- Grupo Marista

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- Grupo Marista
R e v i s t a
Presença
Marista
Edição nº 7 | ago 2015
PJM 10 ANOS
Conheça a história da Pastoral Juvenil Marista
ENTREVISTA | p. 10
Rumos do Laicato
Marista com Ir. Javier
Espinosa
PATRIMÔNIO ESPIRITUAL
MARISTA | p. 6
Conheça o significado do
Santuário de Fourvière
VIDA DE IRMÃO |
p. 42
Irmão jovem entre
os jovens
Bicentenário marista
Ano
Fourvière
2014|2015
2014|2015
2014|2015
|2016
2015
2015|2016
2015|2016
Montagne
Montagne Fourvière
Fourvière
Fourvière
Montagne
A revista Presença
Marista é uma publicação
trimestral distribuída aos
colaboradores do Grupo
Marista.
Tiragem
15 mil exemplares
2
Conselho Provincial
Ir. Joaquim Sperandio
(Superior Provincial)
Ir. Benê Oliveira
Ir. Délcio Afonso Balestrin
Ir. Jorge Gaio
Ir. Rogério Renato
Mateucci
Ir. Tercílio Sevegnani
Ir. Vanderlei Siqueira
dos Santos
Revista do grupo marista
ago 2015
2017
um novo começo
As origens da Sociedade de Maria nos levam a recordar que Irmãos e Leigos estão caminhando juntos na Missão, construindo o
rosto mariano da Igreja e atuando em favor
da educação cristã de crianças, adolescentes
e jovens. Muitos daqueles que trabalham na
gestão e nas diversas estruturas do Grupo Marista ficam, talvez, nos bastidores. No entanto,
participam pela fé e pela responsabilidade do
mesmo desafio de educar.
Marcelino Champagnat repetia com frequência: “Maria tudo tem feito entre nós”. Essa Boa
Mãe, com muitos e variados nomes – inclusive o de Nossa Senhora de Fourvière – vai nos
acompanhar de modo particular. A ela vamos
recomendar, sem esmorecimento, as vocações
da Igreja e, especialmente, as vocações para o
Instituto que ela inspirou e tomou sob sua proteção. Todos os Irmãos, Leigos, Leigas, colaboradores, professores e alunos são convocados a
rezar pelas vocações.
Em Fourvière, nossos predecessores buscaram inspiração e força. A proteção já perdura
por dois séculos. Cabe-nos perseverar na atitude confiante e orante do Fundador para que a
obra não desfaleça. Maristas de Champagnat,
com que disposições nos incluímos nesse
evento e assumimos a oportunidade que Deus,
por Maria, nos oferece?
Que tal encaminhar para nós o registro
de fatos marcantes do Ano Fourvière em
sua Unidade? Compartilhe conosco a sua
experiência! Mande um e-mail para: [email protected]
grupomarista.org.br
2016|2017
2016|2017
2016|2017
La
LaValla
Valla
La Valla
No dia 23 de julho de 2015, o Instituto Marista dá início à segunda etapa da preparação
ao Bicentenário: o Ano Fourvière. Ela remete a
um dos fatos mais importantes de nossa história: o dia em que um grupo de jovens sacerdotes se dirigiu ao Santuário de Fourvière, em
Lyon e, aos pés de Nossa Senhora, expressou o
propósito e a promessa de fundar a Sociedade
de Maria. Durante o ano de 2016, lembraremos,
em todas as Províncias Maristas, os 200 anos
desse fato.
De julho deste ano até julho de 2016, você
verá, com frequência, o ícone de Fourvière publicado por todo o Grupo Marista. Possivelmente também verá em sua Unidade algumas reflexões em torno da atuação do Espírito Santo,
sobretudo no florescimento da vocação laical
Marista. Foi o desenvolvimento dessa vocação
que fez milhares de Leigas e Leigos de todo o
mundo sentirem-se chamados a viver o Evangelho do jeito de Maria, conforme a tradição de
Marcelino Champagnat e dos primeiros Irmãos.
Expediente
maristas
SUPERINTENDENTE de
EDUCAÇÃO, SAÚDE,
COMUNICAÇÃO
E NEGÓCIOS
SUPLEMENTARES
Paulo Serino de Souza
SUPERINTENDENTE FTD
Antônio Rios
PRODUÇÃO E EDIÇÃO
Comunicação Institucional
| Irene Simões (MTB 5098)
e Juliana Maria Fontoura
Colaboraram
Ana Carolina Belisse,
Camila Matta, Danielle
Sasaki, Fabiana Ferreira,
Priscila da Silva e
Fernanda Jacometti
Projeto Gráfico
e Diagramação
Estúdio Sem Dublê |
Flávio Vieira e
Thais Scaglione
Revisão de texto
João Guilherme Castelli
ÍNDICE
PJM
10 anos
© Wanezza Soares
12
capa
8
mundo
marista
10
entrevista
30
radar
educação
34
radar
saúde
40
na
estrada
44
nossa
gente
| patrimônio Histórico e cultural |
6
| na mídia |
37
| espiritualidade |
24
| entendendo a solidariedade |
38
| registro |
26
| vida de irmão |
42
| direto ao assunto |
29
| galeria da galera |
46
| carreira |
36
| caminhada do grupo |
47
ago 2015
Revista do grupo marista
3
editorial
Ir. Joaquim Sperandio | Superior Provincial
três histór
três m
Neste ano, o Grupo Marista celebra uma efeméride importante: 10 anos da PJM – Pastoral
Juvenil Marista – entre nós. A celebração de
uma data tão importante merece festejos,
mas também reflexão e meditação. Por que
essa data é tão importante assim? Qual o
contributo da PJM para os jovens e para o
próprio Grupo Marista? O que nos ensinam os
jovens? Respondo com três historinhas.
1
Começo com Gustavo, gerente de banco
que encontrei, em Brasília, onde fui retirar dinheiro. Viu-me com o distintivo
Marista e apresentou-se como antigo aluno.
Na conversa, lá pelas tantas, disse-me mais
ou menos isto: “Devo muito ao Marista. Lá
aprendi o amor ao trabalho, a honestidade, a
sinceridade nas relações, a confiar nas pessoas, o amor à verdade e o absoluto de Deus.
Posso dizer que, em grande parte, sou o que
sou graças ao Marista. O que mais recordo são
os torneios na Semana Champagnat. Era uma
festa de fraternidade e de orgulho pessoal e
grupal. Foi no colégio que encontrei minha futura e atual esposa”.
4
Revista do grupo marista
ago 2015
2
Na praia de Guaratuba encontrei Angel, um argentino cabeludo de papo fácil,
que frequenta o curso de Direito,
em Universidade de Buenos Aires. Também ele viu minha camiseta Marista e entabulamos
breve conversa. Perguntei-lhe:
O que você aprendeu no Colégio
Marista? “Fiz amizades profundas no colégio. Aprendi a conviver com pessoas diferentes,
com ricos e pobres (visitávamos
e contribuíamos com as Unidades Sociais), a ter sonhos de uma
sociedade mais justa. Firmei minha fé em Jesus Cristo que já
trazia da família. Lembro dos intercâmbios esportivos e dos retiros com outros jovens. Tive até
a possibilidade de um encontro
internacional com outros jovens
Maristas de países latino-americanos. Foi uma festa internacional, com muitas chicas bonitas
(risos).” O papo foi mais longo,
mas fico por aqui.
3
No Congresso da Vida
Consagrada, em Bogotá,
encontrei Irmã Cristina,
uma religiosa da Colômbia,
antiga participante do Movimento REMAR (Renovação
Marista), hoje PJM, e que estudou no Colégio Marista de
Medellín. Na verdade, encontrei mais religiosos/as que foram do REMAR. Todos muito
felizes por saberem que um
dia trabalhei nesse movimento no Brasil. Recordamos as
coisas boas daquele tempo.
Irmã Cristina partilhou mais
ou menos o que segue: “Devo
muita coisa ao REMAR. Foi lá
que aprendi a ser gente, a respeitar o próximo, a me preocupar com a justiça social. Foi
nos encontros do REMAR que
despertei para a vida consagrada como Irmã. Aprendi a
ser mulher livre, a dar valor às
pequenas coisas, a me dedicar
aos estudos e aos outros. Fiz
© João Borges
rias
mensagens
muitas amizades no REMAR e no Colégio Marista. Foi ali que pude desenvolver minha fé em
Jesus Cristo e mais tarde desabrochar à vocação de Irmã”.
Amigo, amiga, percebeu a importância do
Colégio Marista (ou outra unidade educativa)
e da PJM para os jovens? Se cumprirmos com
uma programação atraente e séria, certamente os jovens que passam por nossas unidades
educativas levarão vivências positivas e assimilarão valores humanos e cristãos que lhes
servirão para o resto das suas vidas. Daí a nossa responsabilidade. Daí a importância da PJM
numa unidade nossa.
Digo mais! A celebração dos 10 anos
da PJM é significativa porque esta ação
pastoral nos possibilita alcançar o
objetivo primeiro, a missão que Deus
nos confiou de “formar bons cristãos
e virtuosos cidadãos”, junto a essa porção
amada de Jesus: as crianças e os jovens. Se nós
contribuímos com eles, eles também contribuem conosco e com a Instituição, porque eles
são portadores da novidade e da vida nova, na
sociedade. São eles que, com suas críticas, nos
desafiam a buscar o que há de melhor. Eles são
instrumentos do Espírito Santo que renova a
face da terra, e nos empurram a viver a comunhão
universal. Portanto, eles nos renovam e transmitem vida à Congregação religiosa ou organização
que deseja ser fiel ao Espírito e responder às necessidades da sociedade moderna. Por isso, ao investirmos na formação das crianças e dos jovens,
todos saímos ganhando. Afinal, eles são o futuro
já presente.
Nestes tempos de desesperança e de sonhos
medíocres, ajudemos nossos jovens a sonhar grande e sonhemos grande junto com eles. Lá onde estivermos, façamos o trabalho que nos cabe com
a certeza de contribuirmos para a construção de
um mundo mais fraterno e justo, porque lutamos
pela causa das crianças e jovens. Essa certeza nos
proporcionará uma vida mais saudável, mais feliz,
mais útil. Aliás, na revista que está lendo existem
exemplos claros que comprovam o que estou dizendo.
Viram? Se a PJM é coisa boa para os jovens, é
coisa boa para todo Marista. Por isso, agradeçamos
a Deus pelas maravilhas realizadas em tantas pessoas, nesses 10 anos de PJM; festejemos também,
pois a festa nos leva à comunhão com Deus e com
as pessoas. Vida longa à PJM é o que desejo! Parabéns a todos os que dela participam e obrigado a
todos quantos a dinamizam!
ago 2015
Revista do grupo marista
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Patrimônio Espiritual Marista
por Juliana Fontoura
Paris
FRANÇA
Fourvière
Fourvière ilum
nossos hori
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Revista do grupo marista
ago 2015
© João Borges
Basílica Notre
Dame de
Fourvière
Para os antigos romanos, Fourvière correspondia ao Foro Vetus ou fórum velho, construído na época de Trajano, na parte mais alta de
Lyon e conferindo ao distrito do alto da colina o
nome de “four vière”. Na Idade Média (1192), o
lugar deu origem a um centro de peregrinação
para os cristãos. Com efeito, construíram uma
igreja sobre essa colina, em homenagem a Maria. Destruída durante as guerras de religião, foi
reconstruída em 1586.
Em 1870, quando os prussianos ameaçavam
invadir Lyon, os cristãos prometeram construir
um grande santuário, dedicado a Maria, se a cidade fosse preservada da guerra. Assim foi, e
a construção foi realizada de 1872 a 1896. É a
belíssima igreja que hoje domina a cidade, ornada com mosaicos e vitrais, sempre com motivos marianos.
Marcelino Champagnat e seus colegas de
ordenação sacerdotal – mentores da nova “Sociedade de Maria” – buscaram, no histórico
santuário, no dia 23 de julho de 1816, força e
coragem para realizar seu intento: Marcelino
via como prioritária a fundação de uma congregação de Irmãos dedicados ao ensino e à
formação cristã; os demais, com o Pe. Colin
à frente, visavam dar origem à “Sociedade de
Maria” que incluiria sacerdotes, Irmãos e Irmãs. Todos eles depuseram, aos pés de Maria,
seu projeto fundador e suas vidas.
Champagnat, no dia seguinte, retornou ao
santuário para um ato de entrega mais pessoal.
Foi implorar a proteção de Maria, as graças necessárias e a constante intercessão junto a seu
Divino Filho. Reconhecia que, sozinho, nada
poderia; mas com Maria, tudo seria possível.
Ardendo de amor a Jesus e a Maria, amadurecera seu plano. Coração compassivo e generoso,
não lhe saíam da mente as crianças e os jovens
abandonados à sua sorte. Era preciso formá-los
cristãmente e prepará-los para a vida. Foi esta
intuição, este propósito e pedido de ajuda que
ele veio confiar a Maria.
mina
“Hoje, tomamos consciência de que o povo
de Deus, especialmente
aqueles que se sentem cativados pelo
mesmo ideal, pelo
serviço educativo e
pela espiritualidade de
Marcelino, participam
de seu carisma. Há, sem
dúvida, graus ou níveis
de participação, desenhados de uma parte
pelo zelo e pela fé com
que a causa é assumida
e, de outra, pela assimilação e vivência da
espiritualidade. Esta é
uma dimensão importante no significado do
Bicentenário. Concluído ao Ano Montagne,
celebraremos o Ano
Fourvière, de julho de
2015 a julho de 2016.
Com certeza, será fortemente centrado em
Maria, recordando a
intuição, a tenacidade e
a caminhada de fé dos
Fundadores da Sociedade de Maria, e para
nós, particularmente,
de Marcelino Champagnat.” Ao concluir,
deixo um desafio no
horizonte deste ano:
sentimo-nos intimamente convictos e convocados a participar
desse carisma?
(Ir. Aloísio Kuhn).
orizontes
ago 2015
Revista do grupo marista
7
mundo marista
Ano Montagne
Para encerrar o Ano Montagne (outubro de 2014 a julho de 2015) – a primeira etapa de preparação para o Bicentenário do Instituto Marista –, recordamos a carta “Montagne: a dança da
Missão” encaminhada pelo Ir. Emili Turú para todas as Províncias Maristas do mundo em 25
de março de 2015. O texto circulou em diversas Unidades do Grupo Marista. Confira abaixo o
registro da interpretação de alguns trechos pelos nossos Maristas de Champagnat.
Montagne Fourvière
La Valla
Missão
como
dança divina
2014|2015
2015|2016
2016|2017
Na primeira parte da Carta, o Ir. Emili Turú introduz o tema da Missão como uma
dança divina. Ele destaca em primeiro lugar o próprio Deus, em sua ação promotora e
propulsora. É na mesma força deste Deus relacional, ou seja, que vai em busca e transborda, que tem origem aquilo que chamamos de Missão! De acordo com ele, a Missão
Divina vai envolvendo, agregando e contagiando como em uma grande dança de roda
que convida a todos para participar dela. Este trecho nos leva a refletir sobre o que é
ser Marista. Encontramos nossa razão de existir quando cooperamos com a Igreja e a
Sociedade para concretizar este dinamismo, saindo em busca dos novos Montagne,
presentes nas realidades de nosso tempo nas obras Maristas. Realizamos a Missão
Divina ao promover estruturas e ações de encontro, de relação e comunhão, da qual
ninguém sai sem ser de alguma forma transformado. (Márcio José Pelinski | Teólogo e
Coordenador da Pastoral da Área Saúde)
8
Revista do grupo marista
ago 2015
Maristas
em diálogo
profético
Este trecho da carta me fez recordar de duas
etapas da minha caminhada Marista com os alunos. Na primeira, nos anos 1970, eu lembro que o
aluno era advertido em sala de aula de uma forma que impunha respeito e temor ao mestre. Na
segunda etapa, pelos anos de 1990 até 1998,
iniciou-se uma fase onde a prática do diálogo começou a ser realizada de maneira bem marcante,
a tal ponto de que os jovens demonstravam confiança no professor. A relação estabelecida desta forma, com conversa, troca de experiências e
sinceridade, só faz bem e traz crescimento para
nossa juventude Marista. Acredito que devemos
enxergar a Missão como diálogo; como ação profética. (João Batista de Figueiredo I Afiliado do Movimento Champagnat da Família Marista)
O que você faria se
não tivesse medo?
Maristas
de partida
Nessa parte da Carta, o Ir. Emili nos
recorda a Missão Marista na sua essencialidade, na sua atualidade e nas suas
exigências. A Missão é como uma “dança
divina” na qual somos convidados a mergulhar. “Os Maristas existem única e exclusivamente para participar da missão
de Deus”, construindo uma Igreja de rosto mariano, nos diz. Os Montagne de hoje
– tão numerosos em todo o mundo – nos
pedem, como ao Padre Champagnat,
uma constante “partida”, uma desinstalação. Uma forte espiritualidade, um
senso de ser povo e do povo e atitudes
construtivas. São exigências absolutamente basilares. Mais à frente, o Ir. Superior Geral nos pergunta “o que significa
colocar-se em posição de partida?”. Ele
aponta alguns projetos em nível pessoal,
provincial e institucional que nos colocam
“em partida” e que estão amadurecendo
no Instituto. Em nós e na nossa Província,
quais projetos poderão assegurar um futuro com vitalidade? Em tudo, o Ir. Emili
nos pede o exercício do discernimento.
Somos todos chamados a aceitar o convite do Senhor, entrando nessa “corrente de salvação”. Cada um tome posição,
conforme o seu estado, idade e condições, rumo à “explosão missionária” desses novos tempos. Eis o nosso desafio!
(Ir. Dario Bortolini | Irmão Marista)
O texto do Ir. Emili Turú me faz pensar em duas coisas que certamente eu faria se não tivesse medo. A primeira delas seria vivenciar
a vida consagrada de um Irmão Marista. A segunda, seria começar a
viver a vida em busca de conhecimento de forma a compreender as
coisas como são na sua naturalidade, e não como nos são inculturadas de geração em geração. Acredito que no trabalho que realizo
hoje, acabo tentando vencer os meus medos. Nas aulas que dou, em
conversas com educandos e educadores, sempre busco partilhar as
reflexões e provocações que a filosofia de vida baseada em valores
me gera, afinal, se não podemos viver nossos medos, que cheguemos
o mais próximo disso, pois acredito que eles são os combustíveis da
ressignificação. (Guilherme Leite | Pastoralista no Centro Educacional
Marista Ecológica)
ago 2015
Revista do grupo marista
9
entrevista
por Juliana Fontoura
O que é um Leigo Marista? Esta é uma dúvida corriqueira nos espaços Maristas. Para esclarecer o termo devemos, em primeiro
lugar, diferenciar fundamentalmente dois tipos de Leigos: o Leigo
Colaborador Marista e o Leigo Marista. O primeiro é aquele que
trabalha em alguma unidade Marista, exercendo alguma profissão. O segundo – o Leigo Marista – é aquele que, a partir de um
processo pessoal de discernimento, decidiu viver sua espiritualidade e a sua missão cristã do jeito de Maria, segundo a intuição de
Marcelino Champagnat.
A opção de ser um Leigo Marista não quer dizer que ele se compromete a viver a vida como um Irmão Marista, mas sim, a viver sua
vida cristã no mundo à luz da Espiritualidade Marista de Champagnat. Não é possível se preparar para a celebração dos 200 anos do
Instituto Marista sem refletir sobre a atuação dos Leigos Maristas
em todas as Províncias, espalhadas pelos 82 países do mundo.
O desenvolvimento da obra de Champagnat não seria possível
sem a presença destas pessoas que, vivendo o carisma, seguem
com fé e responsabilidade na Missão Marista. Para falar sobre este
tema, mais especificamente sobre o desenvolvimento do laicato
Marista no Instituto e as perspectivas de futuro, a equipe da Revista Presença Marista entrevistou o Ir. Javier Espinosa, Diretor do
Secretariado dos Leigos do Instituto Marista. Confira:
Rumos do Laicato
» A aproximação do Bicentenário do Instituto Marista
nos leva a refletir sobre o
percurso realizado pelos Leigos Maristas. O senhor poderia comentar sobre o assunto
e destacar alguns elementos
históricos deste desenvolvimento?
Bicentenário abre novas perspectivas para minha vocação de Irmão. Pressinto uma nova dimensão, a de ser colaborador dos Leigos em sua missão atual na Igreja e no projeto Marista. Humilhar-se como Jesus, vestir o avental, lavar os pés adquire para mim
um novo significado.
Ir. Javier - Falar de quase 200 anos de vida do
Instituto Marista significa lembrar o processo
histórico vivido neste tempo com relação aos
Leigos. Relembrando os últimos 50 anos, encontramos por volta dos anos 60 que os Leigos eram
os colaboradores dos Irmãos. Como o passar dos
anos, começamos a falar da Família Marista, de
Missão compartilhada, de estender o espaço
da tenda, de construir uma nova tenda. Agora,
Irmãos e Leigos, sentimo-nos transmissores
do carisma Marista. Para mim, a celebração do
Ir. Javier - Falamos atualmente de vocação laical. Em um tempo, a
vocação fazia referência unicamente à vocação dos Irmãos. No espírito do documento “Em torno da mesma mesa”, ser Leigo Marista é se sentir vocacionado. De outra forma, é sentir que o projeto
amoroso de Deus para essa pessoa é um projeto de plenitude, que
coincide com a proposta Marista. Ser Leigo ou Leiga Marista vem
a ser uma forma de se situar no mundo, um estilo, um jeito de
ser. Faz-se necessário um percurso espiritual e formativo. E é onde
a resposta ao chamado de Deus se discerne, se acompanha, se
enriquece. Já existem algumas Províncias Maristas que oferecem
propostas formativas neste sentido. O Secretário dos Leigos está
10
Revista do grupo marista
ago 2015
» Como deve ser o itinerário espiritual e
formativo ideal de uma pessoa que deseja
se tornar um Leigo Marista e levar adiante o legado de Champagnat?
empenhado neste momento, depois de uma Proposta realizada
pelo Conselho Geral, em oferecer alguns elementos básicos de um
Marco Global do processo vocacional Marista para Leigos e Leigas. Este Marco propõe um itinerário formativo e alguns rastros de
vinculação e pertença, assim como possibilidades de organização
laical em nível internacional. É uma proposta de quatro momentos, com opções pessoais progressivas, dentro de um espírito de
muita liberdade. Certamente não são fases ou etapas, mas sim diversas opções de adesão ao carisma Marista. Para o Capítulo Geral
de 2017, certamente teremos esta proposta ajustada.
» Na sua opinião, como a nova relação entre Irmãos e Leigos em nível local, provincial e internacional pode contribuir
para o desenvolvimento e perenidade do
Instituto?
Ir. Javier - A nova relação está pressupondo para Irmãos e Leigos
compartilhar o mesmo carisma, viver a complementariedade vocacional, enriquecer-se mutuamente, sustentar juntos a Missão
Marista, ajustar as específicas identidades, promover juntos a vitalidade do carisma, olhar o futuro como um futuro comum. Os
Irmãos contribuem com a riqueza de uma história de quase duzentos anos. Os Leigos e Leigas introduzem a novidade de matizes
aicato Marista
do carisma para o tempo atual. Com a nova relação, o carisma adquire nova densidade e força, para ser projetado para o futuro com
esperança. Mais ainda, sonho com que este caminho de comunhão empreendido no Instituto fortaleça a opção laical Marista,
de forma que em alguns lugares sejam os Leigos em maioria mantendo e acompanhando a Missão Marista, a espiritualidade Marista. O carisma sustentado pela comunhão Irmãos-Leigos adquire
novas possibilidades quando é desenvolvido em formas laicais,
mesmo em lugares ou regiões onde não há presença de Irmãos.
Seria um momento onde abertamente expressam-se a globalização da vocação Marista laical, a força da comunhão com os Irmãos
e a ação maravilhosa do Espírito que age surpreendentemente.
» Quais as perspectivas de futuro para o
Laicato Marista frente ao “novo começo”
do Instituto Marista?
Ir. Javier - Se o primeiro início foi basicamente realizado por Irmãos, sinto que o novo começo é para Irmãos e Leigos. Definir e
assentar os processos de formação, vinculação e associação laical parece-me indispensável para esse novo início ao qual somos
convidados atualmente. A missão, a espiritualidade e a fraterni-
dade Maristas poderão ser sustentadas e transmitidas no futuro se juntos, Irmãos e Leigos, realizarem este novo caminho, este novo começo.
A nova época para o Instituto estará feita de comunhão, assim como a nova época para a Igreja.
Mas esta comunhão se constitui. Creio que para
uma parte das províncias do Instituto, é o momento adequado para criar as condições para
esse futuro. Ao meu entender, o novo começo
exige uma ação bem definida e bem globalizada
por parte de todos os estamentos do Instituto.
Creio que se está no caminho. Sabendo, além
disso, que o que agora é semeado tardará vários
anos para produzir frutos.
Desafios das
Províncias Maristas
no desenvolvimento do
Laicato Marista
• Romper as zonas de conforto, ou seja, a segurança que a Instituição e os Irmãos dão.
O foco da opção Marista para um Leigo é a
opção de seguir a Jesus no espírito que nos
deixou Champagnat. Isto vai além da Instituição.
• Crescer em comunhão com Leigos e Leigas
de todo o mundo Marista. Globalizar a opção
vocacional Marista. A partir dessa diversidade, buscar a comunhão.
• Optar por um itinerário sério de formação e
crescimento espiritual. Este itinerário supera
o que seria uma capacitação para trabalhar
em uma obra Marista.
• Determinar formas de vinculação e pertença
laical. Teria de discernir se vinculação com o
carisma ou com a Instituição.
• Oferecer a possibilidade de se organizar e
se comprometer na missão de acompanhar
e animar os processos laicais em nível internacional.
• Criar um grupo de leigos que, com visão internacional, estivesse disponível para tarefas de missão em partes do mundo, para iniciar a presença Marista ali onde não a tem,
para ser propulsor de vitalidade carismática.
• Ter líderes carismáticos, convencidos e lutadores que sigam com seu testemunho e com
suas propostas criativas.
• Entrar em uma dinâmica de conversão, aqui
sobretudo, para os Irmãos, sendo introduzidos em novos referenciais vocacionais de
comunhão, de forma de ser Irmão, de nova
vida consagrada, de novas presenças na
missão.
Quer saber mais sobre o Laicato Marista?
Entre em contato com o Setor de Vida
Consagrada e Laicato do Grupo Marista
pelo telefone: (41) 3271-6477 ou pelo e-mail
[email protected]
ago 2015
Revista do grupo marista
11
capa
por Juliana Fontoura
10
ANOS
PJM
“Vamos transformar o mundo. De mãos dadas, cremos no futuro. Somos Jovens Maristas, com histórias e sonhos...” Músicas como esta,
composta pelos jovens Cristiano Ramos Pereira, Rafael Good e Gabriel
Bernardo, embalam a Pastoral Juvenil Marista (PJM), que hoje reúne
em nossa Província aproximadamente 4 mil pessoas.
Nas palavras do Ir. Emili Turú, Superior Geral do Instituto Marista, trata-se de um “espaço privilegiado de evangelização”. A PJM tem como
objetivo estabelecer um processo de formação integral, que desenvolve os aspectos da espiritualidade, da eclesialidade, da autonomia,
do aprofundamento no carisma Marista, do protagonismo juvenil e da
intervenção na sociedade. Ela é considerada uma proposta educativo-evangelizadora que almeja, por meio da escuta e da participação dos
jovens, capacitá-los para encontrar respostas autênticas aos anseios
e necessidades fundamentais das juventudes e da evangelização.
Em 2015, a Pastoral Juvenil Marista completa 10 anos de existência.
Para celebrar este momento significativo e com o intuito de fortalecer
ainda mais este espaço de protagonismo juvenil, o Setor de Pastoral
do Grupo Marista elaborou um projeto estruturado em quatro pilares:
divulgar, estudar, celebrar e vivenciar.
capa
http://
pjmgrupomarista.org.br
18 a 20
de abril
de 2015
Divulgar
O divulgar teve como objetivo reafirmar a identidade da PJM
no meio juvenil. O site está de cara nova. A equipe do Setor de
Pastoral passou a apresentar as informações sobre a PJM de maneira clara e atrativa em uma estrutura moderna, autorresponsiva
para tablets e celulares. Além disso, foi aprovada entre os jovens
uma nova identidade visual para os materiais da PJM. Camisetas,
copos, sacochilas e canecas foram produzidas com a linguagem
hipster. Foram criados selos neste estilo com as principais frases
da PJM e palavras que fazem sentido para os jovens participantes.
celebrar
Colégio Marista
Santa Maria - Curitiba/PR
O celebrar teve como objetivo reunir as juventudes que
fizeram e fazem parte dos 10
anos da PJM, celebrando a história e projetando os próximos
passos dessa pastoral feita
com e pelos jovens. Dentro
deste pilar, foi realizado, em
abril, o II Congresso Provincial
da PJM, que reuniu quase 600
pessoas, entre jovens, Irmãos,
Leigos e colaboradores Maristas. O encontro foi importante para fortalecer ainda mais
os vínculos entre os jovens da
Província, bem como permitir
aos participantes visualizar
novos horizontes à PJM.
Estudar
Estudar é preciso! No pilar estudar, o Setor de Pastoral orientou todas as unidades à retomada de documentos da PJM, realizando-se um trabalho intenso de leitura e partilha. Além disso,
pastoralistas e jovens de cada unidade analisaram, ao seu modo,
a proposta de revitalização da PJM, que foi organizada pela União
Marista do Brasil (UMBRASIL). Após, foi dado retorno ao Setor de
Pastoral com as considerações.
14
Revista do grupo marista
ago 2015
L’Hermitage
Marista | Casa
Mãe do Instituto
Marista
Peregrinação de
jovens Maristas a
L’Hermitage, 2015
vivenciar
relembrar
A proposta do vivenciar pretende proporcionar a vivência da mística e da origem Marista in loco.
Entre 26 de julho e 8 de agosto, houve a Peregrinação de Jovens Maristas a L’Hermitage. Foi um momento de imersão na essência do Instituto Marista. De acordo com Diogo Luiz Galline, do Setor de
Pastoral, este itinerário tem como objetivos: fortalecer o sentimento de pertença ao carisma Marista,
possibilitar a formação referente aos lugares mais importantes para a história do Instituto, como
La Valla, Marlhes, Rosey, Maisonnettes, Rosey e Lyon, contemplar o aniversário de 10 anos da PJM e,
por fim, colocar os jovens em sintonia com o Bicentenário Marista (Ano Fourvière). A peregrinação
contou com a participação de 69 jovens, provenientes dos Colégios, do TECPUC, da Rede Marista de
Solidariedade e da PUCPR, 4 Irmãos Maristas, 6 colaboradores e 1 Afiliado Marista.
Em 10 anos de PJM, muitas atividades formativas aconteceram nas unidades. Encontros
provinciais e nacionais foram organizados e comissões foram formadas para cuidar de sua estruturação e perenidade na Província e no Brasil
Marista. Além disso, foram proporcionados espaços de escuta com os jovens para suas vozes
sobre desejos e necessidades na evangelização
das juventudes, seja dentro ou fora da PJM. Um
exemplo foi a criação da Comissão de Juventudes, oriundas a partir do anseio juvenil do I Congresso Nacional da PJM (2010).
Todos estes anos de esforço conjunto merecem ser relembrados e celebrados. A equipe da
Revista Presença Marista conversou com vários
jovens participantes e ex-participantes da PJM e
eles apontaram, em uma linha do tempo, os momentos mais marcantes desta história. Confira!
ago 2015
Revista do grupo marista
15
capa
AS ORIGENS DA PJM
Impossível contar a história da PJM sem resgatar suas origens. Em 2004, o Secretariado Interprovincial Marista
(SIMAR) propôs a criação de uma Comissão Nacional de Evangelização de Adolescentes e Jovens, com o objetivo de
entender a situação da juventude Marista da época, buscar estratégias para projetá-la no futuro e, principalmente,
elaborar diretrizes da evangelização juvenil para todas as iniciativas Maristas no país.
Neste mesmo ano, foi formado no SIMAR um Grupo de Estudos (GE-PJM) para elaborar um projeto de evangelização juvenil que pudesse dar conta de integrar a diversidade de experiências nos diferentes espaços de atuação
Marista no Brasil. Num processo de discussão que envolveu as três Províncias Maristas e o Distrito da Amazônia,
começou-se a esboçar o projeto nacional que viria a ser chamado de Pastoral Juvenil Marista do Brasil.
Lançamento da PJM |
1o Encontro Nacional de Assessores da Juventude
Em 2005, a proposta preliminar da Pastoral Juvenil Marista do Brasil, criada pelo GE-PJM, foi apresentada no 1o Encontro Nacional de Assessores da
Juventude, realizado em Florianópolis (SC). Todas as Províncias partilharam
suas experiências com juventude. Ao final do Encontro, elas chegaram num
consenso sobre as diretrizes comuns para o trabalho com juventude, valorizando as semelhanças nacionais, sem interferir diretamente nos trabalhos
locais. Foi um passo importante para a criação de uma PJM que, a partir de
então, seria feita com maior envolvimento dos jovens. Como marco histórico
na Província, houve o lançamento oficial da PJM na data de 25 de agosto
de 2015, com a presença de diversos colaboradores, jovens e Irmãos Maristas, em assembleia realizada em Curitiba (PR).
2005
2006
“Em 2005 foi o nascimento da PJM. Desde então, a proposta vem se concretizando a cada ano, deixando para
trás o medo do novo. Nesses 10 anos, a PJM, junto com
o carisma Marista, se faz presente, seja no processo de
formação, seja alimentando a espiritualidade ou no protagonismo juvenil. É com essa proposta inovadora que
a PJM continuará evangelizando os jovens, por muitos
anos, de modo atraente, fazendo com que eles busquem
sempre fazer a diferença. Sinto muito orgulho em fazer
parte dessa história!” (Camila Marchetti - Colégio Marista Ribeirão Preto | Ribeirão Preto - SP)
“Em agosto de 2005 estávamos apreensivos, prestes a
dar início a algo muito especial. Nascia a Pastoral Juvenil
Marista com a contribuição de muitos representantes da
Província. Agora, em 2015, vivenciamos a alegria de completar 10 anos. Foi uma década de ousadia, compromisso
e transformação.” (Ir. João Batista | Setor de Pastoral)
16
Encontros Regionais
PJM
Com o intuito de estruturar
melhor a PJM na Província
Marista Brasil Centro-Sul,
decidiu-se, em 2006, investir
profundamente em uma organização por proximidade geográfica. Assim, os encontros
passaram a ser realizados por
regionais, otimizando recursos
e possibilitando um maior número de participação juvenil.
Revista do grupo marista
ago 2015
“Os Encontros Regionais
da PJM eram espaços de
intensa partilha de ideias.
Foram essenciais para a
troca de experiências sobre o
modo de fazer pastoral. Era
uma maneira de dar forma
e identidade à PJM; de fazer
todo mundo falar a mesma
língua.” (Geovani Zilio - Colégio Marista Frei Rogério |
Joaçaba - SC)
Experiências
Formativas da PJM
A partir de 2007 começaram as experiências
formativas da PJM. Dentre
elas, estavam o Curso de
Liderança Marista (CLIMA),
cujo objetivo é aprofundar
conhecimentos relacionados
à liderança juvenil; o Desafio
Juvenil Marista (DJM), que
proporciona ação cooperativa e reflexão, além da
vivência de desafios que
promovem o autoconhecimento e uma reflexão sobre
a relação com o outro e com
Deus; a Missão Solidária
Marista (MSM), atividade
de educação para a solidariedade; e Retiro Projeto
de Vida (RPV), um lugar da
experiência do sagrado e da
vivência do mistério.
2007
Mística da PJM
Em 2009, a PJM se ocupou
com o desenvolvimento da sua
mística e com o processo de
educação e amadurecimento na
fé dos jovens. Há a associação
do desenvolvimento pessoal e do
grupo com os lugares e valores
cristãos e Maristas. O documento
“A Mística da Pastoral Juvenil
Marista” define a mística como
vibrante, carregada de sentido.
Alimentada na fé, na esperança
e no amor dos outros, se torna
distribuidora de amor, de
esperança e de fé. Com estas
orientações, adolescentes e
jovens se transformam em vasos,
que transbordam o tesouro que
carregam em si.
Encontro Internacional de Jovens Maristas (EIJM) e Jornada
Mundial da Juventude (JMJ) | Sidney
Em 2008, aconteceu o
Encontro Internacional de
Jovens Maristas e a Jornada Mundial da Juventude,
em Sidney (Austrália).
Aproximadamente 20 jovens Maristas da Província
Marista Brasil Centro-Sul
embarcaram rumo a esta
experiência internacional
de reconhecimento de
outras realidades Maristas
do mundo.
2008
“As experiências formativas da PJM foram
excelentes momentos para aprofundar aquilo que vivenciávamos no dia a dia da PJM
na unidade. Era uma oportunidade de sair
da rotina e pensar sobre como deveríamos
agir em relação à vida e como poderíamos
ajudar as pessoas. Eu gostei de participar
do CLIMA – Curso de Liderança Marista –,
em São Paulo. Foram momentos de muito
aprendizado, estudo e descontração. Foi
incrível saber que, mesmo com 15 anos, eu
poderia ser líder e que eu tinha voz.” (Antônia
Pontual - Colégio Marista de Brasília - DF)
2009
“O Encontro Mundial de Jovens
Maristas, na Austrália, foi de grande
importância na minha vida. Lá tive
tanto aprendizado e tantas trocas de
experiências que, com certeza, fizeram
diferença no meu modo de pensar
e, principalmente, de agir. Um dos
momentos mais marcantes da JMJ
foi quando, na Santa Missa, vi a união
de tantas pessoas, cada qual com sua
bandeira, à espera do Papa. Percebi
que estávamos lá reunidos pela nossa
fé.” (Vivi Isber - PUCPR | Curitiba - PR)
ago 2015
“Para mim, a mística da PJM é
percebida através da vida diária.
É o estar atento ao próximo,
praticar a caridade, a humildade,
a liberdade e, principalmente,
ser um jovem diferencial pelas
atitudes e ações concretas. Posso
dizer que as experiências que
vivi em grupo na PJM foram me
moldando e, dessa forma, pude
construir o meu projeto de vida.”
(Aline Moreno - Colégio Marista
Arquidiocesano | São Paulo - SP).
Revista do grupo marista
17
capa
1o Congresso
Nacional da PJM
O momento mais marcante
de 2010 foi a realização
do 1o Congresso Nacional
da PJM, entre os dias 25 e
29 de janeiro, em Curitiba,
reunindo aproximadamente
500 jovens das três Províncias e do Distrito da Amazônia, sob o lema “Corações
Conectados”. Eles compartilharam dúvidas, experiências e ideias, demonstrando
grande capacidade de
reflexão e mobilização para
causas sociais.
2010
2011
“O momento mais marcante de 2010 para mim
foi o 1o Congresso Nacional
da PJM realizado no Colégio Marista Santa Maria,
unidade na qual trabalho
atualmente. Esta experiência me abriu os olhos
para a grandiosidade da
PJM no Brasil, a multiculturalidade e diversidade.
Junto com outros jovens
de vários contextos e
culturas, eu pude vivenciar
um momento especial da
espiritualidade Marista.“
(Andrey Zanello Milléo
- Colégio Marista Santa
Maria | Curitiba - PR)
18
Revista do grupo marista
Encontro
Internacional de
Jovens Maristas
(EIJM) e Jornada
Mundial da
Juventude (JMJ) |
Madri
Em 2011, muitos jovens das
três Províncias Maristas do
Brasil embarcaram para
a Espanha, com o intuito
de participar do EIJM e da
JMJ, Eles trocaram experiências e ideias, demonstrando grande capacidade
de reflexão e mobilização
para causas sociais.
2012
“Eu participei dos dois eventos. No EIJM
foi uma emoção encontrar com jovens
Maristas de todos os continentes e ter a
oportunidade de conversar sobre o projeto de Champagnat em várias línguas.
Participar da JMJ foi ainda mais incrível.
Foi impressionante ver jovens unidos
pelo propósito de seguir Jesus Cristo.
Em um período em que a Espanha
passava por grandes manifestações de
revolta com seu governo, a juventude
foi pra lá, se reuniu, festejou, celebrou,
louvou e deu graças, norteada virtuosamente pelo então Papa Bento XVI. Voltei
para o Brasil cheia de esperança e com
a certeza de que não estamos sozinhos.
Somos suficientes para transformar e
realizar, guiados pelo amor de Jesus e
dedicação de Champagnat.” (Andressa
Picioli - Colégio Marista de Maringá - PR)
ago 2015
Comissão Provincial de
Juventude
As Comissões de Juventudes são formadas por jovens e têm como objetivo
contribuir com a ação evangelizadora
Marista nas dimensões eclesial, social,
política, cultural e institucional. Seus
membros representam, nesse âmbito
pastoral, os diversos grupos juvenis das
unidades Maristas e têm quatro atribuições essenciais: são consultivas, propositivas, participativas e representativas,
atuando nos níveis local e Provincial. A
Comissão Provincial de Juventude é eleita a cada dois anos por meio de Assembleia de Juventudes, um espaço no qual
os jovens exercem seu protagonismo na
escolha de seus representantes.
“Acredito que o momento mais
importante da PJM em 2012 foi a
2a Assembleia de Juventudes. Além
da eleição de uma nova Comissão
Provincial, foi um precioso espaço de
escuta e discussão para que os jovens
definissem e se apropriassem de uma
pastoral que trabalharia junto com o
jovem e não para o jovem. Nós, jovens
da PJM, queríamos ter representatividade efetiva dentro da Província e
ter voz e ação sobre os processos de
uma pastoral que era da juventude.”
(Bruna Silveira - Centro Social Marista
Lúcia Mayvorne | Florianópolis - SC)
CHANGE (EIJM) |
Jornada Mundial da
Juventude (JMJ) | Rio
de Janeiro
Em 2013, foi realizado
mais um EIJM intitulado
“Change: faça a diferença!” e a Jornada Mundial
da Juventude (JMJ), no
Brasil. Jovens Maristas do
mundo inteiro se reuniram
no Rio de Janeiro para
rezar e ouvir as palavras
do Papa Francisco.
2013
II Congresso
Provincial da PJM
Entre os dias 18 e 20 de abril,
foi realizado o II Congresso
Provincial da PJM com o
lema “Jovens que trazem um
novo jeito de ser”. O evento
reuniu aproximadamente
600 pessoas, entre adolescentes, jovens e Irmãos
Maristas.
PJM na Universidade
Em 2014, a PJM se intensificou
no meio universitário com os encontros: Carisma e Compromisso
e Encontro de Multiplicadores
entre Jovens, em Ponta Grossa,
que reuniu diversos jovens da
Pastoral Universitária da PUCPR, de todos os campi.
2014
“Em 2013, as duas semanas que eu
passei no Rio de Janeiro mudaram
completamente a minha visão em
relação à Igreja e ao Instituto Marista. A participação no CHANGE foi
muito legal! Pude compreender que
a missão de Champagnat nos dias
atuais não é só assumida por mim,
mas por muitas pessoas no mundo.
A JMJ fechou com chave de ouro
essa experiência. As palavras do
recém-chegado Papa foram de tirar
o sossego e a alienação. Francisco
inspira uma Igreja aos moldes de
Jesus e nos inspira como discípulos
missionários para que realmente
compreendamos Jesus de forma
mais justa e igual para com os
pobres e marginalizados.” (João
Gabriel Sedrez - Colégio Marista
Arquidiocesano | São Paulo - SP)
2015
“O Encontro de Multiplicadores entre
os Jovens foi o primeiro encontro da
PJM Universitária, que contou com
a participação maciça de jovens de
todos os campi da PUCPR. Houve
uma riqueza na partilha dos participantes. Eles deixaram muito claro
quais eram os anseios da juventude
universitária e a vontade de viver
o carisma de Champagnat. Creio
que a PJM Universitária, por fazer
parte da riqueza da Família Marista
e já ter o background da PJM nos
colégios e nos centros sociais, tem
condições de se tornar um forte
movimento da juventude.” (Eduardo
Rodrigues - PUCPR | Curitiba - PR)
ago 2015
“O momento mais marcante da
PJM em 2015 foi o II Congresso
Provincial. Todos aqueles sorrisos e olhos brilhando dos jovens
ao meu redor eram a realização
do Padre Champagnat ao fundar o Instituto. Foi naquele mágico lugar que o sonho do nosso
fundador estava se tornando
concreto. Foi uma emoção viver
aqueles dias ao lado dos jovens
das mais diversas realidades
e trocar experiências com eles.
Para cada um que eu olhava, só
o que eu sentia era a presença
de Deus. Nunca vou esquecer
deste Congresso. Agradeço
por poder viver momentos tão
especiais como este na PJM.”
(Nicolas Alves - Centro Social
Marista Ir. Beno | Maringá - PR)
Revista do grupo marista
19
capa
Jovens que são...
a riqueza da PJM
Para direita:
Juliana Beatriz
da Silva –
PUCPR, Bruna
Vieira – TECPUC,
Gustavo Perotta
– Colégio Marista
Paranaense
Uma década passou e as
expectativas são otimistas
para os próximos anos. Os
jovens da PJM demonstram, cada vez mais, que
têm sonhos e determinação para transformar a
sua realidade pessoal e
também das pessoas que
estão à sua volta. São
muitos os relatos de experiências que fizeram a diferença.
O aluno Eduardo de Carvalho Filgueiras, do Colégio
Marista de Brasília – Maristão, afirma que a sua vida se
transformou quando começou
a participar da PJM. “Eu me
tornei uma pessoa completa.
Sempre busquei muito o sentido de vida e foi isso que encontrei”, diz. Se depender dele,
a PJM vai crescer bastante nos
próximos anos para tornar Jesus Cristo conhecido e amado.
Fazer a PJM crescer e se desenvolver é também o objetivo
da Juliana Beatriz da Silva, da
Pastoral da PUCPR, e da Bru-
20
Revista do grupo marista
ago 2015
na de Lima Vieira, do TECPUC.
Elas querem vencer o desafio
de abarcar cada vez mais participantes para suas unidades.
“A ideia é aproveitar que os
alunos estão se preparando
para o futuro profissional e incluir na vida deles o carisma
Marista”, afirmou Juliana.
Na Rede Marista de Solidariedade não é diferente. O
educando Eduardo Martins da
Silva, do Centro Social Marista
de Dourados, diz que o grupo
da PJM na unidade é pequeno,
mas está em processo de ampliação. O olhar dele começa
no “micro” e vai além. “Queremos transformar o mundo
e estamos começando pela
nossa realidade local”, diz. A
determinação e o reconhecimento do jovem como agente
transformador é ponto-chave
neste processo.
A educanda Daniele Nunes
Lopes, do Centro Educacional
Marista Ir. Acácio, afirma que
na unidade dela em Londrina
a PJM está trabalhando para
alicerçar o protagonismo do
jovem. Além disso, ela considera importante extrapolar os
muros da Província e pensar
na PJM inserida no Brasil Marista. “Jovens Maristas de todo
o país devem se unir para que
possam realizar seus objetivos”, argumenta.
Os votos para a perenidade
da PJM na construção de um
futuro melhor para todos é
desejo também de ex-participantes da PJM. De acordo com
Gustavo Perotta, que estudou
no Colégio Marista Paranaense, a PJM tem um poder de
constante renovação por meio
do jovem. Ela busca ressignificar o sentido da fé no contexto atual e estabelece conexões
poderosas entre os jovens e o
mundo. Para ele, “os valores
compartilhados na PJM possibilitam viver a mística de São
Marcelino, sendo a base do jeito de ser, jovem protagonista
de sua história”.
Onde queremos estar daqui a 10 anos?
O Setor de Pastoral do Grupo Marista também tem muitas expectativas para o futuro da PJM. Ele lista
abaixo apenas 5 dos inúmeros sonhos que poderão ser realizados pela Pastoral Juvenil Marista durante
os próximos 10 anos.
4
1
“Vamos aos jovens, lá
onde eles estão”
(Constituições Maristas)
Atualmente, cerca de 4 mil jovens Maristas encontraram na
PJM um espaço de acolhida
e confiança. Todavia, muitos
são aqueles, dentro e fora dos
muros da Instituição, que ainda se encontram à deriva, sem
sentido de vida. É necessário
ir ao encontro desses jovens,
sendo cada vez mais próximos
deles, apresentando-lhes uma
autêntica proposta cristã de
vida repleta de sabor.
2
“Uma presença fortemente significativa entre as crianças e jovens”
(XXI Capítulo Geral)
Estar junto às crianças e jovens é retornar à origem da
missão Marista. É poder ver o
mundo com seus olhos. Há o
desejo que essa essência sempre transborde do coração dos
participantes da PJM, refletindo em seu jeito de ser e agir.
3
“Expertos na defesa dos
direitos das crianças e
jovens” (Ir. Emili Turú)
Muitos são os esforços empreendidos para que a PJM esteja
não somente presente senão
como participante ativa na
garantia e defesa dos direitos
das crianças e jovens. Para os
próximos anos, espera-se que
um número cada vez maior de
pessoas envolva-se nas discussões em espaços estratégicos referentes à formulação
de políticas públicas das infâncias e juventudes.
“Promover dinâmicas
‘inter’ (internacionalidade – interculturalidade – inter-religiosidade)
que favoreçam a Missão
Marista em novas terras” (II
AIMM)
Diante da riqueza de realidades existentes no mundo, há
o grande desejo de que, nos
próximos 10 anos, a Pastoral
Juvenil seja uma realidade em
todo o mundo, permitindo, assim, um maior intercâmbio de
pessoas e processos.
5
“Jovens que trazem um
jeito novo de ser”
(II Congresso da PJM)
O jovem Marista é convidado a
ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13), isto é, ser e fazer a
diferença nos espaços em que
se encontra. Ainda mais em
uma época tomada por tamanha intolerância, desrespeito e
dificuldade de se estabelecer
diálogos. Espera-se que realizem microrrevoluções em seus
contextos, transformando o
mundo (enfim) em um lugar
mais justo, fraterno e solidário.
ago 2015
Revista do grupo marista
21
capa
Kleberson
Massaro
Rodrigues Chita
O Grupo Marista tem em seu quadro de colaboradores, nas
mais diversas áreas de atuação, ex-participantes da Pastoral Juvenil Marista ou de movimentos de juventude anteriores a ela.
O colaborador Kleberson Massaro Rodrigues Chita é um deles.
Ele participou do Movimento EDA/REMAR no Colégio Marista
Paranaense e hoje atua na Diretoria de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO), na função de Gerente BP Educação.
De acordo com Kleberson, a participação no EDA/REMAR
fez com que ele aprendesse muitas lições, tais como liderança,
coerência de vida, respeito com os demais e espiritualidade no
cotidiano. Além disso, fez com que ele encontrasse o seu verdadeiro propósito de existência. Outro ponto que ele destaca é que
a participação no Movimento ajudou-o na escolha de trabalhar
no mundo da educação e do desenvolvimento de pessoas. Hoje
ele se sente realizado. “Ser remunerado pelo que se ama fazer é
fantástico”, diz.
Alguns participantes da PJM se tornaram pastoralistas no
Grupo Marista. É o caso da Vanessa Aparecida dos Anjos, que
participou por 4 anos da PJM do Centro Social Marista Santa Mônica, em Ponta Grossa, e hoje atua com a juventude na unidade
há mais de 1 ano. Ela afirma que, atualmente, multiplica tudo
que aprendeu quando ainda era da PJM. Outra preocupação de
Vanessa no seu trabalho diário é fazer a diferença na vida dos
jovens, assim como a PJM fez a diferença na vida dela.
Também é o caso do Willian Dias Laurentino, que participou da
Willian Dias
Laurentino
Pastoral do Centro Educacional Marista São José,
em Santa Catarina, e hoje trabalha como pastoralista na unidade. Ele acredita que todas as experiências que viveu em quase uma década de
participação na PJM foram fundamentais para o
trabalho que realiza hoje com os adolescentes e
jovens da unidade; os “Montagne” de hoje.
Um dos momentos mais importantes para
o Willian como pastoralista da unidade foi a
mobilização de 15 jovens Maristas da unidade
para a participação na Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro. “Foi muito lindo ver os nossos jovens Maristas, que se
identificam com a obra de Champagnat e com
a sua Missão, trocando experiências com outros jovens de outras congregações”, afirma. De
acordo com ele, esta movimentação foi importante para o crescimento e evolução da PJM no
Centro Educacional.
Ex-Marista
22
Revista do grupo marista
ago 2015
Ligia Gomes
Gustavo
Góis
A professora de Ensino Religioso do Colégio
Marista de Londrina, Ligia Gomes, foi participante da PJM desde o início. Ela fez parte da
primeira equipe de jovens, representantes das
unidades da Província, que tiveram contato,
em 2005, com as Diretrizes da PJM. “Nesta época eu tinha acabado de completar 15 anos. Era
uma menina entusiasmada para fazer parte e
ajudar a construir uma história que estava só
começando”, afirma.
É difícil para ela eleger o momento mais importante que viveu em todos os anos em que
participou da PJM. Ela lembra com carinho de
vários: o 1o Congresso Nacional da PJM, no qual
integrou a equipe de organização, a 1a Comissão Provincial de Juventude, da qual fez parte
e, além disso, sua participação no EIJM e na
JMJ de 2011, na Espanha. “Acredito que estes
10 anos de PJM me fizeram ser o que sou hoje,
me deram os amigos que tenho, me formaram enquanto cidadã,
cristã e Marista”, diz. Ligia não cansa de repetir o que o Ir. João
Batista lhe ensinou: “a PJM é um estilo de vida”.
Segundo Ligia, a PJM está em tudo que ela faz e não seria
diferente no trabalho. Ela se sente realizada pelo que faz. “Sou
muito feliz em ter a oportunidade de transmitir para as crianças
e adolescentes os valores que aprendi vivenciando o carisma de
Champagnat na PJM”, afirma.
Alguns ex-participantes da PJM acabam se tornando colaboradores do Grupo Marista na parte administrativa, dentro
das unidades. O Eliton Bruno Correia trabalha hoje como auxiliar administrativo no Centro Social Marista Pouso Redondo,
em Santa Catarina. Ele disse que o convite para trabalhar veio
da atual diretora da unidade, Nanci Prochnow, que também era
da PJM. De acordo com Eliton, ela foi a pessoa que fez com
que ele se apaixonasse pelo Instituto Marista e pela Missão de
Champagnat.
A lição da PJM que ele leva para a vida e para o trabalho é que,
como colaborador, ele pode estar cada vez mais atuante naquilo
que assumiu: mudar o mundo e viver o sonho de Champagnat.
“Em todos os lugares que frequento, levo comigo os valores que
aprendi na PJM. Busco ser ético, justo e solidário, pois acredito
que é isso que transforma o mundo em um lugar melhor para
se viver”, diz.
Em sua rotina de trabalho, ele nunca esquece de algo que
sempre via nos encontros da PJM: a três violetas. Elas representam as maiores virtudes Maristas: simplicidade, humildade e
modéstia. “Não tenho como me desvincular do que vivi na PJM.
Ela faz parte da minha vida assim como faço parte de sua história”, explica.
Em 2014, o Grupo Marista percebeu que a PJM poderia extrapolar os muros da organização. Gustavo Góis foi participante da PJM desde 2010, no Centro Social Marista Ir. Beno, e hoje
contribui com o movimento de juventude na unidade. Ela foi
reposicionada, ou seja, não existe mais em Maringá, mas a PJM
continua atuante. “Espero continuar o trabalho, dando aos jovens a oportunidade de encontrarem Deus”, afirma.
Todos esses colaboradores do Grupo Marista, ex-participantes da PJM, são verdadeiros presentes para a organização. Eles se
destacam em suas unidades, pois trazem o carisma de Champagnat para o conhecimento de todos na rotina diária. São multiplicadores da essência da organização e corresponsáveis pela
perenidade da Missão.
arista, nunca!
ago 2015
Revista do grupo marista
23
espiritualidade
por Juliana Fontoura
Espiritualidade:
um encontro profundo
com Deus
»Como podemos definir, de modo geral,
a espiritualidade?
A espiritualidade tem a ver com interioridade. Podemos defini-la
como vida interior. Hoje se fala muito em ter uma subjetividade
viva, rica e iluminada. Isso é pensar no eu interior no nível psicológico. Ter as emoções integradas e estáveis faz parte da espiritualidade, mas não é realmente o seu núcleo profundo. Além desta
faixa psicológica do nosso eu, há o espírito. É o lugar da liberdade, da consciência, dos projetos de vida, das grandes intuições da
existência. É ali que está a espiritualidade. Ela deve ser cultivada,
cuidada e nutrida. Para viver profundamente a espiritualidade é
necessário ter uma fé viva, que sente o divino ou o transcendente muito próximo de si. Devemos lembrar que a espiritualidade
não é um sentimento espiritual, ou simplesmente participar de
uma missa, ouvir as palavras do Papa; não é uma emoção passageira. Se você mantém uma fé constante, se você está conectado
com o transcendente de maneira profunda, pode-se dizer que
está vivendo a espiritualidade. Como diz Santa Teresa: você vive
a espiritualidade “com a fina ponta da alma”.
» O que é espiritualidade cristã?
Desde o seu surgimento, o ser humano busca
respostas para muitas dúvidas sobre o transcendente. Um destes questionamentos é a respeito da vivência da espiritualidade. Para esclarecer a temática, a equipe da Revista Presença
Marista criou esta editoria. A cada edição, convidaremos um teólogo ou especialista para falar sobre o assunto em diversas abordagens.
Para inaugurar este espaço, convidamos o Frei
Clodovis Boff, teólogo e professor do curso de
Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para
nos dar uma definição mais precisa do que é
espiritualidade e, especificamente, o que é espiritualidade cristã, a relação entre a espiritualidade e o sentido de vida e, por fim, como podemos viver a espiritualidade na correria do dia
a dia. Confira:
24
Revista do grupo marista
ago 2015
A espiritualidade cristã é absolutamente sui generis. Não se pode
colocá-la ao lado de uma espiritualidade budista, hinduísta,
krishnaísta ou uma espiritualidade espiritista. A espiritualidade cristã está toda centrada na graça de Deus, na iniciativa de
Deus, na primazia de Deus. É Deus que vem a você. Não é você
que vai a Ele. As religiões, como diz Paulo VI, são os braços do
homem levantados para o eterno, pedindo que Ele se manifeste,
pedindo que Ele nos salve. O cristianismo é o braço de Deus para
nos aconchegar, para nos acolher, para nos salvar. O Papa Bento
XVI na primeira encíclica Deus Caritas Est definiu o cristianismo
de uma maneira muito precisa. Ele diz que o cristianismo não
é, antes de tudo, uma ética, não é o fazer bem ao próximo, não
é uma visão do mundo, um dogma ou uma doutrina. É também
isso, mas, em primeiríssimo lugar, cristianismo é o encontro
pessoal com Cristo. São João diz que Deus nos amou primeiro
na primeira carta dele e São Paulo nos diz que antes da criação
do mundo, Deus já nos escolheu para sermos filhos dele. Ele tem
a primazia. A espiritualidade é deixar-se encontrar por Deus, é
deixar-se amar por Deus, é deixar-se abraçar por Deus.
» Na sua opinião, qual é a relação entre espiritualidade e
sentido de vida?
Quem tem Deus tem um sentido de vida. Quem
não tem Deus tem apenas alguns sentidos fragmentários, como casar, ter uma profissão, ter
um trabalho social ou com o meio ambiente. São
causas válidas, porém todas estas causas, a morte leva. Se a vida não tem uma transcendência,
se você não tem um Deus, você acaba naufragando. Só quem tem realmente uma espiritualidade,
uma visão transcendente da vida é que dá um
sentido global, total e satisfatório de vida. Quem
não tem Deus encontra sentido em algumas coisas, mas a vida como um todo não tem sentido
e estas coisas todas acabam na hora da morte.
Para dar o sentido profundo à vida, a espiritualidade deve ser também vivida profundamente.
Eu tinha um amigo que era poeta. Um dia ele
descobriu que estava com câncer e teria pouco
tempo de vida. Decidiu então publicar alguns poemas num livro intitulado “Os últimos cantos”.
Ali ele define o que é a morte. Ele diz: morrer
para mim é sentir o quanto é forte o abraço de
Deus, porque mais do que esperar, eu sou esperado. O homem que tem a morte escrita no seu
corpo e que chega a esta conclusão é um homem
de fé, que realmente deu sentido à sua vida.
» Como podemos dizer as nossas experiências espirituais,
qual a linguagem que devemos
utilizar para isso?
Devemos dizer as nossas experiências espirituais pelo testemunho. Quem pode falar de Deus
realmente é quem experimentou. É como Jesus
que disse: quem esteve no céu sabe o que se
passa lá. Eu que estive no seio do pai, posso saber quem é o pai, por isso vos comunico. Jesus
teve uma experiência com o Pai antes de nos
dar a conhecê-lo. Ele viveu em comunhão com
o pai. Santa Teresinha, Santo Inácio, São Vicente, Madre Teresa, Irmã Dulce, todos eles podem
falar de Deus, porque experimentaram Deus;
viveram com ele, em comunhão. O testemunho
destas pessoas é comunicável. De pouco adianta um padre falar de Deus a partir dos livros
que leu, de algumas referências que pegou na
Internet, nos dicionários, nos manuais. O povo
sente que ele não está envolvido, que está falando “da boca pra fora”. Henri Newman, um
dos maiores teólogos do século XIX, diz que só
o coração pode falar ao coração. Hoje em dia buscam-se as técnicas midiáticas modernas, músicas, gestos, luzes, sons, apelos
emocionais para falar de Deus. Estas linguagens são importantes na adoração. No entanto, o mais importante é tocar o coração em profundidade. Disse um poeta: brilhe para iluminar, arda
para aquecer. Esta é a espiritualidade que comunica.
» Existe alguma diferença entre espiritualidade e mística?
De modo geral, não há diferença entre espiritualidade e mística.
O uso da palavra como espiritualidade é de 1700 pra cá. Antes, os
padres da Igreja só falavam em mística no sentido de viver a fé.
É algo correlato ao mistério do Cristo que nos ama, que nos acolhe e, nos acolhendo, nos torna místicos. O Catecismo da Igreja
Católica recupera o seguinte sentido: mística é viver o mistério
de Cristo através dos mistérios sacramentais, sobretudo a missa, para vivermos o mistério trinitário em Deus. Ela recupera o
sentido da mística como uma fé viva; como a espiritualidade. Há
um sentido técnico de mística, um pouco mais restrito, que considera que os místicos são aqueles que vivem a espiritualidade
de maneira profissional, como os monges, as carmelitas. Eles
vivem intensamente, dando testemunho ao mundo, em uma
experiência profunda e muitas vezes com epifenômenos, de audições, visões e fervor especial. Quando perguntaram ao Papa
Bento XVI se ele era místico, ele negou. Disse que era um cristão
que procurava viver a sua fé da melhor maneira possível. Disse
que era mais um professor. Quando ele se aposentou passou a
viver ajudando a igreja com a sua oração e com estudo. Ele vive
uma experiência profunda de espiritualidade desta forma, mas
não se considera um místico. Em um sentido amplo, a mística
é o mesmo que espiritualidade. No sentido mais específico ou
técnico, é uma referência aos profissionais do espiritual.
» Por fim, como é possível viver profundamente a espiritualidade na correria
do dia a dia?
Muita gente busca hoje uma experiência do divino, do transcendente. Há um interesse muito grande, uma sede de Deus. Eu dou
algumas sugestões para viver a experiência de fé, uma mística ou
espiritualidade. A primeira é ler os textos sagrados, mas não uma
leitura intelectual ou teórica. Trata-se de fazer uma leitura orante,
para descobrir quem é Deus. A segunda é a oração. Para conhecer
Deus é preciso ter uma familiaridade ou intimidade com Ele. A oração é comunhão com Deus. A terceira sugestão é bem simples. É
uma tradição do oriente, mas que está bem forte no ocidente, que é
a repetição de palavras sagradas. Deve-se repetir lentamente, como
quem degusta um caramelo. Pode-se dizer: “Senhor, tende piedade de mim”, “O meu auxílio está no nome do Senhor” ou qualquer
outro versículo de um Salmo. Isso é muito simples, pois você pode
fazer em casa, indo pro trabalho, no trânsito, quando está limpando
a casa, em qualquer hora e em qualquer lugar. Assim você mantém
uma relação com o divino; você está plugado a Deus e isso te ilumina, te alimenta, te fortalece. Isso vai te espiritualizando.
ago 2015
Revista do grupo marista
25
registro
Centro Educacional Marista Ir. Rui
promove oficina de stop motion
Educandos do Centro
Educacional Marista
Ir. Rui na oficina de
stop motion
A partir de um processo de
escuta, educandos de 6 a 10
anos da unidade sinalizaram a
vontade de aprender técnicas
fotográficas. O interesse foi tanto que, ao longo do trabalho, as
crianças descobriram a fotografia no cinema. Logo descobriram
o stop motion e decidiram criar
o seu próprio curta com a técnica. Com o auxílio do professor de
educomunicação Diego Domingos, eles elaboraram um roteiro,
colocaram a câmera no tripé e
foram explorar os espaços da
unidade. De acordo com ele, o
projeto teve duração de 3 meses e desenvolveu imensamente
a criatividade das crianças.
CAMPANHA DEFENDA-SE GANHA PRÊMIO
NEIDE CASTANHA E TEM VISIBILIDADE
NA COPA AMÉRICA 2015
Colaboradores Vinícius
Aguiar (direita) e Aldo Farias
(esquerda) recebendo o
prêmio Neide Castanha
26
Revista do grupo marista
ago 2015
No mês de maio, o Centro Marista de Defesa da Infância foi reconhecido pela 5a edição do Prêmio
Neide Castanha 2015 na categoria
Protagonismo de Crianças e Adolescentes. O prêmio elege as iniciativas que se destacam na defesa dos
direitos de crianças e adolescentes,
especialmente os que colaboram
para o enfrentamento à violência
sexual de meninos e meninas no
país. Em junho, a campanha extrapolou os muros do Grupo Marista.
Os vídeos foram legendados em
espanhol e veiculados nos estádios durante a Copa América 2015,
no Chile. Mais informações sobre a
campanha: www.defenda-se.com
Irmãos e colaboradores
participaram
do Seminário
Nacional Marista
da Vida Consagrada
De 4 e 7 de junho foi realizado o Seminário Nacional Marista da Vida Consagrada em Brazlândia, no Distrito Federal, com o tema “Enraizados
em Jesus Cristo, para um novo começo”. O evento,
organizado pela UMBRASIL, aprofundou reflexões
acerca da vida religiosa, sobretudo sobre o lugar
do religioso na sociedade, afetividade e a relação
com os Leigos. De acordo com o colaborador Aldo
Farias, do Setor de Marketing do Grupo Marista, a
participação no Seminário foi relevante para compreender melhor a vida dos Irmãos e se aproximar
ainda mais deles para a construção da nova tenda,
como pede o nosso Superior Geral, Emili Turú.
Jovens do Programa de Voluntariado do
Grupo Marista fazem Retiro Peregrinante
O Retiro Peregrinante, realizado entre os dias 4
e 7 de junho com os jovens que estão no itinerário
de amadurecimento do Programa de Voluntariado
do Grupo Marista, contou com uma caminhada de
74 km na PR 405, no Município de Guaraqueçaba.
De acordo com Gabriel Bernardo da Silva, pastoralista do Colégio Marista de Londrina, a caminhada não foi apenas para contemplar a natureza,
mas também para refletir sobre passagens bíblicas e da vida de Marcelino Champagnat. “Foi um
profundo momento de encontro consigo mesmo e
com Deus”, afirma.
ago 2015
Revista do grupo marista
27
registro
Grupo Marista promove
Mariana Aydar
no Trajeto Lumen
No dia 24 de junho, o Trajeto
Lumen ao vivo, realização da Lumen FM (99.5) e Shopping Curitiba, recebeu a cantora e compositora Mariana Aydar, um dos
destaques da nova geração da
música brasileira. O evento gratuito contou com pocket show,
bate-papo com o público e sessão de autógrafos.
peregrinação aos lugares Maristas
Grupo de
peregrinos
conhecendo a
Mesa de La Valla
O Setor de Vida Consagrada do Grupo Marista promoveu, de 21 de
abril a 05 de maio, uma peregrinação a lugares Maristas. Foram 38
participantes, sendo 32 Leigas e Leigos (a maioria do Movimento Champagnat da Família Marista), 5 Irmãos e 1 sacerdote. O roteiro contou
com visitas a L’Hermitage, Rosey, La Valla, Maisonnette, Lyon e Le Puy.
Além disso, houve uma parada em Paris, com visita aos pontos turísticos
e ao Santuário de Nossa Senhora das Graças e também a Roma, com
visita às Basílicas, missa com o Papa e ainda visita a Assis, terra natal
de São Francisco.
Colaboradores do Grupo Marista representaram o
Brasil Marista no Curso para Animadores Leigos em Roma
De 19 de maio a 2 de junho, 54 Leigos e Leigas
Maristas de todo o mundo estiveram reunidos em um
encontro inédito, na Casa Geral, em Roma. Trata-se
do Curso para Animadores Leigos. Os colaboradores
Irene Elias Simões e João Luis Fedel do Grupo Marista, representaram o Brasil Marista juntamente com
outros três representantes das Províncias brasileiras.
O curso teve como objetivo capacitar Leigos e Leigas
para assumir responsabilidades de animação em processos formativos para o laicato. De acordo com Irene,
participar desse novo começo para o Instituto Marista
foi um privilégio. Ela enfatiza que se sente corresponsável pelo carisma e pela missão Maristas e conclui:
“estou disposta a assumir esse compromisso de construir essa nova tenda juntos, Irmãos e Leigos”.
28
Revista do grupo marista
ago 2015
direto ao assunto
por Juliana Fontoura
A importância da
gestão da marca
“Nossos produtos e serviços nos dias atuais
extrapolam a simples venda/distribuição de livros
às escolas e seus estudantes” Antônio Rios
A American Marketing Association define que a marca
“é um nome, termo, símbolo,
desenho ou uma combinação
desses elementos que deve
identificar os bens ou serviços
de um fornecedor ou grupo de
fornecedores e diferenciá-los
da concorrência”.
Marcos Bedendo, especialista em marca da ESPM, afirma que a marca tornou-se um
importante elemento no momento da escolha de um produto, uma vez que ela reduz os
riscos inerentes ao processo
de compra e passa também a
assumir papéis durante o consumo deste produto, podendo
trazer benefícios funcionais,
emocionais e de autoexpressão, que garantam
a satisfação do consumidor ao utilizar a mercadoria ou o serviço.
A marca de uma organização é um importante ativo, e como tal, deve ser gerenciada, cuidada, com vistas a valorizá-la continuamente.
Faz parte desse processo de gestão da marca a
constante avaliação sobre a comunicação adequada da proposta de valor da empresa e sua
orientação estratégica. A recente decisão de
mudança da marca da Editora FTD está fundamentada nessa visão.
O Diretor Superintendente da FTD, Antônio
Rios, explica que a marca anterior não comunicava mais o que a Editora vem entregando como
proposta de valor a seus clientes. “Nossos produtos e serviços nos dias atuais extrapolam a
simples venda/distribuição de livros às escolas
e seus estudantes”, afirma. Ele acredita que o
que se faz hoje em termos de apoio pedagógico,
ago 2015
avaliação, consultoria e entrega digital nas escolas supera
muito o que era a proposta de
valor de 20 anos atrás.
Hoje, a FTD quer oferecer
soluções para educação que
suportem e orientem educadores e estimulem alunos a se
tornar cidadãos protagonistas
do futuro e agentes transformadores da sociedade. Estes
são os elementos da identidade da marca, ou seja, o seu
propósito. Definimos, como
essência, que queremos transformar a sociedade por meio
do nosso compromisso com a
educação.
Dessa reflexão veio a decisão de trazer o termo “Educação” para a marca e redefinir
o logo. As três letras que remetem ao nome do fundador,
Frere Theophane Duran, ganharam nova logotipia, procurando trazer mais humanização e flexibilidade à marca. O
símbolo em cima da letra “D”
remete à ideia de movimento
e evolução e, finalmente, a cor
azul em um tom mais aberto
traz mais leveza para a marca.
Depois de definida a nova
marca, passamos ao desafio da
comunicação e de uma gestão
efetiva para que a entrega e o
comportamento junto aos clientes da FTD possam referendar e
reforçar o posicionamento, condição necessária para a longevidade da organização.
Antônio Rios
Revista do grupo marista
29
radar educação
Católica de Santa Catarina
realiza bate-papo sobre
empreendedorismo criativo
A Católica de Santa Catarina realizou, entre os dias 16 e 17 de
junho, a 2ª edição do Bate-papo Diferente, com o tema “Empreendedorismo Criativo”. O evento ocorreu na Mitra Diocesana de Joinville e
no auditório da Católica SC, em Jaraguá do Sul. Em Joinville (foto),
os convidados foram José Pugas (gestor dos parques tecnológicos
da PUCPR e da aceleradora de startups Hotmilk) e João de Andrade (cofundador e diretor de negócios da agência de comunicação
A2C). Em Jaraguá, os convidados foram: Thiago Maceri (mentor de
startups na Hotmilk), Robson Martins do Carmo (mentor em modelagem de negócios e valuation para startups) e João de Andrade
(cofundador e diretor de negócios da agência de comunicação A2C).
Instituto Ciência e Fé
lança caderno sobre
a redução da
maioridade penal
Feira de
Cursos
Técnicos do
TECPUC
No mês de junho, o TECPUC, centro de educação profissional
do Grupo Marista, realizou a Feira de Cursos Técnicos com oficinas,
workshops, apresentações e tour pelos seus laboratórios e demais
instalações. A feira teve como objetivo proporcionar informações detalhadas sobre os cursos técnicos, uma das áreas mais promissoras
para iniciar a carreira profissional. Ao todo, foram apresentados aos
interessados 18 cursos.
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Revista do grupo marista
ago 2015
Em junho, o Observatório das Juventudes da PUCPR assumiu seu posicionamento contrário à redução da
maioridade penal por meio da publicação Redução da Maioridade Penal:
por que somos contra! O material
traz argumentos sólidos e reflexões
de grandes pensadores das áreas
da educação, artes, direito e psicologia, como Mario Sergio Cortella, Frei
Betto, Cristovam Buarque, professores da PUCPR, além de jovens acadêmicos da Universidade. Para ter
acesso ao caderno, basta acessar
www.pucpr.br/cienciaefe e fazer o
download gratuito.
Museu Escolar do
Colégio Marista
Arquidiocesano
tem visibilidade
nacional
Em 2015, a coleção do Museu Escolar do Colégio Marista Arquidiocesano foi considerada uma
das mais importantes do Brasil. O acervo, composto por objetos tecnocientíficos e pedagógicos, foi
registrado no “Projeto Valorização do Patrimônio
C&T Brasileiro”, desenvolvido pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST-RJ). O objetivo desse projeto foi identificar as instituições com ações
de preservação do patrimônio tecnológico e científico, de modo a incentivar a pesquisa acadêmica a
partir dos acervos.
O Museu Escolar é composto por cerca de 800
peças em ótimo estado de conservação, datadas
do final do século XIX até a década de 1980. A coleção tem sua origem vinculada ao Gabinete de Física e Museu do Frei Germano D´Annecy, cientista
renomado e professor entre 1856 e 1878 no Seminário Episcopal e Colégio Diocesano, como era
denominado anteriormente o Colégio Arquidiocesano. Com a chegada dos primeiros Irmãos Maristas à instituição em 1908, o Museu Escolar cresceria paulatinamente, acompanhando as alterações
das estruturas das disciplinas científicas e seus
conteúdos, bem como as propostas educacionais
que propunham a modernização do ensino.
As peças são instigantes e atraem cada vez
mais a atenção dos estudantes, pais e educadores.
No 3o andar do antigo edifício do Colégio é possível conferir animais taxidermizados, exemplares de
mineralogia, modelos de seres vivos e instrumentos de laboratório. Os itens pertencem aos labo-
ratórios de Física e Biologia e são acompanhados
pelo Memorial do Colégio Marista Arquidiocesano,
setor responsável pela preservação dos acervos
históricos e da memória da instituição escolar, que
tem na sua equipe a historiadora Raquel Quirino
Piñas e, na coordenação, o bibliotecário Ricardo
Tomasiello Pedro.
Ao longo do ano de 2015, entre as atividades
previstas para o Museu Escolar, estão: a elaboração de um inventário, a inserção das informações sobre os artefatos em uma base de dados,
a realização de oficinas sobre patrimônio e cultura
material escolar e a publicação de artigos sobre os
trabalhos desenvolvidos e seus resultados.
Os objetos do Museu Escolar apresentam-se
como material didático inovador e representativo
da modernização do ensino das ciências e expressam o engajamento da pedagogia Marista com as
vanguardas educacionais em diversos períodos. É
um importante patrimônio educacional que colabora para a ampliação dos conhecimentos sobre
a cultura material escolar, o ensino de ciências e a
difusão do conhecimento científico no Brasil.
Mais informações: Memorial do Colégio
Marista Arquidiocesano
[email protected]
(11) 5081-9070
0
ago 2015
Revista do grupo marista
31
radar educação
FTD Educação inova no
ensino de idiomas
Um dos desafios da FTD Educação é oferecer
soluções e recursos educacionais que tornem o
aprendizado do idioma uma atividade interessante, motivadora e que aproxime professores e alunos. Foi pensando nisso que a editora criou duas
novas marcas: a StandFor (inglês) e a Edelvives
(espanhol).
Elas chegam ao mercado com um amplo catálogo de produtos e serviços, que incluem dicionários, manuais de gramática, conteúdos digitais,
gerenciadores de provas, games, treinamento e
atendimento aos professores, entre outros recursos. Mas o que os destaca é a qualidade e a abrangência do material didático, que inclui aspectos
culturais e valores e que contextualiza o ensino à
realidade do aluno.
De acordo com Solange Pereira da Silva, analista de produto da FTD Educação, o grande diferencial em relação aos produtos de idiomas que
tínhamos até agora é o olhar dedicado, com atenção a particularidades relacionadas ao ensino de
Inglês e Espanhol. “O professor de idiomas tem
dificuldades diferentes das de outras disciplinas.
Procuramos unir esse foco com o conhecimento
que temos da realidade brasileira, o que é uma
vantagem competitiva em relação ao material de
outras editoras”, explica Solange.
A FTD Educação lança o seu portfólio em parceria com a editora espanhola Edelvives. Os materiais foram desenvolvidos por educadores nativos
do idioma e profissionais que conhecem a realidade educacional do nosso país. As obras foram
criadas com a abordagem de assuntos como responsabilidade, ética e cidadania.
Os conteúdos produzidos junto com a StandFor
reúnem materiais aprofundados e dinâmicos de
nível internacional, adaptados à realidade do ensino de Inglês nas escolas brasileiras. Cada coleção
traz o conteúdo certo para cada fase de aprendizado. Além disso, uma série de materiais digitais
amplia o processo para além do livro didático e da
sala de aula, tornando o aprendizado ainda mais
dinâmico e descontraído.
32
Revista do grupo marista
ago 2015
Conheça alguns produtos das
duas novas marcas:
Edelvives
Manual de gramática
del español (Ensino
Fundamental e Médio)
Edelvives
Acentos del español
StandFor
Pandy the
Panda
(Educação
Infantil)
StandFor
Hop Up (Ensino
Fundamental I)
StandFor
Team Up
(Ensino
Fundamental II)
XIII Revele Seu Talento
da PUCPR recebe o
cantor Sam Alves
O pró-reitor
Comunitário da
PUCPR, José
Casela, com Sam
Alves, e o reitor
da Universidade,
Waldemiro
Gremski
como jurado
O concerto final do XIII Festival Revele Seu Talento, realizado no dia 29 de maio, contou com a
participação do vencedor do The Voice Brasil 2013,
Sam Alves. Ele foi jurado e também fez um show
especial no TUCA, no dia 30 de maio. O evento revelou os vencedores das categorias Composição
(Daniela Zandonai), Interpretação (José Renato
Andrade), Voto Popular (Mayara Meier) e Alumni
(Poliana Razzolini). As apresentações foram acompanhadas por arranjos do maestro Aramis Mendes
e Marcos de Lazzari, interpretados pela Orquestra
da PUCPR.
Professores do Colégio Marista
de Brasília são selecionados para
programa de educação da Apple
Os professores Luiz Alberto Arantes de Souza e
Alexandre Falchi, do Colégio Marista de Brasília, representarão a Rede de Colégios do Grupo Marista em
uma rede internacional de educadores que compõem
o programa “The Apple Distinguished Educator (ADE)”,
da Apple, e participarão de atividades formativas nos
EUA. Desde 1994, a empresa promove esta capacitação com educadores que utilizam seus equipamentos
e ferramentas em atividades pedagógicas, com o objetivo de partilhar experiências e transformar o ensino
e a aprendizagem por meio da tecnologia. Em 2015, o
Brasil foi convidado pela primeira vez para participar e
apenas 25 professores de todo o país foram selecionados para compor a equipe brasileira, que viajará em
julho para a Flórida, nos EUA.
Equipe dos Colégios Maristas
participa de formação na Itália
No mês de maio, um grupo de diretores e coordenadores pedagógicos da Rede de Colégios do Grupo
Marista participou da “Semana de Estudos da América
Latina para Reggio Emilia”, promovido pela RedSolare,
na Itália. O objetivo foi difundir a prática educativa desenvolvida na cidade italiana que é referência na educação infantil e inspiração para a proposta pedagógica Marista. Durante a semana de formação, a equipe
participou de palestras, encontro com professores e
pesquisadores, além de visita a escolas e projetos sociais. De acordo com Denize Munhoz, assessora educacional do Grupo Marista, a viagem propiciou conhecer
de perto a abordagem reggiana da educação para a
infância e nos fez olhar com maior profundidade para
a nossa própria prática pedagógica.
ago 2015
Revista do grupo marista
33
radar saúde
Ir. Frederico Untenberger recebendo
das mãos de Gleisi Hoffmann
emenda no valor de R$ 400 mil
para custeio e investimentos para
atendimentos do SUS no Hospital
Santa Casa de Curitiba
Hospital Santa Casa de Curitiba
completa 135 anos
No dia 22 de maio, a Santa Casa de Curitiba comemorou 135 anos. O hospital é o
primeiro da capital e passou, nos últimos 7
anos, por um grandioso processo de restauração, por meio do Projeto de Restauro do
prédio histórico. As obras só foram possíveis
devido ao apoio de pessoas físicas e jurídicas, amparadas pela Lei Rouanet, que possibilitava que o doador tivesse dedução de
100% no imposto de renda do valor doado.
No evento de inauguração do setor restaurado, estavam presentes o prefeito Gustavo Fruet, juntamente com o presidente da
Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli. A senadora Gleisi Hoffmann também
marcou presença no aniversário do hospital.
Durante o evento, Gleisi entregou nas mãos
do provedor da instituição, Ir. Frederico Untenberger, uma emenda no valor de 400 mil
reais. O valor será destinado para custeio e
investimentos para o atendimento aos usuários do SUS.
Patrimônio histórico e cultural, a edificação que data de meados do século XIX e que
34
Revista do grupo marista
ago 2015
foi inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II
em 1880 já sofreu reformas, adaptações e
até mesmo restauros parciais. Além da importância cultural, a recuperação proporcionará melhorias no atendimento prestado à
população paranaense. O projeto viabilizou
a reforma completa dos telhados, da capela e dos pisos dos corredores superiores. As
obras estavam estimadas em cerca de R$
6,2 milhões. Deste total, R$ 5,1 milhões foram
captados.
A Santa Casa de Curitiba é também pioneira no Ensino Médico no Estado do Paraná.
Antes da fundação da então Universidade
do Paraná por um grupo de idealistas, em
1912, a Santa Casa já funcionava como Centro de Aperfeiçoamento para os médicos do
estado e de Santa Catarina. Nos dias atuais,
a Santa Casa de Curitiba é referência em
cardiologia de alta complexidade, pesquisas
com células-tronco, transplantes, cirurgia
bariátrica e oferece uma ala de internamento exclusiva para pacientes com obesidade
mórbida.
Estrutura
Atualmente, o
hospital possui 283
leitos, sendo 38
leitos de UTI, 240 de
internação e 17 de
cuidados progressivos.
Atuam no hospital
mais de 830
colaboradores, 340
médicos contratados
e autônomos, 90
residentes e 60
especializandos. A
Santa Casa efetua,
mensalmente, 1.100
internamentos e 3.400
pronto-atendimentos,
sendo 80% deles de
usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS).
HMAM realiza
I Ciclo de palestras sobre Maternidade
No dia 26 de junho, o Hospital Maternidade Alto
Maracanã (HMAM) promoveu, pela primeira vez, um
ciclo de palestras sobre maternidade. Durante o evento realizado no auditório Tristão de Ataíde, na PUCPR,
foram abordados temas como humanização, fisioterapia pré, durante e pós-parto, aleitamento materno,
naturoterapia para gestantes e bebê e empreendedorismo materno.
A blogueira Lídia Moreira Sena, cientista e criadora
do blog que já tem mais de 70 mil seguidores no Facebook, “Cientista que virou mãe”, comandou uma roda
de conversas com mães e futuras mamães sobre o
cotidiano de uma das atividades mais gratificantes na
vida de uma mulher: a maternidade. A programação
faz parte de uma série de eventos e ações em comemoração aos 35 mil partos realizados no hospital. O
número foi alcançado em março deste ano.
Hospital Universitário Cajuru
recebe Diretora-Geral do
Instituto Unidos pela Vida
No mês de abril, a diretora-geral e fundadora do
Instituto Unidos pela Vida, Verônica Stasiak Bednarczuk,
ministrou uma palestra sobre “Equidade e participação
social – Acolhendo a diferença e enfrentando a desigualdade”, no Hospital Universitário Cajuru (HUC).
Psicóloga, Verônica foi diagnosticada com Fibrose
Cística há 5 anos e, desde então, criou o instituto para
trocar experiências com as pessoas que enfrentavam
a mesma doença, além de levar conhecimento para os
pacientes e familiares que não entendiam como lidar e
superar esse mal.
A palestra da psicóloga abordou também a importância do trabalho dos profissionais de saúde e como
um atendimento humanizado faz diferença no tratamento dos pacientes. O evento fez parte da programação da Semana Nacional de Humanização do HUC
e contou com a participação de enfermeiros, médicos,
gerências e da diretora-geral Simonne Simioli.
Hospital Marcelino Champagnat promove
IV Semana da Enfermagem
Entre os dias 19 e 21 de maio, o Hospital Marcelino Champagnat (HMC) promoveu a IV Semana da Enfermagem. Com a
temática “Consciência Profissional e a Enfermagem no Cuidado
de Si”, a programação contou com momentos de espiritualização, descontração, reflexões, palestras motivacionais, auriculoterapia, sorteios de brindes e sessão de cinema.
De acordo com a Gerente de Enfermagem do hospital, Jhosy
Gomes Lemos, a Semana de Enfermagem é importante, pois é
uma forma de a instituição “reconhecer todas as equipes que
fazem do cuidado sua principal ferramenta de trabalho, fortalecendo o amor ao trabalho, o espírito de família e a presença
significativa”.
ago 2015
Revista do grupo marista
35
carreira
por Juliana Fontoura
Por
dentro
do
“Formar bons cristãos e virtuosos cidadãos”
é a essência da Missão Marista. Ela fica evidente em um trabalho que há anos é realizado com
os jovens em vulnerabilidade social do Centro
Educacional Marista Irmã Eunice Benato.
Inicialmente ele era intitulado como Programa Jovem Aprendiz, que iniciou a capacitação de jovens em vulnerabilidade por meio
da PUCPR, ainda na década de 1980, antes mesmo da Lei de Aprendizagem Profissional (Lei
10.097/00). O Programa surgiu com o intuito de
impactar estes adolescentes, transformando-os em verdadeiros protagonistas de sua própria história.
Hoje, temos o projeto Olhares, que trata-se de uma reestruturação do Programa Jovem
Aprendiz. Ele cumpre mais do que uma prerrogativa legal e, efetivamente, promove o direito
do jovem ao acesso a processos de formação
para o trabalho, a possibilidade de ingresso em
uma primeira experiência profissional para desenvolvimento de suas potencialidades e, ainda, a chance de descobrir talentos para estruturação do seu projeto de vida.
De acordo Gislene Angélico, do Centro Educacional Marista Irmã Eunice Benato, em 2014
foi realizado um processo cuidadoso de escuta com os aprendizes e seus orientadores. A
partir desta conversa, constatou-se que havia
a necessidade de melhorar a articulação entre
as atividades práticas e teóricas dos jovens.
“A nossa ideia é garantir a formação
profissional humanizada, com um alinhamento entre a formação teórica,
atividades práticas e formação político-social do jovem”, explica.
36
Revista do grupo marista
ago 2015
Projeto
Olhares
No projeto Olhares, a Centr Educacional Marista Irmã Eunice
Benato é responsável pela formação teórica, acompanhamento pedagógico e articulação do trabalho do jovem com a escola
regular, atendimento familiar e psicossocial e, ainda, mediação
dos aprendizes com seus orientadores.
Nas áreas corporativas, o aprendiz tem um orientador (colaborador do setor) que fica responsável pela coordenação e
acompanhamento das atividades diárias do jovem, garantindo
que contribuam para o desenvolvimento integral. Toda atividade realizada pelo adolescente deve ser fundamentada nos princípios da educação Marista. Sendo assim, o acolhimento deste
jovem ao setor deve ser feito com afeto e ternura. É necessário
que o tutor do aprendiz seja presença significativa na vida dele.
De acordo com Gislene, “os gestores devem acolher os adolescentes da mesma forma que acolhem novos colaboradores,
dando-lhes a atenção necessária para a realização do trabalho”. Ela salienta que é necessário o gestor entender-se como
um formador, principalmente dando feedback sobre a realização das tarefas, orientando sobre equívocos e apontando suas
potencialidades.
Atualmente, o Grupo Marista conta com 215 aprendizes. Outros tantos virão por meio de processo seletivo realizado todos
os anos em parceria com a DHO. A partir da análise de perfil do
aprendiz, ele é inserido no projeto e encaminhado para as vagas
ofertadas. O objetivo maior é contribuir para a transformação
dos jovens em protagonistas, respeitando seu projeto de vida e
proporcionando o pontapé inicial para o mercado de trabalho.
Mais informações: Centro Educacional
Marista Irmã Eunice Benato
Gislene Angélico
[email protected] | (41) 3271-1313
0
na mídia
O Grupo Marista tem se destacado na imprensa pela excelência do seu trabalho em todas as
suas áreas de atuação (Educação, Saúde, Comunicação e Solidariedade). Foi pensando em
comunicar estas informações que a equipe da Revista Presença Marista criou esta editoria. A
cada edição você ficará por dentro das matérias e reportagens de maior relevância, publicadas
nos principais veículos de comunicação do Brasil.
Hospital
Marcelino
Champagnat
O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Marcelino Champagnat, Alcides José Branco Filho, falou
sobre a importância de uma alimentação saudável para garantir o funcionamento correto do intestino, em
uma matéria especial para a Revista Viver Bem, da Gazeta do Povo.
Rede Marista de
Solidariedade
PUCPR
A Gazeta do Povo publicou
matéria sobre o projeto Brincadiquê, da Rede Marista de Solidariedade. O projeto se destaca
por seus dois eixos: o primeiro com o foco na formação de
profissionais para que possam
promover o direito ao brincar
e aplicá-lo em seus projetos
político-pedagógicos (PPPs) e
o segundo vinculado à administração pública.
Pesquisa da PUCPR estipulou que 3 gramas diárias de
sal é o consumo ideal para manter a pressão arterial em
dia. O tema também foi pauta do jornal PR TV 2a edição
da RPCTV, da Gazeta do Povo e da rádio E-Paraná.
Pesquisa coordenada pelo médico e coordenador do
Laboratório de Tecnologia Celular da PUCPR, Paulo Brofman, desenvolveu tratamento com células-tronco para a
isquemia de membro inferior. O estudo foi tema de reportagem publicada, com chamada de capa, na Gazeta do
Povo do dia 15 de junho. Também foi abordado em matéria publicada na Folha de S. Paulo, no dia 24 de março.
Colégio Marista
Santa Maria
Os 90 anos do Colégio Santa
Maria é destaque na Revista Escada (PR). Foram duas páginas
destinadas a resgatar fatos marcantes da educação Marista tradicional, mas não tradicionalista.
ago 2015
Confira mais
destaques sobre
o Grupo Marista
na imprensa no
Blog:
grupomaristanamidia.
wordpress.com
Revista do grupo marista
37
entendendo a solidariedade
por Juliana Fontoura
Entenda o que é o setor
de Investimento Social
Privado da FTD Educação
e as ações que desenvolve
O setor de Investimento Social
Privado da FTD Educação foi
construído a partir do foco da
Rede Marista de Solidariedade
na promoção e na defesa
dos direitos de crianças e
jovens e na educação para a
solidariedade. O incentivo à
leitura é o tema central dos
projetos próprios da Editora e
das iniciativas articuladas com
outros parceiros.
De acordo com Maria
Izabel Toro, da área de
responsabilidade social da
FTD Educação, assim como
outras grandes empresas,
exerce influência significativa no
desenvolvimento da sociedade
e, dentro desse contexto, o
Investimento Social – por meio
de suas iniciativas – traz um
novo grupo de atores, práticas
e tipos de financiamento
que podem contribuir para a
solução de problemas sociais.
Projeto Pequenos Leitores
A FTD Educação desenvolve o projeto Pequenos Leitores, que
tem como objetivo ampliar a compreensão das escolas públicas
sobre sua função na formação de leitores e garantir que a leitura de qualidade aconteça na rotina de crianças, promovendo o
direito à cultura escrita. O projeto compreende capacitação, encontros presenciais e acompanhamento à distância para educadores, ações focadas nos planos de leitura em sala de aula e em
medidas para incorporar a leitura literária na prática pedagógica.
As ações do projeto foram iniciadas em 2012, no município
de Guarulhos (SP). A partir de 2013, a parceria se deu com os
municípios de Itatinga e Pratânia, ambos em São Paulo. Entre
2015 e 2016, o projeto será realizado no município de Ferraz de
Vasconcelos (SP) e atenderá cerca de 250 profissionais de educação, entre professores, coordenadores pedagógicos e diretores
de Educação Infantil em 30 escolas públicas, além de beneficiar
quase 5 mil alunos entre 3 e 5 anos.
Projeto Biblioteca Primeira Infância
A FTD Educação também apoia o projeto Biblioteca Primeira
Infância, desenvolvido pelo Instituto Brasil Leitor. Por meio da
verba de Lei Rouanet em 2014, a editora adquiriu duas Bibliotecas para a Primeira Infância. Cada uma é composta por cerca de
400 livros, entre literatura e apoio pedagógico para o educador,
mobiliário lúdico, fantoches, brinquedos, instrumentos musicais, aparelhagem audiovisual, tapetes e almofadas e jogos. Elas
estão sendo instaladas nos municípios de Vargem e Mongaguá,
ambos em São Paulo.
Investimento Social
da FTD Educa
38
Revista do grupo marista
ago 2015
Voluntariado FTD Educação
A FTD Educação realiza um projeto de voluntariado na Escola Maria José, localizada na Rua 13
de Maio, bem próxima à FTD Matriz, em São Paulo.
A escola atende crianças e jovens do Ensino Fundamental e Médio. O projeto conta com cerca de
30 colaboradores voluntários do editorial e visa capacitar os professores em questões relacionadas a
leitura e letramento.
De acordo com Maria Izabel Toro, o voluntariado contribui para dar aos profissionais da educação habilidades na área da leitura, proporciona
o desenvolvimento de práticas relacionadas ao
letramento, intensifica o aperfeiçoamento dos bibliotecários e, ainda, proporciona o levantamento
do acervo da escola para uma possível adaptação
da biblioteca existente.
A presença dos voluntários traz cada vez mais
conhecimento da realidade escolar para o editorial
e vice-versa. “É um verdadeiro laboratório para que
os nossos colaboradores vivenciem o uso de materiais didáticos da FTD na escola e, posteriormente,
tragam o conhecimento adquirido para o processo
de elaboração dos nossos materiais”, explica.
ocial Privado
ducação
Advocacy
Na Editora FTD, o Advocacy também faz parte do Investimento Social Privado. O foco deste
pilar é a disseminação da leitura nas comunidades por meio de ações com parceiros que
trabalham com a mesma causa, incidindo em
leis, projetos de leis e dados da Educação.
Juntamente com outras organizações, a FTD
apoia a campanha “Eu quero minha Biblioteca”, idealizada pelo Instituto Ecofuturo pela
efetividade da Lei 12.244/10, que determina
a implementação de bibliotecas em todas as
instituições de ensino do Brasil até 2020. Atualmente, mais de 300 mil pessoas foram informadas sobre a campanha via internet. Os conteúdos sobre ela estão disponíveis no site www.
euquerominhabiblioteca.org.br
De acordo com Maria Izabel Toro, a editora
atua com Advocacy por acreditar que esta é uma
atividade extremamente relevante. “Acredito
que ele fortalece a participação de diferentes
atores sociais nos debates de interesse público
em busca de uma democracia mais justa e representativa”, afirma.
Investimento Social Privado é
a transferência voluntária de
recursos de empresas privadas
para projetos sociais, ambientais e
culturais de interesse público, com
o comprometimento de monitorar
e avaliar os projetos desenvolvidos
para diferenciá-los de práticas
assistencialistas.
ago 2015
Revista do grupo marista
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na estrada
por Juliana Fontoura
Coordenadora psicopedagógica
do Colégio Marista de Goiânia,
Andréa Prado
A cidade de Goiânia, capital do estado de Goiás, está localizada
no coração do cerrado brasileiro e é reconhecida pelo Instituto Brasil Américas como um dos melhores lugares para se viver no Brasil,
principalmente pelo seu planejamento urbanístico. Foi construída
em meio a áreas verdes e floridas cortadas por grandes avenidas.
Quem anda pelas suas ruas imediatamente reconhece construções modernas que contrastam com um grande acervo arquitetônico no estilo art déco. Esse acervo é considerado um dos mais significativos do país e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (IPHAN).
Além de desfrutar de todas essas belezas, quem passa por Goiânia não deve deixar de experimentar a culinária local, que é carregada de influências e misturas diversas. Além disso, deve procurar uma
interação com o povo, que é peculiarmente receptivo e hospitaleiro.
O Grupo Marista tem orgulho de estar presente nesta região do país
com o Colégio Marista de Goiânia. A coordenadora psicopedagógica
da unidade, Andréa Prado, dá algumas dicas de pontos turísticos
para visitar na região.
Goiânia verde
Ao passear por essa cidade ensolarada e colorida, o olhar se
enche de vida com tanta beleza natural. Na Goiânia verde,
os destaques são os seguintes parques: Vaca Brava, Areião,
Flamboyant, Bosque dos Buritis e o Horto com o Lago da Rosas
e Zoológico. A Agência Nacional do Meio Ambiente (Anma)
contabiliza que a cidade possui 94 metros quadrados de
áreas verdes por habitante. Este número é muito mais do que
o indicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que
determina como ideal que uma cidade tenha pelo menos 12
metros quadrados. Vale a pena fazer este roteiro ecológico!
40
Revista do grupo marista
ago 2015
©pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_das_Esmeraldas
©Eulices Maria
goiânia: cidade
Goiânia Central
A região central de Goiânia detém o olhar do visitante para as
construções art déco, especialmente na Praça Cívica, onde fica o
Palácio da Esmeraldas, residência oficial do Governador do Estado,
com o Coreto, o Monumento às Três Raças, o Museu da Imagem e do
Som e o Museu Professor Zoroastro Artiaga. Ainda nessa região, há o
Teatro de Goiânia e o Museu Pedro Ludovico que revelam a trajetória
da cidade ao longo de seus 82 anos.
© Rubia Santana
©Eliana Tiné
Goiânia Religiosa
Goiânia tem também pontos turísticos ligados à religiosidade. Ao longo
da Rodovia dos Romeiros, pode-se admirar os 14 painéis retratando
os momentos da Paixão de Cristo (Via Sacra), do artista plástico Omar
Souto. São 16 quilômetros de extensão, como se fosse uma gigantesca
galeria de arte a céu aberto. O artista passou 105 dias no local para
conseguir pintar todos os painéis.
Goiânia Cultural
Vale a pena conhecer o Centro Cultural Niemeyer, um complexo de
espaços culturais situado na região sul de Goiânia. Ele é composto
pela Esplanada da Cultura, destinada às várias apresentações
artísticas, exposições, eventos e shows, bem como o Monumento aos
Direitos Humanos. Lá funciona também a Biblioteca, o Palácio da
Música e o Museu de Arte Contemporânea - MAC.
© fotos: ucg.br
cidade que encanta
Goiânia do Cerrado
Um destaque da cidade de Goiânia é também o complexo
cultural Memorial do Cerrado (PUC-GO), composto pelo
Museu da História Natural, pelo Quilombo e pela Floresta
Petrificada com exemplares da fauna que habitou o cerrado
em tempos remotos.
ago 2015
Revista do grupo marista
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vida de irmão
por Juliana Fontoura
irmão jovem
entre os jovens
“Se alguém já lhe deu
a mão e não pediu
mais nada em troca,
pense bem, pois é
um dia especial”.
De acordo com o Ir.
Vinícius Santos Duart,
que trabalha com a
PJM do Centro Social
Marista Itapejara
D’Oeste, os dias são
sempre especiais
no trabalho com a
juventude.
42
Revista do grupo marista
A música “Dia Especial”, da banda Cidadão Quem, identifica o modo como
os educandos vivem e atuam na unidade e na comunidade na qual estão inseridos. “Eu sinto que essa música identifica os nossos jovens participantes da
PJM. Com gestos simples, brilho no olhar e amor ao próximo, eles conseguem
eliminar a dor de qualquer sofrimento”, explica.
A realidade que o Irmão Vinícius vive hoje, remete um pouco a sua própria
história de vida. Ele nasceu na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e
morou quase toda a sua infância em um bairro na periferia da cidade. Este período da sua vida foi marcado fortemente pela presença da família e amigos, que
lhe ensinaram os valores relacionados a amizade e partilha. “Ninguém ali tinha
muita coisa, mas o pouco que cada um tinha, todo mundo se beneficiava”, diz.
O Centro Social Marista Itapejara D’Oeste está inserido em uma região agrícola do estado do Paraná. Lá, a relação entre as pessoas que vivem no entorno
da unidade é muito especial. Há cumplicidade, harmonia e união entre todos.
Tanto o Irmão quanto os demais colaboradores acreditam que os jovens da redondeza precisam de exemplos.
O Ir. Vinícius teve muitos exemplos positivos em casa. Seus pais foram pessoas íntegras e muito cientes do que significa uma vida em retidão. Alguns adolescentes que convivem na unidade não têm a mesma sorte. É neste momen-
ago 2015
O Centro Social
Marista Itapejara
D’Oeste está
inserido em uma
região agrícola do
estado do Paraná.
Lá, a relação entre
as pessoas que
vivem no entorno
da unidade é
muito especial.
Há cumplicidade,
harmonia e união
entre todos.
Tanto o Irmão
quanto os demais
colaboradores
acreditam
que os jovens
da redondeza
precisam de
exemplos.
to que a vocação de Irmão se torna elemento
fundamental.
O trabalho é árduo para suprir esta
necessidade tão específica intelectual, espiritual e emocional dos adolescentes e jovens. O desafio é constante.
“Eu tenho uma relação muito boa com
eles, mas para isso, fico atento a todo
momento para ver o que posso fazer
por eles, desde as coisas mais simples
até as mais complexas”, explica.
De modo geral, o seu trabalho consiste em
fazer o acompanhamento dos grupos da PJM,
do grupo de coordenadores e do grupo de animadores. A maior alegria é que a caminhada
percorrida por esta juventude Marista já deixou marcas na comunidade. De acordo com
o Ir. Vinícius, algumas atividades em especial
foram bem significativas, como as ações con-
“Hoje eu posso
dizer que vivo
o sonho de
Champagnat
em Itapejara
D’Oeste, dando
continuidade à
Missão Marista
e tornando
Jesus cada vez
mais conhecido
e amado entre
as crianças,
adolescentes e
jovens”
- Ir. Vinícius
Santos Duart
ago 2015
cretas de solidariedade, mutirão para doação de sangue
e apoio aos desabrigados do
tornado em Ponte Serrada.
Todas as atividades realizadas até o momento com
os jovens significam muito
para o Ir. Vinícius. “Hoje eu
posso dizer que vivo o sonho
de Champagnat em Itapejara
D’Oeste, dando continuidade
à Missão Marista e tornando
esus cada vez mais conhecido e amado entre as crianças,
adolescentes e jovens”, diz. E
ele segue, jovem entre os jovens como Champagnat, que
idealizou um mundo melhor
e lutou por ele!
Revista do grupo marista
43
nossa gente
A realidade
em Propulsão
Quem vê o colaborador Altieres Frei em suas atividades diárias
com os adolescentes que convivem no Centro Social Marista Propulsão, não imagina a trajetória de vida que ele teve até chegar
na direção da unidade. “Nasci na zona leste de São Paulo e venho
de uma realidade bem humilde”, diz. Ele teve a sorte de ter pais
que, embora tivessem estudado somente até o “primário”, sempre incentivaram o filho a ir além na escola.
Foi significativo para Altieres perceber a importância que
seus pais davam ao estudos. Ele percebia isso nos pequenos gestos. “Minha mãe vivia comprando fiado materiais escolares na
lojinha do Sr. Fernando e não hesitava em ir até a escola quando
chamada pelo meu comportamento”, argumenta.
O trabalho sempre foi uma necessidade para a família de Altieres. Ele não esquece dos diversos empregos que teve antes de
entrar para a faculdade. “Foram quatro anos trabalhando no Mc
44
Revista do grupo marista
ago 2015
Donald’s, um tempo como auxiliar de escritório, office boy e operador de radiochamada”, diz.
Neste último emprego, ele ficou por mais de 2
anos e, como trabalhava 6 horas, conseguia se
dedicar ao cursinho pré-vestibular comunitário (Poli-USP).
Os professores do cursinho proporcionaram
a ele uma abertura cultural e foi neste período
que pôs na cabeça que iria cursar faculdade em
uma universidade pública. Passou em Psicologia pela UNESP. Decidiu fazer este curso para
que pudesse “abrir as portas da percepção”,
parafraseando A. Huxley. Queria também fazer
algo importante para a sociedade. O curso era
em período integral e Altieres só permaneceu
estudando devido às bolsas de estudo que lhe
foram ofertadas.
Após a conclusão da graduação, ele fez aprimoramento profissional em Saúde Mental e
Saúde Coletiva, trabalhou em São Paulo como
professor em escolas estaduais, atuou como
educador social com população de rua e ainda
dedicou-se um tempo a CAPS. Após este período de atuação profissional, foi estudar clínica
psicanalítica e fazer uma especialização em
“Semiótica Psicanalítica e Clínica da Cultura”,
Altieres Frei
pela PUC-SP. Mais tarde, fez
Mestrado em Psicologia Clínica na PUC-SP e atualmente faz doutorado na USP, na
Faculdade de Saúde Pública,
pesquisando dispositivos de
(re)inserção social para adolescentes.
Os conteúdos adquiridos
no doutorado acabam refletindo no trabalho realizado no
Propulsão, uma vez que a unidade apresenta uma abordagem que tem um componente
humanitário muito importante de acolhimento a quem
optou ou não conseguiu manter-se em abstinência. “Esta
abordagem intitulada redução
de danos dialoga muito com
os preceitos éticos de uma sociedade igualitária e libertária”, diz. Altieres acredita
que com o Propulsão, ele
e sua equipe estão indo,
com Maria, depressa às
novas terras, conforme
orienta o XXI Capítulo
Geral. Mas os desafios não
são poucos! A unidade ainda é
pedra bruta que será lapidada
com calma, paciência e firmeza até que se transforme em
uma pedra valiosa e brilhante,
que encherá a vida de muitos
adolescentes de esperança.
“Nós sabemos que não
basta apenas atender os
adolescentes. É preciso
mudar o mundo”, afirma.
Altieres e sua equipe estão
atentos para a “torneira invisível” que deixa jorrar miséria e
segregações que acabam culminado com o envolvimento
das juventudes no tráfico e
com o uso abusivo de álcool
e outras drogas. “O foco está
na Propulsão criativa para tornar o Centro Social um modelo replicável de dispositivo de
(re)inserção social para adolescentes”, finaliza.
ago 2015
Revista do grupo marista
45
galeria da galera
Colaboradora Tatiana L.
Valtcheff Mariani, com
educandos do Centro
Social Marista Robru,
de São Paulo, durante
vivência da “Semana do
Brincar”. A Rede Marista
de Solidariedade entende
que o brincar é um direito
da criança que deve ser
valorizado no processo
educativo.
Colaborador
Marcos Paulo
Oliari, da
Pastoral da
Católica de
Santa Catarina,
no Encontro
de Debates:
Ciência, Cultura
e Fé, realizado
em maio no
Auditório da
Paróquia São
Sebastião, em
Jaraguá do Sul.
Colaboradores do Grupo Marista em visita ao Mosteiro do
Encontro, em Ponta Grossa, durante o Vivemar, curso do
Programa de Formação e Vivência Marista (PFVM), promovido
pelo Setor de Vida Consagrada e Laicato.
Colaboradora Laura
Quadrado Correa
(esquerda) entregando
o prêmio do concurso
“O que a enfermagem
faz...”, promovido
durante a 10a Semana
da Enfermagem do
Hospital Santa Casa
de Curitiba, para a
técnica de enfermagem
Aparecida Dias de
Oliveira Ito.
Equipe comercial da FTD Educação na
Convenção Nacional de Vendas realizada em
São Paulo entre os dias 4 e 8 de maio, com o
tema Sintonia Total.
46
Revista do grupo marista
ago 2015
Que tal registrar os fatos mais
marcantes da sua unidade? mande
um e-mail para: [email protected]
0
caminhada do grupo
por Paulo Serino e Ir. Délcio Afonso Balestrin
Mudanças
necessárias
da preparação da organização para a entrada
em funcionamento do e-Social. O Governo Federal obriga que as empresas passem a fornecer informações sobre todos os dados da folha
de pessoal, a partir de 2016. Se não tivermos
uma ferramenta adequada à legislação e aos
acordos coletivos em vigor, poderemos sofrer
com as multas.
O Grupo Marista implementou
dois projetos para melhorar
seus processos de gestão e
garantir a excelência em suas
áreas de atuação. Um deles é
o ADP, que tem como objetivo
facilitar a gestão de pessoal
por meio de um novo sistema.
O outro se refere à contratação de empresas especializadas com reconhecida atuação
no mercado nas áreas de higienização, segurança, manutenção, nutrição e lavanderia.
Confira abaixo a entrevista com
o Paulo Serino, superintendente do Grupo Marista, e entenda
melhor como estes projetos impactam na organização.
» Como surgiu a necessidade de implementação do ADP,
novo sistema de
gestão de pessoal?
O primeiro ponto de análise
foi a necessidade de integrar
a folha dos colaboradores em
um sistema único que atendesse toda a necessidade de
registro de informações e segurança. Os sistemas anteriores não eram tão eficientes.
Outro ponto foi a necessidade
» Quais são os benefícios deste
novo sistema na organização?
Com o ADP, o gestor deverá ficar mais próximo
de sua equipe para a gestão de carga horária,
férias e horas extras. Se houver uma solicitação
incompatível com legislação em vigor, o sistema impedirá a realização. Estaremos preparados para a mudança de legislação e fiscalização
trabalhista. É algo extremamente necessário
para uma organização do nosso tamanho.
» Por que o Grupo Marista
contratou empresas especializadas para assumir algumas
tarefas da higienização, segurança, manutenção, nutrição
e lavanderia?
Tomamos esta decisão pela necessidade de
focarmos em nossas áreas de atuação. Não temos expertise nas tarefas que foram terceirizadas. Precisamos ser mais eficientes na gestão
dos recursos da instituição para alavancarmos
a nossa Missão.
do foi um sucesso. Houve melhoria na qualidade e redução
dos custos. Tenho convicção
de que o mesmo ocorrerá com
a contratação de empresas
especializadas em outros serviços. Para garantir a excelência, a equipe interna medirá
e acompanhará indicadores
de qualidade dos serviços
prestados. Não tínhamos esta
intensidade de controle de
qualidade quando os serviços
eram internos.
“Mudanças são sempre
necessárias em uma
organização que busca
crescimento e desenvolvimento, com bons valores
e excelência. Acredito que
estas melhorias são importantes para uma gestão
mais eficaz em vista da
sustentabilidade do Grupo.
Com a mesma disposição
que Marcelino Champagnat
teve para construir sua
obra, seguimos em frente.
Certos de que somos os
responsáveis pela perenidade da Missão”
(Ir. Délcio Afonso Balestrin)
» Como esta contratação de
empresas impacta na organização?
Primeiro, buscamos uma melhoria na qualidade e custo total dos serviços. Para exemplificar
esta busca, cito o Bistrô Marista. No ano passado, contratamos uma empresa especializada
em refeições para prestar o serviço. O resulta-
ago 2015
Revista do grupo marista
47
RUMO AO BICENTENÁRIO
maristas
2017
Nascem
os d
eu
m
sa
um novo começo
ro
p
a
s
e
m
2015 |2016
Fourvière
QUANDO PROMESSAS
TORNAM-SE PROPÓSITOS,
O MUNDO SE TRANSFORMA.
15
DE AGOSTO
DIA DO
MARISTA

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