Marisa Almeida

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Marisa Almeida
Marisa Almeida
Unidade de Ambiente e Sustentabilidade
“Desenvolvimentos no quadro normativo europeu relativo aos produtos da construção”
Seminário “A sustentabilidade e os produtos da Construção”
Tektónica 2012, Lisboa
8, Maio de 2012
01-08-2012
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Sumário
1. Apresentação do CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do
Vidro - Portugal
• Centro de Conhecimento em Materiais e Construção
Sustentável
2. Ciclo de vida dos materiais e sustentabilidade
3. Casos de estudo de materiais de construção inovadores realizados por empresas cerâmicas
4. Projectos realizados em parceria CTCV/empresas
5. Valorização de resíduos na indústria cerâmica - tijolo
6. Conclusões
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Sumário
• Apresentação do CTCV
– Centro de Conhecimento em Materiais e Construção Sustentável
• Ciclo de vida dos materiais e sustentabilidade
• Casos de estudo de materiais de construção inovadores - realizados
por empresas cerâmicas
• Projectos realizados em parceria CTCV/empresas
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1. Apresentação do CTCV –
Centro Tecnológico da
Cerâmica e do Vidro Portuga
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CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro
• Centro para a promoção da inovação e do
desenvolvimento das capacidades técnicas e
tecnológicas das indústrias e serviços da esfera do
habitat.
• Entidade do sistema científico e tecnológico com
competência para o apoio técnico e inovação nas
empresas.
• Dotado de autonomia técnica e financeira, dispõe
de património próprio de carácter associativo,
maioritariamente privado, constituido pelas
Associações Industriais do sector, organismos
dependentes do Ministério da Economia e
empresas
• Promoção do desenvolvimento da qualidade dos
processos industriais e produtos
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CTCV - Actividades
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Ensaios de produto (construção e automóvel)
Análises físico-químicas de matérias-primas e outros
materiais;
Monitorização e caracterização de poluentes em
ambientes interiores e exteriores;
Monitorização de parâmetros de risco para a saúde e
segurança dos trabalhadores no ambiente ocupacional;
Apoio técnico e consultadoria na área dos sistemas de
gestão das organizações;
Apoio técnica na área ambiental e sustentabilidade
(diagnósticos, auditorias, SGA, formação, licença
ambiental, CELE, DAP, análise ciclo de vida, pegada de
carbono, etc)
Prospecção e pesquisa de recursos naturais;
Apoio técnico no suporte à utilização racional e eficiente
da energia
Plataformas informáticas para apoio à gestão;
Formação e informação;
Novos materiais e aplicações (I+D+i);
Design e engenharia de produtos;
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Principais Actividades –
Ambiente e sustentabilidade
• Licenciamento
• Apoio ao licenciamento industrial, • Apoio técnico ao licenciamento ambiental – PDA (5 anos); RAA; ePRTR;
• Apoio técnico ao licenciamento de pedreiras (Plano de pedreira e Plano ambiental de recuperação paisagística)
• Estudos de impacte ambiental (EIA)
•Caracterização de matérias‐primas;
• Formulação de pastas cerâmicas;
• Estudos de incorporação de resíduos;
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Principais Actividades –
Ambiente e sustentabilidade
Sistemas de gestão ambiental (ISO 14001 e EMAS)
• Apoio na implementação: ISO 14001 e EMAS;
• Auditoria ;
Estudos e Diagnósticos:
•Diagnósticos Ambientais; Medidas de Gestão de resíduos;
• Dispersão de poluentes;
•Responsabilidade por danos ambientais
Gestão da economia de carbono:
•CELE (obrigatório), Pegada de carbono, Avaliação de ciclo de vida de produtos
• ISO14040/14044 e Declaração Ambiental de produto
• Rótulo ecológico
• LCM = LCA+ LCC+ LCS - evolução
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Principais Actividades –
Ambiente e sustentabilidade
• Gestão da economia de carbono:
•Verificação interna da gestão de emissões; REGEE; formulários atribuição; medidas de gestão e redução de CO2:
• Implementação de sistemas de gestão de GEE (ISO 14064)
• Pegada de carbono
•Avaliação de ciclo de vida de produtos
• implementação das normas da série ISO14040,
• LCM = LCA+ LCC+ LCS - evolução
• Declaração Ambiental de produto
• normas ISO e CEN (em desenvolvimento)
• Rótulo ecológico
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ACTIVIDADE LMA – Efluentes Gasosos
Amostragem e determinação de Poluentes:
• Partículas *
• NOx*, SO2*, CO*, CO2*, O2*, H2S (Métodos Automáticos)
• Compostos Orgânicos Voláteis (Totais* e Não Metânicos)
• Fluoretos* e Cloretos*
• Metais Pesados*
• SO2*, H2S*, NH3 (Métodos Manuais)
• Dioxinas e Furanos*
(*) ENSAIOS ACREDITADOS
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ACTIVIDADE LMA – Ar Ambiente
Amostragem e determinação de Poluentes:
• PM10 e PM2,5 (Métodos Automáticos – Radiação β)
• NOx – NO2 + NO (Método Automático - Quimiluminescência)
• SO2 (Método Automático – Fluorescência de UV)
• CO* (Método Automático – Espectroscopia de IV)
• Ozono (Método Automático – Fotometria de UV)
• Benzeno, Tolueno e Xileno – BTX (Método Automático –
Cromatografia Gasosa)
(*) ENSAIOS ACREDITADOS
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O CTCV integra parceiras com vista ao
desenvolvimento de novos materiais, produtos,
processos e tecnologias de produção que promovam
a sustentabilidade do Habitat
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• Projetos FUTUROS: - Objectivo geral
1. Constituição de um Centro de Conhecimento em Materiais e Construção
Sustentável, com polivalência funcional e interdisciplinar, alinhado com a
própria estrutura e objectivos do Cluster Habitat Sustentável (Projecto Ancora
do Cluster)
Um Novo Espaço Físico para o Desenvolvimento da Actividade
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2. Ciclo de vida dos
materiais e sustentabilidade
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Desenvolvimento Sustentável
“Desenvolvimento que dê resposta às necessidades do
presente, sem comprometer a possibilidade de as
gerações futuras darem resposta às delas".
Sustentabilidade - engloba aspectos:
– Ambientais
– Económicos
– Sociais - deve servir a comunidade
Para ser sustentável o ciclo de vida de um produto deve ser:
Economicamente
viável
Socialmente
aceitável
Ambientalmente
aceitável
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Desenvolvimento sustentável
Desenvolvimento de um produto
3 P's - Triple Bottom Line -
4 P’s
Ambiental
(Planeta)
PRODUTO
Económico
Social
(Properidade)
(Pessoas)
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Perspectivas futuras – Alinhamento – contexto europeu
Ciclo de vida dos materiais, o Ecodesign , a Eco-inovação e a
Sustentabilidade:
Pensamento do ciclo de vida
Consideração de todos os aspectos ambientais relevantes (produto)
durante todo o seu ciclo de vida
Ecodesign
integração sistemática de considerações ambientais
no processo de design de produtos (bens e serviços).
Política integrada do Produto
Redução de impactes ambientais ao longo do ciclo de vida
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Ciclo de Vida dos Produtos da construção (baseado EN 15804 e EN 15978)
Fornecimento
Transporte
Transporte
Matériasprimas (A1)
Produção
Construção
(A2-A3)
(A4-A5)
Utilização
Ciclo de Vida dos
produtos da
Construção
Reutilização
Reciclagem
(D)
Fim de vida
Desconstrução
(C4)
Transporte
(B1)
Manutenção,
reparação,
substituição
Fase de utilização
Benefícios e
cargas, para além
do ciclo de vida
Fase de Pré - utilização
(B2-B5)
Tratamento residuos
Fase de fim de vida
(C1-C4)
FONTE: EN 15804 e EN 15978
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Factores motivadores
• Política Integrada de Produtos (PIP) – COM2003/302 - estratégia para reduzir
o impacte ambiental dos produtos ao longo do seu ciclo de vida:
– Planos de Acção Nacionais (PAN) - compras públicas para tornar mais
“ecológicos” os contratos públicos de aquisição de bens ou serviço;
– Comissão Europeia identificou dez sectores “prioritários” : “1. Construção
(abrangendo as matérias-primas, (…), bem como produtos de construção,
como janelas, revestimentos de parede e de soalho, (…), aspectos relativos
ao fim de vida útil dos edifícios, serviços de manutenção e execução no local
de contratos de obras”;
– Estratégia Nacional - Compras Públicas Ecológicas 2008-2010 (Resolução do
Conselho de Ministros nº.65/2007);
– Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E. (ANCP):
• Compras ecológicas – grupo APA e ANCP – dá prioridade carbono.
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Apoio no desenvolvimento de declarações
ambientais de produto (DAP)
Factores motivadores do projecto da APICER - SIAC:
•
Necessidade de conhecer o “desempenho ambiental” dos produtos cerâmicos
de construção (ex. tijolos, telhas, pavimento e sanitários) ao longo do seu ciclo
de vida;
•
Necessidade de antecipar requisitos legais (compras ecológicas públicas) e
antecipar outros que possam existir;
•
Cerâmica – forte concorrência de produtos alternativos – ferramenta de
marketing ambiental;
•
Desenvolver um Modelo DAP a nível nacional e alinhado com modelos
reconhecidos – exemplo e modelo de muitas outras indústrias cerâmicas;
Desenvolver ferramenta que possa potenciar a melhoria.
•
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Factores motivadores
Regulamento dos Produtos de Construção (RPC)
Regulamento (UE) n.º 305/2011
Comunicado de Imprensa do Conselho, de 28 Fevereiro de 2011:
- Outros elementos importantes do Regulamento relacionam-se com os
aspectos ambientais e de segurança dos produtos de construção
durante todo o seu ciclo de vida, incluindo a identificação de
substâncias perigosas nos produtos de construção.
Requisitos básicos das obras de construção (RPC – Anexo I):
1. Resistência mecânica e estabilidade
2. Segurança contra incêndio
3. Higiene, saúde e ambiente (enunciado alterado)
4. Segurança e acessibilidade na utilização
5. Protecção contra o ruído
6. Economia de energia e isolamento térmico
7. Utilização sustentável dos recursos naturais
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Factores motivadores
Regulamento dos Produtos de Construção (RPC)
Regulamento (UE) n.º 305/2011
Requisito básico n.º 7 - Utilização sustentável dos recursos naturais (RPC – Anexo I):
As obras de construção devem ser concebidas, realizadas e demolidas de modo a
garantir uma utilização sustentável dos recursos naturais e, em particular, a
assegurar:
a) A reutilização ou a reciclabilidade das obras de construção, dos seus materiais e
das suas partes após a demolição;
b) A durabilidade das obras de construção;
c) A utilização, nas obras de construção, de matérias-primas e materiais
secundários compatíveis com o ambiente.
(…) Para a avaliação da utilização sustentável dos recursos e do
impacto das obras de construção no ambiente, deverão ser utilizadas
declarações ambientais de produtos, quando disponíveis.
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Eco-inovação
• Eco-inovação:
– é aplicada a produtos, técnicas, serviços ou processos ecoinovadores que visam a prevenção ou a redução dos impactes
ambientais ou que contribuem para a optimização da utilização dos
recursos ao longo do ciclo de vida
– Pressupõe uma ACV – avaliação de ciclo de vida
– Pressupõe que não haja transferência de impactes duma fase para
outra do ciclo de vida
– Multifuncionalidade
– Futuro ??? - análise de sustentabilidade – económica, social e
ambiental
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Eco-inovação
Eco-inovação pressupõe:
– usar recursos como água, energia e matéria-prima de forma mais
eficiente,
– redução emissões para a atmosfera (ex. gases de efeito estufa,
poluentes),
– Redução das emissões para o meio hidrico e solos
– Aumentar a utilização de materiais reciclados,
– Produzir produtos de qualidade com menor impacte sobre o
ambiente e
– implementar processos de produção e serviços – prevenção do
ambiente
• http://ec.europa.eu/environment/eco-innovation/in-action/
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Como melhorar a Sustentabilidade dos materiais
Matérias-primas e auxiliares
• A material é virgem ou reciclada? Como é extraída? É um recurso renovável
ou fóssil?
Processo
• O processo produtivo apresenta baixo consumo de energia? E de água? O
processo emite poluentes? (para o ar, água, solo, ruído). Gera que tipo de
resíduos? (recicláveis, perigosos,…)
Transporte
• Como é a logística de distribuição do produto? A distância é longa? O
transporte consome muita energia?
• E a embalagem? Possui potencial de reciclagem ou de reutilização?
Produto
• A instalação, manutenção gera resíduos?
• O produto na sua utilização emite poluentes?
• O consumo de energia é elevado na sua utilização?
Demolição
• O produto pode ser facilmente separado dos restantes?
Destino final
• Qual é o destino final? Aterro? Reciclagem? Reutilização?
Incineração?
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Técnicas de eco-inovação - eco-eficiencia Sustentabilidade dos materiais
Fase de extracção e aquisição de materiais
• Utilizar a menor quantidade possível de materiais;
• Utilizar materiais que possam ser facilmente recuperados, reciclados
ou reutilizados;
• Utilizar recursos renováveis e minimizar a utilização de matérias-primas
não-renováveis;
• Racionalizar consumos de energia;
• Limitar ou restringir a utilização de substâncias perigosas de acordo
com a legislação aplicável (destaque para o Regulamento REACH);
• Estabelecer critérios de desempenho ambiental a fornecer;
• Cumprir o plano de pedreira (incluindo o PARP - Plano Ambiental e de
Recuperação Paisagística);
• Implementar as melhores práticas na indústria extractiva com vista a
minimizar aspectos e impactes ambientais;
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Técnicas de eco-inovação - eco-eficiencia Sustentabilidade dos materiais
Produção
• Racionalizar consumos de energia (consequentes emissões)
• Racionalizar consumos de água (potenciais recirculações)
• Optimização do processo produtivo (energia, água, emissões de
poluentes para o ar, água, solo, ruído), tipo de resíduos (recicláveis,
perigosos,…)
• Seguir as MTD’s – documentos de referência BREF´s
• Incorporar Subprodutos e resíduos – VALOR
• matérias-primas alternativas que promovam menores temperaturas de
cozedura como: Aditivos; fundentes
Transporte
• Racionalizar a logística de distribuição do produto (optimização de
cargas, percursos, embalagens)
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Técnicas de eco-inovação - eco-eficiencia Sustentabilidade dos materiais
Fase de utilização
• Fase de aplicação
– / instalação em obra – ar, ruído, resíduos?
• USO e Manutenção:
–
–
–
–
–
–
–
Minimizar a utilização de energia, consumo de água
Minimizar a emissão poluentes (ex. COV)
Melhorar o isolamento para reduzir as perdas de calor
Minimizar o consumo de energia na sua utilização
Baixos consumos de água e agentes de limpeza
incrementar a vida útil do produto – DURABILIDADE
limpeza, reparação e manutenção fácil do produto
Fase de fim de vida
– Minimizar a utilização de energia, de água, poluente atmosfera durante
demolição
– Minimizar o tempo e a forma de desconstrução (demolição);
– Segregar os resíduos (quando viável);
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3. Casos de estudo com
sucesso realizados por
algumas empresas do
setor cerâmico
NOTA: As melhorias específicas numa determinada etapa do ciclo de vida podem
afectar de modo adverso os impactes ambientais noutras etapas do ciclo de vida
do produto. Assim ao conceber os produtos deve certificar-se que as considerações
do impacte ambiental de uma etapa não alteram nem influenciam negativamente
os impactes globais ou outros locais
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Casos de estudo
Multifuncionalidade
• Telha claraboia
(www.coelhodasilva.pt)
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Casos de sucesso
Multifuncionalidade
• Integração de tubos solares em coberturas cerâmicas
(www.coelhodasilva.pt)
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(www.coelhodasilva.pt)
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Casos de estudo
Multifuncionalidade
• Integração de colectores solares térmicos com telhas cerâmicas
•Integração de painéis fotovoltaicos com telhas cerâmicas (fotos abaixo)
(www.coelhodasilva.pt)
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(www.umbelino.pt)
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Casos de sucesso
Multifuncionalidade
Multifuncionalidade
• Integração de colectores solares
térmicos com telhas cerâmicas
• Integração de painel fotovoltaico
com telhas cerâmicas
(www.coelhodasilva.pt)
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Casos de estudo
SOLESIA – Telhas Solares Fotovoltáicas
SOLESIA –
• Telha Advance Lusa (topo de gama de mercado);
• Módulo fotovoltáico (Solução Premium fotovoltáica)
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Casos de estudo
SOLESIA – Telhas Solares Fotovoltáicas
Montagem e Instalação:
(www.umbelino.pt
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)
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Casos de estudo
Multifuncionalidade
• Tijolos com encaixe sem junta
vertical que permitem a
passagem de tubagens
• Reduzem a quantidade de
argamassa, água e areia na fase
de utilização (uso) – minimizam
consumos de água, energia,
emissões para o ar e CO2
•Reduz tempo de construção
(www.construcer.com)
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Casos de estudo
Termo Tecno
(www.construcer.com)
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Casos de estudo
Multifuncionalidade
• Projecto Health Care Tiles Desenvolvimento de placas de
pavimento anti-stress e pavimento
e revestimento anti-bacteriano
(www.revigres.pt)
Multifuncionalidade
• Projecto Microban – Protecção antibacteriano
- Desenvolvimento de pavimento e
revestimento anti-bacteriano (sais de
prata incorporados no processo fabrico)
(www.margres.com)
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Casos de estudo
Materiais (I)
Desenvolvimento de placas de revestimento finas (grandes formatos),
com menos (metade) da espessura:
•Fase de extracção e produção:
– Menos Matérias-primas, menos consumo energia (fabrico), menores
emissões de gases (CO2 e outros – PM; NOx, SO2)
•Fase de transporte:
– Maior nº peças por carga de transporte (dobro!) racionalização de
custos e emissões nos transporte
•Fase de utilização:
– Sobreposição sobre outros materiais (reconstruções); Maior rapidez
de aplicação, menos aditivos fixativos (colas), ruído menor.
•Fase de fim de vida:
– Fácil remoção
– Pode ser valorizado se triado
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Casos de estudo
Materiais (II)
• Desenvolvimento de placas de
revestimento finas, com metade da
espessura:
•Exemplos:
–
–
–
–
Kerlite – Gres Panaria Portugal
Kerion flat (3, 5 mm)
Light – Revigres
Recer - planitum
(www.recer.com)
(www.margres.com)
(www.revigres.pt)
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(www.kerion.com)
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4. Projetos desenvolvidos pelo
CTCV em parceria
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Desenvolvimento sustentável de produtos
MATERIAIS
Micro/Nano partículas
Novos Materiais
EasyClean
SelfCleanTiles
PROCESSO
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FUNÇÃO
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Áreas de actuação no desenvolvimento
sustentável
1. Processos de produção de materiais
Processos de produção:
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
ƒ
Eficiência/racionalização energética: redução do consumo de energia.
Utilização de combustíveis considerados mais limpos (ex. gás natural);
Utilização de fontes renováveis (solar, térmica, )
Modernização e controlo automático de equipamentos incluindo queimadores
Melhoria de isolamentos (equipamentos - fornos e secadores e tubagem)
ƒ Redução das emissões de efluentes gasosos (quantidade e perigosidade).
Como ? Exemplo da indústria cerâmica
• Diminuição das temperaturas de cozedura
• Ciclos de cozedura mais rápidos
• Novas tecnologias de cozedura
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Áreas de actuação no desenvolvimento
sustentável
2. Materiais multifuncionais
Desenvolvimento de produtos dotados de novas propriedades adicionais
induzindo novas funções.
ƒ Funcionalização de superfícies.
Funções ?
• Filmes fotovoltáicos
• Superfícies hidrófilas com efeito
fotocatalítico
EasyClean
SelfCleanTiles
• Elementos cerâmicos com resistência
térmica e mecânica
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Áreas de actuação no desenvolvimento
sustentável
3. Novos materiais e compósitos
• Redução do consumo de materiais
– Ex: Novos aditivos para produção de revestimentos finos
• Durabilidade dos produtos
– Ex: Incorporação de micro/nanopartículas com efeitos nas propriedades mecânicas.
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Exemplos de multifuncionalidade
www.solar-tiles.eu
Projecto de I&DT de empresas em Co-Promoção
Período de execução: de 01/03/09 a 31/03/2011.
Desenvolvimento, à escala laboratorial, de protótipos multifuncionais de produtos cerâmicos
fotovoltaicos integrados, de elevada eficiência, para revestimentos de edifícios (telhas e
revestimentos exteriores de fachada) que incorporem, de raiz e por deposição, filmes finos
fotovoltaicos.
Contribuir para um novo tipo de arquitectura de edifícios, que inclua o eco-design, fachadas e
coberturas de edifícios baseados em materiais cerâmicos que conjugam as funções de
revestimento, estética e de produção de energia.
Utilização de filmes finos do tipo silício nanocristalino ou polimorfo, introduzindo inovação ao
nível da tecnologia solar fotovoltáica.
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Resultados – ensaios viabilidade escala préindustrial
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Exemplos de multifuncionalidade
cBloco – Elementos
Projecto de I&DT de empresas em Co-Promoção
Início: 2008-01-02 fim: 2008-06-30
Desenvolvimento de um sistema de construção de alvenarias multifuncionais de elevada
resistência térmica e mecânica.
Desenvolver elementos cerâmicos de elevada resistência mecânica e bom desempenho
térmico que se complementem num sistema de alvenaria de pano único:
- Pasta porosa induzida com resíduos orgânicos;
- Resistência mecânica que permita a redução de estruturas de betão;
- Resistência térmica que permita a redução de pontes térmicas.
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Desenvolvimento do projecto cBloco
1. Indução de
Porosidade na pasta
3. Simulação
numérica por
elementos finitos
2. Desenho da
Geometria do modelo
U=0,57 W/(m2.ºC)
4. Desenho dos acessórios
5. Sistema de aplicação da argamassa
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Desenvolvimento do projecto cBloco
6. Montagem do sistema
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Desenvolvimento do projecto cBloco
7. Produção e Ensaios
Destaque:
- Modo de aplicação
- Aplicação da argamassa - menor quantidade
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Desenvolvimento do projecto cBloco
7. Manual de Aplicação
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Projectos - Parceria
•Projecto base
–Transfer of Knowledge in the Field of Ecodesign •Objectivos
–Desenvolver materiais de formação e ferramentas na área do Ecodesign para o sector cerâmico
–Promover a aplicação desta estratégia de sustentabilidade nas empresas
–Disseminar os resultados junto das entidades de formação e ensino e outros stakeholders
–Duração: 2 anos (Outubro 2009 – Setembro 2011)
•Coordenador: LNEG
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Parceria
Coordenador
Parceiros
centrais
(PT)
LNEG/INETI
Parceiros
associados (PT)
Revigrés Porcelanas da Costa Verde
Cerâmica Moderna do Olival
Faria e Bento
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CENCAL
CPD
CTCV
ESAD/IPL
Parceiros
centrais
(ES)
ITC
PROSPEKTIKER
Parceiros
associados (ES)
Cartonajes La Plana
Ceracasa
Parceiros
centrais
(GR)
ARVIS
Parceiros
associados (GR)
Volos VT Centre
Volos Workshop 1
Volos Workshop 2
Lehonia Workshop
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Resultados
• Relatório, sumários executivos e apresentações da análise da situação
de referência relativa aos 3 países
• Manual de Ecodesign InEDIC para a indústria cerâmica
• Bases de dados de materiais e tecnologias InEDIC
• Material de apoio aos formadores
• Website
–
–
–
–
–
–
Materiais de formação
Exemplos
Casos de estudo (projectos de demonstração nas empresas)
Notícias
Artigos
Newsletters
• Conferência internacional
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Declarações ambientais produto
DAP/EDP - RCP:
1. Empresa e descrição do produto
2. Declaração de desempenho
ambiental
3. Informações sobre a empresa e
organismo de certificação
4. Referências
Glossário
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Declarações ambientais de produto
Os objectivos das declarações ambientais Tipo III são os seguintes:
a) apresentar informação baseada numa ACV (avaliação do ciclo de vida)
e informação adicional acerca dos aspectos ambientais dos produtos;
ISO 14040 e ISO 14044
b) ajudar compradores e utilizadores a efectuar comparações informadas
entre produtos; estas declarações não são afirmações comparativas;
c) incentivar a melhoria do desempenho ambiental;
d) fornecer informação para a avaliação dos impactes ambientais dos
produtos durante o respectivo ciclo de vida.
• As DAP/ EPD são usadas pelos arquitectos e projectistas de edifícios
como fonte de informação para a avaliação da sustentabilidade dos
edifícios e outras obras de construção
• Normas aplicáveis: ISO 14025; ISS 21930 e prEN 15804
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Metodologia para desenvolvimento – DAP/EPD
produtos cerâmicos
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Metodologia para desenvolvimento – DAP/EPD
produtos cerâmicos
O CTCV desenvolveu para APICER: 4 RCP produtos cerâmicos e 4 modelos de
DAP
• Para que DAP elaborada por diferentes fabricantes sejam comparáveis é
fundamental que se baseiem no PCR , regras para a categoria de produtos
•
Muitos dos impactes determinados pela ACV estão associados a emissões
para a atmosfera da fase de produção - cozedura
•
Medidas como a redução da temperatura de cozedura do material cerâmico,
ou redução da espessura do material (sem comprometer outras propriedades)
reduzir o impacte ambiental - .
•
A construção sustentável passará num futuro próximo pelo desenvolvimento
das DAP – ou Environmental Product Declaration para os diferentes materiais
utilizados na construção de forma a torna-la mais sustentável.
PROJECTO PLATAFORMA para construção sustentável – CentroHabitat –
criação de registo de DAP e RCP
•
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5. Valorização de resíduos na
indústria cerâmica
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Valorização de resíduos na indústria cerâmica
• Metodologia para Valorização
– Requisitos:
• Resíduos em quantidade
• Armazenamento de forma selectiva
• Condições de homogeneidade de cada lote
• Conhecidas as características do resíduo:
• Definir necessidades de pré-tratamento
• Seleccionar matriz de incorporação
• Avaliar alterações introduzidas no processo / produto
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Valorização de resíduos na indústria cerâmica
PRODUTOR
resíduos
Industria Cerâmica
Estrutural/agregados
Matérias Primas
Cerâmicas
Eventual aditivo
Resíduos
Mistura das matérias primas
Conformação (Extrusão, prensagem, etc)
Secagem
Cozedura
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Plasticidade
Humidade de Conformação
Perda de Peso
Retracção de Secagem
Resistência Mecânica à Flexão
Análise Térmica
Perda de Peso
Retracção de Cozedura
Resistência Mecânica à Flexão
Absorção de Água
Análise de Gases
Ensaios de Lixiviação
Porosidade
Densidade centro tecnológico da cerâmica e do vidro
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Valorização de resíduos na indústria cerâmica
• Exemplos de valorização de resíduos na indústria cerâmica
– inter-sectorial (experiência CTCV)
– Ecobrick – tijolo a partir de lamas ETAR’s e/ou serrim
• Vantagens: isolamento térmico e acústico
– Ecocel - resíduos de celuloses (lamas primárias e lamas biológicas). Sem
sucesso dregs, grits
• Vantagens: isolamento térmico e acústico
– Tijolo e pavimento com resíduos curtimenta – alguns problemas
– Tijolo com lamas calcárias –
• Vantagens: redução do teor de fluoretos – problemas técnicos
– Tijolo com resíduos metalomecânica –
– Agregados leves:
• com resíduos celulose
• com resíduos/cinzas de tratamento controlo poluição
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Valorização de resíduos na indústria cerâmica
•
Outros exemplos de incorporação de resíduos ensaiados no CTCV em pastas
de abobadilha e tijolo
Tipo de indústria
Tipo de resíduos
Fundição
Finos de granalhagem e de despoeiramento
Peças esmaltadas
Bolo de filtração
Extractiva
Lamas de serragem de granitos
Adubos
“negro de fumo”
Reciclagem de lâmpadas
fluorescentes
“pó de fósforo”
Cervejeira
“keselgur” e “drêches” ou farelo
Reciclagem de solventes orgânicos
Resíduo da destilação de solventes
orgânicos
Automóvel
Lamas de ETARI
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6. Conclusões
¾ A eco-inovação apresenta-se como um passo essencial em termos de novos
produtos (novo mercado) com características de preservação do ambiente;
¾ Multifuncionalidade; poupanças de recursos; design;
¾ Factor diferenciador – compromisso função vs ambiente vs social
¾ A valorização de resíduos na cerâmica de construção poderá ser uma mais valia
em termos de propriedades da cerâmica (isolamento térmico ou acústico)
¾ Ferramentas voluntárias - DAP poderão ser uma base para um sistema de
avaliação da sustentabilidade da construção e poderão melhorar a
competitividade dos produtos nacionais e facilitará a sua exportação para
mercados sensíveis ao desempenho ambiental dos produtos.
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Publicação CTCV
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