rio tietê - Revista Náutica

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rio tietê - Revista Náutica
são paulo
rio de janeiro
minas gerais
espírito santo
300
classificados
para você comprar
um barco usado
edição nº 1 | outubro 2013 | r$ 12,00
Nova
revista
R
io TieTê
Dá pra crer?
Quanto mais se afasta de São Paulo, mais o rio mais mal falado do país surpreende
Carretilha
Ou mOlinete?
as dúvidas que
todo pescador iniciante
sempre tem
O rei
dO anzOl
o que o mais
famoso pescador de
mar tem a ensinar
ChurrasCO
nO barCO
as dicas para
o seu passeio ficar
ainda mais gostoso
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
os barcos que você
não pode perder
Editorial
NÁUTICA SUDESTE
O que você não deve perder no próximo salão
NÁUTICA SUDESTE
48
NÁUTICA SUDESTE
NÁUTICA SUDESTE
83
10 maneiras bem mais econômicas de
aumentar a performance de sua lancha do que
apenas trocar o motor por outro mais forte
P
or conta do seu tamanho de megalópole, São Paulo
tem tendência a unificar produtos e serviços numa
só rua ou região, porque torna a vida mais fácil e
prática. É assim com os eletroeletrônicos na Rua Santa Ifigênia, com as lojas de moto-peças nos arredores da Barão
de Limeira, com os atacadões da 25 de Março e com os
vestidos de noiva da Rua São Caetano, não por acaso bem
mais conhecida como a “Rua das Noivas”. É tanta segmentação que até os barcos têm um endereço coletivo: a
Avenida dos Bandeirantes, na zona sul da cidade.
Ali, ao longo dos seus quase sete quilômetros de extensão, há atualmente quase uma dezena de lojas náuticas (mais duas bem próximas), que vendem praticamente tudo o que existe para a diversão na água — de boias
coloridas a iates, passando por lanchas, acessórios e jets.
86
As duas mais recentes novidades no pedaço aconteceram
em agosto, com a inauguração das lojas oficiais das marcas Schaefer Yachts e Cimitarra, ambas com grandes barcos expostos em megavitrines que ocupam a fachada inteira das lojas e chamam ainda mais a atenção de quem
passa, numa cidade dominada pelos automóveis — só na
Avenida dos Bandeirantes passam cerca de 30 000 deles
por hora, o que acentua ainda mais o curioso aspecto de
ver grandes lanchas expostas quase na calçada e faz muita gente embarcar no sonho de ter um barco. “Quando os
motoristas, trancados no trânsito sempre congestionado da
Bandeirantes, olham para o lado e veem uma lancha, imediatamente se imaginam passeando na água no fim de semana, e isso já levou muita gente a comprar um barco conosco”, diz Marçal Martins, da loja Universo Náutico.
A localização da Avenida dos Bandeirantes é estratégica para as lojas de barcos não apenas por ser uma das principais artérias da maior metrópole do país, unindo a Marginal do Rio Pinheiros à Rodovia dos Imigrantes, caminho
natural para Santos, Guarujá e o litoral sul paulista. Ela
também serve de acesso ao Aeroporto de Congonhas, que
fica colado na avenida — portanto, frequentada por muita gente com poder aquisitivo para comprar um barco. “A
caminho da praia, a pessoa é naturalmente estimulada a
imaginar como seria bom ter um jet ou uma lancha para
aproveitar ainda melhor o mar”, explica outro lojista da região, Valdir Brito, da Jetco.
A total proximidade com o aeroporto é, também, um
facilitador para quem vem de outras cidades em busca de
comprar um barco, jet ou equipamentos náuticos — não
NÁUTICA SUDESTE
5
1
Distribua bem o peso
a bordo e não exagere
Quanto mais leve, mais rápido. Então,
retire os supérfluos. Se a lancha for
pequena, o peso mal distribuído a deixará
desequilibrada e lenta. Concentre o peso no
centro, um pouco atrás da meia-nau.
7
Veja se não há cracas
nem limo no casco
Se houver, limpe tudo: casco, eixo, leme,
etc. Esses parasitas da água criam arrasto,
“freando” o barco. Numa lancha de médio
porte, com propulsão de eixo e pé-degalinha, incrustações no casco reduzem a
velocidade em, pelo menos, 20%.
E, às vezes, até impedem o planeio.
2
Alinhe bem o
eixo da propulsão
3
Não leve mais do que o
necessário nos tanques
8
Posicione bem o motor
9
Equipe a lancha
com um jack plate
Barcos com motor de popa ou centrorabeta atingem seu melhor desempenho à
medida que se ergue a proa e reduz a área
de contato com a água. Mas isso precisa
acontecer na medida certa, sem que o
motor levante demasiadamente, para o
hélice não ventilar.
Combustível e água pesam um bocado. Por
isso, carregue o necessário para o passeio,
acrescido de uma reserva de cerca de um
terço. Quem navega sempre com o tanque
cheio ganha tranquilidade, mas perde
velocidade.
Mantenha os hélices
em bom estado
Não deixe a popa
afundar demais
Para erguer a popa do barco e assim
diminuir o arrasto, use flapes fixados no
espelho de popa. Quando se abaixam os
flapes, a popa ergue e o barco passa a
navegar na posição normal, portanto, com
maior velocidade.
Barcos com propulsão tipo eixo e pé-degalinha precisam ter o eixo muito bem
alinhado com o motor, para reduzir ao
máximo a vibração, pois ela também
provoca perda de potência.
4
Ajuste o passo do hélice
Hélices fora do passo prejudicam a
performance e podem até danificar o
motor. Se a rotação não atingir a máxima
prevista, é sinal de que o passo está muito
longo. Se, ao contrário, passar da máxima,
é porque ele está curto. Nos motores de
popa, a rotação varia cerca de 200 rpm
para cada polegada no passo.
truques para
navegar
mais rápido 6
A
primeira coisa que passa pela cabeça quando se quer melhorar
o desempenho de uma lancha
é trocar o motor. Claro que isso ajuda. Mas custa no bolso e nem sempre
resolve o problema. Por isso, antes de
decidir pela simples troca da motorização, vale a pena considerar alternativas bem mais simples e, principalmente, mais baratas, que podem fazer sua
lancha navegar melhor e mais rápido.
Como estas aqui ao lado.
é preciso nem enfrentar o trânsito de São Paulo para fechar bons negócios, já que, como as lojas da Avenida dos
Bandeirantes vendem bastante, ainda costumam oferecer
bons descontos nas negociações. Também ajuda na pesquisa dos interessados, porque, com todas as lojas na mesma rua, fica bem mais fácil visitar várias delas no mesmo
dia, para comparar preços e ofertas.
Por tudo isso, a Bandeirantes, famosa também por
reunir várias lojas de outros segmentos (piscinas, banheiras, churrasqueiras, etc. etc.), tornou-se uma das maiores
vitrines de São Paulo, literalmente, até porque barcos não
cabem em qualquer espaço. E a imagem de lindas lanchas
expostas em meio ao concreto e asfalto criam um inusitado cenário numa cidade que não tem mar, mas muita
gente sonhando em começar a navegar.
NÁUTICA SUDESTE
pág. 83
10
ARQ. NÁUTICA
A RUA DOS BARCOS
Com a inauguração de mais duas lojas náuticas,
a Avenida dos Bandeirantes, em São Paulo, firma-se
de vez como a rua dos barcos na cidade que nem tem mar,
mas muita gente — cada vez mais — querendo navegar
O jack plate serve para erguer o motor de
popa verticalmente, diminuindo o atrito
do hélice e da rabeta com a água, sem,
contudo, alterar o trim da lancha. É um
ótimo e simples recurso.
10
Hélices danificados, por menor que seja
o dano, forçam o sistema de propulsão,
geram vibração e roubam velocidade. Se
eles sofrerem qualquer deformação, mande
repará-los e balanceá-los. Se o caso for mais
grave, troque por novos.
Recolha a capota,
sempre que possível
Capotas protegem bem contra o sol e a
chuva, mas impedem que o barco atinja
maiores velocidades, porque, quando
abertas, aumentam a resistência ao ar. Se
você quiser navegar mais rápido, ande com
ela fechada ou a recolha sempre que puder.
87
JORGE DE SOUZA
80
NÁUTICA SUDESTE
93
MAGELLANO 50
“
“A
série Magellano, da Azimut,
é um novo estilo e conceito de barco. Não é um iate
nem um trawler, mas uma fusão desses dois tipos, com ênfase no conforto e bem-estar a bordo. É um barco
para quem quer ficar um bom tempo embarcado e não apenas fazer passeios rápidos e voltar para a marina.
Sua cabine, por exemplo, tem portas mais largas que o habitual nos barcos e menos cômodos do que caberia,
porque o objetivo é que todos eles sejam amplos, altos e com menos divisórias de ambientes do que em uma
lancha convencional do mesmo porte. Aliás, de convencional a Magellano 50 não tem nada, a começar pelo
estilo do seu casco, que nem de longe lembra o de trawler, porque tem linhas bem mais modernas e ousadas.
Como seu casco é semideslocante, a Magellano navega suave e com
108
muito conforto e ainda oferece o benefício de estabilizadores. Com isso,
mesmo quando em movimento, sua
cabine torna-se um local extremamente agradável para navegar. É um
barco muito confortável não apenas
quando está parado. Mesmo assim,
sua performance é atraente. Quando equipada com dois motores Cummins de 425 hp cada, navega a 17 nós
na velocidade de cruzeiro e chega a
22 nós na máxima. E isso com um
consumo cerca de 30% inferior ao
de qualquer lancha convencional do
mesmo porte, o que também se traduz em maior autonomia, já que se
trata de um tipo de barco para quem
gosta de ir longe.
É, enfim, um tipo de barco para
pessoas extremamente exigentes
quanto ao prazer de estar a bordo e
que, entre o conforto e a aparência,
sempre optam pelas duas coisas”.
ros para a grelha e chegam à mesa crepitando sobre pranchas de ferro, para delírio dos comensais, que invariavelmente acabam virando
amigos do dono – que é a própria síntese do
curioso restaurante. “Gente chata eu ponho
pra correr daqui”, avisa Juan. E põe mesmo.
Ele chegou a viver um ano inteiro na ilha,
acenando para os barcos da areia, feito um
náufrago que oferecia comida em vez de pedir, mas hoje é famoso entre quem sabe das
coisas. Já os outros, chegam intrigados (como
pode haver um restaurante ali?) e saem tão
surpresos quanto saciados.
A lula que já vale a viagem
Gosto não se discute, mas poucos
discordam de que a lula grelhada
da lula”, diz o uruguaio Juan. “Mas
lembrei da técnica de maturação
é o melhor prato do Tamandubar.
No mínimo, o mais pedido. “É a
da carne uruguaia e resolvi fazer
o mesmo com ela, congelando e
melhor lula do mundo!”, exagera
o velejador Beto Padiani, que por
causa dela virou habitué da ilha. O
descongelando, até quebrar as fibras.
Ficou bem molinha.” E também
deliciosa, já que é temperada com
segredo está na maciez do molusco após o choque de
temperaturas a que é submetido. “Quebrei a cabeça
curry e outras iguarias. Cada porção tem meio quilo
de macios anéis da — muito possivelmente — melhor
pra achar um jeito de tirar aquela textura de chiclete
lula que você já comeu na vida.
NÁUTICA SUDESTE
TUDO NA PRAIA
A Ilha tem três
praias, todas
lindas. Mas,
não fosse pelas
bandeiras
fincadas na
areia, ninguém
diria que aqui
se esconde um
restaurante
Onde fica?
A Ilha do Tamanduá fica
bem pertinho da praia da
Tabatinga, em Caraguatatuba,
no litoral norte de São Paulo,
mas com acesso só por
barco. Não há transporte
fixo da praia para a ilha,
mas o barqueiro Valdecir
(tel. 12/99753-8002) pode
levar e buscar — é só
combinar. Antes, porém,
ligue para o próprio dono do
Tamandubar (tel. 12/997671367), para perguntar se o
restaurante vai funcionar.
BR-101
Ilha do Tamanduá
Caraguatatuba
NÁUTICA SUDESTE
Classificados
VELEIROS
A Magellano é um
tipo de barco para quem
curte ficar a bordo
MARCELO ALBERTONI, gerente comercial
da First Yachts, que acaba de trazer a primeira
Magellano para o Brasil, fala sobre este novo
conceito de barco, que não é lancha nem trawler
sileiro”) Juan Fálcon, que também é pintor
e escultor e usa suas telas e peças para decorar o ambiente, é um restaurante sui generis.
Não passa de um galpão aberto, sem paredes,
só com algumas grelhas quase ao ar livre, que
formam a única “construção” da ilha — se é
que dá para chamá-la assim. Mas, junto com
as três praias da ilha, é razão mais que suficiente para ir até lá. E de barco, porque não há outro meio de chegar.
O Tamandubar também só abre quando o
tempo, o vento e o mar permitem, o que leva
Juan a avisar, um por um, os clientes, via torpedo. “Neste, vamos abrir!”, dispara, às vésperas dos fins de semanas contemplados pela sorte e pela boa vontade de Netuno. “Se não fosse
numa ilha seria bem mais fácil, mas não teria a
menor graça”, diz o uruguaio, um figuraço de
64 anos, pai de uma penca de filhos que vão
dos 44 aos 2 anos de idade, e que sofre horrores
para transportar tudo até a ilha – que nem tem
energia elétrica. “Trago tudo no gelo”, explica. “Mas me baseei no sistema do McDonalds,
que oferece poucas opções de cardápio, o que
torna tudo mais prático.”
As porções (lula, marisco, camarão...) são
preparadas antes e colocadas em pacotinhos,
com a quantidade certa para ir à chapa, segundos antes de salivar a boca dos clientes,
que chegam aos montes, de barco, de Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião, especialmente no
verão — quando, então, a ilha abre todos os
dias que o mar permite. Já os peixes vão intei-
81
pág. 80
Novos barcos
ALADIN 30
2012. Motor Yanmar 3ym20, 21 hp. R$
190.000,00. São José dos Campos, SP. Tel.
12/9723-0626 c/ Walter.
BB 35
1999. Motor Yanmar, 27 hp. R$ 180.000,00.
Santana de Parnaíba, SP. Tel. 11/99934-0389
c/ Leonel.
CAL 9.2
1987. 28 hp. R$ 90.000,00. São Paulo, Tel.
13/9751-9640 c/ Carlos.
POMAR 26
Motor Mercury 8 hp. R$ 40.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9846-0009 c/ Roberto
Rodrigues.
MAGNUM 595
1995, 19 pés, motor 85 hp,
R$ 14.000,00, Igaratá, SP,
Tel. 11/99573-1310 c/Isaac.
BB 36
1999. Motor Yanmar 3JH4SD. R$
205.000,00. Niterói, RJ, 21/8667-9853 c/
Alexandre.
DAKINI
R$ 90.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9125-7209 c/ José Soares.
FAST 230
1981. Motor Evinrude 8 hp. R$ 33.000,00.
Campinas, SP, Tel. 19/8177-0885 c/ Jorge
ATOLL 23
Motor Mercury, 15 hp. R$ 36.000,00.
São Paulo, Tel. 12/8100-2755 c/ Ricardo.
”
ALADIN 30
1997. Motor Yanmar, 21 hp. R$ 200.000,00.
Guarujá, SP. Tel. 13/8125-0404 c/ Manoel.
DRAKKAR VIKING
R$ 59.000,00. Vitória, ES, Tel. 27/92970282 c/ Rodrigo Silva.
BRASÍLIA 32
1990. Motor Volvo Penta, 18 hp. R$
115.000,00. São Paulo, SP. Tel. 12/8179-0707
c/ Rogerio.
FAST 395
R$ 250.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9982-8144 c/ José Luiz.
CARIBE 16
Motor Mercury 3.6 hp. R$ 10.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7877-3593 c/ Rodrigo.
é o conforto. Mas ela é 30% mais econômica
“ Adoprioridade
que uma lancha convencional deste tamanho
”
8
.À
OUTRO
ESTILO
O casco tem
linhas próprias.
Mas é mesmo
por dentro,
nos amplos e
confortáveis
espaços da
cabine, que a
Magellano se
diferencia dos
demais barcos
dúvidas na
hora de comprar
um barco
O que convém saber
antes de escolher
1
112
BRUCE FARR 38
Motor 36 hp. R$ 180.000,00. Angra dos
Reis, RJ, Tel. 21/9604-7674 c/ Renan
Comprar antes ou
depois do verão?
Após o verão, os preços dos barcos
usados tendem a baixar um pouco. Mas
você perderá a melhor época para usá-lo.
Nem sempre vale a pena esperar.
2
Com broker ou diretamente?
Os brokers têm conhecimento do
mercado náutico e podem apresentar
boas opções, além de dar orientação
para a compra. Mas se você prefere agir
sozinho, frequente marinas e clubes náuticos e converse bastante com marinheiros
e donos de outros barcos, antes de
escolher.
NÁUTICA SUDESTE
pág. 92
pág. 86
É AQUI!
49
uem olha não vê. Nem a própria ilha,
que, dependendo do ângulo de visão,
se mistura com o morro da praia da Tabatinga, em Caraguatatuba. Mesmo
quem a enxerga, custa a acreditar que naquela ilha aparentemente deserta possa existir um
lugar para comer — e, ainda por cima, bem!
Não fosse por bandeiras amarelas fincadas na
areia da praia principal (grande e linda, por sinal), ninguém diria que, atrás delas, sob a sombra das árvores, se escondem simpáticas mesas vermelhas ao ar livre de um bar-restaurante
que, para muitos, é o melhor de toda a região.
No mínimo, o mais original do litoral norte
paulista: o informal e nada convencional Tamandubar, onde os clientes sentam-se com o
pé na areia e em bancos de madeira e não reclamam. Pelo contrário, amam.
O Tamandubar, “o bar da ilha do Tamanduá”, explica o dono do lugar, o uruguaio
(“com mais anos de Brasil do que muito bra-
pág. 68
MOZART LATORRE
A
loja de artigos para pesca Maripesca,
onde Hatao Ikebe pode ser encontrado quando não está pescando — o que
faz, regularmente, um ou dois dias por semana — ocupa uma esquina importante do bairro oriental da Liberdade, em São Paulo. Mas
tem fachada discreta, como se não precisasse
atrair cliente algum. Dentro, é atulhada de recordações de pescarias: peixes empalhados, fotos de pescadores com os troféus que acabaram de colher das águas, etc., etc. Nem parece
uma loja. Lembra mais uma espécie de templo dedicado à paixão pela pescaria, cujo mestre maior é “Ikebe-san”, como Hatao Ikebe é
respeitosamente chamado por seus discípulos
e amigos pescadores. Aos 70 anos, ele é quase uma unanimidade entre os pescadores de
água salgada do Brasil e considerado, senão o
melhor, com certeza o mais técnico — ou meticuloso — na arte de fisgar um peixe no país.
NÁUTICA SUDESTE
Você e seu barco
MAIS NÓS COM
MENOS DINHEIRO
Desde que, ainda garoto, o japonês
naturalizado brasileiro HATAO IKEBE
usou uma simples agulha de costura
para moldar um anzol, nunca mais
parou de pescar. Hoje, aos 70 anos,
é uma verdadeira lenda entre os
pescadores de mar e um mestre no
assunto, cuja técnica não esconde de
ninguém. Até porque sabe que é bem
difícil alguém conseguir igualá-lo
TIETÊ PICI NGUA BA
pág. 48
PESCADOR
QUE PLANEJA
Hatao Ikebe em sua
loja de pesca, em
São Paulo: pescaria,
para ele, não é
questão de sorte
POR LUIZ MACIEL
35
pág. 35
MAIS UMA
Nova loja oficial da
Cimitarra na avenida
com mais “água” de
São Paulo: o trânsito
sempre ruim ajuda
a vender mais barcos
O MESTRE DO ANZOL
Escondida numa ponta de Caraguatatuba,
a bonita Ilha do Tamanduá esconde
outra surpresa, ainda mais saborosa: o
Tamandubar, um restaurante bem peculiar
AS OUTR AS ÁGUAS DO
11
pág. 10
A SURPRESA DA ILHA
DIVULGAÇÃO
“
GUIA DO
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
DOCE ROTINA
Vila de Picinguaba,
a meio caminho
entre Ubatuba e
Paraty. Aqui, todos
os dias são assim
FOTOS MOZART LATORRE
GENTE DO MEIO
Acima, a prefeita
do Guarujá, Maria
Antonieta de Brito,
com Suzana Costa,
da Intermarine,
à esquerda,
Hemerson Diniz e
Nelson Waisbish,
da First Yachts,
e ao lado André
Granja e Rogério
Silva, da American
Boat, que
representa a Chris
Craft. Todos os
grandes estaleiros
estiveram
presentes
A elegância do Iate Clube
de Santos serviu de cenário
para um Boat Show diferente
FOTOS BETO SODRÉ E MOZART LATORRE
Quem só conhece a pior parte
do rio mais mal falado do país,
custa a acreditar que praias,
paisagens e água limpíssima
possam surgir depois do esgoto
a céu aberto que cruza São
Paulo. Mas é justamente isso o
que quem se dispuser a navegar
de Barra Bonita para baixo,
como fizeram os participantes de
um recente cruzeiro, irá descobrir,
ao conhecer...
“
Na água, só
grandes barcos:
Azimut, Ferretti,
Intermarine,
Schaefer, Fairline,
Beneteau...
VALDEMIR CUNHA
Um novo tipo de feira náutica, de alto nível, levou alguns
dos melhores barcos do país para dois fins de semana
de exibição — e muito sucesso — no Iate Clube de Santos
É A CARA DELE
O artista e
cozinheiro
Juan Fálcon: a
essência e o faz
tudo no exótico
e delicioso
Tamandubar, que
não passa de um
galpão numa
ilha deserta
Cansado de ir sempre para a mesma praia? Então, que tal experimentar uma singela vila caiçara, onde o tempo não passa?
FERNANDO MONTEIRO
BOUTIQUE BOAT
SHOW GUARUJÁ
ANFITRIÕES
Os casais Denise
Godoy e Ernani
Paciornik, da
Boat Show
Eventos, e
Manuela e
Berardino
Fanganiello,
do Iate Clube
de Santos, que
sediou um salão
diferente, onde
até carros de
grandes marcas
brilharam
(ao lado)
POR JORGE DE SOUZA
POR JORGE DE SOUZA
FOTOS JORGE DE SOUZA
Aconteceu...
POMAR 18
1984. R$ 11.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9975-6540 c/ Otavio.
3
Novo ou usado?
Um barco novo você pode montar da
maneira que quiser, escolhendo o motor e
os equipamentos. Também terá a certeza
da procedência, garantia e ainda pode
pagar a prazo. Já a principal vantagem
do barco usado é o preço (bem) mais
acessível. E na hora de revender você não
perde tanto dinheiro. No entanto, quase
sempre tem que pagar à vista.
4
A vela ou a motor?
Veleiros exigem muito mais
conhecimento, ou seja, será necessário
aprender a velejar. Eles não fazem
barulho, tornando a navegação mais
BRASÍLIA 23
R$ 36.000.00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9987-6022 c/ Luís Fernando.
BRASÍLIA 32
1980. Motor Volvo, 17 hp. R$ 90.000,00.
Ubatuba, SP. Tel. 11/7683-1385 c/ Luis.
prazerosa, porém são também mais lentos,
impossibilitando visitar vários lugares no
mesmo passeio. Já com os barcos a motor
o custo é mais alto, tanto para comprar
quanto para manter.
5
À vista ou parcelado?
Não empate todo o seu dinheiro na
compra de um barco. Até porque você
terá que gastar com equipamentos
(no caso de modelos novos) ou com
pequenas reformas (no caso dos usados).
A maioria dos estaleiros oferecem opção
de parcelamento, com taxas especiais. Mas
se for um usado, compre à vista, já que,
parcelado, os juros são altos.
6
ATOLL 23
Motor Marine 5 hp. R$ 25.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98175-6947 c/ Paulo.
Proa aberta
ou fechada?
A maioria das lanchas pequenas, de até
23 pés, tem a proa aberta. Com elas,
os passeios ficam bem mais ao ar livre,
mas não podem ser muito longos. Já as
lanchas com cabine, ou de proa fechada,
permitem até dormir a bordo e tendem a
ser mais confortáveis.
7
Motor de popa
ou de centro-rabeta?
Motor de popa é mais barato, não ocupa
espaço a bordo e tem manutenção mais
fácil. Já o motor de centro-rabeta é mais
econômico, mais silencioso, facilita as
atracações de popa, dá mais estabilidade
ao casco, além de valorizar o barco. Mas
custa mais caro, embora parte do que
você paga a mais, recupera na hora de
8
vender o barco
A diesel ou a gasolina?
Se a lancha for usada para esquiar, o
motor deve ser a gasolina para dar
arrancadas mais rápidas. Por outro lado,
o consumo e a autonomia são bem
melhores com diesel. No momento
da compra, o motor a gasolina leva
vantagem, pois é mais barato. Em
compensação, na manutenção, os
motores a diesel são melhores.
NÁUTICA SUDESTE
NÁUTICA SUDESTE
113
pág. 112
pág. 108
que reviSta é eSSa?
Para um país com dimensões continentais,
como o nosso, uma só revista não basta.
Por isso, a partir de agora, a tradicional
revista Náutica passa a ter mais uma edição
regional – a segunda, depois da pioneira
Náutica Sul, dedicada ao Paraná, Santa
catarina e Rio Grande do Sul. Os novos
estados contemplados com esta edição que você
tem nas mãos, a primeira da nova Náutica
SuDEStE, são São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais e Espírito Santo.
a cada dois meses, tal qual sua congênere
do Sul, Náutica SuDEStE apresentará
os melhores lugares para navegar nas águas
desse quatro estados, não só no mar como
também em rios e represas, como bem ilustra a
reportagem de capa desta edição, sobre o lado
mais surpreendente do Rio tiête, que nem de
longe lembra a má fama que tem.
quer receber em casa e de graça?
VICE-PRESIDEnTE
Denise Godoy
REDAÇÃO E ADmInISTRAÇÃO
Av. brigadeiro Faria lima, 3 064, 10o andar, CEP 01451-000,
São Paulo, SP. Tel. 11/2186-1000
publicidade
DIRETOR COmERCIAl
Afonso Palomares [email protected]
DIRETORA DE mERCADO náuTICO
mariangela bontempo [email protected]
DIRETOR DE REDAÇÃO
Jorge de Souza [email protected]
COlAbORARAm nESTA EDIÇÃO: Paulo Inoue (edição de arte),
Rosângela Oliveira (reportagem) e maitê Ribeiro (revisão).
Náutica SudeSte
ErnaniPaciornik
Presidente do grupo Náutica
Mande um email para [email protected] e peça o arquivo eletrônico desta revista. É grátis
PRESIDEnTE E EDITOR
Ernani Paciornik
6
Náutica SuDEStE também mostrará
o que há de novo no mercado, ensinará a
cuidar melhor das embarcações e exibirá um
farto número de anúncios classificados, para
quem ainda não tem ou anda pensando em
trocar de barco. E tudo isso focado apenas na
sua região, para você aproveitar ao máximo os
temas, já que, num país com as dimenssões do
Brasil, não é fácil agradar a todos.
agora, com Náutica SuDEStE,
paulistas, cariocas, mineiros e capixabas
ganham uma revista que fala – só – sobre as
águas que frequentam e lhe interessam. uma
segmentação e aprimoramento da informação.
Porque, para um país com o tamanho do
Brasil, uma só Náutica não basta.
ExECuTIVOS DE COnTAS
Eduardo Santoro [email protected]
Eduardo Saad [email protected]
Glauce Gonçalez [email protected]
lucyla Garrido [email protected]
leide Ortega [email protected]
PARA AnunCIAR
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Tel. 11/2186-1022
NÁuTica SudeSTe é uma publicação da G.R. um Editora
ltda. — ISSn 1413-1412. Outubro 2013. Jorn. resp: Denise
Godoy (mTb 14037). Os artigos assinados não representam
necessariamente a opinião da revista. Direitos reservados.
CAPA Foto Angela mattei
CTP, Impressão e Acabamento — IbEP Gráfica
Aconteceu...
Boutique Boat
Show Guarujá
Um novo tipo de feira náutica, de alto nível, levou alguns
dos melhores barcos do país para dois fins de semana
de exibição — e muito sucesso — no Iate Clube de Santos
anfitriões
Ernani Paciornik,
da Boat Show
Eventos, e
Berardino
Fanganiello,
do Iate Clube
de Santos, que
sediou um salão
diferente, onde
até carros de
grandes marcas
brilharam
(ao lado)
Na água, só
“
grandes barcos:
Azimut, Ferretti,
fotos BEto soDRÉ, MoZARt LAtoRRE E MAuRicio cAssAno
Intermarine,
Schaefer, Fairline,
Beneteau...
“
A elegância do Iate Clube
de Santos serviu de cenário
para um Boat Show diferente
gente do meio
Acima, a prefeita
do Guarujá, Maria
Antonieta de Brito,
com Suzana Costa,
da Intermarine,
à esquerda,
Hemerson Diniz e
Nelson Waisbish,
da First Yachts,
e ao lado André
Granja e Rogério
Silva, da American
Boat, que
representa a Chris
Craft. Todos os
grandes estaleiros
estiveram
presentes
Náutica SudeSte
11
Aconteceu...
jóias por
todo lado
Lado a lado,
uma flotilha de
lindos barcos
ficou a disposição
dos visitantes,
que também
apreciaram
outros artigos de
luxo, como jóias
sofisticadas
“
Além de conhecer
os barcos, era possível
testá-los lá mesmo
“
No Boutique
Boat Show
Guarujá
participaram
apenas barcos
acima de 35 pés
12
Náutica SudeSte
fotos BEto soDRÉ, MoZARt LAtoRRE E MAuRicio cAssAno
satisfeitos
O casal Fernanda
e Mario Simonsen,
do Iate Clube de
Santos (à dir.),
Caio Leonardo e
Marco Garcia, da
Ventura (ao lado)
e Diego e Marcio
Christiansen, da
Ferretti (abaixo):
todos aprovaram
esse tipo de
evento naútico
mais gente
A decoradora Bya
Barros (acima),
o casal Mario e
Rosana Ferreira,
do Iate Clube de
Santos (no canto),
a família Muller,
Roberto e Rogério,
pai e filho, da
Fairline (ao centro)
e Mauricio Barreto,
da Yacht Center
Group (ao lado)
também visitaram
ou expuseram
seus barcos
na feira
“ Neste tipo de salão, as visitas aos barcos acontecem sem nenhuma pressa
terra,
mar e ar
Além de lanchas,
iates e carros
sofisticados,
havia até
helicópteros para
quem estivesse
interessado em
outro tipo de
transporte
Náutica SudeSte
13
Aconteceu...
classe a
Na água,
só grandes
barcos, que os
interessados
podiam
experimentar
na hora, o que
levou um público
bem seleto ao
Iate Clube, como
o casal Natália
e Diego Pila, da
Petrobras (abaixo)
“
Um jantar
marcou a abertura
do primeiro salão
do gênero no país
“ Além de barcos, também carros de marcas famosas e desejadas
fotos BEto soDRÉ, MoZARt LAtoRRE E MAuRicio cAssAno
mesas cHeias
No jantar de
abertura (acima),
muita gente do
mercado náutico,
como o casal
Fabrizio e Suely
Sestinim, da
Marine Express,
(no canto),
Guilherme
Andrade, Celso
Magalhães e Pedro
Odílio, da Schaefer
(embaixo,, e Liseo
Zampronio e
Carlos Brancante
(ao lado)
“
Visitantes e expositores
gostaram da fórmula, que
mistura passeio com negócios
14
Náutica SudeSte
Com mais tempo para apreciar os barcos,
“as negociações
acontecem caso a caso
Aconteceu...
FOTOS MOZART LATORRE
lanchas
à vista
Na grande loja,
alguns barcos
ficam expostos.
Abaixo, o principal
nome da Cimitarra,
o empresário
Tomas Freitag,
com a mulher
Adriana Arent e o
filho Benjamin
a fábrica confirmou para o ano
“queNavemfesta,
o lançamento da Cimitarra 70 pés
Novo show
room Cimitarra
Na esteira do sucesso da marca, a Universo Náutico inaugurou
em São Paulo o primeiro showroom das lanchas Cimitarra
“
A loja é um
ótimo local para
conferir de perto
a evolução que os
barcos da marca
tiveram
16
Náutica Sudeste
sócios e
clientes
Celso Antunes,
José Henrique,
Marçal Martins
e Tomas Freitag,
sócios da
Cimitarra e. na foto
acima, Frederico
Marcondes e
Viviane Reno,
clientes da marca,
que também
foram prestigiar a
nova loja
alguns nomes
Gustavo Barri,
Alessandro
Calistro, Claudio de
Stefane (acima) e
Luciano Nogueira,
da Total Boats, e
Marcelo Cunha,
da Nauss, foram
prestigiar a nova
loja, que tem
Marcelo Bezzi (ao
lado, ao centro)
como gerente
Náutica Sudeste
17
Aconteceu...
fotos DiVuLGAÇÃo
cerimônia
inaugural
José Luiz Mota,
presidente da
Ventura (ao
centro), ladeado
por Manabu
Shimizu, da
Yamaha do Brasil,
Ernani Paciornik,
de NÁUTICA, e os
filhos Carlos
e André Mota,
apresentando a
nova fábrica
“
feSta veNtura 30 aNoS
Um dos mais
tradicionais fabricantes
de lanchas do país
comemora 30 anos
com festa, anúncio de
dois novos barcos e a
inauguração de uma
grande fábrica, em
Minas Gerais
A história da marca foi contada em imagens
e divertidas conversas com os convidados
programa
completo
À tarde, cerimônia
de inauguração
da nova fábrica
(acima), bem
maior que
a anterior, à
noite, jantar
comemorativo
(ao lado) e, no dia
seguinte, test drive
da nova lancha
da marca: foi um
evento completo
Para marcar a data, a Ventura anunciou a
“produção
de duas grandes lanchas, de 50 e 60 pés
encontro
no lago
O encontro
aconteceu no
bonito Hotel do
Lago (ao lado), na
Represa de Furnas,
onde a família
Ventura contou
parte da sua
história para os
muitos convidados
(acima)
Náutica SudeSte
19
Aconteceu...
FOTOS DIVULGAÇÃO
Anfitriões
das festas
Marcio Christiansen,
CEO da Ferrettigroup
Brasil e idealizador
da Tools & Toys, sua
mulher, Berna, e os
filhos Diego e Paloma
dois
Lançamentos
na Tools & Toys
Agora, além de lanchas e serviços de concierge,
a loja da Ferrettigroup no shopping mais
exclusivo de São Paulo oferecerá, também,
relógios Parmigiani e um condomínio de luxo
iates e
relógios
Jean Marc e
Carlos Miele, da
Parmigiani, que
escolheram a
loja da Ferretti
para sediar
o primeiro
showroom e
ponto de venda
dos relógios da
marca no país
“
Por enquanto, o único
showroom Parmigiani no Brasil é o
que fica dentro da loja da Ferretti
20
Náutica Sudeste
parceiro
Ferrucio Bonazzi
(ao lado, com
Sandra Lopes),
dono do Fly In
Residence, um
residencial de alto
luxo anexo ao
Kiaroa Resort que
também começará
a ser vendido na
loja, e o jantar de
lançamento da
parceria (acima)
A Tools & Toys é a única loja
“dodentro
país que expõe e vende barcos
de um shopping center
Música
entre barcos
Para esquentar
a festança de
lançamento da
Parmigiani na
Tools & Toys, DJ e
show de Fernanda
Porto na própria e
linda loja
Aconteceu...
Inauguração
Vip Náutica
dupla de peso
Marcio Schaefer e
Marcos Pacheco:
um projeta e
fabrica, o outro é
um especialista em
vender as lanchas da
Schaefer Yachts,
agora com linda
loja em São Paulo
(abaixo)
muita gente
Orlando e Maria
Izabel Mendes
(abaixo), Andreia
Souza e Lucas
Ducatti (ao centro)
e Tércio Lima e
Thiago Squetini
FOTOS MOZART LATORRE
Através de dois especialistas em vendas de lanchas da marca, a
Schaefer Yachts ganha sua primeira loja exclusiva em São Paulo
“
A primeira lancha foi vendida antes
mesmo de a loja ser inaugurada
A nova loja fica na mais tradicional rua de
“barcos
de São Paulo, a Avenida Bandeirantes
atleta
de gala
Entre os
convidados para
a inauguração,
a atleta olímpica
Maurren Maggi,
que chamou tanta
atenção quanto
os barcos
casa cheia
Na maquete, a
maior lancha da
marca, que não
cabe na loja. Na
festa, muitos
amigos do setor
náutico, como
Marcos Ballarin e
Carlos Galvão (ao
lado)
parceiros
e amigos
Os dois
principais
executivos
da Schaefer
Yachts, Marcio
Schaefer e
Pedro Odílio
(nas pontas) e
a dupla Marcos
Pacheco e
Mauricio
Souza, da nova
Vip Náutica
Náutica Sudeste
23
Aconteceu...
LoJa YacHt center
group eM angra
“
Junto com a inauguração da
loja, aconteceu uma feira de barcos
novos e seminovos da marca
Empresa que representa as marcas Prestige e Segue no Brasil
inaugura filial junto ao mar mais frequentado pelos seus clientes
nas águas
de angra
No alto, Elza e
João Mansur,
com Cristiano
Correa e Cidia
Prado, acima
Aluisio Antoniol,
Abdon Santon e
Carlos Lima e, ao
lado, Germana
Patricia e Ricardo
Demarco com
Mauricio Barreto,
ao centro. Muitos
amigos e clientes
foram conhecer
os barcos e a
nova loja de
Angra (abaixo)
feira
com festa
No píer do Pirata´s
Mall, ficaram
expostos alguns
barcos das duas
marcas (ao lado),
enquanto, lá
dentro, Marcellus
Andrade, Mauricio
Barreto, Fernando
Hargreaves e
Uriel Calomeni
comemoravam a
inauguração da
filial da YCG em
Angra dos Reis
(abaixo)
A Yacht Center Group foi o
“revendedor
Prestige que mais
cresceu no mundo no ano passado
“
FOTOS RICARDO RODRIGUES
75% dos
donos de lanchas
Prestige e Segue
têm barcos em
Angra dos Reis,
daí a loja
24
náutIca SudeSte
a número 1
do mundo
Dias antes, em
Nova York, Maurício
Barreto, da Yacht
Center Group (ao
centro), recebeu
de Nicolas Harvey
e Jean-Paul
Chapeleau, ambos
da Prestige, o
prêmio de maior
crescimento mundial
de vendas da marca
náutIca SudeSte
25
Aconteceu...
“
No evento, testes e condições
especiais de pagamento
cardápio
completo
Foram três dias de
evento, com testes
dos barcos na
águas de Rifaina
e um divertido
almoço para os
participantes,
no restaurante
Pandefull
(ao lado e abaixo)
Ventura
Mania Show
FOTOS DIVULGAÇÃO
Em parceria com a VS Náutica, revenda da marca
no noroeste paulista e triângulo mineiro, a
Ventura promoveu um grande evento nas águas
de Rifaina, na divisa de São Paulo e Minas Gerais
Princess
exPerience
weekend
FOTOS DIVULGAÇÃO
Na Marina do Frade, em Angra,
a marca inglesa mostrou suas
lanchas e ofereceu clínica de golfe
testes e
tacadas
Os convidados
conheceram os
barcos e ainda
ganharam uma
clínica de golfe no
green da marina
(ao lado)
26
náutica SudeSte
“
A Princess tem
representação oficial no Brasil
e vende aqui toda a sua linha
Aconteceu...
TEST DRIVE
UNIBOATS
Para apresentar a nova lancha
Tempest 270, a Uniboats, do
litoral norte de São Paulo,
promoveu dois fins de semana de
testes para clientes, no Guarujá
FOTOS DIVULGAÇÃO
“
Na água, só
lanchas Phantom,
de 26 a 62 pés
“
A nova Tempest 270
é uma das melhores
opções da categoria
Havia lanchas na água e
“noos detalhes
seco, para mostrar todos
do novo barco
ILHABELA
PHANTOM SHOW
EQUIPE
COMPLETA
Armando
Romano Filho
(ao centro) e
a equipe da
Uniboats: tão
satisfeitos com
o resultado dos
testes quanto
os clientes
A Celmar, representante Schaefer Yachts no litoral
paulista, colocou a linha de lanchas Phantom na água,
para os clientes experimentá-las, nas praias de Ilhabela
ENTRE AMIGOS
O ex-goleiro
Zetti foi um dos
amigos de Celso
Magalhães, da
Celmar (segundo
à esq, ao lado
de Pedro Odílio
e equipe da
Schaefer Yachts))
que visitou o
evento
28
FOTOS DIVULGAÇÃO
EVENTO
AGRADÁVEL
A linda paisagem
de Ilhabela serviu
de cenário para os
testes dos barcos
da linha Phantom,
em evento
promovido pela
Celmar, do litoral
norte paulista
“ Em três dias de evento, quatro barcos foram vendidos
NÁUTICA SUDESTE
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O SHOPPING
DO PESCADOR
09/06/14 15:26
Aconteceu...
A Nautiko é o maior revendedor
“Mercury,
FS e Mestra da região
.com.br
FOTOS DIVULGAÇÃO
FOTOS HELÔ LACERDA/ANCORADOURO
Entre os presentes,
“Pierre
Loeb, um dos sóciosfundadores do clube, em 1963
Clube comemorou meio século de
vida com festa e lançamento de livro
IATE CLUBE BARRA DO UNA - 50 ANOS
50 ANOS
IATE CLUBE
DE BARRA
DO UNA
Helô Lacerda Franco
1963
2013
IATE CLUBE BARRA DO UNA
ENCONTRO DE
COMODOROS
Paulo Mangabeira
Neto, o novo
comodoro,
com Berardino
Fanganiello, do
Iate Clube de
Santos, e o livro
de Helô Lacerda
BONS AMIGOS
A secretária de
cultura Marianita
Bueno com
Rose e Ernane
Primazzi e Aluisio
Quintanilha (no
alto), Candice e
Marco Fanucchi
(acima) e
Vanessa Moisés
e José Carlos
Posses (ao lado)
NOVA LOJA
NAUTIKO
A concessionária-símbolo da Mercury,
FS e Mestra Boats, em Ribeirão Preto,
inaugurou nova loja, para aumentar ainda
mais seus recordes de venda na região
CASA NOVA
A fachada da
nova loja, maior
e mais bonita, e
parte da equipe
da Nautiko,
liderada por
Rogério Escochi
(ao centro)
distante da água, Ribeirão
“PretoMesmo
compra muitos barcos
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Aconteceu...
FOTOs ALINE BAssI
copa
suzuki jimny
Em Ilhabela, a terceira etapa
do campeonato de vela mais
empolgante de São Paulo teve muita
animação dentro e fora d´água
anuncio_NauticaReg_nautiko_202x133_set13.pdf
1
22/08/13
17:40
carro
e barco
A copa, patrocinada
pelo carro da
Suzuki, teve até
festa com dança, na
pousada Armação
dos Ventos. Ao
lado, a tripulação
do Tangaroa,
vencedor na ORC
FERNANDO MONTEIRO
EDu GRIGAITIs
A última etapa será
“notambém
final de novembro,
em Ilhabela
guia do
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
O que você não deve perder no próximo salão
Náutica SudeSte
35
MOZART LATORRE
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
“
O salão vai de 17 a 22
de outubro e reunirá perto
de 100 expositores
Expositores já confirmados
Náutica SudeSte
G07
Revista Náutica
Revista Náutica
JETS,
JETS,
MOTORES E
EQUIPAMENTOS
MOTORES E
Moda náutica
EQUIPAMENTOS
BoRDaDo a BoRDo
moGaDicHo
naVy noViTa
S77
ESTALEIROS ESTRANGEIROS
S77
8.00
8.00
LOJAS E ACESSÓRIOS NÁUTICOS
LOJAS E ACESSÓRIOS NÁUTICOS
acoBaR
BLinDaGE sEGuRos
muRoLo
my BoaT
ENTRADA
REVisTa nÁuTica CREDENCIAMENTO
saFE WaVE BRasiL
sanTanDER
ESTALEIROS ESTRANGEIROS
SAÍDA
Auditório
equipaMentos
Restaurante
Planta Ilustrativa sujeita a alteração - 12/06/2013
G07
Restaurante
Restaurante
Planta Ilustrativa sujeita a alteração - 12/06/2013
Restaurante
serviços
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BoEninG
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5.00
5.00
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yamaHa
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ESPAÇO
DOS
DESEJOS
7.50
Motores
ESPAÇO
DOS
DESEJOS
ESTALEIROS NACIONAIS
7.00
BRp
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ESTALEIROS NACIONAIS
4.00
Jets
22.00
7.50
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FLEXBoaT
REmaR
sBoaTs
22.00
Restaurante
36
Infláveis e
Caiaques
Restaurante
aGuz maRinE
aRTHmaRinE
azimuT BEnETTi
BaVaRia
FounTainE pajoT
BayLinER
BosTon WHaLER
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piER 22
A06
piERBRasiL
REGaTTa
Rickson/FRamaR
TERRamaR
X-FLoaT
zimaRinE TEak
7.00
Lanchas e veleiros
smaRT piER
soLaRa
sunsEEkER
TRiTon
VaLEnT BoaTs
VEnTuRa maRinE
WakE na VEia
WinD nÁuTica
4.00
estaleiros
E04
E04
SAÍDA
ENTRADA
CREDENCIAMENTO
Náutica SudeSte
37
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
Sunseeker
Manhattan 53
BARCOs DE
DEsTAQuEs
outra grande lancha inglesa, aqui
com representação oficial de
fábrica. Tem estilo de vanguarda e
um nome que dispensa maiores
apresentações para quem gosta de
bons barcos.
Intermarine 75
Deverá será o maior barco do Boat
show e, como de hábito, atraindo
grandes filas para visitação. sua
cabine tem sala com três ambientes
e quatro camarotes, sendo o
principal enorme.
Cimitarra
500 Fly
um dos maiores sucessos do
estaleiro gaúcho cimitarra chega
com novo padrão de acabamento,
bem superior ao anterior, além de
flybridge aumentado.
Schaefer 620
a schaefer yachts terá um grande
estande, com vários barcos, mas o
maior deles no salão será o modelo
620 pininfarina, decorado pelo
famoso escritório italiano de design.
como de hábito, deverá
ser muito visitado.
novidade
Solara 500 HT
construída no Rio Grande do
sul, pelo estaleiro solara, será
apresentada pela primeira vez no
são paulo Boat show. usará motor
Volvo ips e terá uma área útil
interna de mais de 80 m2.
Azimut 60
Princess 56
uma linda lancha de uma
tradicional marca inglesa. no
salão, terá a companhia de outros
modelos da marca, já que no Brasil
a princess oferece a sua linha
completa.
38
Náutica SudeSte
FOTOs DIVuLGAÇÃO
outra grande lancha — nos dois
sentidos — que vai estar no
salão. o projeto é italiano, mas já
é produzida em santa catarina.
Destaque para a suíte principal, à
meia-nau, muito espaçosa, mesmo
para um barco de 60 pés.
novidade
Monte Carlo
MC 5
construída por um estaleiro que faz
parte do grupo francês Beneteau,
foi apresentada pela primeira vez
no Brasil no último Rio Boat show
e é uma lancha diferente, tanto no
conceito quanto na aparência.
Náutica SudeSte
39
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
novidade
Ecomariner
395 HT
Prestige 450Fly
por enquanto ainda em construção,
a mais nova lancha do estaleiro
pernambucano Ecomariner já
estará no salão. É uma 39 pés
com teto rígido e cabine com dois
camarotes.
Faz parte de uma série de sucesso
da marca francesa prestige, aqui
com representação oficial da marca.
Destaque para a sua distribuição
interna, muito bem pensada.
novidade
Beneteau
Oceanis 38
novidade
Veleiro francês que é um
lançamento mundial, tem cockpit
bem livre e espelho de popa
rebatível, que vira plataforma, além
de lugar para até dez pessoas
dormirem a bordo.
Sessa F42
nova lancha italiana construída
no Brasil, fará sua estreia no salão.
preste atenção ao tamanho do fly
e aos detalhes da cabine, como a
cozinha bem completa, com até
máquina de lavar pratos.
Fairline Targa 38
menor modelo de um consagrado
estaleiro inglês, famoso pelo
acabamento elegante e impecável
dos seus barcos. Tem dois
camarotes e muito conforto a
bordo.
novidade
Arth 45
FOTOs DIVuLGAÇÃO
maior e mais novo projeto da
arthmarine, a 415 é grande por fora
e por dentro, com impressionantes
2,20 m de altura na cabine. Tem
teto solar e camas para dois casais.
novidade
Bavaria 37
Cruiser
Smeraldo 40
construída em manaus, mas
com projeto italiano, tem dois
confortáveis camarotes na cabine
e, na versão brasileira, uma ampla
plataforma de popa.
40
Náutica SudeSte
Ótimo veleiro alemão de cruzeiro,
com espelho de popa que vira
plataforma e lugar para seis pessoas
na cabine. Tem duas opções de
quilha: longa ou curta.
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
novidade
Sea Ray 370 Sundancer
Triton 345 HT
Chris Craft Corsair 32
Colunna Sport Cruiser 285
Lancha americana já produzida no Brasil, muito espaçosa,
dentro e fora, e bem equipada de fábrica.
Versão com capota rígida da bem-sucedida Triton 345, é feita
no paraná e tem atraente custo-benefício, como todas as
demais lanchas da marca.
Bela lancha americana de estilo retrô, com excelente
acabamento e cabine com cama e banheiro. usa dois
motores, de 300 a 430 hp cada.
Lançada no salão do ano passado, já vendeu 20 unidades, o
que mostra o sucesso do modelo. Tem costado alto e pode
usar um ou dois motores de centro-rabeta.
novidade
novidade
Sedna LF 365
Fishing 34 WA
Boston Whaler 315
FS 275 Concept
Lancha de pesca oceânica de grande sucesso, vem agora
com novos melhoramentos. Destaque para a cabine, que mais
parece a de uma lancha de passeio.
nova lancha de um dos mais tradicionais estaleiros de lanchas
para pesca do país, tem cabine, mas circulação fácil em torno
do convés. usa dois motores de popa.
Barco americano de pesca, muito bem-feito e seguro. Tem
boca larga e usa dois motores de popa.
Lancha de estilo agradável e com boa cabine, com banheiro
fechado e altura elogiável para uma 27 pés: 1,75 m.
novidade
Wind 34
Four Winns V295
Evolve 270 Cab
construído no Rio Grande do sul, é um ótimo veleiro, com
espaçosa cozinha e, tal qual os seus concorrentes estrangeiros,
com o espelho de popa rebatível, que vira plataforma de popa.
marca americana que chega ao Brasil, através de
representação oficial. Bem construída e bem equipada, deve
ser um destaques da categoria no salão.
Derivada do modelo 265, tem cabine 10 cm mais alta e
banheiro bem completo, com inclusive vaso sanitário
elétrico de série.
FOTOs DIVuLGAÇÃO
Real Top 355
Desenvolvida a partir do modelo Top 350, tem mudanças no
acabamento e no cockpit, agora dividido em três partes.
novidade
42
novidade
novidade
Bayliner Pontoon 23 XT
Dufour 335
Aguz 29 HT
Max 250
muito populares nos Eua, os barcos em forma de plataforma
estão chegando agora ao Brasil, através da marca americana
Bayliner. Este, que vai estar no salão, usa motor de até 150 hp.
outro bom veleiro francês, com popa bem larga e cabine com
dois camarotes. Detalhe interessante é que, mesmo sendo um
barco de porte médio, vem com duas rodas de leme.
Fabricada em são paulo, tem estilo moderno e ousado. sua
cabine tem camas para quatro pessoas e o para-brisa e a
capota formam um conjunto só.
Única lancha nacional de 25 pés com posto de comando
fechado e estilo não comum por aqui. Tem cabine na parte de
cima e embaixo, esta com cama de casal e banheiro fechado.
Náutica SudeSte
Náutica SudeSte
43
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
Phoenix 255 Platinum
Valent 210
Uma das lanchas mais vendidas do estaleiro alagoano
Phoenix, tem cockpit espaçoso e banheiro embutido. Usa um
só motor, de popa ou centro-rabeta.
Produzida em Manaus sob licença de marca americana
Monterrey, tem excelente acabamento e usa motorização de
centro-rabeta, não muito comum para uma 21 pés.
Coral 24L
Ventura V210
Tem proa aberta e cabine ao mesmo tempo, com banheiro
fechado e lugar para uma pessoa descansar. É o menor
modelo do gênero.
Lançada no último Rio Boat Show, tem estilo moderno, bom
preço e usa motor de popa de 90 a 150 hp, com capacidade
para oito pessoas.
Triumph 215CC
Lancha com casco em polietileno, um tipo de plástico bem
resistente, para 10 pessoas e motor de popa de até 200 hp,
importada dos EUA.
FOTOS DIVULGAÇÃO
Malibu Wakesetter 24 MXZ
Lancha americana específica para wakeboard, tem dispositivo
no casco para gerar marolas perfeitas.
novidade
44
Royal Mariner 215
Flexboat SR 1000
A nova lancha do bem-sucedido estaleiro pernambucano
Royal Mariner é uma 21 pés com estilo jovem e esportivo. Tem
linhas retas no casco, proa sextavada e bom espaço interno.
É o maior inflável feito no país, com 10,5 m. Nesta versão,
usada até pela Marinha, acomoda 12 pessoas e tem
capacidade para 3 600 kg. Usa dois motores de centro-rabeta.
Náutica SudeSte
SÃO PAULO
BOAT SHOW
2013
e teM taMBÉM...
FOTOS FERNANDO MONTEIRO
ESPAÇO DOS DESEJOS
35 PaÍSeS NuMa SÓ FeiRa
Pela primeira vez, a Icomia, órgão que reúne as associações das indústrias náuticas de
35 países, estará presente em um salão brasileiro. No São Paulo Boat Show, o órgão
aproveitará para estreitar laços com as entidades congêneres nacionais, com o objetivo de
desenvolver o setor industrial náutico na América do Sul. É uma excelente oportunidade de
os fabricantes brasileiros fazerem contato com seus congêneres estrangeiros.
Como sempre acontece no salão de São
Paulo, além de barcos e novidades náuticas,
os visitantes poderão conhecer, dentro
do Espaço dos Desejos, alguns produtos
que fazem parte dos sonhos de qualquer
pessoa. Como automóveis de luxo, itens
de decoração e beleza e equipamentos
domésticos de última geração. Este ano,
haverá um estande que simula parte de uma
residência hi tech, com alguns itens que todo
mundo adoraria ter em casa. Não perca.
ANOTE AÍ
ONdE?
Transamérica Expo Center
R. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Santo Amaro — São Paulo
QuANdO?
De 17 a 22 de outubro
Quinta, sexta e segunda, das 13 às 21 horas
Sábado e domingo, das 12 às 21 horas
Terça (último dia), das 13 às 20 horas
FÓRUM GUARDIÕES
DOS OCEANOS
Junto e no mesmo ambiente do São Paulo
Boat Show acontecerá, nos dias 17 e 18 de
outubro, o 1º Fórum dos Guardiões dos
Oceanos, uma iniciativa dos organizadores
do salão, em conjunto com a MCI Group
e o ambientalista Fabio Feldmann. Será
uma série de palestras e debates entre
especialistas e ONGs, sobre os problemas
que ameaçam o maior ecossistema do
planeta. Uma rara oportunidade de ouvir
o que os conhecedores do assunto têm a
dizer sobre a saúde e preservação
dos nossos mares.
46
Náutica SudeSte
EQUIPAMENTOS
Mais de 50 estandes de fabricantes
e representantes de equipamentos e
acessórios náuticos estarão
presentes. Destaques para
o novo piloto automático
Evolution, lançamento mundial da
Raymarine, que será apresentado
pela primeira vez, os joysticks Mercury para
motores de popa, o motor Yamaha F200,
o mais leve do mercado na sua categoria e
o colete salva-vidas autoinflável da Marine
Center, que não incomoda no corpo e tem
acionamento automático em contato com
a água. Mas há mais, bem mais novidades.
QuANTO?
Ingresso: R$ 56,00
Crianças até 1 m de altura: grátis
Portadores de necessidades especiais: R$ 1,00
Acima de 65 anos: R$ 28,00
Estacionamento: R$ 35,00
COmO?
Agência de turismo oficial: Must Tour, para
passagens e hospedagens, tel. 11/3284-1666
Hotéis próximos e indicados: Transamérica (tel.
0800-0126060) e Tryp Nações Unidas (tel.
11/5180-9700)
PArA sAbEr mAis?
www.boatshow.com.br
Por jorge de souza
Quem só conhece a pior parte
do rio mais mal falado do país,
custa a acreditar que praias,
paisagens e água limpíssima
possam surgir depois do esgoto
a céu aberto que cruza são
Paulo. Mas é justamente isso o
que quem se dispuser a navegar
de Barra Bonita para baixo,
irá descobrir, quando conhecer...
Valdemir Cunha
AS ouTr AS águAS do
48
Náutica SudeSte
TieTê
Náutica SudeSte
49
começo
de roteiro
Mesmo bem antes
de Barra Bonita,
o Tietê já começa
a ser viável e
navegável, mas
é depois disso
que começa
o verdadeiro
espetáculo e
surgem mais
barcos, como aqui,
na sede náutica do
Bauru Tênis Clube
50
Náutica SudeSte
Jorge de Souza
que você diria se alguém lhe convidasse para passear de barco no Rio Tietê?
Pois em julho último, um grupo de velejadores disse “oba!”, e foram, felizes da vida, navegar no rio que é tristemente conhecido como o
mais poluído do país. Loucos? Nem um pouco. O convite era justamente para descobrir o
lado mais surpreendente do Tietê, aquele onde
o rio que cruza o estado de São Paulo quase de
ponta a ponta é tudo — bonito, limpo, puro,
transparente... —, menos sujo!
Foi a quarta edição do Cruzeiro Hidrovia
Tietê-Paraná, promovido pela Associação Brasileira dos Velejadores de Cruzeiro, que reuniu
perto de uma dúzia de pequenos barcos para
uma longa velejada de 15 dias, na parte onde o
Tietê ainda é como sempre foi: lindo e limpo.
O roteiro começou logo após a cidade de Barra Bonita, pouco antes da metade do percurso
do rio, que rasga o estado e tem mais de 1 100
quilômetros de extensão (mesma distância entre São Paulo e Porto Alegre, por exemplo), e
avançou até o seu deságue, no Rio Paraná, na
divisa com o Mato Grosso do Sul, onde o Tietê
chega com uma água tão cristalina que nem de
longe lembra o esgoto a céu aberto que atravessa a capital paulista.
Para quem só conhece o lado ruim da história, o cruzeiro foi uma tremenda surpresa.
Como sempre é para quem vive na capital paulista, onde o Tietê não passa de um canal concretado podre e fedorento, e o reencontra no interior do estado. Ninguém diz que é o mesmo
rio. Menos ainda que isso aconteça depois de
o Tietê ter morrido, sufocado pela imundície
nos seus 30 quilômetros do trecho paulistano.
É como um milagre da natureza.
Náutica SudeSte
51
rio tietê
angela mattei
A
cada quilômetro que avança pelo te bonito, chamado Pedra Rajada, hoje transvolta à vida
De Ibitinga para
interior de São Paulo, o Tietê, que formado em parque estadual, no município
baixo, surgem
no seu passado histórico serviu de paulista de Salesópolis, distante apenas 22 quivegetações
aquáticas que
estrada para os Bandeirantes desbra- lômetros do mar. Mas, barrado pelos obstácucomprovam a
varem a fronteira oeste do país, vai los da Serra do Mar, corre caprichosamente
qualidade das
águas. Nos meses
ficando cada vez mais limpo. Ou já menos imun- no sentido oposto, rumo ao interior do estado
de inverno, o Tietê
do logo no trecho subsequente à capital paulista. de São Paulo. É um dos raros rios do país que
costuma amanhecer
O rio é longo o bastante para permitir que a naavança do mar para dentro e não o contrário,
envolto em um
denso nevoeiro,
tureza, pouco a pouco, reverta o estrago causa- embora na prática, como todo rio, ele acabe demesmo com o calor
do pelo homem e devolva a vida às suas águas saguando no oceano, do mesmo jeito.
do interior
de São Paulo
— uma inquestionável prova de que, contra a
Mas faz isso após dar uma volta fenomenal,
poluição, basta parar de sujar e pronto.
de quase 10 000 quilômetros. Primeiro, desagua
Em Pirapora do Bom Jesus, a pouco mais
no Rio Paraná, que, por sua vez, depois de unir
de 50 quilômetros de São Paulo, o Tietê já coao Rio Paraguai, vai dar no Rio da Prata, que,
meça a dar sinais de recuperação, acelerado por
por fim, chega ao Atlântico, entre o Uruguai
usinas de produção de energia e algumas core a Argentina — mesmo roteiro que o goverredeiras, que, se por um lado, transformam em
no sonha em explorar com uma longa hidroespuma a grande quantidade de produtos quívia, tecnicamente possível.
micos que o rio carrega, como se fosse uma descomunal máquina de lavar roupas sujas, por oum Salesópolis, o Tietê não pastro, ajudam a reoxigenar a água.
sa de um filete de água de dez
Como consequência, logo surgem pequecentímetros de largura que escorre de um tanque natural, formanos peixes mais resistentes, como os cascudos, e
do por nove diminutas vertentes,
a situação vai melhorando gradativamente. Em
que brotam entre as pedras do local. Mas é tão
Barra Bonita, onde fica a primeira das seis barragens com eclusas que permitem que o Tietê
puro que tem peixinhos e, durante muito temseja navegável em boa parte da sua extensão, ele
po, foi usado como fonte de água potável pelos
não é mais um triste sinônimo de poluição. E
moradores próximos. Sua nascente só foi desquando chega ao Rio Paraná, cada vez mais decoberta em 1953, meros 60 anos atrás, quancantado pelo repouso de suas águas nos grandes
do alguns membros da Sociedade Geográfireservatórios das barragens, sua água não só ofe- ca Brasileira tiveram a curiosidade de seguir o
rece uma visibilidade espantosa como é potável! rio ao contrário, a partir de São Paulo. NaqueMas nem é preciso chegar tão longe para la época, o Tietê ainda era limpo também na
constatar isso. Na metade do caminho, o Tietê capital paulista, embora já não tão cristalino
já é outro rio. E surpreende a cada curva. “Essa quanto uma década antes, quando ainda sediacapacidade de recuperação e mutação do rio va animadas competições de nado, interrompisempre me impressionou”, diz o fotógrafo Val- das quando a poluição começou a atingir nídemir Cunha, coautor do livro Tietê, um rio de veis críticos para os atletas.
várias faces, do qual saíram algumas fotos que
Nos seus primeiros 15 quilômetros, o minúsilustram esta reportagem. “Mas só acredita nis- culo Tietê ainda corre cristalino e chega ao viso quem conhece o Tietê de Barra Bonita para zinho município de Biritiba-Mirim com invebaixo”, completa o organizador do cruzeiro da jáveis 6,4 mg/l de nível de oxigenação na água
ABVC, o velejador Paulo Fax, um entusiasta in(acima de 5 mg/l, qualquer água é considerada
condicional do rio mais mal falado do país.
boa e, acima de 7, excelente). Mas, a partir daí,
O Tietê nasce num recanto particularmencomeçam os problemas: os bombardeios com
E
52
Náutica SudeSte
riCardo zampieri
“
A poluição dá lugar aos barcos e à natureza
rio tietê
esgotos, resíduos industriais e todo tipo de sujeira. O rio, então, começa a adoecer. Na cidade seguinte, Mogi-Mirim, a qualidade da água
passa a ser ruim, em Suzano piora ainda mais,
em Guarulhos torna-se péssima e em São Paulo se transforma numa completa calamidade
— um fétido esgoto a céu aberto.
No ponto de encontro do Tietê com o
também nauseabundo Rio Pinheiros, ainda
dentro da capital paulista, o nível de oxigênio
da água (se é que dá para chamar aquela pasta
espessa e negra de água...) atinge zero e o rio,
tecnicamente, morre — porque, sem oxigênio,
não há vida. E segue assim, morto, até Pirapora do Bom Jesus, onde, por conta da oxigenação da água, passa a ter alguns guaru-guarus,
uns peixinhos cascudos pra lá de resistentes. É
o início da sua ressurreição.
“
Velejar no Tietê?
O cruzeiro provou que dá
54
Náutica SudeSte
angela mattei
A
pós mais dois municípios, Cabreúva e Itu, o Tietê chega a
Salto, onde, ainda mais oxigenado pelas quedas que batizaram a
própria cidade, ganha também a
companhia de garças e biguás, sinal inequívoco de que já há um ou outro peixe mais atraente na água. A situação segue melhorando
também em Porto Feliz e em Tietê (onde, em
dezembro, acontece a linda Festa do Divino,
no próprio leito do rio) e, mesmo ainda não recuperado, já tem cara de rio de verdade.
De lá em diante, o Tietê só melhora. Em
Conchas, começa a Hidrovia Tietê-Paraná,
que permite às barcaças carregadas de grãos
navegarem até muito além do Rio Paraná. E
logo após Anhembi, começa a alargar, por conta do represamento de Barra Bonita, a primeira
de uma série de barragens, que tornam o Tietê, além de navegável, curioso, porque poucos
rios do país possuem eclusas. Neste ponto, a
água do Tietê já recuperou seus níveis de normalidade, com índices de oxigênio beirando os
6 mg/l. E ainda melhorará bem mais. É onde
começa o espetáculo. Não por acaso, de onde
partem os cruzeiros da ABVC, rio abaixo.
ao sabor do vento
As águas do Tietê são
quase sempre tranquilas,
mas, nos dias de vento
mais forte, se agitam
bastante nas represas,
como puderam sentir os
participantes do alegre
Cruzeiro da ABVC
pelo rio este ano
nem Parece rio
A flotilha do Cruzeiro
da ABVC pelo Tietê foi
parando de cidade em
cidade e descobrindo
um rio que, muitas
vezes, tem jeito de praia
angela mattei
rio tietê
“
56
Náutica SudeSte
Nas margens do interior, jeito de praia do litoral
Náutica SudeSte
57
rio tietê
A
“
Na parte baixa, o Tietê serve para lazer e carga
primeira atração do Tietê em sua
que nem combina com o nome da região, conova fase é a própria travessia da
nhecida como Porto Laranja Azeda — esquebarragem de Barra Bonita, feita em
ça a má impressão que o nome deixa e fique só
uma eclusa (para quem não sabe
com a paisagem de cinema.
do que se trata, convém ler o texto
Um pouco antes disso, outra surpresa: o
do verso do mapa que ilustra esta reportagem).
“Pantaninho”, uma espécie de Pantanal em
Ela pode ser feita com qualquer barco, é graminiatura, repleto de lontras, capivaras, jacatuita (como todas as eclusas do rio) e até quem
rés e outros animais silvestres, na foz de outro
não tem embarcação pode experimentar a senrio igualmente limpo: o Jacaré-Pepira, o messação de subir e descer 26 metros de desnível,
mo que banha e faz a festa de Brotas, no inentre a parte de cima e a de baixo do rio, a borterior de São Paulo. Bem próximo destes dois
do de um dos grandes barcos — lá chamados
rios fica o Clube Náutico Isabela, que aluga
de “navios”, já que levam mais de 600 pessoas
barcos para quem quiser conhecer o trecho do
a bordo —, que fazem passeios pelo rio, no treTietê que banha Ibitinga, cidade famosa pelos
cho diante da cidade. É um programa obrigaseus bordados e por um personagem folclórico
tório. Atravessar, de barco, a barragem de Barra
do passado, o ermitão Tião Zabé. Antes do feBonita é o perfeito início de uma surpreendenchamento das comportas da represa, ele vivia
te viagem pelo Tietê que poucos conhecem.
numa ilha no meio do rio, na companhia de
Dali, o rio e a paisagem só melhoram.
muitos gatos, que, para sobreviverem, aprendeDepois de vencer os limites de Pederneiras
ram a pescar — e como pescavam os bichanos
(onde existe até uma fábrica de lanchas de
de Tião! Quando a represa inundou a ilha, ele
passeio, a Mestra Boats), de varar a segunda
e os gatos foram transferidos para uma casa nas
barragem, em Bariri, de margear a larga faimargens, mas nenhum deles resistiu à saudaxa de areias claras que batizou o município
de da vida cercada de água por todos os lados e
de Arealva e de banhar Iacanga (cidade onde
logo todos morreram. O Tietê é um rio replehá um exemplar aquário-escola com os peixes
to de histórias.
do rio), o Tietê estanca novamente, diante da
barragem de Ibitinga.
partir de Borborema, logo após
Lá, a quantidade de aguapés na água é tão
Ibitinga, onde são comuns os
grande que a sensação é de que os barcos estão
búfalos na beira d´água por connavegando na Amazônia. Mal se vê a água na
ta das fazendas, o Tietê alarga de
superfície — só o verde da vegetação flutuanvez e passa a ter proporções quate. Problema? Só para os motores dos barcos,
se oceânicas. São os “grandes lagos”, formados
já que as plantas atrapalham o funcionamenpelo represamento do rio nas barragens, onde
to dos hélices. Mas, para a natureza, a presença
mal dá para enxergar as margens. O primeiro
dos aguapés é outra prova cabal de que o Tietê
deles é a represa de Promissão, sempre um dos
voltou a ser um rio em sua plena vida.
pontos altos dos cruzeiros da ABVC na região.
outras faces
Em Ibitinga também começa o show das
Promissão tem nada menos que 106 quilôCerca de 200
quilômetros após
praias fluviais do Tietê, algo improvável para
metros de extensão por quase dez de largura e,
São Paulo, o Tietê
quem só conhece praia de mar e que jamais
nos dias de vento forte, gera ondas de até três
começa a ganhar
outros ares e
imaginou que alguém, em sã consciência, pumetros de altura — quando isso acontece, ninsurgem barcos de
desse
querer
tomar
banho
num
rio
que
é
quaguém
diz que está num rio, muito menos no
passeio, barcaças
de carga e muitos
se sinônimo de nojo. A primeira dessas lindas
tranquilíssimo Tietê. Além disso, como a reprepescadores.
praias é a que há na confluência do Tietê com
sa inundou antigas florestas, grossos troncos de
E tudo isso só
o rio Jacaré-Guaçu, uma bela faixa de areia
árvores brotam do fundo, tornando a navegação
aumenta, rio abaixo
FotoS angela mattei
A
58
Náutica SudeSte
Náutica SudeSte
59
rio tietê
um tanto delicada. Em compensação, ali o sol
se põe na água, gerando um espetáculo de raios
dourados, e os peixes abundam, para alegria dos
pescadores e dos frequentadores do flutuante
Atalanta, no afluente Rio Dourado, que, embora modesto na aparência, serve um dos melhores
peixes assados do interior do estado.
Outros dois destaques às margens das fartas águas de Promissão são as pequenas cidades de Adolfo e Sabino. A primeira oferece um
clube náutico de primeira, o Jacarandá, com
uma hospitalidade rara de se encontrar — especialmente para quem chega de barco, vindo de outras cidades. Já Sabino, famosa pelo
curioso hábito de seus moradores de falar as
palavras ao contrário, gerando quase um dialeto próprio, tem uma das melhores praias urbanas do Tietê, com uma orla de fazer inveja a
muitas cidades litorâneas.
lindas margens
Há poucas cidades nas
margens do rio, o que
permite paisagens assim.
Mas, quando há, como
em Sabino (abaixo), a
hospitalidade é grande,
como sentiram os
participantes do cruzeiro
E
60
Náutica SudeSte
“
Nas margens, cidades e lindas paisagens
FotoS angela mattei
m Promissão, a eclusa faz os barcos descerem — ou subirem —
outros 29 metros (no total, o Tietê
despenca 747 metros, da nascente à foz) e os conduzem à represa
de Nova Avanhandava, onde o desnível gerado
pela sua barragem é maior ainda, tanto que é feito em duas eclusas, uma na sequência da outra.
Parte disso deve-se à existência, no passado, de
uma grande cachoeira na região, o Salto de Avanhandava, que tinha 12 metros de altura e impossibilitava a navegação. Com a represa, perdeu-se
o esplendor da queda d´água, mas ganhou-se a
possibilidade de navegar pelo rio, e isso hoje é
feito pelas gigantescas barcaças de carga, todos os
dias. Ganharam-se, também, ilhas de vegetação
flutuante, repletas de ninhais de garças e biguás,
e lindas praias artificiais nas margens, como a de
Barbosa, onde a todo instante bandos de maritacas passam voando em algazarra sobre a cabeça
dos frequentadores de suas areias bem brancas. A
praia de Barbosa é outra pequena grande surpresa que o Tietê oferece a quem quiser conhecê-lo
por inteiro. E melhor ainda se for de barco, seguindo o fluxo do rio.
Náutica SudeSte
61
Polinésia
Paulista
Beira d´água do
elegante Iate Clube
de Araçatuba, nas
margens do Tietê:
quem diria que é o
mesmo rio que cruza
São Paulo?
62
Náutica SudeSte
angela mattei
rio tietê
“
De Barra Bonita para baixo, o rio é assim
Náutica SudeSte
63
rio tietê
O
64
Náutica SudeSte
angela mattei
N
ova Avanhandava é a segunda da rio é o maior de todos: 50 metros entre um lado
água e terra
A represa Três
sequência das três grandes represas e outro, o equivalente a um prédio de 20 andaIrmãos é uma
que servem para armazenar e fa- res! Dadas as dimensões da operação, também é
imensidão de água
que engole até
zer girar as turbinas das barragens feita em duas etapas, através de duas eclusas seo sol, nos fins de
que geram eletricidade para qua- quenciais, e desemboca num trecho estreito do
tarde. Nas margens,
se um quarto de todo o estado de São Paulo. É rio, onde ele volta a correr praticamente sobre
surgem praias e
clubes náuticos,
a menor das três, mas tem dois bons clubes náu- o seu leito original — e com a melhor água de
onde quem chega
ticos: o Nova Avanhandava, em Buritama, uma
todo o Tietê, onde a visibilidade chega aos 12
de fora com um
barco é sempre
cidade que tem até um “navio”, o Odisseia, que metros de profundidade. Dá para ver a vegetamuito bem-vindo
faz passeios — e até cruzeiros inteiros! — pelo ção no fundo e arraias nadando sobre bancos de
rio, e o Barbosa Iate Clube, que nem é o único
areia. Transparente é pouco.
“iate clube” do Tietê.
E é com esta qualidade de água que o TieO maior de todos é o Yacht Club de Aratê chega à derradeira cidade do seu curso, Itapuçatuba, logo adiante, um prodígio de beleza e
ra, onde, além de mais uma praia de areias branconforto, com um vasto coqueiral à beira do rio,
cas, há outros atrativos turísticos — além do rio
que mais parece uma praia polinésia. Poucas caem si. Um deles é o que restou do Palácio do
pitais à beira-mar têm um clube assim e num
Imperador, um casarão construído para receber
local tão bonito, às margens da gigantesca (tem
Dom Pedro II na época da Guerra do Paraguai,
138 quilômetros de extensão) e transparente requando então a cidade também ganhou uma copresa Três Irmãos, que, de tão limpa, em breve,
lônia militar, para evitar que os inimigos usassem
abastecerá a cidade de Araraquara, que passará a
o Tietê para avançar.
beber água do rio. Beber água do Tietê! Quem
utro atrativo é o naufrágio do nadiria isso? Mas, da metade do rio em diante, isso
vio Tamandatahy, também comnão só é possível como é perfeitamente saudáprado por Dom Pedro II para
vel. Os próprios participantes do cruzeiro da
ABVC se fartaram de beber água do rio, ao lono mesmo embate, que afundou
go da travessia. E ninguém passou mal por isso.
com a idade e hoje repousa no
A represa Três Irmãos avança até a última
fundo claro das margens da cidade — e pode ser
barragem do Tietê, em Pereira Barreto, cidade
visitado pelos mergulhadores. Também é possídona de uma forte colônia japonesa, de fartos tuvel mergulhar na parte antiga da cidade, que foi
cunarés nas águas que rodeiam a cidade (que,
inundada, amarrando o barco no teto da usina,
com a criação do lago, tornou-se uma ilha) e do
hoje submersa.
segundo maior canal artificial do mundo, que
Itapura ainda abriga um morador bem
une o Tietê a Ilha Solteira e por onde escoam
curioso: uma arara que anda solta pelas ruas, que
as barcaças de carga. O canal de Pereira Barreto
frequenta a padaria todos os dias em busca de coé um prodígio de engenharia, com 30 metros de
mida e que, quando foi roubada e levada para
largura e uma intensa correnteza de três a quatro
São Paulo, os moradores se cotizaram, contratanós dentro dele. Na penúltima edição do cruzei- ram um investigador e recuperaram o animal —
ro da ABVC, em 2012, os barcos avançaram por que virou símbolo da cidade.
ele, até Ilha Solteira. Mas, este ano, os organizaÉ a última surpresa do Tietê antes de desadores optaram por seguir o Tietê em frente, até
guar no Rio Paraná, com uma cor de água imo seu derradeiro trecho, onde ele encontra o Rio
possível de se imaginar. Portanto, se alguém, alParaná, quilômetros à frente de Pereira Barreto.
gum dia, lhe convidar para navegar no Tietê,
Para isso, é preciso vencer mais uma barfaça como os integrantes do último cruzeiro da
ragem, a de Três Irmãos, onde o desnível do
ABVC e aceite na hora.
“
Nos grandes lagos, o rio vira quase oceano
Náutica SudeSte
65
Sobe e desce
rio tietê
Como funcionam os
“elevadores de águas” do Tietê
São Paulo de
barco? Quem
disse que não dá?
Um novo projeto mostra ser
possível a navegação não
só do trecho paulistano do
rio Tietê como em torno de
toda a maior cidade do país.
Mas não é nada fácil
ENTRANDO Com a câmara cheia, no mesmo
nível do rio do lado de fora da barragem, o barco
entra e a comporta atrás dele se fecha, retendo
barco e água em torno dele dentro da caixa.
Por tarcísio alves
Q
66
Náutica SudeSte
ESVAZIANDO Com as duas comportas
fechadas, a câmara começa a ser drenada por
meio de tubulações subterrâneas, e o barco vai
descendo, bem lentamente, junto com a água.
raphael FalaVigna
uem conhece ou já esteve em São Paulo pode
imaginar que navegar pelo Tietê — e, também, no
seu vizinho e poluído rio Pinheiros, os dois principais
cursos d’água que cruzam a cidade — seja algo impossível,
dada a imundície reinante. Mas há um projeto nesse sentido
e que vai bem além disso, porque propõe a criação de um
anel hidroviário em torno da cidade, envolvendo também
Só que as dificuldades para criar um anel navegável em
15 municípios da Grande São Paulo. É o Sistema Hidroviário
torno de São Paulo são tão grandes quanto a própria obra
Metropolitano, que prevê a interligação de vias navegáveis em
em si. Uma delas é de ordem ambiental: serão precisos vários
torno da maior cidade do país (rios e represas, com eventuais
estudos de impacto para criar os canais artificiais necessários
trechos com canais artificiais ligando uma coisa na outra), num
para interligar rios e represas em torno da cidade. E o outro é
total de 170 quilômetros. O objetivo é usar este “cinturão de água”
econômico: o custo está estimado em cerca de R$ 4 bilhões,
para o transporte de cargas e também de pessoas, já que seria
dinheiro que ainda não existe.
uma opção a mais para o caótico trânsito da cidade. Mas, por
A prioridade seria o transporte de cargas. Só bem depois
enquanto, ele não passa de um mero projeto no papel.
desta fase é que entrariam em cena o transporte público e até —
Mesmo assim, o primeiro passo já está sendo dado,
acredite! — os passeios de lazer com barcos em torno da cidade,
com o início da construção de uma eclusa na barragem do
que também fazem parte do projeto. Para cruzar os desníveis
Tietê, no bairro da Penha, na zona leste de São Paulo, que
entre os municípios de Ribeirão Pires e Suzano, haveria um
deve ficar pronta no começo de 2015. Com ela, será possível
sistema de eclusas, como acontece no restante do Tietê. “Seria
aumentar em 14 quilômetros a área navegável do Tietê no
como um minicanal do Panamá”, vibra um dos idealizadores do
trecho que atravessa a maior cidade do país, chegando assim
projeto, o arquiteto Alexandre Delijaicov, coordenador do Grupo
a 58 quilômetros, entre o bairro de São Miguel Paulista e o Metrópole Fluvial..
município de Santana de Parnaíba. Já seria o primeiro trecho
Se este projeto vai virar realidade algum dia, ninguém sabe.
do Sistema Hidroviário, de acordo com o projeto, feito pela
Mas, tecnicamente, é possível. “Por enquanto, a prioridade é
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São
garantir a navegação no chamado ‘Y’ formado pelos rios Tietê e
Paulo, por meio do Grupo Metrópole Fluvial. O estudo prevê
Pinheiros, em São Paulo”, diz o engenheiro Casemiro Carvalho,
quatro etapas de implantação, ao longo de oito governos
diretor do Departamento Hidroviário da cidade. “Mas o projeto é
sucessivos — ou seja, não é nada que permita implantar
viável e é preciso acreditar nos sonhos para torná-los realidade”,
linhas de barcos municipais tão cedo, mas já é um começo.
completa o entusiasmado arquiteto Delijaicov.
navio na caixa
Em Barra Bonita, o
principal passeio
é atravessar a
eclusa a bordo de
um “navio”, que
mesmo enorme,
cabe dentro da
gigantesca caixa
de concreto
SAINDO Quando o nível da água se iguala ao do
outro lado da barragem, a água para de drenar e
a comporta oposta se abre. Pronto: o barco já está
do outro lado, muitos metros acima ou abaixo.
Náutica SudeSte
67
Por jorge de souza
doce rotina
Vila de Picinguaba,
a meio caminho
entre Ubatuba e
Paraty. Aqui, todos
os dias são assim
Jorge de Souza
Cansado de ir sempre para a mesma praia? Que tal ex perimentar uma vila caiçara, onde o tempo não passa?
Pici ngua ba
Picinguaba
A
Vila de Picinguaba,
cenas da vila 1
Casa nativa (abaixo) e o
pescador consertando
a rede na mesma praia
onde os hóspedes
estrangeiros da elegante
pousada Picinguaba
(acima) passeiam,
a pé ou de barco
um povoado quase esquecido
na ponta de uma península,
praticamente na divisa do litoral de
São Paulo com o Rio de Janeiro,
faz realmente jus ao título que ostenta:
é, de fato, apenas uma vilazinha pequena e acanhada. Um conglomerado de casinhas, algumas bem simples, sem
ruas nem praças, na beira da areia da praia e com exatos
pescadores ou caseiros de gente famosa, que a despeito da total insignificância
do local não quer saber de outro lugar. Como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,
que já teve uma casa lá. Ou o senador Eduardo Suplicy, que mantém a sua até
hoje e vira e mexe aparece na vila nos fins de semana. É a tal magia da simplicidade.
Coisa que Picinguaba tem de sobra.
70
Náutica SudeSte
FotoS Jorge de Souza
68 moradores, que todos conhecem pelo nome, muitos deles ainda
“
Picinguaba
Ubatuba ou Paraty?
A distância é a mesma
O paraíso fica ao lado
A Ilha das Couves é o principal passeio de Picinguaba. E é só ver para saber por quê
A
melhor praia de Picinguaba fica fora
da vila, mas numa ilha bem próxima
a ela. É a Ilha das Couves, última de uma
sequência de três pequenas ilhas que se
alinham diante da península que abriga a
vila, a não mais que 15 minutos de barco.
São duas prainhas, bem próximas uma
da outra, interligadas por uma trilha, mas
com a mesma linda paisagem: grandes
pedras fincadas na areia, na beira d´água,
que formam piscinas na maré baixa. O
mar é verde e limpíssimo e a ancoragem
não é difícil, porque a face onde ficam as
duas praias é bem abrigada. A ilha não tem
casas (só a de um caseiro que toma conta
do local, que faz parte da área do parque
estadual), mas, em certas épocas, oferece
um rústico bar — mas convém não confiar
e levar seus próprios lanches e bebidas,
porque bom mesmo é passar boa parte do
dia lá, entre cochilos na praia e banhos de
Picinguaba não tem nada — nem sequer padaria.
Muito menos vaivém de automóveis, até porque não tem
ruas, só estreitos caminhos entre as casas e a praia, que invariavelmente vão dar em alguma escadaria, morro acima.
Uma delas vai dar na principal pousada da vila (na verdade, só há duas), que vive cheia de turistas estrangeiros dispostos a gastar uma grana preta para aproveitar a tranquilidade de um lugar que tem bem pouco a oferecer. Mesmo
assim (ou seria justamente por isso?), todo mundo que
chega, gosta. Picinguaba é quase uma unanimidade.
Contrariando a lógica moderna, também os filhos dos nativos não querem saber de ir embora, mesmo
quando atingem a idade de buscar trabalho. Preferem
continuar na vila, vivendo da pesca, como sempre fizeram
seus pais, ou prestando serviços para os visitantes, como
boa parte agora faz, entre uma puxada ou outra de rede,
porque mantiveram o DNA do mar. Dez anos atrás, a vila
tinha o tamanho de dois ou três campos de futebol, espalhada entre o verde que sobe a encosta, a partir da praia.
Hoje, a despeito de estar literalmente no meio do trecho
mais rico do litoral brasileiro, continua do mesmo tamanho. Não mudou nada em uma década.
mar. A Ilha das Couves é o principal passeio
de Picinguaba (no caminho, pode-se visitar
fazendas marinhas de vieiras, mantidas pelos
pescadores da vila), mas mesmo quem não
tem barco pode aproveitá-la: basta embarcar
nos barquinhos que levam e vão buscar os
turistas. Ninguém jamais se arrependeu.
passeio
obrigatório
A Ilha das Couves
fica bem diante
de Picinguaba e
tem duas prainhas.
Quem não vai até
lá, perde o melhor
passeio da vila
Jorge de Souza
A
72
Náutica SudeSte
vila, no entanto, ganhou algum conforto,
boas camas nas duas pousadas e comida saborosa no seu principal bar-restaurante (na
verdade, o único, o Picimbar, no canto da
praia, que é uma espécie de embaixada da
vila), mas não perdeu sua principal característica, que é a
rusticidade. Tanto que acabou tombada pelo patrimônio
histórico de São Paulo.
Picinguaba fica praticamente na divisa entre São
Paulo e Rio de Janeiro, a meio caminho entre Ubatuba e
Paraty (embora pertença à primeira), naquela parte do litoral dos dois estados mais ricos do país onde a chamada
civilização ainda não chegou por completo. É a antepenúltima praia do litoral norte de Ubatuba, distante cerca
de 40 quilômetros do centro da cidade ou cerca de uma
hora de navegação, com uma lancha a motor, do principal reduto de barcos da região, o Saco da Ribeira.
Náutica SudeSte
73
Picinguaba
“
A vila tem a magia
da simplicidade
FotoS Jorge de Souza
cenas da vila 2
Aviso ecológico na Ilha
das Couves, mergulho
no mar sempre limpo, os
barcos dos pescadores e
os ranchos na areia, onde
eles guardam suas redes
e que são uma espécie de
símbolo da vila
praia vazia
Em Picinguaba, as
areias da praia da vila
não costumam ser
frequentadas
pelos turistas.
Sorte sua
Picinguaba
“
Há dez anos, ela
tem o mesmo tamanho
76
Náutica SudeSte
E
xagero? Nem tanto. Se dependesse apenas da
vontade de alguns ambientalistas mais radicais, Picinguaba, talvez, já não existisse mais.
Ou teria perdido todas as casas de quem veio
de fora, como aconteceu na vizinha e cinematográfica Praia da Fazenda, que oficialmente também fica
dentro dos limites do parque estadual. Em 2005, depois
de muitas intimações e nenhuma ação por parte dos proprietários, 19 casas de veraneio foram colocadas abaixo na
praia ao lado, de uma só vez. Em Picinguaba, muita gente
teme o mesmo destino. Mas, mesmo assim, vai tocando a
vida sem nenhuma pressa.
Até porque não acontece muita coisa em Picinguaba.
Nem precisa. É exatamente esse clima de vila de pescador de novela da Globo que a maioria dos seus visitantes busca. E ali sempre encontra.
pode chegar
A baía de Picinguaba é
bem abrigada e quem
vem de barco pode até
usar as poitas que existem
no canto da praia
Jorge de Souza
D
epois dela, ainda dentro dos limites de São
Paulo, só há mais duas prainhas, ambas bem
menos conhecidas e praticamente inviáveis
para os visitantes, tanto pelo mar quanto
pelo asfalto da Rio-Santos: Camburi e Brava
de Camburi. Em compensação, logo adiante, já do lado
carioca da costa, fica o elegante condomínio de Laranjeiras, de onde partem muitas lanchas que visitam Picinguaba nos fins de semana — principalmente para tomar banhos de mar na Ilha das Couves ou comer vieiras, criadas
lá mesmo, nas agradáveis mesas do Picimbar, que também atende pedidos pelo rádio, no canal 68. E um pouco mais adiante, fica Paraty. Picinguaba não poderia estar
mais bem localizada para quem quer fazer um lindo passeio de barco, a partir de Ubatuba ou Paraty, tanto faz, porque a distância é praticamente a mesma.
Sua prainha, de areias amareladas, grandes pedras à
beira d´água e nenhuma ondinha (água de piscina costuma ser mais agitada do que a da Baía de Picinguaba, o que
é ótimo para as ancoragens), sempre abriga traineiras dos
pescadores locais no horizonte e ranchos de pau-a-pique
com telhados de sapé na areia, onde eles guardam suas redes e canoas e que o mar invade nas marés altas, sem cerimônias. Os ranchos na areia são o cartão-postal de Picinguaba, coisa que não existe mais nas outras praias.
Tudo bem que a maioria das canoas dos pescadores
tenha sido substituída por barcos de alumínio, mas há
uma boa razão para isso. E é a mesma que, em parte, fez
a vila se manter do mesmo tamanho até hoje: as rígidas
proibições do parque ambiental que cerca Picinguaba. Ou
melhor, que a envolve, já que pelos mapas atuais a vila
fica dentro do parque, portanto, sujeita às mesmas regras
preservacionistas, muitas vezes exageradas.
Como a que proíbe os moradores de Picinguaba de
reformarem suas casas, porque a entrada de qualquer material de construção na vila é imediatamente seguida de
multa, quando não do confisco de tijolos e cimento. Que
dirá, então, extrair madeira da mata para escavar canoas,
como faziam no passado os velhos caiçaras da vila? “Nada
contra preservar a natureza, é claro”, diz Peter, dono do
emblemático Picimbar e morador de Picinguaba há mais
de 30 anos. “Mas não se pode esquecer que o parque veio
depois da vila e não se pode, agora, simplesmente querer
acabar com ela.”
Picinguaba
Para quando
você for
Onde é?
Rod. Rio-Santos
Picinguaba fica ao fundo de uma
península praticamente na divisa
entre o litoral de São Paulo e Rio
Ubatuba
de Janeiro, a meia distância tanto
de Paraty quanto de Ubatuba, a
quem oficialmente pertence. É a
antepenúltima praia do litoral norte de Ubatuba,
distante cerca de 50 quilômetros do principal reduto
de barcos da região, o Saco da Ribeira. Abriga um
pequeno arquipélago, com três ilhas próximas, uma
delas com uma prainha imperdível: a Ilha das Couves,
a 15 minutos de barco da vila.
Fotos Jorge de souza
COmO Chegar?
“
Pousadas? Só duas
para fiCar bem
Picinguaba só tem duas
pousadas, mas ambas
bem confortáveis: a
homônima Picinguaba
(no alto) com uma vista
que vale o preço da
diária, e a charmosa
e bem mais acessível
Santa Martha das Pedras
(ao lado), entre a praia
e a mata e com um café
da manhã que fará você
se arrepender se for
embora no mesmo dia
78
Náutica SudeSte
Por terra, pelo asfalto da Rio-Santos, com entrada
a menos de dez quilômetros da divisa entre São
Paulo e Rio, para quem vem de Ubatuba. Por mar,
após atravessar todo o litoral norte de Ubatuba
(ou sul de Paraty), nas coordenadas 23º22´710 de
latitude e 44º50´260 de longitude. Nos dois casos é
uma navegação tranquila, exceto em dias de vento
sudoeste, quando até a própria praia de Picinguaba
sofre um bocado. Mas, na vila, sempre há pontos
seguro de ancoragem e poitas livres, que podem ser
usadas pelos barcos dos visitantes.
Onde fiCar?
Se resolver dormir lá (o que é uma excelente ideia),
saiba que só há duas pousadas em Picinguaba. Mas
— não se preocupe! — ambas ótimas: a homônima
e famosa Pousada Picinguaba (tel. 12/3836-9105), no
alto do morro, com uma estupenda vista para a baía e
que vive cheia de estrangeiros (que não se importam
em pagar diárias a partir de R$ 1 000), e a charmosa
e bem confortável Pousada Santa Martha das Pedras
(tel. 12/3836-9180), no fundo da vila, em meio a uma
vegetação esplendorosa, com diárias de cerca de
R$ 300 e um café da manhã tão bom que você
vai se arrepender se for embora no
mesmo dia.
O que fazer lá?
Beber caipirinha e comer
vieiras gratinadas no Picimbar
Tomar banho de mar nas
prainhas da Ilha das Couves
Caminhar nas areias desertas da
vizinha Praia da Fazenda
Se hospedar em qualquer uma das
duas (ótimas) pousadas da vila
Conversar com os pescadores da vila.
Você sempre aprenderá algo mais com eles
Paraty
Picinguaba
A surpresA dA ilhA
Escondida numa ponta de Caraguatatuba,
a bonita Ilha do Tamanduá esconde
outra surpresa, ainda mais saborosa: o
Tamandubar, um restaurante bem peculiar
divUlGaçãO
É AQUI!
80
Náutica SudeSte
uem olha não vê. Nem a própria ilha,
que, dependendo do ângulo de visão,
se mistura com o morro da praia da Tabatinga, em Caraguatatuba. Mesmo
quem a enxerga, custa a acreditar que naquela ilha aparentemente deserta possa existir um
lugar para comer — e, ainda por cima, bem!
Não fosse por bandeiras amarelas fincadas na
areia da praia principal (grande e linda, por sinal), ninguém diria que, atrás delas, sob a sombra das árvores, se escondem simpáticas mesas vermelhas ao ar livre de um bar-restaurante
que, para muitos, é o melhor de toda a região.
No mínimo, o mais original do litoral norte
paulista: o informal e nada convencional Tamandubar, onde os clientes sentam-se com o
pé na areia e em bancos de madeira e não reclamam. Pelo contrário, amam.
O Tamandubar, “o bar da ilha do Tamanduá”, explica o dono do lugar, o uruguaio
(“com mais anos de Brasil do que muito bra-
sileiro”) Juan Fálcon, que também é pintor
e escultor e usa suas telas e peças para decorar o ambiente, é um restaurante sui generis.
Não passa de um galpão aberto, sem paredes,
só com algumas grelhas quase ao ar livre, que
formam a única “construção” da ilha — se é
que dá para chamá-la assim. Mas, junto com
as três praias da ilha, é razão mais que suficiente para ir até lá. E de barco, porque não há outro meio de chegar.
O Tamandubar também só abre quando o
tempo, o vento e o mar permitem, o que leva
Juan a avisar, um por um, os clientes, via torpedo. “Neste, vamos abrir!”, dispara, às vésperas dos fins de semanas contemplados pela sorte e pela boa vontade de Netuno. “Se não fosse
numa ilha seria bem mais fácil, mas não teria a
menor graça”, diz o uruguaio, um figuraço de
64 anos, pai de uma penca de filhos que vão
dos 44 aos 2 anos de idade, e que sofre horrores
para transportar tudo até a ilha – que nem tem
energia elétrica. “Trago tudo no gelo”, explica. “Mas me baseei no sistema do McDonalds,
que oferece poucas opções de cardápio, o que
torna tudo mais prático.”
As porções (lula, marisco, camarão...) são
preparadas antes e colocadas em pacotinhos,
com a quantidade certa para ir à chapa, segundos antes de salivar a boca dos clientes,
que chegam aos montes, de barco, de Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião, especialmente no
verão — quando, então, a ilha abre todos os
dias que o mar permite. Já os peixes vão intei-
FOTOS JOrGe de SOUZa
é a cara dele
O artista e
cozinheiro
Juan Fálcon: a
essência e o faz
tudo no exótico
e delicioso
Tamandubar, que
não passa de um
galpão numa
ilha deserta
ros para a grelha e chegam à mesa crepitando sobre pranchas de ferro, para delírio dos comensais, que invariavelmente acabam virando
amigos do dono – que é a própria síntese do
curioso restaurante. “Gente chata eu ponho
pra correr daqui”, avisa Juan. E põe mesmo.
Ele chegou a viver um ano inteiro na ilha,
acenando para os barcos da areia, feito um
náufrago que oferecia comida em vez de pedir, mas hoje é famoso entre quem sabe das
coisas. Já os outros, chegam intrigados (como
pode haver um restaurante ali?) e saem tão
surpresos quanto saciados.
A lula que já vale a viagem
Gosto não se discute, mas poucos
discordam de que a lula grelhada
é o melhor prato do Tamandubar.
No mínimo, o mais pedido. “É a
melhor lula do mundo!”, exagera
o velejador Beto Padiani, que por
causa dela virou habitué da ilha. O
segredo está na maciez do molusco após o choque de
temperaturas a que é submetido. “Quebrei a cabeça
pra achar um jeito de tirar aquela textura de chiclete
da lula”, diz o uruguaio Juan. “Mas
lembrei da técnica de maturação
da carne uruguaia e resolvi fazer
o mesmo com ela, congelando e
descongelando, até quebrar as fibras.
Ficou bem molinha.” E também
deliciosa, já que é temperada com
curry e outras iguarias. Cada porção tem meio quilo
de macios anéis da — muito possivelmente — melhor
lula que você já comeu na vida.
TUdO na praia
A Ilha tem três
praias, todas
lindas. Mas,
não fosse pelas
bandeiras
fincadas na
areia, ninguém
diria que aqui
se esconde um
restaurante
Onde fica?
A Ilha do Tamanduá fica
bem pertinho da praia da
Tabatinga, em Caraguatatuba,
no litoral norte de São Paulo,
mas com acesso só por
barco. Não há transporte
fixo da praia para a ilha,
mas o barqueiro Valdecir
(tel. 12/99753-8002) pode
levar e buscar — é só
combinar. Antes, porém,
ligue para o próprio dono do
Tamandubar (tel. 12/997671367), para perguntar se o
restaurante vai funcionar.
BR-101
Ilha do Tamanduá
Caraguatatuba
Náutica SudeSte
81
pescador
que planeja
Hatao Ikebe em sua
loja de pesca, em
São Paulo: pescaria,
para ele, não é
questão de sorte
o mestre do anzol
Desde que, ainda garoto, o japonês
naturalizado brasileiro Hatao Ikebe
usou uma simples agulha de costura
para moldar um anzol, nunca mais
parou de pescar. Hoje, aos 70 anos,
é uma verdadeira lenda entre os
pescadores de mar e um mestre no
assunto, cuja técnica não esconde de
ninguém. Até porque sabe que é bem
difícil alguém conseguir igualá-lo
Por luiZ maciel
A
loja de artigos para pesca Maripesca,
onde Hatao Ikebe pode ser encontrado quando não está pescando — o que
faz, regularmente, um ou dois dias por semana — ocupa uma esquina importante do bairro oriental da Liberdade, em São Paulo. Mas
tem fachada discreta, como se não precisasse
atrair cliente algum. Dentro, é atulhada de recordações de pescarias: peixes empalhados, fotos de pescadores com os troféus que acabaram de colher das águas, etc., etc. Nem parece
uma loja. Lembra mais uma espécie de templo dedicado à paixão pela pescaria, cujo mestre maior é “Ikebe-san”, como Hatao Ikebe é
respeitosamente chamado por seus discípulos
e amigos pescadores. Aos 70 anos, ele é quase uma unanimidade entre os pescadores de
água salgada do Brasil e considerado, senão o
melhor, com certeza o mais técnico — ou meticuloso — na arte de fisgar um peixe no país.
Náutica SudeSte
83
pesca
fotos arquivo pessoal
Brasil, foi trabalhar numa fazenda de café,
mas logo arranjou emprego numa loja de
material de pesca, área que tampouco jamais abandonou.
Para ficar sempre junto aos peixes,
aprendeu, ainda no Japão, as artes da taxidermia (para empalhar alguns dos exemplares que depois capturaria e que hoje decoram as paredes de sua loja) e do gyo toku,
uma milenar técnica de estampar peixes em
papel ou tecido, muito usada pelos velhos japoneses, antes da invenção da fotografia e da
qual, possivelmente, é o único praticante no
Brasil. Também chegou a se naturalizar brasileiro, só para poder participar dos campeonatos de pesca submarina, que disputou avidamente no passado. Mas hoje só pesca com
vara e anzol. E sabe fazer isso como poucos.
I
uma vida
no anzol
Hatao Ikebe
em diferentes
momentos e
pescarias: todo
peixe que ele
pesca, ele come.
Mas, antes disso,
planeja tudo
sobre a pescaria
que irá fazer
“
Tem coisa melhor na
vida que pescar?, pergunta
84
Náutica SudeSte
kebe já passou a administração da loja para
os três filhos, mas continua batendo cartão
ali quase todos os dias, para jogar conversa fora com os clientes (que já viraram velhos
amigos de pescarias) e, sobretudo, para planejar, milimetricamente, sua próxima saída em
busca dos peixes do litoral paulista — o que
faz com claro prazer e como ninguém.
Em sua mesa, há sempre um caderno, no
qual vai anotando tudo o que considera importante para ter uma boa colheita no mar, na
próxima investida: previsão do tempo, tábua
das marés, material que julga mais adequado
levar para a época do ano, pesqueiros que deram mais peixes nas últimas vezes e por aí afora. Nada escapa. Ele anota tudo, com uma caprichosa grafia japonesa, já que, mesmo meio
século depois de ter chegado ao Brasil, ainda
fala um português limitado e escreve no nosso
idioma com extrema dificuldade.
Hatao Ikebe tinha só seis anos de idade
quando fisgou seu primeiro peixe — e o fez
sozinho, inclusive na hora de “construir” o
próprio equipamento. Entortou uma agulha
de costura da mãe, a título de anzol, e fisgou
uma carpa de bom tamanho, em meio às plantações de arroz, no Japão. Nunca mais parou
de pescar. Quando sua família imigrou para o
“
T
em coisa melhor na vida que pescar?”, pergunta. “Pra mim, não tem.
Quando a linha puxa, você esquece tudo. O tamanho do peixe nem importa. Grande ou pequeno, pra mim dá o mesmo prazer”.
Comedido nas emoções, como a maioria dos orientais, seus olhos se enchem de
brilho se a conversa for sobre pescarias. Tem
dois velhos álbuns de fotos, já desgastados
pelo manuseio frequente, que faz questão de
mostrar, enquanto conta como pegou esse
ou aquele. E, no meio, vai ensinando um ou
outro macete. Como todo mestre, Ikebe-san
não se incomoda em dividir conhecimentos
(coisa rara entre os pescadores) e aprecia ensinar os outros.
Até porque sabe que, por mais que ensine, dificilmente alguém lhe fará frente, quando o assunto for fisgar um peixe no
mar. Embora não saiba explicar exatamente
como chega até os peixes.
—Eu olho para o mar, vejo como o vento está batendo na costeira e consigo sentir
se vai dar peixe ou não. É difícil explicar,
mas eu sinto isso.
Coisas de mestre.
O que ele tem a ensinar sobre...
equipamento
“Escolha o material em função do
peixe que quer pegar. Não dá para
generalizar. Mas o anzol tem que ser
resistente. Já a vara precisa ser bem
flexível e envergar bastante, mas
sem risco de quebrar. A linha tem de
arrebentar antes de a vara quebrar.”
linha
“Não se pode querer economizar na
linha. Ela tem de ser a melhor que
existe. Muitos pescadores usam linha
de 0,70 ou 0,80 milímetros, pensando
na resistência. Eu uso de 0,52 mm,
0,57 mm no máximo, porque quero
esconder a linha dos peixes. Ela tem
que ser fina e transparente, senão os
peixes percebem e fogem. Há linhas
até mais finas do que isso, feitas com
multifilamentos, mas que só servem
para pesca de profundidade, a
sete ou oito metros da superfície,
porque elas provocam certa
vibração dentro d’água.”
estratégia de pesca
“Pescar não é sorte; é planejamento.
Você tem que estudar como vai estar
o tempo no dia da pescaria, a maré e
escolher bem o equipamento. Precisa
saber qual tipo de peixe quer pegar e
só então escolher a linha e o anzol. Se
eu quero pescar no sábado, começo
a preparar as coisas já na segunda e
acompanho, dia a dia, a previsão do
tempo. O pescador também não deve
ficar esperando o peixe chegar. Tem
que ir atrás dele, experimentando
iscas e locais diferentes. E também
deve observar os outros pescadores,
o que eles estão usando, mude a
linha, troque o comprimento do
chicote, experimente novas iscas e,
principalmente, mude de lugar.”
temperatura da água
“Águas quentes atraem parasitas,
que emagrecem e tiram o sabor
de alguns peixes. Mas águas frias
também são ruins, porque espantam
os bichos. Evite, portanto, as correntes
— tanto frias quanto quentes. Peixe
bom fica no fundo, mas você não
pega nada se a água lá embaixo
estiver fria. E para saber se ela está,
o único jeito é jogar o anzol, esperar
alguns minutos e recolher, para sentir
na mão a temperatura do chumbo.
Termômetro não adianta, porque ele
só mede a temperatura na superfície.
Muita gente compra à toa.”
melhores pesqueiros
“Gosto de ir a Ilhabela, para pegar uns
olhos-de-boi em alto-mar, ou no Canal
de São Vicente, para robalos. Para
mim, já está bom demais. O litoral
de São Paulo é ótimo para pescar!
Mas como eu gosto de comer o que
pesco, vou sempre atrás apenas dos
peixes mais saborosos. Nestes dois
locais têm de sobra.”
melhores peixes?
“Sendo de época, ou seja, quando ele
tem o melhor sabor, porque está com
bastante gordura, todo peixe é bom.
Mas carapau, robalo, olhete e pargo
rendem ótimos sashimis,
por exemplo, desde que a
pessoa saiba extrair o filé”
Náutica SudeSte
85
A RUA DOS BARCOS
P
or conta do seu tamanho de megalópole, São Paulo
tem tendência a unificar produtos e serviços numa
só rua ou região, porque torna a vida mais fácil e
prática. É assim com os eletroeletrônicos na Rua Santa Ifigênia, com as lojas de moto-peças nos arredores da Barão
de Limeira, com os atacadões da 25 de Março e com os
vestidos de noiva da Rua São Caetano, não por acaso bem
mais conhecida como a “Rua das Noivas”. É tanta segmentação que até os barcos têm um endereço coletivo: a
Avenida dos Bandeirantes, na zona sul da cidade.
Ali, ao longo dos seus quase sete quilômetros de extensão, há atualmente quase uma dezena de lojas náuticas (mais duas bem próximas), que vendem praticamente tudo o que existe para a diversão na água — de boias
coloridas a iates, passando por lanchas, acessórios e jets.
86
Náutica SudeSte
As duas mais recentes novidades no pedaço aconteceram
em agosto, com a inauguração das lojas oficiais das marcas Schaefer Yachts e Cimitarra, ambas com grandes barcos expostos em megavitrines que ocupam a fachada inteira das lojas e chamam ainda mais a atenção de quem
passa, numa cidade dominada pelos automóveis — só na
Avenida dos Bandeirantes passam cerca de 30 000 deles
por hora, o que acentua ainda mais o curioso aspecto de
ver grandes lanchas expostas quase na calçada e faz muita gente embarcar no sonho de ter um barco. “Quando os
motoristas, trancados no trânsito sempre congestionado da
Bandeirantes, olham para o lado e veem uma lancha, imediatamente se imaginam passeando na água no fim de semana, e isso já levou muita gente a comprar um barco conosco”, diz Marçal Martins, da loja Universo Náutico.
Com a inauguração de mais duas lojas náuticas,
a Avenida dos Bandeirantes, em São Paulo, firma-se
de vez como a rua dos barcos na cidade que nem tem mar,
mas muita gente — cada vez mais — querendo navegar
A localização da Avenida dos Bandeirantes é estratégica para as lojas de barcos não apenas por ser uma das principais artérias da maior metrópole do país, unindo a Marginal do Rio Pinheiros à Rodovia dos Imigrantes, caminho
natural para Santos, Guarujá e o litoral sul paulista. Ela
também serve de acesso ao Aeroporto de Congonhas, que
fica colado na avenida — portanto, frequentada por muita gente com poder aquisitivo para comprar um barco. “A
caminho da praia, a pessoa é naturalmente estimulada a
imaginar como seria bom ter um jet ou uma lancha para
aproveitar ainda melhor o mar”, explica outro lojista da região, Valdir Brito, da Jetco.
A total proximidade com o aeroporto é, também, um
facilitador para quem vem de outras cidades em busca de
comprar um barco, jet ou equipamentos náuticos — não
Mozart Latorre
mais uma
Nova loja oficial da
Cimitarra na avenida
com mais “água” de
São Paulo: o trânsito
sempre ruim ajuda
a vender mais barcos
é preciso nem enfrentar o trânsito de São Paulo para fechar bons negócios, já que, como as lojas da Avenida dos
Bandeirantes vendem bastante, ainda costumam oferecer
bons descontos nas negociações. Também ajuda na pesquisa dos interessados, porque, com todas as lojas na mesma rua, fica bem mais fácil visitar várias delas no mesmo
dia, para comparar preços e ofertas.
Por tudo isso, a Bandeirantes, famosa também por
reunir várias lojas de outros segmentos (piscinas, banheiras, churrasqueiras, etc. etc.), tornou-se uma das maiores
vitrines de São Paulo, literalmente, até porque barcos não
cabem em qualquer espaço. E a imagem de lindas lanchas
expostas em meio ao concreto e asfalto criam um inusitado cenário numa cidade que não tem mar, mas muita
gente sonhando em começar a navegar.
Náutica SudeSte
87
Universo Náutico
avenida dos bandeirantes
A nova casa da Cimitarra
Casarini
A loja dos campeões
Casarini
Denísio e Deninho Casarini, pai e filho, são
consagrados campeões de velocidade — um
nas motos, o outro nos jets. São, também, donos
desta famosa revenda de jets Sea Doo, que
representa, também, as lanchas do estaleiro
alagoano Phoenix. Deninho, que é tricampeão
mundial, é quem atua de perto na loja, atendendo
e orientando os clientes — imagine ser atendido
por um expert deste nível! “Já tive um cliente de outro estado que veio de avião
só para comprar um jet comigo e voltou duas horas depois. Essa é a vantagem
de estar tão perto do aeroporto”, diz Deninho. A Casarini tem cerca de 10 000
clientes cadastrados e já vendeu cerca de 5 000 jets. “O verdadeiro campeão
aqui é Sea Doo GTI 130, que vende feito água”, brinca o piloto e empresário.
Boats Nautic
40 anos de náutica
A Boats Nautic, que fica praticamente
na esquina da Bandeirantes com a
principal avenida que a cruza (e bem
diante do aeroporto), revende lanchas
de cinco estaleiros nacionais (Magnum,
Colunna, Maxmarine, Axtor e Ventura)
e um estrangeiro, a Sunseeker, da qual é representante oficial no país. A loja
também é autorizada Volvo Penta e oferece oficina especializada nos motores
da marca, além de barcos usados, acessórios e itens de decoração náutica.
José Carlos Scodelario, que fundou a loja junto com seu pai, 40 anos atrás, já
perdeu a conta de quantos clientes teve, mas estima que tenha vendido cerca
de 8 000 barcos e 13 000 motores — e sempre na mesma avenida. “Aqui é
perfeito para isso”, diz Scodelario.
Av. Bandeirantes, 2 200, tel. 11/5094-0580
Regatta
Regatta
Um shopping náutico
JetOnline
Loja de especialista
Atendimento personalizado de cada cliente é a principal proposta da
JetOnline, uma pequena mas bem especializada loja de jets, aberta por Fábio
Dias, o Fabinho, três anos atrás, após mais de 30 anos de experiência na área.
Ela não tem nem vitrine — e ele explica por quê. “Acho muito importante
estar totalmente disponível para um só cliente, por isso, não faço questão
de ter a loja cheia. Além disso, como muitos chegam aqui via internet, nem
preciso de fachada”. A JetOnline revende jets de todas as marcas, mas seu
diferencial é atuar como uma espécie de “consultora” do tema, indicando
o melhor modelo para cada cliente, em função do perfil do comprador e
gostos pessoais de cada um. “Quase sempre o cliente não sabe bem qual jet
quer. Quer apenas ter um. E é aí que nós entramos para ajudar”, diz Fabinho,
que não cobra nada a mais por isso.
Av. dos Bandeirantes, 2 085, tel. 11/3045-5232
All Flags
A Regatta faz parte da
mais completa rede de
lojas náuticas do país. São
11 lojas, que vendem de
tudo: do menor parafuso
a iates de 70 pés — além
de ser representante
oficial das marcas Sessa,
Fishing, Regal e Zefir, em
São Paulo. A loja da Av.
Bandeirantes é a maior
de todas, com uma
infinidade de itens, que
vão de eletrônicos para
barcos a peças de decoração náutica — além dos
parafusos já citados... É um verdadeiro shopping
náutico, com 1 200 m² de área, para quem gosta
de barcos sair de lá mais do que satisfeito. “Os
eletrônicos são os produtos mais vendidos e os
clientes de fora de São Paulo sempre passam por
aqui, para ver as novidades”, diz Marcelo Galvão
Bueno, um dos responsáveis pela rede de lojas.
“Mas nossos clientes também compram bastante
utensílios para cozinha de barcos e, de tempos
para cá, pranchas de sup, que viraram mania.”
Avenida Moreira Guimarães, 1 380, tel. 11/5533-7799
Jetco
Boat Nautics
Universo
Náutico
Náutica SudeSte
Av. Bandeirantes 4 063, tel. 11/5093-1124
“
São quase
uma dúzia de
lojas, quase
lado a lado
Trilhas & Mares
Para a água ou para a terra
Jetco
All Flags
A pioneira dos jets
Quem compra, volta
A Jetco, revenda exclusiva de jets Yamaha para São Paulo, é, também, uma das lojas náuticas mais antigas
da cidade, com 25 anos de vida. Nasceu junto com o lançamento do primeiro jet Yamaha no Brasil, o
Waverunner, em 1988. Hoje, vende jets novos e usados, peças e acessórios e oferece serviços de assistência
técnica e mecânica. Tem mais de 4 500 clientes cadastrados e um incontável número de jets vendidos, já
que quase ninguém consegue comprar apenas um jet do seu proprietário, Valdir Brito, figura lendária no
mundo das motos aquáticas e que hoje trabalha na companhia dos filhos. Ex-sócio do estaleiro Intermarine,
Valdir largou o mercado de lanchas para se dedicar apenas aos jets, um quarto de século atrás, e não se
arrepende de ter escolhido a Bandeirantes para montar sua loja. “Naquela época, não tinha nenhuma outra
por perto”, diz. “Hoje, há um mundo náutico em volta da gente.”
A All Flags começou como uma revenda de jets, mas passou a vender lanchas em seguida. Hoje, representa
as marcas Bayliner, Sea Ray, Boston Whaler e Fibrafort e tem uma das maiores estruturas náuticas de São
Paulo. Vende cerca de 100 barcos por ano, entre novos e usados, e tem clientes de várias outras cidades,
que não raro chegam do vizinho aeroporto de Congonhas direto para a loja. Como barco vendido lá tem
recompra garantida na troca por outro, o movimento só aumenta. “Uma cliente nossa, do Rio de Janeiro,
trocou uma Focker 19 pés por uma 24 em menos de 15 dias, porque, na primeira vez que foi para a água,
ficou insatisfeita com o tamanho do barco, perto dos que navegavam em Angra”, conta Celso Del Poente,
vendedor da loja há mais de seis anos. “Ela comprou o novo barco pelo telefone mesmo, porque sabia que,
se não gostasse de novo, poderia trocá-lo novamente com a gente. E isso nem toda loja oferece”.
Após participar de diversos campeonatos de
jets e abrir uma loja de motos no centro de São
Paulo, José da Costa, o Chinchão, como gosta
de ser chamado, hoje dono da Trilhas & Mares,
mudou-se para a Avenida Bandeirantes e, desde
2005, passou a revender também jets, da Yamaha
e Sea Doo, além de quadriciclos de diversas
marcas. “Somos da terra e do mar”, brinca. “E tem
muita gente que compra logo as duas coisas, para
a casa de praia”, explica Chinchão, que conta com a
ajuda do sobrinho, Ramón, para tocar a loja. “Estar
na Bandeirantes já é, por si só, uma propaganda
para qualquer loja náutica.” Como extra, a loja ainda
tem uma marina na represa de Igaratá, pertinho
de São Paulo, onde também oferece serviços de
oficina para jets.
Av. Bandeirantes, 3 730, tel. 11/5042-9977
Av. Bandeirantes, 3 888, tel. 11/5536-3610
Av. Bandeirantes 4 480, tel. 11/5049-0599
Trilhas
& Mares
Av. dos Bandeirantes, 2 829, tel. 11/3030-3404
88
Nascida da união entre o empresário
Marçal Martins e o estaleiro gaúcho
Cimitarra, a — nova — Universo Náutico
(que, no entanto, já existe há sete anos
na Bandeirantes) também é, agora, loja
oficial da marca — mas segue vendendo
outras lanchas seminovas. Recentemente,
inaugurou também uma grande área de acessórios, aumentando a oferta de lojas
deste gênero na avenida mais procurada pelos donos de barcos de São Paulo.
E não por eles. Tradicionalmente, a Universo Náutico também é bem procurada
por compradores de Angola, que veem no Brasil (e particularmente nos barcos
da Cimitarra) oportunidades de bons negócios. “Alguns angolanos são nossos
clientes fiéis e um deles até acabou de comprar uma Cimitarra 700, que ainda
nem foi lançada”, comemora Marçal. “É a terceira lancha que ele compra aqui,
sinal de que gostou, tanto da loja quanto dos barcos.”
Náutica SudeSte
89
Fotos Mozart Latorre
Jet Online
avenida dos bandeirantes
Quebramar
Vip Náutica
A mais nova do pedaço
Há tempos que a Schaefer Yachts, de Santa Catarina e um dos três maiores
estaleiros de lanchas de passeio do país, sonhava em ter uma loja exclusiva
da marca em São Paulo, quase como um showroom dos barcos que produz
— se bem que alguns deles, de tão grandes, não caberiam dentro de uma
loja. Já estava até negociando um imóvel, no início da própria Avenida
Bandeirantes, quando dois dos mais experientes vendedores da marca,
Marcos Pacheco e Mauricio Souza, revelaram o desejo de abrir uma loja
própria, na mesma avenida. Foi o casamento perfeito: eles ganharam a
chancela de revendedor autorizado e a Schaefer, a sua primeira loja oficial na
cidade. Instalada dentro de uma bonita caixa de vidro, a Vip Náutica começou
a funcionar em agosto e vendeu sua primeira unidade antes mesmo de ser
oficialmente inaugurada, o que dá uma boa amostra do sucesso da marca
no mercado.
Quebramar
Tudo para quem está começando
Com lanchas entre 18 e 60 pés, de diversas marcas, a Quebramar, também
pertinho do final da Avenida Bandeirantes, é bem mais do que uma simples loja
multimarcas de barcos usados. É também oficina, loja de peças e acessórios,
e quando algum novo cliente pede ajuda para aprender a navegar, seu dono,
Carlos de Souza, não hesita em ir junto, para ensinar. “80% dos nossos clientes
são iniciantes no mundo náutico e fizemos a loja exatamente para atender a
esse público”, diz. “O que eu quero é que o barco seja um prazer para o cliente,
não um problema, pois não adianta ele comprar um e nunca mais querer saber
de outro, porque todos perdemos com isso”. Por isso, Carlos até se oferece para
ir junto nas primeiras saídas, para mostrar os melhores locais do litoral paulista e
nem se incomoda de ficar de plantão no celular, nos fins de semana, para sanar
dúvidas a distância. “Cada novo navegante é um novo cliente e amigo para
sempre”, diz.
Av. Bandeirantes 5 000, tel. 11/2737-5050
Av. Dr. Ricardo Jafet, 2 976, tel. 11/5084-3104
Fotos Mozart Latorre
Poddium
Vip Náutica
“
Onde a
avenida
termina, as lojas
continuam
Poddium Náutica
Tudo num só lugar
A Poddium Náutica não fica na Bandeirantes, mas bem próximo, na avenida
Abrahão de Moraes. É uma loja de múltiplas utilidades náuticas. Além de vender
lanchas novas e usadas, trabalha com reforma de barcos e infláveis. Também
fabrica carretas para transporte de lanchas e jets, além de fazer manutenções
em carretas de outras marcas. Oferece ainda equipamentos, cursos para
habilitação náutica, serviço de despachante e até um brechó, que vende
acessórios usados. Apesar de estar na região há 25 anos, já tem mais de 30
anos de história. “Comecei na garagem da minha casa”, diz Sérgio de Castro, o
proprietário. Para ele, o segredo do sucesso está na diversidade de produtos
e serviços que a loja oferece. “Para aprender, comprar ou consertar, aqui é o
lugar”, resume.
Av. Prof. Abrahão de Moraes, 2 650, tel. 11/3506-4400
90
Náutica SudeSte
Você e seu barco
10 maneiras bem mais econômicas de
aumentar a performance de sua lancha do que
apenas trocar o motor por outro mais forte
A
1
Distribua bem o peso
a bordo e não exagere
Quanto mais leve, mais rápido. Então,
retire os supérfluos. Se a lancha for
pequena, o peso mal distribuído a deixará
desequilibrada e lenta. Concentre o peso no
centro, um pouco atrás da meia-nau.
Veja se não há cracas
nem limo no casco
Se houver, limpe tudo: casco, eixo, leme,
etc. Esses parasitas da água criam arrasto,
“freando” o barco. Numa lancha de médio
porte, com propulsão de eixo e pé-degalinha, incrustações no casco reduzem a
velocidade em, pelo menos, 20%.
E, às vezes, até impedem o planeio.
2
Alinhe bem o
eixo da propulsão
3
Não leve mais do que o
necessário nos tanques
Não deixe a popa
afundar demais
8
Posicione bem o motor
9
Equipe a lancha
com um jack plate
Barcos com motor de popa ou centrorabeta atingem seu melhor desempenho à
medida que se ergue a proa e reduz a área
de contato com a água. Mas isso precisa
acontecer na medida certa, sem que o
motor levante demasiadamente, para o
hélice não ventilar.
Combustível e água pesam um bocado. Por
isso, carregue o necessário para o passeio,
acrescido de uma reserva de cerca de um
terço. Quem navega sempre com o tanque
cheio ganha tranquilidade, mas perde
velocidade.
Mantenha os hélices
em bom estado
7
Para erguer a popa do barco e assim
diminuir o arrasto, use flapes fixados no
espelho de popa. Quando se abaixam os
flapes, a popa ergue e o barco passa a
navegar na posição normal, portanto, com
maior velocidade.
Barcos com propulsão tipo eixo e pé-degalinha precisam ter o eixo muito bem
alinhado com o motor, para reduzir ao
máximo a vibração, pois ela também
provoca perda de potência.
4
Ajuste o passo do hélice
Hélices fora do passo prejudicam a
performance e podem até danificar o
motor. Se a rotação não atingir a máxima
prevista, é sinal de que o passo está muito
longo. Se, ao contrário, passar da máxima,
é porque ele está curto. Nos motores de
popa, a rotação varia cerca de 200 rpm
para cada polegada no passo.
truques para
navegar
mais rápido 6
primeira coisa que passa pela cabeça quando se quer melhorar
o desempenho de uma lancha
é trocar o motor. Claro que isso ajuda. Mas custa no bolso e nem sempre
resolve o problema. Por isso, antes de
decidir pela simples troca da motorização, vale a pena considerar alternativas bem mais simples e, principalmente, mais baratas, que podem fazer sua
lancha navegar melhor e mais rápido.
Como estas aqui ao lado.
arq. náutica
MaiS NóS COM
MENOS diNHEirO
10
5
O jack plate serve para erguer o motor de
popa verticalmente, diminuindo o atrito
do hélice e da rabeta com a água, sem,
contudo, alterar o trim da lancha. É um
ótimo e simples recurso.
10
Hélices danificados, por menor que seja
o dano, forçam o sistema de propulsão,
geram vibração e roubam velocidade. Se
eles sofrerem qualquer deformação, mande
repará-los e balanceá-los. Se o caso for mais
grave, troque por novos.
Recolha a capota,
sempre que possível
Capotas protegem bem contra o sol e a
chuva, mas impedem que o barco atinja
maiores velocidades, porque, quando
abertas, aumentam a resistência ao ar. Se
você quiser navegar mais rápido, ande com
ela fechada ou a recolha sempre que puder.
Náutica SudeSte
93
Você e seu barco
11 dicas
quentes
para
o seu
cHurrasco
no barco
1
Carvão ou gás?
fogo, porque eles podem escorrer para o
embebido em álcool.
2
náutica sudeste
Mantenha a temperatura
do braseiro estável. Se o carvão
O melhor carvão é o de
madeira de eucalipto, que além de
ecologicamente correto, não gera tanta
cinza nem faz tanta fumaça.
8
Fogo bom não tem
labaredas, apenas brasas
incandescentes. Tente mantê-lo
diminuir ou acabar e esfriar demais,
assim, abrindo, com certa frequência,
a carne endurece.
a tampa da churrasqueira, para
3
controlar as chamas.
Não lave a carne nem a coloque
direto do descongelamento no fogo,
porque, com o calor, ela perderá muito
sumo e tenderá a ficar seca e dura.
4
for surgindo certo “suor” na parte de
malpassada. Ou seja, quase ao ponto.
5
Não coloque muito carvão,
mas vá repondo aos poucos, até
porque, nas churrasqueiras de barcos,
10
Para preservar a
suculência da carne faça um
“selamento” antes de assá-la, colocando-a
no fogo bem quente durante um ou dois
Deixe um pouco de
gordura, mesmo que você
não coma nem goste disso, porque ela
realça o sabor da carne.
6
9
cabe bem menos. Por isso, acaba rápido.
Vire a carne na medida em que
cima. Quando isso acontecer, ela já estará
F
94
7
casco. Só acendedores próprios ou pão
Embora as churrasqueiras a gás sejam bem
práticas (não fazem fumaça, não encardem
a churrasqueira e para acender o fogo
basta girar um botão, como num fogão) e já
bastante comuns nos barcos, para os puristas
do churrasco nada substitui o bom e velho
carvão, que deixa um gostinho especial
na carne. É que, como as churrasqueiras
elétricas são mais rasas e o fogo a gás
bem mais forte e constante, a carne assa
muito mais rápido e pode queimar por fora,
mesmo estando ainda crua por dentro —
além de perder mais sumo. Ou seja: ganhase na praticidade, mas perde-se no sabor. Ou
vice-versa, no caso do carvão.
O que fazer para o churrasquinho
a bordo ficar ainda mais gostoso
Calcule 400 gramas por
pessoa, ou um pouco menos no
minutos. Isso criará uma película em
volta dela, que reterá o seu sumo.
11
Churrasco de verdade,
segundo os puristas, deve ser ao
ponto ou, então, malpassado — carne
torrada jamais! Mas gosto, obviamente,
caso de mulheres, mas lembre-se de que
não se discute. Na dúvida, pergunte o
atividades na água sempre dão fome.
gosto de cada um.
Pouco ou muito sal?
shutterstock e divulgação
im de semana de sol. Você sai de barco com a família e os amigos, escolhe uma prainha tranquila, ancora, deixa as crianças brincando na água e começa,
então, a sua verdadeira diversão: preparar um churrasquinho a bordo. A cena é tão frequente que, hoje, quase todos
os barcos já saem de fábrica com uma churrasqueira e preparar picanhas e linguiças sobre as águas acabou virando a
própria razão de muitos passeios náuticos.
A rigor, qualquer lancha ou veleiro pode ter uma churrasqueira, desde que ela seja apropriada para uso náutico
— ou seja, pequena, com tampa e presa na plataforma de
popa ou no guarda-mancebo — mas sempre na parte de
trás do barco, onde o vento é menor e o espaço, maior. Na
proa não, porque, quando ancorados, os barcos ficam naturalmente aproados no vento, o que significa que a fumaça
irá se estender por todo o casco. Além disso, o vento pode
trazer partículas de carvão para bordo e aí o resultado será,
no mínimo, um convés encardido.
Churrasco é a mais simples das refeições, não exige
nada além de fogo e carne e, ao contrário dos lanches, é
um ótimo pretexto para reunir todo mundo. Além disso,
de futebol e churrasco, todo homem entende um pouco.
Ou, pelo menos, acha que entende... Se for (ou não) o seu
caso, confira estas dicas e bom proveito!
Não use líquidos
combustíveis para acender o
Carne sem sabor ou, pior, salgada demais
são os dois problemas mais corriqueiros
nos churrascos. Para o primeiro, basta
acrescentar sal grosso — quase sempre em
abundância e, a princípio, revestindo toda
a carne. Para o segundo, é preciso lembrar
que, depois de um tempo de cozimento,
deve-se bater a carne, para tirar o excesso
de sal. A quantidade de sal e o tempo certo
de sua permanência na carne são quase
segredos para todo bom churrasqueiro. Mas,
como referência, adote o seguinte padrão:
cerca de 100 gramas de sal grosso para
cada quilo de carne (revestindo-a feito uma
capa) ou apenas 20 gramas se for sal fino,
de cozinha, que não é tão recomendado.
E para ela não ficar salgada demais, tire o
excesso quando já estiver quase no ponto
de malpassada. Outro cuidado: use apenas
sal seco, porque, se ele estiver úmido, a água
aumenta sua penetração na carne e salga
mais do que deveria.
náutica sudeste
95
Você e seu barco
comprimento, além de acessórios
como “snaps” (grampos) para troca de
iscas, giradores, pesos (chumbadas)
e anzóis variados. Com esse kit, você
estará bem preparado para fisgar
várias espécies do nosso litoral, na
faixa entre meio e dez quilos.
É preciso ter licença
para pescar?
Sim! No mínimo, deve-se ter
licença nacional de pesca amadora,
antigamente emitida pelo Ibama
e hoje sob responsabilidade do
Ministério da Pesca. O link para obter
a guia de pagamento ainda é do
site do Ibama: www.ibama.gov.br/
pescaamadora/licenca. Sua validade é
de um ano.
Qual o melhor anzol?
As dúvidAs
que todo
pescAdor
iniciAnte tem
Você tem um barco e quer sair para pescar,
mas não sabe como começar? Veja aqui
as respostas às dúvidas mais comuns dos
iniciantes para pescarias no mar
96
náuticA sudeste
Qual é o
equipamento básico?
Comece comprando uma vara de
ação rápida (como se diz dos modelos
com pouca flexibilidade na ponta),
com 6’6” (1,98 m) de comprimento e
classe de 20 libras (ou seja, apropriada
para linhas com resistência de até
20 libras, ou aproximadamente nove
quilos). O molinete (ou carretilha) deve
ser preenchido com pelo menos 120
metros de linha de multifilamento
(formada pelo entrelaçamento de
múltiplos fios de polietileno) com
resistência de 20 ou 30 libras. Não
pode faltar ainda um bom líder de
monofilamento para fazer a ligação
da linha com o anzol, de preferência
de fluorcarbono e com 0,60 mm
de espessura e dois metros de
Dois tipos de anzóis resolvem a maior
parte das situações de pescarias
no mar. O primeiro é o modelo
maruseigo, especialmente indicado
para iscas pequenas ou peixes de
boca acanhada. O outro é o modelo
circular, ou circle hook, que evita
que o peixe engula o anzol junto
com a isca. Devido ao seu formato, o
anzol circular não se prende no tubo
digestivo do peixe, “escorregando” até
se fixar no canto da boca do animal.
Este tipo de anzol é amplamente
usado em todo tipo de pesca, da
comercial até a oceânica de peixes
de bico.
Carretilha ou
molinete?
O que é melhor
ter?
Esta escolha é uma
questão pessoal.
Muitos preferem a
carretilha, por ser mais
precisa. Mas, para quem
está começando, comprar um
molinete é o melhor negócio,
porque ele não está sujeito aos
embaraços de linha na hora do
arremesso (as chamadas “cabeleiras”),
que só acontecem nas carretilhas.
Já para a pesca oceânica meiopesada e pesada, as carretilhas
continuam sendo a única opção.
A lua
influencia muito?
diâmetro. Com essa linha, o arraste
é menor, principalmente no corrico
e na pesca de profundidade.
A única desvantagem é que
ela é muito cortante e, por
isso, desaconselhável para ser
manuseada por crianças, por
exemplo.
Sim, na medida em que a
posição dela dita a
movimentação das marés. Nas
fases de lua cheia e nova,
quando as variações de
maré são maiores, a pescaria,
em geral, não é tão simples
quanto nas
fases crescente e minguante.
É mais difícil, por exemplo,
manter a embarcação numa
mesma posição, porque a
maré “corre” muito. Mas isso
não quer dizer que a pescaria
sempre renda menos nos
dias de lua cheia ou nova:
anchovas e olhetes, por exemplo,
ficam bastante ativos nos dois ou três
dias anteriores ao
“pico” desses períodos.
Sempre que possível, artificial.
Além de ter um grande poder
de sedução sobre a maioria
dos peixes predadores, é uma
isca mais ecológica, fácil de
carregar, limpa e sem cheiro.
Sem contar que a emoção
de capturar um peixe com
uma isca artificial é sempre
especial. Mas há casos
em que as iscas naturais
ainda levam vantagem, como o
farnangaio (ou peixe-agulha) para a
pesca de peixes de bico e do corrupto
para a pesca de praia.
Quais são as
melhores varas?
Quais são as iscas
artificiais mais eficientes?
Depende do tipo de peixe que se
pretenda fisgar. Como regra geral,
quanto mais leve e sensível o caniço,
melhor. Para o mar, varas curtas não
são muito indicadas, a não ser que se
queira praticar a chamada pesca
vertical (em águas mais profundas,
com jigs — iscas artificiais metálicas).
Mas aí já estamos falando de varas
bem específicas para essa função...
Para quem está começando, uma
vara de ação rápida está de ótimo
tamanho para a maior parte das
situações e peixes — com exceção
das grandes garoupas, dourados
e peixes de bico.
As iscas são escolhidas de acordo
com o peixe e o lugar onde se vá
pescar. Por isso, há centenas de tipos.
Entre as de superfície, não podem
faltar poppers e jumping baits, com
tamanho entre 9 e 17 centímetros.
Entre as de meia-água, modelos
“sinking”, ou seja, que afundam
mesmo quando parados, por
permitirem arremessos mais longos.
Para a pesca em águas profundas,
os jigs, em suas diferentes vertentes,
são imbatíveis: jigs de penacho (ou
“xuxinhas”), tube jigs e principalmente
metal jigs. Para corricar, há modelos
específicos de plugs (iscas plásticas
ou de madeira com formatos de
peixinhos) com barbelas longas.
O ideal, porém, é ter algumas de
tamanho pequeno e barbela plástica,
e outras maiores, com barbela
metálica. Também é bom ter alguns
zangarilhos, para tentar pegar lulas,
especialmente agora, no verão.
Qual a linha mais indicada
para pescar no mar?
Sem dúvida, a linha de multifilamento,
porque tem baixíssima elasticidade
(e, portanto, elevada sensibilidade
mesmo a grandes distâncias) e
grande resistência com pouco
Isca natural ou
artificial? Qual usar?
náuticA sudeste
97
Você e seu barco
a barra e
os guias
A entrada, bem
rente às pedras da
Barra do Una, e os
especialistas Zezé e
Ari (abaixo) do iate
clube que fica no rio
A barra do Rio Una,
na praia do mesmo
nome, é um dos pontos
mais bonitos do litoral
norte paulista. Mas é,
também, um dos mais
tensos para os barcos
A
vila de Barra do Una, a meio
caminho entre Guarujá e Ilhabela, é um dos locais mais singelos do litoral norte de São Paulo.
Tem uma linda praia e um caprichoso rio que serpenteia a areia, até o
ponto onde os dois se encontram —
a tal “barra” que batiza a vila. Tem,
também, meia dúzia de marinas e
um iate clube, todos na beira do rio
e dependentes dele para fazer chegar os barcos até o mar. E é aí que
mora o perigo, porque a barra do Rio
Una não é nada fácil de sair e entrar.
Quer dizer, é, desde que se obedeça
às marés e não se haja receio de passar com o barco quase rente às pedras
que brotam do fundo raso do rio. Os
apressados ou mal informados costumam se dar mal.
Fotos Jorge de souza
As pedrAs do cAminho
Para os primeiros, o único remédio é respeitar as marés e só partir e retornar dos passeios quando ela estiver,
no mínimo, na metade do seu curso,
com especial atenção nas épocas de
luas cheia e nova, quando as oscilações são maiores. Já para os que não
estão acostumados com os melindres
do rio (que não aceita barcos acima de
48 pés e só é recomendado para lanchas com rabeta, que pode ser erguida, diminuindo o calado, já que o rio
é bem raso), aqui estão as dicas de dois
especialistas nesta barra: o gerente de
operações do Iate Clube de Barra do
Una, José Marques, o Zezé, e um dos
mais velhos marinheiros e capitães do
clube, Ari dos Santos, nascido e criado naquele próprio rio. Vire a página
e aprenda mais com eles.
Para quem vem do mar, a primeira providência é entrar rente (cerca de
cinco metros) da primeira baliza, que fica na ponta do morro, onde também
há um farolete da Marinha — e não na parte mais larga, diante da praia. Em
seguida, coloca-se a proa na direção da segunda baliza e avança-se já na
velocidade de segurança, de 4 nós. A segunda baliza deve ser deixada a
boreste, a uma distância de três metros — mais que isso já se sai do canal.
Depois, avance reto, rente à margem, até a curva do rio, usando como
referência o atracadouro da última casa. Quando chegar bem perto dele, vire
a bombordo. Depois, é só passar bem próximo ao muro da sede Parcel do
Iate Clube e, em seguida, cruzar o rio, em diagonal, até a duna da parte de
trás da praia. Para quem sai do rio, é só fazer o percurso inverso.
reProduÇÃo
O passo a passo para vencer o rio
Náutica SudeSte
99
barra do una
Os segredos da barra
Baliza para aproximar
Por mais assustador que seja, o jeito
mais seguro de entrar e sair da barra
do Una é colado às pedras que há no
lado de fora do rio. O ideal é passar a
cerca de três metros delas, por onde
corre o canal. A impressão é que o
barco irá bater nas pedras, sensação
reforçada pelo fato de que a rabeta do
motor precisa estar erguida, portanto
com a ação do leme reduzida. É
preciso algum sangue-frio para, ao
entrar na barra, apontar a proa do
barco exatamente na direção das
pedras (quem entra pelo lado da praia
corre o risco de encontrar bancos de
areia) e, depois avançar, bem rente a
elas. “O certo é passar sempre o mais
perto possível delas”, diz Zezé.
Fotos Jorge de souza
Quanto mais
perto, melhor
O Iate Clube de Barra do Una conseguiu autorização
para colocar balizas sinalizadoras em três pedras do
rio. Duas delas também piscam à noite, ajudando
quem chega ou sai no escuro. Mais do que apenas
indicar onde estão as pedras (que, de tão grandes,
afloram à superfície), as balizas servem para orientar
aos pilotos sobre o quanto eles devem se aproximar
delas, especialmente à noite. Mas, no escuro, o mais
indicado é ancorar do lado de fora e pedir ajuda, pelo
rádio ou celular, de um marinheiro da vila, que tanto
pode assumir o barco quanto ir na frente, indicando
o caminho. “O Iate Clube ajuda qualquer pessoa e os
nossos celulares estão sempre ligados”, dizem Ari e
Zezé, cujos números — anote aí — são 12/99162-5154 e
12/99660-4735, respectivamente.
Zigue-zagues na água
Mesmo na parte onde o rio é mais largo, é preciso seguir o canal, se não quiser
correr o risco de encalhar ou tocar nas pedras que há no fundo dele. Isso implica
em fazer um “S” no trecho que fica atrás da praia, indo em diagonal quase de uma
margem a outra — e chegando bem perto de ambas. Para quem não conhece os
melindres do Una, a manobra soa meio esquisita, mas é necessária, especialmente
nos barcos maiores de 30 pés. “Serpentear o rio é o caminho”, garante Ari.
Quanto mais largo, pior
Além da proximidade das pedras, o que mais
assusta no Una é a largura do rio – que, na maré
baixa, ainda tem água pelas canelas na maior
parte do seu curso. Do canal mesmo, sobra só
pouco mais do que a largura de um barco. É como
navegar num trilho e dele não se pode sair. Mas
quanto mais estreito o rio estiver, mais fácil será
acertar o caminho, porque a parte mais funda
ficará visível, por causa do tom Coca Cola da
água. É só erguer a rabeta (pés de galinha são até
desaconselhados nos barcos que ali circulam) e ter
certeza de que não virá outra lancha no sentido
contrário, porque se mal cabe uma, imagine duas.
Já com o rio cheio, o trilho desaparece e a coisa
complica, porque tudo parece fundo, mas não é.
“Quem foge das pedras, encalha”, diz Ari.
100
Náutica SudeSte
A draga
que ajuda
Entre banhistas
e supistas
Periodicamente, o Iate Clube
draga o canal do rio, para remover
areia e aumentar o calado para
os barcos. Mas ela sempre volta,
por causa das ondulações do mar,
que ali entram de frente. A solução
definitiva seria a construção
de um molhe que impedisse o
assoreamento do rio, mas isso é
pouco provável que aconteça, por
conta das questões ambientais.
O jeito é ficar dragando o rio e
aprender a entrar e sair de uma
barra caprichosa e repleta de
pedras, como fazem os 500
donos de barcos que tem Barra do
Una como base. “Quem é daqui
já está acostumado, mas todo
recém-chegado precisa aprender
os macetes da barra”, diz Zezé.
O principal
equipamento que
os barcos devem
ter para entrar e sair
da barra do Una
com segurança
é o ecobatímetro,
porque a
profundidade no
canal quase sempre
é bem baixa — 50
centímetros não é
raro. Já os pilotos, além de paciência para
esperar passar os barcos que venham
em sentido contrário, precisam ter muita
atenção com os banhistas, que cruzam o
rio com frequência, e com os praticantes
de stand up padlle, o sup, esporte que
virou febre em Barra do Una. “As pranchas
aparecem do nada”, alerta Zezé.
Você e seu barco
6
riScoS
elétricoS
maiS
comuNS
NoS
barcoS
Incêndios — e não naufrágios —
são a causa mais frequente
da perda de barcos. E eles
quase sempre têm origem
num só ponto: a parte elétrica.
Portanto, fique ligado
102
Náutica SudeSte
1
Terminais e
conexões em
mau estado
2
O “coração” das
instalações elétricas
são os terminais
e as conexões,
especialmente das
baterias. Se eles estiverem
frouxos, podem superaquecer
e derreter os cabos. Para evitar isso,
faça um check-up completo, tanto na
fiação quanto nos seus complementos,
pelo menos uma vez por ano.
4
Sobrecargas e maus contatos são
sempre prenúncios de tragédias
Equipamentos
que não desligam
Se o seu barco tiver guincho
elétrico ou bow thruster,
verifique periodicamente
o sensor de acionamento
desses equipamentos. Como
eles consomem altas correntes,
a quebra do sensor pode fazer com
que eles funcionem ininterruptamente,
sem você perceber. E isso pode gerar
superaquecimento na fiação.
F
5
Equipamentos em
contato com a água
Voltagem diferente
nas tomadas
da marina
Como a maioria das
marinas não segue um
padrão na voltagem, há
sempre a possibilidade
de a tomada do cais não
ser compatível com a do seu
barco. Assim, curtos-circuitos
podem ocorrer, afetando até mesmo
a parte eletrônica dos motores.
Gambiarras?
Nem pensar!
3
Instalar
equipamentos
diferentes
Certifique-se de que o
automático das bombas é
compatível com a corrente
elétrica. Instalar um modelo
errado pode fazer com que
a bomba não funcione na
hora que você mais precise
dela. Da mesma forma, tome
cuidado com certos acessórios,
como micro-ondas e secador de
cabelos, que puxam bastante energia
e podem superaquecer a fiação.
6
O inversor deve ficar
sempre o mais próximo
possível das baterias,
para evitar quedas
de tensão. Mas é
importante instalá-lo
sempre o mais alto
possível no porão, para
evitar contato com a água
empoçada, o mesmo valendo
para qualquer equipamento
elétrico. Energia e água
não combinam.
Infiltração de
água no painel
Barcos com comando aberto
não estão livres de respingos
d’água — seja na navegação ou na
lavagem do casco. E esse contato
com a água pode gerar pontos de
ferrugem nas conexões das fiações, além
de comprometer a durabilidade dos cabos. A
única maneira de evitar isso é checar periodicamente
as vedações de borrachas no painel e, no caso de
vazamento crônico, não molhá-lo ao lavar o barco.
ios, conectores e baterias mal instaladas
são os principais gatilhos nos incêndios de
origem elétrica a bordo de qualquer barco. “Se
eles não forem dimensionados para a energia que
recebem, ou se não estiverem bem conectados,
acabarão liberando calor ou derretendo, o que,
em ambos os casos, é perigosíssimo”, afirma o
especialista em instalações elétricas náuticas
Roberto Brener. Portanto, tire da cabeça qualquer
ideia de “dar um jeitinho” na parte elétrica do
barco. E anote aí alguns lembretes essenciais.
Use apenas fios de cobre estanhados e
certificados, para evitar corrosão.
Sele os terminais e as pontas dos fios com
silicone, para vedar a entrada de ar entre o cobre
e o plástico que reveste os cabos.
Os terminais dos cabos da bateria devem ser
prensados e não soldados. A solda enrijece os
cabos, tornando-os sujeitos a quebras.
Use disjuntores termomagnéticos, que
protegem contra sobrecargas e curtos. Mas,
atenção: há disjuntores que não funcionam em
correntes contínuas.
Fusíveis em circuitos de alta corrente costumam
criar quedas de tensão. Se isso acontecer com
baterias fracas, pode dificultar a partida do motor.
Cabos de arranque do motor e do gerador
não precisam ter fusíveis próprios. Bastam cabos
superdimensionados.
Para não tombar com o balanço do barco, a
bateria deve ser bem presa, mas com cintas ou
cabos que não contenham partes de metal.
Em hipótese nenhuma, qualquer fiação deve
passar perto de alguma mangueira de combustível.
A fiação deve ser fixada a cada 25 centímetros
ao longo do barco. Mas não muito esticada,
para não romper com os trancos, o que é mais
frequente do que parece.
Você e seu barco
5
Qual é a melhor?
Para barcos Pequenos
É uma defensa leve e econômica,
ideal para pequenas lanchas e
veleiros. Tem extremidades mais
flexíveis, que se adaptam melhor
aos cascos arredondados.
seu preço varia de R$ 50 a
R$ 200, dependendo do
tamanho.
Para barcos robustos
Esta é a defensa mais usada e a
mais tradicional, pois serve para
todos os tipos de barcos. É
também a que tem o material
mais resistente., com dez
tamanhos diferentes. Varia
de R$ 100 a R$ 400.
As defensas protegem o casco e ajudam
bastante na hora de parar o barco
B
104
Náutica SudeSte
2
Na atracação barco a barco, a regra é
usar o máximo possível de
defensas, já que o atrito entre os
cascos é constante e intenso. Assim você evita
danificar (também) o barco dos outros.
3
dicas para
usar direito
depois de prender o barco,
desembarque e tente
movimentá-lo, para saber se ele
está com defensas suficientes.
4
Para amarrar a defensa no barco,
escolha um ponto o mais perto possível do
casco (não no topo guarda-mancebo, por
exemplo). Assim, evita-se que a
defensa fique balançando feito um pêndulo.
5
Use, pelo menos, três defensas: uma na
proa, uma na parte mais larga do casco e
outra na popa. mas, na verdade, quanto
mais defensas melhor.
.
Para locais diferentes
A defensa bumerangue tem
algumas utilidades.
Nas colunas,
por exemplo, por ser mais larga,
protege melhor o casco. o mesmo
acontece nos píers mais baixos.
custa
usta cerca de R$ 150.
De qual tamanho?
Nunca deixe a defensa boiando na água
nem navegue com ela para fora do barco
porque isso afeta sua durabilidade e é fácil
perdê-la na água. Lembre-se: defensa
não é boia, embora até pareça.
Para barcos de serviço
defensas em forma de bola
servem mais para barcos com
a borda irregular, como os
de pesca ou trawlers. mas
também são eficientes na
atracação barco a barco,
embora deixem os cascos mais
distantes Preço: de R$ 100 a R$ 250.
As AmigAs
do cAsco
em mais do que simples pedaços de
borracha, como aqueles velhos pneus
que se usam nos costados dos navios,
as defensas são verdadeiras amigas do casco,
porque evitam que ele se choque contra o
píer ou costado de outro barco na hora de
parar. São elas que evitam trincas e marcas.
Além disso, ajudam na hora das manobras,
pois não exigem alguém olhando para ver
se o barco irá bater em algo. Mas é importante ter a bordo pelo menos três unidades:
uma para a proa, outra para a parte mais larga do casco e a terceira para a popa. Os tipos e tamanhos dependem de cada barco,
mas as mais usuais são estas aqui.
1
Tamanho
dobarco
defensa
cilíndrica
defensa
esférica
Até 20 pés
10 cm
23 cm
21 a 25 pés
13 cm
23 cm
26 a 30 pés
15 cm
30 cm
31 a 35 pés
18 cm
38 cm
36 a 40 pés
20 cm
38 cm
41 a 50 pés
25 cm
46 cm
Os 3 passos
do nó certo
O nó mais indicado para prender a
defensa é este aqui: o volta redonda.
É fácil de fazer e soltar, portanto ideal
para paradas rápidas. Mas se a parada
for mais longa, dê mais uma volta nele
1
2
3
Náutica SudeSte
105
Você e seu barco
Xô, Sujeira!
Como saber se a gasolina do seu barco está batizada
S
e você tem barco a motor, certamente já sentiu os problemas
causados pela gasolina brasileira, que é feita para ser usada em
automóveis, não em embarcações. Isso porque a legislação
determina que sejam adicionados 25% de álcool ao combustível, o
que acaba ajudando no processo de “apodrecimento“ da gasolina,
além de danificar os componentes do motor (a indústria náutica
mundial produz peças resistentes apenas à gasolina com, no
máximo, 10% de álcool). Para piorar ainda mais a situação,
muitos postos vendem gasolina adulterada, com uma porcentagem
de álcool ainda maior do que a lei permite, além de outras tantas
porcarias, como querosene, solvente e até água. Por isso, aqui estão dois
testes caseiros fáceis e rápidos, para você detectar se a gasolina que está
colocando no seu barco é boa de fato.
2 testes rápidos
1
Do copinho
Pegue um copo plástico descartável, da­
queles brancos e moles, e coloque um
pouco de gasolina dentro. Ela deverá
amolecer e desmanchar o copo em pou­
quíssimo tempo — de 20 a 50 segundos.
Quanto mais rápido isso acontecer, me­
lhor será o combustível. Se demorar mais
de um minuto, certamente ela é adultera­
da e estará prejudicando o rendimento do
motor do seu barco.
Antes
Depois
Se a gasolina for boa,
o copo deve furar em até 50 segundos
106
Náutica SudeSte
2
Do copo graduado
Coloque 100 ml de gasolina e 100 ml de
água num copo de vidro graduado. A água
não se mistura com a gasolina, que fica por
cima. Já o álcool presente no combustível irá
se misturar com a água, fazendo com que o
volume do “líquido transparente” aumente.
A quantidade de mililitros que aumentar
corresponde à porcentagem de álcool e
outras substâncias presentes. A lei permite,
no máximo, 25% de álcool na gasolina.
Antes
Depois
Se a faixa de “líquido transparente” passar
de 25 ml, é porque há adulteração
3
dicas para
quando for
encher o tanque
1
Pegue indicação
Sempre pergunte aos mecânicos da marina
onde seu barco fica qual o melhor posto da
região para abastecer. Eles costumam saber
onde há combustível adulterado,
2
Combustível velho
não serve pra nada
3
Dê um upgrade
na sua gasolina
Se a gasolina estiver há mais de um mês
no tanque, não ligue o barco. Retire todo o
combustível, inclusive da tubulação. Depois,
abasteça com gasolina nova. A Podium, da
Petrobrás, é que mais dura: dois meses.
Há diversos aditivos para gasolina, a
grande maioria, líquidos. O Starbrite Startron é
um deles e sua maior virtude é esticar a vida
útil do combustível em quatro anos. O frasco
custa cerca de R$ 80. Bem mais barata é a
Gas Saving Pill, da Aderco, que é sólida e sai
por cerca de R$ 20 nos postos de gasolina.
Cada pílula trata até 60 litros de combustível. O
melhor de tudo é que ela permite armazenar a
gasolina no tanque por até dois anos.
Novos barcos
MagellaNo 50
“
A Magellano é um
tipo de barco para quem
curte ficar a bordo
Marcelo albertoni, gerente comercial
da First Yachts, que acaba de trazer a primeira
Magellano para o Brasil, fala sobre este novo
conceito de barco, que não é lancha nem trawler
108
Náutica SudeSte
muito conforto e ainda oferece o benefício de estabilizadores. Com isso,
mesmo quando em movimento, sua
cabine torna-se um local extremamente agradável para navegar. É um
barco muito confortável não apenas
quando está parado. Mesmo assim,
sua performance é atraente. Quando equipada com dois motores Cummins de 425 hp cada, navega a 17 nós
na velocidade de cruzeiro e chega a
22 nós na máxima. E isso com um
consumo cerca de 30% inferior ao
de qualquer lancha convencional do
mesmo porte, o que também se traduz em maior autonomia, já que se
trata de um tipo de barco para quem
gosta de ir longe.
É, enfim, um tipo de barco para
pessoas extremamente exigentes
quanto ao prazer de estar a bordo e
que, entre o conforto e a aparência,
sempre optam pelas duas coisas”.
é o conforto. Mas ela é 30% mais econômica
“ Adoprioridade
que uma lancha convencional deste tamanho
”
outro
estilo
O casco tem
linhas próprias.
Mas é mesmo
por dentro,
nos amplos e
confortáveis
espaços da
cabine, que a
Magellano se
diferencia dos
demais barcos
Fotos Mozart Latorre
“A
série Magellano, da Azimut,
é um novo estilo e conceito de barco. Não é um iate
nem um trawler, mas uma fusão desses dois tipos, com ênfase no conforto e bem-estar a bordo. É um barco
para quem quer ficar um bom tempo embarcado e não apenas fazer passeios rápidos e voltar para a marina.
Sua cabine, por exemplo, tem portas mais largas que o habitual nos barcos e menos cômodos do que caberia,
porque o objetivo é que todos eles sejam amplos, altos e com menos divisórias de ambientes do que em uma
lancha convencional do mesmo porte. Aliás, de convencional a Magellano 50 não tem nada, a começar pelo
estilo do seu casco, que nem de longe lembra o de trawler, porque tem linhas bem mais modernas e ousadas.
Como seu casco é semideslocante, a Magellano navega suave e com
”
Novos barcos
fotos divulgação
detalhes
a bordo
Proa larga,
banco de popa
que vira solário,
bom espaço
livre a bordo e
uma generosa
plataforma
justificam o
sucesso que a
nova Mestra 22.2
já está tendo
no mercado
MeStRa 22.2
José Eduardo Cury, diretor
comercial da Mestra Boats, apresenta a mais
nova lancha deste jovem estaleiro do interior
de São Paulo, que vem crescendo rapidamente
“A
nova Mestra 22.2 é um modelo intermediário entre as lanchas
Mestra de 18/19 pés e 24/25 pés. Mas é um projeto totalmente
novo, com casco moderno, proa aberta, muito espaço interno,
capacidade para até dez pessoas e que, opcionalmente, pode ser revestido com poliuretano injetável, o que o deixa insubmergível. Tem
ainda plataforma de popa (com quase um metro de comprimento) e
flaps moldados no próprio casco, o que, além de dar mais rigidez ao
conjunto, faz com que o barco planeie mais fácil, o que chamamos
de ‘planeio automático.’ Quando equipada com um motor Mercruiser 3.0, de 135 hp, descola fácil da água e chega a 40 mph de velocidade máxima, com uma navegação macia e ótimo consumo. Um detalhe interessante é que o banco de popa, para até quatro pessoas, pode
virar um gostoso solário revestido de courvin náutico antimofo e praticamente se integra à plataforma, formando assim uma área bem
ampla e aberta, o que só aumenta o espaço a bordo deste barco —
que, embora novo, já está fazendo muito sucesso nas lojas.”
110
Náutica SudeSte
Ela tem flaps integrados ao
“ casco
e planeia fácil
”
Classificados
veleiroS
alaDin 30
2012. Motor Yanmar 3ym20, 21 hp. R$
190.000,00. São José dos Campos, SP. Tel.
12/9723-0626 c/ Walter.
magnum 595
1995, 19 pés, motor 85 hp,
R$ 14.000,00, Igaratá, SP,
Tel. 11/99573-1310 c/Isaac.
bb 36
1999. Motor Yanmar 3JH4SD. R$
205.000,00. Niterói, RJ, 21/8667-9853 c/
Alexandre.
bb 35
1999. Motor Yanmar, 27 hp. R$ 180.000,00.
Santana de Parnaíba, SP. Tel. 11/99934-0389
c/ Leonel.
Dakini
R$ 90.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9125-7209 c/ José Soares.
Fast 230
1981. Motor Evinrude 8 hp. R$ 33.000,00.
Campinas, SP, Tel. 19/8177-0885 c/ Jorge
atoll 23
Motor Mercury, 15 hp. R$ 36.000,00.
São Paulo, Tel. 12/8100-2755 c/ Ricardo.
alaDin 30
1997. Motor Yanmar, 21 hp. R$ 200.000,00.
Guarujá, SP. Tel. 13/8125-0404 c/ Manoel.
Drakkar Viking
R$ 59.000,00. Vitória, ES, Tel. 27/92970282 c/ Rodrigo Silva.
Cal 9.2
1987. 28 hp. R$ 90.000,00. São Paulo, Tel.
13/9751-9640 c/ Carlos.
brasília 32
1990. Motor Volvo Penta, 18 hp. R$
115.000,00. São Paulo, SP. Tel. 12/8179-0707
c/ Rogerio.
Pomar 26
Motor Mercury 8 hp. R$ 40.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9846-0009 c/ Roberto
Rodrigues.
Fast 395
R$ 250.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9982-8144 c/ José Luiz.
Caribe 16
Motor Mercury 3.6 hp. R$ 10.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7877-3593 c/ Rodrigo.
8
dúvidas na
hora de comprar
um barco
O que convém saber
antes de escolher
112
Náutica SudeSte
1
bruCe Farr 38
Motor 36 hp. R$ 180.000,00. Angra dos
Reis, RJ, Tel. 21/9604-7674 c/ Renan
Comprar antes ou
depois do verão?
Após o verão, os preços dos barcos
usados tendem a baixar um pouco. Mas
você perderá a melhor época para usá-lo.
Nem sempre vale a pena esperar.
2
Com broker ou diretamente?
Os brokers têm conhecimento do
mercado náutico e podem apresentar
boas opções, além de dar orientação
para a compra. Mas se você prefere agir
sozinho, frequente marinas e clubes náuticos e converse bastante com marinheiros
e donos de outros barcos, antes de
escolher.
Pomar 18
1984. R$ 11.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9975-6540 c/ Otavio.
3
Novo ou usado?
Um barco novo você pode montar da
maneira que quiser, escolhendo o motor e
os equipamentos. Também terá a certeza
da procedência, garantia e ainda pode
pagar a prazo. Já a principal vantagem
do barco usado é o preço (bem) mais
acessível. E na hora de revender você não
perde tanto dinheiro. No entanto, quase
sempre tem que pagar à vista.
4
A vela ou a motor?
Veleiros exigem muito mais
conhecimento, ou seja, será necessário
aprender a velejar. Eles não fazem
barulho, tornando a navegação mais
brasília 23
R$ 36.000.00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/9987-6022 c/ Luís Fernando.
brasília 32
1980. Motor Volvo, 17 hp. R$ 90.000,00.
Ubatuba, SP. Tel. 11/7683-1385 c/ Luis.
prazerosa, porém são também mais lentos,
impossibilitando visitar vários lugares no
mesmo passeio. Já com os barcos a motor
o custo é mais alto, tanto para comprar
quanto para manter.
5
À vista ou parcelado?
Não empate todo o seu dinheiro na
compra de um barco. Até porque você
terá que gastar com equipamentos
(no caso de modelos novos) ou com
pequenas reformas (no caso dos usados).
A maioria dos estaleiros oferecem opção
de parcelamento, com taxas especiais. Mas
se for um usado, compre à vista, já que,
parcelado, os juros são altos.
6
atoll 23
Motor Marine 5 hp. R$ 25.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98175-6947 c/ Paulo.
Proa aberta
ou fechada?
A maioria das lanchas pequenas, de até
23 pés, tem a proa aberta. Com elas,
os passeios ficam bem mais ao ar livre,
mas não podem ser muito longos. Já as
lanchas com cabine, ou de proa fechada,
permitem até dormir a bordo e tendem a
ser mais confortáveis.
7
Motor de popa
ou de centro-rabeta?
Motor de popa é mais barato, não ocupa
espaço a bordo e tem manutenção mais
fácil. Já o motor de centro-rabeta é mais
econômico, mais silencioso, facilita as
atracações de popa, dá mais estabilidade
ao casco, além de valorizar o barco. Mas
custa mais caro, embora parte do que
você paga a mais, recupera na hora de
vender o barco
8
A diesel ou a gasolina?
Se a lancha for usada para esquiar, o
motor deve ser a gasolina para dar
arrancadas mais rápidas. Por outro lado,
o consumo e a autonomia são bem
melhores com diesel. No momento
da compra, o motor a gasolina leva
vantagem, pois é mais barato. Em
compensação, na manutenção, os
motores a diesel são melhores.
Náutica SudeSte
113
Classificados
Catamarã 53 Pés
2008. Motor Yanmar , 2 x 75 hp. R$
389.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/38366533 c/ Armando.
bruCe roberts 45 m
2000. Motor Yanmar 4JH2E. R$
450.000,00. Santos, SP, Tel. 13/3224-1426 c/
Meire.
beneteau First 47.7
2001. Motor 75 hp. R$ 640.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/9828-5968 c/ Rocco.
Delta 26
1994. Motor Volvo série 2000. R$
98.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/993626000 c/ Adilson.
mJ 33
2003, motor 20 hp, R$ 170.000,00, São
Paulo, SP, Tel. 11/99937-6043 c/ José Luiz.
Paturi 16
1988. Motor Suzuki 6 hp. R$ 15.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99525-2350 c/ Idemir.
Carabelli 32
1999. Motor Yanmar 2gm20 SD, 20 hp. R$
130.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4195-4847
c/ Fernando.
Delta 26
1994. Motor Volvo Penta.
R$ 100.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/8223-3334 c/ Dariel.
Veleiro 20 Pés
1989. Sem motor. R$ 23.900,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99190-2318 c/ Rafael.
J/24
1978. Motor Mariner, 8 hp. R$ 48.000,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/8766-4512
c/ Roberto.
Delta 32
2007. Motor Yanmar. R$ 100.000,00. São
Paulo, Tel. 12/9738-6667 c/ Amador.
bimini 16
2000. Motor Johnson 70 hp. R$ 19.500,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98565-7777 c/ Roberto.
Velamar 34
1988. Motor 40 hp. R$ 125.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99181-9383 c/ Andre.
main 35
1993. Motor Volvo Penta, 28 hp. R$
170.000,00. Sao Paulo, SP. Tel. 11/985362204 c/ Gianfranco.
Catamarã 37 Pés em Construção
1980. Motor Control, 45 hp. R$ 120.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/8294-4558 c/ Ricardo.
kalmar k8
2010. Motor Yanmar 15 hp. R$ 160.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/8833-3001 c/ Luís
Carlos.
triniDaD 37
1986. Motor Yanmar 33 hp. R$ 155.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/9989-5154 c/
Marcello.
Fast 29,5
1999. Motor Mariner 175 hp. R$ 70.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7887-7958 c/ Genival.
Fast 345
1985. Motor Volvo, 29 hp. R$ 135.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/98518-0357 c/ Marcos.
Fibramar 30
1983. 20 hp. R$ 50.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7890-8654 c/ Walmir.
Quanto custa
cada pé?
Preços médios para lanchas
nacionais com pouco tempo de
uso e motorização padrão
alaDim 30
2004. Yanmar 27 hp. R$ 170.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98354-3254 c/ Ricardo.
Velamar 26
2013. Motor Mercury 8 hp. R$ 45.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/9794-9990 c/ Arthur.
16 a 19 pés
Lanchinha
de proa aberta,
sem maiores
luxos
Até
60
R$
mil
114
Náutica SudeSte
moD YaCHt 30
1989. Motor 29 hp. R$ 110.000,00. São
Paulo, Tel. 12/9708-9133 c/ Dorval Antonio.
Hobie Cat 16
2006. R$ 12.000,00. Vila Velha, ES. Tel.
27/8135-8766 c/ Gunter.
Cal 9.2
1987. Motor Mold 22 hp. R$ 75.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/5517-8282 c/ Viau.
new ZellanD 24
1993, motor 5 hp, R$ 38.000,00, Vitória, ES,
Tel. 27/9874-2610, c/ Luiz Henrique
Paturi 28
Motor Suzuki 8 hp. R$ 58.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99984-6827 c/ Paulo
Barros.
20 a 22 pés
Lancha de proa
aberta
ou fechada,
com banheiro
Até
80
R$
mil
ranger 22
1980. Motor Mercury 5 hp. R$ 25.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/6885-4049 c/
Benedito.
23 a 25 pés
Proa aberta ou
com pequena
cabine e
banheiro
Até
R$
110
mil
Veleiro transoCeÂniCo 37 Pés
1973. 30 hp. R$ 110.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98444-7780 c/ Gabriel.
26 a 28 pés
Com cabine
para pernoite
de duas
pessoas
Até
29 a 31 pés
Cockpit e
cabine já
de tamanho
médio
Até
R$
R$
200
mil
300
mil
32 a 34 pés
Cabine completa,
com pernoite
para quatro
pessoas
Até
R$
390
mil
main 35
1992. Motor Volvo , 36 hp. R$ 145.000,00.
Santos, SP. Tel. 13/3273-9467 c/ Paulo.
35 a 37 pés
Camas para
quatro pessoas
e demais
cômodos
Até
R$
500
mil
38 a 40 pés
Com ou sem
flybridge e
cabine já
espaçosa
Até
R$
690
mil
Fast 260
1998. Motor Mercury 15 hp. R$ 68.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/97236-0156 c/
Mauricio.
41 a 43 pés
Com flybridge
e camarotes
para
seis pessoas
Até
R$
850
mil
44 a 46 pés
Com flybridge e
cabine completa,
com dois
banheiros
Até
47 a 49 pés
Com flybridge,
cabine completa
e mais espaço
a bordo
Até
R$
milhões
R$
milhões
1,5
2,5
Náutica SudeSte
115
Classificados
laNchaS
skiPPer 21
2001. Motor Mercury, 5 hp. R$ 65.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/97242-4669
c/ Bernardo.
As lanchas usadas
mais procuradas
(em ordem de tamanho)
brasília 23
1981. Motor Mariner 8 hp. R$ 36.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/2490-1684 c/ Luís
Fernando.
bb 36
2003. Motor Yanmar 27 hp. R$
290.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/9651-3198 c/ Arnaldo Turtelli.
MODELO
Velamar 33
1979. Motor 46 hp. R$ 100.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99948-5892 c/ José Carlos.
lanCHa 30 Pés
R$ 45.000,00. São Paulo, SP, Tel. 13/91730161 c/ Angelo Santos.
Catamarã 26 Pés
2012. Motor Mariner 75 hp. R$ 100.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/3848-1510 c/ Yamandu.
Carabelli 32
1999. Motor Yanmar 2gm20 SD, 20 hp. R$
130.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4195-4847
c/ Fernando.
PanDa 34
1980. Motor Volvo. R$ 100.000,00. São
Paulo, Tel. 13/3222-8664 c/ Ronei.
trimarã 24 Pés
2001. Motor Yamaha, 4 hp. R$ 19.100,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/6872-6200
c/ Henrique.
Velamar 31
1986. Motor Yanmar, 28 hp. R$ 99.000,00.
Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/8895-6577
c/ Carlos.
Catamarã 30 Pés
2007. Motor Evinrude 75 hp. R$
290.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/88127656 c/ Mauricio.
lanCHa HD 24
2002. Mercury 200 Optimax. R$
55.000,00. Cabo Frio, RJ, Tel. 21/9186-2446
c/ Priscilla.
Carbrasmar 32
1987. Motor Volvo, 27 hp. R$ 110.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea
Intermarine 440 Full
R$ 500 000
DM 38
R$ 200 000
Magnum 39
R$ 200 000
Oceanic 36
R$ 300 000
Runner 330
R$ 150 000
Carbrasmar 32
R$ 170 000
Phantom 290
R$ 240 000
Cimitarra 270
R$ 130 000
Focker 255
R$ 100 000
Real Summer 22
R$ 40 000
Ventura 230
R$ 50 000
Focker 222
R$ 60 000
alFa 300
2010. Motor Volvo Penta, 300 hp. R$
230.000,00. Campinas, SP. Tel. 19/37053000 c/ Francisco.
42 oFFsHore
2013. Motor Cummins, 2 x 350 hp. R$
650.000,00. São Bernardo do Campo, SP.
Tel. 11/9953-23436 c/ Ademar.
Veleiro 20 Pés
2012. Motor Mercury 8 hp. R$ 22.900,00.
São Paulo, Tel. 12/9703-5011 c/ Anderson.
real 26 Class
2011. Motor Mercury, 225 hp. R$
135.000,00. Niterói, RJ, Tel. 21/8420-5898
c/ Michelle.
magnum 39 sPort
2013. R$ 180.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/98501-1369 c/ Angelo.
Cruiser 24
1985. Motor Yamaha 8 hp. R$ 35.000,00.
São Paulo, Tel. 12/8231-3200 c/ Marcos
Dertinati.
Velamar 32
1986. Motor Volkswagen, 48 hp.
R$ 90.000,00. São Paulo, SP.
Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea.
o’ DaY 23
1985. Motor Yamaha 8 hp. R$ 35.000,00.
São Paulo, Tel. 14/3354-9600 c/ Maurício.
Velamar 29
1983. Motor Volvo Penta 2002, 18 hp. R$
85.000,00. Vitória, ES. Tel. 27/9932-9417
c/ Péricles.
116
Náutica SudeSte
PREÇOMÉDIO
Fast 395
1991. Motor Yanmar, 40 hp. R$ 250.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7717-5814 c/ Andrea.
PHantom 260
2008. Motor Mercury, 260 hp. R$
125.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/982025184 c/ Luís Fernando.
braVa 35
2008. Motor Mercury, 300 hp. R$
290.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/987680000 c/ Cleomar.
rio 20
1995, motor 5 hp, R$ 18.000,00, São Paulo,
SP, Tel. 11/3297-7024 c/ Carlos
PHantom 500 FlY
2009. R$ a combinar. Bauru, SP, Tel.
14/8144-8793 c/ Airton.
roC 129
1977, motor 56 hp, R$ 160.000,00, São
Paulo, SP, Tel. 11/98556-8242 c/ Ana
Velamar 26
1987. Motor 15 hp. R$ 40.500,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99408-5912 c/ Augusto.
Cobra link
2004. Motor MWM Sprint, 260 hp. R$
100,000.00. Ubatuba, SP, Tel. 12/7816-7341
c/ Antonio.
brasília 32
1980, motor 110 hp, R$ 80.000,00, Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 21/7740-2165 c/ Hallan
FliPPer 18
2012. Motor de popa 60 hp. R$ 19.800,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7901-3722 c/ Ronaldo.
baYliner CaPri 2252
1997. Motor Mercruiser, 210 hp. R$
49.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/91049209 c/ Reynaldo.
Carbrasmar DouraDo
1998. Motor 2 x 85 hp. R$ 51.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99707-8737 c/ Albano.
Náutica SudeSte
117
Classificados
5
mandamentos do
bom comprador
Carbrasmar ub 25 original
1991. Motor Evinrude E-tec, 250 hp. R$
70.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/7806-5101
c/ Vinicius .
intermarine 55s
1999. Motor Mercedes, 720 hp. R$
990.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/975990790 c/ Marcello.
Cabrasmar 30
2003. Motor Mercedes-Benz, 2 x 320 hp.
R$ 275.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/999994796 c/ Thomas.
rinker 190 mtX
2011. Motor Mercury, 190 hp. R$ 75.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99420-9924 c/
Armindo.
1
Ventura 190
2006. Motor Yamaha, 115 hp. R$ 41.000,00.
Minas Gerais, Tel. 34/9117-8283 c/ Ismael.
se for um mecânico) para fazer uma avaliação do barco.
Mas não o critique na frente do dono.
3
o
real Power 29
2009. Motor Mercruiser, 260 hp. R$
100.000,00. Taubaté, SP, Tel. 12/9132-1999
c/ Ricardo.
Carbrasmar Xaréu 22
1978. Motor Mercury, 200 hp. R$
40.000,00. Curitiba, PR. Tel. 41/9974-6886
c/ Hamilton.
luna 200
Motor Johnson, 175 hp. R$ 41.000,00. São
Paulo, Tel. 14/9701-7575 c/ Claudis Luiz.
Cigarette
1992. Motor Volvo, 2 x 210 hp. R$ a combinar. Santos, SP, Tel. 13/9764-2626 c/
Roberto.
o
Faça contrapropostas, se for o caso, mas
não pechinche demasiadamente nem
desmereça o real valor do barco.
PHantom 300
2010. Motor 150 hp. R$ 340.000,00.
Caraguatatuba, SP, Tel. 12/3886-6100 c/
Marcos.
5
CorisCo 20
1996. Motor Mercury,135 hp. R$ 16.000,00.
Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/9806-5485 c/
Pedro.
FoCker 200
2008. Motor Fibrafort, 150 hp. R$
59.000,00 São Paulo, SP, Tel. 11/981824030 c/ João.
Cobra marbella 22
2011. Motor Etec BRP, 150 hp. R$
42.000,00. Suzano, SP. Tel. 11/7867-4022
c/ Sergio.
FisHing 21
2001. Motor Evinrude, 175 hp. R$
45.000,00. São Paulo, Tel. 12/9191-7570 c/
Walter Laterza.
Carbrasmar 32
2013. Motor Mercedes-Benz, 2 x 250 hp. R$
650.000,00. Vinhedo, SP. Tel. 13/9139-3198
c/ Jorge.
Ao navegar, preste bastante atenção ao
desempenho, mas não exija demais do barco,
porque — de novo! — ele ainda não é seu.
4
Cigarette 36
1990. Motor 200 hp. R$ 120.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99916-9141 c/ Pascoal.
Ventura 265 ComFort
2010. R$ 140.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/98208-5378 c/ Gustavo.
o
Leve alguém de sua confiança (especialmente
Cigarette 36
1991. Motor Volvo Penta, 2 x 200 hp.
R$ 105.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/7888-1968 c/ André.
Carbrasmar
1980. Motor 875 hp. R$ 950.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/3812-5353 c/ Ronald.
Deixe a família em casa na hora de
fazer o test drive. Lembre-se de que não é um
passeio e que o barco ainda não é seu!
2
luna 200
1997. Motor Mercury,150 hp. R$ 40.000,00.
São Paulo, Tel. 16/9704-2225 c/ Dante.
Fast 27,5
Motor Yamaha 4 tempos, 2 x 150 hp.
R$ 90.000,00. Angra dos Reis, RJ. Tel.
21/2422-0425 c/ Roberto.
Dm 28
2008. Motor Mercury, 315 hp. R$
132.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/87644482 c/ Luciano.
O que fazer na hora de comprar
um bom barco, sem desrespeitar
quem o está vendendo
o
Ferretti 60
2009. Motor MAN, 2 x 900 hp. R$
2.950.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/9757-4104 c/ José.
temPest 270
2008. Motor Yamaha, 275 hp. R$
190.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/78740644 c/ José Henrique.
Ferretti 500
2008. Motor MAN, 800 hp. R$
1.890.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/9965-1602 c/ Marcio.
eVolVe 225
2011. Motor Mercury ,175 hp. R$ 89.990,00.
São Paulo, Tel. 13/7810-0920 c/ Tiago.
Cimitarra 340s
2013. 2 x 220 hp. R$ 350.000,00. São
Paulo, SP. Tel. 11/99449-2927 c/ Mauricio.
magnum 28
1986. Motor 250 hp. R$ 38.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7883-5090 c/ Raphael.
Fórmula
2011. Motor Johnson, 30 hp. R$ 10.000,00.
Santos, SP, Tel. 13/9766-2161 c/ Junior.
Coral 15
2001. Motor Suzuki, 65 hp. R$ 23.000,00.
Santos, SP. Tel. 13/7803-5782 c/ Edler.
o
lanCHa 16 Pés
1990. Motor Johnson, 35 hp. R$ 11.999,00.
Minas Gerais, Tel. 35/8898-1377 c/ Silberth.
Todo acordo feito deve ser cumprido.
Nada de mudar de ideia depois de já ter
fechado negócio, porque o vendedor pode ter aberto
mão de outros interessados.
118
Náutica SudeSte
maestrale 300
2007. Motor Mercruiser, 220 hp. R$
210.000,00. Praia Grande, SP, Tel. 13/78076700 c/ José Carlos.
tHoP Cat 180
2007. Motor Yamaha 4T, 60 hp. R$
70.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/78395270 c/ Augusto.
Ventura 190
2006. Motor 115 hp. R$ 36.000,00. Santos,
SP, Tel. 13/9768-2318 c/ Julio.
PHantom 300
2010. Motor 2 x 220 hp. R$ 350.000,00.
Angra dos Reis, RJ, Tel. 31/8744-3743 c/
Mária de Fatima.
FoCker 220
2008. Motor Mercury, 150 hp. R$
68.000,00. São Paulo, Tel. 17/9777-4333 c/
João Afonso.
Náutica SudeSte
119
Classificados
FoCker 255
2009. Motor Yamaha, 225 hp. R$
109.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/32117474 c/ Ildemar.
Center marine
1998. Motor Johnson, 50 hp. R$ 20.000,00
São Paulo, Tel. 13/9163-2935 c/ João Gabriel.
FoCker 190 eXtreme
2010. Motor Mercury, 90 hp. R$ 54.000,00.
Jundiaí, SP. Tel. 11/9525-5616 c/ Carlos.
maX 280
2012. Motor Mercury, 2 x QSD 150 hp. R$
310.000,00 São Paulo, Tel. 13/8125-6064 c/
Daniel.
CabinaDa 30
1990. Motor Evinrude, 225 hp. R$
29.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/7813-6147
c/ Poleto.
millenium 240 CabinaDa
2010. Motor Mercury, 260 hp. R$
95.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/81279930 c/ Marcus.
CaPriCe 21
2006. Motor Mercury, 150 hp. R$
42.000,00. São Paulo, Tel. 11/95303-1819 c/
Luciana.
magnum 29
2004. Motor MWM, 250 hp. R$ 74.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/96308-3656 c/ Valmir
Prior.
magnum 39
2006. Motor Volvo, 200 hp. R$
200.000,00. Barueri, SP. Tel. 11/4257-2695
c/ Henrique.
FliPPer
1976. Motor Mercury, 115 hp. R$ 12.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7871-9275 c/ Mario.
PHantom 290
2007. 320 hp. R$ 220.000,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99122-3031 c/ Randolpho.
maestrale 300m
2007. Motor Mercruiser, 320 hp. R$
240.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/99103275 c/ Guilherme .
FliPPer 18
2012. Motorização 60 hp. R$ 19.800,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/4640-3302 c/ Ronaldo.
intermarine eXCalibur 39
2002. Motor Volvo Penta, 2 x 300 hp.
R$ 300.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/7883-3413 c/ Leonardo.
eVolVe 265
2012. Motor Mercury, 260 hp. R$
160.000,00. São Paulo, Tel. 19/9726-6582
c/ Luciano.
Cabrasmar
1998. Motor Suzuki, 40 hp. R$ 13.800,00.
São Paulo, Tel. 13/7817-7460 c/ Carlos.
eXCalibur 39
2003. Motor Volvo, 300 hp. R$
290.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/999817679 c/ Fábio.
runner 330
2000. Motor Volvo Penta, 320 hp. R$
120.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/98111-3330
c/ Marcel.
120
Náutica SudeSte
oCeaniC 36
1996. Motor Mercedes-Benz 366, 300
hp. R$ 290.000,00. Americana, SP. Tel.
19/9260-0445 c/ Jefferson.
Ao contrário do que se imagina, o estado
do casco não é o mais importante em uma lancha
usada. Confira o que mais conta de fato:
magnum 28
1993. Motor MWM, 230 hp. R$ 59.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7814-6431 c/ Marcio.
magnum 23
1987. 160 hp. R$ 39.500,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98424-5780 c/ Eloi.
oCeaniC 32
1991. Motor MWM VPI Intercooler, 250 hp.
R$ 180.000,00. Suzano, SP. Tel. 11/981868715 c/ Clarice.
mares 45
1989. Motor Cummins, 2 x 500 hp. R$
350.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel.
21/2220-9808 c/ Luiz.
HalleY 17
2008. Motor Mercury, 75 hp. R$ 21.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99634-1730 c/ Luiz
Carlos.
intermarine PantHer 33
1991. Motor Volvo Aqad 40, 2 x 200 hp.
R$ 110.000,00. Belo Horizonte, MG. Tel.
31/8588-0000 c/ Robert.
alternatiVa 630
1993. Motor Johnson, 175 hp. R$ 29.500,00.
Minas Gerais, Tel. 31/9981-0134 c/ Paulo.
O que mais
pesa no preço?
Cobra marbella 22
1986. Motor Centro,170 hp. R$ 33.200,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98471-8560 c/ Marcos.
FoCker 160
2012. Motor Yamaha, 60 hp. R$ 32.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/7831-4560 c/
Cesar.
regal lsr
1997. R$ 39.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/7820-4223 c/ Eduardo.
magna 30.5
2003. Motor Mercruiser, 120 hp. R$
159.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/996332477 c/ Flavio.
Coral 16 2010
Motor Mercury, 60 hp. R$ 37.500,00. Rio
de Janeiro, RJ, Tel. 21/7817-8466 c/ Miriane.
triton 260
2007. Motor Evinrude, 225 hp. R$
120.000,00. São Paulo, Tel. 12/9728-5589 c/
Renata.
FoCker 215
2005. Motor Mercury, 200 hp. R$
68.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/982824400 c/ Flavio.
FoCker eleganCe 255
2008. Motor Mercury Optimax, 225 hp. R$
107.000,00. São Paulo, Tel. 19/9745-7192 c/
Walter.
mestra 18.0 Plus
2012. Motor Mercury Optimax, 90 hp. R$
51.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/97999-3574
c/ Maria De Lourdes.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Ano de fabricação do conjunto casco-motor
Número de horas de uso do motor
Revisões feitas e conservação do motor
Estado geral e conservação do casco
Quantidade de novos equipamentos
Instalações elétricas em bom estado
Gerador e ar-refrigerado, se houver
Instalações hidráulicas sem vazamentos
Pintura com gelcoat ainda original
Acessórios não essenciais à navegação
Náutica SudeSte
121
Classificados
santana 37 FlY
2003. Motor Volvo Penta Ad 41, 2 x 210 hp.
R$ 290.000,00. Guarulhos, SP. Tel. 11/78792314 c/ Rafael.
raCer 26
2002. Motor Mercruiser, 425 hp. R$
100.000,00. Nova Lima, MG. Tel. 31/99577454 c/ Ethevaldo.
baYliner CaPri
1998. Motor Mercury, 220 hp. R$
55.000,00. São Paulo, Tel. 13/3821-4218 c/
Jovino André.
runner 260 eCliPse
2013. Motor Mercury, 225 hp. R$
85.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/981222560 c/ Rubens.
PHantom 375
2007. Motor Volvo D6, 2 x 370 hp. R$
890.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/30545700 c/ Renato..
PHantom 290
2007. Motor Mercury, 200 hp. R$ 280.000.
São Paulo, Tel. 15/8116-0126 c/ Everaldo.
FoCker 200
2010. Motor Yamaha, 115 hp . R$ 75.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99540-5760 c/
Jeferson.
runner 290
2002. Motor Mercruiser MPFI, 290 hp. R$
130.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/78931837 c/ Antonio.
Cimitarra 260 Full
2000. Motor 200 hp. R$ 99.000,00. Minas
Gerais, Tel. 35/9108-9484 c/ Jean Paul.
oFFsHore intermarine sCarab 38
1994. Motor Volvo, 2 x 220 hp. R$
160.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/975988066 c/ Olavo.
real 16
1995. Motor Mercury, 75 hp. R$ 25.000,00.
São Paulo, Tel. 16/9751-9644 c/ Plinio.
Fs 230 sirena
Motor Mercruiser, 220 hp. R$ 110.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/7835-8743 c/
Rodrigo.
oCeaniC 36
1991. Motor 366 hp. R$ 240.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7833-3708 c/ Diogo.
riVal 30
1997. Motor Mercruiser, 360 hp. R$
79.900,00. São Paulo, SP, Tel. 11/4148-6681
c/ Walter.
PHantom 300
2011. Motor Mercury, 2 x 150 hp. R$
360.000,00. Guarulhos, SP. Tel. 11/981937910 c/ Sergio.
aXtor marine 46
2006. 310 hp. R$ 650.000,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/99701-1261 c/ Adriano.
122
Náutica SudeSte
Ventura 175
2011. Motor Yamaha, 90 hp. R$ 50.000,00.
Minas Gerais, Tel. 35/8857-0818 c/ Expedito.
runner 330
1995. Motor Mariner, 2 x 225 hp. R$
58.000,00. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/97681468 c/ Miguel.
Ventura 175
2010. R$ 38.000,00. São Paulo, Tel.
16/9223-6852 c/ Mauricio.
regal 1900
2007. Motor 220 hp. R$ 85.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99948-3333 c/ Rubens.
triton 200
2010. Motor Mercury Verado, 150 hp. R$
73.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/975528780 c/ Neto.
intermarine PantHer 33
1985. Motor Volvo Penta, 170 hp. R$
69.900,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 11/96440056 c/ Jose.
real eagle 18
1998. Motor Mariner, 135 hp. R$ 29.000,00.
São Paulo, Tel. 19/3242-0441 c/ Tercio.
real Class 24
2008. Motor Mercury, 220 hp. R$
75.000,00. Espírito Santo, Tel. 27/99832516 c/ Yure.
PHoeniX 290
2010. Motor Mercruiser 5.7, 300 hp. R$
150.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/78666533 c/ Marcelo.
intermarine 440 Full
1996. Motor 420 hp. R$ 540.000,00. São
Paulo, Tel. 13/7850-7407 c/ André Neiva.
tHoP Cat 180
2010. Motor Yamaha 4t, 2 x 60 hp. R$
72.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/3141-1042
c/ Shuji.
regal 2400 lsr
2001. Motor Volvo 5,7 GXI, 320 hp. R$
95.000,00. Caraguatatuba, SP. Tel. 12/38843474 c/ Nicola.
magnum 29
1997. Motor 230 hp. R$ 65.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/4686-1280 c/ Victor.
Fast 34.5
1988. Motor Volvo, 27 hp. R$ 130.000,00.
Rio de Janeiro, RJ, Tel. 11/99453-9782 c/
Bruno.
wCoPlam 55
1977. Motor Evinrude, 55 hp. R$ 11.500,00.
São Paulo, Tel. 12/9726-8784 c/ Lucelia.
trawler 55 Pés
2004. Motor Mercedes-Benz, 330 hp. R$
195.000,00. Resende, RJ. Tel. 24/3359-0291
c/ Germano.
magnum 595
1983. R$ 14.000,00. São Paulo, Tel. 14/97475357 c/ Luiz Fernando.
Dm 28
2002. Motor MWM Sprinter, 260 hp. R$
45.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 24/92215566 c/ Walace.
trawler 80 Pés
R$ 840.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/96538510 c/ Alberto .
esquimar Fase i
1991. Motor 300 hp. R$ 43.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/97144-9359 c/ Edmundo.
runner 290 CabinaDa
2004. Motor Mercruiser, 330 hp. R$
175.000,00. São José dos Campos, SP. Tel.
12/3941-7338 c/ Denílson.
Ventura 215
2011. Motor Mercury, 150 hp. R$ 92.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99295- 8308 c/
Marcelo.
Coral 16
2010. Motor Mercury, 90 hp. R$ 39.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98561-5141 c/
Fernando.
aDVenture 22
2008. Motor Mercury, 135 hp. R$
68.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/981495448 c/ Luiz.
triton 280
2010. Motor Mercruiser, 220 hp. R$
188.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/5182-7981
c/ Ricardo.
Coral 29 Full
2006. Motor Mercury, 2 x 120 hp. R$
172.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/98136-4132
c/ Paulo.
Colunna 235
2012. Motor Mercury, 220 hp.
R$ 115.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99968-0309 c/ Vicente.
real 19
2008. Motor Mercury, 90 hp. R$
43.000,00. Espírito Santo, Tel. 31/84638304 c/ Amanda Job.
Náutica SudeSte
123
Classificados
nautika 3.60
1998. Rio de Janeiro, RJ. Tel. 21/2455-7016
c/ Ricardo.
triton 280
2009. Motor Cummins Mercruiser, 230 hp.
R$ 190.000,00. Niterói, RJ. Tel. 21/26228534 c/ Alberto.
Cimitarra 25
1990. Motor 75 hp. R$ 45.000,00. São
Paulo, Tel. 12/8135-9808 c/ Luís.
Fs 210
2004. Motor Johnson, 175 hp. R$
45.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/992186454 c/ Luís Rogério.
Carbrasmar ub 22
2006. Motor Mercedes, 150 hp. R$
50.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/78155161 c/ Vitor.
wellCraFt 599
1997. Motor Yamaha, 115 hp. R$ 26.000,00.
Angra dos Reis, RJ. Tel. 24/7835-9182
c/ Felippe.
Futura 26
1999. Motor Mercury, 225 hp. R$
55,000.00. São Paulo, SP, 11/98928-6258 c/
Adilson.
brasília 23
1987. Motor Mercury, 8 hp. R$ 34.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99133-7118 c/ Fernando
Filoni.
sr-760 ll
2012. Motor Mercruiser 5.0, 300 hp.
R$ 165.000,00. Atibaia, SP.
Tel. 11/9987-64935 c/ Evanildes.
regal 25.5
2000. Motor 260 hp. R$ 100.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 12/9191-7570
c/ Walter Laterza.
Ventura 23
1996. 250 hp. R$ 35.000,00. Ubatuba, SP.
Tel. 12/97427351/38424408 c/ Enrique.
tYCoon 23
1986. Motor 170 hp. R$ 32.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 19/9251-7840 c/ Carlos.
179-Ventura 265 ComFort
2007. Motor 260 hp. R$ 110.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98128-1001 c/ Walter.
180-PantHer 33
1981. Motor Volvo 280, 200 hp.
R$ 79.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99354-5123 c/ Antonio.
FoCker 255
2008. Motor Mercury , 250 hp.
R$110.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/7853-3139 c/ João Carlos.
Ventura 190
2004. Motor Mercury, 115 hp. R$
38.000,00. São Paulo, Tel. 16/7812 3817
c/ Leonardo.
Diamar gueParDo
1987. Motor Evinrude, 90 hp. R$ 15.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/5575-5746 c/ Danilo.
náutika targa sr 4.5
2008. Motor Mercury 4T, 50 hp.
R$ 29.900,00. Rio das Ostras, RJ.
Tel. 22/2760-7083 c/ Charles.
FoCker stYle 190
2009. Motor Mercury 90 Optimax, 90 hp.
R$ 47.900,00. São Paulo, Tel. 13/8135-3088
c/ Alcidesa.
Ventura 250
2012. Motor Mercuiser, 260 hp. R$
130.000,00. São José do Rio Preto, SP. Tel.
17/9757-5501 c/ José.
Coral 20
2007. Motor Mercury, 115 hp. R$ 30.000,00.
Rio de Janeiro, Tel. 22/7812-4606 c/
Leonardo.
magnum 28
1993. Motor MWM, 230 hp. R$ 59.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7814-6431 c/ Marcio.
esquimar Fase i
1987. Motor Dodge, 220 hp. R$ 21.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98510-3963 c/ Gustavo.
sunnY siDe 25
1985. Motor MWM, 230 hp.
R$ 40.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7885-4115 c/ Carlos Eduardo.
intermarine 460 Full
2005. Motor Volvo Penta D9, 500 hp.
R$ 1.400,000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/7817-5841 c/ Luiz .
magnum 39
2000. Motor Volvo Penta, 200 hp.
R$ 260.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/956176005 c/ Henrique.
Diamar Cimitarra 25
1987. Volvo 275, 170 hp. R$ 53.000,00. Rio
de Janeiro, RJ, Tel. 21/7822-3576 c/ Carlos
Henrique.
FleXboat sr-15 lX
2005. Motor Evinrude, 50 hp. R$
29.000,00. São Paulo, SP. Tel. 11/3887-5124
c/ Giuseppe.
FleXboat sr-550
2013. Motor Mercury Optimax, 150 hp.
R$ 110.000,00. Atibaia, SP. Tel. 11/98511-6105
c/ Thiago.
angra 25
1999. Motor Mercury, 260 hp. R$
54.900,00. Angra dos Reis, RJ, Tel. 21/25919700 c/ Aldrey.
Carbrasmar Xaréu 22
1986. Motor MWM Sprint, 210 hp.
R$ 48.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/4227-2834 c/ Tomé.
FleXboat sr 550
2010. R$ 75.000,00. São Paulo, SP. Tel.
11/96397-3888 c/ Claudio.
magna 27.8
2011. Motor Mercury, 320 hp.
R$ 150.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/2497-3551 c/ Eduardo Sá.
FleXboat sr-15 lX
1995. Motor Mercury, 85 hp. R$ 18.000,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/3229-4125 c/ Marco.
magnum 28
1993. Motor 360 hp. R$ 45.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/99932-2943
c/ Paulo Marcio.
real 26
2012. Motor Mercury Optimax, 225 hp.
R$ 85.000,00. Angra dos Reis, RJ,
Tel. 21/9926-9119 c/ Mariana.
FleXboat sr 15
2008. Motor Mercury, 60 hp.
R$ 35.000,00. Rio de Janeiro, RJ.
Tel. 21/9974-9353 c/ Fernando.
FleXboat sr-550 lX mP
2008. Motor Mercury Optimax, 150 hp.
R$ 90.000,00. São Paulo, SP.
Tel. 11/2027-0777 c/ Samir.
Cimitarra 25
1982. Motor 168 hp. R$ 42.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99285-2872 c/ Evaldo.
Coral 28 Full
2009. Motor Mercury, 260 hp. R$
150.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel. 21/78553420 c/ Guilherme.
124
Náutica SudeSte
Carbrasmar Xareu 22
2013. Motor Volvo Penta, 220 hp. R$
65.000,00. Angra dos Reis, RJ, Tel.
24/7835-8939 c/ Edielson.
mestra 25.2
2012. Motor Mercury, 220 hp. R$
116.000,00. São Paulo, SP, Tel. 11/973590021 c/ Giuliano.
malibu
2011. Motor 400 hp. R$ 170.000,00. São
Paulo, Tel. 12/7813-0945 c/ Rodrigo Martins.
FleXboat sr 620
2007. Motor Mercruiser, 175 hp.
R$ 65.000,00. Sumaré, SP.
Tel. 19/9209-6328 c/ Sergio.
Colunna 325 sC
2010. Motor Yamaha, 165 hp.
R$ 320.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/9735-11651 c/ Paulo.
Náutica SudeSte
125
Classificados
millenium 33 s
2009. Motor Evinrude, 115 hp.
R$ 140.000,00. Minas Gerais,
Tel. 31/2555-3038 c/ Cesar Augusto.
magnum 28
1989. Motor Volvo, 200 hp. R$ 49.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/2976-0606 c/ Jorge.
Cobra sagitta 25
2008. Motor Evinrude, 2 x 115 hp.
R$ 55.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99616-8011 c/ Neif.
FoCker 240
2007. Motor Mercury, 200 hp.
R$ 80.000,00. Minas Gerais,
Tel. 35/9105-9968 c/ Alessandro.
esCuna PHoeniX
2002. Motor MWM, 175 hp.
R$ 230.000,00. Rio de Janeiro,
Tel. 21/7862-5114 c/ Leandro Garcia.
VX Cruiser 1100CC
2012. Yamaha, R$ 39.900,00. Minas Gerais,
Tel. 35/9979-2627 c/ Adão.
esCuna mY mistress 14,32 metros
Motor MWM, 145 hp. R$ 218.000,00. Rio de
Janeiro, RJ. Tel. 24/3367-3392 c/ Hugo.
Cabin 630
2000. Motor Johnson, 225 hp.
R$ 40.600,00. Angra dos Reis, RJ,
Tel. 21/8746-2000 c/ Hamilton.
aguZ marine 37
2012. Motor Mercruiser, 320 hp. R$
590.000,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
21/8484-2101 c/ Renata Souto.
FoCker 22 eXtreme
2008. Motor Yamaha, 150 hp.
R$ 68.000,00. Angra dos Reis, RJ,
Tel. 24/9979-0886 c/ Luís Delme.
magnum 39
2006. Motor Volvo, 200 hp.
R$ 200.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/95617-6005 c/ Henrique.
DiVer 20
1996. Motor Mercury, 135 hp.
R$ 35.900,00. São Paulo,
Tel. 12/9168-0551c/ Daniel Carvalho.
126
Náutica SudeSte
tango 38
2013. Motor Volvo, 300 hp. R$ 180.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7713-7069 c/ Ana.
Carbrasmar 295
1987. Motor 250 hp. R$ 110.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99462-2103 c/ Sandra.
Carbrasmar 24
1974. Motor Mercedes, 140 hp.
R$ 60.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/95781-1033 c/ Marcos.
real Class 31
2008. Motor Mercruiser, 200 hp.
R$ 280.000,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 21/9761-8300 c/ Renato Junger.
FoCker 215
2009. Motor Yamaha, 115 hp.
R$ 80.000.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/96904-7772 c/ Arthur.
intermarine 600 Full
2006. Motor MAN 800. R$ 2.400.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/7792-2793 c/
Guilherme.
oCeaniC eleganCe 36
1996. Motor Mercedes 366, 315 hp.
R$ 320.000,00, Tel. 12/7850-4073 c/
Marcelino Carvalho.
sea Doo gts 130
2013. R$ 33.966,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98376-0946 c/ Renato.
FoCker 222
2003. Motor Mercury Optimax, 200 hp.
R$ 48.000,00, São Paulo,
Tel. 12/9717-5555 c/ Alcides.
sea Doo rXt
2005. 215 hp, 3,33 m. R$ 25.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7802-4760 c/ Carlos.
esCuna saVeiro
2008. Motor Mercedes, 115 hp.
R$ 100.000,00. Angra dos Reis,
Tel. 21/9979-9360 c/ William Soares.
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Motor Dodge com carburador Quadrijet
Holley com 350 horas. R$ 39.900. São
Paulo, SP. Tel. 11/55073307 c/ Wake na Veia.
FoCker 215
2009. Motor Mercury, 150 hp.
R$ 75.000,00. São Paulo,
Tel. 15/9775-5557 c/ Enrique.
FoCker 222
2005. Motor Yamaha, 200 hp.
R$ a combinar, São Paulo, SP,
Tel. 11/7736-4193 c/ Bernardo.
FoCker 160
2011. Motor FourStroke, 60 hp.
R$ 43.000,00. São Paulo,
Tel. 14/3011-1723 c/ Luiz Ricardo.
esCuna 40 Pés
2013. Motor MWM, 80 hp. R$ 250.000,00,
São Paulo, Tel. 17/8136-3006 c/ Marcelo.
esCuna
2013. Motores Turbinados, 175 hp.
R$ 350.000,00. Angra dos Reis,
Tel. 24/9944-4470 c/ Marcos.
esCuna 19 m
2012. Motor Mercedes, 19 m, 170 hp.
R$ 300.000,00. Angra dos Reis,
Tel. 24/8109-9000 c/ Júlio.
esCuna 34 Pés
2007. Motor Mercedes, R$ 65.000,00.
Angra dos Reis, Tel. 21/7778-9132 c/ Zoltan.
jetS
sea Doo gti 130
2007. BRP, R$ 23.000,00. São Paulo, SP, Tel.
11/7918-2492 c/ Marcos Paulo.
sea Doo
1998. 110 hp, R$ 28.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 14/9741-7230 c/ Renan.
sea-Doo gti
2007. 130 hp, 3,34 m. R$ 25.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7803-8347 c/ Thyago.
YamaHa FX Cruiser Ho
2008. 160 hp, 3,30 m. R$ 33.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 13/7812-7003 c/ André.
YamaHa VX
2007. 110 hp, 3,3 m. R$ 23.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 013/9741-4242 c/ Luciano A.
Náutica SudeSte
127
Classificados
sea Doo gti
2008. 115 hp, 3.40 m. R$ 27.500,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/98211-9337 c/ Edilson.
sea Doo gti
2009. 130 hp, 3,32 m. R$ 29.900,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7821-3311 c/ Maurício.
sea Doo 3D Di
2008. Motor Rotax DI, 130 hp. R$
17.500,00. Niterói, RJ, Tel. 21/9999-8481 c/
Marcuso.
YamaHa VXr
2011. 3,27 cm. R$ 37.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99560-8234 c/ Marcelo.
sea Doo XP 800CC
1998. Motor zero, 110 hp. R$ 14.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 018/3021-2699 c/ João
Ulysses.
YamaHa VX 700
2012. R$ 27.000,00. São Paulo, SP, Tel.
18/9716-6033 c/ Leila.
kawasaki
2001. 150 hp. Rio de Janeiro, RJ, R$
8.500,00. Tel. 21/9151-6662 c/ Marcos.
YamaHa VX Cruiser
2013. 3 m. R$ 4.500,00. Rio de Janeiro, RJ,
Tel. 22/2645-6878 c/ Leonardo.
sea Doo gti
2009. 130 hp, 3,80 m, R$ 26.999,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99790-0019 c/ Roberto.
sea Doo rXt is 260
2010. Motor Rotax 4-tec, 260 hp. R$
48.000,00. Niterói, RJ, Tel. 21/7843-2392
c/ Marcio.
sea Doo gti
2010. 130 hp, 3,3 m, R$ 32.500,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99798-8377 c/ Vinicius.
sailor sHs 1100
2012. 150 hp. R$ 27.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99659-2862 c/ Fábio.
YamaHa VX sPort
2012. 110 hp. R$ 32.800,00. Rio de Janeiro,
RJ, Tel. 22/7811-0232 c/ Carlos.
sea Doo
1998. Motor Bombardier, 3 m. R$
19.500,00. São Paulo, SP, Tel. 11/7771-5098
c/ Willians.
sea Doo rXP
2007. 215 hp, 3,15 m. R$ 42.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 16/7814-1718 c/ Alex.
aquatraX F12X
2003. Motor 1.2 Turbo, 3 m. R$ 23.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/95316-6989 c/ Artur.
sea Doo sP 580
1991. Motor Standard, 2,50 m. R$ 9.500,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/97205-3322 c/ Bruno.
YamaHa FX sHo
2008. Motor Intercooler. R$ 36.000,00.
São Paulo, SP, Tel. 11/98181-0569 c/ Sergio.
sea Doo gti
2002. 3 m. R$ 23.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 16/9733-5110 c/ Alexandre.
YamaHa gPr 1200r
2002. R$ 19.200,00. Rio de Janeiro, RJ, Tel.
22/8811-9600 c/ Rodrigo Digão.
HonDa
2006. 3,30 m. R$ 29.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7853-2687 c/ Karen.
sea Doo gsX 130
1998. 130 hp, 2m. R$ 14.990,00. São Paulo,
SP, Tel. 11/98511-3274 c/ Edgar.
sea Doo gti
2011. 130 hp, com torre de ski. R$
38.990,00. Tel. 35/9979-2627 c/ Adão.
sea Doo HX 720
1997. R$ 10.000,00. Minas Gerais, Tel.
35/8404-0038 c/ Gleison.
YamaHa HaVe raiDer
1998. 70,00 hp. R$ 12.000,00 São Paulo,
SP, Tel. 11/3668-7081 c/ Beto.
sea Doo gts
2012. 130 hp, 3,58 m. R$ 32.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/7860-0272 c/ Alexandre.
YamaHa VX Cruiser
2011. 110 hp. R$ 37.500,00. Sete Lagoas,
MG, Tel. 31/9609-4400 c/ Rafael.
sea Doo gti
2012. 155 hp, 3,36 m. R$ 41.000,00. São
Paulo, SP, Tel. 11/99879-5361 c/ José Carlos.
YamaHa VX Cruiser
2010. Motor Yamaha, 110 hp. R$ 28.500,00.
São Paulo, SP. Tel. 11/7834-5919 c/ Ricardo.
VX Cruiser 1100
2009. 3,22 m, R$ 24.900,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7724-9893 c/ Robison Castanho.
YamaHa VX 700s
2012. 3,22 cm. R$ 25.000,00. Rio de
Janeiro, RJ, Tel. 22/9217-3778 c/ Lincoln.
suZuki 1400CC
2012. R$ 27.900,00. São Paulo, SP, Tel.
11/7718-3699 c/ Aristides.
kawasaki ultra 250X
2008. 70 hp. R$ 28.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/99788-5811 c/ Florisvaldo Jr.
sea Doo gtX
2004. 155 hp. R$ 25.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/98647-1511 c/ Pablo Tomaz.
sea Doo rXP-X
2008. 3 m. R$ 33.000,00. São Paulo, SP,
Tel. 11/7856-2743 c/ Helio.
sea Doo sPX 94
2003. R$ 7.500,00. Pirapozinho, SP. Tel.
18/3269-1595 c/ José.
128
Náutica SudeSte
YamaHa VX Cruiser sHo
2011. 240 hp. R$ 44.500,00. Campinas,
SP, Tel. 19/7822-4205 c/ Erik.
sea Doo rXt 215 suPer CHarger
2006. 215 hp. R$ 28.900,00. São Paulo, SP.
Tel. 11/98120-4411 c/ Nilton.
sea Doo gs
2002. Motor zero. R$ 17.000,00. São Paulo,
Tel.14/9709-0107 c/ Rogério.
Náutica SudeSte
129
mozart latorre
3 perguntas
“O iPVa POde chegar”
Para o presidente da associação dos construtores de barcos, Eduardo Colunna, a
cobrança do IPVA também para os barcos é ilegítima e injusta. Mas pode, sim, virar fato
A
onda das PECs (Proposta de Emenda Constitucional) gerada pelos políticos de Brasília, agora, promete atazanar até os proprietários de barcos de
lazer — sem distinções entre tipos e tamanhos das embarcações. Por meio de mais uma proposta, que já ganhou o
aval do relator da emenda, o que se pretende é passar a cobrar também dos donos de barcos o famigerado Imposto
sobre a Propriedade de Veículo Automotor, o IPVA, sob a
alegação de que “veículo automotor” não é sinônimo de
automóvel e sim, segundo a justificativa do projeto, “de
todo veículo a motor que circule por seus próprios meios”
— portanto, além de barcos (inclusive os veleiros que tiverem essa forma alternativa de propulsão fixa) também aviões e helicópteros. “É mais uma tentativa de meter a mão
no bolso dos proprietários de barcos e punir a indústria
náutica”, indigna-se o presidente da Acobar — Associação
dos Construtores de Barcos e seus Implementos, Eduardo
Colunna, que responde aqui a três perguntas básicas sobre o assunto mais falado no momento nas marinas e estaleiros do país inteiro.
1 2 3
O IPVA náutico
pode mesmo virar lei?
Se a defesa não der certo, Na sua opinião, o
o que mudará para os
imposto vem ou não?
donos de barcos?
“Sim, pode. Pelo menos dentro dos trâmites políticos, já que, uma vez aprovado
pelo relator da proposta, agora irá a votação na Câmara e, se aprovado, seguirá para
o Congresso. É um risco de fato, embora estejamos trabalhando muito para esclarecer
aos envolvidos que barco não é “veículo automotor”, porque , segundo o Código Brasileiro de Trânsito, que norteia esta PEC oportunista, suas regras regem o trânsito “nas
vias terrestres”, o que, por si só, já exclui os
barcos, naturalmente. É uma proposta sem
respaldo legal e é isso que vamos tentar
mostrar em Brasília.”
“Todos terão que pagar IPVA, como
nos automóveis. A mordida será considerável, porque o IPVA é um imposto anual, que
até aqui nunca existiu para os barcos — e é
pago por toda a vida útil dele. E embora varie de estado para estado, não é tão pouco
assim. Pode chegar a 4% do valor do “veículo”, como no caso do Rio e de São Paulo. Outro problema é que não existe uma tabela de referência de preços para barcos
usados, como há nos automóveis. Então,
como será determinado o valor do IPVA de
um barco usado? 4% sobre qual valor? Está
tudo ainda muito prematuro e confuso.”
130
Náutica SudeSte
“Espero que não e a Acobar está empenhada nisso. Mas ninguém pode afirmar
nem que sim nem que não. Depende das
votações e da eventual sanção da presidente Dilma, já a que proposta está correndo
muito rapidamente em Brasília. O que eu sei
é que o setor náutico continua sendo estigmatizado, sob a velha máxima de que “barco é coisa de rico”. É um problema cultural.
Quem não conhece, acha que toda lancha é
um iate e nem imagina que 70% dos barcos
feitos no país custam o mesmo que um automóvel ou pouco mais do que isso. Por acaso, hoje em dia, só os milionários têm carro?”

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