MEMORY ALPHA - GEMInIS UFSCar

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MEMORY ALPHA - GEMInIS UFSCar
MEMORY ALPHA:
Repositório canônico de conhecimento ou produção de fãs?1
João Carlos Massarolo2
André Emilio Sanches3
Resumo: A Memory Alpha, enciclopédia online no formato wiki livremente editada pelos fãs,
propõe-se a ser um repositório completo, extenso e inclusivo de todos os materiais considerados
canônicos vinculados ao universo de Jornada nas Estrelas. Tomando como base os estudos de
fã de Henry Jenkins e de outros autores, faz-se interessante analisar até que ponto essa divisão
entre produções canônicas, não canônicas e de fãs é real de fato ou torna-se apenas uma
conceituação por parte deles mesmos, vez que, independente da origem das informações, estas
são organizadas, indexadas e inter-relacionadas pelos fãs, com pouca ou nenhuma consulta aos
produtores.
Palavras-chave: Fã; Serialidade; Franquia; Wiki; Canonicidade.
Abstract: Memory Alpha, the wiki format online encyclopedia edited freely by fans, it is
proposed to be a complete, extensive and comprehensive repository of all materials considered
canonical bound to the universe of Star Trek. Based on studies of fan Henry Jenkins and other
authors, it is interesting to analyze to what extent this division between canonical and noncanonical productions of fans is actually real or if it just a concept by themselves, time,
regardless of the source of information, these are organized, indexed and interrelated by fans,
with little or no consultation with producers.
Keywords: Fan; seriality; franchise; Wiki; Canonicity.
1. Introdução
Um dos hábitos mais frequentes dos fãs assíduos de seriados televisivos na era digital é
catalogar e indexar todo o conhecimento sobre aquele universo narrativo em grandes
enciclopédias online conhecidas pelo termo geral de Wiki. Funcionando como um meio termo
Trabalho apresentado no Seminário Temático “Produção de Fãs e Cultura Participativa”, durante a I Jornada
Internacional GEMInIS, realizada entre os dias 13 e 15 de maio de 2014, na Universidade Federal de São Carlos.
2
Cineasta, professor universitário; Doutor em Cinema pela USP, é diretor e roteirista de vários filmes, entre os
quais, “São Carlos / 68” e “O Quintal dos Guerrilheiros”. Publicou: Narrativa Transmídia: a arte de construir
Mundos (2011) e Das possibilidades narrativas nas plataformas de mídia (2012), entre outros artigos. É professor
associado da Universidade Federal de São Carlos; Coordenador do grupo GEMInIS e Editor da Revista GEMInIS.
E-mail: [email protected]
3
Mestrando em Imagem e Som pelo PPGIS/UFSCar, professor universitário na Metrocamp – Campinas, pesquisa
temas relacionados a ficção seriada na televisão, ficção científica e cultura participativa. E-mail:
[email protected]
1
entre um guia oficial do seriado e uma forma dos fãs analisarem e extrapolarem suas visões e
opiniões sobre o dito universo, esses grandes repositórios de conhecimento incluem desde listas
de episódios até biografias de personagens secundários e obscuros, passando por toda sorte de
verbete imaginável que tenha recebido algum momento de cena no seriado e que seja
interessante, sob o ponto de vista dos fãs, de constar em tal catálogo.
Um exemplo bastante interessante desse fenômeno pode ser visto na Wiki chamada de
Memory Alpha4, que propõe-se a ser um repositório completo, extenso e inclusivo de todos os
materiais considerados canônicos ao universo de Jornada nas Estrelas, desde o seriado original
de 1966 até a encarnação mais recente da franquia no universo reiniciado pro J.J. Abrams em
2010. Livremente editada pelos fãs, essa enciclopédia online pode ser considerada, atualmente,
como a referência digital mais completa e atualizada de todo o material canônico disponível
sobre o esse universo narrativo jamais produzida.
Essa iniciativa de se catalogar todas as minúcias do universo ficcional, bem como o seu
foco posterior apenas em narrativas que respeitassem a canonicidade da franquia levou à criação
de duas outras Wikis inspiradas na primeira, porém administradas de maneira diferente Em
primeiro lugar tem-se a Memory Beta5 que chancela-se como “local para toda e qualquer
informação considerada ‘inapropriada’ na Memory Alpha” e em segundo tem-se a Memory
Gamma6 que propõe-se a ser um repositório de ideias, elucubrações e produções de fãs
ambientadas no universo narrativo de Jornada nas Estrelas.
Dessa maneira, tomando como base os estudos de fãs no que dizem respeito às
considerações sobre canonicidade narrativa e produção de fãs, especialmente do ponto de vista
das extensões transmídia, bem como os estudos acerca da cultura participativa, torna-se viável
analisar até que ponto um material editado, organizado e indexado por fãs pode ser considerado
canônico, e o que seria, então, apócrifo em um universo narrativo que tem pouco ou nenhum
esforço de manutenção da coesão por parte de seus produtores e gestores.
1. As Wikis
4
Endereço eletrônico: http://www.memory-alpha.org/ Acesso em 20 ago. 2014
Endereço eletrônico: http://www.memory-beta.wikia.com/ Acesso em 20 ago. 2014
6
Endereço eletrônico: http://www.memory-gamma.wikia.com/ Acesso em 20 ago. 2014
5
O termo Wiki, proveniente de um dialeto havaiano, e significando ligeiro ou veloz, foi
utilizado pela primeira vez para identificar um tipo específico de documentos eletrônicos em
1993 quando Ward Cunningham assim denominou o software que estava desenvolvendo para
facilitar a publicação de páginas eletrônicas na recém nascida world wide web (THOENY,
WOODS, 2007), vindo a tornar-se bastante popular em 2001 com o lançamento da Wikipedia.
A criação de Cunningham tinha por objetivo facilitar a geração de documentação
durante o desenvolvimento de softwares de maneira colaborativa, muito comum em ambientes
de software de código aberto, de modo que qualquer um que modificasse o software em questão
pudesse, também, com a mesma facilidade, alterar a documentação e descrever quais foram as
funcionalidades inseridas, corrigidas ou removidas, mantendo um arquivo das modificações
para que essas pudessem ser avaliadas, revistas, e revertidas caso fosse necessário, sem a
necessidade de se editar a totalidade do documento (ARONSSON, 2002, p. 29).
Ao vencer o confinamento da utilização técnica e crescer em utilização e popularidade
com a Wikipedia, uma wiki passou a ser definida por Leuf & Cunningham (2001, p. 14) como
“uma coleção livremente expansível de páginas Web interligadas num sistema de hipertexto
para armazenar e modificar informação – um banco de dados onde cada página é facilmente
editada por um usuário com um browser”, podendo-se, então, entender que a ideia central de
tal sistema é permitir que diferentes usuários ou autores, independentemente de sua localização
geográfica, possam criar, editar e compartilhar conhecimento acerca de um determinado
assunto de maneira rápida e em uma interface simples, permitindo que novos conhecimentos
sejam facilmente acrescentados aos já existentes, bem como eventuais erros ou inconsistências
rapidamente corrigidos.
Desta maneira, uma wiki comporta que os membros de uma dada comunidade, seja ela
educativa, empresarial, de entretenimento, entre outras, insiram conteúdos relevantes, ou
alterem conteúdos já existentes no intuito de expandi-los ou fazer correções e esclarecimentos
do que ali está escrito, não havendo necessidade de pedir autorizações a um autor, e
contribuindo para a construção de um conhecimento final que é, ao mesmo tempo, coletivo e
endossado pelos pares constituintes, formando um dos pilares da cultura participativa.
2. Jornada nas Estrelas
O seriado de televisão Jornada nas Estrelas surgiu em 1966, sendo veiculado pela rede
de televisão norte-americana NBC tirando proveito do interesse, à época, de qualquer narrativa
que envolvesse as questões do espaço, colonização espacial e conquista das estrelas haja vista
a corrida para colocar um homem na Lua que ocorria naquele momento e que servia de
inspiração para a mais variada gama de histórias.
A série versa sobre as viagens de uma nave espacial de nome Enterprise, que percorre
a galáxia conhecida em uma missão de cinco anos para pesquisar novos mundos e novas
civilizações audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve.
Tendo alcançado razoável sucesso no curso de duas temporadas, esteve a perigo de ter
sua produção cancelada ao fim de seu segundo ano de exibição, 1967, com a alegação de era
extremamente dispendioso de se produzir e que o pouco retorno de público indicado pela
emissora não justificava os gastos envolvidos.
Em resposta a essa ameaça, e na contramão dos dados apresentados pela emissora, um
grupo de fãs do seriado organizou uma extensa campanha de cartas, bem como manifestações
nos escritórios da emissora, pela manutenção da programação no ar, levando a produção de
mais uma temporada a encerrar-se em definitivo em 1969.
Ainda que a produção original tenha sido cancelada, os movimentos dos fãs pela
continuidade da mesma continuaram, bem como outras manifestações, à época, com o objetivo
de incluir fatos narrados no seriado como parte da realidade cotidiana, como uma campanha de
cartas enviadas à NASA para que batizasse o primeiro ônibus espacial americano com o nome
de Enterprise.
Avaliando essa persistência dos fãs no universo ficcional criado, bem como o seu
interesse em continuar consumindo produtos relacionados, os detentores dos direitos da série,
bem como seu criador, Gene Roddenberry, decidiram-se por apostar em diversos
licenciamentos para que fossem produzidos brinquedos, livros, histórias em quadrinhos, e os
mais diversos tipos de mídia ambientados naquele universo narrativo.
Tal ação revelou-se um grande sucesso e levou, por fim, à criação de novas serie
televisivas, à partir de 1973, bem como à criação de diversos longas-metragens para o cinema,
expandindo em abrangência e complexidade o dito universo com todo o tipo de histórias e
personagens, nos mais diversos tempos cronológicos, gerando alguns desagrados e atritos entre
fãs e produtores sobre o que poderia ser considerado verdadeiro, ou canônico, acerca das
narrativas criadas.
Em uma tentativa de sanar as dúvidas e propor uma cronologia única para que todos os
fãs pudessem acompanhar os trabalhos criados e publicados em uma possível ordem correta,
foram publicados os livros Star Trek Chronology – History of the Future e The Star Trek
Encyclopedia, respectivamente em 1993 e 1994, contendo referências e datas a todos os
materiais produzidos até então e que seriam reconhecidos pelos produtores como fazendo parte
da cronologia oficial do universo (OKUDA & OKUDA, 1994).
Entretanto, haja vista o incontável número de licenciamentos, e a ausência nessas
cronologias de materiais como histórias em quadrinhos, jogos de representação (RPGs), jogos
de computador , bem como de livros consagrados mas que desagradavam o gestor da série à
época, Michael Okuda, tais publicações pouco serviram para apaziguar os fãs e ditar os rumos
da franquia.
3. Memory Alpha e a Canonicidade
Criada em 2003 por Harry Doddema e Dan Carlson, a Memory Alpha é uma
enciclopédia digital, ou Wiki inspirada na experiência da Wikipedia porém com o objetivo de
catalogar e indexar o conhecimento canônico relativo ao universo ficcional de Jornada nas
Estrelas.
Seus artigos tomam como base os livros Star Trek Chronology e The Star Trek
Encyclopaedia, publicado pelos gestores da franquia no decorrer década de 1990, e os
expandem com outros conhecimentos retirados diretamente dos episódios, dos outros materiais
do seriado que foram publicados no decorrer dos anos, como guias de veículos, informações
sobre atores e personagens, entre outros, bem como materiais que, em um primeiro momento
podem ser considerados apócrifos, como histórias em quadrinhos e jogos de computador.
Sendo coberta pela licença de Creative Commons, na qual nenhum dos criadores ou dos
autores de artigos e verbetes contesta a propriedade intelectual contida naqueles produtos, tudo
que é escrito e publicado na enciclopédia permanece propriedade de seus criadores, enquanto o
direito autoral sobre o universo narrativo permanece com a CBS e a Paramount Pictures.
Muito embora proponha-se a catalogar apenas material canônico, uma vez que a linha
entre o que é aceito ou não é bastante tênue, e que no decorrer dos anos os próprios criadores e
showrunners do seriado e da franquia como um todo já se manifestaram de maneira
contraditória sobre um mesmo assunto, os editores gerais da enciclopédia assumem para si uma
posição de autorizar ou desautorizar publicações, embasando-se nos procedimentos de revisão
de textos e artigos presentes na própria estrutura de publicação do software da enciclopédia.
Dessa maneira, como cita Keidra Chaney e Raizel Liebler, o que é criado a partir de tal
simbiose entre os produtores e os espectadores, mais especificamente entre os fãs mais ávidos,
é uma construção coletiva de uma história “oficial” válida daquele universo, de tal forma que
contemple os desejos de ambas as partes, chegando-se assim a um consenso, seguindo as idéias
de uma “democracia semiótica” como proposta por John Fiske (CHANEY & LIEBLER, 2007).
No entanto, ao tomar pra si a necessidade de definir por conta própria uma cronologia,
ou uma história definitiva do universo ficcional, que, em vários aspectos diferencia-se daquela
proposta pelos detentores da marca, pode-se entender que os autores da Memory Alpha
assumem a posição de fãs produtores, dentro dos conceitos de cultura participativa, ou, como
coloca Henry Jenkins, o objeto de adoração desses fãs só torna-se real à partir do momento que
sua imaginação faz parte do mesmo (JENKINS, 1992), ou seja, só há construção de significado
quando os receptores podem, por si sós, decidir o que é válido ou inválido naquela história
contada, com processo gradual de debater e estabelecer o que é canônico ou apócrifo em um
universo ficcional, tornando-o “real”.
Ainda assim, haja vista que essa realidade criada pode ou não ser compartilhada por
outros grupos de fãs, e muito embora remeta à cronologia oficial do universo ficcional encontrase, de certo modo desfigurada por intervenções desses mesmos fãs com o objetivo de dirimir
contradições e esclarecer pontos obscuros da ambientação, segundo as definições de Jenkins
torna-se impraticável a definição de tais empreendimentos como canônicos à Jornada nas
Estrelas, ficando essa restrita a um universo mais limitado, composto apenas pelas suas
extensões oficiais.
Por outro lado, à partir do momento que essas mesmas extensões oficiais, no formato
de spin-offs ou mesmo guias de episódios, bebem do conhecimento apócrifo contido em
produções não canonizadas, porém aclamadas pelos fãs e pelos autores e roteiristas, trazendo
para os suportes oficiais informações que não estão contidas no material dos produtores, chegase a um ponto de impasse em que aceitar essas informações como verdadeiras iria ferir a
canonicidade estabelecida, e não aceita-las implicaria em descartar material oficialmente
produzido.
4. Canônico vs “Fanônico7”
No intuito de esclarecer essa questão levantada pela dificuldade em se estabelecer uma
canonicidade oficial em universos ficcionais longevos e detentores de diversos licenciamentos,
Karen Hellekson e Kristina Busse propõe uma nova classificação, de forma tal que leve em
conta tanto o material preexistente como a avidez do fã em buscar respostas para questões não
respondidas ou contradições encontradas nestas produções, ampliando assim o cânone proposto
pelos criadores para um “fânone” aceito e endossado por criadores e fãs (HELLEKSON &
BUSSE, 2006).
Desta maneira, ao invés de expurgar da lista oficial todo o material que não se enquadra
na cronologia publicada, passa a se trabalhar com uma busca de aceitação pelo maior número
possível de fãs dos trabalhos contemplados, especialmente aqueles que podem ser considerados
formadores de opinião dentro de uma comunidade, como os editores de site, ou redatores de
revistas sobre o tema, de modo a construir de maneira colaborativa e participativa a história
“verdadeira” daquele universo ficcional.
Mesmo assim, é importante salientar que o propósito primevo de tal iniciativa é
transformar o emaranhado de produções que compõe a narrativa em questão em um universo
ficcional coeso e funcional, e não necessariamente validar produções de fãs como pertencentes
à história oficial do mesmo, ficando, portanto, excluídas de tal prática as fan-fictions e demais
produções de fãs que não encontrem eco em materiais já existentes.
Dessa forma, pode-se entender, então, que trabalhos como a construção da Memory
Alpha, enquanto não são produções canônicas de fato, representam a totalidade do
conhecimento canônico e “fanônico” aceito por aquele grupo de fãs como a realidade
estabelecida daquele universo, e, portanto, enquadram-se na cultura participativa, fortalecendo
e ampliando a vasta narrativa de Jornada nas Estrelas.
Em vista disso, também não podem ser consideradas inválidas as proposições das outras
criações de enciclopédias, como a Memory Beta e Memory Gamma, que versam sobre assuntos
e materiais não aceitos na primeira, ainda que essas duas tenham uma abrangência menor, e
menos fãs dedicados a preencher suas lacunas.
7
Junção dos termos “fã” e “canônico”.
Considerações Finais
Tendo em vista as definições aceitas para canonicidade e produção de fãs, fica claro que
não há espaço para se considerar um mecanismo de uma Wiki como uma produção oficial do
universo ficcional de Jornada nas Estrelas. Ainda assim, uma vez que as tentativas dos próprios
produtores e manter uma coesão estrutural da ambientação criada são falhas à partir do
momento em que autores e roteiristas de produtos oficiais se fiam em materiais não oficiais
para criar histórias, torna-se necessária a avaliação da Memory Alpha como algo além de uma
simples produção de fãs.
Ao se refletir sobre os diferentes níveis de engajamento necessários para tal
empreendimento, e à luz do número de fãs, editores, leitores e artigos publicados na
enciclopédia, fica claro que muito embora não detenha qualquer grau de oficialidade ou ligação
com os produtores, a iniciativa é bem sucedida naquilo que propõe, a catalogação e indexação
de todo o material ficcional que é mencionado de uma forma ou de outra nos produtos oficiais
bem como suas origens, sejam essas canônicas ou apócrifas.
Sendo assim, e admitindo que tais criações são bastante dependentes dos editores que
lá trabalham em dado momento, bem como tomando ciência das controvérsias presentes em
aceitar ou não determinados artigos e verbetes, pode-se considerar que a Memory Alpha é sim,
tanto um repositório de conhecimento canônico quanto uma produção de fãs, destinada a trazer
para a franquia de mídia aquilo que os fãs fazem de melhor, opinar, discutir, certificar-se e
endossar o conhecimento de um universo ficcional que para eles é real.
Referências
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HELLEKSON, Karen; BUSSE, Kristina. Fan Fiction and Fan Communities in the Age of the
Internet: New Essays. 1. Ed. Estados Unidos da América: McFarland, 2006. p. 296.
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Culture and Communication). 1. Ed. New York: Routledge, 1992. p. 346.
JUNIOR, J. B. B.; COUTINHO, C. P. Wikis em educação: potencialidades e conceitos de
utilização. Actas do Encontro sobre Web 2.0, 2008.
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OKUDA, Michael; OKUDA, Denise. The Star Trek Encyclopaedia: A Reference Guide to the
Future. 3. Ed. Estados Unidos da América: Pocket Books, 1999. p. 745.
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