17ª Festa do Imigrante celebra cultura e diversidade paulistao

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17ª Festa do Imigrante celebra cultura e diversidade paulistao
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Chris Ceneviva
Thiago Santos
Abertura
17ª Festa do Imigrante celebra
cultura e diversidade paulista
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Evento destacou as manifestações culturais de diferentes comunidades
imigrantes presentes no estado de São Paulo
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Nos dias 27 de maio e 03 de junho, São Paulo celebrou a
cultura e as tradições das diferentes comunidades
imigrantes que representam a mistura de influências e a
diversidade do estado. A 17ª Festa do Imigrante
organizada pelo Museu da Imigração do Estado de São
Paulo, que é gerido pela Associação dos Amigos do
Museu do Café, recebeu mais de 12 mil pessoas nos dois
dias de evento, realizado no complexo que abrigava a
antiga Hospedaria de Imigrantes, no bairro da Mooca,
em São Paulo.
Ao longo dos anos, a Festa do Imigrante vem
conseguindo unir o tradicionalismo da iniciativa com a
crescente participação do público e das comunidades.
Em 2012, o evento contou com a participação de 34
nações – 18 da Europa, 3 da África, 4 da Ásia, 6 da
América e 3 do Oriente Médio – distribuídas em 53
expositores – 32 de alimentação e 21 de artesanato – e
34 apresentações artísticas. A grande conquista desta
edição foi a expansão dos países representados para
além daqueles relacionados à grande imigração
europeia e asiática, abrindo espaço para movimentos
migratórios mais recentes, principalmente da América
Latina e da África. Países como Congo, Angola e
Moçambique participaram pela primeira vez do evento.
Mais do que as já tradicionais barracas de alimentos e
artesanato, a edição deste ano apostou em uma
programação diversificada e interativa. Um dos
destaques foi o “culinária show”, em que renomados
chefs da cidade de São Paulo apresentaram receitas da
cozinha internacional influenciadas pela cultura brasileira.
No dia 27 de maio, Adriano Kanashiro, especialista em
culinária oriental, ensinou ao público os truques para
preparar um Temarizushi Maguro Shigue, que leva atum,
arroz japonês e molho su. No mesmo dia, Allan Vila
Espejo – o chef Allan –, especialista em culinária
espanhola, mostrou o passo-a-passo para preparar uma
Paella Valenciana.
Na semana seguinte, foi a vez de Bruno Stippe, que
utiliza como base a cozinha italiana, ensinar os segredos
de um Spaghetti ai Gamberi e Pancetta. Por último,
Brenno Lerner, chef renomado e um dos nomes mais
respeitados do mercado editorial, propor uma viagem
pela culinária judaica. As receitas apresentadas foram
Carbonada Criola, Saltibasciai (Borscht a moda lituana) e
Guefilte Fish.
Outra atração especial foi o espaço Cine Imigrante. A
programação, com curadoria da Cinemateca Brasileira,
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Em seu novo projeto museológico, o Museu da
Imigração pretende valorizar ainda mais o encontro das
múltiplas histórias e origens e propor ao público o
contato com as lembranças daquelas pessoas que
vieram de terras distantes, suas condições de viagem,
adaptação aos novos trabalhos e contribuição para a
formação do que hoje chamamos de identidade
paulista.
incluiu filmes de curta e longa duração relacionados ao
tema da imigração, com os títulos: “Azas italianas sob os
céos do Brasil”, “Dov’e meneghetti?”, “Chá verde e
arroz”, “Tori”, “Avós”, “Lampião rei do cangaço”, “Baile
perfumado”, “O ano em que meus pais saíram de
férias”, “Um passaporte húngaro” e “Cinema, aspirinas e
urubus”.
Mais uma novidade da 17ª Festa do Imigrante foi a
“Tenda Faz e Conta”. No espaço foram apresentadas
sessões de contação de histórias e lendas dos cinco
continentes: “Histórias da Mãe África”, “Histórias da
América”, “Europa – um continente de histórias”, “Ásia e
suas histórias” e “Histórias do outro lado do mundo – a
Oceania”. As crianças também puderam participar de
atividades lúdicas desenvolvidas pela equipe educativa
do Museu da Língua Portuguesa, como a árvore das
origens, criação de histórias e livro de registros. Ainda
sob a tenda, foram realizadas oficinas de artesanato de
diferentes nações, como bordado da madeira (Ilha da
Madeira), pintura de marguciai – ovos decorados com
cera de abelha – (Lituânia), bordado indiano (Índia),
Oshibana (Japão) e pintura em caixinha de madeira
(Rússia).
A história da migração humana não deve ser encarada
como uma questão relacionada exclusivamente ao
passado; há a necessidade de tratar sobre
deslocamentos mais recentes. O novo Museu da
Imigração pretende fomentar o diálogo sobre as
migrações como um fenômeno contemporâneo, que
não se encerra com o fechamento das atividades da
Hospedaria, reconhecendo a recepção dos milhões de
migrantes atuais e a repercussão deste deslocamento
para o estado de São Paulo.
Hospedaria de Imigrantes
Chris Ceneviva
Ao desembarcar no Brasil, os imigrantes trouxeram
muito mais do que o anseio de refazer suas vidas
trabalhando nas lavouras de café e no início da indústria
paulista. Nos séculos XIX e XX, os representantes de
mais de 70 nacionalidades e etnias chegaram com o
sonho de “fazer a América” e acabaram por contribuir
expressivamente na história do país e na cultura
brasileira. Deles, o Brasil herdou sobrenomes, sotaques,
costumes, comidas e vestimentas.
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Inaugurada em 1887, a Hospedaria de Imigrantes se
tornou a principal hospedagem destinada a abrigar os
imigrantes recém-chegados. Foi no antigo prédio da
Hospedaria – hoje sede do Museu da Imigração – que os
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Culinária Show - apresentação do Chef Breno Lerner
Artesanato das comunidades
As apresentações artísticas, sucesso de público, foram
uma atração à parte. Ao todo, o evento recebeu 34
performances, com danças e músicas típicas de nações
como Alemanha, Argentina, Armênia, Bolívia, Bulgária,
Chile, Congo, Coréia, Croácia, Espanha, Grécia, Ilha da
Madeira, Itália, Lituânia, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal,
República Tcheca, Rússia, Síria e Ucrânia.
Durante o evento foram realizadas ainda intervenções
cênicas e distribuição de impressos com curiosidades
sobre diferentes idiomas.
O Museu da Imigração do Estado de São Paulo está em
processo de restauro das edificações e implantação de
nova exposição de longa duração.
Marcos Blau
Museu da Imigração
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anseios, angústias e expectativas de mais de 2,5
milhões de pessoas se cruzaram entre 1887 e 1978. Ao
longo de seus 91 anos, a Hospedaria acolheu e
encaminhou os imigrantes aos novos empregos. Para
isso, o prédio contava com a Agência Oficial de
Colonização e Trabalho. Além de alojamento,
disponibilizava farmácia, laboratório, hospital, correios,
lavanderia, cozinha e setores de assistência médica e
odontológica.
Camila Amato
Especialmente na década de 1930, a Hospedaria de
Imigrantes passou a acolher também trabalhadores
migrantes de outros estados brasileiros. Na década de
1970, perdeu sua função original e em 1978 recebeu
pela última vez um grupo de imigrantes coreanos, pouco
antes de encerrar suas atividades.
Tenda faz e conta
Camila Amato
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Marcos Blau
Apresentações Artísticas da
17ª Festa do Imigrante
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Chris Ceneviva
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Camila Amato
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Marcos Blau
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