trigésimo do espaço (*3). O anterior
supercomputador requeria um espaço semelhante a uma sala de reuniões para aproximadamente 10 pessoas. Em contraste, as dimensões
compactas do novo supercomputador permitem
que os utilizadores o instalem em áreas tão reduzidas como uma normal secretária de escritório.
Os custos energéticos serão ainda inferiores a um
décimo (*4) dos verificados no modelo atual.
Além disso, a NEC planeia lançar uma linha
completa de supercomputadores vetoriais de
próxima geração. Esta linha vai garantir um
abrangente conjunto de opções de desempenho
para as mais variadas aplicações, desde aplica-
ções para investigação individual, até aplicações
em centros de dados que processam grandes
volumes de dados. A oferta da NEC reflete as
expectativas da empresa no que respeita ao uso
transversal de tecnologia vetorial em mercados
de big data, entre os quais se inclui o de análise
de imagens e de grandes volumes de dados.
“Para além das atividades relacionadas com a
mais avançada investigação e desenvolvimento,
tais como a previsão de alterações climáticas, ou
o desenho de novos modelos na indústria automóvel e na aeronáutica, a NEC quer expandir as
áreas de aplicação dos supercomputadores para
incluir o desenvolvimento urbano, ajudando a
melhorar a proteção e a segurança, bem como
os sistemas que suportam níveis mais elevados
de atividade económica”, referiu Shinichi Shoji,
executive vice president da NEC Corporation. “Ao
fazê-lo, esperamos contribuir para a evolução da
infraestrutura de tecnologias de informação e
comunicação e contribuir para a sociedade, para
os negócios e para o dia-a-dia das pessoas”.
*1) Baseado em comparações com racks standard
*2) Petaflop: 1,000 triliões de operações de vírgula flutuante por segundo.
Baseado na comparação de desempenho entre o
SX-ACE e a próxima geração de supercomputador
vetorial tendo em consideração as suas configurações máximas
*3) Baseado na comparação entre o SX-ACE e o supercomputador vetorial de próxima geração com o
mesmo desempenho
*4) Estimativa da NEC para operação com 64 racks
Revista Animee
41
empresas
PLC espelha inovação e
produtividade em Portugal
O PLC já se implementou no mercado como um
evento merecedor de presença anual. Nove anos
depois da 1.a edição, a 23 de outubro de 2014 realizou-se mais um PLC – Produtividade, Liderança
e Competitividade no Hotel Dona Inês, em Coimbra. Organizado pela Rittal Portugal, Phoenix
Contact e M&M Engenharia Industrial que atuam
no mercado da automação industrial, da energia
e tecnologias de informação, é dirigido aos profissionais que procurem as grandes novidades e
inovações do mercado.
Desafios e oportunidades de produção
energética
O tema da apresentação da Phoenix Contact intitulava-se “Produção Energética: Desafios e Oportunidades”. Michel Batista, Carlos Coutinho e
Francisco Mendes exploraram o tema de vários
pontos de vista, desde o macroeconómico, a partir do programa de incentivos Portugal 2020 até
ao panorama de soluções específicas da Phoenix
Contact. Francisco Mendes informou a audiência
sobre as principais considerações do atual regime
de Autoconsumo. Os próximos tempos oferecem
novos desafios e oportunidades aos profissionais
do setor elétrico nos domínios da produção e consumo elétrico, isto é, no desenvolvimento de soluções de produção e eficiência energética.
PLC – Produtividade, Liderança e Competitividade
www.plcportugal.eu
O evento começou com uma mensagem de boas
vindas a todos os profissionais presentes por parte de José Meireles, Jorge Mota e Michel Baptista,
Diretores e representantes em Portugal das empresas organizadoras do evento, M&M Engenharia Industrial, Rittal Portugal e Phoenix Contact.
Agradeceram a presença de todos, abordaram o
mercado atual e as necessidades prementes do
mesmo, e congratularam a indústria portuguesa
em geral pelo otimismo e força de vontade de lutar contra a crise e todas as adversidades que se
tem apresentado.
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
42
No espaço de exposição, o tema do stand da Phoenix Contact era “Em 60 000 produtos encontramos, em conjunto, a sua solução”. No espaço de 40
m2, este fabricante alemão de material elétrico
expôs as suas novidades de 2014 e desafiou os
visitantes a testar a tecnologia Push-In, sob a forma de uma ação interativa, o Push-In Challenge.
O diálogo entre os visitantes e os profissionais da
Phoenix Contact foi uma constante. No final do
dia, a troca de experiências entre os participantes
foi o maior benefício para todos.
empresas
EPLAN 2.4: soluções integradas e
eficientes
Efficient engineering é o negócio da M&M Engenharia Industrial, com soluções integradas e processos de engenharia otimizados, como foi referido por José Meireles, acompanhado por David
Santos. Enumeraram as diferentes ferramentas
para uma engenharia mais eficiente através dos
softwares mais indicados para responder a determinadas necessidades, explicando quais as
melhores aplicações de engenharia EPLAN relativamente a cada software. A tecnologia da plataforma EPLAN tem uma conceção eficaz e uma
documentação coerente caraterizando-se pela
integração, qualidade, consistência, normalização e redução dos tempos de trabalho. Das novidades 2.4 existe a possibilidade de instalar em 32
e 64 bits; um módulo adicional para projetos parciais e áreas editáveis onde é possível a divisão
de projetos por diferentes utilizadores e critérios
de separação, assim como capacidade para uma
posterior integração destes projetos parciais no
projeto original. É ainda possível fazer uma cópia
de segurança para a edição externa.
Na plataforma EPLAN pode-se editar o texto e
ajustar o seu tamanho, validar o estado dos textos
através da verificação do projeto e os relatórios
de textos são automaticamente dimensionados.
A Plataforma EPLAN também está protegida contra modificações e dispositivos, onde as propriedades podem ser definidas pelo utilizador (valores predefinidos, uniformização dos dados, substituir propriedades e remoção das propriedades
obsoletas), tendo ainda um suporte ampliado à
Norma DIN EN 81346. A plataforma EPLAN 2.4 é
ainda um editor gráfico e possui relatórios de referências cruzadas, tem um interface gráfico que
pode ser modificado, permite a edição de projetos e uma seleção de peças e a gestão dos identificadores da estrutura. Permite ainda a verificação dos dados das peças, a edição de formulários
e criação de relatórios, há uma gestão de peças,
tradução e revisões.
Sistemas de automação na Rittal
Jorge Mota, Diretor-Geral da Rittal Portugal iniciou a sua apresentação relembrando que o grupo Friedhelm Loh, do qual fazem parte a Rittal e
a Eplan, entre outras marcas importantes como
Cideon e Kiesling, é um grupo em contínuo crescimento, estando presente em 130 países com
uma faturação na ordem dos 2,2 biliões de euros.
Atualmente o grupo possui 11 fábricas em 3 continentes num total de 250 000 m2 de área de produção. Como curiosidade vale a pena referir que
nessas unidades industriais fabrica anualmente
mais de 200 000 ar-condicionado para armários
de automação e mais de 15 000 armários diários.
Para completar a cadeia de valor da sua oferta
o grupo Friedhelm Loh adquiriu recentemente
mais duas empresas, a Cideon e a Kiesling. A primeira é uma referência na Alemanha em projetos
mecânicos desenvolvidos em Autodesk e conta
com uma equipa de 600 engenheiros especializados, A segunda é um fabricante de máquinas
para corte e preparação de armários e platines
para serem eletrificados. Assim, a Rittal disponibiliza aos seus clientes uma oferta cuja cadeia
de valor vai desde o projeto mecânico (Cideon)
e elétrico (Eplan), passando pelo fornecimento
e preparação dos envolventes metálicos e platines (Rittal e Kiesling) – Industry 4.0. Jorge Mota
aproveitou o momento para chamar a atenção
da audiência para o programa de incentivos ao
desenvolvimento da indústria nacional, Portugal
2020, um programa que apoia projetos de investimento para aumentar a produtividade, rentabilidade e exportações. Para 2015, a Rittal está a
efetuar alguns investimentos, desde o aumento
considerável dos níveis de stock, cujo objetivo é
o de entregar 80% das encomendas em 24 ou 48
horas, em qualquer ponto do país e a criação do
Rittal Competence Center, cujo objetivo é apoiar
Revista Animee
43
empresas
cada vez mais os nossos clientes no desenvolvimento da sua atividade.
Ceferino Almeida apresentou os sistemas de automação da Rittal da marca Kiesling. Fundada em
1997 constrói máquinas para a automatização da
produção de quadros elétricos. Dos diversos modelos de equipamentos fabricados pela Kiesling,
Ceferino Almeida apresentou o Secarex que corta,
parcialmente e de forma automatizada, as calhas
de cabos e calha DIN, recebendo a informação da
dimensão e corte diretamente do Eplan, reduzindo os custos com a otimização do corte. A Autex/
Cutex é uma máquina automatizada de réguas
de bornes com 40 compartimentos para terminais/bornes e rotulagem dos terminais na calha.
O Averex direciona-se para a automatização de
eletrificação de platines, com corte, isolamento,
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
44
cravamento e etiquetagem do fio e colocação dos
cabos pela calha e fixação do fio nos componentes. O Panel Scout permite o controlo, ensaio e
testes de armários com verificação de ligações,
pontos de medição +24 VDC, monitorização e registo de resultados. O Perforex é um centro de
maquinação CNC de 4 eixos para a modificação
mecânica de armários que permite a perfuração,
furos roscados, fresagem circular e abertura de
rasgos em todos os materiais (aço galvanizado,
aço pintado, inox, alumínio, diferentes plásticos
e cobre). Por último apresentou a Assemblex que
é uma bancada de trabalho com 3 versões diferentes, uma articulação vertical e regulável em
altura, destinada à eletrificação de platines.
A complementaridade dos produtos das empresas organizadoras do PLC é a base da parceria
de sucesso existente e a grande adesão ao evento
por parte do mercado que comprova exatamente
isso. Ao longo das 9 edições criaram um evento
o mais dinâmico possível e inovador, com valor
no mercado. Por isso mesmo, já há alguns anos
que o evento começa com uma apresentação
mais formal e teórica dos produtos e soluções,
e da parte da tarde decorre uma demonstração
das soluções e produtos apresentados antes,
num espaço mais aberto e onde há uma enorme
interatividade entre os participantes e os profissionais das empresas organizadoras.
empresas
Schneider Electric
e Autodesk parceiras para
a evolução do ciclo de vida
de edifícios
A Schneider Electric,
especialista global
em gestão de energia, e a Autodesk Inc. (NASDAQ:
ADSK), líder mundial em desenho 3D, engenharia e software e serviços de entretenimento,
assinam um Memorando de Entendimento que
firma a colaboração entre ambas para a evolução das atuais práticas de gestão do ciclo de vida
dos edifícios, com base no Building Information
Modeling (BIM).
No âmbito desta colaboração, as empresas
encontram-se em fase de exploração de formas
de complementaridade mútua para tornar os
edifícios energeticamente mais eficientes, desde
o seu desenho e construção até às fases de
manutenção e fim de vida. A colaboração poderá
ainda incluir o desenvolvimento de novas soluções e serviços para as áreas de gestão de energia, controlo e automação de edifícios e gestão
de workspace.
Os esforços conjuntos visam conciliar o conhecimento e know-how da Schneider Electric em
soluções de distribuição elétrica e gestão de
energia e edifícios, com o portfólio de software
de design e construção de base BIM da Autodesk,
como o Autodesk Revit e o Autodesk BIM 360.
Atualmente, os edifícios consomem cerca de
40% da energia, 25% da água, 40% dos recursos
globais e emitem cerca de 1/3 das emissões de
gases de efeito estufa. Os edifícios residenciais
e comerciais consomem aproximadamente 60%
da eletricidade mundial. Contudo, apresentam
também forte potencial para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa.1
A mudança para processos BIM digitais é parte
da solução para tornar casas e edifícios energeticamente mais eficientes ao permitir mais
versatilidade e a sustentabilidade a longo prazo.
O BIM é um processo que começa pela criação de
um modelo 3D inteligente para captar, explorar
e armazenar dados dos edifícios associados ao
planeamento, design, construção e operacionalidade. A informação mantém-se coordenada e
consistente no modelo durante todo o processo e
suporta a simulação, análise e colaboração para
facilitar melhores tomadas de decisão.
“O caminho para chegar a um futuro com edifícios de elevada performance sustentável começa
com uma visão global do ciclo de vida dos edifícios, desde o seu design, construção e operação,
incluindo adaptações às necessidades de negócio e
das organizações,” refere Jean-Luc Meyer, Vice-Presidente Sénior de Estratégia da Schneider
Electric.
“O anúncio desta parceria reflete o trabalho de
décadas da Schneider Electric no desenvolvimento
de soluções integradas para a gestão de edifícios
que permitem reduzir o consumo de energia, custos
operacionais e melhorar a performance de negócio.
Vemos grande potencial na digitalização do processo
do ciclo de vida dos edifícios e acreditamos que a
colaboração com a Autodesk vai contribuir a longo
prazo para uma transformação profunda da indústria da construção, trazendo grandes benefícios para
os utilizadores e contribuindo para a solução do
desafio energético,” adianta Jean-Luc Meyer.
“Ao longo dos anos, a Autodesk tem sido uma proponente ativa no design e construção de edifícios,
parcialmente por equiparmos os nossos clientes
com ferramentas BIM que permitem uma anáRevista Animee
45
empresas
lise energética rápida e exata. A fase operacional
e de manutenção dos edifícios é uma excelente
oportunidade para impulsionar a eficiência energética a longo prazo, consciencializando os gestores. Estamos entusiastas com a parceria com a
Schneider Electric e com a exploração de fórmulas
para fazermos chegar novas soluções ao mercado,
capazes de expandir a eficiência energética ao longo
de todo o ciclo de vida dos edifícios,” constata Amar
Hanspal, Vice-Presidente Sénior de Information
Modeling & Platform Group da Autodesk.
United Nations Environment Programme (UNEP).
http://www.unep.org/sbci/AboutSBCI/Background.asp
1
Vestas França e Schneider
Electric renovam contrato
A especialista global em gestão de energia
continua responsável pelo fornecimento e
manutenção dos quadros de Média Tensão
instalados em das turbinas eólicas da Vestas
A Vestas França assinou a
renovação do contrato com
a Schneider Electric, que continua assim a ser o
fornecedor de quadros de Média Tensão (interruptores e proteções por disjuntor) para a líder
em de turbinas eólicas.
A renovação do contrato por mais 3 anos é
demonstrativa do apoio da Vestas à produção
local e, simultaneamente, da sua confiança no
know-how e competências das diversas equipas
da Schneider Electric, espalhadas por todo o
país.
Por seu lado, a Schneider Electric comprometese em assegurar a manutenção dos quadros de
Média Tensão. A proximidade geográfica das
suas equipas dos serviços aos parques eólicos da
Vestas contribui para a maximização da disponibilidade das suas turbinas.
“O conhecimento e a perícia da Schneider, enquanto
especialista, são mais uma vez reconhecidos, deixando-nos orgulhosos. O serviço que asseguramos
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
46
aos parques eólicos da Vestas em França é essencial para o perfeito cumprimento dos requisitos
das redes elétricas,” declara Nadège Petit, Vice-Presidente Energy BU da Schneider Electric.
“Estou confiante no sucesso desta parceria e
espero que seja também uma oportunidade de
crescimento conjunto, em que seja desenvolvido
todo o potencial da colaboração entre a Vestas
e a Schneider,” comenta Nicolas Wolff, Chief
Executive da Vestas França.
Sobre a Vestas em França
A Vestas, considerada líder na produção de turbinas
eólicas em França em 2013, tem vindo a oferecer ao
mercado francês mais de 2 000 MW e tem já 1 000 turbinas instaladas. As dependências da Vestas em Paris
e em Montpellier, bem como uma rede de oito centros
de serviços espalhados pelo país, asseguram a máxima
disponibilização e produção de energia nos parques
eólicos. Atualmente, a Vestas França emprega mais de
250 colaboradores.
empresas
Elvas: soluções de elevada
eficiência energética em
campus e iluminação viária com
as luminárias voltana
ONO
54%
IA G
EC
ESCOLAS BÁSICAS DA BOA FÉ E SANTA LUZIA
No âmbito da procura de soluções de eficiência
energética que o município de Elvas tem vindo a
procurar, foram realizadas intervenções simples
de substituição de luminárias de descarga por
tecnologia LED em duas escolas do ensino básico do concelho: Escolas Básicas da Boa Fé e Sta.
Lúzia. A intervenção centrou-se na substituição
de luminárias de VSAP com consumo unitário de
120W, por luminárias com tecnologia LED com
um consumo total de 56W. As luminárias utilizadas nesta intervenção foram o modelo VOLTANA
2 [email protected]/5137/NW com um fluxo luminoso de
5.565 Lm. Esta substituição permite uma poupança direta de sensivelmente 54% de energia
elétrica consumida por hora.
M
B
LO A
Assim, as luminárias existentes, de VSAP – Vapor de Sódio Alta Pressão, com uma potência
nominal de 250W e um consumo aproximado de
300W, foram substituídas por luminárias viárias
modelo VOLTANA [email protected] (Fluxo de 10,4 kLm)
com uma potência total de 110W (regime pleno).
De forma a maximizar as poupanças oferecidas
pela tecnologia LED, as novas luminárias foram
parametrizadas com um perfil de redução de fluxo automático e autónomo, passando o consumo
para 78W, durante grande parte do período da
noite.
Em termos energéticos, a redução do consumo
cifra-se na ordem dos 73%, o mesmo valor da redução das emissões de CO2 eq.
L
L
73%
IA G
EC
M
ONO
média de 23 Lux e uma uniformidade média de
59%) aumentaram a segurança e conforto dos
utilizadores.
B
LO A
CIRCULAR DE ELVAS – A iluminação da circular
de Elvas, uma das principais entradas e vias de
circulação da cidade, foi recentemente objeto de
uma atualização que passou pela substituição
das antigas luminárias com lâmpadas de descarga por luminárias com tecnologia LED, oferecendo consideráveis economias, tanto no consumo
energético como nas emisões de CO2eq.
Apesar desta enorme redução na potência instalada os níveis de iluminação obtidos (1,74 cd/m2,
Revista Animee
47
empresas
As luminárias Led Schréder
homologadas pela EDP
No âmbito do “Sistema de Qualificação de Fornecedores de Luminárias de Iluminação Pública:
Tecnologia LED” realizado pela EDP, as principais luminárias da gama LED da Schréder Iluminação foram qualificadas de acordo com a DMAC71-111/N (Jul.2013).
Esta qualificação atesta a conformidade das luminárias da Schréder com os requisitos exigidos
pela EDP aos produtos destinados a instalação na
rede de iluminação pública. Da lista de produtos
aprovados fazem parte as seguintes luminárias:
Ampera, Cascais, Hapiled, Kio, Nano, Neos, Piano, Ribeira, Teceo, Valentino e Voltana, num total
de 108 referências distintas. Esta larga lista de
produtos aprovados e qualificados para utilização
na rede elétrica explorada pela EDP, distingue-
HapiLED
Com efeito, se no design – do clássico e tradicional
ao moderno e contemporâneo – os modelos agora aprovados podem responder a praticamente
todo o tipo de aplicações de iluminação exterior,
também na fotometria se encontra resposta para
todos dos desafios nesse campo. Com lumen
packages que variam entre os 1200 e os 26500
lumens e uma coleção de lentes com vários tipos de distribuições fotométricas disponíveis, as
luminárias da Schréder agora qualificadas tanto
podem iluminar uma estreita passagem pedonal,
como qualquer tipo de via de tráfego automóvel,
áreas residenciais, parques, praças, ciclovias,
etc.
Piano
Voltana
Teceo
Ampera
Nano LED
Neos LED
Valentino
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
48
-se pela variedade no design e por uma grande
versatilidade fotométrica.
Cascais LED
Ribeira LED
Kio LED
empresas
Porto recebe o arranque
das comemorações da
multinacional
2015 é o ano de celebração dos 110 anos
da Siemens em Portugal
• A abertura do ano da Alemanha na Casa da
Música assinala o início das comemorações
dos 110 anos de presença da Siemens em
Portugal, que vão marcar todo o ano de 2015
• Foi na cidade do Porto, há mais de 110 anos,
que a Siemens, ainda antes de estar formalmente constituída como empresa, começou a
sua atividade em território nacional
A Siemens escolheu a abertura do ano da Alemanha na Casa da Música, no Porto, para o início das
comemorações dos 110 anos da sua presença em
Portugal. A empresa regressa assim onde tudo
começou – à cidade do Porto – onde, há mais de
110 anos, e antes de estar formalmente constituída e do uso da energia elétrica estar vulgarizado,
a Siemens, através do seu representante Emílio
Biel (cidadão alemão, residente no Porto), equipou
os elétricos da Companhia de Carris no Porto com
motores, substituindo a tração animal. Desde então o apoio a Portugal tem continuado nas diversas
áreas estratégicas para a competitividade do país.
Para além deste apoio ao ano da Alemanha, a ligação da Siemens à Casa da Música remonta a
2006 quando a empresa desenvolveu e instalou
uma solução cénica naquele que é considerado
o mais inovador equipamento cultural portuense,
que permite diminuir o tempo de intervalo entre
os espetáculos realizados.
110 Anos de projetos estruturantes em
Portugal
A Siemens tem participado em múltiplos projetos estruturantes para Portugal durante os úl-
timos 110 anos. Do processo de eletrificação do
país, ao desenvolvimento do transporte ferroviário, passando pelo fornecimento de equipamentos médicos para as mais variadas unidades de
saúde nacionais e pelo lançamento das redes de
telecomunicações de última geração, a presença
da Siemens revelou-se decisiva nos avanços tecnológicos determinantes para a modernização e
competitividade do país.
O primeiro negócio da Siemens no nosso país foi
o fornecimento de um forno para a indústria vidreira da Marinha Grande em 1876, contribuindo assim para o arranque de uma das indústrias
emblemáticas nacionais. Este contrato marcou
indelevelmente a presença da Siemens em Portugal e, desde então, a empresa participou em
investimentos essenciais para o reforço do tecido
industrial, como o processo de eletrificação do
território nacional e o desenvolvimento da rede
ferroviária nacional.
Marcos Históricos
• 1876 – Fornecimento de um forno contínuo
com regeneração do calor, de origem Siemens, para a indústria vidreira na Marinha
Grande.
• 1885 – Equipamentos Siemens são divulgados
e instalados em Portugal por Emílio Biel, consignatário de equipamentos elétricos. A primeira instalação elétrica ocorreu nos Armazéns Andersen (Porto).
Revista Animee
49
empresas
• 1895 – Motores Siemens equipam elétricos da
•
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•
Companhia Carris, no Porto.
1905 – Início oficial da atividade da Siemens
em Portugal.
1913 – Fornecimento de equipamentos para
a central hidroeléctrica de Santa Rita (Fafe) e
para a central termoeléctrica de Massarelos
(Porto).
1934 – Estabelecimento da Siemens, S.A.R.L e
passagem das instalações da empresa para a
Rua Augusta.
1955 – Fornecimento de 24 carruagens automotoras para o Metropolitano de Lisboa.
1964 – A Siemens inicia a atividade fabril em
Portugal, através da aquisição da Motra –
Equipamentos Eléctricos, S.A.R.L., produtora
de motores e transformadores, antes sob licença Siemens e pertencente à Enae.
1971- Arranque da nova Fábrica em Évora,
produtora de relés (material de telecomunicações).
1992 – Constituição da Fábrica do Seixal, Fábrica de Disjuntores e Quadros Elétricos, e integração na Siemens, S.A. (atualmente Fábrica de Corroios).
1996 – Constituição da Siemens Semicondutores, S.A., Vila do Conde.
1998 – Participação da Siemens, S.A. na
Expo’98, como patrocinadora e fornecedora de
equipamentos e serviços.
2002 – Adjudicação do projeto “chave na mão”
para o Metro Sul do Tejo: material circulante e
infraestruturas eletromecânicas.
2004 – Fornecimento de soluções integradas
para nove dos dez estádios de futebol do Euro2004.
2005 – Celebração do 100º Aniversário da Siemens em Portugal
2007 – Inauguração do Terminal 2, desenvolvido em regime chave-na-mão, do Aeroporto
de Lisboa e do Hospital da Luz, para a qual
foi criada uma solução chave-na-mão que integrou produtos e serviços de quase todas as
áreas de negócio da empresa.
2008 – Início da construção da central de Ciclo
Combinado do Pego. A Siemens desenvolveu
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
50
•
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•
soluções para três das quatro centrais de ciclo
combinado do País.
2009 – Novo Contrato para programa de manutenção de longa duração para central de ciclo combinado da Tapada do Outeiro.
2010 – Assinatura de protocolo com EMEF, que
tem como objetivo desenvolver e criar competências nacionais e projetá-las nos mercados
externos, contribuindo assim para a sustentabilidade do sector ferroviário português.
2011 – Contrato para o fornecimento de 300
carregadores para veículos elétricos para o
programa MOBI.E.
2012 – A empresa reforçou o seu apoio à Siemens Angola. O primeiro grande marco da
empresa neste mercado foram os quatro aeroportos com base no conceito CapacityPlus®
nas cidades de Soyo, Dundo, Saurimo e Luena.
2013 – Como resultado do novo alinhamento regional da empresa, a Siemens Portugal
foi identificada, pela Siemens AG, como lead
country, responsável por dar apoio ao desenvolvimento do negócio da Siemens em Angola
e em Moçambique.
2014 – O número de Centros de Competências
da Siemens em Portugal aumentou para 14,
com a abertura do Global Service IT – Global
Operation Lisbon, vocacionado para a área do
Corporate IT Automation, e do Business Administration Support Center, que atua na área da
Gestão de Imobiliário.
2015 – A Siemens comemora seu 110º aniversário em Portugal.
O investimento em áreas estratégicas para o país
– como a eletrificação, a automação e a digitalização – continua a ser a prioridade da Siemens,
com o objetivo de lançar Portugal para posições
cimeiras nestes setores de atividade, através de
soluções de excelência e serviços de real valor
acrescentado.
www.siemens.pt/110anos
empresas
WEG anuncia aquisição da
Efacec Energy Service Ltda
A WEG anunciou a
aquisição da Efacec
Energy Service
Ltda.
(“Efacec
Service”), empresa
que actua na manutenção em transformadores de força, motores,
geradores, disjuntores e em serviços de engenharia de campo para diversos segmentos industriais de energia.
A Efacec Service tem mais de 20 anos de experiência na prestação de serviços em transformadores e máquinas rotativas de média potência,
ocupando uma área de 6.500 metros quadrados
em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, na
Região Metropolitana do Recife.
Com 100 colaboradores, a empresa actua predominantemente no Nordeste do Brasil. Em 2013, as
receitas da Efacec Service atingiram aproximadamente R$ 16 milhões (cerca de € 5 milhões).
De acordo com o Director Superintendente da
WEG T&D, Carlos Prinz, “a Efacec Service vai
consolidar a nossa presença nesta região de
rápido crescimento e aumentar a nossa competitividade em mercados importantes, como energia eólica e subestações industriais”.
WEG entre as melhores
do mundo em Liderança
A WEG está entre as 25 melhores empresas
do mundo em Liderança e Desenvolvimento de
Talentos, conforme o ranking Top Companies for
Leaders 2014, realizado pela Hewitt Associates –
uma empresa global de consultoria de RH.
de sucessão, identificação e desenvolvimento de
talentos, remuneração e gratificações.
Considerado o mais completo estudo de liderança no mundo, o ranking tem o objectivo de
avaliar como as empresas escolhem, desenvolvem e mantêm os seus líderes e determina a
correlação entre as práticas de liderança e os
resultados financeiros da empresa. A WEG ficou
com o 15.a lugar.
• Gestão profissional: habilidade na identificação de experiências, competências, valores e
forma de organização.
• Consciência: gestores capazes de perceber
e transformar as suas forças e fraquezas em
estratégia eficaz de liderança.
• Resiliência: ambiente favorável para cultura
inclusiva.
• Sustentabilidade: continuidade ao processo
de liderança e na retenção de líderes.
• Liderança envolvente: profissionais versáteis
e atentos ao meio profissional e pessoal.
Entre os itens avaliados estão: estratégia de liderança, plano de acção, vínculo entre as práticas
de liderança e a estratégia de negócios, envolvimento, diversidade da liderança, gerenciamento
A análise da Aon Hewitt selecionou cinco características chaves e comuns entre as empresas
seleccionadas:
Revista Animee
51
empresas
Projecto customizado
de automação WEG
é destaque no parque
industrial BMW Group
O cenário cada vez mais competitivo na indústria
exige ações eficazes e o controlo de todos os
processos. Ao implantar o seu primeiro parque
industrial no Brasil, o BMW Group escolheu a
WEG para fornecer um pacote de soluções para
a distribuição e gestão da energia da fábrica,
localizada em Araquari/SC.
Em Abril de 2014, a empresa entregou ao BMW
Group Brasil uma subestação principal (138kV),
sete subestações secundárias (13,8kV), e a automação das subestações, além de quadros de
distribuição e manobra de média tensão, transformadores, quadros de distribuição de baixa
tensão e bancos de capacitores.
confiabilidade e disponibilidade, operação clara
e objectiva, além de facilidade de gestão para as
equipas de manutenção. Para responder a estas
exigências, a WEG forneceu sistemas de automação completamente integrados, onde todas as
informações das subestações estão disponíveis
no sistema de supervisão. Ao conhecer as necessidades do cliente, a WEG também desenvolveu
painéis customizados, que unem conceitos de
compactação e uma elevada capacidade de condução de corrente de até 5000A.
Todos estes equipamentos possuem integração
de automação e proteção eléctrica por meio de
fibras ópticas, que utilizam uma comunicação
de alta velocidade, em que diversos dados são
adquiridos e replicados para uma central instalada na subestação principal.
O controlo dos processos do BMW Group requer
sistemas de automação com elevado grau de
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
52
“A WEG correspondeu plenamente às expectativas da BMW em relação à qualidade e assistência durante o desenvolvimento e execução
do projeto. Os seus engenheiros desempenharam um papel importante no cumprimento dos
objetivos e auxiliaram-nos. Ficamos gratos em
poder estabelecer a cooperação e parceria com
a WEG”, afirma Roberto Bradaschia, gerente de
projetcos sénior do BMW Group Brasil.
calendário fiscal
março 2015
Imposto do Selo:
1– Pagamento, até ao dia 20 (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT), do imposto cobrado no mês anterior, mediante apresentação
da declaração de retenções.
Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares:
2– Até dia 10, entrega da Declaração Mensal de Remunerações, por transmissão electrónica de dados, pelas entidades devedoras
de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excluídos de tributação, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Código do IRS, para comunicação daqueles rendimentos e respectivas retenções de
imposto, das deduções efectuadas relativamente a contribuições obrigatórias para regimes de protecção social e subsistemas
legais de saúde e a quotizações sindicais, relativas ao mês anterior.
3– Pagamento, até ao dia 20 (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT), mediante apresentação da declaração de retenções, do:
1Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e pensões (cat. H), bem como o
relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.
2Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. E) e prediais (cat.
F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada.
4– Até ao dia 31:
1Entrega em suporte de papel, da declaração modelo 3 pelos sujeitos passivos que hajam recebido ou a quem tenham sido colocados à disposição apenas rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões): (Os novos prazos, constates do
artigo 60.o do código do IRS republicado, serão aplicados apenas a partir de 01/01/2016)
2Entrega da declaração de alterações, pelos sujeitos passivos de IRS, que pretendam alterar o regime de determinação do rendimento e que reunam as condições para exercer a opção (art. 28.o do CIRS)
5– Até ao dia 31:
1 Retenção na fonte de IRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter
o IRS sobre os rendimentos, sujeitos a retenção, das categorias B e F e E e não estejam sujeitos a taxas liberatórias).
2 Retenção do IRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.
6– Durante Março e até ao fim Julho, entrega da Declaração Modelo 31 via Internet, à DGCI, pelas entidades devedoras dos rendimentos sujeitos a retenção na fonte, a taxas liberatória cujos titulares beneficiem de isenção, dispensa de retenção ou sujeitos a taxa
reduzida e sejam residentes em território português.
Imposto sobre o Valor Acrescentado:
7– Até ao dia 10 (regime normal-mensal):
1 Remessa, por transmissão electrónica de dados, da declaração periódica relativa ao mês de Janeiro, acompanhada dos respectivos anexos. O pagamento do imposto deverá ser efectuado nas Tesourarias da Fazenda Pública com sistema local de cobrança,
Multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes.
2 O contribuinte, neste regime, que não realize quaisquer operações tributáveis fica igualmente obrigado a enviar a declaração
periódica.
8– Até ao dia 20, entrega da Declaração Recapitulativa por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime
normal mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados
Membros, no mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do Artigo 6.o do CIVA, e para os sujeitos passivos
do regime normal trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha no trimestre
em curso (ou em qualquer mês do trimestre) excedido o montante de € 50 000
9– Até ao dia 25, comunicação por transmissão electrónica de dados dos elementos das faturas emitidas no mês anterior pelas
pessoas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui
pratiquem operações sujeitas a IVA.
10–Entrega, até ao dia 31, pelos sujeitos passivos do regime especial dos pequenos retalhistas da declaração 1 074, relativa às aquisições efectuadas durante o ano anterior e ainda dos mapas recapitulativos de acordo com o artigo 60.o do CIVA, se for caso disso.
Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas:
11– Pagamento, até ao dia 20, mediante apresentação da declaração de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT), das
importâncias deduzidas por retenção na fonte de IRC, nos termos do artigo 94. o do CIRC, durante o mês anterior.
12– Até ao dia 31:
1 Retenção na fonte de IRC, relativamente aos rendimentos obtidos em território português, referidos no artigo 94.o do CIRC,
(excepto os referidos nos artigos 97.o e 98.o do CIRC).
2Efectuar o pagamento especial por conta ou a 1.a prestação, excepto os contribuintes abrangidos pelo regime simplificado, caso
se verifiquem as condições previstas no artigo 93.o do Código do IRC.
3Entrega por transmissão electrónica de dados, da declaração de opção ou da declaração de alterações relativa ao regime especial
de tributação de grupos de sociedades.
13– Durante o mês e até 31 de Maio, entrega por transmissão electrónica de dados, da Mod.22 (declaração periódica de rendimentos)
pelas entidades cujo período de tributação coincida com o ano civil.
Segurança Social:
14– Pagamento do dia 10 ao dia 20, das contribuições relativas ao mês anterior. Envio das folhas de ordenados e salários de 1 a 10.
Código de Procedimento e de Processo Tributário:
15– Sem prejuízo do andamento do processo, pode efectuar-se qualquer pagamento por conta do débito, desde que a entrega não seja
inferior a 3 unidades de conta.
Imposto Único de Circulação:
16–IUC, relativo a veículos cuja data do aniversário da matrícula ocorra no presente mês.
(Fonte: Publifiscal – Fiscalidade, Estudos e Publicações, Lda.)
Revista Animee
53
calendário fiscal
abril 2015
Imposto do Selo:
1– Até ao dia 20:
1 Pagamento (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT) do imposto cobrado no mês anterior, mediante apresentação da declaração de retenções.
2 Pagamento da totalidade do Imposto do Selo previsto na verba n.o 28 da Tabela Geral, se igual ou inferior a € 250, ou a 1.a prestação, se superior.
Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares:
2– Até ao dia 10, entrega da Declaração Mensal de Remunerações, por transmissão eletrónica de dados, pelas entidades devedoras
de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excluídos de tributação, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Código do IRS, para comunicação daqueles rendimentos e respetivas retenções de
imposto, das deduções efetuadas relativamente a contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e subsistemas legais
de saúde e a quotizações sindicais, relativas ao mês anterior.
3– Pagamento, até ao dia 20, mediante apresentação da declaração de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT) do:
1Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e pensões (cat. H), bem como o
relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.
2Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. E) e prediais (cat.
F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada.
4– Até ao dia 30:
1 Retenção na fonte de IRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter
o IRS sobre os rendimentos, sujeitos a retenção, das categorias B e F e E que não estejam sujeitos a taxas liberatórias.
2 Retenção do IRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.
5– Até 30 de Abril, entrega, pela Internet, da declaração modelo 3 pelos sujeitos passivos que hajam recebido ou tenham sido colocados à sua disposição apenas rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões) (Artigo 57.o e 60.o do CIRS)*. Se
tiverem auferido rendimentos destas categorias no estrangeiro, juntarão à declaração o Anexo J. Se tiverem Benefícios Fiscais
apresentarão, em conjunto com a declaração de rendimentos, o Anexo H.
6–Entrega até dia 30 da Declaração de rendimentos Modelo 3 em suporte de papel com anexos, pelos sujeitos passivos com rendimentos das Categoria A (trabalho dependente), B (empresariais e profissionais), E (capitais), F (prediais), G (mais-valias) ou H (pensões). Se tiverem auferido rendimentos destas categorias no estrangeiro, juntarão à declaração o Anexo J. Se tiverem Benefícios
Fiscais apresentarão, em conjunto com a declaração de rendimentos, o Anexo H (Artigo 60.o do CIRS) *
7– Durante Abril e até ao fim Julho, entrega da Declaração Modelo 31 via Internet, à DGCI, pelas entidades devedoras dos rendimentos sujeitos a retenção na fonte, a taxas liberatórias cujos titulares estejam isentos, dispensados de retenção ou sujeitos a taxa
reduzida e sejam residentes em território português.
8–Entrega, durante o mês e até 15 de Julho da Declaração Anual de Informação Contabilística e Fiscal, via Internet, pelos sujeitos
passivos de IRS, com os correspondentes anexos.
Imposto sobre o Valor Acrescentado:
9– Até ao dia 10 (regime normal-mensal)
1 Remessa, por transmissão electrónica de dados, da declaração periódica relativa ao mês de Fevereiro, acompanhada dos respectivos anexos. O pagamento do imposto deverá ser efectuado nas Tesourarias da Fazenda Pública com sistema local de cobrança,
multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes.
2 O contribuinte, neste regime, que não realize quaisquer operações tributáveis fica igualmente obrigado a enviar a declaração
periódica.
10–Entrega até ao dia 20 da Declaração Recapitulativa por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal
mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no
mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do artigo 6.o do CIVA, e para os sujeitos passivos do regime
normal trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha no trimestre em curso
(ou em qualquer um dos 4 trimestres anteriores) excedido o montante de € 50 000.
11– Até ao dia 25, comunicação por transmissão eletrónica de dados dos elementos das faturas emitidas no mês anterior pelas pessoas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento, estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui
pratiquem operações sujeitas a IVA.
12–Entrega, durante este mês e até ao dia 20 de Maio, da declaração Modelo P2 ou da guia Modelo 1074,pelos retalhistas sujeitos ao
regime de tributação previsto no artigo. 60.o do CIVA, consoante haja ou não imposto a pagar, relativo ao 1.o Trimestre.
Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas:
13– Pagamento, até ao dia 20, mediante apresentação da declaração de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT), das
importâncias deduzidas por retenção na fonte de IRC, nos termos do artigo 94.o do CIRC, durante o mês anterior.
14– Retenção na fonte de IRC, até ao dia 30, relativamente aos rendimentos obtidos em território português, referidos no artigo 94.o do
CIRC, (excepto os referidos nos artigos 97.o e 98.o do CIRC).
15– Durante o mês e até 31 de Maio, entrega da declaração periódica de rendimentos Modelo 22, por transmissão eletrónica de dados,
pelas entidades sujeitas a IRC, cujo período de tributação seja coincidente com o ano civil.
16–Neste mês e até 15 de Julho, entrega da Informação Empresarial Simplificada – IES/Declaração Anual, por transmissão eletrónica
de dados, pelos sujeitos passivos de IRC, cujo período de tributação seja coincidente com o ano civil, com os correspondentes
anexos.
Segurança Social:
17– Pagamento, de 10 a 20 das contribuições relativas ao mês anterior e envio das folhas de ordenados e salários de 1 a 10.
Código de Procedimento e de Processo Tributário:
18– Sem prejuízo do andamento do processo, pode efectuar-se qualquer pagamento por conta do débito, desde que a entrega não seja
inferior a 3 unidades de conta.
Imposto Municipal sobre Imóveis:
19– Pagamento, até ao dia 30, da 1.a prestação, ou da totalidade se a colecta for igual ou inferior a € 250.
Imposto Único de Circulação:
20–IUC, relativo a veículos cuja data do aniversário da matrícula ocorra no presente mês.
* Os novos prazos, constates do artigo 60.o do código do IRS republicado, serão aplicados apenas a partir de 01/01/2016)
(Fonte: Publifiscal – Fiscalidade, Estudos e Publicações, Lda.)
n.o 335 - janeiro / fevereiro 2015
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cotações
TAXAS CÂMBIOS DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2014
DIA
1
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7
8
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10
11
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16
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21
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27
28
29
30
COTAÇÃO MÉDIA
LIBRA
0,7808
0,7819
0,7843
0,7862
0,7834
0,7852
0,7836
0,7836
0,7912
0,7944
0,7989
0,7994
0,7996
0,7989
0,7921
0,7916
0,7929
0,7910
0,7920
0,7953
0,7903
DOLAR
1,2493
1,2514
1,2480
1,2517
1,2393
1,2486
1,2424
1,2424
1,2456
1,2436
1,2496
1,2514
1,2535
1,2539
1,2422
1,2410
1,2424
1,2475
1,2480
1,2483
1,2470
F.SUIÇO
1,2054
1,2055
1,2043
1,2045
1,2040
1,2028
1,2024
1,2024
1,2018
1,2015
1,2013
1,2013
1,2014
1,2014
1,2024
1,2027
1,2030
1,2026
1,2022
1,2018
1,2027
Fonte: Cotações Indicativas do Banco de Portugal
COTAÇÕES DE METAIS – NOVEMBRO 2014
DIA
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
COT. MÉDIA
OURO
934,72
933,11
936,14
911,20
925,85
943,36
937,05
933,33
934,59
946,30
954,13
955,42
1045,16
1047,22
966,19
962,65
959,53
953,83
954,43
PRATA
12,93
12,85
12,84
12,25
12,44
12,65
12,63
12,58
12,58
12,96
12,97
13,16
13,38
13,41
13,41
13,36
13,23
12,99
12,92
PLATINA
993,36
988,49
978,13
960,69
974,74
973,09
965,63
963,79
959,71
961,91
962,11
968,18
981,08
982,27
982,21
979,00
980,85
974,04
973,85
PALÁDIO
640,36
643,28
628,61
604,86
618,09
618,29
621,22
621,15
617,40
617,00
622,26
624,45
633,55
636,91
637,31
635,27
643,19
644,32
628,19
COBRE
5443,85
5358,40
5325,32
5337,54
5422,82
5394,44
5383,13
5435,05
5423,49
5383,56
5403,33
5341,22
5357,00
5333,76
5466,11
5423,85
5389,57
5329,86
5305,69
5219,50
5373,87
CHUMBO
1600,90
1603,80
1582,53
1581,45
1611,39
1625,02
1624,28
1637,15
1623,72
1628,34
1618,52
1611,79
1616,27
1608,58
1658,35
1648,67
1658,89
1640,08
1654,65
1623,81
1622,91
ZINCO
1863,84
1826,75
1778,04
1771,59
1797,79
1820,44
1800,55
1830,73
1829,24
1803,23
1793,77
1788,40
1780,22
1783,64
1850,75
1853,34
1841,19
1821,64
1819,31
1784,03
1811,93
ALUMINIO
1645,72
1638,56
1633,01
1639,77
1675,95
1634,63
1624,28
1659,69
1657,84
1624,72
1640,12
1610,60
1615,48
1608,58
1672,44
1659,95
1677,40
1682,57
1681,89
1659,46
1647,13
PETRÓLEO
67,86
66,18
66,47
66,20
67,29
65,95
65,74
64,70
62,56
63,47
62,71
62,31
63,27
64,69
64,21
63,05
62,32
56,20
64,17
Nota: Ouro, Prata, Platina e Paládio = Euros / Onça ( Onça=28.3495 Gr.) – Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. – Petróleo = Euros/Barril
Revista Animee
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cotações
TAXAS CÂMBIOS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2014
DIA
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
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28
29
30
31
COTAÇÃO MÉDIA
LIBRA
0,7927
0,7936
0,7862
0,7861
0,7881
0,7845
0,7902
0,7897
0,7927
0,7925
0,7936
0,7965
0,7932
0,7865
0,7847
0,7849
0,7867
0,7865
0,7842
0,7823
0,7789
0,7883
DOLAR
1,2469
1,2424
1,2331
1,2311
1,2362
1,2258
1,2369
1,2392
1,2428
1,2450
1,2426
1,2537
1,2448
1,2285
1,2279
1,2259
1,2213
1,2219
1,2197
1,2160
1,2141
1,2331
F.SUIÇO
1,2028
1,2040
1,2032
1,2035
1,2021
1,2023
1,2021
1,2024
1,2012
1,2010
1,2011
1,2009
1,2010
1,2052
1,2039
1,2035
1,2032
1,2025
1,2028
1,2028
1,2024
1,2026
Fonte: Cotações Indicativas do Banco de Portugal
COTAÇÕES DE METAIS – DEZEMBRO 2014
DIA
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
COT. MÉDIA
OURO
958,38
962,65
971,70
982,05
974,92
972,69
972,71
993,04
986,68
985,61
983,49
951,62
958,43
968,09
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
648,67
PRATA
12,93
13,01
13,36
13,34
13,32
13,27
13,22
13,79
13,73
13,71
13,71
12,87
12,97
12,81
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
8,86
PLATINA
976,82
981,97
983,86
1006,42
999,43
996,08
996,04
1003,63
995,49
992,77
988,65
961,39
968,27
967,52
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
658,02
PALÁDIO
647,21
647,13
649,58
648,20
644,72
653,04
646,29
651,39
654,57
656,71
655,08
635,72
640,26
633,05
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
431,57
COBRE
5120,70
5195,59
5231,53
5272,52
5287,17
5274,51
5175,03
5225,95
5207,19
5242,17
5279,25
5096,91
5065,87
5169,31
5249,21
5242,27
5210,02
5205,83
5191,44
5205,59
5237,62
5208,84
CHUMBO
1624,03
1624,28
1635,71
1648,93
1639,30
1647,90
1624,22
1617,17
1595,19
1583,94
1580,15
1544,63
1499,84
1509,16
1522,93
1520,52
1525,01
1511,99
1493,81
1491,78
1526,23
1569,84
ZINCO
1760,37
1775,60
1779,66
1800,02
1804,32
1804,54
1766,92
1768,08
1730,77
1746,18
1760,02
1708,94
1698,26
1726,90
1757,47
1777,88
1764,10
1761,60
1750,43
1759,05
1784,86
1761,24
ALUMINIO
1620,82
1621,86
1595,17
1604,26
1619,48
1598,96
1572,48
1573,60
1557,37
1540,56
1542,33
1495,57
1497,03
1537,24
1537,58
1531,94
1516,42
1500,94
1498,32
1509,05
1508,52
1551,40
PETRÓLEO
58,18
56,78
56,70
56,57
55,87
54,00
54,04
51,84
50,92
49,68
49,14
47,75
49,15
48,25
49,99
49,03
50,51
49,30
47,45
47,62
47,22
51,43
Nota: Ouro, Prata, Platina e Paládio = Euros / Onça (Onça=28.3495 Gr.) – Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. – Petróleo = Euros/Barril
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